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Alguns rappers franceses estão assumindo por conta própria uma

responsabilidade em áreas onde o Estado fracassou. Criando canções


que tratam de problemas como racismo, drogas e violência, eles levam
uma mensagem de esperança para os adolescentes em risco. O governo
de centro-direita eleito em junho prometeu reprimir a criminalidade nas
áreas urbanas mais pobres, mas a polícia perdeu o controle de vários
dos bairros mais violentos há muito tempo. Na prática, os traficantes
ficam livres para espalhar o terror pelos bairros em que operam.
Enquanto o chamado "gangsta rap" glorifica o crime em tiradas repletas
de palavrões, um grupo de rappers franceses aderiu a mensagens mais
refletidas que, para eles, podem salvar a vida de adolescentes que já
estão fora do alcance da influência de professores ou polícia. Kery
James, que chegou à fama como parte de um grupo de rappers
parisienses durões de subúrbio, se sente como um homem incumbido de
uma missão desde o assassinato de seu melhor amigo, fato que o levou
a se converter ao islamismo. "A maioria dos rappers franceses não tem
consciência nenhuma da situação social do país e age de maneira
egoísta", disse James à Reuters, em entrevista. "Eles só pensam em
vender discos ou satisfazer sua paixão pela música, fazendo de conta
que suas canções não vão mudar a vida de ninguém. Mas tudo na vida
está interligado, e cabe a cada um de nós contribuir com alguma coisa
positiva", disse ele. James provocou espanto no cenário rap local com
seu novo álbum, "Si c'etait a refaire" ("Se eu tivesse que refazer tudo"),
no qual aplicou uma interpretação rígida do islamismo que proíbe o uso
de instrumentos de sopro ou cordas. Trazendo a contribuição do músico
malinês Salif Keita e de Roldan, integrante da banda de hip-hop afro-
cubana Orishas, o álbum tem um clima de world music, mas sua letra
conserva o caráter urbano contundente. A diferença é que, quando antes
James fumava maconha e vomitava sua revolta, agora ele exorta os
jovens a assumir a responsabilidade por suas próprias vidas, dando as
costas para as drogas e à violência.
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http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2009/01/27/28972-rappers-
franceses-buscam-vibracao-positiva (04 de abril 2011)

Rap
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Rap

Imagem de simbolização do género.

Informações gerais

Origens Hip hop


estilísticas R&B

Contexto Estados Unidos


cultural

Instrumentos Vocais, teclado electrónico


típicos

Popularidade Estilo musical originário desde os


anos 1970.

Rap (em inglês conhecido como emceeing) é um discurso rítmico com rimas e poesias,
que surgiu no final do século XX entre as comunidades negras dos Estados Unidos. É
um dos cinco pilares fundamentais da cultura hip hop, de modo que se chame
metonimicamente (e de forma imprecisa) hip hop.
Pode ser interpretado a capella bem como com um som musical de fundo, chamado
beatbox. Os cantores de rap são conhecidos como rappers ou MCs, abreviatura para
mestre de cerimônias.

Índice
[esconder]
• 1 Início
• 2 Etimologia
○ 2.1 Rap na Música
• 3 História
○ 3.1 As raízes
○ 3.2 Freestyle
• 4 Gangsta Rap
• 5 Rappers e grupos de Portugal
• 6 Rappers e grupos do Brasil
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
• 9 Referências

Início
O rap, comercializado nos EUA, desenvolveu-se tanto por dentro como por fora da
cultura hip hop, e começou com as festas nas ruas,nos anos 1970 por jamaicanos e
outros. Eles introduziam as grandes festas populares em grandes galpões,com a prática
de ter um MC, que subia no palco junto ao DJ e animava a multidão, gritando e
encorajando com as palavras de rimas, até que foi se formando o rap. A origem do Rap
veio da Jamaica, mais ou menos na década de 1960 quando surgiram os sistemas de
som, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar bailes. Esses
bailes serviam de fundo para o discurso dos "toasters", autênticos mestres de cerimônia
que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a violência das favelas de
Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é claro, de temas mais
polêmicos, como sexo e drogas. No início da década de 1970 muitos jovens jamaicanos
foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos da América, devido a uma crise
econômica e social que se abateu sobre a ilha. E um em especial, o DJ jamaicano Kool
Herc, introduziu em Nova Iorque a tradição dos sistemas de som e do canto falado e foi
se espalhando e popularizando entre as classes mais pobres ate chegar a atingir a alta
sociedade
Etimologia
Com a aceitação da música rap nos meios sociais mais recentes (nos últimos vinte
anos), a palavra rap se encontra, atualmente, "online" sendo um neologismo popular do
acrônimo para rhyme and poetry (rima e poesia); porém, apesar da associação com
poesia e ritmo, o significado da palavra rap não é um acrônimo em si, mas descreve
uma fala rápida que precede a forma musical (de ritmo e poesia),[1] e significa "bater".[2]
A palavra (rap) é usada no Inglês britânico desde o século XVI, e especificamente
significando "say" ("dizer", ou "falar", "contar o conto") desde o século XVIII. Fazia
parte do Inglês vernáculo afro-americano nos anos de 1960, significando "conversar", e
logo depois disto, no seu uso atual, denota o estilo musical.[3]
Como exemplo do significado erudito da palavra, em Inglês, podemos citar um
vendedor, em um ambiente comercial, em que este está fazendo a "falação" dele para a
venda do produto; você pode dizer que esta "falação" é o "rap" dele. Usado como em
"that's his rap" (ou "that is my rap"), significando: "Este é o papo dele" (ou "meu
papo"). O Rap, neste exemplo, é a "idéia que alguém quer lhe vender"; a "explicação",
em si; o "papo."
Rap na Música
Rap, na música, é extremamente fidedigna à improvisação poética sobre uma batida no
tempo rápido e freqüentemente só é acompanhada pelo som do baixo, ou sem
acompanhamento. Rap é um estilo musical raro em que o texto é mais importante que a
linha melódica ou a parte harmônica; sendo um dos dois únicos estilos musicais da
história da música ocidental em que o texto é mais importante que a música---o outro
sendo o canto gregoriano, em que a música era uma monodia, homofônica, marcada
pelo ritmo, e a melodia religiosamente não podia nunca sobressair o texto litúrgico. O
rap não usa melodias e motivos decorativos e harmônicos com arranjos elaborados dos
insrumentos, mas vale-se somente em quão rápido o cantor narra a sua "fala" com muito
pouca musicalidade adicionada a sua poesia. A música rap também tem uma
similaridade distinta com a música celta em que forma-se uma brincadeira na qual os
cantores tentam duelar suas frases com rimas, rapidamente improvisadas e humorísticas;
alternadamente, um desafiando o outro nas rápidas frases inteligentes; quem ganha---
deixando o outro esgotado sem idéias---não paga pelas bebidas. Esta influência indireta
e não intencional veio da música de raiz, de folclore, importada pelos imigrantes
escoceses e irlandeses que migraram para o sul dos EUA, das fazendas de plantação,
como a música afro-americana, que pelo povo do sul, com a música de improvisação,
no Jazz de raiz, surge nos duelos de banjo (country) depois, e desses "duelos" aparece
também, bem mais tarde, o rap.
História
O rap, comercializado nos EUA, desenvolveu-se tanto por dentro como por fora da
cultura hip hop, e começou com as festas nas ruas,nos anos 1970 por expatriados
jamaicanos e outros. Estes introduziam as grandes festas populares em grandes
galpões,com a prática de ter um MC, que subia no palco junto ao DJ e animava a
multidão, gritando, encorajando mais e mais com as palavras de rimas, até que foi se
formando o rap.
As raízes
A origem do rap remonta à Jamaica, mais ou menos na década de 1960 quando
surgiram os sistemas de som, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para
animar bailes. Esses bailes serviam de fundo para o discurso dos "toasters", autênticos
mestres de cerimónia que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a
violência das favelas de Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é
claro, de temas mais prosaicos, como sexo e drogas. No início da década de 1970
muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos da
América, devido a uma crise económica e social que se abateu sobre a ilha. E um em
especial, o DJ jamaicano Kool Herc, introduziu em Nova Iorque a tradição dos sistemas
de som e do canto falado, que se sofisticou com a invenção do scratch, um discípulo de
Herc. O primeiro disco de rap que se tem notícia, foi registrado em vinil e dirigido ao
grande mercado (as gravações anteriores eram "piratas") por volta de 1978, contendo a
célebre King Tim III da banda Fatback. O rap, assim como o pagode e o blues, no seu
surgimento era um ritmo mais comum entre pessoas de classe social mais baixa e que,
com o tempo, invadiu o mercado de todos os grupos sociais---sendo um dos estilos
musicais que mais vendeu no mercado popular dos anos 1990 até o início da década de
2000; mas, desde 2006, a venda do rap tem caído drasticamente, preocupando as
grandes gravadoras deste estílo musical.[4]
"Ancestral directo" do rap pode ser considerado o funk, ou o jazz, músicas afro-
americanas que apresentam elementos semelhantes. Outro ritmo ao qual o rap é
tributário é o toast, que consiste em versar sobre uma versão instrumental ou de uma
versão dub de alguma canção reggae, sempre no ritmo da batida. Essa tradição foi
levada aos Estados Unidos por imigrantes jamaicanos, como o DJ Kool Herc. Nos
Estados Unidos, a base de Reggae foi substituída por uma batida tirada do funk, através
da utilização de dois discos idênticos dos quais era aproveitada apenas a parte
instrumental da música, chamada break (os "breques," como nas paradas repentinas da
percussão numa batucada).
As primeiras gravações de rap datam do início dos anos 1970, com alguns grupos como
os Last Poets e Gil Scott Heron. Nessa época, trata-se simplesmente da declamação de
um texto sob o ritmo das batidas de tambores africanos, sendo a negritude o tema de
predilecção.
Na actualidade, os MCs utilizam, como base, batidas de outras músicas habilmente
extraídas pelos DJs, ou bases montadas electronicamente, ou, ainda, instrumentos
tocados por músicos.
Um recurso muito presente no rap são os samples ("amostras"), que são pequenas
"pedaços" de outras músicas, covers (pré-gravadas), e inseridas digitalmente numa
"nova" música. Os samples tanto podem ser da parte instrumental de uma música como
podem ser de vocais.
Inicialmente, os temas das letras giravam em torno de assuntos como festa e diversão,
que aos poucos foram substituídos por outros temas como as desigualdades sociais e o
combate ao racismo. vinte anos depois, se tornou um dos estilos musicais mais popular
em todo o mundo, sendo muito difundido principalmente nos EUA, na França, no Japão
e no Brasil. A primeira música de rap a surgir no Brasil foi "Kátia Flávia", em 1987, de
autoria de Fausto Fawcett e Laufer. Em Portugal a primeira compilação de rap surgiu
em 1994 com o designação de Rapública.
Freestyle
Modo de cantar o rap de forma improvisada. Colocando versos feitos na hora, baseados
nos versos dos seus adversários. Geralmente os MC's participam de rachas, disputas de
free style onde um tenta ser melhor do que o outro.
Gangsta Rap
Quando se fala em Gangsta Rap o que vem a mente de muitos é músicas falando sobre
"mulheres", "carrões" e "festas", mas a verdade é que isso não tem nada a ver com o
estilo. Quando o assunto é Gangsta Rap a temática é completamente outra. O grupo que
fez o Gangsta Rap se tornar conhecido no mundo todo foi o N.W.A, formado pelo
finado Eazy-E, por Dr. Dre, Ice Cube, Mc Ren e Dj Yella, eles falavam sobre a
brutalidade da policia, sobre os problemas que afetam as comunidades, as rixas que
acontecem no gueto, e sobre o tráfico, que é o comércio mais ativo na maioria das
periferias, e como nos EUA os Bloods & Crips haviam se espalhado como uma
epidemia, e as letras se pareciam muito com o estilo de vidas dos membros de gangues,
se deu o nome a esse estilo de rimar de Gangsta Rap.
O Gangsta Rap (Rap Gângster) surgiu nos Estados Unidos no meio dos anos 1980 com
o Ice-T (e outros) como LL Cool J. Com letras duras e brutais o gangsta rap logo
ganhou espaço na mídia mundial. Entre os maiores cantores e grupos de gangsta rap
destacam-se 2pac, N.W.A., Compton Most Wanted, entre outros, que entre as suas
rimas falavam das desigualdades e do racismo alem do ódio que sentiam uns pelos
outros. Desde então o mundo do gangsta rap evoluiu muito e hoje em dia os rappers
podem falar e fazer músicas falando de tudo, ou seja, poucos ainda valorizam as raízes
culturais, desse estilo que foi criticado por Spike Lee por em sua opinião, fazer crer que
ler e estudar é coisa de branco. Um grupo que se destacou (e ainda se destaca) quando o
gangsta rap estava surgindo foi o N.W.A. - Niggas With Attitude, formado em 1986 por
Dr. Dre, MC Ren, Eazy-E, Ice Cube e nas pickups, o DJ Yella. O grupo se tornou
notório pelas suas letras pesadas, especialmente como "Fuck tha Police", de 89, que
resultou no FBI enviando uma carta de aviso para a Ruthless Record, sugerindo que o
grupo tomasse mais cuidado com o que dizia.
Rappers e grupos de Portugal
Ver artigo principal: Anexo:Lista de rappers e grupos de rap
portugueses

Rappers e grupos do Brasil


Ver artigo principal: Anexo:Lista de rappers e grupos de rap
brasileiros

Ver também
• Hip hop
• R&B

Ligações externas
• A História do estilo Rap
• A História do Rap

Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rap 04 abril 2011

sites interessantes:

http://www.rap2france.com/

Article) -

Le rap et la fonction cathartique du cri


Contribution à la défense de Ministère Amer
Hugues Bazin

Noté de synthèse commandée par l’avocat du journal Rock & Folk mise en cause après
la publication d’une interview du groupe de rap Ministère Amer (Rock & Folk N°335
de juillet 1995).
Résumé
La réalité que le rap reflète n’est pas la réalité mais la description de l’écart entre cette
forme sociale et le sens qu’elle pourrait acquérir. En d'autres termes, le rappeur décrit ce
qui est pour mieux appuyer sur ce qui devrait être. L’état d’esprit hip-hop est
foncièrement positif. Il ne s’agit pas de voir la vie en rose mais de voir plus loin la
possibilité de la changer. Dans cet écart se loge l'expression artistique et dans la
conscience de cet écart s'instruisent des valeurs (modèles à réaliser). Cette fonction
cathartique de l’articulation du « cri » renvoie naturellement à une adresse. Le rap
engage à sortir de soi-même, se mettre en relation avec autrui, c'est-à-dire participer à la
communauté d’un sentiment partagé
Table des matières
Le rap et la culture hip-hop

Les dimensions du rap

Le rap et la culture hip-hop

Le rap est une façon de parler sur une base musicale. To rap en anglais signifie
littéralement « frapper à petits coups rapides et secs ». Ce terme a été repris dans l’argot
américain pour évoquer l’idée de « bavarder sur un fond rythmique ». Deux dimensions
sont donc inséparables, l’élaboration du texte ou lyrics (nous y reviendrons), et la
composition musicale appelée djing.
Le djing (le mot provient de D.J. ou Disc Jockey) est basé sur l’échantillonnage
(sampling) : des morceaux sont empruntés à des disques (dont le genre musical peut
varier) et que l’on colle bout à bout ou répète afin de composer le fond rythmique.
Le rap et le djing constituent deux des quatre familles d’expression artistique de la
culture hip-hop avec le graff (fresques non figuratives ou représentant des lettrages et
des personnages) et la danse (qui peut s’accomplir « debout » ou au « sol »).
Ainsi, nous ne pouvons pas aborder la question des textes de rap et du langage sans
replacer ces paroles dans un ensemble nommé « hip-hop » qui fait sens pour leurs
auteurs.
Le hip-hop est une culture de la « rue ». Les expressions artistiques en constituent le
cadre et le repère visible. Ce cadre est différent suivant les contextes dans lesquels ils se
construisent. Ainsi, le hip-hop est né aux États-Unis, issu des ghettos new-yorkais dans
les années 70, mais le hip-hop français s’en distinguera par un croisement différent des
cultures et des démarches artistiques.
Une vision dichotomique voudrait séparer la « culture populaire » de la « culture
savante ». Écartons ce faux débat en préférant les termes de « culture essentielle1 » ou
« culture ordinaire2 » pour indiquer ici qu’une forme culturelle, quel que soit son
ancrage social, est une manière d’être au monde, de l’organiser, de se le rendre
intelligible, d’entrer en interaction avec lui et de s’adresser à autrui.
En cela, la forme hip-hop, au-delà des spécificités régionales ou nationales, est une
réponse à la désagrégation des cadres sociaux et à la déshumanisation des êtres,
particulièrement accentuées dans les grandes métropoles.
Nous connaissons les profonds changements mondiaux opérés depuis la fin des années
1970. Le hip-hop peut être considéré comme un indicateur des mutations actuelles qui
ne touchent pas seulement les « jeunes défavorisés » mais tous ceux qui cherchent à
donner sens à leur la vie.
« Pour être compris, le monde vécu doit être doublé d’un monde imaginé »3. Ce système
symbolique, le hip-hop ira le chercher dans l’observation de la réalité quotidienne. Cette
manière de parler (le rap), de peindre à la bombe aérosol (le graff), de danser, puise à la
fois dans des traditions anciennes4 tout en épousant le mode de vie de la société
contemporaine : la mobilité, l’individualité, la rapidité, la fragmentation,
l’indétermination, l’inachèvement, la fluidité, l’imprévisible…
Mais la forme hip-hop n’est pas le simple reflet de la réalité quotidienne, elle est aussi
artistique par la correspondance avec un ailleurs possible. Elle est une culture en attente
d’avenir où l’art y remplit une fonction sociale. Dans un monde qui a tendance à
transformer les moyens en fin, le hip-hop nous rappelle que « l'art n'a pas son but en lui-
même ; il ne cherche pas qu'à plaire ; Il est une catégorie sociale, chargée d'unifier les
désirs des hommes »5.
Le propre de la forme des arts de la rue, la forme hip-hop principalement, est de lier et
de jouer sur les contraires entre une dimension primitive et moderne, les contradictions
et les indéterminations d’une époque. Elle se situe entre une forme artistique
« classique » et une forme « contemporaine ». Elle porte une dimension classique dans
la codification des gestes, le rapport au public et garde du contemporain la dimension
individualiste et subversive.
D’un côté, la capacité à travailler sur les éléments premiers et les forces vitales, à
réactiver des mythes et un imaginaire, à reconstituer autour de foyers un mode
d’agrégation initiatique, à tisser un lien intime avec la sphère sociale ; de l’autre, la
capacité à épouser les aspirations et les modes de vie (individualité, subjectivité), à se
détacher d’un certain rapport au temps (inachèvement, morcellement) et à l’espace
(réseau, mobilité).
L’art de la rue réintroduit une force esthétique dans la capacité à symboliser des
attentes, à fédérer les espérances6. La forme artistique développe du lien social en
proposant un réceptacle au sens. Dans cette prise de conscience de soi, se construisent
des valeurs, se renouvelle un horizon d’attente, naît une forme (sociale, culturelle,
artistique) appelée hip-hop.
En restaurant des valeurs humaines fondamentales7, en créant des liens et des émotions
autour de rencontres festives et d’expressions artistiques le hip-hop pose un cadre
d’expérience ou chacun est entrepreneur de sa propre vie. Cette dimension
entrepreneuriale acquiert un poids économique quand les acteurs de ce mouvement se
professionnalisent dans les métiers des arts et du spectacle.
Un indicateur est la création de relations sociales inédites, le développement d’une
communication esthétique. Au-delà du jugement sur le « beau », si l’esthétique de la
forme hip-hop ne répond pas au credo des arts dits « canoniques », nous ne saurions
trop insister sur l’importance de décrypter l’expression de cette forme, d’en comprendre
le vocabulaire. Ceci afin d’éclairer un imaginaire et le sens d'une pratique sociale et
culturelle.
Nous disions plus haut que les expressions hip-hop sont aussi artistiques. Elles ne sont
pas la stricte reproduction de la réalité mais dévoilent une part d’imaginaire. En cela un
texte, un son, une image, une peinture, une chorégraphie qui exprime la violence ne sont
pas un appel à la violence mais paradoxalement un dépassement de celle-ci.
Les violences émeutières qui enflamment périodiquement depuis une quinzaine
d’années les quartiers populaires8 ne sont pas le fruit d’une acquisition d’un sens mais
l’éclairage cru de son absence9. L’expression hip-hop souligne en creux cette absence et
par-là même offre la possibilité de projeter du sens.
Nous avons pu constater à travers nos travaux de recherche sur des quartiers de
différentes villes où la forme hip-hop se développe, que ce développement loin de
pousser à la violence urbaine, contribue à sa régression.
Les dimensions du rap

Parler des maux de la société, ce n’est pas être un mal de la société. Prendre les mots
aux mots conduit à une impasse. L’amalgame est pourtant courant. Le chanteur du
groupe de rap IAM, Akhenaton10 a vécu cette expérience.
Il décrit dans un rap intitulé « Éclater un type des ASSEDIC11 » les difficiles relations
avec cette institution. Le texte souleva un concert d'interrogation ou de protestation. Le
rappeur dû se justifier longuement dans les médias et s’expliquer devant le juge sur le
risque d’« incitation à la violence » 12..
Le chanteur dit effectivement « Je rêve d’éclater un type des ASSEDIC », phrase sujette
à l’incrimination. Cependant, un regard un peu plus approfondi laisse apparaître qu’il ne
s’agit pas d’inciter au passage à l’acte mais à réfléchir sur les problèmes de civilité dans
les relations avec les services publics. Dans le même texte est décrit également le
rapport avec les employés de la Poste et des transports en commun.
La question de la civilité urbaine est abordée par de nombreuses études sociologiques
mais visiblement est contestée au rappeur la légitimité d’adopter la même démarche
d’observation analytique13. Certes il emploiera des mots d’une manière directe et
métaphorique, non un langage « savant » mais une poétique de la rue.
On peut difficilement blâmer les rappeurs de dire la vérité, la désapprobation se portera
alors sur la manière de la dire, jugeant qu’elle pourrait induire des comportements
répréhensibles chez ceux qui les écoutent. Cependant on ne peut aussi simplement
séparer la manière du message, la surface du fond. C’est un tout, reflet d’une profonde
imbrication entre une forme culturelle et une forme artistique. Cette totalité ne peut être
fragmentée au risque de perdre le sens même qui anime un mouvement de la parole et
un art.
L’art du rap réside dans la mise en valeur des mots : leur choix (dictionnaire14), leur
ordonnancement et articulation (syntaxe, grammaire), leur appui phonétique et leur
« balancement » (intonation, phrasé), leur mise en musique (assise rythmique sur une
ligne mélodique)15. C’est un art déconstructeur opérant par collage, réappropriation,
transformation et renversement des mots16.
Nous remarquons que les récriminations, voir les poursuites touchent les groupes les
plus connus (NTM, IAM, Ministère AMER, 2 Bal 2 Neg…). Pourtant, aussi bien la
thématique sociale, le parler cru (explicit lyrics17) que le phrasé appuyé (flow18) qui
définissent le style du rap hardcore19 sont le lot commun du langage populaire20 et de
nombreux groupes de rap anonymes.
Le rap, comme l’ensemble des disciplines hip-hop, n’incite pas à la haine mais à une
prise de conscience. De même, le film La Haine de Mathieu Kassovitz, ne diffuse pas la
haine21. Ce film très imprégné par la culture hip-hop n’est pas non plus un
« documentaire sur la banlieue » mais un film d’auteur nous dévoilant des clefs de
compréhension de la réalité sociale.
à l’occasion du film, la sortie du disque laser du même nom22 et le rap du groupe
Ministère AMER qui a participé à cette compilation sont à replacer dans ce contexte. La
forte pression médiatique qui a entouré la sortie du film ne peut que pousser à un effet
de réduction non dénué de dérapages verbaux de part et d’autre.
Tout principe de liberté d’expression s’accompagne de celui de responsabilité, le
rappeur, dans sa quête de vérité, n’y déroge pas. Justement, si nous regardons plus
attentivement le contenu des textes du Compact Disc La Haine, une autre réalité nous
est dévoilée face à laquelle le rappeur prend ses responsabilités.
Les principaux thèmes de société sont abordés : la violence émeutière (Ministère
AMER), le rapport entre la violence et les médias (IAM & Daddy Nuttea), la drogue
(Expression Direkt), le rapport entre filles et garçons dans les quartiers (Sté Strausz), le
monde de la « galère » (Les Sages Poètes de la Rue), le rapport entre droit et justice
(Assassin)… De manière transversale est posée la place du rappeur face à la violence et
aux rapports de domination23.
Les rappeurs sont de fait, des « paroleurs », gardiens d’une mémoire collective. Une
société qui brûle les yeux de ses « journalistes de la vie quotidienne » est une société
aveugle et amnésique. En entrant sous le feu des projecteurs, le rappeur s’expose aux
risques « de devenir un journaliste, un fugitif, un dénonciateur, un haut-parleur trop
souvent placé dans le collimateur »24…
« Le bouc émissaire change selon les coutumes, selon les lubies, selon l’hémisphère »25.
Quand Ministère AMER parle de « Sacrifice de Poulet26 », les sacrifiés ne sont pas ceux
que l’on croit. Il n’incite pas au meurtre mais décrit le processus des rites sacrificiels par
analogie à une génération de jeunes comprise comme sacrifiée qui se rebelle contre ce
stigmate de victime. Ce processus de stigmatisation est en effet une autre façon de
désigner un « coupable » qui n'est pas le véritable coupable mais dont le « sacrifice »
préserve l'ordre social.27.
En cela, le rap est aussi un art de résistance, en transformant l’énergie non descriptible
de la violence en communication énergique susceptible de choquer positivement une
conscience. Ce défi lancé aux autres dans la maîtrise de son art est aussi un dépassement
de soi.
. Il se conçoit comme un jeu d’appel/réponse entre le locuteur et l’auditeur, entre le
maître de cérémonie (M.C.). qui interpelle et l’assemblée qui réagit.
Ce que Jauss appelle « la libération par l’expérience esthétique »28, le développement de
l’imaginaire propice à un travail de déconstruction-reconstruction ouvre un autre champ
de possibilités, dont celles de renouveler sa perception du monde et d’espérer.

Notes

1 CONCHE M., Le fondement de la morale, Eds de Mégare, 1990.

2 DE CERTEAU M., L’invention du quotidien, Gallimard, 1990.

3 TODOROV T., L’homme dépaysé, Seuil, 1996, p.169.

4 Le parler du rap s’appelait « bagouler » dans l’ancien français. Ainsi le


bagou du rappeur nous rappelle que la tradition du parler en rime et en
rythme est bien ancienne et ne connaît pas de frontière, du griot africain, au
troubadour occitan en passant par le paroleur caraïbe,…

5 BASTIDE R., Art et société, L'Harmattan, 1971, p.27

6 La forme contemporaine avait brisé ces contraintes normatives mais aussi


fini pas perdre le lien avec le « grand public ».
7 Confiance, responsabilité, dignité, authenticité…

8 Voir BACHMANN C. - LEGUENNEC N., Violences urbaines, Ascension et


chute des classes moyennes à travers 50 ans de politiques de la ville, Albin
Michel, Paris, 1996.

9 Ce que dit autrement le rappeur M.C. SOLAAR : « Une cité de malheur de


froid et de douleur/où conscience sans conscience asphyxie des mineurs »,
in, La haine, Compact Disc, Delabel, 1995.

10 L’imaginaire et la réactivation des mythes dont nous parlions sont aussi


présents dans les énoncés. Une signification d’IAM, « Impérial Asiatic Man »,
et le nom d’Akhenaton empruntent à l’histoire et à la mythologie
égyptienne.

11 AKHENATON, Métèque et Mat, Compact Disc, Delabel, 1995.

12 Dans le disque suivant il relate cette histoire : « Je pose du verbe sur un


papier/Compose des textes et les scande, oui ma langue est déliée/Mon
délit est de parler haut/… Ce que le cinéma se permet, la télé, les livres/Et
les magazines, pour nous c’est prohibé/… Pour eux je suis dangereux/Tout
simplement pour avoir exprimé mes idées/Abordé des sujets tabous/Mis sur
le papier tout ce qui se passe autour de nous ». AKHENATON, « Dangereux »
in L’école du Micro d’Argent, Compact Disc, Delabel, 1997.

13 Cette question de la légitimité nous renvoie au débat classique entre le


savant et le profane, entre l’art populaire et l’art établi… Voir à ce propos :
GRIGNON C., PASSERON J.-C., Le savant et le populaire, Misérabilisme et
populisme en sociologie et en littérature, Seuil/Gallimard, hautes Études,
Paris, 1989.

14 Mots empruntés à différents langages : argot ancien et nouveau, français


populaire, arabe lexicalisé, anglais, vocabulaire général, verlan, langue
régionale…

15 Pour une approche sociolinguistique et musicologique voir : LAPASSADE


G., ROUSSELOT P., Le rap ou la Fureur de dire, Loris Talmart, Paris, 1990. —
CALVET L.-J., Les voix de la ville, Introduction à la sociolinguistique urbaine,
Payot, Essais, Paris, 1994. — JACONO J.-M., in La chanson française
contemporaine. Politique, société, média, Ursula Mathis, 1995. — DARRE A.
(ss la dir. de), Musique et politique, les répertoires de l'identité, Presses
Universitaires de Rennes, res publica, Rennes, 1996.

16 Au même titre que la base musicale du rap grâce au sampleur se


construit autour d’emprunts et de collages, de nouvelles dimensions
temporelles (rupture du scratch obtenu par la manipulation des disques sur
les platines).

17 Paroles explicites

18 "flow of words" : littéralement "mouvement des mots"


19 Kader, du groupe de rap Aktivist, décrit le style hardcore de cette façon :
« c’est une manière de communiquer dans une forme d’expression en étant
le plus honnête possible sur sa parole quand l’écriture va jusqu’au bout du
mot et reste dans le cerveau. Le but est d’imprimer cette écriture visuelle,
réussir à graver des mots dans l’esprit des gens pour qu’ils gardent une
trace. C’est en étant le plus choquant, le plus visuel que l’attention est
avivée, les paroles captées » (entretien 1996).

20 Le rap reprend les fonctions cryptiques et symboliques du parler


populaire. Prenons pour exemple le rituel d’insultes canalisé par des codes
d’échanges comme les dozens sur les « malheurs de ta mère ». Si la forme
peut paraître agressive, elle débouche très rarement sur une violence car
les relations sont hautement ritualisées. Quelle que soit la première
impression que nous pourrions relever de ces échanges, ce serait une erreur
d’y interpréter les signes d’une agression caractérisée et personnalisée. Sur
le parler populaire voir : SEGUIN B., TEILLARD F., Les Céfrans parlent aux
Français, Chronique de la langue des cités, Calmann-Lévy, Paris, 1996. —
LEPOUTRE D., Cœur de banlieue. Codes, rites et langages, Odile Jacob,
1997.

21 La vraie haine, celle qui tue, n’est pas du côté du rappeur comme le
souligne M.C. SOLAAR : « Le xénophobe englobe notre beau monde/… C’est
la haine qui guide les fous » ou encore le groupe ASSASSIN : « La haine
appelle la haine, si ton esprit se referme », in COMPILATION La haine,
Compact Disc, Delabel, 1995.

22 COMPILATION, La haine, op. cit. Proposition est faite par le réalisateur à


onze groupes de rap de ré-interpréter le scénario original, de « transformer
le spectre visuel du film et d’amplifier la vision de La Haine ».

23 « L’anonyme, ultime victime que le régime opprime/frime dans le crime,


tandis que je m’anime dans la rime », LA CLIQUA, « Requiem » in
COMPILATION La haine, op. cit.

24 AKHENATON, « Dangereux » in L’école du Micro d’Argent, op. cit.

25 M.C. SOLAAR, « Comme dans un film », in COMPILATION La haine, op. cit.

26 Titre de leur rap dans la COMPILATION La haine, op. cit.

27 Sur la fonction sociale du bouc émissaire voir GIRARD R., La violence et


le sacré, Grasset, Pluriel, Paris, 1972. — Le bouc émissaire, Grasset, Livre de
poche, Paris, 1982.

28 « Dégageant la conscience imageante de la contrainte, l’attitude de


jouissance esthétique permet à l’homme emprisonné dans son activité
quotidienne de se libérer pour d’autres expériences ». JAUSS H.-R., Pour une
esthétique de la réception, Gallimard, 1972, p.142.
Pour citer cet article :

BAZIN H. [1997], Le rap et la fonction cathartique du cri. Contribution pour la défense


au procès de Ministère Amer, document électronique in www.recherche-action.fr
http://biblio.recherche-action.fr/document.php?id=473 04 04 2011

MC Solaar, de son vrai nom Claude M'Barali, est un rappeur français d'origine
sénégalo-tchadienne.
Mc Solaar est l'un des premiers à avoir réussi à populariser le rap en France en le faisant
découvrir au grand public, notamment grâce à ses textes élaborés et nettement moins
violents que ceux de ses confrères. Il est reconnu comme faisant partie des piliers du rap
français des années 1990 avec des groupes comme Assassin, IAM, et Suprême NTM.
Son succès et la qualité littéraire de ses textes sont le fruit d'inspirations diverses allant
de Serge Gainsbourg (auquel il rend hommage en samplant Bonnie and Clyde sur
Nouveau Western), en passant par les musiques africaines (ivoiriennes,
maliennes,tchadiennes) sans oublier les classiques noirs américains (Jazz et Rap US).
Ses textes sont régulièrement étudiés à l'étranger (USA,Australie,Grande-
Bretagne,Europe de l'Est) alors qu'il est toujours le meilleur vendeur de disques dans la
catégorie rap français (plus de 5 millions vendus à ce jour)[1].

Sommaire
[masquer]
• 1 Jeunesse et début du succès
• 2 1991-1997 : percée avec l'album Prose
Combat
• 3 1997-présent
• 4 Notoriété
• 5 Discographie
○ 5.1 Albums
• 6 Participations & inédits
• 7 Filmographie
• 8 Récompenses
• 9 Voir aussi
○ 9.1 Bibliographie
• 10 Références

Jeunesse et début du succès[modifier]


Claude M'Barali est né à Dakar (Sénégal) le 5 mars 1969 de parents tchadiens. Il a deux
frères et une sœur. La situation politique troublée du Tchad pousse sa famille à quitter
ce pays alors qu'il a six mois, et ils s'installent en région parisienne, à Saint Denis puis à
Maisons-Alfort et Villeneuve-Saint-Georges (comme dit dans Bouge de là, « Tout a
commencé là bas dans la ville qu'on appelle Maisons-Alfort ») ou encore comme on
peut l'apercevoir dans le début du clip Victime de la mode ou dans la chanson Quartier
nord où il rappe : « je viens du sud de la capitale qu'on appelle Villeneuve-Saint-
Georges, quartier nord... Hardcore ».
Il étudie au lycée français du Caire pendant neuf mois à l'âge de douze ans, puis passe
son bac en France en 1988, et teste ses premiers textes dans l'émission de Dee Nasty sur
Radio Nova (où il rap : « Claude MC tel est mon nom, Solaar est mon tag il aura du
renom » Solaar est au départ son tag), tout en étudiant les langues à l'université de
Jussieu. Après des études de philosophie et plusieurs clips réalisés par RapLine et
diffusés dans l'émission (Bouge de là et Quartier Nord) il sort son premier single en
1990, alors que le rap est encore assez méconnu du grand public en France : Bouge de
là (avec un nouveau clip), extrait de son premier album, connait un franc succès dès sa
sortie (disque de platine). Ce single est basé sur un sample de The Message du groupe
Cymande en 1973. Sa première télévision live sera dans l'émission de Christophe
Dechavanne : Ciel, mon mardi !.
1991-1997 : percée avec l'album Prose Combat[modifier]
Après le succès de Bouge de là, il collabore avec le groupe américain De La Soul
lorsqu'ils sont ensemble sur la scène de l'Olympia en septembre 1991. À la fin de
l'année 1991, Solaar sort son premier album Qui sème le vent récolte le tempo qui
atteint les 400 000 exemplaires. Avec le succès de son premier album, il entame une
longue tournée en Pologne et en Russie. En décembre 1992, il continue sa tournée dans
12 pays de l'Afrique de l'Ouest où son flow en français est très apprécié de ses fans
africains. MC Solaar s'est engagé pour faire libérer le prisonnier politique sud-coréen
Kim Song Man, en participant avec Costa-Gavras au court-métrage Pour Kim Song-
Man en 1991 avec le groupe Saï Saï[2].
En 1993, il collabore avec le rappeur américain Guru du groupe Gang Starr avec Le
bien, le mal sur l'album Jazzmatazz Vol. 1, une première pour un rappeur français signe
de la notoriété acquise par Solaar, notamment aux États-Unis. Il est sur la compilation
Rap Les Cools Sessions dirigé par son ami Jimmy Jay avec le titre Et Dieu créa
l'homme, il fait aussi toutes les intros des autres titres.
MC Solaar retourne en studio en 1994 pour enregistrer Prose combat. L'album se vend à
100 000 exemplaires dès les premier 10 jours de sa sortie en France. Il devient aussi une
des meilleures ventes dans vingt autres pays.
En 1995 il participe au disque La Haine, musiques inspirées du film, son titre Comme
dans un film ne sera plus présent dans les réeditions du disque en raison de mésentente
entres labels.
Beaucoup de ses clips sont traités avec attention et originalité. L'un des plus marquants
de MC Solaar est Le Nouveau Western réalisé au Texas, à New York et à Paris par le
réalisateur français Stéphane Sednaoui. Cette chanson s'appuie sur un sample de Bonnie
and Clyde de Serge Gainsbourg. En 1995 ses efforts sont récompensés par l'obtention
de la Victoire de la Musique de l'artiste interprète masculin de l'année.
En raison de la qualité littéraire de ses textes, en raison aussi, très certainement, de son
succès, il se retrouve rapidement pris entre deux feux : adopté par l’intelligentsia et les
milieux cultivés en général, il se voit accusé de compromission avec le « système » par
d’autres rappeurs. MC Solaar, qui ne figure pas dans les compilations de rap français
(Rapattitude I et II), poursuit ainsi son chemin en solitaire. Reconnu à l’étranger pour sa
collaboration avec Guru pour Le bien, le mal, il est devenu en France le rappeur que
l’on oppose à d’autres, comme NTM, plus radicaux, plus provocateurs.
En 1997, Solaar retourne en studio avec son ami producteur et collaborateur de longue
date, Jimmy Jay, pour enregistrer son troisième album Paradisiaque. L'album est encore
un succès. Ce qui l'entraine sur une longue tournée européenne qui commence le 9
janvier au Zénith à Paris. Au début de sa carrière, Solaar était un fervent soutien de la
cause des noirs, de leurs difficultés à s'intégrer et à faire une vie en France.
1997-présent[modifier]
Il change progressivement de style au cours de ses huit albums, tout en conservant les
textes poétiques et originaux qui singularisent son œuvre, notamment de la fin des
années 1990 jusqu'au début du millénaire. En 2001, Solaar sort Cinquième As qui est
acclamé par la critique. Des chansons comme RMI, La Belle et le bad Boy, Hasta la
vista ou Solaar pleure, et leurs clips, ont connu le succès. Sa carrière est également
marquée par une collaboration avec le photographe Philippe Bordas, avec qui il a
beaucoup voyagé. En septembre 2006 est ainsi sorti un livre de photos légendées par
MC Solaar lui-même.
Par ailleurs, MC Solaar a plusieurs fois tenté de répondre au problème du
téléchargement illégal de manière originale. À la sortie de l'album Mach 6, il détourne
le téléchargement en faisant circuler une chanson reprenant l'air du titre La Vie est belle,
mais avec d'autres paroles, dans lesquelles il décrit entre autres les conséquences
économiques du téléchargement pour les musiciens débutants.
Da Vinci Claude est le premier single extrait du septième album studio de MC Solaar
Chapitre 7 (sortie 18 juin 2007), le deuxième, Clic clic, étant sorti en août 2007. À la
sortie de Chapitre 7, MC Solaar a de nouveau détourné le téléchargement, en faisant
circuler une fausse version de son album, dans laquelle chaque morceau consiste
simplement en une boucle d'une séquence de quelques secondes. C'est une société en
relation avec sa nouvelle maison de disque qui en a eu l'idée et Claude a trouvé cela très
original[réf. nécessaire].
MC Solaar est la première signature du label indépendant A2L Conseil.
Mc Solaar revisite le mythe Rabbi Jacob avec sa chanson Le rabbi muffin. La chanson
fait partie de la comédie musicale de 2008 Les Aventures de Rabbi Jacob dirigée par
Patrick Timsit. Le titre reprend le sample du film composé à l'époque par Vladimir
Cosma.
En juillet 2008, il participe aux 20èmes Francofolies de Spa, invité par Daran pour sa
carte blanche, pour deux duos, sur Belle Comme (de Daran) et sur Da Vinci Claude.
Notoriété[modifier]
• Sur France 3, MC Solaar a été caricaturé dans l'émission de jeunesse
Les Minikeums par la marionnette « M'Sé ».
• Le 8 février 1997, il est appelé pour la première fois pour participer
au spectacle des Enfoirés. Depuis 2001, il y va toujours.
• Le titre La belle et le Bad boy de l'album Cinquième As est utilisé
dans un épisode de True Blood, l'épisode 6 de la saison 3, diffusé le
dimanche 25 juillet 2010 sur HBO et dans le dernier épisode de Sex
and the city "An american girl in Paris - Part 2" diffusé en 2004 sur
HBO.
• Mc Solaar dont la qualité d'écriture est mondialement reconnue est
régulièrement étudié en cours de français, notamment dans les
collèges et lycées des pays anglophones.
Discographie[modifier]
Albums[modifier]
• 1991 : Qui sème le vent récolte le tempo
• 1994 : Prose combat
• 1997 : Paradisiaque
• 1998 : MC Solaar
• 1998 : Le tour de la question Album live à L'Olympia
• 2001 : Cinquième As
• 2003 : Mach 6
• 2007 : Chapitre 7
• 2010 : Magnum 567 Coffret contenant Cinquième As, Mach 6 et Chapitre
7[3].
• 2011 : Nouvel Album (Printemps)

Participations & inédits[modifier]


• Il apparait dans l'émission 24h sur Canal +, dans 24h avec Public
Enemy, où on peut le voir faire un rap dans le RER.
• Première prestation télévisuelle avec la chanson Bouge de là dans
l'émission Baby-Lone sur La Cinq
• Et Dieu créa l'homme - Compilation de Jimmy Jay "Les Cools Sessions"
• Le bien, le mal - Album de Guru (Gangstarr) "Jazzmatazz" avec Guru
• Le syndrome de Stockholm - Maxi de MC Solaar "Obsolète" avec
Bambi Cruz (qui fût un de ces danseurs)
• Zig zag de l'aisé - Maxi de MC Solaar "La Concubine De
L'Hémoglobine"
• Represent - Maxi de MC Solaar "La Concubine De L'Hémoglobine"
avec Black Jack, Carlos (Sens Unik), Mello Philo (Sages Po') & Willy
Roots
• Comme dans un film - BO du film La Haine
• Le repas - Album de Sens Unik "Chromatic" avec Sens Unik
• Listen - Album de Urban Species Listen avec Urban Species
• Solaar power - Maxi de MC Solaar "Solaar Power E.P." et version
anglaise de "Prose Combat"
• I'm doin' fine - Maxi de MC Solaar "Solaar Power E.P." et version
anglaise de "Prose Combat" avec The Roots
• 8 mesures pour 12 types - Album de Bambi Cruz "Ouvre Les Yeux"
avec Puzzle, 9 Respect, Bambi Cruz, Driver, Kaysha, Rootsneg'...
• All n my grill (European mix) - Album (version européenne) de Missy
Elliott "Da Real World" avec Missy Elliott
• À Jalálábád - Album de I Muvrini "Umani" avec I Muvrini, Zarina &
Marina Fazel
• Le flow Beretta - Inédit
• Inséparables - Album de Black Jack (ex-Democrates D) "Black Jack"
avec Black Jack
• Petite sœur - Album de Philemon "L'Excuse" avec Philemon
• Un Ange en Danger - Avec Ron Carter, dans le documentaire "Red,
Hot & Cool" (1994)
• La Boîte de Pandore - Album de Julie Zénatti "La Boîte de Pandore"
avec Julie Zénatti (2007)

Filmographie[modifier]
• 1991 : Pour Kim Song-Man court-métrage de Costa-Gavras
• 2005 : Mort à l'écran d'Alexis Ferrebeuf court métrage : Jonathan

Récompenses[modifier]
• 1992 : Victoire de la Musique du groupe de l'année
• 1995 : Victoire de la Musique de l'artiste interprète masculin de
l'année
• 1995 : Victoire de la Musique du vidéo-clip de l'année pour Nouveau
Western (réalisateur : Stéphane Sednaoui)
• 2008 : Victoire de la Musique de l'album de musiques urbaines de
l'année pour Chapitre 7
Précédé par MC Solaar Suivi par

Victoire de la
Elmer Food musique du groupe
de l’année Pow Wow
Beat
1992

Victoire de la
musique de l'artiste Maxime Le
Alain Souchon interprète masculin Forestier
1995

Voir aussi[modifier]
Bibliographie[modifier]
• (fr) « Les 100 personnalités de la diaspora africaine : MC Solaar », in
Jeune Afrique, no 2536-2537, du 16 au 29 août 2009, p. 59

Références[modifier]
1. ↑ infodisc.fr [archive]
2. ↑ Fiche programme : KIM SONG-MAN - COREE DU SUD, professionnels de
l’audiovisuel [archive], Artepro
3. ↑ MusicMe [archive]

[enrouler]
v·d·m

MC Solaar

Qui sème le vent récolte le tempo • Prose combat •


Albums studio Paradisiaque • MC Solaar • Cinquième As • Mach 6 •
Chapitre 7

Bouge de là • Caroline • Qui sème le vent récolte le


tempo • Victime de la mode • Le bien, le mal •
Nouveau Western • Obsolète • Séquelles • La
Concubine de l'hémoglobine • Paradisiaque • Les
Singles Temps changent • Gangster moderne • La 5e Saison •
All N My Grill • Hasta La Vista • La Belle et le Bad Boy
• La La La, La • RMI • Solaar Pleure • Inch' Allah • Da
Vinci Claude • Clic Clic • Carpe Diem • Le Rabbi
muffin

Albums en live Le Tour de la question

Principaux films Pour Kim Song-Man • Mort à l'écran

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Naissance à Dakar | Personnalité de Villeneuve-Saint-Georges | Musicien du
Val-de-Marne | [+]

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Wikipedia® est une marque déposée de la Wikimedia Foundation,
Inc., organisation de bienfaisance régie par le paragraphe 501(c)(3)
du code fiscal des États-Unis.
http://fr.wikipedia.org/wiki/MC_Solaar 04 04 2011-04-04

Quels sont les rappeurs français les plus connus ?


Né aux USA, au milieu des années 1970, le rap consiste à poser des
chansons sur de la musique et cette disciple du mouvement hip-hop
s'exporte sur la scène internationale. Trente ans plus tard, le rap français
s'est forgé une histoire et de nombreux rappeurs se font connaître du
grand public.
Mais quels sont les rappeurs français les plus connus ?

Par : Mehdi SGHAIER Confirmé en Musique



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1990 à 2000 : les pionniers
Même si dès 1984, Sydney fait découvrir le rap au public français avec
son émission H.I.P.H.O.P., c'est en 1990 et en 1992 que sortent les
disques Rapattitude. Ces deux compiles font apparaître une première
génération de MC.
Certains noms sortent de l'ombre, comme Rockin' Squat (Assassin), Joey
Starr et Kool Shen (NTM) ou Akhenaton et Shurik'n (IAM). Ils deviennent
les précurseurs du mouvement rap qui explose vite au grand public.
Au fil de la décennie, d'autres artistes continuent à développer ce courant
musical, en montrant des facettes diverses : Kery James (Ideal J), Lino et
Calbo (Arsenik) ou encore Ali, Booba, Oxmo Puccino et Pit Baccardi
(Time Bomb).

2000 à 2010 : La seconde génération


Alors que les pionniers sont totalement intégrés dans le paysage musical
français, la relève apparue dès les années 90 explose à son tour.
En 2003, le collectif Mafia K1 Fry devient incontournable et profite du
succès de certains membres comme Rim K, AP et Mokobé (113) et
Rohff.
La décennie voit aussi la dissolution de nombreux groupes de la première
génération. La Fonky Family de Sat, Le Rat Lucciano, Don Choa et
Menzo sortent leur dernier album ensemble en 2006. Alors qu'au même
moment, Soprano, Vincenzo et Segnor Alonzo enchaînent les disques
d'or avec leur groupe Psy 4 de la Rime.
Le rap au féminin fait aussi son explosion grâce au succès de Diams et
de Keny Arkana, qui deviennent très vite des icônes du mouvement.

2010 : La mort du rap ou sa renaissance ?


Les puristes ne cessent de dire que l'âge d'or du rap fr est passé. Les
succès des années 2000 et la vulgarisation du Rap par Skyrock ont
transformé ce mouvement.
Devenu un style médiatique, omniprésent chez les adolescents, il a de
nouveaux noms comme la Sexion d'Assault, Orelsan, Amy et Bushy ou
encore TLF, qui apparaissent dans les radios rap.
Mais en 2010, on assiste aussi a un grand retour de rappeurs connus,
issu de la première génération. Malgré l'arrivée d'une nouvelle
génération, Oxmo Puccino, Ali, Booba, Shurik'n ou 113 restent présent
dans l'univers du rap français.
http://www.les-experts.com/article-1308-quels-sont-les-rappeurs-francais-
les-plus-connus.html 04 04 2011

forum yahoo os mais famosos rappeurs franceses

Quel est le rappeur le plus celebre en


France?
Je vous remercie.

• Il y a 2 ans
• Signaler un abus

by Guimauve
Membre depuis :

26 novembre 2008

Total des points :

26 693 (niveau 7)

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• Bloqué(s)

Meilleure réponse - Choisie par les votants


Le plus célèbre n est pas forcément le meilleur , c est Mc Solaar , moi perso
j aime pas , je dirais meme que c est de la variété , pour moi les vrais
rappeurs connus en France c est :
Akhenton(Iam)
Kery James
Kool Shen & Joey Starr (NTM)
Medine
Le Rat Luciano (FF)
Rockin Squat (Assassins)
...

• Il y a 2 ans
• Signaler un abus
25% 2 votes
• 2 des membres ont évalué ce contenu comme étant bon

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Autres réponses (17)

• by Ouh Pinaizzze....
Membre depuis :
06 septembre 2007

Total des points :

321 (niveau 2)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
Salut,
Le plus célèbre est certainement Joey Starr du fait de ses nombreuses
frasques télévisées, des affaires médiatisées et surtout de son
appartenance au groupe rap français le plus célèbre NTM (Kool Shen
étant bien moins médiatique).
Que l'on écoute ou pas, tout le monde en a déjà entendu parler,
même mamie, qui n'a pas bougé de son appartement depuis 10
ans!!!!
En ce qui concerne la valeur des textes, Oxmo Puccino a toujours été
qualifié comme un grand, très grand rappeur.
Célèbre est facile à déterminer ; Meilleur... C'est déjà plus difficile,
tous les gouts sont dans la nature, ça vaut aussi pour le rap.
○ Il y a 2 ans
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13% 1 vote

• by LEVICE
Membre depuis :
27 mars 2009

Total des points :

387 (niveau 2)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
jo jo en therme de notorieté avec le groupe iam, le meilleur y a pas
de meilleur rappeur en france, y a des bon des nazes, c'est tout, met
pas de meilleurs, désoler ikbal, met ton frere et loin d'etre le meilleur,
parole de rappeur.....
Sources :
seule tout

○ Il y a 2 ans
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○ 1 a évalué ce contenu comme étant bon

• by elur samah
Membre depuis :
07 avril 2008

Total des points :

5 119 (niveau 5)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
Le plus célèbre ça reste joey starr car il ça va longtemps qu'il est en
activité, qu'il est passé dans toutes sortes d'émissions, ce aui fait que
meme les vieux savent qui c'est.
On a dit le plus célébre, pas le meilleur ou celui qui vend le plus.

Et entre booba et rohff, ça doit être Booba car il marque plus les
esprits quand il passe à la télé.
○ Il y a 2 ans
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○ 1 a évalué ce contenu comme étant bon

• by » ɱσɱσ « Yeah !
Membre depuis :
22 février 2009

Total des points :

26 122 (niveau 7)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
pour ceux qui ont vécu l'age d'or du rap (20 jusqu'a 30 ans et plus) te
disent : IAM (akh; rappeur, producteur, réalisateur...), NTM (joey
distingué par sa voix rauque, tres connus surtout pour ses démêlés
avec la justice), ASSASSIN (rockin squat c'est le fils du comédien Jean-
Pierre Cassel et le frère de Vincent entre autre), MC SOLAAR, FF........

et pour ceux aui sont arrivés apres c'est a dire dans les années 2000
(moins de 20 ans) te disent B2O; ROHFF, SINIK, DIAM'S, KERY....

le célèbre n'est pas forcement le meilleur (regardez les ventes du


dernier album de Rohff et Oxmo par exemple)
○ Il y a 2 ans
○ Signaler un abus
13% 1 vote
○ 2 des membres ont évalué ce contenu comme étant bon

• by ☞BeS™(Le FutiloiS ツ)Top BiqueT㋡☜


Membre depuis :
17 février 2008

Total des points :

84 539 (niveau 7)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
Le meilleur rappeur français est de loin Kery James...Malgré son
chagement de style apres sa conversion...
Il est reconnu de tout les rappeurs comme le meilleur rappeur
français
○ Il y a 2 ans
○ Signaler un abus
0% 0 votes
○ 3 des membres ont évalué ce contenu comme étant bon

• by Jenny J
Membre depuis :
15 décembre 2008

Total des points :

791 (niveau 2)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
EMINEM !!! J'pense que tout le monde le connait !
Sources :
Envie de vous faire découvrir Or-Norm : http://or-norm-
officiel.skyrock.com/

○ Il y a 2 ans
○ Signaler un abus
0% 0 votes

• by Pan la bellete
Membre depuis :
26 décembre 2008

Total des points :

802 (niveau 2)

○ Ajouter contact
○ Bloqué(s)
Mc Solaar , bien sur c est le plus connu en france , deja par ses
participation au enfoirés , meme si j approuve pas , c est quand
meme le plus célèbre. Rohff , booba et consors n on pas autant de
notoriété.
○ Il y a 2 ans
○ Signaler un abus
0% 0 votes
○ 3 des membres ont évalué ce contenu comme étant bon

• by Aiacciu
Membre depuis :
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Le plus célèbre est surement MC Solaar, même si je n'apprécie pas
trop moi non plus.

Sinik est aussi très connu et beaucoup plus populaire


Sources :
http://www.sinik-lesite.com/

○ Il y a 2 ans
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• by Thal€$ sort son Joker


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C'est 2PAC (les rappeurs les plus célèbres en FRANCE ne sont pas
forcément français).
Les vrais rappeurs old school sont américains.
○ Il y a 2 ans
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• by John Cobalt
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je ne les aime pas, mais je pense que joey starr, ou mc solaar ou doc
gyneco...peuvent etre une piste!
○ Il y a 2 ans
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• by Frenchy ALMIGHTY
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B2O.
○ Il y a 2 ans
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• by sonia romaine b
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Je dirai SEFYU, il est trop fort!
○ Il y a 2 ans
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• by R€D' aka IndéYo'


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Rohff et Booba , j'hésite
○ Il y a 2 ans
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• by Fanfan66...
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I ' AM
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• by solitair...
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Joey Star..........et son singe
○ Il y a 2 ans
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• by lil wayne
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je sais pas
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• by N154SD
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Réponse masquée (mauvaises évaluations) Afficher
le rap n'existe pas en france

○ Il y a 2 ans
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