DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

São Paulo: Malheiros.2.] constitucionalismo. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes. 2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino.] Mais do que uma simples técnica constitucional.2.1. De acordo com Gomes Canotilho.]”.. o “[. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. 2009. 1.. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”.8.. CONSTITUCIONALISMO 1.. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino. ESTADO HEBREU 2. 2.2... o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: . CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2. apesar de ser um termo recente. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados...1. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [. José Afonso da. “[.1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Curso de Direito Constitucional positivo. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”. SILVA.

.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. e VI) a importância das convenções constitucionais”.. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. III) a responsabilidade parlamentar do governo. II) a ideia de supremacia da Constituição. 2. II) a monarquia parlamentar. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”. IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”.3.1. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra. “[. VI) o sistema presidencialista. principal fonte dos direitos. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino. . X) o fortalecimento do Poder Judiciário.1.3. VII) a forma republicana de governo. IV) a independência do Poder Judiciário. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3. VIII) o regime político democráticos. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803).“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). II) forte influência da religião. 2. V) a forma federativa de Estado. 3. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”. 2. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo.4. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. ESTADO GREGO 2.5. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”. II) a prevalência da supremacia do Parlamento.

.CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino.. “Na Europa.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino.3. a “[. 4..3. III) a consagração do principio da separação dos poderes.]”. 4. 4.. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”.. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937).3. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA.o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [. 4. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”. 4..2. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada). surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [. cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. II) mais ponderação que subsunção. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino. II) a limitação dos poderes. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras.2. . são: I) a manutenção da monarquia constitucional.1. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945).1.]”.] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino.

.. . Ed. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional...]”. São Paulo: Malheiros.MORAES. Direito Constitucional.LENZA. e V) coexistência de uma constelação plural de valores. Direito Constitucional descomplicado.. SILVA E NETO.] da Constituição. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”. – São Paulo: Saraiva. 2011. d) integração “[. 4. São Paulo: Atlas.. às vezes tendencialmente contraditórios. ALEXANDRINO.BONAVIDES. Alexandre..4. PAULO. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino. Marcelo. Manoel Jorge. 4. 7. 2009. Ed. Pedro. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 15. SILVA. 2009. Paulo.. 6ª. São Paulo: Malheiros. 2010. Vicente. sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. b) continuidade “[. Curso de Direito Constitucional positivo.]”. Rio de Janeiro: Forense.. 2005. Marcelo. 8. Direito Constitucional esquematizado.] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6. Direito Constitucional. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. NOVELINO... São Paulo: MÉTODO. 1. 2010.] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional. 5. Direito Constitucional. José Afonso da.. e) universalização “[. – Rio de Janeiro: Forense.

..5.]”. .CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale.1.. Sentido político (defendido por Carl Schmitt).2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. puro dever-ser... Sentido jurídico..3. direitos individuais. Sentido material.. considerada norma pura. em seu livro “Qué es una Constitución”?).] José Afonso da Silva. segundo Pedro Lenza. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. terá natureza constitucional.. “[. observa que “. segundo Pedro Lenza... não importando o seu conteúdo [. Sentido formal. ela seria ilegítima.”[. traduzindo o pensamento de Kelsen. 1. então. de acordo com José Afonso da Silva. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.]”. “[.. Caso isso não ocorresse. pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [.Constituição é.. sem qualquer pretensão a 1... CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1. 1.4.].] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. segundo Pedro Lenza. 1. de acordo com Pedro Lenza... vida democrática etc). “[. “[.] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo.]”.. 1. por um poder soberano..] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais)..

1. São Paulo: MÉTODO.. Curso de Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. 7. 2010. Ed.]”. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. Rio de Janeiro: Forense. 8. . Paulo.LENZA. 2009. política ou filosófica. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. Manoel Jorge. Marcelo. PAULO.BONAVIDES. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 2009. José Afonso da. 5. 1.MORAES. 6ª. SILVA E NETO. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. 15. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. Vicente. Pedro. São Paulo: Malheiros. 2011.fundamentação sociológica. Direito Constitucional. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 2005. ALEXANDRINO. 6. 1. Ed..5. Alexandre.

portanto. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza. da deliberação da representação legítima popular [. 1934. em nome dele.. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. 1/69. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891. 1967...] também chamada de democrática. ..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ou governante). que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. eleita diretamente pelo povo. votada ou popular.]”.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824. pelo agente revolucionário (grupo.]”. atuar.. “são as constituições impostas. segundo Pedro Lenza. “[.1. nascendo. de maneira unilateral.. e a Emenda n. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. 1937.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1..

sucintas..]. de acordo com Pedro Lenza.]”.4. b) Históricas. e da era napoleônica.] surgem através de um pacto. no Chile [.. mas tampouco é democrática...]”.] partem de teorias preconcebidas. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. por uma Assembleia Constituinte [.. nas palavras de Pedro Lenza.. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas.. e não o conteúdo de suas normas [. extensas.]”.. breves. de acordo com Meirelles Teixeira. inchadas).. .. a organização de seus órgãos.2.]”. racionalmente.. segundo Pedro Lenza. 1.]”. reunindo a história e as tradições de um povo [. os direitos e garantias fundamentais [.]”.]”. b) Formal. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [.. nas palavras de Uadi Bulos. prolixas. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[.. básicas). “seriam aquelas enxutas. Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos). de planos e sistemas prévios..] elaboradas de um só jato. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas. sumárias. “[. Segundo José Afonso da Silva. reflexivamente.. Além disto. volumosas. advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. “[.. d) Pactuadas... segundo Pedro Lenza. 1. segundo Pedro Lenza. Exemplo: Constituição brasileira de 1988. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação.. longas. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. 1. largas. de ideologias bem declaradas.c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile.. desenvolvidas.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet.]”. Exemplo: Magna Carta de 1215. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado... com Pinochet..]”... de dogmas políticos [. b) Analíticas (amplas. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988.. ainda que criada com participação popular [.não é propriamente outorgada.. “[.. as chamadas constituições bonapartistas.3.

e portanto. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns.. 1934. mais solene. b) Flexível. segundo Pedro Lenza.. Nas palavras de Pedro Lenza. ultrapassado este. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). pode ser considerada superrígida. f) Superrígida. segundo Kildare Gonçalves Carvalho. Posição de Pedro Lenza: . 1988. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848.. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). e) Imutáveis. mas apenas por determinado período. “[.. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. 1. graníticas ou intocáveis”..] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. sendo também denominadas permanentes. de acordo com Uadi Bulos.] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou. de acordo com Pedro Lenza.6. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade).. segundo Alexandre de Moraes.]”. isto é.. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1.5.1.. 1969.. 1937.. 1946. Exemplo: Constituição de Baden de 1947. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). d) Fixas. g) Transitoriamente flexíveis. “[. c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922. são imutáveis.]”. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876.] são aquelas constituições que exigem. “[.6. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. enquanto outras não requerem tal formalidade [.]”.1.. 1967. ou seja. o poder constituinte originário [.. o documento constitucional passa a ser rígido”. as cláusulas pétreas. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [.. “são aquelas constituições inalteráveis. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. previstas na Constituição brasileira de 1988.. um processo legislativo mais árduo. à MUTABILIDADE (Michel Temer.]”. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira).

8. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[.. 1. “[.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto. sendo formadas de várias leis constitucionais [. “[..] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.]”. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. 1.] numa sociedade plural e complexa. foi possível chegar. “[. convençõe [.6. 1. a vários ‘compromissos constitucionais’ [.. Exemplos: Constituições soviéticas de 1923. de acordo com Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza. É formada por ‘textos’ esparsos... 1936 e 1977. 1. no procedimento constituinte. e baseia-se nos usos... com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos.]”. não traz as regras em um único texto solene e codificado. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes.. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira..7. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [.6. capítulos e seções....a) Reduzidas (unitárias)..]”. costumes.]”. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).]”.3. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’.. a um compromisso constitucional ou. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos.. b) Eclética..2.. b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária)..] seria aquela constituição que.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto.]”.. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [...). ao contrário da escrita. defendido por Karl Loewenstein: .]”. “é aquela formada por uma só ideologia [.]”. reconhecidos pela sociedade como fundamentais. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais. segundo Pedro Lenza... se preferirmos. b) Variadas.. segundo Pedro Lenza. formando em geral um único corpo de lei”.. Segundo Gomes Canotilho. jurisprudência.. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência). Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. “[.

“[... b) Preceitual. 1936 e em 1977 [. tal como a Constituição mexicana.] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social. segundo Guilherme Peña de Moraes.. b) Constituição balanço... individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração.a) A constituição normativa.. “[. de acordo com Uadi Bulos.10. Na verdade. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. b) A constituição nominais. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho. Quanto a) Constituição-garantia. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. a Constituição registraria um estágio das relações de poder. Quanto ao sistema: a) Principiológica. . pelo que é possível a aplicação coercitiva. consagrando valores. No dizer de Loewenstein..]”. adotaria nova Constituição. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida.9..] modernamente. 1. estariam em total consonância com o processo político.] prevalecem as regras.. Por isso é que a URSS.] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica. segundo Guilherme Peña de Moraes... É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente. c) Semântica 1.. “[. Além de juridicamente válidas. pelo que é necessária a mediação concretizadora. de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”..]”. segundo a doutrina. “[... segundo Uadi Bulos. “[. como fez em 1924... a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [.. pois visa a garantir a liberdade.]. “[..] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. concretizadoras de princípios. limitando o poder [.] Seriam constituições prospectivas..] predominam os princípios. tal como a Constituição brasileira”. voltadas para um dia serem realizadas na prática [. quando o corpo nacional tiver crescido”. isto é. Nelas. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração.

.]”. também chamados de direitos de 2ª dimensão”.11.. segundo Pedro Lenza. Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988. “[.. assim. de necessidade da atuação estatal. os direitos sociais. dimensão e.] refletem um momento posterior..]”.... nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho.. bem como. a ideia da não intervenção do Estado. bem como a proteção das liberdades públicas [. a) Constituições liberais (constituição negativa). 1. consagrando a igualdade substancial. CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 . b) Constituições sociais (constituições positivas). Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares).c) Constituição dirigente.. 2. “[.] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [. de acordo com Pedro Lenza “[.] destacamos os direitos humanos de 1ª..

“[. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais. nas palavras de Pedro Lenza... a defesa do Estado e das instituições democráticas [.]”.] normas que 2. “[.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.]”.3. Elementos de estabilização constitucional. nas palavras de Pedro Lenza...4.. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [. Elementos limitativos.5...1...] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [... 2.[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Elementos formais de aplicabilidade...]”. nas palavras de Pedro Lenza. Elementos socioideológicos. intervencionista [.] consubstanciados nas normas constitucionais. Elementos orgânicos. ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva).. nas palavras de Pedro Lenza.] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social.]”. “[.. 2.. “[...2. “[.]”. 2.. nas palavras de Pedro Lenza.

2011. Alexandre. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional. 2010. José Afonso da. Marcelo.1. Paulo. SILVA E NETO. De acordo com J.J. Direito Constitucional. 15. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2.1. Canotilho. Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. 2005. 6. mediante supressão. São Paulo: MÉTODO. 4.1. 6ª.De acordo com Pedro Lenza. Direito Constitucional. Direito Constitucional.MORAES. Curso de Direito Constitucional.2. Pedro. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. Marcelo.PODER CONSTITUINTE 1. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. 7. Curso de Direito Constitucional positivo. Manoel Jorge. 2009. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Malheiros. Ed. São Paulo: Atlas. é o poder que tem por finalidade “constituir”. .. ALEXANDRINO. 2009. 1. São Paulo: Malheiros. SILVA. 8. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. o poder constituinte “[. 2010. 5. Direito Constitucional esquematizado.BONAVIDES. Vicente. Ed. São Paulo: MÉTODO.. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. PAULO. 2. “Qu’est-ce que le tiers état?.LENZA. – Rio de Janeiro: Forense. 1.

3. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico.1. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. b) revolucionário. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente. Democracia direta.6. de primeiro grau) 3.. Conceito Segundo Pedro Lenza. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes.2. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado. chamada não soberana.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos.2. “[. . Subdivisão do poder constituinte: a) histórico. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3.3. b) autônomo. temporariamente. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3. 3.2. a. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). 3. d) Dentre os poderes constituídos.5. a.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.4. inaugural. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”.2.. g) A nação pode delegar. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. Procedimento misto. c) ilimitado juridicamente.1.3. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). a. Procedimento constituinte indireto. 3.

Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. constituído.d) absoluto. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção.5. ilimitado. “[. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. e) poder de fato e poder político. soberano.1. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas). 4. b) É um poder subordinado. alterando. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. d) Limitações materiais..2. b) Limitações circunstanciais. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. d) É um poder jurídico. c) É um poder subordinado e condicionado. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”.4. nesse sentido. b) limites imanentes. de segundo grau) 4.. secundário. 4.7. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. e) Limitação à revisão total.7. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. 3. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. .1..]seria a modificação do texto constitucional. c) limites heterônomos. suas decisões.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza.6. incondicionado e soberano na tomada de 3. “[.3. De acordo com Pedro Lenza. sendo. 4. 4. e) indisponível e inalienável. Limites ao poder constituinte originário 3. 4. c) Limitações processuais ou formais.

2.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. §2° da CF/88).. 6. “[..1. Conceito .. 59. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro.Para Marcelo Alexandrino. MUNICÍPIOS (art.. segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [.6... 11 do ADCT). Na visão de Marcelo Alexandrino. 6. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”.. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. “[.]”. 6. caput.]”. b. por meio de plebiscito). 4. da CF/88). “[. 5.. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais.. b) Poder constituinte derivado decorrente (art. 32. I e 60 da CF/88). PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art..] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino. o poder constituinte decorrente. PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL. por meio da atuação do poder constituinte de reforma. Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. 6.1. “[. por exemplo.. 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art. A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.1.. 3°. 18. Mutação constitucional 6.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas. do ADCT). por óbvio.2.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente.

mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. 6. Ed. 4. – São Paulo: Saraiva. José Afonso da. Rio de Janeiro: Forense. 2011. Ed. materialmente perceptíveis. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. com capacidade. Vicente. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo.. ALEXANDRINO. 6ª.. Direito Constitucional. o poder constituinte “[. São Paulo: MÉTODO. Alexandre. São Paulo: Malheiros.De acordo com Pedro Lenza “[.. 5. São Paulo: MÉTODO. e em segundo lugar. 15. 7. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. 8. Curso de Direito Constitucional. 2009. 1. .MORAES. 2010. Marcelo. “palpáveis”. Direito Constitucional descomplicado. NOVELINO. Curso de Direito Constitucional positivo.. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. Pedro.1. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. SILVA.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. – Rio de Janeiro: Forense. Da mesma forma.] não seriam alterações “físicas”. é supranacional. Marcelo. 8.. Paulo. SILVA E NETO. 2010. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência.]”. 2009.LENZA. Direito Constitucional.BONAVIDES. São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. inclusive. 2005. Manoel Jorge. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional.

não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição..1..DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1. mas. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. incompatíveis com as novas regras.1. “[.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. . RECEPÇÃO 2. Segundo Pedro Lenza.

g) é possível. b) A posição do STF. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. Características. que o STF poderá modular os efeitos da decisão.REPRISTINAÇÃO 4. mas. por exemplo. do decreto-lei. a lei anterior será revogada. neste último caso. somente por meio de ADPF. 2. um parágrafo etc. “[. uma mudança de competência legislativa. b) a lei. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. a recepção de somente parte de uma lei. 2. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. como vimos.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. e) se incompatível. como um artigo. ou seja. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. f) nesse caso.. ainda. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição. 3. por falta de recepção”.848/40) foi recebido como lei ordinária). ainda.apenas.. apresentadas por Pedro Lenza. Entendemos. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei.3. Inconstitucionalidade superveniente. h) é possível. 2. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada.4. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. Constitucionalidade superveniente 2. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO . declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. contudo. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). para ser recebida. É o caso. segundo Pedro Lenza. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n.2. d) em complemento. contudo. conforme visto no item anterior.. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. não se falando em inconstitucionalidade superveniente.

Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. 2010. José Afonso da. 2010. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. – Rio de Janeiro: Forense.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. Vicente. Manoel Jorge.1. desde que compatíveis com a nova ordem.. São Paulo: MÉTODO. 6ª. Direito Constitucional. 2009. 5. Ed. Alexandre. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – São Paulo: Saraiva. 2011..] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. SILVA. 6. Por exemplo. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. a desconstitucionalização é um “[. Direito Constitucional descomplicado. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. 7. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. ALEXANDRINO. Em regra. Marcelo.. são “[.Segundo Pedro Lenza. 34. Ou seja. Rio de Janeiro: Forense. mas com o status de lei infraconstitucional. vem colada à vigência. 4. 8. caput. Ed. NOÇÕES GERAIS 1. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. “[. do ADCT. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. São Paulo: Atlas..MORAES. 5. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. SILVA E NETO. exceto nas .. em razão de seu caráter precário. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1.. permanecem em vigor. 2009. Pedro. art. Curso de Direito Constitucional positivo. e seu §1°.] recebidas por prazo certo. PAULO. Direito Constitucional.LENZA. 15.

. ou seja. 150. ou vedações (CF.. §2°). são as “[. .2. “Pertencem “a esta categoria. 1. mas “possívelmente não integral”). art. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. §5°. 2. adiada para o futuro. ou seja. I. imunidades (CF.. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”.. de modo geral.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. art. I a VI) ou prerrogativas (CF.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. art. §5°). art.] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. III.] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”.. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade... 53 e 150.1. art.hipóteses em que é diferida.3. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[.] está relacionada à produção concreta de efeitos. 145. b) Normas não bastante em si.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si. segundo Marcelo Novelino. 19).. as que confiram isenções (CF. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. 2.. 184. b). as normas que contenham proibições (CF. com aplicabilidade direta. a função social para a qual foi criada. art. c) Normas programáticas. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. 2. imediata. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. imediata e integral) Para Marcelo Novelino..2. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. 128. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. “[. dependem de lei para serem executadas”. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[.

d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. b) Normas de integração.2.1. Normas de aplicação regulamentáveis.. Normas de aplicação irregulamentáveis..] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado).podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis. 3° do ADCT. 3.5. são “[. podem ser subdivididas em: a. “[. Por exemplo. b)Normas de integração complementáveis. Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta.” 2.]’. sem. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. b)Normas de eficácia plena. c. “[. segundo Marcelo Novelino. c)Normas de eficácia relativa restringível. 2°.. para Marcelo Novelino. no entanto. já efetivaram seus comandos”..NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades.2. arts. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação.c) Normas constitucionais de eficácia limitada. apontar os meios a serem adotados.4. Normas de princípio programático.] são os dispositivos da Constituição que.. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: . que subdividem em: c..1... Normas de princípio institutivo (ou organizatório). a. apesar de não terem sido revogados.

5. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. Marcelo.. Ed. SILVA. Direito Constitucional. 6ª. José Afonso da. 2010.MORAES. Ed. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. segundo Marcelo Novelino. Vicente. 2011. 4.] sob o paradigma do Estado Liberal. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. 6. Direito Constitucional. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PAULO. Direito Constitucional descomplicado.1. .LENZA. Alexandre. São Paulo: MÉTODO. 15. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Manoel Jorge.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII).. Marcelo. “[. SILVA E NETO.1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2010. São Paulo: Malheiros. 8. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: Atlas. ALEXANDRINO. 7. 2009.

]seria a modificação do texto constitucional.. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas.. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei.. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”. segundo Pedro Lenza “[. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”.1.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [.MÉTODO JURÍDICO.]”.]”.] não seriam alterações “físicas”. metodológicas.]surge o Estado Democrático de Direito. de acordo com Pedro Lenza. pareceres..No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial).... mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito.1. exposição de motivos.1. em geral. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”. os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”..REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2.2. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[. 1. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”. discussões. “palpáveis”. a sua justificativa. “[. [.2.Mutação constitucional... de acordo com Marcelo Novelino. alterando. materialmente perceptíveis. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3. reciprocamente complementares”. a análise se realiza de modo textual e literal”. 2.. “[. 2. epistemológicas) diferentes mas. . 3. 4..Reforma constitucional... De acordo com Pedro Lenza. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas).

porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma. [.] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático.. veto popular”. ou seja. d) Método normativo-estruturante. referendo. um sistema aberto de regras e princípios”.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”).. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”.. b) Método científico-espiritual (valorativo. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado. assim. de acordo com Pedro Lenza. . “[. sindicatos. que será considerado pelo intérprete. sociológico ou integrativo).. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica). h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”. a “[... “[. de acordo com Pedro Lenza.. ou seja.. c) Método hermenêutico-concretizador. dos partidos políticos.. A Constituição é. “[. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático. segundo Marcelo Novelino.] parte-se de um problema concreto para norma. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”. e)Método de comparação constitucional. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos. “[. 5. de acordo com Marcelo Novelino. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional.] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo.. dos “corpos intermediários”.g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa. de acordo com Pedro Lenza. recall. valendo-se de instrumentos como o plebiscito.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. que se deve partir da norma constitucional para o problema”.] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”...

] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. Como decorrência desse princípio. a eficácia e a permanência da Constituição”. é elaborado por Konrad Hesse.... de acordo com Marcelo Alexandrino. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais.]”. temos que: . dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”. no caso de conflito ou concorrência. mais ampla efetividade social”.] impõe que. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição.. ainda que delas constitua cláusula pétrea”.6. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [. tem como fundamento “[. e) Princípio da força normativa. eficiência ou interpretação efetiva. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). “[... segundo Pedro Lenza. c) Princípio da máxima efetividade. segundo Marcelo Alexandrino... impede. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”.. d) Princípio da concordância prática ou harmonização.. como solução.] o princípio integrador significa que. “[. relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior. Somando-se a isto.. “[. de acordo com Marcelo Alexandrino. a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [.. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. Segundo Marcelo Alexandrino.] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que.]”.] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa. b)Princípio do efeito integrador. b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais. “[.. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios. de acordo com Marcelo Alexandrino.. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra.1.

.04. Rel. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”..3. b. Nesse contexto.]”.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. em 17. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.. i)Princípio da supremacia constitucional..e não a declaração de sua inconstitucionalidade.. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional... a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. Necessidade ou exigibilidade “[.2. b) a regra é a conservação da validade da lei. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência.. ou seja. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.]”. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. porém menos gravosa[. ADin.. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. segundo Marcelo Alexandrino. Adequação (idoneidade ou pertinência). “[. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva. j. validade .215 – MC/PE. Proporcionalidade em sentido estrito”[. de acordo com o STF. 2.a)dentre as várias possibilidades de interpretação. em nosso sistema de direito positivo.. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. Min..] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. b.1. Celso de Mello.]”. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos.O NAZISMO 1. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. 1. nenhum ato de Governo (Legislativo.e eficácia -. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. segundo a filósofa Hannah Arendt. sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.1.2.A banalidade do mal. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. . Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”).

. era tudo.3.. por mais abstratos que sejam os seus textos [. A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. d) por isso. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg..4. com o pós-positivismo.3. Nas palavras de George Marmelstein. com o positivismo Kelseniano. na luta pelos direitos do homem. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2.] Antes. . aprovadas em 1935. agora. ou seja.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito. 1. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista.4.1. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios. a lei cede espaço aos valores e aos princípios.. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. e a lei.5. tudo girava em torno da lei. 2. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas. 2. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. 1. qualquer que fosse seu conteúdo.2. 2. porém. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas. 2. uma raça é subjugada.]”. O mundo não foi feito para os povos covardes”. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”. “[.Se. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”.

Direito Constitucional descomplicado. d) compromisso com os valores constitucionais. 2011. São Paulo: MÉTODO. Ed. 2009. Coimbra: Coimbra. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. ainda que potencialmente contraditórios. Direito Constitucional. especialmente a dignidade da pessoa humana”. 5.MARMELSTEIN. PAULO. – Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. Vicente. ALEXANDRINO. 2009.. SILVA E NETO. José Afonso da. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . Rio de Janeiro: Forense. 4. Ed. Pedro. Manual de Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. 8. – São Paulo: Atlas. NOVELINO. funda-se nas seguintes premissas: “[.-LENZA. Direito Constitucional. Alexandre. 6. segundo George Marmelstein.6. Marcelo. 2010. 2010. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Manoel Jorge. Curso de direitos fundamentais. 2ª. 2.MORAES. Ed. São Paulo: Atlas.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. São Paulo: MÉTODO. 3. c) crença na força normativa da Constituição. Jorge. Direito Constitucional. ed. 15. 7. São Paulo: Malheiros. A teoria dos direitos fundamentais.. Direito Constitucional esquematizado. inclusive nos seus princípios.MIRANDA.2. 6ª. 1997. SILVA. – São Paulo: Saraiva. George. Curso de Direito Constitucional positivo.

USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. .2. a expressão direitos humanos é empregada.2. 1. inseridas em documentos de direito internacional”.1.. b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem). por isso. os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados.1. Segundo Marcelo Alexandrino.]”.1. “ [. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. 1...CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. raça. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas).2. em regra.2. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. inscritos em textos normativos de cada Estado. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. 2.. os seus direitos fundamentais [. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais).2. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). De acordo com Marcelo Alexandrino.] designar os direitos relacionados às pessoas.1. c) irrenunciabilidade (em regra. sexo. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. frente ao Estado. independentemente de sua nacionalidade..1. 1. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. declarados como tais nos textos constitucionais”. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. garantidos e limitados no espaço e no tempo. sendo. Conforme Marcelo Alexandrino. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”.. credo ou convicção político-filosófica). Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo).1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. Conforme Marcelo Alexandrino.

positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de .. c) não coisificação do ser humano. apesar de autônomas. Nesse contexto. Dentro dessa concepção. 3. 3. nunca criá-lo diretamente”.]. A lei. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. d) garantia do mínimo existencial”. irá densificar. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. sob o aspecto jurídico-normativo. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade.g) interdependência (as várias previsões constitucionais. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. Afinal.. disciplinar o exercício do direito fundamental.. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. b) Para George Marmestein. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). ou seja. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. quando muito. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente.2. 4.1. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. b) respeito à integridade física e moral. assim. 2. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein.] são normas jurídicas. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades..2. “[. os direitos fundamentais “[. Segundo George Marmelstein.

que decorrem do sistema constitucional como um todo. 2009. São Paulo: Malheiros. SILVA.Direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. 5°. São Paulo: MÉTODO. Vicente. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”.6. 2ª. 6ª. Marcelo. ed.. 4. 2. George.MARMELSTEIN. – São Paulo: Atlas. NOVELINO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE . Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. “[. 2010. Manoel Jorge. Manual de Direito Constitucional. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro.]”. Rio de Janeiro: Forense. 6. Direito Constitucional descomplicado..-LENZA. §2°. por força do já citado art. 3.5. Ed.MORAES. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein. José Afonso da. que. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: MÉTODO.MIRANDA. Ed. Direito Constitucional. Marcelo. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). São Paulo: Atlas. 2009. Jorge. 2011. Direito Constitucional esquematizado. da Constituição de 1988 [. Ed. 3. por sua importância axiológica.. 15. Direito Constitucional. 2010.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. 1997. BIBLIOGRAFIA: 1. ALEXANDRINO. Coimbra: Coimbra. 8. SILVA E NETO... PAULO. – São Paulo: Saraiva. 5. 7.

1. Magna Carta de João sem Terra. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. documento que deu origem aos direitos fundamentais. 1. Os grandes códigos morais da humanidade 1.2. iguais e independentes. em 1690.4.2.1.2. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”. convém recorrer ao segundo.1. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem. Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE. arbitrário e sem leis. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.1. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder. 1. hoje. III. 1.3. publicado em 1603. desenfreado.3. Todo poder está atado às leis. que cessa apenas com a morte”. Não sendo. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”. na Mesopotâmia. 1.C.3. de 1215. tais como: devido processo legal. nem grego. não há escravo nem homem livre. publicado em 1651. preconiza o seguinte: “não há judeu. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres. 26.2. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. Epístola aos Gálatos.4. porém. imposto por volta de 1800 a. 1. aos direitos e à equidade”.. muitas vezes suficiente o primeiro. 1.1. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis.4. direitos fundamentais. o segundo dos animais. Por conseguinte. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. Do Estado absoluto 1. escrito em 1515. infinito. 1. previa regras que são considerados. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política. O Código de Hamurabi. Nenhum poder é absoluto. e por isso ninguém pode ser expulso de sua .1.

4..4. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos.3.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. De acordo com Montesquieu. inspirado nas cores da bandeira francesa. que tiveram origem com as revoluções burguesas. 1. em especial o direito ao desenvolvimento.4. 1.4.1. “para que não se possa abusar do poder é preciso que.4. “[. pela disposição das coisas. O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. de 1948.4. c) por fim. o Barão de Montesquieu. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. o poder freie o poder”.] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”.4.3. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”. conforto e paz umas com as outras.2.3. Sendo assim.. 1. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). e de maior proteção contra quem não faça parte dela”. A separação dos poderes 1. 1. sociais e culturais. fundamentados na liberdade (liberte). b) a segunda geração. BIBLIOGRAFIA: . O pensador Charles-Louis de Secondat.3. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. Vasak. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. por sua vez.3. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade.4. para viverem com segurança. e a teoria da separação orgânica dos poderes. 2.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. seria a dos direitos econômicos.3. à paz e ao meio ambiente. com a garantia de gozar de suas posses. Segundo George Marmelstein. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. baseados na igualdade (igualité).1.

2. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo.1.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. São Paulo: Atlas. 2010. Ed. Ed. 2011. 15. 6. 6ª. Direito Constitucional.. . Jorge.MARMELSTEIN. George. Coimbra: Coimbra. Curso de direitos fundamentais. PAULO. José Afonso da. Manual de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado.-LENZA. São Paulo: Malheiros. NOVELINO. Direito Constitucional descomplicado. 2009. 2009. Vicente. 2010. SILVA.MIRANDA. São Paulo: MÉTODO. Ed. – São Paulo: Saraiva. Alexandre. – São Paulo: Atlas. 2ª. 5. 1997. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Pedro. 7. ed. 3. 4. ALEXANDRINO.

2. caput).1. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador. 170) 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1. a partir daí nasce o ovo ou zigoto). impedindo-a de abrir mão deste direito”. 2.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. a qual atinge a própria pessoa envolvida. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide.4. Início da vida humana. a) direito a permanecer vivo.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. 3. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos.105/2005 (Lei da Biossegurança).2. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida. 2. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. Não se confunde com a irrenunciabilidade. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. com a fixação do zigoto no útero materno. ou seja. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. Direito à vida: dupla acepção. 2. 5°. ABORTO . art. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável).3. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.434/97. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. 2. b) direito a uma existência digna (CF. art.510) e a constitucionalidade da Lei 11. De acordo com a Lei 9.1.

o Código Civil (art.4°. Segundo George Marmelstein. 3. c) Posição dos Estados Unidos. adotada em 1791. 4. 128. 1973. b) Código Penal (art. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico.1.3.3. 3. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs.2. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. I e II). Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. a)Aplicação da Oitava Emenda.1. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967). No caso Roe vs. . c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. PENA DE MORTE 4. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. Pacto de San José da Costa Rica. Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. 4.2. Wade. De acordo com Marcelo Novelino. c. e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte. a) . Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte. e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias. 2°) foi influenciado pela tradição cristã.Posição do Brasil.1. 1992. art. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional.

MORAES. Manoel Jorge. 5. PAULO. Ed. Direito Constitucional. 2011. 2010. .105/2005). PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. – São Paulo: Atlas. 3. 4. São Paulo: MÉTODO. 4.-LENZA. Direito Constitucional esquematizado. – São Paulo: Saraiva. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). George. Direito Constitucional. Ed. 6. Direito Constitucional. espionagem. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Rio de Janeiro: Forense. 5. por exemplo: traição. ALEXANDRINO. ed. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. BIBLIOGRAFIA: 1. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional. deserção em presença do inimigo. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. 84) c) Código Penal Militar (art. 2009. EUTANÁSIA.3. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris.1. motim. 2010. art. 6. fuga em presença do inimigo. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel.MIRANDA. Jorge. Manual de Direito Constitucional.MARMELSTEIN. SILVA E NETO. covardia. 6ª. O Brasil e a aplicação da pena de morte. 2. Alexandre. São Paulo: Atlas. Pedro. Marcelo. NOVELINO. Direito Constitucional descomplicado. 5°. 7. rendição. 1997. 2009. 2ª. Marcelo. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. Curso de direitos fundamentais. 56) prevê a aplicação da pena de morte. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. – Rio de Janeiro: Forense. 15. revolta ou conspiração. São Paulo: MÉTODO.. Vicente. Coimbra: Coimbra.

8. que desrespeita o outro. 5°. segundo Marmelstein. que procura ajudar o semelhante. Discriminação negativa. aos menos favorecidos. 3.Discriminação positiva. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. que prejudica por preconceito.. 2.1. “[.1. 2. .. proporcionando. 3°. que retira vantagens sem motivos plausíveis. Para isso.IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2.1. de acordo com Marmelstein. 2009.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. SILVA.DIREITO À IGUALDADE 3. é necessário que o Estado atue positivamente. art.A igualdade formal (igualdade perante a lei. 1.2. c) fim constitucionalmente consagrado. prevista CRFB/1988 art. caput.] é a discriminação para o bem. b) justificativa racional.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. real ou fática).O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. José Afonso da. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1. civil ou jurídica). 3.] é a discriminação para o mal. 4.1.AÇÕES AFIRMATIVAS 4. prevista na CRFB/1988. 6°. é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.2.. São Paulo: Malheiros. “[.2. Curso de Direito Constitucional positivo.A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. igualdades reais de condições com os demais”.

em regra.2. Jorge.. art. BIBLIOGRAFIA: 1. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). Reserva de cargos (CRFB/88. §3°). Direito Constitucional esquematizado. Ed. 4.8. – São Paulo: Saraiva. art. São Paulo: MÉTODO. art. 2011. Direito Constitucional descomplicado. Manual de Direito Constitucional.. art. Vicente. II. 4. Ed. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.9. XLII). 4. 2010. Coimbra: Coimbra. II). econômica (classe social) ou física (deficiência). etnia) ou de uma hipossuficiência. 3. Rio de Janeiro: Forense. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88. George.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art.MIRANDA. 1997.3. art. PAULO. 7°. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. 7°. 4. Marcelo.7. art 40) 4.5.4. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. art. 150. Proibição ao racismo (CRFB/88.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência). 5. 2009. com caráter temporário. 2..“[. . ALEXANDRINO. 2ª.XXX. Critérios de admissão em concursos públicos (CF.-LENZA. XXX. art. art. 12. Súmula 683 do STF .6. 4. art. Marcelo. §5°).MORAES. – São Paulo: Atlas. Isonomia tributária (CRFB/88. 4. 6ª. São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. 5°. Ed. Direito Constitucional. 179). I . 37. Alexandre. 5°. 15. 2010. ed.MARMELSTEIN.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. da Constituição. 7°. XXX. 77. Direito Constitucional. 6. 4. Pedro. NOVELINO. 4. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88.

MIRANDA. Maior densidade ou conteúdo. BIBLIOGRAFIA: 1. 2.2. ed. Coimbra: Coimbra. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. Manoel Jorge.1. 8.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 2010. 2ª. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. 4. George. §1° do art. Jorge.2. Menor densidade ou conteúdo. Alexandre. 2.7. O Estado e o governo sub lege e per lege. 3.. 1. XIII. Ed. Curso de direitos fundamentais. José Afonso da. Direito Constitucional esquematizado. 1997. 173). – São Paulo: Atlas. 2009.LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. II). art. XIX e §3. I. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. Manual de Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 1. Pedro. Ed. SILVA. 5°. . Exemplos de reserva legal. Direito Constitucional. 37.MORAES.-LENZA. 2011. 2009. Menor abrangência. Maior abrangência.MARMELSTEIN. Direito Constitucional.1. ou atos com força de lei. art. XVIII. 2009. ou atos expedidos nos limites destes. ato com força de lei. Rio de Janeiro: Lumen Juris. A autonomia de vontade. SILVA E NETO. 15. São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. 5°. Curso de Direito Constitucional positivo. 2. Exige lei formal.

SILVA. 2. ALEXANDRINO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. Ed. Direito Constitucional. 1. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino. São Paulo: MÉTODO. Manoel Jorge.4.3. Rio de Janeiro: Forense. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. LXI. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo. 1. 7. Marcelo.5.1. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. que serve como limite ao seu exercício”. 6ª..2. “. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. 2009.1. 1.1. 5°. desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. mas sim a ideia de responsabilidade. 2009. 8. São Paulo: MÉTODO. Limites à autonomia de vontade. 2010.. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais). XV.1. – Rio de Janeiro: Forense. 1. Direito Constitucional descomplicado. “.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. SILVA E NETO. 6.. São Paulo: Malheiros. a noção de liberdade não deve ser associada. arbitrariedade.1. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO. Direito Constitucional. Vicente..1. 1. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. José Afonso da. LXVIII) . PAULO. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.

IX) 2. 5°.5. Rel. “. Fundamentação da ordem de prisão (CF. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.3.2. 3. . O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14. art. 5°. Reserva constitucional da jurisdição 2. art. 5°. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF.12. No mesmo sentido: STF – RE 349. LXV. p/ o acordão Min.2. rel. CPC. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor.2. Lei 10. V). §3°. garantia constitucional. art. julgamento em 03. Ellen Gracie (18. b) Depositário infiel (CF. c) regulamentações dos poderes públicos.1. 5°.5.343/SP. ter acesso amplo aos elementos de prova que. Ele quer expressá-las e. 3. 2. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. LXII. §3°. Decreto-Lei 9. 5°. CP. 5°. 93. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”. O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83. 142.11. §1° e 3°). b) penas restritivas de liberdade. 2.2. Prisão (CF. LXVI. por essa razão. §2°. IV) De acordo com Marcelo Novelino. 652).1.11. 2. Prisão civil por dívida (CF. 2.703. 227. art. convencer os outros de suas ideias”. não estando. art. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária.2. art.4.2008. LXIV. Transgressões e crimes militares (CF.. art.2. Cezar Peluso (22. I.6. Min.2006). art.2. 171. Gilmar Mendes. no interesse do representado.11/69. LXVIII).2003: “O privilégio contra a auto-incriminação.096. art.. §2°) 2. art. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio.1. rel. 406/2002. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. 733. Min.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466. digam respeito ao exercício do direito de defesa). LXIII. não raro. LXI.2.

V. 4. apresentado por Marmelstein. no ano de 1948 (RT 244/629). art. deve começar pela identificação. o STF. precisamente.] para o STF. De acordo com Otávio Piva. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”.957. Min. Inq. art. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88. usando como fundamento o art. eles próprios. “[. delação anônima e ou do escrito apócrito).05. X Segundo Otávio Piva.2002. 220). DJ 11. de 1916”. b) STF.10. 3.. julgamento em 11. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos. 4.. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. no inciso IV do art. “[. V. art. Pensamento de Stuart Mill. por exemplo)”. Rel. Celso de Mello.2. formalmente.2002.2. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado.369.11.1.. . DJ 16.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. 1. 1537 do Código Civil Brasileiro. XIV.2005.10.. 5° da Constituição da República.1. só por si. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. 5°.2005 ( a questão do disque-denúncia. ou. voto do Min.1. sobre o importância da liberdade de expressão. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada.Dano moral e material (CF. Celso de Mello. 3. 5°. quando constituírem. De acordo com Otávio Piva. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. ainda. desde que isoladamente considerados. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar.1. “..3. a imediata instauração da persecutio criminis. ao processo. IX. julgamento em 10. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). IV.. honora. Se isso não ocorre.

A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. Conceito . Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. §§2° e 3°). Rel. manifestações artísticas. Califórnia (1973). admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional.4. VII).2.4. a liberdade de expressão tem b. 5. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”. pinturas. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. nos EUA expressão muito abrangente. 4. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”. 5°. qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. VI. 5. A livre expressão e manifestação de idéias. no caso Texas vs.1. 4.1. cartazes.3. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento. sátira.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. escritos. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído.Direito comparado. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. desenhos. o silêncio). a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. art. a b)De acordo com Marmelstein.1. 220. em 1989.5. assim como a pura publicidade econômica. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. desenhos. Caso Miller vs.1. a)Segundo Marmelstein. Liberdade de consciência 5. pelo Estado. 4.

. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. 5°. art.. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. cantos sagrados.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). VI. procissões. “. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. ADI 2076/DFm rel. I. E para Habermas.). Carlos Velloso. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.1.1. Constituição Federal de 1988 (art. desde que observados certos limites. oferendas e donativos”. Liberdade de culto 5.Segundo Marcelo Novelino.4.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. 5.. é uma das formas de expressão da liberdade de crença. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. “. podendo ser exercida em locais ao público.1. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”.4. art. 5. b). 5. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). 5. 15.4. Conceito Para Pontes de Miranda. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. j. 150. Segundo Marcelo Novelino.1.2.2. 6.2. “[. IV) 6.. 5.4. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão.3. (Ranier Forst). “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. adorações. Min. independentes de qualquer aspecto religioso”. 15/8/2002).. Na visão de Marcelo Novelino. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”.3.. 19. VIII.. ou em templos. “.3.. súplicas. Liberdade de crença 5. 5.

6.3. em tempo de paz. b) Paciente inconsciente ou incapaz.982/2000).3. Feriados religiosos (Seção II. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). 5°. b) formal.4.3. nas palavras de Otávio Piva. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos. liberdade religiosa. §2°.2. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. o qual permite que. Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9.239/1991). violaria as leis de Deus”.3.3.3. XV. 7..239/91. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. filantrópico ou mesmo produtivo. 6. X.XVII a XXI). 7. XI. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.De acordo com a Lei n° 8. plaquetas e plasma -.. assistencial. 6. “. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. 03/07/2008). Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente. 6. 6. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino.3.. 218. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório.2.3.. §1°). “[. 6. 3°. Posição dos Tribunais 6.1.5. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.3. cuja aceitação.7.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.3. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra.9. c) Manifestação antecipada da vontade. da Lei Maior). do Capítulo III. de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão.2. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs.8. Diferença entre reunião e associação 7. art. Título VIII. Código de Ética Médica 6. 6. por escrito. .8. após alistados.6.1. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art. 6. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material.

3.. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade.3. Rio de Janeiro: Forense. Coimbra: Coimbra. Alexandre. (substituição processual). 8. 5°. PAULO. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF.1. 8. Manual de Direito Constitucional. Direito à associação (CF. De acordo com Otávio Pita. 93. art. 5°. 2010. XIII). c) admissão à profissão.4. 8. a XXI).2. – São Paulo: Atlas. 22. Direito Constitucional descomplicado. George. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. 8. NOVELINO. 4.MARMELSTEIN. XIII).MORAES. 8. Marcelo. art. 15.MIRANDA. São Paulo: MÉTODO. art. Ed. 1°. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. 6ª.4. Curso de direitos fundamentais. 1997.4. Marcelo. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. ed. 7.2. x e XI) 7. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. Direito Constitucional.4. b) exercício da profissão. Declaração Universal dos Direitos do Homem. XVIII. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. Representação processual vs. 8. CF. XVII. art. Pedro. – São Paulo: Saraiva. LXX . 2ª. de 1948. Jorge. XVI). Direito Constitucional esquematizado. Ed. 5°. Vicente. art. e art. São Paulo: Atlas.-LENZA. art. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. Direito Constitucional. Legitimação extraordinária. IV. Ed. 5. 3. Competência para legislar (CF. 2. 2011. 6. à livre escolha do emprego.1.7. 5°. art.1. 129. 2010. §3°) BIBLIOGRAFIA: 1. XV.4. . a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. 8. I.

DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. 2009. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. . 2. SILVA. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. José Afonso da. a “Constituição protege a privacidade (gênero).2. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). Manoel Jorge. 2. 8. valores. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009.7. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. da vida privada. DA VIDA PRIVADA. SILVA E NETO. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. Imagem Segundo Marcelo Novelino.1. Art. 5°. 5°. X). Curso de Direito Constitucional positivo. salvo em hipóteses nas quais outros bens. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. X) 2. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. garantindo a inviolabilidade da intimidade.

eixo em torno do qual gira o direito à informação[.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação.4. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública.1. sendo cercadas.445. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico . abrange: a) qualquer compartimento habitado. 2. privada e íntima”. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal.]”. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima). 3. 3. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. casas de pousada. muradas. 5°.4.. gradeadas.4. c) dependências de casas. Posição do STF (RE 251. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões..Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. Min. abrem mão de uma parcela de sua privacidade.3.2. ii) forma adequada de transmissão.3. 3. o conceito de casa. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. XI) 3. hotéis.Com consentimento do morador 3. Rel.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. art.2.

4. 240. telegramas. ainda que inciado durante o dia. 5. ou seja.4. é “toda comunicação escrita ou verbal.1. no caso de haver conflito entre os moradores. Habitação familiar e consentimento para ingresso. 151 CP. Ministro Carlos Velloso) . 136. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. 4.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. mas os demais instrumentos de comunicação”. 4. 4. abrangendo não só a carta. § 1°. III). rel. 5°. desde que autorizada pela destinatário.3. I.5. radiotelefonia. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs. 5°. mas apenas a sua comunicação. 5. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art.2.Os dados em si não estariam protegidos. §1°). 3. b) estado de sítio (CF. Posição do STF (RE 219.Segundo Otávio Piva. art. XII. b). art. Art.3. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. dados informatizados. art. 5°. radiotelegrafia e outros. o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. após o anoitecer. 139. 5°. portanto) não é absoluto. Quanto às cartas confidenciais. 4. por cartas.780/PE. telefone.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. Cumprimento de uma decisão judicial. art.O princípio da máxima efetividade (CF. através do espaço. explica que será necessária a dupla autorização. do destinatário e do remetente”. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5.b) Critério horário 3. 5. pois deve ceder diante dos interesses público.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP. Inviolabilidade à privacidade (CF. XII) 4. ainda quando armazenados em computador”.3.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. social . X).1. também poderão usá-la como prova em juízo.3.1.2.4.

296/96. com o consentimento de um dos interlocutores. §3°). art. 6. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”.. c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. e)por determinação do Ministério Público. 5°). declarações do Imposto de Renda. 4°).para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art.. . 5°. 9. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. 3°). b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. De acordo com Alexandre de Moraes. telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. registro de ligações e arquivos de computadores (CF.Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências). “[. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais.. Lei n. 3°. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino. a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro. d) Nas palavras de Flávio Piva. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [.. Pode ser telefônica. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art. 5°.]”.. b) Advogacia-Geral da União .1.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”. DE 6. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS. Nos termos do art.2.2. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. fiscais.3.Gravação clandestina. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público. X e XII)”. 6.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. c) quebra de sigilo de dados bancários. 5. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). não autorizado pelo titular.

A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art. LVI) 6. Segundo Marcelo Alexandrino. da Lei n° 9. Natureza cautelar da interceptação telefônica). I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 6.3. 2 °.6.4. “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5°. em tais prorrogações. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. não havendo. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art.3.296/96 Art. Direito à privacidade (CF. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção.6.3.3. 2°. 5°. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). 3°. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. mesmo que por sucessivas vezes. caput.296/1996”.5. da Lei 9. X. 6. II 6.296/96). nenhuma ofensa ao art. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal . “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que.3.1. punível com reclusão. é possível a prorrogação desse prazo. art.

b) decisão fundamentada. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida. Em verdade. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. a quebra do sigilo telefônico dos investigados. podendo o processo ter seu curso continuado. isto é. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”. LVI) Segundo Alexandre de Moraes. §3°). a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial.Vedação à prova ilícita (CF. as Comissões Parlamentares de Inquérito. a) Posição do STF (MS 23448. necessariamente. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita.6. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa. Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Porém.3. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI.1999) Na linha do STF. o processo.07. podem determinar.3. 5°.3. todas as provas decorrentes são também ilícitas. diretamente.3. 6. É a aplicação. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria.3. 01. . se existem nele outras provas ilícitas e autônomas.2.5. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas. art. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. entre nós. 6.4. art. 58. Legítima defesa e gravação clandestina 6. o termo prova ilícita é o gênero.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6.3. Sydney Sanches. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público.Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. com base nas provas lícitas nele presentes”.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. Rel. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”. Tribunal Pleno.

Coimbra: Coimbra. 2010. ALEXANDRINO.MIRANDA. 2009. com a autorização de um dos interlocutores. Ed. PAULO. Direito Constitucional. Ed. São Paulo: Malheiros. 4.MORAES. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: MÉTODO. 15. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo.-LENZA. 6ª. 2ª. feita por um dos interlocutores. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio.MARMELSTEIN. (CF. 2011. Jorge. SILVA E NETO. 5°. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. Marcelo. .“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. SILVA. Manual de Direito Constitucional. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. 3. ed. Pedro. por constituir “interrogatório” sub-reptício. Direito Constitucional.. desde que haja conexão entre os delitos. desde que para ser utilizada em legítima defesa. São Paulo: Atlas. NOVELINO. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. 6. art. George. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. sem o consentimento do outro. 5. Direito Constitucional descomplicado. Alexandre. 8. – Rio de Janeiro: Forense. 2010. 2009. Ed. 7. 1997. 2. X e XII). Manoel Jorge. São Paulo: MÉTODO. BIBLIOGRAFIA: 1. – São Paulo: Atlas.

Da função social da propriedade (CF. art.1.2. 1.2. 184) 1. jus abutendi) . Descumprimento da função social da propriedade urbana (art. 222.1. 1.3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1. 1.1.2.Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi. art. art. art. 5°. 170. “caput”. 1.2. 1. II e III. 5°.1. entre outros). 182.2. XXII. 170.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 178. 177. Função social da propriedade urbana (CF. inciso XXII. §4°).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 176.Do regime jurídico. art. 182. 186. art. art. jus fruendi.2. III). art. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. art.1.2. §2°). art. §1°. Função social da propriedade rural (CF. art. 1. 186). art. “caput”.

Aplicação do art.. Decreto-lei n° 7. Lei 6. em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade. observados. em face de comoção interna. III) b. em situação de perigo público iminente. b. catástrofes etc.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra).1. 5°. 22.1. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. a significar que. 1. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. XXV e o caráter exclusivo da propriedade. se houver dano”. em tempo de paz.3.2. para esse efeito. art. em tempo de paz.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública. saúde e os bens da coletividade. rel. b. -a) Posição do STF – ADI (MC) 2.3. como instrumento de intervenção no domínio econômico). Aplicação do art. art. art. XXIV.2. Competência para legislar (CF.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição).1. o Estado utiliza bens móveis.3. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. eis que. XXII e o caráter absoluto da propriedade. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. XXII). 5°. Decreto-lei 2/1966 (Requisição.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.4.. .2. sobre ele. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. incêndio.3. art. art. art. pesa grave hipoteca social.213/DF. Decreto-lei n° 4. 5°. contudo. 5°. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional.5.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. 183. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). “é o instrumento estatal mediante o qual. 243. 1. os limites. Ministro Celso de Mello: “[. 5°. Aplicação do art.3. conflito armado etc. b. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2. Lei Delegada 4/1962 (Requisição. 2. XXV) 2. b.1.3.

Competência legislativa (CF. art. XXIV) 3. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.4.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.4. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. 184. 3. II. 22. d) caracteriza-se pela transitoriedade […]. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […]. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3.6..3. imóveis e serviços […].1. DESAPROPRIAÇÃO (CF. é ulterior [. nos casos de necessidade pública.1.2. utilidade pública ou interesse social”.5.4. utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. 5°.Forma de aquisição originária 3.]”.. art. §3°).Características 2. e) a indenização somente devida se houver dano. Necessidade pública.2. 3. a. 3.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública. art. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização .Pressupostos constitucionais 3. c) incide sobre bens móveis.1.5.

b. XXIV. A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”. 191) 4.1.365/41) b. 191. USUCAPIÃO 4. 4. art.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade. Lei 10. 4. Decreto 3. 183) 4. 5°. parágrafo único) 3. 3. 6. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade.365/1941) b. A requisição decorre de necessidade transitória.b) extraordinária. A desapropriação supõe necessidade corrente. art. art. art. art. na falta deste. art. Interesse social (CF. 5°. depende de acordo ou. de Mello: “1. art. 3.2. Necessidade pública (CF.3.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF. usual. a bens ou serviços.A prévia e justa indenização. art. §3°. para se efetivar. A desapropriação. Utilidade pública (CF. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…).Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. de procedimento judicial.Confisco (CF. 5. A requisição preordena-se ao uso dela. Usucapião de imóvel rural (CF. . Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. em geral. parágrafo único) 5.132/62). A requisição é autoexecutória. (art. 2. XXVI) 5.2. II. 183. 5°. art. A requisição supõe. A requisição.7. 184 e LC 76/1993).3. art.1. §4°.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B.6. XXIV.527/2001). necessidade pública permanente. art. compulsiva. Lei n° 4. 243. 182 . XXIV. 3. 5°. A desapropriação refere-se apenas a bens.1. Usucapião de imóvel urbano (CF. Decreto n° 3.8. (CF. 153.

“é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade.DIREITO À HERANÇA (CF.Sucessão testamentária (art. Morte do de cujus (art. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. art.]”. XXX. XXXI.829do CC). 5°. XXIX e a Lei n° 9. revestido da solenidade requerida por lei[. é indivisível até a partilha. 150. 5°. 1.. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento. art. 7. isto é. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança.1. . 7. art. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.788 e art. 5°. 155. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. 1. I) 7. a terra poderá ser penhorada”.610/98). 1.2.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. 5. De acordo com Otávio Piva.Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva.como marcas e patentes – (CF.1. Todavia.2. IV. 6. a exemplo. A herança é uma universalidade. art. 1. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.279/96).3..857 do CC). b) propriedade industrial . deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. art. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. Momento Lugar Inventariante 7.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. é um condomínio forçado”.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido.

MORAES. 3. Curso de direitos fundamentais. 2009. 7. 6. 15. – São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. Marcelo.MARMELSTEIN.. Jorge. NOVELINO. Manoel Jorge. ALEXANDRINO. ed. – São Paulo: Saraiva. Pedro. 1997. Ed. 2009. Direito Constitucional. . II do Código de Processo Civil) 8.7. Ed. 5°. 10.MIRANDA. Marcelo. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art.-LENZA. 89. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. 2010. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. 4. 5. São Paulo: Malheiros. 2ª. Alexandre. Manual de Direito Constitucional. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF. 2. Direito Constitucional. PAULO. – Rio de Janeiro: Forense. 8. art. José Afonso da. Direito Constitucional. 2009. SILVA E NETO. XXXI. 2010. Direito Constitucional esquematizado. 6ª. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. Rio de Janeiro: Forense. George. art. SILVA.4. Vicente.

“é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO. XXXVI. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF.. ser mais suprimido”. segundo George Marmelstein. Moreira Alves. 5°. art. De acordo Marcelo Alexandrino.]que se aperfeiçoou.] o disposto no art. Direito adquirido e coisa julgada . direito adquirido é direito [.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. 3. a. XXXVI) 3... ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. 25/6/2002: “[. rel.2. ADI 493/DF. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. não podendo. a partir daí. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. j.. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.1. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. 5°.

] a garantia da irretroatividade da lei. alega que Maria Coeli Simões Pires. ou seja. 5°. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto.5. (Observar a súmula 654) a. e ressalvada. a. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”. “é aquele ato que já se consumou.4. o STF “[. Segundo Otávio Piva. art. ou revogá-los.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema. rel.1. XXXVI do art. Crítica ao art. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei.3. Min.. art.6°. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”..] o princípio insculpido no inc. j. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. 6°.. respeitados os direitos adquiridos.. da Constituição da República.2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. XXXVI. 6°. §1°. estando apto a produzir seus efeitos (p.a. a. MIn. por motivo de conveniência ou oportunidade. De acordo com a LICC. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . §3°) c. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”.Súmula 473. paradoxalmente. porque deles não se originam direitos.ex. c) COISA JULGADA..11. sob pena de. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido. Entretanto. STF – Al (AgR) 703. RE 184099/DF. segundo George Marmelstein. rel. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”. em todos os casos. o ato jurídico perfeito é aquele “[. 10/12/1996: “[.865/PR. prevista no art. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. segundo George Marmelstein. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. §3° da LICC.. b) ATO JURÍDICO PERFEITO... Octávio Gallotti. Ellen Gracie (24. a apreciação judicial”. pelo Estado.2. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos.

5. terceira turma.. Cláusula pétrea e aplicação do art. 5°.. Coisa julgada formal. Segundo Antônio Jeová Santos. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos).1. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003.] A garantia. segundo Marcelo Novelino. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. em nome da coerência com a situação atual em que se vive. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade. 6° da Lei de Introdução do Código Civil. sob à luz do STF): “[.. 3. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”. .4. superada a definição do art. e não a denominada coisa julgada administrativa”. Carlos Alberto Menezes Direito. como conceitua o §3° do art.“[..] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. refere-se à coisa julgada material. Posição do STF na ADI 3105/DF 5. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. Resp 107..2. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução. Direito adquirido. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ . 5°.] a coisa julgada a que se refere o art. hoje... Rel. 467)”. Ficou. c. A aplicação do art. de adaptação dos costumes e comportamentos. a decisão judicial de que já não caiba recurso.] produz apenas efeitos endoprocessuais. da Carta Magna é. 3. § 3°. pois. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. da Lei de Introdução do Código Civil. 6°. que torna imutável e indiscutível a sentença. “[.3. 5°. “[. DJ 29/06/98. aqui.248/GO. não pode. julgado em 07/05/98.. não à coisa julgada formal. Prevalece. c. Aplicação do art. XXXVI 4. 4. 5°. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. XXXVI. XXXVI e a proibição de leis retroativas.

dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. 217. [.] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário.. rel. 6. art. 6. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos).. ou seja.. parágrafo único. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[.. repita-se.3. 8°. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. mais grave.. de maneira indiscriminada. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.1. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo.]”. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.] isso não autoriza. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva. DJU 19/09/91: .Jurisdição única ( sistema judiciário.2. Não haveria sentido..Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.6. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891.]”. sem decisão. b) Posição do STF (HD 22. [.. sem decisão. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. Min. por exemplo. sistema inglês.Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva. 6. §1°) De acordo com Otávio Piva. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”. o que são realidades totalmente distintas[. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.507/97.. [.4.]”.. art.. Essa providência. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. 6.. Celso de Mello.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa.. sob a qual a Administração sequer demonstrou. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. foi pacificamente banida do sistema brasileiro. em nenhum caso.

A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. art. CF. e ex post facto. 2. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. segundo Otávio Piva “[. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. DJ 22. art. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. dentre outras condições de admissibilidade. “a”.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. Contra omissão ou ato da administração pública.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”. para o julgamento de um caso específico. 52. art. 5.11.5. 5°. XXXVII.. inciso XXXVII e LII. 103-A) a)Lei n/ 11. I. há carência de ação constitucional do habeas data”. art. o art.“[.7. 6. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino.. Ausente o interesse legitimador da ação. ou da omissão em atendê-lo. rel.. 7. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. Possibilidade de um reexame integral da sentença. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo. 2. 6.] o acesso ao habeas data pressupõe. isto é. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida. . “[.2002. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data. a existência do interesse de agir.785/RJ. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1. ou seja. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. Sepúlveda Pertence. I.417/06 estabelece no art. por arbitrariedade ou casuísmo. 102. Obsta que. §1°. torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. ou seja. CF.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1... criadas depois do caso que será julgado). b) Posição proferida pelo STF (RHC 79.6.Súmula vinculante (CF.. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”.

Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos.. Nas palavras de Otávio Piva. b. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”. 8. além disso. Necessidade ou exigibilidade “[. “[.]”. justa. ou seja.2. “[... a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. Adequação (idoneidade ou pertinência).]”.] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão.1.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e.....2. representa uma exigência de fair trial. art.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. .3... LIV) 8.b) plano material (substantive due process of law) 8. que preconizava o seguinte: “[.1. ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei.. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. leal. ou exilado. enfim.8. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”. 5°. ou de qualquer modo molestado.]”.. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos. porém menos gravosa[.. Proporcionalidade em sentido estrito”[.. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.. b.1.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215.. o STF considera. no sentido de garantir a participação equânime. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.

De acordo com Marcelo Alexandrino. Rel. Min. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. LVII.059. XXXVII.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos.caput. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. Tribunal do Júri e o princípio democrático . julgamento em 07.05. no feito.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva. 9. senão em virtude de julgamento de seus pares.3.. a todo ato produzido pela acusação.2. XXXVIII) 10. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. o contraditório.. “[. a igualdade das partes no processo. caberá igual direito de defesa de opor-se. costumes e liberdades. Celso de Mello. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). tais como: arts.]”. oral ou escrita. segundo as leis do país”. o direito de acusação com o direito de defesa [.2. ADI 2. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. O contraditório assegura. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. RE 434. pois equipara.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo..c) Posição do STF.1. 8.. LX. 5. 5°. para efeito de sua validade material. LXI.667/DF. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo..2008 (Informativo 505).. 9. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). “[.. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9. 9. 10. Gilmar Mendes.. LXI. b) direito de manifestação. também. administrativo ou judicial. significando que. de apresentar suas contrarazões. preso ou despojado de seus bens. 10.LVI.1. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. LXXVII..JÚRI POPULAR (art.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. direito à proporcionalidade. Posição do STF. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. para evitar sua auto-incriminação”.. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. LV.2. “[. Rel.]”.. XXXV.

Min. que é o seu Presidente.. espelho fiel da soberania do colegiado.1. .9. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. instigação ou auxílio ao suicídio. 11. 11. 11.689/08): 26 juízes (um togado.2. SOBRE A PRISÃO 11. a e 102. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível. 10. 96.4. Aplicação do art. Sigilo das votações (art. simples. 5°. em especial a ausência de garantias aos jurados. embora o julgamento transcorra em público”. 5°. “[. Composição do Tribunal do Júri (Lei n.617-2. 5°. I. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10. “c”) De acordo com o STF (HC 71. Francisco Resek. arts. VIII. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. qualificado ou privilegiado. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art. 302 do CPP. 5°.3. 93. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. b) Induzimento. c) Aborto. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. XXXVIII. I. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. 29. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci. 10. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa. Soberania dos veredictos (art. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. XXXVIII. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. b e c). Aplicação do art.8. e 25 jurados) 10. XXXVIII.6. rel. Para tanto. 5°.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. acima. LX.5. 108. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva.7. Capítulo I) a) Homicídio doloso. 5°. d) Infanticídio. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”.10. III. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. o dispositivo. Título I.. 10. Plenitude de defesa (art.

II) 11. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva. perante o depositante ou perante qualquer juízo. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art. 330 da CPP). a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. que. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. que. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva.. contudo. Concessão permitida da liberdade provisória. 335 do CPP).1.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão.Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art. Depositário infiel. art. 69 da Lei n° 9. a fiança “é a prestação real (dinheiro. d) Valor da fiança (CPP. pedras..1.099/95) b. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. prestada à autoridade policial ou judiciária. habitação.2. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF. comprometendo-se.2. . pelo Brasil. estadual ou municipal. assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b.5. arts. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade. [. Aplicação do art. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. pelo preso ou alguém por ele (art.2. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art. 5°. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -. títulos da dívida pública federal. segundo Otávio Piva. objeto ou metais preciosos. 136. nos casos de flagrante delito.]”. Prisão. hipoteca – art. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. instrução. §3°.034/95) b. 5°. 11) e Decreto 678/92.” 11. tais como alimentação. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite.] entende-se a pessoa que assume.1. 325 e 326) 11. segundo Otávio Piva.3.. Ratificação. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. b. atendendo às necessidades da vida.4. 7° da Lei n° 9..

apenas.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República.6. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças.. uma infração administrativa. art. pois.2. HC. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 40 da Lei 8. para STJ. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF.2.imunidades constitucionais (CF.4. Na posição do STF. 53. permitindo plena atuação do parlamentar.6.503.625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público). 5°.]é aquele patente. 33 da Lei Complementar 35/70). “[. c. Rel. §2). nem autoriza o trancamento da ação penal. podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”.] Descumprimento do inciso LXII do art. 592/92. RHC 10.7. §3°).. art. “[.. a. LXII).2. a) Flagrante delito a.. art. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria. Flagrante delito de Juízes (art. a. Com esse sentido. LXI). a. a. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF. 11. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[. 68. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF.2. Gilson Dipp. Rel. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”. Posição do Supremo Tribunal Federal. segundo a Corte. a. RE 466/SP e 349. a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva. Célio Borja.3.220. tratar-se-ia de. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. Min. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF. 29 e 37). não importa nulidade da prisão.5.703/RS e HC 87. Flagrante delito de parlamentares . Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. . Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts. a. a. 86.. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal.3. 5°. art. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n. 5°. arts. Min.c. 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva.585. não importando ela ser tentada ou consumada”..7.1.

julgamento em 30.. 5°. do CPP e do art. HC 79.. . a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. Min.] o direito de permanecer em silêncio. julgamento 17. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. na CPI. b) dever de responder às indagações..1.]”. contra si mesmo.257. art. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. de indiciado ou de réu. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato.. decorre o direito do acusado negar. c) dever de dizer a verdade. e) direito de não responder se. Min. Celso de Mello.. Rel. Direito ao silêncio (CF. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[..812.. de algum modo. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”..035/DF. na condição de testemunha. XLVI e XLVII.]”. HC 80. art. Rel.1997.8. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. sob pena de nulidade Na posição do STF.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que.XLV.. Moreira Alves. assevera que [. 5°. Sepúlveda Pertence.2001. a prática de determinado delito[. Celso de Mello. APLICAÇÃO DO ART. mesmo que falsamente.06. LXIII da CF/88. HC 73. b) Direito de mentir De acordo com STF.10.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que.11. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF. XLV. c.. 5°.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante. 5°. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva.. Rel. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. o depoente.]”. III. 75.949. Min.. perante a autoridade judicial[.. [.. XLVIII) 12. 5°. [. HC. Rel. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. Min. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado. 12. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade.

b. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”. arts..]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido.11.. §11).3.343/06.]”.. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. 62. 16. RE 154. 91. na Casa do Albergado). RE 212. “[. APLICAÇÃO DO ART. d) regime disciplinado diferenciado .] sanção penal de caráter aflitivo. XLVI.. §1°. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e.. durante o repouso noturno. 5°. STF. segundo Fernando Capez: “[..429/92 – Lei de improbidade administrativa). STF. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. APLICAÇÃO DO ART. Rel.]”. 12. em execução de uma sentença. 5°. 82. causem padecimento desnecessário[. por si mesmas. 87.1. industrial ou similar).5°. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. APLICAÇÃO DO ART. art. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola.2001 (Informativo 252). XLVII.134. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária). Marco Aurélio.. 63.198/RS. Aplicação da pena de banimento (CF/69. 16. 52. Rel. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”. imposta pelo Estado..1998 (Informativo 136). 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas). c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente. Sydney Sanches. 12.12. a) Conceito de pena.. XLVIII Nas palavras de Otávio Piva. cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[.§4°) 12.4. 153.2. ao culpado pela prática de uma infração penal.1. De acordo com o arts. b) Sanções de natureza pecuniária..2. art.] no Estado Democrático de Direito brasileiro. “[.

levando em consideração a visão de Fernando Capez.3. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7.] a) no momento da instrução processual. arts. APLICAÇÃO DO ART. b)no momento de avaliação da prova. como paradigma de tratamento do imputado.(cumprimento da pena na penitenciária). Nas palavras de Otávio Piva. como paradigma de tratamento do imputado. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.. c) no curso do processo penal. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art. 5°. b)no momento de avaliação da prova. c) no curso do processo penal. b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. levando em consideração a visão de Fernando Capez. 41.. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[.. como princípio informador da própria ação”. 45. 89).] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. Aplicação do art. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. ainda. e) especial (estabelecimentos próprios às condições). ou seja. 88 da LEP. 38 do CP..5. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[. vigora desde o início do processo. 5°. como presunção legal relativa de não-culpabilidade.]a) no momento da instrução processual.2. 12.1. invertendo-se o ônus da prova. .6. 13. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva. XLIX c/c art. 5°. assim: “[. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. 13. 12.210/84.. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”.. invertendo-se o ônus da prova. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. APLICAÇÃO DO ART.

1. Nas palavras de Otávio Piva.. XLI. XXX) 14. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta. entre outras”... segundo Otávio Piva. ou seja. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art. a. [.” 14. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa.2. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes.] são aquelas que vigoram durante situações de emergência. Relativamente ao campo material da incidência. sendo o caso. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art.. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis.2. 5°. 5°. De acordo com Otávio Piva. de atipicidade”. b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. Aplicação do art. o dispositivo é norma de eficácia limitada. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas)..] é o estabelecimento de diferenças. estado de sítio. a) Quanto à eficácia. 5°.14. portanto. tais como guerra. 305 do CP – supressão de documento -. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. estado de defesa. 15. 16. b) Vedação do emprego da analogia.1. Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas). [. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. [. a. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art.. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade. a Constituição está a proibir discriminações . trazendo a descrição minuciosa do fato punível.. [. segundo Otávio Piva.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. a segregação entre pessoas. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa..] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. pode gerar a norma penal. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva.

HC 82. CP.343/06 ).. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. De acordo com Otávio Piva. porém.6.conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça. VIII. . ANISTIA E INDULTO .4.072/90) a. a. GRAÇA. político.2. 18. entre outros”. a) Posição do STF.5. XLII c/c LEI 7. Não estão superadas.3. religioso. art.. degradante. APLICAÇÃO DO ART. angústia ou dor. intuito personae. XLIII.. 11. art. art.de quaisquer ordens. de promover o esquecimento de infrações penais. 21. a. a) Conceitos. retroativo. 11.. etc). Tortura (Lei n. 8. art. XII e LEP. a. 107. Entorpecentes (Lei n. ideológico.] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. com o objetivo concedida coletivamente. CF. racial.1. XII. Crimes hediondos (Lei n.] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. 9555/97). 84. 17. tanto físico quanto moral [. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado.. art. desumano.072/90 c/c art. aspectos étnicos. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’. APLICAÇÃO DO ART. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. Tráfico de entorpecentes (Lei n. enquanto fenômeno social e histórico complexo. CF. quais sejam. 84. são “[.. XVII e art. 5°. CF. 8. 48. a. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva. nacionalidade. religião. desmedido.716/89. 188.” a. 33 da Lei n.]”.424/RS. é a “[. 5°. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança.343/06) De acordo com Otávio Piva.

que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. 5°. Não afasta a reincidência. 20. podendo ser parcial. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória.. Contudo. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. julgá-la ou par cumprir a pena”. Não afasta a reincidência. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. Deve ser requerida pelo condenado. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade.]até o momento. com intuito de processá-la. por meio de Decreto. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. Conceito De acordo com Otávio Piva. b) Legislação ordinária: Lei n. Segundo Otávio Piva. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita.. 20. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. por meio de Decreto. é “[. podendo ser parcial.Somente extingue a punibilidade. por meio de lei.3. Provocada pelo Poder Público. Exclui o próprio crime.. contra a ordem constitucional”. Competência do Presidente da República. XV. 22. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. secundários. Disciplina legal a) Competência: CF..APLICAÇÃO DO 5°. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo.] ato da conveniência do Poder Executivo. ou em compromisso de reciprocidade. APLICAÇÃO DO ART. 6. 19. XLIV. 19.1.815/80. de caráter constitutivo. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. a entrega do súdito reclamado”. não existe [.2. com fundamento em tratado internacional. por meio de Decreto.1.4. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. art. civis ou militares. essa possui natureza de ação especial. 20. 20. . LI 20. Competência do Presidente da República.

não é conferida a naturalização brasileira. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. ao Governo do Brasil. celebrado em Porto Seguro/BA. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.c) Decreto n. o STF “[. . mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados). 6. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. Aplicação do CF. residência permanente no Brasil. Tratado de Amizade (Decreto 3.. o art..5. pelo Estado brasileiro. independentemente do momento que o crime foi cometido. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva. que são aquelas requeridas. 20. em 22.6. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil. Pressupostos gerais. gozo da nacionalidade brasileira”.1.04. 20. nos termos do art..1. aos governos estrangeiros. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas. a. 80 da Lei n. 18 do Decreto n. proferida por Juiz ou autoridade competente[. mas um Certificado de Igualdade que. 3. que tem capacidade civil.815/80 preconiza que a “[. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas.. 2.]”. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”. 86. De acordo com Otávio Piva.2000.] extradição será requerida por via diplomática ou. nesse caso.. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil.. III. “g”). 2. art.7. §1°. “[. por Estados estrangeiros (CF. Requisitos necessários: “I. 20...] aos portugueses. Exclusivamente para Portugal. os quais poderão ser reivindicados”. a. segundo a lei brasileira. a. 102. diretamente. 12. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins.2.1. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas. a. b) De acordo com Marcelo Alexandrino.1.715/88.927/2001”. diretamente de Governo a Governo. II. art. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.927/01).1.3. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva.

7.. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. Ao estrangeiro que. 1. além de haver qualificado o terrorismo. Aplicação do art. 4 °. a ordem política ou social. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva. “[. segundo Marcelo Alexandrino. Joaquim Barbosa. Posição do STF (Ext. para efeito de repressão interna.815/1980 . Min.]”. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. Pressupõe infração penal cometida no exterior.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira.1. julgá-la ou para cumprir a pena.. 24-05-2006.. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. Pressupõe infração cometida no território brasileiro. de qualquer forma.9. 2. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n. 20. como crime equiparável aos delitos hediondos [. não se submetem à noção de criminalidade política. Rel. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. 6.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. 5°.961/1990 Deportação Lei 6. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.8. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. para os fins de processá-la.010QO/República Federal da Alemanha. VIII). art. atentar contra a segurança nacional. b..815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro.815/1980 Decreto 98.

O acesso à justiça 25.11. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis.1. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos). 21.]”. a. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. APLICAÇÃO DO ART. LX. considerou constitucional a Lei 9.20.1. o STF. 5°. LX c/c art. tais como.Exceção: art.1.054/2000. 24.. IX e art. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. b) Publicidade dos atos processuais.. Âmbito criminal . LXXVI a)Segundo Otávio Piva.. LXXV a)Erro judiciário a. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. 5°. para Otávio Piva “[..13. APLICAÇÃO DO ART.534/97... Âmbito civil – art. 133 do CPC (dolo. APLICAÇÃO DO ART. APLICAÇÃO DO ART. 5°. passaporte etc. 22. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. 5°. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos .. carteira de identidade.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”. 93. 5° .revisão criminal (art.] é a permissão. LVIII. 134 24. APLICAÇÃO DO ART. “[. “Considerou o STF. LIX 23. solicitada pelo país estrangeiro.12. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. 5º LXXIV c/c art. fraude e desídia do magistrado) 26.. “caput” e art. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. I e II do CPP). desde que o Estado requerido expressamente autorize”. 20. 93. a)Identificação. 37. b..2. 5°. APLICAÇÃO DO ART. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20. 621.

6ª. 7. APLICAÇÃO DO ART. Pedro.-LENZA. Ed. BIBLIOGRAFIA: 1. b) comportamento das partes e seus procuradores. 27. Vicente. SILVA. Manual de Direito Constitucional. Alexandre. – São Paulo: Saraiva. bem como a primeira certidão respectiva”. 2009. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. Ed. 5°. 2009. c) atuação do órgão jurisdicional”. Direito Constitucional descomplicado. a) Analise já realizada (George Marmelstein). – São Paulo: Atlas. 2010. Direito Constitucional esquematizado. a) Analise já realizada (George Marmelstein). Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. 2009. 5°. PAULO. 5°. José Afonso da. APLICAÇÃO DO ART.. São Paulo: Malheiros.MIRANDA. 5. APLICAÇÃO DO ART. 15. 28. Direito Constitucional. 30. NOVELINO.MORAES. São Paulo: MÉTODO. 1997. Manoel Jorge. Coimbra: Coimbra. . 2010. ALEXANDRINO. §2°. Marcelo. George. Ed. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. §1°. São Paulo: MÉTODO. 4. 8. 2. 2011. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 29. APLICAÇÃO DO ART. Direito Constitucional. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. Curso de Direito Constitucional positivo. – Rio de Janeiro: Forense. ed. Jorge. Rio de Janeiro: Forense. 3. Direito Constitucional. 6. §2°. São Paulo: Atlas. 5°. Curso de direitos fundamentais. SILVA E NETO.MARMELSTEIN. 2ª.

ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). “é o vínculo jurídico-político de direito público interno.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. POVO. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. POPULAÇÃO.1. . que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. Nação 2. 2.1.2. NACIONAIS. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. População 2. é o elemento humano do Estado. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.DA NACIONALIDADE 1.

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

1. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. mas não podem ser paciente [. OBJETO E OBJETIVO 4. art. Legislação (Lei n. 654). organização sindical..016/09) 2. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art.. Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1. de acordo com Marcelo Novelino. nacional ou estrangeira. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”.6. LEGITIMIDADE 3. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo.]”. pelo menos. Legitimidade a) Legitimidade ativa. entidade de classe ou associação. 142. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”. segundo Marcelo Novelino.1.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo). 2. 12. §2°). Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica.4. 4. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”..]”. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional. 1 (um) ano.2. 4. segundo Marcelo Novelino. “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. séria e objetiva”. hipótese na qual a ameaça deve ser grave. de acordo com Marcelo Novelino.1. Objetivo: proteção ou reparação in natura.2. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1.7. .2.5. 1. legalmente constituída e em funcionamento há.1. 3. b) Sujeito passivo. MANDADO DE SEGURANÇA 2. Objeto: direito líquido e certo. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP. b) Habeas corpus preventivo é utilizado. 3.. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”.

dilação probatória”. 1°). dirigentes de pessoas jurídicas. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. por meio de documentos. Equiparação a atos de autoridade. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO . b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. Lei 12. pois não haverá mais lesão.1. O que se entende por direito líquido e certo? “[. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”. 7. não flui o prazo. 8. LXIX. 12. 6. no ato de impetração. b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo. 23.1. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”.016/09.2.3.. art.5°. art.. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. Exceção: Súmula 429. De acordo com a Lei n. contados da ciência. 5.. Segundo Marcelo Novelino.4. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430). 12. 7.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo. 6. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. art. 6. independentemente de caução. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. por conseguinte. do ato impugnado. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo..016/09. d) no caso de lei inconstitucional. art.] o direito passível de ser provado de plano.5°). não “[. pelo interessado.) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo).016/09. o prazo decadencial é de 120 dias. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público.

9. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora.4. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora. 105.. V).. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora.]”.3. 9.1. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. I.2. 9. q).. 9. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. art. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada. TIPOS DE PROVIMENTO . Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários. I. à soberania e à cidadania. 8. 102. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. 9.5. persistirão até a prolação da sentença (Lei 12.3. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[.8. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. 7°. art. 9. art. 9. §2°). c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF. h). §3°)..] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). art. o mandado de injunção “[. não sendo admitido litisconsórcio passivo”. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. §4°.5.016/09. b) Superior Tribunal de Justiça (CF.]”. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público. contemplados na Constituição..2. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência.1. MANDADO DE INJUNÇÃO 9.4.6. 8.. não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. 7°. art. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12. 121.1.016/09. 8. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF.

1. 10.1. c) complementação de informações constantes destes registros. Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11. .1. tendo a decisão efeito inter partes[. OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[. OBJETO: liberdade de informação pessoal. 12.2.. LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9.]”. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. b) A questão dos portugueses (CF. HABEAS DATA (CF. art.1. b.. b) Corrente “[. b) pessoas jurídicas de direito privado.]”.]”. 10. c) O papel do Ministério Público.] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente. art.... b. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados.2. art.. e) universidades particulares. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. §1°). o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta. 10. 10. 5°.507/97 sobre o significado “caráter público”.4. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção.a) Corrente não-concretista que.]”.3. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual). a.. §3°).. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [. Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. 1°. segundo Marcelo Novelino. c) que tenham banco de dados aberto ao público. LXXII) 10. d) partidos políticos.717/65... AÇÃO POPULAR 11. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4.

b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. 2010. à moralidade administrativa. Manual de Direito Constitucional. 7. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. Direito Constitucional. 1997. Vicente. José Afonso da. 15.-LENZA.6. 5°. Curso de direitos fundamentais. Curso de Direito Constitucional positivo.717/65.4. 4. 102. Jorge.11.MORAES. Ed. 11. via de regra. ed.7.MARMELSTEIN. 11. . 2011. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1. 6ª. 5. Coimbra: Coimbra. 11.8. ALEXANDRINO. art. 2. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65. 11.MIRANDA. 3. São Paulo: Malheiros. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. 2009.2. 2009. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória. art. f). 2010. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. 6. George. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. Alexandre. n. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Forense. – São Paulo: Atlas. – Rio de Janeiro: Forense. 6°). São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. Ed.3. pertencentes à sociedade. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4. Manoel Jorge. SILVA E NETO. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. §4°). b) Efeitos da ação manifestamente infundada.. Pedro. São Paulo: MÉTODO. PAULO. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. art. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11.5. NOVELINO. 8. Direito Constitucional descomplicado. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. SILVA. 2ª. I. 2009. Competência a) Sobre a competência. 11. Direito Constitucional. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1. INTRODUÇÃO .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central.3.. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional). podendo “[. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado). que é soberano”. 3.. O poder político. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal.]”. De acordo com Uadi Bulos.. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política.3.Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA .] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. 2. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”....1.]”.2.. segundo Marcelo Alexandrino. 3.3..2. de acordo com Marcelo Alexandrino.2. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal)...1.. o “[.] Estado federado (federal. 3.. 3. segundo Marcelo Alexandrino.2.3. O ESTADO UNITÁRIO. Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território. 3. “[... a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. Nas lições de Uadi Bulos.] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [.1. “[.2.2.FORMAS DE ESTADO 3. a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”.] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [.2. em vez de permanecer concentrado na entidade central. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3.. NA VISÃO CLÁSSICA. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3.2. Estado federado. o “[.1.

CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível. sob a regência do Direito Internacional [..] união dissolúvel de Estados soberanos..FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4. o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade.]”.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino.2.CONFEDERAÇÃO 4. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado ..1. mediante a celebração de um tratado. e como se dá a relação entre governantes e governados”. 6.2. perpétua Segundo Marcelo Alexandrino. irrenunciável. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”.1. a confederação consiste numa “[. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5.FORMAS DE GOVERNO 5.2. que se vinculam.. 5. SISTEMA DE GOVERNO 6.1. 4.

1. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art.] na democracia prevalece a vontade da maioria. participação dos Estados no Poder Legislativo Federal.. os regimes de governo distinguem-se “[.... possibilidade de intervenção federal. extrai sua força da Constituição.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”. b) Por desagregação 8. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar. 1° e 18) 8.. 7. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia. com base na existência... descentralização político-administrativa.3.. 3) Democracia semidireta ou participativa. segundo Marcelo Alexandrio. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. “[. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7. 2) Democracia indireta ou democracia representativa.2.. segundo Marcelo Alexandrino..2. 8. b. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias. ou não.1. repartição de competências entre os entes federados. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. b) Democracia. “[.1. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto). de participação do povo – destinatários das ações governamentais [. FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta. órgão representativo dos Estados-membros.4.1. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789.]”. 8. impossibilidade de secessão.] em democrático e autocrático.1.]”. .

Vicente. Rio de Janeiro: Forense. Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. SILVA. José Afonso da. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. 2009. 1997. e) imunidade recíproca de impostos (arts.MORAES. 2011. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88).2. NOVELINO. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8. 2. 2ª. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. “a”. 7. são as seguintes: a) repartição de competência. da CF/88). 2010. 8. §4°. Marcelo. c) controle de constitucionalidade. Coimbra: Coimbra. 60. previstas na Constituição brasileira de 1988. 8. i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. 31. VI. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. – São Paulo: Atlas. 6. Jorge. 2009. 150. 5. d) processo de intervenção (art.. da CF/88). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . g) vedação do direito de secessão (art. 4.1. art. Garantias constitucionais da forma de estado federada. Pedro. 6ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. Manoel Jorge.-LENZA. 2009. – São Paulo: Saraiva. Ed. São Paulo: Malheiros. PAULO. Direito Constitucional. Ed. Direito Constitucional. Marcelo. São Paulo: MÉTODO.2. 2010. 34 a 36 da CF/88).i) j) formação dos Estados. Direito Constitucional descomplicado. BIBLIOGRAFIA: 1. Curso de Direito Constitucional positivo. Curso de direitos fundamentais. – Rio de Janeiro: Forense. Ed.2. ed.MARMELSTEIN.2. São Paulo: Atlas. I. Manual de Direito Constitucional. 8. 15. Direito Constitucional esquematizado. 3. Alexandre. b) rigidez constitucional. George.

25. arts.. 2.).” 3.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. art.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias. 34 e s. o “[. 22.. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art. 32. com base na natureza e no tipo histórico de federação. § 1º). 23. Repartição horizontal. 22. os encargos de cada unidade federada. 18.1.. 30). art.2.]”. arts. § 1º).. 3. 23). § 1º). 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. 21). a) b) c) d) União (CF. caput.. a todos os entes federativos (art. de acordo com Marcelo Novelino. 3. §1º). técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. no exercício regular de suas atividades. Distrito Federal (CF. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. Por exemplo. art.. parágrafo único). “são parcelas de poder atribuídas. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui. simultaneamente. Repartição vertical. . caput. 1º. 32.2. art. 25. Por exemplo. 2. I). PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF.]”.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [. preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. “[. aos entes políticos. 21 e 22) e aos Municípios (art. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art. permitindo-lhes tomar decisões. art.1. Municípios (CF.. pela soberania do Estado Federal. segundo Marcelo Novelino.1.. 30. Estados (CF. 21. art..

24).. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF..concorrente (CF. a competência legislativa “[. remanescente ou reservada – CF. e 23. 30. arts. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [. parágrafo único) .originária (CF.privativa (CF.]”. 22. art. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 30. §§ 1º a 4º) . técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art.• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União. cumulativa ou paralela (CF. 3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS . aos Estados e ao Distrito Federal (art. 30. art. 25. art. art. art. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art. parágrafo único. São competências para atuação efetiva. 24. art.3.] estabelecem o poder para normatizar. 24) . I) . 145 a 162).. Espécies de competência: . 30.. Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF. 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. I). art. II). § 1º) b) comum..suplementar (CF. “[..21.] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. 22) . art. art.. art. 151. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art..residual (CF. para executar tarefas.delegada (CF.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [.]”.

b) União na acepção externa ou internacional.1º . a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios. 20. “Estados federados. I a XXIX). art. executivas ou jurisdicionais. Muito além de meras partes conformadoras da federação. que atuam como núcleos autônomos de poder. ao simples exercício de atribuições legislativas. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art. desligadas dos Estados-membros. 21. art.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. . Estados-membros ou Estados. I a XI) 1. §1º.1. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino.. constituem ordenações jurídicas parciais. 2. governo e jurisdição próprios. 1. Não se restringem.1. e) competência residual (CF. por isso. 109.]”. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. com composição populacional própria.. art. REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. b) competência legislativa privativa (CF. 2. autonomia. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação. 23). caput). com legislação. 1. participando ativamente na concretização de políticas públicas”. 1. art.2.5. 22.4.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF.1. BENS DA UNIÃO (art. têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. c) competência concorrente (CF. art.2. 24). 18. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. 43. CONCEITO Segundo Uadi Bulos.DA UNIÂO 1. I a XXV). §§1º a 4º). competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [.3. art. È pessoa jurídica de direito público interno. art. 145 a 162). d) competência comum (CF.

§§ 2º e 3º). organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. § 1 º). 26. b) oitiva das Assembléias estaduais. e 25. 24. MICRORREGIÕES (CF.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. 25.709/98. parágrafo único). Na conceituação Uadi Bulos.1. art. caput da CF/88).2. Capacidade de auto-administração (art.6. 3. art. § 4º. 25. DOS MUNICÍPIOS 3. I a XVI). §§ 1º a 4º). art. embora apresentem problemas comuns’. art. 2.3. 28 e 125 da CF/88) 2. REGIÕES METROPOLITANAS. c) competência delegada (CF. 25. art. reunidos em torno do Município-mãe. 2. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes. subdivisão. arts. CONCEITO . BENS DOS ESTADOS (CF. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. e) competência suplementar (CF. art.8. 4º).5. Capacidade de autogoverno (art. 18. f) competência comum (CF.3. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária. § 3º) 2. 18. art.4. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. desmembramento por anexação. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). 25. 23). 22.7. destituídos de sede. art. 27. 24. I a IV) 2. 25. art. § 1º da CF/88). d) competência concorrente (CF. 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art. caput da CF/88). § 3º) 2. Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. Capacidade de autolegislação (art. FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. desmembramento por formação. b) competência enumerada (CF.

levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. e) competência comum (CF. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município. b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. 30. 3. 1º. 30. 35 e 36 da CF/88) 3. art. §8º).1. SÃO: 3. c). 182).De acordo com Uadi Bulos. 29. 3. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno. 29) Na posição de Bulos. FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. REQUISITOS FORMAIS. comum e suplementar da municipalidade.3. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts. 18. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. a fusão e o desmembramento de municípios. art. regras a respeito do processo legislativo municipal. para administrar. “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. 16/96). DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.2. arts. 18. art. 23). disciplina contábil. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988. caput. 30 e 34. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. VII. art. II).4.5. art. Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. caput. serviços de interesse local”. 18. 3. 3. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. d) competência suplementar (CF. Capacidade de autolegislação. “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. III a IX.7.6. assuntos de interesse local. e 144. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. § 4º. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. 3.redação dada pela EC n. I). possuindo governo próprio. Capacidade de auto-administração. art. . regras de competência legislativa. financeira e orçamentária do Município. descentralizadamente. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. a incorporação. c) hipóteses já descritas. arts. § 4º .4. 30.

VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos. caput da CF/88).b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. 18. art. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. 19. AUTONOMIA 4. 25. XIII e XIV. § 6º). e) competência enumerada do município (CF. . 10. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. 16. COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. 4. 32. 32. d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. 21. III a IX). 144. I c/c o art. Capacidade de auto-organização (art. caput do ADCT).1. 4.3. art. parágrafo único). 32. f) competência suplementar do município (CF. ou dos municípios”. art. §1º da CF/88). caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. § 1º) 4. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. I. § 4º. II). apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar.633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. integrante da federação brasileira”. 32.1. Capacidade de auto-administração (art. art. b) Súmula 647 do STF c) Lei n. art.2. e § 4º).4. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. art. 30. § 1º) c) competência delegada pela União (CF. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. DO DISTRITO FEDERAL 4. bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). §§ 2º e 3º). art. 19. 25. 4. III). XVII da CF/88). 22. art.5. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. b. 30. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF. art. II). § 2º. VI. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União. 22. 5. 150.4. c/c o art. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada. art. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. • • • Reserva de lei federal (CF. “ é a entidade político-administrativa. 24. art. 19. NATUREZA 4.

84. 3. São Paulo: MÉTODO. Jorge. 2ª. art. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. 14 do ADCT) e Amapá (art. Curso de direitos fundamentais. art. XIV). que outorgou à União o encargo de administrá-lo”. c/c o art. § 1º). 15 do ADCT). 33. 33. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF.MORAES. CONTROLE DE CONTAS (CF. art. 2011. 4. Direito Constitucional. art. 21. 2009. 15. O PODER JUDICIÁRIO (CF. Coimbra: Coimbra.10. 6. SISTEMA DE ENSINO (CF.2. 6. 6. 6.9. Ed. art. 33. 33. ed. XIV). . Alexandre.MARMELSTEIN. POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF.1. 3º). Ed.5. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. Marcelo. Direito Constitucional. O PODER LEGISLATIVO (CF. art. 6. – São Paulo: Saraiva. 6. Pedro. NOVELINO.. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. 33.8. George. adquirido nos idos de 1903.6. 1997. Manual de Direito Constitucional. por imposição do Tratado de Petrópolis.3. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art. 211. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. 2010.11.4. 6.7. 18. 2.6. Direito Constitucional esquematizado. 14 do ADCT). art. O PODER EXECUTIVO (CF. 6. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art. São Paulo: Atlas.MIRANDA. Rio de Janeiro: Forense.-LENZA. § 2º). NATUREZA AUTÁRQUICA 6. art. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. caput) 6. 2010.12. 5. – São Paulo: Atlas. § 3º). 33. BIBLIOGRAFIA: 1. § 1º). § 2º. § 3º) 6.

São Paulo: MÉTODO. SILVA E NETO. 6ª. 7.6. ALEXANDRINO. Ed. Marcelo. Direito Constitucional. 8. Curso de Direito Constitucional positivo. Manoel Jorge. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . SILVA. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. José Afonso da. Vicente. São Paulo: Malheiros. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. PAULO.

Previsão constitucional: CF. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo. 36. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino.. 34. 2. V).] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”. c) Defesa das finanças públicas (CF. III).1. de acordo com Marcelo Alexandrino.1. independentemente de provocação de outros órgãos”.1.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1.Intervenção federal provocada por solicitação.] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade. HIPÓTESES 3.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”. art. “[.2.. 3. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art. 3. “[.. a execução. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. dos Estados. 3. 2. estará obrigado a decretar a intervenção”. b) Anormalidade 2. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo. 34. há “[.. isto é. 34. § 4)..1.1. .1. 3. b) Defesa da ordem pública (CF.2. INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF. do Distrito Federal e Municípios”. 1. I e II).] Chefe do Executivo. art. dentro de seu Juízo de discricionariedade.. Intervenção federal provocada por requisição. art. de ofício.2... o “[.. de acordo com Marcelo Alexandrino..1. decide pela intervenção e. art. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial.INTERVENÇÃO FEDERAL 2.2.1. INTERVENÇÃO 1. 34.

a)CF. 90. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF. CONTROLE JURISDICIONAL 8. . IV”) 7. desde logo.. “34.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. I. Diferentemente. art. art. VII.DECRETO INTERVENTIVO (art. ou não. art. b) CF.. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. desde que o ato de intervenção atribua. art. 4. 36. IV) Exceções ao controle político (CF. desnecessário haver um interventor. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. Com efeito. 3. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo. 34.2. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. art. § 1°) 6. VI.2. a nomeação de interventor será necessária. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. CONTROLE POLÍTICO 6. c) CF. 36. 3. 60. Assim. I da CF/88) 4. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF. I) Segundo Marcelo Alexandrino. 49. art.1. envolvendo questões constitucionais. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho.34. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. § 3°.2. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. art. art. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ. Competência para proceder à intervenção dos municípios. II) 5.1. 34. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”. para que ele exerça as funções do governador. 36.] a intervenção pode. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. 34. a nomeação do interventor será necessária. art. “[. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”.2. 34.art. Obrigatoriedade do controle político (CF.3. 6. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. implicar necessidade de nomeação de interventor. 34. tornar-se-á. 91. art. § 1°. art.

. NOVELINO.2. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. São Paulo: MÉTODO. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional descomplicado.8. 2009. 15. 2. – São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. 2ª. 3. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. 35. Marcelo. 1997. 35) 8. MIRANDA. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça. IV.2. George. Ed. 6. São Paulo: Atlas. BIBLIOGRAFIA: 1. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. 8. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro. MORAES. – São Paulo: Saraiva. 2011. Vicente. Alexandre. 2009. ed.1. Manoel Jorge. . Aplicação do art. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional. LENZA. Coimbra: Coimbra. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. 4. HIPÓTESES (CF. MARMELSTEIN. Direito Constitucional esquematizado. 7. 5. 2010. Ed. 2010. Direito Constitucional. PAULO. SILVA E NETO. art. 2009. Jorge. ALEXANDRINO. José Afonso da. 6ª.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful