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Colégio dos Santos Anjos

Disciplina: Biologia Turma: 301


Tema: Radioatividade
Aluno: Rafael Patrício de Oliveira Número: 10

Introdução

Radioatividade é a capacidade de emitir partículas ou radiação eletromagnética como


energia, podendo ser usada como forma de gerar energia em usinas nucleares ou até em
medicina na radioterapia. A radioatividade pode ser tanto natural, encontrada nos
isótopos que se encontram na natureza e poluem o meio ambiente, quanto artificial,
provocada por transformações nucleares artificiais.
A radiação pode ser encontrada em três formas diferentes: partículas alfa, beta e
radiação gama. E se comportam de acordo com as leis da radioatividade:
1ª Lei- quando um átomo emite uma partícula alfa, seu numero atômico diminui de duas
unidades e sua massa atômica de quatro unidades.
2ª Lei- quando um átomo emite uma partícula beta, seu número atômico aumenta de
uma unidade.
As radiações gama não alteram o número atômico nem o número de massa do átomo.
Desenvolvimento do assunto

Todo o nosso planeta está exposto à radiação natural e nós também estamos expostos
a ela. Quando ela vem de fora para dentro de nosso corpo, dizemos que é uma
exposição externa, e quando de dentro pra fora, dizemos que é uma exposição interna.

Exposição Externa

A maior parte da radiação externa que


recebemos se deve à radiação cósmica, e a
outra parte de radionuclídeos naturais, ou
seja, átomos com núcleos instáveis, que
emitem radiação.
Normalmente na maior parte do globo
terrestre, a concentração destes se mantém
em um nível normal, aceitável para o
organismo humano. Porém, perto de
algumas minas de urânio e tório, como por
exemplo, na região de poços de caldas, Infoescola.com

a radiação passa ligeiramente do aceitável.

Exposição Interna

A exposição interna é exclusivamente devido à radionuclídeos que são inalados ou


ingeridos na alimentação e é o potássio-40 o principal radioativo absorvido pelo nosso
organismo, correspondendo a 0,17 de 0,18 mSv de dose equivalente anual média.

Radiação Artificial

A radiação artificial provém de elementos criados por nós próprios, tendo como seu
principal contribuinte os raios X usados para fins medicinais. Uma das vantagens deste
tipo de radiação é que pode ser controlado, ao contrário das outras naturais.
Poluição Radioativa

O contato contínuo com a radiação causa danos aos tecidos vivos, tendo como
principais efeitos a leucemia, tumores, queda de cabelo, diminuição da expectativa de
vida, mutações genéticas, lesões a vários órgãos. Portanto, poluição radioativa é o
aumento dos níveis naturais de radiação pelo uso de substâncias radioativas naturais ou
artificiais.

Raios X

Ao trabalhar com tubo de raios catódicos, em 1895, W. Röentgen descobriu que


“raios” provenientes do tubo podiam passar através de materiais opacos à luz, e formar
imagens em anteparos fluorescentes ou filmes fotográficos. E justamente por não ter
conhecimento deste novo tipo de radiação, Röentgen chamou-os de Raios X.
Na medicina os raios X são utilizados nas análises das condições dos órgãos internos,
pesquisas de fraturas, tratamento de tumores, câncer, doenças ósseas. No ser humano a
exposição continua aos raios X podem causar vermelhidão da pele, queimaduras por
raios X ou em casos mais graves de exposição, mutações do DNA, morte
das células ou leucemia. Na indústria, os raios X são utilizados no exame de fraturas de
peças.
Os raios X propagam-se à velocidade da luz, e como qualquer radiação
eletromagnética está sujeitos aos fenômenos de refração, difração,
reflexão, polarização, interferência e atenuação. Sua penetrância nos materiais é
relevante, pois todas as substâncias são transparentes aos raios X em maior ou menor
grau.

Aplicações das Radiações em Biologia e Medicina

As radiações podem ser usadas em diversas áreas, como a Indústria, a Medicina, a


Biologia, e a Agricultura.
Na biologia as radiações são usadas unicamente para o desenvolvimento de pesquisas
nos campos da botânica, fisiologia e genética.
Já na medicina, a radiação é usada em um único campo, denominado radiologia.
Dentro da radiologia existem ramos, como a radioterapia, que é o uso da radiação para
destruir células, a radiologia, que está mais ligada ao nosso dia a dia, pois consiste no
próprio Raio-X a que estamos acostumados, e a medicina nuclear, que compreende
técnicas de Física nuclear para o tratamento e estudo de doenças.

Efeitos Biológicos da Radiação

As radiações são perigosas aos seres vivos, sendo nocivas aos tecidos, destruindo-os.
Por outro lado, são utilizadas no tratamento de algumas espécies de câncer, pois
atuam na destruição das células cancerosas. As células em mitose, como é o caso das
células cancerosas, são mais sensíveis à radiação do que as células em repouso.

Os efeitos biológicos podem ser classificados em 3 tópicos:


Classificação segundo a Dose Absorvida: Estocásticos ou Determinísticos
Classificação segundo ao Tempo de Manifestação: Imediatos ou Tardios
Classificação segundo Nível de Dano: Somáticos ou Genéticos

Efeito Estocástico
• Transformação celular
• A probabilidade depende da dose
• A gravidade depende do local exposto
• Causa vários tipos de câncer
• Causa anormalidades hereditárias

Efeito Determinístico
• Morte celular
• A gravidade depende da dose
• Geralmente num curto intervalo de tempo
• Causa anemia, esterilidade, catarata, etc.
Efeito Genético
São os danos causados às células reprodutivas, portanto provocando defeitos ou mal-
formações em indivíduos de sua descendência.

Efeito Somático
São os danos que afetam apenas os indivíduos irradiados, não sendo hereditários. Os
efeitos somáticos se classificam em:

Efeitos Imediatos
Eles ocorrem em um período de horas até algumas semanas após a irradiação.
Causa eritema, queda de cabelos, necrose de tecido, esterilidade temporária, etc.

Efeitos Tardios
Ocorrem de vários meses a vários anos após a irradiação. Os efeitos crônicos são
catarata, vários tipos de câncer, anemia aplástica, etc.

O tipo de exposição nos seres humanos pode ser:


• Exposição única: radiografia
• Exposição fracionada: radioterapia
• Exposição periódica: rotina de trabalho com materiais radioativos

Não podemos esquecer também das radiações não ionizantes, como por exemplo, os
raios Ultra Violeta (UV), que podem causar desde algumas escoriações na pele até um
câncer congênito.
Acidente de Goiânia

O acidente de Goiânia aconteceu no dia 13 de setembro de 1987, quando


aproximadamente 19g de Césio 137 gerou mais de 13 toneladas de rejeitos radioativos,
4 vítimas e centenas de irradiados. O acidente foi classificado como nível 5 na escala
internacional.
Tudo se iniciou quando sucateiros da região encontraram uma cápsula abandonada
nas antigas instalações de um hospital e romperam seu lacre, expondo o material
radioativo Césio 137, o qual emite uma luz azulada na ausência de luz. E justamente por
seu brilho peculiar, o dono do ferro-velho Devair começou a distribuir para conhecidos
e familiares pequenas porções do “pó azulado”, irradiando, assim, uma grande área e
um considerável número de pessoas. E apesar da demora para a detecção da radiação, a
descontaminação foi bastante eficaz, deixando apenas 4 vítimas fatais, que tiveram
maior contato com a radiação, chegando até uma delas, uma garota de 6 anos, a ingerir
pequenas porções do material.
Mesmo após a total descontaminação e a região estando livre de qualquer perigo, os
bairros sofreram uma súbita desvalorização e muitas das famílias se mudaram, estima-
se também que todos os contaminados ainda desenvolvem doenças relativas à
contaminação radioativa.

Acidente de Chernobyl

No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, tentavam


realizar um experimento com o reator número 4, porém, catastroficamente à 1:23:58
a.m. hora local, o quarto reator superaqueceu e gerou uma grande bola de fogo,
explodindo tudo à sua frente e formando uma grande nuvem radioativa que se espalhou
por quilômetros. O complexo inteiro foi fechado e o reator 4 lacrado num grande
sarcófago de chumbo. Os níveis de radiação estão muito acima do normal tolerável até
hoje e estima-se que milhares de pessoas ainda morrerão por mortes relacionadas ao
acidente radioativo.
Até hoje se discute em manufaturar uma gigantesca cobertura de chumbo esférica pra
isolar todo o complexo e os vilarejos abandonados nas redondezas.
Conclusão

Pude concluir com meu estudo sobre radioatividade que ela não é nem um pouco
confiável e muito menos estável quando falamos de usinas nucleares, e altamente tóxica
e intolerante ao ser humano quando falamos de irradiação. É um material difícil de
descontaminar e demora de centenas a milhares de anos para perder o poder radioativo.
Materiais radioativos ionizantes são difíceis de encontrar no nosso planeta, porém
radiação não ionizante pode ser encontrada em abundância, como por exemplo, a
radiação cósmica, que nos atinge 24h por dia. O grande perigo que nos ameaça é a
radiação ionizante, porém a radiação não ionizante também oferece riscos, como por
exemplo, os raios Ultra Violeta que se absorvidos em excesso podem causar escoriações
na pele até nódulos cancerígenos. Já as radiações ionizantes podem causar anomalias
hereditárias, cânceres agressivos e até a morte se as quantidades irradiadas forem muito
elevadas.
É certo que muitos ambientalistas e defensores da natureza são contra o uso de usinas
nucleares, mas para alguns países desprovidos de outros meios, é sim uma alternativa
bem produtiva e rentável. A questão que poderia atenuar esses atritos seria a segurança,
com um maior investimento na atualização dos mecanismos de prevenção e manutenção
das usinas ficaria difícil ocorrer algum acidente catastrófico. Deveria também se fazer
uma inspeção mais minuciosa em clinicas e hospitais que utilizam materiais radioativos
em exames e procedimentos, para não ocorrer algo parecido com o acidente de Goiânia
nos anos 80.
Bibliografia

www.wikipedia.org

www.google.com.br

www.brasilescola.com

www.mundovestibular.com.br

www.youtube.com.br