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Matemática Financeira

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Matemática Financeira – Prof. Guilherme Neves
1 Juros Compostos ................................................................................................................... 2 1.1 1.2 2 3 4 5 6 7 Período de Capitalização ............................................................................................... 2 Fórmula do Montante Composto.................................................................................. 3

Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta ................................................... 3 Convenção Linear e Convenção Exponencial ........................................................................ 4 Taxas Equivalentes .............................................................................................................. 18 Taxa Nominal e Taxa Efetiva ............................................................................................... 20 Taxa Real e Taxa Aparente .................................................................................................. 21 Capitalização Contínua ........................................................................................................ 31

2

1 Juros Compostos
No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período agrega-se ao capital, e essa soma passa a render juros para o próximo período. Daí que surge a expressão “juros sobre juros”. Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros compostos durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados em cada período e o montante após o período de cada aplicação. Os juros gerados no primeiro ano são o primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000. Os juros gerados no segundo ano são após o segundo ano é 12.000+2.400=14.400. Os juros gerados no terceiro ano são o terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280. Os juros gerados no quarto ano são quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736. Os juros gerados no quinto ano são ∙ 20.736 = 4.147,20 e o montante ∙ 17.280 = 3.456 e o montante após o ∙ 14.400 = 2.880 e o montante após ∙ 12.000 = 2.400 e o montante ∙ 10.000 = 2.000 e o montante após

após o quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.
1.1

Período de Capitalização

O intervalo de tempo em que os juros são incorporados ao capital é chamado de período de capitalização. Dessa forma, se o problema nos diz que a capitalização é mensal, então os juros são calculados todo mês e imediatamente incorporados ao capital. Capitalização trimestral: os juros são calculados e incorporados ao capital uma vez por trimestre. E assim por diante. Caso a periodicidade da taxa e do número de períodos não estiverem na mesma unidade de tempo, deverá ser efetuado um “ajuste prévio” para a mesma unidade antes de efetuarmos qualquer cálculo. Abordaremos este assunto em seções posteriores (taxas de juros).

3

1.2

Fórmula do Montante Composto

Para calcular o montante de uma capitalização composta utilizaremos a seguinte fórmula básica: = M → montante (capital + juros). C → Capital inicial aplicado. i → taxa de juros n → número de períodos. Observe que se a capitalização é bimestral e aplicação será feita durante 8 meses, então o número de períodos é igual a 4 bimestres. Não utilizaremos uma fórmula específica para o cálculo dos juros compostos. Se por acaso em alguma questão precisarmos calcular o juro composto, utilizaremos a relação: = + ⇔ = − ∙ (1 + )

2 Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta
Considere a seguinte situação: João aplicará a quantia de R$ 1.000,00 a uma taxa de 10% ao mês. Calcule os montantes simples e compostos para os seguintes períodos de capitalização: a) 1 mês b) 15 dias (meio mês) c) 2 meses Resolução a) Capitalização Simples = ∙ (1 + ∙ )

= 1.000 ∙ 1 + 0,1 ∙ 1 = 1.100 Capitalização Composta = ∙ (1 + )

= 1.000 ∙ (1 + 0,1) = 1.100 Observe que, para = 1, o montante simples é igual ao montante composto.

O montante simples é maior do que o montante composto. poderíamos calcular o montante no período fracionário sob o regime simples (para ganhar mais dinheiro obviamente).200 Capitalização Composta = ∙ (1 + ) = 1.210 Observe que. Podemos dizer que o tempo 3.050 Capitalização Composta = ∙ (1 + ) .1) = 1. Por exemplo. O montante simples é menor do que o montante composto.000 ∙ 1 + 0.5 = 1.1 ∙ 2 = 1. o montante simples é menor do que o montante Em resumo. 3 Convenção Linear e Convenção Exponencial Vimos que se o número de períodos for menor do que 1. estamos fazendo uma aplicação a juros compostos durante 3 meses e meio.048. é mais vantajoso para o credor cobrar juros simples.000 ∙ (1 + 0. Assim. o montante simples é maior do que o montante c) Capitalização Simples = ∙ (1 + ∙ ) = 1. para composto.5. temos as seguintes relações =1 0< <1 >1 O montante simples é igual ao montante composto. . = 1. Utilizaremos esse fato a favor do credor quando.1) Observe que.000 ∙ 1 + 0. = 2. o número de períodos for fracionário.4 b) Capitalização Simples = ∙ (1 + ∙ ) = 1.5 meses é igual a 3 meses + 0. = 1. na capitalização composta.000 ∙ (1 + 0. para composto.81 = 0.1 ∙ 0.5 meses.

Convenção Exponencial A convenção exponencial diz que o período.10)3 ⋅ (1 + 0.Convenção Exponencial . 05 M = 13. sobre o montante assim gerado.5 O valor 1. juros compostos. . M = 10.5 M = 10.000 ⋅ (1 + 0.10)3. M = 10. quando o número de períodos é fracionário.5 Em Matemática Financeira. 64 .975.50 . podemos calcular o montante de duas maneiras: .103. M = C ⋅ (1 + i ) n M = 10.Convenção Linear A convenção linear considera juros compostos na parte inteira do período e.000 ⋅ (1 + 0.959. aplica juros simples no período fracionário. Podemos resumir a seguinte fórmula para a convenção linear: M = C ⋅ (1 + i ) Int ⋅ (1 + i ⋅ n frac ) Nessa formula “Int” significa a parte inteira do período e nfrac a parte fracionária do período. em que se deseja saber o montante gerado.000. Assim.10 ⋅ 0.Convenção Linear Um capital de R$ 10.5) M = 10.103.103 ⋅1.000 ⋅1.000 ⋅1.395964 M = 13.000 ⋅1.5 = 1. será utilizado no expoente da expressão do montante.00 será aplicado por 3 meses e meio à taxa de 10% ao mês.395964 deverá ser fornecido pela questão. mesmo fracionário.

são iguais aos da aplicação de um outro capital no . O valor de resgate dessa operação foi.1249 = 20.6 Como era de se esperar.0816 × 1.500.04 = 1.000 ∙ (1 + 0.00 num CDB com vencimento para 3 meses depois.111.66 b) 21.00 e) R$ 50.498. a uma taxa de juros compostos de 50% ao ano. durante dois anos.000.50) = 45.000 ∙ 1.04 O enunciado mandou efetuar as operações com 4 casas decimais. em reais.00 d) R$ 90.00 Letra E EC 3. EC 1.000. 1. a uma taxa composta de 4% ao mês.1249 = 22.000.34 c) 22.124864 ≅ 1.00 e) 22.000.04 × 1. de Angra dos Reis 2010/FGV) O valor de um investimento de R$ 20 000.000. ao final de dois anos é a) R$ 45.0816 1.000 ∙ 1.00 Resolução = ∙ (1 + ) = 20. de (Nota: efetue as operações com 4 casas decimais) a) 20.498.000.400.000 ∙ 1.00. (BACEN 2010/CESGRANRIO) Um investidor aplicou R$ 20.500.33 d) 22. (AFRM – Pref.04 = 1.985. a uma taxa de juros compostos de 8% ao ano. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Os juros auferidos pela aplicação de um capital no valor de R$ 12.00 Letra A EC 2. o montante da convenção linear foi maior do que o montante da convenção exponencial.00 c) R$ 60.999.00 b) R$ 47.04 = 20.00.00 Resolução = ∙ (1 + ) = 20.

o juro composto é a diferença entre o montante e o capital aplicado 14.43 e) $ 6. Como a taxa é de 15% ao ano.500 = 2.580 Assim.691.080 = 10.00.08 = 14. O tempo em que o segundo capital ficou aplicado foi igual a a) 22 meses b) 20 meses c) 18 meses d) 16 meses e) 15 meses Resolução Aplicação a juros compostos: = ∙ 1+ = 12.43 c) $ 4. A resposta do tempo de aplicação será dada em meses. 10) .080.43 d) $ 5.43 b) $ 3. = ∙ ∙ 2.691.0125 ∙ 2.43 Resolução Na capitalização composta o montante é dado por = 10.7 valor R$ 10. (AFRE-SC 2010/FEPESE) Suponha que uma taxa de juros compostos de 10% ao mês acumule no final de 5 meses $ 10. Esse juro é igual ao da aplicação à taxa simples.691.400.00.0125 ao mês.691. à taxa de 15% ao ano.000 = ∙ (1 + ) ∙ (1 + 0. a taxa equivalente mensal é 15%/12 = 1.000.400 ∙ 0.580 – 12.691. Calcule o valor inicial do investimento e assinale a alternativa que indica a resposta correta.080 = 130 ∙ = 16 Letra D EC 4. a juros simples. a) $ 2.25%=0.500 ∙ 1 + 0.

A soma dos juros destas aplicações foi igual a R$ 4. Aplicou o restante do capital.560.00.61051 Não há gabarito compatível e a questão foi anulada. O montante referente à parte do capital aplicado a juros compostos apresentou o valor de a) R$ 14.400. como utilizamos a metade do capital em cada uma das aplicações.1664 ∙ = 0. a uma taxa de juros compostos de 8% ao semestre.080. então o capital das aplicações será x. também durante um ano.61051 10.1664 ∙ 2ª aplicação (Regime Simples) = ∙ ∙ − Lembrando que a taxa é trimestral e que um ano é composto por 4 trimestres. c) R$ 14.209. Assim.580.00.000 = = ∙ 1. = ∙ 1. (Esp-Adm-Orç-Fin-Púb Pref. de São Paulo 2010/FCC) Uma pessoa aplicou metade de seu capital. .400. a relação entre o montante e o capital é a seguinte. Resolução Digamos que o capital total aplicado seja 2x. = 1. e) R$ 16.1664 ∙ Como = − .000.00. d) R$ 16.8 10.21 1. 1ª aplicação (Regime Composto) Sabemos que = + ⇔ = − No regime composto. a uma taxa de juros simples de 4% ao trimestre.00. EC 5.00. durante um ano.000 = 6. = ∙ (1 + ) A taxa é de 8% ao semestre e o tempo de aplicação é igual a 1 ano (2 semestres).08 = 1.00. b) R$ 14.

1664 ∙ = 4.1664 ∙ = 1.00 b) R$ 585. O enunciado informou que a taxa é de 4% ao mês e o tempo é igual a 3 meses. M S = 500 ⋅ (1 + 0. (CEF 2004 FCC) Um capital de R$ 500. Podemos aplicar diretamente a fórmula acima.500 Na aplicação do regime composto tivemos o seguinte montante. 04 ⋅ 3) M S = 500 ⋅1.1664 ∙ 12. + 0. Ao final da segunda aplicação.080 = 4.12 . É fato que o montante na capitalização simples é dado por M S = C ⋅ (1 + i ⋅ n) A taxa de juros e o tempo de aplicação do capital já estão na mesma unidade.16 ∙ 0.00 foi aplicado a juro simples por 3 meses.3264 ∙ = 4. O montante obtido nessa aplicação foi aplicado a juros compostos por 2 meses à taxa de 5% ao mês.080 + 0.00 Letra C EC 6.00 e) R$ 617.70 c) R$ 593.9 = ∙ 0.20 d) R$ 616. à taxa de 4% ao mês. o montante obtido era de a) R$ 560.080 = 12.40 Resolução Temos nesta questão duas aplicações: uma no regime de capitalização simples e outra na capitalização composta.00.580. = 1.500 = 14. Dessa forma.080.16 ∙ A soma dos juros compostos com os juros simples é igual a R$ 4.04 ∙ 4 = 0.

metade (C) será aplicada a juros compostos e a outra metade (C) será aplicada a juros simples. Teremos agora uma aplicação em juros compostos com capital inicial igual a R$ 560.00. Resolução Chamemos o capital total aplicado de 2C. c) R$ 31 000. M = C + J ⇒ J = M −C Capitalização Composta . M C = 560 ⋅ (1 + 0. e) R$ 50 000. O montante da capitalização composta é dado por M C = C ⋅ (1 + i ) n . b) R$ 39 000.10 M S = 560 Esse montante obtido na capitalização simples será o capital da segunda aplicação.00. Assim.00. d) R$ 48 000. no mesmo prazo de doze meses. 40 Letra E EC 7.02 ao fim do prazo. o montante sempre é a soma do capital com os juros.425760) a) R$ 25 000. juros simples. Em qualquer um dos dois tipos de regime.144.0312 = 1. 05) 2 M C = 560 ⋅1. Calcule o valor mais próximo deste capital. (AFRE-CE ESAF 2006) Metade de um capital foi aplicada a juros compostos à taxa de 3% ao mês por um prazo de doze meses enquanto a outra metade foi aplicada à taxa de 3. dado que as duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.00.00. 052 M C = 617.00.5% ao mês. (Considere que 1. taxa de juros igual a 5% ao mês durante dois meses.

84576 ⋅ C = 21. 42 ⋅ C As duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.11 Capital aplicado: C Taxa de juros: 3% = 0.144. 0312 − C J C = 1.03 ao mês Tempo de aplicação: 12 meses Assim. 02 0. 02 . 425760 ⋅ C Capitalização Simples Capital aplicado: C Taxa de juros: 3.02. o juro da capitalização simples será dado por: JS = C ⋅i ⋅ n J S = C ⋅ 0. 02 0.144.5% = 0. 425760 ⋅ C − 1 ⋅ C J C = 0. o juro da capitalização composta será dado por: J C = M − C = C ⋅ (1 + i )12 − C J C = C ⋅1.144. 42 ⋅ C + 0. J S + J C = 21.144.035 ao mês Tempo de aplicação: 12 meses Assim. 425760 ⋅ C = 21. 035 ⋅12 J S = 0.

Para que o capital aumente 80%.00).80 = (1 + i )15 Foi fornecida uma tabela na prova para o auxílio de questões como essa. Resolução Podemos. para facilitar o raciocínio. Logo. . M = C ⋅ (1 + i ) n 180 = 100 ⋅ (1 + i )15 1.000 O capital total aplicado é 2 ∙ . (AFRE-MG ESAF 2005) A que taxa mensal de juros compostos um capital aplicado aumenta 80% ao fim de quinze meses. e) 7%. c) 5. Apliquemos a fórmula dos juros compostos. 02 0. admitir o que o capital inicial é igual a R$ 100. A taxa e o tempo estão na mesma unidade.000 Letra E EC 8.00 (80% de 100. Então o montante será igual a R$ 180.5%.33%. os juros serão iguais a R$ 80. d) 6. a) 4%.00. b) 5%.84576 C = 25.00. 2 ⋅ C = 50.144.12 C= 21.

EC 9.80 . 0415 ≅ 1.48 e log 1. a uma taxa de 4% temos Letra A 1. Informações adicionais: log 3 ≅ 0. Assinale abaixo a única alternativa correta. a) 5 meses b) 10 meses c) 20 meses d) 30 meses e) 40 meses Resolução Já que a taxa de juros é mensal.00% ao mês será triplicado.012. .13 De acordo com essa tabela.03 ≅ 0. então diremos que a capitalização também é mensal. (Auditor Interno do Poder Executivo-Secretarias de Estado da Fazenda e da Administração-SC – 2005 – FEPESE) Determine o tempo em meses que um capital aplicado a uma taxa de juro composto de 3.

03n = log 3 n ⋅ log1. 012 n= n= Letra E 0. 480 0480 480 = = = 40 meses. 0.14 Queremos que o capital seja triplicado. Temos então: Ora. M = 3⋅C . 03) n = 3 1. o montante será o triplo do capital (M = 3. . 03 0. mas sabemos que na capitalização composta o montante é dado por M = C ⋅ (1 + i ) n . 03n = 3 log1. M é dado em unidades monetárias e t. (CEF 2008 CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa as evoluções no tempo do Montante a Juros Simples e do Montante a Juros Compostos. Ou seja. na mesma unidade de tempo a que se refere à taxa de juros utilizada. 48 0. 03 = log 3 n= log 3 log1.C) Assim. C ⋅ (1 + i ) n = 3 ⋅ C (1 + 0. ambos à mesma taxa de juros. 012 0012 12 EC 10.

d) simples. Letra E EC 11. c) simples. Quando o número de períodos da capitalização for menor do que 1 o juro simples será maior do que o juro composto. O montante simples é menor do que o montante composto. se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo. sempre. Resolução O gráfico acima descreve bem o exemplo que fizemos anteriormente (aquele em que o montante simples foi maior do que o montante composto). conclui-se que para o credor é mais vantajoso emprestar a juros a) compostos. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A fração de período pela convenção linear produz uma renda a e pela convenção exponencial produz uma renda b. Podese afirmar que: a) b) c) d) e) = log < = = √ > Resolução Vimos que: =1 0< <1 >1 O montante simples é igual ao montante composto. se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo. O montante simples é maior do que o montante composto. b) compostos. se o período do empréstimo for maior do que a unidade de tempo. sempre.15 Analisando-se o gráfico. e) simples. .

102 ⋅1. 25) M = 20.00 d) R$ 23.00 Resolução Nesse problema temos uma taxa de 10% ao ano e o capital será investido durante 2 anos e 3 meses.755. 00 Letra C EC 13.10) 2 ⋅ (1 + 0. a juros de 10% ao mês pela convenção linear. Devemos adotar a convenção linear. 025 M = 24. Como o ano tem 12 meses.00 em 2 meses e 10 dias.10 e) R$ 377. é igual a: a) R$ 370.805.25 anos.16 Assim.10 Resolução . durante 2 anos e 3 meses. (BESC 2004/FGV) O montante de um principal de R$ 300. M = C ⋅ (1 + i ) Int ⋅ (1 + i ⋅ n frac ) M = 20.10 ⋅ 0. então a parte fracionária do período (3 meses) será utilizada no regime simples. adotando a convenção linear. Assim.500. (AFRE – PB 2006 FCC) Um capital no valor de R$ 20. O montante no final do período.00 d) R$ 375.00 b) R$ 372.00 foi investido a uma taxa de juros compostos de 10% ao ano. a fração de período pela convenção linear produz uma renda maior do que a convenção exponencial. 3 meses é igual a 1/4 do ano= 0.000 ⋅1.000. Letra E EC 12.780.932.00 c) R$ 373.00 b) R$ 24.805.000 ⋅ (1 + 0.00 e) R$ 22.05 c)) R$ 24. foi igual a a) R$ 25.

40 ∙ (1 + 0. por hipótese. que o capital aplicado é de R$ 100.5% b) 1% c) 1.40 ∙ 1.21 ∙ 1 + = 363 + Letra D ∙ 1 + 0.4% d) 1. = 100 ∙ 1.40) Convenção Linear = ∙ 1+ ∙ (1 + ∙ ) .40 = 100 ∙ 1.1 = 375.0% Resolução Assuma.17 De acordo com a convenção linear. Calcule o valor mais próximo da perda percentual do montante considerando o seu cálculo pela convenção exponencial em relação ao seu cálculo pela convenção linear.10 30 EC 14. O período de 10 dias equivale a 1/3 do mês. Convenção Exponencial = = 100 ∙ (1 + 0.10 = 300 ∙ 1.00.00 = 165.40 ∙ 0.5) = 100 ∙ 1.20 = 168. (AFRF 2003/ESAF) Um capital é aplicado a juros compostos à taxa de 40% ao ano durante um ano e meio.656502 = 165.00 Cálculo da perda percentual = 168. a) 0.5 =1. dado que 1. ∙ 1+ .6502 . a parte inteira do período será aplicada a juros compostos enquanto que a parte fracionária será aplicada a juros simples.656502.6502 = 100 ∙ 1 + 0.401. = ∙ 1+ ∙ (1 + ∙ ) 1 3 = 300 ∙ 1 + 0.7% e) 2.10 ∙ 1 1 = 363 ∙ 1 + 30 30 363 = 363 + 12.

01 = 10.20 Portanto.200 II .000 ∙ 1 + 0. Essa afirmação não é verdadeira quando se trata de juros compostos.02 ∙ 6 = 11. ao final de um período de seis meses.398% 168 168 168 EC 15. d) se a proposta III for a melhor alternativa de investimento. Essa definição de taxas equivalentes aplica-se tanto a juros simples quanto a juros compostos. Só que falar em taxas equivalentes no regime simples é o mesmo que falar em taxas proporcionais. Resolução I – Juros simples de 2% ao mês durante 6 meses. Assinale: a) se todas apresentarem o mesmo retorno.98 = ∙ 100% = % ≅ 1.Juros compostos de 1% ao mês durante 6 meses.18 = Letra C − = 165. Exemplo .00. aplicadas a um mesmo capital inicial.6502 − 168 2.000 ∙ 1 + 0.615.000.000. = ∙ 1+ = 10. recebeu as seguintes propostas de investimento: I – Juros simples de 2% ao mês. produzem o mesmo montante. Consultando determinado banco. a proposta III é a melhor alternativa de investimento. c) se a proposta II for a melhor alternativa de investimento. = ∙ 1+ ∙ = 10. pelo mesmo prazo.00 para aplicar durante seis meses. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) José dispõe de R$ 10. II – Juros compostos de 1% ao mês. b) se a proposta I for a melhor alternativa de investimento. Letra D 4 Taxas Equivalentes Duas taxas são ditas equivalentes quando. III – Resgate de R$ 12.3498 234. e) se as propostas I e III apresentarem o mesmo retorno.

0736 = 107. aplicadas a um mesmo capital inicial. Se considerarmos o tempo igual a um trimestre (três meses).36% . a taxa de 10% ao mês é equivalente a 33. produzem o mesmo montante. então teremos a seguinte equação: C ⋅ (1 + im )3 = C ⋅ (1 + it )1 (1 + 0. pelo mesmo prazo.1% Portanto. temos a seguinte relação: 1+ 1+ 1+ = 1+ = 1 + 0.331 it = 33.331 it = 0.0736 = 1.10)3 = 1 + it 1 + it = 1.19 Qual é a taxa trimestral equivalente à taxa de juros compostos de 10% ao mês? Duas taxas são ditas equivalentes quando.2 = 2.1% ao trimestre. Para o cálculo das taxas equivalentes basta efetuar a comparação dos fatores 1+ Exemplo Qual é a taxa anual equivalente à taxa de juros compostos de 20% ao trimestre? Já que 1 ano é o mesmo que 4 trimestres.

a taxa de 2% ao mês com capitalização mensal é uma taxa efetiva. . Já quando a taxa é efetiva quando o período a que a taxa se refere coincide como período de capitalização.30% ao mês com capitalização diária. A taxa de juros nominal é a mais comumente encontrada nos contratos financeiros. Uma taxa de juro é dita efetiva se o período a que ela estiver referenciada for coincidente com o período de capitalização. pode conduzir a ilusões sobre o verdadeiro custo financeiro da transação. No regime de juros compostos. podemos dizer simplesmente “taxa efetiva de 20% ao ano” que estará subentendido “20% ao ano com capitalização anual”. Assim. uma taxa é dita nominal quando o período a que a taxa se refere não coincidir com o período de capitalização. a mesma deve ser convertida para taxa efetiva por meio da seguinte fórmula: = ú í çã Vejamos alguns exemplos que mostram a conversão de taxa nominal para taxa efetiva. São exemplos de taxas nominais: .20 5 Taxa Nominal e Taxa Efetiva Há um mau hábito em Matemática Financeira de anunciar taxas proporcionais (no regime composto) como se fossem equivalentes. uma taxa de juros de 20% ao ano com capitalização anual é uma taxa efetiva. uma taxa de 24% ao ano com capitalização mensal é uma taxa nominal porquanto a taxa se refere ao período de um ano. mas a capitalização dos juros é realizada mensalmente (ou seja. Uma expressão do tipo “24% ao ano com capitalização mensal” significa na realidade “2% ao mês”. para efeito de cálculo. apesar de sua larga utilização.48% ao ano com capitalização bimestral. Contudo. . No nosso exemplo. Nesse caso. Por exemplo. pois os cálculos não são feitos com taxa nominal !!! Ao se deparar com uma taxa nominal. A taxa de 24% ao ano é chamada taxa nominal e a taxa 2% ao mês é chamada de taxa efetiva. os juros são calculados uma vez por mês e imediatamente incorporados ao capital).

7715 ia = 77. nunca utilizaremos a taxa nominal diretamente. na verdade. A taxa real é aquela que leva em consideração a perda influenciada pela inflação. a taxa utilizada para efeito de cálculo será 10% a. Assim. Já se a unidade utilizada for bimestre.106 − 1 ia = 0. se a unidade do período utilizado for ano.15% Ou seja. E como calcular a taxa real nessa situação? .b. a taxa efetiva bimestral será ib = 60% = 10% a.15% a. Portanto. Para o cálculo dos juros ou do montante.b. 6 Taxa Real e Taxa Aparente Imagine que Thiago fez uma aplicação financeira durante 2 anos e obteve um rendimento total de 80%.10)6 ia = 1.. 6 Se quisermos calcular a taxa efetiva anual. temos que utilizar o conceito de taxas equivalentes. (essa é a taxa efetiva) e não 60% (taxa nominal). Devemos utilizar a taxa efetiva implícita na taxa nominal. pois se assim fosse.a. não estaríamos levando em conta a perda causada pela inflação! A taxa de 80% do nosso problema é denominada taxa aparente. 1 ano corresponde a 6 bimestres. Mas nesse período de 2 anos houve uma inflação total de 60%.21 Exemplo 1: Taxa nominal de 60% ao ano com capitalização bimestral. a taxa efetiva anual será calculada da seguinte maneira: (1 + ia )1 = (1 + ib )6 1 + ia = (1 + 0. Então. o ganho real não foi de 80%. a taxa que deverá ser utilizada para efeito de cálculo será 77.

8 − 0.5%. A− I 1+ I .125 1. 6 ⋅ R 1. 6 + R + 0. 2 2 = = 0. 6 ⋅ R = 0.8 I = 60% = 0.5% Podemos concluir. utilizaremos as seguintes notações: A → taxa aparente I → inflação no período R → taxa real É válida a seguinte relação: A= I + R+ I ⋅R No nosso exemplo: A = 80% = 0. 2 R= 0. A expressão que fornece a taxa real em função da taxa aparente e da inflação é a seguinte: R= No nosso exemplo.8 = 0. 6 = 1. que a taxa real de juros nesse ambiente inflacionário foi de 12. 6 ⋅ R 0. 6 16 R = 12.6 R → taxa real = ? A= I + R+ I ⋅R 0.22 Para facilitar o processo mnemônico.

.6825% .3600% b) 12..b. 728 is = 72. 6 0. 5% .8 − 0.0% b) 72. para calcular a taxa efetiva semestral devemos utilizar o conceito de taxas equivalentes. a) 12.0% Resolução Vamos analisar cada parte do enunciado.8% Letra B EC 17. equivalente a uma taxa nominal de 40% ao quadrimestre. 6 EC 16. Lembrando que um semestre é composto por 3 bimestres.4% e) 60. Já que um quadrimestre (4 meses) é composto por dois bimestres (2 meses). 1+ I 1 + 0. uma taxa nominal de 40% ao quadrimestre. 728 − 1 = 0. 20)3 is = 1. 6 1.5508% c) 12. capitalizada bimestralmente”. (1 + is )1 = (1 + ib )3 1 + is = (1 + 0. a taxa efetiva bimestral é dada por ib = 40% = 20% a.23 R= A − I 0. 2 Já que a taxa efetiva bimestral é 20%.5% d) 64. no sistema de juros compostos. (AFRF 2001/ESAF) Indique a taxa de juros anual equivalente à taxa de juros nominal de 12% ao ano com capitalização mensal. (CEF 2008 CESGRANRIO) Qual a taxa efetiva semestral.8% c) 67. “ . capitalizada bimestralmente? a) 75. 2 = = = 12.

a taxa efetiva mensal é: = 12% = 1% 12 ê para o cálculo da taxa de Devemos fazer a comparação dos fatores 1 + juros anual.126825 = 1+ = 1 + 0. Obtenha o montante ao fim de dezoito meses de aplicação.24 d) 12. = ∙ (1 + ) = 20.92 Resolução Já que um ano é composto por 4 trimestres. a) R$ 27.200.38 e) R$ 28.098.370. então usaremos o fato de que 18 meses equivalem a 6 trimestres.000 ∙ (1 + 0.56 d) R$ 28.126825 = 12.38 Letra D . 1+ 1+ Consultando a tabela financeira: 1+ = 1. mas como a nossa taxa efetiva é trimestral.616.6825% Letra C EC 18.6162% e) 12. a taxa efetiva trimestral é: = 24% = 6% 4 O tempo de aplicação é de 18 meses. (Auditor Fiscal – Pref.4864% Resolução Já que um ano é composto por 12 meses. de Fortaleza 2003/ESAF) O capital de R$ 20.06) = 28.564.00 b) R$ 27.01 = 0.370.00 é aplicado à taxa nominal de 24% ao ano com capitalização trimestral.000.11 c) R$ 28.

60 % ao semestre. então os custos percentuais efetivos pagos por Maria e Mário. respectivamente. para serem pagas ao final de um ano. obteve 100 unidades monetárias junto ao Banco Y para serem pagas ao final de um semestre.44 = 44% ao semestre.20) − 1 = 1. seu custo percentual foi de 44%. Maria obteve 100 unidades monetárias junto ao Banco X.00% e) 119. (AFRM – Pref.t. Letra E EC 20. Resolução Banco X: 80% ao ano com capitalização trimestral (taxa nominal). por sua vez. b) 120 % ao ano e 60 % ao semestre. e) 107. iguais a: a) 320 % ao ano e 160 % ao semestre.80 % ao ano e 145. Sabendo-se que Maria e Mário honraram seus compromissos nos respectivos períodos contratados.90% d) 90. o Banco Y oferece a mesma linha de crédito ao custo dado pela taxa semestral equivalente à taxa cobrada pelo Banco X. o Banco X oferece uma linha de crédito ao custo de 80 % ao ano com capitalização trimestral.. (SUSEP 2010/ESAF) No sistema de juros compostos. Mário. a taxa equivalente semestral será (1+20%)2 – 1 = 0.36% Banco Y: Já que a taxa efetiva trimestral do banco Y é de 20% a. a taxa efetiva trimestral é 80% /4 = 20% a. de Angra dos Reis 2010/FGV) A taxa de juros compostos anual equivalente à taxa de 30% ao quadrimestre é a) 114. d) 240 % ao ano e 88 % ao ano.70% b) 107.0736 = 107. Como Mário pagará sua dívida ao final de um semestre.55% c) 109.70% Resolução . Logo. Também no sistema de juros compostos. c) 72.25 EC 19. foram.t.36 % ao ano e 44 % ao semestre. O custo efetivo pago por Maria ao longo de um ano (4 trimestres) foi de: (1 + ) = (1 + ) = (1 + ) − 1 = (1 + 0.

tendo que pagar todo o empréstimo após 18 meses a uma taxa de juros de 24% ao ano. O valor dos juros a serem pagos no vencimento pode ser obtido multiplicando R$ 25.02) − 1 (18 ∙ √1. = + = = = ∙ (1 + ) ∙ (1 + ) ∙ (1 + ) − ∙ (1 + ) − 1 −1 −1 = 25.20%. (1 + 1+ 1+ ) = (1 + ) = (1 + 0.24 − 1 (6 ∙ √1. de Angra dos Reis 2010/FGV) Um empréstimo pós-fixado foi pago com uma taxa aparente de 23. com capitalização mensal.24 − 1 Resolução O primeiro passo é calcular a taxa efetiva mensal.00 por: a) b) c) d) e) (1. Portanto.00. O problema forneceu a taxa nominal de 24% ao ano com capitalização mensal. Sabendo-se que a taxa de inflação no período do empréstimo foi de 10%.02) Letra A EC 22.24 − 1 (3 ∙ √1. a taxa efetiva mensal é de 24%/12 = 2%.000 ∙ (1.02) = 25.3) = 2.26 Lembremos que o quadrimestre é um período de 4 meses e que 1 ano é composto por 3 quadrimestres.197 = 119.70% Letra E EC 21. (DNOCS 2010/FCC) Uma pessoa fez um empréstimo em um banco no valor de R$ 25. a taxa de juros real foi de a) 12.000.000 ∙ (1 + 0. (AFRM – Pref.00% .36 − 1 (18 ∙ √1.197 = 1.000.

52% c) 16. respectivamente. chamaremos de: A → taxa aparente I → inflação no período R → taxa real .00 Resolução Para facilitar o processo mnemônico.12 = 12% Letra A EC 23.2320 = 0.5%.00 e) R$ 25.10 ∙ = 0.400. resgatando todo o montante após um ano.000.060.10 ∙ 0.20% e) 13.00 d) R$ 26.460.20% Resolução Para facilitar o processo mnemônico. chamaremos de: A → taxa aparente I → inflação no período R → taxa real É válida a seguinte relação: = + + ∙ + 0.2320 − 0.52% d) 33.000.00 c) R$ 26.1320 = 0.10 = 1. O montante resgatado pelo investidor foi de a) R$ 27.800.27 b) 25. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Um investidor aplicou o capital de R$ 24.10 ∙ 1. Sabe-se que a taxa real de juros desta aplicação e a taxa de inflação do período correspondente foram iguais a 10% e 2.00 b) R$ 27.10 + 0.00.

20 ∙ ∙ 1+ = 24. Se a rentabilidade real no período foi de 100%. + . + .20 + + ∙ + 0.00 foi aplicada por um período de 2 anos.50 = 50% 1. equivale a uma rentabilidade real de: a) 20% b) 44% c) 50% d) 55% e) 60% Resolução Para facilitar o processo mnemônico. = . + ∙ ∙ .00 0.20 .000. qual a inflação medida no mesmo período? a) 100% ao período b) 200% ao período c) 300% ao período d) 400% ao período e) 500% ao período 0.20 ∙ = Letra C EC 25. = .000.1275 = 27.28 É válida a seguinte relação: = + = . (BNB 2004 ACEP) A quantia de R$ 5. % Então o montante resgatado pelo investidor é dado por = Letra A EC 24.000 ∙ 1 + 0.60 = 0.80 = 0. em um período em que a inflação foi de 20%. chamaremos de: A → taxa aparente I → inflação no período R → taxa real É válida a seguinte relação: = + 0. (BESC 2004/FGV) Uma rentabilidade nominal de 80%.00. transformando-se em R$ 40.060.60 = 1.

A= I + R+ I ⋅R 7 = I + 1 + I ⋅1 6=I+I 2⋅ I = 6 I =3 Para transformar a inflação em termos percentuais devemos multiplicar por 100%.00. M = C ⋅ (1 + A) n O valor de n é igual a 1.000 ⋅ (1 + A)1 8 = 1+ A A=7 Para calcular a inflação no período. 40. 4%. pois a taxa real foi dada para todo o período de 2 anos (biênio). vamos utilizar a fórmula descrita anteriormente. Então.00 no início de um determinado ano e resgatou no final de dois anos o montante de R$ 98.29 Resolução O problema já nos deu diretamente o valor de R (taxa real): 100% = 1. (SEFAZ-SP 2006/FCC) Um investidor aplicou R$ 80.000. I = 3 ⋅100% = 300% Letra C EC 26. no período desta aplicação foi de .280.000 = 5. Calculemos a taxa de juros aparente no período. a correspondente taxa real de juros. Sabe-se que a taxa de inflação referente ao primeiro ano de aplicação foi de 5% e ao segundo. esgotando-se totalmente seu crédito referente a esta operação.

280 = 80. c) 5.30 a) 11.85% Resolução Para calcular a inflação acumulada podemos utilizar a seguinte fórmula: = + ∙ + ∙ ⋯∙ + − Dessa forma.1365 = 0. e) 5. sobre o valor de R$ 350. o percentual a título de aumento real a que a lei se refere foi de: a) 5. é transcrito a seguir: “A partir de 1º de abril de 2007.2285 = 0.092 Para o cálculo da taxa aparente.092 .2%.5%. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) O artigo 1º da Lei 11.0%.05 ∙ 1 + 0. referente ao período entre 1º de abril de 2006 e 31 de março de 2007.1365 = 1. a título de reajuste.8%. a inflação acumulada nos dois anos foi de: = 1 + 0. b) 4.125 = 12. d) 5.5% c) 12. após a aplicação do percentual correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC.5% 1.8%.00 (trezentos e cinqüenta reais) o salário mínimo será de R$ 380. consideraremos a taxa real no período de 2 anos.04 − 1 = 0.092 ∙ = Letra B EC 27. = ∙ (1 + ) = 1.000 ∙ (1 + ) = 0.00 (trezentos e oitenta reais). pois queremos calcular 98.4%.092 + 0.85% d) 13.948 de 28 de junho de 2007.2285 = + + ∙ + 0.” Considerando que o INPC acumulado no período foi de 3.25% b) 12.65% e) 13.092 ∙ 0. que dispõe sobre o salário mínimo a partir de 1º de abril de 2007. 0. e de percentual a título de aumento real.

foi de 3. teremos 2 100 x 1. e mesmo diário. semestral. Calculemos o aumento real: = + + ∙ + 0. medido pelo INPC.5%. cada vez a uma taxa de 2. empréstimos.0517 = 1. Essa formula é a base para virtualmente todos os cálculos financeiros. uma taxa de juros anual de 5% é capitalizada semestralmente. o banco usará metade da taxa de juros anual como taxa por período.025 = 105. Alguns bancos calculam o juro acumulado não uma vez. um capital inicial de R$ 100.034 7 Capitalização Contínua Voltemos à fórmula = ∙( + ) . = 350 e = = 380 − = 380 − 350 = 8.034 ∙ 0.0625. Na comunidade bancária podemos encontrar todos os tipos de composição de juros . Daí que. Assim.034 + 0. cerca de seis centavos a mais do que o mesmo dinheiro renderia se fosse composto anualmente a 5%. por exemplo.4%.00 será composto duas vezes.05 = 5% 1. A taxa usada seria igual a 5% dividido por 12. mas várias vezes por ano! Se. hipotecas e anuidades. Suponha que a capitalização será feita 12 vezes ao ano (uma vez por mês).0517 = 0.anual.31 Resolução Vejamos primeiramente qual foi o aumento aparente do salário mínimo. num ano.0857 = 0. O montante obtido seria igual a .57% 350 A inflação no período considerado. aplicando-se a contas bancárias.034 ∙ = Letra C 0. O banco usa a taxa de juros anual dividida por 12. trimestral.

05  M = 100 ⋅  1 +  12   12 M = 105. nem a cada minuto.. Mas será que esse padrão continua? É possível que. O montante obtido seria igual a  0.11 Cerca de 11 centavos a mais do que o mesmo dinheiro renderia se fosse composto anualmente a 5%. M = C ⋅ ein . onde Essa capitalização “a todo instante” é denominada capitalização contínua.12 Cerca de 12 centavos a mais do que o mesmo dinheiro renderia se fosse composto anualmente a 5%. Esta intrigante possibilidade foi de fato confirmada!! Imagine agora que queiramos capitalizar o nosso valor principal a TODO INSTANTE. 05  M = 100 ⋅  1 +   1000  1000 M = 105. nem muito menos a cada segundo. Qual seria o montante ao final de um ano? Essa resposta é dada pela fórmula.32  0. Parece que qualquer aumento no número de capitalizações no período não afetará o resultado – as mudanças acontecerão em dígitos cada vez menos significativos. A taxa usada seria igual a 5% dividido por 1000. .. 7182818. Suponha que a capitalização será feita 1000 vezes ao ano . e = 2. Estamos falando a TODO INSTANTE. O banco usa a taxa de juros anual dividida por 1000. não importa o quão elevado seja n. Vejamos um exemplo: . os valores do montante estacionem em algum ponto. Não estamos falando a cada hora.

Resolução Devemos aplicar a fórmula do montante em uma capitalização contínua. de um capital de R$ 1. com regime de capitalização contínua. 7 2 M = 72.000.900. a juros compostos. Qual o montante resultante dessa aplicação? (Use e = 2. 00 Letra D .900. M = C ⋅ ein M = 1.00 c) R$ 66.700.600. da aplicação.05⋅20 M = 1.900.000. à taxa de 5% ao ano.000 ⋅ 2. M = C ⋅ ein M = 10.000 ⋅ e0.000 ⋅ 2. (Inspetor Fiscal – Prefeitura do Município de São Paulo – 1998/ESAF) Um capital de R$ 10.00 Resolução Devemos aplicar a fórmula do montante em uma capitalização contínua.300.718.00 é aplicado à taxa mensal de 5% por um prazo de 40 meses.00 b) R$ 63.7) a) R$ 62. 7 0.05⋅40 M = 10.00 e) R$ 75.00 d) R$ 72. 28 EC 28.000 ⋅ 2.33 Calcule o montante após 20 anos.00.000 ⋅ e1 = 1. 71828 M = 2. considerando a capitalização contínua.

O montante.000 = 25. e) 24 meses.25% c) 30% d) 34. = ∙ = 1. no momento do resgate.00 foi aplicado à taxa semestral .04 . Resolução O montante. com capitalização contínua.000 ∙ . com capitalização contínua. na capitalização contínua é dado por 45.000 = 50. 0. (SEFAZ-SP 2009/FCC) Considere que o logaritmo neperiano de 1. Aplicando um capital de R$ 25. O período de aplicação é igual a a) 12 meses. c) 18 meses.8 0. apresentando.00 a uma taxa de 4% ao mês.8 é igual a 0.34 EC 29.00. durante 2 anos. tem-se que é igual a a) 14.6 = 15 0. então o número de períodos é igual a 4 semestres.69 (ln é o logaritmo neperiano).8 = ln 1. verifica-se que o montante. é igual a R$ 45.00.04 ∙ 1 = 0.04n ∙ ln = ln 1. .000.5% e) 69% Resolução Observe que como a taxa é semestral.8 ln . no final do período. d) 21 meses.000. (SEFAZ-SP 2006/FCC) Um capital de R$ 50. Utilizando ln 2 = 0.6 = Letra B EC 30.02% b) 17. na capitalização contínua é dado por 200.000.000 ∙ =4 = ∙ 0. um montante igual a R$ 200. b) 15 meses.000.6.

345 = 34.35 ln ln 4 ∙ = ln 4 = ln 2 =2∙ 2 4 ∙ 1 = 2 ∙ 0.69 = 0.5% Letra D .

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