P. 1
Resumo de Direito Processual Civil - O Processo de Conhecimento

Resumo de Direito Processual Civil - O Processo de Conhecimento

|Views: 4.314|Likes:
Publicado porbalieiro2005

More info:

Published by: balieiro2005 on Mar 28, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/05/2013

pdf

text

original

DIREITO PROCESSUAL CIVIL O PROCESSO DE CONHECIMENTO A TRILOGIA ESTRUTURAL : JURISDIÇÃO,AÇÃO E PROCESSO 1) JURISDIÇÃO 03/08/98 1.1. A Origem e o conceito de jurisdição.

A jurisdição é o poder que tem o Estado de através da aplicação do Direito Objetivo (conjunto de normas) dirimir os conflitos de interesses. OBS.: O Direito Objetivo é um direito escrito e que é formado pelo conjunto de normas jurídicas que formam a ordem jurídica do Estado. A norma jurídica tem uma dupla função: 1- prefixar a conduta dos indivíduos na sociedade; 2- indicar as regras para a solução dos conflitos de interesses. Par atingir a eficácia das suas funções a norma jurídica é dotada de coercibilidade, significando dizer que a coercibilidade é uma das principais características da norma jurídica. Via de regra, a norma jurídica é dotada de um preceito e de uma sanção. No preceito (comando) a norma vai prefixar a conduta do indivíduo na sociedade, merecendo notar que a violação desse preceito importará em uma sanção. É de se observar que toda atividade jurisdicional desenvolvida pelo Estado nada mais é do que um esforço para reduzir e para solucionar os conflitos.

A Origem da Jurisdição O aparecimento do fenômeno social com a formação das comunidades tem no surgimento dos conflitos a sua principal conseqüência, significando dizer que os conflitos constituem uma decorrência das relações humanas e daí se dizer que o direito nada mais é do que uma relação entre pessoas qualificadas pela norma jurídica (Direito Positivo, direito criado pelo próprio homem). Inicialmente, esses conflitos eram resolvidos pela força bruta, cujo exemplo maior é a Lei de Talião ( olho por olho, dente por dente). Aos poucos as comunidades se conscientizaram que a aplicação constante do Talião constituía um perigo para a sua própria sobrevivência e então passaram a admitir que os conflitos fossem decididos pelo chefe da tribo, surgindo então a primeira noção de Estado e Jurisdição. Assim sendo, desde os primórdios iniciais o Estado e a Jurisdição estão interligados. O exercício da Jurisdição é um exercício do Estado: é o Estado que exerce a Jurisdição. Nas sociedades civilizadas as atribuições do Estado formam os chamados poderes do Estado: O Poder Executivo, Poder Legislativo e o Poder Judiciário. O primeiro pensador que buscou sistematizar esses poderes foi Aristóteles em uma obra denominada “ A Política “. Já na idade moderna o estudo desses poderes foi analisado por Montes Pier. 1.2. Os substitutivo jurisdicionais. O substitutivo jurisdicional se manifesta naquelas situações nas quais a Jurisdição não é exercida pelo Estado. O nosso ordenamento jurídico somente admite os seguintes substitutivos: a)- Desforço Pessoal ou Legítima Defesa da Posse; OBS.: Para o pensamento minoritário a Legítima Defesa da Posse é apenas um resíduo do sistema da auto justiça. b)- Juízo Arbitral (ver parte final Art.86 CPC); c)- Homologação de sentença estrangeira; d)- Transação.

1

OBS.: Sob o ponto de vista da sua natureza jurídica a homologação de sentença estrangeira é uma ação, isto é, uma ação de homologação de sentença estrangeira que é ajuizada perante o presidente do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, a homologação de sentença estrangeira é também um substitutivo jurisdicional já que o nosso Poder Judiciário não estará decidindo nenhum conflito uma vez que este já foi decidido pela justiça estrangeira, significando dizer que nossa justiça vai apenas observar se estão presentes os requisitos formais autorizadores da homologação ( Art.9, II, CPC). A Transação é um negócio jurídico bilateral através da qual as partes estabelecem uma reciprocidade de concessões no âmbito do Direito Material e por essa razão somente os titulares do Direito Material têm legitimidade para transigir. É de se observar que o juiz não tem sobre a Transação qualquer valoração de mérito, por ele é uma conseqüência de vontade das partes. Nestas condições o juiz apenas observa se estão presentes os requisitos autorizadores da homologação e que são os seguintes: Direito Patrimonial ( direito disponível ), Capacidade e Forma Prescrita e não Defesa em Lei. Com a Transação as partes é que voluntariamente estão extinguindo o processo e daí se entender que ela é um substitutivo jurisdicional (equivalente jurisdicional). Merece ainda salientar que a Transação incide sobre o Direito Material e por essa razão a sentença que a homologa é uma sentença de mérito, que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material (Art.269,IV,CPC). 1.3 As características fundamentais da jurisdição. O Estado é a sociedade politicamente organizada que tem elementos objetivos e um elemento subjetivo. Os elementos objetivos do Estado são o Governo, a População e o Território. O Governo é o órgão de administração do Estado, enquanto a População é formada pelos súditos do Estado, isto é, por todos aqueles que estão submetidos às normas jurídicas do Estado, como por exemplo os brasileiros natos e naturalizados, bem como os estrangeiros que no Brasil têm domicílio fixo. O Território é a base física e geográfica do Estado. Entretanto, o que sinaliza e identifica a presença do Estado é o seu elemento subjetivo, isto é, a Soberania, sem a qual não existe Estado. A Soberania é a capacidade que tem o Estado de se auto-conduzir, de se auto-governar, vale dizer, de se auto-determinar. No Território do Estado Nacional não existe mais de uma soberania, significando dizer que a soberania é una e indivisível. Já sabemos que a Jurisdição e Estado estão interligadas, mas dentre os elementos do Estado é com a Soberania que a Jurisdição se interliga e daí se dizer que o exercício da Jurisdição é exercício da Soberania, sendo que alguns chegam mesmo a dizer que sem Soberania não existe Jurisdição. O certo é que o exercício da Jurisdição se confunde com o exercício da Soberania e por essa razão as características da Soberania também se manifestam na Jurisdição. Assim sendo, em sendo a Soberania una e indivisível, a Jurisdição também é una e indivisível. Conseqüência da unidade e da indivisibilidade da Jurisdição: no Território do Estado Nacional não existe conflitos de jurisdição, mas apenas conflito de competência (Art.2,CPC princípio da demanda). O mérito inicial é uma das mais importantes características fundamentais da Jurisdição o que aparece consubstanciado no Princípio da Demanda (Art.2°, CPC). Daí se dizer que ação é um mecanismo detonador da Jurisdição, vale dizer, a ação é o direito de se exigir a Jurisdição, quer dizer, sem ação não existe Jurisdição. 04/08/98 Obs.: Artigos que tratam da exceção d inércia inicial da Jurisdição: Art.987,988,989 Art.1129 – em relação à conduta do juiz, mais uma hipótese de exceção à inércia inicial da Jurisdição; Art.1142 , 1149, 1159, 1160 – hipótese de exceção da inércia inicial de Jurisdição. Merece observar que no plano interno o Estado Nacional exerce sua soberania com ilimitado, o mesmo ocorrendo com o exercício da Jurisdição. Assim sendo, a ilimitação (plano interno) é também uma das características fundamentais da Jurisdição. Não se pode confundir a limitação com a autolimitação , eis que enquanto a primeira advém de uma força externa contrária à Soberania ao Estado Nacional, a Segunda advém da vontade soberana do povo que se expressa no texto constitucional. Exemplos de auto-limitação:

2

a Constituição Brasileira proíbe a pena de morte, de degredo, a prisão perpétua, a pena de trabalhos forçados. A chamada ilimitação mostra que é errôneo conceituar-se a competência como limite e até mesmo como medida de Jurisdição. Segundo a moderna conceituação, a competência é apenas um critério racional que busca estabelecer regras para facilitar o exercício da Jurisdição. 1.4 As modalidades de tutela jurisdicional. A Jurisdição é uma só, mas a maneira do Estado exercê-la vai depender daquilo que se pede, quer dizer dependerá sempre do pedido deduzido pelo demandante. Assim sendo, a Tutela Jurisdicional será sempre determinada pelo pedido. Pedido é aquele que se pede, vale dizer, é a conjunção da pretensão deduzida na petição inicial . Em razão daquilo que se pediu aparecem as modalidades de Tutela Jurisdicional: Tutela Jurisdicional de Conhecimento, Tutela Jurisdicional de Execução e a Tutela Jurisdicional Cautelar.

A Tutela Jurisdicional de Conhecimento e de Execução Enquanto a Tutela Jurisdicional de Conhecimento advém de uma pretensão contestada, a Tutela Jurisdicional de Execução advém de uma pretensão insatisfeita (Art.733 CPC – ex.: ato executório). Quando se diz que a Tutela Jurisdicional de Conhecimento origina-se de uma pretensão contestada quer se dizer que ela se origina do litígio, isto é, dos conflitos de interesses. Assim sendo, é através do processo de conhecimento que vai se buscar dirimir os conflitos de interesses. A Tutela Jurisdicional de Conhecimento tem as seguintes características: conflitos, litígios, possibilidade de contraditório de mérito e a possibilidade da sentença de mérito. Em face do desenvolvido podemos dizer que via de regra a sentença de mérito só ocorre no processo de conhecimento. É de se observar que com a sentença de mérito realiza-se a entrega da prestação jurisdicional. Merece destacar que a sentença constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável, porque é ela própria independentemente de qualquer outro ato, que vai modificar, extinguir ou criar relações jurídicas. Em verdade a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva ficou inteiramente satisfeita a entrega da prestação jurisdicional. Entretanto, a sentença de mérito poderá ser meramente declaratória. Nesse caso , a sentença ao transitar em julgado não tem força de executoriedade , quer dizer, não se converte em Título Executivo Jurisdicional. Por essa razão quem pretender exigir o direito declarado na sentença terá de propor uma Ação Condenatória para através dela buscar a Sentença Condenatória que ao transitar em julgado se converterá em Título Executivo Judicial (Art.584, I CPC). A Ação Condenatória é aquela na qual o autor pede ao juiz a condenação do réu ao cumprimento de uma prestação ( de dar, de fazer, ou de não fazer ). Julgado procedente o pedido, a partir do trânsito em julgado da sentença, o réu poderá voluntariamente cumprir a prestação que neste caso a pretensão ficou inteiramente satisfeita. Entretanto, se o réu não cumprir o julgado, a pretensão que já agora conta com o reconhecimento do Estado, restará insatisfeita e, para realizá-la será necessário a instauração do processo de execução e daí Amaral Santos explicar que a Tutela Jurisdicional de Execução originar-se de uma pretensão insatisfeita. Levando-se em conta que na execução o credor está deduzindo uma pretensão insatisfeita, nela não se admite defesa, contestação, contraditório de mérito e muito menos a sentença de mérito. É importante salientar que qualquer defesa o devedor não vai executá-la no processo de execução propriamente dito, mas através de um outro processo que são os embargos do devedor. No plano da sua natureza jurídica os embargos do devedor representam uma ação incidental de conhecimento ajuizada pelo devedor em face do exeqüente . Em verdade, quando se instaura o processo de execução é por que já se encerrou o processo de conhecimento (execução por título executivo judicial), ou então é porque a própria lei dispensou o processo de conhecimento ( execução por título executivo extrajudicial ). O certo é que a Tutela Jurisdicional tem por finalidade a formulação da norma concreta aplicável à espécie e à atuação prática desta norma concreta. Na formulação da norma concreta temos o processo

3

de conhecimento ou de cognição. Na atuação prática da norma jurídica concreta temos o processo de execução. No plano de sua natureza jurídica o processo de execução é essencialmente coercitivo e daí se falar em execução forçada. Assim sendo, enquanto no processo de conhecimento o juiz exerce uma função jurisdicional cognitiva, no processo de execução ele exerce uma função jurisdicional coercitiva, sendo que essa diferença já aparece manifesta na própria citação. Com efeito, enquanto no processo de conhecimento o réu é citado para se defender, no processo de execução o devedor é citado para cumprir a prestação. O processo de execução se dinamiza através de atos executórios, significando dizer que todos os atos que ocorrem em qualquer modalidade de execução, são atos executórios. Ato executório (ato executivo ou meio executivo) é o meio coercitivo destinado a compelir o devedor a cumprir a prestação como por exemplo a penhora na execução por quantia certa contra devedor solvente ou ainda, a prisão do devedor na execução da prestação alimentícia. EXERCÍCIO Que é processo de cognição? - É aquele que busca dirimir os conflitos de interesses. Qual a diferença entre processo de cognição e processo de execução? - Enquanto o processo de conhecimento busca dirimir os conflitos de interesse, na execução forçada não existe conflitos, porque quando ela se instaura, o conflito já foi decidido por sentença transitada em julgado (execução por título executivo judicial) ou então a própria lei à priore reconheceu a indiscutibilidade do direito inserido no título executivo, havendo por essa razão dispensado o processo de conhecimento (execução por título executivo extrajudicial). Por essa razão na execução forçada, seja por título executivo judicial, seja por título executivo extrajudicial não existe defesa, nem contraditório de mérito e muito menos sentença de mérito. Finalmente, enquanto no processo de conhecimento o juiz exerce função cognitiva, na execução ele exerce uma função coercitiva. Há contraditório no processo de execução? - Não. Pode haver citação por hora certa no processo de execução? Em princípio não existe citação por hora certa no processo de execução, significando dizer que se o oficial de justiça não encontrar o devedor, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução ( Art.653 e 654 CPC). OBS.: Corrente doutrinária majoritária admite a citação por hora certa no processo de execução, mas apenas com a finalidade de evitar o perecimento do direito, vale dizer, interromper a prescrição. Qual a natureza jurídica da penhora? - É um ato executivo. Aplica-se ao mandado de citação no processo de execução a advertência contida no Art.285 CPC ? - Não. Porque na execução não existe o contraditório de mérito. A advertência contida do Art.285 do CPC não se aplica ao processo de execução porque neste processo não existe contestação. 10/08/98 Tutela Jurisdicional Cautelar. Art.267,269 IV, 810 do CPC Ela não se destina a dirimir os conflitos de interesses porque estes somente serão dirimidos no processo de conhecimento. Ela também não tem por finalidade realizar a satisfação do crédito que somente será realizado no processo de execução.

4

Assim sendo, a finalidade do processo cautelar é garantir o processo principal ( de conhecimento ou de execução ), quer dizer dar tempo ao Estado Juiz para que este possa dirimir o litígio no processo de conhecimento, ou para que este possa no processo de execução realizar a satisfação do crédito. É de se observar que, além das condições genéricas da ação, a cautelar exige dois requisitos específicos: 1°- PERICULUM IN MORA – é a possibilidade ou a potencialidade de dano, isto é, o fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação ( art.798 do CPC); 2° - FUMUS BONI IURIS – é o indício ou a aparência do direito. As características da tutela cautelar: 1° - Tem função preservativa ou garantidora, tendo em vista que ela apenas busca preservar um direito que será alcançado na ação principal ( de conhecimento ou de execução); 2° - Assessoriedade, porque ela vai exigir o ajuizamento da ação principal e por essa razão na petição inicial o requerente, sob pena de indeferimento, terá de esclarecer ao juiz qual é a lide e seu fundamento, isto é, qual será a ação principal ( art.801,III do CPC). É de se observar que a referência à ação principal, na inicial da cautelar, é necessária, para que se possa verificar se o requerente da medida tem legitimidade e interesse para propor a ação principal. Entretanto, se a hipótese for de cautelar satisfativa, obviamente não incidirá na exigência do art.801,III do CPC. 3° - A autonomia – a tutela jurisdicional cautelar não é apenas uma medida, mas sim um processo que goza de autonomia e tanto é assim que a lei exige a citação do requerido. 4° - No processo cautelar não existe contraditório de mérito, eis que o contraditório de mérito fica restrito à discutibilidade do periculum in mora e do fumus boni iuris. Assim sendo, na cautelar não existe lide ( mérito ), porque ela não se destina a dirimir os conflitos de interesses. 5° - Na cautelar não existe sentença de mérito porque ela não se destina a dirimir o litígio, salvo se o juiz extinguí-la pronunciando a decadência ou a prescrição ( parte final do art.810 combinado com art.269,IV do CPC). 6° - Na cautelar em lugar de se falar em autor e réu é de melhor técnica jurídica falar-se em requerente e requerido. Assim sendo, no procedimento cautelar o requerido será citado para impugnar no prazo de 5 dias (Art.802 do CPC). OBS.: Não se pode esquecer que algumas cautelares tais como a notificação ou interpelação judicial, a justificação e a produção antecipada de provas não admitem resposta. 7° - Na cautelar uma vez deferida a liminar, o requerente tem o prazo de 30 dias contados da efetivação ou da execução da medida, para ajuizar a ação principal, sob pena de revogação da liminar (art.806, combinado com o art.808,I ). OBS.: Esse prazo de 30 dias não é decadencial nem de prescrição, sendo apenas um prazo de natureza processual. Classificação: I – quanto ao momento constitutivo: a)- Cautelar Preparatória - é aquela que é ajuizada antes do ajuizamento da ação principal; b)- Cautelar Incidental – é aquela que é ajuizada durante o curso da ação principal. II – Quanto à denominação: a)- Cautelar Nominada ou Típica - é aquela em que o periculum in mora aparece previsto especificamente no CPC, significando dizer que para que cada tipo de periculum in mora, existe prevista uma modalidade de cautelar, tais como por exemplo o arresto, o seqüestro, a busca e apreensão, a separação de corpos, os alimentos provisionais.

5

b)- Cautelar Inominada ou Atípica – é aquela em que o periculum in mora aparece previsto no CPC de forma totalmente genérica. OBS.: Por construção pretoriana formou-se por influência da doutrina a chamada Cautelar Satisfativa que é aquela na qual a cautelar por si só esgota a função jurisdicional. O poder geral de cautela é uma das principais características da cautelar. É o poder que a lei confere ao juiz de percebendo no curso de um processo a configuração de periculum in mora, decretar de ofício, independentemente de requerimento da parte, a medida cautelar adequada a fim de esvaziá-lo ou de neutralizá-lo. O Pronunciamento Jurisdicional na Tutela de Conhecimento Significa em verdade a modalidade de sentença que o juiz vai proferir no processo de conhecimento. O processo de conhecimento poderá ser extinto com ou sem julgamento do mérito, sendo que em qualquer hipótese ele será extinto por sentença. Em sendo assim, a sentença é o ato através da qual o Estado Juiz extingue o processo, com ou sem julgamento do mérito. O Art.267 do CPC. Sem ser esgotativo, elenca as causas que autoriza o juiz a extinguir o processo sem julgamento do mérito. Sentença meramente terminativa é aquela que extingue o processo sem julgamento do mérito e que ao transitar em julgado somente vai produzir a coisa julgada formal. Nestas condições, verifica-se que mesmo após o seu trânsito em julgado, a sentença meramente terminativa não tem qualquer repercussão na relação material. Sentença definitiva ou de mérito é aquela que extingue o processo com julgamento do mérito, repercutindo portanto na relação material e que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada material. Os efeitos da sentença: 1° - efeito formal – é a extinção do processo; 2° - efeito material – que dependendo da natureza do pedido poderá ser declaratório, condenatório ou constitutivo, podendo também ser misto, vale dizer, ao mesmo tempo declaratório, condenatório, constitutivo e misto. Daí se falar em sentenças declaratórias, condenatórias, constitutivas e em sentenças mistas. É de se chamar a atenção que a sentença meramente terminativa não tem efeito material só tendo portanto, o efeito material. Por conseguinte o pronunciamento jurisdicional de mérito na tutela jurisdicional de conhecimento poderá ser declaratório, condenatório, constitutivo ou misto. 11/8/98 O pronunciamento jurisdicional declaratório é aquele que é proferido na Ação Declaratória. A AÇÃO DECLARATÓRIA Outras denominações: - Ação Meramente Declaratória, Ação Declaratória Autônoma e Ação Declaratória Pura. Art.4,I,II, do CPC Pressuposto: - é a dúvida quanto à existência ou inexistência da relação jurídica, isto é, do direito. Finalidade: - desfazer a aludida dúvida a fim de se encontrar a certeza jurídica. O objeto: - nesse plano existe uma regra geral segundo a qual o objeto da ação declaratória é o próprio direito, vale dizer, a relação jurídica, significando dizer que a matéria fato não pode ser objeto da ação declaratória. Exceção:

6

esgotada fica a função jurisdicional.Ação Declaratória Positiva – é aquela através da qual se pede ao juiz para declarar por sentença a existência do direito. No preceito primário o juiz declara a existência ou inexistência do direito. da relação jurídica. isto é.teoria do interesse – O Direito Subjetivo é o interesse juridicamente tutelado ou protegido. Classificação: a). O pedido: só pode ser exclusivamente declaratório e daí se falar em ação meramente declaratória. quem pretender exigir o direito tornado certo por força do trânsito em julgado da sentença meramente declaratória terá de ajuizar uma ação condenatória para através dela buscar a sentença condenatória que ao transitar em julgado passará a ser o título executivo judicial.teoria mista – o Direito Subjetivo é aquele que ao mesmo tempo expressa a vontade de seu titular e o interesse assegurado pelo Estado. isto porque no momento em que o juiz declara a existência ou inexistência do direito. se além da declaração o autor pedir algo mais. b) os titulares: credor e devedor c) Dever jurídico – é aquele comportamento que no momento da exigibilidade o credor pode exigir do devedor. o elo que vincula entre si os titulares dessa relação. da relação jurídica. II. enquanto que no preceito secundário ou sancionador ele aplica a sanção adequada ao caso concreto. então também não haverá o direito subjetivo. 2° .Ação Declaratória Negativa – é aquela através da qual se pede ao juiz para declarar por sentença a inexistência do direito. vale dizer. do CPC – única matéria de fato que pode ser objeto de ação declaratória). Assim sendo.É o fato concernente à autenticidade ou falsidade do documento ( Art. (Art. significando dizer que na relação entre pessoas não existe o dever jurídico.não existe uma uniformidade doutrinária quanto ao conceito de Direito Subjetivo.584 do CPC). não se converte em título executivo judicial. Momento da constituibilidade É aquele momento em que se forma a relação jurídica e no qual aparecem: a) a relação. havendo três grandes teorias: 1° . que dizer. É interessante observar que por não Ter o preceito secundário ou sancionador. Essa teoria vitoriosa em que inclusive aparece consagrada em nosso Código Civil. Considerações básicas: 7 . 3° . Assim sendo. d) Direito subjetivo . não tendo por tanto. A sinopse da relação jurídica material Essa relação jurídica é sempre uma relação entre pessoas qualificada pela norma jurídica. a sentença meramente declaratória ao transitar em julgado não tem força de executoriedade . É interessante destacar que é a presença do dever jurídico na relação que vai determinar a configuração do direito subjetivo. Esse dever jurídico será sempre uma prestação de dar. b).teoria da vontade – o Direito Subjetivo é a expressão da manifestação da vontade do seu titular. de fazer ou de não fazer. a ação não mais será declaratória. A sentença meramente declaratória Via de regra a sentença tem dois preceitos: o preceito primário e o preceito secundário ou sancionador. quer dizer. Essa relação jurídica tem dois grandes momentos: o momento da constituibilidade e o momento da exigibilidade.4. Acontece que em razão da natureza do pedido a sentença declartória só tem o preceito primário. o preceito secundário ou sancionador.

o direito de ocupar “ res nullius “ ( coisas de ninguém. 286 do CPC) 2).: É aquilo que se pede ou é a conjugação da pretensão inserida na petição inicial (Art. existirá ou uma faculdade ou um Direito Postetativo. Uma técnica comum para diferenciar um prazo do outro é aquela que observa serem os prazos decadenciais bastante curtos. porque não se concebe nenhum pedido sem a solicitação da providência jurisdicional. Cumpre observar.: na Ação de Reintegração de Posse o objeto imediato do pedido é o próprio pedido reintegratório . de fazer ou de não fazer ) que vai só instrumentalizar através da Ação Condenatória e daí se dizer que o pressuposto da Ação Condenatória é a lesão do direito. Ex. Trata-se de técnica não muito aconselhável e por essa razão o mais seguro é observar se na relação jurídica existe o dever jurídico. Tantos prazos decadenciais como os prazos de prescrição estão enunciados no Código Civil. vale dizer. se o devedor descumprir o dever jurídico. eis que a partir daí o seu titular já pode exercê-lo. o objeto mediato do pedido é o bem ou o direito que se quer adquirir com aquela providência. a prestação de dar.Conforme já se destacou. Ex.O que se entende por objeto imediato e por objeto mediato do pedido? Resp. sem dono ).O que é o pedido? Resp.: Na Ação de Reintegração de Posse o objeto mediato do pedido é o bem ou a coisa sobre a qual se quer a reintegração. o seu exercício já se confunde com a manifestação de vontade. Agora.não existe lesão ou violação de Direito Postetativo. de fazer ou de não fazer. Na Ação Indenizatória de Perdas e Danos o objeto imediato do pedido é o pedido indenizatório. Como ninguém obstacula o exercício do Direito Potestativo. mas nesse caso. No Direito Potestativo o querer.por oportuno e importante. Ex. por oportuno e importante. mas esse Código não os identifica. Obs.: Pedido certo ou determinado é aquele que tem objeto imediato e objeto mediato. já que sua ausência sinaliza a presença do Direito Potestativo com o respectivo prazo decadencial. vale dizer.o titular do Direito Potestativo só não vai exercê-lo se não quiser. Faculdade é a possibilidade de agir que para ser exercido necessita do concurso de mais de uma vontade. a faculdade de contratar. Merece destacar . o direito de revogar mandatos.: A faculdade não é alcançada nem pela prescrição e nem pela decadência. Direito Potestativo – é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação de vontade de seu titular. que o Direito Potestativo é alcançado pela decadência. 8 . O momento da exigibilidade É aquele momento em que o credor está autorizado a exigir do devedor o cumprimento do dever jurídico. já que ninguém tem forças para obstacular o seu exercício. Exercício 1). Objeto imediato do pedido é a providência jurisdicional solicitada. Por sua vez. Ex. A decadência é a perda da possibilidade de se exercer o Direito Potestativo pela inércia do seu titular durante um certo lapso de tempo. b). É de se observar que nenhuma força alheia à vontade do titular do Direito Potestativo terá capacidade para obstacular ou impedir o exercício desse Direito. É de se observar que se nesse momento o devedor cumprir voluntariamente o dever jurídico.: a faculdade de casar. o direito de escolha na obrigação alternativa.: o direito de renúncia . Merece ainda ressaltar que o prazo decadencial começa a ser contado a partir do nascimento do Direito Potestativo. razão pela qual podese concluir que: a). exaurida ou esgotada estará a relação jurídica material. esse descumprimento provoca a lesão ou a violação do direito ( direito subjetivo ) e a partir daí surge a pretensão ( de dar. a consumação do prazo decadencial demonstra por si só o total desinteresse do titular em relação ao exercício desse Direito e por essa razão o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a decadência. que em qualquer modalidade de pedido sempre existirá o objeto imediato. sem o dever jurídico não se configurará na relação o chamado Direito Subjetivo.

não havendo portanto. de fazer ou de não fazer ). 3). Para eles. Nestas condições.4. Resp. que dizer. verifica-se que por intermédio dela não se busca a aquisição de direitos. em sendo a Declaratória imprescritível a questão da prescrição não pode ser discutida nessa Ação. Assim sendo. extinguir o processo sem julgamento do mérito. a Ação Meramente Declaratória é imprescindível porque o seu ajuizamento não tem como pressuposto a lesão do direito. Entretanto. Exercício: No momento em que foi ajuizada a Ação Declaratória já havia se consumado o prazo de prescrição da Ação Condenatória. para a opinião majoritária na Ação Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato do pedido se confundem. Inicialmente cabe salientar que a questão não é de legitimácio e sim de interesse processual. É ainda de se observar em mesmo havendo a lesão do direito o credor pode ajuizar a Ação Meramente Declaratória. Em verdade.parágrafo 3° do CPC. Resp. Por todas essas razões se diz que as Ações Condenatórias são ações de prescrição. É interessante ressaltar que a partir do momento em que ocorreu a lesão do direito o credor já está autorizado a ajuizar a Ação Condenatória e. significando dizer que o prazo de prescrição começa a ser contado a partir do momento em que ocorreu a violação do direito. Por outro lado. a cumprir a prestação ( de dar. que advém do descumprimento do dever jurídico. Com efeito. parágrafo único). que vem a se o próprio pedido declaratório. na Ação Condenatória o que o autor pretende é que o juiz por sentença condene o réu a cumprir o dever jurídico. já começou a correr o prazo de prescrição. já que outros processualistas têm uma visão diferente. Tendo em vista que a finalidade da Ação Meramente Declaratória é apenas desfazer a dúvida quanto a existência ou inexistência do direito.: Na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato do pedido é o pedido declaratório . para obter a coisa julgada material declarando a existência do direito e uma vez obtida essa certeza. se permanecer inerte. o objeto mediato do pedido.267. na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato do pedido já contém em si mesmo o objeto mediato. mas sim na Ação Condenatória. ajuizar a Ação Condenatória ( Art. é de se ressaltar que esse entendimento não é pacífico. aí sim. para dessa maneira.: Tem. mas apenas o desfazimento da referida dúvida. A Ação Condenatória é aquela que em razão do descumprimento do dever jurídico. Por essa razão a opinião majoritária entende que na Ação Meramente Declartória o pedido somente contém o objeto imediato. mesmo com a prescrição já consumada o réu ao contestar a Condenatória terá de argüi-la por que a prescrição é matéria de defesa não podendo ser pronunciada de ofício. Pergunta-se: Tem o autor legitimidade para a propositura dessa Ação Declaratória? Justificar a resposta. o juiz não pode alegar na Ação Declaratória a falta de interesse processual porque nesta Ação ele não pode antecipar a discutibilidade da prescrição e muito menos pronunciá-la de ofício. está autorizado a pronunciar de ofício a falta de interesse processual. 9 . O pressuposto da Ação Condenatória é portanto a lesão do direito. Além disso. Para a opinião majoritária. se a Ação Condenatória já está prescrita não haverá interesse processual para a Ação Meramente Declaratória.Na Ação de Indenização de Perdas e Danos o objeto mediato do pedido é o valor da indenização.Apontar na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato do pedido. 17/08/98 A AÇÃO CONDENATÓRIA O pronunciamento jurisdicional condenatório e o proferido na Ação Condenatória. o autor pede ao juiz a aplicação de uma sanção ao réu. A questão colocada no exercício tem provocado controvérsias. Nesse caso o juiz na forma autorizada pelo Art. mas apenas a dúvida quanto à existência ou inexistência do direito.

se ele verifica que existe o direito ao fundamentar a sentença declara a existência do direito e a seguir passará a analisar a questão da lesão do direito e.I.586. excluindo-se o juizado especial. se o autor não produziu a prova da lesão o juiz julgará improcedente o pedido.: Testamento que só produz efeitos a partir da morte do testador.III. significando dizer que antes de se promover a execução Ter-se-á de se promover a liquidação da sentença ( Art. do CPC). no qual mesmo em havendo pedido genérico o juiz está obrigado a proferir sentença líquida. liquidez e a exigibilidade.: A compra e venda de coisas futuras. Vende-se um laranjal cuja produção só será entregue no ano 2000. Isto é. enquanto o objeto mediato não aparece clareado ou individualizado no pedido inicial. acontecimento futuro. a venda foi realizada na condição de ser satisfeita no ano 2000. A condição ou termo Art. se o autor produziu a prova. Assim sendo. Assim sendo. mas.572 do CPC A relação material poderá estar subordinada em seus efeitos a uma condição ou um termo.586. Dentro desse alinhamento.603 Art.I. Com efeito. É essa sentença Condenatória que ao transitar em julgado passará a ser o título executivo judicial ( Art.II. Ex. Isto é. salvo no Juizado Especial. o juiz julgará procedente o pedido proferindo a sentença condenatória. Nesse caso é conveniente lembrar que um título executivo para Ter operatividade necessita Ter os seguintes requisitos: certeza. parágrafo 1° Pedido genérico é aquele que tem objeto imediato. terá de examinar a questão da existência ou da inexistência do direito. significando dizer que o ato só começará a produzir os seus efeitos a partir do advento do termo. O Pronunciamento Jurisdiconal Constitutivo É o proferido na Ação Constitutiva.III Art.584.O pronunciamento declaratório na Ação Condenatória Merece acentuar que Qualquer Ação Condenatória é também Declaratória. mas lhe faltará o requisito da exigibilidade e somente vai obter a partir do implemento da condição ou do advento do termo.286.572 do CPC: “ quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo. dispõe o Art. significando dizer que o negócio só produzirá os seus efeitos a partir do implemento da condição. I. do CPC). 10 . a sentença condenatória sujeita à condição ou a termo ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. Sentença Condenatória Genérica Art. ao proferir a sentença na Ação Condenatória o juiz antes de examinar a questão da lesão do direito. ele ao sentenciar vai extinguir o processo sem julgamento do mérito por falta de legitimácio ativa. mas lhe faltará o requisito da liquidez. se o pedido for genérico o juiz vai proferir sentença ilíquida que. o credor não poderá executar a sentença sem provar que se realizou a condição ou que ocorreu o termo “. ao contrário. Em havendo pedido genérico o juiz vai proferir uma sentença ilíquida. Agora. Condição é o acontecimento futuro e incerto que subordina os efeitos do negócio jurídico. Nessa direção se o juiz verificar que não existe o direito.286. O pedido genérico somente poderá ser deduzido nas hipóteses legalmente previstas (Art. Termo é o acontecimento futuro e certo que subordina a eficácia do ato jurídico. parágrafo 1° do CPC). se condenatória (condenatória genérica) ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. Ex.II.

o que significa dizer que a sua classificação é apenas um posicionamento de política processual. a fim de proteger interesses de ordem privada. Eleitoral.Função administrativa: nela por não existir litígio o Estado apenas exerce uma função administrativa. . -Ausência de contraditório -Ela se instrumentaliza pelo procedimento ( expediente administrativo.Função preventiva: porque ela se destina prevenir ou evitar futuros litígios.6 A Classificação da Jurisdição A Jurisdição é uma só.a Sentença Meramente Declaratória ao transitar em julgado não tem força de executoriedade. Características: . É a própria Sentença Constitutiva independentemente de qualquer outro ato que a partir do seu trânsito em julgado modifica . 1. criar ou extinguir relações jurídicas. sendo que alguns falam em Jurisdição Graciosa ( Art. Nesse sentido a Sentença Constitutiva é aquela que busca modificar.1° do CPC). não se converte em título executivo judicial. 18/08/98 1. 1° CPC).conflitos ( litígios ) 11 . 3. mas em casos excepcionais de nulidade absoluta ela produzirá efeitos “Ex Tunc “( desde então.: Essa classificação tem apenas um caráter administrativo já que não existe hierarquia entre juizes. merece salientar que a sentença que desconstitui a relação material.7. isto é. Trabalhista. por não existir processo).quanto à matéria: Civil.a Sentença Constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável. Nesse particular. A Jurisdição Voluntária é a administração pública de interesses subjetivos de ordem privada. Constitucional. A Jurisdição tem a seguinte classificação: 1.A Ação Constitutiva é aquela que busca modificar. como por exemplo a que provoca a desconstituição de um contrato é conhecida como Sentença Constitutiva Negativa.a Sentença Condenatória ao transitar em julgado passa a ser título executivo judicial. Via de regra a Sentença Constitutiva produz efeitos “Ex Nunc “( a partir de agora ).1° do CPC). c). A Jurisdição Voluntária e Jurisdição Contenciosa Voluntária Pressuposto – um negócio jurídico que para ser realizado necessita da interveniência e da autorização estatal. . Contenciosa Pressuposto . cria ou extingue relações jurídicas. Por essa razão se diz que a Sentença Constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável. Resumindo: a). b). Daí se falar em Jurisdição Voluntária ou Administrativa. efeito retroativo). Militar (Art.1° do CPC) 2. sob pena de nulidade. criar ou extinguir relações jurídicas. de 2° Grau e de 3° Grau) Obs.Interessados ( Art. Criminal.quanto à hierarquia: Jurisdição Inferior e Jurisdição Superior ( Jurisdição de 1° Grau.quanto ao objeto: Jurisdição Voluntária e Jurisdição Contenciosa ( Art.

Ela também não é voluntária porque nela a preponderância não é a vontade do interessado. 1104 do CPC. neste sentido. A participação do Ministério Público no procedimento ( Jurisdição Voluntária). Ela não é jurisdição nem é voluntária.1113 e seguintes Merece observar que não existe processo na Jurisdição Voluntária. Em resumo.Possibilidade de contraditório.1103 ao 1112 Parte Especial: Art. Segundo dispõe o Art.é obrigatório a atuação do MP como órgão interveniente tendo em vista que no procedimento de Jurisdição Voluntária está sempre presente e manifesto o interesse público. O Ministério Público no processo civil ( Jurisdição Contenciosa) Art. não produzindo portanto coisa julgada material (mesmo quando a lei diz a sentença. a pesar do CPC discipliná-lo dentre os processos .: Existe. o MP somente poderá ser parte quando existir uma lei conferindo-lhe legitimácio ativa para a ação.Partes ( autor e réu. mas apenas função administrativa. .o que é obrigatório é a intimação do MP e não a sua atuação como órgão interveniente. Crítica à expressão Jurisdição Voluntária. decidindo ele mesmo se é ou não necessária a sua atuação como órgão interveniente. Em relação à participação do MP no procedimento de Jurisdição Voluntária existe uma grande controvérsia havendo entre nós dois entendimentos: a). No procedimento de Jurisdição Voluntária será o MP intimado para atuar como órgão interveniente ou fiscal da boa aplicação da lei ( Art. Resp.Função jurisdicional . significando dizer que as decisões proferidas na Jurisdição Voluntária são de natureza administrativa.2° do CPC) Exercício: Existe semelhança entre a atividade do juiz ao homologar o pedido de separação consensual e a do tabelião ao lavrar uma escritura pública de compra e venda? Justificar a resposta.1105). vale dizer. Art. art. A Jurisdição Voluntária no CPC Parte Geral: Art. É de se observar que o segundo entendimento vai aos poucos se firmando como majoritário. mas sim a posição manifestada pelo Estado neste procedimento administrativo. É ainda de se observar que no plano da natureza jurídica do inventário existe bastante controvérsia e. . Porque ambos representam o Estado e ambos estão exercendo função administrativa.81 do CPC Na Jurisdição Contenciosa ou o MP será parte ou ele atuará como órgão interveniente (fiscal da lei). Ex.Processo.Características: . não é sentença é apenas uma decisão administrativa). b). Não é jurisdição porque nela o juiz não exerce função jurisdicional.: Interdição requerida pelo MP. no procedimento especial de Jurisdição Voluntária o MP ou será interessado ou atuará como órgão interveniente ( fiscal da lei). mas apenas um procedimento administrativo. 12 . É que em sendo intimado caberá ao MP valorar a presença do interesse público.1104 do CPC Na Jurisdição Voluntária o MP será interessado sempre que por sua iniciativa se instaurar o procedimento da Jurisdição Voluntária.81. O MP como interessado aparece delineado no Art. na Jurisdição Contenciosa ele tem toda uma estrutura de Jurisdição Voluntária ou Administrativa.

por esse motivo. a citação em comarcas contíguas e a citação pelo correio. enquanto o administrador nela vai buscar os limites de sua atividade. 1. 24/08/98 1.10 Jurisdição e Legislação Estabelecer a relação entre a jurisdição e a legislação Merece destacar que a lei sempre antecede a atividade jurisdicional. Na jurisdição. O órgão jurisdicional. distingue-se da administração.O princípio da aderência da jurisdição ao território – o juiz só pode exercer jurisdição no interior de um espaço geográfico previamente determinado e que recebe a denominação de Comarca. O juiz opera com a lei e a administração segundo a lei. Resp. para que dessa maneira possa executar suas funções. Ele não cria. 3° . ao contrário. A função legislativa liga-se aos fenômenos de formação das normas jurídicas. o MP terá de atuar como órgão interveniente ( fiscal da lei ). porquanto através da legislação o Estado estabelece regras gerais. 13 .8 Os princípios fundamentais da jurisdição 1° . A Jurisdição só poderá ser exercida por quem dela se achar regularmente investida. abstratas e obrigatórias que sem impõe coercitivamente à obediência de todos. É de se observar que quando se fala da lei como antecedente da jurisdição. OBS. 2° . atuando com legitimácio extraordinária.: Esses princípios são de natureza constitucional e repercutem em qualquer modalidade de processo e daí se dizer que eles são princípios constitucionais processuais. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir direito material alheio.11 Jurisdição e Administração Estabelecer a relação entre a Jurisdição e a Administração A jurisdição como atividade destinada a tornar efetiva a ordem legal. O juiz procura na lei conteúdo da sentença. Exercício: Exemplificar casos de exceção ao princípio da aderência. mas dita as leis já existentes e às aplica em cada caso. a referência a todo e qualquer preceito normativo e não apenas à lei em sentido formal. por ser função que só se movimenta mediante provocação inicial. Em relação à atuação do MP como substituto processual a matéria passou a ser controvertida e até mesmo de constitucionalidade duvidosa. está acima dos interesses em conflito e só procura fazer efetiva a regra jurídica. quer dizer Ter sido aprovado no concurso de provas e títulos e Ter sido nomeado pelo órgão competente. o órgão estatal se auto-movimenta. a lei é aplicada em virtude de um litígio e em relação a uma pretensão. vale dizer.II.107 do CPC.O princípio do juiz natural ou do juiz constitucional ( princípio da investidura ).82.O princípio da indelegabilidade – os atos jurisdicionais só poderão ser praticados pelo juiz.I.Sempre que diretamente se manifestar no processo a preponderância do interesse público. Legitimácio extraordinária é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. art. 1. quer dizer. Esse princípio de investidura é uma imposição constitucional. ao contrário. pois que esta consiste em aplicar o direito objetivo revelado pela norma legal que constitui o Direito Objetivo. Na jurisdição. a vontade concreta da lei. O poder judiciário sempre pressupõe a existência da lei para aplicá-la aos casos ocorrentes. eis que ao normatizar as funções do MP a Constituição Federal só faz a previsão das funções típicas não mencionando as funções anômalas ou atípicas como é o caso da atuação do MP como substituto processual.III do CPC. No processo civil há ainda a gestão da atuação do MP como substituto processual. sem necessidade de ser provocado. há a aplicação individualizada da norma geral e abstrata contida nos preceitos legais.: A regra do Art. Na atividade administrativa. tendo ação contínua e incessante iniciativa em relação às necessidades e interesses sociais.

ou melhor. Entretanto.468 do CPC retrata a regra concernente aos limites da jurisdição civil ao determinar que a sentença tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. a jurisdição civil se exerce sobre todas as pessoas que se encontram no território nacional. só valendo portanto para a própria administração e podendo ser modificada pelo poder judiciário. o que se verifica é a ação do poder público para tornar efetivo o seu próprio interesse. Também o art. enquanto na atuação administrativa. De outro lado.459. é que surge o princípio da congruência. existem imunidades jurisdicionais de caráter civil para os chefes de estados estrangeiros e para os agentes diplomáticos. A jurisdição é atividade alheia aos interesses cujo conflito vai ser decidido.459 e 460). Se houver litígio entre a administração e o particular. portanto que se falar em limites subjetivos.460 e 468 do CPC No plano antológico o exercício da jurisdição é limitado já que se confunde com o exercício da soberania. todos integrantes do poder judiciário. 1. Assim. Os órgãos jurisdicionais são indicados na Constituição e também nas leis de organização judiciária dos estados. aquela atua no exercício de autodefesa de seus interesses e não como órgão que se coloque fora e acima do litígio. Natureza jurídica da função jurisdicional Ela não é apenas poder.conveniência). a causa civil.13 Os Limites da Jurisdição Civil Art. segundo o qual a sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido sob pena de nulidade ( ver CPC art. conceito a que se chega por exclusão: é causa civil toda aquela que não seja penal. 1. quer dizer. a lei é aplicada em função dos interesses do próprio poder administrativo. Objeto portanto da jurisdição civil é a pretensão civil.14 A Jurisdição Civil no Espaço O que entende por jurisdição civil no espaço? 14 . é fácil concluir que os órgãos jurisdicionais são órgãos estatais. o que não acontece com a decisão administrativa que somente terá uma eficácia preclusiva (perda de uma faculdade processual civil) interna. Com efeito. A Ação e o Processo. Levando-se em conta que o exercício da jurisdição no plano dos seus limites objetivos está vinculado à pretensão. no plano do processo propriamente dito o juiz estará sempre vinculado ao princípio da congruência (acordo.Na administração. já que pela concepção moderna essa função jurisdicional é encarada como poder dever. Não há. 1. Pode ser dito que os funcionários diplomáticos estão isentos de toda jurisdição civil ou criminal do estado ante o qual se acham creditados. há quanto à jurisdição aqueles de natureza subjetiva. As decisões proferidas no exercício da jurisdição produzem coisa julgada.12 Os Órgãos da Jurisdição Levando-se em que conta a função jurisdicional é função do Estado.459 e 460 ). o objeto do processo é a pretensão que qualifica o litígio e que deve ser decidida pelo estado juiz. Os limites objetivos da jurisdição civil são traçados em função de sua causa material ou objeto sobre quem incide essa função estatal. Entretanto. Enquanto a Ação é o instrumento que o cidadão tem para provocar a jurisdição (processo). segundo o qual a sentença sob pena de invalidade terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido (CPC art. É de se observar que a expressão “tem força de lei “ significa ter força cogente ou obrigatória. Em verdade. o processo é o instrumento da jurisdição. o Estado também passou a Ter o dever de em sendo provocado realizar a entrega da prestação jurisdicional. em razão de influência da doutrina alemã se entende que no momento em que passou a monopolizar o exercício da função jurisdicional. além dos limites de ordem objetiva. é instrumento do estado juiz.

88 a 90 ). a atividade do Notário é exercida sob a fiscalização das autoridades judiciárias.12 da lei de introdução ao Código Civil Brasileiro. Modernamente a teoria romana do direito de ação foi retomada por Sabinir. é competente a autoridade judiciária brasileira quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. Em razão do desenvolvido. instrumentalmente conexo a uma pretensão de exigir do Estado a prestação jurisdicional num determinado caso concreto e em determinadas circunstâncias.não há direito sem ação b).: Ao despachar a petição inicial o juiz brasileiro antes de observar a sua competência interna.não há ação sem direito 15 . Genérico. Apesar dos seus atos serem classificados entre os atos forenses extrajudiciais. Nessa direção teremos: a). verifica-se que o juiz na jurisdição voluntária e o tabelião no exercício de sua atividade estão exercendo função meramente administrativa.15 O Ministério Público na Jurisdição Voluntária 1.88). parágrafo primeiro do aludido texto legal acrescenta que “só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas à imóveis situados no Brasil”. Os civilistas elaboraram a sua teoria com apoio em duas grandes premissas: a). em face da jurisdição de outros estados ou países. terá de aplicar as normas dos artigos 88 e 89 do CPC. b). Autônomo. Abstrato.competência exclusiva: causas de competência exclusiva da justiça brasileira (CPC art. A análise desse conceito nos mostra que os romanos confundiam o direito de ação com o direito material. 2. O preceito mencionado traça os limites da jurisdição dos tribunais brasileiros no espaço. para tanto.89). sendo que entre nós merece destacar a figura de Teixeira de Freitas.De acordo com o art.1 O conceito de Ação Direito Subjetivo Público. Além disso.competência concorrente: diz respeito a um conjunto de causas cuja a competência caberá tanto à justiça brasileira quanto à estrangeira ( CPC art.2 Natureza jurídica ao Direito de Ação Teorias: 1° . Também o CPC consagra regras a respeito ao apontar soluções para a competência internacional ( CPC art. 2) O DIREITO DE AÇÃO 2. terá de verificar se a causa é da competência da justiça brasileira e.Teoria Civilista Origem: Direito Romano Em Roma Celsus e Ulpianus conceituavam a Ação como o Direito de pedir o que é nosso e nos é devido ( Direito Material ). 1. Obs. ou seja.16 O Notariado e a Jurisdição Voluntária A função do Notário é de administração pública de interesses privados o que se assemelha a uma atividade de jurisdição voluntária.

Síntese da teoria abstrata. Levando-se em conta essa característica de abstração poderemos concluir que ninguém pode julgar o abstrato.Teoria Abstrata do Direito de Ação a) A concepção de Ploz e Dugenkolb : Em sendo abstrato o Direito de Ação é também autônomo. Com efeito. A partir daí chegou-se à conclusão de que en sendo abstrato o Direito de Ação é também incondicionado. 2.75 do CC). Por essa razão qualquer ação é procedente e por essa razão o juiz não julga a ação . daí se dizer que o juiz julga o pedido e não a ação. O Direito de Ação é autônomo e abstrato. Ao criar essas teorias observou Wach que o Direito de Ação para existir dependia apenas da existência de regras concretas de natureza exclusivamente processual e totalmente separadas do Direito Material. quer dizer. os civilistas não conseguem explicar a ação que formalmente existiu a partir da citação que foi transformada em processo que. analisando as noções de abstração e inconstitucionalidade alguns chegaram a concluir que todo mundo pode propor ação. c) A concepção atual: Buscou amenizar a concepção de Rocco. isto porque a incondicionalidade é um atributo ou uma qualidade da abstração. porque a ação para existir independe da existência do Direito Material. 3° . chegando-se então à conclusão de qualquer ação é procedente. Além disso. na qual o que se pede é para o juiz declarar por sentença que não existe o direito. 2° . já que Büllow vincula conceito de ação ao conteúdo da sentença. a teoria civilista entende que o Direito de Ação e o Direito Material representam uma só e mesma coisa. b) A concepção de Rocco: Se o Direito de Ação é incondicionado todo mundo pode propor a ação. Essa situação se configura por não terem os civilistas percebido que o juiz não julga a ação mas sim o pedido.4°.O Direito de Ação é abstrato. mas sim o pedido e este é que será procedente ou improcedente. 16 .Teoria do Direito Concreto a Tutela Jurídica: Inicialmente dizia Büllow ser o Direito de Ação o direito a uma sentença justa. Por essa razão. o civilista não consegue explicar a Ação Declaratória Negativa (CPC art. Crítica: Wach não percebeu que além de autônomo o Direito de Ação é também abstrato. Nesta situação é por demais evidente que apesar da inexistência do Direito Material existiu o Direito de Ação. Em resumo. ao Direito Material. 1. Mais tarde. Wach ao criar as suas teses de Direito Processual elaborou a teoria das condições da ação e a teoria dos pressupostos processuais. não estando subordinado nada.A primeira premissa mostrou-se válida tendo sido inclusive adotada no Código Civil Brasileiro ( art. mas terá de ser legitimamente exercido surgindo então a teoria das “condições “ ( requisitos ) da ação. Entretanto a Segunda premissa mostrou-se inválida e acabou por prejudicar toda concepção civilista. ao final foi julgado extinto por entender o juiz que não existia o alegado direito material.O Direito de Ação é autônomo em relação ao Direito Material. isto porque o que é procedente ou improcedente é o pedido. significando dizer que qualquer ação é procedente. independe da existência do Direito Material. A partir daí constatou Wach que o Direito de Ação para existir. Assim sendo a principal contribuição de Wach foi a de proclamar a autonomia do Direito de Ação em relação ao Direito Material.I). A análise desse conceito nos mostra que continua preponderante a concepção civilista de Direito de Ação.

para Chiovenda é o adversário ( A propõe ação contra B). para Chiovenda o Direito de Ação é Direito Potestativo.VI Art.Em razão da incondicionalidade a expressão condições da ação é imprópria ou inadequada. demonstra por si só a influência da concepção abstrata do Direito de Ação. aonde o inciso VI do art. Assim é melhor se dizer requisitos para o exercício do Direito de Ação. 2° .Em sendo abstrato o Direito de Ação é também incondicionado. 4° . Entretanto.IV).267 do CPC. Obs. do princípio do juiz natural ou do juiz constitucional. Crítica: O Direito de Ação não é puramente potestativo. vale dizer. porque a incondicionalidade é atributo ou qualidade da abstração. a dos Direitos Postetativos.301 A expressão do caput do art. Regra geral: A ausência de pressuposto processual provocará a extinção do processo sem julgamento do mérito (CPC art. A Teoria Abstrata da Ação no CPC Art. 3° . Ao lado dos Direitos Obrigacionais e dos Direitos Reais.267 do CPC refere-se às condições da ação deveria se ler e entender requisitos da ação. Dentro desse roteiro.267. 4.Tem de haver uma demanda 17 .267.: Esse pressuposto é uma decorrência do princípio da investidura.301 do CPC o legislador processual amenizou ao se utilizar da expressão “carência de ação “. mas dela discorda no tocante ao destinatário da ação. Os Pressupostos Processuais de existência 1° . É que enquanto para a doutrina alemã o destinatário da ação é o Estado. Para ele o Direito Potestativo é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação da vontade do seu titular. Assim.Tem de haver um órgão investido de função jurisdicional. Classificação: Pressupostos processuais de existência e pressupostos processuais de validade.Teoria Postativa do Direito de Ação Chiovenda concorda com a doutrina alemã no que diz respeito à autonomia e à abstração do Direito de Ação. Chiovenda criou uma terceira categoria.Tem de haver pelo menos duas partes ( princípio da dualidade). a pesar da grande influência da teoria abstrata não se pode dizer que o CPC a adotou porque no inciso X do art.3. porque o seu exercício além da vontade de seu titular depende da existência de regras concretas e ditadas pelo Estado e que são impropriamente denominadas condição da ação. segundo a qual “extingue-se o processo sem julgamento do mérito”. 25/08/98 Os Pressupostos Processuais Conceito: São os requisitos necessários para a existência e para a validade do processo.

A incompatibilidade do juiz para a causa poderá ser absoluta ou relativa.Competência do juízo. 18 .IV do CPC. A capacidade de fato é a possibilidade de se exercer a capacidade do direito. se a parte não excepcionar para afastá-lo da causa. A incompatibilidade absoluta retrata os casos de impedimento do juiz (art. o assistente decide em colaboração com o relativamente incapaz.134 do CPC). do CPC. os atos por ele praticados serão inválidos. Merece ressaltar que por se tratar de incompatibilidade absoluta. porque a lei impõe restrições ao exercício da capacidade de direito. que se divide em incapacidade absoluta e incapacidade relativa.Capacidade processual ( das partes ). A diferença fundamental entre elas é que enquanto o representante decide em lugar do absolutamente incapaz. se o juiz for inicialmente relativamente incompetente ele não aplicará a norma do art. do CPC para extinguir o processo sem julgamento do mérito. que se todo mundo tem a capacidade de direito. É de se observar que além de competente o juiz também tem de ser compatível para a causa.135 do CPC).Originalidade da demanda.267. A Capacidade Processual (das partes) Art. o juiz tem o dever de declinar da competência e remeter os autos para o juiz competente. a citação ordenada por juiz impedido é citação nula. em sendo o juiz absolutamente incompetente. significando ausência do litispendência (existência simultânea. Merece observar que o representante não é parte já que esta é o representado. Considerações básicas: No plano da competência não se aplica a regra geral do art.267. IV.Citação válida. perante um só juiz) e da coisa julgada. Assim. Daí se entender que a compatibilidade é também pressuposto processual de validade. 2° . Assim.4° do Código Civil). os atos por ele praticados serão válidos. De outro lado.Pressupostos Processuais de Validade 1° . somente terá capacidade processual. o juiz suspeito não está proibido de praticar atos processuais. O certo é que mesmo que a parte não excepcione para afastar o juiz impedido da causa. enquanto a incompatibilidade relativa retrata os casos de suspeição do juiz ( art. Assim sendo. enquanto a Segunda será suprida pela assistência (Art. nem todo mundo tem a capacidade de fato. significando dizer que os atos por ele praticados são válidos. isto porque se o réu não excepcionar haverá a prorrogação da competência passando o juiz a ser competente. Merece assinalar que como nem todos têm a capacidade de fato. 4° . o juiz impedido está proibido de praticar ato processual e o ato por ele praticado será inválido (art. sendo que a primeira será suprida pela representação. vale dizer. A capacidade de direito é inerente a qualquer pessoa.485. Essa capacidade de direito inicia-se com o surgimento da personalidade que começa a partir do nascimento com vida (Art. como por exemplo a consumação da prescrição. Assim. CPC).II. a sentença de mérito proferida por juiz impedido ao transitar em julgado passará a ser rescindível (art. Da mesma maneira. isto é. 3° . por exemplo. por se tratar de incompatibilidade relativa do juiz para a causa. em lugar de aplicar a norma do art.267.8° do CPC). Acontece. aquele que se achar no exercício dos seus direitos. surge a questão da incapacidade. IV. Cabe observar que para grande parte da doutrina a citação ordenada por juiz impedido poderá valer tão somente para impedir o perecimento do direito.7° do CPC Capacidade de direito é a aptidão inerente a qualquer pessoa para ser titular de direitos e de obrigações. aquele que tiver capacidade de fato. porém. capacidade para ser parte ou capacidade para estar em juízo.134 do CPC).

: No processo de execução o devedor não é citado para se defender. 19 . IV do CPC. porque é através dela que se forma o processo e daí se dizer que antes da citação não existe processo. Obs. se a pesar dessa inadequação formal alcançar a sua finalidade sem causar prejuízo a qualquer das partes.214 do CPC).213 do CPC : “ Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender “ Trata-se de conceituação imperfeita por Ter vinculado a noção de citação a um ato de convocação para defesa. c)-ela é ato constitutivo. Nulidade Processual Regra básica: O ato processual realizado de forma inadequada.214. d)-princípio da ausência do prejuízo. isto porque nem sempre é a citação ato de convocação para a resposta. o juiz não extinguirá o processo sem julgamento do mérito na forma prevista no Art. b)-princípio da finalidade. Obs. Ex. A Natureza Jurídica da Citação Neste plano ela envolve três aspectos: a)-ela é ato do juiz. sendo apenas “ad probationem” (para prova. será válido. parágrafo 1°. Conceito de Citação É o ato através do qual no processo de conhecimento se chama o réu a juízo para se defender e no processo de execução o devedor para cumprir a prestação.: A forma do ato processual não é “ ad solemnitatem “(diz-se do ato ou negócio jurídico dependente de solenidade especial para valer). mas apenas a ação ( Art.13 desse diploma legal.: Comparecimento expontâneo do réu supre a falta de citação (Art. quer dizer que ela existe apenas para facilitar a prova de que o ato se realizaou. de fazer ou de não fazer ).267.CPC). Essa regra foi construída com aplicação dos seguintes princípios: a)-princípio da instrumentalidade do ato. c)-princípio da economia processual.247 do CPC). Exceções à regra geral: citação e intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das formalidades e dos preceitos legais ( Art.É conveniente assinalar que em havendo incapacidade processual ou irregularidade na representação. enquanto no processo cautelar se chama o requerendo para impugnar e no procedimento de jurisdição voluntária se chama o interessado para acompanhar a atividade administrativa a ser desenvolvida pelo Estado. A Citação Válida Art. b)-ela é ato escrito. porque ele está obrigado a aplicar as regras do Art. às provas). mas para cumprir a prestação ( de dar.

O réu permanece revel . significando dizer que se o edital for publicado com ausência de qualquer daqueles requisitos. Elementos da ação São aqueles elementos que servem para individualizar as causas e as pretensões Classificação dos elementos da ação 1 – elemento subjetivo: as partes Parte é aquele que pede e em face de quem se pede a prestação jurisdicional.741. o princípio da preponderância absoluta da forma. mas contém uma irregularidade formal que a torna nula. Nesta hipótese persistirá a nulidade que poderá ser pronunciada de ofício pelo juiz.247 do CPC. Nessa direção a lei aponta os requisitos que devem aparecer no mandado de citação ( art.225 do CPC). se o juiz rejeitar a argüição de nulidade. parágrafo 2° CPC).584.301 do CPC). isto é.O réu comparece e contesta. Citação Nula e Citação Inexistente Enquanto a citação inexistente não existe. As partes são o sujeito do contraditório instaurado perante o juiz e daí se dizer que as partes e o juiz são os sujeitos principais do processo.232 do CPC. por força do disposto no Art. significando por tanto falta de citação . se realizar com ausência de qualquer daqueles requisitos. Da mesma maneira.232 do CPC).elemento objetivo: é o pedido. do CPC). I do CPC). O pedido é aquilo que se pede. significa que a citação foi considerada válida e neste caso terá produzido todos os seus efeitos. Nesta hipótese ficará prejudicada a argüição de nulidade que não mais poderá ser suscitada em nenhuma instância ou tribunal ( Art. É a conjunção da pretensão inserida na petição inicial. 3°. 2°. o prazo para resposta começará acorrer da data em que o réu ou seu advogado for intimado da decisão ( Art.I. 20 . Nesta hipótese se o juiz acolher a argüição de nulidade e decretá-la. Hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula: 1°. 2. esta ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial ( Art. se o juiz não perceber a nulidade e proferir sentença condenatória. Agora. ela será uma citação nula por força do disposto no Art.O réu comparece e somente argüi a nulidade. 3– elemento causal: é a causa petendi( fato causador) ou causa de pedir. 31/08/98 não houve aula 01/09/98 A originalidade da demanda como pressuposto processual de validade Significa ausência de litispendêcia ( de duas ações idênticas na causa ) e ausência de coisa julgada. a citação nula existe. no âmbito da citação e da intimação o legislador adotou o critério do rigorismo formal. a citação por edital será nula. significando dizer que se a citação foi mandado.Assim sendo.Promovida a execução o réu já agora transformado em devedor poderá através dos embargos à execução rediscutir tanto a nulidade como a falta de citação (Art. a lei aponta os requisitos do edital de citação ( Art.214. Agora.

301.3°. Obs. inciso III).Possibilidade jurídica do pedido ( Art. tanto a litispendência como a coisa julgada deverão ser argüidas na primeira oportunidade que o réu se manifestar nos autos. A Legitimácia “ ad causam “ 21 .301. Esse fenômeno de igualdade entre duas ou mais ações provocará a litispendência ou a coisa julgada ( Art. Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada (Art.Possibilidade jurídica do pedido. Art. V do CPC). de ofício o processo sem julgamento do mérito. mas nessa hipótese o réu responderá pelas penalidades de retardamento ( parte final do parágrafo 3° do art.: A causa de pedir será sempre o fato causador da ação. a carência da ação. na forma autorizada no art. combinado com art.X do CPC). 267 do CPC). Art. 2– Conceito: São requisitos que devem estar presentes para possibilitar o legítimo exercício do direito de ação.267. 267 VI e Art. parágrafo 3° do CPC). combinado com seu parágrafo único.3°. B .V do CPC.II do CPC). Classificação: 1.Legitimácio ( Art.301. do CPC).301. Art. As Condições da Ação no CPC A . extinguindo dessa maneira o processo ( Art. Assim sendo. 2. a fim de provocar a extinção do processo sem julgamento do mérito. V. o direito de ação é também incondicionado. Merece salientar que a carência de ação deverá ser argüida pelo réu na preliminar da contestação ( Art. Chama-se litispendência a repetição de uma ação ainda em curso ( Art.267. parágrafo 3° do CPC). Duas ou mais ações serão idênticas quando têm as mesmas partes. São requisitos que devem estar presentes para possibilitar a decisão de mérito.Legitimácio “ad causam “ (qualidade de agir). em preliminar a extinção do processo sem julgamento do mérito.Interesse processual.301.267.267. 2.267.301.: A ausência de condição da ação identifica o que alguns chamam de carência da ação.Interesse processual ( Art.301. requerendo portanto. isto é.295.VI. parágrafo 3° e Art. parágrafo 2° do CPC). na preliminar da contestação ( Art. 267. o réu ao contestar deverá argüir em preliminar ou a litispendência ou a coisa julgada.5 – As Condições da Ação 1 – Crítica: A expressão é imprópria ou inadequada porque em sendo abstrato. 295.III do CPC). Em sendo causas impeditivas à decisão do mérito. parágrafo 1° do CPC). porque o juiz antes de proferida a sentença de mérito está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de qualquer das condições da ação. VI e Art. 3. o que vai autorizar a extinção do processo sem julgamento do mérito. A litispendência e a coisa julgada ( coisa julgada material) são causas impeditivas à decisão de mérito e nesse sentido são causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( Art. Por essa razão é melhor de dizer requisitos para o exercício do direito de ação. se for o caso. parágrafo 4° ). Regra geral: A ausência de qualquer das condições da ação provocará a extinção do processo sem julgamento do mérito ( Art. V. isto é. mas é de se notar que se o réu ao contestar não argüir a carência da ação não haverá preclusão. Encerrada um ação ou um processo através de sentença de mérito transitada em julgado formada estará a coisa julgda material e essa ação não mais poderá ser repetida porque o juiz não pode julgar duas vezes a mesma lide ( Art.Obs.I.295. portanto. o mesmo pedido e mesma causa de pedir.301. VI do CPC). VI. C .VI e Art.267.301. parágrafo 4° do CPC). mas nessa hipótese o réu responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC. mas se não o fizer não haverá preclusão. parágrafo 3° combinado com Art. extinguindo. porque antes de proferida a sentença de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a litispendência ou a coisa julgada.

284 e seu parágrafo único).941. por oportuno e importante. c).301.934 do CPC nos mostra que tanto o proprietário como o mero possuidor têm legitimácio ativa para a Ação de Nunciação de Obra Nova. Além das regras indicativas do CPC. também.: Natureza jurídica da Ação de Nunciação de Obra Nova: em sendo ajuizada pelo proprietário será ela uma Ação Petitória e em sendo ajuizada pelo mero possuidor. É de se levar em conta que há de se ter legitimácio para se provocar a jurisdição ( legitimácio ativa ).934. na extinção do processo sem julgamento do mérito (CPC art.no art. a Ação Possessória é aquela que busca a defesa da posse.926. será ela uma Ação Possessória. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir direito material alheio.267.946 A Legítima Ativa sempre que o legislador processual deseja indicar a legitimácia ativa ele se utiliza de forma expressa ou implícita dos seguintes núcleos verbais: compete.X). 08/09/98 A Legítima Ativa Art.II). Cumpre observar. na carência do direito de ação (CPC art. Assim sendo. a legitimácio ativa também será sinalizada pela relação material e também o titular do direito de ação. Entretanto. sob pena de indeferimento da inicial ( CPC art.o art. Ação Petitória é aquela que busca a defesa da propriedade e por essa razão para ela. tudo de conformidade com o disposto no Art. 926 do CPC os núcleos verbais aparecem aplicados de forma implícita.946.941do CPC nos mostra que somente o possuidor tem legitimácia para a propositura da Ação de Usucapião.I do CPC nos mostra que somente quem for proprietário tem legitimácio ativa para a propositura da Ação Demarcatória. Aqui. também. Exemplos: a).6°). Consideração básica: O juiz está autorizado a indeferir a petição inicial quando a parte for manifestamente ilegítima ( CPC art. d). A sua ausência importará. que a legitimácio extraordinária só poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. cabe.: O gestor de negócios que vai a juízo para garantir o interesse substancial do gerido. devendo antes. Legitimácio extraordinária – é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. A Legitimácia Passiva A sua ausência importará. significando dizer que somente o possuidor tem legitimácio ativa para a Ação Possessória. intimar o autor concedendo-lhe um prazo de 10 dias para fazer a prova da legitimácio.295. Ex. significando dizer que nas Ações Petitórias a inicial terá obrigatoriamente de ser instruída com o registro de imóveis. salvo nos casos de legitimácio extraordinária. ele não deve indeferí-la de plano.É o requisito subjetivo da ação.o art. b). Obs. bem como há de se ter legitimácio para a contradita ( legitimácio passiva).o art. De outro lado. É a pertinência subjetiva da ação significando a existência de uma pretensão subjetivamente razoável. 3° do CPC. o juiz está autorizado a indeferir a inicial quando for manifesta a ausência dessa 22 . também. é como se o aludido dispositivo legal estivesse dispondo: cabe ou compete ao possuidor a Ação de Reintegração da Posse. somente o proprietário terá legitimácio ativa.VI).

ao contestar deverá o réu argüir a preliminar de carência da ação.VI combinado com o art. no plano do direito das obrigações. do devedor. em conseqüência. 23 .legitimácio passiva. a fiança tem meios protetivos. vale dizer. que a responsabilidade do fiador é secundária.X) que deverá ser argüida pelo réu na primeira oportunidade que falar nos autos. normalmente uma Ação de Cobrança ajuizada pelo credor em face do fiador. na preliminar da contestação. primordialmente oponível ao devedor e secundariamente ao fiador. teremos de levar em conta o objeto da obrigação.O chamamento ao processo . (CPC art. Assim. sem o sujeito ativo e sem o sujeito passivo.301. Em sendo assim. de fazer ou de não fazer. Dentro desse alinhamento. daquele que terá a legitimácio passiva para responder a ação. se o juiz julgar procedente o pedido da Ação de Cobrança. Assim sendo. mas também será título executivo judicial do fiador (chamante). não haverá preclusão. isto é. seja a ativa. Nessa direção. Assim. podemos dizer que a Ação Obrigacional é. Essa sentença condenatória ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito com apoio no art. O sujeito ativo é o credor enquanto o passivo é o devedor. se o réu contestar sem a referida preliminar. Trata-se da antecipação da Ação Regressiva de Perdas e Danos. se entende que na Ação Obrigacional a legitimácio passiva principal será do devedor. vale dizer. 295. isto é. Devedor é sempre aquele que está obrigado a cumprir o dever jurídico. somente a análise da relação material poderá nos indicar aquele que tem legitimácio passiva para a ação.: É conveniente recordar que normas dispositivas ou permissivas são aquelas que regulamentam primordialmente o interesse privado e por essa razão podem contratualmente ser afastadas pela vontade das partes.III ). Em sendo citado para responder a Ação de Cobrança que lhe é ajuizada pelo credor.284 e seu parágrafo único. a ausência da legitimácia. mas por causa do direito de regresso e do chamamento ao processo. o meio protetivo da fiança é o chamamento ao processo (CPC art. isto é. não se pode imaginar uma relação material sem titulares. de fazer ou de não fazer. São eles: a). porque a responsabilidade patrimonial principal é do devedor. requerendo a citação do chamado. em relação ao devedor ( chamado). seja a passiva importará em causa impeditiva a decisão de mérito. Os meios protetivos do fiador Por se tratar de responsabilidade secundária. A verificação do devedor. quer dizer. do CPC. Chamamento ao processo tem uma natureza mista. a prestação de dar. Obs. o fiador será excluído da relação processual executória.77. a legitimácio passiva na Ação Obrigcional será sempre daquele que tiver de cumprir a prestação de dar. porque é ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provodaca de intervenção de terceiros e é também uma ação. 301. e do seu respectivo conteúdo ou objeto.X. b)-o benefício de ordem . Agora. Ela é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal ( Ação de Cobrança). mas antes terá de intimar o autor na forma do art. estes serão judicialmente avaliados e se o laudo de avaliação mostrar que os bens do devedor são suficientes para a satisfação do crédito. Em sendo assim. na mesma sentença condenará o chamado ( o devedor ) a ressarcir o chamante ( o fiador ). É de se observar. Em verdade. Assim. Assim. condenará o fiador a pagar ao credor. mas nesse caso o réu que não argüiu a preliminar responderá pela penalidades de retardamento ( CPC art.I ). A legitimácio passiva tal como a ativa tem de estar presente para permitir a decisão de mérito. o fiador contesta e no próprio corpo da contestação articulará o chamamento ao processo.é o meio protetivo do fiador na Ação de Execução. uma vez feita a penhora sobre os bens do devedor. dependerá sempre da natureza jurídica do direito material. Ao final. em sendo citado na execução pecuniária poderá o fiador requerer o benefício de ordem para que a penhora incida em primeiro lugar sobre os bens do devedor e somente se estes forem insuficientes para garantir a satisfação do crédito é que ela poderá incidir sobre os bens do fiador.267.267. enquanto a secundária será do fiador. extinguindo de ofício o processo sem julgamento do mérito.II). porque o juiz antes de proferida a sentença de mérito.na Ação de Conhecimento. sinalizadora da carência de ação (CPC art. a prestação e daí se dizer que a Ação Obrigacional é aquela que busca o cumprimento da prestação e. é necessário lembrar que a relação material é sempre uma relação entre pessoas qualificadas pela norma jurídica. está autorizado a pronunciar de ofício a ausência da legitimácia ativa ou passiva. porque será título executivo judicial do credor em relação ao fiador.

A legitimácio passiva do direito real é de toda a sociedade. 11. Ela é a modalidade de legitimácio preferida pelo legislador e daí ser aquela que mais aparece na ação e no processo. o fiador poderá se proteger promovendo o chamamento ao processo. É conveniente não esquecer que a legitimácio extraordinária somente poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. do titular do domínio . O objeto do direito real é a coisa. somente em situações excepcionais o legislador processual admite a legitimácio extraordinária.Neste particular. Legitimácio ordinária e a extraordinária Legitimácio ordinária – é aquela na qual o titular do direito de ação é também o titular do direito material. A legitimácio ativa no direito real é sempre do titular da coisa. Em resumo: No momento em que se constitui o direito real. -34O dever jurídico no direito real é a abstenção ( obrigação de não fazer) porque todo mundo está obrigado a se abster diante do direito real. Levando-se em conta que a Ação Real persegue a coisa. enquanto no plano da execução pecuniária fiador se protegerá por intermédio do benefício de ordem. razão pela qual no plano contratual o fiador poderá renunciar ao benefício de ordem. Exemplos: 24 . ou passivo. porque passa a ser aquele que for encontrado com a coisa. Resumindo: A Ação Obrigacional é também oponível primordialmente ao devedor e secundariamente ao fiador. legitimácio extraordinária e a legitimácio concorrente. vale dizer. passará a ser solidária e portanto equiparável à responsabilidade principal. Nessas condições. Enquanto a Ação Obrigacional busca o cumprimento da prestação. No plano da Ação de Conhecimento. Ela é simbolizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo para garantir o seu próprio direito material. a legitimácio passiva para respondê-la será sempre daquele que foi encontrado com a coisa.6° ). o sujeito passivo é indeterminado porque é toda a sociedade. mas nesse caso a sua responsabilidade. a Ação Real é aquela que busca a coisa. já que é toda a sociedade.09/98 A Legitimácio extraordinária É aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. que era secundária. a legitimácio admite a seguinte classificação: legitimácio ordinária. A classificação da legitimácio Além do posicionamento ativo. mas no momento da Ação Real o sujeito passivo se determina. significando dizer que no momento constitutivo do direito real. as normas que no Código Civil disciplinam a fiança são dispositivas. razão pela qual é também conhecida como legitimácio usual. A legitimácio passiva na Ação Real Direito real é uma relação material que se estabelece entre o titular da coisa e toda a sociedade. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juizo em nome próprio para preservar direito material alheio. o seu sujeito passivo é indeterminado. Conclusão: A legimácio passiva dependerá para a sua identificação não somente da natureza jurídica da relação material como também do seu objeto.

Enquanto o representante defende em juízo um direito de outrem em nome de outrem ( ou seja: um direito do representado em nome do representado ). Em resumo: a). e sim em nome próprio. o gestor de negócios que vai a juízo para garantir o interesse substancial do gerido. O substituto processual é parte ( parte formal ) uma pessoa distinta do titular do direito material ( substituído ). embargos de terceiro interpostos por possuidor direto ( CPC 1050. Obs. ao contrário do que se dá na substituição processual. Finalmente. embora em nome próprio. muito se discute se ao propor a Ação Civil Pública o MP estará atuando com legitimácio ordinária ou com legitimácio extraordinária. mesmo porque o substituto atua como se fosse o próprio substituído. Assim sendo. passa a atuar em nome próprio. por exemplo.O marido que vai a juízo para a defesa do bem dota. o que não acontece com o substituído já que nesta hipótese a parte é o substituto. vale dizer. por um interessse que lhe é próprio. o titular do direito material. isto é. Assim. Na sucessão. parte formal é todo aquele que atua com legitimácio extraordinária. na qual o substituto sempre atua na defesa do direito de outrem.Parte Formal é o substituto processual. o substituto processual defende em juízo um direito de outrem em nome próprio ( ou seja: um direito do substituído em nome do substituto).41 e seguintes ) Aquele que sucede a outrem na demanda. substituindo o titular do direito material. A coisa julgada material e o substituto Merece observar que a decisão proferida na causa do substituto produz os efeitos da coisa julgada material para o substituído. ao contrário do que sucede com o representante não atua em nome de outrem. cabe não esquecer que a principal conseqüência da legitimácio extraordinária é a figura do substituto processual. Fica bastante claro que a coisa julgada tem também eficácia para o substituto processual. enquanto que o substituto processual está em juízo em nome próprio para defender direito de outrem. se discute se ele deixou de ser fiscal da lei e se transformou em parte e nesta hipótese se ele passou a atuar com legitimácio ordinário ou com legitimácio extraordinário. quer dizer. já que é ele o titular do direito material.: Em certas ações a controvérsia em torno da legitimácio extraordinária é bastante nítida. Na representação o representado é parte. A Legitimácio Concorrente 25 . O substituto processual. Parte Material: é o titular do direito material que não aparece nem na ação e nem no processo porque em seu lugar está atuando a parte formal. isto porque a sentença de mérito provocada pelo substituto processual dirige-se diretamente ao substituído. aquele que atua com legitimácio extraordinária. Substituição processual e sucessão processual ( substituição das partes – CPC art. b). Substituto processual e a representação Na substituição processual é parte ( parte formal ) uma pessoa distinta do titular do direito material ( substituído ).Parte Material é o substituído. o sucessor comparece como sujeito da relação jurídica de que se tornou titular. Parte Formal e Parte Material Parte Formal: é aquela que aparece na ação e no processo atuando em lugar do titular do direito material. Também na Ação Popular quando o autor autor abandona e o MP assume a responsabilidade de prosseguir com a ação. § 2° ).

mas ele responderá pelas penalidades do retardamento ( CPC 267. De outro lado. Por sua vez. significando dizer que basta um deles ajuizar a ação e ela estará bem proposta. da mesma maneira se o 26 . significando dizer que somente o possuidor terá legitimácio para a sua propositura e daí se dizer que o juízo possessório é o juízo da prova da posse. a legitimácio dos acionistas de uma S/ª Obs.: A Legitimácio Concorrente poderá também ser uma decorrência da própria lei (ver Constituição Federal.: A Ação Petitória é uma ação para a defesa da propriedade e por essa razão somente o proprietário tem legitimácio para a sua propositura e daí se dizer que o juízo petitório é o juízo da prova da propriedade. vale dizer. Exemplo: A legitimácio dos condôminos.103 e lei 7. É importante destacar que o conceito de Legitimácio ‘ad causam “se caracteriza pelo especialidade e por essa razão vai variar de ação para ação. O interesse processual resulta da conjugação de dois elementos objetivos. O conceito de interesse processual é também específico. Esse impasse foi resolvido com a criação das figuras do representante para suprir a incapacidade absoluta e do assistente em relação à capacidade relativa. quer no condomínio especial. a Legitimácio “ad processum “é pressuposto processual de validade. a legitimácio dos com-possuídores na composse. art. o proprietário não possuidor. podendo se ter legitimácio para uma ação e não tê-la para outra.347/85 art. tem legitimácio para a Ação Petitória e não a tem para a Ação Possessória. 2° parte). § 4° ). é a pertinência objetiva da ação significando a existência de uma pretensão objetivamente razoável. Obs. A preliminar da ausência de legitimácio deve ser argüida pelo réu na preliminar da contestação ( CPC 301. O interesse processual É o requisito objetivo da ação. A principal conseqüência da Legitimácio Concorrente é o Litisconsórcio Facultativo Unitário. significando dizer que poderá haver interesse processual para uma ação e não se ter interesse para outra.É aquela que aparece quando há uma pluralidade de titulares do direito de ação sem que a lei exija a participação de todos eles na relação processual. mas poderá haver interesse processual para a Ação de Cobrança de alugueres atrasados.X ).VI ). Ação Possessória é aquela que busca a defesa da posse. o juiz está autorizado a indeferir a petição inicial ( CPC 295. já que diz respeito à capacidade processual. a saber: a necessidade e a utilidade. quer no condomínio geral. 301. variando de ação para ação. identificadora da carência de ação ( CPC 301. Exemplos: O mero possuidor tem legitimácio para a Ação Possessória e não a tem para a Ação Petitória. III. É ainda conveniente não esquecer que antes de proferida a decisão de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de legitimácio para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC art.5°) Legitimácio “ad causam “e Legitimácio “ad processum “ Enquanto a Legitimácio “ad causam” é o requisito subjetivo da ação. 1° parte e art.X ) e determinadora da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. II ). Ausência de Legitimácio Ativa ou Passiva É causa impeditiva à decisão de mérito. o conceito de legitimácio “ad processum “é genérico e invariável porque quem não tem capacidade para ser parte em um processo não a terá para qualquer outro processo. É de se relembrar que quando a parte for manifestante ilegítima. mas se não o fizer não haverá preclusão.267. § 3°. Se o locatário deixou o imóvel não mais haverá nem necessidade e nem utilidade para a Ação de Despejo.267.

III ). combinado com art.267.I ). extinguindo dessa maneira o processo sem julgamento do mérito ( CPC art. VI ). mas poderá haver para a Ação Indenizatória de Perdas e Danos.§ 3°. A condição especial de procedibilidade ( condição específica de procedibilidade ) Algumas ações além das condições genéricas exigem algo mais. 14/09/98 Interesse processual e interesse substancial Enquanto o interesse substancial é o interesse principal porque diz respeito a pretensão e confunde-se com o direito material.485. Caput ). Aqui também o réu terá de argüir essa impossibilidade jurídica na primeira oportunidade que se manifestar nos autos. mas ele responderá pelas penalidades do retardamento (CPC. Quando for manifesto que o autor é carecedor de interesse processual. § 3°. 1° parte ). A ausência de interesse processual sinaliza a carência de ação ( CPC 301. combinado com o seu parágrafo único. mas se não o fizer não haverá preclusão. o interesse processual é interesse secundário por ser exclusivamente instrumental. mas se não o fizer não haverá preclusão. § 3°. I.301. § 4° ). autorizando a extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC 267. X ). vale dizer se propagam genericamente para todas as ações e daí se dizer que esses requisitos são as condições genéricas da ação. porque com exceção do fato concernente à autenticidade ou falsidade do documento ( CPC art. porque o nosso ordenamento jurídico somente prevê a Ação Rescisória para a coisa julgada material ( CPC art.267.4. exigem um plus especial que é a condição especial ou específica de procedibilidade.VI) isto porque a impossibilidade jurídica do pedido é causa impeditiva à decisão do mérito. Esse indeferimento da inicial corresponde à extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art.invasor já abandonou o imóvel não haverá nem necessidade nem interesse para a Ação de Reintegração de Posse. 2° parte ). As condições genéricas da ação A Legitimácio. 295.267. o juiz está autorizado a indeferir a petição inicial ( CPC aart. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento (CPC art. 2° parte ). A possibilidade jurídica do pedido Significa que o pedido tem de estar previsto em nosso ordenamento jurídico. § 3°. O réu deverá argüir na preliminar da contestação a ausência de interesse processual. a ausência de qualquer das condições genéricas da ação importará na extinção do processo sem julgamento do mérito. o pedido é juridicamente impossível.267. A impossibilidade jurídica do pedido autoriza o indeferimento da inicial por inepta (CPC art. Aqui também o juiz antes de proferir a decisão de mérito está autorizado a pronunciar de ofício a impossibilidade jurídica do pedido. 27 .267.295.267. o Interesse Processual e a Possibilidade Jurídica do Pedido são exigidas para qualquer tipo de ação. Regra: A ausência da condição especial de procedibilidade provocará a extinção da ação ou do processo sem julgamento do mérito. A impossibilidade jurídica do pedido é causa determinadora da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. art. III ). art. Antes de proferida a decisão de mérito poderá o juiz de ofício pronunciar a falta de interesse processual e extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC. na Ação Meramente Declaratória de fato.II ) o nosso ordenamento jurídico só prevê a Ação Declaratória incidindo sobre o direito. Exemplos: Na Ação Rescisória de coisa julgada formal o pedido é juridicamente impossível. Assim sendo.

2). ausência de qualquer pressuposto processual. também a tempestividade funciona como condição especial de procedibilidade. É o que acontece por exemplo com o prazo de 120 dias para impetração do Mandado de Segurança. Uma vez encerrada essa etapa de análise material. exige a notificação prévia do último. coisa julgada (material). exige o prévio oferecimento de fiança idônea. Vencidas essas etapas. 28 . No relatório se fará uma síntese histórica da causa. mas via de regra as causas impeditivas à decisão de mérito serão analisadas e decididas no momento da sentença. Obs. ausência de condição especial de procedibilidade.: No procedimento comum ordinário as preliminares concernentes às causas impeditivas à decisão de mérito terão de ser obrigatoriamente decididas pelo juiz no saneador. para em seguida verificar se o enunciado da questão mostra a presença de tais requisitos. Causas impeditivas à decisão de mérito: litispendência.Exemplos: 1). sendo este o momento para se analisar a matéria de direito material. uma fundamentação e uma parte conclusiva ou dispositiva.Em certos casos. o MP chegará a parte conclusiva ou dispositiva na qual opinará pela procedência ou pela improcedência do pedido. para a interposição dos embargos do devedor. a segurança do juízo é o depósito. também.Se o Contrato de Comodato é por prazo indeterminado. a Ação de Reintegração de Posse ajuizada pelo comodante em face do comodatário exige a notificação prévia do último. a fundamentação terá que se adentrar pela questão de mérito. ou então com o prazo de 10 dias contados da juntada aos autos do Mandado de Intimação de Penhora. Assim sendo. se for o caso a condição especial de procedibilidade. Na fundamentação terá o MP de examinar se há elementos para que se profira uma decisão de mérito. Finalmente. 2. a fim de constituí-lo em mora. deverá apresentar teoricamente esses requisitos que permitem a decisão de mérito.: a). na parte conclusiva opinará. de regra. terá de examinar em primeiro lugar os pressupostos processuais. ausência de qualquer das condições genéricas da ação. b).A Ação de Renovação de Locação Comercial ajuizada pelo locatário em face do locador. pela procedência ou pela improcedência do pedido. Obs. Nesta fase. ajuizada pelo promitente vendedor em face do promitente comprador.A Ação de Rescisão de Promessa de Compra e Venda Imobiliária.6 Os Elementos da Ação Conceito: São aqueles elementos que servem para individualizar as causas e as pretensões. Técnicas do parecer em concurso do MP O parecer tem de ter um relatório. ao despachar a petição inicial o juiz já está exercendo atividade saneadora. tudo será decidido em um só e grande momento que é o da audiência de instrução e julgamento. por força do princípio da concentração. No procedimento sumaríssimo ( juizado especial civil ).Os Embargos do devedor exigem a segurança do juizo.Na execução por quantia certa contra devedor solvente a segurança do juízo é a penhora. ter-se-á de opinar pela extinção da ação ou do processo sem julgamento do mérito. Na fundamentação o representante do MP examinará e analisará a matéria de fato e a matéria de direito. as condições genéricas da ação e. enquanto na execução para entrega de coisa certa. 4). porque em havendo ausência de qualquer um deles. No procedimento comum sumário. 3).

Parte formal: é o substituto processual. O representante decide em lugar do absolutamente incapaz. Elemento causal: causa petendi ( causa de pedir ). Incapacidade processual e irregularidade na representação: CPC art. a reunião de partes ao curso do processo. condições genéricas da ação) A importância dos elementos da ação: o seu estudo é importante para se compreender a litispendência. Legitimácio Extraordinária é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material: alguém vai a juízo em nome próprio para preservar direito material alheio. que é o princípio da dualidade ( tem de haver pelo menos duas partes). Apesar do princípio da dualidade nada impede que haja várias partes. o litisconsórcio. vale dizer. b). A principal conseqüência da Legitimácio Extraordinária é a figura do substituto processual. Nesse clássico conceito. é todo aquele que atua com Legitimácio Extraordinária. Legitimácio Ordinária é aquela na qual o titular do direito de ação é também o titular do direito material: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir o seu próprio direito material. Parte material: é o substituído. porque as partes constituem o elemento subjetivo da ação. já se manifesta um dos principais princípios que norteiam os pressupostos processuais de existência. porque em seu lugar está atuando o substituto processual. se entende que as partes são os sujeitos do contraditório instaurado perante o juízo. é o titular do direito material que não aparece nem na ação e nem no processo. no plano conceitual e no plano da sua natureza jurídica o litisconsórcio é uma reunião de partes.Classificação: Elemento subjetivo: as partes. Regra: A coisa julgada material atinge diretamente o substituído.: partes (ver itens: pressupostos especiais de existência. isto é. a conexão e a continência. Obs. Em resumo: a). a coisa julgada. A Legitimácio Extraordinária somente poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. significando dizer que cada litisconsorte é parte. O impasse da incapacidade processual foi resolvido com a criação das figuras da representação ( incapacidade absoluta) e da assistência ( incapacidade relativa). Obs. enquanto o assistente decide em cooperação com o relativamente incapaz. Neste moderno conceito de partes já aparece manifesto que as partes e o juiz são os sujeitos principais do processo. vale dizer. porque é ele o titular do direito material. Modernamente.13.natureza jurídica do litisconsorte: é parte Requisitos para se ser parte: titularidade ( legitimacio e interesse processual ) e a capacidade processual ( capacidade para ser parte ou capacidade para estar em juízo).: No tocante à titularidade é conveniente não esquecer que nem sempre o titular do direito material é o titular do direito de ação e por essa razão surge a divisão entre a Legitimácio Ordinária e a Legitimácio Extraordinária.6° ).: 29 . Elemento objetivo: o pedido.natureza jurídica do litisconsórcio: reunião de partes. O elemento subjetivo Conceito: parte é aquele que pede e em face de quem se pede a prestação jurisdicional. legitimácio. Assim sendo. o litisconsórcio é uma cumulação subjetiva. Obs. com o seu objeto imediato e com o seu objeto mediato. bem como os limites da coisa julgada. surgindo então o litisconsórcio. logo.

. O pedido é um dos requisitos essenciais ou obrigatórios da petição inicial (CPC art. Em relação aos destinatários há entre nós duas correntes: 1° . para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito. A ausência do pedido torna a inicial inepta e autoriza o seu indeferimento (CPC art. 15/09/98 Exercício: Em ação de procedimento comum ordinário.473 do CPC diz respeito às decisões interlocutórias. O autor apelou e com apoio na norma do art. portanto. a preclusão. Resp.a simples leitura do texto legal ( CPC art. Está correta a fundamentação do apelante? Justificar a resposta.I. O objeto mediato do pedido: é o bem ou o direito que se quer adquirir com aquela providência jurisdicional.É a conjugação da pretensão inserida na petição inicial. já que nesta hipótese ele está obrigado a aplicar a norma do artigo 284 e seu parágrafo único. Exemplos: 30 . inclusive para o juiz ( opinião minoritária ). operando-se.Pedido é aquilo que se pede. Assim sendo. todo aquele que é estranho à relação processual quer dizer. ocasião em que declarou que as partes eram legítimas e estavam bem representadas. O elemento objetivo da ação: o pedido (CPC art. isto é.IV).: Em primeiro lugar é necessário observar que a eficácia preclusiva regenciada no art. é aquele que está fora do processo. não obtida a conciliação. Em segundo lugar é necessário se indagar quais são os destinatários dessa eficácia preclusiva das decisões interlocutórias. O saneador permaneceu irrecorrido. 2° . segundo a qual antes de proferida a decisão de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de legitimácio. alegou que a decisão contida no saneador já estava protegida pela imutabilidade da eficácia preclusiva.Terceiro é todo aquele que não é parte. o juiz saneou o feito. salvo no caso da assistência simples.473 ) mostra que o destinatário dessa eficácia preclusiva não é o juiz. combinado com seu parágrafo único I ). Ela só tem uma imutabilidade intrínseca porque somente vale para aquele processo no qual foi encarada e nesse aspecto equipara-se à coisa julgada formal. Assim. É importante ressaltar que nas chamadas modalidades de intervenção do terceiro. 473 do CPC vale para todo mundo. Não existe pedido sem objeto imediato. na audiência de instrução e julgamento por entender que faltava legitimácio ativa. ele deixa de ser terceiro e passa a ser parte. o juiz extinguiu o processo sem julgamento do mérito. segundo tal concepção a posição do apelante é destituída de amparo legal.267 § 3°. Além disso. segundo esse entendimento a posição do apelante está correta. É necessário não esquecer que o juiz não pode indeferir de plano ou liminarmente a petição inicial pela falta de pedido.473 do CPC. o que vai provocar a aplicação da norma do art.a eficácia preclusiva regenciada no art. Esse Segunda corrente é majoritária. mas sim as partes.282. cabe destacar que a decisão proferida em saneador não é decisão de mérito. no momento em que este intervém no processo. O objeto imediato do pedido: é a providência jurisdicional solicitada. Entretanto.295.282) Conceito: .

Regra geral: Pedido genérico acarreta sentença ilíquida. na Ação Indenizatória de Perdas e Danos o objeto imediato é o pedido indenizatório.286. enquanto o objeto mediato do pedido é a coisa sobre a qual se pretende a reintegração. A obrigação alternativa é facilmente reconhecida pela presença da conjunção “ ou “. ter-se-á de se promover a sua liquidação ( CPC 586. 4. Merece avisar que o legislador quer o pedido certo ou determinado.III . Exceção: no Juizado Especial Cível.286.289 ) É aquele no qual o autor formula um pedido principal que é aquele que realmente ele quer. sob pena de invalidade ( CPC art. É de se observar que esses incisos não são enunciativos ou explicativos. antes de se proceder a execução do julgado. I – Ação de Petição de Herança.§ único ). ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. já que neles se faz presente o princípio da taxatividade ( número clausus ) Exemplos: Art. que se condenatória . já que este somente poderá ser deduzido se a causa petendi da ação for o fato correspondente no inadimplemento voluntário da obrigação alternativa. Merece ainda assinalar se a escolha couber ao devedor e o autor não formular o pedido alternativo. É conveniente destacar que não existe liberdade para a formulação do pedido genérico. enquanto o objeto mediato não aparece clariado ou individualizado na petição inicial. mas lhe faltará o requisito da liquidez. A principal conseqüência do pedido genérico é que em razão da falta de objeto mediato o juiz irá proferir uma sentença ilíquida. 3 – Pedido alternativo: Obrigação alternativa é aquela na qual o devedor pode cumprir a prestação de mais de um modo. 460 ). Assim sendo.Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na responsabilidade Art. 1° parte ).286. Considerações básicas: 1° . já que este só poderá ser formulado se presente estiver qualquer um dos seus pressupostos legais autorizados e que são os previstos nos três incisos do art. § 1° combinado com o art. Merece assinalar que não existe liberdade para a formulação do pedido alternativo.286 ). Por sua vez. mas também formula um pedido eventual ou subsidiário que só prevalecerá se o juiz não puder conhecer o pedido principal. 1° parte combinado com art. 288. Se o contrário não dispuser a lei ou o contrato.Pedido em ordem sucessiva: (CPC art.Na Ação de Reintegração de Posse o objeto imediato é o pedido reintegratório.286. As modalidades de pedidos 1 – pedido certo ou determinado ( CPC art.Os pedidos são interpretados restritivamente ( CPC art. É aquele que tem objeto imediato. na obrigação alternativa a escolha caberá ao devedor.293. o juiz vai assegurar ao devedor o direito de escolha ( CPC art.Princípio da congruência – a sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido. mesmo em havendo pedido genérico o juiz está obrigado a proferir sentença líquida. É aquele que tem objeto imediato e objeto mediato. 2° . 2 – pedido genérico. II . parte final ).Ação de Prestação de Contas civil. já que somente em hipóteses excepcionais ele vai admitir o pedido genérico ( CPC art. As exceções: À interpretação restritiva e ao princípio da congruência: 31 . 603 ). enquanto o objeto mediato do pedido é o valor da indenização.286 do CPC. Art.459.

Obs. a verdadeira cumulação de pedidos é a cumulação em sentido estrito.: Prestações periódicas são aquelas que vão vencendo ao curso do processo. Acumulação de pedidos Classificação básica: a).293.Cumulação em sentido estrito: Regra: Só haverá cumulação de pedidos quando o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles. b). independentemente de declaração expressa do autor ( CPC art. independentemente do pedido do autor ( CPC art. Caput ).A condenação nas custas processuais e em honorários de advogado por força dos efeitos da sucumbência ( CPC art.As prestações periódicas serão sempre incluídas no pedido. de tal maneira que o acolhimento ou a rejeição de um deles não importará no acolhimento ou na rejeição do outro. Investigação de Paternidade cumulada com Petição de Herança.1° .292. ou então a rejeição de um importará necessariamente na rejeição do outro. poderá julgar procedente um dos pedidos e improcedente outro.Qualquer condenação em dinheiro importará nos juros legais. 3° . 2° parte ).: O que chamamos de interligação o CPC na parte final do art. Obs. Obs. Assim sendo.cumulação simples – é aquela na qual não existe uma interligação entre os pedidos. É aquela na qual o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles Classificação: a). Conclusão: A cumulação em sentido lato não é a verdadeira cumulação de pedidos. 32 . O juiz. Os pressupostos da cumulação de pedidos: Pressuposto genérico: único processo e mesmo réu ( CPC art. Exemplo: Uma Ação de Cobrança de duas dívidas oriundas de causas diferentes. porque com ela o autor não está preconizando o acolhimento de mais de um pedido. por exemplo. Exemplo: Ação de Reintegração de Posse cumulada com Perdas e Danos. 2° .290 ).: Antes da desindexação da economia qualquer condenação em dinheiro importaria também na correção monetária. não existe uma relação de dependência causal entre os pedidos.289 ). vale dizer. b).Cumulação em sentido lato: pedido alternativo ( CPC art.292 chama de conexão.288 ) e pedido em ordem sucessiva ( CPC art.cumulação sucessiva – é aquela na qual existe uma interligação entre os pedidos de tal maneira que o acolhimento de um importará obrigatoriamente no acolhimento do outro.20 ). A cumulação em sentido estrito: É a verdadeira cumulação de pedidos.

Obs.: Construção doutrinária defende a possibilidade de se admitir a cumulação de pedidos no litisconsórcio passivo unitário. Já que cada um deles representa os demais é como só existisse um réu e daí a possibilidade de se admitir a cumulação de pedidos. Alegam que no litisconsórcio unitário cada litisconsorte representa os demais. mesmo sendo ele unitário.II). III ).Compatibilidade entre os pedidos. Crítica: Negar a existência de mais de um réu é negar a existência do litisconsórcio. significando a coexistência entre os pedidos. Logo o litisconsórcio passivo impede a cumulação de pedidos. sendo esta uma das razões para que o juiz profira uma sentença de igual teor para todos eles. 3° . 5° ). 3 .Uniformidade de procedimento ( CPC art. § 2° ).Contra Ação Possessória ( Ação Dúplice ) formulada pelo réu na contestação (CPC art.325).§ 1°. salvo em casos especiais de cumulação de pedidos.Competência do juízo para conhecer igualmente de todos os pedidos ( CPC art. Obs. O gravame para a incompatibilidade entre os pedidos será o indeferimento da inicial por inepta ( CPC 295. Para a corrente minoritária.Assim sendo. O momento oportuno para a cumulação de pedidos É o da petição inicial. -Para a opinião majoritária. Cumulação de pedidos e cumulação de ações 33 . significando dizer que em princípio somente o autor pode cumular pedidos. -482°.Declaratória formulada ou deduzida pelo réu na contestação ( CPC art.Reconvenção ( CPC art. IV ) 21/09/98 Exercício: Apontar na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato.292. É de se observar que esse requisito da compatibilidade não se exige na cumulação em sentido lato ( porque nela não existe cumulação de pedido ). neste caso. Quem pode cumular pedidos? -Em princípio é o autor. combinado com o seu parágrafo único. o pedido meramente declaratório somente tem objeto imediato. só poderá haver cumulação de pedidos em face do mesmo réu. Os casos especiais de cumulação de pedidos 1 .922).I. Os pressupostos específicos da cumulação de pedidos: 1° .292. o objeto imediato e o objeto mediato do pedido se confunde. 315 ) 4 .Ação Declaratória Incidental deduzida pelo autor ( depois da inicial ) na réplica (CPC art. § 1°. Os pedidos portanto não podem ser excludentes entre si.: Se os pedidos tiverem procedimentos diferentes já na petição inicial o autor deverá esclarecer que deseja o procedimento ordinário ( CPC 292. 2 . salvo nos casos especiais de cumulação de pedidos.

Por essa razão a desistência é uma das causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. VI ). De outro lado. 294 do CPC. não tendo qualquer repercussão no direito material. As modificações do pedido Elas podem ser de duas modalidades: quantitativas e qualitativas ( alteração ).269. A modificação quantitativa do pedido pode ser de duas modalidades: ampliação e redução. está autorizado a reunir ações conexas ou em continência proposta em separado.Renúncia parcial A renúncia incide sempre sobre o direito material.325 ). é evidente que o juiz não tem legitimidade para cumular pedidos. sem o consentimento do réu. e daí se dizer que quem desiste está apenas desistindo da ação. Ampliação do pedido ( CPC art. É por demais evidente que a desistência parcial acarretará a redução do pedido. eis que na cumulação de pedidos existe uma única petição inicial e que não acontece na cumulação de ações.267. 3 . Somente os titulares do direito material têm legitimidade para transigir. O juiz pode cumular pedidos? Segundo dispõe o art. Por essa razão a renúncia é uma das causas determinadoras da extinção do processo com julgamento do mérito ( CPC art. A renúncia poderá ser total ou parcial. Ora. para aqueles que “lato sensus “entendem que a cumulação de pedidos é a cumulação de ações representam uma só e mesma coisa. significando dizer que quem renuncia está abrindo mão do direito material. 294 ) Somente é permitida antes da citação. de ofício. observando-se que depois dela não mais será possível por causa da regra proibitória do art. VIII ). desistir da ação “. para aqueles que em sentido estrito diferenciam a cumulação de pedidos da cumulação de ações. para julgá-las simultaneamente. A desistência poderá ser total ou parcial. É por demais evidente que a renúncia parcial provocará a redução do pedido.Transação parcial A transação é um negócio jurídico bilateral que incide sobre o direito material e através dela as partes estabelecem mútuas concessões relativas ao direito material. No plano doutrinário a exceção seria a Ação Declaratória Incidental formulada pelo autor na réplica ( CPC art. De outro lado. Os casos de redução do pedido 1 – Desistência parcial Em primeiro lugar é necessário observar que a desistência incide apenas sobre o direito de ação. 267 do CPC dispõe: “is de decorrido o prazo para resposta. o autor não poderá. em sentido estrito se entende que a cumulação de pedidos e a cumulação de ações são fenômenos diferentes. a fim de evitar decisões contraditórias. eis ai uma cumulação de pedidos provocada pelo juiz. É ainda necessário destacar que o parágrafo 4° do art. 105 do CPC o juiz.Em sentido lato se entende que a cumulação de pedidos e a cumulação de ações se confundem representando uma só e mesma coisa. Os requisitos formais autorizadores da transação são dos seguintes: 34 . 2 2.

4. eis que se o autor neste caso da revelia promover uma nova citação do réu não se poderá impedir a modificação qualitativa do pedido.direito patrimonial.264. A transação por incidir sobre o direito material é uma das causas determinadoras da extinção do processo com julgamento do mérito.forma prescrita e não defesa em lei. direito disponível. d). não podendo ser suprida pelo juiz. A conseqüência processual da modificação qualitativa do pedido: ao réu será devolvido integralmente o prazo para a resposta.“ ainda que ocorra revelia. § único ). Assim sendo. Crítica: Essa interpretação ao admitir a não outiva do réu.agente capaz.264 ). 35 . aonde o texto legal fala em citação.264. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 dias” A redação desse trecho do artigo 321 do CPC tem provocado interpretações divergentes.“salvo promovendo nova citação do réu. A transação poderá ser total ou parcial. não pode ela ser suprida pelo juiz. havendo entre nós duas correntes: a). eis que se o réu é revel não poderá haver a alteração do pedido. É por demais evidente que a transação parcial vá provocar a redução do pedido. b). está em verdade admitindo que a manifestação da vontade do réu seja suprida pelo juiz.a). eis que este é de natureza exclusivamente instrumental não incidindo portanto sobre o direito material. c). § único ). 5 – Recurso parcial A modificação qualitativa do pedido Disciplina legal: CPC art. 2 – Saneado o processo não mais se admitirá a modificação qualitativa do pedido (CPC art.legitimidade. 2° . o autor não poderá alterar o pedido “ Nesse primeiro segmento não há qualquer tipo de controvérsia. vale dizer. A modificação qualitativa do pedido é a substituição de um pedido por outro pedido. É de se observar que a manifestação ou a declaração da vontade do réu é personalíssima e insuprível pelo juiz.O sentido do texto legal é bem claro. deverá se ler e entender intimação. b). significando dizer que somente o réu poderá concordar ou discordar.Levando-se em conta que a declaração da vontade do réu tem de ser personalíssima. Requisitos de admissibilidade da modificação qualitativa do pedido 1 – Depois da citação somente será permitida a modificação qualitativa do pedido com o consentimento do réu ( CPC art. O polêmico artigo 321 do CPC Esse dispositivo legal terá de ser dividido em dois segmentos: 1° . ou como querem outros a substituição de uma ação por outra ação. isto porque a declaração da vontade do réu é personalíssima. Merece acentuar que não se pode confundir a transação com o compromisso processual.264 e 321 Ela é também conhecida como alteração do pedido ( CPC art.Compromisso relativo à parte do objeto do litígio.

: Vício redibitório é o defeito oculto da coisa. OBS. o réu terá o prazo de 15 dias contados da juntada aos autos do mandado de intimação. o concurso de ações é também conhecido como concurso eletivo. OBS. pouco importando o número de alqueires descrito na escritura. também não se pode confundir uma ou outra com o concurso de ações. vale dizer o que ele encontrar. encontrando uma área menor. se ao emitir-se na posse do imóvel adquirido. 22/09/98 O concurso de ações Ocorre quando a lei coloca à disposição do titular do direito mais de uma ação a sua escolha e como é ele próprio que vai escolher ou eleger a ação a ser proposta. b). Merece observar que a escritura de compra e venda tem de declarar expressamente que se trata de venda “ ad corpus “. se a escritura descreve 15 alqueires e ao se emitir na posse o comprador somente encontrar 10 alqueires. Na compra e venda com vício redibitório a lei coloca à disposição do titular do direito uma dentre as seguintes ações: a). porque no silêncio do contrato vai prevalecer a interpretação mais favorável ao adquirente.: Apesar da polêmica. comparecer para discordar também não poderá ocorrer a alteração do pedido. que é a compra e venda “ ad mensuram “. o comprador está adquirindo 60 alqueires de terras. a lei coloca à sua disposição uma dentre as seguintes ações: 36 . ele adquiriu tão somente estes 10 alqueires. porque se entende que já ficou satisfeito o interesse substancial do autor. significando dizer que se a escritura anuncia 60 alqueires de terras. II – Compra e venda “ad mensuram “ ( por medida ) Na compra e venda “ad corpus “ ( diz-se de gleba ou de porção de terras. Assim sendo. a outra ou as outras não mais poderão ser ajuizadas. Regra geral: Ajuizada uma das ações.Actio Redibitória – é a ação de rescisão da compra e venda com a devolução da coisa. Agora. o vendedor não se responsabiliza pela dimensão da área imobiliária que aparece descrita na escritura de compra e venda. Assim sendo. o comprador não encontrar os 60 alqueires. o primeiro entendimento está aos poucos se firmando como majoritário. Se dentro desse prazo não comparecer não haverá a modificação qualitativa do pedido e se dentro do prazo. As causas de sua formação I – Compra e venda com vício redibitório. se comparecer dentro do prazo e concordar terá igualmente no mesmo prazo de oferecer a contestação. significando dizer que o comprador está adquirindo o que existir. tomadas no contrato de compra e venda.: A compra e venda com vício redibitório e as sus conseqüentes ações estão atualmente normatizadas no Código de Defesa do Consumidor. OBS. pelo seu todo e sem especificação da medida da área ).Actio Quantis Minoris – é a ação para se conseguir o abatimento proporcional do preço.: Assim como em sentido estrito não se pode confundir a cumulação de ações com a cumulação de pedidos. Na compra e venda “ad mensuram “o vendedor se responsabiliza pelas dimensões imobiliárias que aparecem descritas na escritura de compra e venda. É de se notar que o pedido redibitório poderá ser cumulado com o indenizatório de perdas e danos. OBS.Nestas condições regularmente intimado.

585 do CPC. Regra geral: No concurso de ações. I ). É interessante não esquecer que o juiz não pode indeferir de plano a inicial pela ausência de causa de pedir.Actio Quantis Minoris – é a ação para se conseguir o abatimento proporcional do preço.é a ação de rescisão da compra e venda com a devolução da coisa. como também. Exceção: É o caso da Actio Ex Empto extinta sem julgamento do mérito pela falta de objeto decorrente da impossibilidade geográfica da complementação.282. OBS.I. 37 .Actio Redibitória . ele poderá ainda se valer ou da Actio Redibitória cumulada com perdas e danos ou da Actio Quantis Minoris. b) – Execução por quantia certa em face de devedor solvente com apoio no art. no qual o pedido principal será o de complementação da área.: Aqui a preponderância é a Lei Processual Civil. Por essa razão em havendo mais de um fato eles serão sempre diferentes. ajuizada uma delas a outra ou as outras não mais poderão ser ajuizadas por se entender que ficou satisfeito o interesse do autor. Procurar saber a causa de pedir é procurar saber qual o fato causador da ação. É em razão dessa repercussão que o legislador processual dispõe: “o fato e os fundamentos jurídicos do pedido “( CPC art.: Conforme já se percebeu as causas determinadoras do concurso de ações se vinculam ao direito material. mesmo que sejam eles aparentemente iguais.a). 284 e seu parágrafo único do CPC. Assim sendo. enquanto o pedido eventual ou subsidiário poderá ser o redibitório cumulado com perdas e danos.282.289 ). b). Nessa hipótese. combinado com o seu parágrafo único. serão eles sempre distintos. Merece ressaltar que cada fato é um fato e os fatos nunca se repetem. por não ter ficado satisfeito o interesse do autor. Para se evitar o perigo da impossibilidade geográfica é aconselhável formular-se o pedido em ordem sucessiva ( CPC art.III).Actio Ex Empto – é a ação para se conseguir a complementação da área. Exemplo: Se o inquilino não pagar os alugueres o locador tem à sua disposição uma dentre as seguintes ações: a) – Ação de Despejo por falta de pagamento. mas excepcionalmente poderá ocorrer o concurso tendo como causa preponderante a própria lei processual civil. porque nesta hipótese ele está obrigado a aplicar a regra do art. A causa de petendi é um fato ou um conjunto de fatos que alteram a realidade externa e repercutem na esfera jurídica das pessoas. Pode acontecer que no curso dessa ação ( Actio Ex Empto ) o laudo pericial comprove a impossibilidade geográfica de se obter a complementação da área e nesse caso o juiz terá de extinguir o processo s/ julgamento do mérito por falta de objeto. A causa petendi A causa de pedir é requisito essencial ou obrigatório da petição inicial (CPC art. na qual tem preponderância a relação material ( Contrato de Locação ). Cada fato tem o seu próprio universo totalmente diferente do universo de outros fatos. poderá ser o de abatimento proporcional do preço. III). OBS. A ausência da causa de pedir torna a inicial inepta e autoriza o seu indeferimento (CPC art. c). se a causa de pedir aparece representada por um conjunto de fatos.295. O pedido redibitório poderá ser cumulado com o de perdas e danos. A causa de pedir é sempre um fato ou um conjunto de fatos. Ela é regulada pela Lei do Inquilinato.IV.

para os que erraram o juiz julgará improcedente a ação ). Levando-se em conta que os fatos incidem sempre sobre a mesma cláusula contratual. esses fatos são diferentes. 264 ). 38 . sob a alegação de terem sido os réus os responsáveis pelo acidente que danificou o automóvel do autor. Esses fatos além de diferentes repercutem apenas sobre sujeito do contrato prejudicado pelas infrações contratuais.Conjunto de fatos distintos e homogêneos. Assim temos: 1° . repercutindo na esfera jurídica de várias pessoas. e usual se falar na pluralidade da causa de pedir. Exemplo: 50 candidatos ao concurso do MP. poderá parecer à primeira vista que existe uma repetição de fatos e essa homogeneidade nos transmite uma falsa imagem de fatos iguais. As modalidades de pluralidade de causa petendi 1° . Neste caso o litisconsórcio é simples com 50 causas de pedir. já que aí existe tantas causas de pedir quanto o número de litisconsorte e o juiz terá de examinar fato por fato. A modificação da causa de pedir As suas regras são as mesmas que disciplinam a modificação qualitativa do pedido ( CPC art.Sempre que a causa de pedir representa um conjunto de fatos. Nesta hipótese porque os fatos são diferentes se houver litisconsorcio ele será simples.264 e seu parágrafo único ). ajuizaram uma ação para obtenção dos aludidos pontos. repercutindo na esfera jurídica de uma só pessoa. Neste caso haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz vai ter de examinar fato por fato. Exemplo: Uma Ação de Rescisão Contratual com fundamento em 50 infrações da mesma cláusula do contrato.Depois da citação só será possível a modificação da causa de pedir com o consentimento do réu ( CPC art. porque de estrutura igual. A ajuíza uma Ação Indenizatória de Perdas e Danos em face de B e C. quando. porque alguns autores podem ter acertado a referida questão e outros podem ter errado.Conjunto de fatos distintos e homogêneos. ao contrário.264. porque cada infração é um fato e cada fato é uma causa de pedir. 2° . parágrafo único). OBS. Nesta hipótese. 2° . porque de igual estrutura. ( Para os que acertaram o juiz julgará procedente a ação. 3°– Conjunto de fatos distintos e heterogêneos Exemplo: Uma Ação de Separação Litigiosa com fundamento no adultério e na agressão física. sob alegação de que acertaram a 2° questão da prova de Direito Penal sem que a Banca lhes computassem os pontos daquela questão. haverá tantas causas de pedir quanto o número de infrações.Saneado o processo não mais se admitirá a modificação da causa de pedir (CPC art.: Neste segundo exemplo o autor se apoia em uma colisão de veículos que dá origem a vários fatos e se há mais de um fato eles são sempre diferentes.

A coisa julgada Extinto. A coisa julgada. § 3°. não esquecer que antes de proferida a decisão de mérito. o parágrafo 4° do art. Conclusões: 1° . o réu ao contestar o segundo processo deverá argüir em preliminar a coisa julgada. 301. mesmo porque o juiz não pode julgar duas vezes a mesma lide ( CPC art. extinguindo dessa maneira o segundo processo sem julgamento do mérito. Nessa direção. 2° parte ). 267. 267. 267. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC art.: Esse fenômeno da igualdade entre duas ou mais ações vai provocar ou a questão da litispendência ou a questão da coisa julgada. esquecer que o parágrafo 4° do art. por ser mais amplo. significa dizer que formada ficou a coisa julgada material e por essa razão o processo não poderá se repetido ( CPC art. 301 do CPC autoriza o juiz a pronunciar de ofício a litispendência. Conexão Duas ou mais ações são conexas quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir (CPC art. § 3° ). 267. o réu ao contestar o segundo processo deverá argüir em preliminar a extinção desse segundo processo sem julgamento do mérito. VI. também. VI. o segundo processo terá de ser extinto sem julgamento do mérito ( CPC 267. Regra: 39 . combinado com o artigo 301. 471 ). um processo por sentença de mérito ou definitiva transitada em julgado. 301. Litispendência é a repetição de uma ação já em curso ( CPC 301. § 3°. Continência Duas ou mais ações estão em continência sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir.321 do CPC no que concerne à modificação qualitativa do pedido vale também para a modificação da causa de pedir. Por essa razão. mas o objeto ou o pedido de uma. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a coisa julgada. 103 ). abrange o das outras ( CPC art. 301. 104 ). do mesmo diploma legal ). 2° parte ). 267. Não se deve. Também. 1° parte ).267. a fim de se evitar sentenças contraditórias.: A modificação de elementos meramente circunstanciais não importa em modificação de causa de pedir. § 2° ). § 3° ). requerendo dessa maneira a extinção do segundo processo sem julgamento do mérito ( CPC art. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido ( CPC art. Merece. combinado com o art. § . também. VI do CPC). OBS.Duas ou mais ações são idênticas quando têm as mesmas partes. mas se não o fizer não haverá preclusão porque é imperativo de ordem pública a extinção desse segundo processo sem julgamento do mérito. § 3°. para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC art. em havendo coisa julgada é imperativo de ordem pública a extinção do segundo processo sem julgamento do mérito. 301 autoriza o juiz a pronunciar de ofício a coisa julgada. extinguindo dessa maneira o segundo processo sem julgamento do mérito ( CPC art. Regularmente citado. 1° parte ). mas se não o fizer não haverá preclusão. Antes de proferida a decisão de mérito. VI.OBS. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC art. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a litispendência. 28/09/98 A conseqüência processual da litispendência Em havendo litispendência. VI ). tal como a litispendência é causa impeditiva à decisão de mérito (CPC art. Finalmente merece relembrar que a controvérsia relativa à interpretação do art.

enquanto o vocábulo exceção tem uma dupla conceituação. como também poderá ser determinada de ofício pelo juiz ( CPC art. sendo apenas uma das causas de seu deslocamento. para o juiz que em primeiro lugar tomou conhecimento da causa. como por exemplo a argüição da prescrição e a exceção do contrato não cumprido. Quando se aplica as regras da prevenção é porque anteriormente já se determinou a competência e ao determiná-la observou-se que há mais de um juiz igualmente competente para a causa ( Competência concorrente ). Essa reunião poderá ser requerida por qualquer das partes. Art. 40 . 219 do CPC. OBS. A petição inicial é o instrumento da demanda. Os requisitos da petição inicial Art. A natureza jurídica da prevenção A prevenção não é critério de determinação da competência.Competência concorrente e territorialmente idêntica: as ações conexas em continência tramitam perante juízos diferentes da mesma comarca. 2. 2. de impedimento ou de suspensão. É que ao citá-lo o oficial de justiça providenciará a sua qualificação. como acontece por exemplo com as exceções de incompetência. ou ainda as exceções substanciais. 2° . Neste caso. É a regra do art.7 A Ação e a Exceção A ação ou a demanda é o meio de se provocar a jurisdição. Nesta hipótese a prevenção firmar-se-á pela primeira citação válida. como por exemplo a exceção de retomada na ação de renovação de locação comercial. porque diz respeito à causa de pedir. 282. Neste caso a competência será deslocada para o juiz que estiver prevento. como por exemplo o apelido.III: requisito essencial. É a regra do art.Competência concorrente e territorialmente diversa: as ações conexas tramitam perante juízos de comarcas diferentes. Em sentido estrito o vocábulo exceção significa defesa indireta processual. para se evitar sentenças contraditórias é imperativo de ordem pública a reunião dessas ações propostas em separado.282. aquele que despachou em primeiro lugar. Conceito de prevenção Significa anterioridade de conhecimento e daí se dizer que prevento estará o juiz que em primeiro lugar tomar conhecimento da causa. vale dizer. para que sejam julgadas simultaneamente. Em sentido lato ( sentido amplo ) o vocábulo exceção significa meio de defesa com o que ocorre nos embargos do devedor e como aquelas que aparecem inseridas na contestação.Em havendo ações conexas ou em continência. 105 ). mas em relação ao réu basta a indicação de qualquer elemento que possa facilitar a sua localização.8 Petição Inicial e seus requisitos O ato postulatório inicial é a própria demanda.: O juiz competente para determinar a reunião dessas ações é aquele que estiver prevento. quer dizer.II: é essencial no que diz respeito ao autor. Regras para a aplicação da prevenção: 1° . I: requisito essencial ou obrigatório. Art. 282. 106 do CPC. prevento estará o juiz do despacho liminar.

OBS.V: requisito essencial ( ver. se for o caso. b)-Controle da admissibilidade da ação. 283 do CPC é considerada requisito da petição inicial.: O requisito da petição inicial previsto no art. conforme acontece por exemplo na Ação Especial de Alimentos e na Ação de Prestação de Contas. 258 do CPC ). O momento oportuno para o autor produzir a prova documental é o da petição inicial ( CPC art.VII: requisito essencial OBS. 14 ).Controle da regularidade forma OBS. 397 ).: O momento da prova documental para o réu é o da contestação ( CPC art. bem como com a indicação do rol de testemunhas e. também. vale dizer.: Conforme já se disse a norma do art. No procedimento comum sumário a petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação. mas um simples requerimento ( Lei 9099. o autor já terá na inicial que formular os seus quesitos e indicar assistente técnico. o momento da prova documental e da prova oral para o réu é o da contestação. 39.: Ao exercer esse tipo de controle o juiz observa por exemplo se estão presentes os pressupostos processuais e os requisitos da petição inicial.VI: requisito essencial porque diz respeito às provas que o autor pretende produzir. o primeiro despacho do juiz na petição inicial.282. No procedimento comum sumaríssimo não haverá tecnicamente uma petição inicial.Art. o art. é por demais evidente a valoração do mérito. sendo aconselhável que o requerimento seja instruído com os documentos necessários e também com o rol de testemunhas (CPC art. não valendo para tanto. o juiz está se adentrando pelo mérito. Espécies de despacho liminar: Despacho liminar de conteúdo positivo . 282. Art. 397 ). Em algumas ações de procedimento especial já ao exarar o despacho liminar. Tanto no procedimento comum sumário como no sumaríssimo do Juizado Especial Cível. IV: requisito essencial porque diz respeito ao pedido. Ë de se lembrar que também o artigo 396 do CPC mostra que o momento da prova documental para o autor é o da petição inicial.9 O Despacho Liminar: de conteúdo positivo e de conteúdo negativo. se pretender perícia. ato meramente administrativo. OBS. c)-Iniciar a atividade de saneamento. a condição especial de procedibilidade. OBS.34). Art. do CPC somente é exigido naquelas comarcas cujos os atos não sejam divulgados nem na imprensa oficial e nem na imprensa local. As finalidades do despacho liminar a). no qual o juiz observa se estão presentes as condições genéricas da ação e. Se por ventura o juiz deferir a Tutela Antecipada já no despacho liminar. Tem de ser ato com conteúdo jurisdicional. I. Indeferimento da petição inicial. que é apresentada na própria audiência. 2.283 ).282.396 e 297 ) e depois dela só poderão ser juntados aos autos documentos representativos de fatos posteriores a ela ( CPC art.282. Depois da inicial só poderão ser juntados aos autos documentos representativos de fatos posteriores à inicial ( CPC art. ele realiza apenas um juízo formal. art.: Ao exarar o despacho liminar o juiz não faz valoração de mérito. Art. É o chamado despacho inicial.“cite-se “ Despacho liminar de conteúdo negativo – indeferimento da petição inicial – sentença 41 .

OBS. o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada formal. 29/09/98 O despacho liminar de conteúdo negativo ( CPC art. mas sim de extinção da ação.indeferimento da inicial pela inadmissibilidade da ação. 504 ). porque quando a hipótese for de indeferimento parcial ter-se-á que se dizer obrigatoriamente “indeferimento parcial “. 296 ). OBS. c). os pressupostos processuais e as condições da ação.Levando-se em conta que a inicial poderá ser indeferida por razões de mérito. do CPC 1° . o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada formal. A expressão indeferimento da inicial já indica por si só que se trata de indeferimento total.Natureza jurídica do despacho liminar de conteúdo positivo Ele tem um claro conteúdo decisório já que ao exará-lo o juiz decidiu em princípio que estavam presentes os requisitos da petição inicial. b). já que em verdade não se trata de despacho.: Neste caso. OBS. 295 ) É o indeferimento da petição inicial. a hipótese não é de extinção do processo. O despacho por ser destituído de conteúdo decisório é irrecorrível (ver CPC art. As hipóteses de indeferimento da inicial por razões formais 42 . 2° .Já que ainda não houve a citação. No plano de sua natureza jurídica o indeferimento da inicial é uma sentença. nem sempre este indeferimento corresponderá a uma sentença meramente terminativa. sendo a apelação o recurso adequado ( CPC art. Entretanto. Crítica à redação do art. o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença definitiva ou de mérito que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada material.indeferimento por razões formais. não se pode dizer que é uma decisão interlocutória porque o autor não vai agravar e o réu é citado para responder e não para agravar. A pesar da crítica.: Neste caso. I.indeferimento da inicial por razões de mérito. a expressão encontra-se consolidada. conforme já se demonstrou o despacho liminar é ato decisório e por essa razão a expressão é inadequada.: Neste caso. Entretanto. o indeferimento parcial da inicial é uma decisão interlocutória e nesse caso o recurso adequado será o agravo ( retido ou de instrumento). mas sim de ato decisório. Crítica à expressão liminar ou despacho inicial Despacho é o ato praticado pelo juiz sem qualquer conteúdo decisório e que apenas visa dar impulso ao processo. As causas determinadoras do indeferimento da petição inicial a). Ora. ( tendo em vista que não houve citação ). 267.

39. 295.39. 292. o gravame para a incompatibilidade entre os pedidos é o indeferimento da inicial pôr inepta.Indeferimento da inicial por inepta em razão da falta da causa de pedir ( CPC art. I ). 284 e seu parágrafo único.Indeferimento da inicial em decorrência da ausência de qualquer dos requisitos previstos nos artigos 282 e 283 do CPC ( ver CPC art. 6° .V ). É de se chamar a atenção que no art. o juiz não poderá indeferir de plano a inicial. também. também.Indeferimento da inicial por inepta em razão da falta de pedido ( CPC art. As hipóteses de indeferimento da incial pela inadmissibilidade da ação 43 .I. I do CPC. 284 e seu parágrafo único. Conclusão: O indeferimento da inicial pôr razões formais corresponde a sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado somente produzirá a coisa julgada formal. I. I.Indeferimento da inicial pôr inepta em razão da incompatibilidade entre os pedidos (CPC art. para a opinião dominante o juiz terá de aplicar a regra do artigo 284 e seu parágrafo único. porque terá de intimar o autor para suprir a omissão no prazo de 48 horas.Indeferimento da inicial por inepta porque a narração dos fatos não tem uma adequação lógica com a conclusão ( CPC art.: Nesta hipótese o juiz não pode indeferir de plano a inicial. combinado com o seu parágrafo único. Nesta hipótese a inicial só não será indeferida se puder adaptar-se ao procedimento legal adequado ( CPC art. Aqui.Indeferimento da inicial pela não observância do art. OBS. Cumulação em sentido estrito é aquela na qual o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles. OBS. o juiz não poderá indeferir de plano a inicial. 39. I do CPC somente é obrigatório para aquelas comarcas cujos os atos processuais não são divulgados nem pelo diário de justiça e nem pela imprensa local.: A compatibilidade entre os pedidos é um dos requisitos específicos da cumulação em sentido estrito ( CPC art. combinado com o art. OBS. combinado com o seu parágrafo único. II ). parágrafo único). 3° .: Dentro do nosso ordenamento jurídico a adequação é sempre possível. 7° .295. Nesta hipótese.: Aqui. I ). O que se discute é se o juiz pode de ofício adequar ou se ele terá de aplicar a regra do art. I. 4° .1° .295. OBS. já que está obrigado a aplicar a regra do art. porque está obrigado a aplicar a regra do artigo 284 e seu parágrafo único do CPC. VI ). combinado com o seu parágrafo único.295.: Nesta hipótese o juiz não pode indeferir de plano a inicial porque está obrigado a aplicar a regra do art.Indeferimento da inicial pôr não ter o procedimento escolhido pelo autor qualquer correspondência com a natureza da causa ou valor da ação. Conforme já se assinalou.284 e seu parágrafo único.295. § 1°. sob pena de indeferimento da inicial (CPC art. IV ). 5° . 295. I ). 284 e seu parágrafo único. combinado com o seu parágrafo único. OBS. 2° .

b).295. combinado com o seu parágrafo único. quando o juiz com apoio no art. 295. cabe lembrar que a decadência é a perda da possibilidade de se exercer o direito potestativo pela inércia do seu titular durante um certo lapso de tempo.295. conhecer da prescrição e decretá-la de imediato “ ( CPC 219. que o direito não patrimonial tal como a ação não patrimonial é imprescritível. Em conseqüência para que a norma do parágrafo 5° do art. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de qualquer das condições genéricas da ação. o aludido texto não terá qualquer aplicabilidade. a regra do art. OBS. IV. Assim sendo. VI ). 44 . combinada com a interpretação sistemática e. É ainda de se lembrar que antes de proferida a decisão de mérito. sendo portanto causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( ver CPC art. quando o juiz extingui um processo pronunciando a decadência ou a prescrição. de acordo com essa hermenêutica. de ofício. 1° parte ).Indeferimento da inicial pôr ser parte manifestamente ilegítima ( CPC art. 284 e seu parágrafo único. porém.Indeferimento da inicial pôr inepta em razão da impossibilidade jurídica do pedido (CPC art. 267. o juiz poderá. aplicando-se portanto a norma do art. IV. 284 e seu parágrafo único. De conseguinte.267. Conclusão: Segundo o critério adotado pelo CPC ( art. ele está proferindo uma sentença de mérito que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material. Assim temos: a). seja ela ativa ou passiva. indefere a inicial pronunciando a decadência ou a prescrição. c). É de se notar que as condições genéricas da ação constituem causas impeditivas à decisão de mérito. aonde o texto legal fala em prescrição deverá se ler e entender decadência. “ Não se tratando de direitos patrimoniais. verifica-se que o campo do direito não patrimonial é o campo do direito potestativo e que este é diretamente alcançado pela decadência. se prevalecer a interpretação literal ou gramatical. § 3°. Todos esses princípios e regras concernentes às condições genéricas da ação se aplicam também no que diz respeito ao indeferimento da petição inicial.: Nesta hipótese deverá se dar ao autor uma oportunidade para fazer a prova da legitimácio.295. somente se a inicial versar sobre direito não patrimonial é que o juiz poderá indeferir a inicial pronunciando a prescrição. VI ) o indeferimento da inicial pela inadmissibilidade da ação corresponde à sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado só produzirá a coisa julgada formal. IV do CPC.III ). OBS. aplicando-se portanto. III ). 219 do CPC tenha aplicabilidade. Pôr essa razão é necessário buscar o apoio da interpretação lógica. extinguindo dessa maneira o processo sem julgamento do mérito ( ver CPC art.Indeferimento da inicial pôr manifesta ausência de interesse processual (CPC art. combinado com o art. Neste aspecto. 295. Segundo a norma legal acima indicada somente nos direitos não patrimoniais é que o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a prescrição.Diz respeito ao indeferimento da inicial pela falta de qualquer das condições da ação ou pela falta da condição especial de procedibilidade se esta for exigível. O indeferimento da inicial pôr razões de mérito Disciplina legal: CPC art. está ele proferindo uma sentença de mérito. 219.II ).267.: Aqui também é aconselhável que se conceda ao autor a oportunidade de comprovar o interesse processual. Acontece. § 5° Segundo dispõe o artigo 269. I. Nessa direção. § 5° ).

258 a 261 do CPC O valor da causa é requisito essencial da petição inicial ( CPC art. havendo portanto uma decisão transitada em julgado. Os autos voltaram para a vara de origem e o juiz ordenou a citação do réu. o réu contestou e argüiu em preliminar a ausência do legitimácio ativa. terá de imediatamente remeter os autos para o Tribunal competente ( CPC art.V.10 – Valor da causa: Ação de valor estimativo.296. somente nele o juiz está autorizado a exercer no prazo de 48 horas o juízo de retratação ( CPC art. A ausência do valor da causa autorizará o indeferimento da petição inicial. as ações de valor legal.258 combinado com art. tendo o acórdão tramitado em julgado. mas nessa hipótese o juiz não poderá indeferí-la de plano porque está obrigado a aplicar a norma do artigo 284. Pergunta-se: A preliminar argüida pelo réu já não está prejudicada ou preclusa em razão da decisão do Tribunal. 2° . Impugnação do valor da causa. O Tribunal anulou a sentença decidindo pela legitimácio ativa e o acórdão transitou em julgado. já tendo se operado a eficácia preclusiva consagrada no artigo 473 do CPC. não podendo portanto ser pronunciada de ofício pelo juiz. Uma vez citado. 296 ) É interessante notar que nesta apelação que se destina e. está o juiz proferindo sentença de mérito ou definitiva que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material. É que o tribunal anulará a sentença anterior pôr entender que o autor era titular da legitimácio ativa. 295.296 ). O autor apelou e o Tribunal deu provimento a apelação pôr entender que o autor tinha legitimácio.O juiz não pode indeferir de plano a inicial pronunciando a prescrição. 45 . Para a opinião dominante a eficácia preclusiva não se estender ao réu porque no momento da decisão ele não era parte.282. Exercício: O juiz entendendo que a falta de legitimácio ativa era claríssima. o réu ao contestar argüiu a falta de legitimácio ativa. 2. 1° parte e seu parágrafo único. Merece observar que o valor da causa que é requisito da petição inicial é o valor para efeitos processuais e não o valor para efeitos fiscais. indeferiu a inicial com apoio no art. parágrafo único ).O juiz somente pode indeferir a inicial pronunciando a decadência. 296 ) Em sendo o indeferimento da inicial uma sentença. 4° . Regularmente citado. II do CPC. 02/10/98 A Apelação ( CPC art.Apesar do texto legal ( CPC 219. A questão diz respeito à extensão da eficácia preclusiva em relação ao réu. já que se quer havia sido citado. verifica-se que o recurso adequado para impugná-la é a apelação ( CPC art. a prescrição continua sendo matéria de defesa.Ao indeferir a inicial pronunciando a decadência. § 5° ).? Justifique a resposta. Disciplina legal: art.CPC). Se o juiz dentro desse prazo mantiver a sentença recorrida. 3° .Conclusão: 1° . sustentando portanto a mesma causa que anteriormente provocara o indeferimento da petição inicial.

seja ela contenciosa ou voluntária. I : Ação de Cobrança de Dívidas. OBS.II: Ação cuja petição inicial contenha uma cumulação em sentido estrito.259. salvo se estiver regulada pôr lei própria com a determinação do seu valor ( ex. o valor da causa para efeitos fiscais está disciplinado na legislação tributária.259. Após o que com ou sem auxílio de perito o juiz decidirá fixando portanto o valor da causa.288).259. mas nesse aspecto o código não é esgotativo.V: Ação que tenha pôr objeto a existência. as causas de valor obrigatório são as seguintes: Art. OBS. porque. 2– Causas de valor legal ou obrigatório: são aquelas cujo o valor já aparece determinado no próprio texto legal. porque nela o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles. Merece ainda salientar que o vocábulo causa utilizada no art. há ações reguladas pôr leis próprias ( ex. Art. cumprimento.: Pedido em ordem sucessiva é aquele no qual o autor formula um pedido principal.Causas de valor estimativo ou facultativo: são aquelas cujo o valor é fixado pela parte. algumas Ações de Despejo – Lei do Inquilinato ). principalmente as de Reintegração no dispositivo legal acima indicado. 289 ). As causas de valor legal ou obrigatório aparecem elencadas nos artigos 259 e 260 do CPC. Lei do Inquilinato ) e que também são de valor legal ou obrigatório.259 são fechados e portanto não admitem a aplicação da analogia e nem da interpretação extensiva.VI: Ação de Alimentos. presume-se aceito o valor atribuído à causa na petição inicial.259. validade. OBS.259. Art.259. 46 . modificação ou rescisão de negócio jurídico. 261 do CPC dispõe que “não havendo impugnação. O momento oportuno para impugnação do valor da causa: prazo da contestação observando-se que a legitimácio para a impugnação é do réu ( CPC art.: A cumulação em sentido estrito é a verdadeira cumulação de pedidos. 260 impõe valor legal ou obrigatório para as ações que envolvem prestações vencidas e vincendas. cujo o valor será estimativo venal do imóvel.VII: Ação de Divisão. conforme acontece com certas Ações de Despejo. Também o art. abrangendo qualquer remédio judicial de provocação de jurisdição. O elenco do art. 259 do CPC. 259 do CPC expressa número calusus. Art. Trata-se de cumulação em sentido lato ( ver CPC art. Trata-se de cumulação em sentido lato ( ver CPC Art. que somente prevalecerá não podendo o juiz conhecer o pedido principal. significando dizer que se a ação não estiver inserida nesse elenco. celebrado pôr contrato. Art. ela será de valor estimativo ou facultativo.IV: Petição inicial com pedido em ordem sucessiva. mas também formula um pedido eventual ou subsidiário. A impugnação exige petição própria que será autuada em apenso e em seguida o autor será ouvido para se manifestar no prazo de 5 dias. Demarcatória e Reivindicatória. 258 do CPC tem concepção “lato sensu “(em sentido amplo). Trata-se de decisão interlocutória.” Merece observar que a norma do aludido parágrafo único diz respeito exclusivamente às causas de valor estimativo.259. Segundo o art. Jurisprudências minoritárias admitem incorporar as Ações Possessórias. O parágrafo único do art. Trata-se de entendimento minoritário porque os tipos legais do art.III: art. Classificação das causas quanto ao valor 1. Petição inicial com pedido alternativo.261 ).Enquanto o valor da causa para efeitos processuais aparece disciplinado no CPC. Art. porque as de valor legal poderão ser corrigidas de ofício pelo juiz a qualquer momento. que é o que ele realmente deseja.

formulada no corpo da contestação. vale dizer. 2 – O poder da coerção – Esse poder de coercibilidade manifesta-se flagrantemente no processo de execução. a impugnação do valor da causa é apenas um incidente processual. quando o juiz. É interessante acentuar que não se conhecerá de impugnação ao valor da causa. ao conduzir o processo de execução se limita o juiz a determinar a realização de ato executório ( meio executivo ). 1. Além disso. significando dizer que ele é citado apenas para acompanhar a função administrativa desenvolvida pelo estado nos procedimentos de jurisdição voluntária. mas apenas para impugnar. é necessário destacar que no plano da sua natureza jurídica. mas apenas função coercitiva. no processo de execução o devedor não é citado para se defender. Nem sempre a citação é ato de convocação para a defesa ou para a resposta. o juiz não tem legitimidade para impugnar o valor da causa. Merece também esclarecer que a impugnação ao valor da causa não suspende o andamento da ação. Também na jurisdição voluntária o interessado não é citado para se defender.O poder de documentação – É apenas uma decorrência de se documentar pôr escrito os atos processuais. prover e decidir ( se desenvolve gradualmente durante o curso do processo) O conhecer é uma decorrência do princípio da inércia inicial da jurisdição. Ato executório é o meio coercitivo destinado a compelir o devedor a cumprir a prestação. sem decidir sobre o valor da causa. para finalmente. ou também para impugnar ( 47 . Tanto é assim que no processo de execução o devedor não é citado para se defender. a produção da prova e da contraprova. Assim sendo. valorá-las e proferir ato decisório. Finalmente. O melhor conceito de citação é o ato através do qual se convoca o réu para se defender (processo de conhecimento ) ou ainda para cumprir a prestação ( processo de execução ). pôr exemplo. já que antes de decidir o conflito. 3 . mas para cumprir a prestação.Assim sendo. O importante é visualizar que o poder de decidir se exerce gradualmente ao curso do processo.213. Em verdade. 3. Todos os grandes atos que ocorrem na execução são atos executórios. porque nesta modalidade de jurisdição não existe litígio. mas este erro não impedirá que o juiz corrija o valor se o caso for de causa de valor legal ou obrigatório. significa que antes de decidir o juiz terá obrigatoriamente de admitir o contraditório e a instrução.CITAÇÃO 3. pôr exemplo. mas ele também se manifesta no processo de conhecimento e no processo cautelar. levando-se em conta que no processo cautelar não existe contraditório de mérito. mas poderá corrigir em qualquer momento do processo as causas de valor legal ou obrigatório. mas o juiz não poderá proferir sentença na ação. mas apenas para cumprir a prestação. terá de conhecê-lo e para conhecê-lo terá de ser provocado.1 Do conceito de citação Disciplina legal: CPC do art. isto porque na execução forçada não existe função cognitiva.213 e seguintes Crítica ao conceito de citação do art. O prover. determinar a intimação de testemunhas ou desentranhamento de documentos. porque o ato decisório se realiza pôr etapas e envolve os seguintes momentos: conhecer.9 Os poderes fundamentais da jurisdição 1 – Poder de decisão não abrange apenas o ato de decidir. Pôr todas essas razões se diz que o poder de coerção aparece com maior plenitude no processo de execução. o requerimento nesse processo não é tecnicamente citado para contestar.

Nesta hipótese persiste a nulidade de citação que poderá ser a qualquer momento pronunciada de ofício pelo juiz.O réu comparece e contesta. O princípio da preponderância absoluta da forma ( critério do rigorismo formal) Via de regra. 3° . Agora. Se o juiz acolher a argüição e decretar a nulidade da citação.§ 1°). ele será válido ( regra geral ) Citação e a intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das formalidades ou das prescrições legais ( CPC art.214. será uma citação nula. na citação a forma integra a essência do ato. quando feitas. o processo ( ver CPC art. 214. às provas).Conforme já se diz. 05/10/98 “As citações e as intimações serão nulas. 3. não sendo apenas “ad probationem. se o ato se realizou de forma inadequada mas atingiu a sua finalidade sem prejuízo às partes. 214 ). 2° . OBS. o artigo 232 do CPC elenca os requisitos do edital de citação.247 ). e não “ad solemnitatem”( para a solenidade. sem observância das prescrições legais” ( CPC art. 247). Na mesma direção. É que na citação e na intimação a forma integra a essência do ato. A simples leitura do aludido dispositivo legal nos mostra que no tocante `citação e à intimação o legislador consagrou o princípio da preponderância absoluta da forma ( critério do rigorismo formal ). De outro lado. significando dizer que se o edital for publicado com a ausência de qualquer daqueles requisitos. o prazo para a contestação começará a ser contado da data em que o réu ou seu advogado foi intimado da decisão ( CPC art.art. § 2° ). isto é. Assim sendo.: O comparecimento espontâneo do réu supre a falta de citação (CPC. pôr exemplo. no ato processual a forma é apenas “ad probationem “(para provas. se o juiz rejeitar a argüição é porque a citação foi considerado válida e como tal terá produzido todos os seus efeitos. Falta de citação e citação nula Na citação inexistente.processo cautelar ).2 A natureza jurídica da citação Sob esse ponto de vista a citação envolve três aspectos importantes: a) – a citação é ato escrito ( não existe citação verbal ). conforme indica a própria expressão não ocorreu a citação. mas contém um vício formal que a torna nula. a citação pôr edital será nula. 48 . b) – a citação é ato do juiz. bem como para acompanhar a atividade administrativa desenvolvida pelo estado nos procedimentos especiais de jurisdição voluntária. havendo inclusive a revelia.O réu permanece revel. o artigo 225 do CPC elenca os requisitos do mandado de citação significando dizer que se a citação pôr mandado não contiver qualquer daqueles requisitos. porque somente através dela se forma a relação processual. Nesta hipótese prejudicada estará a argüição de nulidade (preclusão lógica ) que não mais poderá ser suscitada em nenhuma instância ou tribunal. As hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. 1° . a citação nula existe. diz se do ato ou negócio jurídico dependente de solenidade especial para valer). daí se falar em falta de citação. Nessa direção. significando que a forma apenas existe para facilitar a prova da realização do ato. c) – a citação é ato constitutivo.O réu comparece e somente argüi a nulidade da citação.

administrador.§ 1° ). que não necessitam de procuração com poderes expressos e específicos para a citação. Classificação da citação d. o réu já agora transformado em devedor poderá atrvés dos embargos à execução argüir a falta ou a nulidade da citação ( CPC art. sendo que além disso a ação tem de ser concernente à alugueres ( CPC art. f).Quanto ao destinatário: citação pessoal e citação não pessoal.Na oposição os opostos serão citados através dos seus advogados.: Neste dispositivo o texto legal confundiu intimação com citação.Feita através de pessoa do administrador do imóvel encarregado do recebimento dos alugueres. A citação quanto ao destinatário Citação pessoal é aquela que é feita diretamente ao réu ou ao seu representante legal (CPC art. d). 49 . significando dizer que o defensor público é um agente do estado e não um procurador escolhido pela própria parte. citação pôr oficial de justiça e citação pôr edital (CPC art.Na reconvenção o autor reconvindo será citado. Citação não pessoal: a). porque tais poderes já lhes são autorizados pela própria lei ( CPC art. feitor ou gerente. 221 ). principalmente porque não poderá ele contestar fatos que não conhece. 215. Esse entendimento é bastante controvertido e só merece ser sustentado em concurso da defensoria pública. § 3° ). § 2° ). esta ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. b).: Procurador legalmente autorizado é aquele que tem poderes expressos e específicos para receber citação.215. 316 ). OBS.316 do CPC. onde estiver situado o imóvel. sucursal ou filial ( CPC art.É aquela que é feita através de procurador legalmente autorizado ( CPC art. na pessoa do seu procurador. eis que ele não é um procurador.: Procurador presumido é o diretor ou o gerente de pessoa jurídica estrangeira que aqui tenha agência. I ). 1° parte ). Na hipótese do autor reconvindo estiver representado pela defensoria pública. 2– Quanto à forma: citação pelo correio. c). já que sempre foi peculiar ao processo trabalhista. parte final ).É aquela feita através de procurador presumido. Pôr todas essas razões não pode o defensor público receber a citação prevista no art. surge uma grande controvérsia que diz respeito à própria natureza jurídica da defensoria pública como instituição. procurador com poderes para receber citação. É de se observar que a citação pelo correio não é uma novidade entre nós.É aquela feita através de mandatário.Agora. se o juiz não perceber a nulidade e proferir uma sentença condenatória.215. A citação quanto à forma A partir da reforma do CPC a citação pelo correio passou a ser a modalidade preferencial. desde que o locador esteja fora do território nacional sem ter comunicado ao locatário de que deixou na localidade. 471. e).215. desde que essas pessoas tenham praticado o fato causador da ação e desde que o réu esteja ausente ( CPC art. que não necessita de poderes expressos para a citação porque tais poderes já lhes é autorizado pela própria lei ( CPC art. OBS. 12. eis que a relação contratual não se estabelece entre ele e o assistido e sim entre ele e o estado. OBS. É que para uma corrente doutrinária o defensor público não atua com procuração.57 ). Promovida a execução do julgado.

c). “A”. “E”). a lei disciplinadora da Ação Especial de Alimentos. 234. ela vai se instrumentalizar pôr mandado. “F”).citação pôr mandado. A notificação ou interpelação judicial não forma processo. nula será a citação pôr mandado quando feita com a ausência de qualquer dos seus requisitos ( ver CPC 225 e 226 ). exigindo-se que o carteiro lhe faça a entrega pessoalmente e contra recibo. “C” ). o mesmo ocorrendo com a lei disciplinadora da execução fiscal. A principal característica da citação pôr oficial de justiça é que ela é sempre uma citação pôr mandado. Na citação postal o prazo para a contestação começará a ser contado a partir da juntada aos autos do aviso de recebimento. não a admitindo nos seguintes casos: 1. Os requisitos do mandado de citação aparecem regenciados nos artigos 225 e 226 do CPC. determina a citação postal como modalidade preferencial. Citação. enquanto a citação é ato constitutivo do processo. O destinatário da notificação não é citado e muito menos intimado. “B”. Assim sendo. Entretanto. Em verdade. 1105. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. este se impossibilitou.Além disso. apesar da sua preocupação conceitual.222.citação pôr hora certa. vele dizer é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo.citação em comarcas contíguas.224 ). 4. a intimação é a que somente ocorre durante o curso do processo. A citação pôr mandado Merece ressaltar que em qualquer citação pôr oficial de justiça. 2.citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. Conforme já salientado. Apesar do legislador preferir a citação pelo correio ( ver CPC art. art. o requisito “sine Qua non “ ( sem o qual não. muitas vezes o legislador confundiu intimação com citação e vice-versa ( ver pôr ex. 50 . A citação pôr oficial de justiça É aquela que é feita nas situações em que a lei não permite a citação pelo correio. ele a excepciona. a correspondência não pode ser entregue na portaria do prédio.999. b).222. não é ato para cientificar alguém que terá de fazer ou deixar de fazer alguma coisa em um processo. sendo esta a razão pela qual o legislador afastou a citação postal da execução forçada ( CPC art.222 ). “D”). d). ou quando desde o início o autor optou pôr esse tipo de citação ( ver CPC art. 316 e 740 do CPC ). mas sim função jurisdicional coercitiva.Na execução forçada.Quando o litígio versar sobre direitos indisponíveis ( CPC art. 222. 3.Quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência (CPC art. É que no processo de execução não existe função jurisdicional cognitiva. A notificação ou interpelação judicial encontra-se consagrada no CPC como uma das medidas cautelares que não admitem resposta. a citação pôr oficial de justiça admite a seguinte classificação: a). O destinatário da correspondência será o próprio citando. Intimação e Notificação A fim de evitar confusão o legislador teve uma preocupação conceitual e pôr essa razão definiu citação no art. ou quando pôr qualquer razão. ele é apenas notificado ou interpelado.222. O procedimento da citação pelo correio far-se-á pôr correspondência com aviso de recepção e na forma renegociada no artigo 223 do CPC. Assim sendo.Quando o autor preferir outra forma de citação (CPC art. mas sim no próprio escritório da empresa citanda e para alguém que esteja diretamente ligada à gerência ou à direção.: Ver ainda as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. nula será a citação quando feita sem a observância das formalidades e dos preceitos legais ( CPC art. Em se tratando de pessoa jurídica com sede em edifícios. indispensável ) para a intimação é a existência do processo. 247 ). OBS. 213 do CPC e intimação no art. Didaticamente.

havendo a respeito dois entendimentos: 1° .O Curador Especial é um substituto processual. 2°. declarando-lhe o nome (CPC art. II ). o oficial de justiça dará pôr feita a citação ( CPC 228.9°.: No Estado do Rio de Janeiro. 9°. atuando. Disciplina legal da citação pôr hora certa: CPC art. fazer acordos. O aprimoramento da citação pôr hora certa Ela somente vai se aperfeiçoar quando o escrivão enviar ao réu carta. telegrama ou radiograma. II o legislador entendeu que o contraditório é de interesse público. as atribuições da Curadoria Especial são exercidas pela defensoria pública. O Curador Especial tem o dever de contestar. É de se observar que não basta o escrivão certificar nos autos o envio da correspondência. o juiz sob pena de nulidade processual absoluta ou insanável.Citação pôr hora certa Natureza jurídica: É uma das modalidades de citações presumidas.II). sob pena de nulidade da citação pôr hora certa. com legitimácio extraordinária. 2° . O dia seguinte Em lá voltando. é também modalidade de citação pôr oficial de justiça. não podendo portanto. 51 .Três tentativas ( índole objetiva ) infrutíferas de localizar o réu em seu domicílio ou residência. portanto. ao réu revel citado pôr hora certa o juiz terá de nomear-lhe Curador Especial. A Curadoria Especial Conforme já se destacou. § 1° ). § 2° ). se o réu citado pôr hora certa permanecer revel. desistir ou transigir. dandolhe de tudo ciência ( CPC art. porque ele tem a obrigação de juntar aos autos. deixando certidão da ocorrência através de contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. mas apenas presunção.Deixa com pessoa da família ou com um vizinho aviso para comunicar ao citando que ele ( oficial de justiça ) voltará no dia seguinte. Natureza jurídica da Curadoria Especial: o assunto não é entre nós tranqüilo.O Curador Especial é apenas um representante da parte pôr determinação da própria lei (opinião majoritária).229 ). conciliar. Levando-se em conta que a citação pôr hora certa não é certeza de citação. 228. enquanto em outros estados e também no Distrito Federal esse exercício cabe ao Ministério Público. OBS. porque nestas hipóteses do art. Requisitos de admissibilidade da citação pôr hora certa: 1°.9°. terá de nomear-lhe curador especial ( CPC art. se o citando não for encontrado e persistir a suspeita de ocultação.227 a 230. sob pena de nulidade absoluta ou insanável ( CPV art. a prova do envio da correspondência. Curador Especial não é o titular do direito material controvertido e pôr essa razão não poderá praticar qualquer ato que exija a titularidade desse direito. ( entendimento minoritário ). 06/10/98 O prazo para contestação na citação pôr hora certa O prazo começa a ser contado a partir da juntada nos autos do mandado da citação.Suspeita de ocultação ( requisito de índole subjetiva ) 3° .

No tocante à obrigatoriedade da denunciação da lide existe entre nós duas correntes: 1° . ficando ainda o Curador Especial com o espaço da matéria de direito para sustentar a sua contestação. se o réu apenas contestar e não denunciar a lide. O Curador Especial tem legitimácio para denunciar a lide? Levando-se em conta que o Curador Especial somente é convocado a atuar nos casos de citação presumida. já que terá perdido o direito de regresso. sob a alegação de que somente os fatos são alcançados pela revelia. aquele que não a deduzir no momento oportuno. II ). I. impossível se torna qualquer possibilidade de autuação do Curador Especial. II e art. Para a corrente majoritária Curador Especial não tem legitimidade para a reconvenção. perderá o direito de regresso que não mais poderá exercer nem mesmo através de ação autônoma. já que esta é uma ação na qual apesar da conexão existe autonomia. o que pôr si só lhe confere legitimácio para denunciar a lide.Somente a hipótese em que a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção é que ela era obrigatória. nos casos de citação fícta em que o réu tenha permanecido revel ( ver CPC art. já que não haveria a configuração do contraditório. não tendo portanto. isto é. Curador Especial tem legitimácio para a reconvenção? Essa matéria é também controvertida. Disciplina legal da Curadoria Especial: CPC art. vale dizer. I do CPC é atuação de Actio. Dentro dessa visão. A questão da legitimácio do Curador Especial para a denunciação da lide está interligada com a questão da obrigatoriedade da denunciação da lide. 7° do CPC são obrigatórias.: Via de regra a atuação do Curador Especial com apoio no art. tem o Curador Especial o dever de articular uma defesa perfeita. Essas são as principais razões que afastam a legitimácio do Curador Especial para a reconvenção. II OBS. se assim fosse. se a revelia a alcançasse os fatos não haveria razão para a lei autorizar o Curador Especial a negar genericamente os fatos ( ver CPC art.302. Entretanto.302. Pôr essa razão se discute se a revelia produz efeitos nos processos contestados pela Curadoria Especial. de propositura de ação. parágrafo único ). Merece ainda considerar que a revelia somente incide sobre a matéria de fato.Todas as hipóteses disciplinadas no art. o que pôr si só impede o Curador Especial de denunciar a lide. 315 ) confere legitimácio ao Curador Especial para reconvir. 9°. 1042. A Curadoria Especial no processo de execução Levando-se em conta que na execução propriamente dita não existe contraditório de mérito. É pôr demais evidente que além de contestar. o dever de impugnar. Merece salientar que em sendo a denunciação da lide obrigatória. I. Para a corrente minoritária a interligação entre os fundamentos da defesa e a reconvenção (ver CPC art.9°. levando-se em conta que o executado poderá deduzir a sua defesa através dos embargos à execução. que dizer. Merece observar que para o réu o momento oportuno para denunciar a lide é o da contestação. atuação de defesa. alguns comentaristas entendem que nesses casos a atuação do Curador Especial é atuação de excépcio. defesa ou contestação. 52 . para aqueles que entendem ser a denunciação da lide obrigatória. § único ).9°. Além disso. nesses embargo a opinião majoritária vem admitindo a atuação do Curador Especial. fato pôr fato ( ver CPC art. 2° . Entretanto. terá articulado uma defesa imperfeita ou incompleta. Num primeiro entendimento responde positivamente. a atuação do Curador Especial seria meramente decorativa. já que esta é uma ação que aparecerá embutida na ação principal.Merece lembrar que em relação aos fatos o Curador Especial está autorizado a contestar pôr negação geral. Além disso se o réu apenas contestar sem oferecer reconvenção não lhe haverá qualquer prejuízo. não alcançando portanto a matéria de direito.

do CPC. mas se encontra em lugar ignorado. 230 do CPC Regencia duas modalidades de citações pôr oficial de justiça: a citação em comarcas contíguas de fácil comunicação e a citação em comarcas localizadas na mesma região metropolitana.Pôr sua vez.: 53 . se na comarca houver emissora de radiodifusão (CPC art. é citação fícta ou presumida.III: Ver como exemplo a citação pôr edital. incerto e não sabido. OBS. 232: Elenca os requisitos do edital de citação. é atuação de exceptio. será citado na unidade em que estiver servindo se não for conhecida a sua residência ou nela não for encontrado ( CPC art. O art. A multa reverterá em benefício do citando e será liquidada e paga nos próprios autos da ação em curso. “ durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais”. podendo também encontrar-se em lugar inacessível.II: Aqui o réu é conhecido. 216. II ). OBS. OBS.§ 2° ).: Se o edital for publicado com a ausência de qualquer daqueles requisitos.II ). No plano de sua natureza jurídica. de contestação. o artigo 1042 do CPC regencia a atuação do Curador Especial nos procedimentos de inventários.: O militar em serviço ativo. Ver também as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. salvo a citação. 216 ). 172. Art. Pôr sua vez. a citação pôr edital tal como a citação pôr hora certa. É conveniente não esquecer que ao réu revel citado pôr edital o juiz terá de nomear-lhe Curador Especial. 231.No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu. sob pena de nulidade processual insanável ( CPC art.I : Réu desconhecido ou incerto são os terceiros interessados. 247 ). OBS.231 a 233 Art. das 6 às 20 horas ( CPC art. OBS. a atuação do Curador Especial com apoio no art.: a) – Inacessível é o país que não cumpre as nossas cartas rogatórias ( CPC art. 231. 942 do CPC. § único ). nula será a citação pôr edital pela não observância das formalidades e das prescrições legais ( ver CPC art. O lugar da citação: é aquele aonde o réu for encontrado ( ver CPC art. a notícia de sua citação será divulgada também pelo rádio. A citação pôr edital Disciplina legal: CPC art. b) . § 1° ). Citação após às 20 horas e citação nos domingos e feriados: depende de autorização do juiz ( CPC art. Art. Segundo dispõe o artigo 173 do CPC. 231. 218 ). § 1° ). Art. quer dizer. 172. 172 ). O horário da citação: nos dia úteis.231. 173. 217 ).: Para efeitos forenses o Sábado é considerado dia útil. Também a citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. 9°. determinada no art. Os atos iniciados antes das 20 horas poderão ser concluídos após o horário parâmetro (CPC art. Art. § 2° ). 233: Estabelece uma multa de cinco vezes o salário mínimo para aquele que requerer dolosamente a citação pôr edital. é citação pôr oficial de justiça ( ver CPC art. Os impedimentos à citação: ( ver CPC art. 231. 9°. II. a fim de evitar o perecimento do direito ( CPC art.

aliás neste caso ter-se-á de saber se existe previsão para a recuperação. 4° .A partir da citação válida a relação material passa a ser controvertida. razão pela qual vem se entendendo que dentro daqueles aludidos prazos o que o autor tem que fazer é o preparo da citação.219 ). poderá ser feita a citação. 218 regencia uma modalidade de citação pôr oficial de justiça. quer dizer. 264 ). 294 ). a coisa torna-se litigiosa ( CPC art. 219 ). É ainda de se observar que o autor não pode ser prejudicado pela lentidão do aparelho judiciário.A citação válida é ato constitutivo da relação processual ( ver CPC art. 264 ). porque em caso contrário a hipótese deixa de ser de impedimento para ser de impossibilidade de citação ( CPC art. O efeitos da citação Ela produz efeitos processuais e efeitos materiais. 3° . a citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. 7° . Considerações básicas: 54 . sem o consentimento do réu ( CPC art. Segundo dispõe o inciso IV do art. 13/10/98 Os efeitos materiais da citação 1. a doença grave é uma das causas impeditivas à citação. nas hipóteses de competência concorrente e territorialmente diversa. 41 ). 219 do CPC.Depois da citação o autor não poderá alterar o pedido ( modificação qualitativa). Merece observar que a citação somente terá forças para interromper a prescrição se ela se efetivar dentro dos prazos indicados nos parágrafos 2° e 3° do art. 2 – Interrompe a prescrição – é conveniente destacar que a interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação ( CPC art.A citação válida induz litispendência ( CPC art. 5° . § 2°.Depois da citação só será permitido a substituição voluntária das partes nos casos expressos em lei ( CPC art. firma a prevenção do juízo ( CPC art. 217. 8° . mas é de se destacar que em relação aos efeitos processuais esse dispositivo legal não é esgotativo. como pôr exemplo. OBS.A primeira citação válida. 219 do CPC ( ver CPC art. Em princípio os efeitos processuais e materiais da citação aparecem centralizados no art. sem o consentimento do réu ( CPC art. 3° e 4° ).Esses impedimentos não são absolutos. 214 ). 218).: Mora é o retardamento culposo no cumprimento da obrigação. 2° . 6° . Os efeitos processuais da citação 1° . § 1° ).Depois da citação não poderá mais haver aditamento ou ampliação do pedido ( ver CPC art. porque mesmo com a presença de causa impeditiva. vale dizer.219. a fim de evitar o perecimento do direito. para evitar a consumação da prescrição. 219 ). O art. 219.Depois da citação não poderá ocorrer a modificação da causa de pedir.Constitui o devedor em mora.

OBS.1° . 2° . Os tipos de processo: a).A citação ordenada pôr juiz suspeito é válida e produzirá todos os seus efeitos. a forma em que é movido o ato. Conceito: É um conjunto de atos finalisticamente estruturado e organizado em busca da entrega da prestação jurisdicional. enquanto o procedimento é a ordem e a sucessão de sua realização. No processo de conhecimento existe um procedimento comum ( ordinário ou sumário ) e um procedimento especial. enquanto que o procedimento é este mesmo movimento em sua forma extrínseca. o vocábulo processo significa a forma de se instrumentalizar a jurisdição voluntária ou administrativa. 55 . sob o ponto de vista da filosofia do direito e da lógica jurídica. Finalmente. como também o de execução. No processo cautelar o seriado de atos processuais tem pôr finalidade garantir o processo principal.A citação ordenada pôr juiz impedido é válida.: No processo de conhecimento o seriado de atos processuais tem pôr finalidade dirimir o litígio ou o conflito. O processo é uma direção no movimento.processo de execução c). Apesar disso. porque o juiz impedido está proibido de praticar ato processual.1 – Distinção entre processo e procedimento.: A citação ordenada pôr juiz impedido para muitos doutrinadores terá força para evitar o perecimento do direito ( opinião majoritária ).processo de conhecimento b). 3° . a citação ordenada pôr juiz incompetente é válida e produzirá todos os seus efeitos. que poderá ser de conhecimento. o procedimento é o modo de mover.processo cautelar OBS. momento ou fase. alguns entendem que a citação ordenada pôr juiz absolutamente incompetente só terá o efeito de impedir o perecimento do direito ( opinião bastante controvertida ). O legislador processual não distinguiu para efeito da citação a incompetência relativa e a incompetência absoluta. 219 do CPC. O conceito de processo.: No processo de conhecimento existe ainda um procedimento sumaríssimo que é o do Juizado Especial Cívil. OBS. Ainda sob o ponto de vista do direito processual. o vocábulo procedimento tem o significado de etapas. 4 – O PROCESSO E O PROCEDIMENTO 4. No processo de execução o seriado de atos processuais tem pôr finalidade garantir a realização e a satisfação do crédito. Formas de processo: Levando-se em conta que cada um dos tipos de processos se exterioriza em procedimentos é necessário indagar em que esquemas formais cada tipo processual se revela. Processo e procedimento: Sob o ponto de vista do direito processual o processo é uma soma dos atos que se realizam para a composição do litígio. O processo é o movimento em sua forma intrínseca.Segundo dispõe o caput do art. isto porque o juiz suspeito não está proibido de praticar ato processual.

56 .A relação processual é progressiva.5 – Caracteres da relação processual a). formandose pôr essa razão um feixe de relações processuais. oral e misto OBS.2 Classificação do processo I – Quanto à forma: escrito. 4.Existe no processo um feixe de relações processuais.A relação processual é autônoma. Processo inquisitivo é o que para se movimentar depende do impulso oficial. que é a entrega da prestação jurisdicional. porque ela se desenvolve em busca de uma única finalidade. f). já que a existência do processo independe da relação jurídica material ou substancial.A relação processual é um complexo de atos processuais. o Processo Civil Brasileiro é dispositivo em razão da inércia inicial da jurisdição. Processo dispositivo é aquele que para se movimentar depende exclusivamente da iniciativa das partes. OBS.: Ato executório ou medida executiva é o meio coercitivo destinado à compelir o devedor a cumprir a prestação. b). Finalmente.O processo é sempre uma relação jurídica de direito público. o Processo Civil Brasileiro é misto com preponderância da forma escrita. É que a relação processual que se forma a partir da citação válida vai se renovando à medida que as partes e o juiz vão praticando atos. Em verdade. Em seu movimento inicial. O fim é a composição de um litígio e seu objeto a pretensão sobre o qual vai incidir a prestação jurisdicional. enquanto a relação material é de direito privado.4 . 4. isto porque o exercício da função jurisdicional é uma função estatal. Assim sendo.A relação processual é unitária. 4. a relação processual é de direito público.Natureza e objeto do processo O fim e o objeto do processo. mas se desenvolve pôr impulso oficial ( CPC art. no processo cautelar existe também um procedimento comum e um procedimento especial. pôr se tratar de uma relação trilateral que envolve as partes e o juiz. 262 ). salvo pôr procedimentos sumário e sumaríssimo ( Juizado Especial ) nos quais prepondera a oralidade.: Quanto à forma. Quanto à movimentação o Processo Civil Brasileiro é misto. porque cada ato gera o seu contrário ( contra-ato ) e assim sucessivamente até a prolação do ato final que é a sentença. Em resumo: O que existe no processo é um complexo ou um seriado de atos processuais e um feixe de relações processuais.A relação processual é um “actum trium personarum”.No processo de execução existe um procedimento executório que se exterioriza através dos atos executórios. eis que nesses procedimentos até a contestação pode ser oferecida pela via oral. Com efeito. não se pode confundir a preexistente relação jurídica material com a posterior relação jurídica processual. g). Com efeito. o exercício da jurisdição é uma manifestação da soberania da própria nação e pôr essa razão as normas de direito processual são normas de direito público. porque ela se desenvolve pôr etapas. II – Quanto à movimentação: processo dispositivo e processo inquisitivo (impulso oficial). o objeto material do processo é a pretensão e seu objeto formal os atos de procedimento. porque ele começa pôr iniciativa da parte. d). c). e).

mas negava-lhe o caráter público da relação: esta seria bilateral e se estabeleceria somente entre as partes. É que nele havia duas fazes. assim. Tem-se dessa maneira. com a vinculação recíproca entre as partes e o juiz: as partes se relacionam entre si e também se relacionam com o juiz. denominada “in iuditio”. O segundo teório foi BULLOW. WACH defendeu a idéia da relação triangular ou trilateral.: A teoria da relação triangular é a concepção vitoriosa. negando a vinculação entre as partes mas afirmando a relação destas com o juiz.: Entre nós merece referência a figura de Teixeira de Freitas. autor. Na primeira.Teoria da relação jurídica ( século XIX) O primeiro a visualizar o processo como um relação jurídica foi HEGEL. agem visando a um único fim que é a entrega da prestação jurisdicional. HELLWIG sustentou a relação angular. referindo-se a ele episodicamente em uma das suas obras.Teoria do quase contrato Principal teórico: “Savinir ÖBS. mas quem realmente consolidou a teoria foi WACH. excluído. uma preliminar e outra definitiva. o ato ilícito e a lei. DIAGRAMAS A --. o quase delito. OBS. mas como ainda se estava sob a influência do direito romano.4. Pôr essa razão chegou-se a conclusão de que o processo somente poderia ser um quase contrato. submetida ao “iudex”. Existe no processo uma relação jurídica de direito público que não pode ser confundida com a relação material de direito privado pré-existente entre as partes. Muitos passaram a desconfiar que o processo não poderia ser um contrato. isto é da concepção privatística do processo com outra denominação. réu e juiz. período no qual passou a se questionar a natureza contratual do processo. com carater acentuadamente privado. já na Segunda fase. 3. representada pôr linhas paralelas que vão do autor ao réu e do réu ao autor. portanto o juiz. e como as regras do processo obrigavam. 2. verdadeiro contrato judicial entre autor e réu. estão sendo fixados os vínculos que unem entre si os sujeitos do processo e os atos pôr eles praticados. Também HOELER encarava o processo como relação jurídica.R triangular 57 . o quase contrato. A idéia do contrato prevaleceu até o final do século XVIII. uma relação linear. Configurava-se. o delito.R A Bilateral Ou linear angular J R J A ------. compareciam as partes perante o Pretor para a exposição do caso e para a prestação do compromisso de aceitarem a fórmula adequada e que seria. Crítica: A teoria do quase contrato nada mais é do que a continuidade da teoria contratualista. Quando se fala em relação jurídica. mas essa não desenvolveu o tema com profundidade. Conforme já se disse a teoria da relação jurídica consolidou-se com as obras de WACH. Levou-se em conta que segundo o direito romano as fontes das obrigações são as seguintes: o contrato.6 – Natureza jurídica do processo: teorias 1 – Teoria do contrato ( litis contestatio ) Remota ao processo romano. “in iue”. Finalmente. pois pública não era a função do “iudex”. Os sujeitos. buscou-se um apoio nas fontes romanas do direito das obrigações.

Em virtude de seu singular status. 5. 3– Princípio do dispositivo Impõe às partes o dever de impulsionar o processo ( ex.Teoria da instituição jurídica: GUASP O processo é antes acima de tudo não uma relação. a teoria do processo como negócio jurídico se equipara à teoria do processo como contrato. pôr sua vez defluem de um mesmo fato extraprocessual. 58 .sujeitos especiais do processo: o representante do Ministério Público e o patrono das partes ( advogado ). ele é quem irá vincular as partes pôr meio da sentença. os tradutores. mas não se deve perder de vista que enquanto a instituição tem vida autônoma em relação aos indivíduos.Teoria do negócio jurídico O processo não é uma relação. as testemunhas. art. o mesmo não acontece com o processo. A instituição é permanente.sujeitos secundários: são os órgãos auxiliares do juízo. 5° e CPC art. mas uma instituição. os intérpretes.Princípio da garantia da ampla defesa. equiparáveis a negócios jurídicos decorrentes não da vontade do estado juiz. tomada a expressão como o conjunto de regras jurídicas a cerca de relações provindas de um mesmo fato. o processo nada mais é do que um conjunto de negócios jurídicos. já que vai terminar com a sentença. o processo é transitório. Fundar-se-á a concepção na realidade: as relações que se estabelecem no progresso decorrem de regras. Assim sendo. CPC art. como pôr exemplo. Pôr essa razão.Koeler Helwig Wach Os sujeitos do processo Segundo a concepção vitoriosa ( relação triangular – Wach ) os sujeitos da relação processual são os seguintes: a).Teoria da situação: Goldschmidt Abandonou a idéia da relação e criou a da situação.Princípio do contraditório.125. os contadores.267. significando dizer que a teoria do negócio jurídico tentou restabelecer a natureza privatística do processo. o que em sentido lato equipara o negócio jurídico ao contrato. mas da vontade das partes. mas sim um conjunto de atos jurídicos. II ). A instituição não se altera. 6.sujeitos principais: as partes e o juiz b). I). mas da vontade das partes. Ao invés de direitos. os peritos. porque este sempre dependerá do impulso das partes. têm as partes meras chances ou expectativas com relação à própria pretensão. que. 14/10/98 4. 1 . Merece salientar que os efeitos de um negócio jurídico não decorrem da lei. um princípio constitucional maior que é o princípio do devido processo legal ( ver Constituição Federal art. De outro lado. para as partes representam promessas ou ameaças. c). É também de natureza constitucional e integra com o princípio do contraditório. as normas legais que para o juiz são padrões. 5. 4– Princípio do inquisitivo. 4. eis que as colocam em situações de expectativa a cerca do que dirá a sentença. o juiz não pode ser objeto de vínculos jurídicos: sendo no processo o poder soberano.7 Princípios fundamentais do processo e do procedimento São princípios políticos que informam o processo e o procedimento e cuja observância é obrigatória. enquanto o processo vai mudando de configuração à medida em que se desenvolve. 5° ). É de natureza constitucional e assegura às partes igualdade de tratamento na relação processual ( ver Constituição Federal.

: Prova emprestada é aquela que não foi produzida sob a direção do juiz da causa. Esse princípio é informativo da reforma do CPC e também do Juizado Especial. estará vinculado.Princípio da identidade física do juiz. promoção.Princípio da imediação. Determina que os atos processuais se realizam em um só e grande momento. 6. Tem preponderância no procedimento comum sumário e no procedimento sumaríssimo do Juizado Especial Cível.262 ) 5– Princípio da oralidade. qualquer procedimento que esteja sob a influência do princípio da concentração não vai admitir julgamento antecipado da lide. o que vincula é a audiência de instrução e julgamento. A prova emprestada é imprestável e inválida. 7. Obriga o juiz a ficar em contato direto com as partes e as provas. mormente do procedimento comum sumário e do sumaríssimo do Juizado Especial Cível. aposentadoria ( CPC art. Busca tornar mais simples a realização dos atos processuais e do procedimento. OBS.Princípio da efetividade do processo. Permite o desenvolvimento do processo através de uma série de fases.Princípio da informalidade. 9. a fim de tornar mais rápida a entrega da prestação jurisdicional. que é o da audiência de instrução e julgamento. Exceções à vinculação: Convocação.Princípio da concentração. 12. Os embargos declaratórios e o agravo de instrumento ao não admitirem a sustentação oral. rejeitam o princípio da oralidade. 11. É um dos princípios informativos da reforma do CPC. O princípio da oralidade e o princípio da concentração são princípios informativos do Juizado Especial Cível. licenciamento. mas sim para efetivar a entrega da prestação jurisdicional. 132.Determina que no processo prepondere o impulso oficial ( ver CPC art. Merece observar que aonde prepondera a oralidade. prepondera também a concentração. tendo portanto a obrigação de proferir a sentença.: 59 . Visa tornar mais rápida a entrega da prestação jurisdicional. 8. Esse princípio interliga-se com os princípios da serelidade e da informalidade. 10.Princípio da continuidade. OBS.Princípio da serelidade. Cabe lembrar que a audiência de conciliação não vincula. A sentença que se apoiar exclusivamente em prova emprestada será inválida. O princípio da informalidade é um dos princípios informativos do Juizado Especial e também um princípio que se integra com o princípio da serelidade. 2° parte ). já que nesses procedimentos até mesmo a contestação poderá ser oferecida pela via oral. O processo não existe para demonstração de intelectualismo e de vaidades pessoais. Assim sendo. A prova tem de ser produzida sob a direção do juiz da causa. O juiz titular ou substituto que presidir a audiência de instrução e julgamento e colher a prova.

14. tendo pôr essa razão de motivar ou fundamentar a decisão. Depois de praticar este ato. Outro exemplo: purgação da mora e contestação. tornando-se impossível o exercício posterior da mesma faculdade de que o interessado já se valeu.: 60 . num momento adequado.Parágrafo único do art. Pôr exemplo. quer dizer. o réu condenado pela sentença comparece a cartório e paga o valor da condenação. Ex. ( ver CPC art.Princípio do livre convencimento ou da livre apreciação da prova. volta a cantório para apelar da mesma sentença. perda de prazo para o recurso. 13. Preclusão temporal é a perda da oportunidade de se praticar o ato processual.Princípio da eventualidade. cuja realização lhe trará vantagens. estando ainda correndo o prazo para o recurso.: Levando-se em conta que o prazo para os embargos do devedor é de 10 dias contados da juntada aos autos do mandado da intimação da penhora. mas sim uma faculdade que o interessado tem no cumprimento de algum encargo processual. reconhecendo portanto a procedência do pedido e o ato de contestar. o devedor no 5° cia interpõe os embargos à execução e busca no 9° dia repetir o ato. ou postular certa providência judicial em razão da incompatibilidade existente entre aquilo que agora a parte pretende e sua própria conduta processual anterior. As modalidades de preclusão são as seguintes: temporal. Ônus e obrigação O descumprimento de uma obrigação ( dever ) se equipara a um ato ilícito. Impõe momentos adequados para a prática dos atos processuais. sob pena de preclusão temporal.132 do CPC regencia a única hipótese em que a sentença apoiada exclusivamente na prova emprestada terá validade. 130 e 131 ) O juiz tem o poder soberano de decidir. 503 ). mas sempre terá que decidir de acordo com as provas dominante nos autos. praticado ato ilícito. A única modalidade de preclusão que está interligada ao princípio da eventualidade e a teoria dos prazos. O descumprimento do ônus O interessado sofre uma certa perda ou ver-se-á privado de alguma vantagem. OBS. O princípio da livre convicção adotado pôr nosso sistema antepõe-se ao princípio da convicção íntima que é o juízo da consciência. Preclusão temporal é a perda de uma faculdade processual em virtude de seu não exercício no momento previsto para a sua realização. Preclusão lógica refere-se à impossibilidade em que se encontra a parte de praticar determinado ato. ( ver CPC art. O ônus não é uma obrigação. o juiz é livre para deferir as provas que entender necessárias para apreciá-las ou valorá-las e para decidir. Ex. Haverá preclusão pôr incompatibilidade lógica entre as duas condutas. Preclusão consumativa. é a preclusão temporal. via de regra.: Perda de prazo para contestar. o que será. lógica e a consumativa. entre o ato de pagar os alugueres. ocorrerá quando uma determinada faculdade processual já foi proveitosamente exercida. mas não terá em nenhum caso. resolvido em perdas e danos. A preclusão é um fenômeno processual estritamente ligado ao conceito de ônus processual.

444 e 548 ) O sistema de nossa legislação é o da publicidade ampla e imediata para todos os atos processuais. Sujeito dessa relação processual. Com efeito. o juiz deve ter capacidade processual para a prática dos atos que ele terá de praticar no curso do processo. A capacidade geral se divide em capacidade geral pertencente à pessoa física que deve atuar como órgão judiciário e em capacidade geral relativa aos órgãos judiciários considerados em si próprios abstratamente.9 O Juiz É o órgão estatal desinteressado que se coloca super partes e integra a relação processual. 17. Na relação processual somente pode exercer função jurisdicional o órgão que venha previsto na Constituição Federal como integrante do poder judiciário: é o princípio do juiz natural ou do juiz constitucional ( princípio da investidura ). que dizem respeito tanto ao órgão judiciário propriamente dito.Das três espécies de preclusão. 19/10/98 Os órgãos judiciários devem ser revestidos da capacidade geral e da capacidade especial.: O CPC no art. sob pena de invalidade ( CPC art. É ele que representa. É um princípio de natureza constitucional e assegura à parte o direito de ter a sentença reexaminada pôr um órgão hierarquicamente superior àquele que a proferiu.Princípio da correlação entre o pedido e a sentença ( princípio da congruência ). 460 ). o estado no exercício da função jurisdicional. De outro lado. é a aptidão para provimento em cargo judiciário e que exige requisitos concernentes: 61 . não foge a essa regra. 155. 4. não se pode esquecer que todo ato jurídico exige agente capaz ( ver Código Civil art. As outras duas categorias ligam-se mais diretamente ao princípio da vedação do “ bis in idem”. o juiz como sujeito da relação processual deve ter condições de capacidade. como elemento do Estado. O juiz de ofício está autorizado a condenar o litigante de má fé a indenizar a parte contrária os prejuízos que esta sofreu e tudo será liquidado nos próprios autos. 1° parte combinado com o art. 18. salvo nas hipóteses em que o próprio processo terá de tramitar em segredo de justiça ( ver CPC art. A capacidade geral dos órgãos judiciários prende-se à possibilidade de serem tais órgãos. OBS. apenas a temporal diz respeito à teoria dos prazos processuais e ao princípio da eventualidade. sendo o mesmo um dos sujeitos principais do processo.Princípio do duplo grau de jurisdição. Assim. como à pessoa do magistrado.Princípio da lealdade processual ( ver CPC art. impropriamente denominados casos de recurso necessário ou de recurso de ofício. como sujeito do processo. A sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido. 475 elenca os casos de obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição.Princípio da publicidade ( CPC art. 15. 16. 155. 4. a capacidade geral do juiz como pessoa física.II ). exceções.8 Os sujeitos principais da relação processual. As partes já foram estudadas ao tratarmos dos elementos da ação.16 a 18 ) É o princípio da vedação da conduta improba: as partes não podem pedir de má fé a tutela jurisdicional e nem atuar sem ética no curso do processo. audiências. investidos das funções de caráter jurisdicional. espécie que é do ato jurídico em sentido lato. 82) e o ato processual. 459. I. Os sujeitos principais do processo são o juiz e as partes.

câmara. segundo informa José Frederico Marques. As condições gerais exigidas para a existência de capacidade civil podem afetar a capacidade processual do juiz? Será válida. os atos pôr ele praticados serão válidos.a nacionalidade. mas enquanto tal não se der. c). havendo ainda as condições de saúde física e mental. o juiz está incapacitado para o exercício do cargo. o juiz está investido de poderes administrativos. Além dos poderes de ordem processual. 4. CPP ). coexista a capacidade especial relativa ao exercício diário do poder jurisdicional. que são exercidos em torno do processo. suas decisões constituem atos jurisdicionais válidos. enquanto as situações que identificam os casos de suspeição estão elencadas no art. Essa decisão foi posteriormente modificada e atualmente a opinião majoritária é de que a demência não afeta a validade dos atos jurisdicionais. ao lado das condições mencionadas de capacidade geral.135 ).134 ). é necessário que. Nesse sentido. nomeação e posse. Em contra partida. Essa incapacidade subjetiva do juiz é mais conhecida como incompatibilidade. pôr exemplo. podendo para tal fim. ter capacidade para o exercício do cargo. mas há outros de caráter administrativo.a). A capacidade objetiva está regulada pelas normas que disciplinam a competência. não pode ser anulada a sentença do juiz afetado de infermidade mental pelo só fato da infermidade. 794 do CPP: “A polícia das audiências e das sessões compete aos respectivos juizes ou ao presidente do tribunal. ou turma.135 do CPC. independentemente do decreto de aposentadoria.as condições técnicas e habilitação profissional. Para que o juiz possua capacidade como sujeito processual. depois de completada aquela idade. dentre os quais o poder de polícia processual. A doença mental é causa do afastamento do juiz do cargo. que poderão determinar o que for 62 . O prazo para excepcionar é de 15 dias. Assim sendo. As situações que identificam os casos de impedimento do juiz estão elencadas no art. se a parte não excepcionar para afastar o juiz suspeito da causa.II ).a idade. b). enquanto a incompatibilidade relativa é a suspeição. d). a decisão do juiz demente? A Suprema Corte Alemã entendeu que o órgão coletivo investido da jurisdição não está legalmente constituído se um juiz no momento que intervém no colégio judicante se encontra mentalmente infermo. dispõe o art. Nesse sentido. No tocante à idade. Pôr essa razão a sentença de mérito proferida pôr juiz impedido ao transitar em julgado passa a ser rescindível ( ver CPC art. significando dizer que os atos processuais pôr ele praticados são inválidos ( ver CPC art. Assim sendo. os atos processuais pôr ele praticados são inválidos. pôr se tratar apenas de incompatibilidade relativa do juiz para a causa. é de se ressaltar que o juiz ao atingir 70 anos será aposentado compulsoriamente. Merece observar que em razão da sua incompatibilidade absoluta para a causa. o juiz impedido está proibido de praticar atos processuais. A incapacidade subjetiva do juiz pode ser absoluta ou relativa. o juiz suspeito não está proibido de praticar ato processual.deverá. contados do fato que ocasionou o impedimento ou a suspeição. ainda. 251. enquanto a capacidade subjetiva do juiz é assunto ligado à garantia que deve oferecer à pessoa que exerça funções jurisdicionais. requisitar a força pública” ( art. significando dizer que os atos pôr ele praticados são válidos ( CPC art. Esses poderes se denominam jurisdicionais pôr se exercerem dentro do processo. 485. 134 do CPC. Não havendo erro de procedimento ou erro de direito. O Código de Processo Penal transmite com clareza esse poder disciplinar do juiz: “ Ao juiz incumbirá prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos.10 Os poderes do juiz no processo Os poderes que o juiz exerce no processo são aqueles decorrentes da função jurisdicional de que está investido. A incompatibilidade absoluta é o impedimento. o que só adquire com a aprovação no concurso de provas e títulos. mas também determinar as medidas destinadas a garantir a entrega da prestação jurisdicional. Prover a regularidade do processo consiste em evitar a prática de regularidade de rito. mesmo que a parte não excepcione para afastar o juiz impedido da causa. Essa capacidade especial pode ser objetiva ou subjetiva: a primeira diz respeito ao órgão judiciário e a Segunda à pessoa do magistrado.

quer pôr simples capricho. bem como aos prazos especiais previstos no art. significando dizer que a culpa em sentido estrito não configura a responsabilidade civil. Para tal fim. em casos de resistência serão presos e autuados”. Os poderes que tem o juiz de caráter jurisdicional. ou são poderes de vinculação final ( poder de decisão final ).81 que ele terá os mesmos poderes e ônus que as partes. O artigo 795 do CPP acrescenta: “Os espectadores das audiências ou das sessões não poderão manifestar-se”. órgão interveniente ou substituto processual (?) O Ministério Público como parte Disciplina legal: CPC art. pôr imperar o princípio do livre convencimento ( ver CPC art. Poder disciplinar consiste em recusar o que for impertinente ou meramente delatório. Quando o juiz dolosamente assim proceder. ao conduzir um processo. os costumes e os princípios gerais do direito. Entretanto. Neste caso.133. 125 do CPC. porque mesmo como parte o MP continua com o direito à intimação pessoal. quer para beneficiar o outro ou terceiro. O certo é que. seja de direito não determina a responsabilidade civil.35 de 1979) disciplina e regulamenta a matéria concernente à responsabilidade civil do magistrado. No exercício dos poderes de que se encontra investido. causando prejuízo à parte. que segundo dispõe o art.conveniente à manutenção da ordem. O art. porque será obrigatoriamente atuação vinculada à lei.I ) ou pela sua omissão ( CPC 133. Poder de impulsão consiste em ordenar o que for necessário para o desenvolvimento do processo. 133 ) Para a opinião majoritária não se trata de responsabilidade do Estado. A responsabilidade civil do magistrado ( ver CPC art. seja de procedimento. merece observar que ao exercer o poder de decisão final. não é bem assim.11 Das partes A participação do Ministério Público no processo civil No processo civil o MP poderá ser: parte. Nesse sentido. os principais poderes jurisdicionais do juiz aparecem elencados no art. 81 É interessante observar. porque é parte.188 do CPC. a atuação do juiz não pode ser discricionário. 63 . poder disciplinar e poder de impulsão. Também o art. 133. 131 ). ou são poderes instrumentais ( poderes ordinatórios ). As provas são apreciadas com certa discricionalidade. 49 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional ( Lei complementar no. 4. inciso I do CPC nos mostra que o requisito “sine Qua non” dessa responsabilidade e a conduta dolosa ou fraudulenta. Entretanto. 126 do CPC mostra que o poder de decisão final é vinculado. que ficará exclusivamente à sua disposição”. mas de responsabilidade pessoal do juiz pôr perdas e danos. são os poderes de caráter jurisdicional. o juiz pode atuar discricionariamente ou de maneira vinculada. requisitarão força pública. Também o erro. O seu parágrafo único reitera: “O juiz ou o presidente fará retirar-se da sala os desobedientes que. fica sujeito à indenizar as perdas e danos causados pôr sua ação ( CPC art.130 e art. Poder de instrução consiste em mandar conceder diligências e mandar proceder as diligências e atos necessários para descoberta da verdade. Os poderes ordinatórios se classificam em: poder de instrução. A simples leitura do art. O pedido de perdas e danos exige uma ação autônoma. quer pôr sua desídia no determinar medidas que lhe cumpre beneficiar de ofício. Esses atos de polícia processual decorrem da conveniência de que o processo se desenvolva sem maiores perturbações . configurando apenas a responsabilidade administrativa. o juiz pode causar prejuízos a qualquer dos litigantes. II ). dispõe o art. No CPC o poder de polícia do juiz aparece retratado no art. mas se a lei for omissa o juiz poderá julgar de acordo com a analogia.81 do CPC o MP somente poderá ser parte quando existir uma lei autorizando-lhe a propositura da ação. Merece ressaltar que mais importante que os poderes administrativos e os poderes de polícia.445.

Assim. nesses casos a lei está excepcionando ao princípio do dispositivo.82. Merece ainda ressaltar que segundo teóricos do MP qualquer que seja a forma de atuação do MP.5° ).347/85. I ). tem provocado uma certa complexidade. o inciso III seria apenas uma repetição. o interesse público advém da indisponibilidade do direito.82. art.O importante é não esquecer que o MP somente poderá ser parte se existir uma lei conferindo-lhe legitimácio ativa para ação.82 tem a seguinte redação “ Nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas em que há interesse público evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte”. Chefe do MP Federal a propositura perante o Supremo Tribunal Federal da Ação Declaratória Direta de Inconstitucionalidade ( Constituição Federal. A e B ). nas ações elencadas no art. 64 . I. 82 do CPC. art. tem o MP legitimácio para ajuizar a ação de anulação de casamento celebrado pôr autoridade incompetente ( ver Código Civil art. II. porque assim fosse. pelo qual a parte tem plena liberdade de propor ou não a ação. ele está promovendo uma ação em defesa de direitos indisponíveis. segundo dispõe o art.82 do CPC que explicita causas em que há interesse público pela natureza da lide ou pela qualidade da parte. de invenção e registro de marcas de indústria e comércio. I da Constituição Federal. 9085 de 25/3/43 ). Tem também o MP legitimácio para ajuizar a medida cautelar de seqüestro dos bens de instituições financeiras que tenham praticado atos fraudulentos ( Lei 1808 de 07/01/63 ). 103. IV ).81 do CPC ele seria parte pública. nestas hipóteses a ação intervencionista. A Segunda parte do inciso III do art. § único. Pôr força da lei 9.82. A nova lei de marcas e patentes legitima o MP para o ajuizamento das ações de nulidade de patente. Mesmo quando existir na ação o interesse de incapaz. Trata-se de atuação de fiscal da lei. de custos legis. Entretanto como o Estado nessas situações não quis assumir o risco da inércia de titular do direito indisponível. II ). como também não podem ser as que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural. III Neste tipo de atuação o MP estará propugnando pela preponderância do interesse público e pela boa aplicação da lei.III.82. 208. Pôr sua vez. Em verdade. significando dizer que nas hipóteses do art. 129. quer dizer. O certo é que o MP só poderá ser parte em havendo uma lei autorizando-lhe a propositura da ação. 129.7. mesmo nesta situação o MP estará buscando a boa aplicação da lei ( CPC art. a representação para a intervenção poderá ser da autoria do MP ( ver Constituição Federal art. ou como querem outros. ele estará sempre propugnando pela supremacia do interesse público. 20/10/98 O Ministério Público como órgão interveniente Disciplina legal: CPC art. Que causas são essas? Não podem ser as que já aparecem elencadas nos incisos I e II do aludido art. art. o Estado resolveu agir pôr ela e vai agir através do MP. Cabe destacar que quando o MO atua como parte. Em verdade. § 4° ). Tem também o MP legitimácio para a propositura de ação de desconstituição de sociedade filantrópica e beneficentes e até mesmo esportivas que não mais estejam atingindo a sua finalidade ou dela se tenham desvirtuado ( Decreto Lei no. é uma das funções constitucionais do MP a propositura de Ação Civil Pública ( ver também Lei no. o inciso III do art. VI ). como acontece flagrantemente nos casos do art. 487. Em certos casos previstos na própria Constituição Federal tem a União a legitimidade para intervir nos estados e. o MP não estará propugnando pelo interesse substancial desse incapaz. II. 103. Tem ainda o MP legitimácio para a propositura da Ação Rescisória ( ver CPC art. A Constituição Federal incumbe ao Procurador Geral da República. Também tem o Procurador Geral da República legitimácio para a Ação Declaratória de Constitucionalidade ( Constituição Federal.415 de 23/12/1996. Também não podem ser aquelas causas em que a parte é a Fazenda Pública. já que não estará atuando como curador desse incapaz. porque nelas o interesse público já está protegido pela atuação da procuradoria da própria Fazenda Pública.

conforme acontece com o Mandado de Segurança. § 1° da Constituição Federal. Também segundo dispõe o art. nas causas que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural.Fiscal da lei é órgão imparcial.487. A participação do Ministério Público na Ação Rescisória A Ação Rescisória é aquela que busca a desconstituição da coisa julgada material ( ver CPC art. mas terá qualidade de parte naqueles que suscitar” (provocar). Há ações em que o MP tem legitimácio ativa. mas nelas também terá de atuar obrigatoriamente como órgão interveniente. 2° . É de se observar que nesses casos de participação facultativa o juiz está obrigado a intimar o MP e este uma vez intimado é que vai valorar se deverá ou não atuar como órgão interveniente. com a Ação Popular. III. II e III não é esgotativo. 103. b). O CPC de 1939 determinava expressamente a participação obrigatória do MP como órgão interveniente na Ação Rescisória. O critério para essa valoração será o de comparar o feito com as situações do artigo 82. A matéria é controvertida e entre nós existem dois entendimentos: 1°. no conflito de competência é obrigatória a atuação do MP como órgão interveniente.Quem faz essa determinação é o magistrado ( opinião minoritária ). Caput ). essa característica da imparcialidade não pode existir em quem atua como parte.: Facultativa. Levando-se em conta que a busca é pela preponderância do interesse público. esse entendimento foi aos poucos perdendo terreno e hoje não é mais majoritário. 82. I e II. quer atue como parte que atue como fiscal da lei. porque este em qualquer tipo de atuação estará sempre propugnando pela prevalência do interesse público. Para a concepção majoritária não há de se distinguir a atuação do MP. havendo entre nós dois entendimentos: 1° . I. Assim sendo. Ação de Alimentos e com a Ação Civil Pública. órgão desinteressado que estará apenas propugnando pela boa aplicação da lei.É faculdade do MP determinar se há na ação interesse público a ser evidenciado pela natureza da lide ou pela qualidade da parte ( opinião majoritária ).Além disso. Merece salientar que nesses casos de participação obrigatória.Participação obrigatória. porque é uma faculdade do MP determinar se há interesse público a ser evidenciado pela natureza da lide ou pela qualidade da parte.82. porque há ações reguladas pôr leis próprias que também exijam a participação obrigatória do MP como órgão interveniente. A e B ). 116 do CPC que dispõe: “O Ministério Público será ouvido em todos os conflitos de competência. Assim sendo. Entretanto. conforme acontece pôr exemplo na Ação Civil Pública ( ver lei no. Merece chamar a atenção que o art. a atuação do MP como órgão interveniente admite a seguinte classificação: a). O CPC atual somente disciplina o MP como parte na Ação Rescisória ( ver CPC art. isto é. I.II e também no inciso III. A atuação do Ministério Público ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei.Participação facultativa OBS. É conveniente não esquecer a norma do parágrafo único do art. quem é que vai determinar o interesse público pela natureza da lide ou pela qualidade da parte? Essa questão é também controvertida. Ora. Nesse caso deverá o juiz oficiar ao Procurador Geral de Justiça para que ele faça a designação de um outro promotor destinado a atuar como fiscal da lei. 65 . nada impede que o MP atue ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei. “ O Procurador Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal”. podendo portanto opinar pela procedência ou pela improcedência do pedido. Pôr todas essas razões ninguém pode ser ao mesmo tempo parte e fiscal da lei.485. Nessas situações se indaga se o MP poderá atuar ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei. 7347/85 ). o juiz está obrigado a intimar o representante do MP e este uma vez intimado está obrigado a atuar como fiscal da lei. Também nos processos de falências e concordatas é obrigatória a atuação do MP como órgão interveniente. é o caso das hipóteses elencadas no art. pela prevalência do interesse público.

OBS.82. 83 do CPC regencia as prerrogativas do MP no processo. Exemplo: A Ação de Homologação de Sentença Estrangeira Condenatória de Prestação Alimentícia ajuizada pelo Procurador Geral da República perante o Presidente do Supremo Tribunal Federal. o chefe do Ministério Público Federal é o titular do direito de ação. transitada em julgado. atuando com legitimácio extraordinária. No exemplo dado. já que tanto um como o outro tem interesse na boa administração da justiça. que constitui uma função anômala ou atípica. inclusive do MP. isto porque a Fazenda Pública não responde civilmente pôr ato opinativo do MP. o que configura a legitimácio extraordinária e a respectiva atuação como substituto processual. passará a ser rescindível e neste caso o próprio MP terá legitimácio para a propositura da Ação Rescisória ( ver CPC ART. O requisito determinador dessa responsabilidade civil é a atuação dolosa ou em fraude do representante do MP. não prevalecerá a nulidade. mesmo quando atuar como fiscal da lei. ele também tem direito a tais prerrogativas quando também atuar como parte. mas não é o titular do direito material. Pôr essa razão alguns teóricos. inclusive direito à intimação pessoal. apesar do texto do art. o que vai obrigar o juiz a ordenar a intimação do MP (CPC art. trata-se de responsabilidade pessoal do representante do MP e não de responsabilidade civil do poder público. sustentam o entendimento de que a atual Constituição eliminou a atuação do MP como substituto processual. é necessário algumas considerações. se ele entender que a sua atuação no Segundo Grau de Jurisdição supriu a omissão ocorrida na Jurisdição de Primeiro Grau. 66 . Segundo dispõe o art. 188 do CPC situá-lo como parte. isto é. Agora. se ele argüir a nulidade do processo. Assim sendo. Nessas situações de omissão da intimação do MP se o processo chegar até a sentença e esta. Apesar do texto legal referir-se ao órgão do MP. passaria para o Advogado Geral da União. no exemplo mencionado a titularidade da Ação de Homologação de Sentença Estrangeira Condenatória de Prestação Alimentícia. significando dizer que tanto o autor como o réu têm o dever de requerer ao juiz a intimação do MP.III. prevalecerá a norma do artigo 84 do CPC. que a atual Constituição faz a previsão das funções típicas do MP ( ver Constituição Federal. Assim sendo. 84 do CPC.: É necessário visualizar que o texto legal não discriminou a parte. verifica-se que no caso da Ação Rescisória o interesse público aparece evidenciado pela natureza da causa. “ Quando a lei considerar obrigatória a intervenção do MP. É que pôr influência da construção pretoriana elaborou-se a seguinte regra: nos processos de participação obrigatória do MP se este não foi intimado e o juiz proferiu a sentença. ele tem direito aos prazos especiais. Com relação à regra de nulidade prevista no art.85 ) Trata-se de responsabilidade civil pôr perdas e danos. O art.A). sendo que apesar do texto legal situá-lo como fiscal da lei. O Ministério Público como substituto processual Essa posição diz respeito à atuação do MP como parte formal. se sentença de mérito. A Responsabilidade Civil do Ministério Público ( CPC art. Acontece porém. a parte promover-lhe-á a intimação sob pena de nulidade do processo”. se houver recurso a regra da nulidade vai depender da posição assumida pelo procurador do MP ao opinar no recurso. Merece ainda observar que nesses casos o juiz não necessita esperar pela iniciativa da parte. Além disso.Pôr não ter o atual CPC repetido o dispositivo do direito anterior. 84 do CPC. O certo é que a partir da atual Constituição a atuação do MP como substituto processual passou a ser controvertida e de constitucionalidade duvidosa. já que de ofício poderá determinar a intimação do MP. III ). mesmo porque esse ato opinativo não vincula o judiciário. 129 ) e nela si quer menciona a atuação como substituto processual.487. art. é de se indagar: cabe a atuação do MP na Ação Rescisória como órgão interveniente? Levando-se em conta a necessidade de se proteger a autoridade e a estabilidade da coisa julgada material.

merece esclarecer que a culpa em sentido estrito somente acarretará responsabilidade administrativa. Entretanto. do Estado ou do Município? 7)-É admissível Usucapião de linha telefônica? 8)-É admissível Usucapião de fideicomisso? Respostas desse exercício na aula do dia 10/11/98 Do Advogado Posição na relação processual: é sujeito especial do processo. Serão nulos os atos 67 . não prevalece o brocardo segundo o qual a ausência do registro faz presumir tratar-se de terra do Estado. Até aqui tem prevalecido a jurisprudência que dita não ser necessária a atuação do MP na execução fiscal porque nessas ações o interesse público já está protegido pela atuação da procuradoria fazendária.É obrigatória a atuação do MP na Ação de Execução Fiscal? Justificar a resposta.É obrigatória a atuação do MP na Ação de Desapropriação? Justifique.Na Ação de Usucapião é obrigatório instruir-se a petição inicial com o registro de imóveis da área usucapienda? Justifique a resposta. o que pôr si só determinará a atuação do MP como órgão interveniente. tendo portanto de apresentar-se na relação processual representada pôr advogado legalmente habilitado. Levando-se em conta que na Ação de Usucapião o art. que sempre esteve fora do domínio público e do domínio privado.É de se observar que essa responsabilidade civil exige ação autônoma ( Ação Indenizatória de Perdas e Danos). Excepcionalmente. 3). É que neste caso o Estado terá que produzir a prava da propriedade. “Res nullius” é terra que nunca pertenceu a ninguém. vai aos poucos se firmando o entendimento segundo o qual a verba desapropriatória é verba fazendária. O artigo 36 do CPC nos mostra que em nosso sistema a parte não tem capacidade postulatória. Finalmente. A jurisprudência clássica alinha-se pela não participação. 2). A lei que disciplina a Ação de Desapropriação silencia no tocante à atuação do MP. o próprio dispositivo legal mencionado excepcionou. sob o fundamento de que nesta ação o interesse público já está garantido pela própria atuação da procuradoria do órgão exproprietório. Essa Segunda concepção tende afirmar-se como opinião majoritária. poderá acontecer que a área usucapienda não esteja transcrita em nome de qualquer pessoa e nesse caso ter-se-á que se instruir a inicial com a certidão negativa do RGI. É interessante não esquecer que desde que estejam presentes os requisitos da Usucapião ajuizada será perfeitamente possível o usucapião de “res nullius”. sob pena de ficar configurada a existência de “res nullius’. Trabalho de pesquisa: 1)-É admissível denunciação da lide na Ação de Usucapião? 2)-É admissível reconvenção na Ação de Usucapião? 3)-É admissível Usucapião de Usufruto? 4)-O que se entende pôr justo título no Usucapião Ordinário? 5)-É admissível Usucapião de servidão? 6)-É admissível Usucapião de terrenos foreiros da União. Entretanto. Entretanto. ao admitir que o advogado postule em causa própria. 26/10/98 ° Exercícios: 1). Na hipótese de certidão negativa. é evidente que a petição inicial terá de ser instruída com a certidão do RGI. é de se observar que existe jurisprudência minoritária opinando em sentido contrário.942 do CPC exige a citação da pessoa em cujo nome está transcrito o imóvel usucapiendo. o que também poderá ser feito pela própria parte na hipótese de não existir advogado na jurisdição da comarca ou em havendo recusa ou impedimento dos que houver.

OBS. 40 do CPC aponta os direitos do advogado.567. salvo nos casos excepcionais. parágrafo único ).Estabelecer a diferença entre substituição processual e sucessão processual.: A petição inicial terá obrigatoriamente de ser instruída com a procuração. Para se fugir do impasse buscou-se uma posição conciliadora que é a que aparece no texto legal: somente no primeiro grau de jurisdição e assim mesmo só nas causas de valor igual ou superior à 20 salários mínimos será possível a provocação da jurisdição sem o patrocínio de advogado e se pretender recurso para turma recursal. Sucessão processual na execução pôr sub-rogação legal ou convencional: ver CPC art.Estabelecer a diferença entre substituição processual e representação. a interposição de tal recurso exigirá obrigatoriamente que a parte esteja representada pôr advogado habilitado. 352 § único. III. É de se observar que se dentro do aludido prazo o advogado não juntar a procuração para a ratificação dos atos. 567. 267. independentemente de caução a exibi a procuração no prazo de 15 dias. Nestes casos.41 a 43 e também os art.III. Art. como o de evitar decadência ou prescrição. prorrogável até outros 15. Sucessão processual na execução pôr “mortis causa”: ver CPC art. 1055 a 1062. Exercícios: 1). Sucessão processual na execução pôr ato entre vivos ( Cessão de Créditos ( não há necessidade do consentimento do devedor porém.39 somente serão obrigatórias naquelas comarcas cujos os atos processuais não são divulgados nem na imprensa oficial e nem na imprensa local ( imprensa local é aquela que tenha convênio com o Tribunal de Justiça). respondendo o advogado pôr perdas e danos ( ver CPC art.: 68 .II. O art. essa matéria aparece disciplinada no art. A forma de representação do advogado é o mandato que estará instrumentalizado através de uma procuração ( ver CPC art. para praticar atos reputados urgentes.568. 41: estabelece a regra que a lei processual portuguesa denominou de princípio da estabilidade da instância. Via de regra a morte da parte provocará a sua substituição. bem como intervir no processo. segundo o qual citado o réu. Sucessão processual na execução pôr ato entre vivos ( Cessão de Débitos ( há necessidade do consentimento do novo credor. ao pedido e a causa de pedir. estes serão havidos pôr inexistentes. II. Na Comissão de Justiça do Congresso Nacional esse assunto foi bastante discutido já que entre os seus membros muitos rejeitavam essa capacidade postulatória. face à liquidez do débito )): ver CPC art. 2). pôr despacho do juiz ( ver CPC art. No tocante à modificação do pedido e à modificação da causa de pedir.38 ). I. A procuração para o foro em geral não abrange poderes específicos ou especiais ( ver CPC art. 568. a instância deve manter-se a mesma quanto às pessoas. OBS. 264 do CPC. o advogado se obrigará. 352 do CPC. salvo as possibilidades de modificação admitidas na lei.privativos de advogado praticado pôr pessoa não inscrita na OAB.37. salvo no caso da hipótese excepcional do parágrafo único do art. o mesmo acontecendo com o advogado impedido ou suspenso. o mesmo terá que ser notificado) ): ver CPC art. mas para recorrer terá de estar representada pôr advogado. No Juizado Especial a parte tem capacidade postulatória.37 ). Sucessão processual pôr “causa mortis” no processo de execução: ver CPC art.567.IX. Respostas na aula do dia: Da substituição das partes ( sucessão processual ou alteração subjetiva ) Disciplina legal: CPC art. 37 ). É ainda de se observar que as determinações do art. combinado com os artigos 985 a 990 do Código Civil Brasileiro.

Merece salientar.62 e 63 ). O código parece ter entendido desnecessário dizê-lo expressamente. 42 do CPC Consumado o negócio jurídico o adquirente ou o cessionário poderá substituir o alienante ou o cedente na relação processual. Assim sendo. que toma o lugar da parte falecida ou de outro modo desaparecida ( pessoas jurídicas de direito privado ou público ). 27/10/98 O art.352. O processo prossegue com o sucessor.A morte de qualquer das partes provocará a suspensão do processo para que ocorra a sucessão processual através da habilitação dos herdeiros ou sucessores.1055 a 1062 ).na Ação de Confitente visando anular a confissão ( ver CPC art. 2°.pôr sucessão singular. isto é. isto porque ao aceitar a nomeação o nomeado ficará no lugar do nomeante. 69 . porque o adquirente ou cessionário é o titular do direito material controvertido.: O art. Nestes casos. OBS. Trata-se de assistência qualificada ou litisconsorcial. Se uma pessoa jurídica é sucessora de outra. Nestas condições se a outra parte discordar. esclarecendo porque esse negócio jurídico não altera a legitimidade das partes. Parágrafo primeiro do art. o sucessor sucede a parte na relação processual. não haverá sucessão processual. A sucessão pôr intervenção de terceiro ocorre na nomeação à autoria ( ver CPC art. ou sua falta pôr outra causa que importe na sucessão universal de outro sujeito na sua posição jurídica.42. a sucessão processual pode acontecer em razão das seguintes causas: 1°. 4°.É também um caso excepcional de sucessão processual porque nela não há nem a sucessão universal e nem a sucessão singular. extinção pôr lei de um ente público e sua substituição pôr outro ente público.pôr sucessão universal. havendo sucessão a título universal. o requisito “sine Qua non” para que ocorra a sucessão processual é o consentimento da outra parte. § 2°).43. pôr entender que essa regra já se encontra implícita no próprio texto do art. A causa da sucessão universal é a morte d parte ou ainda os casos de extinção. sendo que se houver necessidade essa habilitação se fará através de procedimento próprio ( ver CPC art. mas o adquirente ou o cessionário poderá ingressar no processo como assistente do alienante ou do cedente (CPC art. 42 do CPC A x B – Ação Reivindicatória Espelha um negócio jurídico que tenha pôr objeto a coisa litigiosa. que a mudança das partes. Considerações básicas: A substituição do confitente é um caso excepcional tendo em vista que a sucessão processual não tem como causa nem a sucessão universal e nem a sucessão singular. cabe-lhe sucedê-la também na qualidade de autor ou réu. O art. bem como os casos de sub-rogação. É de se observar que esse negócio jurídico poderá se formalizar através de uma escritura de compra e venda de coisa litigiosa ( alienante e adquirente ) ou através de uma Cessão de Direito de Ação ( cedente e cessionário ). incorporação e fusão de pessoas jurídicas. mas para que isso ocorra será necessário o consentimento da outra parte. 43 do CPC Antes de tudo deve considerar-se o caso da morte da parte.pela nomeação à autoria ( modalidade forçada de intervenção de terceiro). 43 do CPC refere-se à morte de pessoa física. § único). A causa da sucessão singular é a Cessão de Direitos. tais como fusão de sociedades comerciais ou de entes públicos. A nomeação à autoria provocará a mudança da parte ré. 3°.

a estipulação de última vontade ( testamentária ). IX ). Ação intransmissível Causa de extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art.42. IX ). a ação será extinta. § 3°. pôr sua morte transmitir a outra pessoa pôr ele indicada. A intransmissibilidade pode ser absoluta ou relativa. o que sucederia se a intransmissibilidade se referisse propriamente à ação. é a morte de uma das partes que causa extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. em virtude da qual o testador. a causa real da extinção é o falecimento de uma das partes. Então. Um se refere à transmissão que opera antes mesmo de a ação ter sido ajuizada. que em sendo o titular do direito material controvertido. 1112. À lei não importa se a pretensão já fora ou não exercida. a herança ou legado. 267. VI ). a regra do art. como autor ou réu em processo em que se discute sobre a herança ou sobre o legado. Ademais. em vista da morte de qualquer das partes apenas determina a suspensão do processo para que se proceda a habilitação e respectiva sucessão processual. de modo que a intransmissibilidade não reside na ação e sim no direito material. Se morre o fiduciário. o direito só pode ser exercido pelos participantes da relação jurídica de direito material entre si.43 do CPC se aplica também nesse caso. em havendo a morte de uma das partes. Fideicomisso Indica na técnica jurídica. que só tem lugar. extinguindo-se com o falecimento de qualquer deles. desde que se verifique determinada ocorrência. nos casos expressos como assinala o texto: “intransmissível pôr disposição legal” ( ver CPC art. o assistente qualificado é parte.Merece salientar. de Ação de Nulidade ou de Anulação de Casamento. com a pretensão de se separar ou de se divorciar ou de obter alimentos. constituindo uma pessoa como herdeiro ou legatário. Essa norma excepciona a regra do inciso I do art. o que significa dizer que será diretamente alcançado pela sentença a ser proferida na ação ( art. Exemplo: A morte de um dos cônjuges durante o curso de Ação de Separação Litigiosa. a extinção do processo resulta do falecimento de qualquer das partes e não apenas do autor. IX ). face à intransmissibilidade do direito material ). A extinção do fideicomisso obedece aos procedimentos especiais de jurisdição voluntária (CPC art. No segundo caso. O fideicomisso implica na indicação de dois herdeiros ou legatários sucessivos. do CPC ). mas sim a extinção do processo sem julgamento do mérito. como se dá 70 . o segundo. pois segundo o próprio texto legal. não haverá nem suspensão de processo e nem sucessão processual. 267.: Ação de Alimentos – o autor morre. 265 que.267. Não há dúvida que o segundo sucede ao primeiro na herança ou no legado. o fideicomissário entra na posição antes ocupada pôr aquele. a que a intransmissibilidade abre exceção. O primeiro herdeiro ou legatário toma a denominação de fiduciário. Em verdade. a lei estabelece dois tipos distintos de situação. é o que ocorre pôr exemplo. sendo intransmissível o direito que se discute na ação. fideicomissário. A redação do texto é de manifesta insuficiência. o processo se extingue sem julgamento do mérito em razão de ser intransmissível a ação. a quem o fiduciário tem a obrigação de transmitir a herança ou legado. não há que se falar em intransmissibilidade da ação. Entretanto. Sucessão fideicomissária Tanto o fiduciário como o fideicomissário são herdeiros ou legatários do testador. pois o que não se transmite é o direito que a ação permite exercer. Conforme já se diz no caso do art. a extinção alcança-a em qualquer situação. impõe-lhe a obrigação de. A regra e a exceção A transmissibilidade constitui a regra. 267. A intransmissibilidade Sendo o direito subjetivo público de exigir do Estado a prestação jurisdicional. No primeiro caso. IX. ( Ex.

dado que o outro continuará a funcionar no processo. julgada a ação sobre direito intransmissível. Direito potestativo é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação da vontade do seu titular. 5. nada impediria que os sucessores do vencido a quem não se transmitiria o direito de iniciar a ação ou mesmo nela prosseguir. propor a ação. 44 do CPV Impõe à fato que revogar o mandato outorgado ao seu advogado. Merece lembrar que a revogação do mandato é um direito potestativo.Natureza jurídica do litisconsórcio: é uma cumulação subjetiva. a falta de notificação da renúncia de qualquer deles não lhe causa prejuízo. de modo que neste caso. venham a ser exercidos pelos sucessores. ajuizassem. se verifique que a sentença é rescindível. Limites aos efeitos da intransmissibilidade Tratando-se de regra que abre exceção. Art.O LITISCONSÓRCIO Disciplina legal: CPC art. salvo que também estivessem abrangidos explicitamente pela regra da intransmissibilidade. O advogado que renunciar ao mandato continuará durante os 10 dias seguintes à notificação da renúncia a representar o mandante.pôr exemplo. Pôr essa razão. apenas os casos que menciona.Quanto à posição dos litisconsortes na relação processual a). 350 ). se iniciado entre os titulares originários. A renúncia de mandato pelo advogado.O litiscorsórcio é uma reunião de partes. Assim. aos sucessores a quem a pretensão não se transmitiria e não puderam. 351 ). portanto.2 Classificação do litisconsórcio I . sem reservas. b). com o direito de negar paternidade ( Código Civil. o dever de imediatamente constituir outro a fim de seqüencial o processo. O art. Outro se refere à transmissão que se opera somente se a ação já fora ajuizada ao sobrevir ao falecimento. como se dá pôr exemplo. 71 . A declaração do advogado nos autos sobre a renúncia do mandato é ineficaz sem a prova da comunicação ao seu cliente. o pleito prossegue entre os sucessores.litisconsórcio passivo: mais de um réu. art. a ação rescisória. na fluência do prazo para recorrer.46 a 49 1. com o direito de provar a filiação.litisconsórcio ativo: mais de um autor. sob pena de contra ela correrem os prazos como se fosse revel. desde que prove ter cientificado o cliente através de qualquer meio de comunicação idôneo. importará em renúncia do mandato. não o suspende nem o prorroga. O substabelecimento de todos os poderes recebidos. Suponha-se que. bastando para tanto uma simples notificação que pode ser feita pôr via judicial ou extrajudicial. ajuizarem pôr sua vez ação para rescindir a sentença proferida entre os titulares originários da relação jurídica.Natureza jurídica do litisconsorte: cada litisconsorte é considerado parte. no entanto. que é transmissível antes do ajuizamento da ação que vise a tal fim. nada impede que outros direitos diversos do que a morte extinguiria mas a ele interligados. Merece observar que se a parte tem mais de um advogado. alcança como é natural. bem como pôr qualquer outro meio de comunicação idôneo. para isso. Fica livre. 2. se o seu titular morrer menor ou incapaz (Código Civil art. 3. a revogação do mandato independe de ação. 5. 45 do CPC Disciplina o direito que tem o advogado de a qualquer tempo renunciar o mandato. mesmo porque durante os 10 dias seguintes à notificação da renúncia o advogado continuará com os poderes de representação. já que se trata de uma reunião de partes e estas constituem o elemento subjetivo da ação. salvo se for substituído antes do término desse prazo.

29/10/98 O litisconsórcio necessário Disciplina legal: CPC art. 264 do CPC. 47: Neste dispositivo legal.litisconsórcio superveniente: é aquele que se constitui após o ajuizamento da ação. § único Crítica ao conceito de litisconsórcio necessário do art. O conceito do art.litisconsórcio misto: vários autores e vários réus no mesmo processo.litisconsórcio misto II – Quanto ao momento da constituibilidade: a).litisconsórcio originário – é aquele que já aparece praticamente formado no momento do ajuizamento da ação A e B x C ( originário ativo.c). isto é. uma decisão de igual teor para todos os litisconsortes. conforme acontece pôr exemplo com o litisconsórcio que se forma na Ação de Usucapião ( ver CPC art. 47 estaria correto se todo litisconsórcio necessário fosse unitário e vice versa. Finalmente. ( A e B x C – litisconsórcio simples ativo – o juiz pode julgar procedente o pedido de A em face de C. que o litisconsórcio necessário poderá ser simples. e julgar improcedente o pedido de B em face de C ). O litisconsórcio necessário pôr determinação da lei Nesta modalidade é a própria lei que exige a citação de mais de um réu. IV – Quanto à obrigatoriedade: litisconsórcio necessário e litisconsórcio facultativo. Exemplos: 72 . OBS.: Depois da citação não se admite a formação do litisconsórcio superveniente. exige a participação de todos os titulares do direito na relação processual. princípio da estabilidade da relação processual. Classificação: Litisconsórcio necessário pôr determinação da lei e litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. é necessário não esquecer que o litisconsórcio facultativo pode também ser unitário. porque a partir dela ficam definitivamente fixados os limites da lide. vale dizer. III – Quanto ao conteúdo da sentença: a). ao tentar definir o litisconsórcio necessário o legislador se confundiu e acabou definindo o litisconsórcio unitário.litisconsórcio unitário: é aquele que exige uma decisão uniforme. Acontece.litisconsórcio passivo A e B x C e D .litisconsórcio ativo A x B e C . na petição inicial constam os dois consortes ) b). A e B x C .47.942 ).litisconsórcio simples: é aquele que admite decisão de conteúdo diferentes para os litisconsortes. porém. b). O conceito de litisconsórcio necessário é aquele que pôr determinação da lei ou pôr imposição da relação jurídica material. A regra é uma decorrência da interpretação “ex contrario sensu” da norma do art. Essa regra está sob a influência do princípio da estabilidade da instância.

Trata-se de litisconsórcio necessário simples. 12 do CPC. Também não vale argumentar com a regra do parágrafo primeiro do art. para quem o parágrafo segundo não pode ser interpretado isoladamente. configurando-se portanto o litisconsórcio necessário simples. o consentimento do outro cônjuge. dentro do prazo para assinar. 47 “O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. porém que a reforma do CPC acrescentou um parágrafo 2° ao artigo 10 e neste parágrafo exige a participação do cônjuge do autor na Ação Possessória referente à Composse. que pôr determinação do art. a lei 6015 determina a citação de todos os confrontantes e de edital de todos os interessados. seja no polo ativo ou passivo). Aqui os cônjuges têm posições idênticas. pôr edital. o que pôr si só afasta a possibilidade de litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei. Pôr essa razão.267 do CPC não são esgotativas. Tanto não existe litisconsórcio necessário ativo que a parte final do art. o que pôr si só nos mostra que as hipóteses do art. como pôr exemplo a Ação de Rescisão de Promessa de Compra e Venda Imobiliária na qual todos os promitentes adquirentes terão de ser citados. esta não é a posição do professor Cândido Dinamarco. porque os litisconsortes não são titulares de direitos idênticos. significando dizer que se trata de litisconsórcio necessário unitário. Acontece que não é bem assim. 10 do CPC. O litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. 942 do CPC exige a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. 2 – Na Ação de Retificação de Área ou de Registro. os litisconsortes são titulares de direitos idênticos. isto é. É de se observar que no litisconsórcio necessário pôr determinação da relação jurídica material. A Ação de Rescisão de Contrato. Acontece. 10. A questão do litisconsórcio necessário ativo Alguns processualistas com apoio no caput do art. o mesmo acontecendo com o parágrafo único desse dispositivo legal. 10. 73 . o emprego do verbo participar neste texto legal tem levado alguns processualistas à admitirem que a reforma do CPC instituiu neste caso a imposição do litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei. § 1° do CPC elenca uma série de ações em que se configura litisconsórcio necessário pôr determinação da própria lei. em primeiro lugar porque a lei não pode obrigar ninguém a ser demandante e em segundo lugar porque o caput do art. este extinguirá o processo sem julgamento do mérito. já que estes estão apenas representando o espólio na relação processual ( o inventariante. O parágrafo único do art. sob pena de declarar extinto o processo” ( sem julgamento do mérito) Merece assinalar que se o autor não promover a citação dos demais litisconsortes necessários dentro do prazo determinado pelo juiz. significando dizer que configurado está o litisconsórcio necessário unitário. mas sim em consonância com a regra maior que é a do caput do art. É de se observar que esses litisconsortes não são titulares de direitos coincidentes. 47 do CPC fala apenas em citação não se referindo à intimação. sustentava-se majoritariamente que o litisconsórcio necessário só poderia ser passivo. como pôr exemplo a Ação de Dissolução de Sociedade Civil e Comercial na qual todos os sócios terão de ser citados. para ele. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. bem como dos confinantes e. aonde o parágrafo segundo fala em participação. Outra. Entretanto. pôr influência do princípio segundo o qual a lei não pode obrigar ninguém a ser demandante. O certo é que antes da reforma do CPC. A Ação de Nulidade ou de Anulabilidade de Ato Jurídico na qual todos os titulares do negócio terão de ser citados. porque nesta hipótese a parte é o espólio e não os herdeiros.1 – Ação de Usucapião. deveria se ler e entender consentimento. o que se exige é apenas a outorga uxória. É o que se forma naquelas ações que buscam desconstituir a relação jurídica material. 10 do CPC não exige que o outro cônjuge seja parte. 3 – O art. sustentam o entendimento da configuração do litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei.

46. mas nada impede que a ação seja ajuizada pôr mais de um co-titular. 2° parte ). os có-titulares são titulares dos mesmos direitos e pôr essa razão. A legitimácio dos compossuidores de composse. 47 do CPC consagra uma terceira hipótese de litisconsórcio necessário. 03/11/98 74 . do CPC é cópia fiel do modelo estrangeiro ( CPC alemão ) que fala em comunhão de obrigações levando em conta que o Código Civil Alemão adotou na solidariedade passiva a teoria pluralista. Levando-se em conta que o débito é um só para todos os devedores. Merece observar que a redação do inciso um do art. A hipótese retrata a solidariedade passiva ( pluralidade de devedores ) na qual o credor tem legitimidade para propor a ação de cobrança de execução em face de um co-devedor. entre nós é mais adequado falar-se em comunhão na obrigação e não comunhão de obrigações. essa interpretação não é adequada porque o juiz somente vai aplicar a norma do art. I. em face de dois ou em face de todos. em havendo litisconsórcio.47 parágrafo único do CPC quando a hipótese for originariamente de litisconsórcio necessário pôr determinação da lei ou de litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. na qual há uma pluralidade de titulares do direito de ação sem que a lei exija a participação de todos na relação processual. 47. As causas determinadoras do litisconsórcio facultativo.47 quando o litisconsórcio originariamente é necessário. Finalmente. verificando o Tribunal do 2° Grau de Jurisdição a falta de citação dos litisconsortes necessários. seja do condomínio geral ( A e B compram um imóvel ) seja do especial: a ação poderá ser proposta isoladamente pôr qualquer condômino ou em conjunto ( pode ser proposta pôr 2. 1° parte ). Exemplos: A legitimácio concorrente dos condôminos. Assim sendo. A legitimácio dos acionistas de uma S/A. I. Entretanto. segundo a qual haverá na solidariedade passiva tantas obrigações quanto o número de devedores. A comunhão de direitos acarreta a legitimácio concorrente. 46. este será unitário. O litisconsórcio facultativo É aquele em que a lei não exige a participação de todos os titulares na relação processual. Em sendo assim.Merece salientar que para alguns o parágrafo único do art. É pôr demais evidente. isto porque o juiz só vai aplicar a norma do parágrafo único do art. 2-Comunhão na obrigação ( CPC art. que se há uma comunhão de direitos.46. basta um deles ajuizar a ação que ela estará bem proposta. é de reiterar que a comunhão de direitos de onde deflui a legitimácio concorrente é causa determinadora de litisconsórcio facultativo ativo e unitário. 1 – Comunhão de direitos ( CPC art. Também não pode argumentar que a hipótese vai configurar a formação depois da citação de um litisconsórcio superveniente. sendo essa razão pela qual a comunhão de direitos e a legitimácio concorrente sejam causas determinadoras do litisconsórcio facultativo. 3 50. terá de anular o feito pôr erro de procedimento e determinar que o juiz monocrático cumpra o disposto no art. verifica-se que a hipótese é de litisconsórcio facultativo passivo e unitário. que seria o litisconsórcio necessário pôr determinação do juiz. A legitimácio dos credores na solidariedade ativa ( pluralidade de credores ). etc ). Pôr todas essa razões. Acontece porém. parágrafo único do CPC. que para a solidariedade passiva o Código Civil Brasileiro adotou a teoria unitária segundo a qual pouco importa o número de devedores que haverá única obrigação.

Para os que acertaram a questão. 75 . A causa se apoia em um único fato ( quebra do sigilo na prova de Direito Penal ). Assim sendo. Neste caso haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz terá de examinar fato pôr fato. fica configurado o litisconsórcio facultativo ativo e simples. sem que a banca examinadora lhes concedessem os pontos da aludida questão. ajuizaram uma ação para a obtenção daqueles pontos. uma única causa de pedir. Assim sendo. temos mais de um fato. o juiz julgará improcedente o pedido. II ) Nesta hipótese haverá litisconsórcio facultativo.Litisconsórcio com apoio na conexão entre as causas de pedir ( CPC. eis ai um fato. mas isto não lhe causa qualquer prejuízo. 4. forma-se uma multidão no polo ativo da relação processual ( litisconsórcio multidudinário ). Ora.46. se a ação é determinada pôr mais de um fato. para os que a erraram. temos um litisconsórcio facultativo ativo simples). Nesta hipótese a ação é determinada pôr mais de um fato e esses fatos são conexos entre si. Neste caso o juiz terá de examinar fato pôr fato. Nesta hipótese existe tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes. porque alguns litisconsortes podem ter acertado a referida questão e outros não. isto significa que as causas de pedir são diferentes e. destacando-se ser humanamente impossível analisar-se isoladamente uma multidão de fatos não conexos. estão interligados bem próximos uns dos outros. o juiz julgará procedente o pedido. Via de regra como não é necessário a conexão ou a interligação entre os fatos. vale dizer. vale dizer. III ). eles são sempre diferentes. já que estes fatos são conexos entre si. Aqui também haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz terá de examinar fato pôr fato.A hipótese é de litisconsórcio facultativo ativo e simples.3– Litisconsórcio com apoio em uma única causa de pedir ( CPC art. Pôr essa razão a defesa. Assim sendo.Litisconsórcio com apoio em causas petendi não conexas. isto porque as causas de pedir não são iguais. sob a alegação de que houve a quebra do sigilo na prova de Direito Penal. mas que tenham qualquer ponto de afinidade pôr mais remoto que seja ( CPC art.46. art. É necessário atentar sempre para a seguinte regra: se há pluralidade de fatos. Outro exemplo: A e B ajuízam Ação Indenizatória de Perdas e Danos em face de C. ativo e unitário porque a ação se apoia em um único fato causador da ação. Exemplo: 200 candidatos ao concurso do MP. se há mais de um fato e como os fatos nunca se repetem. porque quando a banca examinadora corrige uma prova. Dessa forma. e assim sucessivamente. bastando que haja qualquer ponto de afinidde. em havendo litisconsórcio facultativo ele será simples. eis outro fato. pôr mais remoto que seja. Acontece porém. quando a corrige outra. o juiz terá que julgar procedente ou improcedente para todos os litisconsortes.46. 5. IV). temos uma única causa de pedir ( litisconsórcio unitário ). que essa situação vinha causando sérios prejuízos para a defesa que no curto espaço para resposta teriam de examinar e contraditar fato pôr fato. Assim sendo. ( há três colisões portanto. sob a alegação de ter sido o réu o responsável pelo acidente que danificou os veículos dos autores. verifica-se que esses fatos são sempre diferentes. sob a alegação de terem acertado a Segunda questão da prova de direito penal. Merece salientar que no curto espaço para a resposta a defesa terá de examinar “n” causas de pedir ( fatos diferentes). Exemplo: 200 candidatos ao concurso do MP ajuizaram uma ação para anulá-lo.

509 do CPC que dispõe: “ O recurso interposto pôr um dos litisconsortes a todos aproveita. os litisconsortes serão considerados. no litisconsórcio simples se um dos litisconsortes recorrer e o outro não. porque só nesta hipótese haverá prejuízo para a defesa já que os fatos não são conexos.Violação do princípio do contraditório. o que não acontece no litisconsórcio simples.46 do CPC e impróprio o que se apoiasse no inciso IV desse mesmo dispositivo legal. O princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes ( CPC art. não se pode esquecer que no litisconsórcio unitário. que exige uma igualdade de tratamento às partes na relação processual. Entretanto. o que acabou sendo acatado pela jurisprudência dominante. 48 ). a sentença já transita em julgado para o não recorrente.Litisconsórcio Multidudinário formado com apoio no art. em suas relações com a parte adversa. como litigantes distintos. como litigantes distintos. II. 3°. a defesa requererá a limitação. 4°. passaram a alegar que essa situação importava em violação ao princípio do contraditório. de opiniões em sentido contrário. que recomeçará da intimação da decisão.Comprometimento da rápida solução do litígio e dificuldade da defesa ( art.: Esse litisconsórcio multidudinário não impõe pôr si só a limitação. Próprio seria o litisconsórcio que se apoiasse nos incisos I. 46. Daí a regra do art.Os litisconsortes serão considerados. já que não estará garantida a igualdade de tratamento às partes. e III do art.Prejuízos para a defesa que no curto espaço para resposta terá de examinar. os atos e omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros” ( CPC art. o juiz de ofício poderá desmembrar o litisconsórcio. Merece observar que antes de se aplicar essa regra do princípio da autonomia. o que segundo o texto legal provocará a interrupção do prazo. através do qual passou a disciplinar o desmembramento ou a limitação do litisconsórcio facultativo ativo. 2°. 46. OBS.: Alguns tratadistas referem-se ainda ao litisconsórcio próprio e ao litisconsórcio impróprio. Com efeito.principalmente as Procuradorias da Fazenda Pública. Esse dispositivo legal consagra o princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes. em suas relações com a parte adversa.48 ) “Salvo disposição em contrário. No prazo para a resposta. no litisconsórcio unitário o recurso interposto pôr um dos litisconsortes se estende aos demais. Merece observar que essa limitação somente será possível se o litisconsórcio multidudinário se formar com apoio no art.46. 46 do CPC. Requisitos para a admissibilidade de desdobramento ou da limitação: 1° . do CPC ). Nestas condições. os litisconsortes são titulares de direitos idênticos e pôr essa razão é da própria natureza do litisconsórcio unitário que cada um deles represente os demais. Trata-se de decisão interlocutória. uma multidão de fatos não conexos.48 do CPC para ser melhor assimilado terá de ser dividido em dois segmentos: 1° . entende-se que se presentes os requisitos legais. salvo se distintos ou opostos os seus interesses”. no litisconsórcio simples os litisconsortes são considerados litigantes distintos porque buscam ou defendem interesses substanciais opostos. OBS. as procuradorias passaram a requerer o desmembramento do litisconsórcio. parágrafo único. Apesar. O art. Assim sendo. IV do CPC. sob pena de revelia parcial. porque o juiz tem liberdade para valorar se estão ou não presentes os requisitos determinadores da limitação. sob a influência dessa doutrina do desmembramento introduziu um parágrafo único no art. será sempre necessário buscar atingir se o litisconsórcio é simples ou unitário. Até que a reforma do CPC. 76 . Dessa maneira fundamentando-se na violação do contraditório e no prejuízo da defesa. IV do CPC.

Aqui também antes da aplicação da regra ter-se-á que se verificar se o litisconsórcio é unitário ou simples. Neste caso o juiz extingue o processo com julgamento do mérito para o litisconsorte passivo que reconheceu o pedido e determina o prosseguimento do processo para os demais. OBS. 4. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais. Pôr derradeiro. 77 . serlhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. sendo o litisconsórcio ativo. essa desistência mesmo estampada nos autos será para o juiz um ato processual inexistente. É de se observar que essa regra do art. para recorrer e de modo geral. Exemplos: 1 – Desistência da ação em litisconsórcio ativo simples. não se pode esquecer que quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. vale dizer. Ao curso do processo um dos litisconsortes acosta aos autos um pedido de desistência. ele extinguirá o processo com julgamento do mérito para o renunciante e determinará o seu prosseguimento para os demais. Se for simples. Excepcionalmente o parágrafo segundo do art.191.2°. para falar nos autos ( ver CPC art. Levando-se em conta o que já foi anteriormente explicado. o juiz antes de aplicar a regra do princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes. 191 ).269. enquanto a renúncia incide sempre sobre o direito material ( extinção do processo com julgamento do mérito). Ao curso do processo um dos litisconsortes junta aos autos uma petição reconhecendo o pedido. V ). Durante o curso da ação um dos litisconsortes comparece e reconhece o pedido. Neste caso. se o litisconsórcio for unitário. É de se observar que essa regra do art. Para o juiz esse reconhecimento é ato processual inexistente. Levando-se em conta que se trata de litisconsórcio unitário.: A renúncia é também causa de extinção do processo com julgamento do mérito ( ver CPC art.O reconhecimento do pedido no litisconsórcio passivo unitário. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não beneficia e nem prejudica os demais. Ao curso da ação um dos litisconsortes junta aos autos um pedido de desistência. 3. como para o litisconsórcio unitário. 6 – INTERVENÇÃO DE TERCEIROS O conceito de terceiros: é aquele que não é parte. É conveniente relembrar que a desistência incide sempre sobre o direito de ação ( extinção do processo sem julgamento do mérito ).Desistência no litisconsórcio facultativo ativo unitário. Finalmente. um dos litisconsortes renunciar. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não beneficiam e nem prejudicam os demais.Os atos e as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais. vale tanto para o litisconsórcio simples. é ainda de se destacar como conseqüência do princípio da autonomia a norma do art. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais. terá de verificar se o litisconsórcio é simples ou unitário. é aquele que está fora da relação processual. essa renúncia será para o juiz um ato processual inexistente. o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito em relação ao desistente e determinará o seu prosseguimento para os demais. 1046 do CPC retrata uma situação em que alguém pode ser ao mesmo tempo parte e terceiro.Reconhecimento do pedido no litisconsórcio passivo simples. Agora. 2.49 vale tanto para o litisconsórcio simples como para o litisconsórcio unitário. 49 do CPC que dispõe: “cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo e todos devem ser intimados dos respectivos atos”.

não autoriza a assistência.: Pôr levar em conta que a assistência aparece disciplinada no CPC no capítulo que trata do litisconsórcio e não no capítulo que trata da intervenção de terceiros.Tem de haver mais de uma relação material: a relação material controvertida que está sendo julgada na causa pendente e uma outra relação material que tem o terceiro como titular. Natureza jurídica da assistência: modalidade facultativa ou voluntária de intervenção de terceiros. 78 . 05/11/98 Intervenção de terceiros: classificação a). como pôr exemplo.: Somente o interesse jurídico cria legitimácio para o terceiro intervir como assistente. significando dizer que interesse de fato. quer dizer. Regras para a identificação do interesse jurídico: 1° . 50 ). Entretanto. b). Pressuposto específico: interesse jurídico ( CPC art. ação em curso ou em tramitação ( ver CPC at. 50 à 55 OBS. OBS. o interesse econômico.modalidades forçadas ou provocadas – são aquelas em que o terceiro é convocado a intervir no processo.50 ). mas está fora da causa pendente. podendo ou não transformar-se em parte. simples Assistência Modalidades Voluntárias Intervenção de terceiros Modalidades Provocadas Oposição qualificada Recurso de terceiro prejudicado Embargos de terceiros ? Nomeação à autoria Denunciação à lide Chamamento ao processo A assistência Disciplina legal: CPC art. OBS. Finalidade: ajudar o assistido a obter uma sentença favorável ( CPC art.modalidades facultativas ou voluntárias – são aquelas em que o terceiro intervém espontaneamente no processo. alguns buscaram negar ser a assistência uma modalidade de intervenção de terceiros. logo após a promulgação do atual código.50 ).O conceito de intervenção de terceiro: é o fenômeno processual através do qual o terceiro intervém no processo.: O assistido pode ser tanto o autor como o réu da ação em curso. Pressuposto genérico: causa pendente. esse entendimento não prosperou porque o próprio artigo 50 chama o assistente de terceiro.

inexistente também a fiança. É de se observar que tanto o sublocatário como o fiador nos exemplos enfocados têm legitimácio de assistência simples. Exemplos: Contrato de Locação A – locador B . isto porque o nosso ordenamento jurídico processual não divide as partes em principais e secundárias. isto é a causa pendente. a sentença a ser proferida nesta ação repercutirá no direito material do terceiro.devedor ( primeira relação material relação garantidora – fiador ( Segunda relação material ) BxA B ajuíza Ação Declaratória Negativa em face de A. mas se ela ocorrer pôr via direta a hipótese será de assistência qualificada ou litisconsorcial. extinta estará a sublocação. o caso será de assistência simples. O sublocatário pode intervir como assistente. segundo a geral extinta a locação. 2° . Característica da assistência simples 1° .sublocatário (Segunda relação jurídica) O sublocatário é o titular da 2° relação material. Relação creditícia.: Não é aconselhável dizer-se que o assistente simples é parte acessória ou secundária.2° .Em não sendo titular do direito material controvertido.O assistente simples não é titular do direito material controvertido.Apesar do direito material do terceiro não integrar a causa pendente. o fiador só vai ser alcançado pôr via indireta. É necessário observar que se a repercussão se der pôr via indireta ou reflexa. o assistente simples não é parte.locatário ( primeira relação jurídica ) B – sublocador C . OBS. desconstituindo-o e daí o interesse jurídico desse terceiro em intervir como assistente. a relação material que passa a ser controvertida é a primeira. Pôr sua vez o fiador tem interesse jurídico em ser assistente do devedor na Ação Declaratória Negativa pôr este ajuizada em face do credor. o pressuposto genérico. A partir da citação de A. A sentença que for proferida reflete na sublocação. 3° em relação ao Contrato de Locação ) Ação de Despejo A x B locatário. 79 .: O sublocatário na posição de terceiro tem interesse jurídico em ser assistente do locatário em Ação de Despejo ajuizada pelo locador. sendo portanto apenas um auxiliar da parte( do assistido ). porém não é parte pôr não ser titular da pendência controvertida. A – credor B . A partir da citação de B locatário. Se o juiz julgar procedente. porque existe uma regra no Código Civil. a fiança é extinta. porque se o juiz julgar procedente o pedido e declarar a inexistência da relação creditícia. OBS. o fiador será assistente simples. a relação controvertida é a 1° relação material.

54. o assistente simples somente será alcançado pela sentença através de repercussão indireta ou reflexa. já que depende sempre da existência da causa pendente. isto porque o nosso sistema processual não classifica a parte em principal e secundária. Além disso.50 Pressuposto genérico: causa pendente ( CPC art. A assistência simples no CPC art. não é de boa técnica a interpretação literal ou gramatical. o incidente (CPC art. isto é do assistido que incorretamente a lei está a chamar de parte principal. 51. significando dizer que neste incidente processual o contraditório estará restrito à discutibilidade do interesse jurídico. se o assistido não recorrer. I e II ). qualificada ou litisconsorcial ). o assistente simples tem limites de atuação. o assistente simples não pode praticar qualquer ato que contrarie os interesses do assistido.: O parágrafo único do art. vale dizer. 52 ) o assistente simples não está sujeito aos mesmos ônus processuais do assistido e isto justifica-se porque o assistente simples não é parte. 51. Finalidade: ajudar o assistido na obtenção de uma sentença favorável ( CPC art. autorizando em seguida a produção de provas ( CPC art.50).Limites de atuação: pôr não ser titular do direito material controvertido. dentro de 5 dias.32). 52 do CPC. É interessante não confundir procedimento com processo. já que via de regra. Trata-se de uma legitimácio extraordinária dependente ou subordinada. O impugnante em suas alegações estará negando o interesse jurídico do terceiro. Trata-se de decisão interlocutória.Além disso. apesar do texto legal ( CPC art.O assistente simples pôr não ser parte. II ). ele não pode transigir. 4° . o assistente simples não poderá fazêlo. Trata-se ainda de uma legitimácio extraordinária anômala ou susgêneris. a assistência é inerente ao processo de conhecimento. Em relação às custas ele só será condenado para aquelas que ele tiver dado causa (CPC art. não pode ser condenado em honorários de advogado se porventura o assistido ficar vencido. 6° . porque o assistente simples não é substituto processual. Encerrada a rápida fase instrutória ( CPC art. o que significa dizer que a sua legitimácio é extraordinária. porque ainda nesta hipótese o juiz tem o dever de examinar se o terceiro tem ou não interesse jurídico. Em havendo impugnação. sob a influência do modelo estrangeiro referir-se à parte principal. da ação em curso. Apesar do texto legal. renunciar e muito menos desistir. pôr exemplo. sem suspensão do processo.50 ). mas o assistente recebe o processo no estado em que o encontrar. o desentranhamento da petição e da impugnação. 51 do CPC e será sempre o mesmo quer se trate de assistência simples quer se trate de assistência qualificada ou litisconsorcial ( ver CPC art.3° . OBS. Aparece disciplinado no art. § único ).Pôr não ser o titular do direito material controvertido.: Apesar do art. em não havendo impugnação o pedido do assistente não estará automaticamente deferido. O procedimento ( assistência simples.O assistente simples está em juízo em nome próprio para garantir o direito material do assistido. Assim sendo. reconhecer o pedido. OBS. 7° . pôr exemplo. o juiz determinará. Pôr todas essas razões não é aconselhável se dizer que o assistente simples é parte acessória ou secundária. a fim de serem autuadas em apenso. Daí se entender que o assistente simples é apenas um auxiliar da parte. Assim. significando dizer que tanto uma como a outra será possível em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus de jurisdição. Tanto é assim que 80 . porque não pode praticar qualquer ato que exija a titularidade daquele direito.50 do CPC não distingue a assistência simples da assistência qualificada. Pressuposto específico: interesse jurídico ( CPC at. III). 5° . o juiz decidirá. 51.50 ).

Trata-se de legitimácio extraordinária anômala porque o assistido ( alienante ou cedente ) não é um substituto processual. não pode ter limite de atuação. Trata-se de uma assistência diferente da assistência simples. 09/11/98 A assistência qualificada ou litisconsorcial Disciplina legal: CPC art. porque estará sempre dependendo da existência de uma ação em curso. De forma contrária. 5° .Durante o curso da ação o terceiro passa a ser titular do direito material controvertido. manifestam-se aqueles que entendem que em sendo parte o assistente qualificado sofre os efeitos da sucumbência. Finalmente. 2° . ele o titular do direito material controvertido. 4° . Entretanto. porque aqui o titular do direito material controvertido é o assistente. essa questão é bastante controvertida. porque sob o ponto de vista formal ele é assistente e como tal tem limites de atuação ( opinião minoritária ).42.42.O adversário do assistido ( ver parte final do art. sendo pôr essa razão que o art. Não se trata de gestor para os atos da vida civil em geral. 81 . o que forma um litisconsórcio superveniente e daí o artigo 54 equiparar a assistência qualificada à uma assistência litisconsorcial.32 ).Limites de atuação: em sendo o assistente qualificado parte. esse adquirente ou cessionário junta aos autos da ação em curso uma petição para ficar na relação processual em lugar do alienante ou cedente ( sucessão processual ou substituição das partes).ele não poderá ser condenado em honorários de advogado e em relação às custas só poderá ser condenado naquelas que deu causa ( ver CPC art. § único ). passa a atuar com legitimácio extraordinária. Neste particular. já que é. 52. mas sendo revel o assistido.O alienante ou cedente que no momento do ajuizamento da ação era titular de legitimácio ordinária. o assistente qualificado é parte apenas sob o ponto de vista doutrinário. o assistente será considerado seu gestor de negócios ( CPC art. § 1° ). A revelia não impede a assistência. em uma interpretação “ex contrario sensu” verifica-se que o art. 6° . mas apenas de gestor à lide. eis que para a corrente restritiva. configurando-se a assistência qualificada ou litisconsorcial.32 do CPC qualquer diferenciação entre a assistência simples e a assistência qualificada. passa a ser o titular do direito material controvertido. OBS.42. § 2° ).O assistente qualificado é parte porque ele é o titular do direito material controvertido.53 do CPC está retratando os limites de atuação do assistente simples.54 combinado com art. equiparável a curador da lide ou curador especial. § 2° Principal característica da assistência qualificada ou litisconsorcial: durante o curso da ação o terceiro através da compra e venda de coisa litigiosa ou através de cessão de direito e ação. já que se mantém no processo para preservar o direito material do assistente. Acontece porém que essa substituição somente será possível com o consentimento da outra parte ( CPC art. mas neste caso o adquirente ou cessionário poderá ingressar no processo como assistente ( ver CPC art.Outra questão controvertida é a dos efeitos da sucumbência.54 do CPC esclarece que a sentença terá influência na relação jurídica entre o assistente e a outra parte que anteriormente estava litigando com o assistido. Características da assistência qualificada ou litisconsorcial: 1° . 7° . Assim sendo. Agora.Porque o assistente qualificado é o titular do direito material controvertido ele será diretamente atingido pela sentença a ser proferida na ação. a primeira corrente sustenta não fazer o art. 3° .: Trata-se de legitimácio subordinada ou dependente. se a outra parte discordar não haverá substituição. 54 ) é na realidade o adversário do assistente.

: A oposição será distribuída pôr dependência e tramitará apensada aos autos da ação principal (CPC art. sendo que essas partes originárias formam na oposição um litisconsórcio passivo com a denominação de opostos.57). ou declarações e atos do assistido.Corrente ampliativa: o art. Neste pressuposto específico o assistido age com conduta dolosa ou culposa a fim de prejudicar o assistente.55 não faz qualquer diferenciação entre assistência simples e assistência qualificada.Corrente restritiva: somente quem atuou como assistente qualificado ou litisconsorcial tem legitimácio para a propositura da ação.A inominada ação do art. 55. OBS. Assim sendo.: A oposição é uma ação ajuizada pelo terceiro em face daqueles que estão litigando na causa pendente. não se valeu”.”. enquanto o terceiro como autor da oposição recebe a denominação de opoente. porque aquele que foi assistente no processo anterior não está querendo desconstituir a coisa julgada material. ação em curso ou em tramitação. Pressuposto genérico: causa pendente ( ação principal ). Aqui também não é qualquer prova. A legitimácio para a propositura da ação do artigo 55 do CPC 1° . Ex. OBS. significando dizer que tanto um como o outro tem legitimácio para a propositura da ação.: Não se trata de Ação Rescisória ( ver CPC art. Pressupostos específicos: 1° . existe uma ação principal ( causa pendente ) e uma ação secundária ( oposição ). de que o assistido. 2° . 82 . I do CPC: “pelo estado em que recebera o processo. Assim sendo. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença. II do CPC: “desconhecia a existência de alegações ou de provas.57). porque é ele que está sendo diretamente alcançado pelos efeitos da coisa julgada material ( opinião majoritária ). o que se pretende com a ação do art.55 do CPC Pressuposto genérico: coisa julgada material OBS.Art. 2° . vale dizer. mas sim aquela que se o assistente a tivesse produzido teria modificado o conteúdo da sentença. mas apenas impedir que ela produza efeitos em relação a ele. o que impede o assistente de produzir prova.: Durante o curso da ação o assistido reconhece a procedência do pedido.56 a 61 Natureza jurídica: a oposição tem natureza mista ou híbrida sendo ao mesmo tempo uma modalidade facultativa ou voluntária de intervenção de terceiros e uma ação ( ver CPC art. pôr dolo ou culpa.Artigo 55. Merece considerar que não é qualquer prova. Oposição Disciplina legal: CPC art. mas sim aquela que se tivesse sido produzida teria modificado o despacho da ação.485 ).55 é apenas reduzir o campo de eficácia da coisa julgada material.

este tem a seguinte opção: 1° . Na hipótese do nosso exercício a posição do recorrente está incorreta. O momento oportuno para o oferecimento da oposição: antes de ser prolatada a sentença. qualquer prejuízo.59) 83 .499 do CPC. uma única fundamentação e uma parte conclusiva dividida em dois segmentos.61 ). significa que a sentença não repercutiu em seu direito material. parte final ). o que significa dizer que a oposição é uma modalidade de intervenção de terceiro inerente ao primeiro grau de jurisdição ( CPC art. Resp. O terceiro tem que provar que o seu prejuízo é uma resultante da sentença. 56 ). 2 – Quanto ao momento da constituibilidade ( ajuizamento da oposição ): oposição própria ou genuína e oposição imprópria ou não genuína. É de se observar que a oposição tem sempre uma natureza prejudicial e pôr essa razão terá de julgar e conhecê-la em primeiro lugar ( ver CPC art. Está correta a posição do recorrente? Justificar a resposta. então a sua legitimácio não será de opoente. portanto. salvo em caso excepcional de ação da competência originária dos tribunais. Levando-se em conta que a sentença não repercuti no direito material do terceiro.499 do CPC que o recurso poderá ser interposto pela parte vencida. A oposição própria ou genuína ( CPC art. pelo Ministério Público e pelo terceiro prejudicado. Pressuposto específico: AUSÊNCIA DE PREJUÍZO Significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá na relação material que tem o terceiro como titular. Haverá um único relatório. 2° . A classificação da oposição: 1 – Quanto à extensão da pretensão do opoente: a). b).oposição parcial: o opoente pretende apenas parte do direito que na causa pendente ( ação principal ) é disputada pelas partes originárias ( CPC art. Conclusão: A legitimácio do opoente advém da ausência de prejuízo. *** Exercício: Durante o curso de ação ordinária.não espera o desfecho da ação e antecipa a sua ação.espera o desfecho da causa pendente ( ação principal ) para então ajuizar uma ação autônoma em face da parte vitoriosa.: Dispõe o art.oposição total: o opoente pretende a totalidade do direito disputado pelas partes originárias na causa pendente ( CPC art. repercutir no direito material do terceiro. Entretanto.: Se a sentença a ser proferida na causa pendente. OBS. ajuizando a oposição em face daqueles que estão litigando na causa pendente. não lhe causando.56. mas de assistente. proferida a sentença. o terceiro com legitimácio de opoente não ingressou no processo. isto porque se ele tem legitimácio de opoente. 56 ).Regra básica: sempre que a intervenção do terceiro provoca a formação de uma outra ação. o juiz na mesma sentença terá de julgar as duas ações. interpôs o recurso previsto no art.

mas sim o julgamento simultâneo. Recurso de terceiro prejudicado Disciplina legal: art. Pressuposto: o terceiro para ter legitimácio para recorrer tem de ter interesse ou prejuízo jurídico: o prejuízo ou interesse jurídico tem de ser uma resultante da sentença.É a oferecida ou ajuizada antes de iniciada a audiência. É a chamada oposição imprópria ou não genuína. O terceiro como autor da oposição é conhecido como opoente. a oposição é uma ação ajuizada pelo terceiro em face das partes que estão litigando na causa pendente ( partes originárias ). Segundo dispõe o art. Entretanto. princípio da autonomia ). oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. o juiz julga a ação principal. interesse ou prejuízo de fato.48. já que não haverá julgamento simultâneo.499 do CPC. Ela será distribuída pôr dependência e apensada aos autos da ação principal. enquanto a oposição se descaracteriza porque prosseguirá como uma ação autônoma ( oposição imprópria ou não genuína). “se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. o oferecimento antes da audiência. a doutrina se divide em duas posições: 1° . Finalidade: evitar que a sentença prejudique o direito de quem não foi parte no feito.60 ). sendo que a oposição pôr ter natureza prejudicial. contra o outro prosseguirá o opoente”.58 do CPC nos mostra que o litisconsórcio que entre si formam os opostos é um litisconsórcio passivo simples.somente o terceiro que tinha legitimácio para intervir como assistente qualificado poderá se utilizar do recurso de terceiro prejudicado ( corrente restritiva ). como parece à primeira vista. Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. o juiz poderá suspender o curso da ação principal até o prazo máximo de 90 dias.60. Os opostos formam entre si um litisconsórcio passivo. para neste período agilizar a oposição. § 1° Recurso de terceiro prejudicado será qualquer um daqueles previstos em nosso ordenamento jurídico. cujo exemplo clássico é o interesse ou prejuízo econômico não produz legitimácio para o recurso de terceiro prejudicado. mas se decorrido esse prazo não for possível o julgamento simultâneo. Assim sendo. porque a oposição de descaracterizou. enquanto as partes originárias como réus da oposição são conhecidos como opostos. Neste caso não haverá julgamento simultâneo. Ao final do prazo de 90 dias. se for possível. Oposição imprópria ou não genuína ( CPC art. 61 ).60 do CPC. 84 . isto porque se fosse unitário o reconhecimento do pedido seria para o juiz um ato processual inexistente ( ver CPC art. será conhecida e julgada em primeiro lugar ( ver CPC art. a fim de buscar o julgamento simultâneo. Merece destacar que o elemento identificador da oposição própria ou genuína não é. Merece salientar que a regra do art. o juiz profere o julgamento simultâneo ( oposição própria ou genuína ). conforme nos mostra a Segunda parte do art. 10/11/98 O artigo 58 do CPC Conforme já se disse. primeira parte). Ambas tramitarão simultaneamente e serão julgadas na mesma sentença. o juiz poderá recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum sumário ou ordinário ( CPC art.58 do CPC. No plano da qualidade do prejuízo que legitima essa atividade recursal. O recurso de terceiro prejudicado é caso de intervenção após a sentença de alguém que não foi parte no feito.

2° . em outro processo. A questão diz respeito a usucapião incidindo sobre direito real em coisa alheia. 3). 2).É admissível denunciação da lide na Ação de Usucapião? Levando-se em conta que a sentença a ser proferida na Ação de Usucapião é de natureza declaratória. o primeiro pôr via direta e o segundo pôr via indireta.70. não se encontrando o fenômeno da intervenção. A posse “ad usucapionem” é individual.47 do CPC. o que pôr si só impossibilita a reconvenção. É possível o Usucapião de Usufruto. 1046 Não é modalidade de intervenção de terceiros. quer no processo. porque ambos são prejudicados pela sentença proferida na ação. Conclusão: Não se trata de modalidade de intervenção de terceiros. em verdade. Respostas do exercício do dia 26/10/98 1).corrente ampliativa: não somente o que poderia ter sido assistente qualificado como também o que poderia ter sido assistente simples tem legitimácio para o resurso de terceiro prejudicado. querendo transformar-se de usufrutuário de fato em usufrutuário de direito ). Já para outros o recurso de terceiro prejudicado é uma exceção ao duplo grau de jurisdição. Os embargos de terceiro constituem uma ação autônoma de rito especial. Também aquele que deveria ter sido litisconsorte necessário. cuja peculiaridade é ter sua sentença projetada em seus efeitos. é perfeitamente possível a denunciação da lide com apoio no art. Trata-se. significando dizer que é impossível existir posse “ad usucapionem” dúplice. Além disso.É admissível reconvenção na Ação de Usucapião? A posse é um estado de fato que produz efeitos jurídicos. mas apenas pleiteando o reexame ou a invalidade da decisão. Natureza jurídica: para determinada corrente. I. do CPC. eis que o terceiro nenhuma ação está exercendo. que é exercida pela via recursal. desde que o elemento subjetivo motivador do usucapiente seja o animus do usufrutuário e não o animus domini (quer dizer o autor da ação de usucapião é usufrutuário do fato e quer ser usufrutuário do direito. quer na ação alheia. de um novo processo cuja sentença vai produzir efeito em processo cronologicamente anterior.É admissível Usucapião de Usufruto? Usufruto – natureza jurídica: direito real sobre coisa alheia. Para a doutrina brasileira. a rigor. é puro recurso. tendo em vista que o recorrente não atuou na jurisdição do primeiro grau. nem se quer há intervenção porque não há ingresso em processo alheio. porque ninguém pode ocupar ao mesmo tempo mais de um espaço: dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo espaço. andou bem o legislador o situando na parte referente às disposições gerais sobre recurso. poderá requerer usucapião extraordinário. hipótese na qual a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção. Pôr essa razão. O embargante é antes e acima de tudo autor de uma ação e não terceiro. trata-se de um misto de ação e de recurso e daí muitas vezes haver a tendência de se dizer que o recurso de terceiro prejudicado corresponde ao exercício de uma ação que se converteu em recurso. tem legitimácio para o recurso de terceiro prejudicado. mas nesse caso o recorrente estará apenas preconizando a invalidade da sentença pôr erro de procedimento. 85 . mas não o foi pôr não ter o juiz aplicado a norma do parágrafo único do art. Conclusão: O recurso de terceiro prejudicado é um caso típico de modalidade facultativa ou voluntária de terceiro. Embargos de terceiro CPC art.

A prescrição aquisitiva corre contra o fiduciário.É admissível Usucapião de terrenos foreiros da União. ao paço que o fideicomissário o é sob condição suspensiva. em nome próprio. não poderá prejudicar o fideicomissário. ao usucapir. como pôr exemplo. As não aparentes são as que não se revelam exteriormente. ou ainda. isto somente será possível se o documento estiver irregularmente registrado no Registro de Imóveis. As servidões prediais. é possível a aquisição de propriedade do fiduciário pôr usucapião. Exemplo: A passagem de águas subterrâneas é insuscetível de ser adquirida pôr usucapião. mas apenas o domínio útil. porque repelem a idéia da posse. O fideicomisso diz respeito ao instituto da substituição que vem a ser a indicação de certa pessoa para recolher a herança ou legado. na falta ou depois de outra nomeada em primeiro lugar. o direito real de uso de linha telefônica. o fiduciário ( pessoa que sucede em primeiro lugar) e o fideicomissário ( pessoa a qual. ou seja. As servidões não aparentes não podem ser adquiridas mediante usucapião.É de se levar em conta que o documento para ser Justo Título. 8).É admissível Usucapião de servidão? Servidões aparentes são as que se manifestam pôr atos visíveis. o usucapiente adquirirá o bem sob fideicomisso nos termos do art. que o usucapião atingindo o fiduciário. o bem passará ao fideicomissário e não aos herdeiros ou sucessores usucapiente. 5). para ser título putativo tem de transmitir a imagem de título.4). ponto de referência sem o qual não pode ter início o transcurso do prazo prescritivo. 86 . significando dizer que o usucapiente não está preconizando o domínio pleno. Assim sendo. podem ser adquiridas pôr usucapião. Pôr essa razão ocorrendo sua morte ou decurso do tempo estabelecido. Pôr força do disposto no art. 6). Essa é a posição dominante no Superior Tribunal de Justiça. O assunto é bastante controvertido. desde que aparentes. a sua propriedade será restrita e resolúvel como a do fiduciário.Justo Título é qualquer documento (opinião minoritária ). uma vez que o usucapião não se aplica a direitos pessoais. vale dizer. 7). pôr último. Ora. a servidão de aqueduto.É admissível usucapião de fideicomisso? Trata-se de usucapião contra o fiduciário.1734 do Código Civil. 2° . porque é esse registro que vai lhe dar a falsa aparência de título ( opinião majoritáira ). faltando-lhe a visibilidade. pelo prazo legal.O que se entende pôr Justo Título no Usucapião Ordinário? Justo Título como requisito do Usucapião Ordinário é aquele documento que apresenta ser título sem o ser e daí se dizer que justo título é o título putativo ( aparenta ser ). havendo inclusive na doutrina e na jurisprudência a posição daqueles que sustentam não ser o usucapião a via adequada para a aquisição de propriedade resolúvel.É admissível Usucapião de linha telefônica? Quem exerce. havendo entre nós duas correntes: 1° . tais como as de não edificar além de certa altura. No fideicomisso ocorre a participação obrigatória de três pessoas: o fideicomitente ( autor da liberalidade). do Estado ou do Município? É possível desde que o usucapiente preencha os requisitos do usucapião ajuizado e o elemento subjetivo seja apenas o animus de enfiteuta e não o animus domini. Entretanto. pode usucapir tal direito. a matéria não é pacífica. porque o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro já decidiu que o direito de uso do telefone é de natureza pessoal. O conceito de Justo Título para fins de Usucapião Ordinário é bastante controvertido. o fiduciário é proprietário sob condição resolutiva. 1734 do Código Civil. tendo em vista que a posse só é possível ou em relação às coisas corpórias ou em relação aos direitos sobre coisas corpórias. sendo incabível sua aquisição pôr usucapião. se operando a condição fixada. se transmite a herança ou o legado). Merece assinalar.

como detentor está na coisa. como também pode aparecer separado e até em antagonismo com esse direito e daí as figuras do proprietário possuidor.Possuidor não proprietário ( possuidor ou mero possuidor. que o momento oportuno para a nomeação à autoria é o da contestação. vulgarmente conhecido como posseiro): é aquele que tem sobre a coisa o poder de fato sem ter o poder jurídico.62 a 69 Natureza jurídica: modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiros. OBS. 2° . b). mas sim em nome alheio. o detentor é apenas um fâmulo ( servo ) da posse. um serviçal da posse. 3° . mas sim um dever. isto é.: Esse fato que corresponde ao exercício do direito de propriedade é autônomo em relação ao próprio direito. o detentor não ocupa a coisa em nome próprio. OBS. Conforme mostra a simples leitura do art. São elas: nomeação à autoria.As modalidades forçadas ou provocadas de intervenção de terceiros São aquelas modalidades em que o terceiro é convocado a ingressar no processo. como também poderá ser o possuidor não proprietário. 16/11/98 As hipóteses legais da nomeação à autoria 1° . denunciação da lide e chamamento ao processo. Assim sendo. porque se assim não fosse. o proprietário possuidor ou o possuidor não proprietário ( ver CPC art. em lugar de contestar.: O exercício do direito de propriedade é apenas um fato. significando dizer que ele não é possuidor.Proprietário não possuidor: é aquele que tem sobre a coisa o poder jurídico. 87 .É o caso do detentor que é citado para responder a uma ação que tenha pôr objeto a coisa. Entretanto.Proprietário possuidor: é aquele que tem sobre a coisa o poder jurídico e o poder de fato. Introdução: as diversas posições da pessoa em relação à coisa: 1° . isto é. do proprietário não possuidor e do possuidor não proprietário. A nomeação à autoria Disciplina legal: CPC art. vale dizer. somente seria possuidor quem fosse proprietário. 69 do CPC. É ainda de se observar. Para os romanos.Deixando de nomear à autoria quando lhe competir. mas não tem o poder de fato: é o proprietário que não está no exercício do direito de propriedade. tem o dever de nomear à autoria aquele que o contratou. Finalidade: corrigir citações indevidas ou errôneas. é o proprietário que se encontra no exercício do direito de propriedade. 4° . Em linguagem simples podemos dizer que a posse é aquele estado de fato que corresponde ao exercício do direito de propriedade e daí se dizer que ela é a exteriorização do direito de propriedade.62 ).Nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada. Porque tem autonomia o fato pode aparecer agarrado ao direito de propriedade. significando dizer que responderá pôr perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: a). Levando-se em conta que ele ocupa a coisa em nome alheio. ele transmite a falsa imagem de possuidor e daí se dizer que o detentor é um possuidor putativo.Detentor: é apenas um preposto daquele que o contratou que poderá ser proprietário possuidor. a nomeação à autoria não é uma faculdade.

a ação prosseguirá entre o autor e o nomeante a quem será devolvido integralmente o prazo para a resposta. o detentor que ocupa a coisa em nome alheio é citado para responder a uma ação que tenha pôr objeto a coisa.Uma vez citado. O juiz suspende o processo e determina a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. o autor comparece e não aceita a nomeação. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. Nesta hipótese a ação prosseguirá entre o autor e o nomeante a quem será devolvido integralmente o prazo para a resposta. ( Ver CPC art. Se no momento da sentença o juiz entender que a razão estava com o nomeante que. 3° . Regularmente citado. condenando o autor nas custas processuais e em honorários de advogado.63 ela ocorrerá em Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na Responsabilidade Civil. caberá ao autor repetir a ação em face do nomeado cumulando o pedido com perdas e danos. enquanto no caso do art. Exemplo: Ação Reivindicatória. não tinha ele legitimácio passiva. Trata-se de aceitação tácita e neste caso caberá ao autor promover a citação do nomeado. 4° . realmente. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. Em razão do desenvolvido. Neste caso só restará ao autor repetir a ação em face do nomeado. 2° . O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. a ação tramitará normalmente até final sentença. prosseguindo a ação até final. 64 ).: Na nomeação à autoria. Neste caso. Conforme já se disse na primeira hipótese legal da nomeação à autoria. o autor silencia.Uma vez citado. o réu comparece e faz a nomeação ( ver CPV art. assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. 68 ). para se manifestar no prazo de cinco dias. Regularmente intimado. o réu comparece no prazo para resposta e em lugar de contestar. Regularmente intimado. em lugar de contestar o citando terá de nomear à autoria o mandante.Uma vez citado. em decorrência da prática do ato ou do fato ilícito. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. uma vez citado. Se no momento da sentença o juiz entender que o nomeante estava certo. Regra prática para se identificar os casos de nomeação à autoria: Tem que haver uma relação de dependência hierárquica em tudo pôr tudo semelhante à trabalhista entre aquele que foi erroneamente citado ( nomeante ) e aquele que deveria ter sido citado ( nomeado ). Ação Possessória ( Ação de Reintegração de Posse ). 2° . ele nomeará à autoria. enquanto a aceitação poderá ser expressa ou tácita. I ). Neste caso. o autor comparece e aceita a nomeação. Regularmente intimado. a recusa só pode ser expressa. 88 .69.Uma vez citado. o autor comparece e aceita a nomeação. Regularmente intimado. que essa ação ou será uma possessória ( Ação de Reintegração de Posse ) ou será uma Ação Reivindicatória. OBS. o nomeado comparece e não aceita a nomeação. que ele não tem legitimácio passiva.A segunda hipótese legal da nomeação à autoria é a daquele que causa dano a outrem no cumprimento de ordens ou determinações e é citado para responder a uma Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na Responsabilidade Civil. verifica-se que na hipótese do art. É pôr demais evidente. assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. sob pena de responder pôr perdas e danos ( ver CPC art.62 a nomeação à autoria ocorrerá ou em uma Ação de Reintegração de Posse ou em uma Ação Reivindicatória. Hipóteses de procedimento: 1° . quer dizer.Assim sendo. Oferecida a contestação. pôr estar apenas cumprindo ordens. extinguirá o processo sem julgamento do mérito. Neste caso. extinguirá o processo sem julgamento do mérito.

o alienante responde pela evicção. Ela é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. A ação prosseguirá entre o autor e o nomeado. assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. É de se observar que o denunciante poderá ser tanto o autor da ação principal como o seu réu (CPC art. As hipóteses legais de denunciação da lide 1° . I.É a hipótese prevista no art. b). sendo ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiros e uma ação. enquanto o denunciado é o réu. Trata-se da antecipação da ação regressiva de perdas e danos. cumulada com Ação de Reintegração de Posse. pelo qual A foi responsável.: É da combinação do prejuízo com o direito de regresso que surge a legitimácio do denunciante. o réu contesta e no próprio corpo da contestação pede a citação do denunciado. o autor comparece e aceita a nomeação. Via de regra.70 a 76. 89 . Se o juiz julgar procedente. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. do CPC. Conforme já se disse. o nomeado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída. Responsabilidade pela evicção significa que o alienante terá de indenizar o adquirente com o preço recebido ( valor da coisa ) e mais as perdas e danos. O momento oportuno para a denunciação da lide a). O denunciante é o autor dessa ação secundária.Em sendo o denunciante o autor da ação principal. Assim sendo.Em sendo o denunciante o réu da ação principal.71 ). B é obrigado a contestar e requere a denunciação da lide em face de A. Assim sendo. Regularmente intimado. 5° . Regularmente citado. a denunciação da lide é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. OBS. Compra e Venda Imobiliária: A – alienante B – adquirente C propõe em face de B Ação de Anulação da Compra e Venda. o momento oportuno da denunciação da lide é o da contestação ( CPC art. na compra e venda.71 ). Pressuposto genérico: Causa pendente. Neste caso. ação em curso ou em tramitação. o nomeado não comparece. quer dizer. quer dizer.70. Evicção é a perda d coisa adquirida pôr força de uma sentença. sendo o nomeante excluído da relação processual.Uma vez citado. B não pode esperar pelo desfecho da ação. aceita a nomeação. o momento oportuno é a petição inicial (CPC art. B terá prejuízo. conforme o sistema atual. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. É caso de revelia e de aceitação tácita ou presumida. Natureza jurídica: A denunciação da lide tem natureza mista ou híbrida.Regularmente citado. A demunciação da lide Disciplina legal: CPC art. enquanto o nomeante é excluído da relação processual. configurando-se portanto um caso de sucessão processual ( substituição da parte ) em decorrência da aceitação da nomeação. Assim sendo. Ela é a antecipação da ação regressiva de perdas e danos. na petição inicial o autor requererá a citação do réu da ação principal e também a citação do denunciado. 71). a ação prosseguirá entre o autor e o nomeado. Pressupostos específicos: prejuízo e direito de regresso. É a hipótese em que a denunciação d lide corresponde uma demanda pela evicção.

70. expressamente.: O direito de propriedade é aquele no qual estão inseridos os poderes de domínio ou de senhoria. do CPC. A Escritura de Compra e Venda poderá. II. isentar o alienante dessa responsabilidade pela evicção. É a hipótese prevista no art. do CPC Há uma certa polêmica na doutrina sobre conter. mas o preço terá de ser devolvido. enquanto o possuidor direto é aquele que está com o uso e o gozo da coisa. mas para tal terá que ser necessário o ajuizamento de uma ação autônoma.Assim sendo. gozo. o proprietário estará criando ou um direito obrigacional ou um direito real sobre coisa alheia. o denunciante quer uma indenização correspondente ao preço porque pagou pela coisa. ao possuidor indireto. 17/11/98 A controvérsia decorrente da norma do art. Levando-se em conta que a Posse Direta é uma resultante da vontade do proprietário. ou não. prevalecerá a responsabilidade pela evicção.70. já que podem ser movimentados e essa movimentação somente depende da vontade do proprietário. O possuidor indireto é o proprietário que movimentou os poderes de domínio. a Posse Direta é uma resultante da vontade do proprietário.62 do CPC. vale dizer.70 do CPC uma hipótese de nomeação à autoria de que trata o art. se a escritura expressamente tiver excluído a evicção. Os poderes de domínio não são estáticos ou inertes.Enfiteuse enfiteuticador: possuidor indireto enfiteuta: possuidor direto Posse e Posse Direta: Enquanto a Posse se forma contra a vontade do proprietário. não poderá haver denunciação da lide. na hipótese do art.Contrato de Comodato comodante: possuidor indireto comodatário: possuidor direto Direito real em coisa alheia: exemplos: a). do CPC a denunciação da lide se fundamenta na responsabilidade do alienante pela evicção. II. Ao movimentar os poderes de domínio. Neste caso deverá ele contestar e denunciar a lide ao proprietário.Usufruto nu proprietário: possuidor indireto usufrutuário: possuidor direto b). acrescida das perdas e danos. Direito obrigacional: exemplos: a). 2° . os poderes de domínio são os seguintes: uso. I. 90 . Nestas condições. Segundo o elenco do artigo 524 do Código Civil. o inciso II do art.A Segunda hipótese legal da denunciação da lide é a do possuidor direto que é citado para responder a uma ação sobre a coisa. quer dizer. sendo que em qualquer dessas hipóteses estará provocando o desdobramento da posse e formando as figuras do possuidor direto e do possuidor indireto.Contrato de Locação locador: possuidor indireto locatário: possuidor direto b). quer dizer. OBS.70. merecendo observar que no silêncio do contrato valerá a interpretação mais favorável ao adquirente. Daí se dizer que proprietário é o titular dos poderes de domínio ou de senhoria. ela não pode ser Posse Ad Usucapionem. defesa ou reivindicação e disponibilidade.

desde logo.62 do CPC. em busca de uma eventual indenização. A ação é corretamente proposta contra quem tem posse. Surpreendentemente. existe grande analogia entre essa hipótese e a do art. Considerando-se que terá prejuízo. III do CPC. ele perderá o direito de regresso. 70. ao requerer na inicial apenas a citação do réu. aquele que não a deduzir no momento oportuno. se o réu apenas contestar e não denunciar a lide. cujo objeto é o imóvel. A questão da obrigatoriedade Em sendo a denunciação da lide obrigatória. que não mais poderá ser exercitado nem mesmo pôr ação autônoma. terá que denunciar à lide. 91 . primeira parte ). O momento oportuno para a denunciação da lide em sendo o denunciante o autor da ação principal: É o da petição inicial na qual o autor vai requerer a citação do réu da ação principal e a citação do denunciado ( ver CPC art. porque esta pôr força da relação contratual estabelecida entre possuidor indireto e possuidor direto já estaria garantida pela simples aplicação da regra do art. onde se prevê o caso de ser citado o detentor. Assim sendo.: Para os que entendem que a denunciação da lide é obrigatória. no lugar do possuidor ou do proprietário. esta hipótese mereceria tratamento no contexto da nomeação à autoria e não no da denunciação da lide. o autor perde o direito de regresso. Tratava-se de um erro no endereçamento da ação. Assim. art. conforme acontece pôr exemplo. A obrigatoriedade A obrigatoriedade da denunciação da lide é entre nós em assunto controvertido. Dentro desse entendimento. O legislador poderia ter abrangido essa hipótese no inciso III. III ). de um erro na escolha do legitimado passivo. Exemplo: Locação comercial O locatário faz obras no imóvel alugado. pôr equívoco do demandante. o ministro Sidney Sanches proclama que em seu entender o art. 70.71. mas resolveu separar as hipóteses a fim de deixar bem diferenciada os casos de direito de indenização pôr perda de domínio ( art. CPC ). II não cogita de erro na escolha do legitimado passivo.É a hipótese na qual o denunciado será sempre aquele que pôr força da lei ou do contrato tem o dever de indenizar. o réu deverá contestar e na própria contestação requererá a citação do denunciado. com as companhias seguradoras (ver CPC art. III.Segundo adverte Barbosa Moreira. III. I. pôr perda de posse direta ( art. não vale argumentar que o legislador pretendeu assegurar a antecipação da ação regressiva. II.70. o exercício do direito à garantia de sua posse direta contra o possuidor indireto ou proprietário. perderá o direito de regresso. CPC ). OBS. CPC ) e em razão do direito à indenização pôr força da lei ou do contrato ( art. 3° . De outro lado. ainda que seja posse direta.70 do CPC.70. mas o código quer lhe permitir. O momento oportuno para a denunciação da lide em sendo o denunciante o réu da ação principal: É o da contestação. OBS. havendo duas correntes: 1°.Apoiando-se exclusivamente na regra do caput do art.70.70.: Se a denunciação da lide for obrigatória. inciso II há um erro desse tipo: o autor endereça a sua ação contra o possuidor direto. Aqui neste artigo 70. é citado. entende que todas as hipóteses nele previstas são obrigatórias ( ministro Sidney Sanches ). quando deveria ajuizá-la contra o possuidor indireto ou proprietário.70.

O direito de regresso é direito de natureza material. isto é. A e B ). segundo o qual: “para poder exercitar o direito. II. III ). mas só examinará a denunciação da lide no momento da sentença. José Carlos Barbosa Moreira. que da evicção lhe resulta. um litisconsórcio passivo ( ver CPC art.75. Pôr essa razão somente a hipótese em que a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção ( CPC art. Neste caso.72. se for o caso ( CPC art. É ainda de se lembrar que se o denunciado rever foi citado pôr hora certa ou pôr edital. As hipóteses de sentença: a). será ela obrigatória não pôr força do disposto no caput do art. As hipóteses de procedimento da denunciação em sendo o denunciante o réu da ação principal: Regularmente citado. o juiz determina o prosseguimento da ação principal na qual o denunciante terá de continuar a sua defesa. merece ser lembrado o prof. formando-se. Ao despachar essa contestação. Acontece porém. vale dizer.75. o juiz terá de lhe nomear curador especial ( ver CPC art. ele poderá aditar à contestação do réu ou até mesmo contestar o pedido do autor. d). § 2° ). II. após o comparecimento do denunciado o juiz ordena o prosseguimento da ação principal ficando a denunciação nela embutida. porque essa é uma atribuição exclusiva do Código Civil. 92 . II ).75. poderão ocorrer as seguintes hipóteses: a). Nesta hipótese caberá a condenação de honorários em favor do denunciado. não sendo portanto direito de natureza instrumental.70 do CPC.Regularmente citado o denunciado comparece e nega a qualidade que lhe foi atribuída. então. Pôr essa razão o litisconsórcio passivo anunciado no art. Merece observar que nesta hipótese ao se transformar em litisconsorte passivo o denunciante passou a ser parte da ação principal. contesta a ação que lhe está sendo ajuizada pelo denunciante ( CPC art. do direito material que está sendo discutido na ação principal. que o denunciado não é titular do direito controvertido.O juiz julga improcedente o pedido do autor.O denunciado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída. Neste caso. mas em verdade a única defesa que restará será a argüição da prescrição ou da decadência do direito do autor. Dentre os partidários da segunda corrente. 75.72. sob pena de extinção da denunciação da lide sem julgamento do mérito. significando dizer que o denunciado não tem legitimidade para ser parte na ação principal. É de se esclarecer que somente no momento da sentença o juiz vai examinar a denunciação. É evidente que no caso da evicção a lei do processo atual determina a denunciação da lide. quando e como lho determinares as leis do processo”.71. Neste caso o juiz decreta a revelia e ordena o prosseguimento da ação principal. c).Regularmente citado. Segunda parte ). quer dizer.Regularmente citado. mas pôr força do disposto no art. Quanto ao procedimento. prejudicada estará a denunciação da lide. Neste caso.2° . o juiz determinará o prosseguimento da ação principal.75. o adquirente notificará do litígio o alienante. o denunciado permanece revel. I ). Segunda parte ). de acordo com o texto legal. o CPC como diploma instrumental não pode impor regras acarretadoras da perda do direito material. prosseguindo-se unicamente com a ação principal ( CPC art. 1116 do Código Civil. primeira parte. I ). que o direito milita contra o denunciante. o réu contesta e no próprio corpo da contestação ele pede a citação do denunciado ( CPC art.70. Ora.I do CPC tem muito mais estrutura de assistência do que propriamente de litisconsórcio. o juiz determina a suspensão do processo e a citação do denunciado ( ver CPC art. b). CPC art.9°. mas só vai examinar a denunciação da lide no momento da sentença. Neste caso. Em sendo o denunciado regularmente citado. Merece observar que essa revelia só produzirá os seus efeitos se o juiz julgar procedente o pedido do autor. § 1°. na qual o réu continuará se defendendo. o denunciado comparece e confessa que o direito é o do autor a ação.

na mesma sentença o juiz julga procedente a denunciação e condena o denunciado a indenizar o denunciante. sendo ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiro e uma ação. Trata-se também da antecipação de ação regressiva. É essa sentença que ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade.alienante B . É interessante chamar a atenção que o CPC no art. Neste caso vai aderir à petição inicial. Assim sendo. na qual vai ingressando no processo um denunciado atrás do outro. eis que somente o réu tem legitimácio para provocar o chamamento. de fiadores e devedores solidários. O momento oportuno para o chamamento ao processo: é o da contestação. aqui também.O juiz julga procedente o pedido do autor e como há nos autos a prova do direito de regresso. Assim sendo. segundo o texto legal.b). Pressuposto genérico: causa pendente.adquirente C . Em razão das explicações anteriores. contestar a denunciação da lide.ajuíza anulação de compra e venda em face de B B .direito de regresso. Merece ainda assinalar que somente o réu poderá ser chamante. eis que o chamamento é uma mera faculdade. 73 regencia a chamada denunciação sucessiva.O juiz julga procedente o pedido do autor. b).contesta e denuncia a lide à A A . condenando o denunciante em honorários de advogado. um litisconsórcio ativo ( ver CPC art. o chamamento ao processo é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. Merece ainda observar que no chamamento ao processo as partes recebem as denominações de chamante e chamado. c). As hipóteses de procedimento em sendo o denunciante o autor da ação principal. vale dizer.74 ). Também nesta espécie de denunciação o denunciado ao comparecer poderá negar a qualidade que lhe foi atribuída.. na mesma sentença ele julga improcedente a denunciação. Poderá..prejuízo. permanecer revel como ainda confessar. quer dizer. formando-se então. As hipóteses legais do chamamento ao processo 93 . Pressupostos específicos: a).relação creditícia específica envolvendo as figuras de devedor e fiador.denuncia à E . a não articulação do chamamento ao processo não acarretará a perda do direito de regresso que poderá ainda ser exercitado através de ação autônoma. mas também será titular executivo judicial deste em relação ao denunciado ( ver CPC art. Merece observar que ao contrário do que acontece na denunciação da lide não existe no chamamento ao processo a questão da obrigatoriedade. mas como não há nos autos a prova do direito de regresso. esse litisconsórcio tem muito mais estrutura de assistência. Exemplo: A .contesta e denuncia a lide à D D . Regularmente citado o denunciado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída.76 ).77 a 80 Natureza jurídica: O chamamento ao processo tem natureza mista. porque será título executivo judicial do autor em relação ao réu ( denunciante ). ação em curso. também. c). Do chamamento ao processo Disciplina legal: CPC art.

o credor ajuíza a Ação de Cobrança em face de um fiador e este regularmente citado contesta que na própria contestação pede a citação dos demais fiadores ( chamados ). promove a ação em face do fiador. Somente o réu pode ser chamante ( CPC art. que poderá ainda exercitar através de ação autônoma. I. A e B do CPC. neste título de execução ter-se-á que se admitir a assistência ( opinião minoritária ). do devedor. mesmo porque na execução forçada não existe sentença de mérito ( opinião majoritária ).78 ). não perderá o direito de regresso. Últimas considerações: O chamamento ao processo é antecipação de Ação Regressiva de Perdas e Danos. OBS. sob pena de extinção do chamamento ao processo sem julgamento do mérito (CPC art. III ). os outros fiadores ( art. o que pôr si só. regularmente citado o fiador comparece e contesta e se desejar pede na própria contestação a citação do chamado. sendo uma faculdade do réu. 23/11/98 2° . se o réu contestar e não chamar ao processo. a cautelar como acessória também terá de admití-la ( Humberto Teodoro Junior ). 79 do CPC. A assistência no processo cautelar Conforme mostra a regra do art.O credor em lugar de ajuizar a ação de cobrança ( ação de conhecimento ) em face do devedor. porque será título executivo judicial do autor da ação principal ( credor ) em face do réu. As partes no chamamento ao processo são o chamante e o chamado. I ).80 do CPC. que poderá ser o fiador ( CPC art.75 ). em havendo nos autos a prova da relação creditícia específica. manifestam-se aqueles que sustentam que se a ação principal admitir a assistência. É uma ação secundária que aparece embutida na ação principal.79.78 ). não se admite assistência no processo cautelar.77. 94 .72.77. tendo em vista que neste não existe sentença de mérito. Nesta hipótese o credor ajuíza a Ação de Cobrança apenas em face de um devedor e este ao contestar pede a citação dos demais codevedores ( chamados ). em sendo o denunciante o réu da ação principal ( CPC art. 50 do CPC a finalidade da assistência é ajudar o assistido na obtenção de uma sentença favorável. Assim sendo. combinado com o art.77. Essa sentença ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade. O chamamento ao processo não é obrigatório.Trata-se de relação creditícia com pluralidade de fiadores. do CPC. § 1°.1). mas também será título executivo judicial do réu ( chamante ) em face do chamado. Levando-se em conta que na execução fundada em título executivo extrajudicial não ocorreu o anterior processo de conhecimento. Merece chamar a atenção que se o juiz julgar procedente o pedido da ação principal e. § 2° ).Trata-se da solidariedade passiva ( pluralidade de devedores ). Nesta hipótese. O procedimento de chamamento ao processo é idêntico ao procedimento de denunciação da lide. afasta a possibilidade da assistência. II ). do prejuízo e do direito de regresso. tudo conforme determina o art. isto é. ou os outros devedores ( art. Em sentido contrário. já que a meramente terminativa não repercute no direito material. na mesma sentença ele julgará procedente o chamamento ao processo e condenará o chamado a indenizar o chamante. Para os que entendem que sentença favorável só poderá ser a de mérito. O momento oportuno para o chamamento ao processo é o da contestação ( CPC art. tudo conforme a regra determinada no art. O prazo para se efetivar a citação do chamado são aqueles previstos nos artigos 72. É a hipótese prevista no art. A assistência no processo de execução No processo de execução não existe atividade jurisdiconal cognitiva. Nesta hipótese. 3° .: O segundo entendimento é o majoritário.77.

Eis aí a razão pela qual não cabe denunciação da lide no processo cautelar. 7 . Para a opinião majoritária. O chamamento ao processo nos embargos do devedor Para a opinião minoritária em razão da natureza cognitiva desses embargos será possível o chamamento ao processo. cabe lembrar que os embargos do devedor são ação autônoma. O chamamento ao processo na ação de execução Não é possível porque na ação de execução o instituto protetivo do fiador não é o chamamento ao processo. se a ação principal for cautelar não poderá ocorrer a aludida conexão pôr não existir na cautelar a sentença de mérito. a cautelar como ação acessória também terá de admití-la ( opinião minoritária ). Chamamento ao processo na ação cautelar Não é possível porque na cautelar não existe sentença de mérito ( opinião majoritária ). Trata-se de ação incidental de conhecimento ajuizada pelo devedor em face do exeqüente. nos embargos do devedor não se admite a assistência. Não cabe denunciação da lide nos embargos do devedor. porque neles não se pode discutir matéria estranha à execução. o que pôr si só afasta a possibilidade de denunciação da lide ( opinião majoritária ). A assistência nos embargos à execução ( embargos do devedor ) É de se levar em conta que as modalidades de intervenção de terceiros são inerentes ao processo de conhecimento.Assim sendo. A denunciação da lide no processo de execução No processo de execução não existe contraditório de mérito e muito menos a sentença de mérito. defesa indireta de mérito e a defesa indireta processual. A denunciação da lide no processo cautelar É de se levar em conta que a sentença de mérito proferida na ação principal estará interligada ou em conexão com a sentença a ser proferida na denunciação da lide. a cautelar como ação acessória também terá de admití-la. mas sim o benefício de “ordem “. porque nesses embargos não se pode discutir matéria estranha à execução. A defesa do réu propriamente dita se instrumentaliza na contestação.297 ). Para a opinião minoritária. na execução fundada em título executivo extrajudicial ter-se-á que se admitir a denunciação da lide pela inexistência de anterior processo de conhecimento. porque nesses embargos não se pode discutir matéria estranha à execução ( opinião majoritária ). As modalidades da defesa são as seguintes: defesa direta de mérito ou defesa direta material. Levando-se em conta a natureza cognitiva dos embargos do devedor. Para a opinião minoritária se a ação principal admitir o chamamento ao processo. Ora. Para opinião majoritária não se pode admitir chamamento ao processo nestes embargos. Neste aspecto.A RESPOSTA DO RÉU Constituem em resposta do réu: a contestação. nestes embargos ter-se-á que se admitir a assistência ( opinião minoritária ). A denunciação da lide nos embargos do devedor Para a opinião minoritária a natureza cognitiva desses embargos impõe a admissibilidade da denunciação da lide. A defesa direta de mérito 95 . Para outra concepção. a execução e a reconvenção (ver CPC art. se a ação principal admitir a denunciação. para o pensamento dominante não se pode admitir a assistência nem na execução fundada em título executivo judicial e nem na execução fundada em título executivo extrajudicial.

significando dizer que o juiz vai apenas resolvê-la e vai resolvê-la ou decidí-la na fundamentação e nada que aparecer na fundamentação faz coisa julgada ( CPC art. pôr isso não pode ser exigida em sua totalidade). modificativos ou extintivos de direito do autor. Com esse tipo de defesa indireta processual o réu preconiza a extinção do processo sem julgamento do mérito. Com efeito. III ). A questão prévia admite a seguinte classificação: questão preliminar e questão prejudicial. mas lhe opõe fatos impeditivos.326 ) O réu ao contestar não se opõe à causa petendi motivadora da ação. as únicas a que o código reserva tal denominação ( ver CPC art. mediante acordo posterior se parcelou a dívida. Merece destacar que essas causas impeditivas à decisão de mérito devem ser argüidas na preliminar da contestação ( ver CPC art.: alega que. Defesa indireta de mérito ( CPC art. Na realidade. Merece considerar que o juiz não vai julgar a questão prejudicial porque ela está fora do pedido. mas se firma em outros com eficácia impeditiva. modificativa ou extintiva do direito do autor. modificativo ( ex. OBS. A defesa indireta processual admite a seguinte subdivisão: questão preliminar ( CPC art. Ela é defesa de mérito porque não se dirige contra a relação processual. 469.: A argüição da prescrição. a coisa julgada. a questão prejudicial é de natureza exclusivamente material.: alega que já pagou a dívida. enquanto a questão preliminar é de natureza exclusivamente processual. É defesa indireta processual porque se apoia exclusivamente em razões de direito processual. A defesa indireta processual É de natureza exclusivamente processual. 96 . pôr sua vez. Assim sendo.: alega que era absolutamente incapaz ao contratar ). Daí se dizer que ela é um pressuposto ou antecedente necessário. tal como a argüição do contrato não cumprido são as chamadas execuções substanciais ou materiais que não podem ser confundidas com as execuções processuais ( incompetência.301 ) e constituem aquilo que tecnicamente se denomina a defesa indireta processual. argüi. o réu sem negar qualquer das afirmações contidas na inicial. porque somente se apoia em razões de direito processual. a litispendência. ou então argüi a prescrição) do direito deduzido. A questão prejudicial Logo de início. O réu impugna os fatos ou as conseqüências jurídicas postas pelo autor como a causa de pedir e o pedido formulado na inicial ( ver CPC art. a inépcia da inicial. um “incidenter tantum “. outro fato impeditivo ( ex. Via de regra. merece chamar a atenção que a questão prejudicial nada tem haver com qualquer tipo de modalidade de defesa. A questão prejudicial é uma matéria de direito que embora fora do pedido repercuti com tal força no mérito que a procedência ou a improcedência do pedido irá depender da solução que o juiz dará a esta questão prejudicial. ou extintivo ( ex. vale dizer. esse tipo de defesa indireta processual será no procedimento comum ordinário decidido no saneador. é indireta porque não se dirige aos fatos e fundamentos jurídicos do pedido do autor. mas sim contra a relação de direito material constitutiva do pedido do autor. A questão prévia É todo antecedente que o juiz terá de decidir antes de se adentrar na parte conclusiva ou dispositiva da sentença. enquanto no procedimento comum sumário e no sumaríssimo do juizado especial será decidido no momento da sentença.300 ).304 ). É aquela que se dirige expressamente sobre a pretensão. 304 ).301 ) e as exceções ( CPC art. É indireta porque visa obstar que a tutela jurisdicional pretendida pelo autor se realiza. A questão preliminar diz respeito às causas impeditivas à decisão de mérito. suspeição. impedimento ).Ela se apoia exclusivamente em razões de direito material. observando-se que elas são de índole exclusivamente processual como pôr exemplo a falta de qualquer das condições genéricas da ação.

Finalmente. É necessário reiterar que a questão prejudicial não tem nada a haver com a defesa indireta processual. se o réu ao contestar argüir em preliminar a incompetência relativa será como se a não tivesse argüido. sendo o recurso adequado o agravo de instrumento. 308 ).306 ). a exceção exige petição própria. A ). a exceção é apenas um incidente processual. ocorrerá o fenômeno da prorrogação da competência através do qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passará a ser competente ( ver CPC art. decidindo dentro de 10 dias ( CPC art. que segundo o texto legal preponderará tal suspensividade até que seja definitivamente julgada ( CPC art. Em havendo recebido a exceção. Havendo necessidade de prova testemunhal. sendo que essa exceção será processada em apenso aos autos principais. 301.309 ). eis que o excipiente argüirá a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída. haverá prorrogação através da qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passará a ser competente.299). mas se o réu não argüi-la nesta oportunidade não haverá preclusão. isto porque se o réu no prazo de resposta não excepcionar. mas é um reflexo de outra ação. Será homogênea quando os direitos forem da mesma natureza e heterogênea quando ocorrer o contrário. significando dizer que não existe exceção de incompetência absoluta. Conforme já se esclareceu o excipiente deduzirá a exceção em petição própria. 24/11/98 As exceções Natureza jurídica: é defesa indireta processual A exceção poderá ser de incompetência.306). O importante é não esquecer que a lei não exige que a incompetência absoluta seja argüida sob forma de exceção: não existe exceção de incompetência absoluta. É necessário repetir que a incompetência relativa somente pode ser argüida através da exceção (ver CPC 112 ). será causa de suspencividade do processo ( ver CPC art. Merece destacar que não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. decidindo em igual prazo ( CPC art.304 ). IV.114 ). até que seja definitivamente julgada (CPC art. defesa indireta processual ). 97 . isto porque a incompetência absoluta pode ser argüida em qualquer fase processual. Em verdade. configurando-se a prorrogação da competência através da qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente. A legitimácio para exceção de incompetência é do réu e o prazo para excepcionar é o da contestação. de impedimento ou de suspeição ( CPC aart. isto porque a questão prejudicial é de natureza exclusivamente material.Merece ainda observar que a questão prejudicial quando não aparece na mesma ação. enquanto a defesa indireta processual é de natureza exclusivamente processual. o juiz mandará processá-la em apenso e determinará a oitiva do excepto dentro em 10 dias. II. em qualquer instância ou tribunal. o juiz designará a audiência de instrução. quando se fala em exceção de incompetência só pode ser da incompetência relativa ( ver CPC art.265. Cabe ainda destacar que o juiz absolutamente incompetente tem o dever de de ofício declinar da competência remetendo os autos para o juiz competente. É de se observar que se o réu contestar e não excepcionar. Também o juiz suspeito e o juiz impedido pode de ofício remeter os autos para o juiz tabelar. 301 ). A defesa indireta processual admite duas modalidades: a questão preliminar e as exceções. No plano de sua natureza jurídica. III ). indicando o juízo para o qual declina ( CPC art. Assim sendo. 307 ). Via de regra a incompetência absoluta deverá ser argüida na preliminar da contestação ( ver CPC art. o juiz relativamente incompetente não pode de ofício declinar da competência. A questão preliminar refere-se às causas impeditivas à decisão de mérito e que devem ser argüidas na preliminar da contestação ( ver CPC art. É interessante observar que o recebimento da exceção ( suspensão do processo ) acarreta a suspensão do processo e em conseqüência do prazo. É de notar que o recebimento impõe a suspensão automática não somente do processo como também do prazo para responder. Recebida a exceção o processo ficará suspenso ( CPC art. A exceção exige petição própria e será processada em apenso aos autos principais (ver CPC art. a questão prejudicial determinadora da suspensão do processo poderá ser homogênea ou heterogênea. significando dizer que a decisão nela proferida é interlocutória.265. Conforme já se disse. Em contra partida. 112 ).

Legitimácio para as exceções Exceção de incompetência: a legitimácio é só do réu. pôr se tratar de incompatibilidade absoluta do juiz para a causa. têm de figurar na mesma qualidade jurídica em que figuram na ação originária.Conexão com fundamentos na ação ou com fundamentos na defesa. não impedindo portanto o prosseguimento do processo. É o que dispõe o parágrafo único do art. No caso do juiz suspeito. Tanto é assim. na reconvenção. Exceção de suspeição e exceção de impedimento: a legitimácio pode ser do autor como também do réu.Legitimidade: só o réu ( ou qualquer dos réus. O advérbio “simultaneamente” parece dar a entender que. 299 do CPC. subsista a legitimação extraordinária do substituto ( autor reconvindo ). 305 ). preclui o direito de reconvir. 315 a 318 Natureza jurídica: apesar do art. 315. no caso de litisconsórcio ativo ) têm legitimação passiva para reconvenção. 135 do mesmo diploma legal elenca as causas determinadoras da suspeição. Reconvenção Disciplina legal: CPC art. Requisitos da admissibilidade: a). eis que apesar da controvérsia. enquanto o art. O artigo 138 do CPC disciplina a argüição de impedimento e de suspeição do representante do Ministério Público e dos Órgãos Auxiliares do Juízo. que exige petição inicial com os requisitos dos artigos 282 e 283 do CPC. essa interpretação rigorosa não satisfaz. ela é uma ação. a suspeição representa a incompatibilidade relativa do juiz para a causa. esses atos serão válidos porque a suspeição é apenas incompatibilidade relativa do juiz para a causa. que se o prazo for respeitado nada impede que o réu sem contestar ofereça a reconvenção. se a parte quiser afastar o juiz impedido ou suspeito da causa terá no prazo legal de excepcionar ( CPC art. O artigo 134 do CPC elenca as causas determinadoras do impedimento. 98 .: As partes. De outro lado. De modo que fica excluída a admissibilidade de reconvenção proposta pelo representante do réu contra o autor. Segundo dispõe o art. É de se lembrar que enquanto o impedimento corresponde a incompatibilidade absoluta do juiz para a causa. porque o representante não é parte ( nem autor e nem réu ). o que importa é o oferecimento da reconvenção dentro do prazo para resposta. A partir da reforma do CPC é aconselhável que se requeira ao relator do agravo a manutenção da suspensão do processo e dos prazos até o pronunciamento do tribunal. 305 ). a contestação e a reconvenção serão oferecidas simultaneamente em peças autônomas. é de se observar que nestes casos o prazo para excepcionar é de 15 dias contados a partir do momento em que a parte tomou conhecimento do fato ocasionador do impedimento ou da suspeição ( CPC art. ativa ou passiva e neste caso o réu só poderá reconvir para postular direito que julgue ter contra o substituído. no caso de litisconsórcio passivo ) é legitimado a reconvir.Nós já sabemos que o agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Entretanto. OBS. ou pelo réu contra o representante do autor. desde que para tal ação. Assim sendo. Entretanto. O procedimento da exceção de impedimento e da exceção de suspeição é idêntico ao da exceção de incompetência ( ver CPC art. 297 do CPC indicar a reconvenção como uma das modalidades de resposta.312 a 314 ). Entretanto. apresentada a contestação sem reconvenção. no caso de juiz impedido mesmo que a parte não excepcione os atos pôr ele praticado são inválidos porque o juiz impedido está proibido de praticar atos processuais. b). se a parte não excepcionar e deixar esse juiz praticar atos processuais. onde as expressões “em seu próprio nome” e “em nome de outrem” não se relacionam com os casos de representação. se o autor ( ou qualquer dos autores. O certo é que o processo será iniciado a partir da intimação da parte lhe dando ciência da decisão definitiva. poderá haver o fenômeno da substituição processual.

se a forma pública é da substância do ato.302 do mesmo diploma legal que. 2°. Parcial será aquela em que o réu não se manifesta precisamente sobre algum fato narrado na inicial ( ver CPC art. D). F). menos ainda quando simplesmente não houver sido negado ( ver CPC art.Ser adequado a ambas as ações ( a originária e a reconvenção ) o mesmo tipo de procedimento. eis que não se aplicará o caput do art. Existe uma revelia total e uma revelia parcial. O art. isto é. reafirmando assim. OBS. E a confissão do réu. pôr força da expressa disposição legal.Serão julgadas na mesma sentença a ação e a reconvenção ( CPC art. 302 do CPC. 302 do CPC consagra outras exceções. o curador especial e o representante do Ministério Público. 99 . É ainda de se observar que o juiz pode julgar improcedente o pedido da ação originária e o pedido contido na reconvenção. os fatos afirmados pelo autor são tidos como verdadeiros ( CPC art. pôr isso mesmo não obriga. a falta de impugnação de um fato pode não levar a que se o tenha como admitido se os demais termos da defesa se infere à negativa.O que a lei chama de intimação no art. a regra do inciso I do art.351 ). também aparece ratificada no artigo 351do CPC. 134 ).Interesse processual: este requisito faltará sempre que a matéria possa ser alegada com idêntico efeito prático na contestação. sofre uma atenuação. 3° . Pôr outro lado. ou simplesmente sua omissão em impugnar o ato que somente pôr aquela forma poderia ser provado. representa em verdade uma citação. 302. não pode ter o condão de conduzir a presunção de verdade da alegação contida na inicial. 302. desacompanhada daquele documento ( ver Código Civil. A lei exclui a presunção de veracidade dos fatos não impugnados relativamente à aqueles enumerados nos incisos I. o artigo 320. ditada pela logicidade que deve conter a narrativa feita na contestação. III do CPC A imposição ao réu de responder especificamente aos fatos alegados pelo autor. observada em seu conjunto. torna-se imprescindível à validade do negócio jurídico. 316. II do CPC dispõe que a revelia não leva a que se repute em verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Se não se admite a confissão a respeito de um fato para daí. II ).: 1° .C). E). Pôr exemplo: Não se pode reconvir para pedir simplesmente a declaração da inexistência do mesmo direito postulado na ação originária. Merece ressaltar que a confissão não importa em disposição concernente ao direito material. o ter como provado. eis que ela não é renúncia e muito menos reconhecimento do pedido.A desistência da ação ou existência de qualquer causa que a extinga não obsta ao prosseguimento da reconvenção ( CPC art. para a validade do ato ( art. pública.317 ).302 ). pôr sua vez. não vincula do juiz. O parágrafo único do art. 319 ). Esta há de ser vista como um todo. Assim sendo.Estar pendente em primeiro grau de jurisdição o processo da ação originária no momento em que se oferecer a reconvenção.Não ser o juízo da ação originária absolutamente incompetente para a reconvenção.318 ). 319 do CPC. A revelia A falta de contestação do réu no prazo legal gera a revelia. A revelia total é a que está configurada no art. Refere-se ainda à lei processual aos atos em que se exige forma especial. Com efeito. 302 para o advogado dativo. se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. art. II e III do art.

Ex. Municípios ). É pôr essa razão que em sendo nula a citação e em permanecendo revel o réu.741. em processo civil pode produzir provas. A regra de dispensa de intimação só vale enquanto persistir a ausência do réu. Não havendo as fases de saneamento e instrutória.320. mas não basta apenas isto: para que o réu se defenda ele é citado.III: é apenas uma repetição da norma já prevista no art. ser-lhe-á dado curador especial ( CPC art. primeira parte). I: essa regra somente funciona para o litisconsórcio unitário. situando-se a hipótese no inciso II do art. Embora em nossa lei inexista disposição semelhante. O artigo 303 do CPC 100 .322. pois havendo vício ou falta de citação. Art. não teve o réu a garantia constitucional do amplo direito de defesa. que para jurisprudência dominante não se aplica o efeito da revelia ao revel que tenha sido citado pôr edital ou com hora certa.I). daí pôr diante.322. Assim. Contra o revel correm os prazos independentemente de intimação ( CPC art. no momento da sua execução o réu revel já agora transformado em devedor poderá pela via dos embargos à execução rediscutir a falta ou a nulidade da citação ( ver CPC art. a questão foi pacificada pelo Superior Tribunal Federal cuja a jurisprudência dominante ( súmula no. Segunda parte ). embora dela não se precise ser intimado. isto é. Merece salientar que vindo aos autos o revel. Poder-se-ia dizer que. pôr edital ou pôr hora certa. inclui entre os casos em que os efeitos da revelia não se produzem.319. a revelia não se pode operar. inclusive para interpor recursos. 9°. 26/11/98 O fato de o réu ser considerado revel antecipa o julgamento da lide ( ver CPC aart. diante dos termos do art.330. no estado em que se encontrar ( CPC aart. no entanto. o revel não está impedido de ingressar no processo em qualquer oportunidade. seus representantes ou administradores não tem a disponibilidade dos direitos que são assim indisponíveis.No tocante ao curador especial ( ver CPC art. parece evidente que. salvo nos casos em que o procedimento é sumário.320. que aquele dispositivo não poderá ser aplicado com o rigor que a sua interpretação literal aparenta. Entretanto.II: mostra que o efeito da revelia não se aplica nos casos em que o litígio versar sobre direitos indisponíveis. Estados. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a nulidade da citação e se pôr acaso proferir sentença condenatória. a revelia não induzirá a que se reputam verdadeiros os fatos alegados pelo autor. necessário que sua citação tenha sido pessoal. ser intimado para ciência dos atos. Nada impede que o revel intervenha no processo em qualquer momento. para que o réu seja considerado revel. 320 do CPC e sobretudo o princípio do livre convencimento que deverá presidir toda atividade decisória do juiz. desde que compareça em tempo oportuno. 302. É de se observar. assim como as condições da ação.: O CPC português no art. 9°. É que. Quanto à produção de provas pelo réu revel que compareça posteriormente. quando for revel uma pessoa coletiva.II do CPC. O art. Importante ainda destacar. Art. II ) se ele oferecer contestação não se aplicará os efeitos da revelia. II ). porque se for citado fictamente. 320. recebendo-o.: Ação de Anulação de Casamento e as ações dirigidas contra incapaz. quando se trate de uma daquelas entidades.320. A respeito tenha-se presente o art. porque sem essa qualidade. Art. presente ou ausente o réu. deverá. assim como não se faz necessária designação de audiência. em se tratando de pessoa jurídica de direito público ( União. não se perca de vista. mesmo da sentença de mérito. 320 do CPC prevê as hipóteses em que os efeitos da revelia não se operam. a produção de provas pelo revel será tarefa inútil. A revelia é uma situação processual. 508. quando há audiência. 231 ) é no sentido de que o revel. logo importante será verificar-se a validade da citação. OBS. mas para que os seus efeitos se operem é necessário que o juiz verifique se os pressupostos processuais estão preenchidos. II ).

preexistente à contestação. 176 ).154. Segundo Pontes de Miranda. como pôr exemplo a argüição da prescrição ( ver Código Civil art. que não propriamente os atos processuais. Matéria que o juiz possa conhecer de ofício ( CPC art. 156 e 157 Tempo É o momento temporal da realização de um ato no processo e do qual decorrem o princípio da eventualidade e a teoria dos prazos ( CPC art. do tempo e da forma. de fato impeditivo. Uma ex característica é a incompetência absoluta que mesmo não argüida poderá ser declarada de ofício pelo juiz em qualquer momento. o objeto e a atividade provocada. quer pôr se considerar implícita a autorização no aludido inciso. b). A forma é o meio ou o modo em que se exterioriza o ato processual. para que ela tenha influência no processo. ao juiz e aos serventuários. ato processual é qualquer ato que tenha importância. entretanto. 166 a 171 101 . sujeitar-se-á este às conseqüências de correntes da aplicação do art. sendo que esta última. ele se denomina fato jurídico processual. ou porque conserve. a morte dos procuradores.Acontecimentos independentes da vontade das pessoas que atuam no processo. 303 com o já referido art. Atos das partes: CPC art. surge a modificação de fato ou de direito. Lugar é o espaço territorial em que devem ser praticado o ato processual. Fato jurídico É qualquer fato que seja tomado em consideração pelo direito objetivo. 155. Se esse efeito é de natureza processual. modificativo ou extintivo do direito do autor. 462. no art. Embora o inciso I do art.303. se decompõe em três aspectos: do lugar. como pôr exemplo a morte de qualquer das partes. 303 e mais adiante.162 a 165 Atos dos auxiliares: CPC art. capaz de constituir. temos então o ato processual. É evidente que se no curso da demanda. já contestada esta. Há também. pôr expressa autorização legal podem ser formuladas em qualquer tempo e juízo ( CPC art. sem que nesta tenha sido argüido pelo réu. ou porque movimenta ou modifica ou desfaça a relação processual. ou simplesmente fato processual.Atos de vontade das pessoas que atuam no processo. Forma dos atos processuais: ver CPC art. autoriza a parte deduzir novas alegações. é sempre conveniente lembrar que a revelia somente incide sobre a matéria de fato. ( ver CPC art. 303. Três são os elementos do ato processual: os sujeitos.158 a 161 Atos do juiz: CPC art. quando o fato processual contém intervenção da vontade humana.172 e seguintes ). II. 22: perderá o direito a haver honorários e suportará as custas. ou porque constituem. e art. ainda que vencedor. 303 fale apenas em direito superveniente. Fatos processuais a). a comarca. quer pela aplicação combinada do inciso II do art.. III ). 162 ).. possam as partes trazer aos autos novas alegações. primeiro no inciso I do art. a ocorrência de fato novo. como pôr exemplo a sede do juízo. aquela questão de direito material que.O que a regra desse dispositivo legal procura alcançar é a fixação dos pontos controvertidos pela proibição imposta às partes de deduzirem novas alegações após a contestação. etc. Classificação dos atos processuais O CPC adotou o critério subjetivo dividindo esses atos em relação às partes. pôr sua vez. modificar ou extinguir direito. Finalmente. Assim sendo. 462. para a ele ligar uma conseqüência jurídica. Em dois momentos o CPC acolheu a aplicabilidade do direito e do fato superveniente. 462 ) Se se tratar. Forma é o modo como se expressa determinada manifestação da vontade.

504 ). eles podem ser as alegações e os atos probatórios. Situação peculiar de omissão processual é a que se consubstancia na contumácia. que corresponde à intenção da vontade do agente.162. decisões interlocutórias e despachos ( CPC art. A renúncia. a transação e a desistência fazem cessar o processo. ou então. com ou sem julgamento do mérito. resolve questão incidente (CPC art. ou despachos de meio expediente ou ainda despachos ordinatórios são atos do juiz destituídos de qualquer conteúdo decisório e que apenas buscam impulsionar o processo ( CPC art. no curso do processo. a sentença é o ato através do qual o juiz extingue o processo. Atos do juiz: sentença. É o não fácere quando o momento processual determina o fácere. A omissão do autor poderá provocar a perempção. conforme acontece pôr exemplo com a revelia. são atos dispositivos ou negócios jurídico processuais que se inserem entre os atos processuais de desenvolvimento do processo. dispositivos. a renúncia de prazos. Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz. Assim sendo. Atos instrutórios são aqueles que se destinam a convencer ao juiz da verdade da afirmação de um fato. sendo portanto. são os negócios jurídicos processuais. 102 . A suspensão do processo a pedido das partes. Em verdade. Os atos decisórios do juiz são as sentenças e as decisões interlocutórias. § 2° ). Ato processual postulativo é aquele com que a parte procura obter do juiz um pronunciamento relativo ao mérito da causa. Os atos das partes Os atos das partes podem ser: postulatório. Despachos. § 4° do CPC. seja a meramente terminativa. negócios processuais conclusivos. § 3°). de mero conteúdo processual.162. a abreviação ou a prorrogação de prazos. Segundo dispõe o art 162. independem de despachos. Nessa categoria de atos processuais estão compreendidas as declarações de vontade digiridas à produção de efeito jurídico determinado. Atos reais ou materiais são aqueles que não se caracterizam pôr qualquer tipo de verbalidade e realmente expressam a prática de um ato: o oferecimento de documento das custas e honorários de advogado. Da inércia processual É a inatividade processual. Quando o ato postulatório se refere ao mérito.OBS. devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário”. enquanto a do réu vai provocar os efeitos da revelia. Via de regra à omissão do autor dar-se simplesmente o nome de contumácia. a contumácia é um simples fato processual. Decisão interlocutória é o ato decisório não extintivo do processo. Sentença meramente terminativa é a que extingue o processo sem julgamento do mérito. enquanto a do réu é a revelia. Sentença é o ato decisório extintivo do processo. esses despachos são irrecorríveis ( ver CPC art. ou de ambos em juízo para fazerem valer as suas pretensões. 162 ). Merece ainda lembrar. Os atos dispositivos podem ser conclusivos ou ainda atos de desenvolvimento do processo. O ato dispositivo pode ainda consistir em um não fácere ( omissão ). A conseqüência mais genérica da omissão processual é a preclusão. Pôr serem destituídos de qualquer conteúdo decisório. que recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. “os atos meramente ordinatórios. receberá o nome de pedido e é conhecido como requerimento quando alusivo ao procedimento. seja a de mérito é impugnada pela apelação. significando a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. A sentença. É conveniente lembrar que a decisão interlocutória é impugnada pelo agravo de instrumento ou retido. Sentença de mérito ou definitiva é aquela que extingue o processo com julgamento do mérito.: Os atos dos auxiliares do juízo ainda não foram devidamente sistematizados. com a juntada e a vista obrigatória. É desse fato processual que provém a revelia. instrutórios e reais. Atos dispositivos das partes ou atos de causação.

Nulidades processuais Disciplina legal: CPC art. 243 a 250 Nulidade é situação processual que contém vicio que torna o ato inválido ou, em sentido amplo ineficaz. Em regra, somente são nulos os atos quando a nulidade é expressamente cominada em lei e não houver possibilidade de ser alcançada a finalidade pretendida. Sempre que puder ser suprível a nulidade e, sobre tudo, a irregularidade, o juiz deverá fazê-lo, dando oportunidade às partes de regularizar a situação ( ver CPC art.244 e 249 § 1° e 2° ). Com efeito, no ato processual a forma não é “ad solenitatem”, sendo apenas “ad probationem”. A forma é meramente instrumental, apenas existindo para facilitar a prova da realização do ato. Daí, a seguinte regra: o ato processual realizado de forma inadequada, se apesar dessa inadequação formal alcançar a sua finalidade sem causar prejuízo a qualquer das partes, SERÁ VÁLIDO. Essa regra foi construída com a aplicação dos seguintes princípios: a)- princípio da instrumentalidade do ato processual; b)- princípio da finalidade; c)- princípio da ausência de prejuízo; d)- princípio da economia processual. A regra geral só não funciona se a lei impor uma determinada forma, sob pena de nulidade ( ver CPC art.244 ), conforme acontece com a citação e a intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das prescrições e das formalidades legais ( ver CPC art. 247 ). A nulidade é o vício mais grave e classifica-se em absolutas e relativas; aquelas invalidam o ato integralmente, podendo refletir-se em todo processo, enquanto as segundas podem ser normalizadas, convalescendo o vício. A nulidade deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos sob pena de preclusão ( ver CPC art.245, com as ressalvas do parágrafo único). Se a inércia for impetrada ao réu, fica sujeito às sanções da parte final do parágrafo terceiro do art. 267 ( penalidades de retardamento ). Nos procedimentos de jurisdição voluntária existe a nulidade que aparece expressamente prevista no art. 1.105. Cabe não esquecer, que a nulidade apenas atinge os atos subseqüentes a sua ocorrência. Não deve ser declarada para ser repetido o ato ou suprida a falta, quando o mérito puder ser decidido a favor da parte a quem aproveite a declaração, pois em caso contrário, o prejuízo seria maior do que o próprio vício ( ver CPC aart.249, § 2° ). O critério Galeno Lacerda Em três categorias se agrupam os vícios processuais. O mais grave de todos é a inexistência do ato, o menos grave a simples irregularidade. Em posição intermediária se situa a nulidade que comporta a seguinte distinção: a nulidade absoluta ( mais grave ), a anulabilidade ( menos grave ) e entre elas se situa a nulidade relativa. Inexistência do ato Significa o não ato, isto é, aquele que pode existir no mundo dos fatos, mas não existe no mundo jurídico. Ex.: O processo fingido perante um não juiz como os juris simulados realizados pôr estudantes de direito, ou então a sentença proferida pôr oficial de justiça, ou ainda a sentença sem assinatura do juiz. OBS.: O ato inexistente não produz efeito em tempo algum. No que diz respeito à sentença sem assinatura do juiz há uma controvérsia ( ato nulo ou ato inexistente? ), mas a opinião majoritária manifesta-se pela inexistência. As nulidades: Para o professor Galeno Lacerda, o que caracteriza o sistema de nulidades processuais é que elas se distinguem em razão da natureza da norma violada.

103

02/12/98 Se nela prevalecem fins ditados pelo interesse público, a violação provoca a nulidade absoluta, insanável do ato. Sempre que a norma tutelar em interesse público, sobre o qual as partes não tem o poder de disposição, a infringência acarretará a nulidade absoluta. É o que acontece pôr exemplo com as regras sobre competência funcional, ditadas no exclusivo interesse do estado, cujo desrespeito redunda em nulidade absoluta. Neste caso, a nulidade poderá ser declarada de ofício pelo juiz, ainda que as partes estejam de acordo em que o ato prevaleça e seja mantido. Nulidade relativa e anulabilidade Quando a norma desrespeitada, tutelar, de preferência ou interesse da parte, o vício do ato é sanável. Surgem aqui as figuras da nulidade relativa e da anulabilidade. O critério para distinguí-las, ainda incide na natureza da norma. Se ela for cogente, a violação produzirá nulidade relativa, desde que essa norma apesar de cogente tenha pôr finalidade proteger interesses subjetivos de ordem privada e em segundo lugar o interesse público, como acontece pôr exemplo, com a ilegitimidade processual, provocada pela falta de representação ou pela incapacidade processual ( ver CPC art.13 ). Enquanto a nulidade absoluta contém vício insanável, a nulidade relativa contém vício que pode ser sanado e daí no caso de nulidade absoluta o juiz vai declará-la de ofício independentemente de requerimento de qualquer das partes, enquanto na nulidade relativa ele intima a parte concedendo-lhe prazo para corrigir o defeito, sob pena de nulidade. A anulabilidade é resultante da violação de norma dispositiva ou permissiva, quer dizer, aquela que busca proteger exclusivamente interesses de ordem privada. Pôr esse motivo, como o ato permanece na esfera de disposição da parte, a sua anulação só poderá ocorrer mediante requerimento do interessado, vedada ao juiz qualquer determinação de ofício. Irregularidades: são vícios mínimos que não repercutem no processo nem no interesse das partes. Ex.: ver CPC art.167 e 463,I. As nulidades no CPC Art.243 – Tem pôr finalidade punir o dolo processual, impedindo que o causador do vício venha declinálo, afim de ser outorgada posição de vantagem, decorrente da decretação da nulidade de seu próprio ato. O vocábulo nulidade empregado pelo legislador compreende apenas as anulabilidades e as irregularidades. Em qualquer dos casos a sanção aplicável ao causador dessa nulidade deverá ser a que incide sobre o litigante de má fé. Art.244 – Neste dispositivo legal o legislador consagra o princípio da finalidade e o princípio da instrumentalidade da forma do ato processual. Essas regras do art.244 não incidem sobre os casos de inexistência e nem sobre os de nulidade absoluta, valendo apenas para a nulidade relativa, anulabilidade e irregularidade. Art.245 – Diz respeito aos defeitos que têm de ser argüidos pela parte na primeira oportunidade que fala nos autos, sob pena de preclusão. Abrange apenas as anulabilidades e as irregularidades. O dispositivo conforme mostra o próprio parágrafo único não é aplicável às nulidades absolutas, às nulidades relativas e nem tão pouco aos casos de inexistência. Art.246 – Essa regra de nulidade só vai prevalecer se o procurador do Ministério Público que atua no segundo grau de jurisdição a reiterar, mas se ele entender que a sua atuação vai suprir a omissão ocorrida no primeiro grau de jurisdição, não prevalecerá a nulidade. Art.247 – Ver as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. Art.248 – Reitera a regra da teoria geral do direito, de não se sacrificar uma ou mais partes do ato jurídico em virtude de vício que apenas macula a outra parte. Art.249 – Compete ao juiz fixar os limites da incidência da nulidade. Trata-se evidentemente de uma conseqüência da disposição contida no artigo anterior.

104

Modos de sanar as nulidades Ratificação, retificação e repetição. A parte pôr exemplo ratifica atos anteriormente praticados ( ver CPC art.37, § único ). Retificam-se os atos parcialmente viciados, quando a correção recáia apenas sobre a parte contagiada, tal como prevê o artigo anterior, pois não há necessidade de anulá-los no todo, bastando adaptá-los. Repetem-se os atos cuja a prática não lhes haja proporcionado o necessário efeito, devendo ser novamente realizados a fim de então atingirem a sua finalidade. Art.249, § 1° - Expressa ao mesmo tempo, duas restrições. Em primeiro lugar, limita a decretação da nulidade aos casos em que tenha ocorrido prejuízo à parte. Em segundo lugar contém a restrição que protege os casos de nulidade absoluta, que o juiz não pode deixar de decretar, já que nestes casos o bem jurídico lesado não é o da parte, mas o interesse público. Art.249, § 2° - Se aplica a qualquer modalidade de nulidade, menos a absoluta, porque esta é insanável. Art.250 – Também aqui se retrata a incidência da regra de se aproveitar o que for útil e desprezar o que for inútil, mas se deve observar que o princípio da conversão se aplica unicamente à impropriedade da forma do processo, não se referindo portanto à ação, mesmo porque forma do processo equivale à procedimento. Os prazos É o espaço de tempo no qual pode ou deve ser praticado certo ato processual. Toma o nome de dilação quando for comum a todas as partes. Assim, o prazo para interpor recurso, que corre ao mesmo tempo para autor e réu se parcialmente vencedor, pode ser chamado de dilatório. O momento inicial de um prazo chama-se termo inicial ( dies a quo ) e o momento final, termo final ( dies ad quem ). No procedimento, são ambos denominados termos processuais. Daí se falar que prazo é o intervalo entre dois termos. Quando a lei não estipula o contrário, os prazos são contados a partir da intimação, tanto para as partes, como também para a Fazenda Pública e o Ministério Público, o prazo será contado obedecendo ao estipulado no art. 188 do CPC, devendo ainda ser lembrado que o Ministério Público tem direito a intimação pessoal. A contagem do prazo obedecerá ao mencionado na lei, podendo ser medido pôr minutos (CPC art.454), pôr horas ( CPC art. 190 ) ou ainda pôr dias ( CPC art.297 ), meses ( CPC art. 1165 ) e anos ( CPC art.495, 778 e 779 ). Os prazos contados pôr meses e anos obedecem ao estipulado no art. 1° da Lei 810 de 06/09/49; ou seja, sendo por mês é contado do dia do início ao dia correspondente ao mês seguinte e sendo pôr ano do início ao dia e mês correspondente do ano seguinte. Nos prazos é excluído o dia do começo e incluído o do vencimento. O aart.241 e seus incisos do CPC dizem respeito aos prazos quanto à citação. As espécies de prazos Prazo comum ou dilatório – É o prazo que corre ao mesmo tempo para todas as partes. Prazo contínuo – É aquele que corre ininterruptamente desde o termo inicial ou até o termo final, computando-se nele domingos e feriados. Assim, em regra, não se defere em relação a ele qualquer restituição do prazo, seja suspensão ou interrupção. A exceção é feita para os casos estipulados em lei ( ver CPC art.178 e 179 ). Prazos determinados – É o estabelecido para duração ou execução de qualquer ato em que os termos inicial e final são previamente fixados. Os prazos para contestar e para recorrer. OBS.: Os prazos determinados admitem, entretanto, em algumas hipóteses, prorrogação ( ver CPC art.182, Caput ). Prazo impróprio – É aquele imposto ao juiz e seus auxiliares para a prática de determinados atos no processo. Se descumprido seu efeito será meramente de ordem disciplinar ( ver CPC art.149 e 198 ). Entretanto, em alguns casos, o não cumprimento do prazo pode trazer efeitos processuais, como por

105

O art. a designação de outro juiz para decidir a causa quando verificada a responsabilidade anterior no tocante a não observância dos prazos legais ( ver CPC art. fixação do prazo para entrega do laudo pelo perito (CPC art. as quais se reportam a outras normas da Constituição Federal e da Organização Judiciária dos Estados. Modernamente ela é conceituada como sendo um critério racional que busca estabelecer regras para facilitar ou possibilitar o exercício da jurisdição. do valor e. Os prazos peremptórios são preclusivos.427. A competência diz respeito a processo de qualquer natureza ( de conhecimento. cuja a regulamentação vai do art.86 ao 124 do CPC. o juiz competente é juiz sempre com jurisdição. Tanto o prazo judicial como o legal podem ser peremptórios. A jurisdição é o poder de dizer o direito para solucionar um conflito de interesses. 198 ). Prazo peremptório – É o fixado sem possível alteração. especial ou sumaríssimo do juizado especial cível). Caput ). será necessário que ele possa conhecer de uma causa em razão da matéria das pessoas. mas sem competência. mas nem todo juiz tem competência. § único e 183. O art. A competência é a possibilidade de exercer a jurisdição em um caso concreto. ao campo da competência. enquanto o juiz incompetente é juiz também com jurisdição. para prática de ato ou diligência e cuja inobservância acarreta a não validade jurídica do ato. II ). 232. Também alguns a define como sendo a delimitação da jurisdição.COMPETÊNCIA Conceito clássico – a competência é o limite ou a medida da jurisdição OBS. Assim sendo. Merece ressaltar que o referido dispositivo legal admite o juizo arbitral na categoria de substitutivo jurisdicional.182. seja qual for o procedimento ( ordinário. na Lei Orgânica da Magistratura Nacional ( lei complementar n° 35/79). 8 . a competência o é para um caso concreto.: Conceito clássico encontra-se inteiramente superado. se o prazo se extinguiu pôr ocorrência de justa causa. a parte perde o direito de praticar o ato ( CPC art. enquanto a jurisdição é pressuposto processual de existência. Como pressuposto processual de validade. o juiz pode permitir que seja o ato praticado ( ver CPC art. Ex. dentro do seu território. Prazo judicial – É o prazo fixado pelo juiz para execução de um ato processual ou para realização de uma diligência.: Determinação do prazo para a citação pôr edital ( CPC art. segundo a atribuição conferida em lei ao órgão judiciário. 1° do CPC “as disposições que este código estabelece”. de acordo com uma concepção abstrata.exemplo. Para que um juiz seja competente. § 1° e 2° ). 86 do CPC Os órgãos jurisdicionais aí referidos são os previstos na Constituição Federal. nas leis de organização judiciária dos estados e também nas constituições estaduais. isto é. 203). Jurisdição e Competência A jurisdição é genérica e a competência é específica. a competência é pressuposto processual ( de validade ) concretamente considerada. 182. normalmente. O art 87 Princípio da perpetuatio jurisdicionis 106 . Em conseqüência. enquanto a jurisdição é pressuposto processual ( de existência ) abstratamente considerada. Esta expressão está se referindo à normalização das atividades de cada juiz quer dizer. Entretanto. IV). sumário. fixação do prazo para o cumprimento das cartas ( CPC art. de execução ou cautelar).

278 do CPC é bem clara ao admitir a ação dúplice no procedimento comum sumário. art.87 ). Pôr essa razão se entende que o Curador Especial tem o dever de contestar. que fora determinante da fixação da competência.“Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta”. Ora. tudo de conformidade com a norma do artigo 31 da Lei 9099/95. CPC ).É admissível Reconvenção no procedimento sumaríssimo do Juizado Especial Cível ?. sucedido pôr pessoas domiciliadas em outra comarca.315 ). Entretanto. significando dizer que neste procedimento não se admite nem Reconvenção e nem a Ação Declaratória Incidental. para opinião minoritária sempre que a Reconvenção for conexa com o fundamento da defesa ( CPC art. mas apenas a contra ação possessória. 5). No Juizado Especial Cível não se admite Reconvenção. Nessas hipóteses entendeu o legislador que pôr se tratar de citação ficta ou presumida. Ao réu revel citado pôr hora certa ou pôr edital o juiz nomeará Curador Especial (ver CPC art. porque desaparecendo o órgão judiciário. casos em que a nova lei prevalecerá. Momento da propositura da ação: ver CPC art. Ressalva o artigo 87 as modificações legais que suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia.É admissível Reconvenção nas Ações Possessórias? A Ação Possessória não admite a Reconvenção. atuação de defesa. Assim sendo. 2). do CPC é atuação de exceptio. II ).O Curador Especial tem legitimácio para Reconvenção? Justificar a resposta. As outras duas ressalvas fundam-se na importância excepcional que o código empresta à competência fixada pôr esses critérios e que o leva considerar esses casos como de competência absoluta. a atuação do Curador Especial com apoio no art. A primeira ressalva decorre de uma impossibilidade de fato.922 ). porque no processo cautelar não existe lide (mérito). vaale dizer. 03/12/98 Modificações do estado de fato irrelevante A mudança do domicílio do réu. a mudança de residência da mulher na ação de separação litigiosa. 302. 107 . a ação dúplice que aparece inserida na contestação ( ver CPC art. se a União intervier no feito. Modificações no estado de direito podem acontecer. A determinação da competência é inicial e uma vez determinada ela não mais se altera. Exercício da aula do dia 24/11/98 1). 263. levando-se em conta que a Reconvenção é uma actio e não uma exceptio excluída fica a legitimácio da Curadoria Especial ( opinião majoritária ). a morte do réu. sendo irrelevante as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente. o Curador Especial terá legitimácio para deduzí-la. admitindo-se apenas o pedido contraposto ( ação dúplice ). quando pôr exemplo. a incorporação da sociedade ré pôr outra. 4). 9°. II. Exemplo: Ação proposta no foro do domicílio do réu perante a justiça estadual poderá passar para justiça federal. quer dizer. salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia ( ver CPC art. 3). com domicílio diverso.É admissível Reconvenção no processo cautelar? Justificar a resposta. o território do imóvel em litígio vier a fazer parte de outra comarca. 9°. necessário se faz assegurar o contraditório. não mais existirá atuação sua. Daí autorizar o Curador Especial contestar pôr negação geral ( ver parágrafo único. Não se admite a Reconvenção nas cautelares.É admissível Reconvenção no procedimento comum sumário ? A norma do parágrafo primeiro do art. em conseqüência de lei nova.

dispondo expressamente quais as causas a ele sujeitas excluindo pois. a Constituição Federal. significando dizer que as causas aí enquadradas somente poderão tramitar perante à justiça brasileira. e o fazem diretamente. Da competência interna Os artigos 91 a 124 do CPC regulam a competência interna. porque outros países podem não reconhecer a validade da sentença em seus territórios e para equacionar essa questão existe o Direito Processual Civil Internacional. São eles: o critério objetivo. 89 do mesmo diploma legal. quando houver ação idêntica. o que significa dizer que essa ação está fora da competência da jurisdição brasileira. Pôr esse sistema. para verificar se a causa deve ser processada e julgada no seu juízo. OBS. Com as normas dos artigos 88 a 90. 2° .: O sistema do nosso CPC sob a influência do CPC Português expressa um capítulo para competência internacional e outro para a competência interna. É de se destacar que essa hipótese poderá ocorrer nos casos de competência concorrente. significando dizer que as causas aí elencadas poderão tramitar quer perante à justiça estrangeira. pertence à jurisdição brasileira é que ele passará ao exame das regras do capítulo sobre competência interna. relativamente a um contrato de locação feito na França de um imóvel situado na Itália. recorrer às normas do capítulo sobre a competência internacional. Assim. apesar de se falar em competência internacional. quer perante à justiça brasileira. o critério funcional e o critério territorial. a Lei Orgânica da Magistratura Nacional e as leis de organização judiciária dos estados.88 do CPC – competência concorrente. 88 a 90 ) A jurisdição do ponto de vista interno não tem limites. que. significa que ela está excluída da jurisdição do país ( Alemanha e Aústria ). se a causa não for de competência de nenhum juiz. pelo sistema atual.90 do CPC – mostra uma clara preferência pela competência brasileira ao determinar que “a ação intentada perante tribunal estrangeiro não induz litispendência ( repetição de ação em curso. 108 . onde será feito o pagamento do aluguel. Ex. como pôr exemplo. proposta no Brasil antes de passar em julgado a sentença estrangeira. o juiz na sua função de examinar a questão da competência deve em primeiro lugar. Art. Art. Outra conseqüência implícita da norma do art. em havendo litispendência.O estado pode fazer a determinação direta da extensão da sua jurisdição. a Segunda ação será extinta sem julgamento do mérito). Art. 90 é que a preferência reconhecida pelo nosso legislador à sentença brasileira. leva à não homologação do julgado estrangeiro.: Ação proposta pôr um cidadão inglês contra um polonês. Somente após concluir que ela está enquadrada naquele capítulo e.Omite norma expressa a respeito.89 do CPC – competência exclusiva.Competência Internacional ( CPC art. portanto. Os critérios de determinação da competência. O poder de tornar efetivo o que foi decidido sofre limitações extrínsecas. implicitamente todas as outras como faz o CPC Italiano em seu artigo 4°. o que determina é se a causa será da competência da justiça brasileira. O primeiro contém os artigos 88 a 90 e o segundo os artigos 91 a 124. Se a causa não estiver entre aquelas alí mencionadas ele não poderá conhecê-la.88 do CPC e nem naquelas alinhadas no art. ou remetendo as normas constantes de outras fontes. O exame dessa ação mostra que ela não se enquadra nem nas causas elencadas no art. que idealizou os seguintes sistemas de delimitação da jurisdição: 1° .

Competência racioni materia ( competência absoluta). II do CPC. A competência funcional é competência absoluta. Somente o réu tem legitimidade para argüir a incompetência relativa pôr meio da exceção. somente os atos decisórios serão nulos”. 109 . Conforme dispõe o § 2° do art. tecnicamente não existe exceção de incompetência absoluta. O critério funcional é extraído na natureza especial e das exigências especiais das funções que o juiz é chamado a exercer num processo. a sentença de mérito transitada em julgado e proferida pôr juiz absolutamente incompetente é sentença rescindível e. Regra de conciliação: A sentença de mérito proferida pôr juiz absolutamente incompetente é nula até o seu trânsito em julgado. isto é na preliminar da contestação ( CPC art. mas a partir daí passa a ser rescindível. Os critérios de determinação da competência no CPC O critério objetivo: artigos 91 e 92. declinando da competência e remetendo aos autos ao juiz competente. em sentença anulável.: A conexão e a continência não são critérios de determinação da competência. improrrogável ou indeslocável. segundo anuncia o aludido dispositivo legal. A competência absoluta O juiz absolutamente incompetente será sempre absolutamente incompetente. Nestas condições é necessário se conciliar a norma do art. A argüição da incompetência relativa somente poderá ser deduzida pôr meio de exceção ( CPC art. mas se não argüi-la nesta oportunidade não haverá preclusão. a sentença proferida pôr juiz absolutamente incompetente é nula. .O critério objetivo é extraído da natureza da causa ( em razão da matéria ) ou de seu valor. 112 ). . é sentença anulável. O critério territorial: artigos 94 a 101. mas pôr não tê-la argüida na oportunidade adequada o réu responderá pelas penalidades de retardamento. A competência relativa Conforme já se disse. independentemente de exceção ( ver CPC art. Competência racioni valoris ( pelo CPC. porque é imperativo de ordem pública que o juiz absolutamente incompetente se afaste da causa. A competência relativa é modificável. a incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser alegada. Competência racioni persone ( competência absoluta). OBS. convertendo-se portanto. que segundo o artigo 485. a competência relativa é desenhada pela competência determinada em razão do valor ou em razão do território.301. Assim sendo. art. II ).113 parágrafo 2° do CPC e do art. a competência em razão do valor é relativa ). mas sim causas de deslocamento e que estão reguladas nos artigos 102 a 111 do CPC. dentro do sistema adotado pelo CPC. Assim. em qualquer tempo e grau de jurisdição. Acontece porém. 112 ). porque conforme já se disse não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. isto porque a competência absoluta é imodificável. Merece observar que não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. II do mesmo diploma legal. quando se fala em exceção de incompetência só pode ser da incompetência relativa. prorrogável ou deslocável. Em verdade. 102.485. Via de regra deverá ser ela argüida na primeira oportunidade em que o réu se manifesta nos autos. em sendo rescindível. 113 do CPC “declarada a incompetência absoluta. O critério funcional: artigo 33. Assim temos: . ou da qualidade das pessoas. O prazo para excepcionar é o da resposta. O critério territorial relaciona-se com a circunstância territorial designada à atividade de cada órgão jurisdicional: a competência racioni loci é relativa. 113 ). eis que quando se fala em exceção de incompetência só pode ser de incompetência relativa ( CPC art. Pôr conseguinte.

307 a 311 O art. Prorrogação da competência: ver CPC art. as ações de filiação. Assim. Os casos referidos neste dispositivo legal são dois: o processo de insolvência e as ações concernentes ao estado e à capacidade da pessoa. divórcio. bem como o processo de falência ( decreto lei n° 7661 de 21/06/45. Como exemplo de ações de estado e capacidade das pessoas indicam-se: separação judicial. a incompetência relativa só pode ser argüida através da exceção (CPC art. OBS. se o réu ao contestar argüir em preliminar a incompetência relativa. anulação de casamento. Conforme já se disse. 110 .De conseguinte. se o réu contestar e não excepcionar haverá o fenômeno da prorrogação da competência através do qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente.92 do CPC Regencia a competência exclusiva de juiz de direito. 748 a 783 ). 114 Procedimento da exceção de incompetência: ver CPC art.112 ). será como se ele não a tivesse argüido.: O aludido processo de insolvência abrange a insolvência civil ( CPC art. ocorrendo a prorrogação através da qual o juiz inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente. etc.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->