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RELATÓRIO FINAL DA CPA CICLO AVALIATIVO 2010

RELATÓRIO FINAL DA CPA CICLO AVALIATIVO 2010

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Published by: clauonn on Mar 31, 2011
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Segundo as diretrizes do MEC/CONAES (2004) no documento intitulado Diretrizes para a Avaliação das
Instituições de Educação Superior, tanto a autoavaliação, como a avaliação externa deve ter
característica pedagógica, formativa e reflexiva. Segue quadro resumo dos processos avaliativos (interno
e externo) a que as IES estão sujeitas.

Tabela 1: Modalidades de avaliação que as IES são submetidas.
TIPO DE AVALIAÇÃO

QUEM AVALIA?

QUANDO ACONTECE?

Avaliação Institucional (interna e
externa)

MEC (externa)

No credenciamento e
recredenciamento de instituições de
ensino superior.

CPA (interna)

Pelo menos uma vez ao ano, tendo
como parâmetro as 10 dimensões
propostas na lei 10.861/04 do
SINAES.

Avaliação do Desempenho dos
Estudantes (ENADE)

MEC / Inep

Há cada 3 anos (trienal) os cursos são
avaliados por meio de prova única.

Avaliação dos Cursos de Graduação
(ACG)

MEC / Inep

Na autorização de novos cursos,
reconhecimento de curso e
renovação de e reconhecimento de
curso*

Índice Geral de Cursos da Instituição
(IGC)

MEC / Inep / SINAES e CAPES.

Anualmente o MEC / INEP publica
lista das IES e seus respectivos
desempenhos nos seguintes
indicadores: desempenho do alunado
no Enade, Indicador de Diferença
Entre os Desempenhos Observado e
Esperado (IDD), Censo da Educação
Superior e CAPES.

Fonte: BRASIL (2003) e CONAES (2004).
* as IES que obtém nota superior a 3 no ENADE são isentas da avaliação externa ou in loco.

No entanto, cada modalidade avaliativa sugerida ou imposta pelos órgãos reguladores demanda uma
abordagem diferenciada da IES avaliada, e todas relacionam‐se diretamente, com a autoavaliação
executada pela Comissão Própria de Autoavaliação ou CPA, pela sua capacidade e obrigação de gerar
informações que contribuam com a IES na melhoria dos serviços prestados à sociedade.
Passados seis anos após a publicação dos parâmetros versados no SINAES e CONAES para a implantação
da avaliação institucional nas IES, ainda se discute os métodos, procedimentos e operacionalização da
avaliação institucional, propostos naquele momento pelo governo brasileiro às universidades. Diante
desta incongruência, as IES construíram a avaliação institucional, cada qual a seu modo, optando pelos
enfoques: burocrático, consultivo ou participativo (CAVALIERI, MACEDO‐SOARES E THIOLLENT, 2004).
Ao relacionar os enfoques com as diretrizes propostas na lei 10861/04 e as orientações do CONAES,
pode‐se dizer que as três abordagens apresentadas estão corretas, pois segundo as instruções desses
órgãos, as IES devem cumprir com as exigências legais dos órgãos reguladores (burocrático), buscar
resultados tácitos para melhorar seus processos (consultivo) e criar um ambiente em que a formação do
indivíduo seja um imperativo para o êxito e validade do processo (participativo). O que fazer então?
O fato é que conduzir um processo avaliativo contemplando os três enfoques propostos por Cavalieri,
Macedo‐Soares e Thiollent (2004) alinhados às dez dimensões propostas pelo CONAES, tem exigido
muitos esforços das instituições em compreender a avaliação institucional em profundidade e adequar
suas especificidades a esta nova realidade para as instituições de ensino superior brasileiras.
Por outro lado, é consenso que a avaliação institucional seja referida como um ‘mal necessário’, e todas
as IES reconhecem, em escalas diferentes, o seu potencial educativo, formador e transformador, ainda
assim, verifica‐se que é praticamente impossível obter‐se o consenso junto à comunidade acadêmica no

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processo, principalmente, nos modos de operacionalização, instrumentos e técnicas de coleta dados,
divulgação e formato de relatórios, dentre outros. (DIAS SOBRINHO, 2004).
Sousa (2008) e Dias Sobrinho (2000) sugerem que, para construir a avaliação institucional, a IES precisa
transpor as barreiras culturais incutidas na instituição, pois a avaliação institucional deve ser
emancipatória, formativa e pedagógica, visando à identificação dos valores predominantes nas práticas
institucionais, evitando o controle ou a punição, não se limitando em apenas operacionalizar pesquisas
quantitativas ou qualitativas, mas organizar e sugerir ações que contribuam com as IES no processo de
tomada de decisão, correção de falhas ou canalização de forças.
Há que se considerar também, que a apropriação do processo avaliativo necessita de tempo,
envolvimento e entendimento das IES para ser introjetado e incorporado à cultura da instituição, pois a
avaliação ultrapassa o limite entre a conformidade e a inconformidade; entre o certo e o errado; entre o
realizado e o não realizado; desempenhando um papel de mediadora entre o que a comunidade
acadêmica almeja e o que a IES avaliada pode oferecer. Assim sendo, considera‐se que seus efeitos não
atingem somente o sistema de educação superior, mas têm impactos diretos sobre a sociedade (DIAS
SOBRINHO, 2004).
Isto posto, nos últimos anos a Comissão de Própria de Avaliação da UniABC tem direcionado seus
trabalhos na construção de um processo avaliativo útil, tácito, emancipatório, permanente e
transparente, como previsto nos parâmetros sugeridos pelos órgãos reguladores, buscando entender
em profundidade as práticas organizacionais vigentes na universidade tanto nos aspectos acadêmicos
quanto administrativos. Portanto, o relatório, ora apresentado, trata, sobretudo, de discorrer sobre a
universidade a luz das 10 dimensões macro propostas pelo SINAES, tendo como focos os seguintes
objetivos:

1. Investigar o cumprimento de cada dimensão no âmbito acadêmico;
2. Analisar o grau de satisfação do alunado em relação ao processo ensino aprendizagem;
3. Verificar a coerência entre as políticas institucionais e as ações efetivamente realizadas no
decorrer de 2010;
4. Identificar as principais demandas acadêmicas institucionais; e
5. Sugerir ações de melhorias para sinalizar para os dirigentes as ações corretivas que devem ser

realizadas.

Visando atender os objetivos descritos o relatório as ações da CPA foram direcionadas para os processos
acadêmicos e administrativos da universidade. Para tanto, foi necessário definir os fluxos institucionais
(acadêmicos e administrativos) para proceder o acompanhamento dos desdobramentos da avaliação na
universidade, bem como a compilação da percepção da comunidade acadêmica sobre os processos
institucionais:

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