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Apostila 02 – Farmacologia – Maristela | www.enfermagempa.blogspot.

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Aula 01: Farmacologia do Sistema Digestório

O Sistema Digestório abrange o percurso que vai da boca ao ânus. Funções: Digestão e
absorção com objetivo de suprir o organismo de H20, eletrólitos e nutrientes.

Como podemos interferir no sistema digestório? Alterando a qualidade e/ou quantidade das
secreções, Interferindo na motilidade, Mimetizando as substâncias digestivas.

Classificação das Substâncias que Atuam no Aparelho Digestório:

•- substâncias que alteram a qualidade ou/e quantidade das secreções (secreção salivar e
gástrica- antiácidos, anti-histamínicos H2, inibidores da bomba de prótons, etc);
•-substâncias que interferem na motilidade (estimulantes, eméticos, antieméticos, laxantes,
antidiarréicos)
•-substâncias digestivas: HCL, enzimas, colagogos (estimulam esvaziamento de bile)
coleréticas (estimulam a secreção de bile).

Medicamentos que atuam no TGI

1. Atuam na boca:

 Sialogogos: estimula a formação de saliva (hortelã, tamarindo);


 Antisialogogo: diminui a formação de saliva (atropina);
 Antissépticos bucais: combate o mau hálito e as cáries (salmora, cepacol).

2. Atuam no estômago:

a)Antiácidos: neutralizam o ácido clorídrico, diminuindo a acidez gástrica. Ex: hidróxido de


alumínio, magnésio, bicarbonato de sódio, etc;
b)Bloqueadores H2: estimulam a secreção gástrica e salivar Ex: pepsina, tripsina,
pancreatinina, etc;
c)Fármacos antiúlcera péptica: os medicamentos utilizados no tratamento da úlcera péptica
visam à erradicação do H.py/ori ou a restauração do equilíbrio entre a secreção de ácido e
pepsina e a defesa da mucosa GI, incluem: antibióticos, sistêmicos, antiácidos,
antagonistas dos receptores de histamina 2- H2, inibidores da bomba de prótons, outros
como misoprostol e o sucralfato.
d)Antibióticos sistêmicos: envolve o uso de dois ou mais antibióticos em combinação com
outros fármacos, incluem: metronidazol, tetraciclina, claritromicina, amoxicilina. Atuam ao
erradicar a bactéria H. py/ori - causadora da ulceração e inflamação péptica.
e)Antagonistas dos receptores H2: cimetidina, nizatidina, ranitidina, famotidina
Farmacodinâmica: bloqueiam a estimulação da histamina nas células parietais secretoras
de ácidos do estômago. Farmacoterapia: promover a cicatrização das úlceras duodenais
gástricas, etc.
f)Inibidores da Bomba de prótons: rabeprazol, pantoprazol, omeprazol, lansoprazol.
Farmacodinâmica: bloqueiam a última etapa na secreção de ácido gástrico nas células
parietais do estômago. Farmacoterapia: tratamento a curto prazo das úlceras gástricas,
duodenais, esofagite, DRGE.
g)Estimulantes do peristaltismo: aceleram o esvaziamento gástrico. Ex: drogas colinérgicas,

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pilocarpina.
h)Deprimentes do peristaltismo: diminuem espasmos, a hipermotilidade. Ex: Atropina, Morfina;
i)Antiflatulentos: são medicamentos que impedem a formação de gases, dispersam as bolhas
gasosas formadas. Ex: dimeticona, simeticona;
j)Emético: são indutores de vômitos. Ex: Ipecacuanha, xarope de Ipeca;
k)Antiemético: medicamento que combate náuseas e vômito. Ex: Dramin, metoclopramida,
Bromoprida, buclizina, etc.

3. Medicamentos que atuam no intestino:

A) Catartico ou laxantes - atuam aumentando peristaltismo intestinal, facilita a eliminação das


fezes, classificam-se em:

•Laxativo – causa leve aumento da motilidade. Ex: óleo mineral, vaselina, leite de magnésia;
•Purgativo - provoca aumento da motilidade, levando a evacuações frequentes e líquidas. Ex:
óleo de ricino, cascara sagrada, etc;
•Drástico - produz aumento severo acompanhado de cólicas e evacuações frequentes e
líquidas. Ex: óleo de jalapa, aguardente alemã.

B) Antidiarréicos - são medicamentos que retardam o trânsito intestinal, diminuindo a motilidade,


consequentemente o número de evacuações;

C) Adsorventes: fixa substâncias tóxicas eliminando-as nas fezes. Ex: Carvão Mineral, Medicinal
ou Ativado - usado em intoxicações;

4. Medicamentos que atuam no fígado e vias biliares:


 Protetor da função hepática: protege o fígado contra substâncias tóxicas. Ex: glicose e
colina;
 Colerético: estimula a secreção biliar. Ex: boldo, alcachofra;
 Colagogo: acelera a expulsão da bile estimulando a contração da vesícula biliar. Ex:
sulfato de magnésio, peptona;

Aula 2: Fármacos que atuam no Sistema Circulatório

O sistema circulatório é constituído por: coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e


capilares) e vasos linfáticos. É o responsável pela condução, distribuição e remoção das mais
diversas substâncias dos e para os tecidos do corpo.

Os medicamentos são classificados de acordo com sua ação: anti-hipertensivos,


vasodilatadores, vasoconstrictores, cardiotônicos, antiarritmicos e vasodilatadores coronarianos,
anticoagulantes, coagulantes ou hemostáticos.

•Hipertensão arterial caracteriza-se pela alteração da pressão arterial ( aumento da pressão


sistólica e diastólica).Valores normais:

PAD( mmHg) PAS (mmHg)

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Normal 80 120

Limite 80 130

Hipertensão leve 90 140-150

Hipertensão 100-110 160-180


moderada
Hipertensão grave >110 >180

Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Periférica Vascular

A manutenção da pressão será feita, pela regulação do DC e da RPV em quatro locais:


coração, rins, arteríolas e vênulas.
Fatores que influenciam o desenvolvimento da hipertensão? Genéticos e ambientais:
obesidade, dislipidemia, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, tabagismo, dieta,
menopausa e gravidez.
Anti-hipertensivos: são agentes capazes de reduzir a pressão arterial, através de diferentes
mecanismos de ação. Ex: causando vasodilatação, diminuindo a frequência cardíaca, relaxando a
musculatura lisa vascular, etc. Ex: Reserpina, Guanidina, Metildopa, Diazóxido, Hidralazina,
Captopril, Enalapril, Propanolol. Sotalol, Esmolol, Nifedipino, Atenolol, etc.

Vasodilatadores (Hipotensores) - são responsáveis pela diminuição da resistência periférica


nos vasos, diminuindo a PA. lndicados na arteriosclerose e na hipertensão arterial. Podem atuar
em qualquer lugar do sistema circulatório assim como em vasos específicos como os
coronarianos e cerebrais. Ex: Issosorbida, Nitroglicerina, Nitroprussianato de sódio, etc.

Vasoconstrictores: provocam a constricção dos vasos, elevando a PA. Podem ser centrais ou
periféricos (atuam diretamente na parede dos vasos). Ex: efedrina, cafeína, etc.

Antianginosos: são medicamentos seletivos utilizados para aumentar a dilatação dos vasos de
forma seletiva, reduzindo assim a angina de peito. Ex: Trinitrina, Verapamil, Dilacoron, Sustrate.

Digitálicos: são originados da Diqitalis sp, atuam aumentando a força de contração e


estimulam a atividade cardíaca. Indicado no tratamento da Insuficiência Cardíaca. Ex: digoxina,
Digitalina, Digitoxina.

Anticoagulantes e Coagulantes

O que é coagulação sanguínea?

A coagulação do sangue é um processo complexo no qual o sangue forma coágulos sólidos.


É uma parte importante da hemostasia (o cessamento da perda de sangue de um vaso danificado)
na qual a parede de vaso sanguíneo danificado é coberta por um coágulo de fibrina para parar a
hemorragia e ajudar a reparar o vaso danificado. Desordens na coagulação podem levar a uma
hemorragia aumentada e/ou trombose e embolismo.

Anticoagulantes: São substâncias que atuam de diferentes modos inibindo a coagulação do


sangue, são indicados em caso que há necessidade de prolongar o tempo de coagulação para

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evitar trombose. Ex: Heparina, Protamina, Hirudoid.

Coagulantes: São medicamentos administrados por via parenteral, evitando o processo


hemorrágico. A mais utilizada é a vitamina K, sua ação consiste em aumentar a concentração dos
fatores da coagulação, contribuindo para evitar sangramento. Ex: vitamina K, Fibrinogênio
Humano, Trombina, Premarin, estriol, Metergin, etc.

Antilipêmicos: São os medicamentos utilizados para redução na produção do colesterol,


aumentar a sua excreção inclusive inibem a produção de Iipídios (estatinas), e também reduzem
os níveis sanguíneos das lipoproteínas de baixa densidade (LDL). Farmacoterapia: tratamento de
hiperlipoproteinemia, para aqueles pacientes que não conseguem sua redução através da dieta,
redução dos níveis de colesterol sanguíneo, ou seja, paciente com hipercolesterolemia. Ex:
Colestiramina, clofibrato, genfibrozila, sinvastatina, lovastatina, atorvastaina, pravastatina.

Diuréticos: São medicamentos que atuam sobre os rins, provocando o aumento do volume de
urina e sódio expelido, reduzindo a quantidade de líquidos retidos no organismo. São utilizados na
terapêutica como um dos meios de evitar ou remover o excesso de água e de produtos tóxicos
dos tecidos e da circulação, especialmente nos edemas, inclusive naqueles provocados por
nefropatias. São divididos de acordo com o local de ação. Ex: Hidroclorotiazida, clortalidona,
amilorida, espironolactona, furosemida, etc.

Aula 3: Fármacos que atuam no Sistema Respiratório

Anatomia e Fisiologia: Se estende desde o nariz (fossas nasais) até os capilares pulmonares,
tem como função essencial de troca gasosa entre o corpo e o ambiente. Os medicamentos que
atuam no sistema respiratório são classificados de acordo com seu mecanismo de ação:
broncodilatadores, antitussígenos, expectorantes, etc.

1)Broncodilatadores: agem causando vasodilatação e produzindo relaxamento da musculatura


lisa dos bronquíolos, melhorando assim a função pulmonar. Terapia: Asma e bronquite
crônica. Ex: Aminofilina, teofilina, cafeína e todas as metilxantinas existentes. RAM:
tremor, taquicardia.
2)Antitussígenos: São responsáveis pelo alívio da tosse. Quando a tosse (considerada
mecanismo de defesa do corpo) torna-se excessiva deve ser combatida. Os medicamentos
agem diretamente no centro da tosse localizado no bulbo. Ex: codeína, claritinol,
dextrometorfano.
3)Expectorantes ou Mucolíticos: são medicamentos que aumentam a fluidez do muco e
secreção brônquica, reduzindo a viscosidade e aumentando a sua excreção. Ex: Iodeto de
potássio, guaifesina, ambroxol, bromexina, carbocisteína. Terapia: resfriados, bronquite,
influenza, sinusite, asma.
4)Descongestionantes Nasais: a mucosa nasal é muito vascularizada, as doenças afetam
obstrução nasal por secreção e espirros. Os descongestionantes nasais são sistêmicos ou
tópicos.
Tópico: adrenalina, nafazolina, oximetazolina. Causam vasoconstricção, diminuem o
edema melhorando a respiração. São usados na rinite alérgica, sinusites e resfriados
comuns. RAM: sensação de ardência, espirros e ressecamento.
Sistêmico: efedrina, fenilpropanoalmina, pseudoefedrina. Causam vasoconstricção
pela estimulação direta dos receptores. RAM: inquietação, náusea, palpitações, elevação

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da PA.

Fármacos Utilizados no Tratamento da Asma, Rinite e Sinusite Alérgica

São os antialérgicos e antiinflamatórios em gerais:

1)Beclometasona: controla as substâncias causadoras da inflamação.


2)Cromoglicato de sódio: solução para inalação, nebulização e oftálmica. Inibe a
liberação de mediadores da inflamação.
3)Ipratrópio e Fenoterol: inalação, nebulização. Broncodilatador.
4)Prednisolona e Prednisona: diminuem a ação das substâncias causadoras da
inflamação.
5)Salbutamol: promove relaxamento da musculatura lisa dos brônquios.
6)Salmeterol: Broncodilatador.

Aula 4: Antiinflamatórios

O mecanismo da dor pode ser decorrente de um número muito grande de estímulos químicos,
térmicos e mecânicos. Na lesão tecidual ocorre a ativação da atividade nociceptiva e da
inflamação. A reação inflamatória aguda representa uma sucessão de eventos biológicos nos
tecidos do organismo pela invasão de um patógeno ou como conseqüência de uma lesão
qualquer.
A inflamação pode ser dividida em três fases:
1)Inflamação aguda: resposta inicial que ocorre após lesão tecidual, sendo mediada pela
liberação de autacóides como: histamina, serotonina, PGS e os leucotrienos.
2)Resposta imune: o corpo libera substâncias capazes de fagocitar os microorganismos e
suprimir a inflamação.
3)Inflamação crônica: cronificação do processo inflamatório (ex; artrite reumatóide=destruição
óssea e cartilagem) interferência na função fisiológica, aqui entra o uso de AIS.

Cascata da Inflamação (Desenhar)


Fármacos antiinflamatórios:

1. Antiinflamatórios não-esteroidais AINES: são os mais amplamente usados, apresentam


como efeitos principais: antiinflamatórios, analgésicos e antitérmicos. Ex: AAS, fenilbutazona,
indometacina, ibuprofeno, diclofenaco, AC. Mefenâmico, meloxicam, piroxicam, celecoxib,
nimesulida. RAM: provoca lesões na mucos gastrointestinal, hemorragias e úlceras.

2. Antiinflamatórios esteroidais AlES: são os chamados corticóides, hidrocortisona,


beclometasona, dexametasona, betametasona, budenosida, prednisona, prednisolona. RAM:
síndrome de Cushing - hipertensão arterial, aumento de gordura abdominal, estrias, hiperglicemia,
osteoporose, face arredondada (face de lua cheia), insônia, aumento do apetite.
OBS: A dose recomendada deve ser sempre a mais reduzida possível, de preferência em dias
alternados, se viável.

3. Anti- reumatóides: contra artrite reumatóide. Compostos de ouro (auranofina e o


aurotiomalato sódico), azatioprina, ciclosporina, penicilamina, sulfazalazina, metotrexato,
cloroquina e os glicorticóides.

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4. Tratamento da gota: é uma doença metabólica caracterizada por episódios recorrente de
artrite aguda e está associada a níveis séricos elevados de ácido úrico, provocando lesões das
células. Ex: alopurinol (inibe a síntese de AC. Úrico), Probenecida e sulfimprazona (aumenta a
excreção de AC. Úrico), colchicina (inibem a migração dos leucócitos para a articulação).

5. Antagonista da Histamina: é empregado para designar os compostos que interferem nos


diversos mecanismos inflamatórios e alérgicos. Os antagonistas H1 apresentam os seguintes
usos clínicos:
- tratamento de reações alérgicas, rinite, urticárias, picadas de insetos e a hipersensibilidade a
alguns medicamentos;
- antieméticos, na prevenção de cinetose ou náusea, vertigens, distúrbios labirínticos;
- como sedativos.
Ex: Dimenidrinato (Dramin®) difenidramina (Notuss®, alergo®), Carbinoxamina (Naldecom®)e,
Doxilamina (Silomat®), Dexclofeniramina (Polaramine®), loratadina (Histamix®), Prometazina
(Fenergan®). RAM: sedação moderada, zumbidos, perda de apetite, queda de PA, tontura.

Aula 5: Antibióticos e Quimioterápicos

Os antibióticos são substâncias produzidas a partir de microorganismos (bactérias e fungos),


os quimioterápicos são substâncias produzidas sinteticamente em laboratórios (química
industrial).
São classificados de acordo com mecanismo de ação em:
 Bacteriostático – inibe o crescimento de microorganismo;
 Bactericida – mata os microorganismos.
Devem ser utilizados mediante prescrição médica, em vista do risco de produzir resistência
bacteriana. Alguns são prescritos mediante a realização do antibiograma.
O antibiótico também é classificado de acordo com seu espectro de ação: largo (agem sobre
bactérias gram positivas e negativas) e curto.
Requisitos para um antimicrobiano ideal:
 Bactericida;
 Baixa toxicidade;
 Amplo espectro de ação;
 Baixo custo;
 Não lese o sistema imunológico;
 Ativo por todas as vias de administração.
Resistência bacteriana - utilização inadequada e indiscriminada dos antimicrobianos. O
microorganismo cria a capacidade de sobreviver e crescer na presença de um agente
antimicrobiano, em geral resulta de uma mutação genética, limitando o uso de agentes
antimicrobianos.

Antibióticos:
1)Inibição da síntese da parede celular: penicilinas, cefalosporinas, vancomicina e bacitracina.
2)Ligação da membrana citoplasmática: polimixina, nistatina, anfotericina B, gramicidina.
3)Inibição da síntese de ácidos nucléicos: novobiocina, rimfampicinas.
4)Inibição da síntese de proteínas: cloranfenicol, tetraciclina, eritromicina, azitromicina,
gentamicina.

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Antibióticos:
1) Inibição da síntese de ácidos nucléicos: quinolonas - norfloxacino, ciprofloxacino,
gatifloxacino.

2) Que atuam no metabolismo celular: sulfas - sulfametoxazol, sulfaguanidina e


nitrofurantoína.

1-GRUPOS DAS PENICILINAS:


Naturais: penicilina G cristalina, G procaína, G benzatina (benzetacil).

Semi-sintéticas: Penicilina V oral, Ampicilina, amoxicilina, Carbenecilina, (vantagens tem


administração por via oral).

2-Cafasloporinas: são de amplo espectro, contra estreptococos, pneumocócicos, gonocócicos


e difetericas. Ex: cefalexina, cefaclor, cefazol, cafalotina, etc.

3- Aminoglicosídeos:
 Estreptomicina: é bactericida, ativo contra o bacilo da tuberculose, bactérias gram -
positivas e negativas, por ser muito tóxico tem uso reduzido.
 Canamicina: eficaz contra estafilococos, bactericida, utilizada para infecções do
aparelho respiratório e urinário.
 Gentamicina: bactericida de amplo espectro, utilizado em infecções urinárias,
pneumonias, bacteremias e meningites.
 Neomicina – Bactericida, uso tópico e parenteral.

4- Cloranfenicol: Bacteriostático, atua contra gram-positivas e negativas, espiroquetas,


ricketsias e alguns vírus.

5- Tetraciclinas: bacteriostático de amplo espectro.


Por via oral deve evitar a sua administração junto com derivados do cálcio (alimento ou
fármacos), interação medicamentosa diminui a absorção.

6- Quimioterápicos: produzidos sinteticamente, são bacteriostáticos, prescritos nas infecções


intestinais, urinárias, aparelho respiratório e gerais. Podem ser associados a antibióticos
bactericidas para obter melhor eficácia do tratamento. Ex: sulfadiazina, sulfametoxazol,
sulfasalazina, etc.

Antimicóticos:
São empregados em infecções por fungos e classificam-se: FUNGICIDAS e
FUNGISTÁTICOS.
1- Nistatina: é fungicida e fungistático, pode ter uso tópico e oral, emprego contra candidíase.
2- Anfotericina B: fungicida de amplo espectro, eficaz na blastomicose, monilíase,
leishmaniose.

Aula 6: Vitaminas

As vitaminas são substâncias orgânicas, presentes em pequenas quantidades nos alimentos


naturais, essenciais para o metabolismo normal e cuja carência na dieta pode causar doenças.
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Não podem ser sintetizadas pelo homem, pelo menos em quantidades apreciáveis.
HIPERVITAMINOSE – causada devido a ingestão de grandes doses de vitaminas.
HIPOVITAMINOSE – falta total de vitamina

Classificação:
A classificação acontece de acordo com sua solubilidade: LIPOSSOLÚVEIS (vitaminas A, D,
E, e K) e as HIDROSSOLÚVEIS (complexo B e vitamina C).

Resumo das principais Vitaminas, Funções e Fontes


VITAMINA ‘A’
 Atua sobre a pele, a retina dos olhos e as mucosas; aumenta a resistência aos agentes
infecciosos;
 Fortalecimento de dentes, unhas e cabelos; prevenção de doenças respiratórias;
 Manteiga, leite, gema de ovo, fígado, espinafre, chicória, tomate, mamão, batata, cará,
abóbora.

VITAMINA ‘B1’ ou ‘TIAMINA’


 Auxilia no metabolismo dos carboidratos; favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro;
equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal;
 Alívio de dores musculares e cólicas da menstruação; pele saudável;
 Carne de porco, cereais integrais, nozes, lentilha, soja, gema de ovo.

VITAMINA ‘B2’ ou ‘RIBOFLAVINA’


 Conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular;
 Benefícios para a visão e diminuição do cansaço ocular; bom estado da pele, unhas,
cabelos e mucosas;
 Fígado, rim, lêvedo de cerveja, espinafre, berinjela.

VITAMINA ‘B6’ ou ‘PIRIDOXINA’


 Permite a assimilação das proteínas e das gorduras;
 Melhora de sintomas da tensão pré-menstrual; prevenção de doenças nervosas e de
afecções da pele;
 Carnes de boi e de porco, fígado, cereais integrais, batata, banana.

VITAMINA ‘B12’ ou ‘COBALAMINA’


 Colabora na formação dos glóbulos vermelhos e na síntese do ácido nucléico;
 Melhora na concentração e memória; alívio da irritabilidade;
 Fígado e rim de boi, ostra, ovo, peixe, aveia.

VITAMINA ‘C’ ou ‘ÁCIDO ASCÓRBICO’


 Conserva os vasos sangüíneos e os tecidos; ajuda na absorção do ferro; aumenta a
resistência a infecções; favorece a cicatrização e o crescimento normal dos ossos;
 Produção de colágeno; redução do efeito de substâncias que causam alergia; previne o
resfriado;
 Limão, laranja, abacaxi, mamão, goiaba, caju, alface, agrião, tomate, cenoura,
pimentão, nabo, espinafre.

VITAMINA ‘D’
 Fixa o cálcio e o fósforo em dentes e ossos e é muito importante para crianças,

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gestantes e mães que amamentam;
 Prevenção da osteoporose;
 Óleo de fígado de peixes, leite, manteiga, gema de ovo, raios de sol.

VITAMINA ‘E’
 Antioxidante; favorece o metabolismo muscular e auxilia a fertilidade;
 Alívio da fadiga; retardamento do envelhecimento; prevenção de abortos espontâneos e
cãibras nas pernas;
 Gérmen de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleo, gema de ovo.

VITAMINA ‘H’ ou ‘BIOTINA’


 Funciona no metabolismo das proteínas e dos carboidratos;
 Prevenção da calvície;
 Alívio das dores musculares e do eczema e dermatite;
 Fígado e rim de boi, gema de ovo, batata, banana, amendoim.

VITAMINA ‘K’
 Essencial para que o organismo produza protombina, uma substância indispensável
para a coagulação do sangue;
 Formação de determinadas proteínas;
 Fígado, verduras, ovo.

ÁCIDO FÓLICO
 Atua na formação dos glóbulos vermelhos;
 Prevenção de defeitos congênitos graves na gravidez;
 Prevenção do câncer;
 Carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras, banana, melão.

VITAMINA ‘B3’, ‘PP’ ou ‘NIACINA’ (Ácido Nicotínico)


 Possibilita o metabolismo das gorduras e carboidratos;
 Produção de hormônios sexuais;
 Auxílio no processo digestivo;
 Lêvedo, fígado, rim, coração, ovo, cereais integrais.

VITAMINA ‘B5’ ou ‘ÁCIDO PANTOTÊNICO’


 Auxilia o metabolismo em geral;
 Prevenção da fadiga;
 Produção do colesterol, gorduras e glóbulos vermelhos;
 Fígado, rim, carnes, gema de ovo, brócolis, trigo integral, batata.

ÁCIDO PARAMINO-BENZÓICO
 Estimula o crescimento dos cabelos;
 Além do crescimento, manutenção da cor e suavidade dos cabelos;
 Carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras.

VITAMINA ‘B7’ ou ‘COLINA’


 Auxilia no crescimento;
 Diminuição do excesso de gordura no fígado;
 Produção de hormônios;

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 Gema de ovo, soja, miolo, fígado, rim.
Bibliografia:
 Stedman Dicionário Médico – 23ª Ed. – Rio de Janeiro; Guanabara Koogan;
 Koroklovas Dicionário Farmacêutico 2007/2008 – Rio de Janeiro; Guanabara Koogan.

Aula 7: Interações Medicamentosas


Pode ocorrer com:
MEDICAMENTO X MEDICAMENTO MEDICAMENTO X ALIMENTO
São alterações nos efeitos de um medicamento provocada em razão da ingestão de outro
medicamento ou do consumo de alimento.
Podem ser benéficas ou indesejáveis (mais frequentes).

Probabilidade de aumento das interações medicamentosas:


 Medicamentos de venda livre – analgésicos, antiácidos, descongestionantes, etc;
 Pessoas em cuidado com vários médicos;
 Uso de medicamentos com alguns alimentos – leite, camomila, álcool, etc;
 Pessoas que escondem informações nas consultas médicas.

O que pode acontecer?


 Efeito de duplicação: Medicamentos de efeitos similares, resultando numa duplicação
terapêutica; Ex: uso de dois sedativos: fenergan + dramin (prometazina + difenidramina);
 Efeito Oposto: Uso de medicamentos com ação oposta (um pode diminuir o efeito do outro
ou ajudar no aparecimento de reações adversas). Ex: AINES: diclofenaco ou ibuprofeno –
causa retenção de sal e água;
 Tomar diurético como hidroclorotiazida - ajuda na eliminação do excesso de sal e água no
organismo;
 Alterações na absorção: Pode ocorrer aumento ou diminuição da absorção de alguns
medicamentos quando tomados juntos. Ex: antiácidos diminuem a absorção da maioria
dos medicamentos. Intervalo de no mínimo 1 hora.
 Leite com tetraciclina: diminue a absorção, forma um complexo insolúvel excretada na
urina. Vitamina C aumenta a absorção de ferro, sucos com vitamina C também;
 Alterações no Metabolismo: Alguns medicamentos são inativados no fígado pelas enzimas
hepáticas, outras retardam as atividades enzimáticas. Ex: substâncias químicas do cigarro
aumentam a atividade enzimática diminuindo a eficácia de alguns medicamentos
(analgésicos, teofilina, aminofilina). Cimetidina e ciprofloxacino retardam a atividade
enzimática;
 Alterações na Excreção: Algumas trocas drogas aumentam ou diminuem a excreção pelo
mecanismo de acidificação ou alcalinização da urina. Ex: vitamina c acidifica a urina
aumentando a exceção de compostos básicos.

Aula 8: Agentes Imunizantes - Vacinas

A imunização é definida como a aquisição de proteção imunológica contra uma doença


infecciosa. Prática que tem como objetivo aumentar a resistência de um indivíduo contra
infecções. É administrada por meio de vacina, imunoglobulina ou por soro de anticorpos. As
vacinas são usadas para induzir a imunidade ativa; sua administração resulta numa resposta
biológica e na produção de anticorpos específicos. Assim, a imunidade é induzida contra futuras
infecções pelo mesmo microorganismo. A imunidade ativa dura muitos anos; a passiva é induzida

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pela administração de anticorpos contra uma infecção particular. Os anticorpos colhidos dos
humanos são chamados imunoglobulina e os dos animais, soros. A imunidade passiva dura
apenas algumas semanas.
Classificação das vacinas:
1- Vacinas vivas atenuadas: Compostas de microrganismos vivos atenuados em laboratório,
que devem ser capazes de multiplicarem-se no organismo hospedeiro para que possa ocorrer a
estimulação de uma resposta imune. Essa resposta imune ao microrganismo atenuado é idêntica
a produzida pela infecção natural, pois o sistema imune é incapaz de diferenciar entre uma
infecção pelo microrganismo vacinal e o microrganismo selvagem. A multiplicação do
microrganismo vacinal não costuma ser capaz de causar doença. Exemplos de vacinas vivas
atenuadas: Sarampo, caxumba, rubéola, pólio - Sabin, febre amarela, varicela, BCG.
2- Vacinas inativadas: Compostas de microrganismos inativados, o que significa que estes
não mais se encontram vivos, logo incapazes de multiplicarem-se. A resposta imune à vacina
inativada é principalmente humoral, com pouca ou nenhuma imunidade celular. Exemplos de
vacinas inativadas: DPT, hepatite A, hepatite a, raiva, pólio - Salk, pneumococo, meningococo,
influenza, haemophilus do tipo-b, febre tifóide, cólera.
Número de doses de uma vacina: As vacinas vivas atenuadas geralmente produzem
imunidade prolongada com uma única dose; exceção à vacina oral da poliomielite. As vacinas
inativadas requerem múltiplas doses para produzir imunidade e, eventualmente, necessitam de
uma dose de reforço para a manutenção da imunidade.
Reações adversas das vacinas: As reações locais são as mais freqüentes e incluem dor,
edema e eritema no sítio de injeção. Essas reações geralmente são leves e auto-limitadas, no
entanto, em raras ocasiões, podem se tornar graves (reações de Arthus). As reações sistêmicas
incluem febre, mal-estar, rash cutâneo, mialgias, cefaléia e anorexia. Esses sintomas usualmente
ocorrem 1-2 semanas após a administração de vacinas vivas atenuadas e são considerados como
uma "doença" leve provocada pela multiplicação do microrganismo da vacina. As reações
alérgicas são as mais graves, inclusive colocando a vida da criança em risco, porém, felizmente,
são muito raras.

Cuidados de Enfermagem
 Orientar o paciente ou acompanhante;
 Verificar a validade do produto;
 Assegurar o armazenamento do produto, conservar em geladeira específica (4º a 8º
C);
 Ver local recomendado para aplicação;
 Registrar a aplicação em cartão de controle de vacinação;
 Orientar sobre a data da próxima vacinação e campanha;
 Quando aplicada por via oral tomar o cuidado para não contaminar o frasco (não
entrar em contato com a boca) e aplicar outra dose se a criança regurgitar ou vomitar
imediatamente após administração da vacina;
 Nos casos de gestantes e ferimentos, a vacinação deve ser realizada com orientação
e acompanhamento médicos.
 Imunizações recomendadas aos profissionais de saúde: Hepatite b, sarampo,
influenza, rubéola, varicela, caxumba, toxóide tetânico.
Contra - Indicações
São consideradas contra-indicações gerais ao uso de vacinas de bactérias vivas ou vírus
vivos:
 Portadores de doenças com deficiências imunitárias, como imunodeficiência

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combinada à gamaglobulina ou hipogamaglobulina;
 Pacientes com imunodeficiências por defeitos congênitos ou enfermidades ativas do
sistema linfóide ou reticuloendotelial (leucemia, linfoma, doença de Hodgkin...);
 Imunodepressão devido à terapia com corticóides sistêmicos em altas doses, com
antimetabólitos, agentes alquilantes ou irradiação;
 Grávidas, salvo situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais
imunopreveníveis, como febre amarela, por exemplo.
 Com relação a pacientes HIV positivos assintomáticos, poderão receber todas as
vacinas do esquema básico; os doentes com AIDS só não poderão receber a BCG.
Há casos em que a vacinação precisa ser somente adiada:
 Tratamento com imunossupressores (corticosteróides, quimioterapia antineoplásica,
radioterapia...), deve-se adiar para 90 dias após a suspensão do uso da substância;
durante a evolução de doenças agudas febris graves; não se recomenda aplicar a
BCG em crianças com menos de dois quilos de peso.

CALENDÁRIO VACINAL
Adotado pelo Programa Nacional de Imunizações, modificado pela Secretaria de Saúde do
Estado de São Paulo-SP, 1998.

IDADE VACINAS
1 mês * BCG e hepatite B
2 meses DPT, poliomielite e hepatite B
4 meses DPT e poliomielite
6 meses DPT e poliomielite
9 meses Sarampo e hepatite B
15 meses DPT, poliomielite e MMR
5 ou 6 anos DPT e poliomielite
15 anos** DT
*Pode ser aplicada desde o nascimento.
**Reforço a cada 10 anos, por toda vida.

Dose, Via e Local de Sinais e Sintomas Pós-Vacinais


Tipos de Vacinas
Aplicação
Náuseas logo após a vacinação devido ao
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Sabin (contra 2 a 3 gotas, de acordo sabor desagradável.
poliomielite) com a origem/via oral
(VO).
0,1 ml, intradérmico Enduração/mácula/nódulo/úlcera/crosta/cica
BCG (contra
(ID)/inserção inferior triz (em torno de 3 meses pós-vacinal) Raro:
tuberculose)
do deltóide direito. enfartamento de gânglios linfáticos.
0,5 ml intramuscular
(IM) profunda/face
Tríplice – DPT Febre até 48 hs após vacinação, dor e
anterolateral da coxa
(contra tétano, nódulo local raro: reações neurológicas
em crianças que não
difteria e (cefaléia, convulsão, choque).
andam e dorso glútea
coqueluche)
nas demais.
Sensibilidade no local da aplicação,
0,5 ml intramuscular
acompanha ou não de sinais inflamatórios;
(IM) profunda/face
Hepatite B febre igual ou superior a 37,7ºC, em alguns
Antero lateral da coxa
casos erupções cutâneas, prurido e
num ângulo de 45º.
manifestações neurológicas.
Dupla infantil-DT* e
0,5 ml (IM)
Dupla adulto-DT** Febre até 48 hs após vacinação, dor e
profunda/região dorso
(contra tétano e nódulo local.
glútea ou deltóidea.
difteria)
Febre, dor, enduração e eritema local,
MMR (contra
0,5 ml subcutâneo linfadenopatia discreta, dor de garganta,
caxumba, rubéola e
(SC) em região glútea. ‘rush’, artrite e artralgias, aumento das
sarampo)
parótidas.
VAS (contra
Idem MMR Febre e exantema de curta duração.
sarampo)

*Indicada para crianças até 6 anos e 11 meses de idade que tenham contra-indicação médica
formal de receber o componente pertussis da vacina DPT.

*Indicada a partir de 7 anos para pessoas que não tenham recebido a DPT ou DT, ou cujo estado
imunitário seja desconhecido.
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE, 1994)

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