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Calopsitas

Geral

Calopsita é uma linda ave de origem australiana bastante difundida no mundo todo, inclusive
aqui no Brasil já há bastante tempo! No seu habitat natural, costuma viver em regiões
desérticas, chegando a viajar quilômetros de distância, em bandos, a procura de alimento,
próximo às águas dos rios. Predominantemente cinza na Natureza, ao longo do tempo foram
surgindo variedades em sua coloração pelas mãos do Homem, o que chamamos de
"mutações". Realmente a Calopsita é muito especial! Seu jeito curioso e amigável, sua
inteligência, deixa-nos encantados! A facilidade em reproduzir sons, assobiar, imitar
palavras, e de ser domesticada, faz com que, cada vez mais, pessoas busquem nesse
pássaro um animal de estimação! Normalmente eles comem pouco e são ótimas aves de
estimação, podem ser ensinadas a falar e assobiar ao longo dos meses. Muitas delas chegam
a viver até quinze anos, já havendo registros de casos que viveram vinte anos de idade.

História

Originária da Austrália, medindo cerca de 30 cm, é um psitacídeo da família das Cacatuas.


Costuma se alimentar de sementes, mas os fruto e insetos também estão no seu cardápio.
Gosta mesmo de alimentar no chão e não no topo das arvores como as outras aves de sua
espécie.

Quando criada em cativeiro, a reprodução acontece o ano todo. Já na natureza, costuma se


reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente.
Procura geralmente eucalipto que esteja próximo a água e faz seu ninho em algum buraco
existente na arvore.

Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos
aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o
surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia.

Em 1838, John Gould, ornitólogo inglês, autor bem sucedido de livros sobre história natural,
enfocando principalmente aves, visitou a Austrália objetivando conhecer sua fauna, até
então pouco conhecida e realizar ilustrações de aves. Foi a partir de seu retorno em 1840,
através dos livros e ilustrações divulgadas, que o público teve sua atenção chamada para a
beleza das aves daquele continente, especialmente a Calopsita. Ainda é creditado a esse
pesquisador o fato de ter sido a primeira pessoa a levar Calopsitas para fora da Austrália,
contribuindo decisivamente para a divulgação da espécie.

Por volta de 1884, a Calopsita já se encontrava bem estabelecida nos aviários europeus.

Entretanto, a disseminação maciça dessa ave somente ocorreu a partir do surgimento da


primeira mutação de cor, o arlequim, pouco antes de 1950. A partir daí, outros padrões de
cores foram sendo fixados, ganhando então a Calopsita enorme popularidade, igualando-se,
praticamente, àquela do periquito australiano. É um dos pássaros perfeitos para quem quer
uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa
a fazer parte.

Características

Nome/Espécie: Calopsita (Nymphicus hollandicus) Caturra (em Portugal), Cockatiel (na língua
inglesa)

Família: Cacatuidae

Ordem: Psittaciformes

Origem: Nativos da Austrália, aonde podem ser vistos na natureza, vivem em regiões áridas
e semi-áridas do país. Ave nômade, costuma voar em bandos acompanhando o ciclo das
chuvas, em busca de alimentos. A reprodução ocorre no período das chuvas, pois a criação
de filhotes fica ajustada à disponibilidade de grãos e frutos justamente nessa época.

Características: A calopsita é um pássaro que vem conquistando cada vez mais as pessoas
pelo seu jeito amigável e interativo, principalmente quando domesticado. Apegam-se
facilmente aos seus donos e os reconhecem de longe. Muito participativas e brincalhonas,
são alegres e divertidas! É considerada uma ave sociável, pois convivem bem com algumas
espécies menores, desde que instalados em espaço adequado.

Tamanho: 30 cm (em média, quando adultos)

Peso: 85-120 gramas

Longevidade: variável, dependendo se na natureza ou em cativeiro, podem chegar a 25 anos


aproximadamente

Maturidade sexual: por volta dos 12 meses de vida

Reprodução: ano todo

Postura: 3 a 7 ovos (média)

Incubação: de 18 a 23 dias
Comportamento

Por ser muito fácil de criar, é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco
trabalho. É resistente a doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta
saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice.

Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a
Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes
exigências. Não que a ela se dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar
ovos, mas as poucas de que precisa, além de serem simples, já são conhecidas, eficientes e
estão divulgadas em literatura.

São pássaros que requerem muito tempo e muita atenção, mas isso não significa que você se
desfaça dele para adquirir outro pássaro. Você realça sua família com esse pássaro.

A Calopsita geralmente mede 30cm de comprimento e pode viver bons vinte anos, se for
bem cuidada, com dieta balanceada e atividades.

Sua dieta consiste de sementes, frutas frescas e muita água fresca. Não é inconveniente,
é um pássaro reacionário. São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos
períodos de tempo.

Uma coisa sobre elas é que, como todos os pássaros, elas podem lhe bicar. Outra
característica deste maravilhoso pássaro, é a sua fácil adaptação com aves de outras
espécies inclusive menores do que ela (caso o viveiro tenha o espaço necessário), pois a
calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.

Permite compor viveiros com diversidade de espécies, em especial pássaros de menor porte,
como o periquito australiano e o diamante-gold.

Ativa e brincalhona, parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de
um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira.

É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente.
E mesmo sendo adepta a muitas brincadeiras, não costumam ser destrutivas. Diferente de
alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os
objetos que usa.

São aves monogâmicas, que devem ser criadas aos pares.

Alimentação

Toda ave ou animal tem que ter uma alimentação balanceada, portanto a alimentação da sua
Calopsita deve ser bem observada, principalmente na época de postura e reprodução.
Abaixo segue orientações. 20%de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de
aveia e 5% de girassol miúdo. Deixar os alimentadores para ser consumidos conforme a
necessidade da ave. Atualmente se encontra alimentos prontos a granel (por quilo) ou em
pacotes fechados, de diversas marcas. Estes alimentos, via de regra, possuem a
constituição acima adicionada de algum(ns) ingrediente(s) variando de fabricante para
fabricante.

Atualmente podem ser encontrados alimentos extrusados que contém prebióticos que ajudam
na saúde das aves. Esses alimentos extrusados podem variar sendo específicos para cada
época: reprodução, muda e estresse das aves. Note que nem todas as aves aceitam
prontamente alimentos extrusados devendo haver uma transição programada ou misturada à
ração normal.

Não é aconselhável fornecer apenas um tipo de semente. Além de causar carência


nutricional alguns alimentos com porcentagem mais alevada (ex. aveia) podem causar
distúrbios gástricos, diarréias e outros problemas. A utilização das porcentagens acima
garante melhor taxa de aproveitamento x necessidades das aves.

FARINHADAS – Estas farinhadas podem ser feitas em casa ou compradas prontas em pet
shops. Em casa é normalmente feita com ovo cozido e fubá, podendo acrescentar um
pouquinho de AMINOMIX ou ORGANEW (complemento vitamínico).Alguns criadores misturam
Neston nesta farinhada caseira. Porem deve ser obrigatoriamente retirada após algumas
horas para não estragar e afetar a ave. As farinhadas comerciais têm um período de
validade maior visto serem desidratadas.

FRUTAS E LEGUMES – Em pedaços e verduras como espinafre, chicória, brócolis, almeirão,


couve, bem lavados (2 a 3 vezes por semana), folhas de beterraba também pode ser
fornecidas como alimento.

Outras dicas
Nos dias mais frios, pode oferecer à ave trigo pré-germinado. O trigo integral é fonte de
fibras, além de proteína, carboidrato, vitaminas e minerais. É vendido em supermercados,
na área de alimentos diets. Pega-se um pouco do trigo, e põe de molho por
aproximadamente 2 horas. Depois, lava e escorre, deixando secar naturalmente.

Sirva os alimentos (verduras, frutas, legume) e água na temperatura ambiente.

Lave muito bem frutas e verduras, cortando os talos, pois geralmente é neles que se
concentram os agrotóxicos.

Cuidado com as sementes! Sementes colhidas antes do tempo, ou em época úmida, estão
sujeitas a atingir mais de 13% de umidade interna. Isto favorece um crescimento muito
rápido de fungos. Todos os fungos liberam o que se é chamado de microtoxinas que não são
destruídas mesmo que torre-se o grão ou seja colocado ao sol. O calor é capaz de destruir
os fungos, mas as toxinas não. Portanto, orientamos a não estocar sementes por mais de 30
dias, deixa-as dentro de um pote com tampa semi-aberta para as mesmas respirarem, em
local ventilado. Ao comprar as sementes, verifique se são novas ou não.

Dê folhas de beterraba, contêm iodo, ferro e cálcio! As calopsitas adoram desfiar os talos.

Certos cuidados devemos tomar com relação às verduras, que devem ser bem lavadas e, de
preferência, deixadas de molho em solução de cloro ou vinagre por 30 minutos.

Nunca dê à sua ave: abacate, chocolate, café, leite, chá, tomate, alimento com sal, feijão,
sementes de frutas, principalmente de maçã.
Resumo da alimentação

- 50% de painço;

painço amarelo: Grão também conhecido por milho alvo amarelo. São grãos ricos em
carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros
silvestres, exóticos, periquitos, canário da terra e calopsitas.

- 20% de alpiste;

- 15% de arroz com casca;

- 10% de aveia com casca;(Grão rico em carboidratos, de ótima palatabilidade e


digestibilidade, ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidade
demasiadas pode levar ao acúmulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal
é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, silvestres, periquitos e
papagaios.)

- 5% de sementes de girassol; (Grão rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina.


E seu principal uso é nas misturas de periquitos, calopsitas e papagaios. (Uso medicinal:
antigripal, expectorante, diurético, febres intermitentes, afecções estomacais, contusões,
escoriações, úlceras, feridas, febres (malária), afecções pulmonares, afecções de garganta,
tônico estimulante, debilidade orgânica geral, dores de cabeça, inapetência.)

- milho verde seco em dias alternados;

- niger: Grão rico em extrato etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente
palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso
principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres,
periquitas e calopsitas;
- ração para cães 2 vezes por semana;

-linhaça: Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extrato etéreo, principalmente do


grupo Omega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas,
melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor
digestão. Seus uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, e
silvestres e periquitos.

- frutos (maçã, pêra, banana, menos abacate) 2 vezes por semana;

- pão duro, seco e em pedaços de preferência o integral à vontade, torradas;

- barrinha de cereais para calopsitas

- legumes e verduras: brócolis, dente de leão, rúcula, couve, folha de beterraba, radice,
espinafre, almeirão, chicória, pesto ou manjericão, vinagre (as folhas vermelhas), folhas da
beterraba, folha de batata doce, chuchu cru, jiló, cenoura, abóbora, guaco, hortelã,
hortaliças e chás verdes (ao natural) e etc. Nunca dê alface, tomate ou berinjela;

-PIMENTA (Capsicum sp) Família: Solanaceae bem lavados (2 a 3 vezes por semana).
- semente de abóbora é vermífuga e elas adoram. Semente de melão também. É só lavar e
secar que elas devoram. As sementes de maça são tóxicas.

- farinhada;

- Ração extrusada deve ser fornecida em potinho separado das sementes, mas sempre

oferecendo sementes e ração extrusada nunca uma só.

- grão de bico, colocado de molho na água por duas horas;

- metades de tijolos velhos de barro, fervidos na água com uma colher de sopa cheia de
sal, deixa-se nas gaiolas para eles roerem.

Atenção: A alimentação dos filhotes é exatamente a mesma dos adultos, acrescida de milho
verde diariamente e o mais importante de tudo; você deverá sempre estar atento para que
as fezes da Calopsita não entrem em contato com as comida, pois podem transmitir
doenças. No caso dos pássaros, as mais comuns são as verminoses, as infecções bacterianas
e a coccidiose (protozoário causador de diarréia e morte). Se um pássaro com doença
transmissível ingerir as próprias fezes, fica reinfestado e a doença reinicia o ciclo,
enfraquecendo-o mais. Para evitar fezes na comida, o comedouro nunca deve ser posto
abaixo dos poleiros (frutas podem ser penduradas acima do poleiro mais alto). Para o
pássaro não derrubar comida enquanto come (por exemplo, não deixar cair grãos ao
selecionar os maiores), não encha demais o comedouro, retire restos como cascas sem
sementes, que formam volume desnecessário, ou use comedouro com tampa vazada (só passa
a cabeça). A bandeja com fezes deve ficar distante do piso de grade, para a ave não
alcançá-la.

COMIDAS TÓXICAS
O Abacate é totalmente proibido, pois poderá matar sua Calopsita rapidamente.

Bebidas alcoólicas: apesar de óbvio, nunca é demais lembrar: nunca dê bebidas alcoólicas a
seu pássaro, são totalmente proibidas. Além de ser cruel e nada divertido embebedar uma
ave, o fígado delas não consegue metabolizar o álcool, podendo causar lesões cerebrais e
morte.

Mesmo a inalação de etanol deve ser evitada, pois causa intoxicação.

Chocolate: proibido totalmente. O consumo de pequenas quantidades pode causar


hiperatividade, vômitos, diarréia, batidas cardíacas irregulares, ataques e morte.

Cafeína: aqui se incluem bebidas cafeinadas, como café e chá. Os sintomas são o mesmo de
chocolate.

Gordura: o excesso de gordura poderá causar doenças hepáticas, obesidade, diarréia,


problemas nas penas, além de afetar a absorção de nutrientes.

Sal: As Calopsitas não conseguem excretar sal como nós. Por isso, o consumo de sal causa
excesso de urina e consumo de água, depressão, hiperatividade, tremores e até morte.

Outros alimentos que devem ser evitados: folhas de batata, tomate e feijão, semente e
caroço em geral (principalmente os de maçã, damasco, cereja, pêra, ameixa, pêssego e
abacate).

OSSO DE SIBA E PEDRA DE CÁLCIO

A matéria prima para a fabricação do osso de siba é a sépia, um molusco da família da lula,
que possui uma concha interna. Essa concha é rica em minerais, principalmente o cálcio,
podendo ser fornecida, assim como a pedra de cálcio, durante todo o ano, principalmente
nas épocas de postura e muda das penas. O osso de siba e a pedra de cálcio podem ser
presos à grade da gaiola à disposição da ave. O osso de siba esfarela com facilidade, por
isso, sugerimos colocar um pote logo abaixo do osso de siba, para que os farelos possam ser
aproveitados pela ave.

Brinquedos

Para distrair e mantê-la ocupada você pode adquirir alguns brinquedos, mas nada de encher
a gaiola, lembre-se a sua ave deve ter espaço para poder se exercitar batendo asas sem
que se machuque.
Brinquedos são imprescindíveis para seu pássaro, mas alguns cuidados devem ser tomados
para que a brincadeira não se transforme em um desastre. Brinquedos com espirais ou
qualquer outro acessório que possa prender pescoço ou pernas estão proibidos. Correntes
também são proibidas, sejam de metal ou plástico. Tenha também cuidado com a ingestão
de partes de brinquedos: isso trava o aparelho digestivo e a ave não consegue se alimentar.
Brinquedos com algodão ou poliéster podem soltar fios, onde as aves se enroscam. Lembre-
se que o tamanho do brinquedo importa muito; um brinquedo ideal para seu pássaro pode ser
perigoso para outro.

Cuidados Gerais

Quando você adquirir uma Calopsita mansa, lembre-se de que deve manuseá-la com carinho,
pois ela deve sentir prazer em ser manuseada, caso contrário ela pode se tornar arisca e
relutar em ficar na sua mão.

Nos primeiros dias na nova casa, pegue várias vezes por dia por um período não maior que
15 minutos cada vez, para não estressá-la.

É normal que ela relute um pouco em ficar na sua mão. Caso ela pule da mão não corra
atrás dela, tente pegá-la com delicadeza, dessa forma você mostrará que é um amigo e não
um agressor.

Em pouco tempo ela estará bem à vontade com você e não tentará mais pular da sua mão.

Lembre-se de que interagir com ela é muito importante, pois as Calopsitas são aves sociais
e necessitam de companhia - como foram criadas na mão desde bem pequenas elas nos
consideram como sendo da sua própria espécie.

Apesar de ser mansa, ela deve ter uma gaiola para poder descansar, se alimentar etc.,
além do que, não é aconselhável deixá-la solta todo o tempo, sobretudo sozinha.

Devemos colocar alguns brinquedos em sua gaiola para que ela se exercite e se distraia.

Não se deve superalimentar as Calopsitas, nem dar doces e outros alimentos, principalmente
os que contenham muita gordura, pois como elas não se exercitam voando, têm tendência a
obesidade.

Respeite o horário do sono (eles dormem a partir das 18h30/19h00) colocando-a num
ambiente tranqüilo e sem luz acesa. Pode-se cobrir a gaiola com um pano. Evite deixar a
gaiola em locais barulhentos e com correntes de ar, elas podem ficar estressadas e
doentes.

Outra importante recomendação sobre o convívio com seres humanos, é em relação a


crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar
que as machuquem caso peguem-nas na mão, e também para que não as estressem com
atitudes bruscas, como bater no viveiro. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e
desconfiadas.

CUIDADO:

* Com produtos que possam fazer mal à ave: purificadores de ar, velas em uso, perfumes,
cigarros, produtos químicos, plantas tóxicas, etc.

* Se sua ave está acostumada a voar pela casa, também você deverá redobrar cuidados :
as janelas devem estar com cortinas, ventiladores de teto desligados, etc. Pense na
possibilidade de colocar telas na janela e/ou varanda do apartamento, veja abaixo a foto de
uma janela telada.

* Tome muito cuidado com sua ave andando pelo chão da casa, elas podem ser pisoteadas
sem querer. Infelizmente vemos muitos casos de pessoas que se distraem, e não percebem
a presença da ave no chão, e na maioria dos casos, a ave acaba morrendo.

* Jamais deixar a ave voar pela cozinha, com asa cortada ou não, as consequências podem
ser desastrosas, principalmente se o fogão estiver sendo utilizado.

* A ave não deve ser deixada fora da gaiola, sozinha sem supervisão.

* Cuidado com outros animais na casa! cães, gatos, etc. não devem ser deixados sozinhos
com a ave.

* Nas datas comemorativas, as aves podem se assustar com o barulho dos fogos, procure
ficar nesses momentos com sua ave, para passar a ela segurança e minimizar situações como
debater-se na gaiola.

Não saia com sua calopsita ao ar livre, mesmo sua ave estando com asa cortada, pois a
calopsita se assusta com facilidade e, além de acidentes que podem ocorrer, existe uma
grande chance de a ave fugir. Em resumo, não dá para prevermos as suas reações.

Alimentação dos Filhotes

A alimentação dos filhotes com poucos dias ou semanas de vida deve ser efetuado com
cuidado e critérios. Atualmente existem, no mercado, diversos alimentos destinados à
alimentação de filhotes de aves. Marcas como CC-Albium, Beppler, Alcon que têm colocado
à disposição do criador alimentos que atendem a este fim. Se possível devemos procurar
alimentos voltados a psitacídeos. Nem sempre é possível esta escolha, sobretudo em lugares
muito afastados dos grandes centros urbanos ou onde não haja grande saída de produtos
para aves. Atualmente a CC-Albium tem para venda alimentos especialmente voltados para
filhotes de psitacídeos, caso das Calopsitas. Junto com as embalagens segue também a
forma de preparo dos mesmos. Visto de regra o alimento - em pó - deve ser dissolvido em
água morna e servido aos filhotes. Embora filhotes possam aceitar alimentos frios observa-
se uma aceitação maior quando a alimentação se dá morna. Os filhotes podem, inicialmente,
não aceitar de bom grado este tipo de alimento. Devemos, entretanto, insistir para garantir
a vida da ave. Alguns criadores se utilizam seringas (que deveram ser fervidas a cada
alimentação do filhote para evitar fungos). Enchem-na de alimento e colocam dentro do bico
da ave. A Cockatiel Society aconselha que os filhotes sejam primeiramente aquecidos e
colocados sobre uma superfície devidamente 'acolchoada' por panos de forma que o filhote
possa sentir o mínimo possível de frio.

Com o filhote de frente para você e a seringa na mão direita, entre com a seringa pelo lado
direito do bico do filhote, diagonalmente, cerca de 40° em direção ao lado esquerda (onde
fica a entrada do papo). Quando a seringa entrar no bico pressione lentamente para que o
filhote reconheça a 'papinha'. Quando ele sentir e começar a pedir vá apertando a seringa
levemente de forma a não encher totalmente seu bico de papinha e nem que aspire o ar,
podendo engasgar. E desta forma vá alimentando o filhote.

Alguns criadores aconselham a alimentação através de colheres (tipo sobremesa) . Se


possível 'entortadas' nas bordas de forma a criar um pequeno 'funil'. Pegamos o alimento e
damos diretamente no bico da ave. Elas aceitam o alimento normalmente.

Outros criadores pegam pedaços de madeira ou plásticos bem finos, colocam o alimento
neles e, a seguir, no bico dos filhotes. Independentemente do método devemos sempre nos
lembrar da delicadeza dos filhotes e procurar sempre tomar o maior cuidado possível.

Sempre após a alimentação dos filhotes temos que proceder à limpeza dos mesmos,
sobretudo nos bicos. Caso as penas fiquem sujas devemos umedecer um pano limpo em água
morna e, delicadamente, proceder à limpeza da ave. O mesmo vale para o bico. A sujeira
nos bicos pode favorecer a criação de fungos, prejudicando a ave. Pode-se utilizar uma
haste de plástico com algodão na ponta ('cotonete'), umedecê-lo em água morna e proceder
à limpeza do bico.

Devemos proceder à alimentação dos filhotes sempre que eles estiverem com
aproximadamente 10% do papo vazio. Abaixo segue tabela para auxiliar no controle da
alimentação dos filhotes. Devemos atentar que muitos filhotes, mesmo com o papo cheio,
ficam ainda pedindo mais alimento e nessa hora devemos deixá-los acomodados em seu lugar
para ele parar com o choro.

Para a alimentação dos filhotes podemos seguir estas recomendações abaixo:

Os filhotes deverão ter duas semanas de vida, no mínimo. Se você fizer antes, o pássaro
provavelmente não sobreviverá.

Lembre-se: este procedimento somente é aconselhável se estritamente necessário.


Criadores comprovam que aves alimentadas normalmente pelos pais têm uma melhor saúde e
uma maior longevidade ou se o mesmo for criado em condições muito próximas do ambiente
normal dos pais.

Prepare a mistura seguindo estritamente as instruções na embalagem do produto. Esta


mistura pode ser encontrada em casas especializadas. O filhote pode ser alimentado com
uma colher ou seringa normal (fica ao critério do criador)

Não fique surpreso com os sons que os filhotes emitem durante a alimentação.

Horários para alimentação dos filhotes:

3 Semanas - 07:00 / 11:00 / 15:00 /19:00 / 23:00.

4 Semanas - 07:00 / 12:30 / 17:30 / 21:00 / 22:30.

5 Semanas - 07:00 / 15:00 / 22:00.

6 a 7 Semanas - 07:00 / 22:00.

8 Semanas – 22:00.

O filhote provavelmente estará independente por volta de 10 a 12 semanas. Daí ele estará
“desmamado”. A partir deste ponto prosseguir com a alimentação normal de calopsitas.

A partir de um mês e meio de vida (6 semanas ) deixe um pouco de ração na gaiola. O


filhote irá aos poucos provando e paulatinamente mudando da papinha para sementes. Ao ver
os pais comendo ou o criador oferecendo o alimento, serão assim desta forma estimulados a
começar a comer as sementes. Da mesma forma começarão a provar outros alimentos como
o milho verde. A partir do segundo para o terceiro mês podemos começar a fornecer apenas
os alimentos normais. Um filhote saudável irá efetuar sozinha a transição. Não esqueça de
ficar sempre observando o filhote e seu desenvolvimento. Verifique se está se alimentando
de forma normal, se está comendo bem, se está sempre curioso com as coisas à sua volta.
Uma ave demasiado quieta não é normal. Embora filhotes costumem dormir mais do que
adultos devemos estar sempre atentos. Uma ave muito quieta pode ser sinal de algum
problema maior, talvez mesmo necessitando a intervenção de um (a) veterinário (a).

Outras informações importantes :


1) Não reaproveite/guarde sobras da papinha pronta, ou faça grande quantidade para ser
armazenada na geladeira e ser utilizada aos poucos, você deve fazer sempre uma papinha
nova a cada vez que for dar à ave.
2) Lavar colher/seringa e ferver a cada vez que for alimentar sua ave.
3) A papinha não pode ser dada fria (papinha demasiadamente quente pode levar a ave à
morte).
4) Não esquentar a papinha no microondas. Estes procedimentos visam a afastar possíveis
infecções no papo por fungos e, conseqüentemente, evitar que o alimento fique estragando
no papo, podendo ocasionar até a morte da ave.

Excesso de papinha em volta do bico e nas penas devem ser removidas após o término da
alimentação, com água morna.
Ave alimentada no bico passa a comer sozinha mais tardiamente (aproximadamente 80 dias),
em comparação a uma ave alimentada pelos pais (55/60 dias). A fim de estimular o filhote
a comer sementes e rações, deixe na gaiola, potes de sementes (sem girassol, no início, por
ser uma semente mais dura) e água a partir dos 45/50 dias de vida, mesmo que a ave não
se interesse em provar no início. Ao mesmo tempo, vá diminuindo a quantidade de papinha
aos poucos, tendo sempre certeza de que a ave está sendo bem alimentada e não está com
fome.

Além dos cuidados com a alimentação, o filhote precisa ser mantido aquecido, já que até
seus 30 dias de vida, não consegue manter auto controle de sua temperatura corporal.

Kit Emergência

Medicamentos básicos pra uma emergência:

(1) Pó Antisséptico AH da empresa Limpinho - ele é coagulante. O melhor dos melhores. É


o único que consegue coagular rapidamente, sem infectar a ferida, mesmo decorrente de
corte errado de unhas e sangramento em canhões de pena.

(2) Hidrovit ou Glicopan - possui vitaminas e aminoácidos na fórmula, além da dextrose. É


muito útil em casos de intoxicação, e de casos agudos de stress. Também auxilia aves que
estão sem comer há muito tempo.

(3) Novo Merthiolate - o melhor anti-séptico disponível nas farmácias. Limpa a ferida sem
arder, e sem atrapalhar a cicatrização. Parece que o spray anti-séptico da Johnsons e
Johnsons segue o mesmo princípio ativo.

(4) Soro fisiológico - para a limpeza de feridas e olhinhos.

(5) Algodão, toalhinha para segurar a ave.

E só. Antibióticos, colírios e demais remédios são usados apenas em casos específicos,
portanto, não se enquadram como emergência. O melhor é levar a ave a um veterinário ou
a alguém que conheça bem a criação de calopsitas antes de usá-los.

Note que os itens estão em ordens de importância. O coagulante é bom ter em casa, por
causa da facilidade com que a Calopsita sangra nas penas da asa. Nada pior do que ficar
desesperado sem saber o que fazer nessas horas, tentando parar o sangramento!

Prevenção

 Adquirir aves sadias, que sejam de uma criação confiável, que se encontra em bom
estado físico.
 Local onde ficará a ave : tamanho proporcional ao número de aves. Preocupe-se com
luz, ventilação,temperatura do ambiente.
 Mantenha uma rotina de limpeza do seu plantel : limpe diariamente a bandeja da
gaiola, lave os potes, utensílios usados pelas aves; gaiolas e poleiros podem ser
lavados semanalmente. Manter o local sempre limpo, evitando-se dessa forma, o
acúmulo de restos alimentares, etc.
 (Ofereça à suas aves água filtrada e renove-a diariamente, não deixe alimentos
expostos por muito tempo nas vasilhas sem serem trocados, etc.) Alimento à base de
ovo, como é feita a farinhada caseira, deve ser fornecido às aves e retirado no
mesmo período do dia para que não venha a deteriorar-se, ocasionando
diarréia/intoxicação nas aves;
 Alimentação : de qualidade adequada para as diferentes fases da criação, esteja
atento sempre à validade dos produtos;
 Lave bem as mãos com água e sabão antes de cuidar e pegar suas aves;
 Apesar de ser resistente ao frio, a Calopsita deve ficar distante de correntes de
vento, mesmo nos dias quentes, podendo vir a adoecer;
 O ideal seria que o criador fizesse exames preventivos em suas aves (fezes, necropsia
de aves mortas, etc.)
 Quarentena - período pelo qual a ave nova passa antes de ter contato com as demais
aves do plantel, que pode ser de aprox. 30 dias, para saber se aquela ave vai ou não
manifestar eventual doença. Sendo a ave adquirida de loja, esse cuidado deve ser
levado ao pé da letra, o que pode incluir exames clínicos e laboratoriais para garantir
a saúde da mesma. Doenças transmissíveis através do ovo são mais difíceis de serem
diagnosticadas, pois aparecem quando a ave é ainda muito nova, ou na época de
reprodução.
 Respeite o horário de dormir da ave, independentemente se for uma ave domesticada
ou não. Elas adormecem ao anoitecer, isto é a partir das 18h30/19h00 devem estar
descansando em suas gaiolas, em local tranqüilo, sem luminosidade.
 Ao relacionar-se com a ave, procure não fazer movimentos bruscos que assuste a
ave. As crianças pequenas e ainda não acostumadas a ter uma ave devem ser
orientadas em como pegá-la e a interação com a mesma, evitando gritos, bater na
gaiola, enfim, atitudes que acabam estressando a ave e deixando-a desconfiada, sem
segurança com seu dono.
 Aves quando soltas não devem ser deixadas sozinhas, sem supervisão.

Escolhendo uma Calopsita Saudável

Para escolher uma Calopsita realmente saudável há alguns parâmetros que deverão ser
rigorosamente observados na hora da compra. Podemos destacar os seguintes:

- A aparência da Calopsita à distância; o ideal é aproveitar quando a ave ainda não se


apercebeu da presença de um novo elemento no meio que a rodeia (as aves têm uma
capacidade extraordinária para ocultar sintomas de doença);

- Que posição toma a ave no poleiro: Caso ela esteja parada com as penas enrrufadas e
apoiando todo o corpo no poleiro não compre, pois possivelmente esteja doente, no entanto
se ela estiver alerta e observando com atenção tudo o que se passa ao seu redor com
certeza estará saudável.

- A ave respira normalmente, ou seja, os movimentos respiratórios são imperceptíveis caso


ela apresente dificuldades, respirando com o bico aberto ou todo o corpo acompanhando os
movimentos respiratórios, tome cuidado.

- Que tipo de alimento tem na gaiola: são biscoitos fabricados para aves, uma dieta
caseira composta por uma variedade grande de vegetais e frutos ou é uma dieta pobre,
deficitária de apenas um elemento - sementes de girassol;

- O tipo de dejeções que se encontra no fundo da jaula. Devem ser compostas por três
porções: uma porção líquida (urina), uma porção sólida de cor variável entre o castanho e o
verde (fezes) e uma porção branca (uratos);

- Quando a proximidade permite, que tipo de comportamento tem o animal em resposta à


nossa presença: interessado e procura de imediato relacionamento, curioso e retraído,
assustado e afastando-se ligeiramente, ou totalmente em pânico gritando e em posição de
defesa;

- Observar cuidadosamente: o estado das penas (devem estar limpas, alinhadas,


apresentando a coloração normal da espécie, não devem apresentar bandas negras
horizontais, nem parecerem "mastigadas" ou mesmo arrancadas);

- Os olhos devem estar brilhantes, sem secreções ou edemas; o bico deve encontrar-se
liso e de tamanho normal e as narinas desobstruídas; - As asas devem ser iguais entre si e
apoiadas no corpo acompanhando a silhueta da ave;

- A cauda deve ter penas limpas de fezes ou alimento e acompanhar também a silhueta do
animal. As patas devem apresentar-se sem edemas ou inflamações (observar com especial
cuidado as articulações), as escamas não devem estar levantadas ou sujas demais e as
unhas devem apresentar um crescimento normal. Se for possível observar a sola da patinha
que se apóia no poleiro, esta deve ter uma pele lisa, sem quaisquer lesões ou edemas.

Gaiola ou Viveiro?

Mesmo que as calopsitas sejam criadas soltas em casa, precisam de um


espaço para sua acomodação sendo necessário manter sempre um lugar para
que ele possa descansar e se alimentar.

A ave deverá ter um pequeno local onde possa ter abrigo com poleiro e
proteção.

Caso o criador opte pelo sistema de criação em gaiolas, deve-se dar


preferência sempre aquele com maior comprimento, permitindo assim o
exercício de vôo e seus exercícios de alongamento.

O tamanho aconselhável para o abrigo de um casal é: 1,00 x 0,40 x 0,50


(CLA) e podem ser adquiridos em comércio especializado ou confeccionado pelo
próprio dono com tela rígida de arame galvanizado (solda a ponto) ou malha ao
seu gosto.

Essa gaiola deverá de preferência ser fixado em local ventilado (sem


correntes de ar) e se possível recebendo sol pela manhã.

Cortando as penas das asas

Cortar as penas das asas deve ser feito principalmente para a própria segurança da ave. Para
aqueles que não são felizardos de viverem livres na natureza ou em grandes aviários, é
aconselhável que suas penas de vôo sejam aparadas para evitar sua fuga e posterior sofrimento
da ave e do seu dono.

Nem todos sabem como fazer isto, e podem assim machucá-los levando ao sangramento ou
dores por muito tempo, além de uma falta de estética no corte que o fazem ficar com as asas
feias.

Então, um bom corte de penas deve ser feito para manter seu pássaro saudável e também
bonito.

Por que cortar as penas? Para evitar que eles se percam ou se machuquem dentro de sua
própria casa. Janelas de vidro, espelhos, ventiladores de teto ligados ou uma porta esquecida
aberta podem acabar em tragédia. Cortando as penas, eles poderão voar de um lugar ao outro
em vôos curtos sem o perigo de se machucarem ou escaparem sem querer.

Devemos cortar apenas as penas de vôo como notamos na ilustração acima (penas primárias),
pois logo acima dos pontinhos vermelhos estão as penas secundária. Caso haja dúvida, melhor
levar até um Veterinário de Aves, pois cortar errado pode sangrar ou até danificar a estética
da asa do pássaro.

A primeira vez que for cortar as penas, corte apenas 5 a 6 penas de vôo, começando pela
ponta da asa para dentro. Corte no máximo de 7 a 8 penas. Não precisam cortar as 10 penas
de vôo. Lembre-se que elas só crescerão novamente na próxima muda, ou seja, cerca de um
ano (esse calculo é baseado em pássaros adultos). Alguns criadores gostam de deixar as duas
primeiras penas intactas por motivos estéticos, pois, quando eles fecham as asas, não dá para
ver que foram cortadas, mas eu pessoalmente não aprovei, pois os meus pássaros continuavam
voando bem, então, depende do pássaro e da força que ele tem.

Cortar apenas uma asa ou duas? Bem, existem controvérsias, alguns recomendam as duas,
outros apenas uma. Eu particularmente corto as duas, assim não corro o risco dele voar, pois
com as duas cortadas eles nem se arriscam a voar, apenas trocam de lugar sem tentar vôos
arriscados.
Aparando as Unhas

Outro item importante são as unhas, se as unha ficarem grandes demais,


ele pode se machucar ou machucar você! Existem poleiros especiais
importados que desgastam a unha, não são poleiros com lixa embaixo! A lixa
colada no poleiro pode machucar a pele da sola do pé. Você pode cortar a
pontinha da unha com cuidado para não cortar os vasos sangüíneos (Como
cães que tem unhas pretas e não dá para ver o vaso sangüíneo).

Se por acidente a unha dele começar a sangrar, tenha calma, aguarde um pouco, se não parar,
você deve ter em casa um produto encontrado em casas de produtos veterinários que ajuda a
estancar o sangue imediatamente (Polvedine). Se você não tiver, a alternativa será correr para
o Veterinário. Então, MUITO CUIDADO!

Na minha opinião, a maneira mais garantida é lixar a unha com lixas normais. Não tem
segredo, só lixar um pouquinho e com cuidado. Olhe o desenho acima e veja por onde circula o
sangue. Se o pássaro não parar quieto, enrole-o com uma toalha macia deixando apenas os
pézinhos de fora. Pegue unha por unha com cuidado para não machucar os ossinhos dos dedos e
lixe as pontinhas. Você vai precisar da ajuda de alguém para fazer esta tarefa.

Onde colocar a gaiola ou viveiro

Evite local que seja passagem de pessoas, e com barulho.

A sala pode não ser um ambiente adequado, em virtude do trânsito de pessoas, e do


barulho de televisão e de visitas, o que pode interferir no período de sono da ave. Excesso
de claridade deve ser controlada com cortina, etc. ao longo do dia.
Varanda : pode ser colocada a gaiola durante o dia, devidamente protegida de ventos,
deixando uma parte da gaiola na sombra. Cuidado com possíveis predadores que podem
pousar na sua varanda (gaviões, etc.)

Cozinha : não são locais adequados, devido ao cheiro dos alimentos preparados,
instrumentos cortantes, teflon das panelas, etc.

Padrões de Cores

A Calopsita é encontrada na natureza na cor cinza com as bordas das asas brancas. O
macho tem crista e cabeça amarelas e a fêmea tem crista cinza amarelado e a cabeça
cinza. Ambos têm as bochechas vermelhas, mas a da fêmea é mais clara. A cauda do macho
é preta e a da fêmea intercala o preto com o amarelo. É o que os criadores chamam de
padrão silvestre ou normal.

Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores,


dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração
diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave por parte dos
predadores naturais.

O contraste da cor negra na cauda parece deixar as outras cores se sobressaírem ainda
mais. Mas essa é uma característica só dos machos, pois as fêmeas misturam o negro e o
amarelo, na parte mais baixa da cauda.
A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas
variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos e as inúmeras cores
existentes hoje, são decorrentes da fixação de mutações feitas pelos criadores, diversas
surgidas nos últimos 15 anos, algumas muito recentes e difíceis de serem encontradas nas
lojas.

A seguir destacaremos as cores mais freqüentes:

- Padrão Canela: parecido com o padrão Normal, mas difere na cor do corpo, que é marrom
em vez de cinza, e na tonalidade mais clara das pernas e dos olhos.

- Padrão Pérola: de forma geral, apresentam na cabeça duas manchas vermelhas laterais,
as faces são amarelas salpicadas de cinza, a crista amarela é riscada de cinza, as penas
das costas podem variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza com faixas
amarelas. A cauda é amarela, o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza.

- Padrão Lutino: o branco predomina no corpo. Os olhos são vermelhos, os pés rosados, a
crista amarela, o bico marfim, a cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e
na cauda também há um pouco de amarelo.

- Padrão Arlequim: padrão bem variável que pode ser parecido ao padrão normal ou até
apresentar pouquíssimo cinza e, sim, o amarelo claro. A cabeça é amarelas forte,
bochechas vermelhas e crista amarela.

- Padrão Cara Branca: as cores dominantes são o cinza escuro, o preto e o branco. O
macho tem cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas. A fêmea tem o corpo
cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas.

- Padrão Fulvo: semelhante ao padrão canela. A cor predominante no corpo é canela pálida,
com manchas de amarelo suave e com a face amarelo forte. Os olhos são vermelhos.

- Padrão Prata: há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Na


recessiva, os olhos são vermelhos e o cinza do corpo é prateado. As demais características
são iguais à do padrão normal. São raras. Na dominante o tom do corpo é prateado pastel.
Os olhos são pretos, as penas cinza e as faces e a crista são amarelo forte.

- Padrão Cara Amarela: é muito semelhante ao padrão silvestre. A principal diferença é a


cor da bochecha. Em vez de ser vermelha é amarela.

A maioria das Aves de Companhia, nomeadamente os Psitacídeos, não apresenta dimorfismo


sexual, ou seja, o macho e a fêmea apresentam as mesmas características físicas e não nos
é possível diferenciá-los. As diferenças nas cores e padrões podem ajudar, mas nunca
darão 100% de certeza. Um meio seguro para identificar o sexo da sua Calopsita é apalpar
a região anal. Se houver espaçamento entre os ossos ela é fêmea, pois esse espaço é
necessário para por os ovos, e se não tiver espaço entre os ossos é macho. Não é preciso
ter medo de apalpar a Calopsita por que isso não a machucará. Caso você tenha medo de
machucá-la, o melhor é o exame de DNA, que poderá com máxima eficiência determinar o
sexo. Utilizamos o laboratório Exon www.exon.com.br.

Reprodução

A ave se torna sexualmente adulta com 12 meses de vida, e há criadores que só acasalam
exemplares a partir de 18 meses. Antes de um ano, podem ocorrer contratempos no
processo reprodutivo : ausência do casal ou de um dos pares no choco, quebra dos ovos,
ovos não galados, etc. Recomendamos não iniciar criação com aves com idade inferior a 12
meses.

Geralmente não costuma haver incompatibilidade quando se junta um Macho com uma Fêmea,
uns se entrosam rapidamente, enquanto em outros casos pode haver uma demora no aceite
de um pelo outro. Se realmente o casal não se aceitar, o melhor é separá-los e tentar
acasalar com outras calopsitas.

O manejo para formação de casais depende do criador. Há aqueles que deixam as aves em
colônia para se escolherem, e depois separa os casais formados em gaiolas individuais com
ninhos. Outros criadores formam os casais pelas suas características e do que se quer
obter dos filhotes, para depois instalarem em gaiolas.

Após a colocação do ninho, o tempo aproximado mínimo para que a fêmea inicie a postura
dos ovos é de 10 dias, podendo demorar muito mais tempo (dependendo do interesse em
procriar, entrosamento do casal, saúde da ave, e da ave sentir-se segura no ambiente em
que está). No choco, o casal se reveza no ninho : o macho choca durante o dia enquanto a
fêmea a partir do fim da tarde até a manhã seguinte. Alguns casais, principalmente os que
já tiveram filhotes antes, somente começam a chocar quando tiverem sido botados entre 2
a 3 ovos. Portanto, não estranhe o fato de o casal não estar no ninho nos primeiros dias.

Ninho para Calopsita

O período de incubação deva em média de 18 a 23 dias, dependendo da ausência no choco


ou não e variações na temperatura. Deixe uma banheira na gaiola para o casal, a água é
importante para que o casal leve umidade necessária aos ovos.

Um ovo fertilizado (galado) pode ser chocado e com chances de nascimento de filhote, até
por volta de 10 dias da data que foi botado, desde que fique armazenado em temperatura
amena, e que não tenham sido anteriormente chocados mesmo que por pequenos períodos
(exemplo, casais que chocam mas depois de alguns dias abandonam os ovos).

As chances de um ovo eclodir, isto é, de nascer um filhote, depende de alguns fatores :


tamanho (ovo muito pequeno), qualidade da casca (rugosa, fina quebradiça, deformada),
casca suja, manipulação incorreta dos ovos, falta de umidade (tempo seco), etc.

A morte de embrião dentro do ovo pode ter diversas causas : vermes, infecções por outras
doenças, consangüinidade, falta de umidade, contaminação da casca do ovo, etc. A
Calopsita em cativeiro se reproduzem o ano inteiro, mas temos que evitar acasalamento na
época de muda de penas das aves, bem como com temperatura excessivamente quente e/ou
com baixa umidade do ar.

Casca do Ovo

O ovo incubável tem que ter uma casca sem defeitos como: rachaduras, trincas,
rugosidades, deformações;além de ter uma boa calcificação. Internamente, não deve
apresentar manchas, estrias de sangue ou corpos estranhos. A espessura da casaca do ovo
pode variar para menos ou mais em função de alguns fatores como:

• Nutrição - deficiência de mineral na ração, principalmente em relação ao cálcio e


fósforo;
• Idade das reprodutoras - aves mais velhas produzem ovos com casca mais delgada;
• Enfermidades - algumas doenças como a bronquite infecciosa, síndrome da queda de
postura e outras, podem interferir na calcificação da casca.

Descubra o que sua calopsita quer te dizer

Agressivo Assustado ou com medo Atencioso

Falso nervoso Querendo carinho Satisfeito e Alerta


Se mostrando Pedindo algo Se arrumando

Cumprimentando e feliz Extremamente feliz

Viajando com sua Calopsita

A primeira coisa a se fazer é avaliar se a sua ave possui capacidade de adaptação em um


novo ambiente, pois ela poderá ser nova ou velha demais, ou ainda em recuperação de um
período de doença ou simplesmente ser frágil o suficiente e acabar não agüentando a
viagem.

A melhor opção será então procurar um amigo ou até mesmo um hotel para animais que
possatomar conta da sua Calopsita convenientemente. Neste caso, você também terá que
ter alguns cuidados, não basta apenas entregar o animal. Faça um pequeno relatório onde
você poderá descrever os principais pontos de comportamento e histórico clínico da sua
Calopsita, assim como o telefone do veterinário para uma eventual emergência.

O melhor meio de acomodar sua Calopsita durante a viagem seria dentro de uma gaiola ou
um contentor específico para viajar com animais. Este deverá ter o tamanho suficiente para
ela possa se movimentar livremente, mas não voar. As portas deverão estar bem seguras de
preferência com grampos de segurança.
Por fora, você deverá escrever o nome do animal, o seu endereço residencial e um telefone
de contato. Verifique qual o tipo de contentor que as companhias aéreas aceitam, pois elas
costumam ter rígidas normas para esta categoria. E lembre-se que é importante antes da
viagem, habituar a ave a permanecer dentro do contentor. Para evitar risco de perda ou
extravio, além da identificação por fora que já mencionamos, é também de suma
importância colocar no pé de sua Calopsita uma anilha de identificação.

Materiais que você deverá levar consigo durante a viagem- Uma gaiola para manter a
Calopsita durante a estadia no local de destino;

- Comida suficiente para a viagem (e mais se no destino não puder adquirir);

- Água fresca para toda a viagem;

- Recipientes para a comida e água;

- Brinquedos habituais;

- Medicamentos recomendados pelo veterinário;

- Material para a higiene e cuidados do animal (cotonetes, cortador de unhas especial para
aves);

- Estojo de primeiros socorros.

Planeje a viagem com antecedência

Ao planejar sua viagem procure obter o telefone para contato de um veterinário na cidade
de seu destino, também verifique se poderá comprar lá a alimentação necessária.

Escolha um hotel (alojamento) que aceite a permanência de animais (certifique-se sempre, o


melhor mesmo é telefonar com antecedência). Acampar não é uma boa solução de férias
para a sua Calopsita, pois ficará sujeita a potenciais predadores e bem como variações
atmosféricas inesperadas.

Nunca dê á ela calmantes ou tranqüilizantes a menos que tenham sido prescritos pelo
veterinário. Tenha em mente que estes tipos de medicamentos poderão diminuir os fatores
de equilíbrio e reação impedindo assim que a sua Calopsita possa fugir e ultrapassar
eventuais situações de risco durante a viagem.

Nos dias anteriores à viagem não altere as rotinas e a alimentação da sua ave, pois isso
poderá causar um stress excessivo.

Viagens dentro do Estado:

Não é necessária documentação. Procure manter a ave em sua própria gaiola (ave mansa),
desde que seja pequena, para a ave não movimentar-se muito. Forneça alimento e água. As
aves ariscas devem ser colocadas em caixas de transporte apropriadas e com pouca
luminosidade, para evitar ao máximo o estresse da viagem. Evite viagens longas em dias
quentes, se o veículo não possuir ar condicionado. Tenha preferência em viajar à noite
devido a temperatura amena, e em horários que não tenha trânsito.

* Viagens interestaduais:

É necessária a Guia de Trânsito Animal (GTA).Você pode obtê-la no Ministério da


Agricultura (Secretarias de D.A) de sua
cidade. É necessário apresentar o atestado de saúde de sua ave obtida com seu
veterinário. A guia é valida por 4 dias, pode-se obter outra para viagem de volta, caso a
primeira tenha vencido apenas apresente a antiga.

* Viagens aéreas:

Consulte a companhia aérea de sua escolha,Em todos os casos é exigido atestado de saúde
da ave e GTA, bem como caixas de transporte apropriadas e em dimensões especificas. Não
é possível transportar as aves em gaiolas comuns.

* Entrando com aves vindas do Exterior:

É proibida a entrada de aves do exterior devido a ausência de quarentenas autorizadas pelo


MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

* Saindo do Brasil com aves:

É possível, porém necessário verificar com o consulado do país em questão, inclusive as suas
regulamentações sanitárias. Lembre-se que será muito difícil entrar com a ave no Brasil
posteriormente.
Anatomia e fisiologia

Descrição Externa

01 – crista

02 – fronte

03 – cera

04 – maxila (mandíbula superior)

05 – mandíbula inferior

06 – bochecha

07 – garganta

08 – nuca

09 – pequenas coberteiras

10 – coberteiras médias

11 – coberteiras grandes

12 – coberteiras secundárias
13 – coberteiras primárias

14 – rêmiges primárias

15 – rêmiges secundárias

16 – rêmiges terciárias

17 – escapulares

18 – coberteiras inferiores da calda

19 – coberteiras superiores da calda

20 – retrizes laterais

21 – retrizes centrais

22 – dorso

23 – uropígio

24 – tarso

Descrição Interna
Sistema Nervoso

O sistema nervoso é um sistema multicelular e constitui um dos principais sistemas


coordenadores do organismo animal. Nos vertebrados, o sistema nervoso é responsável pelo
contato que o animal tem tanto com o meio externo como com o meio interno. Esse contato
é realizado através de sensores localizados na superfície do corpo,. Já no meio interno é
monitorado é por sensores localizados na nos músculos, ligamentos, vísceras e glândulas
endócrinas (hormônios).

O sistema nervoso é responsável pela manutenção do meio interno. Essa função somente é
possível devido ao fato do mesmo ser composto por células excitáveis, as quais funcionam
como sensores de informações do meio externo (extrínsecas) e meio interno (intrínsecas).
As informações sensitivas são transmitidas ao cérebro e, após processadas, desencadeiam
estímulos para estruturas efetuadoras (músculo liso e esquelético, glândulas endócrinas,
músculo cardíaco e etc.), onde a resposta será executada, havendo dessa forma, ajuste
das funções normais do organismo de acordo com a intensidade do estimulo.

Sistema Digestório

A anatomia do trato digestório das aves domésticas difere notavelmente da dos


mamíferos, principalmente na boca, pela presença do inglúvio (papo) no esôfago e pela
presença de um estomago muscular ou moela.

Bico: (palato superior e inferior) é a principal estrutura que compõe a boca. Esses
juntamente com a língua são importantes no que se refere aos mecanismos de seleção de
alimentos, existindo muitas adaptações desse órgão nas aves. Trabalhos têm mostrado que
as aves apresentam dificuldades em consumir partículas maiores ou menores do que a
dimensão anatômica do bico, e que esse seria um importante fator que influenciaria a
preferência pelo tamanho da partícula.

Esôfago: é o segmento do tubo digestivo que conduz o alimento da boca para o estomago.
É um segmento relativamente longo, com glândulas mucosas para a lubrificação. Possui uma
dilatação chamada de inglúvio ou papo que o originário da distensão da parede ventral do
esôfago e possui revestimento similar. No papo o alimento é umedecido e amaciado, mas
pouca ou nenhuma digestão é realizada.

Estômago Muscular ou Moela: é altamente especializado para trituração de alimentos duros


ou para misturar as secreções digestivas com alimentos em espécies carnívoras.

Intestino Delgado: em forma de “U”, envolve o pâncreas e é denominado duodeno e suas


propriedades são (secreção, digestão e absorção). A maioria do processo de digestão e
absorção ocorre no lúmen do intestino, sob influência das enzimas digestivas.

Intestino Grosso: é relativamente curto e sem demarcações definidas, sendo dividido em


ceco, colón/reto e cloaca. A inervação do trato intestinal é composta por fibras, que tem
como função transmitir estímulos gerados no trato digestivo, impulsos ao sistema nervoso
central para controle da atividade visceral.

Fígado: produz e secreta a bile que contém sais biliares necessários para à emulsificação e
digestão das gorduras.

Por todo o trato gastrointestinal, as glândulas secretoras atendem a duas funções


primárias: primeiro as enzimas digestivas são secretadas em quase todos os segmentos,
desde a boca até a extremidade distal do íleo; segundo, as glândulas mucosas presentes
desde a boca até a cloaca, fornecem muco para lubrificação e proteção de todas as partes
do trato digestivo. Essas secreções são produzidas pelas glândulas salivares, proventrículo,
pâncreas, fígado e pelo próprio intestino, que são capazes de fornecer diferentes tipos de
produtos responsáveis pela digestão dos nutrientes.

Sistema Reprodutor

Os órgãos reprodutivos das aves domésticas possuem vários aspectos característicos. As


características mais marcantes do trato reprodutivo da ave macho são a localização, forma
e tamanho dos testículos e ausência de pênis. Já nas fêmeas, os órgãos genitais estão
constituídos pelo ovário esquerdo, o direito sofre atrofia, e pelo oviduto, estando o útero
e a vagina incluídos. A cloaca participa como órgão de cópula e excretor. Outro importante
aspecto da reprodução das aves o fato dessa caracterizar-se pela ovovivipariedade. Nessa
modalidade reprodutiva, a prole descendente abandona o corpo materno após um período
muito curto de desenvolvimento embrionário e submete a maior porção de seu
desenvolvimento fora do corpo. Para satisfazer às necessidades impostas pela
ovovivipariedade, a ave faz a maioria de seu trabalho reprodutivo antes da postura do ovo,
porque ela fornece todos os nutrientes necessários para criar e sustentar o crescimento
embrionário e fetal. Para isso, o ovo contém nutrientes na gema e na albumina, água e
envolto por membranas e uma casca protetora.

O oviduto pode ser subdividido em cinco regiões funcionais a partir do final do ovário:
infundíbulo, magno, istmo, útero ou glândula da casca e vagina.

1. Infundibulo
2.Ovario
3.Ovócito
4.Magno
5.Istimo
6.Utero
7.Vagina
8.Cloaca
9.Proctodeo
10.Urodeo
11.Abertura do Trato
12.Abertura do ureter
13.Reto
14.Coprodeo
15.Reto
16.Ceco
17.Duodeno
18.Pancreas
19.Ileo
20.Ventriculo
21.Proventriculo
22.Esofago

Tem sido mostrado que o infundíbulo engloba o folículo antes da ovulação e toma forma
arredondada quando o óvulo é liberado. Assim o conceito de um ovo que “cai” do ovário não
é necessariamente exato. Quando um óvulo vai ser transformado em um ovo fértil, a
fertilização ocorrerá no infundíbulo, e uma vez que tem inicio a estratificação das camadas
de albumina sobre a gema, a fertilização torna-se impossível.

O trato genital masculino das aves é formado pelos testículos, túbulos seminíferos
(epidídimo e ducto deferente) e aparelho copulatório. As gônadas dos machos, testículos,
têm como função principal produzir espermatozóides, além de produzir hormônio que dão
características do sexo masculino. Cada canal deferente penetra em uma papila a qual
ejeta o sêmen para dentro da cloaca.
Aparelho Copulatório - As aves apresentam um aparelho copulatório localizado na
extremidade caudal da cloaca que se encontra escondido por uma prega ventral no ânus em
animais fora da excitação. O aparelho copulatório consiste de:

1 par de papilas do ductos deferentes

1 par de corpos vasculares

1 par de pregas linfáticas

1 corpo fálico dividido em uma porção mediana (1 a 3mm no galo e em torno de 5cm no
pato) e duas laterais (Direita e Esquerda).

O macho não tem pênis, mas sim um falo erétil. Esse é pequeno e não funciona como órgão
penetrante, sendo o sêmen transferido para a fêmea pelo contato rápido do falo
rudimentar com a vagina invertida.

Fecundação do Ovo

Em toda a vida animal a reprodução se processa através do ovo, sendo que no caso das
aves o ovo apresenta peculiaridades próprias, dentre elas o seu tamanho, que inclusive
supera em muito o ovo dos mamíferos, este fato deve-se aos ovos das aves conterem
reservas alimentares que serão usadas pelo embrião durante o seu desenvolvimento até a
sua completa formação, que compreende o momento da postura até a eclosão, já que este
desenvolvimento se processa fora do corpo da ave.

O ovo se desenvolve no ovário do pássaro a partir da célula reprodutora chamada óvulo que
é envolvido pelo folículo que se prende ao ovário por um pedículo. Para facilitar o
entendimento imagine um cacho de uvas em que os talos são os pedículos e as uvas os
folículos contendo o óvulo.

No ovário encontram-se vários óvulos que se desenvolvem no momento em que as fêmeas


atingem a maturidade sexual e “APRONTAM” Neste momento inicia-se a Solicitação de
Cópula por parte da fêmea que se coloca em posição característica para que o macho
efetue a monta e a fertilize, logo após a Cópula as fêmeas entram em “Tremulação da
Plumagem” neste momento ocorre o rompimento do folículo e o ovo se desprende do ovário
sendo recolhido pela trompa e fecundado na parte superior do oviduto daí a necessidade da
tremulação das asas por parte das fêmeas. Uma única célula masculina fecunda todas as
células femininas a união destas células causam a fecundação e em seguida o
desenvolvimento do embrião. Baseado no exposto recomendamos apenas duas cópulas com
intervalo de oito horas entre elas como sendo mais que suficiente para uma fertilização
segura. A célula fecundada logo começa a se dividir, muitas divisões ocorrem Andes do ovo
ser posto. Do momento da fecundação ocorrida no oviduto superior, até a formação da
casca no oviduto inferior, o ovo percorre todo o oviduto em aproximadamente vinte e
quatro horas é neste percurso que ocorrem os problemas de retenção do ovo.

Oviduto

Após a fecundação no oviduto superior, os ovos iniciam uma corrida pelo pavilhão do oviduto
para se processar a completa formação do ovo, como se fosse uma linha de montagem.

À medida que a gema vai sendo impelida através do oviduto vai recebendo as diversas
camadas de clara em torno da gema até chegar no oviduto inferior para receber a casca
composta de Carbonato de Cálcio, todo o processo é concluído em no máximo vinte e quatro
horas para a postura do primeiro ovo. Caso esta previsão não se concretize, providências
imediatas se fazem necessárias no intuito de promover a expulsão do ovo em questão.
À medida que a gema vai sendo impelida através do oviduto vai recebendo as diversas
camadas de clara em torno da gema até chegar no oviduto inferior para receber a casca
composta de Carbonato de Cálcio, todo o processo é concluído em no máximo vinte e quatro
horas para a postura do primeiro ovo. Caso esta previsão não se concretize, providências
imediatas se fazem necessárias no intuito de promover a expulsão do ovo em questão.

Desenvolvimento do embrião de galinha

Sistema Respiratório

O sistema respiratório das aves apresenta pulmões que não se expandem ou se contraem
durante o ciclo respiratório e sacos aéreos complacentes que agem para ventilar os
pulmões. Assim, os pulmões apenas realizam troca dos gases, não modulando o volume de
ar corrente de cada ciclo respiratório, como nos mamíferos.

Os pulmões das aves são rígidos e pouco flexíveis, não tem diafragma e os pulmões não
colapsam quando em contato com a atmosfera.

Os brônquios comunicam-se com os sacos aéreos distribuídos na cavidade torácico-


abdominal. Tanto os sacos craniais como os caudais estão conectados com os pára-
brônquios, que são estruturas onde efetivamente ocorrem as trocas gasosas. Nas aves
domésticas, o pulmão verdadeiro, ou seja, no qual há troca gasosa, é formado pelo
paleopulmo e neopulmo.

As aves não possuem diafragma, assim, os músculos inspiratórios e expiratórios, dos quais
ambos os conjuntos são ativos durante o ciclo respiratório, fornecem energia para variar o
volume.

Portanto, o arranjo anatômico dos pulmões das aves separa a função de troca gasosa
(paleopulmo e neopulmo) da função ventilação (sacos aéreos), fazendo com que as aves
sejam “artificialmente” ventiladas através de um fluxo continuo, pois ocorrem trocas
gasosas tanto na inspiração como na expiração.
Aparelho Respiratório das Aves
Sistema Renal

Os rins das aves, são encarregados de um conjunto diversificado de responsabilidades na


manutenção da homeostasia orgânica. O rim não deve apenas filtrar o sangue a fim de
excretar resíduos metabólicos, mas também recuperar as substâncias filtradas necessárias
ao organismo, incluindo proteínas de baixo peso molecular, água e eletrólitos. Deve ainda
identificar quando a água e eletrólitos específicos estão presentes em excesso e responder
deixando reabsorver ou secretando tais substâncias. Além disso, a produção e liberação de
hormônios pelos rins desempenham um papel vital no controle da pressão sanguínea
sistêmica e da produção de hemáceas. Para atingir esses objetivos, os rins são compostos
de uma grande variedade de tipos celulares, cada um deles dotado de um conjunto
individual de funções e destinado a responder, conforme as necessidades, a uma bateria
complexa de sinais diretos e indiretos.

As diferenças em relação aos mamíferos incluem a presença de dois tipos principais de


néfrons (que são unidades funcionais dos rins), a presença de um sistema porta renal, a
formação de acido úrico em vez da uréia como principal produto final do catabolismo do
nitrogênio e modificação pós-renal da urina uretral.

Cada rim é dividido em três lobos:cranial, médio e caudal. Cada lóbulo consiste de duas
partes:o córtex e a medula. As aves não possuem bexiga e, portanto, não produzem uma
urina aquosa como o mamífero, ela excreta os uratos que são adicionados as fezes como
uma mancha branca. Assim, os ureteres transportam a urina dos rins direto para cloaca,
que o local de depósito dos órgãos urinários.

Sistema Cardiovascular

No sistema cardiovascular das aves, bem como nos mamíferos, o coração impulsiona o
sangue através dos vasos sanguíneos e um padrão circulatório. O coração, nas aves, é
proporcionalmente maior em tamanho, bate mais rápido e bombeia uma maior quantidade de
sangue por unidade de tempo, quando comparado com mamíferos de peso semelhante. Já o
sangue funciona como meio de transporte dos substratos necessários para o metabolismo
de cada célula do organismo, bem como carreia produtos do catabolismo para serem
eliminados. O sangue também transporta hormônios e ajuda a regular a temperatura
corporal. O coração das aves é localizado no tórax, com pequeno desvio à esquerda da
linha mediana.

A freqüência cardíaca (batimentos/minutos) varia de 250 a 550 batimentos/minuto, em


função das condições que a ave é submetida.O coração é uma bomba mecânica que
impulsiona o sangue através dos vasos sanguíneos. Essa bomba trabalha em ciclo, primeiro
enchendo-se de sangue e, então esvaziando-se. Porém, cada contração cardíaca é iniciada
por um potencial de ação elétrico no interior das células musculares cardíacas.

Quando da excitação cardíaca, ocorre despolarização das células e conseqüente contração


muscular (sístole). A seguir ocorre a repolarização com relaxamento muscular (diástole),
essas atividades podem ser registradas o compõem o chamado eletrocardiograma.

O sistema circulatório das aves, bem como dos mamíferos, é um sistema fechado, ou seja,
o sistema arteriovenoso/coração possui um volume de sangue que é fixo, representando
aproximadamente 7% do peso corporal do animal. Esse fato implica que caso haja
necessidade de maior demanda no tecido periférico , o trabalho do coração tem de
aumentar, a fim de que o sangue passe um número maior de vezes pelo pulmão para
oxigenação, pois não existe a possibilidade de aumento agudo no volume sanguíneo para
atender a maior demanda tecidual de oxigênio. Várias são as ocasiões que o volume
cardíaco tem de aumentar para atender as necessidades do animal, por exemplo: durante a
fase rápida de crescimento, rações excessivamente energéticas, estresse pelo calor.
Coração= 4 câmaras separadas = 2átrios(ou aurículas) + 2ventrículos.

Os glóbulos vermelhos são ovais e nucleados.

O arco aórtico é único e projetado para a direita.

O coração é assimétrico, sendo o lado esquerdo cerca de 3 vezes maior.

Circulação dupla:02 veias cavas anteriores + 01 veia cava posterior →aurícula direita
→ventrículo direito →artéria pulmonar →pulmões →veia pulmonar →aurícula esquerda
→ventrículo esquerdo →arco aórtico direito →artérias: carótida (pescoço e cabeça) +
branquial (asa) + peitoral (músculos do vôo) + aorta dorsal (órgãos internos) →veias cavas.

As duas cavas anteriores coletam o sangue da parte anterior da ave.

Uma única veia cava posterior é formada por duas grandes veias ilíacas que drenam o
sangue das patas posteriores e do corpo.

Calopsita doente?

Calopsita doente?

Os pássaros selvagens possuem um interesse primário e vital: se proteger dos predadores.


Uma doença ou lesão os torna alvos muito mais fáceis. Assim, no curso da evolução, as
aves “aprenderam” a disfarçar suas doenças. Por esta razão, quando um pássaro mostra
sinais da doença, eles já estão doentes a algum tempo. É importante, por isso, aprender a
reconhecer os sinais precoces de problemas.

Muitos proprietários lamentam, às vezes, mortes súbitas de suas Calopsitas, e se


perguntam porquê. Mas quando questionados sobre sinais ou sintomas específicos, a maioria
admite mudanças, ainda que não soubessem que isso poderia indicar um problema. Por isso,
é vital conhecer os hábitos e comportamento de sua Calopsita, para saber quando ela esta
agindo diferente.

Também é vital olhar diariamente as fezes, de modo a detectar variações na cor,


quantidade e consistência.

Deve-se sempre observar:

- Mudanças no comportamento: Calopsitas independentes se tornam mais carentes, ou mais


amorosas se tornam retraídas, ou uma Calopsita normalmente brincalhona perde interesse
por seus brinquedos ou se elas tornam-se encorujadas (com aparência de estarem
“infladas”, com as penas eriçadas), com asas caídas, desatentas, abatidas, sonolentas
(olhos fechando constantemente), ficam no fundo da gaiola ou sentados no poleiro, postura
baixa no poleiro (quase horizontal);

- Mudanças no conteúdo fecal: excrementos normais, em um Calopsita, são fezes verdes


(maior parte: porção intestinal) com urato branco ou creme seco e pastoso e urina incolor
(parte renal), na quantidade de 25 a 50 por dia. Se as fezes se tornarem pretas,
aquosas, ou de qualquer outra cor sem que haja mudança na alimentação, ou se elas
diminuírem muito em quantidade, é um problema;

- Mudanças na aparência e atitude: mudanças no apetite (perda ou aumento), maior


ingestão de água, mudanças ou perda da voz, mudas prolongadas (com penas perdidas e não
repostas), hábito de arrancar ou mastigar as penas (auto-mutilação). Cauda batendo
(acompanhando a respiração), fraqueza, vacilos freqüentes da cabeça, olhos com aparência
cansada, respiração ofegante e dificultosa ou mais forte que o normal, secreção ao redor
das narinas ou olhos, barulhos ao respirar (chiados ou espirros), penas manchadas de
marrom acima das narinas (sinal de nariz escorrendo), vômito, diarréia, cloaca suja,
inchaços,desidratação, pés gelados;

Qualquer sinal de alteração na sua Calopsita deverá ser levado a sério, procurando-se um
veterinário de aves rapidamente, pois as aves, após o desenvolvimento da doença, podem
morrer rapidamente se não tiverem auxílio profissional.

Consumo de água

Água é essencial para qualquer ser vivo. As aves a absorvem das frutas, vegetais e da
água que bebem. Um canário morre em um dia sem água. As calopsitas, em razão de seu
habitat em terras secas da Austrália, conseguem ficar um pouco mais sem água, mas não é
bom testar isso.

As calopsitas bebem ao redor de uma colher de chá por dia. Mantenha sempre água limpa
e fresca, todos os dias.

Estresse, tempo quente, aumento de atividade ou exercícios físicos, diarréia e certos


medicamentos (como antibióticos) podem fazer com que sua ave beba mais água.Também
bebem mais água quando estão alimentando filhotes.

Mas um consumo excessivo de água pode indicar doenças graves, como diabetes, doenças
do fígado e rim, infecções urinárias ou peritonite.Caso a sua Calopsita pareça saudável,
apesar de beber mais água, não se preocupe.

Mas se há algum sinal de doença ou se você está realmente preocupado com a quantidade
de água consumida, procure um veterinário.

As Calopsitas, tal como outras aves, transpiram ao ofegar, causando perda de calor e
água. Assim, se ela está em um ambiente quente ou com incidência solar direta, isso
acarretará aumento no consumo de água, em razão da perda excessiva.

Perda de Apetite

Mudanças no apetite podem ser resultantes de estresse (causado por mudanças, como
novos barulhos, nova gaiola, novos membros na família, nova comida) ou ambientes quentes.

Se a sua Calopsita não se alimenta bem um dia ou outro, mas permanece alerta e ativa
isso não é motivo para preocupação.

No entanto, uma queda no apetite pode ser um indicador de problemas. É importante


lembrar que as aves, principalmente as de menor porte, possuem um metabolismo muito
rápido, e por isso se alimentam com muita freqüência, várias vezes ao dia.
Uma ave doente que não come direito não consegue manter sua temperatura corporal, e
então ela fica encorujada, para manter-se aquecida.

Se a sua Calopsita se recusa a comer por mais de dois ou três dias, talvez seja necessário
forçar a alimentação com papinhas de filhote, como se faz com filhotes alimentados na
mão.

Se você conseguir alimentar sua Calopsita com uma colher e preenchendo o papo ao menos
parcialmente, não há problemas.

Mas se você não consegue isso, é necessário usar sondas para injetar o alimento direto no
papo, mas isso requer material e ajuda profissional.

Aumento no Apetite

Aumento nos exercícios, queda de temperatura, postura de ovos ou alimentação de filhotes


provocam nas aves um aumento da necessidade normal de comida, especialmente calorias e
proteínas. Nesses casos, não é necessário se preocupar.

No entanto, um aumento no apetite poderá indicar diabetes (os sinais iniciais de diabetes
são aumento no consumo de alimento e água, perda de peso e fezes mais líquidas), vermes,
giardíase, problemas pancreáticos, intestinais ou hepáticos. Em qualquer caso, se houver
sinais de doença, procure um veterinário.

Perda de Peso

As Calopsitas perdem peso se elas queimam mais calorias do que ingerem, por excesso de
exercício, estresse, ou diminuição do apetite. O peso de uma calopsita pode variar, e o
que você acha ser baixo peso pode ser normal. Abaixo, veja o peso esperado de uma
calopsita.

Idade Peso (em gramas)

0-2 dias (4-6)

3-6 dias (5-12)

1-2 semanas (12-45)

2-3 semanas (45-72)

3-4 semanas (72-108)

4-5 semanas (80-120)

5-6 semanas (80-90)


6-7 semanas (80-95)

7-Adulto (90-110)

Calopsitas realmente abaixo do peso são facilmente reconhecíveis, pois perdem gordura e
músculos na região peitoral, fazendo com que a quilha se torne muito proeminente. Nesse
caso, a perda de peso deve ter causas patológicas, como problemas no pâncreas, fígado e
intestinos (nesses casos, a comida não é absorvida corretamente), problemas renais,
diabetes, giardíase, vermes, coccidiose e mais uma lista imensa.

O que se pode fazer caseiramente é observar se a ave não está gostando da alimentação,
ou se um alimento novo não foi bem aceito.

Tente aumentar a quantidade de comida, ou troque por algo que ela goste mais.

Ganho de Peso

Uma calopsita obesa poderá apresentar muitos problemas de saúde, incluindo dificuldade
em respirar, estresse, diabetes, problemas cardíacos e hepáticos.

As causas da obesidade poderão ser muitas, como ingestão de calorias em excesso, falta
de exercícios, hereditariedade, hipertireoidismo, falta de lípase (enzima responsável pela
queima de gorduras). No entanto, muitos problemas que ocorrem na região abdominal e
peitoral podem ser confundidos com obesidade.

Entre estes, estão tumores benignos, hérnia, ovo preso ou ascite (fluído no abdômen). Se
as hipóteses de problemas de saúde e hormonais estiverem descartadas, o ideal é
submeter sua calopsita a uma dieta (redução mínima de 25%) e aumento na atividade
física.

Aleijamento

Por definição, uma ave aleijada é aquela que não possui, ou não consegue usar, uma ou as
duas pernas.

As causas mais comuns são: infecção, dor nos pés, deslocamento, fratura, luxação,
torção, queimadura, falta de exercício, pressão do nervo ou vaso que irriga a perna,
deficiência nutricional, artrite, poleiros inapropriados, lesões nervosas.

Geralmente, quando as causas não são nervosas, problemas nos membros são causados por
poleiros inadequados ou sujos.

Poleiros muito pequenos promovem o crescimento das unhas, e essas podem quebrar ou
enroscar na perna, causando dor e lesões, inclusive fraturas. Poleiros sujos, enrugados ou
molhados podem irritar o pé da ave; nesse caso, lave a região irritada com água morna e
passe alguma pomada tópica. Os poleiros devem estar sempre secos e limpos e devem ser
de vários tamanhos, para que a ave exercite a musculatura do pé.

Em qualquer caso, ainda mais se você achar que a causa é nervosa ou por lesão, procure
ajuda médica.

Alergias

Muitos produtos podem causar alergias em Calopsitas.

Os sintomas mais comuns são flatulência, inflamação da cloaca ou espirros freqüentes.

É muito importante que você tente achar a causa: algum lençol ou cobertor que cobre a
gaiola, flores ou plantas, sprays, produtos de limpeza, alguma comida, cigarro ou fumaças
em geral são as causas mais comuns.

Inchaços

Geralmente, inchaços ou caroços que surgem nas aves são benignos, e causados por
traumas. Por exemplo, se sua ave voar de encontro a algum objeto e bater com força,
pode desenvolver um hematoma, que irá desaparecer com o tempo.

Mas há várias outras causas, como abscessos, cistos, gota/artrite, incrustações no bico e
olhos (geralmente causados por sarna), depósitos de gordura sob a pele, e até tumores.

Os abscessos são inchaços quentes, doloridos, avermelhados e duros ao toque, causados


por deposição de pus (em decorrência de alguma infecção bacteriana) e geralmente
encontrados embaixo dos olhos, pés e bico.

Se não tratados, a infecção poderá se espalhar por órgãos vitais, como pulmões, coração,
rins e cérebro, através da corrente sanguínea.

O ideal é procurar ajuda médica, para administração de antibióticos.

Careca

A mutação lutino é bem conhecida pelo seu defeito genético de gerar calopsitas carecas
(algumas mais, outras menos).

Mas a perda de penas na cabeça pode ser também devido a outras calopsitas agressivas;
nessecaso, a única solução é separar as aves.

Há uma doença séria, denominada PBFDS (do inglês psittacine beak and feather
diseasesyndrome) que promove crescimento anormal de penas (deformadas, enroladas,
comprimidas ou unidas) na cabeça e no corpo, além de provocar queda do sistema
imunológico, pneumonia,hepatite e problemas gastrointestinais.

Regurgitação

A regurgitação nada mais é do que a expulsão do conteúdo do papo.

As causas mais freqüentes para isso são comportamentos de corte e nidificação, bloqueio
do trato digestivo superior, aumento das glândulas tireóides e infecções no papo,
envenenamento por metais ou produtos químicos.

Mas algumas calopsitas podem regurgitar para um brinquedo, espelho ou para uma pessoa,
na tentativa de alimentá-los. Isso é uma profunda demonstração de carinho.

A regurgitação também poderá ocorrer por um bloqueio no papo, ao engolirem algum objeto
que obstrua seu trato digestivo ou pelo consumo excessivo de areia (elas geralmente
ingerem pedregulhos para ajudar na digestão, quando estão com alguma indisposição
gastrintestinal).

Nesse caso, algumas gotas de óleo mineral e massagem no papo ajudam. Outra causa
comum é o aumento da tireóide, principalmente se a dieta for pobre em iodo.

Diarréia

É um dos problemas mais comuns nas aves, e podem ser um prenúncio de problemas graves.

Um excremento normal consiste em uma mistura de fezes (a parte verde e firme) e urina
(constituída da urina em si, liquida, e de uratos, mais consistentes e brancos).

A diarréia pode ser causada por problemas no trato digestivo e órgãos associados
(pâncreas e fígado) ou urinário, por infecções bacterianas, psitacose, giardíase,
candidíase, mudanças na dieta (principalmente pela ingestão de frutas), medicamentos e
estresse.

Se a diarréia for isolada, e sua ave estiver alerta, sem mudanças no comportamento, não
se preocupe muito. Administre soro caseiro três vezes ao dia, para cortar a diarréia, ou
dê 2 gotas de pepto-bismol, duas vezes ao dia.

Remova frutas e vegetais da dieta por um tempo. Mas se a diarréia perdurar e sua ave
apresentar qualquer outro sinal estranho, procure um veterinário com urgência, pois poderá
ser alguma doença em estado já avançado.

Espirros e secreções nasais

Espirros poderão ser causados por irritações passageiras e alergias, mas também podem
ser sinais de problemas respiratórios.

Nesse caso, podem ser acompanhados de tosse (é possível ouvir chiados vindos da
garganta) e inflamação na garganta (mudanças na voz ou canto).

Quando as narinas estão com alguma secreção, as penas acima das narinas ficam
amarronzadas.

Esse problema pode ser causado por sementes ou algum objeto que entrou nas narinas,
irritação causada por aerossóis ou infecções.

Uma infecção respiratória tem como sinais secreção nasal e ocular, penas eriçadas,
letargia, arrepios e respiração ruidosa ou com dificuldade. As causas mais comuns de
infecções são variações grandes de temperatura no ambiente.

É proibido deixar sua ave ao lado de aquecedores de ar ou ar-condicionado, ou ainda


deixá-la em locais com correntes de ar ou exposta a chuva.

Se o problema é algum objeto nas narinas, tente retirá-lo cuidadosamente com cerdas de
escova ou cotonete.

Respiração curta

A respiração rápida e curta pode ser provocada por altas temperaturas; a ave respira de
modo ofegante para se refrigerar.

Elas também têm esse comportamento quando estão assustadas ou nervosas.

Em todos estes casos, basta deixá-la em um local ventilado ou deixá-la se acalmar que
sua respiração voltará ao normal.

Mas se sua ave realmente está com dificuldades em inspirar e expirar, pode haver alguma
obstrução no peito, pulmão ou vias respiratórias.

Você pode identificar algum problema respiratório quando observar sua ave no poleiro e seu
rabo estiver mechendo conforme sua respiração.

Por exemplo, um aumento abdominal causado por tumor, peritonite (causada por ovo preso)
ou ascite podem impedir a expansão total da caixa torácica.

A dificuldade em respirar também pode ser causada por infecções bacterianas ou por
fungos e ácaros.

Em todos esses casos, o ideal é ter ajuda veterinária.

Problemas no bico
Um bico para uma Calopsita é imprescindível: é com ele que a ave come, bebe, se defende,
sente o mundo, e se movimenta.

Um pássaro com bico defeituoso é infeliz e bravo.

Além disso, se o problema impossibilitar que ele coma, ele poderá até mesmo morrer.

Há várias doenças que podem afetar o bico, alterando a cor, provocando quebras,
crescimento anormal, deformações, lesões e tumores. Deficiências nutricionais (proteínas
em falta e vitamina A em excesso) e infecções bacterianas também causam problemas.

Quando uma Calopsita é jovem e fratura o bico superior, o tratamento dá resultados


satisfatórios. Você pode envolver o bico com fita adesiva por 3 semanas, período em que
ocorre a cicatrização.

Se ocorrerem quebras, estas não afetam a alimentação, elas irão ser reparadas com o
tempo, e intervenções não são serão necessárias.

Papo estagnado

Parada gastrointestinal (slow gut): ocorre quando o papo se esvazia muito lentamente e o
trato digestivo inteiro fica lento. Isso é causado por papo azedo, comida muito fria, muito
grossa, ou por papos alargados por superalimentação. A primeira coisa a ser feita é
verificar se a ave está eliminando fezes (isso é um bom sinal, pois indica que o trato
digestivo não está totalmente parado). Todo o processo a seguir deve ser feito em um
local quente, para que a ave não tenha uma hipotermia, e deve ser feito apenas por um
veterinário ou alguém que saiba o que está fazendo.

Se o papo está apenas um pouco cheio, e já é hora da próxima refeição, injete com sonda
10 ml de Pedialite e massageie com cuidado o papo. Se funcionar, a ave irá defecar em 1
hora. Repita até que o papo fique totalmente vazio. Só aí dê alimento normalmente.

Se o papo, ao contrário, não esvazia nem um pouco, será necessário esvaziar e limpar, com
a ajuda de uma seringa e sonda próprias. Ao esvaziar o papo, analise o conteúdo: se
houver grumos brancos, provavelmente é uma infecção por Candida; se for viscoso e
fedido, é problema de infecção bacteriana. Para lavar o papo, misture Nolvasan com água
morna (104 F) e injete 10 ml, deixando por 2 min, removendo em seguida. Repita o
procedimento até que essa água volte limpa. Coloque 5ml de Nystatin no papo (para
combater a infecção por fungos) e, após 5 minutos, mais 5 ml de Pedialite morno (contra
desidratação) ou água morna. Após 2-3 horas, dê uma quantidade pequena de papinha,
bem diluída, e espere ver se a ave elimina fezes. Se isso não ocorrer, a única solução é
correr para o veterinário.

Retenção de Ovo
No momento da fecundação o ovo tem a forma de uma esfera, e desloca-se com muita
facilidade pelo oviduto, à medida que vai recebendo seus componentes tais como: Gema,
Clara, Membranas e Casca sofre gradualmente uma transformação da forma esferoidal do
início, para a forma ovóide que nós conhecemos dotada de duas extremidades ou pólos que
lhes confere uma estrutura bastante resistente e anatomia escorregadia resultante das
tensões exercidas pelo oviduto durante a sua expulsão em direção ao orifício exterior de
saída.

As extremidades ou pólos do ovo estão dispostas segundo o processo de expulsão


submetido pelo oviduto, sendo uma extremidade pontuda e a outra rombuda, a pontuda
denominaremos de vértice e a rombuda de coroa do ovo. Durante o deslocamento,
mediante a aplicação de tensões oriundas da constrição do oviduto conforme Ilustração-01
aonde o ovo é empurrado em direção ao orifício de saída aonde podemos ver as contrações
do oviduto para expulsa-lo, nesta fase o ovo já se encontra completamente formado,
sendo que só no final do oviduto receberá a casca Calcária.

Podemos ver o ovo da esquerda completamente formado no interior do oviduto, nesta fase
ainda não recebeu a casca calcária, o ovo do centro representa o deslocamento do ovo da
esquerda que está sendo empurrado pelas paredes do oviduto mediante um sistema de
músculos constritores que exercem pressão “MONO POLAR” sobre o vértice do ovo, esta
pressão produz o deslocamento do mesmo no interior do oviduto até alcançar o orifício de
saída situado na cloaca.

O ovo da direita mostra que o oviduto continua exercendo esforços de constrição pela
redução interna do conduto, resultando em contrações que impelem o ovo para a parte
final do oviduto aonde receberá a casca calcária e em seguida será expelido para o
exterior resultando na postura

Comumente os criadores de curiós costumam dizer que o ovo atravessou ou encontra-se


atravessado, já percebemos pelo o que, até agora foi demonstrado, que tal afirmação não
procede, não tem como o ovo atravessar no oviduto.

A retenção ocorre quando os músculos constritores exercem pressão “BIPOLAR”, ou seja,


a mesma pressão que é exercida no vértice para desloca-lo em determinado sentido é
também exercida na coroa produzindo o mesmo deslocamento só que em sentido contrário,
logo, uma força anula a outra não produzindo deslocamento algum. Podemos visualizar os
efeitos da pressão bipolar dos músculos constritores na Ilustração - 02 bem como a
retenção do ovo.

Consideramos ainda pela freqüência que ocorre o caso em que, a deficiência de cálcio na
alimentação, ou mesmo a precocidade sexual de algumas fêmeas muito jovens bem como
fêmeas em fim de vida produtiva (matriz velha) propiciam a formação de “OVO MOLE” ou
seja, a casca do ovo não endurece durante o processo de sua formação não oferecendo
reação ao esforço de constrição, em conseqüência não há o deslocamento natural, este
fato e originado pela “PRESSÃO CENTRADA” que o oviduto exerce sobre o “OVO DE
CASCA MOLE” que o deforma, impedindo o seu deslocamento conforme observamos na
Ilustração-03.

De alguma forma todos os criadores enfrentarão problemas relacionados à postura de ovos


por parte de suas matrizes, em última estância enfrentarão situações de dúvida em
relação à cronologia que envolve o período que vai desde a cópula até a postura, via de
regra este período varia provocando incertezas quanto ao momento da postura, quando
devemos interferir e como fazer esta interferência. O criador precisa a princípio adquirir
conhecimentos mínimos do que está acontecendo no interior do sistema reprodutor enquanto
observa externamente o comportamento e sintomas apresentados pela fêmea, este
relacionamento entre o observado externamente (sintomas) com o interno oculto é
fundamental para uma tomada de posição frente a uma retenção de ovo por parte da
fêmea.

Antes de descrever o método pelo qual o criador fará a intervenção, julgo indispensável à
obtenção de um diagnóstico do problema com extrema precisão, para tanto o criador em
especial os principiantes precisam adquirir os conhecimentos necessários a produção do
“Diagnóstico Diferencial” e comparativo com situações de normalidade descritas a seguir.

Quando as fêmeas se abaixam e emitem um som indicam o amadurecimento sexual, é nas


adultas o início do “APRONTAMENTO”. Paralelamente, transformações internas se
processam para que se possa observem tais comportamentos externos. Neste momento,
ocorre internamente o amadurecimento do óvulo, a cápsula ovária (folículo) presa ao ovário
rompe-se e o óvulo cai na trompa (primeira parte do oviduto aonde se processará o seu
encontro com os espermatozóides.

Neste momento ocorre internamente a queda do ovo na Cavidade Geral (Trompa) aonde se
processará a fecundação do óvulo por apenas um único espermatozóide (o mais vigoroso que
chegar primeiro ao óvulo) colocado pelo macho na cloaca da fêmea, e numa maratona
deslocam-se subindo o oviduto para atingir o óvulo e fecunda-lo, estes são impulsionados
pela Tremulação da Plumagem, que nada mais é que o elemento propulsor dos
espermatozóides que sobem pelo oviduto até atingir o óvulo e fecunda-lo.

Ao penetrar no óvulo este se recobre de uma película que impede a entrada de outros e,
inicia-se a fecundação interna com o surgimento do blastoderma ou núcleo de segmentação
que se divide em dois, quatro, oito, 16 partes e assim por diante iniciando-se desta forma
a vida embrionária. O ovo é então impelido para o exterior mediante os esquemas das
Ilustrações 01, 02, e 03.

Neste momento externamente observamos ao olhar a fêmea de frente um certo volume no


“oveiro” é a presença do ovo que será expelido para o exterior através do orifício anal.
(Posto o ovo, ele manterá as suas faculdades germinativas do blastoderma por algum
tempo, já obtive bom resultado até com 10 (dez) dias, devemos vira-los diariamente e
mantê-los a baixa temperatura (22°C) com umidade controlada). Geralmente a postura
ocorrerá sem problemas nas próximas 24 (vinte e quatro) horas e pela manhã, caso não
ocorra, e a fêmea não apresente acentuado sintoma de prostração, não temos com que nos
preocupar, tristeza moderada é normal, a postura ocorrerá até com 48 (quarenta e oito)
horas (observar ilustração-01) caso contrário, surgirá fatalmente os sintomas de
Prostração que se nada for feito por parte do criador evoluirá para uma Pré Coma, seguida
de Coma e Óbito.

Dois casos distintos de “Retenção de Ovo” tem sido observados e estudados, na


Ilustração-02 Pressão Bipolar e na ilustração-03 Pressão Centrada (ovo de casca mole) o
criador poderá lançar mão da técnica conhecida como Método da Impulsão Externa, para
indução da postura que descreveremos a seguir.

Indução da Postura

Decorridas 24 horas da cópula ou 72 horas como limite máximo, cabe-nos observar se a


fêmea apresenta tristeza acentuada, geralmente acompanhada de respiração ofegante,
plumagem grossa (embolada), e se estiver sobre o fundo da gaiola não reagindo a ser
colhida com a mão, em caso afirmativo, trata-se de caso clássico de Retenção de Ovo.
Este diagnóstico não falha. Os sintomas poderão ocorrer na postura do primeiro ovo, no
entanto temos verificado o problema também na postura do segundo (Caso da casca mole é
mais freqüente no segundo ovo). Ocorre ainda na postura de um só ovo que pode ser mole,
ou, duro avantajado.
Constatado o quadro descrito a cima colocamos imediatamente em prática o método da
Impulsão Externa que consiste no seguinte.

1° Passo

Colhemos a ave cuidadosamente com a mão direita (devemo-nos acercar de todos os


cuidados para que a enferma não se debata nem alce vôo de nossas mãos) colocamos de
costas sobre a palma da nossa mão esquerda de forma que o dedo médio faça o apoio nas
costas e com o dedo indicador e anular da mesma mão prendam suas azas garantindo-nos
uma boa contenção. (se não dispor desta habilidade manual solicite ajuda a terceiros).

2° Passo

Com a mão direita livre, utilize as extremidades dos dedos indicador e anular para
localizar o osso externo do peito “Quilha” e, deslocando-o em direção ao anus encontramos
a cavidade abdominal logo abaixo das costelas, esta parte da ave é desprovida de ossos e
suavemente deslocamos os dedos ligeiramente abertos sobre os intestinos buscando manter
sempre a simetria do abdômen em relação a linha definida pelo osso externo, ai aplicamos
nesta área leve pressão em direção ao orifício anal, podemos mediante a sensibilidade das
extremidades do dedo localizar o ovo por apalpação e determinar quantos são e a condição
de casca se mole ou dura.
Efetuamos mediante a constatação por apalpação com as extremidades dos dedos
movimentos lineares dotados de leve pressão que vão do osso externo até o local aonde se
encontra alojado o ovo. Ao sentir o ovo sobre os dedos saberemos o grau de dificuldade
para expulsa-los, pois, se a casca for mole a dificuldade esta na constrição dos músculos
do oviduto que deformando-o impedem-no de sair. Se a casca for dura a dificuldade será
pela pressão bi polar exercida pelos músculos constritores, logo que tenhamos conhecimento
da situação quanto ao tipo de casca procederemos de maneira diferenciada.

3° Passo.

Se o ovo possui casca mole podemos efetuar uma pressão maior com as pontas dos dedos
indicador e anular até encontrarmos a extremidade vértice do ovo, (procedendo desta
forma não corremos o risco de exercermos pressão sobre o ovo o que fatalmente o
romperia) neste ponto efetuamos movimentos delicados de pressão que irão estimular ou
mesmo substituir as contrações e ajudar a impelir o ovo através do oviduto até o orifício
anal. Como podemos verificar o processo é demorado, então precisamos intercalo-lo com
instantes de descanso o que provoca muitas das vezes uma retomada das contrações por
parte da ave e geralmente a postura ocorre durante o período de descanso. Caso
contrário, retomaremos as pressões anteriormente descritas, intercalando-as com períodos
de descanso até que se verifique o surgimento de um ponto branco que crescerá à medida
que o método se desenvolve até o surgimento de boa parte da coroa do ovo, neste
momento mediante o uso de uma seringa dotada de agulha grossa e sem ponta (agulha de
uso bovino) efetuamos uma punção de todo o conteúdo do ovo e em seguida puxamos a sua
casca membranosa e vazia com a ajuda de uma pinça finalizando desta forma todo o
processo, a fêmea em dois dias estará totalmente recuperada, no entanto é recomendável
coloca-la por algumas horas em local aquecido para recuperar-se.
Se o ovo possui casca dura o processo é o mesmo, devemos apenas tomar o cuidado de não
efetuar pressão sobre o ovo e sim sobre a sua extremidade vértice em direção a sua
saída, é necessário tranqüilidade e concentração durante todo o processo que deve ser
intercalado por descanso até atingirmos o objetivo. A segurança do executor do método é
fundamental, deve repousar no fato de ter adquirido todos os conhecimentos necessários à
prática do mesmo, pois não há lugar para insegurança ou vacilo, iniciado o processo
devemos ir até o fim.
Acreditamos que a divulgação do método descrito não se constitui novidade entre os
criadores de pássaros que já os praticam há décadas, no entanto o criador iniciante
encontrará ao seu dispor as informações necessárias e capazes de salvar a vida de várias
fêmeas em reprodução.

Outros Tratamentos para Retenção do Ovo

Segundo Stella Mariz Benez, retenção de ovo: problemas com cálcio que impedem a
formação da casca e as contrações uterinas. Aquecer a fêmea, dar glicose e Calcigenol no
bico de 2 em 2 horas, 1-2 gotas de insulina, Pulsatilla nigricans CH6(Medicamento
homeopático veterinário), de 1 em 1 hora, devendo botar em 24 horas.

Gostariamos de resaltar que devemos sempre recorrer a um veterinário especialializado em


aves a qualquer sintoma diferente que sua ave apresentar.