LEIT0RA E INTERPRETACÂ0

BE BESENB0 BE
T0B0LACÂ0 INB0STRIAL.

Nanoel Beneuito Seiia ua Costa.




















Leitura e Interpretação de Desenho
de Tubulação Industrial











Autor
Manoel Benedito Serra da Costa
José Cursino Junior



























2010












Costa, Manoel Benedito Serra da.;Junior,José
Cursino./Leitura e Ìnterpretação de Desenho de
Tubulação Ìndustrial ÷ Duque de Caxias :
Escola Técnica Atenew, 2010.
72 p.














1.ª impressão


















Al: Francisco de Miranda, lt:09 ÷ qd:01
Jardim Primavera ÷ Duque de Caxias ÷ RJ
25.215 ÷ 425
www.atenew.com.br



ÍNDICE

APRESENTAÇÃO 3
PRANCHAS. 6
Normas, Tipos E Medidas. 6
Legendas. 7
LISTA DE MATERIAL. 10
DESENHOS. 12
Linhas Convencionais. 12
Tipos de Desenhos. 13
Plantas de Tubulação. 13
Regras para Traçado. 14
Cotagem de Plantas. 17
Elevações. 22
SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO. 23
SIMBOLOGIA PARA TRECHOS DE TUBULAÇÃO. 28
SIMBOLOGIA PARA CORES DE TUBULAÇÃO. 29
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA. 30
Simbologia para Perspectiva Isométrica. 51
ESCALAS. 55
FLUXOGRAMA. 56
Simbologia para Fluxograma. 64
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 72







































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 3





APRESENTAÇÃO





Para a execução de uma rede de tubos, as informações podem ser
apresentadas, por exemplo, na forma de palavras. Mas, apenas
palavras dificilmente transmitem a idéia da forma da rede. Então,
pode-se pensar em ter uma maquete como modelo. Porém,
dependendo da complexidade da rede, torna-se inviável a construção
de uma maquete.

Bom, resta-nos então fazer uso de um desenho bem completo. Um
desenho pode transmitir todas as idéias de forma e dimensões de
uma rede e ainda fornecer uma série de outras informações, tais
como:


material de que é feita a tubulação;

diâmetro e comprimentos da tubulação;

mudanças de direção;

tipos de acessórios, etc.

O desenho de tubulação utilizado como linguagem técnica, estabelece
regras e normas. Ele possibilita que todos os envolvidos na
construção de uma determinada rede possam interpretar e executar
tecnicamente iguais, mesmo em tempos e lugares diferentes, pois
uma vez interpretado e entendido o desenho, não há necessidade de
se conhecer o responsável pelo mesmo.

Isto naturalmente só acontece quando são estabelecidas, de forma
fixa e imutável, todas as regras necessárias para o desenvolvimento
do desenho, com linguagem técnica própria, e que possa cumprir a
função de transmitir ao instalador da tubulação as idéias e desejos do
projetista. Por essa razão, é necessário também que o projetista





Leitura e interpretação de desenho de tubulação 4
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




conheça com segurança todas as normas que regem a execução de
um projeto de tubulação.


À semelhança de outros países. No Brasil, temos uma associação
(ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas) que estabelece,
fundamenta e recomenda as normas do desenho hidráulico. São
também muito utilizadas as normas alemãs DIN (Deutsches Institut
für Normung).






















































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 5
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





PRANCHAS






Normas, tipos e medidas

O papel utilizado para o desenho hidráulico é chamado de prancha,
este segue a norma alemã DIN 476. Ela determina que o formato
básico do papel seja designado A0 (A zero) e representa um retângulo
de lados medindo 841 mm e 1189 mm, tendo a área de 1m
2
. Desse
formato básico derivam os demais formatos, como pode ser visto na
Tabela 1. A relação entre o A0 e os demais formatos de papel está
esquematizada na Figura 1.


Tabela 1 - Formatos de papel segundo a norma DIN 476



FORMATO DIMENSÃO (mm) MARGEM (mm)

A0 841x1189 10

A1 594x841 10

A2 420x594 7

A3 297x420 7

A4 210x297 7

A5 148x210 5


Figura 1 - Formatos de papel de A0 até A5






A1





A3

A2

A4
5A


841 mm

Leitura e interpretação de desenho de tubulação 6
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





Legendas





Legenda é um tipo de formulário inserido no projeto para descrever
informações do mesmo como responsável, título, data, local da obra,
etc.

Normalmente a legenda é definida pela empresa responsável pela
elaboração do projeto.

Qualquer alteração no desenho do projeto deve ser especificada nas
linhas em branco acima da legenda, não sendo necessário elaborar
um novo desenho.


A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A3, A2, A1
e A0 ou embaixo e ao longo da largura da folha de desenho no
formato A4.




































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 7



1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
Figura 2 - Modelo de legenda de desenho técnico








































A legenda consiste em:


1 - título do desenho;


2 - número;


3 - escala;


4 - empresa;


5 - data e nome;


6 - descrição dos componentes:


O quantidade;





Leitura e interpretação de desenho de tubulação 8
Quant.

Denominações e observações Peça Material e dimensões
Alterações
Assinatura
do
responsável
Data Nome
Empresa Des.
Cap.
Visto
Escala Título Substituído por:
(número)
5

1

3

4

6

7

2

1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





O denominação;

O peça;

O material, normas e dimensões.


7 - alterações do projeto.





























































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1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





LISTA DE MATERIAL





Todo projeto, depois de definido e aprovado, deverá ser
acompanhado de uma lista do material que será preciso para a
confecção da obra. Essa lista conterá todos os dados necessários
sobre esses itens. Haverá uma coluna com o número do item, outra
com a descrição precisa de cada componente da lista, mais uma com
a sua quantidade e uma outra com a unidade quantitativa do item
que poderá ser: peça, metro, litro, quilograma, caixa, pote, etc...
Deverá também conter espaços para o nome da empresa, nome do
projeto, planta baixa correspondente, nome do projetista, data,
observações e o que mais for necessário para identificação de todos
os componentes. Na página seguinte você verá um exemplo de lista
de material padrão.






































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 10
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





N O M E D A E M P R E S A

%EM DESCR@O Q%DE UN.








































OBS: LS%A DE MA%ERAL

PROJE%S%A:

PROJE%O:





DA%A DES. nº FL. VER.














Leitura e interpretação de desenho de tubulação 11
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`

DESENHOS






Linhas convencionais

A Tabela 2 a seguir apresenta os diversos tipos de linhas utilizadas
nos desenhos técnicos e seu emprego.






Tabela 2 - Linhas utilizadas em desenho técnico



Número Tipo Espessura Emprego

Arestas e contornos
1 Contínua - grossa



2 Tracejada - média





3 Traço ponto - fina










4 Contínua - fina






visíveis
Arestas e contornos não
visíveis
Linhas de centro e eixos
de simetria. Perfis e
contornos auxiliares.
Posições extremas de
peças móveis.
Linhas de cota, extensão,
chamada, hachuras,
secções sobrepostas,
diâmetros internos de
roscas externas e
diâmetro externos de
roscas internas.

5 Traço ponto - grossa Cortes e secções

6 Ziguezague - fina Rupturas longas

7 Sinuosa Rupturas curtas














Leitura e interpretação de desenho de tubulação 12





TIPOS DE DESENHOS


Plantas de tubulação

As plantas são desenhos em escala representando todas as
tubulações de uma determinada área.

Os tubos com diâmetro até 12´´, são representados por um
traço único coincidente com a linha de centro do tubo. Os tubos
com diâmetro maior que 12´´, são representados por duas
linhas paralelas em escala. O sentido do fluxo deve ser indicado
através de sets e o tubo deve ser identificado.

As válvulas e acessórios serão representados por símbolos
convencionais e deve ser cada um deles representado se
possível em escala.





AF2

50





AF1

32






0,50m





Reservatório


1,10m








V.S



1,00m

RG



0,30m

Bidê
RG


0,40m







RP
Chuveiro
A
A






B B

Lavatório

Ø 25mm


0,80m





Leitura e interpretação de desenho de tubulação 13
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





Regras para traçado


Identificação de tubulações

Os tubos serão identificados pelo seu diâmetro
nominal, classe do fluido, número de ordem da linha
e especificação do material.


Ex: 8´´-V-105-A

As tubulações de uma mesma área devem ter seus
números de ordem iniciados pelo mesmo algarismo.
Quando uma tubulação muda de diâmetro, emprego
ou material seu número de ordem deve ser
alterado.


Ex:




L






Representação de acessórios

Na representação dos demais elementos, deve-
se observar as seguintes regras:

- Devem ser indicadas as posições das hastes
das válvulas, elevações dos tubos e cotas das
mudanças de direção dos mesmos.

- Indicar as linhas principais de referência e
suas coordenadas e limites de área.




Leitura e interpretação de desenho de tubulação 14
L
C
EL.1000
8"-V-105-A
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




- Suportes de tubulação, com numeração e
especificação convencional do tipo devem ser
mostrados.
- Reservatórios, bombas e demais equipamentos
são representados por seu contorno ou linha de
centro, com respectiva elevação.
- Devem também ser indicados todos os
instrumentos, escadas de acesso, plataforma,
etc.


Ex:







































P-201-B
P-201-A
"A"-4"-150-FR
FACE EL.102000
(TÍPÌCO)
1
0
0
0
1
7
0
0
1600
EL.103500
COTAGEM CERTA
2
0
0
0
"E"-4"-150-FR
EL.107000
T-204
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
















Leitura e interpretação de desenho de tubulação 15





Rotina para desenho de plantas

Para facilitar o desenho das plantas de tubulação,
fornecemos a seguinte rotina:

- Dividir a planta de locação em diversas áreas,
onde as linhas de divisão devem ser as linhas de
centro das ruas, limites de unidades, etc.
- Desenhar os contornos de vasos, equipamentos,
suportes, etc.
- Fixação das cotas de elevação, sempre iniciadas
do piso para cima, procurando reduzir as
elevações mas permitindo o fluxo por gravidade,
sempre que exigido.
- Dividir a planta em faixas de elevações quando
houver um congestionamento da área.
- Começar o traçado pelas tubulações de maior
diâmetro e pelas as que tenham exigências
especiais de serviço.

- Fixar espaçamentos entre tubulações paralelas.
- Desenhar as tubulações restantes observando as
normas adotadas.

- Verificar os espaçamentos entre os suportes.
- Completar o desenho, identificando linhas,
coordenadas do limites e linhas principais, cotas
e elevações, identificando todos os
equipamentos, instrumentos e suportes,
desenhos de referência, etc.











Leitura e interpretação de desenho de tubulação 16
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





Cotagem de plantas


Regra para cotagem

Na cotagem de plantas de tubulação devem ser
observadas as seguintes regras:

- As linhas de cota e chamada são finas e com
setas nas extremidades e devem ser feitas fora
do desenho para não causar confusão.
- O sistema de cotagem é o especificado pela
norma NB.8, ou seja a cota fica acima d linha e
escrita da esquerda para a direita na horizontal
ou de baixo para cima na vertical.
- Não se deve cotar elementos consecutivos a
partir de um ponto de referência comum.
- Cotar todas as dimensões que aparecem no
desenho.
- Cotar todas s elevações, mudanças de direção e
ramificações.
- Se um grupo de tubos paralelo está sobre um
mesmo suporte, deve ser mostrada a elevação
de fundo dos mesmos.

- Mostrar a elevação de pisos acabados.
- Não repetir cotas em vistas diferentes do
desenho.





Abaixo damos alguns exemplos de cotagem e
também de algumas cotagens que devem ser
evitadas.





Leitura e interpretação de desenho de tubulação 17
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`










CC1ACLM LRRALA























Cotagem de acessórios

As cotas não devem ser terminadas em ligações
soldadas ou rosqueadas.

No caso de válvulas flangeadas temos duas
alternativas de cotagem:


- Deixar um espaço entre as cotas para a junta.










#ŢŢ Ť¤ŧ #ŢŢ


- Incluir a espessura da junta no valor da cota.








Leitura e interpretação de desenho de tubulação 18
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`












#ŢŢ












ťŢŢ
(Ť')










#ŢŢ





Se as válvulas não são flangeadas, devem ser
cotadas em relação a sua linha de centro.



















,ŧŢ ,ŧŢ






Os acessórios agrupados não precisam ser cotados,
devendo ser cotada apenas a distância total.














ţŧŢŢ






Leitura e interpretação de desenho de tubulação 19
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




Qualquer acessório não padronizado deve ser
cotado.
















,¤ŧ ťŢŢ ŦŢŢ









As reduções são cotadas da seguinte maneira
mostrada abaixo:











RLL. CCNC. #Ő × ŦŐ
























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 20
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




A cotagem de bocais de equipamentos é feita da
seguinte forma:


Trechos Verticais

Em trechos verticais o bocal deve ser cotado
pela elevação da sua face.














ŐŐŦŐťŢŢšR

ACL LL.ţŢť#ŢŢ










Trechos Horizontais

Em trechos horizontais o bocal é cotado pela
sua linha de centro.
















L



Leitura e interpretação de desenho de tubulação 21
EL.102500
"A"-4"-300#-FR
C
L
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





Elevações


É o desenho da tubulação num plano horizontal visto de perfil.










Reservatório




Chuveiro


RG RG



RP

VD Bidê


Piso

Elevação AA






Lavatório






Elevação BB




Piso























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 22
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO

DESCRIÇÃO SIMBOLOGIA


LINHA INDICATIVA DE CORTES A A
OU VISTAS.


LINHA PARA CONTORNO DE
EQUIPAMENTOS, ETC...


LINHAS DE TUBULAÇÃO ATÉ Ø
12¨ INCLUSIVE.


LINHAS DE INTERRUPÇÃO.



LINHAS DE CENTRO.


EQUIPAMENTOS AUXILIARES
FORNECIDOS POR TERCEIROS E
INFORMAÇÕES INCOMPLETAS.

INDICAÇÃO DE REFERÊNCIA PARA
NOTAS.


LINHAS DE TUBOS INVISÍVEIS.



LIMITE DE UNIDADE.


RAMAIS DE AQUECIMENTO A
VAPOR.


AR DE INSTRUMENTO.


FIO ELÉTRICO PARA
INSTRUMENTO.


TUBOS A PARTIR DE 14¨.



MANGUEIRAS FLEXÍVEIS.



TUBULAÇÕES SOBREPOSTAS.


LIGAÇÃO DE LINHAS EXISTENTES
À LINHAS NOVAS.



Leitura e interpretação de desenho de tubulação 23
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO

SOLDA
DESCRIÇÃO SOLDADO FLANGEADO

SOQUETE E
ROSCA
PONTA E
BOLSA


CURVA DE 90º


CURVA DE 90º
SUBINDO

CURVA DE 90º
DESCENDO


CURVA DE 45º


CURVA DE 45º
SUBINDO

CURVA DE 45º
DESCENDO





TÊ COM SAÍDA
PARA CIMA

TÊ COM SAÍDA
PARA BAIXO



CRUZETA


REDUÇÃO
CONCÊNTRICA

REDUÇÃO
EXCÊNTRICA


TAMPÃO



TÊ DE 45º

TÊ DE 45º COM
SAÍDA POR
CIMA
TÊ DE 45º COM
SAÍDA POR
BAIXO

UNIÃO






Leitura e interpretação de desenho de tubulação 24
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO

SOLDA
DESCRIÇÃO SOLDADO FLANGEADO

SOQUETE E
ROSCA
PONTA E
BOLSA


MEIA LUVA



CURVA MITER
(GOMOS)





TUBO DOBRADO



JUNTA DE
EXPANSÃO TIPO
FOLE

LUVA



BOCA DE LOBO

BOCA DE LOBO
COM REFORÇO
(SELA)
BOCA DE LOBO
COM ANEL DE
REFORÇO


BUJÃO



FILTRO COM
DRENO


SEPARADOR OU
FILTRO


MISTURADOR


PURGADOR
TERMOSTÁTICO
P


PURGADOR DE
PULSO

PURGADOR
TERMODINÂNICO





Leitura e interpretação de desenho de tubulação 25
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`









VÁLVULAS




SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO


SOLDADO FLANGEADO
SOLDA SOQUETE E
ROSCA

PLANTA ELEVAÇÃO PLANTA ELEVAÇÃO PLANTA ELEVAÇÃO



GAVETA




GLOBO



TRÊS VIAS



QUATRO VIAS



BORBOLETA


FECHAMENTO
RÁPIDO


RETENÇÃO
ANGULAR


COM EXTENSÃO


OPERADA POR
CORRENTE



COM BUJÃO


COM ENGATE
RÁPIDO


CONTROLE



DIAFRAGMA



SEGURANÇA








Leitura e interpretação de desenho de tubulação 26
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






ANGULAR



MACHO



PÉ COM CRIVO



ESFERA



AGULHA




RETENÇÃO







SIMBOLOGIA PARA PLANTAS DE TUBULAÇÃO

DESCRIÇÃO SIMBOLOGIA


FLANGE COM PESCOÇO



FLANGE SOBREPOSTO



FLANGE ROSCADO E COM SOLDA SOQ.



INSTRUMENTO MONTADO NO LOCAL



INSTRUMENTO MONTADO NO PAINEL



INSTRUMENTO EXISTENTE



FLANGE DE ORIFÍCIO



FLANGE CEGO








Leitura e interpretação de desenho de tubulação 27
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA DE TRECHOS DE TUBULAÇÃO

PLANTA BAIXA ELEVAÇÃO

Trecho vertical




Tubo horizontal em
elevação mais alta






Tubo horizontal em
elevação mais baixa


Trecho inclinado no plano
vertical




Tubo horizontal em
elevação mais alta




Tubo horizontal em
elevação mais baixa


Derivação vertical para
baixo


Tubo horizontal
Derivação vertical
para cima


Tubo horizontal




Tubo horizontal


Derivação horizontal
para cima





Tubo horizontal


Derivação horizontal
para baixo






Válvula em tubo vertical










Leitura e interpretação de desenho de tubulação 28
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA DE CORES DE TUBULAÇÃO


COR DA TUBULAÇÃO PRODUTO


VERDE Água


BRANCO Vapor


AZUL Ar Comprimido



ALUMÍNIO


Combustíveis e inflamáveis gasosos ou líquidos
de baixa viscosidade.



PRETO


Combustíveis e inflamáveis gasosos ou líquidos
de alta viscosidade.


VERMELHO Sistemas de Combate a Incêndio.


AMARELO Gases em geral.


LARANJA Ácidos.


LILÁS Álcalis.


CINZA CLARO Vácuo.


CASTANHO Outros Fluidos não especificados.































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 29
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





PERSPECTIVA ISOMÉTRICA











Reservatório












Ø 50mm

1,00m



Chuveiro


R.G




R.P




Ø 50mm


Ø 32mm




2,00m





Ø 25mm



0,40m


0,30m


Box




1,00m


V.D





Bidê




V.S


0,50m


lavatório

1,10m

0,80m

Ø 25mm












Leitura e interpretação de desenho de tubulação 30
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




São desenhos que vão ser utilizados para orientar a montagem
da tubulação.

Nas perspectivas isométricas deverão ser representados,
obrigatoriamente, os seguintes elementos:

- Todos os tubos, todas as válvulas e acessórios de
tubulação, bem como todas as emendas.
- Reservatórios, bombas, compressores, etc., que são
representados pelas linhas de centro e pelos bocais de
ligação com a tubulação.
- Válvulas de dreno e respiro e tomadas para retiradas de
amostras.






Representação Gráfica

Nas perspectivas isométricas os tubos verticais são
representados por traços verticais; os tubos horizontais
são representados por traços inclinados de 30º com a
horizontal, em duas direções principais, como mostra a
figura abaixo.

























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 31
T
U
B
O

V
E
R
T
Ì
C
A
L
T
U
B
O

H
O
R
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Z
O
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T
A
L
T
U
B
O

H
O
R
Ì
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O
N
T
A
L
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
[ 12"
[

4
"




Todos os tubos são representados por taco único,
qualquer que seja seu diâmetro.


























Os tubos fora das direções principais são representados
por traços inclinados com ângulos diferentes de 30º. No
desenho é feita a indicação do ângulo real que a
tubulação faz com qualquer das direções principais.































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 32
1
0
0
0
1
0
0
0
TRECHO ÌNCLÌNADO NO PLANO VERTÌCAL
TRECHO ÌNCLÌNADO NO PLANO HORÌZONTAL
4
5
o
o
4
5
1
0
0
0
1
0
0
0
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`







Os tubos dobrados, joelhos e curvas são representados
por curvas em perspectiva, podem também ser
representados em esquadro, que é uma notação
simplificada.































Regras para traçado

No traçado das perspectivas isométricas as seguintes
regras práticas devem ser observadas:

- Os desenhos devem conter todas as indicações
necessárias à montagem e fabricação de
tubulações, tais como as dimensões dos trechos
retilíneos de tubos, dimensões de válvulas e
acessórios, localização e orientação de todos os
bocais de vasos e equipamentos e posições das
hastes das válvulas.




Leitura e interpretação de desenho de tubulação 33
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`







- As elevações de tubos são em geral referidas a
linha de centro dos mesmos.





- Cada folha de desenho contém uma lista do
material necessário para sua execução.





- Tubos que passam de uma folha de desenho para
outra, são representados com interrupção, devendo
sempre conter indicação do número da folha na
qual o tubo continua.





- Não se executam desenhos de tubulações
subterrâneas nem de tubulações fora de áreas de
processamento.





- A numeração do desenho é feita em combinação
com a numeração das plantas de forma que seja
facilitando o reconhecimento em planta de qualquer
linha do desenho.















Leitura e interpretação de desenho de tubulação 34
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




- Em geral as tubulações desenhadas num a
perspectiva isométrica estão contidas em uma
mesma planta.





- Todos os desenhos devem conter a indicação do
norte de projeto para que se obtenha a localização
dos tubos no campo; de preferência o norte é
tomado para cima e para a direita.





- Em todas as linhas devem aparecer a identificação
dos tubos e as setas indicativas do sentido do fluxo.
Estas setas são colocadas de preferência antes de
todas as mudanças de direção.





- As perspectivas isométricas devem ser desenhadas
sempre que possível proporcionalmente.




























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 35
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
L
Ì
M
Ì
T
E



D
E



Á
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A
E
L
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2
B

3
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1
2
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-

F
.
R
.
C
L





Cotagem

As perspectivas isométricas devem conter todas as cotas
e dimensões necessárias à fabricação e montagem das
tubulações. Podemos fazer as seguintes considerações
sobre cotagem:

As linhas deverão ser definidas de maneira clara e
precisa, para que se reduza ao mínimo o número de
cálculos no campo. São utilizados três tipos básicos de
linhas:


Linha grossa

Este tipo de linha tem mais ou menos 1mm de
espessura, sendo utilizada para indicar os
elementos abaixo:

Tubos de qualquer diâmetro, flanges, limite de área
ou de unidade e perfis de suportes ou de estruturas.































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 36
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
4
0
0
A
R
E
A
2
5
1
E
L
.
3
0
0
0
L
C
C
L
E
L
.
3
0
0
0





Linha fina

Este tipo de linha é utilizado para indicar os
seguintes elementos:

Linhas de cota, linhas de chamada, indicações de
áreas, etc.
























Linha Intermediária

Este tipo de linha é utilizado para indicar os
seguintes itens bocais e flanges de equipamentos e
indicação de contorno.
























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 37
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
C
O
R
R
E
T
O
C
O
R
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E
T
O
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T
O

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R
T
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A

Ì
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L
Ì
N
A
Ç
Ã
O
2
5
0
0
6
0
0
1
0
0
0




As linhas de cota devem atender a princípios
estéticos e não devem ficar muito perto da
tubulação, porque dificulta a revisão e a leitura do
desenho. A distância deve ficar entre 2 e 3 cm
sempre que possível. A seguir mostramos alguns
exemplos que são bastante úteis e que indicam as
melhores alternativas de cotagem e também
exemplos de cotagens que devem ser evitados.






















































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 38
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
E
V
Ì
T
A
R

C
O
M
P
R
Ì
M
E
N
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X
C
E
S
S
Ì
V
O
D
Ì
S
T
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N
C
Ì
A

C
O
R
R
E
T
A
M
U
Ì
T
O



A
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A
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A
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A
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R
A
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O

C
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A

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T
O

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R
T
O
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O

A
C
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L
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2

A

3
c
m
C
L
E
L
.
3
0
0
0
C
O
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R
E
T
A











































































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 39
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
M
U
Ì
T
O

P
E
R
T
O
M
U
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T
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O
M
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T
O

P
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R
E
T
O
C
O
R
R
E
T
O
M
U
Ì
T
O

L
O
N
G
E






















































A identificação da linha e o sentido do fluxo, devem
ficar num lugar de destaque.

















Leitura e interpretação de desenho de tubulação 40
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
1
0
0
0
1
0
0
0
2
7
0
2
3
2
4
9
8





Trechos Horizontais

As cotas principais devem dar as distâncias entre
mudanças entre mudanças de direção, derivações
principais, limites de área, etc.

As cotas secundárias devem dar distâncias até
reduções e ramificações de pequena bitola,
conexões para instrumentos, válvulas e demais
acessórios.



















































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 41
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
5
0
0
2
0
3
2
5
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7
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-

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1
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0
#

-

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1
0
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.

C
O
N
C
.
4
"

X

3
"

(
T
Ì
P
)





Trechos Verticais

Nos trechos verticais devem ser assinaladas
elevações de pontos importantes tais como
derivações, bocais, suportes, válvulas, etc.

No exemplo dado a seguir vemos as cotas verticais
mais importantes.























































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 42
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
1
0
0
0
45°-H





Trechos Inclinados a 45º





Se os trechos estiverem no plano horizontal, deverá
ser cotado o ângulo acompanhado da letra H
(horizontal) e um dos catetos, como mostra a figura
abaixo.























































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 43
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
E
L
.
1
0
.
0
2
0
4
5
°
-
V
9
3
0




Se o trecho estiver no plano vertical, devem ser
cotados os ângulos acompanhados da letra V

(vertical), o cateto horizontal e uma elevação.

































































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 44
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
1
0
0
0
4
5
°-
H
1
0
0
0
3
0
°-V
E
L
.
2
0
0
0
E
L
.
1
5
0
0
0
7
0
0
TRECHO VERTÌCAL
ÌNCLÌNADO DE 30 °





Trechos Inclinados de ângulos diferentes de

45º

Se o trecho estiver no plano horizontal deverão ser
cotados os dois catetos e o ângulo acompanhado da
letra H (horizontal).























Se o trecho estiver no plano vertical, deverão ser
cotados o cateto horizontal, o ângulo acompanhado
da letra V e duas elevações.




























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 45
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
1
2
0
0
8
0
0
2
0
0
0
2
1
5
0
2
9
3
0
(
C
O
M
P
R
Ì
M
E
N
T
O

R
E
A
L
)
1
6
0
0
"
A
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-
1
0
"
-
1
5
0
#
-
F
R
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L
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3
0
0
0
L
C C
L
E
L
.
3
0
0
0
C C
L E
L
.
1
0
2
0
0
0
"
A
"
-
4
"
-
3
0
0
#
-
F
R
T
4
0
2
T
4
0
6
4
3
°
68°22'





Trechos inclinados no espaço

Neste caso devem ser cotados o ângulo vertical, o
ângulo horizontal e os dois catetos.































































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 46
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
"
A
"
-
4
"
-
3
0
0
#
-
F
R
E
L
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1
2
0
0
0
0
L
C
C
L E
L
.
1
2
0
0
0
0
"
A
"
-
4
"
-
3
0
0
#
-
F
R




Os números e direções de fluxo de cada linha
devem ser indicados bem como a elevação da linha
de centro de todos os tubos horizontais com o
número da linha em cima, e a elevação da linha de
centro em baixo do traço do tubo ou do seu
prolongamento.


























































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 47
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




Indicar por cotas ou elevações os pontos de
transposição de estruturas quaisquer.






























Todas as conexões e válvulas devem ser cotadas
pela linha de centro da haste se não forem
flangeadas; no caso de serem flangeadas devem ser
cotadas de face à face do flange.




























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 48
L
C
E
L
.
4
2
0
0
4
"
-
V
-
3
0
1
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A
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3
2
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0
0
0
6
0
0
P
A
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6
0
0
0
P
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S
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L
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5
0
0
0
F
D
-
2
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-
4
"
E
L
.
5
5
0
0
L
C
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




Indicar as direções das hastes de comando, pelo
ângulo formado com as direções ortogonais.



































































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 49
4
5
°
-
H
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




Bocais devem ter indicadas a elevação da sua linha
de centro, símbolo e a identificação do equipamento
ao qual estão ligados. Se a direção da linha de
centro não coincidir com as direções ortogonais,
indicar o ângulo formado com a direção ortogonal
mais próxima.

























































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 50
4
5
°
-
H
2
"
-
V
-
2
0
3
6
"
-
V
-
1
0
2
EL.10.020
C
L
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA PARA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA

DESCRIÇÃO SIMBOLOGIA



BOLSA DE DRENAGEM




DRENO OU RESPIRO




TAMPÃO




VÁLVULA DE GAVETA





VÁLVULA DE GLOBO




VÁLVULA MACHO




VÁLVULA DE CONTROLE



VÁLVULA DE RETENÇÃO




VÁLVULA DE SEGURANÇA





VÁLVULA SOLENOIDE




VÁLVULA DE TRÊS VIAS




VÁLVULA COM VOLANTE PARA CORRENTE








Leitura e interpretação de desenho de tubulação 51
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`







FLANGEADA





PARA SOLDA DE TOPO





ROSQUEADA




VÁLVULA DE ESFERA




VÁLVULA DE BORBOLETA




VÁLVULA DE RETENÇÃO




VÁLVULA DE AGULHA




EJETOR





VÁLVULA ANGULAR





PURGADOR DE CALOR




VISOR DE LINHA




REDUÇÃO CONCÊNTRICA










Leitura e interpretação de desenho de tubulação 52
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`







REDUÇÃO EXCÊNTRICA




FLANGE DE PESCOÇO




FILTRO "Y¨




FLANGE CEGO




TAMPÃO




FLANGES DE ORIFÍCIOS




FLANGE ROSCADO




TAMPÃO PARA SOLDA SOQ. E COM ROSCA




TÊ SOLDADO




BOCA DE LOBO COM REFORÇO




BOCA DE LOBO COM SELA




COLAR SOLDADO




DERIVAÇÃO COM LUVA










Leitura e interpretação de desenho de tubulação 53
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`







BOCA DE LOBO DERIVAÇÕES





CURVA EM GOMOS





BOCAL DE VASO OU EQUIPAMENTO





BUJÃO

















































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 54
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





ESCALAS





Escala é a proporção definida existente entre as dimensões de uma
peça e as do seu respectivo desenho. As escalas são regidas pela
norma alemã DIN 823.


As escalas mais usadas em desenhos de tubulação são:


1:20

1:25

1:50

1:100


Escala 1:20 (um para 20) significa que em uma tubulação com

2000 mm de comprimento, seu desenho correspondente será de 100
mm.






tubulação 1:20 desenho































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 55
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





FLUXOGRAMA




Os fluxogramas são desenhos esquemáticos, sem escala, mostrando
toda a rede de tubulações de uma determinada área, com os seus
acessórios e instrumentos. Os fluxogramas se destinam a esclarecer
o funcionamento do sistema; não servem para a fabricação ou
montagem de uma instalação pois os equipamentos e acessórios são
representados de forma esquemática sem indicação de forma ou
localização.


Classificação

Os fluxogramas podem ser classificados em três tipos básicos a
saber:


Fluxograma esquemático

É o tipo mais simples, mostrando apenas o processo em
si, com o sentido do fluxo e os equipamentos mais
importantes. Os equipamentos são representados por
retângulos e círculos. A partir deste tipo são elaborados
os fluxogramas mais complexos.


Fluxograma de processo

É um fluxograma elaborado por uma equipe de estudos
de processo. Neste tipo deve aparecer obrigatoriamente
os seguinte itens:

- Todos os tanques e reservatórios, contendo seus
tipos, dimensões, pressão e temperatura de serviço.







Leitura e interpretação de desenho de tubulação 56
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




- Todas as tubulações principais com a indicação do
fluido contido e sentido do fluxo.
- Todos os equipamentos importantes com indicação
do tipo, dimensões, vazão, temperatura, pressão,
etc.
- As principais válvulas de bloqueio, regulagem,
segurança e alívio, indicadas por seus símbolos,
bem como os instrumentos principais.


Fluxograma de detalhamento

Este tipo é também chamado de fluxograma mecânico e é
o mais complexo dos fluxogramas. A partir dele é que é
desenvolvido todo o projeto. No fluxograma de
detalhamento devem aparecer:

- Todos os tanques e vasos com suas dimensões
principais e suas características básicas.
- Todos os equipamentos, grandes ou pequenos,
inclusive os de reserva.
- Todas as válvulas com indicação do tipo, tamanho e
representadas por símbolos convencionais.
- Todas as tubulações principais, secundárias e
auxiliares, com a indicação do diâmetro, sentido do
fluxo, caimento e exigências de serviço.
- Todos os instrumentos com indicação do tipo, linhas
de comando e respectivas ligações.
- Indicação de exigências de serviço e localização
obrigatórias ou proibidas.
- Todas as derivações e interconexões de linha de
equipamentos.






Leitura e interpretação de desenho de tubulação 57
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`




- As classes de pressão dos flanges dos
equipamentos são mostradas apenas se houver
diferença com a tubulação.
- Pressão de abertura das válvulas de segurança e
alívio.

- Indicação de isolamento térmico se necessário.

- Respiros e drenos requeridos pelo processo.
- Purgadores que tenham localização definitiva por
necessidade de processo (os instalados antes de
válvulas redutoras).





Como ilustração mostramos a seguir exemplos dos
vários tipos de fluxogramas descritos acima.








































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 58
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`












LU×CCRAMA LSCULMA1lCC






PARA CCMUS1ÂC



ALlMLN1ACÂC



vASC












1RCCALCR


CMA



PARA ARMA2LNAMLN1C PRCPANC PARA RLlNAMLN1C LL
PRCLU1CS PARA ARMA2LNAMLN1C






























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 59


1
C
R
R
L
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`











LU×CCRAMA LL PRCCLSSC



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PARA CCMUS1ÂC




LLPRCPANl2ALCR
ť#

ALlMLN1ACÂC



Cv



PC




Ťŧŧ PSlC
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ŤŢ LC
ŤŦŢ š ţţ8¨




ţ


LC
ŤŦŧ¨


CLLC
CULN1L

ŤťŢ¨








RC







Ť8Ţ š










PARA ARMA2LNAMLN1C






PRCPANC PARA RLSRlAMLN1C
LL PRCLU1CS L ARMA2LNAMLN1C


























Leitura e interpretação de desenho de tubulação 60
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`














L
e
i
t
u
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a

e

i
n
t
e
r
p
r
e
t
a
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s
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h
o

d
e

t
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b
u
l
a
ç
ã
o

6
1
LC
PARA COMBUSTÃO
2"
15A-2"
9C-2"
PC

2"
6C - 10"
RESFRÌAMENTO
ÁGUA PRA
11C - 8"
BC-1 1/2"
1
6"
6"
FRC
5C-14
2"
T1
14A-8"
6" X8"
2"
1
PSV
LÌNHA DE UTÌLÌDADE
ÓLEO QUENTE PARA
P
A
R
A

A
R
M
A
Z
E
N
A
M
E
N
T
O
6" 3C-16"
E-2
4C-20"

ALÌMENTAÇÃO
ÌC-6"
TW
LC
T-1
20
36
FLUXOGRAMA DE DETALHAMENTO
D
E

P
R
O
D
U
T
O
S

E

A
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M
A
Z
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O

P
A
R
A

R
E
S
F
R
Ì
A
M
E
N
T
O TÌ
1
T1
3"
11C - 4"
13C - 6"
11C - 8"

1 1

3"
15A-2"
LG V - 1
1
:
r
o
I
n

²
«
r
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1
r
n

.
²
1
²
1
`






Regras para traçado

No traçado dos fluxogramas devem ser levadas em
consideração as seguintes regras.

- Todas as linhas de tubulação devem ser horizontais ou
verticais; as verticais dêem ser interrompidas ao
cruzarem as horizontais que são sempre contínuas.
- As tubulações principais são representadas por um traço
forte.
- A direção do fluxo deve ser mostrada por uma seta
colocada sobre a linha, de preferência nos locais de
mudança de direção.

- O espaçamento das linhas deve ser de pelo menos 1 cm.
- Vasos, permutadores, torres, etc., sempre que possível
devem ser desenhados no centro do papel.
- As linhas de instrumentação devem ser interrompidas
quando elas cruzarem com uma linha de processo ou de
serviço.
- Os equipamentos devem ser arranjados de modo que o
fluxo corra da esquerda para a direita.
- O arranjo dos equipamentos deve ser feito de tal modo
que seja o menor possível, idêntica ao de processo.
- As linhas secundárias e de equipamentos são
representadas com um traço mais fino do que as linhas
principais.
















Leitura e interpretação de desenho de tubulação 62
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





Simbologia

A simbologia usada em fluxogramas apresenta algumas
diferenças dependendo da fonte de referência. Geralmente cada
firma adota a que mais lhe convém, pois não há norma que
regule a aplicação da mesma. Em vista disso, procuramos
utilizar neste texto o que é mais usual em matéria de
simbologia, porém desde já alertamos, para a possibilidade de
ocorrência de notações diferentes.




















































Leitura e interpretação de desenho de tubulação 63
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`





SIMBOLOGIA PARA FLUXOGRAMA

DESCRIÇÃO SIMBOLOGIA


LINHA PRINCIPAL DE PROCESSO


LINHA SECUNDÁRIA DE PROCESSO OU DE
UTILIDADES


LINHA ISOLADA


LINHA CAPILAR PNEUMÁTICO PARA
INSTRUMENTOS


LINHA CAPILAR PARA INSTRUMENTOS


LINHA DE SINAL ELÉTRICO PARA
INSTRUMENTOS


LINHA COM AQUECIMENTO À VAPOR



LINHA SUBTERRÂNEA



LIMITE DE UNIDADE



LINHA INVISÍVEL



LINHA DE INSTRUMENTO ELÉTRICO


LINHA QUE ATRAVESSA O LIMITE DA
UNIDADE


VÁLVULA DE GAVETA



VÁLVULA DE GLOBO



VÁLVULA DE MACHO



VÁLVULA DE ESFERA



VÁLVULA AGULHA







Leitura e interpretação de desenho de tubulação 64
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






VÁLVULA DE BORBOLETA




VÁLVULA DE RETENÇÃO




VÁLVULA DE DIAFRAGMA TIPO "KB¨



VÁLVULA DE DIAFRAGMA TIPO "A¨


VÁLVULA DE CONTROLE COM AÇÃO
PNEUMÁTICA


VÁLVULA DE CONTROLE TIPO DIAFRAGMA



VÁLVULA ANGULAR



VÁLVULA DE RETENÇÃO ANGULAR



VÁLVULA DE QUATRO VIAS



VÁLVULA DE TRÊS VIAS




VÁLVULA DE ALÍVIO




VÁLVULA ACIONADA POR EMBOLO



VÁLVULA ACIONADA POR SOLENÓIDE



VÁLVULA COM BÓIA



VÁLVULA COM BUJÃO



VÁLVULA COM FLANGE CEGO



VÁLVULA COM CONEXÃO PARA MAGUEIRA







Leitura e interpretação de desenho de tubulação 65
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






PURGADOR DE VAPOR



FILTRO TIPO Y



FILTRO DE CESTA



FILTRO DUPLO DE CESTA



VÁLVULA DE AR - DRENO



JUNTA DE EXPANSÃO



REDUÇÃO



FLANGE DE ORIFÍCIO



RAQUETA



FLANGE CEGO



TAMPÃO



TAMPÃO ROSQUEADO



CONEXÃO PARA MANGUEIRA



VISOR DE FLUXO



ROTÂMETRO



INDICADOR DE VAZÃO VISUAL



FUNIL DE DRENAGEM
[a




EJETOR






Leitura e interpretação de desenho de tubulação 66
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






TOMADA DE AMOSTRA, ÁGUA OU AR




HIDRANTE




BOMBA ALTERNATIVA




BOMBA CENTRÍFUGA



COMPRESSOR



TURBINA



PERMUTADOR DE CALOR
[a





FORNALHA






TANQUE DE TETO CÔNICO






TANQUE DE TETO FLUTUANTE




CALDEIRA



VASOS



INÍCIO DO SISTEMA OU DO PROCESSO



FINAL DO SISTEMA OU DO PROCESSO







Leitura e interpretação de desenho de tubulação 67
1:roIn ²«r)1rn .²1²1`






INSTRUMENTO MONTADO NO LOCAL



INSTRUMENTO MONTADO NO PAINEL



VAZÃO DE LIQUIDO



TEMPERATURA



VAZÃO DE GÁS





















































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Leitura e Interpretação de Desenho de Tubulação Industrial 68


1:roIn ²«r)1rn .²1²1`
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Leitura e Interpretação de Desenho de Tubulação Industrial 69

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Leitura e Interpretação de Desenho de Tubulação Industrial 70





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Leitura e Interpretação de Desenho de Tubulação Industrial 71




Referências Bibligráficas



SILVA TELES, Pedro Carlos.1ubulacões Industriais Proieto Volumes 1 e 2,São Paulo:
Livros Tecnicos e CientiIicos S.A. , 1974

COSTA, Manoel Benedito Serra da. Montagem em Caldeiraria. #io de Janeiro: Petrobras;
Brasilia: SENAI / DN, 2004.176 P. il. Serie Programa Petrobras Abastecimento de
QualiIicacão ProIissional para as comunidades proximas as unidades de negocios da
Petrobras

JUNIO#, Jose Cursino.1ubulacões Industriais ,Duque de Caxias: Atenew, 2009













































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Leitura e Interpretação de Desenho de Tubulação Industrial 72

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