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Os caminhos para a formação de professores

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Os caminhos para a formação de professores Formar os professores é a principal função do coordenador pedagógico.

Veja as melhores estratégias para cumprir essa missão Gustavo Heidrich (gestao@atleitor.com.br) Dentro da escola, a função de coordenador pedagógico nem sempre é bem delimitada. Muitos acham que o profissional que exerce o cargo é um auxiliar do diretor para as questões burocráticas. Outros acreditam que cabe a ele resolver os problemas disciplinares dos alunos. E o pedagógico que está na denominação do cargo quase sempre é esquecido. Porém é essa palavra que define a tarefa do coordenador: fazer com que os professores se aprimorem na prática de sala de aula para que os alunos aprendam sempre. Para isso, ele só tem um caminho: realizar a formação continuada dos docentes da escola. Mais sobre coordenação pedagógica Vídeo Acompanhe uma aula da formadora Telma Weisz em um curso para coordenadores em São Paulo Reportagens Hora-atividade é para melhorar a formação A origem do sucesso (e do fracasso) escolar O papel do professor na formação continuada Aprender sempre para ensinar mais Estudar faz bem a sua carreira Aprender sempre Oito desafios da formação de professores Divórcio entre formação e prática Tudo sobre Produção de texto A confusão sobre as tarefas do coordenador - em muitas redes também chamado de orientador ou supervisor pedagógico - está relacionada a concepções diferentes sobre a maneira como ele se torna um bom profissional. Há quem acredite que ensinar é uma vocação e, por isso, o dom nasceria com a pessoa. Outros afirmam que ele aprende por tentativa e erro, acumulando experiências de sala de aula. E ainda existem os que defendem que o domínio do "como ensinar" vem da mera reprodução de roteiros prontos de aulas e de atividades. A necessidade de haver formação continuada só surge quando o professor é visto co um profissional que deve sempre aperfeiçoar mo sua prática ao fazer um trabalho de reflexão sobre ela e tem contato com o conhecimento didático. É aí que surge o papel de formador do coordenador pedagógico, que se torna imprescindível para orientar esse pr cesso. o Para bem cumprir a função, ele deve estar sempre atualizado (o que significa estudar muito) com as didáticas específicas compostas dos saberes sobre os conteúdos, da forma de ensinar cada um deles e da maneira como as crianças aprendem. As pesquisas sobre elas costumam ser divulgadas em seminários, livros, internet e em diversas reportagens publicadas pela revista NOVA ESCOLA. É com esse conhecimento que o coordenador pedagógico planeja os encontros de formação. Nele, ele tem dois principais caminhos a percorrer: o da dupla conceitualização e o da tematização da prática. Ambos você conhecerá em detalhes nesta reportagem. Dupla conceitualização É a estratégia que permite dois aprendizados simultâneos: sobre o objeto de ensino e sobre as condiçõesdidáticas para ensiná-lo. Essa estratégia surgiu dentro da didática da Matemática e os programas de formação mais atualizados estão fundamentalmente apoiados nesse tipo de intervenção. Ela recebe esse nome por permitir que, durante a formação, ocorram paralelamente dois aprendizados: sobre o objeto de ensino e sobre as condições didáticas necessárias para que os alunos se apropriem dos conteúdos, conforme explica a educadora argentina Delia Lerner no livroLer e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário. Outras áreas também começaram a usá-la, com destaque para Leitura e Escrita, na década de 1990. A dupla conceitualização envolve duas etapas principais. Na primeira, o coordenador propõe uma atividade desafiadora para os professores. O objetivo é fazer com que eles vivenciem a situação de aprendizagem e identifiquem os conhecimentos que estão em jogo para ensinar determinado conteúdo. Se o tema da formação é o desenvolvimento da competência escritora, é possível propor ao grupo a produção de um t xto e, durante o processo, e fazer as intervenções necessárias usando os procedimentos envolvidos na construção textual, como o planejamento e a revisão. Durante essa fase, o formador pode reconceitualizar os conteúdos, tornando observável o que os professores têm de ensinar. No caso da escrita, as intervenções devem mostrar que o conteúdo em jogo não é uma fórmula para ensinar e produzir os diferentes gêneros, mas a construção de competências leitoras e escritoras no aluno , explica Paula Stella, coordenadora do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.

de Salvador Tematização da prática Tematizar significa retirar algo do cotidiano. É preciso o ser afirmativo. -lo coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita. Devem ser usadas boas práticas como modelos para análise e discussão. ele promove uma discussão sobre as condições proporcionadas para realizá a maneira como foi feito o planejamento. Em uma atividade de Geometria para o 9º ano. sequências didáticas. Com base na atividade feita pelo grupo. então. fazer um recorte da realidade. Por fim. durante os encontros de formação. analisamos os procedimentos usados e as intervenções feitas por mim que tinham ajudado na execução da atividade. é possível ter acesso às concepções dos professores. faz a formação continuada para os professores especialistas do segundo ciclo do Ensino Fundamental: Como elesjá dominam bem os conteúdos das respectivas áreas. Para que ela aconteça de forma satisfatória. Eles podem ser conseguidos dentro da própria escola ou trazidos de fora. consequentemente. conta ela (leia mais no depoimento abaixo). Notei. Caso o professor que terá seus registros estudados seja da equipe. para. essa ferramenta também pode ser usada tendo como base o planejamento de projetos didáticos e institucionais. Aí estão as gravações feitas em vídeo ou áudio de uma aula e a observação em sala feita pelo coordenador pedagógico. pesquisadora e uma das pioneiras na introdução dessa estratégia no Brasil. Maria Ivone Domingues. afirma Regina Scarpa. Ela resolveu realizar uma situação de dupla conceitualização para que os docentes também aprendessem a fazer resumos. planos de aula. formadora do Instituto Chapada de Educação. os professores devem ser capazes de planejar um plano de aula ou uma sequência didática para os alunos dentro da perspectiva estudada. é imprescindível que eu estude as didáticas específicas de cada disciplina para ajudá-los a melhorar a maneira de ensinar . Com base no que tínhamos discutido. O ideal são situações das quais seja possível extrair a teoria previamente estudada e os procedimentos aplicáveis a outras situações da mesma natureza . Na primeira categoria.Na segunda etapa. o formador mostra como ensinar. É teorizar . ele deverá aceitar os objetivos didáticos da tematização. que seriam lidos pelos colegas. formadora do Instituto Chapada de Educação. ao mesmo tempo em que era preciso interpretá-los e resumi-los. Apesar de serem mais difundidas na Matemática e na Leitura e Esc rita. discussão sobre as abordagens de cada autor e a escrita de resumos. que serviram como referenciais teóricos sobre o objeto de ensino. No fim. . explica Telma Weisz. portfólios dos alunos e até o projeto pedagógico documentos que. Ivone usou os relatórios dos professores para fazer a tematização da prática. utiliza essa prática com sucesso durante os cursos de formação de professores e coordenadores pedagógicos que realiza em 30 municípios baianos: Uso essa estratégia quando percebo que os professores desconhecem os conteúdos ou têm uma visão equivocada sobre eles . as situações de dupla conceitualização podem ser adaptadas à reflexão sobre o ensino de qualquer disciplina desde que sejam garantidas as duas etapas: a reconceitualização do conteúdo e o modo de ensiná . Com base neles. estar consciente dos ganhos que terá no processo econcordar em socializar seus escritos com os colegas. É importante ter cla reza de que os relatos são sempre uma impressão da realidade. uma das maneiras mais eficientes de e studar (leia o depoimento de Neurilene abaixo). Por não passarem por interpretação. Neurilene Ribeiro. Há alguns anos. Eles conseguiram identificar algumas. Antes de tematizar sobre a prática. do coordenador e o motivo de elas terem sido usadas e levanta hipóteses sobre como ensinar determinado conteúdo. eles permitem saber o que de fato ocorreu durante a interação entre aluno e professor. pudessem ensinar os alunos como estudar. Foi o que ela fez ao constatar que os professores do Ensino Fundamental tinham dificuldade em desenvolver procedimentos de estudo e. Neurilene Ribeiro. momentos de leitura e de tomada de notas. rotina. Na segunda etapa. é preciso capturá-la na forma de relatos e registros. possibilitam a tematização em tempo real. em São Paulo. Não adianta registrar uma situação inadequada para dizer aos professores o que nã funciona. professora. e outras eu precisei explicitar. como os relatórios e os diários de classe elaborados pelos professores. ensina Regina Scarpa. coordenadora pedagógica da Escola da Vila. ao serem elaborados em parceria entre professores e formadores. Já os registros são a documentação da prática que não passa pelo filtro ou pela interpretação de um relator. estão as escritas profissionais. não sabiam como ensinar os alunos a estudar e a interpretar textos longos e complexos. algumas condições básicas precisam existir. Aprender e ensinar Em um curso de formação. Levantei as dúvidas e selecionei vários textos sobre como ensinar a ler para estudar. com isso. É papel do coordenador trazer as referência s teóricas necessárias para embasar a análise durante a formação. que muitos tinham dificuldade em fazer intervenções quando a turma estava trabalhando com a resolução de problemas que exigiam dedução e muitos simplesmente nada faziam . transformá-lo em objeto de reflexão. Esse planejamento é fundamental para que a estratégia não se torne um julgamento da prática sem resultados formativos. Previ a organização do grupo em duplas. incluí uma situação de dupla conceitualização para que os professores aprendessem a resumir e. condicionada pelos saberes prévios de quem os produziu. elaboramos uma sequência didática para ensinar os alunos a estudar. as intervenções -la.

Palavras-chave: formação de professores.Usei os relatórios das aulas de Geometria para discutir com os professores como intervir quando os alunos estão trabalhando com processos dedutivos.br/ppc/educacao-e-linguagem/educacao-e-linguagem-15/formacao-de-professores-trabalhodocente-e-suas-repercussoes-na-escola-e-na-sala-de-aula 30/03/11 PROFISSÃO: PROFESSOR . Finalmente. em encontros de duas horas e meia. então. em linhas gerais. coordenadora pedagógica da EMEI Professora Mari Alice a Pasquarelli. educação escolar. Mais especificamente.metodista. SP. já prevendo as possíveis intervenções que seriam feitas. Ipatinga. RO. algumas facetas das relações entre formação de professores e o trabalho docente e suas repercussões nas instituições escolares. São Paulo. Por meio da observação da sala de aula. Pedro Garcia Coitinho. Portão. baseado em artigo de Kenneth Zeichner. sem o viés interpretativo ao qual os relatórios estão sujeitos .com. coordenadora pedagógica da Escola da Vila. Maria Ivone Domingues. MG. Ao se tornar um formador. Márcia Siqueira Cabral. fizemos um planejamento combinando que gravaríamos diferentes propostas. do Cedac.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/caminhos-formacao-professoresGO 476133. Bem trilhados. http://www. É fazer com que os professores consigam ver além dos hábitos e conceitos adquiridos com a experiência e a formação inicial. que devem escolher onde querem ficar. afirma Paula Stella. Está prevista a realização de várias rodas de leitura. relata Leninha. o coordenador é capaz de fazer uso das estratégias de maneira a produzir uma escola dinâmica. onde três agendas disputam a hegemonia das políticas de formação docente. No fim: a aprendizagem Os dois caminhos trilhados a dupla conceitualização e a tematização da prática se encontram no fim. em São José dos Campos. No começo do ano. Presidente Médici. Concluímos. Anápolis. o coordenador assume sua responsabilidade e seu papel decisivo para a aprendizagem dos alunos . de São Paulo De todos os tipos de registro.shtml 30/03/11 Formação de professores. trabalho docente e suas repercussões na escola e na sala de aula* Júlio Emílio Diniz Pereira Resumo O objetivo deste artigo é discutir. ele apresenta como essa questão está sendo tratada nos Estados Unidos. como é conhecida na escola. É reunir opiniões e concepções da equipe em torno de um projeto pedagógico. Helena Cristina Ruiz. n O problema estava na gestão do tempo e do espaço durante os cantinhos : algumas professoras ultrapassavam o tempo estipulado fazendo com que a maioria das crianças ficasse cansada ou tentavam ensinar conteúdos em um momento que deve ser de livre escolha . Verificamos que os alunos percebiam que os ângulos inscritos em uma semicircunferência eram retos. levam à aprendizagem dos alunos. usa com frequência o vídeo para fazer a formação continuada das professoras de sua escola. percebi que o que propusemos i icialmente não estava funcionando na maioria das salas. Nela estavam previstos os agrupamentos que seriam feitos e os conhecimentos que os alunos precisariam ter. finaliza Regina Scarpa . Adailza de Souza Melo. mas eles não sabiam explicar o porquê. Primeiro. Ao reconhecer que os professores podem (e devem) construir continuadamante a reflexão sobre a prática e de que a base dos processos formativos são os conhecimentos didáticos que decorrem desse processo. Juntas. conta Leninha (leia o depoimento dela abaixo). ela planeja com toda a equipe a rotina para a creche e a pré-escola. montamos uma sequência didática que levasse as turm do 9º ano a as chegar a alguns conceitos. Gilza Carvalho Soares. Ela permite que a prática seja analisada como ela realmente acontece. que aqueles eram os momentos certos para a interferência: quando eles demonstrassem precisar de mais informações para progredir. este texto analisa a condição (do trabalho) docente e a condição de (ser) docente e suas repercussões naquilo que acontece efetivamente nas salas de aula. Os cantinhos são organizados com jogos. a coordenadora pedagógica foi atrás de um bom modelo. Depois de identificar onde estava o entrave. * Leitores que sugeriram a reportagem: Márcia Maria da Silva. trabalho docente. dominando as estratégias e o conhecimento didático. Ser formador é oferecer a teoria e as condições para aprimorar a prática. Uma das professoras era muito organizada e criativa nas propostas. que ocorre duas vezes por semana. a gravação em vídeo é considerada a que tem o maior potencial formativo. brincadeiras no parque e cantos de atividades diversificadas. sabia como encaminhar as atividades e gerir a sala de uma maneira eficiente e concordou em compartilhar a experiência com as colegas. a 100 quilômetros de São Paulo. RS. por meio da sistematização do que ocorre em sala de aula. http://revistaescola. Gravei meia hora só com as atividades diversificadas que ela fazia com os pequenos . Encontrou -o dentro da própria equipe e decidiu que seria com ele que faria a tematização da prática. que revelavam a atuação deles e os momentos em que tinham dificuldade de intervir. Li muito sobre processos dedutivos antes de analisar os relatórios dos professores.abril. livros e brinquedos e têm como objetivo estimular a autonomia dos pequenos. independente e capaz de se adaptar constantemente às mudanças e exigências dos processos de ensino e aprendizagem.

que torna o professor um elemento educativo. Em São Paulo. o nível de informação está se superando e a classe está se integrando cada vez mais. do que aquilo que se ensina. Nós progredimos da "palmatória" ao "laptop". os conceitos. Existem até professores que pensam em fundar uma cooperativa educacional e conduzirem Universidades Cooperativadas por todo Brasil. comunicação verbal. com um déficit de 254 mil professores e que deve se agravar ainda mais com as aposentadorias dos que estão na ativa (55. Além de estar em todas as livrarias do Brasil. causar reflexões. ainda há muito que se fazer. conhecimento para transmitir informações. Quero aqui mostrar que existem outros pontos que esses futuros professores devem ter em mente. assim como interesse nos alunos. Quero trabalhar em museus ou laboratórios onde o salário valha a pena e. ele mesmo. criando novas oportunidades para os profissionais de ensino. como já vem acontecendo em alguns bons colégios particulares puxando os professores da rede pública para suas salas de aula. mostra empenho e demonstra carisma. por suas novas pesquisas e o desejo de ver seu trabalho discutido numa sala de aula. capaz de causar reflexões profundas no universo humano e social. Dar aulas para ser maltratado por alunos e ter uma profissão totalmente desrespeitada? . Mais vale o que se aprende. Uma vez que toda informação apresentada. não só no mercado educacional. auxilia na credibilidade. Conhecimento de relacionamento humano e também de comportamento. Acho que o professor não precisa nem de shows ou piadas. Eu acredito que não falte muito para progredirmos para um reconhecimento salarial mais justo e para métodos com mais resultados em reter a atenção dos alunos na difusão da informação. em Congressos nos quais faço palestras.. É impressionante que nosso governo ainda não tenha notado o poder que a educação tem na formação de um país melhor e nem o quanto economizariam em programas sociais. Alguns professores não se preocupam em conhecer como as informações podem ser transferidas de maneira agradável. Na verdade. no Brasil. como recebe e armazena essas informações.Estamos. mas em todos os contextos de expansão de informação. a experiência do livro e a vivência. A motivação é hoje elemento primordial para qualquer profissional. mais buscarem . Professores devem se automotivar por suas novas descobertas.1% dos docentes brasileiros têm mais de 30 anos. Narro. são conceitos para serem discutidos em sala de aula. Eis aí o professor empreendedor. Basta ver o número de professores em Co ngressos há alguns anos atrás comparados com a lotação dos Congressos de hoje. existem escolas que não conseguem professores de química ou geografia. que segundo D. indo além da atuação em sala de aula. sem sair de seu escritório ou de sua casa. Financeiramente. graças à globalização das informações e as possibilidades de pesquisa em diversas partes do mundo. De nada adianta uma avalanche de informações se o aluno não aprende nem 1%. como um case. que procurem o curso de oratória do Reinaldo Polito. Eu acho que hoje. Tenho sugerido a muitos deles. Professores têm de estar sempre dispostos a se relacionarem ao nível do aprendizado do aluno. Vislumbro boas perspectivas para a classe docente. nunca se teve um tempo como este. Os educadores de hoje têm a possibilidade de cada vez. Pedro I: "se pudesse escolher uma profissão escolheria a de professor". Ela tem efeito contagiante. Não acredito que a motivação dos professores é a causa. em se tratando de conhecimento e atualização. apenas dão aula. por exemplo. mas saber como passar estas informações de maneira nutritiva e com resultados positivos. tem de estar entusiasmado. mostrando como modificar condutas e desenvolver cidadania para cada um dos funcionários da fábrica. o professor. atuo nesta área com muita paixão e pretendo num futuro próximo dedicar-me ainda mais a esta atividade. causar muitas dúvidas. aperfeiçoamento de seus conhecimentos aumentando suas competências e quem ganha com isto são os alunos. saber como o cérebro atua. Um ponto favorável é a expansão de Faculdades e Universidades particulares. e que brevemente seguirão uma política de remuneração atualizada com as necessidades profissionais dos professores. Uma profissão gratificante e de novos rumos sempre uma profissão do futuro. possibilidades de trabalho crescendo. é também adotado em diversas Faculdades e Universidades. pessoalmente. Conhecimento. Ele precisa. Eu. espírito de pesquisa. nos dias de hoje. Muito mais que isso é um instrumento didático. de uma maneira que contenha emoção. conhecer bem cada um de seus alunos. mostrar-se interessado pela situação dos alunos e ter informações privilegiadas. profissionalmente. é mais fácil de serassimilada e difundida. em um de meus livros chamado Fábrica de Gente toda história de um projeto. . pelo motivo de estarem diante de professores bem preparados. Infelizmente os jovens que estão entrando para o Magistério hoje são claros e taxativos: Não quero morrer de fome dando aula . Eu reconheço que a didática de ensino deve mudar muito e se adaptar novamente. afinal as pessoas caminham nesta terra há 12 milhões de anos e a única coisa que vêem repetindo neste tempo todo é o processo de aprendizado. nem conseqüência. É fundamental nos dias de hoje não só passar informações. com capacidade de contagiar através de persuasão.. segundo a CNTE Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). pior ainda. desde o ensino primário até o universitário.

Um aluno nunca deve sentir-se sozinho em sua escalada do conhecimento. Vale conhecer. descobri uma coisa interessante: os alunos se lembram.". Ser professor. conduz sua didática num caminho de resultados. Uma experiência magnífica aconteceu comigo recentemente: fui para ensinar e aprendi muito. em pesquisa que realizei junto a alunos. que necessita de uma nova geração de professores. pais ao terem filhos deveriam ter de obter um diploma sobre como criar estas novas crianças. conveniada a FGV. é um bom case. para se manterem motivados e atualizados. que o conhecimento é o caminho do saber. em 99% dos casos. no primeiro dia de aula. Tenho dito que.. Estas são as ferramentas. Nenhuma escola do mundo consegue salvar um aluno condenado pela ausência dos pais. Isto prova que exigir resultados dos alunos deve fazer parte do relacionamento. Um professor deve sempre fornecer o maior número de informações e conhecimentos possíveis. hoje. Acredito que uma instituição motivadora é aquela que respeita o aluno. de forma produtiva. não o conhecimento. Acho que um professor deve ensinar a sonhar: a sonhar que o aprendizado que está ministrando pode ser um ótimo companheiro para se obter tudo aquilo que o aluno pensa conseguir em sua vida.É mais que colocar informação nos cérebros: é colocar inspiração no coração e desenvolver a crença de que o aluno poderá construir uma brilhante carreira com o curso que está vivenciando. Educação hoje é discussão de idéias.. Os professores de Exército possuem um preparo que todo professor do mercado educacional sonharia ter. Hoje.. que exige total conhecimento de aptidão e desenvolvimento de competência. mas. o que significa transformar a informação em resultado aplicável. ele pode precisar de um martelo.. eu acredito que seja uma missão. e o saber auxilia no caminho do ter e do ser. Muitos pensam que a escola deve fazer tudo. nunca. levassem uma vantagem e tanto no ensino.. e o Gal. quanto mais informações tiverem sobre eles. e ainda é e será assim por muito tempo. fez com que esporádicos professores que contassem uma piada e se mostrassem alegres. . Os professores.. O que está disponível é a informação. oferecer o essencial para gravar o primordial. Como exemplo posso citar a Faculdade Strong de Administração em Santo André. inserida na história pela rigidez de muitos professores. o professor dar todas as questões que irão cair nas provas do ano e passar o ano discutindo as respostas até o dia da prova. estes novos jovens. de Exército Francisco Roberto de Albuquerque ficaria orgulhoso de saber que o processo "Braço forte e mão amiga" ensinaria muitos brasileiros. A Universidade tem de encontrar maneiras de fazer estas informações atuarem na vida dos alunos e da sociedade. basta notar as propagandas. vai além do banco da escola. Com isso a educação do Brasil descobriria um modelo e tanto. deva fazer os alunos refletirem e discutirem com as ferramentas que a escola lhes dá e que. apenas dos professores que foram mais exigentes com eles. assim como respeito e confiança.A barreira ao longo dos tempos. têm de reconhecer que mesmo sendo ótimos professore têm sempre algo para aprender.. "Aluno não pode pensar e deve entrar mudo e sair calado. assim. mais que uma carreira. ou de um simples prego. além de deixar claro ao aluno que. Talvez a aproximação maior das escolas junto aos pais. eu já ouvi está frase. Para os pais recomendo que nunca estejam ocupados demais para dar atenção educacional aos seus filhos. que possui um tratamento muito especial com todos os alunos. Penso que o elo de ligação entre escola e aluno é o professor. A política do Cliente seria uma boa regra para a criação de uma base de atuação. evitar tudo. A convivência em família é fundamental em qualquer processo educacional. até porque. por outro lado. os professores têm de procurar ser generalistas: conhecerem muito além de sua área de ensino para poder ensinar e compreender esta nova geração de alunos. a metodologia de ensino. É impressionante a capacidade de ensino de uma organização chamada de Exército Brasileiro. Talvez seja esta a razão que me faz crer que. em determinado momento de sua trajetória. na verdade os alunos não buscam identidade. E nós sabemos que milagres são um outro departamento do Universo Celestial. aliadas à cultura familiar. os seus ideais. Pois.. as escolas concorrem entre si. com um número maior de reuniões e até um curso de profundidade auxiliaria as coisas a ficarem melhor. eles criam sua identidade... atualmente. terá em mãos um poderoso instrumento na formação de pessoas. Sou a favor de. Nossa história começou a ser escrita nos bancos de escolas. Este comportamento social das escolas é puro despreparo com relação às novas fronteiras da administração. baseadas nas informações que seus mestres lhe transmitem. mais poderão estar próximas de decisões importantes para fortalecer o relacionamento e oferecer benefícios a ambos os lados. ou até mesmo saber que um dia Alexandre (o Grande) espirrou. Ensinar a escrever não é transmitir saber. Só planeja quem tem informações para planejar.. quem manda aqui é a escola. difunde conhecimentos privilegiados.. Quanto mais as escolas souberem sobre seus alunos.

Há momentos. por exemplo. podendo-as acelerar. atribuem este fenómeno às consequências sociais da pós-modernidade. Neste sentido. Maturidade e Velhice. Thomne. outros. ao negar que existisse um abismo entre este e o animal.cesarromao. revolucionou os pressupostos teóricos destas análise. a partir dos anos 60. A maneira como se divide a vida depende. principalmente na Rede Pública precisa ser revista. Nos anos trinta Charlotte Buhler. http://www. Para alguns autores. O Modelo Organicista O primeiro modelo de análise da ciclos da vida. no anos oitenta. ao aproximar o Homem das suas raízes biológicas. (2a) O que não estou fazendo. por este motivo. como escreve esta psicóloga. como os professores. abandonando sua zona de conforto. das transformações que o investigador considere essenciais. Estas décadas não se tratam de idades. segundo a qual a ontogénese representa uma breve recapitulação da filogénese. e como tal está sujeito a um processo cíclico de desenvolvimento orgânico. ou "tarefas de desenvolvimento" específicas ( E. que são necessárias para estabelecer um relacionamento nutritivo. Interpretes destas tendências sociais profundas.html 30/03/11 Etapas da Vida de Professor A Emergência dos Estudos Biográficos na Educação Desde meados dos anos oitenta. e em termos mais genéricos. E. mudança de atitudes. U. como Andy Hargreaves.Homem-Cidadão-Profissional.H. modificar pontualmente. Influenciados por estas ideias muitos psicólogos criaram um novo ramo da psicologia a Psicologia do Desenvolvimento ou da evolução. que continuou a permanecer um período obscuro. a forma como compatibilizam a tríade . ao generalizado mal estar na profissão revelado pelos professores. Vencer essa dificuldade requer criatividade. em que uma função. Ao longo da história. A ideia de estudar o comportamento em função da idade é nova. conhecer mais sobre este item causa mudança de paradigmas. acentuou as tendências narcísicas e de auto-referencialidade. o estudo sobre as vidas dos professores são hoje objecto de inúmeros trabalhos. assentou em pressupostos organicistas. e (3a) O que devo fazer? Um professor desta nova era da educação. Uma pessoa inteligente inventou a roda. R.br/redator/item5020. foco em buscar novos mercados. optando por uma divisão genérica -se em décadas. uma categoria de realização ou uma forma de vida se quebram e são substi uídas por t outras novas. o que terá provocado a necessidade de repensar tudo de novo. em suma. H. Esta ao imprimir uma orientação social para o individualismo. mas não as pode anular. Neste sentido passou-se a estudar. deve desenvolver competências e habilidades não só na matéria que ministra. Hoje não basta o professor ser inteligente. foi praticamente abandonada a classificação da vida por etapas fixas. Darwin. Mais conjunturais. Várias razões tem sido apontadas para explicar a emergência deste fenómeno. Os grandes quadros conceptuais. ele tem de ser criativo. Foi a necessidade de compreender as razões destes sentimentos que terá desencadeado estes estudos. mudança de hábitos. muitos investigadores dos fenómenos educativos face a um mundo caótico procuraram descobrir o sentido da educação nas biografias e narrativas pessoais dos professores. A obra Origem das Espécies de C. Uma pessoa criativa colocou um eixo entre duas rodas. nas quais ocorrem "temas" característicos ( R.Javinghurst). A sociedade é o campo onde as suas fases se realizam. substituídos por abordagens centradas em protagonistas singulares. . sinto que faltou aos professores um pouco de ousadia. datam do princípio do século XX. É ev idente que a profissão em termos de remuneração. Lehr). Outros. Não é pois de espantar a falta de consenso sobre as divisões da vida humana. Peck. O Homem é entendido antes de mais um ser vivo. é o momento dele refletir e se questionar: (1a) O que devo parar de fazer. a explicação está na crise que atravessam os grandes sistemas teóricos.com. mas sim de pontos de orientação para a compreensão de um fenómeno complexo. psicológicos e sociais. permitindo reconhecer então uma série de fasesou etapas para a vida adulta. Quando um professor acredita que os alunos estão tirando seu entusiasmo de dar aulas. A principal determinante do comportamento reside em factores biológicos. associam o aparecimento deste fenómeno. A primeira conclusão que rapidamente se chegou é que a vida não pára de se modificar devido a factores biológicos.Aluno não pode desmotivar dentro do conceito educacional porque ele é o motivo do professor estar lá.J. Desde a antiguidade clássica que se dividia a vida humana em três ou quatro idades: Infância.Erikson. Haeckel reforçou esta perspectiva quando formulou a Lei fundamental da biogenética. como Maria Helena Cavaco. É a partir deles que se procura compreender o próprio sistema mais global. quais são os seus percursos profissionais e o modo como vivem a sua profissão. Os primeiro estudos incidiram sobre a Infância e a Juventude. que motive não só o aluno como também o professor. e eventualmente panaceia para muitos males da educação. centrados nos sistemas de ensino foram. Ganhar pouco hoje não é sinônimo de que se váganhar pouco durante toda profissão. como Rui Gomes. mas em relacionamento e comportamento dos alunos. Juventude. com base em estudos de biografias procurou determinar as várias fases do desenvolvimento humano desde o nascimento até à morte. Seja como for. tem crescido a popularidade dos estudos sobre a vida dos professores. O Conceito O início dos estudos sistemáticos sobre o desenvolvimento da vida humana. mudança de conceitos.

A Idade dos balanços (50 aos 65 anos). Hellpach (1941) que estabeleceu a "lei pendular da vida". demonstraram que as diversas etapas são acima de tudo construções sociais que enquanto modelos acabam por influenciar o comportamento real dos professores. do casamento e da fundação da família. como escreve Huberman. Adèle Chené.U. preocupações parecem estar correlacionados com as diferentes fases da vida profissional e pessoal dos professores. contextuais que influenciam os professores. e em que os filhos saem de casa. Este processo não é linear. revelando-se os resultados das suas finalidades. frustrações. destacando-se duas linhas de investigação: . é que a forma como a profissão é vivi a desde o d . Estamos no cume da vida. Burke. e a do rendimento aos 49. e se a vida pode ainda ser remediada e continuada a formar-se ou não. segundo ritmos de mudança de 7 em 7 anos. 28. a da formação do carácter aos 42. Muitos outros psicólogos estabeleceram os seus próprios ciclos de vida. se tornam independentes e talvez enriqueçam a primitiva família mediante a fundação de uma família própria. por exemplo. e das relações pré-conjugais. começa por volta dos 70. em função de corresponderem ou não às expectativas. Os principais contributos devem-se a Pintrich. Em primeiro lugar. e a que corresponde também uma nítida decadência física e de elasticidade mental. partindo do pressuposto que as diferentes experiências. . intercurtada por crises de Transição /Estruturação (Levianos). que tem procurado descrever as transformações que ocorrem nas formas de construir e dar sentido às experiências por parte dos professores. Ora. nomeadamente tendo em conta as contribuições da sociologia da educação. atitudes. Lehl e outros demonstraram as limitações de todos os tipos de classificações por etapas. os contributos trazidos pela sociologia para o estudo dos ciclos de vida. emergiu uma outra corrente para o qual a vida humana não pode ser reduzida a ciclos de crescimento. vários investigadores abordaram as vidas dos professores. mas está repleto de oscilações ou regressões. Thiés-Sprinthall e Sprinthal. por um período de calma após a vida activa. o indivíduo é totalmente dependente. Em segundo lugar.Charlotte Buhler. entre o crescimento e a decadência. dividiram a vida em função dos períodos de "crises de desenvolvimento" que situaram por volta dos 14. em que por vezes se dá um retrocesso profissional. É a época da plena actividade profissional. satisfações. É a época em que tomam importância os êxitos e feitos da profissão. Críticas Nos anos 60 Thomae. Paterson. sobretudo em relação à vida adulta.Os estudos sobre as etapas do desenvolvimento cognitivo dos professores. conforme os indivíduos. dos inícios profissionais. Estes modelos apesar de não excluírem a referência a etapas da vida não lhes atribuem grande significado. o indivíduo fixa-se normalmente na vida com uma autodeterminação definitiva.Tiling (1936) e F. partindo do pressuposto que a vida humana podia ser analisada a partir de duas ideias básicas: a autodeterminação e a escolha de uma finalidade na qual o indivíduo exprime a indentidade. Sikes. 56 e 70. é determinada pelo pressuposto que nesta fase os indivíduos examinam os resultados da sua vida. são um processo contínuo. P. surgiam as "crises vitais". Pelo contrário ela apresenta -se como um contínuo. Entre os trabalhos mais significativos são de referir os de Fuller. Levinson. Após épocas de grande desenvolvimento ou rendimento. não um sucessão de acontecimentos. Loucks-Hooley e Stiegelbaeur e a Frances Fuller. Admite-se que cada uma destas fases não são de passagem obrigatória. É a época pré-escolar e da primeira fase de socialização escolar. O Ciclo a Vida dos Professores Partindo de uma visão mais ampla sobre os ciclos de vida. Uma coisa deste já se pode assinalar. Mudança/Estabilidade (Whtbourne e Weinstock). profissionais. este tipo de divisões têm consistido na preponderância concedida aos factores endógenos. Modelo Continuísta Reagindo contra o modelo organicista e a divisão da vida em etapas. e não possui identidade própria. estabeleceu cinco fases. Pajak e Blaise. A Idade Adulta (25 aos 50 anos). Huberman e Schapira. Kunkel (1936). Diferenciação/Integração (Werner). ou então a empobrecem separando da -se mesma. Mais longe foi W. maturidade e decadência. e que existem aspectos ou situações pessoais. M. a autodeterminação tem ainda um carácter provisório e de tentativa. de forma mais ou menos original. É a época da preparação para a profissão. ignoram frequentemente que as transformações ou as mudanças que ocorrem na vida. A Infância e Puberdade (até ao 13 anos). o que se traduz na desvalorização das influências externas que influem no processo de desenvolvimento. 42. Os principais contributos devem-se a Hall e Hard.É a época em que as profissões primitivas são substituídas por profissões parciais ou "hobbies" e em que muitas vezes se verifica a perda de um dos cônjuges. em 1933. A última fase. é um processo. expectativas. Aceita-se que a vida dos professores. e é marcada.. percepções. A "plenitude" da vida atingia-se por volta dos 35 anos. A partir daí começava a decadência até à senilidade. Assimilação / Acomodação (Piaget).Os estudos que procuram determinar as etapas do desenvolvimento daspreocupações dos professores. Ao longo dos anos foram-se acumulando um vasto conjunto de dados sobre as principais etapas de orientação para o estudo da vida dos professores. A aplicação destes modelo ao estudo do professores tem sido muito amplo. de acordo com perspectiva adoptada. A Juventude (14 e os 25 anos).

Mais preciso. afirma que 4 a 6 anos depois do início da profissão. dos colegas. os "defensivos" que face às experiência passadas se mostram mais do que nunca pouco optimistas e generosos. compromissos familiares. Próximo do fim da carreira. Primeiros anos de carreira. Os outros. não é igual em todos os professores. possibilita -lhes abandonarem esta visão egocêntrica centrando agora as suas preocupações nos alunos e nas suas condições de aprendizagem. neste período. Meio da carreira. mas também revelam um grande independência e domínio nos conteúdos. os professores atingem a fase de maturi ade. afirma que entre os 21 e os 28 anos. os professores estão longe de encararem o ensino todos da mesma maneira. afirma Paterson. submergidos pelo peso da rotina. Huberman caracteriza os primeiros anos como de sobrevivência e descoberta. para a formação de duas atitudes face à profissão. nas outros estão já completamente desalentados. no desempenho de funç de ões direcção ou cargos administrativos. O progressivo domínio da situação do ensino. Para Huberman. alargando progressivamente a sua reflexão a todo o sistema. do sistema. mas também almejam por uma promoção. Entre os 40 e os 55 anos. os seus alunos. Uns aceitam estas responsabilidade com naturalidade. face aos problemas que encontram nas escolas e nas suas relações com o alunos. e na sua imagem como professores. por anos e anos de frustrações. assumem a actividade profissional de forma mais descontraída e menos emocional. mostra que após 7 anos de ensino. Os que se situam mais nasobrevivência sofrem. Huberman assinala que esta é a fase. Huberman. mas mais distante. Uns canalizam as suas energias para melhorar a sua capacidade como docentes. o professor torna-se no conselheiro generoso. Sikes.htm 30/03/11 . segundo Paterson. ao contrário de Sikes. este tende a comportar-se como um irmão ou uma irmã. e outros factores similares. segundo Sikes. e também de forma mais linear. procurando desta forma desfrutar o melhor possível a sua profissão. Eís algumas das contribuições mais significativas que lançaram alguma luz sobre estes percursos. Em suma. Devido a uma idade mais elevada. Uns permanecem ainda entusiastas pelo ensino. Fuller. ou crítico amargo e desiludido com os alunos e os colegas das gerações mais novas. ainda segundo Sikes. manifestam de forma viva o entusiasmo pela experimentação. s passam a centrar as suas preocupações na sua própria sobrevivência. e de fazerem parte de uma corpo profissional. o professor está sobretudo centrado nos problemas da disciplina. De uma forma geral. passa subtilmente a estabelecer relações mais formais ou paternalistas com os alunos. o professor está sobretudo concentrado na procura de uma situação profissional estável. centrando-se em si próprios. nos métodos e técnicas pedagógicas. e nas diferenças entre os ideais e a realidade. devido à ausência da autoridade.sapo. os "desencantados". Facto que será decisivo no modo como se chega depois ao fim da carreira. Carlos Fontes. Entre os 30 e os 40 anos. assinalou que na fase de pré-ensino. as frustrações quotidianas. que assumem uma atitude de descoberta. o orgulho de ter a sua classe. Fim da carreira. É a sua fase de socialização. É um período em que os professores se interrogam sobre a sua própria eficácia como docentes. cristalizando três tipos de percursos profissionais anteriores: Os "positivos" prosseguem o seu alegre caminho de aperfeiçoamento pessoal eprofissional.no. de modo particular. é possível encontrar três tipos de atitudes. outros reagem amargurados e críticos do sistema. Entre os 28 e os 33 anos. num estudo clássico. ainda segundo Paterson. a carreira do professor entra numa fase de Transição. dos alunos. http://educar. Entre os 55 até à jubilação. tudo parece depender do projecto de vida de cada um. para se centrarem na vida da escolar e na própria docente. o choque com a realidade. Outros pelo contrário sentem-se como nunca amargurados com a sua vida profissional. mostram-se preocupados com a sua afirmação profissional. Desvalorizam a preocupação com a promoção profissional. os professores segundo Sikes. É a fase de estabilidade para uns e a procura de um novo emprego para outros. afrouxam a disciplina e as exigências para com os alunos. Huberman. mais velhos. Preocupa de forma premente o domínio dos -o conteúdos. devido á maior proximidade da idade do professor com a dos seus alunos. Estes professores queixam-se de tudo. por exemplo. Outros centram a sua acção na promoção profissional investindo. Nas escolas é sobre eles d que recai muitas das responsabilidades pelo seu funcionamento. Nesta fase. Mais uma vez uns. Mas nem todos os professores encaram a situação da mesma forma. Outros ainda entram numa fase de verdadeira angustia existencial.início. os futuros professores manifestam-se muito preocupados com a situação dos alunos. como o nome indica estão cansados e prontos a desancar todos os que encontram pela frente. organizadas segundo os três períodos tradicionais do ciclo de vida. tendo frequentemente uma visão fantasiosa da vida de professor. o professor.pt/PROFES1. os professores estão cheios de energia física e intelectual. Nos primeiros tempos de leccionação. nos três ou quatro primeiros anos. esta fase é caracterizada pela atitude revelada pelos professores e que se manifestam plenamente integrados nas escolas. apontando desde logo. através da melhoria da sua competência. Em síntese a entrada na profissão não é vivida por todos da mesma forma. Nesta fase os professores começam a estar mais interessados no ensino do que no domínio dos conteúdos. estagnam e não se revelam interessados na sua promoção profissional. são diversas as formas de viver a profissão e os modos de a terminar. os professores entram numa fase de estabilização.

A iniciativa. O segundo dia do encontro incluiu o tratamento de temas como a estabilidade do corpo docente e os incentivos (comunicações de Anabela Delgado e Vitor Gomes) e direitos e deveres profissionais (Adriano Teixeira de Sousa e Abel Macedo). deixaria ainda outro alerta a propósito das negociações do ECD que se aproximam: "Vamos ter que resistir. A . nas instalações do INATEL. a nível das escolas. em contextos humanos. Mário Nogueira. As palavras são de Paulo Sucena e foram proferidas no encerramentodo recente Encontro de Quadros Sindicais de Reflexão sobre a Carreira Docente. os nossos objectivos de luta e as nossas propostas. os professores e a sua carreira . constituiu um excelente contributo para a dinamização de um debate alargado sobre a profissão. instalaram a primeira escola em 1549. que falava também nos momentos finais do encontro da Caparica. que decorreu nos dias 26 e 27 de Janeiro. perspectivas e expectativas em relação ao futuro profissional dos docentes. aquele não.foram outros temas em foco no segundo dia do encontro de reflexão promovido pela FENPROF. O secretário-geral da FENPROF sublinhou. Vão continuar a aparecer por aí osdoutores da opinião pública a mandar depois uns palpites sobre a matéria. solidária e multicultural. que intervieram a propósito das expectativas e perspectivas existentes sobre a profissão. os professores e a sua carreira. mas temos também que fazer uma boa gestão da luta. da Universidade do Minho. que centraram as suas intervenções nas razões da escolha dos temas para preparar a intervenção consequente da organização sindical e iniciar um debate tão aprofundado quanto possível sobre o que éser Professor hoje. as bases da profissão. As intervenções iniciais sobre esta matéria pertenceram a Manuela Mendonça. responsabilidades. falta de fato melhor. com breves notas de enquadramento da iniciativa com indicações precisas relativamente aos objectivos do Secretariado Nacional com a sua marcação.pt/?aba=27&cat=9&doc=1087&mid=115 30/03/11 A arte de ensinar é uma tarefa difícil demais para que alguém se envolva nela por comodismo. Os padres da Companhia de Jesus. dinâmicas e construtivas. abriu. recorde-se. membro do Conselho Nacional da FENPROF e da Direcção do SPN e docente da Universidade Católica no Porto. por seu turno. que "deveremos continuar a reflectir corajosamente sobre o que queremos para a nossa profissão". ao abordar essencialmente "as linhas gerais para o trabalho futuro". ou porque é preciso auferir ganhos. incluindo contributos de outros convidados que por motivos de força maior não puderam estar presentes na Caparica. Vamos ter que lutar muito.A profissão. no âmbito da Administração Pública e do conjunto dos outros trabalhadores. A edição de Fevereiro do Jornal da FENPROF dará particular atenção a este Encontro promovido pela Federação Nacional dos Professores. O Encontro prosseguiu. O ensino nesta época era tradicional. avaliando a actual legislação e as intenções mais ou menos declaradas de mudanças nesta matéria. afirmou. com o debate sobre a avaliação do desempenho dos professores e educadores. membro do Grupo Negociador da FENPROF e do seu Secretariado Nacional. mas vamos também ter que definir e divulgar junto dos docentes de todo o País.Temos que estar preparados para a construção de respostas objectivas a este problema. nomeadamente através da extensão dos modelos uniformizadores impostos para administração pública que não têm em conta realidades específicas. numa perspectiva de acção dos professores. noutra passagem. mas também sabemos o que é a profissão docente e a sua complexidade". os profissionais e a carreira docente. bem como sobre o papel da Escola enquanto factor de aprofundamento de uma cultura democrática. na manhã do dia 26. cruzando diversas realidades existentes na administração pública e no sector privado. Augusto Pascoal e Isabel Baptista. coordenador do SPRC. na Caparica.um debate fundamental "Os professores nunca tiveram medo de ser avaliados. dispensas e licenças: o regime geral e as especificidades da profissão docente (João Baldaia e António Gonçalves) e a aposentação dos professores: o desgaste provocado por uma profissão com grandes exigências (Henrique Borges e Francisco Almeida) . Não temos medo das avaliações. no quadro da CGTP -IN". como neste caso da profissão docente. O dirigente sindical. por parte de Mário Nogueira (Coordenador do Grupo Negociador da FENPROF) e de Paulo Sucena (secretário -geral). O Encontro. Contributos de Almerindo Janela Afonso e Isabel Baptista O primeiro dia dos trabalhos registou as comunicações de Almerindo Janela Afonso. e que reuniu dirigentes de todos os Sindicatos que integram a FENPROF. http://www. capazes de unir os educadores e os professores. Como é que se pode dizer: este é que merece. férias. e Isabel Baptista. Temos que olhar de frente esta questão. a nível nacional. de tarde. sociais e culturais extraordinariamente diferentes.spn. "Liquidar ou reduzir direitos. O problema é saber como se avalia com rigor. sem criar injustiças nem desigualdades num sector com cerca de 150 mil profissionais. arduamente conquistados e a que o Governo de Sócrates chamaprivilégios é o grande objectivo da revisão do Estatuto da Carreira Docente que o Ministério da Educação se prepara para fazer avançar". em todas as escolas de todas as regiões. Faltas.

em Brasília.escola tradicional permaneceu por aproximadamente trezentos e oitenta e três anos. sem articulação com os demais membros da sociedade. buscando todas as oportunidades em busca da criatividade. mas . impedindo a atuação dialógica.brasilescola. O advento da escola nova foi em 1932. corre-se o risco de exclusão do indivíduo no social. representante do Ministério da Educação e membro da comissão. mas. com profissionalismo ético e consciência política. Que a homenagem se concretize. os professores devem ser encarados e considerados como parceiros/autores na transformação da qualidade social da escola. produzindo novos conhecimentos para a teoria e prática de ensinar. Devemos ter em mente que os professores exercem um papel insubstituível no processo da transformação social. Com o governo de Getúlio Vargas. e a transmissão de emoções .ª reunião da Comissão Filatélica Nacional.htm 30/03/11 . Com o tecnicismo empregado em todos os campos. Na escola tecnicista o social era ditado pelos militares que detinham o poder. deve ser um profissional da educação que elabora com criatividade conhecimentos teóricos e críticos sobre a realidade. aluno que construía eressignificava a história. Só assim. A sugestão do selo comemorativo foi feita pelo professor Carlos Alberto Xavier. a in strução programada e o ensino individualizado. A formação dos educadores não se baseia apenas na racionalidade técnica . comemorado em 15 de outubro. estaremos aptos a oferecer oportunidades educacionais aos nossos alunos para construir e reconstruir saberes à luz do pensamento reflexivo e crítico entre as transformações sociais e a formação humana. culturais e organizacionais que fazem parte e interferem na sua atividade docente.Barretos http://educador. Pela primeira vez na história. impediu a -se expressão dialética. onde o professor era o educador que orientava o contorno da aprendizagem com participação real do aluno. Nessa era da tecnologia. a interação. constituiu fundamentalmente a sua atuação profissional na prática social. pois a docência vai mais além do que somente dar aulas. sociais . pois passa pela escola e pela mão dos professores todos os cidadãos desta nossa Pátria Brasil! Autora: Amelia Hamze Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO . usando para isso a compreensão e a proposição do real. onde o professor não se comportava como o transmissor de conhecimentos e sim um facilitador de aprendizagem. deu-se início à escola nova. Na Escola Crítica havia articulação e interação entre o educador e o educando. Com a escola tecnológica. pois merecemos. cidadãos com competência e habilidade na capacidade de decidir. realizada na sede da empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. pelas opiniões tendenciosas da mídia. o aluno era impedido de criar e pensar. devemos ser valorizados também pelo nosso trabalho profissional. Cabe então aos professores do século XXI a tarefa de apontar caminhos institucionais (coletivamente) para enfrentamento das novas demandas do mundo contemporâneo. Já no século XXI. e o modelo americano é instituído em nosso país. os docentes brasileiros serão homenageados com a criação de um selo que será lançado no próximo ano no Dia do Professor. pois a educação tem por intenção a humanizaçãodo homem. sem afinidade com o social e alienado em suas relações com o global. Em 1983 deu-se o aparecimento da Escola Crítica. sem explicação dialética do dia-a-dia. tornando-o espectador e talvez um indivíduo sem estímulo para superar barreiras. A criação do novo selo foi aprovada na 102. Na pauta deste ano foram analisadas 640 propostas e eleitos 13 temas. aluno enfatizado como cidadão.com/trabalho-docente/professor. fechando-o em seu mundo. com competência do conhecimento. onde o aluno era um ser ativo e participante e estava no centro do processo de ensino/aprendizagem. Essa escola era uma escola democrática e divulgada para todos (o cidadão democrático). e foram anunciados padrões e métodos educacionais com ferramentas que impressionavam e davam subsídios diferentes nas formas de ensinar. O professor do século XXI. observamos que na construção do saber a tecnologia passa a dominar os espaços locais e temporais. Com o uso inadequado da tecnologia há a individualização do ser humano. Nesta época foram instalados os recursos audiovisuais como suporte pedagógico. Devemos aliar forças para que isso não aconteça. compreendendo os contextos históricos. sendo empregados todos os contornos que possibilitavam a apreensão crítica e reflexiva dos conhecimentos com enfoque na construção e reconstrução do saber. Em 1964 tem início a Escola Tecnicista. sem deixar se seduzir pelos caminhos deslumbrantes dos anúncios publicitários. A formação identitária do professor abrange o profissional. como apenas executores de decisões alheias.

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