COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO DE OVINOS

COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO DE OVINOS

OTTO DE SÁ,C. & SÁ,J.L.

VOLTAR 1. QUE TIPO DE PESSOA TEM VOCAÇÃO PARA CRIAR OVINOS O ovino foi um dos primeiros animais a ser domesticado pelo homem. Após a domesticação, uma relação de dependência passou a existir entre eles. O ovino se tornou essencial por produzir carne e leite como alimento, e lã para a confecção de roupas. O homem por sua vez, proporcionou um ambiente favorável para o desenvolvimento desta espécie e protegeu os ovinos contra predadores, o que tornou este animal dependente de seus cuidados. Normalmente, o que se encontra são informações sobre formas de manejo destes animais, mas por causa da relação existente entre os ovinos e o homem, um ponto chave para o sucesso deste negócio, é saber se identificar ou reconhecer que tipo de pessoa tem potencial para atingir o sucesso com a produção de ovinos. Algumas características que marcam um bom criador de ovinos são as seguintes: Um forte interesse na natureza e um desejo em trabalhar com o que é vivo. Estas pessoas apreciam lugares abertos, e respeitam a vida porque a consideram preciosa. Amam os animais e se sentem responsáveis por eles. Se você detestar a aparência, o ruído, o cheiro de um ovino, e somente considera-lo como um produtor de dinheiro, seria melhor escolher outra espécie para criar. A vida é muito curta para ser perdida com um trabalho considerado desinteressante e irritante. Bons criadores são cuidadosos observadores. Percebem através de um sinal do animal, do ruído que ele faz e até mesmo pelo cheiro, se alguma coisa está errada. Quem tem intimidade com este animal, nota facilmente por exemplo, se um cordeiro perdeu-se de sua mãe, através do comportamento e do som emitido por ambos. Sabe se todos os animais estão se alimentando. Observa as pastagens e determina se estão no ponto de pastejo ou se é hora de mudar os animais de piquete. Está sempre atento, porque uma semana que se descuida de um rebanho ovino, é tempo suficiente para se ter prejuízos com ele. O ovino é uma espécie que necessita do olho do dono. Como um pastor, o criador de ovinos tem um comportamento de proteção do seu rebanho. Uma imaginação bem desenvolvida é importante. A habilidade de visualizar uma situação e antecipar os problemas ou as oportunidades é imprescindível. Paciência, tanto com os animais quanto com as pessoas. Força de vontade para atingir as metas propostas e uma visão otimista da vida. Uma mente organizada e habilidade para estabelecer rotinas e segui-las. Natureza analítica. Nenhuma decisão é tomada sem a devida consideração dos fatos, alternativas e conseqüências. Julgamentos repentinos são feitos somente em circunstâncias especiais, quando uma decisão rápida é exigida. VOLTAR 2. FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA DECISÃO DE CRIAR OU NÃO OVINOS O que muitas vezes acontece e que pode ser um desastre para a criação e desanimar os criadores, é adquirir os animais sem antes ter estrutura para recebê-los. É comum ouvir as pessoas dizendo que é preciso criar o problema para daí resolvê-lo. Mas, não queremos criar problemas e, sim, ovinos. Por isso, é importante, antes da chegada dos animais, observar o seguinte:

Disponibilidade de Alimentos O primeiro ponto a ser considerado é a alimentação do rebanho. Geralmente os ovinos são utilizados para converter uma larga variedade de forragens e grãos em produtos de consumo para o homem. O pasto ainda é a forma mais barata de alimento, mas pode se tornar caro quando são utilizados solos de elevada fertilidade. A produtividade total destes solos é maior se eles forem utilizados para a produção de silagens e grãos ao invés de pasto. Além disso, os pastos apresentam um crescimento sazonal, fazendo com que em determinadas épocas exista fartura e até sobras, e em outras falte alimento para os animais. Dependendo da disponibilidade de pasto e da exigência nutricional do animal, muitas vezes, pode ser necessária a suplementação alimentar, seja através de forragens conservadas como a silagem, o feno e o pré-secado, seja através dos grãos. Ao se optar por suplementação da pastagem, um controle rigoroso dos gastos com a alimentação é importante. A lotação das pastagens é variável em função do sistema de criação empregado. Pode variar em média de 5 a 15 ovinos por hectare, sendo que em sistemas extensivos a lotação é inferior a estes valores e em sistemas intensivos a lotação pode ser maior. O interessante no início, é não trabalhar com a máxima lotação, para sentir a utilização dos pastos pelo rebanho ao longo do ano, e estabelecer o melhor sistema de criação para cada situação, em função da região onde está localizada a propriedade e do objetivo a ser alcançado com os animais. Mercado A questão comercial continua a ser um problema para muitos produtores. É importante buscar informações se o produto vai ser facilmente aceito pelo mercado. Quem trabalha com animais não pode esperar uma fase favorável para vender o produto. Não há como guardar os animais e simplesmente esperar. O consumo de alimento além do necessário para atingir o peso de abate de um cordeiro, significa prejuízo. Se você quer produzir cordeiros Karakul (raça produtora de peles nobres), busque informações sobre os detalhes do processamento e venda das peles, antes de iniciar o negócio. Se você gostaria de ser um cabanheiro e produzir raças puras, estude qual é a expectativa de venda e se as raças escolhidas são bem aceitas na região. A falta de conhecimento do mercado é responsável por muitas falências. Condições Climáticas Os ovinos são animais que se adaptaram nas mais diferentes condições climáticas. É possível encontra-los no deserto, na neve, nas montanhas, enfim, espalhados por todo o mundo. Entretanto, é importante observar quais raças se adaptam melhor à condição climática de uma determinada região. Um bom exemplo, é a raça Romney Marsh que apresenta um ótimo desempenho mesmo em condições de alta umidade, situação considerada indesejável para a criação ovina. Embora, uma grande parte das raças ovinas são de regiões de clima temperado, existem raças, como as deslanadas e algumas produtoras de lã, que melhor respondem em regiões de clima quente. Parece estranho, mas a melhor lã é produzida por raças especializadas e criadas em regiões áridas, com baixos índices pluviométricos. É necessário conhecer a história climática da região. Invernos muito rigorosos com chuva podem causar altas taxas de mortalidade de cordeiros, principalmente em sistemas extensivos de criação. Secas prolongadas aumentam as perdas no rebanho. Calor excessivo é responsável pelo baixo desempenho reprodutivo de machos e fêmeas. As instalações podem propiciar condições ambientais mais favoráveis para os animais, mas o homem não consegue manipular todo o ambiente. É bom ter uma previsão do que pode acontecer em termos climáticos. Disponibilidade de Água A disponibilidade de água de qualidade é importante em qualquer atividade agropecuária. Instalações A infra-estrutura mínima necessária para iniciar uma criação de ovinos se constitui em um curral, para manejo dos animais, e piquetes com pastagens formadas. Para separar o rebanho em categorias, um mínimo de 5 piquetes é necessário. Para controlar a verminose e trabalhar com rotação de pastagens, é preciso um número maior de piquetes. Os piquetes devem ter sombreamento para proteção dos animais, bebedouros ou aguádas e cochos para fornecimento de sal mineralizado e para suplementação alimentar. Ao sentir que a atividade vai

se fortalecendo, outras instalações podem ser construídas como apriscos e currais de engorda de cordeiros (produção de carne). Predadores O ataque do rebanho ovino por predadores, como cães e até mesmo onças, em determinadas regiões, pode trazer grandes prejuízos. Por isso, a troca de informações com outros criadores da região sobre este problema entre outros, é importante para tomar as medidas necessárias e corretas para evitar estas perdas. Neste caso, as utilizações de cercas elétricas ou áreas protegidas para recolher o rebanho durante a noite podem ser necessárias. Objetivo da Criação Determinar qual o objetivo da criação está relacionado diretamente com o mercado. Atualmente, a produção de lã tem diminuído em função da queda no preço deste produto. As produções de leite ou pele ovina, ainda são atividades muito pouco exploradas no Brasil. O que tem apresentado maior crescimento é a produção de carne ovina. Vale a pena ressaltar, que a ovinocultura tem um grande futuro, entretanto, o mercado precisa ser mais bem organizado e estruturado. Para conquistar o consumidor, é preciso que um produto de qualidade chegue ao mercado de forma constante e uniforme. Para isso, a união de criadores e técnicos através de associações é necessária. VOLTAR 3. A ESCOLHA DOS ANIMAIS Após este estudo inicial sobre a criação de ovinos, é a hora de adquirir os animais. A escolha da raça está em função da região em que será desenvolvida a criação, do objetivo (produção de lã, pele, leite ou carne) e do mercado. Não adianta escolher uma raça porque tem apenas preferência pessoal. Neste começo, é melhor trabalhar com animais já adaptados às condições climáticas da região. Os animais puros podem ser muito caros para este início, por isso é comum, adquirir um rebanho de fêmeas mestiças jovens (1-2 anos) e saudáveis, e reprodutores de raças puras, de maior valor genético, para ir melhorando o rebanho aos poucos. Já para quem tem interesse em criar animais de cabanha, isto é, reprodutores e matrizes para a venda, o investimento na compra de animais puros, tanto fêmeas quanto machos, é maior. Para quem vai comprar animais de uma região distante daquela onde vai ser realizada a criação, é bom saber que em função do estresse da viagem e da adaptação dos animais, no primeiro ano, o desempenho do rebanho não será tudo aquilo que se espera. Cuidados devem ser tomados com raças importadas recentemente, cujo número de animais é pequeno no país. Quando se importam animais corre-se o risco de importar doenças também. Além do que, se as importações não continuarem, chega a um ponto que fica difícil encontrar animais de sangue diferente para serem utilizados no plantel. Outro ponto, é com relação a preços elevados de reprodutores e que empolgam muitos criadores no início. Quando se trabalha com produção de matrizes e reprodutores para a venda, tem que se pensar em quem são os compradores destes animais. Se forem outras propriedades que também trabalham com animais de elite, pode ser que até compense pagar preços elevados por um animal. Mas, não dá para praticar a venda somente entre cabanheiros, o mercado é restrito e na falta de compradores os preços caem. O que sustenta este mercado são os rebanhos comerciais, como por exemplo, aqueles, cujo objetivo é a produção de carne. Mas, no caso dos rebanhos comerciais, se o preço de um reprodutor for muito alto, pode ser que não se consiga recuperar o capital investido através de cordeiros produzidos para o abate. Por isso, praticar preços equilibrados e criar animais de raças bem adaptadas e de maior preferência entre os criadores, diminuem os riscos do negócio. No momento de examinar os animais a serem adquiridos é bom ter o auxílio de alguém já experiente na criação de ovinos. Nas ovelhas seria interessante observar o seguinte: Estado de saúde Idade (através de informações obtidas de escrituração zootécnica ou através dos dentes)

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS OVINOS SÁ. Na nova propriedade. a maioria dos ovinos necessita controlar o calor corporal. Acima de 26. para ver se nenhuma doença irá se manifestar.J. Mas. estágio de terminação dos cordeiros. A temperatura ambiental ótima para os ovinos varia de 10 º a 26. é o uso indiscriminado de vermífugos e como conseqüência à resistência dos vermes a diferentes princípios ativos. Com relação ao tamanho do rebanho.. é preciso atingir o número mínimo de 300 matrizes se a criação for para a produção de carne. como no caso de algumas raças tropicais. Um dos maiores problemas enfrentados pela ovinocultura nos dias de hoje. irradiação do sol e infecções. para se esperar algum retorno econômico. em média. principalmente para animais de elevado valor comercial A relação macho: fêmea a ser utilizada na época de reprodução pode variar em função da idade dos animais. tamanho de piquetes .5 º C. trabalha-se com 35 fêmeas : 1 reprodutor..) Peso e Escore Corporal Nos machos: Estado de saúde Idade (através do registro e da avaliação dos dentes) Testículos Características raciais Peso e Escore Corporal Exame Andrológico. até 182 Kg. não há necessidade de muitos ovinos. umidade. ventilação. Depois da aquisição dos animais. os ovinos devem passar por um período de constante observação em uma área de quarentena. Portanto.5 º C. TAMANHO CORPORAL VOLTAR O tamanho dos ovinos é extremamente variável. & OTTO DE SÁ. A temperatura corporal normal pode variar de 38 º a 40 º C. se o objetivo da criação for apenas para consumo próprio ou para manter a grama aparada ou como animais de estimação.C. TEMPERATURA CORPORAL A temperatura corporal pode variar em função da temperatura ambiental. É nesse período que exames de fezes devem ser realizados juntamente com os testes de vermífugos. Controlar os animais individualmente através de escrituração zootécnica é fundamental em qualquer criação organizada.. Os mecanismos utilizados para isso são: · Respiração · Ingestão de água e eliminação através da urina · Transpiração · Busca por lugares frescos e com sombra . vão ser necessários 3 reprodutores. idade ao primeiro parto.L. eles devem ser identificados através de brincos e/ou tatuagens. cobertura de lã. Mas. peso que machos da raça Suffolk e de outras raças de lã longa podem atingir. Animais adultos podem pesar em torno de 30 Kg..Úbere Características raciais (no caso de animais puros) Informações reprodutivas se existirem (intervalo entre partos. se forem compradas 100 ovelhas.

37 (6.Os cordeiros recém nascidos. umidade e nutrição afetam os ciclos reprodutivos das ovelhas. eles apresentam uma estação reprodutiva definida durante o ano. isto é. principalmente contra o frio. FREQÜÊNCIA RESPIRATÓRIA E CARDÍACA Os batimentos cardíacos e a respiração são mais acelerados nos animais jovens e diminuem gradativamente com a maturidade. não têm desenvolvido a capacidade de se adaptar às temperaturas ambientais. entretanto. A estação reprodutiva natural dos ovinos ocorre no outono e no inverno. os ovinos apresentam uma ótima capacidade de retenção e aproveitamento de água. nas primeiras 72 horas de vida. Os carneiros também sofrem influência dos fatores ambientais. São animais com capacidade de consumir grandes quantidades de forrageiras. A raça Dorset e as raças que se originaram de regiões próximas da linha do equador.81 9. retículo. intestino delgado.95 2. A urina é usualmente mais concentrada do que a dos outros animais. mas são menos sensíveis do que as ovelhas. . Pode ser utilizada uma quantidade maior de concentrado. A relação volumoso:concentrado deve ser bem equilibrada para evitar distúrbios metabólicos como a acidose. · Freqüência respiratória em ovinos adultos – 12 a 20 / minuto · Freqüência cardíaca em ovinos adultos – 70 a 80 / minuto CARACTERÍSTICAS DIGESTIVAS Os ovinos são animais ruminantes e o aparelho digestivo é composto de boca. apresentando cios praticamente ao longo de todo o ano. A altitude. comprimento dos dias. a época e duração da estação de monta não seguem um padrão e variam com as diferentes raças. quando ocorrem os ciclos reprodutivos e as fêmeas mostram os sinais do cio. Por exemplo. rúmen. por isso necessitam de proteção. temperatura. Portanto.65 1. latitude. abomaso. DIGESTIVO Rúmen Retículo Omaso Abomaso Intestino Delgado Intestino Grosso CAPACIDADE (LITROS) 23. são normalmente mais secas do que as fezes dos bovinos. causada por excesso de concentrados.0 (26 a 27 m de comprimento) 2.5 º C. A temperatura ideal para eles é de 24 a 26. principalmente sob condições de pouca disponibilidade de água. A capacidade de cada parte do aparelho digestivo de um ovino adulto de porte médio pode ser visualizada na tabela a seguir: PARTE DO AP. Uma relação segura é de 50 de volumoso : 50 de concentrado. a raça Merino apresenta uma estação reprodutiva mais longa do que raças de lã grossa como a Romney Marsh.89 0. esôfago.7 m de comprimento) As fezes dos ovinos. intestino grosso e ânus. com formato de síbalas. a menos que a dieta seja rica em alimentos com altos teores de água. omaso. são pouco estacionais. CARACTERÍSTICAS REPRODUTIVAS A maioria dos ovinos é poliéstrica estacional. mas é preciso adaptar o animal a nova relação ou mudança na dieta.

principalmente no terço final de gestação. em média 17 dias. PESO AO NASCER DOS CORDEIROS O peso ao nascer dos cordeiros pode variar de 1. Raças de menor porte atingem o peso adulto mais rapidamente do que as raças de maior estatura.C. Em média a puberdade é atingida com 5-6 meses de idade. Na fase de aleitamento ele é também chamado de cordeiro mamão.· PUBERDADE – puberdade é o estágio sexual no qual a reprodução já pode ocorrer. dentro da estação reprodutiva. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Há variação entre as raças e tipos de ovinos com relação à idade a maturidade. · Idade da ovelha – ovelhas mais velhas tem cordeiros mais pesados. · ESTRO (CIO) – é o período dentro do ciclo estral em que a fêmea se torna receptiva ao macho. · GESTAÇÃO – o período de desenvolvimento do feto no útero da ovelha é chamado de gestação e dura em média 147 a 150 dias. A idade ideal para a primeira cobertura está relacionada com o estado nutricional e o peso dos animais. & SÁ.36 a 11. Os fatores que afetam o peso ao nascer são os seguintes: · Tamanho dos pais · Número de cordeiros por parto – cordeiros de parto gemelar nascem mais leves do que cordeiros de parto simples. . A duração do ciclo estral é de 14 a 19 dias. diminuem o peso ao nascer dos cordeiros. a fêmea ovina apresentará cio a intervalos de 17 dias (se não for fecundada).4 Kg. O estro tem uma duração média de 29 a 30 horas e a ovulação ocorre no final deste período. mas nos sistemas de produção não permanecem nos rebanhos por mais de 7 – 8 anos. As melhores carcaças produzidas são de cordeiros. VOLTAR CORDEIRO É considerado cordeiro. o ovino jovem (macho ou fêmea) do nascimento até a idade de 7 meses. · Sexo do cordeiro – machos nascem normalmente mais pesados do que fêmeas. Os ovinos podem viver até 16 -18 anos. Portanto. os ovinos atingem 80% do peso adulto com um ano e 100% com dois anos de idade.L. mas não quer dizer que os animais estejam aptos para manter uma gestação ou então serem utilizados como reprodutores em uma estação de monta.J. No geral. · Nutrição – níveis inadequados de nutrientes.5 Kg. com uma média de 3. As fêmeas apresentam os primeiros cios férteis e os machos as primeiras coberturas com espermatozóides viáveis. VOLTAR DIVISÃO DO REBANHO OVINO EM CATEGORIAS OTTO DE SÁ.6 a 4. A puberdade indica que já é possível a reprodução.

o que diminuiria o seu valor. algumas ovelhas podem continuar a se reproduzir por mais tempo. o que não é desejável. A castração reduz o ganho de peso de animais jovens e aumenta a deposição de gordura na carcaça. A vida útil de um carneiro é de 6 anos. ela é considerada uma boa matriz. Este pouco tempo de permanência no rebanho. o interessante é abater os ovinos antes de se tornarem borregos e não castra-los. A castração permite que ele seja criado juntamente com as ovelhas. Neste tempo. dos 7 meses de idade até que se torne apto para reproduzir (12-18 meses). Enquanto ela estiver parindo anualmente e desmamando bem os seus cordeiros. Entretanto. Para a produção de carne. OVELHA Após o primeiro parto. CAPÃO É o ovino macho castrado cuja função é a produção de lã. dos 7 meses de idade até o primeiro parto (12-24 meses) CARNEIRO Após se tornar apto para a reprodução. A vida útil de uma ovelha é de 6 anos. a borrega passa a ser chamada de ovelha. Entretanto. o borrego é chamado de carneiro ou reprodutor. o animal apresenta sêmen de boa qualidade e libido. . é para evitar que o reprodutor fertilize as suas filhas e para não vende-lo com uma idade muito avançada. BORREGA É o ovino fêmea. O importante é descartar a ovelha com base nas informações dos seus cordeiros e não somente pela idade.BORREGO É o ovino macho. dificilmente um reprodutor permanece por mais de 2 anos em uma propriedade.

RUFIÃO É o ovino utilizado para identificar ou induzir o cio das borregas e ovelhas. com a musculatura bem desenvolvida. se forem realizadas aplicações de hormônios masculinos nestes animais. Também podem ser utilizados machos castrados e fêmeas como rufião. O peso e rendimento são elevados e a coloração é branca. Não com o mesmo desempenho que as raças típicas produtoras . epididimectomia e desvio do pênis). EXEMPLOS DE RAÇAS PRODUTORAS DE CARNE: DORSET HAMPSHIRE DOWN ILE DE FRANCE MORADA NOVA (também produtora de pele de boa qualidade) SANTA INÊS (também produtora de pele de boa qualidade) SUFFOLK TEXEL OVINOS PRODUTORES DE LÃ São ovinos pertencentes a raças cuja aptidão é a produção de lã. Um rufião pode ser obtido através de 3 tipos de cirurgias para evitar a fecundação das fêmeas (vasectomia.C. Estes animais apresentam altas taxas de crescimento e uma conformação relacionada com a sua aptidão. O velo destes animais é de alta qualidade. A ausência de pêlos e fibras escuras entre as mechas de lã é fundamental. O ovino foi um dos primeiros animais a ser domesticado.L.J. OVINOS PRODUTORES DE CARNE São ovinos pertencentes a raças cuja aptidão é a produção de carne. EXEMPLO DE RAÇA PRODUTORA DE LÃ MERINO OVINOS DE DUPLA APTIDÃO São raças que apresentam um bom desempenho no ganho de peso e produção de carcaças de qualidade. VOLTAR CLASSIFICAÇÃO DOS OVINOS DE ACORDO COM A FUNÇÃO VOLTAR SÁ. As fibras são uniformes e resistentes. & OTTO DE SÁ. justamente pela sua utilidade para o homem. A carne e o leite produzido saciava a fome e a lã e as peles protegiam do frio.

também não é uma boa opção. principalmente nos animais lanados. impedindo a sensibilidade das apófises. Neste caso. há uma larga variação do tamanho adulto entre os indivíduos e entre as diferentes raças. O escore 1 significa que o animal apresenta uma pobre condição corporal. sente-se dois processos denominados de apófises espinhosa e transversa. deve-se localizar a última costela e subir com os dedos até encontrar a vértebra lombar. . Para identificar a região da palpação. A disponibilidade de alimento. os animais podem perder ou ganhar peso.de carne. Nesta. As produções de leite e peles ainda são pouco exploradas no país.L. característica principal do leite ovino. maior é o valor. o número de animais com aptidão para a produção de carne tem aumentado. EXEMPLO DE RAÇA PRODUTORA DE PELE KARAKUL OVINOS PRODUTORES DE LEITE O leite produzido por raças com esta aptidão é ideal para a fabricação de queijos finos. o escore 5 representa uma deposição excessiva de gordura. os ovinos e. auxilia no manejo nutricional e reprodutivo do rebanho. sente-se muito as apófises espinhosa e transversa na palpação. entretanto. VOLTAR Ao longo do ano. Quanto mais jovem o animal for abatido para a obtenção das peles. EXEMPLO DE RAÇAS DE DUPLA APTIDÃO BORDER LEICESTER CORRIEDALE IDEAL ROMNEY MARSH OVINOS PRODUTORES DE PELES A pele produzida por raças com esta aptidão é muito valiosa. ao contrário do que acontece com ovinos produtores de lã. O peso é um bom indicador do estado nutricional. no Brasil. passam por diferentes ciclos produtivos e/ou reprodutivos que alteram as suas exigências nutricionais. VOLTAR CONDIÇAO CORPORAL DE OVINOS SÁ. A avaliação da condição corporal através de escores obtidos pela palpação da região lombar.J. deve ser controlada. portanto. Isto se deve aos altos níveis de gordura e proteína. EXEMPLO DE RAÇAS PRODUTORAS DE LEITE BERGAMÁCIA LACAUNE Atualmente. as ovelhas. Por outro lado. também varia em decorrência das mudanças climáticas. o que significa que nem sempre um animal pesado apresenta uma boa condição corporal.C. & OTTO DE SÁ. em especial. A lã pode dar uma falsa idéia de um bom estado nutricional. mas com exigências nutricionais mais baixas e uma produção de lã de alta qualidade. Com isso. O escore obtido varia de 1 a 5 e se baseia na sensibilidade da palpação à deposição de gordura e músculo na vértebra. Esta mudança na condição corporal afeta o desempenho do animal e. A avaliação desta condição somente através da visualização.

5. Os 5 escores principais estão demonstrados nas figuras a seguir: ESCORE 1 (MUITO MAGRO) As apófises espinhosa e transversa estão proeminentes e bem definidas. O sistema de avaliação corporal tem por base uma escala de 1 a 5. 4.0. O músculo lombar tem pouco volume e não possui cobertura de gordura.5. No caso da apófise transversa. 5.0. é possível visualizar a forma de realizar a avaliação corporal através da palpação. é possível colocar os dedos sob o final da apófise transversa. Com um pouco de pressão.5.0. 2. 1. é possível colocar os dedos sob o final dela.Nas figuras a seguir.0. 3. 4. 2. ESCORE 2 (MAGRO) A apófise espinhosa está proeminente e bem definida.0). ESCORE 3 (MÉDIA) .5 (1.5. Sente-se a apófise transversa de forma suave e arredondada. 3. Pode-se trabalhar com intervalos de 0. Sobre o músculo lombar existe uma pequena cobertura de gordura.

como uma linha dura. As apófises transversas não podem ser sentidas. SUGESTÕES DE ESCORES CORPORAIS PARA OS VÁRIOS ESTÁGIOS DO CICLO PRODUTIVO DE OVELHAS FASE PRODUTIVA REPRODUÇÃO INÍCIO E MEIO DA GESTAÇÃO PARIÇÃO (PARTO SIMPLES) PARIÇÃO (PARTO GEMELAR) ESCORE ÓTIMO 3–4 2.5 3. Sente-se a apófise transversa. ESCORE 4 (GORDO) A apófise espinhosa só é detectada através de pressão.5 – 4 . ESCORE 5 (OBESO) As apófises espinhosa e transversa não podem ser detectadas. O músculo lombar está mais volumoso e possuí uma boa cobertura de gordura.5 – 4 3 – 3. O músculo lombar é muito volumoso e a camada de gordura sob o músculo é muito espessa.A apófise espinhosa se apresenta de forma suave e arredondada. O músculo lombar é volumoso e possui uma espessa camada de gordura. mas somente com uma firme pressão consegue-se colocar os dedos sob o seu final.

os ovinos possam escolher o melhor lugar de conforto para eles. reduz os custos com cercas fixas. . Atualmente. aumenta os custos com cercas. Figura 1 – Piquete com partes altas e baixas e sombreamento. permitindo que de acordo com as condições climáticas. Dependendo da topografia. A utilização de cerca elétrica subdividindo os piquetes auxilia nos sistemas de rotação de pastagens e no controle da verminose. em torno de 2 ha. PIQUETES OU POTREIROS VOLTA Todos os piquetes devem ser ligados a corredores de acesso. & SÁ. que serão utilizadas na formação e manutenção das pastagens.DESMAME 2 ou MAIS VOLTAR INSTALAÇÕES PARA OVINOS OTTO de SÁ. O tamanho dos piquetes varia em função do sistema de criação. o trabalho humano deve ser mínimo e eficiente. o custo da mão de obra é elevado e. fazendo apenas reformas. entretanto. é necessário propiciar condições ambientais favoráveis. Isto pode ser conseguido através da utilização de instalações.J. rápida e com um número reduzido de pessoas. é interessante distribuir os piquetes de forma que eles tenham partes altas e baixas. Instalações bem planejadas permitem que o trabalho com os animais seja executado de forma eficaz. Os corredores bem como os portões devem ser largos o suficiente para a passagem das máquinas. Como a construção de instalações tem um alto custo. sombreamento e proteção contra ventos através de árvores. oferecer áreas secas e bem drenadas. No sistema extensivo os piquetes são grandes. e se perguntar até que ponto este gasto vai ser compensado com um aumento na produção. Utilizar quando possível. as instalações já existentes. mas principalmente na funcionalidade. O número mínimo de piquetes deve ser suficiente para dividir o rebanho em categorias e permitir a rotação de pastagens. o que permite um melhor manejo das pastagens. e prever futuras ampliações. já no sistema intensivo. oferecer áreas sombreadas para os dias de calor.L. proteger do ataque de predadores. portanto. permitir a estocagem de alimentos e equipamentos e facilitar o manejo dos animais. Os piquetes devem ter aguadas. Não pensar somente na estética. Um número superior a 10 piquetes facilita o manejo dos animais e dos pastos. é importante analisar a propriedade e o rebanho. As instalações devem proteger os animais da chuva e do frio. Para que os ovinos possam apresentar uma ótima performance produtiva. o ideal é trabalhar com piquetes pequenos. bem como.C.

Figura 3 – Piquete com sombreamento e bebedouro com bóia onde os animais estão concentrados. No piquete do lado direito foi passado herbicida para depois ser feito o plantio direto. Figura 4 – Cocho de sal mineralizado no piquete. Figuras 5 e 6– Corredores de acesso aos piquetes.Figura 2 – Dois piquetes com área de 2 ha cada um. VOLTA CERCAS .

tosquia. A área é calculada em função da categoria mais numerosa que irá se trabalhar no curral. – 20 cm Esta cerca tem uma altura de 0. O espaçamento entre as tábuas é de 10-15 cm. fio e o 2o. deve ser cimentada. fio e o 3o. mas. Os palanques devem ser enterrados 40-60 cm no solo. sendo o primeiro distante do solo 10-15 cm e o segundo distante do primeiro 20 cm.00 m. –10 cm Distância entre o 4o. se possível. – 20 cm Distância entre o 7o. fio e o 6o. por exemplo. Em média são utilizadas 5 tábuas de 12. para formar uma divisória com 1. Recomenda-se 1m2/animal desta categoria. – 15 cm Distância entre o 6o. os animais passam facilmente por ela. entretanto. O número de fios de arame varia de 6 a 8 e a altura de 0. a) CERCAS DAS BAIAS As cercas das baias do curral tem uma altura de 1. –10 cm Distância entre o 3o. vacinação. corte de cauda. o custo alto nem sempre permite o uso. casqueamento. Não há necessidade de toda esta área ser coberta. espaçadas 10 cm. fio e o 4o. construir é mais difícil ainda. vermifugação. provavelmente a das ovelhas. banheira sarnicida e escorredouro.Falar de cerca para ovinos é complicado. c) SERINGA A seringa é uma área no curral de manejo que afunila fazendo com que os animais entrem um a um no brete.95 m. tais como: pesagem. As tábuas utilizadas possuem 1 polegada de espessura e 5-7 polegadas de largura. Figura 7 – Seringa VOLTA . a lã pode proteger o ovino do choque na hora que ele tentar passar.20 m. Para ovinos a utilização de cercas teladas é interessante. apartação entre outras. banho sarnicida. fio e o solo – 10 cm Distância entre o 2o. b) BAIAS O curral é formado por baias interligadas de forma a facilitar a condução dos animais até o brete e a separação quando necessária. No caso da cerca elétrica com 2 fios. O primeiro fio não deve encostar-se ao pasto para não ocorrer o aterramento. Ela pode ser formada por 2 fios. balança. fio e o 5o. para fazer com que posteriormente o rebanho respeite a cerca elétrica de 2 fios no piquete. O curral é composto por baias. com vários fios de arame eletrificados. pedilúvio. O distanciamento entre palanques deve ser de 6 a 8 m e entre os balancins de 2 m. Um exemplo de distanciamento dos fios de uma cerca para ovinos é o seguinte: Distância entre o 1o. seringa.8 cm de largura. recomenda-se deixar os animais por algumas horas em uma área pequena de aprendizado. O número de fios de arame necessários é superior ao das cercas construídas para bovinos. Se isto acontecer. Se a cerca não for bem feita. fio e o 1o.14 m de altura. A cerca elétrica é uma outra opção. dificultando o manejo principalmente nas épocas de reprodução e nascimento de cordeiros. brete.90 m a 1. –10 cm Distância entre o 5o. VOLTA CURRAL DE MANEJO O curral de manejo deve ser planejado para a realização de atividades.

Figura 10 – Brete com pedilúvio. VOLTA f) BANHEIRA SARNICIDA . Um brete alto demais não permite uma boa contenção. através de soluções como o sulfato de zinco..Por isso. pois os cascos devem ficar totalmente submersos. Se o brete for muito largo os animais podem se virar dentro e complicar o trabalho.. onde os cascos dos animais têm que ficar submersos por alguns minutos. sem espaço entre elas. as medidas abaixo devem ser respeitadas no momento da construção: LARGURA SUPERIOR – 50 cm LARGURA INFERIOR – 35 cm ALTURA – 80 cm COMPRIMENTO – 5 a 11 m As laterais do brete devem ser de tábuas colocadas na horizontal. o risco dos animais machucarem ou fraturarem os membros é maior. No final do brete pode ser vista a entrada da balança. Quando bretes com tábuas espaçadas são utilizados. sendo que a solução não deve baixar os 7 cm. visualização do brinco e/ou tatuagem. dificultando aplicações de vacinas e vermífugos. e) PEDILÚVIO O pedilúvio tem a função de combater problemas de casco. Figuras 8 e 9 – O brete contém um espaçamento entre o solo e a primeira tábua para facilitar a limpeza como na figura da esquerda. Quando não utilizado o pedilúvio pode ser fechado com tábuas. A profundidade é de 12-15 cm.d) BRETE As medidas do brete são de fundamental importância para o manejo. É uma depressão que pode estar localizada no piso do brete.

outros métodos como o da pulverização são utilizados para combater piolho e sarna. Figura 11 – Planta de banheira sarnicida para ovinos . Porém. o tratamento através da imersão em banheiras é o mais eficaz. recomenda-se a construção da banheira sarnicida. Como é uma estrutura de alto custo. pode-se trabalhar com modelos semelhantes aos utilizados para bovinos no combate ao carrapato.Em regiões onde o problema com ectoparasitas é freqüente. o mais conhecido é o formato arredondado como pode ser visualizado nas figuras 11 e 12. apenas deve-se adapta-los ao tamanho dos ovinos. Existem vários modelos de banheiras. Entretanto.

calculando uma distância mínima e observando a direção do vento para evitar o mau cheiro. O custo é fator decisório na escolha. Na época de reprodução são formados lotes de fêmeas com os reprodutores. Dependendo do tempo que os animais irão permanecer neste local. passe pelos tanques de decantação e volte para a banheira. por aproximadamente 10 minutos. ela pode ser fechada para que o espaço seja mais bem aproveitado no manejo dos animais. O material utilizado depende do custo. eles devem ter acesso a cochos de ração e sal mineralizado e bebedouros. para que a água do banho escorra. Tem grande importância na proteção do rebanho contra predadores e contribui para diminuir a taxa de mortalidade de cordeiros devido a condições ambientais desfavoráveis. O ideal é que seja feita a construção próxima da casa da pessoa que irá cuidar do rebanho. durável e exigir pouca manutenção. Figura 13 – Saída da banheira sarnicida e portões das baias que são utilizadas como escorredouros APRISCO O aprisco é uma instalação para recolher os ovinos durante a noite ou para confina-los. Eletricidade e água devem estar disponíveis. O acesso ao corredor principal dos piquetes e ao curral de manejo dever ser fácil. Os animais devem permanecer após o banho neste local. mas a construção deve ser funcional. VOLTA c) FLEXIBILIDADE Durante o ano ocorrem mudanças no número de animais de cada categoria. a) LOCALIZAÇÃO A localização do aprisco deve ser escolhida cuidadosamente. da durabilidade e disponibilidade na região. localizadas na saída da banheira sarnicida. b) TIPO DA CONSTRUÇÃO Não há um modelo padrão de aprisco. O local deve ser alto. seco. Na época de nascimentos são necessárias baias pequenas para ovelhas com cordeiros recém nascidos e outras maiores para .Figura 12 – Quando a banheira sarnicida não está sendo utilizada. próximo dos silos ou depósitos de ração e de fácil acesso por caminhões. VOLTA g) ESCORREDOURO O escorredouro é composto por duas baias de 8 m2 cada uma.

Ainda. pode-se trabalhar no inverno. d) VENTILAÇÃO Em função das condições climáticas no Brasil.1 5. Elas devem ser instaladas a cada 6 a 9 m.7 Figura 14 – Exemplo de reservatório de água VOLTA g) ÁREA DO APRISCO . não há necessidade de construir apriscos totalmente fechados.3 0.colocar todo o rebanho de ovelhas com cria ao pé. tamanho do animal. com cortinados para barrar o vento. é interessante trabalhar com divisórias de baias móveis. o número de animais por lote confinado pode variar. Na terminação de cordeiros. podese utilizar algumas baias como creep feeding. Uma iluminação satisfatória é obtida quando se utiliza uma lâmpada de 100 watts para cada 37.5 7. ou planejar o aprisco com portões que permitam aumentar ou diminuir o tamanho das baias de acordo com o número de animais de cada lote. condições climáticas. é necessário calcular a água consumida pelos animais e a utilizada para limpeza e outras atividades. podem ser colocadas campânulas elétricas para manter os cordeiros recém nascidos aquecidos em regiões de clima frio. As tomadas são necessárias para os equipamentos de tosquia.4 a 1. corte de cauda entre outros. para cordeiros em aleitamento.2 m2 de área no piso. Para isso. Nas baias maternidades. A falta de água prejudica a performance produtiva e reprodutiva dos animais.5 11. Para evitar perdas causadas pela falta de água é interessante ter um reservatório com capacidade de armazenar água o suficiente para atender a demanda de três dias. e) ELETRICIDADE O aprisco deve ter tomadas e iluminação. Este consumo pode variar em função do tipo de alimento consumido. Em função destas mudanças. Em regiões de clima frio. função produtiva e temperatura da água. Tabela 1 – Consumo diário de água (l/dia) de acordo com a categoria do animal CATEGORIA CARNEIRO OVELHAS SECAS OVELHAS EM LACTAÇÃO CORDEIRO EM ALEITAMENTO CORDEIRO EM TERMINAÇÃO LITROS/DIA 7. Na tabela 1 pode-se observar o consumo médio diário de água de acordo com as diferentes categorias. f) ÁGUA Os apriscos devem ter bebedouros com bóia.

74-0.: Ø No caso do piso não ser ripado.: Ø No creep feeding. Na tabela 2 pode ser visualizado o espaço médio por animal. Ø A super lotação nos apriscos deve ser evitada. Tabela 3.93-1. CATEGORIA CARNEIRO OVELHAS SECAS E GESTANTES OVELHAS COM CORDEIROS CORDEIROS – CREEP FEEDING CORDEIROS EM TERMINAÇÃO CORDEIROS CONFINADOS cm/animal 30-41 30-41 41-51 5 23-30 23-30 VOLTA Obs.8 Obs. considerando o piso ripado. deve-se trabalhar com áreas maiores do que as recomendadas na tabela 2. . a fim de evitar mortes de cordeiros por pisoteio. como nas outras categorias.46 0. tipo de piso.9 0.5-0.14-0.3-1.37-0. principalmente para ovelhas em final de gestação e lactação. Tabela 2 – Área média de aprisco recomendada por categoria animal (m2/animal) CATEGORIA CARNEIRO OVELHAS SECAS OVELHAS COM CORDEIROS CORDEIROS – CREEP FEEDING CORDEIROS EM TERMINAÇÃO CORDEIROS CONFINADOS m2/animal 1. pois.93 0.Comprimento de cocho recomendado para cada categoria. VOLTA h) ESPAÇO NO APRISCO PARA O COCHO DE SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR Se os animais permanecem por muitas horas no aprisco.A área do aprisco está relacionada com o número e tamanho dos animais. tem que ser calculado quantos metros de cocho são necessários. nem todos os cordeiros vão para o cocho ao mesmo tempo. o comprimento necessário é pequeno. tempo de permanência e necessidade de suplementação alimentar na instalação. Na tabela 3 observam-se quantos cm de cocho são necessários para cada animal. sem retenção de urina e fezes onde os animais pisam. Ø Cordeiros confinados precisam de mais espaço do que cordeiros em terminação que permanecem no aprisco somente durante a noite. Para isso. em função do número de animais que as baias comportam. é interessante que sejam suplementados.9 0.19 0.

5 m. suspenso 1.Figuras 15 e 16 – Cochos de suplementação alimentar colocados em apriscos i) PISO DO APRISCO O melhor piso é o ripado. Figuras 17 e 18 – Piso ripado. fraturas nas patas dos cordeiros e retenção de fezes. para evitar que o animal prenda a pata ficando sem mamar ou até mesmo se machucando. Recomenda-se que o chão seja cimentado e com um declive de no mínimo 2%. deve-se evitar que os animais tenham acesso no local abaixo do aprisco. seguindo corretamente as medidas para evitar problemas de aprumo. A largura recomendada para as ripas é de 5 cm e a espessura de uma polegada. Quando se utilizam apriscos com piso ripado suspenso do chão para recolher o rebanho. no mínimo 1. Um espaçamento menor faz com que ocorra acúmulo das fezes e um espaçamento maior provoca problemas de aprumos. A altura deste piso do chão deve ser o suficiente para que a limpeza seja realizada com facilidade. . O interessante é cercar a área onde está o aprisco para evitar que durante o dia os animais entrem embaixo da instalação. O ripado não permite um bom desgaste dos cascos. podem apresentar achinelamento. o qual permite que as fezes e a urina caiam e fiquem distantes dos animais. É importante construir um ripado uniforme. o casqueamento freqüente é recomendado. Neste caso. Para cordeiros recém-nascidos seria interessante reservar algumas baias forradas com palhada (cama). O espaçamento entre as ripas deve ser de exatamente 2 cm. com espaçamento entre ripas de 2cm. bem como soltar os animais em áreas asfaltadas ou com cimento rugoso para manter o casco sem deformidades.5 m do chão. por isso animais que ficam por muito tempo em apriscos com pisos ripados (reprodutores de cabanhas). O piso ripado auxilia no controle da verminose. mas não vai adiantar se os ovinos tiverem acesso as fezes que caem do aprisco.

e piso asfaltado que facilita o desgaste dos cascos. as medidas são as mesmas das divisórias utilizadas no curral de manejo.5 m de largura. No caso da madeira.0 a 1. com os cochos localizados do lado oposto dos animais.0 a 1. com cochos cobertos. Entretanto portões por onde vai passar um grande número de animais (como é o caso do portão de entrada do aprisco). A altura recomendada é de 1. VOLTA j) DIVISÓRIAS DAS BAIAS As divisórias podem ser feitas de diferentes materiais. com no máximo 20-25 m2.Figura 19 – Área destinada à suplementação alimentar ou confinamento. devem ter 1. .3 m. Figura 20 – Divisória de baias de confinamento de cordeiros. k) PORTÕES A largura dos portões de baias pequenas.é de 50 cm.

As rampas apresentam pequenos degraus com 5 cm de largura para os animais não escorregarem. com capacidade para 5 ovelhas e portões menores com 50 cm de largura. feno. Figura 24 – Baias maternidades. VOLTA DEPÓSITO DE RAÇÃO Principalmente nos sistemas mais intensivos de criação. Quando totalmente aberto transforma duas baias em uma única bem maior.Figuras 21 e 22 – Entradas de apriscos com rampas. Os portões de entrada são largos devido ao número de animais que irão tentar entrar ao mesmo tempo. Na época de nascimentos estas baias são forradas com palhadas (cama). Figura 23 – Portão interno do aprisco. O centro da rampa é liso para subir com o carrinho de mão. em algumas épocas do ano é necessário suplementar os animais com ração. rolão de milho entre outros tipos de .

. é importante reservar uma área para armazenar estes produtos.. Manter sempre limpo e em ordem. registros. Por isso.Triturador SILOS A utilização de forrageiras conservadas tem uma grande importância para quem trabalha com confinamento ou na suplementação alimentar do rebanho em períodos críticos.. Neste local. tem que se prever a utilização de triturador e a saída do pó que se forma na moagem do feno e outros alimentos. FARMÁCIA E ESCRITÓRIO Local para guardar medicamentos. equipamentos. escrituração zootécnica. Figura 25 – Depósito de feno e rolão de milho Figura 26 – Rolão de milho Figura 27 . A silagem de milho é a mais utilizada e o silo trincheira é a instalação comumente necessária para armazenar adequadamente este produto. Figura 28 – Silo trincheira revestido de concreto.alimentos.

entretanto. A decisão de colocar um animal jovem em reprodução. & SÁ. As ovelhas adultas apresentam em média 6 a 11 cios durante a época de reprodução e as borregas 2 a 6. A idade em que uma fêmea ovina é coberta pela primeira vez pode variar de 31 meses. em torno de 20 a 40% das borregas falham em produzir o seu primeiro cordeiro. A subfertilidade em borregas é uma das principais causas que contribuem para reduzir a produtividade de um rebanho ovino.Figura 29 – Farmácia e escritório VOLTA IDADE À PRIMEIRA CRIA DE BORREGAS OTTO DE SÁ. ocorrendo. aos 19 meses. Além disso.L. Os ciclos estrais são menos regulares e a incidência de cio silencioso é mais freqüente. por afetar o seu desempenho reprodutivo futuro.J.C. As fêmeas ovinas já podem se reproduzir ao atingir a puberdade. a taxa de ovulação é menor e a taxa de mortalidade embrionária mais elevada em borregas do que em ovelhas Aparentemente a baixa taxa de ovulação e os altos índices de mortalidade embrionária em borregas estão relacionados com uma deficiente produção de hormônios. Embora a taxa de fertilidade sofra influência de vários fatores. quando os primeiros cios começam a aparecer. principalmente em borregas com uma taxa de crescimento baixa. O número de ciclos estrais pode variar de um a onze durante a estação de monta. Em borregas os sinais comportamentais do cio são usualmente fracos e a intensidade é menos marcante do que em ovelhas adultas. dependendo da raça. até 7 meses. tem uma grande importância. quando as condições de criação são muito adversas. São idades que coincidem com a época do ano de maior fertilidade para a maioria das raças ovinas. já que o animal não expressa sua ótima performance reprodutiva. meio ambiente e desenvolvimento sexual das borregas. quando as borregas são criadas em sistemas intensivos de alta produção. Além disso. a duração do cio é normalmente mais curta em borregas do que em ovelhas. em média. nesta fase. VOLTA FATORES QUE AFETAM A PUBERDADE . a maturidade sexual ainda não foi atingida.

Existe uma larga variação entre as diferentes regiões do mundo. VOLTA LUMINOSIDADE A estacionalidade é um importante fator que afeta a puberdade em borregas. Já a alimentação com altos níveis de energia pode estar associada com uma elevada incidência de borregas inférteis (excesso de gordura não é sinônimo de alta fertilidade). Borregas criadas em sistemas extensivos apresentam baixa eficiência reprodutiva. Portanto. Na verdade. corre-se o risco de descartar animais de elevado mérito reprodutivo. VOLTA NUTRIÇÃO Em condições de subnutrição. para as borregas. elas devem receber uma boa alimentação para que sejam capazes de manter a gestação e continuar se desenvolvendo. Borregas que nasceram de parto gemelar tendem a apresentar o primeiro cio com uma idade mais avançada e um peso corporal menor. é o padrão de crescimento inicial das borregas que pode afetar o potencial reprodutivo. As características reprodutivas mostram uma heterose mais elevada do que as características produtivas. Borregas que apresentam uma rápida taxa de crescimento vão exibir o primeiro cio e provavelmente a primeira gestação com uma idade menor e um peso corporal maior do que borregas com baixas taxas de crescimento. Se a seleção das borregas que apresentam melhor performance reprodutiva for associada com uma boa alimentação. Por outro lado. Assim como o peso. A utilização do flushing antes da reprodução. Em muitos casos. IDADE E PESO CORPORAL O peso vivo médio na puberdade. influenciada pelas diferentes raças e dentro de uma mesma raça. quando a taxa de ovulação de borregas é o único critério de seleção. Também existe a variabilidade genética que é observada entre os indivíduos de uma mesma raça. não há uma idade fixa ou um peso corporal ou um período do ano no qual as borregas apresentem o seu . não tem um efeito claro na taxa de ovulação. O fato das borregas estarem apresentando cios não quer dizer que estão aptas para a reprodução. causando dificuldades de parto.GENÉTICA O desenvolvimento sexual é afetado pela genética. O maior ganho de peso durante a fase de aleitamento normalmente favorecerá a entrada precoce na puberdade e as borregas que exibem os primeiros cios normalmente são mais pesadas do que aquelas que não entram em cio no primeiro ano de vida. Existem diferenças entre as raças no que diz respeito à idade e peso corporal ao primeiro cio. Borregas são menos eficazes para proteger o embrião das variações nutricionais ou de outras formas de estresse. Raças precoces. o primeiro cio das borregas é atingido quando elas apresentam em torno de 50 a 70% do peso corporal adulto ou em torno de 30 a 50 Kg. Além disso. Borregas resultantes de cruzamentos planejados podem apresentar uma melhor performance reprodutiva do que borregas de raças puras. Neste caso. já que a pastagem nativa constitui-se na única fonte de alimentação. não é constante. sendo difícil a comparação devido às grandes diferenças ambientais. afetando o peso e a idade em que as borregas atingem a puberdade. O maior nível nutricional no final da gestação é mais problemático para borregas do que para ovelhas. como as de origem inglesa. Esta variabilidade permite a prática da seleção genética . Existe uma inter-relação entre a data de nascimento e a idade ao primeiro estro. uma super alimentação de borregas na fase final de gestação pode resultar em cordeiros muito grandes. borregas com baixas taxas de ovulação na sua primeira estação reprodutiva podem alcançar uma elevada taxa de ovulação e alta incidência de partos gemelares durante a sua vida reprodutiva futura. A idade ao primeiro cio varia de 5 a 18 meses. somente as borregas que já tenham atingido 60% do peso adulto das ovelhas do rebanho. a idade que uma fêmea ovina apresenta ao atingir a puberdade também é extremamente variável. atingem a puberdade com idade menor. isto significa que elas podem ser melhoradas através dos cruzamentos entre diferentes raças. Também. o que está associado ao ambiente proporcionado. entretanto. Recomenda-se colocar com os reprodutores. os animais imaturos apresentam um crescimento retardado que prejudica seriamente o desenvolvimento sexual e a entrada precoce na puberdade. os índices reprodutivos de um rebanho podem melhorar. expresso como uma percentagem do peso adulto. por fatores ambientais e pela interação entre eles. animais bem nutridos adiantam a idade à puberdade.

VOLTA O ciclo estral. o cio aparece em intervalos de aproximadamente 17 dias. os níveis plasmáticos de progesterona continuam elevados e a ovulação não mais ocorre. controlado por hormônios. As borregas que nascem cedo na estação de nascimento apresentam a puberdade precocemente durante o primeiro período normal de reprodução ao contrário de borregas que nascem mais tarde. estro. durante a estação reprodutiva. A duração do ciclo estral pode ser influenciada pela raça. Portanto. Neste caso a idade ao primeiro parto poderá ser com 13.primeiro cio. Este fato é mais evidente nas raças que se encontram em regiões distantes da linha do equador. Ao contrário. elas vão ser estimuladas a apresentar cios com 7. 19 ou 31 meses (no mês de março). Divide-se em quatro fases: pró-estro. sendo que a ovulação ocorre no terço final deste período. Estes mesmos fatores podem afetar a duração do estro que varia de 30 a 48 horas. o hipotálamo secreta o hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH). A estação de monta de fêmeas ovinas inicia-se no final do verão e começo do outono (para raças que apresentam estacionalidade reprodutiva). O cio das borregas pode ter uma duração mais curta em até 10 horas. têm uma duração aproximada de 13 a 14 dias. hormônio responsável pelo desenvolvimento dos órgãos sexuais. metaestro e diestro. Em raças de origem tropical. pelo estágio da estação de monta. se elas nasceram no mês de agosto. com no máximo 2 anos de idade. se a fêmea parar de apresentar os sinais do cio. Se estas fêmeas receberem suplementação alimentar na fase de aleitamento. Por isso. é um processo dinâmico contínuo. Durante a estação reprodutiva. juntas. Nesta fase ocorre a ovulação. conseqüentemente. antes do solstício de verão. os quais atuam nos ovários. na ausência do . ocorre a secreção do estrogênio. Na fase de pró-estro. é um bom sinal de que a ovelha já está gestando. ocorrem as fases de metaestro e diestro que. Neste período a fêmea se torna receptiva ao macho. O interessante é que as borregas tenham o seu primeiro parto. a estacionalidade reprodutiva e a luminosidade afetando o primeiro cio não é tão evidente. A introdução de carneiros em rebanho de borregas durante a transição do período não reprodutivo para o reprodutivo pode resultar em uma significativa sincronização dos cios e das primeiras coberturas. aumenta nos próximos 8 a 9 dias após a ovulação. depois de um período de dias longos. através do creep feeding. & SÁ. no folículo. poderão ter um desempenho similar ao de borregas nascidas de parto simples. VOLTA CICLO ESTRAL DE OVELHAS OTTO DE SÁ.C. Depois da ovulação. Em ovelhas gestantes. embora possa existir uma variação normal de 14 a 20 dias. Com este tipo de manejo não ocorreria um retardo na idade à puberdade de borregas oriundas de partos gemelares. que estimula a hipófise a secretar o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). Ainda. EFEITO MACHO Embora a atividade reprodutiva em ovelhas seja influenciada pela introdução do carneiro. quando a secreção de progesterona pelo corpo lúteo.J. promovendo o desenvolvimento do folículo. pelas características sexuais secundárias e pelo cio ou estro que é a próxima fase do ciclo estral. o efeito macho para induzir o cio da puberdade é pouco estudado. mas sim uma complexa inter-relação entre estes fatores e a época de nascimento. A diminuição da luminosidade é que estimula as borregas a apresentarem os primeiros cios. que possui uma duração de 2 dias. seguido então pela diminuição do comprimento dos dias e. TIPO DE PARTO Normalmente. 25 ou 37 meses.L. pela idade ou por estresse ambiental. as borregas nascidas de parto gemelar apresentam um menor desenvolvimento e podem ter a sua puberdade retardada. da luminosidade.

Passado o período de reprodução (final de verão e início do outono). É o período de anestro sazonal. Esta fase é caracterizada pela regressão do corpo lúteo e declínio na liberação de progesterona o que permite a maturação folicular. Dependendo da região e da raça criada. e influenciada pelos esteróides foliculares. & SÁ. VOLTA ESTACIONALIDADE REPRODUTIVA EM OVELHAS O processo reprodutivo dos mamíferos. Estas mudanças incluem os períodos de atividade sexual e de quiescência associados com os estágios de estro e diestro do ciclo estral. a prostaglandina F2 a (PGF2a ) é liberada pelo útero por volta do 13o dia do ciclo. Nas fêmeas. Também fêmeas em lactação. C.L. monta dirigida. mesmo porque o anestro da lactação normalmente coincide com o anestro sazonal. as fêmeas não ciclam durante todos os meses do ano. dificilmente ciclam.desenvolvimento embrionário. mesmo para as ovelhas não gestantes. A alternância entre a fertilidade e a infertilidade está associada a mudanças na estação do ano e . sincronização e indução de cios. e desmame precoce. estas alternâncias são organizadas dentro de fases distintas. a ocorrência de um novo estro. O conhecimento do ciclo estral é importante para poder entender determinados manejos reprodutivos como: flushing.J. VOLTA Representação esquemática dos eventos reprodutivos e sua duração média em ovelhas VOLTA ESTACIONALIDADE REPRODUTIVA OTTO DE SÁ. a ocorrência de cios cessa. a liberação do hormônio luteinizante (LH) e a ovulação. é marcado por períodos alternados de atividade e inatividade reprodutiva. efeito macho. tanto domésticos como selvagens.

25 semanas permitem a ocorrência de uma média de 10 cios (se elas não forem cobertas). ao contrário. Já as raças menos estacionais. caprinos e suínos. a concepção. fica difícil a comercialização dos animais. Por isso. muitas vezes ela é um obstáculo para o aumento na produtividade ovina. como a Merino (lã fina). Em todos os casos. as raças de lã grossa. mostram-se mais sensíveis ao fotoperíodo do que as raças de lã fina ou as deslanadas. apresentam um período reprodutivo mais prolongado. e um fator ambiental: o aumento no comprimento dos dias (primavera). Por isso. Na fase de lactação. conseqüentemente. cuja atividade sexual se manifesta após o solstício de verão. que estes animais passaram a conceber e parir em qualquer período do ano. pela raça. A incapacidade das ovelhas de regiões temperadas ciclarem na primavera limita a realização de programas acelerados de parições e a obtenção de mais partos na vida de uma fêmea ovina. o que permite a ocorrência de no máximo 3 cios. que impedem as fêmeas de ciclarem. raças derivadas de cruzamento lã grossa x lã fina mostram comportamento intermediário. existe variação principalmente em função da raça. da cópula também varia ao longo do ano. Em algumas espécies. no qual se incluem os eqüinos e os bovinos. é possível um retorno ao estado primitivo. A regulação natural dos fenômenos fisiológicos ligados à reprodução dos animais teve origem na sua adaptação às condições climáticas inerentes ao meio em que habitavam. A razão deste fato reside em que. uma contínua mudança sexual associada com a maturação. que têm origem em zonas mais próximas do equador. pela presença do cordeiro e pela lactação. ou seja. entretanto. Este anestro é mais intenso porque existe um fator fisiológico: a lactação. VOLTA Figura 1 – Representação esquemática da concentração de cios de ovelhas das raças Merino e Romney Marsh ao longo do ano. quando os dias decrescem. Os eqüinos podem conceber na primavera. Os ovinos. a produção de cordeiros também será. não sendo o período de gestação igual para todas as espécies. originárias de regiões mais próximas do pólo. Por se tratar de uma condição transmissível. as espécies domésticas conservam subjacentes os mecanismos fisiológicos ligados a estacionalidade apesar dos muitos milhares de anos da domesticação. porém. dado que seu período de gestação de onze meses possibilita nascerem suas crias na mesma estação no ano seguinte. a época da atividade sexual e. Todos estes fatores interagem entre si. quando os dias crescem. com uma duração de 9 semanas. os animais foram classificados em dois tipos: animais de dias longos. Com base no fotoperíodo. e animais de dias curtos. cuja atividade sexual se manifesta após o solstício de inverno. como a bovina e a suína. As ovelhas também apresentam o anestro pós-parto. Aqueles que se originaram ou que estão localizados em uma região próxima da linha do equador. Além disso. Apesar da estacionalidade ser de grande importância para animais selvagens. A influência do fotoperíodo é maior quanto maior for a latitude. as modificações impostas pela domesticação foram tão intensas. apresentam um período reprodutivo curto. idade adulta e envelhecimento dos animais. desde que o processo seletivo venha a ser interrompido. tem lugar em diferentes estações do ano. Considerando que as ovelhas entram em cio a cada 16-17 dias. resultante das fecundações de outono. ainda exibem uma marcada estacionalidade reprodutiva. A origem geográfica dos animais e a latitude na qual se encontram são importantes fatores que condicionam o efeito da luz sobre a atividade reprodutiva dos ovinos. entretanto. causando um severo problema para organizar e estabilizar o mercado da carne ovina. Raças mais estacionais. Já os caprinos e ovinos. Se a reprodução é estacional em ovinos. por perderem sistematicamente suas crias nascidas no inverno. . portanto. no qual são inseridos os ovinos. O comprimento do anestro pós-parto é afetado pela estação do ano. Enquanto o período de nascimento nas espécies selvagens acontece invariavelmente na primavera ou no final do inverno. dificilmente observa-se ocorrência de cios. pois se mantêm protegidos pelo ventre dos rigores do inverno. As maiores possibilidades de sobrevivência das espécies recaem sobre aquelas capazes de gestar e parir em épocas favoráveis ao desenvolvimento de suas crias.com a gestação e lactação. têm como única opção de sobrevivência a parição na primavera. de 25 semanas. apesar de séculos de domesticação. a estacionalidade reprodutiva não é tão evidente. ou seja. como por exemplo a Romney Marsh (lã grossa). Ocorre também. A maior ocorrência de cios ocorre no final do verão e no outono.

a formação espermática e a ejaculação de um carneiro emergente da estação anestral nunca se realizam em menos de dois meses. Esta constatação é feita quando os reprodutores estão submetidos a condições alimentares satisfatórias. No caso de animais a campo.Outros fatores além da luminosidade e da raça. principalmente em sistemas extensivos. embora o efeito maior acompanhe a fase descendente da luminosidade. ESTACIONALIDADE REPRODUTIVA EM CARNEIROS A produção espermática ocorre durante todo o ano. atestando o efeito do fotoperíodo. porém. sua reação é diferente da ovelha. o efeito alimentar mascara o fotoperíodo. existem técnicas naturais de manejo. O aumento do diâmetro testicular tem início ainda no fotoperíodo crescente. que são utilizadas na tentativa de induzir o cio das ovelhas em período de anestro sazonal. podem afetar a duração do período reprodutivo. Por isso. tais como: desmame precoce. sua capacidade fecundante se mostra superior no outono e inferior na primavera. enquanto a existência de folículos no ovário da ovelha durante o anestro permite rápida maturação e ovulação. VOLTA CLASSIFICAÇÃO DAS RAÇAS DE ACORDO COM A ESTACIONALIDADE REPRODUTIVA ESTAÇÃO REPRODUTIVA PROLONGADA SANTA INÊS MORADA NOVA DORPER KARAKUL MERINO DORSET RABO LARGO ESTAÇÃO REPRODUTIVA DE DURAÇÃO MÉDIA BERGAMÁCIA CORRIEDALE IDEAL ILE DE FRANCE ESTAÇÃO REPRODUTIVA CURTA ROMNEY MARSH TEXEL SUFFOLK HAMPASHIRE DOWN BORDER LEICESTER . efeito macho e nutrição adequada. A explicação deste fato biológico se baseia em que. Em condições naturais. Isto se deve ao estresse alimentar pelo qual passam os animais nesta estação. entretanto. o carneiro apresenta um ciclo de peso testicular por ano. resultando em uma qualidade de sêmen pior no inverno do que na primavera. Embora o carneiro sofra influência do fotoperíodo.

azevém). se acompanhados por chuvas freqüentes. a nutrição. sem controle das coberturas.Obs. c) Clima – os cordeiros são extremamente sensíveis a invernos rigorosos. podem alterar a duração da estação reprodutiva e do anestro sazonal das diferentes raças. O cuidado na escolha do período reprodutivo. os nascimentos podem ocorrer em pleno inverno. VOLTA SISTEMAS DE REPRODUÇÃO SÁ. b) Alimentação . onde se faz o plantio de pasto de inverno (aveia. as coberturas devem se concentrar nos meses de abril e maio. os machos e fêmeas permanecem juntos o tempo todo. Para isso. A monta pode ocorrer ao longo do ano. os nascimentos dos cordeiros. Alguns fatores devem ser lembrados ao se determinar o período ideal de reprodução: a) Fertilidade . para que os nascimentos ocorram a partir de setembro. VOLTA Os sistemas de reprodução variam nas diferentes regiões e até mesmo entre os rebanhos. o efeito macho. onde a maior disponibilidade é na primavera e verão. a estação de monta deve ocorrer no final do verão e/ou início do outono. é úmido.como as ovelhas apresentam maior fertilidade em períodos do ano em que a luminosidade ou o comprimento dos dias está diminuindo. as coberturas devem se concentrar nos meses de fevereiro e março e os nascimentos em julho e agosto. se na propriedade as pastagens são de campo nativo ou de pastos perenes de verão. onde não se faz o plantio de pastos de inverno e onde não se têm condições de abrigar as ovelhas com os seus . além de rigoroso. todas as demais atividades com o rebanho ficam prejudicadas. sem qualquer proteção contra as condições ambientais desfavoráveis. Esta relação entre a luminosidade e a fertilidade é maior nas regiões de clima temperado. No caso de propriedades localizadas em regiões de clima temperado. em criações extensivas. ou então. Portanto. nascimento e desmame de cordeiros.J. exista disponibilidade de alimentos. seja aproveitado para as ovelhas no final da gestação e na lactação. sem nenhum controle das coberturas.as coberturas devem ser programadas de forma que na fase final de gestação e início da lactação. MONTA NÃO CONTROLADA Em alguns sistemas muito extensivos. principalmente. como o da inseminação artificial. Por isso.C. para que este tipo de pastagem de alta qualidade.L & OTTO DE SÁ. deve-se evitar que a estação de nascimentos coincida com o período mais frio do ano. conhecido como estação de monta. Com o manejo reprodutivo desorganizado e as coberturas não se concentrando em um determinado período.: Fatores como o ambiente. concentrando desta forma. através de métodos mais sofisticados. é importante por influenciar positivamente ou negativamente as taxas de fertilidade. Este tipo de sistema reprodutivo não permite uma avaliação precisa da criação pela dificuldade de se obter as taxas produtivas e reprodutivas. ESTAÇÃO DE MONTA Em rebanhos comerciais a reprodução deve ocorrer em uma determinada época do ano. onde os cordeiros nascem no campo. Neste tipo de manejo fica difícil selecionar os animais e a consangüinidade ocorre de forma não programada. onde a diferença entre o dia mais comprido (21 de dezembro) e o mais curto (21 de junho) do ano é grande. principalmente em regiões onde o inverno.

coincidindo com o amanhecer e o entardecer. quando mais machos são colocados em um mesmo piquete. obtido através de estímulos elétricos pela utilização do eletroejaculador. A relação macho:fêmea varia largamente. Entretanto. A qualidade do sêmen é checada e este é diluído e utilizado imediatamente. aleitamento e engorda dos cordeiros até dezembro. para que se tenha tempo suficiente para a gestação. Quando reprodutores adultos são utilizados. Neste tipo de procedimento. podendo chegar a 1:100 quando os piquetes são pequenos ou 1:30 em áreas grandes e acidentadas. Portanto. em algumas circunstâncias. A inseminação artificial em ovinos não é comumente utilizada devido à dificuldade causada pela anatomia da cérvix da ovelha. normalmente vasectomizados. tenham 3 chances de serem fecundadas. Para se conseguir peso de abate dos cordeiros em dezembro. quando se faz a estação de monta no período de anestro sazonal ou quando o cio das ovelhas é sincronizado. não se deve trabalhar com mais de 25 fêmeas para um único macho.respectivos cordeiros em apriscos ou estábulos. Dois picos diários de atividade reprodutiva são observados: das 4 às 8 horas e da 16 às 20 horas. VOLTA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL A inseminação artificial tem uma grande importância quando se deseja disseminar as características de um grupo selecionado de animais em uma população de ovinos. as coberturas deve se concentrar em fevereiro e os nascimentos em julho. ele marca a fêmea em cio e esta é levada até o reprodutor que fica alojado em uma baia do aprisco. A duração da estação de monta deve ser suficiente para que as ovelhas apresentem pelo menos 3 cios. Ao montar. é passado no peito do rufião uma mistura de tinta xadrez com graxa. Mão de obra qualificada é exigida para trabalhar em um sistema de reprodução que utiliza a monta dirigida. as fêmeas permanecem no campo com os rufiões. A cada 14 dias troca-se a cor da tinta do rufião. O uso de sêmen congelado na inseminação implica em uma menor taxa de fertilidade. Por isso. Os carneiros podem ejacular 11 a 17 vezes por dia se forem estimulados pela presença de fêmeas em cio. Entretanto. d) Mercado – se existir um maior consumo de cordeiros no final do ano. Uma forma de conhecer a paternidade dos cordeiros e trabalhar com um número elevado de fêmeas para cada macho. As ovelhas permanecem com o reprodutor por 48 horas e depois retornam para o lote das ovelhas com o rufião. nem sempre isto é possível. Neste caso. a qual é tortuosa e estreita. Se a fêmea for novamente marcada com outra cor é porque ainda não foi fecundada e deve retornar para o reprodutor. alguns animais reduzem o número de espermatozóides no ejaculado. O ideal seria trabalhar com um único reprodutor para cada lote de 30-40 fêmeas em cada piquete. as coberturas devem ocorrer o mais próximo possível do início do ano. técnicas . Nestes casos. Os cordeiros devem ser criados em sistemas mais intensivos de produção. seria realizar a monta controlada ou dirigida. se o número de fêmeas por macho for reduzido de 100 para 25. Os carneiros podem servir 10 ovelhas por dia por um período de 4 dias ou 8 a 10 ovelhas em 24 horas no campo. a ovelha ovula e apresenta os sinais do cio a cada 16-17 dias. Todo dia. O sêmen é colhido dos reprodutores através de vagina artificial ou. O cio das ovelhas é induzido e/ou sincronizado e detectado através de rufiões. deve-se lembrar que brigas podem ocorrer e não se recomenda fazer lotes muito grandes de fêmeas que exijam mais de 3 reprodutores. as coberturas devem se concentrar nos meses de abril e maio para que os nascimentos ocorram na primavera. Isto permitiria conhecer a paternidade dos cordeiros e evitaria possíveis brigas e dominâncias de reprodutores. ou melhor. por causa do natal. trabalha-se em média com 1 macho para 40 a 50 fêmeas. Para se obter melhor resultado com a inseminação. Este é o único período do ano em que os reprodutores permanecem junto com as ovelhas neste sistema de reprodução. Técnicas adequadas estão disponíveis e os resultados com sêmen fresco são positivos. e mais fêmeas serão fertilizadas nas primeiras duas semanas da estação de monta. dificultando a passagem de pipetas para deposição do sêmen. mais carneiros poderão montar nas ovelhas em cio. Como na época reprodutiva. sendo capazes de manter a qualidade do sêmen por um período de 6 dias. abaixo da quantidade ideal para a fertilização. A relação macho:fêmea precisa ser ajustada quando são utilizados borregos. O reprodutor recebe somente as ovelhas em cio não tendo o desgaste de andar no campo identificando estes animais. a estação de monta deve ter uma duração de 49 a 56 dias. nascimento. quando submetidos a uma atividade sexual intensa. Se este manejo não for realizado com atenção e responsabilidade poderá resultar em uma menor taxa de fertilidade. Utiliza-se em média 1 rufião para cada 50 ovelhas.

Recomenda-se que este isolamento seja de no mínimo 2 semanas. as ovelhas apresentam cio com ovulação em intervalos característicos da espécie (1420 dias). já que essas fêmeas anteriormente apresentavam ovários afuncionais. como a laparoscopia. Entre o segundo e o terceiro dia após a introdução dos machos. a presença do macho vai promover a ovulação devido ao estímulo olfativo das ovelhas em relação a uma substância andrógena-dependente presente nas secreções de glândulas sebáceas e odoríferas dos carneiros.J. VOLTA EFEITO MACHO OTTO DE SÁ. ou passam a ciclar normalmente ou apresentam um ciclo intermediário. ocorrem ciclos curtos que tem como conseqüência à ovulação em torno dos 25 dias após a apresentação dos machos às ovelhas. se as ovelhas de algumas raças estão pré-condicionadas por um período de isolamento dos machos seguido da introdução dos mesmos. compensando apenas para animais de cabanha. estas técnicas exigem mão de obra qualificada e o custo é alto. Se o sêmen foi congelado. No geral. porém. O tempo ótimo para a inseminação é o meio do estro. A presença do macho propicia um aumento nos níveis plasmáticos de LH e/ou maior sensibilidade aos estrógenos dentro de um período de 20-40 horas. Da mesma forma . os feromônios. & SÁ. recomenda-se que a primeira seja realizada 12 a 14 horas e a segunda 23 a 25 horas após o início dos sinais e identificação do cio. A taxa de concepção de ovelhas submetidas à inseminação artificial tem sido mais baixa quando comparada com a monta natural.C. O resultado obtido com o efeito macho pode ser diferente entre ovelhas de raças diferentes. O tempo que os machos devem ficar separados das fêmeas para provocar o efeito macho é pouco estudado e divergente entre os trabalhos.L. em decorrência da deficiência de progesterona. A ovulação normalmente ocorre nas próximas 24 horas ao pique de LH. pois em condições totalmente adversas as fêmeas podem apenas ovular sem manifestar cio e posteriormente retornar à condição de anestro. Quando a introdução do carneiro induz à formação de um corpo lúteo funcional normal. as ovelhas ovulam. . respondem ao efeito. sendo que a partir desse momento. Um número adequado de espermatozóides por dose a ser inseminada é necessário para o sucesso da fecundação. a condição nutricional tem importância no percentual de ovelhas em anestro que respondem ao efeito carneiro. Como normalmente utilizam-se esponjas vaginais para induzir e sincronizar o cio das ovelhas a serem inseminadas. que consiste na deposição do sêmen diretamente nos cornos uterinos. estro e concepção. Após o isolamento. e 25 a 40 x 106 / ovelha na inseminação intra-uterina. através de procedimento cirúrgico. Isto se deve a falha da inseminação em propiciar um número suficiente de espermatozóides ativos no oviduto no momento da fertilização. Por exemplo. Entretanto. No caso de duas inseminações / ovelha.mais sofisticadas têm sido estudadas. Entretanto. poderá ocorrer uma indução de respostas neuroendócrinas. comparando a resposta das raças Dorset e a Hampshire Down ao efeito macho: ambas. quando este primeiro corpo lúteo não apresenta pleno funcionamento. as quais resultam em ovulação. durante o anestro sazonal ou no anestro da lactação. Este processo deve ser utilizado cerca de 6 semanas antes do usual início da estação reprodutiva para cada raça. a inseminação deve ser realizada 56 horas após a remoção das esponjas. recomenda-se não se utilizar menos do que 100 x 106 espermatozóides / ovelha quando o cio ocorreu naturalmente e 200 x 106 espermatozóides / ovelha quando o cio foi induzido através do tratamento com progesterona. um número mínimo de espermatozóides móveis de 400 x 106 / ovelha é exigido no caso de inseminação vaginal. VOLTA As ovelhas não ovulam regularmente antes da puberdade. Normalmente. mas provavelmente a raça Dorset terá uma melhor reposta no período de anestro sazonal. a primeira ovulação após a introdução dos machos não é acompanhada pelo comportamento estral. por ser menos estacional do que a raça Hampshire Down.

auxiliar na implantação de programas acelerados de parição e beneficiar o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa. deve-se manter as ovelhas distantes dos reprodutores por mais de 6 semanas antes da estação reprodutiva. para induzir a ocorrência de cios. o que permitirá que a estação de monta tenha uma duração mais curta. Entretanto. de no máximo 35 dias.EXEMPLOS PRÁTICOS DA UTILIZAÇÃO DO EFEITO MACHO VOLTA SINCRONIZAÇÃO DE CIOS Para sincronizar o cio das fêmeas através do efeito macho. na sincronização de cio em ovelhas. A sincronização de cio é de grande importância por facilitar o manejo. que pode ser através do efeito macho. produzir lotes uniformes de cordeiros. este manejo ocorrerá em período de anestro sazonal. os rufiões são retirados do rebanho de ovelhas para a entrada dos reprodutores. sendo necessário um estímulo. EXEMPLO: DEZEMBRO JANEIRO 1/Fev a 14/Fev 15/Fev a 15/Mar 1/Jul a 1/Ago Manter as ovelhas distantes dos machos Manter as ovelhas distantes dos machos Ovelhas + Rufiões Ovelhas + Carneiros Nascimentos (dois picos: na primeira e terceira semana da estação de nascimentos) VOLTA INDUÇÃO DE CIOS NO PERÍODO DE ANESTRO SAZONAL A indução de cios através do efeito macho é realizada como descrito acima. quando os dias estão ficando mais longos e as noites mais curtas. as ovelhas são colocadas em contato com rufiões. a maioria das ovelhas será coberta no segundo ou terceiro cio. Os rufiões estimulam o primeiro cio da estação de monta que é irregular e de baixa probabilidade de fecundação. Duas semanas antes da data marcada para o início das coberturas. mas com uma alta taxa de fertilidade e uma concentração dos partos. Neste período. Com esse manejo. que liberam feromônios. mas não são capazes de fecundar (normalmente um rufião é obtido através de vasectomia). EXEMPLO: JULHO SETEMBRO Estação de nascimentos Desmame dos cordeiros Tosquia das Ovelhas Manter as ovelhas distantes dos machos Ovelhas + Rufiões Ovelhas + Carneiros (estação de monta no período de anestro sazonal) Nascimentos 15/Out a 31/Out 01/Nov a 30/Nov 15/Mar a 15/Abr INDUÇÃO DOS PRIMEIROS CIOS EM BORREGAS . a maioria das raças de regiões distantes da linha do equador não ovulam. Após as duas semanas.

O primeiro mês após a fertilização é crítico para a sobrevivência embrionária. VOLTA A prática de aumentar o aporte nutricional ou o efeito dinâmico que influencia o peso e a condição corporal durante a fase reprodutiva é chamada de flushing. . A diminuição dos esteróides na corrente sangüínea. dos 5 meses de idade até a primeira estação reprodutiva. normalmente no ano seguinte. elevando sua degradação. EXEMPLO: JULHO DEZEMBRO 1/Fev a 14/Fev Estação de nascimentos Separar os cordeiros machos dos cordeiros fêmeas Borregas com mais de 60% do peso adulto + Rufiões As borregas que não atingirem o peso. mas podem não estar aptos para a reprodução (as borregas só devem ser expostas ao macho após atingirem 60% do peso adulto e com a garantia de que serão bem alimentadas durante a primeira gestação). promove um aumento dos níveis hepáticos de EMS e de gonadotrofinas na circulação. o seu resultado pode ser muito variável. O isolamento de machos e fêmeas.J. principalmente de proteína.. o efeito macho é como o realizado para as ovelhas (sincronização e indução de cio). obtiveram bons resultados quando o flushing foi realizado por 18 dias antes da cobertura. GUNN et al.0. Há pouca informação disponível com relação à duração mínima que deve ter o flushing para produzir um aumento ovulatório significativo. devem esperar a próxima estação reprodutiva.Os cordeiros machos e fêmeas devem ser separados com no máximo 4-5 meses de idade. elevação da taxa de ovulação. Borregas + Carneiros Nascimentos (dois picos: na primeira e terceira semana da estação de nascimentos) VOLTA 15/Fev a 15/Mar 1/Jul a 1/Ago FLUSHING OTTO DE SÁ. já que os animais atingem a puberdade com esta idade. As perdas de ovos fertilizados neste período de implantação resultam em uma elevada repetição de cios. Neste caso.5 a 2. portanto.L. conseqüentemente. (1984)b. O efeito do flushing sobre a taxa de fertilidade é causa tanto do aumento no número de óvulos fertilizados como da maior taxa de sobrevivência embrionária. acarretará um aumento no nível de gonadotrofinas e. O flushing parece afetar o nível hepático de enzimas que metabolizam esteróides (EMS). a taxa de natalidade. os quais determinam o número de fêmeas parindo. Isto impede coberturas indesejáveis. é suficiente para promover o efeito macho quando o reprodutor entrar em contato com as fêmeas. Embora o flushing seja uma prática já utilizada entre os criadores. utilizando uma alimentação rica para ovelhas com escore de 1. Um maior consumo de nutrientes.C. A presença do macho após um período de isolamento é responsável pela indução e sincronização do cio das borregas. Daí a importância de continuar o flushing por um período de 30 dias após a cobertura já que este é o tempo necessário para a implantação do embrião no útero. Sua finalidade é aumentar a taxa de ovulação e. & SÁ.

Esta eficiência é muito mais evidente do que aquela devido a fatores dinâmicos (flushing)..463-473. p. R. ZARAZAGA.5 e uma alimentação mais rica 2 a 3 semanas antes da cobertura. P.C. .A. O melhor desempenho reprodutivo normalmente é obtido com ovelhas apresentando um escore corporal de 2. Natural factors affecting puberty and reproductive performance in ewe lambs: a review. S. melhores resultados com o flushing são obtidos com fêmeas adultas do que com borregas. p. .D.K.235-239. 1988. v. J. DYRMUNDSSON. 1981. J. e SMITH. O. Animal Production. D.39. ou seja. VOLTA FLUSHING 15-20 DIAS ANTES DO INÍCIO DA ESTAÇÃO DE MONTA OU DA COBERTURA 30 DIAS APÓS A COBERTURA OU 45 DIAS APÓS O INÍCIO DA ESTAÇÃO DE MONTA O flushing apresenta melhores respostas em fêmeas de baixa condição corporal e quase nenhuma resposta em fêmeas de boa condição corporal (3.F. principalmente no período de recuperação compreendido entre o pós-desmame e a próxima estação de monta... 1962. Isto sugere que os extremos devem ser evitados e que a condição corporal pobre ao longo do ano é tão crítica quanto um curto período de flushing. Animal Production.39. Referências Bibliográficas VOLTA ABECIA. v. p. GUNN..17. v. C.39. e HUMPHREY. DONEY. F.D. O flushing durante o pico estacional de ovulação é menos eficaz que fora deste pico. 1993 b. J. Ovelhas que apresentam uma baixa condição corporal e não recebem o flushing apresentam altos índices de atresia folicular.5). e LOZANO. I.M. e JOHNSTONE. Fêmeas muito gordas na estação de monta apresentam alta taxa de ovulação e maior tamanho de folículo. Journal of Animal Science. R. 1984 b.G.197-205. HARESIGN. Tanto a subnutrição como a supernutrição contribuem para as perdas de ovos. ERCANBRACK. J. L. R. SCOTT. Theriogenology. G. p.55-65. The effect of level of pre-mating nutrition on ovulation in Scittish Blackface ewes in different body conditions at mating. e SMITH.M. The effect of different durations and times of hightlevel feeding prior to mating on the reproductive performance of Scottish Blackface ewes.32. FORCADA. R..L. no início e no término da atividade reprodutiva..W. Animal Reproduction Science. Animal Production. p. mas por outro lado. DONEY.F.21.505-510. Effects of feed and length of flushing period on lamb production in range ewes. W. v. v.R. MONTGOMERY. The influence of nutrition on reproduction in the ewe. A eficiência reprodutiva depende principalmente de fatores estáticos.M.99-105. W. v. Livestock Production Science.Figura 1 – Período recomendado para a realização do flushing em ovelhas com baixo escore corporal. A mudança de um alto nível de consumo alimentar pré-reprodução para um baixo nível pós-reprodução parece contribuir mais para a mortalidade pré-natal do que se as fêmeas fossem mantidas em baixo nível ao longo de todo o período. Ainda. HULET. p.A. GUNN. W. PRICE. Seasonal changes in ovulation rate in Coopworth ewes maitained at different liveweights. BLACKWELL. v. do aporte de nutrientes ao longo do ano. 1984 a..G.. apresentam baixa taxa de sobrevivência embrionária. Effect of plane of protein after weaning on resumption of reproductive activity in Rasa Aragonesa ewes lambing in late spring. 1981.197-202. p.8.

se existir um local apropriado e isolado dos animais sadios para se fazer o diagnóstico e o tratamento adequado dos doentes. O interessante é utilizar bóias. Os comedouros devem ser construídos de forma que os animais não consigam colocar as patas ou contaminar o alimento com fezes. O controle de doenças que possam ocorrer é mais fácil.R.C. Journal of Animal Science. tosquiar a área afetada. Nutrient Requirements of Sheep. ed. P.R. No tratamento de miíases (bicheiras). VOLTA A morbidade e a mortalidade somente serão altas em um rebanho se ele não for cuidadosamente observado todos os dias e se as suas necessidades básicas não forem atendidas. v. REGRAS BÁSICAS PARA SE TER UM REBANHO SAUDÁVEL VOLTA Prevenir as doenças é melhor do que trata-las.64. D.L.J. Anonymous Washington. A assistência de um veterinário especializado em saúde de rebanhos é importante para planejar e manter um programa de controle de doenças. dificulta a cicatrização e permite infecções. e DZIUK. & SÁ. CRIKMAN.1144-1152. COBB. 1987. A simples aplicação de spray sem limpar a ferida. retirar as larvas e utilizar produtos cicatrizantes e repelentes.C. Quando um animal é comprado. 30-32. p.D. O material utilizado para corte de cauda deve ser extremamente limpo e a ferida deve ser tratada com pomadas cicatrizantes e repelentes até a completa cicatrização.C. 1985. O feno e/ou a silagem nunca devem ser colocados diretamente no chão. os cuidados na escolha de animais de outros rebanhos e o período de isolamento e observação são fundamentais. . Esterilizar agulhas utilizadas em vacinação e desverminação. A. VOLTA COMO MANTER A SAÚDE DO REBANHO OTTO DE SÁ. Um bom criador identifica qualquer anormalidade que ocorra e busca soluções para que não aconteça novamente. sendo que as sobras não devem permanecer por muito tempo nos cochos.N. Portanto.. PRÁTICAS SANITÁRIAS PARA MANTER A SAÚDE DO REBANHO VOLTA Oferecer água limpa e evitar que os bebedouros sejam contaminados com fezes.National Academy Press. A silagem só deve ser retirada do silo no momento do fornecimento.. p. Antes dos partos as instalações devem ser desinfetadas com produtos químicos ou lançachamas (paredes ou piso de alvenaria). Evitar o contato dos animais sadios com os doentes.L. Não colocar ovinos saudáveis em instalações destinadas para os animais doentes.G. Effects of plane of nutrition and phenobarbital during the premating period on reproduction in ewes fed differentially during the summer and mated in the fall. THOMAS. Um rebanho bem nutrido e criado em um ambiente adequado é mais resistente a doenças e parasitas do que um rebanho mal alimentado em condições ambientais desfavoráveis.J. Preservar a saúde do rebanho significa planejar para minimizar os riscos e saber o que deve ser feito nos casos em que apesar da proteção e prevenção. J. 6 ed. junto com ele novas doenças podem ter sido adquiridas. Tosquiar os animais em locais limpos e desinfetar ferimentos causados pela tesoura ou pelos cortantes. o rebanho necessite de tratamento.

Realizar o controle da verminose através de coletas e exames de fezes. vermífugos e antibióticos. Observar os animais do rebanho todos os dias. O umbigo dos cordeiros deve ser cauterizado com iodo a 10%. Não permitir a entrada de ovinos de outras propriedades. Utilizar piso ripado em apriscos e drenar locais úmidos para evitar problemas de casco.Evitar que os ovinos tenham acesso a esterqueiras ou locais onde as fezes ficam armazenadas. Evitar usar de forma indiscriminada. Spray não é eficiente para evitar as infecções que podem ocorrer. Identificar qualquer anormalidade precocemente é fundamental para evitar prejuízos causados pelas doenças que afetam os ovinos. Quando forem adquiridos respeitar o período de quarentena. Os cascos devem ser cortados periodicamente para evitar o acúmulo de sujidades e problemas de aprumo. O problema deve ser diagnosticado para que o animal receba a medicação correta. Não realizar tratamentos baseados em suposições. VOLTA . Seguir a tabela de vacinação recomendada para cada região. No auxílio a partos procurar lavar bem a mão e desinfetar com uma solução fraca de iodo. Evitar ao máximo o tráfego de pessoas e veículos de outras regiões e propriedades.

VOLTA SINAIS O prejuízo econômico causado pelos parasitas gastrointestinais está relacionado com as perdas de nutrientes e danos na mucosa intestinal. Em condições estressantes para o ovino. a larva em hipobiose sai da dormência e pode se manifestar. ocorre redução na produção de lã. diarréia e perda de nutrientes. A taxa de crescimento diminui e a perda de peso é comum.L. Existem relatos de que as larvas podem sobreviver até 1 ano no pasto. redução no ganho ou até mesmo. pobre performance reprodutiva. A hipobiose ocorre para que a larva sobreviva a condições ambientais desfavoráveis. & OTTO DE SÁ. O parasitismo inaparente ou subclínico. VOLTA CICLO DE VIDA DO PARASITA O ciclo de vida do parasita é complexo e varia com as condições ambientais. em duas ou três semanas os ovos eclodem e as larvas atigem o estágio de L3 (larva infectante). embora não cause a morte.J. que reside no ovino. a produção de leite diminui. Animais com um parasitismo intenso.CONTROLE DE PARASITAS INTERNOS EM OVINOS SÁ. gastos com medicamentos e alta mortalidade. especialmente aquelas causadas pelos nematodeos é o maior problema de saúde que prejudica a produção ovina. perda de peso severa e diarréia. Os sinais do parasitismo gastrointestinal podem variar com o grau da infestação. Infecções secundárias também contribuem para a severidade do problema em muitos casos. tendo como conseqüência baixos pesos dos cordeiros. O tempo de vida do parasita nas pastagens é muito variável. pois o animal não consegue expressar todo o seu potencial produtivo. As perdas econômicas causadas pelo parasitismo podem ser extensivas. como no inverno. A larva L3 é então consumida pelos ovinos e pode evoluir para a forma adulta (larva L4) ou permanecer em estágio dormente (hipobiose) dentro do animal. Já em casos crônicos ou em verminoses menos severas. Alguns parasitas causam hemorragias devido à característica de sugar sangue e a anemia é um sinal característico.C. um aumento de volume na região da mandíbula que é acompanhado por uma anemia intensa. Outros causam perda de peso e os animais apresentam sinais de má nutrição devido à falta de apetite. A forma adulta. Estes animais podem ter diarréias intermitentes. geralmente demonstram sinais de fraqueza. ou quando cai a sua resistência. os sinais não são tão evidentes. isto é. Quando perdem proteína sanguínea podem apresentar um edema submandibular. o que dificulta o controle da verminose através de períodos curtos de descanso dos piquetes. perda de peso. . pobre performance reprodutiva e diminuição na produção de lã e leite. é responsável por perdas econômicas significativas. deposita os ovos nas fezes e estes são eliminados nas pastagens. VOLTA INTRODUÇÃO As helmintoses gastrointestinais. Dependendo do ambiente e do parasita.

Figura – Ciclo de vida de um nematódeo.
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CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E O CONTROLE DA VERMINOSE As espécies de nematódeos intestinais e suas prevalências são muito variáveis, já que dependem dos fatores topográficos, temperatura, precipitação pluviométrica, pastagem e outros que predominam em uma área em estudo. Em regiões de criação ovina com estações climáticas bem definidas, o uso de medicações estratégicas pode ser aplicado. Nos países de clima tropical, geralmente, a média de temperatura anual não varia substancialmente. Possivelmente, o fator decisivo na prevalência das espécies de parasitos gastrointestinal seria a quantidade e a freqüência das chuvas. Onde as estações de chuva e seca são bem típicas, as derverminações táticas antes da estação chuvosa e na estação seca, visando diminuir a contaminação das pastagens, podem ser indicadas de acordo com dados epidemiológicos locais. Entretanto, em lugares

onde o índice pluviométrico se mantém alto ao longo do ano, a aplicação estratégica de vermífugos é praticamente impossível. Por isso, o controle da verminose ovina com suporte laboratorial, é considerado o método mais prático e seguro.
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ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS À VERMINOSE A verminose acomete todos os ovinos em um rebanho, mas existem algumas categorias que são mais sensíveis. IDADE - os cordeiros jovens sofrem mais com a verminose. Com 14 dias eles começam a consumir alimentos sólidos e, conseqüentemente, a ingestão de pasto vai aumentando gradativamente a partir desta idade. Em casos de alta lotação das pastagens, é comum cordeiros com 45 dias de idade, diminuírem sua taxa de crescimento e até morrerem por causa dos vermes. ESTADO NUTRICIONAL - animais mal nutridos podem apresentar sinais de verminose e morrerem por causa de um grau de infestação por vermes que em animais bem nutridos poderia passar despercebido. ESTRESSE - o estresse contribui para uma queda de resistência dos animais o que pode torna-los mais susceptíveis a problemas com a verminose. Portanto, é importante estar preparado para esta situação quando se realiza transporte de ovinos ou diante de qualquer situação estressante. ESTADO FISOLÓGICO - O terço final da gestação é um dos períodos em que o animal necessita de altos níveis de nutrientes, pois é o momento destinado ao crescimento fetal. Desta forma, a alimentação canaliza-se prioritariamente ao cordeiro, e a ovelha torna-se mais sensível à verminose. O stress provocado pelo parto também contribui para o aumento na postura de ovos de parasitas. Este mesmo fato ocorre com fêmeas lactantes, destacando-se, principalmente as de parto gemelar. Como a urgência após o parto é a produção leiteira, estas fêmeas chegam a perder peso e, dificilmente as suas exigências nutricionais são completamente atendidas. Este momento também se agrava com o desenvolvimento de larvas hipobióticas, com o estabelecimento de novas larvas infectantes e com o aumento da fecundidade dos vermes adultos. Já com relação aos cordeiros no pós desmame, a interrupção da lactação leva a uma condição de stress, tornando estes animais também mais sensíveis à verminose e, se houver como agravante um manejo sanitário inadequado, culminará no aumento da mortalidade. Desta forma, cria-se um ciclo que produz um rápido aumento no grau de infestação dos animais e dos campos, sendo maior o problema quando o cordeiro permanece por um período prolongado de tempo com a mãe, estabelecendo-se uma competição entre mães e filhos pelos pastos e concentrados disponíveis, sendo que, a própria ovelha contamina com ovos de parasitas as pastagens que servem de alimento para os cordeiros.
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CONTROLE DA VERMINOSE ATRAVÉS DA COLETA DE FEZES E EXAMES LABORATORIAIS A coleta de fezes deve ser feita a cada 28 dias, por categoria e/ou por piquete. Em rebanhos pequenos devem ser colhidas no mínimo 10 a 15 amostras. Em rebanhos grandes deve-se colher 10% de cada categoria ou lote. As fezes devem ser retiradas diretamente do reto, acondicionadas individualmente em frascos ou sacos de plásticos identificados e preservadas no gelo até a chegada no laboratório. Quando a contagem média de opg (ovos por grama de fezes) for superior a 500, a aplicação de vermífugo é recomendada. Sete dias após a desverminação deve-se realizar outra coleta de fezes, dos mesmos animais, para verificar a eficácia do verrmífugo utilizado, que deverá ser superior a 90%. Em casos de dúvidas quanto ao resultado do opg, principalmente quando não há redução do mesmo na coleta de fezes seguinte, recomenda-se fazer o cultivo de larvas, para se verificar o gênero do helminto responsável pelo suposto fracasso da medicação utilizada. O uso de vermífugos através deste critério permite a manutenção de uma carga residual de vermes no rebanho que funciona como uma pré-munição e permite a sobrevivência de vermes sensíveis à medicação, os quais competem naturalmente com as estirpes resistentes, o que não acontece com as medicações regulares supressivas. Tem-se verificado que quanto maior for a pressão anti-helmíntica nos rebanhos, mais rapidamente se estabelece a resistência. Por isso, a desverminação mensal do rebanho não é adequada, por tornar os vermes resistentes aos diferentes tipos de vermífugos.

Figura – Ovos de diferentes parasitas que são encontrados nas fezes.
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PERÍODOS ESTRATÉGICOS DE DESVERMINAÇÃO Existem determinados períodos em que a desverminação é fundamental: a) Carneiros e ovelhas antes da estação reprodutiva b) Ovelhas nas últimas duas semanas de gestação (cuidar com o manejo das ovelhas e princípio ativo dos vermífugos para evitar abortos) c) Ovelhas no início da lactação d) Cordeiros e ovelhas no desmame Para as demais categorias e períodos, colher as fezes mensalmente para verificar a necessidade real da aplicação de vermífugos.
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OUTRAS MEDIDAS PARA CONTROLAR A VERMINOSE EM UM REBANHO Os vermífugos não podem por si só resolver satisfatoriamente o controle da verminose ovina. Muito pelo contrário, o uso indiscriminado de anti-helmínticos, causando resistência dos parasitas, é um problema sério que deve ser evitado. Portanto, cuidados na aplicação destes medicamentos e outras medidas de controle precisam ser considerados. * DOSE DO VERMÍFUGO A subdosagem tem que ser evitada, por isso, quando pistolas dosificadoras são utilizadas, tem que se verificar se estão dosando corretamente. Quando não há como pesar os animais, deve-se estimar a dose com base no animal mais pesado da categoria e utiliza-la para todos os animais. Nunca aplicar doses abaixo da recomendada por ser uma das causas da resistência dos parasitas.

Clostridium perfringens.L. Os Clostrídios abrangem numerosas espécies e tipos saprófitos amplamente difundidos pela natureza. a desverminação deve ser realizada no fim da tarde para que os animais permaneçam por no mínimo 8 horas presos. É importante ter em mente que não se consegue manter um rebanho sadio em pastagens doentes. para evitar a contaminação. de um baixo potencial redutor. Cada espécie de clostrídio é caracterizada por possuir um determinado espectro de frações de toxinas com propriedades letais. este tipo de manejo não será eficiente. A propriedade mais comum de todos os Clostrídios patogênicos é a formação de toxinas. Clostridium sordelii e Clostridium histolyticum. deve-se observa-los cuidadosamente com relação ao comportamento. por necessitar para a sua multiplicação.* MANEJO NA DESVERMINAÇÃO Aplicar corretamente o vermífugo e se certificar para que todos os animais sejam desverminados quando for necessário. eliminando os ovos de parasitas em local apropriado e não contaminando as pastagens. Entretanto. é indicado em instalações para controlar a verminose. e verificar se a mucosa ocular se encontra de coloração rósea.C. Clostridium botulinum e Clostridium tetani. Algumas espécies de clostrídios têm importância como causas de doenças. necrosantes. indicando ausência de anemia. desverminados antes de serem colocados junto com outros animais e nas pastagens. O rodízio das áreas de pastejo com a agricultura é outra opção para reduzir a utilização de vermífugos no rebanho. VOLTA O gênero Clostridium compreende uma série de microorganismos que. os cordeiros são muito prejudicados pela verminose. que permite que as fezes caiam e fiquem distantes dos animais. recebem o nome de anaeróbios.J. Clostridium septicum. & SÁ. * CONTATO COM AS FEZES O piso ripado. são exemplos do controle da verminose ovina através do manejo. VOLTA CLOSTRIDIOSES OTTO DE SÁ. consistência das fezes. * PASTAGENS Atenção especial deve ser dada aos animais quando forem colocados em novas pastagens que estavam sem animais por um longo período. * DESMAME PRECOCE E CONFINAMENTO Em criações intensivas onde a lotação das pastagens é elevada. Clostridium novyi. * OBSERVAÇÃO DOS ANIMAIS Sempre que os animais forem manejados para tosquia. Coletas de fezes e desverminações são recomendadas antes dos animais entrarem nos piquetes. O confinamento é recomendado para evitar a verminose em cordeiros. a aplicação de vermífugo nos cordeiros e o confinamento dos mesmos em instalações apropriadas. Os mais importantes são o Clostridium chauvoei. O desmame precoce. neurotóxicas. se necessário. etc. * HORA DA APLICAÇÃO DO VERMÍFUGO Quando no manejo de uma propriedade os animais são recolhidos durante a noite em apriscos com piso ripado. casqueamento. * AQUISIÇÃO DE OVINOS Animais adquiridos de outras propriedades ou região devem ser avaliados através dos exames de fezes e. O local onde as fezes ficam depositadas deve ser isolado. hemolíticas. Originam a putrefação das carnes e dos animais mortos. mas se o piso não for adequado e a alimentação for contaminada com os ovos dos parasitas. As pastagens utilizadas principalmente por ovelhas e cordeiros podem ser descontaminadas utilizando-se bovinos adultos por um período mínimo de 3 meses. existem técnicas de manejo que contornam este problema. pesagem. .

às vezes. na poeira. A ação das toxinas e das substâncias resultantes da destruição dos tecidos provoca complicações circulatórias. como nas camadas superficiais do solo. uma septicemia. Este organismo é naturalmente encontrado nas pastagens e no trato gastrointestinal de ovinos sadios. hemorragias. Pela ação das toxinas e. por exemplo. a existência de sujeira. Ovinos adultos deverão ser vacinados com duas doses de vacina. . de maneira geral. têm. necrose e uma secreção pútrida-fétida no lugar afetado. Intoxicações Genuínas Este grupo de doenças compreende intoxicações provocadas por agentes com formação intensa de neurotoxina e pouca infecciosidade. também de animais de mais idade. As infecções e intoxicações por Clostrídios aparecem endemicamente. ENTEROTOXEMIA VOLTA A enterotoxemia é uma doença de origem nutricional que causa a morte dos animais devido a uma toxina produzida por uma bactéria denominada de Clostridium perfringens tipo D (ocasionalmente pode ocorrer o tipo C em cordeiros em aleitamento com 2 a 4 semanas de idade). freqüentemente. a Gangrena Gasosa/Carbúnculo Sintomático e o Tétano. a qual inclui o Clostridium perfringens tipo D na sua formulação. No Brasil não existem vacinas específicas para a enterotoxemia. Estas infecções dos animais domésticos podem ser divididas em três grandes grupos. Ocorre uma súbita multiplicação e formação de toxina por parte do agente no conteúdo intestinal. O controle da enterotoxemia baseia-se na prevenção da doença pela vacinação. segundo a infecciosidade dos agentes atuantes. cordeiros recebendo suplementação no creep feeding. sendo encontrados dispersos no meio ambiente. É um problema que ocorre em rebanhos bem nutridos. A doença só surge. cordeiros confinados e ovelhas recebendo dietas ricas em grãos. Os animais apresentam sinais de ataxia. quando coincidem determinados fatores que a favorecem. a inflamação estende-se com velocidade variável a partir da porta de entrada. A diminuição do potencial de redução local na porta de entrada é requisito prévio mais importante para que seja produzida a infecção. muitas vezes. na água e no conteúdo intestinal do homem e animais sadios. Portanto. a totalidade do organismo. esta doença afeta principalmente cordeiros em aleitamento. opistótono e convulsões. A desproporção existente entre a ampla presença dos Clostrídios e as poucas infecções que provocam é explicada pela pouca capacidade de invasão que exibem esses agentes.Os Clostrídios patogênicos estão presentes em todo o mundo. a presença simultânea de outras bactérias (agentes de supuração e da putrefação) na região lesada e a irrigação sangüínea deficiente do tecido em questão. O aparecimento é brusco. alcançando em poucas horas. congestão da mucosa intestinal e rins aumentados de volume (polposo). de maneira geral. edema inflamatório. de acordo com sua patogenia e sintomatologia: doenças enfisematosas (com edema gasoso). ricas em substância orgânica. sob condições de consumo elevado de carboidratos (dietas ricas em grãos. A proteção é obtida pela vacinação de ovinos com vacina contra a Clostridiose de modo geral. o Clostridium botulinum forma sua toxina fora do organismo. Circunstâncias que levam a essa situação são. com caráter epidêmico ou são originadas sob a influência de fatores alimentares específicos. que é ingerida com os alimentos e provoca o botulismo As Clostridioses mais comuns são a Enterotoxemia. enterotoxemias e as chamadas intoxicações genuínas. Enterotoxemias Costumam apresentar-se como doenças dos animais jovens e. Na necrópsia observa-se líquido coagulado no saco pericárdico. Entretanto. VOLTA Doenças com Edema Gasoso São infecções de ferimentos que se caracterizam pela formação mais ou menos intensa de gás. Enquanto no Clostridium tetani (tétano) a formação de toxina segue a infecção do ferimento no ponto de entrada do agente. consumo de forragens imaturas). podendo morrer subitamente. a bactéria multiplica-se rapidamente e produz uma toxina. Pouco antes da morte é instaurada. evolução sobreaguda ou aguda e costumam ter fim mortal. corpos estranhos ou resíduos necróticos no ferimento. com subseqüente aumento da permeabilidade intestinal e penetração das toxinas na corrente sangüínea. ingestão de grande quantidade de leite.

os animais devem ser vacinados ativamente com vacina antitetânica. N. 1988. Duas doses da vacina são recomendadas para os cordeiros com intervalo de um mês. 99p. Diseases of Sheep. cirurgias. 1988. é recomendável vacinar ovelhas anualmente no terço final da gestação.J. por uma marcada exaltação dos reflexos. descole e parto. Nutrient Requirements of Sheep. castrações. freqüentemente. Vol. em especial no feno. que é originada como conseqüência da formação de toxina pelo Clostridium tetani no lugar de sua penetração no organismo. Os cordeiros ficarão protegidos por 4 a 6 semanas após o nascimento quando então deverão ser vacinados. Clostridium chauvoei. Os cordeiros são vacinados com 6 (1a.dose) antes do parto e revacinadas anualmente 4 semanas antes do parto. Nas regiões em que o tétano apresenta-se com freqüência. Nas ovelhas a vacinação deve ser feita de maneira que o período final da imunidade não coincida com o parto. Portanto. Philadelphia. Circunstâncias que. Doenças Infecciosas em Animais Domésticos. Seus esporos estão presentes nos jardins adubados com esterco.ed.Clostridium septicum) e a Gangrena Gasosa (Clostridium septicum. 3a. A necrópsia mostra edema subcutâneo e necrose muscular. no pó da rua e em diversos alimentos. enquanto nas regiões tropicais pode adotar marcado caráter epidêmico. Nas zonas de clima temperado. O agente é encontrado em terrenos cultivados do que nos campos nativos.C. TÉTANO VOLTA O tétano é uma doença caracterizada por convulsões tônicas de toda a musculatura ou de alguns grupos musculares e. 1985. Clostridium perfringens tipo A. onde os esporos conservam sua vitalidade durante longo tempo. CARBÚNCULO SINTOMÁTICO E GANGRENA GASOSA VOLTA O Carbúnculo Sintomático (Clostridium chauvoei . ed. São menos freqüentes nos solos com elevada proporção de areia. O exame histológico dos tecidos necrosados pode auxiliar no diagnóstico.ed.2. A imunidade estimada é de um ano. seguindo-se de revacinação anual. ferimentos da mucosa bucal causados por dentes defeituosos e corte de cauda. 394p. .V. O Clostridium tetani é encontrado no conteúdo intestinal de diversas espécies animais onde se multiplica e cai no solo com os excrementos. dificuldade locomotora e criptação subcutânea. febre. Clostridium novyi.com um mês de intervalo. O diagnóstico é feito pelos sinais. originam a apresentação de infecções pelo bacilo tetânico são os ferimentos de castração. A vacinação deve ser repetida a cada ano.C. 6 ed. 380p.R. KIMBERLING. dose) e 4 semanas (2a. a doença aparece esporadicamente. Clostridium sordellii e Clostridium sporogens) diferem do ponto de vista do diagnóstico clínico e controle. ajuda aos partos difíceis. Lea & Febiger. 1a. A prevenção do Carbúnculo Sintomático e da Gangrena Gasosa é feita pelo cuidado na desinfecção de cortes ou feridas. Animais infectados mostram prostação. Livraria Roca Ltda. Anonymous Washington.dose) e 10 semanas de idade.D. A proteção contra estas duas enfermidades pode ser obtida vacinando ovinos com vacinas polivalentes. Portanto. Deve-se dar atenção especial à limpeza e desinfecção de seringas e agulhas. Estas enfermidades são de aparecimento brusco e estão associadas a práticas de manejo. contaminação do ferimento umbilical nos recém nascidos. o tétano pode ser evitado tratando adequadamente qualquer tipo de ferimento com antissépticos.C. Ovelhas gestantes devem ser vacinadas 2 a 4 semanas antes do parto para transferir imunidade passiva aos cordeiros pela ingestão de colostro.National Academy Press. tais como: tosquia. lesões na necrópsia e isolamento do Clostridium sp do músculo ou osso longo. VOLTA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEER. As ovelhas devem ser vacinadas 8 semanas (1a.

O que pode estar ocorrendo e que indica que o parto deve ser auxiliado. fêmeas ovinas de primeira cria. ou se apresenta primeiro com o posterior são comuns. o cordeiro deve ser colocado na posição correta para depois ser tracionado. Se isto não for possível. os cordeiros podem ser muito grandes. quando ocorre o desenvolvimento de 85% do feto. VOLTA Os cuidados para evitar a mortalidade de cordeiros devem ser tomados antes mesmo do parto. Após retirar o cordeiro. coloca-lo imediatamente em contato com o focinho da mãe e deixar que ela o reconheça. Isto é importante para evitar casos de rejeição do cordeiro pela mãe. Por isso uma palpação cuidadosa para verificar a posição do cordeiro é importante. é importante que o cordeiro mame o colostro nas primeiras horas de vida.L.CUIDADOS NO PARTO DE OVELHAS SÁ. Sempre que for necessário tracionar uma pata que está para trás. VOLTA Idade da ovelha .J. apresentam maior dificuldade de parto do que as ovelhas.o local deve ser limpo e as mãos bem lavadas. O cordeiro deve ser colocado na posição correta antes de se tracionar. sem machucar a ovelha. principalmente se os cordeiros forem grandes. sem tentar coloca-lo na posição normal de parto. Para a defesa do animal. se a ovelha apresentar dilatação suficiente. identificação e pesagem do cordeiro). Outras posições difíceis para o parto também podem ocorrer. Se for decidido pelo parto auxiliado. As ovelhas devem ficar em piquetes próximos para que sejam constantemente observadas. é o seguinte: Cordeiro com elevado peso ao nascer . Se 3 horas após o rompimento da bolsa a fêmea não pariu. procurar envolver o casco do cordeiro com a mão para proteger o útero da ovelha. é aquela que o cordeiro se encontra com as patas dianteiras e o focinho juntos e se apresentando por primeiro. Casos em que o cordeiro fica com uma das patas para trás. A tração para retirar o cordeiro não deve ser muito forte e só pode ser realizada se a fêmea apresentar dilatação que permita a passagem do cordeiro. VOLTA .se as fêmeas forem super alimentadas no terço final da gestação.C.as borregas. O interessante é avaliar o rebanho de fêmeas de 3 em 3 horas. é necessário solicitar o auxílio de um veterinário. é porque algo pode estar errado. Em algumas situações quando o cordeiro se apresenta com o posterior. O melhor parto é aquele que não necessita da interferência do homem. Somente após o cordeiro estar seco e ter mamado o colostro é que deve ser realizado o manejo do cordeiro recém-nascido (desinfecção do umbigo. convém retira-lo tracionando as patas posteriores. mas em alguns casos o auxílio é necessário. dificultando o parto. alguns cuidados devem ser tomados: Higiene das mãos e do local .a posição correta para o parto ser normal. para verificar quais ovelhas estão apresentando os sinais do parto. Cordeiro em posição anormal . & OTTO DE SÁ. Somente quando ocorrer rejeição é que as narinas e a boca devem ser desobstruídas e o cordeiro secado. Observar se o cordeiro vai mamar o colostro. Sempre que possível e.

& SÁ.C.L.VOLTA MANEJO DO CORDEIRO RECÉM NASCIDO OTTO de SÁ. VOLTA .J.

reduz a mortalidade. Seria interessante trabalhar com baias maternidades. VOLTA ATAQUES DE PREDADORES . a temperatura é bem inferior à considerada ideal. Este assunto é mais bem discutido no item auxílio ao parto. quando o ripado destes apriscos não é bem feito. VOLTA PISOTEIO DO CORDEIRO Esta causa de mortalidade é comum em sistemas mais intensivos de criação. o prejuízo do sistema produtivo é certo. costuma-se tosquiar a ovelha antes do parto. Se for considerada a região sul do Brasil. CAUSAS DA ALTA MORTALIDADE DE CORDEIROS FALTA DE ATENÇÃO COM O REBANHO DE OVELHAS NO FINAL DE GESTAÇÃO O rebanho de ovelhas em final de gestação deve receber maior atenção. para colocar as ovelhas que tem seus partos durante a noite. os cordeiros podem prender suas patas entre as ripas. Para diminuir estas perdas. que terá como conseqüência cordeiros com maior peso ao nascer.0 m2/ovelha). onde os rebanhos de ovelhas em final de gestação ou com cria ao pé.5-2. Com isso. é em torno de 26-28oC. Quando há uma boa disponibilidade de alimentos para as ovelhas em final de gestação.0 cm. podem morrer por causa de partos distócicos e falta de cuidados no momento do parto. O manejo do cordeiro começa antes mesmo do seu nascimento. deve ser realizado cuidadosamente.Um dos maiores problemas na ovinocultura é a alta mortalidade de cordeiros. No caso de ovelhas lanadas. para evitar abortos. além da temperatura baixa. Estas causas normalmente estão relacionadas com o manejo inadequado do rebanho. é proteger as ovelhas recém paridas em instalações apropriadas. Ainda. é necessário identificar as principais causas da alta mortalidade. não podendo mamar e ficando expostos ao pisoteio. O manejo deve ser cuidadoso de forma a evitar situações que causem estresse e conseqüentemente abortos. Neste caso. Em sistemas extensivos. são recolhidos durante a noite em apriscos com uma alta lotação (menos de 1. por estimular a ovelha a um maior consumo. chove muito. vai procurar parir e permanecer com o seu cordeiro em locais protegidos do frio. a proteção através de instalações nem sempre é possível. forradas com palhada. Muitos cordeiros e até mesmo as ovelhas. a ovelha sem a proteção da lã. Em anos em que. Os nascimentos dos cordeiros se concentram no final do inverno e na primavera. que este manejo de tosquia. Quando muitos cordeiros morrem antes mesmo do desmame. O que pode ser feito para diminuir esta mortalidade. Este manejo facilita a higiene no momento do parto e a amamentação do cordeiro. a mortalidade aumenta. Para facilitar a observação. É importante lembrar. a tosquia pré-parto é recomendada. seria interessante retirar a lã da região da vulva e do úbere. O espaçamento entre as ripas do piso não deve ser maior do que 2. O uso de baias maternidades com palhada e campânulas. no período de nascimento de cordeiros. principalmente para os cordeiros de baixo peso ao nascer. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS A temperatura ideal para um cordeiro recém-nascido. elas devem ficar em piquetes próximos.

onça. portanto. o peso ao nascer dos cordeiros será muito baixo (inferior a 3. do cordeiro com baixo peso ao nascer apresentar um menor ganho de peso. VOLTA CONSEQÜÊNCIAS DO BAIXO PESO AO NASCER ALTA MORTALIDADE A alta mortalidade dos cordeiros é a mais grave conseqüência do baixo peso ao nascer. dificilmente é recuperada através de uma melhor alimentação após o nascimento. o ganho compensatório é ineficiente. também apresentará um menor peso ao desmame. cordeiros leves. o que não é desejável.. IDADE DA OVELHA Ovelhas de primeira cria e ovelhas muito velhas podem perder mais cordeiros. RITMO DE CRESCIMENTO DIMINUÍDO Um cordeiro que nasce leve. carcará. Quanto mais tempo o cordeiro levar para atingir o peso de abate.0 Kg). o que contribui também. NUTRIÇÃO INADEQUADA Provavelmente. A privação de alimento na fase de feto. perdem mais calor e resistem menos às baixas temperaturas. maior será a deposição de gordura na carcaça. Os prejuízos são maiores quando ovelhas em gestação e cordeiros são as vítimas. para uma maior perda de calor e menor resistência ao frio. ocorre nas últimas 6 semanas de gestação. a solução seria proteger os animais através de melhores instalações. o cordeiro de baixo peso ao nascer apresenta uma maior superfície em relação a sua massa. caso contrário. áreas teladas. Neste caso. dificilmente apresentará um ganho de peso igual ou maior a de um cordeiro com um alto peso ao nascer. A taxa de mortalidade de cordeiros aumenta a medida que o peso ao nascer diminui. elas vão contribuir para as altas taxas de mortalidade e baixos pesos ao desmame dos cordeiros. O maior desenvolvimento do feto (85% do total). o tempo para atingir o peso de abate será maior. Permanecendo no rebanho. AUMENTO DA GORDURA NA CARCAÇA A UM PESO DE ABATE CONSTANTE Devido ao fato. dependendo do tipo de predador.). A lã é um isolante térmico que protege o animal. Se não existir um controle do rebanho através de escrituração zootécnica.. além de terem o seu desenvolvimento prejudicado podem vir a parir cordeiros de baixa viabilidade. ISOLAMENTO PELA LÃ LIMITADO Cordeiro com baixo peso ao nascer apresenta menor cobertura de lã. esta é a principal causa da mortalidade de cordeiros.É comum o ataque de rebanhos ovinos por predadores (cachorro. a ovelha não for alimentada corretamente. VOLTA RELAÇÃO MASSA:SUPERFÍCIE INADEQUADA Além de uma pobre cobertura de lã. Se neste período. FALTA DE CONTROLE ZOOTÉCNICO Algumas ovelhas podem não apresentar uma boa habilidade materna e. constantemente. POUCAS RESERVAS ENERGÉTICAS . elas não conseguem manter a gestação até o final e se mal alimentadas. Neste caso. As borregas só devem ser colocadas em reprodução quando atingirem 60% do peso adulto. rejeitam ou não desmamam bem seus cordeiros. e o cordeiro de baixo peso ao nascer. cercas elétricas ou utilização de cães de guarda de rebanho. fica difícil identificar estas fêmeas para descarta-las.

EM CASOS DE REJEIÇÃO SECAR E AQUECER O CORDEIRO Se a mãe rejeitar o cordeiro. não tem como se manterem vivos por muito tempo.Todo cordeiro nasce com uma fonte energética na forma de gordura corporal. AUXÍLIO AO PARTO QUANDO NECESSÁRIO O melhor parto é aquele que não necessita da interferência do homem. . O custo do aleitamento artificial é muito elevado. mesmo assim. O interessante é avaliar o rebanho de fêmeas de 3 em 3 horas. mas em alguns casos o auxílio é necessário. cordeiros com baixo peso ao nascer. para verificar quais ovelhas estão apresentando os sinais do parto. Isto significa. é porque algo pode estar errado (ver auxílio ao parto) VOLTA MANTER A OVELHA PRÓXIMA DO CORDEIRO É importante que o cordeiro permaneça sempre próximo da ovelha para evitar os casos de rejeição. que se não mamarem logo após o parto. deve-se secar e aquecer o animal. manter o cordeiro perto da ovelha para força-la a aceita-lo. MANEJO DO CORDEIRO RECÉM NASCIDO VOLTA OBSERVAÇÃO CONSTANTE As ovelhas devem ficar em piquetes próximos para que sejam constantemente observadas. apresentam uma menor reserva energética. Se 3 horas após o rompimento da bolsa a fêmea não pariu. Entretanto. Procurar.

por toda a sua vida. VOLTA PESAR O CORDEIRO Somente após o cordeiro estar seco e ter mamado o colostro. é que as primeiras atividades de manejo são realizadas. A pesagem do cordeiro no dia do parto tem importância na avaliação da nutrição e da genética das ovelhas e dos cordeiros. . deve ser identificado através de brincos ou tatuagens para ser controlado e avaliado. através de uma escrituração zootécnica. a absorção de imunoglobulinas é mais eficiente. a ingestão do colostro deve ocorrer nas primeiras horas de vida.OBSERVAR A INGESTÃO DE COLOSTRO Como o cordeiro não recebe imunidade através da placenta. Nas primeiras 2 horas. IDENTIFICAR O CORDEIRO Todo animal que nasce ou entra em uma propriedade.

& OTTO DE SÁ. IDADE A idade ideal para o corte de cauda é quando o cordeiro tem em torno de 3 a 10 dias. As principais informações obtidas no dia do parto são as seguintes: VOLTA CORTE DE CAUDA EM CORDEIROS SÁ.L. por causa das coberturas de dos partos.CAUTERIZAR O UMBIGO COM IÔDO À 10% O umbigo deve ser embebido com iôdo (10%).C. sendo de maior importância para as fêmeas. TIPOS DE CORTE DE CAUDA FACA . VOLTA DATA DO PARTO NÚMERO DA MÃE PESO DA MÃE NO DIA DO PARTO NÚMERO DO CORDEIRO PESO AO NASCER DO CORDEIRO SEXO DO CORDEIRO OBSERVAÇÕES CONTROLAR OS NASCIMENTOS Os nascimentos devem ser controlados através de um livro ou pelo computador. ANIMAIS O Corte de cauda não é recomendado para os seguintes animais: RAÇAS OVINAS DESLANADAS RAÇAS DE CAUDA GORDA (depósito de gordura na base da cauda que funciona como reserva de energia) CORDEIROS MACHOS ABATIDOS JOVENS (a critério do criador em função da disponibilidade de mão de obra para o corte de cauda).J. VOLTA FINALIDADE DA REALIZAÇÃO DO CORTE DE CAUDA Higiene O corte de cauda permite manter a região posterior do animal limpa. É um manejo simples e eficaz para evitar infecções.

com a faca limpa e aquecida. de forma a dar tempo para que ocorra a cauterização. Procurar localizar a região do corte. . FORMA DE CONTENÇÃO VOLTA LOCAL DO CORTE O corte deve ser realizado entre a segunda e a terceira vértebra caudal. através do final da prega caudal. A faca é forçada para cortar a cauda. Acima desta idade. FACA O corte deve ser realizado. É um método muito grosseiro e pouco prático.: Estes métodos somente são recomendados para cordeiros com no máximo 14 dias de idade.PÁ DE DESCOLE ELÁSTICO DESCOLADOR ELÉTRICO OBS. convém fazer de forma cirúrgica.

Utiliza-se uma pá limpa com uma borda cortante e cabo de madeira. . A borracha impede a circulação.PÁ DE DESCOLE O método da pá de descole é semelhante ao da faca. utilizando um elastrador. mas dolorido para o animal. É um aparelho que corta e cauteriza. Tem a desvantagem de não estar disponível no mercado brasileiro. VOLTA ELÁSTICO O método do elástico consiste em colocar uma borracha na base da cauda. É um método prático. Aumenta a incidência de tétano. mantendo a temperatura constante durante o manejo. Deve ser aquecida e pressionada sobre a cauda para cortar e cauterizar. DESCOLADOR ELÉTRICO O descolador elétrico é o melhor método para se fazer o corte de cauda. sendo feito somente por encomenda. A cauda cai entre 7-10 dias.

Isto faz com que a pele. No momento do corte não se deve puxar a cauda.CUIDADOS Nos métodos que utilizam metais quentes. saia com a cauda. com pomadas repelentes e cicatrizantes. VOLTA RISCOS Hemorragias por má cauterização Miíases (bicheiras) Infecções Se a infecção atingir a medula causando uma mielite. deve-se cuidar para não queimar a região do ânus e/ou da vulva do cordeiro. vai ocorrer queda do trem posterior. três vezes por semana. deixando a vértebra exposta. deve-se fazer curativos. que iria ficar para proteger a região. O tratamento é pouco eficaz. Após o corte e depois. no momento do corte. Perda de peso Morte VOLTA CREEP FEEDING .

pode-se utilizar uma baia do aprisco como creep feeding. POR QUE FAZER O DESMAME PRECOCE? Na fase de lactação. também conhecido por alimentação privativa.C. apresentam um desenvolvimento mais rápido do rúmen. COMO FAZER UM CREEP FEEDING? VOLTA VOLTA CREEP FEEFING NA PASTAGEM É um cercado móvel com uma altura de 80 cm e espaçamento entre as ripas de 20 cm. o que possibilita o desmame precoce (45-60 dias). vermifugado e colocado em pastagens relativamente livres de parasitas ou. POR QUE UTILIZAR O CREEP FEEDING? Os cordeiros que recebem suplementação com alimentos sólidos na fase de aleitamento. Para isso. em locais que suas mães não tem acesso.J. O QUE É CREEP FEEDING? O creep feeding. & SÁ. Nesta situação recomenda-se utilizar o creep feeding e desmamar os cordeiros precocemente. A partir daí começa a perder peso. O cordeiro.L. Com 45-60 dias de idade o cordeiro é desmamado. a ovelha apresenta uma queda da resistência e elimina muitos ovos de parasitas nas pastagens.OTTO DE SÁ. . retira-se o portão da baia e colocase outro com ripas verticais espaçadas 20 cm. já consome uma quantidade considerável de pasto e acaba se contaminando com os ovos de parasitas de suas mães. é a suplementação de cordeiros em aleitamento com rações de alta qualidade. O problema se agrava quando a lotação das pastagens é elevada. VOLTA CREEP FEEDING NO APRISCO Para rebanhos de ovelhas que são recolhidos à noite em apriscos. com mais de 30 dias de idade. então. confinados.

os cordeiros gêmeos compensam o menor consumo de leite pelo maior consumo de ração. O creep feeding noturno em apriscos tem ótimos resultados porque fica próximo das ovelhas em áreas pequenas. FATORES QUE AFETAM O CONSUMO DE RAÇÃO NO CREEP FEEDING TIPO DE PARTO Cordeiros de parto gemelar consomem mais ração do que cordeiros de parto simples. VOLTA MEDIDAS DE COCHO PARA O CREEP FEEDING Largura: 30 cm (acesso pelos dois lados do cocho) Altura do bordo superior ao solo: 30 cm Profundidade: 20 cm Altura dos pés do cocho: 10 cm Ripas laterais: as ripas laterais evitam que os cordeiros entrem dentro do cocho. onde as ovelhas ficam mais concentradas. Com esta idade e este consumo tem que ser feito o desmame. na fase de aleitamento. o consumo de ração no creep feeding aumenta. CREEP FEEDING E CORDEIROS DE PARTO GEMELAR Cordeiros de parto gemelar apresentam um menor peso ao nascer e desmamam mais leves do que cordeiros de parto simples. VOLTA CONSUMO DE RAÇÃO NO CREEP FEEDING Nos primeiros dias de vida o cordeiro vai apenas entrar no creep feeding por curiosidade. Elas devem ficar a uma altura de 15-18cm do bordo superior do cocho. em quantidades bem pequenas (10 g). O consumo de ração começa com 14 dias de idade. podendo ter o mesmo desempenho de cordeiros de parto simples. .LOCALIZAÇÃO DO CREEP FEEDING O local escolhido para o creep feeding deve ser perto de bebedouros ou cochos de sal. até que com 60 dias atinge mais de 500 g por dia. Quando se utiliza o creep feeding. O cordeiro não vai abandonar a sua mãe por longas distâncias. mesmo que seja para consumir ração. PRODUÇÃO DE LEITE DA MÃE Filhos de ovelhas que produzem pouco leite consomem mais ração. DISPONIBILIDADE DE PASTAGENS Quando a disponibilidade de pasto de boa qualidade é baixa.

.41 6.12 NDT(%) NDT 80 73 62 68 54.2 3. Um exemplo de uma formulação bem simples é a seguinte: MATÉRIA PRIMA MILHO FARELO DE SOJA FARELO DE TRIGO FARINHA DE CARNE TOTAL Kg PB(%) PB 68 17 10 5 100 9 45 16 55 6.4 12.12 7.75 18.6 2. EXEMPLO DE CONCENTRADO PARA O CREEP FEEDING São várias as fórmulas de rações para creep feeding.VOLTA RAÇÃO PARA O CREEP FEEDING Os níveis de proteína e NDT em rações de creep feeding devem ser de 18% e 75%. respectivamente. A matéria prima utilizada depende do preço e da disponibilidade.4 76. Alimentos fibrosos e de baixo valor nutricional não devem ser utilizados.L.65 1.J.41 VOLTA NUTRIENTES A SEREM CONSIDERADOS NA ALIMENTAÇÃO DE OVINOS OTTO de SÁ e SÁ. É importante que a ração tenha boa palatabilidade e digestibilidade.

3.1. bem como o valor nutritivo dos alimentos. ORIGEM DA ÁGUA NO ORGANISMO a) Água de bebida. Um rebanho mal nutrido além de apresentar queda na sua produção terá também. Portanto. melhor conversão alimentar e maior rendimento de carcaça. alimentos com níveis elevados de umidade tendem a reduzir o consumo de água. b)energia. Entretanto. Apresenta numerosas funções e sua deficiência tem efeitos mais imediatos e drásticos na fisiologia animal do que qualquer outro nutriente. no cálculo de uma dieta alimentar para ovinos deve-se pensar em como atender as exigências nutricionais dos animais. FUNÇÕES E METABOLISMO a) Solvente de vários compostos. não é possível conhecer a composição química exata do alimento. na prática não é possível ter todos os animais com o mesmo tamanho em um rebanho e nem com o mesmo estágio de produção e. etc). as suas necessidades nutricionais tornaram-se naturalmente mais elevadas. d)minerais e e)vitaminas. e) Eliminação de resíduos do organismo (urina. o estágio de produção. embora seja muitas vezes. principalmente quando se consideram os sistemas tradicionais de alimentação baseados quase que exclusivamente em alimentos volumosos. considerado de alto custo no processo produtivo. Conseqüentemente.1. sendo que alguns nutrientes podem tornar-se limitantes à máxima expressão do potencial genético de produção. tais exigências nutricionais nem sempre são atendidas na sua totalidade. pois representa 71-73% do peso corporal livre de gordura. principalmente no que diz respeito à produção de carne. Entretanto. nada mais são do que guias úteis à nutrição adequada. NUTRIENTES A SEREM CONSIDERADOS NA NUTRIÇÃO OVINA Dos nutrientes a serem considerados na nutrição temos: a)água.o consumo voluntário de água é duas a três vezes o consumo de matéria seca e aumenta quando dietas ricas em proteína e sal são fornecidas para os animais. é necessária atenção especial ao fator nutricional. já que o custo maior na produção é com a alimentação. tendo em vista a limitada capacidade de consumo de alimentos e as particularidades do processo digestivo desses pequenos ruminantes. FATORES QUE AFETAM O CONSUMO DE ÁGUA a) Tipo de alimentação . fezes. ÁGUA VOLTA É considerado um nutriente essencial. f) Regulação da temperatura corporal. maior ganho de peso. ele é também a base de todo o sistema. pois. PRINCÍPIOS DA NUTRIÇÃO VOLTA Na nutrição de ovinos deve-se considerar o tamanho do animal. INTRODUÇÃO VOLTA A capacidade produtiva dos ovinos tem evoluído a passos largos nos últimos 20 anos como fruto do melhoramento genético praticado nesta espécie. problemas de ordem reprodutiva e sanitária. porém não são padrões a serem rigidamente seguidos. c) Transporte da ingesta no trato gastro-intestinal. . c) Água metabólica proveniente das reações de oxidação dos componentes orgânicos. d) Transporte de materiais no sangue e outros tecidos do corpo. b) Transporte de fluidos no organismo. ainda. 3. bem como na forma mais econômica para estabelecer o arraçoamento. os dados de exigências tabelados. para dentro e fora da célula. b) Água dos alimentos. Portanto. c)proteína. 2. Por outro lado. À medida que os ovinos passaram a apresentar maior ritmo de crescimento.

minerais e vitaminas. Para ovelhas em lactação estimase um consumo de água 100% superior ao das ovelhas não lactantes. QUALIDADE DA ÁGUA A qualidade e a quantidade de água disponível. o ambiente. resultando também. A forragem de baixa digestibilidade também conduz a uma redução de consumo. são fatores que alteram as exigências energéticas. para manter o equilíbrio térmico. Quando a água é limitante é melhor diminuir o fornecimento de alimento antes que a água se torne um fator crítico. uma vez que a baixa qualidade da água. a digestão e a fermentação ruminal. podem afetar o consumo de alimento e a saúde animal. Água consumida a 0oC reduz a temperatura do rúmen. Esta falta pode resultar de quantidades insuficientes de alimento ou de alimentos de baixa qualidade. pode ocorrer: a) Redução ou parada do crescimento b) Perda de peso c) Redução da fertilidade d) Diminuição na produção de leite e na duração da lactação e) Diminuição na quantidade e qualidade da lã f) Aumento da mortalidade g) Queda da resistência a infecções parasitárias A deficiência de energia pode ser complicada pela deficiência de proteína.2. TEMPERATURA DA ÁGUA CONSUMIDA A temperatura da água consumida pode afetar a temperatura do rúmen.a gestação e a lactação fazem com que ocorra um aumento no consumo de água. suprime a atividade microbiana e. em redução no consumo de alimentos. crescimento e estado produtivo. ENERGIA VOLTA A falta de energia limita a produção e o desempenho de ovinos mais do que qualquer outro nutriente.b) Estágio de produção . c) Estação do ano . Também há uma maior perda de água quando há um aumento no consumo de fibra e/ou de alimentos. . bem como a sua relação com os demais nutrientes. a tosquia e o stress. quando é necessária mais água para que ocorra a excreção urinária. O consumo de água aumenta a partir do terceiro mês de gestação e dobra no quinto mês sendo maior para ovelhas de parto gemelar.os ovinos podem consumir 12 vezes mais água no verão do que no inverno. ELIMINAÇÃO DA ÁGUA a) Urina b) Fezes c) Pulmões d) Sudoração e vapor de água As perdas de água são maiores em climas quentes pela sudoração e pulmões. Ainda. FATORES QUE AFETAM AS NECESSIDADES DE ENERGIA Além do tamanho. diminui a digestibilidade dos alimentos. idade. consequentemente. 3. SINAIS DE DEFICIÊNCIA Dependendo da severidade. As perdas aumentam com o maior consumo de proteína. O alimento consumido pode ser de tão baixa qualidade e digestibilidade que o animal não obtem a energia suficiente para suprir as suas necessidades. provoca diminuição no consumo da mesma. a forragem pode ter um teor de água tão alto que limita o consumo de energia.

K. 3. pelo processo produtivo.a) Meio Ambiente . dado principalmente. Co. PROTEÍNA VOLTA Dentre os nutrientes a serem supridos. assim como estimular a síntese de proteína microbiana. O animal tosquiado aumento seu consumo quando a disponibilidade de alimentos não é um fator limitante. No verão as exigências são menores. E. Mg. b) Tosquia . No inverno as exigências são maiores. o ruminante de alto potencial genético sempre apresentará pequenas deficiências em determinados aminoácidos. essa proteína normalmente apresenta baixo valor biológico quando se trata de proteína de forragens. de qualidade superior à proteína dos volumosos. a proteína tem recebido especial atenção por ser requerida em quantidades relativamente altas e ser de elevado custo. sintetizada no rúmen. umidade e ventos podem aumentar ou diminuir as necessidades energéticas.I. Mn. conseqüentemente. sabe-se hoje que a proteína microbiana. Embora uma parte da proteína ingerida pelo ruminante passe pelo rúmen sem sofrer degradação. limitando conseqüentemente. a zona de neutralidade térmica deve ser considerada. não atende as exigências do hospedeiro de elevada capacidade de produção. MACROELEMENTOS. Entretanto. A deficiência severa provoca severos distúrbios digestivos. C. Cl. Nos conceitos mais antigos da nutrição animal. O baixo consumo de alimento resulta em redução do crescimento e desenvolvimento muscular e. D. . Cu.as necessidades de mantença para animais em pastejo podem ser de 10 a 100% superiores àqueles confinados. Ca. anemia e edema. MICROELEMENTOS. d) Tipo de Criação. Portanto. as perdas de energia podem aumentar elevando suas exigências. a sua capacidade produtiva. SINAIS DE DEFICIÊNCIA O baixo consumo de proteína resulta na redução do apetite. Reconhece-se que as necessidades proteicas dos ovinos e de outros ruminantes são um reflexo das exigências do hospedeiro e dos microorganismos do rúmen. Zn e Se.A. principalmente no que diz respeito ao perfil e à quantidade de alguns aminoácidos. CONSUMO DIÁRIO DE SAL MINERALIZADO (PRONTO PARA O USO) DE UM OVINO ADULTO: 20g (8-12g de NaCl). Desta forma. para ruminantes de alta produção.3. no baixo consumo alimentar e na reduzida utilização dos alimentos. P.4. Fe. não havendo.temperatura. portanto.qualquer tipo de estresse aumenta as necessidades energéticas. 3. uma vez que toda a proteína fornecida para o ruminante era degradada no rúmen e seus aminoácidos constituintes utilizados para a síntese da proteína microbiana. é importante a suplementação de quantidades adicionais de proteína de boa qualidade e de baixa degradabilidade no rúmen como forma de complementar as exigências em aminoácidos do animal. Assim sendo. perda de peso. K e S. os quais não são supridos tanto pela proteína microbiana como pela proteína não degradada da dieta. é que seria utilizada pelo hospedeiro. mas sim com a sua quantidade.Na.por reduzir o isolamento dado pela lã. dependendo da disponibilidade de alimento e água e da distância percorrida diariamente (tamanho dos piquetes).5. VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS. MINERAIS VOLTA São 15 os elementos minerais necessários para os ovinos sendo 7 macroelementos e 8 microelementos. razões para preocupar-se com a qualidade da proteína. 3. mas o consumo também é maior. mas o consumo é significativamente menor devido ao incremento calórico. HIDROSSOLÚVEIS. c) Estresse . afirmava-se que a qualidade da proteína não era importante.complexo B. Mo. Esta proteína. em quantidades suficientes para atender as exigências. principalmente no inverno.

VOLTA .

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