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Apostila de Fisiologia da Reprodução

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FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO

1. CICLO ESTRAL
1.1. COMPONENTES DO SGF O sistema genital feminino é formado pelos ovários, ovidutos, útero, cérvix, vagina e vulva. Os ovários são as gônadas femininas, a vulva e o clitoris são os órgãos genitais externos e os outros componentes são conhecidos como genitália interna. Os ovários são órgãos pares e têm as funções gametogênicas, produção de óvulos, e endócrina, produção de hormônios. Os ovidutos oferecem um ambiente adequado para a união dos gametas e para o desenvolvimento inicial do embrião. Este ambiente refere-se não apenas à proteção mas também à nutrição do novo embrião. O útero apresenta múltiplas funções: transporte dos espermatozóides desde o local da ejaculação até os ovidutos, regulação da função do corpo lúteo e implantação do embrião com o seu posterior desenvolvimento, gestação e parto. A principal função da cérvix é oferecer proteção para a cavidade uterina contra contaminações provenientes do meio externo. Além disso, facilita o transporte dos espermatozóides através do muco cervical e atua como um local de reservatório para os espermatozóides bem como promove uma seleção daqueles viáveis, pois previne o transporte dos que apresentam defeitos e não viáveis. A vagina é o órgão copulatório onde o sêmen é depositado quando da monta natural. 1.2. PUBERDADE De acordo com McDONALD(1989) a puberdade na fêmea é definida como o início da ciclicidade reprodutiva. Ela é consequência de uma série cumulativa de eventos hormonais e está mais associada com o pêso corporal que com a idade. Para JAINUDEEN & HAFEZ (1993) a puberdade é a idade quando ocorre o primeiro estro acompanhado de ovulação. A idade do primeiro cio em novilhas varia consideravelmente, sendo dependente da raça, da nutrição e da taxa de crescimento. Um baixo nível nutricional e de crescimento adia o aparecimento da puberdade, assim como alto nível nutricional e rápido crescimento acelera o seu aparecimento. A idade média para o aparecimento da puberdade em novilhas bem nutridas é em torno de 10 a 12 meses para raças leiteiras e

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sob a forma de pulsos. HORMÔNIOS DA HIPÓFISE 2 . diretamente na hipófise ou no hipotálamo. Nessa fase a produção de estrógenos pelos folículos ovarianos não é capaz de estimular a liberação do hormônio liberador das gonadotropinas (GnRH) pelo hipotálamo devido ao seu alto limiar. a fêmea desenvolve um padrão rítmico de eventos fisiológicos que promovem alterações morfológicas no sistema reprodutor e mudanças comportamentais no animal.3. convencionalmente a sequência de eventos que ocorre entre dois estros sucessivos é chamada de ciclo estral. as gonadotropinas produzidas pela adenohipófise e os esteróides secretados pelos ovários. 1993). estimulam a adenohipófise a secretar o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH). 1.entre 11 e 15 para raças de corte.3. 1.1. Durante o período prépuberal os ovários são ativos e possuem folículos em diferentes fases de crescimento. Quando a puberdade se aproxima aumenta a frequência dos pulsos de LH acarretando um ligeiro aumento nos níveis de progesterona. 1989). que na corrente circulatória promovem a síntese de estrógeno e progesterona pelos ovários. convencionando-se usar o período de receptividade sexual. através de mecanismos de feedback positivo ou negativo. tornando possível a continuidade dos eventos cíclicos que caracterizam o ciclo estral. Estas modificações fisiológicas e de comportamento são cíclicas e contínuas. como o eixo principal das mudanças cíclicas. Devido a existência de apenas um período de estro em cada ciclo. que através de um sistema circulatório especial. conhecido como estro ou cio. Com o crescimento da novilha. O ciclo estral é regulado por mecanismos endócrinos e neuroendócrinos que são os hormônios hipotalâmicos. O controle da secreção das gonadotropinas durante o ciclo estral exige um delicado balanço entre as complexas interações hormonais. entretanto. As mudanças comportamentais são mais fáceis de serem detectadas que aquelas morfológicas. esse limiar para a estimulação estrogênica do GnRH diminui e como consequência o hormônio luteinizante (LH) é liberado da hipófise. sendo interrompidas pela gestação ou alguma condição patológica. chamado sistema porta hipotalâmico-hipofisário. ENDOCRINOLOGIA DO CICLO ESTRAL Após a puberdade. Núcleos hipotalâmicos secretam GnRH. que normalmente regridem e tornam-se atrésicos. Novilhas zebuínas atingem a puberdade aproximadamente aos 18-24 meses de idade (JAINUDEEN & HAFEZ . o início da puberdade é regulado pela maturação do eixo hipotálamo-hipófise (McDONALD. Estes dois últimos exercem influências. Portanto.

estimulando a síntese proteíca e mitose dos órgãos estrógeno dependentes. As proporções e os níveis destas gonadotropinas mudam durante as diferentes fases do ciclo estral. o crescimento e maturação do folículo dominante. sendo também essenciais para a síntese de estrógenos pelos folículos e especialmente o LH é responsável pelo rompimento do folículo maduro. corrimento de muco cristalino e transparente e outros. A interação entre as células da granulosa e da teca é essencial para a esteroidogênese folicular.1989 e HAFEZ. promovem as manifestações do estro. aumento do tônus uterino e secreção de muco. através do aumento na secreção de suas glândulas.3. 1). . associada com a queda dos níveis da progesterona. aceitação da monta. que aumenta sua concentração nos próximos dias. promovendo. É produzido pelas células da granulosa e da teca interna dos folículos. Não havendo fecundação. aparentemente FSH e LH são sintetizados continuamente e estocados na hipófise sendo liberados durante todo o ciclo estral. 1. produzindo o “leite uterino” e pela diminuição das contrações do miométrio. 1993). enquanto as células da granulosa dos folículos em desenvolvimento possuem receptores ao FSH. são diretamente dependentes dos estrógenos. em conjunto com o LH. Ela prepara o endométrio para a implantação. com estrona e estriol representando outras formas ativas de hormônios estrogênicos. bem como induz a liberação do “pico ovulatório” de LH no dia do cio. é necessária para a manutenção da gestação.. Receptores ao LH estão presentes nas células tecais. bem como intensificando a síntese de estrógenos (Fig. Para McDONALD (1989). A concentração de FSH aumenta consideravelmente nos três-quatro dias que precedem o estro. através de precrursores androgênicos. no momento do estro. Estimula o desenvolvimento dos alvéolos da glândula 3 .PROGESTERONA : produzida pelo CL e pela placenta. e posterior formação do corpo lúteo (CL).ESTRÓGENO : 17ß-estradiol é o estrógeno primário. HORMÔNIOS DOS OVÁRIOS .2. Esta rápida elevação dos níveis estrogênicos. As características sexuais secundárias e desenvolvimento da glândula mamária estão sob influência dos estrógenos. 16-17 dias após esse CL regride e um novo ciclo se iniciará. A principal função do 17ß-estradiol é o desenvolvimento e manutenção da estrutura funcional dos órgãos sexuais femininos. Também inibe o crescimento ósseo promovendo a ossificação das epífises (McDONALD. assim como aqueles que acontecem nos órgãos internos: aumento da vascularização e irrigação sanguínea. conforme mostra a Fi gura 2. sob a ação sinérgica do FSH e LH.FSH e LH : estes dois hormônios estimulam o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos. ovulação. Todos os sinais externos de cio. Ocorre então diminuição nos níveis de estrógeno e o novo CL começa a produzir progesterona. tais como edema de vulva. que também são responsáveis pela receptividade sexual da fêmea à cópula.

Há um aumento também na concentração de estradiol.3.3. resultando na síntese e liberação da PGF2∝ (PINEDA. que exerce uma ação protetora na manutenção do CL (BAZER. induzida pelo estrógeno. 1993). impedindo que a mãe rejeite o feto. 1993). Existem relatos que o concepto bovino também produz PGE2. 1993). FASES DO CICLO ESTRAL O comprimento do ciclo estral é variável. estro ou cio.PGF2∝ : a prostaglandina F2 alpha (PGF2∝) é um hormônio luteolítico. entre o 16o -19o dia após a fecundação. com uma variação de ±4 dias. o embrião produz algumas proteínas de baixo peso molecular.OCITOCINA : é produzida no hipotálamo e armazenada na neuro-hipófise. OUTROS HORMÔNIOS . possibilitando assim a permanência do CL durante toda a gestação. 1988 e HAFEZ. tendo como ação principal promover a contração da musculatura lisa do útero e dos ovidutos. et al. sendo ligeiramente menor nas novilhas. 1. . Ela promove a ativação desses receptores. que por sua vez regula o comprimento do ciclo estral. 1988). 4 . FSH e LH. Ela controla o tempo de duração do CL. Os efeitos da progesterona geralmente acontecem após o órgão alvo ter sido alvo da ação dos estrógenos. Este “priming” estrogênico possibilita um sinergismo na ação destes dois hormônios. tornando possível a sua divisão em quatro fases: proestro. 1. ∝ produzido pelas células do endométrio uterino. nas células endometriais. auxiliando assim o transporte dos gametas masculino e feminino. metaestro e diestro. Na vaca gestante. Exerce ação importante na ejeção do leite (HAFEZ. que alcança o máximo no dia do estro.mamária.4. ocorre redução no feedback negativo a nível de hipotálamo e hipófise com posterior descarga dos hormônios GnRH. O mecanismo envolve a formação de receptores à ocitocina.. Durante esse período acontecem mudanças morfológicas no trato reprodutivo bem como no comportamento da fêmea. Como consequência da diminuição dos níveis de progesterona. entre as quais se inclui a “proteína-1 trofoblástica bovina (bTP-1)” que inibe a produção uterina de PGF2∝. Níveis elevados de progesterona inibem o cio e o “pico ovulatório” de LH. pois este possui antígenos de origem paterna que são incompatíveis com os seus (McDONALD. A ocitocina também está envolvida na liberação de PGF2∝ pelo útero. Na vaca apresenta a duração média de 21 dias. Durante o proestro ocorre a diminuição da produção de progesterona pelo CL devido à sua luteólise. A progesterona exerce também uma ação imuno supressora. Nessa fase o folículo ovariano pode ser facilmente palpável acompanhado de um CL em regressão.

HSUEH et al.(1994). iniciando um novo ciclo estral. SMEATON & ROBERTSON. em crescimento (duas ou mais camadas de células da granulosa em volta do ovócito) e de Graaf ou vesicular (apresenta uma cavidade central . 1988).0. 5 . sendo que um destes cresce mais rapidamente enquanto os outros regridem. que se encontra em alta concentração na corrente circulatória. A maioria dos folículos em crescimento sofre atresia em qualquer estágio de desenvolvimento.1989). Morfologicamente os folículos ovarianos podem ser classificados em três grupos: primordiais (consiste de um ovócito circundado por uma camada de células epiteliais). Durante a fase luteal o SGF está “quiescente” devido a ação da progesterona. 1988. Cada onda é caracterizada pelo crescimento simultâneo de cinco a sete folículos antrais de um “pool” de folículos >5mm. na vaca. O padrão de crescimento e desenvolvimento folicular durante o ciclo estral tem sido extensivamente estudado (GONG & WEBB.. (1971) e IRELAND (1987) concluíram que os folículos crescem continuamente durante o ciclo estral até atingir a ovulação e o desenvolvimento ocorre sob a forma de ondas. a fêmea torna-se receptível à monta em consequência da ação dos estrógenos. denominado de apopitose. propuseram que o processo de atresia folicular é controlado por um processo de morte celular programada.. 1988 e KNOPF et al. O processo de crescimento de um folículo primordial é contínuo. até que este sofra ovulação ou torne-se atrésico (PETERS et al. Havendo a fecundação esse CL permanecerá no ovário durante toda a gestação. que nesse momento atinge a secreção máxima pelos folículos ovarianos. Através de estudos histológicos. cuja duração varia de 12 a 22 horas.com o ovócito envolto por um agrupamento de células da granulosa chamado de “cumulus oophorus” ) (PINEDA.. 1975). 1. caso contrário a sua regressão acontecerá entre o l6º e o 19o dia após o cio.1996). usando ultra-sonografia confirmaram esses achados e mostraram que há duas ou três ondas de desenvolvimento folicular durante o ciclo estral (SIROIS & FORTUNE. Estima-se que apenas 0.antro . Esse folículo continua crescer até atingir o diâmetro de aproximadamente 15mm.1 .5. O período de atividade do CL é chamada de fase luteal (também conhecida como período de diestro) e dura de 16 a 17 dias. Logo após o final do estro(10 a 12 horas ) ocorre a ovulação e posterior formação do CL (metaestro: duração de 2 a 4 dias). RAJAKOSKI (1960). que vai da regressão do CL até a ovulação. O desenvolvimento folicular é contínuo durante toda a vida reprodutiva da fêmea. Estudos recentes.Na fase de estro ou cio. SAVIO et al.2% dos folículos primordiais se desenvolverá até a ovulação (IRELAND. Já a fase folicular. é relativamente curta: de 3 a 6 dias. começando assim que os folículos primordiais são formados e só termina quando se exaure o “pool” de folículos. 1987). FOLICULOGÊNESE A formação do “pool” de folículos primordiais começa durante a vida fetal e está completa ao nascimento.

Em bovinos. também exercem ações fundamentais no controle intra-ovariano da foliculogênese. que consistentemente 6 .(XU et al. enquanto andrógenos. Vários outros hormônios: estradiol. enquanto mRNA de receptor ao LH nas células da granulosa podem ser detectados somente quando os folículos estão >9mm. porém bem coordenado. quando então se inicia uma nova onda de desenvolvimento. progesterona e testosterona. estradiol e ativina promovem crescimento e diferenciação folicular. Entretanto. assim como proteínas foliculares: inibina e ativina.9mm. 1.1. o folículo sofre uma rápida maturação pré-ovulatória e eventualmente acontece a ovulação. inibina e folistatina parecem atuar na direção oposta (IRELAND. insulina e insulin-like growth factor (IGF). FSH e LH. HAFEZ(1993) afirma que o desenvolvimento do folículo até o estágio de formação do antro não depende das gonadotropinas. 1. androstenediona. 1987. Em geral. HSUEH et al. Porém. 1992. Atualmente está bem entendida a função clássica do eixo hipotálamo-hipófise-ovários nesse processo. é um processo fisiológico altamente complexo. 1994 e FINDLAY. 1994). 1994 e WEBB et al. prevenindo a luteinização prematura dos folículos. ESTERÓIDES OVARIANOS E PROTEÍNAS FOLICULARES As gonadotropinas hipofisárias. mRNA de receptores ao FSH é encontrado em folículos >2mm em diâmetro. através do uso de um antagonista do GnRH.. tais com GH. FATORES ENDÓCRINOS NÃO-GONADOTRÓFICOS PELL & BATES (1990) sugerem que mudanças em hormônios metabólicos. atuam diretamente no crescimento e desenvolvimento embrionário.permanecendo com este tamanho por dois a três dias antes da regressão. Com a supressão de FSH e LH nenhum folículo >4mm foi observado. Estudos recentes mostram uma grande importância de outros fatores endócrinos. 1995). o crescimento dos folículos foi suspenso quando o diâmetro atingiu 7 .GONADOTROPINAS.. portanto. daí em diante a participação do FSH e LH é fundamental para o término do processo. Se a fase de crescimento coincide com a luteólise. GONG & WEBB (1996) mostraram que com a supressão da secreção pulsátil de LH.5. enquanto que o LH pode estar envolvido na seleção do folículo dominante..Além disso. progesterona. A foliculogênese. bem como de fatores intra-ovarianos sobre a foliculogênese (LOBB & DORRINGTON. FINDLAY. trabalhos recentes mostram que os estágios iniciais da foliculogênese não são dependentes do suporte gonadotrófico. 1994).2.5. Concluem afirmando que o FSH exerce um papel crítico no recrutamento de folículos a partir do “pool” inicial.

EGF (epidermal growth factor) e FGF (fibroblastic growth factor) têm sido objeto de extensiva investigação. IGF-I e insulina) estão envolvidos nos estágios iniciais da foliculogênese. Esta hipótese foi reforçada por LUCY et al. 1.1988). o número de folículos de 2 . Este é o processo.5. promovendo o aumento da população de folículos gonadotropinadependentes.5. 1.4. FGF e inibina inibem a função ovariana. A dominância é tão acentuada em bovinos que em mais de 95% das ondas foliculares somente um folículo torna-se dominante. O mecanismo dessa dominância ainda não está totalmente entendido. DOMINÂNCIA FOLICULAR Um dos fenômenos mais intrigante dentro da foliculogênese é a dominância folicular.3. sugerindo uma ação direta dos primeiros a nível ovariano.5mm. podem afetar a função ovariana diretamente ou através da ação gonadotrófica. enquanto os subordinados sofrem atresia (GONG & WEBB. FATORES INTRA-OVARIANOS Entre vários reguladores intra-ovarianos identificados. Este resultado demonstra um aumento no recrutamento de pequenos folículos. (1991) demonstraram que o uso de rGH em novilhas aumenta. LOBB & DORRINGTON (1992) demonstraram que IGF e TGF-ß podem aumentar o estímulo gonadotrófico para a diferenciação das células foliculares. Recentemente. IGF-I e insulina. Em uma revisão feita por GONG & WEBB (1996) há o relato de diversas pesquisas mostrando que EGF. Mostraram ainda que o uso de rGH aumenta as concentrações de GH. TGF-ß. GONG et al. (1993) que constatou a não expressão de receptores ao GH pelas células foliculares.acompanham as alterações induzidas pela nutrição em energia corporal e balanço proteíco. através do qual o folículo dominante secreta um fator que inibe diretamente o desenvolvimento dos folículos subordinados. novas evidências sugerem um mecanismo alternativo. mas a sua ação provavelmente seja sistêmica pois o desenvolvimento de um 7 . Acrescentam ainda que a expressão diferencial desses fatores estimulatórios e inibitórios e/ou seus receptores provavelmente determinam o destino de um determinado folículo dentro de um “pool” submetido ao mesmo ambiente gonadotrófico. A identidade deste fator ainda não é conhecida. 1996). enquanto IGF-I e insulina apresentam efeito estimulatório. através do qual um folículo selecionado continua a desenvolver. sem nenhuma alteração nos níveis de FSH e LH. fatores de crescimento tais como IGF. Inicialmente acreditava ser devido ao feedback negativo exercido pelo estradiol e/ou inibina produzidos pelo folículo ovulatório (WEBB & MORRIS. TGF-∝ (transforming growth factor). TGF-∝. em aproximadamente duas vezes. pois o número de folículos médios e grandes não foi alterado. Para GONG & WEBB (1996) estes e outros estudos mostram que os hormônios metabólicos (GH.

. resultando em um controle rigoroso na taxa natural de ovulação. GESTAÇÃO E PARTO Após a fecundação. passando então para o útero. GONG & WEBB (1996) completam afirmando que a dominância folicular exerce uma função importante na seleção do folículo ovulatório. Logo após a ovulação os níveis de progesterona aumentam e em sinergismo com o estrógeno promovem mudanças no endométrio e miométrio. et al. . 2. Ocorrem grandes transformações no útero. DURAÇÃO DA GESTAÇÃO 8 . chamada de botão embrionário. . Iniciam-se as divisões celulares e dentro de quatro dias o zigoto tem 16 células..período de ovo ou zigoto: começa com a fecundação e vai até o momento em que é feito a primeira fixação ao endométrio.folículo dominante em um dos ovários reduz o número e o crescimento dos subordinados em ambos ovários (GINTHER. A identificação desses fatores pode ser a chave que permitirá alcançar melhores resultados na manipulação fisiológica da taxa de ovulação e do desempenho reprodutivo. Em torno do 8o dia ocorre a ruptura da zona pelúcida e uma massa celular em crescimento.5o dia ele alcança a junção útero-tubárica. A quase totalidade do crescimento fetal acontece nesse período. formação da placenta e implantação ao endométrio uterino. (1988) e JAINUDEEN & HAFEZ. enquanto o miométrio torna-se relaxado.1.. o desenvolvimento embrionário e fetal acontece dentro do útero.(1993) dividem o período de gestação em três fases: período de ovo ou zigoto. McDONALD. período de embrião e período fetal. Ao final do 4o .período de embrião: vai do 15o ao 45o dia. A dominância parece ser controlada por mecanismos que agem em sincronia. 2. 1993). feto e placenta durante essa fase. Esse período de vida intrauterina é denominado de gestação. Começa ao 46o dia e termina com o parto. produção dos “fatores dominantes” que podem inibir diretamente o desenvolvimento dos folículos subordinados e a secreção de fatores que podem aumentar a resposta do folículo dominante às gonadotropinas. é liberada na luz uterina. Nesse momento as células do trofoblasto começam a formar a placenta.período fetal: é o período mais longo. Esse período é caracterizado pela formação dos órgãos e sistemas. As glândulas uterinas tornam-se ramificadas e secretam um muco espesso (leite uterino) que serve como meio nutriente para o zigoto. Isso inclui alterações na secreção de gonadotropinas por meio do mecanismo de feedback. especialmente em bovinos.1989 e GONG et al.

A placenta cresce mais rápido no início da gestação. por exemplo. 9 . Duração de gestação em diferentes raças Raça Duração média (dias) Variação Holstein 279 262 . Através da placenta também ocorre a troca de nutrientes entre as duas circulações. havendo um grande acúmulo de líquido durante a primeira metade da gestação.294 Zebu (Brahman) 292 271 . pulmão. CRESCIMENTO DO ÚTERO E FETO As membranas fetais e o feto crescem em ritmos diferentes. pode influenciar o comprimento da gestação. TABELA 1. Gestações com feto macho demoram um a dois dias a mais que aquelas com fêmeas. A idade da mãe. vitaminas e minerais passam na direção do feto. Metade do aumento no peso fetal acontece nos dois últimos meses de gestação.309 Jersey 279 270 . fetal e ambiental.A duração da gestação é geneticamente determinado.3. A Tabela 1 mostra a duração média da gestação em algumas raças bovinas.310 Fonte: JAINUDEEN & HAFEZ (1993) 2. FUNÇÕES DA PLACENTA A placenta exerce muitas funções. Glicose. o sangue do feto nunca se mistura com o da mãe. aminoácidos. embora possa ser modificado por fatores materno.2. 2. rins.285 Aberdeen . tornando a glândula incapaz de atingir a sua produção máxima. proteínas e energia.316 Shorthorn 283 273 . fígado e glândulas endócrinas. incluindo quantidades corretas de minerais. Novilhas geralmente apresentam períodos mais curtos de gestação que vacas. permitindo que o oxigênio passe do sentido materno para o fetal. substituindo o tecido secretor.angus 279 Hereford 285 243 . Esse crescimento requer menos energia que aquele do feto. porque é nesse momento que o feto experimenta a maior intensidade do seu crescimento. É importante mencionar que a fêmea gestante deve receber uma dieta balanceada durante toda a gestação. Em vacas super-alimentadas pode acontecer depósitos de gordura na glândula mamária. fazendo com que o requerimento em energia durante esse período seja baixo. vitaminas. Durante a segunda metade da gestação a quantidade necessária de energia aumenta acentuadamente. Apesar da circulação materna e fetal estarem bastante próximas. substituindo o trato gastrointestinal.

1993). estimula a síntese de estrógenos para que ocorra o relaxamento do canal do parto. não a mãe. na vaca.e a desinfecção do córdão umbilical . Como consequência a placenta converte progesterona em estrógenos. Então. devido principalmente ao tamanho do feto que vai nascer. lactato e aminoácidos são importantes substratos para a produção de energia (JAINUDEEN & HAFEZ. PARTO É o processo fisiológico da expulsão do feto e placenta do organismo materno. O relaxamento da via fetal óssea (sínfise pubiana) e dos ligamentos pélvicos é evidente na vaca. 2. hormônio responsável pelas contrações uterina para a expulsão do feto. um hormônio produzido pelos ovários. É frequente o isolamento da vaca antes do começo do trabalho de parto. No final da gestação ocorre um aumento significativo nas concentrações plasmáticas de cortisol.4. A relaxina. visto que a passagem de imunoglobulinas via placentária é quase inexistente na vaca. Segundo JAINUDEEN & HAFEZ (1993) uma das descobertas mais excitantes na fisiologia reprodutiva foi a de que o feto. causando problemas no desenvolvimento do bezerro. produzido pela adrenal do feto. edema de vulva e atividade mamária. CUIDADOS COM O RECÉM-NASCIDO São muitos os aspectos que devem ser observados logo após o nascimento do feto.prática de fundamental importância para a proteção do recém-nascido. 2. Essa PGF2∝ promove a regressão do CL e queda nos níveis de progesterona. Variações nos níveis hormonais próximo ao parto podem ser vistas na Figura 3. que por essa via poderiam chegar até o fígado. a qual por sua vez ativa o eixo hipatálamo-hipófise-adrenal fetal. é quem controla os mecanismos que estimulam o começo do trabalho de parto na maioria dos mamíferos. 3. Acetato. Para THORBURN (1991) o aumento da demanda metabólica na placenta durante a fase de rápido crescimento fetal (último trimestre) estimula a produção placentária de PGE2. causa um aumento na liberação de ocitocina.5. ESTRATÉGIAS DE MANEJO PARA O RETORNO AO CIO 10 .possibilitando o seu crescimento. possibilitando um aumento na concentração de cortisol fetal. A maioria dos sinais de proximidade do parto estão relacionados com mudanças nos ligamentos pélvicos. Dentre eles podemos destacar a ingestão do colostro . que passam a estimular a secreção de PGF2∝ e desenvolvimento de receptores à ocitocina.o que impede a penetração de agentes infecciosos. McDONALD (1989) afirma que uma grande distensão vaginal. é através do colostro que ele adquire a proteção dos anticorpos nos primeiros dias de vida .

5 20 60 8. conforme mostra as Tabelas 3 e 4.5 12 100 Fonte: FONSECA (1995) Da análise desta tabela concluímos que devemos trabalhar para melhorar o período de serviço. o mais rápido possível. que possibilitem alcançar índices adequados.5 9. pois todos os índices de produtividade que permitem a avaliação do rebanho são diretamente dependentes dessa eficiência. Efeito do período de serviço e gestação sobre o intervalo entre partos e taxa de nascimento Período de serviço (meses) Gestação (meses) Intervalo entre partos Taxa de nascimento (meses) (%) 14.5 9.tempo decorrido entre o parto e o primeiro cio fértil sobre a eficiência reprodutiva de um rebanho.5 18 65 7. Na Tabela 2. CONTROLE DA AMAMENTAÇÃO Entre os fatores que afetam o período de serviço. (1981) e FONSECA et al. é altamente relacionada com a reprodução.5 24 50 10.5 9. em vacas de corte.5 15 80 4.(1987) demonstraram que a racionalização do manejo da amamentação apresentou resultados significativos sobre o período de serviço.1.4 9.5 9. atrasa o retorno ao cio. pois várias pesquisas têm demostrado que a presença da cria ao pé.5 14 86 3. É muito fácil de aceitar que a rentabilidade econômica de uma empresa agropecuária. Portanto.5 9. Da análise desta tabela. FONSECA (1995) demonstra os efeitos do período de serviço .5 17 70 6.5 9.5 13 90 2.5 9. principalmente aquelas que exploram a bovinocultura de corte.A eficiência reprodutiva de um rebanho é uma das características mais importantes sob o ponto de vista econômico. 11 . TABELA 2.5 9. 3. Trabalhos realizados no Brasil por FONSECA et al. a amamentação tem merecido lugar de destaque. se quisermos melhorar a eficiência reprodutiva. é vital para o sucesso econômico da pecuária brasileira. fica claro a necessidade de se adotar medidas de manejo que possibilitem que a vaca retorne ao cio. a adoção de estratégias de manejo reprodutivo.5 16 75 5.

houve um ganho compensatório após a desmama. face ao fato desses animais terem sido menos dependentes do leite materno e portanto adquirido um desenvolvimento mais precoce da flora ruminal. embora nas primeiras pesagens. a intervalos regulares de 30 em 30 dias (SHANG). (1987) Obs. (1993) mostraram que o retorno da ciclicidade ovariana e ovulação é adiada em consequência dos níveis pulsáteis de LH permanecerem abaixo daqueles necessários para promover 12 .8%) IV 34 31 (91. em uma estação de monta de 100 dias.: Descrição dos tratamentos: I ⇒ manejo tradicional. Vários estudos realizados por WILLIAMS (1990) e WILLIAMS et al. o que era esperado. Efeito de diferentes métodos de amamentação sobre a manifestação de cios e gestação.2%) Fonte: FONSECA et al.(1981) TABELA 4. apresentou resultados superiores aqueles encontrados com o manejo tradicional.2%) II 33 24 (72.2%) III 34 26 (76. observa-se que qualquer das estratégias de manejo adotadas. observou-se que não ocorreram diferenças significativas entre os grupos.1%) 68(57. porém com a separação de bezerro por 48 horas no primeiro dia do experimento e posteriormente. Tratamento N° de animais Vacas em cio Vacas gestantes I 34 20 (58.2%) Manejo experimental (duas mamadas por dia) 119 87(73.2%) 22 (64.1%) 24 (72. os animais dos tratamentos V e VI apresentassem pesos inferiores.5%) 20 (58.6%) 47(39. Efeito do método de amamentação sobre a taxa de concepção em vacas zebu Tratamento N° de vacas Vacas em cio Vacas gestantes Manejo tradicional (bezerro ao pé) 120 56 (46.TABELA 3. III ⇒ amamentação duas vezes/dia IV ⇒ associação do II e III V ⇒ uma única mamada/dia VI ⇒ associação do II com o V Analisando os dados da Tabela 4.6%) Fonte: FONSECA et al. com exceção do SHANG.7%) VI 34 30 (88. reduzindo assim o stress da desmama. com bezerro ao pé II ⇒ semelhante ao I.7%) V 33 30 (90.8%) 14 (41.7%) 13 (39.2%) 23 (67. Em relação ao pêso dos bezerros. Segundo os autores.

Sugeram também que não se deve permitir mais de 20% de gordura na carcaça. nos casos de presença contínua do bezerro junto à mãe. para os animais que receberam suplementação pré e pós-parto e grupo controle (sem nenhuma suplementação). antecipando a manifestação de cios. INFLUÊNCIA DO NÍVEL NUTRICIONAL Para SHORT & ADAMS (1988) o nível nutricional pré-parto é o fator mais importante na diminuição do intervalo parto-primeira ovulação.(1990) resume informações de diversos autores afirmando que o intervalo parto-primeiro cio e a taxa de prenhez são influenciados pelo nível nutricional pré e pós-parto. Resultados de trabalho realizado por NAASZ & MILLER (1990) comprovam esta afirmação.2 e 58. em relação à manifestação de cios. INFLUÊNCIA DO MACHO Tem sido demonstrado que a presença do touro ou rufião junto às vacas. de anestro pós-parto. ao encontrarem uma diferença de 16 dias. quando se quer melhorar a eficiência reprodutiva.8% de gordura na carcaça. ao final da estação. Essas pesquisas evidenciaram também que existe uma “relação e/ou ligação mãe-filho” que seria o fator responsável pela inibição da secreção de LH e da ovulação. para poderem manter um período aceitável. 60 dias.o desenvolvimento dos folículos pre-ovulatórios. para que consigam obter um intervalo parto-cio de 60 dias.3 dias. respectivamente.7. para que possa se obter a máxima eficiência. na fase puerperal. 3. HOUGHTON et al. vacas em moderada condição corporal ao parto devem possuir no mínimo 15. O primeiro impacto desta prática é o de permitir.3. 4. De acordo com esses autores. suplementadas antes e depois do parto. condição corporal e amamentação.4% de gordura necessitam receber uma dieta contendo 130% das exigências preconizadas pelo NRC.2 dias de intervalo parto-cio. durante a estação reprodutiva. 3. 42. respectivamente. Vacas que parem com apenas 12. OLIVEIRA FILHO (1997) trabalhando com vacas da raça Canchim. pode ser importante para estimular a retomada das funções reprodutivas.2. 112. conhecer a real situação 13 . a favor do grupo de vacas expostas ao rufião.13 e 108. encontrou 58. ESTAÇÃO DE MONTA A estação de monta é uma das primeiras medidas de manejo a ser implantada em uma fazenda.

favorecer a seleção de vacas com maior habilidade materna. (1990) também mostram evidências que recomendam a adoção de uma estação de monta para vacas com duração máxima de 120 dias e para novilhas de 90 dias. É importante salientar a necessidade de se estabelecer uma estação de monta diferenciada para as novilhas. glândulas acessórias. informam 14 . com o nascimento e desmama dos bezerros. se quisermos alcançar alguma evolução genética aditiva.000 indivíduos testados por ano teriam que ser incorporados ao rebanho. quando é geralmente satisfeita a condição fisiológica da vaca para manifestar cios e ser fecundada. Segundo ANDRADE et al. (1990) o criador de gado de corte tem duas opções para adoção da estação de monta: uma no perído das águas. com o acabamento e abate dos machos. tornando fácil para o técnico o planejamento e a eliminação das reprodutoras indesejáveis. especialmente. principalmente a de corte. FONSECA (1984) e ANDRADE et al. com reflexos negativos para o bezerro e outra na sêca com desvantagens para as vacas. o que resulta em um período de 60 dias a mais de descanso para as novilhas. mostram que precisaríamos de aproximadamente 1. do sistema locomotor. de maneira geral. descanso dos touros e.1984). apresentam períodos mais longos de intervalo parto-cio. torna-se fundamental a realização da avaliação andrológica dos reprodutores. a melhor alternativa seria o estabelecimento da estação durante o período de chuva.6 milhão de touros. julho e agosto. FONSECA (1984) acha insustentável uma estação de monta durante os meses de junho. Para ele. após o primeiro parto. considerando o número de fêmeas aptas à reprodução e já descontando aquelas que são inseminadas. pois estas. 320. isto é. apesar das vantagens que traria para a cria que nascesse no início da sêca e fosse desmamada na estação chuvosa. Ainda segundo este autor. epidídimos. Ainda. Isto é o que se chama de seleção para fertilidade e. se usarmos a relação de um touro para 25 vacas. Cálculos realizados por PINEDA (1996). aquelas que nas mesmas condições das outras não ficaram prenhas. considera-se o exame do sistema genital (testículos. pênis e prepúcio). sem dúvida. mantendo uma reposição mínima anual de 20% de touros jovens. as principais vantagens da estação de monta são: concentração dos trabalhos relacionados com a monta natural ou inseminação artificial. com a estação destas começando 30 dias antes que a das vacas. RELAÇÃO TOURO/VACA Quando da avaliação reprodutiva de um touro. 5. podendo chegar ao final da segunda estação ainda em anestro.reprodutiva de cada vaca. é a maior vantagem da estação de monta (FONSECA. é submetida à monta natural. para que se obtenha uma eficiência reprodutiva adequada. sofrem um grande desgaste e encontram dificuldades para o retorno da ciclicidade ovariana e. Sabendo-se que no Brasil mais de 95% da população bovina. a qualidade do sêmen e a habilidade do touro em servir ou não a vaca. Dados das ABCZ.

4 % de indivíduos 46.3 e 89.00 1. encontraram os resultados da Tabela 5.2 11. o que atende menos de 32% da demanda.3 fêmeas (vacas solteiras e novilhas). Concluem afirmando que a realização de avaliações andrológicas e comportamentais são fundamentais para o sucesso dessa prática. durante uma estação de monta de 63 dias. A análise econômica dos resultados mostrou uma economia em torno de 14.4 Capacidade de serviço* 0.00 0. utilizando a relação de 1 touro:40 vacas. submetidos a exames andrológicos e de comportamento sexual.28 Perímetro escrotal (cm) 36. a percentagem de fecundação é alta.17 8.9%.6%. Provas para avaliar a capacidade reprodutiva de touros a partir da biometria testicular. capacidade de serviço e taxas de prenhez em touros Nelore Alta Característica Baixa Média Variação da libido(0-10) 0-3 4-6 >7 Libido média 2.4 43. A capacidade reprodutiva dos touros Nelore é desconhecida e segundo PINEDA & LEMOS (1994) e FONSECA (1995) é patente a subutilização desses indivíduos na monta natural.8 67. acasalando-os com uma média de 40. FONSECA & PINEDA (1996) usando a relação touro:vaca de 1:80. 90 e 120 dias após o início da estação de monta foi de 68.23 4. PINEDA & LEMOS (1994) encontraram diferenças significativas de prenhez entre os touros de alta capacidade de serviço comparados com aqueles de média e baixa. (1991) utilizaram touros Nelore .5 88. TABELA 5.11 36. da libido e da capacidade de serviço têm sido realizados no Brasil. FONSECA et al. VALE FILHO (1994) relata que quando a classificação andrológica é razoável e a libido é alta. 80. em uma estação de monta de 63 dias. da qualidade do sêmen. pois esse comportamento influencia diretamente a fertilidade do rebanho. . Ainda. BLOCKEY (1976) afirma que o principal objetivo de um touro “melhorador” é promover o progresso genético do rebanho e sua principal função é identificar o maior número de vacas receptivas sexualmente.8 *Número de montas em 40 minutos 15 . Prova de libido.19 36.456 tourinhos puros Nelore em 1996. O aumento da relação touro:vaca para 1:50 e o estímulo para a expansão da inseminação artificial reduziria a necessidade de touros provados.5.A taxa de prenhez obtida aos 30.51 Prenhez (%) 68. servindo-as com eficiência. 60.da existência de apenas 100.4. 88. respectivamente. A situação contrária (libido razoável e classificação andrológica alta) mostrou o mesmo resultado.

FONSECA.. Dev. 1989.165-171. FONSECA. B. NORTE.. e SILVA. Bras. Med.. Vet. porém não mostram segurança para descobrir aqueles de baixa habilidade.. V. Belo Horizonte: Escola de Veterinária-UFMG. L.233-240. p. L. V. p. V. Fert. Bras. 1996. 127139. Esc. et al. 1976. 393-401. Arq. Efeito de diferentes métodos de amamentação sobre as eficiências produtiva e reprodutiva de um rebanho bovino de corte. N. 16 . Med. Efeito da amamentação sobre a eficiência reprodutiva de vacas Zebus (Bos indicus).6. p. O. v. Bras. 1987. D. V. O. N. Novos estudos precisam serem executados.2. Reprod. v. n.112. e LIMA.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE. O. 37p. O. Theriogenology. O. v. A. CHOW. Arq. CRUDELI. 56-68. Med... podemos concluir que a relação touro:vaca atualmente empregada (1:25) está bastante aquém do potencial reprodutivo dos touros Nelore.103-108. p.1990. FONSECA. A.. BLOCKEY. 6. Coeficientes de correlação simples entre libido. FONSECA. 1981. Fert. J. n. Vet. esclarecendo os criadores sobre as vantagens da sua utilização rotineira. Entretanto. v. & PINEDA. p. e SANTOS.1984..39. FINDLAY. A. Efeito de diferentes épocas de início da estação de monta sobre o comportamento reprodutivo de novilhas de corte. O manejo da reprodução e o aumento da eficiência reprodutiva do zebu. J. e NORTE.. n. E.. visando principalmente a padronização das provas e também deve-se continuar trabalhando no sentido de divulgar essas novas técnicas. V. 1995. ANDRADE. Anim.. S. A. deve-se ressaltar a importância da realização de todas as provas necessárias para que se possa recomendar um aumento nessa relação. Concluem afirmando que essas provas identificam os animais de alta habilidade de monta. Zoot. V. 87. V. n. R. n. L. Temporal associations among ovarian events in cattle during estrous cycles with two and three follicular waves. p. A measure of serving efficiency of bulls during pasture mating. A.. L.2. G. 15. A. Agropec. Vet. 93-101.10. V. L. Arq.6 . p. Inf. KNOPF.. P. v.O. 223230. AZEVEDO. P.. Avaliação da capacidade reprodutiva de touros Nelore: aspectos andrológicos e comportamentais. A. GINTHER. O. J. Potencial reprodutivo de touros da raça Nelore (Bos indicus) em monta natural: proporção touro:vaca 1:40 e fertilidade. p. v.33. O. Bras.. Rev. KASTELIC. J. v. Reprod. V.Vet. 1994. J. K. CHOW. 199l FONSECA. L. Zoot. biometria testicular e características seminais em touros jovens da raça Nelore (Bos indicus).Fonte: FONSECA & PINEDA (1996). Reprod. FONSECA. J. FONSECA. J. Dos relatos anteriormente mostrados.42. Arq. UFMG.. M.1. Zoot. Peripheral and local regulators of folliculogenesis.

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