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Relatório de Viscosidade

Relatório de Viscosidade

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COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO”
Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01
ENGENHARIA QUÍMICA

1





DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE:
MÉTODOS DE STOKES E DO COPO FORD

OPERAÇÕES UNITÁRIAS B






Acácia Lemos
Carlos Machado
Danielle Corrêa
Hemilly Silva
Marcos Fidelis
Marcos Roberto




MANAUS-AM
Set/2010

Relatório da aula prática de
laboratório de Operações unitárias B,
ministrado pela professora Regina.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Nomes e unidades dos parâmetros........................................................... 6
Tabela 2 – Conversão da unidades de viscosidades .................................................. 11
Tabela 3 – Medidas das esferas ................................................................................. 18
Tabela 4 – Dados das esferas ..................................................................................... 19
Tabela 5 – Viscosidade absoluta................................................................................. 19
Tabela 6 – Coeficientes para cálculo da viscosidade absoluta.....................................20
Tabela 7 – Cálculo da viscosidade cinemática............................................................ 20

LISTRA DE FIGURAS
Figura 1a – Fluido escoando entre uma placa estacionária e outra com velocidade
constante.................................................................................................................... 4
Figura 1b – Sólido sujeito a uma tensão aplicada em sua face superior.................... 4
Figura 2 – Deformação do elemento ABCD – AB’C’D ................................................ 5
Figura 3 – Representação esquemática dos viscosímetros rotativos ........................ 9
Figura 4 – Representação esquemática do viscosímetro capilar e de Stokes ............ 10
Figura 5 – Balanço de forças ...................................................................................... 12
Figura 6 – Coeficiente de arrasto para esfera ............................................................ 13
Figura 7 – Representação esquemática do Copo Ford e do gliclê (orifício)................ 15

SUMÁRIO
1. Introdução Teórica.................................................................................................. 3
1.1. Viscosímetros e Unidades ........................................................................ 8
1.2. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 12
1.3. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 14
2. Objetivo .................................................................................................................. 16
3. Materiais e Reagentes ............................................................................................ 16
4. Metodologia Experimental ..................................................................................... 16
4.1. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 17
4.2. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 17
5. Resultados .............................................................................................................. 18
5.1. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 18
5.1.1. Cálculos ..................................................................................... 18
5.2. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 19
5.3. Exercícios ................................................................................................. 20
6. Conclusão ............................................................................................................... 23
7. Bibliografia ............................................................................................................. 23



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1. INTRODUÇÃO TEÓRICA
A viscosidade é uma das variáveis que caracteriza reologicamente uma substância.
Num sentido amplo, entende-se por propriedade reológica aquela que especifica a
deformação ou a taxa de deformação que uma substância apresenta quando sujeita a
uma tensão.
Dependendo do comportamento reológico da substância pode-se classificá-la em
puramente viscosa ou elástica. Esta classificação baseia-se em modelos lineares que
relacionam a deformação à tensão aplicada no material. O modelo para líquidos deve-
se a Sir Isaac Newton (1642-1727), Eq. (1a), e o modelo para sólidos a Robert Hooke
(1635-1703) , Eq. (1b):
| |
          
Newtoniano Fluido
deformação de taxa · u = t (1ª) | |
        
Hookeanos Sólidos
deformação G· = t , (1b)
Na primeira equação, a constante de proporcionalidade u é denominada de
viscosidade dinâmica (unidade [Pa.s] ou [kg/s/m]). Na segunda, G é a constante de
Lamé (G. Lamé 1852) (unidade [Pa]). Estes dois modelos expressam uma importante
diferença existente entre um fluido e um sólido: o fluido, estando sujeito a uma
tensão, se deforma continuamente; o sólido, não. Em outras palavras, forças aplicadas
em fluidos causam o escoamento; forças aplicadas em sólidos causam deformações.
Resulta daí a necessidade de se expressar a tensão atuante no líquido como
proporcional à taxa temporal de deformação (comportamento viscoso); em um sólido
ela é proporcional à deformação (comportamento elástico). A Fig. 1a ilustra um fluido
se deformando continuamente sob ação da tensão T. De forma análoga, a Fig. 1b
mostra um sólido que exibe uma deformação fixa para cada tensão aplicada.
Os modelos se constituem quando a taxa de deformação ou a deformação são
especificadas. Considere o retângulo ABCD (elemento infinesimal) com lados Ax e Ay,
representado na Fig. 2. Ao ser submetido a uma tensão na face BC, o ponto B se
desloca para B’ e o C para C’. A deformação, definida pelo ângulo ¸, formado por BAB’,
resulta do movimento relativo dos pontos B e B’ em relação ao ponto A, aqui tomado
como referência.
Para Ax e Ay infinitesimais, a deformação, expressa em função dos segmentos, é:

AB
' BB
tan = ¸ ~ ¸ . (2)


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i) Aplicação Eq. (2) para Fluidos:
O segmento BB’ se deforma continuamente. Sendo u a velocidade do fluido em A e At
o intervalo de tempo, então:

t y
dy
du
' BB A ·
|
|
.
|

\
|
A = , (3)

Substituindo-se a Eq. (3) na Eq.(2) obtém-se a taxa de deformação para o fluido:


dy
du
= ¸ (4)

ii) Aplicação Eq. (2) para Sólidos:
O segmento BB’ não se deforma continuamente. Se u é o deslocamento observado em
A, o deslocamento do ponto B em relação ao ponto A é:

|
|
.
|

\
|
A = y
dy
du
' BB , (5)

substituindo-se Eq. (5) na Eq.(2) obtém-se a deformação do sólido:

dy
du
= ¸ (6)

V
H
T
Fig. 1a - Fluido escoando entre uma placa
estacionária e outra que se desloca com
velocidade constante V devido à tensão
aplicada. O fluido se deforma continuamente
devido ao movimento relativo entre
partículas. O perfil de velocidades é linear.
T
H
V= 0
Fig. 1b - Sólido sujeito a uma tensão aplicada
em sua face superior. Diagrama ilustra as
deformações em função da tensão aplicada.
Em equilíbrio, não há movimento relativo
entre as partículas.

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Fig. 2 – Deformação do elemento ABCD ÷ AB’C’D
A extensão destes modelos para um estado de tensão tri-dimensional é a equação
constitutiva do material. Ela, de fato, é um modelo que relaciona deformação com
tensão para sólidos Hookenos ou fluidos Newtonianos. Expressa em notação indicial, a
equação constitutiva é dada por :

ij ij ij ij
D 2 D · u · + o · · ì = t , (7)
onde o
ij
é o delta de Kronecker; D
ij
é o tensor das deformações definido na Eq. (8)
(sólido ou fluido); u, v e w são vetores paralelos às direções x,y,z e representam
velocidades ou deformações, dependendo se a matéria é um fluido ou um sólido.
Finalmente, ì e u são parâmetros que dependem da temperatura e expressam, tanto
para fluidos como para sólidos, uma relação linear entre o tensor de deformações e o
campo de tensão. Além disto, eles impõem um comportamento isotrópico no tensor
das tensões, isto é: t
ij
= t
ji
.

c
c
|
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
|
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
c
c
|
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
|
|
.
|

\
|
c
c
+
c
c
c
c
·
=

=
z
w
y
w
z
v
x
w
z
u
y
w
z
v
y
v
x
v
y
u
x
w
z
u
x
v
y
u
x
u
2
1
D D D
D D D
D D D
D
zz yz xz
zy yy xy
zx yx xx
ij
(8)
y
dy
du
u A +

y
A
D
B
C
C

B

u
¸
x
A
x
A
y

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Os parâmetros ì e u são conhecidos por diferentes nomes quando a equação
constitutiva é aplicada para líquido ou sólido, veja a tab. 1.

Tabela 1 – Nomes e unidades dos parâmetros u e ì.
FLUIDOS NEWTONIANOS
u Primeiro coef. de
viscosidade ou
viscosidade dinâmica

Viscosidade dinâmica
Pa.s ou
N.s/m
2


Experimental
ì Segundo coef. de
viscosidade
Pa.s ou
N.s/m
2

ì = (2/3)u
modelo
SÓLIDOS HOOKEANOS
u
Coef. de Lamé,
conhecido por G
( ) v +
=
1 2
E
G
E - módulo Young
v - coef. de Poisson
Pa ou
N/m
2


Experimental
ì
Coef. de Lamé
( ) ( ) v ÷ · v +
v
= ì
2 1 1
E

E - módulo Young
v - coef. de Poisson
Pa ou
N/m
2

Experimental

v ~ (1/4)
e ì = G

Por razão puramente didática, as áreas de mecânica dos fluidos e de mecânica dos
sólidos são apresentadas como se derivassem de princípios fundamentais distintos. De
fato isto não ocorre, por estranho que possa parecer! Ambas as áreas estão
fundamentadas em conceitos de mecânica dos meios contínuos (Fung). Os coeficientes
de Lamé são similares aos coeficientes de viscosidade: ambos relacionam tensão com
deformação, veja Eq. (7) e Tab. 1.
Normalmente os cursos introdutórios em mecânica dos fluidos desenvolvem seus
conceitos principalmente para fluidos Newtonianos. Paralelamente, os cursos de

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mecânica dos sólidos desenvolvem aplicações para sólidos puramente elásticos.
Entretanto, existem fluidos e sólidos que têm comportamento não linear de tensão
versus deformação. Mais ainda, há materiais que apresentam, simultaneamente,
características viscosas e elásticas: são os fluidos visco-elásticos. As características
destes materiais ampliam a definição de sólidos e fluidos, constituindo uma área de
pesquisa ativa (Bird 1987), conhecida como Reologia, veja diagrama abaixo.















1.1. VISCOSÍMETROS & UNIDADES
Viscosímetros são instrumentos utilizados para medir a viscosidade (de líquidos. Eles
podem ser classificados em dois grupos: primário e secundário.
No grupo primário enquadram-se os instrumentos que realizam uma medida direta da
tensão e da taxa de deformação da amostra de fluido. Instrumentos com diversos
arranjos podem ser concebidos para este fim: entre eles há o de disco, de cone-disco e
REOLOGIA

Fluidos com comportamento
não-linear de
tensão x deformação
Sólidos com comportamento
não-linear de
tensão x deformação
Materiais com
comportamento
visco-elástico
Fluido Newtoniano,
comportamento
puramente viscoso linear
Mecânica dos Fluidos
Sólido Hookeano,
comportamento
puramente elástico linear
Mecânica dos Sólidos
du/dy
T
o
tano = u
tano = G

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de cilindro rotativo. Os respectivos esquemas estão mostrados na Fig. 3. O simbolo O
refere-se a rotação aplicada e T ao torque medido, que resulta da tensão oriunda da
deformação do fluido.











Fig. 3 – Representação esquemática dos viscosímetros rotativos: disco, cone-disco e
cilindro.

Os viscosímetros do grupo secundário inferem a razão entre a tensão aplicada e a taxa
de deformação por meios indiretos, isto é, sem medir a tensão e deformação
diretamente. Nesta categoria pode-se citar o viscosímetro capilar onde a viscosidade é
obtida por meio da medida do gradiente de pressão e o viscosímetro de Stokes onde
ela é determinada pelo tempo de queda livre de uma esfera, veja representações
esquemáticas na Fig. 4.




B
4
R
B 2
O t
· T
= u

R
O
Fluido B
R
3
R 2 O t
o · T
= u

O
Fluido
o
O
R
1

R
0

B
2
0
2
1
2
0
2
1
R R
R R
4
B
·
÷
·
O t
· T
= u

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Fig. 4 – Representação esquemática do viscosímetro capilar e de Stokes.
No viscosímetro capilar Q, L, AP e D são, respectivamente, a vazão volumétrica, a
distância entre as tomadas de pressão, o diferencial de pressão e o diâmetro do tubo
capilar. Esta relação aplica-se para um escoamento de Poiseuille, isto é, um
escoamento em regime laminar e hidrodinâmicamente desenvolvido.
No viscosímetro de Stokes as variáveis: g, D, p
s
, p
f
e V são, respectivamente, a
aceleração da gravidade, o diâmetro da esfera, a densidade da esfera, a densidade do
fluido e a velocidade terminal de queda livre, isto é, a razão entre a distância L e o
intervalo de tempo At. Esta relação aplica-se somente para esferas em queda livre em
meio infinito com Reynolds menores do que 1.
Como os viscosímetros primários realizam medidas diretas da taxa de deformação e da
tensão eles podem ser aplicados para ensaios tanto de fluidos Newtonianos como de
fluidos com comportamento tensão versus deformação não-linear e/ou visco-elástico.
Os viscosímetros secundários, por outro lado, aplicam-se principalmente a fluidos
Newtonianos, por medirem a viscosidade indiretamente. Esta é a principal diferença
entre eles. Outros aspectos que os diferenciam podem ser citados:
a) O volume requerido de amostra nos viscosímetros de disco e cone-disco são os
menores;
b) A faixa operacional nos viscosímetros de disco e cone-disco é a maior;
c) O custo do viscosímetro de Stokes é o menor. Entretanto, é o que necessita de
maior volume de fluido e só trabalha com líquidos translúcidos.
Q L 128
D P
4
· ·
· A · t
= u

( )
V
D g
18
1
f s
2
p ÷ p ·
= u

D
Q
AP
L
D
V=L/At

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d) Pelo fato de requererem o menor volume de fluido, os viscosímetros de disco e
cone-disco são os que mais facilmente se adaptam para ensaios em temperaturas
diferentes da temperatura ambiente.

Tabela 2 – Conversão das Unidades de Viscosidade
Viscosidade Dinâmica u
Para
converter
de

para

multiplique
por:
Kg/(m.s) g/(cm.s) ou
Poise (P)
10
Kg/(m.s) cP 1000
Kg/(m.s) Lb.s/ft
2
1
Kg/(m.s) Pa.s 1
Viscosidade Cinemática v = u/p
Para
converter
de

para

multiplique
por:
m
2
/s cm
2
/s ou
Stoke (St)
10
4

m
2
/s cSt 10
6

m
2
/s ft
2
/s 10,76




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1.2. VISCOSÍMETRO DE STOKES
O princípio operacional do viscosímetro de Stokes baseia-se na determinação da
velocidade de queda livre de uma esfera através do fluido do qual se deseja obter a
viscosidade. A Fig. 4 ilustra o processo.
A esfera, sendo lançada no fluido estacionário, estará sujeita a um conjunto de forças
definidas pela equação denominada “BBO” (Bassin, Bousinesq & Ossen – Hinze 1959):

      
  
  
Virtual Massa
f
3
Arrasto
Esfera Acel
s
3
dt
dV
D
6
2
1
V D 3
dt
dV
D
6
p
t
· ÷ · · u · t ÷ = p
t

( )
      
            
Empuxo - Peso
f s
3
Basset de Força
t
0
f
2
g D
6

t
d
d
dV
D
2
3
· p ÷ p
t
+
t ÷
t
t
u · tp ÷
í
(9)
onde D é o diâmetro da esfera , dV/dt a aceleração da esfera e p
s
e p
f
as densidades da
esfera e do fluido, respectivamente. Uma solução geral desta equação integral-
diferencial pode ser encontrada em Yih (1977).
Neste viscosímetro, a uma distância equivalente a 50 diâmetros do ponto de
lançamento da esfera, ela atinje a velocidade terminal, isto é, dV/dt é nulo. A Eq. (9) se
reduz então a um balanço entre a força de arrasto e a diferença Peso – Empuxo,
conforme ilustra a Fig. 5.


















Fig. 5 – Balanço de forças e visualização das linhas de corrente em uma esfera em
queda livre. Referencial deslocando-se com a esfera num fluido estacionário.
PESO
EMPUXO
ARRASTO

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A força de arrasto pode ser expressa em termos do coeficiente de arrasto, C
D
, (White,
1991)

D
2 2
f
D
Re
24
4
D
2
V
DV 3
C ÷
t
·
p
tu
= , (10)
Onde:
u
· · p
=
V D
Re
D
,
Ficando o balanço de forças para o escoamento permanente dado pela Eq. (11),
( )g
6
D
4
D
V
2
1
C
f s
3 2
2
f D
p ÷ p
t
=
|
|
.
|

\
|
t
· p · , (11)
Esta solução foi obtida analiticamente pela primeira vez em 1851, por Stokes. Ela é
considerada um dos grandes sucessos na área de Mecânica dos Fluidos, pois prevê,
com precisão, o arrasto de uma esfera a partir de fundamentos teóricos.
Evidentemente a validade da solução é restrita a escoamentos com ausência de
inércia, isto é, para regimes com Reynolds inferiores à unidade. Uma comparação
entre a Eq. (10) e dados experimentais é mostrada na Fig. 6.
Fig. 6 – Coeficiente de arrasto para esfera.

Deve-se ressaltar que a Eq. (11) aplica-se para um meio infinito. A presença das
paredes do viscosímetro causa um aumento no coeficiente de arrasto e deve ser
corrigido como proposto por Landenberg, em Brodkey 1967:


|
|
.
|

\
|
+ =
t D
D
D
D
0144 . 2 1
Re
24
C , (12)


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Onde: D
t
é o diâmetro do tubo do viscosímetro. A relação aplica-se somente para
esferas lançadas na linha de centro do tubo.
Substituindo-se Eq. (12) na Eq. (11) e resolvendo para u, obtém-se a expressão de
trabalho para o viscosímetro de Stokes, Eq. (13), desde que Re
D
seja menor do que a
unidade.

( )
|
.
|

\
|
+ ·
p ÷ p ·
= u
t
f s
2
D
D
1044 . 2 1 V
D g
18
1
(13)


1. 3. VISCOSÍMETRO COPO FORD
Com o Copo Ford infere-se a viscosidade do fluido a partir da medida do tempo gasto
para esvaziar o reservatório (o “copo”). É um método simples, rápido e que requer um
pequeno volume de amostra de fluido. Assim, ele é muito utilizado industrialmente.
Apesar de medir somente a viscosidade do fluido à temperatura ambiente, ele é
bastante adequado para fluidos que ‘sujam’ ou ‘aderem’, como tintas e vernizes dada
à facilidade de limpeza.
As dimensões do Copo Ford utilizado na experiência e detalhes do “giclê” (orifício)
estão na Fig. 7.
O princípio de funcionamento baseia-se na equação de Poiseuille. Assim, o princípio
operacional do Copo Ford é similar ao do viscosímetro capilar. Em primeira
aproximação pode-se supor um regime de escoamento ‘quase-permanente’ durante o
esvaziamento do copo e ainda desprezar qualquer perda no copo. Assim, somente as
perdas no escoamento através do orifício, onde a velocidade é maior, serão
consideradas.
Ainda mais, se os efeitos de aceleração devidos ao desenvolvimento do perfil
hidrodinâmico no orifício (L/D ~ 2) são desprezados, pode-se afirmar que a diferença
de pressão do escoamento através do orifício é (gh), sendo h a altura do fluido no copo
(o orifício descarrega o fluido na atmosfera):
gh P p = A . (15)


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Fig. 7 – Representação esquemática do Copo Ford e do “gliclê” (orifício).

Assim, se p é a perda de pressão de um escoamento de Poiseuilli (veja Fig. 4), tem-se:

4
D
L Q
128 gh
t
·
u ~ p
(16)
Então, se dt dh A Q
T
= , sendo A
T
a área transversal do copo e dh/dt a variação do nível
do fluido no copo com o tempo, chega-se à Eq.(17):

  
C . const
4
T
gD
L A 128
h
dh dt
t
· ·
· ~
v
, (17)
Integrando-se Eq. (17) obtém-se uma expressão aproximada para a viscosidade
cinemática em função do tempo é:

( )
0 f
h h ln C
t
·
~ v , (18)

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15

onde h
0
é a altura inicial e h
f
é a altura final do fluido no copo. Logo, a Eq. (18) é uma
expressão analítica aproximada que correlaciona o tempo de esvaziamento do copo
com a viscosidade. Ela é, então, a base da equação proposta pelo fabricante do Copo
Ford:
B t A + A · = v . (19)
As constantes A e B são definidas experimentalmente pelo fabricante e “corrigem”
todas as aproximações da análise: perdas no escoamento no copo, efeitos de
aceleração desprezados, o fato de que o copo é cônico na base, que o intervalo de
tempo é medido para o esgotamento total do copo (até a interrupção do jato contínuo
e surgir a primeira gota no orifício), etc. A Eq. (19) é, então, a curva de conversão entre
o tempo de esvaziamento total do copo e a viscosidade cinemática do fluido. As
constantes variam, evidentemente, com diferentes orifícios.


2. OBJETIVO

Determinar a viscosidade cinemática de líquidos e a viscosidade absoluta de um fluido
a partir da velocidade de descida de uma esfera neste fluido, contido num tubo de
vidro vertical.


3. MATERIAIS E REAGENTES

Viscosímetro de Stokes, esferas, cronômetro, micrômetro, régua, balança,
viscosímetro de efluxo tipo copo Ford, paquímetro e glicerina.




4. METODOLOGIA EXPERIMENTAL

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16

4.1. VISCOSÍMETRO DE STOKE

4.1.1. Mediu-se a massa da esfera na balança e o diâmetro da esfera;
4.1.2. Marcou-se o tubo do viscosímetro com uma régua, uma distância
de 60 cm, que foi percorrida pela esfera;
4.1.3. Determinou-se com o uso do cronometro o tempo de descida da
esfera entre as marcas definidas anteriormente.
4.1.4. Repetiu-se a medida do tempo para outras duas esferas.

4.2. VISCOSÍMETRO DE EFLUXO – MODELO COPO FORD

4.2.1. Selecionou-se o orifício adequado, que para o fluido usado, a
glicerina na temperatura de 25
0
C, foi os de números 3 e 8;
4.2.2. Fechou-se o orifício com o dedo e preencheu o copo com amostra
vagarosamente evitando formação de bolhas, até o nível mais elevado;
4.2.3. Removeu-se o excesso do líquido com uma placa de vidro plana,
fazendo-a correr pela boca do copo.
4.2.4. Retirou-se o dedo do orifício, o vidro plano e acionou-se o
cronometro quando o fluido começou a correr pelo orifício;
4.2.5. Quando ocorreu a primeira interrupção do fluxo de escoamento,
parou-se o cronômetro e anotou-se o tempo transcorrido.
4.2.6. Realizou-se o ensaio por mais três vezes, sempre fazendo a
limpeza do copo especialmente do orifício.







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5. RESULTADOS
5.1. VISCOSÍMETRO DE STOCKS
Tabela 3 – Medidas das Esferas
Esferas Peso (g) Diâmetro (cm)
Tempo
percorrido (s)
Aço 1 2,718 0,88 0,93
Aço 2 1,487 0,60 0,75
Aço 3 0,440 0,49 1,29
P 1 0,163 0,43 5,78
P 2 0,164 0,50 5,87
P 3 0,165 0,50 5,83


5.1.2. CÁLCULOS

( )
|
.
|

\
|
+ ·
p ÷ p ·
= u
t
f s
2
D
D
1044 . 2 1 V
D g
18
1

Onde:
g é gravidade = 9,80665 m/s
2
= 980,664 cm/s
2

D é o diâmetro da esfera, ver tabela 3
D
t
é o diâmetro do viscosímetro = 6,5 cm
p
s
é a densidade da esfera, ver tabela 4
p
f
é a densidade da glicerina = 1,2613 gcm
-3

V é velocidade terminal, ver tabela 4





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Tabela 4 – Dados das Esferas
Esferas Peso (g) Raio (cm)
Volume
(cm
3
)
Densidade
(g/cm
3
)
Velocidade
(cm/s)
Aço 1 2,718 0,440 0,357 7,621 64,516
Aço 2 1,487 0,300 0,113 13,155 80,000
Aço 3 0,44 0,245 0,062 7,146 46,512
P 1 0,163 0,215 0,042 3,917 10,381
P 2 0,164 0,250 0,065 2,507 10,221
P 3 0,165 0,250 0,065 2,522 10,292

Tabela 5 – Viscosidade absoluta
Medição
Viscosidade
(g/cm s) ou
(poise)
Viscosidade
(Kg/m s)
Viscosidade
(cp)
Viscosidade
(Lb.s/ft2)
Viscosidade
(pa s)
1
3,2369
0,3237 323,6865 0,3237 0,3237
2
2,4416
0,2442 244,1565 0,2442 0,2442
3
1,4285
0,1429 142,8508 0,1429 0,1429
4
2,2626
0,2263 226,2609 0,2263 0,2263
5
1,4287
0,1429 142,8666 0,1429 0,1429
6
1,4363
0,1436 143,6343 0,1436 0,1436


5.2. VISCOSÍMETRO DE EFLUXO – MODELO COPO FORD

Viscosidade = Coef.A * T + Coef.B

onde: T = tempo expresso em segundos.





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Tabela 6 – Coeficientes para cálculo da viscosidade absoluta
Coef. A Coef. B Visc0,2Min. Visc. Max.
Orificio 2 0,6658 -17,08 0,2 62,8
Orificio 3 1,5765 -11,01 20,5 178,2

Orificio 4 3,8239 -31,95 44,5 426,9
Orificio 5 6,5408 -29,48 101,3 755,4
Orificio 6 12,9309 -40,23 218,4 1511,5
Orificio 7 23,7929 -64,64 411,2 2790,5
Orificio 8 39,6549 -93,59 699,5 4665,0


Tabela 7 – Cálculo da viscosidade cinemática
Orifício Tempo (s)
Viscosidade
(mm2/s)
Média
(mm2/s)
3
96,82 141,6267
139,0097 95,42 139,4196
93,24 135,9829
8
13,68 448,8890
420,0731 12,29 393,7687
12,89 417,5617


5.3. EXERCÍCIOS

Qual a diferença da determinação da viscosidade de líquido pelo método de Copo Ford
e a de Stokes?
Além do procedimento e dos equipamentos, ambos os métodos tem a finalidade de
medir a viscosidade de um determinado fluido, pois na determinação pelo copo Ford o
fluido escoa pelo orifício num determinado intervalo de tempo, enquanto que pelo de
Stokes a esfera percorre o liquido num determinado tempo.


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1. Durante a realização do experimento chamado viscosímetro de stoke, a esfera ao
descer com velocidade constante dentro do liquido de massa especifica 1,213 Kg/L,
sofreu o empuxo de 2,5x10
-4
N e força viscosa de 2x10
-2
N. sendo, g = 10m/s
2
,
pergunta-se:
a) Qual a massa da esfera?
b) Qual o diâmetro da esfera?
P = E + F
m x 10m/s
2
= 2,5.10
-4
Kgms
-2
+ 2.10
-2
Kgms
-2

m = 0,002025Kg = 2,025 g
E = P x Vol x g
2,5.10
-4
Kgms
-2
= 1213Kg/m
3
x Vol. X 10m
-2

Vol. = 20,61.10
-9
m
3

Vol. = 4/3 PiR
3

20,61.10
-9
m
3
= 4/3 x 3,14 R
3

R3 = 20,61.10
-9
m
3
/ 4,18879 = 4,92.10
-9
m
3

R = 1,701.10
-3
m
D = 2R
D = 2 x 1,701.10
-3
m
D = 3,40.10
-4
m







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2. Em um experimento com um viscosímetro de Stokes, para determinar a viscosidade
absoluta de um fluido (óleo), foram usados esferas de aço. Os valores médios
encontrados forma:
Tempo médio = 1,5 s
Distância entre os pontos de medição = 20,834 in
Raio da esfera = 1/16 in
Massa da esfera = 0,1 g
Densidade do óleo = 0,9 g/cm
3

Determinar a viscosidade absoluta do óleo no (SI)
Velocidade (V) 0,353 m/s
Raio [R] 0,0015875 m
Massa (m) 0,0001 Kg
Densidade (P) 900 Kg/m3
Gravidade (g) 10 m/s2
Pi 3,141593
Viscosidade = [(mg - P1,33PiR3g) / 6PiVR]

Viscosidade = [(0,001 - 0,000150447603044149) / 0,010563056683725]
Viscosidade = 0,0804 Kg/m.s
3. Sabe-se que a força viscosa em N que atua sobre uma esfera durante a sua descida
no interior de um viscosímetro de Stokes é dada pela equação: F = 0,01V onde V é
velocidade em m/s. A massa da esfera é de 2,0g e o empuxo 0,01N. O tempo em s para
esfera percorrer 20 cm no interior do viscosímetro de Stokes é de aproximadamente:
a) 0,5 b) 1 c) 18 d) 0,2 e) 31
mg = E + 0,01V
0,002Kg x 10m/s = 0,01N + 0,01V
V = (0,02Kg m/s - 0,01N)/ 0,01
V = 1m/s
Tempo = 0,2m / 1m/s
Tempo = 0,2s

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6. CONCLUSÃO

Concluiu-se com esta prática que a determinação das viscosidades de um fluido, pode
ser realizada através de dois métodos bem simples, Stokes (absoluta) e Copo Ford
(cinética), onde os procedimentos também são bastante simples e práticos que podem
facilmente serem aplicados em processos para controle de viscosidade.

7. BIBLIOGRAFIA

a) endereço eletrônico:
www.fem.unicamp.br/~em712/viscos.doc - (consultado em 04/10/10)
- Bird, R.B.; Armstrong, R.C. and Hassager, O.; “Dynamics of Polymeric Liquids”,
John Willey, 1987.
- Brodkey, R.S.;”The Phenomena of Fluid Motions”, Addison-Wesley, 1967.
- Fung, Y.C., “A first couse in Continuum Mechanics”, Prentice-Hall, N.J.
- Hinze, J.O.; “Turbulence”, McGraw-Hill, 1959
- Yih, C.S.; “Fluid Mechanics”, West River, 1979
- White, F.M.;”Viscous Fluid Flow”, 2
nd
ed. McGraw-Hill, 1991.
www.avanciniequipamentos.com.br/downloads/download.asp?...(consultado em
20/10/10)

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LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Nomes e unidades dos parâmetros........................................................... 6 Tabela 2 – Conversão da unidades de viscosidades .................................................. 11 Tabela 3 – Medidas das esferas ................................................................................. 18 Tabela 4 – Dados das esferas ..................................................................................... 19 Tabela 5 – Viscosidade absoluta................................................................................. 19 Tabela 6 – Coeficientes para cálculo da viscosidade absoluta.....................................20 Tabela 7 – Cálculo da viscosidade cinemática............................................................ 20 LISTRA DE FIGURAS Figura 1a – Fluido escoando entre uma placa estacionária e outra com velocidade constante.................................................................................................................... 4 Figura 1b – Sólido sujeito a uma tensão aplicada em sua face superior.................... 4 Figura 2 – Deformação do elemento ABCD – AB’C’D ................................................ 5 Figura 3 – Representação esquemática dos viscosímetros rotativos ........................ 9 Figura 4 – Representação esquemática do viscosímetro capilar e de Stokes ............ 10 Figura 5 – Balanço de forças ...................................................................................... 12 Figura 6 – Coeficiente de arrasto para esfera ............................................................ 13 Figura 7 – Representação esquemática do Copo Ford e do gliclê (orifício)................ 15 SUMÁRIO 1. Introdução Teórica.................................................................................................. 3 1.1. Viscosímetros e Unidades ........................................................................ 8 1.2. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 12 1.3. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 14 2. Objetivo .................................................................................................................. 16 3. Materiais e Reagentes ............................................................................................ 16 4. Metodologia Experimental ..................................................................................... 16 4.1. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 17 4.2. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 17 5. Resultados .............................................................................................................. 18 5.1. Viscosímetro de Stokes ............................................................................ 18 5.1.1. Cálculos ..................................................................................... 18 5.2. Viscosímetro Copo Ford ........................................................................... 19 5.3. Exercícios ................................................................................................. 20 6. Conclusão ............................................................................................................... 23 7. Bibliografia ............................................................................................................. 23

2

2. Num sentido amplo. o ponto B se desloca para B’ e o C para C’. representado na Fig. Lamé 1852) (unidade [Pa]). forças aplicadas em sólidos causam deformações. De forma análoga. o sólido. Considere o retângulo ABCD (elemento infinesimal) com lados x e y. G é a constante de Lamé (G. Os modelos se constituem quando a taxa de deformação ou a deformação são especificadas.     Sólidos Hookeanos (1b) Na primeira equação. A deformação. Eq. a Fig. expressa em função dos segmentos.s] ou [kg/s/m]). Em outras palavras. não. a constante de proporcionalidade  é denominada de viscosidade dinâmica (unidade [Pa. A Fig. Ao ser submetido a uma tensão na face BC. Para x e y infinitesimais. Na segunda. resulta do movimento relativo dos pontos B e B’ em relação ao ponto A. AB (2) 3 . estando sujeito a uma tensão. (1b):     taxa de deformação   Fluido Newtoniano (1ª)   G  deformação . Esta classificação baseia-se em modelos lineares que relacionam a deformação à tensão aplicada no material. a deformação. Eq. (1a). aqui tomado como referência. 1a ilustra um fluido se deformando continuamente sob ação da tensão T. formado por BAB’. e o modelo para sólidos a Robert Hooke (1635-1703) . em um sólido ela é proporcional à deformação (comportamento elástico). se deforma continuamente.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 1. forças aplicadas em fluidos causam o escoamento. INTRODUÇÃO TEÓRICA A viscosidade é uma das variáveis que caracteriza reologicamente uma substância. 1b mostra um sólido que exibe uma deformação fixa para cada tensão aplicada. Resulta daí a necessidade de se expressar a tensão atuante no líquido como proporcional à taxa temporal de deformação (comportamento viscoso). é: tan     BB' . Estes dois modelos expressam uma importante diferença existente entre um fluido e um sólido: o fluido. definida pelo ângulo . entende-se por propriedade reológica aquela que especifica a deformação ou a taxa de deformação que uma substância apresenta quando sujeita a uma tensão. O modelo para líquidos devese a Sir Isaac Newton (1642-1727). Dependendo do comportamento reológico da substância pode-se classificá-la em puramente viscosa ou elástica.

Se u é o deslocamento observado em A.  dy    (3) Substituindo-se a Eq. i) Aplicação Eq. Sendo u a velocidade do fluido em A e t o intervalo de tempo. 1a .  dy    (5) substituindo-se Eq. (5) na Eq.(2) obtém-se a taxa de deformação para o fluido:   du dy (4) ii) Aplicação Eq. (2) para Fluidos: O segmento BB’ se deforma continuamente. (3) na Eq. O fluido se deforma continuamente devido ao movimento relativo entre partículas. o deslocamento do ponto B em relação ao ponto A é:  du  BB'   y  . 1b . Em equilíbrio. então:  du  BB'   y   t . (2) para Sólidos: O segmento BB’ não se deforma continuamente.(2) obtém-se a deformação do sólido:  du dy (6) 4 . não há movimento relativo entre as partículas. Fig. Diagrama ilustra as deformações em função da tensão aplicada.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA V H T H V= 0 T Fig. O perfil de velocidades é linear.Sólido sujeito a uma tensão aplicada em sua face superior.Fluido escoando entre uma placa estacionária e outra que se desloca com velocidade constante V devido à tensão aplicada.

eles impõem um comportamento isotrópico no tensor das tensões. Dij é o tensor das deformações definido na Eq.  e  são parâmetros que dependem da temperatura e expressam. v e w são vetores paralelos às direções x. a equação constitutiva é dada por :  ij    D ij   ij  2    D ij . é um modelo que relaciona deformação com tensão para sólidos Hookenos ou fluidos Newtonianos. tanto para fluidos como para sólidos.z e representam velocidades ou deformações. isto é: ij = ji . u. de fato. Expressa em notação indicial.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA y u du y dy B ’ C C ’ B  y  u A D x  Fig. (7) onde ij é o delta de Kronecker.y. D xx  D ij   D xy D  xz D yx D yy D yz D zx   D zy   D zz    u w      z x   v w      z y       w  z    u  x    u v  1    2   y x     u w      z x    u v    y  x     v y  v w     z y     (8) 5 . uma relação linear entre o tensor de deformações e o campo de tensão. dependendo se a matéria é um fluido ou um sólido. Finalmente. Além disto. Ela. 2 – Deformação do x elemento ABCD  AB’C’D A extensão destes modelos para um estado de tensão tri-dimensional é a equação constitutiva do material. (8) (sólido ou fluido).

por estranho que possa parecer! Ambas as áreas estão fundamentadas em conceitos de mecânica dos meios contínuos (Fung). 1. os cursos de 6 . de viscosidade ou Viscosidade dinâmica viscosidade dinâmica Segundo coef. Normalmente os cursos introdutórios em mecânica dos fluidos desenvolvem seus conceitos principalmente para fluidos Newtonianos. 1. FLUIDOS NEWTONIANOS  Primeiro coef. as áreas de mecânica dos fluidos e de mecânica dos sólidos são apresentadas como se derivassem de princípios fundamentais distintos. Os coeficientes de Lamé são similares aos coeficientes de viscosidade: ambos relacionam tensão com deformação.s ou N.s/m2 SÓLIDOS HOOKEANOS  Coef. Paralelamente.módulo Young  .coef. de Poisson   (1/4) e=G Por razão puramente didática.s/m2 Pa. viscosidade de Pa.s ou N.módulo Young  . conhecido por G  Coef. De fato isto não ocorre.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA Os parâmetros  e  são conhecidos por diferentes nomes quando a equação constitutiva é aplicada para líquido ou sólido. (7) e Tab. de Lamé. veja a tab. de Poisson  1    1  2  E Pa ou N/m2 Experimental E . veja Eq. Tabela 1 – Nomes e unidades dos parâmetros  e . de Lamé G E 21    Experimental  = (2/3) modelo  Pa ou N/m2 Experimental E .coef.

Mais ainda. Eles podem ser classificados em dois grupos: primário e secundário. No grupo primário enquadram-se os instrumentos que realizam uma medida direta da tensão e da taxa de deformação da amostra de fluido. constituindo uma área de pesquisa ativa (Bird 1987). Instrumentos com diversos arranjos podem ser concebidos para este fim: entre eles há o de disco.1. comportamento  puramente elástico linear du/dy REOLOGIA Fluidos com comportamento não-linear de tensão x deformação Materiais com comportamento visco-elástico tensão x deformação Sólidos com comportamento não-linear de 1. veja diagrama abaixo. As características destes materiais ampliam a definição de sólidos e fluidos.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA mecânica dos sólidos desenvolvem aplicações para sólidos puramente elásticos. há materiais que apresentam. características viscosas e elásticas: são os fluidos visco-elásticos. comportamento puramente viscoso linear tan = G  Mecânica dos Sólidos Sólido Hookeano. Entretanto. de cone-disco e 7 . VISCOSÍMETROS & UNIDADES Viscosímetros são instrumentos utilizados para medir a viscosidade (de líquidos. tan =  Mecânica dos Fluidos Fluido Newtoniano. simultaneamente. existem fluidos e sólidos que têm comportamento não linear de tensão versus deformação. conhecida como Reologia.

CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA de cilindro rotativo. cone-disco e cilindro. isto é. 3. 8 . sem medir a tensão e deformação diretamente. Os respectivos esquemas estão mostrados na Fig. 3 – Representação esquemática dos viscosímetros rotativos: disco. Nesta categoria pode-se citar o viscosímetro capilar onde a viscosidade é obtida por meio da medida do gradiente de pressão e o viscosímetro de Stokes onde ela é determinada pelo tempo de queda livre de uma esfera.     2B R 4    2R 3 B Fluido B  Fluido R R0 R1 R B  2 2   B R1  R 0  4 R 2  R 2 1 0  Fig. 4. veja representações esquemáticas na Fig. O simbolo  refere-se a rotação aplicada e T ao torque medido. Os viscosímetros do grupo secundário inferem a razão entre a tensão aplicada e a taxa de deformação por meios indiretos. que resulta da tensão oriunda da deformação do fluido.

Esta relação aplica-se para um escoamento de Poiseuille. L. f e V são. No viscosímetro capilar Q. é o que necessita de maior volume de fluido e só trabalha com líquidos translúcidos. Entretanto. isto é. Esta relação aplica-se somente para esferas em queda livre em meio infinito com Reynolds menores do que 1. b) A faixa operacional nos viscosímetros de disco e cone-disco é a maior. a densidade do fluido e a velocidade terminal de queda livre. Os viscosímetros secundários. P e D são. Como os viscosímetros primários realizam medidas diretas da taxa de deformação e da tensão eles podem ser aplicados para ensaios tanto de fluidos Newtonianos como de fluidos com comportamento tensão versus deformação não-linear e/ou visco-elástico. a razão entre a distância L e o intervalo de tempo t. a aceleração da gravidade. por outro lado. a densidade da esfera. s. respectivamente. aplicam-se principalmente a fluidos Newtonianos. isto é. 4 – Representação esquemática do viscosímetro capilar e de Stokes. a distância entre as tomadas de pressão. o diâmetro da esfera. Outros aspectos que os diferenciam podem ser citados: a) O volume requerido de amostra nos viscosímetros de disco e cone-disco são os menores. No viscosímetro de Stokes as variáveis: g. D. a vazão volumétrica.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA D L P V=L/t D Q    P  D 4 128 L  Q  1 g  D 2 s  f 18 V  Fig. por medirem a viscosidade indiretamente. um escoamento em regime laminar e hidrodinâmicamente desenvolvido. c) O custo do viscosímetro de Stokes é o menor. respectivamente. Esta é a principal diferença entre eles. 9 . o diferencial de pressão e o diâmetro do tubo capilar.

CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA d) Pelo fato de requererem o menor volume de fluido.76 10 .s) g/(cm.s) Kg/(m.s 1000 1 1  = / para multiplique por: 10  Viscosidade Cinemática Para converter de m2/s cm2/s ou Stoke (St) m2/s m2/s cSt ft2/s para multiplique por: 104 106 10.s) cP Lb.s) ou Poise (P) Kg/(m. Tabela 2 – Conversão das Unidades de Viscosidade Viscosidade Dinâmica Para converter de Kg/(m.s) Kg/(m.s/ft2 Pa. os viscosímetros de disco e cone-disco são os que mais facilmente se adaptam para ensaios em temperaturas diferentes da temperatura ambiente.

5. ARRASTO EMPUXO PESO Fig. Bousinesq & Ossen – Hinze 1959):  3 dV  dV D s   3  1  D3f   D V 2 6 6  dt       dt  Arrasto Acel Esfera Massa Virtual  3 2 dV d  3 D f     D s  f   g 2 d t   6  0      Peso .2. 5 – Balanço de forças e visualização das linhas de corrente em uma esfera em queda livre. dV/dt a aceleração da esfera e s e f as densidades da esfera e do fluido. A Eq. (9) se reduz então a um balanço entre a força de arrasto e a diferença Peso – Empuxo. VISCOSÍMETRO DE STOKES O princípio operacional do viscosímetro de Stokes baseia-se na determinação da velocidade de queda livre de uma esfera através do fluido do qual se deseja obter a viscosidade.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 1. isto é. 4 ilustra o processo. a uma distância equivalente a 50 diâmetros do ponto de lançamento da esfera. 11 . conforme ilustra a Fig. Uma solução geral desta equação integraldiferencial pode ser encontrada em Yih (1977). Neste viscosímetro. A Fig. respectivamente. estará sujeita a um conjunto de forças definidas pela equação denominada “BBO” (Bassin. A esfera.Empuxo Força de Basset t (9) onde D é o diâmetro da esfera . dV/dt é nulo. sendo lançada no fluido estacionário. ela atinje a velocidade terminal. Referencial deslocando-se com a esfera num fluido estacionário.

Ficando o balanço de forças para o escoamento permanente dado pela Eq. 6. isto é. Deve-se ressaltar que a Eq. para regimes com Reynolds inferiores à unidade. (11). em Brodkey 1967: CD  24 Re D  D 1  2. (10) Onde: Re D  DV  . CD. (10) e dados experimentais é mostrada na Fig. com precisão.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA A força de arrasto pode ser expressa em termos do coeficiente de arrasto.0144  Dt   . por Stokes. Ela é considerada um dos grandes sucessos na área de Mecânica dos Fluidos. 6 – Coeficiente de arrasto para esfera.  D 2 1 CD  f V 2    4 2   D 3   s   f g . (11) aplica-se para um meio infinito. Uma comparação entre a Eq.  6  (11) Esta solução foi obtida analiticamente pela primeira vez em 1851. Evidentemente a validade da solução é restrita a escoamentos com ausência de inércia. o arrasto de uma esfera a partir de fundamentos teóricos. (White.   (12) 12 . 1991) CD  3DV  f V 2 D 2  2 4  24 Re D . A presença das paredes do viscosímetro causa um aumento no coeficiente de arrasto e deve ser corrigido como proposto por Landenberg. Fig. pois prevê.

pode-se afirmar que a diferença de pressão do escoamento através do orifício é (gh).1044D   Dt    (13) 1. serão consideradas. (13). (12) na Eq.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA Onde: Dt é o diâmetro do tubo do viscosímetro. rápido e que requer um pequeno volume de amostra de fluido. como tintas e vernizes dada à facilidade de limpeza. (15) 13 . onde a velocidade é maior. obtém-se a expressão de trabalho para o viscosímetro de Stokes. Assim. Apesar de medir somente a viscosidade do fluido à temperatura ambiente. As dimensões do Copo Ford utilizado na experiência e detalhes do “giclê” (orifício) estão na Fig. somente as perdas no escoamento através do orifício. ele é muito utilizado industrialmente.  1 18 g  D 2  s   f  V  1  2. ele é bastante adequado para fluidos que ‘sujam’ ou ‘aderem’. É um método simples. o princípio operacional do Copo Ford é similar ao do viscosímetro capilar. sendo h a altura do fluido no copo (o orifício descarrega o fluido na atmosfera): P  gh . Substituindo-se Eq. (11) e resolvendo para . desde que ReD seja menor do que a unidade. Ainda mais. se os efeitos de aceleração devidos ao desenvolvimento do perfil hidrodinâmico no orifício (L/D  2) são desprezados. 3. Assim. Eq. Em primeira aproximação pode-se supor um regime de escoamento ‘quase-permanente’ durante o esvaziamento do copo e ainda desprezar qualquer perda no copo. O princípio de funcionamento baseia-se na equação de Poiseuille. Assim. A relação aplica-se somente para esferas lançadas na linha de centro do tubo. VISCOSÍMETRO COPO FORD Com o Copo Ford infere-se a viscosidade do fluido a partir da medida do tempo gasto para esvaziar o reservatório (o “copo”). 7.

se p é a perda de pressão de um escoamento de Poiseuilli (veja Fig. 4).CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA Fig. Assim. (17) obtém-se uma expressão aproximada para a viscosidade cinemática em função do tempo é:  t . (17) Integrando-se Eq. chega-se à Eq.C . C  lnh f h 0  (18) 14 .(17): dt dh 128 A T  L    h gD 4  const. se Q  A T dh dt . tem-se: gh  128 QL D 4 (16) Então. sendo AT a área transversal do copo e dh/dt a variação do nível do fluido no copo com o tempo. 7 – Representação esquemática do Copo Ford e do “gliclê” (orifício).

a curva de conversão entre o tempo de esvaziamento total do copo e a viscosidade cinemática do fluido. contido num tubo de vidro vertical. 2. 3. Ela é. cronômetro. então. o fato de que o copo é cônico na base.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA onde h0 é a altura inicial e hf é a altura final do fluido no copo. METODOLOGIA EXPERIMENTAL 15 . As constantes variam. 4. com diferentes orifícios. paquímetro e glicerina. etc. evidentemente. (18) é uma expressão analítica aproximada que correlaciona o tempo de esvaziamento do copo com a viscosidade. esferas. (19) é. Logo. balança. micrômetro. régua. A Eq. MATERIAIS E REAGENTES Viscosímetro de Stokes. efeitos de aceleração desprezados. então. (19) As constantes A e B são definidas experimentalmente pelo fabricante e “corrigem” todas as aproximações da análise: perdas no escoamento no copo. a base da equação proposta pelo fabricante do Copo Ford:   A  t  B . a Eq. OBJETIVO Determinar a viscosidade cinemática de líquidos e a viscosidade absoluta de um fluido a partir da velocidade de descida de uma esfera neste fluido. que o intervalo de tempo é medido para o esgotamento total do copo (até a interrupção do jato contínuo e surgir a primeira gota no orifício). viscosímetro de efluxo tipo copo Ford.

4.6.1. 4. Selecionou-se o orifício adequado. Determinou-se com o uso do cronometro o tempo de descida da esfera entre as marcas definidas anteriormente. 4. o vidro plano e acionou-se o cronometro quando o fluido começou a correr pelo orifício. 4. Marcou-se o tubo do viscosímetro com uma régua. 4.2. 4. parou-se o cronômetro e anotou-se o tempo transcorrido. 4. 4. Retirou-se o dedo do orifício.4. Realizou-se o ensaio por mais três vezes.2. Removeu-se o excesso do líquido com uma placa de vidro plana.3. 4. 16 . sempre fazendo a limpeza do copo especialmente do orifício. até o nível mais elevado. uma distância de 60 cm.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 4.2. que foi percorrida pela esfera.1. Mediu-se a massa da esfera na balança e o diâmetro da esfera.1.1.2.1.2. foi os de números 3 e 8. Quando ocorreu a primeira interrupção do fluxo de escoamento. VISCOSÍMETRO DE STOKE 4.2.1. VISCOSÍMETRO DE EFLUXO – MODELO COPO FORD 4. fazendo-a correr pela boca do copo. que para o fluido usado.1. a glicerina na temperatura de 250C.2.2.5. Repetiu-se a medida do tempo para outras duas esferas.4. Fechou-se o orifício com o dedo e preencheu o copo com amostra vagarosamente evitando formação de bolhas.3.2.

5 cm ps é a densidade da esfera.87 5.1.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 5.43 0. ver tabela 4 17 .50 Tempo percorrido (s) 0.664 cm/s2 D é o diâmetro da esfera.93 0.29 5. ver tabela 4 pf é a densidade da glicerina = 1.78 5. CÁLCULOS  1 18 g  D 2  s   f  V  1  2.440 0.164 0.487 0.80665 m/s2 = 980. RESULTADOS 5.1044D   Dt    Onde: g é gravidade = 9.718 1.75 1. VISCOSÍMETRO DE STOCKS Tabela 3 – Medidas das Esferas Esferas Aço 1 Aço 2 Aço 3 P1 P2 P3 Peso (g) 2.2.163 0.1.2613 gcm-3 V é velocidade terminal.88 0.60 0.165 Diâmetro (cm) 0. ver tabela 3 Dt é o diâmetro do viscosímetro = 6.83 5.49 0.50 0.

6343 Viscosidade (Lb.3237 0.s/ft2) 0.221 10.1429 0.4363 Medição 1 2 3 4 5 6 Viscosidade (Kg/m s) 0.440 0.B onde: T = tempo expresso em segundos. 18 .1429 0.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA Tabela 4 – Dados das Esferas Esferas Aço 1 Aço 2 Aço 3 P1 P2 P3 Peso (g) 2.44 0.4287 1.113 0.065 Densidade Velocidade (g/cm3) (cm/s) 7.487 0.2369 2.2263 0.3237 0.1429 0.1565 142.292 Tabela 5 – Viscosidade absoluta Viscosidade (g/cm s) ou (poise) 3.245 0.1429 0.2442 0.516 80.512 10.165 Raio (cm) 0.155 7.2.2626 1.1436 5.2442 0.A * T + Coef.250 0.357 0.1429 0. VISCOSÍMETRO DE EFLUXO – MODELO COPO FORD Viscosidade = Coef.2442 0.4285 2.215 0.1436 Viscosidade (pa s) 0.1429 0.062 0.2263 0.065 0.6865 244.163 0.300 0.522 64.8666 143.2609 142.381 10.3237 0.1436 Viscosidade (cp) 323.2263 0.146 3.000 46.164 0.250 Volume (cm3) 0.718 1.042 0.917 2.507 2.8508 226.621 13.4416 1.

4 218.9309 23.64 -93. B -17.2 44.08 -11.2 62.7929 39.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA Tabela 6 – Coeficientes para cálculo da viscosidade absoluta Coef. EXERCÍCIOS Qual a diferença da determinação da viscosidade de líquido pelo método de Copo Ford e a de Stokes? Além do procedimento e dos equipamentos.0 Orificio 2 Orificio 3 Orificio 4 Orificio 5 Orificio 6 Orificio 7 Orificio 8 Tabela 7 – Cálculo da viscosidade cinemática Orifício 3 Tempo (s) 96.5 699.29 12.3 755.5765 3. 0.5 4665. A 0.8239 6.95 -29.3. ambos os métodos tem a finalidade de medir a viscosidade de um determinado fluido.2 2790.4 1511.6267 139.8890 393. 19 .5 411.5617 Média (mm2/s) 139.8 20.0097 8 420. enquanto que pelo de Stokes a esfera percorre o liquido num determinado tempo.0731 5.6658 1.48 -40.68 12.5 426.6549 Coef.5 178.82 95. Max.23 -64. Visc.01 -31.7687 417.59 Visc0.42 93.24 13.4196 135.9 101.2Min.5408 12. pois na determinação pelo copo Ford o fluido escoa pelo orifício num determinado intervalo de tempo.89 Viscosidade (mm2/s) 141.9829 448.

701. = 20.5x10-4 N e força viscosa de 2x10-2 N.10-3m D = 3.10-9 m3 R = 1. pergunta-se: a) Qual a massa da esfera? b) Qual o diâmetro da esfera? P=E+F m x 10m/s2 = 2.61.10-9m3 Vol.10-9m3 / 4.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 1.18879 = 4.213 Kg/L. a esfera ao descer com velocidade constante dentro do liquido de massa especifica 1.701.92.61.10-3m D = 2R D = 2 x 1.10-4Kgms-2 + 2. = 4/3 PiR3 20.10-2Kgms-2 m = 0. Durante a realização do experimento chamado viscosímetro de stoke. sendo.40.10-4m 20 . X 10m-2 Vol.5.10-9m3 = 4/3 x 3.61.10-4Kgms-2 = 1213Kg/m3 x Vol.14 R3 R3 = 20.002025Kg = 2. sofreu o empuxo de 2. g = 10m/s2.5.025 g E = P x Vol x g 2.

A massa da esfera é de 2. O tempo em s para esfera percorrer 20 cm no interior do viscosímetro de Stokes é de aproximadamente: a) 0.01 V = 1m/s Tempo = 0.0015875 m 0.9 g/cm3 Viscosidade = [(mg .0g e o empuxo 0.s 3.01N)/ 0.01N + 0.141593 Kg Kg/m3 m/s2 1.2 e) 31 mg = E + 0.002Kg x 10m/s = 0.0001 900 10 3.353 m/s 0. foram usados esferas de aço.5 s 20.0.01V 0.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 2. Sabe-se que a força viscosa em N que atua sobre uma esfera durante a sua descida no interior de um viscosímetro de Stokes é dada pela equação: F = 0.0.P1.001 .5 b) 1 c) 18 d) 0.01N.02Kg m/s .1 g 0. Os valores médios encontrados forma: Tempo médio = Distância entre os pontos de medição = Raio da esfera = Massa da esfera = Densidade do óleo = Determinar a viscosidade absoluta do óleo no (SI) Velocidade (V) Raio [R] Massa (m) Densidade (P) Gravidade (g) Pi 0.2s 21 .0804 Kg/m.010563056683725] Viscosidade = 0.834 in 1/16 in 0. para determinar a viscosidade absoluta de um fluido (óleo).33PiR3g) / 6PiVR] Viscosidade = [(0.01V onde V é velocidade em m/s.000150447603044149) / 0.01V V = (0. Em um experimento com um viscosímetro de Stokes.2m / 1m/s Tempo = 0.

asp?. McGraw-Hill..Yih.. 2nd ed.O. “A first couse in Continuum Mechanics”. 1987. O. Armstrong. J.J.”The Phenomena of Fluid Motions”.”Viscous Fluid Flow”.S.fem.. and Hassager. Addison-Wesley. onde os procedimentos também são bastante simples e práticos que podem facilmente serem aplicados em processos para controle de viscosidade..com. www. Y. West River. “Fluid Mechanics”.Brodkey.White. CONCLUSÃO Concluiu-se com esta prática que a determinação das viscosidades de um fluido. . BIBLIOGRAFIA a) endereço eletrônico: www.Fung.C.CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS – CEULM COMUNIDADE EVAGELICA LUTERANA “SÃO PAULO” Credenciado pelo decreto de 26/03/01 – DOU de 27/03/01 ENGENHARIA QUÍMICA 6. . R..br/downloads/download. 7. R. McGraw-Hill. 1979 .(consultado em 04/10/10) .. 1967.avanciniequipamentos. C. 1959 .unicamp. Prentice-Hall.Bird. “Dynamics of Polymeric Liquids”.B. 1991.. .doc .M. Stokes (absoluta) e Copo Ford (cinética).br/~em712/viscos. F..S.(consultado em 20/10/10) 22 . N.Hinze. John Willey. R.C.. pode ser realizada através de dois métodos bem simples. “Turbulence”.

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