CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE CATALÃO – CESUC DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E HABILITAÇÕES TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O COMÉRCIO INTERNACIONAL ENTRE BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA E CHINA

Elizangela Inácio

Catalão/GO 2010

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE CATALÃO – CESUC DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E HABILITAÇÕES TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O COMÉRCIO INTERNACIONAL ENTRE BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA E CHINA

Elizangela Inácio

Monografia apresentada ao Centro de Ensino Superior de Catalão – CESUC, sob orientação do Prof. Msc. André Luiz Pires Muniz, como requisito parcial para graduação no Curso de Administração com Habilitação em Comércio Exterior.

Catalão/GO 2010

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE E DIREITOS AUTORAIS

Eu, Elizangela Inácio, nos termos do artigo 5º, inciso XXVII, da Constituição Federal, e da Lei Federal nº 9.610/1998, declaro ser de minha responsabilidade a autoria do presente trabalho. Declaro ainda, nos termos do art. 5º, inciso IX, da Constituição Federal, que as opiniões contidas nesse trabalho não coincidem, necessariamente, com as do Centro de Ensino Superior de Catalão – CESUC.

Catalão (GO), __ de ________________ de 2010.

____________________________________________ Elizangela Inácio

TERMO DE APROVAÇÃO O COMÉRCIO INTERNACIONAL ENTRE BRASIL. Aprovada em ____/____/____. ÍNDIA E CHINA Elizangela Inácio Monografia submetida à Banca Examinadora como requisito parcial para a conclusão do Curso de Administração com Habilitação em Comércio Exterior. ( ) . André Luiz Pires Muniz . Msc.Prof.CESUC _____________________________________________________ Membro – Prof.CESUC .CESUC ____________________________________________________ Membro . RÚSSIA. ( ) . BANCA EXAMINADORA ___________________________________________________ Orientador – Prof.

À minha mãe. meus irmãos e à minha avó. pela compreensão carinho e estímulo! .

e perceber e atentar para a relevância de temas que não faziam parte. dedicação e entusiasmo demonstrado ao longo do curso. amigo. PROFESSORES por me darem apoio e principalmente por terem me trazido à realidade nos momentos que titubeei e por pura imaturidade pensei em desistir ou atuei de forma impensada. a DEUS pela oportunidade e pelo privilégio que nos foram dados em compartilhar tamanha experiência. das nossas vidas. porém eu posso me dizer a pessoa mais rica e privilegiada do mundo. mestre. em profundidade. Agradeço também a Professora Carla Melo de Lima nossa eterna CARLINHA amiga. pois nestes quatro anos de graduação contei com duas pessoas que não só me apoiaram como também me estimularam e se hoje estou concluindo mais esta importante etapa de minha vida pessoal. ao freqüentar este curso. Obrigada por acreditarem em mim. olhamos para trás e diante das incertezas do futuro e dos desafios que nos aguardam pensamos em desistir de tudo. e diz: Faça o trabalho! Vamos publicar um artigo! Você é capaz! Sei que existem poucas pessoas assim no mundo. as duvidas são grandes o sacrifício parece ser tão amplo diante de uma vitória incerta. estão lá para dizer VÁ EM FRENTE! Pessoas. Às nossas famílias pela paciência em tolerar a nossa ausência. companheira e confidente por suas aulas conselhos e auxilio pessoal e profissional. que pegam em nossas tremulas mãos de criança insegura. Porém existem pessoas que por ser de sua natureza ajudar e auxiliar. obrigada professor meu grande mestre por ter insistido que eu me dedicasse mais. sem o qual eu jamais teria gostado de economia e jamais teria publicado um Artigo Científico.AGRADECIMENTOS Existem momentos na vida que paramos. que eu desse o melhor de mim. desejo utilizá-lo para agradecer e homenagear o mestre. exemplo e Professor André Luiz Pires Muniz o nosso querido e admirado ANDRÉZINHO sem o qual este trabalho jamais teria sido possível. E. Aos demais idealizadores. . coordenadores e funcionários do CESUC – Centro de Ensino Superior de Catalão. a todos os professores e seus convidados pelo carinho. Por isso este pequeno espaço onde nos é permitido expressar um pouco de nossa gratidão as pessoas que abdicaram de tempo e até mesmo de prazeres pessoais para nos auxiliar. acadêmica e profissional devo cinqüenta por cento desta vitória a eles. finalmente e principalmente.

(Voltaire) .“O país onde o comércio é mais livre será sempre o mais rico e próspero. guardadas as proporções”.

políticos. Balança Comercial. BRIC’s. e comerciais dos países que compõem o chamado BRIC’s. Palavras Chaves: Comércio Internacional. O presente estudo versa sobre a relação comercial existente entre o Brasil e os demais países do chamado BRIC’s. visto que é através deste que os países se abastecem de tudo aquilo que não são auto-suficientes e escoam o seu excedente produtivo. Foram utilizados neste estudo os dados de importação e exportação disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento. O objetivo é compreender a relação comercial entre estes países. a evolução do comércio entre as nações. no terceiro capítulo realiza-se uma análise da composição da Balança Comercial brasileira no período de 1994 a 2009. Indústria e Comércio Exterior compreendidos no período de 1987 a 2009.RESUMO O comércio internacional é uma atividade dinâmica e importante para os países. a presente monografia encontra-se assim estruturada: no primeiro capítulo estuda os aspectos teóricos relacionados ao comércio exterior. os motivos que levam um país a comercializar com outros. e os princípios restritivos ao comércio. . procurando conhecer as vantagens ou desvantagens comerciais para o Brasil nestes intercâmbios. econômicos. A análise de tais informações tem o objetivo de verificar a validade da hipótese principal de que o comércio brasileiro com estes países é deficitário dado ao fato do Brasil exportar para estes países produtos de baixo valor agregado (essencialmente commodities) e em contra partida importar produtos de alto valor agregado (baseados em tecnologia). no segundo capítulo estuda-se os aspectos sociais. bem como os fatores que podem impedir tal ascensão visualizada por Jim O’Neill. e quais as características que os tornam candidatos as principais potências emergentes de 2050. Neste contexto. com os demais países do chamado BRIC de forma tal que seja possível verificar a competitividade dos produtos brasileiros exportados para estes países com os que são importados destes.

ONU – Organização das Nações Unidas. EUA – Estados Unidos da América.LISTA DE SIGLAS CCI – Câmara de Comércio Internacional. Indústria e Comércio Exterior.. SECEX – Secretaria de Comércio Exterior. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. OMC – Organização Mundial do Comércio.Named Port of Destination).. PIB – Produto Interno Bruto. ONGs – Organizações Não Governamental. IDH – Índice de Desenvolvimento. URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. FOB – Free on Board (. MDIC – Ministério do Desenvolvimento. PEA – População Economicamente Ativa. . IDE – Investimento Direto Estrangeiro.

...............................................LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 – Balança Comercial Brasileira ...................44 GRÁFICO 5 – Relação Brasil X China – participação percentual das exportações e importações chinesas no total exportado e importado pelo Brasil – 1987 a 2009.................41 GRÁFICO 3 – Representatividade da China.........................................46 GRÁFICO 7 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X Rússia – 1987 a 2009..........................................................................................................................52 GRÁFICO 10 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X Índia – 1987 a 2009.......57 ......Relação Brasil X Rússia – participação percentual das exportações e importações russas no total exportado e importado pelo Brasil – 1992 a 2009...................................................................................51 GRÁFICO 9 – Balança Bilateral Brasil x Rússia – 1994 a 2009........................................................ Índia e Rússia no fluxo de comércio internacional brasileiro – 1987 a 2009...............................US$ bilhões FOB........................................................... Índia e Rússia no fluxo de comércio internacional brasileiro – 1987 a 2009...............30 GRÁFICO 2 – Representatividade da China..................................................................................................................................................57 GRÁFICO 12 – Balança Bilateral Brasil x Índia – 1994 a 2009....................42 GRÁFICO 4 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X China – 1987 a 2009...............44 GRÁFICO 6 – Balança Bilateral Brasil x China – 1994 a 2009..........................50 GRÁFICO 8 .......................................................56 GRÁFICO 11 – Relação Brasil x Índia – participação percentual das exportações e importações indianas no total exportado e importado pelo Brasil – 1992 a 2009................1950 a 2008 ..........

...................................................................................................................60 .......................................................59 TABELA 9 – Comércio Bilateral Brasil x Índia os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009.............................................................1990 e 2005 (% ao ano)..........................................................................................................................38 TABELA 4 – Exportações Brasil x China por fator agregado – 1994 a 2009................................................33 TABELA 3 – Taxa de crescimento do PIB real e PIB per capita dos BRICS ..................................47 TABELA 5 – Comércio Bilateral Brasil x China os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009.........................32 TABELA 2 – Importações Russas: principais produtos importados em 2007........................LISTA DE TABELAS TABELA 1 – Exportações Russas: principais produtos exportados em 2007.................................................................53 TABELA 7 – Comércio Bilateral Brasil x Rússia os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009.................48 TABELA 6 – Exportações Brasil x Rússia por fator agregado – 1994 a 2009.54 TABELA 8 – Exportações Brasil x Índia por fator agregado – 1994 a 2009......

..............................................................26 2............................................... Características sócio-econômicas dos BRIC´s........................................ BRIC’s: um breve comparativo..3..............1.........2..............23 CAPÍTULO 2 – BRICS (BRASIL.............43 3......SUMÁRIO INTRODUÇÃO.............................. Teorias de práticas comerciais....40 3.........................................................................................................................................2..30 2..................... Histórico do Comércio...... Histórico dos BRIC’s..................................................................... Conceitos Básicos de Comércio Exterior..........33 2............................28 2.2............................. Comércio Brasil X China ......2..............1................ Principais medidas protecionistas (barreiras comerciais)................................................................21 1......................2..................................................4...............................37 CAPÍTULO 3 – O COMÉRCIO INTERNACIONAL ENTRE BRASIL.............62 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................13 CAPÍTULO I – ASPECTOS TEÓRICOS DO COMÉRCIO EXTERIOR...... ÍNDIA E CHINA)............3........................... CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................49 3.......................................19 1...26 2..........2.....................18 1.......................................................5.4.......... RÚSSIA............. ÍNDIA E CHINA.40 3.................. Evolução do Comércio Brasileiro com os demais países do chamado BRIC’s......................................3...... Fatores Determinantes do Comércio Exterior.....................................................4......................................................3........................................... Comércio Brasil X Índia.............................................35 2.............................................................................1...... China: o “C” dos BRICs........................27 2.....55 4.................................................................................................................... Rússia: o “R” dos BRICs..............15 1..............1....... Índia: o “I” dos BRICs............................................................... Comércio Brasil X Rússia................................................ RÚSSIA............... Brasil: o “B” dos BRICs................................2............................2.............65 ............................................................................15 1......

Brasil. Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do período de 1994 a 2009. Japão. através de dados disponibilizados no site do Ministério de Desenvolvimento. 2007). O comércio internacional é mola propulsora da geração de riquezas econômicas e desenvolvimento social dos países.13 INTRODUÇÃO BRIC é um acrônimo criado em 2001 por Jim O’Neill chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs. Brasil e Rússia seriam os maiores fornecedores de matérias-primas – O Brasil como grande produtor de alimentos e a Rússia de petróleo. e antecipar riscos e oportunidades de negócios. Acredita-se que o baixo valor agregado dos produtos brasileiros exportados para China. o processo de desenvolvimento político e econômico dos países permite aos profissionais de Comércio Exterior estabelecer as perspectivas do comércio internacional. Índia e Rússia o deixa. É através do comércio que as nações conseguem suprir a demanda interna de tudo aquilo que não são capazes de produzir internamente ou a sua produção seria muito onerosa. pelo fato da contrapartida (as importações) serem compostas de produtos de elevado valor agregado. portanto. Neste contexto. Conhecer. Rússia. em uma situação de Balança Comercial deficitária. Porém. em relação a estes países. cada país que compõem o BRIC possui claras funções no desempenho econômico mundial. Analisar a interação comercial entre os países do BRIC’s se justifica por serem economias com grande potencial econômico e financeiro de superar a econômica dos países que compõem o G6 (Estados Unidos. estariam localizados os negócios de serviços e manufatura. Procura-se ainda estudar a composição das transações comerciais do Brasil com estas . o objetivo geral do trabalho é estudar o fluxo de comércio brasileiro com os demais países que compõem o BRIC (Rússia. para designar as principais economias emergentes do mundo . Na Índia e China devida a concentração de mão-de-obra e tecnologia. Os objetivos específicos deste trabalho são: mostrar a evolução das exportações e importações brasileiras com a China. Reino Unido. Segundo o relatório desenvolvido por Jim O’Neill e publicado pelo Goldman Sachs (SACHS. Índia e China. Índia e China). justamente. Rússia e Índia. as características tecnológicas dos produtos comercializados entre os países nem sempre permite um resultado comercial positivo para todos os envolvidos na transação comercial. França e Itália). Alemanha.

Acredita-se que ao longo do trabalho será possível perceber que o investimento em tecnologia é a principal estratégia dos demais países que compõem o BRIC. produtividade e desempenho comercial de seus produtos. e quais as características que os tornam candidatos as principais potências emergentes de 2050. no segundo capítulo estuda-se os aspectos sociais. O desenvolvimento deste trabalho baseia-se fundamentalmente na utilização dos dados da Balança Comercial brasileira disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento. O trabalho está estruturado da seguinte maneira: no primeiro capítulo estudam-se os aspectos teóricos relacionados ao comércio exterior. além de bibliografias específicas de comércio exterior e economia internacional. econômicos. As duas hipóteses que se procurará verificar com a realização deste trabalho são: que existe uma deterioração nos termos de troca do Brasil com os demais componentes dos BRIC’s que acarreta em uma posição de Balança Comercial deficitária para o Brasil. e comerciais dos países que compõem o chamado BRIC’s. e este investimento permite maior. bem como os fatores que podem impedir tal ascensão visualizadas por Jim O’Neill.14 nações de forma tal que seja possível confirmar ou recusar as hipóteses indicadas anteriormente. os motivos que levam um país a comercializar com outro. e que estando o resultado da Balança Comercial inter-relacionado com a capacidade que o país possui de agregar valor aos produtos comercializados. a evolução do comércio entre as nações. no terceiro capítulo realiza-se uma análise da composição da Balança Comercial brasileira no período de 1994 a 2009 buscando neste sentido verificar a validade (ou não) das hipóteses previamente delimitadas. políticos. Utilizam-se também as informações econômicas e sociais dos BRIC’s disponíveis nos sites Central Intelligence Agency (AGENCY) e The Federation of International Trade Associations (FITA). e que existe nas negociações comerciais que ocorrem entre o Brasil e os demais países componentes dos BRIC’s uma diferença tecnológica entre os produtos comercializados. sendo este um dos fatores que põem o Brasil em uma situação deficitária frente a tais países. . Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no período de 1987 a 2009. e os princípios restritivos ao comércio. A tarefa básica deste trabalho é mostrar que mesmo o Brasil sendo considerado o “seleiro do mundo” carece de desenvolvimento tecnológico afetando negativamente o seu desempenho econômico nas relações comerciais estabelecidas com outros parceiros.

e know how distintos. É a partir da impossibilidade de autarquia que os países são obrigados a manter entre si relações comerciais com o intuito de suprir suas necessidades de bens. matérias-primas e serviços que isoladamente não conseguem produzir. não possuem condições de suprir suas necessidades de forma independente e economicamente viável. estudar a evolução histórica do comércio exterior no mundo. Procura-se. as principais terminologias utilizadas na área. mesmo que existissem recursos naturais idênticos em todos os países as diferenças fiscais e tributárias já seriam fatores suficientes para inviabilizar a produção interna de alguns bens. gerando a escassez destes internamente. etc.1 Conceitos Básicos de Comércio Exterior O comércio internacional existe porque os países não são autárquicos. haverá sempre diferenças sensíveis nos custos com que os bens podem ser produzidos. A existência de comércio internacional parte do pressuposto básico que um país não consegue realizar a produção vantajosa e lucrativa de tudo que necessita. varia de país para país.15 CAPÍTULO I ASPECTOS TEÓRICOS DO COMÉRCIO EXTERIOR O objetivo deste capítulo é estudar e compreender os principais aspectos teóricos que norteiam a questão do comércio exterior. (LANGONI. bem como quais são os fatores que levam um país a realizar comércio com outros. Como a distribuição de recursos naturais. estimulando o processo de trocas entre as nações. 1976. O comércio torna vantajoso para os países se especializarem naqueles produtos cujo custo é comparativamente menor. ou seja. O comércio internacional compreende transações de compra e venda realizadas em âmbito internacional através das quais os países buscam satisfazer as suas necessidades de recursos que de outra maneira não conseguem. técnicas de produção diferenciadas. recursos humanos. 1. diferenças de clima e solo. O motivo desta impossibilidade de se produzir tudo e ser auto-suficiente é a distribuição desigual de recursos naturais. tecnológicos. que impossibilita a produção de alguns bens. neste sentido. 51) . p. Assim como apontam Carvalho & Silva (2002).

portanto. O saldo da Balança Comercial determina se o país é credor (superávit comercial) ou devedor (déficit comercial) de um ou diversos países estrangeiros. p. Segundo Carvalho & Silva (2002) a Balança Comercial é a demonstração dos valores das exportações e importações de um país. A Balança Comercial. Importação é o ato inverso. Souza (2003. É. Os termos importação e exportação remetem a outro. é aquela operação que remete ou vende mercadorias nacionais para fora do país.Importações Expressão 1 Quando o saldo da Balança Comercial. . que sejam úteis a sua população e seu desenvolvimento. e no sentido inverso é denominado de saldo deficitário. ou seja. utilizam-se as informações de importações e exportações onde as importações são contabilizadas como passivo e as exportações como ativo. A exportação. 2004. e o importador é aquele que realiza a operação inversa. o resultado das exportações menos as importações é favorável (positivo) diz se que a Balança Comercial é superavitária. que sejam de interesse do país importador. e as exportações são as vendas realizadas em outros mercados. ou trocar com este. toda transação ocorre a partir de uma compra e uma venda. Assim. 144) conceitua importação como: “uma relação de troca entre países distintos. por sua vez. traz os produtos estrangeiros para o país onde reside. e que proporcionem a ambos envolvidos vantagens na sua comercialização ou troca. As transações de comércio internacional são denominadas de importação e exportação. relativamente à entrada de mercadorias contra a saída de divisas”. Exportar é remeter a outro país mercadorias produzidas em seu próprio ou em terceiros países. adquirir em outro país. O cálculo da Balança Comercial é dado pela seguinte expressão (Expressão 1): Balança Comercial = Exportações . portanto a saída de mercadorias para o exterior. é um indicador síntese de comércio entre as nações. também muito importante para a análise do comércio internacional: a Balança Comercial. mercadorias de seu interesse. 17).16 Toda transação comercial é composta por duas operações básicas: compra e venda. onde importações correspondem as compras de produtos e serviços realizadas em outros países. p. a entrada de bens produzidos no exterior (KEEDI. ou seja. Neste indicador. isto é. ou seja.

pois atrai moeda estrangeira. As três primeiras são denominadas de transações correntes de um país. Por outro lado. máquinas e equipamentos imprescindível à expansão e à renovação do parque industrial (. p.). tendo como meta a elevação das receitas provenientes da exportação em níveis compatíveis com aqueles necessários ao atendimento da crescente procura de matérias-primas. basicamente. pp. “representa todas as transações realizadas pelas pessoas. O critério mais usual é registrá-las pelo valor FOB1. para equilibrar o saldo do Balanço de Pagamentos2.. 2009. deve recorrer as reservas de moeda internacional..17 Segundo Maia (2000.Free on Board (. aumenta as reservas internacionais. Quando este processo de ajuste nas contas externas é realizado com banqueiros internacionais há o aumento da dívida externa e quando realizado no mercado doméstico através da venda de títulos públicos há o aumento da dívida interna. visto que é através delas que o país adquire novas tecnologias e se abastece de tudo aquilo que não se consegue produzir internamente ou a sua produção interna não é vantajosa ou insuficiente. Logo quando as importações e exportações são contabilizadas na Balança Comercial o valor de registro não contabiliza o custo do frete internacional que só é contabilizado na Balança de serviços outra conta do Balanço de Pagamentos. As exportações são contabilizadas como receitas e as importações como despesas.Named Port of Destination) é uma modalidade de Incoterms (International Commecial Terms / Termos de comércio Internacional). gera emprego internamente diminuindo a fragilidade do país frente as oscilações econômicas externas. 271): “A Balança Comercial registra as exportações e as importações. quando as importações superam as exportações o governo. que reza que as despesas e os riscos de perda da mercadoria passam a ser de responsabilidade do comprador a partir do momento que a mercadoria transpuser a amurada do navio no país de origem.. Manter o saldo da Balança Comercial superavitário (exportações maiores que as importações) é importante para os países. FOB . transferências unilaterais e conta de capitais. O Balanço de Pagamento é composto. 2 Balanço de Pagamentos segundo Keedi (2004. Contudo. empresas e governos de todas as esferas de poder com o exterior. se as exportações são importantes para a economia interna as importações também o são. balança de serviços. 67-68). bem assim dos compromissos decorrentes de importações destinadas à execução de projetos setoriais e regionais (BIZELLI. Tudo que representa entrada e saída de moeda é registrado. p. assim como pondera Keedi (2004). segundo Belluzzo (1992). sob todas as formas.” .. 1 Segundo Vieira (2005).16). O equilíbrio da balança comercial é fundamental para o desenvolvimento econômico do País. ou a outras fontes de financiamento. pela balança comercial. produtos semi-elaborados.

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Percebe-se com isto a importância de se manter o saldo da Balança Comercial em equilíbrio (se possível, em situação superavitária), de modo que não se cause outros problemas econômicos mais graves.
Essa balança [Balança Comercial], ao contrário do Balanço de Pagamentos, por ser apenas um registro parcial dele, pode apresentar superavitária ou deficitária, dependendo do comportamento do comércio exterior do país, isto é, maior ou menor exportação e importação. O comportamento da balança comercial poderá influenciar positiva ou negativamente no Balanço de Pagamento, e obrigando o país a importar ou não capital para o seu fechamento (KEEDI, 2004, p. 69).

Manter o superávit comercial é muito importante para os países, e para o Brasil não é diferente haja vista que um déficit comercial implicaria na necessidade de financiamentos internos ou externos o que à longo prazo comprometeria a política econômica interna. Na próxima seção destaca-se quais são os fatores que determinam o comércio exterior entre os países. 1.2 Fatores Determinantes do Comércio Exterior Nenhum país consegue produzir tudo o que precisa para se abastecer. Neste sentido é que se torna importante a realização de comércio com outros países. Em outras palavras, o comércio exterior ocorre, essencialmente, porque os países precisam de produtos que não conseguem produzir. São diversos os motivos que fazem um país não ser auto-suficiente. O objetivo desta seção é destacar estes fatores. Os motivos que levam os países a comercializarem entre si são os mesmos desde a antiguidade. Segundo Souza (2003, p. 19): “Tendo como base a permuta, o comércio na Antiguidade promovia a transferência de mercadorias de uns povos para outros, deslocando-as de regiões onde elas existiam em abundância para aquelas onde eram escassas ou insuficientes para atender ao consumo.” Entre esses motivos, destacam-se as diferenças de clima, de solo, de disponibilidade de recursos e de conhecimento (know-how), ou seja, a dotação de fatores de produção é uma questão fundamental que influencia o comércio exterior.

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O Comércio internacional e o motivo pelo qual os países comercializam entre si pode ser explicado através da Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo (1817), segundo a qual cada país deve se especializar na produção daquela mercadoria em que é relativamente mais eficiente - ou que tenha um custo relativamente menor - exportando essa mercadoria. Por outro lado, esse mesmo país deve importar aqueles bens cuja produção gera um custo relativamente maior - ou cuja produção seja menos eficiente, do que em outros países (LIMA, 2008, p. 6).

A escassez ou a abundância de determinados fatores leva os países a comerciarem entre si exportando o excedente e importando aquilo que não conseguem ou não desejam produzir internamente. A exportação geralmente é realizada com a finalidade de obtenção de lucros e elevação das receitas internas no país. Já as importações são motivadas pela demanda interna e pela redução de custos. Porém, conforme aponta Keedi (2004, p.19) “o comércio exterior é movido também por relacionamentos entre os países, os quais precisam trocar mercadorias pelas mais diversas razões, e elas poderão não estar relacionadas a abundância ou a falta de recursos”. Ou seja, outros fatores (como os políticos, por exemplo) também são importantes na realização de comércio entre os países. Outro motivo para um país praticar o comércio com outros é a redução dos riscos por estar focado em apenas um mercado: “A importação de mercadorias de vários países poderá eliminar ou minimizar os problemas nacionais, assim como a exportação também ampliará os mercados para escoamento de uma produção que poderá ter seu consumo diminuído em seu mercado interno” (KEEDI, 2004, p. 20). A mercancia internacional é uma forma de diversificação do mercado consumidor que propicia crescimento quantitativo e qualitativo as suas atividades comerciais. Na próxima seção destacam-se alguns aspectos históricos importantes em relação ao comércio internacional. 1.3. Histórico do Comércio Exterior O comércio é a forma encontrada pelos seres humanos de estabelecer trocas entre si de forma vantajosa para as partes envolvidas. Na antiguidade, contudo, o comércio era realizado na forma de escambo (mercadoria por mercadoria) e implicava na dependência e similaridade de interesses (a chamada dupla coincidência de desejos).

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Segundo Lopes & Rossetti (2002) com a evolução da humanidade, o ser humano se tornou sedentário e a sociedade ficou cada vez mais complexa devido ao surgimento de diversos outros produtos. Com este novo cenário, a dupla coincidência de desejos foi se tornando cada vez mais rara em se efetivar e as transações comerciais começaram a ser prejudicadas. Para sanar este problema surgiu a moeda que passou a ser a medida de valor, as trocas passam a ser mais livres e permitir que indivíduos comercializassem com outros que não necessariamente possuía as mercadorias que eram de seu interesse. Souza (2003, p.19), analisa que:
Por meio dos registros históricos, as primeiras transações comerciais foram feitas entre núcleos de civilizações localizados nos vales da Mesopotâmia e do Egito. As operações comerciais limitavam-se ao escambo de algumas mercadorias, como tecidos, tintas e artigos de metal.

Com o passar dos tempos surgiu o comércio entre as nações, conhecido agora como Comércio Internacional do qual os primeiros registros são datados de 200 a.c. e conhecido como a “Rota da Seda”. A origem do comércio exterior segundo Souza (2003, p. 19): “está diretamente ligada ao desenvolvimento das técnicas de transporte e comunicações”. Apesar dos termos comércio exterior e comércio internacional serem utilizados como sinônimos existem diferenças muito tênues entre estes dois termos. Como comércio exterior deve-se entender a regulação Estatal, já o termo Comércio Internacional deve ser entendido como relações de troca internacional.
Comércio internacional pode ser conceituado como o intercâmbio de mercadorias e serviços entre nações, sob a égide da legislação internacional, ou seja, ao amparo do Direito Internacional Público. ............................................................................................................................ A prática do comércio exterior pode ser conceituada como o intercâmbio de mercadorias e serviços entre agentes econômicos (...) que operam sob a égide da legislação nacional (SOUZA, 2003, pp. 36-37).

Atualmente, a globalização é um fenômeno que vem intensificando o comércio internacional através da desregulamentação dos mercados e também da evolução dos meios de transporte e comunicação que possibilita maior intercâmbio entre as nações e facilita o trânsito de mercadorias entre as fronteiras dos diversos países e regiões do globo. Um importante instrumento deste processo de globalização é a Internet que além de interligar as partes negociantes contribui para a difusão das informações coorporativas

O principal objetivo destas práticas é o de dificultar a penetração de produtos importados no mercado nacional e/ou proteger a indústria nacional dos seus concorrentes externos. As teorias liberalistas. O governo dita a política comercial. A regulamentação do comércio internacional é realizada através de órgãos internacionais. Segundo Brogini (2002). sua proibição seria justificada para sanear o Balanço de Pagamentos (MAIA. Na próxima seção destacam-se as teorias de práticas comerciais. controla as importações e exportações. trocas comerciais mais baseadas na competição do que na proteção”. visam abrir as fronteiras nacionais aos produtos importados reduzindo e/ou eliminando qualquer forma de protecionismo. e suas regras são ditadas por órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC). 2000. Enquanto no liberalismo as decisões econômicas são produtos do mercado. Muitas vezes. Esta vertente prega o . Organização das Nações Unidas (ONU). as práticas protecionistas (ou protecionismo) referem-se às medidas de defesa comerciais adotadas pelos países para proteger a economia doméstica da invasão desregulada de produtos de origem internacional. O protecionismo. e a Câmara de Comércio Internacional (CCI). indicados os argumentos a favor e contra cada uma delas. Teorias de práticas comerciais As práticas comerciais podem ser guiadas pela teoria protecionista ou pela teoria liberal. Busca-se relações mais transparentes. externa e interna. Com o propósito de desenvolver o país. p. Ambas possuem argumentos a favor e contra. Segundo Maluf (2000. no protecionismo essas decisões são dadas pelos burocratas estatais. por outro lado. O objetivo desta seção é destacar tais argumentos e entender os momentos em que cada uma delas pode prevalecer. as prioridades mundiais modificaram-se. é aquele em que o Estado é bastante intervencionista. p. 121). 18): “com a globalização provocada pela revolução tecnológica. cria barreiras alfandegárias. Para os adeptos das praticas protecionistas o Estado deve intervir nas relações de comércio ditando as políticas internas e externas controlando as importações e as exportações. essas barreiras atingem produtos que o país não pode produzir. 1.21 possibilitando práticas comerciais mais transparentes. como o próprio nome diz.4.

s. na qual um país deve concentrar suas forças produtivas naqueles produtos que ele desempenha maior capacidade lucrativa e deixar a produção dos demais à cargo de países com maior capacidade de produzi-los.22 livre comércio entre as nações e a desregulamentação de mercados de forma tal que todas as transações comerciais sejam facilitadas pelos governos de todos os países acirrando a competitividade e proporcionando a livre concorrência comercial mundial. c) economia em escala. para a corrente liberal ao governo cabe apenas o papel de regulador da ordem e de manutenção das leis internas. e a divisão internacional do trabalho na qual o país só se dedicaria a produção daqueles bens que lhes são economicamente mais viáveis são os princípios gerais que norteiam às práticas liberais de comércio. opondose assim ao intervencionismo do Estado e às demais medidas restritivas e protecionistas defendidas pelo Mercantilismo. portanto. do livre cambismo e da lei da procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado). na livre circulação da riqueza. deve ser colocada a ênfase na liberdade de iniciativa econômica. o livre mercado onde o Estado não faz intervenção alguma nas questões de comércio. (BARON. o comércio não seria de sua competência. a desregulamentação através da qual o Estado remove todas as barreiras impeditivas da atividade comercial.d. Este autor aponta ainda que as desvantagens do modelo liberal são: a escravidão comercial e social que por não haver regulamentação estatal e pela distribuição nem sempre ser igualitária dos benefícios gerados pela atividade comercial os países tornam-se muito vulneráveis . na valorização do trabalho humano e na economia de mercado (defesa da livre concorrência. b) promove uma melhor utilização dos recursos naturais. p. sobrevivendo apenas as empresas eficientes. Ainda segundo esta doutrina econômica. Neste esquema a concorrência ocorre via preço dos fatores que é determinado pelo mercado sob a teoria da oferta e da demanda. A idéia central do liberalismo econômico é a defesa da independência da economia de qualquer interferência proveniente de outros meios. A iniciativa individual onde toda e qualquer pessoa pode exercer a profissão que desejar. 01) Os liberais pregam. Segundo Carvalho & Silva (2002). Conforme esclarece Dupas (1998). as principais vantagens do modelo liberal são: a) divisão internacional da produção partilhada pela teoria da especialização nacional. pois se especializando na produção dos bens que possui maior capacidade produtiva ele se tornaria especialista e produzia em maior escala.

23 às práticas desleais de comércio como o Truste e os Cartéis. são modelos impraticáveis em sua totalidade visto que a implantação total do protecionismo fecharia as fronteiras nacionais provocando sucateamento tecnológico e monopólio comercial. Restrição tarifária é aquela cuja entrada ou saída de mercadorias não é restrita nem proibida. As restrições não-tarifárias são em muito maior número e podem restringir. 1.5. Embora ambos possuam adeptos. Principais medidas protecionistas (barreiras comerciais) As barreiras protecionistas podem ser de dois tipos: tarifárias e não tarifárias. portanto são vertentes de política econômica que objetivam descrever o modelo ideal de mercancia entre as nações. pois por visar exclusivamente o lucro. manterem-se produzindo e comercializando produtos de baixo valor agregado. prejudicando assim o saldo final da Balança Comercial). 74). Segundo Keedi (2004. as empresas passam a adotar práticas produtivas que se conflitam com os interesses do Estado. conflitos de interesses. o protecionismo e o liberalismo devem ser adotados pelos países de forma equilibrada buscando permitir a livre concorrência. mas apenas dificultada ou encarecida. e o colonialismo exercido pelos países desenvolvidos sobre os países subdesenvolvidos e em fase de desenvolvimento forçando-os a não desenvolverem seu parque industrial e a continuarem como fornecedores de matérias-primas (ou seja. . mas também criando barreiras para evitar o massacre à economia nacional. Logo. proibir ou dificultar a entrada ou a saída de mercadorias. protecionismo e liberalismo. São praticadas com o intuito de proteger a industria nacional. cujos montantes são definidos visando maior ou menor dificuldade para sua comercialização. Isto é realizado pela incidência de impostos. econômicas. Segundo o destaque de Carvalho & Silva (2002). o mercado interno e os consumidores. Na próxima seção destacam-se as principais medidas protecionistas existentes e que um determinado país pode utilizar para controlar as práticas comerciais. p. enquanto que a implantação integral do liberalismo prejudicaria a indústria nacional e colocaria o Estado à mercê das oscilações políticas. e comerciais de outras nações.

proteção dos recursos naturais. Os aspectos desfavoráveis desse tipo de restrição às importações são: menor concorrência interna. e. segurança. enquanto que a tarifa mista implica na cobrança de determinado montante por unidade importada. além de um percentual sobre o seu preço. “ad valorem” ou mista. Por sua vez. favorecimento. Assim como esclarece Carvalho e Silva (2002) as barreiras não tarifárias são medidas aplicadas por meio de sansões administrativas e imposição ao cumprimento de regras específicas na consecução dos produtos importados. Conforme indica Carvalho e Silva (2002). nocivos efeitos sobre a distribuição da renda porque as exportações passam a não aumentar a demanda dos fatores abundantes e as importações não reduz a escassez dos fatores. perdas aos consumidores internos por terem de pagar mais caro pelos produtos importados. produção estratégica (alguns setores são de interesse do Estado). que no caso de mercados de oligopólio ou monopólio podem causar desestímulo à redução de preços e à melhoria na qualidade dos produtos. De acordo com Carvalho e Silva (2002). as vantagens desse tipo de tributação na importação são: maior arrecadamento de receitas para o Estado. da Balança Comercial. no segundo o custo da tarifa é calculado como um percentual do valor da mercadoria importada. as barreiras não tarifárias já objetivam dificultar ou não a entrada de mercadorias importadas no país e possui como argumento à seu favor a proteção dos interesses maiores da população como saúde. No primeiro caso é cobrado um valor específico por unidade de produto importado. mesmo que à curto prazo. . estímulo ao aumento da renda e do emprego em períodos de recessão. entre outros. São exemplos de barreiras não tarifárias: a) cotas de importação que visam à importação apenas da quantidade necessária a complementação da demanda interna.24 As barreiras tarifárias são aquelas que têm como objetivo tornar os produtos de origem estrangeira mais caros no mercado interno. esta tarifa pode ser: específica. proteção de produtores e trabalhadores internos. A mais usual e aplicada é o Imposto de Importação (também chamadas de Tarifas) que possui como objetivo principal a proteção dos produtores domésticos frente à concorrência dos produtos importados. b) direitos de monopólio estatal que permite a importação de alguns bens apenas pelo Estado.

éticos e religiosos de um determinado país. f) especificações sanitárias que são normas de fabricação e manuseio. g) barreiras religiosas que impede a comercialização interna de produtos que vão contra os princípios morais. e) especificação técnica que exige certificados de qualidade para importação.25 c) controles cambiais onde o governo determina (influencia) a taxa de câmbio para a importação ou exportação de determinado bem. d) proibição de importação que impede totalmente a importação de um produto. . destacam-se no próximo capítulo as características gerais dos países que são o objeto de estudo desta monografia. Visto os aspectos teóricos gerais relacionados ao comércio exterior.

. ministrada pelo prof. A Rússia e a China são membros permanentes do Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas.1. mas até a atualidade estes países não formam nenhum bloco político. sua força já pode ser sentida em reuniões de cúpula antes freqüentadas apenas por países desenvolvidos. a Rússia. aliança militar. e comerciais dos países que compõem o chamado BRIC´s. Jim O’Neill concluiu que estes países podem se tornar grandes forças econômicas superando a economia. Japão. 2007). onde temas como a substituição do dólar como reserva de valor. Alemanha. dos países do chamado G6 (Estados Unidos. André Luiz Pires Muniz que se tornou em artigo publicado na revista CEPPG do Centro de Ensino Superior de Catalão – CESUC (MUNIZ & INÁCIO. 2008). e a participação em organismos internacionais foram discutidos. para designar. em termos de valor de PIB em dólares americano. Se as previsões deste relatório se concretizarem o impacto na economia global será significativo.26 CAPÍTULO II CARACTERÍSTICAS SÓCIO-ECONÔMICAS DOS BRIC’s 3 Neste capítulo estudam-se os aspectos sociais. econômicos. a Índia e a China nos candidatos às principais potências emergentes de 2050 e quais de suas características podem impedir que estes se tornem as potências visualizadas por Jim O’neill. Em 2002 os países do BRIC constituíram uma aliança através de diversos tratados de comércio e cooperação. os quatro principais países emergentes da atualidade – Brasil. e Brasil e Índia integram as Nações G4 (Aliança formada com o objetivo único 3 O conteúdo deste capítulo contempla parte de um trabalho realizado no 5º período na disciplina de Economia Internacional. 2. O objetivo deste capítulo é compreender quais as características que tornam estes o Brasil. Rússia. Índia e China. No entanto. ou de comércio formal. Através do mapeamento da economia dos países que compõem os BRIC’s. A primeira cúpula oficial dos BRIC ocorreu em 16 de julho de 2009 em Yekaterinburg na Rússia. Histórico dos BRIC’s BRIC é um acrônimo criado por Jim O’Neill (economista e vice-presidente mundial de pesquisa do Goldman Sachs) em novembro de 2001. políticos. Reino Unido. França e Itália) (SACHS. haja vista que estes países concentrarão 40% da população mundial e um PIB de 85 trilhões de dólares. no relatório "Building Better Global Economic Brics".

devido o seu desenvolvimento tecnológico e a qualificação de sua população. Características sócio-econômicas dos BRIC´s O objetivo desta seção é traçar uma descrição das principais características sócioeconômicas dos países que compõem o BRIC´s. A Índia. caso esta mantenha o crescimento apresentado nas últimas décadas. A maior potência mundial de 2050. Rússia. a produção de combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis seria a mola propulsora do desenvolvimento interno. segundo Sachs (2007). Índia e China são grandes potências militares. Estima-se que a produção de soja e carne bovina brasileira seria suficiente para alimentar 40% da população mundial. A Rússia.27 de buscar um lugar permanente para seus membros no conselho de segurança da ONU) juntamente com Alemanha e Japão com o objetivo de também integrarem este conselho. Deverá também se tornar grande potência militar. e suas reservas naturais de água é um bem que no futuro assumirá o lugar do petróleo na lista dos bens mais cobiçado pelos governantes. visando entender suas potencialidades e limitações que poderão influenciar em seu processo de desenvolvimento e crescimento do comércio internacional. além de ser uma grande potência militar. e os setores de serviços e produtos manufaturados ficariam á cargo de Índia e China. 2. Com estas características ele assumiria o 4º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2050. por sua vez. segundo este mesmo relatório seria a China. mas também se destacaria como exportador de mão-de-obra altamente qualificada e tecnologia. Conforme aponta O’Neill (2001) os países dos BRIC’s apresentam significativas diferenças entre eles. .2. já para os países em desenvolvimento o Brasil seria o fornecedor preferencial de matérias-primas essenciais. O Brasil e a Rússia seriam grandes produtores de matérias-primas. Na seção seguinte descrevem-se informações sócio-econômicas para caracterizar e compreender a grandeza destas quatro nações foco do presente estudo. Enquanto o Brasil nunca se engajou em uma corrida armamentista. seria o fornecedor de matérias-primas e petróleo. concentraria o setor de serviços especializados por possuir uma grande população e estar realizando volumosos investimentos em tecnologia e qualificação de sua mão-de-obra.

é um país com uma baixa densidade . haja vista que entre os BRIC o Brasil é o país que possui as menores taxas de crescimento do PIB. Apesar de sua grande população. Com um sistema financeiro sólido. e. Conforme aponta Paiva e Wajnman (2005). Esta importância regional o favorece em outros cenários econômicos como em rodadas de negociações internacionais. aumentou significativamente sua importância na economia regional transformando o Brasil em um grande referencial econômico para os seus vizinhos sulistas. O “B” dos BRIC’s se justifica? Foi um dos questionamentos importantes levantados em um documento publicado em novembro de 2007 pelo Goldman Sachs onde Jim O’neill critica o termo BRIC’s criado por ele mesmo em 2001. entre outros Indriunas (2008). com uma população superior á 190 milhões de pessoas. o robusto sistema de proteção tarifária. porém. a precária infraestrutura que não possui capacidade de sustentar o escoamento da produção nacional. Brasil: o “B” dos BRIC’s Vários economistas renomados questionam a possibilidade do Brasil tornar-se uma potência econômica mundial. o governo nos últimos meses decidiu elevá-las).28 2. como é o caso das altas taxas de juros (que estavam paulatinamente decrescendo.1. A influência comercial na América Latina segundo Carbonari (2009).2. uma indústria de exploração mineral tecnologicamente bem desenvolvida. e um mercado consumidor em expansão devido o aumento do poder aquisitivo da classe média. Apesar do favorável posto conquistado no cenário econômico mundial existem problemas de ordem econômica nacional que entravam o desenvolvimento comercial e industrial e podem comprometer o desempenho destes setores à curto e meio prazo. os altos índices de corrupção. O Brasil é o quinto país mais populoso do planeta. terras férteis e abundantes. o baixo nível de investimento em educação. para contornar o processo inflacionário. o Brasil ocupa o décimo lugar entre as maiores economias mundiais e suas decisões econômicas passaram a ter grande impacto na economia mundial. que viabiliza a movimentação de capital especulativo no país e inviabiliza em muitos casos a entrada de produtos em seu mercado. o novo padrão demográfico brasileiro apresenta reduções consecutivas na taxa de crescimento populacional e aumento significativo do número de idosos o que é um grande problema para um país que está em fase de desenvolvimento. segundo Lamucci (2010).

visto que a recente crise econômica (crise dos títulos imobiliários nos EUA) que modificou significativamente a demanda global. maior é o desenvolvimento econômico do país. sendo o sudeste a região mais urbanizada e o nordeste. Os programas assistenciais desenvolvidos e implantados pelos governos não minimizam o problema e torna a dependência de grande parte da população uma estratégia eleitoral que atrasa o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo os dados do IBGE de 2005. dentre outros) e sérios problemas estruturais a serem sanados. 4 O IDH é um índice que varia de 0 a 1. No Gráfico 1 pode-se observar a evolução da Balança Comercial brasileira no período de 1950 e 2008 onde se percebe que apesar do fluxo de comércio brasileiro (soma das exportações e importações) ter aumentado significativamente no período o saldo comercial (que. Programas sociais tais como o “Bolsa Família” e o “Fome Zero” são importantes para impulsionar o consumo provocando aumento na demanda do mercado doméstico. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro de 2006 é de 0. impôs um novo cenário econômico mundial provocado pela retração no consumo norte-americano o que reduz o fluxo internacional de comércio e obriga os países que tinham a sua economia baseada no comércio internacional a desenvolver o seu mercado consumidor doméstico com o intuito de manter suas taxas de crescimento interno.7924 e a expectativa média de vida da população em 2005 era de 71. elevada desigualdade e concentração na distribuição da renda. por sua vez. existe ainda no Brasil uma grande dívida social (relacionada com as altas taxas de analfabetismo. Quanto mais próximo de 1. assim como assinalado no capítulo 1. Apesar de ser considerada uma das principais economias do mundo com uma taxa de crescimento do PIB de 4. o analfabetismo no Brasil atinge 10. A população urbana corresponde à 81% da população total do país. porém são medidas imediatistas que não agregam nada ao processo desenvolvimentista nacional o que exige maior atenção do governo nacional. é a região com maior população rural. .9 anos.29 populacional (22. sistema de saúde e previdenciário precário.11 habitantes por km²) devido ao seu grande território. é a diferença entre as importações e as importações em termos de dólares norte-americano) não melhorou na mesma proporção o que sugere uma análise mais profunda dos motivos destes saldos comerciais.5% em 2007.2% de toda a população.

2. MDIC – Ministério do Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior. econômico e financeiro. . Rússia: o “R” dos BRIC’s Manter o crescimento econômico necessário para se tornar uma superpotência econômica em alguns anos para a Rússia assim como para todos os países que compõem o BRIC é um grande desafio social. visto que o volume de exportações de matérias-primas deve ser elevado para contrabalancear as importações de produtos industrializados. a Rússia por ser grande produtora de matérias-primas. possui como função econômica nos BRIC’s abastecer o mercado mundial de recursos naturais que estão se tornando escassos e fazer deste comércio de commodities a mola propulsora de seu desenvolvimento econômico. no início do Plano Real e do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) houve grande incentivo ao aumento da exportação de produtos manufaturados e semimanufaturados através de feiras internacionais e incentivos fiscais à exportação de produtos. político.Balança Comercial Brasileira . Este retrocesso comercial possui grande peso negativo na Balança Comercial. 2. porém com o início do governo Lula viu-se um retrocesso na qualidade das exportações brasileiras onde o maior incentivo estatal está voltado as exportações de matérias-primas demonstrando um anacronismo no comércio internacional brasileiro. Como o Brasil.2.1950 a 2008 .US$ bilhões FOB Fonte: SECEX/DEPLA.30 20 0 10 8 10 6 10 4 10 2 10 0 8 0 6 0 4 0 2 0 0 -2 0 E xportação Importação Saldo Comercial Gráfico 1 . Como se abordará de forma mais detalhada no terceiro capítulo.

Com uma renda per capita de US$ 14. por sua vez. Estes problemas estruturais enfrentados pela Rússia tendem a ser solucionados com a maior participação desta na economia mundial e os consecutivos superávits comerciais de sua Balança. O grande problema atual da Rússia é a sua desigualdade social que obriga a população a viver em condições de extrema pobreza e a depender de programas sociais para suprirem suas necessidades mais básicas. A falta de recursos para investimento na construção de um sistema telefônico e de informática necessários a modernização de sua economia e dos processos comerciais do país é um problema muito sério para o país.8% de sua população total). 2010).600 e uma taxa de crescimento média anual de 8.1%. (AGENCY. é o resultado. pois o ambiente empresarial russo é formado por empresas oligarcas que impedem o surgimento de novas empresas. representa 15. do baixo investimento em educação (a maioria da população é formada por pessoas de nível médio e técnico). por exemplo. porém uma baixa densidade populacional (com 8. mas a falta de investimentos estatais em manutenção desta estão tornando-a obsoleta para atender as necessidades comerciais do país. . com 152 milhões de habitantes.31 Segundo Vieira e Veríssimo (2009) o desenvolvimento de pequenas e médias empresas é outro grande desafio russo. Esta situação. principalmente. A Balança Comercial russa é sustentada basicamente pela exportação de eletricidade.3 hab. porém é necessário para que a Rússia possa competir globalmente iniciar em passos acelerados os investimentos necessários em sua infraestrutura. Conforme aponta Bertonha (2007). a Rússia possui também diversos problemas sociais a serem sanados (a população que está abaixo do nível da pobreza. é territorialmente o maior país do mundo. De acordo com informações do Global 21 (2010) a Rússia possui a sétima maior população mundial. minimiza a concorrência interna e impede o desenvolvimento do comércio internacional de produtos russos. e gás natural. A Rússia. petróleo. segundo as informações coletadas. A infraestrutura russa assim como o seu parque industrial é herança da extinta União Soviética. pois serão necessárias décadas para que ela possa atingir níveis tecnológicos ideais para rivalizar com o ocidente e a Ásia./km²) também devido a sua grande extensão territorial. a nulidade russa em competir no mercado mundial de informática e outros com produtos que envolvem tecnologia da informação compromete a sua consolidação como superpotência emergente.

70% 100.034 Ferro fundido. o que significa em outras palavras que a economia brasileira está menos . porém a diferença básica entre estes países é que a pauta de exportações brasileiras é mais diversificada tanto na quantidade de produtos exportados quanto na variedade de mercados consumidores.115 Madeira. como podem ser observadas na Tabela 2. pois se torna necessário aumentar o acesso da população ao emprego.881 Demais produtos 83. como podem ser observadas na Tabela 1. As exportações russas. o que torna seus produtos commodities de baixo valor agregado e sujeitos a grandes oscilações de preço devido a sua demanda internacional.266 Fonte: Brasiltradenet (2010b).Mundo 2007 US$ Milhões FOB Combustíveis.850 Níquel e suas obras 8.147 Caldeiras.00% As importações em contra partida.50% 2. carvão vegetal e obras de madeira 8. são principalmente de matérias-primas onde há apenas a emprego de tecnologia de extração.30% 1. correspondem principalmente à produtos de alto valor agregado que com a constante oscilação do preço das commodities (exportações russas) no mercado internacional podem fazer com que a sua Balança Comercial torne-se deficitária rapidamente impedindo que a Rússia continue sanando a sua dívida externa e/ou possua recursos para investir na ampliação de seu setor produtivo tornando-se competitiva globalmente não só em matérias-primas.402 Total 352.70% 23. Tabela 1 – Exportações Russas: principais produtos exportados em 2007 Exportações Rússia . máquinas.30% 6. e a qualificação profissional para que esta aumente a demanda no mercado interno provocando em efeito cascata investimento nos setores produtivos do país e conseqüentemente crescimento. aparelhos e instrumentos mecânicos 5. Com as exportações baseadas na venda de commodities para o mercado mundial a Rússia possui relações de comércio exterior muito semelhantes às estabelecidas pelo Brasil com o resto do mundo.50% 2. mas também em produtos industrializados.00% 2. ferro e aço 21. óleos e ceras minerais 216.837 Alumínio e suas obras 8. 61.32 Tornar os programas assistenciais meios para a promoção do desenvolvimento social de sua população para a Rússia assim como para o Brasil é um desafio político e econômico de grande importância.

33 vulnerável as oscilações do preço das commodities no mercado externo do a Rússia atualmente está. 17.00% 11.479 Máquinas. e a grande oferta de mão-de-obra qualificada e extremamente barata. a Índia é na atualidade um país . Índia: o “I” dos BRIC’s Segundo informações do Sachs (2007).696 Instrumentos e aparelhos de óptica e fotografia 5. a República da Índia concentraria os setores de serviços especializados devido a sua volumosa população e os constantes investimentos em tecnologia e qualificação de mão-de-obra. aparelhos e materiais elétricos 22. 2010). tratores.741 Produtos farmacêuticos 6.3.Importações Russas: principais produtos importados em 2007 Importações Rússia . ferro e aço 5.70% 100.502 Caldeiras.10% 3.50% 3. É também integrante de importantes organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio além de ser candidata a uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. Com o objetivo de desenvolvimento econômico a Índia tem fortalecido suas relações diplomáticas com importantes países como os Estados Unidos e a China e sua capacidade para se tornar uma potência emergente tem aumentado gradativamente sua influência em assuntos internacionais. Tabela 2 .50% 3. Com um mercado consumidor potencializado pelo crescente poder aquisitivo de uma classe média que gira entorno de 100 a 300 milhões de pessoas (AGENCY.722 Demais produtos 77. aparelhos e instrumentos mecânicos 32.60% 3. máquinas.50% 17. sendo este o desafio futuro russo no que tange ao comércio internacional.792 Total 190.00% 40.911 Ferro fundido.Mundo 2007 US$ Milhões CIF Veículos automóveis. 2.976 Subtotal 113.2.00% A capacidade de exportar em escala produtos industrializados é outra vantagem competitiva brasileira que a Rússia atualmente não possui. ciclos 33.184 Fonte: Brasiltradenet (2010b).133 Plásticos e suas obras 6.

segundo dados do Agency (2010) o 84º lugar no ranking da Taxa de Crescimento Demográfico Mundial. A liderança econômica indiana frente aos países em desenvolvimento é um fator determinante para o desenvolvimento de acordos de comércio global visto a sua influência econômica e política frente a tais países.548% ao ano entre os BRIC’s ocupando em 2009. porém ainda são necessários anos de investimentos expressivos em infraestrutura para que o país possa ser capaz de atrair investimentos estrangeiros tão volumosos quantos os investimentos recebidos pela China.) o boom econômico indiano marcado por sua imposição econômica e cultural é no contexto global um importante marco para a ampliação do comércio mundial de produtos e serviços. a precária infraestrutura indiana tem sido apontada pelos investidores internacionais como o principal entrave aos investimentos no país. o ineficiente sistema de transportes públicos de eletricidade. dado ao fato desta possuir melhor infraestrutura Graefe (2008). a Índia busca no intercâmbio comercial basicamente recursos para manter o seu desenvolvimento interno. Os grandes desafios do governo indiano no campo social são manter a tradição nas ciências exatas. portos obsoletos e lentos fazem os investidores estrangeiros dar preferência a investir em outros países como a China. onde suas decisões possuem peso relevante na economia de seus vizinhos menores. Conforme aponta Berndt e Nunes (s. a Índia apresenta a maior taxa de crescimento demográfico 1. porém estes recursos tem provocado consecutivos déficits na Balança Comercial indiana. com sólidos investimentos em educação para a capacitação da mão-de-obra nacional. o menor entre os BRIC’s. as péssimas condições de suas estradas. Regionalmente é considerada uma grande potência econômica. Porém. Berço de 16% da população mundial.d. Para equilibrar o Balanço de Pagamentos a principal estratégia do país é a exportação de serviços que tem apresentado crescentes saldos superavitários. A Índia atual é um grande canteiro de obras. A Balança Comercial indiana . Dependendo quase que exclusivamente da expansão do mercado doméstico para o seu crescimento econômico.609. e reduções nos índices de criminalidade além de investir em saúde e saneamento básico com a finalidade de reduzir a pobreza extrema que hoje segundo dados do FITA (2010) atinge 25% da população indiana que possui um IDH de apenas 0.34 fortemente atraente aos investidores internacionais que escolhem o país como sede para a instalação de empresas multinacionais voltadas principalmente ao setor de serviços.

35 sofre com a alta do petróleo e commodities agrícolas no mercado externo e está acumulando sucessivos déficits comerciais que contribuem em muito para o aumento de sua dívida externa que segundo Agency (2010) que em dezembro de 2007 era de 206 bilhões de dólares e em 2009 já ultrapassavam os 229 bilhões de dólares.4. 145). colocando a Índia em 29º no ranking dos países com a maior dívida externa ativa do mundo. e seus problemas sociais e de infraestrutura são os maiores entraves ao seu desenvolvimento futuro. Na atualidade a economia chinesa é considerada como um dos melhores países para se investir no mundo e este título conquistado pelos sucessivos investimentos em educação e infraestrutura tem aumentado gradativamente o volume de Investimentos Direto Estrangeiro (IDE) no país (MUNIZ. Portanto.2. entretanto a recente crise financeira mundial (crise dos títulos imobiliários nos EUA) provocou um declínio na demanda mundial e o fato da produção industrial chinesa estar voltada a produção para exportação diminuiu a sua participação no comércio exterior mundial o que refletiria de forma negativa em sua Balança Comercial e retardaria seu processo de desenvolvimento econômico Rajan (2009). 2. no entanto é um grave problema na economia do país. o sistema bancário nacional. Conforme aponta Amorim (2005). visto que as confusões entre as responsabilidades econômicas e financeiras destas instituições atrapalham o bom desempenho financeiro destes tornando-os ineficientes para atuar de forma imparcial e firme frente a um processo de globalização econômica pelo qual o país esta passando. p. Com a maior população do planeta. haja vista as características dos produtos fabricados e comercializados. pode-se notar que apesar do crescente crescimento econômico indiano a sua Balança Comercial. O mercado chinês garantido por uma população com poder aquisitivo crescente é também um fator importante quando se fala da importância e da influência econômica global chinesa visto que este tem se tornado cada vez mais atrativo as . China: o “C” dos BRIC’s No sentido inverso aos demais países que compõem os BRIC’s o crescimento econômico chinês esta voltado quase que exclusivamente à ampliação do mercado consumidor externo. a economia da China vem crescendo a passos largos em média 10% ao ano e com a finalidade de impulsionar o seu desenvolvimento a China tem se tornado uma importante importadora mundial de matérias-primas e com isso a sua influência econômica mundial esta em forte ascensão. 2009.

9% do PIB nacional a China possui uma das mais altas taxas de alfabetização mundial. As medidas de contenção demográfica que no início do século eram necessárias para evitar uma desestabilização econômica e social no país hoje provocam um efeito inverso. Segundo o censo de 2000 realizado pela Agency (2010). A alfabetização não atinge toda a população chinesa também por tradições milenares visto que o maior índice de analfabetismo esta entre as mulheres. Segundo a Agency (2010) em 2009 a taxa de crescimento da população chinesa foi de 0. . Os custos ambientais. Conforme destaca Indriunas (2008). Com uma infraestrutura portuária. pois a ganância chinesa tem atropelado ONGs de proteção ambiental e promovido um sistema desenvolvimentista ambientalmente insustentável que à longo prazo pode frear o crescimento econômico do país pela escassez de recursos naturais provocados pela contaminação excessiva de alguns recursos como a água e o ar ou pela extração desregulada de outros como gás natural. pois o crescente contingente de idosos do país e a decrescente taxa de natalidade fez inverter a pirâmide etária chinesa o que em médio prazo pode comprometer o desenvolvimento econômico do país pela falta de mão de obra visto que a População Economicamente Ativa (PEA) esta reduzindo-se consideravelmente. 90. Entre os BRIC’s a China é com toda certeza o país que possui a melhor infraestrutura capaz de acompanhar o seu desenvolvimento econômico. rodoviária. culturais e sociais das obras de infraestrutura chinesas são outros entraves de grande proporção ao seu desenvolvimento econômico.9% de sua população é alfabetizada. carvão. o que pode vir a ser um entrave aos objetivos de desenvolvimento dos chineses é um problema comum a todos os países que compõem os BRIC’s. petróleo. entre outros Wasserman (2009). ou seja.36 empresas internacionais que tendem à estabelecer bases no país injetando cada vez mais recursos financeiros na economia do país. a corrupção política e empresarial que aumentam consideravelmente os custos dos investimentos em infraestrutura e compromete a imagem do país frente aos investidores internacionais.665%. 2007). Com investimentos em educação de 1. ferroviária. e aeroportuária projetada para suportar o crescente volume de mercadorias transacionadas dentro e fora de suas fronteiras a China tornou-se um grande atrativo ao IDE. “Irá a China envelhecer antes de enriquecer?” é o questionamento levantado no terceiro capítulo do livro “BRICS e o Futuro” publicado pelo Goldman Sachs em 2007 (SACHS.

porém afetou significativamente o seu fluxo de comércio internacional.5 bilhões de dólares. fato que pode ser explicado pelos altos índices de investimentos do PIB nos setores sociais e econômicos (no caso de China e Índia) e a reduzida participação dos produtos industrializados na pauta comercial de Rússia e Brasil além do pouco investimento do PIB em setores estratégicos tanto sociais quanto econômicos nestes últimos dois países. O que indica que embora os países do BRIC estejam em processo de desenvolvimento econômico. Analisando os recursos naturais de cada país pode-se notar que. A China em 2009. segundo a Agency (2010) exportou 1. BRIC’s: um breve comparativo Como estudado na seção anterior. a Índia por não possuir recursos naturais suficientes tem sua Balança Comercial altamente deficitária pela importação destes em grande escala. Entretanto a redução de seu fluxo de comércio não prejudicou as sua reservavas internacionais que saltaram de 1.37 e também porque grande parte da população está concentrada na zona rural onde a educação é de difícil acesso e quando existe é muito precária. 2. onde os melhores desempenhos são de China e Índia e os menos expressivos de Brasil e Rússia.194 trilhões de dólares e importou 921. A crise mundial. enquanto Brasil e Rússia possuem recursos naturais capazes de viabilizar o seu desenvolvimento econômico e fazem da exportação destes recursos a sustentação de sua Balança Comercial.3. China e Índia possuem maior fôlego econômico que Rússia e Brasil. As taxas de crescimento do PIB nominal e PIB per capita apresentadas na Tabela 3 mostram uma disparidade na taxa de crescimento destes dois indicadores. e possibilitou ainda reduzir a sua dívida externa em 53.5 trilhões de dólares o que lhe conferiu o 2º e 4º lugar no ranking dos países que mais exportou e importou respectivamente.206 trilhões em 2009 conferindo-lhe o primeiro lugar no ranking mundial.995 trilhões em 2008 para 2. e a China apesar de ser rica em recursos naturais ainda necessita importar parte para suprir todas as suas necessidades produtivas que tem se ampliado. . todos os países que compõem os BRIC’s possuem vários fatores favoráveis e desfavoráveis que podem impulsionar ou não o seu desenvolvimento econômico.

53 PIB per capita China Índia 2.21 7.6 1.9 Rússia Brasil -5. déficits previdenciários crescentes.65 3.37 2.85 3.72 -1.9 9 5.1 10 10.35 5.9 5.52 8.5 6.7 7.54 9.7 5.1 4.38 Tabela 3.4 1.44 5. A Índia por outro lado tem investido bastante em educação nos últimos anos apesar de possuir ainda o maior índice de analfabetismo entre os BRIC (44. Taxa de crescimento do PIB real e PIB per capita dos BRICS -1990 e 2005 (% ao ano).9 10 9.4 9.4 0 0.6 8. Os principais .33 12.4 10 5. programas sociais ineficientes.8 Índia 5. A Rússia apesar de possuir um alto índice de alfabetização o pouco investimento nos últimos anos começa a apresentar prejuízos sociais.34 -2.2 5 6.3 7.8 9.33 2.32 7 9.1 10. corrupção política e empresarial.2% de sua população é analfabeta – segundo a Agency (2010)).2 14.1 -3.52 3.85 -0.71 2.5 4.1 4.57 -8.26 -14. 104).76 -1.39 -1. No tocante aos aspectos socioculturais.7 -5.39 8.65 1.5 4.9 5.4 3.3 9.9 4.8 -8.1 5.05 3.64 2.17 1.8 7.3 2.49 -0.7 -12.7 -0.47 0.19 2.02 -3.47 8.7 -4.2 1 -0.2 China 3. além da concentração urbana.9 5.29 3.32 7.04 6.1 Fonte: Vieira (2009.1 10. e êxodo rural expressivo.56 -12.49 9.2 6.21 7.9 7. Anos 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média PIB Brasil -4.87 7.59 5.6 7.3 6.18 6. a pobreza extrema e crescente é outro problema sério. O Brasil enfrenta o alto índice de analfabetismo. a Rússia apesar de possuir uma grandiosa infraestrutura (herança em grande parte da URSS) ainda falta recursos para fazer manutenção.4 -5.95 11.3 4.81 3.83 10 5.74 8. A infraestrutura também é um grande problema para três países que compõem o BRIC.9 4.89 Rússia -3.85 5.69 7.67 6.3 1. pois enquanto a infraestrutura do Brasil e da Índia são insuficientes para fazer frente ao seu desenvolvimento econômico em grande escala.9 6.37 -5.7 1.92 -0.3 7.2 2.32 4.2 3.9 2. p.77 4.07 12.4 8. o que está provocando o seu sucateamento.7 2.13 0.8 7.2 14 13.6 2.39 2.46 -4.34 1. todos os países apresentam problemas significativos.83 5.

a pobreza extrema. porém os grandes problemas enfrentados por ela no campo social são o baixo número de jovens principalmente do sexo feminino decorrentes de sua “Política do filho único”. A China já possui o maior índice de investimento em educação e infraestrutura entre os BRIC’s. Rússia. No capítulo seguinte. pois enquanto o Brasil nunca participou de uma corrida armamentista.39 problemas da Índia são o alto índice de crescimento demográfico. Politicamente Brasil. Rússia e Índia são grandes potencias militares. e a criminalidade. a população tem se tornado mais velha). As exceções estão no poderio militar destes países. . e Índia são países democráticos com formas de governo bem parecidas. e a inversão da pirâmide etária de sua população (ou seja. A China ao contrário dos demais possui um governo comunista e regionalmente possui um legado de conflitos externos centenários além de possuir um dos maiores acervos nucleares do planeta. estuda-se com maiores detalhes a formação da pauta de exportação e importação do Brasil para com os outros países componentes do BRIC’s visando verificar a validade das hipóteses previamente levantadas.

de forma tal que seja possível visualizar qual a posição ocupada pelo Brasil nas relações comerciais. 3. O Gráfico 2 abaixo mostra o fluxo de comércio internacional brasileiro com a Rússia Índia e China.85%. RÚSSIA. . pois de 3. Procura-se com tais informações verificar a hipótese de que a característica dos produtos comercializados pelo Brasil coloca-o em relação aos demais componentes do BRIC´s em uma situação cuja Balança Comercial é deficitária. ÍNDIA E CHINA O objetivo deste capítulo é estudar a Balança Comercial brasileira analisando os dados de exportações e importações disponibilizados no site do Ministério de Desenvolvimento. Percebe-se que a soma das importações e exportações em 1987 correspondiam a apenas 2. pois o fluxo comercial destes países com o Brasil em 2004 já ultrapassava a soma de 15. A partir de 2000 nota-se também que estes passam a ter uma representatividade expressiva. número este significativamente inflado pela relação comercial Brasil – China. Índia e a China. O estudo da relação comercial brasileira com a China.13% do fluxo total de comércio e que há uma considerável elevação deste fluxo na década de 90 onde em 1995 atinge o patamar de 3. Evolução do Comércio Brasileiro com os demais países do chamado BRIC’s Busca-se através de uma análise detalhada dos dados do MDIC compreender como se dá a relação comercial do Brasil com a Rússia.42% em 2000 este fluxo passa a 16. ou seja se o mesmo é credor ou devedor destes parceiros comerciais e quais são os principais produtos comercializados. Índia e Rússia se justifica.5 milhões de dólares e em 2005 estes três países já estavam entre os 21 principais parceiros comerciais do Brasil.1.39% em 2009 do fluxo total do comércio internacional brasileiro. Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no período de 1987 a 2009 de forma tal que seja possível compreender o fluxo de comércio existente entre o Brasil e os demais países que compõem os BRIC’s.40 CAPÍTULO III O COMÉRCIO INTERNACIONAL ENTRE BRASIL.

86% de participação no comércio brasileiro a China chegar à primeira posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil ultrapassando inclusive os EUA. . Participação % (Representatividade) No Gráfico 3 é possível visualizar a representatividade de cada país em separado no 6.00% 3. como pode ser observado no período de 2000 a 2008. Índia e Rússia) pela somatória de exportações e importações do mundo. seguida pela Índia. eram importantes parceiros comerciais brasileiros representando mais de 2. Nota: O indicador de representatividade é dado pela razão da somatória das exportações e importações dos três países (China. 139). comércio10.00% do Brasil.00% 14. p. Percebe-se que deste 1987 a China possuía significativa internacional representatividade no fluxo de comércio internacional brasileiro. De 1987 a 1993 a China.00% representatividade comercial da Índia. Fonte: Muniz & Inácio (2008. A participação chinesa no fluxo de comércio brasileiro.00% 16.5% do fluxo de comércio internacional do país. eleva-se significativamente passando de 2.41 18.00% brasileiro – 1987 a 2009.00% Gráfico 2 – Representatividade da China.82% destacando a China como um dos principais parceiros comerciais do Brasil. representatividade essa que só se elevou a ponto de em 2009 com 12. Índia e Rússia no fluxo de comércio internacional 12. Já em 1993 com a desintegração da URSS e o fim da “Era Soviética” o Brasil inicia o comércio bilateral com a Federação Russa que ultrapassa a 8.00% 4.08% a 9.

14.00% 12. Representatividad Nas próximas seções estuda-se a relação comercial do Brasil com cada um dos outros países do BRIC’s de forma a comprovar ou a recusar a hipótese de que o valor agregado dos produtos transacionados entre estes países deixa o Brasil em situação desfavorável comercialmente. porém essa participação não chega a ser tão expressiva quanto a participação chinesa. Índia e Rússia no fluxo de comércio internacional brasileiro – 1987 a 2009.90% em 2002 para 2. 8.45% em 2000 saltou para 2.42 Rússia e Índia também aumentaram a sua participação na Balança Comercial brasileira a partir de 2000. Fonte: Muniz & Inácio (2008.00% 6. embora a Rússia tenha passado de uma participação de 0. p. Em 2009 esta apresentou um declínio em sua participação que embora não a tenha retrocedido aos patamares anteriores a 2000 à tornou menos relevante comercialmente para o Brasil que a Índia que de uma participação de 0. Contudo estes dois países ainda possuem uma pequena participação no fluxo de comércio brasileiro.15% em 2008.00% Representatividad 10.00% presentatividade em % Representatividad Gráfico 3 – Representatividade da China. 140) – atualizado com informações para o ano de 2009 extraídos do MDIC.0% de participação em 2009.00% .

3 bilhões. É possível constatar com tais informações que de 1987 a 2000 a Balança Comercial era favorável ao Brasil. visto que este tem demonstrado sucessivos e expressivos déficits comercias desde 2006. posto antes ocupado pelos Estados Unidos. Desde 2003 o resultado outrora expressivamente favorável ao Brasil passa a sofrer sucessivos decréscimos até 2007 onde passa novamente a ser deficitário alcançando em 2008 um déficit superior US$ 3. essa elevação no fluxo comercial entre Brasil e China não está sendo favorável ao resultado da balança comercial brasileira. A importância do comércio bilateral entre Brasil e China vem ano após ano aumentando ao ponto de em dezembro de 2009 a China alcançar o posto de maior parceiro comercial do Brasil.3 bilhões.6 bilhões. já de 1996 a 2000 esta se torna negativa em mais de US$ 1.2.43 3. . O vertiginoso aumento do déficit comercial nesta relação de comércio bilateral pode ser explicado em parte pelo valor agregado dos produtos chineses frente aos nacionais. último ano que o Brasil apresentou superávit comercial. A partir das informações do Gráfico 4 observa-se a evolução do saldo da Balança Comercial bilateral Brasil-China de 1987 a 2009. que só volta a produzir um resultado favorável superior à US$ 4. Comércio Brasil X China O comércio entre Brasil e China é o de maior representatividade para Balança Comercial brasileira se comparado com os demais países que compõem os BRIC’s. Em 2001 esta passa novamente a ser positiva atingindo seu pico em 2003 com um saldo positivo superior a US$ 2. fato este provocado pela crescente necessidade chinesa de importação de matérias-primas para impulsionar o desenvolvimento interno frente à crise financeira internacional. Entretanto. haja vista que os produtos que o Brasil importa da China são de alto valor agregado e os que exporta para este país são basicamente matérias-primas que apesar de intensas em recursos naturais são de baixo valor agregado já que pelo fato de serem commodities seus valores comerciais são estabelecidos pela oscilação da oferta e demanda internacional.2 bilhões ao Brasil em 2009.

000.000.000.000 1 -3.– atualizado com informações para o ano de 2009 extraídos do MDIC.000 1 .000.000 Fonte: Muniz & Inácio (2008.000.000.0 Im portado pelo B rasil 1 9 9 comercializado.000.000. p.000. 2 .000 2 0 .0 4 0 -2.0 0 0 P articipação %da E portaçõ x E portado pelo B x rasil -5.000 4.0 -4.000. haja vista que o fluxo comercial (importação ou exportação) entre Brasil e China era inferior a 6% do total US$ MILHÕES Gráfico 4 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X China – 1987 a 2009.000. contudo em 2001 este passa a ser mais expressivo.000 participação percentual da China no total comercializado 5 permite visualizar a pelo Brasil com o mundo no período de 1987 a 2009. 141) – atualizado com informações para o ano de 2009 extraídos do MDIC. 141) .000 1 .000.000 2.000. 0 7 8 0 9 1 9 8 9 8 9 8 9 9 9 9 o total Importado e Exportado 1 1 1 1 1 -1.44 5.000. %das Im P articipação portaç Fonte: Muniz & Inácio (2008.000.000.000 3.000. 8 0 . onde se percebe que até o ano 2000 a participação chinesa no comércio exterior brasileiro era pouco expressiva.000. p.000 Gráfico 5 – Relação Brasil X China – participação percentual das exportações e importações chinesas no total exportado e importado pelo Brasil – 1987 a 2009. O Gráfico 1.000.000.

o valor das exportações brasileiras para a China cresceu 33% alcançando um superávit comercial 69% maior em relação a 2001.45 Nota-se também no mesmo gráfico que até 2000 existia certo equilíbrio entre as exportações e importações brasileiras destinadas e oriundas da China em termos de dólares norte americanos. contudo em 2009 a necessidade chinesa de investimento em infraestrutura para manter o aquecimento de sua economia frente a crise mundial exigiu que esta importasse grande volume de matérias-primas principalmente minérios de ferro e soja o que favoreceu a Balança Comercial brasileira fechando o ano com um intercambio comercial favorável em mais de US$ 4 bilhões para o Brasil. Entre 2001 e 2003 as exportações para a China aumentam significativamente tornando-se mais expressivas que as importações e que a partir de 2004 ocorre uma inversão neste quadro até que em 2008 as importações da China superam as exportações e chega a quase 12% do total importado pelo Brasil contra um pouco mais de 8% do total exportado pelo Brasil. Analisando o Gráfico 6 pode-se perceber também que há significativa mudança no cenário comercial a partir de 2006 segundo ano de mandato do Governo Lula. em 2004. o Brasil passa a apresentar um cenário comercial que mesmo estando em consonância com as políticas externas estabelecidas pelo governo anterior apresenta um crescimento tímido das exportações frente às importações chinesas gerando pouco mais de 78% de crescimento do saldo comercial. .432% no total das importações brasileiras da China contra um pouco mais de 2. É possível perceber que ocorreu neste período um aumento de aproximadamente 3.455% das exportações brasileiras para a China. Contudo. O Gráfico 6 apresenta a balança bilateral entre Brasil e China no período de 1994 a 2009 permitindo realizar um comparativo entre os governos FHC e Lula. O saldo comercial brasileiro com a China de 2003 a 2008 teve redução superior à 152% tornando o intercambio comercial Brasil x China pouco interessante a economia nacional. pois em 2002 último ano de mandato do Governo FHC.

o país continua enviando à China mais matériasprimas que enviava em 2002 e recebe menos máquinas e equipamentos que recebia neste mesmo período de análise. Em outras palavras.000.000 20.000.000.000 onde se percebe que a partir do segundo ano de mandato do governo FHC há uma intensificação na exportação de Produtos Básicos para a China e em conseqüência um declínio na exportação de produtos industrializados (tanto manufaturados como semi-manufaturados). Nos anos subseqüentes a 1998 o que se vê é uma pequena oscilação no cenário comercial Brasil x China. -5.000. o de Lula já focou os esforços comerciais brasileiros na produção e exportação de produtos primários sem nenhuma ou pouca industrialização.000 Gráfico 6 – Balança Bilateral Brasil x China – 1994 a 2009. mas também pelos incentivos comerciais e governamentais de estímulo as exportações.000 5.000. porém com pouco ou nenhum acréscimo expressivo na exportação de produtos com alto valor agregado.000.000.000. Todavia.000.000.46 Balança Bilateral Brasil x China -1994 a 2009. é em 1998 que estas exportações realmente caracterizam o Brasil como produtor de matérias-primas para a 1994 1995 1996 China onde as exportações desse tipo de produto alcançam uma soma superior a US$ 620 milhões totalizando mais de 69% das exportações brasileiras destinadas a esse país.000. Exportação Este resultado comercial entre Brasil e China pode ser explicado não só pela natureza dos produtos comercializados entre estes países.000 15. 25.000. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC. A Tabela 4 apresenta as exportações do Brasil para a China no período de 1994 a 2009 10. visto que ao passo que o governo FHC estava focado no incentivo à exportação de produtos manufaturados e industrializados.000 1997 0 .

83% 13.71% 1999 62. ao final do primeiro mandato de Lula.54% 15. Nota-se que nos anos de 2008 e 2007 mesmo as exportações do Brasil para a China estarem concentradas em mais de 80% nestes dez produtos há uma maior diversificação na pauta destes visto que os produtos antes mencionados compreendem pouco mais de 57% da pauta de exportação e que o petróleo nestes dois anos possui maior participação no intercâmbio comercial. .60% 20.33% 17. ano que as exportações de matérias-primas somaram mais de US$ 15 bilhões de dólares contra pouco mais de US$ 4 bilhões em industrializados – semi e manufaturados – totalizando mais de 76% da pauta de exportação para a China.54% 14.19% 25.13% 23.83% 2000 68. Em 2006. Manufaturados 1994 17.23% 12.05% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.26% 26.97% 1997 52.70% 17.25% 15.55% 57.53% 15.87% 18. A Tabela 5 detalha os dez principais produtos comercializados na pauta do comércio bilateral entre Brasil e China no período de 2007 à 2009.54% 1998 69.00% 14.72% 2006 74.64% 21.70% 2003 50.87% 22.79% 2001 61.47 Tabela 4 – Exportações Brasil x China por fator agregado – 1994 a 2009 Industrializados Produtos Ano Básicos Semi-manuf.49% 24.51% 2002 61.79% 16.98% 18.72% 17.46% 16.79% 2005 68.68% 2009 76.51% 2007 73.98% 2004 59.49% 22.78% 6.15% 40.90% 57.16% 7.08% 2008 77.74% 16.12% 30.24% 10.05% 8. sendo mais de 62% apenas de minérios de ferro e soja.84% 1996 36.26% 1995 15. onde pode-se perceber que os dez produtos mais exportados para a China compreenderam em 2009 86% de tudo que foi transacionado com este país. o que se observa é um agravamento do cenário comercial onde as exportações de matérias-primas ultrapassam os 74% da pauta de comércio com a China tendenciando a um permanente déficit comercial que só viria a ser revertido em 2009.88% 25.

354.756 153.72 1.674.367 5.899.584 6.65 0.84 PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS TOTAL DOS 10 PRINCIPAIS PRODUTOS 2.870 857.672 366. TOTAL/PARC.406 167.05 1 0.903 Part.180 166.506 16 3.813.601.SECAS.47 0.206 209.989 818.B 8.118.08 1. visto que as .252.28 1.831.6 1.81 2.012 Part.97 0.500.098.38 3.557 427.002 348.331 89.35 7.7 5.81 3.100.777.382.42 3.342.559.57 1.025 346.227.71 0.083 76.728 Part.000.POLICROMATICA OUTROS CIRCUITOS INTEGRADOS GLIFOSATO E SEU SAL DE MONOISOPROPILAMINA TERMINAIS PORTÁTEIS DE TELEFONIA CELULAR MICROPROCESSADORES MONT.571.158 99.627.949.337 6.585 824.214 2.MESMO TRITURADOS OLEOS BRUTOS DE PETROLEO PASTA QUIM.B TOTAL DOS 10 PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS MINERIOS DE FERRO NAO AGLOMERADOS E SEUS CONCENTRADOS OUTROS GRAOS DE SOJA.963.701. PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS 2009 Valor US$ F.02 2.731.179 159.98 1.73 1.064 656.409 IMPORTADOS OUTS.246.SEMI/BRANQ MINERIOS DE FERRO AGLOMERADOS E SEUS CONCENTRADOS OLEO DE SOJA.186 385.O.163 17 2.656 71.53 0.702 77.5 --1.338.034.VIRGINIA OUTROS AVIOES/VEICULOS AEREOS.08 4.563.79 0.650.5 1.956.991.468 3 2.085.213 404.807.668.18 4.543 --206.614.642.495.265 771.7 0.897.MESMO DEGOMADO FUMO N/MANUF.503.954 139.PARTS.116 290.810.82 1.24 1.058.374 342.981 713.927 104.P/APARS.675.025.539 506.920.B 14.D/TELEFONIA/TELEGRAFIA TELA P/MICROCOMPUTADORES PORTATEIS.420 342.299.812 149.754.114.767 839.139.25 2.338 891.23 0.966.600 3.728.702.22 1.109 4. % 88 25.025.860.444.89 2.83 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC Com este cenário comercial surge outra questão muito polêmica economicamente.428.75 4.296 16 1.197.VAZIOS FERRONIOBIO FERRO FUNDIDO BRUTO NAO LIGADO.676 162.92 0.362.5 2.EM BRUTO.47 2007 Valor US$ F.25 1.47 31.ETC.135.63 4.393 155.02 26.DESTAL.177 1.C/PESO<=0. % 86 31.024.45 0.96 423.MADEIRA DE N/CONIF.42 6.5% DE FOSFORO 17.61 --1.11 4.156.RADIODIF.08 32.69 2008 Valor US$ F.920 1.458.393.348.553.446 310.375 140.156 172.123 238. DISPOSITIVOS DE CRISTAIS LIQUIDOS (LCD) OUTS.061 614.955.46 10.249 269.PARTES P/APARELHOS RECEPT. pois a especialização nem sempre traz benefícios aos países especialistas visto que uma oscilação econômica externa pode mudar as necessidades de importação de determinado país e a continuidade deste panorama comercial do Brasil com a China pode prejudicá-lo.052.411 413.855.05 1.664 194.136 591.387.821.544.083 398.59 5.535.11 0.PESO>15000KG.478.913 48.324.964.O.(SMD) CIRCUITO IMPRESSO OUTROS ACUMULADORES ELETRICOS 477.68 2.P/SUPERF.01 5.337.269 105.24 1.783 204.48 Tabela 5 – Comércio Bilateral Brasil x China os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009.FLS.403.A SODA/SULFATO.889 367.ETC.TELEVISAO.017.375. % 80 29.270 194.O.397.

pois antes este país pertencia à extinta União Soviética e só mantinha relações comerciais com países pertencentes a este bloco econômico. as importações da China para o Brasil estão bem diversificadas. tendo mantido o mesmo percentual nos dois anos anteriores. ao passo que a redução da importação chinesa de minérios de ferro causará forte impacto na Balança Comercial brasileira com este país e até mesmo em seu montante geral. onde os dez principais produtos comercializados em 2009 correspondem à somente 16% do total exportado para o Brasil. Comércio Brasil X Rússia O comércio entre Brasil e Rússia inicia-se em 1992. ou com aqueles que compartilhavam com estes países os mesmos princípios ideológicos. trará pouco impacto em sua Balança Comercial. nos anos mais recentes (a partir de 2000) é positivo.49 exportações brasileiras destinadas à China estão fortemente concentradas em basicamente dois produtos de baixo valor agregado e intensivos em recursos naturais. portanto de alto valor agregado não é difícil imaginar o que se terá como saldo da Balança Comercial. o saldo da Balança Comercial entre Brasil e Rússia. por exemplo. uma vez que a China em 2009 passou a ser o principal parceiro comercial do Brasil. A diversificação da pauta de exportação da China para o Brasil também coloca este país em grande vantagem frente ao Brasil visto que uma vez que estando pulverizadas as suas exportações a redução da importação do Brasil de um determinado produto. Sendo os produtos chineses importados pelo Brasil intensivos em tecnologia e. . políticos e sociais. Ocupando a décima terceira posição no ranking dos principais parceiros comerciais do Brasil. 3. Por outro lado. aparelhos rádios difusores.3.

0 0 0internacional. O Gráfico 8 apresenta a participação percentual da Rússia no total comercializado pelo Brasil com o mundo de 1992 a 2009.0 0 0 . estes superávits comerciais podem não se sustentar à longo prazo haja vista que é crescente a exportação de produtos de baixo valor agregado e decrescente a exportação de produtos industrializados. sendo o comércio entre Brasil e Rússia sustentado basicamente pela exportação de produtos de baixo valor agregado e as importações sendo compostas de produtos de alto valor agregado e de commodities como o petróleo e os fertilizantes que desde 2006 tem obtido sucessivas altas no mercado internacional.0 . Tal fato pode ser explicado pela característica dos produtos transacionados entre estes dois países e pelas altas dos preços das 1mercado 0 0 0 .0 0 2 0 .0 0 0 relação . passa a ter uma trajetória descendente.0 0 0 . Contudo.0 0 commodities no . a partir de então. Pode-se dizer que mesmo existindo um decréscimo no saldo da Balança Comercial entre Brasil e Rússia este ainda tem apresentado fôlego exportador favorável. 5 0 0 . porém. desde 2001 este é bastante significativo. passa a ser positivo.0 0 0 . US$ Milhões Gráfico 7 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X Rússia – 1987 a 2009.0 0 estes países se eleva até o ano de 2006.5 0 0 .50 3 0 . ou seja.0 0 0 . Percebe-se com estas informações que apesar do intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia não ser tão representativo para a Balança Comercial brasileira como a 0 .0 0 0 0 18 97 18 98 18 99 19 90 19 91 19 92 .0 0 -5 0 0 comercial existente com a China.0 0 0 no Gráfico 7 a trajetória ascendente do saldo comercial entre possível observar .5 0 0 .0 0 0 .0 0 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC Como é 1 0 . mas em montantes inferiores.0 0 2 0 .0 0 0 .

2 1.Relação Brasil X Rússia – participação percentual das exportações e importações russas no total exportado e importado pelo Brasil – 1992 a 2009. 1 Este cenário. caso que não ocorre com a China (por exemplo) visto que ao passo que exportamos commodities e importamos commodities da Rússia o intercâmbio Brasil x China é baseado em commodities-tecnologia. apesar de apresentar tendências a déficits comerciais futuros é muito favorável ao país no longo prazo visto que o Brasil esta importando da Rússia insumos que permite agregar valor na produção nacional de bens que posteriormente são exportados até mesmo para a Rússia. O Gráfico 9 apresenta a Balança Comercial entre Brasil e Rússia no período de 1994 a 2009.5 P articipação %das exportações R exportados pelo B rasil P articipação %das im portações R im portados pelo B rasil Gráfico 8 .5 1992 1993 1994 1995 1996 1997 .5 Brasil. há uma intensificação0 comércio brasileiro com a Rússia. do 0. no primeiro mandato do Governo Lula.51 Participação % Exportações e Importações 3 2. pois mesmo o Brasil tendo se tornado alto suficiente na produção e consumo de petróleo Contudo este gráfico apresenta outra importante curiosidade sobre o perfil comercial do ainda é grande a importação desta commoditie da Rússia. e a crescente profissionalização da produção agrícola nacional faz com que o consumo de fertilizantes e agrotóxicos importados da Rússia (grande produtora mundial destes insumos) seja crescente o que aumenta a participação da Rússia nas importações nacionais. onde é possível perceber que a partir de 2003. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.

52 5.000. porém a partir de 2007 as importações provenientes da Rússia são impulsionadas e o saldo comercial mesmo estando positivo sofre um decréscimo 2. Em 2009 já ocorrem decréscimos em toda a pauta comercial do Brasil com a Rússia o que proporcionou ao Brasil um saldo comercial que apesar de ser mais superavitário que o apresentado em 2008 ainda é pequeno se comparado ao alcançado em 2006.000.000.000.000.000. 3.000.000 4.000 Exportação Gráfico 9 – Balança Bilateral Brasil x Rússia – 1994 a 2009. pois em 1994 0 praticamente 78% da pauta de exportação do Brasil para a Rússia era composta por produtos ano a ano. As informações da Tabela 6 permitem também perceber que há uma modificação crescente na pauta de exportações Brasil x Rússia desde a posse do Governo FHC.000. Nota-se também que as exportações para esse país cresceram de forma gradativa desde 2005 até 2008 e que as importações até 2006 não acompanharam as exportações.000 1997 -1.000. o que gerou saldos positivos crescentes para o Brasil.000.000 significativo.000 . A Tabela 6 apresenta as exportações do Brasil para a Rússia no período de 1994 a 2009 onde se percebe 1.000. manufaturados e que a partir de então esta relação comercial passa a 1995 se modificar gradativamente 1994 1996 US$ Bilhões FOB Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.000 do segundo mandato do governo FHC (2002) há uma que a partir do último ano intensificação na exportação de Produtos Básicos para a Rússia e em conseqüência um declínio na exportação de produtos industrializados.000.

06% 13.78% 7.59% 2001 29.45% 45.39% 2006 50.13% 30.73% 2005 61.01% 1997 7.30% 56.17% 6.90% 68.10% 39. Os incentivos governamentais de Lula à produção agrícola e à exportação de matérias-primas fizeram com que em seu mandato a pauta de exportação para a Rússia ainda se deteriorasse mais fechando 2009 com os produtos básicos compondo mais de 63% da pauta de exportação e os semi e manufaturados em conjunto representando menos de 37% das exportações brasileiras para a Rússia.59% 1998 4.02% 56.58% 7.35% 26.96% 2004 56.30% 13.93% 2002 53.06% 25.52% 28.25% 62.85% 16. Contudo a mudança mais expressiva na pauta de exportação ocorre a partir de 2001.76% 69.54% 9.30% 36. e a dos produtos básicos alcança mais de 29% da pauta de exportação.27% 2003 44.23% 51.29% 48. Industrializados Produtos Ano Básicos Semimanuf. ano que a participação dos manufaturados na Balança Comercial fica abaixo de 8%.43% 8. Com a troca de governos em 2003 a pauta de exportação do Brasil para a Rússia bate mais um recorde de exportação de produtos básicos (quase 45% das exportações).03% 79.44% 15.97% 1995 0. onde pode-se notar que o comércio entre estes dois países é composto basicamente pela comercialização bilateral de matérias-primas que visam impulsionar o processo produtivo de cada país.45% 12.34% 2008 61.77% 2007 58.04% 77.54% 36.51% 2009 63.21% 12.10% 26. Contudo o que se nota observando este ranking é .89% 38. Manufaturados 1994 13.34% 1996 4. A Tabela 7 apresenta os dez principais produtos que compõem a Balança Comercial do Brasil com a Rússia no período de 2009 a 2007.09% 2000 15.55% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.53 Tabela 6 – Exportações Brasil x Rússia por fator agregado – 1994 a 2009.72% 1999 4.78% 30.64% 12.

403 Part.730.822.218 89.228 6.66% 0.880 50.585 5.510.884.57% 2008 Valor FOB 3.646.116.743.121 39.529 --16.TOTAL/PARC.739.843 242.550 71. mesmo os produtos russos sendo matérias-primas.605 Part.853.81% 2.473.VAZIOS NAFTAS PARA PETROQUíMICA ENXOFRE A GRANEL.18% 5.96% 117.057.ETC.576 17.547. MESMO EM SOLUCAO AQUOSA OUTROS HELICOPTEROS DE PESO>3500KG.324 1.05% 1.54% 0.37% 13.697.001 13.171 ----5.518.388.45% 382.656 Part.663 15.CONGEL.EM BRUTO OUTRAS CARNES DE SUINO.452 83.818 909.54 que.39% 0.732 20. % 79% 2008 Valor FOB 1.189.998 1.196. .FRESCAS.60% 3.398 6.604 39.594 100.791.SECAS.82% 214.12% 3.480.813 24.ADUBOS/FERTILIZ.479.650.32% 2.EXC. PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS 2009 Valor FOB TOTAL DOS DEZ PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS CARNES DESOSSADAS DE BOVINO.72% 0. Tabela 7 – Comércio Bilateral Brasil x Rússia os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009. FLS.246 1.479.510.36% PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS 2009 Valor FOB TOTAL DOS DEZ PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS OUTROS CLORETOS DE POTASSIO UREIA COM TEOR DE NITROGENIO>45% EM PESO NITRATO DE AMONIO.73% 14.050 Part.SALG.020.47% 358.760.CONGELADAS ACUCAR DE CANA.503 Part.478.26% 73.722.134.44% 1.CONGELADOS FUMON/MANUF.56% --0.047.530 113.164 489.20% 3.42% 1.031 531.274.23% 0.214.104 966.DE GALOS/GALINHAS.64% 144.21% 2.CONGELADAS CAFE SOLUVEL.315.295.748 33.MESMO DESCAFEINADO TRIPAS DEBOVINOS.027 68.675.MINER. estes possuem maior valor agregado que as matérias-primas exportadas pelo Brasil.439.98% 1.037.763.107.540.98% 3.21% 5.90% ----26.925.70% 24. REFRIG. FLS.667 15.961 852.112 46.081 45.291.868 217.904 54.QUIM.45% 298.13% 2.887 ----1.DESTAL.83% 27.NAO AGLOMERADA ADUBOS OU FERTILIZANTES C/NITROGENIO.VIRGINIA CARCACAS E MEIAS-CARCACAS DE SUINO.088.670.27% 2.821 86.818 58.021 24.514 Part.TOTAL/PARC.428. % 82% 30.121 41.928.527.240.75% 2.FOSFORO E POTASSIO OUTS.97% 0.NAO DESCAFEINADO. % 93% 31.002.348.336 117.49% 527.75% 249.796. % 83% 25.347.16% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.696.COMEST.18% 0.52% 0.058 34.476.72% 29.85% 2007 Valor FOB 3.696.CONGELADAS PEDACOS E MIUDEZAS.350 10.738.441.914.66% 0.EM GRAO FUMO N/MANUF.44% 1. % 45% 2007 Valor FOB 875.PRECIPITADO OU COLOIDAL HULHA BETUMINOSA.459.788 --70.07% 3.72% 17.230 103.009 20.44% ----182. % 51% 448.723 17.48% --2.61% 3.044.052.865.16% 2.408.544.345.259 102.DEFUMADAS CAFE NAO TORRADO.031.629 613.625 16.38% 2.TIPO "BURLEY" 2.DESTAL.SECAS.480 11.270 2.921.822.141 31.49% 1. SUBLIMADO.242 21.782 27.C/NITROGENIO E FOSFORO PALADIO EM FORMAS BRUTAS OU EM PO 1.287.

visto que a diferença no emprego de tecnologia dos produtos russos para os brasileiros faz com que os últimos tenham menor valor comercial o que diminui os ganhos do país nas negociações internacionais. as exportações da Rússia para o Brasil estão concentradas na comercialização de matériasprimas derivadas de extração mineral e fertilizantes químicos que além de possuírem maior valor agregado exigem maior emprego tecnológico que os utilizados na concepção dos produtos brasileiros. há uma maior concentração na pauta de exportação russa com o Brasil. Comércio Brasil X Índia Ocupando no ano de 2003 a vigésima primeira posição no ranking dos principais parceiros comerciais do Brasil este país possui pouca representatividade comercial para o Brasil devido a sua pequena participação nos saldos da Balança Comercial brasileira. podendo no futuro provocar déficits substanciais na Balança Comercial brasileira também com a Rússia. No Gráfico 10. e que. mesmo estando as transações bilaterais entre Brasil e Rússia concentradas em matérias-primas. O curioso é que ao passo que o carro chefe da Balança Comercial brasileira com a Rússia sempre esteve focado na exportação de produtos derivado da produção agrícola e pecuária do país. porém com o início das importações por parte do Brasil do produto (OUTROS HELICOPTEROS DE PESO > 3500KG. a pauta de exportação da Rússia para o Brasil em 2007 era mais diversificada com os dez principais produtos representando apenas 51% da pauta de exportação. houve um volume muito pequeno frente a outros parceiros .55 Outro importante fator que pode ser observado nesta Tabela 7 é que ao passo que os dez principais produtos exportados para a Rússia desde 2007 já compreendiam mais de 83% da pauta de exportação chegando em 2009 a 93% desta. e quando este é superavitário ainda é pouco expressivo. 3. nos BRIC’s pode-se ver que Rússia e Brasil estão seguindo as suas funções de grandes produtores e exportadores de matérias-primas inclusive no comércio bilateral existentes entre eles. Relembrando as palavras de Jim O’Neill. pode-se observar que a relação comercial do Brasil com a Índia apresentase deficitária para o Brasil. a situação comercial do Brasil não é muito favorável.VAZIOS ).4. Percebe-se ainda que mesmo naqueles momentos em que o saldo da Balança Comercial foi superavitário.

0 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC.0 0exportações brasileiras para a Índia terem apresentado pequena -1 0 0.0 0 0 . pois neste período do Governo Lula as importações brasileiras oriundas da -1 0 das .0 0 0 0 percebe-se que apesar.0 0 -3 0 .0 0 ser altamente deficitária . as exportações do Brasil para a Índia perdiam participação no montante exportado.0 total .0 0 0 .0 0 0 .0 0 -2 0 . Os produtos adquiridos pela Índia do Brasil são basicamente matéria-prima com pouca ou nenhuma tecnologia empregada.0 0 .0 0 0 .0 0 0 .5 0 0 do 0 Índia foram superiores . Outro fator relevante a ser notado é que ao mesmo tempo em que as exportações da Índia ganhavam importância no montante total importado pelo Brasil do mundo.0 0 0 .0 0 5 0 0 . No Gráfico 11. Porém o resultado superavitário de 2009 superior a US$ 1.0 0 .0 0 Brasil apresenta déficits crescentes desde 2005.8% .0 0 0 . A única exceção que se percebe é o montante exportado em 2009 onde as exportações para a Índia contabilizaram mais de 2% de tudo o que o Brasil exportou no ano.0 0 1 0 . 1 0 . US$ MILHÕES 18 97 18 98 18 99 19 90 19 91 19 92 Nota-se também no gráfico anterior que a relação comercial do Brasil com a Índia além de -5 0para o 0 0 0 .5 0 0 .0 0 0 .5 0 0 .0 0 0 Gráfico 10 – Evolução do saldo da Balança Comercial entre Brasil X Índia – 1987 a 2009.0 0 0 .2 Bilhões só começou a ser construído a partir do mês de Abril deste ano.56 comerciais.0 0 0 importado pelo Brasil de todo o mundo. é possível constatar que a evolução da participação indiana nas importações e exportações brasileiras no período de 1992 a 2009. Com estas informações participação na Balança Comercial brasileira no período de 2001 a 2008 o mesmo não ocorreu com as importações. visto que até este mês o saldo comercial corrente entre estes dois países era deficitário para o Brasil em mais de US$ 170 milhões -2 0 .

000. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC. onde se percebe que é a partir do primeiro mandato do Governo Lula que o comércio entre Brasil e Índia é intensificado passando a ter maior peso na Balança Comercial brasileira. Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC .000.000. 19 93 19 94 19 95 19 96 19 97 1. 1 4.000 0 .5 3.000. 1 .5 O Gráfico 12.5 2 P rticip çã %d s e p rta e d Ín ia a a o a x o çõ s a d p lo B sil e ra P rticip çã %d s im o çõ s d Ín ia a a o a p rta e a d p lo B sil e ra Gráfico 11 .000 .Relação Brasil x Índia – participação percentual das exportações e importações indianas no total exportado e importado pelo Brasil – 1992 a 2009.000.000.000.57 Participação % Importação e Exportação 2 .000 es FOB 19 92 0 Gráfico 12 – Balança Bilateral Brasil x Índia – 1994 a 2009. apresenta a Balança bilateral entre Brasil e Índia no período de 1994 a 2009.000.000 Exportação 2. mandatos de FHC e Lula.

A reversão neste quadro comercial em 2009 pode ser explicada pela intensiva campanha diplomática e comercial de Lula realizada neste ano e pelas crescentes necessidades que esse país. como pode ser observado no Gráfico 12. necessita incrementar sua infraestrutura para fazer frente ao seu desenvolvimento econômico e financeiro. inicia-se uma seqüência de déficits comerciais crescentes que só vem a permitir uma mudança de cenário comercial em . Contudo nota-se também que mesmo havendo intensificação nas exportações de produtos primários em 2009 a relação percentual da exportação destes naquele ano é relativamente inferior ao ocorrido em 2005. pois não será permanente visto que logo haverá um ponto de saturação no investimento em infraestrutura destes países e conseqüentemente as importações por partes destes haverá de se reduzir voltando aos patamares anticrese e a Balança Comercial brasileira com esses poderá voltar a ser negativa. haja vista que o comércio internacional encontra-se em desaceleração devido a redução do poder de compra do principal comprador internacional (EUA). Contudo o histórico comercial de Brasil e Índia apenas reforça a hipótese de que o Brasil está intensificando o comércio internacional com os demais países dos BRIC’s durante um período de forte recessão internacional onde os países necessitam cada vez mais impulsionar o desenvolvimento interno para garantir a evolução de seu crescimento econômico. Neste intercâmbio também é possível ver de forma clara ao se comparar a Tabela 8 com o Gráfico 12. por exemplo. Logo esse superávit comercial com a Índia assim como o conseguido com os demais BRIC’s em 2009 não é motivo de grandes comemorações na área comercial brasileira. A exceção neste cenário está em 2009 onde as exportações de produtos primários foram bastante expressivas e mesmo assim tem-se um superávit comercial que se comparados aos demais anos torna-se bastante expressivo. que mesmo existindo um superávit comercial pouco expressivo em alguns anos esses coincidem com os períodos que houve maior exportação de produtos industrializados que primários como ocorre em 1994 e 1999. como já foi estudado anteriormente. estão apresentadas as exportações do Brasil para a Índia por fator agregado no período de 1994 a 2009.58 Nota-se que a intensificação da participação indiana na Balança Comercial brasileira até 2008 não era favorável ao Brasil visto que os déficits comerciais foram crescentes ano após ano. Percebe-se que em 1994 o intercâmbio comercial estava baseado na comercialização de produtos industrializados onde estes representavam mais de 90% das mercadorias transacionadas. ano em que. Na Tabela 8.

Na Tabela 9 estão relacionados os dez principais produtos que compõem a Balança Comercial do Brasil com a Índia no período de 2007 a 2009.69% 30.40% 2007 36.77% 2002 55.44% 11.66% 44.58% 28.15% 61.60% 28.55% 69.55% 1995 13. o principal produto importado da Índia é o Óleo Diesel.82% 26.66% 44.05% 2004 15. pois ao passo que os produtos exportados para a Índia possui como carro chefe o Açúcar de Cana em Bruto e os Óleos Brutos de Petróleo.74% 40.66% 64.07% 50.37% 39.67% 2003 50.30% 19.29% 45.78% 46.41% 32. onde se pode perceber que o comércio bilateral é significativamente desfavorável ao Brasil.92% 2005 11. ambos de relevante valor agregado quando comparados aos exportados para este país.64% 22. Faz necessário também salientar que retirando o Óleo Diesel. principal produto importado da Índia (que apesar de também passar por um processo de modificação industrial é uma commoditie).70% 23.23% 26.90% 34.68% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC. ano de maior déficit comercial registrado nesta Balança Bilateral desde 1987.19% 25.23% 2009 32.74% 41. Manufaturados 1994 6.86% 2008 33.66% 53.10% 38.50% 2000 12. Industrializados Produtos Ano Básicos Semimanuf.42% 2001 19.71% 15.89% 23.85% 19.70% 55.40% 2006 39.48% 37.57% 1996 27.37% 1997 18.98% 61.66% 1998 19. os demais produtos que compõem as exportações indianas para o Brasil são de alto valor agregado pouco intensivos em recursos naturais e intensivos em tecnologia .59 2009. seguido por geradores de energia eólica.06% 1999 8. Tabela 8 – Exportações Brasil x Índia por fator agregado – 1994 a 2009.73% 32. ano inclusive que o percentual de produtos básicos transacionados é inferior a 2008.

94% 0.41% 1.257 75.192.624 143.760 35.938.385.27% 1.629 107.CRU.CORR.477 132.88% 0.L>=6DM.87% 2008 Valor FOB 2.781 77.802.124.16% TOTAL DOS DEZ PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS ACUCAR DE CANA.00% 2007 Valor FOB 475.LAMIN.736 1.00% 0.370.94% 17.070. % 46.20% 3.716.663.611.18% 0. QUENTE. SULFETOS DE MINERIOS DE COBRE OLEO DE SOJA. % 59.52% 2.770 38.49% 2007 Valor FOB 1.289 33.084.826.FERRO/ACO.520 19.61% 0.868 10.73% 7.ROLOS.12% 2.810 56. PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS 2009 Valor FOB 2.SIMPL.QU ENTE.31 9 1.277 10.636 99.236 125.96% 1.37 % 42.94% 0.108.811 12.SOL.192 134.716.450 --32.EM BRUTO OLEOS BRUTOS DE PETROLEO OUTS.94% 3.DE LINHITA OU DE TURFA FIO TEXTURIZADO DE POLIESTERES FIO DE FIBRAS DE POLIESTERES COM FIBRAS ARTIFICIAIS CORANTES REAGENTES E SUAS PREPARACOES Valor FOB 1.S/C TORÇ.64 % ---1.91% 1.80% 0. assim como ocorre com os demais componentes dos BRIC’s.012.563.21% 2.08% 0.00% 2.61% 18.842 1.74% 2008 Valor FOB 530.973 34.637.798 32.184.322.59% 1.3MM<=E<=4.709 71.128.08% 1.3D<=T<232.679.492 31.10% 24.879 Part.671.038.640.716.580 86.EM BRUTO.024.ACUCARES DE CANA.811.50% 1.509.804 1.770.80% 3.75MM 10.96% 1.299.50VOL/M COQUES DE HULHA.714.590 5.83% 25.ALTERN.52% 1.795 34.330.753 1.TEOR ALCOOLICO>=80% OUTROS LAMIN.74% 24.56D FIO DE FIBRAS ARTIFICIAIS>=85%.046 40.POLIÉSTERES ORIEN.89% 0.017 21.072.575 Part.L>=6DM.60 Tabela 9 – Comércio Bilateral Brasil x Índia os dez principais produtos comercializados – 2007 a 2009.00% 19.382.67% 2.974 --Part.25% 2.976 12.798 PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS 2009 TOTAL DOS DEZ PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS "GASOLEO" (OLEO DIESEL) OUTROS GRUPOS ELETROG. % 61.18% 0.301.807 189.856.039.60% 0.249 219.COMPOSTOS HETEROCICL.503.155 27.642 14.MESMO DEGOMADO ALCOOL ETILICO N/DESNATURADO C/VOL. visto que ao passo que em 2009 os dez principais produtos exportados pelo Brasil para a Índia .914. SACAROSE QUIM.112.646 872.188.TRIF.598.332.142.444.70% 1.87% 3.973.FIBRA PENT.DE ENERGIA EOLICA OUTS.94% 0.57% 3.97% 0.48 % 50.243.ROLOS.497 25.BETERRABA.525.488.C/1 CICLO TIAZOL N/CONDENSADO FIO ALGODAO>=85%.604 541.207 20.940.271.425.E<3MM OUTRAS FORMAS DE AMIANTO (ASBESTO) MOTOR ELETR.289.901 19.78% 0.56% 4.279 56.SIMPLES FIOS SIMPL.57% 1.763.085 235.464.96% 1.05% 0.235 108.840 160.225.326.058 34.04% 2.694.34% 0.45 % 3.16% 3.888 9.31% 3.15 6 Part.044 41.179 17.563.132 Part. % 49.868 181.819.210.846 63.464 Part.955.01% 2.64% 38.115. % 49.705 36.841 1.770.781 39.090.56% 0.157. % 83.74% 1.672.PURA.75KW<PO T<= 7500KW OUTS.FERRO/ACO.45% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDIC Nesta tabela também pode ser observado que há grande concentração na pauta de exportação brasileira com a Índia.852.352 43.893.

Outro interessante fator a ser observado é que ao passo que de 2007 a 2009 houve uma maior concentração da pauta de exportação brasileira na pauta de exportação indiana ocorreu exatamente o inverso. A seguir são delineadas as considerações finais do trabalho onde apresentar-se-á a confirmação ou não da hipótese delineada no início deste trabalho. e os dez principais importados representavam apenas 46. .61 correspondiam a 83. também está concentrando suas exportações em um pequeno número de produtos.64% da pauta de exportação.74% da pauta de exportação indiana para o Brasil. haja vista este além de estar focado na exportação de matérias-primas. o que demonstra que o Brasil esta mais vulnerável comercialmente em relação à Índia que esta em relação ao Brasil.

por exemplo. o objetivo geral deste trabalho era estudar o fluxo de comércio brasileiro com os demais países que compõem o BRIC (Rússia. econômicas e sociais dos quatro países que segundo Jim O’Neill. onde se estudou as características políticas. haja vista que é através do estudo da evolução de sua Balança Comercial que se pode avaliar o processo desenvolvimentista nacional e o nível de especialização deste país frente a seus concorrentes internacionais. a baixa taxa de natalidade e mortalidade chinesa que está provocando a inversão da pirâmide etária nacional o que diminui a sua população economicamente ativa e aumenta os custos de manutenção da sociedade. Constatou-se ainda que a mola propulsora do desenvolvimento econômico destes países por outro lado é: na China o elevado nível de escolaridade de sua população os significativos investimentos em infraestrutura e a capacidade global de concorrência externa. a precária infraestrutura indiana e brasileira que desestimula o investimento direto estrangeiro pela dificuldade de escoamento da produção nacional. O estudo dos países que compõem os BRIC’s permitiu perceber entraves econômicos importantes como. que estão tornando a robusta infraestrutura e o elevado nível educacional herdados da extinta URSS em um entrave de grandes proporções ao desenvolvimento econômico russo. O segundo capítulo é um breve histórico dos BRIC’s.62 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estudar o intercâmbio comercial entre as nações é de relevante importância quando se pretende conhecer a capacidade econômica e comercial de um país. Índia e China). e os motivos que tornam o comércio internacional uma das estratégias relevantes ao desenvolvimento econômico nacional. Para tanto o primeiro capítulo desta pesquisa estudou os princípios fundamentais que envolvem a temática do comércio internacional. em 2050 serão as principais potências econômicas mundial. os reduzidos investimentos russos em infraestrutura e educação. Neste contexto. de forma tal a compreender a relação comercial existente entre estes países e a importância destes intercâmbios comerciais para a economia nacional. o desenvolvimento da Rússia e do Brasil em contra partida está apoiado na exportação de matérias- . O conteúdo abordado neste capítulo permitiu perceber quais são as principais peculiaridades que tornam estes países grandes potências emergentes e quais podem impedir que suas economias desenvolvam-se de forma expressiva para que se tornem potências mundiais.

Tendo o exposto percebe-se que o comércio brasileiro com os demais componentes dos BRIC’s. somados ao pequeno incentivo governamental de desenvolvimento da . Este cenário deficitário no que tange a Balança Comercial brasileira é ocasionado pela qualidade do intercâmbio comercial brasileiro com os demais países que compõem os BRIC’s. mas que também possuem grande fôlego econômico e financeiro tornando o estudo de Jim O’Neill muito relevante. Como pôde ser conferido no capítulo dois. todos os países que compõem o BRIC’s enfrentam problemas significativos que podem comprometer sua candidatura as grandes potências econômicas de 2050. o grande elefante asiático. a ineficiência da indústria brasileira em produzir e comercializar em grande escala produtos de alto valor agregado a preços internacionalmente competitivos capazes de rivalizar com grandes potências industriais. No terceiro capítulo deste trabalho procurou-se compreender o comércio bilateral entre o Brasil e os demais componentes dos BRIC’s (Rússia. haja vista que a grande concentração nacional na produção e comercialização de matérias-primas.63 primas e o desafio destes dois países é tornar o comércio de commodities um mecanismo para alavancar sua importância econômica mundial através do investimento dos recursos resultantes do comércio internacional em áreas estratégias como a educação. é altamente deficitário para o Brasil principalmente na relação comercial bilateral com a China onde com exceção do ocorrido em 2009 (ano em a China para manter o aquecimento da economia interna frente à crise internacional investiu expressivamente em sua infraestrutura importando volumes significativos de matéria-prima). o nível educacional de sua população e o baixo custo da mão-de-obra nacional que atrai grandes somas de investimento direto estrangeiro com o objetivo de sediar no país os setores de serviços de empresas multinacionais. e em contra partida importa produtos de alto valor agregado (baseados em tecnologia) o que coloca o país em relação a esses parceiros comerciais em uma situação comercial deficitária. com exceção da Rússia. tem como principal propulsor de seu desenvolvimento econômico os volumosos investimentos em tecnologia. os déficits comerciais são crescentes prejudicando o saldo da Balança Comercial brasileira. a Índia. infraestrutura e indústria de bens de capital e tecnologia. Índia e China) de forma tal que fosse possível verificar a validade da hipótese de que o comércio existente entre esses era desfavorável ao Brasil uma vez que o Brasil exporta para esses países produtos de baixo valor agregado (essencialmente commodities).

64 produção industrial colocam o Brasil a mercê das oscilações externas na demanda internacional de commodities. . tornando-o ano após ano apenas um grande produtor e exportador de insumos para o desenvolvimento econômico de outros países. Portanto. acredita-se que a hipótese previamente levantada foi confirmada com o presente estudo.

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