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Gera__o e Distribui__o

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Os mais importantes defeitos nas linhas são devidos aos curtos-circuitos, mas a
sobrecarga também precisa ser considerada.
Uma vez que nas redes de extra alta tensão se deva obter a máxima rapidez de
desligamento por motivos de manutenção da estabilidade, pode-se admitir, por vezes, em redes
menos sensíveis, tempos de desligamento atingindo até alguns segundos. Os equipamentos de
proteção são tanto mais simples quanto menor for a exigência de alta velocidade no
desligamento, e a simplicidade é sempre um objetivo a ser procurado na proteção. São usuais os
recursos a seguir indicados.

a) Proteção temporizada, com relês de sobrecorrente de tempo definido, nos casos de
redes radiais, ou nas redes em anel quando o disjuntor de acoplamento se abre
instantaneamente, em caso de curto-circuito, tornando a rede radial. Esta é uma
técnica tipicamente européia.
b) Proteção temporizada, com relês de sobrecorrente de tempo inverso, nos casos de
média tensão, onde a corrente de curto-circuito, for largamente superior à corrente
nominal do relê, permitindo a coordenação dos tempos de desligamento dos
disjuntores sucessivos a partir do mais próximo ao defeito. Podem ter ainda um
dispositivo de desligamento instantâneo, a máximo de corrente, particularmente útil
em redes contendo cabos que não admitem senão uma carga limitada. Esta é uma
técnica predominantemente americana.
c) Proteção direcional de sobrecorrente temporizada, usada nas redes de até 20kV, com
alimentação unilateral, mas tendo linhas paralelas fechando-se sobre barramentos
comuns, ou no caso de linhas únicas, mas com alimentação bilateral.
d) Proteção com relês de distância para redes de altas e extra-altas tensões, bem como
redes de média tensão em malha e realimentação multilateral. É o padrão de
proteção utilizado ultimamente.
e) Proteção diferencial longitudinal, por fio-piloto, usada nas linhas aéreas e em cabos
de média e alta-tensão, tendo até cerca de 10km de comprimento, e nos quais são
eventualmente inseridos transformadores. Para linhas curtas, de algumas centenas de
metros, usa-se a proteção diferencial comum, semelhante à dos transformadores.
f) Proteção diferencial transversal, empregada como proteção seletiva para os cabos e
linha aéreas paralelas, e baseada na diferença entre as correntes circulantes em cada
linha, em caso de defeito. Já que ela exige também relês direcionais e outros orgão
suplementares, só será usada quando não for razoável a proteção longitudinal ou a
de distancia.

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Módulo 4 – Geração de Energia

g) Proteção contra os defeito a à terra, usada nas linhas aéreas e cabos onde, em geral,
o incidente mais freqüente é o defeito monofásico. Dependendo da forma de ligação
a terra, pode aparecer tanto corrente ativa, da ordem da nominal ou menor, como
correntes capacitivas (rede com neutro isolado) também de baixo valor. Tanto relês
simplesmente indicadores quanto eliminadores, precisam ser utilizados, havendo
esquemas clássicos.

A proteção contra sobrecarga deve permitir a máxima utilização da linha sem que o
aquecimento resultante a danifique. Assim, quando a temperatura máxima for atingida, será dado
um sinal para que sejam tomadas medidas evitando-se o desligamento propriamente dito. Por
isso são usados relês térmicos diversos com constante de tempo igual ou inferior àquela do cabo
a proteger.

Uma última observação diz respeito ao religamento automático, muito útil na presença
de defeitos auto-extintores, (cerca de 80% dos casos). O religamento rápido é feito alguns
décimos de segundo , uma única vez, e aplicável somente a linhas aéreas, nunca aos cabos. Em
redes de alta e extra-alta tensão, é utilizado o religamento monopolar, freqüentemente, mas o
religamento tripolar é preferido nas linhas muito longas (algumas centenas de quilômetros) e
tensões muito elevadas, devido a dificuldade da extinção do arco residual realimentado pelo
efeito capacitivo entre as fases. Nas redes aéreas de média tensão, com maior incidência de
defeito, e já que elas costumam ter neutro isolado ou aterrado por meio de resistência de grande
valor ôhmico, só o religamento automático tripolar é indicado.

5.1.4 PRINCÍPIOS DE COORDENAÇÃO

Costumamos dizer que dois dispositivos em série, ou cascata, estão coordenados se seus
ajustes são tais que ao segundo dispositivo, mais próximo da fonte, é permitido eliminar a falta
caso o primeiro, mais próximo do defeito, falhe na atuação. Denomina-se tempo ou degrau de
coordenação o intervalo de tempo que separa as duas hipóteses anteriores, e que deve cobrir pelo
menos o tempo próprio do disjuntor, mais o tempo próprio do relê e uma certa margem de
tolerância; por exemplo, em sistemas industriais (disjuntores até 8Hz) tal degrau é da ordem de
0,4-0,5[s].

Naturalmente na busca de uma perfeita coordenação devemos respeitar certas diretrizes
para o ajuste dos dispositivos; as limitações de coordenação fixadas pelos códigos; o
desempenho térmico e dinâmico dos equipamentos; etc. Isso conduz o projetista a analisar, por
vezes, muitos fatores contraditórios, polêmicos mesmo, tendo em vista aspectos de segurança,
economia, simplicidade, previsão de expansão, flexibilidade, facilidade de manutenção e custo,
por exemplo. Portanto é importante que o leitor saiba que um projeto de proteção depende da
busca de aprendizagem própria e análise de risco em suas decisões futuras.

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