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SUMÁRIO

A. Estatuto
1. Histórico ......................................................................... 10

2. Disposições Preliminares ................................................ 14


a) Do Nome ......................................................................... 14
b) Dos Fins .......................................................................... 15
c) Dos Bens e das Receitas da Igreja .................................. 15
d) Das Doutrinas ................................................................. 16

3. Dos Membros ................................................................. 17


a) Da Admissão ................................................................... 17
b) Dos Deveres, dos Direitos e dos Privilégios .................... 19
c) Da Perda da Qualidade de Membro ............................... 20
d) Da Aplicação da Disciplina .............................................. 20

4. Do Governo e dos Órgãos Deliberativos e


Administrativos ............................................................... 22
a) Dos Concílios .................................................................. 22
b) Do Governo .................................................................... 22

5. Do Ministério .................................................................. 23
a) Da Ordem Sagrada .......................................................... 23

6. Da Divisão Territorial ...................................................... 24

7. Da Superintendência-Geral ............................................ 24

8. Do Concílio-Geral ............................................................ 25

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a) Das Atribuições do Concílio-Geral .................................. 26
b) Das Restrições do Concílio-Geral .................................... 27

9. Do Conselho-Geral .......................................................... 28
a) Das Atribuições do Conselho-Geral ................................ 29
b) Das Restrições do Conselho-Geral .................................. 31

10. Das Secretarias-Gerais .................................................. 31

11. Do Concílio Regional ..................................................... 32


a) Das Atribuições do Concílio Regional ............................. 34
b) Das Restrições do Concílio Regional ............................... 35

12. Do Conselho Regional ................................................... 36


a) Das Atribuições do Conselho Regional ........................... 36
b) Das Restrições do Conselho Regional ............................. 38

13. Do Conselho Ministerial Regional ................................ 38


a) Das Atribuições do Conselho Ministerial Regional ......... 39
b) Das Restrições do Conselho Ministerial Regional .......... 41

14. Da Igreja – Sua Estrutura .............................................. 42


a) Da Igreja Local ................................................................ 42
b) Da Emancipação de Congregação .................................. 43
c) Da Assembleia da Igreja ................................................. 45
d) Do Conselho Local .......................................................... 47
e) Das Restrições do Conselho Local .................................. 49

15. Das Garantias Legais ..................................................... 49

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16. Da Aplicação dos Recursos ........................................... 50
17. Do Conselho Fiscal ........................................................ 50

18. Da Responsabilidade dos Ocupantes de Cargos


ou Funções .......................................................................... 52

19. Das Disposições Gerais ................................................. 52

20. Da Reforma do Estatuto .............................................. 53

B. Regimento Interno

Capítulo I - Das Doutrinas .................................................. 54


Capítulo II - Das Regras Gerais ........................................... 56
Capítulo III - Dos Símbolos da Igreja .................................. 60
Capítulo IV - Da Igreja Geral ............................................... 63
Seção I - Do Concílio-Geral ................................................. 63
Seção II - Do Colégio Episcopal ........................................... 64
a) Das Atribuições do Colégio Episcopal ............................. 65
b) Das Restrições do Colégio Episcopal .............................. 66
Seção III - Do Conselho Central .......................................... 67
a) Das Atribuições do Conselho Central ............................. 68
Seção IV - Dos Oficiais-Gerais ............................................. 69
a) Do Superintendente-Geral ............................................. 69
b) Dos Superintendentes Regionais .................................... 70
c) Dos Secretários-Gerais ................................................... 72
Seção V - Das Secretarias-Gerais ........................................ 72
a) Da Secretaria-Geral de Ação Social ................................ 73
b) Da Secretaria-Geral de Administração ........................... 73
c) Da Secretaria-Geral de Educação Cristã ......................... 75

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d) Da Secretaria-Geral de Finanças .................................... 75
e) Da Secretaria-Geral de Missões ..................................... 76
Seção VI - Das Comissões Gerais ........................................ 77
Seção VII - Dos Campos Missionários ................................. 79
a) Do Campo Missionário Nacional .................................... 79
b) Do Campo Missionário Estrangeiro ................................ 79

Capítulo V - .... Dos Fundos, dos Órgãos, dos Departamentos


e das Instituições ............................................................ 80
Seção I - Dos Fundos Gerais ................................................ 80
a) Fundo de Expansão Missionária ..................................... 80
b) Fundo Imobiliário Wesleyano ......................................... 80
Seção II - Dos Órgãos Gerais ............................................... 81
a) Da Associação Wesleyana de Ação Social ...................... 81
b) Do Complemento de Aposentadoria Wesleyana ........... 81
Seção III - Dos Departamentos Gerais ................................ 82
a) Da Agência Missionária Wesleyana ................................ 82
b) Do Centro de Publicações ............................................... 82
Seção VI - Das Instituições Gerais ....................................... 83
a) Do Centro de Formação Teológica ............................. 83

Capítulo VI - Da Igreja Regional .......................................... 84


a) Da Região Eclesiástica ..................................................... 84
Seção I - Do Concílio Regional ............................................ 85
Seção II - Dos Secretários RegionaiS ................................... 86
Seção III - Das Secretarias Regionais ................................... 87
a) Da Secretaria Regional de Ação Social ........................... 87
b) Da Secretaria Regional de Administração ...................... 87
c) Da Secretaria Regional de Educação Cristã .................... 89
d) Da Secretaria Regional de Finanças ............................... 90

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e) Da Secretaria Regional de Missões................................. 91
Seção IV - Das Comissões Regionais ................................... 92
a) Da Comissão Ministerial ................................................. 92
b) Da Comissão de Estatísticas e Informática ..................... 92
c) Da Comissão de Ética...................................................... 93
Seção V - Dos Diretores dos Departamentos Regionais ..... 93
a) Das Atribuições dos Diretores Regionais ........................ 94
Seção VI - Das Instituições Regionais.................................. 95

Capítulo VII - Do Distrito Eclesiástico ................................. 95


Seção I - Do Superintendente Distrital ............................... 96
a) Das Atribuições do Superintendente Distrital ................ 96
b) Das Restrições do Superintendente Distrital .................. 97

Capítulo VIII - Da Igreja Local ............................................. 98


Seção I - Dos Membros da Igreja ........................................ 98
Seção II - Dos Oficiais da Igreja ........................................... 99
a) Das Atribuições dos Oficiais da Igreja ............................ 99
Seção III - Do Presbitério .................................................. 101
a) Das Atribuições do Presbitério ..................................... 101
b) Das Restrições do Presbitério ....................................... 102
Seção IV - Da Disciplina dos Membros ............................. 102
Seção V - Dos Presbíteros ................................................. 103
a) Das Atribuições do Presbítero ...................................... 104
Seção VI - Da Junta Diaconal ............................................ 105
a) Das Atribuições da Junta Diaconal ............................... 105
b) Das Atribuições do Tesoureiro da Junta Diaconal ........ 108
c) Das Restrições da Junta Diaconal ................................. 109
Seção VII - Dos Diáconos e das Diaconisas ....................... 109
a) Das Atribuições do Diácono e da Diaconisa ................. 111

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Seção VIII - Do Evangelista ................................................ 112
a) Das Atribuições do Evangelista ..................................... 112
Seção IX - Da Escola Bíblica Dominical .............................. 113
Seção X - Dos Departamentos .......................................... 114
Seção XI - Do Conselho Missionário ................................. 115
Capítulo IX - Do Ministério da Igreja ............................... 115
a) Da Ordem Sagrada ........................................................ 115
Seção I - Do Bispo ............................................................. 115
a) Dos Privilégios do Bispo ............................................... 116
b) Do Candidato a Bispo ................................................... 116
Seção II - Do Ministro ....................................................... 117
a) Do Candidato à Ordenação a Ministro ......................... 117
b) Dos Deveres e dos Direitos do Ministro ....................... 118
c) Do Candidato a Ministro .............................................. 119
Seção III - Do Pastor .......................................................... 120
a) Do Candidato a Pastor .................................................. 120
b) Dos Deveres e dos Direitos do Pastor .......................... 120
Seção IV - Das Atribuições dos Ministros e dos Pastores . 122
a) Das Restrições dos Ministros e dos Pastores ............... 124
Seção V - Do Aspirante à Categoria de Pastor .................. 126
Seção VI - Do Quadro de Missionárias ............................. 127
a) Da Missionária .............................................................. 128
b) Da Credencial da Missionária ....................................... 130
c) Das Atribuições da Missionária .................................... 130
d) Das Restrições da Missionária ...................................... 131
e) Dos Deveres e dos Direitos da Missionária .................. 131
f) Da Readmissão da Missionária ..................................... 133
Seção VII - Da Aspirante à Categoria de Missionária ....... 133
Seção VIII - Do Seminarista ............................................... 135
Seção IX - Do Licenciamento, da Jubilação e da
Readmissão ................................................................... 136

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a) Do Licenciamento do Clérigo........................................ 136
b) Dos Deveres e dos Privilégios do Clérigo Licenciado ... 137
c) Da Jubilação do Clérigo ................................................ 137
d) Dos Deveres e dos Direitos do Clérigo Jubilado ........... 138
Seção X - Da Readmissão ao Ministério ........................... 138
Seção XI - Da Admissão de Pastores de Outras Igrejas..... 139
Seção XII - Da Perda da Credencial ................................... 140

Capítulo X - Do Sustento dos Clérigos .............................. 141

Capítulo XI - Da Liturgia de Cerimônias ........................... 142

Capítulo XII - Da Reforma do Regimento Interno ............ 143

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1. A aplicação deste Estatuto e deste Regimento Interno é
obrigatória em toda a extensão da Igreja Metodista Wesleyana.

2. O desconhecimento das normas desta Legislação é


indesculpável a todos os membros clérigos e leigos da Igreja
Metodista Wesleyana.

3. Fica sujeito a disciplina o clérigo ou o leigo que deixar de


cumpri-las.

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ESTATUTO

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1 HISTÓRICO

Aos cinco dias do mês de janeiro de 1967, na cidade de Nova


Friburgo, estado do Rio de Janeiro, foi fundada a Igreja Metodista
Wesleyana, compondo-se inicialmente de ministros e leigos que
cooperavam na Igreja Metodista do Brasil. Os motivos que de-
ram origem ao desligamento, por ocasião do 11º Concílio Regio-
nal da Igreja Metodista do Brasil, basearam-se na doutrina do
batismo com o Espírito Santo, como uma segunda bênção para o
crente, e na aceitação da obra pentecostal, incluindo os dons
mencionados na Bíblia Sagrada: Sabedoria, Fé, Ciência, Dons de
Curar, Operação de Maravilhas, Profecia, Discernimento, Línguas
e Interpretação de Línguas, bem como os cânticos espirituais, as
revelações e as visões. Acrescentando-se ainda a realização da
obra do avivamento espiritual, os cânticos de corinhos, as ora-
ções pelos enfermos e os cultos sem liturgia e protocolos.

Às 14 horas da data acima mencionada, realizou-se a reu-


nião que ficou conhecida como “Reunião da Ponte”, pelo fato de
ter sido feita sobre uma ponte no pátio da Fundação Getulio
Vargas, sob direção dos pastores Idelmício Cabral dos Santos e
Waldemar Gomes de Figueiredo. Nessa ocasião, foi definitiva-
mente fundada a Igreja Metodista Wesleyana, aceitando como
forma de governo o centralizado com um Conselho-Geral, seguin-
do-se em linhas gerais o sistema metodista. Estavam presentes
nessa reunião as seguintes pessoas: Idelmício Cabral dos Santos,
Waldemar Gomes de Figueiredo, José Moreira da Silva, Francis-
co Teodoro Batista, Gessé Teixeira de Carvalho, Córo da Silva Pe-
reira, José Mendes da Silva, Zeny da Silva Pereira, Dinah Batista

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Rubim, Ariosto Mendes, Wilson da Silva Mendes, Jacir Vieira e
Antônio Faleiro Sobrinho.

Na ocasião, elegeu-se o primeiro Conselho-Geral, que ficou


assim constituído: superintendente-geral: Waldemar Gomes de
Figueiredo; secretário-geral: Gessé Teixeira de Carvalho; incluin-
do as três secretarias: Missões, Educação Cristã e Ação Social; e
tesoureiro-geral: Idelmício Cabral dos Santos.

O movimento Wesleyano começou a desenvolver-se glorio-


samente, e convocou-se o Concílio Constituinte para se reunir
na cidade de Petrópolis, dos dias 16 a 19 de fevereiro de 1967,
ocasião em que foi organizada a Igreja. Novos obreiros juntaram-
se às fileiras wesleyanas e vários evangelistas foram eleitos. Es-
tava consolidada a Obra do Senhor. Os estatutos da Igreja foram
aprovados e os membros do Conselho-Geral foram eleitos ofici-
almente: superintendente-geral: Waldemar Gomes de
Figueiredo; secretário-geral de missões: Gessé Teixeira de Carva-
lho; secretário-geral de ação social: Oriele Soares do Nascimen-
to; secretário-geral de finanças: Idelmício Cabral dos Santos; pre-
sidente da Junta Patrimonial da Igreja Metodista Wesleyana: Fran-
cisco Teodoro Batista; e redator do jornal Voz Wesleyana: Gessé
Teixeira de Carvalho.

A relação dos membros do Concílio Constituinte que orga-


nizou a nova Igreja registra os seguintes nomes: Alice Nely dos
Santos, Antônio Faleiro Sobrinho, Azet Gerd, Clarice Alves
Pacheco, Córo da Silva Pereira, Daniel Pedro de Paula, Derly Ne-
ves, Dílson Pereira Leal, Dinah Batista Rubim, Ezequiel Luiz da
Costa, Francisco Teodoro Batista, Geraldo Vieira, Gessé Teixeira
de Carvalho, Gessy dos Santos, Helenice Bastos, Idelmício Cabral
dos Santos, Isaías da Silva Costa, Jair Magalhães, Jedidad Hilda
da Costa, Jeremias Gomes de Araújo, João Coelho Duarte, Joa-
quim R. Penha, José Barreto de Macedo, José Gonçalves, José M.
Galhardo, José Marques Pereira, José Mendes da Silva, José

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Moreira da Silva, José Tertuliano Pacheco, Letreci Teodoro, Nacir
Neves da Costa, Nilson de Paula Carneiro, Octavio Faustino dos
Santos, Onaldo Rodrigues Pereira, Oriele Soares do Nascimento,
Pedro Moraes Filho, Sebastião Alves Moreira, Sebastião Moreira
da Silva, Tobias Fernandes dos Santos, Waldemar Gomes de
Figueiredo, Wilson R. Damasceno e Wilson Varjão. Outros irmãos
estiveram presentes, mas não assinaram o livro contendo a ata
de organização.

O Concílio Constituinte elegeu uma Comissão de Legislação


composta dos seguintes membros: Waldemar Gomes de
Figueiredo, Idelmício Cabral dos Santos, Gessé Teixeira de Carva-
lho, José Moreira da Silva, Francisco Teodoro Batista, João Coe-
lho Duarte, Oriele Soares do Nascimento, José Mendes da Silva,
Córo da Silva e Onaldo Rodrigues Pereira, aos quais delegou po-
deres para preparar o Manual da Igreja Metodista Wesleyana,
publicado em 1968.

Bispo Gessé Teixeira de Carvalho

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Preâmbulo

Delegados constituintes reuniram-se de 16 a 19 de fevereiro de


1967, na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, com a
finalidade de constituir uma Igreja evangélica nos moldes do
metodismo histórico, que passou a chamar-se Igreja Metodista
Wesleyana.

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2 DISPOSIÇÕES
PRELIMINARES

Art. 1º Aos cinco dias do mês de janeiro de 1967, um grupo de


ministros e leigos organizou no Brasil uma igreja comprometida
com a herança do metodismo histórico, ramo universal da Igreja
de Jesus Cristo que veio a denominar-se Igreja Metodista
Wesleyana. Realizando nos dias 16 a 19 de fevereiro de 1967, na
cidade de Petrópolis, o primeiro Concílio Constituinte da nova
Igreja.

Do Nome
Art. 2º A Igreja assim constituída é uma organização religiosa,
sem fins econômicos, denominada Igreja Metodista Wesleyana;
e adota a denominação genérica de Associação da Igreja
Metodista Wesleyana, com sua sede geral administrativa/matriz
na Rua Marechal Deodoro, 195, Sala 213, Petrópolis, Rio de Ja-
neiro, Brasil, a qual se rege por este Estatuto.
§ 1º A Igreja Metodista Wesleyana possui sedes administra-
tivas regionais (filiais administrativas) e são elas:
I - Primeira Região: Rua Paula Buarque, 497, Parque São
Vicente, Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil;
II - Segunda Região: Rua Espírito Santo, 341, Salas 307 e 311,
Centro, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil;
III - Terceira Região: Rua Ezequiel Freire, 670, Santana, São
Paulo, São Paulo, Brasil;
IV - Quarta Região: Rua Paulo Leal, 465, Centro, Porto Ve-
lho, Rondônia, Brasil;
V - Quinta Região: Rua José Zaleski, 800, Parque Industrial,
Curitiba, Paraná, Brasil;

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VI - Região Europeia: Rua do Carmo, 37-A, Vera Cruz, Aveiro,
Aveiro, Portugal.

Dos Fins
Art. 3º Os fins da Igreja Metodista Wesleyana são: adorar a Deus
em espírito e em verdade, propagar o Evangelho do Senhor Je-
sus Cristo, ganhar almas para a vida eterna, orientar seus mem-
bros e congregados a buscar o batismo com o Espírito Santo e
adotar a santidade como estilo de vida, promover a educação
cristã e as obras de ação social, administrar seu patrimônio e
superintender todas as suas atividades.

Dos Bens e das Receitas da Igreja


Art. 4º Constituem bens da Igreja Metodista Wesleyana as ofer-
tas, os dízimos, os legados e as doações, que, por serem voluntá-
rias, são irrestituíveis, os juros, as propriedades e tudo o mais
que as leis do país lhe permitam, desde que tenham aprovação
bíblica e que tudo seja adquirido, guardado e administrado por
quem de direito.

Art. 5º Todos os bens da Igreja Metodista Wesleyana são adqui-


ridos em seu nome e administrados pela Secretaria-Geral de
Administração, sucessora da Junta Patrimonial.
§ 1º Os bens imóveis adquiridos em nome da Junta
Patrimonial da Igreja Metodista Wesleyana são incorporados ao
seu patrimônio.
§ 2º A Igreja poderá dispor de seus bens, móveis e imóveis,
desde que cumpridas as formalidades legais.
§ 3º Os bens imóveis serão adquiridos em nome da Igreja
Metodista Wesleyana e serão transcritos e registrados com o CNPJ
34.353.920/0001-05.

Art. 6º Os membros da Igreja Metodista Wesleyana não respon-


dem individual, solidária e subsidiariamente pelas obrigações
contraídas em nome dela. Não existe entre os membros direitos

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e obrigações recíprocos.
§ 1º A Igreja não se responsabilizará por dívidas contraídas
por seus membros leigos e clérigos ou administradores em
desconformidade com este Estatuto.
§ 2º Qualquer membro, exerça ou não função na diretoria,
que causar prejuízo comprovado à Igreja, por seus atos comissivos
ou omissivos, responderá proporcionalmente ao prejuízo causa-
do.
§ 3º Todo trabalho exercido pelos membros eleitos ou no-
meados terá caráter voluntário, sem vínculo empregatício entre
o membro e a Igreja.

Das Doutrinas
Art. 7º As doutrinas professadas pela Igreja Metodista Wesleyana,
como princípios de fé, têm como fundamento as Sagradas Escri-
turas do Antigo e do Novo Testamento, que são sua regra de fé e
prática.

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3 DOS MEMBROS

Art. 8º Os membros da Igreja Metodista Wesleyana são aqueles


que satisfizerem as exigências de seu Estatuto e do Regimento
Interno e forem admitidos à sua comunhão.

Da Admissão
Art. 9º A admissão de membros clérigos é competência do Con-
selho Ministerial Regional, e a de membros leigos do Presbitério
da igreja local, conforme previsto no Regimento Interno.

Art. 10º São requisitos para admissão de membros à comunhão


da Igreja:
I - Receber e confessar pela fé a Jesus Cristo como único e
suficiente Salvador e Senhor;
II - Demonstrar, por atos, o arrependimento dos pecados e
o desejo de viver vida nova, de acordo com os ensinos da Bíblia;
III - Aceitar todas as doutrinas ensinadas e defendidas pela
Igreja, de acordo com a Bíblia Sagrada, que é a infalível Palavra
de Deus, e tê-la como única regra de fé e prática;
IV - Ter seu estado civil regularizado no Registro Civil e reco-
nhecido pela Igreja, exceto quando, em razão da cultura e da
localidade, a Igreja reconheça outra forma, cabendo ao Conse-
lho Ministerial Regional dar decisão final;
V - Assinar o termo de aceitação e submissão ao Estatuto e
ao Regimento Interno da Igreja Metodista Wesleyana, declaran-
do-se formalmente membro da denominação. No caso de me-
nores de 18 anos, o termo de aceitação deverá ser assinado tam-
bém pelo responsável legal do menor, autorizando-o a assumir

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tal compromisso;
VI - Ter no mínimo 12 anos de idade, ou a critério do Presbi-
tério;
VII - Cumprir o que dispõe as Regras Gerais do Regimento
Interno.
§ 1º Quanto aos congregados que não podem ser membros
comungantes da Igreja, em virtude de sua situação civil ainda
não regularizada, sejam tratados com amor, orientados e ajuda-
dos para que regularizem sua situação civil, de acordo com a lei
do país, a fim de que sejam recebidos e, durante esse período,
não sejam impedidos de colaborar com a obra de Deus.
§ 2º Entende-se por colaborador na obra os congregados
que participam nas atividades da igreja; exceto na Ceia do Se-
nhor e nas reuniões administrativas.

Art. 11. As pessoas que satisfizerem os requisitos para sua ad-


missão no rol de membros da Igreja (Art. 10) serão recebidas
pelos seguintes modos:
a) Profissão de fé e batismo – As pessoas a ser recebidas
por profissão de fé e batismo são matriculadas na classe de
iniciantes e recebem do pastor, ou de pessoas por ele indicadas,
as necessárias instruções;
b) Adesão às doutrinas e ao regime da Igreja – O recebi-
mento por adesão diz respeito a membros de outras Igrejas que
desejam ingressar na Igreja Metodista Wesleyana;
c) Transferência – De igrejas wesleyanas para igrejas
wesleyanas, desde que não estejam sob disciplina;
d) Reconciliação – A reconciliação diz respeito a membros
que tenham sido excluídos e queiram voltar à Igreja, após com-
provarem arrependimento, ou a membros de outras igrejas evan-
gélicas, excluídos, que peçam sua reconciliação na Igreja
Metodista Wesleyana; nesse caso, sujeitando-se a um período
de prova de até 90 (noventa) dias.
§ 1º A recepção de membros se faz em ato público, de pre-
ferência em culto solene.

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§ 2º Em qualquer desses modos, é necessário que o candi-
dato seja batizado por imersão.

Dos Deveres, dos Direitos e dos Privilégios


Art. 12. São deveres, direitos e privilégios do membro recebido à
comunhão:
a) Deveres:
1. Submeter-se às orientações da Bíblia Sagrada, que é a
regra de fé e prática;
2. Cumprir as orientações e determinações do Estatuto e
do Regimento Interno, bem como as decisões dos órgãos repre-
sentativos;
3. Cumprir os votos feitos à Igreja;
4. Submeter-se às admoestações do pastor;
5. Exercer com fidelidade os cargos para os quais for eleito;
6. Ter postura ética condizente com a vocação cristã;
7. Participar assiduamente dos cultos;
8. Comparecer à Assembleia Ordinária e Extraordinária.
b) Direitos:
1. Votar e ser votado para cargos eletivos, quando indicado;
segundo o que determina o Regimento Interno;
2. Transferir-se de uma para outra unidade da Igreja;
3. Participar nas assembleias locais e nos concílios regio-
nais e gerais, nos termos do Regimento Interno;
4. Na ocorrência de desentendimento, procurar o pastor
para arbitrar;
5. Apelar, em caso de disciplina, ao Conselho Ministerial Re-
gional; em última instância, em caso de disciplina administrati-
va, ao Conselho-Geral; em caso de disciplina eclesiástica, ao Co-
légio Episcopal.
c) Privilégios:
1. Usufruir os benefícios espirituais da Igreja e desfrutar dos
bens estruturais para comunhão, confraternização e recreação;
2. Participar da Ceia do Senhor;
3. Colaborar, em caráter voluntário, com a Igreja.

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Parágrafo único. A qualidade de membro, bem como seus direi-
tos e deveres, é intransmissível, não podendo ser reivindicada
por qualquer herdeiro, meeiro ou sucessor.

Da Perda da Qualidade de Membro


Art. 13. Perde a condição de membro da Igreja Metodista
Wesleyana e, consequentemente, os direitos e os privilégios
aquele que:
I - Se retira a próprio pedido;
II - Abandona a Igreja;
III - Se ausenta por mais de 6 (seis) meses sem motivo justi-
ficado;
IV - Tiver falecido;
V - Se divorcia, por descumprir comprovadamente os deve-
res conjugais;
IV - For excluído por justa causa.
§ 1º Configuram-se justa causa para fins de disciplina e ex-
clusão do membro:
a) As condutas previstas no Art. 15 e seus incisos;
b) As condutas previstas no Art. 4º das Regras Gerais do
Regimento Interno;
c) Todos os crimes e delitos previstos no ordenamento jurí-
dico nacional, bem como aqueles casos que ferem a integridade
da Igreja, a juízo do Presbitério.
§ 2º No caso de exclusão, após decisão definitiva, esse ato
será comunicado à igreja em reunião de membros.

Da Aplicação da Disciplina
Art. 14. A aplicação da disciplina é um dos meios pelos quais a
Igreja procura manter a pureza do Evangelho visando à restaura-
ção do faltoso e ao testemunho da comunidade dos fiéis.

Art. 15. Estará sujeito a disciplina o membro que:


I - Deixar de cumprir os votos feitos ao Senhor Jesus e à
Igreja;

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II - Praticar atos contrários às normas da Igreja conforme
suas doutrinas;
III - Divulgar doutrinas que contrariem os padrões da Igreja;
IV - Praticar atos incompatíveis com a fé, a ética e a moral
cristãs, defendidas pela Igreja Metodista Wesleyana, segundo a
Bíblia (Art. 107 do Regimento Interno);
V - Abusar dos cargos que ocupa, desobedecendo às deter-
minações superiores;
VI - Abandonar sem justificativa os cargos para o qual foi
eleito;
VII - Descumprir os deveres conjugais.
Parágrafo único. O faltoso estará sujeito à disciplina estabelecida
de acordo com o Art. 108 do Regimento Interno.

Art. 16. Presbitério é o órgão da igreja local para admissão, disci-


plina, desligamento e orientação espiritual dos membros. Com-
põe-se do pastor, ou pastores, e dos presbíteros em atividade
(Art. 106, § 3º do Regimento Interno).

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DO GOVERNO E

4 DOS ÓRGÃOS
DELIBERATIVOS E
ADMINISTRATIVOS

Dos Concílios
Art. 17. A Igreja Metodista Wesleyana possui dois concílios: o
Geral e o Regional, os quais exercem, respectivamente, jurisdi-
ção eclesiástica geral e regional.
Parágrafo único. O Concílio-Geral se reúne ordinariamente
de 6 (seis) em 6 (seis) anos; o Concílio Regional se reúne ordina-
riamente de 2 (dois) em 2 (dois) anos; os dois concílios se reuni-
rão, extraordinariamente, sempre que se fizer necessário.

Art. 18. A composição dos concílios é estabelecida no Estatuto e


no Regimento Interno, respeitando-se os seguintes princípios:
I - Fica assegurada a representação igual de clérigos e leigos
para o Concílio-Geral;
II - Para os Concílios Regionais, além dos membros do Con-
cílio, um ou mais representantes de cada igreja deverão ser envi-
ados, respeitando o limite máximo definido no Estatuto e no Re-
gimento Interno.

Do Governo
Art. 19. A Igreja Metodista Wesleyana é subordinada ao Con-
cílio-Geral, que é sua assembleia geral e seu órgão legislador e
administrativo supremo; em seu interregno, é representado pelo
Conselho-Geral.
§ 1º Eclesiasticamente é representada pelo presidente do
Conselho-Geral.
§ 2º Administrativamente é representada ativa, passiva, ci-
vil, judicial e extrajudicialmente pelo secretário-geral de admi-

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Parte 1 - Estatuto.pmd 22 8/12/2009, 08:51


nistração, que poderá outorgar procuração.
§ 3º O mandato do secretário-geral de administração se en-
cerrará 60 (sessenta) dias após o concílio posterior ao que o ele-
geu.

5 DO MINISTÉRIO

Art. 20. O Ministério da Igreja Metodista Wesleyana se compõe


de bispos, ministros, pastores e missionárias ativos e inativos.
I - O Ministério Ativo é itinerante e composto de bispos,
ministros, pastores e missionárias;
II - O Ministério Inativo compõe-se de bispos, ministros, pas-
tores e missionárias jubilados ou licenciados.
§ 1º Entende-se por ministério itinerante o ministério sujei-
to a transferência.
§ 2º O licenciamento de bispos, ministros, pastores e
missionárias será expedido mediante solicitação do interessado
ou por iniciativa do órgão competente.

Art. 21. Os deveres, os direitos e os privilégios de bispos, minis-


tros, pastores e missionárias, bem como as exigências gerais, são
estabelecidos no Estatuto e no Regimento Interno.

Da Ordem Sagrada
Art. 22. A Ordem Sagrada da Igreja Metodista Wesleyana é de-
nominada ministerial.
Parágrafo único. A Ordem Ministerial é constituída de bispos,
ministros, pastores e missionárias.

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6 DA DIVISÃO
TERRITORIAL

Art. 23. A Igreja Metodista Wesleyana é administrada


territorialmente por uma Sede Geral Administrativa, Regiões Ecle-
siásticas, Distritos, Campos Missionários e igrejas locais.
§ 1º A Sede Geral Administrativa está sob a responsabilida-
de do superintendente-geral, eleito e empossado no Concílio-
Geral.
§ 2º As Regiões Eclesiásticas são administradas pelos supe-
rintendentes regionais, eleitos no Concílio-Geral e nomeados pelo
presidente do Conselho-Geral, ouvido o Conselho-Geral.

7 DA
SUPERINTENDÊNCIA-GERAL

Art. 24. A Superintendência-Geral é exercida pelo bispo-presi-


dente do Conselho-Geral, que superintende os interesses da Igre-
ja.

Art. 25. Os bispos são eleitos observando-se as exigências do Es-


tatuto e do Regimento Interno da Igreja Metodista Wesleyana.
Parágrafo único. O ministro eleito bispo é ordenado e empossado
na última reunião do Concílio que o elegeu e a duração do seu

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Parte 1 - Estatuto.pmd 24 8/12/2009, 08:51


mandato é determinada pelo Estatuto e pelo Regimento Inter-
no.

8 DO
CONCÍLIO-GERAL

Art. 26. O Concílio-Geral compõe-se de bispos, secretários-ge-


rais e delegados eleitos pelos concílios regionais ou seus suplen-
tes.
Parágrafo único. O Concílio-Geral se reúne de 6 (seis) em 6
(seis) anos, e extraordinariamente quando necessário.

Art. 27. A convocação do Concílio-Geral Ordinário se faz com


antecedência de, no mínimo, 60 (sessenta) dias e a convocação
de um extraordinário de, no mínimo, 30 (trinta) dias, pelo presi-
dente do Conselho-Geral ou por 1/5 (um quinto) dos membros
da Igreja.
§ 1º O quorum para a instalação do Concílio-Geral é de 2/3
(dois terços) dos seus delegados; as sessões só se realizam com a
maioria absoluta de seus delegados.
§ 2º Os delegados de um Concílio-Geral Extraordinário são
os mesmos do Concílio-Geral anterior.

Art. 28. A mesa do Concílio-Geral é formada pelo presidente, que


é o do Conselho-Geral, pelo secretário de atas e seus auxiliares e
pelo cronometrista, eleitos pelo plenário, aos quais compete todo
trabalho da secretaria.

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Parte 1 - Estatuto.pmd 25 8/12/2009, 08:51


Das Atribuições do Concílio-Geral
Art. 29. São atribuições do Concílio-Geral:
I - Eleger, por indicação do Conselho-Geral, comissões tran-
sitórias, tais como de Culto, Diplomacia, Escrutinadora e Estado
Geral, entre outras;
II - Receber relatórios dos bispos, dos secretários-gerais e
das instituições gerais, por meio de seus presidentes;
III - Eleger, por indicação das regiões, mediante prévia, sem
debate, os bispos, entre os ministros que satisfaçam os requisi-
tos para eleição e ordenação. É facultado ao ministro renunciar à
sua candidatura antes do processo de eleição (Artigos 47, VI; e
146 do Regimento Interno);
IV - Eleger, por indicação da comissão de indicações:
a) Os secretários-gerais;
b) A Comissão de Legislação;
c) A Comissão de Estatística e Informática.
V - Legislar para a Igreja, respeitados os limites do Art. 30 e
seus incisos;
VI - Conceder títulos honoríficos a bispos indicados pelo Con-
selho-Geral;
VII - Aprovar o Plano-Diretor elaborado pelo Conselho-Ge-
ral para o próximo exercício;
VIII - Aprovar os relatórios econômicos e financeiros dos ór-
gãos gerais da Igreja;
IX - Determinar a implantação de Regiões Eclesiásticas, me-
diante recomendação do Conselho-Geral;
X - Delegar ao Conselho-Geral autoridade para destituir
membros, observando o quorum no Art. 59 do parágrafo único
do Código Civil.
§ 1º A Comissão de Legislação recebe, no interregno dos
concílios-gerais, sugestões de modificação de normas, as quais,
depois de estudadas, se acolhidas, serão encaminhadas ao Con-
cílio-Geral, para votação. Essa Comissão tem a seguinte compo-
sição:
a) Superintendentes regionais – a presidência caberá ao pre-

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sidente do Conselho-Geral;
b) Secretários-gerais;
c) Quatro ministros e cinco leigos, eleitos no Concílio-Geral,
mediante indicação.
§ 2º A Comissão-Geral de Estatística e Informática, composta
de cinco membros, receberá das Comissões Regionais de Estatís-
tica e Informática os dados das regiões e relatará ao Concílio-
Geral.
§ 3º As comissões permanentes funcionam em todo o exer-
cício eclesiástico, isto é, do término de um Concílio-Geral ao tér-
mino do Concílio-Geral seguinte.
§ 4º A Comissão-Geral de Estatística e Informática será
convocada e presidida pelo ministro mais votado e elegerá um
secretário de atas.
§ 5º O presidente da Comissão de Legislação poderá convi-
dar até quatro leigos(as), profissionais em áreas técnicas, para
assessorá-lo.

Das Restrições do Concílio-Geral


Art. 30. O Concílio-Geral legisla para a Igreja, sujeito às seguintes
restrições:
I - Não pode mudar nem alterar o corpo de doutrinas fun-
damentadas na Palavra de Deus, nem estabelecer novas doutri-
nas contrárias às já existentes no Estatuto e no Regimento Inter-
no;
II - Não pode mudar nem alterar qualquer órgão de gover-
no da Igreja de modo a abolir o sistema de itinerância ou a Supe-
rintendência Administrativa.

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Parte 1 - Estatuto.pmd 27 8/12/2009, 08:51


9 DO
CONSELHO-GERAL

Art. 31. A Igreja Metodista Wesleyana adota a forma de governo


centralizado em um Conselho-Geral, cujo presidente representa
e supervisiona todas as suas atividades.
§ 1º O Conselho-Geral é composto dos superintendentes
regionais e dos secretários-gerais, todos eleitos pelo Concílio-Ge-
ral, e funciona sob a presidência do bispo mais votado no primei-
ro escrutínio, que é o superintendente-geral.
§ 2º Após as eleições, o Conselho-Geral, convocado pelo
seu presidente, organiza sua mesa elegendo um vice-presidente
e um secretário de atas.

Art. 32. O Conselho-Geral é o órgão de planejamento, coordena-


ção, disciplina e administração das atividades gerais da Igreja
Metodista Wesleyana, bem como a instância superior para jul-
gar e solucionar conflitos administrativos da Igreja em grau de
recurso.

Art. 33. O Conselho-Geral reúne-se ordinariamente uma vez por


ano, e extraordinariamente por convocação do presidente ou a
pedido de 2/3 (dois terços) de seus membros.

Art. 34. Ao presidente do Conselho-Geral compete:


I - Exercer a Superintendência-Geral;
II - Presidir a Comissão de Legislação;
III - Convocar o Concílio-Geral, ouvido o Conselho-Geral, e
determinar data e local;
IV - Preparar o Regimento do Concílio-Geral;

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V - Ordenar bispos;
VI - Nomear, ouvido o Conselho-Geral, bispos para as Regi-
ões Eclesiásticas;
VII - Autorizar aberturas de igrejas, que serão denominadas
filiais;
VIII - Intervir, com a aquiescência do Conselho-Geral, em
casos especiais, nas Regiões Eclesiásticas (Art. 27, XIII, do Regi-
mento Interno).

Art. 35. Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em seu impedimento;
II - Ajudá-lo na execução de suas atribuições.

Art. 36. Ao secretário de atas compete:


I - Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro próprio;
II - Atender aos deveres relacionados ao seu cargo.

Das Atribuições do Conselho-Geral


Art. 37. São atribuições do Conselho-Geral:
I - Providenciar todo o material necessário para o funciona-
mento dos trabalhos da Igreja, tais como certificados, credenci-
ais para ministros, formulários, livros de registros e outros;
II - Nomear Comissão de Indicações do Concílio-Geral;
III - Indicar ao plenário do Concílio-Geral:
a) Secretário de atas;
b) Cronometrista;
c) Comissões de Culto, Diplomacia, Escrutinadora e Estado
Geral, entre outras.
IV - Recomendar ao Concílio-Geral a implantação de outras
regiões, com os devidos nomes e demarcações de limites geo-
gráficos, e assessorá-las;
V - Examinar o livro de atas do Concílio-Geral;
VI - Estudar planos de trabalho das secretarias-gerais e fa-
zer os devidos ajustes;
VII - Aprovar estatutos ou regimentos preparados pelas or-

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ganizações gerais;
VIII - Aprovar nomes indicados pelos secretários-gerais para
compor as secretarias-gerais;
IX - Aprovar nomes indicados pelos secretários-gerais para
formar os conselhos-diretores das instituições subordinadas às
respectivas secretarias-gerais;
X - Preencher vagas de bispo e de qualquer oficial-geral;
XI - Aprovar orçamentos gerais;
XII - Aprovar a tabela de subsídio pastoral apresentada pela
Secretaria-Geral de Finanças;
XIII - Aprovar anualmente o indexador de reajuste da tabela
de subsídio pastoral apresentada pela Secretaria-Geral de Finan-
ças;
XIV - Examinar os livros das secretarias-gerais;
XV - Disciplinar e destituir oficiais-gerais faltosos;
XVI - Criar os procedimentos para aplicação de disciplina a
clérigos e leigos.
XVII - Julgar e solucionar conflitos advindos das regiões em
grau de recurso, funcionando como instância superior, em con-
sonância com 1Co 6.1-9, exceto nos casos de competência do
Colégio Episcopal;
XVIII - Receber, em última instância de recurso, a apelação
de clérigos e leigos disciplinados administrativamente. Em caso
de matéria que contenha caráter eclesiástico, o recurso poderá
ser encaminhado ao Colégio Episcopal;
XIX - Emitir pareceres e súmulas interpretativas em caso de
conflito de interpretação da legislação da Igreja, exceto nos ca-
sos de competência do Colégio Episcopal (Art. 15, VII, do Regi-
mento Interno);
XX - Autorizar a abertura de filiais em qualquer município
dos estados brasileiros por meio de seu superintendente-geral;
XXI - Intervir, quando necessário, em qualquer região, de-
pois de reunir-se com seu superintendente regional;
XXII - Promover a jubilação dos superintendentes geral e
regional, aos 70 anos, nos termos do Art. 180 do Regimento In-

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terno;
XXIII - Determinar a criação, a organização e a implantação
de associações e instituições gerais e regionais, bem como fisca-
lizar seu funcionamento.

Das Restrições do Conselho-Geral


Art. 38. O Conselho-Geral não pode:
I - Interferir em planos de trabalho que tenham sido apro-
vados pelo Concílio-Geral;
II - Tratar de assuntos referentes a uma organização que não
tenha seu representante presente, ou interferir neles;
III - Aprovar indicações de líderes para órgãos gerais que
não estejam de acordo com as regras gerais da Igreja Metodista
Wesleyana;
IV - Aprovar ou determinar qualquer matéria ou plano de
trabalho que tenham sido rejeitados pelo Concílio-Geral.

10 DAS
SECRETARIAS-GERAIS

Art. 39. São cinco as secretarias-gerais: Missões, Educação Cris-


tã, Ação Social, Finanças e Administração, todas compostas de
cinco pessoas aprovadas pelo Conselho-Geral e que funcionam
sob a presidência dos respectivos secretários-gerais.
§ 1º As secretarias-gerais administram os seguintes fundos
e organizações: Fundo de Expansão Missionária, Fundo Imobiliá-
rio Wesleyano, Associação Wesleyana de Ação Social, Centro de
Formação Teológica, Centro de Publicações, Complemento de
Aposentadoria Wesleyana e Agência Missionária Wesleyana.

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§ 2º As secretarias-gerais administram os fundos e as orga-
nizações a elas vinculadas por meio dos conselhos-diretores elei-
tos pelas respectivas secretarias, mediante indicação dos secre-
tários-gerais.
§ 3º Haverá, em cada Região Eclesiástica, secretarias regio-
nais, que tratarão dos interesses específicos das secretarias-ge-
rais e promoverão a execução dos planos estabelecidos pelos con-
cílios regionais.
§ 4º O presidente do Conselho-Geral é membro ex-ofício
das secretarias-gerais.

11 DO CONCÍLIO
REGIONAL

Art. 40. O Concílio Regional é o órgão de planejamento, progra-


mação e administração das atividades da Região Eclesiástica.

Art. 41. O Concílio Regional compõe-se do superintendente regi-


onal, dos secretários regionais, dos superintendentes distritais,
dos supervisores de campos missionários, de ministros e pasto-
res, de missionárias com nomeação regional e dos delegados elei-
tos pelos conselhos locais ou seus suplentes.
Parágrafo único. Os oficiais-gerais gozam do privilégio da palavra
nos concílios regionais.

Art. 42. O Concílio Regional se reúne bienalmente, em data e


local determinados pelo superintendente regional, ouvido o Con-
selho Ministerial Regional, e extraordinariamente sempre que
houver necessidade.

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Parte 1 - Estatuto.pmd 32 8/12/2009, 08:51


§ 1º Na falta ou impedimento do superintendente regional,
o Concílio Regional será convocado pelo vice-presidente do Con-
selho Ministerial Regional, que o presidirá.
§ 2º São delegados de um Concílio Regional Extraordinário
os mesmos delegados do Concílio Ordinário anterior.
§ 3º A convocação do Concílio Regional Ordinário se faz com
antecedência de, no mínimo, 60 (sessenta) dias e a do Concílio
Regional Extraordinário de, no mínimo, 30 (trinta) dias.
§ 4º O quorum para a instalação de um Concílio Regional é
de 2/3 (dois terços) de seus delegados; as sessões só se realizam
com a maioria relativa dos delegados.

Art. 43. A mesa do Concílio Regional se constitui do presidente,


do secretário de atas e do cronometrista.

Art. 44. Ao presidente compete:


I - Convocar e presidir o Concílio Regional;
II - Preparar a agenda, o regimento e o rol;
III - Tomar todas as providências necessárias ao funciona-
mento regular do Concílio Regional;
IV - Decidir questões de ordem;
V - Dar decisão de lei em caráter provisório e encaminhá-la
ao órgão competente para apreciação do mérito (Art. 60, X).

Art. 45. Ao secretário de atas compete:


I - Lavrar as atas e registrá-las em livros apropriados, e
submetê-los a quem de direito para ser examinados;
II - Escolher auxiliares para ajudá-lo no trabalho, apresen-
tando-os à mesa para confirmação.

Art. 46. Ao cronometrista compete:


I - Fiscalizar a observância do regimento aprovado;
II - Providenciar para que as reuniões comecem nos horári-
os aprovados.

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Parte 1 - Estatuto.pmd 33 8/12/2009, 08:51


Das Atribuições do Concílio Regional
Art. 47. São atribuições do Concílio Regional:
I - Tomar conhecimento dos trabalhos realizados pelas igre-
jas e demais organizações na região, por meio de relatórios es-
critos pelos superintendentes distritais e, se necessário, pelos
pastores;
II - Aprovar planos dos diversos órgãos da Igreja, que de-
vem ser executados pelas igrejas da região;
III - Eleger secretários regionais de missões, educação cris-
tã, ação social, finanças e administração, e outros oficiais regio-
nais com mandato bienal;
IV - Admitir, por eleição no plenário, ministros, pastores e
missionárias, mediante parecer favorável do Conselho Ministeri-
al Regional (Art. 63, III);
V - Eleger delegados e seus suplentes para o Concílio-Geral;
clérigos e leigos, civilmente capazes, na proporção de 1 para cada
500 membros ou fração, no Concílio Regional anterior a ele;
VI - Eleger no Concílio Regional que antecede o Concílio-
Geral quatro ministros que preencham os requisitos do Art. 146
do Regimento Interno, os quais juntamente com o superinten-
dente regional concorrerão à eleição para bispo (Art. 29, III);
VII - Determinar a organização ou a extinção de instituições
regionais e eleger, se necessário, seus conselhos-diretores;
VIII - Aprovar os relatórios econômicos e financeiros dos ór-
gãos regionais da Igreja destinando suas sobras para fins
estatutários.
§ 1º O Concílio Regional organiza seu regimento para orien-
tação e execução de seus trabalhos.
§ 2º Os nomes para a eleição em plenário serão apresenta-
dos pelo Conselho Ministerial Regional, inclusive de delegados
ao Concílio-Geral (Art. 63, II).
§ 3º Serão eleitos clérigos ao Concílio-Geral apenas em nú-
mero necessário para completar a delegação, uma vez que os
oficiais-gerais são membros natos.
§ 4º A eleição de suplentes de delegados ao Concílio-Geral

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será realizada na proporção de 50% dos delegados eleitos.
§ 5º A eleição da delegação ao Concílio-Geral obedecerá ao
seguinte critério: metade de clérigos e metade de leigos.
§ 6º A eleição para cargos individuais se fará mediante indi-
cação de até três nomes, e para cargos coletivos até o dobro do
número necessário.
§ 7º No interregno dos concílios regionais, o Conselho Mi-
nisterial Regional atenderá às prescrições deste artigo, bem como
preencherá qualquer vaga que se der no quadro de clérigos regi-
onais (Art. 64).

Art. 48. Após um Concílio-Geral Ordinário, o Concílio Regional


elege, em sua primeira reunião do exercício, as seguintes comis-
sões com mandato sexenal:
I - Ministerial;
II - Estatística e Informática;
III - Ética Pastoral.
Parágrafo único. As comissões se compõem de cinco mem-
bros cada uma, podendo funcionar no interregno dos concílios
regionais.

Das Restrições do Concílio Regional


Art. 49. O Concílio Regional não pode:
I - Interferir em planos de trabalho que tenham sido apro-
vados pelo Concílio-Geral e pelo Conselho-Geral;
II - Eleger líderes regionais que não estejam de acordo com
as regras gerais da Igreja Metodista Wesleyana.

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Parte 1 - Estatuto.pmd 35 8/12/2009, 08:51


12 DO CONSELHO
REGIONAL

Art. 50. Conselho Regional é o órgão de planejamento, coorde-


nação e administração das atividades da Igreja na região.
Parágrafo único. O Conselho Regional compõe-se do supe-
rintendente regional, que é seu presidente, dos secretários regi-
onais, dos superintendentes distritais, dos diretores dos depar-
tamentos e dos ministérios regionais, dos conselheiros do de-
partamento de crianças, de pré-adolescentes e de adolescentes,
e dos presidentes dos conselhos-diretores das organizações.

Art. 51. O Conselho Regional, em sua primeira reunião ordinária,


após o Concílio Regional, elege um vice-presidente e um secre-
tário de atas.
Parágrafo único. No caso de impedimento do presidente, o vice-
presidente do Conselho Regional o substituirá na presidência.

Das Atribuições do Conselho Regional


Art. 52. Ao Conselho Regional compete:
I - Assessorar o bispo;
II - Fazer cumprir na Região Eclesiástica os planos do Concí-
lio-Geral;
III - Aprovar planos de trabalho e coordenar suas atividades
na região;
IV - Cooperar com os secretários regionais na execução de
seus planos na região, sugerindo-lhes modificações e adaptações
que julgar necessárias ao serviço do Senhor;
V - Aprovar regimentos dos departamentos ou de outras
instituições regionais, preparados pelas respectivas secretarias;

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Parte 1 - Estatuto.pmd 36 8/12/2009, 08:51


VI - Coordenar os planos das secretarias a ser executados
na região;
VII - Coordenar os planos dos departamentos;
VIII - Eleger bienalmente os conselheiros de crianças, pré-
adolescentes e adolescentes, mediante indicação do secretário
regional de educação cristã.
Parágrafo único. A reunião do Conselho Regional deverá ser
convocada com, no mínimo, 15 (quinze) dias de antecedência.

Art. 53. Ao presidente compete:


I - Convocar e presidir as reuniões ordinárias e extraordiná-
rias do Conselho Regional;
II - Despachar os assuntos de mero expediente e outros em
caráter urgente, notificando posteriormente ao Conselho Regio-
nal;
III - Superintender e orientar o planejamento e a coordena-
ção das atividades regionais;
IV - Promover a execução das deliberações do Concílio Re-
gional e do Conselho Ministerial Regional;
V - Vetar eventos ou projetos que contrariem os princípios
e diretrizes da Igreja.

Art. 54. Ao vice-presidente compete auxiliar o presidente no exer-


cício das suas atribuições e substituí-lo nas suas faltas ou impedi-
mentos.

Art. 55. Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões do Conselho Regional em li-
vro próprio ou outro meio aceito;
II - Fazer a escrita e a correspondência que o Conselho Regi-
onal determinar;
III - Manter o arquivo.

Art. 56. Aos vogais compete:


I - Exercer as funções que lhe sejam atribuídas pelo Conse-

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Parte 1 - Estatuto.pmd 37 8/12/2009, 08:51


lho Regional.

Das Restrições do Conselho Regional


Art. 57. O Conselho Regional não pode:
I - Interferir em planos de trabalho que tenham sido apro-
vados pelo Concílio-Geral e pelos conselhos ministeriais regio-
nais;
II - Tratar de assuntos referentes a uma organização que não
tenha seu representante presente, ou interferir neles;
III - Eleger conselheiros regionais que não estejam de acor-
do com as regras gerais da Igreja Metodista Wesleyana.
IV - Aprovar ou determinar qualquer matéria ou plano de
trabalho que tenham sido rejeitados pelo Concílio Regional.

13
DO CONSELHO
MINISTERIAL
REGIONAL

Art. 58. O Conselho Ministerial Regional é o órgão que trata do


relacionamento entre os clérigos da administração regional. É
composto do superintendente regional, que é seu presidente, e
dos superintendentes distritais.

Art. 59. O Conselho Ministerial Regional, após o Concílio Regio-


nal, na sua primeira reunião, elege um vice-presidente e um se-
cretário de atas.

Art. 60. Ao presidente compete:


I - Superintender os interesses espirituais da Igreja na re-
gião;

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Parte 1 - Estatuto.pmd 38 8/12/2009, 08:51


II - Zelar pela doutrina e práticas da Igreja em conformidade
com as orientações do Colégio Episcopal;
III - Convocar o Concílio Regional, ouvido o Conselho Minis-
terial Regional;
IV - Decidir as questões de ordem, quando na presidência
de algum Concílio;
V - Ordenar ministros para o santo ministério;
VI - Presidir a consagração de pastores e missionárias;
VII - Dar posse a oficiais regionais;
VIII - Nomear, com ou sem ônus, ministros, pastores,
missionárias e aspirantes a pastores e a missionárias, assessora-
do pelo Conselho Ministerial Regional (Art. 63, IV);
IX - Nomear superintendentes distritais e supervisores dos
campos missionários;
X - Receber as questões de lei, de sua competência, dar de-
cisão em caráter provisório e encaminhá-la ao Conselho-Geral,
que julgará o mérito e providenciará a publicação no órgão ofici-
al (Art. 44, V).

Art. 61. Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em todas as atribuições, em seu
impedimento;
II - Cumprir as tarefas que lhe forem dadas pelo presidente.
Parágrafo único. Em caso de vaga na Superintendência Regional
superior a 6 (seis) meses, o Conselho-Geral preencherá a vaga.

Art. 62. Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro próprio,
e tê-lo sob sua guarda;
II - Apresentar o livro à Comissão de Exames.

Das Atribuições do Conselho Ministerial Regional


Art. 63. Ao Conselho Ministerial Regional compete:
I - Orientar e verificar se os planos regionais estão sendo
executados nas igrejas;

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Parte 1 - Estatuto.pmd 39 8/12/2009, 08:51


II - Indicar nomes para as eleições no plenário do Concílio
Regional (Art. 47, III, IV, V) – exceto para a eleição referida no Art.
47, VI;
III - Aceitar ou não candidatos ao ministério, e ministros de
outras igrejas, que queiram ingressar no quadro ministerial des-
ta Igreja (Art. 82 do Regimento Interno);
IV - Assessorar o superintendente regional na nomeação dos
clérigos;
V - Exigir, ao nomear os clérigos, documentos de prova de
filiação, e regularidade, ao INSS;
VI - Eleger os membros das secretarias regionais, indicados
pelos respectivos secretários;
VII - Demarcar as áreas geográficas que se constituirão em
distritos eclesiásticos;
VIII - Criar igrejas onde não haja trabalho regular e determi-
nar o seu pastor;
IX - Decidir sobre organização de igrejas em caso de rejei-
ção pelo Conselho Local (Art. 70, § 4º);
X - Determinar a emancipação de congregações ou frentes
missionárias à categoria de igreja;
XI - Fazer voltar à categoria de congregação uma igreja que
não satisfaça os requisitos do Art. 70, I e II, a juízo do Conselho
Ministerial Regional;
XII - Opinar sobre convocação do Concílio Regional;
XIII - Nomear, a pedido do secretário regional de missões,
um diretor regional de evangelismo;
XIV - Preencher vagas verificadas nos cargos regionais, no
interregno dos concílios;
XV - Admitir ministros e pastores, em casos especiais, no
interregno dos concílios, observadas todas as exigências da lei
(Art. 82 do Regimento Interno);
XVI - Cumprir a tabela de subsídio pastoral, determinada
pela Secretaria-Geral de Finanças e aprovada pelo Conselho-Ge-
ral (Art. 37, XII);
XVII - Determinar o subsídio do bispo da região;

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XVIII - Aprovar os critérios para cobertura de orçamentos,
apresentados pela Secretaria Regional de Finanças;
XIX - Examinar o livro da tesouraria da Secretaria Regional
de Finanças;
XX - Examinar o livro de atas por meio de comissão;
XXI - Dar parecer sobre vender ou dispor de bens móveis e
imóveis, mediante encaminhamento do secretário regional de
administração;
XXII - Examinar as questões relativas a divorciados, median-
te o encaminhamento do Presbitério, dando seu parecer;
XXIII - Tratar da disciplina de ministros, pastores e
missionárias com nomeação regional, mediante relatório da Co-
missão de Sindicância; seguindo as normas aplicáveis aos mem-
bros da Igreja (Artigos 13, 14 e 15 do Estatuto);
XXIV - Receber apelação dos membros da Igreja em caso de
disciplina.
§ 1º Em ambos os casos dos incisos III e XV, os candidatos
aceitos terão de comparecer à Comissão Ministerial (Art. 82 do
Regimento Interno).
§ 2º Em casos especiais, o Conselho Ministerial Regional po-
derá alterar o período probatório para admissão de clérigos.
§ 3º A Comissão de Sindicância, nomeada pelo bispo, rela-
tará ao Conselho Ministerial Regional para as devidas providên-
cias.
§ 4º O Conselho Ministerial Regional poderá utilizar verba
de órgãos ou departamentos, desde que em circunstância
emergencial, ouvidas as secretarias.

Art. 64. O Conselho Ministerial Regional se reúne ordinariamen-


te duas vezes por ano, e extraordinariamente sempre que hou-
ver necessidade, a critério do presidente.

Das Restrições do Conselho Ministerial Regional


Art. 65. O Conselho Ministerial Regional não pode:
I - Interferir em planos de trabalho que tenham sido apro-

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vados pelos concílios Geral e Regional;
II - Tratar de assuntos referentes a uma organização que não
tenha seu representante presente, ou interferir neles;
III - Aprovar indicações de líderes para órgãos regionais que
não estejam de acordo com as regras gerais de Igreja Metodista
Wesleyana.
IV - Aprovar ou determinar qualquer matéria ou plano de
trabalho que tenham sido rejeitados pelo Concílio Regional.

14 DA IGREJA
SUA ESTRUTURA

Art. 66. A Igreja Metodista Wesleyana é organizada em Regiões


Eclesiásticas, sob a direção de bispos superintendentes regionais,
com a função administrativo-eclesiástica, podendo autorizar a
abertura ou o fechamento de uma igreja local/filial ou congrega-
ção.
Parágrafo único. Cada Região Eclesiástica possuirá sua sede
administrativa/filial, obedecendo à sua circunscrição delineada
pelo Concílio-Geral.

Art. 67. A igreja local/filial é uma unidade do sistema eclesiásti-


co e se compõe de membros e congregados da Igreja, e sua atu-
ação está limitada aos ditames estabelecidos pelo Concílio-Ge-
ral.

Da Igreja Local
Art. 68. A igreja local/filial é o agrupamento de membros devida-
mente arrolados e sob jurisdição de sua Assembleia, que subsis-

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te e funciona sob a responsabilidade do pastor e do Conselho
Local.
§ 1º É necessária para a organização da igreja local/filial a
regularidade perante os órgãos públicos, bem como a obtenção
da barra do CNPJ.
§ 2º A igreja local/filial será considerada igreja sede em re-
lação às suas congregações e grupos de crescimento, edificação
e unidade.

Art. 69. Uma igreja terá tantas congregações e grupos de cresci-


mento, edificação e unidade quantos puder estabelecer, sempre
nos moldes das normas vigentes da Igreja (Art. 78, VII, VIII).
§ 1º Entende-se por congregação a extensão do trabalho regular
da igreja sede que tenha Escola Bíblica Dominical, um presbítero
e, no mínimo, um diácono, ambos designados pelo pastor na área
de sua jurisdição.
§ 2º A congregação atenderá, quando necessário, às exi-
gências legais de uma igreja local/filial, mas ficará subordinada à
igreja sede até o cumprimento do estabelecido no Art. 70.
§ 3º Uma congregação tem seu movimento evangelizador,
social, educacional e financeiro controlado pela igreja sede, e sua
arrecadação é encaminhada ao tesoureiro até o dia da reunião
mensal.
§ 4º Entende-se por grupos de crescimento, edificação e
unidade a atividade exercida nos moldes do manual de orienta-
ção da Secretaria-Geral de Educação Cristã.

Da Emancipação de Congregação
Art. 70. A congregação que for elevada à categoria de igreja re-
ceberá a nomenclatura de filial e obedecerá aos seguintes trâmi-
tes:
I - Ter no mínimo cem membros, sendo 50% maiores de 18
anos e que possam ser oficiais;
II - Ter arrecadação financeira suficiente para cumprir a ta-
bela pastoral e honrar os demais encargos com os órgãos regio-

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nais e gerais, e ter templo próprio, ou em casos especiais a crité-
rio do Conselho Ministerial Regional;
III - A igreja sede delibera em seu Conselho Local sobre a
emancipação de uma congregação à categoria de igreja local/
filial (Art. 78, VIII) e comunica, por escrito, a decisão ao superin-
tendente distrital e este, por escrito, ao superintendente regio-
nal, que autorizará o secretário regional de administração a ado-
tar os procedimentos administrativos jurídicos necessários;
IV - Tendo o parecer favorável do superintendente distrital,
a anuência do superintendente regional e a autorização do su-
perintendente-geral, o pastor convoca os membros participan-
tes da congregação para uma assembleia e promove a organiza-
ção da nova igreja local/filial, elegendo seus respectivos oficiais.
§ 1º O Conselho da igreja sede não pode decidir sobre a
emancipação de uma congregação à categoria de igreja, se a igreja
sede contiver menos de 120 membros em seu rol, ou resultar
em arrecadação financeira insuficiente para honrar seus encar-
gos.
§ 2º Ao emancipar-se uma congregação à categoria de igre-
ja, o presbítero e o diácono que nela trabalham permanecerão
em seus cargos, caso haja concordância dos membros. Realiza-
se a eleição dos demais oficiais para completar o número neces-
sário.
§ 3º Uma congregação pode pedir ao Conselho Local de sua
igreja sede a emancipação à categoria de igreja local/filial. Caso
o pedido seja rejeitado, poderá apelar ao Conselho Ministerial
Regional, encaminhando a relação de membros e a exposição de
motivos. Em ambos os casos, o encaminhamento deverá ser fei-
to por intermédio do pastor titular da igreja.
§ 4º Na nova igreja, serão eleitos dois presbíteros e quatro
diáconos ou diaconisas para cada cem membros.
§ 5º Competirá à Secretaria-Geral de Administração esta-
belecer e regular os procedimentos internos de caráter adminis-
trativo e jurídico para formação e emancipação da congregação
à categoria de igreja.

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Da Assembleia da Igreja
Art. 71. A Assembleia da igreja local é o órgão deliberativo e ad-
ministrativo e compõe-se dos membros da Igreja Metodista
Wesleyana arrolados nela.

Art. 72. Compete à Assembleia:


I - Tomar conhecimento dos trabalhos realizados, ouvidos o
relatório do pastor e do tesoureiro da igreja e as informações de
suas organizações, e aprová-los (Art. 116, XIX, do Regimento In-
terno);
II - Receber informações da Junta Diaconal das condições
dos bens móveis e imóveis e de outros que estejam sob sua res-
ponsabilidade (Art. 116, X, XII, XIII, XV, do Regimento Interno);
III - Pedir autorização à Secretaria Regional de Administra-
ção para vender imóveis;
IV - Eleger os oficiais da igreja;
V - Eleger membros de conselhos-diretores das instituições
educativas e assistenciais da igreja;
VI - Aprovar estatutos ou regimentos das instituições locais,
exceto dos departamentos de crianças, adolescentes, jovens e
adultos;
VII - Eleger a Comissão de Evangelização e de Ação Social,
com um mínimo de cinco membros, e outras que julgar necessá-
rias;
VIII - Opinar sobre a conveniência ou não de construir
batistério na igreja.
§ 1º O pedido de que trata o inciso III deverá ter:
a) Extrato de ata referente à decisão;
b) Parecer do secretário regional de administração;
c) A minuta fornecida pela Secretaria com assinatura do
pastor e do secretário da Assembleia (Art. 116, XIV, do Regimen-
to Interno).
§ 2º Com referência ao inciso IV, a indicação de presbíteros,
diáconos e diaconisas será exclusiva do pastor, respeitadas as dis-
posições dos Artigos 112 e 127 do Regimento Interno.

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Art. 73. A Assembleia se reúne ordinariamente uma vez por ano,
nos meses de novembro ou dezembro, e extraordinariamente
quando houver necessidade, sempre convocada e presidida pelo
pastor titular.
§ 1º O quorum da Assembleia será: em primeira convoca-
ção, da maioria absoluta dos membros da igreja civilmente capa-
zes; e, em segunda, sem intervalo, de qualquer número, desde
que a maioria dos presentes seja de membros civilmente capa-
zes.
§ 2º A convocação da Assembleia se fará com o prazo míni-
mo de 7 (sete) dias de antecedência, pelo pastor ou por 1/3 (um
terço) dos membros da igreja.
§ 3º O membro da igreja, relativa ou absolutamente inca-
paz, salvo se emancipado conforme as normas, enquanto durar
a incapacidade ou a capacidade relativa, não poderá votar nas
assembleias locais, bem como nos concílios da Igreja, exceto para
eleição do Conselho Local.

Art. 74. A mesa da Assembleia é composta de:


I - Um presidente, que é o pastor;
II - Um secretário, eleito anualmente, ao qual compete la-
vrar as atas em livro próprio, fazer a correspondência que a
Assembleia determinar e ajudar o pastor na escrituração dos róis
da igreja e do fichário.

Art. 75. A ordem dos trabalhos da Assembleia é a seguinte:


I - Devocional;
II - Chamada do rol;
III - Leitura da ata anterior, se não for determinado o con-
trário;
IV - Relatórios: do pastor, do tesoureiro e de outros;
V - Eleições dos oficiais e de outros;
VI - Encerramento com a bênção.
Parágrafo único. Essa ordem pode ser alterada, se necessá-
rio.

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Do Conselho Local
Art. 76. O Conselho Local, órgão de planejamento das atividades
da igreja, compõe-se de pastores, missionárias, aspirantes,
presbíteros, diáconos, diaconisas, evangelistas, superintenden-
te de escolas bíblicas dominicais, diretores de departamentos,
líderes de ministérios, conselheiros de crianças, de pré-adoles-
centes e adolescentes, secretário da Assembleia, arquivista, agen-
te de literatura, noticiarista e presidentes de outras organizações
da Igreja.
§ 1º O quorum do Conselho Local será constituído de pas-
tor ou pastores e da metade mais um de seus membros.
§ 2º O secretário da Assembleia também é o secretário do
Conselho Local. Compete a ele lavrar as atas do Conselho Local
em livro próprio e fazer a correspondência determinada por esse
Conselho.

Art. 77. O Conselho Local se reúne quando:


I - Convocado pelo pastor;
II - A pedido por escrito da maioria dos oficiais.

Art. 78. Ao Conselho Local compete:


I - Fazer cumprir na igreja os planos dos concílios regionais;
II - Determinar os horários de funcionamento das reuniões
regulares da Igreja;
III - Aprovar planos de trabalho e coordenar as atividades
das organizações;
IV - Cuidar dos interesses e dos problemas educativos da
igreja;
V - Providenciar os recursos necessários para o bom funcio-
namento da Escola Bíblica Dominical;
VI - Examinar os livros de atas e da tesouraria da igreja ou
determinar comissões para fazê-lo;
VII - Estabelecer grupos de crescimento, edificação e unida-
de, e organizar congregações (Art. 70, § 4º);
VIII - Decidir sobre pedido de emancipação de congregação

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à categoria de igreja (Art. 70, III);
IX - Decidir sobre estabelecimento de qualquer trabalho a
ser organizado (Art. 69);
X - Eleger delegados e seus suplentes para o Concílio Regio-
nal indicado pelo pastor, dentre os membros civilmente capazes;
XI - Elaborar estatutos nas instituições locais, exceto dos de-
partamentos e ministérios, e apresentar à Assembleia;
XII - Eleger os conselheiros de crianças, de pré-adolescen-
tes e adolescentes, mediante indicação do pastor, ouvidos os de-
partamentos;
XIII - Recomendar ao Centro de Formação Teológica candi-
datos a seminaristas, custeados ou não pela Igreja;
XIV - Recomendar à Comissão Ministerial:
a) Candidatas a missionárias ou aspirantes à missionária;
b) Candidatos a pastor ou aspirantes ao ministério.
XV - Indicar os representantes para:
a) Orfanatos;
b) Lar de anciãos;
c) Sociedades bíblicas.
XVI - Comemorar com destaques as datas especiais da Igre-
ja.
§ 1º O Conselho Local, ao recomendar candidatos ao minis-
tério, observará o que determina o Regimento Interno (Capítulo
IX, Seções VII e VIII).
§ 2º O Conselho Local poderá eleger mais de um delegado
ao Concílio Regional, respeitando o limite de um delegado para
cada cem membros no rol.
§ 3º Em áreas ou cidades onde não haja extensão do Centro
de Formação Teológica, o candidato a seminarista será encami-
nhado à Secretaria Regional de Educação Cristã.
§ 4º O candidato a seminarista que almeja o ministério será
recomendado à Secretaria Regional de Educação Cristã (Art. 78,
VII, § 1º, do Regimento Interno).
§ 5º A reunião do Conselho Local deverá ser convocada pu-
blicamente com, no mínimo, 7 (sete) dias de antecedência.

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Das Restrições do Conselho Local
Art. 79. O Conselho Local não pode:
I - Interferir em planos de trabalho que tenham sido apro-
vados pelos concílios Geral e Regional e pelos conselhos Geral,
Regional e Ministerial Regional;
II - Eleger delegados aos concílios e aos cargos de liderança
que não estejam de acordo com as regras gerais de Igreja
Metodista Wesleyana (Capítulo II, Art. 3º do Regimento Inter-
no);
III - Tratar em primeira convocação de assuntos referentes a
uma organização que não tenha seu representante presente;
IV - Tratar de departamentos, ministérios, comissões e afins
quando não estiver presente seu representante.

15 DAS GARANTIAS
LEGAIS

Art. 80. O direito de defesa é concedido em sua plenitude aos


membros da Igreja Metodista Wesleyana.
Parágrafo único. Compete à Secretaria-Geral de Administração
promover ações cíveis e constitucionais visando à garantia dos
direitos dos associados em qualquer esfera judicial ou adminis-
trativa no território nacional ou estrangeiro, nos assuntos
correlacionados à função e à manutenção da Igreja Metodista
Wesleyana.

Art. 81. As contribuições recebidas nas igrejas por meio das te-
sourarias serão aplicadas na aquisição e na manutenção de bens
e serviços locais, regionais e gerais da Igreja.

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16 DA APLICAÇÃO DOS
RECURSOS

§ 1º As tesourarias devem apresentar relatórios financeiros


mensais para sua aprovação à Junta Diaconal.
§ 2º Cada igreja, reunida em Assembleia, receberá do te-
soureiro o relatório financeiro do exercício para sua aprovação e
o encaminhará à Comissão Regional de Estatística e Informática,
que, por sua vez, o apresentará ao Concílio Regional.
§ 3º A Secretaria-Geral de Finanças receberá das igrejas,
por intermédio dos concílios regionais, o relatório financeiro e o
apresentará ao Conselho Fiscal e ao Concílio-Geral.

17 DO
CONSELHO FISCAL

Art. 82. É o órgão da Secretaria-Geral de Administração que fis-


caliza e aprova o relatório financeiro dos órgãos locais, regionais
e gerais.
I - O Conselho Fiscal é formado pelo secretário-geral de ad-
ministração, que é seu presidente, pelos secretários regionais de
administração e por um técnico da área contábil e outro da área
jurídica;
II - Os relatórios apresentados ao Conselho Fiscal só serão

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considerados aprovados com a assinatura do secretário-geral de
administração, do secretário do Conselho Fiscal e de um dos téc-
nicos.

Art. 83. Ao Conselho Fiscal compete:


I - Inspecionar e verificar todos os atos administrativos da
Igreja, zelando pelo cumprimento do Estatuto e do Regulamento
Interno;
II - Emitir ao Conselho-Geral parecer sobre os relatórios fi-
nanceiros apresentados pelas secretarias e órgãos;
III - Apresentar no Concílio-Geral o parecer sobre os relató-
rios financeiros apresentados pelas secretarias e órgãos;
IV - Examinar os livros, conferir o caixa e fiscalizar atos da
gestão financeira em âmbito geral, regional, distrital e local;
V - Emitir parecer sobre qualquer assunto que lhe seja sub-
metido pelas secretarias e órgãos;
VI - O Conselho Fiscal se reunirá anualmente.
Parágrafo único. Após as eleições dos secretários regionais
de administração, o secretário-geral de administração convoca-
rá o Conselho Fiscal e elegerá um vice-presidente e um secretá-
rio.

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18
DA RESPONSABILIDADE
DOS OCUPANTES DE
CARGOS OU FUNÇÕES

Art. 84. Respondem civil e criminalmente os/as ocupantes de car-


gos ou funções que tenham sob sua guarda bens e valores da
Igreja Metodista Wesleyana ou que sejam responsáveis pela sua
aplicação e cometam ilícitos civis ou criminais.
Parágrafo único. Independentemente das penalidades discipli-
nares previstas no Estatuto e no Regimento Interno, o infrator,
que causar danos morais ou econômico-financeiros à Igreja, po-
derá ser acionado civil ou criminalmente, conforme o tipo da in-
fração, e ressarcir os danos causados.

19 DAS
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 85. A Constituição, a parte doutrinária e as normas adjetivas


constarão do Estatuto e do Regimento Interno da Igreja Metodista
Wesleyana.

Art. 86. Serão consideradas nulas de pleno direito quaisquer dis-


posições ou resoluções que, no todo ou em parte, implícita ou
explicitamente, contrariarem ou ferirem este Estatuto.

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Art. 87. A Igreja Metodista Wesleyana poderá dissolver-se na for-
ma da lei, por voto de 4/5 (quatro quintos) do total dos membros
do Concílio-Geral, especialmente convocado para este fim.
Parágrafo único. No caso de dissolução, os bens da Igreja, liqui-
dado o passivo, serão aplicados segundo o critério do Concílio
que deliberou sobre a dissolução.

Art. 88. Os casos omissos e as dúvidas provenientes da interpre-


tação do Estatuto e do Regimento Interno serão decididos em
consulta, por escrito, ao Conselho-Geral.

20 DA REFORMA DO
ESTATUTO

Art. 89. Este Estatuto poderá ser reformado mediante proposta:


I - Da Comissão de Legislação;
II - Da Maioria Absoluta do Concílio-Geral.
Parágrafo único. A proposta será discutida no plenário do
Concílio-Geral considerando-se aprovada se obtiver 2/3 (dois ter-
ços) dos votos dos delegados do Concílio-Geral, entrando em vi-
gor na data de sua publicação.

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REGIMENTO INTERNO

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1 DAS DOUTRINAS

Art. 1º Doutrinas são princípios de fé e prática pelos quais a Igre-


ja Metodista Wesleyana se orienta, conforme fundamentado nas
Escrituras do Antigo e do Novo Testamento.

Art. 2º A Igreja Metodista Wesleyana expressa sua fé por meio


da seguinte confissão, que é também a base de sua pregação:
I - Há um só Deus vivo e verdadeiro, soberano, eterno, de
infinito poder e sabedoria, criador e conservador de todas as
coisas visíveis e invisíveis; na unidade de sua divindade, há três
pessoas de uma só substância, de existência eterna, igual em
santidade, justiça, sabedoria, poder e dignidade: o Pai, o Filho e
o Espírito Santo – Êx 20.2,3; Sl 145.13; Mt 28.19,20; Lc 3.22; Tg
1.17;
II - O Filho, que é a Palavra do Pai, encarnou-se no ventre da
virgem Maria, reunindo assim duas naturezas inteiras e perfei-
tas: a divina e a humana, para ser conhecido como verdadeiro
Deus e verdadeiro homem, que sofreu, foi crucificado, morto e
sepultado, reconciliando-nos assim com o Pai e fazendo expia-
ção pelos nossos pecados – Lc 1.35; Jo 3.31; Cl 1.15-20; Hb 4.15;
III - Jesus Cristo foi crucificado, morto e sepultado, verteu
seu sangue para remissão dos pecados e regeneração dos peca-
dores arrependidos – Rm 5.9; Hb 9.14;
IV - Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos
em seu corpo, glorificado, com todas as características da natu-
reza humana, e subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai, de
onde há de vir para julgar os vivos e os mortos – At 2.32-36; 2Tm
4.1; 1Jo 3.2;

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V - O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, verda-
deiro e eterno Deus – Mt 28.19; 2Co 13.13;
VI - A Bíblia, que é a Palavra de Deus, foi escrita por homens
divinamente inspirados. Ela é o padrão único e infalível pelo qual
a conduta humana e as opiniões devem ser julgadas – 2Tm 3.16;
2Pe 1.19-21;
VII - A justificação se realiza somente pela fé em Jesus Cris-
to – Rm 3.28; Ef 2.8;
VIII - A santificação do salvo é uma operação realizada pelo
Espírito Santo, adquirida pela fé. Ela é obra da livre graça de Deus
por meio da qual morremos para o pecado e vivemos para a jus-
tiça;
IX - O batismo com o Espírito Santo, ato da graça de Deus, é
uma experiência de revestimento de poder recebida pela fé para
testemunho do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como
real evidência do batismo, manifestam-se as línguas estranhas –
Lc 3.16; 24.49; At 1.8; 2.5-13; 10.44-46;
X - A cura divina e os milagres são para nossos dias também
como parte integrante da obra expiatória de Cristo – Mc 16.17,18;
Tg 5.15;
XI - O batismo bíblico é a imersão do crente em água, em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não como meio de
salvação, mas como testemunho dela – Jo 3.23; Rm 6.3,4; Cl 2.12;
1Pe 3.21;
XII - A Ceia do Senhor é uma festa espiritual, por meio da
qual os salvos – pelo uso do pão comum e do vinho – lembram
juntos a morte de Cristo e perpetuam o sentido de sua morte até
que ele venha – 1Co 10.16; 11.23-26;
XIII - Os planos de Deus para o sustento de sua obra são: os
dízimos e as ofertas. O dízimo é anterior à lei mosaica, na qual foi
cumprido e exigido, e permanece como princípio
neotestamentário – Ml 3.8-10; Mt 23.23; 2Co 9.55-57;
XIV - A Igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes
batizados, unidos uns aos outros na fé e na comunhão do Evan-
gelho, observando os mandamentos de Cristo, governados por

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suas leis e exercendo os dons concedidos pelo Espírito Santo –
Mt 18.17; 1Co 14.33; Ef 5.23;
XV - A segunda vinda de Cristo será repentina, pessoal, pré-
tribulacional e pré-milenial. Nós amamos a sua vinda e o espera-
mos, dizendo: “Ora vem, Senhor Jesus” – Mt 24.27-36; 1Ts
4.16,17;
XVI - No céu, haverá galardão para os santos e bem-aventu-
rados por toda a eternidade, e haverá punição infindável para os
ímpios no lago de fogo – Mt 25.46; 2Co 5.10; Fl 3.20; 1Pe 1.4; Ap
22.12.

2 DAS
REGRAS GERAIS

Art. 3º A Igreja Metodista Wesleyana adota para orientação de


seus membros e congregados, na prática da vida cristã, um con-
junto de regras inspiradas na Bíblia Sagrada e no zelo manifesta-
do por João Wesley aos primeiros irmãos que o cercaram em
busca de conforto espiritual e santificação de suas vidas. Toma-
mos como prática as seguintes:
I - Apresentação pessoal: Quanto aos homens e mulheres,
que eles se vistam e se apresentem dentro dos princípios bíbli-
cos da discrição e da decência. Entendemos que o vestuário re-
cebe atenção nas Escrituras, e vestir-se e apresentar-se com dis-
crição e decência significa vestir-se com recato, ou seja, de uma
maneira que o corpo não fique exposto através de roupas cur-
tas, apertadas, decotadas e transparentes. Deve-se também evi-
tar a ostentação excessiva de joias e adereços, pois entendemos
ser o corpo santuário do Espírito Santo. Em conformidade com

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os seguintes textos: 1Co 11.14,15; 1Tm 2.9,10 e 1Pe 3.1-7;
II - Comunhão com o Senhor: Que os cristãos evitem parti-
cipar de qualquer atividade que possa levá-los a perder sua co-
munhão com o Senhor Jesus Cristo e com a Igreja;
III - Dívidas: Que os cristãos de nossa Igreja não façam dívi-
das que não possam pagá-las na ocasião própria;
IV - Negócios: Que os cristãos não pratiquem a usura nem
sejam gananciosos em seus negócios;
V - Que os oficiais da igreja compareçam trajados de modo
adequado aos cultos, especialmente para a Ceia do Senhor;
VI - Uso do nome do Senhor: Que os cristãos não profiram o
nome do Senhor em vão, não usem expressões que invoquem
nomes de “santos”, nem chocarrices ou ironias em torno de ex-
pressões bíblicas e coisas santificadas ao Senhor, nem façam uso
de palavras torpes;
VII - Relacionamento pessoal: Que os cristãos não briguem,
nem ofendam o seu próximo ou mesmo levem irmãos perante
as autoridades judiciais para dirimir desentendimentos sem pri-
meiro recorrer aos meios indicados na Palavra de Deus (1Co 6);
VIII - Ordem do culto: Que os pastores e dirigentes dos cul-
tos façam a distribuição do programa cuidadosamente. É neces-
sário evitar tomar tempo demasiado com cânticos, anúncios e
apresentações. A mensagem precisa de tempo para sua exposi-
ção;
IX - Práticas sociais: Que se faça o bem a todos, dando prio-
ridade aos da família da fé. Dando de comer aos que têm fome,
vestindo os nus, visitando os enfermos e encarcerados, propor-
cionando-lhes conforto espiritual e apresentando-os a Jesus como
Salvador e Senhor;
X - Cuidados pessoais: Que os cristãos façam bem a si mes-
mos: trabalhando diligentemente e economizando de todos os
modos possíveis, não só para que possam viver bem com a famí-
lia mas também para evitar a falta do cumprimento de seus de-
veres financeiros, trazendo mau testemunho;
XI - Deveres pessoais: Recomenda-se aos cristãos da Igreja

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que:
a) Pratiquem a oração tanto em particular quanto em família;
b) Façam diariamente leituras cuidadosas da Bíblia Sagrada;
c) Frequentem assiduamente os cultos e a Escola Bíblica Domini-
cal;
d) Estejam presentes aos cultos de Ceia do Senhor e sejam
jubilosos participantes.
XII - Que os membros da Igreja Metodista Wesleyana sejam
orientados a não se casar com incrédulos ou pessoas que profes-
sam outra fé religiosa que não seja a evangélica (2Co 6.14-18).
XIII - Deus criou o homem e a mulher, dois sexos distintos, e
para ambos instituiu o casamento como forma de constituição
da família. Entendemos assim que o casamento é a união entre
um homem e uma mulher.
§ 1º Os membros da Igreja Metodista Wesleyana que siste-
maticamente se opuserem a essas regras perderão o privilégio
de representá-la em convenções, concílios e nos cargos de lide-
rança na igreja local e na região. E, em casos específicos, pode-
rão sofrer disciplina mais séria, a juízo do Presbitério.
§ 2º Os princípios bíblicos da discrição de que trata o inciso
I serão interpretados e orientados pelo Colégio Episcopal.

Art. 4º Não podem ser membros da Igreja Metodista


Wesleyana os que:
I - Praticam males sociais: o cristão não pode usar, fabricar
ou comercializar tabaco, bebida alcoólica e droga. Nós os com-
batemos por serem pecaminosos contra o corpo, que é o templo
do Espírito Santo;
II - Praticam jogos de azar: o cristão não pode arriscar seus
recursos e patrimônio em loterias, jogo do bicho, bingos e ou-
tros jogos correlatos. Nós os combatemos, pois corrompem a
moral e enfraquecem o caráter;
III - Fazem parte de sociedades secretas: o cristão não pode
envolver-se com grupos ou sociedades de atividades secretas,
clubes, organizações ou entidades cujas atividades sejam incom-

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patíveis com a vida cristã e que prejudiquem a vida de santidade
ao Senhor;
IV - Praticam o homossexualismo, mantêm uma união homosse-
xual ou fazem a sua apologia.

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3 DOS
SÍMBOLOS DA
IGREJA

Art. 5º A Igreja Metodista Wesleyana adota os seguintes símbo-


los:
I - O hino “Igreja Metodista Wesleyana”, de autoria do bis-
po Gessé Teixeira de Carvalho, que recebe o número 361 em
nosso hinário oficial Cânticos de Adoração;
II - O símbolo gráfico com uma cruz e um coração estilizado
em forma de chamas. Seguem modelo e significação:

Cruz em perspectiva, apontando


para o céu, plantada no mundo.
Demonstra a obra redentora de
Cristo Jesus no mundo e aponta
o céu como destino eterno do
cristão;

Labaredas de fogo em
movimento formando o coração.
Demonstram o coração
abrasado pelo Espírito Santo,
como também a purificação e
santidade progressiva pelo fogo
do Espírito Santo;
Semicircunferência como base
para a cruz. Demonstra a silhueta do mundo, significando que
estamos no mundo para apresentar o plano redentor de Cristo Jesus.

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III - A logomarca com a padronização do estilo da letra e
seus formatos característicos do nome “Igreja Metodista
Wesleyana”:

IV - Uma bandeira que representa o ideal da Igreja Metodista


Wesleyana como corpo de Cristo, que deverá obter os seguintes
critérios e proporções:

a) Plano da redenção de Cristo Jesus. Símbolo da Igreja Metodista


Wesleyana demonstrando o coração abrasado pelo Espírito San-
to;
b) Cor branca faz o plano de fundo do símbolo da redenção (cruz),
demonstrando pureza;
c) Essa pureza só é conquistada por meio do sangue de Jesus,
que é tipificado pelo arco estilizado de cor vermelha que cobre
“o plano da redenção”;
d) O slogan “Santidade como estilo de vida” resume o ideal de
um verdadeiro cristão que aceita o plano redentor e busca pure-
za por meio do sangue de Jesus;
e) A cor azul no fundo remete à santidade absoluta que só ire-
mos ter no céu.

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V - Padronização e significação das cores:

Cor vermelha: Fogo, sangue, vivacidade, calor, vibração.


Referência: Pantone 485 C;

Cor azul: Céu, pureza, aceitação social, tranquilidade, paz.


Referência: Pantone 2728 C.

§ 1º A marca é um dos maiores patrimônios de uma deno-


minação. A identidade visual tem por objetivo estabelecer crité-
rios para sua aplicação, de maneira que garanta uma imagem
fiel. As normas dessas imagens deverão ser obedecidas pelos en-
volvidos com o uso constante da marca “Igreja Metodista
Wesleyana”, assegurando sua qualidade e integridade.
§ 2º Todas as dúvidas de utilização correta da marca deve-
rão ser encaminhadas à Secretaria-Geral de Administração, que
as esclarecerá.
§ 3º Fica terminantemente proibido o uso da marca para
fins comerciais sem a prévia autorização por escrito da Secreta-
ria-Geral de Administração.
VI - A Igreja Metodista Wesleyana adota como sua marca e
bandeira as imagens a seguir:

Marca: (união do símbolo e do logotipo)

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Bandeira:

4 DA
IGREJA GERAL

Art. 6º A Igreja Metodista Wesleyana tem como órgão legislador


e administrativo supremo o seu Concílio-Geral, ao qual se subor-
dina.

SEÇÃO I
Do Concílio-Geral
Art. 7º O Concílio-Geral executa a seguinte ordem de trabalho,
que poderá ser alterada, a critério do Conselho-Geral ou do pre-
sidente:
1. Culto;
2. Chamada de rol e verificação do quorum;
3. Eleição dos secretários de atas e do cronometrista;
4. Eleição das comissões transitórias;
5. Aprovação do Regimento;
6. Demarcação dos limites do plenário;
7. Relatórios:

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a) Dos bispos;
b) Dos secretários-gerais;
c) Das comissões permanentes;
d) De outras organizações.
8. Eleições:
a) Dos bispos;
b) Dos secretários-gerais;
c) Das comissões permanentes;
d) De outras organizações.
9. Legislação;
10. Relatórios das comissões transitórias;
11. Encerramento.

SEÇÃO II
Do Colégio Episcopal
Art. 8º O Colégio Episcopal é o órgão espiritual de consulta,
aconselhamento e disciplina, que assegura o pleno cumprimen-
to da missão da Igreja, preservando sua unidade.
§ 1º É a instância superior para julgar e solucionar conflitos
eclesiásticos em grau de recurso, proferindo decisão final nas ma-
térias de sua competência.
§ 2º É órgão de interpretação da legislação na Igreja
Metodista Wesleyana, podendo emitir súmulas com eficácia
vinculante, exceto nos casos de competência do Conselho-Ge-
ral.

Art. 9º O Colégio Episcopal compõe-se dos bispos em atividade


ou não.
§ 1º O presidente do Colégio Episcopal será o bispo presi-
dente do Conselho-Geral.
§ 2º Após o Concílio-Geral, em sua primeira reunião, serão
eleitos entre os membros do Colégio Episcopal em atividade com
mandato de 6 (seis) anos o vice-presidente e o secretário de atas.

Art. 10. Os recursos para o funcionamento do Colégio Episcopal

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serão providenciados pela Secretaria-Geral de Finanças.

Art. 11. Ao presidente compete:


I - Convocar e presidir as reuniões;
II - Manter constante contato com os bispos em suas regi-
ões;
III - Comparecer a eventos regionais, desde que possível;
IV - Nomear Comissão de Sindicância para apurar denúnci-
as contra os membros do Colégio Episcopal;
V - Intervir eclesiasticamente, com aquiescência do Colégio
Episcopal, em casos especiais, nas Regiões Eclesiásticas.

Art. 12. Ao vice-presidente compete:


I - Assessorar o presidente no exercício das suas atribuições
e substituí-lo nas suas faltas ou impedimento;
II - Atender às solicitações do presidente;
III - Presidir reuniões convocadas pelo presidente em sua
ausência.

Art. 13. Ao secretário de atas compete:


I - Lavrar as atas das reuniões do Colégio Episcopal e registrá-
las em livro próprio ou sistema digital. O livro ficará sob sua res-
ponsabilidade;
II - Fazer a correspondência e as comunicações oficiais do
Colégio Episcopal.

Art. 14. Aos vogais compete:


I - Exercer as funções que lhe sejam atribuídas pelo Colégio
Episcopal;
II - Participar das reuniões e convocações do Colégio Epis-
copal.

Das Atribuições do Colégio Episcopal


Art. 15. Ao Colégio Episcopal compete:
I - Zelar pelos postulados de fé, prática e unidade da Igreja

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Metodista Wesleyana;
II - Interpretar os princípios bíblicos do inciso I, Art. 3º das
Regras Gerais;
III - Expedir circulares de orientação quanto aos usos e cos-
tumes;
IV - Dar conhecimento público do posicionamento teológi-
co da Igreja Metodista Wesleyana, caso haja necessidade;
V - Emitir parecer sobre temas vigentes no país, ou mesmo
nas igrejas evangélicas brasileiras;
VI - Manifestar-se em nome da Igreja Metodista Wesleyana
em momentos oportunos;
VII - Emitir pareceres e súmulas interpretativas em caso de
conflito de interpretação da legislação da Igreja, exceto nos ca-
sos de competência do Conselho-Geral (Art. 37, XIX, do Estatu-
to);
VIII - Receber as questões de lei, de sua competência, dar
decisão em caráter provisório e encaminhá-la ao Conselho-Ge-
ral, que julgará o mérito e providenciará a publicação no órgão
oficial;
IX - Tratar da disciplina de membros do Colégio Episcopal,
mediante relatório da Comissão de Sindicância, seguindo as nor-
mas aplicáveis aos membros da Igreja (Artigos 13, 14 e 15 do
Estatuto);
X - Julgar casos de acusação ou justa causa de bispos e ofici-
ais-gerais, garantido o direito de ampla defesa e observando este
processo disciplinar, no que couber os mesmos moldes de minis-
tros, pastores e missionárias. Quanto aos clérigos e leigos, servi-
rá de último grau de apelação em matéria eclesiástica.
XI - Receber e julgar casos de apelação de clérigos discipli-
nados pelos conselhos ministeriais regionais e leigos disciplina-
dos pelos presbitérios (Art. 12, b, 5, do Estatuto).

Das Restrições do Colégio Episcopal


Art. 16. O Colégio Episcopal não pode:
I - Tratar em primeira convocação de assuntos referentes a

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uma região que não tenha presente seu superintendente;
II - Interferir nas responsabilidades do Conselho-Geral;
III - Ratificar ou aplicar disciplina sem o devido processo le-
gal a qualquer membro da Igreja Metodista Wesleyana.

SEÇÃO III
Do Conselho Central
Art. 17. O Conselho Central é o órgão de ligação entre a Igreja
Metodista Wesleyana no Brasil e as existentes no estrangeiro.

Art. 18. O Conselho Central tem a seguinte composição: três


membros do Brasil e três membros de cada país onde estiver a
IMW, com mandato sexenal: os do Brasil serão os secretários-
gerais de educação cristã, de finanças e de missões. Os estran-
geiros: o superintendente regional e mais um clérigo e um leigo,
indicados pelas igrejas.
Parágrafo único. O superintendente-geral é o presidente do Con-
selho Central.

Art. 19. O Conselho Central, após sua composição, será convoca-


do pelo superintendente-geral e escolherá um secretário e um
tesoureiro.
Parágrafo único. O Conselho Central poderá eleger um Comitê
Executivo para tratar de assuntos emergenciais.

Art. 20. Ao presidente compete:


I - Convocar e presidir as reuniões do Conselho Central;
II - Executar as decisões do Conselho Central;
III - Prestar informações ao Conselho-Geral sempre que so-
licitado;
IV - Interpretar os interesses das igrejas membros no Con-
selho-Geral;
V - Relatar ao Concílio-Geral.

Art. 21. Ao vice-presidente compete:

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I - Substituir o presidente em seu impedimento;
II - Atender às solicitações do presidente;
III - Presidir reuniões convocadas pelo presidente em sua
ausência.

Art. 22. Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas em livro próprio;
II - Fazer as comunicações oficiais do Conselho Central;
III - Apresentar ao Concílio-Geral o livro para exame.

Art. 23. Ao tesoureiro compete:


I - Receber as cotas votadas pelas igrejas membros para o
sustento e o funcionamento do Conselho Central;
II - Escriturar em livro próprio a contabilidade;
III - Prestar relatório anualmente ao Conselho Central;
IV - Apresentar ao Concílio-Geral o livro para exame.

Das Atribuições do Conselho Central


Art. 24. Ao Conselho Central compete:
I - Tratar da unidade da igreja nacional com as estrangeiras;
II - Elaborar planos de intercâmbio entre as igrejas;
III - Programar encontros, retiros e seminários envolvendo
as igrejas, sem que se alterem os programas no âmbito nacional;
IV - Solicitar verbas para o funcionamento do Conselho Cen-
tral aos órgãos competentes de cada igreja, determinado a cota
necessária;
V - Promover, havendo conveniência, intercâmbio de cléri-
gos e missionários nacionais com estrangeiros, por tempo pre-
determinado.
§ 1º O Conselho Central realizará duas reuniões ordinárias
no sexênio e tantas quantas forem necessárias, sempre
convocadas pelo presidente.
§ 2º Quanto às reuniões, será realizada uma em cada país,
alternadamente.

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SEÇÃO IV
Dos Oficiais-Gerais
Art. 25. São oficiais-gerais:
a) O superintendente-geral;
b) Os superintendentes regionais;
c) Os secretários-gerais.

Do Superintendente-Geral
Art. 26. O superintendente-geral é o bispo eleito e ordenado que
obteve a maior votação no escrutínio do Concílio-Geral.

Art. 27. Ao superintendente-geral compete:


I - Exercer a Superintendência-Geral;
II - Zelar pelos padrões doutrinários da Igreja;
III - Zelar pela unidade ética ministerial;
IV - Representar a denominação eclesiasticamente;
V - Nomear os bispos regionais assessorado pelo Conselho-
Geral;
VI - Exercer a superintendência de uma região para a qual
foi nomeado, ou mais, em caso de vacância de uma superinten-
dência regional;
VII – Convocar o Concílio-Geral Ordinário ou Extraordiná-
rio, ouvido o Conselho-Geral;
VIII - Presidir o Concílio-Geral;
IX - Relatar ao Concílio-Geral;
X - Decidir questões de ordem quando na presidência de
um Concílio-Geral;
XI - Dar decisões de lei, após consulta ao Conselho-Geral
em caráter definitivo, e encaminhá-las ao Colégio Episcopal;
XII - Nomear Comissão de Sindicância Geral, em caso de de-
núncia e queixa contra bispos e oficiais-gerais;
XIII - Intervir com aquiescência do Conselho-Geral, em ca-
sos especiais, nas Regiões Eclesiásticas;
XIV - Presidir, no caso de vacância de Superintendência Re-
gional, a cerimônia de ordenação de ministros e de consagração

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de pastores e missionárias;
XV - Promover de ofício a jubilação dos bispos aos 70 anos,
nos termos do Art. 180;
XVI - Requerer sua jubilação aos 70 anos, ou antes, e aguar-
dar a decisão do Conselho-Geral;
XVII - Enviar ao Fundo Imobiliário Wesleyano 100% dos seus
dízimos.
§ 1º Ao requerer sua jubilação, o bispo superintendente-
geral precisa aguardar a decisão final do Conselho-Geral.
§ 2º Competirá ao superintendente-geral praticar os proce-
dimentos de intervenção regional, depois de reunido o Conse-
lho-Geral nos seguintes casos:
a) Atos de improbidade administrativa;
b) Atos praticados com desvio de finalidade do superinten-
dente regional;
c) Atos de imoralidade passivos de disciplina.

Dos Superintendentes Regionais


Art. 28. O superintendente regional é o bispo eleito, ordenado e
nomeado para assumir a superintendência de uma ou mais Regi-
ões Eclesiásticas.

Art. 29. Ao superintendente regional compete:


I - Exercer a superintendência da região para a qual foi no-
meado, ou mais, em casos de vacância de uma Superintendência
Regional;
II - Zelar pelos padrões doutrinários da igreja na região;
III - Zelar pela unidade ética ministerial regional;
IV - Representar a Igreja eclesiasticamente em sua região;
V - Convocar Concílio Regional, ouvido o Conselho Ministe-
rial Regional;
VI - Presidir o Concílio Regional e o Concílio-Geral, se convi-
dado pelo superintendente-geral;
VII - Relatar ao Concílio Regional e ao Concílio-Geral;
VIII - Decidir questões de ordem quando na presidência de

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um Concílio Regional;
IX - Emitir decisões de lei em caráter provisório e encaminhá-
las ao Conselho-Geral ou ao Colégio Episcopal quando pertinen-
te;
X - Presidir o cerimonial de consagração dos pastores e das
missionárias;
XI - Ordenar ministros;
XII - Nomear ministros, pastores e missionárias assessorado
pelo Conselho Ministerial Regional;
XIII - Nomear Comissão de Sindicância, presidida por um
membro do Conselho Ministerial Regional, em caso de denúncia
contra membros do Concílio Regional;
XIV - Convocar retiros e reuniões de caráter inspirativo,
objetivando o crescimento da Igreja e o desenvolvimento espiri-
tual dos clérigos;
XV - Organizar a região para a qual foi nomeado, se ela não
estiver em atividade;
XVI - Enviar ao Fundo Imobiliário Wesleyano 100% dos seus
dízimos;
XVII - Promover a jubilação dos ministros e dos pastores
aos 70 anos e das missionárias aos 65, nos termos do Art. 180;
XVIII - Requerer sua jubilação aos 70 anos, ou antes, nos
termos do Art. 180.
§ 1º Ao requerer sua jubilação, o bispo superintendente
regional precisa aguardar a decisão final do Conselho-Geral.
§2º No caso de vacância da Superintendência Regional no
interregno dos concílios-gerais, o ministro que obteve maioria
absoluta na votação do Concílio-Geral será ordenado bispo, no-
meado e empossado, desde que a vacância se dê até 2 (dois)
anos do próximo Concílio-Geral.
§ 3º No caso de mais de um candidato ter alcançado a mai-
oria absoluta, serão utilizados os seguintes critérios:
1. Mais votado;
2. Mais tempo de ministério na Igreja Metodista Wesleyana;
3. Mais idade.

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Dos Secretários-Gerais
Art. 30. Secretários-gerais são ministros eleitos pelo Concílio-
Geral,
aos quais compete:
I - Convocar e presidir as reuniões das respectivas secretari-
as;
II - Indicar nomes para compor as secretarias-gerais;
III - Indicar nomes para compor os conselhos-diretores de
instituições que estejam sob sua orientação;
IV - Organizar planos de trabalho que serão estudados e
aprovados pelas respectivas secretarias;
V - Tomar parte nas reuniões do Conselho-Geral;
VI - Relatar ao Concílio-Geral.
Parágrafo único. Os secretários-gerais serão empossados du-
rante o Concílio-Geral.

SEÇÃO V
Das Secretarias-Gerais
Art. 31. As secretarias-gerais são órgãos que executam os planos
e os programas da Igreja, agindo cada uma em seu próprio setor
de ação, visando em tudo à harmonia na obra e à glória do trino
Deus.

Art. 32. As secretarias-gerais são compostas de cinco pessoas,


todas membros da Igreja Metodista Wesleyana, e relatam ao
Concílio-Geral.
§ 1º As secretarias se reúnem em qualquer época, sempre
convocadas pelos respectivos secretários, com a presença míni-
ma da metade mais um de seus membros.
§ 2º Na primeira reunião após o Concílio-Geral, as secreta-
rias elegem um vice-presidente e um secretário de atas, sob a
presidência dos secretários-gerais.
§ 3º Ocorrendo vaga em qualquer secretaria, ela mesma
preencherá a vaga, depois de ouvido o Conselho-Geral.

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Da Secretaria-Geral de Ação Social
Art. 33. A Secretaria-Geral de Ação Social é o órgão por meio do
qual a Igreja cuida do serviço de assistência social e tem por fina-
lidade:
I - Cuidar da obra de ação social da Igreja, elaborando um
plano de atividades, ouvido o Conselho-Geral;
II - Orientar a Igreja no combate aos males sociais, por meio
das secretarias regionais de ação social;
III - Implantar ações voltadas para o atendimento de cléri-
gos, pessoas na terceira idade e crianças e adolescentes em situ-
ação de risco;
IV - Promover e orientar o desenvolvimento das atividades
de cunho social por Igrejas Locais, distritos e regiões, e dar assis-
tência;
V - Firmar convênios com instituições governamentais e não
governamentais para cumprir metas e projetos aprovados pelo
Conselho-Geral;

Da Secretaria-Geral de Administração
Art. 34. A Secretaria-Geral de Administração é o órgão por meio
do qual a Igreja cuida de seus interesses administrativos e dos
bens móveis e imóveis.

Art. 35. A Igreja Metodista Wesleyana é representada ativa, pas-


siva, civil, judicial e extrajudicialmente pelo secretário-geral de
administração (Art. 19 do Estatuto).

Art. 36. À Secretaria-Geral de Administração compete:


I - Adquirir bens em nome da Igreja Metodista Wesleyana;
II - Outorgar procuração a entidades e organizações gerais,
por meio de pedidos em conformidade com a lei;
III - Examinar a documentação de pedido de venda de pro-
priedades que estejam sob jurisdição geral, decidindo sobre ele,
mediante parecer do Conselho-Geral;
IV - Inventariar os bens da Igreja anualmente;

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V - Decidir sobre construções na Igreja e verificar sua docu-
mentação;
VI - Receber relatórios dos fundos criados pelas secretarias-
gerais;
VII - Conservar arquivados em ordem os documentos ativos
e inativos da Igreja;
VIII - Registrar em livro apropriado ou em ficha os dados
relacionados dos bens móveis e imóveis da Igreja;
IX - Requerer, quando necessário, junto à Receita Federal,
barras do CNPJ para novas igrejas e entidades da Igreja;
X - Programar nas regiões seminários de orientação sobre
como fazer as estatísticas da Igreja;
XI - Escriturar em livro apropriado as estatísticas regionais
das entidades;
XII - Assessorar, analisar e auditar junto aos órgãos gerais e
à Igreja a escrituração contábil, bem como seus Demonstrativos
Financeiros, anualmente;
XIII - Manter atualizado o fichário com endereços:
a) Dos clérigos;
b) Das igrejas;
c) Das entidades.
XIV - Expedir resoluções normativas de procedimentos ad-
ministrativos nos casos de omissão, nos limites do Estatuto e do
Regimento Interno por meio de comunicação oficial.
§ 1º O secretário-geral de administração poderá credenciar
os seus correspondentes nas regiões para exercer os poderes pre-
vistos neste artigo, mediante pedido do bispo da região.
§ 2º Os documentos de que trata o inciso V são:
a) Escrituras de propriedades;
b) Plantas das construções;
c) Livros encerrados.
§ 3º A Secretaria-Geral de Administração poderá contratar
assessoria jurídica para as demandas afins.
§ 4º A Secretaria-Geral de Administração poderá contratar
assessoria de técnicos para auxiliá-la, bem como para a Comis-

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Parte 2 - Regimento.pmd 76 8/12/2009, 08:57


são Geral de Estatística e Informática e na área de marketing e
comunicação social, tanto para atender às necessidades de âm-
bito geral quanto regional.

Da Secretaria-Geral de Educação Cristã


Art. 37. A Secretaria-Geral de Educação Cristã é o órgão por meio
do qual a Igreja cuida do desenvolvimento espiritual e intelectu-
al dos seus membros, e tem por finalidade:
I - Determinar literatura para a Escola Bíblica Dominical;
II - Preparar pregadores e líderes por meio de cursos forne-
cidos às secretarias regionais de educação cristã;
III - Preparar o padrão cultural e doutrinário, apresentando-
o antes ao Conselho-Geral para aprovação;
IV - Planejar campanhas vocacionais;
V - Criar ou eliminar cursos, de acordo com a necessidade
da Igreja;
VI - Supervisionar as atividades das instituições vinculadas
à Secretaria;
VII - Administrar, por meio de conselhos-diretores, o Centro
de Formação Teológica da Igreja Metodista Wesleyana e o Cen-
tro de Publicações;
VIII - Nomear, entre os diretores regionais, o diretor-geral
dos departamentos por ocasião dos congressos gerais;
IX - Orientar a arrecadação dos 10% junto às secretarias re-
gionais referentes aos dízimos das escolas bíblicas dominicais;
X - Organizar e executar os seminários de atualização teoló-
gica, na área geral.
§ 1º A Secretaria poderá criar ministérios gerais e nomear
seus respectivos líderes, ouvido o Conselho-Geral.
§ 2º Os ministérios gerais trabalham sob a supervisão da
Secretaria-Geral de Educação Cristã.
§ 3º A Secretaria organizará os respectivos regimentos para
os ministérios gerais, ouvido o Conselho-Geral.

Da Secretaria-Geral de Finanças

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Art. 38. A Secretaria-Geral de Finanças é o órgão que pro-
move o levantamento de recursos financeiros para o sustento de
clérigos e instituições gerais.
Parágrafo único. No período entre os concílios-gerais, os reajus-
tes orçamentários, ou qualquer outro assunto da competência
desta Secretaria, será submetido ao Conselho-Geral.

Art. 39. À Secretaria-Geral de Finanças compete:


I - Levantar verbas necessárias à manutenção da obra;
II - Distribuir pelas regiões as cotas orçamentárias a ser le-
vantadas;
III - Sustentar os clérigos da Administração-Geral sem sus-
tento das regiões;
IV - Apresentar anualmente ao Conselho-Geral o livro de
tesouraria para exame;
V - Apresentar relatório ao Concílio-Geral;
VI - Orientar as regiões quanto ao levantamento de recur-
sos para o sustento regular e em campanhas especiais para fins
determinados;
VII - Apresentar ao Conselho-Geral o critério orçamentário;
VIII - Apresentar ao Conselho-Geral para aprovação o estu-
do da Secretaria-Geral de Finanças propondo a tabela de subsí-
dio para os clérigos;
IX - Apresentar ao Conselho-Geral para aprovação o
indexador da tabela de subsídio para os clérigos;
§ 1º Qualquer secretaria, ou outro órgão geral, que necessi-
te de recursos para a promoção de seu programa solicitará desta
Secretaria os meios ou fará proposta que solucione cada caso.
§ 2º Qualquer verba ou donativo recebido por esta Secreta-
ria, com fins determinados, só poderá ser utilizado para os fins a
que se destinam.

Da Secretaria-Geral de Missões
Art. 40. A Secretaria-Geral de Missões tem sob sua responsabili-
dade a grande tarefa de expandir o Reino de Deus por meio da

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ação missionária, que é a missão precípua da Igreja, e tem por
finalidade:
I - Desenvolver, por meios ao seu alcance, o ardor missioná-
rio e evangelizador da Igreja;
II - Planejar a criação de frentes de missões em áreas:
a) Estrangeiras: propondo ao Conselho-Geral os meios de levan-
tamento do sustento para os clérigos, com abrangência em to-
das as Regiões Eclesiásticas; e divulgando o dia de Missões Es-
trangeiras, com ofertas especiais, visando ao sustendo das
missionárias;
b) Nacionais: a Secretaria-Geral de Missões poderá abrir frentes
missionárias onde não haja nenhum trabalho iniciado por qual-
quer das regiões, ouvidos os respectivos bispos.
III - Promover congressos e consultas missionárias, em con-
junto com as secretarias regionais, visando ao desenvolvimento
da fé e à busca do poder de Deus, despertando assim a visão
missiológica e transcultural da Igreja;
IV - Sustentar os clérigos nos Campos Missionários gerais;
tanto no estrangeiro quanto nas áreas nacionais sob os cuidados
da Secretaria-Geral de Missões;
V - Orientar nas regiões sobre atividades a ser realizadas
por equipes de voluntários para trabalhos missionários e
evangelizadores em determinados períodos do ano;
VI - Formar agência missionária para treinamento
transcultural e envio de candidatos com chamada para o campo;
VII - Todo encaminhamento de candidatos ao preparo, e
consequentemente ao campo missionário transcultural, deverá
ser feito pela Secretaria-Geral de Missões.

Seção VI
Das Comissões Gerais
Art. 41. À Comissão Geral de Estatística e Informática compete:
I - Elaborar um Plano-Diretor de Informática (PDI) para a
Igreja;
II - Orientar as Comissões Regionais quanto à aquisição de

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equipamentos, dentro do estabelecido no Plano-Diretor de
Informática;
III - Desenvolver e/ou contratar serviços especializados para
criação e implantação de sistemas aplicativos para atendimento
das necessidades administrativas e gerenciais da Igreja;
IV - Elaborar as estatísticas da Igreja e trazê-las em arquiva-
mento de banco de dados;
V - Receber cópia de segurança das Comissões Regionais de
Estatística e Informática e dos dados relativos à região, após cada
Concílio Regional;
VI - Receber relatórios das atividades dentro da região, anu-
almente.
Parágrafo único. Esta Comissão será orientada e supervisionada
pela Secretaria-Geral de Administração.

Art. 42. Competência da Comissão de Legislação:


I - Receber sugestões e formular propostas ou emendas na
legislação da Igreja e encaminhá-las ao plenário do Concílio-Ge-
ral;
II - Harmonizar a legislação com as decisões tomadas no Con-
cílio-Geral, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contando do
último dia de reunião desse órgão;
III - Emitir parecer sobre legalidade de interpretação do Es-
tatuto e do Regimento Interno, bem como ser o órgão consultivo
do Conselho-Geral.
Parágrafo único. As propostas deverão ser encaminhadas à
Comissão de Legislação até o último Concílio Regional que ante-
cede o Concílio-Geral. A Comissão fará chegar às mãos dos dele-
gados eleitos o anteprojeto em até 30 dias antes do Concílio-
Geral.

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SEÇÃO VII
Dos Campos Missionários

Do Campo Missionário Nacional


Art. 43. O Campo Missionário Nacional é a área fora da jurisdi-
ção das Regiões Eclesiásticas.

Art. 44. Um Campo Missionário é criado mediante pedido da


Secretaria-Geral de Missões ao Conselho-Geral.
§ 1º Uma vez organizadas igrejas em área estritamente
missionária, e que possua condições de subsidiar os seus pasto-
res, a Secretaria-Geral de Missões as transferirá para a região
mais próxima.
§ 2º Os Campos Missionários subdividem-se em setores, e
estes em igrejas.

Do Campo Missionário Estrangeiro


Art. 45. O Campo Missionário Estrangeiro é a área situada fora
do país, sob a supervisão da Secretaria-Geral de Missões.

Art. 46. O Campo Missionário Estrangeiro que tenha registro de


personalidade jurídica no país onde atua será Igreja Metodista
Wesleyana Estrangeira, ainda que com outra nomenclatura.
Parágrafo único. Ao organizar-se uma Igreja Metodista Wesleyana
no exterior, o bispo da Região Eclesiástica mais próxima acumu-
lará a Superintendência.

Art. 47. A Igreja Metodista Wesleyana estabelecida no estran-


geiro manterá vínculo com a Igreja Metodista Wesleyana no Bra-
sil, por meio do Conselho Central.

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5
DOS FUNDOS, DOS ÓRGÃOS,
DOS DEPARTAMENTOS E DAS
INSTITUIÇÕES

SEÇÃO I
Dos Fundos Gerais
Art. 48. A Igreja Metodista Wesleyana, por meio de suas secreta-
rias-gerais, mantém os seguintes fundos:
a) Fundo de Expansão Missionária, cuja sigla é Fuemis, está
vinculado à Secretaria-Geral de Missões. Suas atividades são ori-
entadas por regimento preparado pela Secretaria-Geral de Mis-
sões e aprovado pelo Conselho-Geral;
b) Fundo Imobiliário Wesleyano, cuja sigla é FIW, está vin-
culado à Secretaria-Geral de Administração. Seus objetivos e pro-
pósitos seguem a orientação do regimento aprovado pelo Con-
selho-Geral.

Art. 49. Os fundos têm seus membros, em número de cinco, in-


dicados pelos respectivos secretários-gerais e eleitos pelo Con-
selho-Geral, com mandato sexenal.

Art. 50. Os fundos prestarão informações aos concílios regionais


por meio de seus representantes.

Art. 51. As diretorias dos fundos compõem-se de um presidente,


um vice-presidente, um secretário de atas e um tesoureiro.
§ 1º Nas regiões, os fundos criados pela Igreja, por meio de
suas secretarias-gerais, poderão funcionar com diretores regio-
nais indicados pelos secretários regionais e aprovados pelo Con-
selho Ministerial Regional da respectiva região.
§ 2º O funcionamento dos fundos nas regiões seguirá a nor-

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ma pelas secretarias-gerais, que ministrarão às secretarias as de-
vidas adaptações.
§ 3º Os secretários-gerais são membros ex-ofício dos fun-
dos vinculados às respectivas secretarias.

SEÇÃO II
Dos Órgãos Gerais

Da Associação Wesleyana de Ação Social – Awas


Art. 52. A Associação Wesleyana de Ação Social (Awas) é um ór-
gão da Secretaria-Geral de Ação Social com o objetivo de apoiar
e fiscalizar as associações locais da Igreja Metodista Wesleyana,
em todos os níveis, no desempenho da tarefa social.

Art. 53. A Awas será supervisionada e fiscalizada pela Secretaria-


Geral de Ação Social. No âmbito regional pela Secretaria Regio-
nal de Ação Social, e no âmbito local por sua diretoria.

Do Complemento de Aposentadoria Wesleyana – CAW


Art. 54. O Complemento de Aposentadoria Wesleyana (CAW) é
um órgão da Secretaria-Geral de Finanças com a função de auxi-
liar os clérigos na formação de um fundo para complemento de
sua aposentadoria.

Art. 55. O CAW é calculado na base de 8% do total do subsídio


mensal, inclusive com a taxa de expediente. O valor é deposita-
do na conta-corrente da Secretaria-Geral de Finanças, que faz o
repasse para a previdência privada em nome do participante.

Art. 56. O CAW orienta-se em sua aplicação por regimento pre-


parado pela Secretaria-Geral de Finanças e aprovado pelo Con-
selho-Geral.

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SEÇÃO III
Dos Departamentos Gerais

Da Agência Missionária Wesleyana – Agemiw


Art. 57. A Agência Missionária Wesleyana (Agemiw) é um depar-
tamento da Secretaria-Geral de Missões cuja finalidade é auxiliá-
la no desempenho de suas funções no âmbito de missões
transculturais.
Parágrafo único. O regimento da Agemiw será elaborado pela
Secretaria-Geral de Missões e aprovado pelo Conselho-Geral.

Do Centro de Publicações
Art. 58. O Centro de Publicações é um departamento da Secreta-
ria-Geral de Educação Cristã.

Art. 59. O Centro de Publicações tem por finalidade administrar


e editar o jornal Voz Wesleyana, órgão oficial da Igreja, e a litera-
tura para a Escola Bíblica Dominical, além de outras publicações
do interesse da Igreja.

Art. 60. O Centro de Publicações é administrado por um Conse-


lho-Diretor composto de cinco membros, sendo um deles neces-
sariamente ministro e os demais clérigos ou leigos, indicados pelo
secretário-geral de educação cristã e eleitos pelo Conselho-Ge-
ral com mandato de 6 (seis) anos.
§ 1º Após a reunião do Conselho-Geral, que fez a eleição, o
secretário-geral de educação cristã convoca os eleitos e organiza
a mesa, elegendo um presidente, um vice-presidente e um se-
cretário de atas.
§ 2º O secretário-geral é membro ex-ofício do Conselho-
Diretor, com direito a voto.
§ 3º O presidente do Conselho-Diretor terá de ser um mi-
nistro em atividade.

Art. 61. Os redatores das diversas publicações serão eleitos pelo

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Parte 2 - Regimento.pmd 84 8/12/2009, 08:57


Conselho-Diretor, na primeira reunião do exercício.

Art. 62. O Centro de Publicações tem suas atividades e atribui-


ções regidas por regimento preparado pela Secretaria-Geral de
Educação Cristã e aprovado pelo Conselho-Geral.

SEÇÃO IV
Das Instituições Gerais

Do Centro de Formação Teológica – Ceforte


Art. 63. O Centro de Formação Teológica da Igreja Metodista
Wesleyana – Ceforte é uma entidade educacional e religiosa vin-
culada à Secretaria-Geral de Educação Cristã, a quem está subor-
dinado.

Art. 64. O Ceforte tem por finalidade dar formação teológica em


vários níveis a candidatos de ambos os sexos.
§ 1º Os candidatos que aspiram ao ministério serão reco-
mendados pela Secretaria Regional de Educação Cristã, e os que
visam apenas servir na igreja local serão recomendados pelas
igrejas em que são membros (Artigos 78, XIII, § 3º e 4º - Estatuto;
78 § 1º).
§ 2º O Ceforte, havendo necessidade, poderá organizar in-
ternatos.

Art. 65. O Ceforte é administrado por um Conselho-Diretor, com-


posto de três ministros e dois leigos, dos quais um deverá ser
graduado em pedagogia, indicados pelo secretário-geral de edu-
cação cristã e aprovado pelo Conselho-Geral, com mandato de 6
(seis) anos.
§ 1º A organização e as atribuições do Conselho-Diretor cons-
tam do regimento do Ceforte.
§ 2º O regimento do Ceforte é preparado pelo Conselho-
Geral.

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§ 3º Após a eleição do Conselho-Diretor, o secretário-geral
de educação cristã convoca seus membros e elege a mesa, com-
posta de um presidente, um vice-presidente e um secretário de
atas.
§ 4º No caso de vacância de diretor em meio ao exercício, a
eleição de seu substituto será para completar o mandato, po-
dendo ele, no entanto, ser reeleito.
§ 5º O secretário-geral de educação cristã é membro ex-
ofício do Conselho-Diretor e com direito a voto.

Art. 66. O Ceforte, mediante pedido da Secretaria Regional de


Educação Cristã, e tendo aprovação do seu Conselho-Diretor e
da Secretaria-Geral de Educação Cristã, poderá funcionar como
extensão nas diversas Regiões Eclesiásticas nacionais e estran-
geiras.
§ 1º O regimento e a estrutura organizacional serão os mes-
mos da sede.
§ 2º As extensões prestarão anualmente relatórios ao dire-
tor-geral sobre o próprio funcionamento, e este as repassará à
Secretaria-Geral de Educação Cristã, incluindo as informações da
sede geral.

6 DA IGREJA
REGIONAL

Da Região Eclesiástica
Art. 67. A Região Eclesiástica é a área cuja extensão e limites são
determinados pelo Concílio-Geral, mediante sugestão do Conse-
lho-Geral.

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§ 1º Uma região eclesiástica é superintendida por um bispo
e é administrada pelo respectivo Concílio Regional.
§ 2º Uma região eclesiástica compreende dois ou mais dis-
tritos, a juízo do Conselho-Geral.
§ 3º Haverá em cada Região Eclesiástica, bienalmente, um
Concílio Regional.

SEÇÃO I
Do Concílio Regional
Art. 68. O Concílio Regional tem a seguinte ordem para seus tra-
balhos, a qual poderá ser alterada se necessário, a critério do
presidente da mesa:
1. Culto ou Devocional;
2. Organização da chamada do rol;
3. Eleição dos secretários;
4. Determinação de limites e horários;
5. Aprovação do Regimento;
6. Eleição de comissões;
7. Informações:
a) Do bispo;
b) Dos superintendentes distritais;
c) De outros oficiais e instituições.
8. Relatórios das comissões permanentes;
9. Eleições;
10. Relatórios das comissões transitórias;
11. Leitura das nomeações pastorais;
12. Bênção apostólica.

Art. 69. O Concílio Regional elege, em cada reunião, as seguintes


comissões transitórias: de Cultos, de Diplomacia e de
Escrutinadora, entre outras que julgar necessárias.

Art. 70. Os candidatos à eleição de delegados ao Concílio-Geral


estão sujeitos às seguintes exigências:
I - Dos ministros e dos pastores, que estejam no pleno exer-

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cício de seu ministério;
II - Dos leigos, que sejam membros da Igreja Metodista
Wesleyana por pelo menos 4 (quatro) anos e tenham no mínimo
25 anos de idade.
Parágrafo único. Entende-se por pleno exercício, para efei-
to de eleição como delegado ao Concílio-Geral, os ministros e os
pastores que estejam em atividade com nomeação.

SEÇÃO II
Dos Secretários Regionais
Art. 71. Secretários regionais são ministros em atividade, eleitos
pelo Concílio Regional, mediante indicação do Conselho Minis-
terial Regional, para um mandato bienal.

Art. 72. Os secretários regionais indicam ao Conselho Ministerial


Regional nomes para a eleição de cinco membros para compor
as secretarias e as diretorias das instituições vinculadas a elas,
com mandato bienal.

Art. 73. Aos secretários regionais compete:


I - Representar na região as secretarias-gerais;
II - Participar das reuniões como membros do Conselho Re-
gional;
III - Convocar e presidir as reuniões das respectivas secreta-
rias;
IV - Organizar planos de trabalho que serão estudados pe-
las suas secretarias e apresentados ao plenário do Concílio Regi-
onal;
V - Indicar nomes para compor os conselhos-diretores das
instituições regionais que estejam sob sua orientação;
VI - Relatar no plenário do Concílio Regional.
Parágrafo único. Os secretários regionais eleitos são
empossados na vigência do Concílio Regional.

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SEÇÃO III
Das Secretarias Regionais
Art. 74. Em cada Região Eclesiástica funcionam cinco secretarias
regionais, correspondentes às secretarias-gerais, a fim de pro-
mover no âmbito Regional seus interesses.
Parágrafo único. Qualquer assunto da competência das se-
cretarias regionais, não previsto no Estatuto e no Regimento In-
terno, será resolvido pelo superintendente regional.

Art. 75. As secretarias regionais, após as indicações e a eleição,


reúnem-se por convocação dos respectivos secretários regionais
para organizar sua mesa, elegendo um vice-presidente, um se-
cretário de atas e, se necessário, um tesoureiro.
Parágrafo único. As secretarias funcionam sob a presidência dos
secretários regionais e relatam no Concílio Regional.

Da Secretaria Regional de Ação Social


Art. 76. À Secretaria Regional de Ação Social compete:
I - Representar a Secretaria-Geral na região;
II - Programar, executar e supervisionar a obra social na re-
gião;
III - Orientar planos de assistência social;
IV- Cuidar do amparo das crianças e dos idosos;
V - Estimular campanhas que visem combater os males so-
ciais;
VI - Administrar por meio de conselhos-diretores as institui-
ções de assistência social na região.

Da Secretaria Regional de Administração


Art. 77. À Secretaria Regional de Administração compete:
I - Representar a Secretaria-Geral na região;
II - Distribuir as minutas de pedido de procuração e orientar
seu processamento;
III - Outorgar procuração à entidade, aos órgãos regionais e
às igrejas para movimentar contas bancárias e transações públi-

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Parte 2 - Regimento.pmd 89 8/12/2009, 08:57


cas;
IV - Decidir sobre o pedido para vender, ou dispor de bens
imóveis, e encaminhá-lo ao Conselho Ministerial Regional, soli-
citando sua aquiescência;
V - Adquirir bens na região em nome da Igreja Metodista
Wesleyana;
VI - Registrar em livro apropriado ou em ficha os dados dos
bens móveis e imóveis da região, dando ciência à Secretaria-Ge-
ral de Administração;
VII - Manter o arquivo do patrimônio imobiliário;
VIII - Comunicar à Secretaria-Geral de Administração casos
de doações à Igreja e recebê-las se for autorizado;
IX - Comunicar à Secretaria-Geral de Administração a aqui-
sição ou a venda das propriedades e enviar uma cópia dos docu-
mentos para o inventário;
X - Recolher os documentos ativos e inativos das igrejas e
encaminhar à Secretaria-Geral de Administração, menos os que
devem ficar na região para efeito de atendimento público;
XI - Requerer, a pedido das Igrejas Locais e entidades, as
barras do CNPJ, se autorizado pelo secretário-geral de adminis-
tração;
XII - Organizar setores de administração, podendo exercer
os poderes do secretário-geral de administração na região se for
por ele credenciado;
XIII - Decidir sobre construções nas igrejas e verificar a do-
cumentação;
XIV - Administrar instituições por meio de conselhos-dire-
tores que lhe sejam subordinados;
XV - Receber informações dos fundos que funcionam na
região;
XVI - Escriturar em livro próprio as estatísticas da região;
XVII - Manter atualizado o fichário com endereços de:
a) Clérigos da região;
b) Igrejas, pelos seus distritos;
c) Entidades locais e regionais.

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Parte 2 - Regimento.pmd 90 8/12/2009, 08:57


Da Secretaria Regional de Educação Cristã
Art. 78. À Secretaria Regional de Educação Cristã compete:
I - Representar a Secretaria-Geral na região;
II - Programar, executar e supervisionar a obra educacional
na região;
III - Orientar os diretores regionais dos departamentos;
IV - Orientar, supervisionar e auxiliar na administração e exe-
cução das atividades dos departamentos e ministérios;
V - Preparar líderes leigos para a Escola Bíblica Dominical;
VI - Promover campanha vocacional;
VII - Examinar, recomendar e orientar candidatos ao minis-
tério;
VIII - Preparar regimentos ou estatutos para:
a) Departamentos regionais e locais;
b) Instituições regionais.
IX - Promover convenções regionais da Escola Bíblica Domi-
nical;
X - Promover as convenções regionais por meio dos seus
respectivos departamentos;
XI - Organizar e executar Seminário de Atualização Teológi-
ca;
XII - Repassar 10% do arrecadado relativo aos dízimos das
escolas bíblicas dominicais à Secretaria-Geral de Educação Cristã
(Art. 37, IX).
§ 1º A Secretaria comunicará, por escrito, ao Conselho Mi-
nisterial Regional quando da recomendação de candidato ao mi-
nistério para o Ceforte ou para as faculdades de teologia e semi-
nários de outras denominações, reconhecidos pela Igreja.
§ 2º A Secretaria poderá, a juízo do Conselho Ministerial
Regional, criar ministérios regionais e nomear seus respectivos
líderes.
§ 3º Os ministérios regionais trabalham sob a supervisão
da Secretaria Regional de Educação Cristã.
§ 4º A Secretaria organizará os respectivos regimentos para
os ministérios regionais, ouvida a Secretaria-Geral de Educação

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Cristã.

Da Secretaria Regional de Finanças


Art. 79. À Secretaria Regional de Finanças compete:
I - Representar a Secretaria-Geral na região;
II - Alocar verbas necessárias à manutenção da obra por meio
de dízimos, orçamentos e ofertas;
III - Apresentar ao Conselho Ministerial Regional a tabela
de subsídio dos clérigos com nomeação regional;
IV - Providenciar a cobertura dos orçamentos, apresentan-
do ao Conselho Regional para aprovação, com o critério a ser
adotado;
V - Providenciar verbas para as mudanças pastorais;
VI - Determinar, em caso de quebra dos orçamentos, o cor-
te proporcional no subsídio dos clérigos;
VII - Apresentar o livro da tesouraria ao Conselho Ministeri-
al Regional e à Secretaria-Geral de Finanças para exames;
VIII - Enviar à Secretaria-Geral de Finanças 10% da arreca-
dação como cota correspondente à sua participação geral;
IX - Informar à Junta Diaconal no caso de clérigo de tempo
integral e de tempo de serviço sobre qual deles deve ser remu-
nerado.
X - Determinar à Junta Diaconal a tabela base com o valor
que deverá subsidiar o clérigo (Art. 187, § 2º);
XI - Efetuar os pagamentos regulares estabelecidos pelo Con-
selho Ministerial Regional e os que forem autorizados pelo supe-
rintendente regional;
XII - Providenciar verbas para os deslocamentos dos supe-
rintendentes distritais e supervisores de Campos Missionários;
XIII - Providenciar verbas para o funcionamento e o desen-
volvimento das atividades das secretarias e das instituições regi-
onais, aprovadas pelo Conselho Regional.
§ 1º As secretarias e as instituições regionais solicitam des-
ta Secretaria os recursos necessários para o seu funcionamento.
§ 2º O movimento financeiro da região seguirá a orientação

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Parte 2 - Regimento.pmd 92 8/12/2009, 08:57


da Secretaria-Geral de Finanças, não sendo permitido a qualquer
outro órgão promover campanhas financeiras sem prévia autori-
zação da Secretaria Regional de Finanças.
§ 3º Qualquer verba ou donativo recebido por esta Secreta-
ria com fins determinados não poderá ser usado em outras fina-
lidades.

Da Secretaria Regional de Missões


Art. 80. À Secretaria Regional de Missões compete:
I - Representar a Secretaria-Geral na região;
II - Planejar a programação para o exercício;
III - Criar e manter Campos Missionários onde não haja tra-
balho organizado, na área regional;
IV - Administrar os Campos Missionários regionais;
V - Formar equipes de voluntários para trabalhos de mis-
sões;
VI - Criar na Região Eclesiástica um Ministério de
Evangelismo;
VII - Promover campanhas de evangelização;
VIII - Promover congressos, seminários e palestras na re-
gião.
IX - Divulgar o Dia de Missões Nacionais com levantamento
de ofertas especiais visando ao sustento dos missionários;
X - Planejar o levantamento de verbas para o sustento dos
Campos Missionários Regionais;
XI - Enviar à Secretaria-Geral de Missões a cota de 10% cor-
respondente à sua participação geral;
XII - Prestar contas de seu relatório financeiro, quando soli-
citado, ao Conselho Ministerial Regional;
XIIII - Relatar o desenvolvimento das suas atividades ao Con-
selho Regional;
Parágrafo único. A Secretaria-Geral de Missões poderá usar
em suas atividades o Ministério de Integração Missionária
Wesleyano (MIMW), como extensão de suas atribuições, no
sexênio da colheita.

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Parte 2 - Regimento.pmd 93 8/12/2009, 08:57


Art. 81. As secretarias regionais e as instituições apresen-
tam bienalmente seus livros para exames à Secretaria Regional
de Administração, por ocasião do Concílio Regional.

SEÇÃO IV
Das Comissões Regionais

Da Comissão Ministerial
Art. 82. À Comissão Ministerial compete examinar os candidatos
a ministro, pastor e missionária, conforme o padrão cultural da
Igreja, dando seu parecer, acompanhado de proposta de aceita-
ção ou não, ao Conselho Ministerial Regional (Art. 63, XV, do Es-
tatuto).
§ 1º Os candidatos serão submetidos a um período
probatório. Cumprindo esse período com aprovação, aguarda-
rão a consagração ou ordenação, caso haja necessidade.
§ 2º A Comissão, além do exame da vida moral e espiritual
do candidato, o encaminhará a um especialista para exame físico
e mental.
§ 3º Ministros e pastores de outras denominações que re-
queiram ingresso na Igreja Metodista Wesleyana terão de com-
parecer perante esta Comissão.

Da Comissão de Estatísticas e Informática


Art. 83. À Comissão Regional de Estatísticas e Informática com-
pete:
I - Representar a Comissão-Geral de Estatísticas e Informática
(CGEI) na região;
II - Organizar as estatísticas da Igreja, na região, trazê-las
em dia e relatar ao plenário do Concílio Regional;
III - Encaminhar à CGEI os dados relativos à região;
IV - Implantar, na região, o Plano-Diretor de Informática (PDI)
para a Igreja, elaborado pela CGEI;
V - Prever no PDI a interligação da administração da Igreja
pela internet;

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Parte 2 - Regimento.pmd 94 8/12/2009, 08:57


VI - Orientar as igrejas quanto ao uso do software de admi-
nistração eclesiástica nos moldes administrativos da Igreja;
VII - Gerenciar o plano de normalização e distribuição de
computadores para a Igreja.

Da Comissão de Ética
Art. 84. À Comissão de Ética compete:
I - Admoestar os pastores quanto à ética, o que fortalecerá
o relacionamento mútuo;
II - Promover a harmonia entre partes em atrito ou desar-
monia;
III - Encaminhar relatório, quando solicitado, quanto às fal-
tas no ministério;
IV - Aconselhar sobre problemas que surjam na área famili-
ar.

SEÇÃO V
Dos Diretores dos Departamentos Regionais
Art. 85. A Igreja Metodista Wesleyana tem em cada Região Ecle-
siástica três diretores regionais: de adolescentes, de jovens e de
adultos. Para melhor orientação, conta ainda com dois conse-
lheiros regionais: de crianças e de adolescentes.
§ 1º Os diretores regionais trabalham sob a supervisão da
Secretaria Regional de Educação Cristã.
§ 2º Os diretores regionais de jovens e de adultos e os con-
selheiros regionais de adolescentes e de crianças presidem as
respectivas convenções e são os coordenadores das atividades
dos seus departamentos (Art. 139).

Art. 86. Os diretores regionais são eleitos pelas respectivas con-


venções mediante a indicação de três nomes, apresentados por
uma comissão de indicações do plenário, que é presidida pelo
secretário regional de educação cristã, com mandato bienal.
Parágrafo único. O diretor, em sua primeira reunião após a
convenção, elegerá um vice-diretor, um tesoureiro e um secretá-

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Parte 2 - Regimento.pmd 95 8/12/2009, 08:57


rio de atas, ouvidos os conselheiros nos casos necessários.

Art. 87. Os conselheiros regionais de crianças e adolescentes são


eleitos pelo Conselho Regional, mediante indicação do secretá-
rio regional de educação cristã (Art. 52, VIII, do Estatuto).
Art. 88. Serão realizados trienalmente congressos gerais dos de-
partamentos, sob a orientação da Secretaria-Geral de Educação
Cristã, em anos alternados, sob a direção de um diretor-geral
nomeado pelo secretário-geral de educação cristã para este fim.

Das Atribuições dos Diretores Regionais


Art. 89. Aos diretores regionais compete:
I - Planejar, executar, orientar e supervisionar os trabalhos
dos departamentos e ministérios;
II - Incentivar o serviço de evangelização e a fraternidade;
III - Ajudar adolescentes, jovens e adultos na busca de mai-
ores experiências com Deus por meio do Espírito Santo, da ora-
ção e da obediência à Palavra de Deus, e de projetos de férias;
IV - Nomear, ouvido o secretário regional de educação cris-
tã, os diretores dos setores departamentais;
V - Nomear os supervisores distritais, ouvidos os superin-
tendentes distritais, obtendo sua aquiescência;
VI - Promover convenções, ouvido o secretário regional de
educação;
VII - Programar encontros distritais de acordo com os supe-
rintendentes distritais.
§ 1º Os departamentos terão pelo menos três setores de
atividade:
a) Setor de cultivo espiritual;
b) Setor de fraternidade;
c) Setor de evangelização.
§ 2º Para eleição de diretores exige-se que:
a) Sejam membros no mínimo há dois anos e que estejam
em plena comunhão;
b) Estejam de acordo com as doutrinas e práticas da Igreja

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Metodista Wesleyana.
§ 3º Os diretores regionais poderão organizar sua diretoria
e preparar um manual de orientação de suas normas de ativida-
de, ouvido o secretário regional de educação cristã acerca do
assunto.

SEÇÃO VI
Das Instituições Regionais
Art. 90. As instituições regionais são:
a) Acampamentos;
b) Asilos para terceira idade;
c) Associações;
d) Casa de recuperação;
e) Creches;
f) Orfanatos.
Parágrafo único. Serão orientadas e supervisionadas pelos
respectivos secretários regionais, de acordo com a área de atua-
ção.

Art. 91. As instituições regionais serão administradas por conse-


lhos-diretores, indicados pelo Conselho Ministerial Regional, com
mandato bienal.

7 DO DISTRITO
ECLESIÁTICO

Art. 92. O Distrito Eclesiástico é a área geográfica demarcada pelo


Conselho Ministerial Regional, cujas igrejas nele existentes ficam
sob a supervisão de um superintendente distrital.

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§ 1º O Distrito abrange no mínimo duas igrejas, a juízo do
Conselho Ministerial Regional.
§ 2º Em cada distrito haverá no mínimo duas reuniões no
exercício eclesiástico, presididas pelo superintendente distrital,
para ouvir informações dos pastores e dos representantes das
igrejas.
§ 3º Um distrito pode criar trabalho missionário dentro de
sua jurisdição, assumidos os encargos financeiros decorrentes,
ouvida a Secretaria Regional de Missões e Finanças.
§ 4º A critério do superintendente distrital, os aspirantes a
pastor poderão participar das reuniões de que trata o parágrafo
2º deste artigo.

SEÇÃO I
Do Superintendente Distrital
Art. 93. O superintendente distrital é o ministro nomeado pelo
superintendente regional e o representa em um distrito.
Parágrafo único. O superintendente distrital é membro do Con-
selho Ministerial Regional e do Conselho Regional.

Das Atribuições do Superintendente Distrital


Art. 94. Ao superintendente distrital compete:
I - Supervisionar o trabalho dos pastores no distrito, man-
tendo com eles constantes contatos;
II - Reunir os clérigos pelo menos duas vezes no exercício e
dar-lhes orientações necessárias;
III - Resolver no âmbito do distrito as dificuldades que
porventura ocorram entre as igrejas e os pastores;
IV - Verificar se as igrejas estão mantendo em dia seus de-
veres com todos os órgãos da administração;
V - Promover retiros de caráter inspirativos com pastores e
oficiais das igrejas;
VI - Visitar as igrejas mantendo contato com o pastor e os
oficiais conjuntamente;
VII - Reunir as igrejas pelo menos duas vezes ao ano;

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VIII - Nomear para as igrejas as missionárias que estiverem
à disposição do distrito, ouvidos os pastores;
IX - Preparar as estatísticas das igrejas do distrito, em mapa
distrital;
X - Assessorar o bispo nas nomeações pastorais, dando seu
parecer;
XI - Fiscalizar, até o dia 20 de cada mês, o encaminhamento
das cotas orçamentárias das igrejas depositadas na conta da Se-
cretaria Regional de Finanças;
XII - Dar seu parecer sobre a organização de uma congrega-
ção do seu distrito em igreja;
XIII - Conciliar as férias anuais dos pastores do seu distrito
com os interesses da igreja;
XIV - Verificar anualmente os livros oficiais das igrejas e ori-
entar sua escrituração, comunicando à Secretaria Regional de Ad-
ministração qualquer irregularidade;
XV – Cooperar, estimular e prestar assistência aos traba-
lhos de supervisão distrital dos departamentos, visando a seu
bom desenvolvimento;
XVI - Aprovar membros para ocupar a função de supervisão
distrital dos departamentos e ministérios regionais;
XVII - Supervisionar as atividades dos departamentos e mi-
nistérios regionais no distrito e informar sempre que necessário
seu desenvolvimento às respectivas secretarias.

Das Restrições do Superintendente Distrital


Art. 95. O superintendente não pode:
I - Nomear qualquer clérigo sem ouvir o bispo;
II - Reter os comprovantes de remessa das cotas orçamen-
tárias devidas à Secretaria Regional de Finanças;
III - Dar parecer sobre as atividades do pastor, no âmbito de
sua igreja, sem ouvir o Conselho Local.

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8 DA
IGREJA LOCAL

SEÇÃO I
Dos Membros da Igreja
Art. 96. São membros da Igreja Metodista Wesleyana as pessoas
que cumprirem os requisitos para admissão e forem recebidas à
sua comunhão.

Art. 97. As pessoas recebidas como membros da igreja têm seus


nomes registrados em livros apropriados na igreja local e tor-
nam-se participantes dos deveres e privilégios conferidos na Igre-
ja.
§ 1º São dois os livros de registros constantes deste artigo:
a) Livro de Rol Permanente – Modelo Oficial, que não pode ser
reformado, nem rasurado; seu registro deve seguir a ordem cro-
nológica;
b) Livro de Rol Atual – Modelo Oficial, o qual é atualizado anual-
mente para que se tenha sempre em dia o número de membros.
§ 2º Além dos livros de registros referidos no parágrafo an-
terior, a Igreja manterá livros apropriados para registro de casa-
mentos e de atas do Presbitério, da Junta Diaconal, do Conselho
Local, da Assembleia e do Patrimônio, bem como livro-caixa, li-
vro de contribuição e livro-diário:
a) No caso de casamento religioso com efeito civil, lavrar o Livro
de Ata e o Livro de Registro de Casamento;
b) No caso de casamento religioso, lavrar o Livro de Registro de
Casamento;
c) Deve-se arquivar a certidão de habilitação ou a cópia da certi-

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dão de casamento, conforme o caso.

SEÇÃO II
Dos Oficiais da Igreja
Art. 98. São oficiais da Igreja os membros que exercem cargos,
tais como aspirantes, presbíteros, diáconos, diaconisas,
evangelistas, superintendente da escola bíblica dominical, dire-
tores de departamentos, de ministérios e conselho missionário,
conselheiros de crianças e de adolescentes, secretário da
assembleia, arquivista, agente de literatura, noticiarista, presi-
dentes de conselhos-diretores e demais presidentes de outras
organizações.
Parágrafo único. Os oficiais serão eleitos ou nomeados dentre os
membros de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabe-
doria e que sejam dizimistas (At. 6.3) e alunos da Escola Bíblica
Dominical.

Das Atribuições dos Oficiais da Igreja


Art. 99. São atribuições dos oficiais:
I - Do superintendente da escola bíblica dominical:
a) Dirigir a Escola Bíblica Dominical e providenciar para que tudo
funcione regularmente;
b) Nomear, ouvido o pastor, os professores necessários;
c) Nomear, ouvido o pastor, um secretário e um tesoureiro para
o serviço da Escola Bíblica Dominical;
d) Reunir os professores trimestralmente para avaliar o funcio-
namento da escola;
e) Apresentar relatório das atividades à Assembleia da igreja lo-
cal.
II - Dos diretores dos departamentos e ministérios:
a) Dirigir os departamentos e ministérios de acordo com as ins-
truções dos órgãos superiores;
b) Prestar informações ao Conselho Local, quando requeridas;
c) Apresentar relatório das atividades à Assembleia da igreja lo-
cal.

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III - Do secretário da Assembleia:
a) Lavrar as atas das reuniões em livro apropriado;
b) Fazer correspondência referente ao trabalho da Assembleia;
c) Entregar ao sucessor o livro e os documentos em ordem.
IV - Do agente de literatura:
a) Adquirir Bíblias, hinários, folhetos e livros evangélicos de acor-
do com o padrão doutrinário da Igreja para vendê-los, ouvido o
pastor;
b) Agenciar o Voz Wesleyana, angariando assinaturas e promo-
vendo a venda de números avulsos;
c) Organizar biblioteca, onde possível, e fazê-la funcionar.
V - Do noticiarista:
a) Enviar ao jornal Voz Wesleyana notícias das atividades da Igre-
ja;
b) Promover a programação da Igreja, por ocasião de datas his-
tóricas, por meio de propaganda falada ou escrita;
c) Divulgar, de forma ampla, as atividades da igreja, principal-
mente os trabalhos especiais, tais como inauguração de templos
e congregações, lançamentos de pedra fundamental, cruzadas
evangelísticas, séries de conferências etc.
VI - Do arquivista:
a) Recolher todos os livros e documentos em desuso e arquivá-
los;
b) Trazer em perfeita ordem o arquivo da igreja.
VII - Dos presidentes dos conselhos-diretores:
a) Dirigir as instituições que presidem, de acordo com seus esta-
tutos ou regimentos;
b) Dar informações ao Conselho Local sobre as atividades das
instituições, sempre que for solicitado;
c) Apresentar relatório das atividades à Assembleia da igreja lo-
cal.
Parágrafo único. A Escola Bíblica Dominical pode, de acordo com
o Regimento Interno, manter uma subtesouraria, que relatará
anualmente à tesouraria da Igreja.

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SEÇÃO III
Do Presbitério
Art. 100. O Presbitério se reúne trimestralmente ou quando ne-
cessário, convocado pelo pastor titular, que é seu presidente, e
com a metade mais um dos seus membros.

Art. 101. A reunião do Presbitério será ilegal se não houver con-


vocação pública ou individual de todos os membros com tempo
hábil ao comparecimento.

Art. 102. O Presbitério, em sua primeira reunião do exercício,


elegerá um vice-presidente e um secretário dentre os seus mem-
bros.
§ 1º No caso de uma igreja ter pastor ajudante, este será o
vice-presidente.
§ 2º Caso haja mais de um ajudante, o pastor titular deter-
minará quem será o vice-presidente.

Art. 103. Na ausência temporária do pastor titular, responderá


pelo expediente o vice-presidente.

Das Atribuições do Presbitério


Art. 104. Ao Presbitério compete:
I - Exercer o governo espiritual e disciplinar da igreja, velan-
do atentamente pela fé e práticas adotadas;
II - Opinar sobre recepção de membros por profissão de fé
e batismo;
III - Admitir, disciplinar e desligar membros da igreja (Art.
16 do Estatuto);
IV - Aplicar penalidades ou cancelá-las;
V - Comunicar à direção dos seminários e à Secretaria Regi-
onal de Educação Cristã casos de disciplina aplicada a alunos
membros da igreja;
VI - Exonerar ou colocar em disponibilidade presbíteros e
diáconos;

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VII - Examinar as questões relativas ao membro que se di-
vorciar, de acordo com o previsto no Art. 13 do Estatuto;
VIII - Encaminhar ao Conselho Ministerial Regional, para
exame e parecer, os casos dos divorciados, que a juízo do Presbi-
tério são casos especiais;
IX - Suspender qualquer plano em execução pelas organiza-
ções que não tenha sido planejado pelo Conselho Local, ou que
possa prejudicar os interesses espirituais da comunidade;
X - Apresentar anualmente, por ocasião da última
Assembleia, relatório de suas atividades por meio do seu presi-
dente;
XI - Assessorar o pastor na indicação de oficiais à eleição na
Assembleia.

Das Restrições do Presbitério


Art. 105. O Presbitério não pode:
I - Receber membros por reconciliação e adesão, sem pri-
meiro ouvir pessoalmente o candidato sobre o assunto;
II - Aplicar penalidade, sem visitar, exortar e aconselhar o
faltoso;
III - Reunir-se sem a presença do presidente, a não ser que
este tenha delegado autorização ao vice-presidente.

SEÇÃO IV
Da Disciplina dos Membros
Art. 106. Um membro denunciado deverá ser convocado, por
escrito e com antecedência, à reunião do Presbitério. Caso con-
teste a denúncia, quem o denunciou deverá comprovar a veraci-
dade do fato mediante provas testemunhais ou documentais.
§ 1º Se o denunciante não puder provar a denúncia, será
disciplinado, a juízo do Presbitério.
§ 2º Se o indiciado, sendo chamado, não comparecer sem
motivo justo, será julgado depois de ouvidas as testemunhas.
§ 3º Se o acusado se arrepender e pedir perdão, será per-
doado; podendo ter sua disciplina atenuada, a juízo do Presbité-

104

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rio.
§ 4º Em caso de disciplina, esta será aplicada, devendo o
pastor, quando possível, visitá-los e exortá-los.

Art. 107. No caso de disciplina, que não excederá o período de


três meses, exceto em casos especiais, além de o fato ficar regis-
trado em ata do Presbitério, o membro perderá seus privilégios,
mas não será impedido de sua participação aos cultos e reuniões
normais da igreja.
§ 1º As disciplinas aplicadas pela Igreja vão desde a admo-
estação particular, a suspensão por tempo determinado dos di-
reitos de membro e a exoneração de cargos e funções até seu
efetivo desligamento do rol.
§ 2º Fica sujeito a disciplina o membro que praticar atos
incompatíveis com a fé, a ética e a moral cristãs, defendidas pela
Igreja, segundo a Bíblia, tais como (Art. 15 Estatuto):
a) Adultério;
b) Prostituição;
c) Homossexualismo;
d) Pedofilia;
e) Entre outros.
Art. 108. Quando um membro se ausentar das atividades da igreja
sem motivo justificado, por um período de 6 (seis) meses, terá
seu nome excluído do rol, depois de, se possível, ter sido visitado
e exortado pelo pastor.

SEÇÃO V
Dos Presbíteros
Art. 109. O presbítero é o oficial eleito em Assembleia da igreja e
consagrado pelo pastor para auxiliá-lo no governo, na disciplina
e na orientação espiritual zelando pelos interesses da Igreja, após
período probatório de um ano.
Parágrafo único. Quando um presbítero vier de outra Igreja
Metodista Wesleyana, ou de outra igreja da mesma fé doutriná-

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ria e costumes, e for eleito, será dispensado de uma nova consa-
gração.

Art. 110. Requer-se do candidato a presbítero que:


I - Seja batizado por imersão;
II - Seja batizado com o Espírito Santo, ou esteja buscando
insistentemente esse batismo;
IIII - Seja assíduo e pontual no cumprimento de seus deve-
res;
IV - Seja irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir
e exemplo de santidade;
V - Governe bem a sua casa, em conformidade com 1Tm
3.4;
VI - Seja membro da igreja por quatro anos consecutivos,
ou a critério do pastor em casos especiais;
VII - Seja aluno da Escola Bíblica Dominical;
VIII - Tenha sido oficial da Igreja pelo menos por 2 (dois)
anos;
IX - Seja dizimista fiel;
X - Tenha no mínimo 25 anos de idade;
XI - Convém que seja casado;
XII - Tenha o ensino fundamental.

Das Atribuições do Presbítero


Art. 111. Ao presbítero compete:
I - Orar com os membros em suas necessidades;
II - Visitar os membros da igreja;
III - Admoestar membros da igreja que sejam repreensíveis;
IV - Informar à Junta Diaconal os casos em que membros
carecem de assistência;
V - Ajudar na administração da Ceia do Senhor e no batis-
mo quando convidado pelo oficiante;
VI - Tomar parte na consagração de presbíteros, diáconos e
diaconisas;
VII - Assistir às reuniões das organizações da igreja, quando

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o pastor não puder estar presente, para informá-lo das decisões
tomadas;

Art. 112. O ofício de presbítero é permanente.


§ 1º Um presbítero exonerado por atos de imoralidade não
poderá voltar à função enquanto não decorrer o prazo de 4 (qua-
tro) anos, ou a juízo do Presbitério.
§ 2º Quando um presbítero vier de outra denominação da
mesma fé e prática, após um ano de permanência como mem-
bro na igreja, o pastor poderá indicá-lo à eleição, aceitando a sua
consagração.
§ 3º O mandato de um presbítero é de 4 (quatro) anos, po-
dendo este ser reeleito sempre que houver conveniência. Os
presbíteros, após três mandatos consecutivos, serão dispensa-
dos de concorrer à reeleição.

Art. 113. O presbítero perde seu mandato quando:


I - Residir ou trabalhar em lugar que não lhe permita exer-
cer o cargo;
II - Transferir-se para outra igreja;
III - For exonerado, a pedido ou não, ficando em disponibili-
dade;
IV - For posto em disponibilidade pelo pastor ou Presbitério em
razão de incapacidade de saúde física ou mental ou incompatibi-
lidade ministerial (Art. 104, VI);
V - Ausentar-se sem justificativas aceitáveis da reunião do Pres-
bitério por mais de três vezes consecutivas;
VI - Deixar de preencher os requisitos exigidos para o cargo.

SEÇÃO VI
Da Junta Diaconal
Art. 114. A Junta Diaconal é o órgão de administração e planeja-
mento relativo às necessidades materiais da Igreja, e compõe-se
de diáconos e diaconisas em atividade.

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Art. 115. A Junta Diaconal, na primeira reunião do exercício ecle-
siástico, sob a presidência do pastor titular, elegerá um vice-pre-
sidente, um secretário e um tesoureiro dentre os seus membros.
Parágrafo único. Em caso de necessidade, um presbítero poderá
ser eleito tesoureiro.

Das Atribuições da Junta Diaconal


Art. 116. Compete à Junta Diaconal:
I - Reunir-se mensalmente;
II - Auxiliar o pastor na direção administrativa e financeira
da igreja;
III - Providenciar a cobertura das despesas das organizações
da igreja, se elas não tiverem suporte financeiro;
IV - Decidir sobre construções nas propriedades da igreja,
ouvida a Secretaria Regional de Administração (Art. 77, XIII);
V - Pagar as inscrições dos clérigos aos concílios, aos retiros
de pastores e aos eventos gerais e regionais para os quais forem
convocados, e as dos delegados aos concílios;
VI - Prover ao pastor:
a) subsídio determinado pela Secretaria Regional de Finanças;
b) aluguel de casa, excluindo água, luz e gás. Quanto ao telefone,
fica ao critério da Junta Diaconal. Nas casas pastorais, a instala-
ção de água e de energia elétrica deve estar separada das insta-
lações do templo;
c) viagens, quando a serviço da Igreja;
d) expediente nunca inferior a 10% da tabela;
e) 100% da contribuição devida ao INSS até três prebendas dos
pastores; acima disso, 50% da contribuição.
f) 13º do subsídio pastoral;
g) 8% da tabela pastoral para CAW, excluídos os itens “b”, “c” e
“e”;
h) anuênio por tempo de serviço.
VII - Enviar até o dia 10 de cada mês à Secretaria Regional
de Finanças um dízimo ou mais de arrecadação da igreja, ou como
for estipulado pelo Concílio Regional (Art. 94, XI);

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VIII - Providenciar os elementos da Ceia do Senhor;
IX - Registrar em livro apropriado ou em outros meios legais
os bens móveis da Igreja (Art. 120, II);
X - Cuidar das propriedades da igreja, trazendo-as conser-
vadas e limpas;
XI - Providenciar acomodações para atividades da igreja e
suas organizações, dando prioridade a crianças, adolescentes e
jovens;
XII - Autorizar o uso de imóveis, mediante contrato de
comodato e por tempo determinado, menos o templo e suas de-
pendências, que só serão usados naquilo para o que foram dedi-
cados, cabendo ao pastor cedê-los a outrem;
XIII - Alugar propriedades da igreja de uso local, por prazo
combinado com o Conselho Ministerial Regional, e pedir para
isso procuração à Secretaria Regional de Administração;
XIV - Solicitar procuração à Secretaria Regional de Adminis-
tração, em nome do pastor e do tesoureiro, para movimentar
conta bancária, para aquisição de imóveis, juntando ao pedido
extrato da ata da reunião e da minuta fornecida pela Secretaria
Regional de Administração (Art. 77, III);
XV - Consultar a Secretaria Regional de Administração, por
escrito, sobre aquisição de imóveis, aguardando a sua autoriza-
ção. A escritura e/ou documentos originais relativos à transação
devem ser enviados à referida Secretaria e devem ser guardadas
cópias no arquivo local (Art. 77, X);
XVI - Autorizar os departamentos e a Escola Bíblica Domini-
cal a funcionar com uma subtesouraria;
XVII - Liberar, caso haja possibilidade, verbas de uma con-
gregação em caso de aquisição de imóveis ou construção;
XVIII - Conceder férias anuais de 30 (trinta) dias ao pastor e
às missionárias com nomeação regional, dentro da conveniência
da igreja e sem abono especial;
XIX - Prestar relatório na última assembleia do exercício, por
meio do presidente e do tesoureiro;
XX - Pedir, quando necessário, procuração à Secretaria Re-

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gional de Administração para vender bens da Igreja;
XXI - Informatizar a igreja, quando houver possibilidade;
XXII - Analisar, discutir e votar propostas;
XXIII - Relatar anualmente à Secretaria Regional de Admi-
nistração a situação dos imóveis da igreja.
Parágrafo único. A reunião da Junta Diaconal deverá ser
convocada publicamente com, no mínimo, 7 (sete) dias de ante-
cedência.

Art. 117. Ao presidente da Junta Diaconal compete:


I - Convocar e presidir as reuniões da Junta Diaconal men-
salmente;
II - Indicar nomes para compor a mesa;
III - Gerenciar a execução dos incisos referentes à compe-
tência da Junta Diaconal.
Parágrafo único. A composição da mesa será de um presidente,
que será o pastor titular, um vice-presidente, um secretário de
atas e um tesoureiro.

Art. 118. Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente no seu impedimento;
II - Cumprir as tarefas que lhe forem determinadas pelo pre-
sidente.

Art. 119. Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro apropri-
ado ou em outro sistema legal, que ficará sob sua responsabili-
dade;
II - Preparar a correspondência da Junta Diaconal que for
solicitada pelo presidente.

Das Atribuições do Tesoureiro da Junta Diaconal


Art. 120. Ao tesoureiro compete:
I - Receber todos os haveres em dinheiro da Igreja, deposi-
tando-os em conta bancária em nome da Igreja Metodista

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Wesleyana;
II - Escriturar nos livros ou por meios magnéticos e eletrôni-
cos, utilizando programa oficial de informática da Igreja, de acor-
do com as normas contábeis e os itens relativos às estatísticas e
com a devida documentação comprobatória de todo movimen-
to financeiro, e apresentar o balanço anual à Assembleia;
III - Fazer todos os pagamentos regulares e fiscais, e os que
forem autorizados pelo presidente;
IV - Relatar mensalmente à Junta Diaconal;
V - Emitir balancetes mensais, encadernando-os anualmente
com termo de abertura e encerramento, contendo assinaturas
do pastor titular e do tesoureiro.
§ 1º O tesoureiro só poderá ter em mãos importância pe-
quena, necessária às despesas regulares da igreja.
§ 2º Os livros mencionados no inciso II são:
a) Livro-Caixa;
b) Livro-Grade;
c) Livro-Diário.

Das Restrições da Junta Diaconal


Art. 121. A Junta Diaconal não pode:
I - Cortar a verba, ou parte dela, votada para o sustento do
clérigo, ao receber em meio ao exercício eclesiástico um novo
clérigo;
II - Pagar a clérigos sem ouvir a Secretaria Regional de Fi-
nanças;
III - Reter em seu poder qualquer importância devida à Se-
cretaria Regional de Finanças por mais de 15 dias;
IV - Emprestar dinheiro que esteja sob sua responsabilida-
de, a não ser em casos especiais à própria Igreja, no atendimen-
to de sua necessidade.

SEÇÃO VII
Dos Diáconos e das Diaconisas

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Art. 122. Diáconos e diaconisas são oficiais eleitos pela
Assembleia, para auxiliar o pastor e atender às necessidades
materiais da igreja

Art. 123. Diáconos e diaconisas, nomeados(as) por um ano, sen-


do aprovados(as), concorrerão à eleição na Assembleia.
§ 1º Diáconos e diaconisas eleitos(as) são consagrados(as)
pelo pastor, assessorado pelos presbíteros, em solenidade públi-
ca.
§ 2º Quando um diácono ou uma diaconisa vierem de outra
Igreja Metodista Wesleyana, ou de outra igreja da mesma fé e
costumes, e forem eleitos(as), serão dispensados(as) de uma nova
cerimônia de consagração.

Art. 124. O ofício de diaconato é permanente.


Parágrafo único. O mandato diaconal é de 2 (dois) anos, poden-
do haver reeleição, sempre que houver conveniência.

Art. 125. Requer-se do(a) candidato(a) a diácono ou à diaconisa


que:
I - Seja pontual e cumpridor(a) de seu dever;
II - Governe bem a sua própria casa conforme 1Timóteo 3.4;
III - Tenha boa reputação na comunidade onde vive;
IV - Tenha dons de liderança em assuntos administrativos;
V - Seja batizado(a) por imersão;
VI - Seja batizado(a) com o Espírito Santo ou esteja buscan-
do com insistência essa experiência;
VII - Seja membro da Igreja, pelo menos por 2 (dois) anos;
VIII - Seja aluno(a) da Escola Bíblica Dominical;
IX - Seja dizimista fiel;
X - Seja maior de 20 anos;
XI - Saiba ler e escrever, na medida do possível.
Parágrafo único. Em casos especiais, a exigência quanto ao
tempo em que se é membro da Igreja ficará a critério do Presbi-
tério.

112

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Das Atribuições do Diácono e da Diaconisa
Art. 126. Ao diácono e à diaconisa competem:
I - Visitar os membros da igreja em suas necessidades mate-
riais;
II - Ser sensível às necessidades de membros e congrega-
dos, na medida do possível;
III - Zelar pela ordem do culto, segundo a orientação do pas-
tor;
IV - Levantar as ofertas no culto público;
V - Manter a ordem nas dependências da igreja;
VI - Manter vigilância constante sobre o estado e conserva-
ção dos bens móveis e imóveis;
VII - Comparecer às reuniões da Junta Diaconal e cumprir
suas determinações.

Art. 127. A função de diáconos e diaconisas cessa quando:


I - Forem exonerados(as) a pedido ou não;
II - Transferirem-se para outra igreja;
III - Forem postos em disponibilidade pelo pastor ou Presbi-
tério, em razão de incapacidade de saúde física ou mental ou
incompatibilidade ministerial;
IV - Ausentarem-se por três reuniões consecutivas sem jus-
tificativas aceitáveis;
V - Deixarem de preencher os requisitos exigidos para o car-
go;
VI - Não forem reeleitos pela Assembleia.
§ 1º O diácono e a diaconisa são oficiais da igreja local e
exercem seu mandato somente no âmbito local.
§ 2º No caso de serem transferidos para outra igreja, pode-
rão exercer seu mandato, se nomeado pelo pastor, até sua con-
firmação pela Assembleia da igreja.
§ 3º Quando um diácono ou diaconisa vierem de outra de-
nominação da mesma fé e costumes, poderão, a critério do Pres-
bitério, após dois anos de permanência como membro na igreja,
ser eleitos na Assembleia, aceitando-se a sua consagração.

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Art. 128. Um diácono ou diaconisa exonerados por atos de imo-
ralidade não poderão voltar à função enquanto não decorrer o
prazo de três anos ou a juízo do Presbitério.

SEÇÃO VIII
Do Evangelista
Art. 129. Evangelista é o membro da igreja indicado pelo pastor
e eleito em Assembleia, escolhido para o serviço evangelizador
na área local.

Art. 130. Requer-se do candidato a evangelista que:


I - Seja assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres
e compromissos;
II - Tenha demonstrado ardor evangelístico, estando em ple-
na atividade na igreja local;
III - Seja batizado por imersão;
IV - Seja batizado com o Espírito Santo, ou esteja buscando-
o com insistência;
V - Seja membro da igreja pelo menos por quatro anos con-
secutivos, ou, em caso especial, a critério do pastor;
VI - Seja aluno da Escola Bíblica Dominical;
VII - Seja dizimista fiel.

Das Atribuições do Evangelista


Art. 131. Ao evangelista compete:
I - Abrir novas frentes de evangelização;
II - Promover movimentos evangelizadores;
III - Liderar o trabalho evangelístico na igreja local;
IV - Relatar ao Conselho Local os projetos e avanços missio-
nários urbanos;
V - Apresentar planos, custos etc. ao Conselho Local e espe-
rar sua aprovação;
VI - Relatar suas atividades à Assembleia no final do ano;
VII - Submeter todas as iniciativas ao pastor, para
ajuizamento e conhecimento harmonioso do trabalho a ser rea-

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lizado;
VIII - Executar o planejamento do Ministério Regional de
Evangelismo na igreja local (Art. 80).
Parágrafo único. A função de evangelista é anual, podendo este
ser reeleito, havendo conveniência na Assembleia, mediante in-
dicação do pastor.

SEÇÃO IX
Da Escola Bíblica Dominical
Art. 132. A Escola Bíblica Dominical é a organização da Igreja que
cuida da educação cristã de crianças, pré-adolescentes, adoles-
centes, jovens e adultos.

Art. 133. Os membros das igrejas e congregações se reúnem aos


domingos em horários determinados pelo Conselho Local para
estudo da Palavra de Deus, em classe de diferentes idades, con-
forme o Estatuto da Escola Bíblica Dominical.

Art. 134. A Escola Bíblica Dominical adotará para estudos em clas-


se a literatura preparada pelo Centro de Publicações, ou a que
for determinada pela Secretaria-Geral de Educação Cristã.
Parágrafo único. Nenhuma igreja, por nenhum motivo, poderá
deixar de usar a literatura editada pelo Centro de Publicações ou
desrespeitar a determinação da Secretaria-Geral de Educação
quanto ao seu uso.

Art. 135. A Escola Bíblica Dominical será dirigida por um superin-


tendente eleito anualmente e terá professores indicados por ele,
ouvido o pastor.

Art. 136. A Escola Bíblica Dominical enviará o dízimo de sua arre-


cadação mensal à Secretaria Regional de Educação Cristã.

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SEÇÃO X
Dos Departamentos
Art. 137. Cada igreja manterá os seguintes departamentos:
I - De crianças;
II - De pré-adolescentes;
III - De adolescentes;
IV - De jovens;
V - De adultos.
§ 1º Os departamentos serão dirigidos por diretores eleitos
pela Assembleia, mediante indicação do pastor de até três no-
mes, ouvidos os respectivos departamentos.
§ 2º No departamento de crianças, de pré-adolescentes e
de adolescentes, o pastor indicará um(a) conselheiro(a) e este(a)
responderá pelos atos do diretor.

Art. 138. Os departamentos têm por finalidade o cultivo de ex-


periências religiosas positivas, a evangelização e a fraternidade
cristã.

Art. 139. Os departamentos recebem orientação dos departa-


mentos regionais e executam a programação aprovada em con-
venção pelo Conselho Local.
Parágrafo único. O departamento de crianças, de adolescentes,
de jovens e de adultos orienta suas atividades por estatutos pre-
parados pela Secretaria-Geral de Educação Cristã e aprovados
pelo Conselho-Geral;

Art. 140. O Departamento de Adultos, em caso de conveniência


local, poderá ser desdobrado em três setores:
a) De homens;
b) De senhoras, seguindo-se a mesma orientação regional;
c) De terceira idade.

Art. 141. Para eleição dos diretores exige-se que:


I - Sejam membros da igreja no mínimo há dois anos e estejam

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em plena comunhão;
II - Estejam de acordo com as doutrinas e práticas da Igreja.

SEÇÃO XI
Do Conselho Missionário
Art. 142. O Conselho Missionário é um departamento local que
tem por finalidade implementar a visão missionária das secreta-
rias Geral e Regional de Missões no âmbito da igreja local.
Parágrafo único. A composição, a competência e o funcionamento
do Conselho Missionário são definidos no regimento elaborado
pela Secretaria-Geral de Missões e aprovado pelo Conselho-Ge-
ral.

9 DO MINISTÉRIO
DA IGREJA

Da Ordem Sagrada
Art. 143. A Ordem Ministerial é composta de quatro categorias:
bispos, ministros, pastores e missionárias.
Parágrafo único. Os pastores e as missionárias estão impe-
didos de:
a) ser nomeados(as) para a função de superintendentes distritais;
b) concorrer à eleição para secretários(as) regionais.

SEÇÃO I
Do Bispo
Art. 144. Bispo é o clérigo ativo eleito, ordenado e empossado
pelo Concílio-Geral para exercer a Superintendência-Geral ou
Regional.

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§ 1º O mandato de bispo é de seis anos, podendo haver
reeleição.
§ 2º Em caso de acusação, será concedido ao bispo acusado
direito de ampla defesa.
§ 3º Em caso de acusação fundamentada, o bispo estará
sujeito a processo disciplinar, presidido pelo Colégio Episcopal,
nos mesmos moldes do processo dos demais clérigos (Artigos
13, 14 e 15, do Estatuto; Art. 15, IX).
§ 4º Sendo falsa a acusação, o responsável por ela será dis-
ciplinado a critério do Colégio Episcopal.
§ 5º O bispo que completar 70 anos será jubilado, nos ter-
mos do Art. 180.

Dos Privilégios do Bispo


Art. 145. Privilégios do bispo em atividade, ou jubilado:
I - Ser membro do Colégio Episcopal;
II - Ser membro do Conselho-Geral se estiver em atividade;
III - Ser membro do Concílio Regional, da região onde esti-
ver residindo;
IV - Transferir-se para outra Região Eclesiástica;
V - Voltar a pastorear, caso lhe convenha, e na região que dese-
jar, se estiver em atividade.

Do Candidato a Bispo
Art. 146. Requer-se do candidato à eleição e ordenação a bispo
que:
I - Esteja no Ministério Pleno, cumprindo os requisitos, de-
veres e obrigações exigidos para a função de ministro da Igreja
Metodista Wesleyana;
II - Tenha em seu histórico marcas exemplares de vida fami-
liar, administração eficiente, discrição, zelo e pontualidade em
suas obrigações locais, regionais e gerais;
III - Seja bacharel em teologia;
IV - Seja capaz de exercer a Superintendência Regional ou
Geral para a qual será eleito e nomeado, conforme demonstrado

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no desempenho das suas funções;
V - Declare, por escrito, submissão ao regime itinerante e à
autoridade eclesiástica da Igreja Metodista Wesleyana;
VI - Tenha aprovação do Conselho Ministerial Regional;
VII - Obtenha votação favorável da maioria absoluta do ple-
nário do Concílio-Geral para eleição e ordenação a bispo;
VIII - Responda satisfatoriamente, no ato da ordenação, às
perguntas de liturgia, assumindo assim as responsabilidades ine-
rentes ao cargo;
IX - Tenha, por ocasião da eleição e/ou ordenação, a idade
mínima de 40 anos;
X - Tenha, por ocasião da ordenação, 15 anos de ministério
ativo e contínuo na Igreja Metodista Wesleyana;
XI - Tenha sido ministro titular de tempo integral por pelo
menos quatro exercícios eclesiásticos na Igreja Metodista
Wesleyana;
XII - Esteja de acordo com os requisitos encontrados em 1Ti-
móteo 3.1-7;
XIII - Não tenha sido, ou seja, divorciado;
XIV - Tenha sido eleito no Concílio Regional ao qual perten-
ça.

SEÇÃO II
Do Ministro
Art. 147. Ministro é o clérigo ordenado pela Igreja Metodista
Wesleyana para ministrar as ordenanças de Cristo e participar
do governo de sua Igreja.

Do Candidato à Ordenação a Ministro


Art. 148. Requer-se do candidato à eleição e ordenação a minis-
tro que:
I - Tenha preenchido requisitos para candidato a ministro;
II - Tenha sido aprovado pela Comissão Ministerial;
III - Tenha sido aceito pelo Conselho Ministerial Regional;
IV - Obtenha votação favorável da maioria do plenário do

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Concílio Regional;
V - Responda satisfatoriamente, no ato da ordenação, às
perguntas de liturgia, assumindo assim as responsabilidades ine-
rentes ao cargo;
VI - Tenha, por ocasião da ordenação, a idade mínima de 30
anos.

Dos Deveres e dos Direitos do Ministro


Art. 149. São deveres do ministro:
I - Assumir e desempenhar as funções para as quais foi elei-
to ou nomeado, sejam elas regionais ou gerais;
II - Pastorear o rebanho do Senhor em conformidade com o
padrão doutrinário e administrativo da Igreja Metodista
Wesleyana;
III - Oficiar as cerimônias em conformidade com a liturgia
da Igreja Metodista Wesleyana;
IV - Requerer sua jubilação aos 70 anos, ou antes, nos ter-
mos do Art. 180.
Parágrafo único. Ao requerer sua jubilação, o ministro pre-
cisa aguardar a decisão final do Conselho Ministerial Regional.

Art. 150. São direitos do ministro:


I - Ser membro do Concílio Regional da região à qual está
ligado;
II - Gozar vitaliciedade no ministério, respeitadas as disposi-
ções do Estatuto e do Regimento Interno da Igreja;
III - Licenciar-se de suas funções em caráter temporário;
IV - Transferir-se para outra Região Eclesiástica;
V - Transferir-se para a igreja como membro, caso deixe o
ministério;
VI - Gozar férias de 30 dias anuais, mediante entendimento
com a Junta Diaconal e o Superintendente Distrital (SD);
VII - Apelar, em caso de disciplina eclesiástica, ao Colégio
Episcopal e, em caso de disciplina administrativa, ao Conselho-
Geral.

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§ 1º Quanto à transferência para outra região, com o pro-
pósito de continuar servindo no ministério, terá de haver enten-
dimento prévio com os bispos, quanto à conveniência e possibi-
lidade ou não de aceitação.
§ 2º Suas férias deverão ser comunicadas ao SD com ante-
cedência de 30 dias.
§ 3º Quanto às férias do SD, este deverá comunicar ao bis-
po com antecedência, aguardando sua decisão final.

Do Candidato a Ministro
Art. 151. Candidato a ministro é o pastor da Igreja Metodista
Wesleyana que tenha plena certeza do seu chamado por Deus
para exercer o Santo Ministério da Palavra e que satisfaça os se-
guintes requisitos:
I -Tenha, em seu histórico, marcas exemplares de vida fami-
liar e administração eficiente, discrição, zelo e pontualidade em
suas obrigações locais, regionais e gerais;
II - Seja capaz de desempenhar qualquer cargo regional ou
geral para o qual seja eleito ou nomeado;
III - Seja pastor titular, pelo menos por três exercícios eclesi-
ásticos na Igreja Metodista Wesleyana;
IV - Seja bacharel em teologia;
V - Declare, por escrito, submissão ao regime itinerante e à
autoridade eclesiástica;
VI - Tenha recomendação favorável do Conselho Ministerial
Regional;
VII - Seja examinado pela Comissão Ministerial e pelo Con-
selho Ministerial Regional;
VIII - Submeta-se ao exame psicotécnico.
§ 1º O pedido do pastor para se tornar candidato a ministro
dependerá da aquiescência do Conselho Ministerial Regional, a
quem caberá decisão final sobre o assunto.
§ 2º Os pastores residentes em áreas que não possuam ex-
tensão do Ceforte poderão apresentar curso de bacharel em te-
ologia feito em instituição de ensino recomendada pela Secreta-

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ria Regional de Educação Cristã.

Art. 152. O candidato a ministro que apresentar curso de bacha-


rel em teologia e tiver servido como pastor titular por três exer-
cícios eclesiásticos poderá ser encaminhado à ordenação.

SEÇÃO III
Do Pastor
Art. 153. Pastor é o clérigo que recebeu consagração para minis-
trar as ordenanças de Cristo e de sua Igreja, respeitadas as dis-
posições do parágrafo único do Art. 160.

Do Candidato a Pastor
Art. 154. Requer-se do candidato à eleição e consagração a pas-
tor que:
I - Tenha completado satisfatoriamente o período prepara-
tório;
II - Tenha sido aprovado pela Comissão Ministerial;
III - Tenha sido aceito pelo Conselho Ministerial Regional;
IV - Obtenha votação favorável da maioria do plenário no
Concílio Regional;
V - Tenha sido aprovado no estágio;
VI - Responda satisfatoriamente, no ato da consagração, às
perguntas da liturgia, assumindo assim as responsabilidades ine-
rentes ao cargo;
VII - Tenha por ocasião da consagração a idade mínima de
25 anos.
Parágrafo único. Caso haja alguma acusação contra o candi-
dato, ele terá direito a defender-se no plenário.

Dos Deveres e dos Direitos do Pastor


Art. 155. São deveres do pastor:
I - Assumir e desempenhar as funções para as quais foi no-
meado, sejam elas regionais ou gerais;
II - Pastorear o rebanho do Senhor em conformidade com o

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padrão doutrinário e administrativo da Igreja Metodista
Wesleyana;
III - Oficiar as cerimônias em conformidade com a liturgia
da Igreja Metodista Wesleyana;
IV - Solicitar à Junta Diaconal as suas férias, com antecedên-
cia mínima de 30 dias da data pretendida;
V - Requerer sua jubilação aos 70 anos, ou antes, nos ter-
mos do Art. 180.
§ 1º O pastor deve comunicar com antecedência ao SD quan-
to ao período de suas férias.
§ 2º Ao requerer sua jubilação, o pastor precisa aguardar a
decisão final do Conselho Ministerial Regional.

Art. 156. São direitos do pastor:


I - Ser membro do Concílio Regional da região à qual está
ligado;
II - Licenciar-se de suas funções em caráter temporário;
III - Transferir-se para outra Região Eclesiástica;
IV - Transferir-se para uma igreja local, como membro, caso
deixe o ministério;
V - Transferir-se para a categoria de ministro, mediante pe-
dido formal, uma vez satisfeitas as exigências de lei, com aprova-
ção do Conselho Ministerial Regional e eleição pelo plenário do
Concílio Regional;
VI - Gozar férias de 30 dias anuais, mediante entendimento
com a Junta Diaconal e o SD;
VII - Apelar, em caso de disciplina eclesiástica, ao Colégio
Episcopal e, em caso de disciplina administrativa, ao Conselho-
Geral.
Parágrafo único. Quanto à transferência para outra região,
com o propósito de continuar servindo no ministério, terá de
haver entendimento prévio com os bispos, quanto à conveniên-
cia e possibilidade de aceitação.

Art. 157. O clérigo de tempo integral, dependente da Secretaria

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Regional de Finanças ou Missões, não alcançando sustento pró-
prio após dois exercícios eclesiásticos, receberá mais uma nome-
ação na mesma igreja ou não, passando à categoria de clérigo de
tempo parcial, à critério do Conselho Ministerial Regional.

Art. 158. O clérigo que, após três exercícios eclesiásticos, não


apresentar resultados positivos poderá ser posto em disponibili-
dade.
Parágrafo único. Os clérigos estão sujeitos ao ministério itinerante,
isto é, serão transferidos para outra igreja, a juízo do Conselho
Ministerial Regional.

SEÇÃO IV
Das Atribuições dos Ministros e dos Pastores
Art. 159. Ministros e pastores são clérigos incumbidos da dire-
ção e administração de uma ou mais igrejas. Em uma igreja com
mais de um pastor, suas funções serão determinadas pelo Con-
selho Ministerial Regional, observados os seguintes critérios:
I - Na igreja em que houver dois ministros, um será o titular
e o outro o copastor;
II - Na igreja em que houver dois ministros e um pastor, um
ministro será o titular, o outro será o co-pastor, e o pastor será
ajudante;
III - Na igreja em que houver dois ou mais pastores, um pas-
tor será o titular e os demais ajudantes.
Art. 160. São atribuições dos ministros e dos pastores:
I - Pregar o Evangelho em conformidade com as doutrinas e
práticas da Igreja;
II - Exortar ou admoestar em caso de necessidade, de acor-
do com a Bíblia e o Estatuto e o Regimento Interno, os membros
das igrejas que estiver pastoreando;
III - Cuidar que a Bíblia, o Estatuto e o Regimento Interno
sejam obedecidos;
IV - Visitar os membros da igreja ou das igrejas;
V - Alistar candidatos à comunhão da igreja e instruí-los;

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VI - Admitir membros por profissão de fé e batismo, ouvin-
do o Presbitério;
VII - Fornecer aos membros cartões de identificação, a seu
critério;
VIII - Instruir os noivos antes do casamento, dando-lhes um
curso pré-nupcial;
IX - Oficiar as cerimônias conforme ritual da Igreja;
X - Indicar nomes para cargos eletivos na igreja, assessora-
do pelo Presbitério;
XI - Nomear pastores sem trabalho pastoral para funcionar
no Presbitério, havendo conveniência;
XII - Nomear missionária para cargo de oficial na igreja;
XIII - Nomear para a função diaconal por um ano, a título de
experiência, membros da igreja;
XIV - Nomear, em casos de emergência, oficiais para cargos
de liderança;
XV - Nomear comissão de construção;
XVI - Nomear membros da Igreja em comissão, bem como
substituí-los quando necessário;
XVII - Manter em dia o livro de chamada;
XVIII - Relatar na última Assembleia de cada ano;
XIX - Informar anualmente sobre as atividades da igreja;
XX - Apresentar anualmente as estatísticas das igrejas;
XXI - Dar posse solenemente aos oficiais da igreja;
XXII - Convocar por si mesmo, ou a pedido dos oficiais, e
presidir as reuniões do Conselho Local, do Presbitério, da Junta
Diaconal e da Assembleia da igreja;
XXIII - Comunicar ao superintendente distrital e ao Presbi-
tério sempre que tiver de se ausentar da Igreja por mais de dez
dias;
XXIV - Assumir a igreja para a qual foi nomeado no prazo de
15 dias;
XXV - Deixar ao sucessor relatório informativo, dando cópia
ao superintendente distrital e ao bispo;
XXVI - Reunir o Conselho Local no prazo de 30 dias após o

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Concílio Regional;
XXVII - Conservar sempre atualizado o fichário dos mem-
bros da igreja;
XXVIII - Registrar em ordem cronológica os nomes dos mem-
bros da igreja;
XXIX - Participar das reuniões dos departamentos e verifi-
car se todos os compromissos estão em dia;
XXX - Acusar o recebimento das transferências recebidas
para dar baixa nos róis de origem;
XXXI - Conceder transferência de membros da igreja para
outra da mesma fé doutrinária;
XXXII - Fornecer, se necessário, carta de apresentação aos
membros;
XXXIII - Nomear Comissão de Sindicância em caso de disci-
plina de membros;
XXXIV - Colocar em disponibilidade presbíteros, diáconos
ou diaconisas quando as razões estiverem amparadas pelo Esta-
tuto;
XXXV - Encaminhar ao Conselho Ministerial Regional pedi-
do de organização de igrejas;
XXXVI - Providenciar junto aos departamentos o envio de
delegados às convenções;
XXXVII - Enviar ao Fundo Imobiliário Wesleyano 50% dos
seus dízimos;
XXXVIII - Reunir trimestralmente os membros da igreja para
tratar especialmente dos temas:
a) A postura da Igreja à luz da Palavra de Deus;
b) Exposição de planos a ser executados no trimestre seguinte;
c) Comunicar o cancelamento de membros.
Parágrafo único. Estará sujeito a disciplina o pastor que deixar de
cumprir o que dispõe o inciso IV deste artigo.

Das Restrições dos Ministros e dos Pastores


Art. 161. O ministro e o pastor em atividade não podem:
I - Exercer qualquer atividade estranha ao ministério sem

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autorização do Conselho Ministerial Regional;
II - Batizar qualquer pessoa por aspersão ou em desarmo-
nia com a fórmula bíblica em Mt 28.19;
III - Receber membros por adesão e reconciliação sem que
a decisão seja do Presbitério;
IV - Negar transferência de membros, exceto se estiver em
disciplina;
V - Excluir membros;
VI - Indicar candidatos a presbíteros ou a diáconos que te-
nham sido disciplinados em qualquer Igreja por ato de imorali-
dade, cujo tempo seja menor de três anos;
VII - Realizar casamento misto, isto é, de evangélicos com
não evangélicos e de pessoas do mesmo sexo;
VIII - Recusar o recebimento do órgão oficial e da literatura
da Escola Bíblica Dominical;
IX - Deixar de encaminhar ao Conselho Ministerial Regional
pedido de organização de igrejas;
X - Deixar que seja alugada qualquer propriedade da Igreja
sem autorização da Secretaria Regional de Administração;
XI - Realizar trabalho em outra igreja sem prévio entendi-
mento com o pastor;
XII - Assumir responsabilidade financeira sem que para isso
tenha recursos próprios;
XIII - Tirar férias de imediato ao assumir uma nova igreja;
XIV - O pastor que desejar candidatar-se a cargos políticos
precisa ter a aquiescência do Conselho Ministerial. Ele será li-
cenciado durante o período da campanha eleitoral e, se eleito,
só poderá voltar às funções mediante parecer favorável de quem
o licenciou;
§ 1º O disposto no inciso I não se aplica aos ministros e aos
pastores de tempo parcial.
§ 2º É obrigatória a presença dos ministros e dos pastores
de tempo integral nos eventos gerais e regionais para os quais
forem convocados e no Concílio Regional, devendo responder à
chamada do rol.

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SEÇÃO V
Do Aspirante à Categoria de Pastor
Art. 162. Aspirante a pastor é o candidato que satisfaça os se-
guintes requisitos:
I - Seja batizado por imersão e com o Espírito Santo;
II - Seja irrepreensível na moral, discreto no falar e exemplo
de santidade na vida;
III - Seja aluno da Escola Bíblica Dominical;
IV - Seja dizimista fiel comprovado, por escrito, pela Junta
Diaconal;
V - Tenha revelado na igreja em que se acha arrolado dons e
graça para pregar e visitar, bem como para outros trabalhos de
caráter pastoral;
VI - Tenha convicção da chamada de Deus para o ministé-
rio;
VII - Seja recomendado, por escrito, pelo Conselho Local da
igreja em que esteja arrolado, com declaração de que tenha sido
membro por quatro anos consecutivos, sendo pelo menos por
dois anos na igreja atual;
VIII - Tenha o bacharelado em teologia, conforme o padrão
cultural e teológico da Igreja Metodista Wesleyana, e submeta-
se a um exercício eclesiástico de estágio;
IX - Seja examinado e acompanhado pela Comissão Minis-
terial;
X - Apresente ao presidente da Comissão Ministerial as se-
guintes certidões:
a) De casamento ou nascimento, não servindo cópia autenticada
com mais de seis meses;
b) Negativa do SPC e do Serasa da cidade onde reside.
XI - Comprove filiação, e regularidade, ao INSS;
XII - Faça declaração, por escrito, de submissão ao regime
itinerante e à autoridade eclesiástica;
XIII - Faça declaração, por escrito, da existência ou não de
qualquer processo criminal – mesmo por calúnia, difamação ou
injúria – e da solução judicial;

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XIV - Não seja aposentado por velhice ou por invalidez de
qualquer natureza que o impeça de exercer o ministério pasto-
ral;
XV - Não seja portador de doenças nervosas ou mentais,
clinicamente comprovadas;
XVI - Submeta-se a exame psicotécnico;
XVII - Tenha recomendação favorável do Conselho Ministe-
rial Regional.
§ 1º O aspirante que satisfizer as exigências do Regimento
Interno será encaminhado ao Conselho Ministerial Regional e,
se aprovado, será consagrado, havendo necessidade na região.
§ 2º O aspirante deverá, durante o período probatório, ini-
ciar trabalho novo, com vistas a uma nova igreja, ficando sua
consagração na dependência do resultado do seu trabalho.
§ 3º O aspirante poderá ser nomeado colaborador, não po-
dendo oficiar cerimônias, por ainda não ser consagrado, a me-
nos que tenha consagração de presbítero. Porém, com a neces-
sidade e a critério do pastor, o aspirante poderá ajudá-lo nas ce-
rimônias, com o intuito de preparação para exercício futuro em
seu ministério.
§ 4º O aspirante que, ao fim de três exercícios, não
corresponder às condições exigidas pela Igreja para a eleição será
descontinuado.
§ 5º Convém que o aspirante seja casado, e que necessaria-
mente sua esposa ou noiva seja evangélica e declare concordân-
cia com o exercício do ministério.
§ 6º A esposa ou noiva do aspirante a pastor deverá comparecer
à Comissão Ministerial.

SEÇÃO VI
Do Quadro de Missionárias
Art. 163. O quadro de missionárias é composto de duas categori-
as: missionária consagrada e missionária eleita;
§ 1º Missionária consagrada é o clérigo que satisfez todos
os requisitos exigidos pelo Estatuto e pelo Regimento Interno da

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Parte 2 - Regimento.pmd 129 8/12/2009, 08:57


Igreja para eleição e consagração.
§ 2º A missionária consagrada pertence à Ordem Sagrada
da Igreja Metodista Wesleyana.
§ 3º Missionária eleita é o leigo que alcançou o título de
missionária até a data de realização do 9º Concílio-Geral e que
não satisfaça os requisitos das normas da Igreja para a consagra-
ção.
§ 4º A missionária eleita que cumprir todos os requisitos
das normas da Igreja poderá ser consagrada.
§ 5º As missionárias estão impedidas de:
a) Ser nomeadas para a função de superintendente distrital;
b) Concorrer à eleição para secretários regionais.

Art. 164. O quadro de missionárias visa atender à Igreja Metodista


Wesleyana nas áreas do Campo Missionário Nacional ou Estran-
geiro, bem como auxiliar e nas atividades de aconselhamento e
discipulado, assistencial e educacional, e nos serviços de caráter
missionário e evangelístico da igreja local.

Da Missionária
Art. 165. Missionária é o clérigo que, após período probatório,
foi consagrado para servir no Campo Missionário Nacional ou
Estrangeiro, ou na igreja local, na ministração das ordenanças de
Cristo e de sua Igreja, quando autorizado pelo Conselho Ministe-
rial Regional, respeitadas as disposições da Seção VI, do Capítulo
IX.
§ 1º O período probatório será de um exercício eclesiástico,
podendo ser prorrogado.
§ 2º No período probatório, deterá o título de aspirante à
missionária, podendo, a convite do pastor, participar das reuni-
ões administrativas da igreja local, devendo abrir trabalho pio-
neiro que comprove seu chamado.
§ 3º Em caso de necessidade da obra, a aspirante à
missionária, tendo cumprido as exigências de lei e o período
probatório, será consagrada missionária para servir no Campo

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Missionário Nacional ou Estrangeiro, ou na igreja local.
§ 4º A missionária consagrada e com nomeação regional
terá direito ao seu sustento.
§ 5º A missionária consagrada e/ou a missionária eleita que
esteja na área do Distrito Eclesiástico, a critério do Conselho Mi-
nisterial Regional, poderá auxiliar os pastores nas áreas ministe-
riais do distrito eclesiástico e da igreja local, permanecendo sob
a supervisão e a orientação do SD.
§ 6º A missionária consagrada que retornar do Campo Mis-
sionário Nacional ou Estrangeiro ficará à disposição do Distrito
Eclesiástico na área de sua residência, podendo, a critério do Con-
selho Ministerial Regional, servir em órgãos da Igreja.

Art. 166. Requer-se da candidata à eleição e consagração à


missionária que:
I - Tenha completado satisfatoriamente o período prepara-
tório;
II - Tenha sido aprovada pela Comissão Ministerial;
III - Tenha sido aceita pelo Conselho Ministerial Regional;
IV - Obtenha votação favorável da maioria do plenário no
Concílio Regional;
V - Responda satisfatoriamente no ato da consagração às
perguntas da liturgia, assumindo assim as responsabilidades ine-
rentes ao cargo;
VI - Tenha por ocasião da consagração a idade mínima de
25 anos;
VII - Tenha condições de ser nomeada pelo Conselho Minis-
terial Regional para igrejas ou frentes missionárias do Campo Mis-
sionário Nacional ou Estrangeiro, ou na igreja local, a juízo do
Conselho Ministerial Regional;
VIII - Tenha o bacharelado em teologia reconhecido pela Se-
cretaria-Geral de Educação Cristã e o curso transcultural, quan-
do necessário, reconhecido pela Secretaria-Geral de Missões.
Parágrafo único. Caso haja alguma acusação contra a candidata,
ela terá direito a defender-se no plenário.

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Parte 2 - Regimento.pmd 131 8/12/2009, 08:57


Da Credencial da Missionária
Art. 167. O membro da Igreja do sexo feminino que preencher
os requisitos para ser missionária, após eleição e consagração,
receberá credencial assinada pelo bispo.
Parágrafo único. A missionária com nomeação regional passa para
o rol de membros do Concílio Regional.

Das Funções das Missionárias


Art. 168. As missionárias estão incumbidas de auxiliar os pasto-
res na direção e administração de frentes missionárias ou igrejas
do Campo Missionário Nacional ou Estrangeiro, bem como no
âmbito das Igrejas Locais quando solicitadas.
Parágrafo único. Em casos especiais, uma Frente Missionária ou
um Campo Missionário Nacional ou Estrangeiro poderão ter duas
ou mais missionárias, ficando a critério do Conselho Ministerial
Regional determinar suas respectivas funções.

Das Atribuições das Missionárias


Art. 169. São atribuições das missionárias:
I - Ensinar o Evangelho em conformidade com as doutrinas
e práticas da Igreja;
II - Auxiliar nas atividades da igreja;
III - Visitar os membros da igreja;
IV - Oficiar as cerimônias conforme ritual da Igreja, quando
estiver no Campo Missionário;
V - Preparar candidatos à comunhão da igreja em Frente
Missionária e instruí-los;
VI - Admitir membros por profissão de fé e batismo;
VII - Comunicar ao secretário de missões sempre que preci-
sar se ausentar da igreja por mais de dez dias;
VIII - Assumir a Frente Missionária ou o Campo Missionário
para o qual foi nomeada, no prazo de 30 dias;
IX - Relatar trimestralmente ao supervisor ou quando solici-
tada;
X - Criar e manter atualizado o rol dos membros da Frente

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Parte 2 - Regimento.pmd 132 8/12/2009, 08:57


Missionária;
XI - Quando o Campo Missionário estiver em condições de
tornar-se igreja, encaminhar à Secretaria de Missões pedido de
organização;
XII - Apresentar anualmente as estatísticas da Frente
Missionária;
XIII - Enviar ao Fundo Imobiliário Wesleyano 50% dos seus
dízimos.
Parágrafo único. Estará sujeita a disciplina a missionária que
deixar de cumprir o que dispõe o inciso I deste artigo.

Das Restrições das Missionárias


Art. 170. A missionária não pode:
I - Exercer qualquer atividade estranha à sua função sem
autorização do Conselho Ministerial Regional;
II - Assumir responsabilidades financeiras sem que para isso
tenha recursos próprios;
III - Deixar de encaminhar o pedido de organização de igreja
à Secretaria de Missões;
IV - Realizar qualquer cerimônia que esteja fora do padrão
bíblico e doutrinário da Igreja;
V - Candidatar-se a cargos políticos sem a aquiescência do
Conselho Ministerial Regional.
§ 1º O disposto no inciso I não se aplica às missionárias de
tempo parcial.
§ 2º É obrigatória a presença da missionária de tempo inte-
gral nos eventos gerais para os quais foi convocada e no Concílio
Regional, devendo responder à chamada do rol.

Dos Deveres e dos Direitos da Missionária


Art. 171. São deveres da missionária:
I - Assumir e desempenhar as funções para as quais foi no-
meada, sejam elas regionais ou gerais;
II - Auxiliar o pastor nas atividades da igreja em conformi-
dade com o padrão doutrinário e administrativo da Igreja

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Metodista Wesleyana;
III - Cumprir ativamente todos os serviços para os quais for
designada pelo pastor na área da igreja local;
IV- Abrir frentes missionárias e/ou Escola Bíblica Dominical
pioneira, tendo em vista a formação de igrejas;
V- Oficiar cerimônias, quando autorizada e/ou assistida pelo
pastor, em conformidade com a liturgia da Igreja Metodista
Wesleyana;
VI - Solicitar ao supervisor suas férias com antecedência
mínima de 30 dias da data pretendida;
VII - Requerer sua jubilação aos 65 anos, ou antes, nos ter-
mos do Art. 180.
§ 1º Ao requerer sua jubilação, a missionária precisa aguar-
dar a decisão final do Conselho Ministerial Regional.
§ 2º O inciso V refere-se às missionárias com nomeação para
a Frente Missionária ou para o Campo Missionário Nacional ou
Estrangeiro.
§ 3º O inciso VI refere-se às missionárias com nomeação
regional.

Art. 172. São direitos da missionária:


I - Ser membro do Concílio Regional da região à qual está
ligada;
II - Ocupar cargos na igreja local por nomeação;
III - Ser membro do Conselho Local da igreja em que estiver
arrolada;
IV - Conservar sua credencial mesmo quando transferida
para outra igreja;
V - Ser nomeada para auxiliar nos trabalhos de
aconselhamento e discipulado, assistencial e educacional, e nos
serviços de caráter missionário e evangelístico na igreja local;
VI - Ser eleita delegada ao Concílio Regional e Geral;
VII - Receber literaturas e órgãos informativos regionais e
gerais;
VIII- Licenciar-se de suas funções em caráter temporário;

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IX - Transferir-se para outra Região Eclesiástica;
X - Transferir-se para uma igreja local, como membro, caso
deixe o ministério;
XI - Gozar férias de 30 dias anuais, a critério do SD;
XII - Solicitar deixar o campo de trabalho para o qual foi no-
meada;
XIII - Apelar, em caso de disciplina eclesiástica, ao Colégio
Episcopal e, em caso de disciplina administrativa, ao Conselho-
Geral.
§ 1º Quanto à transferência para outra região, com o pro-
pósito de continuar servindo no ministério, terá de haver enten-
dimento prévio com os bispos, quanto à conveniência e possibi-
lidade de aceitação.
§ 2º O inciso XI refere-se às missionárias de tempo integral.

Da Readmissão da Missionária
Art. 173. A readmissão de missionária obedecerá ao mesmo cri-
tério para readmissão de pastor.

SEÇÃO VII
Da Aspirante à Categoria de Missionária
Art. 174. Aspirante à missionária é a candidata que satisfaça os
seguintes requisitos:
I - Seja batizada por imersão e com o Espírito Santo;
II - Seja irrepreensível na moral, discreta no falar e exemplo
de santidade na vida;
III - Seja aluna da Escola Bíblica Dominical;
IV - Seja dizimista fiel, comprovado, por escrito, pela Junta
Diaconal;
V - Tenha revelado, na igreja em que se acha arrolada, dons
e graça nas áreas de aconselhamento e discipulado, assistencial
e educacional, bem como em outros trabalhos de caráter missio-
nário e evangelístico na igreja local;
VI - Tenha convicção da chamada de Deus para o ministé-
rio;

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Parte 2 - Regimento.pmd 135 8/12/2009, 08:57


VII - Seja recomendada, por escrito, pelo Conselho Local da
igreja onde estagiou;
VIII - Tenha bacharelado em teologia, conforme o padrão
cultural e teológico da Igreja Metodista Wesleyana, e submeta-
se a um exercício eclesiástico de estágio;
IX - Seja examinada e acompanhada pela Comissão Minis-
terial;
X - Apresente ao presidente da Comissão Ministerial as se-
guintes certidões:
a) De casamento (se for casada), não servindo cópia com mais de
6 meses;
b) Negativa do SPC e do Serasa da cidade onde reside.
XI - Comprove filiação, e regularidade, ao INSS;
XII - Faça declaração, por escrito, de submissão ao regime
itinerante e à autoridade eclesiástica;
XIII - Faça declaração, por escrito, da existência ou não de
qualquer processo criminal – mesmo por calúnia, difamação ou
injúria – e da solução judicial;
XIV - Não seja aposentada por invalidez de qualquer natu-
reza que a impeça de exercer o trabalho missionário;
XV - Não seja portadora de doenças nervosas ou mentais,
clinicamente comprovadas;
XVI - Submeta-se a exame psicotécnico;
XVII - Tenha recomendação favorável do Conselho Ministe-
rial Regional.
§ 1º A aspirante à missionária que satisfizer as exigências
do Regimento Interno, após análise da Comissão Ministerial Re-
gional, caso aprovada, será encaminhada ao Conselho Ministeri-
al Regional. Havendo necessidade no Campo Missionário Nacio-
nal, Estrangeiro, ou na igreja local, será consagrada.
§ 2º A aspirante deverá, durante o período probatório, ini-
ciar trabalho novo, com vistas a uma nova igreja, ficando sua
consagração na dependência do resultado do seu trabalho.
§ 3º A aspirante à categoria de missionária, durante o perí-
odo de estágio, servirá na igreja local nas áreas determinadas

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Parte 2 - Regimento.pmd 136 8/12/2009, 08:57


pelo pastor.
§ 4º A aspirante que, ao fim de três exercícios eclesiásticos,
não corresponder às condições exigidas pela Igreja para a elei-
ção será descontinuada.

SEÇÃO VIII
Do Seminarista
Art. 175. Seminarista é o membro recomendado pela igreja local
para ingressar no Ceforte ou em curso teológico reconhecido pela
Igreja (Art. 78, XIII, § 3º e 4º do Estatuto; Art. 64, § 1º, e Art. 78,
VII, Art. 162, VII, § 1º).
Parágrafo único. Entende-se por curso teológico reconheci-
do aquele que é aprovado e recomendado pela Secretaria Regio-
nal de Educação Cristã, após análise do currículo à luz do padrão
cultural da denominação.

Art. 176. Requer-se do candidato a seminarista que:


I - Seja membro da Igreja Metodista Wesleyana há pelo
menos dois anos consecutivos;
II - Seja pontual em seus tratos;
III - Seja aluno da Escola Bíblica Dominical há pelo menos
um ano;
IV - Seja dizimista fiel;
V - Tenha revelado dons para o ministério pastoral;
VI - Tenha boa saúde;
VII - Tenha no mínimo 18 anos de idade e esteja quite com o
serviço militar, se recomendado a aluno interno;
VIII - Tenha no mínimo o ensino médio.
§ 1º A igreja que recomendar seminarista interno deverá
assumir a responsabilidade de seu INSS.
§ 2º Os candidatos que almejam o ministério serão reco-
mendados pelas Igrejas Locais à Secretaria Regional de Educa-
ção Cristã. Os candidatos que almejam servir na igreja local se-
rão recomendados diretamente ao Ceforte (Art. 78, XIII, § 3º e 4º
do Estatuto; Art. 64, § 1º, e Art. 78, VII; Art. 162, VII, § 1º).

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Art. 177. O seminarista ao concluir o seu curso e tendo parecer
favorável da direção do Centro de Formação Teológica e da Se-
cretaria Regional de Educação Cristã quanto à sua vocação – uma
vez encaminhado por sua igreja à Comissão Ministerial Regional
para exame e alcançando avaliação favorável – será encaminha-
do, sendo do sexo masculino, para pastor e do sexo feminino
para missionária.
§ 1º O seminarista candidato será nomeado, a título de es-
tágio, à aspirante, sendo do sexo masculino a pastor e do sexo
feminino à missionária, por um período de um exercício eclesiás-
tico. Ele será orientado pela Comissão Ministerial Regional e su-
pervisionado pelo superintendente distrital.
§ 2º A consagração a pastor ou à missionária dependerá de
aprovação no estágio de aspirante e do preenchimento dos Arti-
gos 162, § 1º, 166 e 176, havendo necessidade na região.
§ 3º O candidato, membro da igreja, que cursar um seminá-
rio ou faculdade de teologia que não o Ceforte cumprirá
complementação teológica à luz do padrão cultural da Igreja.
§ 4º O candidato formado pelo Ceforte será dispensado do
cumprimento do inciso VIII, Artigos 162 e 166 do aspirante a pas-
tor ou à missionária, Seção V e VI, observando-se apenas um ano
de estágio, que poderá ser prorrogado a critério da Comissão
Ministerial.

SEÇÃO IX
Do Licenciamento, da Jubilação e da Readmissão

Do Licenciamento do Clérigo
Art. 178. O licenciamento do clérigo será concedido a pedido do
interessado, acompanhado das razões que o motivam, ou pelo
Conselho Ministerial Regional, de arbítrio próprio.
§ 1º O clérigo que for licenciado pelo Conselho Ministerial
Regional, por mais de seis exercícios eclesiásticos consecutivos,
será posto em disponibilidade, salvo em casos especiais.
§ 2º Os clérigos que estiverem fora do país, licenciados para

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estudos ou tratamento de saúde, não perderão seus direitos e
privilégios de ser membros plenos do Concílio Regional de onde
se originam.

Dos Deveres e dos Privilégios do Clérigo Licenciado


Art. 179. É dever e privilégio do clérigo licenciado:
I - Comunicar-se com o Conselho Ministerial Regional que o
licenciou 15 dias antes de expirar o prazo de licença;
II - Solicitar sua volta à ativa, havendo para isso conveniên-
cia do Conselho Ministerial Regional;
III - Ser transferido de um Concílio Regional para outro.
§ 1º O clérigo que for licenciado e não se comunicar com o
Conselho Ministerial Regional que o licenciou (inciso I deste arti-
go) passará à disponibilidade.
§ 2º O clérigo licenciado deverá cooperar com uma igreja
do distrito onde reside, dando ciência ao bispo da região.

Da Jubilação do Clérigo
Art. 180. A jubilação do clérigo integrante da Ordem Sagrada se
dará aos 70 anos para homens e aos 65 anos para as mulheres,
salvo se for atestado por uma junta de saúde, indicada pela Igre-
ja Metodista Wesleyana, composta de um psicólogo, um psiqui-
atra e um clínico geral, que tal clérigo possui capacidade física e
mental para continuar suas atividades ministeriais, além do pa-
recer favorável do Conselho-Geral ou do Conselho Ministerial
Regional, devidamente fundamentado, sendo assegurada a am-
pla defesa.
§ 1º A Secretaria-Geral de Ação Social organizará e
gerenciará um fundo financeiro para atender aos jubilados.
§ 2º Terá direito à assistência social prestada pela Secreta-
ria de Ação Social os clérigos que tenham servido ministerial-
mente a Igreja por no mínimo 15 anos contínuos e imediatos à
jubilação.
§ 3º O valor da ajuda social será conferido vitaliciamente,
com valor mínimo de um salário mínimo e valor máximo a ser

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fixado pela Secretaria-Geral de Ação Social, desde que o jubilado
não perceba renda familiar superior a três salários mínimos.
§ 4º Em caso de falecimento do jubilado, o auxílio continu-
ará sendo prestado ao(a) viúvo(a) pelo prazo de seis meses.
§ 5º O jubilado auxiliado pelo fundo de assistência social da
denominação necessariamente deverá estar arrolado como mem-
bro da Igreja, onde poderá prestar serviço ministerial, sob a ori-
entação do pastor titular.
§ 6º O Fundo de Assistência Social será mantido pela con-
tribuição das Igrejas Locais no importe correspondente a 0,5%
de sua arrecadação, que serão enviados, juntamente com o or-
çamento, à Secretaria Regional de Finanças, que repassará à Se-
cretaria-Geral de Ação Social.
§ 7º Em caso de desligamento do rol de membros da Igreja
Metodista Wesleyana, o jubilado deixará de perceber o auxílio
social.
§ 8º Faz jus ao recebimento do auxílio os pastores jubilados
que permanecem como membros da Igreja e que cumprirem os
requisitos acima.
§ 9º O pagamento dos auxílios terá início em janeiro de 2010.
§ 10º A jubilação do clérigo deverá ser formalizada em reu-
nião do Conselho Ministerial Regional, publicada no jornal Voz
Wesleyana e destacada em culto solene.

Dos Deveres e dos Direitos do Clérigo Jubilado


Art. 181. É dever do clérigo jubilado comunicar-se cada ano dire-
tamente, ou por intermédio do seu superintendente distrital, com
o Conselho Ministerial Regional que o jubilou.

Art. 182. É direito do clérigo jubilado usufruir os mesmos privilé-


gios dos clérigos ativos quando presente ao Concílio Regional que
o jubilou; sendo a ele facultado o direito de votar.

SEÇÃO X
Da Readmissão ao Ministério

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Art. 183. A readmissão do clérigo ao ministério ativo é ato pelo
qual o Concílio Regional o reintegra nas funções ministeriais com
todos os direitos e privilégios.

Art. 184. Para readmissão ao ministério ativo exige-se que:


I - Tenha recomendação por escrito do Conselho Local da
igreja em que estiver arrolado;
II - Compareça perante a Comissão Ministerial e o Conselho
Ministerial Regional, obtendo parecer favorável;
III - Tenha votação favorável da maioria do plenário do Con-
cílio Regional;
IV - No caso de ter perdido sua credencial por falta moral
comprovada, terá a exigência de no mínimo 5 (cinco) anos como
membro da Igreja;
V - No caso de ter sido afastado do ministério, por motivo
de saúde, sua readmissão à função pastoral estará condiciona-
da, além do cumprimento dos incisos I a III; à apresentação de
atestado de saúde por especialista médico da área que motivou
seu afastamento.

SEÇÃO XI
Da Admissão de Pastores de Outras Igrejas
Art. 185. A Igreja Metodista Wesleyana admite ao seu ministério
ativo pastores de outras igrejas evangélicas, e reconhece suas
credenciais se satisfizerem os seguintes requisitos:
I - Ser membro da Igreja Metodista Wesleyana por um perí-
odo eclesiástico ou a critério do Conselho Ministerial Regional;
II - Ser de reconhecida idoneidade moral, e com aptidões
para o ministério ativo, comprovado por ministros da Igreja;
III - Apresentar motivos que justifiquem o seu desejo de in-
gressar no ministério desta Igreja; aceitando todas as doutrinas,
costumes, regras gerais e sistema de governo;
IV - Ter sido batizado por imersão e com o Espírito Santo;
V - Obter votação favorável da maioria do plenário do Con-
cílio Regional, mediante parecer da Comissão Ministerial Regio-

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nal;
VI - Ser bacharel em teologia e fazer o curso de
complementação teológica denominacional, antes de sua apro-
vação pelo plenário do Concílio Regional;
§ 1º O pastor que comparecer perante a Comissão Ministe-
rial será recebido e terá um período probatório de, no mínimo,
dois exercícios eclesiásticos.
§ 2º Durante o período probatório, terá como supervisor na
igreja para a qual for nomeado o superintendente distrital, que o
assistirá na administração local.
§ 3º A categoria de ministro, ou não, será recomendada pela
Comissão Ministerial, após o período probatório.
§ 4º O candidato, vindo de outra denominação, cumprirá
os requisitos do padrão cultural da Igreja.

SEÇÃO XII
Da Perda da Credencial
Art. 186. Bispos, ministros, pastores e missionárias da Igreja
Metodista Wesleyana têm sua credencial cancelada quando:
I - Não cumprir seus deveres;
II - Retirar-se da Igreja Metodista Wesleyana;
III - For desligado do rol;
IV - Casar-se em jugo desigual;
V - Abandonar o campo de trabalho para o qual for
nomeado(a);
VI - Deixar de comparecer, sem justificativas, às atividades
regionais durante um exercício eclesiástico.

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10 DO SUSTENTO
DOS CLÉRIGOS

Art. 187. A Igreja reconhece ter o dever de amparar seus cléri-


gos, de acordo com os ensinamentos
bíblicos.
§ 1º Serão mantidos pela Igreja os clérigos em exercício de
qualquer cargo de nomeação com ônus.
§ 2º Igrejas, órgãos e instituições receberão da Secretaria
Regional de Finanças a tabela com o valor que deverá subsidiar
os clérigos.
§ 3º As secretarias regionais complementarão o sustento
mínimo a que fazem jus os clérigos.
§ 4º O tempo máximo de complementação do sustento
mínimo pelas secretarias regionais será de um exercício eclesiás-
tico. A partir desse período estabelecido, fica a critério do Con-
selho Ministerial Regional.
§ 5º A Junta Diaconal poderá votar acima da tabela base,
desde que para isso tenha condições e autorização da Secretaria
Regional de Finanças (Art. 79, X ).
§ 6º A Junta Diaconal que exorbitar no subsídio do clérigo,
prejudicando os compromissos gerais, regionais e locais, estará
sujeita a uma auditoria do Conselho Ministerial Regional.
§ 7º O Conselho Ministerial Regional poderá votar acima da
tabela base para o superintendente regional, desde que para isso
a região tenha condições.
§ 8º O Conselho Ministerial Regional que exorbitar no sub-
sídio do superintendente regional, prejudicando os compromis-
sos gerais e regionais, estará sujeito a uma auditoria do Conse-
lho-Geral.

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§ 9º Para as missionárias nomeadas pelo Conselho Ministe-
rial Regional, a Secretaria Regional de Finanças, a Secretaria-Ge-
ral de Missões, ou a igreja local, conforme o caso, proverá os
meios de seu sustento, de acordo com a natureza do serviço que
irão realizar.

Art. 188. O clérigo transferido terá o subsídio correspondente ao


mês da sua transferência pago pelas igrejas das quais são trans-
feridos.

Art. 189. As mudanças pastorais são de responsabilidade da Se-


cretaria Regional de Finanças, inclusos viagens e expedientes.

Art. 190. O clérigo de tempo parcial, nomeado com ônus, rece-


berá de acordo com a tabela expedida pela Secretaria Regional
de Finanças.

Art. 191. O reajuste do subsídio pastoral será anual, em janeiro,


corrigido pela média aritmética entre o índice de atualização do
salário mínimo e o índice oficial de inflação, e será informado
pela Secretaria-Geral de Finanças.

11 DA LITURGIA
DE CERIMÔNIAS

Art. 192. A Igreja Metodista Wesleyana estabelece os seguintes


rituais de cerimônia, para caso de celebração de profissão de fé
e batismo, Ceia do Senhor, casamento, bodas de prata e de ouro,
apresentação de crianças, ofício fúnebre, posse e consagração

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Parte 2 - Regimento.pmd 144 8/12/2009, 08:58


de missionárias e pastores, ordenação de ministros e bispos, lan-
çamento da pedra fundamental, dedicação de templos, passa-
gem de igreja e jubilação de clérigos.
§ 1º No caso de o casamento ser feito de acordo com a Lei 1.110,
de 23 de maio de 1950, c/c 1.515 e 1.516 do Código Civil Brasilei-
ro, registrar na ata a habilitação fornecida pelo cartório.
§ 2º A dedicação de templos se fará quando não existirem dívi-
das e cuja documentação esteja em ordem. Quanto aos salões,
próprios ou alugados, serão apenas inaugurados.

Art. 193. A Igreja Metodista Wesleyana adota a prática de imersão


como forma de batismo.
Parágrafo único. A profissão de fé será antes do ato do batismo.

12 DA REFORMA DO
REGIMENTO INTERNO

Art. 194. Este Regimento poderá ser reformado mediante pro-


posta:
I - Da Comissão de Legislação;
II - Da Maioria do Concílio-Geral.
Parágrafo único. A proposta será discutida no plenário do
Concílio-Geral considerando-se aprovada se obtiver maioria dos
votos do plenário do Concílio-Geral, entrando em vigor na data
de sua publicação no órgão oficial da Igreja Metodista Wesleyana.

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APÊNDICES

Parte 3 - Adendos.pmd 147 8/12/2009, 09:00


A. Padrão Cultural ............................................................. 150

B. Regimentos e Estatutos
1. Dos Fundos ................................................................... 154
a) Regimento do Fundo de Expansão Missionária
– Fuemis ....................................................................... 154
b) Regimento do Fundo Imobiliário Wesleyano
– FIW ............................................................................ 160
2. Dos Órgãos.................................................................... 164
a) Regimento da Associação Wesleyana de Ação Social
– Awas .......................................................................... 164
b) Regimento do Complemento de Aposentadoria
Wesleyana – CAW ......................................................... 172
3. Dos Departamentos Gerais .......................................... 175
a) Regimento da Agência Missionária Wesleyana
– Agemiw ..................................................................... 176
b) Regimento do Centro de Publicações .......................... 180
4. Das Instituições ............................................................. 184
a) Regimento do Centro de Formação Teológica ............. 184
b) Dos Departamentos Regionais ..................................... 184
5. Estatutos dos Departamentos ..................................... 203
a) Dos Ministérios ............................................................. 208
b) Estatutos dos Ministérios ............................................. 208
6. Regimento do Conselho Missionário ........................... 210

C. Ritual de Cerimônias
Seção I - Da Ordenação dos Bispos .................................. 212
Seção II - Da Ordenação de Ministros .............................. 214
Seção III - Da Consagração de Pastores ............................ 215
Seção IV - Da Consagração de Missionárias ..................... 217

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Parte 3 - Adendos.pmd 148 8/12/2009, 09:00


Seção V - Da Jubilação dos Clérigos .................................. 218
Seção VI - Da Consagração de Presbíteros ....................... 219
Seção VII - Da Consagração dos Diáconos e Diaconisas ... 220
Seção VIII - Da Posse dos Oficiais ..................................... 221
Seção IX - Da Profissão de Fé e Batismo ........................... 222
Seção X - Da Ceia do Senhor ............................................. 223
Seção XI - Da Apresentação de Crianças .......................... 224
Seção XII - Do Casamento ................................................. 224
Seção XIII - Das Bodas de Prata e Ouro ............................ 226
Seção XIV - Do Oficio Fúnebre .......................................... 227
Seção XV - Da Pedra Fundamental ................................... 227
Seção XVI - Da Dedicação do Templo ............................... 228
Seção XVII - Da Passagem da Igreja .................................. 228

D. Datas Comemorativas ............................................... 230

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PADRÃO CULTURAL PARA ADMISSÃO
AO QUADRO DE CLÉRIGO
DA IGREJA METODISTA WESLEYANA

Art. 1º O membro que almeja ingressar no quadro de clérigo da


Igreja Metodista Wesleyana deverá cumprir o disposto pelo pa-
drão cultural, determinado pela Secretaria-Geral de Educação
Cristã:
§ 1º A Secretaria-Geral de Educação Cristã divulgará, anual-
mente, através do jornal Voz Wesleyana, a relação dos livros-tex-
tos das matérias exigidas por este padrão cultural.
§ 2º Os candidatos a ministro, a pastor e à missionária apre-
sentarão certificado de conclusão do ensino médio acompanha-
do da cópia do Diário Oficial de sua publicação e do bacharelado
em teologia.
§ 3º Só será aceito como candidato a ministro aquele que
tiver concluído o curso de bacharel em teologia e cumprir as exi-
gências prévias do padrão cultural.
§ 4º O candidato, membro da Igreja Metodista Wesleyana,
formado por outra instituição religiosa de ensino, recomendada
pela Secretaria Regional de Educação Cristã, após a conclusão do
curso, cumprirá a complementação teológica do padrão cultural
da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 2º As disciplinas para complementação teológica no Ceforte


ou as provas na Comissão Ministerial serão determinadas após
análise do histórico escolar do candidato à luz do padrão cultural
da Igreja Metodista Wesleyana.
1) As matérias que compõem a complementação teológica
são as seguintes:
a) Teologia Sistemática (Soteorologia, Pneumatologia e
Bibliologia);
b) Administração Eclesiástica;
c) Historia do Metodismo Wesleyano;
d) Doutrinas Wesleyanas.

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2) A média de aprovação para as provas será 7. (Art. 38 do
Regimento do Ceforte).
§ 1º O candidato que não obtiver média em até duas disci-
plinas poderá passar para o ano seguinte, ficando em dependên-
cia.
§ 2º O candidato que não tiver média em até três discipli-
nas será reprovado.

Art. 3º O candidato ao ofício de pastor e de missionária que pos-


suir o curso de bacharel em teologia ministrado pelo Ceforte será
dispensado das disciplinas exigidas pelo padrão cultural da Se-
cretaria-Geral de Educação Cristã.
Parágrafo único. O candidato a ministro que tenha o curso
teológico do Ceforte só prestará provas das matérias que não
fizeram parte do seu currículo.

Art. 4º O clérigo vindo de outra denominação de mesma fé dou-


trinária e crenças pentecostais terá seu currículo analisado. O
exame visa ao enquadramento do padrão cultural exigido pela
Secretaria-Geral de Educação Cristã.
§ 1º Depois da análise do currículo, será decidido a que ca-
tegoria (missionária, pastor ou ministro) o(a) candidato(a) será
admitido(a).
§ 2º Quando não forem cumpridas as exigências do padrão
cultural, o clérigo deverá fazer o curso de complementação teo-
lógica do Ceforte ou prestar provas, tantas quantas forem as ma-
térias que lhe faltarem na Comissão Ministerial.

Art. 5º Independentemente do enquadramento ou não do currí-


culo, o clérigo vindo de outra denominação deverá apresentar as
seguintes monografias.
I - Para candidato a pastor e missionária:
1º Ano: O ministério do Espírito Santo;
2º Ano: A salvação.
II - Para candidatos a ministro:

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1º Ano: A santificação;
2º Ano: Teologia e Psicologia Pastoral.
§ 1º As monografias deverão ter no mínimo vinte páginas
digitadas em espaço simples, bibliografia de no mínimo cinco li-
vros, e ser apresentadas em cinco vias.
§ 2º As monografias deverão ser entregues ao presidente
da Comissão Ministerial para exame até o dia 15 de outubro de
cada ano.
§ 3º O presidente da Comissão Ministerial remeterá cópia
das monografias à Secretaria-Geral de Educação Cristã, com fins
de arquivamento.
§ 4º A apresentação das monografias não implicará aprova-
ção obrigatória. Elas terão de se enquadrar ao pensamento teo-
lógico e doutrinário da Igreja Metodista Wesleyana para ser con-
sideradas aprovadas.

Art. 6º O candidato ao quadro de clérigo da Igreja Metodista


Wesleyana deverá prestar exame psicotécnico.
§ 1º O exame visa avaliar as condições psíquicas, mentais e
de equilíbrio do candidato.
§ 2º Ele será ministrado aos candidatos em data previamente
marcada pelo presidente da Comissão Ministerial.
§ 3º O candidato receberá oportunamente cópia do resul-
tado de seu exame.
§ 4º O candidato que apresentar desvios graves de equilí-
brio mental, ou de comportamento consciente, será
descontinuado pela Comissão Ministerial, por razões óbvias.
§ 5º Os resultados individuais dos exames serão enviados
ao presidente da Comissão Ministerial e à Secretaria-Geral de
Educação Cristã, a fim de ser guardados em sigilo para posterior
consulta, caso haja necessidade.

Art. 7º Os candidatos à Comissão Ministerial deverão:


a) Ser apresentados à Comissão Ministerial e orientados em que
categoria deverá ingressar;

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b) Apresentar os documentos exigidos pelo Estatuto e pelo Regi-
mento Interno da Igreja Metodista Wesleyana para a sua catego-
ria;
c) Preencher um formulário elaborado pela referida comissão.

Art. 8º A Comissão Ministerial comunicará ao Conselho Ministe-


rial Regional os nomes dos candidatos aprovados para a compe-
tente apreciação do Conselho e, se for o caso, os apresentará ao
plenário do Concílio Regional para eleição.

Art. 9º A Secretaria-Geral de Educação Cristã tomará as seguin-


tes providências: enviará ao candidato a lista do material, por
meio do qual ele deverá preparar-se – a referida lista será
publicada anualmente em a Voz Wesleyana; organizará as pro-
vas e as enviará ao presidente da Comissão Ministerial; e expedi-
rá o certificado de cumprimento de padrão cultural.

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1 DOS
FUNDOS

REGIMENTO DO FUNDO DE EXPANSÃO MISSIONÁRIA –


FUEMIS

CAPÍTULO I
DA ENTIDADE E SEUS FINS
Art. 1º O Fundo de Expansão Missionária – Fuemis, órgão da Se-
cretaria-Geral de Missões, é uma associação civil de natureza
religiosa, missionária e filantrópica sem fins lucrativos, organiza-
da desde 1967 como um departamento da Secretaria-Geral de
Missões da Igreja Metodista Wesleyana.
Parágrafo único. O objetivo básico do Fuemis é dar apoio missio-
nário completo à Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 2º O fundo tem sua sede e fórum na cidade de Petrópolis,


Rio de Janeiro. Suas assembleias poderão realizar-se em qual-
quer parte do território nacional.

Art. 3º O fundo é ligado e subordinado à Secretaria-Geral de Mis-


sões.

Art. 4º O fundo tem por finalidade:


I - Levantar recursos para sustento das missionárias e para
o desenvolvimento da obra missionária;
II - Administrar recursos destinados à obra missionária de
acordo com a orientação da Secretaria-Geral de Missões.

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CAPÍTULO II
DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 5º O Fuemis é administrado por um diretor-geral, ministro
ou não, indicado pela Secretaria-Geral de Missões e eleito pelo
Conselho-Geral com mandato sexenal.
Parágrafo único. O diretor-geral terá a função de presidente
do Fuemis.

Art. 6º Eleito, o presidente do Fuemis organizará sua diretoria,


indicando um vice-presidente, dois secretários, dois tesoureiros,
um diretor de patrimônio e dois vogais.
Parágrafo único. O presidente encaminhará os nomes esco-
lhidos ao Conselho-Geral para aprovação.

Art. 7º O Fuemis se reunirá uma vez por mês ou, extraordinaria-


mente, quando se fizer necessário, ou quando convocado pela
Secretaria-Geral de Missões.

CAPÍTULO III
DA DIRETORIA
Art. 8º Ao presidente compete:
I - Convocar as reuniões e presidi-las;
II - Executar as programações do Fuemis;
III - Enviar para as igrejas planos e informações;
IV - Prestar informações à Secretaria-Geral de Missões;
V - Visitar, na medida do possível, os Campos Missionários;
VI - Encaminhar sugestões à Secretaria-Geral de Missões e
ao Conselho-Geral;
VII - Prestar informações acompanhadas de relatórios ao
Concílio-Geral;
VIII - Autorizar pagamento das despesas do Fuemis por meio
do tesoureiro;
IX - Nomear vogais quando for preciso, ouvido o secretário-
geral de missões, para melhor apoiar o desenvolvimento do
Fuemis;

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X - Cumprir e fazer cumprir o Estatuto em regime interno e
externo, onde haja sua representação;
XI - Administrar os bens do Fuemis e movimentar contas
bancárias com o tesoureiro;
XII - Executar planos e medidas aprovadas pela Secretaria-
Geral de Missões ou pelo Conselho-Geral.

Art. 9º Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em seus impedimentos;
II - Representar o Fuemis quando convocado pelo presiden-
te;
III - Apoiar o presidente em sua administração;
IV - Supervisionar as Regiões e Distritos quando solicitado
pelo presidente.

Art. 10. Ao secretário compete:


I - Lavrar atas e registrá-las em livros próprios;
II - Preparar as correspondências solicitadas pelo presiden-
te;
III - Elaborar o fichário dos missionários dependentes do
Fuemis;
IV - Expedir certificados.

Art. 11. Ao tesoureiro compete:


I - Receber contribuições em dinheiro e doações diversas e
guardá-las em lugar apropriado;
II - Depositar todo o dinheiro em conta-corrente, em nome
do Fuemis, movimentando a conta com procuração dada pelo
presidente do Fuemis;
III - Relatar nas reuniões da diretoria;
IV - Pagar as despesas autorizadas pelo presidente;
V - Relatar ao Fuemis, à Secretaria-Geral de Missões e ao
Concílio-Geral no fim do exercício o balancete financeiro, ou to-
das as vezes que for solicitado pelo secretário-geral de missões;
VI - Dar recibo aos contribuintes;

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VII - Pagar as despesas de sua manutenção;
VIII - Escriturar em livro apropriado o movimento financei-
ro do Fuemis.

Art. 12. Ao diretor de patrimônio compete:


I - Registrar em livro apropriado e em nome do Fuemis os
bens móveis, imóveis e semoventes, as doações e os legados.

Art. 13. Ao vogal compete:


I - Realizar os trabalhos que lhe forem designados;
II - Representar o Fuemis quando for indicado pelo presi-
dente.

CAPÍTULO IV
DA RECEITA E DO PATRIMÔNIO
Art. 14. A receita do Fuemis será constituída de doações, lega-
dos e rendas de procedência compatível com sua finalidade.

Art. 15. O patrimônio do Fuemis será constituído de bens mó-


veis, imóveis e semoventes, doações e legados, registrados em
seu nome, devendo ser utilizados na execução de seus fins
estatutários e registrados em livro próprio.

Art. 16. O Fuemis obtém seus recursos das seguintes formas:


1) Dos mantenedores;
2) De doações e legados;
3) De ofertas especiais;
4) De campanhas diversas;
5) De eventos diversos.

Art. 17. O Fuemis poderá, havendo para isso recursos, ajudar na


aquisição de propriedades em áreas onde não haja igrejas orga-
nizadas e subsidiar pastorais em distritos considerados missio-
nários.

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CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 18. As reuniões do Fuemis serão regidas pelas regras parla-
mentares constantes em seu Regimento Interno, com represen-
tante da Secretaria-Geral de Missões.

Art. 19. O Fuemis não responde pelas obrigações da Igreja


Metodista Wesleyana, nem a Igreja Metodista Wesleyana por
qualquer obrigação do Fuemis ou de organizações a ele subordi-
nadas.

Art. 20. O Fuemis será representado ativo, passivo, judicial e


extrajudicialmente pelo seu presidente e pelo secretário-geral
de missões.

Art. 21. Perante o Conselho-Geral, o Fuemis será representado


pelo seu presidente ou, na sua ausência, por um membro quali-
ficado da diretoria.

Art. 22. Os casos omissos serão resolvidos mediante reunião de


acordo com o Art. 19, ouvido o Conselho-Geral.

Art. 23. Mediante o trabalho que se propõe a fazer, o Fuemis,


com recursos próprios e por meio do seu presidente, poderá re-
munerar em caso de necessidade, ouvida a Secretaria-Geral de
Missões.

Art. 24. O Fuemis só será dissolvido pelo voto favorável de 4/5


(quatro quintos) dos participantes da reunião convocada exclusi-
vamente para este fim, cujo edital de convocação tenha sido
publicado com antecedência mínima de três meses, no órgão
oficial de imprensa da Igreja Metodista Wesleyana, e tenha sido
aprovado pelo voto da maioria do Concílio-Geral.
Parágrafo único. Em caso de dissolução, os bens do Fuemis pas-
sam a pertencer à Igreja Metodista Wesleyana, e sua forma de

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divisão de bens será orientada pelo Conselho-Geral.

Art. 25. Este estatuto entrará em vigor após aprovação em


assembleia e registro oficial em cartório aprovado pela Secreta-
ria-Geral de Missões e pelo Conselho-Geral.

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REGIMENTO DO FUNDO IMOBILIÁRIO WESLEYANO – FIW

Art. 1º A Igreja Metodista Wesleyana, visando alcançar meios


para ajudar suas igrejas e instituições na aquisição ou na cons-
trução de casas pastorais, templos, salões de culto e edifícios
próprios, resolve criar um fundo com essa finalidade.

DO NOME
Art. 2º O Fundo criado denomina-se Fundo Imobiliário
Wesleyano, cuja sigla é FIW. Trata-se de um departamento da
Secretaria-Geral de Administração, que visa servir às igrejas nas
regiões.
Parágrafo único. Em cada Região Eclesiástica haverá uma
diretoria eleita conforme as normas deste Regimento.

DA DIRETORIA
Art. 3º O FIW é administrado por um Conselho-Diretor. Consti-
tui-se de cinco membros, que são indicados pelo secretário regi-
onal de administração e aprovados pelo Conselho Ministerial
Regional da respectiva Região Eclesiástica, com mandato bienal.
§ 1º Após a aprovação do Conselho Ministerial Regional, os
membros se reúnem sob a presidência do secretário regional de
administração para eleger a Mesa Diretora, que será constituída
de um presidente, um vice-presidente, um secretário de atas e
um tesoureiro.
§ 2º O secretário regional de administração é membro ex-
ofício, com direito a voto.

Art. 4º Ao presidente compete:


I- Convocar e presidir as reuniões do Conselho-Diretor;
II - Executar as decisões do Conselho-Diretor;
III - Autorizar:
a) Pedidos de verba;
b) Empréstimos;
c) Pagamentos especiais.

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IV - Prestar informações à Secretaria-Geral de Administra-
ção, quando solicitado;
V - Relatar bienalmente ao secretário-geral de administra-
ção;
VI - Representar o FIW sempre que necessário ou determi-
nar alguém para fazê-lo;
VII - Dar as informações necessárias sobre o FIW ao bispo
da região.

Art. 5º Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em seu impedimento;
II- Representá-lo sempre que for solicitado.

Art. 6º Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões em livro apropriado;
II - Trazer sempre em ordem o livro de atas e o fichário;
III - Preparar as correspondências determinadas pelo presi-
dente.

Art. 7º Ao tesoureiro compete:


I - Receber todos os haveres em dinheiro do FIW, deposi-
tando-os em conta-corrente, em nome da Igreja Metodista
Wesleyana;
II - Escriturar em livro apropriado o movimento financeiro
do FIW;
III - Apresentar balancete nas reuniões do Conselho-Dire-
tor;
IV - Apresentar balanço bienal à Secretaria-Geral de Admi-
nistração;
V - Fazer os pagamentos do FIW autorizados pelo presiden-
te;
VI - Guardar em depósito o saldo disponível, aplicando-o
sempre com a autorização do secretário regional de administra-
ção, ficando apenas com o necessário para as despesas regula-
res;

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VII - Repassar 10% da arrecadação à Secretaria Regional de
Administração, como cota dizimal.

DO FUNDO IMOBILIÁRIO
Art. 8º O FIW é constituído de:
I - 50% dos dízimos de todos os pastores – ativos e inativos;
II - Ofertas especiais;
III - Doações determinando ou não sua aplicação.

Art. 9º O FIW é depositado em conta-corrente, em nome da Igreja


Metodista Wesleyana.
Parágrafo único. A movimentação da conta-corrente referi-
da neste artigo é feita através de três procuradores: o secretário
regional de administração, o presidente e o tesoureiro, sempre
em conjunto, na seguinte ordem: o primeiro com o segundo, e o
primeiro com o terceiro – nunca em ordem diferente.

Art. 10. É considerada reserva intangível, para fins de ajuda ou


empréstimo, à disposição dos bispos, 10% do fundo, para aten-
der a qualquer emergência com os clérigos ou as igrejas.

Art. 11. As ajudas serão dadas a igrejas e instituições, sem reem-


bolso, até o máximo de 30% do fundo existente na data dos pe-
didos. Se houver vários pedidos ao mesmo tempo, a diretoria
poderá usar outro critério.
Parágrafo único. Em caso de necessidade urgente de verba
para uma igreja ou instituição que já tenha sido beneficiada no
mesmo ano, só poderá ser liberada outra verba caso não haja
pedido na frente, e assim mesmo será em forma de empréstimo.

Art. 12. O FIW formará o montante dos seus recursos à parte da


Secretaria de Finanças.

DA CARÊNCIA
Art. 13. O período de carência para pedido da verba ou mesmo

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empréstimo no FIW é de um ano, a contar da data de sua primei-
ra contribuição.
Parágrafo único. A igreja, instituição ou clérigo que estiver
em atraso por mais de 90 dias perde o direito a ajuda ou emprés-
timo.

DA APLICAÇÃO DO FUNDO IMOBILIÁRIO


Art. 14. Os recursos monetários do FIW serão aplicados de acor-
do com estes critérios, na ordem descrita:
I - Construção ou aquisição de casas pastorais;
II - Construção de templos ou salões de cultos;
III - Compra de terrenos para templos, casas pastorais ou
edifício de educação religiosa;
IV - Construção de edifícios próprios;
V - Manutenção de sua própria organização.
Parágrafo único. Os pedidos de ajuda de verba ao FIW são
formulados pelos seguintes documentos:
a) Pedido por escrito e assinado pelo interessado;
b) Escritura ou contrato do imóvel registrado;
c) Planta ou croquis da construção a ser feita.

Art. 15. O FIW não poderá usar a verba determinada no Art. 10.
sem prévio entendimento com os bispos.
Parágrafo único. Todo pedido deverá ser encaminhado à
mesa, e o presidente convocará imediatamente uma reunião para
deliberação.

DA REFORMA DO REGIMENTO
Art. 16. Este Regimento poderá ser reformado, em seu todo, de
6 (seis) em 6 (seis) anos, sempre pelo Conselho-Geral, com inici-
ativa da Secretaria-Geral de Administração.
Parágrafo único. O Conselho-Diretor do FIW tem o direito
de dar sugestão sobre a reforma deste Regimento.

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2 DOS ÓRGÃOS

REGIMENTO DA ASSOCIAÇÃO WESLEYANA DE


AÇÃO SOCIAL – AWAS

CAPÍTULO I
DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS
Art. 1º A Associação Wesleyana de Ação Social, também desig-
nada pela sigla Awas, é uma entidade civil de direito privado, de
assistência social, sem fins lucrativos, que terá duração de tem-
po indeterminado.

Art. 2º A Awas tem por finalidade a prestação de serviços na


área de assistência social e educacional desenvolvendo a pro-
moção humana e suplementando a ação pública aos excluídos
socialmente.

Art. 3º No desenvolvimento de suas atividades, a Awas não faz


distinção alguma quanto à origem, raça, sexo, cor, idade e quais-
quer outras diferenças.

Art. 4º A Awas terá um Regimento Interno que, aprovado pela


Assembleia Geral, disciplina o seu funcionamento.

Art. 5º A fim de cumprir suas finalidades, a instituição se organi-


zará em tantas unidades de prestação de serviços quantas se fi-
zerem necessárias, as quais se regerão pelo Regimento Interno
aludido no Art. 4º.

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CAPÍTULO II
DOS SÓCIOS
Art. 6º A Awas será constituída por número ilimitado de sócios,
distinguidos em três categorias:
I - Fundadores, todos os que assinarem a Ata de constitui-
ção da entidade;
II - Benfeitores, os que contribuírem de maneira significati-
va com a entidade;
III - Contribuinte, os que contribuírem mensalmente com
valor determinado pela entidade.

Art. 7º São direitos dos sócios:


I - Votar e ser votado para os cargos eletivos;
II - Tomar parte nas Assembleias Gerais.

Art. 8º São deveres dos sócios:


I - Cumprir as disposições estatutárias e regimentais;
II - Acatar as determinações do Conselho-Diretor e as reso-
luções das Assembleias;
III - Propor melhoria na realização das atividades
assistenciais.

Art. 9º Os sócios não respondem nem mesmo subsidiariamente


pelos encargos da instituição.

Art. 10. A Awas é administrada por:


I - Assembleia Geral;
II - Diretoria Executiva;
III - Conselho Fiscal.

CAPÍTULO III
DA ASSEMBLEIA
Art. 11. A Assembleia Geral, órgão soberano da vontade social,
constituiu-se de todos os sócios em pleno gozo de seus direitos
civis, políticos e estatutários.

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Art. 12. Compete à Assembleia Geral:
I - Eleger e empossar:
a) A Diretoria Executiva;
b) O Conselho Fiscal;
c) O representante à Assembleia Geral do Cogeawas.
II - Aprovar o Regimento Interno;
III - Discutir e homologar as contas e balanços aprovados
pelo Conselho Fiscal;
IV - Aprovar o Plano de Trabalho da Diretoria Executiva;
V - Apreciar o Relatório Anual de Trabalho da Diretoria Exe-
cutiva;
VI - Discutir e aprovar o Orçamento Financeiro apresentado
pela Diretoria Executiva;
VII - Decidir sobre a conveniência de alienar, transigir, hipo-
tecar ou permutar bens patrimoniais;
VIII - Aprovar alterações do Estatuto;
IX - Decidir sobre a extinção da entidade nos termos do Art.
30 (da Awas);
X - Decidir sobre a reforma do Estatuto e do Regimento In-
terno;
XI - Nomear Comissão de Eleição 90 dias antes de cada plei-
to;
XII - Aprovar a organização de unidades prestadoras de ser-
viço da instituição ou seu fechamento;
XIII - Destituir a Diretoria Executiva, no todo ou em parte, e
eleger seus substitutos, desde que sua atuação seja considerada
comprovadamente contrária ou inconveniente aos fins da Insti-
tuição.
Parágrafo único. A Assembleia Geral se reunirá ordinaria-
mente uma vez ano, sempre no mês de dezembro, e extraordi-
nariamente a qualquer tempo, quando convocada:
a) Pela Diretoria Executiva;
b) Pelo Fiscal;
c) Por requerimento de 2/3 (dois terços) dos sócios quites com
suas obrigações sociais.

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Art. 13. A Convocação da Assembleia Geral se fará por meio de
edital afixado na sede da instituição ou por circular, com antece-
dência mínima de cinco dias.
Parágrafo único. Qualquer Assembleia será instalada com a
maioria absoluta de seus membros em primeira convocação e,
decorridos 30 minutos, em segunda convocação com qualquer
número de sócios presentes.

Art. 14. A Assembleia Geral será presidida pelo presidente exe-


cutivo da Awas, que nomeará o secretário de atas.

CAPÍTULO IV
DA DIRETORIA EXECUTIVA
Art. 15. A Diretoria Executiva, órgão de direção e assessoria, se
comporá de um presidente, um vice-presidente, um primeiro e
um segundo secretários, um primeiro e um segundo tesourei-
ros, um diretor de patrimônio e um diretor de relações públicas,
eleitos pela Assembleia Geral, os quais serão empossados após
sua eleição, com mandato de dois anos, podendo reeleger-se por
mais um mandato.
Parágrafo único. A Diretoria Executiva se reunirá ordinaria-
mente uma vez por mês e extraordinariamente a qualquer tem-
po, quando convocada:
I - Pelo presidente;
II - Pela maioria dos membros da Diretoria Executiva.

Art. 16. À Diretoria Executiva compete:


I - Elaborar programas de atividade;
II - Contratar e demitir funcionários;
III - Cumprir e fazer cumprir o Estatuto e o Regimento Inter-
no;
IV - Apresentar relatórios de atividades à Assembleia Geral;
V - Apresentar balanço financeiro à Assembleia Geral;
VI - Apresentar proposta para reforma do Estatuto e do Re-
gimento Interno à Assembleia Geral.

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Art. 17. Ao presidente compete:
I - Representar a entidade, ativa e passiva, judicial e
extrajudicialmente;
II - Convocar e presidir as reuniões da diretoria;
III - Assinar com o tesoureiro quaisquer documentos de ca-
ráter financeiro;
IV - Zelar pelo cumprimento do Regimento Interno e dos
programas assistenciais da entidade.

Art. 18. Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em suas faltas e/ou impedimen-
tos;
II - Assumir o mandato do presidente, em caso de vacância,
até o término do mandato;
III - Prestar, de modo geral, sua colaboração ao presidente.

Art. 19. Ao primeiro secretário compete:


I - Secretariar as atas da reunião da diretoria e redigi-las em
livros apropriados;
II - Manter sob sua guarda todos os documentos, livros e
correspondências;
III - Providenciar o competente registro dos documentos e
atos da Diretoria Executiva, junto aos órgãos públicos;

Art. 20. Ao segundo secretário compete:


I - Substituir o primeiro secretário em suas faltas e/ou im-
pedimentos;
II - Prestar, de modo geral, sua colaboração ao primeiro se-
cretário.

Art. 21. Ao primeiro tesoureiro compete:


I - Arrecadar e contabilizar as contribuições dos associados,
rendas, auxílios e donativos em dinheiro, espécie, títulos e ou-
tros, mantendo-os em dia quanto à sua escrituração, devidamente
comprovada;

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II - Pagar as contas e despesas, devidamente autorizadas
pelo presidente;
III - Apresentar relatórios de receitas e despesas, mensal-
mente, para aprovação da Diretoria Executiva, e sempre que for
solicitado;
IV - Elaborar e apresentar balanço financeiro para aprecia-
ção dos conselhos Fiscal e Consultivo;
V - Conservar sob sua guarda e responsabilidade, o nume-
rário e os documentos relativos à tesouraria, inclusive de contas
bancárias;
VI - Providenciar a confecção de livros dos registros contábil
e fiscal, procedendo a seus respectivos registros em Cartório de
Registro de Títulos e Documentos.

Art. 22. Ao segundo tesoureiro compete:


I - Auxiliar o primeiro tesoureiro no desempenho de suas
funções;
II - Substituir o primeiro tesoureiro em suas faltas e/ou im-
pedimentos.

Art. 23. Ao diretor de patrimônio compete:


I - Zelar pela manutenção e conservação das instalações,
bens móveis e imóveis da instituição;
II - Organizar e controlar o cadastro patrimonial de todos os
bens móveis e imóveis da instituição, providenciando sua identi-
ficação;
III - Apresentar à Diretoria Executiva, sempre que solicitado
e anualmente, relatório circunstanciado (inventário) de seu de-
partamento;
IV - Providenciar junto aos órgãos públicos e a outros a do-
cumentação relativa aos bens imóveis da instituição, mantendo-
os sob sua guarda e responsabilidade.

Art. 24. Ao diretor de relações públicas compete:


I - Assessorar a Diretoria Executiva quanto à divulgação de

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seus trabalhos, visando ao bom relacionamento com o público
em geral;
II - Providenciar a divulgação de todos os eventos desenvol-
vidos pela instituição;
III - Realizar intercâmbio com instituições congêneres, naci-
onais ou estrangeiras, visando à fomentação dos programas de-
senvolvidos pela entidade.

CAPÍTULO V
DO CONSELHO FISCAL
Art. 25. O Conselho Fiscal, órgão fiscalizador, se comporá de três
membros efetivos e seus suplentes, em igual número, eleitos pela
Assembleia Geral, com mandato de 2 (dois) anos, coincidente
com o da Diretoria Executiva, o qual será empossado após sua
eleição, podendo reeleger-se por mais um mandato.

Art. 26. Ao Conselho Fiscal compete:


I - Examinar a escrituração contábil e fiscal, apondo visto
nos respectivos livros de registros;
II - Examinar o balanço de desempenho financeiro e contábil
apresentado pela Diretoria Executiva, opinando e emitindo pa-
recer a respeito, submetendo-o ao Conselho Consultivo e à
Assembleia Geral;
III - Apreciar os relatórios de operações patrimoniais e o in-
ventário anual apresentado pela Diretoria Executiva;
IV - Opinar sobre aquisição ou alienação de bens por parte
da instituição.

CAPÍTULO VI
DO PATRIMÔNIO
Art. 27. O patrimônio da Awas será constituído de bens móveis,
veículos, ações, apólices de dívida pública, contribuições de as-
sociados e/ou voluntários, auxílios, subvenções e donativos em
espécie ou dinheiro.
§ 1º Os recursos de que trata este artigo serão aplicados

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integralmente na manutenção e desenvolvimento de seus obje-
tivos institucionais, no território nacional.
§ 2º A Awas não constituirá patrimônio imóvel e sua sede
funcionará nas dependências da mantenedora.

CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 28. A Awas não remunera nem concede vantagens ou bene-
fícios, por qualquer forma, a seus diretores, conselheiros, sócios,
instituidores, benfeitores e equivalentes, mesmo que a título de
exercício de função técnica ou similar, e não distribui resultados,
dividendos, bonificações, participações e parcelas do seu
patrimônio, sob nenhuma forma ou pretexto.

Art. 29. No caso de dissolução da instituição, os bens remanes-


centes serão destinados à outra entidade congênere, com per-
sonalidade jurídica, sede e atividades preponderantes no Estado
de São Paulo, com registros regularizados junto aos órgãos go-
vernamentais (União, Estado e Município) estabelecidos por lei,
bem como inscrita no Conselho Nacional de Ação Social (CNAS)
ou seu sucessor.

Art. 30. A Awas será dissolvida por decisão de 2/3 (dois terços)
dos membros da Assembleia Geral, convocada especificamente
para esse fim, quando se tornar impossível a continuidade de
suas finalidades estatutárias.

Art. 31. O presente Regimento poderá ser reformado no todo ou


em parte, a qualquer tempo, por sugestão da Diretoria Executiva
e aprovado pela Assembleia Geral, e sua nova redação entrará
em vigor na data de seu registro em cartório.

Art. 32. Os casos omissos no presente Regimento serão resolvi-


dos pela Diretoria Executiva.

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REGIMENTO DO COMPLEMENTO DE
APOSENTADORIA WESLEYANO – CAW

DAS FINALIDADES
Art. 1º O Complemento de Aposentadoria Wesleyana – CAW é
um órgão da Secretaria-Geral de Finanças, que assegura aos pas-
tores a formação de um fundo para complemento de aposenta-
doria.
a) Tendo por objetivo garantir ao participante do plano uma ren-
da vitalícia, a partir de uma determinada idade, ou antes, ou em
caso de invalidez permanente e total; e ainda renda mensal ao
cônjuge e/ou filhos menores em caso do falecimento do partici-
pante;
b) O participante que fizer a previdência privada deverá optar
pelos serviços oferecidos pelo agente financeiro.

Art. 2º O CAW tem por finalidade proporcionar ao pastor de tem-


po integral a formação de uma reserva financeira.
1. Ela será utilizável nos seguintes casos:
a) Aposentadoria eclesiástica - (renda vitalícia);
b) Renúncia (desligamento) - (resgate/renda temporária);
c) Exclusão (disciplina); - (resgate/renda temporária);
d) Morte - (pecúlio);
e) Aquisição de imóveis; - (resgate).
2. O participante deverá estar escrito no INSS;
3. Cada participante terá de constituir sua reserva própria;
4. O participante poderá aumentar ou diminuir suas contri-
buições, desde que faça o pedido, por escrito, à Secretaria-Geral
de Finanças.

DOS RECURSOS
Art. 3º O complemento será formado pela contribuição mensal,
correspondente a 8% calculado sobre o subsídio total (subsídio
mais a taxa de expediente), de responsabilidade do órgão ou da
igreja a qual estiver vinculado o pastor nomeado em concílio.

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Parágrafo único. No caso de nomeação para mais de um
órgão ou igreja, a responsabilidade caberá a cada órgão ou igre-
ja, de acordo com os subsídios que recebe de cada um deles.

DO INSTRUMENTO
Art. 4º O valor do complemento será depositado em conta-cor-
rente, em nome da Igreja Metodista Wesleyana, mensalmente
e, no máximo, dez dias após o pagamento do subsídio. A Igreja
repassará o valor da contribuição de cada participante para “Pre-
vidência Privada”.

Art. 5º A Secretaria-Geral de Finanças – SGF informará ao pastor


o procedimento da cobrança do plano de previdência privada
(depósitos, transferências, boletos bancários, débitos automáti-
cos).

MOVIMENTAÇÃO DA CONTA
Art. 6º A conta-corrente, aberta nos tempos deste Regimento,
só poderá sofrer saque mediante assinaturas dos procuradores
da Igreja.
Parágrafo único. São procuradores da Igreja, para esse fim, o pre-
sidente do Conselho-Geral e o secretário-geral de finanças.

UTILIZAÇÃO DO COMPLEMENTO
Art. 7º O complemento poderá ser utilizado nos casos previstos
no Art. 2º, observando os seguintes procedimentos:
a) 100% do valor da reserva bancária;
b) Na ocorrência dos eventos mencionados nas alíneas “a” e “d”,
mediante apresentação e entrega dos documentos
comprobatórios;
c) 80% na ocorrência dos eventos mencionados nas alíneas “b” e
“c”;
d) Até 80% do valor do complemento na ocorrência do evento
mencionado na alínea “e”.

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DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 8º A conta-corrente será aberta na agência bancária, da ci-
dade onde estiver localizada a Secretaria-Geral de Finanças.

Art. 9º O órgão ou igreja responsável pelo depósito do comple-


mento, conforme disposto no Art. 3º, deverá entregar ao pastor
cópia dos recibos dos depósitos efetuados.

Art. 10. O pastor é o responsável direto pelo controle desses de-


pósitos. Se a igreja ou órgão não puder efetuar os depósitos, o
pastor deverá comunicar, por escrito, à Secretaria-Geral de Fi-
nanças, para que esta tome as providências cabíveis.
Parágrafo único. Caso não seja cumprido este artigo, ces-
sam seus direitos de reclamação, visto que fica comprovada sua
negligência administrativa.

Art. 11. O participante que atrasar por três meses o pagamento


do boleto terá seu plano paralisado temporariamente, até que
atualize o pagamento.

Art. 12. Os casos omissos e as situações não previstas neste Re-


gimento serão decididos pelo presidente do Conselho-Geral.

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3 DOS DEPARTAMENTOS
GERAIS

REGIMENTO DA AGÊNCIA MISSIONÁRIA


WESLEYANA – AGEMIW

CAPÍTULO I
DA IDENTIFICAÇÃO
Art. 1º A Agência Missionária Wesleyana, com sede na cidade de
Petrópolis, Rio de Janeiro, é uma instituição da Igreja Metodista
Wesleyana, projeto da Secretaria-Geral de Missões no Concílio-
Geral de 1997 e inaugurada em 27 de janeiro de 2000. Tem por
objetivo promover o treinamento missiológico aos vocacionados
para evangelização transcultural (Art. 40, VI, da Secretaria-Geral
de Missões, do Regimento Interno da Igreja Metodista
Wesleyana), sem fins lucrativos.

Art. 2º A entidade assim organizada denomina-se Agência


Missionária Wesleyana, cuja sigla é Agemiw.

Art. 3º A Agemiw tem por objetivo:


I - Orientar na formação do caráter cristão de seus alunos,
proporcionando-lhes um harmonioso desenvolvimento nas se-
guintes áreas: emocional, intelectual e espiritual;
II - Oferecer treinamento missiológico por meio do Curso
de Treinamento Missionário – CTM, de congressos, seminários e
conferências missionárias, expedindo certificados;
III - Ministrar curso transcultural a alunos oriundos de ou-
tras denominações de mesma fé e doutrina, com carta de reco-
mendação pastoral;

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IV - Treinar e capacitar candidatos que almejam ser missio-
nários transculturais, desde que possuam, no mínimo, o curso
básico em teologia, reconhecido pela Secretaria-Geral de Educa-
ção Cristã;
V – Treinar e capacitar voluntários para projetos de tempo
determinado;
VI - Orientar os missionários que estão no Campo
Transcultural, dando-lhes apoio logístico e espiritual;
VII - Administrar o Plano de Adoção Missionária – PAM, re-
cebendo as contribuições destinadas aos missionários e repassá-
las.

Art. 4º A Agemiw manterá os seguintes cursos:


I - Curso missiológico no sistema modular com duração de
sete meses;
II - Curso prático em um campo transcultural, com duração
mínima de três meses;
III - Cursos intensivos visando promover promotores de mis-
sões nas igrejas;
IV - Congressos, seminários e conferências missionárias;
V - Escola Missionária Transcultural, como curso intensivo,
no período das férias.

CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO
Art. 5º A Agemiw é um órgão da Secretaria-Geral de Missões,
administrado por um diretor-geral indicado pelo secretário-geral
de missões e eleito pelo Conselho-Geral. O diretor-geral formará
sua mesa ouvido o secretário-geral de missões. A mesa será com-
posta de um vice-diretor, um secretário(a), um tesoureiro e um
deão.

Art. 6º A Diretoria da Agemiw será composta de um diretor-ge-


ral, um vice-diretor, um coordenador de base, um deão, um te-
soureiro e um secretário.

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SEÇÃO I
DO DIRETOR-GERAL
Art. 7º Ao diretor-geral compete:
I - Convocar e presidir as reuniões;
II - Executar as determinações da Secretaria-Geral de Mis-
sões;
III - Supervisionar o andamento técnico e administrativo da
Agemiw;
IV - Fixar honorários e determinar benefícios por sugestão
do secretário-geral;
V - Encaminhar à Secretaria-Geral de Missões pedido de
reforma no Regimento ou alteração no currículo missiológico.

SEÇÃO II
DO VICE-DIRETOR
Art. 8º O vice-diretor será nomeado pelo diretor-geral ouvido o
secretário-geral de missões.

Art. 9º Ao vice-diretor compete:


a) Substituir o diretor-geral em sua ausência;
b) Auxiliar nas atividades pedagógicas da Agemiw.

SEÇÃO III
DO DEÃO
Art. 10. O deão será nomeado pelo diretor-geral ouvido o secre-
tário-geral de missões, dando preferência ao candidato que te-
nha uma experiência transcultural.

Art. 11. Compete ao deão:


I - Fazer o agendamento do corpo docente;
II - Acompanhar o desenvolvimento dos alunos internos, pro-
curando assisti-los em suas necessidades emocionais, espirituais
e sociais;

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SEÇÃO IV
DO TESOUREIRO
Art. 12. Ao tesoureiro compete:
I - Ter sob sua guarda e responsabilidade valores em espé-
cie e documentos relacionados à tesouraria;
II - Controlar os pagamentos devidamente processados e
autorizados pelo diretor-geral;
III - Apresentar ao diretor-geral os balancetes financeiros
mensais e anuais;
IV - Receber as mensalidades, as ofertas e os donativos;
V - Escriturar em livro próprio e em formato técnico os mo-
vimentos da tesouraria;
VI - Movimentar contas bancárias com procuração expedida
pela Secretaria-Geral de Administração, juntamente com o dire-
tor-geral;
VII - Lançar em livro próprio o patrimônio móvel e imóvel
da Agemiw.

SEÇÃO V
DO SECRETÁRIO
Art. 13. Ao secretário compete:
I - Corresponder-se periodicamente com os missionários e
as igrejas mantenedoras, em nome da Agemiw;
II - Comunicar ao diretor-geral a falta de material;
III - Receber, registrar e arquivar a correspondência recebi-
da e a cópia da expedida;
IV - Redigir e expedir avisos, instruções e correspondências,
depois de assinadas pelo diretor-geral;
V - Arquivar os documentos de alunos e missionários em
pastas confidenciais;
VI - Elaborar documentos histórico-missiológicos e
encaminhá-los para assinatura do diretor-geral;
VII - Secretariar as reuniões da Diretoria;
VIII - Elaborar planilhas e fornecer relatório sempre que so-
licitado.

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SEÇÃO VI
DO COORDENADOR DE BASE

Art. 14. Ao coordenador de base compete:


I- Promover cursos missiológicos e eventos visando dinami-
zar o ardor evangelístico nas igrejas, tais como: cursos de férias,
simpósios, congressos, seminários e conferências;
II- Organizar e acompanhar o funcionamento da base
missionária;
III- Supervisionar o trabalho dos obreiros da base;
IV- Coordenar as atividades do Curso de Treinamento Missi-
onário.

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REGIMENTO DO CENTRO DE PUBLICAÇÕES – CP

CAPÍTULO I
DA NATUREZA E DAS FINALIDADES
Art. 1º O Centro de Publicações – CP é um departamento da Se-
cretaria-Geral de Educação Cristã.

Art. 2º Compete ao Centro de Publicações:


a) Administrar e editar o jornal Voz Wesleyana, órgão oficial da
Igreja Metodista Wesleyana;
b) Editar revistas para a Escola Bíblica Dominical;
c) Publicar literaturas didáticas e de inspiração, que estejam den-
tro do padrão cultural e doutrinário da Igreja, e impressos em
geral;
d) Administrar a livraria Wesleyana.

Art. 3º O CP é administrado por uma diretoria composta de cin-


co membros, indicados pelo secretário-geral de educação cristã
e eleitos pelo Conselho-Geral, com mandato sexenal.
Parágrafo único. Após reunião do Conselho-Geral que fez a elei-
ção, o secretário-geral de educação cristã convoca os eleitos e
organiza a mesa, elegendo um presidente, um vice-presidente,
um secretário de atas e um tesoureiro.

CAPÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES
Art. 4º Ao presidente compete:
a) Convocar as reuniões e presidi-las;
b) Prover todas as coisas necessárias para o seu funcionamento;
c) Preparar o programa anual de publicações e submetê-lo à apro-
vação de Secretaria-Geral de Educação Cristã;
d) Comunicar ao secretário-geral de educação cristã qualquer
alteração circunstancial no programa de publicações;
e) Comparecer, quando convidado, à reunião da Secretaria-Ge-
ral de Educação Cristã para prestar informações;

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f) Relatar anualmente à Secretaria-Geral de Educação Cristã;
g) Nomear redatores do órgão oficial e das revistas de Escola Bí-
blica Dominical, ouvido o secretário-geral de educação cristã.

Art. 5º Ao vice-presidente compete:


a) Substituir o presidente em seu impedimento;
b) Ajudar o presidente na execução do programa do CP.

Art. 6º Ao secretário compete:


a) Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro apropriado;
b) Preparar toda a correspondência que for solicitada pelo presi-
dente.

Art. 7º Ao tesoureiro compete:


a) Controlar o movimento financeiro do jornal Voz Wesleyana;
b) Controlar o movimento financeiro das revistas da Escola Bíbli-
ca Dominical;
c) Controlar o movimento financeiro das demais publicações edi-
tadas pelo CP;
d) Efetuar os pagamentos necessários mediante comprovação
com nota fiscal;
e) Apresentar relatório financeiro quando solicitado.

Art. 8º Ao redator do Voz Wesleyana compete:


a) Redigir o jornal;
b) Promover campanhas de mantenedores;
c) Angariar assinaturas;
d) Comparecer aos eventos gerais e regionais;
e) Arquivar todos os originais e as matérias publicadas.
§ 1º O movimento financeiro do jornal será efetuado pelo CP.
§ 2º O redator não pode publicar matéria que contrarie as dou-
trinas e os costumes da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 9º Aos redatores das revistas da Escola Bíblica Dominical


compete:

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a) Selecionar os colaboradores nas diversas áreas;
b) Cumprir a matéria proposta pela Secretaria-Geral de Educa-
ção Cristã;
c) Efetuar a correção das lições;
d) Distribuir com os colaboradores a matéria a ser publicada;
e) Entregar as lições devidamente digitalizadas ao presidente do
CP no prazo estabelecido.
Parágrafo único. Os assuntos mencionados nas lições da Escola
Bíblica Dominical serão submetidos à apreciação do secretário-
geral de educação cristã pelo presidente do CP e pelos redatores
das referidas lições.

CAPÍTULO III
DAS GRATIFICAÇÕES
Art. 10. O presidente, os redatores, os comentaristas das lições e
os autores de livros editados pelo CP podem receber ajuda de
custo, dentro das possibilidades do órgão.
§ 1º A ajuda de custo de que trata este artigo será aprovada
pela Secretaria-Geral de Educação Cristã, mediante proposta do
Conselho-Diretor do CP.
§ 2º O Conselho-Diretor estabelecerá o valor a ser pago aos
trabalhadores contratados.

CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 11. Caso ocorra vacância do Conselho-Diretor do CP, ela será
preenchida pelo Conselho-Geral, com indicação do secretário-
geral de educação cristã.

Art. 12. O CP não pode:


a) Publicar matéria contrária às doutrinas e costumes da Igreja,
em suas literaturas;
b) Devolver os originais sem deixar cópia autenticada em seu
arquivo;
c) Contratar funcionários na reunião em que não estiver presen-

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te o secretário-geral de educação cristã;
d) Assumir compromissos de publicar literaturas que não este-
jam relacionadas à Igreja Metodista Wesleyana, ou a seus minis-
tros e pastores.

Art. 13. Este Regimento pode ser modificado, mediante suges-


tões encaminhadas ao Conselho-Geral.

Art. 14. Os casos omissos neste Regimento serão dirimidos pelo


secretário-geral de educação cristã.

Art. 15. Este Regimento entrará em vigor na data de sua publica-


ção, revogadas as disposições em contrário.

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4 DAS
INSTITUIÇÕES

REGIMENTO DO CENTRO DE FORMAÇÃO


TEOLÓGICA – CEFORTE

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I
DA IDENTIFICAÇÃO
Art. 1º O Centro de Formação Teológica, com sede no estado do
Rio de Janeiro, é uma instituição de nível superior sem fins eco-
nômicos, criada pelo Concílio de 1972 da Igreja Metodista
Wesleyana. Tem por objetivo ministrar ensino teológico aos
vocacionados para o ministério do Evangelho e rege-se pelo Es-
tatuto da Igreja Metodista Wesleyana e por este Regimento.

Art. 2º A entidade assim organizada denomina-se Centro de For-


mação Teológica da Igreja Metodista Wesleyana, cuja sigla é
Ceforte.

Art. 3º O Ceforte tem por objetivo:


a) Orientar a formação do caráter cristão de seus alunos, assegu-
rando-lhes desenvolvimento harmônico e pleno nos planos emo-
cional, intelectual e espiritual;
b) Oferecer ensino teológico em vários níveis para candidatos de
ambos os sexos, quando recomendados pelas igrejas de que são
membros;
c) Ministrar cursos de complementação teológica denominacional

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aos alunos oriundos de outros seminários que aspiram ao
pastorado nesta Igreja, após análise curricular.

Art. 4º O Ceforte manterá os seguintes cursos:


a) Bacharel em teologia para candidatos que tenham o ensino
médio;
b) Básico em teologia para candidatos que tenham o ensino mé-
dio completo ou o estejam cursando;
c) Complementação teológica denominacional, conforme análi-
se da grade curricular, e cumprindo as matérias denominacionais
obrigatórias;
d) Curso teológico modular em circunstâncias especiais, devida-
mente aprovado pela Secretaria-Geral de Educação Cristã (SGEC)
e pelo Conselho-Diretor;
e) Curso de formação e capacitação de líderes leigos;
f) Outros que forem determinados pela Secretaria-Geral de Edu-
cação Cristã.

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO

CAPÍTULO II
DA DIREÇÃO
Art. 5º O Ceforte é um órgão da Secretaria-Geral de Educação
Cristã da Igreja Metodista Wesleyana, administrado por um Con-
selho-Diretor, composto de três ministros e dois leigos – sendo
um(a) pedagogo(a) –, indicados pelo secretário-geral de educa-
ção cristã e aprovados sexenalmente pelo Conselho-Geral da Igre-
ja Metodista Wesleyana.

Art. 6º O Conselho-Diretor, após eleição no Conselho-Geral, será


convocado pelo secretário-geral de educação cristã para a elei-
ção da mesa, que será composta de um presidente, um vice-pre-
sidente e um secretário de atas com mandato sexenal.
Parágrafo único. O secretário-geral de educação cristã é

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membro ex-ofício do Conselho-Diretor com direito a voto.

SEÇÃO I
DO CONSELHO-DIRETOR
Art. 7º Ao Conselho-Diretor compete:
a) Nomear o diretor-geral, o vice-diretor, o deão e o(a) diretor(a)
pedagógico(a) e eleger os diretores das extensões;
b) Supervisionar o andamento técnico e administrativo do
Ceforte, em sua sede e extensões;
c) Nomear, periodicamente, comissão de orientação e inspeção
tanto para a sede quanto para as extensões;
d) Fixar honorários e determinar benefícios por sugestão do di-
retor-geral, e analisar a situação judicial de contrato de presta-
ção de serviços;
e) Encaminhar à Secretaria-Geral de Educação Cristã pedido de
reforma no Regimento ou de alteração no currículo escolar.
Parágrafo único. Os diretores das extensões serão nomeados pelo
Conselho-Diretor, mediante indicação dos secretários regionais
de educação cristã, ouvido o bispo da região, para mandato de 2
(dois) anos, podendo ser reconduzidos.

Art. 8º Ao presidente do Conselho-Diretor compete:


a) Convocar e presidir reuniões;
b) Executar as determinações do Conselho-Diretor;
c) Supervisionar o Conselho do Ceforte;
d) Relatar, anualmente, à Secretaria-Geral de Educação Cristã.

SEÇÃO II
DO DIRETOR-GERAL
Art. 9º O diretor-geral será eleito preferencialmente dentre os
ministros que compõem o Conselho-Diretor do Ceforte ou ainda
dentre os ministros da Igreja Metodista Wesleyana, bacharéis
em teologia com pós-graduação ou com mestrado na área teoló-
gica, pedagógica ou de ciências humanas.

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Art. 10. Compete ao diretor-geral:
a) Dinamizar a estrutura organizacional do Ceforte;
b) Planejar as atividades de ensino e de administração em coo-
peração com os diretores de extensões do Ceforte, juntamente
com o vice-diretor;
c) Preparar programação e calendário anual do Ceforte e
apresentá-lo ao Conselho-Diretor, e elaborar o Regimento Inter-
no para os alunos do Ceforte, ouvidas as extensões;
d) Dirigir o Ceforte bem como supervisionar suas extensões, pro-
vendo todas as suas necessidades;
e) Decidir sobre as penalidades a ser aplicadas ao pessoal do cor-
po discente e da administração, garantindo-lhes a ampla defesa;
f) Distribuir funções, atribuir responsabilidades e delegar pode-
res;
g) Aprovar as normas internas do Ceforte;
h) Presidir reuniões de docentes e discentes;
i) Administrar as finanças do órgão;
j) Inventariar anualmente os bens do Ceforte;
k) Nomear secretário e tesoureiro do Ceforte;
l) Apresentar propostas ao Conselho-Diretor para fixação de ho-
norários e determinação de benefícios aos servidores do Ceforte
ou pagamento de ajuda de custo.
Parágrafo único. Os diplomas serão assinados pelo diretor-geral,
pelo(a) diretor(a) pedagógico(a) e pelo aluno.

SEÇÃO III
DO VICE-DIRETOR
Art. 11. O vice-diretor será eleito pelo Conselho-Diretor, medi-
ante indicação do diretor-geral dentre os ministros da Igreja
Metodista Wesleyana bacharéis em teologia.

Art. 12. Compete ao vice-diretor:


a) Substituir o diretor-geral em sua ausência;
b) Auxiliar nas atividades pedagógicas do Ceforte.

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SEÇÃO IV
DO DEÃO
Art. 13. O deão de alunos será nomeado pelo diretor da sede e
das extensões, dentre os pastores e missionárias da Igreja
Metodista Wesleyana bacharéis em teologia.

Art. 14. Compete ao deão de alunos;


a) Assistir o aluno em suas necessidades;
b) Aconselhar o aluno quanto à sua situação espiritual, moral,
ética e disciplinar;
c) Organizar o estatuto do grêmio estudantil, em comum acordo
com as orientações da Secretaria-geral de educação cristã.

SEÇÃO V
DO DIRETOR(A) PEDAGÓGICO(A)
Art. 15. O(a) diretor(a) pedagógico(a) será nomeado(a) pelo Con-
selho- Diretor do Ceforte, ouvido o diretor-geral, dentre os mi-
nistros, pastores ou missionárias da Igreja Metodista Wesleyana,
bacharéis em pedagogia, para auxiliá-lo no serviço de orienta-
ção e supervisão pedagógica do Ceforte.

CAPÍTULO III
DOS SERVIÇOS AUXILIARES

SEÇÃO I
DA SECRETARIA
Art. 16. A secretaria é o setor encarregado de todo o serviço bu-
rocrático e tem como objetivo executar as normas administrati-
vas, bem como organizar o serviço de escrituração.

Art. 17. O diretor nomeará um secretário dentre os membros da


Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 18. Compete ao secretário:

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a) Estar em dia com a legislação de ensino religioso, mantendo
em arquivos cópias dessa legislação;
b) Comunicar ao diretor a falta de material;
c) Receber, registrar e arquivar a correspondência recebida e
cópias das expedidas;
d) Redigir e expedir avisos, instruções e correspondências, de-
pois de assinadas pelo diretor;
e) Arquivar documentos de alunos e informações sobre estes em
pastas confidenciais;
f) Elaborar histórico-escolar e encaminhá-lo para assinatura do
diretor;
g) Secretariar o conselho de classe.

SEÇÃO II
DA TESOURARIA
Art. 19. A tesouraria é o setor responsável pela organização fi-
nanceira da entidade, cujo tesoureiro será nomeado pelo dire-
tor, dentre os membros da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 20. Ao tesoureiro compete:


a) Ter sob sua guarda e responsabilidade valores em espécie e
documentos relacionados com a tesouraria;
b) Controlar os pagamentos devidamente processados e autori-
zados pelo diretor;
c) Apresentar ao diretor, mensal e anualmente, os balancetes fi-
nanceiros correspondentes;
d) Receber as mensalidades, as ofertas e os donativos, deposi-
tando-os em conta bancária em nome do Ceforte, assinada con-
juntamente com o diretor.
e) Escriturar em livro próprio, e em forma técnica, os movimen-
tos da tesouraria;
f) Movimentar contas bancárias com procuração expedida pela
Secretaria-Geral de Administração, juntamente com o diretor;
g) Lançar em livro próprio o patrimônio móvel e imóvel do Ceforte.

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SEÇÃO III
DA BIBLIOTECA
Art. 21. A biblioteca é o setor encarregado de fornecer os ele-
mentos básicos para informações e pesquisas do corpo docente,
discente e administrativo do Ceforte, bem como para as necessi-
dades da comunidade na formação de hábito e gosto pela litera-
tura.

Art. 22. O bibliotecário será nomeado pelo diretor dentre os


membros da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 23. São atribuições do bibliotecário:


a) Organizar o material audiovisual;
b) Manter a biblioteca em perfeita ordem;
c) Organizar o arquivo ativo e passivo;
d) Orientar o usuário na pesquisa adequada;
e) Adequar recursos humanos e materiais disponíveis na escola
e na comunidade;
f) Estabelecer uma política de seleção de acervo adequada à con-
secução dos objetivos;
g) Orientar pesquisas e leituras;
h) Manter controle das atividades realizadas;
i) Apresentar anualmente ao diretor o relatório das atividades
desenvolvidas pela biblioteca;
j) Informatizar a biblioteca, com computadores à disposição de
alunos e professores.

CAPÍTULO III
DO CONSELHO DE CLASSE
Art. 24. O Conselho de Classe será composto do diretor-geral, do
vice-diretor, do deão, do secretário e do corpo docente.
Parágrafo único. A critério do Conselho de Classe, poderá ser in-
cluído um representante do corpo discente.

Art. 25. Compete ao conselho:

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a) Promover avaliação permanente e global do processo
educativo, visando à consecução dos objetivos gerais e específi-
cos da educação;
b) Possibilitar a análise dos problemas específicos do seminário
e do aluno, por meio do exame e do aproveitamento individual e
global nas turmas, detectando as causas de alto ou baixo rendi-
mento escolar;
c) Analisar por meio de uma visão conjunta a atribuição de con-
ceitos e a caracterização do desempenho do aluno, em função
dos objetivos propostos e de critérios estabelecidos para a pro-
moção;
d) Analisar o processo de ensino/aprendizagem, incluídos os as-
pectos relativos a todos os componentes do sistema escolar, pro-
pondo alternativas ao problema identificado;
e) Estimular a equipe pedagógica e desenvolver a capacidade de
reflexão crítica, questionamento e contínua autoavaliação de sua
filosofia de trabalho, tendo em vista a melhoria da qualidade de
seu próprio trabalho e do processo de ensino/aprendizagem.

Art. 26. As reuniões do Conselho de Classe serão lavradas em


ata, a qual deverá ser aprovada e assinada por todos os mem-
bros presentes.

CAPÍTULO IV
DOS ENCARGOS ESCOLARES
Art. 27. O Ceforte tem sua organização escolar elaborada pelo
diretor-geral, que distribuirá dias letivos, carga horária, férias e
estágios, de acordo com as necessidades da instituição.

Art. 28. As anuidades serão apreciadas pelo Conselho-Diretor.

Art. 29. As mensalidades serão consideradas vencidas após o dia


5 (cinco) de cada mês.

Art. 30. A bolsa de estudo é a dispensa das contribuições men-

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sais dada ao aluno pelo Conselho-Diretor, por um período ou por
todo o tempo de duração do curso, no todo ou em parte.

Art. 31. As bolsas concedidas poderão ser suspensas, desde que


se encontrem razões suficientes para fazê-lo.

Art. 32. Os pedidos de bolsa devem ser feitos pelos pastores das
igrejas a que pertencem os candidatos, antes do final do ano le-
tivo, ao Conselho-Diretor.

TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR

CAPÍTULO VI
DA ESTRUTURA DE FUNCIONAMENTO
Art. 33. Os currículos são elaborados pela Secretaria-Geral de
Educação Cristã.

Art. 34. Os currículos dos cursos do Ceforte são divididos em


unidades didáticas, abrangendo “áreas de conhecimento”. Assim
todos os alunos podem adquirir conhecimento em suas áreas de
concentração: pastoral, educacional, assistencial, missiológica, de
aconselhamento e discipulado, teológica, hermenêutica e
exegética, e de música, louvor e adoração.

Art. 35. O regime didático adotado é o de créditos, que é o tra-


balho escolar em sala de aula correspondente a uma hora/aula.

Art. 36. Um crédito corresponde a 15 (quinze) horas/aulas.

Art. 37. O rendimento escolar é feito por meio de avaliações, a


fim de julgar o aproveitamento obtido pelo aluno.

Art. 38. As avaliações serão realizadas bimestralmente, por meio


de notas, cuja média de aprovação é a seguinte:

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a) Curso de bacharel em teologia: 7
b) Curso teológico modular: 7
c) Outros cursos: 5

Art. 39. Ao final do ano letivo, será feita média aritmética das
provas realizadas para avaliação dos alunos.

Art. 40. O aluno que faltar 25% das aulas de uma disciplina será
reprovado na referida matéria.

Art. 41. O aluno que no final do ano letivo não obtiver média
para aprovação em até duas disciplinas poderá ser promovido
ao ano seguinte ficando em dependência das matérias.

CAPÍTULO VII
DO CORPO DOCENTE
Art. 42. O corpo docente do Ceforte é constituído de professores
com formação específica, vocacionados e escolhidos preferenci-
almente dentre os clérigos da Igreja Metodista Wesleyana, que
livre e voluntariamente desejarem exercer o magistério.
Parágrafo único. No caso de necessidade poderá ser convi-
dado um professor de outra denominação para lecionar, desde
que não seja nas seguintes áreas: história do metodismo, teolo-
gia sistemática, administração eclesiástica, teologia do Antigo Tes-
tamento, teologia do Novo Testamento, teologia pastoral, análi-
se bíblica.

Art. 43. As atividades didáticas atribuídas aos professores con-


sistem em aulas de exposição e treinamento, arguições, seminá-
rios, palestras ou qualquer outra forma didática.

Art. 44. São direitos dos professores:


a) Ter justificadas suas faltas por motivo de doenças ou razões
julgadas coerentes pela direção;
b) Descanso semanal e feriados;

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c) Apresentar sugestões para a matriz curricular e o conteúdo
programático das disciplinas.

Art. 45. São deveres do professor:


a) Planejar o trabalho docente em consonância com o plano
curricular do Ceforte, de modo a ser adequado à realidade do
curso;
b) Estimular o aluno de modo a manter seu interesse na aula;
c) Manter em dia o diário de classe, registrando a matéria lecio-
nada e a frequência do aluno;
d) Manter-se sempre atualizado;
e) Acompanhar o aproveitamento do aluno, organizando o regis-
tro cumulativo e formativo do seu desempenho, além de estabe-
lecer uma ligação entre as suas atividades e as do aluno;
f) Utilizar técnicas e procedimentos de avaliação em conformi-
dade com a orientação pedagógica;
g) Comparecer às aulas e às solenidades programadas pela insti-
tuição.

CAPÍTULO VIII
DO CORPO DISCENTE
Art. 46. O corpo discente do Ceforte é formado pelos alunos
matriculados.

Art. 47. São direitos do corpo discente:


a) Receber adequada orientação educacional, pedagógica e reli-
giosa;
b) Frequentar, além das aulas da sua turma, os trabalhos e as
atividades complementares;
c) Utilizar-se da biblioteca nos termos do seu Regulamento;
d) Criar o grêmio estudantil sob orientação da Diretoria, elabo-
rando o Estatuto que será encaminhado para aprovação ao dire-
tor-geral e ao Conselho-Diretor, que poderá emendar o projeto;
e) Recorrer às autoridades do Ceforte quando julgar prejudica-
dos seus direitos;

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f) Receber cópia do Regimento.

Art. 48. São deveres do corpo discente:


a) Comparecer às aulas de acordo com as exigências do regime
escolar;
b) Desempenhar atividades escolares e extraclasses;
c) Tratar com respeito a diretoria, os professores, os funcionários
e os colegas;
d) Comparecer às atividades e comemorações organizadas pelo
Ceforte;
e) Comparecer às capelas.

CAPÍTULO IX
DO CALENDÁRIO ESCOLAR
Art. 49. O ano letivo do Ceforte compreenderá o período de fe-
vereiro a dezembro, num total de 200 dias letivos.

Art. 50. O número de semanas anuais será de 40 , com cinco dias


semanais.

Art. 51. O recesso escolar ocorrerá em janeiro e julho.

Art. 52. A recuperação dos alunos será efetuada durante o perí-


odo letivo, paralelamente ao processo de ensino/aprendizagem.

Art. 53. Serão observados os feriados nacionais, estaduais e mu-


nicipais.

CAPÍTULO X
DAS MATRÍCULAS
Art. 54. As matrículas serão realizadas na primeira quinzena do
mês de janeiro de cada ano, tanto a inicial como a renovada ou a
por transferência.

Art. 55. O Ceforte aceita como aluno os membros da Igreja

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Metodista Wesleyana que desejam fazer o curso teológico, des-
de que apresentem os documentos e preencham as condições
para matrícula, que são:
a) Carta de recomendação assinada pelo pastor e pelo secretário
do Conselho Local;
b) Declaração, por escrito, de que o candidato tem no mínimo
dois anos ininterruptos como membro na igreja;
c) Carta de recomendação da Secretaria Regional de Educação
Cristã, para os que almejam o ministério;
d) Atestado médico;
e) Requerimento devidamente preenchido e cópia da identida-
de e do título de eleitor;
f) Certidão de nascimento ou casamento, conforme o caso;
g) Certificado de ensino médio para o curso de bacharel;
h) Ter no mínimo 18 anos de idade.

Art. 56. Serão aceitos alunos membros de outras denominações


desde que:
a) A denominação seja reconhecida pela Igreja Metodista
Wesleyana como genuinamente evangélica;
b) Declarem concordar com os costumes adotados pela Igreja
Metodista Wesleyana;
c) Se congregados em outras denominações evangélicas apre-
sentem parecer favorável do Conselho-Diretor;
d) Apresentem, no ato da matrícula, carta assinada pelo pastor,
além dos documentos citados no Art. 55, com exceção das alíne-
as “b” e “c”.

CAPÍTULO XI
DAS TRANSFERÊNCIAS E ADAPTAÇÕES
Art. 57. O prazo para expedição de documentos de alunos trans-
feridos será de até 30 dias após a solicitação, desde que todos os
documentos estejam em dia, assim como as mensalidades.

Art. 58. As matrículas por transferência serão efetuadas depois

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de o aluno apresentar documento de transferência assinado pelo
diretor e pelo secretário do estabelecimento de origem com in-
dicação dos respectivos registros ou autorizações e o documen-
to informando sobre a vida escolar do aluno.
Art. 59. Para os alunos que forem recebidos por transferências
será procedida a compatibilização curricular a fim de indicar as
adaptações necessárias ou verificar a equivalência entre os cur-
sos.

CAPÍTULO XII
DA RECUPERAÇÃO
Art. 60. As atividades de recuperação serão efetuadas durante o
período letivo, paralelamente ao processo de ensino/aprendiza-
gem, devendo, entretanto, o seminário oferecer oportunidade
de recuperação após o final do ano letivo, independentemente
de qualquer tipo de recuperação adotado.

Art. 61. Os alunos, submetidos à recuperação por aproveitamen-


to, receberão ao término um conceito final, sendo promovido
desde que esse conceito seja sete para básico e bacharel em te-
ologia.

TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO DISCIPLINAR

Art. 62. Os alunos, pelas faltas cometidas, estão sujeitos às se-


guintes penalidades, com finalidade educativa e não repressiva:
Admoestação – apelando para os brios do educando e seus prin-
cípios de educação moral;
Repreensão – advertência por escrito, sendo uma cópia arquiva-
da na pasta e outra encaminhada ao Conselho da igreja a que
esteja vinculado, para os casos de reincidência;
Suspensão – para os casos considerados de maior gravidade. O
limite máximo para suspensão é de 20 dias letivos;
Cancelamento de matrícula – nos casos em que a suspensão não

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seja a medida suficiente.
Parágrafo único. Terá sua matrícula cancelada o aluno que
não mais preencher os requisitos para matrícula.

Art. 63. As penalidades serão aplicadas pelo diretor-geral, que


dará conhecimento imediato à igreja a que pertencer o aluno
punido e dos motivos que a determinaram.

Art. 64. Os professores que cometerem qualquer falta serão jul-


gados pelo Conselho-Diretor, ouvido o diretor.

Art. 65. Tanto os componentes do corpo docente quanto do dis-


cente e do administrativo poderão recorrer das punições sofri-
das ao Conselho-Geral.

Art. 66. São considerados atos de indisciplina:


a) Violação das normas regimentais e das constantes dos vários
regulamentos;
b) Procedimentos que causam danos materiais;
c) Trancar-se em salas de aula para não cumprir suas tarefas;
d) Prática de cola e outros tipos de fraudes;
e) Atos ofensivos à moral e aos bons costumes;
f) Atitudes incompatíveis com os propósitos da instituição;
g) Ensino ou divulgação de doutrinas e costumes contrários às
normas da Igreja Metodista Wesleyana.

CAPÍTULO XIII
DO INTERNATO
Art. 67. O Ceforte manterá os regimes de internato e externato,
masculino e feminino.

Art. 68. Os candidatos ao regime de internato deverão ser enca-


minhados pelas igrejas à Secretaria Regional de Educação Cristã,
que após seleção ou triagem, inclusive avaliação de vida social,
familiar, física e psicológica, os encaminhará ao Ceforte.

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Art. 69. Os candidatos ao regime de internato deverão passar
por exames físicos e psicotécnicos.

Art. 70. O aluno de internato não poderá ficar retido em nenhu-


ma matéria do seu currículo, sob pena de ter sua matrícula can-
celada.

Art. 71. O Ceforte providenciará moradia para as alunas internas


e nomeará uma pessoa responsável para a direção dessa mora-
dia.

Art. 72. O aluno de internato só poderá fazer cursos fora do


Ceforte com a permissão do diretor-geral.

Art. 73. Os alunos de internato estão sujeitos ao regime de aulas


diurnas, com um currículo mais avançado.

Art. 74. O aluno do internato é mantido pela igreja que o reco-


menda ou pela Secretaria Regional de Finanças.
Art. 75. O aluno de internato está sujeito à escala de serviços
determinados pela direção.

CAPÍTULO XIV
DAS EXTENSÕES
Art. 76. As extensões do Ceforte têm a sua criação aprovada pelo
Conselho-Diretor, desde que cumpridas as exigências mínimas
deste Regimento, e são subordinadas administrativamente ao
secretário regional de educação cristã e tecnicamente ao dire-
tor-geral e ao Conselho-Diretor do Ceforte.
Parágrafo único. As exigências mínimas para a organização
de uma extensão são as seguintes:
a) Possuir instalações adequadas, ou seja, um prédio com no
mínimo sete salas, todas com iluminação e ventilação, em bom
estado de conservação e sem ruídos externos que interfiram no
bom andamento das aulas;

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b) Possuir no seu quadro docente um mínimo de 80% de profes-
sores que sejam clérigos da Igreja Metodista Wesleyana;
c) Possuir equipamentos necessários ao funcionamento da Ex-
tensão, como um computador, uma biblioteca, carteiras escola-
res e quadros apropriados, sistema de ventilação, água potável e
banheiros feminino e masculino separados;
d) Encaminhar solicitação, por escrito, ao Conselho-Diretor, com
anuência expressa do bispo e do secretário regional de educa-
ção cristã, que determinará comissão para visitar o local e dar
parecer.

Art. 77. As extensões deverão reger-se pelo Regimento do Ceforte


com as adaptações que se tornarem necessárias, desde que apro-
vadas pelo Conselho-Diretor.

Art. 78. Os diretores que devem ser ministros da Igreja Metodista


Wesleyana serão eleitos pelo Conselho-Diretor, mediante indi-
cação de pelo menos dois nomes pelo secretário regional de edu-
cação cristã, ouvido o bispo da região, para um mandato de dois
anos.

Art. 79. Cada extensão, além do seu diretor, deverá ter na sua
administração um secretário, um tesoureiro, um bibliotecário e
um(a) orientador(a) pedagógico(a).
1º Todos serão nomeado pelo diretor da extensão.
2º O corpo docente será nomeado pelo diretor da extensão, ou-
vido o secretário regional de educação cristã.
3º O tesoureiro encaminhará balancete financeiro assinado por
ele e pelo diretor da extensão, anualmente, até o dia 15 de de-
zembro, ao diretor-geral, com cópias ao secretário regional de
educação cristã e Secretaria-Geral de Educação Cristã, bem como
a relação do imobiliário pertencente ao Ceforte.
4º O valor da mensalidade dos alunos será estabelecida pelo
Conselho-Diretor, mediante proposta do diretor da extensão.

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DO FUNCIONAMENTO ESCOLAR
Art. 80. As extensões adotarão o currículo aprovado pela Secre-
taria-Geral de Educação Cristã.
Parágrafo único. O diretor-geral do Ceforte fará a distribuição das
disciplinas pelos anos letivos e da literatura a ser adotada.

Art. 81. Ao final de cada ano, as extensões remeterão ao diretor-


geral do Ceforte relatório completo das atividades e cópias das
fichas de matrículas.

Art. 82. As extensões, ao concluir uma turma, deverão encami-


nhar ao diretor-geral cópia de todos os documentos para arqui-
vamento.

Art. 83. Os diplomas serão assinados pelo diretor-geral, pelo


diretor(a) pedagógico(a) e pelo formando.

Art. 84. As solenidades de formatura serão dirigidas pelo diretor


da extensão, orientadas pelo secretário regional de educação
cristã.

CAPÍTULO XV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 85. Constituem patrimônio do Ceforte:
a) Doações de quaisquer pessoas ou instituições;
b) Legados ou subvenções diversas;
c) Imóveis e outros bens;
d) Títulos e depósitos;
e) Auxílio e subvenções oficiais;
f) Outras rendas e recebimentos permitidos pela ética cristã.
Parágrafo único. Todos os bens móveis e imóveis, eventualmen-
te adquiridos ou doados ao Ceforte, serão registrados em nome
da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 86. O Ceforte mantém, durante o horário das aulas, um pe-

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ríodo de 30 minutos destinado ao enlevo espiritual em sua cape-
la, com a participação dos componentes dos corpos docente e
discente.

Art. 87. A capela será dirigida pelo deão de alunos, conforme


orientação do diretor.

Art. 88. Cabe ao Ceforte expedir certificado de conclusão de cur-


so aos alunos que concluírem seus cursos na sede ou em alguma
extensão reconhecida e aprovada pelo Conselho-Diretor, em ses-
são pública e solene.

Art. 89. Será expedida ao aluno uma carteira de identidade esco-


lar, assinada pelo diretor e que terá validade acompanhada do
comprovante de pagamento.

Art. 90. Os servidores do Ceforte são membros da Igreja


Metodista Wesleyana que colaboram nos diversos setores do
seminário.

Art. 91. Este Regimento depois de aprovado pelo Conselho-Ge-


ral entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as dis-
posições em contrário.

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5 ESTATUTOS DOS
DEPARTAMENTOS

DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS

Art. 1º A Igreja Metodista Wesleyana possui, organizados nas igre-


jas, os departamentos de Crianças, de Pré-adolescentes, de Ado-
lescentes, de Jovens e de Adultos, nas respectivas faixas etárias,
de acordo com o Estatuto e o Regimento Interno da Igreja.

Art. 2º O Departamento de Crianças deverá agrupar os infantis


até nove anos; o de Pré-adolescentes de 10 a 13 anos, o de Ado-
lescentes de 14 a 17 anos; e o de Jovens de 18 a 30 anos.
Parágrafo único. Os maiores de 17 anos que se sentirem
bem em seus departamentos podem ser admitidos por votação
favorável de 2/3 (dois terços) dos componentes dos departamen-
tos presentes à reunião.

DOS REQUISITOS
Art. 3º Para os departamentos de Adolescentes, de Jovens e de
Adultos, o requisito para pertencer ao agrupamento correspon-
dente à faixa etária é ser membro da Igreja.

DAS FINANÇAS
Art. 4º De acordo com o Estatuto e o Regimento Interno da Igre-
ja, os departamentos podem organizar uma subtesouraria, usan-
do o critério de arrecadação que lhe convier, porém, com prévio
entendimento com a Junta Diaconal.

DAS DIRETORIAS

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Parte 3 - Adendos.pmd 203 8/12/2009, 09:00


Art. 5º As diretorias dos departamentos de Adolescentes, de Jo-
vens e de Adultos serão constituídas de:
I - Um diretor eleito pela Assembleia da Igreja, mediante
indicação de até três nomes;
II - Um vice-diretor, um secretário e um tesoureiro, eleitos
pelo departamento na primeira reunião do exercício eclesiásti-
co, mediante indicação do diretor de até três nomes para cada
cargo.

Art. 6º Os departamentos de Crianças e de Adolescentes terão


conselheiros eleitos pelo Conselho Local da Igreja, mediante a
indicação de até três nomes.
Parágrafo único. O Departamento de Crianças e Pré-Ado-
lescentes não terá diretor eleito pela Assembleia da Igreja nem
tesoureiro e secretário.

DA COMPETÊNCIA DAS DIRETORIAS


Art. 7º Aos diretores compete:
I - Convocar as reuniões e presidi-las;
II - Executar as decisões:
a) Da Convenção Regional;
b) Do Departamento Local;
c) Do Conselho Local.
III - Comparecer às reuniões do Conselho Local;
IV - Relatar anualmente na Assembleia da Igreja.

Art. 8º Ao vice-diretor compete:


I - Substituir o diretor em seu impedimento;
II - Ajudá-lo na execução dos planos dos departamentos.

Art. 9º Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro próprio;
II - Preparar toda correspondência dos departamentos.

Art. 10. Ao tesoureiro compete:

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I - Receber os haveres em dinheiro do departamento;
II - Escriturar em livro próprio o movimento financeiro;
III - Fazer os pagamentos regulares e os que forem autoriza-
dos pelos diretores;
IV - Apresentar balancetes à Junta Diaconal, em tempo por
ela determinado;
V - Entregar, no fim de cada ano, o saldo e o relatório ao
tesoureiro da igreja, a fim de reunir dados para as estatísticas.

Art. 11. À conselheira de crianças e pré-adolescentes compete:


I - Orientar todas as atividades do departamento;
II - Comparecer às reuniões da Diretoria;
III - Orientar o departamento nas atividades financeiras;
IV - Acompanhar o departamento por ocasião de encon-
tros, retiros e trabalhos na igreja.

Art. 12. Ao(à) conselheiro(a) de adolescentes compete:


I - Assessorar o diretor nas reuniões;
II - Orientar cada líder no setor da administração de suas
tarefas, com direito de vetar qualquer decisão da diretoria, se de
alguma forma ela for prejudicial ao departamento ou à igreja,
procurando juntos uma solução viável nesses casos;
III - Acompanhar o adolescente quando por qualquer moti-
vo ele for chamado ao Presbitério para responder sobre qual-
quer acontecimento;
IV - Promover e presidir reuniões com os pais, especialmen-
te às vésperas de alguma programação que envolva viagem;
V - Acompanhar os adolescentes em suas saídas com o de-
partamento, e se responsabilizar por eles;
VI - Comparecer às reuniões convocadas pela Diretoria
Distrital e Regional;
VII - Visitar os lares dos adolescentes de seu departamento
e tornar-se amigo de seus pais;
VIII - Incentivar os adolescentes à participação dos traba-
lhos da igreja, principalmente da Escola Bíblica Dominical e, se

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Parte 3 - Adendos.pmd 205 8/12/2009, 09:00


possível, ser o professor da classe.

DOS SETORES DE ATIVIDADES


Art. 13. São três os setores de atividades dos departamentos:
I - Setor de Cultivo Espiritual;
II - Setor de Fraternidade;
III - Setor de Evangelização.

Art. 14. Os setores funcionam sob a direção de um líder nomea-


do pelo diretor, ouvido o conselheiro, no caso dos adolescentes
e com, pelo menos, três componentes.

Art. 15. Compete ao Setor de Cultivo Espiritual promover:


I - Estudos bíblicos;
II - Palestras sobre práticas da vida cristã e os perigos dos
males sociais;
III - Retiros espirituais;
IV - Reuniões de consagração e vigílias;
V - Reuniões de oração e inspiração.

Art. 16. Compete ao Setor de Fraternidade promover:


I - Visitação aos órfãos, viúvas e necessitados;
II - Visitação aos doentes;
III - Atendimento aos pobres;
IV - Campanhas para angariar objetos para:
a) Seminaristas da igreja;
b) Assistência Universal Bom Pastor;
c) Lar dos anciãos.
V - Reuniões sociais, comemorando aniversário etc.;
VI - Obras de ação social de modo geral.

Art. 17. Compete ao Setor de Evangelização promover:


I - Estudos sobre missões;
II - Palestras com objetivo evangelizador;
III - Cultos em casas de famílias interessadas;

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IV - Culto ao ar livre;
V - Distribuição de folhetos e evangelhos.
Parágrafo único. O departamento de Crianças e Pré-Adoles-
centes adaptará no que for possível suas atividades a esta seção.

DAS REUNIÕES DOS DEPARTAMENTOS


Art. 18. Os departamentos se reúnem, ordinariamente, uma vez
por mês e, extraordinariamente, quando necessário, sempre por
convocação do diretor.
Parágrafo único. O quorum da reunião será: em primeira
convocação, metade mais um dos sócios e, em segunda, com
qualquer número.

Art. 19. As atividades dos departamentos são desenvolvidas nas


áreas de Cultivo Espiritual, Fraternidade e Evangelização.

Art. 20. Os departamentos estão subordinados às convenções


regionais que os departamentos regionais promovem anualmen-
te.
Parágrafo único. O departamento elege um delegado ou
mais e os credencia, provendo recursos para a taxa e viagens.
Das Disposições Gerais
Art. 21. Os departamentos poderão, a seu juízo, organizar e
publicar um manual de orientação, com normas regionais e lo-
cais, de modo que não contrariem este Regimento.

Art. 22. Este Regimento pode ser alterado pelo Conselho-


Geral, mediante proposta da Secretaria-Geral de Educação Cris-
tã.

Art. 23. Os casos omissos serão resolvidos pelos diretores,


nos casos de jovens e adultos, pelos conselheiros, nos casos de
crianças e adolescentes, ouvindo o pastor da igreja.

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DOS MINISTÉRIOS
ESTATUTO DOS MINISTÉRIOS
Art. 1º A Igreja Metodista Wesleyana considerando sua herança
histórica na qual clérigos e leigos participam do ministério, bem
como reiterando sua crença no sacerdócio universal dos crentes
orienta a adoção do sistema de dons e ministérios conforme este
Estatuto.

Art. 2º A Igreja estabelecerá ministérios, sem prejuízo ao funcio-


namento dos departamentos.

Art. 3º Orienta, conforme a necessidade e possibilidade geral,


regional, distrital e local, a adoção dos seguintes ministérios:
1) Ministério Wesleyano com Casais;
2) Ministério Wesleyano com Famílias;
3) Ministério Wesleyano com Homens;
4) Ministério Wesleyano com Jovens Casados;
5) Ministério Wesleyano com Mulheres;
6) Ministério Wesleyano de Ação, Promoção e Obras Soci-
ais;
7) Ministério Wesleyano de Aconselhamento e Cura Interi-
or;
8) Ministério Wesleyano de Artes (Coreografia, Dança, Tea-
tro etc.);
9) Ministério Wesleyano de Áudio, Vídeo e Som;
10) Ministério Wesleyano de Auxiliares de Culto;
11) Ministério Wesleyano de Comunicação Social, Propa-
ganda e Marketing;
12) Ministério Wesleyano de Cozinha e Cantina;
13) Ministério Wesleyano de Diplomacia;
14) Ministério Wesleyano de Ensino;
15) Ministério Wesleyano de Esporte e Lazer;
16) Ministério Wesleyano de Evangelismo;
17) Ministério Wesleyano de Eventos;
18) Ministério Wesleyano de Grupos de Crescimento (GCEU);

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19) Ministério Wesleyano de Integração e Discipulado;
20) Ministério Wesleyano de Intercessão;
21) Ministério Wesleyano de Literatura, Livraria e Bibliote-
ca;
22) Ministério Wesleyano de Adoração e Louvor – (Músi-
ca);
23) Ministério Wesleyano de Manutenção e Serviços;
24) Ministério Wesleyano de Missões;
25) Ministério Wesleyano de Ornamentação e Paisagismo;
26) Ministério Wesleyano de Patrimônio e Construção;
27) Ministério Wesleyano de Recepção e Introdução;
28) Ministério Wesleyano de Saúde;
29) Ministério Wesleyano de Visitação;
30) Ministério Wesleyano de Empresários e Profissionais
Liberais.

Art. 4º Os ministérios serão orientados por regimentos elabora-


dos pelas respectivas secretarias-gerais.

Art. 5º Os ministérios serão compostos de membros da Igreja


que se declararem vocacionados. A liderança dos ministérios será
nomeada por seus responsáveis em cada esfera de ação.

Art. 6º O clérigo orientará quanto à vocação, atribuição e desen-


volvimento de cada ministério.

Art. 7º É facultado ao membro, que manifestar dons e vocação,


participar efetivamente de mais de um ministério. Caberá ao seu
responsável imediato orientá-lo e direcioná-lo.

Art. 8º A Secretaria-Geral de Educação Cristã fornecerá material


e testes vocacionais.

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6 REGIMENTO DO
CONSELHO MISSIONÁRIO

Art. 1º O Conselho Missionário é um órgão da igreja local cuja


finalidade é:
I- Representar, na igreja local, a Secretaria-Geral e Regional
de Missões.
II - Desenvolver na igreja local o espírito missionário e
evangelizante, por meio de:
a) Culto específico com alusão a missões;
b) Conferência missionária, palestra e seminário;
c) Programação em datas especiais referentes a missões.
III - Promover levantamento de recursos para sustento dos
missionários e expansão da obra;
IV - Promover integração entre os missionários e a Igreja
Local por meio de carta, e-mail, painel, telefonema, visita a cam-
po etc.;
V - Receber e repassar aos órgãos competentes as contri-
buições devidas às missionárias;
VI - Mobilizar e motivar a igreja no alcance dos alvos esta-
belecidos pelas secretarias Regional e Geral de Missões.

Art. 2º O Conselho Missionário é constituído por seu presidente,


eleito em Assembleia, um vice- presidente, um secretário de atas,
um tesoureiro e líderes de comissões.

Art. 3º O Conselho Missionário será assim formado: após sua


eleição, o presidente indica ao Conselho Local, ouvido o pastor
da igreja, os nomes que deverão compor o Conselho Missioná-
rio.

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Art. 4º Ao presidente compete:
I - Convocar e presidir as reuniões mensalmente;
II - Propor ao Conselho Local meios para obtenção de fun-
dos;
III - Indicar nomes para compor a mesa.
Parágrafo único. A composição da mesa será constituída de
um presidente, um vice-presidente, um secretário de atas e um
tesoureiro.

Art. 5º Ao vice-presidente compete:


I - Substituir o presidente em seu impedimento;
II - Cumprir as tarefas que lhe forem dadas pelo presidente.

Art. 6º Ao secretário compete:


I - Lavrar as atas das reuniões e registrá-las em livro apropri-
ado, que ficará sob sua responsabilidade;
II - Preparar a correspondência do Conselho Missionário que
for solicitada pelo presidente.

Art. 7º Ao tesoureiro compete:


I - Fazer os pagamentos determinados pelo Conselho Missi-
onário e enviar os comprovantes aos órgãos competentes;
II - Prestar relatório mensalmente à Junta Diaconal e ao Con-
selho Missionário;
III - Relatar anualmente à Assembleia da Igreja.

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LITURGIA DE CERIMÔNIAS

SEÇÃO I
DA ORDENAÇÃO DO BISPO
Art. 1º Quando o Concílio-Geral eleger ministros para o ofício de
bispo, julgada a regularidade da eleição, será marcada a cerimô-
nia da ordenação, que seguirá o ritual:
Hino: À escolha do oficiante.
Leitura bíblica: At 20.17-33, por um dos ministros ou pelo ofici-
ante.
O eleito será apresentado ao oficiante por dois ministros, que
dirão: “Nós vos apresentamos este santo varão para que seja
ordenado bispo”.
O oficiante dirá: “Irmãos, está escrito no Evangelho de Lucas que
Cristo, nosso Salvador, permaneceu toda a noite orando antes
de eleger e enviar os seus 12 apóstolos. Também está escrito
que em Antioquia jejuaram e oraram antes de impor as mãos
sobre Paulo e Barnabé e os enviarem a desempenhar a primeira
missão aos gentios. Portanto, conforme o Senhor Jesus Cristo e
seus apóstolos, oremos antes de admitir esse varão aqui presen-
te e ordená-lo para a obra; segundo cremos, o Espírito o tem
chamado”.
Declaração: “Onipotente Deus, doador de todos os bens, que
por meio de teu Espírito Santo estabelecestes diversos ofícios
em tua Igreja. Olha com misericórdia para este teu servo, cha-
mado agora para o episcopado, reveste-o de tal modo da verda-
de da tua doutrina e adorna-o com a inocência de vida, que tan-
to de palavra quanto de obra possa servir-te com fidelidade nes-
te ofício, para glória do teu nome e edificação de tua igreja, pe-
los méritos de nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina conti-
go e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos”.
O oficiante dirá: “Posto que as Escrituras mandam que não seja-
mos precipitados na imposição das mãos e na admissão de pes-
soas para governar a Igreja de Cristo, a qual ele comprou por um
bom preço, nada menos que o derramamento de seu próprio

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sangue, antes que seja admitido a este sagrado ofício responde-
rás, no temor de Deus, as perguntas que passo a fazer-te”:
Pergunta: “Estás persuadido de haver sido verdadeiramente cha-
mado a este ministério, segundo a vontade do Senhor?”.
Resposta: “Sim, estou”.
Pergunta: “Estás persuadido de que as Santas Escrituras contêm,
suficientemente, todas as doutrinas que se requer para a salva-
ção eterna pela fé em Jesus Cristo? E estás resolvido a instruir o
rebanho encomendado aos teus cuidados, segundo as mesmas
Escrituras, e a não ensinar nem sustentar nada como necessário
requerido para a salvação eterna senão aquilo que puder ser
aprovado pelas Escrituras Sagradas?”.
Resposta: “Sim, estou persuadido e resolvido a cumprir, pela graça
de Deus”.
Pergunta: “Estás disposto a dedicar-te com fidelidade ao estudo
das Sagradas Escrituras e rogarás a Deus em oração que te con-
ceda compreensão correta?”.
Resposta: “Sim, assim o farei com a ajuda de Deus”.
Pergunta: “Serás fiel em ordenar, isto é, em impor as mãos sobre
os outros e enviar-lhes, e em todos os demais deveres de teu
ofício?”.
Resposta: “Sim, serei com o auxílio de Deus”.
Pergunta: “Estás disposto a mostrar-te manso e serás misericor-
dioso por amor a Cristo para com os desobedientes, os necessi-
tados e os estrangeiros desamparados?”.
Resposta: “Assim o farei, com a ajuda de Deus”.
A seguir o oficiante dirá: “Ó Deus Onipotente, nosso Pai Celestial,
que tem dado a .......... boa vontade para responder afirmativa-
mente a essas perguntas, conceda-lhe também as forças e o po-
der para cumpri-las, a fim de que aperfeiçoando em ti a boa obra
que tem começado ele seja achado irrepreensível nos dias futu-
ros, por amor a Jesus Cristo, nosso Senhor”.
Em seguida, o oficiante pedirá orações da igreja.
Hino: À escolha do oficiante.
Ato de ordenação: O bispo oficiante imporá as mãos sobre a ca-

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beça do eleito, estando este ajoelhado, e dirá: “O Senhor derra-
me sobre ti o Espírito Santo, para o ofício e a obra do episcopado
na igreja de Deus, que agora te são conferidos pela imposição de
minhas mãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e
não te esqueças de cultivar a graça de Deus que já tens, porque
Deus não nos tem dado o espírito de temor, mas, sim, o de po-
der, de amor e de sobriedade. Amém”.
O oficiante, entregando a Bíblia, dirá: “Dedica-te com atenção à
leitura, à exortação e à doutrina; medita nas coisas escritas neste
Livro; procura com esmero o teu aproveitamento, para que por
tua vida seja manifesto a todos; tem cuidado de ti mesmo e da
doutrina, pois assim salvarás tanto a ti quanto aos que te ou-
vem”.
O oficiante dirá: “O Espírito Santo te unja para o ofício de bispo
na igreja de Deus. Portanto, a paz de Deus, que sobrepuja todo o
entendimento, guarde o teu coração e a tua mente no amor de
Deus e de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, e seja contigo
agora e para sempre”.
Hino: À escolha do oficiante.
Bênção apostólica.

SEÇÃO II
DA ORDENAÇÃO DE MINISTROS
Art. 2º Terminado o período preparatório e obtendo parecer fa-
vorável do Conselho Ministerial Regional, o ministro é admitido
ao ministério pelo plenário do Concílio Regional, por meio de
votação favorável de no mínimo 2/3 (dois terços) dos delegados.
Introdução: O oficiante se dirige à congregação, dando ligeiras
explicações sobre o ato e apresenta-lhe o ordenado.
Oração: O oficiante conduzirá os presentes a um momento de
oração especial, alusiva à cerimônia.
Leituras bíblicas: Um dos ministros lê um ou mais textos: Jo 10.11;
At 20.17-31; 1Co 4.1-14; Ef 4.7-16; 1 Tm 3.1-7.
Oficiante: Dirigindo-se ao(s) ordenado(s): “Amado(s) irmão(s),
durante o período de experiências, demonstraste(s) seres (serdes)

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verdadeiramente chamado(s) por Deus para exercer o santo mi-
nistério da Palavra e o pastoreio das almas redimidas pelo san-
gue de Jesus Cristo. E agora, para que a congregação aqui reuni-
da ouça dos teus (vossos) lábios algo que expresse a tua (vossa)
disposição de servir ao Senhor nas lides ministeriais, eu te (vos)
rogo que respondas (respondais) sinceramente, perante o trino
Deus, as seguintes perguntas:”
Pergunta: “Confirmas (confirmais) de público que és (sois)
chamado(s) realmente por Deus para o exercício do ministério,
quer no pastoreio, quer na evangelização para ganhar almas para
Cristo?”.
Resposta: “Sim, confirmo e louvo ao Senhor por poder fazê-lo”.
Pergunta: “Aceitas (aceitais) a Bíblia Sagrada como a Palavra de
Deus, a qual contém tudo o que é necessário para a eterna salva-
ção?”.
Resposta: “Sim, aceito firmemente”.
Pergunta: “Aceitas (aceitais) todas as doutrinas constantes do
padrão doutrinário desta igreja e prometeis pregá-las e vivê-las?”.
Resposta: “Sim, aceito e prometo fazer, confiando no Senhor.”
Pergunta: “Prometes (prometeis) cuidar do rebanho do Senhor
com amor e paciência, tomando por modelo o próprio Senhor
Jesus Cristo?”.
Resposta: “Sim, prometo com auxílio de Deus”.
Atos de ordenação: O(os) candidato(s) se ajoelha(m), os bispos
e ministros assistentes impõem as mãos sobre ele(s) ordenan-
do-o(s), um a um, e oram ao Senhor, do seguinte modo: “Nós te
(vos) ordenamos ao Santo Ministério da Palavra, em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Cumprimentos: Os ministros presentes cumprimentam o(s) re-
cém-ordenado(s). Haverá também oportunidade para que os
demais pastores o façam.

SEÇÃO III
DA CONSAGRAÇÃO DE PASTORES
Art. 3º Terminado o período preparatório, e uma vez aprovado e

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aceito pelo Conselho Ministerial Regional e eleito pela maioria
do plenário do Concílio Regional, o candidato admitido ao qua-
dro pastoral, mediante sua consagração, que obedecerá ao se-
guinte ritual:
Introdução: O candidato fica em pé perante a congregação, e o
oficiante dirige-se à igreja, dizendo da importância do ato e apre-
sentando o candidato.
Oração: O oficiante conduzirá os presentes a um momento de
oração especial, alusiva à cerimônia.
Leitura bíblica: Mc 16.14-20; Lc 1.1-22; At 8.4-8; 13.1-12.
Apóstrofe: O oficiante se dirige ao candidato(s) e diz: “Amado(s)
irmão(s), durante o período preparatório demonstraste(s) ser
(serdes) verdadeiramente chamado(s) por Deus para o impor-
tante trabalho de pastorear, isto é, pregar o santo Evangelho e
ganhar almas para nosso Senhor Jesus Cristo. E agora, quando te
(vos) apresentares (apresentardes) perante a Igreja para ser
(serdes) consagrado(s) pastor(es), eu te (vos) rogo que respon-
das (respondais) diante de Deus as seguintes perguntas”:
Pergunta: “Aceitas (aceitais) a Bíblia Sagrada como Palavra de
Deus, a qual contém tudo o que é necessário para a salvação, e a
adotas (adotais) como única regra de fé e prática para tua (vos-
sa) vida?”.
Resposta: “Sim, aceito-a de coração. Louvado seja o Senhor”.
Pergunta: “Aceitas (aceitais) todas as doutrinas constantes do
padrão doutrinário desta igreja, e promete (prometeis) pregá-
las, ensiná-las e vivê-las?”.
Resposta: “Sim, aceito-as e prometo perante o Senhor”.
Pergunta: “Prometes (prometeis) dedicar-te (vos) à oração, ao
estudo da Palavra de Deus e à pregação do Evangelho, sem me-
dir esforços para fazê-lo?”.
Resposta: “Sim, prometo com o auxílio de Deus”.
Pergunta: “Prometes (prometeis) aceitar, na medida do possível,
as tarefas que a igreja te (vos) der?”.
Resposta: “Sim, prometo”.
Pergunta: “Prometes (prometeis) cooperar com lealdade e fide-

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lidade na obra do Senhor e, dessa forma, respeitar as determina-
ções das autoridades da igreja?”.
Resposta: “Sim, prometo fazê-lo com alegria”.
Atos de consagração: O(s) candidato(s) se ajoelha(m) e o ofici-
ante e os assistentes procedem ao ato, impondo-lhe(s) as mãos,
um a um, e oram ao Senhor, consagrando-o(s) em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo.
Cumprimentos: O oficiante e os demais pastores presentes cum-
primentam o(s) consagrado(s), estendendo-lhe(s) a destra de
fraternidade.
Encerramento: Hino, oração e bênção apostólica.

SEÇÃO IV
DA CONSAGRAÇÃO DE MISSIONÁRIAS
Art. 4º Terminando o período preparatório, e uma vez aprovada
e aceita pelo Conselho Ministerial Regional, e eleita pela maioria
do plenário do Concílio Regional, é a candidata admitida ao qua-
dro de missionárias, mediante sua consagração, que obedecerá
ao seguinte ritual:
Introdução: A candidata comparece perante a congregação, e o
oficiante se dirigirá à igreja enfatizando a importância do ato e
fazendo em seguida a apresentação da candidata.
Oração: O oficiante conduzirá os presentes a um momento de
oração especial, alusiva à cerimônia.
Apóstrofe.
Leitura bíblica: Mc 16.14-20; Jo 4.39-42; Rm 16.1-12.
Pergunta: “Crês na Bíblia Sagrada como Palavra de Deus, a qual
contém tudo o que é necessário para a salvação, e a adotas como
única regra de fé e prática para tua vida?”.
Resposta: “Sim, creio e a praticarei de coração”.
Pergunta: “Aceitas todas as doutrinas constantes do padrão dou-
trinário desta igreja e prometes ensiná-las e vivê-las?”.
Resposta: “Sim, aceito-as e prometo diante do Senhor”.
Pergunta: “Prometes dedicar-te à oração, ao estudo e ao ensino
da Palavra de Deus, sem medir esforços para fazê-lo?”.

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Resposta: “Sim, prometo, e para isso me consagro a Deus”.
Pergunta: “Prometes aceitar e cumprir as responsabilidades que
a igreja te der?”.
Resposta: “Sim, prometo e me dedicarei a cumpri-las”.
Pergunta: “Prometes cooperar com lealdade e fidelidade na obra
do Senhor, respeitando as determinações das autoridades da Igre-
ja?”.
Resposta: “Sim, prometo e o farei com alegria”.
Pergunta: “Compreendes que o ofício da missionária visa aten-
der o Campo Missionário Nacional ou Estrangeiro?”.
Resposta: “Sim, compreendo e encontro-me disposta a desen-
volver meu ministério no Campo”.
Pergunta: “Compreendes que o ofício de missionária visa auxili-
ar os pastores nas diversas atividades e segmentos da Igreja do
Senhor?”.
Resposta: “Sim, compreendo e me submeto às orientações da
Igreja”.
Atos da consagração: A candidata se ajoelha e o oficiante e os
convidados procedem ao ato, impondo-lhe as mãos e orando ao
Senhor, consagrando-a em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
Cumprimentos: Os oficiantes e os demais pastores cumprimen-
tam a consagrada, estendendo-lhe a destra de fraternidade.
Encerramento: Hino, oração e bênção apostólica.

SEÇÃO V
DA JUBILAÇÃO DO CLÉRIGO
Art. 5º Quando um clérigo for jubilado será marcada a cerimô-
nia, que seguirá o seguinte ritual:
Hino: À escolha da família.
Leitura bíblica: Is 46.4; Sl 92.14; Hb 6.10. O oficiante fará men-
ção com respeito às “Promessas do Senhor para o Seu Servo!”.
Leitura do histórico do jubilando: A convite do oficiante, um co-
lega de ministério fará a leitura do histórico do jubilando.
Testemunhos: Colegas de ministério e ex-ovelhas poderão usar

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da palavra para relatar alguns momentos especiais no ministério
do jubilando.
Oração: Será feita uma oração especial em prol da família do ju-
bilando que o acompanhou durante anos de ministério.
Homenagens: A convite do oficiante, colegas de ministério e es-
posas entregarão um ramalhete de flores à esposa do jubilando
e um presente e placa especial ao jubilando com alusão aos anos
de serviços sacerdotais prestados ao Reino de Deus e à Igreja
Metodista Wesleyana.
Hino especial: O oficiante convidará a congregação para entoar
louvores a Deus com um hino especial pela vida do jubilando.
Leitura bíblica: O oficiante usando das Escrituras Sagradas (Hb
12.1; At 20.24; 2Tm 4.7) fará menção “Das Palavras do Servo Que
Se Encontra Fiel!”, fazendo algumas considerações a respeito.
Oração profética: Será de bênçãos pelo ministério do jubilando
e por sua família.
Bênção apostólica.

SEÇÃO VI
DA CONSAGRAÇÃO DE PRESBÍTERO
Art. 6º Quando uma igreja eleger alguém para o ofício de
presbítero, deverá o pastor, julgada a regularidade da eleição,
fixar dia e hora para a cerimônia de consagração e posse. A sole-
nidade seguirá o seguinte ritual:
Introdução: Os candidatos tomam lugar à frente, e o oficiante
dirigirá culto a Deus, em conformidade com o ato que realiza.
Oração: Dirigida a Deus em gratidão.
Leitura bíblica: 1Tm 5.17-25, Tg 5.14-16; 1Pe 5.1-9.
Apóstrofe: O oficiante chama os eleitos para a consagração, co-
locando-os voltados para os dirigentes, e diz: “Amados irmãos,
fostes eleitos para o ofício de presbítero. A igreja vos elegeu em
vista da vossa lealdade ao Senhor Jesus. E, reconhecendo em vós
dons de liderança, vos elevou ao honroso cargo que ides ocupar.
No momento em que vos apresentardes perante a igreja para
serdes consagrados, eu vos rogo que respondais, diante de Deus,

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as seguintes perguntas:
Pergunta: “Reafirmais a vossa fé na Sagrada Escritura como Pala-
vra de Deus?”.
Resposta: “Sim, sem qualquer dúvida”.
Pergunta: “Prometeis lealdade no trato da causa do Senhor e na
doutrina defendida pela Igreja Metodista Wesleyana?”.
Resposta: “Sim, esta é minha decisão”.
Pergunta: “Prometeis cumprir com zelo e fidelidade o ofício de
presbítero e manter a paz, a unidade, a edificação e a pureza da
Igreja do Senhor?”.
Resposta: “Para isso me sinto chamado por Deus”.
O oficiante, dirigindo-se à igreja, diz: “Prezados irmãos, estes
homens foram eleitos e serão consagrados para o serviço de Deus
nesta igreja. Rogo-vos em nome de Jesus Cristo que aceiteis as
determinações que forem dadas por eles, que os considereis ser-
vos do Senhor, velando pelo bem-estar deles. Todo respeito e
consideração de vossa parte devem ser tributadas aos
presbíteros. Os candidatos se ajoelham, e o oficiante e os
presbíteros convidados impõem as mãos sobre eles e oram ao
Senhor, consagrando-os ao serviço divino, em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo.
Encerramento: Após a consagração, o oficiante e os assistentes
darão aos recém-consagrados a destra de fraternidade, fazendo
declaração de que estão consagrados e investidos no ofício de
presbítero.

SEÇÃO VII
DA CONSAGRAÇÃO DOS DIÁCONOS E DIACONISAS
Art. 7º Quando a igreja eleger alguém para o ofício de diácono
ou diaconisa deverá o pastor, julgada a regularidade da eleição,
fixar o dia para a consagração e posse. A solenidade seguirá o
seguinte ritual:
Introdução: Os candidatos tomam lugares bem à frente e o ofici-
ante dirige culto a Deus.
Oração: Em favor dos eleitos.

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Leitura bíblica: At 6.1-7; 1Tm 3.8-17.
Apóstrofe: O oficiante chama os eleitos para a consagração, co-
locando-os voltados para os dirigentes e diz: “Meus irmãos, fostes
eleitos pela igreja para o ofício do diaconato em vista de terdes
preenchido os requisitos exigidos, e a igreja reconhecendo os
vossos dons no trato das coisas do Senhor Jesus vos elevou ao
honroso cargo que ides ocupar. No momento em que vos
apresentardes perante Deus e diante destas testemunhas, eu vos
rogo que respondais as seguintes perguntas”:
Pergunta: “Reafirmais vossa fé nas Sagradas Escrituras, como
Palavra de Deus?”.
Resposta: “Sim, reafirmo sem temor”.
Pergunta: “Prometeis lealdade no cumprimento do vosso dever
à doutrina defendida pela Igreja Metodista Wesleyana?”.
Resposta: “Sim, prometo”.
Pergunta: “Prometeis cumprir com zelo e diligência o ofício de
diácono e manter a paz e a unidade dos irmãos?”.
Resposta: “Sim, para isso me sinto chamado por Deus”.
O oficiante dirigindo-se à igreja diz: “Prezados irmãos, estas
pessoas foram eleitas e serão consagradas para o serviço de Deus
nesta igreja. Rogo-vos em nome de Jesus Cristo que aceiteis as
determinações que forem dadas por elas, que as considereis ser-
vas do Senhor, velando pelo bem-estar delas. Todo respeito e
consideração de vossa parte devem ser tributados aos diáconos
e às diaconisas. Os candidatos se ajoelham, e o oficiante e os
presbíteros convidados impõem as mãos sobre eles, e oram ao
Senhor, abençoando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
Encerramento: Após a cerimônia, o oficiante e os assistentes
darão aos recém-consagrados a destra de fraternidade, fazendo
declaração de que estão consagrados para o ofício diaconal.

SEÇÃO VIII
DA POSSE DOS OFICIAIS
Art. 8º Os oficiais da igreja devem ser empossados em solenida-

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de pública, em data e hora marcadas pelo pastor. Para o ato se-
gue-se o ritual abaixo:
Convite: O pastor convida os oficiais a vir à frente;
Leitura bíblica: Mt 25.14-30; At 6.1-7.
Palavra pastoral: O pastor dirige aos oficiais algumas palavras,
dizendo-lhes da honra que receberam, e a seguir faz-lhes a se-
guinte pergunta: “Irmãos, estais dispostos a desempenhar os
cargos para os quais fostes eleitos, com zelo e muito amor à obra
do Senhor?”.
Resposta: “Sim, com auxílio de Deus”.
Oração: Súplica a Deus em favor dos oficiais.
Música: Hino pelos oficiais (179 do Hinário Cânticos de Adora-
ção).
Bênção apostólica: Se for ao término do culto.

SEÇÃO IX
DA PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO
Art. 9º Após os batizandos terem feito profissão de fé em soleni-
dade pública, e forem reunidos no local do batismo, o oficiante
dirigirá culto a Deus, proferindo palavras referentes ao ato e os
emergirá em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O oficiante dirá (no ato da profissão de fé): “Prezados irmãos:
Visto que aceitastes a Jesus como vosso Senhor único e pessoal e
que, em obediência ao ensino de Jesus, apresentastes aqui de-
sejo de descer às águas e assim vos unirdes à Igreja do Senhor,
eu vos rogo que respondais sinceramente perante Deus e diante
da congregação ora reunida as perguntas que vos passo a fazer”:
Pergunta: “Credes em Deus Pai, criador dos Céus e da Terra e de
tudo o que neles há?”.
Resposta: “Sim, creio”.
Pergunta: “Credes em Jesus Cristo, nosso Senhor, que é Deus
como o Pai e o Espírito Santo, e o aceitais como único Salvador
pessoal e também como único mediador entre Deus e os ho-
mens?”.
Resposta: “Sim, creio e assim aceito”.

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Pergunta: “Credes no Espírito Santo, o consolador enviado por
Jesus, o qual regenera o pecador convertido a Cristo e o santifi-
ca?”.
Resposta: “Sim, creio firmemente, louvado seja Deus”.
Pergunta: “Credes que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, Pala-
vra escrita, assim como o Verbo divino, Cristo, a palavra viva?”.
Resposta: “Sim, creio firmemente”.
Pergunta: “Credes que Jesus batiza o crente com o Espírito Santo
e que esse batismo é uma segunda bênção, conferida apenas ao
crente?”.
Resposta: “Sim, creio”.
Pergunta: “Prometeis cooperar com vossa presença aos cultos,
vosso serviço, vosso dízimo e ofertas para o sustento e desenvol-
vimento da obra do Senhor?”
Resposta: “Sim, promete fazê-lo”.
Pergunta: “Prometeis obedecer à Palavra de Deus e ao Estatuto
e ao Regimento Interno da Igreja?”.
Resposta: “Sim, prometo obedecer”.
Destra de comunhão: O oficiante cumprimenta os batizandos e
os recebe como membros da igreja, citando-lhes as palavras do
Senhor: Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.
Encerramento: Hino, oração e bênção apostólica.

SEÇÃO X
DA CEIA DO SENHOR
Art. 10. A Ceia do Senhor é ministrada pelo pastor, obedecendo-
se a simplicidade com que o Senhor Jesus a instituiu, e que foi
seguida pela Igreja primitiva, sempre, porém, com muita reve-
rência, perfeita ordem e alegre ação de graças ao Senhor.

Sugestões para o Oficiante


1. Culto de adoração ou evangelização;
2. Canto de hino apropriado;
3. Leitura bíblica: Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; Lc 22.19-23; 1Co
11.23-32 (o oficiante escolherá um dos textos);

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4. Exortação pastoral cheia de amor;
5. Oração silenciosa de confissão (ajoelhados);
6. Participação da mesa pelo oficiante e auxiliares, se houver;
7. Participação dos crentes, vindo à mesa, ajudados pelos
diáconos;
8. Hino de louvor para decisão por Cristo ou para consagra-
ção;
9. Bênção apostólica.

SEÇÃO XI
DA APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS
Art. 11. A Igreja Metodista Wesleyana não batiza criança que não
possa ainda assumir as responsabilidades como membro da igre-
ja. Reconhece, entretanto, que as criancinhas devem ser apre-
sentadas ao Senhor, como nos tempos bíblicos. Sempre que pos-
sível, a apresentação se fará na primeira visita da criança à casa
do Senhor.
Apresentação: Os pais as trazem ao ministro e este procede o
ato de apresentação.
Leitura bíblica: Mc 10.13-16; Lc 2.22-24 (um texto à escolha do
ministro).
Locução: O oficiante dirá algumas palavras aos pais.
Oração: O ministro toma a criança em seus braços e dirige ao
Senhor uma oração de apresentação, e logo a devolve aos pais,
para criá-la para o Senhor.

SEÇÃO XII
DO CASAMENTO
Art. 12. A Igreja Metodista Wesleyana realiza, pelos seus pasto-
res, a cerimônia de casamento, invocando as bênçãos de Deus
sobre os noivos, depois de cumpridas as exigências das leis do
país, registrando tudo em livro apropriado.
Introdução: O oficiante dirigirá aos presentes uma palavra.
Leitura bíblica: Ef 5.22-23; 1Pe 3.1-7 ou outro texto a critério do
oficiante.

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Mensagem: A mensagem deve ser breve, como conselho etc.
Votos: O oficiante fará as seguintes perguntas aos noivos:
Oficiante: “.........., queres receber .......... por tua esposa e viver
com ela segundo os mandamentos de Deus?”.
Resposta: “Sim, quero”.
Oficiante: “.........., queres receber .......... por teu esposo e viver
com ele segundo os mandamentos de Deus?
Resposta: “Sim, quero”.
Música: Hino, coral ou solo.
O oficiante, mediante resposta afirmativa, dirige-se aos noivos
e diz: “Irmãos, visto que viestes aqui com o propósito de receber
a bênção de Deus para o vosso enlace nupcial, eu, na qualidade
de ministro de Deus, vos rogo que solenemente recebais um ao
outro, em perfeito amor, na qualidade de esposo e esposa, fa-
zendo para isso as seguintes declarações”:
O noivo, segurando a mão da noiva, dirá: “Eu, .........., recebo a
ti, .........., por minha esposa, para ter-te e conservar-te de hoje
em diante na felicidade ou na desventura, na riqueza ou na po-
breza, na enfermidade ou na saúde, para amar-te e querer-te
até que a morte nos separe, de acordo com a santa vontade de
Deus, para isso empenho a minha honra”.
A noiva, segurando a mão do noivo, dirá: “Eu, .........., recebo a
ti, .........., por meu esposo, para ter-te e conservar-te de hoje em
diante na felicidade ou na desventura, na riqueza ou na pobreza,
na enfermidade ou na saúde, para amar-te e querer-te até que a
morte nos separe, de acordo com a santa vontade de Deus, para
isso empenho a minha honra.
Alianças: O oficiante tomará as alianças, entregando primeira-
mente ao noivo, que a colocará no dedo da noiva; em seguida,
entregará à noiva, que fará o mesmo com a aliança do noivo.
Ambos dirão as seguintes palavras: “Com este anel selo minha
união contigo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém”.
Declaração: Os noivos se ajoelham, e o ministro impetra a bên-
ção de Deus sobre eles. Em seguida, ainda ajoelhados e de mãos

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dadas, o ministro faz a seguinte declaração “Aqueles que são
unidos por Deus ninguém os separe. Visto que .......... e ..........
consentiram ambos no santo matrimônio e o testificaram na pre-
sença destas testemunhas, e diante de Deus, e pela união das
mãos, eu os declaro marido e mulher, casados em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo”.
Bênção apostólica: Os noivos se levantam, e o ministro impetra
a bênção apostólica sobre todos.

SEÇÃO XIII
DAS BODAS DE PRATA E OURO
Art. 13. A Igreja Metodista Wesleyana estabelece o ritual abaixo
para a solenidade de bodas de prata e de ouro:
Introdução: O oficiante dirigirá aos presentes uma palavra sobre
a cerimônia, dizendo: “Irmãos, alegra-se nosso coração no dia
de hoje pelo fato de estarmos diante de um casal que, unido
pelos laços do matrimônio, decorridos (25 ou 50) anos de vida
conjugal, permanece juntos. Há (25 ou 50) anos compareceram
diante de Deus e da igreja, e agora diante dos filhos vêm renovar
os feitos de (25 ou 50) anos atrás. Agradeçamos, irmãos, esta
grande bênção de Deus conferida a estes irmãos, orando ao Se-
nhor. O casal ajoelha-se para a oração.
Leitura bíblica: Sl 127 e 128.
Mensagem: Deve ser breve e de inspiração à fidelidade conju-
gal.
Votos: O oficiante dirige-se ao casal, dizendo: “Amados irmãos,
visto que vos apresentais perante o Senhor e à igreja reunida,
com o propósito de manifestar vossa gratidão e alegria pelos anos
vividos juntos, eu vos faço a seguinte pergunta: ‘Estais dispostos
a confirmar os votos feitos de amor e fidelidade um ao outro (25
ou 50) anos atrás e revigorar os esforços para que vosso lar seja
uma bênção para vós, vossos filhos e demais queridos, e para a
glória de Deus?’ “. O casal deve responder: “Sim, com a graça de
Deus”. O oficiante toma as alianças (de prata e de ouro), consa-
gra-as em oração e as entrega ao casal. Cada um coloca a aliança

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no dedo anular da mão esquerda do outro e diz: “Com este anel
reafirmo minha aliança contigo, feita há (25 ou 50) anos pelos
laços do matrimônio, em nome do Pai, do Filho e do Espírito San-
to. Amém”.
Música: Coral, solo etc.
Encerramento: Bênção apostólica.

SEÇÃO XIV
DO OFÍCIO FÚNEBRE
Art. 14. A cerimônia se realiza para consolo da família do faleci-
do, de crentes em geral e para evangelização dos não salvos.
Introdução: O oficiante, tomando posição junto ao esquife, diri-
girá a palavra, apresentando os motivos da cerimônia, sua finali-
dade ou objetivos, devendo ler alguns textos bíblicos, como Jó
19.25-27; Jo 14.1-3; 2Co 5.1.
Mensagem: A mensagem é de Deus para os corações tristes, não
deve ser de elogios demasiados à vida do morto.
Oração: Oração em favor da família enlutada.
Pai Nosso: Terminando a cerimônia, no domicílio ou no templo,
com a oração ensinada por Jesus.
No cemitério: Junto à sepultura, a palavra poderá ser dada a al-
guma pessoa e depois concluir-se assim: Leitura Bíblica do Salmo
90, no todo ou em parte. Oração e bênção apostólica.

SEÇÃO XV
DA PEDRA FUNDAMENTAL
Art. 15. Sempre que uma igreja for construir um templo, uma
casa de oração, ao lançar a pedra fundamental fará culto ao Se-
nhor.
Convite: O oficiante convidará o povo para se reunir em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, no local da construção, a fim
de proceder-se ao ato.
Cântico: Hinos pela congregação ou coros, solos etc.
Oração: Invocação da bênção de Deus para a reunião.
Leitura bíblica: Sl 132.1-5.

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Louvores: Hinos, corinhos, banda de música e coros.
Leitura bíblica: Êx 25.1-9
Mensagem: O pregador poderá ler ainda outros textos para fun-
damentar a mensagem do Senhor.
Cântico: Hino pela congregação (aqui se dará oportunidade para
que se coloquem objetos, documentos, na caixa preparada para
tal fim).
Encerramento: Bênção Apostólica.

SEÇÃO XVI
DA DEDICAÇÃO DO TEMPLO
Art. 16. Todo templo ou casa de oração construídos, uma vez
terminada a construção, serão dedicados ao serviço do Senhor.
A cerimônia, que será feita com a presença de autoridades ecle-
siásticas e, se possível, civis também, obedecerá ao seguinte ri-
tual:
Introdução: Música instrumental ou cânticos.
Leitura bíblica: Sl 8.1-4; 100.4,5; 27.4, nesta ordem.
Orações: Súplica pela bênção de Deus para o ato.
Cânticos: Hinos apropriados.
Oração: Consagração do templo ou casa de oração.
Coleta: Ofertas especiais em favor da obra.
Mensagem: Alusiva ao acontecimento.
Cânticos: Hinos de louvor, apelos conforme a direção do Espírito
Santo.
Encerramento: Oração e bênção apostólica.

SEÇÃO XVII
DA PASSAGEM DE IGREJAS
Art. 17. O pastor nomeado deverá ser empossado em solenida-
de pública, em data e hora marcadas, e sempre que possível com
a presença de um representante de cada igreja do distrito. É acon-
selhável que a igreja entre em contato com o novo pastor a fim
de que se elabore o programa para o dia de posse. Observação:
antes da posse, o pastor que transfere a igreja reúne o Conselho

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Local, juntamente com o novo pastor, para apresentá-lo aos ofi-
ciais, passar os livros da igreja, as documentações e informações
necessárias. A solenidade seguirá o seguinte ritual:
Convite: O pastor local convida o seu sucessor para vir à frente
do altar.
Leitura bíblica: Mt 28.18,19; Ef. 4.11-15.
O pastor local fará menção ao tempo e aos bons resultados do
trabalho desenvolvido no decorrer do seu ministério naquela igre-
ja. Em seguida dirá ao pastor que assume a igreja, sobre o privi-
légio e as responsabilidades de pastorear o rebanho do Senhor.
O pastor tomará a Bíblia que se encontra sobre o púlpito e a
passará às mãos do novo pastor, dizendo: “Pastor .........., pas-
sando às tuas mãos o Livro de Deus, a Bíblia Sagrada, transfiro
aos teus cuidados o pastorado desta amada igreja que tive a honra
e o privilégio de pastorear por .......... anos”.
Oração: O pastor que transfere a igreja fará oração a Deus pedin-
do que dirija o novo pastor em seus futuros deveres e que o con-
serve em graça e vigor.
Palavra dirigida à igreja: “Amados irmãos, recomendo-vos que
prestais vosso máximo apoio ao pastor, amparando-o com vos-
sas orações e honrando-o com elevada estima em respeito ao
seu trabalho. Que a bênção de Deus repouse sobre vós e sobre
vosso serviço no Senhor. E o Deus de paciência e consolação vos
dê um mesmo sentimento segundo Jesus Cristo, para que unâni-
mes, a uma voz, glorifiquem a Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo.
Palavra do novo pastor: De posse da palavra, o sucessor fará os
agradecimentos e dirá da satisfação em pastorear aquele reba-
nho e de sua disposição em dar prosseguimento ao trabalho até
então realizado.
Música: Cânticos de Adoração: 353-360.
Bênção apostólica: Ao término do culto.

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DATAS COMEMORATIVAS DA IGREJA METODISTA WESLEYANA

1) Dia Mundial de Ações de Graças: .................. 1º de janeiro


2) Dia do Jornal Voz Wesleyana: .............................. 8 de abril
3) Dia de Ação Social: ............................................ 21 de abril
4) Dia da Juventude Wesleyana: .......................... 1º de maio
5) Dia do Pastor e da Esposa Wesleyanos: ........... 24 de maio
6) Dia do Coração Abrasado: ................................ 24 de maio
7) Dia de Missões Estrangeiras: ............ 2º domingo de junho
8) Dia do Seminarista Wesleyano: ...... 3º domingo de agosto
9) Dia da Assistência Universal Bom
Pastor: ..........................................................7 de setembro
10) Dia dos Adultos Wesleyanos: ....................7 de setembro
11) Dia Nacional de Missões: .........2º domingo de setembro
12) Dia da Escola Bíblica
Dominical: ...................................3º domingo de setembro
13) Dia das Crianças Wesleyanas: .................... 12 de outubro
14) Dia de Reforma Protestante: ..................... 31 de outubro
15) Dia dos Adolescentes Wesleyanos: ....... 15 de novembro
16) Dia da Bíblia: ............................ 2º domingo de dezembro
17) Dia da Missionária: ................................. 17 de dezembro
18) Dia do Idoso: .............................................. 1º de outubro
19) Dia do Músico Wesleyano ...................... 18 de dezembro

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