FISIOLOGIA DE FUNGOS

Prof. Sidney T.G. Bastos Dept. de Micologia/CCB/UFPE

Fungos filamentosos são organismos cuja parede celular é constituída por celulose ou quitina. Constituem um grupo de organismos a parte, Reino Fungi, uma vez que não ingerem alimentos (como os animais) e nem produzem o seu próprio alimento através de pigmentos fotossintéticos (como as plantas). Os fungos secretam enzimas sobre seus substratos que atuam sobre moléculas grandes e complexas quebrando-as em substâncias menores prontamente assimiláveis através da parede celular. Fisiologicamente os fungos se adaptam a condições mais severas do que a maioria dos microorganismos: a. podem crescer em substratos com concentração de açúcar intolerável para as bactérias, uma vez que não são muito sensíveis as altas pressões osmóticas; b. podem tolerar e crescer em altas concentrações de ácidos, suportando variações de pH entre 2 e 9, embora o ótimo para a maioria esteja situado em torno de 5,6; c. podem sobreviver em ambientes bastante secos que inibiriam as bactérias não esporuladas. Quando ocorre condição adversa de umidade (ambiente seca), os fungos produzem esporos ou entram em estado de vida latente; d. podem desenvolver-se em uma ampla faixa de temperatura (0 a 62°C), embora o ótimo esteja entre 22 a 30°C, para a grande maioria. NUTRIÇÃO As necessidades nutricionais por elementos essenciais podem ser divididos em duas grandes categorias: a. macronutrientes: nutrientes que são requeridos na concentração de 10-3 M, aproximadamente. b. micronutrientes: nutrientes que são requeridos na concentração de 10-6 M ou menos. Entre os macronutrientes (C, H, O, N, P, K, N, S, Mg e Ca) o carbono é o principal elemento requerido uma vez que este elemento faz parte de substâncias estruturais dos fungos em combinação, principalmente, com hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Os elementos minerais essenciais aos fungos estão resumidos nas tabelas a seguir (Tabelas 1 e 2).

não Tabela 2. patogênicos ou saprófitas. NITROGÊNIO E OXIGÊNIO Nitrogênio na forma de nitrato é a fonte mais utilizada. metabolismo intermediário dos ácidos orgânicos ativação enzimática. metabolismo de carboidratos. estrutura universalmente requerido de membranas. cisteína e cistina) ativador enzimático. 2. nucleotídeos e vitaminas constituinte de aminoácidos (metionina. portanto o seu crescimento é estimulado pelo fornecimento de oxigênio. muitos fungos não podem utilizá-lo. transferência de energia. Contudo. pigmentos e apoenzimas ativação enzimática. metabolismo intermediário 10-3 ativação enzimática. o que pode refletir no crescimento fúngico (redução do crescimento. por exemplo). (NH4)2SO4 ou NH4Cl) são adicionados ao meio de cultura ocorre. decorre da utilização preferencial do cátion amônia. atuação na síntese de ácidos nuclêicos ativação enzimática. Este fato. geralmente. atuação no ciclo dos ácidos tricarboxílicos. quando sais de amônia (NH4NO3. metabolismo de ATP 10-3 10-4 10-4 a 10-3 constituinte de aminoácidos. Macronutrientes minerais essenciais aos fungos(Griffin. 1994).2 Tabela 1. entretanto. uma queda acentuada do pH. Uma outra forma utilizável de nitrogênio é a amônia (NH 3). elemento Fe Cu Mn Zn Mo forma utilizada FeCl3 Fe citrato CuSO4 MnCl2 ZnCl2 Na2MoO4 concentração requerida (M) 10-6 10-6 a 10-7 10-7 10-8 10-9 função constituinte de citocromos. utilizam carbono e energia de uma grande variedade de compostos produzidos por organismos vivos. balanço iônico 10-3 composição de ácidos nuclêicos. A capacidade dos fungos em utilizar estes compostos depende de três processos diferentes: . metabolismo de nitratos 1. elemento K P Mg N S Ca forma utilizada KCl K2HPO4 KH2PO4 MgCl2 MgSO4 NaNO3 NH4Cl K2SO4 CaCl2 concentração função requerida (M) 10-3 atividade enzimática. CARBONO Os fungos. A maioria dos fungos são aeróbicos ou microaerófilos e. 1994). Micronutrientes minerais essenciais aos fungos (Griffin. biossíntese de pigmentos ativador de enzimas.

durante a fase de adaptação. Experimentos monofatoriais não são naturais. mas após este período o crescimento é. alteradas por reações com outras substâncias que entram na composição do meio de cultura e. Ao iniciar um estudo com um determinado fungo sobre o qual não há nenhuma informação nutricional. isto não surpreende pois muitos açúcares comuns são a base da celulose (glicose beta-1. b. portanto. devem ser esterilizadas separadamente. Muitas fontes de carbono são estáveis ao calor. portanto. Fungos que utilizam dissacarídeos. os fungos no ambiente vivem sobre uma mistura de substratos potencialmente fornecedores de carbono e energia. geralmente. são os mais utilizados pelos fungos. diminuiu a fase de adaptação permitindo o início do crescimento e proporcionando material e energia suficientes para a indução de enzimas que assimilam a manose. a glicose deve ser escolhida como a fonte mais provável de utilização de carbono pelo fungo. Deste modo. contudo. existe um período de adaptação antes do crescimento iniciar. foi retardado com manose e frutose. amido (glicose alfa-1. isto é.4). um polímero de frutose.) e. substâncias de reserva.3 a. particularmente. aminoácidos. a fim de iniciar o crescimento. tão rápido e extenso quanto com glicose (ver curva de crescimento fúngico). Experimentos sobre a utilização de compostos como única fonte de carbono e energia são geralmente monofatoriais.6 e alfa-1. a curva de crescimento mostrará um período de adaptação antes do crescimento ser iniciado. Existe uma controvérsia sobre a capacidade de utilização da glicose por Leptomitus lacteus e Araiospora spp (Ordem Leptomitales). ocorre crescimento rápido sem a existência de uma fase de adaptação longa e irregular observada na ausência de glicose. Isto. A glicose é a principal fonte de carbono para praticamente todas as espécies fúngicas. transporte de monômeros através da plasmalema e c. seguidos da galactose. A sacarose pode ser hidrolisada em pH levemente ácido enquanto que a inulina. O crescimento. significativamente. Entretanto. ácidos nuclêicos. podem ser. proporcionar o carbono necessário para a síntese de compostos celulares (proteínas. fosforilação dos carboidratos. portanto. Os compostos de carbono tem duas funções essenciais no metabolismo fúngico: a. A habilidade de um fungo utilizar um composto como única fonte de carbono e energia pode di- . O sistema enzimático para assimilação da glicose é do tipo constitutivo (sistema constitutivo: enzimas que estão sempre presentes em quantidades quase constantes em uma célula) e. após a glicose. uma vez iniciado. etc. A utilização de manose e frutose segue claramente o modelo de formação de enzimas indutivas (sistema indutivo: enzimas que são sintetizadas somente em resposta a presença de certos substratos). oligossacarídeos e polissacarídeos para o seu crescimento requerem a síntese de enzimas indutivas e. b. pode ser observado durante a fase de adaptação de Allomyces macrogynus. digestão de materiais oligo e poliméricos. é degradada durante a autoclavagem. Os açúcares frutose e manose. A adição de uma pequena quantidade de glicose. os compostos são testados separadamente. proporcionar quantidades apreciáveis de energia através do processo de oxidação dos compostos de carbono. contudo. não existe um período de adaptação para o crescimento fúngico iniciar.4) e de outros carboidratos. a taxa de crescimento foi aproximadamente igual que com glicose. Até certo ponto.

Alguns autores fazem distinção entre estas duas categorias. Embora. compostos que são pouco utilizados ou não utilizados como única fonte de carbono podem ser usados quando misturados com outros. Eficiência sintética é o quociente. d. contudo. Eficiência sintética tem grande importância para a indústria de fermentação. concluiu-se que: a. acima de 100 µ M e atuam como elementos estruturais (aminoácidos. b. quando o fungo cresce em meio com celobiose. o fungo crescendo em meio com glicose apresenta um baixo nível de atividade celulase. Em estudos envolvendo a utilização de uma mistura de compostos foram observados que: a. muitos fungos sejam capazes de degradar as ligninas a CO2. As vitaminas (Tabela 3) são geralmente requeridas em concentrações micromolares a nanomolares e atuam como coenzimas enquanto que. bases púricas e pirimídicas). A habilidade para metabolizar um composto somente na presença de outro é conhecida como cometabolismo.4 ferir de sua habilidade para usar este mesmo composto quando em conjunto com outro. celulose e celobiose. a glicose tem efeito repressivo e inibidor sobre a utilização de outras fontes de carbono (a glicose é utilizada em primeiro lugar sendo que a utilização do segundo composto é retardada até a glicose ser totalmente consumida). polissacarídeos extracelulares e outros metabólitos secundários). celobiose ou glicose. Entretanto. a adição de glicose resulta em uma parada imediata da utilização de celobiose (o efeito da glicose na repressão da síntese enzimática é geralmente denominada de repressão catabólica). fatores de crescimento são requeridos em concentrações mais altas. . CO2 e vários produtos metabólicos de interesse industrial (álcool. atuam como verdadeiros indutores resultando em atividade celulase 100 vezes maior quando presentes como única fonte de carbono. Em um estudo realizado com Sporotrichum termophile sobre a utilização de glicose e de outros substratos. entre o peso seco do micélio e o peso da fonte de carbono consumida. podem degradar a lignina somente na presença de uma outra fonte de carboidrato como a celulose. Por outro lado. sugerindo um certo grau de desrepressão na ausência de glicose. são incapazes de utilizá-las como única fonte de carbono e energia. apresentou atividade celulase 2 a 10 vezes maior. VITAMINAS E FATORES DE CRESCIMENTO Compostos orgânicos que são requeridos em quantidades diminutas para o crescimento fúngico podem ser denominados de vitaminas ou fatores de crescimento. ácidos orgânicos. c. expresso em %. Substrato consumido pode ser convertido em micélio. as ligninas parecem ser usadas somente na presença de outros compostos. o fungo crescendo em substrato que não celulose ou celobiose. 3. onde o principal interesse está na produção de metabólitos fúngicos de uso comercial. Um outro ponto de grande interesse na assimilação de carbono é a eficiência de conversão do substrato em micélio. b.

nicotinamida e niacina ácido p-amino benzóico (PABA) ácido pantotênico (B5) cianocobalamina (B12) concentração requerida (M) 10-9 a 10-6 10-9 a 10-7 10-7 a 10-5 10-8 a 10-7 10-8 a 10-6 10-7 10-12 a 10-6 função cocarboxilase coenzima para transaminações coenzima para dehidrogenases forma ativa tiamina pirofosfato piridoxal e piridoxamina fosfato flavina mononucleotídeo (FMN) e flavina adenina dinucleotídeo (FAD) nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) e NAD fosfato (NADP) ácido tetrahidrofólico coenzima para dehidrogenases coenzima na transferência de 1 C coenzima na coenzima A transferência de 2 C coenzima na vários derivados da cobalamina transferência de CH3 Um fungo é chamado de auxotrófico quando requer uma determinada substância para o seu crescimento e de prototrófico quando o próprio fungo pode sintetizar a substância necessária para o seu crescimento. através da plasmalema que é semipermeável. Pythium sp torna-se auxotrófico para tiamina quando a concentração de sal alcança um certo nível no meio de cultura. O movimento da água dentro e fora da hifa ocorre por difusão. ÁGUA Os fungos. potencial osmótico e atividade de água). Algumas vitaminas requeridas por fungos (Griffin. requerem água em alta quantidade. Mucor rouxii requer tiamina e ácido nicotínico sob condições anaeróbicas. quando cultivados em temperaturas superiores a 28°C requerem riboflavina. Myrothecium sp requer biotina para germinação do esporo. o requerimento por água não é nutricional.5 Tabela 3. . contudo. Alguns mutantes de Neurospora crassa quando cultivados em temperaturas inferiores à 25°C são prototróficos. vitaminas tiamina (B1) piridoxina (B6) riboflavina (B2) ácido nicotínico (B3). mas é prototrófico sob condições aeróbicas. Vários pesquisadores têm utilizado uma série de termos para descrever as forças que estão envolvidas no movimento da água (pressão osmótica. mas na fase micelial é prototrófico. geralmente. mas o micélio é prototrófico. 4. Este processo é denominado de osmose. de modo semelhante a todos os organismos. 1994). afeta o requerimento por vitamina. A água é utilizada como solvente (as enzimas não apresentam atividade na ausência de água. A temperatura. Histoplasma sp requer tiamina e biotina na fase leveduriforme. b. Alguns fungos apresentam um requerimento absoluto por uma determinada vitamina sob condições específicas: a. em resposta a gradientes físicoquímicos. por exemplo). c. contudo. d.

para o meio. Xeromyces bisporus abaixo deste valor ocorre desnaturação do DNA fungos filamentosos Mastigomycota Fusarium Penicillium Aspergillus - . Valores de Aw para crescimento de alguns microorganismos. A despeito destas limitações. Estas alterações de pH podem ser causadas pela assimilação diferencial de cátions e ânions do meio de cultura ou mesmo através da produção de ácidos orgânicos que são liberados para o meio de cultura. Spirillum Lactobacillus.0 0. normalmente pK = ± 0. tornando-o básico. portanto. bactérias Caulobacter. Tabela 4. Em vários experimentos o pH é ajustado inicialmente e o pH final é ou não relatado. os resultados são freqüentemente analisados com base em um único ponto durante o período de incubação. HIDROGÊNIO Não há muito o que comentar sobre os efeitos do íon hidrogênio sobre o crescimento de fungos devido aos experimentos serem realizados de forma inadequada. o íon NH4+ é assimilado como NH3 liberando H+ para o meio de cultura tornando-o ácido ou. Por exemplo. Agregando-se as duas fórmulas temos: UR = 100 Aw ou Aw = UR/100. Por outro lado. os fungos crescem adequadamente quando o pH inicial é ajustado para uma faixa de 4 a 7.90 0. P é a pressão de vapor da água em solução e Po é a pressão de vapor da água pura. os fungos alteram o pH do meio de cultura de forma drástica durante o seu crescimento. Bacillus bactérias halofílicas leveduras Ascomycetes Debaryomyces Saccharomyces rouxii. Fungos que tem a capacidade de crescer em Aw (Tabela 4) baixo são denominados de xerotolerantes. O uso de tampões para controlar o pH é geralmente dificultado devido à limitada efetividade do tampão. Estes fungos são extremamente importantes na indústria de alimentos como agentes de deterioração.5 pH. onde Aw é a atividade de água (water activity). tornando difícil o controle do pH.60 0.55 5.6 A umidade relativa e a atividade de água estão relacionadas com a pressão de vapor da água em solução e água pura através das fórmulas: UR = 100 P/Po. Aw 1.75 0. ânions de sais orgânicos são assimilados como ácidos livres tomando um próton da água e liberando um OH. Aw = P/Po.80 0. onde UR é a umidade relativa da atmosfera em equilíbrio com a solução.

também demonstram os mais diferentes tipos de respostas às condições físicas do ambiente. X e ultravioleta). mesófilos: têm um mínimo acima de 0°C. termófilos: têm um mínimo de ou acima de 20°C e um máximo de ou acima de 50°C. CRESCIMENTO FÚNGICO A curva hipotética de crescimento dos fungos pode ser vista na figura abaixo (Figura 1). Outras formas de radiação tem a sua utilização em condições específicas e o interesse maior reside nas radiações mutagênicas (raios gama. Existem pouquíssimos estudos sobre os três últimos fatores. luz e outras formas de radiação. pressão hidrostática e viscosidade. com um ótimo variando entre 22 e 30°C. máximo abaixo de 50°C e um ótimo entre 15 e 40°C. de 0 a 62°C. Existem muitos estudos sobre o ótimo de temperatura para o crescimento fúngico e pouco interesse para as condições extremas de temperatura (mínima e máxima) Os fungos podem ser classificados de acordo com a temperatura para o seu crescimento em: a. Assim como os fungos variam amplamente quanto às exigências nutricionais. o êxito no processo de crescimento de uma cultura fúngica requer uma combinação adequada de nutrientes e fatores físicos. 1. A luz tem mais efeito sobre a reprodução dos fungos do que sobre o crescimento. Aspergillus fumigatus que cresce numa faixa de 12 a 52°C é classificado como mesófilo termotolerante. c. Em outras palavras. O fator mais importante em determinadas condições. têm um mínimo abaixo de 0°C e um ótimo entre 0 e 17°C. há necessidade de se conhecer em que condições físicas ambientais ocorre o crescimento fúngico mais adequado. . ótimo e máximo. TEMPERATURA Geralmente são utilizados três parâmetros para descrever a influência da temperatura sobre o crescimento dos fungos: mínimo. 2. Alguns fungos podem situar-se entre uma classe e outra de acordo com suas exigências em termos de temperatura. Fatores físicos ambientais que afetam o crescimento fúngico são temperatura. gravidade. b. psicrófilos: não crescem acima de 20°C. A maioria dos fungos crescem numa ampla faixa de temperatura.7 AMBIENTE FÍSICO E CRESCIMENTO Além do conhecimento sobre os nutrientes apropriados para os fungos. Por exemplo. o mais estudado ao longo dos anos e o que tem maior quantidade de dados é a temperatura.

danificadas. geralmente. há necessidade de um período de tempo para que o crescimento possa iniciar. 2. Giberella sp não apresenta a fase lag. que varia com as espécies fúngicas. Por outro lado.2. não ocorre crescimento visível. com a natureza do inóculo e com as condições nutricionais do meio de cultura. FASE LAG (fase de adaptação – lag phase) Quando o inóculo (esporos ou fragmentos de hifas) é transferido para um novo meio de cultura e incubado em condições favoráveis. FASE LOG (fase exponencial ou logarítmica – exponential or logarithmic phase) Esta fase é marcada por uma taxa de crescimento acelerado na qual o logaritmo do peso seco fornece uma reta com o tempo de incubação. Entre os fatores físicos. Quando o inóculo consiste de esporos. por estarem. Outros fatores podem também afetar a taxa de crescimento nesta fase (culturas fúngicas agitadas em agitador crescem significativamente mais rápido que culturas estacionárias). Em Allomyces sp a concentração baixa de ácido glutâmico no meio de cultura. Quando são utilizados fragmentos de hifas como inóculo. esta fase é o período necessário para ocorrer a germinação dos esporos.8 Figura 1. apesar de estimular o crescimento tem como efeito principal a redução do comprimento da fase lag. a utilização de acetato de amônia como fonte de nitrogênio ou alta concentração de glicose provoca o aparecimento da fase lag. Temperatura abaixo do ótimo aumenta o período de duração da fase lag. o crescimento não ocorre imediatamente. um período denominado de fase lag. peso seco (mg) fase log fase de declínio fase lag fase estacionária fase de morte (autólise) tempo (h) 2. a temperatura também pode atuar na duração da fase lag. Nesta fase. A fase log é fortemente afetada pelo suprimento de nutrientes. contudo. .1. Curva típica de crescimento fúngico. Os fatores nutricionais podem afetar a duração da fase lag. geralmente. Existe.

9 2. New York. New York. 123 p . FASE DE DECLÍNIO (decline phase) A fase de declínio é provocada pela exaustão de alguns nutrientes que se tornam limitantes ou. FASE ESTACIONÁRIA E DE MORTE (stationary and death phase) Nesta fase cessa o aumento de peso seco. principalmente. LITERATURA RECOMENDADA BLACK. Biochemistry. A paralisação completa da utilização de glicose resulta em autólise e.4. morte da cultura. P.H. John Wiley & Sons.G. 2. ROBINSON. 1978. que o aumento de peso seco foi devido. Em Giberella fujikuroi foi observado que a exaustão de nitrogênio marcou o fim da fase log e.L. ao acúmulo de carboidratos e lipídeos. J. Practical Fungal Physiology. Fungal Physiology. Guanabara Koogan. New York.3. 1104 p. 1976. GRIFFIN. consequentemente.M. John Wiley & Sons. pelo acúmulo de substâncias tóxicas produzidas pelo fungo durante a fase log. D. Rio de Janeiro. Microbiologia – Fundamentos e Perspectivas. Worth Publishers. 458 p LEHNINGER. 1994. embora continue ocorrendo utilização de glicose pelo fungo. A. 2002. ainda.