DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

2. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. 1. o “[.] Mais do que uma simples técnica constitucional. 2. apesar de ser um termo recente. ESTADO HEBREU 2..8.1. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.2. CONSTITUCIONALISMO 1.. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [.] constitucionalismo. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes. SILVA.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”. “[. o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo.1. De acordo com Gomes Canotilho. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino.2.. Curso de Direito Constitucional positivo.. José Afonso da. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2.. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. São Paulo: Malheiros. 2009.. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino. 2.1...]”. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: .

2. . III) a responsabilidade parlamentar do governo. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. II) forte influência da religião. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. principal fonte dos direitos. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. 3. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. VII) a forma republicana de governo.. V) a forma federativa de Estado.3.. VI) o sistema presidencialista.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3.3. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino. ESTADO GREGO 2.1. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. “[. II) a monarquia parlamentar. IV) a independência do Poder Judiciário. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais. 2.5. e VI) a importância das convenções constitucionais”. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”.4.1. VIII) o regime político democráticos. 2. II) a ideia de supremacia da Constituição. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra. II) a prevalência da supremacia do Parlamento. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis).

..3. II) mais ponderação que subsunção. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras.3. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”. 4. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. III) a consagração do principio da separação dos poderes.]”. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945).o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [.]”..1. “Na Europa.2.. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA. 4.1..] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. a “[.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino. cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”. 4. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada).2. II) a limitação dos poderes. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937). 4.. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. . e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado.3.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino. 4. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino.

e V) coexistência de uma constelação plural de valores.. Marcelo. às vezes tendencialmente contraditórios.]”.] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. José Afonso da. Marcelo. 1. Paulo. e) universalização “[. 2010.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”.. São Paulo: MÉTODO.. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: Malheiros. 2011. SILVA. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional. 2010. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense. Vicente. 4. 7.. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. 2009. Manoel Jorge. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. .] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [.MORAES. 6ª. 6. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [. NOVELINO.]”. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: MÉTODO. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”. Direito Constitucional.LENZA.. São Paulo: Malheiros. 15.BONAVIDES. b) continuidade “[. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino. 5. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 4.] da Constituição. d) integração “[. PAULO. Curso de Direito Constitucional.4.. Pedro. 8...III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. Ed.. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. 2005. Alexandre. Direito Constitucional descomplicado. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário. Ed..

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.1. de acordo com Pedro Lenza.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.. 1. Sentido jurídico. sem qualquer pretensão a 1. Sentido material. Sentido formal.] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais).”[. puro dever-ser. direitos individuais. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.4.. 1. de acordo com José Afonso da Silva. considerada norma pura.].. então.. ela seria ilegítima.]”. 1. segundo Pedro Lenza. Caso isso não ocorresse.]”.2... “[.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado.Constituição é...]”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc... .] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. “[. em seu livro “Qué es una Constitución”?). 1.CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. terá natureza constitucional. não importando o seu conteúdo [. pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [. vida democrática etc)....3. “[.. traduzindo o pensamento de Kelsen.. por um poder soberano. observa que “.] José Afonso da Silva..5.. Sentido político (defendido por Carl Schmitt).. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. “[. segundo Pedro Lenza.. segundo Pedro Lenza.

ALEXANDRINO. Alexandre. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris.BONAVIDES. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO. 8. Direito Constitucional. 6ª. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. – Rio de Janeiro: Forense. Paulo. SILVA. 2010. 4. 2005. Pedro. . política ou filosófica. 15. São Paulo: Malheiros.]”. 7.. São Paulo: MÉTODO. 2010. SILVA E NETO. 1. Curso de Direito Constitucional. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. Ed. Direito Constitucional descomplicado. 2009. 5.. São Paulo: Atlas. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Vicente. Direito Constitucional. Marcelo.MORAES. Direito Constitucional. NOVELINO. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. – São Paulo: Saraiva. Manoel Jorge.1. 6. Marcelo.fundamentação sociológica. 2009.LENZA. 2011. Direito Constitucional esquematizado.5. 1.

eleita diretamente pelo povo. 1967. em nome dele. . 1/69. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891. votada ou popular.]”. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. 1937. portanto.. “[.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.1. de maneira unilateral.] também chamada de democrática. ou governante).. “são as constituições impostas. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. nascendo. pelo agente revolucionário (grupo. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824.. atuar.. e a Emenda n. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc... segundo Pedro Lenza.]”. 1934..CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. da deliberação da representação legítima popular [.

Exemplo: Constituição brasileira de 1988. os direitos e garantias fundamentais [. e não o conteúdo de suas normas [. racionalmente.4.... Exemplo: Magna Carta de 1215.... Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos).] surgem através de um pacto.. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988.]”.. “[. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. de ideologias bem declaradas.. longas. reunindo a história e as tradições de um povo [. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. “[.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. Além disto.. b) Históricas. reflexivamente. 1.]”. extensas. ... breves. sumárias.2.. a organização de seus órgãos. segundo Pedro Lenza..] elaboradas de um só jato. prolixas. nas palavras de Uadi Bulos. com Pinochet. nas palavras de Pedro Lenza. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. b) Formal.]”.]”.. no Chile [.]”. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. de planos e sistemas prévios. segundo Pedro Lenza. desenvolvidas.c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile.]”. d) Pactuadas..]”. sucintas. 1. Segundo José Afonso da Silva. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. segundo Pedro Lenza. ainda que criada com participação popular [. b) Analíticas (amplas..] partem de teorias preconcebidas. as chamadas constituições bonapartistas. de acordo com Meirelles Teixeira.não é propriamente outorgada. largas. e da era napoleônica. básicas). Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. 1. “seriam aquelas enxutas. “[.3..]”. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[.. volumosas...]”... advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. de acordo com Pedro Lenza. inchadas)... “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história.. de dogmas políticos [.. por uma Assembleia Constituinte [.. mas tampouco é democrática. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [.].

segundo Alexandre de Moraes. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. g) Transitoriamente flexíveis. 1969. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.. previstas na Constituição brasileira de 1988. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns.5.. segundo Pedro Lenza.. mais solene.. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). mas apenas por determinado período.] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou. d) Fixas... ou seja.. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848.6. o poder constituinte originário [.]”.]”. enquanto outras não requerem tal formalidade [.. graníticas ou intocáveis”. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). isto é. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. pode ser considerada superrígida.. o documento constitucional passa a ser rígido”. são imutáveis. ultrapassado este.1. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. sendo também denominadas permanentes. um processo legislativo mais árduo. “são aquelas constituições inalteráveis. 1937..] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível.] são aquelas constituições que exigem. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade).. “[. as cláusulas pétreas. e) Imutáveis. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais.]”. b) Flexível. Posição de Pedro Lenza: . Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). de acordo com Uadi Bulos. 1946. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922.1. 1988.. 1934. “[. Exemplo: Constituição de Baden de 1947.. 1. e portanto. de acordo com Pedro Lenza.]”. “[. à MUTABILIDADE (Michel Temer. 1967. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876. Nas palavras de Pedro Lenza..6. segundo Kildare Gonçalves Carvalho. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). f) Superrígida.

“[.8. de acordo com Pedro Lenza. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação. ao contrário da escrita. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência). defendido por Karl Loewenstein: ... costumes. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos.. “é aquela formada por uma só ideologia [.] seria aquela constituição que. b) Eclética.. e baseia-se nos usos.3..7.). 1. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais..] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [..]”.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto.. no procedimento constituinte..] numa sociedade plural e complexa.. a um compromisso constitucional ou. segundo Pedro Lenza. formando em geral um único corpo de lei”.a) Reduzidas (unitárias). estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [.]”. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto. segundo Pedro Lenza... reconhecidos pela sociedade como fundamentais.. sendo formadas de várias leis constitucionais [.]”.. não traz as regras em um único texto solene e codificado. 1936 e 1977. Exemplos: Constituições soviéticas de 1923. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).]”.2. de acordo com Pedro Lenza. “[. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária). “[..]”. 1.. Segundo Gomes Canotilho.6. “[.]”. se preferirmos. b) Variadas. É formada por ‘textos’ esparsos. jurisprudência..]”. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’. convençõe [.. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[. 1. foi possível chegar.]”. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. capítulos e seções.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos.. 1.. a vários ‘compromissos constitucionais’ [... b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes...6.

. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [...9. segundo Guilherme Peña de Moraes... é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. a Constituição registraria um estágio das relações de poder... Por isso é que a URSS.] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica. É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente. c) Semântica 1. pelo que é necessária a mediação concretizadora..... limitando o poder [. 1936 e em 1977 [. segundo a doutrina. Quanto a) Constituição-garantia. . de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho. “[. b) Constituição balanço.] predominam os princípios. como fez em 1924. tal como a Constituição brasileira”. b) Preceitual. 1. Além de juridicamente válidas.]”. pelo que é possível a aplicação coercitiva. “[.] modernamente. b) A constituição nominais. estariam em total consonância com o processo político. Nelas.] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração..a) A constituição normativa. pois visa a garantir a liberdade. No dizer de Loewenstein.]. Na verdade. segundo Guilherme Peña de Moraes. Quanto ao sistema: a) Principiológica.. “[.] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social.. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo.. “[.]”. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”.. segundo Uadi Bulos. “[. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho. quando o corpo nacional tiver crescido”. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração.] Seriam constituições prospectivas.. consagrando valores... concretizadoras de princípios. “[.] prevalecem as regras. tal como a Constituição mexicana.. adotaria nova Constituição. isto é. de acordo com Uadi Bulos. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. voltadas para um dia serem realizadas na prática [.10.

....c) Constituição dirigente. os direitos sociais. segundo Pedro Lenza. “[. Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. 1.] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [. de acordo com Pedro Lenza “[.11. b) Constituições sociais (constituições positivas). também chamados de direitos de 2ª dimensão”. a) Constituições liberais (constituição negativa). consagrando a igualdade substancial. a ideia da não intervenção do Estado.]”. de necessidade da atuação estatal. 2.]”. “[.. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho... Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares).. dimensão e.. bem como a proteção das liberdades públicas [..] destacamos os direitos humanos de 1ª. assim. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 . bem como.] refletem um momento posterior.

] normas que 2.... 2.] consubstanciados nas normas constitucionais. nas palavras de Pedro Lenza.. Elementos socioideológicos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2... ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva).[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2.. “[. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [..2.. Elementos de estabilização constitucional. nas palavras de Pedro Lenza.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social.4.. nas palavras de Pedro Lenza. intervencionista [. “[.]”. Elementos orgânicos.]”.. “[..]”. nas palavras de Pedro Lenza.]”. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais... BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .]”.. “[.. nas palavras de Pedro Lenza. Elementos formais de aplicabilidade.5.. a defesa do Estado e das instituições democráticas [. “[. 2.. 2..] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [.1..3. Elementos limitativos.

SILVA E NETO.1. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Ed. o poder constituinte “[. – Rio de Janeiro: Forense. 2005. De acordo com J.1. 7. Direito Constitucional descomplicado. NOVELINO. 1.LENZA. 1. 2009. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. 8. SILVA. 4. São Paulo: MÉTODO. 2010. São Paulo: Malheiros. Marcelo. “Qu’est-ce que le tiers état?. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris.1..MORAES. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional. Marcelo. 6. mediante supressão. . 15.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. Canotilho. é o poder que tem por finalidade “constituir”. Curso de Direito Constitucional.J. Vicente. Manoel Jorge. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. Paulo. Ed. São Paulo: Malheiros. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. Direito Constitucional. PAULO. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado. 6ª. 5. Curso de Direito Constitucional positivo. 2010. 2.. Pedro. – São Paulo: Saraiva. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. José Afonso da. 2009.2.BONAVIDES.PODER CONSTITUINTE 1. Alexandre. Direito Constitucional.De acordo com Pedro Lenza.

2. d) Dentre os poderes constituídos. a. 3.6. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. “[. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo).. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Procedimento constituinte indireto. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. g) A nação pode delegar. 3.5. a. .2. chamada não soberana. de primeiro grau) 3.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos. 3. 3. c) ilimitado juridicamente. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico. inaugural. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3. b) revolucionário..3. Democracia direta. b) autônomo. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado.2.4. Procedimento misto. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente.2. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico. temporariamente.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.1.1.3. a. Conceito Segundo Pedro Lenza.

1. soberano. incondicionado e soberano na tomada de 3.. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. “[. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). 3. Limites ao poder constituinte originário 3. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. 4. d) É um poder jurídico. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído.d) absoluto. suas decisões. b) É um poder subordinado. “[. alterando. 4. de segundo grau) 4. 4.6. b) Limitações circunstanciais. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. constituído. sendo. .7... d) Limitações materiais. c) É um poder subordinado e condicionado. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. e) Limitação à revisão total.5. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção. De acordo com Pedro Lenza. b) limites imanentes.2.3. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. nesse sentido. 4. secundário.4.]seria a modificação do texto constitucional.1. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. e) indisponível e inalienável. c) Limitações processuais ou formais. 4. e) poder de fato e poder político. ilimitado.7. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. c) limites heterônomos.

por exemplo. da CF/88). Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. 6. por óbvio.Para Marcelo Alexandrino. 5. I e 60 da CF/88). o poder constituinte decorrente. por meio de plebiscito). 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art.1. 6..] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. caput.. “[..] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas.2. 11 do ADCT).]”....] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [... “[. “[. Mutação constitucional 6. “[... PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL. por meio da atuação do poder constituinte de reforma. Na visão de Marcelo Alexandrino. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. MUNICÍPIOS (art. 6. Conceito . Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino. §2° da CF/88).2. segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza. b.. 3°.1.]”. 18. do ADCT). 32. 59. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”..1. A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas.6. 6. b) Poder constituinte derivado decorrente (art. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. 4.

6ª. o poder constituinte “[. Ed.. 2010. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. Ed.]”.. . 15. São Paulo: Atlas. 2011. NOVELINO.. São Paulo: MÉTODO. com capacidade.De acordo com Pedro Lenza “[. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8. SILVA E NETO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo. Marcelo.. José Afonso da. 7. Paulo. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência. 5. Direito Constitucional esquematizado. Curso de Direito Constitucional positivo. materialmente perceptíveis. ALEXANDRINO.] não seriam alterações “físicas”. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Forense. 4. 8..LENZA. e em segundo lugar. Vicente. inclusive. Direito Constitucional. 2010. é supranacional. PAULO. SILVA. 2009. 2009. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. Alexandre.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional. Curso de Direito Constitucional.1. 6. Pedro.MORAES. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. 2005. São Paulo: Malheiros. Manoel Jorge. “palpáveis”. São Paulo: Malheiros.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 1. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo.BONAVIDES. 8. Da mesma forma. Direito Constitucional.

. mas.DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1. “[.. incompatíveis com as novas regras.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. RECEPÇÃO 2..1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. Segundo Pedro Lenza.1. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2.

“[. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. b) a lei. para ser recebida. por exemplo. b) A posição do STF. um parágrafo etc. g) é possível.3. somente por meio de ADPF. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. a recepção de somente parte de uma lei. Constitucionalidade superveniente 2. h) é possível.REPRISTINAÇÃO 4. e) se incompatível. mas. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. de revogação da lei anterior pela nova Constituição.apenas. contudo. apresentadas por Pedro Lenza. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. ainda. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. Características. Entendemos..848/40) foi recebido como lei ordinária). 2.2. ainda. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. d) em complemento. ou seja. do decreto-lei.. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). 3. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. como vimos. uma mudança de competência legislativa. como um artigo.. 2. conforme visto no item anterior. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . É o caso. Inconstitucionalidade superveniente.4. 2. contudo. a lei anterior será revogada. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. segundo Pedro Lenza. neste último caso. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. por falta de recepção”. f) nesse caso.

RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Direito Constitucional descomplicado. exceto nas . – São Paulo: Saraiva. são “[. NOVELINO.. mas com o status de lei infraconstitucional. do ADCT. 2009. permanecem em vigor. 2009. 2010. e seu §1°. 5. 6. ALEXANDRINO. Ed. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. 5. Ou seja. Direito Constitucional. “[. Ed. NOÇÕES GERAIS 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. 4.1. 6ª. vem colada à vigência.] recebidas por prazo certo. art.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. Vicente.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Alexandre.. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. Rio de Janeiro: Forense. Pedro. 15. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada... Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. 8. SILVA E NETO. a desconstitucionalização é um “[. São Paulo: MÉTODO.MORAES. Direito Constitucional esquematizado. Em regra. PAULO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo. 34. em razão de seu caráter precário. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. Manoel Jorge. Por exemplo. desde que compatíveis com a nova ordem. Marcelo. São Paulo: MÉTODO..Segundo Pedro Lenza. Direito Constitucional. caput.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior.. Direito Constitucional. 7.LENZA. 2011.

145.. com aplicabilidade direta. art. c) Normas programáticas. ou seja. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. de modo geral.1. §5°). 1. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF.2. “[. 128. imediata e integral) Para Marcelo Novelino. III. as que confiram isenções (CF.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si.2.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação. 184. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. 2. imunidades (CF. as normas que contenham proibições (CF. §5°.. .] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. a função social para a qual foi criada.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”. §2°). dependem de lei para serem executadas”. 150.3.. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. art. 2. art. art. ou vedações (CF. b). segundo Marcelo Novelino.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem.. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. . além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. imediata. “Pertencem “a esta categoria. I. ou seja. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[. são as “[..hipóteses em que é diferida. art.. b) Normas não bastante em si. mas “possívelmente não integral”). art.] está relacionada à produção concreta de efeitos..CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. I a VI) ou prerrogativas (CF. 53 e 150.. 2. adiada para o futuro. 19)..

no entanto.” 2. b)Normas de eficácia plena. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. Normas de princípio programático. c. apesar de não terem sido revogados. “[. 3.podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis. c)Normas de eficácia relativa restringível..2. Normas de aplicação irregulamentáveis. 3° do ADCT.2.1. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . a.. arts. já efetivaram seus comandos”. 2°.1. Por exemplo.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. segundo Marcelo Novelino. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado... b)Normas de integração complementáveis.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino. são “[. apontar os meios a serem adotados.5. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação.] são os dispositivos da Constituição que.]’.. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).c) Normas constitucionais de eficácia limitada. para Marcelo Novelino.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. Normas de aplicação regulamentáveis.. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta. sem...4. “[. que subdividem em: c. b) Normas de integração. podem ser subdivididas em: a.

2011. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. 2010. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 15. José Afonso da. ALEXANDRINO. 2010. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense. PAULO. Direito Constitucional descomplicado.1. São Paulo: MÉTODO. 2009. SILVA E NETO. Direito Constitucional esquematizado. “[.] sob o paradigma do Estado Liberal.. Manoel Jorge. 4. SILVA. 6ª. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. 6. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. .. Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. Ed. Vicente. segundo Marcelo Novelino.1. Rio de Janeiro: Lumen Juris.LENZA.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII). DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.MORAES. 5. Direito Constitucional. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. São Paulo: Malheiros. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. Pedro. 7. 8. Marcelo. Ed. Alexandre.

segundo Pedro Lenza “[. 4.REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2.MÉTODO JURÍDICO. De acordo com Pedro Lenza. epistemológicas) diferentes mas.No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial).. 2. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. de acordo com Pedro Lenza.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [. metodológicas. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”.. materialmente perceptíveis.]”.. “palpáveis”.] não seriam alterações “físicas”.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3. a análise se realiza de modo textual e literal”..]”.. de acordo com Marcelo Novelino.. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas).2. . os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”..]surge o Estado Democrático de Direito. um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas. exposição de motivos.. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”. alterando. reciprocamente complementares”. discussões.. [.. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”.Reforma constitucional.1. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. em geral. “[.. 2. 3..2. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[. a sua justificativa. “[...]seria a modificação do texto constitucional.1. pareceres.1. 1.Mutação constitucional. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.

valendo-se de instrumentos como o plebiscito.. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica). ou seja..g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa.] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”..] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. . tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”. um sistema aberto de regras e princípios”.... d) Método normativo-estruturante. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. veto popular”.] parte-se de um problema concreto para norma. “[... b) Método científico-espiritual (valorativo. ou seja. e)Método de comparação constitucional.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático.. recall. dos “corpos intermediários”. [. 5. A Constituição é. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. que se deve partir da norma constitucional para o problema”. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional. h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”. porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos. “[. dos partidos políticos. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais.. de acordo com Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza. assim.. de acordo com Marcelo Novelino. de acordo com Pedro Lenza. sociológico ou integrativo). a “[. sindicatos. c) Método hermenêutico-concretizador. “[. referendo. “[.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”). que será considerado pelo intérprete. segundo Marcelo Novelino..

eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”. b)Princípio do efeito integrador... “[. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. Somando-se a isto.. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição. temos que: . quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais.1.. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição.6.] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa. “[. c) Princípio da máxima efetividade. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. e) Princípio da força normativa. d) Princípio da concordância prática ou harmonização. a eficácia e a permanência da Constituição”... impede.] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia. Como decorrência desse princípio. tem como fundamento “[. a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [. Segundo Marcelo Alexandrino. no caso de conflito ou concorrência.. “[.]”.. de acordo com Marcelo Alexandrino. “[. segundo Pedro Lenza.]”. segundo Marcelo Alexandrino. ainda que delas constitua cláusula pétrea”. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). como solução. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [.. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra. mais ampla efetividade social”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios.. de acordo com Marcelo Alexandrino. é elaborado por Konrad Hesse. de acordo com Marcelo Alexandrino. eficiência ou interpretação efetiva..] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que... relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.] o princípio integrador significa que.] impõe que..

2.]”. Rel.]”. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”. em nosso sistema de direito positivo..215 – MC/PE. i)Princípio da supremacia constitucional.. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.e não a declaração de sua inconstitucionalidade. j.. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência.. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito.. Proporcionalidade em sentido estrito”[. segundo Marcelo Alexandrino.. ADin.04. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. b) a regra é a conservação da validade da lei.2. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. de acordo com o STF. b. em 17. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Necessidade ou exigibilidade “[.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito.a)dentre as várias possibilidades de interpretação. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”..] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada..3. Min. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional. porém menos gravosa[. ou seja. b. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). Adequação (idoneidade ou pertinência).. validade .. Celso de Mello. Nesse contexto.1.]”. “[..

1. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.e eficácia -. nenhum ato de Governo (Legislativo. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”).2. 1. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.A banalidade do mal.O NAZISMO 1. . segundo a filósofa Hannah Arendt. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos.

2. e a lei. aprovadas em 1935.] Antes.. ou seja. 2. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”.. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”.Se. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. .. O mundo não foi feito para os povos covardes”. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas. com o pós-positivismo. qualquer que fosse seu conteúdo. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista.. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. “[. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios. agora. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. era tudo.5. porém. com o positivismo Kelseniano. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios.3. d) por isso. por mais abstratos que sejam os seus textos [. na luta pelos direitos do homem. uma raça é subjugada. 1. a lei cede espaço aos valores e aos princípios. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. 2.]”.1. 2.4. 1.4. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. Nas palavras de George Marmelstein.2.3. tudo girava em torno da lei.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. 2011.. 5. 1997. Direito Constitucional.2. George. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional.6.MIRANDA. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo. c) crença na força normativa da Constituição. A teoria dos direitos fundamentais. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. São Paulo: Atlas. 2009. 6ª. PAULO. SILVA E NETO. especialmente a dignidade da pessoa humana”. Curso de direitos fundamentais. d) compromisso com os valores constitucionais. Ed.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. Pedro. Manoel Jorge. 4. ed. 7. 2. 2009. ALEXANDRINO. – São Paulo: Atlas. Marcelo. Ed. 6. Direito Constitucional esquematizado.-LENZA. funda-se nas seguintes premissas: “[. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional.. segundo George Marmelstein. Marcelo. 2010. 3. NOVELINO. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. 8. Direito Constitucional. ainda que potencialmente contraditórios. 15.MORAES. inclusive nos seus princípios. Alexandre. São Paulo: Malheiros. Coimbra: Coimbra. 2009. BIBLIOGRAFIA: 1. – Rio de Janeiro: Forense. José Afonso da.MARMELSTEIN. SILVA. Jorge. 2010. São Paulo: MÉTODO. Ed. 2ª. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ..

1. sendo. credo ou convicção político-filosófica). c) irrenunciabilidade (em regra. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais). 1.CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.1. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”... De acordo com Marcelo Alexandrino.. em regra.. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais.1. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas). b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem). frente ao Estado. Segundo Marcelo Alexandrino.2. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. independentemente de sua nacionalidade.] designar os direitos relacionados às pessoas. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. 1. Conforme Marcelo Alexandrino. sexo. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1.2. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. “ [. inscritos em textos normativos de cada Estado. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. declarados como tais nos textos constitucionais”. por isso. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. garantidos e limitados no espaço e no tempo. 2. 1.2.1.1.1..]”.2. a expressão direitos humanos é empregada. . Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo). os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados. os seus direitos fundamentais [.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. raça. Conforme Marcelo Alexandrino.. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. inseridas em documentos de direito internacional”.2.

d) garantia do mínimo existencial”.] são normas jurídicas..2. ou seja.1. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. assim. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. disciplinar o exercício do direito fundamental. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional. 4. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”.2. c) não coisificação do ser humano. irá densificar. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade.g) interdependência (as várias previsões constitucionais. apesar de autônomas.. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de . “[.]. A lei. b) Para George Marmestein. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. nunca criá-lo diretamente”. quando muito. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder.. 3. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. Dentro dessa concepção. Afinal.. Segundo George Marmelstein. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). Nesse contexto. b) respeito à integridade física e moral. 2. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. 3. sob o aspecto jurídico-normativo. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. os direitos fundamentais “[.

Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein. ALEXANDRINO. George. Marcelo. 6.. “[.. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. Marcelo. 15.MORAES. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). São Paulo: Atlas. que. – São Paulo: Atlas. 7. NOVELINO. 2009.]”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. por força do já citado art. ed. 1997. por sua importância axiológica. 2011. 8. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE . Pedro. Curso de Direito Constitucional positivo. 5°. BIBLIOGRAFIA: 1. 3. 6ª. que decorrem do sistema constitucional como um todo. 2ª. – São Paulo: Saraiva.MIRANDA. Direito Constitucional descomplicado. José Afonso da. Alexandre. Curso de direitos fundamentais.5. 2009.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. 2. 2009. SILVA E NETO. Ed. Direito Constitucional. Vicente. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”.6. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. 2010. da Constituição de 1988 [. Direito Constitucional esquematizado. Ed. 4. – Rio de Janeiro: Forense.Direito. Ed. Manoel Jorge.-LENZA. PAULO.. 3. §2°.. Jorge. 2010. SILVA. 5..

Por conseguinte. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres. 26. aos direitos e à equidade”. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”. 1. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis. preconiza o seguinte: “não há judeu. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. 1.3.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE.1. publicado em 1603. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem.3. 1.1.2.1.C. documento que deu origem aos direitos fundamentais. previa regras que são considerados. escrito em 1515. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”.2. direitos fundamentais. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder.2.4. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política. 1. publicado em 1651. infinito. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”. de 1215. O Código de Hamurabi. na Mesopotâmia. que cessa apenas com a morte”. convém recorrer ao segundo. nem grego. Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1. não há escravo nem homem livre.1. tais como: devido processo legal. em 1690. hoje. iguais e independentes. Não sendo. imposto por volta de 1800 a. arbitrário e sem leis.4. 1.1. porém. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. 1.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. Os grandes códigos morais da humanidade 1. III. Do Estado absoluto 1. 1. o segundo dos animais. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”. desenfreado. Nenhum poder é absoluto. e por isso ninguém pode ser expulso de sua .4.3.2. Magna Carta de João sem Terra. Todo poder está atado às leis.1.. muitas vezes suficiente o primeiro. Epístola aos Gálatos.

4. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”.3.3. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. conforto e paz umas com as outras. inspirado nas cores da bandeira francesa.4. sociais e culturais. o poder freie o poder”. De acordo com Montesquieu. seria a dos direitos econômicos. pela disposição das coisas. Vasak.4.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. fundamentados na liberdade (liberte).3. Sendo assim. o Barão de Montesquieu. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”. em especial o direito ao desenvolvimento. e a teoria da separação orgânica dos poderes. para viverem com segurança. que tiveram origem com as revoluções burguesas. Segundo George Marmelstein. 1. b) a segunda geração. a última geração seria a dos direitos de solidariedade.4. 2. “[. por sua vez.3.4.2. à paz e ao meio ambiente. 1.4.4. “para que não se possa abusar do poder é preciso que. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade.1.4.1. 1. de 1948. com a garantia de gozar de suas posses. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. 1.] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). c) por fim. O pensador Charles-Louis de Secondat. BIBLIOGRAFIA: . impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. A separação dos poderes 1.3. baseados na igualdade (igualité). Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes..3. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento..

3. 7.. Coimbra: Coimbra. 2010. José Afonso da. 2011. 2ª. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 1997. Ed. 6. – São Paulo: Saraiva. . Manual de Direito Constitucional. 5. São Paulo: Atlas. SILVA. 4. São Paulo: MÉTODO. ed. Vicente. 2009.1. 2. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO.MIRANDA.MORAES. Ed. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. George. 15. NOVELINO. Direito Constitucional.-LENZA. Alexandre. ALEXANDRINO. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. Marcelo. 2010. 6ª. PAULO. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Atlas. Marcelo.MARMELSTEIN. 2009. Jorge. – Rio de Janeiro: Forense.

ABORTO . A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF.2.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. Não se confunde com a irrenunciabilidade.1. 2. Início da vida humana. caput). 170) 2.105/2005 (Lei da Biossegurança). a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros.510) e a constitucionalidade da Lei 11. impedindo-a de abrir mão deste direito”. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. De acordo com a Lei 9. a partir daí nasce o ovo ou zigoto).434/97. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1.3.4. 5°. a) direito a permanecer vivo. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável). 2. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide.2. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central. Direito à vida: dupla acepção. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. com a fixação do zigoto no útero materno. a qual atinge a própria pessoa envolvida. 2. 2. 3. art. art.1. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador. b) direito a uma existência digna (CF. ou seja.

No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey.3. art. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. 1973. a) . PENA DE MORTE 4. 4.1. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967).Posição do Brasil.2. 3. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. 1992. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico. e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs. o Código Civil (art. c) Posição dos Estados Unidos.1. Pacto de San José da Costa Rica. a)Aplicação da Oitava Emenda. De acordo com Marcelo Novelino. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. 3. No caso Roe vs. Wade. c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54).2.1. adotada em 1791.4°. Segundo George Marmelstein. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias. c. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte. 4. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto.3. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. I e II). b) Código Penal (art. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. . 128.

Marcelo. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. 2009. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel. motim.MORAES. Pedro. 6. 2010. 3. por exemplo: traição. Manoel Jorge. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. Ed. Ed. 6. – Rio de Janeiro: Forense.-LENZA. Direito Constitucional. O Brasil e a aplicação da pena de morte. – São Paulo: Atlas. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. Jorge. São Paulo: Atlas. 7. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. São Paulo: MÉTODO. 2ª. . Direito Constitucional esquematizado. 1997.105/2005). art. Direito Constitucional. 5.. – São Paulo: Saraiva. EUTANÁSIA. espionagem. SILVA E NETO. 2009. Alexandre. ALEXANDRINO. George. 5°.1. São Paulo: MÉTODO.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. Manual de Direito Constitucional. 56) prevê a aplicação da pena de morte. revolta ou conspiração. Vicente. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. Direito Constitucional. 2. rendição. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). Coimbra: Coimbra. ed. 4. 2011. fuga em presença do inimigo. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. 2010. 4. 84) c) Código Penal Militar (art.MIRANDA. covardia.MARMELSTEIN. Direito Constitucional descomplicado. Curso de direitos fundamentais.3. NOVELINO. BIBLIOGRAFIA: 1. 15. Ed. 5. Rio de Janeiro: Lumen Juris. deserção em presença do inimigo. 6ª. Marcelo.

A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. que retira vantagens sem motivos plausíveis. b) justificativa racional.A igualdade formal (igualdade perante a lei. caput. art. civil ou jurídica).Discriminação positiva. José Afonso da.2. que procura ajudar o semelhante.] é a discriminação para o mal.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. que desrespeita o outro.. 2.1. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”. 5°. . real ou fática). de acordo com Marmelstein. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. igualdades reais de condições com os demais”. 2. prevista na CRFB/1988.1. 2009. 1.1. Curso de Direito Constitucional positivo. é necessário que o Estado atue positivamente.AÇÕES AFIRMATIVAS 4. 3.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.8. c) fim constitucionalmente consagrado..DIREITO À IGUALDADE 3.2. São Paulo: Malheiros. 3°. “[. que prejudica por preconceito. é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais.. prevista CRFB/1988 art. Para isso. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. segundo Marmelstein. aos menos favorecidos. proporcionando. 4.] é a discriminação para o bem.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador.1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. 3.IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. Discriminação negativa.2. 6°. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. SILVA. “[. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.

4. Alexandre. 179). . Reserva de cargos (CRFB/88. 4. NOVELINO. da Constituição. ALEXANDRINO. Ed.5. art. 6. econômica (classe social) ou física (deficiência). §5°). XXX. 2010. Rio de Janeiro: Forense.3. 150. art. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. – São Paulo: Saraiva.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. ed. Critérios de admissão em concursos públicos (CF.7. etnia) ou de uma hipossuficiência. 7°.MIRANDA. art 40) 4.MARMELSTEIN. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88.8. 6ª. art. 4.XXX. art. Manual de Direito Constitucional. 5°. 4. 7°. art. 5°. com caráter temporário. 4.. 7°. 4. 4.-LENZA.6. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). Direito Constitucional. – São Paulo: Atlas. art. São Paulo: MÉTODO. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. George. 77. 2.2. Pedro. PAULO.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: Atlas. 12.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência).“[. II). art. I . Coimbra: Coimbra. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. art. Vicente. Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. – Rio de Janeiro: Forense. 15. II. Direito Constitucional descomplicado. §3°). Proibição ao racismo (CRFB/88.9. art. Ed. São Paulo: MÉTODO. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. 4. 2011. em regra. XXX. Súmula 683 do STF .. Isonomia tributária (CRFB/88. 1997. 3. XLII). 2010.4. Jorge. Marcelo. 2ª. 37.MORAES. 2009. Ed.. Marcelo.

Manoel Jorge. §1° do art. 5°. ou atos expedidos nos limites destes. . George. 8. 2ª. XIX e §3.7. BIBLIOGRAFIA: 1. 173). Alexandre. 2009.2. 2009. I.LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. São Paulo: Malheiros.1. 3. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. Maior abrangência. Direito Constitucional. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino.1.. ou atos com força de lei. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 37. 15. 1. XIII. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. – São Paulo: Atlas. ato com força de lei. Maior densidade ou conteúdo. 1. 2. Menor abrangência. 2009. Jorge. 5°. 2. Direito Constitucional esquematizado.MARMELSTEIN. 2010. 2. SILVA. Menor densidade ou conteúdo.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. A autonomia de vontade. São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. art. Exige lei formal. XVIII.MIRANDA. Manual de Direito Constitucional. 1997.-LENZA. ed. O Estado e o governo sub lege e per lege. II). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. Direito Constitucional. Ed. Exemplos de reserva legal. José Afonso da. Pedro.MORAES. 2011.2. Coimbra: Coimbra. art. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

1. Manoel Jorge.1.1. PAULO. que serve como limite ao seu exercício”. 1. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros.1. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente. Marcelo. José Afonso da. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. a noção de liberdade não deve ser associada. Marcelo.1. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art.1. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. XV. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. Direito Constitucional descomplicado.2. 1. Direito Constitucional.. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE.. 5°. mas sim a ideia de responsabilidade. NOVELINO.3. São Paulo: MÉTODO. 1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. arbitrariedade. 2009. Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. 2010. 6ª. 7. “. São Paulo: MÉTODO.5.. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. LXVIII) . Ed.. 8. SILVA E NETO. “.4. 1. LXI. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo.1. Direito Constitucional. 2009. Limites à autonomia de vontade. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). 2. SILVA.

c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466. Ele quer expressá-las e. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.2. 733. art. 171. art. LXII. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. julgamento em 03. V). 406/2002. LXIV. garantia constitucional.2. Gilmar Mendes. 3. IV) De acordo com Marcelo Novelino.4. 5°. No mesmo sentido: STF – RE 349. art. Min.2. 2. Transgressões e crimes militares (CF.2. LXVIII).11. 5°. 5°. convencer os outros de suas ideias”. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. c) regulamentações dos poderes públicos. Prisão (CF.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. art. LXVI. art. não estando. art. I.2008. p/ o acordão Min. art. LXV. 93. 5°. CPC.2. “. 5°.6. 2. Min.5. Fundamentação da ordem de prisão (CF.096. Reserva constitucional da jurisdição 2. Prisão civil por dívida (CF.2. LXI. LXIII. b) penas restritivas de liberdade. rel. b) Depositário infiel (CF. 3. 2. §1° e 3°). O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”. O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83.1. no interesse do representado. §2°.2. CP. 227. IX) 2.1.343/SP.703. §3°.3.1. §2°) 2.. ter acesso amplo aos elementos de prova que. art. §3°. digam respeito ao exercício do direito de defesa). art.12. Decreto-Lei 9. 5°. . já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF. 2.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação. Ellen Gracie (18. 652). 142. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio..2. por essa razão. art.11/69. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor.11. rel.2006). Cezar Peluso (22. não raro. Rel. Lei 10.5.

1. DJ 16. 1537 do Código Civil Brasileiro. a imediata instauração da persecutio criminis.1.. Se isso não ocorre.. Pensamento de Stuart Mill.10. ou.957. Celso de Mello.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. De acordo com Otávio Piva.] para o STF. honora. Min.3.2002. sobre o importância da liberdade de expressão. XIV. formalmente. Celso de Mello. 5°.11. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. o STF..1. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24..369. “.2. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”).2005 ( a questão do disque-denúncia. desde que isoladamente considerados. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos. 3. ainda. . Rel. 5° da Constituição da República. 4. no inciso IV do art. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. apresentado por Marmelstein. usando como fundamento o art.10. “[. “[. só por si. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. deve começar pela identificação. DJ 11. X Segundo Otávio Piva. julgamento em 10.. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. julgamento em 11. no ano de 1948 (RT 244/629).Dano moral e material (CF. 220). IX. por exemplo)”. quando constituírem. ao processo. De acordo com Otávio Piva.. V.1. b) STF. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. art. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88. 1. Inq. precisamente. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. IV.2. 3. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. 4. art. eles próprios. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. delação anônima e ou do escrito apócrito). “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. voto do Min.05.2005. V. 5°. art. de 1916”.2002.

4. art. manifestações artísticas. em 1989. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. a)Segundo Marmelstein. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. Caso Miller vs. a liberdade de expressão tem b. a b)De acordo com Marmelstein. Rel. 4. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”. 220. Liberdade de consciência 5. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. 5. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. sátira. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento.4.4. 5. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. desenhos. pinturas. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”. Califórnia (1973).1. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados.2. 5°. o silêncio). 4.1. desenhos.3. §§2° e 3°).1. VI. assim como a pura publicidade econômica. nos EUA expressão muito abrangente. escritos. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. cartazes.Direito comparado. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído. pelo Estado. admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. VII).5. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. A livre expressão e manifestação de idéias. Conceito .1. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. no caso Texas vs.

. 5. 5°.4. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. desde que observados certos limites..4.4. 15/8/2002). j.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. Na visão de Marcelo Novelino.Segundo Marcelo Novelino. é uma das formas de expressão da liberdade de crença.1. “[.4. oferendas e donativos”. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”.. 6. adorações. E para Habermas.1. “.. 5. art. Carlos Velloso. IV) 6. “.1. 15. súplicas.. VI. Min. cantos sagrados. 5. (Ranier Forst).1. Liberdade de culto 5. VIII. “. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF.3. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . 19. Conceito Para Pontes de Miranda.2.. podendo ser exercida em locais ao público. Constituição Federal de 1988 (art. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”.). Conceito De acordo com Marcelo Novelino. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. art. 150.3. ADI 2076/DFm rel. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão. b).podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. 5..3. ou em templos.2. 5. Liberdade de crença 5. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). 5.2. procissões. independentes de qualquer aspecto religioso”. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. Segundo Marcelo Novelino. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. I..

Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente.3.. b) Paciente inconsciente ou incapaz.2. em tempo de paz.3. 6.7. 6. cuja aceitação. filantrópico ou mesmo produtivo. do Capítulo III.3. 6. . 7. XV.3. Título VIII. 6. assistencial.6. 218.3. Código de Ética Médica 6. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório.1. X.De acordo com a Lei n° 8. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. por escrito.3. nas palavras de Otávio Piva. art. “.2.. após alistados. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. Posição dos Tribunais 6. “[. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.3.XVII a XXI). 6. Feriados religiosos (Seção II. c) Manifestação antecipada da vontade.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.4. da Lei Maior). Diferença entre reunião e associação 7.8.239/91.2. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos. §2°. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art. 03/07/2008). de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão. 6. 7. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs.3.5. 3°.3. Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9. 6. 6.239/1991).8.. XI. 5°. liberdade religiosa. §1°). Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6..1. violaria as leis de Deus”. plaquetas e plasma -. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. b) formal.9. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).3.982/2000). o qual permite que.

XIII). Pedro.-LENZA. Legitimação extraordinária. Competência para legislar (CF. . 2ª. São Paulo: Atlas. 8. Direito à associação (CF. XV. 5°. art. Direito Constitucional descomplicado. 7. LXX . Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade. 8. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão.MARMELSTEIN. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. de 1948. §3°) BIBLIOGRAFIA: 1.4. 129. 2009. art. 6. 8. XVI). x e XI) 7. Direito Constitucional esquematizado. Coimbra: Coimbra. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. Declaração Universal dos Direitos do Homem. CF. 1997. 1°. XVII. 93.2.4. 2. 5°. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho.1.MORAES. art. Jorge.7. Ed. 5°.4.1. 2010. 5°. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. 22. 8.. – São Paulo: Atlas. XIII). b) exercício da profissão. De acordo com Otávio Pita. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. Direito Constitucional. 8. à livre escolha do emprego. Representação processual vs. George. NOVELINO.1. Vicente. 2011. PAULO. Rio de Janeiro: Forense. c) admissão à profissão. São Paulo: MÉTODO. I. art.3.2. Marcelo. XVIII. (substituição processual).3. a XXI). Manual de Direito Constitucional. Marcelo. Direito Constitucional.MIRANDA. art. Curso de direitos fundamentais. IV.4. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. 8. 3. 8. 2010. – São Paulo: Saraiva. 6ª. Alexandre. Ed. 4. São Paulo: MÉTODO. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. 5.4. art. e art. art. ALEXANDRINO. ed. 15.

Direito Constitucional.2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Art. salvo em hipóteses nas quais outros bens. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. garantindo a inviolabilidade da intimidade. X). valores. São Paulo: Malheiros. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. Imagem Segundo Marcelo Novelino. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. SILVA. 5°. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. 2009. 8. 2. da vida privada. a “Constituição protege a privacidade (gênero). INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. DA VIDA PRIVADA. .7. 2009.1. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). Manoel Jorge. 5°. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. 2.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. José Afonso da. X) 2.

XI) 3. ii) forma adequada de transmissão.2.4. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública. abrem mão de uma parcela de sua privacidade.4. privada e íntima”. o conceito de casa.1. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.3. Rel. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico .445. Min. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. hotéis. casas de pousada. abrange: a) qualquer compartimento habitado.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. 5°.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação.Com consentimento do morador 3. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. eixo em torno do qual gira o direito à informação[. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. c) dependências de casas.. gradeadas.3.]”. 2. muradas. 3.2. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. sendo cercadas. 3.4.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. 3. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal. Posição do STF (RE 251.. art. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima).

Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP. telefone. por cartas. radiotelegrafia e outros. social . portanto) não é absoluto. rel.780/PE. 5°. 4. no caso de haver conflito entre os moradores.O princípio da máxima efetividade (CF.Segundo Otávio Piva.b) Critério horário 3. mas apenas a sua comunicação.1.2. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. 3. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. §1°). pois deve ceder diante dos interesses público. Ministro Carlos Velloso) . Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. mas os demais instrumentos de comunicação”.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. 4. telegramas. 139. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. 4. radiotelefonia. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs. o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal.1. ainda que inciado durante o dia. 5°. art. XII) 4. também poderão usá-la como prova em juízo. 5. do destinatário e do remetente”. ou seja. Art. 5°.1. explica que será necessária a dupla autorização.3.2.5. Habitação familiar e consentimento para ingresso. é “toda comunicação escrita ou verbal. Quanto às cartas confidenciais. após o anoitecer. Cumprimento de uma decisão judicial.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. 4. 5. art. 136. I. ainda quando armazenados em computador”. b) estado de sítio (CF. art.3. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5. 5°. Posição do STF (RE 219. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art. através do espaço. 151 CP.4. § 1°. Inviolabilidade à privacidade (CF. X). art. desde que autorizada pela destinatário.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva. b).A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF.4. 5. dados informatizados. 4. III). XII.3.Os dados em si não estariam protegidos. 240.3. abrangendo não só a carta.

d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro.Gravação clandestina. d) Nas palavras de Flávio Piva.. Lei n. . X e XII)”.Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. DE 6.296/96.2. registro de ligações e arquivos de computadores (CF. 6.2. art. 3°. 9.. 3°). 4°).]”. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. 5°).e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS. não autorizado pelo titular. c) quebra de sigilo de dados bancários.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. “[. fiscais. De acordo com Alexandre de Moraes.3. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino. 5°. a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro. §3°). 5.para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art. 6... XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). com o consentimento de um dos interlocutores. 5°. declarações do Imposto de Renda.1. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. b) Advogacia-Geral da União . e)por determinação do Ministério Público. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. Pode ser telefônica.. Nos termos do art.

mesmo que por sucessivas vezes.3.3. não havendo.296/96 Art. II 6. da Lei 9.3. 5°. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. X. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino.6.1. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 3°. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal . Direito à privacidade (CF. art. caput. Segundo Marcelo Alexandrino. Natureza cautelar da interceptação telefônica). “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.4.3. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica).296/1996”.3. 2°. 6. LVI) 6.5. é possível a prorrogação desse prazo. da Lei n° 9.6. em tais prorrogações. 2 °. 6. nenhuma ofensa ao art. punível com reclusão. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.296/96). 5°.

Sydney Sanches. a quebra do sigilo telefônico dos investigados.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6.07. diretamente.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. 6. b) decisão fundamentada. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa.3. §3°). Rel. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. É a aplicação.3. todas as provas decorrentes são também ilícitas. o termo prova ilícita é o gênero. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. Tribunal Pleno. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. 01. art.3. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI. art. o processo. a) Posição do STF (MS 23448.5.3. 58. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. 5°. Porém. 6. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria. entre nós. LVI) Segundo Alexandre de Moraes.3.4. isto é.Vedação à prova ilícita (CF. Em verdade. Nas palavras de Marcelo Alexandrino.3. . Legítima defesa e gravação clandestina 6. podem determinar. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas. com base nas provas lícitas nele presentes”.6. as Comissões Parlamentares de Inquérito. necessariamente.1999) Na linha do STF.2. podendo o processo ter seu curso continuado. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida.

São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. com a autorização de um dos interlocutores. SILVA. Manual de Direito Constitucional. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. sem o consentimento do outro.MORAES. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. desde que para ser utilizada em legítima defesa. – São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense. 6ª. 2009. Direito Constitucional esquematizado. 1997. Direito Constitucional. 2009. PAULO. – São Paulo: Saraiva. 2009. (CF. Vicente. 7. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. Pedro. desde que haja conexão entre os delitos. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. Marcelo. ALEXANDRINO. Jorge. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. BIBLIOGRAFIA: 1. NOVELINO. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. 2. feita por um dos interlocutores. ed.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. 6. Curso de direitos fundamentais.-LENZA. SILVA E NETO. Alexandre. Direito Constitucional.. art. 8. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. Manoel Jorge. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. George. 2ª. São Paulo: MÉTODO. Coimbra: Coimbra. São Paulo: MÉTODO. . 3. 4.MARMELSTEIN. 5°. 15. São Paulo: Atlas. 2010. X e XII). 2010. Ed. 5. por constituir “interrogatório” sub-reptício. José Afonso da. Ed. Marcelo. 2011.

Função social da propriedade rural (CF.2. 182.2. “caput”.1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 177. art. 5°. inciso XXII. 1. Função social da propriedade urbana (CF.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF.2. 186). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1. art. 1. 182. art. art.2.Do regime jurídico. 176. art. §4°).1. “caput”.1. art. jus fruendi. 184) 1. 186. II e III. 178.3.1. art. 170. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. art. III). Descumprimento da função social da propriedade urbana (art. 1. 170. XXII. jus abutendi) .2. 1.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi.Da função social da propriedade (CF.1.2. art. 222. art. art. §1°. 5°. 1.2. entre outros). 1. art. §2°).

a significar que.2. b. Aplicação do art. Aplicação do art. Lei Delegada 4/1962 (Requisição. Decreto-lei n° 4. 5°. 1. XXII). art. XXV) 2.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional. b. III) b. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.1. “é o instrumento estatal mediante o qual. XXV e o caráter exclusivo da propriedade.5. art. art.4.2. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino.3. os limites. observados. o Estado utiliza bens móveis. Competência para legislar (CF.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública.3. se houver dano”. Ministro Celso de Mello: “[.3. descumprida a função social que lhe é inerente (CF.3. sobre ele. em tempo de paz. XXIV. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. XXII e o caráter absoluto da propriedade. 2. 5°. contudo. em situação de perigo público iminente.3. como instrumento de intervenção no domínio econômico). incêndio. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.3. rel. b. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). em face de comoção interna. pesa grave hipoteca social. catástrofes etc. saúde e os bens da coletividade. Decreto-lei 2/1966 (Requisição. em tempo de paz.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição). -a) Posição do STF – ADI (MC) 2. Aplicação do art. 5°.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra). art.1.1.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. 5°.213/DF. art. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior.2. 5°. . art..1. 243.. b. 22. eis que. 183. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. conflito armado etc. Decreto-lei n° 7. 1. para esse efeito. Lei 6. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade.

.Pressupostos constitucionais 3.4.. 3.Forma de aquisição originária 3. art. 22. 184. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. As espécies de desapropriação são: a) ordinária.5.2.6. Necessidade pública. imóveis e serviços […]. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […].1. utilidade pública ou interesse social”. §3°).4. a. XXIV) 3. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4.3. art. d) caracteriza-se pela transitoriedade […]. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. é ulterior [.Características 2. DESAPROPRIAÇÃO (CF. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3.1.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. II. 5°.4. 3.1. Competência legislativa (CF. nos casos de necessidade pública.]”.2. e) a indenização somente devida se houver dano. art.5. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização . 3.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública. c) incide sobre bens móveis.

527/2001). A requisição decorre de necessidade transitória.3. Necessidade pública (CF. parágrafo único) 5.2. XXIV. 5. para se efetivar. depende de acordo ou. 5°. usual. em geral. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”. art.Confisco (CF. necessidade pública permanente. art. a bens ou serviços.A prévia e justa indenização. compulsiva. 3. de procedimento judicial. A desapropriação supõe necessidade corrente. (art. art.7. na falta deste. art. 191. 5°. .1. 3. art.132/62). 153. §3°. art.365/1941) b. A requisição preordena-se ao uso dela. 183. de Mello: “1. art.b) extraordinária. A desapropriação.365/41) b.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade. USUCAPIÃO 4. Usucapião de imóvel rural (CF. art. Interesse social (CF. parágrafo único) 3. A desapropriação refere-se apenas a bens. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade. 184 e LC 76/1993). art. II. b. Utilidade pública (CF.8. 4. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. art. 4. (CF. XXIV. A requisição. art. A requisição é autoexecutória.3. A requisição supõe.1. Lei 10. Decreto 3.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. XXVI) 5. 5°. 6. §4°. 3. Lei n° 4. 182 .6. 5°. 191) 4.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B. 243. 2.1. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). 183) 4. XXIV. Usucapião de imóvel urbano (CF. Decreto n° 3.2.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF.

XXXI.Sucessão testamentária (art. 7. art. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. 1. A herança é uma universalidade.2. 155. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento.788 e art. 1. é indivisível até a partilha.829do CC). XXIX e a Lei n° 9.. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. 150.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. Todavia. a exemplo.1. a terra poderá ser penhorada”. . art. b) propriedade industrial .Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. De acordo com Otávio Piva.como marcas e patentes – (CF. 1.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. 5°.857 do CC).Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva.279/96). 5°. 6.DIREITO À HERANÇA (CF. I) 7. Morte do de cujus (art. isto é. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. é um condomínio forçado”.2. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6.1. IV.. 5°. art.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva. art. art. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. XXX. 7. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. Momento Lugar Inventariante 7.]”. revestido da solenidade requerida por lei[.610/98). “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade. 5.3. 1. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.

São Paulo: MÉTODO. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. ed. 3.. 2010. 2011. art. PAULO. 89. SILVA E NETO. SILVA.-LENZA. XXXI. 7. Manual de Direito Constitucional. 6ª. Coimbra: Coimbra. Manoel Jorge. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. 5.7. Direito Constitucional. 1997. 2. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Saraiva. 10. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art. 2ª. Ed. São Paulo: Malheiros. 6. Vicente. 8. George. Ed. 15. 2010. ALEXANDRINO. Curso de direitos fundamentais. 5°. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF. . – São Paulo: Atlas. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. art. Pedro. Direito Constitucional descomplicado.MARMELSTEIN. Marcelo. Jorge. Rio de Janeiro: Forense. 2009. 2009. São Paulo: Atlas.4. Marcelo. NOVELINO. Direito Constitucional. II do Código de Processo Civil) 8. Ed.MORAES. Curso de Direito Constitucional positivo.MIRANDA. Direito Constitucional.

a partir daí. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. ADI 493/DF.. XXXVI) 3.2. 3. De acordo Marcelo Alexandrino. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.] o disposto no art. segundo George Marmelstein. j.]que se aperfeiçoou.1. art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional. Direito adquirido e coisa julgada . que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. ser mais suprimido”.. “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. direito adquirido é direito [.. XXXVI.1. 5°.. 25/6/2002: “[. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO. rel. não podendo. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. Moreira Alves. a. 5°. ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”.

ex. “é aquele ato que já se consumou. art. o STF “[... sob pena de.] o princípio insculpido no inc. Min. rel. ou revogá-los. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos.. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . ou seja. XXXVI do art. c) COISA JULGADA. em todos os casos. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema..2.. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. o ato jurídico perfeito é aquele “[. 5°. respeitados os direitos adquiridos. prevista no art.Súmula 473. segundo George Marmelstein. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária. STF – Al (AgR) 703. RE 184099/DF. 6°... De acordo com a LICC. segundo George Marmelstein. §3° da LICC. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”.865/PR. 10/12/1996: “[. estando apto a produzir seus efeitos (p. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. art. alega que Maria Coeli Simões Pires.11. rel. Crítica ao art. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”.4. paradoxalmente. a. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. por motivo de conveniência ou oportunidade. a.. porque deles não se originam direitos.6°. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”.a. e ressalvada. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto. 6°. XXXVI.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. da Constituição da República.1.5. §3°) c. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. Entretanto. (Observar a súmula 654) a. pelo Estado.] a garantia da irretroatividade da lei. §1°. j. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. Octávio Gallotti.3. MIn. Ellen Gracie (24. a apreciação judicial”. Segundo Otávio Piva. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido.

A aplicação do art. Aplicação do art. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003. Carlos Alberto Menezes Direito. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”.248/GO. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade. 6°. da Lei de Introdução do Código Civil. 5°.4. não à coisa julgada formal. segundo Marcelo Novelino. Coisa julgada formal. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. a decisão judicial de que já não caiba recurso. c.] A garantia.. não pode.. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos). . aqui. da Carta Magna é. refere-se à coisa julgada material.. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. § 3°. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. superada a definição do art. julgado em 07/05/98. terceira turma. 3. 5°.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. Segundo Antônio Jeová Santos. que torna imutável e indiscutível a sentença.1. Direito adquirido. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”. “[. de adaptação dos costumes e comportamentos. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução.] produz apenas efeitos endoprocessuais. Cláusula pétrea e aplicação do art..5. hoje.2.. Resp 107. 5°..“[. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. 3. 5°. XXXVI e a proibição de leis retroativas. 4. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. DJ 29/06/98.. Rel. em nome da coerência com a situação atual em que se vive.3. Prevalece. Ficou. 467)”. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. pois. como conceitua o §3° do art. c.] a coisa julgada a que se refere o art.. XXXVI 4. “[. e não a denominada coisa julgada administrativa”. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . sob à luz do STF): “[. XXXVI. 6° da Lei de Introdução do Código Civil.

[.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva.. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa. sistema inglês. b) Posição do STF (HD 22. art. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. DJU 19/09/91: . em nenhum caso. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos). repita-se.] isso não autoriza. ou seja. 6. Celso de Mello. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art.1. §1°) De acordo com Otávio Piva. sem decisão. sem decisão. 6...]”. o que são realidades totalmente distintas[.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.]”. art. 8°. [..Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva. dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. 217. sob a qual a Administração sequer demonstrou.. [. parágrafo único.4.. Não haveria sentido. Essa providência. Min. mais grave. rel. foi pacificamente banida do sistema brasileiro. 6. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.Jurisdição única ( sistema judiciário. por exemplo.. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias.3. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo.2. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[.. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e..] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [.507/97.6. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. de maneira indiscriminada. 6..]”..] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário.. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”.

ou da omissão em atendê-lo. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal.] o acesso ao habeas data pressupõe. isto é. 52.6.“[. Contra omissão ou ato da administração pública. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. ou seja. criadas depois do caso que será julgado).. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. Obsta que. “[. 7... b) Posição proferida pelo STF (RHC 79.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. Sepúlveda Pertence. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. 6. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1. XXXVII. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. CF.7. dentre outras condições de admissibilidade. 2. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino.. I. DJ 22.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). para o julgamento de um caso específico. art. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. “a”. Ausente o interesse legitimador da ação. §1°. 2.417/06 estabelece no art.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”. há carência de ação constitucional do habeas data”. Possibilidade de um reexame integral da sentença..5. art. segundo Otávio Piva “[. .11. inciso XXXVII e LII. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data.785/RJ.2002. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”.Súmula vinculante (CF. 6. art. CF. o art. art. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. e ex post facto. 103-A) a)Lei n/ 11.. por arbitrariedade ou casuísmo. 5°. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. ou seja. 5.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo. 102. I. rel. a existência do interesse de agir.

] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. ou exilado.. 8. enfim. que preconizava o seguinte: “[. no sentido de garantir a participação equânime. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).. b.] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. Adequação (idoneidade ou pertinência). .2. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.b) plano material (substantive due process of law) 8. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz... porém menos gravosa[.. “[.. ou seja.. LIV) 8. Nas palavras de Otávio Piva.8..]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. ou de qualquer modo molestado. 5°.. justa.. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”.1.]”. art. leal.1. representa uma exigência de fair trial. Proporcionalidade em sentido estrito”[. além disso. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF... “[.1. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. o STF considera.. Necessidade ou exigibilidade “[.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos..2.]”. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. b.. assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”.3. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.]”.

Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. “[.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo.]”. 8... o contraditório. a igualdade das partes no processo. 5. ADI 2. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais..JÚRI POPULAR (art. Rel. administrativo ou judicial. direito à proporcionalidade... LX. Min. LVII. costumes e liberdades. para evitar sua auto-incriminação”. XXXV. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.c) Posição do STF. tais como: arts.1.2. LV. julgamento em 07.. 9.. no feito. De acordo com Marcelo Alexandrino. XXXVIII) 10.059. 10. “[. Rel.05. segundo as leis do país”. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[.caput.]”. LXXVII.1.2. a todo ato produzido pela acusação. o direito de acusação com o direito de defesa [.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. pois equipara. Posição do STF. também. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo.2008 (Informativo 505).. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9.667/DF.3. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. significando que. Celso de Mello. “[. LXI. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade.. 10. XXXVII. Tribunal do Júri e o princípio democrático . 9. b) direito de manifestação.. senão em virtude de julgamento de seus pares. para efeito de sua validade material. oral ou escrita.2. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva. de apresentar suas contrarazões.LVI. preso ou despojado de seus bens. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). RE 434. caberá igual direito de defesa de opor-se. LXI. 5°. Gilmar Mendes.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. O contraditório assegura. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. 9..

11. acima. 5°. LX.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. Plenitude de defesa (art. 29. . 5°. o dispositivo. b) Induzimento.7. rel. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art.617-2.3.4. I. Capítulo I) a) Homicídio doloso. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci..8. Para tanto. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10. 93. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. “c”) De acordo com o STF (HC 71. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. Título I. qualificado ou privilegiado.10. Soberania dos veredictos (art. embora o julgamento transcorra em público”. XXXVIII. SOBRE A PRISÃO 11. VIII. Min. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível. b e c). 5°. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. 10. Aplicação do art. I. d) Infanticídio.. c) Aborto. 96.5. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. 10. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. III. “[. arts. 5°. 108. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”. em especial a ausência de garantias aos jurados. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. que é o seu Presidente. Sigilo das votações (art. 5°. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa.689/08): 26 juízes (um togado. Composição do Tribunal do Júri (Lei n.1.6. instigação ou auxílio ao suicídio. 302 do CPP. XXXVIII.9. 11. Francisco Resek. espelho fiel da soberania do colegiado. XXXVIII.2. 10. 11. Aplicação do art. a e 102. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. 5°. e 25 jurados) 10. simples.

. que. hipoteca – art. 335 do CPP). Prisão civil ou prisão civil por dívida (art.Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. art. 5°.]”.4. a fiança “é a prestação real (dinheiro. segundo Otávio Piva. 136. pedras. instrução. 325 e 326) 11. 11) e Decreto 678/92. pelo Brasil. habitação.] entende-se a pessoa que assume. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. contudo. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade.” 11. comprometendo-se. [. 5°.2. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. segundo Otávio Piva. II) 11.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. tais como alimentação. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art.3.1.5.2. pelo preso ou alguém por ele (art. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite.1. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. objeto ou metais preciosos. atendendo às necessidades da vida.1. Concessão permitida da liberdade provisória. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. estadual ou municipal. . 69 da Lei n° 9. que. §3°.2. nos casos de flagrante delito.. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva.099/95) b. prestada à autoridade policial ou judiciária.. Prisão. Ratificação. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”. Aplicação do art. títulos da dívida pública federal. 7° da Lei n° 9.034/95) b. b. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva. 330 da CPP).. d) Valor da fiança (CPP. arts. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. perante o depositante ou perante qualquer juízo. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -. Depositário infiel.

33 da Lei Complementar 35/70).3.. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.2. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal. a. Com esse sentido. 53. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n. Posição do Supremo Tribunal Federal. art.5.2. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF. a. . 68.. a. 11.3.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. permitindo plena atuação do parlamentar. 40 da Lei 8. Na posição do STF.. c. arts. Rel. Min. nem autoriza o trancamento da ação penal. LXI). Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts. 5°.503.703/RS e HC 87. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria. não importa nulidade da prisão. 29 e 37). RHC 10.c. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. a.220. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF. Flagrante delito de parlamentares .6. art. a. HC. a) Flagrante delito a.. apenas. 5°. RE 466/SP e 349. LXII). para STJ.585. podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. Rel. pois. art. §3°).7. “[.]é aquele patente. Gilson Dipp.4. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF.6. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[. 592/92. tratar-se-ia de. 5°. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. 86.] Descumprimento do inciso LXII do art. a. “[.. §2). Célio Borja. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva.2.1.2.imunidades constitucionais (CF. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. não importando ela ser tentada ou consumada”. Flagrante delito de Juízes (art. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art.. a. art. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”.7.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público). uma infração administrativa. segundo a Corte. Min.

Rel. HC 73.. XLVIII) 12. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. assevera que [. Rel. .1. HC 79. b) Direito de mentir De acordo com STF. III. c) dever de dizer a verdade. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado.06. HC. Celso de Mello. perante a autoridade judicial[. [. na CPI.. Direito ao silêncio (CF. julgamento em 30..... LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. 5°.]”. a prática de determinado delito[. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. Moreira Alves. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. b) dever de responder às indagações. decorre o direito do acusado negar..10. Min.]”. [. mesmo que falsamente. e) direito de não responder se.11.8. 5°. Sepúlveda Pertence.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante. c.. Celso de Mello. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. XLV. na condição de testemunha..] o direito de permanecer em silêncio. Min.257. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva.. Rel. 75.949. XLVI e XLVII. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. 12. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. o depoente.]”.812. Rel.1997. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. HC 80. de algum modo. Min.. contra si mesmo.. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. LXIII da CF/88.XLV.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que.. do CPP e do art. de indiciado ou de réu. art. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. sob pena de nulidade Na posição do STF. julgamento 17. art. 5°.2001. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. 5°. APLICAÇÃO DO ART.035/DF. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. Min.. 5°.

5°. d) regime disciplinado diferenciado .11.. b..429/92 – Lei de improbidade administrativa). 153.1998 (Informativo 136). APLICAÇÃO DO ART. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente. APLICAÇÃO DO ART. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b.134. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva.3. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária). De acordo com o arts..12. “[.. 5°. STF. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. em execução de uma sentença..]”. a) Conceito de pena. art. art.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido. b) Sanções de natureza pecuniária. “[.]”.. §11). as penas cruéis são “quaisquer medidas que. Rel.5°. industrial ou similar). por si mesmas. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8. §1°. XLVI. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”. 16.1. APLICAÇÃO DO ART. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”. Rel. 12.2. Marco Aurélio. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 16. segundo Fernando Capez: “[.. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas). cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[. 82. imposta pelo Estado. Sydney Sanches.198/RS. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. 12..4. RE 212. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. 52. 63. Aplicação da pena de banimento (CF/69. XLVIII Nas palavras de Otávio Piva.2. RE 154. durante o repouso noturno. causem padecimento desnecessário[. na Casa do Albergado).1. 91. XLVII.] no Estado Democrático de Direito brasileiro..2001 (Informativo 252).] sanção penal de caráter aflitivo. STF. 62. ao culpado pela prática de uma infração penal.343/06.§4°) 12. 87. arts..

como presunção legal relativa de não-culpabilidade. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva. Aplicação do art. b)no momento de avaliação da prova. como paradigma de tratamento do imputado.3. assim: “[. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[. invertendo-se o ônus da prova. 13. c) no curso do processo penal. como princípio informador da própria ação”... como presunção legal relativa de não-culpabilidade. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. e) especial (estabelecimentos próprios às condições). APLICAÇÃO DO ART.] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. 89).. XLIX c/c art. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.1. 88 da LEP.(cumprimento da pena na penitenciária). arts. 12. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[. vigora desde o início do processo. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva.] a) no momento da instrução processual.2. 5°. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art. 12. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.. levando em consideração a visão de Fernando Capez. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. ou seja. APLICAÇÃO DO ART. Nas palavras de Otávio Piva.. 41. 13. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. levando em consideração a visão de Fernando Capez. b)no momento de avaliação da prova. invertendo-se o ônus da prova. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. 38 do CP. 45.]a) no momento da instrução processual. 5°. ainda. como paradigma de tratamento do imputado. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13.5.. 5°.6. . c) no curso do processo penal.210/84.

.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. estado de sítio. tais como guerra. pode gerar a norma penal.” 14.] é o estabelecimento de diferenças. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal. [. segundo Otávio Piva. a Constituição está a proibir discriminações .14.1.. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. a. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. a segregação entre pessoas.] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa.. a. o dispositivo é norma de eficácia limitada... Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas).] são aquelas que vigoram durante situações de emergência. [. 5°. 305 do CP – supressão de documento -.1. portanto. 16.. De acordo com Otávio Piva. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade.. entre outras”. [. XXX) 14. estado de defesa. Nas palavras de Otávio Piva. segundo Otávio Piva. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art. 15. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis. Relativamente ao campo material da incidência. a) Quanto à eficácia. de atipicidade”. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art. 5°. ou seja. [. trazendo a descrição minuciosa do fato punível. b) Vedação do emprego da analogia. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas). pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa. Aplicação do art.2. XLI.. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. sendo o caso. 5°. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica.2.

a. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança. a) Conceitos. entre outros”. a) Posição do STF.] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. com o objetivo concedida coletivamente. 5°. tanto físico quanto moral [. 48.4. 18. são “[. Crimes hediondos (Lei n. XLIII. angústia ou dor. CP. 188.5. 8. VIII. XII e LEP. 5°. ideológico. porém. APLICAÇÃO DO ART. enquanto fenômeno social e histórico complexo. art. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. art.2. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário.de quaisquer ordens.072/90 c/c art. De acordo com Otávio Piva. ANISTIA E INDULTO . . religioso.. Tráfico de entorpecentes (Lei n. aspectos étnicos. 84. 84. XII.. político.” a.343/06 ). as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. GRAÇA.]”.1.343/06) De acordo com Otávio Piva. a. art. desmedido. nacionalidade. de promover o esquecimento de infrações penais. a... APLICAÇÃO DO ART. etc).] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. quais sejam. 17.3. XLII c/c LEI 7.. 11.conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. CF. intuito personae.424/RS. Tortura (Lei n. degradante.072/90) a. 21. Não estão superadas. 11. XVII e art. HC 82. racial. 33 da Lei n. 8. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’. art. CF. art. CF. desumano. é a “[.6.716/89. Entorpecentes (Lei n. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva. a. religião. retroativo.. 107. 9555/97).

20. Contudo. julgá-la ou par cumprir a pena”. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Provocada pelo Poder Público.APLICAÇÃO DO 5°. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade. a entrega do súdito reclamado”. contra a ordem constitucional”. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. podendo ser parcial. 19. 20...]até o momento. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. 22. 5°. com fundamento em tratado internacional. Competência do Presidente da República. essa possui natureza de ação especial. é “[..3. 6. Não afasta a reincidência. podendo ser parcial. por meio de Decreto. 20. secundários. Disciplina legal a) Competência: CF. 20. civis ou militares. Exclui o próprio crime. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos.1. XLIV. . art. Conceito De acordo com Otávio Piva. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. APLICAÇÃO DO ART. com intuito de processá-la. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. LI 20.815/80. por meio de Decreto.1. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar.] ato da conveniência do Poder Executivo. 19. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade.4. b) Legislação ordinária: Lei n. Não afasta a reincidência.2. por meio de Decreto. não existe [..Somente extingue a punibilidade. ou em compromisso de reciprocidade. Segundo Otávio Piva. de caráter constitutivo. Competência do Presidente da República. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. XV. por meio de lei. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. Deve ser requerida pelo condenado.

04.927/01).1.c) Decreto n. “[. gozo da nacionalidade brasileira”. .2000. residência permanente no Brasil. que são aquelas requeridas.. Exclusivamente para Portugal. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas.]”. Requisitos necessários: “I. 18 do Decreto n. 20.. a. a. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. 3. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas.1.] extradição será requerida por via diplomática ou. 2. pelo Estado brasileiro. celebrado em Porto Seguro/BA. “g”).927/2001”.715/88. 6. aos governos estrangeiros.3.] aos portugueses. proferida por Juiz ou autoridade competente[. b) De acordo com Marcelo Alexandrino.2. 20..1. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.815/80 preconiza que a “[. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. Aplicação do CF. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva.. não é conferida a naturalização brasileira..1. 86. Pressupostos gerais. art. mas um Certificado de Igualdade que. II. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.. Tratado de Amizade (Decreto 3. art.6. em 22. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva. por Estados estrangeiros (CF.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. os quais poderão ser reivindicados”. 2.. a. nos termos do art. nesse caso. 12. 20.5. ao Governo do Brasil. 102.1. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. independentemente do momento que o crime foi cometido. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”.7. o STF “[. segundo a lei brasileira. 80 da Lei n. §1°. De acordo com Otávio Piva. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados). III. diretamente. que tem capacidade civil.. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil. o art. diretamente de Governo a Governo. a.

“[. como crime equiparável aos delitos hediondos [. 6. Aplicação do art. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.. Min. para os fins de processá-la..]”. atentar contra a segurança nacional. Posição do STF (Ext. 7. 4 °.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. além de haver qualificado o terrorismo.. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n.815/1980 Decreto 98. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro.815/1980 .1. 1. Ao estrangeiro que. 5°. para efeito de repressão interna.8. julgá-la ou para cumprir a pena. b. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. 2. Pressupõe infração cometida no território brasileiro. art. de qualquer forma. Pressupõe infração penal cometida no exterior. Joaquim Barbosa.9. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República.. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva. VIII). 20. segundo Marcelo Alexandrino.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira. a ordem política ou social. não se submetem à noção de criminalidade política. 24-05-2006.961/1990 Deportação Lei 6. Rel.010QO/República Federal da Alemanha.

APLICAÇÃO DO ART. 93. LXXVI a)Segundo Otávio Piva.20. 24. fraude e desídia do magistrado) 26.. LX... O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. para Otávio Piva “[.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.. 5º LXXIV c/c art. 20. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos . a)Identificação.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. 5°. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. APLICAÇÃO DO ART.13.054/2000.1. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[.. 5°. Âmbito civil – art. 5°. LIX 23.]”.1. “caput” e art. 5° . 621.2.. “[. O acesso à justiça 25. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes. b) Publicidade dos atos processuais. APLICAÇÃO DO ART. b. 21. tais como. 134 24. a. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. LVIII. desde que o Estado requerido expressamente autorize”.Exceção: art.1.. APLICAÇÃO DO ART.. APLICAÇÃO DO ART. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20. carteira de identidade. “Considerou o STF. Âmbito criminal .534/97. 93. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10.12. 22. 37. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP.. 5°. solicitada pelo país estrangeiro. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis. considerou constitucional a Lei 9. I e II do CPP). 133 do CPC (dolo. IX e art. LXXV a)Erro judiciário a. 5°.11.revisão criminal (art. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). o STF. APLICAÇÃO DO ART. passaporte etc. LX c/c art.] é a permissão.

8. a) Analise já realizada (George Marmelstein). São Paulo: Atlas. 5°. PAULO. 29. Direito Constitucional. 6. – São Paulo: Atlas. 2009. bem como a primeira certidão respectiva”. . 5. APLICAÇÃO DO ART. São Paulo: MÉTODO. 6ª. Manoel Jorge. §2°. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. 28. Coimbra: Coimbra. São Paulo: Malheiros. 2010. c) atuação do órgão jurisdicional”. §2°. APLICAÇÃO DO ART.MIRANDA.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. 2009. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 5°. Rio de Janeiro: Forense.MARMELSTEIN. 30. SILVA E NETO. 27. 2. Direito Constitucional. 2009. a) Analise já realizada (George Marmelstein). Rio de Janeiro: Lumen Juris. Vicente. ed.. NOVELINO. a) Analise já realizada (George Marmelstein). José Afonso da. APLICAÇÃO DO ART. Manual de Direito Constitucional. 2010. Direito Constitucional esquematizado. 2ª. Ed. Ed. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional.MORAES. 7. b) comportamento das partes e seus procuradores. Pedro. 1997. 5°. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. 4. Jorge. APLICAÇÃO DO ART.-LENZA. George. 3. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de direitos fundamentais. 5°. Alexandre. §1°. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. BIBLIOGRAFIA: 1. 15. ALEXANDRINO. SILVA. Curso de Direito Constitucional positivo. 2011. Ed. São Paulo: MÉTODO. Marcelo.

1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino.2. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. Nação 2. 2.1. . População 2. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). é o elemento humano do Estado.DA NACIONALIDADE 1. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1.1.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. NACIONAIS. POVO. POPULAÇÃO.

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

segundo Marcelo Novelino..4.. 1.2. 3. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP.016/09) 2. de acordo com Marcelo Novelino.1. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art. Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física. 4.]”. OBJETO E OBJETIVO 4. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”. nacional ou estrangeira.. legalmente constituída e em funcionamento há. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. . “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”. 1.2. §2°). MANDADO DE SEGURANÇA 2. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. hipótese na qual a ameaça deve ser grave. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [. séria e objetiva”.2. pelo menos. 654).. art. LEGITIMIDADE 3. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”.5. “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. b) Habeas corpus preventivo é utilizado.6.1. Objeto: direito líquido e certo. organização sindical. 3. entidade de classe ou associação. Legitimidade a) Legitimidade ativa. 4. segundo Marcelo Novelino. b) Sujeito passivo. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional.7. 142. 2. de acordo com Marcelo Novelino. 1 (um) ano. Legislação (Lei n.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo). hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”. Objetivo: proteção ou reparação in natura. 12.]”. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. mas não podem ser paciente [.1.

3. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público. independentemente de caução. art. art.. o prazo decadencial é de 120 dias. por conseguinte. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo).5°). dilação probatória”. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. Lei 12. d) no caso de lei inconstitucional.016/09. b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 1°). De acordo com a Lei n.1.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . Equiparação a atos de autoridade. por meio de documentos. 8. 6.. do ato impugnado. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. não “[. art. 23.] o direito passível de ser provado de plano. não flui o prazo. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas..2. 7.5°. 7.. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo.016/09. 12. 6.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo. 6. b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo. no ato de impetração. 5. pois não haverá mais lesão. NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. dirigentes de pessoas jurídicas. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”.4. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. 12. Exceção: Súmula 429. O que se entende por direito líquido e certo? “[. Segundo Marcelo Novelino. contados da ciência.1.016/09. art. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430). pelo interessado. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. LXIX.

art. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. MANDADO DE INJUNÇÃO 9. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada. I. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários. 9. art.. 9.5. V).]”. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora.1.016/09. à soberania e à cidadania. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. §3°). q). 121.5.1. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora.2.1. não sendo admitido litisconsórcio passivo”.. c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF.4.. §2°). §4°. 9. 7°. TIPOS DE PROVIMENTO . b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora.2.6. art..4. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[. h). art.8. 102. 9. 8.3. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. 8.. b) Superior Tribunal de Justiça (CF. o mandado de injunção “[. contemplados na Constituição. 9. 9. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF. art.3. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.016/09. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora.. 7°. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo).]”. 8. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público. persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. 105. 9. I.

c) que tenham banco de dados aberto ao público. art. LXXII) 10.1.1.. . 1°. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11.]”. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. AÇÃO POPULAR 11. 5°.. c) complementação de informações constantes destes registros. b) pessoas jurídicas de direito privado.]”. 10. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta. 12. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais. b) A questão dos portugueses (CF.3.. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4.. art.4... c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [. 10. b) Corrente “[.2. b.507/97 sobre o significado “caráter público”.]”. d) partidos políticos.1. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção. e) universidades particulares.. o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados. segundo Marcelo Novelino. LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9.a) Corrente não-concretista que. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual). c) O papel do Ministério Público. art. tendo a decisão efeito inter partes[.717/65.2. 10. b.1.. HABEAS DATA (CF. OBJETO: liberdade de informação pessoal.. a. §3°). §1°).]”..] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente. 10. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[.

Pedro. José Afonso da. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. PAULO. 15. 8. Ed.MARMELSTEIN. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. 6. à moralidade administrativa. art.-LENZA. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009.2. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. Marcelo.6.. Curso de direitos fundamentais. SILVA E NETO. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. Ed. 11. 7. §4°). Direito Constitucional descomplicado. 2. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória.11.3. 11. Marcelo. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional esquematizado. 11. – São Paulo: Atlas. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65. ed. Manoel Jorge. NOVELINO. ALEXANDRINO. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. b) Efeitos da ação manifestamente infundada. pertencentes à sociedade. 3. 2009. 6°). . I. Direito Constitucional. 2010. 6ª. 1997.7. 11. Rio de Janeiro: Forense. 4. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. 2009.MIRANDA. art. 2011.4. n. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. f). Competência a) Sobre a competência. George. 11. art. – São Paulo: Saraiva.MORAES. Alexandre.717/65. São Paulo: Atlas.5. 2ª. Vicente. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. via de regra. 5. Ed. São Paulo: Malheiros. Jorge. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. SILVA. 5°. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4.8. 102. Manual de Direito Constitucional.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. INTRODUÇÃO . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1.

a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”.1. 3..] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO.FORMAS DE ESTADO 3. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional).2. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal.3.3. o “[. 3.2..2. o “[. 3..3. O poder político. 3. O ESTADO UNITÁRIO. em vez de permanecer concentrado na entidade central.]”.2.. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado).. Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal). “[.1.] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [.. segundo Marcelo Alexandrino. a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram.3.]”...Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA .2. que é soberano”.] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo.2..2.1. NA VISÃO CLÁSSICA..2..] Estado federado (federal. de acordo com Marcelo Alexandrino. 2.. De acordo com Uadi Bulos. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3. Nas lições de Uadi Bulos.1. Estado federado.. 3. podendo “[... segundo Marcelo Alexandrino.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”. “[.

o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade.2.FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. irrenunciável.FORMAS DE GOVERNO 5. a confederação consiste numa “[. e como se dá a relação entre governantes e governados”. SISTEMA DE GOVERNO 6.]”. sob a regência do Direito Internacional [. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5.1. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino..2.CONFEDERAÇÃO 4.1.. 6. 4.] união dissolúvel de Estados soberanos.2.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino.1. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível. 5. que se vinculam. mediante a celebração de um tratado.. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”.. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado .

3.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [. repartição de competências entre os entes federados. com base na existência.. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação. “[.1. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. b) Por desagregação 8. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto). 3) Democracia semidireta ou participativa..1... 7. 8. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”.2. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar... REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7. 8.2. segundo Marcelo Alexandrino.] em democrático e autocrático. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias. segundo Marcelo Alexandrio. extrai sua força da Constituição.1. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.1. descentralização político-administrativa. ORIGEM DO FEDERALISMO 8.]”.4... participação dos Estados no Poder Legislativo Federal. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789. de participação do povo – destinatários das ações governamentais [.. .]”. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia. b) Democracia. impossibilidade de secessão. “[. 1° e 18) 8. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades.] na democracia prevalece a vontade da maioria. os regimes de governo distinguem-se “[. ou não. possibilidade de intervenção federal.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art. b. órgão representativo dos Estados-membros. 2) Democracia indireta ou democracia representativa.. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta.1.

8. Manoel Jorge.2. 1997. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. ALEXANDRINO. §4°. Rio de Janeiro: Forense. 2010. previstas na Constituição brasileira de 1988. art. ed. c) controle de constitucionalidade. NOVELINO. Marcelo. da CF/88). f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). 2. 5. 6. 31. 15. 2009. 150. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8. d) processo de intervenção (art. Ed. 2009. – São Paulo: Atlas. Ed.1.MARMELSTEIN. g) vedação do direito de secessão (art. b) rigidez constitucional. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. José Afonso da. PAULO. Ed. São Paulo: MÉTODO. 3. George. Marcelo. Alexandre. SILVA. São Paulo: Malheiros.i) j) formação dos Estados. Garantias constitucionais da forma de estado federada. “a”.-LENZA. 34 a 36 da CF/88). Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). – São Paulo: Saraiva. são as seguintes: a) repartição de competência. Vicente. Direito Constitucional esquematizado. 4. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. 2011. da CF/88). 8. Curso de direitos fundamentais. – Rio de Janeiro: Forense. 2010.2. VI. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.MORAES. São Paulo: Atlas. 8. Direito Constitucional. SILVA E NETO. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. 2009. 60. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS .2. Pedro. e) imunidade recíproca de impostos (arts. 2ª. I. Coimbra: Coimbra.. 7.2. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. Jorge.

TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. caput.. 3.1.2. “[. 23. a todos os entes federativos (art. §1º).]”. 21 e 22) e aos Municípios (art. 34 e s. 3.. simultaneamente. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal.1. 30). Distrito Federal (CF. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. 25. . Municípios (CF. I). art.). art. Por exemplo. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. a) b) c) d) União (CF.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias. permitindo-lhes tomar decisões. 1º.2.. 21)... o “[. 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Repartição horizontal. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. Estados (CF. 23). segundo Marcelo Novelino. arts. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art.. 32. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui.. § 1º). 30. “são parcelas de poder atribuídas.. técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art.1. art. parágrafo único). § 1º). 2. 21. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada.” 3.. 2. art.]”. art. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. art. pela soberania do Estado Federal. no exercício regular de suas atividades. Repartição vertical. 22. arts. de acordo com Marcelo Novelino. 25. 32. com base na natureza e no tipo histórico de federação. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. aos entes políticos. os encargos de cada unidade federada. 18. Por exemplo. 22. caput. § 1º).

24. 22. parágrafo único) . 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino.21. São competências para atuação efetiva.• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União.privativa (CF.. e 23. I). 151. 145 a 162). art. 25. 30.concorrente (CF..] estabelecem o poder para normatizar. art. “[. arts. I) . art. art.originária (CF. a competência legislativa “[.residual (CF.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [.. II). 22) . 24) .]”. art. art.3. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [. Espécies de competência: . 30. art.. aos Estados e ao Distrito Federal (art. 3. para executar tarefas. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art.suplementar (CF. 30. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS . § 1º) b) comum.] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. 24). remanescente ou reservada – CF.. Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF. art.. cumulativa ou paralela (CF. parágrafo único. 30. técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art. §§ 1º a 4º) .. art.]”. art.delegada (CF.

43. È pessoa jurídica de direito público interno. art. com legislação. 2. REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. Muito além de meras partes conformadoras da federação. 22.4. 24).. competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [. §1º. art.. art.DA UNIÂO 1. . governo e jurisdição próprios.2. art.1. 18. art. 1.1. I a XXIX).]”. caput). 21. BENS DA UNIÃO (art. têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. Não se restringem. “Estados federados. a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. e) competência residual (CF. desligadas dos Estados-membros. c) competência concorrente (CF. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação.2. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. I a XI) 1. 20. 109. 2.3. constituem ordenações jurídicas parciais. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art. participando ativamente na concretização de políticas públicas”.5.1º . 145 a 162). 1. executivas ou jurisdicionais. por isso. Estados-membros ou Estados. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos.1. que atuam como núcleos autônomos de poder. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. art. com composição populacional própria. 23).DOS ESTADOS-MEMBROS 2. 1. §§1º a 4º). I a XXV). b) competência legislativa privativa (CF. autonomia. ao simples exercício de atribuições legislativas. art.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF. CONCEITO Segundo Uadi Bulos. d) competência comum (CF. b) União na acepção externa ou internacional.

28 e 125 da CF/88) 2. BENS DOS ESTADOS (CF. arts. Capacidade de autolegislação (art.7.4. caput da CF/88). d) competência concorrente (CF. Capacidade de autogoverno (art. destituídos de sede. art. f) competência comum (CF.8. subdivisão. art. c) competência delegada (CF.6. reunidos em torno do Município-mãe. 18. 25. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. CONCEITO . § 3º) 2. 18. 4º).2. MICRORREGIÕES (CF. 23). 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art.3. art.5. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. § 1º da CF/88). §§ 2º e 3º). b) competência enumerada (CF. 22. § 4º. DOS MUNICÍPIOS 3. § 3º) 2. REGIÕES METROPOLITANAS. § 1 º). art. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes.1. 27. §§ 1º a 4º). 3. parágrafo único). I a XVI). I a IV) 2.709/98.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. 25. 2. Capacidade de auto-administração (art. desmembramento por anexação. 24. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. 26. Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. 25. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação).3. art. e 25. art. desmembramento por formação. b) oitiva das Assembléias estaduais. art. 24. embora apresentem problemas comuns’. 2. art. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. 25. Na conceituação Uadi Bulos. art. e) competência suplementar (CF. caput da CF/88). 25.

Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts. II). “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. 1º. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. 29.redação dada pela EC n. arts. b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. 29) Na posição de Bulos. possuindo governo próprio.4. 3. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno.De acordo com Uadi Bulos.4. Capacidade de auto-administração.7. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. art. art. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. comum e suplementar da municipalidade. e 144. assuntos de interesse local. art. serviços de interesse local”. art. 35 e 36 da CF/88) 3. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município. VII. caput.6. 30. 23).5. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. 3. financeira e orçamentária do Município. a incorporação. regras de competência legislativa. art. Capacidade de autolegislação.1. 182). FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. REQUISITOS FORMAIS. § 4º. d) competência suplementar (CF. art. arts. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. c). 18. 16/96).2. 3. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. a fusão e o desmembramento de municípios. para administrar. I). normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. 18. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. c) hipóteses já descritas. 3.3. e) competência comum (CF. “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. 30 e 34. . SÃO: 3. 3. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. §8º). § 4º . regras a respeito do processo legislativo municipal. caput. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. 30. 30. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. 18. descentralizadamente. III a IX. disciplina contábil. DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.

b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. II). c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. 25.1. § 6º). e) competência enumerada do município (CF. caput do ADCT). DO DISTRITO FEDERAL 4. 32. 4. 19. II). I c/c o art. VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. art. §1º da CF/88). 4.3. art. 19. 5. § 1º) c) competência delegada pela União (CF. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. VI. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). 30. integrante da federação brasileira”. e § 4º). d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. b.1. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. art. Capacidade de auto-administração (art. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. 22. Capacidade de auto-organização (art. 30. b) Súmula 647 do STF c) Lei n. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. “ é a entidade político-administrativa. AUTONOMIA 4. art. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. 10. 16. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF.5. . ou dos municípios”. • • • Reserva de lei federal (CF. § 1º) 4. c/c o art. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada. art. § 2º. art. 144. 21. 22.2. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. 150. 18. III a IX). c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. art. 4.633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. 19. III). NATUREZA 4. 24. f) competência suplementar do município (CF. art. XIII e XIV. 32. art. I. XVII da CF/88). parágrafo único). § 4º. caput da CF/88). 32. §§ 2º e 3º). art. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. art. 32. 25.4.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos.4.

Ed. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art. 2009. Rio de Janeiro: Forense. 2011. § 2º. 2. 1997. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. XIV). 4. . Jorge. 84. 33.9. Pedro.12. Direito Constitucional esquematizado. O PODER LEGISLATIVO (CF. adquirido nos idos de 1903. art. art. 6. CONTROLE DE CONTAS (CF. George.6. § 3º) 6. art.8.MORAES.7. c/c o art. 21. 33. – São Paulo: Atlas. 3. – São Paulo: Saraiva. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. Coimbra: Coimbra. Alexandre. 6.MIRANDA. São Paulo: MÉTODO. 33. 14 do ADCT). 14 do ADCT) e Amapá (art. art. 211. BIBLIOGRAFIA: 1.10. SISTEMA DE ENSINO (CF. 6. § 3º). ed. 6.5. XIV). art. § 1º). § 1º). art. 6. NATUREZA AUTÁRQUICA 6. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art.6.4. 33. 2010.-LENZA. Manual de Direito Constitucional.3.11. O PODER JUDICIÁRIO (CF..MARMELSTEIN. 5. 6. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. art. Direito Constitucional. art. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. 2ª. por imposição do Tratado de Petrópolis. O PODER EXECUTIVO (CF. 33.1. Direito Constitucional. Ed. caput) 6. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF. 3º). POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF. 2010. 6. NOVELINO. 15. 18. § 2º). o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. 6. São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. 15 do ADCT). Marcelo.2. 33.

Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ALEXANDRINO. Curso de Direito Constitucional positivo. 6ª. São Paulo: Malheiros.6. PAULO. 8. Manoel Jorge. 2009. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . 2009. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. SILVA E NETO. Ed. 7. Vicente. José Afonso da. Direito Constitucional. SILVA.

INTERVENÇÃO 1.1. art. o “[. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. . HIPÓTESES 3. do Distrito Federal e Municípios”..1. V). art.1.2. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF. 34. Previsão constitucional: CF. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art. b) Anormalidade 2.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”. há “[.1.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”. estará obrigado a decretar a intervenção”. decide pela intervenção e.2. de acordo com Marcelo Alexandrino..1. independentemente de provocação de outros órgãos”. a execução.INTERVENÇÃO FEDERAL 2. isto é. b) Defesa da ordem pública (CF. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. § 4). 2. Intervenção federal provocada por requisição. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo. 3.1. I e II)... 34. 3. dos Estados. art. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.Intervenção federal provocada por solicitação. dentro de seu Juízo de discricionariedade. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. 1. 34..] Chefe do Executivo.] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade. 3.. “[. de ofício. III).INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1. 34..2. 3. 2. 36. “[.1.1. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo... art. c) Defesa das finanças públicas (CF.2.. de acordo com Marcelo Alexandrino.

49. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. 34. .1.2. CONTROLE POLÍTICO 6. 3. c) CF. b) CF. 90. 91. a nomeação de interventor será necessária. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. 34.. art.a)CF.2. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo. art. IV”) 7. implicar necessidade de nomeação de interventor. § 1°) 6. art. § 1°. “34.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art.. desnecessário haver um interventor. 36. Obrigatoriedade do controle político (CF. tornar-se-á.art. 34. desde logo. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo. 34. para que ele exerça as funções do governador. ou não. art. VII. a nomeação do interventor será necessária.1. § 3°. VI.3. CONTROLE JURISDICIONAL 8. Assim.2. 6. 34. art. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF. IV) Exceções ao controle político (CF. envolvendo questões constitucionais.] a intervenção pode. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. I da CF/88) 4. art. 60. 4. Diferentemente.DECRETO INTERVENTIVO (art. I. art. Competência para proceder à intervenção dos municípios. 36. desde que o ato de intervenção atribua. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho. “[. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal.34. art. art. 36.2. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF. 3. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. art. I) Segundo Marcelo Alexandrino. art. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. Com efeito. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”. II) 5.

Ed. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. 15. BIBLIOGRAFIA: 1. José Afonso da. George. MARMELSTEIN. art. Curso de direitos fundamentais. – Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. . SILVA. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. LENZA. MIRANDA. Manoel Jorge. 3.8. 7. 35. Ed. Direito Constitucional descomplicado. 2009. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional.. Pedro. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6ª. Jorge. 5. Alexandre. 2009. 2011. São Paulo: Atlas. 4. Rio de Janeiro: Forense. Aplicação do art. ALEXANDRINO. 6. Direito Constitucional. 8. MORAES. 2ª. São Paulo: MÉTODO. IV. SILVA E NETO.2. São Paulo: Malheiros. 1997. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional. Vicente. – São Paulo: Atlas. PAULO.1. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. 35) 8. 2010. HIPÓTESES (CF. ed. São Paulo: MÉTODO. Ed. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo.2. 2009. NOVELINO.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful