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TRABALHO DE PORTUGUES

TRABALHO DE PORTUGUES

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Hyvf vrjlulçºAs línguas originalmente faladas em Angola, como em qualquer país africano, são as dos povos africanos residentes

na região. A implantação geográfica destes povos, hoje designados como etnias, no fim da era colonial depreende-se do mapa constante desta página; apesar das vicissitudes das décadas pós-coloniais, esta distribuição espacial continua no essencial inalterada. Convém reter que, em termos globais, a esmagadora maioria dos angolanos ± perto de 90% ± é de origem bantu. O principal grupo étnico bantu é o dos Ovimbundu que se concentra no centro-sul do país, ou seja, no Planalto Central e algumas áreas adjacentes, especialmente na faixa litoral a Oeste do Planalto Central. Os Ovimbundu constituem hoje um pouco mais da terceira parte da população, e a sua língua, o umbundu, é por conseguinte a segunda língua mais falada em Angola (a seguir ao português) com quatro milhões ou mais de falantes
[nota 3]

. Por causa

da Guerra Civil Angolana, muitos Ovimbundu fugiram das zonas rurais para as grandes cidades, não apenas para Benguela e Lobito, mas também para Luanda e até para cidades geograficamente periféricas como Lubango, transportando assim a sua língua para regiões onde esta antes não era falada. Em termos de importância numérica, o segundo grupo são os Ambundu que representam cerca da quarta parte da população. A sua língua, okimbundu, é falada por cerca de três milhões de falantes, maioritariamente na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza-Sul. O kimbundu é uma língua com grande relevância, por ser a língua tradicional da capital, hoje provavelmente com mais de 5 milhões de habitantes. O kimbundu legou muitas palavras à língua portuguesa e importou desta, também, muitos vocábulos. No norte, nas províncias do (Uíge, do Zaire) e parte do Kwanza-Norte, concentra-se a maior parte dos Bakongo que representam hoje pouco mais de 10% da população. A sua língua kikongo (ou kikoongo) era a do antigo Reino do Kongo e tem diversos dialectos (tal como também as tem o umbundu e o kimbundu). Em consequência da guerra pela independência muitos Bakongo refugiaram-se na hoje República Democrática do Congo onde boa parte aprendeu também o francês e o lingala, língua de comunicação na parte ocidental daquele país. A maioria dos refugiados Bakongo, e/ou seus filhos e netos, regressou para Angola a seguir à independência, reinstalando-se em geral no seu habitat de origem, mas formando também núcleos populacionais importantes nas cidades situados fora desta área, principalmente em Luanda. Deste modo, também o kikongo, está hoje de algum modo presente em boa parte de Angola, com mais de um milhão de falantes. Os Côkwe estão presentes numa boa parte do leste de Angola, desde a Lunda Norte ao Moxico e mesmo ao Bié. Enquanto mais a norte constituem, juntamente com os lunda, a população exclusiva, a sua presença mais a sul e cada vez mais dispersa e se mistura com a dos pequenos povos da região, habitualmente designados pelo termo Ganguela.

A línguacôkwe tem vindo a sobrepor ao lunda, mas aparentemente não às línguas de outros povos. Os povos designados como Ganguela - Lwena, Luvale, Mbunda, Lwimbi etc. - não constituem uma etnia abrangente, e cada um fala a sua língua, embora estas sejam de certo modo aparentadas. A que frequentemente se designa como "língua nganguela" é na verdade apenas a de uma população residente a leste e sul de [[Menongue}}. Um outro conjunto de povos é, desde os tempos coloniais, classificado como Nyaneka-Khumbi, mas tão pouco constituem uma etnia abrangente, nem pela sua identidade social, nem por uma língua comum. Diferente é o caso dos Ovambo que são um grande grupo étnico existente principalmente na Namíbia, mas em parte significativa também na província do Cunene, no sul de Angola. A sua língua é o Oshivambo, a língua africana mais importante da Namíbia. Em Angola esta língua é geralmente falada na forma dos dialectos próprios dos diferentes subgrupos. O subgrupo de maior destaque é aqui o dos Kwanyama (também escrito "cuanhama"), mas há ainda os Kwamatu, os Kafima, os Evale e os Ndombondola. No sudoeste de Angola existem pequenos povos aparentados aosHerero, principalmente os Vakuval ("Mucubais"), os Himba e os Dimba. A situação étnica e linguística actual no extremo sudeste de Angola, na província do Cuando Cubango, é mal conhecida e constitui neste momento o objecto de um estudo em curso. Finalmente existem no sul de Angola grupos residuais de khoisan, descendentes de povos não bantus que falam as suas línguas especificas. Por último, cerca de 3% da população actual é caucasiana (maioritariamente de origem portuguesa) ou mestiça, população que se concentra primariamente nas cidades e tem oportuguês por língua materna. De referir, ainda, a existência de um número considerável de falantes das línguas francesa e lingala, explicada pelas migrações relacionadas com o período da luta de libertação e pelas afinidades com as vizinhas República do Congo e República Democrática do Congo. [editar]Promoção

das línguas nacionais

Durante o período colonial, o uso das línguas indígenas estava praticamente circunscrito ao ensino do catolicismo. Contudo, a língua portuguesa não conseguiu fixar-se em todo o território devido à limitada utilização que as populações africanas dela faziam, principalmente nas zonas rurais, permanecendo as línguas indígenas, relativamente intactas. Com a independência do país, algumas dessas línguas adquirem o estatuto de línguas nacionais, coexistindo com a língua portuguesa como veículos de comunicação e expressão, teoricamente em pé de igualdade.

levando ao seu desenrai amento cultural e forçando a rápida adopção do português. oshikwanyama e umbundo. a adopção do português como língua de comunicação corrente em Angola propiciou também a veiculação de ideias de emancipação em certos sectores da sociedade angolana. o portuguêsadquiriu um carácter unificador entre os diferentes povos de Angola.Nacionais de Angola fi ou ormas ortográficas os      i i omas côkwe. 7 4 6 3 5 período daguerra colonial foi o momento fundamental da e instrumento d dominação e clivagem e expansão da consciência nacional angolana. durante o longo período da uerra Colonial. 3 A § ©¨ o romoção principal foi a implantação. em Angola deu-se o facto pouco comum 2 de uma intensa disseminação do português entre a população angolana. São vários os motivos que explicam esse fenómeno. de uma política assimiladora que visava a adopção. estudando  os aspectos fonéticos. morfossintácticos. ¡ ¡¢  ¡¢ @ § Com i t lori o. teve também um efeito de expansão da língua portuguesa. bem como dos sucessivos contingentes militares portugueses que. espalhados por todo os o território. oInstituto de Línguas s resultados . por exemplo. 3 3 entre coloni ador e coloni ado. nomeadamente pela fuga de populações rurais para ascidades² particularmente uanda -. ue emite diariamente programas e notícias em sete idiomas. tili ¤ ¦ ¥¢ ¤ ¦¥¢ "% ¢  £ ¢ ¡   lí locai . pelos angolanos. de hábitos e valores portugueses. em kimbundu). pela emissora de rádio & "%$ ##"    gola Yetu N ! A la. a ponto de haver uma expressiva parcela da população ue tem como sua nica língua aquela herdada docoloni ador. fonol gicos. os medi as línguas africanas são também utili adas. lexicais e semânticos. kimbundu. Por outro lado. [editar]Situação Ver arti do português pri ipal: P rt ê de A  "%$ # ( ( % " '$ la ) A adopção da língua do antigo coloni ador como língua oficial foi um processo comum 0 grande maioria dos países africanos. entre os quais se encontrava o domínio da língua portuguesa. considerados civili ados". nas décadas subsequentes. a língua portuguesa facilitou a comunicação entre pessoas de diferentes origens étnicas. 98 Com a independência em 7 . Apesar de ser um processo impositivo. Principalmente a partir de meados do século XX. o entanto. kikongo. deste trabalho de investigação serviram de base £  elaboração de material didáctico para a futura introdução destas línguas no ensino primário. se fixaram no interior do país. há que ter em conta também a presença de um elevado número de colon portugueses. em paralelo com o português. o alastramento da guerra civil. 4 3 1 pelo regime colonial português.nyemba gangela).

a criação de nov as palavras e expressões forjadas pelo génio inventivo popular. bumbar. B . a literatura angolana conta também com algumas obras em kimbundu e umbundo. ginguba. o português é já a primeira língua de 30% da população angolana²proporção que se apresenta muito superior na capital do país -. Para além dos já plenamente dicionarizados na língua portuguesa. maxim. tarrafe. vinculando-a e adaptando-a cada vez mais à realidade angolana. muzungo. cambolar. no sistema administrativo. expressamente em diálogos ou interferindo fortemente nas estruturas do português. catinga. artigo 19. As interferências linguísticas resultantes do seu contacto com as línguas nacionais. mas estas indicações não são nem fiáveis nem criteriosos. ulojanja. Língua oficial e do ensino e um dos factores de unificação e integração social. tamargueira. que provêm de vocábulos kimbundu. dendê. 1. "caçula" ou "bazar". quitanda. Embora. batuque. tanga. capanga. samba.º § 1 2.e 60% dos angolanos afirmam usa-la como primeira ou segunda língua[4][5]. xingar e muitos outros. mocambo. dikamba (amigo). jingo. imprimem-lhe uma nova força. quilombo. na prática. nos meios de comunicação. tacula. tendeu sempre a valorizar exclusivamente aspectos que contribuíssem para a unificação do país²o português como a única língua unificadora²em detrimento de tudo o que pudesse contribuir para a diferenciação dos grupos e a tribalização ² a miríade de línguas e dialectos regionais e étnicos. dikota (mais velho). o português encontra-se aqui em permanente transformação. etc. missanga. "kota". kasule (o filho mais novo) e kubaza (fugir). nesta matéria convém esperar pelos resultados do grupo de trabalho que actualmente está encarregado deste assunto em Angola. pupu. no sistema escolar. minhoca. umbala. tesse. bobó. [1] Supostamente existem 3 línguas e 50 dialectos em Angola[3]. A língua oficial da República de Angola é o português". bué. curinga. Embora quase exclusivamente em língua portuguesa. usado no exército. bem como certos desvios à norma padrão de Portugal. Alguns dos muitos exemplos são as palavras: "kamba". mupanda. machimbombo. mutula. moleque. quibuca. sibongo. mocotó. bunda. Embora as línguas nacionais ainda sejam as línguas maternas da maioria da população. jimbolo. A língua literária em Angola distinguiu-se sempre pela presença das línguas locais. oficialmente.A própria implantação do novo Estado nacional reforçou a presença do português. munda. gingar. respectivamente. o governo angolano declarasse defender as línguas nacionais.

a norma lingüística estaria imune às intervenções sociais.. quaisquer estatísticas demográficas válidas. somente por meados dos anos sessenta. Essa contradição entre o plano social da língua na sua homogeneidade e o plano do indivíduo falante perpetua-se ao longo do estruturalismo lingüístico e. 1985: 24). teoricamente nas ³normas´. propõe-se. puramente. Isso significa dizer que a comunidade. todas as indicações numéricas constituem estimativas. como p reconceito ou mal necessário. A norma culta não deriva de nada intrínseco ao português.3. que implica sempre populações numerosas (Marr. A norma é o limite no processo de uniformização e nivelamento da língua de uma comunidade. depende do aspecto como é vista a função principal da língua. então. O fato é que não existe nenhuma língua onomatopaica primitiva. ou seja. 2004: 185). ela mesma se encarrega de preservá-la. muito complexo é saber o que é cert o ou errado. homogêneo e fechado em sua lógica interna. oriunda da intercomunicação entre os povos provocada por imperativos econômicos. conforme sua inserção no contexto social. escolhe as maneiras que melhor pode se comunicar. conseqüência dos usos da mesma. favorecendo a identificação de alguns mitos que no decorrer dos tempos impedem um avanço considerável dos estudos lingüísticos. como veremos. ³Viver é modificar-se: vale para pessoas e línguas´ (Luft. tal língua jamais existiu nem poderia ter existido . A língua é uma criação da sociedade. porém. 1997: 102). Para tanto. de certa forma. Em todas as comunidades sempre se atribui à determinada classe uma ascendência sobre as demais. Porém. Como não há neste momento. Não há formas ou construções intrinsecamente erradas ou certas [.] Assim. pretende-se buscar argumentos que justifiquem a hegemonia da norma lingüística. comum a todos os povos e. O ponto de superação do rígido uso da língua ancora na discussão entre o social e o individual. apud Bakhtin. 2002.. essa classe condena as outras variedades (Castilho. Referências A visão de que a norma lingüística é um sistema único. também. O entendimento da norma lingüística. constitui um subproduto da comunicação social. Segundo Preti (1930: 31). o que resulta. apud Bagno. instrumento de interação verbal ou de valorização social. é necessário aceitar que a língua. Ao escolher uma. a moda. É a sociedade que estabelece a norma e. sustentar que o mito do seu ³mal´ uso é discriminadamente um preconceito. . há um condicionamento do pensamento´. enfim.. O processo que implica a uniformização de uma língua é. Vista por esse ângulo. viver. a ciência Sociolingüística vem fazendo investigações sobre a atuação do indivíduo nesta estrutura. NORMA LINGÜÍSTICA E A GRAMÁTICA TRADICIONAL Existe na gramática tradicional o domínio político e ideológico das línguas. Considerações sobre a norma lingüística e a gramática tradicional c ontribuem para o enriquecimento de abordagens a respeito do preconceito lingüístico. Assim também a escolha das variedades lingüísticas entre as que estão à disposição dos falantes. Diante dessas reflexões. respalda-se na idéia de que a língua se impõe decisivamente ao indivíduo. à espera do censo populacional previsto para 2013. Constitui-se no seu ³uso´ uma fixação em lei lingüística. o gosto por certo tipo de música. quer crescer. pois em termos de língua. A classe de prestígio dita as normas de comportamento. como todos nós. Ela institui pensamentos dicotômicos entre o ³certo´ e o ³errado´. Há uma incessante preocupação em todos os níveis de cada comunidade em aceitar esse acordo lingüístico imposto. o certo ou errado deriva apenas de uma contingência social. ³A acomodação do indivíduo a uma norma lingüística pode levá-lo a um condicionamento na própria articulação dos seus pensamentos e. tornar -se flexível e expandir.. de comum acordo. em 2010.

A língua não pode ser um bem de um só e sim um bem de todos. Dessa forma.A norma tem como papel primordial avaliar padrões elitizados. No entanto. 2002: 38). apesar da tentativa de homogeneizar a língua. também. da mesma maneira. econômicas e ideológicas diferentes. perfeitamente. A gramática tradicional não pode querer representar a identidade de nenhum ser. em pleno século XXI. Leva em consideração a língua escrita. A gramática tradicional precisa buscar caminhos. ficou marcado em todos que dela precisam para se comunicar. ora uma feição ³popular ´. fazer uso de sua língua. o elo de comunicação. ela tem necessidade de atender. estabelecendo-a como padrão para o que é certo. Divulgam a língua comum. haverá inúmeras normas lingüísticas. como. à língua escrita. o que deve realmente prevalecer é a riqueza de sua diversidade. a norma geral das comunidades cultas. a norma característica de comunidades rurais tradicionais. que o que vale aqui é a intenção de se comunicar e ser entendido. O indivíduo já nasce envolvido por uma língua e dela se faz dono. complicada. No entendimento de Preti (1974: 33). o que se entende ou ousa-se chamar de norma culta representa o uso ideal da comunidade. ou melhor. a norma informal da classe média urbana e assim por diante (FARACO. Não se pode usar um mesmo modelo de padrão lingüístico para toda a população de um país. Já os meios de comunicação de massa constituem maior importância dentre todos. afinal. a situações não só lingüísticas como as extralingüísticas. Porém. Assume assim. ser ia provavelmente bem estruturada. a norma característica de grupos ju venis urbanos. a literatura e os meios de comunicação de massa´. uma vez que proporcionam ao homem a possibilidade de aprender a pensar e articular lingüisticamente as soluções para determinados problemas. A escola procura uniformizar a língua. mas também valorizá -la sem julgamentos pré-concebidos. O homem pode reconhecer determinadas particularidades da língua culta para poder fazer uso em certos momentos e em certas situações. aquela de comunidades rurais de determinada ascendência étnica. aproveitando o conhecimento adquirido e usado pelos falantes. nivelando a lingu agem através do seu uso. Não é surpresa afirmar que. então. vale a que ressaltar se a língua portuguesa está. abrir e descobrir meios para adequar essas ³regras´. PRECONCEITO LINGÜÍSTICO: ALGUNS MITOS Dentre tantas questões lingüísticas fomentadas. se ela fosse obra de um grupo de homens inteiramente de acordo sobre as idéias que deveria exprimir´ (Preti. posteriormente. realmente. bem regular. estão a serviço da sociedade. O grande furo na história da gramática tradicional e de seus objetivos deu -se no momento que ela não se preocupou com a língua falada e enfatizou. Parte-se do pressuposto. sobre a norma lingüística numa sociedade: a escola. aproximando a língua escrita da língua falada. diminui-se a importância do fenômeno da diversidade. denominadas normas da língua culta. criando. culturais. daí entendê-la e aceitá-la como uma diversidade na uniformidade lingüística. uma postura que ora aceita uma feição ³purista´. Estudiosos afirmam que o padrão ideal da língua não está somente em saber usá-la de forma correta em todos os seus moldes. por exemplo. a(s) norma(s) característica(s) de populações das periferias urbanas. milhões e milhões de pessoas nascem. uma vez que essa mesma é constituída de indivíduos que representam atitudes sociais. Muitos indivíduos contribuem para modificá-la e transformá-la. O mito de que a língua materna é difícil. Além do que. indo muito mal no país. . porém não pode considerá-la suprema. 1974: 36). vivem e morrem sem saber ler e escrever. exclusivamente. sabem. Numa sociedade diversificada estratificada como a brasileira. sem normas específicas ou de prestígios que a gramática normativa valoriza e determina através de seus estudos. Particularmente. ³Se uma língua fosse obra de um só indivíduo. Atuam sobre o ³uso´ e a ³norma´ criando um condicionamento lingüístico e até social. esses meios t êm exercido uma importante e considerável influência. ³três são os principais fatores que agem sobre o µuso¶ e. A literatura acompanha os padrões estéticos da linguagem. Esses padrões passam a definir os falantes de uma comunidade e a posição dos mesmos em diversas situações sociais. também. Quando se entende a língua como fator de unificação. a contextos sociais que atendam as necessidades individuais dentro de um padrão próprio de cada comunidade. contribuindo para o nivelamento das estruturas e do léxico.

sem esquecer que ³existem mais de duzentas línguas ainda faladas em diversos pontos do país pelos sobreviventes das antigas nações indígenas. como propõe a gramática normativa. Em toda comunidade de fala onde convivem falantes de diversas variedades regionais. 2004: 33). Embora todos os mitos sejam uma verdade absoluta na compreensão de muitos. e que a estrutura social está presente no discurso (CALVET. Isso seria descaracterizar todas as variedades lingüísticas existentes. Todos os mitos se impõem como legítimos. 7.Sendo assim. que ganham prestígio porque são faladas por grupos de maior poder. 6. seja ela geográfica. Tais códigos não apenas refletem tal estrutura de relações sociais como também a regula.O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão. Isso provoca um discurso preconceituoso. vale ressaltar que o preconceito lingüístico decorre a partir de vários mitos que devem ser levados em consideração: 1. na verdade. ital ianos. O português não deve estar voltado a um conjunto de regras e exceções que acabam em si mesmas.Brasileiro não sabe português. 5. detentor de certo capital lingüístico. as quais transmitem códigos dominantes e dominados. e que é feita para proporcionar certo lucro material ou simbólico. 4.Português é muito difícil. No entanto. que permeia o Brasil em todas as regiões. 3. muitas comunidades de imigrantes estrangeiros mantêm viva a língua de seus ancestrais: coreanos. 2004: 107). signos de autoridade. medo à expressão livre e autêntic a de si mesmo. etc´ (Bagno. Bagno (2005) sugere que não há como suplantar a diversidade. Segundo Bernstein (1996). Só em Portugal se fala bem o português. é a estrutura social que determina o comportamento lingüístico e que gera diferentes códigos lingüísticos. As relações de classe geram. japoneses. geram aversão ao estudo do idioma. como é o caso das grandes metrópoles brasileiras.O certo é falar assim porque se escreve assim. 2. o que se percebe são ideologias que sustentam o círculo vicioso sobre o saber equivocado da língua portuguesa. as variedades faladas pelos grupos de maior poder político e econômico passam a ser vistas como variedades mais bonitas e até mais corretas. nem deve discriminar e desprestigiar os que não o conhecem. 2005: 18). é preciso entender que.A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente. para além da simples comunicação de sentido. perde o sentido de ser quando inserido nas mais variadas situações comunicativas. os discursos são signos de riqueza. Isso significa que para Bourdieu. que se estabelece em determinada relação de forças simbólicas entre um produtor. e um consumidor (ou um mercado). Daí não se pode afirmar que o português falado em um determinado lugar seja melhor ou pior que o de outros lugares. 8. Essas ideologias abafam os talentos naturais. nada têm de intrinsecamente superior às demais (Bortoni Ricardo. empregado por muitos que dominam a língua portuguesa. Difícil é traçar um único caminho e querer enquadrar todo falante nele. econômica e escolar. 2004) sobre mercado lingüístico unificado. O modelo ideal. alemães. causam insegurança no uso da linguagem. . não a usam em todos os momentos que se comunicam. Tomando como base as teorias de Bourdieu (1990. os falantes que são detentores de maior poder ± e por isso gozam de mais prestígio ± transferem esse prestígio para a variedade lingüística que falam. é uma dissimulação de força da classe dominante. apud Calvet. Assim. distribuem. A transformação da sociedade não se dá frente à aquisição da norma culta. Mas essas variedades. o que acontece. O que gera o maior preconceito é. Mesmo aqueles que conhecem a norma padrão. A troca lingüística é também uma troca econômica. reproduzem e legitimam formas distintivas de comunicação.É preciso saber gramática para falar e escrever bem.O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social. social. o que se combate é a superficialidade do padrão brasileiro. o fator econômico que rege as relações de poder na sociedade. mas também não pode deixar que ela a separe da comunidade em que está inserida. De acordo com Bagno (1999). cada pessoa tem a sua língua própria e exclusiva. cultural. eles são emitidos para serem avaliados e obedecidos.As pessoas sem instrução falam tudo errado. na realidade. Além disso.

tornando-se agramaticais. A língua foi vista. e para muitos continua sendo. O que é rejeitado nos fenômenos lingüísticos são regras gramaticais que não fazem sentido.) Só o costume pode determinar o que é certo e errado. segundo padrões predeterminados pela linguagem escrita. Transforma-se a gramática em um padrão escolhido. O ensino das variantes da Língua Portuguesa é de suma importância e não constitui o empobreamento da língua. Há um caráter ideoló gico presente nessa afirmação: geralmente quem fala e escreve bem. ela é apenas mais uma dentre as muitas que ele pode usar. Segundo Bagno (2005: 37). Em contrapartida. em oposição à gramática tradicional. Ela se esquece de que ³o português não padrão étransmitido de geração para geração. com vocabulário rudimentar. 1994: 70). regras que soam estranhas e que acabam. o português padrão se apega a regras e explicações para determinados conceitos a fim de jamais alterá -los e se torna. tais como: existem línguas primitivas. assim como variedades de línguas melhores que outras (Lima. A língua é autodeterminada pelos seus usuários. NORMA: UM MAL NECESSÁRIO? A língua toda: semântica. (. Ela não pode ser interpretada como uma parte estática. Além do mais. como um sistema homogêneo através da história e os estudos já puderam mostrar que. conservador. o uso de uma língua. Essas questões acontecem com naturalidade porque são adquiridas com o decorrer do tempo. é lógico. faladas e escritas. Embora seja sabido que todas as convenções da língua muitas vezes em nada ajudam. 2002: 248). dessa forma. O erro pressupõe que há uma forma (única) de se falar e escrever corretamente. Infelizmente. uma vez que ele não precisa se escolarizar para cotidianamente se comunicar. Tal atitude é particular de todo e qualquer indivíduo. apud Silva. esse padrão preestabelecido torna -se lei e parece que todos têm obrigação de conhecer e respeitar. A sociedade privilegia aqueles falantes escolarizados que pertencem a um grupo pequeno e se distingue por questões econômicas e culturais.. eminentes que sejam (Luft. um ideal de língua. ³o português não-padrão é inovador porque se deixa levar pelas forças vivas de mudança que estão sempre ativas na língua´. embora alguns deles não aceitem essa verdade. entre vários. segundo um critério de avaliação social (M urrie. O mais importante é o uso dos enunciados. não o veredito de gramáticos. os defensores dessa noção de norma culta consideram que praticamente todas as classes sociais falam µerrado¶´. caracteriza-se por se abster de qualquer julgamento de valores.LÍNGUA E SOCIEDADE A sociedade assume importante papel de regulamentação da língua. O uso da língua é inerente ao indivíduo. é um patrimônio lingüístico que é compartilhado no convívio com a família e com as pessoas da mesma classe social´ (Bagno.. que não exprimem na verdade o que se quer dizer. utilizando talvez até inconscientemente as regras que a mesma impõe. ³como é virtualmente impossível encontrar esse modelo abstrato na realidade da vida social. .. já que a mesma desvaloriza e discrimina aqueles que não possuem o padrão culto. Para a Lingüística. morfologia. não há variedade de língua inferior ou superior.. fonologia e fonética ± tudo é questão de uso. complexo e regido por regras gramaticais. A língua não depende dos gramáticos para se desenvolver. que refletem o estágio pouco desenvolvido de cultura de seus povos: existem línguas melhores. mesmo dentro de sua variedade. O falante precisa perceber que sua variante não é a única e nem a ³errada´ . domina os chamados setores econômicos e sociais. 2005: 37). ela é pluralizada. segundo Bagno (2005: 52). 1985: 17). A escolha de uma como superior às demais são considerações culturais e/ou políticas e/ou econômicas e/ou sociais. formada de um conjunto de normas que a regulamenta e não oferece mudanças. Vale o que a comunidade dos falantes tacitamente (raro explicitamente) determina que vale. realmente.] o caráter não preconceituoso da Lingüística Moderna que. léxico. muitos estudiosos continuam a desprezar os fatos concretos e ainda condenam o que milhões de pessoas falam e escrevem há séculos. com o uso da oralidade e não preocupadas com regras que são fragmentadas no decorrer dos estudos escolares e da cobrança imposta pela sociedade. Quando se usa a expressão ³norma´ como um pré-requisito para encontrar em todas as manifestações lingüísticas. Assim. e obriga -se o respeito às regras. [. dentro dessa homogeneidade. a partir do momento que ele constrói uma língua própria. já ficou comprovado que tais convenções lingüísticas não são usadas com freqüência e que na prática não se fazem tão necessárias. e não a avaliação que se pode fazer deles: como ³certos´ ou ³errados´.

criando mitos que estimulam cada vez mais falácias do tipo ³As pessoas sem instr ução falam tudo errado´. afinal não seria ela um mal necessário? Mal no que diz respeito à discriminação. não pa ssará de lei imposta por uma tradição que a história ainda não deu conta de mostrar. Nesse sentido. O talento de bem falar e escrever tem a ver com a gramática. Dessa forma. No entanto. vista pelo ponto de vista da interação verbal. 1985: 21). ela camufla a riqueza do seu caráter heterogêneo. simplesmente. todos nós. mesmo com todas as suas complexidades. RELAÇÕES AUTOR-PERSONAGEM Discurso indireto livre Fazer a linguagem da personagem passar pelo crivo do narrador Reprodução dos dialetos sociais e dos níveis de fala Até que ponto pode o artista interferir na linguagem das personagens Ainda que procure aproximar-se o mais possível do individuo cuja linguagem esteja reproduzindo Fala da personagem Linguagem do autor Correntes literárias Determinaram interesses diferentes pela realidade Realista-naturalista Arte documental Descrição dos costumes e dos fatos Mo dernista Penetra nas raízes populares Urbanas ou regionais Romântica Fixa -se no imaginário Fonte de criação artística Costumes típicos 4. 2. tão variada. participa de uma interação quando assume ou não as particularidades que envolvem o fenômeno lingüístico. um mal necessário. A língua.Logo. respeitando os limites de cada comunidade e as diversidades que regem o fenômeno lingüístico. de artistas das palavras (Luft. No manejo pessoal de tais regras é que se revelará o talento maior ou menor de cada indivíduo. o sistema de regras que formam a estrutura da língua. que o temos como língua materna. CONSIDERAÇÕES FINAIS Percebe-se que o processo comunicativo que envolve qualquer sociedade é um forte aliado para o crescimento e desenvolvimento do indivíduo enquanto usuário da língua. e que os falantes interiorizam ouvindo e falando. Mesmo não conhecendo as regras que regem a interação verbal. independentemente de como processa a construção de seu ato comunicativo. para sustentar uma autonomia e autoridade. Percebe -se certo radicalismo quanto ao tratamento da norma. Todo falante. Mas com a gramática natural. o português brasileiro será mais valorizado e usado com satisfação e confiança. 1. 3. se entendida e vista como um alicerce e base para que os indivíduos se comuniquem. deixando evidente que a gramática tradicional não é o suporte imprescindível para se comunicar. Caso contrário. somos muito comp etentes. determinando toda a escala. ORTOGRAFIA* Língua falada / língua escrita Língua escrita Fator de unificação linguística Transformações lentas no tempo e no espaço *Sistema escrito destinado a representar os signos sonoros numa língua Reformas ortográficas pouco frequentes Evolução da fala constante e natural Defasagem entre dois sistemas (sonoro e escrito) Ortografia fonética individual ELEMENTOS SUPRA-SEGMENTAIS* Signos prosódicos Elementos supra-segmentais Ortografia fonética individual Expressões de situação Marginais à d upla articulação da linguagem Ritmo Entoação Fluência relativa da fala ³ Dinâmica vocal´ * Todos os fatos prosódicos são chamados de supra -segmentais porque não se acomodam à segunda articulação da linguagem e porque sempre vêm superpostos aos fonemas. É preciso ressaltar menos as regras. . já é uma propriedade do homem desde o seu nascimento. que na verdade tem fundo social com o intuito de pod er. Muitos estudiosos têm argumentado sobre o fato de a norma lingüística ter gerado tantas intempéries aos usuários da língua buscando saídas na tentativa de romper com o preconceito lingüístico. afinal. ela é sim. pois a aceitação do indivíduo como ser está vinculada diretamente ao uso ³adequado´ da língua considerada padrão. dando asas a nossa criatividade. a norma se torna um mal necessário. ele a domina através da sua própria gramática. o indivíduo decide pelo uso da língua que lhe dará prestígio e lhe proporcionará ascendência social ± nesse ínterim. a norma.

.Pereba. disse Pereba. Então soube que ela outrora gostara do senhor. Comprei. Minha alma é como um desses lagos sinistros.De manhã a gente enche a barriga com os despachos dos babalaôs . Han!han!. ³ Feliz Ano Novo´ de Rubem Fonseca A GÍRIA COMO UM ELEMENTO DA INTERAÇÃO VERBAL NA LINGUAGEM URBANA o o Gíria de grupo Usada por grupos sociais fechados e restritos. O PROBLEMA DA REPRESENTAÇÃO DA VARIEDADE LINGUÍSTICA NA LITERATURA BRASILEIRA 6. fui eu que as arranquei.5.Tô morrendo de fome. tô sem água. vou ter que esperar o dia raiar e apanhar cachaça. . desgraçado de quem os respira!. galinha morta e farofa dos macumbeiros. Agora o resto é por sua conta. . Uma coisa é maniar à toa. 4. Expressa a oposição aos valores tradicionais da sociedade e preserva a segurança do grupo. Gíria comum o o C D .Onde você afanou a TV? .. O uso de termos gírios dá aos falantes um sentimento de superioridade. .¹ ¹ Jo sé de Alencar.Pereba perguntou. não faço mistério. O recibo está bem em cima dela. Inocência o o O velho debulhou uma risadinha que lhe era peculiar.Vassuncê não acredita! Protesta entã o com calor. e como pelas informações que tinha me quadrava.Afanei. que no terceiro dia de viagem ficará decidido quem é cavoqueiro e embromador . . as lágrimas que derramou. Senhora Visconde de Taunay. que envenenam com seus miasmas. Ó Pereba! você pensa que eu sou algum babaquara para ter coisa estarrada no meu cafofo ? . Vai mijar noutro lugar. Mas assunte bem. quando moça. Quando criança. O tronco do ipê ² José de Alencar. pois em determinadas situações a comunicação é nula com aqueles que não pertencem a ele. maganão. fui procurá -lo. contribuindo para o processo de auto-afirmação do indivíduo. Pois encilhe seu bicho e caminhe como eu lhe disser. que têm comportamento diferenciado. outra andar com tento por estes mundos de Cristo. o o o o o o o o Vi também que as casas de artigos finos para comer e beber tinham vendido to do o estoque. o Vi na televisão que as lojas bacanas estavam vendendo adoidado roupas ricas para as madames vestirem no reveillon. é uma linguagem codificada de tal forma que não seja entendida por quem não pertence ao grupo. alice? Um germe de contrariedades e desgostos. só de sacanagem. Possui caráter criptográfico.. Pereba entrou no banheiro e disse: Que fedor. Então quer saber? Pois lá vai.. não me convinha que a pequena se deixasse iludir pelas lábias de um desses bigodinhos que lhe andam ao faro do dote.. Pereba saiu e foi mijar na escada. porra nenhuma.² .Que tenho sido no seio de sua família e de sua existência. o o 7. serve como signo de grupo. ou seja.eu disse. foi a minha chegada que veio perturbar a alegria de sua feliz primavera.

na sua Gramática da linguagem portuguesa os diferentes usos que se registravam em Portugal àquele tempo. como foco dois aspectos relevantes. 2004. à falta de leitura. a inexistência de uma unidade lingüística. 9. In: Estudos de Língua Oral e Escrita. amarelada. diastráticas e diageracionais . pesada. Dino.Prancha velha. XXXVIII da obra. como terceira língua européia mais falada no mundo. Rio de Janeiro. identifica-se uma cadeia de variantes percebidas pelo gramático: são as. São Paulo. adjugem-se. Gíria comum Gata ou gato = mulher bonita. Lucerna. na construção da sociedade moderna. como se vê do que afirma no cap. ao descrever. identificadas como variantes diatópicas. e muitos termos são dicionarizados. Transformações no fenômeno sociolinguístico da gíria . quebrar a formalidade.ed. à ignorância. como destaca Fernão de Oliveira. 2003. o que vale dizer-se. e a título de especificação. Edusp. A gíria comum é usada na linguagem falada por todas as camadas sociais e faixas etárias. homem bonito Baranga = mulher feia Coroa = pessoa idosa Corno = pessoa traída Magrela = bicicleta Abrir o jogo = contar a verdade Arrancar os cabelos = ficar desesperado Cabeça dura = pessoa teimosa Com o pé na cova = próximo da morte Dar o troco = fazer vingança Pagar o mico = passar vergonha Gíria de grupo Prancha = carta (gír ia maçon) Dar um fio = telefonar (gíria skatista) Grampeado = preso (gíria da malandragem) Tocossauro . 9. Em segundo lugar. A esses dois aspectos. A gíria como um elemento da interação verbal na linguagem urbana . Primeiramente. Na linguagem escrita é usada pela imprensa e por escritores contemporâneos. 8. em 1936. Descrito à moda da época. passar uma imagem de modernidade. . passa a fazer parte do léxico popular e torna -se uma gíria comum. Sociolinguística:Os níveis de fala: Um Estudo Sociolinguístic o do diálogo na Literatura Brasileira. In: Estudos de Língua Oral e Escrita . hoje. SOCI IZ ÇÃO D S DIVERGÊ CI S DO PORTUGUÊS: ESTR TÉGI P R UM POLÍTICA EFICAZ DE DIFUSÃO DA LÍNGUA Suzana Alice Marcelino Cardoso (Universidade Fede ral da Bahia-Brasil) O tema desse Encontro ± A internacionalização do Português: que perspectivas para o Português como terceira língua européia mais falada no mundo? ± traz. Lucerna. 2004.o Quando o uso da gíria de grupo expande-se. entendida como uniformidade e homogeneidade. __________. por isso deixa de estar ligada à falta de escolaridade. no alvorecer de um novo milênio. o que compete ao Português. É usada para aproximar os interlocutores. Torna -se um importante recurso da comunicação devido a sua expressividade. (gíria surfista) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRETI. dois outros mais: (i) que expressão de uso da língua portuguesa a internacionalizar-se e (ii) como concretizar-se um conjunto de medidas que possam viabilizar esse desiderato. Rio de Janeiro. __________. é fato sentido desde os primeiros séculos de consolidação da língua. Uma preliminar necessária A diversidade de usos da língua portuguesa. a questão da extensão e expansão do uso da língua e dos aspectos políticos de que se reveste o processo de internacionalização. possibilitar a identificação com hábitos e falantes jovens e expressar agre ssividade e injúria atenuada.

é superada pelo reconhecimento. expressão do reconhecimento da pluralidade de que se reveste a língua majoritariamente falada no país. Com essa preliminar. no presente. maiores razões passam a existir no sentido de que a pluralidade de usos se avulta e tece uma imensa rede marcada pela diferenciação. Em cada área. A primeira. levantando a questão relativa às diversas formas de expressão a à(s) modalidade(s) a ser(em) internacionalizada(s) e (ii) o exame de medidas que possam viabilizar esse desiderato. No campo da diatopia. as levas de migrantes. quando se encontra dispersa pelos vários continentes. até estudos parciais de itens específicos que se têm constituído em teses de Doutorado ou dissertações de Mestrado. a seguir. os fatores demográficos. ou apenas em comunicações a reuniões científicas. A referência ao português brasileiro vem apenas ou principalemente para demonstrar que se pensarmos na modalidade brasileira de uso do português ela não será facilmente definida uma vez que diferentes usos se estabelecem no país. da pluralidade de usos que se documenta de Norte a Sul do País. diastrática e diageracional. focalizar os dois pontos a que me proponho dar destaque: (i) a discussão do processo de expansão da língua portuguesa. veiculando informações de variada natureza e procedência. a idéia de unidade e de diversidade de usos. de igual modo consubstancia-se para o que se constitui o mundo da lusofonia e no tocante ao conjunto de países que têm o português como língua oficial. entre os quais se inclui a norma culta. mantém sob controle a pesquisa de variáveis sociolingüísticas (idade. como o ³Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta no Brasil ´ (Projeto NURC). palidamente defendida. circulam usos diferenciados quanto ao espaço em que se localizam e pela natureza sociocultural dos utentes. no curso da história dos estudos lingüísticos. a presença e a interferência dos meios de comunicação são alguns dos fatores que determinam a diversidade espacial e capacitam cada região no uso de variáveis emblemáticas e definidoras de suas individualidades na perspectiva da diatopia e da variação social.Se nos primórdios da língua portuguesa a diversidade era inconteste. . mas identificada pela presença de uma única língua como foco das comunicações. extensivo e majoritário. dados referentes à variação diagenérica. atendendo às necessidades de comunicação de povos etnicamente distintos. Breves considerações sobre o português brasileiro Sobre o português brasileiro tem perpassado. Se a realidade assim se apresenta para o português falado em um país política e geograficamente definido como uma unidade. A diversidade de usos reflete a vasta geografia do mundo lusófono onde a pluralidade toma conta de cada região e estabelece os elementos distintivos e de confronto inter-regiões. sexo e escolaridade) que permitirão acrescentar à visão diatópica. Os estudos no campo da Sociolingüística têm fluído desde os projetos de maior amplitude. está em curso o Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (Projeto ALiB) que. As implicações históricas. Essa pluralidade de usos do português brasileiro vem sendo objeto de tratamento por grupos de pesquisadores envolvidos com projetos de cunho nacional. buscando fundamentalmente atestar as peculiaridades dialetais de regiões. servindo a culturas diversas. buscando estabelecer confrontos de espectro mais amplo. passo a algumas considerações sobre o português brasileiro para. decorrente do pluriculturalismo que se constitui em marca indelével de nossa identidade nacional. a natureza geral do povoamento.

(ii) defender o reconhecimento de cada um dos usos como veículo difusor da língua comum. econômica. Determinadas situações político-econômicas vividas por cada um dos países lusófonos poderão funcionar. à língua portuguesa e status de língua falada pelo maior número de usuários. para todas essas manifestações de uso da língua. enquanto instrumento formal de ensino e de divulgação cultural. de que se está diante de uma língua única. de mero gosto e preferência pessoais. A definição do espaço e do papel da língua portuguesa não pode perder de vista três aspectos relevantes: i) o fato de ser a língua portuguesa a 3ª língua mais falada na Europa. uma unidade vista em cada uma das áreas geopolíticas ± e pelo menos até o presente ± que se reproduz no contexto global de usuários da língua. nesse âmbito. condutores ao aprendizado da língua nacional e oficial das áreas em destaque. por que não admitir. Que medidas para viabilizar a expansão da língua portuguesa? E se levanta a questão final: que medidas de política lingüística para viabilizar a expansão da língua portuguesa devem ser implementadas? Tais medidas passam necessariamente por. conseqüentemente. nacionais. assim. (iv) implementar o conhecimento e a divulgação de cada uma dessas variedades do português. ii) a posição do Brasil no MERCOSUL que assegura. a resposta à pergunta inicialmente formulada deve pautar-se pelo esforço coletivo da comunidade de língua portuguesa no sentido de: (i) afirmar a validade de todas as modalidades de uso da língua portuguesa. (v) criar e estimular uma mentalidade de aceitação e respeito para cada um dos usos. morfossintáticas e fonéticas. iii) o estabelecimento de estratégias para o ensino da língua portuguesa enquanto língua estrangeira (L 2). juntas e a pluralidade de usos constitui-se na realidade específica de cada região e. (iii) reconhecer o status de L2. as preferências do usuário da língua portuguesa como uma segunda língua. Se unidade e diversidade caminham. e de fato funcionam. uma diversidade ampla de possibilidades de realização passará. três linhas de atuação: i) a definição do espaço e do papel da língua portuguesa na preservação dos bens culturais. ou da pluralidade de usos. Primeiramente. e iii) o papel que . há de perguntar-se: que expressão de uso da língua portuguesa internacionalizar-se? O reconhecimento da diversidade inconteste das variedades do português passa necessariamente pela afirmação de dois princípios. como elementos catalisadores da atenção nacional e.Que expressão de uso da língua portuguesa internacionalizar-se? Dessa forma. cultural e. Neste último caso entram critérios de natureza política. do mundo lusófono. Tal entendimento requer a definição de princípios e medidas capazes de permitir atingir-se o objetivo desejado. pelo crivo da escolha e da preferência social que findam por definir critérios de hierarquização de usos com valoração diferenciada. Há. do ponto de vista sistêmico. Em segundo lugar. por conseqüência. pelo menos. ii) a implementação de medidas de ordem política geral e de política lingüística para socializar a informação e o conhecimento no mundo dos países lusófonos. em que pesem as diferenças semântico-lexicais. estabelecida a partir do julgamento que fazem os utentes da sua própria língua materna e do processo de seleção e escolha que pode caracterizar. por razões as mais diversas. necessariamente.

que venha a contemplar tanto a realidade oral quanto a documentação escrita. iii) Divulgação da produção literária e científica entre os países da comunidade lusofônica e para fora dela. . Se nesses dois campos se encontram as bases para o êxito na qualidade do ensino. em cada um dos países. obviamente.pode vir a desempenhar como instrumento de integração entre os países africanos de expressão portuguesa. para permitir o conhecimento da nomenclatura que transita nessas áreas. iii) a produção de instrumentos didáticos. intrinsecamente vinculada às políticas de difusão cultural que os organismos responsáveis pelas relações exteriores. Assim. algumas medidas se apresentam como possíveis de permitir esse desiderato: i) A criação de um banco de dados de língua portuguesa. sem quebra. ii) Produção de uma amostra das falas em CD-ROM para conhecimento e divulgação das variedades nacionais do português. disponibilizado também via internet. fundamentalmente. ii) a ênfase no conhecimento das variedades nacionais da língua portuguesa e difusão desse conhecimento. A implementação de medidas de ordem política geral e de política lingüística para socializar a informação e o conhecimento no e do mundo dos países lusófonos requer uma ação conjunta e coordenada dos países envolvidos na tentativa de encontrar caminhos para a sua viabilização. o alcance político dessa empreitada está. não necessariamente para unificar os usos mas. b) pelo estabelecimento de políticas fixadas a partir dos setores do Governo responsáveis pelas relações exteriores em cada um dos países. Quanto ao estabelecimento de estratégias para o ensino da língua portuguesa enquanto língua estrangeira (L2). seria de extrema importância ter-se conhecimento das medidas políticas de difusão mantidas por cada um dos Governos e tentar um trabalho conjunto. se faz necessária uma articulação entre os diversos países. A essas medidas de base. com representação das modalidades de uso dos 7 países. Ainda uma linha de ação e para concluir O esforço coletivo para difusão e ensino da língua portuguesa como L2 não se deve restringir ao campo acadêmico e de política lingüística. Nesses diferentes âmbitos de atuação a língua deverá sempre constituir-se em instrumento de preservação das culturas dos países do mundo da lusofonia. venham a estabelecer e sustentar. sobretudo. acrescentam-se: i) a formação de professores para o ensino de L2. das individualidades mas tentando-se uma ação articulada capaz de fortalecer o trabalho em prol da difusão e ensino da nossa língua comum. Nesse caso. o que se pode concretizar em duas diretrizes: a) pelo contato entre as universidades. mais especificamente entre os setores responsáveis pelo ensino do português L2. na busca de definição de princípios para uma ação coordenada. porém. iv) Estabelecimento de um dicionário de terminologia lingüística.

por exemplo. Por exemplo: a televisão permite que muitas pessoas vejam a mesma notícia. mas é através do telefone que conseguimos transmitir a notícia que escutamos para as outras pessoas. 3 .Mensagem: é a ideia em que o emissor deseja comunicar. A Internet também nos possibilita comunicar-nos através de vários meios. um meio de comunicação deve compreender todos os elementos desse processo: 1 . a) Significado: corresponde à ideia. b) Compreensão: é o entendimento da mensagem pelo receptor.Receptor: é a etapa que recebe a mensagem. a quem é destinada. É graças ao avanço da tecnologia que cada vez mais os meios de comunicação permitem que nos comuniquemos com pessoas em maiores distâncias no menor espaço de tempo. ao conceito que o emissor deseja comunicar. Telefone e Celular Televisão Rádio Jornal Revistas Internet processo de comunicação é composto de três etapas subdivididas e. Por exemplo: nosso tio mora em outra cidade. o blog e o fotolog. pode ser chamada de fonte ou de origem. como o chat. a televisão.Emissor: é a pessoa que pretende comunicar uma mensagem. representa a volta da mensagem enviada pelo emissor (feedback). o telefone. Existem diversos meios de comunicação como. por definição. 2 . o rádio e o jornal. c) Regulamentação: o receptor confirmar a mensagem recebida do emissor. Cada meio permite que nos comuniquemos de uma maneira diferente com o outro. Dessa maneira. b) Ruído: é a perturbação dentro do processo de comunicação. é o espaço situado entre o emissor e o receptor. para que o receptor a compreenda. . mas graças ao telefone conseguimos conversar com ele. eles nos ajudam a nos comunicar um com o outro. a) Descodificador: é estabelecido pelo mecanismo auditivo para decifrar a mensagem. b) Codificador: é constituído pelo mecanismo pelo qual a mensagem é elaborada para que possa ser transmitida.Os meios de comunicação são instrumentos que nos auxiliam a receber ou transmitir informação. a) Canal: também chamado de veículo.

A "comunicação" autoritária É uma troca ou inteiração dentro de um sistema fechado. Cada um precisa "desabafar". batepapos. extravasa suas ideias. sentir e viver. político. que vão evoluindo. porque cada um fala de si. incluindo a transmissão . ter alguém com quem conversar. Estas. com trocas previsíveis sobre temas socialmente definidos e com limites preestabelecidos ± culturalmente ou pelos grupos e indivíduos. por exemplo sobre futebol ou fofocas de pessoas ou artistas. modificando-nos e modificando os outros. A comunicação é. percorrem a estrutura no seu conjunto: Comunicação pessoal/impessoal Comunicação descendente/ascendente/lateral/diagonal Comunicação escrita/comunicação oral A Comunicação não pode ser dissociada da sua relação custo/eficácia Vivemos formas diferentes de comunicação. em reuniões sociais. festas. sentimentos. agrupais e sociais de conhecer. um processo pelo qual nós atribuímos e transmitir significado em uma tentativa de criar entendimento compartilhado. Se a necessidade é forte e de ambas as partes. É uma troca desigual ± em que um fala e o outro assente ± baseada no poder económico. que se refere ao aparato tecnológico utilizado para realizar o processo da comunicação.Tipos de Comunicação A comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um emissor a um receptor por meio de um canal ou médio prazo. sob diversas formas e em diferentes direcções. É uma fala onde quem tem algum poder procura dominar o outro. Fala-se animadamente. Meio e Canal Meio de Comunicação não se confunde com canal. sem prestarem verdadeiramente atenção ao outro e ao que ele está dizendo. Na organização existe um vasto emaranhado de redes de comunicação. A comunicação aparente: É um processo de "comunicação" onde as pessoas falam e respondem. mas "de surdos". São trocas de mensagens sobre assuntos específicos e que não expõem muito a intimidade de cada um. interpessoais. que são dinâmicas. mas que pouco revelam dos indivíduos. a " comunicação" se transforma num diálogo animado. sem revelar o eu profundo a não ser neste campo específico. São processos úteis de manutenção dos vínculos dentro de um grupo ou comunidade. controlar. comunicação superficial É uma inteiração limitada. que expressam múltiplas situações pessoais. onde se expressam relações de poder. O outro se transforma em "receptor". não querem se expor ou o fazem somente em outros espaços mais restritos. portanto. impor seus pontos de vista. porque elesse escondem. intelectual ou religioso. necessidades. destinatário e só pode concordar com o emissor. modificando-se. mas sem inteiração pessoal. de dominação.

será que a falta de senso critico faz só analisar o texto sem saber a real mensagem dele? Muitos que criticam falam que esta errado o texto. em outros paises também existem movimentos iguais) que valorizam mais a fala popular do que as normas cultas da língua portuguesa.de informação(geralmente. mas não aponta a falha em si. revi Factores A língua portuguesa é uma das línguas mais difíceis de escrever do mundo! Agora nos resta a duvida para que tantas regras de ortografia se dificilmente utilizaremos todas as regras??? Muitas pessoas acham que a regra de português é mais importantes que o senso critica da pessoa que faz algum artigo. jornais. ta certos que existem alguns erros que são até grotesco em partes. Por exemplo:     Fala. discos rígidos Papel. será que quem tenta corrigir algum texto não sabe o que precisa corrigir?(existem exceções). . gestos. discurso. telefone Stone scores. ou ambos os processos. pode-se transmitir ou armazenar informação. ai vem alguns que criticam as suas idéias falando da ortografia e esquecem do foco principal da mensagem do texto. gravações de áudio e vídeo. no Brasil existe um movimento que é formado por alguns lingüistas (obs. o texto abaixo retirado do site wikipedia diz um comentário a respeito sobre a fala versus escrita. se até os principais jornais e revistas erram na língua portuguesa (e olha que muitos deles passam pela aprovação de pessoas que realmente entendem das regras de português). Dependendo das características do meio utilizado. cartas Meios de Comunicação de Massa: pronunciamentos. idéias humanas).

e quem sabe um dia iremos torcer para que a fala e a expressão envolvida na mensagem seja mais importante que as regras ortográficas! Obs. e a escrita não (pois existem muitas culturas que não possuem a escrita). ³Sistema de Intercâmbio de Dados da Linguagem Infantil´. Por exemplo.(«) Será que algum dia a língua portuguesa se tornara mais simples? A língua inglesa é mais simples que a nacional e não existe tantas regras quanto o que ha aqui no Brasil (no caso a língua portuguesa). A escrita também é muito estudada e novos meios de estudá-la são constantemente criados. não há necessidade de entender 100% é só cumprir.org/wiki/Linguística Esta entrada foi publicada em Sem categoria. só é bem entendida e usada(90% bem) em uma elite (raras exceções às outras classes sociais). em tradução livre. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. Bases de dados semelhantes sobre a fala já existem. O fato de as pessoas aprenderem a falar e a processar a linguagem oral mais facilmente e mais precocemente do que a linguagem escrita também é outro fator. mas nos ajudara a diferenciar e para que acharemos superiores a alguns brasileiros só pelo fato de saber mais regras de uma linguagem que nem é usado mundialmente. e assim vai ficar também como nós meros cidadãos brasileiros nunca entenderão e usarão todas as regras de portugues. O que aconteceu com a musica nacional? Relatório da CIA vazado pelo WikiLeaks diz que EUA ³exportam´ terrorismo . acham que o cérebro tem um ³módulo de linguagem´ inato e que podemos obter conhecimento sobre ele estudando mais a fala que a escrita. os modelos computadorizados são usados para estudar milhares de exemplos da língua escrita do Wall Street Journal. já que é quase impossível simplificar a língua portuguesa . Não usei muitas das regras de português e isto é uma critica sobre a língua portuguesa.Fala versus escrita Alguns lingüistas contemporâneos acham que a fala é um objeto de estudo mais importante do que a escrita. fonte da wikipedia:http://pt. na intersecção do corpus linguístico e da linguística computacional.wikipedia. por exemplo. Talvez porque ela seja uma característica universal dos seres humanos. e é bem provável q ue não simplifiquem a lingua portuguesa já que o país não gosta de simplificar as coisas um grande exemplo é a constituição federal e também os impostos que pagamos. um dos destaques é o Child Language Data Exchange System[3] ou.

Boa matéria. ausência dela) da educação. sinta-se livre para suprimir meu comentário.Li e e the i t t li e thi 23 res ostas a Porque a língua portuguesa é tão complicada? W 1. No entanto. você não se dá tão mal assim.com/ esponder Hecto diss : x agosto . esponder agosto . uma ve dito que é uma das lín uas mais di íceis de se se uir al umas re ras. ordpress. Pontos e vírgulas do seu te to são colocados aleatoriamente. colocadas nos lugares errados. s : 7 am ‡ 3. am g i e e h e e f e e e e q a a c b ` `X YX SV UT S RR po . Note o último parágrafo do seu post: Nele você usou apenas um ponto. Mas acho que al uns erros do portu uês ainda são rele antes. fon s : 7 am e IPQ I p ƒ E P IH G  †… e ƒ d e e E t. a lín ua portu ue a é uma das lín uas mais comple as. Para terminar. agosto É. h muitas regras na língua portuguesa. logo na primeira linha. As on e linhas restantes estão salpicadas de vírgulas. em anti os jornais era bem mais difícil de se encontrar al uns erros. s : Você est certo. Twili t Haters diss : ‚ ‚  €v t ‘ ˆ ˆ ’  ˆ ‰ˆ x y w wu vu s 2. Deve ser pela queda da qualidade (em al uns casos. lembro que. entretanto. Ele se destina a você. pode-se observar que você não tem a mesma facilidade no que di respeito à pontuação. re lmente. Na verdade. não a seus leitores e tem o caráter de uma crítica amigável. seu desempenho em ortografia pode ser considerado acima do nível médio. Por esse motivo o te to de sua lavra resultou muito confuso. r „ F diss : . Abraço. Na minha opinião esses erros freqüentes da norma culta estão mais evidentes nos dias atuais. Visitem meu blog de tirinhas: http://porrafonseca.

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