DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”. São Paulo: Malheiros.. 1. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2. apesar de ser um termo recente.]”. “[. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes...1. CONSTITUCIONALISMO 1.. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. De acordo com Gomes Canotilho.1. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [.. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino. o “[. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. José Afonso da. 2. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.2. 2009.] constitucionalismo.2. SILVA. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino.8... ESTADO HEBREU 2. 2. Curso de Direito Constitucional positivo.2..1.] Mais do que uma simples técnica constitucional.

com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra.5. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”. . 2.1. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo. e VI) a importância das convenções constitucionais”.1. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. IV) a independência do Poder Judiciário. 2.4. principal fonte dos direitos. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. III) a responsabilidade parlamentar do governo. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários. II) a prevalência da supremacia do Parlamento.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). II) a monarquia parlamentar. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. 2.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. V) a forma federativa de Estado. 3. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais. VII) a forma republicana de governo.. “[. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”. VI) o sistema presidencialista.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez. VIII) o regime político democráticos.. ESTADO GREGO 2. II) forte influência da religião. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo.3. II) a ideia de supremacia da Constituição. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino.3.

com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”.o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [.]”... e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino.2.] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras. “Na Europa. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”..]”. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino.3. cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945). CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [.. 4.. 4. a “[. . Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada).2.. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. 4. II) mais ponderação que subsunção.3. III) a consagração do principio da separação dos poderes.1. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937). 4. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. II) a limitação dos poderes. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA.3. 4.1.

. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. 1. 2005.. Vicente. 7. Direito Constitucional esquematizado.]”. 2010. Direito Constitucional. NOVELINO. às vezes tendencialmente contraditórios. 2009.. 6ª. São Paulo: Malheiros.. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino. 4. e) universalização “[. PAULO. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário..] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. – Rio de Janeiro: Forense.MORAES. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. Curso de Direito Constitucional positivo. Pedro.BONAVIDES. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [.] da Constituição.. São Paulo: MÉTODO. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária. 2009. Direito Constitucional descomplicado. Curso de Direito Constitucional. 5. Manoel Jorge.. 15.4. d) integração “[.... SILVA E NETO.. 2010. São Paulo: Malheiros. ALEXANDRINO. São Paulo: Atlas.LENZA.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. José Afonso da. Rio de Janeiro: Forense. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. Ed. Paulo. b) continuidade “[.. Alexandre.] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 8. e V) coexistência de uma constelação plural de valores. . em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. Ed. SILVA. 6.]”. 2011.

.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 1.... mas não contêm matéria de decisão política fundamental”.. em seu livro “Qué es una Constitución”?). 1.5. então.1.. “[. “[. segundo Pedro Lenza.... pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [. considerada norma pura.]”.3.2.]. vida democrática etc). terá natureza constitucional.. puro dever-ser. “[... 1. traduzindo o pensamento de Kelsen. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. Caso isso não ocorresse. não importando o seu conteúdo [.. .. Sentido jurídico. Sentido político (defendido por Carl Schmitt). segundo Pedro Lenza. Sentido material. de acordo com Pedro Lenza. sem qualquer pretensão a 1. de acordo com José Afonso da Silva... por um poder soberano.] José Afonso da Silva.”[.]”. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.Constituição é. 1. direitos individuais. observa que “.CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado.]”. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [.] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo. Sentido formal. “[... ela seria ilegítima.] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais). segundo Pedro Lenza..4.

. 15. Pedro. 6. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. Curso de Direito Constitucional positivo. Alexandre.MORAES.5. Ed. 4. Vicente. 2005. – São Paulo: Saraiva. política ou filosófica. . 6ª. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. São Paulo: MÉTODO.. São Paulo: MÉTODO.fundamentação sociológica. 1. NOVELINO. 7. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. 2011. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo. 2009. Ed. Curso de Direito Constitucional. 2010. 2010. Manoel Jorge.1. SILVA. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. José Afonso da.LENZA. 1. São Paulo: Atlas. Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rio de Janeiro: Forense. 5.BONAVIDES. – Rio de Janeiro: Forense.]”. SILVA E NETO. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. 2009. São Paulo: Malheiros. Paulo. 8.

1. votada ou popular. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte..]”.. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza. 1967..CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. da deliberação da representação legítima popular [. nascendo...]”. 1937. 1934. “são as constituições impostas. em nome dele. portanto. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824. .. ou governante).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. de maneira unilateral.. segundo Pedro Lenza. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891.] também chamada de democrática. “[. e a Emenda n. pelo agente revolucionário (grupo. eleita diretamente pelo povo. atuar.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. 1/69.

.]”. largas..]”... “[. reflexivamente.. de ideologias bem declaradas. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. prolixas. “seriam aquelas enxutas. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[..] elaboradas de um só jato. de planos e sistemas prévios.. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. de dogmas políticos [.]”. b) Formal.. básicas). “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. segundo Pedro Lenza. no Chile [. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. por uma Assembleia Constituinte [.. . segundo Pedro Lenza. Segundo José Afonso da Silva.. b) Analíticas (amplas.. longas. “[. Exemplo: Magna Carta de 1215..4. mas tampouco é democrática. 1.. de acordo com Pedro Lenza. breves. Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos).]”. 1.]”.não é propriamente outorgada. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. sumárias.] surgem através de um pacto. a organização de seus órgãos. ainda que criada com participação popular [.. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. “[. e não o conteúdo de suas normas [.]”.c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile. 1. nas palavras de Pedro Lenza. racionalmente.. Exemplo: Constituição brasileira de 1988. os direitos e garantias fundamentais [.]”. d) Pactuadas. b) Históricas. de acordo com Meirelles Teixeira. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. as chamadas constituições bonapartistas. com Pinochet....] partem de teorias preconcebidas..] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. volumosas. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. desenvolvidas..]”. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988.. e da era napoleônica..].3. reunindo a história e as tradições de um povo [. Além disto. sucintas...]”.. extensas.2. nas palavras de Uadi Bulos. inchadas).. advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. segundo Pedro Lenza...

. previstas na Constituição brasileira de 1988. sendo também denominadas permanentes. 1988. graníticas ou intocáveis”.6. 1. d) Fixas. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876. ou seja. “[. Nas palavras de Pedro Lenza. 1946..] são aquelas constituições que exigem.1.. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. 1969.] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou..] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. de acordo com Uadi Bulos. as cláusulas pétreas. Posição de Pedro Lenza: .. o documento constitucional passa a ser rígido”. “[. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. 1934. “são aquelas constituições inalteráveis.6. mais solene. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922... enquanto outras não requerem tal formalidade [.]”. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848. 1967.. pode ser considerada superrígida. e portanto.. b) Flexível. “[..]”. e) Imutáveis. segundo Kildare Gonçalves Carvalho. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. 1937. são imutáveis.5. um processo legislativo mais árduo. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. f) Superrígida.. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891. ultrapassado este. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns. de acordo com Pedro Lenza. isto é.]”. segundo Pedro Lenza. à MUTABILIDADE (Michel Temer.]”. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. g) Transitoriamente flexíveis. o poder constituinte originário [. segundo Alexandre de Moraes.1.. Exemplo: Constituição de Baden de 1947.. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes).. mas apenas por determinado período.

estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [..]”. a um compromisso constitucional ou.. capítulos e seções. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação.]”..]”.... “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. de acordo com Pedro Lenza.6. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais.. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto.3. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). “[.]”...] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[.. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência).. Segundo Gomes Canotilho.a) Reduzidas (unitárias). de acordo com Pedro Lenza. “[. 1. segundo Pedro Lenza.2..8.] numa sociedade plural e complexa. b) Eclética. “[. “[. ao contrário da escrita. formando em geral um único corpo de lei”...]”. costumes. no procedimento constituinte.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [. É formada por ‘textos’ esparsos.]”.). Exemplos: Constituições soviéticas de 1923..6.]”. foi possível chegar. a vários ‘compromissos constitucionais’ [.7. defendido por Karl Loewenstein: . 1. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos. 1936 e 1977. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária). se preferirmos.. não traz as regras em um único texto solene e codificado.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.. 1. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira. jurisprudência..]”.. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’.] seria aquela constituição que. b) Variadas. “é aquela formada por uma só ideologia [. e baseia-se nos usos. sendo formadas de várias leis constitucionais [... 1. convençõe [..... segundo Pedro Lenza.

voltadas para um dia serem realizadas na prática [. É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente.. pelo que é possível a aplicação coercitiva.. Além de juridicamente válidas. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”.]”. ....] predominam os princípios.. Por isso é que a URSS. “[.. Na verdade. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. segundo Guilherme Peña de Moraes.. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. “[. pelo que é necessária a mediação concretizadora. tal como a Constituição brasileira”. quando o corpo nacional tiver crescido”. “[. b) Preceitual. “[..]”.] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho.. segundo a doutrina. “[..] prevalecem as regras. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração...] modernamente.. concretizadoras de princípios. segundo Guilherme Peña de Moraes. estariam em total consonância com o processo político. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração. adotaria nova Constituição..] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social.. pois visa a garantir a liberdade. isto é. como fez em 1924. b) A constituição nominais. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [.. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho. tal como a Constituição mexicana. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. No dizer de Loewenstein.]. Quanto ao sistema: a) Principiológica. consagrando valores. a Constituição registraria um estágio das relações de poder. c) Semântica 1. 1936 e em 1977 [.a) A constituição normativa. “[..] Seriam constituições prospectivas.9. limitando o poder [. Quanto a) Constituição-garantia. b) Constituição balanço..10. Nelas. de acordo com Uadi Bulos. 1.] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica. segundo Uadi Bulos..

. segundo Pedro Lenza.]”. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho. também chamados de direitos de 2ª dimensão”.]”. b) Constituições sociais (constituições positivas). de acordo com Pedro Lenza “[. assim.c) Constituição dirigente. 2. a ideia da não intervenção do Estado.] destacamos os direitos humanos de 1ª. a) Constituições liberais (constituição negativa). “[... 1.11. os direitos sociais.. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 .] refletem um momento posterior. consagrando a igualdade substancial....] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [. “[. dimensão e. de necessidade da atuação estatal.. Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares).. bem como a proteção das liberdades públicas [.. bem como.

.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [.[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social.] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [....3.]”. nas palavras de Pedro Lenza...]”..] normas que 2. “[. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2. 2. a defesa do Estado e das instituições democráticas [.]”. “[. Elementos de estabilização constitucional.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.. “[. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais. 2.. nas palavras de Pedro Lenza. 2.]”. Elementos formais de aplicabilidade.]”..2.. nas palavras de Pedro Lenza. 2... “[.. nas palavras de Pedro Lenza. “[.4. Elementos limitativos.1..5. ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva)..] consubstanciados nas normas constitucionais. nas palavras de Pedro Lenza. intervencionista [. Elementos orgânicos... Elementos socioideológicos.

– São Paulo: Saraiva. Marcelo. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. 8. Curso de Direito Constitucional. Pedro..LENZA.1. SILVA. 1. 2011. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional descomplicado. 1. 6ª. 15.BONAVIDES.De acordo com Pedro Lenza. . Vicente. mediante supressão. Manoel Jorge. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. Direito Constitucional. PAULO.2. De acordo com J. 4. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. 2010. – Rio de Janeiro: Forense.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. “Qu’est-ce que le tiers état?. NOVELINO. é o poder que tem por finalidade “constituir”. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. Paulo. SILVA E NETO. 2010. o poder constituinte “[. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional. José Afonso da. Canotilho. Direito Constitucional esquematizado. ALEXANDRINO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. 2009. Direito Constitucional. 6. Ed.J. 2005.1. 7. 2009. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. 5.1.. Marcelo. Rio de Janeiro: Forense.MORAES. Alexandre.PODER CONSTITUINTE 1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2. Curso de Direito Constitucional positivo.

3.2. chamada não soberana. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo).5. Procedimento misto. temporariamente. . de primeiro grau) 3. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes. 3. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”.2.3.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos. “[. inaugural. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado.2. 3. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico.. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico.4.2.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3.6. a. g) A nação pode delegar. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. a. Democracia direta.1. Conceito Segundo Pedro Lenza.1. 3. b) revolucionário.3. a. Procedimento constituinte indireto. c) ilimitado juridicamente. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. d) Dentre os poderes constituídos. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte. b) autônomo..

3. incondicionado e soberano na tomada de 3. 4. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. b) É um poder subordinado. c) É um poder subordinado e condicionado. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. 4.1. “[.6. 3.. De acordo com Pedro Lenza. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. b) Limitações circunstanciais. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. e) indisponível e inalienável.]seria a modificação do texto constitucional. e) poder de fato e poder político. nesse sentido. sendo. c) Limitações processuais ou formais. Limites ao poder constituinte originário 3.7.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. 4.2. 4. secundário. c) limites heterônomos.d) absoluto. soberano..5. b) limites imanentes. alterando. d) É um poder jurídico. 4. “[.7. de segundo grau) 4. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. d) Limitações materiais. ilimitado. constituído. e) Limitação à revisão total. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”.. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção.4. .1. suas decisões.

A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art... 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art. b. 5. b) Poder constituinte derivado decorrente (art. Mutação constitucional 6. “[.1.. “[.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas.. Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino. por exemplo.2. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. MUNICÍPIOS (art.. da CF/88). segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo.. por óbvio. 3°... Conceito . Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza.1. do ADCT). PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL.. 11 do ADCT). 6. 6. 32.2. por meio de plebiscito). só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais.6. 4. 6.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. 18. o poder constituinte decorrente.1. Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. Na visão de Marcelo Alexandrino.. caput. 59.Para Marcelo Alexandrino. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. 6.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas..]”. §2° da CF/88). por meio da atuação do poder constituinte de reforma.]”. “[.. I e 60 da CF/88). relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. “[.

Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 4.]”. 8. – Rio de Janeiro: Forense. com capacidade.MORAES. Da mesma forma. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional.. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Malheiros. Vicente. 6ª. inclusive. – São Paulo: Saraiva. 2009. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. Direito Constitucional.. SILVA. materialmente perceptíveis.1..BONAVIDES. NOVELINO. Rio de Janeiro: Forense. Ed. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. Pedro. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Atlas. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. 15. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: MÉTODO. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência. 5. o poder constituinte “[. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. 6. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo. 2009. José Afonso da. 2005. Paulo. Alexandre. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8. Curso de Direito Constitucional. 2010. e em segundo lugar. 2011. SILVA E NETO. Marcelo.. ALEXANDRINO. 1.De acordo com Pedro Lenza “[. Manoel Jorge.LENZA. é supranacional. 8... 2010. 7. . Rio de Janeiro: Lumen Juris. PAULO.] não seriam alterações “físicas”. “palpáveis”.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. . incompatíveis com as novas regras. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. “[.1. RECEPÇÃO 2. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2...1. Segundo Pedro Lenza.DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1. mas.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição.

e) se incompatível. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. Constitucionalidade superveniente 2.4.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . b) A posição do STF. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. 3. Características. a lei anterior será revogada. segundo Pedro Lenza. como um artigo. 2. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei. apresentadas por Pedro Lenza. um parágrafo etc..2. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. contudo. ainda. por falta de recepção”. Entendemos.. mas. ou seja.848/40) foi recebido como lei ordinária). a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. como vimos. a recepção de somente parte de uma lei. d) em complemento. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. do decreto-lei. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição. h) é possível. 2. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. para ser recebida. b) a lei.. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. por exemplo. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. não se falando em inconstitucionalidade superveniente.REPRISTINAÇÃO 4. neste último caso. 2.apenas. somente por meio de ADPF. uma mudança de competência legislativa. contudo. f) nesse caso. conforme visto no item anterior. ainda. É o caso. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. g) é possível. Inconstitucionalidade superveniente. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. “[.3.

Segundo Pedro Lenza. Ed. NOVELINO. Por exemplo. NOÇÕES GERAIS 1.] recebidas por prazo certo. Direito Constitucional. mas com o status de lei infraconstitucional. 5. vem colada à vigência. desde que compatíveis com a nova ordem. 7.. 2009. Direito Constitucional descomplicado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. 15. 5. Em regra. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. 2009. 2010. 2011.1. 6.. SILVA. 34. Marcelo. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 8. em razão de seu caráter precário.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. do ADCT. Marcelo. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. a desconstitucionalização é um “[. Direito Constitucional esquematizado. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Lumen Juris.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. exceto nas .] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. Rio de Janeiro: Forense. Ed.. são “[. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. São Paulo: MÉTODO.. Pedro. 2010. Manoel Jorge. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. ALEXANDRINO. São Paulo: Atlas. caput. Curso de Direito Constitucional positivo. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. art. e seu §1°. “[. Alexandre. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. São Paulo: MÉTODO. 4. São Paulo: Malheiros.. Ou seja. Direito Constitucional. 6ª. PAULO.. permanecem em vigor. Vicente.LENZA.MORAES.

b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[. 1. c) Normas programáticas..Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. §5°. art. “[. as normas que contenham proibições (CF. . I a VI) ou prerrogativas (CF. com aplicabilidade direta. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”.hipóteses em que é diferida. 19).CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. 184.. 2. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino.] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. ou seja. 53 e 150. . imediata. art. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. 2. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. dependem de lei para serem executadas”. §2°).. ou seja. mas “possívelmente não integral”). de modo geral. b) Normas não bastante em si. 128. ou vedações (CF. art. as que confiram isenções (CF. 2... Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[.. imunidades (CF. art. segundo Marcelo Novelino. adiada para o futuro. §5°).3. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. “Pertencem “a esta categoria.] está relacionada à produção concreta de efeitos.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação.. são as “[. 150. 145. III.. b).1.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. a função social para a qual foi criada. art. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade.2. I..2. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. art.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si. imediata e integral) Para Marcelo Novelino.

2.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino... para Marcelo Novelino. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. c. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . b)Normas de eficácia plena. segundo Marcelo Novelino.5. d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. são “[.. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. já efetivaram seus comandos”. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. podem ser subdivididas em: a. Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta.. c)Normas de eficácia relativa restringível. b)Normas de integração complementáveis. apesar de não terem sido revogados. 2°.c) Normas constitucionais de eficácia limitada.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse...]’. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação.] são os dispositivos da Constituição que.podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis.. b) Normas de integração. “[. Normas de aplicação regulamentáveis. no entanto. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). 3° do ADCT. Por exemplo. que subdividem em: c. arts. Normas de aplicação irregulamentáveis. “[.2.1.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. 3.1. sem. a. Normas de princípio programático. apontar os meios a serem adotados..” 2. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).4.

1. SILVA E NETO. 2010. 8. Vicente. São Paulo: Malheiros. PAULO. São Paulo: MÉTODO. Ed. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. Direito Constitucional. Direito Constitucional. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO.] sob o paradigma do Estado Liberal. 4. 7. 6ª. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES. NOVELINO. 2011.1. Ed. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 5. Pedro. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: Atlas. 15.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII). Manoel Jorge. Direito Constitucional. 6. SILVA. 2009. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. José Afonso da. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. .. 2010. segundo Marcelo Novelino. – Rio de Janeiro: Forense.. Alexandre.LENZA. “[.

.. reciprocamente complementares”. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[.. “palpáveis”.. em geral. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. metodológicas. pareceres...1. de acordo com Marcelo Novelino. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos. 2.... um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito.2. alterando. “[. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei.. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”. 4.]surge o Estado Democrático de Direito. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas. 1..REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [. 2.1. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”.. . os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”. “[. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.2. a sua justificativa.Reforma constitucional.]”.1. discussões. [. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”.] não seriam alterações “físicas”.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3.MÉTODO JURÍDICO. materialmente perceptíveis.Mutação constitucional. 3. De acordo com Pedro Lenza. epistemológicas) diferentes mas.No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial)...]”. de acordo com Pedro Lenza. exposição de motivos. a análise se realiza de modo textual e literal”.]seria a modificação do texto constitucional. segundo Pedro Lenza “[.

e)Método de comparação constitucional. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático. “[... de acordo com Marcelo Novelino. veto popular”. “[. h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”.. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional. valendo-se de instrumentos como o plebiscito.. assim.. de acordo com Pedro Lenza.g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa. c) Método hermenêutico-concretizador.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”).] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo..] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”. dos partidos políticos. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos.. 5... dos “corpos intermediários”. d) Método normativo-estruturante.. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica). porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma. recall. que será considerado pelo intérprete. ou seja. ou seja. de acordo com Pedro Lenza. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. segundo Marcelo Novelino. de acordo com Pedro Lenza. “[. a “[. . da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado.] parte-se de um problema concreto para norma. que se deve partir da norma constitucional para o problema”. sindicatos. referendo. A Constituição é. [. um sistema aberto de regras e princípios”. “[. b) Método científico-espiritual (valorativo.. sociológico ou integrativo)..

tem como fundamento “[. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra. d) Princípio da concordância prática ou harmonização. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [.]”..] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que.. de acordo com Marcelo Alexandrino. segundo Marcelo Alexandrino.... como solução. “[. Segundo Marcelo Alexandrino. é elaborado por Konrad Hesse. impede.. Somando-se a isto. mais ampla efetividade social”. “[. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais. de acordo com Marcelo Alexandrino. “[.] impõe que. “[. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição...6. eficiência ou interpretação efetiva. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.1.. relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior.] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição. c) Princípio da máxima efetividade. b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais. de acordo com Marcelo Alexandrino.. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.] o princípio integrador significa que. e) Princípio da força normativa. no caso de conflito ou concorrência. Como decorrência desse princípio. b)Princípio do efeito integrador. ainda que delas constitua cláusula pétrea”..] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa.. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. temos que: .. segundo Pedro Lenza.. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. a eficácia e a permanência da Constituição”. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia.]”.

.. “[. porém menos gravosa[. Necessidade ou exigibilidade “[. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino..215 – MC/PE. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).]”. b. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto. j.e não a declaração de sua inconstitucionalidade.. Proporcionalidade em sentido estrito”[.. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”. b) a regra é a conservação da validade da lei. Celso de Mello..a)dentre as várias possibilidades de interpretação.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. validade . Min.1. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional. b.2. i)Princípio da supremacia constitucional.]”.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. de acordo com o STF. em 17.. Rel. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.. 2. segundo Marcelo Alexandrino. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. ADin..] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos.]”.. ou seja. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência.3.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. em nosso sistema de direito positivo..04. Adequação (idoneidade ou pertinência).

“Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado.A banalidade do mal. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. segundo a filósofa Hannah Arendt.e eficácia -.O NAZISMO 1. . nenhum ato de Governo (Legislativo.2. 1. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.1.

O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg.3. 2. com o pós-positivismo.4. O mundo não foi feito para os povos covardes”.. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. 1. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista.1.3. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas.Se. 2. era tudo.2. a lei cede espaço aos valores e aos princípios. d) por isso. e a lei.]”.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios.5. agora. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”. porém. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito. 2. na luta pelos direitos do homem. “[. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”. aprovadas em 1935. tudo girava em torno da lei. ..] Antes. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. uma raça é subjugada. por mais abstratos que sejam os seus textos [. qualquer que fosse seu conteúdo. com o positivismo Kelseniano. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. ou seja. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. Nas palavras de George Marmelstein. 2. 1. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo.4.. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas.

2010. BIBLIOGRAFIA: 1.2. Direito Constitucional. Marcelo. Vicente. funda-se nas seguintes premissas: “[. Curso de direitos fundamentais. 6. 2009. – São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. Alexandre. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . São Paulo: Malheiros.MORAES.-LENZA. SILVA E NETO. 1997. 2010. Direito Constitucional esquematizado. 4. 2009. São Paulo: MÉTODO. Jorge. Manual de Direito Constitucional. Ed. 5. Ed. 2009. 8. 3. 7. PAULO. Direito Constitucional. A teoria dos direitos fundamentais. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado.. José Afonso da. NOVELINO.6. especialmente a dignidade da pessoa humana”. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. Coimbra: Coimbra. ed. São Paulo: Atlas. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Curso de Direito Constitucional positivo.. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Pedro.MARMELSTEIN. segundo George Marmelstein. 15. George. Manoel Jorge. inclusive nos seus princípios. c) crença na força normativa da Constituição. ainda que potencialmente contraditórios. Marcelo. d) compromisso com os valores constitucionais. 2. – São Paulo: Saraiva. SILVA. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. 2ª. 2011.. 6ª.

a expressão direitos humanos é empregada.2. sendo. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas)... .2..2. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais). declarados como tais nos textos constitucionais”.1.2. 1. Conforme Marcelo Alexandrino.2. c) irrenunciabilidade (em regra. Segundo Marcelo Alexandrino.1. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo). As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. raça. frente ao Estado.1.. Conforme Marcelo Alexandrino. por isso. independentemente de sua nacionalidade. garantidos e limitados no espaço e no tempo.1. inseridas em documentos de direito internacional”. 1. inscritos em textos normativos de cada Estado.1. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. em regra. os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados. 2.CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. os seus direitos fundamentais [. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. sexo. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.1. 1. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. credo ou convicção político-filosófica). b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem).] designar os direitos relacionados às pessoas.. De acordo com Marcelo Alexandrino. “ [.]”..

apesar de autônomas. 2. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei.. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de . os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional.2. disciplinar o exercício do direito fundamental.]. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. 3. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. os direitos fundamentais “[.. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”. c) não coisificação do ser humano. ou seja. sob o aspecto jurídico-normativo. Segundo George Marmelstein. Dentro dessa concepção. nunca criá-lo diretamente”. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente.1. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. 3. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. b) respeito à integridade física e moral.. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. assim. Nesse contexto. “[.g) interdependência (as várias previsões constitucionais.] são normas jurídicas. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país.2. A lei. 4. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. quando muito.. irá densificar. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. b) Para George Marmestein. d) garantia do mínimo existencial”. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. Afinal.

que. 2009.MIRANDA. 2009. 15. Direito Constitucional descomplicado. 1997. Direito Constitucional. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein. Coimbra: Coimbra. 2010. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”... Manual de Direito Constitucional. Ed. Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. NOVELINO.5. São Paulo: Atlas. “[. ed. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. 7. São Paulo: MÉTODO. Jorge.-LENZA. 8. Marcelo.6. 2ª. 3. 5. Ed. Direito Constitucional esquematizado. PAULO. Rio de Janeiro: Forense.]”. George. 2010. Marcelo. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA E NETO. 5°. – São Paulo: Saraiva.MARMELSTEIN. por força do já citado art. José Afonso da. ALEXANDRINO. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita).Direito. §2°..] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita.MORAES. SILVA. São Paulo: Malheiros. da Constituição de 1988 [. 4. BIBLIOGRAFIA: 1. Pedro. por sua importância axiológica. São Paulo: MÉTODO. Ed.. que decorrem do sistema constitucional como um todo. 2009. Vicente. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional.. 3. 6ª. 6. Manoel Jorge. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE . 2011.

3.4. 1.2. preconiza o seguinte: “não há judeu. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”. 1. III.3. O Código de Hamurabi. 1. em 1690. de 1215. não há escravo nem homem livre. na Mesopotâmia.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. escrito em 1515.1. 26. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder.C. 1. publicado em 1651. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”.2. Magna Carta de João sem Terra. nem grego. e por isso ninguém pode ser expulso de sua . Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1. hoje. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem.. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. aos direitos e à equidade”.1.1. desenfreado. Nenhum poder é absoluto. porém. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres. previa regras que são considerados. imposto por volta de 1800 a. Não sendo. Por conseguinte.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”. documento que deu origem aos direitos fundamentais. muitas vezes suficiente o primeiro. infinito. iguais e independentes. direitos fundamentais.2. publicado em 1603. que cessa apenas com a morte”. tais como: devido processo legal. o segundo dos animais. arbitrário e sem leis.1.3. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis.4. 1. 1.2. Epístola aos Gálatos. Todo poder está atado às leis.1. convém recorrer ao segundo.4. 1.1. Do Estado absoluto 1. Os grandes códigos morais da humanidade 1.

4. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. b) a segunda geração. sociais e culturais.4. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. 1.4. Vasak.3. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. fundamentados na liberdade (liberte).Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”.1. 1. em especial o direito ao desenvolvimento. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”. “para que não se possa abusar do poder é preciso que. conforto e paz umas com as outras. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade.4. para viverem com segurança.4.4. O pensador Charles-Louis de Secondat. De acordo com Montesquieu. o Barão de Montesquieu. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”. o poder freie o poder”. 1.4. Sendo assim. A separação dos poderes 1. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. 2.3. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. seria a dos direitos econômicos. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité).3. 1.2. à paz e ao meio ambiente. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos.3.. de 1948. com a garantia de gozar de suas posses. inspirado nas cores da bandeira francesa. c) por fim. BIBLIOGRAFIA: .propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. por sua vez.1. pela disposição das coisas.3. Segundo George Marmelstein. “[. baseados na igualdade (igualité). que tiveram origem com as revoluções burguesas..] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”.4.3. e a teoria da separação orgânica dos poderes.

Ed. 2011. 2009. Ed. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. Alexandre.. 2ª. Marcelo. 5. 6ª. Marcelo. PAULO. 2010. . São Paulo: MÉTODO. 1997. 4.-LENZA. Curso de Direito Constitucional positivo. Coimbra: Coimbra. ALEXANDRINO. Vicente. 7.MORAES. São Paulo: Malheiros. 2009. 15. – São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais.MARMELSTEIN. 2. 6. SILVA. ed. 3. George. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 2010. Direito Constitucional esquematizado. Jorge. Manual de Direito Constitucional.MIRANDA. – São Paulo: Saraiva. Pedro. José Afonso da.1. Direito Constitucional descomplicado.

art. 3.2. 2. a) direito a permanecer vivo. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. Início da vida humana.510) e a constitucionalidade da Lei 11.434/97. 2. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide.4. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3. Direito à vida: dupla acepção. 2. 2.2.1. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável).A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. com a fixação do zigoto no útero materno. b) direito a uma existência digna (CF.1.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. art. a partir daí nasce o ovo ou zigoto). c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central. De acordo com a Lei 9. impedindo-a de abrir mão deste direito”.105/2005 (Lei da Biossegurança). que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. a qual atinge a própria pessoa envolvida. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador. ABORTO .3. 170) 2. caput). ou seja. 5°. Não se confunde com a irrenunciabilidade.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.

3. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. a) . e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. 4. c. art. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico.3. c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). a)Aplicação da Oitava Emenda. 3. PENA DE MORTE 4. 128.2. o Código Civil (art. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte. I e II). 1992. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. Wade. b) Código Penal (art. 1973. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. .3. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional.1. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. c) Posição dos Estados Unidos. 4. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967). De acordo com Marcelo Novelino.1. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias.2. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. Segundo George Marmelstein.Posição do Brasil. Pacto de San José da Costa Rica.4°. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte. adotada em 1791.1. No caso Roe vs. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto.

Ed. 5°.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF).MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. 2009.-LENZA. 2. 15. Vicente. Coimbra: Coimbra. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. 2ª. NOVELINO. fuga em presença do inimigo. George. Direito Constitucional. 2011. motim. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5.. PAULO. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Ed. 5. BIBLIOGRAFIA: 1. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manual de Direito Constitucional. revolta ou conspiração. 6. Manoel Jorge. 1997. Pedro.3. 6. por exemplo: traição. 5. São Paulo: Atlas. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. Jorge. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. ed.MARMELSTEIN.105/2005). EUTANÁSIA. Marcelo. 84) c) Código Penal Militar (art. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. Ed. deserção em presença do inimigo. – São Paulo: Saraiva.1. O Brasil e a aplicação da pena de morte. 6ª. Rio de Janeiro: Forense. 3. covardia. Alexandre. 2009. 56) prevê a aplicação da pena de morte. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. Direito Constitucional descomplicado. – São Paulo: Atlas. 2010.MIRANDA. 4. espionagem. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Curso de direitos fundamentais. 7. art. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel. . 4. Direito Constitucional. rendição.

A igualdade formal (igualdade perante a lei. 5°.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.8. caput. Curso de Direito Constitucional positivo.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. 3.2.DIREITO À IGUALDADE 3.Discriminação positiva.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. aos menos favorecidos. que procura ajudar o semelhante. 2009.1.1. . São Paulo: Malheiros. que desrespeita o outro. “[.1. que retira vantagens sem motivos plausíveis. 1. Discriminação negativa. 2.A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.] é a discriminação para o bem.] é a discriminação para o mal. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. Para isso. de acordo com Marmelstein. proporcionando..AÇÕES AFIRMATIVAS 4. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.2.2. 3°. José Afonso da. SILVA. b) justificativa racional. é necessário que o Estado atue positivamente. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. igualdades reais de condições com os demais”..IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. segundo Marmelstein. civil ou jurídica). pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. 3. real ou fática). 4.1. 6°. 2. que prejudica por preconceito. prevista na CRFB/1988. prevista CRFB/1988 art.. art. c) fim constitucionalmente consagrado. é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais. “[.

art 40) 4. 6. 150.. São Paulo: MÉTODO. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis).. art. ALEXANDRINO. 179). Reserva de cargos (CRFB/88. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. Ed. Curso de direitos fundamentais. §3°). quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.5. 4.XXX. 5°. – São Paulo: Saraiva. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. 1997. NOVELINO. Ed. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.2. art. I . art.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. da Constituição. XXX. Proibição ao racismo (CRFB/88. 2010. Ed. 5. II). 7°.7. Isonomia tributária (CRFB/88. II. 4. Manual de Direito Constitucional.8. 7°. Súmula 683 do STF . XLII).4. 3. Vicente. em regra. §5°). 12.MARMELSTEIN. 2011. 4.“[. Jorge. 7°.9. XXX. 6ª. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional descomplicado. . ed. – São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. 77.-LENZA. 37. Direito Constitucional. com caráter temporário. 2010. 4.. art. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88. Alexandre. econômica (classe social) ou física (deficiência). Critérios de admissão em concursos públicos (CF. Direito Constitucional esquematizado. 4. art. art. 2. 4. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. 4. 2009.3. art.6. 15.MORAES. George. 2ª. Pedro. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. Direito Constitucional. art. 5°. art. Marcelo.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência). 4. etnia) ou de uma hipossuficiência.

LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. 37. São Paulo: Atlas.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 1. II). DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Curso de direitos fundamentais. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. Coimbra: Coimbra. 8. Manual de Direito Constitucional. 4. Exige lei formal. – São Paulo: Saraiva. ed. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1.. 2. Manoel Jorge. Ed. 173). Maior densidade ou conteúdo. XVIII. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. 2. 3. I.-LENZA. BIBLIOGRAFIA: 1. A autonomia de vontade.MORAES. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo.2. Alexandre. 2011. George. – São Paulo: Atlas.7. §1° do art. SILVA. São Paulo: Malheiros. Jorge. ou atos expedidos nos limites destes. SILVA E NETO.1. Maior abrangência. 2009. 5°. 2009. 1997. Exemplos de reserva legal. ato com força de lei. Ed. 2010. . Pedro. ou atos com força de lei. 5°. art. 2ª. XIII.2. art. Menor densidade ou conteúdo. 15. Direito Constitucional esquematizado.1. 2009.MARMELSTEIN. Menor abrangência. O Estado e o governo sub lege e per lege. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 1. José Afonso da.MIRANDA. XIX e §3.

Limites à autonomia de vontade. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Vicente. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. SILVA. LXI.1. Direito Constitucional descomplicado.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. 1. 1. “. 5°. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. 1. 1. mas sim a ideia de responsabilidade. Curso de Direito Constitucional positivo. 2. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”. “. 1. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. José Afonso da. ALEXANDRINO. 2009.. arbitrariedade. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. Direito Constitucional.. São Paulo: Malheiros.. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. 2009. Marcelo. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. 6ª. 6. Manoel Jorge. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. 2010. Direito Constitucional. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. a noção de liberdade não deve ser associada. Marcelo. Rio de Janeiro: Forense. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo. Ed. que serve como limite ao seu exercício”.4.1. PAULO.1. XV. LXVIII) . 7.. SILVA E NETO.1.1. 8.2. – Rio de Janeiro: Forense.3.5.1.

93.11. V). rel. LXVI. ter acesso amplo aos elementos de prova que. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. Prisão (CF. no interesse do representado. art. art.. art. Ele quer expressá-las e.2. 2. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. 3. digam respeito ao exercício do direito de defesa). art. 2. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. Decreto-Lei 9. Ellen Gracie (18.2. Prisão civil por dívida (CF. LXVIII).2. art. 5°. 652). 406/2002. §3°. Min. CPC.6. . Reserva constitucional da jurisdição 2.2.11. Gilmar Mendes. LXII.096. 227. O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14. 5°. 5°. 5°. Fundamentação da ordem de prisão (CF. LXIII.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação.2. 5°. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor.5. No mesmo sentido: STF – RE 349. LXI.5. LXV.4. b) Depositário infiel (CF.3. §3°. §2°. art. §2°) 2.343/SP. Transgressões e crimes militares (CF. “. 142. art. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF.12. Rel. Lei 10. O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83. garantia constitucional.2006). obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio.2008. art. 3.1. CP.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. 5°. c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466.2.1. por essa razão. I.11/69. IV) De acordo com Marcelo Novelino. julgamento em 03.. IX) 2.2. não raro. convencer os outros de suas ideias”. rel. Cezar Peluso (22. 2. 171. LXIV. não estando. p/ o acordão Min. art. 733.2. Min. c) regulamentações dos poderes públicos. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. b) penas restritivas de liberdade. 2. art.703. §1° e 3°).1.

.369.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. ainda. o STF.] para o STF.11. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”).2002. de 1916”. DJ 11.1. honora.1. sobre o importância da liberdade de expressão. 1. voto do Min. XIV.10. julgamento em 11. 4. precisamente. Rel. 4. 3. a imediata instauração da persecutio criminis. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88.. De acordo com Otávio Piva. X Segundo Otávio Piva. usando como fundamento o art. Se isso não ocorre. art.3.2005 ( a questão do disque-denúncia. julgamento em 10. . Celso de Mello. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. art. delação anônima e ou do escrito apócrito). ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. ao processo. Min. b) STF. “[.Dano moral e material (CF.. 1537 do Código Civil Brasileiro. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. Celso de Mello. 3. apresentado por Marmelstein.. DJ 16. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. desde que isoladamente considerados. 5° da Constituição da República. por exemplo)”. V. art.2. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos.2002. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. V. no inciso IV do art.05.2005. no ano de 1948 (RT 244/629). Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. formalmente. Inq.. ou.. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. “. IV. 5°.2. De acordo com Otávio Piva.957. “[.1. 5°.1. Pensamento de Stuart Mill. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. só por si. 220).10. quando constituírem. IX. eles próprios. deve começar pela identificação.

cartazes. assim como a pura publicidade econômica. A livre expressão e manifestação de idéias. a)Segundo Marmelstein. 4. sátira. §§2° e 3°). pinturas.4.3. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”.2. 4. em 1989. a liberdade de expressão tem b.5. o silêncio).1.Direito comparado. VII). 5. desenhos. Califórnia (1973). Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. nos EUA expressão muito abrangente. Liberdade de consciência 5. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional. escritos. no caso Texas vs.1. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. 5. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. Conceito . Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. Caso Miller vs. Rel. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído. pelo Estado.1. manifestações artísticas. 220. art. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. a b)De acordo com Marmelstein.4. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. desenhos. VI. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. 4. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA.1. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. 5°.

VIII.4. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. “[. Segundo Marcelo Novelino. ADI 2076/DFm rel. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. art. 6. 5. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art.2.). é uma das formas de expressão da liberdade de crença.1.2. podendo ser exercida em locais ao público. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um.3.. Constituição Federal de 1988 (art..4. ou em templos.4.1. “. Carlos Velloso.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. Liberdade de culto 5. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. 15/8/2002). 150.1. 15. oferendas e donativos”. VI. desde que observados certos limites. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão.Segundo Marcelo Novelino.3. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. Min. Na visão de Marcelo Novelino. (Ranier Forst). súplicas. b).. cantos sagrados.1. 19. I. Período imperial (Constituição Imperial de 1824).. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . art... j. 5. procissões.2. 5°. “. Liberdade de crença 5. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais.4. IV) 6. adorações.. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF..] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). 5. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. independentes de qualquer aspecto religioso”. E para Habermas.3. 5. 5. Conceito Para Pontes de Miranda. 5. “.

Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6. 6. . Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra. 6.5. 6. Título VIII. “. do Capítulo III. filantrópico ou mesmo produtivo. XI.1. Código de Ética Médica 6. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material. plaquetas e plasma -. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório.6. 03/07/2008). Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9.3.2.3. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo.3. c) Manifestação antecipada da vontade. 3°. XV. violaria as leis de Deus”. 6. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política..982/2000). b) formal.4. X. assistencial.2.9. b) Paciente inconsciente ou incapaz. Posição dos Tribunais 6. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos. liberdade religiosa. art.8.. Diferença entre reunião e associação 7. Feriados religiosos (Seção II. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.3. “[.7. Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente. de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão.2. em tempo de paz.De acordo com a Lei n° 8.XVII a XXI). 6. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs. da Lei Maior).3. §2°.3.3. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art. 218.. 6. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). após alistados.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.1. o qual permite que. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. 7. 5°. 6.3.3.239/1991). nas palavras de Otávio Piva. por escrito.239/91. §1°).8.3. 7. cuja aceitação. 6.. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.

5. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado.2. CF.4. art.3. 22. 7. XV. 6. . Ed. 8. Ed. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. de 1948. – Rio de Janeiro: Forense. 4. Alexandre. Jorge. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. Pedro. art. PAULO. Representação processual vs. Vicente. XVII. 8. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. XIII). 5°. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade.4.-LENZA. art. art. 2ª. 2010. XVIII. 6ª. Declaração Universal dos Direitos do Homem. a XXI). 8.MIRANDA.4.1. Ed. – São Paulo: Atlas. 5°. 2011. LXX . 2010.1. 8. – São Paulo: Saraiva. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. c) admissão à profissão. 8. 8. Direito Constitucional. De acordo com Otávio Pita. XIII). 2. art. 8.. NOVELINO. ed. b) exercício da profissão. Direito Constitucional descomplicado. 5°. e art. XVI).1. art. (substituição processual). Manual de Direito Constitucional. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. Marcelo. §3°) BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. Coimbra: Coimbra. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. IV. Curso de direitos fundamentais. Legitimação extraordinária. x e XI) 7. art. George. I. 3. Competência para legislar (CF.7. Direito à associação (CF. Rio de Janeiro: Forense. 93. à livre escolha do emprego. São Paulo: Atlas.MARMELSTEIN. 2009.3. 1997. 5°. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho.4. 1°. 15. ALEXANDRINO.4. Direito Constitucional.MORAES.2. 129.

2. 2009. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. SILVA E NETO. 8. X) 2. da vida privada. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. salvo em hipóteses nas quais outros bens. Art. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. 5°. Manoel Jorge. a “Constituição protege a privacidade (gênero). DA VIDA PRIVADA. 5°. . garantindo a inviolabilidade da intimidade. 2.7. Imagem Segundo Marcelo Novelino. José Afonso da.1. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. São Paulo: Malheiros. valores. SILVA. X). Direito Constitucional. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva).2.

Min. casas de pousada. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal. Posição do STF (RE 251. abrem mão de uma parcela de sua privacidade. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima).2.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. Rel.4. ii) forma adequada de transmissão. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.Com consentimento do morador 3.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. sendo cercadas. art. eixo em torno do qual gira o direito à informação[. 2. 3. gradeadas. 3. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões.2..4.4. 5°. o conceito de casa. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. muradas. hotéis.3. XI) 3. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico . privada e íntima”. 3..3.445.1.]”. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública. c) dependências de casas.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação. abrange: a) qualquer compartimento habitado.

Quanto às cartas confidenciais.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva.3. I. 4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. b). Art. após o anoitecer.3.780/PE. Habitação familiar e consentimento para ingresso. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5. telefone. § 1°. 4. mas os demais instrumentos de comunicação”. ou seja.2. do destinatário e do remetente”.5. III). Inviolabilidade à privacidade (CF. 3.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. 4. mas apenas a sua comunicação. b) estado de sítio (CF. explica que será necessária a dupla autorização. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. social . ainda que inciado durante o dia.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. XII) 4. rel. 151 CP. no caso de haver conflito entre os moradores.4. 5°. Posição do STF (RE 219. X). 5. 5°. por cartas.3. XII. também poderão usá-la como prova em juízo.4. art. desde que autorizada pela destinatário. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art.O princípio da máxima efetividade (CF. 5.1.1.Segundo Otávio Piva. 4. 240. abrangendo não só a carta. 5°. radiotelegrafia e outros. é “toda comunicação escrita ou verbal. 5. o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal. Cumprimento de uma decisão judicial. pois deve ceder diante dos interesses público. 139. dados informatizados.b) Critério horário 3.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. 136. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. radiotelefonia. §1°). 4. telegramas.1. art.3. 5°.2. através do espaço. ainda quando armazenados em computador”.Os dados em si não estariam protegidos. art. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs. portanto) não é absoluto. art. Ministro Carlos Velloso) . INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art.

desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso.para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art. fiscais. . A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino.296/96. 6. 9.2. com o consentimento de um dos interlocutores. 5°). 3°). “[. Nos termos do art. d) Nas palavras de Flávio Piva. não autorizado pelo titular. 5°. b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro.1. registro de ligações e arquivos de computadores (CF. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 3°. X e XII)”..Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). art. Lei n. DE 6.2. §3°). a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro.]”. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais.Gravação clandestina. b) Advogacia-Geral da União .3.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”... c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. Pode ser telefônica. De acordo com Alexandre de Moraes. 5°. e)por determinação do Ministério Público.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. declarações do Imposto de Renda. 4°). 5. c) quebra de sigilo de dados bancários. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art... 6.

I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. é possível a prorrogação desse prazo. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art.5. da Lei n° 9.1.3. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. art. 6. nenhuma ofensa ao art.296/96 Art. punível com reclusão. mesmo que por sucessivas vezes. LVI) 6. 2 °.6. 3°. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.3. Direito à privacidade (CF.3. 5°. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. 6. II 6. 2°.4. não havendo. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. da Lei 9.6.296/1996”. em tais prorrogações. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal .3. Natureza cautelar da interceptação telefônica). “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.296/96).3.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. caput. Segundo Marcelo Alexandrino. 5°. X.

Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6.3. . Sydney Sanches. entre nós.2. com base nas provas lícitas nele presentes”.5. Tribunal Pleno. a quebra do sigilo telefônico dos investigados. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria.3. diretamente. art.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. podem determinar. 01. a) Posição do STF (MS 23448. Legítima defesa e gravação clandestina 6. isto é. 5°.4.3. 58. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas. art. Em verdade. as Comissões Parlamentares de Inquérito. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa.3. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. Porém. o termo prova ilícita é o gênero. §3°). quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. 6. o processo. todas as provas decorrentes são também ilícitas. Rel. podendo o processo ter seu curso continuado.3.Vedação à prova ilícita (CF. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. É a aplicação. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas.3. Nas palavras de Marcelo Alexandrino. b) decisão fundamentada. necessariamente. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações. 6.6.07. LVI) Segundo Alexandre de Moraes. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial.1999) Na linha do STF. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”.

se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. 8. SILVA E NETO.-LENZA. por constituir “interrogatório” sub-reptício. NOVELINO. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. Direito Constitucional. 2ª. Vicente. desde que para ser utilizada em legítima defesa. Pedro. feita por um dos interlocutores. 2011. José Afonso da. 4. 5°.MARMELSTEIN. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. São Paulo: Atlas. 2. com a autorização de um dos interlocutores. 3. PAULO. ALEXANDRINO. 7. Marcelo. SILVA. 6. Direito Constitucional esquematizado. X e XII). Ed. 15. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. Ed. São Paulo: Malheiros. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. 5.MIRANDA. Coimbra: Coimbra. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. Alexandre. 6ª. Curso de direitos fundamentais. desde que haja conexão entre os delitos. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. São Paulo: MÉTODO. ed. 2009. 2010. Direito Constitucional descomplicado. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Forense.. 1997. – São Paulo: Atlas. Manual de Direito Constitucional. Jorge. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. sem o consentimento do outro. Marcelo.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. art. São Paulo: MÉTODO.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. 2010. . (CF. George. Manoel Jorge. Ed.

186. “caput”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 182.2. art. Função social da propriedade rural (CF.1. 5°. art. art. art.1.Da função social da propriedade (CF. 182.1. III).2. jus fruendi.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 5°. 1. art. XXII. inciso XXII. §4°). art. 1. 186). jus abutendi) .2. 176.2. 177. art.3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1. 170.1. art. art.2.Do regime jurídico. art.1. 1. art. 1. entre outros). 184) 1. §2°).2. 170. §1°. 222. Função social da propriedade urbana (CF. art. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. 1. “caput”. II e III. 178. 1.2. Descumprimento da função social da propriedade urbana (art.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi.

Aplicação do art. b. XXIV. pesa grave hipoteca social. catástrofes etc.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. Aplicação do art. em face de comoção interna. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade. art. Decreto-lei 2/1966 (Requisição. contudo. 5°. rel. 183. 1. 5°.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública. art. a significar que.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. III) b. conflito armado etc. b. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. 5°. art.1. 5°.2. Lei 6. .1. Decreto-lei n° 7. em situação de perigo público iminente.2. XXII e o caráter absoluto da propriedade.2. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2. descumprida a função social que lhe é inerente (CF.3. incêndio. os limites.213/DF. art. 2. 22.5. Ministro Celso de Mello: “[. observados. art. o Estado utiliza bens móveis. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino.1. b. em tempo de paz.3. 243.. Lei Delegada 4/1962 (Requisição. art. XXV e o caráter exclusivo da propriedade. 5°. Decreto-lei n° 4. Competência para legislar (CF. eis que.4. XXV) 2. b. se houver dano”.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição). perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2..3.1. -a) Posição do STF – ADI (MC) 2. Aplicação do art. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). “é o instrumento estatal mediante o qual.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. sobre ele. como instrumento de intervenção no domínio econômico). b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. em tempo de paz. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra).3.3. para esse efeito. saúde e os bens da coletividade. 1.3. XXII).

4.4. utilidade pública ou interesse social”. e) a indenização somente devida se houver dano. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […]. c) incide sobre bens móveis.3.5. 3.Forma de aquisição originária 3. II. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3. 3. nos casos de necessidade pública.6.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública.1.Competência para declarar e promover a desapropriação 3. a.]”. art. 184.2.1.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. d) caracteriza-se pela transitoriedade […].. art. 5°.Pressupostos constitucionais 3.2.5. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.Características 2.1. DESAPROPRIAÇÃO (CF.. art. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização . 22. imóveis e serviços […]. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4. Necessidade pública. 3. §3°). XXIV) 3. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. é ulterior [.4. Competência legislativa (CF.

XXIV. art. compulsiva. art. Decreto n° 3. 5°. Decreto 3.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B. art. Utilidade pública (CF. 5°. §4°. Usucapião de imóvel rural (CF. art. Necessidade pública (CF.132/62). 5°.Confisco (CF.2.7. A requisição. 183.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF.1. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). A requisição preordena-se ao uso dela.527/2001). art. A requisição decorre de necessidade transitória. A desapropriação. na falta deste.3. 243. 2. USUCAPIÃO 4. 182 . 3. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”. Usucapião de imóvel urbano (CF. Lei 10.1. 4.A prévia e justa indenização. 153. 5.2.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade. parágrafo único) 3. 6. para se efetivar. de procedimento judicial. 191) 4.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. 184 e LC 76/1993). A desapropriação supõe necessidade corrente. 191. A desapropriação refere-se apenas a bens. b.3. 5°. 3. art. (art.365/41) b. XXIV. A requisição é autoexecutória. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. XXVI) 5. em geral. art.6. XXIV. art. usual. 3. 4. a bens ou serviços. art.8. art. de Mello: “1.1. II. necessidade pública permanente.b) extraordinária. art. 183) 4. Interesse social (CF. (CF. depende de acordo ou. §3°.365/1941) b. . parágrafo único) 5. Lei n° 4. A requisição supõe.

1. revestido da solenidade requerida por lei[..2.1. “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva. A herança é uma universalidade. XXIX e a Lei n° 9. b) propriedade industrial . 1.857 do CC). 5°. isto é. 7. 1. De acordo com Otávio Piva. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. Todavia. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes.279/96). XXVII e XXVIII e a Lei n° 9.. art. IV. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.1.2. 5.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.829do CC). ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF. 150. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. 6. I) 7.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. XXXI. a exemplo. Momento Lugar Inventariante 7. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor.3. art. 1. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento.610/98). art. XXX. Morte do de cujus (art. é um condomínio forçado”. 5°.Sucessão testamentária (art.DIREITO À HERANÇA (CF. art.]”.788 e art. . a terra poderá ser penhorada”. é indivisível até a partilha. 7.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. 155.como marcas e patentes – (CF. art. 5°.

Coimbra: Coimbra. SILVA E NETO. 89. São Paulo: MÉTODO. 6ª. Vicente. XXXI. 2011. Curso de direitos fundamentais. 5°. PAULO. 8. SILVA.4. José Afonso da. 2010. ed. 3. 2ª. 15. – São Paulo: Saraiva. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado.MARMELSTEIN. 6. Ed. Direito Constitucional. Marcelo. Ed. 2009. Manual de Direito Constitucional. NOVELINO. – São Paulo: Atlas. 1997. 10. Jorge. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. George. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. 4. 2.-LENZA. ALEXANDRINO. 2010. Ed. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF.. . 5.MIRANDA. Pedro.MORAES. Direito Constitucional. 7. 2009. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art. II do Código de Processo Civil) 8. art. art. Marcelo. São Paulo: Atlas.7. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

a partir daí. 25/6/2002: “[. segundo George Marmelstein. “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. 5°. j. art. 5°.]que se aperfeiçoou.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. XXXVI) 3.1..2. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. XXXVI.] o disposto no art. Moreira Alves.1. Direito adquirido e coisa julgada .. ser mais suprimido”. ADI 493/DF. não podendo. a. ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. 3. De acordo Marcelo Alexandrino.. direito adquirido é direito [. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. rel. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional.

STF – Al (AgR) 703.4. art. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. ou seja.] a garantia da irretroatividade da lei.6°. Ellen Gracie (24.. pelo Estado. Crítica ao art. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. estando apto a produzir seus efeitos (p. 6°. a. a apreciação judicial”. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária. §1°.. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido. sob pena de.1. (Observar a súmula 654) a.3.11. em todos os casos. paradoxalmente. segundo George Marmelstein. respeitados os direitos adquiridos. c) COISA JULGADA. quando eivados de vícios que os tornem ilegais..865/PR... de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. e ressalvada. Min. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos. a.2. RE 184099/DF. segundo George Marmelstein. Entretanto. XXXVI do art. Octávio Gallotti. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”. XXXVI. rel. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. Segundo Otávio Piva. da Constituição da República. 10/12/1996: “[. art. MIn. §3°) c.Súmula 473.a.. ou revogá-los.] o princípio insculpido no inc.ex..] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”. alega que Maria Coeli Simões Pires. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. 5°. o STF “[. De acordo com a LICC.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”. 6°.5. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. rel. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . j. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. porque deles não se originam direitos. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto.. prevista no art. “é aquele ato que já se consumou. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. §3° da LICC. o ato jurídico perfeito é aquele “[. por motivo de conveniência ou oportunidade. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema.

sob à luz do STF): “[. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. “[. XXXVI 4.5. 6° da Lei de Introdução do Código Civil.4.. Ficou. 4. como conceitua o §3° do art. 5°.] A garantia. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos). . 6°. c. Direito adquirido. Carlos Alberto Menezes Direito.1. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003..] a coisa julgada a que se refere o art. § 3°.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. XXXVI. Resp 107. Coisa julgada formal. Aplicação do art. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. pois. de adaptação dos costumes e comportamentos. não pode. Prevalece. 5°.248/GO. DJ 29/06/98. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art.3. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. aqui. Segundo Antônio Jeová Santos. superada a definição do art. XXXVI e a proibição de leis retroativas. 467)”. que torna imutável e indiscutível a sentença. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade.2. “[.. da Carta Magna é. refere-se à coisa julgada material. terceira turma.. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. da Lei de Introdução do Código Civil. c. a decisão judicial de que já não caiba recurso. hoje. Cláusula pétrea e aplicação do art.“[. em nome da coerência com a situação atual em que se vive. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”. 5°. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . julgado em 07/05/98. A aplicação do art. não à coisa julgada formal... 3. segundo Marcelo Novelino. Rel. 3.] produz apenas efeitos endoprocessuais. e não a denominada coisa julgada administrativa”.. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução.. 5°.

. 8°. de maneira indiscriminada.] isso não autoriza. 6. o que são realidades totalmente distintas[. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. ou seja.. dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias.. sob a qual a Administração sequer demonstrou.. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. [. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”. DJU 19/09/91: . levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário. art...2. sistema inglês. parágrafo único. [.]”.]”. b) Posição do STF (HD 22. em nenhum caso.1. rel..6..Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva. sem decisão. sem decisão. Não haveria sentido. por exemplo.. Celso de Mello.3. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[.. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos.4. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. 6. 217.. [.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva. Essa providência.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa.Jurisdição única ( sistema judiciário. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF..507/97. §1°) De acordo com Otávio Piva. 6. 6. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e. repita-se. foi pacificamente banida do sistema brasileiro. art. mais grave. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos). Min. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias.]”. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.

6.. b) Posição proferida pelo STF (RHC 79. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. inciso XXXVII e LII... 7. dentre outras condições de admissibilidade.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). por arbitrariedade ou casuísmo.11. 5°. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. Ausente o interesse legitimador da ação.785/RJ. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. 103-A) a)Lei n/ 11. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. “[. CF. CF.“[. Contra omissão ou ato da administração pública. DJ 22. para o julgamento de um caso específico. Obsta que. 6. 2. criadas depois do caso que será julgado). art. I. a existência do interesse de agir. Possibilidade de um reexame integral da sentença. há carência de ação constitucional do habeas data”. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida.5. 52. e ex post facto.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”. o art. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data.Súmula vinculante (CF.. segundo Otávio Piva “[. art. I. Sepúlveda Pertence. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal. 2. ou da omissão em atendê-lo. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. art.] o acesso ao habeas data pressupõe. “a”. ou seja.417/06 estabelece no art. 5. . rel.2002. 6. §1°. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”. isto é. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. XXXVII..] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo.7. ou seja.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF.. 102. art.

.1. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). justa. representa uma exigência de fair trial. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. o STF considera.. 5°.. 8. art. Proporcionalidade em sentido estrito”[.. . ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei.] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão.]”. assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e. “[. ou seja. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz.1. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).. leal.b) plano material (substantive due process of law) 8.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. b. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. enfim.]”. que preconizava o seguinte: “[. ou exilado. b.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. no sentido de garantir a participação equânime... e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”. Nas palavras de Otávio Piva. ou de qualquer modo molestado....3.. além disso. LIV) 8.. “[..]”. Adequação (idoneidade ou pertinência)...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. porém menos gravosa[.8.2.2.1. Necessidade ou exigibilidade “[.

Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino.]”. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. caberá igual direito de defesa de opor-se. 9. de apresentar suas contrarazões. XXXVII. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[. significando que...1. De acordo com Marcelo Alexandrino. o contraditório.. costumes e liberdades. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva.2. Posição do STF.JÚRI POPULAR (art. Min. LX. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). 10.05.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo. LXI. b) direito de manifestação. 5°. a igualdade das partes no processo. a todo ato produzido pela acusação. tais como: arts. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. LXXVII. XXXVIII) 10. 5.]”. 8. senão em virtude de julgamento de seus pares. RE 434. pois equipara. “[. LV... “[. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9.c) Posição do STF.667/DF.2. também.059.3..1. LXI. 9. Tribunal do Júri e o princípio democrático .. O contraditório assegura..] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo. Rel. Celso de Mello. XXXV. direito à proporcionalidade. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. LVII.2. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. no feito.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. administrativo ou judicial. Rel. segundo as leis do país”. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. 10. para efeito de sua validade material. “[. oral ou escrita. ADI 2. preso ou despojado de seus bens.. o direito de acusação com o direito de defesa [.. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender.LVI. 9. para evitar sua auto-incriminação”. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo.. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.caput.2008 (Informativo 505). Gilmar Mendes. julgamento em 07.

Aplicação do art. simples. Plenitude de defesa (art. rel. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. instigação ou auxílio ao suicídio. que é o seu Presidente. “c”) De acordo com o STF (HC 71.. arts. 5°. Francisco Resek. 10. 5°. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10. III. 96. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”.617-2.1. I. Aplicação do art. a e 102. I. 5°. 11. 5°. em especial a ausência de garantias aos jurados. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. SOBRE A PRISÃO 11. 29. b e c). e 25 jurados) 10.7.. Sigilo das votações (art. 11.3. 5°. “b”) a) Princípio da publicidade (arts.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. XXXVIII.4. Soberania dos veredictos (art. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. d) Infanticídio. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos.2. XXXVIII. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. c) Aborto. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível.6. acima. “[. Para tanto. b) Induzimento. 11. Min. XXXVIII. 10.9. o dispositivo. . 108. LX. 5°. Capítulo I) a) Homicídio doloso. 302 do CPP. embora o julgamento transcorra em público”. 10. Composição do Tribunal do Júri (Lei n. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci.5. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva.10. VIII. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art.689/08): 26 juízes (um togado. Título I. qualificado ou privilegiado. espelho fiel da soberania do colegiado. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa.8. 93. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF.

pelo Brasil. 325 e 326) 11. Prisão. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva. segundo Otávio Piva. pelo preso ou alguém por ele (art. 5°.Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art. . comprometendo-se.4. Aplicação do art. atendendo às necessidades da vida.1. contudo. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite.” 11. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF. Ratificação. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade.] entende-se a pessoa que assume.099/95) b. II) 11. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. §3°. b. pedras. nos casos de flagrante delito. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. instrução. que. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”..3. prestada à autoridade policial ou judiciária. que. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -. 136.2.]”. hipoteca – art.5. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. 335 do CPP).. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. títulos da dívida pública federal. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art. 69 da Lei n° 9. 11) e Decreto 678/92. art. objeto ou metais preciosos. d) Valor da fiança (CPP.1. Depositário infiel.2.1. tais como alimentação..034/95) b. estadual ou municipal. perante o depositante ou perante qualquer juízo.. [. habitação. 5°. a fiança “é a prestação real (dinheiro. Concessão permitida da liberdade provisória.2. 330 da CPP). arts. 7° da Lei n° 9. segundo Otávio Piva. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c.

] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. arts.6. art. Rel.. 86. c. Com esse sentido. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. para STJ. 68. Flagrante delito de Juízes (art. RHC 10. nem autoriza o trancamento da ação penal. a. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. art. permitindo plena atuação do parlamentar. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF. Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts.2.. art. a. 33 da Lei Complementar 35/70). RE 466/SP e 349. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[.703/RS e HC 87. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público). a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal.1. 5°. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF.c. 40 da Lei 8.2. Célio Borja. art. §3°). 592/92. a. Na posição do STF. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF. a.7. 5°. uma infração administrativa. 53. a. “[.. . Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n.5. a. Flagrante delito de parlamentares . Min.4.503.585. 11. pois. Min.3. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. Gilson Dipp. HC.imunidades constitucionais (CF. 29 e 37).7. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”.. LXI).3. não importando ela ser tentada ou consumada”. apenas.] Descumprimento do inciso LXII do art.. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças.2. Posição do Supremo Tribunal Federal. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.220. não importa nulidade da prisão. “[. segundo a Corte. a) Flagrante delito a. §2). tratar-se-ia de..6.]é aquele patente.2. a. Rel. 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. LXII). podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. 5°.

75. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF.257. assevera que [.. HC. mesmo que falsamente. Moreira Alves.. de algum modo. perante a autoridade judicial[. Rel.]”.. III. Rel.. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[.. o depoente. a prática de determinado delito[. Rel. Min.. Sepúlveda Pertence. c. contra si mesmo. julgamento em 30. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva. na condição de testemunha. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF.. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato.1997. 12. APLICAÇÃO DO ART.. de indiciado ou de réu.035/DF. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. Celso de Mello. HC 80. XLVIII) 12..2001.]”. XLV.XLV. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. decorre o direito do acusado negar. Min. b) Direito de mentir De acordo com STF. na CPI. [. XLVI e XLVII.. e) direito de não responder se.]”. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo.11. HC 79. Min. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado.. 5°.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. Celso de Mello.949. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade.10..8. do CPP e do art. sob pena de nulidade Na posição do STF. art. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. 5°. 5°.] o direito de permanecer em silêncio. HC 73. .06. Rel. b) dever de responder às indagações. 5°. [. 5°. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. c) dever de dizer a verdade. LXIII da CF/88.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. Direito ao silêncio (CF. julgamento 17.. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. art. Min.812..1.

2. “[.. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola. 12. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária).. imposta pelo Estado. ao culpado pela prática de uma infração penal.. 91. 153. §1°. Sydney Sanches.2001 (Informativo 252). 87. Rel.429/92 – Lei de improbidade administrativa). Rel. art. b) Sanções de natureza pecuniária.12. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente.]”.343/06. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. na Casa do Albergado). d) regime disciplinado diferenciado . Aplicação da pena de banimento (CF/69. XLVIII Nas palavras de Otávio Piva. c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8. 12. 16.1998 (Informativo 136). d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11.1. RE 154.] no Estado Democrático de Direito brasileiro. b. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros. §11).. 63. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. 5°. arts. APLICAÇÃO DO ART..a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas).§4°) 12. causem padecimento desnecessário[. segundo Fernando Capez: “[. cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido. STF. 52.5°. 82.2..4.3. Marco Aurélio.1. a) Conceito de pena.. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e.] sanção penal de caráter aflitivo. industrial ou similar). XLVII. De acordo com o arts. 16. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”. em execução de uma sentença. as penas cruéis são “quaisquer medidas que.134.]”. APLICAÇÃO DO ART. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c.11.. XLVI.198/RS. por si mesmas. 62. durante o repouso noturno.. APLICAÇÃO DO ART. RE 212. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. art. STF. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva. 5°. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”.. “[.

3. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.] a) no momento da instrução processual.1. ou seja. invertendo-se o ônus da prova. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[. e) especial (estabelecimentos próprios às condições). b)no momento de avaliação da prova. vigora desde o início do processo. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art. 5°. b)no momento de avaliação da prova. como princípio informador da própria ação”. como paradigma de tratamento do imputado. 13. 5°.(cumprimento da pena na penitenciária). APLICAÇÃO DO ART. 12. invertendo-se o ônus da prova.. .] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. como paradigma de tratamento do imputado. Nas palavras de Otávio Piva.6. APLICAÇÃO DO ART. ainda. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. 13. 38 do CP. c) no curso do processo penal. como presunção legal relativa de não-culpabilidade.. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13.5. c) no curso do processo penal. XLIX c/c art. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”... como presunção legal relativa de não-culpabilidade. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. 12. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. 5°. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”.. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. 89).210/84.. 41. 45. levando em consideração a visão de Fernando Capez.]a) no momento da instrução processual. arts. Aplicação do art. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva.2. assim: “[. 88 da LEP. levando em consideração a visão de Fernando Capez.

[.. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes. tais como guerra. [. sendo o caso. a segregação entre pessoas. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta.2. Aplicação do art. Nas palavras de Otávio Piva. 15. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art. entre outras”. 5°. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art.1.. Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas).] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. 16.. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa. XXX) 14. 5°. o dispositivo é norma de eficácia limitada. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis..2. segundo Otávio Piva.” 14. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. estado de sítio.. [. segundo Otávio Piva.14. Relativamente ao campo material da incidência. ou seja. a) Quanto à eficácia.. a.. 5°. [. portanto. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas).] são aquelas que vigoram durante situações de emergência.. De acordo com Otávio Piva. b) Vedação do emprego da analogia. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade.] é o estabelecimento de diferenças.1. trazendo a descrição minuciosa do fato punível. XLI. estado de defesa. a. a Constituição está a proibir discriminações . pode gerar a norma penal. de atipicidade”. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. 305 do CP – supressão de documento -. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art.

ANISTIA E INDULTO . entre outros”. 11.3. 21. CP. 84. CF.” a. art. a. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário. a) Posição do STF. XVII e art. CF. religioso. APLICAÇÃO DO ART. a.343/06 ). 48. angústia ou dor. Tortura (Lei n. aspectos étnicos. quais sejam. retroativo.716/89.072/90) a.. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança. 5°.]”. 188. 84. XII e LEP. é a “[...] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. ideológico. a. desumano. art. APLICAÇÃO DO ART. 17. com o objetivo concedida coletivamente. Tráfico de entorpecentes (Lei n. 5°. porém. religião. VIII.1. a.5. degradante.343/06) De acordo com Otávio Piva. 107. etc). XLIII. Não estão superadas. De acordo com Otávio Piva.de quaisquer ordens. tanto físico quanto moral [. 11. XII. nacionalidade.2. racial. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. Crimes hediondos (Lei n. Entorpecentes (Lei n. 8. .. 33 da Lei n.6. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. HC 82.. GRAÇA. de promover o esquecimento de infrações penais. 18. desmedido. CF. são “[. a) Conceitos. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. 9555/97).424/RS.072/90 c/c art. art.] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. 8. art. político. enquanto fenômeno social e histórico complexo.4. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva..conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. XLII c/c LEI 7. intuito personae. art.

Provocada pelo Poder Público. secundários.APLICAÇÃO DO 5°.815/80.1.]até o momento. 19. 6. contra a ordem constitucional”. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. APLICAÇÃO DO ART. de caráter constitutivo. 22.] ato da conveniência do Poder Executivo. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. 20. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. Não afasta a reincidência. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. por meio de Decreto. essa possui natureza de ação especial. 20. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. Conceito De acordo com Otávio Piva. Exclui o próprio crime. XLIV. LI 20. . Competência do Presidente da República.1. com fundamento em tratado internacional.Somente extingue a punibilidade.. 5°. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados.. Disciplina legal a) Competência: CF. podendo ser parcial. XV. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. art. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. com intuito de processá-la. Segundo Otávio Piva. Competência do Presidente da República. ou em compromisso de reciprocidade. a entrega do súdito reclamado”. por meio de Decreto.4. por meio de lei. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. b) Legislação ordinária: Lei n. Não afasta a reincidência. por meio de Decreto.2.. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade.3. Contudo. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. civis ou militares. 19. podendo ser parcial. 20. Deve ser requerida pelo condenado. não existe [. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. é “[. julgá-la ou par cumprir a pena”.. 20. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado.

. mas um Certificado de Igualdade que. 20.. que tem capacidade civil. proferida por Juiz ou autoridade competente[. aos governos estrangeiros.927/01). 3. residência permanente no Brasil.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil.04.. a. 2. 86. De acordo com Otávio Piva. §1°. 12. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória. nos termos do art. a. art.927/2001”.. III. 80 da Lei n. pelo Estado brasileiro. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1.1. não é conferida a naturalização brasileira.2000. II.. ao Governo do Brasil. celebrado em Porto Seguro/BA.815/80 preconiza que a “[. art. 2. 20. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva.7. por Estados estrangeiros (CF. Pressupostos gerais. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. .. o art. 6.1. “g”). nesse caso. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva.5. Aplicação do CF. a. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer.. 102. a.6. os quais poderão ser reivindicados”. 20. b) De acordo com Marcelo Alexandrino.1.3. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil. Requisitos necessários: “I. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”.] aos portugueses. 18 do Decreto n. Exclusivamente para Portugal. que são aquelas requeridas.2. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados).1. em 22. gozo da nacionalidade brasileira”.1. Tratado de Amizade (Decreto 3.] extradição será requerida por via diplomática ou. independentemente do momento que o crime foi cometido.]”. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.c) Decreto n. “[. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas. diretamente. o STF “[. segundo a lei brasileira. diretamente de Governo a Governo..715/88.

Pressupõe infração cometida no território brasileiro. para os fins de processá-la.9. VIII). para efeito de repressão interna. Min. art. segundo Marcelo Alexandrino. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro.. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira. de qualquer forma. “[. b. Joaquim Barbosa. Posição do STF (Ext. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. Ao estrangeiro que. a ordem política ou social. 4 °.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. Rel.961/1990 Deportação Lei 6. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro... 2. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Aplicação do art. 20. 5°. como crime equiparável aos delitos hediondos [. 1. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República.8.815/1980 Decreto 98.. não se submetem à noção de criminalidade política. 7.1. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. 6. 24-05-2006. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.010QO/República Federal da Alemanha. julgá-la ou para cumprir a pena. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva.]”. Pressupõe infração penal cometida no exterior. atentar contra a segurança nacional. além de haver qualificado o terrorismo.815/1980 .

5° . LX c/c art. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. 621.2. 5º LXXIV c/c art. APLICAÇÃO DO ART. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). desde que o Estado requerido expressamente autorize”. 93. 133 do CPC (dolo. Âmbito civil – art.20.1. “[. APLICAÇÃO DO ART. LVIII. para Otávio Piva “[..revisão criminal (art. 5°. LXXVI a)Segundo Otávio Piva. APLICAÇÃO DO ART.. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos . considerou constitucional a Lei 9. LXXV a)Erro judiciário a. a. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis. carteira de identidade. “Considerou o STF. LIX 23. 22.1.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. tais como. o STF.Exceção: art.. IX e art. 5°. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. a)Identificação. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional.]”. APLICAÇÃO DO ART..13.. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20.11..054/2000.12. passaporte etc. b. Âmbito criminal . I e II do CPP).] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”.. 37. 21. O acesso à justiça 25. LX. 5°.1. 134 24. 20. “caput” e art. b) Publicidade dos atos processuais. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. solicitada pelo país estrangeiro. 5°.534/97.] é a permissão. 5°. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10. fraude e desídia do magistrado) 26. APLICAÇÃO DO ART. APLICAÇÃO DO ART.. 24. 93. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes..

5°. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 3. Direito Constitucional esquematizado.MORAES. José Afonso da. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA. Ed. 5°.. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. APLICAÇÃO DO ART. SILVA E NETO. 2010. Ed. a) Analise já realizada (George Marmelstein). bem como a primeira certidão respectiva”. Direito Constitucional. a) Analise já realizada (George Marmelstein).MARMELSTEIN. 27. 8. 6ª. George. APLICAÇÃO DO ART. §2°. Coimbra: Coimbra. c) atuação do órgão jurisdicional”. 5. Pedro. Manual de Direito Constitucional. Manoel Jorge. São Paulo: Atlas. §2°. 2009. 5°. Curso de Direito Constitucional positivo.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. 1997. b) comportamento das partes e seus procuradores. Direito Constitucional. 2. 29. Alexandre.MIRANDA. APLICAÇÃO DO ART. . PAULO.-LENZA. 4. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. 2009. Curso de direitos fundamentais. §1°. São Paulo: MÉTODO. 5°. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 2009. Marcelo. ed. 2011. 2010. 15. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. São Paulo: Malheiros. Jorge. Ed. 6. Vicente. NOVELINO. APLICAÇÃO DO ART. BIBLIOGRAFIA: 1. 30. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. 2ª. 7. 28. ALEXANDRINO.

POPULAÇÃO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1. 2. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. é o elemento humano do Estado. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.1. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. População 2.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2. POVO. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno.1. NACIONAIS. Nação 2.2.DA NACIONALIDADE 1. .

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

1. .2. 2. pelo menos. OBJETO E OBJETIVO 4. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [. Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física. entidade de classe ou associação. 4. de acordo com Marcelo Novelino. 4.1. Objeto: direito líquido e certo. 142. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”.]”.2..016/09) 2. legalmente constituída e em funcionamento há. MANDADO DE SEGURANÇA 2. b) Habeas corpus preventivo é utilizado. de acordo com Marcelo Novelino. 1 (um) ano. organização sindical.. 654). nacional ou estrangeira. 1. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”. mas não podem ser paciente [. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art. 3. Legitimidade a) Legitimidade ativa. Legislação (Lei n.6..]”.1. segundo Marcelo Novelino. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1. hipótese na qual a ameaça deve ser grave. LEGITIMIDADE 3. 12. §2°).2.5. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP.. 1. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional.4. segundo Marcelo Novelino. séria e objetiva”. b) Sujeito passivo. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”.7. 3. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo). “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. Objetivo: proteção ou reparação in natura. art.

b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. pois não haverá mais lesão. independentemente de caução. Segundo Marcelo Novelino. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo.. Lei 12. pelo interessado. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. 1°). 5. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. por meio de documentos.] o direito passível de ser provado de plano.016/09. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo).016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo.2.3.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF.1. contados da ciência. 23. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. o prazo decadencial é de 120 dias. Equiparação a atos de autoridade. 12. não flui o prazo.5°. O que se entende por direito líquido e certo? “[. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. Exceção: Súmula 429.016/09. LXIX.. De acordo com a Lei n. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430).4. 7. dirigentes de pessoas jurídicas. art.1. 12. 8.5°). ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino. não “[.016/09. por conseguinte. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. do ato impugnado. art. art. dilação probatória”. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público.. d) no caso de lei inconstitucional. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo. 6. art. 6. 7. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. no ato de impetração. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. 6. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”..

. à soberania e à cidadania. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. 8.016/09. TIPOS DE PROVIMENTO .1. 9. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino. 9.2. 9. §4°.8. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora.1.1. contemplados na Constituição.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). 105. MANDADO DE INJUNÇÃO 9. art. art. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. 9. 7°. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público.. 121. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada. b) Superior Tribunal de Justiça (CF. 102.]”. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. art. 9. 9. 7°.5. V). h).5.. c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF.6. I.]”.4.3. 8. I. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora. art. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência. §3°). 9. não sendo admitido litisconsórcio passivo”.. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”..3. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. §2°). q).016/09. 8.4.2. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que.. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[. art. o mandado de injunção “[. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora.

12. LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9. b) pessoas jurídicas de direito privado. §3°). c) O papel do Ministério Público.]”. b) Corrente “[.. b. 5°. c) que tenham banco de dados aberto ao público. c) complementação de informações constantes destes registros.. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual). art. b. tendo a decisão efeito inter partes[.. . 10. art.1.2. a. OBJETO: liberdade de informação pessoal. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados.1. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4.. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[. 10. art.]”.3. b) A questão dos portugueses (CF. HABEAS DATA (CF.717/65.1. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11. LXXII) 10. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta.507/97 sobre o significado “caráter público”.]”. 10. d) partidos políticos. segundo Marcelo Novelino. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção. 10. AÇÃO POPULAR 11. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. 1°. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais.a) Corrente não-concretista que. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [...4...] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente.]”..1. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. §1°).2. o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. e) universidades particulares..

Rio de Janeiro: Lumen Juris. 11. Vicente. ALEXANDRINO. Manual de Direito Constitucional. pertencentes à sociedade. George. 2ª. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. 6°). 2.5. Marcelo. 8. São Paulo: MÉTODO. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. ed. SILVA E NETO.7. 4. f). art. – Rio de Janeiro: Forense. 1997. 3. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional descomplicado. 11. Marcelo.4. Ed. 2010. Ed. Ed. 5.8.717/65. 2010. n. PAULO.3. . 11. §4°). Rio de Janeiro: Forense. 102. via de regra. I. NOVELINO. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65. à moralidade administrativa. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. 11. b) Efeitos da ação manifestamente infundada.MARMELSTEIN. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. Competência a) Sobre a competência. art. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4. Direito Constitucional. Pedro. 2009.11. Curso de direitos fundamentais.2.. 2011.6. 11. Manoel Jorge. José Afonso da. 6ª. Coimbra: Coimbra. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. Jorge.MORAES. 7.-LENZA. São Paulo: Malheiros. Alexandre.MIRANDA. 5°. 6. art. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 15. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 2009. 2009. SILVA. – São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional.

INTRODUÇÃO .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1.

. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”..3. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3..1. segundo Marcelo Alexandrino.2.1. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal.2.3.1. O poder político. 3. O ESTADO UNITÁRIO.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central. a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram. NA VISÃO CLÁSSICA.2.2.. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3..3.. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO..FORMAS DE ESTADO 3. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política. 3. “[.] Estado federado (federal.. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal). 2..2. em vez de permanecer concentrado na entidade central. Nas lições de Uadi Bulos. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado). De acordo com Uadi Bulos. de acordo com Marcelo Alexandrino. Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território. a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”.1.]”.] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [.2.] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. segundo Marcelo Alexandrino. “[. 3. o “[. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo.. 3. 3. o “[.. que é soberano”. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional)...2.]”. podendo “[..] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [.2.3. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino..Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA . Estado federado.

FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado . SISTEMA DE GOVERNO 6. mediante a celebração de um tratado.FORMAS DE GOVERNO 5. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”. 5.FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.1. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível.] união dissolúvel de Estados soberanos. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino. a confederação consiste numa “[. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5... e como se dá a relação entre governantes e governados”..2.2. que se vinculam. irrenunciável.1.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4. sob a regência do Direito Internacional [. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. 4.CONFEDERAÇÃO 4.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. 6.]”.1. o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade.2..

] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [. 2) Democracia indireta ou democracia representativa. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar. b) Por desagregação 8. ou não.3.. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7.. participação dos Estados no Poder Legislativo Federal.1. os regimes de governo distinguem-se “[.1.]”. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. 8. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art... b) Democracia. extrai sua força da Constituição. possibilidade de intervenção federal. repartição de competências entre os entes federados.... a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto). Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta.1. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. b.2. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias. 7.2.1.1. 3) Democracia semidireta ou participativa..] na democracia prevalece a vontade da maioria..] em democrático e autocrático. 8.. de participação do povo – destinatários das ações governamentais [. com base na existência.]”. segundo Marcelo Alexandrio. descentralização político-administrativa.4. segundo Marcelo Alexandrino. “[. impossibilidade de secessão. 1° e 18) 8. . órgão representativo dos Estados-membros. “[.

São Paulo: Malheiros. Curso de direitos fundamentais. 34 a 36 da CF/88). Alexandre. 4. 1997. Direito Constitucional esquematizado. Coimbra: Coimbra.. Direito Constitucional. c) controle de constitucionalidade. ALEXANDRINO.2. José Afonso da. I. São Paulo: MÉTODO. 6ª.2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. SILVA. Marcelo. 31. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). Curso de Direito Constitucional positivo.1. previstas na Constituição brasileira de 1988. 2009. Pedro. George. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8. Vicente. e) imunidade recíproca de impostos (arts. Direito Constitucional. 2010. b) rigidez constitucional. NOVELINO. “a”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . Ed. VI.MARMELSTEIN. 8. Marcelo. 2011. São Paulo: Atlas.MORAES. São Paulo: MÉTODO. 5. §4°. 2009. art.MIRANDA. Jorge. ed. – São Paulo: Saraiva. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário.i) j) formação dos Estados. 2. são as seguintes: a) repartição de competência. Manual de Direito Constitucional. g) vedação do direito de secessão (art. Garantias constitucionais da forma de estado federada. 3. PAULO.-LENZA. 2ª. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional descomplicado. 8. – Rio de Janeiro: Forense. 15. 2010. 8. Direito Constitucional.2. 60. SILVA E NETO. 150. d) processo de intervenção (art. Ed. 2009. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). 6. da CF/88). 7. da CF/88). Manoel Jorge. – São Paulo: Atlas. Ed.2. Rio de Janeiro: Forense.

1º. art. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. § 1º). os encargos de cada unidade federada.. de acordo com Marcelo Novelino. art. simultaneamente. Por exemplo. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. 25. 22.. 21 e 22) e aos Municípios (art. 32. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. 2. arts. Por exemplo. no exercício regular de suas atividades. art.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. 21). a todos os entes federativos (art. 3. 30. a) b) c) d) União (CF. 34 e s. Municípios (CF.. 18.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. § 1º). pela soberania do Estado Federal.. 21..1. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts.). repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui.. segundo Marcelo Novelino. “são parcelas de poder atribuídas.1. art. . técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. 22.2. Distrito Federal (CF. aos entes políticos. Repartição vertical. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art. §1º).] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [.. 3.. caput.” 3. permitindo-lhes tomar decisões. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art. 23).]”. o “[.2. 25. 30). I). 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF. § 1º). 23.. 32. Estados (CF. art. parágrafo único). 2. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [.1. art. arts. Repartição horizontal. “[. com base na natureza e no tipo histórico de federação. caput.]”.

] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. 145 a 162).privativa (CF.suplementar (CF.]”. art.. 22) . art. 25. 24. art..]”. art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS .. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art. 24). 30. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [. técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art.• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União. 24) . art. para executar tarefas. art. art. cumulativa ou paralela (CF. 151. São competências para atuação efetiva. 3.. aos Estados e ao Distrito Federal (art. e 23. 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. I). 30..concorrente (CF.originária (CF.. 30. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art. II). 22.residual (CF. a competência legislativa “[. I) . art. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [.21. Espécies de competência: . 30..3. art.] estabelecem o poder para normatizar. art. arts. § 1º) b) comum. “[.. parágrafo único) . remanescente ou reservada – CF. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF.delegada (CF.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino. parágrafo único. §§ 1º a 4º) .

a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. §1º.. È pessoa jurídica de direito público interno. e) competência residual (CF. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art.1. por isso. I a XXIX).3. art. ao simples exercício de atribuições legislativas. desligadas dos Estados-membros.4. participando ativamente na concretização de políticas públicas”. Muito além de meras partes conformadoras da federação. b) competência legislativa privativa (CF. I a XI) 1.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. 18. d) competência comum (CF. 1. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. c) competência concorrente (CF. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. 145 a 162). art. art. 23). art. que atuam como núcleos autônomos de poder. caput). 21.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF.. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação. art.2.DA UNIÂO 1. b) União na acepção externa ou internacional. governo e jurisdição próprios.2. 22. art. 24). “Estados federados. autonomia. 109. BENS DA UNIÃO (art. com composição populacional própria. I a XXV).1º . 1. 20. CONCEITO Segundo Uadi Bulos.5. REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. 43. Estados-membros ou Estados. constituem ordenações jurídicas parciais. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. 2. 2. com legislação. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. executivas ou jurisdicionais. Não se restringem.1. competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [. art. . têm personalidade jurídica de Direito Público Interno.1. §§1º a 4º).]”. 1.

709/98. 25.2. CONCEITO . art. Na conceituação Uadi Bulos.3. DOS MUNICÍPIOS 3. c) competência delegada (CF. §§ 1º a 4º).6. art. subdivisão. embora apresentem problemas comuns’. AUTONOMIA ESTADUAL (CF.8. e 25. art. f) competência comum (CF. 4º).3. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. 18. art. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. 27. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. § 3º) 2. 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. § 1 º). b) oitiva das Assembléias estaduais. caput da CF/88). I a IV) 2.7. 25. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. REGIÕES METROPOLITANAS. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. art. 3. arts. 24. § 3º) 2. Capacidade de auto-administração (art. d) competência concorrente (CF. parágrafo único). §§ 2º e 3º). b) competência enumerada (CF. e) competência suplementar (CF. art. MICRORREGIÕES (CF. 2. 25. art. 26. desmembramento por formação. 2. desmembramento por anexação. 25.1. § 1º da CF/88). Capacidade de autogoverno (art. reunidos em torno do Município-mãe. caput da CF/88). art. destituídos de sede. art. BENS DOS ESTADOS (CF. 23).4. Capacidade de autolegislação (art. 24. I a XVI). 18. 25. 28 e 125 da CF/88) 2.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. § 4º. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes.5. 22.

“a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. REQUISITOS FORMAIS. VII. caput.5.redação dada pela EC n. 29. regras de competência legislativa. 16/96). §8º). serviços de interesse local”.3. art. e 144. 30. 18. 182). art. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. 3. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. descentralizadamente. art.6. caput. 3. § 4º. 30. 3. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. assuntos de interesse local.De acordo com Uadi Bulos. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. c) hipóteses já descritas. para administrar. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais.2. regras a respeito do processo legislativo municipal. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. possuindo governo próprio. arts. Capacidade de auto-administração. art. 1º. art. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Capacidade de autolegislação. a fusão e o desmembramento de municípios. 18. 23). 3. 29) Na posição de Bulos. 30. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. II).4. “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. disciplina contábil. comum e suplementar da municipalidade. a incorporação. arts. § 4º . art.1. c). 30 e 34. 18. III a IX. 35 e 36 da CF/88) 3. 3. . FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. SÃO: 3. financeira e orçamentária do Município. I). MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. d) competência suplementar (CF. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts.7. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município.4. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. e) competência comum (CF.

c/c o art. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. 32. I. VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos. b.4. 32. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. 10. NATUREZA 4. 4. b) Súmula 647 do STF c) Lei n. 18. parágrafo único). . 19. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. 4. VI. 5. III a IX). caput da CF/88).633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. e § 4º). ou dos municípios”. 144. 150. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. art. § 6º). art. d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. § 2º. art. 19. 25. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. XIII e XIV. 21. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. art. Capacidade de auto-administração (art. 30. §1º da CF/88).5. art. I c/c o art. 22. 4. 16. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts.4. DO DISTRITO FEDERAL 4. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. § 1º) c) competência delegada pela União (CF. II). f) competência suplementar do município (CF. integrante da federação brasileira”. II).2. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. art. caput do ADCT). III). XVII da CF/88). 32. Capacidade de auto-organização (art. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. § 1º) 4.3. 22. art. “ é a entidade político-administrativa. • • • Reserva de lei federal (CF. § 4º. 25.1.1.b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. AUTONOMIA 4. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). art. 19. art. 32. 30. art. 24. §§ 2º e 3º). e) competência enumerada do município (CF. art.

2. 3º).MARMELSTEIN. São Paulo: Atlas. § 1º). adquirido nos idos de 1903.10. Jorge. 2010. § 3º). PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF. BIBLIOGRAFIA: 1. 33. 6.12. Pedro. 15. . 6. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. 33. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos.2. 1997. art. 211. 84. 6. Curso de direitos fundamentais. XIV). 14 do ADCT) e Amapá (art.8. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”. 33. Manual de Direito Constitucional. O PODER EXECUTIVO (CF. XIV). Ed. – São Paulo: Atlas. § 2º. 21.7. Direito Constitucional. § 3º) 6. 15 do ADCT). c/c o art. 5. Alexandre. 33. art. George. 6. 2009. 2010. ed. 2011. Ed.MIRANDA.. por imposição do Tratado de Petrópolis. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art.11.3.1. Marcelo. art. art. 6. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. 6. caput) 6.6. Coimbra: Coimbra. NATUREZA AUTÁRQUICA 6. § 1º). 14 do ADCT). art. § 2º). CONTROLE DE CONTAS (CF.4. art. 33. SISTEMA DE ENSINO (CF. 33. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art.6. 6. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. O PODER JUDICIÁRIO (CF.MORAES. 4. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. 18. art. 6.5. POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. 2ª. 3.-LENZA. O PODER LEGISLATIVO (CF.9. art. – São Paulo: Saraiva.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. SILVA E NETO. PAULO. José Afonso da. ALEXANDRINO. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional descomplicado. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. São Paulo: MÉTODO.6. Marcelo. Manoel Jorge. 7. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . 2009. SILVA. 8. 6ª. São Paulo: Malheiros. Ed. Vicente. Direito Constitucional.

2. de ofício. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo.1.1.Intervenção federal provocada por solicitação. b) Anormalidade 2.1.. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.INTERVENÇÃO FEDERAL 2. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF.] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade. estará obrigado a decretar a intervenção”..1. art. V). independentemente de provocação de outros órgãos”. Previsão constitucional: CF. 34.2. . c) Defesa das finanças públicas (CF. III). art. 2. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art. “[. 3.. dos Estados.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”. INTERVENÇÃO 1. de acordo com Marcelo Alexandrino. a execução.. 3.2.2.. há “[. § 4)... 34. 34. 1. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial. I e II).1.. o “[. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”.1. b) Defesa da ordem pública (CF.1. “[.2. Intervenção federal provocada por requisição. 36. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. do Distrito Federal e Municípios”.] Chefe do Executivo. de acordo com Marcelo Alexandrino. art.. HIPÓTESES 3.. 34. 3. art. 3. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União.1. dentro de seu Juízo de discricionariedade. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo. isto é. decide pela intervenção e.

. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF.. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. CONTROLE POLÍTICO 6.2. § 3°. IV”) 7. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF. art. 3. 34. I da CF/88) 4. 91. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho. VI. 6. § 1°. I) Segundo Marcelo Alexandrino. 60. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ.3. Competência para proceder à intervenção dos municípios. art.2.a)CF. 4. 36. art. ou não. II) 5. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo. tornar-se-á. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. art. “[. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo.1.. § 1°) 6. a nomeação de interventor será necessária. Obrigatoriedade do controle político (CF.2. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. 34. 3.art. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”.34. 36. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. 36. VII. Assim.DECRETO INTERVENTIVO (art. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. envolvendo questões constitucionais. Com efeito. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. 34. desde logo. desde que o ato de intervenção atribua. I.2. implicar necessidade de nomeação de interventor. 34. art. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. art. 34. c) CF. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. a nomeação do interventor será necessária. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF. “34.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. 90. Diferentemente.1.] a intervenção pode. art. b) CF. 49. para que ele exerça as funções do governador. art. IV) Exceções ao controle político (CF. art. desnecessário haver um interventor. art. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. CONTROLE JURISDICIONAL 8. art.

2010. 2009. . IV. 15. Jorge. George. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: MÉTODO. 8. LENZA. – São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. 2009. Manual de Direito Constitucional. Alexandre. 1997. 2ª.. 7.2. José Afonso da. Ed. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. Marcelo. 5. ALEXANDRINO. ed. Aplicação do art. HIPÓTESES (CF. 2. Marcelo. 2009. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. Rio de Janeiro: Forense. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. Vicente. Pedro. São Paulo: Atlas.1.8. 2011. Direito Constitucional descomplicado. 35) 8. MARMELSTEIN. 4. PAULO. Ed.2. SILVA E NETO. 3. Manoel Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. 35. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6. MORAES. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. Ed. São Paulo: MÉTODO. art. NOVELINO. 6ª. 2010. SILVA. São Paulo: Malheiros. MIRANDA. Direito Constitucional.

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