DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.1. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes. De acordo com Gomes Canotilho. “[. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: .. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino.. José Afonso da.8. São Paulo: Malheiros.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”. CONSTITUCIONALISMO 1.2..1. ESTADO HEBREU 2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. apesar de ser um termo recente.. o “[. 1. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo. Curso de Direito Constitucional positivo. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [. 2. 2009. 2..] Mais do que uma simples técnica constitucional..] constitucionalismo. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1.2..]”. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados.. SILVA. o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[.

V) a carência de um sistema formal de direito administrativo.1. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra. II) a monarquia parlamentar. ESTADO GREGO 2. 2.. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. “[. 3.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3. .] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. 2.. III) a responsabilidade parlamentar do governo.1. e VI) a importância das convenções constitucionais”.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez.5. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). principal fonte dos direitos. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino. II) a ideia de supremacia da Constituição. II) forte influência da religião. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. V) a forma federativa de Estado.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo.3. VII) a forma republicana de governo. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”.3. 2. VI) o sistema presidencialista. VIII) o regime político democráticos.4. IV) a independência do Poder Judiciário. II) a prevalência da supremacia do Parlamento. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”.

. 4.]”. a “[. III) a consagração do principio da separação dos poderes. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino. . ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”.. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino.]”.3.. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. “Na Europa. e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937).. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa.. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada). PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras. 4.2.3.1. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945). cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. 4.. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino. II) mais ponderação que subsunção. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino.] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político.1. II) a limitação dos poderes.3. 4.2.o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. 4.

] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional. 2009. Ed.. 7. 6.. Direito Constitucional esquematizado.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. 2005. Direito Constitucional descomplicado. e V) coexistência de uma constelação plural de valores. 8. 2009. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”.4.. NOVELINO. d) integração “[.. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional. São Paulo: MÉTODO. Ed. São Paulo: MÉTODO. 2011. São Paulo: Malheiros. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária. 6ª. e) universalização “[.. – São Paulo: Saraiva. às vezes tendencialmente contraditórios. 2010.]”. – Rio de Janeiro: Forense. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. 1.] da Constituição.MORAES. . BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: Malheiros.]”. Direito Constitucional.] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. Manoel Jorge. 5. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. Rio de Janeiro: Forense. SILVA E NETO. Marcelo. Direito Constitucional. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino.. 15. ALEXANDRINO. Alexandre.. Direito Constitucional.. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. Marcelo.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário. PAULO. Pedro. b) continuidade “[... Paulo. São Paulo: Atlas. 4. 4.LENZA.BONAVIDES.. 2010. Vicente.

segundo Pedro Lenza. Sentido político (defendido por Carl Schmitt). caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. observa que “. Sentido jurídico. por um poder soberano.. 1...]”. direitos individuais.] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais).... ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO..]”.. em seu livro “Qué es una Constitución”?). Caso isso não ocorresse.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado.4.... as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.].]”. vida democrática etc)...3.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. Sentido formal. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. de acordo com Pedro Lenza. sem qualquer pretensão a 1. 1.. não importando o seu conteúdo [.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. traduzindo o pensamento de Kelsen.. “[. ela seria ilegítima.5... considerada norma pura. 1. “[.] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo. puro dever-ser. terá natureza constitucional.CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale.. 1. de acordo com José Afonso da Silva.2..1. Sentido material. então.] José Afonso da Silva. segundo Pedro Lenza.”[.. pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [. “[. segundo Pedro Lenza. “[.Constituição é. .

Vicente. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. 1. 15. Marcelo.fundamentação sociológica. Direito Constitucional. 2009.LENZA. São Paulo: Atlas. Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. Curso de Direito Constitucional. Pedro.. 2010. Direito Constitucional.1. SILVA. 7. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. PAULO. Marcelo. 2010.MORAES. Direito Constitucional descomplicado. NOVELINO. 2005. 8. 4.]”. 1. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. 5.BONAVIDES. Rio de Janeiro: Forense. Ed. Paulo. – São Paulo: Saraiva. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Ed.5. 2011. São Paulo: MÉTODO. 6. 2009. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. 6ª. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. Direito Constitucional. . São Paulo: Malheiros.. política ou filosófica. Direito Constitucional esquematizado.

ou governante). portanto.. “são as constituições impostas. de maneira unilateral. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1.. 1937. da deliberação da representação legítima popular [. pelo agente revolucionário (grupo. votada ou popular.. nascendo. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824. em nome dele. 1/69. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. atuar. 1934.]”..] também chamada de democrática. “[. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza. eleita diretamente pelo povo.1..]”. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. 1967. e a Emenda n..Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891. . segundo Pedro Lenza.

]”.] partem de teorias preconcebidas. 1. sucintas. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988. Além disto.]”. “seriam aquelas enxutas.]”. as chamadas constituições bonapartistas.4... são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [... Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos).] elaboradas de um só jato. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. de acordo com Pedro Lenza.. longas. Segundo José Afonso da Silva. reflexivamente.. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. reunindo a história e as tradições de um povo [.. advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. segundo Pedro Lenza. racionalmente. “[.3.. a organização de seus órgãos. e não o conteúdo de suas normas [...]. segundo Pedro Lenza. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. 1.] surgem através de um pacto. b) Formal. . “[. por uma Assembleia Constituinte [.]”..]”.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet... b) Analíticas (amplas.]”. ainda que criada com participação popular [. sumárias.. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. os direitos e garantias fundamentais [. de dogmas políticos [.. breves. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [... largas. inchadas).]”. de acordo com Meirelles Teixeira. desenvolvidas. mas tampouco é democrática.. d) Pactuadas. nas palavras de Pedro Lenza. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. prolixas... Exemplo: Magna Carta de 1215.não é propriamente outorgada... de planos e sistemas prévios. “[.c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile. com Pinochet..2. segundo Pedro Lenza.. e da era napoleônica. volumosas.]”. básicas). b) Históricas. extensas. nas palavras de Uadi Bulos...]”. de ideologias bem declaradas. no Chile [. Exemplo: Constituição brasileira de 1988. 1. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação...

f) Superrígida. e) Imutáveis. um processo legislativo mais árduo. o poder constituinte originário [. são imutáveis. previstas na Constituição brasileira de 1988.. 1934. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922.]”.. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.]”. de acordo com Pedro Lenza. g) Transitoriamente flexíveis. segundo Alexandre de Moraes. à MUTABILIDADE (Michel Temer.. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. sendo também denominadas permanentes. 1988. b) Flexível. mas apenas por determinado período. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. segundo Pedro Lenza. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). isto é.] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível.] são aquelas constituições que exigem. o documento constitucional passa a ser rígido”.. d) Fixas.]”. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [.. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891.1. as cláusulas pétreas. 1. 1937. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848. graníticas ou intocáveis”. 1946. de acordo com Uadi Bulos..]”. “são aquelas constituições inalteráveis.. “[.6. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky).. Posição de Pedro Lenza: . segundo Kildare Gonçalves Carvalho..] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou.. mais solene. pode ser considerada superrígida.6. “[... 1969.1. Nas palavras de Pedro Lenza. ultrapassado este. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. “[. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes).. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876..5. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns. enquanto outras não requerem tal formalidade [. 1967. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. Exemplo: Constituição de Baden de 1947. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). ou seja. e portanto.

a) Reduzidas (unitárias). a vários ‘compromissos constitucionais’ [. É formada por ‘textos’ esparsos.6... 1936 e 1977. a um compromisso constitucional ou.. b) Eclética. 1.. ao contrário da escrita. “[. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. Segundo Gomes Canotilho. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária). defendido por Karl Loewenstein: .]”.. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação.2..]”. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência)... “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [.. não traz as regras em um único texto solene e codificado. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’. se preferirmos..).6.. jurisprudência...]”. capítulos e seções.. b) Variadas. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. 1. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes.] seria aquela constituição que. costumes. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.. sendo formadas de várias leis constitucionais [.]”.. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [.. segundo Pedro Lenza.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [. 1.. segundo Pedro Lenza.. “[. “é aquela formada por uma só ideologia [. “[. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[..] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.]”. e baseia-se nos usos.8. 1.]”. formando em geral um único corpo de lei”. de acordo com Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza. “[.7..] numa sociedade plural e complexa.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto. foi possível chegar.. Exemplos: Constituições soviéticas de 1923..]”..3. convençõe [. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).. no procedimento constituinte.. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.]”. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto.

Nelas. segundo Guilherme Peña de Moraes. Quanto ao sistema: a) Principiológica.. É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente.. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração. como fez em 1924.. b) Preceitual. segundo a doutrina.9.]”. tal como a Constituição brasileira”.]”. 1. adotaria nova Constituição.].. b) Constituição balanço. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. segundo Guilherme Peña de Moraes... “[. de acordo com Uadi Bulos. b) A constituição nominais.] modernamente. 1936 e em 1977 [. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”. Na verdade. Além de juridicamente válidas. limitando o poder [.. concretizadoras de princípios. No dizer de Loewenstein.. consagrando valores.. Quanto a) Constituição-garantia. estariam em total consonância com o processo político. “[. Por isso é que a URSS.] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social. pelo que é possível a aplicação coercitiva.. “[..] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle.. “[. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. segundo Uadi Bulos... tal como a Constituição mexicana. de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho. c) Semântica 1.. ..] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica.] Seriam constituições prospectivas.10. quando o corpo nacional tiver crescido”..] predominam os princípios.. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [.a) A constituição normativa. pelo que é necessária a mediação concretizadora. “[. a Constituição registraria um estágio das relações de poder.. voltadas para um dia serem realizadas na prática [. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração.] prevalecem as regras. “[.. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho. pois visa a garantir a liberdade. isto é. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo.

]”. segundo Pedro Lenza. 1. bem como a proteção das liberdades públicas [.11. de acordo com Pedro Lenza “[. a ideia da não intervenção do Estado.] destacamos os direitos humanos de 1ª.] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [. os direitos sociais. “[. bem como. b) Constituições sociais (constituições positivas). “[.c) Constituição dirigente. Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. consagrando a igualdade substancial. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho. de necessidade da atuação estatal. também chamados de direitos de 2ª dimensão”. Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares).. a) Constituições liberais (constituição negativa)... assim.. dimensão e. 2...] refletem um momento posterior.]”. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 .....

. nas palavras de Pedro Lenza..] consubstanciados nas normas constitucionais.1. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . 2. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [. 2.2.. ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva).5. “[. 2.] normas que 2....[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Elementos limitativos. Elementos formais de aplicabilidade. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais..3. nas palavras de Pedro Lenza.] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social.. Elementos de estabilização constitucional..]”.. “[.]”..]”.. “[.. Elementos orgânicos.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.]”...] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [.]”.. Elementos socioideológicos.. nas palavras de Pedro Lenza. “[.4. “[. 2.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2.. nas palavras de Pedro Lenza.. nas palavras de Pedro Lenza. a defesa do Estado e das instituições democráticas [. intervencionista [.

2009. 2. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”.MORAES. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes.2.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição.. Pedro. 2010. 2011. NOVELINO. De acordo com J. 5. São Paulo: MÉTODO. 2009. Canotilho. o poder constituinte “[..J. SILVA.1. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2.LENZA. “Qu’est-ce que le tiers état?. 6. Direito Constitucional. 1.BONAVIDES.1. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. Paulo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. Marcelo. Ed. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional.De acordo com Pedro Lenza. SILVA E NETO. São Paulo: Malheiros. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Alexandre. 6ª. é o poder que tem por finalidade “constituir”. – São Paulo: Saraiva. ALEXANDRINO. 4. 8. Direito Constitucional esquematizado. 7. Vicente. mediante supressão.PODER CONSTITUINTE 1. PAULO.1. São Paulo: Malheiros. 2005. 1. Rio de Janeiro: Forense. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. 15. . Direito Constitucional.

3. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. Conceito Segundo Pedro Lenza.1. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3. a. g) A nação pode delegar. chamada não soberana. de primeiro grau) 3. Procedimento constituinte indireto. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado.3. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado.5. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente. inaugural. b) revolucionário. 3.4.3. a. 3. c) ilimitado juridicamente. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico.. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.2.6.. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário.2. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. a. Procedimento misto. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). temporariamente. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico. 3.2.1. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. b) autônomo. “[.2. Democracia direta.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos. d) Dentre os poderes constituídos. .

suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. e) poder de fato e poder político. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. 3. e) indisponível e inalienável. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). incondicionado e soberano na tomada de 3. De acordo com Pedro Lenza. Limites ao poder constituinte originário 3. alterando.]seria a modificação do texto constitucional.. nesse sentido. b) É um poder subordinado. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. d) É um poder jurídico. b) Limitações circunstanciais.4. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. suas decisões.7. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”.1.3. ilimitado.d) absoluto. sendo.. 4. 4..] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. c) É um poder subordinado e condicionado. 4. . Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. de segundo grau) 4. secundário.6. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”. e) Limitação à revisão total.2. “[. soberano. c) limites heterônomos. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. 4. constituído.1. b) limites imanentes.7. “[.5. 4. d) Limitações materiais. c) Limitações processuais ou formais.

MUNICÍPIOS (art. “[. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. o poder constituinte decorrente.6.1. 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais.. caput. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. 3°. da CF/88).] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [... 18..]”. 11 do ADCT).] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas.. por óbvio. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. 6... b) Poder constituinte derivado decorrente (art.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas. I e 60 da CF/88). segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. §2° da CF/88). 5. 59.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza..1. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.Para Marcelo Alexandrino. 6. do ADCT). Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. por exemplo. Na visão de Marcelo Alexandrino.. A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art..1. por meio da atuação do poder constituinte de reforma. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. 4. Conceito . por meio de plebiscito). PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL.]”. 6. Mutação constitucional 6.2. “[. b.2.. 6. Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino.. “[. “[. 32.

LENZA. São Paulo: MÉTODO. é supranacional. SILVA E NETO.. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Forense. Ed. 8. 2011. o poder constituinte “[. 15. 7. . materialmente perceptíveis. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional esquematizado. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. inclusive. 2009. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo. São Paulo: MÉTODO. e em segundo lugar. Vicente. São Paulo: Atlas.. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8. Paulo. Da mesma forma. 8. PAULO.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional. SILVA. Curso de Direito Constitucional. 1. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. Alexandre.. São Paulo: Malheiros.BONAVIDES. NOVELINO.]”. 6ª..De acordo com Pedro Lenza “[. Marcelo.. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência. “palpáveis”. Marcelo. Direito Constitucional. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. com capacidade.1. – São Paulo: Saraiva. José Afonso da. 2005. Ed. 2010. Manoel Jorge.MORAES. 5. 4. 6. Pedro. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. 2009.] não seriam alterações “físicas”.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.

DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1.1.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2.. . mas. “[..1. RECEPÇÃO 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. Segundo Pedro Lenza.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. incompatíveis com as novas regras.

848/40) foi recebido como lei ordinária). matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. ou seja. 2. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . como vimos. contudo.. Constitucionalidade superveniente 2. Inconstitucionalidade superveniente. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado..REPRISTINAÇÃO 4. ainda. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. conforme visto no item anterior. e) se incompatível. somente por meio de ADPF. 2. Características. contudo. segundo Pedro Lenza. a recepção de somente parte de uma lei.. f) nesse caso. 3. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição. uma mudança de competência legislativa. b) A posição do STF. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. do decreto-lei. um parágrafo etc. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei. apresentadas por Pedro Lenza.3.apenas. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. Entendemos. É o caso. “[. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. 2. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. a lei anterior será revogada. ainda. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). h) é possível. neste último caso. b) a lei. como um artigo. por falta de recepção”. mas.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”.4. d) em complemento. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. g) é possível.2. por exemplo. para ser recebida. de revogação da lei anterior pela nova Constituição.

2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. caput. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. SILVA E NETO. vem colada à vigência. Em regra.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. Direito Constitucional. ALEXANDRINO. São Paulo: Malheiros. exceto nas . 4. 2010. “[. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. 15. permanecem em vigor. Direito Constitucional esquematizado. 5. 5. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. São Paulo: Atlas. Manoel Jorge. do ADCT. Por exemplo. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. 6. SILVA. Ou seja. Marcelo.. a desconstitucionalização é um “[. em razão de seu caráter precário. mas com o status de lei infraconstitucional. 2011.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. são “[.MORAES. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO.. Direito Constitucional.. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. art. 2009.] recebidas por prazo certo. Alexandre. José Afonso da. desde que compatíveis com a nova ordem. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. Ed. 34.. Ed.Segundo Pedro Lenza. PAULO. 6ª.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios.LENZA. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. Vicente. 8..1. e seu §1°. NOÇÕES GERAIS 1. Pedro. 2009. 7. São Paulo: MÉTODO..

Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível.. §2°).Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. art. adiada para o futuro.. dependem de lei para serem executadas”. 128.2.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si. imediata e integral) Para Marcelo Novelino.] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. §5°. b) Normas não bastante em si. imunidades (CF. 19). as normas que contenham proibições (CF. §5°). difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. ou seja.1. segundo Marcelo Novelino. “[. “Pertencem “a esta categoria.. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[. art. c) Normas programáticas. art. art. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. III. art. a função social para a qual foi criada. imediata.] está relacionada à produção concreta de efeitos. são as “[. 2. 145.hipóteses em que é diferida. de modo geral.3.. ou vedações (CF.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. 184. 1. 150.. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino.2. as que confiram isenções (CF.. I. 53 e 150. com aplicabilidade direta.. 2. mas “possívelmente não integral”). Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. b). 2. art. . além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. I a VI) ou prerrogativas (CF.. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF.. . ou seja.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[.

“[. “[. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado....]’.1.5. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). no entanto. Normas de aplicação irregulamentáveis.. 2°. a. d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. órgãos ou instituições previstos na Constituição [.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino. c)Normas de eficácia relativa restringível. 3.” 2. podem ser subdivididas em: a. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. Normas de aplicação regulamentáveis.c) Normas constitucionais de eficácia limitada. arts.podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis. 3° do ADCT.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. b)Normas de eficácia plena. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos.] são os dispositivos da Constituição que. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação. Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta.4.2.. Por exemplo. que subdividem em: c. são “[. Normas de princípio programático.. já efetivaram seus comandos”. sem. b)Normas de integração complementáveis... apesar de não terem sido revogados.2. c. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado).1. b) Normas de integração. segundo Marcelo Novelino. apontar os meios a serem adotados. para Marcelo Novelino.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. NOVELINO.LENZA. 2010.] sob o paradigma do Estado Liberal. Direito Constitucional. 7.. Pedro. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MORAES. 2010. Alexandre. Ed. 15. 6ª. Vicente. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. São Paulo: MÉTODO. PAULO. SILVA. ALEXANDRINO. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. “[. Direito Constitucional esquematizado. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. SILVA E NETO. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. 8. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. 2011.1. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge.1. Marcelo. segundo Marcelo Novelino. 5. São Paulo: Atlas. 4. Direito Constitucional.. 2009. .

1.. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[... De acordo com Pedro Lenza.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [.1. 4. exposição de motivos.. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3... um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito.Mutação constitucional. a análise se realiza de modo textual e literal”.. em geral. epistemológicas) diferentes mas.MÉTODO JURÍDICO. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”.. metodológicas. “[.] não seriam alterações “físicas”. 2. de acordo com Pedro Lenza. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4. a sua justificativa. “[. 1. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas. ..]”.No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial). através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). reciprocamente complementares”.. materialmente perceptíveis. pareceres. 2. os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”.2. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. segundo Pedro Lenza “[.. [. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos. discussões.2..]surge o Estado Democrático de Direito..1. alterando. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”.]seria a modificação do texto constitucional.REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2.. 3.]”.Reforma constitucional. “palpáveis”. de acordo com Marcelo Novelino.

g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa.. b) Método científico-espiritual (valorativo. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos... 5.. A Constituição é. valendo-se de instrumentos como o plebiscito.] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”. sindicatos.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático.. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”. ou seja.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. . um sistema aberto de regras e princípios”. assim. sociológico ou integrativo). [. porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma.. “[. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. de acordo com Marcelo Novelino. ou seja. dos “corpos intermediários”. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional. recall. que se deve partir da norma constitucional para o problema”. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. de acordo com Pedro Lenza..] parte-se de um problema concreto para norma. de acordo com Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza.. c) Método hermenêutico-concretizador. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. dos partidos políticos. segundo Marcelo Novelino. que será considerado pelo intérprete. referendo. h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”. “[.. “[. e)Método de comparação constitucional.. veto popular”.] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo..] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”).. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica). sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais. a “[. d) Método normativo-estruturante. “[.

] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra.] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. c) Princípio da máxima efetividade. relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior.] o princípio integrador significa que. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais. de acordo com Marcelo Alexandrino. “[. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios.. como solução. “[. Como decorrência desse princípio. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.. de acordo com Marcelo Alexandrino.] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa. segundo Pedro Lenza. mais ampla efetividade social”. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [.. “[.]”. impede. b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. a eficácia e a permanência da Constituição”. no caso de conflito ou concorrência.... eficiência ou interpretação efetiva. Somando-se a isto... Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. é elaborado por Konrad Hesse. tem como fundamento “[..6. d) Princípio da concordância prática ou harmonização.. a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [.. e) Princípio da força normativa. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição. temos que: . de acordo com Marcelo Alexandrino.1.. segundo Marcelo Alexandrino. Segundo Marcelo Alexandrino. b)Princípio do efeito integrador.]”.] impõe que. “[. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. ainda que delas constitua cláusula pétrea”...

. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. em 17. em nosso sistema de direito positivo. 2. Proporcionalidade em sentido estrito”[. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência. Celso de Mello.. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”. porém menos gravosa[..3. validade . Necessidade ou exigibilidade “[. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.]”. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. j. b.. segundo Marcelo Alexandrino.. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito.04. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição.. Adequação (idoneidade ou pertinência).]”.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. b) a regra é a conservação da validade da lei.. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. ou seja. ADin.1. “[.. Rel. b.215 – MC/PE. de acordo com o STF. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional. i)Princípio da supremacia constitucional. Min..]”...a)dentre as várias possibilidades de interpretação.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito.2. Nesse contexto.e não a declaração de sua inconstitucionalidade.

e eficácia -. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. 1.1. nenhum ato de Governo (Legislativo.A banalidade do mal. segundo a filósofa Hannah Arendt. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.2. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos. .O NAZISMO 1.

tudo girava em torno da lei. “[. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios. O mundo não foi feito para os povos covardes”. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. por mais abstratos que sejam os seus textos [. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. a lei cede espaço aos valores e aos princípios. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios.. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”. agora.1. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. aprovadas em 1935. 2. na luta pelos direitos do homem. .3. 2. e a lei. ou seja. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”. era tudo. qualquer que fosse seu conteúdo. 1.]”.4. d) por isso.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”.2.3. com o pós-positivismo. uma raça é subjugada. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. 2. com o positivismo Kelseniano.] Antes.Se. Nas palavras de George Marmelstein. porém. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas.. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito.5... O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista. 2.4. 1.

1997.2. ALEXANDRINO. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. 8.. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. Rio de Janeiro: Forense.-LENZA. 6ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. 2009. 6. São Paulo: Atlas. George. 2. – São Paulo: Saraiva. 2011. especialmente a dignidade da pessoa humana”. 2ª. ainda que potencialmente contraditórios. 5. 15.MORAES. Direito Constitucional. 7. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. A teoria dos direitos fundamentais. 4. PAULO. Curso de Direito Constitucional positivo.MIRANDA. NOVELINO. 2010. José Afonso da. segundo George Marmelstein. São Paulo: MÉTODO. SILVA. BIBLIOGRAFIA: 1. Ed. funda-se nas seguintes premissas: “[. Marcelo. 3. c) crença na força normativa da Constituição. Pedro.6. Vicente. d) compromisso com os valores constitucionais. Manual de Direito Constitucional. Ed. – Rio de Janeiro: Forense.. SILVA E NETO. Alexandre. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . ed. Coimbra: Coimbra. 2010. São Paulo: Malheiros. Manoel Jorge. 2009. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. 2009. inclusive nos seus princípios. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Direito Constitucional esquematizado. Ed.MARMELSTEIN.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. Jorge. Direito Constitucional descomplicado.

CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.]”. raça..2.1.. por isso. inscritos em textos normativos de cada Estado. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. inseridas em documentos de direito internacional”.. a expressão direitos humanos é empregada. 1. . sexo.2. credo ou convicção político-filosófica). c) irrenunciabilidade (em regra.. sendo.2.1.. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). Segundo Marcelo Alexandrino. De acordo com Marcelo Alexandrino. 1. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais). São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. frente ao Estado.] designar os direitos relacionados às pessoas. b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem). 2. independentemente de sua nacionalidade. “ [.1. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo). os seus direitos fundamentais [.1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1.2. Conforme Marcelo Alexandrino. declarados como tais nos textos constitucionais”. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. Conforme Marcelo Alexandrino. 1.1.1. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.. em regra. garantidos e limitados no espaço e no tempo. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1.2. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas). pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados.

].. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”. 4. nunca criá-lo diretamente”. apesar de autônomas. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de . possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades.2. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. os direitos fundamentais “[. Afinal. Nesse contexto.] são normas jurídicas.. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. ou seja. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. c) não coisificação do ser humano.. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. 3. d) garantia do mínimo existencial”. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein.2. quando muito. b) Para George Marmestein.1. A lei. sob o aspecto jurídico-normativo. irá densificar. assim.g) interdependência (as várias previsões constitucionais. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). Dentro dessa concepção. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. “[. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder.. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. disciplinar o exercício do direito fundamental. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. b) respeito à integridade física e moral. 3. Segundo George Marmelstein. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. 2. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país.

Coimbra: Coimbra. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Atlas. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. 5°. 3. Alexandre. 8. 2009. que. 2009.. ed. §2°. 15.. Direito Constitucional. Marcelo. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. George. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. ALEXANDRINO. 5. 6. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional esquematizado.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). 4. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE . da Constituição de 1988 [. Marcelo. 3. SILVA. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO.6. 2ª. São Paulo: Malheiros. Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. José Afonso da. Manoel Jorge.MARMELSTEIN.5. 2010. Manual de Direito Constitucional. 2. “[. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo.MIRANDA.. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 7. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein.. Ed. por sua importância axiológica.-LENZA. 6ª.MORAES. 2010. 1997. Ed. NOVELINO. Pedro. 2009. por força do já citado art..Direito.]”. Ed. que decorrem do sistema constitucional como um todo. Vicente.

o segundo dos animais. convém recorrer ao segundo. e por isso ninguém pode ser expulso de sua . Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1. III.3. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”. que cessa apenas com a morte”. Não sendo. na Mesopotâmia. Os grandes códigos morais da humanidade 1. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis.1.1.1. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem. arbitrário e sem leis.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE.2. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”. Magna Carta de João sem Terra. 1. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”.3. 1.2. 1. O Código de Hamurabi. nem grego.4. previa regras que são considerados. Por conseguinte. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”. preconiza o seguinte: “não há judeu. imposto por volta de 1800 a. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres. direitos fundamentais. muitas vezes suficiente o primeiro. desenfreado. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”.2. infinito. Nenhum poder é absoluto. 1.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. 1. publicado em 1651. aos direitos e à equidade”. tais como: devido processo legal. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política.1.1. em 1690.2. Epístola aos Gálatos. 1. hoje.4.4. documento que deu origem aos direitos fundamentais. publicado em 1603. iguais e independentes.C.1.3. escrito em 1515. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. Do Estado absoluto 1. Todo poder está atado às leis. 1. não há escravo nem homem livre.. de 1215. 26. porém.

4.] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”. de 1948. Segundo George Marmelstein.. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos.3. fundamentados na liberdade (liberte). em especial o direito ao desenvolvimento.4. inspirado nas cores da bandeira francesa. BIBLIOGRAFIA: . coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). O pensador Charles-Louis de Secondat.. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos.4.3. seria a dos direitos econômicos. De acordo com Montesquieu. o poder freie o poder”.3. o Barão de Montesquieu. para viverem com segurança.4. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social.4.2.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”.4. “[. b) a segunda geração. “para que não se possa abusar do poder é preciso que. 1.1.3.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. A separação dos poderes 1. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. Vasak.1. por sua vez. c) por fim.3. sociais e culturais. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. à paz e ao meio ambiente. Sendo assim. pela disposição das coisas.3.4. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. 1. 1. 2. com a garantia de gozar de suas posses. conforto e paz umas com as outras. 1.4. baseados na igualdade (igualité). e a teoria da separação orgânica dos poderes. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. que tiveram origem com as revoluções burguesas.

4. 2. Ed. Pedro. SILVA. Marcelo. Jorge. Manual de Direito Constitucional. Ed. Direito Constitucional. George. PAULO. .MIRANDA.MARMELSTEIN. 6ª. 2ª. Ed. 1997. 2010.MORAES. São Paulo: Atlas.1. 7. José Afonso da. 2009. Direito Constitucional descomplicado.. 5. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. 2009. 6. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo.-LENZA. NOVELINO. Alexandre. Rio de Janeiro: Forense. Vicente. 3. 15. – São Paulo: Atlas. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de direitos fundamentais. 2011. Direito Constitucional. ALEXANDRINO. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional esquematizado. ed. Marcelo.

De acordo com a Lei 9.510) e a constitucionalidade da Lei 11.434/97. 170) 2. 2. ABORTO . Início da vida humana. caput). Direito à vida: dupla acepção. Não se confunde com a irrenunciabilidade. ou seja.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. 2. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável).2. 5°. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. b) direito a uma existência digna (CF. a qual atinge a própria pessoa envolvida.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. a partir daí nasce o ovo ou zigoto). art. a) direito a permanecer vivo. com a fixação do zigoto no útero materno.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central.3. impedindo-a de abrir mão deste direito”. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1.2. art. 3.105/2005 (Lei da Biossegurança).1. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida.1. 2. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador.4.

1973. No caso Roe vs. e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs. c. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. 4. art.3. 4. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte. . adotada em 1791.2. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey.4°.1. 128. 3. Wade. c) Posição dos Estados Unidos. 3. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico. I e II). c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. Pacto de San José da Costa Rica.2.1. Segundo George Marmelstein. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. PENA DE MORTE 4.1. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967). c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). 2°) foi influenciado pela tradição cristã. a)Aplicação da Oitava Emenda. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional. b) Código Penal (art.Posição do Brasil. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto.3. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias. o Código Civil (art. 1992. a) . De acordo com Marcelo Novelino. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte.

Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. revolta ou conspiração. 5. George. 2ª. 56) prevê a aplicação da pena de morte. Manual de Direito Constitucional. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. 1997. rendição.MIRANDA. BIBLIOGRAFIA: 1. Jorge.. Ed. Vicente.-LENZA. 84) c) Código Penal Militar (art. 3. 2010. Direito Constitucional esquematizado. O Brasil e a aplicação da pena de morte. Manoel Jorge. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. deserção em presença do inimigo. 15. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Marcelo. 7. São Paulo: MÉTODO. Alexandre.1. Marcelo. 4.3. 5. NOVELINO. 2009. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. PAULO. covardia. São Paulo: MÉTODO. 6. EUTANÁSIA. espionagem.105/2005). ALEXANDRINO. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). Ed. por exemplo: traição.MORAES. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel. 5°. 2. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional descomplicado. fuga em presença do inimigo. 2009. 2011. Direito Constitucional. Pedro. 6. ed. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. .MARMELSTEIN. 6ª. – São Paulo: Saraiva.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. motim. 4. 2010. Rio de Janeiro: Forense. art.

5°.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. 3°.1.AÇÕES AFIRMATIVAS 4. igualdades reais de condições com os demais”.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. Discriminação negativa. José Afonso da. é necessário que o Estado atue positivamente. proporcionando. que retira vantagens sem motivos plausíveis.2. caput. 4. 2.1. SILVA. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 6°. São Paulo: Malheiros. “[.DIREITO À IGUALDADE 3.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.Discriminação positiva. 2009..8. Para isso. 2. que desrespeita o outro.2.] é a discriminação para o bem. 3. civil ou jurídica). art. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”.2.. real ou fática). 3. aos menos favorecidos. segundo Marmelstein.] é a discriminação para o mal.A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. 1. que procura ajudar o semelhante. c) fim constitucionalmente consagrado. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. . prevista CRFB/1988 art. que prejudica por preconceito..IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. de acordo com Marmelstein. b) justificativa racional.1. prevista na CRFB/1988. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. Curso de Direito Constitucional positivo.1. “[. é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais.A igualdade formal (igualdade perante a lei.

Alexandre. 7°. Proibição ao racismo (CRFB/88. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). São Paulo: MÉTODO. Vicente. art.2. 7°. com caráter temporário. . 179). 150. 15. 2010. Ed. art. Critérios de admissão em concursos públicos (CF. em regra. – São Paulo: Atlas.7. art. 5. art. art. §5°). ed. NOVELINO.. 4. Ed. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 7°. II). art. 4.MORAES. Jorge.XXX. 5°. Curso de direitos fundamentais. 6ª.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos.MARMELSTEIN. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88.. Direito Constitucional esquematizado. 4. 1997. da Constituição. Rio de Janeiro: Forense.8. 2ª. art. 2009. 6. 4. Ed.5. etnia) ou de uma hipossuficiência. Pedro.-LENZA. Isonomia tributária (CRFB/88. Manual de Direito Constitucional. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. Coimbra: Coimbra. PAULO. 2011. 4. 4. I .“[. Súmula 683 do STF . George. 37.MIRANDA. BIBLIOGRAFIA: 1.. 2010. Direito Constitucional.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência). 77. 2.6. ALEXANDRINO.3. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. art. art 40) 4. – Rio de Janeiro: Forense. econômica (classe social) ou física (deficiência). 4.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art.4. 3. Direito Constitucional descomplicado. Reserva de cargos (CRFB/88. XLII). visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. XXX. 4. §3°).9. II. 12. 5°. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. art. São Paulo: Atlas. Marcelo. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. XXX.

Ed.-LENZA. Direito Constitucional. 15. Exige lei formal. 2011. . 2ª.. Manoel Jorge. Jorge.MARMELSTEIN. 2009. 4. George. 5°.LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. – São Paulo: Saraiva. XIX e §3.2. I. 8. 3. O Estado e o governo sub lege e per lege. ato com força de lei. 2. Menor densidade ou conteúdo. – São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas.1. art. XVIII. Curso de direitos fundamentais. 2009. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. São Paulo: Malheiros. SILVA E NETO.MIRANDA. 5°. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1.1. ou atos expedidos nos limites destes. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. ou atos com força de lei. Manual de Direito Constitucional. Ed. 2009. 2. Pedro. Menor abrangência. 37.2. Exemplos de reserva legal. Alexandre. 2.MORAES. 1. 173). 1997. BIBLIOGRAFIA: 1. ed. art. Coimbra: Coimbra.7. Direito Constitucional esquematizado. Curso de Direito Constitucional positivo. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. José Afonso da. A autonomia de vontade. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. II). §1° do art. Direito Constitucional. SILVA. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Maior densidade ou conteúdo. XIII.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. Maior abrangência. 1.

Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. LXVIII) . 6. “.1.5. 1. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”. Direito Constitucional. 6ª. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. Direito Constitucional. 1. Ed. 7. 1. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. 5°. ALEXANDRINO.. SILVA. Limites à autonomia de vontade. 2009. José Afonso da. NOVELINO.1. XV. 2.1. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. 2010. SILVA E NETO. Marcelo. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). LXI.3. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. a noção de liberdade não deve ser associada.1. “. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. Manoel Jorge.2.1. mas sim a ideia de responsabilidade. PAULO. 8. São Paulo: Malheiros.. 2009. Vicente. São Paulo: MÉTODO..DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino.1. arbitrariedade. 1. Curso de Direito Constitucional positivo. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. que serve como limite ao seu exercício”. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.. Marcelo. 1. Rio de Janeiro: Lumen Juris.4. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO.

art. Prisão (CF.2. 3. 171. no interesse do representado. I. 5°.12. Min.1.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. §2°. O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83.1. por essa razão. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”.2. Transgressões e crimes militares (CF.2. c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466. convencer os outros de suas ideias”. LXI.1. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio. §2°) 2. Lei 10.703.2. 652). 5°. 5°. Reserva constitucional da jurisdição 2. LXVI. §3°. V). 406/2002. LXV. art.2. p/ o acordão Min. rel. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. ter acesso amplo aos elementos de prova que. 5°. 93. Ellen Gracie (18. LXVIII). CPC. Cezar Peluso (22. “.2. rel. art.5. c) regulamentações dos poderes públicos. Prisão civil por dívida (CF..343/SP. 2.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação.3. não estando. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor. garantia constitucional. não raro. Fundamentação da ordem de prisão (CF. art. . LXIII. §3°. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. art.2008. b) Depositário infiel (CF. digam respeito ao exercício do direito de defesa). Rel. art. b) penas restritivas de liberdade.6. 5°. Min.. Gilmar Mendes. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF. LXIV. 2. IV) De acordo com Marcelo Novelino. Decreto-Lei 9.2006).2.11. 2. art. IX) 2. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. Ele quer expressá-las e. CP. 3. art. 733.5.096. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. No mesmo sentido: STF – RE 349.4. art. 142. §1° e 3°). O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14.2. 2. art. 227. julgamento em 03. LXII.11/69.11. 5°.

1537 do Código Civil Brasileiro. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. 3.. usando como fundamento o art.10.2. deve começar pela identificação. Rel. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar.2005 ( a questão do disque-denúncia.] para o STF.10. desde que isoladamente considerados..2002.1. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo.1.. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. delação anônima e ou do escrito apócrito). Se isso não ocorre. ao processo. V. de 1916”. . DJ 16. precisamente.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. julgamento em 10. V. b) STF. art. IV.2.. 5°. X Segundo Otávio Piva. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. quando constituírem.3. só por si. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). ou. no ano de 1948 (RT 244/629).Dano moral e material (CF. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. julgamento em 11.369. honora.957.. por exemplo)”.2002.. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. 220). a imediata instauração da persecutio criminis. Pensamento de Stuart Mill. Inq. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88. De acordo com Otávio Piva. IX. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. apresentado por Marmelstein. Celso de Mello. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. sobre o importância da liberdade de expressão. ainda. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi.05. DJ 11. XIV.2005. “. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos. “[.1. voto do Min. 4. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. De acordo com Otávio Piva. Min. 3. 5° da Constituição da República. 4.11. formalmente.1. Celso de Mello. art. no inciso IV do art. “[. o STF. 5°. eles próprios. 1. art.

em 1989. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. pelo Estado. §§2° e 3°). 4. Califórnia (1973). 5. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. manifestações artísticas. VI.4. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. art.1. a liberdade de expressão tem b. o silêncio). sátira. cartazes. a b)De acordo com Marmelstein. a)Segundo Marmelstein. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. desenhos. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. nos EUA expressão muito abrangente. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído. 220.Direito comparado.2. no caso Texas vs.4. Conceito .3.1. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”. 4. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. assim como a pura publicidade econômica. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”.1. Rel. Caso Miller vs.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA.5. 4. A livre expressão e manifestação de idéias. admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional. VII). 5. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. desenhos. Liberdade de consciência 5.1. 5°. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. pinturas. escritos.

Constituição Federal de 1988 (art. Liberdade de culto 5. IV) 6. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. art. I. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF. ou em templos..4. independentes de qualquer aspecto religioso”. 5. Segundo Marcelo Novelino. 6. adorações. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). cantos sagrados.2. VIII.Segundo Marcelo Novelino..2. 5.3.4. podendo ser exercida em locais ao público. 5°. 19.4.2.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. súplicas. 5. “.1..1. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . ADI 2076/DFm rel.3. Carlos Velloso. “[. b). desde que observados certos limites. Liberdade de crença 5.. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art.1.. 5. 150. E para Habermas. procissões. Na visão de Marcelo Novelino. oferendas e donativos”. é uma das formas de expressão da liberdade de crença. “. 5. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. (Ranier Forst).] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). 15. 5. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão.4. 15/8/2002).. j. Conceito Para Pontes de Miranda.. “. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.). “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente.3.. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. art. Min.1. VI.

Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs. 6. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino..2. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art.239/91. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).3. Posição dos Tribunais 6.1. §2°.3. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. “.XVII a XXI). por escrito. 6. art. plaquetas e plasma -.7. 6.3. em tempo de paz. c) Manifestação antecipada da vontade..De acordo com a Lei n° 8. o qual permite que.982/2000). 218. filantrópico ou mesmo produtivo. Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente. XV. X. 6.3. 7.9.239/1991). 5°. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6. 6. do Capítulo III. .6. Feriados religiosos (Seção II.. XI. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. Diferença entre reunião e associação 7..8.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. 03/07/2008).8. assistencial. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra.5. da Lei Maior).3. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.3. após alistados. 3°. liberdade religiosa. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos.3. cuja aceitação. 6. b) Paciente inconsciente ou incapaz. b) formal.4.3. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.2. 6. de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão. 6. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material.3. nas palavras de Otávio Piva. §1°). “[. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório.2.1. Título VIII. violaria as leis de Deus”. Código de Ética Médica 6. 7.3.

§3°) BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional descomplicado. – São Paulo: Atlas. 8. Direito Constitucional esquematizado. art. 5. 3. De acordo com Otávio Pita. 93. XIII).4. 2011. Direito à associação (CF. XV. . 2. art. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade. Pedro. 6ª. a XXI). Jorge. – Rio de Janeiro: Forense.7. 8. 5°. 129. art. 2009. 7. 8. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. b) exercício da profissão. XVII. 6.3.4. c) admissão à profissão.1. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. 8. Competência para legislar (CF. I. XVI). 2010. à livre escolha do emprego. 8. Marcelo. 15. x e XI) 7. de 1948. Marcelo.4. Legitimação extraordinária.-LENZA. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. art. 5°. 8.MIRANDA. Direito Constitucional.MORAES. George.2.3. 22.1. art. 2ª. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.4. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. ALEXANDRINO.. Ed. Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. ed. Curso de direitos fundamentais.1. 5°. São Paulo: MÉTODO. Vicente. NOVELINO. Manual de Direito Constitucional. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. CF. Declaração Universal dos Direitos do Homem. e art. art. Rio de Janeiro: Forense. Ed. – São Paulo: Saraiva. 4. LXX . art. IV.2. Ed. 8. 1°. (substituição processual). XIII). 5°. Alexandre.4. São Paulo: MÉTODO. XVIII. Representação processual vs. São Paulo: Atlas. 1997. PAULO.MARMELSTEIN. 2010.

Direito Constitucional. valores. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. 2009. 5°. DA VIDA PRIVADA.7. José Afonso da. 8. salvo em hipóteses nas quais outros bens. SILVA. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. 2.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. Imagem Segundo Marcelo Novelino. 2.2. SILVA E NETO. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. . “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). da vida privada.1. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. Manoel Jorge. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. X). DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Curso de Direito Constitucional positivo. X) 2. a “Constituição protege a privacidade (gênero). 5°. São Paulo: Malheiros. garantindo a inviolabilidade da intimidade. Art.

a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal.1. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. abrem mão de uma parcela de sua privacidade. ii) forma adequada de transmissão.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação. casas de pousada.]”. gradeadas. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico . hotéis. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima).Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. Min. abrange: a) qualquer compartimento habitado.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação... 3. sendo cercadas. Rel.3. muradas.3. o conceito de casa.Com consentimento do morador 3. eixo em torno do qual gira o direito à informação[. XI) 3. 3.4.2.4. 5°. Posição do STF (RE 251. c) dependências de casas. privada e íntima”. art. 3.2. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3.445. 2.4.

Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. 240.Segundo Otávio Piva. III).780/PE. 139. 4. 5. § 1°. 4. 5. após o anoitecer. desde que autorizada pela destinatário.3. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. radiotelegrafia e outros. mas apenas a sua comunicação. mas os demais instrumentos de comunicação”. Posição do STF (RE 219.4. por cartas. ainda que inciado durante o dia.O princípio da máxima efetividade (CF. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. b). social .Os dados em si não estariam protegidos. I. art. Cumprimento de uma decisão judicial. dados informatizados. o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal. ainda quando armazenados em computador”.1.b) Critério horário 3. abrangendo não só a carta. explica que será necessária a dupla autorização. art. telegramas.3. Inviolabilidade à privacidade (CF.1. Habitação familiar e consentimento para ingresso. Ministro Carlos Velloso) . art. X). 5°. portanto) não é absoluto.1. 4. do destinatário e do remetente”.3.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva.2. 5°. 4. rel. ou seja. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5. b) estado de sítio (CF. também poderão usá-la como prova em juízo. 5. XII. no caso de haver conflito entre os moradores. art.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. 136. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art. 5°. 5°. radiotelefonia. telefone.5.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. 3.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP.2. Art.4.3. pois deve ceder diante dos interesses público. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. §1°). é “toda comunicação escrita ou verbal. através do espaço. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. 4. 151 CP. XII) 4. Quanto às cartas confidenciais.

5°. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. 5°. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. 3°. 5°). 9. e)por determinação do Ministério Público. Pode ser telefônica.. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art.1.. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada)..para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art.Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 6. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público.]”. art. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. . a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro. fiscais. c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. De acordo com Alexandre de Moraes. Nos termos do art. d) Nas palavras de Flávio Piva. DE 6. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino. b) Advogacia-Geral da União . 3°).2.Gravação clandestina. declarações do Imposto de Renda. b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. 4°).. Lei n. c) quebra de sigilo de dados bancários. “[. registro de ligações e arquivos de computadores (CF.2.296/96.. não autorizado pelo titular. com o consentimento de um dos interlocutores. §3°).3. X e XII)”. 6. 5.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”.

5°.5. “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.296/1996”. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art. punível com reclusão. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal .3. caput. LVI) 6. em tais prorrogações. 3°. 2°. Direito à privacidade (CF.3.3.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. X. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua.3. mesmo que por sucessivas vezes. da Lei n° 9.296/96).6. Segundo Marcelo Alexandrino. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.3. 6. não havendo.296/96 Art. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 2 °. 5°.4. é possível a prorrogação desse prazo.6. da Lei 9. 6. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. art. Natureza cautelar da interceptação telefônica). “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que.1. nenhuma ofensa ao art. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. II 6.

3. o processo. .Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. 5°. Nas palavras de Marcelo Alexandrino. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria. art. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida.3. Em verdade. 01. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI. a) Posição do STF (MS 23448.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6. necessariamente. isto é. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF.3. 58. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. a quebra do sigilo telefônico dos investigados.3. as Comissões Parlamentares de Inquérito. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. Tribunal Pleno. o termo prova ilícita é o gênero. Rel.3. b) decisão fundamentada. 6. LVI) Segundo Alexandre de Moraes.1999) Na linha do STF. art. com base nas provas lícitas nele presentes”. §3°). podendo o processo ter seu curso continuado.3.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa.4. Sydney Sanches. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”.07. todas as provas decorrentes são também ilícitas.2. podem determinar. Porém. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. 6. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”.6. diretamente. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. É a aplicação. Legítima defesa e gravação clandestina 6. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas.5. entre nós. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas.Vedação à prova ilícita (CF.

com a autorização de um dos interlocutores. . 2011. PAULO. 6ª. Jorge. São Paulo: Malheiros.MORAES. Ed. 1997. SILVA. Pedro. 2. 3. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. – Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. – São Paulo: Saraiva. 5°. ALEXANDRINO. (CF. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional descomplicado. por constituir “interrogatório” sub-reptício. São Paulo: MÉTODO. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. 4. 2010. sem o consentimento do outro. Curso de direitos fundamentais. feita por um dos interlocutores. 7. ed. desde que haja conexão entre os delitos. Ed.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. 2ª.-LENZA. Manual de Direito Constitucional. 2009. São Paulo: Atlas.. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Forense. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional. Direito Constitucional. José Afonso da. X e XII).MIRANDA.MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. 15. 8. Coimbra: Coimbra. Marcelo. SILVA E NETO. 5. Direito Constitucional. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO. 2009. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. Manoel Jorge. desde que para ser utilizada em legítima defesa. Vicente. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. 6. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. 2010. Ed. George. art.

§4°). 170. “caput”. §1°.Da função social da propriedade (CF. 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi.1. art. 170. 186. XXII.2. art.2. 1. art. 1.1.1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.2. art.2. art. art. entre outros).1. Função social da propriedade urbana (CF. “caput”. Função social da propriedade rural (CF. inciso XXII. 1. Descumprimento da função social da propriedade urbana (art.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 182. 184) 1. 222.1.3. 5°. jus abutendi) . art. 178. §2°). art.2. art. III).2. art. 176.2. 177. 1. art. 182. 5°. II e III.Do regime jurídico. 1. art. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. jus fruendi. 186).

conflito armado etc. rel. Lei 6. art.4. o Estado utiliza bens móveis. 183. art. 5°. Decreto-lei n° 7. Aplicação do art. Aplicação do art. observados.3. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. b.. contudo. 2.1. 243. saúde e os bens da coletividade. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. incêndio.2.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional.1. art. como instrumento de intervenção no domínio econômico). XXIV.3.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra).] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto.3. 5°. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade. Aplicação do art. Decreto-lei 2/1966 (Requisição. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). sobre ele. em face de comoção interna. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2. em situação de perigo público iminente. art. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. b. catástrofes etc. em tempo de paz. em tempo de paz. XXV) 2. os limites.213/DF. Competência para legislar (CF. se houver dano”. “é o instrumento estatal mediante o qual. 5°.2. 22. XXV e o caráter exclusivo da propriedade. eis que.3. .REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.5. b. -a) Posição do STF – ADI (MC) 2.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição).439/77 (Requisição em casos de calamidade pública. XXII). Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.1. Lei Delegada 4/1962 (Requisição. 5°. 1. III) b.3.3. b. art. art. 5°. Decreto-lei n° 4. 1. para esse efeito. a significar que. Ministro Celso de Mello: “[. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2.2.. XXII e o caráter absoluto da propriedade.1. pesa grave hipoteca social.

22. 184.Pressupostos constitucionais 3.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.Forma de aquisição originária 3.2.4.1. 5°.5.6. II.1. 3. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3. Necessidade pública. 3. e) a indenização somente devida se houver dano. é ulterior [.. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. XXIV) 3.. art. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.Características 2.4. 3.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública. d) caracteriza-se pela transitoriedade […].3. art. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4. §3°). imóveis e serviços […].1. nos casos de necessidade pública. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização .]”.2.5. utilidade pública ou interesse social”. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […]. DESAPROPRIAÇÃO (CF. Competência legislativa (CF. a. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. art. c) incide sobre bens móveis.4.

Lei n° 4. de Mello: “1.1. art. de procedimento judicial.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade. art. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”. A requisição preordena-se ao uso dela.A prévia e justa indenização.365/41) b. Decreto n° 3. . A requisição é autoexecutória. 183. Decreto 3. art. usual.3. para se efetivar.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B. art. art.1. em geral. depende de acordo ou.2.1. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade. A requisição. A desapropriação supõe necessidade corrente.132/62). 153.527/2001). A requisição decorre de necessidade transitória. art. 4. 5°. parágrafo único) 3. compulsiva.7. art. XXVI) 5. 182 . art. A requisição supõe. 3.2. 243. 4. II. 3. 191. 5°. 6. XXIV.365/1941) b. §4°.8. 191) 4. §3°.b) extraordinária. necessidade pública permanente. A desapropriação. 5°. USUCAPIÃO 4. 5. XXIV. Interesse social (CF. Usucapião de imóvel rural (CF. Usucapião de imóvel urbano (CF. b. 3. XXIV. art. Lei 10. 183) 4.3. A desapropriação refere-se apenas a bens. (CF. 2. (art. 184 e LC 76/1993). Utilidade pública (CF.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. 5°. a bens ou serviços. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). parágrafo único) 5. Necessidade pública (CF.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF. art.6.Confisco (CF. na falta deste. art.

150. art. art.610/98). c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. 5°. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.279/96).Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido.. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. 5°. 7. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. De acordo com Otávio Piva. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. I) 7.Sucessão testamentária (art. art. 1. art.829do CC). isto é. XXXI.1.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família.1.3. é um condomínio forçado”. IV. a exemplo.2. 1.857 do CC). A herança é uma universalidade. a terra poderá ser penhorada”.2. art. b) propriedade industrial . 5.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva. Momento Lugar Inventariante 7.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. XXIX e a Lei n° 9. 1. Morte do de cujus (art.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF.788 e art. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. . deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. 1.]”.. Todavia.DIREITO À HERANÇA (CF. 7. 155. revestido da solenidade requerida por lei[. XXX. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. 5°. “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade. 6.como marcas e patentes – (CF. é indivisível até a partilha.

2009. 8. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. José Afonso da. 6ª. 2009. 1997. Direito Constitucional. 10. Manoel Jorge. Ed. 4. 2010. Pedro. 7. 2ª. Marcelo. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF. 15. Curso de direitos fundamentais. 2011.7. 89. XXXI. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art. Marcelo. – São Paulo: Saraiva.. Ed.MIRANDA. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: MÉTODO.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional.MARMELSTEIN.-LENZA. ALEXANDRINO. II do Código de Processo Civil) 8. George. Coimbra: Coimbra. art. Rio de Janeiro: Forense. SILVA E NETO. 3. 2010. 2009. 2. NOVELINO. Jorge. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. – São Paulo: Atlas. 5°. Direito Constitucional. 5. Vicente.4. SILVA. . art. Manual de Direito Constitucional. PAULO. ed. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

5°.]que se aperfeiçoou. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. De acordo Marcelo Alexandrino. a partir daí. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. XXXVI. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO. direito adquirido é direito [. não podendo. ADI 493/DF.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. Direito adquirido e coisa julgada .] o disposto no art. art. XXXVI) 3. rel. a. “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. segundo George Marmelstein. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3.2. Moreira Alves..1. ser mais suprimido”.. j... da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional. 25/6/2002: “[. 5°. 3.1.

865/PR. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos.. pelo Estado.. respeitados os direitos adquiridos. Min. XXXVI do art. MIn. estando apto a produzir seus efeitos (p. o ato jurídico perfeito é aquele “[.ex. a apreciação judicial”. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido. Segundo Otávio Piva. ou seja. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. rel.. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema. a. segundo George Marmelstein. da Constituição da República. De acordo com a LICC. “é aquele ato que já se consumou. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. ou revogá-los. j. quando eivados de vícios que os tornem ilegais.2. segundo George Marmelstein. §3°) c. RE 184099/DF. art. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. c) COISA JULGADA. §1°.. §3° da LICC. em todos os casos. e ressalvada. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”. Crítica ao art.a. XXXVI.6°. alega que Maria Coeli Simões Pires. “é a sentença judicial que já transitou em julgado.] o princípio insculpido no inc... a. 10/12/1996: “[.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”.] a garantia da irretroatividade da lei. paradoxalmente. 6°. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. (Observar a súmula 654) a. prevista no art. porque deles não se originam direitos. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. Octávio Gallotti. posição doutrinária de José Afonso da Silva: ...11.1. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC.5.Súmula 473. Ellen Gracie (24. rel. art. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”.4. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. STF – Al (AgR) 703. sob pena de. por motivo de conveniência ou oportunidade. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. o STF “[. Entretanto. 5°.3. 6°.

.. 3..248/GO. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . como conceitua o §3° do art. “[. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. 5°. XXXVI. Segundo Antônio Jeová Santos. Resp 107.. da Lei de Introdução do Código Civil.3.] A garantia. terceira turma.. pois. que torna imutável e indiscutível a sentença.5. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade. A aplicação do art. DJ 29/06/98. sob à luz do STF): “[. XXXVI 4. 3. 4. superada a definição do art. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. Cláusula pétrea e aplicação do art. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva.. julgado em 07/05/98. “[. Ficou. 6°. 5°. Coisa julgada formal.] produz apenas efeitos endoprocessuais.4. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. 5°. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. refere-se à coisa julgada material.1. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. . a decisão judicial de que já não caiba recurso. hoje. c. de adaptação dos costumes e comportamentos. c. Direito adquirido.2. 467)”. não à coisa julgada formal. não pode. XXXVI e a proibição de leis retroativas. 5°. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. 6° da Lei de Introdução do Código Civil.] a coisa julgada a que se refere o art. Aplicação do art. aqui.“[. Prevalece. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos). em nome da coerência com a situação atual em que se vive. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”.. segundo Marcelo Novelino. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução. Rel. § 3°. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. Carlos Alberto Menezes Direito. e não a denominada coisa julgada administrativa”.. da Carta Magna é.

Essa providência. 217. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo.]”.. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9.. [.] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. [. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. ou seja. sistema inglês. mas sim obrigando que haja a prévia provocação... ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos). 6. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva.. art. sem decisão.Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva... 6. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e. parágrafo único. sem decisão.2. rel. dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.]”. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. por exemplo. b) Posição do STF (HD 22. 6. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[. Celso de Mello. art. de maneira indiscriminada.3.1.]”. [. Min. Não haveria sentido. 8°. DJU 19/09/91: . repita-se. foi pacificamente banida do sistema brasileiro. em nenhum caso. 6. sob a qual a Administração sequer demonstrou. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos. mais grave. §1°) De acordo com Otávio Piva..] isso não autoriza. o que são realidades totalmente distintas[.6..Jurisdição única ( sistema judiciário. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.4. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891....507/97.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.

I. 6. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. o art. ou seja..5. art. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6..PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. a existência do interesse de agir.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”. . isto é. CF.Súmula vinculante (CF. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”.2002. 102. Obsta que.11. Contra omissão ou ato da administração pública.6. DJ 22. XXXVII. ou seja. art. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. art. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. segundo Otávio Piva “[. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida.] o acesso ao habeas data pressupõe.. 52. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. “a”. criadas depois do caso que será julgado).Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas).“[. rel. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. Possibilidade de um reexame integral da sentença. §1°. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. Ausente o interesse legitimador da ação.. e ex post facto. inciso XXXVII e LII. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. Sepúlveda Pertence. 103-A) a)Lei n/ 11. há carência de ação constitucional do habeas data”. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. art. 7. “[. por arbitrariedade ou casuísmo. CF. b) Posição proferida pelo STF (RHC 79. I. 2. para o julgamento de um caso específico.417/06 estabelece no art. 5°. 6. 5.785/RJ. dentre outras condições de admissibilidade. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1.. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. 2..7. ou da omissão em atendê-lo. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal.

assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e.1. porém menos gravosa[.] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos. “[.. que preconizava o seguinte: “[. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. além disso. b. ou seja. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. o STF considera.]”.. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”.]”..b) plano material (substantive due process of law) 8.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215. . representa uma exigência de fair trial. Nas palavras de Otávio Piva... ou exilado.2. enfim. 5°. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.3.. 8. LIV) 8.. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). leal...1. justa.2.]”.8. b. ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Adequação (idoneidade ou pertinência). art. no sentido de garantir a participação equânime. ou de qualquer modo molestado.1.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito.. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz.... “[. Necessidade ou exigibilidade “[..]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito.. Proporcionalidade em sentido estrito”[.

. 9. também.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo.caput.. 5. 10. 9. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). Gilmar Mendes. 8.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo. de apresentar suas contrarazões. b) direito de manifestação. a igualdade das partes no processo. para efeito de sua validade material. senão em virtude de julgamento de seus pares.05.LVI.2..667/DF.]”. direito à proporcionalidade. LXI. “[. administrativo ou judicial. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. LVII. LXI.]”. 9..JÚRI POPULAR (art. julgamento em 07. significando que. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[. XXXVIII) 10. LXXVII. Celso de Mello. XXXVII. no feito. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. “[. 10.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva.2008 (Informativo 505). costumes e liberdades..1. Min.059. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. LV. pois equipara. segundo as leis do país”.. caberá igual direito de defesa de opor-se. preso ou despojado de seus bens. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.2.3.. RE 434. Tribunal do Júri e o princípio democrático . o contraditório. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). ADI 2. XXXV.. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. De acordo com Marcelo Alexandrino. Posição do STF. oral ou escrita..1. para evitar sua auto-incriminação”.. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. O contraditório assegura. LX. Rel. 5°. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9. Rel. “[. a todo ato produzido pela acusação. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. o direito de acusação com o direito de defesa [..c) Posição do STF.2.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. tais como: arts.

11. 5°. XXXVIII. . arts. rel.7.1. LX. b e c). Min.4. 10. VIII. Título I. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art. I. simples.5. qualificado ou privilegiado.9. Plenitude de defesa (art.8. 5°. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. I. 29. 5°. espelho fiel da soberania do colegiado. “c”) De acordo com o STF (HC 71. Composição do Tribunal do Júri (Lei n.6. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10.10. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. em especial a ausência de garantias aos jurados. 10. 302 do CPP. SOBRE A PRISÃO 11. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. Francisco Resek. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa. III. que é o seu Presidente. XXXVIII. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. 11. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. XXXVIII. 5°. b) Induzimento.. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. o dispositivo. 5°. embora o julgamento transcorra em público”.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular.3.617-2. Capítulo I) a) Homicídio doloso. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. a e 102.. 108.689/08): 26 juízes (um togado. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível. Aplicação do art. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci. Aplicação do art. 11. acima. Para tanto. Sigilo das votações (art. Soberania dos veredictos (art. 93. 5°. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva. e 25 jurados) 10. 10. c) Aborto. 96. d) Infanticídio. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. instigação ou auxílio ao suicídio. “[.2.

]”. arts.4. prestada à autoridade policial ou judiciária. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”. 5°. 325 e 326) 11. 7° da Lei n° 9. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF.099/95) b. . Ratificação. a fiança “é a prestação real (dinheiro. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. que. 330 da CPP).2.3. Prisão.” 11. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c. Aplicação do art. b. segundo Otávio Piva.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. d) Valor da fiança (CPP. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[.2. atendendo às necessidades da vida. art. II) 11. segundo Otávio Piva. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade. objeto ou metais preciosos. instrução.2. perante o depositante ou perante qualquer juízo.. que. §3°. títulos da dívida pública federal. hipoteca – art.5. 136. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art. 11) e Decreto 678/92.] entende-se a pessoa que assume. Depositário infiel. habitação. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art. comprometendo-se. contudo. nos casos de flagrante delito. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -. tais como alimentação. 69 da Lei n° 9. pedras. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. [. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite..Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art.1.. 335 do CPP). 5°. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva. estadual ou municipal..1.034/95) b. pelo preso ou alguém por ele (art.1. pelo Brasil. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. Concessão permitida da liberdade provisória.

impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças.503. Gilson Dipp. apenas. Flagrante delito de Juízes (art.7. LXI). 29 e 37). tratar-se-ia de. HC. 68.220.2.703/RS e HC 87.6. a) Flagrante delito a.2.] Descumprimento do inciso LXII do art.c.. Rel. a. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. não importa nulidade da prisão. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. Flagrante delito de parlamentares . Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF. art. a. permitindo plena atuação do parlamentar. art.. 5°. a. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”. 592/92. Com esse sentido. Na posição do STF. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art.. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF.. art. não importando ela ser tentada ou consumada”. §3°). 86. uma infração administrativa. a. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. Posição do Supremo Tribunal Federal.4. “[. arts.6. RE 466/SP e 349.imunidades constitucionais (CF. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.2. a.. 53.]é aquele patente. pois.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público). 11. c. LXII).. “[. 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. Rel. Célio Borja. . RHC 10. a. 33 da Lei Complementar 35/70). podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. 5°. Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts.7.2.585. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF. para STJ. §2). nem autoriza o trancamento da ação penal. a.5. segundo a Corte.3. art. 40 da Lei 8. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11.1. Min. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n. Min.3. 5°.

Min. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. Min. contra si mesmo. LXIII da CF/88. [.. Rel. . Sepúlveda Pertence. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[.. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. Direito ao silêncio (CF. APLICAÇÃO DO ART. art. Moreira Alves.]”. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato. 5°. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado. sob pena de nulidade Na posição do STF. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. XLVIII) 12.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. 5°. XLVI e XLVII.1.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante.. Celso de Mello. 5°.035/DF. c) dever de dizer a verdade..] o direito de permanecer em silêncio. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. 5°.. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. decorre o direito do acusado negar. 12.. XLV. III. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. HC 79.. de indiciado ou de réu..06. 75. [.]”. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. julgamento 17. Min. HC 80.. Rel.949..] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. do CPP e do art.1997. c.. b) Direito de mentir De acordo com STF.8.257. 5°. assevera que [.2001. e) direito de não responder se.. julgamento em 30. perante a autoridade judicial[. na CPI. Min.. Celso de Mello. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF. de algum modo. o depoente.11. art. Rel. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo.10. HC..]”. HC 73.XLV. mesmo que falsamente. b) dever de responder às indagações. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva.812. na condição de testemunha. a prática de determinado delito[. Rel.

RE 212.. “[. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva.] sanção penal de caráter aflitivo. XLVII. RE 154.343/06. em execução de uma sentença. causem padecimento desnecessário[. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”.1. 12. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c...]”. 153. STF. 63.. Marco Aurélio. b. 87. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e. Sydney Sanches. arts. APLICAÇÃO DO ART. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b.§4°) 12.. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. Aplicação da pena de banimento (CF/69.3. 5°.1998 (Informativo 136). ao culpado pela prática de uma infração penal. Rel. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária). 16.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas).12.134. 82. segundo Fernando Capez: “[. 52.429/92 – Lei de improbidade administrativa). XLVIII Nas palavras de Otávio Piva.11.. industrial ou similar). 16. STF.1.5°. XLVI. APLICAÇÃO DO ART. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido.. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico...2.2. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”. imposta pelo Estado. por si mesmas.. §11). na Casa do Albergado). patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros.]”. APLICAÇÃO DO ART. §1°. c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8.2001 (Informativo 252). cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[. art.4. 5°. d) regime disciplinado diferenciado . art. 62. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente. “[. durante o repouso noturno.198/RS. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. 91. De acordo com o arts. Rel.] no Estado Democrático de Direito brasileiro. 12. a) Conceito de pena. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. b) Sanções de natureza pecuniária.

6. XLIX c/c art.1.210/84. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva..3.]a) no momento da instrução processual. 45. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. e) especial (estabelecimentos próprios às condições).] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum.(cumprimento da pena na penitenciária). invertendo-se o ônus da prova. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. 5°. b)no momento de avaliação da prova. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e.2. . é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art. APLICAÇÃO DO ART. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. assim: “[. b)no momento de avaliação da prova. ou seja. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[. 13. Nas palavras de Otávio Piva. levando em consideração a visão de Fernando Capez. como paradigma de tratamento do imputado. invertendo-se o ônus da prova. 5°... como paradigma de tratamento do imputado.] a) no momento da instrução processual. 12. 41. 89). APLICAÇÃO DO ART. c) no curso do processo penal.5.. 12. ainda. 13.. vigora desde o início do processo.. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. levando em consideração a visão de Fernando Capez. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. arts. 5°. 88 da LEP. como princípio informador da própria ação”. c) no curso do processo penal. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. Aplicação do art. 38 do CP.

] são aquelas que vigoram durante situações de emergência. o dispositivo é norma de eficácia limitada. sendo o caso. a.2. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas). segundo Otávio Piva. a Constituição está a proibir discriminações . não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis.. a) Quanto à eficácia. trazendo a descrição minuciosa do fato punível. 305 do CP – supressão de documento -. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva. Nas palavras de Otávio Piva. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. entre outras”. a segregação entre pessoas. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta. 15. portanto. b) Vedação do emprego da analogia. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa.1. [.. De acordo com Otávio Piva. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art. estado de defesa. XXX) 14.1. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal.. estado de sítio.14.. Relativamente ao campo material da incidência.2. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica. 5°. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade.] é o estabelecimento de diferenças. [. a.. pode gerar a norma penal. de atipicidade”. ou seja..” 14..] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. 5°. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art. 16. 5°. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas). tais como guerra. Aplicação do art.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. [. XLI. [.. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. segundo Otávio Piva.

quais sejam. CP. degradante. Não estão superadas. desmedido. a. aspectos étnicos. HC 82. a) Posição do STF. art. XII e LEP.072/90 c/c art. a. Entorpecentes (Lei n. XLII c/c LEI 7. 9555/97). art.. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. porém. VIII.716/89. ANISTIA E INDULTO .. Tortura (Lei n. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. tanto físico quanto moral [. CF.3. são “[.” a.conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. XII. angústia ou dor. 48. 11. político. XLIII. APLICAÇÃO DO ART. a. 11..6.de quaisquer ordens.. entre outros”. Tráfico de entorpecentes (Lei n. GRAÇA. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. 84. é a “[. desumano.1. racial.2. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. 8. APLICAÇÃO DO ART. CF..] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. De acordo com Otávio Piva. enquanto fenômeno social e histórico complexo.343/06) De acordo com Otávio Piva. retroativo. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva.. a) Conceitos. com o objetivo concedida coletivamente. intuito personae.424/RS. 8. 107.]”. 18.4. Crimes hediondos (Lei n. CF. a.343/06 ). de promover o esquecimento de infrações penais. 5°. art. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’.] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. 84. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário. 33 da Lei n. art. nacionalidade. . “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança. 21. ideológico. etc). 17. XVII e art. 188.5. 5°. art. religioso.072/90) a. religião.

com intuito de processá-la. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. Contudo. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. por meio de Decreto.1. Segundo Otávio Piva. é “[. Não afasta a reincidência. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. 5°.815/80.]até o momento.] ato da conveniência do Poder Executivo. podendo ser parcial. 22. por meio de Decreto. 20. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. contra a ordem constitucional”. por meio de Decreto. b) Legislação ordinária: Lei n. Não afasta a reincidência. Provocada pelo Poder Público. não existe [. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória.3. essa possui natureza de ação especial. de caráter constitutivo. 20. Exclui o próprio crime.4. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. Competência do Presidente da República. Competência do Presidente da República. julgá-la ou par cumprir a pena”.2.. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. APLICAÇÃO DO ART.1. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar.APLICAÇÃO DO 5°. a entrega do súdito reclamado”. por meio de lei. 6. LI 20. Disciplina legal a) Competência: CF.. . 20. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. podendo ser parcial. civis ou militares. secundários. ou em compromisso de reciprocidade. 20.Somente extingue a punibilidade. 19. com fundamento em tratado internacional. art.. XV. Conceito De acordo com Otávio Piva. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. 19. Deve ser requerida pelo condenado. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. XLIV..

102. Tratado de Amizade (Decreto 3.. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”.2. diretamente. diretamente de Governo a Governo. ao Governo do Brasil. Exclusivamente para Portugal. . Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas.]”. 3. 86. nos termos do art. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. II. §1°. mas um Certificado de Igualdade que. a. Aplicação do CF.5.1.927/2001”. 20. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados). o STF “[. independentemente do momento que o crime foi cometido. pelo Estado brasileiro.. 18 do Decreto n.927/01). 2.c) Decreto n. os quais poderão ser reivindicados”. “[. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. a..] extradição será requerida por via diplomática ou. b) De acordo com Marcelo Alexandrino. Requisitos necessários: “I. De acordo com Otávio Piva. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva. “g”).1. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva. art. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória.. celebrado em Porto Seguro/BA. que tem capacidade civil. nesse caso. a. 20. 2. que são aquelas requeridas... proferida por Juiz ou autoridade competente[.. Pressupostos gerais.715/88. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.] aos portugueses. III. aos governos estrangeiros. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas.6.1. art. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil.815/80 preconiza que a “[. 6.3. segundo a lei brasileira.1. a.7.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas. 20. gozo da nacionalidade brasileira”. por Estados estrangeiros (CF. residência permanente no Brasil.04. não é conferida a naturalização brasileira. 12. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. em 22..2000. 80 da Lei n. o art.1.

a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. para efeito de repressão interna. não se submetem à noção de criminalidade política. 5°. “[. Pressupõe infração cometida no território brasileiro. 20.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira.961/1990 Deportação Lei 6. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.]”. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva. Min. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. Posição do STF (Ext.. art. julgá-la ou para cumprir a pena. Pressupõe infração penal cometida no exterior. segundo Marcelo Alexandrino. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República.815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. Ao estrangeiro que.815/1980 . 1.010QO/República Federal da Alemanha. 2. 4 °. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.. b. Joaquim Barbosa.815/1980 Decreto 98.1. de qualquer forma. Rel. além de haver qualificado o terrorismo.9. Aplicação do art. atentar contra a segurança nacional.. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. 6.. 7.] deixou assente que os atos de natureza terrorista.8. a ordem política ou social. 24-05-2006. como crime equiparável aos delitos hediondos [. VIII). para os fins de processá-la.

5°. LX. para Otávio Piva “[. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. 22. O acesso à justiça 25. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). 5°.11.1. “Considerou o STF.1. 621.revisão criminal (art. APLICAÇÃO DO ART. IX e art.] é a permissão. LX c/c art. “caput” e art.534/97. LIX 23. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. solicitada pelo país estrangeiro. “[. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. 93. APLICAÇÃO DO ART. 5°. 20. I e II do CPP). LXXVI a)Segundo Otávio Piva.Exceção: art. b) Publicidade dos atos processuais. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis. o STF.]”.054/2000. 21.. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos .20. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. 37.. 133 do CPC (dolo. 93. 5°. APLICAÇÃO DO ART. passaporte etc.. 24. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes.1.12. Âmbito criminal .. LXXV a)Erro judiciário a. 5º LXXIV c/c art. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20. 5°. APLICAÇÃO DO ART.. tais como.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”. a)Identificação. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. LVIII. a. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito.. 5° .2. b. APLICAÇÃO DO ART. considerou constitucional a Lei 9. 134 24. fraude e desídia do magistrado) 26.. APLICAÇÃO DO ART. Âmbito civil – art. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10..] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. carteira de identidade..13.

José Afonso da. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. 2ª. 3. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional esquematizado. 2009. – São Paulo: Atlas. 5°. Pedro. 1997. 27. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. 7.MIRANDA. 15. 8. b) comportamento das partes e seus procuradores. PAULO. Marcelo. Direito Constitucional. a) Analise já realizada (George Marmelstein). APLICAÇÃO DO ART. Ed.. São Paulo: MÉTODO. 2. – São Paulo: Saraiva. 6. George. ed. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional. Manoel Jorge. §2°. Direito Constitucional descomplicado. Ed. Direito Constitucional. c) atuação do órgão jurisdicional”. 5°. 5. São Paulo: Atlas. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. APLICAÇÃO DO ART. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 28. 5°. APLICAÇÃO DO ART. . 2011.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito.MORAES. §2°. bem como a primeira certidão respectiva”. 30. 2010. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a) Analise já realizada (George Marmelstein).-LENZA. Marcelo. 6ª. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. Jorge. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 2009. Manual de Direito Constitucional. APLICAÇÃO DO ART. 29. 5°. BIBLIOGRAFIA: 1. §1°. – Rio de Janeiro: Forense. Vicente. Rio de Janeiro: Forense. 2009. 2010. SILVA. 4.MARMELSTEIN. Alexandre. ALEXANDRINO. SILVA E NETO.

POPULAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. POVO. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. 2. 2.1. NACIONAIS. .2. Nação 2.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.DA NACIONALIDADE 1. é o elemento humano do Estado. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”.1. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). População 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1.

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

mas não podem ser paciente [. . Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”.4. organização sindical. Legislação (Lei n. segundo Marcelo Novelino.]”. MANDADO DE SEGURANÇA 2. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo. 3. b) Habeas corpus preventivo é utilizado. Objeto: direito líquido e certo.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo).2. 142. 4. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional.7.5.1. 1. 1 (um) ano. art. de acordo com Marcelo Novelino.. 12. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1.. 2. hipótese na qual a ameaça deve ser grave. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”. 654).. de acordo com Marcelo Novelino. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”. segundo Marcelo Novelino. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [. “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física.1. Legitimidade a) Legitimidade ativa. 3.016/09) 2. Objetivo: proteção ou reparação in natura. nacional ou estrangeira. b) Sujeito passivo. séria e objetiva”. §2°).1. LEGITIMIDADE 3. OBJETO E OBJETIVO 4.2.6. 4. entidade de classe ou associação. pelo menos. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art.. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”. legalmente constituída e em funcionamento há. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP.]”.2. 1.

016/09. Segundo Marcelo Novelino. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . dirigentes de pessoas jurídicas.4. dilação probatória”. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público. Lei 12.. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo.1. pois não haverá mais lesão.1. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. 5. art.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF. independentemente de caução. 23. no ato de impetração. 7.5°.. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino. 7. 12. De acordo com a Lei n. 1°). b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430).. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando.3. do ato impugnado. d) no caso de lei inconstitucional. Equiparação a atos de autoridade. art.. b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. contados da ciência. O que se entende por direito líquido e certo? “[. LXIX. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”. por meio de documentos. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo.2.016/09. Exceção: Súmula 429. não flui o prazo. art.016/09. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. 12. 6. por conseguinte. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo). NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. 6. 8.] o direito passível de ser provado de plano. art. 6. pelo interessado. o prazo decadencial é de 120 dias.5°). não “[.

4. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência. h). art.2. 8. 7°. 9. 9. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior.]”.8. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino.1. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. b) Superior Tribunal de Justiça (CF.. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada.. §4°. art. q). OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF. 121. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado.1.5.6. 9. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora.3. 9.]”.5.2.1.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). contemplados na Constituição. TIPOS DE PROVIMENTO . 7°. I. I.. não sendo admitido litisconsórcio passivo”. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público. o mandado de injunção “[. 8. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. 9. art. 9. 102. à soberania e à cidadania. art. §3°). 105.. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora. art. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF. 8. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. V). §2°).3.016/09. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora.016/09.. MANDADO DE INJUNÇÃO 9. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários.4.. 9.

507/97 sobre o significado “caráter público”. b.1. segundo Marcelo Novelino..]”. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4. art. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[. b) Corrente “[. LXXII) 10. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. b) A questão dos portugueses (CF. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. tendo a decisão efeito inter partes[.. art. c) O papel do Ministério Público.1. HABEAS DATA (CF.. §3°). o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [.. 1°.. .2.1.] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente. c) que tenham banco de dados aberto ao público. 10. 10. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção.. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual). LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9. d) partidos políticos.1. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11.a) Corrente não-concretista que. AÇÃO POPULAR 11.3. 10.]”.. 5°.717/65..]”. c) complementação de informações constantes destes registros. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta.. 12. 10. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais. OBJETO: liberdade de informação pessoal.. art. b. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. e) universidades particulares.]”. §1°). a.4. b) pessoas jurídicas de direito privado.2.

– São Paulo: Saraiva.7.. 15. 2009. via de regra. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. São Paulo: MÉTODO. 11. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. 7. 2009. – São Paulo: Atlas. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65. São Paulo: Malheiros. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. 6°). 11.4. George. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4. Manoel Jorge. Competência a) Sobre a competência. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. 6. I. São Paulo: Atlas. n. SILVA E NETO. pertencentes à sociedade. Marcelo.MORAES. art. Pedro.11. 2ª.MARMELSTEIN. §4°). Marcelo. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional esquematizado. 6ª.MIRANDA.-LENZA. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. 3. à moralidade administrativa. art. 5. 2010. Manual de Direito Constitucional.6. Ed. Vicente. Alexandre. 8. 11. 2009. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado.8. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória. Ed. 11. ed. PAULO. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. ALEXANDRINO. José Afonso da. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. Ed. Jorge.3. Direito Constitucional descomplicado. 1997. Direito Constitucional. 4. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. Coimbra: Coimbra. 11. b) Efeitos da ação manifestamente infundada. . 2011. 2010. Direito Constitucional. 5°.2. – Rio de Janeiro: Forense. f). Rio de Janeiro: Lumen Juris.717/65. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 2. art.5. SILVA. 102.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. INTRODUÇÃO . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1.

Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA . mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo.2.. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO.] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. 3. o “[.2. 3..3.. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado)..1. NA VISÃO CLÁSSICA. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. De acordo com Uadi Bulos..2. a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram.. Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território..1.3.3.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central. que é soberano”. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3.1. Estado federado.FORMAS DE ESTADO 3. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3.2. segundo Marcelo Alexandrino.2.] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [. 2. 3.. Nas lições de Uadi Bulos.]”. segundo Marcelo Alexandrino. o “[.] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [. O ESTADO UNITÁRIO. 3. em vez de permanecer concentrado na entidade central..] Estado federado (federal. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”..]”. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal). a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”. “[. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal.. “[.2.2. O poder político.2. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política.. podendo “[..3.1.. 3. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional). de acordo com Marcelo Alexandrino..

o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade.] união dissolúvel de Estados soberanos. irrenunciável. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5.FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível.. 4. SISTEMA DE GOVERNO 6. e como se dá a relação entre governantes e governados”.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. sob a regência do Direito Internacional [.CONFEDERAÇÃO 4. que se vinculam.1.2.. 5.2.1.FORMAS DE GOVERNO 5. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino.1. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.]”. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado .. a confederação consiste numa “[.. 6. mediante a celebração de um tratado.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4.2. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”.

1° e 18) 8. 7. . participação dos Estados no Poder Legislativo Federal.1. órgão representativo dos Estados-membros. possibilidade de intervenção federal. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação.... AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia.. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art. extrai sua força da Constituição. segundo Marcelo Alexandrio.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [.] em democrático e autocrático.1.. 3) Democracia semidireta ou participativa. “[.2. 8.] na democracia prevalece a vontade da maioria. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias.. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7.. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. b) Democracia.]”.. ou não. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta.1. impossibilidade de secessão. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino..4.3.]”. com base na existência. 8. descentralização político-administrativa.2. segundo Marcelo Alexandrino.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar. b.1. “[.. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. repartição de competências entre os entes federados. 2) Democracia indireta ou democracia representativa. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”.1. de participação do povo – destinatários das ações governamentais [. os regimes de governo distinguem-se “[. b) Por desagregação 8. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto).

Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO.2. 8. 2ª. Jorge. São Paulo: Malheiros. – São Paulo: Atlas. 2011. – Rio de Janeiro: Forense. e) imunidade recíproca de impostos (arts. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8.i) j) formação dos Estados. c) controle de constitucionalidade. José Afonso da.MIRANDA. “a”. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. Manoel Jorge. 2009. 6ª. 6.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1. 8. d) processo de intervenção (art. 2009. Ed. §4°. Coimbra: Coimbra. Alexandre. 15. Marcelo. 3. Vicente. g) vedação do direito de secessão (art. Direito Constitucional descomplicado.. 8. da CF/88). 2010. 5. I. SILVA E NETO. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). Ed. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo).MARMELSTEIN.2.-LENZA. Direito Constitucional. VI. são as seguintes: a) repartição de competência. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. 150. 31. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2010.2. 34 a 36 da CF/88). 60. da CF/88). George. previstas na Constituição brasileira de 1988. Marcelo. 2. SILVA.1. Pedro. – São Paulo: Saraiva. 1997. art. Ed. Direito Constitucional esquematizado. PAULO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . NOVELINO. Direito Constitucional. Curso de direitos fundamentais. ed. Manual de Direito Constitucional. ALEXANDRINO. b) rigidez constitucional.2. 7. 4. Garantias constitucionais da forma de estado federada. Rio de Janeiro: Lumen Juris. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário.

22. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF. § 1º).. 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.). o “[. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. 23. arts. Repartição vertical.1.. Por exemplo..]”. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. 21 e 22) e aos Municípios (art. Por exemplo.. a todos os entes federativos (art. art. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art. 2.1. segundo Marcelo Novelino. art.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias. 32. art. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. aos entes políticos. Distrito Federal (CF.. técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art.” 3. 18.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. caput. simultaneamente.2. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. parágrafo único).1. de acordo com Marcelo Novelino. art. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. no exercício regular de suas atividades. a) b) c) d) União (CF.2. 30.. caput.. § 1º). 32. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. Estados (CF. 2. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art.. 25. 30). com base na natureza e no tipo histórico de federação. “são parcelas de poder atribuídas. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. “[. Repartição horizontal.]”. 3. . permitindo-lhes tomar decisões. os encargos de cada unidade federada. I). 23).. 1º. 22. § 1º). arts. 3. pela soberania do Estado Federal. §1º). Municípios (CF. art. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui. 34 e s.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [. 21. art. 25. 21).

25. Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF.suplementar (CF. 145 a 162). art.residual (CF. cumulativa ou paralela (CF. art. art. 24) . “[. 30. 24.• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União. art. São competências para atuação efetiva. 22. § 1º) b) comum.]”. art.. art. arts. remanescente ou reservada – CF. 3. aos Estados e ao Distrito Federal (art.originária (CF. 30.privativa (CF.. para executar tarefas. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS . a competência legislativa “[.delegada (CF.] estabelecem o poder para normatizar. I) .concorrente (CF.. art. 24).. parágrafo único) .3.] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. e 23. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF.. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.21. 151.. art. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art. §§ 1º a 4º) . Espécies de competência: . art. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [. I). técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art. parágrafo único.. 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. 30. art.. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino.]”. 30. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art. II). 22) .

as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. b) competência legislativa privativa (CF.. participando ativamente na concretização de políticas públicas”. art. 21. e) competência residual (CF. CONCEITO Segundo Uadi Bulos. 2.1. Não se restringem. §§1º a 4º). 1.1º . art. 1. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. com composição populacional própria. d) competência comum (CF. art. com legislação.. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. b) União na acepção externa ou internacional. 24). 1. 43. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. Muito além de meras partes conformadoras da federação. art.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF. art. constituem ordenações jurídicas parciais. . por isso. que atuam como núcleos autônomos de poder. §1º. governo e jurisdição próprios.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação. È pessoa jurídica de direito público interno. 22. I a XI) 1.]”.1.2. 18. a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. autonomia. art. têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. I a XXV). c) competência concorrente (CF. 23). REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. 2. 20. desligadas dos Estados-membros. executivas ou jurisdicionais.2. BENS DA UNIÃO (art. 109. ao simples exercício de atribuições legislativas. I a XXIX). competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [.DA UNIÂO 1.1. 145 a 162).4. Estados-membros ou Estados. caput). art.3.5. “Estados federados. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art.

§§ 2º e 3º). art. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. 3. Capacidade de auto-administração (art. f) competência comum (CF.5. 27. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. §§ 1º a 4º). PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. Capacidade de autogoverno (art. 25.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. 25. art. b) oitiva das Assembléias estaduais. art. MICRORREGIÕES (CF. embora apresentem problemas comuns’. § 4º. 22.709/98. 24. Capacidade de autolegislação (art. Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. I a XVI).6. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. art. 26. 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art. 25. subdivisão. caput da CF/88). arts. CONCEITO . desmembramento por anexação. art. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. d) competência concorrente (CF. 25. 28 e 125 da CF/88) 2. I a IV) 2. DOS MUNICÍPIOS 3. § 1º da CF/88).3. 25.4. 4º).7. REGIÕES METROPOLITANAS. c) competência delegada (CF. destituídos de sede. parágrafo único). § 3º) 2. art. 2.8. 23). caput da CF/88). reunidos em torno do Município-mãe. Na conceituação Uadi Bulos. e) competência suplementar (CF. § 3º) 2. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes. art. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). art. e 25. art. b) competência enumerada (CF. 2. desmembramento por formação. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar.2. 24. § 1 º).1. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. BENS DOS ESTADOS (CF. 18. 18.3.

c) hipóteses já descritas. REQUISITOS FORMAIS. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. SÃO: 3.4. FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. para administrar. 18. II).6. disciplina contábil. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. arts. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. art.7. comum e suplementar da municipalidade. d) competência suplementar (CF.1. 3. art.De acordo com Uadi Bulos. c). descentralizadamente. regras de competência legislativa. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts.5. e) competência comum (CF. 30. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. 30 e 34. financeira e orçamentária do Município. 23). art. art. 29. 18. serviços de interesse local”. art. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF.3. regras a respeito do processo legislativo municipal. 3. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. possuindo governo próprio. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. III a IX. 30. 35 e 36 da CF/88) 3. 3. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. 1º. . e 144. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. 182). I). § 4º. §8º). 18. § 4º . b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. VII. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município.2. 3.4. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. assuntos de interesse local. Capacidade de auto-administração. caput. a incorporação. 3. art. 29) Na posição de Bulos. “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. a fusão e o desmembramento de municípios. 30. arts. 16/96). “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. Capacidade de autolegislação. caput.redação dada pela EC n.

c/c o art. 19. § 1º) 4. § 6º). subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. 5. art. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada. 150. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. 4. 4. art.2. f) competência suplementar do município (CF. . a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. I. 32. art. VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. art. b) Súmula 647 do STF c) Lei n.3. XVII da CF/88). integrante da federação brasileira”. 18. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação.1. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). e) competência enumerada do município (CF. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. XIII e XIV. art. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. NATUREZA 4. b. caput do ADCT). 4. 32. III). DO DISTRITO FEDERAL 4. art. III a IX). art. • • • Reserva de lei federal (CF. Capacidade de auto-administração (art. art. 32.4. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. I c/c o art. 19. e § 4º). b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. 30. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. art. “ é a entidade político-administrativa.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos. 25. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. AUTONOMIA 4. II). 22. II). §1º da CF/88). 144. 30.1. parágrafo único). caput da CF/88). ou dos municípios”.4. § 2º. art. 21. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. § 4º. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. VI. §§ 2º e 3º). 19. Capacidade de auto-organização (art. 32.b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. 22. art. 10. 16. 25.633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. § 1º) c) competência delegada pela União (CF.5. 24.

33. art.1. art. XIV). 18. 14 do ADCT) e Amapá (art.. Alexandre. 6. 21. O PODER EXECUTIVO (CF. 15 do ADCT). c/c o art. 14 do ADCT). POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF. 4.8.3. 2010. CONTROLE DE CONTAS (CF. art. Rio de Janeiro: Forense. 5.10.4.6. BIBLIOGRAFIA: 1. 2. – São Paulo: Saraiva. § 1º). 6.5. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. Coimbra: Coimbra. 33. 2009. 84. art. NOVELINO. 6. Manual de Direito Constitucional. § 1º). 6. 2010.11. caput) 6. Ed. XIV). 33. 2011.-LENZA. O PODER LEGISLATIVO (CF. art. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. SISTEMA DE ENSINO (CF. 33. 6. Jorge. § 2º). EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art.MARMELSTEIN. art. Direito Constitucional. 33.12. Direito Constitucional. ed. Marcelo. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF. 15.6.2.MIRANDA. art. § 3º). Curso de direitos fundamentais. § 2º. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art. São Paulo: MÉTODO. por imposição do Tratado de Petrópolis. 33. adquirido nos idos de 1903. 3. art. 2ª. Ed. George. – São Paulo: Atlas. 6.MORAES. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. . § 3º) 6. 3º). 6. O PODER JUDICIÁRIO (CF.7. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. São Paulo: Atlas. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”. 6. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. Direito Constitucional esquematizado. Pedro. 1997.9. 211. NATUREZA AUTÁRQUICA 6.

6. Direito Constitucional. Manoel Jorge. SILVA. 7. São Paulo: MÉTODO. 2009. Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. ALEXANDRINO. Marcelo. Ed. PAULO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . 6ª. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. 8. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo.

Previsão constitucional: CF.] Chefe do Executivo.1. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo. 1. dentro de seu Juízo de discricionariedade. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes.1..2.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”. art. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.. de acordo com Marcelo Alexandrino. 3.1. a execução. decide pela intervenção e. INTERVENÇÃO 1.. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial. Intervenção federal provocada por requisição.Intervenção federal provocada por solicitação. do Distrito Federal e Municípios”.. b) Defesa da ordem pública (CF.. o “[. b) Anormalidade 2. de acordo com Marcelo Alexandrino. independentemente de provocação de outros órgãos”.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”. de ofício.. 34.. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1.1. art. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art.INTERVENÇÃO FEDERAL 2. art.1...2. III). isto é. estará obrigado a decretar a intervenção”. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF. I e II).] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade.2. 3. 34. V).1.. 34. há “[. 34. 36. 3.1. HIPÓTESES 3. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional.2. dos Estados. § 4). 2. . 3. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. c) Defesa das finanças públicas (CF. art. “[.1. 2. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino. “[.

para que ele exerça as funções do governador. art. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF. 34.. 49. § 1°) 6. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. Diferentemente. desde logo. desde que o ato de intervenção atribua. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ. b) CF.] a intervenção pode. VII. art. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. CONTROLE JURISDICIONAL 8. tornar-se-á. 4. I da CF/88) 4. 91. 34.1. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. 34. § 3°. VI. 6. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. art.. ou não. I.DECRETO INTERVENTIVO (art. art. art. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. II) 5.a)CF. 36. art.2. IV”) 7. art. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. 90.2. 3. 3. art. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho. 34. implicar necessidade de nomeação de interventor. Obrigatoriedade do controle político (CF. “34.1.art. a nomeação do interventor será necessária. IV) Exceções ao controle político (CF. desnecessário haver um interventor. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. 60. “[. 36. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF. I) Segundo Marcelo Alexandrino.34. .2. § 1°. art.2. Competência para proceder à intervenção dos municípios. art. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”. envolvendo questões constitucionais. art.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. 34. a nomeação de interventor será necessária. Assim. CONTROLE POLÍTICO 6. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. Com efeito. c) CF. 36. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal.3.

2.. São Paulo: Malheiros. SILVA E NETO. 2009. LENZA. 2011. Ed. PAULO. São Paulo: Atlas. 2010.2. Coimbra: Coimbra. BIBLIOGRAFIA: 1. Marcelo. – São Paulo: Saraiva.8. 7. 35. 2010. – São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. MORAES. George. 2. Aplicação do art. Alexandre. Direito Constitucional descomplicado. 15. 2ª. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. art. 2009. SILVA. 2009. Direito Constitucional. Manoel Jorge. Pedro. IV. Ed. Direito Constitucional esquematizado. NOVELINO. 3. 6ª. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. Direito Constitucional. 6. 8. Vicente. Jorge. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. 5. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. 35) 8. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Forense.1. Marcelo. MIRANDA. 1997. HIPÓTESES (CF. José Afonso da. 4. Manual de Direito Constitucional. Ed. ed. . MARMELSTEIN.