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A constituição do espaço psicológico

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FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do Pensamento Psicológico. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1989. Cap. 1
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ESTUDOS DE PSICOLOGIA E PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO PSICOLOGIA / 2011.

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A CONSTITUIÇÃO DO ESPAÇO PSICOLÓGICO Referências Bibliográficas FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do Pensamento Psicológico. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1989. Cap. 1

A REDEFINIÇÃO SUJEITO X OBJETO

Da contemplação à instrumentalização Imagens da redefinição: O asno de Buridan e O saber de gabinete Utilidade e objetividade como justificativas do conhecimento

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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

A RELAÇÃO SUJEITO X OBJETO
A definição sujeito x objeto abrange as idéias de que:

A relação homem x natureza muda Conhecimento além da contemplação: ação Utilidade e objetividade: transformação da natureza

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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

´A razão contemplativa, orientada desinteressadamente para a verdade e concebida sob o modo receptivo de uma apreensão empírica ou racional da essência das coisas, cede lugar, progressivamente, à razão e à ação instrumentalµ. (p.13)

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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

DUAS TRADIÇÕES: EMPIRISMO E RACIONALISMO

Francis Bacon (1561 ² 1626)

René Descartes (1596-1650) 5

Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

Duas tradições: empirismo e racionalismo Idade Moderna ² Séculos XVI - XVII
1500 1550 1561 1596 1600 1626 1650 1879

Nasc.: Francis Bacon

Morte: Francis Bacon

Nasc.: René Descartes

Morte René Descartes

Francis Bacon: empirismo. Obra: Novo Organum/Doutrina dos Ídolos/Novo Método (1620). René Descartes: racionalismo. Obra: O discurso do Método (1637).
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DUAS TRADIÇÕES: BACON
Francis Bacon e a transformação da natureza

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Os ídolos no ¶novum organum´ y -Ídolos da tribo/ caverna/vida pública/autoridade
y

Autoconhecimento e Autocontrole

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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

BACON ² DOUTRINA DOS ÍDOLOS

Idola Tribus (ídolos da tribo). São indicativos da limitação do próprio espírito humano, da tribo humana: tendemos a desconfigurar a realidade já que somos a medida de todas as coisas. Generalizamos quando nos é favorável assim como omitimos questões quando nos é favorável. Idola Specus (ídolos da caverna). Nosso entendimento é tributário da educação que recebemos, dos nossos costumes e preconceitos.
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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

BACON ² DOUTRINA DOS ÍDOLOS

Idola Fori (ídolos da vida pública) A nossa linguagem é uma barreira para o entendimento: utilizamos os conceitos à nossa revelia e se não atentarmos podemos, cada um, fazer o uso que mais nos aprouver de tais conceitos. Idola Theatri (ídolos da autoridade) Aceitamos as idéias provenientes das autoridades sem questionar.
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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

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BACON ² AUTOCONHECIMENTO E AUTOCONTROLE

É preciso policiar o espírito que está submetido a ação dos ídolos. Conhecer o sujeito é uma via para garantir a objetividade na leitura do livro da natureza, uma vez que controla-se a influência dos ídolos na atividade.
´A disciplina do espírito será o objetivo das regras metodológicas que definirão a própria especificidade da prática científica cientista não é quem alcança a verdade, mas quem se submete conscienciosamente à disciplina do métodoµ. p. 14
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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

DUAS TRADIÇÕES: DESCARTES

-

Descartes e a dúvida metódica O engano dos sentidos A razão descobre as leis da natureza

Neutralização da subjetividade O conhecimento verdadeiro está além das experiências imediatas que só nos possibilitam opiniões
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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

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IMAGEM DA CIÊNCIA - ESBOÇO DA CIÊNCIA
MODERNA

Manipular a realidade Técnica como reguladora da subjetividade Conhecimento objetivo ² compartilhado e demonstrável Controle do evento ² Antecipação dos resultados (previsão)
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Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

A EMERGÊNCIA E A RUÍNA DO SUJEITO

Emergência: o sujeito senhor da natureza Ruína: a crítica aos limites da razão O balanço da discussão epistemológica e a psicologia

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RUÍNA DO SUJEITO

Um extremo questionamento da supremacia da razão, o niilismo, é uma descrença a respeito da ambição do homem de transcender sua condição finita e tornar-se como um deus, alcançando a verdade através da certeza.

´Não é a dúvida, mas a certeza que enlouqueceµ (Ecce Homo)
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O BALANÇO DA DISCUSSÃO EPISTEMOLÓGICA E
A PSICOLOGIA

Como se distanciar de si mesmo e das condições em que vivemos para realizarmos uma ciência do sujeito?

´A razão instrumental descobre-se sempre e inevitavelmente condicionada e implicada pela existência do seu próprio objeto ² a ´vida subjetivaµ p.19

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O BALANÇO DA DISCUSSÃO EPISTEMOLÓGICA E
A PSICOLOGIA

1. O rigor metodológico lança desconfiança em relação ao que seria objeto da Psicologia: o homem. 2. Questiona-se a possibilidade de se apreender dentro desse molde de ciência, baseada na racionalidade instrumental, a subjetividade humana nas dimensões que lhe particulariza: sentimentos, afetos, desejos, etc. 3. A impossibilidade de extirpar todo subjetivismo e a arbitrariedade na pesquisa.

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O SURGIMENTO DO INDIVÍDUO

O contexto de surgimento: A sociedade medieval A ruína do individuo e a Psicologia A tensão no projeto de uma ciência psicológica

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O SURGIMENTO DO INDIVÍDUO

A RUÍNA DO INDIVÍDUO E A PSICOLOGIA
Se o individuo é livre, tal como se mostrou aos ideais liberais, não há ciência que lhe enquadre que formate seus desejos e aspirações, o individuo é refratário às leis da ciência: Neste caso, a tentativa de fazer ciência de um objeto tão irregular e espontâneo mostra-se um fracasso ou ilusão. Se tal espaço íntimo da subjetividade é captado por tal razão instrumental, então este indivíduo não passa de uma ficção. Toda a prosa sobre a singularidade do homem é desfeita ² o que havia constituía um domínio diferente do estudo sobre a natureza é desconsiderado

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O SURGIMENTO DO INDIVÍDUO

A TENSÃO NO PROJETO DE UMA CIÊNCIA
PSICOLÓGICA

legitimação como ciência - delimitação de um objeto especifico O uso de uma ciência sobre o individuo ou sujeito com o objetivo de instrumentalizar este objeto, de controlar e prever O requerimento de uma psicologia como controle social incita esta tensão. ´uma psicologia que não é ciência ou uma ciência que não chega a ser psicologiaµp.22
Sidarta Rodrigues e Adalene Sales

Estudos de Psicologia e Processos de Subjetivação

Tópicos: -O que é a emergência do sujeito? -O que diz a tradição racionalista e empirista para esta concepção moderna? -Qual a imagem de ciência a partir desta redefinição? - Qual a relação desta concepção de conhecimento e o projeto da psicologia como ciência? -Contextualizar o surgimento da noção de individuo -Apresentar o impasse entre a razão instrumental e a noção de individuo - Relacionar a noção de indivíduo e a perspectiva de uma ciência psicológica

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