UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Faculdade de Direito Extensão de Tete
3º Ano/2011 DIREITO DO TRABALHO Docente: Dr. João E. Victorino – Gestor Judicial Assistente: Dra. Yolanda A. Menete – Advogada Estagiária 1. Introdução
1.1 Evolução Histórica do Direito do Trabalho

Desde longos anos a disciplina jurídica do trabalho esteve pouco fluida de conteúdo jurídico normativo de âmbito mais genérico, como por ex. os das várias formas da propriedade (para regular a escravidão e situações de trabalho servil) ou os da locação ou arrendamento (para regular as relações de trabalho livre, já que o trabalho era assimilado a uma coisa que o titular aluga), quer dizer, não existia corpos de normas ou princípios jurídicos tendo em conta o trabalho como o objecto específico. As normas sobre o trabalho na idade média e moderna, no âmbito das corporações de artes e ofícios, foram influenciadas pelo próprio carácter comunitário hierarquizado e semifamiliar das relações existentes entre os empresários (mestres) e trabalhadores (oficiais ou companheiros e aprendizes). Dai que possa se considerar que do facto de essas normas (ou regimentos corporativos) conterem uma regulamentação estatutária – profissional muito minuciosa da situação do prestador de trabalho não resulta que já houvesse nessas épocas Direito do Trabalho (na verdade, tratavasse de regimento sem autonomia, ligados aos aspectos técnicos do trabalho e à concorrência); esses regimentos estavam desprovidos daquele sentido de protecção ao trabalhador que é característico do Direito do Trabalho (os regimentos corporativos eram predominantemente emanados pela classe dos mestres, que aproveitava o trabalho e pagava os salários). Significava pois que a estrutura normativa anterior à Revolução Industrial, extremamente simplificada e de carácter não autónomo, correspondia uma realidade em que não se punha o problema do trabalho; na verdade, o
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trabalho e os trabalhadores pouco interessavam no plano económico e muito menos no plano político. Entretanto, no final do sec. XVIII, com a desintegração dos quadros da economia corporativa e o início da sociedade industrial e do capitalismo ocorrem dominando os espíritos de certo empoderamento político e ético do trabalho (ainda que, provavelmente, entendido mais como iniciativa e industria do que como serviço subordinado a outrem) e, no plano da ciência económica, uma preocupação com a produção que levava a colocar o problema do valor do trabalho. Com o capitalismo a actividade humana é entendida como simples factor de produção sujeita a lógica do mercado (portanto, à pressão da diminuição de custos), fraccionou esta actividade como fungível, isto é, podendo ser atribuída a praticamente qualquer pessoa e submeteu – a aos ritmos da produção, gerando consequentemente desemprego e pelos seus perigos os acidentes de trabalho. É dai que nasce a chamada “Questão Social”posta pela grande “incrível miséria da classe operária no sec. XIX” e que se exprime pelas reacções dos trabalhadores (greves e outras formas de conflito) que conduziram progressivamente ao associativismo crescente. O movimento operário e a “questão social” desencadearam um vivo debate ideológico, dominado pela ideia de valorização do trabalho e pela necessidade de modificação da situação de exploração em que se encontravam os trabalhadores, que tinha como fim o desaparecimento do sistema capitalista assente em regimes de propriedade e de salariado ou pelo menos por uma reforma e uma mudança de sentido desses regimes. Há que referir que o trabalho já era uma questão de ordem pública pelo carácter tumultuoso e para-revolucionário que tomavam as lutas dos trabalhadores assumiu um considerável valor político que lhe foi dado pela crescente força eleitoral das classes trabalhadoras, isto é, o movimento operário organiza – se em sindicatos cada vez mais fortes. A questão social e o movimento sindicato tornaram – se internacionais. A par disso, cresce também um movimento do tipo socialista comunista em muitos países do mundo a partir de 1917, que só terminou muito recentemente. Assim, poderá se dizer que o Direito do Trabalho e a intervenção do Estado surge da força política e ideológica de movimento operário, a injustiça evidente das condições de vida dos trabalhadores, a necessidade de arbitrar a luta de classes e a de conter dinâmica do socialismo comunismo.
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a lei. regras em matéria de organização e actividade dos sujeitos colectivos.1 Âmbito do Direito do Trabalho Crf. quais sejam. restabelece – se uma relativa paridade de forças entre as classes. o autor refere que tratando – se de uma parte do ordenamento. o Direito do Trabalho exprime precisamente uma mudança radical do ordenamento jurídico nessa matéria e surge quando se aceitam juridicamente as associações profissionais de trabalhadores (sindicatos) e os seus direitos ao conflito (greve) e à negociação (contrato colectivo). ou do Direito está em causa a ordenação. in Iniciação ao Direito do Trabalho. etc. o Direito do Trabalho comporta três núcleos fundamentais de normas.2. Tal ordenação traduz – se em regras e princípios. onde cabem as . desenvolvimento e extinção do contrato de trabalho. que compreendem as regras referentes à formação. esta zona específica que constitui o objecto destas regras e princípios é o trabalho. 1. Art. 21. 1. Portanto.Em suma. LX – SP. Bernardo da Gama Lobo. editorial Verbo. pag. Direito do Trabalho pode ser definido como “a parte do ordenamento constituído pelas normas e princípios jurídicos que disciplinam as relações de trabalho”. a) As normas relativas às relações individuais de trabalho. 2 Como se pode concluir. destinados a resolver conflitos de interesses que suscitem nessa zona da realidade social. as convenções colectivas..2 Conceito e Âmbito do Direito do Trabalho Segundo ensina XAVIER. a noção da qual se parte para o entendimento da definição de Direito do Trabalho é a de trabalho. 3 b) As normas relativas às relações colectivas de trabalho. 2ª ed. a partir de valores basilares. entre os quais avulta a justiça de uma certa zona da realidade social. e sendo assim. revelados pelas fontes de Direito. Adiante.

o regulamento de empresa. alinha no mesmo diapasão. bem como os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho. primeiro aponta as fontes internas também designadas fontes comuns onde podemos encontrar a lei. na sua obra Manual de Direito do Trabalho. 1. que são os chamados instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho. sobre as fontes externas indica o Direito Internacional Comum. associações patronais e sindicais. as fontes próprias. tratados e convenções internacionais. Por outro lado. Assim. XAVIER. ao referir . os actos normativos emanados da AR e do Governo. jurisprudência e os assentos. pag. é importante referir que em primeiro lugar surgem as fontes comuns. Bernardo da Gama Lobo. 1997. Ao falar sobre fontes específicas o autor avança fontes laborais colectivas e outras onde destaca o contrato colectivo de trabalho. Entretanto. pag. ob. Almedina Coimbra. 161. e recorda que fontes de direito no sentido técnico – jurídico são os modos de formação e revelação das normas jurídicas. refere – se às matérias da segurança e higiene do trabalho e reparação de acidentes de trabalho. impondo às entidades patronais e aos trabalhadores certos deveres frente ao Estado.por ex. para tutela directa do trabalho. Há ainda a apontar os usos laborais. as fontes comuns podem ser internas. 117. uma vez que o Direito do Trabalho constitui parte do Direito Civil. António Menezes. restritas ao ordenamento moçambicano. art 13 CORDEIRO. c) As normas relativas ao direito de protecção do trabalho. o costume e fontes imediatas. especificas do direito do trabalho. isto é. do Direito Comercial. bem como as que se referem às relações entre eles. isto é. os tratados e convenções internacionais. são fontes a CRM. a doutrina.3 Fontes do Direito do Trabalho Cfr.se sobre as Fontes do Direito do Trabalho. cit. e externas que tem a ver com o direito internacional e supranacional. (vide 4 . aquelas que o ordenamento laboral compartilha com a generalidade dos ramos de direito e depois. Para a nossa lei de trabalho. dos quais se destacam às convenções colectivas de trabalho..

como está. principalmente de ordem económica. 1. excluindo – se pois o trabalho das maquinas ou dos animais. o trabalho produtivo. porque desenvolvido sob as ordens e direcção da pessoa que aproveita as respectivas utilidades. na verdade. que não forem contrários à lei e ao principio da boa fé. não pelo trabalhador. do art.nº 1. Aqui estamos a falar de qualquer actividade que se revista das seguintes características: a) Trabalho ou labor humano. é instrumental. distinta da que trabalha. b) Trabalho produtivo. c) Trabalho por conta alheia. O trabalhador não apenas se encontra obrigado a prestar a sua actividade a certa pessoa. quer intelectual quer manual. Isto é. uma vez que o trabalho dos funcionários do Estado ou de outras instituições públicas se rege pelo Direito Administrativo. em que a transmissão prévia dos frutos e utilidades para outrem não é independente da vontade do trabalhador. vinculado a realizar a actividade nos termos que lhe sejam indicados por essa pessoa. e) Trabalho subordinado. destinando – se a atingir outras finalidades. 5 . mas por outra pessoa. f) Trabalho em regime de direito privado. já que apenas interessa o labor cuja utilidade é atribuída a outra pessoa. sector de actividade ou empresa.4 Objecto de Direito do Trabalho Cfr. a utilidade do trabalho é apropriada. art. estabelece – se que constituem fontes de direito de trabalho os usos laborais de cada profissão. d) Trabalho livre. para a qual à partida foi transferida. 1 O Objecto de Direito do Trabalho é o próprio trabalho. que surge no quadro de uma relação entre pessoas. excluindo – se as actividades de recreio ou de estudo pessoal que têm um fim em si mesmas. 13) e no número seguinte. enquanto actividade que não têm um fim em si mesma. igualmente. excepto se os sujeitos da relação individual ou colectiva de trabalho convencionarem a sua inaplicabilidade.

este princípio centra – se na ideia de que o trabalho não pode ser equiparado a uma mercadoria. que se desenvolve de acordo com três princípios fundamentais e utilizando – se a cada um deles várias técnicas especificas. não apenas formal. entre os contraentes. distintas da pessoa do trabalhador. c) Do facto de essas normas serem dominadas por doutrinas e princípios homogéneos. estranha ao trabalhador. que este coloca no mercado e transacciona. O Direito do Trabalho corresponde a uma verdadeira tomada de consciência de que o trabalhador.6 Princípios Dominantes e Métodos Específicos do Direito do Trabalho Cfr. 1. 17 e outros Relativamente aos princípios próprios e à aplicação de métodos e de conceitos específicos. Em termos simples. com especificidade relativamente aos bens meramente económicos.5 Autonomia do Direito do Trabalho O Direito de Trabalho possui autonomia cientifica em confronto com outras disciplinas. dos quais resulta a adopção de soluções diferenciadas daquelas a que se chegaria pela aplicação do direito comum. a saber: Primeiro: considera – se trabalho como um bem indissociável do trabalhador e. d) Aplicação de métodos científicos e de conceitos específicos.1. tal autonomia resulta da: a) Importância e vastidão das normas jurídicas respectivas.. a protecção ao trabalho e ao trabalhador. Segundo: o Direito do Trabalho pretende realizar uma igualdade substancial. b) Possibilidade de caracterização e delimitação dessas normas e da sua estruturação em corpos normativos organizados. É conhecida a frase de 6 . portanto. a sua capacidade laborativa e o seu próprio trabalho não são separáveis: o trabalho ou a capacidade de trabalho não são coisas. poderá se dizer que o Direito do Trabalho é animado por um objectivo fundamental. arts 4.

e a auto – regulação dos interesses por parte dos grupos contrapostos. O trabalho dos 7 . Mostra – se aqui a ideia de que as soluções obtidas por forca da vontade das partes é numa situação de verdadeira igualdade. uma actividade particularmente empenhada no sentido de que as disposições do Direito do Trabalho. principalmente na zona de direito de protecção.7 Relação do Direito do Trabalho com outros Ramos do Direito É comum dizer – se que em Direito não existem compartimentos estanques (fechados). 1. que se entende como Direito Administrativo do Trabalho. já que perante os empregadores surgem. Terceiro: no Direito de Trabalho domina. quando estes estabelecem condições mais favoráveis para o trabalhador. sejam cumpridas e efectivadas. normalmente o princípio da autonomia colectiva.SAVATIER: “a igualdade jurídica não é mais do que um pobre painel por detrás do qual cresceu a desigualdade social”. não os trabalhos isolados. sendo – lhes superior. No art. O Direito do Trabalho estimula a auto – organização. Relação com Direito Público: a) Direito Constitucional – a Constituição legitima e fundamenta todas as outras normas jurídicas. de trabalhadores e patrões. criando as condições de uma igualdade pratica pela concessão ao trabalhador de um estatuto legalmente protegido. podem criar normas jurídicas. 17 encontramos um princípio bastante fundamental em Direito de trabalho: O princípio do tratamento favorável segundo o qual as normas não imperativas da LT só podem ser afastadas por instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e por contratos de trabalho. o que é diverso da óptica paritária tradicional nos contratos. da que o Direito do Trabalho mantém relações mais ou menos extensas com outros ramos de direito quer público quer privado. mas sim as suas estruturas de representação colectiva. b) Direito Administrativo – o Estado deve desempenhar através dos seus órgãos. O Direito do Trabalho pretende opor – se a essa desigualdade. 1. em sindicatos e organizações. os quais inclusivamente.

que tem a ver com a pessoa do trabalhador que exige muitas vezes uma tutela jurídico criminal para as respectivas normas. Relação com Direito Privado: f) Direito Civil – as relações individuais de trabalho são relações jurídicas de Direito Privado.funcionários cujo estatuto se aproxima tendencialmente ao privado é objecto do Direito do Trabalho. velhice. mas actualmente refere – se a uma população mais abrangente. c) Direito Criminal – existe uma especial relevância dos valores protegidos pelo Direito do Trabalho. aplicando-se-lhes pois. invalidez e morte. de carácter obrigacional e contratual. estando previstas coimas e nalgumas vezes verdadeiras sanções penais quanto às respectivas infracções. g) Direito Comercial – encontram – se no Direito Comercial (industria e todas actividades comerciais) normas importantes no que se refere à entidade empregadora na qualidade de comerciante. à empresa e sobretudo às sociedades comerciais e h) Direito Internacional Privado – as relações de trabalho tem cada vez mais tendência a conectarem – se com as ordens jurídicas dos vários países. de trabalho julgados em tribunais de competência especializada. nesses domínios de Código Civil (uma vez que o direito civil. funciona perante os ramos de direito privado especial como ordenamento subsidiário. numa primeira fase circunscrevia – se apenas às regras dirigidas à cobertura de certos riscos sociais dos trabalhadores como doenças. e) Direito Processual – os litígios emergentes das relações individuais 2. aplicável quando não existam soluções especificas desses ramos especiais). 8 . recorrendo – se a um processo especial contido no código de processo próprio (Código de Processo de Trabalho). d) Direito dos Seguros Sociais – também designado direito da segurança social ou da previdência. como direito privado geral ou comum. sobretudo por causa dos fenómenos migratórios e também pela internacionalização da economia e pela existência de empresas transnacionais.

sob a autoridade e direcção desta. isto é. mediante remuneração. mas que. cit. e por outro lado. Exemplificando. comprometendo – se a pagar – lhe determinado salário. sob as ordens e direcção do empregador. empregador. pag. se obriga a prestar a sua actividade a outra pessoa. de 01 de Agosto. em que cada qual dos contraentes prossegue interesses opostos. 18 da Lei Nº 23/2007. ob. significa pois que o contrato de trabalho é constituído por duas declarações. é um negocio jurídico bilateral. chegam a uma regulamentação comum e . doravante abreviado por LT. trabalhador. enquanto contrato. contra o pagamento do referido salário. para que este desempenhe as actividades inerentes a uma função. o trabalhador se obriga a executar tais actividades. 38 LT) 2. sendo por regra formalizá – lo por escrito. Lei de Trabalho. o contrato de trabalho. em que. por um lado. Para Lobo Xavier. Do encontro destas duas declarações nasce o contrato de trabalho.” – art. através do contrato. o empregador manifesta a vontade de admitir ao seu serviço o trabalhador.2.1 Formação do Contrato de Trabalho: Elementos Essenciais Os elementos essenciais do contrato de trabalho podem ser entendidos da seguinte forma: Personalidade jurídica Elementos subjectivos Capacidade jurídica Consentimento 9 . (art. Relação/Contrato Individual de Trabalho “Entende – se por Contrato de Trabalho o acordo pelo qual uma pessoa. portanto. a um resultado unitário. um acordo vinculativo formado por duas declarações de vontade contrapostas. 141.

mas por outro. a incapacidade é suprida.Objecto determinável Elementos objectivos Objecto física e legalmente possível Fim lícito 2. os trabalhadores têm de ser forçosamente pessoas singulares.” A regra geral quanto à capacidade para celebrar contratos de trabalho e exercer direitos e obrigações inerentes consta do art. 22 LT) ou capacidade de exercício traduz – se na possibilidade de exercer. como diz Manuel de Andrade. todavia. É importante referir que a nossa lei de trabalho. Já a capacidade jurídica (ART. enquanto que as entidades patronais podem ser (como são geralmente) pessoas colectivas (sociedades. 22 da LT). em princípio pelos seus pais ou tutores. isto é. mediante autorização do seu representante legal. Relativamente aos menores. isto é. poderão ser admitidos para laborar. na “aptidão para exercitar actividade jurídica própria. 10 . por si. pessoal e livremente. por um lado. o art. 22 da LT. os direitos e as obrigações de que se é titular ou. estabelece que menores entre os 15 a 18 anos de idade.1. aqueles que ainda não perfizeram 18 anos de idade ou não tenham sido emancipados (dá – se pelo casamento) não gozam de plena capacidade de exercício. associações sem fim lucrativos e fundações). consiste na possibilidade ou susceptibilidade de ser titular de direitos e obrigações. homens e mulheres. 26 estipula que menores de 15 anos poderão ser admitidos. nº 3. o seu período normal de trabalho não deve exceder a 38 horas semanais e sete horas diárias (cfr. entretanto. que manda aplicar as regras gerais do direito e pelas normas especiais constantes na lei em referência. do art. entretanto. Ambas as partes do contrato hão de possuir personalidade jurídica.1 Elementos Subjectivos Conforme dissemos nas aulas de Introdução ao Estudo de Direito personalidade jurídica.

ou seja. pois para que haja a celebração do contrato de trabalho é imprescindível que exista um acordo. A construção de uma pensão é em si licita mas destinar – sem a um fim ilícito. o trabalhador mesmo que na situação de necessitado não pode ser obrigado a realizar uma actividade fora das aptidões físicas possíveis (carregar por dia na cabeça mil sacos de cimento de 50kgs. 2.2 Elementos Objectivos O objecto da prestação do contrato deve ter a característica de determinabilidade. É importante que se tenha em atenção as necessidades do próprio trabalho. que se manifesta em duas declarações negocias que se fundem ou se encontram no sentido recíproco de celebrar um contrato de trabalho. não ao imediatismo do trabalhador. etnia. condiciona este trabalho a conclusão do ensino obrigatório. 2. mester ou oficio para que seja seleccionado. que dizer. 4 LT). nem celebrar o contrato de trabalho cujo o escopo extrair órgãos humanos dos mendigos da rua.3 Elementos Acidentais 11 . a exploração sexual de menores. é inválido o contrato de trabalho em que o trabalhador se propõe a fazer tudo. ou seja. Na verdade o que se pretende é que o futuro trabalhador tenha certas aptidões quer intelectuais quer profissionais.O nº 2 deste art. Estabelece que menores entre 12 e 15 anos poderão ser admitidos. este reside na noção de contrato de trabalho. atenção que uma actividade pode ser licita mas destinar – se a um fim ilícito. mas para tal terá que observar um diploma específico do Conselho de Ministros que define a natureza e condições em que excepcionalmente prestarão serviço.1. muito menos salário. A actividade em causa deve ser fisicamente possível e lícita. independentemente do sexo. Atinente ao consentimento. Para o caso do ordenamento português. pois ele poderá não estar terminantemente ligado às mesmas tarefas. art. com certo conteúdo. (crf.1. Quanto ao fim do contrato deve ser licito. Este acordo é antecedido de contacto entre as partes em que o trabalhador procura emprego ou novo emprego mediante o ingresso a uma vaga. o que for.

1. 20 30 dias após a assinatura. abordaremos no problema dos contratos a prazo. suspende tanto a aquisição como o exercício do direito.Existem aqueles elementos que não sendo necessariamente fundamentais para a validade da celebração do contrato. Já no que diz respeito ao termo resolutivo. art. Condição Vide art. aquele que define o momento em que cessa o contrato de trabalho. 39 LT. interessa desde já falar sobre os elementos acidentais típicos. 2. as partes podem acordar em que o contrato só produzira efeitos com a verificação de um evento futuro (abertura da fabrica). A lei permite a aposição de condição suspensiva ao contrato de trabalho. Cfr.4 Contrato Promessa 12 . assim. 27 0CC A condição consiste num acontecimento futuro e incerto cuja verificação depende a produção ou cessação dos efeitos de um contrato. A condição diz – se suspensiva quando dela depende o início da produção de efeitos de um negócio jurídico. A condição resolutiva dá – se quando a cessação dos efeitos do contrato está dependente da verificação de uma condição. pois. Pretende – se dizer que por vezes os contraentes podem acordar que os efeitos do negocio jurídico tenham inicio a partir de certo momento (termo suspensivo). podem as partes acordar que os efeitos do contrato de trabalho iniciaram 10. ela gera expectativa de direito. esta põe fim aos efeitos do negócio jurídico. é licita a previsão ou colocação de um termo suspensivo no contrato de trabalho. isto é. poderão integra – lo. isto é. designam – se elementos acidentais do contrato de trabalho. Termo Vide art. a condição e o termo. 1. 2. 273 CC Diz – se termo quando o acontecimento é futuro e certo de cuja verificação depende a produção ou a cessação dos efeitos de um contrato.

devendo ser datado e assinado por ambas as partes e conter as clausulas ai descritas. a celebrar determinado contrato. do art.1. ficando se a espera que ocorra um acontecimento em que consiste a condição ou a termo para que comece automaticamente a produzir os seus efeitos. a vontade do promitente ou promitentes de obrigar – se a celebrar o contrato de trabalho definitivo.Neste tipo de contrato uma ou ambas partes comprometem – se. (cfr. mas no que diz respeito ao contrato promessa de trabalho trata – se apenas de um compromisso no sentido de se realizar o contrato prometido. nº 6. dentro de certo prazo ou verificados certos pressupostos. 38 LT. Assim. do art. 2. nº 1. considera – se a data da sua assinatura (nº 5. Nº 3. o contrato de trabalho começará a produzir efeitos se e quando a fabrica abrir (uma vez que esta era a condição suspensiva do contrato). o contrato individual de trabalho está sujeito a forma escrita. No que respeita ao contrato de trabalho. art. o qual pode não vir a ser celebrado. 430. segundo estipula o nº 1. a parte que não cumprir a promessa terá de indemnizar a outra. nº 1. É importante deixar claro que não se trata de contrato sob condição suspensiva ou a termo suspensivo. no qual se exprima. 36 LT. Atenção que os arts. Com 410. a espécie de trabalho a prestar e a respectiva remuneração. Nalgumas situações os contratos não indicam a data do inicio da sua execução. no exemplo atrás apontado. a promessa só é valida se constar de documento escrito. do art. 13 . o contrato de trabalho já se encontra celebrado. pois nestes dois casos. quando tenha por objecto tarefas de execução com duração não superior a 90 dias. neste caso. neste caso. conj. 830 e 440 todos do CC). cfr. 36 LT. Supracitado. o contrato de trabalho a prazo certo não está sujeito a forma escrita. de forma inequívoca. Entretanto.5 Forma No nosso ordenamento laboral. 38) e não havendo a forma escrita imputa – se à responsabilidade à entidade contratante com todas as consequências que dai advêm. art. mas em caso algum será obrigado a realizar o contrato de trabalho. 830 e 440 todos do CC não são aplicáveis ao contrato de trabalho.

1.6 Período Probatório Também designado por período de experiência. 2. Nesta fase. nos precisos termos do art. 46 e ss.1. ou seja. 51 e ss da LT. Sucederá que se não tiver êxito na experiencia. ou de prova. O regime de invocação da nulidade está previsto no art. 52. 47. à contraparte. corresponde à primeira fase das relações entre o trabalhador e a entidade empregadora. com antecedência mínima de 7 dias.2. segundo rezam os números 1 e 2 do art. qualquer dos contraentes obriga – se a dar um aviso prévio. 2.. contudo. ilicitude do objecto da prestação do trabalho. Seguinte. de uma fase preliminar com o fundamento de as partes se conhecerem através de funcionamento das relações contratuais. qualquer das partes pode denunciar o contrato sem necessidade de invocar a justa causa e sem direito a indemnização.8 Invalidade do Contrato de Trabalho O contrato de trabalho pode estar afecto por vícios que colidam côa a sua validade jurídica. se as partes não se satisfizerem com a execução do trabalho durante esta fase preliminar. entretanto é importante dizer que os contratos de trabalhos inválidos podem ser consolidados segundo dispõe o art. 50. sendo pois susceptível de ser nulo ou anulável. está previsto no art. a falta de capacidade do trabalhador por este não possuir ainda a idade mínima para a admissão do trabalho. como por exe.se pois. as aptidões do trabalhador e as condições de trabalho. trata . porque o mesmo consiste numa actividade ilícita.7 Duração do Período probatório Atinente à duração do período probatório os prazos estão previstos no art.1. permite – se uma desvinculação praticamente sem restrições. 14 . por escrito.

sucedeu que houve necessidade de tornar essa pessoa abstracta e fluida.2 Entidade Empregadora: Chefe de Empresa e Empresário No início da Rev. precisamente aquele que nesse contrato é credor da prestação do trabalho.1.1. esta estrutura é impessoal. Sucede porém que nas grandes sociedades existe uma estrutura tecnocrática autónoma de que resulta um maior afastamento entre a titularidade formal dos contratos de trabalho (o empregador é a sociedade) e o exercício efectivo dos poderes patronais (a cargo de administradores ou patrões). a Empresa 2. resultou do factos de os trabalhadores terem relações de trabalho com pessoa colectivas (principalmente sociedades comerciais). a entidade empregadora é a pessoa jurídica titular da empresa e que. A entidade empregadora passa a ser um centro de influência comum à entidade empregadora e aos respectivos 15 . mas também porque se essas sociedades têm as vezes uma expressão individual traduzida por patrão ou patrões dominantes (sócio ou sócios com controlo de sociedade ou do grupo identificados por nome conhecido no mundo dos negócios) nem sempre assim acontece. Industrial. 2. a figura da entidade empregadora correspondia a uma pessoa física (encarnada no patrão) trabalhava – se para o senhor A ou B. domina a organização produtiva constituída por um conjunto de pessoas e bens estruturados com um fim produtivo. e a despersonalização acontece com maior nitidez nas empresas públicas ou de capital social total ou maioritariamente público. para o Direito. e é devedor da retribuição. cabendo – lhe uma posição dominante simétrica à de subordinação em que está constituído o outro sujeito do contrato (o trabalhador).1 Empregador (Entidade Patronal/ Empregadora). Nestes termos. O afastamento da figura do patrão deu lugar a importância da ideia de empresa (art. portanto. que a dirige e orienta (ver noção do contrato de trabalho art. 34 LT). 18 LT).2 Sujeitos do Contrato de Trabalho 2.1 Noção de Empregador ou Entidade Patronal Empregador ou Entidade Patronal designa – se um dos sujeitos (ou partes) do contrato de trabalho.2.

desde logo as principais distinções nas categorias juridicamente relevantes são: a) A distinção fundamental é aquela entre entidades empregadoras que exercem uma empresa em sentido laboral (p. empregadores dos trabalhadores de serviço domestico. para este efeito. 16 . Em regra o contrato de trabalho formalmente existe entre o trabalhador e uma única sociedade desse grupo. essa impessoalidade nem sempre é dominante: a própria perspectiva individual confere – lhe a figura de chefe da empresa que exercita e chefia a empresa. ex. designa – se por empresário como pessoa singular ou colectiva promotora e titular da empresa. Relativamente aos grupos de empresas dizer que trata – se de uma situação com relevância jurídica subjacente à figura de entidade empregadora. um poder do grupo que toma decisões. jardineiro. Há ainda a apontar o facto de existirem diversos tipos de entidades empregadoras segundo doutrina. como motorista particular. neste sentido torna – se um conceito muito máximo de entidade patronal ou empregador ainda que haja. contudo. Nesta época a empresa deixa de ser objecto do domínio absoluto do respectivo titular. O proprietário da empresa tornou – se muitas das vezes um simples fornecedor de capitais passando a por – se em evidência e portanto. secretários pessoais.. empresa públicas e. b) Poderão distinguir – se as entidades empregadoras do sector privado das ligadas ao sector público não estadual (empresas públicas e sociedades comerciais de capital exclusiva ou maioritariamente publico). ex. a qual serve de interlocutor no mundo dos negócios e dos trabalhadores. forçado a partilhar os seus poderes com os membros da comunidade de trabalho. existe aqui a individualização máxima de uma empresa a uma autoridade que é administrador social com poder supremo. sociedades comerciais e comerciantes em nome individual. naturalmente.. Em sentido jurídico. associações com trabalhadores ao serviço) e entidades empregadoras que não exerçam actividade empresarial (p. pequenos empresários sem trabalhadores ao seu serviço. ou dos que prestam certos serviços pessoais.trabalhadores. seu enquadramento também está previsto no nosso código comercial vigente. etc).

trabalhadores em regime de Direito público e trabalhadores em regime de Direito privado. seguinte a pluralidade de empregadores. da actividade executada sob as ordens do outro contraente (entidade empregadora). mas o resultado dessa actividade prestada fora do âmbito de intervenção da pessoa servida. os trabalhadores poderão se classificar em: subordinados e trabalhadores autónomos.1.4 Espécies de Trabalhadores Acrescenta dizendo que sem sentido amplo são ainda os trabalhadores os que prestam trabalho autónomo. e constata – se do art. 2.” 2. 17 .c) Tem também considerável relevo a dimensão como empregadores das entidades patronais. também designados trabalhadores da função pública que prestam a sua actividade com base num vínculo de Direito público de natureza diversa do direito de trabalho. não se põem normalmente os problemas delicados nem as necessidades de regulamentação próprias do trabalho subordinado. as grandes. muito embora para efeitos de trabalho não haja nenhum estatuto significativo especial para as pequenas empresas. onde a prestação não é já actividade em si. Mas há ainda a apontar o facto de tratando se de empregados (normalmente o trabalho é intelectual) e operários quando o trabalho é predominantemente manual. “trabalhador designa um dos sujeitos (ou partes) do contrato de trabalho. A prestação do trabalho é sempre executada por pessoa física (pessoa singular) e tem carácter pessoal.1. isto é. estão excluídos de protecção do Direito laboral. a não ser nos casos já referidos em que não havendo dependência jurídica. médias e pequenas empresas. Em suma. precisamente aquele que nesse contrato é credor da retribuição ou salário e devedor da prestação do trabalho subordinado. Num sentido ainda mais amplo são ainda trabalhadores os funcionários e agentes do Estado. Neste caso.3 Trabalhador Segundo Lobo Xavier. A nossa lei laboral indica no art. subsiste a dependência económica relativamente a um empresário. 34 os tipos de empresa donde se apontam.

Há também que referir que os trabalhadores em regime comum e regime especial. 29). ex. ex. apontam – se os trabalhadores de serviço doméstico. trabalhador emigrante (art. etc. habilitado com certas técnicas de base (categoria subjectiva). marítimos. há ainda tratamento especial para menores (art. de espectáculos. 30). b) O conceito de categoria tem vários significados com efeitos juridicamente relevantes. 2. A antiguidade pode também reportar – se a uma situação profissional específica (antiguidade na categoria). retributivos. (art. o género de tarefas a prestar pelo trabalhador identificado 18 . agrícola. a qual dá uma fisionomia concreta especial aos direitos do trabalhador. prémios de antiguidade. etc).. Em segundo lugar a categoria representa o objecto da prestação do trabalho. sindicato dos panificadores. este facto verifica – se principalmente quanto às indemnizações devidas por extinção do contrato (calculadas em função da antiguidade e muitas vezes quanto a outros direitos. isto é. A categoria traduz a pertença a um grupo profissional. pela experiencia profissional adquirida. portuários. que irá determinar promoção obrigatória após ter completado determinado número de anos ou outros efeitos na carreira normalmente em alternativa.5 Qualificações Subjectivas do Trabalhador: A Antiguidade e Categoria a) A antiguidade: a continuidade do serviço do trabalhador na mesma empresa confere – lhe certa antiguidade calculada em anos de serviço. aumentos retributivos de carácter privativo de cada trabalhador em causa (diuturnidades: prestações pecuniárias correspondentes ao tempo de permanência em certa categoria).1.. trabalhador estudante. p. Os do regime comum são os que anteriormente aprofundamos o seu tratamento enquanto que os de regime especial tem estatuto normativo próprio. trabalhadores mulheres. férias e estes efeitos têm base no envolvimento progressivo do trabalhador na empresa. etc. Em primeiro lugar corresponde a uma qualificação não contratual ou pré – contratual. equivalente a profissão ou habilitação profissional (ou oficio) com relevância para efeitos do título profissional respectivo (posse de carteira profissional) ou para inscrição em sindicato representativo da profissão (p. dos electricistas. 23).

. contabilistas. fresador. são vários os direitos que assistem ao trabalhador. estipula que “O trabalho constitui direito e dever de cada cidadão”. estipula que o trabalhador tem direito à privacidade. 2. Tem também o direito de ser proporcionado meios de formação e de aperfeiçoamento profissional. a sua intimidade e vida privada. entretanto. descansos semanais. Em terceiro lugar a categoria pode ser entendida como a posição em que o prestador do trabalho se encontra por determinação da regulamentação colectiva aplicável. ex.com recurso à qualificação e funções de um profissional – tipo (p. 84 CRM. a sua retribuição (remuneração) prevista na al. no momento da admissão o trabalhador tem direito de receber uma serie de informação sobre as condições aplicáveis ao trabalho. 5. lubrificador. Outro direito fundamental do trabalhador é o da estabilidade do vínculo contratual (segurança no emprego) que se exprime nas situações de impossibilidade de prestação. pela correspondência das suas funções ou posto de trabalho a uma dada categoria ou classe relevante para efeitos de hierarquia salarial e outros.3. faltas. 54 é o mais saliente. e no nº seguinte podemos ler que “Cada cidadão tem direito à livre escolha da profissão”. que no entanto. Finalmente a categoria pode estar ligada às designações das qualificações empresariais da posição do trabalhador relativamente ao próprio organograma da empresa. etc. Apontam – se ainda os limites de execução do trabalho: repouso (pausas. d). Normalmente. ser indemnizado pelos prejuízos causados por doenças profissionais e acidentes de trabalho. o operador de informática. O art. protecção do trabalhador contra o despedimento. nº 5 do art. Outros também de capital importância que correspondem aos deveres patronais são os de proporcionar boas condições de trabalho. feriados e férias). Estamos a falar de categoria normativa ou estatutária. referem – se propriamente aos seus direitos. 2. Ao falarmos da vida privada do 19 . Há outros direitos basilares consagrados na nossa Lei de Trabalho que importa dar conta.1 Direitos do Trabalhador No nosso ordenamento jurídico – laboral.3 Direitos e Deveres das Partes O nº 1 do art.

Contudo. retribuição a que tem direito os trabalhadores desta outra categoria. A Comissão de Serviço Antes de mais importa trazer o conceito de categoria.trabalhador. não pode a entidade empregadora classifica – lá como escrituraria principal e pagar – lhe 15 mil mts. a entidade empregadora terá de o classificar na categoria normativa correspondente. 2. direitos da mulher trabalhadora. a preservação da categoria do trabalhador constitui uma garantia para a qual foi contratado ou a que foi promovido. O acordo para baixar a categoria tem de ser autorizado pela Inspecção Geral do Trabalho. O entendimento que se tem nos tribunais é o de que a categoria profissional de um trabalhador é a que corresponde à natureza e espécie de tarefas por 20 . Por conseguinte. ex. quando assim acontece diz se que a categoria é normativa. se considerarmos as funções que o trabalhador se comprometeu a prestar e aquelas que ele efectivamente exerce. Assim.). sexual.3. Por ex. tais como os atinentes à vida familiar. se encontra incapacitado para desempenhar as funções correspondentes à categoria. afectiva. com outras funções. a lei visa fundamentalmente a posição em que se encontra o trabalhador por determinação de regulamentação colectiva aplicável pela correspondência das suas funções a uma dada categoria. ou classe ou grupo com importância para efeitos de hierarquia salarial. convicções políticas e religiosas.2 Garantais do Trabalhador 2.. terá de lhe atribuir o tratamento da categoria normativa que corresponde às funções desempenhadas. avançam – se ainda a protecção da maternidade e da paternidade. é no sentido do acesso e não divulgação de aspectos relacionados com a vida intima e pessoal do trabalhador. no mesmo diapasão há o direito de protecção de dados pessoais. licença por maternidade e paternidade. estado de saúde.3 A Protecção da Categoria do Trabalhador. (nº 2 do mesmo art.3. sendo para tal colocado noutra categoria baixa.. Com este conceito. por acordo poderá haver baixa de categoria do trabalhador desde que ela seja imposta por necessidade premente da empresa ou por estrita necessidade do trabalhador (quando p. se certa secretaria à qual compete um retribuição de 20 mil mts. isto é.

Existe no art. enquanto que os do empregador estão consignados no art. 21 . 58. subcategorias. níveis retributivos) e Por fim efectua – se a justaposição destes dois planos. e portanto.4 Deveres do Trabalhador Só deveres do trabalhadores estão previstos no art.3. ou seja. 59 todos da LT. classificando – se a situação de facto apurada nas designações categoriais e níveis constantes nesses anexos. Em suma. a atribuição da categoria normativa coloca – se em três momentos: O primeiro resulta da compreensão o mais completo possível da situação de facto. e das suas grelhas classificativas (categorias. há que concluir pela sua classificação ou enquadramento nas categorias profissionais definidas no contrato colectivo. 57 o princípio da mútua colaboração das partes. e portanto. das funções de facto. das funções desempenhadas. O segundo momento resulta da interpretação das normas do IRTC. dos seus requisitos profissionais e demais características do posto de trabalho. que perante a descrição dos serviços prestados há que determinar o cargo ou categoria profissional que melhor corresponda aos serviços ou funções.ele efectivamente realizadas no exercício da sua actividade e não a que a entidade patronal arbitrariamente lhe atribua. 2.

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