DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2.. CLASSIFICAÇÃO DICOTÔMICA 1.3.
O DIREITO INDECOMPONÍVEL. VISTO COMO UM SISTEMA UNO, INDIVISÍVEL E

1.4. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL 1.5.
POSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL. JOSÉ AFONSO DA SILVA QUANTO AO DIREITO

1.6. A SUPERAÇÃO DA DICOTOMIA “PÚBLICO-PRIVADO”, O PRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO PRIVADO

a) Direito Civil Constitucional. b) Eficácia horizontal dos Direitos Fundamentais. c) Descodificação do Direito Civil. d) Microssistemas. e) Despatrimonialização do Direito Civil. 3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONALl De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional, “[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”. 4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.

5. FONTES DO DIREITO CONSTITUCIONAL: a) Fontes escritas, segundo Bonavides, são por exemplo: leis constitucionais; leis complementares; c) regimentos das Casas do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário; d) tratados internacionais, as normas do Direito Canônico; e) jurisprudência; f) a doutrina. b) Fontes não-escritas, segundo Paulo Bonavides, são: a) costumes constitucionais; b) usos constitucionais. 6. CONTEÚDO CIENTÍFICO (ou OBJETO) do DIREITO CONSTITUCIONAL (apresentado por Manuel GARCÍA-PELAYO) a)Direito Constitucional Especial, Particular, segundo Marcelo Novelino, “tem por objeto a interpretação, sistematização e crítica das normas constitucionais vigentes em um determinado Estado, e.g.,o direito constitucional brasileiro’. b) Direito Constitucional Comparado, segundo Marcelo Novelino, “tem por finalidade o estudo normativo e crítico das normas constitucionais positivas, vigentes ou não, de diversos Estados. Este estudo teórico é feito com o intuito de destacar singularidades e contrastes entre as diversas ordens jurídicoconstitucionais” c) Direito Constitucional Geral, segundo Marcelo Novelino, “compreende a sistemzatização e classificação de conceitos, princípios e instituições de diversos ordenamentos jurídicos visando à identificação dos pontos comuns, [...]. Por meio desta disciplina, procura-se estabelecer uma teoria geral do direito constitucional”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

o constitucionalismo antigo se caracteriza como “[. ESTADO HEBREU 2.]”. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo) Na visão de Marcelo Novelino.2.. José Afonso da. está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados.8.1. São Paulo: Malheiros. CONSTITUCIONALISMO 1.2.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUCIONALISMO 1. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes. Curso de Direito Constitucional positivo.2. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: .] constitucionalismo. o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado.. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) Segundo Marcelo Novelino.. apesar de ser um termo recente.. “[.1. CONSTITUCIONALISMO ANTIGO 2.. Aspectos relevantes do constitucionalismo antigo.1. 2009. SILVA. conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.. o “[. 1. 2. 2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] um conjunto de princípios escritos ou consuetudinários alicerçadores da existência de direitos estamentais perante o monarca e simultaneamente limitadores de seu poder”. De acordo com Gomes Canotilho. independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [..] Mais do que uma simples técnica constitucional.

III) a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. II) a ideia de supremacia da Constituição. “[. V) a carência de um sistema formal de direito administrativo.3.. e XI) a declaração de direitos da pessoa humana”.4. IX) a rígida separação e o equilíbrio entre os poderes estatais. . II) a monarquia parlamentar. III) a possibilidade de modificação das proclamações constitucionais por atos legislativos ordinários. 3.CONSTITUCIONALISMO NORTE-AMERICANO As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a criação da primeira Constituição escrita e dotada de rigidez. Características As principais características apresentadas por Marcelo Novelino são: “I) a inexistência de constituições escritas. com a crença de que os líderes eram representantes dos deuses na terra. 2. IV) tendência de julgar os litígios de acordo com as soluções dadas a conflitos semelhantes (verdadeiros precedentes judiciários)”. II) forte influência da religião. III) a responsabilidade parlamentar do governo.5.1. 2. 2.] Nelson Saldanha observa que a experiência romana foi uma espécie de retrospecto da ocorrida na Grécia. VII) a forma republicana de governo. e VI) a importância das convenções constitucionais”.“I) existência de leis não escritas ao lado dos costumes (opinio júris et necessitatis). II) a prevalência da supremacia do Parlamento.CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO 3. X) o fortalecimento do Poder Judiciário. IV) a instituição do controle judicial de constitucionalidade (1803). ESTADO GREGO 2. porém com uma sequência diferente e diversas ampliações”. V) a forma federativa de Estado. e IV) a irresponsabilidade governamental dos detentores do poder”. ESTADO ROMANO Segundo Marcelo Novelino. principal fonte dos direitos. III) predomínio dos meios de constrangimento para assegurar o respeito aos padrões de conduta da comunidade (ordálias) e manter a coesão do grupo. IV) a independência do Poder Judiciário.3. VI) o sistema presidencialista. ESTADO INGLÊS As principais características apresentadas por Rafael Jiménez Asensio são: “I) a supremacia do Parlamento. VIII) o regime político democráticos.1..

. III) a consagração do principio da separação dos poderes. II) a limitação dos poderes. 4.3. países como a Itália fascista e a Alemanha nacional-socialista optaram por adotar um modelo autoritário de Constituição (Constituições autoritárias)”.] superação do modelo no qual a Constituição era vista como um documento essencialmente político. as novas constituições adotam paradigmas profundamente divergentes. dando início a novos ciclos constitucionais (1919 – 1937). II) mais ponderação que subsunção.. 4. decorrente do reconhecimento definitivo de sua força normativa. cujo principal teórico foi o Abase Emanuel Joseph Sieyès. Enquanto uma grande parte dos Estados da Europa ocidental permaneceu fiel à democracia clássica (Constituições da democracia racionalizada)..2.1. CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO Segundo Marcelo Novelino. 4.CONSTITUCIONALISMO MODERNO De acordo com Marcelo Novelino..]”.. “Na Europa. surgem novas e significativas alterações nos paradigmas de Constituição e Estado [.2...1.]”. CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS As principais características apresentadas por Marcelo Novelino.3. 4. a “[. e) IV) a distinção entre Poder constituinte originário e derivado. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS APRESENTADAS POR LUIS PRIETO SANCHIS “I) mais princípios que regras. com seu panfleto “Qu’est-ce que le Tiers État? (“O que é o Terceiro Estado?)”. são: I) a manutenção da monarquia constitucional. CONSTITUCIONALISMO SOCIAL Segundo Marcelo Novelino. ainda que sem o rigor com que foi adotado nos EUA. 4.o “marco histórico do constitucionalismo moderno ocorre no fim da Primeira Guerra Mundial (1918 [. “Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945).CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO De acordo com Marcelo Novelino. foi decisiva para as transformações ocorridas na teoria constitucional”.3.

BONAVIDES. CONSTITUCIONALISMO DO FUTURO Segundo Marcelo Novelino. 4. São Paulo: Malheiros. . sem modificações que destruam sua identidade ou causem uma ruptura na lógica de seu sistema [. 2010. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Forense. 1.] dos direitos humanos fundamentais é uma exigência decorrente do primado universal da dignidade da pessoa humana”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. c) participação se traduz na ativa participação do povo nos negócios do Estado. Pedro. e) universalização “[. 4. – São Paulo: Saraiva.. 2011. Paulo. José Afonso da. em lugar de espaços isentos em favor da opção legislativa ou regulamentária. 5. 15.III) onipresença da Constituição em todas as áreas jurídicas e em todos os conflitos minimamente relevantes. NOVELINO. São Paulo: MÉTODO. 2009.. 2009.] entre os povos dos diversos Estados é uma realidade. 2005. Direito Constitucional. SILVA E NETO. 7.LENZA.MORAES. Curso de Direito Constitucional positivo. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. Ed. b) continuidade “[. mas cabe às constituições futuras propiciar mecanismos de integração supranacional. ALEXANDRINO. Marcelo. 2010. Direito Constitucional descomplicado. 8.. Manoel Jorge... São Paulo: Malheiros.. 6ª... Direito Constitucional esquematizado. 6. às vezes tendencialmente contraditórios. Marcelo..] as futuras constituições não deverão consagrar promessas impossíveis de serem realizadas [. Alexandre. em lugar de uma homogeneidade ideológica em torno de um punhado de princípios”. Vicente. Curso de Direito Constitucional. Direito Constitucional.]”.]”. e V) coexistência de uma constelação plural de valores.4.] da Constituição. d) integração “[. PAULO. SILVA. São Paulo: Atlas.. IV) onipresença judicial em lugar de autonomia do legislador ordinário. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense.. José Roberto DROMI apresenta as seguintes características: a) verdade ” [.

CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1...”[. sem qualquer pretensão a 1. de acordo com José Afonso da Silva. de acordo com Pedro Lenza. considerada norma pura. então.4. direitos individuais..] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado.]”.. .. pouco importando a forma pela qual foi aquela norma introduzida no ordenamento jurídico [.. terá natureza constitucional..] qualquer norma que tenha sido introduzida por meio de um procedimento mais dificultoso (do que o procedimento de elaboração das normas infraconstitucionais). em seu livro “Qué es una Constitución”?).. segundo Pedro Lenza..] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. segundo Pedro Lenza. Sentido político (defendido por Carl Schmitt).]. 1.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.CONCEITO Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. traduzindo o pensamento de Kelsen.]”. observa que “.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. “[.. por um poder soberano.]”. segundo Pedro Lenza.Constituição é. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. 1. “[. 1. “[.] José Afonso da Silva. Sentido material. Caso isso não ocorresse. Sentido formal.. “[. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. vida democrática etc). 1.... não importando o seu conteúdo [.] o que vai importar para definirmos se uma norma tem caráter constitucional ou não será o seu conteúdo..3. Sentido jurídico..5. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. puro dever-ser...2.1. ela seria ilegítima.

SILVA E NETO. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. 2010. São Paulo: Atlas. positivada Plano do suposto Norma positivada suprema Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição jurídio-positiva BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. Curso de Direito Constitucional. ESQUEMA APRESENTADO POR PEDRO LENZA SOBRE A POSIÇÃO DE HANS KELSEN Plano lógico-jurídico Plano jurídico-positvo Norma fundamental hipotética Norma posta. ALEXANDRINO. São Paulo: Malheiros. – São Paulo: Saraiva.5. 2005. 6ª. 1. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. . 6. Paulo. Direito Constitucional esquematizado.MORAES. Curso de Direito Constitucional positivo.fundamentação sociológica. 2009. NOVELINO. 15. política ou filosófica. 7. 2009. Ed.1.BONAVIDES. José Afonso da. Direito Constitucional. 8. São Paulo: MÉTODO. 2010. Manoel Jorge. 4. Pedro. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. SILVA. Vicente.. Marcelo. 1. Direito Constitucional descomplicado.]”. Marcelo. 5. 2011. Ed. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. Direito Constitucional.LENZA.

de maneira unilateral. segundo Pedro Lenza. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte...DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.]”. 1/69. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. da deliberação da representação legítima popular [. 1937. 1946 e 1988) De acordo com Pedro Lenza. pelo agente revolucionário (grupo.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. .. b) Promulgada ou democráticas (Exemplo: Constituições brasileiras de 1891.. e a Emenda n. “[. atuar. portanto. “são as constituições impostas. votada ou popular. nascendo.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. 1934. em nome dele..] também chamada de democrática. eleita diretamente pelo povo. ou governante).]”.1.. 1967.. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [.

. de acordo com Meirelles Teixeira.. com Pinochet.]”. d) Pactuadas... desenvolvidas. sucintas.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet... a organização de seus órgãos. sumárias. Segundo José Afonso da Silva.. extensas.] elaboradas de um só jato....]”. os direitos e garantias fundamentais [.]”. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. segundo Pedro Lenza. segundo Pedro Lenza. largas. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história.. b) Analíticas (amplas... de acordo com Pedro Lenza. Exemplo: Magna Carta de 1215. de planos e sistemas prévios..]”. Além disto. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. longas. Exemplos: Constituição dos Estados Unidos da América de 1787 (com sete artigos).não é propriamente outorgada. básicas).]”. 1.2. nas palavras de Pedro Lenza. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: a) Dogmáticas.. volumosas. Exemplos: Constituição português de 1976 e brasileira de 1988.. reflexivamente. b) Históricas. inchadas)..c) Cesarista (Exemplo: Cartas plebiscitárias do Chile. “[. 1. no Chile [.]”. mas tampouco é democrática.]. prolixas.. “[. de ideologias bem declaradas. as chamadas constituições bonapartistas.. e não o conteúdo de suas normas [. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [.. Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. racionalmente. e da era napoleônica. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. breves. Exemplo: Constituição brasileira de 1988.]”..3. reunindo a história e as tradições de um povo [. “seriam aquelas enxutas. advindas dos plebiscitos realizados por Napoleão I. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [.] surgem através de um pacto..] partem de teorias preconcebidas.]”. por uma Assembleia Constituinte [. segundo Pedro Lenza. “[... ..4.. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucionais. 1. de dogmas políticos [.]”. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas... ainda que criada com participação popular [. b) Formal. nas palavras de Uadi Bulos.

d) Fixas. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): 1. enquanto outras não requerem tal formalidade [.6. mas apenas por determinado período. e portanto. sendo também denominadas permanentes. segundo Kildare Gonçalves Carvalho. b) Flexível. Exemplo: Cartas espanholas de 1976 e italiana de 1848. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). c) Semiflexível ou semirrígida (Exemplos: Constituição brasileira de 1824 e a Constituição irlandesa de 1922.. isto é... 1969. “ são as suscetíveis de reforma com base no mesmo rito das leis comuns. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [.. 1. “são aquelas constituições inalteráveis.. mais solene.]”.1.1..] são aquelas que somente podem ser alteradas por um poder de competência igual àquele que as criou.] é aquela constituição que é tanto rígida como flexível.5. pode ser considerada superrígida. 1934. são imutáveis. “[.] são aquelas constituições que exigem. “[. Posição de Pedro Lenza: . ou seja. 1988.. 1967. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. Nas palavras de Pedro Lenza... de acordo com Pedro Lenza. 1946. g) Transitoriamente flexíveis. 1937.]”.. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky)... graníticas ou intocáveis”. Exemplo: Constituição de Baden de 1947. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. a) Rígidas (Exemplos: Constituições brasileiras de 1891.. o documento constitucional passa a ser rígido”. o poder constituinte originário [. Carta Francesa de 1814 e 1830 – costumeiras e rigidas) De acordo com Pedro Lenza. f) Superrígida. previstas na Constituição brasileira de 1988. à MUTABILIDADE (Michel Temer. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira).. um processo legislativo mais árduo. Exemplos: Constituição da Itália e Carta espanhola de 1876. segundo Alexandre de Moraes. de acordo com Uadi Bulos. “[.]”. e) Imutáveis. as cláusulas pétreas. segundo Pedro Lenza.6. ultrapassado este.]”.

. a vários ‘compromissos constitucionais’ [. a um compromisso constitucional ou.. É formada por ‘textos’ esparsos. costumes..7. de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).8.. sendo formadas de várias leis constitucionais [. segundo Pedro Lenza..a) Reduzidas (unitárias)... b) Variadas. capítulos e seções. ao contrário da escrita.] numa sociedade plural e complexa.]”. 1936 e 1977. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. 1.. de ‘convergência’ e ‘diferenças’ e ‘diferenças’.. segundo Pedro Lenza. “[. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados num só texto. a constituição é sempre um produto do ‘pacto’ entre forças políticas e sociais. e baseia-se nos usos. “é aquela formada por uma só ideologia [. 1. não traz as regras em um único texto solene e codificado. Posição de Paulo Bonavides: a) Codificadas “[. Exemplos: Constituições soviéticas de 1923. b) Eclética.]”.. Através da ‘barganha’ e de ‘argumentação...2.. defendido por Karl Loewenstein: . b) Costumeira (não escrita ou consuetudinária). de acordo com Pedro Lenza. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. formando em geral um único corpo de lei”.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento..]”.. “[.] aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto. foi possível chegar.]”. com os seus princípios e disposições sistematicamente ordenados e articulados em títulos.] escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos [.. reconhecidos pela sociedade como fundamentais. convençõe [. se preferirmos. jurisprudência.]”..]”.3.] seria aquela constituição que. 1. b) Legais (chamada de constituições escritas não formais para Pinto Ferreira.]”.. 1... Segundo Gomes Canotilho.. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência).... no procedimento constituinte. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. de acordo com Pedro Lenza. “[.]”. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa.. “[.6. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [.6.)..

. “[.. é a Constituição que descreve e registra a organização política estabelecida. “[. adotaria nova Constituição. 1. pois visa a garantir a liberdade. estariam em total consonância com o processo político.. concretizadoras de princípios... Quanto a) Constituição-garantia. Além de juridicamente válidas.].] situam-se entre a constituição normativa e a constituição semântica.. b) Constituição balanço. a dinâmica do processo político não se adapta às suas normas [..] conforme doutrina soviética que se inspira em Lasalle. c) Semântica 1..] prevalecem as regras. segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho.a) A constituição normativa.. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo.. quando o corpo nacional tiver crescido”. tal como a Constituição brasileira”. individualizadas como normas constitucionais revestidas de pouco grau de abstração. de acordo com Uadi Bulos.10. segundo Uadi Bulos. o texto constitucional normativo poderá ser comparado a uma roupa que assenta bem e que realmente veste bem”. a Constituição registraria um estágio das relações de poder..] predominam os princípios..] modernamente. “[.] Seriam constituições prospectivas.. identificados como normas constitucionais providas de alto grau de abstração. “[. voltadas para um dia serem realizadas na prática [. segundo Guilherme Peña de Moraes. “[. tal como a Constituição mexicana. como fez em 1924. pelo que é necessária a mediação concretizadora. b) Preceitual.]”. de acordo com Manoel Gonçalves Ferreira Filho.9. isto é. limitando o poder [. consagrando valores... No dizer de Loewenstein. Nelas... pelo que é possível a aplicação coercitiva.] seriam aquelas perfeitamente adaptadas ao fato social. b) A constituição nominais.]”. Quanto ao sistema: a) Principiológica. Na verdade. É como se fossem uma roupa guardada no armário que será vestida futuramente. 1936 e em 1977 [. ... “[.. é freqüente designar a Constituição de tipo clássico de Constituiçãogarantia. segundo a doutrina. segundo Guilherme Peña de Moraes. Por isso é que a URSS.

os direitos sociais. de acordo com Pedro Lenza “[.11..] se caracterizaria em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão [.]”.c) Constituição dirigente. bem como.]”.... de necessidade da atuação estatal.. 1. a) Constituições liberais (constituição negativa). CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRSIL DE 1988 . 2.. consagrando a igualdade substancial. dimensão e. bem como a proteção das liberdades públicas [.. também chamados de direitos de 2ª dimensão”. segundo Pedro Lenza.] destacamos os direitos humanos de 1ª. “[. nas palavras de Manoel Gonçalves Ferreira Filho.. Quanto ao conteúdo ideológico das constituições (segundo André Ramos Tavares).. assim.. b) Constituições sociais (constituições positivas). Exemplo: Constituição portuguesa de 1976 e a Constituição brasileira de 1988.] refletem um momento posterior. “[. a ideia da não intervenção do Estado.

. a defesa do Estado e das instituições democráticas [. “[.. Elementos de estabilização constitucional..] encontram-se nas normas que estabelecem regras de aplicação das constituições [.5. “[.] normas que 2.. “[. nas palavras de Pedro Lenza. Elementos orgânicos. nas palavras de Pedro Lenza. nas palavras de Pedro Lenza.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: ELEMENTOS 2.]”... “[...]”. Elementos formais de aplicabilidade.[DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] manifestam-se nas normas que compõem o elenco dos direitos e garantias fundamentais [.]”.. 2.. são regulam a estrutura do Estado e do Poder [.4. 2.2.3. “[. 2.. intervencionista [.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .1.. 2.. nas palavras de Pedro Lenza..]”. ELEMENTOS DAS CONSTTUIÇÕES (classificação apresentada por José Afonso da Silva)..] revelam o compromisso da Constituição entre o Estado individualista e o Estado social.. destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais.]”.. nas palavras de Pedro Lenza. Elementos limitativos.. Elementos socioideológicos.] consubstanciados nas normas constitucionais.

Vicente. PAULO. 2005. Manoel Jorge. 4. José Afonso da. 6ª. Ed. Paulo.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. Direito Constitucional descomplicado.MORAES.LENZA.PODER CONSTITUINTE 1. monografia publicada pela Abade Joseph Sièyes. Direito Constitucional. Direito Constitucional. mediante supressão.1.2. 2010. Ed. . Pedro. De acordo com J. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. 2009. “Qu’est-ce que le tiers état?. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional. 7. – São Paulo: Saraiva.. Direito Constitucional esquematizado.1. São Paulo: Malheiros. 2011. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. 2010. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 8.J. – Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. SILVA. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. 15. SILVA E NETO. 1. é o poder que tem por finalidade “constituir”. Canotilho.De acordo com Pedro Lenza. ALEXANDRINO. “positivar” normas jurídicas de valor constitucional.1. NOVELINO. Marcelo. 1. 5. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional positivo. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. São Paulo: MÉTODO. o poder constituinte “[. 6. Alexandre..BONAVIDES. Rio de Janeiro: Forense.

3. 3. Democracia direta. Procedimento constituinte indireto. a.1. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial.5. d) Dentre os poderes constituídos. b) autônomo. chamada não soberana.4. Os aspectos relevantes da teoria do poder constituinte segundo o Abade Sièyes.. b) Nas hipóteses de usurpação de poder 3. b) O poder constituinte como um poder suprajurídico. f) A nação conserva em suas mãos o poder constituinte originário. c) O poder constituinte é elemento criador do Estado. a. e) O poder constituinte originário reside sempre na nação. Subdivisão do poder constituinte: a) histórico. Conceito Segundo Pedro Lenza. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: a) inicial e permanente. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). “[.. c) ilimitado juridicamente. temporariamente. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Titularidade do poder constituinte a)Nos estados democráticos. Objetivo da manifestação do poder constituinte 3. 3.3. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). 3. o poder constituinte a uma Assembleia ou Convenção constituinte.6. um deve assumir a posição de poder constituinte derivado. a.2. .] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.1.são as seguintes: a) Distinção entre o poder constituinte e os poderes constituídos. b) revolucionário. de primeiro grau) 3. inaugural.2.3.2. Procedimento misto. g) A nação pode delegar.2.

Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. 4. 3. c) Limitações processuais ou formais. As principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: a) É um poder derivado. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. de segundo grau) 4.2. e) Limitação à revisão total. Reforma constitucional e a manifestação do poder constituinte formal. b) limites imanentes. secundário. . “[. 4. sendo.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. d) É um poder jurídico.. 4. 4. 4.1. “[.3. soberano.7. constituído. alterando. b) É um poder subordinado. e) indisponível e inalienável. c) É um poder subordinado e condicionado. c) limites heterônomos. nesse sentido. b) Manifestação através da Assembleia nacional constituinte ou convenção. Há três ordens de limites apresentadas por Jorge de Miranda: a) limites transcendentes. Formas de expressão do poder constituinte originário: a)Manifestação através de outorga. Limites ao poder constituinte derivado a) Limitações temporais. incondicionado e soberano na tomada de 3.1.]seria a modificação do texto constitucional.5.. b) Limitações circunstanciais. Posição de Paulo Bonavides quanto ao fenômeno político chamado de “fraude à Constituição”.. ilimitado.d) absoluto.6. d) Limitações materiais. Limites ao poder constituinte originário 3. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. De acordo com Pedro Lenza. suas decisões. e) poder de fato e poder político.4. através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas).7. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”.

cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. PODER CONSTITUINTE DERIVADO REVISOR (art. 6. b. “[. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. §2° da CF/88).. “[.. Na visão de Marcelo Alexandrino.. 6.] é o processo formal de mudança das Constituições rígidas.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente.. 18..Para Marcelo Alexandrino. I e 60 da CF/88). caput.]”.. 5. por óbvio. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais.. Conceito . 11 do ADCT). 59.1. MUNICÍPIOS (art.. 6. por meio de plebiscito).] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. do ADCT). segundo os procedimentos estabelecidos na própria Constituição pelo legislador constituinte originário [. por exemplo. 6.6. b) Poder constituinte derivado decorrente (art.2. Espécies a)Poder constituinte derivado reformador (arts. Conceito A MANIFESTAÇÃO DO PODER Segundo Pedro Lenza. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.2. Mutação constitucional 6. 1° e 18 da CF/88) e TERRITÓRIOS FEDERAIS (art.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. da CF/88). 3°.]”.1.. 32... “[. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. Conceito De acordo com Marcelo Alexandrino. por meio da atuação do poder constituinte de reforma. “[.1. o poder constituinte decorrente.. A QUESTÃO DO DISTRITO FEDERAL (art. PODER CONSTITUINTE DIFUSO E CONSTITUINTE MATERIAL. 4.

1. Ed. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional. 2010. Direito Constitucional descomplicado.MORAES. Direito Constitucional. Manoel Jorge. na medida em que reorganiza a estrutura de cada uma ordem jurídica de cunho constitucional. 6ª. Direito Constitucional esquematizado. inclusive. Curso de Direito Constitucional positivo. “palpáveis”. 2009. com capacidade. e em segundo lugar. 15. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Pedro.] faz as vezes do poder constituinte porque cria uma ordem jurídica de cunho constitucional. PODER CONSTITUINTE SUPRANACIONAL 8... Alexandre. o poder constituinte “[. Rio de Janeiro: Forense. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Da mesma forma. Direito Constitucional. é supranacional. .. Vicente. NOVELINO. – Rio de Janeiro: Forense. 5. porque se distingue do ordenamento positivo interno assim como do direito internacional”. PAULO. 2005. Segundo supranacional Maurício Andreiuolo Rodrigues. Ed. SILVA. 8. ALEXANDRINO.] não seriam alterações “físicas”. 2009. para submeter as diversas constituições nacionais ao seu poder supremo.De acordo com Pedro Lenza “[.LENZA. São Paulo: Atlas.. São Paulo: Malheiros.. São Paulo: Malheiros. 8. São Paulo: MÉTODO. SILVA E NETO. Marcelo. 7. Paulo. 2010. 2011. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 6. na medida em que reorganiza a estrutura de cada um dos Estados ou adere ao direito comunitário de viés supranacional por excelência..BONAVIDES. 4. Marcelo. materialmente perceptíveis.1. São Paulo: MÉTODO.]”.

. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2.. “[. mas.1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. RECEPÇÃO 2.. Segundo Pedro Lenza. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. incompatíveis com as novas regras.DIREITO INTERTEMPORAL lato sensu 1.

b) A posição do STF. Inconstitucionalidade superveniente. ainda. 2. a recepção de somente parte de uma lei. “[. segundo Pedro Lenza. Constitucionalidade superveniente 2. para ser recebida. somente por meio de ADPF. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. 3. contudo. por falta de recepção”. mas. ou seja. h) é possível.848/40) foi recebido como lei ordinária). d) em complemento. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material.. contudo.3.4. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. f) nesse caso. É o caso. Entendemos. e) se incompatível. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. b) a lei. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. Características. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. um parágrafo etc. 2. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. do decreto-lei. apresentadas por Pedro Lenza. por exemplo. como um artigo.] fica claro que o STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição e perante o novo paradigma”. neste último caso. uma mudança de competência legislativa. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. como vimos. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO .apenas. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. ainda.2. a lei anterior será revogada.. 2. só se analisa a compatibilidade material perante a nova Constituição.REPRISTINAÇÃO 4.. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. g) é possível. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. conforme visto no item anterior. a)Princípio da contemporaneidade e a compatibilidade com a Constituição sob cuja vigência foi editada a lei.

RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza.. PAULO. Direito Constitucional. Ed. 8. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. Manoel Jorge. são “[. Alexandre.1. “[. permanecem em vigor. em razão de seu caráter precário. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo.. – Rio de Janeiro: Forense. 2010. 2009. exceto nas . Marcelo.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. Ed.MORAES.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. ALEXANDRINO. 15. Em regra. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. NOVELINO. art. caput. 2011.] recebidas por prazo certo. e seu §1°. Marcelo. São Paulo: MÉTODO.LENZA. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. 7. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. mas com o status de lei infraconstitucional. Vicente. São Paulo: Atlas. Pedro. Por exemplo. Direito Constitucional descomplicado. vem colada à vigência. 34. 6. do ADCT. 5. – São Paulo: Saraiva. desde que compatíveis com a nova ordem.. NOÇÕES GERAIS 1. Direito Constitucional. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 6ª. José Afonso da. Ou seja.. a desconstitucionalização é um “[. São Paulo: MÉTODO. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”.Segundo Pedro Lenza. 5. SILVA E NETO. 2009.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. SILVA..

§5°. . imunidades (CF.. 53 e 150. de modo geral. 19). 1. as que confiram isenções (CF. I a VI) ou prerrogativas (CF.. 184.. imediata e integral) Para Marcelo Novelino. art. b) Normas não bastante em si. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. III... §5°).] estabelecem apenas as linhas diretivas a serem implementadas pelos poderes públicos”. 2. 145.1. são as “[.] está relacionada à produção concreta de efeitos. dependem de lei para serem executadas”...] requerem uma ação legislativa posterior para sua efetivação. “[. art. art. §2°). difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídico”.Classificação proposta por PONTES DE MIRANDA a)Normas bastante em si.. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. imediata. ou seja. art. 128. mas “possívelmente não integral”).Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. b) Normas não autoexecutáveis (not self-executing) são as “[. “Pertencem “a esta categoria. ou seja.2. adiada para o futuro. 150. .2. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade.hipóteses em que é diferida. I. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. ou vedações (CF. 2. art. Classificação proposta por THOMAS COOLEY a) Normas autoexecutáveis (self-executing) são “[. b).CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA 2. a função social para a qual foi criada. 2.] que possuem aplicação direta e imediata aos casos a que se referem. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. dispensando qualquer tipo de lei regulamentadora”. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF.3. c) Normas programáticas. art. segundo Marcelo Novelino.. as normas que contenham proibições (CF. com aplicabilidade direta.

.podem ser subdivididas em: a)Normas de integração restringíveis. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. c)Normas de eficácia relativa restringível. que subdividem em: c. apontar os meios a serem adotados. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. a. b)Normas de eficácia plena. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. apesar de não terem sido revogados.1.. c. para Marcelo Novelino... segundo Marcelo Novelino.4.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse.” 2. b) Normas de integração. já efetivaram seus comandos”. 2°.] são os dispositivos da Constituição que.]’. Normas de aplicação irregulamentáveis. Normas de princípio programático.. Classificação proposta por MARIA HELENA DINIZ a)Normas de eficácia absoluta.NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA EXAURIDA De acordo com Marcelo Novelino. “[. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: .. Normas de aplicação regulamentáveis. são “[. Por exemplo.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). 3° do ADCT. no entanto.2..c) Normas constitucionais de eficácia limitada. sem. arts..2. podem ser subdivididas em: a.5. d)Normas de eficácia relativa complementável complementação legislativa) (ou dependente de 2. “[. 3. Classificação proposta por CARLOS AYRES DE BRITO E CELSO BASTOS a)Normas de aplicação.1. b)Normas de integração complementáveis.

. resultante da literalidade dos textos legais que deveriam ser claros 1. ALEXANDRINO.1. 5.EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO No constitucionalismo liberal (final do século XVIII). SILVA E NETO. Direito Constitucional. 15.1. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Ed. 2009. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. 2011. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. 7. segundo Marcelo Novelino. NOVELINO.LENZA. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. 8. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. 2010..MORAES. “[. Alexandre. Vicente. São Paulo: Atlas. – Rio de Janeiro: Forense. 6ª. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Pedro. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Ed.] sob o paradigma do Estado Liberal. a atividade hermenêutica desempenhada pelo Poder Judiciário era uma atividade mecânica. . Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. 2010. – São Paulo: Saraiva. Manoel Jorge. São Paulo: MÉTODO. SILVA. 6. Direito Constitucional.

alterando. 3.Mutação constitucional. em geral.]seria a modificação do texto constitucional. f) elemento teleológico ou sociológico: “busca a finalidade da norma”. desenvolvidos pela doutrinas e pela jurisprudência com base em critérios ou premissas (filosóficas. 4. um novo modelo de Estado resultante da conexão entre democracia e Estado de Direito. discussões. materialmente perceptíveis. de acordo com Marcelo Novelino. 2..] a interpretação das normas constitucionais é um conjunto de métodos. as condições culturais e psicológicas que resultaram na elaboração da norma”. Posição de Gomes Canotilho sobre a importância da interpretação constitucional: “[. a análise se realiza de modo textual e literal”. exposição de motivos. e) elemento histórico:”analisa o projeto de lei.MÉTODO JURÍDICO. c) elemento lógico: “procura a harmonia lógica das normas constitucionais”. a sua justificativa..REFORMAS CONSTITUCIONAIS E MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL 2. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. epistemológicas) diferentes mas. b) elemento gramátical ou filológico: “também chamado literal ou semântico.....No neoconstitucionalismo (fim da II Guerra Mundial).. De acordo com Pedro Lenza. segundo Pedro Lenza “[.. metodológicas.]”. os método clássico de hermenêutica são: a)elemento genético: “busca investigar as origens dos conceitos utilizados pelo legislador”. pareceres.2. TRADICIONAIS HERMENÊUTICO CLÁSSICO OU MÉTODOS 4.... através dos mecanismos definidos pelo poder constituinte originário (emendas).Reforma constitucional. de acordo com Pedro Lenza.] o papel do Poder Judiciário é fortalecido pela ampliação de sua competência para invalidar atos legislativos e interpretar criativamente as normas jurídicas à luz da Constituição [.1. .1. [.1. “palpáveis”.2.]surge o Estado Democrático de Direito.. suprimindo ou acrescentando artigos ao texto original”. reciprocamente complementares”. “[. 2.MÉTODOS DE HERMÊUTICA 3..]”. 1. “[..] não seriam alterações “físicas”. d) elemento sistemático: “busca a análise do todo”.

porque enquanto o último pressupõe ou admite o primado do problema sobre a norma.. Isso porque o teor literal da norma (elemento literal da doutrina clássica).] interpretação se implementa mediante comparação nos vários ordenamentos”. atribuindo-se à interpretação um caráter prático na busca da solução dos problemas concretos. [. “[. que será considerado pelo intérprete. tais como a realidade social captada a partir do espírito reinante naquele momento”. recall. sendo levada em consideração fatores extraconstitucionais.] A Constituição deve ser interpretada como um todo (“visão sistêmica”). dos “corpos intermediários”. deve ser analisado à luz da concretização em sua realidade social”.] reconhece a importância do aspecto subjetivo da interpretação. referendo. veto popular”.. dos partidos políticos. 5... h) elemento evolutivo: “segue a linha da mutação constitucional”. o primeiro reconhece a prevalência do texto constitucional.. a “[. de acordo com Pedro Lenza. b) Método científico-espiritual (valorativo. “[. da pré-compreensão que o intérprete possui acerca dos elementos envolvidos no texto a ser por ele interpretado.. de acordo com Pedro Lenza. um sistema aberto de regras e princípios”.. de acordo com Pedro Lenza.g) elemento popular: “se implementa partindo da participação da massa.] parte-se de um problema concreto para norma. sindicatos. sociológico ou integrativo). c) Método hermenêutico-concretizador.. “[. assim.. ou seja. “[..] O método hermenêutico-concretizador afasta-se do método tópico-problemático. segundo Marcelo Novelino. ou seja. valendo-se de instrumentos como o plebiscito. A Constituição é. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL PROPOSTOS POR GOMES CANOTILHO a)Método tópico-problemático.. .] A doutrina que defende este método reconhece a inexistência de identidade entre a norma jurídica e o texto normativo. e)Método de comparação constitucional. que se deve partir da norma constitucional para o problema”.. de acordo com Marcelo Novelino. d) Método normativo-estruturante.

temos que: . b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais. b)Princípio do efeito integrador. Análise dos princípios da interpretação constitucional a)Princípio da unidade da Constituição.. a eficácia e a permanência da Constituição”. relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior.. Como decorrência desse princípio. na resolução dos problemas jurídicoconstitucionais. no caso de conflito ou concorrência. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição.] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que. segundo Pedro Lenza. “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [.. deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. tem como fundamento “[. a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [. eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.6. Somando-se a isto.... e) Princípio da força normativa. “[. não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra.. c) Princípio da máxima efetividade... c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios..] o princípio integrador significa que. segundo Marcelo Alexandrino..] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa.. “[. Segundo Marcelo Alexandrino.. Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade. d) Princípio da concordância prática ou harmonização.] impõe que. mais ampla efetividade social”. ainda que delas constitua cláusula pétrea”.]”. impede.] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia.]”. dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”..1. “[. de acordo com Marcelo Alexandrino. de acordo com Marcelo Alexandrino. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 6. no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação). de acordo com Marcelo Alexandrino. eficiência ou interpretação efetiva. é elaborado por Konrad Hesse. como solução. quais sejam: “a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia. “[.

.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”. em 17. Min. Adequação (idoneidade ou pertinência). segundo Marcelo Alexandrino...215 – MC/PE.3. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos. i)Princípio da supremacia constitucional.a)dentre as várias possibilidades de interpretação.]”.. “[.. em nosso sistema de direito positivo. Proporcionalidade em sentido estrito”[.]”. b) a regra é a conservação da validade da lei. Necessidade ou exigibilidade “[. “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório-funcional estabelecido pelo legislador constituinte”.2001: 0 “Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva.2. deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição.. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[.. Rel.1. validade . b. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[. 2.. em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional..] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.04. Nesse contexto.. ou seja. porém menos gravosa[. Celso de Mello. g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo).]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito.]”. j..e não a declaração de sua inconstitucionalidade. b. do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. ADin. de acordo com o STF.

2.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. 1. j) Princípio do conteúdo implícito l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais m)Princípio da simetria n)Princípio da constitucionais presunção de constitucionalidade das normas DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredir-lhes os preceitos.e eficácia -. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). nenhum ato de Governo (Legislativo.A banalidade do mal. . sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.O NAZISMO 1. segundo a filósofa Hannah Arendt.

A teoria pura de Kelsen e a elaboração das leis nazistas. porém. 1. por mais abstratos que sejam os seus textos [.. O “desencatamento” da teoria pura do e o nascimento da corrente chamada pós-positivismo. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. 1. tudo girava em torno da lei. 2.] Antes. a lei cede espaço aos valores e aos princípios. agora. d) por isso. que se converteram “em pedestal normativo sobre o qual assenta todo o edifício jurídico dos novos sistemas constitucionais”.5.. O PÓS-POSITIVISMO E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.2. na luta pelos direitos do homem.3. 2. com o positivismo Kelseniano. 2. O término da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime nazista. Robert Alexy e a “pretensão de correção” do direito.tornando-se “ a teoria dos princípios hoje o coração das Constituições”. Nas palavras de George Marmelstein. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. “[. 2. era tudo. Do reconhecimento da efetiva força jurídica dos princípios.3. os princípios e as regras são espécies de normas jurídicas. ou seja. . e a lei. aprovadas em 1935. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. é possível extrair as seguintes conseqüências (segundo George Marmelstein): “a) os princípios possuem um forte conteúdo ético-valorativo. O pós-positivismo se caracteriza justamente por aceitar que os princípios constitucionais devem ser tratados como verdadeiras normas jurídicas.1.Se.4. O mundo não foi feito para os povos covardes”. c) a Constituição é o ambiente mais propício à existência de princípios. qualquer que fosse seu conteúdo..4. com o pós-positivismo. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? 2. b) a teoria moderna reconhece a normatividade potencializada dos princípios. uma raça é subjugada.. a Constituição passou a ocupar um papel de destaque na ciência do direito”.]”.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. 2010. especialmente a dignidade da pessoa humana”. Direito Constitucional descomplicado. – São Paulo: Saraiva. Ed.6.MARMELSTEIN. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. d) compromisso com os valores constitucionais. Direito Constitucional esquematizado. Jorge. Marcelo.MORAES.-LENZA. 2. ed. NOVELINO. Manoel Jorge. SILVA E NETO. São Paulo: Malheiros. inclusive nos seus princípios. Vicente. José Afonso da. – São Paulo: Atlas. SILVA. 2009. 3. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Alexandre. São Paulo: MÉTODO. funda-se nas seguintes premissas: “[. São Paulo: MÉTODO.MIRANDA. 2ª. PAULO. 7. Marcelo.] a) crítica ao legalismo e ao formalismo jurídico. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB . 15. 6. Direito Constitucional. 4. George. 8. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. Direito Constitucional. 2010. BIBLIOGRAFIA: 1. 6ª. 2009. Curso de direitos fundamentais. 5. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. c) crença na força normativa da Constituição. Coimbra: Coimbra.. Pedro. São Paulo: Atlas.. Rio de Janeiro: Forense. Manual de Direito Constitucional. 2011..2. b) defesa da positivação constitucional dos valores éticos. segundo George Marmelstein. 2009. 1997. A teoria dos direitos fundamentais. ainda que potencialmente contraditórios.

]”..] para designar pretensões de respeito à pessoa humana..1. 2. inscritos em textos normativos de cada Estado.1..CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.] designar os direitos relacionados às pessoas. b) inalienabilidade (não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem). De acordo com Marcelo Alexandrino. Conforme Marcelo Alexandrino.1. Conforme Marcelo Alexandrino. sendo. independentemente de sua nacionalidade. em regra. frente ao Estado. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia). Segundo Marcelo Alexandrino.2.1. . os direitos fundamentais “são os bens em si mesmo considerados. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. Distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais 1. raça.2.1. 1. por isso. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. credo ou convicção político-filosófica). c) irrenunciabilidade (em regra. declarados como tais nos textos constitucionais”. e) universalidade (devem abranger todos os indivíduos. Distinção entre direitos fundamentais e garantias fundamentais 1. f) efetividade (a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais). a expressão direitos humanos é empregada. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. 1. d) inviolabilidade (impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas). 1. garantidos e limitados no espaço e no tempo. “ [... USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1.. PRINCIPAIS CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. sexo. os seus direitos fundamentais [.2.2.1.2. a expressão direitos fundamentais é utilizada para “[. Segundo Alexandre de Moraes são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: “a) imprescritibilidade (os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo). inseridas em documentos de direito internacional”. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer.

A lei. “[.. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. 4. Segundo George Marmelstein. assim. Afinal. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein.. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3.]. apesar de autônomas. sob o aspecto jurídico-normativo. os direitos fundamentais são considerados cláusulas pétreas e possuem aplicação imediata e hierarquia constitucional.. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial. os direitos fundamentais “[. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. c) não coisificação do ser humano.1. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcançar os objetivos previstos pelo legislador constituinte)”.g) interdependência (as várias previsões constitucionais. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades.2. b) respeito à integridade física e moral. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade.] são normas jurídicas. ou seja. irá densificar. quando muito. h) complementaridade (os direitos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. b) Para George Marmestein. 2. Dentro dessa concepção. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder.2. 3. 3.. nunca criá-lo diretamente”. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). Nesse contexto. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de . a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. d) garantia do mínimo existencial”. disciplinar o exercício do direito fundamental.

2010. 4. 2009.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. Jorge. 5. 1997. Manoel Jorge. 2010. “[. Direito Constitucional descomplicado. Vicente... ALEXANDRINO. 2. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Marcelo. 15.]”. 5°. PAULO. BIBLIOGRAFIA: 1. SILVA. NOVELINO.MARMELSTEIN.MORAES. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo.5. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra.. Direito Constitucional. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). 7. Direito Constitucional. 2009. Marcelo. 6ª. ed. Ed. que. George. §2°. por força do já citado art. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Atlas. 8. Ed. 2011. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE .6. 6.-LENZA. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Direitos fundamentais implícitos Nas palavras de George Marmelstein. por sua importância axiológica.MIRANDA. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Malheiros. da Constituição de 1988 [. José Afonso da.. 3. SILVA E NETO.Direito. Ed.. Direito Constitucional esquematizado. Alexandre. Manual de Direito Constitucional. Pedro. que decorrem do sistema constitucional como um todo. Direitos fundamentais como direitos positivados 3. 3. 2ª. 2009.

4. Não sendo. desenfreado.3. documento que deu origem aos direitos fundamentais.2. Do Estado absoluto 1. e por isso ninguém pode ser expulso de sua . O Código de Hamurabi. arbitrário e sem leis. preconiza o seguinte: “não há judeu. imposto por volta de 1800 a. convém recorrer ao segundo.2. 1. Maquiavel e o livro clássico “O príncipe”. O pensador John Locke no livro clássico “Segundo tratado sobre o governo”. Todo poder está atado às leis.1. que cessa apenas com a morte”. preconizava o seguinte: “Os homens são por sua natureza livres.. 1. Nenhum poder é absoluto.1.3. Do Estado absoluto ao Estado de Direito 1. porém. muitas vezes suficiente o primeiro. de 1215.2. publicado em 1603. previa regras que são considerados. infinito. tais como: devido processo legal. não há escravo nem homem livre. publicado em 1651. defendia o seguinte: “todo o poder é limitado por limites definidos e pelas leis. hoje. a um príncipe é importante saber comportar-se como homem e como animal”. na Mesopotâmia. Os grandes códigos morais da humanidade 1. 1. defendia o seguinte: “como tendência geral de todos os homens um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder. Thomaz Hobbes de Malmesbury e livro clássico “Leviatã”. não há homem nem mulher: todos vós sois um só Cristo”.2. escrito em 1515. defendia que havia duas maneiras de assegurar o poder: “o primeiro é próprio do homem.3. em 1690. o segundo dos animais. 1. 1. nem grego.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. Epístola aos Gálatos.4. 1.A NOÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM NA EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE.1. Magna Carta de João sem Terra.C. direitos fundamentais. previa no prólogo o seguinte: “evitar a opressão dos fracos” e “propiciar o bemestar do povo”.1.4. iguais e independentes.1. aos direitos e à equidade”. Por conseguinte. princípio da legalidade e da irretroatividade das leis. 1.1. III. 26. Johannes Althusius (1557-1638) no famoso livro Política.

coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). O pensador Charles-Louis de Secondat. para viverem com segurança. “inspirdado pelo lema da Revolução Francesa defendeu o seguinte: “a) a primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos.propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar seu consentimento. O único modo legítimo pelo qual alguém abre mão de sua liberdade natural e assume os laços da sociedade civil consiste no acordo com outras pessoas para se juntar e unir-se em comunidade. A separação dos poderes 1.4.3.4. inspirado nas cores da bandeira francesa.Pensamento de Aristóteles e a separação funcional. à paz e ao meio ambiente. baseados na igualdade (igualité).3.1. em especial o direito ao desenvolvimento.3. Sendo assim.4.4. que tiveram origem com as revoluções burguesas. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. AS “GERAÇÕES” DOS DIREITOS 1. 1. o Barão de Montesquieu.4. Jean Jacques-Rousseau e o livro clássico Contrato Social. Segundo George Marmelstein. pela disposição das coisas. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial.4. 1. e a teoria da separação orgânica dos poderes.4. 1. 1. por sua vez. De acordo com Montesquieu.3. seria a dos direitos econômicos.4.1. b) a segunda geração. fundamentados na liberdade (liberte). O pensador Locke e o esboço do princípio da separação orgânica dos poderes. 2. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. c) por fim.. com a garantia de gozar de suas posses. sociais e culturais. “todo homem que tem poder é tentado a abusar dele”. e de maior proteção contra quem não faça parte dela”. “para que não se possa abusar do poder é preciso que. o poder freie o poder”. impulsionados pela Revolução Industrial e pelos problemas sociais por ela causados. conforto e paz umas com as outras.3. de 1948..] o poder de legislar e o poder de governar não deveriam pertencer à mesma pessoa”. Vasak.2. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. “[. BIBLIOGRAFIA: .3.

2ª. 5. São Paulo: MÉTODO. 3. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. 2009.MORAES.MARMELSTEIN.-LENZA. 6ª. 2010. Marcelo. Ed. 7. São Paulo: Atlas. Pedro. 4. SILVA. Manual de Direito Constitucional. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. 2. Vicente. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Forense. – São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. 6. ALEXANDRINO.1. PAULO. 2009. Direito Constitucional. George.. 15. Direito Constitucional. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional descomplicado. 1997. Marcelo. Jorge. Coimbra: Coimbra. ed. Alexandre. . – São Paulo: Saraiva. 2010. Ed. 2011.MIRANDA.

Início da vida humana.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF.2. c) Terceira teoria: a vida humana começaria com a formação do sistema nervoso central.3. a retirada de órgãos para transplante somente pode acontecer com a “morte encefálica” do doador. b) Segunda teoria: a vida humana tem início com a nidação (vida viável). 2. De acordo com a Lei 9. 2. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e fixação do momento a partir do qual vida humana deve ser protegida. 170) 2. 2.434/97. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À VIDA 1. d) Quarta teoria: a vida humana tem início com na vigéssima quarta e a vigéssima sexta semanas de gestação. art. As principais teorias apresentadas pela doutrina são: a) Primeira teoria: a vida humana começaria com a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide. impedindo-a de abrir mão deste direito”. Não se confunde com a irrenunciabilidade.1. b) direito a uma existência digna (CF.4. ABORTO .1. Direito à vida: dupla acepção.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. com a fixação do zigoto no útero materno.105/2005 (Lei da Biossegurança).510) e a constitucionalidade da Lei 11. a partir daí nasce o ovo ou zigoto). a qual atinge a própria pessoa envolvida. que autoriza a utilização de célulastronco embrionárias para fins de pesquisa e terapêuticos. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. 2. ou seja. art.2.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. a) direito a permanecer vivo. 3. Ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3. 5°. quando ocorre “a passagem da pessoa humana em potencial” para a “pessoa humana tout court 2. caput).

3. PENA DE MORTE 4. 1992. 4. Wade.1. art.3. Os Estados Unidos da América e a aplicação da pena de morte. No caso Roe vs.4°. b) Posição da Suprema Corte no caso Furman vs. c) Posição dos Estados Unidos. 3. a) . Simons (1995): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para os menores de 18 anos. I e II). adotada em 1791. c) A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e a ajuizamento de uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 54). 128. 1973.1.Posição do Brasil. sobre a possibilidade de haver aborto no caso de gravidez de feto anencefálico. e) Posição da Suprema Corte no caso Roper vs.2.1. Segundo George Marmelstein. Geórgia (1976): a aplicação da pena de morte é considerada uma medida constitucional. 4. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. 3. Geórgia (1782): possibilidade de aplicação da pena somente quando os Estados legislassem em conformidade às diretrizes estabelecidas pela Suprema Corte.2. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. b) Código Penal (art. o Código Civil (art. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. Pacto de San José da Costa Rica. a)Aplicação da Oitava Emenda. . e a proibição de penas cruéis ou extraordinárias. c. No caso Planned Parenthood of Soluthwestern Pennsylvania vs Casey. a Suprema Corte reconheceu o direito de a mulher fazer o aborto no primeiro trimestre da gestação e a partir do segundo e terceiro semestre pode haver restrições aplicadas por leis estaduais. c) Posição da Suprema Corte no caso Gregg vs. De acordo com Marcelo Novelino. d) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. Direito comparado a) Posição da França (o aborto é visto como uma questão de saúde pública) b) Posição do Reino Unido (legalizado desde 1967).

2009. espionagem. SILVA E NETO. EUTANÁSIA. 2. 2010. Alexandre. motim. 5.f) Posição da Suprema Corte no caso Atkins vs. 5°. g) Posição da Suprema Corte no caso Campbell vs Wood (1994): a aplicação da pena de morte mediante enforcamento é considerada uma pena cruel. 2010. deserção em presença do inimigo. 7. .3. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885.-LENZA. por exemplo: traição. 5. 6. PAULO. Direito Constitucional. h) Posição da Suprema Corte de Nebraska (2008): a aplicação da pena de morte mediante eletrocussão(cadeira elétrica) é considerada uma pena cruel.. São Paulo: MÉTODO. Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. revolta ou conspiração. George. 1997. – São Paulo: Atlas. Virgínia (2002): a aplicação da pena de morte é considerada uma pena cruel para pessoas com doença mental. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 84) c) Código Penal Militar (art.MIRANDA.MARMELSTEIN. Direito Constitucional. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. 2009.MORAES. São Paulo: Atlas. ed. 2ª. Manual de Direito Constitucional. 6ª. 3. O Brasil e a aplicação da pena de morte. São Paulo: MÉTODO. covardia.1. NOVELINO. Rio de Janeiro: Forense. Coimbra: Coimbra. ALEXANDRINO. Direito Constitucional descomplicado. Ed. ORTOTANÁSIA E DISTANÃSIA: diferença e a questão da proteção da vida em sede constitucional.105/2005). Ed. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. Direito Constitucional. 15. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). Curso de direitos fundamentais. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 4. art. 6. fuga em presença do inimigo. Ed. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. 4. Manoel Jorge. Vicente. rendição. 56) prevê a aplicação da pena de morte. 2011. – São Paulo: Saraiva. Pedro. – Rio de Janeiro: Forense. Marcelo.

DIREITO À IGUALDADE 3. 6°. proporcionando. Curso de Direito Constitucional positivo.AÇÕES AFIRMATIVAS 4. é necessário que o Estado atue positivamente. aos menos favorecidos. que prejudica por preconceito.] é a discriminação para o mal. c) fim constitucionalmente consagrado.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. 3°. 3. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. Discriminação negativa. 2..A igualdade material (igualdade perante os bens da vida. real ou fática). 2. que desrespeita o outro. “[. segundo Marmelstein. José Afonso da. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. São Paulo: Malheiros. que retira vantagens sem motivos plausíveis. SILVA. que procura ajudar o semelhante. “[.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador.Discriminação positiva.1.1.. caput.2.1..IGUALDADE FORMAL E IGUALDADE MATERIAL 2. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. é conceituada por Marcelo Novelino como “o tratamento isonômico conferido a todos os seres de uma mesma categoria essencial”. 5°. art. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. prevista CRFB/1988 art.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. 4. . é definida por Marcelo Novelino como “a igualização dos desiguais por meio de concessões de direitos sociais substanciais. b) justificativa racional. Para isso.2. civil ou jurídica). prevista na CRFB/1988.1. 2009. 1.A igualdade formal (igualdade perante a lei.] é a discriminação para o bem. de acordo com Marmelstein. 3. igualdades reais de condições com os demais”.8. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À IGUALDADE 1.2.

Reserva de cargos (CRFB/88. 2ª. 12. PAULO.. . art. 5. 4. 4.5. 7°. 7°. 4.Igualdade perante a lei e igualdade na lei (posição da doutrina e jurisprudência). 4. Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 3. Tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte (CRFB/88. 4. Manual de Direito Constitucional. 1997. XXX.3.. Curso de direitos fundamentais. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. art.8. 6ª. 6. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado. Alexandre. Jorge. 2010. 4. 2. 37. Direito Constitucional descomplicado.-LENZA. §3°). ed. BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: MÉTODO. art. O sistema de cotas a) A justiça e constitucionalidade de sua adoção (argumentos contrários e argumentos favoráveis). em regra.MIRANDA. Ed.XXX. 15.“[. ALEXANDRINO.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos.MORAES.7.9. Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. art. 5°. 4. 77. art. Rio de Janeiro: Forense. Ed.4. XLII). II. art. 7°. Ed. art. II).. Súmula 683 do STF . I . art 40) 4. da Constituição. §5°). econômica (classe social) ou física (deficiência). 150.2. XXX. – Rio de Janeiro: Forense. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. Isonomia tributária (CRFB/88.6. etnia) ou de uma hipossuficiência. Direito Constitucional. com caráter temporário. Coimbra: Coimbra. – São Paulo: Saraiva. 2011. Proibição ao racismo (CRFB/88. George. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.MARMELSTEIN. 4. Marcelo. 5°. 2009. Direito Constitucional. 2010. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Atlas. NOVELINO. Vicente. art. 179). Marcelo. art. Pedro.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art.

art. Jorge. II). Alexandre. 2011. ou atos com força de lei. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. LEGALIDADE RESERVA LEGAL Exige lei formal. Exige lei formal. . José Afonso da. XVIII. Direito Constitucional esquematizado. ed.-LENZA.1. Menor abrangência. ou atos expedidos nos limites destes. São Paulo: Atlas. Manoel Jorge. 8.. 2010.MARMELSTEIN. 1. BIBLIOGRAFIA: 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. 1997.2. XIII. 15. SILVA E NETO. 2. 173). – São Paulo: Saraiva.LEGALIDADE E RESERVA LEGAL 2. art. 1. 4. SILVA. Maior densidade ou conteúdo. §1° do art. XIX e §3. A autonomia de vontade. Ed. 5°. – São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES. Menor densidade ou conteúdo.1. 2009. Curso de direitos fundamentais. 2ª. Esquema apresentado por Marcelo Alexandrino. Direito Constitucional. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 2. Coimbra: Coimbra.MIRANDA. 37. I. Pedro. Maior abrangência. 2009.2. George. Direito Constitucional. 3. Manual de Direito Constitucional. ato com força de lei. O Estado e o governo sub lege e per lege. 2.7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. Ed.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. São Paulo: Malheiros. Exemplos de reserva legal. 5°.

1. 1. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo.1. 6. 5°. 2. arbitrariedade. ALEXANDRINO. SILVA. 2009. São Paulo: Malheiros. – Rio de Janeiro: Forense.1. Vicente. Conceito doutrinária de autonomia da vontade Segundo Marcelo Novelino.1. José Afonso da. SILVA E NETO. Marcelo. Limites à autonomia de vontade. 7.... desde que não prejudique os interesses de outras pessoas”. “. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.1.2. São Paulo: MÉTODO. 6ª. 1. Direito Constitucional. 8. PAULO. Manoel Jorge. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. NOVELINO. 2009. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. a noção de liberdade não deve ser associada. Direito Constitucional.1. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. 1. LXI. XV.4. Posição do Suprema Corte norte-americana sobre a autonomia da vontade. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. 1. a) 1965 – caso Griswold vs Connecticut (sobre a possibilidade de proibição da comercialização ou a utilização de anticoncepcionais).5.. 2010. Ed.1. que serve como limite ao seu exercício”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. b) 2003 – caso Lawrence vs Texas – sobre o homossexualismo. LXVIII) .3. reconhecimento do direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade. “.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. mas sim a ideia de responsabilidade.

227.12. CP.2. p/ o acordão Min.2. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. LXIII. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. Rel. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária.. rel. 93. b) penas restritivas de liberdade. . LXIV.3. 5°. 5°. 2. Transgressões e crimes militares (CF. §1° e 3°). Cezar Peluso (22. Fundamentação da ordem de prisão (CF.o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. O advogado e o acesso aos autos de inquérito policial e a súmula vinculante 14. CPC. 2.11/69. art. 406/2002. §3°.5. art. a) Súmula vinculante 14: “É direito do defensor.. ter acesso amplo aos elementos de prova que.2. Prisão civil por dívida (CF. convencer os outros de suas ideias”. Gilmar Mendes. 2.2. 5°. garantia constitucional. “.703.1.11. Ele quer expressá-las e.1. b) Depositário infiel (CF. I. art. 3.11. não raro. LXVIII). art. Min. 2. LXI.343/SP. 652). LXVI. LXVII) a) Obrigação alimentícia (CF. art. IX) 2. Min. §2°. 5°. Reserva constitucional da jurisdição 2. No mesmo sentido: STF – RE 349.1. §3°. c) Posição do STF a respeito da prisão civil do depositário infiel (STF – RE 466. LXII.2008. Lei 10. 142.096. por essa razão. c) regulamentações dos poderes públicos. §2°) 2. Ellen Gracie (18.6. LXV. no interesse do representado. rel.4. 5°. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. não estando. 733. 5°. art. obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável”. Prisão (CF. V). digam respeito ao exercício do direito de defesa). O privilégio contra a autoincriminação (STF – HC 83.2.2.2. julgamento em 03. art.2003: “O privilégio contra a auto-incriminação. 3. permite ao paciente o exercício do direito ao silêncio. art.2. art. art.2006). 171. Decreto-Lei 9. IV) De acordo com Marcelo Novelino.5.

1. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CF/88.. ou. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. honora. “[. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 3. XIV. X Segundo Otávio Piva. precisamente. DJ 11. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro.. eles próprios. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. voto do Min. Se isso não ocorre. ao processo. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. art. ainda. de 1916”. 1537 do Código Civil Brasileiro.. por exemplo)”..Dano moral e material (CF. Celso de Mello. V.2.10. DJ 16.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas.05. De acordo com Otávio Piva. no ano de 1948 (RT 244/629). apresentado por Marmelstein.3. julgamento em 10. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo.2. IV..1. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüencias de eventuais excessos. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). art.1.957. 220). b) STF. . delação anônima e ou do escrito apócrito).2005. De acordo com Otávio Piva. usando como fundamento o art. 4. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. julgamento em 11. 1.11.2005 ( a questão do disque-denúncia. 5° da Constituição da República. desde que isoladamente considerados. sobre o importância da liberdade de expressão. Pensamento de Stuart Mill. art. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. 3. V. no inciso IV do art. Inq. Min.] para o STF. IX. “. 5°.1.2002.2002.10. a imediata instauração da persecutio criminis. quando constituírem. Rel. 4. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. só por si.. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada.369. o STF. Celso de Mello. formalmente. deve começar pela identificação. 5°. “[.

VI. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. Rel. cartazes. mas deixou claro que o material político ou científico ainda pudesse ser distribuído. escritos.4. Johnson sobre o ato de “queimar a bandeira nacional”. desenhos.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. a b)De acordo com Marmelstein. §§2° e 3°). Estas são expressivas prerrogativas constitucionais cujo integral e efetivo respeito.2. Caso Miller vs. Posição do Supremo Tribunal Federal na ADIn 1755/DF. a Corte Constitucional da Alemanha entende que a liberdade de expressão “alcança também expressões comerciais. 4. desenhos.3. A livre expressão e manifestação de idéias. assim como a pura publicidade econômica. Conceito .Direito comparado. 5. pinturas.1. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. a)Posição da Suprema Corte dos EUA. em 1989. admitiu que o “ato obsceno não desfrutaria de nenhuma proteção constitucional. a liberdade de expressão tem b. que tenham um conteúdo axiológico constitutivo de ordem pública”. 5°. Liberdade de consciência 5.1. mesmo que seu conteúdo fosse considerado erótico”. 5.1. 4. o silêncio). Califórnia (1973). qualifica-se como pressuposto essencial e necessário à prática do regime democrático. manifestações artísticas. no caso Texas vs. a) Posição da Constituição de 1988 a respeito das restrições a respeito da publicidade (art. VII). pelo Estado. pensamentos e convicções não pode e não deve ser impedida pelo Poder Público nem submetida a ilícitas interferências do Estado”. nos EUA expressão muito abrangente.5. 220. 4. art. sátira.1. A propaganda comercial e a proteção à liberdade de expressão. a)Segundo Marmelstein. Nelson Jobim: “A Constituição da República revelou hostilidade extrema a quaisquer práticas estatais tendentes a restringir ou a reprimir o legítimo exercício da liberdade de expressão e de comunicação de idéias e de pensamento. Essa repulsa constitucional bem traduziu o compromisso da Assembleia Nacional Constituinte de dar expansão às liberdades do pensamento.4.

). 5. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. j.1.3.. independentes de qualquer aspecto religioso”. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”.1.. 5. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. súplicas.1.2. Na visão de Marcelo Novelino. A laicidade do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. “. aos quais foi assegurada a imunidade fiscal (CF. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). cantos sagrados.4. art. b). “[.2.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). Carlos Velloso. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”.. 5°.. oferendas e donativos”. 15/8/2002). VI.4. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar . 150..1. podendo ser exercida em locais ao público.2. Liberdade de crença 5. 5. Constituição Federal de 1988 (art. art. é uma das formas de expressão da liberdade de crença. E para Habermas. 19. Min. 5. 5. 5. 6.3.3.. “. I. Conceito Para Pontes de Miranda. IV) 6.Segundo Marcelo Novelino. adorações. (Ranier Forst). ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. VIII. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. procissões.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. 15.4. ADI 2076/DFm rel. desde que observados certos limites. b) As decisões tomadas na esfera pública deve ser pautada na razão.4. “.. ou em templos. Liberdade de culto 5. Segundo Marcelo Novelino.

3.3. XI.3.239/1991). 218. Código de Ética Médica 6. .3. da Lei Maior). 03/07/2008). de paciente que esteja inconsciente no momento da transfusão. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).8.2. A posição da Corte Constitucional da Alemanha sobre a colocação de crucifixos nas salas de aula de uma escola pública de ensino obrigatório. Título VIII. violaria as leis de Deus”. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. Posição dos Tribunais 6. plaquetas e plasma -. Importância da assistência religiosa em presídios foi reconhecida no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (Relator Deputado Domingos Dutra.4.2. liberdade religiosa. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. Diferença entre reunião e associação 7. mesmo de componentes primários -glóbulos brancos e vermelhos.6.3.5...3. Feriados religiosos (Seção II. 6. c) Manifestação antecipada da vontade.9. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. Colisão entre irrenunciabilidade do direito à vida vs.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. 6. 6. 6. LIBERDADE DE REUNIÃO E ASSOCIAÇÃO (art.XVII a XXI). O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos : a) material. nas palavras de Otávio Piva. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 6.239/91. “[. 7. em tempo de paz. Posição de Marcelo Novelino a) Paciente absolutamente capaz e consciente.2.. 7. assistencial. o qual permite que. Assistência religiosa (regulamentação Lei n° 9. após alistados. art.1. §2°. por escrito.3.8. 6. 5°.1.3. 6. 6. 6. X. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. 3°. do Capítulo III.3.De acordo com a Lei n° 8.982/2000). §1°)..3. XV. cuja aceitação. b) formal. b) Paciente inconsciente ou incapaz.7. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. “. filantrópico ou mesmo produtivo.

c) admissão à profissão. art. Ed. 8. I. IV. Vicente. 2. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. b) exercício da profissão. São Paulo: Atlas. x e XI) 7.-LENZA. a XXI). 6ª. Legitimação extraordinária. 6. e art. Ed. 8. Representação processual vs. Jorge. NOVELINO. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. 2011.4. Ed. Coimbra: Coimbra.4.4. XIII).. 8.7. George. 5°. 2ª.1. Rio de Janeiro: Forense. à livre escolha do emprego. 8. Marcelo. A exigência de tempo de graduação para acesso dos cargos da magistratura e do ministério público (CF. CF. 15. Marcelo.3. – São Paulo: Saraiva. 5. XVII.4.2. art. ed. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. 5°. (substituição processual).3.MIRANDA. art. Pedro. . Manual de Direito Constitucional. 4.MARMELSTEIN. Direito Constitucional descomplicado. Direito à associação (CF. Declaração Universal dos Direitos do Homem.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. art. 129. São Paulo: MÉTODO. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. art. 2010. 3. Limitações impostas à liberdade de reunião (CF. XIII). 2010. PAULO. LXX . 1997. art. 22. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão.2. 8. Direito Constitucional. §3°) BIBLIOGRAFIA: 1. – São Paulo: Atlas. Os limites à lei ordinária na contenção do exercício de profissões – o princípio da proporcionalidade. 5°. XV. Direito Constitucional. de 1948. Alexandre. São Paulo: MÉTODO.1. Competência para legislar (CF. Direito Constitucional esquematizado. 1°. 8. XVIII.1. De acordo com Otávio Pita. Curso de direitos fundamentais. XVI). 8. 7. 5°. 2009. 93. art.4.

salvo em hipóteses nas quais outros bens. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). Manoel Jorge. 2009. DA VIDA PRIVADA. X) 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1.2.1. José Afonso da. 5°. .7. 2. da vida privada. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. garantindo a inviolabilidade da intimidade. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. São Paulo: Malheiros. SILVA. X). 2009. Imagem Segundo Marcelo Novelino.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. Direito Constitucional. 8. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo. valores. a “Constituição protege a privacidade (gênero). INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. Art. 5°.

Posição do STF (RE 251. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.4. Min. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. casas de pousada.3.. hotéis.. eixo em torno do qual gira o direito à informação[. 2. privada e íntima”.3. 5°. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. c) dependências de casas. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3.1. sendo cercadas.Direito à privacidade e liberdade de informação: critérios de ponderação. b) Pessoas públicas “por se submeterem voluntariamente à exposição pública. ii) forma adequada de transmissão. muradas. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico . sendo menor a intensidade de proteção (esfera privada e íntima).Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva.445.4. 3.2.Com consentimento do morador 3. XI) 3. art. gradeadas. Rel.2. e iii) contribuição para o debate de interesse geral ou relevância para a formação da opinião pública. o conceito de casa.]”. 3. a) Pessoas comuns “a proteção deve se dar nas esferas pessoal. abrem mão de uma parcela de sua privacidade.A divulgação de uma informação invasiva da privacidade deve ser admitida quando concorrem os seguintes fatores: “i) licitude da informação.4. 3. abrange: a) qualquer compartimento habitado.

art.3. art. ainda que inciado durante o dia. 4. do destinatário e do remetente”. 3. 240. A inviolabilidade da correspondência epistolar (missivas ou epístola) – art. Habitação familiar e consentimento para ingresso.Sigilo bancário e sigilo fiscal 5. radiotelefonia. rel. III). radiotelegrafia e outros.Definição de correspondência Na visão de Otávio Piva. 4. abrangendo não só a carta. Posição do STF (RE 219.Apreensão de carta na busca domiciliar (CPP. 5. art.Segundo Otávio Piva. 4. os “terceiros” que possuam licitamente a carta. Art. social . b).4. ainda quando armazenados em computador”.O princípio da máxima efetividade (CF. ou seja. telefone. Ministro Carlos Velloso) . o STF entende que o “sigilo fiscal (e fiscal.Os dados em si não estariam protegidos. 5. 139. X). desde que autorizada pela destinatário. b) estado de sítio (CF. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. §1°) e a interpretação ampliativa do sigilo de dados vs.1. no caso de haver conflito entre os moradores. XII. por cartas. 4. §1°).3. após o anoitecer. dados informatizados.Possibilidade de uso de correspondência epistolar como prova em juízo (art. Quanto às cartas confidenciais. 233 do CPP) De acordo como José Celso de Mello Filho. 4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art.b) Critério horário 3. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 5.5. XII) 4. 5. também poderão usá-la como prova em juízo. I. mas os demais instrumentos de comunicação”.4. através do espaço. é “toda comunicação escrita ou verbal.A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF.3. 5°. 5°. art. pois deve ceder diante dos interesses público.2. 5°. 5°. portanto) não é absoluto. § 1°. Cumprimento de uma decisão judicial. explica que será necessária a dupla autorização.1.1. telegramas. 151 CP. mas apenas a sua comunicação. 136. Inviolabilidade à privacidade (CF.780/PE.2.3.

. ao conteúdo de informações contidas em extratos bancários. 5.]”. 6. c) quebra de sigilo de dados bancários.para instruir defesa da União nas ações em que essa seja parte – (art. DE 6.. X e XII)”.e da Justiça: […] deve ceder também na forma e com observância de procedimento legal e com respeito ao princípio da razoabilidade”. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. 6.. 3°. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). Pode ser telefônica. Nos termos do art. 4°).Gravação clandestina. .1. 5°. d) Nas palavras de Flávio Piva. c) requisição do Poder Legislativo Federal e das Comissões Parlamentares de Inquérito (art. interceptação e quebra de sigilo: distinção De acordo com Marcelo Novelino.296/96. fiscais. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA TELEFÔNICAS.2.3. com o consentimento de um dos interlocutores. prevê as seguintes situações que permitem o acesso aos dados bancários: a) requisição do Poder Judiciário (art.. 5°. b) Advogacia-Geral da União . sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [.Lei Complementar 105/2001 (dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências).. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. d) informação periódica das instituições financeiras diretamente à autoridade tributária da União (art. não autorizado pelo titular. De acordo com Alexandre de Moraes. 9. Lei n. declarações do Imposto de Renda.] há necessidade do endosso do Poder Judiciário para a quebra do sigilo bancário em procedimentos administrativos na esfera tributária. §3°). telefônicas ou informáticos “consiste no acesso. desde que no âmbito de procedimento administrativo visando à defesa do patrimônio público. 5°). b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. e)por determinação do Ministério Público. 3°). a escuta telefônico consiste na existência de um terceiro. art.2. registro de ligações e arquivos de computadores (CF. “[.

da Lei n° 9. especialmente quando a complexidade do fato exige investigação diferenciada e contínua. “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. da Lei 9. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. mesmo que por sucessivas vezes. 5°.3.6. II 6.4. Segundo Marcelo Alexandrino.1. em tais prorrogações. LEGITIMADO Autoridade policial Ministério Público SITUAÇÃO Investigação criminal Investigação criminal e instrução processual penal . nenhuma ofensa ao art.296/96 Art. 5°. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. X.6.3. 6. Natureza cautelar da interceptação telefônica). punível com reclusão. caput.5. Direito à privacidade (CF. 3°.296/96). desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.3. 6. 2°.3.3. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção.296/1996”. A legitimidade para a requisição/determinação da interceptação das comunicações telefônicas (art. é possível a prorrogação desse prazo. art. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art.Prorrogação do prazo de autorização da interceptação telefônicas De acordo com Marcelo Alexandrino. 2 °. não havendo. LVI) 6. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.

isto é. quando constatada a presença de provas lícitas das ilícitas. colhidas sem necessidade dos elementos informativos relevados pela prova ilícita. 5°. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree) 6. c) ocorrência de fato determinado determinante para instauração da CPI.Possibilidade de utilização da prova ilícita e da prova ilegítima. LVI) Segundo Alexandre de Moraes. que inclui duas espécies: a) prova ilícita que é obtida “com infringência ao direito material”. a prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela.3. necessariamente.2.4. se existem nele outras provas ilícitas e autônomas. É a aplicação. Legítima defesa e gravação clandestina 6. o termo prova ilícita é o gênero. .5. b) prova ilegítima que é obtida “com afronta ao direito processual”. Posição do STF quanto a ilicitude de prova: Marcelo Alexandrino destaca seis posições do STF sobre a matéria. Tribunal Pleno. Sydney Sanches. Em verdade. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. o doutrinador argumenta que a “presença de prova ilícita nos autos não invalida. b) decisão fundamentada. entre nós. art.Juiz (ex officio) Investigação criminal e instrução processual penal 6. 58. Nas palavras de Marcelo Alexandrino. as Comissões Parlamentares de Inquérito. diretamente. Rel. Porém. 01. por exemplo)” Quanto às provas ilegítimas.Vedação à prova ilícita (CF. a) Posição do STF (MS 23448. podem determinar. §3°).Legitimidade das comissões parlamentares de inquérito para determinar a quebra do sigilo das comunicações.07. 6. observando as seguintes limitações: a) acesso somente ao registro das ligações já realizadas e não o conhecimento do teor da conversa.3.3. art. com base nas provas lícitas nele presentes”.6.3.3. todas as provas decorrentes são também ilícitas. em face dos poderes próprios de autoridade judiciais (CF. 6. podendo o processo ter seu curso continuado. o processo.3.1999) Na linha do STF. a quebra do sigilo telefônico dos investigados.

-LENZA.. 5. Jorge. 8. […] e) é lícita a prova obtida mediante gravação de diálogo transcorrido em local público”. . 2010. São Paulo: MÉTODO. desde que haja conexão entre os delitos. Direito Constitucional. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo. Marcelo. com a autorização de um dos interlocutores. Manoel Jorge. art. […] c)é válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta telefônica autorizada judicialmente para a apuração de crime diverso. 2009. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 3. Ed.“a) é lícita a prova obtida por meio de gravação de conversa própria. 4. 1997. por constituir “interrogatório” sub-reptício. Direito Constitucional esquematizado. X e XII). Direito Constitucional. 7. sem o consentimento do outro. Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. Curso de direitos fundamentais. 2009. José Afonso da. 2011. ed. – São Paulo: Atlas. 6. desde que para ser utilizada em legítima defesa. se quem está sendo vítima de proposta criminosa do outro. 15. São Paulo: MÉTODO.MIRANDA. Direito Constitucional. 2ª. […] d) é ilícita a prova obtida por meio de conversa informal do indiciado com policiais. feita por um dos interlocutores. Ed. Alexandre. 2009. SILVA. 6ª.MARMELSTEIN. […] b) é lícita a gravação de conversa realizada por terceiro. Vicente. 2. 2010. São Paulo: Atlas.MORAES. ALEXANDRINO. 5°. Direito Constitucional descomplicado. Manual de Direito Constitucional. sem as formalidades legais do interrogatório no inquérito policial e sem que o indiciado seja advertido do seu direito ao silêncio. Coimbra: Coimbra. Marcelo. PAULO. – São Paulo: Saraiva. BIBLIOGRAFIA: 1. – Rio de Janeiro: Forense. George. (CF. São Paulo: Malheiros. Pedro.

art. §4°). 184) 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 5°. art. art.2. XXII. 182. Função social da propriedade urbana (CF. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO DE PROPRIEDADE 1.2. inciso XXII.1. art.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF.1. “caput”. 1.2. III). art.1. art. 1. 1. art.Da função social da propriedade (CF. §2°). art. art. 5°. 178. 177. 170. 182. 1.Do regime jurídico. 1. 1. 222. Desapropriação para fins de reforma agrária (CF. Descumprimento da função social da propriedade urbana (art. entre outros).Das limitações ao direito de propriedade (limitações ao jus utendi. §1°. jus fruendi. 186).2. art. 186. jus abutendi) . 170. Função social da propriedade rural (CF. art. “caput”.2. 176. art.1.2.1.2. II e III.3.

XXV e o caráter exclusivo da propriedade.3. os limites.5.3. Competência para legislar (CF. legitimar-se-á a intervenção estatual na esfera dominial privada. contudo.2.315/45 (Regula as ações judiciais contra a União em caso de requisição). -a) Posição do STF – ADI (MC) 2. para esse efeito. saúde e os bens da coletividade. XXIV.1. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. pesa grave hipoteca social. 5°.3. Lei 6. eis que. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. art. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. 5°. rel. 1. 2. art. Aplicação do art. 1. III) b.Espécies a) Requisição administrativa militar que tem por objetivo o resguardo da segurança interna e a manutenção da soberania nacional.3. em situação de perigo público iminente. 5°.3. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. conflito armado etc.3. 22.4.1. XXV) 2. em tempo de paz. art. perigo público e iminente ameaça de paralisação de atividades de interesse público) 2. art. Ministro Celso de Mello: “[. o Estado utiliza bens móveis. 183.213/DF. b.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. . a significar que.2. em tempo de paz. 5°.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. Lei Delegada 4/1962 (Requisição.2. Decreto-lei 2/1966 (Requisição.1. Decreto-lei n° 4. 5°.1. de bens e serviços essenciais ao abastecimento da população). se houver dano”. b) Requisição administrativa civil que tem por finalidade preservar a vida. como instrumento de intervenção no domínio econômico). Aplicação do art. incêndio. 243. Decreto-lei n° 7. 191 e caráter perpétuo da propriedade 2.812/42 (Requisições civil e militares em tempo de guerra). XXII e o caráter absoluto da propriedade.439/77 (Requisição em casos de calamidade pública. sobre ele. observados.. catástrofes etc. em face de comoção interna. b. art.. art. Aplicação do art. b. b. XXII). em decorrência de sonegação de gênero de primeira necessidade. “é o instrumento estatal mediante o qual.

imóveis e serviços […]. 5°. nos casos de necessidade pública.Competência para declarar e promover a desapropriação 3.1.Pressupostos constitucionais 3. e) a indenização somente devida se houver dano.4.5.. II. DESAPROPRIAÇÃO (CF. §3°).Forma de aquisição originária 3.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. art.132/1962) Procedimento administrativo Poder Público e seus delegados Necessidade pública.3.4. a.1. 22.2. 3. b) seu pressupostos é o perigo público iminente […]. Principais características apresentadas por Marcelo Alexandrino são: “a) é direito pessoal da Administração […]. art.2. é ulterior [. Necessidade pública.4.1.Características 2. utilidade pública ou interesse social Propriedade do bem Perda do bem Justa indenização . utilidade pública e interesse social (Lei Federal n° 4.6. art. 3. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.]”. utilidade pública ou interesse social”. XXIV) 3.. As espécies de desapropriação são: a) ordinária. Características principais: Aspecto formal Sujeito ativo Pressupostos Sujeito passivo Objeto da desapropriação Reposição do patrimônio do expropriado 3. c) incide sobre bens móveis. Competência legislativa (CF. 184.5. d) caracteriza-se pela transitoriedade […]. 3.

4. art.A prévia e justa indenização. parágrafo único) 3. USUCAPIÃO 4. 191. depende de acordo ou. b. 5. necessidade pública permanente. 2. XXVI) 5.Confisco (CF. Decreto 3. A desapropriação é sempre indenizável e exige indenização prévia (…). 5°. §3°. Lei n° 4. 5°. 183) 4. 3. A desapropriação supõe necessidade corrente. 3. art.1. 183. art. 6. art. XXIV.8. A requisição.A desapropriação é volvida à aquisição da propriedade.3. Usucapião de imóvel rural (CF. .b) extraordinária. A desapropriação refere-se apenas a bens. XXIV. art. art. usual. §4°. Lei 10. 191) 4. 5°. art. de procedimento judicial. 3. Decreto n° 3.2. art. de Mello: “1. 5°. A requisição supõe. XXIV.365/41) b.3. Utilidade pública (CF. compulsiva.132/62). Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. 184 e LC 76/1993). (CF. para se efetivar.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. A desapropriação.365/1941) b. em geral. A requisição preordena-se ao uso dela.6.1. A desapropriação é suscitada por necessidade permanentes da coletividade. (art. art. 4. Usucapião de imóvel urbano (CF. II. A requisição é autoexecutória.527/2001). a bens ou serviços. A requisição decorre de necessidade transitória. na falta deste. Necessidade pública (CF.Distinção entre desapropriação e requisição apresentada por Celso Antônio B.2. parágrafo único) 5.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (CF. 243. 182 . A requisição pode ser indenizada a posteriori e nem sempre é obrigatória”.1. Interesse social (CF. 153.7. art. art.

279/96). 1. Momento Lugar Inventariante 7.788 e art. XXIX e a Lei n° 9. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. art.610/98).Sucessão legítima Nas palavras de Otávio Piva.. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. a terra poderá ser penhorada”. 5.. 5°. 155.829do CC). XXVII e XXVIII e a Lei n° 9.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CF.857 do CC). o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. 7. 5°. “é aquela em que o de cujus faleceu sem testamento.1.2.b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família.1. ou o testamento deixado caducou ou foi julgado nulo (art. 7. I) 7.DIREITO À HERANÇA (CF.3. art. revestido da solenidade requerida por lei[.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. 1.]”. De acordo com Otávio Piva. a exemplo. Todavia. art.2. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. 1.como marcas e patentes – (CF. art. é um condomínio forçado”. 1. b) propriedade industrial . Morte do de cujus (art. 150.Sucessão testamentária (art. IV.784 do CC) O último domicílio do falecido (art. 6. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. XXX. isto é. “é aquela em que a transmissão se opera por ato de última vontade. 5°. art. A herança é uma universalidade. Nomeação pelo juiz de uma pessoa para a administração e representação da herança. é indivisível até a partilha. XXXI. .

Coimbra: Coimbra. Marcelo. – São Paulo: Atlas. 2. 5. 4. Ed. Direito Constitucional esquematizado. ed.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. 2011. Sucessão de bens de estrangeiros situados no País (CF. Rio de Janeiro: Forense. 6ª. São Paulo: Malheiros. SILVA E NETO. 7. NOVELINO.4. 5°. Ed. art. Jorge.MIRANDA.. 8. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Saraiva.-LENZA. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. 10. Direito Constitucional descomplicado. 2010. . 1997. art. II do Código de Processo Civil) 8. 6. Direito Constitucional. PAULO. Pedro. 2ª. George. 3. Direito Constitucional.7.MARMELSTEIN. 89. 2009. Alexandre. SILVA. Manoel Jorge. São Paulo: Atlas. José Afonso da. XXXI. §1° da Lei de Introdução ao Código Civil e art. Direito Constitucional. 2009. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente. Manual de Direito Constitucional. 2010. ALEXANDRINO. 15. 2009. A PROPRIEDADE INTELECTUAL (OU IMATERIAL) BIBLIOGRAFIA: 1. Ed. Curso de direitos fundamentais.

. da Constituição Federal se aplica a toda e qualquer lei infraconstitucional. Moreira Alves. ADI 493/DF. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. a. XXXVI) 3. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. ser mais suprimido”.1. a partir daí..1. sem qualquer distinção entre lei de direito público e lei de direito privado. rel. direito adquirido é direito [. art.]que se aperfeiçoou. XXXVI. não podendo. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS EM ESPÉCIE DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 3. 5°. 25/6/2002: “[. 5°. ou entre lei da ordem pública e lei dispositiva”. De acordo Marcelo Alexandrino.2. Conceitos a)DIREITO ADQUIRIDO.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “é aquele direito que já se incorporou ao patrimônio jurídico do seu titular. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. j. 3. segundo George Marmelstein.. Direito adquirido e coisa julgada ..] o disposto no art.

a. segundo George Marmelstein. a. respeitados os direitos adquiridos..2009): “não cabe a alegação de direito adquirido contra a mudança de regime jurídico”. pelo Estado.] o princípio insculpido no inc.] já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou”. XXXVI do art. vez que a Constituição não se deve interpretar segundo a norma ordinária. XXXVI. rel. §3° da LICC.5. DIREITO ADQUIRIDO O direito adquirido nasce diretamente da lei. de norma retroativa (lei ou decreto) em benefício do particular [. (Observar a súmula 654) a. posição doutrinária de José Afonso da Silva: . art. ou revogá-los. O ato jurídico perfeito está relacionado “mais á forma”. STF: “A Administração pode anular seus próprios atos. como o esvaziamento da norma estatuída em nível supremo”. 10/12/1996: “[. De acordo com a LICC.. §1°.865/PR. o STF “[. MIn. Segundo Otávio Piva. Octávio Gallotti.11.. §3°) c. quando eivados de vícios que os tornem ilegais.. um contrato assinado e sem vícios é um ato jurídico perfeito)”. Crítica ao art. RE 184099/DF. “ traz reforço à impossibilidade de a lei definir estritamente o que seria Direito Adquirido.Súmula 473.] reconhece que a delimitação conceitual de direito adquirido encontra-se no plano infraconstitucional”. paradoxalmente..1. ATO JURÍDICO PERFEITO O ato jurídico perfeito “é negócio fundamentado na lei”. em todos os casos. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC.. 6°. a apreciação judicial”. j. Entretanto. sob pena de. STF – Al (AgR) 703. 6°.ex.. b) ATO JURÍDICO PERFEITO. O direito adquirido está relacionado “mais ao conteúdo”. pois a previsão da LICC não vincula a jurisdição constitucional nem a interpretação dos preceitos constitucionais que tratam do tema. prevista no art. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. rel. 5°.2. porque deles não se originam direitos. ou seja.. o ato jurídico perfeito é aquele “[. estando apto a produzir seus efeitos (p. Ellen Gracie (24.3. c) COISA JULGADA. art. segundo George Marmelstein. da Constituição da República. alega que Maria Coeli Simões Pires. submeter o legislador a um limite por ele mesmo imposto. 5° da Constituição (garantia do direito adquirido) não impede a edição. não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado”. Min.a. “é aquele ato que já se consumou.4. por motivo de conveniência ou oportunidade.] a garantia da irretroatividade da lei. e ressalvada.6°.

Posição do STF na ADI 3105/DF 5. não pode. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. XXXVI 4. Direito adquirido. não à coisa julgada formal. refere-se à coisa julgada material. b) Coisa julgada e a investigação de paternidade (posição do STJ .. 6°. terceira turma. Rel. 5°. A aplicação do art. Aplicação do art. editar ou interpretar leis dando-lhes efeito retroativo”.1..2. Segundo Antônio Jeová Santos. “[. como conceitua o §3° do art. . a decisão judicial de que já não caiba recurso. “[. 6° da Lei de Introdução do Código Civil.. 5°.] A garantia. c. DJ 29/06/98. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.4. em nome da coerência com a situação atual em que se vive. § 3°.5. XXXVI e a proibição de leis retroativas. da Lei de Introdução do Código Civil. hoje. c. 3. XXXVI e o sentido do vocábulo “a lei não prejudicará”. Cláusula pétrea e aplicação do art.. Por mais que a lei nova surja como apanágio da evolução. 3. Coisa julgada formal.] segurança e a certeza jurídica são os pilares da irretroatividade. da Carta Magna é. Prevalece. Carlos Alberto Menezes Direito. Ficou. Resp 107. de adaptação dos costumes e comportamentos. b) ADI 3105/DF sobre a constitucionalidade da Emenda Constitucional n° 41/2003.. julgado em 07/05/98. superada a definição do art. e não a denominada coisa julgada administrativa”. a)Posição do STF na ADI 2010/DF sobre a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados (inativos).] a coisa julgada a que se refere o art. que torna imutável e indiscutível a sentença.248/GO. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.3. Coisa julgada administrativa (análise de Otávio Piva. 5°. 4.. coisa julgada e ato jurídico perfeito podem ser relativizados??? a) Aplicação do princípio da proporcionalidade.. XXXVI..] produz apenas efeitos endoprocessuais. segundo Marcelo Novelino. sob à luz do STF): “[. pois. aqui. A nação politicamente organizada não pode viver sob o sabor da boa vontade do legislador. 5°. 467)”.“[.

.1. b) Posição do STF (HD 22. 8°....]”. [.] isso não autoriza. dispõe as exigências necessárias para que o autor da cão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. [. Seria exigir do Poder Judiciário que substitua a atuação do órgão administrativo. Outra coisa seria burlar a tutela do Judiciário sem que haja uma lesão ou ameaça de lesão por parte da Administração e.Inexistência de jurisdição condicional Na visão de Otávio Piva. art... Celso de Mello. sistema inglês. §1°) De acordo com Otávio Piva.. sem decisão. [. de maneira indiscriminada.. 6. o princípio da inafastabilidade da jurisdição tem como “destinatário principal o legislador (mas se aplica de forma geral a todos). foi pacificamente banida do sistema brasileiro. o que são realidades totalmente distintas[.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. sem decisão. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. repita-se. Min...2. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.]”. Não haveria sentido.]”. parágrafo único. a permissão de que os interessados judicializem suas questões diretamente sem que haja qualquer resistência dos órgãos administrativos. ou seja. levar diretamente ao Poder Judiciário uma questão que sequer se demonstra controversa.. sem o que órgão tenha minimamente esboçado qualquer resistência ao interesse daquela pessoa[. 6. 217.] É importante ser claro: não se está a defender a exigência de que o interessado esgote a instância administrativa antes de acessar ao Judiciário. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. art. na medida em que proíbe a edição de leis ou atos normativos que proíbam ou dificultem o acesso amplo ao Judiciáiro [. sistema anglosaxônico) e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1891. por exemplo.4.3. rel. Essa providência.6.. um entendimento contrário à pretensão do requerente ou a indisposição de atendê-lo”. sob a qual a Administração sequer demonstrou. 6. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. 6.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO RESERVA DA JURISDIÇÃO) (ou princípio da De acordo com Otávio Piva. em nenhum caso. mais grave.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.507/97. DJU 19/09/91: . Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9.Jurisdição única ( sistema judiciário.

torna-se inviável o exercício desse remédio constitucional. art. 103-A) a)Lei n/ 11.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário na apreciação das questões postas em juízo.. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. I. A inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Características essenciais apresentadas por Otávio Piva: “1. “[. art.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. 102. para o julgamento de um caso específico. há carência de ação constitucional do habeas data”. “a”.5.. Que o reexame seja confiado a órgão diverso do que a proferiu e de hierarquia superior na ordem judiciária”. art. sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. e ex post facto.417/06 estabelece no art. Sem que se configure situação prévia de pretensão resistida. 7°: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrarie enunciado de súmula vinculante. negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Obsta que. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. isto é.] considerou que o princípio do duplo grau de jurisdição não é garantia constitucional e afastou a incidência geral e indiscriminada a qualquer caso”.Situações que fogem da apreciação judicial a)Competência interna corporis (competência das Casas Legislativas). Ausente o interesse legitimador da ação. art. 7. b) Posição proferida pelo STF (RHC 79. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc.11. rel. 6. criadas depois do caso que será julgado). XXXVII.. ou seja. ou da omissão em atendê-lo.“[. 2.7. constitui requisito indispensável para que se concretize o interesse de agir no habeas data.Súmula vinculante (CF.6. Sepúlveda Pertence. 6.. segundo Otávio Piva “[. DJ 22. por arbitrariedade ou casuísmo. c) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1.] o acesso ao habeas data pressupõe.. 2. dentre outras condições de admissibilidade.2002. 5.. A prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais. Possibilidade de um reexame integral da sentença. o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. I. a existência do interesse de agir. b) Mérito administrativo (motivo e objeto do ato administrativo) 6. Contra omissão ou ato da administração pública. 52. ou seja. inciso XXXVII e LII. CF. o art.785/RJ. CF. 5°. §1°. .

3.. . ou exilado.1. “[.8.. a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada. Nas palavras de Otávio Piva. além disso. porém menos gravosa[...]”.. ou seja. cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[. “[. ou de qualquer modo molestado.. o STF considera.] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito..1. Origem O princípio do devido processo legal remonta da Magna Carta de 1215.. representa uma exigência de fair trial. e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz. 5°. LIV) 8. no sentido de garantir a participação equânime. Necessidade ou exigibilidade “[.] um princípio que lastreia todo o leque de garantias constitucionais voltadas para a efetividade dos processos jurisdicionais e administrativos. 8. b. Adequação (idoneidade ou pertinência). que preconizava o seguinte: “[... e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do país”. sempre imbuída pela boa-fé e pela ética dos sujeitos processuais”. b..2. art.. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.b) plano material (substantive due process of law) 8. justa.]”. leal.. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos.. assegurando que todo o julgamento seja realizado com a observância das regras procedimentais previamente estabelecidas e.]”. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).] nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão. ou privado dos seus bens ou colocado fora da lei. enfim.]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito. Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter[..1. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b. Proporcionalidade em sentido estrito”[.2.

preso ou despojado de seus bens. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. pois equipara. XXXVIII) 10. c) direito das partes de ver seus argumentos considerados”. costumes e liberdades. 9. também. LX.2. LXI. para evitar sua auto-incriminação”. para efeito de sua validade material.] o direito dado ao indivíduo de traze ao processo.2.2008 (Informativo 505).05. no feito. 9. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). Celso de Mello. a instituição do Tribunal do Júri encontra sua origem na Magna Carta de 1215 que preconizava: “ninguém poderá ser detido. o direito de acusação com o direito de defesa [.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. LXXVII.1. oral ou escrita. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. XXXVII. direito à proporcionalidade.] todos os atos emanados do Poder Público estão necessariamente sujeitos. “[. senão em virtude de julgamento de seus pares.059. “[. a igualdade das partes no processo.JÚRI POPULAR (art. o contraditório. Tribunal do Júri e o princípio democrático . RE 434. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. LXI.]”. a todo ato produzido pela acusação.] a) direito de as partes obterem informação de todos os atos praticados no processo. b) direito de manifestação. Min. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). administrativo ou judicial.]”. Posição do STF. 8. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. caberá igual direito de defesa de opor-se. O contraditório assegura.. 10. o STF posiciona-se da seguinte maneira: “[. 10. significando que. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA 9. ADI 2. “[. julgamento em 07.. LVII. de apresentar suas contrarazões.. 5. à indeclinável observância de padrões mínimos de razoabilidade[. XXXV. das partes acerca dos elementos fáticos e jurídicos constantes no processo.LVI..667/DF. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor..caput. segundo as leis do país”. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 5°.. Gilmar Mendes.1...c) Posição do STF.3. Origem do Júri Popular Nas palavras de Otávio Piva. tais como: arts. 9. De acordo com Marcelo Alexandrino. LV..2. Rel... Rel.

. 5°.617-2. que é o seu Presidente.5. arts. e 25 jurados) 10. 11.6.8. c) Aborto. LXV (prisão ilegal) De acordo com Otávio Piva. . b e c). 5°. 108. LXIV (aos investigados ou indiciados) Segundo Otávio Piva. I. 302 do CPP. LX. a e 102. Para tanto.1. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. em especial a ausência de garantias aos jurados. 11. sua inexistência e falta de conhecimento técnico. quis o constituinte assegurar que o julgamento fosse mais imparcial possível. 29. “a soberania do veredicto do júri não exclui a recorribilidade de suas decisões”.9. Plenitude de defesa (art. XXXVIII.3. IX) b) Nas palavras de Guilherme Nucci. “c”) De acordo com o STF (HC 71. 5°. rel. qualificado ou privilegiado. o dispositivo. “[. Soberania dos veredictos (art.4. Min. b) não estiverem presentes os requisitos da prisão em flagrante previsto no art. “a”) a) princípios da oralidade b) princípio da imediatidade 10. acima. pode-se ter com exemplos de prisão ilegal: “a) no flagrante delito faltar formalidade essencial à lavratura do auto. admite duas interpretações: “a) direito de requerer à autoridade superior a revelação dos nomes dos agentes responsáveis pelos atos referidos. 10.689/08): 26 juízes (um togado. “b”) a) Princípio da publicidade (arts. Aplicação do art. espelho fiel da soberania do colegiado. 10.] Certamente conhecedor das características inerentes ao tribunal popular. embora o julgamento transcorra em público”. d) Infanticídio. VIII. I. instigação ou auxílio ao suicídio. Composição do Tribunal do Júri (Lei n. simples. 10. Sigilo das votações (art. Título I. XXXVIII. Previsão do Tribunal do Júri nas Constituições brasileiras 10. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. Francisco Resek. b) direito de o preso ver exibidos os agentes possíveis da prática do ato para que ele próprio identificasse visualmente o responsável”. Capítulo I) a) Homicídio doloso.2. 93. 5°.10. III.. 5°. 11.7. Aplicação do art. 96. XXXVIII. 5°. b) Induzimento. firmou o preceito de que a votação do Conselho de Sentença seja sigilosa. SOBRE A PRISÃO 11.

§3°. a liberdade provisória “é o instituto do Direito Processual Penal que permite. 5°. a obrigação de conservar objeto com devida diligência e a restituí-la tão logo seja solicitada[. art.4.2. nos casos de flagrante delito.1.” 11.. c) Prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária – impossibilidade c. comprometendo-se. com o intuito de o acusado defender-se em liberdade. estadual ou municipal. títulos da dívida pública federal. a fiança “é a prestação real (dinheiro. II) 11. 69 da Lei n° 9. perante o depositante ou perante qualquer juízo. segundo Otávio Piva. que. 330 da CPP). assistência médica e todo o necessário para atender às suas necessidades”.. Concessão permitida da liberdade provisória. habitação.Concessão obrigatória da liberdade provisória (Exemplo: art.1. “é a prestação fornecida a uma pessoa para que essa possa manter-se adequadamente. objeto ou metais preciosos. 325 e 326) 11. a comparecer a todos os atos do inquérito ou processo”. segundo Otávio Piva. 7° da Lei n° 9.. [. Depositário infiel. pedras. pelo preso ou alguém por ele (art.c) os prazos não forem respeitados ou quando houver excesso de prazo da prisão. 11) e Decreto 678/92.2. Prisão. c)Fiança Nas palavras de Otávio Piva.3.5. pelo Brasil.2.034/95) b.1. LXVII) a)Diferença entre prisão civil e a prisão penal b) Hipóteses de prisão civil por dívida: b. 136. sem ordem judicial e sem flagrante delito (CF.]”. atendendo às necessidades da vida. Concessão vedada da liberdade provisória (Exemplo: art. . Ratificação. arts. hipoteca – art. prestada à autoridade policial ou judiciária. contudo. b. 5°. do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art.] entende-se a pessoa que assume. o direito de o acusado aguardar em liberdade o final do processo” b) Classificação (de acordo com Norberto Cláudio Pâncaro) b. que. d) Valor da fiança (CPP. Prisão civil ou prisão civil por dívida (art.099/95) b. Aplicação do art. LXVI (liberdade provisória) a)Conceito Segundo Otávio Piva. instrução. somente nos casos de flagrante delito – legais e homologados -. tais como alimentação. Inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia. 335 do CPP)..

RE 466/SP e 349. art.. Conceito (apresentado por Otávio Piva): “[.] são garantias constitucionais do Poder Legislativo e objetivam assegurar a independência em relação aos demais Poderes da República. LXII).625/93 – Lei Orgânica do Ministério Público).. arts.2.703/RS e HC 87. tratar-se-ia de.. inclusive quanto a processos judiciais que poderiam ser de motivação puramente política”. não importando ela ser tentada ou consumada”. a. segundo a Corte. apenas. Célio Borja. 86. a) Flagrante delito a. 29 e 37). 5°. permitindo plena atuação do parlamentar.2. Ordem escrita e fundamentada de juiz competente (mandados judiciais de prisão) 11. Min.2. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) e Decreto n.220. 11.1. 40 da Lei 8. “a nãocomunicação ou a informação tardia ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.c. irrecusável do ponto de vista sua ocorrência. 33 da Lei Complementar 35/70). 53 e seguintes) Segundo Otávio Piva. a.. uma infração administrativa.4. não importa nulidade da prisão. Gilson Dipp. 592/92. LXI). a.7. Flagrante delito de Membros do Ministério Público (art. Rel. 5°. art.imunidades constitucionais (CF. art. §3°).6. §2). a) Sanção aplicada quanto ao não cumprimento do dispositivo constitucional Segundo Otávio Piva. a. c.585. RHC 10. da Constituição: circunstância que não compromete a materialidade dos delitos e sua autoria.503. Possibilidade excepcional de prisão de parlamentares (CF. a. “[.] Descumprimento do inciso LXII do art. Flagrante delito de parlamentares . 5°... para STJ. Comunicação da prisão ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (CF. 68. a prisão em flagrante delito acontece quando o indivíduo é surpreendido no instante da infração penal. a.3.2.3.7. Rel.5. Posição do Supremo Tribunal Federal. Com esse sentido. nem autoriza o trancamento da ação penal. Na posição do STF. Flagrante delito do Presidente da República – impossibilidade de prisão (CF. a.]é aquele patente. Flagrante delito de Juízes (art. Agentes diplomáticos – Convenção de Viena (arts. HC. impedindo constranger o pleno desenvolvimento de suas atribuições por qualquer sorte de ameaças. Prisão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada (CF. podendo ensejar a responsabilidade das autoridades envolvidas”. “[. . Min.6. art. 53. pois.

[.812.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que.]”.11. 5°.2001..8..949. HC.. o descumprimento dessa garantia constitucional acarreta a nulidade do ato. e) Direito de assistência de advogado no interrogatório do preso (em juízo) De acordo com o art. julgamento 17. do CPP e do art. de indiciado ou de réu. c. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. decorre o direito do acusado negar. [. 5°. o depoente.. 12. perante a autoridade judicial[.] o direito de permanecer em silêncio. Rel. HC 73.10. Rel..] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. LXIII da CF/88. nas quais a presença de defensor faz-se obrigatória no ato de lavratura do auto respectivo. HC 79. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. III. não há indispensabilidade de advogado quando o preso é interrogado. APLICAÇÃO DO ART. Min.. d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. e) direito de não responder se. c) dever de dizer a verdade. SOBRE A APLICAÇÃO DA PENA (CF. f) Direito da assistência de advogado no interrogatório do preso (perante a autoridade policial) De acordo com Otávio Piva.] Salvo nas hipóteses de prisão em flagrante.1. Direito ao silêncio (CF.]”. 5°. sob pena de nulidade Na posição do STF. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”... Min. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[.1997.. HC 80. mesmo que falsamente.]”. contra si mesmo.. XLVI e XLVII. Rel. XLV. art. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. 5°.257...06. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. de algum modo.XLV. Celso de Mello. b) Direito de mentir De acordo com STF. 5°. . na CPI. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. julgamento em 30. b) dever de responder às indagações. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[.035/DF. Rel. 75. Min. art. a prática de determinado delito[. assevera que [. XLVIII) 12.. Sepúlveda Pertence. na condição de testemunha. Celso de Mello.. Min. Moreira Alves.

§11)... 12. 16. 92 e 95 da LEP (Lei de Execução Penal) os regimes prisionais são classificados da seguinte maneira: a) fechado (cumprimento da pena na penitenciária).12. 52. b) Individualização da pena Nas palavras de Otávio Piva. RE 212. Rel.2. 91.2. cuja finalidade é aplicar a retribuição punitiva ao delinqüente.. Rel. 153. a) Conceito de pena. Sydney Sanches.343/06. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. Marco Aurélio... STF. XLVII..134. “[. ao culpado pela prática de uma infração penal. de forma a ser aplicada a justa e adequada sanção”. 63. 82.5°. APLICAÇÃO DO ART. cabe ao Poder Público a correta e justa individualização da pena[. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. Aplicação da pena de banimento (CF/69. §1°. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. “[. APLICAÇÃO DO ART. De acordo com o arts. 87. imposta pelo Estado.. c) aberto (cumprimento da pena é realizado fora de estabelecimento prisional durante o dia e. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. XLVI.198/RS.a) Princípio constitucional da intransmissibilidade das penas (princípio da responsabilidade penal pessoal ou princípio da incontagiabilidade das penas).]”. b) Sanções de natureza pecuniária. art.1998 (Informativo 136). na Casa do Albergado).3. segundo Fernando Capez: “[. em execução de uma sentença. 5°. patrimonial e a transmissão da obrigação para os herdeiros.4. d) regime disciplinado diferenciado .. causem padecimento desnecessário[.]significa adaptar qualitativa e quantitativamente a pena e sua correspondente execução à natureza da pessoa sobre a qual será imposta e do crime cometido..]”. 16. d) Lei de Tóxicos (Lei n° 11. durante o repouso noturno. b) semi-aberto (cumprimento da pena na colônia agrícola. 5°. XLVIII Nas palavras de Otávio Piva..1. STF.§4°) 12. industrial ou similar). consistente na restrição ou provação de um bem jurídico. c) Servidores públicos e enriquecimento ilícito (Lei n° 8.1.] no Estado Democrático de Direito brasileiro. art. por si mesmas. 12. APLICAÇÃO DO ART.11.429/92 – Lei de improbidade administrativa).2001 (Informativo 252). arts. b. promover a sua readaptação social e prevenir novas transgressões pela intimação dirigida à coletividade”.] sanção penal de caráter aflitivo. 62. RE 154.

] a) a presunção de inocência “é uma presunção juris tantum. como princípio informador da própria ação”. arts. Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo 13. b)no momento de avaliação da prova. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: “[.6. 38 do CP.]a) no momento da instrução processual.3. 12. como presunção legal relativa de não-culpabilidade.210/84. Nas palavras de Otávio Piva. como paradigma de tratamento do imputado.. LVII (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE) (“estado de inocência”) a) Nas palavras de Otávio Piva.. 88 da LEP. b) in dubio pro reo é “dirigido ao juiz e somente aplicável quando já produzida a prova penal e. . b)Diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo A diferença entre presunção de inocência e in dubio pro reo é apresentada por Otávio Piva. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. como paradigma de tratamento do imputado. b)no momento de avaliação da prova. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. 12. 45.2. levando em consideração a visão de Fernando Capez. 89). 13. 41. ou seja. 5°. levando em consideração a visão de Fernando Capez.] a) no momento da instrução processual. Aplicação do art. assim: “[. ainda. c) no curso do processo penal. c) no curso do processo penal. invertendo-se o ônus da prova.. somente aplicável se não foi comprovada a autoria delitiva ou a materialidade do fato criminoso”. como presunção legal relativa de não-culpabilidade. APLICAÇÃO DO ART. APLICAÇÃO DO ART.. especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão processual”. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA DA NÃO-CULPABILIDADE (“estado de inocência”) 13. vigora desde o início do processo. XLIX c/c art. invertendo-se o ônus da prova.5. valorandose em favor do acusado quando houver dúvida. L Segundo a Lei de Execução Penal (Lei n° 7. analisa o princípio da presunção de inocência da seguinte forma: ‘[... 5°. é outorga a faculdade de haver uma seção destinada à gestante e parturiente e de creche com intuito precípuo dar assistência ao menor (art.1. 5°.(cumprimento da pena na penitenciária). e) especial (estabelecimentos próprios às condições). 13.

] é o estabelecimento de diferenças. sendo o caso. 15.” 14.. 16.2. d) Exigência de conteúdo material: a lei penal não pode servir à proteção de bens insignificantes. 305 do CP – supressão de documento -.2.. trazendo a descrição minuciosa do fato punível.. não se admitindo tipos genéricos e de grande abrangência a diversas situações possíveis. a. [... Conceito de leis temporária (leis ultra-ativas). b) Levando em consideração o dispositivo constitucional. Mas na qualquer diferença é banida: somente aquela que não encontrem fundamento constitucional e que não possam ser justificadas pelo interesse maior da sociedade. tais como guerra. XXX) a) A questão das leis temporárias e excepcionais. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PENAL (aplicação do art. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (Aplicação do art. Taxatividade: a lei penal deve ser precisa. o princípio da reserva legal penal é analisada sob diversos aspectos: “a) Reserva absoluta de lei: somente e a lei em sentido formal. O STF rejeitou a denúncia que fora baseada no tipo penal descrito no art. b) Vedação do emprego da analogia. segundo Otávio Piva. Relativamente ao campo material da incidência. estado de sítio. de atipicidade”. XLI. Aplicação do art. considerando que o fato não se amoldou com exatidão na previsão legal.. [. o que se entende por discriminar ? De acordo com Otávio Piva. portanto. o dispositivo é norma de eficácia limitada.] são as que possuem vigência previamente fixada em lei”. conduta da qual resultou a obtenção do extrato da votação secreta. Nas palavras de Otávio Piva.] há caso exemplar envolvendo a violação do painel eletrônico do Senado Federal. segundo Otávio Piva.] são aquelas que vigoram durante situações de emergência.1. [. pode gerar a norma penal. excluindo-se todas as demais fontes normativas possíveis. ou seja. Conceito de leis excepcionais (leis ultra-ativas).. 5°.1. XXX) 14. entre outras”.14. estado de defesa. De acordo com Otávio Piva. c) Proibição da descrição genérica: a descrição da conduta criminosa deve ser detalhada e específica. 5°.. 5°. a. [. a Constituição está a proibir discriminações . a) Quanto à eficácia. pois o fato somente será considerado criminoso havendo exata correspondência com a previsão normativa. a segregação entre pessoas.

intuito personae.072/90) a. XLII c/c LEI 7. XLIII.]”. religioso. art. VIII. angústia ou dor.de quaisquer ordens.343/06 ). degradante. 188. Não estão superadas. desmedido. XVII e art. art. porém. art.” a. enquanto fenômeno social e histórico complexo. art. Crimes hediondos (Lei n. Tortura a vítima é produzir-lhe um sofrimento desnecessário.. 18.4. 5°. Ministro Gilmar Mendes: “Todos esses elementos levam à convicção de que o racismo. 11.conceito e diferenças (a partir da tabela apresentada por Otávio Piva) GRAÇA ANISTIA INDULTO É medida de clemência É a lei penal de efeito É uma espécie de graça.] drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”. as manifestações racistas aqui entendidas como aquelas manifestações discriminatórias assentes em referências de índole racial (cor. XII e LEP. Terrorismo Nas palavras de Otávio Piva.. 11.. é a “[. 84. GRAÇA. retroativo. ANISTIA E INDULTO . religião. 48.716/89. 5°.072/90 c/c art.] prática de atos que venham produzir sofrimento profundo. de promover o esquecimento de infrações penais. CP. não poder ter seu conceito jurídico delineado a partir do referencial ‘raça’. 17.343/06) De acordo com Otávio Piva. político. Tortura (Lei n.1. são “[. Entorpecentes (Lei n. nacionalidade. CF.. aspectos étnicos. quais sejam. a. dele retirando efeitos desproporcionais aos meios utilizados para a sua realização. 107.2. a. entre outros”. “é o método de ação que constitui uma forma particular de violência utilizada com vistas a criar um clima de medo e insegurança. art.424/RS. a. a) Posição do STF. CF. 8.. Cuida-se aqui de um conceito pseudo-científico notoriamente superado. 84. CF. APLICAÇÃO DO ART. 9555/97). desumano.6. 33 da Lei n. racial. com o objetivo concedida coletivamente.. De acordo com Otávio Piva. Tráfico de entorpecentes (Lei n. a) Conceitos. a.5. ideológico. tanto físico quanto moral [. APLICAÇÃO DO ART. etc). HC 82. .3. 8. 21. XII.

Exclui o próprio crime. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita.. Segundo Otávio Piva. Provocada pelo Poder Público..2.1.Somente extingue a punibilidade. 20. LI 20. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade.3. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos. Não afasta a reincidência.1. por meio de Decreto. por meio de Decreto. 20. de caráter constitutivo. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. 19. permanecendo a condenação irrecorrível e seus efeitos secundários. b) Legislação ordinária: Lei n. secundários. não existe [. podendo ser parcial. Disciplina legal a) Competência: CF. Competência do Presidente da República. 6. por meio de lei. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. 5°. XV.APLICAÇÃO DO 5°. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. art. podendo ser parcial. Contudo. Competência do Presidente da República. .4. Provocada pelo Presidente da República Competência do Poder Legislativo. 20. Pode ser concedida antes da sentença final ou mesmo depois do trânsito em julgado Somente extingue a punibilidade. Somente é concedida após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Conceito De acordo com Otávio Piva. a entrega do súdito reclamado”.. com intuito de processá-la.]até o momento. XLIV. 20. 22. essa possui natureza de ação especial. com fundamento em tratado internacional. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. 19. Não afasta a reincidência.. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. por meio de Decreto. ou em compromisso de reciprocidade. APLICAÇÃO DO ART. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. Deve ser requerida pelo condenado.815/80. Classificação a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. julgá-la ou par cumprir a pena”.] ato da conveniência do Poder Executivo. é “[. civis ou militares. contra a ordem constitucional”.

aos governos estrangeiros.927/01). Aplicação do CF.927/2001”. Procedimento de extradição a) Segundo Otávio Piva.. a.1. 20.. mas um Certificado de Igualdade que.] somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas. celebrado em Porto Seguro/BA. em cujo território esteja a pessoa reclamada pelas autoridades nacionais”. a. os quais poderão ser reivindicados”.. independentemente do momento que o crime foi cometido. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.. diretamente. Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. 80 da Lei n. art. a. art.c) Decreto n. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. III. que são aquelas requeridas. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.] aos portugueses.2.715/88. Tratado de Amizade (Decreto 3. 20. segundo a lei brasileira. mesmo permitindo o gozo de direitos de brasileiro (na mesma condição dos naturalizados).1.] extradição será requerida por via diplomática ou. em 22. §1°.. 86. Requisitos necessários: “I. o STF “[... 6. II. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. residência permanente no Brasil. nos termos do art. “g”). diretamente de Governo a Governo.]”. De acordo com Otávio Piva. não permite imediatamente o exercício de Direitos Políticos no Brasil. Exclusivamente para Portugal.2000. pelo Estado brasileiro. . 3.3. a. 102.5. 12. nesse caso.1.04. por Estados estrangeiros (CF.7. não é conferida a naturalização brasileira. “[. 2. que tem capacidade civil. gozo da nacionalidade brasileira”.6. da de pronúncia ou da que decretar a prisão preventiva. 2.1. ao Governo do Brasil. pois estas independem de apreciação do Poder Judiciário e deverão ser requeridas..1. 18 do Decreto n.815/80 preconiza que a “[. o art. devendo o pedido ser instruído com a cópia autêntica ou a certidão da sentença condenatória. Não cabe ao Pretório Excelso atuar nas hipóteses de extradições ativas. proferida por Juiz ou autoridade competente[. b) De acordo com Marcelo Alexandrino. Pressupostos gerais. 20.

VIII). Ao estrangeiro que.. 20. Posição do STF (Ext. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. 4 °. 6. julgá-la ou para cumprir a pena.8. Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. Quadro explicativo apresentado por Otávio Piva. 1. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.010QO/República Federal da Alemanha. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.9. para os fins de processá-la. art.815/1980 RI STF Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Explusão Lei n.815/1980 .] deixou assente que os atos de natureza terrorista. Joaquim Barbosa.b) Controle de constitucionalidade dos pedidos de extradição em face da Constituição Estrangeira. Rel. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. 7. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. Espécie Extradição passiva Base legal Lei n.]”..961/1990 Deportação Lei 6. Min. 2. segundo Marcelo Alexandrino. “[. 24-05-2006. não se submetem à noção de criminalidade política. como crime equiparável aos delitos hediondos [. Aplicação do art. atentar contra a segurança nacional. 5°. a ordem política ou social. Pressupõe infração penal cometida no exterior.. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. de qualquer forma. para efeito de repressão interna. b. Pressupõe infração cometida no território brasileiro.815/1980 Decreto 98.1.. além de haver qualificado o terrorismo.

]”. O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. 20.revisão criminal (art. fraude e desídia do magistrado) 26.. o STF. que prevê a identificação realizada pela autoridade policial. APLICAÇÃO DO ART. 37. d) Exceção à regra (a dupla identificação): Lei dos crimes organizados e no Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei 10. LX c/c art..] é a permissão.Exceção: art.534/97. “caput” e art..1. APLICAÇÃO DO ART... b. Há possibilidade de deportação ou expulsão de brasileiro??? 20. tais como. 5°. 133 do CPC (dolo.2. Âmbito civil – art.] significa o sistema empregado pelas autoridades judiciárias ou policiais para permitir o reconhecimento de pessoas pelos métodos previstos em lei”..1. c) Identificação criminal é aquela prevista no CPP. ainda que não ofende o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos . APLICAÇÃO DO ART. a)Identificação. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. IX a)O princípio da publicidade (transparência dos atos dos poderes públicos).. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. 93. O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino.. Âmbito criminal .20. I e II do CPP). 93. para Otávio Piva “[. 621. LXXVI a)Segundo Otávio Piva.1.054/2000.13. solicitada pelo país estrangeiro.. b) Identificação civil é aquela realizada através de documentos civis. passaporte etc. através do processo datiloscópio e a folha de antecedentes. 5°. 5º LXXIV c/c art.11. b) Publicidade dos atos processuais. O acesso à justiça 25. IX e art. 5°. 134 24. LIX 23. 5° . LX. “Considerou o STF. a.12. APLICAÇÃO DO ART. carteira de identidade. APLICAÇÃO DO ART. APLICAÇÃO DO ART. LXXV a)Erro judiciário a. considerou constitucional a Lei 9. 21. LVIII. “[. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. 24. 5°.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. 5°. 22.

MORAES. São Paulo: MÉTODO. Vicente. Manual de Direito Constitucional. PAULO. 5°. 30. Direito Constitucional. a) Analise já realizada (George Marmelstein). Alexandre. §2°. José Afonso da. 5. 5°. 3. 15. bem como a primeira certidão respectiva”. Direito Constitucional descomplicado. 2011. 7. 27. a celeridade processual deve ser analisada sob os seguintes aspectos: “a) complexidade da causa. ALEXANDRINO. 6ª. 29. Curso de Direito Constitucional positivo. Marcelo. Ed. 1997. Coimbra: Coimbra. APLICAÇÃO DO ART. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Forense. §2°. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 2010. §1°. São Paulo: Malheiros. 2. Direito Constitucional. a) Analise já realizada (George Marmelstein). Ed. 5°. São Paulo: Atlas. – São Paulo: Atlas. 2ª. APLICAÇÃO DO ART. – Rio de Janeiro: Forense. George. BIBLIOGRAFIA: 1. 6.. APLICAÇÃO DO ART. SILVA. 28. Ed. NOVELINO. c) atuação do órgão jurisdicional”. 2009. 2009. 45/2004) a)Segundo Otávio Piva. b) comportamento das partes e seus procuradores. SILVA E NETO. Manoel Jorge. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. Marcelo. Pedro.devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito.MIRANDA. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Jorge.-LENZA. . 5°.MARMELSTEIN. 8. 4. a) Analise já realizada (George Marmelstein). 2009. APLICAÇÃO DO ART. – São Paulo: Saraiva. 2010. São Paulo: MÉTODO. ed.

2.1.] DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. Nação 2. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. 2. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. . 2. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. POPULAÇÃO. POVO.DA NACIONALIDADE 1. População 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DA NACIONALIDADE 1.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. NACIONAIS. é o elemento humano do Estado. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).

2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais; são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2.4. Cidadão 2.5. Polipátrida 2.6. Apátrida 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária é a resultante “de fato natural (nascimento), a partir do qual, de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais), será estabelecida [...]”. b) Nacionalidade secundária é a resultante de “ato volitivo, depois do nascimento (em regra, pela naturalização) [...]”. 4. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE a) Origem sangüinea - ius sanguinis. b) Origem territorial – ius solis. c) Regra adotada pela Brasil 5. BRASILEIROS NATOS (aquisição originária), aplicação do art. 5°, I, “a”, “b”, “c” da CF/88. 6. AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA POTESTATIVA (CF, art. 5°, I, “b”, in fine). 7. BRASILEIROS NATURALIZADOS (aquisição secundária). a) Tipos de naturalização: a.1. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando, por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. A grande naturalização (CF, art. 69, §4°, da Constituição de 1891), que preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que, achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem”. a.2. Naturalização expressa “depende de requerimento do interessado, demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. São hipóteses previstas na Constituição Federal estão previstas no art. 5°, II, “a” (nacionalidade originária) e “b” (nacionalidade extraordinária). 8. Portugueses residentes no Brasil 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATURALIZADO (CF, arts. 12, §3°, 89, VII, 5°, LI, 222). 10. Dupla nacionalidade a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. b) Imposição da lei estrangeira NATO E

11. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF, art. 222, caput) 12. PERDA DA NACIONALIDADE (CF, art. 12, §4°). 13. CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO. a) Requisitos: 1.atividade nociva ao Estado; 2. sentença judicial. 14. REAQUISIÇÃO DA NACIONALIDADE BRASILEIRA PERDIDA a) Cancelamento da naturalização, de acordo com Pedro Lenza, “[...] não poderá readquiri-la, a não ser mediante ação rescisória, nunca mediante de um novo processo de naturalização, sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. b) Aquisição de outra nacionalidade, segundo Pedro Lenza, “[...] o art. 36 da Lei n. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial, se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Entendemos, contudo, que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e, ainda, se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

BIBLIOGRAFIA: 1.-LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2.MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra, Ed., 1997. 3.MARMELSTEIN, George. Curso de direitos fundamentais. 2ª. ed. – São Paulo: Atlas, 2009. 4.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB AÇÕES CONSTITUCIONAIS 1.HABEAS CORPUS 1.1. Segundo Marcelo Novelino, o habeas corpus foi previsto, pela primeira vez, no ordenamento jurídico brasileiro na Constituição Federal de 1891, com a finalidade precípua de proteger o indivíduo contra constrições ilegais ou abusivas em seu direito de ir, vir ou permanecer. 1.2. Previsão na Constituição de 1988 (art. 5°, LXVII) 1.3. Modalidades

de acordo com Marcelo Novelino. b) Habeas corpus preventivo é utilizado. art. Pessoas jurídicas podem impetrá-lo em benefício de uma pessoa física... Objeto e objetivo a)Objeto b) Objetivo 1.2. séria e objetiva”.a) Habeas corpus suspensivo (ou repressivo).]”. Cabimento do habeas corpus a) Direito líquido e certo lesionado ou ameaçado de lesão (diretamente ou indiretamente) 1..5.]”. 4.7. §2°). “com a finalidade de impedir a perpetração da violência ou coação ilegal. .2. 1.4. hipótese na qual é concedido o “salvo-conduto”. 142. “pode ser uma autoridade ou mesmo um particular desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida [. Mandado de segurança individual: pessoa física ou jurídica. organização sindical. de acordo com Marcelo Novelino. hipótese na qual a ameaça deve ser grave.1. nacional ou estrangeira. Objeto: direito líquido e certo. 3. legalmente constituída e em funcionamento há. b) Sujeito passivo.1. Modalidades: a)repressivo “é quando impetrado para reparar uma lesão já ocorrida”. tem a finalidade de “liberar o paciente quando já consumada a violência ou a coação ilegal ou abusiva”. 12. Considerações finais a) Punições disciplinares militares (art. Mandado de segurança coletivo: partido político com representação no Congresso Nacional. pelo menos. MANDADO DE SEGURANÇA 2. Legislação (Lei n. OBJETO E OBJETIVO 4. 3. a impetração do habeas corpus é “atribuída a qualquer pessoa física. 2. b) preventivo “a finalidade é evitar uma lesão a direito líquido e certo. 4. mas não podem ser paciente [.6. segundo Marcelo Novelino. 1 (um) ano. Legitimidade a) Legitimidade ativa. em favor ou de outrem e ao Ministério Público (CPP.1. “não havendo restrição quanto ao seu tipo (pessoal ou real)”. LEGITIMIDADE 3.016/09) 2. 654). entidade de classe ou associação.. Objetivo: proteção ou reparação in natura.2. segundo Marcelo Novelino. 1.

12... b) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 12.5°). art.1. CABIMENTO RESIDUAL De acordo com Marcelo Novelino. do STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”.. 7. NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (Lei n. Lei 12. Exceção: Súmula 429.016/09. d) no caso de lei inconstitucional. pois não haverá mais lesão.3. 6. e) o pedido de reconsideração na via administrativa não o interrompe (STF – Súmula 430). art.5°. pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público. Segundo Marcelo Novelino. não “[. 23. PRAZO PARA IMPETRAÇÃO 7. ou que é reconhecido pela autoridade coatora dispensando. o ato de autoridade ilegal ou praticado com abuso de poder pode ser “comissivo” ou “omissivo”. De acordo com a Lei n. não há como prevalecer qualquer prazo restritivo.] o direito passível de ser provado de plano. 5. 1°).016/09. Equiparação a atos de autoridade. dirigentes de pessoas jurídicas. dilação probatória”. do ato impugnado. o prazo decadencial é de 120 dias. art.1. independentemente de caução. por meio de documentos. o prazo decadencial não poderá ser aplicado. c) Decisão judicial transitada em julgado (Lei 12. segundo Marcelo Novelino: representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. c) tratando-se de omissão lesiva ou abusiva não há como ter início a contagem de prazo. não flui o prazo. a contagem do prazo devem ser observados os seguintes requisitos: a) se for impossível fixar o termo inicial (dies a quo).2. LIMINAR E DECISÃO DE MÉRITO .) cabe mandado de segurança quando o direito líquido e certo não for amparado por habeas data ou habeas corpus (CF. 8. 7. 6. O que se entende por direito líquido e certo? “[.016/09.. contados da ciência. no ato de impetração. pelo interessado. 6.016/09) a) Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo. por conseguinte. LXIX. art. ATO DE AUTORIDADE De acordo com Marcelo Novelino.4. b) havendo suspensão administrativa do ato lesivo.

1. OBJETO: tutela dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.3. b) Legitimidade passiva: é atribuída com exclusividade ao órgão ou autoridade estatal que tenha o dever de elaborar a norma regulamentadora. o mandado de injunção “[.]”. Os efeitos da medida liminar: “salvo se revogada ou cassada.016/09. assim: a) Supremo Tribunal Federal (CF. a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. 121. c) Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral (CF.2. OBJETIVO: “garantir ao impetrante direitos que. 7°. cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional regulamentadora”. b) Superior Tribunal de Justiça (CF.1.2. 9. art. 8. b) o impedimento de exercê-lo em virtude da ausência de norma regulamentadora. 9.. V).4. h). TIPOS DE PROVIMENTO . art. Pressupostos para o cabimento do mandado de injunção: a) existência de um direito constitucional de quem o invoca. Vedação para a concessão da medida liminar: compensação de créditos tributários. COMPETÊNCIA: De acordo com Marcelo Novelino.8. à soberania e à cidadania.. 8. §2°).5. LEGITIMIDADE: a) Ativa: “titular de um direito constitucional assegurado. I. contemplados na Constituição. 9. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas..4. MANDADO DE INJUNÇÃO 9..5. 8. I. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. §4°. a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza (Lei 12.6. 9. 9. art. mas nem todo juiz ou tribunal tem competência para processá-lo ou julgá-lo (controle difuso limitado)[.]”. d) A lei federal e as Constituições estaduais poderão estabelecer outras hipóteses de competência.. persistirão até a prolação da sentença (Lei 12. não sendo admitido litisconsórcio passivo”. §3°). 102. Requisitos para a concessão de liminar no mandado de segurança coletivo: a) prévia audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público. 105.3. 7°. art. A Constituição estabelece os tribunais competentes levando em consideração o órgão responsável pela elaboração da norma regulamentadora. 9.] é um instrumento concreto de constitucionalidade (processo constitucional subjetivo). não podem ser exercidos devido à ausência de norma regulamentadora[. 9. art.1. q).016/09..

Corrente concretista geral é a que “admite o suprimento da omissão pelo Poder Judiciário. 10.1. b) Corrente “[. e) universidades particulares. .1.]”.1. art. c) O papel do Ministério Público. 12. b. b) retificação de informações errôneas que constem dos registros de dados. tendo a decisão efeito inter partes[.4..507/97 sobre o significado “caráter público”. d) partidos políticos.1. 10. art. §1°). c) complementação de informações constantes destes registros. o Poder Judiciário “deve apenas reconhecer formalmente a inércia e comunicar a omissão ao órgão competente para elaboração de norma regulamentadora [. mas para todos que se encontrem em situação idêntica (efeito erga omnes)[. art.3.2. 10. c) O habeas data pode ser impetrado: a) entidades governamentais da administração pública direta ou indireta. Comprovação da condição de cidadão: juntada do título de eleitor ou documento que a ele corresponda (Lei 4.. 1°.]”. 10. com a finalidade de viabilizar o seu exercício”. OBJETO: liberdade de informação pessoal. b. HABEAS DATA (CF.a) Corrente não-concretista que..]”.. Corrente concretista individual é a que “sustenta que cabe ao órgão jurisdicional competente criar a norma para o caso específico. a... LEGITIMIDADE: a) Pessoa física ou jurídica (ação personalíssima) b) Definição da lei 9. não apenas para aqueles que impetram o mandado de injunção. segundo Marcelo Novelino. AÇÃO POPULAR 11.]”.2. LEGITIMIDADE ATIVA: a) Cidadão em sentido estrito (atua como substituto processual).] é a admite a possibilidade de concretização judicial do direito assegurado constitucionalmente. LXXII) 10. §3°). Condição da ação (interesse de agir) no habeas data 11. 5°. c) Corrente concretista intermediária é a que “sustenta que cabe ao Poder Judiciário comunicar a omissão ao órgão competente para a elaboração da norma regulamentadora e fixar um prazo para supri-la [. b) A questão dos portugueses (CF. b) pessoas jurídicas de direito privado.717/65.. c) que tenham banco de dados aberto ao público.... OBJETIVO: a) conhecimento de informações pessoais.

Rio de Janeiro: Lumen Juris. Pedro. §4°).MORAES. LEGITIMIDADE PASSIVA: contra pessoas jurídicas públicas ou privadas (Lei 4717/65.7.5. Direito Constitucional.3. Direito Constitucional descomplicado. 11.-LENZA.4. c) Efeitos da ação julgada improcedente por insuficiência probatória. Marcelo. Jorge. Manoel Jorge.6. São Paulo: Atlas. 2009. 11. OBJETIVO: defesa de interesses difusos. Marcelo. Alexandre. pertencentes à sociedade. ALEXANDRINO. é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado. Curso de direitos fundamentais. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 6°). 11. Direito Constitucional. à moralidade administrativa. OBJETO: ato de caráter administrativo ou a ele equiparado. art. 8. b) Há possibilidade de foro privilegiado??? c) Há previsão de competência originária (CF. Atos de conteúdo jurisdicional cabe ação popular?? 11. b) Efeitos da ação manifestamente infundada. via de regra. George. 102. Vicente. 2.. Direito Constitucional esquematizado. – Rio de Janeiro: Forense. 5. Ed. f). SILVA. 11. Ed. 4. 2ª. 1997. – São Paulo: Saraiva. n. SILVA E NETO. art. 2010. PAULO. São Paulo: Malheiros. d) Há ônus de sucumbência??? BIBLIOGRAFIA: 1.2. art. – São Paulo: Atlas. 2011. 15.MIRANDA. São Paulo: MÉTODO.8.11. José Afonso da. ed. 6ª. Ação popular poder ser impetrada com a finalidade preventiva ou repressiva. Coimbra: Coimbra. 3. . Ed. Rio de Janeiro: Forense. 2010. DECISÃO: a) Suspensão liminar do ato lesivo impugnado (Lei 4.717/65. I. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo.MARMELSTEIN. 2009. 2009. por meio da invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. 5°. NOVELINO. 6. Competência a) Sobre a competência. 7. 11. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional.

INTRODUÇÃO .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO 1.

“[. A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO.] assumir a feição de Estado unitário puro ou Estado unitário descentralizado administrativamente”. O ESTADO UNITÁRIO. De acordo com Uadi Bulos. a partir da repartição constitucional de competências entre as entidades federadas autônomas que o integram... o “[. segundo Marcelo Alexandrino..2. Estado unitário (ou simples) define-se como um único centro de poder político no respectivo território.] é aquele em que as decisões políticas estão concentradas no poder central. mas a execução das políticas adotadas é delegada por este a pessoas e órgãos criados para esse fim administrativo.2. Nas lições de Uadi Bulos. “é a capacidade das ordens jurídicas parciais gerirem negócios próprios dentro de uma esfera pré-traçada pelo Estado Federal. segundo Marcelo Alexandrino.1.2. 3. “[.] Estado federado (federal.2.3..] é aquele em que as competências estatais são exercidas de maneira centralizada pela unidade que concentra o poder político [. É ANALISADA SOB OS SEGUINTES PARÂMETROS: a) b) c) d) Forma de estado Forma de governo Sistema de governo Regime político 3. Estado federado.FORMAS DE ESTADO 3... O poder político....3. que é soberano”. o “[. complexo ou composto) é caracterizado por ser um modelo de descentralização política.. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino. em vez de permanecer concentrado na entidade central.2.2. de acordo com Marcelo Alexandrino..1. podendo “[.2.]”. a Constituição de 1988 “qualificou a organização do Estado brasileiro como político-administrativa”.. FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE ESTADO: 3..Características da autonomia x soberania (quadro explicativo) AUTONOMIA SOBERANIA . 2. é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia”.1. 3. 3. APRESENTA-SE DAS SEGUINTES FORMAS: a) Estado unitário puro (ou centralizado). NA VISÃO CLÁSSICA.1.3.2.]”.3. DISTINÇÃO ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA A origem etimológica da palavra autonomia vem do grego “autos” (próprio) e “nomos” (normal)..] conceito de forma de Estado está relacionado com o modo de exercício do poder político em função do território de um dado Estado [. b) Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional). 3. 3..

1.2. e como se dá a relação entre governantes e governados”.FORMAS CLÁSSICAS DE FORMAS DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) REPÚBLICA Eletividade Temporalidade Representatividade popular Responsabilidade (dever contas) MONARQUIA Hereditariedade Vitaciedade Não representatividade popular prestar Irresponsabilidade ausência de prestação de contas) CONFEDERAÇÃO Tratado Soberania Dissolubilidade (direito de secessão) de 6.]”. a confederação consiste numa “[. sob a regência do Direito Internacional [.CONFEDERAÇÃO 4.Auto-organização Auto-administração Autogoverno Autolegislação 4. o “conceito de forma de governo referese á maneira como se dá a instituição do poder na sociedade. mediante a celebração de um tratado. SISTEMA DE GOVERNO 6.. que se vinculam.2.CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. 6. CONCEITO Una Indivisível Absoluta Imprescritível. Confederação x federação (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) FEDERAÇÃO Constituição Autonomia Indissolubilidade (vedada a secessão) 5... perpétua Segundo Marcelo Alexandrino.. irrenunciável. FORMAS CLÁSSICAS DE SISTEMA DE GOVERNO (quadro explicativo de Marcelo Alexandrino) PRESIDENCIALISMO Independência entre os Poderes Chefia monocrática Mandatos por prazo certo PARLAMENTARISMO Interdependência entre os Poderes Chefia dual Mandatos por prazo indeterminado . 5.1.] união dissolúvel de Estados soberanos.FORMAS DE GOVERNO 5. o sistema de governo “está ligado ao modo como se relacionam os Poderes Legislativo e Executivo no exercício das funções governamentais”. 4. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.2.1.

b) Democracia.1.2. 1° e 18) 8. conquanto sejam reconhecidos e protegidos os direitos das minorias. impossibilidade de secessão. AS FORMAS CLÁSSICAS DE REGIME DE GOVERNO SÃO: a)Autocracia.1.. . FORMAS DE EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA: 1) Democracia direta.. com base na existência.1.. “[. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO a) Por agregação. 3) Democracia semidireta ou participativa.1. 8..] na democracia prevalece a vontade da maioria. de participação do povo – destinatários das ações governamentais [.3. 8.1. REGIMES DE GOVERNO (ou POLÌTICO) 7.2. a) Federação americana – formada de fora para dentro (movimento centrípeto).] em democrático e autocrático. segundo Marcelo Alexandrino.. descentralização político-administrativa.4. CONCEITO De acordo com Marcelo Alexandrino.. participação dos Estados no Poder Legislativo Federal... A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (art. extrai sua força da Constituição.. b.]”. “[. ou não. órgão representativo dos Estados-membros. ORIGEM DO FEDERALISMO 8. ESPÉCIES DE FEDERALISMO a) Federalismo dual b) Federalismo cooperativo 8. b) Por desagregação 8. possibilidade de intervenção federal.]”. os regimes de governo distinguem-se “[. Suas principais características são: a liberdade do povo para votar. segundo Marcelo Alexandrio. repartição de competências entre os entes federados. Os EUA e a Constituição norte-americana de 1789. a divisão de poderes e o controle popular da autoridade dos governantes”. 2) Democracia indireta ou democracia representativa.] os destinatários das normas e da política governamental não participam da sua produção [. AS CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO SÃO: a) b) c) d) e) f) g) h) pacto entre unidades. 7.Responsabilidade do governo perante o Responsabilidade do governo perante o povo parlamento 7..

4. 3. ALEXANDRINO. Coimbra: Coimbra. Jorge. e) imunidade recíproca de impostos (arts. g) vedação do direito de secessão (art. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. art. 7. NOVELINO. Ed. 5. previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. Direito Constitucional. são as seguintes: a) repartição de competência.2. 2011. Direito Constitucional.i) j) formação dos Estados.MIRANDA.2. Garantias constitucionais da forma de estado federada. 2009. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS . Surgimento do federalismo no Brasil a) Federação brasileira – formada de dentro para fora (movimento centrífugo). Alexandre. 31. §4°. 2009. ed. São Paulo: MÉTODO. BIBLIOGRAFIA: 1. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. da CF/88). 2.-LENZA. São Paulo: MÉTODO. 34 a 36 da CF/88). i) previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário. Direito Constitucional descomplicado.1. “a”. – São Paulo: Saraiva. PAULO. FORMAÇÃO DO FEDERALISMO NO BRASIL 8. da CF/88). Manoel Jorge. Curso de Direito Constitucional positivo. d) processo de intervenção (art. – São Paulo: Atlas.MORAES. Ed. SILVA. 8. b) rigidez constitucional. 15. 8.. 6ª. Vicente. José Afonso da. 2ª. Direito Constitucional esquematizado. previstas na Constituição brasileira de 1988. 1997. Ed. Manual de Direito Constitucional. f) repartição de receitas tributárias (arts 154 a 159 da CF/88). Marcelo. DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. I.MARMELSTEIN.2. 6. 60. SILVA E NETO. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. c) controle de constitucionalidade. VI. 150. 2009. 8. George. São Paulo: Atlas. 2010.2. Pedro.

.. Repartição vertical.1.] quando a Constituição outorga a diferentes entes federativos a competência para atuar sobre as mesmas matérias. 23). 2. arts.]”. técnica da reserva especial de competência – aplicada ao Distrito Federal (art.2. repartição ou divisão é a técnica pela qual o constituinte distribui. 25. Estados (CF. 24 da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988. caput. pela soberania do Estado Federal. 25 e 30 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. o “[. art. §1º). os encargos de cada unidade federada. 3. “[. arts. parágrafo único). art. 18.. 21. 32. art. 2.] traço marcante da repartição horizontal é a inexistência de subordinação ou hierarquização entre os entes federados [. art. TÉCNICA DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA (quadro explicativo de Uadi Bulos) Técnica de repartição de competência federativas na CF de 1988 • • • • • técnica dos poderes reservados – aplicada à União (arts. 32. de acordo com Marcelo Novelino. § 1º). preservando-lhes a autonomia política no âmbito do Estado Federal. permitindo-lhes tomar decisões. “são parcelas de poder atribuídas. técnica de atuação administrativa paralela – aplicada. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA FEDERATIVAS De acordo com Uadi Bulos.” 3. a todos os entes federativos (art. Municípios (CF.. art.COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS Segundo Uadi Bulos.).2. 30. 1º. técnica da delegação legislativa – lei complementar federal pode autorizar os Estados a legislar sobre assuntos correlatos à competência privativa da União (art.]”.. técnica dos poderes remanescentes – aplicada aos Estados (art. 22... no exercício regular de suas atividades. caput. segundo Marcelo Novelino.1.. § 1º). 3. art.. § 1º).. 25. dentro do círculo pré-traçado pela Constituição da República”. com base na natureza e no tipo histórico de federação. 22. I).1. Repartição horizontal. 21). 34 e s. PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO PACTO FEDERATIVO (CF. Por exemplo. Por exemplo. 23. 30). Distrito Federal (CF. mas estabelece uma relação de subordinação entre o tipo de atuação previsto para cada um [. a) b) c) d) União (CF. aos entes políticos. MODELOS DE REPARTIÇÃO 2. simultaneamente. 21 e 22) e aos Municípios (art.

São competências para atuação efetiva. parágrafo único) . 3. art. 30.3. 24) . 30. e 23. I). Espécies de competência: a) exclusiva (enumerada – CF..delegada (CF. para estabelecer normas sobre as respectivas matérias [. I) DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.21. art. II).. 25. Espécies de competência: . técnica da atuação exclusiva – aplicada ao Município (art.residual (CF. 151. para executar tarefas.]”. 24. 22) .concorrente (CF. 24). parágrafo único.. art. a competência legislativa “[.. 30. 145 a 162).originária (CF. art.suplementar (CF. “[. § 1º) b) comum.. 22.] estabelecem o poder para normatizar. art. art. art. arts.]”. art. art. aos Estados e ao Distrito Federal (art. 30.PANORAMA DAS COMPETÊNCIAS FEDERATIVAS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (Princípio da predominância de interesse) Competência administrativa Conceito: De acordo com Marcelo Alexandrino.. art. e técnica da atuação residual – aplicada à União (art.. cumulativa ou paralela (CF.privativa (CF. para a realização de atividades concernentes às matérias nelas consignadas [.. 23) c) decorrente (implícita na CF) d) originária (CF. I) . §§ 1º a 4º) .• • • • técnica de atuação legislativa concorrente – aplicada à União.] as competências administrativas especificam o campo de atuação político-administrativa do ente federado. técnica de atuação suplementar – aplicada ao Município (art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO AS ENTIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS . 30) Competência legislativa Conceito: Segundo Marcelo Alexandrino. remanescente ou reservada – CF.

I a XI) 1. 145 a 162). Estados-membros ou Estados.COMPETÊNCIA DA UNIÃO: a) competências administrativas enumerada exclusiva (CF. I a XXV).DA UNIÂO 1. e) competência residual (CF. art. executivas ou jurisdicionais. constituem ordenações jurídicas parciais. a “União e entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e municípios.1.. art. §§ 1º a 3º) De acordo com Uadi Bulos. b) competência legislativa privativa (CF. que atuam como núcleos autônomos de poder. b) União na acepção externa ou internacional. 20.1. ASPECTOS QUE NOTABILIZAM A POSIÇÃO DOS ESTADOS NO ARCABOUÇO FEDERATIVO BRASILEIRO: a) b) participação. autonomia. 22.4. 43. d) competência comum (CF. 1. CONCEITO Segundo Uadi Bulos. com composição populacional própria. competência administrativas e legislativas enumeradas no texto constitucional [. A ATUAÇÃO DA UNIÃO OCORRE EM DUAS DIMENSÕES: a) União na acepção interna ou nacional (art. art. mas que se encontram submetidas á égide do princípio federativo (CF. È pessoa jurídica de direito público interno. 1. art.]”. . art. 2. ao simples exercício de atribuições legislativas. art. 21. BENS DA UNIÃO (art.1º . 18.DOS ESTADOS-MEMBROS 2. governo e jurisdição próprios.3. c) competência concorrente (CF. CONCEITO Segundo Marcelo Alexandrino. Não se restringem. 23). REGIÕES ADMINISTRATIVAS OU DE DESENVOLVIMENTO E O FEDERALISMO ASSIMÉTRICO (art. as regiões administrativas “são organismos regionais ou unidades geográficas. §§1º a 4º). desligadas dos Estados-membros.5. têm personalidade jurídica de Direito Público Interno. por isso. I a XXIX). art.2. caput).. Muito além de meras partes conformadoras da federação.2. 1. com legislação. “Estados federados. participando ativamente na concretização de políticas públicas”. 24).1. §1º. 2. 109.

b) oitiva das Assembléias estaduais. AGLOMERAÇÕES URBANAS E “Regiões metropolitanas são o conjunto de Municípios limítrofes. desmembramento por anexação. 2.COMPETÊNCIAS DO ESTADO-MEMBRO a) competência remanescente ou reservada (CF. c) remessa ao Congresso Nacional para delinear os critérios norteadores através de lei complementar. 18.6. arts. art. 3. BENS DOS ESTADOS (CF. e) competência suplementar (CF. organizada pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (Lei 9. Aglomerações urbanas são áreas urbanas de Municípios limítrofes. 25. art. subdivisão.2. art. 18. 26.709/98. Capacidade de autolegislação (art. f) competência comum (CF. e 25.3. I a IV) 2. REGIÕES METROPOLITANAS. 2. §§ 2º e 3º). 22. MODALIDADES DE ALTERAÇÃO DOS ESTADOS-MEMBROS: a) b) c) d) fusão (ou incorporação). 28 e 125 da CF/88) 2. I a XVI). § 3º) 2. PROCEDIMENTO FORMAL PARA A ALTERAÇÃO DOS ESTADOS- MEMBROS: a) prévia consulta plebiscitária.7.8. art. Capacidade de autogoverno (art. 25. c) competência delegada (CF. CONCEITO . FORMAÇÃO DE ESTADOS (CF. art. 25. 24. § 4º. 25) a) b) c) d) Capacidade de auto-organização (art. 25. MICRORREGIÕES (CF. AUTONOMIA ESTADUAL (CF. §§ 1º a 4º). 23). § 3º) 2. caput da CF/88). Na conceituação Uadi Bulos. d) competência concorrente (CF. destituídos de sede. reunidos em torno do Município-mãe. § 1º da CF/88). desmembramento por formação.1. parágrafo único). art.4.5. 24. Microrregiões são o conjunto de Municípios limítrofes que não mantêm qualquer continuidade urbana. 27. com elevada densidade demográfica e continuidade urbana. b) competência enumerada (CF.3. caput da CF/88). art. Capacidade de auto-administração (art. art. 25. DOS MUNICÍPIOS 3. § 1 º). embora apresentem problemas comuns’. 4º). art.

art. 18. 3. comum e suplementar da municipalidade.De acordo com Uadi Bulos. caput. COMPETE AOS MUNICÍPIOS (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência genérica em virtude da predominância do interesse local (CF. art. 35 e 36 da CF/88) 3.4. 182). art. MUNICÍPIOS: peculiaridade e anomalia no desenho delineado pelo Texto de 1988.2. e) competência comum (CF. 29) Na posição de Bulos. DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL (CF. presumindo-se constitucionalmente o interesse local (CF. e 144.6. 30. AUTONOMIA MUNICIPAL (CF. 16/96). possuindo governo próprio. arts. 1º. caput.redação dada pela EC n. descentralizadamente.3. a fusão e o desmembramento de municípios.4. assuntos de interesse local. Capacidade de auto-organização (ação do Estado: arts. regras de competência legislativa. . § 4º. d) competência suplementar (CF. 30.1. financeira e orçamentária do Município. levando em consideração a compatibilidade com as normas constitucionais federais e estaduais. QUANTO AO CONTEÚDO DAS LEIS ORGÂNICAS: a) b) c) d) e) f) organização administrativa do Municípios. 30 e 34. “são unidades geográficas divisórias dos Estadosmembros. a “lei orgânica é o mais alto diploma normativo do Município. serviços de interesse local”. III a IX. 3. regras a respeito do processo legislativo municipal. art. § 4º . Quando os vereadores a elaboram estão obrigados a respeitar os princípios estabelecidos nas Constituições da República e do respectivo Estado-membro. FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS (CF. dotados de personalidade jurídica de Direito Público Interno.7. 18. 3. c) hipóteses já descritas. Capacidade de autolegislação. art. b) competência para estabelecimento de um Plano Diretor (CF. normas sobre a relação harmônica entre os órgãos executivo e judiciário. I). c). 3. II). Capacidade de auto-administração. art. SÃO: 3. 29. 18.5. REQUISITOS FORMAIS. para administrar. a incorporação. “a)aprovação lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação. a) b) c) d) Capacidade de autogoverno. 23). §8º). 30. VII. disciplina contábil. APRESENTADOS POR MARCELO ALEXANDRINO. sob pena de fazer uma lei inconstitucional”. 3. arts.

art. NATUREZA 4. §1º da CF/88).633/2002 (institui o Fundo Constitucional do Distrito Federal. na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada.2. 18.1.5. a incorporação e a fusão ou o desmembramento do município. AUTONOMIA PARCIALMENTE TUTELADA: • Capacidade de autogoverno (CF. b) Recusar fé aos documentos públicos (CF. art. 150. c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal. §§ 2º e 3º). b) Súmula 647 do STF c) Lei n. XVII da CF/88). d)aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação. III). COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL (de acordo com Alexandre de Moraes): a) competência para editar a sua própria Lei Orgânica (CF. d) competência concorrente-suplementar dos Estados-membros (CF.CONCEITO Na concepção de Uadi Bulos.b)aprovação de lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis e a forma de divulgação. I. 30. § 6º). art. § 4º. apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal. 144.1. 19. 5. 4. 32. b. § 1º) c) competência delegada pela União (CF. XIII e XIV. . art. art. f) competência suplementar do município (CF. caput do ADCT). art. § 2º. 24. • • • Reserva de lei federal (CF.4. III a IX). bem como o corpo de bombeiros e assistir financeiramente os serviços públicos de saúde e educação). parágrafo único). 19. Capacidade de auto-administração (art. 32. art. art. caput da CF/88). II). e § 4º). “ é a entidade político-administrativa. art. c/c o art. subvenção ou embaraço a cultos religiosos (CF. 22. integrante da federação brasileira”. 10. art. 32. 22. 32. AUTONOMIA 4. cuja finalidade é prover as polícias civil e militar. DO DISTRITO FEDERAL 4. § 1º) 4.4. 21. 4. art. dotada de autonomia parcialmente tutelada pela União.3. 4. e) competência enumerada do município (CF. 25. II). VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA a) Estabelecimento. 25. BRASÍLIA (civitas e polis) – Capital Federal (CF. VI. a) Interferência na capacidade de autogoverno (arts. 30. 19. Capacidade de auto-organização (art. I c/c o art. caput) b) competência remanescente dos Estados-membros (CF. 16. c) Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF. ou dos municípios”.

Pedro. XIV). art. 6. Coimbra: Coimbra. FUNÇÕES ESSENCIAIS Á JUSTIÇA (CF. § 2º). George. 5.9. § 1º). § 3º). por imposição do Tratado de Petrópolis. Ed. O PODER JUDICIÁRIO (CF. art. que outorgou à União o encargo de administrá-lo”.MORAES. Ed. Curso de direitos fundamentais. 2010. ed. 14 do ADCT).-LENZA.8. § 3º) 6.MARMELSTEIN. PODEM SER CRIADOS NOVOS TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? (CF. Marcelo.3. Direito Constitucional. 2. 33. 6. São Paulo: Atlas. . § 1º).2. 33.6. SISTEMA DE ENSINO (CF. O PODER EXECUTIVO (CF. Jorge. Direito Constitucional. o “primeiro Território Federal que tivemos foi o Acre. art. EXISTEM TERRITÓRIOS FEDERAIS NO BRASIL? a) Os novos Estados de Roraima (art. § 2º. OS TERRITÓRIOS FEDERAIS (descentralização administrativa-territoriais da União) 6. 211. 18. 4. NATUREZA AUTÁRQUICA 6. Direito Constitucional esquematizado. COMO SURGIRAM OS TERRITÓRIOS FEDERAIS? Segundo Uadi Bulos. 6. 6.11. O PODER LEGISLATIVO (CF.. b) O Território de Fernando de Noronha – extinto e anexado ao Estado de Pernambuco (art. Alexandre. POLÍCIAS E CORPO DE BOMBEIROS (CF. 6. 15. 1997.10. CONTROLE DE CONTAS (CF. c/c o art. XIV). art.12. 14 do ADCT) e Amapá (art. art. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva.6. Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. BIBLIOGRAFIA: 1. 2011. 6. 21. 2010. 6. POSSIBILIDADE DE DIVISÃO EM MUNICÍPIOS (CF. 84. 6. 2009. Manual de Direito Constitucional. 33.4. adquirido nos idos de 1903. 33. 15 do ADCT).5. caput) 6. São Paulo: MÉTODO. 33. – São Paulo: Atlas. 3. art. art. 2ª.1. art. 33.7. 3º).

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL III DOCENTE: Msc. São Paulo: Malheiros. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional positivo.6. Direito Constitucional descomplicado. 2009. 8. 7. – Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. 6ª. 2009. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. SILVA. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE . Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manoel Jorge. PAULO. José Afonso da. Ed. Marcelo.

. a execução. CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO: a) Temporariedade (art. 3. art. de acordo com Marcelo Alexandrino.] intervenção provocada quando a medida depende de provocação de algum órgão ao qual a Constituição conferiu tal competência”.INTERVENÇÃO FEDERAL 2. art. HIPÓTESES 3.INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO DA INTERVENÇÃO 1. 2.1. V). INTERVENÇÃO ESPONTÂNEA De acordo com Marcelo Alexandrino. I e II).] o Chefe do Executivo não dispõe de discricionariedade. decide pela intervenção e. 36. 1. de acordo com Marcelo Alexandrino. 2.] Chefe do Executivo. b) Defesa da ordem pública (CF. INTERVENÇÃO 1. 34. art. 3.. Intervenção federal provocada por requisição.1... § 4).Intervenção federal provocada por solicitação..1. HIPÓTESES a) Defesa da unidade nacional (CF.2. 3. Nas hipóteses de desobediência de ordem ou decisão judicial. Previsão constitucional: CF. há “[. o “[. “[.1. . III). 3.1.2.2. CONCEITO Segundo Alexandre de Moraes. independentemente de provocação de outros órgãos”.. 34.1. de ofício. estará obrigado a decretar a intervenção”.2. dentro de seu Juízo de discricionariedade. do Distrito Federal e Municípios”. 34.. “[..1.] o Chefe do Executivo não estará obrigado a decretar a intervenção”. isto é. dos Estados. e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União.1. a “intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo.. fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional. 34. IV na defesa do Poder Executivo ou Legislativo. b) Anormalidade 2. INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA Segundo Marcelo Alexandrino. c) Defesa das finanças públicas (CF.. art.

desde logo. § 3°. IV”) 7. art. 34. I.DECRETO INTERVENTIVO (art. Na hipótese de recusa à execução de lei federal e de ofensa aos “princípios sensíveis”.NOMEAÇÃO DO INTERVENTOR (art. 4. IV: o Tribunal de Justiça coagido deverá solicitar ao STF que requisite a intervenção 3. VI (requisição do STJ): desobediência à ordem ou decisão judicial do STJ. VI (requisição do STF): desobediência à ordem ou decisão judicial do STF.a)CF. 3. tornar-se-á. 36.2. CONTROLE POLÍTICO 6. para que ele assuma as funções executivas e legislativas”.. Diferentemente. VII): dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF.1. 34. envolvendo questões legais infraconstitucionais: e) Requisição do STF: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. art. ou não. § 1°) 6. a)Ação direta de inconstitucionalidade interventiva (CF. art. a intervenção poderá atingir diferentes órgãos do ente federado. I da CF/88) 4. as funções legislativas ao chefe do Legislativo. 36. Assim. 6. VI. CONTROLE JURISDICIONAL 8. b) CF. art.3. . “[. II) 5. art. envolvendo questões constitucionais. 49. 60. d)Requisição do STJ: descumprimento de ordem ou decisão judicial da Justiça Federal ou da Justiça Federal. da Justiça do Trabalho ou da Justiça do Trabalho.1.2. 34. se a intervenção ocorrer no Poder Executivo. Obrigatoriedade do controle político (CF. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 8. 36. art. desnecessário haver um interventor. 91. OITIVA DOS CONSELHOS (CF. para que ele exerça as funções do governador. a nomeação do interventor será necessária. Com efeito. Competência para proceder à intervenção dos municípios. I) Segundo Marcelo Alexandrino. a nomeação de interventor será necessária. EMENDA À CONSTITUIÇÃO (CF.2. VII. art. § 1°. art. art. 34. caso a intervenção restrinja-se ao Poder Legislativo.art. implicar necessidade de nomeação de interventor. 3.] a intervenção pode.. 90.2. c) CF. Na hipótese de o Poder Judiciário local ser coagido a)CF. art. “34. desde que o ato de intervenção atribua. VI (requisição do TSE): desobediência à ordem ou decisão judicial da Justiça Eleitoral. IV) Exceções ao controle político (CF. art.34. 34.

4. – São Paulo: Saraiva. Ed. MIRANDA. Manual de Direito Constitucional. Marcelo. 35. Aplicação do art. – Rio de Janeiro: Forense.1. MORAES. Ed. 2009. 2. Curso de direitos fundamentais. dispensando a apreciação pela assembleia legislativa. MARMELSTEIN. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO. SILVA E NETO. Marcelo.2. Jorge. Alexandre. 7. Manoel Jorge. George. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Pedro. Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. Vicente. 5. 2ª. 3.8. José Afonso da. art. BIBLIOGRAFIA: 1. SILVA. 2009. 35) 8. LENZA. HIPÓTESES (CF. ALEXANDRINO. ed. Direito Constitucional. 8. 6ª. Rio de Janeiro: Forense. § 3°: depende de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça.. São Paulo: Atlas. 2010. IV. 2010. 2009. São Paulo: Malheiros. – São Paulo: Atlas. 2011. PAULO. 15. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. . 1997. Ed. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. Direito Constitucional esquematizado.2. 6.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful