P. 1
ATIVIDADES EXTRAS DE LITERATURA-Romantismo

ATIVIDADES EXTRAS DE LITERATURA-Romantismo

|Views: 1.560|Likes:
Publicado porRaika Barreto

More info:

Published by: Raika Barreto on Mar 29, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/14/2014

pdf

text

original

ATIVIDADES EXTRAS DE LITERATURA

Profª Vivian Mourett- 2° anos

e) desejo de morte pelo amor não correspondido. 03. F. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão, como recurso estilístico, no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes, não.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor, e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” 04. U.E. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira, em seus diversos momentos, apresenta como características: 01. escapismo e subjetivismo; 02. naturalismo e pitoresco; 04. nacionalismo e religiosidade; 08. socialismo e ilogismo; 16. imaginação criadora e amor à natureza. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. ( ) 05. UEGO Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. O romance Lucíola, de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época, realçando seus preceitos e preconceitos. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos, o marginal e o burguês, foi trabalhar a dualidade, colocando na mesma mulher as imagens de virgem, de Maria da Glória e da cortesã, Lúcia. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa, procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. 06. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais, buscando nelas aspectos heróicos, dignos de alta expressão literária. É o que se pode verificar quando se lêem, dos dois autores citados, respectivamente, as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos; b) Quincas Borba e Os Escravos; c) Ressurreição e O Navio Negreiro; d) O Mulato e Canção do Exílio; e) I - Juca Pirama e O Guarani. 07. UFSE No período romântico brasileiro, os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós, o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência, à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias; b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis; c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo; d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu; e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. 08. U.F. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens:

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. “Portanto, ilustres e não ilustres representantes da crítica, não se constranjam. Censurem, piquem, ou calem-se como lhes aprouver. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda, como a fruta que nos mandam em lata. (...) O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”
ALENCAR, José de. Benção Paterna. In: Sonhos de Ouro. São Paulo: Melhoramentos, s.d.

01. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência, Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira, através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. ( ) Na história da literatura brasileira, no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo, a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. ( ) No segundo parágrafo, Alencar opõe, metonimicamente, por meio das frutas, o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada, mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Texto para as questões 02 e 03. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente, onde bela se mirava... ‘Ai, não me deixes, não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão, Límpido ou turvo, te amarei constante ‘Mas não me deixes, não!’ E a corrente passava; novas águas Após as outras vão; E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai, não me deixes, não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor, e sempre embalde: ‘Ai, não me deixes, não! Por fim desfalecida e a cor murchada, Quase a lamber o chão, Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse, não. A corrente impiedosa a flor enleia, Leva-a do seu torrão; A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste, não!’”
DIAS, Gonçalves. In: MOISÉS, Massaud. A Literatura Brasileira através de textos. 21. ed. rev. e aum. São Paulo: Cultrix, 1998. p. 135-6.

02. F. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo; b) amor incondicional ao outro; c) supervalorização da natureza; d) exaltação do sonho, da fantasia;

a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica, devido aos exageros do eu-lírico. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico, enquanto a paisagem árcade é harmoniosa, alheia ao eulírico. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. 09. UFRS Leia o texto abaixo. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado, dono de uma sensibilidade extraordinária. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.” Dos exemplos citados abaixo, identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. I. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau; E a velhinha, rainha da festa, Se assentou sobre o grande jirau.” (Bernardo Guimarães) II. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna; Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa; (...) Se é vate quem dos povos, quando fala, As paixões vivifica, excita o pasmo.” (Laurindo Rabelo) III. “Tenho medo de mim, de ti, de tudo, Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes, Das folhas secas, do chorar das fontes, Das horas longas a correr velozes. (...) O véu da noite me atormenta em dores, A luz da aurora me intumesce os seios,” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e II. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 10. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico, através da Senhora, Alencar revela traços realistas; constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social; b) juntamente com Diva e Iracema, Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros; c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre, Lúcia Camargo que, após ser abandonada por Fernando Seixas, recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo; d) Fernando, após o casamento, vê-se desprezado e humilhado pela esposa; arrependido, trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução, mas o casamento, já comprometido, é desfeito; e) Alencar, numa tentativa de representar por completo o Brasil, escreveu romances indianistas e urbanos, porém nunca se valeu da composição regionalista e, assim, não atingiu seu intento. Texto para as questões 11 e 12. “Logo após a vitória, o cristão tornara às praias do mar, onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. De novo sentiu em sua alma a sede do amor;

e tremia de pensar que Iracema houvesse partido, deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores, a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se; e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão, e a alegria voltou a habitar em sua alma. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias, quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. O imbu, filho da serra, se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente, vinga, achando boa terra e fresca a sombra; talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mas basta um sopro do mar, para tudo murchar. As folhas lastram o chão; as flores, leva-as a brisa. Como o imbu na várzea, era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo, mas agora longe de sua casa e de seus irmãos, sentia-se no ermo. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência, cheia de grandes desejos e nobres ambições. Passava os já tão breves, agora longos sóis, na praia, ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte, buscava, mas embalde, descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares.” ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Scipione. 1994. p. 56. 11.UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local, seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 02. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam, respectivamente, como heróis ou como vilões. 04. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. 08. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim, fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 16. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita, sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. 32. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta, onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 64. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica, para ambos, a firmeza de permanecer em terra estranha. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.( ) 12-UFBA Com relação à linguagem, existe uma explicação adequada em: 01. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor, já que a primeira dá idéia de concretude, enquanto a segunda, de abstração do sentimento amoroso. 02. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete, respectivamente, à chegada do inverno e à volta do esposo, ambas com função revitalizadora. 04. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 08. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo, evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. 16. O trecho “os já tão breves, agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. 32. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.

64. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. ( )

13. UFF-RJ Na literatura, a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada, frágil e inatingível. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem, pálida virgem, se tens pena De quem morre por ti, e morre amando. Dá vida em teu alento à minha vida, Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome, Angélica na cara! Isso é ser flor, e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente, Em quem, senão em vós se uniformara.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas. Mas cantava.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! ... Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! ...” (Castro Alves) 14. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte, região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. Leia-o com atenção e responda às questões 15 a 18. “O índio, antes de partir, circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília, de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro, de canela, urataí e outras árvores aromáticas. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável; o rio de um lado, e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos, e sobretudo os répteis; o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora, e sugasse uma gota desse sangue precioso; por isso tomara todas essas precauções.” 15. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. b) Álvares de Azevedo. c) José Lins do Rego. d) José de Alencar. e) Gonçalves Dias. 16. FEI-SP Sobre o romance, é possível afirmar que:

a) projeta um futuro trágico para o Brasil. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. 17. FEI-SP A propósito do trecho transcrito, é correto afirmar que: I. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. II. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. III. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. a) somente I está correta. b) somente III está correta. c) I e II estão corretas. d) I e III estão corretas. e) II e III estão corretas.

18. FEI-SP Em O Guarani, o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis, com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza, valentia e brio. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. b) romance regionalista. c) romance indianista. d) poemas épicos. e) poemas históricos. 19. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos, como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir, sem que se veja, a quem se adora, Compr’ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos, Segui-la, sem poder fitar seus olhos, Amá-la, sem ousar dizer que amamos, E, temendo roçar os seus vestidos, Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor, e desse amor se morre!” DIAS, Gonçalves. Poemas de Gonçalves Dias. São Paulo, Cultrix, [s/d]. A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço, transportando o eu-lírico para um lugar ideal, junto à natureza; b) forte subjetivismo, revelando uma visão pessimista da vida; c) idealização do amor, transcendendo os limites da vida física; d) realização de poemas lírico-amorosos, valorizando o idioma nacional; e) idealização da mulher, conduzindo o eu-lírico à depressão. 20. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema, de José de Alencar: I. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”, o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. II. O autor valeu-se de uma narrativa, mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. III. Aqui, diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias, a personalidade, os costumes, os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. Está correto somente o que se afirma em:

a) I. b) II. c) III.

d) I e II. e) II e III.

tendência ............... . A preocupação em retratar a ............... do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro, apesar do tom artificial de alguns romances. a) A Moreninha – realista – desigualdade. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. e) Lúciola – regionalista – diversidade. 25. UFRS Leia as estrofes seguintes, extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. (...) Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.” Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora, destacando-se pela temática regionalista; b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro; c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional; d) as estrelas e as flores, referidas na segunda estrofe, simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial; e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. 26. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo, ó minha lua, A teus raios divinos me abandono, Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.” AZEVEDO, Álvares de. “Luar de verão”, Lira dos vinte anos. Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a: a) ironia romântica. b) tendência romântica ao misticismo. c) melancolia romântica. d) aversão dos românticos à natureza. e) fuga romântica para o sonho. 27. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias, é correto afirmar que: 01. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral, característica das classes de alta cultura e condição social confortável. 02. o personagem principal, Leonardo, é um anti-herói, um aventureiro, contrariando as convenções literárias da época, o Romantismo, que previa heróis moralmente elevados, capazes de atos de bravura e coragem. 04. o narrador interrompe com freqüência a narrativa, comentando as ações dos personagens, tornando a obra uma espécie de crônica da época, aproximando-a da estética realista. 08. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira, a comadre, o compadre, o

21. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate. b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, comprao e ele contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence. 22. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti, barca de granito, Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão, E provocaste a rajada, Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada, Nas ondas da escravidão.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom, o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. c) Essa estrofe é uma oitava, com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”, a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. e) São versos típicos de uma poesia que, romântica e exaltada, identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. 23. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas; só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa; mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.” Memórias de um sargento de milícias. Com base no texto acima, é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, foi o primeiro escrito no Brasil. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida, possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. d) Escrito na época do Romantismo, Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa, evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. 24. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas, José de Alencar retratou, em obras como ..............., contextos e temáticas urbanas, bem como criou romances de

barbeiro, o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. João VI. 16. Leonardo, o personagem central, é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça, fruto de “uma pisadela e de um beliscão”, que mais tarde se casa com Vidinha e, por méritos próprios, torna-se sargento. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. ( 28. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso, Nos meus olhos incertos sinto lágrimas... mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima, de Álvares de Azevedo, revela-se um traço forte de sua poesia, a: a) idealização da amada, retratada como musa etérea, solene e distante; b) projeção da própria morte, a um tempo temida e desejada; c) sátira impiedosa, pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico; d) insegurança amorosa, por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico; e) força material do cotidiano, expressa num detalhismo quase realista. 29. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico; b) à tendência romântica para a utopia; c) à temática romântica da nostalgia; d) à vertente romântica indianista. As questões 30 a 31 referem-se ao fragmento abaixo: “Iracema, sentindo que se lhe rompia o seio, buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. Estreitou-se com a haste da palmeira. A dor lacerou suas entranhas; porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. (...) – Tu és Moacir, o nascido do meu sofrimento.” ALENCAR, José de. Iracema. 30. U.F. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema, de José de Alencar, é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro; b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras; c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica; d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. 31. U.F. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima, e considerando a obra como um todo, assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização, na perspectiva do idealismo romântico. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência, consciente da sua missão de gerar a nova raça, o mestiço povo brasileiro. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. d) Alencar justifica, a seu modo, a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. 32. U.F. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco... O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar do açoite... Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.” Assinale a alternativa que identifica, corretamente, autor, título da obra e período literário dos versos citados. )

a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. 33. U.E. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”, com certeza, é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. “Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica, como: 01. a exaltação de sentimentos pessoais, com desespero e pessimismo; 02. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros; 04. o desajustamento do indivíduo ao meio social, que conduz à dor, à aflição e à busca da solidão; 08. a valorização de elementos ligados à natureza, em poesia simples, pastoril, bucolicamente ingênua e inocente. 16. a morte como alívio para o “mal-do-século”. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. ( ) 34- UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista, a saudosista e a lírico-amorosa. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista, predomina uma sensibilidade plástica singular, moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro, no qual está inserido o primeiro habitante do País, o índio, numa representação quase sempre épica. ( ) na poesia saudosista, o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo, como a exaltação do pitoresco nacional, em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. ( ) na poesia lírico-amorosa, pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional, detectado no sentimentalismo exagerado, que deforma os encantos da mulher amada, e em lamentos melodramáticos, provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias, a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético, estabelecendo, assim, uma interdependência entre paisagem e estado de alma.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->