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MOMENTO PROCESSUAL DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DA PESSOA JURÍDI

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MOMENTO PROCESSUAL DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DA PESSOA JURÍDI MOMENTO PROCESSUAL DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DA PESSOA JURÍDICA

Eliete das Neves Reis1 Sumário: 1– Introdução; 2 – Desconsideração da Personalidade Jurídica; 2.1 Aspectos Historicos; 2.2- Aspectos Gerais sobre a Pessoa Jurídica;3– A Desconsideração da Pessoa Jurídica pela Ótica do Código de Defesa do Consumidor; 4– Evolução da Legislação em suas Especialidades; 4.1 Teoria Maior da Desconsideração; 4.2 Teoria Menor da Desconsideração; 5– Conclusão; Referência. Resumo: O presente trabalho foi realizado sobre o instituto da desconsideração personalidade da pessoa jurídica como mecanismo de efetivação de direitos e atribuição de resultado útil ao processo. Inicia-se com a busca pelos delineamentos atuais da teoria e sua aplicação moderna, passando pela análise da faceta maior e menor, bem como da desconsideração direta da pessoa jurídica. Buscou-se alguns materiais que tratam do tema no ordenamento jurídico nacional e a disciplina do vigente Código Civil para a elaboração do referido documento. Finaliza-se o desenvolvimento do trabalho abordando sobre o momento processual da personalidade jurídica. Para a confecção do mesmo, recorreu-se à literatura clássica sobre o assunto, bem como atual, através da consulta de artigos, texto normativo, e jurisprudência. Com isso, objetiva-se alcançar a importância da teoria da desconsideração no impedimento de fraudes nas relações comerciais e mercantis no mundo contemporâneo. Palavras-chave: Desconsideração .Pessoa jurídica .Momento processual. 1 INTRODUÇÃO De acordo com a literatura pesquisada, a teoria da desconsideração da personalidade jurídica originou-se no direito anglo-saxão, mas teve seu avanço no Direito Americano, com a evolução jurisprudência em função do capitalismo industrial que ao se instalar trouxe consigo algumas inovações, dentre elas as corporations com fins considerados ilegítimos, que apoiando-se na equity passa a desconsiderar a pessoa jurídica a fim de atingir a pessoa dos sócios que se utilizavam da sociedade indevidamente. Essa teoria, inicialmente recebeu diversas denominações, a exemplo de: disregard doctrine, disregard of legal entity, lifting the corporate veil, desestimação da personalidade jurídica, descerramento do véu corporativo, entre tantas outras. Mas, só a partir da tese do Professor alemão Rolf Serick, apresentada à Universidade de Tubingen, na Alemanha em 1955 e logo a seguir foi adotada pelo direito alemão e por outros países. No Brasil quem primeiro tratou do assunto foi o Prof. Rubens Requião passando a ser incorporada aos poucos pela jurisprudência. Somente após vários estudos é que a mesma teve seu reconhecimento, inclusive no Direito comparado quando da realização do Código de Defesa dos Consumidores (CDC). Conforme a Ministra do Superior Tribunal de Justiça Fátima Nancy Andrighi (2004, p.3), “[...] na Alemanha, até 1892 e no Brasil, até 1919, os tipos societários admitidos pelo Direito impunham aos sócios a integral responsabilidade, solidária ou ao menos subsidiária, pelos atos praticados em nome da Pessoa Jurídica [...]”.

sem a pretensão de esgotá-lo. Conforme Coelho apud Lovato (2005. tanto que. que a representavam e contribuíam com bens particulares para a sua composição. uma vez que os mesmos não detinham a propriedade das terras. Com isso surgiam. p. Para tanto. A igreja ao longo de vários anos foi se firmando como proprietária de tesouros e terras que extrapolavam os limites dos feudos.3) diz: . que detinham a soberania das terras e inclusive o do povo residia nas terras. sendo proprietários os senhores feudais.vem ganhando grande destaque e aplicabilidade em vários ramos do Direito inclusive o trabalhista. 2005. mas a Deus. dentro desse contexto. Diferentemente da Igreja Católica. p. Sendo os mesmos súditos do senhor feudal2. artigos objetivando contribuir para uma reflexão do leitor sobre o assunto. além de buscar discernir sobre o momento processual da desconsideração da personalidade jurídica da pessoa jurídica buscando da ênfase a luz do CDC. essas corporações se ligavam diretamente à figura dos seus associados. restringindo qualquer possibilidade de concorrência. tais como livros. ainda é sujeito a severas críticas e contestações. 28 da Lei 8.2). quando falecia algum membro tudo era deixado para a igreja. p. 2005.3). a quem estavam vinculados por juramento de fé e homenagem. É nesse momento. que é implantada a idéia da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. como sujeito de direito. Entretanto. iniciando uma era em que as conquistas particulares e os negócios tornavam as pessoas naturais capazes de adquirirem propriedades. O presente artigo tem como objetivo demonstrar a importância da teoria da desconsideração para impedir que fraudes ocorram nas relações comerciais e mercantis no mundo contemporâneo. principalmente no art. conforme o Decreto nº 3.1 ASPECTOS HISTORICOS Foi a partir da Idade Média.078/90 que trata do Código de Defesa do Consumidor e em outras matérias. 50 do Código Civil de 2002 e no art.os bens não pertenciam aos padres ou aos bispos. consideradas associações de profissionais que detinham segredos de suas profissões a fim de garantir sua autonomia. A doutrina da desconsideração da personalidade jurídica. READ (2001) em sua obra os Templários mostra como agiam os senhores feudais com os habitantes. Tornavam-se.708 de 1919. quando a Igreja Católica sentiu a necessidade de proteger o seu patrimônio que realmente surgiu à personalidade jurídica. pois tudo pertencia ao senhor feudal. negociantes autônomos que tinham capacidade de ampliar seu patrimônio por meio da iniciativa privada (LOVATO. pois nada era propriedade dele e sim da igreja. Por os membros da Igreja Católica não prestarem juramento de fidelidade ao senhor feudal. mas à Igreja. o Brasil passa a limitar a responsabilidade de cada sócio ao total do valor subscrito a título de capital social. por parte de alguns juristas tanto da área Trabalhista quanto do Consumidor. o monopólio e a continuidade dos seus serviços. somente a Igreja afora os senhores feudais e imperadores detinham a propriedade da terra e de todas as benfeitorias erguidas nela. 2 DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA 2.Com o surgimento da Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada. as corporações de ofício. Naquela época todas as terras eram divididas em feudos. tanto que Fábio Ulhoa Coelho (apud LOVATO. dessa maneira. buscar-se-á respaldo técnico necessário no direito comparado. Portanto.

50. mesmo com esses aparatos legais regulamentando as atividades do comércio. ou pela confusão patrimonial. Entretanto. art.078 de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). pacificada a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica.3). ainda assim. a atividade mercantil. com o art. o art. a partir do Código Comercial. que realmente passa a contemplar norma específica para a aplicação da teoria da desconsideração. existiam apenas teorias que davam sustentação a titularidade de direitos e obrigações por seres não-humanos Coelho (apud LOVATO. com o Código de Defesa do Consumidor de 1990. 4). conhecida na época por mercancia3. em reflexões desenvolvidas principalmente por doutrinadores alemães. consagrando o instituto de forma geral. com individualidade própria. 4°. Entretanto. visando burlar o direito alheio. titulares de direitos e deveres com objetivos comuns e específicos [. Lei nº 556 e do regulamento 737. o abuso de direito e o desvio de finalidade. essas leis tratam de normas específicas não contemplando uma cláusula geral que se aplique à teoria da desconsideração. fraude à lei ou abuso de direito.884/94 (Antitruste). p.605/98 que disciplina a responsabilidade por lesões ao meio ambiente. Esses diplomas legais vieram para Regulamentar não só a profissão do comerciante brasileiro. 2. de acordo com a literatura que aborda esse assunto. Com isso. 28 que passou a ser normatizada. 2005. sempre que a mesma for utilizada como forma de impedimento ao ressarcimento dos danos sofridos pelo consumidor. O referido artigo dispõe que. a generalização das noções de corporação (do direito canônico) e de separação patrimonial (do direito comercial) de que resultou o conceito de pessoa jurídica tem lugar apenas na segunda metade do século XIX. como se tem conhecimento nos dias de hoje. e a Lei 9. nos casos de abuso caracterizados pelo desvio de finalidade. bem como disciplinar os procedimentos dos Tribunais do Comércio em relação à atividade econômica.. p. que o primeiro texto a fazer referência sobre essa teoria no direito Brasileiro foi a Lei 8. Assim. os juristas alemães entenderam que deveriam separar a pessoa física da pessoa jurídica. Sendo assim. 2005. Já em relação ao Brasil. Em essência e originariamente. não existia na época a figura da pessoa jurídica. o juiz poderá desconsiderar a pessoa jurídica. Essa doutrina foi criada com o intuito de coibir a fraude.]” (COELHO apud LOVATO.. Devendo ser aplicado somente para os casos em que a personalidade jurídica se utilizar de má-fé. através da sua despersonalização. 2005. nem tampouco a extinção da pessoa jurídica.2 ASPECTOS GERAIS SOBRE A PESSOA JURÍDICA O Código Civil de 1916 define a pessoa como sendo um ente capaz de exercer direitos e contrair obrigações. a desconsideração ocorre quando se verifica. . Contudo. sem..4) afirma que essa regulamentação se deu por volta de 1850. contudo negar o princípio da autonomia patrimonial. 18. perante a lei a pessoa jurídica é um ente que tem a mesma aptidão dada às homens em adquirir direitos e obrigações. no seu art. em seguida a Lei 8. como titulares de direitos subjetivos.Em outros termos. Objetivando coibir fraude de sócios que usarem a pessoa jurídica como escudo para se locupletarem em detrimento de interesses de terceiros. este caracterizado pela confusão patrimonial. Coelho (apud LOVATO.] o sujeito de direito distintos da pessoa humana. Até 1990 a doutrina da desconsideração da personalidade jurídica tinha como respaldo a jurisprudência. ou seja: “[. por parte da sociedade constituída legalmente. que dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica. p. Somente com o novo Código Civil de 2002..

p. p. p. consiste em que para a lei civil o homem é considerado como a pessoa natural. porém uma pessoa real. enquanto as organizações. para o autor Bevillàqua (1999) a grande diferença entre o homem e as organizações. Portanto. enquanto as pessoas jurídicas surgem para atender os interesses e necessidades de quem os criam. 159). d) teria do Direito subjetivo. O antigo Código Civil inclinava-se para a teoria da ficção. Já a teoria realista. uma vez que é no mundo . a personalidade jurídica. uma investidura deferida pelo Estado aos entes merecedores desta situação formal. são combinações que devido as formações sociais e abstrações são chamadas de pessoas jurídicas. a chamada pessoa física é uma pessoa jurídica (1974. Já a personalidade é uma atribuição formal do legislador. explica a diferença entre os dois tipos de pessoas e conclui que “a pessoa jurídica não é um homem fictício. p. é uma construção jurídico-normativa. a doutrina fornece várias teorias para explicar o que venha ser a pessoa jurídica. portanto uma ficção legal. um conceito auxiliar na descrição de fatos juridicamente relevantes. c) teoria orgânica ou da realidade. no caso. A teoria da construção jurídica considerava “o ato de reconhecimento do Estado perante a pessoa jurídica como constitutivo”. portanto. seria uma comunidade de indivíduos a que a ordem jurídica impõe deveres e confere direitos subjetivos que não podem ser vistos como deveres ou direitos dos indivíduos que formam esta corporação como seus membros. as pessoas jurídicas é formada pelas organizações e pelos indivíduos que formam o mundo jurídico. Para as Teorias realistas. Neste sentido. Conforme a literatura pesquisa percebe-se que os doutrinadores classificam as teorias em duas categorias: a da ficção e a da realidade. 1974. como corporação. como se pode conferir a seguir: a) teoria da ficção (pessoa é só a pessoa física. mas a unidade personificada das normas jurídicas que obrigam e conferem poderes a um e mesmo indivíduo. para o autor do Código Civil de 1916. 35). que o referido autor atribui que a pessoa. b) teoria do patrimônio destinado a um fim. a pessoa jurídica é uma personalidade natural. Conforme Kelsen (1974) essa teoria (ficcionista) está diretamente ligada ao aspecto formal do conceito de pessoa jurídica. 244). f) teoria da instituição1 (FERRARA apud LOBO. social ou moral. mas a construção jurídica criada pela ciência do direito. Pela ótica das Teorias ficcionistas as pessoas jurídicas são consideradas criações do Estado. Não é uma realidade natural. e) teoria individualista. é um atributo. o Estado reconhece somente a existência da personalidade jurídica. Para o ordenamento jurídico tais entidades difere da vida das pessoas naturais que a formaram por possuírem vida própria. A chamada pessoa física não é. 244).1999. 1988. criada pela ordem jurídica”. uma vez que a mesma já existe.Para tanto. dentre elas Ferrara destaca algumas. pessoa jurídica é uma ficção criada pela lei). p. no entendimento Kelsen. Nesse entendimento. 244). Portanto. um indivíduo. A noção de pessoa. 1974. (jurídica ou física). mas competem a esta mesma corporação (KELSEN. (KELSEN. Assim. por estarem diretamente vinculadas ao Direito. ou seja as mesmas podem contrair deveres e obrigações A pessoa jurídica. “é mais extensa do que a de homem (BEVILÁQUA. entendia que o ato de reconhecimento estatal era declarativo. Tanto.

e esse patrimônio. ou por várias pessoas. desde que exerça a atividade econômica de produzir ou comercializar bens ou serviços. p.. Porém. Devido aos novos conceitos de “sociedade” e “empresa”. (in verbis). morais.. (. 47: “[. as associações e fundações. as pessoas jurídicas. reunidos para um fim em comum. Há que se referir que a personalidade jurídica das sociedades surgiu. Mesmo porque.]” (in verbis). ao mesmo tempo em que foi . não são consideradas empresas.). já que o Código Comercial de 1850 não se referia de modo claro à questão. podendo ser exercida por uma pessoa. quando Savigny formulou a teoria da ficção.] Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. já que um comerciante individual também pode ser chamado de “empresa”. sgundom Bevilàqua (199. qual for o tipo de sociedade. que. os doutrinadores negavam a personalidade das sociedades civis ou comercias. II – as sociedades mercantis. de acordo com o Código Civil antigo. por entender. podiam ser civis ou mercantis. científicas ou literárias. as associações de utilidade pública e as fundações.São pessoas jurídicas de direito privado: I – as sociedades civis. exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo [.. e se organizam com fins educativos. 353). No Código de 1916 no artigo 20 era o que preconizava que a pessoa jurídica tinha existência distinta da de seus membros. ou seja. e destacam seu aspecto jurídico. o Direito Societário vem sendo substituído pelo Direito Empresarial. uma proteção especial fornecida pela ordem jurídica. Apesar. principalmente no mundo globalizado. responde ilimitadamente pelo seu passivo [.] A sociedade com personalidade adquire ampla autonomia patrimonial.]” (1998.. p.. pias. de serem pessoas jurídicas. As sociedades são agrupamentos organizados de homens. a sociedade empresarial. na forma societária. tais pessoas jurídicas não têm o intuito de lucro. literários ou filantrópicos. 169) essa discussão sobre a personalidade jurídica só surgiu no final do século XIX. conforme dita o art.. religiosas. no Direito Brasileiro com o Código Civil de 1916. Assim. adquirem vida própria. A empresa é entendida como a atividade econômica para a produção ou distribuição de bens e serviços. O conceito de empresa é um conceito mais amplo que o conceito de sociedade. necessitando para tanto.. o patrimônio é seu. aceitando apenas a da sociedade anônima. Art. pelo empresário individual. já que estas exigem o elemento econômico. Antes.. e mais. Atualmente. pois configuram como entes organizados com um objetivo comum.. ou seja: “[. distinta de seus membros. Segundo Rubens Requião os bens sociais asseguram toda e qualquer responsabilidade constituída pela sociedade perante terceiros. que. O novo Código Civil segue a tendência da teoria organicista. que a pessoa jurídica é representada por meio de seus órgãos e administradores..jurídico que as mesma exercem suas atividades como sujeitos de direito. são excluídas do conceito de empresa. 16 . A personificação das sociedades é um instituto novo. ou seja.

entre outros. 28 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) seção V. Rubens José Tadeu Neves Xavier (2004) Elizabeth Cristina Campos Martins Freitas (2004). § 3º .As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. A Desconsideração da Pessoa Jurídica é tratada no caput e no § 5º do art. Portanto. pois. p. . Com isso. § 5º .As sociedades coligadas só responderão por culpa.As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. conclui-se que os sócios não respondem pelas obrigações assumidas em nome da sociedade. Assim. conformar com o princípio da autonomia patrimonial com o da boa-fé e com a necessidade de segurança nas relações jurídicocomerciais. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. em detrimento do consumidor. que trata da desconsideração da personalidade jurídica. a teoria da desconsideração tem sua aplicação para os casos em o que o negócio praticado em nome da pessoa jurídica (sócio ou administrador). fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. na medida em que o legislador busca distinguir a pessoa física dos sócios da pessoa jurídica representada pela sociedade. estado de insolvência. § 4º . No Código do Consumidor (CC) em seu art. uma vez que os §§ 2º a 4º. não pode a mesma ser utilizada como meio de se obterem resultados repelidos pelo direito. também começou a entrar em crise com a formulação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica. devendo-se. § 1º . a seguir: Art. seja praticado com o intuito de lesar terceiros ou fraudar a lei.constituído.(Coelho. deriva daí à autonomia patrimonial. 20. A teoria da desconsideração da pessoa jurídica baseia-se. excesso de poder.Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for.O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. 28 . houver abuso de direito. no fato de que sendo a pessoa jurídica criação da lei. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores (in verbis). estabelece que as pessoas jurídicas tenham existência distinta da dos seus membros. 3 A DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA PELA ÓTICA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Segundo alguns especialistas no assunto a despeito de Miguel Reale (1998).) § 2º . infração da lei. materializado pela fraude ou pelo abuso de direito. Fábio Ulhoa Coelho (1999) Rubens REQUIÃO (1977).(Vetado. de alguma forma.50). só se põe em prática a desconsideração em situações excepcionais e bem configuradas. 1999. a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Todavia. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. se possa lesar direitos dos credores. 28 do CDC. Conforme o art. trata sobre a responsabilidade subsidiária ou solidária. tem por objetivo evitar que através do uso indevido da sociedade.

por vincular a figura da desconsideração com a dissolução da sociedade.]”. Com relação ao art. 1ª parte . 2ª parte Falência . excesso de poder.. contudo. quando se analisa algumas decisões. 28 se refere aos casos de abuso de direito. Permite ainda. Portanto.abuso de direito.. 28. conforme José Tadeu Neves Xavier (2004.55). “[. uma vez que cada um tem um posicionamento diferente. 2) a proposta inicial foi alvo de severas críticas por parte dos doutrinadores brasileiros. traz em seu bojo dentre outras inovações. violação de estatutos ou contrato social. A Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica. Observa-se. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores (in verbis). 3 . infração da lei.estado de insolvência. acaba por garantir a satisfação de créditos diante da descaracterização da autonomia patrimonial e limitação de responsabilidade. tem seu fundamento. Tanto que.. ainda paira algumas dúvidas quanto ao momento processual adequado e justo pertinente à aplicação dessa teoria. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.qualquer hipótese em que a personalidade da pessoa jurídica seja. 2 . que uma das características mais marcantes deste artigo reside na sua utilização em caráter excepcional. O autor afirma que as maiores críticas foram provenientes da doutrina comercialista e de alguns civilistas.. quais sejam: 1-Caput. fato ou ato ilícito. Contudo. muito utilizada pelo Judiciário brasileiro na solução de controvérsias provadas por fraude.§ 5º . que a Lei nº 10. o art. buscou modificar a redação . de alguma forma. com todo o aparato que o ordenamento jurídico brasileiro tem dado. Para Fábio Ulhoa Coelho (1999.” à qual. sem dúvida. Miguel Reale. entretanto deixa-se de ter razão quando prioriza-se a “ efetividade do processo” deixando-se à mercê os direitos constitucionais do réu. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocadas por má administração. as hipóteses legais de incidência da desconsideração dividi-se em três grupos. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Esse fato pode ser percebido claramente. Tanto.Caput. atento a essa criticas o Prof.406 de 10 de Janeiro de 2002 que trata do Novo Código Civil Brasileiro. pertinentes às pessoas jurídicas. Entretanto. confusão patrimonial. a desconsideração em casos de falências. excesso de poder.] a desconsideração não pode ser decidida pelo juiz por simples despacho em processo de execução: é indispensável á dilação probatória através do meio processual adequado [. infração da lei. p. o entendimento dos juristas brasileiros ainda é considerado controverso em relação ao tema. como é o caso da decisão dada pelo Ministro Ruy Rosado de Aguiar4: (…) condicionar a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica a prévio pronunciamento judicial.Segundo o art. p. importa torná-la inteiramente inoperante pelo retardamento de medidas cuja eficiência e utilidade depende de sua própria efetivação. o artigo 50 que restringe o desvio da finalidade e confusão patrimonial às hipóteses de desconsideração. 50. estado de insolvência. abuso de instituto.

p. a responsabilidade pelas obrigações pessoalmente assumidas em nome da sociedade. observe o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica (in verbis). é o de evitar que os credores sejam lesados pelos representantes legais (os sócios) pelo uso indevido da sociedade. 134. em seu art. ocasionando um desestímulo à atividade comercial. surgi uma outra corrente onde cria uma nova idéia para a aplicação. a requerimento da parte ou do Ministério Público.3). uma vez que o CDC tem caráter protetivo. é necessário que o magistrado. Para Xavier (2004. a Lei 6. quando prevê a responsabilidade solidária.595/64 do Sistema Financeiro. à luz das teorias. de modo geral pode-se dizer.. para efeitos de relação empregatícia. que muitos empreendedores poderiam ficar com receio de abrir novos empreendimentos. caracterizado pelo desvio de finalidade. uma vez. caso o negócio não prosperasse. Entretanto. em que é prevista a responsabilização pessoal do representante legal da pessoa jurídica. 4 AS TEORIAS (MAIOR E MENOR) DA DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA Diante das críticas recebidas quando da criação da Teoria da Desconsideração da Pessoa Jurídica. conforme verifica-se a seguir: Em caso de abuso da personalidade jurídica. que o objetivo da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. e por fim o CDC. posto ter sido este quem auferiu real proveito quando da efetivação do negócio [. A norma do art.] não se trata de negação da pessoa jurídica. tem por intenção a perpetuação do negócio por várias gerações. imputando-se ao sócio. Portanto. Assim.]”. 2º. O que gerou muitas críticas. ”[. parágrafo segundo. mas apenas da desconsideração de sua existência no caso concreto. A disregard veio para responsabilizar pessoalmente os sócios que se utiliza da sociedade de forma fraudulenta em discordância com o que está estabelecido no contrato de criação da sociedade. quando lhe couber intervir no processo. desenvolvidas por Fábio Ulhoa Coelho: 4.... já que a idéia de todo empreendedor ao instalar um novo negócio. mas mesmo assim até chegar ao texto final foram propostas várias modificações. 28. que estabelece limites ao reconhecimento da pessoa jurídica ao suprimir a distinção entre essa e seus membros pelos atos ilícitos por eles praticados. ou pela confusão patrimonial.404/76 das Sociedades por Ações. VII. da mesma. caso exorbite de seus poderes. entende-se que a Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica surgiu a inicialmente tendo como pressuposto básico a coibição da fraude. Vários dispositivos legislativos incorporaram o espírito da teoria da desconsideração. pois era de entendimento que a mesma iria colocar por terra o Princípio da Autonomia Patrimonial. pode o juiz decidir.inicial do artigo 50. conforme se verifica a seguir: a CLT.1 TEORIA MAIOR DA DESCONSIDERAÇÃO .de modo que o julgador pode descobrir a intenção da pessoa jurídica em atingir as pessoas físicas que dela fazem parte. o CTN. art. consolidado pela fraude ou pelo abuso de direito. a Lei 4. diante da possibilidade de perderem todo o seu patrimônio pessoal. 28 do CDC foi elaborada visando o juiz. buscando para isso alguns mecanismo quais sejam: formulações subjetiva e objetiva. caput e o parágrafo 5º do art. sendo que a última apresentada por Josaphat Marinho a que passou a vigorar.

não se dedicaram ao prévio e suficiente estudo da matéria e passaram a fazer apressado e inadequado uso da expressão “desconsideração”. a fraude5 . a formulação objetiva. enquanto instituto jurídico. e não em desconhecimento dos exatos pressupostos da teoria da desconsideração. deve-se presumir a fraude na manipulação da autonomia patrimonial da pessoa jurídica se demonstrada a confusão entre os patrimônios dela e de um ou mais de seus integrantes. não exaure todas as hipóteses em que cabe a desconsideração. valendo-se do mesmo argumento. ou seja. Assim. diz ele. ao se debruçar sobre os julgados relativos ao assunto proferidos pela Justiça nacional. para ser desconsiderada a personalidade jurídica é suficiente apenas que a sociedade seja insolvente e o sócio solvente. Cabe falar em formulação menor.. visto que nem todas as fraudes são traduzidas em confusão patrimonial. que admite a desconsideração para atingir o patrimônio dos sócios. trazendo sérias dificuldades no campo das provas. por outro modo. A formulação menor não se preocupa em distinguir a utilização fraudulenta da regular do instituto. que estabelece como pressuposto para a desconsideração só a confusão patrimonial. ela é a mais ajustada à teoria da desconsideração. a doutrina brasileira.2 TEORIA MENOR DA DESCONSIDERAÇÃO Para Fábio Ulhoa a “Teoria Menor da Desconsideração”. nem indaga se houve ou não abuso de forma. por sua vez. como a teoria maior nasce do esforço doutrinário. De fato. Assim. uma vez que exige o intuito do sócio ou administrador de lesar legítimo interesse de credores. 4. a confusão patrimonial. O que muitas vezes frustra o acesso ao próprio direito. a menor deve ser vista como o questionamento de sua pertinência. o mesmo método. Conforme já assinalado. a ordem jurídica e a doutrina se preocuparam em criar presunções ou inversão do ônus probatório estabelecendo. depois de mais elaborada. não seria propositado apenas dizer que os juízes brasileiros. adotado em vista da jurisprudência brasileira. Analisando as duas teorias ele se posiciona: . realizado a partir de decisões judiciais. inclusive condiciona o afastamento da autonomia patrimonial à caracterização da manipulação fraudulenta ou abusiva do instituto. Ulhoa entende que esta. Logo. deve auxiliar na facilitação da prova pelo demandante. Uma vez comprovado que a sociedade paga dívidas do sócio ou que este recebe créditos da mesma. bastando para tanto a simples insatisfação de créditos perante a sociedade. proposta por alguns autores como Fábio Konder Comparato. por impor ao demandante provar intenções subjetivas do demandado. sem sombra de dúvidas. Quer dizer. . mas não se deve deixar de desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade. Portanto. Se a formulação maior pode ser considerada um aprimoramento da pessoa jurídica. é uma teoria menos elaborada. Entretanto.. deve concluir que alguns juízes brasileiros se entendem autorizados a desconsiderar o princípio da autonomia patrimonial da pessoa jurídica tendo por pressuposto unicamente a frustração do credor da sociedade6. por uma questão de método. o objetivo da investigação de Serick era a identificação do critério a partir do qual os juízes norte-americanos consideravam-se autorizados a ignorar a separação patrimonial entre sociedade e sócios. A formulação objetiva. A esse respeito assevera: Em suma. somente porque o demandado demonstrou ser inexistente qualquer tipo de confusão patrimonial.Conforme explana Fábio Ulhoa Coelho (2006) a Teoria Maior da Desconsideração. Em outros termos. se caracterizada. Esta poderá ser comprovada com a escrituração contábil e com o movimento bancário. conduziria ao resultado de uma formulação diferente da teoria. apresentando maior consistência. caracterizada estará. em momentos de descuido. entendo que a formulação subjetiva da teoria da desconsideração deve ser adotada como o critério para circunscrever a moldura de situações em que cabe aplicá-la. para se facilitar a tutela de alguns direitos. em toda e qualquer hipótese. apesar de facilitar a tutela dos interesses de credores ou terceiros lesados pelo uso fraudulento do princípio da autonomia. para tanto. ou ainda a existência de bens sociais registrados em nome do sócio ou vice e versa.

Há o entendimento doutrinário de que o CDC. . a separação patrimonial não pode ser utilizada como meio para lesar pessoas de boa-fé que muitas vezes contratam uma sociedade. Já que no caso não se pode alegar a ausência de lei. adotaram a Teoria Menor da Desconsideração. a teoria maior da desconsideração exige a aplicação do mecanismo das formulações subjetiva e objetiva. Com relação ao princípio da autonomia patrimonial. dando a entender que a mesma não existe. a separação entre o patrimônio dos sócios e da sociedade tem por objetivo precípuo restringir a possibilidade de perdas por parte dos investidores em empreendimentos considerados de risco. cabe o questionamento quanto ao uso da Teoria Menor pela Justiça do Trabalho. da sociedade. em relação a um ato concreto e específico. ainda é esta a teoria mais aceita. a teoria pode ser aplicada diretamente pela lei. quando não se puder provar o que é patrimônio da empresa e o que é patrimônio dos sócios. difusos. com o objetivo de destacar a pessoa do sócio. o art. independentemente de qualquer abuso ou má-fé. 50 do CC/02. e até de modo a favorecer o sócio. a insolvência da sociedade. do convívio social harmonioso e da justiça. 5 CONCLUSÃO A desconsideração da personalidade jurídica é considerada pelos analistas no assunto. Portanto. entende-se que este é um fator importante para o desenvolvimento da atividade empresarial. achando ser a mesma uma organização íntegra. Contudo. deveria ser utilizada a Teoria Maior por ter sido ela acolhida pelo art. 50 do Novo Código Civil Brasileiro adotou a Teoria Maior da Desconsideração.Como se pode observar. apenas a insatisfação das obrigações contraídas junto a terceiros. este é diploma insere-se no contexto da evolução do Direito Moderno ao voltar-se à proteção e tutela de direitos personalísticos. e não sendo a relação de emprego uma relação de consumo. sendo esta geralmente aplicada para corrigir um ato no qual a sociedade deixou de ser um sujeito. ou por outras considerações. enquanto que o art. uma vez que é o Código Civil que lhe é subsidiário? Assim. individuais. ou seja. as Leis Antitruste e do Meio Ambiente. como sendo um distanciamento temporário desta para com a sociedade. coletivos. como utilizar o CDC por analogia na Justiça Trabalhista. 28. ou seja. da boa fé. manobrado pelo sócio para fins fraudulentos. Tendo o artigo 50 do CC/02 adotado a teoria Maior da Desconsideração. Já no que se refere ao Código de Defesa do Consumidor. bastando. O artigo 28 do CDC representa o entendimento do Estado. bem como a Justiça do Trabalho. para impetrar os atos que representam violação do ordenamento jurídico com relação aos seus valores e princípios asseguradores da paz. no seu art. etc. trazendo como maior benefício a produção e circulação de bens e serviços à sociedade. Pois tendo sido ela acolhida pelo CDC. Caracterizada sempre que o patrimônio da sociedade e o de seus sócios se confundirem. uma vez que o mesmo estimula a execução de empreendimentos mais arriscados. para tanto. Mesmo diante de suas insuficiências. Conforme se viu ao longo desse trabalho. que justificaria a aplicação por analogia. em que a formulação subjetiva consiste no instituto da fraude e do abuso de direito e a formulação objetiva consiste na confusão patrimonial. Enquanto que a teoria menor admite a desconsideração em qualquer situação. correta e honra as suas obrigações. passando a ser mero objeto. 28 do Código de Defesa do Consumidor representa um grande avanço não só no campo específico do direito tutelar do consumidor como também de todo o Direito Posto Nacional.

2003. Desse modo. A desconsideração da personalidade jurídica no Direito brasileiro. Theoria Geral do Direito Civil. tais como: o desvio de finalidade. sendo estes os principais. BEVILÁQUA. tanto no âmbito doutrinário quanto a jurisprudência brasileira. tanto que busca preservar a autonomia patrimonial da sociedade para todos os demais direitos e obrigações contraídas pela mesma. Campinas: Red Livros. Rio de Janeiro. 2003. Contudo.NBR 15287: Informação e Documentação: Projeto de Pesquisa. sendo na maioria das vezes utilizada com o intuito de lesar terceiros.NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro. Clóvis. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ______. 2005 válida a partir de 30 de janeiro de 2006. a depender dos elementos que se afiguram no caso concreto. como o abuso de direito e fraude à lei. ______. por meio de decisão judicial. A desconsideração da personalidade jurídica segundo a literatura pesquisada pode ocorrer em dois momentos processuais. 2002. 2002. que trazem outras formas de aplicabilidade da desconsideração. atentando para a efetiva necessidade da existência dos seus pressupostos.50 do CC/02). NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação.NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. o momento processual para a decretação da desconsideração da personalidade jurídica (disregard). 2003. Apresentação Rio de Janeiro. 2005. Rio de Janeiro. 1999. Ressalta-se que a desconsideração não tem por intenção alcançar o patrimônio dos sócios ou controladores da pessoa jurídica. 28 do CDC. excesso de poder.NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação.NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. ______. Rio de Janeiro. e o art. conta ainda com alguns recursos normativos como: o CDC. como forma de responsabilizá-los pela conduta lesiva a credores. Rio de Janeiro. confusão patrimonial (art. ou violação dos estatutos ou contrato social. a Lei Antitruste e o CC/02. ______. o qual tem sido utilizada por diversos ramos do Direito brasileiro. ______. Rio de Janeiro. a solução para combater esta prática. . apesar das diversas críticas. Entretanto. percebe-se que devido a crise em que está inserida a pessoa jurídica.Por esse motivo que nos paises anglo-saxões. tanto que existem três correntes: a desconsideração na fase de conhecimento. ainda gera muito polêmica. por mero despacho na execução e por meio da instauração de incidente processual na execução. a jurisprudência é utilizada por entenderem que a mesma é melhor solução no combater à conduta lesiva aos credores da pessoa jurídica.NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. . tem na desconsideração da personalidade jurídica. vem sendo aplicada de forma eficaz. fato ou ato ilícito.

FREITAS. São Paulo: Saraiva. . pp. 1977. José Tadeu Neves. vol. Paulo Luiz Neto Lobo. LOVATO. GOMES. Piers Paul. Luiz Gustavo. São Paulo: Editora Saraiva. em Porto Alegre. LOBO.br/doutrina/texto. Disponível em: <http://jus2. Da personalidade jurídica e sua desconsideração. Os templários. Revista de Direito Civil. Teresina. 9/10. Revista „O Direito‟. p. 2007. READ. 24. 1999. Ed. 1. Fábio Ulhôa. pp.uol. Manual de Direito Comercial. 16. 31 maio 2004. Fábio Ulhoa. Luiz Roldão de Freitas. REALE.asp?id=5259>. REQUIÃO. A teoria da desconsideração da pessoa jurídica no novo Código Civil .com. 08. 2004. 2005. São Paulo: RT. Rubens. ano 8. 218-9. Curso de Direito Comercial. 2. n.. p. Curso de Direito Comercial. Função Atual da Pessoa Jurídica. Desconsideração da personalidade.COELHO. Acesso em: 07 dez. 2005. São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Imago. Jus Navigandi. 2001. Miguel. 328. São Paulo: Saraiva. Lições Preliminares de Direito.55 ______. Agrário e Empresarial.. Elizabeth Cristina Campos Martins. ed. v. ano 12. Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Imobiliário. Desconsideração da Personalidade Jurídica. nº 46. outubro/dezembro 1988. 1998. XAVIER.

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