Você está na página 1de 5

AUTODEPURAÇÃO DOS CURSOS DE ÁGUA

CURVA DE DEPLEÇÃO DO OXIGÊNIO DISSOLVIDO  MODELAMENTO


MATEMÁTICO DE STREETER & PHELPS (1925)

DEFICIT DE OD = CONSUMO DE OD – PRODUÇÃO DE OD

(dD/dt) = k1*L - k2*D  integrando para “t” qualquer

Dt = [k1/(k2 – k1)] * Lo * (e-k1*t – e-k2*t) + Do * e-k2*t (1)

ODt = Cs – Dt (2)

Onde:

Dt  Déficit de oxigênio em um tempo “t” qualquer (mg/L)

k1  Coeficiente de desoxigenação (d-1)

k2  Coeficiente de reaeração (d-1)

Lo  Concentração de DBO última, ou DBO total, ou DBO do primeiro estágio, da


mistura (mg/L)

DBO5(mistura) = [(QR*DBO5R + QE*DBO5E) / (QR + QE)] (3)

DBO1ºESTÁGIO = 1,46*DBO5 (4)

Do  Déficit inicial de oxigênio devido à mistura (mg/L)

Do = Cs – Co,

Onde: Cs  Concentração de saturação de OD no rio;

Co  Concentração de OD na hora da mistura.

Co = [(QR*ODR + QE*ODE) / (QR + QE)] (5)

Do = Cs – [(QR*ODR + QE*ODE) / (QR + QE)] (6)


SITUAÇÃO MAIS DESFAVORÁVEL  DÉFICIT CRÍTICO

tc = [1 / (k2 – k1)] * ln {(k2/k1) * [1 – Do (k2 – k1)/(Lo*k1)]} (7)

Dc = (k1/k2) * Lo * e-k1*tc (8)

ODc = Cs – Dc (9)

CONSIDERAÇÕES

1. (Lo/Do) > (k2/k1)  tc > 0 (a partir do lançamento haverá queda no OD,


originando um Dc);

2. (Lo/Do) = (k2/k1)  tc = 0 (o tc ocorre no momento do lançamento e há


grande capacidade de regeneração do curso dágua);

3. (Lo/Do) < (k2/k1)  tc < 0 (o Do é o maior déficit observado. Capacidade e


autodepuração é superior à capacidade de degeneração do esgoto);

4. (k2/k1) = 1  indeterminação matemática


ZONAS DE AUTODEPURAÇÃO

4  ZONA DE ÁGUAS LIMPAS (MONTANTE DO LANÇAMENTO)

1  ZONA DE DEGRADAÇÃO (DO LANÇAMENTO ATÉ OD = 0,2 Cs)

2  ZONA DE DECOMPOSIÇÃO ATIVA (DE 0,2 Cs ODC 0,2 Cs)

3  ZONA DE RECUPERAÇÃO (0,2 Cs ATÉ 0,8 Cs)

4  ZONA DE ÁGUAS LIMPAS (0,8 Cs EM DIANTE  MINERALIZAÇÃO)

COEFICIENTE DE DESOXIGENAÇÃO (k1)

VALORES TÍPICOS DE k1 (BASE e, 20°C)


ORIGEM k1 (d-1)
ÁGUA RESIDUÁRIA CONCENTRADA 0,35 – 0,45
ÁGUA RESIDUÁRIA DE BAIXA CONCENTRAÇÃO 0,30 – 0,40
EFLUENTE PRIMÁRIO 0,30 – 0,40
EFLUENTE SECUNDÁRIO 0,12 – 0,24
RIOS COM ÁGUAS LIMPAS 0,09 – 0,21
ÁGUAS PARA ABASTECIMENTO PÚBLICO < 0,12

CORREÇÃO DE k1 PARA UMA TEMPERATURA QUALQUER

k1(T) = k1(20°C)*Ө1(T-20) (10)

Onde:

Ө1  COEFICIENTE DE TEMPERATURA (Ө1 = 1,047  k1 AUMENTA 4,7%


PARA CADA AUMENTO E 1°C)
DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (DBO)

L = Lo*e-k1*t (11)

Onde:

L  DBO REMANESCENTE EM “t” (mg/L)

Lo  DBO INICIAL, OU DO PRIMEIRO ESTÁGIO, EM t = 0 (mg/L)

k1 (BASE e) = 2,3 k1 (BASE 10) (12)

y = Lo – L (13)

Onde:

y  DBO EXERCIDA NUM TEMPO “t” (mg/L)

y = Lo (1 – e-k1*t) (14)

COEFICIENTE DE REAERAÇÃO (k2)

VALORES TÍPICOS DE k2 (BASE e, 20°C)


k2 (d-1)
CORPO D’ÁGUA
PROFUNDO RASO
PEQUENOS LAGOS 0,12 0,23
RIOS VAGAROSOS, GRANDES LAGOS 0,23 0,37
GRANDES RIOS COM BAIXA VELOCIDADE 037 0,46
GRANDES RIOS COM VELOCIDADE NORMAL 0,46 0,69
RIOS COM ÁGUAS VELOZES 0,69 1,15
CORREDEIRAS E QUEDAS D’ÁGUA > 1,15 > 1,61

VALORES DE k2 – MODELOS HIDRÁULICOS (BASE e, 20°C)


PESQUISADOR FÓRMULA FAIXA DE APLICAÇÃO
0,6 m ≤ H < 4,9 m
O’CONNOR & DUBBINS 3,73 V0,50*H-1,50
0,05 m/s ≤ V < 0,8 m/s
0,6 m ≤ H < 4,0 m
CHURCHILL et al 5,0 V0,97*H-1,67
0,8 m/s ≤ V < 1,5 m/s
0,1 m ≤ H < 0,6 m
OWENS et al 5,3 V0,67*H-1,85
0,05 m/s ≤ < 1,5 m/s
CORREÇÃO DO VALOR DE k2 PARA UMA TEMPERATURA QUALQUER:

k2(T) = k2(20°C) * Ө2(T-20) (15)

Onde:

Ө2 = COEFICIENTE DE TEMPERATURA (Ө2 = 1,024)

CLASSE DAS ÁGUAS - TEORES MÍNIMOS DE OD


CLASSE ODMIN (mg/L)
ESPECIAL S/LANÇAMENTO (mesmo tratado)
1 6,0
2 5,0
3 4,0
4 2,0

EFICIÊNCIAS TÍPICAS DE DIVERSOS SISTEMAS DE REMOÇÃO DE DBO


SISTEM DE TRATAMENTO (%)
TRATAMENTO PRIMÁRIO 35 – 40
LAGOA FACULTATIVA 70 – 85
LAGOA ANAERÓBIA + LAGOA FACULTATIVA 70 – 90
LAGOA AERADA FACULTATIVA 70 – 90
LAGOA AERADA MISTURA COMPLETA + LAGOA DECANTAÇÃO 70 – 90
LODOS ATIVADOS CONVENCIONAL 85 – 93
LODOS ATIVADOS COM AERAÇÃO PROLONGADA 93 – 98
REATOR UASB 60 – 80
FOSSA SÉPTICA + FILTRO ANAERÓBIO 70 – 90