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Caio dos Santos Guimarães

Matemática Em Nível IME/ITA
Volume 1: Números Complexos e Polinômios

1ª Edição

Editora Vestseller São José dos Campos – SP 2008

É proibida a reprodução parcial ou total por quaisquer meios sem autorização prévia do autor. Os transgressores serão punidos nos termos da lei. Denuncie o plágio, cópias ilegais, pirataria pela internet, sites para download pirata, comunidades piratas na internet anonimamente através do correio eletrônico do autor : caioguima@gmail.com Todos os direitos desta edição reservados a: © 2008 Caio dos Santos Guimarães Editor responsável: Renato Brito Bastos Neto Editoração: Renato Brito Bastos Neto Capa: Cleiton Maciel Esta obra pode ser adquirida diretamente na EDITORA VESTSELLER através de sua página eletrônica www.vestseller.com.br FICHA CATALOGRÁFICA: Preparada por Ruth Helena Linhares Leite e Luiza Helena de Jesus Barbosa.

B327m Guimarães, Caio dos Santos Matemática em Nível IME ITA / Caio dos Santos Guimarães São José dos Campos: Vestseller, 2008. 324p. ; v.1.

I. Matemática IV. Título

II. Complexos (segundo grau) III. Polinômios CDD 531

FOTOCÓPIA

É proibida a reprodução parcial ou total por quaisquer meios sem autorização prévia do autor. os transgressores serão punidos com base no artigo 7°, da lei 9.610/98. Denuncie o plágio ou cópias ilegais anonimamente através do correio eletrônico do autor : Caioguima@gmail.com

Todo o conteúdo dessa obra encontra-se registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Sumário
01 – Números Complexos : Introdução 1.1 – A história dos números complexos.......................................... 1.2 – Algumas Definições e Propriedades ...................................... 1.3 – Representação Trigonométrica do Complexo......................... 1.4 – Representação Exponencial do Complexo.............................. 1.5 – Propriedades Importantes..................................... ................. 1.6 – Raízes n-ésimas da unidade................................................... 1.7 – Exercícios de Fixação ............................................................. 02 – Números Complexos: Geometria e os Complexos 2.1 – O complexo como vetor .......................................................... 2.2 – A Geometria Plana ................................................................. 2.3 – Representação de Lugares Geométricos ............................... 2.4 – Exercícios de Fixação.............................................................. 07 09 19 22 27 35 37

45 51 59 65

03 – Números Complexos: Aplicação em Somatórios 3.1 – Somatórios Binomiais ............................................................... 69 3.2 – Outras Somas .......................................................................... 74 3.3 – Interpretação Geométrica......................................................... 79 3.4 – Produtórios ............................................................................... 81 3.5 – Exercícios de Fixação ............................................................. 82 04 – Polinômios 4.1 – A história dos polinômios ........................................................ 86 4.2 – Introdução: Raízes de um polinômio ...................................... 88 4.3 – Operações com Polinômios e Fatorações Importantes ......... 96 4.4 – Relações de Girard ................................................................ 108 4.5 – Teorema de Newton ............................................................... 114 4.6 – Teorema de Girard ............................................................... 117 4.7 – MDC de Polinômios e Raízes Comuns .................................. 122 4.8 – Raízes Múltiplas ..................................................................... 128 4.9 – Exercícios de Fixação ............................................................. 132 05 – Polinômios: Equações Algébricas 5.1 – Inspeção Algébrica de Raízes................................................ 5.2 – Equações Recíprocas ............................................................ 5.3 – Transformadas Polinomiais ................................................... 5.4 – Polinômio Interpolador de Lagrange ...................................... 5.5 – Exercícios de Fixação ...........................................................

140 143 150 161 166

.............................. 6....322 Bibliografia Bibliografia............................06 – Polinômios: Análise Gráfica de Funções Polinomiais 6. 168 177 187 191 07 – Resoluções Comentadas Resoluções Comentadas ................................... 195 Apêndice Apêndice..............................................................................333 Projeto Rumo ao ITA Projeto Rumo ao ITA .........................................................................................3 – Teorema de Bolzano ..............2 – Comportamentos Especiais .........................................................................1 – Traçando Gráficos Polinomiais .................................................................. 6..................................................334 .. 6........................................................4 – Exercícios de Fixação .............................

os professores e a sofrida educação brasileira Parabéns ao Caio Guimarães. teoremas e artimanhas poderosas para a resolução de problemas mais avançados de nível IME ITA. O livro só agora foi publicado. versatilidade essa que proporcionará ao leitor desse livro “uma visão além do alcance”. os estudantes. é com muita honra que a VestSeller brinda os estudantes e professores de todo o Brasil com a publicação dessa obra de valor inestimável. fornecendo ao leitor tanto interpretações algébricas quanto geométricas sempre que possível. O autor não poupou esforços para revelar em sua obra todas as ferramentas poderosas importantes relacionadas aos Complexos e Polinômios. Ganhamos todos. mas ainda não dispunham do livro que contasse todos os segredos. Esse manual de Complexos e Polinômios do Caio Guimarães pode ser chamado de “O Livro vermelho dos Complexos e Polinômios”. Assim. Essas ferramentas foram todas concentradas nessa obra prima. Mesmo os problemas mais inquietantes agora terão soluções elegantes e concisas. Prof. Renato Brito Bastos neto (autor do livro Mecânica Para Vestibulandos IME ITA) . quando se dispõe das melhores ferramentas para resolvê-los.Prefácio Os estudantes e professores do segmento IME ITA sempre estudaram Complexos e Polinômios por bons livros didáticos. Estamos certos de que o empenho e a dedicação investidos pelo autor em mais de ano ano de trabalho árduo certamente foram compensados.

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Caio dos Santos Guimarães São José dos Campos. é de. Compilamos neste livro um material que contém tanto a carga teórica que o aluno pode precisar para consulta. A leitura desse material também é indicada a professores de cursos preparatórios para pré-vestibular. que darão a ele a confiança necessária para encarar o vestibular militar. com resoluções. quanto séries de exercícios (e muitos!). abordamos dois assuntos de extrema importância. SP . Neste primeiro volume.Apresentação O livro ‘Matemática em Nível IME/ITA’ tem como objetivo não somente dar a base aos alunos que desejam encarar as difíceis provas de vestibular do IME e do ITA. a fim de atingir o nível exigido nessas provas. bem como diversas ‘situações problemas’ que podem ser pedidas no “grande dia” da prova e os ‘grandes truques’ de como se comportar frente a ela. também mostrar diferentes aplicações dos mesmos. mas também ajudar a aumentar a barra de dificuldade das matérias de matemática lecionadas no ensino médio. junto à teoria básica desses assuntos. neste volume. O nosso objetivo.2008 . principalmente aqueles com ênfase nos vestibulares militares. e principalmente. reincidência nas provas tanto do IME quanto do ITA: Números Complexos e Polinômios.

Lúcia. gostaria de agradecer à minha família e aos meus amigos. que colaboraram. Em especial. ajudando na confecção de diversas partes do livro: Hélder Suzuki. Agradeço também aos colaboradores Edmilson Motta (Etapa). eu não teria alcançado os objetivos dos meus sonhos de passar no tão sonhado vestibular. que permitiram o uso de seus artigos e trabalhos para referência. Fernanda. Na hora de apoiar a escrita desse livro não foi diferente. Junto a eles gostaria de agradecer aos meus companheiros de cursinho (turma IME/ITA GPI 2004): Marcello Nunes. não só com o apoio moral (e uma amizade fundamental). Luiz Adolfo Schiller. Henry Wei. sem eles. a SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) e Sergio Lima Netto. Não poderia esquecer também os grandes mentores que tive durante a minha preparação para o vestibular. Vinicius Assis. Agradeço a Alessandra Porto pela ajuda com o material para o contexto histórico do livro e pelo pessoal da AER-09 pela ajuda na revisão do material. Marcos e à minha companheira mais do que especial de todos os momentos. os que tiveram contato direto com o trabalho. Rodolpho Castro. mas também muitas vezes com seu intelecto.Dedicatória Esse livro é dedicado à minha família (as pessoas mais importantes na minha vida): Ciro. os professores e restante da equipe GPI (RJ) – Turma IME/ITA 2003-2005 (verdadeiros mestres que nunca esquecerei!). finalmente. Rafael Daigo Hirama. que sempre estiveram presente em todas as minhas dificuldades e sucessos. Amo vocês! Agradecimentos Gostaria de agradecer a todos colaboradores desse projeto. A eles devo tudo que tenho e conquistei até hoje (e ainda sonho em conquistar!) . Entre elas cito meus verdadeiros amigos aqui no ITA (meus colegas de quarto). Felipe Moraes. Jorge Veloso. E.

porém com alguma alteração. em geral. para a melhor compreensão do material.Nível Insano Muitas das questões acompanham o nome de onde foram tiradas (algum vestibular. Quando isso for requisitado em algum segmento da parte teórica. não sendo aconselhável que parte alguma seja descartada). a teoria apresentada é direcionada a resultados que serão bastante úteis na resolução das questões do gênero.Nível Difícil . Isso acontece nos casos em que a questão é a mesma que caiu no vestibular citado. o aluno/professor deve passar então para a parte dos “Exercícios de Fixação”. Para melhor orientação criamos o seguinte código: . então recomendamos que o leitor se baseie no estilo de formulação das soluções propostas no capitulo 7 para treinar sua ‘escrita’. tendo resolvido as questões propostas em cada capítulo. geometria analítica. O livro não é destinado àqueles que nunca estudaram o assunto antes. Lembramos aos leitores que organização é fundamental na hora de resolver uma questão numa prova (a banca precisa entender seu raciocínio). a adaptação é tornar uma questão múltipla-escolha em discursiva).Como Estudar o Livro? O livro é muito voltado a resoluções de questões do nível IME/ITA. se necessário) para a fixação das idéias destacadas (lembre-se que todo o conteúdo aqui apresentado será importante. Portanto. Recomendamos que. abrangem mais de um assunto em um mesmo enunciado. Recomendamos que o aluno/professor leia toda a parte teórica (mais de uma vez. o leitor olhe as resoluções comentadas no Capítulo 7 para conferir suas respostas e confirmar se não houve algum descuido na hora de formular sua solução. porém encontrará alguns exercícios mais difíceis que os outros.). Bons estudos! . será requerido que o aluno/professor saiba o básico de outros ramos da matemática (progressões aritméticas e geométricas. Em alguns casos é comum ver a palavra ‘adaptada’ junto à referência. As questões do IME e do ITA. é aconselhável que o aluno/professor já tenha tido contato com o assunto previamente. portanto comumente nas questões que aqui são propostas. que servirão de base para a resolução dos ’Exercícios de Fixação’. mencionaremos o assunto que deve ser pesquisado (por fora) para a total compreensão do segmento. tornando-a mais interessante para o nosso assunto (em alguns casos. etc. ou livro citado na bibliografia). Embora abranja todo conteúdo. Feito isso. Dê uma atenção especial aos exemplos resolvidos. Nessa seção você não encontrará exercícios fáceis (todos têm o estilo de questões IME/ITA).

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A necessidade de se atribuir um sentido à raiz de -1 não surgiu. Mas qual o sentido e. a partir do estudo das equações de segundo grau. uma equação dessa forma só terá solução se ⎛b⎞ ⎛a⎞ ⎜2⎟ −⎜3⎟ ≥ 0 ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ 2 3 Mas tomemos como exemplo a equação x 3 = 15x + 4 .1 Números Complexos – Introdução . de se definir a raiz de números negativos? De onde surgiu o conceito de número complexo? Os matemáticos da Grécia antiga julgavam óbvia a constatação de que um número negativo não possuía raiz. . É evidente que x = 4 é solução dessa equação. As equações matemáticas eram representações de problemas concretos – ou seja.1 A História dos Complexos A entidade conhecida na Matemática por número complexo é um número da forma a + bi. No entanto. pois 4³ = 64 = 15. concluía-se que o problema não tinha solução. possuindo a propriedade de que i2 = −1. a utilidade. como muitos crêem. chegando-se à raiz de um negativo. ou ainda.4 + 4. onde a e b são números reais e i é a unidade imaginária.13 Capítulo 1 . i = −1 .Números Complexos Introdução 1. mais importante. mas sim da análise da solução de Cardano-Tartaglia para as equações de terceiro grau da forma: x 3 = ax + b A solução dessa equação (veremos a demonstração adiante) é dada por: b ⎛b⎞ ⎛a⎞ + ⎜ ⎟ −⎜ ⎟ + 2 ⎝2⎠ ⎝3⎠ 2 3 x= 3 3 b ⎛b⎞ ⎛a⎞ − ⎜ ⎟ −⎜ ⎟ 2 ⎝2⎠ ⎝3⎠ 2 3 De acordo com o raciocínio anterior sobre raízes de negativos.

senθ ) Definição 1.a Determine a forma trigonométrica do complexo z = 1 + i Solução: Podemos representar o afixo z no plano complexo de Argand-Gauss. Exemplo 1. que corresponde à hipotenusa do triângulo.3.senθ ⎩ Podemos então escrever um complexo z qualquer.3: ⎧Re ( z ) = z . tendo sua parte imaginária marcada no eixo vertical e parte real marcada no eixo horizontal.25 1. Da geometria do problema na Fig. z 2 = 12 +12 ∴ z = z θ Fig. Da representação geométrica da figura 1.senθ pela abreviação cisθ . ( cos θ + i. I.1 Números Complexos – Introdução .cos θ ⎪ ⎨ ⎪Im ( z ) = z . 1.3 2 . o módulo de z.2.2. Todo complexo pode ser representado como um vetor no plano complexo de Argand-Gauss. Faremos o mesmo deste ponto em diante no livro. de argumento θ como sendo: z = z . é determinado pelo Teorema de Pitágoras.1 Notação: É comum denotar cos θ + i.3.3 Representação Trigonométrica do Complexo Uma das formas mais comuns de se ver representado um número complexo é na sua forma trigonométrica.

I z = 1+ i = Exemplo 1.sen ( θ 2 ).3.b É possível mostrar duas importantes relações.3. z tgθ = 1 1 ∴ θ= π 4 θ Sabendo-se o módulo e o argumento. podemos achar o valor do argumento do complexo z.cos θ ( 2 ).1) ⎛π⎞ 2.cos ² θ ( 2 ) + i.sen ( θ 2 )⎤⎥⎦ cis θ ∴ z = 2.sen ⎜ 2 ⎟ .cos ⎜ ⎟ ⎝2⎠ ⎪ ⎪ ⎛θ⎞ ⎪1 − cos θ = 2.sen2 ⎜ ⎟ ⎪ ⎝2⎠ ⎩ Se você não conhece as relações acima.cis ⎜ ⎟ ⎝4⎠ Fig. podemos montar o complexo (Def.i.cos ( θ 2 ).cos ( θ 2 ) = 2.cos ⎜ 2 ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎪ ⎪ ⎪ 2⎛θ⎞ ⎨1 + cos θ = 2. sugerimos que pesquise a respeito de transformações em arco-metade (trigonometria)! ( ) ( ) ( ) ( ) Analisando primeiro z: z = 1 + cisθ = 1 + cos θ + i.senθ = 2.cis θ ⎪ w = 1 − cisθ = − 2.cos θ .26 Matemática em Nível IME/ITA Com uma ajuda de trigonometria básica. 1.cis θ 2 2 ⎪ ⎨ θ . citadas a seguir: ⎧ z = 1 + cisθ = 2.cis ( θ 2 ) ( 2) .sen 2 2 ⎩ Solução: Vamos utilizar três identidades trigonométricas conhecidas (ver Apêndice): ⎧ ⎛θ⎞ ⎛θ⎞ ⎪ senθ = 2. ⎡⎢⎣cos ( θ 2 ) + i.2.

cis ( θ 2 ) Fórmula 1.cos θ ( 2 ).2.cos θ ( 2) Fazendo o mesmo com w: w = 1 − cisθ = 1 − cos θ − i.i.cos ( θ ) ⎤ ⎢ 2 2 2 ⎥ ⎣ ⎦ θ ) .i. Vamos tentar fazer com que se torne algo do tipo. ( i ) ⎡sen ( θ ) − i. ⎡ sen ( θ ) − i.cos ( θ ) ⎤ 2 ⎢ 2 2 ⎥ ⎣ ⎦ Ao contrário do caso anterior.i) = − 2.sen θ = 2.(−i.cos ( θ 2 )⎤⎥⎦ . ⎡cos ( θ ) + i.sen θ ( 2 ).cos ( θ 2 ) = 2. Multiplicando em cima por –i.2 .1 Números Complexos – Introdução . a expressão dentro dos colchetes não é exatamente c is ( θ 2 ) .sen ( θ ) . i = 1. não alteramos o valor de w: w = 1 − cisθ = 2.3.sen ( θ ) .sen ( θ 2 ).27 Ou seja: z = 1 + cisθ = 2.i.1 OBS: O complexo z tem argumento igual à metade de θ e módulo igual a 2.3. ⎡⎢⎣cis ( θ 2 )⎤⎥⎦ ( 2) Ou seja: w = 1 − cisθ = − 2.sen θ ( 2 ).i.sen ( 2 ⎢ 2 2 ⎥ ⎣ ⎦ cis θ = − 2. ⎡⎢⎣sen ( θ 2 ) − i.sen ( θ ) ⎤ = − 2.sen θ ( 2 ).sen² θ ( 2 ) − i.cis ( θ 2 ) Fórmula 1.

Leia e releia quantas vezes for necessário! Leonard Euler . poderá ser facilmente reproduzida pelo aluno ao ser requisitado que a mesma seja utilizada. pois isso terá um papel importante na resolução de muitos dos exercícios que veremos ainda. 1. mas é importante saber que é possível representar os complexos z e w na forma trigonométrica. uma vez entendida.28 Matemática em Nível IME/ITA Autor: Não é necessário que o aluno decore essas duas expressões mostradas acima.4 Representação Exponencial do Complexo Eu tenho uma outra idéia de representação para os complexos que facilitará muito a nossa vida quando formos demonstrar algumas relações e propriedades! Não se assuste com a demonstração. A dedução.

. de se representar um número complexo é usando a sua forma exponencial (forma de Euler): z = z . O Teorema de Taylor diz que funções deriváveis em qualquer ordem num ponto de seu domínio podem ser escritas na forma de um polinômio com grau infinito em torno desse ponto (também chamados de Séries Infinitas)...x + A 2 . vamos recorrer a um resultado conhecido do Cálculo Diferencial..x Fórmula 1. A expressão deve ser válida para qualquer x.x³ + .. cos x = A 0 + A 1.ei.A 2 .x² + A 3 .0 + 3.x Para isso.A 3 .A 3 . ( cos x + i...29 Outra forma comum.x + A 2 . e muito útil como veremos mais a frente.. vale: cos x + i. Fazendo x = 0 cos0 = A 0 + A1. devemos mostrar que. Faremos como exemplo a série infinita de cos x .0² + A 3 .0³ + . e x = C0 + C1.x + C 2 .4.x + B2 .senx ) = z .0³ + . Novamente a expressão deve ser válida para todo x.1 Demonstração: Para mostrarmos que todo complexo pode ser escrito na forma exponencial acima.. Derivando novamente a Série de Taylor em relação a x: ⇒ A1 = 0 .. Fazendo x = 0 −sen0 = A1 + 2.x + 3.x² + A 3 ..x² + C3 . Vamos tentar descobrir os coeficientes desses polinômios.x² + B3 .. ⇒ A 0 = 1 Derivando a Série de Taylor de cos x em relação a x: − senx = A 1 + 2.A 2 .0² + 4A 4 .x³ + .x³ + .0 + A 2 .1 Números Complexos – Introdução .. s enx = B0 + B1...x² + 4A 4 . para todo x real.x³ + . cos x = A 0 + A 1.x³ + .senx = ei.

i 1 7 + 24.5.1 Números Complexos – Introdução . e escreva-o(s) na forma x + y.39 Exemplo 1.i =± =± 4 + 3.a.i) .7). i. .i 7 + 24.i ⇔ 7 + 24.i 25 ( 4 + 3.b = 24 144 =7 a² ⇔ ⎧a² − b² = 7 ⎪ ⎨ 12 ⎪b = a ⎩ ⇔ a2 − ⇔ a 4 − 7. devemos ter como única solução dessa equação do segundo grau em a² a solução positiva: a² = 7 + 25 ⇒ a = ±4 2 Como a.b. 7 + 24.i 1 4 − 3.i 2 Identidade ⇔ ⎧a² − b² = 7 ⎨ ⎩2.i ) 1 7 + 24.a 2 − 144 = 0 Como ‘a’ é real. ( 4 − 3.i ⎧ 4 + 3.b = 12. temos: De onde segue: 1 7 + 24.e.i = ⎨ ⎩ −4 − 3.5c (IME) Mostre que a seguinte expressão representa um complexo (ou mais de um).i = ± 4 − 3.i ) = a² − b² + 2.a.i 4 − 3.i = a + b..i = ( a + b. podemos ter mais de uma raiz quadrada de um dado complexo.i ∈ 25 = ± Mostraremos a seguir uma Segunda Solução para o mesmo problema.i Solução: Vimos que a radiciação de um complexo gera mais de um complexo (Fórmula 1.

O sinal negativo para o membro direito veio do fato de que estamos trabalhando com complexos. a solução é análoga à Solução 1 e obtemos: 1 7 + 24.40 Matemática em Nível IME/ITA 2ª Solução: No ensino médio é comum os alunos aprenderem (ao estudarem fatoração em geral) a expressão conhecida como “Expressão do Radical Duplo”. e a radiciação pode sim levar a um resultado negativo.i = 7 + 24 −1 = 7 + −576 Utilizando a “Expressão do Radical Duplo”: ⎛ 7 + 49 + 576 7 − 49 + 576 7 + 24. ⎛ A + A² − B + A + B = ±⎜ ⎜ 2 ⎝ A − A² − B ⎞ ⎟ ⎟ 2 ⎠ A demonstração dessa expressão é simples e deixamos para que o leitor a faça como exercício (Basta elevar o membro à direita ao quadrado para concluirmos a prova).i = 7 + −576 = ± ⎜ + ⎜ 2 2 ⎝ ⎛ 7 + 625 7 − 625 ⎞ ⎟ =± ⎜ + ⎜ ⎟ 2 2 ⎝ ⎠ ⎛ 7 + 25 7 − 25 ⎞ =± ⎜ + ⎟ ⎜ 2 2 ⎟ ⎝ ⎠ =± ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ ( 16 + −9 ) = ± ( 4 + 3.i ∈ 25 .i ) A partir daí. Vamos utilizar esse resultado na solução da questão proposta.i = ± 4 − 3. 7 + 24.

i z= 1 + x − y.1983) Prove que se P(x) = x² + ( a + b. Guarde a ansiedade para o capítulo 2 no qual usaremos e muito as tais raízes da unidade para resolver problemas interessantíssimos de geometria! 1.2 Determine o valor de θ para que o complexo i −1 tgθ + i esteja sobre a bissetriz do primeiro quadrante do plano de Argand-Gauss. Exercício 1.i pertence à circunferência de raio unitário centrada na origem do plano complexo.c. então abd = d² + b²c .i ) onde a.1 Para que valores de n natural será real o número: ⎛ 1+ i ⎞ z = i. com exceção do complexo -1 então z pode ser escrito na forma: 1 + x + y.i ) x + ( c + d. admite uma raiz real.i Exercício 1.d são reais não-nulos.1 Números Complexos – Introdução . a menos que a questão cobre especificamente as propriedades das raízes n-ésimas da unidade.7 Exercícios de Fixação Exercício 1.b.3 Mostre que se z = x + y.4 (IME . ⎜ ⎟ ⎝ 1− i ⎠ n Exercício 1.43 Autor: Por enquanto o assunto parece não servir para muita coisa.

Exercício 1. ITA) Mostre que todas as raízes da equação: ( z + 1) 5 + z = 0 pertencem a uma mesma reta paralela ao eixo imaginário no 5 plano complexo.44 Matemática em Nível IME/ITA Exercício 1. desta vez usando o resultado já mostrado: ⎛θ⎞ ⎛θ⎞ 1 + cisθ = 2. determine um conjunto de valores para a.2003) Sendo a.9 Mostre que o seguinte produtório é real: (z +z )( z .z )( z 3 3 5 + z5 )( z . k +i k −i Exercício 1.G.10 (IME .cis ⎜ ⎟ ⎝2⎠ ⎝2⎠ Exercício 1. e os seus argumentos em P. 3 −1 2 ). sendo k é um número real arbitrário. 2 ( 3 +i ) e a4 = (i. Exercício 1.7 Determine os complexos que satisfazem à seguinte equação: z5 = − z Exercício 1.b.A.12 (IME. Exercício 1.z ) 7 7 Exercício 1.cos ⎜ ⎟ . complexa de variável complexa tal que: g(z) = ( 4 + 3i ) z + 5 − i .c. Os módulos dos an estão em P.11 (IME .5 Mostre que todo complexo de módulo unitário e com parte real diferente de 1 pode ser escrito na forma abaixo.4ª.G.8 Resolva novamente o exemplo 1.13 (IME . Exercício 1. e determine a razão dessa P. São dados: a1 = 27 . : z = 1} .1977) Seja o conjunto: A = {z ∈ Determine a imagem de A pela função g.1983) Seja Sn = ∑ an onde os an 1 n são complexos.6 Mostre que as raízes n-ésimas da unidade estão em progressão geométrica. b e c números naturais em progressão aritmética e z um número complexo de módulo unitário. Calcule o limite da soma Sn quando n tende a infinito.z de forma que eles satisfaçam a igualdade: .

a ∈ 0.2002) Seja z complexo. π ( 2 ) ⎛ z − i. I − Se w = 2iz² + 5z − i 1 + 3. em função de θ: x −2008 + x 2008 Exercício 1.15 (OBM-U) Determine todos os valores inteiros positivos de m para os quais o polinômio ( x + 1)m + xm + 1 é divisível por (x 2 + x +1 .18 Mostre que: Re ⎜ ⎜ z + i. Calcule a soma das raízes z³ + z² − z + 2z = 0 .14 (IME . e a calcule. Determine o valor de a.19 (ITA .17 (ITA .cos a sen2a .z ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ Exercício 1.sena + i.z ⎞ = 0 para qualquer z complexo. Das seguintes informações. z= 1 − cos a 1 − 2 cos a + 2. Exercício 1. Exercício 1.cos θ .z² − 2iz + 3 z 2 +2 z II − Se z ≠ 0 e w = III − Se w = 2 z + 3.16 (ITA . ) Sugestão: Um polinômio P(x) é divisível por Q(x) quando todas as raízes de Q forem raízes de P.1 Números Complexos – Introdução . Exercício 1.45 1 z a + 1 z b + 1 z c = 1 z9 Exercício 1. 2 2iz + 3i + 3 . então w ≤ (1 + 2i ) z z 5 . sena.z² + 2iz + 3 z + 2 z 2 ⇒ w= −2iz² + 5z + i 1 + 3.1982 adaptada) Sabendo que x −1 + x = 2.2003) 2 Seja z pertencente aos complexos. julgue quais são as verdadeiras. mostre que é real a seguinte expressão.2000) O número complexo z a seguir possui argumento igual a 45°. então 2 arg z + π é um arg ( w ) 12 (1 + i ) z² 4 3 + 4i a) Todas d) apenas I e III b) apenas I e II e) apenas II c) apenas II e III .

III. Exercício 1. A equação possui duas raízes de módulo 1.23 Mostre que se um polinômio de coeficientes reais de grau n possui uma raiz complexa. t ∈ [0. Determine o menor n natural para que zn é um imaginário puro.. Exercício 1. uma raiz de módulo menor que 1 e uma raiz de módulo maior que 1.z Exercício 1.20 (ITA . I. julgue quais são as verdadeiras. determine o valor de arg ei.21 (ITA .2002) Das seguintes informações a respeito da equação 1 + z + z 2 + z 3 + z 4 = 0 . Sendo w uma raiz n-ésima da unidade diferente de 1. II.2π ] Determine também o módulo do complexo de módulo máximo dentro do conjunto imagem dos complexos definidos acima.w n −1 = w −1 Exercício 1. então: ∑ a) Nenhuma d) apenas III n k =1 r 3 k < 1 2 b) apenas I e) apenas I e III c) apenas II Exercício 1..27 (ITA – 1991 adaptada) Sendo 2. e r é uma raiz dessa equação. A equação possui pelo menos um par de raízes reais.46 Matemática em Nível IME/ITA Exercício 1.eit .25 Mostre como poderíamos obter um valor numérico para o numero complexo: i i Exercício 1. + n. Se n é um natural não nulo. n mostre que: 1 + 2w + 3w² + 4w³ + .1994 adaptada) Seja z um complexo satisfazendo Re(z) > 0 e ( z + i ) ² + z + i ² = 6 .26 (Spiegel) Sendo z = cisθ .24 Determine o lugar geométrico do conjunto das imagens no plano complexo do conjunto de complexos z tais que: z(t) = 2 + 4.cis π ( 20 ) ( ) uma raiz quíntupla de w. Determine as raízes da equação: .22 Exercício 1. então o conjugado dessa raiz também será raiz do polinômio.

Vamos começar o capítulo exemplificando que os complexos e a geometria caminham lado a lado. A geometria é. 1 .cis ⎜ ⎟ ⎝2⎠ ⎝2⎠ Representação do circulo unitário no plano complexo: 1 + cisθ cisθ α Fig. como também um dos mais difíceis. usando um argumento geométrico. propomos que o leitor dedique sua atenção à leitura desse capítulo. e cabe ao aluno saber quando usar essa ferramenta na resolução de um exercício.3b). Para que essa capacidade de distinguir quando ou não usar essa ferramenta se torne mais acentuada. mesmo dominando o conteúdo desse capítulo e resolvendo todos os respectivos exercícios não significará que todos os seus problemas acabaram. não só um dos ramos mais bonitos da matemática.cos ⎜ ⎟ . a relação já provada analiticamente no capítulo 1 (Exemplo 1. Por essa razão devemos ter em mente que as questões que serão resolvidas com o auxílio dos números complexos são bastante específicas. ⎛θ⎞ ⎛θ⎞ 1 + cisθ = 2.48 Matemática em Nível IME/ITA Capítulo 2 – Números Complexos Geometria e os Complexos Neste capítulo apresentaremos a importante relação entre o estudo dos números complexos e questões de geometria. Obviamente. Exemplo: Vamos mostrar.

1.3 Autor: A representação vetorial de complexos nos permite resolver problemas de vetores com a ferramenta dos números complexos e vice-versa! Vejamos como essa nova ferramenta poderá nos ajudar a resolver aquelas questões trabalhosas de rotação de vetores! Exemplo 2. 2.4) .1. Solução: . Determine os demais vértices do polígono.52 Matemática em Nível IME/ITA Fig.a Considere o quadro ABCD definido pela diagonal AC com extremidades A = (1. B = (3.1) .

AB = DC ⇔ B− A = C−D ⇔ D = C−B+ A = ⎛ 1.2 Geometria e os Números Complexos 53 Vamos imaginar o problema no plano complexo.7 ⎞ ⎜ ⎟ ⎝2 2⎠ ⎛1 7⎞ D=⎜ . ⎟ ⎝2 2⎠ ⇔B= Fig. as seções cônicas). Podemos escrever: BC = i. ⎟ ⎝2 2⎠ Rotação de Eixos Um famoso problema da Geometria Analítica consiste em determinar as coordenadas de um ponto de uma figura geométrica em relação a um novo sistema de coordenadas rotacionado de certo ângulo em relação ao sistema de eixos original.B 2 + 5i 2 + 5i 1 − i = . I Para achar o ponto D poderíamos proceder da mesma forma. ⎟ 2 ⎝2 2⎠ ⎛7 3⎞ ∴B=⎜ . (1 + i ) ( 3 + 4i ) + (i − 1) = (1 + i ) . Note que o vetor BC é dado pela rotação do vetor AB de 90 graus nos sentido trigonométrico. 1+ i 1+ i 1− i 7 + 3i ⎛ 7 3 ⎞ = =⎜ . Tal problema nos permite determinar. equações simplificadas de figuras geométricas (por exemplo.AB ⇔ ⇔ ⇔ C − B = i. Outra forma seria perceber que os vetores são AB e DC equivalentes (vetores eqüipolentes).B − i. por rotação. . (B − A ) ( 3 + 4i ) − B = i.

Resultado 2.z 3 formam um triângulo eqüilátero. Condições para um triângulo ser eqüilátero Teorema: Os afixos dos complexos z1.2 . diferente de 1. o que está coerente com o fato do polígono formado acima ser regular (uma vez que.z 2 + w ².2. Conclusão: Os afixos das raízes n-ésimas da unidade formam no plano complexo um polígono regular de n lados. se e somente se z1 + w.2 Geometria e os Números Complexos 57 Im z3 z4 z2 z1 z0 Re Exemplo: z8 − 1 = 0 z5 z6 Fig.2. todos os vetores representantes dos afixos se anulam).1 Fig.z 2 . é nula (já estudamos isso!). pela relação de Girard.1 z7 A soma das raízes da equação.z 3 = 0 . 2.2. 2. onde w é uma raiz cúbica da unidade. nesse caso.

E.DE.FA são os vértices de um triângulo eqüilátero. Mostre que se AB = CD = EF = r .cis ⎜ ± 3 ⎟ = 0 ⇔ ⎝ 3 ⎠ ⎝ ⎠ =w ² ⇔ z1 + z 2 . F correspondem.w ² = 0 Exemplo 2. às extremidades dos vetores rotacionados de 60° representantes dos afixos A. podemos escrever: .w + z 3 .a (Putnam 67) Seja ABCDEF um hexágono inscrito em uma circunferência de raio r. D. B M1 60º A M2 F 60º 60º C D M3 Fig. Sabendo que os afixos B. respectivamente.cis ⎛ ± ⎜ ⇔ z1 + z 2 .z 2 . π⎞ ⎟ = z1 − z 2 ⇔ ⎝ 3⎠ ⎛ ⎛ π⎞ ⎞ ⎛ π⎞ ⎜ cis ⎜ ± ⎟ − 1⎟ − z 3 . I E Solução: Consideremos a origem do plano complexo no centro da circunferência.cis ⎜ ± ⎟ − z 3 .z 3 formam um triângulo eqüilátero ⇔ ⇔ z 2 z1 e z 2 z 3 formam um ângulo de ± 60° ⇔ ⇔ ( z3 − z 2 ) .2. C.cis ⎜ ± ⎟ = 0 ⇔ 3⎠ ⎠ ⎝ 3⎠ ⎝ ⎝ ⎛ 2π ⎞ 1 i 3 =− ± = cis⎜ ± ⎟ = w 2 2 ⎝ 3 ⎠ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⇔ z1 + z 2 .58 Matemática em Nível IME/ITA Demonstração: z1. então os pontos médios de BC.

2. usando o teorema que acabamos de Fig. 2.w + z 2 . (1 + w ) + z 3 = 0 −w ² ⇔ z1.w − z 2 . ( w² − 1) + z3 .w 2 − z 2 .w (1 − w ) + z2. (1 − w ) = 0 Se w² + w + 1 = 0 ⇔ z1. (1 − w ) = 0 ⇔ z1.62 Matemática em Nível IME/ITA Teorema: Dois triângulos são semelhantes ( Δz1z 2 z 3 ~ Δw 1w 2 w 3 ) se e somente se: z1 w 1 1 z2 z3 w2 w3 1 =0 1 Resultado 2.w 1 + z 2 .w − z1.2. Im w 1 Re w² De fato. deveremos ter que o triângulo Δz1z 2 z 3 é eqüilátero. (1 − w )(1 + w ) + z3.w 1 − z1w 2 z 2 − z1 w 2 − w 1 = z 3 − z1 w 3 − w 1 ⇔ Note que a condição para que um triângulo seja eqüilátero está coerente com esse resultado. Se o triângulo Δz1z 2 z 3 for semelhante ao triângulo Δ1w w ² onde w é uma raiz cúbica da unidade diferente de 1.4 Demonstração: z1 w 1 1 z2 w 2 1 = 0 z3 w 3 1 ⇔ z1. ( w − w² ) + z2.w (1 − w ) − z2.w² − z2 = 0 z3 w² 1 ⇔ z1.w 3 − z3 .w 2 + z 3 .4 mostrar: z1 1 1 z2 w 1 = 0 ⇔ z1w + z2 w² + z3 − z3 .w ² + z 3 = 0 . (1 − w ) = 0 ⇔ z1. ( w² − 1) + z3 .

G.G.3 Representações de Lugares Geométricos Vimos no capítulo I que podemos interpretar o módulo da diferença entre dois complexos como sendo a distância entre os afixos dos mesmos no plano complexo. como trabalharmos com eles no ramo dos complexos. Vamos agora justamente analisar como descrever esses lugares geométricos na forma de representação no plano complexo. Sugerimos que para a total compreensão do que discutiremos a seguir. Muitos lugares geométricos dos mais estudados na geometria analítica são definidos pelo conceito de distância. z−k = R Circunferência de centro em k e raio R k∈ . mas sim. o aluno tenha uma noção das definições dos L. citados. Não nos preocuparemos com propriedades específicas desses L. consultando um livro de geometria analítica. Circunferência é o lugar geométrico dos pontos que eqüidistam de um mesmo ponto fixo no plano. A expressão que nos dá a noção de distância é o módulo da diferença entre dois complexos.64 Matemática em Nível IME/ITA 2.. R∈ Alguns casos particulares: z−k < R z ≤ R .

5 Fig. 2. F1. e eixo maior 2a.3. 2.6 .F2 ∈ . 2. a ∈ Alguns casos particulares: Fig.3.3.2 Geometria e os Números Complexos 65 Elipse é o lugar geométrico dos pontos tais que a soma das distâncias desses pontos a dois pontos fixos (os focos da elipse) é constante e maior que a distância entre os mesmos dois pontos fixos. Com essa definição fica evidente que podemos representar o conjunto de elipses no plano complexo como sendo: z − F1 + z − F2 = 2a Elipse de focos F1 e F2.4 z −F 1 + z −F ≤ 2a 2 z −F 1 + z −F 2 ≤ 2a Fig.

Mín. Quando isso acontece dizemos que a imagem do conjunto dado é o conjunto vazio.3.a (ITA) Considere o conjunto dos complexos tais que: z − i. é fácil ver que: z k a² − k² = cos θ = senθ = a a a Logo o complexo de argumento mínimo será: ⎛k a2 − k 2 z = z . e para que z tenha argumento mínimo z deve ser tal que seu vetor representante seja tangente à circunferência. I Re Da geometria do problema. ⎜ + i.68 Matemática em Nível IME/ITA Vejamos outro exemplo de degeneração: {z ∈ : z − 1 + z + 1 = 1} Não é difícil verificar que não existe z complexo que atenda à condição dada no conjunto (deixamos como exercício pro leitor que verifique isso). ⎜ ⎟ ⎝a⎠ ⎝ a ⎠ 2 ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ .cisθ = a2 − k 2 . Exemplo 2. Do triângulo retângulo OAT formado segue: a² = z ² + k² ∴ z = a² − k² Im A θ k z a θ T Z arg. 1 − ⎜ ⎟ + i. Solução: A representação geométrica do conjunto no plano complexo é a mostrada na Fig. ou o interior dela. O Fig. I Note que as imagens de z percorrem a circunferência ilustrada.a ≤ k onde a e k são constantes reais positivas tais que a > k . ⎜a a ⎝ ⎛k ⎞ ⎛ a² − k² ⎞ z = k. Determine o complexo z pertencente à imagem desse conjunto com o menor argumento.

3 Determine uma condição entre z. v = −2 − 4i. Determine as coordenadas do mesmo ponto num sistema rotacionado de 30° no sentido trigonométrico em relação ao sistema original. Sobre os afixos desses complexos citados.9 – (Putnam 55) A1.( A A ) = n 1 2 1 3 1 4 1 n Exercício 2. podemos afirmar: (a) u. 2 Exercício 2... w.3).u. ..u.A 2 .v.1 Dados dois vértices (0.0) e (4. w = 1 + 5i. z.v para que zw e uv sejam vetores ortogonais no plano complexo.4 Exercícios de Fixação Exercício 2..3) no sistema de coordenadas ortogonal.( A A ).. Mostre que: ∏ PAk k =1 n = OPn − r n .w são colineares (b) u.A n são vértices de um polígono regular convexo inscrito em uma circunferência de raio unitário.A n de um n-ágono regular 2 2 inscrito..5 Considere o ponto (1.8 Se A1.3). quais são as coordenadas dos outros dois vértices que fazem desse polígono um quadrado cujos vértices dados são de um mesmo lado? Exercício 2.0) e (4.6 Considere u = 3 + 11i. Exercício 2. prove que: ( A A )..v.. Exercício 2.7 – (SBM. Exercício 2. w..A 2 . w.4 Determine uma condição entre z.v para que zw e uv sejam vetores paralelos no plano complexo.v. w.( A A ).. Colômbia) Dados um ponto P sobre uma circunferência unitária e os vértices A1. + PAn é constante. P é um ponto sobre OA1 ....A 2 .70 Matemática em Nível IME/ITA 2. z = 1 + i .. prove que PA1 + PA2 + .u. z.v. qual é a coordenada do terceiro vértice que faz desse polígono um triângulo eqüilátero? Exercício 2.w formam um triângulo eqüilátero (c) uv é paralelo a wz (d) uv é perpendicular a wz Exercício 2.u..A n é um polígono regular inscrito em uma circunferência de raio r e centro O.2 Dados dois vértices (0.

AP..13 (ITA 03) para os quais o número w pertence ao conjunto dos Reais.14 (ITA 06) Determine o conjunto A dos complexos z tais que: z 2z + = 3 e 0 < z − 2i ≤ 1 z − 2i z + 2i . Exercício 2. 5 são irracionais quando expressos em graus. Calcule o produto das medidas das diagonais AC. Determine o conjunto dos números complexos z Exercício 2... Exercício 2.2 Geometria e os Números Complexos 71 Exercício 2..12 Seja ABCD. 4. ACE e ABF triângulos eqüiláteros externos do triângulo ABC. ACE e ABF são vértices de um triângulo eqüilátero.. Sejam BCD..34) para mostrar que os ângulos agudos do triângulo retângulo 3. Interprete o conjunto geometricamente.PQ um polígono regular de n lados inscrito em um circulo de raio unitário.11 – (Teorema de Napoleão) Seja ABC um triângulo qualquer.10 Utilize o resultado do desafio (Exercício 1. z+z+2 w= z −1 + z +1 − 3 Exercício 2. AD. Prove que os baricentros dos triângulos BCD.

Vamos desenvolvimento binomial conhecido como Binômio de Newton: analisar o (1 + x )n 0 2 n = Cn . (1) n n 0 1 2 n De onde segue o importante resultado.. ( x ) n 0 1 2 n Dessa expressão do Binômio de Newton. ( x ) + Cn . podemos tirar algumas importantes propriedades. (1) + Cn . i0 = i4 = i8 = i12 = .. fazendo x = −1 na expressão do binômio: . + Cn . + Cn .. Fazendo x = 1 na expressão do binômio: (1 + 1)n 0 2 = Cn .. + Cn = 2n n n Resultado 3. (1) + C1 . = −i Vejamos como podemos tirar proveito disso.. ( x ) + ...1 Analogamente..74 Matemática em Nível IME/ITA Capítulo 3 – Números Complexos Aplicação em Somatórios Neste capítulo apresentaremos mais uma aplicação de números complexos em possíveis situações de questão tanto do IME quanto do ITA. que não são resolvidos convencionalmente usando números complexos..... conhecido. Em ciclos de quatro potências o numero complexo in se repete. 0 2 Cn + C1 + Cn + .1.1 Somatórios Binomiais Algo interessante que podemos retirar das propriedades de números complexos é a propriedade cíclica de suas potências.. 3. ( x ) + C1 . (1) + .. = −1 i3 = i7 = i11 = i15 = . = 1 i1 = i5 = i9 = i13 = . A dificuldade do assunto está em saber exatamente quando utilizar a ferramenta apresentada para resolver problemas de ‘somatórios’. = i i2 = i6 = i10 = i14 = .. também conhecidas como os teoremas do triângulo de Pascal.... como Teorema das Linhas do triângulo de Pascal.

1 e 3.. = 2n −1 n Resultado 3.1 e 3. temos ainda: 0 2 4 Cn + Cn + Cn + .1.. e dividindo por 2 nos dois membros da soma.1.. = 2n −1 Resultado 3.. ( −1) + Cn .3 Da mesma forma. ( −1) n 0 1 2 n 75 (1 − 1)n De onde segue mais um importante resultado: 0 2 3 Cn − C1 + Cn − Cn + −..4 OBS: Usamos as reticências (..2.) para representar os demais binomiais da mesma seqüência (cuidado para não achar que existem infinitos termos nessa sequência). subtraindo os mesmos resultados 3. ( −1) + C1 ..3 Complexos – Aplicações em Somatórios 0 2 n = Cn .1. ( −1) + . e dividindo por 2 nos dois membros da soma.1.2 Somando os dois últimos resultados 3. . + Cn . temos também: 3 5 C1 + Cn + Cn + .. + ( −1) Cn = 0 n n n Resultado 3.1...1.2.1. Continuaremos a usar essa notação nos próximos exemplos.

por exemplo: ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎜ 1 + cis ⎜ ⎟⎟ ⎝ 3 ⎠⎠ ⎝ n do A soma acima foi pedida justamente em uma prova do IME do ano de 2005. para n natural.k. + sen ⎜ ⎜ ⎟ n ⎝ n ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ .. ⎛ 2. tal que n > 1: ⎛ 2 ( n − 1) π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⎛ 6π ⎞ S = sen ⎜ ⎟ ⎟ + sen ⎜ n ⎟ + sen ⎜ n ⎟ + . tal que z 0 = z 3 = z 6 = .a (Spiegel) Determine o valor da soma. por exemplo). Ou ainda: z3 = 1 Ora. 3. As resoluções de questões envolvendo esses somatórios se baseiam na forma trigonométrica da representação de um complexo e se utilizam das suas propriedades (Lei de De Moivre..2 ⎝ 3 ⎠ Ou seja. e encontra-se na lista de exercícios na seção 3. para o binômio.3 Complexos – Aplicações em Somatórios 79 Procuramos um número que se repita em potências de 3.1.π ⎞ z = cis ⎜ ⎟ . é aconselhável que analisemos o comportamento desenvolvimento de Newton. Sua resolução pode ser encontrada no capítulo 7. Ou seja. Vejamos um exemplo a seguir: Exemplo 3. É comum vermos também progressões geométricas como sendo a saída de problemas do mesmo gênero. nós conhecemos os complexos que possuem essa propriedade.2. inclusive. já os estudamos! Basta tomar z como sendo uma das raízes triplas da unidade.. e..2 Outras Somas Vimos na seção anterior que somatórios muitas vezes estão ligados aos números complexos. procuramos um número z.4).3 (Exercício 3. k = 0.

. pela Lei de De Moivre a soma A torna-se: n −1 ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ A = ⎜ cis ⎜ ⎟ ⎟ + ⎜ cis ⎜ n ⎟ ⎟ + ⎜ cis ⎜ n ⎟ ⎟ + .2.. que é nula ⎛ 2 ( n − 1) π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⎛ 6π ⎞ S = sen ⎜ ⎟=0 ⎟ + sen ⎜ n ⎟ + sen ⎜ n ⎟ + . ligeiramente diferente da anterior para n natural: ⎛π⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 3π ⎞ ⎛ nπ ⎞ S = sen ⎜ ⎟ + sen ⎜ ⎟ + sen ⎜ n ⎟ + .... A experiência adquirida na seção anterior nos sugere analisar a seguinte soma: 2π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ + cis ⎜ 2.... ⎟ A = cis ⎜ n ⎟ n ⎠ n ⎠ n ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎝ ⎝ Ora.. ⎟ + cis ⎜ 3. + zn −1 2 3 Note que a soma A é exatamente uma soma de termos em progressão geométrica de razão z. ⎜ = ⎜ z −1 ⎟ ⎜ z −1 ⎟ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎛ 2π ⎞ Da Lei de De Moivre: z = cis ⎜ ⎟ ⎝ n ⎠ ⎛ 1− z ⎞ Portanto A = ⎜ ⎟ = −1 para n > 1 ⎝ z − 1⎠ ⇒ zn = 1 Ora. + cis ⎜ ( n − 1) . sabemos que a soma pedida S é justamente a parte imaginária de A. + sen ⎜ n ⎟ ⎝n⎠ ⎝ n ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ .80 Matemática em Nível IME/ITA Solução: Os termos do somatório são funções seno com o argumento crescendo em progressão aritmética. pela construção da resolução.. + sen ⎜ ⎜ ⎟ n ⎝ n ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Exemplo 3. ⎟ + . + ⎜ cis ⎜ n ⎟ ⎟ ⎠⎠ ⎠⎠ ⎠⎠ ⎝ ⎝ n ⎠⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ⎝ ⎝ ⎝ ⎛ 2π ⎞ Sendo: z = cis ⎜ ⎟ ⎝ n ⎠ Temos: A = z + z² + z³ + . ⎛ zn −1 − 1 ⎞ ⎛ zn − z ⎞ A = z.b (SBM) Determine o valor da soma.

+ A 2n c) A1 + A 3 + A 5 + ...... ( n − 1) π ⎞ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⎛ ⎛ ⎟ = n² ⎜ 2 − 2..x 2 + . + A 2n −1 e) A1 − A 3 + A 5 − A 7 + −.. Exercício 3. = A 0 + A 1. ⎜ 1 − cos ⎟. = ? n n . ⎜ 2 − 2cos ⎜ ⎟ n ⎝ ⎠⎝ ⎠ ⎝ ⎠ 2 ( n − 1) π ⎞ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⎛ ⎛ ⇒ 2n−1. ( n − 1) π ⎞ ⎛ 2π ⎞ ⎛ ⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎜ ⎟⎜ ⎜ ⎟⎟ ⎜ 1 − cis n ⎟ ⎜ 1 − cis ⎜ − n ⎟ ⎟ .. temos algo do tipo: (1 − cisθ) (1 − cis ( −θ) ) = 2 − ( cisθ + cis ( −θ) ) = 2 − 2.3 Faça o mesmo para a soma: 3 7 Cn + Cn + C11 + C15 . f ) A 0 + A 4 + A 8 + .x 2n Determine expressões matemáticas simplificadas para as seguintes somas: b) A 0 + A 2 + A 4 + .... ⎜ 1 − cos ⎜ ⎟ 2 n ⎝ ⎠⎝ ⎠ ⎝ ⎠ 3..2 Calcule uma expressão matemática para a soma: 2 6 Cn + Cn + C10 + C14 ..5 Exercícios de Fixação Exercício 3.. = ? n n Exercício 3.3 Complexos – Aplicações em Somatórios 87 ⎛ 2 ( n − 1) π ⎞ ⎞ 2.... + A 2n . a cada 2 termos do produto. ⎜ 1 − cos n ⎟ . ⎜ 1 − cos ⎟ ....x + A 2 .1 Considere o seguinte desenvolvimento: (1 + x + x² )n a) A 0 + A1 + A 2 + .... ⎜ 1 − cos ⎟ = n² ⎟ n ⎠⎝ n ⎠ ⎜ n ⎝ ⎝ ⎠ Portanto: 2 ( n − 1) π ⎞ 2π ⎞ ⎛ 4π ⎞ ⎛ n² ⎛ ⎟ = n−1 ⎜ 1 − cos n ⎟. + A 2n d) A 0 − A 2 + A 4 − A 6 + −.cos n ⎟ ⎜ 2 − 2cos n ⎟ .cos θ Aplicando isso no produto: 2.. ⎜ 1 − cis ⎟ ⎜ 1 − cis ⎜ − ⎟ ⎟ = n² n n ⎝ ⎠⎝ ⎝ ⎠⎠ ⎝ ⎠⎝ ⎝ ⎠⎠ Percebendo que...

8 grupos de 4: Faça o mesmo para a soma..sen ( 2x ) + Cn ..sen ( x ) + Cn ..Ck n n Exercício 3.. Exercício 3. (n − 1). + Cn ⎢ 3 n / 3⎥ ⎦ 3 (n −1) / 3 ⎥ +1 ⎦ 4 7 ⎣ S1 = C1 + Cn + Cn + C10 + . com k sendo tomado em k = 0.Ck = n.6 de x para a seguinte soma: 2 3 n C1 .9...8....x ) n Exercício 3.sen ( 3x ) + .Ck n n Exercício 3.2n−2 n ∑ k². em função Exercício 3. − C 4n − 2 + 1 4n n Determine uma expressão matemática simples. com k sendo tomado em k =1.Ck = n.11 Mostre (sem necessariamente utilizar números complexos): n Ck 2n +1 − 1 ∑ k +n1 = n + 1 k =0 .5 (ITA 95 – adaptada) Para cada n pertencente aos naturais.sen ( n. + Cn ⎢ n n Calcule o valor de S0 e S1 em função de n..88 Matemática em Nível IME/ITA Exercício 3..10 grupos de 4: Faça o mesmo para a soma. sabendo que ⎢r ⎥ representa o ⎣ ⎦ maior inteiro menor ou igual a r.7 Mostre (sem necessariamente utilizar números complexos) : k =0 ∑ k². Exercício 3..4.5. + Cn .9 Mostre (sem necessariamente utilizar números complexos): k =0 ∑ (k + 1) .4 (IME-05) Sejam as somas S0 e S1 definidas por: 0 3 6 9 ⎣ S 0 = Cn + Cn + Cn + Cn + ..2n−1 + 2n n ∑ (k + 1) .. quanto vale a seguinte soma ? 4 4n 1 − C 2 + C 4n − .2n−1 + n. Sugestão: utilize o desenvolvimento do binômio de Newton para 2π ⎞ ⎛ ⎜ 1 + cis ⎟ 3 ⎠ ⎝ Exercício 3.

.16 Interprete geometricamente o resultado da soma da questão anterior... ⎜ sen ⎜ ⎟⎟ n ⎝ n ⎠⎠⎝ ⎝ n ⎠⎠⎝ ⎝ ⎠⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ⎠⎠ Exercício 3.. ⎜ sen ⎜ ⎟⎟ n ⎝ n ⎠⎠⎝ ⎝ n ⎠⎠⎝ ⎝ ⎠⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ⎠⎠ ... + cos ⎜ ⎜ ⎟ n ⎝ n ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Exercício 3..14 Determine uma expressão simples para as somas: a) cos ( x ) + cos ( 2x ) + cos ( 3x ) + . + sen(nx) Exercício 3.4..15 – (ITA 04) Sendo z = 1 2 .y é tal que z³ e z valem? Exercício 3.. + z 60 Exercício 3..8. determine novamente o valor do produto: ⎛ ( n − 1) π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ π ⎞⎞⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ 3π ⎞ ⎞ ⎛ ⎜ ⎜ ⎟⎟ ⎜ sen ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ sen ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ sen ⎜ n ⎟ ⎟ .13 (Spiegel) Mostre que: ⎛ 2 ( n − 1) π ⎞ 2π ⎞ 4π ⎞ ⎛ ⎛ ⎛ 6π ⎞ cos ⎜ ⎟ = −1 ⎟ + cos ⎜ n ⎟ + cos ⎜ n ⎟ + .3 Complexos – Aplicações em Somatórios 89 Exercício 3. com k sendo tomado em k = 0.. ∑ n Ck n k +1 Exercício 3. + 2004. + cos ( nx ) b) sen(x) + sen(2x) + sen(3x) + .12 grupos de 4: Faça o mesmo para a soma.i³ + .8.20 A partir dos resultados do Exercício 2. (1 + i ) ..18 (Spiegel) ( ) Calcule: ⎛ ( n − 1) π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ π ⎞⎞⎛ ⎛ 2π ⎞ ⎞ ⎛ ⎛ 3π ⎞ ⎞ ⎛ ⎜ ⎜ ⎟⎟ ⎜ sen ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ sen ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ sen ⎜ n ⎟ ⎟ ...i² + 4.17 Calcule: Im 1 + 2i + 3. Exercício 3. usando um argumento geométrico...i2003 Exercício 3.. calcule: ∑ zk k =1 60 = z + z 2 + z 3 + .19 (ITA – adaptada) Sejam x e y números reais tais que: ⎧ x³ − 3xy² = 1 ⎨ ⎩3x²y − y³ = 1 Então o número complexo x+ i.

conhecia o método e resolveu publicar em uma dessas edições anuais o desafio. que não tinha méritos o suficiente para responder ao .x² + px + q = 0 . um dos problemas mais fascinantes entre os matemáticos antigos era o de resolver equações polinomiais. um humilde matemático de origem pobre.90 Matemática em Nível IME/ITA Capítulo 4 – Polinômios 4. Naquela época eram comuns publicações anuais de matemática. porém não revelava seu método de obtenção das mesmas. afim de engrandecer seu nome perante os matemáticos contemporâneos. Ao matemático Fior. Os hindus participaram com um grande papel na matemática. O matemático Tartaglia. entre outros. Tartaglia propôs um desafio ao mesmo que era de resolver equações do tipo: x³ + n. a resposta vinha sempre com precisão por parte do matemático com distúrbio de fala. Antonio Fior. uma vez que uma das grandes potências da matemática. A história diz que no início do século XVI o matemático Scipione del Ferro descobriu uma solução para a equações do tipo x³ + px + q = 0 . Para finalizar a humilhação para cima de Fior. por exemplo. O desafio constava em dar as soluções numéricas de equações do tipo que del Ferro havia estudado. do século XI. Para que valores de x. estagnou-se em suas pesquisas durante à invasão de seu território pelo Império Romano. Publicações essas que faziam crescer o nome de muitos matemáticos que conhecemos historicamente hoje. de autoria de Sridahara. Por mais que Fior ousava desafiar Tartaglia. Seu discípulo. seria satisfeita a equação: x² − 5x + 6 = 0 ? A solução de equações do 2º grau creditadas ao hindu Báskara é na verdade. também hindu. mais conhecido como Tartaglia (Tartaglia traduzido a português significa “gago”.1 A História dos Polinômios Ao longo da história da humanidade. a Grécia antiga. nos quais as mentes brilhantes da Europa propunham desafios a outros matemáticos. Uma das grandes discussões matemáticas registradas na história é a ocorrida entre os matemáticos italianos Girolamo Cardano e Nicoló Fontana. junto aos árabes. apelido dado ao matemático devido aos seus distúrbios de fala) em meados do século XVI. irmãos Bernouilli. como Newton. Leibniz. aceitou o desafio e respondia todos com respostas diretas e precisas a respeito das raízes. porém faleceu antes de publicá-la.

4 Polinômios 91 desafio. não apresentassem soluções de interpretação matemática concreta. restou aceitar a humilhação perante todos os matemáticos contemporâneos. Quebrando sua promessa. . Com a solução de equações cúbicas conhecida. uma vez que de acordo com a solução de Tartaglia: x = 3 2 + −121 + 3 2 − −121 Desta forma criou-se em paralelo ao estudo das equações algébricas polinomiais. A solução vinda do matemático italiano dizia que: x= 3 b b ⎛b⎞ ⎛a⎞ ⎛b⎞ ⎛a⎞ + ⎜ ⎟ −⎜ ⎟ + 3 − ⎜ ⎟ −⎜ ⎟ 2 2 ⎝2⎠ ⎝3⎠ ⎝2⎠ ⎝3⎠ 2 3 2 3 Até o momento não era tido como algo matematicamente verdadeiro a raiz quadrada de números negativos. mas mesmo assim conseguiu convencer (sob juras de que seria devidamente creditado) o matemático Tartaglia a revelar a solução.x + b. alegando que iria publicar ele mesmo o método. um grande problema na matemática surgiu (refira-se à introdução histórica dada aos Números Complexos no capítulo 1 deste livro) quando os matemáticos pararam para analisar melhor a solução de Cardano-Tartaglia para equações do 3º grau: x³ = a. surgiu a publicação Ars Magna contendo a solução das equações do 3º grau sem menção alguma ao seu Nicolo Fontana Tartaglia conterrâneo. Cardano era conhecido por sua “falsidade”. estava escrevendo um trabalho de Álgebra.x + 4 . e solicitou a Tartaglia que revelasse o método de resolução das equações do 3º grau para que fosse publicado. no seu livro. Tartaglia recusou. Nesta mesma época. Girolamo Cardano. em meados do século. de modo que equações como x³ = 15. também italiano. com os devidos créditos. o estudo dos Números Complexos.

v ³ = q ⎧p + q = − c ⎪ ⎨ −b ³ ⎪p. Vamos tomar. ainda. admite pelo menos uma raiz real.q = ⎩ 27 ⇒ ⎛ b³ ⎞ 1 p + ⎜− ⎟ . q=− c + 2 c ² b³ + 4 27 Voltando às variáveis u e v: .x + c .(u + v) + v ³ ) + b. = −c ⇒ ⎝ 27 ⎠ p p ² + c. Podemos.u.c ∈ Vamos supor uma raiz real do tipo: α = u + v com u e v a serem determinados.v.x + c . P( α ) = 0 ⇔ ⇔ ⇔ (u³ + 3. por exemplo. ( 3.u. escrever: ⎧u ³ + v ³ = − c ⎪ ⎨ −b³ ⎪u ³.v = −b Para u e v acima.u.96 Matemática em Nível IME/ITA II) Polinômios do 3º Grau sem o termo do 2º grau (Regra de Cardano) A partir do grau 3.(u + v) + c = 0 (u³ + v ³ ) + (u + v ) . b. b.v + b ) + c = 0 (u + v ) ³ + b.v ³ = 27 ⎩ Vamos denotar: u ³ = p . Veremos mais a frente (pedimos que por enquanto o leitor apenas acredite) que todo polinômio do 3º grau com coeficientes reais. (u + v ) + c = 0 Queremos achar u e v para que a igualdade acima seja satisfeita.p − b³ =0 27 Usando a “Regra de Báskara” para resolver a equação do 2º grau acima: p=− c − 2 c ² b³ + 4 27 . fica mais difícil determinar algebricamente (sem o auxílio de outras condições do problema) as raízes para o polinômio. teremos α = u + v sendo raiz do polinômio.c ∈ * * Ex: P(x) = x³ + b. u e v tais que: ⎧u ³ + v ³ = − c ⎨ ⎩3. em geral. A Regra de Cardano mostra que é possível determinar um algoritmo para achar essa raiz para um polinômio de 3º grau do tipo: P(x) = x ³ + b.

.q(x) = 1 ⎨ ⎩ P( p(1) ) = 0 ...3. + α111 ( ) +1 = 111 ⎛ ⎛ 2kπ ⎞10 ⎞ ⎜ cis ⎜ ⎟ ⎟ 111 10 α −1 α − 1 ⎜ ⎝ 10 ⎠ ⎟ ⎝ ⎠ = = = α111 − 1 α111 − 1 α111 − 1 ( ) 10 ( ) = 111 −1 ⎛ ⎛ 2kπ ⎞⎞ .G.9 ⎟ . todas as raízes de Q(x) são raízes de P(x). de razão x: Q(x) = Portanto.10 ⎟ ⎟ ⎜ cis ⎜ ⎝ 10 ⎠⎠ =⎝ 111 α −1 −1 ( cis ( 2kπ ) ) = α 111 111 −1 1− 1 α 111 −1 −1 =0 Portanto. temos que P(x) é divisível por Q(x).106 Matemática em Nível IME/ITA Exemplo 4.3.3. tais que: ⎧α10 − 1 = 0 α10 − 1 ⎪ Q(α ) = 0 ⇔ =0 ⇔ ⎨ α −1 ⎪α ≠ 1 ⎩ x10 − 1 x −1 Utilizando a fórmula 1.3.p(x) + Q(x). as raízes de Q(x) serão do tipo α.. Exemplo 4. p(x) e q(x) satisfaçam as seguintes condições: ⎧ P(x). Do Resultado 4.3.c (ITA – adaptada) Suponhamos que os polinômios P(x). Q(x).b (IME – 1994) Mostre que P(x) é divisível por Q(x) onde P e Q são os dados: P(x) = x 999 + x 888 + x 777 + x 666 + x 555 + x 444 + x 333 + x 222 + x111 + 1 Q(x) = x 9 + x 8 + x 7 + x 6 + x 5 + x 4 + x 3 + x 2 + x + 1 Solução: Vamos determinar todas as raízes de Q(x): Q(x) = x 9 + x8 + x 7 + x 6 + x 5 + x 4 + x3 + x 2 + x + 1 O desenvolvimento de Q(x) é uma soma de P. Q(0) = 0 ∀x ∈ Mostre que p(x) não é divisível por (x – 1).. .2.6. temos que as raízes de Q(x) são: ⎛ 2kπ ⎞ α = cis ⎜ ..1 da seção de Números Complexos. k =1 ⎝ 10 ⎠ Verifiquemos se todas essas raízes são raízes de P(x): P(α ) = α111 ( ) + (α ) + (α ) + (α ) + (α ) 9 111 8 111 7 111 6 111 111 5 + .

obtemos: ⎧S1 = ( α − r ) + ( α ) + ( α + r ) = 15 ⇒ 3α = 15 ∴ α = 5 ⎪ G ⎨ 3 ⇒ α.4 Polinômios 113 Como as raízes estão em progressão aritmética.d + b. ( a.c + b.d + c.d ) S1 =0 G 2 SG =−5 a² + b² + c² + d² = 10 OBS: Note que. e não faz essa distinção. para calcular a soma dos quadrados delas não é preciso que as conheçamos individualmente.x 3 + 9x 2 − 8 determine a soma dos quadrados das suas raízes.d + b.c + a. no exercício anterior. ( α ) . o resultado de Girard é geral.c + a. .d) Teremos: a² + b² + c² + d² = ( a + b + c + d) ² − 2.c + a. α + r Das relações de Girard para o polinômio. calculamos a soma dos quadrados das raízes do polinômio. ( a. 5. Sejam a.b + a. α .b + b. De fato. d essas raízes: Das relações de Girard para o polinômio.d + c. obtemos: ⎧S1 = (a + b + c + d) = 0 ⎪ G ⎨ 2 ⎪ SG = ( a. Porém.d ) = −5 ⎩ Levando em consideração que: ( a + b + c + d) ² = a² + b² + c² + d² + 2. nos permitindo aplicá-lo para qualquer polinômio de coeficientes complexos. 8 Exemplo 4. ( α ² − r² ) = 80 ∴ r = ±3 ⎪ SG = ( α − r ) . Solução: Não sabemos o método prático de determinar as raízes do polinômio do 4º grau dado. b. podemos dizer que são do tipo: α − r.4. sem conhecermos as mesmas.b + a.d + c. ( α + r ) = 80 ⎩ De onde segue que as 3 raízes são: 2. ou sequer sabermos se as raízes eram reais puras ou não.d + b.c + a.b Para o polinômio P(x) = x 4 − 5.c + b. c.

βk −2 + d. αk −3 + βk −3 + γ k −3 = 0 * Sk − 2 * Sk − 3 ( ) ( ) ( * Sk ) ( * Sk − 1 ) Exemplo 4. c.αk −3 = 0 ⎪ k ⎪ ⇒ ⎨a. αk −1 + βk −1 + γ k −1 + +c.β + b.γk −3 = 0 ⎪a. 4 2 Calculando as demais somas de Newton necessárias: ⎧ S* = a² + b² + c² + d² 2 ⎪ 2 ⎪ = ( a + b + c + d ) − 2.γ + b.5. αk − 2 + βk − 2 + γ k − 2 + d. 4 Pelo teorema de Newton (4.βk −3 = 0 ⎪ k k −1 k −2 + d. determine a soma a 4 + b 4 + c 4 + d4 .βk −1 + c.αk −1 + c.a Sendo a. SG = ( 0 ) ² − 2.(S1 ) + 1. αk + βk + γ k + b. b. ( −5 ) = 10 ⎨ G ⎪ * ⎪(S1 ) = a + b + c + d = (S1 ) = 0 G ⎪ * 0 0 0 0 ⎪(S0 ) = a + b + c + d = 4 ⎩ ( ) ( ) Substituindo na expressão de Newton: * (S * ) + 0.(S0 ) = 0 .x 2 + 2x + 1 = 0 . ( ab + ac + ad + bc + bd + cd ) ⎪ 2 ⎪ 2 = S1 − 2.γ ⎩ Se somarmos membro a membro as 3 equações teremos: a.(S3 ) − 5.118 Matemática em Nível IME/ITA ⎧a.6. d as raízes do polinômio x 4 − 5.(S* ) + 2. temos: * * * (S* ) + 0.(S3 ) − 5 × 10 + 2 × 0 + 1× 4 = 0 4 ∴ S * = a 4 + b 4 + c 4 + d4 = 46 4 .αk −2 + d.γ + c.αk + b. Solução: A soma pedida é justamente S* (leia-se “S quatro de Newton”).1).

.6 (IME-1983) Determine os valores de m para os quais as raízes da equação biquadrada abaixo sejam reais e estejam em progressão aritmética. Exercício 4. ⎧ x ³ − 7. x4 − ( 3m + 5 ) .8 (IME . determine R(x). e que a divisão de x ³ + c.x ² + dx − 3 por x ² − x + 2 tem resto igual a – 5. Determine o valor de a + b + c + d.x ² − 394x + 840 = 0 ⎩ Exercício 4. q sendo reais.x 2 + (m + 1) ² = 0 Exercício 4.2 (IME/ITA) Mostre que é racional: 3 2+ 5 + 32− 5 Exercício 4.x 2 + b por x2 + 2x + 4 é exata.3 (ITA – 2003) Sejam a.5 (IME-1979) Resolva as equações abaixo sabendo-se que a primeira tem uma raiz cujo valor é o triplo do valor de uma raiz da segunda.4 (IME) O polinômio P(x) de grau 2n + 1 tem todos os seus coeficientes iguais a 1. calcule todas as raízes do polinômio. Sabendo que a divisão de x 4 + a.x ² − 204x + 1260 = 0 ⎪ ⎨ ⎪ x ³ − 15.136 Matemática em Nível IME/ITA 4.1 (ITA – 2005 adaptada) O número complexo 2 + i é raiz do polinômio x4 + x3 + p. Exercício 4.9 Exercícios de Fixação Exercício 4.7 Demonstre as relações de Girard (Resultado 4.1) pelo processo de Indução Finita. b. Sabendo que as raízes de D(x) são distintas e são raízes de x 4 − 1 e D(1) é não nulo.x 4 − 3.x2 + x + q com p. Exercício 4.x 3 + 27.4.x + 30 Sabendo que o produto de duas de suas raízes complexas é igual a 3 – i e que as partes reais e imaginárias de todas as suas raízes são inteiras e nãonulas. Determine todas as raízes do polinômio.x 2 − 44. Ao dividirmos P(x) por D(x) do 3º grau encontramos o resto R(x). d constantes reais. c. Exercício 4.2006) Considere o polinômio: x 5 − 3.

10 Determine as soluções da equação abaixo dados que uma das raízes é igual à soma das outras duas. + bn Exercício 4.x 3 + b.x³ − 12.x² − 32.15 (IME .x m − 3n − am é divisível por x + a.x 4 + 8.x − 52 = 0 ⎩ Exercício 4..17 (IME – 2004 adaptada) Determine o valor das raízes comuns das equações: ⎧ x 4 − 2x³ − 11. onde a é não-nulo.13 Mostre que a fatoração a seguir é válida.x 23 + 24.x − x − 7. Exercício 4.16 O valor da soma das raízes comuns às equações é 3 2 ⎧ 4 ⎪ x − 7.x² + 18.. Exercício 4...x 2 + c.9 (IME) Sem resolver a equação.zn ..x + 9 = 0 Exercício 4. (1 + x + x² + x³ )2 ≡ 1 + 2x + 3x 2 + 4x 3 + 3x 4 + 2x 5 + x 6 Exercício 4.14 (IME .x 3 − 139. P(x) = x + 2. 36.12 (IME – 2006 adaptada) Seja p(x) um polinômio do 5º grau com coeficientes inteiros (sendo o coeficiente do termo de maior grau unitário).x − 15.i e as outras duas com produto 13 + i.x + 3 = 0 ⎨ 4 3 2 ⎪ x − 3.x + d tenha quatro raízes não-reais..4 Polinômios 137 Exercício 4. + x 47 Seja bk a parte real de zk ² .11 (IME . sendo quatro deles pares e um ímpar. calcule o valor do somatório dos inversos dos cubos das raízes (para m inteiro maior que zero): m.x² − 5x + 1 = 0 Exercício 4.x + 2 = 0 ⎩ Exercício 4. + 23.x + 18 = 0 ⎪ ⎨ 4 ⎪ x − 12x³ + 44.x + 3...x m + a3n ..2000) Determine todos os números inteiros m e n para os quais o polinômio 2. duas somando 3 + 4. Determine o valor da soma: b1 + b2 + .x 24 + 23. O número de coeficientes pares de p(x) é? Exercício 4.1995) Determine o valor de b para que o polinômio..x + 16.18 Determine 2 o polinômio do 3º grau que satisfaça P ( x − 1) = P ( x ) + ( 2x ) e utilize o resultado para determinar a soma: . x 4 + a. Sabe-se que as cinco raízes de p(x) são números inteiros positivos.x + .x 2 − 18. de coeficientes reais.2003) As raízes distintas do polinômio a seguir são 2 3 z1.x 25 + .

20 (ITA) Se x ³ + px + q é divisível por x ² + ax + b e x ² + rx + s . ( a + r ) .x ² + b.25 (ITA – adaptada) P(0) = 1 e tal que: P(1) = P( −1) = P(2) = P( −2) = P( −3) = P(3) = 2 . Determine o valor de a + b + c. Exercício 4. Prove que A(x) não é divisível por B(x). A soma dos quadrados dessas raízes é igual a 14.21 (ITA – 1999) Seja P(x) um polinômio de grau m. Sugestão: Monte as equações de divisão euclidiana do enunciado e derive-as com relação à variável x. x³ + 4 a b... + ( 2n ) ² Exercício 4.19 (ITA – 1994) A identidade abaixo é valida para todo x real. Mostre que. Exercício 4. Determine o valor de P(4).2001) Determine a condição que os coeficientes de P(x) do quarto grau devem satisfazer para que P(x) = P(1-x) para todo x real.22 Determine o maior valor de k inteiro para o qual ( x − 1) k divide x 2n+1 − ( 2n + 1) .23 (ITA) Verifique a veracidade da afirmação: “Seja P(x) um polinômio de grau m.C(x) + B(x).24 (IME .xn+1 + ( 2n + 1) . Seja um polinômio P(x) do 6º grau.26 (IME) 3 Seja um polinômio P(x) do 5º grau tal que a divisão 3 de P(x) por ( x + 1) nos dá resto 1 e a divisão por ( x − 1) nos dá resto −1. Resolva este exercício utilizando a condição de identidade entre dois polinômios.P(1) é divisível por 3”.xn − 1 .P(0). quanto vale a ² + b² + c ² ? .27 (ITA – 1994) As raízes da equação de coeficientes reais x ³ + a. então P(−1). diferente de -1. Determine P(x). Exercício 4. Exercício 4. A(x) e B(x) polinômios de grau maior que um e admita que existam polinômios C(x) e D(x) tais que a igualdade A(x).138 Matemática em Nível IME/ITA 2² + 4² + 6² + . demonstrar que b = −r. se P(x) admite raiz inteira. Então. Exercício 4.D(x) = 1 se verifique para todo x real. Exercício 4.x + c ≡ 1+ + x³ + 1 x + 1 x² − x + 1 Exercício 4.x + c = 0 são inteiros positivos consecutivos. com Exercício 4.

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