DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. CONSTITUCIONALISMO 1.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”..]”. 2009. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes..] constitucionalismo.2. Curso de Direito Constitucional positivo..2.. apesar de ser um termo recente. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: . 2... São Paulo: Malheiros. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino. 1.8. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2. SILVA.. ESTADO HEBREU 2.1. José Afonso da. o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [.] Mais do que uma simples técnica constitucional. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. De acordo com Gomes Canotilho. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados. “[.1.1. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. o “[.

2. 3.1. e VI) a importância das convenções constitucionais”. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia.. VIII) o regime político democráticos. V) a forma federativa de Estado.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez. VI) o sistema presidencialista.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). principal fonte dos direitos. ESTADO GREGO 2. IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. VII) a forma republicana de governo. 2. III) a responsabilidade parlamentar do governo. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais.1. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos.5.3. “[. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”. IV) a independência do Poder Judiciário. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários. II) a prevalência da supremacia do Parlamento. 2. II) a monarquia parlamentar.4. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. II) forte influência da religião. II) a ideia de supremacia da Constituição. .. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento.3.

. II) a limitação dos poderes. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. 4. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino. 4.. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [.1. 4.2. 4. a “[.]”.1.2.. III) a consagração do principio da separação dos poderes. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945).CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino.3. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”. II) mais ponderação que subsunção. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. 4.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino. e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado... PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras. “Na Europa. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937).3. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada)..o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [.] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. . cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès.]”. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”.3.

. SILVA E NETO.. São Paulo: MÉTODO. 7. d) integração “[. São Paulo: Malheiros. Marcelo. 2011. às vezes tendencialmente contraditórios.. Direito Constitucional. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária. NOVELINO. SILVA. 2009. ALEXANDRINO.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. Pedro. b) continuidade “[. Rio de Janeiro: Forense. 2009. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional. Manoel Jorge. PAULO. São Paulo: Atlas. e) universalização “[. Paulo. 2010.. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”. 1. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino.LENZA. 2010..] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. 4. Direito Constitucional. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional. 6. e V) coexistência de uma constelação plural de valores. Vicente. Alexandre. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 4. Marcelo. São Paulo: Malheiros. – Rio de Janeiro: Forense..BONAVIDES. 8.. Rio de Janeiro: Lumen Juris.] da Constituição.. 15. Direito Constitucional esquematizado.]”.]”. 6ª. .] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. São Paulo: MÉTODO. Ed.MORAES. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. 5. Curso de Direito Constitucional positivo.. Ed. 2005.. Direito Constitucional descomplicado.. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [.4. Direito Constitucional. José Afonso da.

ela seria ilegítima. sem qualquer pretensão a 1. então.]. não importando o seu conteúdo [. em seu livro “Qué es una Constitución”?). pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [. de acordo com Pedro Lenza. .CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. vida democrática etc). segundo Pedro Lenza. de acordo com José Afonso da Silva. “[. por um poder soberano. segundo Pedro Lenza.] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais).] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [... 1.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO... 1..]”.. terá natureza constitucional.2. direitos individuais. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1..]”.. puro dever-ser.]”..1.4.5. Sentido formal.] José Afonso da Silva. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. 1.”[. Sentido político (defendido por Carl Schmitt). “[. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [.... “[... Sentido material. 1... segundo Pedro Lenza. observa que “.] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo. traduzindo o pensamento de Kelsen. considerada norma pura. “[. Caso isso não ocorresse..3.Constituição é.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Sentido jurídico...

ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. NOVELINO. Ed. 2005.5. Direito Constitucional. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. 5.. 2009. 8. Rio de Janeiro: Forense. 6ª. 4.MORAES. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. 6. Direito Constitucional. 2010. SILVA. São Paulo: Malheiros.1. 2011. 1. SILVA E NETO.fundamentação sociológica. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris.]”. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente.. 2010. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional.BONAVIDES. Ed. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. Paulo. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. Alexandre. .LENZA. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 7. 15. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. 1. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: Atlas. ALEXANDRINO. política ou filosófica.

atuar. pelo agente revolucionário (grupo. e a Emenda n. votada ou popular.. ou governante). da deliberação da representação legítima popular [. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.]”. nascendo. de maneira unilateral.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. eleita diretamente pelo povo.. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. “[.... 1937.]”.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1.] também chamada de democrática. segundo Pedro Lenza.. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891. em nome dele. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza.. portanto. “são as constituições impostas. .1. 1967. 1/69. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. 1934.

reunindo a história e as tradições de um povo [. b) Formal. e não o conteúdo de suas normas [. de dogmas políticos [. mas tampouco é democrática. Exemplo: Magna Carta de 1215. Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos)...]”. 1. racionalmente. Segundo José Afonso da Silva. por uma Assembleia Constituinte [. b) Históricas. a organização de seus órgãos.. “[. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação..c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile.2.. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [.não é propriamente outorgada.]”.]”.]”. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. inchadas).. as chamadas constituições bonapartistas.. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988. prolixas.. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais.] partem de teorias preconcebidas... “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. largas.].. 1. b) Analíticas (amplas. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. desenvolvidas.. segundo Pedro Lenza... “[.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. longas.. com Pinochet.]”. breves. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. sucintas.. de acordo com Pedro Lenza.... os direitos e garantias fundamentais [. nas palavras de Uadi Bulos. no Chile [.]”.. de acordo com Meirelles Teixeira. de ideologias bem declaradas. e da era napoleônica.]”..]”. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. 1.. nas palavras de Pedro Lenza.. Exemplo: Constituição brasileira de 1988. Além disto. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. “[. segundo Pedro Lenza..4. sumárias. volumosas.]”. ainda que criada com participação popular [.] elaboradas de um só jato.. d) Pactuadas..] surgem através de um pacto. extensas. básicas). “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. . de planos e sistemas prévios. segundo Pedro Lenza. reflexivamente. “seriam aquelas enxutas..3..

. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. f) Superrígida. enquanto outras não requerem tal formalidade [. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes).]”. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876. ou seja. isto é. o poder constituinte originário [. 1934. Exemplo: Constituição de Baden de 1947. “são aquelas constituições inalteráveis. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza.. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891. Posição de Pedro Lenza: .. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns. as cláusulas pétreas. “[. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848.. segundo Pedro Lenza. “[.] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [.]”. mais solene. à MUTABILIDADE (Michel Temer. 1946. segundo Alexandre de Moraes. e portanto. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. 1969. 1937.5. o documento constitucional passa a ser rígido”. g) Transitoriamente flexíveis. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922.. e) Imutáveis. ultrapassado este. sendo também denominadas permanentes. um processo legislativo mais árduo. segundo Kildare Gonçalves Carvalho.1. de acordo com Uadi Bulos. graníticas ou intocáveis”. “[. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior)... b) Flexível. previstas na Constituição brasileira de 1988.6.. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade).]”.. são imutáveis..1. pode ser considerada superrígida. mas apenas por determinado período..] são aquelas constituições que exigem. d) Fixas. de acordo com Pedro Lenza. 1967.] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou..6. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira).. 1. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). 1988. Nas palavras de Pedro Lenza.. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.]”.

Exemplos: Constituições soviéticas de 1923. formando em geral um único corpo de lei”.6. 1936 e 1977. “[. defendido por Karl Loewenstein: .]”. 1.. É formada por ‘textos’ esparsos. 1... b) Eclética.. no procedimento constituinte.. segundo Pedro Lenza.]”. “[.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto.. foi possível chegar.. reconhecidos pela sociedade como fundamentais... Segundo Gomes Canotilho. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira. costumes...8.] seria aquela constituição que. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.6.7.] numa sociedade plural e complexa.. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. ao contrário da escrita. “[.2.]”.]”. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’.]”.. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.]”.. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária).. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais..3.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [.. capítulos e seções. de acordo com Pedro Lenza. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).). b) Variadas. jurisprudência. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. a um compromisso constitucional ou.. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto. de acordo com Pedro Lenza. 1. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. e baseia-se nos usos.a) Reduzidas (unitárias). “é aquela formada por uma só ideologia [. sendo formadas de várias leis constitucionais [. segundo Pedro Lenza.. se preferirmos.. a vários ‘compromissos constitucionais’ [. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos. 1. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação.. não traz as regras em um único texto solene e codificado. “[. convençõe [...]”. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos.. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência).]”...

de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho. “[. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [..] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social..] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica.. pois visa a garantir a liberdade. quando o corpo nacional tiver crescido”.. tal como a Constituição mexicana. como fez em 1924.. 1. consagrando valores.] modernamente.. segundo Uadi Bulos. segundo Guilherme Peña de Moraes.. segundo Guilherme Peña de Moraes. 1936 e em 1977 [. Na verdade. “[. adotaria nova Constituição. “[. limitando o poder [... tal como a Constituição brasileira”.a) A constituição normativa. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. pelo que é necessária a mediação concretizadora. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”.. pelo que é possível a aplicação coercitiva.] Seriam constituições prospectivas. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. Por isso é que a URSS. “[.]”. “[... É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente.]. b) A constituição nominais.] prevalecem as regras. concretizadoras de princípios. c) Semântica 1...10. No dizer de Loewenstein. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho... Além de juridicamente válidas. “[.] predominam os princípios. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração.9. Quanto ao sistema: a) Principiológica.. Quanto a) Constituição-garantia. segundo a doutrina. b) Preceitual.. Nelas..]”. de acordo com Uadi Bulos.. estariam em total consonância com o processo político. a Constituição registraria um estágio das relações de poder. voltadas para um dia serem realizadas na prática [.] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. . isto é. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração. b) Constituição balanço.

] refletem um momento posterior... b) Constituições sociais (constituições positivas). Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares). de acordo com Pedro Lenza “[.. consagrando a igualdade substancial.]”. também chamados de direitos de 2ª dimensão”. a) Constituições liberais (constituição negativa).. de necessidade da atuação estatal. bem como a proteção das liberdades públicas [.]”. bem como.c) Constituição dirigente. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho.] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [. os direitos sociais. segundo Pedro Lenza.] destacamos os direitos humanos de 1ª. 2.... Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. 1. “[. “[. assim. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 . a ideia da não intervenção do Estado....11. dimensão e.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .]”. a defesa do Estado e das instituições democráticas [. 2.] normas que 2. Elementos limitativos..3... nas palavras de Pedro Lenza. Elementos orgânicos.1..... destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais.. nas palavras de Pedro Lenza.. nas palavras de Pedro Lenza.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2. “[...5. 2. Elementos socioideológicos.]”. Elementos formais de aplicabilidade. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [.4.]”. nas palavras de Pedro Lenza.. Elementos de estabilização constitucional..[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva). “[. 2.]”.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.. “[.] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social. “[.] consubstanciados nas normas constitucionais. “[. nas palavras de Pedro Lenza....] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [. intervencionista [.]”...2. 2.

1. Direito Constitucional.LENZA. Curso de Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. 1. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros.PODER CONSTITUINTE 1.2. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. mediante supressão.1. São Paulo: MÉTODO. Ed. Paulo. NOVELINO. 8. José Afonso da. Vicente. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. PAULO. Marcelo. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. SILVA. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1.J. 5. 2009. 15. 2005. 2010. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. é o poder que tem por finalidade “constituir”. Manoel Jorge. 7. De acordo com J. 2. Ed. Alexandre. Direito Constitucional. Pedro. 2009. 1.BONAVIDES. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. “Qu’est-ce que le tiers état?.1.MORAES. ALEXANDRINO.. . Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense. 6ª. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. Canotilho. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional.De acordo com Pedro Lenza. o poder constituinte “[.. 6. 4. Direito Constitucional esquematizado.

3. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. “[. Conceito Segundo Pedro Lenza. temporariamente.2.6. a. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado. 3.3.2. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3. c) ilimitado juridicamente. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico.4. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico. a. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente. b) autônomo. chamada não soberana. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3..1. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. de primeiro grau) 3. d) Dentre os poderes constituídos.5.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos.1.2. Procedimento misto.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. b)Autocrático (poder constituinte usurpado).2. 3. 3. inaugural. . b) revolucionário. Democracia direta. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte.3.. g) A nação pode delegar. Procedimento constituinte indireto. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes. a.

Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. b) É um poder subordinado. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. e) Limitação à revisão total.3. c) Limitações processuais ou formais.2. c) limites heterônomos. 3. 4. d) Limitações materiais.]seria a modificação do texto constitucional.d) absoluto.. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. de segundo grau) 4.. “[. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. Limites ao poder constituinte originário 3. De acordo com Pedro Lenza. 4. 4..7. b) Limitações circunstanciais. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. d) É um poder jurídico. secundário. e) indisponível e inalienável. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). constituído. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. b) limites imanentes. ilimitado.5.7. “[. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção.1. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. e) poder de fato e poder político. soberano.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário.1. . sendo. 4. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. suas decisões.6.4. c) É um poder subordinado e condicionado. nesse sentido. incondicionado e soberano na tomada de 3. 4. alterando.

2. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro..] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas. 6. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”.6. Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino. 11 do ADCT). PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL...1. Mutação constitucional 6. por óbvio. 59. 5.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas.. 18... 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [.. por exemplo. 4. 32. MUNICÍPIOS (art. 6.. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo.]”. §2° da CF/88). do ADCT). I e 60 da CF/88). Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts.Para Marcelo Alexandrino. da CF/88). o poder constituinte decorrente. “[. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. “[. b... relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. b) Poder constituinte derivado decorrente (art.2. 6. 6.1.1.]”. por meio de plebiscito). A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art. caput. segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. Conceito . “[. 3°... por meio da atuação do poder constituinte de reforma. “[. Na visão de Marcelo Alexandrino.

Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. Alexandre. Rio de Janeiro: Lumen Juris. inclusive.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional. com capacidade. Manoel Jorge. Ed. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Pedro. 6.]”. – Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. 1. Direito Constitucional descomplicado... SILVA. São Paulo: Atlas.MORAES. Rio de Janeiro: Forense. Ed. Curso de Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo.] não seriam alterações “físicas”.BONAVIDES. 2010.De acordo com Pedro Lenza “[. Vicente. 15. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. Marcelo.. ALEXANDRINO. 2009. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8. 2010. José Afonso da. é supranacional. materialmente perceptíveis. Direito Constitucional. 8. São Paulo: Malheiros. PAULO.1.. 2005. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. e em segundo lugar. 2011. 4. Direito Constitucional. Direito Constitucional. SILVA E NETO. . 5. Paulo. 7. São Paulo: MÉTODO. 2009. 8. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. o poder constituinte “[. Da mesma forma. Direito Constitucional esquematizado. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”..LENZA. São Paulo: Malheiros. “palpáveis”. 6ª. Curso de Direito Constitucional positivo.

mas.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. incompatíveis com as novas regras. RECEPÇÃO 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. Segundo Pedro Lenza.1. “[. .DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1..O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade..

a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei. segundo Pedro Lenza. a recepção de somente parte de uma lei. ou seja. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada.apenas. ainda. Inconstitucionalidade superveniente. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção.REPRISTINAÇÃO 4. 2.848/40) foi recebido como lei ordinária). g) é possível. mas. uma mudança de competência legislativa. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. do decreto-lei. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. contudo. como um artigo.2.3. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. neste último caso. 2. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição. h) é possível. Características.. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. Entendemos. e) se incompatível. d) em complemento.4. 3. como vimos. conforme visto no item anterior.. por exemplo.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. É o caso. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. b) a lei. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). somente por meio de ADPF. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. b) A posição do STF. ainda.. por falta de recepção”. a lei anterior será revogada. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . apresentadas por Pedro Lenza. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. f) nesse caso. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. para ser recebida. um parágrafo etc. “[. Constitucionalidade superveniente 2. 2. contudo.

] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. são “[. 5. São Paulo: Malheiros. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. 34. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”... Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. 2010..MORAES. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. caput. exceto nas . 6ª. 15.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Ou seja. – São Paulo: Saraiva. ALEXANDRINO. Manoel Jorge. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. desde que compatíveis com a nova ordem.] recebidas por prazo certo. a desconstitucionalização é um “[. Direito Constitucional descomplicado.LENZA. Por exemplo. 6. Ed.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. SILVA E NETO. José Afonso da. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Em regra. 2011. Pedro. PAULO. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. 5. Ed.Segundo Pedro Lenza. Vicente. vem colada à vigência. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. e seu §1°. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. NOVELINO. mas com o status de lei infraconstitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. Alexandre. 7. 4. Marcelo. em razão de seu caráter precário. do ADCT. Rio de Janeiro: Forense. 2009. 2010.. Direito Constitucional. NOÇÕES GERAIS 1. 2009. 8.1. SILVA. permanecem em vigor. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Atlas. art.. “[.

difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”. §5°. III. 2. 128. .CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. 2.2.3. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível.hipóteses em que é diferida.] está relacionada à produção concreta de efeitos. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. art.] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. b) Normas não bastante em si. “Pertencem “a esta categoria.. mas “possívelmente não integral”). as normas que contenham proibições (CF.. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino.. ou vedações (CF. a função social para a qual foi criada.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”.1. §5°). art. art. art... b). I a VI) ou prerrogativas (CF. art. segundo Marcelo Novelino.2. 184. c) Normas programáticas.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si. 1.. I.. “[. de modo geral. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. 19). ou seja.. 150. 2. . 145..] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. 53 e 150. imunidades (CF. art. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. são as “[. com aplicabilidade direta. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação. §2°). imediata. ou seja. dependem de lei para serem executadas”. as que confiram isenções (CF. adiada para o futuro. imediata e integral) Para Marcelo Novelino.

d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. “[. que subdividem em: c. b) Normas de integração. apontar os meios a serem adotados. “[.2. Por exemplo... BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . podem ser subdivididas em: a. Normas de aplicação regulamentáveis. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. 3° do ADCT. apesar de não terem sido revogados. a..] são os dispositivos da Constituição que. já efetivaram seus comandos”.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). Normas de princípio programático. no entanto. segundo Marcelo Novelino... Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta.1..] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. são “[.]’. órgãos ou instituições previstos na Constituição [.1. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado.5.c) Normas constitucionais de eficácia limitada. b)Normas de eficácia plena. c.podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis.4. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação. arts. 2°.” 2. sem. b)Normas de integração complementáveis.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. 3. c)Normas de eficácia relativa restringível. Normas de aplicação irregulamentáveis. Normas de princípio institutivo (ou organizatório)..2.. para Marcelo Novelino.

Marcelo. Manoel Jorge. . 2010. 2009. Alexandre. NOVELINO. 6. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES. 15. São Paulo: Malheiros. Vicente. São Paulo: Atlas. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris. “[. 7. ALEXANDRINO. PAULO. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional esquematizado. Pedro. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. Ed. SILVA. 5.] sob o paradigma do Estado Liberal. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Direito Constitucional.1.1. Rio de Janeiro: Forense. 2009. 6ª. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. – São Paulo: Saraiva. 8. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1.. José Afonso da.LENZA. Ed. SILVA E NETO.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII). 2011. segundo Marcelo Novelino.

.]”. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”.... 2. “palpáveis”.] não seriam alterações “físicas”. De acordo com Pedro Lenza. 1. exposição de motivos. os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”.. a análise se realiza de modo textual e literal”..Reforma constitucional.REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2. epistemológicas) diferentes mas.. 2. segundo Pedro Lenza “[. reciprocamente complementares”. materialmente perceptíveis.1.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas.. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”..1.1. a sua justificativa. alterando.]surge o Estado Democrático de Direito.MÉTODO JURÍDICO.Mutação constitucional.. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas).]”.. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”.No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial). f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito.. de acordo com Marcelo Novelino. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico. 4. pareceres.. “[. discussões. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”.]seria a modificação do texto constitucional. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.2. 3.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [.2. em geral.. [. de acordo com Pedro Lenza.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3. metodológicas. “[..

] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático. veto popular”. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”. sociológico ou integrativo). ou seja. b) Método científico-espiritual (valorativo. 5. assim. de acordo com Marcelo Novelino. valendo-se de instrumentos como o plebiscito. “[. “[. porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica)... “[. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. recall. um sistema aberto de regras e princípios”. a “[. que será considerado pelo intérprete. sindicatos.. ou seja. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais.. dos “corpos intermediários”. d) Método normativo-estruturante. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. e)Método de comparação constitucional.. “[. de acordo com Pedro Lenza. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional.] parte-se de um problema concreto para norma.g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa. [. de acordo com Pedro Lenza.... que se deve partir da norma constitucional para o problema”. de acordo com Pedro Lenza.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”).. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos. referendo.. dos partidos políticos. segundo Marcelo Novelino. c) Método hermenêutico-concretizador. A Constituição é.] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”..] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. ..

d) Princípio da concordância prática ou harmonização. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”. relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior. Como decorrência desse princípio. de acordo com Marcelo Alexandrino. eficiência ou interpretação efetiva. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. de acordo com Marcelo Alexandrino. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais. Somando-se a isto... tem como fundamento “[. “[.1. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.] o princípio integrador significa que. “[. a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [. impede. de acordo com Marcelo Alexandrino... mais ampla efetividade social”. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais..] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia.] impõe que. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios. temos que: .. “[.]”. c) Princípio da máxima efetividade.. a eficácia e a permanência da Constituição”. no caso de conflito ou concorrência.. segundo Marcelo Alexandrino. como solução. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição. segundo Pedro Lenza.... é elaborado por Konrad Hesse.. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra. e) Princípio da força normativa. ainda que delas constitua cláusula pétrea”. b)Princípio do efeito integrador.] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que.6. Segundo Marcelo Alexandrino.]”. “[. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade.

3. Proporcionalidade em sentido estrito”[.. Nesse contexto. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional.. Necessidade ou exigibilidade “[.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva. ou seja. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.e não a declaração de sua inconstitucionalidade. b. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. ADin.]”.. j.. b. em 17.. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição.215 – MC/PE.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”. segundo Marcelo Alexandrino. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Min.]”. de acordo com o STF... 2. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.2.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada.. Adequação (idoneidade ou pertinência).. i)Princípio da supremacia constitucional. validade . a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). b) a regra é a conservação da validade da lei. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos..]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência. em nosso sistema de direito positivo.04. Celso de Mello.]”. “[. porém menos gravosa[.1. Rel.a)dentre as várias possibilidades de interpretação. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”.

1.A banalidade do mal.2. nenhum ato de Governo (Legislativo. segundo a filósofa Hannah Arendt. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.e eficácia -. . Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.1.O NAZISMO 1. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

2. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista.]”.5. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre.Se. 2. era tudo. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. 2. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas. porém. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios. com o pós-positivismo. qualquer que fosse seu conteúdo. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”.3. 1. uma raça é subjugada. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg.] Antes. 2. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. tudo girava em torno da lei. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios. aprovadas em 1935. d) por isso. “[. ou seja. 1. e a lei. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. Nas palavras de George Marmelstein. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência.. na luta pelos direitos do homem. O mundo não foi feito para os povos covardes”. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. a lei cede espaço aos valores e aos princípios.. . por mais abstratos que sejam os seus textos [.4..1.3. agora.4. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito. com o positivismo Kelseniano. 2..

2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. c) crença na força normativa da Constituição. 15. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Manoel Jorge. 2ª. 1997. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. 7. José Afonso da. São Paulo: MÉTODO. Ed. Ed. Vicente. 5. 3.MARMELSTEIN. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . Curso de direitos fundamentais. ainda que potencialmente contraditórios. Rio de Janeiro: Forense. 2011. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. ed.6. funda-se nas seguintes premissas: “[.2. segundo George Marmelstein. Marcelo. Pedro. 2009. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. George. d) compromisso com os valores constitucionais. São Paulo: Atlas. Manual de Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense.MORAES. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. Alexandre. 6ª. BIBLIOGRAFIA: 1. 8. A teoria dos direitos fundamentais. – São Paulo: Saraiva. ALEXANDRINO. 2. Direito Constitucional. especialmente a dignidade da pessoa humana”. Direito Constitucional descomplicado. Coimbra: Coimbra. 6..MIRANDA.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. SILVA E NETO. Ed. 2010. PAULO. – São Paulo: Atlas. SILVA.. 4. inclusive nos seus princípios.. Jorge.-LENZA. 2009.

As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. inscritos em textos normativos de cada Estado. por isso. b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem). PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. 1. raça.] designar os direitos relacionados às pessoas. sexo. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo). USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. credo ou convicção político-filosófica).. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). Segundo Marcelo Alexandrino. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. a expressão direitos humanos é empregada. 1.CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1..1.2. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”.1. frente ao Estado.. os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados.1. 2.. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais).] para designar pretensões de respeito à pessoa humana.1. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas). . c) irrenunciabilidade (em regra. 1. em regra..2.]”. os seus direitos fundamentais [. declarados como tais nos textos constitucionais”..2. garantidos e limitados no espaço e no tempo. sendo. Conforme Marcelo Alexandrino. inseridas em documentos de direito internacional”. Conforme Marcelo Alexandrino. “ [. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos.1.2. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.2. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. De acordo com Marcelo Alexandrino.1. independentemente de sua nacionalidade.

h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. 3. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. d) garantia do mínimo existencial”. sob o aspecto jurídico-normativo. Segundo George Marmelstein. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de .. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. 4. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. assim. Nesse contexto.2.] são normas jurídicas. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. apesar de autônomas.1. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. Dentro dessa concepção. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade.]. irá densificar. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. 2.g) interdependência (as várias previsões constitucionais.2. ou seja.. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. disciplinar o exercício do direito fundamental. nunca criá-lo diretamente”. A lei.. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). Afinal. c) não coisificação do ser humano. quando muito. os direitos fundamentais “[. “[.. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional. 3. b) Para George Marmestein. b) respeito à integridade física e moral.

Direito Constitucional. Curso de direitos fundamentais.-LENZA. 8. Curso de Direito Constitucional positivo. 3. São Paulo: MÉTODO. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. São Paulo: MÉTODO.. 2009. Direito Constitucional descomplicado. George. Jorge. 7. 2ª.MIRANDA. 2009. por força do já citado art. Coimbra: Coimbra. Manual de Direito Constitucional. 5°. Direito Constitucional esquematizado.5. 2009. – São Paulo: Saraiva. NOVELINO.. BIBLIOGRAFIA: 1. Marcelo. José Afonso da. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Marcelo. Ed. 1997. 6ª. Direito Constitucional. “[. São Paulo: Atlas. Manoel Jorge. 2011.. 15. 2010. 5. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. da Constituição de 1988 [. SILVA E NETO..Direito. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. – Rio de Janeiro: Forense.. – São Paulo: Atlas.]”. que. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. Pedro. SILVA. 2010. 6. Ed. Vicente. ALEXANDRINO. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein.MARMELSTEIN. Alexandre. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE .MORAES. Direito Constitucional.6. 3. §2°. PAULO.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. que decorrem do sistema constitucional como um todo. Ed. por sua importância axiológica. ed. 2.

princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. 1. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”. em 1690.C. tais como: devido processo legal. O Código de Hamurabi. III. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”.2.1. 1.3. Todo poder está atado às leis. previa regras que são considerados.2. 1.2. muitas vezes suficiente o primeiro. infinito.3. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”. Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1.1. 1. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder.4.. Do Estado absoluto 1. publicado em 1651. desenfreado. iguais e independentes. não há escravo nem homem livre. e por isso ninguém pode ser expulso de sua . na Mesopotâmia. preconiza o seguinte: “não há judeu. aos direitos e à equidade”. porém.4.1. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres. de 1215.2. hoje. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política. 26.1. Por conseguinte. escrito em 1515. Não sendo. Magna Carta de João sem Terra. Epístola aos Gálatos.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE. direitos fundamentais.1. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. 1. Nenhum poder é absoluto. arbitrário e sem leis. o segundo dos animais. nem grego.4. imposto por volta de 1800 a.1. 1. Os grandes códigos morais da humanidade 1. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. 1.3. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”. convém recorrer ao segundo. publicado em 1603. documento que deu origem aos direitos fundamentais. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis. que cessa apenas com a morte”.

BIBLIOGRAFIA: .4. o Barão de Montesquieu. De acordo com Montesquieu. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”.] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”.1. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”. “para que não se possa abusar do poder é preciso que.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade. baseados na igualdade (igualité). 2.4.4. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. O pensador Charles-Louis de Secondat.. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). sociais e culturais. Vasak. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos.3. “[. 1. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. 1. e a teoria da separação orgânica dos poderes.4.2.. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. com a garantia de gozar de suas posses. de 1948.3. 1. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. inspirado nas cores da bandeira francesa. pela disposição das coisas. A separação dos poderes 1. c) por fim. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”. Segundo George Marmelstein. à paz e ao meio ambiente. 1.4.3.4. que tiveram origem com as revoluções burguesas.4. o poder freie o poder”. fundamentados na liberdade (liberte). Sendo assim. conforto e paz umas com as outras. por sua vez.4. em especial o direito ao desenvolvimento.1. seria a dos direitos econômicos.3. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. para viverem com segurança.3. b) a segunda geração.3.

Direito Constitucional.. George. PAULO. 2. 2010. 1997. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Malheiros. Marcelo. Ed. 15. 4.1. Marcelo. 7. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. Pedro. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. SILVA. Jorge. ed. 2009.MORAES.MIRANDA. Direito Constitucional. 2010. . Rio de Janeiro: Forense. 2011. 2ª. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Saraiva. 2009. 5. Ed. 6ª. Direito Constitucional esquematizado. Ed. Alexandre. NOVELINO. Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. Coimbra: Coimbra.-LENZA. 3. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Atlas.MARMELSTEIN. José Afonso da.

art.3. caput). Não se confunde com a irrenunciabilidade.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. 2. a qual atinge a própria pessoa envolvida.2. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável). b) direito a uma existência digna (CF. 3. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. impedindo-a de abrir mão deste direito”. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador.1. 2. a partir daí nasce o ovo ou zigoto). As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. Direito à vida: dupla acepção.510) e a constitucionalidade da Lei 11. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. 2. ABORTO . art. 5°.434/97.2.4. ou seja. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2.105/2005 (Lei da Biossegurança). De acordo com a Lei 9. 170) 2. Início da vida humana.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. 2. com a fixação do zigoto no útero materno. a) direito a permanecer vivo.1.

sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico. 128.2. Pacto de San José da Costa Rica. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. o Código Civil (art. De acordo com Marcelo Novelino. . Segundo George Marmelstein. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos.1. I e II).Posição do Brasil. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias. a)Aplicação da Oitava Emenda. 4. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. No caso Roe vs.3. a) . e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs.1.3. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967). c) Posição dos Estados Unidos. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional. Wade. c. 3. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. 3. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte.4°.2. b) Código Penal (art. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey.1. 1992. c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). art. PENA DE MORTE 4. adotada em 1791. 4. 1973.

Ed. Ed. 4. 2ª. 2009. Direito Constitucional. George. ALEXANDRINO. – São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. Jorge.3. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. 6ª. 6. NOVELINO. Vicente. Manoel Jorge. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Marcelo. EUTANÁSIA. ed. 1997. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. Ed. art. Manual de Direito Constitucional. fuga em presença do inimigo. Coimbra: Coimbra.105/2005). O Brasil e a aplicação da pena de morte. 4. 2011. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. 15.1. 7. São Paulo: MÉTODO.MORAES. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 2. revolta ou conspiração. 3. Curso de direitos fundamentais. espionagem.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs.-LENZA. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. por exemplo: traição. Pedro. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel. Direito Constitucional. 56) prevê a aplicação da pena de morte. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. rendição. covardia.. . 2009. – Rio de Janeiro: Forense. PAULO. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO.MARMELSTEIN. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). 6. 84) c) Código Penal Militar (art. 2010. 5. Alexandre. deserção em presença do inimigo. 5°. motim. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. 2010.

civil ou jurídica). São Paulo: Malheiros. caput.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. de acordo com Marmelstein. é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais. 3.2. prevista CRFB/1988 art.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. Discriminação negativa. prevista na CRFB/1988. 6°. aos menos favorecidos. art. que procura ajudar o semelhante. que retira vantagens sem motivos plausíveis.IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. igualdades reais de condições com os demais”. 1. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. segundo Marmelstein. 4. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.AÇÕES AFIRMATIVAS 4.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo.2. proporcionando. 2009. b) justificativa racional.Discriminação positiva. Para isso.. . SILVA.] é a discriminação para o mal. é necessário que o Estado atue positivamente. que prejudica por preconceito.1. 5°.8. 2. “[.1.. real ou fática).1..A igualdade formal (igualdade perante a lei.2. “[.1. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. c) fim constitucionalmente consagrado.A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. 3°. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”. 2. que desrespeita o outro.] é a discriminação para o bem.DIREITO À IGUALDADE 3. 3.

São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. 77.XXX.MARMELSTEIN. PAULO. art 40) 4. etnia) ou de uma hipossuficiência. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. 7°. 4. com caráter temporário. Súmula 683 do STF . 4. Direito Constitucional.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência).“[.6. 2010.MORAES. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. 4. 5°. 4. 4. Ed. George. Reserva de cargos (CRFB/88. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88.5. da Constituição. §3°). Direito Constitucional esquematizado. art. XXX.2.. 4. II. 4. 6ª. Marcelo.3. ed. 2009. Curso de direitos fundamentais. Ed. . Direito Constitucional descomplicado. art. Coimbra: Coimbra. Jorge.9. 1997. art.4. 37. Rio de Janeiro: Forense. art. São Paulo: Atlas. art. Marcelo.. 2.8. XXX.7. art. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. Proibição ao racismo (CRFB/88. 7°.. Direito Constitucional. 2ª. 2010. 179). 7°. – São Paulo: Saraiva. Ed. 5. Alexandre. BIBLIOGRAFIA: 1. 150. Isonomia tributária (CRFB/88. 2011.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. ALEXANDRINO.MIRANDA. 3. – São Paulo: Atlas. §5°). 15. 6. Vicente. art. I . Critérios de admissão em concursos públicos (CF. NOVELINO. econômica (classe social) ou física (deficiência). II). 5°. 12. XLII).-LENZA. art. em regra. Pedro. 4. art. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88.

A autonomia de vontade. art. 2. ou atos com força de lei. BIBLIOGRAFIA: 1. Ed. Manual de Direito Constitucional. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. 2009. José Afonso da.. 37. Exemplos de reserva legal. Menor densidade ou conteúdo. 2ª.1. 2009. O Estado e o governo sub lege e per lege. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. art. 5°. Menor abrangência. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. Direito Constitucional esquematizado. 8. Direito Constitucional. ato com força de lei.MARMELSTEIN. Ed. 4. 1. SILVA.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. – São Paulo: Atlas.2.LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. 1. 2010.1. – São Paulo: Saraiva. 2. São Paulo: Malheiros. Alexandre.MIRANDA.7. ou atos expedidos nos limites destes. Maior densidade ou conteúdo. 2009. §1° do art. XIX e §3. 2011. SILVA E NETO. George.2. ed. Pedro.MORAES. 15. XVIII. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 1997. 2. I. II). Manoel Jorge.-LENZA. Jorge. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 5°. 3. Maior abrangência. XIII. 173). a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. . Curso de Direito Constitucional positivo. Exige lei formal. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra.

5. 2009. Marcelo. 2010. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade.1. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo.4. 8. Marcelo. SILVA E NETO. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. Manoel Jorge. 1. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. São Paulo: MÉTODO.1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense.1. 7. 5°. ALEXANDRINO.1. 2009. Direito Constitucional descomplicado..1. 2. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). mas sim a ideia de responsabilidade..1.3. a noção de liberdade não deve ser associada. “. Direito Constitucional. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. Direito Constitucional. 1. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. Limites à autonomia de vontade. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. 1. 1. que serve como limite ao seu exercício”.2. – Rio de Janeiro: Forense. Vicente. arbitrariedade. LXI. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. XV. PAULO.. “.. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. 6. 1. São Paulo: MÉTODO. LXVIII) . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. NOVELINO. 6ª. José Afonso da. SILVA.

no interesse do representado.2. LXI. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. art.11.2.5.1. julgamento em 03.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação. 733. 5°. 2. art. 227. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”. Lei 10. não raro. art. CPC.3. 5°. No mesmo sentido: STF – RE 349.2. O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83.12. 406/2002. 142. I. Prisão (CF. art.11/69. Decreto-Lei 9. Gilmar Mendes. 171. Fundamentação da ordem de prisão (CF. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio.703.343/SP. art. por essa razão. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art.096.2. 3. 5°. LXII. b) Depositário infiel (CF. art. V).4. 652). Ellen Gracie (18.2. 2. art. O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14.2.11. §3°. digam respeito ao exercício do direito de defesa). LXVIII). b) penas restritivas de liberdade. 5°.1. 5°. 2.2. rel. IV) De acordo com Marcelo Novelino. art. Prisão civil por dívida (CF. garantia constitucional.2008. IX) 2.2006). Min. p/ o acordão Min. 5°. c) regulamentações dos poderes públicos.6. Ele quer expressá-las e. “. 3. .2. não estando. Min. art. 93.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. Transgressões e crimes militares (CF. §2°. CP. Cezar Peluso (22. LXIV. ter acesso amplo aos elementos de prova que. §1° e 3°). c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466.1. Reserva constitucional da jurisdição 2. §2°) 2. convencer os outros de suas ideias”. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor. rel. LXVI. LXIII. art... LXV. §3°. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. 2. Rel.5.

o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. De acordo com Otávio Piva. formalmente.10. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). Se isso não ocorre. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 4. 1. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. 5°. Min. ao processo. DJ 11. art. a imediata instauração da persecutio criminis..2. Celso de Mello. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. . Pensamento de Stuart Mill.2005. julgamento em 10.10. “[. só por si. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24.2002. de 1916”.1. 1537 do Código Civil Brasileiro. art. ainda. sobre o importância da liberdade de expressão. usando como fundamento o art. no ano de 1948 (RT 244/629). apresentado por Marmelstein. Celso de Mello. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos.05. De acordo com Otávio Piva. V. IX.1.] para o STF. eles próprios. b) STF. 5°. V. precisamente. 3. no inciso IV do art..1. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. ou. o STF. art.369.3. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88. 3.2002.957. delação anônima e ou do escrito apócrito). Inq. “. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. 5° da Constituição da República. 220). DJ 16. “[. 4.1. voto do Min. XIV.. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. julgamento em 11. por exemplo)”.2. honora. deve começar pela identificação.. desde que isoladamente considerados.Dano moral e material (CF.11. X Segundo Otávio Piva. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. IV. Rel..2005 ( a questão do disque-denúncia.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas.. quando constituírem.

admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional.5. 220. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. a liberdade de expressão tem b. manifestações artísticas. a b)De acordo com Marmelstein. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático.1.3. nos EUA expressão muito abrangente. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. o silêncio). 5. em 1989.1. art. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. Conceito . Caso Miller vs. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”.1.2. assim como a pura publicidade econômica. pelo Estado. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. cartazes. desenhos.Direito comparado.4. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. escritos. VI. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. a)Segundo Marmelstein. desenhos. Liberdade de consciência 5.4. §§2° e 3°). 4. pinturas. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído. 5.1. 5°. 4. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”. A livre expressão e manifestação de idéias. sátira. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. no caso Texas vs. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. VII). Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento. Califórnia (1973). Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. 4. Rel.

150. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. 5.4.3. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. procissões.2. (Ranier Forst). 5. desde que observados certos limites. Min. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar .. art. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. E para Habermas.. Na visão de Marcelo Novelino. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um.4.2. Constituição Federal de 1988 (art. “[. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. 5°.4. oferendas e donativos”. “... é uma das formas de expressão da liberdade de crença. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. VI.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. I. j. “. podendo ser exercida em locais ao público. 5.Segundo Marcelo Novelino. art.1. IV) 6. Carlos Velloso.1.. cantos sagrados. adorações. ADI 2076/DFm rel. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.2.3. 5. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art.1. 15/8/2002).4.3. Liberdade de culto 5. “. Conceito Para Pontes de Miranda. Liberdade de crença 5. Segundo Marcelo Novelino.). VIII.. 19. Período imperial (Constituição Imperial de 1824).. 5. b).1. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. 15. súplicas..] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). 6. ou em templos. 5. independentes de qualquer aspecto religioso”.

A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. 7.239/1991). 03/07/2008). plaquetas e plasma -.1.1.3. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. liberdade religiosa. 3°. “[.5.2. violaria as leis de Deus”. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. “. do Capítulo III.De acordo com a Lei n° 8.3. da Lei Maior).3. XI.3. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo.3. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório.4. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art. Posição dos Tribunais 6.. b) formal. Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente.3. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. Código de Ética Médica 6. XV. 6. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs. 5°. art.2. X. o qual permite que.2. cuja aceitação. de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão.. filantrópico ou mesmo produtivo. 6. 6.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. 6. nas palavras de Otávio Piva. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9. 218.3.3.7.3.8.8.982/2000). assistencial. §2°. . 7.. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra. 6.3. §1°).6. 6. por escrito.. Feriados religiosos (Seção II. Diferença entre reunião e associação 7. 6. após alistados. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material.XVII a XXI).9. c) Manifestação antecipada da vontade. em tempo de paz. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. Título VIII. 6. b) Paciente inconsciente ou incapaz.239/91.

2. – São Paulo: Atlas. a XXI). . 5°. IV. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. Declaração Universal dos Direitos do Homem. São Paulo: Atlas.MIRANDA. 2010. 2ª. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Alexandre. XIII). 5. Ed. Representação processual vs.3. art.4.2. Ed. 93.-LENZA. à livre escolha do emprego. XV. Coimbra: Coimbra. 1°. art.. 2011. Manual de Direito Constitucional. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. Pedro. Ed. 2009. 8. 6. Marcelo. 22. c) admissão à profissão. 8. art. Legitimação extraordinária. b) exercício da profissão. 3. 8. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. XVIII. ed. Vicente. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF.4. Rio de Janeiro: Forense.4. ALEXANDRINO. (substituição processual). Marcelo. de 1948. Direito Constitucional esquematizado. CF. XIII).1. I. Jorge. 2010. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. 6ª. São Paulo: MÉTODO. §3°) BIBLIOGRAFIA: 1.3. De acordo com Otávio Pita.MARMELSTEIN. Competência para legislar (CF.4. 15. 8. 5°. 4. Curso de direitos fundamentais. art. art. XVI).1. LXX . PAULO. George. 1997. 5°. x e XI) 7. NOVELINO.7. 129. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. 5°. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. 8. art.2. XVII. 8.1. 7. Direito à associação (CF. Direito Constitucional.4.MORAES. e art. Direito Constitucional descomplicado. 8. art. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade.

2009. 2009. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. Art. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. 2. da vida privada. X) 2. 5°. Direito Constitucional. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. garantindo a inviolabilidade da intimidade. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino.7.2. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo. Imagem Segundo Marcelo Novelino. valores. X). 2. 5°.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a “Constituição protege a privacidade (gênero). o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. . Manoel Jorge. São Paulo: Malheiros. DA VIDA PRIVADA. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. 8. salvo em hipóteses nas quais outros bens. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. SILVA.

Rel. art. eixo em torno do qual gira o direito à informação[.2. ii) forma adequada de transmissão. o conceito de casa. 3. 3.2. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico .4. 3. XI) 3.3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. privada e íntima”. 2.445. sendo cercadas. Min.1.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública.4. abrem mão de uma parcela de sua privacidade.3. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. hotéis. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. abrange: a) qualquer compartimento habitado. c) dependências de casas. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. casas de pousada. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal.4.. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima).Com consentimento do morador 3. gradeadas. Posição do STF (RE 251.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF..]”.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. muradas. 5°.

o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal.3. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. 4. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art. explica que será necessária a dupla autorização. 4.1. 5. 5°.Segundo Otávio Piva. radiotelefonia.1. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. social .1. 5. art. 4. através do espaço. pois deve ceder diante dos interesses público. radiotelegrafia e outros. Habitação familiar e consentimento para ingresso. ainda quando armazenados em computador”. b). 4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art.2.4. Ministro Carlos Velloso) . é “toda comunicação escrita ou verbal. XII) 4. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs.2. ou seja. III). 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. telegramas. I. art. mas os demais instrumentos de comunicação”. portanto) não é absoluto.O princípio da máxima efetividade (CF. no caso de haver conflito entre os moradores. telefone. 136. abrangendo não só a carta.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. art.780/PE.5. 5°. 139.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. § 1°. b) estado de sítio (CF. Art. XII. mas apenas a sua comunicação.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva. 3. por cartas. Cumprimento de uma decisão judicial. art. Inviolabilidade à privacidade (CF.3. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. 240. do destinatário e do remetente”. 5°. ainda que inciado durante o dia. 5°. rel.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP. X). Posição do STF (RE 219.4. Quanto às cartas confidenciais.3. desde que autorizada pela destinatário. dados informatizados.Os dados em si não estariam protegidos. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5. §1°). 4. também poderão usá-la como prova em juízo.3. 5.b) Critério horário 3. 151 CP. após o anoitecer.

4°).Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). registro de ligações e arquivos de computadores (CF. d) Nas palavras de Flávio Piva. 6.2. não autorizado pelo titular. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. 5°).] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. “[..1.. 6.3. 5°.para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art.]”.. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público.. Pode ser telefônica. fiscais. 9. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). Lei n. 5°. Nos termos do art. 3°. com o consentimento de um dos interlocutores. §3°).2. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. X e XII)”. a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro.296/96. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 5. c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. DE 6. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art.Gravação clandestina. b) Advogacia-Geral da União . a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”. 3°). art. e)por determinação do Ministério Público. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS. c) quebra de sigilo de dados bancários. De acordo com Alexandre de Moraes. declarações do Imposto de Renda.. .

LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal . 6. é possível a prorrogação desse prazo. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. 5°. nenhuma ofensa ao art. 6. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção.296/1996”.296/96 Art. 2 °. II 6. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.4.3. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art.3. mesmo que por sucessivas vezes. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. não havendo. 2°. “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. art.3. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). 5°. Direito à privacidade (CF.3.5. da Lei 9.3.296/96). especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. da Lei n° 9. em tais prorrogações. LVI) 6.1. Natureza cautelar da interceptação telefônica).6.6. 3°. caput. Segundo Marcelo Alexandrino. punível com reclusão. X.

em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. 6. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. art. .2.1999) Na linha do STF. podem determinar. o termo prova ilícita é o gênero. 01. Legítima defesa e gravação clandestina 6. as Comissões Parlamentares de Inquérito.3. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas.6. Em verdade. necessariamente. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. b) decisão fundamentada. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. com base nas provas lícitas nele presentes”.Vedação à prova ilícita (CF. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria. LVI) Segundo Alexandre de Moraes.3. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas. Sydney Sanches. art. 58. Rel. 6. Tribunal Pleno.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. entre nós. todas as provas decorrentes são também ilícitas.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações.3.3.5.4. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida. o processo. isto é. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”.3. Nas palavras de Marcelo Alexandrino.07. É a aplicação. a quebra do sigilo telefônico dos investigados. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI. a) Posição do STF (MS 23448.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa.3. Porém. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. podendo o processo ter seu curso continuado. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”. diretamente. 5°. §3°).

MIRANDA. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. 5°. São Paulo: Malheiros.. .MORAES. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro.-LENZA. Manual de Direito Constitucional. (CF. art. ed. 2009. – São Paulo: Saraiva. Ed. 7. sem o consentimento do outro. 6ª. Pedro. Jorge. feita por um dos interlocutores. Coimbra: Coimbra. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional esquematizado. 4. 2011. São Paulo: MÉTODO. 3. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. 1997. 2010. Direito Constitucional. com a autorização de um dos interlocutores. SILVA. PAULO. 5.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. – Rio de Janeiro: Forense. desde que haja conexão entre os delitos. Vicente. 2ª. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. NOVELINO. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. desde que para ser utilizada em legítima defesa. Direito Constitucional. – São Paulo: Atlas. 2010. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Ed. Marcelo. BIBLIOGRAFIA: 1. George. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. 15. X e XII). 6. Manoel Jorge. Curso de Direito Constitucional positivo. 8. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. José Afonso da.MARMELSTEIN. Alexandre. por constituir “interrogatório” sub-reptício. SILVA E NETO. Ed. Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. 2. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. 2009. 2009.

2. art.2.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi. 222. 184) 1. 177. 170. 186.1.1.2. art. 178. art. Função social da propriedade urbana (CF. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1. 1. 182. §4°). 5°.Da função social da propriedade (CF.2. Função social da propriedade rural (CF. 170. 5°.1. Descumprimento da função social da propriedade urbana (art. 1. §1°. inciso XXII. art.2.2. art.2. 1. 1. XXII. art. art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. §2°). art. art. 186). jus fruendi. III).3. “caput”. art. 1. 1. “caput”. 182. II e III.1.Do regime jurídico.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. art. jus abutendi) . 176.1. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. entre outros). art.

1.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição). XXII).2. Aplicação do art. 243. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra). XXV) 2.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional. em tempo de paz. a significar que. sobre ele. art. Lei 6.1. 5°. para esse efeito.5. 5°.1. Competência para legislar (CF. art. pesa grave hipoteca social. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2. como instrumento de intervenção no domínio econômico).3. . art. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. Decreto-lei n° 4. Lei Delegada 4/1962 (Requisição. observados. eis que.2.3.4. “é o instrumento estatal mediante o qual.3. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.3. b. 2. 5°. o Estado utiliza bens móveis. Aplicação do art. Ministro Celso de Mello: “[. XXII e o caráter absoluto da propriedade. rel. b. art. Aplicação do art. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. III) b. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. contudo. b. catástrofes etc. art.1. em situação de perigo público iminente. conflito armado etc. 5°.1. os limites. saúde e os bens da coletividade. se houver dano”. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública.2.213/DF. XXV e o caráter exclusivo da propriedade.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. 22. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada.3. XXIV.3. Decreto-lei n° 7. em face de comoção interna. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). Decreto-lei 2/1966 (Requisição. 1.. incêndio. 5°.. b. em tempo de paz.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. 183. -a) Posição do STF – ADI (MC) 2. art.

utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização .Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.]”. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4.1.5.. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. §3°). c) incide sobre bens móveis.1.. 3. é ulterior [. d) caracteriza-se pela transitoriedade […]. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. art. 3. art. Competência legislativa (CF.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.Pressupostos constitucionais 3.5. Necessidade pública. 22. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3. imóveis e serviços […]. XXIV) 3.4. II. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. art. a.Características 2.3.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública.2.6.4. DESAPROPRIAÇÃO (CF.1. 184. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […]. 5°.4. e) a indenização somente devida se houver dano. utilidade pública ou interesse social”.2.Forma de aquisição originária 3. 3. nos casos de necessidade pública.

art. art.527/2001). art.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. parágrafo único) 3. compulsiva. 182 . A desapropriação. 5°. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). 2.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF. A requisição é autoexecutória.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B.b) extraordinária.1. necessidade pública permanente. . depende de acordo ou.Confisco (CF. 191.2. 6. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. §3°. de Mello: “1. Decreto 3. art. 5. A requisição. A requisição supõe. 183) 4.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade.7. usual. (art. A requisição preordena-se ao uso dela. A desapropriação supõe necessidade corrente. art. art. 184 e LC 76/1993). art. b.2. 4. 5°. para se efetivar. Decreto n° 3. Lei n° 4. na falta deste. a bens ou serviços. XXVI) 5. em geral. §4°. 4. (CF. 3. 3. Utilidade pública (CF. USUCAPIÃO 4. Necessidade pública (CF. A requisição decorre de necessidade transitória.365/41) b. 243. 3.1.365/1941) b. Usucapião de imóvel urbano (CF.8. XXIV. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade.1. de procedimento judicial. 191) 4. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”.132/62). 5°. 153. Interesse social (CF. Usucapião de imóvel rural (CF. parágrafo único) 5. II.A prévia e justa indenização. Lei 10. art.3. art. A desapropriação refere-se apenas a bens.6. art. XXIV. 183. XXIV.3. art. 5°.

art. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento.2.como marcas e patentes – (CF.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6.1. .Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF. 7.279/96).2. Morte do de cujus (art.. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família.3. art. 1. art.DIREITO À HERANÇA (CF. 1. 155. XXIX e a Lei n° 9.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido.788 e art.]”. 1. b) propriedade industrial . a exemplo. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. Todavia. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. art. 5°.857 do CC). o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. revestido da solenidade requerida por lei[. 5°. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. De acordo com Otávio Piva. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. 5. 5°.Sucessão testamentária (art.829do CC). 150.1. é um condomínio forçado”.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. XXXI. “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade. art. é indivisível até a partilha. 1..610/98). a terra poderá ser penhorada”. I) 7. Momento Lugar Inventariante 7. 7. isto é. XXX. 6. A herança é uma universalidade. IV.

São Paulo: MÉTODO. ed. – São Paulo: Atlas. ALEXANDRINO. Marcelo. 5°. 8. Direito Constitucional. XXXI. NOVELINO.MIRANDA. 2009. 15. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 10. São Paulo: MÉTODO. 6. Rio de Janeiro: Forense. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF. 4. 5. 2009. 2. 1997.MARMELSTEIN.. 7. art. PAULO. José Afonso da. Coimbra: Coimbra. 2009. 2011. Curso de direitos fundamentais. 2010. 2010. Ed. 3. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional.-LENZA. Pedro. . II do Código de Processo Civil) 8. São Paulo: Malheiros. 6ª.4. art. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art.7. Direito Constitucional. Jorge. Manoel Jorge. Ed. Vicente. Manual de Direito Constitucional. 89. 2ª. George. Direito Constitucional descomplicado. SILVA E NETO. São Paulo: Atlas. Alexandre. Ed. SILVA. – São Paulo: Saraiva. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. Marcelo.

XXXVI.1. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. ser mais suprimido”. direito adquirido é direito [. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional. rel. Moreira Alves. art. segundo George Marmelstein. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. ADI 493/DF. XXXVI) 3. De acordo Marcelo Alexandrino. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. 5°.]que se aperfeiçoou.1. Direito adquirido e coisa julgada . “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. j..] o disposto no art. 25/6/2002: “[. 5°. 3.2. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. a..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. não podendo.. a partir daí.. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.

§3°) c. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. j.. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”. c) COISA JULGADA.. a apreciação judicial”. §1°.. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. pelo Estado. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido. 6°.a. Crítica ao art. e ressalvada.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”.ex. alega que Maria Coeli Simões Pires. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”. Min. De acordo com a LICC. por motivo de conveniência ou oportunidade. Entretanto. estando apto a produzir seus efeitos (p.4. 6°. segundo George Marmelstein. 10/12/1996: “[. rel.2.. o ato jurídico perfeito é aquele “[. RE 184099/DF. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. art. “é a sentença judicial que já transitou em julgado.5. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”. Octávio Gallotti. da Constituição da República.1.865/PR. ou revogá-los. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema..11. MIn. 5°.] o princípio insculpido no inc. segundo George Marmelstein. em todos os casos. (Observar a súmula 654) a. Segundo Otávio Piva. paradoxalmente.. STF – Al (AgR) 703. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos. sob pena de. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária.] a garantia da irretroatividade da lei.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. art. a. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto.Súmula 473. “é aquele ato que já se consumou. XXXVI. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. porque deles não se originam direitos. XXXVI do art.3. o STF “[. prevista no art.. respeitados os direitos adquiridos.. a. rel. Ellen Gracie (24.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. §3° da LICC.6°. ou seja.

c.1.. aqui.. c. da Lei de Introdução do Código Civil... Coisa julgada formal.“[.4. Cláusula pétrea e aplicação do art. Resp 107. Segundo Antônio Jeová Santos. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. 4. terceira turma. Rel. 3..] a coisa julgada a que se refere o art. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. que torna imutável e indiscutível a sentença. Ficou. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. “[. 3.2. hoje.3. e não a denominada coisa julgada administrativa”. 5°. 5°. não à coisa julgada formal. XXXVI. 5°. refere-se à coisa julgada material. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.5.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. 5°. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade. superada a definição do art. julgado em 07/05/98. sob à luz do STF): “[. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. Carlos Alberto Menezes Direito. 6° da Lei de Introdução do Código Civil. 6°. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003. “[. .. a decisão judicial de que já não caiba recurso.] A garantia. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos).] produz apenas efeitos endoprocessuais. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. Direito adquirido.. A aplicação do art.. DJ 29/06/98. não pode. como conceitua o §3° do art. segundo Marcelo Novelino. da Carta Magna é.248/GO. de adaptação dos costumes e comportamentos. Prevalece. § 3°. Aplicação do art. pois. XXXVI e a proibição de leis retroativas. em nome da coerência com a situação atual em que se vive. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . 467)”. XXXVI 4.

o que são realidades totalmente distintas[. [. Celso de Mello. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891.. 6. mais grave.1.]”. 8°. Não haveria sentido. repita-se. em nenhum caso. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo. parágrafo único.. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. ou seja. [. DJU 19/09/91: . dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[... por exemplo. rel.Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva.4. [. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”. art. de maneira indiscriminada. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.]”. sistema inglês. b) Posição do STF (HD 22. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos)... Min.Jurisdição única ( sistema judiciário.. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. foi pacificamente banida do sistema brasileiro.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva.. sob a qual a Administração sequer demonstrou.]”.2. sem decisão. Essa providência. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário. §1°) De acordo com Otávio Piva.507/97. art.3.. 217. 6. 6..6. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.. sem decisão.] isso não autoriza. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa.. 6. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.

art.7. 5°. Obsta que. CF. e ex post facto. CF. . A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1.6. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais..11.417/06 estabelece no art. “[. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. b) Posição proferida pelo STF (RHC 79. 2.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. §1°. 2. segundo Otávio Piva “[. inciso XXXVII e LII. 5. 102.. ou seja. 103-A) a)Lei n/ 11. ou da omissão em atendê-lo. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional.5. criadas depois do caso que será julgado).PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. art. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. rel. Ausente o interesse legitimador da ação.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”. para o julgamento de um caso específico. art. 6. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. Sepúlveda Pertence. dentre outras condições de admissibilidade. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante.Súmula vinculante (CF. I. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. art... “a”. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida. Possibilidade de um reexame integral da sentença. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. 52. há carência de ação constitucional do habeas data”.2002. por arbitrariedade ou casuísmo. isto é.] o acesso ao habeas data pressupõe. I. o art. Contra omissão ou ato da administração pública.785/RJ. 6. 7.. DJ 22.. a existência do interesse de agir. ou seja. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”.“[.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). XXXVII.

. Nas palavras de Otávio Piva. LIV) 8.]”. ou exilado. representa uma exigência de fair trial. o STF considera. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz.] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão. ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215.. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[.1. 8.1. art. ou de qualquer modo molestado. . “[. 5°.]”.2..3.8... ou seja.. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). Adequação (idoneidade ou pertinência).]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. “[. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. que preconizava o seguinte: “[... b.2. enfim. leal. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”.]”.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos.. Proporcionalidade em sentido estrito”[. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Necessidade ou exigibilidade “[. além disso. porém menos gravosa[.. assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e.. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada..1.b) plano material (substantive due process of law) 8. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. b.. no sentido de garantir a participação equânime. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”. justa...

Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva. ADI 2. administrativo ou judicial. LX. 9. XXXV. XXXVIII) 10. LXI. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. LXI. 10. RE 434.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo.3.05. LXXVII. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). segundo as leis do país”. julgamento em 07.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. para evitar sua auto-incriminação”. “[.2008 (Informativo 505). de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. também. LVII. direito à proporcionalidade... Gilmar Mendes. Tribunal do Júri e o princípio democrático .. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.c) Posição do STF.. 5.. “[. 10.]”.1. caberá igual direito de defesa de opor-se. Rel. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. 8.LVI. XXXVII. o contraditório.. De acordo com Marcelo Alexandrino. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo. Rel... 9. a todo ato produzido pela acusação. o direito de acusação com o direito de defesa [. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. 5°. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). para efeito de sua validade material. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[.059. a igualdade das partes no processo. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. significando que. costumes e liberdades.. de apresentar suas contrarazões.1.. oral ou escrita. LV.JÚRI POPULAR (art.. senão em virtude de julgamento de seus pares.caput. no feito.2.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. pois equipara.]”. 9. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Min. Posição do STF.2. Celso de Mello.667/DF. preso ou despojado de seus bens. tais como: arts. b) direito de manifestação.2. “[. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. O contraditório assegura.

acima. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. 5°. Aplicação do art.8. . Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. 302 do CPP.10. Título I. espelho fiel da soberania do colegiado. 5°. LX. “c”) De acordo com o STF (HC 71. arts. 11. c) Aborto. 10. Composição do Tribunal do Júri (Lei n. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. Capítulo I) a) Homicídio doloso. Min. VIII. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art. b e c). 108. 96. 10. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. 5°.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva. “[.3. SOBRE A PRISÃO 11. Aplicação do art. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível. embora o julgamento transcorra em público”. Francisco Resek.. o dispositivo.5.4. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. 29. 93. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”. Soberania dos veredictos (art. I. 5°. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. XXXVIII.617-2. III. d) Infanticídio.689/08): 26 juízes (um togado. 11. XXXVIII. 10. a e 102. Sigilo das votações (art. qualificado ou privilegiado. e 25 jurados) 10. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto.. I.1.7. XXXVIII. em especial a ausência de garantias aos jurados. 5°. 11. b) Induzimento. que é o seu Presidente. Plenitude de defesa (art.2. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci. rel. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa. instigação ou auxílio ao suicídio. 5°.9. Para tanto. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. simples. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10.6.

2. atendendo às necessidades da vida.. pelo Brasil.]”. que. II) 11. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art.034/95) b. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -.5. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. prestada à autoridade policial ou judiciária. instrução. 11) e Decreto 678/92.3. art. a fiança “é a prestação real (dinheiro. 325 e 326) 11.] entende-se a pessoa que assume. 5°. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva. 5°. estadual ou municipal.1. segundo Otávio Piva. hipoteca – art. segundo Otávio Piva. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. arts. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. objeto ou metais preciosos.099/95) b. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade. §3°. habitação.4. perante o depositante ou perante qualquer juízo. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. nos casos de flagrante delito..1. .Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art.2.” 11. que.. tais como alimentação. [. 335 do CPP).. comprometendo-se. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. Concessão permitida da liberdade provisória. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c.1. b. 69 da Lei n° 9.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. contudo. Prisão. pedras. títulos da dívida pública federal. pelo preso ou alguém por ele (art. Depositário infiel.2. Aplicação do art. 136. 7° da Lei n° 9. Ratificação. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. d) Valor da fiança (CPP. 330 da CPP).

7.. RE 466/SP e 349.4. a. segundo a Corte. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva.220. Flagrante delito de Juízes (art.3. 53. podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. LXII). uma infração administrativa. apenas. a.. Min. a.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público). Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal.703/RS e HC 87. art... 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. Com esse sentido.]é aquele patente. 40 da Lei 8. a. arts. Posição do Supremo Tribunal Federal. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n. não importando ela ser tentada ou consumada”. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”.imunidades constitucionais (CF.1. HC. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria.5.2. Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts. . c. “[. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.2. a) Flagrante delito a. 33 da Lei Complementar 35/70). Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF. LXI). para STJ. art. “[.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. RHC 10. Na posição do STF. a. Rel. 29 e 37).6.] Descumprimento do inciso LXII do art. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF. nem autoriza o trancamento da ação penal. não importa nulidade da prisão. Flagrante delito de parlamentares .. 592/92. 5°. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. 5°.7.2. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. pois. a. permitindo plena atuação do parlamentar. tratar-se-ia de. 11.6. Min. art. §2).3. Célio Borja. 5°. 86.503. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art.c.585.2. Gilson Dipp. art. §3°). Rel. a. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças. 68..

na CPI. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer..]”. 5°.2001. julgamento em 30.. Rel. de indiciado ou de réu. HC 80. [.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. Moreira Alves. assevera que [. HC 79.812.. b) Direito de mentir De acordo com STF. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. 12. 5°. na condição de testemunha. Min.1997. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. 75. sob pena de nulidade Na posição do STF.. a prática de determinado delito[. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”.10.06. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. Rel. art... c. Celso de Mello. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF. c) dever de dizer a verdade. Min. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado. Min. Rel. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. .XLV. do CPP e do art.8.11.. de algum modo. Celso de Mello. o depoente.. art. HC 73.] o direito de permanecer em silêncio. XLVIII) 12. LXIII da CF/88. decorre o direito do acusado negar.. perante a autoridade judicial[. e) direito de não responder se. APLICAÇÃO DO ART. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva.. b) dever de responder às indagações. III. Min.1. contra si mesmo. julgamento 17.. Sepúlveda Pertence.. Rel.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade.. [. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. XLV.]”. Direito ao silêncio (CF.]”. HC.. XLVI e XLVII.949. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”.035/DF. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. mesmo que falsamente. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato. 5°. 5°. 5°.257.

art.1. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. RE 212. Sydney Sanches. 52..1. causem padecimento desnecessário[.] no Estado Democrático de Direito brasileiro.2. APLICAÇÃO DO ART.. APLICAÇÃO DO ART.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas). cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[. STF.3.. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c.. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e.2. XLVI. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. 12.] sanção penal de caráter aflitivo. Rel. d) regime disciplinado diferenciado . as penas cruéis são “quaisquer medidas que. 153.1998 (Informativo 136)..]”. APLICAÇÃO DO ART.11. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária). XLVIII Nas palavras de Otávio Piva. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros. em execução de uma sentença.5°. “[.. De acordo com o arts. segundo Fernando Capez: “[. XLVII. art. arts. 62. “[. 16.343/06. 5°. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b.134..12. industrial ou similar). c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8. 82. por si mesmas.§4°) 12. a) Conceito de pena. 63.2001 (Informativo 252). b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva.429/92 – Lei de improbidade administrativa). RE 154.]”.198/RS... 16. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente. Aplicação da pena de banimento (CF/69. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”.4. 87. 12. §11). Rel. b) Sanções de natureza pecuniária. durante o repouso noturno. ao culpado pela prática de uma infração penal. 91. na Casa do Albergado). 5°. §1°. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. STF.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido. imposta pelo Estado. b. Marco Aurélio..

assim: “[. 89). especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. e) especial (estabelecimentos próprios às condições). 12. b)no momento de avaliação da prova.. b)no momento de avaliação da prova. invertendo-se o ônus da prova... L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva. vigora desde o início do processo. arts. 88 da LEP. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[.6. 45. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[.. .] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. APLICAÇÃO DO ART. Nas palavras de Otávio Piva. como paradigma de tratamento do imputado.2.210/84. 5°. 5°. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida..1.. 41. como princípio informador da própria ação”. APLICAÇÃO DO ART. c) no curso do processo penal.(cumprimento da pena na penitenciária). ainda. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. 38 do CP. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. levando em consideração a visão de Fernando Capez. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.] a) no momento da instrução processual. ou seja. invertendo-se o ônus da prova. levando em consideração a visão de Fernando Capez. como paradigma de tratamento do imputado. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. 13. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. 13. Aplicação do art.]a) no momento da instrução processual.3.5. c) no curso do processo penal. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. 12. XLIX c/c art. 5°.

excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. a segregação entre pessoas. 15. Relativamente ao campo material da incidência. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art.1. 5°. a) Quanto à eficácia. 305 do CP – supressão de documento -. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva.14...] são aquelas que vigoram durante situações de emergência. segundo Otávio Piva. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. sendo o caso.2. Nas palavras de Otávio Piva. a. entre outras”. estado de sítio. [. tais como guerra. [. segundo Otávio Piva.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. 5°. b) Vedação do emprego da analogia.] é o estabelecimento de diferenças. [. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis.. XLI. trazendo a descrição minuciosa do fato punível. ou seja. 5°.. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa. portanto. XXX) 14. [. estado de defesa. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade. a Constituição está a proibir discriminações . Aplicação do art.. a. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art.” 14. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas).2. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa. Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas). 16. pode gerar a norma penal. de atipicidade”...] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. o dispositivo é norma de eficácia limitada. De acordo com Otávio Piva.1.. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica.

Tortura (Lei n. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança. angústia ou dor. porém.] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. degradante. art. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva.072/90) a.2. 18. De acordo com Otávio Piva. CF. XII.072/90 c/c art. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário.1. CF. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo.3. XLII c/c LEI 7. Tráfico de entorpecentes (Lei n. tanto físico quanto moral [. APLICAÇÃO DO ART. a) Posição do STF. CF. 5°. a.. 84. a.. ANISTIA E INDULTO .] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. Não estão superadas. art.. 48. com o objetivo concedida coletivamente. religião. . 8. entre outros”. 33 da Lei n. 11. CP. 11..343/06 ). XLIII. VIII.. art. APLICAÇÃO DO ART. 9555/97). 188. é a “[. art. desumano. retroativo. racial. a. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’.343/06) De acordo com Otávio Piva..de quaisquer ordens.4. 107. 84. a. ideológico. político. 21.424/RS. XVII e art. quais sejam.” a. GRAÇA. Crimes hediondos (Lei n. art. HC 82. aspectos étnicos. 5°. a) Conceitos. nacionalidade.5. intuito personae. de promover o esquecimento de infrações penais.conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. Entorpecentes (Lei n. enquanto fenômeno social e histórico complexo. são “[. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. 17. 8.716/89. XII e LEP. etc). religioso. desmedido.6.]”.

LI 20. com intuito de processá-la. Conceito De acordo com Otávio Piva. Deve ser requerida pelo condenado. 22.1. 20. com fundamento em tratado internacional. APLICAÇÃO DO ART. por meio de Decreto.] ato da conveniência do Poder Executivo. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. podendo ser parcial. Provocada pelo Poder Público.815/80. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. b) Legislação ordinária: Lei n. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. contra a ordem constitucional”.2. XV.. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva.Somente extingue a punibilidade. 5°. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado.. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. . 19. XLIV. essa possui natureza de ação especial. Exclui o próprio crime. art.4. secundários. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados..3. Competência do Presidente da República. é “[. podendo ser parcial. 19. civis ou militares. ou em compromisso de reciprocidade. Disciplina legal a) Competência: CF. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. 20. por meio de Decreto. não existe [. Competência do Presidente da República. julgá-la ou par cumprir a pena”. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. 20. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. Não afasta a reincidência. por meio de Decreto.1. Contudo.]até o momento. Não afasta a reincidência. 20. Segundo Otávio Piva. por meio de lei. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado.APLICAÇÃO DO 5°. a entrega do súdito reclamado”. de caráter constitutivo.. 6. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica.

3..927/2001”. a. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”. independentemente do momento que o crime foi cometido. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil.815/80 preconiza que a “[. nos termos do art. nesse caso. Tratado de Amizade (Decreto 3.2.. mas um Certificado de Igualdade que.] extradição será requerida por via diplomática ou. De acordo com Otávio Piva.927/01).. proferida por Juiz ou autoridade competente[. 6. celebrado em Porto Seguro/BA. 102. Aplicação do CF. aos governos estrangeiros. 20. a. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil.1.1...]”. o art. Requisitos necessários: “I.715/88. os quais poderão ser reivindicados”.. gozo da nacionalidade brasileira”. Pressupostos gerais. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva. II. diretamente de Governo a Governo.1.2000.1. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas. segundo a lei brasileira.7. 18 do Decreto n.6.. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer.1. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados).3. 80 da Lei n.5. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. 2. 20. 12.] aos portugueses. 2. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. residência permanente no Brasil. b) De acordo com Marcelo Alexandrino. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. o STF “[. pelo Estado brasileiro. diretamente. que são aquelas requeridas. 20. por Estados estrangeiros (CF.. . ao Governo do Brasil.c) Decreto n. art. “g”). devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas. Exclusivamente para Portugal. III.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas. não é conferida a naturalização brasileira. art. a. “[. a. §1°. 86. que tem capacidade civil. em 22.04. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins.

. de qualquer forma. para os fins de processá-la. Ao estrangeiro que.815/1980 .815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. “[. 2. Rel. 6. 4 °..010QO/República Federal da Alemanha. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.815/1980 Decreto 98. 1.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira.9. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. para efeito de repressão interna. 24-05-2006.1. julgá-la ou para cumprir a pena. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. a ordem política ou social. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva. Pressupõe infração cometida no território brasileiro. 20. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. Min. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.8. Joaquim Barbosa.961/1990 Deportação Lei 6..]”. VIII). ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. b. Posição do STF (Ext. atentar contra a segurança nacional. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. 5°. não se submetem à noção de criminalidade política. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. além de haver qualificado o terrorismo. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n. 7. como crime equiparável aos delitos hediondos [.. Aplicação do art. art. segundo Marcelo Alexandrino. Pressupõe infração penal cometida no exterior.

93. I e II do CPP). b. 621. 22. solicitada pelo país estrangeiro. 5º LXXIV c/c art.1. tais como... c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos .. LX c/c art.054/2000. 5° . 5°. APLICAÇÃO DO ART. 93.]”. 133 do CPC (dolo. “[. APLICAÇÃO DO ART. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20..1. a. LXXV a)Erro judiciário a. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. para Otávio Piva “[. LVIII. 21. 20. a)Identificação. O acesso à justiça 25.12. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes.] é a permissão. APLICAÇÃO DO ART. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. Âmbito civil – art. APLICAÇÃO DO ART. “Considerou o STF.. IX e art. b) Publicidade dos atos processuais. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. 134 24. Âmbito criminal . 37.. APLICAÇÃO DO ART. LIX 23.11.. considerou constitucional a Lei 9. carteira de identidade.13.2.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.. “caput” e art. 24.revisão criminal (art. APLICAÇÃO DO ART. 5°. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10.. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. passaporte etc. LX.20.Exceção: art. LXXVI a)Segundo Otávio Piva. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. fraude e desídia do magistrado) 26.1. o STF. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). 5°. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. 5°. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis.534/97. 5°.

-LENZA. 29. 2009. 30. . 2010.MORAES. 2. §2°. George. SILVA E NETO. Marcelo. SILVA. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. 2ª. 5. 15.MARMELSTEIN. Curso de direitos fundamentais. §1°. BIBLIOGRAFIA: 1. – São Paulo: Saraiva. Vicente.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. Coimbra: Coimbra. APLICAÇÃO DO ART. §2°. Direito Constitucional. APLICAÇÃO DO ART. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 2011. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. 4. São Paulo: Malheiros. Jorge. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. APLICAÇÃO DO ART. PAULO. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. a) Analise já realizada (George Marmelstein). São Paulo: Atlas. c) atuação do órgão jurisdicional”. ed. 28. 2009. Direito Constitucional. 1997. Ed. Manoel Jorge. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. 7. APLICAÇÃO DO ART. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 5°. – São Paulo: Atlas. 6ª. Alexandre. 5°. – Rio de Janeiro: Forense. 8. José Afonso da. ALEXANDRINO. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. Ed. 27. Curso de Direito Constitucional positivo. Rio de Janeiro: Forense. b) comportamento das partes e seus procuradores. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. 3. Ed. 5°. 6. a) Analise já realizada (George Marmelstein).. 5°. 2009. 2010. bem como a primeira certidão respectiva”.

. 2.DA NACIONALIDADE 1. 2.2. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.1. População 2. é o elemento humano do Estado. Nação 2. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”.1. POVO. POPULAÇÃO. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. NACIONAIS.

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP. nacional ou estrangeira. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo). a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. b) Habeas corpus preventivo é utilizado... Objetivo: proteção ou reparação in natura. 1. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”. Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”. entidade de classe ou associação. organização sindical.6. 4.4.7. séria e objetiva”.. 1 (um) ano. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”. LEGITIMIDADE 3. segundo Marcelo Novelino. §2°). legalmente constituída e em funcionamento há.1. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. 142.016/09) 2.]”. hipótese na qual a ameaça deve ser grave.1. . b) Sujeito passivo. 12.2. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo. 1. 654).2. 2. “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal.]”. mas não podem ser paciente [.2. 3. pelo menos. 4. de acordo com Marcelo Novelino. segundo Marcelo Novelino.1.5. OBJETO E OBJETIVO 4. de acordo com Marcelo Novelino.. Objeto: direito líquido e certo. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. art. Legislação (Lei n. MANDADO DE SEGURANÇA 2. Legitimidade a) Legitimidade ativa. 3. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”.

a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo). O que se entende por direito líquido e certo? “[. art. art. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. 7. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. 12.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo... De acordo com a Lei n. Segundo Marcelo Novelino. b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo. Exceção: Súmula 429. d) no caso de lei inconstitucional. 1°). pois não haverá mais lesão. 8. Equiparação a atos de autoridade.. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino. 6.] o direito passível de ser provado de plano.1. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. LXIX. 6. do ato impugnado. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . Lei 12. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo.1.016/09. por meio de documentos. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. dilação probatória”..016/09.2. não flui o prazo. 7. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF. 12.016/09. art. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430). no ato de impetração. o prazo decadencial não poderá ser aplicado.5°).4. NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. o prazo decadencial é de 120 dias. pelo interessado.5°. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. art. 23. contados da ciência.3. por conseguinte. 6. não “[. dirigentes de pessoas jurídicas. 5. independentemente de caução.

7°. art.1.016/09. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público.1. 102. 9. c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF..3.]”. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora. contemplados na Constituição..3.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. 8. h). mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior.6. §2°). 9. §4°. 121. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários.. 9. 8.4. 9. b) Superior Tribunal de Justiça (CF. o mandado de injunção “[. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[.. art.2.5.5. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. I. q). que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas.. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF.2.4.1. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora. art. art. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada. art.]”. MANDADO DE INJUNÇÃO 9. §3°). V). TIPOS DE PROVIMENTO . 9. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência. 9. 9. não sendo admitido litisconsórcio passivo”. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino.016/09.. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. à soberania e à cidadania.8. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora. I. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. 8. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. 105. 7°.

.]”. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”.2.507/97 sobre o significado “caráter público”. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11. 10.717/65.. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4. AÇÃO POPULAR 11. art. c) que tenham banco de dados aberto ao público. §1°). tendo a decisão efeito inter partes[..]”. §3°).1.1.1..3. 10. 10.]”. b) Corrente “[.. art. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. b) A questão dos portugueses (CF.. c) O papel do Ministério Público. . não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção. art. HABEAS DATA (CF. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual).4. b.. b.]”. a.] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente.. segundo Marcelo Novelino..2. e) universidades particulares. 1°. LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [. 10. o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. OBJETO: liberdade de informação pessoal. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[.a) Corrente não-concretista que. b) pessoas jurídicas de direito privado. d) partidos políticos. LXXII) 10. 12.. 5°. c) complementação de informações constantes destes registros.1.

José Afonso da. b) Efeitos da ação manifestamente infundada. Alexandre.4. 2009.11.. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. . 4. n. 2009. 3. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. Ed. 2. 2ª. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. I. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional.5.MORAES. – São Paulo: Saraiva. 102. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. Curso de Direito Constitucional positivo. Curso de direitos fundamentais. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. §4°).MARMELSTEIN. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65. Ed. 5. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. 8.3. São Paulo: Malheiros. George. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. art. Vicente. f). NOVELINO. Competência a) Sobre a competência. Marcelo. ALEXANDRINO. Jorge. art. pertencentes à sociedade. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4. SILVA E NETO. 2010. 11. São Paulo: Atlas. art. 11. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ed. 5°.7. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 2010. Pedro.-LENZA. 11.717/65. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. 1997. 15. 11. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. São Paulo: MÉTODO. 6°). Ed. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. SILVA. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória. 11. – São Paulo: Atlas. via de regra. 2011. 6.MIRANDA.6.2. Direito Constitucional esquematizado. 6ª. Direito Constitucional. 7. Direito Constitucional. 2009. – Rio de Janeiro: Forense.8. Marcelo. Coimbra: Coimbra. à moralidade administrativa. Manoel Jorge.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1. INTRODUÇÃO .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

]”.2..] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3.1. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional). APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado). é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”. Nas lições de Uadi Bulos. a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”. 3.Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA . Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território.2.FORMAS DE ESTADO 3. o “[. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO. o “[. 3. 3. em vez de permanecer concentrado na entidade central.2. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal)..1. a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram..]”. “[.3. 3.2. segundo Marcelo Alexandrino. NA VISÃO CLÁSSICA. que é soberano”.1. segundo Marcelo Alexandrino..3. O ESTADO UNITÁRIO.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central.] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3.. De acordo com Uadi Bulos. podendo “[.. “[...] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [.] Estado federado (federal.3.3. Estado federado.... O poder político. 2. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal. de acordo com Marcelo Alexandrino. 3.2.2..2... CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino..2.1. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política.

a confederação consiste numa “[. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5.FORMAS DE GOVERNO 5. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado .FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.] união dissolúvel de Estados soberanos. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino.CONFEDERAÇÃO 4. SISTEMA DE GOVERNO 6.2. sob a regência do Direito Internacional [.1.1..]”.. mediante a celebração de um tratado.. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível. que se vinculam.2.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4. o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade. irrenunciável. 5..2. 6. e como se dá a relação entre governantes e governados”. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. 4.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”.1.

de participação do povo – destinatários das ações governamentais [.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7. b) Democracia. “[. 8.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [.3. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art. repartição de competências entre os entes federados. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia.4..1.. 1° e 18) 8. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. segundo Marcelo Alexandrio. b.]”. 7.] em democrático e autocrático. 2) Democracia indireta ou democracia representativa. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta. 3) Democracia semidireta ou participativa. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.1. os regimes de governo distinguem-se “[.] na democracia prevalece a vontade da maioria.. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto). 8..2. “[. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar.]”. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação. b) Por desagregação 8. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias.. extrai sua força da Constituição.2.. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7.1. com base na existência. segundo Marcelo Alexandrino. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. participação dos Estados no Poder Legislativo Federal.1. descentralização político-administrativa. possibilidade de intervenção federal. ou não.1... órgão representativo dos Estados-membros. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789... . a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”. impossibilidade de secessão.

2011. BIBLIOGRAFIA: 1. 4. 2009. 150.2. Ed. ed. c) controle de constitucionalidade.-LENZA. Jorge. Marcelo. §4°. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros.i) j) formação dos Estados. Direito Constitucional. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. 31. Ed. George. 2009. 2010. I. Garantias constitucionais da forma de estado federada. Direito Constitucional esquematizado. 1997. “a”. São Paulo: Atlas. 15. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . 2010.MIRANDA. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8.. – São Paulo: Saraiva.2. Vicente. Alexandre. são as seguintes: a) repartição de competência. José Afonso da.1. 6. 2ª. ALEXANDRINO. 34 a 36 da CF/88). 8. art. d) processo de intervenção (art. 6ª. da CF/88). Direito Constitucional.2. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Pedro. da CF/88).2. 8. SILVA.MORAES. Coimbra: Coimbra. VI. 60. – Rio de Janeiro: Forense. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – São Paulo: Atlas. 2. Curso de Direito Constitucional positivo. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. e) imunidade recíproca de impostos (arts. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). Curso de direitos fundamentais.MARMELSTEIN. g) vedação do direito de secessão (art. previstas na Constituição brasileira de 1988. 3. NOVELINO. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). São Paulo: MÉTODO. 8. Ed. 7. PAULO. 5. Manual de Direito Constitucional. SILVA E NETO. Manoel Jorge. b) rigidez constitucional. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional.

técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. § 1º).. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. 22.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [. § 1º). 32. art. art...1.1. “são parcelas de poder atribuídas. os encargos de cada unidade federada.. aos entes políticos.2. segundo Marcelo Novelino. arts. simultaneamente. com base na natureza e no tipo histórico de federação. 30. permitindo-lhes tomar decisões. 18.1. § 1º). 32. art. 2. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. “[. 23. Distrito Federal (CF.. 3. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. pela soberania do Estado Federal. arts. o “[. parágrafo único). art. técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. art. Repartição horizontal. 21 e 22) e aos Municípios (art.. Repartição vertical.. 25. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art. I). 21.]”. caput. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art. a) b) c) d) União (CF. 2. no exercício regular de suas atividades.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias.]”. Estados (CF. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF. §1º). 22. Municípios (CF. 1º. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. Por exemplo.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui.” 3. 34 e s. 30). art. 23). a todos os entes federativos (art.. . 25.). 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. caput. Por exemplo. 21).2. de acordo com Marcelo Novelino. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. 3.

22) . art.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino. art.3.. “[. 22. parágrafo único. I) .. 24. Espécies de competência: .. aos Estados e ao Distrito Federal (art. técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art. § 1º) b) comum. art. II).] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [.residual (CF.suplementar (CF.]”. art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS . 30. 3. a competência legislativa “[. arts. 151. 24).. parágrafo único) . e 23.. §§ 1º a 4º) . art. São competências para atuação efetiva. art. 24) . Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art..] estabelecem o poder para normatizar. remanescente ou reservada – CF. art.21. cumulativa ou paralela (CF. 30.originária (CF. I).• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União. para executar tarefas. art. 145 a 162).]”. 30. art. 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art.privativa (CF.delegada (CF..concorrente (CF.. 25. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. art. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF. 30.

ao simples exercício de atribuições legislativas. art. participando ativamente na concretização de políticas públicas”.1. com legislação.2. 1.1.3. Estados-membros ou Estados. È pessoa jurídica de direito público interno. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação..1. 23). têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. que atuam como núcleos autônomos de poder.2. §1º.DA UNIÂO 1. b) União na acepção externa ou internacional.4. 22. d) competência comum (CF. art. b) competência legislativa privativa (CF. 43. art. 2. 20.]”.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF. desligadas dos Estados-membros. I a XXIX).. e) competência residual (CF. por isso. com composição populacional própria. .1º . §§1º a 4º). art. caput). 21. 18. BENS DA UNIÃO (art. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. autonomia. I a XI) 1. 24). art. 1. I a XXV). 145 a 162). CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. “Estados federados. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. art. 109. art. executivas ou jurisdicionais. CONCEITO Segundo Uadi Bulos. 2. c) competência concorrente (CF. constituem ordenações jurídicas parciais.5. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. governo e jurisdição próprios. Não se restringem. a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. Muito além de meras partes conformadoras da federação. 1. competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [.

CONCEITO . art. DOS MUNICÍPIOS 3. Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. §§ 2º e 3º). e 25. MICRORREGIÕES (CF. destituídos de sede. 28 e 125 da CF/88) 2. c) competência delegada (CF. 2. f) competência comum (CF. desmembramento por formação.4. b) oitiva das Assembléias estaduais. art.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF.5.8. 4º). b) competência enumerada (CF. embora apresentem problemas comuns’. REGIÕES METROPOLITANAS. § 4º. 23). caput da CF/88). art. art. art. 25. caput da CF/88). d) competência concorrente (CF. e) competência suplementar (CF. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. 26. 24. I a XVI). 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art.7.1. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. 25.6. 25. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. § 1 º). parágrafo único). 18. 24. 18. art. 27. BENS DOS ESTADOS (CF. § 3º) 2. § 3º) 2. §§ 1º a 4º). art. 25. desmembramento por anexação.3. 22. Capacidade de auto-administração (art. § 1º da CF/88). Na conceituação Uadi Bulos. Capacidade de autogoverno (art. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. 2. 3. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). arts.3. I a IV) 2. reunidos em torno do Município-mãe. art. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes. art. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes.709/98. Capacidade de autolegislação (art. 25. subdivisão.2.

redação dada pela EC n. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. para administrar. VII. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. REQUISITOS FORMAIS. comum e suplementar da municipalidade. a incorporação. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts.7. arts. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. arts. “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. 29) Na posição de Bulos. 3. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. descentralizadamente. §8º). 23).De acordo com Uadi Bulos. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município. 35 e 36 da CF/88) 3. c). § 4º . 1º. caput. e) competência comum (CF. possuindo governo próprio.2. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. regras de competência legislativa. d) competência suplementar (CF. regras a respeito do processo legislativo municipal.4. 3.5. 182). FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. a fusão e o desmembramento de municípios. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. art. 30. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. disciplina contábil. 3. b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. § 4º. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. III a IX. Capacidade de autolegislação.4. 30. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. I). DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. . assuntos de interesse local. c) hipóteses já descritas.3. art. 18. art. 3. 30. art. 29. art. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. 16/96). art. Capacidade de auto-administração. serviços de interesse local”. 18.1. caput. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. financeira e orçamentária do Município. 18. e 144. 30 e 34.6. 3. SÃO: 3. II).

4. Capacidade de auto-administração (art. art.5. AUTONOMIA 4. art. ou dos municípios”. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. art. caput da CF/88). XVII da CF/88). §1º da CF/88). art. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. 150. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. art. II). 25. caput do ADCT). 32. 4. § 6º).b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. art.1. I c/c o art. 18. I. 22. d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. art. “ é a entidade político-administrativa. • • • Reserva de lei federal (CF. Capacidade de auto-organização (art.3. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada.1. art. § 1º) c) competência delegada pela União (CF.633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. 4. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. e § 4º). art. 16. 19. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. § 4º. § 1º) 4. c/c o art. f) competência suplementar do município (CF. NATUREZA 4. 32. III). 21. 22. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. III a IX). VI. parágrafo único). 4.4. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). §§ 2º e 3º). d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. .CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos. 19. 30. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. 32. b) Súmula 647 do STF c) Lei n. VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. b. 5. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. DO DISTRITO FEDERAL 4. art. 25. integrante da federação brasileira”. II). § 2º. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. art. e) competência enumerada do município (CF. XIII e XIV. 30. 32.2. 144. 10. 19. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. 24.

Curso de direitos fundamentais. 18. 6. Rio de Janeiro: Forense. 14 do ADCT) e Amapá (art. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. Manual de Direito Constitucional. § 3º) 6. Ed. 33. 6. NATUREZA AUTÁRQUICA 6. 2.3. § 2º). Pedro. 6. Marcelo. 5.MIRANDA. 211.7. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art. Jorge. 1997. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. art.4. 6. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. – São Paulo: Saraiva. 6. – São Paulo: Atlas. 33. art. 33. 21.5. O PODER EXECUTIVO (CF. 15. 2010. 6. O PODER LEGISLATIVO (CF.. por imposição do Tratado de Petrópolis. XIV). 6.8. George. 2ª. 33. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. 4. Direito Constitucional esquematizado. 84.6. adquirido nos idos de 1903. 2010. 6. Ed. 33. POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF.10. Direito Constitucional. NOVELINO. 3º). art. 33. 2009. § 1º).-LENZA. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art.MORAES. § 1º). 14 do ADCT). BIBLIOGRAFIA: 1. § 2º. .6.MARMELSTEIN. ed. XIV). 3. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. art. Direito Constitucional. SISTEMA DE ENSINO (CF.9. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF.11.2. art. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”. 15 do ADCT). 2011. c/c o art.1. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. Alexandre. art.12. art. art. O PODER JUDICIÁRIO (CF. caput) 6. São Paulo: MÉTODO. CONTROLE DE CONTAS (CF. § 3º).

Curso de Direito Constitucional positivo. Manoel Jorge. 7. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE .6. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. Vicente. SILVA E NETO. 2009. Marcelo. 2009. São Paulo: Malheiros. Ed. 6ª. Direito Constitucional. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. Direito Constitucional descomplicado. 8. PAULO. – Rio de Janeiro: Forense.

2.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”.. de acordo com Marcelo Alexandrino.1. de acordo com Marcelo Alexandrino.1. dos Estados. V). 34.1. o “[. decide pela intervenção e. 3.. 2.. b) Defesa da ordem pública (CF. I e II). 34.1. 3. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.2.] Chefe do Executivo... “[.1. INTERVENÇÃO 1. 3. “[.2. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. a execução.1. de ofício.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1. 34. há “[. 1. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo.. b) Anormalidade 2. estará obrigado a decretar a intervenção”.. HIPÓTESES 3. isto é. art. do Distrito Federal e Municípios”. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. 36. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino.1.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”. art. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF. dentro de seu Juízo de discricionariedade. art. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. . Intervenção federal provocada por requisição. III). independentemente de provocação de outros órgãos”. 34.. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo.. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art.1.2.2.Intervenção federal provocada por solicitação.INTERVENÇÃO FEDERAL 2.] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade.. Previsão constitucional: CF. art. c) Defesa das finanças públicas (CF. § 4). 3.

tornar-se-á. 36. art. 34. a nomeação de interventor será necessária. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ.2.1. art. art. desde que o ato de intervenção atribua. Diferentemente. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF. Obrigatoriedade do controle político (CF. a nomeação do interventor será necessária. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo.2. art.1. 3. § 3°. 36. CONTROLE POLÍTICO 6. § 1°.DECRETO INTERVENTIVO (art. envolvendo questões constitucionais. 3. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. implicar necessidade de nomeação de interventor.34. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF.a)CF. 49. CONTROLE JURISDICIONAL 8. 34. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. 6.3. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. desde logo. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. § 1°) 6.. I. art.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. “[. 34. 4. 34. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. art. Assim. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho. para que ele exerça as funções do governador.2. 91. c) CF. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. 60. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo. art. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. art.art. I) Segundo Marcelo Alexandrino. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. . ou não. 90. Competência para proceder à intervenção dos municípios. IV) Exceções ao controle político (CF. desnecessário haver um interventor. II) 5. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. 34. VI.. “34. 36.2. VII. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”. b) CF. Com efeito. IV”) 7. art. art. art. I da CF/88) 4.] a intervenção pode.

Marcelo. 15. 2010. 8. Jorge. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. 2. Manoel Jorge. Direito Constitucional esquematizado. MORAES. HIPÓTESES (CF. MARMELSTEIN.2. 2009. José Afonso da. Marcelo. PAULO. SILVA E NETO. 7. NOVELINO. 4. 2010. 5. Ed. BIBLIOGRAFIA: 1. Rio de Janeiro: Forense. 2009. São Paulo: MÉTODO. 35. 1997.. SILVA. Direito Constitucional. 3. Curso de Direito Constitucional positivo. George. 2009. . Alexandre.2. 2ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. 2011. – São Paulo: Atlas. MIRANDA. 35) 8. Ed.1.8. art. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. LENZA. ed. São Paulo: Malheiros. ALEXANDRINO. 6ª. Vicente. Pedro. – Rio de Janeiro: Forense. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. Aplicação do art. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. Ed. Direito Constitucional descomplicado. IV. 6.