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Plano de aula Constitucional

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DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

2009.2...]”. apesar de ser um termo recente. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. 2. São Paulo: Malheiros.. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino..1..] constitucionalismo. “[.1. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”. De acordo com Gomes Canotilho. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: . o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. 1.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”..2. 2. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] Mais do que uma simples técnica constitucional.. José Afonso da.. CONSTITUCIONALISMO 1. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo. ESTADO HEBREU 2. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado.2.8. o “[.

CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez.1. principal fonte dos direitos. II) forte influência da religião. “[.. VI) o sistema presidencialista.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. IV) a independência do Poder Judiciário. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”.4. 2.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). .1. 2. II) a prevalência da supremacia do Parlamento. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais. IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). II) a monarquia parlamentar. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”. ESTADO GREGO 2. 3. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. e VI) a importância das convenções constitucionais”.3. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. V) a forma federativa de Estado. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”. VIII) o regime político democráticos. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários. VII) a forma republicana de governo.3.. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino.5. III) a responsabilidade parlamentar do governo. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo. II) a ideia de supremacia da Constituição. 2.

II) a limitação dos poderes.1. 4. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”.o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [.]”. 4.. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino.1.. “Na Europa. . e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937).. a “[.3.. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada)..3. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”..]”. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945).] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. 4.3. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [.2. 4.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. III) a consagração do principio da separação dos poderes. 4. II) mais ponderação que subsunção.2. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”.

BONAVIDES. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. 6. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”.. SILVA E NETO. e V) coexistência de uma constelação plural de valores. 15. b) continuidade “[. Direito Constitucional descomplicado. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. Marcelo. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária... 4. Curso de Direito Constitucional positivo. Rio de Janeiro: Forense. Ed. Marcelo.. . Pedro. 2010.]”. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. Direito Constitucional.. Ed.] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. 4.] da Constituição. 2009.. 2011. 2010.. 2005. NOVELINO. ALEXANDRINO. – São Paulo: Saraiva.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino.4.. José Afonso da.LENZA. – Rio de Janeiro: Forense. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [. 7. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional. Paulo.] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade.. 2009.MORAES. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. Alexandre. Vicente.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. Direito Constitucional.. e) universalização “[.. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário. 8. São Paulo: Atlas. 1. SILVA. às vezes tendencialmente contraditórios. 5. Curso de Direito Constitucional. 6ª. Manoel Jorge.]”. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: MÉTODO. d) integração “[.

]”..] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo. Caso isso não ocorresse. “[.2.5. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”..] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. .] José Afonso da Silva.] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais)... Sentido jurídico. considerada norma pura. segundo Pedro Lenza. “[.. segundo Pedro Lenza. então... em seu livro “Qué es una Constitución”?).. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.. 1... por um poder soberano. Sentido formal.Constituição é. sem qualquer pretensão a 1.]”.]”.]. “[. traduzindo o pensamento de Kelsen.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. 1. direitos individuais. não importando o seu conteúdo [. segundo Pedro Lenza.4. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. terá natureza constitucional.. 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “[.CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. Sentido político (defendido por Carl Schmitt). CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.. de acordo com Pedro Lenza.3. puro dever-ser.. vida democrática etc). Sentido material.... de acordo com José Afonso da Silva... observa que “. 1.1. ela seria ilegítima. pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [.”[.

BONAVIDES. São Paulo: MÉTODO.MORAES. Direito Constitucional descomplicado. Manoel Jorge. Direito Constitucional.. Direito Constitucional. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional positivo. política ou filosófica. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo.1. Pedro.5. Ed. 15. São Paulo: Atlas. . 1. 2009.]”. 6. Marcelo. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1..LENZA. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional. 2010. 7. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. 8. Paulo. ALEXANDRINO.fundamentação sociológica. 5. 6ª. PAULO. 4. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Malheiros. 1. – Rio de Janeiro: Forense. SILVA E NETO. 2010. 2011. SILVA. 2005. Vicente. Rio de Janeiro: Forense. José Afonso da. 2009. Ed.

votada ou popular..CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza.]”. de maneira unilateral.]”. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.. em nome dele... 1967. portanto. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824. eleita diretamente pelo povo. . “[.1. e a Emenda n. da deliberação da representação legítima popular [. 1934. pelo agente revolucionário (grupo.. nascendo.] também chamada de democrática. “são as constituições impostas. atuar. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. 1937. ou governante).. segundo Pedro Lenza. 1/69. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc..

]”. 1. no Chile [.....4. básicas)... segundo Pedro Lenza.3.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. os direitos e garantias fundamentais [. de dogmas políticos [. Além disto.. mas tampouco é democrática. “[.... extensas.. Exemplo: Constituição brasileira de 1988. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. segundo Pedro Lenza. reunindo a história e as tradições de um povo [. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação.. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. b) Históricas. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988. “seriam aquelas enxutas. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. nas palavras de Pedro Lenza. Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos). advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I.. de acordo com Meirelles Teixeira.] partem de teorias preconcebidas. de acordo com Pedro Lenza.c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile. de ideologias bem declaradas.. “[. sumárias.não é propriamente outorgada. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[.]”. nas palavras de Uadi Bulos. Exemplo: Magna Carta de 1215.. sucintas. com Pinochet. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história.]”. prolixas.] elaboradas de um só jato. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas.. .]”. “[.. d) Pactuadas. as chamadas constituições bonapartistas. breves. longas. volumosas..2. e da era napoleônica. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. racionalmente. ainda que criada com participação popular [.]”. segundo Pedro Lenza... inchadas).]”. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. a organização de seus órgãos.]”. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado.... desenvolvidas. reflexivamente... 1. b) Analíticas (amplas.]”. por uma Assembleia Constituinte [.]. de planos e sistemas prévios..] surgem através de um pacto. e não o conteúdo de suas normas [. b) Formal. 1.. largas..]”. Segundo José Afonso da Silva.

.] são aquelas constituições que exigem. enquanto outras não requerem tal formalidade [. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns. sendo também denominadas permanentes.. 1969. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848..5. mais solene. são imutáveis.]”.]”. 1. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). pode ser considerada superrígida. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior)... “são aquelas constituições inalteráveis. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. o documento constitucional passa a ser rígido”. d) Fixas.]”. Nas palavras de Pedro Lenza. segundo Alexandre de Moraes. b) Flexível. previstas na Constituição brasileira de 1988. “[. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. g) Transitoriamente flexíveis. 1937. 1934. as cláusulas pétreas. ou seja. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876..6. f) Superrígida.] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou.1. ultrapassado este. “[. Exemplo: Constituição de Baden de 1947.. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. um processo legislativo mais árduo. e) Imutáveis. “[. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). de acordo com Uadi Bulos.]”.. à MUTABILIDADE (Michel Temer. 1967. Posição de Pedro Lenza: . segundo Pedro Lenza... graníticas ou intocáveis”. e portanto. o poder constituinte originário [.6. isto é.. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. 1946... de acordo com Pedro Lenza. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). segundo Kildare Gonçalves Carvalho.. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes).1. mas apenas por determinado período.] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. 1988.

]”. segundo Pedro Lenza. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’... “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [... a vários ‘compromissos constitucionais’ [. de acordo com Pedro Lenza. ao contrário da escrita.]”. “[... capítulos e seções. no procedimento constituinte. “é aquela formada por uma só ideologia [. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa.. 1. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos. “[. formando em geral um único corpo de lei”.. “[.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto... “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos.6. 1936 e 1977. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais. b) Eclética. 1. não traz as regras em um único texto solene e codificado.3. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.8. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária). Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).. a um compromisso constitucional ou. Exemplos: Constituições soviéticas de 1923.6. e baseia-se nos usos.. 1. É formada por ‘textos’ esparsos. costumes. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira.]”.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [..7..]”. 1...]”.]”. “[. reconhecidos pela sociedade como fundamentais. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência)...a) Reduzidas (unitárias)... de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes..] seria aquela constituição que. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[. segundo Pedro Lenza.]”. se preferirmos.2. convençõe [.]”. jurisprudência. Segundo Gomes Canotilho.] numa sociedade plural e complexa.. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto. defendido por Karl Loewenstein: ... sendo formadas de várias leis constitucionais [.)... de acordo com Pedro Lenza. foi possível chegar. b) Variadas.

b) A constituição nominais.. “[. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. Além de juridicamente válidas. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [.. b) Constituição balanço. .] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social.] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. “[. de acordo com Uadi Bulos.] Seriam constituições prospectivas.]”.. É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente. tal como a Constituição brasileira”. concretizadoras de princípios.. segundo Guilherme Peña de Moraes. Por isso é que a URSS. pois visa a garantir a liberdade. Quanto ao sistema: a) Principiológica.]”. Na verdade. de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho..] predominam os princípios.a) A constituição normativa. limitando o poder [. 1. c) Semântica 1. pelo que é necessária a mediação concretizadora. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”. Quanto a) Constituição-garantia...9..10.. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho. 1936 e em 1977 [. tal como a Constituição mexicana. “[. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração. Nelas. segundo Guilherme Peña de Moraes. quando o corpo nacional tiver crescido”. “[.]. estariam em total consonância com o processo político. como fez em 1924. “[. pelo que é possível a aplicação coercitiva. b) Preceitual. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração. isto é. No dizer de Loewenstein.. voltadas para um dia serem realizadas na prática [. segundo a doutrina. consagrando valores. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia.... segundo Uadi Bulos... adotaria nova Constituição. a Constituição registraria um estágio das relações de poder..... “[.] modernamente.] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica..] prevalecem as regras.

. Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares). de acordo com Pedro Lenza “[. a) Constituições liberais (constituição negativa).]”. 1. também chamados de direitos de 2ª dimensão”.. “[. Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho. os direitos sociais.11. 2. b) Constituições sociais (constituições positivas). bem como. “[. a ideia da não intervenção do Estado... de necessidade da atuação estatal. consagrando a igualdade substancial. bem como a proteção das liberdades públicas [.. segundo Pedro Lenza.]”. assim.. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 .] destacamos os direitos humanos de 1ª. dimensão e...] refletem um momento posterior.] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [.c) Constituição dirigente...

ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva). 2.] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [. 2. Elementos formais de aplicabilidade. “[.] consubstanciados nas normas constitucionais.. nas palavras de Pedro Lenza.] normas que 2..2. nas palavras de Pedro Lenza. nas palavras de Pedro Lenza.. 2. “[. nas palavras de Pedro Lenza. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais.]”...5..] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [..] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social..... nas palavras de Pedro Lenza.. Elementos orgânicos.]”..]”. Elementos socioideológicos..[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “[. a defesa do Estado e das instituições democráticas [.]”. intervencionista [..1.. Elementos de estabilização constitucional. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2. Elementos limitativos. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .4.... “[. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [.]”.. 2. “[.3.

1.1. . 2009. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 15. Pedro. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. Alexandre. José Afonso da.BONAVIDES. São Paulo: Malheiros. 2010. 6. 2005. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional.PODER CONSTITUINTE 1. 1.LENZA. De acordo com J. Paulo. 7. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. Vicente. ALEXANDRINO.MORAES. – São Paulo: Saraiva. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional esquematizado. mediante supressão.. 1. Manoel Jorge. Direito Constitucional. Ed. 8. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. Marcelo. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. PAULO. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. 2009. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. é o poder que tem por finalidade “constituir”. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional.De acordo com Pedro Lenza.2. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo.1. Canotilho.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. Ed.J. SILVA. “Qu’est-ce que le tiers état?. o poder constituinte “[.. 2. 6ª. 4. 5. SILVA E NETO. Marcelo.

o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes.. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo).são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos.2. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3. inaugural. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. a.1. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente.3. 3. a. b)Autocrático (poder constituinte usurpado).6. de primeiro grau) 3. chamada não soberana.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. a.. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário.2. 3.3. . Procedimento constituinte indireto.1. Democracia direta. 3. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. d) Dentre os poderes constituídos. temporariamente. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. g) A nação pode delegar.5. 3. Procedimento misto. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado. b) autônomo. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3.2. c) ilimitado juridicamente.4. Conceito Segundo Pedro Lenza. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico. “[. b) revolucionário.2. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos.

b) Limitações circunstanciais.4. constituído. e) Limitação à revisão total. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”.5. b) limites imanentes.d) absoluto. c) Limitações processuais ou formais. de segundo grau) 4. secundário. e) indisponível e inalienável. c) limites heterônomos. sendo. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”. d) Limitações materiais. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. c) É um poder subordinado e condicionado. De acordo com Pedro Lenza.7. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário.1. suas decisões. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção. 4. d) É um poder jurídico. “[.7..]seria a modificação do texto constitucional.3. 4. alterando. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais.2. “[. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. incondicionado e soberano na tomada de 3. e) poder de fato e poder político.6. . Limites ao poder constituinte originário 3. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. soberano. 3. 4. 4. ilimitado. 4.. b) É um poder subordinado. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado.1.. nesse sentido.

6..2.. §2° da CF/88).2. segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. 6. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. da CF/88).]”. por exemplo.. b) Poder constituinte derivado decorrente (art. por meio de plebiscito). 18. 32. MUNICÍPIOS (art. Conceito . A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. b..] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. 5.1. Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. Mutação constitucional 6..]”..6. por meio da atuação do poder constituinte de reforma. 4..] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas. “[.. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza. 6. por óbvio. PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL. Na visão de Marcelo Alexandrino. 3°. “[... “[. o poder constituinte decorrente. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. 6. 11 do ADCT). Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino.. “[. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.. I e 60 da CF/88).] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [.Para Marcelo Alexandrino.1. 59.1. caput. do ADCT).

. 8. SILVA E NETO. 15. Direito Constitucional esquematizado. inclusive. e em segundo lugar. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. Direito Constitucional. 2005. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional.De acordo com Pedro Lenza “[.LENZA..1.. PAULO.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. Rio de Janeiro: Forense. “palpáveis”. 2011. 2010. Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. SILVA.. Paulo. 7. – São Paulo: Saraiva.]”.. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo. 6.. Manoel Jorge. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. 2010. 2009. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Atlas. 8. . Pedro. ALEXANDRINO. São Paulo: Malheiros. Ed.MORAES. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. Curso de Direito Constitucional. materialmente perceptíveis. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8. Direito Constitucional. 2009. 6ª. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência. com capacidade. 5.] não seriam alterações “físicas”. o poder constituinte “[. 4. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. São Paulo: MÉTODO. é supranacional. Da mesma forma. 1. NOVELINO. Alexandre. São Paulo: MÉTODO. Vicente.

.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. .] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. “[. Segundo Pedro Lenza. RECEPÇÃO 2..1. incompatíveis com as novas regras. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. mas.DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1.1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

a recepção de somente parte de uma lei. 3. mas. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. apresentadas por Pedro Lenza. ou seja. 2. h) é possível.4.848/40) foi recebido como lei ordinária). a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. contudo.3. conforme visto no item anterior... por exemplo. “[. um parágrafo etc. ainda. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . como vimos. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. f) nesse caso. b) A posição do STF. a lei anterior será revogada. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. 2.apenas.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei. Constitucionalidade superveniente 2. segundo Pedro Lenza. por falta de recepção”. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. É o caso. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). do decreto-lei.. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. para ser recebida. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. neste último caso. ainda. b) a lei. Inconstitucionalidade superveniente. como um artigo. g) é possível. e) se incompatível. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. contudo. d) em complemento. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. Entendemos. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar.REPRISTINAÇÃO 4. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. 2. somente por meio de ADPF.2. Características. uma mudança de competência legislativa.

– Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed.1. 15. SILVA E NETO.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. Direito Constitucional. SILVA. Ou seja.Segundo Pedro Lenza. Direito Constitucional. em razão de seu caráter precário. 7. Manoel Jorge. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. Marcelo. 2010. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. José Afonso da. e seu §1°. 6ª.. São Paulo: Malheiros. ALEXANDRINO. permanecem em vigor. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. vem colada à vigência. Pedro.MORAES.. Direito Constitucional esquematizado. PAULO.. Direito Constitucional. Alexandre. 6.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. Em regra.LENZA. são “[. 2009. Rio de Janeiro: Forense. art. Marcelo. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. 2009..] recebidas por prazo certo. 5. a desconstitucionalização é um “[.. exceto nas . 4. NOVELINO. do ADCT. Ed. “[. mas com o status de lei infraconstitucional. Direito Constitucional descomplicado. 5. caput. – São Paulo: Saraiva. 34. desde que compatíveis com a nova ordem. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. Por exemplo. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. NOÇÕES GERAIS 1. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. 2011. Vicente.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. 8.

. art. as que confiram isenções (CF. a função social para a qual foi criada..Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. I.. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”.3. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[.hipóteses em que é diferida. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. III. mas “possívelmente não integral”). I a VI) ou prerrogativas (CF.] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. b). art. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. art. ou seja.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si. art. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[.. segundo Marcelo Novelino.. . EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino.1. 150.. art. de modo geral. ou seja.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. dependem de lei para serem executadas”.. art.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação. imediata e integral) Para Marcelo Novelino. são as “[. .. imediata. ou vedações (CF. 1. §5°). 2. com aplicabilidade direta. 128. adiada para o futuro. 2. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. §5°. c) Normas programáticas.] está relacionada à produção concreta de efeitos. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. imunidades (CF.2. 2. §2°). 184.. as normas que contenham proibições (CF. “[. 53 e 150. “Pertencem “a esta categoria. 145. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. b) Normas não bastante em si. 19).2.

b)Normas de eficácia plena...podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis. sem. b)Normas de integração complementáveis. c.5. “[. já efetivaram seus comandos”. arts. d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. são “[. a.1..1.]’.. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).. Normas de princípio programático. apesar de não terem sido revogados. para Marcelo Novelino.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. c)Normas de eficácia relativa restringível. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação. “[. Por exemplo. apontar os meios a serem adotados. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado).2. 3° do ADCT. no entanto. podem ser subdivididas em: a. segundo Marcelo Novelino. 2°.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse.” 2.. Normas de aplicação irregulamentáveis.2.4. que subdividem em: c. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos.] são os dispositivos da Constituição que. Normas de aplicação regulamentáveis.. b) Normas de integração. Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado.c) Normas constitucionais de eficácia limitada.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. 3..

Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Forense. 8. 4. Manoel Jorge. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1.MORAES. 7. Direito Constitucional. Vicente. . São Paulo: Malheiros.1. SILVA. 2010. Direito Constitucional.1. NOVELINO. “[. 2011.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII)... Pedro. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. Curso de Direito Constitucional positivo. José Afonso da. 15. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Ed. 2009. Alexandre. SILVA E NETO. São Paulo: Atlas. 5. Rio de Janeiro: Lumen Juris. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. Direito Constitucional descomplicado.] sob o paradigma do Estado Liberal. 6ª. 2010.LENZA. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense. 6. Ed. PAULO. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. – São Paulo: Saraiva. 2009. segundo Marcelo Novelino. ALEXANDRINO.

. “[...2. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas.. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[. alterando. a análise se realiza de modo textual e literal”. metodológicas.]”.REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2..1. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.Mutação constitucional.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [. pareceres.No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial)..Reforma constitucional. de acordo com Marcelo Novelino..1. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”.. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3.]seria a modificação do texto constitucional. “palpáveis”.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos. a sua justificativa.. os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”. 2.. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). “[. epistemológicas) diferentes mas..]surge o Estado Democrático de Direito.MÉTODO JURÍDICO. segundo Pedro Lenza “[.. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”. 4. exposição de motivos.]”. . reciprocamente complementares”. um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito. 1.2. De acordo com Pedro Lenza..1.] não seriam alterações “físicas”. [. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. discussões. 2. de acordo com Pedro Lenza.. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”. materialmente perceptíveis. 3. em geral.

d) Método normativo-estruturante. de acordo com Pedro Lenza. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. de acordo com Marcelo Novelino. ou seja.. b) Método científico-espiritual (valorativo... Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica). dos partidos políticos.. dos “corpos intermediários”.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. a “[. que se deve partir da norma constitucional para o problema”.. 5. de acordo com Pedro Lenza.g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa.. sindicatos. h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático. “[. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. A Constituição é.. recall. ou seja. segundo Marcelo Novelino. sociológico ou integrativo). “[. . c) Método hermenêutico-concretizador.. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional. veto popular”. e)Método de comparação constitucional.] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo. porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma.. valendo-se de instrumentos como o plebiscito. “[. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais... deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”.] parte-se de um problema concreto para norma. de acordo com Pedro Lenza. assim. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos. que será considerado pelo intérprete.] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”. [. referendo. “[.. um sistema aberto de regras e princípios”.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”).

de acordo com Marcelo Alexandrino.. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6.. d) Princípio da concordância prática ou harmonização.. c) Princípio da máxima efetividade.1. segundo Marcelo Alexandrino.. é elaborado por Konrad Hesse. b)Princípio do efeito integrador.. a eficácia e a permanência da Constituição”. b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais...] impõe que. como solução. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra. e) Princípio da força normativa. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição.]”. mais ampla efetividade social”. impede. “[.] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que. “[. eficiência ou interpretação efetiva... a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [.] o princípio integrador significa que..] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios... relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior.] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”. de acordo com Marcelo Alexandrino. “[. ainda que delas constitua cláusula pétrea”. de acordo com Marcelo Alexandrino. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [.6. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). no caso de conflito ou concorrência. Somando-se a isto.]”. “[. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”. Segundo Marcelo Alexandrino. Como decorrência desse princípio. segundo Pedro Lenza. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. temos que: . f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. tem como fundamento “[...

04. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz.. em nosso sistema de direito positivo. Necessidade ou exigibilidade “[. b.. Nesse contexto.]”. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”. Celso de Mello.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência. porém menos gravosa[. validade .... uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva. b) a regra é a conservação da validade da lei.]”. i)Princípio da supremacia constitucional.2..] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. de acordo com o STF. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. Rel. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental..] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. em 17. segundo Marcelo Alexandrino.. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).. Adequação (idoneidade ou pertinência).. ADin. Proporcionalidade em sentido estrito”[. b. ou seja. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.3.1. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição. j.a)dentre as várias possibilidades de interpretação. 2.215 – MC/PE. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional.]”. “[.. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. Min.e não a declaração de sua inconstitucionalidade.

nenhum ato de Governo (Legislativo.2. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado.O NAZISMO 1.A banalidade do mal.1. . Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”. 1. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos.e eficácia -. segundo a filósofa Hannah Arendt.

4. a lei cede espaço aos valores e aos princípios. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. aprovadas em 1935. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. . O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. 2. qualquer que fosse seu conteúdo. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito. porém. com o positivismo Kelseniano. “[.3. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios..4.Se. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”. uma raça é subjugada. 2. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”..] Antes.. O mundo não foi feito para os povos covardes”. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista.5. e a lei.2. na luta pelos direitos do homem. d) por isso. era tudo. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. Nas palavras de George Marmelstein. 2. ou seja. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”. tudo girava em torno da lei. 1. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios. agora. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. 1. com o pós-positivismo. 2. por mais abstratos que sejam os seus textos [..1. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios.]”.3.

2010. – São Paulo: Atlas. ALEXANDRINO.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. Alexandre. SILVA E NETO. 2010.. 4. Ed. José Afonso da. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: MÉTODO. Vicente.MIRANDA. 2. George. Direito Constitucional descomplicado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . Manual de Direito Constitucional. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. c) crença na força normativa da Constituição.MARMELSTEIN. A teoria dos direitos fundamentais. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. 5. Direito Constitucional. SILVA. 1997. 6. especialmente a dignidade da pessoa humana”.2. Ed. Ed. 3. 15. Rio de Janeiro: Lumen Juris. segundo George Marmelstein. – São Paulo: Saraiva. 6ª. Curso de direitos fundamentais. inclusive nos seus princípios. 2009. ainda que potencialmente contraditórios. 8. ed. São Paulo: MÉTODO. 7.MORAES. Pedro. São Paulo: Malheiros. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA. d) compromisso com os valores constitucionais. Marcelo. Coimbra: Coimbra. Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Atlas.. 2011. NOVELINO. 2ª. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional.. funda-se nas seguintes premissas: “[. Manoel Jorge. 2009. Marcelo.6.

] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. independentemente de sua nacionalidade. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. garantidos e limitados no espaço e no tempo. De acordo com Marcelo Alexandrino. . e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. 1. inseridas em documentos de direito internacional”. c) irrenunciabilidade (em regra.. por isso. inscritos em textos normativos de cada Estado. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas). frente ao Estado.2.2..1. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. a expressão direitos humanos é empregada. Conforme Marcelo Alexandrino. raça. 2. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais). credo ou convicção político-filosófica). “ [. os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. sexo.CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.2.. os seus direitos fundamentais [.1.1. b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem)..2. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. em regra. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia).2. Segundo Marcelo Alexandrino. 1. 1. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. declarados como tais nos textos constitucionais”.1. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1..1. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo).1. Conforme Marcelo Alexandrino. sendo..] designar os direitos relacionados às pessoas. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.]”.

pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei.2. Nesse contexto. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. Afinal. os direitos fundamentais “[. 3. sob o aspecto jurídico-normativo.2. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. apesar de autônomas..g) interdependência (as várias previsões constitucionais. 4. b) respeito à integridade física e moral. nunca criá-lo diretamente”.1. ou seja. c) não coisificação do ser humano. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. Segundo George Marmelstein. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de . Dentro dessa concepção. d) garantia do mínimo existencial”. assim.] são normas jurídicas. disciplinar o exercício do direito fundamental.]. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material).. 2. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. A lei. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade.. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3.. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. irá densificar. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”. b) Para George Marmestein. quando muito. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. 3. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. “[.

MARMELSTEIN. Rio de Janeiro: Forense. Jorge. Direito Constitucional descomplicado. SILVA. 2009. 6. Marcelo. 15. José Afonso da. 1997. Curso de direitos fundamentais.. 2009. Manual de Direito Constitucional. – São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. PAULO. que decorrem do sistema constitucional como um todo.. NOVELINO. George. 3. da Constituição de 1988 [. Direito Constitucional.. 3. Marcelo.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. ed. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. – São Paulo: Saraiva. Ed. 2010. Pedro. Ed. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein. 2. 2009. São Paulo: MÉTODO. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. 6ª.. Coimbra: Coimbra. por força do já citado art. 4. São Paulo: Atlas.-LENZA. Direito Constitucional.5. Curso de Direito Constitucional positivo. “[. por sua importância axiológica.Direito. BIBLIOGRAFIA: 1. que. Ed. São Paulo: MÉTODO. Manoel Jorge. 5°.]”. 2010. São Paulo: Malheiros. 8.MIRANDA. 2011. SILVA E NETO. §2°. Direito Constitucional. Vicente. ALEXANDRINO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE .MORAES.. Direito Constitucional esquematizado. 5. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). – Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. 2ª. 7.6.

26. desenfreado. direitos fundamentais.2. Do Estado absoluto 1. Todo poder está atado às leis. 1. hoje.1. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem. na Mesopotâmia. convém recorrer ao segundo. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”.3. 1.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE. publicado em 1651. Epístola aos Gálatos. que cessa apenas com a morte”. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. imposto por volta de 1800 a. publicado em 1603. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. 1. preconiza o seguinte: “não há judeu. Magna Carta de João sem Terra. infinito. 1. escrito em 1515. tais como: devido processo legal. muitas vezes suficiente o primeiro.4.3.2. não há escravo nem homem livre. nem grego. de 1215. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. O Código de Hamurabi. 1.1.1.4. aos direitos e à equidade”. III. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política. Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis. Os grandes códigos morais da humanidade 1.1. 1.4. o segundo dos animais.2.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”. previa regras que são considerados. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”. Nenhum poder é absoluto. arbitrário e sem leis. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres.2. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”. documento que deu origem aos direitos fundamentais. Não sendo. 1.3. porém.1.1.C.. em 1690. e por isso ninguém pode ser expulso de sua . Por conseguinte. iguais e independentes.

“para que não se possa abusar do poder é preciso que..3.3. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. A separação dos poderes 1.4. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). O pensador Charles-Louis de Secondat.4.3. seria a dos direitos econômicos.. Segundo George Marmelstein.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. em especial o direito ao desenvolvimento.4. por sua vez. 1.4. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”.1. c) por fim. fundamentados na liberdade (liberte).2. Sendo assim.4. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. BIBLIOGRAFIA: . 1. 1.4. de 1948. que tiveram origem com as revoluções burguesas.3. a última geração seria a dos direitos de solidariedade.3. o poder freie o poder”. sociais e culturais. pela disposição das coisas. De acordo com Montesquieu. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”.4. b) a segunda geração.3. o Barão de Montesquieu. com a garantia de gozar de suas posses. para viverem com segurança.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos. “[.1. 1. 2. à paz e ao meio ambiente.4. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. e a teoria da separação orgânica dos poderes.] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”. Vasak. inspirado nas cores da bandeira francesa. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. conforto e paz umas com as outras. baseados na igualdade (igualité). O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade.

2011. 2009. 6.MIRANDA. ALEXANDRINO. George. José Afonso da. 2. 2009. São Paulo: MÉTODO. Coimbra: Coimbra. 6ª.. Alexandre.1. NOVELINO. 4. 15. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Atlas.MORAES. 2ª. 2010. 5. – São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional positivo.MARMELSTEIN. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. Ed. Ed. SILVA. Marcelo. Ed. 2010. São Paulo: Malheiros. PAULO. 3. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de direitos fundamentais. Pedro. ed. 7. . 1997. Jorge. Direito Constitucional.-LENZA. – São Paulo: Saraiva. Vicente.

3.4. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. ou seja. 170) 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1. a qual atinge a própria pessoa envolvida. Não se confunde com a irrenunciabilidade. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador. Direito à vida: dupla acepção.2. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável).DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino.434/97.1. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. Início da vida humana. 2. impedindo-a de abrir mão deste direito”. 2. art.510) e a constitucionalidade da Lei 11. 2. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida. 2. com a fixação do zigoto no útero materno.105/2005 (Lei da Biossegurança). De acordo com a Lei 9. caput).2. art. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. b) direito a uma existência digna (CF. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. a partir daí nasce o ovo ou zigoto).1. 3. a) direito a permanecer vivo. ABORTO . Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3. 5°.

4. c) Posição dos Estados Unidos. Pacto de San José da Costa Rica. De acordo com Marcelo Novelino.1.2. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967). e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. 1992. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte.3. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. o Código Civil (art.2. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. Wade. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias.3.1.1. 3. 1973. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico. adotada em 1791. No caso Roe vs. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. I e II). a) . b) Código Penal (art. Segundo George Marmelstein. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte. c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). . a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. PENA DE MORTE 4. a)Aplicação da Oitava Emenda. 4. 3.4°.Posição do Brasil. 128. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. art. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. c.

Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Alexandre. São Paulo: Atlas. 7. BIBLIOGRAFIA: 1. 2009. São Paulo: MÉTODO. PAULO. ALEXANDRINO. Ed. Ed. . Manual de Direito Constitucional. 2010. por exemplo: traição. 4. revolta ou conspiração. fuga em presença do inimigo. Marcelo. 5°. 15. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. 56) prevê a aplicação da pena de morte. 6. espionagem. Coimbra: Coimbra. 84) c) Código Penal Militar (art. motim. 1997.MARMELSTEIN. SILVA E NETO. O Brasil e a aplicação da pena de morte. 2011. 2009. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). art. Ed. 5.1. 6. – São Paulo: Atlas. 2010. George. 6ª. deserção em presença do inimigo. Jorge. São Paulo: MÉTODO.3. Vicente. 2ª.-LENZA. rendição.MORAES. ed. EUTANÁSIA.MIRANDA. 5. 2. Direito Constitucional.105/2005).f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. – São Paulo: Saraiva. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. – Rio de Janeiro: Forense. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. NOVELINO. Pedro. Rio de Janeiro: Forense. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. covardia. 4. Marcelo. Direito Constitucional. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. 3.. Direito Constitucional descomplicado. Curso de direitos fundamentais. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. Manoel Jorge.

é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais.] é a discriminação para o mal. prevista CRFB/1988 art. São Paulo: Malheiros. 3.AÇÕES AFIRMATIVAS 4. real ou fática). eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. “[.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. prevista na CRFB/1988. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.1.2. que desrespeita o outro. SILVA.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.A igualdade formal (igualdade perante a lei. que prejudica por preconceito. de acordo com Marmelstein.] é a discriminação para o bem. c) fim constitucionalmente consagrado.A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. 2. proporcionando. art. 6°.DIREITO À IGUALDADE 3. b) justificativa racional.Discriminação positiva.. Discriminação negativa. civil ou jurídica).8. Curso de Direito Constitucional positivo.1.1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. caput. 2.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador.1. José Afonso da. igualdades reais de condições com os demais”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. que procura ajudar o semelhante. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”.. 3°.2. aos menos favorecidos. “[. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. que retira vantagens sem motivos plausíveis. . 4. 3. é necessário que o Estado atue positivamente. 1.2. Para isso. 5°.IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. segundo Marmelstein.. 2009.

. art. 2ª. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88. §3°). visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. 4. Ed. Jorge. art 40) 4. §5°).6. econômica (classe social) ou física (deficiência). O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). art. Direito Constitucional esquematizado. Súmula 683 do STF . 4. São Paulo: Atlas.. Marcelo. 179). PAULO. Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 4. 4. Manual de Direito Constitucional. 77. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. art. – São Paulo: Atlas. Isonomia tributária (CRFB/88.8. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. Proibição ao racismo (CRFB/88. 5. art. Direito Constitucional. Vicente.5. 2010. 4. 5°. 1997. 7°.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. 37. Alexandre. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. 6ª. 5°. NOVELINO. art.2.XXX. II. ed.3. George. XXX. art. em regra. ALEXANDRINO.9. Direito Constitucional descomplicado. 7°. art.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência). 12.. 2009. 15. 4. Reserva de cargos (CRFB/88.MORAES.4. 2010. I . 4. São Paulo: MÉTODO. 4.-LENZA. 2. Ed. 2011. etnia) ou de uma hipossuficiência. XLII). com caráter temporário. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. Marcelo.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 150. da Constituição. II). 3. 7°.MIRANDA. Coimbra: Coimbra.MARMELSTEIN. XXX. Curso de direitos fundamentais. BIBLIOGRAFIA: 1.“[.7. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 6. art. Pedro. – São Paulo: Saraiva. . Rio de Janeiro: Forense. art.

XVIII. Maior abrangência. Maior densidade ou conteúdo.2. Exige lei formal. Pedro. 2. II). Menor densidade ou conteúdo. José Afonso da. 37. ed. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. SILVA. Direito Constitucional esquematizado. 3.MIRANDA.1. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. 2011. Exemplos de reserva legal. 1997. 8. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 1. 2009. 2009.2. 2. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. São Paulo: Atlas.7. art. ato com força de lei. 173). Ed.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88..LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2.MORAES. Curso de Direito Constitucional positivo. 15. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Manoel Jorge.1. XIX e §3. ou atos com força de lei. Manual de Direito Constitucional. George. 5°. XIII. Direito Constitucional. Ed. São Paulo: Malheiros. 2ª. A autonomia de vontade. Jorge. . 2009. 2010. Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. BIBLIOGRAFIA: 1. 5°. 4.MARMELSTEIN. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. Alexandre. O Estado e o governo sub lege e per lege. 1. – São Paulo: Atlas.-LENZA. art. I. Menor abrangência. §1° do art. ou atos expedidos nos limites destes.

6. XV. PAULO. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. – Rio de Janeiro: Forense. Limites à autonomia de vontade.1. 1. “. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. 5°. SILVA E NETO. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo. Marcelo. 2010.. 1. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). 8.3. 1.4. 1.. LXI. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. 2. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. José Afonso da.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino.1. Vicente. São Paulo: MÉTODO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. Rio de Janeiro: Lumen Juris. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”.5. LXVIII) . Rio de Janeiro: Forense. 2009. 6ª. ALEXANDRINO.1. mas sim a ideia de responsabilidade. Direito Constitucional. a noção de liberdade não deve ser associada. Manoel Jorge. arbitrariedade. Marcelo. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. 1. 2009.. Ed. NOVELINO.1. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. que serve como limite ao seu exercício”.. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. SILVA.1.2. 7. “.1.

O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83. 3.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. 2. I. 733.2. rel. art. CPC. art. julgamento em 03. IV) De acordo com Marcelo Novelino. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. 5°. art. c) regulamentações dos poderes públicos. 2.2. Min. 652). 406/2002. §3°.6. “.2. 5°. Min. LXVI. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF. 5°. garantia constitucional. §2°. LXII. 227.2. art.5. Lei 10. Prisão (CF.2. IX) 2. §1° e 3°).11/69. não raro.. 5°.343/SP.1.2. Ele quer expressá-las e. ter acesso amplo aos elementos de prova que. não estando. 2.2006). LXI. Reserva constitucional da jurisdição 2. rel. 2. LXIV. Transgressões e crimes militares (CF.096. digam respeito ao exercício do direito de defesa). b) Depositário infiel (CF. p/ o acordão Min. No mesmo sentido: STF – RE 349. 5°. Ellen Gracie (18. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio. V). por essa razão.703. §2°) 2.2008. §3°.3.1. art. CP.1. art. Gilmar Mendes. art.11. 5°. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. convencer os outros de suas ideias”. art. 142. O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14. c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466. LXVIII). 93. LXIII.11. LXV.2. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor. Rel. Prisão civil por dívida (CF. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. . b) penas restritivas de liberdade.5.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação. Fundamentação da ordem de prisão (CF.12. art. no interesse do representado.. 3. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”.4. Cezar Peluso (22. Decreto-Lei 9. art. 171.2.

deve começar pela identificação.] para o STF. 4. o STF. no inciso IV do art. a imediata instauração da persecutio criminis. DJ 16.2005. X Segundo Otávio Piva.1.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas.957. 1. V. precisamente. honora. ainda. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo.3. Celso de Mello. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos. 5°. 5°. eles próprios. art. ou. De acordo com Otávio Piva. voto do Min.05.2002. 220). IX.. por exemplo)”. V.11. Se isso não ocorre. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). “[. quando constituírem.1. formalmente. 3. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside.369. delação anônima e ou do escrito apócrito). julgamento em 10. usando como fundamento o art. Min. 3.2002. julgamento em 11. . art.. Pensamento de Stuart Mill. art. sobre o importância da liberdade de expressão. no ano de 1948 (RT 244/629). ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi.10.. desde que isoladamente considerados. b) STF. de 1916”.. DJ 11. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas.2. XIV.. Celso de Mello. “[. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado.1. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24.Dano moral e material (CF.2005 ( a questão do disque-denúncia. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. 4. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada.2. apresentado por Marmelstein. Inq. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88. Rel. “. ao processo. 5° da Constituição da República..1. IV. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. 1537 do Código Civil Brasileiro. só por si. De acordo com Otávio Piva.10.

Caso Miller vs. em 1989. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. A livre expressão e manifestação de idéias. Liberdade de consciência 5. nos EUA expressão muito abrangente. cartazes. 4. Rel. 220. sátira. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados.1. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional. desenhos. a)Segundo Marmelstein.4. a b)De acordo com Marmelstein.1. no caso Texas vs. art.2. 5°. 5. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. VII).1. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. Conceito . assim como a pura publicidade econômica. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”.4. §§2° e 3°). escritos. desenhos. o silêncio). a)Posição da Suprema Corte dos EUA. 4. pinturas.1.5. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. VI. a liberdade de expressão tem b. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. pelo Estado. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído.Direito comparado. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”. 5. manifestações artísticas. 4.3. Califórnia (1973).

I. 5.1. procissões. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão. Min. j.. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.1. (Ranier Forst). IV) 6. Período imperial (Constituição Imperial de 1824).4. é uma das formas de expressão da liberdade de crença. 15/8/2002). 5.. adorações.). 5. 5. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF. independentes de qualquer aspecto religioso”. E para Habermas. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . ou em templos. 19.Segundo Marcelo Novelino... Carlos Velloso. “. cantos sagrados. art. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. podendo ser exercida em locais ao público. Segundo Marcelo Novelino.2..4. 5°. 150. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. Conceito Para Pontes de Miranda. súplicas. 15. VI. 6.. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art.. Na visão de Marcelo Novelino. 5. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. “. “.1. Constituição Federal de 1988 (art. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.2.1.2.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. Liberdade de crença 5. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. ADI 2076/DFm rel.. VIII. b). 5.4.3. Liberdade de culto 5.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional).3. “[. desde que observados certos limites. art.3. oferendas e donativos”.4.

3.2. 6..3. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. art.8. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs. filantrópico ou mesmo produtivo..239/91. da Lei Maior). aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. cuja aceitação. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos.3.3. liberdade religiosa. XI.4.3.1. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material. 5°. “. Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9.3. 6. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra.. 218.XVII a XXI). Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6. o qual permite que. XV. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. §2°.3. violaria as leis de Deus”.3. após alistados. Posição dos Tribunais 6. c) Manifestação antecipada da vontade.982/2000). plaquetas e plasma -. §1°). 6.239/1991).8. nas palavras de Otávio Piva.De acordo com a Lei n° 8. assistencial.5. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).3.7.9.2.. de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art. .6. 7. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório. Título VIII. 6.3.1.2.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. “[. 6. Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente. Diferença entre reunião e associação 7. do Capítulo III. 6. Código de Ética Médica 6. 6. 6. b) formal. Feriados religiosos (Seção II. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. por escrito. 7. 03/07/2008). 3°. em tempo de paz. X. b) Paciente inconsciente ou incapaz.

Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. 2011. XIII). 15. 2010. George. 5°. Direito Constitucional descomplicado.2. 22. 8.7.1. NOVELINO. Direito Constitucional esquematizado. 93. 5°. Direito Constitucional. I.4. 5°. – Rio de Janeiro: Forense. XIII). (substituição processual). XVII. 2. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. a XXI). §3°) BIBLIOGRAFIA: 1. 8. São Paulo: MÉTODO.MARMELSTEIN. De acordo com Otávio Pita.-LENZA. c) admissão à profissão. x e XI) 7. Curso de direitos fundamentais. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. Alexandre. art. . Ed. 129.4. LXX .MIRANDA..2. Pedro. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. 5°. de 1948. Representação processual vs.1. Direito à associação (CF. ed. XVIII. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. 7. 8. XVI).3. 3. 2009. 8. art. São Paulo: Atlas. art. 4. art. e art.4. art. Jorge. Coimbra: Coimbra. art. Marcelo. 6ª. – São Paulo: Atlas. 1°. 1997. 6. 5.3. 8. Legitimação extraordinária.4.1.4. Vicente. 8.MORAES. b) exercício da profissão. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. 8. à livre escolha do emprego. PAULO. art. XV. Competência para legislar (CF. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade. Ed. CF. Declaração Universal dos Direitos do Homem. IV. Ed. 2010. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. 2ª. Marcelo. – São Paulo: Saraiva.

2009. São Paulo: Malheiros.2. 2. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. salvo em hipóteses nas quais outros bens. Curso de Direito Constitucional positivo. valores. SILVA E NETO. SILVA. Rio de Janeiro: Lumen Juris. garantindo a inviolabilidade da intimidade. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. 5°. da vida privada. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. Direito Constitucional. José Afonso da. Manoel Jorge. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. a “Constituição protege a privacidade (gênero). DA VIDA PRIVADA. 8. Art.1. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). X) 2. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. 5°. X). 2. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. Imagem Segundo Marcelo Novelino.7.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. 2009. .

Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. art. privada e íntima”. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima). 3.3. c) dependências de casas. ii) forma adequada de transmissão. sendo cercadas.]”. XI) 3. casas de pousada.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação. gradeadas.3.4. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. hotéis.Com consentimento do morador 3.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva.. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal.. muradas. eixo em torno do qual gira o direito à informação[. 2.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública.4. 3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. Posição do STF (RE 251. Rel. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico . 3.2. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública. abrange: a) qualquer compartimento habitado.445. o conceito de casa.4.2. Min. 5°. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões.1. abrem mão de uma parcela de sua privacidade.

ou seja. 5°. Ministro Carlos Velloso) . Quanto às cartas confidenciais. 5. desde que autorizada pela destinatário. § 1°. 151 CP. ainda que inciado durante o dia.4. 5. abrangendo não só a carta. telefone. 136. b) estado de sítio (CF. radiotelegrafia e outros. art. do destinatário e do remetente”. 5°. dados informatizados. radiotelefonia. pois deve ceder diante dos interesses público. X).b) Critério horário 3. após o anoitecer. portanto) não é absoluto. art. por cartas. também poderão usá-la como prova em juízo. é “toda comunicação escrita ou verbal.3. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. §1°). Inviolabilidade à privacidade (CF. 5°. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF.3. mas apenas a sua comunicação. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art. telegramas.1. social .5. 240. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. 4. ainda quando armazenados em computador”. no caso de haver conflito entre os moradores. 4. 4.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. XII. através do espaço.2. III). Art.O princípio da máxima efetividade (CF. 5.3. b).1. 3.Os dados em si não estariam protegidos. rel. 4. mas os demais instrumentos de comunicação”.1. XII) 4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. Habitação familiar e consentimento para ingresso. art.3. 5°. 4. explica que será necessária a dupla autorização.780/PE.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva. I. Cumprimento de uma decisão judicial.2. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. Posição do STF (RE 219.Segundo Otávio Piva. 139. art.4.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP.

§3°). a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro. 4°). registro de ligações e arquivos de computadores (CF. Nos termos do art.1. 6.. b) Advogacia-Geral da União . d) Nas palavras de Flávio Piva. declarações do Imposto de Renda.Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino.2.para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art. fiscais.. c) quebra de sigilo de dados bancários. b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. “[.. art.. 5. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art. 3°). 6. 9. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. X e XII)”.Gravação clandestina. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada).296/96. e)por determinação do Ministério Público. c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. Lei n. 5°.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”. 5°).]”. Pode ser telefônica.2. DE 6. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público. com o consentimento de um dos interlocutores. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. De acordo com Alexandre de Moraes.. 3°. . 5°.3. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. não autorizado pelo titular.

da Lei 9.3. Direito à privacidade (CF. II 6. 6. 5°. art. Natureza cautelar da interceptação telefônica).Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. punível com reclusão. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.296/96). “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. em tais prorrogações. X.4. caput.3. nenhuma ofensa ao art. 2 °. não havendo. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. Segundo Marcelo Alexandrino.1.3.296/96 Art. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.3. mesmo que por sucessivas vezes.5. é possível a prorrogação desse prazo. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. da Lei n° 9. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que.6. 2°. 6. LVI) 6. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal .296/1996”.3. 5°.6. 3°.

Nas palavras de Marcelo Alexandrino. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”. Sydney Sanches. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida. 6. art. a) Posição do STF (MS 23448.6. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. 58. podem determinar.1999) Na linha do STF. podendo o processo ter seu curso continuado. com base nas provas lícitas nele presentes”.4.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6. LVI) Segundo Alexandre de Moraes. 6. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria.3. 5°.Vedação à prova ilícita (CF. .3. Porém. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. todas as provas decorrentes são também ilícitas.5. entre nós. Legítima defesa e gravação clandestina 6.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações. b) decisão fundamentada.2. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”. Em verdade.3.3. necessariamente. §3°). observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa. Tribunal Pleno. É a aplicação. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. Rel. o processo.3. as Comissões Parlamentares de Inquérito. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima.07.3. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. a quebra do sigilo telefônico dos investigados. art. o termo prova ilícita é o gênero. 01. isto é. diretamente.

BIBLIOGRAFIA: 1. Jorge. São Paulo: Malheiros. 2ª.MORAES. 2009.MIRANDA. 8. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. desde que haja conexão entre os delitos. Ed. Marcelo. SILVA E NETO. desde que para ser utilizada em legítima defesa. Manoel Jorge. Pedro. Direito Constitucional. Ed. 15. sem o consentimento do outro. São Paulo: Atlas. ed. por constituir “interrogatório” sub-reptício. art. 6ª. 2009. 3. . Ed. ALEXANDRINO. NOVELINO. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. (CF. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. 2011. José Afonso da. 5°. 2009. – São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA. com a autorização de um dos interlocutores. PAULO. 4. – Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. Direito Constitucional descomplicado. X e XII). 7. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. São Paulo: MÉTODO.MARMELSTEIN. 2. 2010. Rio de Janeiro: Forense. George.-LENZA. Vicente. Direito Constitucional. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. Coimbra: Coimbra. feita por um dos interlocutores. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. 5.. São Paulo: MÉTODO. 1997. 2010. Manual de Direito Constitucional.

186. §4°). Descumprimento da função social da propriedade urbana (art. art. 184) 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1. jus fruendi.3.1. inciso XXII. art. II e III. 170. 182. art. 186). art. 178.2. Função social da propriedade urbana (CF. III). entre outros).2. 222. art. art. 1. §2°). 5°.2. 1. 182. Função social da propriedade rural (CF.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. art. 1.Da função social da propriedade (CF. art. 1. “caput”. art. art.2.2. art. 177. XXII.1. 1.Do regime jurídico.1. 170. “caput”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.2.1. jus abutendi) .1.2. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. 1. 176. art. §1°.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi. 5°.

para esse efeito. Decreto-lei n° 4.4. Ministro Celso de Mello: “[. XXV) 2. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida.5. em situação de perigo público iminente. o Estado utiliza bens móveis.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição). III) b.1. Decreto-lei n° 7. art. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). em tempo de paz. pesa grave hipoteca social.. art. Decreto-lei 2/1966 (Requisição.3.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. “é o instrumento estatal mediante o qual. rel. conflito armado etc. art.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional. a significar que. b. 22. 2. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. Lei Delegada 4/1962 (Requisição..] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. Aplicação do art. contudo. XXV e o caráter exclusivo da propriedade. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. XXII e o caráter absoluto da propriedade. . 1. 1. 5°. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. 5°. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade. b. b. -a) Posição do STF – ADI (MC) 2. art. 243. XXIV. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. em face de comoção interna.3. Competência para legislar (CF.213/DF. em tempo de paz.1.1. incêndio. catástrofes etc.3.3. XXII). 5°. 5°.2. Lei 6.3.2. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2. Aplicação do art. art. Aplicação do art.2. art. 183. saúde e os bens da coletividade. sobre ele. observados. como instrumento de intervenção no domínio econômico).1. b.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra). 5°. se houver dano”. eis que.3. os limites.

art.6.3. é ulterior [.5.Características 2..1. art. 3.1.4. utilidade pública ou interesse social”. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […].2. 22. c) incide sobre bens móveis. §3°). “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.. 184. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4. 3.5.]”. a.4. imóveis e serviços […]. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização . b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. nos casos de necessidade pública. e) a indenização somente devida se houver dano.2. 5°. d) caracteriza-se pela transitoriedade […]. Competência legislativa (CF.4. DESAPROPRIAÇÃO (CF. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3.Forma de aquisição originária 3. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. 3.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.1.Pressupostos constitucionais 3. art.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública. XXIV) 3. Necessidade pública. II.

A requisição supõe. A requisição decorre de necessidade transitória. art. XXIV. 5°. art. 191) 4. Decreto n° 3. XXIV. 4. a bens ou serviços. Lei 10. de Mello: “1.6.3. 243.2. II.365/41) b. em geral. 184 e LC 76/1993). 4. 5°. art. .365/1941) b. art. 5°.Confisco (CF. Usucapião de imóvel rural (CF. compulsiva. A requisição é autoexecutória.2.527/2001). Utilidade pública (CF. 182 . (art. USUCAPIÃO 4. parágrafo único) 3. parágrafo único) 5. art. (CF.A prévia e justa indenização. A desapropriação. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF.7. 2. art.8. 183) 4. 153. art. art. necessidade pública permanente. b. depende de acordo ou. art. 3. 6. art. para se efetivar. A desapropriação supõe necessidade corrente.132/62). usual. XXVI) 5. 5. XXIV. de procedimento judicial. Lei n° 4.1.b) extraordinária. na falta deste.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade. A requisição preordena-se ao uso dela. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. Usucapião de imóvel urbano (CF. 3. A requisição. art. 191. §3°. Interesse social (CF. Decreto 3.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B. A desapropriação refere-se apenas a bens. 183. §4°.1.3. 5°. 3.1. Necessidade pública (CF.

“a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. 1. 1.829do CC). De acordo com Otávio Piva. a terra poderá ser penhorada”. b) propriedade industrial . é um condomínio forçado”. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.2.1. 7. isto é. art. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. 150. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança. é indivisível até a partilha.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. 155.1. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes.. XXIX e a Lei n° 9. 1. XXX. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. 1. art. revestido da solenidade requerida por lei[. XXXI. 5.788 e art. art. 7.2.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. art.]”. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF. Morte do de cujus (art. 5°.DIREITO À HERANÇA (CF.279/96). IV.3. .. A herança é uma universalidade. art. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento. 6. Todavia.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. 5°.610/98). a exemplo.como marcas e patentes – (CF. 5°. I) 7.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade. Momento Lugar Inventariante 7.857 do CC).Sucessão testamentária (art.

2ª. 7. São Paulo: Atlas. 2. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MARMELSTEIN.MIRANDA. 2009. Direito Constitucional. 2011. – São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional esquematizado. Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge. 2010. Direito Constitucional. 2009. 5. ALEXANDRINO. 2010. Ed. Ed. São Paulo: MÉTODO. José Afonso da. Ed. São Paulo: MÉTODO. George. Jorge.MORAES. 6ª. Coimbra: Coimbra. 8. Marcelo. PAULO. Pedro. Rio de Janeiro: Forense. ed. Direito Constitucional. 15. NOVELINO. Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. 4. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional descomplicado. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art. SILVA E NETO. 1997. 89.-LENZA. Marcelo. . 2009.7. SILVA.4.. 5°. Manual de Direito Constitucional. 10. art. 3. 6. XXXI. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. art. II do Código de Processo Civil) 8. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF.

. XXXVI) 3. a. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO.. ADI 493/DF. Direito adquirido e coisa julgada . ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. j.1. rel. 5°. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional.]que se aperfeiçoou. ser mais suprimido”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. segundo George Marmelstein.. De acordo Marcelo Alexandrino. Moreira Alves. não podendo.. XXXVI. art. 5°. “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. 25/6/2002: “[. 3.1.] o disposto no art.2. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. direito adquirido é direito [. a partir daí.

] a garantia da irretroatividade da lei. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema.. e ressalvada.4. por motivo de conveniência ou oportunidade. da Constituição da República. ou seja. Crítica ao art. Min.6°.3. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido. a. a.. “é aquele ato que já se consumou. art. XXXVI do art.] o princípio insculpido no inc. Octávio Gallotti. Segundo Otávio Piva. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”. Entretanto.ex.. art.. em todos os casos. XXXVI. §3° da LICC. o ato jurídico perfeito é aquele “[. c) COISA JULGADA. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. 10/12/1996: “[. MIn. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. o STF “[. porque deles não se originam direitos.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. 6°. prevista no art.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”. 6°.5. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. j. estando apto a produzir seus efeitos (p. respeitados os direitos adquiridos. segundo George Marmelstein.. ou revogá-los. De acordo com a LICC. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos.. Ellen Gracie (24. (Observar a súmula 654) a.2. a apreciação judicial”.Súmula 473. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. §1°.865/PR. alega que Maria Coeli Simões Pires. rel. rel. 5°. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . STF – Al (AgR) 703. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição.. §3°) c. sob pena de. RE 184099/DF.1. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”..a. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. pelo Estado.11. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. paradoxalmente. segundo George Marmelstein.

Ficou.. Direito adquirido. terceira turma. Resp 107. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. 5°.. da Carta Magna é. “[. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. Cláusula pétrea e aplicação do art. 5°.2. hoje. a decisão judicial de que já não caiba recurso. “[.248/GO. 6° da Lei de Introdução do Código Civil. Prevalece.5.. Rel. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art.. 4.. Aplicação do art. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.. em nome da coerência com a situação atual em que se vive. refere-se à coisa julgada material.. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade. de adaptação dos costumes e comportamentos. sob à luz do STF): “[. § 3°. Carlos Alberto Menezes Direito.3. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos). como conceitua o §3° do art. 5°. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução..4. aqui. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. da Lei de Introdução do Código Civil. não à coisa julgada formal. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. A aplicação do art. e não a denominada coisa julgada administrativa”. julgado em 07/05/98. 5°.] a coisa julgada a que se refere o art.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. XXXVI. pois. DJ 29/06/98.“[. c. 3.1. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. XXXVI e a proibição de leis retroativas. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003. c.] A garantia. 3. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . .] produz apenas efeitos endoprocessuais. que torna imutável e indiscutível a sentença. segundo Marcelo Novelino. Coisa julgada formal. superada a definição do art. 467)”. 6°. Segundo Antônio Jeová Santos. não pode. XXXVI 4.

] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário. parágrafo único. [. 6.. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva.1..6. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. de maneira indiscriminada. sob a qual a Administração sequer demonstrou. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9..Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. b) Posição do STF (HD 22.. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos. Min. foi pacificamente banida do sistema brasileiro.4. dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. art. Não haveria sentido.. 217. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo. [.. sistema inglês. ou seja.. sem decisão. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art.. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos). Celso de Mello..507/97. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias.2.]”... 8°. mais grave. [. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.] isso não autoriza.]”. art. Essa providência. 6. DJU 19/09/91: . em nenhum caso. rel.]”. por exemplo.Jurisdição única ( sistema judiciário. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891. 6. §1°) De acordo com Otávio Piva.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa.Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[. 6. sem decisão.3. o que são realidades totalmente distintas[. repita-se.

5. Obsta que.785/RJ. para o julgamento de um caso específico. art. I. o art. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. art. 52. b) Posição proferida pelo STF (RHC 79. CF.. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1.417/06 estabelece no art.. 2.“[. criadas depois do caso que será julgado). “[.7.. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). CF. 2.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo. dentre outras condições de admissibilidade.. 103-A) a)Lei n/ 11.. art. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal. XXXVII. e ex post facto. há carência de ação constitucional do habeas data”.2002. isto é. . por arbitrariedade ou casuísmo. 5°. a existência do interesse de agir.Súmula vinculante (CF. ou da omissão em atendê-lo.11. ou seja. §1°.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. I. 6. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. Ausente o interesse legitimador da ação. Sepúlveda Pertence. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1. segundo Otávio Piva “[.6. rel. DJ 22. 102. “a”.] o acesso ao habeas data pressupõe. Possibilidade de um reexame integral da sentença. 7. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”. ou seja. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. 5. art. Contra omissão ou ato da administração pública. 6. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional.. inciso XXXVII e LII. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida.

art.. “[.8.. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215. ou seja. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos..]”.... Nas palavras de Otávio Piva. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. 5°.]”.2... assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e. porém menos gravosa[. ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei.. LIV) 8. b. o STF considera. Adequação (idoneidade ou pertinência).] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão. justa.. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”. Necessidade ou exigibilidade “[.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos..] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. representa uma exigência de fair trial. que preconizava o seguinte: “[. no sentido de garantir a participação equânime. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).1.2.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. .. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. 8. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.3. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”.]”.b) plano material (substantive due process of law) 8. ou de qualquer modo molestado. enfim.1. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.. leal..1. b. Proporcionalidade em sentido estrito”[. além disso. “[. ou exilado.

XXXVIII) 10. a igualdade das partes no processo.2. De acordo com Marcelo Alexandrino.]”. administrativo ou judicial.]”. XXXV. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. para efeito de sua validade material.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo. Celso de Mello. também. O contraditório assegura. Tribunal do Júri e o princípio democrático . GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9. “[. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 9. a todo ato produzido pela acusação. significando que. direito à proporcionalidade. julgamento em 07. no feito.1. de apresentar suas contrarazões.2.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. LXXVII. preso ou despojado de seus bens. 9. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva. segundo as leis do país”... 5°. Rel. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. Gilmar Mendes. LXI. pois equipara. o contraditório. Min.05. Rel.c) Posição do STF. 5.667/DF.. caberá igual direito de defesa de opor-se. LVII..] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo.. ADI 2.JÚRI POPULAR (art. XXXVII. LXI. 10. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). oral ou escrita.3. o direito de acusação com o direito de defesa [.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo.1. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.... senão em virtude de julgamento de seus pares. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”.2008 (Informativo 505). das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo.059.LVI.. costumes e liberdades. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. 9.. “[. para evitar sua auto-incriminação”. tais como: arts.caput. Posição do STF. b) direito de manifestação. LX. 8. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade..2. RE 434. “[. 10. LV. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[.

Francisco Resek. 29. 302 do CPP. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci..8. a e 102. simples. Título I. 5°. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”. e 25 jurados) 10.10. Para tanto. XXXVIII. “[. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível.617-2. “c”) De acordo com o STF (HC 71.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. . 5°.7. Aplicação do art.3. XXXVIII. 96. Capítulo I) a) Homicídio doloso.2. 11. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva. acima. 10. 5°. 11.689/08): 26 juízes (um togado. d) Infanticídio. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. b e c). b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art. LX. b) Induzimento. rel. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. 10.9. c) Aborto. Aplicação do art. 11. I.. Plenitude de defesa (art. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. o dispositivo. instigação ou auxílio ao suicídio. 108. 10. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. que é o seu Presidente. espelho fiel da soberania do colegiado.6. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10. em especial a ausência de garantias aos jurados. 5°. I. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. Soberania dos veredictos (art. Sigilo das votações (art. arts. 93. SOBRE A PRISÃO 11. VIII. 5°.5. Min. XXXVIII.4. qualificado ou privilegiado. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. Composição do Tribunal do Júri (Lei n. embora o julgamento transcorra em público”. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa. 5°.1. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. III.

Prisão. arts. 69 da Lei n° 9. §3°. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. hipoteca – art. prestada à autoridade policial ou judiciária. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF. objeto ou metais preciosos. tais como alimentação.] entende-se a pessoa que assume.1. Aplicação do art. b.2.3. d) Valor da fiança (CPP. 136. Ratificação.4. atendendo às necessidades da vida. [. 7° da Lei n° 9.5. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. segundo Otávio Piva. pelo preso ou alguém por ele (art. a fiança “é a prestação real (dinheiro. contudo. que. habitação. 330 da CPP). 5°. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. pedras.. perante o depositante ou perante qualquer juízo. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. segundo Otávio Piva. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”.2. comprometendo-se. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. pelo Brasil. 335 do CPP). títulos da dívida pública federal.Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art. instrução. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art. art.2. que. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite. estadual ou municipal.. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -.1. Depositário infiel. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. 325 e 326) 11.034/95) b. Concessão permitida da liberdade provisória.. 11) e Decreto 678/92. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art.. II) 11.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. nos casos de flagrante delito.099/95) b. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva.1.]”. 5°.” 11. .

HC. Célio Borja. não importando ela ser tentada ou consumada”.1. 592/92. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art.2.2. §3°). irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. nem autoriza o trancamento da ação penal. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF.] Descumprimento do inciso LXII do art. apenas. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF. arts. a. art. 5°. tratar-se-ia de. 33 da Lei Complementar 35/70). para STJ. a. “[.. §2). Min. a) Flagrante delito a. c.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público).]é aquele patente. . não importa nulidade da prisão. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. 68. 53.. Min. Com esse sentido.c.. 5°. LXI). Gilson Dipp. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva. 11. Rel.. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[. a. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n. 5°. 40 da Lei 8.220.7. podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. Flagrante delito de Juízes (art.6. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.. Na posição do STF. permitindo plena atuação do parlamentar. art. a. a.703/RS e HC 87.503. Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts. LXII). RE 466/SP e 349. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria. art.2. 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. 86.3. RHC 10. a. 29 e 37). a.3..6. uma infração administrativa. Flagrante delito de parlamentares .585. Posição do Supremo Tribunal Federal. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”. segundo a Corte. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF.7. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal.5.imunidades constitucionais (CF. “[. Rel.2. art.4.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. pois.

de indiciado ou de réu. c) dever de dizer a verdade. perante a autoridade judicial[. b) dever de responder às indagações. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. Rel. Celso de Mello. a prática de determinado delito[. c. HC 79. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional.. Celso de Mello. de algum modo. art. [..1997.]”. 5°. HC. art. Min. decorre o direito do acusado negar. julgamento 17. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. XLV. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado. 75. assevera que [. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[.. sob pena de nulidade Na posição do STF. APLICAÇÃO DO ART.. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. 5°.. mesmo que falsamente. 5°. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. . e) direito de não responder se. III. do CPP e do art. Rel. na condição de testemunha. LXIII da CF/88.812. 5°... Rel.8. Sepúlveda Pertence. [.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante. julgamento em 30. Min. HC 73.. contra si mesmo..] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. 5°.]”.11.10.035/DF. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF.. 12..2001.XLV. o depoente.257. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”.. Min. b) Direito de mentir De acordo com STF.] o direito de permanecer em silêncio. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo.06.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que.]”. Rel. Moreira Alves. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. XLVIII) 12.949. Min.. na CPI. HC 80. Direito ao silêncio (CF. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato.1. XLVI e XLVII. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF..

XLVI. na Casa do Albergado). 87.. art. 12. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”.2. 5°. “[. 63.]”. ao culpado pela prática de uma infração penal. XLVIII Nas palavras de Otávio Piva.429/92 – Lei de improbidade administrativa). §11).1. STF. 91.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas). Rel.. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. segundo Fernando Capez: “[.] no Estado Democrático de Direito brasileiro. 16.]”.134.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido.. durante o repouso noturno.§4°) 12.2.. Aplicação da pena de banimento (CF/69.2001 (Informativo 252). as penas cruéis são “quaisquer medidas que. RE 212..5°.12. cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[. APLICAÇÃO DO ART. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c.. 82.. arts. §1°. 153. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”.] sanção penal de caráter aflitivo.11. Rel. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. causem padecimento desnecessário[. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. “[. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva..343/06..4. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. APLICAÇÃO DO ART. art. Marco Aurélio.1. industrial ou similar). 12. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e. 5°. STF. Sydney Sanches. De acordo com o arts.3. por si mesmas. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. 62. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros. d) regime disciplinado diferenciado . RE 154.198/RS.1998 (Informativo 136). APLICAÇÃO DO ART. b) Sanções de natureza pecuniária. XLVII. b. 16. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária).. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente. a) Conceito de pena. c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8. em execução de uma sentença. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola. 52. imposta pelo Estado.

como princípio informador da própria ação”. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. 88 da LEP.. arts. 13. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[. como paradigma de tratamento do imputado. vigora desde o início do processo.. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. e) especial (estabelecimentos próprios às condições).2. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva. APLICAÇÃO DO ART. c) no curso do processo penal. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[. invertendo-se o ônus da prova. . ainda. invertendo-se o ônus da prova. 38 do CP. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. c) no curso do processo penal. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida.. 41. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. ou seja.. Nas palavras de Otávio Piva. b)no momento de avaliação da prova. Aplicação do art. 5°. 12..5.(cumprimento da pena na penitenciária). 13. 5°. 5°. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. assim: “[. 45. 12. como paradigma de tratamento do imputado. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.3.]a) no momento da instrução processual.] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. b)no momento de avaliação da prova.210/84. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. levando em consideração a visão de Fernando Capez. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. XLIX c/c art.] a) no momento da instrução processual. APLICAÇÃO DO ART. levando em consideração a visão de Fernando Capez. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. 89).6.1.. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art.

. a Constituição está a proibir discriminações .] são aquelas que vigoram durante situações de emergência. [. o dispositivo é norma de eficácia limitada. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art.] é o estabelecimento de diferenças.. segundo Otávio Piva. a segregação entre pessoas. segundo Otávio Piva. Nas palavras de Otávio Piva. [. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes.” 14. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade. portanto.14.1. [. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa. a) Quanto à eficácia. estado de defesa. entre outras”. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas).. de atipicidade”.2. XXX) 14. Aplicação do art.2. De acordo com Otávio Piva. 5°. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal. estado de sítio. pode gerar a norma penal. 16. 5°.. 305 do CP – supressão de documento -. 5°.] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva.1. b) Vedação do emprego da analogia. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica. ou seja.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal.. trazendo a descrição minuciosa do fato punível. a. XLI. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa. 15. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. sendo o caso. tais como guerra. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta.. a. Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas). O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art. Relativamente ao campo material da incidência... [. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art.

5°. Não estão superadas.. Entorpecentes (Lei n. VIII. quais sejam. religião. angústia ou dor. entre outros”.5. CP.” a.. porém.6..conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. 107. 84. a. enquanto fenômeno social e histórico complexo. etc). Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário. CF. tanto físico quanto moral [. aspectos étnicos. degradante. Crimes hediondos (Lei n. com o objetivo concedida coletivamente. intuito personae.3. a. é a “[. XVII e art. De acordo com Otávio Piva. são “[. 9555/97). art. XLII c/c LEI 7. retroativo.. 84. art. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança.] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. racial. . Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. 17. de promover o esquecimento de infrações penais. desmedido. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. 21. a) Conceitos. GRAÇA. ANISTIA E INDULTO . Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva. art. XII.343/06 ).716/89.343/06) De acordo com Otávio Piva. ideológico.. 5°. XII e LEP. XLIII. APLICAÇÃO DO ART.]”. a. político.424/RS.072/90 c/c art. art. 18.. 48.072/90) a.4. nacionalidade.] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. 33 da Lei n. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. 8. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. Tortura (Lei n. HC 82. 11. CF. 188.1. APLICAÇÃO DO ART.de quaisquer ordens. 11. CF. art. Tráfico de entorpecentes (Lei n. 8.2. a) Posição do STF. desumano. religioso. a.

Não afasta a reincidência.. 20. 6. Disciplina legal a) Competência: CF. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade.] ato da conveniência do Poder Executivo. não existe [. por meio de Decreto. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica.. Contudo.. podendo ser parcial. Provocada pelo Poder Público. podendo ser parcial.815/80. civis ou militares. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. a entrega do súdito reclamado”. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. secundários. 20. LI 20. Competência do Presidente da República.2. 19.]até o momento. essa possui natureza de ação especial. é “[. ou em compromisso de reciprocidade.APLICAÇÃO DO 5°. 5°. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. com intuito de processá-la.Somente extingue a punibilidade. .1. contra a ordem constitucional”. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. 20. art. Deve ser requerida pelo condenado. APLICAÇÃO DO ART. por meio de Decreto. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva.. julgá-la ou par cumprir a pena”.1. XV. de caráter constitutivo.4. b) Legislação ordinária: Lei n. Segundo Otávio Piva. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. com fundamento em tratado internacional.3. 20. XLIV. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. 19. 22. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. por meio de Decreto. Exclui o próprio crime. Não afasta a reincidência. Conceito De acordo com Otávio Piva. Competência do Presidente da República. por meio de lei.

da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva. 20. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas. 18 do Decreto n.5. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. por Estados estrangeiros (CF. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.]”. segundo a lei brasileira. diretamente de Governo a Governo. “g”).. De acordo com Otávio Piva.2. Tratado de Amizade (Decreto 3. art.7.. art. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. 2.927/01). os quais poderão ser reivindicados”. diretamente. II. independentemente do momento que o crime foi cometido.] extradição será requerida por via diplomática ou. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil. pelo Estado brasileiro.c) Decreto n. nesse caso.1. o STF “[. 2.1..04. celebrado em Porto Seguro/BA.1.] aos portugueses. mas um Certificado de Igualdade que. §1°. Pressupostos gerais. residência permanente no Brasil. gozo da nacionalidade brasileira”. que tem capacidade civil. 3. 102. 12.1.815/80 preconiza que a “[. a.3. . que são aquelas requeridas. “[.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas.. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. 20. aos governos estrangeiros.. em 22. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas. a. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. 80 da Lei n.6. a. III. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados). o art. nos termos do art.. 86. 6.2000. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. Exclusivamente para Portugal. 20. proferida por Juiz ou autoridade competente[.. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”. b) De acordo com Marcelo Alexandrino. Requisitos necessários: “I. Aplicação do CF. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória.715/88. ao Governo do Brasil.1. a..927/2001”. não é conferida a naturalização brasileira.

Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. 20. não se submetem à noção de criminalidade política. além de haver qualificado o terrorismo. VIII). Min. 2. 6. b.961/1990 Deportação Lei 6. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n. como crime equiparável aos delitos hediondos [. segundo Marcelo Alexandrino.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira. a ordem política ou social. Posição do STF (Ext. Pressupõe infração penal cometida no exterior. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro.. 24-05-2006. 1. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. art..815/1980 Decreto 98. atentar contra a segurança nacional.1. Joaquim Barbosa.9. de qualquer forma. Aplicação do art.. Ao estrangeiro que. “[. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro.010QO/República Federal da Alemanha. 7. Pressupõe infração cometida no território brasileiro. julgá-la ou para cumprir a pena. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.]”. 4 °. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.815/1980 . considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. 5°.. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.8. para efeito de repressão interna. Rel. para os fins de processá-la.

“caput” e art. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. 621.revisão criminal (art. 133 do CPC (dolo. LIX 23.. fraude e desídia do magistrado) 26..Exceção: art. o STF. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). solicitada pelo país estrangeiro. Âmbito criminal .. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino.1. 20.] é a permissão. O acesso à justiça 25.534/97. “Considerou o STF. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos . APLICAÇÃO DO ART.11..13. tais como. APLICAÇÃO DO ART. para Otávio Piva “[.12. 21. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito.1. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. b..054/2000.1.]”. 37.2. considerou constitucional a Lei 9. 5°. 5°. 93.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. LXXV a)Erro judiciário a. LXXVI a)Segundo Otávio Piva. LX. carteira de identidade. 5° . 93. APLICAÇÃO DO ART. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. b) Publicidade dos atos processuais.20. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis. 5º LXXIV c/c art. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10. 22. 5°. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. LX c/c art. APLICAÇÃO DO ART.. 24. LVIII. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. I e II do CPP).. a. 5°. a)Identificação.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”. IX e art. “[. 134 24.. 5°. APLICAÇÃO DO ART. APLICAÇÃO DO ART. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20.. Âmbito civil – art. passaporte etc.

ed. SILVA. §2°. 30. Direito Constitucional. 28. Manoel Jorge. ALEXANDRINO. 2009. – São Paulo: Saraiva. 2011. 6ª. 27. 6. Direito Constitucional. Marcelo. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 5. 2009. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. SILVA E NETO. Curso de direitos fundamentais. a) Analise já realizada (George Marmelstein). a) Analise já realizada (George Marmelstein). 2010. José Afonso da.MIRANDA. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 15. 5°. 3. 29. APLICAÇÃO DO ART. Alexandre. APLICAÇÃO DO ART. PAULO. Manual de Direito Constitucional. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. BIBLIOGRAFIA: 1. Ed. 4. Jorge.-LENZA. 2ª. 2009. 7.MORAES. – São Paulo: Atlas. 5°. São Paulo: Atlas. Vicente. São Paulo: Malheiros. Ed. §2°.. Direito Constitucional descomplicado. Coimbra: Coimbra. 8. George. 5°. §1°. 2.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. c) atuação do órgão jurisdicional”. São Paulo: MÉTODO. . 2010. b) comportamento das partes e seus procuradores. Direito Constitucional esquematizado. 1997. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO. 5°. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. bem como a primeira certidão respectiva”. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional.MARMELSTEIN. APLICAÇÃO DO ART. Ed. Pedro. São Paulo: MÉTODO. APLICAÇÃO DO ART.

1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).2. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.DA NACIONALIDADE 1. é o elemento humano do Estado. POVO.1.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1.1. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. NACIONAIS. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. Nação 2. . 2. População 2. 2. POPULAÇÃO. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”.

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

2. MANDADO DE SEGURANÇA 2. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo). organização sindical. pelo menos. b) Habeas corpus preventivo é utilizado.. “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. de acordo com Marcelo Novelino. segundo Marcelo Novelino. legalmente constituída e em funcionamento há.. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo.7. Objeto: direito líquido e certo. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. mas não podem ser paciente [. §2°). art. 2. 1. 1. 142.6. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. b) Sujeito passivo. OBJETO E OBJETIVO 4. Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física.4. entidade de classe ou associação.]”. 4. 4.2. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional.1. 3.. Legislação (Lei n. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1.5. segundo Marcelo Novelino. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”. 1 (um) ano. 654). “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [.2. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art. nacional ou estrangeira. Legitimidade a) Legitimidade ativa. hipótese na qual a ameaça deve ser grave.1. . 3. de acordo com Marcelo Novelino.016/09) 2.1. Objetivo: proteção ou reparação in natura. LEGITIMIDADE 3..]”. séria e objetiva”. 12.

art. por meio de documentos. por conseguinte. dirigentes de pessoas jurídicas. o prazo decadencial é de 120 dias.4. não “[. 6.. dilação probatória”.016/09. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. LXIX. no ato de impetração. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”. De acordo com a Lei n.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430). 6. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino.. do ato impugnado. 12. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . 5.016/09.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF.2. 7.] o direito passível de ser provado de plano. art. Segundo Marcelo Novelino. pois não haverá mais lesão. pelo interessado.3. 23.. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. contados da ciência. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. art. 8. 7. d) no caso de lei inconstitucional..016/09. b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. art. 6. O que se entende por direito líquido e certo? “[. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. 1°). independentemente de caução. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo). NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. 12.1. não flui o prazo. Equiparação a atos de autoridade. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público. Exceção: Súmula 429. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas.1.5°. b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo.5°). Lei 12.

8.3. 9. 9.1. 9.5. 7°..]”. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. h). Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público. 105. à soberania e à cidadania. V). 7°.3. 9. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. 9.1. MANDADO DE INJUNÇÃO 9. 102. art. contemplados na Constituição..016/09.. art.2. o mandado de injunção “[. TIPOS DE PROVIMENTO . c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF.4. q). §2°). persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. §3°).6. b) Superior Tribunal de Justiça (CF.8.]”.5. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. 8. §4°. art. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. art. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.1. 8. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[. I. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora.. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora. 9. 121.. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. art. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF. I.016/09.2.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada. não sendo admitido litisconsórcio passivo”.4.. 9.

b.. art. LXXII) 10. 5°.. 10.]”.. art.3. LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9.717/65.1.a) Corrente não-concretista que...]”.1. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [.4.1.] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados. o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. tendo a decisão efeito inter partes[. 12.1. c) complementação de informações constantes destes registros.]”. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual). b) Corrente “[. 10.. HABEAS DATA (CF.2. a.2. 1°. b) A questão dos portugueses (CF. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção.. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[.. e) universidades particulares. 10. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. b) pessoas jurídicas de direito privado. d) partidos políticos. §3°).. AÇÃO POPULAR 11. c) que tenham banco de dados aberto ao público. segundo Marcelo Novelino. §1°). com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. 10. OBJETO: liberdade de informação pessoal. c) O papel do Ministério Público.507/97 sobre o significado “caráter público”. b.. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11. . art.]”.

– São Paulo: Saraiva. Competência a) Sobre a competência. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. §4°). 8. Alexandre. Pedro. 2009. 5. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Ed. art.3. f). n. – Rio de Janeiro: Forense. 3. São Paulo: Malheiros. 11. Curso de Direito Constitucional positivo.4. Manoel Jorge. 1997. art. NOVELINO. 7.2. 5°. Coimbra: Coimbra. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. Vicente. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. à moralidade administrativa. São Paulo: Atlas. b) Efeitos da ação manifestamente infundada. 6.MIRANDA. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65.6. 2009. 11.. I. 2ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO.-LENZA. 11. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. . OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. Ed.5. 2009. 6ª. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. Rio de Janeiro: Forense.7. Marcelo.717/65. George. José Afonso da. Direito Constitucional.11. art. São Paulo: MÉTODO. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. Ed. 2. SILVA. Marcelo. Curso de direitos fundamentais. 11. 15. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória.MORAES. Manual de Direito Constitucional. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. 11. via de regra. 102. 2011.8. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. Direito Constitucional. – São Paulo: Atlas. 4. pertencentes à sociedade. 2010. Jorge. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4.MARMELSTEIN. 2010. ed. 6°). OBJETIVO: defesa de interesses difusos.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1. INTRODUÇÃO .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

.]”.. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política.2. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional). 3... Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território. que é soberano”. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3.2.2.1.3. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. segundo Marcelo Alexandrino. 2.FORMAS DE ESTADO 3.. 3.1.2. 3.. Estado federado..] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [..1. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3. de acordo com Marcelo Alexandrino. O poder político. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal). a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado).Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA . “[.] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [.]”. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo.2. 3.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central.2.... De acordo com Uadi Bulos.. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal. em vez de permanecer concentrado na entidade central.2. 3.1.. O ESTADO UNITÁRIO.] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”.3.] Estado federado (federal. o “[. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”. Nas lições de Uadi Bulos.3.2. o “[. NA VISÃO CLÁSSICA. segundo Marcelo Alexandrino.. podendo “[.3. “[.. a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”.

.2. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível. sob a regência do Direito Internacional [. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”. o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade.FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.. e como se dá a relação entre governantes e governados”. mediante a celebração de um tratado.1. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.]”. 5.2. 4. a confederação consiste numa “[. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5.CONFEDERAÇÃO 4.1.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino.1. 6.FORMAS DE GOVERNO 5.. que se vinculam.. SISTEMA DE GOVERNO 6. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado . irrenunciável.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4.] união dissolúvel de Estados soberanos. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino.2.

segundo Marcelo Alexandrio. b) Por desagregação 8.1. 8.1. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta. 3) Democracia semidireta ou participativa.. descentralização político-administrativa. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art. ou não. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino..3.. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7.]”. participação dos Estados no Poder Legislativo Federal. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia.4.1..2. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. impossibilidade de secessão.. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias. repartição de competências entre os entes federados. de participação do povo – destinatários das ações governamentais [.. os regimes de governo distinguem-se “[..2. com base na existência.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [..] na democracia prevalece a vontade da maioria. .]”. “[.1. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação. extrai sua força da Constituição.. 8. segundo Marcelo Alexandrino. 2) Democracia indireta ou democracia representativa.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7. órgão representativo dos Estados-membros. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”. b) Democracia. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar.. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. 7. 1° e 18) 8.] em democrático e autocrático. possibilidade de intervenção federal. b. “[. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto).1.

São Paulo: Malheiros. “a”. – São Paulo: Saraiva.i) j) formação dos Estados. Direito Constitucional. 2009. ALEXANDRINO. 6ª. 2010. Ed.. PAULO. I.MORAES. são as seguintes: a) repartição de competência.MARMELSTEIN.1. Vicente. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8. Curso de direitos fundamentais. 6. NOVELINO.-LENZA. 2009. Alexandre. 2. 8.2. 3. BIBLIOGRAFIA: 1.2. Jorge. SILVA E NETO. 60. – São Paulo: Atlas. b) rigidez constitucional. Marcelo. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). SILVA. Coimbra: Coimbra. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional.MIRANDA. José Afonso da. Ed. Direito Constitucional esquematizado. Garantias constitucionais da forma de estado federada. da CF/88). e) imunidade recíproca de impostos (arts. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. 150. VI. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . 5. 2011.2. Ed. Direito Constitucional. c) controle de constitucionalidade. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Atlas. 34 a 36 da CF/88). Manual de Direito Constitucional. 2010. Rio de Janeiro: Forense. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro. g) vedação do direito de secessão (art. Manoel Jorge. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. §4°. 8. 2009. previstas na Constituição brasileira de 1988. 7. George. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). São Paulo: MÉTODO. art. ed. da CF/88). d) processo de intervenção (art.2. 2ª. 8. 15. 1997. 31. 4.

Por exemplo.. 1º. 34 e s.1. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. Repartição horizontal.1.1. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui. com base na natureza e no tipo histórico de federação. permitindo-lhes tomar decisões. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF. 23). arts.2. arts..]”. 3. a) b) c) d) União (CF.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. “[. 21 e 22) e aos Municípios (art. 25. 21). caput. . 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Distrito Federal (CF. art. parágrafo único). 21. 2.. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. § 1º). 25. art. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. I). 3. no exercício regular de suas atividades. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. aos entes políticos.. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. Estados (CF. art. o “[. 22.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [. 30). §1º). Por exemplo.” 3. Municípios (CF. 32. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”...2. de acordo com Marcelo Novelino. “são parcelas de poder atribuídas. Repartição vertical. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art. art. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. 22. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art. art. caput. pela soberania do Estado Federal. simultaneamente. 23. os encargos de cada unidade federada. 32... § 1º). mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. 2. técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. 18. art. 30.]”. § 1º). segundo Marcelo Novelino.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias.). a todos os entes federativos (art..

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS .. arts.21. art. a competência legislativa “[. 22) .3. para executar tarefas. Espécies de competência: ..] estabelecem o poder para normatizar.• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União. § 1º) b) comum. §§ 1º a 4º) .originária (CF.] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. art. Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [. remanescente ou reservada – CF. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art. 25. I). I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. art. art.. II). 24). “[.privativa (CF.]”. 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. São competências para atuação efetiva. 145 a 162). e técnica da atuação residual – aplicada à União (art. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF. cumulativa ou paralela (CF. parágrafo único) . I) . 30. art. 24) . 22. art.residual (CF.. aos Estados e ao Distrito Federal (art. art. 151. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [. 30.. técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art.delegada (CF. art.suplementar (CF. art.. 24.. art. 30. 3. 30.. parágrafo único. e 23.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino.concorrente (CF.]”.

3. Estados-membros ou Estados. 1. È pessoa jurídica de direito público interno. c) competência concorrente (CF. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação.4. competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [.1. 1. art.2. Muito além de meras partes conformadoras da federação. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. art. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. art. §§1º a 4º). BENS DA UNIÃO (art. 18. e) competência residual (CF.DA UNIÂO 1. REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art.1º . art. governo e jurisdição próprios. art.2.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF. I a XI) 1. ao simples exercício de atribuições legislativas.5. 109.. com composição populacional própria. 21. b) competência legislativa privativa (CF. autonomia. CONCEITO Segundo Uadi Bulos. 2. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. I a XXIX). art. executivas ou jurisdicionais. . 24).1. participando ativamente na concretização de políticas públicas”. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. que atuam como núcleos autônomos de poder. por isso. I a XXV).1. 2. 23). 20. art. constituem ordenações jurídicas parciais. 22. caput). desligadas dos Estados-membros. b) União na acepção externa ou internacional. 1.. “Estados federados. Não se restringem. 145 a 162). 43.]”. com legislação. d) competência comum (CF. §1º. têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino.

4º). Capacidade de auto-administração (art. art.1. art. 25. DOS MUNICÍPIOS 3. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. embora apresentem problemas comuns’. art. §§ 1º a 4º). CONCEITO .3. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. § 4º. 22. 25. MICRORREGIÕES (CF. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes. art.8. caput da CF/88). 25. art. e 25.4. desmembramento por formação. 25. art. art. b) oitiva das Assembléias estaduais. BENS DOS ESTADOS (CF. 26. 24. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. Capacidade de autolegislação (art. § 3º) 2. I a IV) 2. desmembramento por anexação. 3.7. subdivisão. Capacidade de autogoverno (art. § 1º da CF/88). f) competência comum (CF.709/98.3. parágrafo único). c) competência delegada (CF. b) competência enumerada (CF. d) competência concorrente (CF. 18.5. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. destituídos de sede. Na conceituação Uadi Bulos. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. REGIÕES METROPOLITANAS. arts. e) competência suplementar (CF. 28 e 125 da CF/88) 2. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. §§ 2º e 3º). 25.6. 2. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. § 3º) 2. I a XVI). 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art.2. 27. 18. 2. § 1 º). caput da CF/88). art. reunidos em torno do Município-mãe. 24. 23). art.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9.

QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. I). c) hipóteses já descritas.7. serviços de interesse local”. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. SÃO: 3. 3. e) competência comum (CF. a fusão e o desmembramento de municípios. III a IX. 3.3. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. 18. art. 182).2. II). DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. art. 18. FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. § 4º . §8º). b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. 3. caput. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. 3. caput. Capacidade de autolegislação. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. REQUISITOS FORMAIS. Capacidade de auto-administração. 16/96). comum e suplementar da municipalidade. VII. assuntos de interesse local. c). “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. disciplina contábil. 35 e 36 da CF/88) 3. 30. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. 1º. regras de competência legislativa.De acordo com Uadi Bulos. 30 e 34. arts. arts. art. a incorporação. descentralizadamente. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”.redação dada pela EC n. d) competência suplementar (CF. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. 29) Na posição de Bulos. . 30. § 4º. art.4. “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros.6. para administrar. 23). presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF.5. financeira e orçamentária do Município. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts.1. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município. 30. regras a respeito do processo legislativo municipal. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. possuindo governo próprio. 29. art. e 144. 18. art. 3.4.

art. c/c o art. f) competência suplementar do município (CF. 30. art. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. 18.3. 144. XVII da CF/88). na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada.1. e) competência enumerada do município (CF. 10. b) Súmula 647 do STF c) Lei n. 22.1. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. 32. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. art. e § 4º). § 1º) c) competência delegada pela União (CF. 19. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. I c/c o art. AUTONOMIA 4. Capacidade de auto-organização (art. § 4º. 25. VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. • • • Reserva de lei federal (CF. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. art. art. integrante da federação brasileira”. 19.4. art.5. 25. parágrafo único).4. § 6º). art. §§ 2º e 3º). b. II). VI.633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. art.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos. § 1º) 4. caput do ADCT). I. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. 21. art. 32. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. DO DISTRITO FEDERAL 4. 150. . II). NATUREZA 4. 24. 32. 4. 16. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. art. III).b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. § 2º.2. art. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. ou dos municípios”. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. 4. III a IX). caput da CF/88). 5. 30. “ é a entidade político-administrativa. §1º da CF/88). Capacidade de auto-administração (art. XIII e XIV. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. 19. 4. 32. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. 22.

adquirido nos idos de 1903. XIV). 33. 3.10. XIV). Curso de direitos fundamentais.MIRANDA. 33. 211.MORAES. 2010. 2009. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art.6. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF. art. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. 6. Manual de Direito Constitucional. art. 6. 14 do ADCT) e Amapá (art. 6. art. SISTEMA DE ENSINO (CF. § 2º). O PODER JUDICIÁRIO (CF. 6. 21. BIBLIOGRAFIA: 1. § 3º) 6. 33. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. art. por imposição do Tratado de Petrópolis. § 3º). Rio de Janeiro: Forense. 15.2. NOVELINO. – São Paulo: Atlas. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art. 14 do ADCT). . 33. NATUREZA AUTÁRQUICA 6. 15 do ADCT). art. 4. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre.8. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. O PODER EXECUTIVO (CF.12. 1997.7. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”.3. 6. POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF. 6. art. ed.9. 3º). Pedro..6. 18. Coimbra: Coimbra. Ed. 84. 2010. § 2º. 2011.11. George.-LENZA. Ed. c/c o art.5. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. 2ª. São Paulo: Atlas. art. Direito Constitucional esquematizado. 6. O PODER LEGISLATIVO (CF. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. § 1º). São Paulo: MÉTODO.MARMELSTEIN. art. CONTROLE DE CONTAS (CF. 6. 33. 2. 33. Direito Constitucional.4. 5. Direito Constitucional.1. § 1º). Jorge. Alexandre. caput) 6.

São Paulo: MÉTODO. Ed. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. Vicente. 8. SILVA E NETO. 7. 2009. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. ALEXANDRINO.6. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. 6ª. 2009. São Paulo: Malheiros. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . SILVA. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. Marcelo.

c) Defesa das finanças públicas (CF. “[. a execução.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”.1. há “[. INTERVENÇÃO 1. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino. o “[.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional.INTERVENÇÃO FEDERAL 2. V). art. Intervenção federal provocada por requisição. dos Estados.. “[.] Chefe do Executivo. art..2.2. dentro de seu Juízo de discricionariedade. b) Defesa da ordem pública (CF. 3. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial.1. III). 1.. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União.. 2. 3. independentemente de provocação de outros órgãos”.1. . estará obrigado a decretar a intervenção”. de ofício. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo. § 4). art.1. art. 34. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo. 3. Previsão constitucional: CF.2.. HIPÓTESES 3. 34. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF.1. 34. I e II). 36.. decide pela intervenção e..1.] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade.. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. b) Anormalidade 2. 34.. de acordo com Marcelo Alexandrino.2. 3. 2.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”. isto é.1. de acordo com Marcelo Alexandrino. do Distrito Federal e Municípios”.. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.1.Intervenção federal provocada por solicitação. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art.

I da CF/88) 4. ou não.2. 34. c) CF. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. 90. a nomeação de interventor será necessária.. 34. art. . para que ele exerça as funções do governador. 91.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF.a)CF. “[. 34. § 1°. desde que o ato de intervenção atribua. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. CONTROLE JURISDICIONAL 8. 36. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. art. 4. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF.2. desde logo. VII. desnecessário haver um interventor. 49. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF.1. IV) Exceções ao controle político (CF. 36.art. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF. art. Competência para proceder à intervenção dos municípios. § 3°. 6. 3. art. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. II) 5. VI. 34. Diferentemente. Obrigatoriedade do controle político (CF. 36. art. art. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. 60.] a intervenção pode. b) CF. art. art. § 1°) 6. art. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho.3. envolvendo questões constitucionais. CONTROLE POLÍTICO 6. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. 34. Assim. implicar necessidade de nomeação de interventor. IV”) 7. 3. a nomeação do interventor será necessária. tornar-se-á. I. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. art. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ. “34. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo.2.DECRETO INTERVENTIVO (art.34. I) Segundo Marcelo Alexandrino.1. Com efeito.2. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo.. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”. art.

MORAES. 2009. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. George.. 2. SILVA E NETO. 4. . Rio de Janeiro: Lumen Juris. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. ALEXANDRINO.1. 6ª. 7. MARMELSTEIN. LENZA.8.2. Vicente. Aplicação do art. Rio de Janeiro: Forense. 2009. Ed. 35) 8. MIRANDA. 2010. 2010. 35. Coimbra: Coimbra. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 2ª. – São Paulo: Atlas. 1997. PAULO. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. HIPÓTESES (CF. 2011. 8. 5. 3. 6. – Rio de Janeiro: Forense. Manual de Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. ed. Alexandre. Direito Constitucional descomplicado. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. Ed. art. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional.2. IV. SILVA. 15. Jorge. Ed. – São Paulo: Saraiva. 2009. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Pedro. José Afonso da. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. Manoel Jorge.

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