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Abordagem

Abordagem inicial?

Que decisões tomar?


Que técnicas aplicar?
A hora de ouro (the golden hour). A primeira hora após o acidente é de vital importância para o
politraumatizado, sendo a possibilidade de sobrevivência elevada. Quanto mais precocemente for a
vítima estabilizada, maiores serão as possibilidades de recuperação. Algumas estatísticas determinam
que por cada minuto perdido, esta taxa desce cerca de 1%.
>> Alarme
Deslocamento
Reconhecimento
Estratégia

>> Estabilização da vítima


>> Acessos Estabilização Extração e Transporte à unidade de saúde
Na abordagem inicial? Um rápido acesso e seguro na identificação das situações de:

• Via Aérea
• Ventilação
• Circulação

Que decisões
tomar?

Iniciar de imediato o transporte? Aguardar? , imobilizar e


transportar?

Que técnicas aplicar? Uma extração imediata? Execução


de manobras de SBV?Imobilização, contenção e transporte?

Que abordagem?
O QUE PROCURAR?

A Via aérea / ( Está permeável ? Existem corpos


estranhos ? Existe sangue, vómito, etc.?)

B Respiração (Está presente ? É adequada ?


Expansão torácica?)

C Circulação ( Existe pulso ? Existe saída de sangue,


grandes hemorragias,Existem sinais de CHOQUE?

O QUE FAZER?

A Na analise inicial via aérea: (Alinhamento da cervical


Elevação do maxilar inferior - Canula - Aspiração)

B Na ventilação (necessita ventilação artificial


-Ventilação assistida -Exposição do tórax -Tapar feridas
do tórax -Oxigénio 10 Lt/m)

C Na circulação (necessita de compressão toráxica?


Controle de hemorragias? Elevação dos membros
inferiores?

D Avaliação neurológica? (Se alerta? Esta orientado?


Confuso? Emite palavras inapropriadas? Emite sons
incompreensíveis?)

Resposta a vóz? Abre os olhos? Obedece a ordens?

Resposta a dór? Localiza a dor? Retira ao estimulo?

Sem resposta a estímulos? Tem movimento de flexão


anormal? Tem movimento de extensão anormal?
Convulsões? Escala de glasgow

E (Expor paciente, deter hipotemia, colar cervical)

Corpo estranho .

O que acontece
Crianças pequenas podem, acidentalmente, introduzir objetos nas cavidades do corpo, em especial
no nariz, boca e ouvidos. Estes objetos são, na maioria das vezes, peças de brinquedos, sementes,
moedas, bolinhas de papel e grampos. Se houver asfixia, a vítima apresentará pele azulada e
respiração difícil ou ausente.
No ouvido
Não tente retirar objetos profundamente introduzidos, nem coloque nenhum instrumento no
canal auditivo.
Não bata na cabeça para que o objeto saia, a não ser que se trate de um inseto vivo.
Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam
escorrer para fora), e procure ajuda médica especializada imediatamente.

Nos olhos
Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos, pingue algumas gotas de soro fisiológico ou de
água morna no olho atingido. Se isso não resolver, cubra os 2 olhos com compressas de gaze,
sem apertar, e procure um médico.
Se o objeto estiver cravado no olho, não tente retirá-lo, cubra-os e procure ajuda médica. Se
não for possível fechar os olhos, cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo, um
copo) e procure ajuda médica imediata.

No nariz
Instrua a vítima para respirar somente pela boca, orientando-a para assoar
o nariz.
Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. Se ele
não sair, procure auxílio médico.

Objetos engolidos
Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o
seu interior. Deixe a pessoa tossir com força, este é o recurso mais eficiente
quando não há asfixia.
Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor, procure um médico.
Se a pessoa não consegue tossir com força, falar ou chorar, é sinal de que o objeto está
obstruindo as vias respiratórias, o que significa que há asfixia.

O que fazer
Aplique a chamada "manobra de Heimlich". Fique de pé ao lado e ligeiramente atrás da vítima.
A cabeça da pessoa deve estar mais baixa que o peito. Em seguida, dê 4 pancadas fortes no
meio das costas, rapidamente com a mão fechada. A sua outra mão deve apoiar o peito do
paciente.
Se o paciente continuar asfixiado, fique de pé, atrás, com seus braços ao redor da cintura da
pessoa. Coloque a sua mão fechada com o polegar para dentro, contra o abdômen da vítima,
ligeiramente acima do umbigo e abaixo do limite das costelas. Agarre firmemente o pulso com a
outra mão e exerça um rápido puxão para cima. Repita, se necessário, 4 vezes numa seqüência
rápida.
Se a vítima for um bebê ou criança pequena, deite-a de bruços apoiando no seu braço. Dê 4
pancadas fortes, mas sem machucá-lo.
Mantenha o bebê apoiado no seu braço, virado de costas, com a cabeça mais baixa que o
resto do corpo, e apóie 2 ou 3 dedos no seu abdômen, ligeiramente acima do umbigo e abaixo
da caixa torácica. Pressione as pontas dos dedos com um ligeiro alongamento ascendente. Se
necessário, repetir 4 vezes.
Procure auxílio médico.

Fratura .

Fratura
É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou esmagamento.
Há dois tipos de fraturas: as fechadas, que, apesar do choque, deixam a pele intacta, e as
expostas, quando o osso fere e atravessa a pele. As fraturas expostas exigem cuidados especiais,
portanto, cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato.

Fratura fechada - sinais indicadores


Dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação.
Incapacidade de movimentar a parte afetada, além do adormecimento ou formigamento da
região.
Inchaço e pele arroxeada, acompanhado de uma deformação aparente do membro
machucado.

O que não fazer


Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido.
Não dê qualquer alimento ao ferido, nem mesmo água.

O que fazer
Solicite assistência médica, enquanto isso, mantenha a pessoa calma e aquecida.
Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea.
Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala.
Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas
de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a progressão do hematoma.

Entorse
É a torção de uma articulação, com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as
articulações). Os cuidados são semelhantes aos da fratura fechada.

Luxação
É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação. Os
primeiros socorros são também semelhantes aos da fratura fechada. Lembre-se de que não se
deve fazer massagens na região, nem tentar recolocar o osso no lugar.

Contusão
É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. Pode apresentar sinais
semelhantes aos da fratura fechada. Se o local estiver arroxeado, é sinal de que houve
hemorragia sob a pele (hematoma).

Improvise uma tala


Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície, como uma
tábua, revista dobrada, vassoura ou outro objeto qualquer.
Use tiras de pano, ataduras ou cintos, sem apertar muito para não dificultar a circulação
sanguínea.

Improvise uma tipóia


Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. Isto serve
para sustentar um braço em casos de fratura de punho, antebraço, cotovelo, costelas ou
clavícula.
Só use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado

Imobilização .

Fratura: É toda solução de continuidade súbita e violenta de um osso. A fratura pode ser fechada quando não
houver rompimento da pele, ou aberta (fratura exposta) quando a pele sofre solução de continuidade no local
da lesão óssea. As fraturas são mais comuns ao nível dos membros, podendo ser únicas ou múltiplas. Na
primeira infância, é freqüente a fratura da clavícula. Como causas de fraturas citam-se, principalmente, as
quedas e os atropelamentos. Localizações principais: (a) fratura dos membros, as mais comuns, tornando-se
mais graves e de delicado tratamento quanto mais próximas do tronco; (b) fratura da bacia, em geral grave,
acompanhando-se de choque e podendo acarretar lesões da bexiga e do reto, com hemorragia interna; (c)
fratura do crânio, das mais graves, por afetar o encéfalo, protegido por aquele; as lesões cerebrais seriam
responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do paciente. A fratura do crânio é uma
ocorrência mais comum nas grandes cidades, devido aos acidentes automobilísticos, e apresenta maior índice
de mortalidade em relação às demais. O primeiro socorro precisa vir através de aparelho respiratório, pois os
pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, limpar-lhe a boca com o dedo protegido
por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve esquecer que o choque pode também ocorrer, merecendo os
devidos cuidados; (d) fratura da coluna: ocorre, em geral, nas quedas, atropelamentos e nos mergulhos em
local raso, sendo tanto mais grave o prognóstico quanto mais alta a fratura; suspeita-se desta fratura, quando o
paciente, depois de acidentado, apresenta-se com os membros inferiores paralisados e dormentes; as fraturas
do pescoço são quase sempre fatais. Faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não praticar
manobras que possam agravar a lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo em posição
horizontal, com o ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa fratura dessas. Obs: Jamais alinhe
uma fratura
Imobilização no cotovelo

Imobilização do braço esticado


Braço imobilizado com apoio de uma bandagem
triangular
com uma tala e quatro
bandagens.
Imobilização do braço dobrado com uma
Imobilização com braço esticado e na
tala e quatro bandagens e uma bandagem de
apoio. posição encontrada, semi dobrado
Seqüência de imobilização da mão e dedos

2º Seqüência de imobilização da mão com


Imobilização do Ombro com bandagem triangular
apoio de uma tipóia

Enfarte .

O que acontece
O enfarte ou ataque cardíaco, mais precisamente chamado de infarto do miocárdio, é a obstrução
de uma artéria, impedindo o fluxo sanguíneo para uma área do coração, lesando-a. Ele pode ser
fatal, por isso necessita de ajuda médica imediata.

O que fazer
>> Providencie auxílio médico imediato.
>> Deixe o paciente em posição confortável, mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas
afrouxadas.
>> Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a ressucitação cárdio-pulmonar.
.
O que acontece
Em decorrência da gravidade de um acidente, pode acontecer a parada cárdio-respiratória,
levando a vítima a apresentar, além da ausência de respiração e pulsação, inconsciência, pele
fria e pálida, lábios e unhas azulados.

O que não fazer


>> Não dê nada à vítima para comer, beber ou cheirar, na intenção de reanimá-la.
>> Só aplique os procedimentos que se seguem se tiver certeza de que o coração não esta
batendo.

Procedimentos preliminares
Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas, mova-o, rolando o corpo todo de
uma só vez, colocando-o de costas no chão.
Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas, para não virar ou dobrar as
costas ou pescoço, evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas.
Verifique então se há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.

A ressucitação cárdio-pulmonar
>> Com a pessoa no chão, coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do
osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno).
......... ............

>> Ao mesmo tempo, uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca, firmando a
cabeça da pessoa e fechando as narinas com o indicador e o polegar, mantendo o queixo
levantado para esticar o pescoço.

........ ...........

>> Enquanto o ajudante enche os pulmões, soprando adequadamente para insuflá-los,


pressione o peito a intervalos curtos de tempo, até que o coração volte a bater.
Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça dois sopros para
cada quinze pressões no coração; se houver alguém ajudando-o, faça um sopro para cada
cinco pressões.

Ferimentos .

Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. Abertos são aqueles que apresentam
descontinuidade da pele, enquanto que, nos fechados, a pele encontra-se íntegra.

Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões, compressões e abrasões. Esses


mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos. O trauma
provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Esses ferimentos
são chamados de contusões. Dependendo da intensidade da energia e da força aplicadas, outras estruturas
mais profundas, como músculos, ossos e órgãos, podem ser lesados junto com a pele. Os sinais clínicos
mais freqüentes do acometimento superficial são edema, equimose e hematoma. Essas lesões superficiais
geralmente não colocam a vida em risco, porém podem ser um sinal importante da presença de lesões
internas graves concomitantes.
Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações - são lesões da
camada superficial da pele ou das mucosas, que podem ou não apresentar sangramento discreto e são
acompanhadas de dor local intensa; 2) cortocontusos - são lesões superficiais, de bordas regulares, e que
geralmente são produzidas por objetos cortantes, como facas, fragmentos de vidros ou de metais. O
sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável, dependendo da existência de ruptura de
pequenos vasos. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos, tendões, nervos e
músculos; 3) lacerações - são lesões teciduais de bordos irregulares, em geral decorrentes de traumatismos
intensos produzidos por objetos rombo; 4) ferimentos perfurantes - são lesões produzidas por objetos
pontiagudos, tais como pregos, agulhas e estiletes, com orifício de entrada geralmente pequeno. De acordo
com a profundidade de penetração, podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. Na região do tórax, as
intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax, o hemotórax e o tamponamento cardíaco, que
podem colocar em risco a vida do doente. No abdome, os ferimentos perfurantes podem provocar
hemorragia e/ou peritonite, podendo gerar risco de vida; 5) avulsões - são lesões abertas, onde existe
descolamento de pele em relação aos planos profundos, com perda do revestimento cutâneo. Essas lesões
também podem ser acompanhadas de sangramento; 6) esmagamentos - ocorrem em traumatismos
resultantes da aplicação de energia e força intensas. As lesões podem ser abertas ou fechadas, podendo
causar extensa destruição tecidual. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões
automobilísticas, os desabamentos e os acidentes de trabalho.

Localização de pontos arterial

Técnicas de estancamento em ferimentos


Estancamento por elevação do membro

Tipos de Hemorragias

Pressão direta sobre artéria


Torniquete LEIA COM ATENÇÃO SOBRE
Compressão arterial TORNIQUETE

Imobilização do Ombro com bandagem


Ferimento no braço
triangula

Ferimento na cabeça Ferimento nos olhos

Afogamento .

Afogamento é a asfixia gerada por aspiração de líquido de qualquer natureza que venha a inundar o
aparelho respiratório. Haverá suspensão da troca ideal de oxigênio e gás carbônico pelo organismo.

SINAIS E SINTOMAS
Em um quadro geral pode haver hipotermia (baixa temperatura corporal), náuseas, vômito, distensão
abdominal, tremores , cefaléia (dor de cabeça), mal estar, cansaço, dores musculares. Em casos especiais
pode haver apnéia (parada respiratória), ou ainda, uma parada cárdio-respiratória

PREVENÇÃO

Para bebês- Estes nunca devem ser deixados sozinhos no banho ou próximo a qualquer superfície
líquida.

Para crianças- Além dos cuidados anteriores deve-se estimulá-las a assumir responsabilidade por sua
própria segurança. Elas devem aprender a nadar e a boiar e devem compreender que não devem entrar em
águas perigosas. Saltos de trampolim são extremamente perigosos.

Para adultos- Estes devem ter noções sobre as suas limitações principalmente quando suas funções
normais estiverem comprometidas devido ao manuseio de drogas, sejam elas medicamentos ou bebidas.
Evitar nadar sozinho em áreas não supervisionadas ou em áreas onde as condições do meio líquido sejam
desconhecidas.
Qualquer nadador deve estar apto a nadar diagonalmente a uma corrente que o pegou e não contra a
mesma , se não conseguir escapar deve chamar por socorro.

"NUNCA SE DEVE FINGIR ESTAR PRECISANDO DE SOCORRO"

PRIMEIROS SOCORROS EM AFOGAMENTO

Objetivo

Promover menor número de complicações provendo-se o cérebro e o coração de oxigênio até que a
vítima tenha condições para fazê-lo sem ajuda externa, ou até esta ser entregue a serviço médico
especializado.

Meios

Suporte Básico de Vida (SBV) afim de habilitar a vítima aos procedimentos posteriores do Suporte
Cardíaco Avançado de Vida (SCAV). O SBV consiste apenas em medidas não evasivas.

"NÃO É PERMITIDO AO SOCORRISTA NENHUMA MEDIDA EVASIVA"

O socorrista
Deve promover o resgate imediato e apropriado, nunca gerando
situação em que ambos (vítima e socorrista ) possam se afogar,
sabendo que a prioridade no resgate não é retirar a pessoa da água,
mas fornecer-lhe um meio de apoio que poderá ser qualquer
material que flutue, ou ainda, o seu transporte até um local em que
esta possa ficar em pé. O socorrista deve saber reconhecer uma
apnéia, uma parada cárdio-respiratória (PCR) e saber prestar
reanimação cárdio-pulmonar (RCP)

O resgate

O resgate deve ser feito por fases consecutivas : Compreendendo a Fase de observação, de entrada na
água , de abordagem da vítima, de reboque da vítima, e o atendimento da mesma.

Fase de observação

Implica na observação do acidente, o socorrista deve verificar a profundidade do local, o número de


vítimas envolvidas, o material disponível para o resgate.

O socorrista deve tentar o socorro sem a sua entrada na água, estendendo qualquer material a sua
disposição que tenha a propriedade de boiar na água, não se deve atirar nada que possa vir a ferir a vítima.

Em casos de dispor de um barco para o resgate, sendo este com estabilidade duvidosa a vítima não deve
ser colocada dentro do mesmo, pois estará muito agitada.

Fase de entrada na água

O socorrista deve certificar-se que a vítima está visualizando-o. Ao ocorrer em uma piscina a entrada deve
ser diagonal à vítima e deve ser feita da parte rasa para a parte funda. Sendo no mar ou rio a entrada deve
ser diagonal à vítima e também diagonal à corrente ou à correnteza respectivamente.

Fase de Abordagem

Esta fase ocorre em duas etapas distintas:

Abordagem verbal; Ocorre a uma distância média de 03 metros da vítima. O socorrista vai identificar-
se e tentar acalmar a vítima. Caso consiga, dar-lhe-á instruções para que se posicione de costas habilitando
uma aproximação sem riscos.

Abordagem física; O socorrista deve fornecer algo em que a vítima possa se apoiar, só então o socorrista
se aproximará fisicamente e segurará a vítima fazendo do seguinte modo: O braço de dominância do
socorrista deve ficar livre para ajudar no nado , já o outro braço será utilizado para segurar a vítima , sendo
passado abaixo da axila da vítima e apoiando o peito da mesma, essa mão será usada para segurar o queixo
do afogado de forma que este fique fora da água.

"O SOCORRISTA NÃO PODE PERMITIR QUE A VÍTIMA O AGARRE"


Fase de reboque

O nado utilizado será o "Over arms" também conhecido como nado


militar , ou nado de sapo. Quando em piscinas e lagos o objetivo sempre
será conduzir a vítima para a porção mais rasa . No mar, será admitido o
transporte até a praia, quando a vítima estiver consciente e quando o mar
oferecer condições para tanto; será admitido o transporte para o alto mar
(local profundo e de extrema calmaria), quando a vítima apresentar-se
inconsciente e o mar estiver extremamente revolto (essa atitude dará condições ao socorrista de repensar o
salvamento). Caso exista surfistas na área o socorrista, deve-se pedir ajuda .

Quando o socorrista puder caminhar, deve fazê-lo, pois é mais seguro do que nadar. Deverá carregar a
vítima de forma que o peito desta fique mais elevado do que a cabeça, diminuindo o perigo da ocorrência
de vômito.

Fase de atendimento
O atendimento

Em Primeiros Socorros as alterações eletrolíticas e hídricas decorrentes de diferentes tipos de


líquidos(água doce ou salgada) em que ocorreu o acidente não são relevantes, não havendo tratamentos
diferentes ou especiais. Os procedimentos em Primeiros Socorros devem adequar-se ao estado particular
de cada vítima, no que se refere às complicações existentes.

Vale frisar que o líquido que costuma ser expelido após a retirada da água provêm do estômago e não dos
pulmões por isso, sua saída deve ser natural , não se deve forçar provocando vômito, pois pode gerar novas
complicações.

Caso o acidente não tenha sido visto pelo socorrista, ele deve considerar que a vítima possui Traumatismo
Raquimedular(TRM) e deverá tomar todos os cuidados pertinentes a este tipo de patologia.

A nível de Primeiros Socorros deve-se sempre:

1. Acalmar a vítima, fazê-la repousar e aquecê-la através da substituição das roupas molhadas e
fornecimento de roupas secas, casacos, cobertores e bebidas quentes

2. Manter a vítima deitada em decúbito dorsal procedendo com a lateralização da cabeça ou até da própria
vítima afim de que não ocorra aspiração de líquidos.

3. Caso o afogado inconsciente seja deixado sozinho, ele deve ser colocado na posição de recuperação que
mantêm o corpo apoiado em posição segura e confortável, além de impedir que a língua bloqueie a
garganta e facilitar a saída de líquidos.
Outros procedimentos em casos particulares seriam:

1. Fazer a desobstrução das vias aéreas através da extensão do pescoço , da retirada do corpo estranho e da
tração mandibular atentando sempre para a possibilidade de trauma cervical.

2. Em vítimas com parada respiratória, proceder com a respiração boca-a-boca objetivando manter a
oxigenação cerebral.

3. Em vítimas com PCR, efetuar a RCP em casos que o tempo de submersão seja desconhecido ou inferior
a uma hora.

Respiração Artificial Boca-a-Boca

Respiração Artificial Boca-a-Boca Reanimação Cárdio Pulmonar

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