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APBac_11

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Dentre os diplococos Gram negativos os mais comumente isolados na rotina laboratorial são:
Neisseria meningitidis, Neisseria gonorrhoeae e Moraxella catharralis, estas espécies são
analisadas juntas devido à possibilidade de haver confusão na sua identificação.
Os diplococos Gram negativos são: achatados nas laterais, dando a forma de rins ou dois grãos de
feijão unidos, imóveis, oxidase e catalase positiva e utilizam carboidratos por via oxidativa e não
fermentativa.

Diagnóstico Laboratorial

Vários podem ser as amostras clínicas coletadas para o isolamento dos diplococos Gram negativos,
tais como:
Secreção uretral, endocervical, orofaringe, conjuntiva, glândula de Bartholin, líquor, líquido
sinovial, sangue, entre outros.

▪▪ Bacterioscopia
Após realização do esfregaço do material biológico e coloração pelo método de Gram. Deve-se
observar o esfregaço em objetiva de imersão.
→ Leitura
Relatar a bacterioscopia de modo a quantificar no material analisado a presença ou ausência de
diplococos Gram negativos, se estão intracelulares ou extracelulares e quantidades de neutrófilos.

▪▪ Cultura e Identificação
O isolamento dos diplococos Gram negativos devem ser realizados em ágar específicos (Chocolate
e Thayer-Martin) e ágar não seletivo (ágar Sangue). Identificar e incubar em jarra de vela placa de
meio a 35±2°C em estufa por até 72h caso não haja crescimento de colônias.
Algumas provas para identificação manual das principais espécies de diplococos Gram negativos
podem ser realizadas, conforme descritas no quadro abaixo.

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Quadro de identificação resumida dos Diplococos Gram Negativos de Importância Clínica.

Bactéria

Morf.

OXI CAT OFGLI DNAse AS MAL LAC SAC FRU

N. meningitidis

diplococos

+

+

não
cresce

+

+

N. gonorrhoeae

diplococos

+

+

não
cresce

Neisseria spp.

diplococos ou
cocobacilos

+

V

V

+

V

V

V

V

Moraxella
catharralis

diplococos

+

+

não
cresce

+

+

Legenda: OXI= oxidase; CAT= catalase; AS= crescimento ágar sangue; V= variável; OFGLI= oxidação/fermentação da glicose,
+ = positivo; − = negativo; MAL= maltose; LAC= lactose; SAC= sacarose; FRU= frutose.

Principais Síndromes Infecciosas causadas pelos Diplococos Gram Negativos.

# Neisseria gonorrhoeae
No homem causa: uretrite, prostatite e estenose uretral.
Na mulher causa: corrimento vaginal, endocervicite, uretrite, doença inflamatória pélvica entre
outras patologias.
Em recém-nascidos pode causar uma conjuntivite denominada Oftalmia neonatorum.
# Neisseria meningitidis
Podem causar meningite e infecção sistêmica grave com coagulação intravascular disseminada
(CIVD).
# Moraxella catarrhalis, pode causar otite, sinusite e pneumonia.

9.5- BACILOS GRAM NEGATIVOS PLEOMÓRFICOS ou
COCOBACILOS GRAM NEGATIVOS

O gênero Haemophilus é chamado de cocobacilos Gram negativos ou bacilos Gram negativos
pleomórficos, são anaeróbios facultativos, necessitam de hemina (fator-X) e/ou nicotinamida
adenina dinucleotídeo (NAD+

, fator-V) para o seu crescimento.

Diagnóstico Laboratorial

▬ Bacterioscopia
Após realização do esfregaço do material biológico e coloração pelo método de Gram. Deve-se
observar o esfregaço em objetiva de imersão.
→ Leitura
Relatar a bacterioscopia de modo a quantificar no material analisado a presença ou ausência de
microrganismos visíveis de várias formas = pleomórfico, ou seja, cocobacilos Gram negativos.

▬ Cultura e Identificação
O isolamento dos Haemophilus spp. devem ser realizada em ágar chocolate suplementado e para
realização do antibiograma o meio de cultura recomendado é o ágar HTM (Haemophilus Test
Medium). Identificar e incubar em jarra de vela placa de meio a 35±2°C em estufa por até 72h caso
não haja crescimento de colônias.

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Algumas provas para identificação manual das principais espécies de Haemophilus podem ser
realizadas, conforme descritas abaixo.

→ FATORES X E V

Finalidade

Determinar a afinidade dos Hamophilus spp. em crescer utilizando fatores protéicos como hemina
e/ou NAD+
.

Procedimento

Com auxílio do swab estéril umedecido com salina estéril, pegar 04 ou 05 colônias puras da placa
primária (ágar chocolate suplementado) ou reisolamento.
Semear as colônias presentes no swab, em ágar chocolate ou HTM com movimentos retilíneos e
uniformes em todos os sentidos da placa. Colocar na superfície do ágar chocolate os discos
comerciais com os fatores X e V com pinça estéril a uma distância de 1,5 cm um disco do outro.
Identificar a placa e incubar em jarra de vela, a 35±2°C em estufa por 18-24h.

Interpretação

Crescimento bacteriano entre os discos = Haemophilus influenzae.
Crescimento bacteriano ao redor apenas do disco com fator X = H. parainfluenzae.
Crescimento bacteriano ao redor apenas do disco com fator V = H. ducrey.

Fonte: Manual de Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica para Controle Infecção Hospitalar.

→ PROVA DO SATELITISMO

Finalidade

Determina a capacidade do gênero Haemophilus em crescer ao redor da lise total das hemácias em
ágar sangue devido ação do Staphylococcus aureus.

Procedimento

Com auxílio alça calibrada, pegar colônias puras dos cocobacilos Gram negativos para realização de
suspensão bacteriana em salina estéril na escala de 1 a 2 de Mc Farland.
Em seguida semear a suspensão em ágar sangue e inocular uma única estria de S. aureus hemolítico
(ATCC 23922). Identificar a placa e incubar em jarra de vela, a 35±2°C em estufa por 18-24h.

Interpretação

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Após 24 horas de incubação verificar o crescimento de colônias pequenas próximas à zona de
hemólise do estafilococo.

Quadro com algumas Provas para Diferenciar as Principais espécies de Haemophilus.
Espécies

Fator X

Fator V GLI SAC LAC

Catalase

H. influenzae

+

+

+

H. parainfluenzae

+

+

+

V

H. ducrey

+

Legenda: GLI= glicose; SAC= sacarose; LAC= lactose; V= variável; += positivo; = negativo.

Principais Síndromes Infecciosas causadas pelos Haemophilus spp.

** Haemophilus influenzae, principalmente tipo b na infância: meningite, pericardite, pneumonia,
osteomielite e celulite facial.
** Haemophilus parainfluenzae pode causar pneumonias ou endocardites.
** Haemophilus ducrey causa o cancróide ou cancro mole.

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