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Parte I

Parte I

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Sections

  • Física, Avaliação
  • Regrasde Avaliação
  • Programa
  • Física I
  • Leis da Física
  • Sistema Internacional de Unidades
  • Unidades e Padrões
  • Dimensões
  • Algarismos significativos
  • Unidades e Medidas. Problemas
  • Cinemática a uma dimensão. Velocidade média
  • Velocidade Instantânea
  • Aceleração a uma dimensão
  • Determinação da Aceleraçãoe da Velocidade
  • Velocidade e Posiçãoa partir da Aceleração
  • Caso particular: quando a aceleração é constante
  • Áreas
  • Movimentorectilíneo. Problemas
  • Equações do movimento uniformemente acelerado
  • Equações do Movimento Uniformemente Acelerado
  • Cinemática, Movimento a 2D e 3D
  • Aplicação aoMovimentode Projécteis
  • Um caso particular do lançamentode projécteis
  • Trajectória do movimento
  • Movimento Circular
  • Velocidade angular
  • Aceleração angular
  • O módulo da velocidade no Movimento Circular
  • Aceleração centrípeta
  • Aceleração centrípeta (cont.)
  • Aceleração tangencial e total
  • Movimento circular
  • Movimento Relativo
  • Transformação de Galileu
  • Aceleração no movimento relativo
  • Leis de Newton
  • Segunda Lei de Newton
  • Terceira Lei de Newton
  • Diagrama do corpo livre
  • Força Gravitacional
  • Peso aparente deum corpo
  • Quantidade de movimento linear
  • Conservação da quantidade de movimento
  • Atrito sólido-sólido
  • Propriedades do Atrito Estático
  • Atrito cinético
  • Atrito sólido-fluido
  • Coeficiente de arrasto e a forma dos objectos
  • Coeficiente de arrasto e a Lei de Stokes
  • Velocidade terminal na queda livre dos graves
  • Força centrípeta
  • Forças de Inércia
  • Referências inerciais
  • Força e Movimento I
  • Força e Movimento I. Problemas
  • Trabalho e Energia.Trabalho efectuadopor uma Força
  • Exemplos de trabalhos efectuados por Forças constantes
  • Definição de trabalho infinitésimal
  • Forças em Molas
  • Trabalho efectuado pela força de uma mola
  • Energia cinética
  • Teorema do Trabalho-Energia: consequências
  • Potência
  • Forças conservativas e Energia Potencial
  • Trabalho realizado por uma mola
  • Trabalho realizado pela força de atrito cinético
  • Forças Conservativas
  • Energia Potencial
  • Energias Potenciais
  • Conservação de energia
  • Energia potencial entre dois átomos
  • Quantidade de Movimento Angular
  • A Segunda Lei de Newton na forma Angular
  • MovimentosLinear (1D) e de Rotação (analogias)
  • Gravitação
  • Energia potencial gravitacional

Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

htm
1
Regras
Funcionamento da disciplina
Aulas Teóricas em 2 blocos de 1,5 h cada (com resolução de
problemas)
Aulas Laboratoriais (Práticas) em blocos de 3h, sala 101 – edificio I
Bibliografia (também para Física II e III):
Halliday, Resnick & Walker, Fundamentals of Physics (6th ed)
Halliday, Resnick & Walker, Fundamentos de Física, vol.1, 2 (6ª ed)
Guiões, Manual e Problemas (enunciados) disponíveis no arquivo de
www.df.fct.unl.pt
Resoluções de alguns problemas e enunciados e resoluções de
exames de anos anteriores em www.df.fct.unl.pt
Site:
Física I
DF Física 6,5 1,5 0 3 Física I
(Informática)
Sector Área Cient. ECTS P (H) TP (H) T (H) Disciplina
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2
Física, Avaliação
Meios de avaliação
• Relatórios de 5 trabalhos práticos, realizados nas aulas práticas, a que
corresponderá uma nota, NL , dada pela média das notas de todos os relatórios
(os relatórios não efectuados ficarão com nota igual a zero);
• Dois testes de avaliação a que corresponderá as notas NT1 e NT2 e a sua média
aritmética NT.
1. T1 a 20Abr05
2. T2 a 1Jun05
• Exame de Recurso, a que corresponderá uma nota, NE.
• A Nota Final é NF
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3
Regras de Avaliação
Critério de Frequência: NL ≥10
Nota: É reconhecida a frequência (i.e. NL - nota dos laboratórios positiva) obtida
em anos anteriores.
Critério de Aprovação:
Para os alunos que obtêm frequência em 2004/2005
NL ≥10 e NT ≥8 (desde que NT1 e NT2 ≥6) e NF ≥10 com NF =0,5 NL+0,5 NT ,
ou
NL ≥10 e NE ≥8 e NF ≥10 com NF =0,5 NL+0,5 NE ,
Para os alunos que obtiveram frequência de anos anteriores
NL ≥10 e NT ≥10 (desde que NT1 e NT2 ≥6) e NF ≥10 com NF =NT ,
ou
NL ≥10 e NE ≥10 com NF =NE
Cálculo das Notas; a nota NL será dada em unidades da escala (1 a 20); as outras notas
poderão ser dadas com aproximação às décimas ou centésimas; o arredondamento será feito
apenas na nota final.
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4
Programa
Conceitos Gerais: Grandezas, medidas, incertezas, dimensões e unidades. O espaço
e o tempo. Referenciais. Os modelos da mecânica.
Cinemática: Os conceitos de velocidade e aceleração. Determinação da velocidade e
do vector posicional a partir da aceleração. Movimento relativo de translação uniforme,
transformação de Galileu.
Dinâmica da Partícula: Referenciais de inércia. Conservação do momento linear, do
momento angular e da energia de uma partícula. Referenciais não inerciais.
Interacção Gravitacional: Forças centrais. Leis de Kepler. Lei da gravitação universal.
Campo gravítico. Energia potencial gravítica. A terra como referencial não inercial:
efeito centrífugo e de Coriolis.
Dinâmica de Sistemas de Partículas: Centro de massa e referencial do centro de
massa. Conservação do momento linear, do momento angular e da energia. Colisões.
Sistemas de massa variável.
Introdução à Mecânica Estatística: Lei de distribuição de Maxwell Boltzman. Noções
estatísticas de temperatura e de entropia.
Dinâmica de Fluidos: Fluidos em repouso; leis de Pascal e Arquimedes. Fluidos em
movimento; equações de continuidade e de Bernoulli.
Movimentos Oscilatórios: Movimento oscilatório harmónico, amortecido e forçado
(ressonância).
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5
Física I
Coordenadora de Física I: Profª. Adelaide Pedro de Jesus, ajesus@fct.unl.pt
Teóricas: Prof. Carlos J. Dias, Gab 104-I, dias@dcm.fct.unl.pt
Secretaria do Departamento de Física I, sala 202, edificio I
Inscrições nos testes e exames obrigatória.
Site Física IA
www.df.fct.unl.pt
Informática: http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
Inscrições manual nos turnos práticos: para todos aqueles que por algum motivo
não se tenham inscrito. Quarta-feira, 2Mar05 á tarde 14H-16H, sala 101, edificio I.
Aulas práticas começam a 07Mar05
Na 1ª aula prática preencher a ficha de aluno. É necessário uma fotografia. Não é
facultativo.
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6
O que é uma Lei Física?
Relação quantitativa entre grandezas físicas.
Por exemplo a relação entre a força e a aceleração.
Natureza da lei física
A lei física é a melhor aproximação possível aos dados experimentais.
Quando existem dados os quais não são correctamente descritos por uma lei física
esta deve ser modificada de forma a incluir também os novos dados.
Este método, chamado científico, depende da medição de grandezas físicas.
Em que consiste uma medição?
Consiste na comparação de uma grandeza com uma unidade padrão.
Leis da Física
ma F =
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7
Compreende sete grandezas fundamentais:
Comprimento (metro [m])
Tempo (segundo [s])
Massa (quilo [kg])
Temperatura (kelvin [K])
Intensidade de corrente eléctrica (ampere [A])
Quantidade de matéria (mole [mol])
Intensidade luminosa (candela [cd])
(entre parênteses estão as unidades e respectivas abreviaturas
utilizadas no sistema SI)
Todas as outras grandezas físicas são derivadas destas
grandezas fundamentais
As grandezas a itálico são aquelas que serão abordadas nesta
cadeira.
Sistema Internacional de Unidades
Termómetro de gás
Padrão da massa
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8
Unidades e Padrões
Porque é que precisamos de unidades de medida?
Inicialmente, para fins sociais, pois facilitava a troca de bens.
Hoje em dia, a forma de interagirmos com o mundo depende
em larga medida da exactidão com que determinadas
teorias explicam o mundo e predizem o seu comportamento
futuro.
Definições das unidades fundamentais
O metro é o comprimento da trajectória percorrida pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299 792,458 de um segundo
Um segundo é o tempo gasto para que ocorram 9 192 631, 770 oscilações da luz (de
um comprimento de onda específico) emitidas por um átomo de Césio-133
O padrão SI de massa é um cilindro de Platina/Iridio mantido na Agência Internacional
de Pesos e Medidas.
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9
Prefixos
Para expressar grandezas físicas muito grandes ou muito
pequenas, empregam-se prefixos ás unidades. Estes
prefixos encontram-se tabelados
Por exemplo um (milí)metro é 10
-3
m
T Tera- 10
12
f femto- 10
-15
p pico- 10
-12
n nano- 10
-9
u micro- 10
-6
m Mili- 10
-3
c centi- 10
-2
k Quilo- 10
3
M Mega- 10
6
G Giga- 10
9
Simbolo Prefixo Factor
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10
Dimensões
As dimensões das grandezas derivadas
podem ser expressas em função das
dimensões das grandezas fundamentais.
Por exemplo,
[ML
2
T
-2
] J Energia
[ML
-1
T
-2
] N/m
2
Pressão
[MLT
-2
] N Força
[LT
-1
] m/s Velocidade
[T
-1
] Hz Frequência
[M] kg Massa
[T] s Tempo
[L] m Comprimento
Dimensões Unidades SI Grandeza
Exemplo
A força de atracção gravitacional entre
duas massas separadas da distância d
é dada por,
Quais as dimensões da constante
universal de gravitação G? E as suas
unidades no sistema SI?
2
2 1
d
M M
G F =
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Algarismos significativos
3 km é muito diferente de 3,00 km. Porquê?
O número de algarismos significativos informa-nos sobre a incerteza que
existe relativamente ao resultado experimental.
Regras
Contagem. Começa-se pela esquerda e ignorando os zeros. Contam-se os números até
áquele em relação ao qual temos dúvidas (mas incluindo-o). Se o primeiro algarismo do
número for 5, ou maior, conta por dois.
Numa soma ou subtracção retém-se o valor até à casa decimal sobre a qual existem
dúvidas
Num produto ou divisão o resultado deve ter um número de algarismos significativos
igual ao menos preciso dos factores
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12
Unidades e Medidas. Problemas
8P. Nos Estados Unidos uma casa de bonecas está na escala de 1:12 em relação a uma
casa real (ou seja cada comprimento é 1/12 do correspondente numa casa real) enquanto
que uma casa-miniatura é construída numa escala 1:144. Suponha que uma casa real
(ver figura) possui uma largura de fachada de 20 m, uma profundidade de 12 m, uma
altura de 6,0 m e um telhado tradicional de duas águas (faces triangulares verticais nas
extremidades) com 3,0 m de altura. Em metros cúbicos, quais os volumes (a) da casa de
boneca e (b) da casa-miniatura? (R: 1,042 m
3
; 6,03x10
-4
m3)
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13
Unidades e Medidas. Problemas
13P. Cinco relógios estão sendo testados num laboratório. Exactamente ao meio-dia,
determinado pelo sinal WWV, as leituras dos relógios em dias seguidos de uma
semana são tabelados com se mostra a seguir. Classifique os relógios de acordo com o
seu valor relativo como bons cronómetros, do melhor para o pior. Justifique a sua
escolha. (R: C, D, A, B, E)
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Unidades e Medidas. Problemas
15P. Uma unidade astronómica (UA) é a distância média do Sol á Terra,
aproximadamente 1,5x10
8
km. A velocidade da luz é aproximadamente 3,0x10
8
m/s.
Expresse a velocidade da luz em termos das unidades astronómicas por minuto. (R:
0,12 UA/min)
19E. A Terra possui uma massa de 5,98x10
24
kg. A massa média dos átomos que
compõem a Terra é de 40 uma (1 uma = 1/12 da massa de um átomo de carbono =
1,6605402x10
-27
kg). Quantos átomos existem na Terra? (R: 9,0x10
49
átomos)
21P. (a) Supondo que cada centímetro cúbico de água possui uma massa de
exactamente 1g, determine a massa de um metro cúbico de água em quilogramas. (b)
Suponha que demora 10,0h para esvaziar um recipiente com 5700 m
3
de água. Qual a
taxa de escoamento mássico da água em quilogramas por segundo? (R: 10
3
kg; 158
kg/s)
Qual a velocidade em m/s de um carro cujo velocímetro indica 90 km/h? E em mph
(i.e. milhas por hora; 1 mi=1,609 km)? (R: 25 m/s; 55,9 mph)
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Cinemática a uma dimensão. Velocidade média
t
x
t t
x x
tempo de intervalo
to deslocamen
v
med


=


= =
1 2
1 2
Q: Quando é que a velocidade é negativa?
R: Quando, no intervalo de tempo ∆t considerado, o valor algébrico do
deslocamento ∆x, fôr negativo.
NOTA: A velocidade NÃO DEPENDE da posição.
A velocidade média é,
x ∆
t ∆
x
t
Gráfico da posição de um corpo
no eixo x em função do tempo
1
t
2
t
2
x
1
x
3
t
Atenção que, físicamente,
o corpo está sempre
sobre o eixo do x.
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Velocidade Instantânea
dt
dx
t
x
t t
x x
v
t t
=


=


=
→ ∆ → ∆ 0
1
1
0
lim lim
A velocidade é pois a derivada da posição x(t) em ordem ao tempo.
É o declive da tangente da curva x(t) no ponto t=t
1
A velocidade instantânea é o limite da velocidade média quando o intervalo
de tempo tende para zero.
x
t
Gráfico da posição de um corpo
no eixo x em função do tempo
1
t
1
x
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Aceleração a uma dimensão
t
v
a
med


=
Aceleração média
Aceleração (instantânea)
Q: Quando é que a aceleração é negativa?
R: Quando há uma variação algébrica negativa (∆v) da velocidade,
no intervalo de tempo considerado.
Q: O que é que se entende por desaceleração na linguagem
corrente?
A aceleração representa a taxa de variação da velocidade no tempo.
A aceleração é pois a derivada
da velocidade em ordem ao
tempo.
dt
dv
a =
v
t
t ∆
v ∆
Atenção que, físicamente,
o corpo continua sempre
sobre o eixo do x.
y
g
t
v
− =


Queda dos
graves
1
t
med
a
a
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Determinação da Aceleração e da Velocidade
Se tivermos
dt
dx
v =
A velocidade é dada por,
( ) t x x =
2
2
dt
x d
dt
dv
a = = E a aceleração é dada por,
A aceleração é a segunda
derivada da posição
Suponha que a posição de um carro obedece á seguinte equação:
Esquematize a posição num gráfico x(t).
Qual a velocidade e aceleração desse carro em função do tempo?
2 4 3
2
+ + = t t x
A velocidade é a primeira
derivada da posição
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19
Velocidade e Posição a partir da Aceleração
∫ ∫ ∫
= − ⇒ =
= ⇒ =
t
t
o
t
t
v
v
o o o
dt a v v dt a dv
dt a dv
dt
dv
a integrando e
E o inverso? Sabemos a aceleração e queremos saber a velocidade?

+ =
t
t
o
o
dt a v v

+ = ⇒ =
t
t
o
o
dt v x x
dt
dx
v
Por analogia a posição do corpo pode ser determinada a partir da sua
velocidade,
v
o
e x
o
são respectivamente a velocidade e a posição do corpo no instante t=t
0
.
Chamam-se as condições iniciais do problema porque é frequente que t
0
=0.
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20
Caso particular: quando a aceleração é constante
Se a=constante. Obtém-se para a velocidade,
( )
( )
o o
o o
t
t
o
t t a v v
t t a v v
dt a v v
o
− + =
− = −
= −

Sabendo-se a velocidade, a posição é dada por,
( ) | |
( )
( )
2
2
o
o o o
t
t
o o o
t
t
o
t t a
t t v x x
dt t t a v x x
dt v x x
o
o

+ − + =
− + + =
+ =


Se t
0
=0,
(i.e. Se t
0
coincidir com o inicio da
contagem dos tempos)
parábola ;
2
recta ;
constante
2
at
t v x x
at v v
a
o o
o
+ + =
+ =
=
Aplicação à Queda dos graves
É costume, mas não obrigatório,
orientarmos o eixo para cima. Assim,
2
2
gt
t v y y
gt v v
g a
o o
o
− + =
− =
− =
y
g
t
v
− =


Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
21
Áreas
O deslocamento x-x
o
é, por definição:

= −
t
t
o
o
dt v x x
x-x
0
é numéricamente igual á área delimitada pela curva da velocidade
entre os instantes t
o
e t.
v
0
t t

= −
t
t
o
o
dt v x x
Casos particulares:
a) Velocidade constante.
b) Velocidade aumentando ou diminuindo linearmente no tempo.
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22
Movimento rectilíneo. Problemas
2.1 Você dirige uma pick-up mal-conservada numa estrada recta de 8,4 km a 70 km/h,
quando a pick-up pára por falta de gasolina. Nos 30 min seguintes você caminha outros
2,0 km pela estrada até chegar a um posto de gasolina.
(a) Qual o deslocamento total desde a saída com a pick-up até chegar ao posto? (b)
Qual o intervalo de tempo desde o inicio da viagem até à chegada ao posto? (c) Qual a
sua velocidade média entre o inicio e o fim da viagem? (d) Determine numericamente e
graficamente. (e) Suponha que para colocar gasolina, pagar e voltar à pick-up leva 45
min. Qual a velocidade escalar média do inicio até ao instante em que chega de volta à
pick-up?
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23
Movimento rectilíneo. Problemas
20P. Um electrão que move-se ao longo dos eixo dos xx tem a sua posição dada por
x=16 t e
-t
m, onde t está em segundos. A que distância da origem está o electrão
quando ele pára momentaneamente? (R: 5,89 m/s)
24P. A cabeça de uma cascavel pode acelerar até 50 m/s
2
ao golpear uma vítima. Se
um carro pudesse ter essa aceleração, quanto tempo levaria para ele atingir uma
velocidade de 100 km/h partindo do repouso? (0,56 s)
33P. Um carro circulando a 56,0 km/h está a 24,0 m de uma barreira quando o motorista
pisa com força no travão. O carro bate na barreira 2,00 s depois. (a) Qual a
desaceleração constante do carro antes do impacto? (b) Com que velocidade se
desloca o carro quando se dá o impacto? (-3,56 m/s
2
; 8,44 m/s)
36P. No instante em que o sinal de trânsito fica verde, um automóvel parte com uma
aceleração a de 2,2 m/s
2
. No mesmo instante um camião, circulando com velocidade
constante de 9,5 m/s alcança e ultrapassa o carro. (a) A que distância do sinal é que o
carro ultrapassará o camião? (b) Qual será a velocidade do carro nesse instante? (82 m;
19 m/s)
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24
Movimento rectilíneo. Problemas
11E. (a) Se a posição de uma partícula é dada por x = 4 – 12t + 3t
2
(onde t está em
segundos e x em metros), qual a velocidade no instante t=1 s? (b) Nesse momento
exacto ela desloca-se no sentido positivo ou no sentido negativo do eixo dos xx? (c)
Qual o módulo da velocidade nesse instante? (d) O módulo é maior ou menor em
instantes posteriores? (Tente responder as próximas perguntas sem efectuar cálculos)
(e) Existe algum instante em que a velocidade se chegue a anular? (f) Existe um
tempo após t=3 s no qual a partícula se desloque no sentido negativo do eixo dos xx?
(R: -6 m/s; no sentido negativo; 6 m/s; primeiro é menor e depois é maior; sim (t=2);
não)
16E. Uma avestruz assustada move-se em linha recta com uma velocidade descrita
pelo gráfico velocidade-tempo da figura. Faça um esboço da aceleração versus tempo.
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25
Movimento rectilíneo. Problemas.
42P. Um rapaz atira uma pedra para cima na direcção vertical com uma velocidade
inicial de 12,0 m/s do telhado de um prédio, 30,0 m acima do chão. (a) Quanto tempo
leva a pedra a chegar ao chão? (b) Qual a velocidade da pedra no instante do impacto?
(3,99 s; 27,1 m/s)
51P. Uma bola de argila húmida cai 15,0 m até ao chão. Ela fica em contacto com o
chão durante 20,0 ms antes de parar. Qual a aceleração média da bola até parar? (857
m/s
2
para cima)
53P. Para testar a qualidade de uma bola de ténis você deixa-a cair de uma altura de
4,00 m. Ela pula de volta até uma altura de 2,00 m. Se a bola estiver em contacto com o
piso durante cerca de 12,0 ms qual a aceleração média durante o contacto.
(1,26x10
3
m/s
2
para cima)
55P. Está a pingar água de um dos furos de um chuveiro situado a 2,00 m de altura.
Caem gotas a intervalos regulares com a primeira gota batendo no piso no instante em
que a quarta gota começa a cair. Ache as posições em que se encontravam a segunda e
a terceira gotas quando a primeira bateu no piso. (22cm e 89 cm)
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26
Vectores. Problemas.
6E. Um vector de deslocamento r
r
no plano xy tem um comprimento igual a 15m
e tem a orientação mostrada na Figura. Determine (a) a componente x e (b) a
componente y do vector (R: 12.99; 7.5)


10E. (p.44) Um carro dirige-se para leste numa distância de 50 km, em seguida
para norte ao longo de 30 km e depois numa direcção de 30º para o nordeste a
partir do norte durante 25 km. Construa o diagrama vectorial e determine (a)
módulo e (b) o ângulo de deslocamento total do carro desde o seu ponto de
partida. (63.8 km; 54º)

18P (p.45) São dados dois vectores,
m u u a
y x
ˆ 0 , 3 ˆ 0 , 4 − =
r
e m u u b
y x
ˆ 0 , 8 ˆ 0 , 6 − =
r

Quais são os módulos e os ângulos (relativos a
x
uˆ )
(a,b) do vector a
r
? (c,d) do vector b
r
(e,f) de a b
r
r
+ ? (g,h) de a b
r
r
− ? (i,j) de b a
r
r
− ? (k)
Qual o ângulo entre os vectores b a
r
r
− e a b
r
r
− ?
(R: 5; 36,9º; 10; 53,1º; 14,9; 47,7º; 5,38; -68,2º; 5,38; 111,8º; 180º)
° = 30 θ
r
r
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27
Vectores. Problemas.
31P. Use a definição de produto escalar b a
r
r
⋅ e o facto de que,
z z y y x x
b a b a b a b a + + = ⋅
r
r

para calcular o ângulo entre os dois vectores dados por,
m u u u a
z y x
ˆ 0 , 3 ˆ 0 , 3 ˆ 0 , 3 + + =
r
e m u u u b
z y x
ˆ 0 , 3 ˆ 0 , 1 ˆ 0 , 2 + + =
r

(R: 22,2 º)


33P. Mostre que a área do triângulo delimitado por a
r
e b
r
e pelo segmento que
une as pontas destes vectores na Fig. 3.30 é igual a
b a
r
r
×
2
1

φ
b
r
a
r
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28
Equações do movimento uniformemente acelerado
constante = a recta ; at v v
o
+ =
parábola ;
2
2
at
t v x x
o o
+ + =
Integração
Derivação
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29
Equações do Movimento Uniformemente Acelerado
constante = a recta ; at v v
o
+ =
parábola ;
2
2
at
t v x x
o o
+ + =
Integração
Derivação
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30
Cinemática, Movimento a 2D e 3D.
O vector aceleração é a
derivada do vector velocidade,
( )
( )
( )
( ) ( ) ( ) ( )
z z y y x x
z
z
y
y
x
x
u t a u t a u t a t a
u
dt
dv
u
dt
dv
u
dt
dv
t a
dt
t v d
t a
ˆ ˆ ˆ
ˆ ˆ ˆ
+ + =
+ + =
=
r
r
r
r
Se o movimento da partícula for a três dimensões,
O vector posição em coordenadas cartesianas é,
( ) ( ) ( ) ( )
z y x
u t z u t y u t x t r ˆ ˆ ˆ + + =
r
Verificamos que a relação entre a posição, a velocidade e a aceleração em cada
eixo é independente do que se passa nos outros dois eixos. i.e.,
dt
dv
a e
dt
dx
v
x
x x
= =
dt
dv
a e
dt
dy
v
y
y y
= =
dt
dv
a e
dt
dz
v
z
z z
= =
O vector velocidade é a derivada do
vector posição,
( )
( )
( )
( ) ( ) ( ) ( )
z z y y x x
z y x
u t v u t v u t v t v
u
dt
dz
u
dt
dy
u
dt
dx
t v
dt
t r d
t v
ˆ ˆ ˆ
ˆ ˆ ˆ
+ + =
+ + =
=
r
r
r
r
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
31
Aplicação ao Movimento de Projécteis.
A aceleração da gravidade é 9,8 m/s
2
no sentido de cima para baixo.
Se orientarmos o eixo dos y para cima será negativa.
1. Os movimentos em x e em y são
independentes.
2. No eixo x o projéctil percorre distâncias
iguais em tempos iguais, i.e. a velocidade é
constante
3. No eixo y o movimento é acelerado e
portanto a velocidade varia,
y
x
g o
v
r
o
r
r
y o x o o
u y u x r ˆ ˆ + =
r
CONDIÇÕES INICIAIS
O corpo no instante t=0 tem a
velocidade inicial
e está na posição inicial
y oy x ox o
u v u v v ˆ ˆ + =
r
Integrando o movimento nas duas
direcções do espaço x e y, entre os
instantes 0 e t,
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
y oy o x ox o
y oy x ox
y x
u
gt
t v y u t v x t r
u gt v u v t v
u g u t a
ˆ
2
ˆ
ˆ ˆ
ˆ ˆ 0
2
|
|
.
|

\
|
− + + + =
− + =
− =
r
r
r
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32
Um caso particular do lançamento de projécteis
( ) 0 , R
o
v
r
θ
y
x
O objecto é projectado com uma velocidade v
o
com um ângulo de lançamento α e parte
da origem dos espaços.
0 =
o
r
r
O corpo no instante t=0 tem a velocidade inicial,
e está na posição inicial
y o x o o
u v u v v ˆ sin ˆ cos θ θ + =
r
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
y o x o
y o x o
y x
u
gt
t v u t v t r
u gt v u v t v
u g u t a
ˆ
2
sin ˆ cos
ˆ sin ˆ cos
ˆ ˆ 0
2
|
|
.
|

\
|
− + =
− + =
− =
θ θ
θ θ
r
r
r
Questões:
Mostre que o valor do alcance é
Posição final
g
( )
g
v
R
o
θ 2 sin
2
=
Integrando obtemos,
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33
Trajectória do movimento
y
x
( ) x y y = a trajectóri
A trajectória é a curva descrita por um
móvel no espaço.
Se o movimento se efectuar a duas
dimensões, elimina-se o tempo das eqs
x=x(t) e y=y(t) para obter uma função do
tipo y=y(x),
O vector velocidade é tangente à
trajectória. i.e.
( ) ( )
t
u t v t v ˆ =
r
Onde u
t
é o vector unitário tangente
á trajectória e v(t) o módulo da
velocidade.
Mostre que a trajectória descrita por um
projéctil é uma parábola.
r
r

r
r
y
u y ˆ ∆
x
u x ˆ ∆
r r
r r
∆ +
( )
t
r
t v
t ∆

=
→ ∆
r
r
0
lim
Quer dizer que o vector velocidade é colinear
com que, por construção é
tangente á trajectória (ver figura).
r
r

Por definição
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
34
Movimento a duas e três dimensões
17E. Uma carabina é apontada na horizontal para um alvo distante 30 m. A bala acerta
o alvo a 1,9 cm abaixo do ponto visado. Quais são (a) o tempo de voo da bala? (b) o
módulo da sua velocidade ao sair da carabina? (R: 62 ms; 480 m/s)
18E. Uma bola rola horizontalmente para fora do tampo de uma mesa de altura 1,2 m.
Ela toca o chão a uma distância de 1,52 m da extremidade da mesa medida na
horizontal. (a) Quanto tempo fica a bola no ar? (b) Qual a velocidade escalar no
instante em que ela sai da mesa? (0,495 s; 3,07 m/s)
22E. Nos Campeonatos Mundiais de Atletismo de Pista e de Campo de 1991 em
Tóquio, Mike Powell saltou 8,95 m, batendo o recorde 23 anos do salto em distância
estabelecido por Bob Beamon por 5 cm. Suponha que a velocidade de Powell ao sair
do chão foi de 9,5 m/s (quase igual à de um velocista) e que g=9,80 m/s
2
em Tóquio.
De quanto é que o alcance horizontal de Powell era menor que o máximo possível para
uma partícula com a mesma velocidade escalar de 9,5 m/s. (0,26 m)
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
35
Movimento a duas e três dimensões
28E. Você arremessa uma bola em direcção a uma parede com uma velocidade
de 25,0 m/s fazendo um ângulo de 40,0 º acima da horizontal. A parede está a
22,0 m do ponto de lançamento da bola. (a) A que distância acima do ponto de
lançamento a bola bate na parede? (b) Quais as componentes horizontal e vertical
da sua velocidade quando ela bate na parede? (c) Quando ela bate, ela já passou
do ponto mais alto da sua trajectória? (12; 19,2u
x
+4,8 u
y
; não)
40P. Durante uma partida de ténis um jogador serve a bola a 23,6 m/s, com o
centro da bola deixando a raquete horizontalmente a 2,37 m acima da superfície
da quadra. A rede está afastada 12 m e tem 0,90 m de altura. Quando a bola
alcança a rede (a) ela consegue passar sem tocá-la? (b) Qual a distância entre o
centro da bola e o alto da rede? (c e d) Suponha agora que a bola sai da raquete
fazendo um ângulo de 5,00 º abaixo da horizontal. Responda ás questões (a) e (b)
nestas circunstâncias. (+20 cm; -85.4 cm)
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36
Equações do movimento uniformemente acelerado, 3D
¦
¹
¦
´
¦
z z
y y
x x
u a
u a
u a
ˆ
ˆ
ˆ
¦
¹
¦
´
¦
+ =
+ =
+ =
t a v v
t a v v
t a v v
z oz z
y oy y
x ox x
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
+ + =
+ + =
+ + =
2
2
2
2
2
2
t a
t v z z
t a
t v y y
t a
t v x x
z
oz o
y
oy o
x
ox o
Integração
Derivação
Aceleração Velocidade Posição
a
r

= dt a v
r r

= dt v r
r r
¦
¹
¦
´
¦

y
u g ˆ
0
¦
¹
¦
´
¦
− =
=
gt v v
v v
oy y
ox x
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
− + =
+ =
2
2
gt
t v y y
t v x x
oy o
ox o
Integração
Derivação
y
x
g o
v
r
o
r
r
Aplicação ao Lançamento de Projécteis, 2D
a
r
v
r
r
r
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37
O corpo descreve uma trajectória circular.
R – raio [m] do circulo descrito pelo corpo.
T – período [s]. Tempo necessário para completar um ciclo
Movimento Circular
T
f
1
=
θ
v
r
R
No movimento circular uniforme, um
corpo descreve uma trajectória circular
levando sempre o mesmo tempo a
completar uma volta ou ciclo.
f - frequência [Hz]. É o número de
ciclos por unidade de tempo
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38
Velocidade angular
A velocidade angular instantânea ω [rad/s] é o ângulo descrito por unidade de tempo.
dt

ω =
Se a velocidade angular fôr constante no tempo obtemos depois de
integrar,
f
T t t
o
o
π
π θ θ
ω 2
2
= =


=
Relação entre a velocidade angular e a frequência angular
( )
o o
t
t
t t
dt d
o o
− = −
=
∫ ∫
ω θ θ
ω θ
θ
θ
θ
v
r
R
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39
Aceleração angular
Se a velocidade angular ω variar no tempo então existe aceleração angular (α rad/s
2
)
dt

α =
Se a aceleração angular fôr constante obtemos depois de integrar,
2
0
2
1
t t
t
dt d
o o
o
t
o
α ω θ θ
α ω ω
α ω
ω
ω
+ + =
+ =
=
∫ ∫
Repare na correspondência com as expressões para
o movimento uniformemente acelerado 1D. Quais as
grandezas equivalentes ou análogas?
Nota: Nestas eqs. fixámos t
o
=0
x
v
a
a análogo é
a análogo é
a análogo é
θ
ω
α
2
2
at
t v x x
at v v
o o
o
+ + =
+ =
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40
O módulo da velocidade no Movimento Circular
O módulo da velocidade ao longo do circulo, v (m/s), algumas vezes
imprópriamente chamada velocidade linear, está relacionada com a velocidade
angular e com o raio do circulo,
R
T
R
t
l
v ω
π
= =


=
2
v
r
O vector velocidade no movimento circular uniforme é:
1. Tangente á trajectória (como sempre)
2. Constante em módulo
3. Varia continuamente de direcção
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41
Aceleração centrípeta
No movimento circular uniforme existe um tipo especial de aceleração chamada
centrípeta, responsável pela mudança na direcção da velocidade
R
θ ∆
t t
u u ˆ ˆ ∆ +
t

1 ˆ ˆ ˆ = = ∆ +
t t t
u u u
r

{ {
c
a
t
t
t
dt
u d
v u
dt
dv
dt
v d
u v v
r
r
r
ˆ
ˆ
ˆ
0
+ =
=
A derivada da velocidade
Qual a derivada de um vector unitário?
( )
( ) ( )
dt
u d
u
dt
u d
u u u
dt
d
u
dt
d
u
dt
d
t
t
t
t t t t
t
ˆ
ˆ 0
ˆ
ˆ 2 ˆ ˆ ˆ
0 ˆ
2
2
⊥ ⇒ = ⋅ = ⋅ =
=
( )
r
t t
u
dt
u d
v
dt
u d
v
dt
v d
ˆ
ˆ ˆ
− = =
r
A direcção do vector aceleração centrípeta
é perpendicular á tangente da trajectória. É
paralelo ao vector radial.
Tem o sentido negativo do vector radial
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
42
Aceleração centrípeta (cont.)
R
v
t t t
u
dt
u d
t t
t
t
t
= =


=

|
.
|

\
|

=


=
→ ∆ → ∆ → ∆
ω
θ
θ
2
2
lim
2
sin 2
lim
ˆ
lim
ˆ
0 0 0
R
θ ∆
t t
u u ˆ ˆ ∆ +
t

1 ˆ ˆ ˆ = = ∆ +
t t t
u u u
r

2
θ ∆
t
uˆ ∆
|
.
|

\
|

= ∆
2
sin 2 ˆ
θ
t
u
t

t t
u u ˆ ˆ ∆ +
2a
A aceleração centrípeta é
perpendicular á direcção da
velocidade e aponta sempre para
dentro do circulo,
r c
u
R
v
a ˆ
2
− =
r
( )
r
t t
u
dt
u d
v
dt
u d
v
dt
v d
ˆ
ˆ ˆ
− = =
r
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
43
Aceleração tangencial e total
t t
u
dt
dv
a ˆ =
r
Se o módulo da velocidade linear variar então existe
aceleração tangencial,
O vector aceleração tangencial é colinear com a velocidade
e portanto tangente à trajectória.
Aceleração total
O vector aceleração (total) é a soma
vectorial das acelerações centrípeta e
tangencial.
O seu módulo é dado por,
2 2
t c
a a a + =
r
{ {
c t
a
t
a
t
t
dt
u d
v u
dt
dv
dt
v d
u v v
r r
r
r
ˆ
ˆ
ˆ
+ =
=
No caso geral:
t
a
r
c
a
r
a
r
Movimento circular
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
44
Movimento circular
34E. Um satélite terrestre move-se numa órbita circular a 640 km acima da superfície da
Terra com um período de 98,0 min. Quais são os módulos (a) da velocidade (b) e da
aceleração centrípeta do satélite? (7.49x10
3
m/s; 8,00 m/s
2
)
51P. Um garoto rodopia uma pedra num circulo horizontal com um raio de 1,5 m e a uma
altura de 2,0 m acima do nível do chão. O fio parte-se e a pedra desprende-se
horizontalmente e bate no chão após percorrer uma distância horizontal de 10 m. Qual o
módulo da aceleração centrípeta da pedra enquanto estava em movimento circular? (163
m/s
2
)
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45
Movimento Relativo
Um passageiro (S
2
), viajando de comboio, atira uma bola para outro passageiro com
uma velocidade v
2
.
Qual a velocidade v
1
da bola, relativa a um observador (S
1
) que esteja parado na
estação?
2
v
r
1
v
r
2
S
1
S
estação
comboio
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46
Transformação de Galileu
Temos para os vectores posição,
2 21 1
r r r
r r r
+ =
Derivando em ordem ao tempo,
dt
r d
dt
r d
dt
r d
2 21 1
r r r
+ =
Simplificando,
2 21 1
v v v
r r r
+ =
Esta é a Transformação de Galileu:
A velocidade num referencial 1 é igual á velocidade no referencial 2 mais a
velocidade relativa do referencial 2 relativamente a 1.
21
r
r
2
r
r
1
r
r
2
S
1
S
comboio
estação
Onde r
21
é a posição do comboio
relativamente á estação.
21
v
r
2
v
r
1
v
r
2
S
1
S
comboio
estação
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
47
Se um objecto tiver uma aceleração a
2
no referencial S
2
qual será a aceleração a
1
,
no referencial S
1
, sabendo-se que a velocidade relativa entre os referenciais é
constante (em módulo, direcção e sentido).
Aceleração no movimento relativo
dt
v d
dt
v d
dt
v d
2 21 1
r r r
+ =
0
21
=
dt
v d
r
se a velocidade relativa entre os referenciais é constante. Assim,
2 1
a a
r r
=
Este resultado é muito importante no contexto da leis de Newton.
Dois referenciais cuja velocidade relativa é constante medem a mesma aceleração.
(Não é necessário que estejam em repouso entre si)
2 21 1
v v v
r r r
+ =
Derivando a equação das velocidades,
21
v
r
2
v
r
1
v
r
2
S
1
S
comboio
estação
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48
Movimento Relativo
56E. Pelas regras do rugby um jogador pode passar a bola legalmente para um
companheiro de equipe desde que o passe não seja para a frente. Suponha que o
jogador corre paralelamente ao comprimento do campo e no sentido do golo da
equipe adversária com uma velocidade de 4,0 m/s, enquanto passa a bola á
velocidade de 6 m/s em relação a ele mesmo. Qual é o menor ângulo contado a
partir da direcção do avanço que mantém o passe legal. (48,2º)
61P. Dois navios A e B, saem do porto ao mesmo tempo. O navio A navega para o
noroeste a 24 nós e o navio B navega a 28 nós numa direcção sudoeste fazendo
40º com o sul. (1 nó é igual a 1 milha marítima por hora) (a) Quais são o módulo, a
direcção e o sentido da velocidade do navio A em relação a B? (b) Após quanto
tempo os navios estarão afastados de 160 milhas marítimas? (c) Qual será o rumo
de B (a direcção da posição de B) em relação a A nesse tempo? (38 nós 1,5º na
direcção nordeste medido a partir do norte; 4,2 h; 1,5º na direcção sudoeste,
medido a partir do sul)
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49
Movimento Relativo
Um elevador eleva-se com uma aceleração de 4 ft/s
2
. No instante em que a
velocidade é 8 ft/s um parafuso cai do tecto do elevador situado a 9 ft do solo (1 m =
3.28 ft). Quanto tempo demora o parafuso a atingir o solo? Que distância viajou o
parafuso relativamente ao prédio até esse instante?
Uma pessoa sobe uma escada rolante parada, com 15 m de comprimento, em 90 s.
Se a escada rolante estiver em movimento a pessoa leva 60 s. Quanto tempo leva a
mesma pessoa a ser transportada até ao cimo da escada rolante se subir a escada ao
mesmo tempo que a escada rolante está em movimento? A sua resposta depende do
tamanho da escada? (36 s)
Está a cair neve verticalmente com uma velocidade de 7.8 m/s. (a) Qual o ângulo com
a vertical e (b) a velocidade dos flocos de neve relativamente a um carro cuja
velocidade é 55 km/h?
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50
Leis de Newton
1ª Lei de Newton ou Lei da Inércia
Na ausência de uma força resultante não nula todos os corpos tendem a manter o seu
movimento.
Quer dizer que:
Estando o corpo em repouso, permanecerá em repouso.
Se estiver em movimento, continuará em movimento rectilíneo e uniforme.
No entanto,
Sob a acção de uma FORÇA RESULTANTE não nula, o vector velocidade do corpo
terá necessáriamente que variar.
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51
Segunda Lei de Newton
A resultante das forças que actuam sobre um corpo isolado é igual ao produto da
massa pela aceleração do corpo, i.e.,
a m F
r
r
=

Esta é uma equação vectorial e por isso compreende um sistema de três equações
escalares:
z z
y y
x x
ma F
ma F
ma F
=
=
=



1
F
r
2
F
r
3
F
r
4
F
r
5
F
r
m
a
r
A massa m de um corpo é uma quantidade escalar e relaciona a força aplicada com
a aceleração de um corpo.
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52
Terceira Lei de Newton
Se F
21
é a força aplicada no corpo 2 pelo corpo 1, então existe uma força F
12
aplicada
no corpo 1 pelo corpo 2, igual à primeira em módulo e direcção, mas de sentido
contrário. Estas forças tomam o nome de par acção-reacção.
12
F
r
21
F
r
Corpo 2
Corpo 1
Chama-se sistema a um conjunto de dois ou mais corpos. As forças de interacção
entre corpos de um mesmo sistema chamam-se forças internas.
Forças aplicadas por corpos externos ao sistema denominam-se forças externas
Para cada força de acção existe uma força de reacção igual e oposta.
MUITA ATENÇÃO: as forças F
21
e F
12
têm pontos de aplicação diferentes.
Sistema
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53
Diagrama do corpo livre
Consiste em isolar no espaço o corpo que nos interessa, substituindo por forças as
interacções e ligações com os outros corpos, pela sucessiva aplicação da Terceira Lei
de Newton.
Qual a resultante das forças aplicadas ao livro?
P
r
P
r

Força gravítica aplicada
pelo livro sobre a Terra
Força gravítica aplicada pela
Terra sobre o livro
N F
lm
r r
=
ml
F
r
Diagrama do corpo livre do livro
Força aplicada pela mesa
sobre o livro
Força aplicada pelo
livro sobre a mesa
Terra
mesa
livro
Terra
Situação inicial
Vamos isolar o livro assente sobre a mesa…
P N
r r
+
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54
Força Gravitacional
Um corpo abandonado de uma altura h, acima da superfície terrestre cai em
direcção à Terra com a aceleração da gravidade. Porquê?
R: Porque de acordo com a Segunda Lei de Newton existe uma força que puxa o corpo
para baixo. Qual o valor desta força?
y
u mg P
a m F
ˆ − =
=

r
r
r
y
P
r
y
u g ˆ −
A Força Gravitacional aplicada pela Terra sobre o corpo está, aplicada no centro de
massa do corpo, orientada no sentido do centro da Terra e vale mg.
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55
Peso aparente de um corpo
1. Qual o peso de uma pessoa dentro de um elevador que tem uma
aceleração para cima de 2 m/s
2
?
2. E se aceleração do elevador fôr para baixo e com o mesmo valor?
3. Em que condições é que existirá imponderabilidade?
g
F
r
ap
P
r
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56
Quantidade de movimento linear
Definição:
A quantidade de movimento linear é uma grandeza vectorial dada por,
v m p
r r
=
Qual a direcção e sentido da quantidade de movimento?
E as suas unidades?
( )
dt
mv d
dt
dv
m ma F = = =

r
A segunda Lei de Newton é na verdade escrita da seguinte forma:
dt
p d
F
r
r
=

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57
Conservação da quantidade de movimento
Se a resultante das forças aplicadas no corpo fôr nula então a quantidade de
movimento conserva-se.
cte p p
o
= =
r r
( )
( )
43 42 1
r
3 2 1
r r
r
r
r
r
r
r
impulsão
t
o
p
p
t
dt F p p
dt p dt F
dt
p d
F
o


∫ ∫


= −
=
=
0
movimento
de quantidade
da variação
0
Resolvendo em ordem à quantidade de movimento obtemos,
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58
Força e Movimento I
19E. Um trenó foguete experimental pode ser acelerado a uma taxa constante partindo
do repouso até atingir 1600 km/h em 1,8 s. Qual é o módulo da força resultante
necessária se o trenó possuir uma massa de 500 kg.
29P. Uma esfera de massa 3,0 x10
-4
kg está suspensa por um fio. Uma brisa sopra
ininterruptamente na direcção horizontal empurrando a esfera de tal forma que o fio faz
um ângulo constante de 37º com a vertical. Determine (a) o módulo daquele empurrão
e, (b) a tracção no fio.
31P. Dois blocos estão em contacto sobre uma mesa sem atrito. Uma força horizontal
é aplicada ao bloco maior, como se mostra na figura. (a) Se m
1
= 2,3 kg, m
2
= 1,2 kg e
F=3,2 N, determine o módulo da força entre os dois blocos. (b) Mostre que se a força
for aplicada no sentido contrario mas no bloco menor a força entre os dois blocos é 2,1
N e portanto diferente do calculado na alínea anterior. (c) Explique a diferença
F
r
2
m
1
m
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59
35P. Uma pessoa de 80 kg salta de pára-quedas e sentindo uma aceleração de 2,5 m/s
2
. A
massa do pára-quedas é de 5,0 kg. (a) Qual é a força para cima que o ar exerce sobre o
pára-quedas aberto? (b) Qual a força para baixo que a pessoa exerce sobre o pára-
quedas?
36P. Na figura, três blocos estão ligados e são puxados para a direita sobre uma mesa
horizontal sem atrito por uma força com um módulo de T3=65,0 N. Se m
1
= 12,0 kg, m
2
=
24,0 kg, m
3
= 31,0 kg, calcule (a) a aceleração do sistema e as tracções (b) T
1
e (c) T
2
nos
fios de ligação entre os blocos.
43P. Um bloco de massa m
1
= 3,70 kg, sobre um plano inclinado de 30,0º está ligado por
um fio que passa por uma roldana sem massa e sem atrito a um segundo bloco de massa
m
1
= 2,30 kg, suspenso verticalmente (ver figura). Quais são (a) o módulo da aceleração de
cada bloco e (b) a direcção e sentido da aceleração do bloco suspenso? (c) Qual é a
tracção no fio?
Força e Movimento I
1
m
3
m
3
m
1
T
2
T
3
T
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60
Força e Movimento I
47P. Um macaco de 10 kg sobe por uma corda sem massa pendurada num galho de
árvore. A corda tem presa do outro lado num caixote de 15 kg no chão. Qual o módulo
da menor aceleração que o macaco deve ter para que consiga levantar o caixote do
chão? (b) Se depois do caixote ter sido levantado, o macaco parar de subir quais serão a
aceleração e (c) a tracção na corda?
56P. Uma lâmpada está suspensa na vertical por um fio num elevador que desce e
desacelera a 2,4 m/s
2
. (a) Se a tracção no fio é de 89 N, qual é a massa da lâmpada?
(b) Qual será a tracção no fio quando o elevador subir com uma aceleração para cima de
2,4 m/s
2
?
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61
Fio que puxa
Atrito sólido-sólido
f
s
é a força de atrito e é sempre
contrária ao movimento
2ª Lei de Newton a m F
r
r
=

mg N P N y em = ⇒ = − 0 :
Em y: não existe aceleração e
como o corpo em y está
inicialmente em repouso vai
continuar em repouso.
Em x: Para que o corpo se
movimente é necessário que a
tensão do fio T seja maior que a
força de atrito.
Atrito depende da natureza das
superfícies e da força de ligação que
comprime uma superficie contra a outra.
Porque é que a força de atrito é, em módulo, sempre menor que T?
Diagrama do corpo livre
x
u T T ˆ =
r
y
u N N ˆ =
r
x s s
u f f ˆ − =
r
y
u P P ˆ − =
r
x
y
ma f T x em
s
= − :
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62
Enquanto o corpo estiver em repouso é
porque a força de atrito equilibra a força
T aplicada no corpo pelo fio, i.e.
Propriedades do Atrito Estático
T f
s
=
s
f
T
Força de atrito em função da
Tensão aplicada pelo fio
N f
s s
u =
max ,
N f
k k
u =
A força de atrito estático pode ter
qualquer valor até a um máximo que
depende das superficíes e da força
normal dado por:
Então a partir do instante em que T>u
s
N
o corpo iniciará o seu movimento.
N f
s s
u =
max ,
ma f T x em
mg N P N y em
s
= −
= ⇒ = −
:
0 :
T
s
f
0,04 0,04 Teflon sobre Teflon
0,8 1,0 Borracha sobre betão
0,05 0,09 Aço sobre aço, lubrificadas
0,6 0,6 Aço sobre aço, sup. limpas
0,4 0,9-1,0 Vidro sobre Vidro
0,2 0,25-0,5 Madeira sobre Madeira
u
k
u
s
Superficies
As equações do movimento são:
Tabela de coeficientes de atrito estático e cinético
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63
Atrito cinético
Depois do corpo iniciar o seu movimento a força de atrito diminui para um
valor menor denominado o atrito cinético,
As equações do movimento do bloco deslizando nestas condições são,
m
mg T
m
N T
a ma f T x em
mg N P N y em
k k
k
u u −
=

= ⇒ = −
= ⇒ = −
:
0 :
A força de atrito cinético mantém-se presente enquanto o corpo se estiver em
movimento.
s
f
T
Força de atrito em função da
Tensão aplicada pelo fio
N f
s s
u =
max ,
N f
k k
u =
Diagrama do corpo livre
x
u T T ˆ =
r
y
u N N ˆ =
r
x k s
u N f ˆ u − =
r
y
u P P ˆ − =
r
x
y
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64
Atrito sólido-fluido
Um sólido que se desloque, no interior de um fluido, com uma velocidade v
suficientemente rápida, sente uma força de resistência F
D
oposta ao movimento.
t d D
u Av C F ˆ
2
2
1
ρ − =
v
r
D
F
r
F
D
é a força de resistência do ar
C
d
é o coeficiente de arrasto (drag coefficient).
ρ é a massa específica do fluido (exemplo: ar)
A é a área da secção transversal efectiva
v é a velocidade relativa entre o sólido e o fluido
Quais as unidades de C
d
?
http://www.engineeringtoolbox.com/21_627.htm
P
r
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65
Coeficiente de arrasto e a forma dos objectos
1.8 Motorciclista
0.8 - 1.0 Camião
0.9 Ciclista
0.7-1.3 Cilindro
0.6 Station Wagon
0.5 Carro (típico)
0.47 Esfera
0.2 - 0.3 Carro desportivo
0.1 Corpo aerodinâmico
C
D
OBJECTO
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66
Coeficiente de arrasto e a Lei de Stokes.
No trabalho prático o escoamento do liquido em torno do sólido (esfera) é laminar
(i.e. sem remoinhos) dando lugar a uma dependência linear da força de atrito com a
velocidade do corpo,
( ) v R F
D
r
r
η π 6 − =
v
r
D
F
r
P
r
A força de resistência do ar quando o escoamento é laminar é do tipo viscoso.
Quando a velocidade aumenta acima de um certo limite a força de resistência é
essencialmente aplicada na massa de ar para que este saia do caminho.
Sendo η a viscosidade do meio.
Qual a unidade da viscosidade?
A viscosidade da glicerina depende da temperatura sendo 1.49 Pa⋅sec a 20ºC, e
0.95 Pa⋅sec a 25ºC.
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67
Um corpo que cai no ar, tem aplicadas três forças (ver figura):
1. Força da gravidade, P
2. Força de resistência do ar, D
3. Força de impulsão hidrostática, I (vamos considerá-la desprezável)
Velocidade terminal na queda livre dos graves
D
r
0 ≈ I
r
P
r
Pela Segunda Lei de Newton,

= a m F
r
r
m
Av C
g a
ma Av C mg y eixo no
a m D P
d
d
2
2
1
2
2
1
:
ρ
ρ
− = ∴
= −
= +
r
r r
y
A aceleração no inicio da queda é 9,8 m/s
2
, e vai diminuindo á medida que
aumenta a velocidade. A aceleração será nula quando,
A C
mg
v
d
term
ρ
2
=
Velocidade terminal
Faça o cálculo da velocidade terminal de um pingo de chuva de raio 1,5 mm.
Suponha que C
d
=0.6 e que a massa específica do ar é 1,2 kg/m
3
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68
Força centrípeta
Um corpo em movimento circular uniforme tem uma aceleração centrípeta:
c
a m F
r
r

=
r

r c
u
r
mv
F ˆ
2
− =
r
r c
u
r
v
a ˆ
2
− =
r
Pela Segunda Lei de Newton, a Resultante das
Forças aplicadas nesse corpo terá
necessariamente que ser uma força centrípeta com
a mesma direcção da aceleração, (i.e. orientada
para dentro do círculo) e que verifica:
r c
u
r
mv
F ˆ
2
− =
r
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69
Forças de Inércia
A Segunda Lei de Newton pode escrever-se da seguinte forma:
Transformamos uma equação do movimento numa equação de equilíbrio de
forças. Chama-se a F
i
força de inércia. Esta força tem a mesma direcão da
aceleração mas sentido contrário sendo o seu módulo igual a ma.
0 = −

a m F
r
r
Se fizermos uma substituição de variáveis, 0 = + ⇒ − =
∑ i i
F F a m F
r r
r
r
Aplicação ao movimento circular,
r c ci
ci
u
r
mv
a m F sendo
F F
ˆ
0
2
= − =
= +

r
r
r r
A resultante das forças aplicadas e a força
centrifuga de inércia estão em equilíbrio
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70
Referências inerciais
Uma pessoa, sobre a Terra, lança uma bola na
direcção Norte-Sul.
Essa pessoa vê um desvio da bola para oeste mas não
sabe a razão da variação do vector-velocidade.
Neste caso não é válida a Primeira Lei de Newton
Um referencial inercial é um referencial onde é válida a primeira lei de
Newton.
Em contraste nos referenciais não-inerciais a primeira Lei de Newton não é
válida pois possuem uma aceleração não nula.
A Terra, em rigor, não é um referencial inercial embora, para pequenos
movimentos, possamos assumir que é um referencial inercial.
Qual a aceleração de um corpo em repouso sobre a Terra a 45º de latitude?
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71
Força e Movimento I
1E. Uma cómoda com uma massa de 45 kg, incluindo aí gavetas e roupas, está
apoiada sobre o chão. (a) Se o coeficiente de atrito estático entre a cómoda e o chão
for de 0,45 qual será a intensidade da força horizontal mínima que uma pessoa deve
aplicar para fazer com que a cómoda se comece a mover. (b) Se as gavetas e roupas,
que juntas possuem uma massa de 17 kg, forem removidas antes de a cómoda ser
empurrada, qual será a nova intensidade mínima? (200 N; 120 N)
2E. O coeficiente de atrito estático entre o Teflon e os ovos mexidos é de
aproximadamente 0,04. Qual o menor ângulo, medido em relação à horizontal, que
fará os ovos deslizarem no fundo de uma frigideira revestida com Teflon.
6E. Uma casa é construída no alto de um morro que apresenta um talude próximo de
45 º. Um estudo de engenharia indica que o ângulo do talude deveria ser reduzido,
pois as camadas superiores do solo do talude poderiam escorregar sobre as camadas
inferiores. Se o coeficiente de atrito estático entre as duas camadas é de 0,50, qual o
menor ângulo φ que o talude deveria ser reduzido, para evitar o deslizamento?
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72
Força e Movimento I. Problemas.
8E. Na figura uma alpinista de 49 kg está a escalar uma chaminé entre duas paredes de
rocha. O coeficiente de atrito estático entre os seus sapatos e a pedra é 1,2 e entre as
suas costas e a pedra é de 0,80. Ela reduziu a força com que empurrava a pedra até que
suas costas e seus sapatos estivessem na eminência de deslizar. (a) Desenhe um
diagrama de corpo livre para a alpinista. (b) Qual a força com que ela empurra a pedra?
(c) Que fracção do seu peso é suportada pela força de atrito nos seus sapatos?
20P. Uma força P paralela à superfície inclinada de 15º
para cima da horizontal, actua sobre um bloco de 45 N,
como mostrado na figura. Os coeficientes de atrito entre
o bloco e a superfície são u
s
=0,50 e u
k
=0,34. Se o
bloco está inicialmente em repouso, determine o
módulo, a direcção e o sentido da força de atrito que
actua sobre o bloco para as seguintes intensidades da
força P: (a) 5,0 N, (b) 8,0 N e (c) 15 N.
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73
Forças e Movimento. Problemas.
22P. Na figura dois blocos estão ligados por um fio que passa por uma polia. A massa
do bloco A é de 10 kg e o coeficiente de atrito cinético entre A e a rampa é de 0,20. O
ângulo de inclinação da rampa é de 30º. O bloco A desliza para baixo com velocidade
constante. Qual a massa do bloco B?
25P. Os dois blocos (com m=16 kg e M=88 kg) mostrados na figura não estão presos
um ao outro. O coeficiente de atrito estático entre os blocos é de ms=0,38, mas a
superfície em baixo do bloco maior é lisa e sem atrito. Qual a menor intensidade da
força horizontal F necessária para evitar que os blocos escorreguem entre si? (490N)
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74
Forças e Movimento. Problemas.
37E. Suponha que o coeficiente de atrito estático entre os pneus de um carro de corrida
de Fórmula 1 seja de 0,6 durante um Grande Prémio de Automobilismo. Que velocidade
deixará o carro na eminência de derrapar ao efectuar uma curva horizontal de raio 30,5
m de raio? (cerca de 48 km/h)
42P. Um ciclista desloca-se num circulo de raio 25,0 m a uma velocidade constante de
9,00 m/s. O conjunto bicicleta-ciclista possui uma massa total de 85,0 kg. Calcule a
intensidade (a) da força de atrito que a pista exerce sobre a bicicleta, (b) da força
resultante que a pista exerce sobre a bicicleta.
43P. Um estudante pesando 667 N passeia numa roda-gigante que gira a uma
velocidade constante ( o estudante está sentado com as costas erectas). No ponto mais
elevado, a intensidade da força normal N que o assento exerce sobre o estudante é de
556 N. (a) O estudante sente-se mais leve ou mais pesado nessa posição? (b) Qual a
intensidade de N no ponto mais baixo? (c) Qual a intensidade N se a velocidade com que
a roda gira for duplicada? (leve; 778 N)
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75
Forças e Movimento. Problemas.
41P. Um disco de hóquei no gelo de massa m desliza sobre uma mesa sem atrito,
enquanto permanece ligado a um cilindro em repouso de massa M, pendurado por
um fio que passa por um buraco feito na mesa. Que velocidade do disco mantém o
cilindro em repouso?
47P. Como é mostrado na figura, uma bola de 1,34 kg está ligada, por dois fios de
massa desprezável, a uma haste que gira em torno de um eixo vertical. Os fios
estão ligados à haste e estão esticados. A tracção no fio de cima é de 35 N. (a)
Desenhe o diagrama de corpo livre para a bola. (b) Qual a tracção no fio de baixo?
(c) Qual a força resultante sobre a bola e (d) Qual a velocidade. (8,74 N; 37,9 N; na
direcção radial para dentro; 6.45 m/s)
Fig. 41P
Fig. 47P
m Mgr
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76
Trabalho e Energia. Trabalho efectuado por uma Força.
( ) θ cos
1 1
s F W
r
r
=
Definição: O trabalho W
1
realizado pela força F
1
é,
NOTA: Embora a força seja invariante para todos os referenciais de inércia, o percurso s
não é invariante. Por isso, o trabalho pode variar de observador para observador inercial.

=
i t
W W
θ
1
é o ângulo entre a força F
1
e o vector-deslocamento s
2
F
r
1
F
r
3
F
r
4
F
r
s
r
1
θ
1
F
r
2
F
r
4
F
r
3
F
r
O Trabalho Total é a soma dos trabalhos individuais efectuados por cada uma das forças
Unidades: As unidades de trabalho são N
.
m =Joule.
O trabalho é um escalar ou um vector?
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77
Exemplos de trabalhos efectuados por Forças constantes
( ) 0 90 cos = = s N W
N
1. Trabalho realizado pela Força Normal ao plano
2. Trabalho realizado pela Força de Atrito Cinético
( ) s F s F W
a a Fa
− = = 180 cos
3. Trabalho realizado pela Força Gravítica
( ) ( ) mgh mgl l P W
P
= = = α θ sin cos
r
O trabalho realizado pelo peso não depende do
ângulo do plano inclinado mas apenas do desnível
entre as posições inicial e final.
N
r
N
r
s
O trabalho realizado pela força de atrito é negativa.
O trabalho realizado pelas forças perpendiculares ao deslocamento é nulo.
l
α
P
r
( ) ( ) θ α cos sin l l h = =
a
b
s
a
F
r
a
F
r
θ
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78
Definição de trabalho infinitésimal
Se o percurso em causa fôr infinitesimal,
( ) r d F ds F dW
r
r r
⋅ = = θ cos
F
r
F
r
θ
r d
r
ds r d =
r
Quando a força varia no percurso considerado a definição de trabalho continua
válida mas agora apenas para um percurso infinitésimal.
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79
Forças em Molas
A mola aplica no objecto uma força F
m
no sentido contrário da sua extensão x,
de forma a repor o seu comprimento inicial.
Quanto mais se desloca do equilíbrio maior é a força aplicada pela mola, i.e.
kx F
m
− =
Onde x é o deslocamento da extremidade da mola relativamente ao seu ponto
de equilibrio e
k é a constante da mola cujas unidades são N/m e mede a sua rigidez.
1 m
F
2 m
F
1
x
2
x 0 0
0
x
m
F
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80
Trabalho efectuado pela força de uma mola
Qual o trabalho realizado pela força da mola sobre o objecto, quando este se
desloca de x
i
para x
f
?
( )
( )
2 2
1
180 cos
2
2
i
f
f
i
kx
kx
W
dx kx dW
dx F dW
x
x
m
+ − =
− =
=
∫ ∫
r
Se a posição inicial for x
i
=0 (i.e. sem extensão inicial), o trabalho realizado pela
mola para elongar até x será,
2
2
kx
W − =
m
F
i
x
0
f
x
dx
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81
Energia cinética

=
dt
v d
m F
r
r
De acordo com a segunda Lei de Newton,
( )
( )
( )
( )
( )
( )
|
|
.
|

\
|
=
=
=
=
=
=






2
2
2
2
mv
d dx F
dt
dt
v d m
dx F
dt
dt
dv
mv dx F
dt
dt
dx
dt
dv
m dx F
dx
dt
dv
m dx F
dt
dv
m F
Se o problema tiver uma dimensão:
Chamamos energia cinética a:
2
2
mv
E
c
=
Integrando entre dois instantes t
2
e t
1
,
( )
1 2 3 2 1
2
1
2
2
3 2 1
2
3 2 1
...
2 2
...
2
...
2
1
2
1
c c
v
v
x
x
E E W W W
mv mv
W W W
mv
d dx F F F
− = + + +
− = + + +
|
|
.
|

\
|
= + + +
∫ ∫
NOTA: Pode-se provar que esta equação
é válida também para o movimento a três
dimensões.
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82
Teorema do Trabalho-Energia: consequências
c R
c
E W
E W W W
∆ =
∆ = + +
3 2 1
1. O trabalho da força resultante é igual ao somatório dos trabalhos efectuados por
cada uma das forças aplicadas.
2. A soma do trabalhos efectuados pelas forças aplicadas, é igual á variação
da energia cinética da partícula.
Este é o teorema do trabalho-energia e também é válido a três dimensões.
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83
Potência
Unidades
A unidade SI de potência é o Watt = 1 J/s
Existem outras unidades de potência regularmente utilizadas como o cavalo-vapor,
1 Cv (hp) = 746 W
É costume definir uma unidade de trabalho/energia denominada kW
.
h que
corresponde á energia produzida/consumida durante uma hora á taxa de 1 kW. A
quantos Joules correspondem 1 kW
.
h?
A potência é o trabalho realizado por unidade de tempo:
t
W
P


=
( ) θ cos v F P
v F
dt
r d
F
dt
r d F
dt
dW
P
r
r
r
r
r
r
r
r
=
⋅ = ⋅ =

= =
A potência de uma força F cujo
ponto de aplicação se movimenta
com velocidade v é dada por:
A potência instantânea é dada por:
dt
dW
P =
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84
Trabalho e Energia. Problemas.
11P. A Figura mostra três forças aplicadas a um baú que se move
3,0 m para a esquerda sobre um piso sem atrito. Os módulos das
forças são F
1
=5,00 N, F
2
=9,00 N e F
3
=3,00 N. Durante o
deslocamento, (a) Qual é o trabalho resultante que as três forças
realizam sobre o baú? (b) A energia cinética aumenta ou diminui?
17P. Um helicóptero eleva uma astronauta de 72 kg verticalmente,
15m a partir do oceano, por meio de um cabo. A aceleração da
astronauta é g/10. Qual o trabalho realizado sobre a astronauta? (a)
Pela força do helicóptero e (b) pela força gravitacional que age sobre
ela? Quais são: (c) a energia cinética e (d) a velocidade da
astronauta imediatamente antes de ela alcançar o helicóptero?
22P. Um bloco de 250 g é solto sobre uma mola vertical sem
deformação que possui uma constante da mola k = 2,5 N/cm. O
bloco passa a ficar preso à mola comprimindo-a 12 cm antes de
parar por um instante. Enquanto a mola estiver a ser comprimida,
qual o trabalho realizado sobre o bloco (a) pela força gravitacional
que age sobre ele e (b) pela força da mola? (c) Qual velocidade da
bloco imediatamente antes de acertar a mola? (Suponha que o atrito
seja desprezável) (d) Se a velocidade no impacto for duplicada qual
será a compressão máxima da mola?
3
F
r
1
F
r
2
F
r
° 60
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85
Trabalho e Energia. Problemas.
30E. A cabine carregada de um elevador possui uma massa de 3,0 x 10
3
kg e sobe
210 m em 23 s com velocidade constante. Qual será a taxa média de trabalho
realizado pela força do cabo do elevador sobre a cabine?
33P. Uma força de 5,0 N actua sobre um corpo de 15 kg inicialmente em repouso.
Calcule o trabalho realizado pela força (a,b e c) no primeiro, no segundo e no terceiro
segundos, e (d) a potência instantânea devida à força actuante no final do terceiro
segundo.
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86
Forças conservativas e Energia Potencial
Trabalho realizado pela força da gravidade
O trabalho realizado pelo peso é mgh como já vimos. É independente da
inclinação do plano inclinado e só depende do desnível entre as posições inicial e
final.
( )
f i
y y mg W − =
y
i
y
f
y
O trabalho só depende das posições inicial e final.
Se o corpo voltar à posição inicial qual será o trabalho total?
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87
Trabalho realizado por uma mola
2 2
2
2
f
i
kx
kx
W − =
O trabalho efectuado por uma mola sobre um corpo, quando esta se elonga de x
i
para x
f
, é dado por,
f
x
i
x
O trabalho só depende das posições inicial e final.
Se o corpo voltar à posição inicial qual será o trabalho total?
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88
Trabalho realizado pela força de atrito cinético
É sempre negativo.
Mesmo que o corpo volte á posição inicial, o trabalho total não será nulo.
A que será igual o trabalho total realizado pela força de atrito cinético?
s F W
ac
− =
s
r
ac
F
r
ac
F
r
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89
Forças Conservativas
Exemplos de forças conservativas
A força da gravidade e a força da mola são forças conservativas
A força de atrito é uma força não-conservativa.
Propriedades das forças conservativas
1. Num ciclo o trabalho de uma força conservativa é nulo.
2. O trabalho realizado por uma força conservativa depende apenas das posições
inicial e final e é independente do caminho utilizado.
3. O trabalho de uma força conservativa pode, ser expresso pela variação no valor
de uma função U(r), que depende apenas da posição da partícula. A esta função
chama-se a energia potencial.
( ) ( )
2 2 2 2
, , z y x U r U ≡
r
( ) ( )
1 1 1 1
, , z y x U r U ≡
r
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90
Energia Potencial
Por conveniência é costume definir-se essa função da seguinte forma:
( ) U U U U U W ∆ − = − − = − =
1 2 2 1
i.e. o trabalho realizado por uma força conservativa é o simétrico da variação da
energia potencial.
É portanto uma função pontual que depende apenas dos pontos inicial e final e não
do que se passa entre esses dois pontos.
2
U
1
U
Se a energia potencial diminui o trabalho realizado pela força é positivo
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91
Energias Potenciais
Energia potencial gravítica
Energia potencial da mola
2
2
1
kx U
m
=
Verifique também que a derivada da energia potencial numa determinada direcção
dá a componente da força nessa direcção. i.e.
r r r
u F u
r
U
r d F dU ˆ ˆ =


− ⇒ ⋅ − =
r
r
f i g
mgh mgh W − =
2 1
U U U W − = ∆ − =
h
i
h
f
h
2 2
2
1
2
1
f i m
kx kx W − =
mgh U
g
=
i
x
f
x
TAREFA: Tendo uma equação para o trabalho de uma força, deduzir a energia
potencial que faz com que a respectiva variação seja igual ao trabalho
realizado?
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92
Usando a definição de energia
potencial obtemos,
Conservação de energia
Teorema do trabalho-energia, 5 4 3
W W W W W E
m g c
+ + + + = ∆
Considerou-se por hipótese, que um dos trabalhos é realizado pela força da gravidade
e o outro pela força de uma mola.
( ) ( )
nc m g c
m m
g g
W U U E
U W
U W
+ ∆ − + ∆ − = ∆ ⇒
)
`
¹
∆ − =
∆ − =
Expandindo e agrupando, ( ) ( )
nc m g c m g c
W U U E U U E = + + − + +
1 1 1 2 2 2
Á soma das energias cinética e potenciais
denominamos energia mecânica,
m g c mec
U U E E + + =
Se o trabalho W
nc
, das forças não-conservativas fôr nulo então a energia mecânica
conserva-se,
0 = ∆
mec
E
Concluimos então que a variação da energia mecânica
é igual ao trabalho das forças não conservativas, i.e.,
nc mec
W E = ∆
O trabalho W
nc
é o somatório dos trabalhos excluindo os trabalhos das forças gravítica e
da mola.
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93
Energia potencial. Conservação de energia. Problemas.
11. (a) Que velocidade inicial mínima deve ser dada á bola para que ela
alcance a máxima posição vertical? (b,c) Qual então as velocidades: no
ponto mais baixo e no ponto do lado direito à mesma altura do ponto
inicial? (d) Se a massa da bola duplicasse as suas respostas às alíneas
anteriores aumentavam, diminuíam ou permaneceriam constantes?
13. Um camião desgovernado, cujo freio não funciona, move-se ladeira
abaixo a 130 km/h, imediatamente antes de o motorista desviá-lo em
direcção a uma rampa de emergência sem atrito e com inclinação para
cima de 15º. A massa do camião é de 5000 kg. (a) Qual o comprimento
mínimo L que deve possuir a rampa para que o camião pare ao longo
dela? (b) Esse comprimento varia com a massa do camião? (c) E com a
sua velocidade? (d) Esta rampa, em particular, serviria o propósito para
que foi construída?
16. A figura mostra uma pedra de 8,00 kg em repouso em cima de uma
mola. A mola está comprimida de 10,0 cm pela pedra. (a) Qual a
constante da mola? (b) A pedra é empurrada para baixo mais 30,0 cm e
é então solta. Qual a energia potencial elástica da mola comprimida
imediatamente antes de a pedra ser solta? (c) Qual a variação da energia
potencial gravitacional do sistema pedra-Terra quando a pedra se move
do ponto em que foi solta até à altura máxima? (d) Qual será essa altura
máxima, medida a partir do ponto em que a mola é solta?
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94
Energia potencial. Conservação de energia. Problemas.
20. Na figura, quais são (a) a componente horizontal e (b) a
componente vertical da força resultante que age sobre o bloco no
ponto Q? (c) De que altura h, o bloco deve ser solto do repouso, de
modo que ele esteja na iminência de perder contacto com a pista no
ponto mais alto do loop? Faça um gráfico da intensidade da força
normal sobre o bloco no ponto mais alto do loop em função da altura
inicial na faixa de h=0 até h=6R.
21. Na Figura D, solta-se um bloco de 12 kg a partir do repouso numa
rampa de 30º sem atrito. Abaixo do bloco está uma mola que pode ser
comprimida 2,0 cm por uma força de 270 N. O bloco pára por um
instante, ao comprimir a mola de 5,5 cm. (a) Que distância percorre o
bloco ao longo da rampa até parar? (b) Qual a velocidade do bloco no
exacto momento em que toca a mola?
63P. Uma partícula pode deslizar ao longo de uma pista com as
extremidades elevadas e uma parte central plana de comprimento L
como se mostra na figura. Não há atrito nas partes curvas mas, na
parte plana, o coeficiente de atrito cinético é 0,2. A partícula é solta do
ponto A, a uma altura h
o
=L/2. Aonde a partícula irá parar?
L
A
o
h
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95
Energia potencial. Conservação de energia. Problemas.
37P. A energia potencial de uma molécula diatómica (um sistema de dois átomos
como o H
2
ou o O
2
) é dada por,
6 12
r
B
r
A
U − =
onde r é a separação entre os dois átomos da molécula e A e B são constantes
positivas. Esta energia potencial está associada à força que mantém os dois átomos
juntos. (a) Encontre a separação de equilíbrio R
o
, isto é a distância para a qual a
força de interacção não é nem repulsiva nem atractiva; (b) Se a distância entre os
dois átomos for maior que R
o
a força de interacção é repulsiva ou atractiva?
61P. Uma pedra com peso igual w é lançada no ar para cima, na direcção vertical, a
partir do nível do solo com velocidade inicial v
o
. Se uma força constante f, devida á
força de arrasto do ar, actuar sobre a pedra do inicio ao fim do seu voo
(a) Mostre que a altura máxima alcançada pela pedra será,
(b) Mostre que a velocidade da pedra imediatamente antes do impacto contra o solo
será,
( ) w f g
v
h
o
+
=
1 2
2
2 1
|
|
.
|

\
|
+

=
f w
f w
v v
o
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96
1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 2.2 2.4 2.6 2.8
-0.2
-0.1
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
distância
E
n
e
r
g
i
a

p
o
t
e
n
c
i
a
l
Energia potencial entre dois átomos
6 12
r
B
r
A
U − =
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
97
Energia potencial. Conservação de energia. Problemas.
10. A mola A é mais rígida do que a mola B; isto é k
A
>k
B
. Qual das molas realizará
mais trabalho se as molas forem comprimidas (a) da mesma distância? (b) pela mesma
força aplicada?
54. Um fardo de 4,0 kg começa a subir um plano inclinado de 30º com uma energia
cinética de 128 J. Até que distância ele conseguirá deslizar para cima do plano
inclinado se o coeficiente de atrito cinético entre o fardo e o plano inclinado for de 0,30?
26. Tarzan, que pesa 688 N, salta de um penhasco balançando-se na extremidade de
uma liana de 18 m de comprimento. Ele desce 3,2 m do alto do penhasco até ao ponto
mais baixo em que larga a liana. A liana rompe-se quando a força que actua sobre ela
excede 950 N. (a) Será que a liana se rompe? (b) Caso não se rompa, qual a maior
força que actua sobre a liana durante o balanço? (c) Caso se rompa, qual será o ângulo
com a vertical no instante da ruptura?
27. Duas crianças jogam tentando atingir uma caixa no chão com um berlinde lançado
por uma mola assente sobre uma mesa. A caixa está a uma distância de 2,20 m da
extremidade da mesa medida na horizontal. Sabendo que, quando Bobby comprimiu a
mola de 1,10 cm o berlinde ficou a 0,27 cm da caixa, de quanto deverá Rhoda
comprimir a mola para que o seu tiro seja certeiro?
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98
Quantidade de Movimento Angular
Uma partícula que se move relativamente a um sistema de eixos tem,
Quantidade de Movimento Linear
Tem também relativamente á origem do
sistema de eixos uma
Quantidade de Movimento Angular
v m p
r r
=
v m r p r l
r r r r
r
× = × =
O vector Quantidade de Movimento Angular é
perpendicular ao plano formado pelos vectores posição
e velocidade e o seu módulo é dado por:
( ) p r mv sen r l

= = φ
v
r
r
r
z
x
y
v
r
r
r
φ

r
Vista de topo em relação ao
plano formado pelos vectores
posição e velocidade
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
99
A Segunda Lei de Newton na forma Angular
Para uma partícula sabemos que,
{
dt
l d
res
i
r
r
r
=

τ
τ
i.e. A resultante das forças aplicadas é igual á taxa de variação da quantidade de
movimento linear. Se a resultante das forças for nula a variação também é nula.
Podemos mostrar que em relação á quantidade de
movimento angular,
{
dt
p d
F
res
F
i
r
r
r
=

i.e. Para uma partícula a resultante dos torques é
igual á taxa de variação da quantidade de
movimento angular.
Corolário: Se o torque resultante for nulo a variação
também é nula.
i i
F r
r
r r
× = τ
2
F
r
3
F
r
4
F
r
r
r
1
F
r
y
x
z
Torque da força i
F
r
φ

r
( ) F r F sen r

= = φ τ
Fisica ID, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 100
Posição
Velocidade
Aceleração
Movimento aceleração constante
cte = α
2
2
at t v x x
o o
+ + = 2
2
t t
o o
α ω θ θ + + =
cte a =
t
o
α ω ω + = at v v
o
+ =
Posição
Velocidade
Movimento velocidade constante
cte v = cte = ω
vt x x
o
+ = t
o
ω θ θ + =
Movimentos Linear (1D) e de Rotação (analogias)
a Aceleração
v Velocidade
x Posição
Angular Linear
θ
ω
α
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101
Rotação
2E. Qual a velocidade angular (a) do ponteiro dos segundos, (b) do
ponteiro dos minutos, e (c) do ponteiro das horas de um relógio
analógico. Responda em radianos por segundo.
6P. A roda da figura tem oito raios igualmente espaçados e um
diâmetro de 60 cm. Ela está montada num eixo mecânico fixo e está
girando a 2,5 ciclos/s. Você quer atirar uma flecha de 20 cm paralela
a este eixo que atravesse a roda sem acertar nenhum dos raios.
Suponha que a flecha e os raios sejam bem finos. (a) Qual a
velocidade mínima que a flecha deve ter? (b) Será importante saber
o lugar para onde você mira, entre o eixo e a borda da roda? Se for
qual o melhor lugar?
9E. O prato de um gira-discos girando a 33 1/3 rpm desacelera e
pára 30 s depois de o motor ser desligado. (a) Determine a sua
aceleração angular (constante) em rotações por minuto quadrado.
(b) Quantas voltas ele completa neste tempo?
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm
102
Rotação
29P Na figura o volante de raio r
A
=10 cm está acoplado por uma
correia B a um volante C de raio r
C
=25 cm. Aumenta-se a
velocidade angular do volante A a partir do repouso a uma taxa
constante de 1,6 rad/s
2
. Determine o tempo para que o volante C
alcance uma rotação de 100 rpm supondo que a correia não
deslize.
32P. Um prato de um gira-discos gira a uma velocidade de 33 1/3 rpm. Uma semente
de melancia está sobre o prato a 6,0 cm do eixo de rotação. (a) Calcule a aceleração
da semente supondo que ela não desliza. (b) Qual o valor mínimo do coeficiente de
atrito estático entre a semente e o prato a fim de que a semente não deslize? (c)
Suponha que o prato atinge a sua velocidade angular partindo do repouso e sofrendo
uma aceleração angular constante durante 0,25 s. Calcule o coeficiente de atrito
estático mínimo necessário para que a semente não deslize durante o período de
aceleração.
18P. Uma roda girando em torno de um eixo fixo que passa pelo seu centro possui uma
aceleração constante de 4,0 rad/s
2
. Num certo intervalo de 4,0 s a roda descreve um
ângulo de 80 rad. (a) Qual a velocidade angular da roda no inicio do intervalo de 4,0 s?
(b) Supondo que a roda parte do repouso há quanto tempo ela estava em movimento
no inicio do intervalo de 4,0s?
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103
Gravitação
r g
u
r
Mm
G F ˆ
2
− =
r
Força gravitacional de interacção
G é a constante de gravitação. Determine as suas unidades.
Qual a relação entre o peso e a força de atracção gravitacional?
Qual o valor da aceleração da gravidade g, em função da massa e do raio da Terra?
Qual o período de revolução de um satélite geostacionário? A que distância da Terra
se situa a órbita geostacionária?
r

Terra
Lua
M
T
= 5,98x10
24
kg
R
T
= 6,37x10
6
m
Distância Terra-Lua: 3,82x10
8
m
M
L
= 7,36x10
22
kg
R
L
= 1,74x10
6
m
G= 6,67 x 10
-11
N
.
m
2
/kg
2
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104
Energia potencial gravitacional
r
U
F
g
g


− =
A energia potencial de gravitação é,
Mostre que, á superfície terrestre, a variação
da energia potencial quando nos elevamos de
h é, aproximadamente, mgh.
Qual a energia cinética necessária a um projéctil para sair do campo gravitacional
terrestre?
r
Mm
G U
g
− =
r
Mm
G U
g
− =
g
U
r
Mostre que, (ver definição de força conservativa)
c
E
mec
E

Física, Avaliação
Meios de avaliação • Relatórios de 5 trabalhos práticos, realizados nas aulas práticas, a que corresponderá uma nota, NL , dada pela média das notas de todos os relatórios (os relatórios não efectuados ficarão com nota igual a zero); Dois testes de avaliação a que corresponderá as notas NT1 e NT2 e a sua média aritmética NT. 1. T1 a 20Abr05 2. T2 a 1Jun05 • • Exame de Recurso, a que corresponderá uma nota, NE. A Nota Final é NF

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2

Regras de Avaliação

Critério de Frequência: NL ≥10 Nota: É reconhecida a frequência (i.e. NL - nota dos laboratórios positiva) obtida em anos anteriores. Critério de Aprovação: Para os alunos que obtêm frequência em 2004/2005 NL ≥10 e NT ≥8 (desde que NT1 e NT2 ≥6) e NF ≥10 ou NL ≥10 e NE ≥8 e NF ≥10

com NF =0,5 NL+0,5 NT , com NF =0,5 NL+0,5 NE ,

Para os alunos que obtiveram frequência de anos anteriores NL ≥10 e NT ≥10 (desde que NT1 e NT2 ≥6) e NF ≥10 com NF =NT , ou NL ≥10 e NE ≥10 com NF =NE
Cálculo das Notas; a nota NL será dada em unidades da escala (1 a 20); as outras notas poderão ser dadas com aproximação às décimas ou centésimas; o arredondamento será feito apenas na nota final.
Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 3

Dinâmica de Fluidos: Fluidos em repouso. Fisica IA. incertezas. Cinemática: Os conceitos de velocidade e aceleração.Programa Conceitos Gerais: Grandezas. leis de Pascal e Arquimedes. Conservação do momento linear.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. dimensões e unidades. Conservação do momento linear. Dinâmica de Sistemas de Partículas: Centro de massa e referencial do centro de massa. Dinâmica da Partícula: Referenciais de inércia. Introdução à Mecânica Estatística: Lei de distribuição de Maxwell Boltzman. amortecido e forçado (ressonância). Interacção Gravitacional: Forças centrais. Noções estatísticas de temperatura e de entropia. Referenciais. A terra como referencial não inercial: efeito centrífugo e de Coriolis. Movimentos Oscilatórios: Movimento oscilatório harmónico. Colisões. transformação de Galileu. Energia potencial gravítica.htm 4 . Movimento relativo de translação uniforme. Fluidos em movimento. Sistemas de massa variável. medidas. Carlos Dias 04-05. Referenciais não inerciais. Os modelos da mecânica. Campo gravítico. do momento angular e da energia de uma partícula. http://sme.fct.dcm.unl. Lei da gravitação universal. do momento angular e da energia. O espaço e o tempo. equações de continuidade e de Bernoulli. Determinação da velocidade e do vector posicional a partir da aceleração. Leis de Kepler.

Carlos Dias 04-05.fct. Gab 104-I.unl. dias@dcm. edificio I Inscrições nos testes e exames obrigatória. edificio I. sala 101.htm . Dias.htm Inscrições manual nos turnos práticos: para todos aqueles que por algum motivo não se tenham inscrito.fct.unl.unl.unl. Aulas práticas começam a 07Mar05 Na 1ª aula prática preencher a ficha de aluno.unl. Não é facultativo. É necessário uma fotografia.dcm.fct. Quarta-feira.pt Teóricas: Prof.Física I Coordenadora de Física I: Profª.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.fct. 5 Fisica IA.df.pt Secretaria do Departamento de Física I. Site Física IA www.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Adelaide Pedro de Jesus.pt Informática: http://sme. ajesus@fct. 2Mar05 á tarde 14H-16H. Carlos J. http://sme. sala 202.

http://sme. Quando existem dados os quais não são correctamente descritos por uma lei física esta deve ser modificada de forma a incluir também os novos dados. depende da medição de grandezas físicas. Este método. Em que consiste uma medição? Consiste na comparação de uma grandeza com uma unidade padrão.unl.Leis da Física O que é uma Lei Física? Relação quantitativa entre grandezas físicas. Por exemplo a relação entre a força e a aceleração.dcm. Carlos Dias 04-05. F = ma Natureza da lei física A lei física é a melhor aproximação possível aos dados experimentais.htm 6 .fct. chamado científico.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fisica IA.

fct.Sistema Internacional de Unidades Compreende sete grandezas fundamentais: Comprimento Tempo Massa Temperatura Intensidade de corrente eléctrica Quantidade de matéria Intensidade luminosa (metro [m]) (segundo [s]) (quilo [kg]) (kelvin [K]) (ampere [A]) (mole [mol]) (candela [cd]) Termómetro de gás Padrão da massa (entre parênteses estão as unidades e respectivas abreviaturas utilizadas no sistema SI) Todas as outras grandezas físicas são derivadas destas grandezas fundamentais As grandezas a itálico são aquelas que serão abordadas nesta cadeira. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Carlos Dias 04-05. Fisica IA.unl.dcm.htm 7 .

dcm. 770 oscilações da luz (de um comprimento de onda específico) emitidas por um átomo de Césio-133 O padrão SI de massa é um cilindro de Platina/Iridio mantido na Agência Internacional de Pesos e Medidas. Fisica IA. pois facilitava a troca de bens. a forma de interagirmos com o mundo depende em larga medida da exactidão com que determinadas teorias explicam o mundo e predizem o seu comportamento futuro. Definições das unidades fundamentais O metro é o comprimento da trajectória percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299 792.htm 8 .fct.unl. Hoje em dia. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Unidades e Padrões Porque é que precisamos de unidades de medida? Inicialmente. para fins sociais. Carlos Dias 04-05.458 de um segundo Um segundo é o tempo gasto para que ocorram 9 192 631.

Estes prefixos encontram-se tabelados Por exemplo um (milí)metro é 10-3m Factor 1012 109 106 103 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 Prefixo TeraGigaMegaQuilocentiMilimicronanopicofemtoSimbolo T G M k c m µ n p f 9 Fisica IA.unl.htm .fct. Carlos Dias 04-05. http://sme.Prefixos Para expressar grandezas físicas muito grandes ou muito pequenas.dcm.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. empregam-se prefixos ás unidades.

Por exemplo.htm 10 .fct. F =G M 1M 2 d2 Grandeza Comprimento Tempo Massa Frequência Velocidade Força Pressão Energia Unidades SI m s kg Hz m/s N N/m2 J Dimensões [L] [T] [M] [T-1] [LT-1] [MLT-2] [ML-1T-2] [ML2T-2] Quais as dimensões da constante universal de gravitação G? E as suas unidades no sistema SI? Fisica IA. http://sme.dcm.Dimensões As dimensões das grandezas derivadas podem ser expressas em função das dimensões das grandezas fundamentais.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Exemplo A força de atracção gravitacional entre duas massas separadas da distância d é dada por. Carlos Dias 04-05.unl.

conta por dois. Carlos Dias 04-05.unl.Algarismos significativos 3 km é muito diferente de 3. Começa-se pela esquerda e ignorando os zeros. Regras Contagem. ou maior. Se o primeiro algarismo do número for 5.00 km. http://sme. Contam-se os números até áquele em relação ao qual temos dúvidas (mas incluindo-o).dcm.htm 11 . Numa soma ou subtracção retém-se o valor até à casa decimal sobre a qual existem dúvidas Num produto ou divisão o resultado deve ter um número de algarismos significativos igual ao menos preciso dos factores Fisica IA.fct. Porquê? O número de algarismos significativos informa-nos sobre a incerteza que existe relativamente ao resultado experimental.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

htm 12 . Suponha que uma casa real (ver figura) possui uma largura de fachada de 20 m. Nos Estados Unidos uma casa de bonecas está na escala de 1:12 em relação a uma casa real (ou seja cada comprimento é 1/12 do correspondente numa casa real) enquanto que uma casa-miniatura é construída numa escala 1:144.Unidades e Medidas.fct. quais os volumes (a) da casa de boneca e (b) da casa-miniatura? (R: 1. http://sme. uma altura de 6. uma profundidade de 12 m. Problemas 8P. Em metros cúbicos. Carlos Dias 04-05.03x10-4 m3) Fisica IA.unl.0 m de altura.0 m e um telhado tradicional de duas águas (faces triangulares verticais nas extremidades) com 3. 6.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.042 m3.

as leituras dos relógios em dias seguidos de uma semana são tabelados com se mostra a seguir. http://sme. Classifique os relógios de acordo com o seu valor relativo como bons cronómetros. Problemas 13P.fct. A.unl. D.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Unidades e Medidas. Cinco relógios estão sendo testados num laboratório. determinado pelo sinal WWV.htm 13 . E) Fisica IA. Exactamente ao meio-dia. do melhor para o pior.dcm. B. Justifique a sua escolha. Carlos Dias 04-05. (R: C.

Unidades e Medidas.htm 14 .5x108 km. (R: 0.6605402x10-27 kg).609 km)? (R: 25 m/s.fct. A Terra possui uma massa de 5. A massa média dos átomos que compõem a Terra é de 40 uma (1 uma = 1/12 da massa de um átomo de carbono = 1. Quantos átomos existem na Terra? (R: 9. (b) Suponha que demora 10.9 mph) Fisica IA. Carlos Dias 04-05. 1 mi=1.e.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. 55.0h para esvaziar um recipiente com 5700 m3 de água. milhas por hora. (a) Supondo que cada centímetro cúbico de água possui uma massa de exactamente 1g. http://sme. Expresse a velocidade da luz em termos das unidades astronómicas por minuto. determine a massa de um metro cúbico de água em quilogramas. Qual a taxa de escoamento mássico da água em quilogramas por segundo? (R: 103kg.98x1024kg. 158 kg/s) Qual a velocidade em m/s de um carro cujo velocímetro indica 90 km/h? E em mph (i.0x1049 átomos) 21P. Uma unidade astronómica (UA) é a distância média do Sol á Terra.unl.0x108 m/s. aproximadamente 1.12 UA/min) 19E. Problemas 15P. A velocidade da luz é aproximadamente 3.dcm.

o corpo está sempre sobre o eixo do x. o valor algébrico do deslocamento ∆x. NOTA: A velocidade NÃO DEPENDE da posição. vmed = deslocamento x − x ∆x = 2 1= intervalo de tempo t2 − t1 ∆t x Atenção que. Carlos Dias 04-05. fôr negativo.htm 15 . Velocidade média A velocidade média é.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.unl.dcm.fct. x2 x1 Gráfico da posição de um corpo no eixo x em função do tempo ∆x ∆t t1 t2 t3 t Q: Quando é que a velocidade é negativa? R: Quando. Fisica IA. físicamente.Cinemática a uma dimensão. http://sme. no intervalo de tempo ∆t considerado.

Carlos Dias 04-05.dcm. http://sme. v = lim x − x1 ∆x dx = lim = ∆t →0 t − t1 ∆t →0 ∆t dt x Gráfico da posição de um corpo no eixo x em função do tempo x1 t1 t A velocidade é pois a derivada da posição x(t) em ordem ao tempo. É o declive da tangente da curva x(t) no ponto t=t1 Fisica IA.Velocidade Instantânea A velocidade instantânea é o limite da velocidade média quando o intervalo de tempo tende para zero.htm 16 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct.unl.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct.htm y ∆v = −g ∆t 17 . Queda dos graves t1 t Q: Quando é que a aceleração é negativa? R: Quando há uma variação algébrica negativa (∆v) da velocidade.unl. físicamente. Q: O que é que se entende por desaceleração na linguagem corrente? Fisica IA. Carlos Dias 04-05.Aceleração a uma dimensão A aceleração representa a taxa de variação da velocidade no tempo. no intervalo de tempo considerado. Aceleração média amed = ∆v ∆t v a ∆t amed Atenção que.dcm. o corpo continua sempre sobre o eixo do x. Aceleração (instantânea) a= dv dt ∆v A aceleração é pois a derivada da velocidade em ordem ao tempo. http://sme.

dv d 2 x a= = dt dt 2 A aceleração é a segunda derivada da posição Suponha que a posição de um carro obedece á seguinte equação: x = 3t 2 + 4t + 2 Esquematize a posição num gráfico x(t).htm 18 . Carlos Dias 04-05. v= dx dt A velocidade é a primeira derivada da posição E a aceleração é dada por.unl. http://sme. Qual a velocidade e aceleração desse carro em função do tempo? Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Determinação da Aceleração e da Velocidade Se tivermos x = x(t ) A velocidade é dada por.dcm.fct.

dcm.fct. http://sme. Chamam-se as condições iniciais do problema porque é frequente que t0=0. dx v= dt ⇒ x = xo + ∫ v dt to t vo e xo são respectivamente a velocidade e a posição do corpo no instante t=t0.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Velocidade e Posição a partir da Aceleração E o inverso? Sabemos a aceleração e queremos saber a velocidade? dv dt t a= v ⇒ dv = a dt e integrando ⇒ v − vo = ∫ a dt to t vo ∫ dv = ∫ a dt to t v = vo + ∫ a dt to Por analogia a posição do corpo pode ser determinada a partir da sua velocidade.unl. Carlos Dias 04-05. Fisica IA.htm 19 .

v − vo = ∫ a dt v − vo = a(t − to ) to t x = xo + ∫ v dt to t t v = vo + a (t − to ) x = xo + ∫ [vo + a(t − to )]dt to a(t − to )2 x = xo + vo (t − to ) + 2 a = constante v = vo + at . recta at 2 x = xo + vot + .unl.dcm. a posição é dada por.fct.htm .e. a = −g v = vo − gt gt 2 y = yo + vot − 2 y ∆v = −g ∆t 20 Fisica IA. mas não obrigatório. parábola 2 Se t0=0. (i. orientarmos o eixo para cima. Assim. Sabendo-se a velocidade. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Obtém-se para a velocidade. http://sme.Caso particular: quando a aceleração é constante Se a=constante. Se t0 coincidir com o inicio da contagem dos tempos) Aplicação à Queda dos graves É costume.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Carlos Dias 04-05. http://sme. b) Velocidade aumentando ou diminuindo linearmente no tempo.htm 21 .unl. por definição: x − xo = ∫ v dt to t x-x0 é numéricamente igual á área delimitada pela curva da velocidade entre os instantes to e t.Áreas O deslocamento x-xo é.dcm. Fisica IA.fct. v x − xo = ∫ v dt to t t0 t Casos particulares: a) Velocidade constante.

Qual a velocidade escalar média do inicio até ao instante em que chega de volta à pick-up? Fisica IA.4 km a 70 km/h.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. (a) Qual o deslocamento total desde a saída com a pick-up até chegar ao posto? (b) Qual o intervalo de tempo desde o inicio da viagem até à chegada ao posto? (c) Qual a sua velocidade média entre o inicio e o fim da viagem? (d) Determine numericamente e graficamente.unl. quando a pick-up pára por falta de gasolina.dcm.1 Você dirige uma pick-up mal-conservada numa estrada recta de 8.fct.htm 22 . http://sme. Carlos Dias 04-05.Movimento rectilíneo. (e) Suponha que para colocar gasolina.0 km pela estrada até chegar a um posto de gasolina. Problemas 2. Nos 30 min seguintes você caminha outros 2. pagar e voltar à pick-up leva 45 min.

(a) A que distância do sinal é que o carro ultrapassará o camião? (b) Qual será a velocidade do carro nesse instante? (82 m.unl. 19 m/s) Fisica IA. quanto tempo levaria para ele atingir uma velocidade de 100 km/h partindo do repouso? (0.0 km/h está a 24.fct. circulando com velocidade constante de 9. A que distância da origem está o electrão quando ele pára momentaneamente? (R: 5. http://sme.5 m/s alcança e ultrapassa o carro.2 m/s2.0 m de uma barreira quando o motorista pisa com força no travão. Carlos Dias 04-05.dcm. Se um carro pudesse ter essa aceleração. um automóvel parte com uma aceleração a de 2. 8. A cabeça de uma cascavel pode acelerar até 50 m/s2 ao golpear uma vítima.44 m/s) 36P. O carro bate na barreira 2.Movimento rectilíneo. No mesmo instante um camião. (a) Qual a desaceleração constante do carro antes do impacto? (b) Com que velocidade se desloca o carro quando se dá o impacto? (-3. Um electrão que move-se ao longo dos eixo dos xx tem a sua posição dada por x=16 t e-t m.56 s) 33P. Problemas 20P.htm 23 . Um carro circulando a 56.00 s depois.56 m/s2. onde t está em segundos.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. No instante em que o sinal de trânsito fica verde.89 m/s) 24P.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fisica IA.Movimento rectilíneo. Uma avestruz assustada move-se em linha recta com uma velocidade descrita pelo gráfico velocidade-tempo da figura. não) 16E. Faça um esboço da aceleração versus tempo. (a) Se a posição de uma partícula é dada por x = 4 – 12t + 3t2 (onde t está em segundos e x em metros). no sentido negativo.fct. qual a velocidade no instante t=1 s? (b) Nesse momento exacto ela desloca-se no sentido positivo ou no sentido negativo do eixo dos xx? (c) Qual o módulo da velocidade nesse instante? (d) O módulo é maior ou menor em instantes posteriores? (Tente responder as próximas perguntas sem efectuar cálculos) (e) Existe algum instante em que a velocidade se chegue a anular? (f) Existe um tempo após t=3 s no qual a partícula se desloque no sentido negativo do eixo dos xx? (R: -6 m/s. Problemas 11E.htm 24 .unl. primeiro é menor e depois é maior. 6 m/s. http://sme.dcm. Carlos Dias 04-05. sim (t=2).

00 m. 42P.26x103m/s2 para cima) 55P. Ela fica em contacto com o chão durante 20.1 m/s) 51P. Ela pula de volta até uma altura de 2. http://sme. Ache as posições em que se encontravam a segunda e a terceira gotas quando a primeira bateu no piso.0 m acima do chão.0 m/s do telhado de um prédio.00 m. Problemas.fct. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. 27. (1.0 ms antes de parar.dcm.99 s. Para testar a qualidade de uma bola de ténis você deixa-a cair de uma altura de 4. Uma bola de argila húmida cai 15. Qual a aceleração média da bola até parar? (857 m/s2 para cima) 53P. (22cm e 89 cm) Fisica IA. (a) Quanto tempo leva a pedra a chegar ao chão? (b) Qual a velocidade da pedra no instante do impacto? (3.00 m de altura. Um rapaz atira uma pedra para cima na direcção vertical com uma velocidade inicial de 12.htm 25 . Está a pingar água de um dos furos de um chuveiro situado a 2. Se a bola estiver em contacto com o piso durante cerca de 12. 30.0 ms qual a aceleração média durante o contacto. Caem gotas a intervalos regulares com a primeira gota batendo no piso no instante em que a quarta gota começa a cair.0 m até ao chão.Movimento rectilíneo.unl.

(63. Determine (a) a componente x e (b) a componente y do vector (R: 12. 7. Problemas. Construa o diagrama vectorial e determine (a) módulo e (b) o ângulo de deslocamento total do carro desde o seu ponto de partida. 5.htm 26 .d) do vector b (e. Carlos Dias 04-05.b) do vector a ? (c. em seguida para norte ao longo de 30 km e depois numa direcção de 30º para o nordeste a partir do norte durante 25 km.9º.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.38.h) de b − a ? (i. Um vector de deslocamento r no plano xy tem um comprimento igual a 15m e tem a orientação mostrada na Figura. 180º) Fisica IA. r r ˆ ˆ ˆ ˆ a = 4. 14. 10. 111.fct.5) r r r θ = 30° 10E.unl.0u y m ˆ Quais são os módulos e os ângulos (relativos a u x ) r r r r r r r r (a. 6E.0u x − 8.99.9.7º. -68.dcm. http://sme. 53. 47. 5. 54º) 18P (p.2º.Vectores.f)rde b + a ? (g.8º.45) São dados dois vectores.0u y m e b = 6. 36.0u x − 3.j) de a − b ? (k) r r r Qual o ângulo entre os vectores a − b e b − a ? (R: 5.38.44) Um carro dirige-se para leste numa distância de 50 km.8 km.1º. (p.

3. r r 31P. Problemas.2 º) 33P.0u y + 3.0u z m e b = 2.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.0u y + 3.0u z m (R: 22.dcm. Mostre que a área do triângulo delimitado por a e b e pelo segmento que une as pontas destes vectores na Fig.30 é igual a r r 1 a ×b 2 r b r r φ r a Fisica IA. Use a definição de produto escalar a ⋅ b e o facto de que.unl.htm 27 .Vectores. Carlos Dias 04-05.0u x + 3.fct. http://sme. r r ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ a = 3.0u x + 1. r r a ⋅ b = a x bx + a y b y + a z bz para calcular o ângulo entre os dois vectores dados por.

dcm. http://sme.htm 28 . Carlos Dias 04-05.unl. parábola 2 Integração Fisica IA.fct. recta at 2 x = xo + vot + .Equações do movimento uniformemente acelerado Derivação a = constante v = vo + at .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

dcm. Carlos Dias 04-05. recta at 2 x = xo + vot + . parábola 2 Integração Fisica IA.htm 29 .fct.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Equações do Movimento Uniformemente Acelerado Derivação a = constante v = vo + at . http://sme.unl.

fct. r dr (t ) r v (t ) = dt dx dy dz r ˆ ˆ ˆ v (t ) = ux + u y + uz dt dt dt r ˆ ˆ ˆ v (t ) = v x (t ) u x + v y (t ) u y + v z (t ) u z O vector aceleração é a derivada do vector velocidade.dcm. http://sme. r dv (t ) r a (t ) = dt dv y dv dv r ˆ ˆ ˆ u y + z uz a (t ) = x u x + dt dt dt r ˆ ˆ ˆ a (t ) = a x (t ) u x + a y (t ) u y + a z (t ) u z Verificamos que a relação entre a posição. r ˆ ˆ ˆ r (t ) = x(t ) u x + y (t ) u y + z (t ) u z O vector velocidade é a derivada do vector posição.. vx = dx dt e ax = dvx dt vy = dy dt e ay = dv y dt vz = dz dt e az = dv z dt 30 Fisica IA. Carlos Dias 04-05. Se o movimento da partícula for a três dimensões.Cinemática. Movimento a 2D e 3D. O vector posição em coordenadas cartesianas é.e. a velocidade e a aceleração em cada eixo é independente do que se passa nos outros dois eixos.unl. i.htm .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

e. No eixo x o projéctil percorre distâncias iguais em tempos iguais. 31 ( )  gt 2  r  uy ˆ ˆ r (t ) = ( xo + voxt ) u x +  yo + voy t −   2   Fisica IA. 2. A aceleração da gravidade é 9. Os movimentos em x e em y são independentes.8 m/s2 no sentido de cima para baixo. Se orientarmos o eixo dos y para cima será negativa.fct.htm . r ˆ ˆ a (t ) = 0 u x − g u y r ˆ ˆ v (t ) = (vox ) u x + voy − gt u y 1.unl. http://sme. entre os instantes 0 e t. a velocidade é constante 3.Aplicação ao Movimento de Projécteis.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. r vo r ro y g CONDIÇÕES INICIAIS O corpo no instante t=0 tem a r velocidade inicial vo = vox u x + voy u y ˆ ˆ x e está na posição inicial r ˆ ˆ ro = xou x + you y Integrando o movimento nas duas direcções do espaço x e y.dcm. Carlos Dias 04-05. i. No eixo y o movimento é acelerado e portanto a velocidade varia.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Carlos Dias 04-05. r ˆ ˆ 0u x − g u y a (t ) = r ˆ ˆ v (t ) = (vo cosθ ) u x + (vo sin θ − gt ) u y  gt 2  r  uy ˆ ˆ r (t ) = (vot cosθ ) u x +  vot sin θ −  2    Questões: Mostre que o valor do alcance é 2 vo sin (2θ ) R= g 32 Fisica IA.0 ) r ˆ ˆ vo = vo cosθ u x + vo sin θ u y r vo r θ e está na posição inicial ro = 0 x Integrando obtemos.unl. y ( R .dcm.fct.Um caso particular do lançamento de projécteis O objecto é projectado com uma velocidade vo com um ângulo de lançamento α e parte da origem dos espaços.htm . http://sme. Posição final g O corpo no instante t=0 tem a velocidade inicial.

Mostre que a trajectória descrita por um projéctil é uma parábola. elimina-se o tempo das eqs x=x(t) e y=y(t) para obter uma função do tipo y=y(x).Trajectória do movimento trajectória y A trajectória é a curva descrita por um móvel no espaço.fct.dcm.e.unl. r ˆ v (t ) = v(t )ut Onde ut é o vector unitário tangente á trajectória e v(t) o módulo da velocidade. Se o movimento se efectuar a duas dimensões. i. por construção é tangente á trajectória (ver figura). y = y(x ) r r r + ∆r r r r ∆r ˆ ∆y u y ˆ ∆x u x x O vector velocidade é tangente à trajectória. Por definição r ∆r r v (t ) = lim ∆ t → 0 ∆t Quer dizer que o vector velocidade é colinear r ∆r com que. http://sme.htm 33 . Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fisica IA.

dcm.52 m da extremidade da mesa medida na horizontal.fct. Suponha que a velocidade de Powell ao sair do chão foi de 9.495 s. Nos Campeonatos Mundiais de Atletismo de Pista e de Campo de 1991 em Tóquio.80 m/s2 em Tóquio. Uma bola rola horizontalmente para fora do tampo de uma mesa de altura 1. batendo o recorde 23 anos do salto em distância estabelecido por Bob Beamon por 5 cm.95 m. De quanto é que o alcance horizontal de Powell era menor que o máximo possível para uma partícula com a mesma velocidade escalar de 9. 480 m/s) 18E.unl.2 m.26 m) Fisica IA. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.5 m/s. Quais são (a) o tempo de voo da bala? (b) o módulo da sua velocidade ao sair da carabina? (R: 62 ms. (a) Quanto tempo fica a bola no ar? (b) Qual a velocidade escalar no instante em que ela sai da mesa? (0.Movimento a duas e três dimensões 17E. (0. A bala acerta o alvo a 1.5 m/s (quase igual à de um velocista) e que g=9.htm 34 . Mike Powell saltou 8. Uma carabina é apontada na horizontal para um alvo distante 30 m. Ela toca o chão a uma distância de 1.9 cm abaixo do ponto visado. Carlos Dias 04-05.07 m/s) 22E. 3.

0 º acima da horizontal.Movimento a duas e três dimensões 28E.00 º abaixo da horizontal.2ux+4.0 m do ponto de lançamento da bola.unl. não) 40P.4 cm) Fisica IA. Durante uma partida de ténis um jogador serve a bola a 23.6 m/s.dcm. Quando a bola alcança a rede (a) ela consegue passar sem tocá-la? (b) Qual a distância entre o centro da bola e o alto da rede? (c e d) Suponha agora que a bola sai da raquete fazendo um ângulo de 5.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. (+20 cm.htm 35 . A parede está a 22. http://sme. Responda ás questões (a) e (b) nestas circunstâncias. com o centro da bola deixando a raquete horizontalmente a 2.37 m acima da superfície da quadra. A rede está afastada 12 m e tem 0.8 uy. 19. -85.90 m de altura. (a) A que distância acima do ponto de lançamento a bola bate na parede? (b) Quais as componentes horizontal e vertical da sua velocidade quando ela bate na parede? (c) Quando ela bate.0 m/s fazendo um ângulo de 40.fct. Carlos Dias 04-05. Você arremessa uma bola em direcção a uma parede com uma velocidade de 25. ela já passou do ponto mais alto da sua trajectória? (12.

unl. Carlos Dias 04-05.dcm. 2D y g Derivação x r a 0  ˆ − gu y   r v v x = vox  v y = voy − gt   r r Integração Fisica IA. 3D Aceleração Velocidade Derivação Posição  a xt 2  x = xo + vox t + 2   a yt 2   y = yo + voy t + 2   azt 2  z = zo + voz t + 2   r vo r ro  x = xo + vox t  gt 2   y = yo + voy t − 2    r a a x u x ˆ  ˆ a y u y  ˆ a z u z r r v = ∫ adt v x = vox + a xt  v y = voy + a y t  v z = voz + a z t r r r = ∫ v dt Integração Aplicação ao Lançamento de Projécteis.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Equações do movimento uniformemente acelerado.htm 36 .fct. http://sme.

http://sme.unl.dcm. R – raio [m] do circulo descrito pelo corpo. Tempo necessário para completar um ciclo No movimento circular uniforme.Movimento Circular O corpo descreve uma trajectória circular.fct. r v θ f . T – período [s].pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 37 . Carlos Dias 04-05.frequência [Hz]. um corpo descreve uma trajectória circular levando sempre o mesmo tempo a completar uma volta ou ciclo. É o número de ciclos por unidade de tempo f = 1 T R Fisica IA.

http://sme. ω= dθ dt Se a velocidade angular fôr constante no tempo obtemos depois de integrar. Carlos Dias 04-05.htm .fct.unl. θ r v θ − θ o = ω (t − to ) θo ∫ dθ = ∫ ωdt to t θ R Relação entre a velocidade angular e a frequência angular ω= θ −θo t − to = 2π = 2πf T 38 Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.Velocidade angular A velocidade angular instantânea ω [rad/s] é o ângulo descrito por unidade de tempo.

dcm.Aceleração angular Se a velocidade angular ω variar no tempo então existe aceleração angular (α rad/s2) α= dω dt Se a aceleração angular fôr constante obtemos depois de integrar. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Quais as grandezas equivalentes ou análogas? Fisica IA. ω ωo ∫ dω = ∫αdt 0 t ω = ω o + αt 1 θ = θ o + ω ot + αt 2 2 Nota: Nestas eqs.fct. fixámos to=0 v = vo + at at 2 x = xo + vot + 2 Repare na correspondência com as expressões para o movimento uniformemente acelerado 1D.unl.htm α é análogo a a ω é análogo a v θ é análogo a x 39 . Carlos Dias 04-05.

Varia continuamente de direcção Fisica IA. Constante em módulo 3. v (m/s). ∆ l 2π R = = ωR v= ∆t T r v O vector velocidade no movimento circular uniforme é: 1. Carlos Dias 04-05.unl. algumas vezes imprópriamente chamada velocidade linear. Tangente á trajectória (como sempre) 2.fct. http://sme. está relacionada com a velocidade angular e com o raio do circulo.O módulo da velocidade no Movimento Circular O módulo da velocidade ao longo do circulo.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 40 .dcm.

responsável pela mudança na direcção da velocidade ˆ ˆ ut + ∆ut A derivada da velocidade r ˆ v = vut r ˆ du dv dv ˆ = ut + v t dt { { dt dt r 0 ac ˆ ut ∆θ R r ˆ ˆ du du dv ˆ = v t = v t (− ur ) dt dt dt ˆ ur ˆ ˆ ˆ ut + ∆ut = ut = 1 Qual a derivada de um vector unitário? d 2 ˆ ut = 0 dt ˆ ˆ du du d 2 d ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ut = (ut ⋅ ut ) = 2ut ⋅ t = 0 ⇒ ut ⊥ t dt dt dt dt ( ) ( ) A direcção do vector aceleração centrípeta é perpendicular á tangente da trajectória.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Aceleração centrípeta No movimento circular uniforme existe um tipo especial de aceleração chamada centrípeta. Tem o sentido negativo do vector radial 41 Fisica IA. Carlos Dias 04-05. http://sme.dcm.htm . É paralelo ao vector radial.

) ˆ ˆ ut + ∆ut ˆ ut r ˆ ˆ du du dv ˆ = v t = v t (− ur ) dt dt dt 2a ˆ ∆u t ∆θ R ∆θ 2 ˆ ur ˆ ˆ ut + ∆ut ˆ ut ˆ ˆ ˆ ut + ∆ut = ut = 1  ∆θ  ˆ ∆ut = 2 sin    2   ∆θ  2 sin   ˆ ∆ ut ˆ d ut  2  = lim ∆θ 2 = ω = v = lim = lim ∆t → 0 ∆ t ∆t → 0 ∆ t → 0 ∆t 2 dt R ∆t A aceleração centrípeta é perpendicular á direcção da velocidade e aponta sempre para dentro do circulo.dcm.Aceleração centrípeta (cont.unl. v2 r ˆ ac = − ur R 42 Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct.htm . http://sme. Carlos Dias 04-05.

fct. Carlos Dias 04-05.unl. Movimento circular r a r at r ac r 2 a = ac + at2 Fisica IA.Aceleração tangencial e total Se o módulo da velocidade linear variar então existe aceleração tangencial. http://sme.htm 43 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. O seu módulo é dado por. Aceleração total O vector aceleração (total) é a soma vectorial das acelerações centrípeta e tangencial. r dv ˆ at = ut dt No caso geral: r ˆ v = vut r ˆ du dv dv ˆ = ut + v t dt { { dt dt r r at ac O vector aceleração tangencial é colinear com a velocidade e portanto tangente à trajectória.dcm.

fct.0 m acima do nível do chão.5 m e a uma altura de 2. Quais são os módulos (a) da velocidade (b) e da aceleração centrípeta do satélite? (7.htm 44 .unl.Movimento circular 34E. http://sme.0 min. Qual o módulo da aceleração centrípeta da pedra enquanto estava em movimento circular? (163 m/s2) Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.00 m/s2) 51P.49x103 m/s. Um satélite terrestre move-se numa órbita circular a 640 km acima da superfície da Terra com um período de 98. O fio parte-se e a pedra desprende-se horizontalmente e bate no chão após percorrer uma distância horizontal de 10 m. 8. Um garoto rodopia uma pedra num circulo horizontal com um raio de 1. Carlos Dias 04-05.dcm.

fct. viajando de comboio.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Movimento Relativo Um passageiro (S2).dcm. http://sme. Qual a velocidade v1 da bola. atira uma bola para outro passageiro com uma velocidade v2. Carlos Dias 04-05. relativa a um observador (S1) que esteja parado na estação? S1 estação r v1 S2 comboio r v2 Fisica IA.unl.htm 45 .

comboio estação S1 r r1 r r21 r r2 S2 r r r r1 = r21 + r2 Onde r21 é a posição do comboio relativamente á estação.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.unl. Carlos Dias 04-05. comboio estação S1 r v1 r v21 r v2 S2 r r r dr1 dr21 dr2 = + dt dt dt Simplificando. r r r v1 = v21 + v2 Esta é a Transformação de Galileu: A velocidade num referencial 1 é igual á velocidade no referencial 2 mais a velocidade relativa do referencial 2 relativamente a 1.fct.htm 46 . Derivando em ordem ao tempo. Fisica IA. http://sme.dcm.Transformação de Galileu Temos para os vectores posição.

Dois referenciais cuja velocidade relativa é constante medem a mesma aceleração.fct.unl. Assim. http://sme. Carlos Dias 04-05. no referencial S1.Aceleração no movimento relativo Se um objecto tiver uma aceleração a2 no referencial S2 qual será a aceleração a1. r r r v1 = v21 + v2 Derivando a equação das velocidades. sabendo-se que a velocidade relativa entre os referenciais é constante (em módulo.dcm. (Não é necessário que estejam em repouso entre si) Fisica IA. direcção e sentido). r r a1 = a2 Este resultado é muito importante no contexto da leis de Newton. comboio estação S1 r v1 r v21 r v2 S2 r r r dv1 dv21 dv2 = + dt dt dt r dv21 =0 dt se a velocidade relativa entre os referenciais é constante.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 47 .

Carlos Dias 04-05. O navio A navega para o noroeste a 24 nós e o navio B navega a 28 nós numa direcção sudoeste fazendo 40º com o sul.dcm.5º na direcção nordeste medido a partir do norte.2 h. (1 nó é igual a 1 milha marítima por hora) (a) Quais são o módulo.fct. Qual é o menor ângulo contado a partir da direcção do avanço que mantém o passe legal.htm 48 .Movimento Relativo 56E.5º na direcção sudoeste. Dois navios A e B.unl. Suponha que o jogador corre paralelamente ao comprimento do campo e no sentido do golo da equipe adversária com uma velocidade de 4.2º) 61P. a direcção e o sentido da velocidade do navio A em relação a B? (b) Após quanto tempo os navios estarão afastados de 160 milhas marítimas? (c) Qual será o rumo de B (a direcção da posição de B) em relação a A nesse tempo? (38 nós 1. saem do porto ao mesmo tempo. medido a partir do sul) Fisica IA. (48. 1. http://sme. Pelas regras do rugby um jogador pode passar a bola legalmente para um companheiro de equipe desde que o passe não seja para a frente. 4. enquanto passa a bola á velocidade de 6 m/s em relação a ele mesmo.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.0 m/s.

Se a escada rolante estiver em movimento a pessoa leva 60 s. No instante em que a velocidade é 8 ft/s um parafuso cai do tecto do elevador situado a 9 ft do solo (1 m = 3.28 ft).htm 49 . http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Quanto tempo leva a mesma pessoa a ser transportada até ao cimo da escada rolante se subir a escada ao mesmo tempo que a escada rolante está em movimento? A sua resposta depende do tamanho da escada? (36 s) Está a cair neve verticalmente com uma velocidade de 7. (a) Qual o ângulo com a vertical e (b) a velocidade dos flocos de neve relativamente a um carro cuja velocidade é 55 km/h? Fisica IA. Carlos Dias 04-05. em 90 s.dcm.Movimento Relativo Um elevador eleva-se com uma aceleração de 4 ft/s2. com 15 m de comprimento.unl. Quanto tempo demora o parafuso a atingir o solo? Que distância viajou o parafuso relativamente ao prédio até esse instante? Uma pessoa sobe uma escada rolante parada.fct.8 m/s.

http://sme. Se estiver em movimento. continuará em movimento rectilíneo e uniforme.Leis de Newton 1ª Lei de Newton ou Lei da Inércia Na ausência de uma força resultante não nula todos os corpos tendem a manter o seu movimento. Sob a acção de uma FORÇA RESULTANTE não nula.dcm. Carlos Dias 04-05. permanecerá em repouso. Quer dizer que: Estando o corpo em repouso. No entanto. o vector velocidade do corpo terá necessáriamente que variar.fct.unl.htm 50 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fisica IA.

htm 51 .e. i. http://sme.dcm.Segunda Lei de Newton A resultante das forças que actuam sobre um corpo isolado é igual ao produto da massa pela aceleração do corpo.unl..fct. Fisica IA. r F5 r r ∑ F = ma m r F1 r F2 r a r F3 r F4 Esta é uma equação vectorial e por isso compreende um sistema de três equações escalares: ∑ Fx = max ∑ Fy = ma y ∑ Fz = maz A massa m de um corpo é uma quantidade escalar e relaciona a força aplicada com a aceleração de um corpo. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Estas forças tomam o nome de par acção-reacção. As forças de interacção entre corpos de um mesmo sistema chamam-se forças internas. igual à primeira em módulo e direcção. então existe uma força F12 aplicada no corpo 1 pelo corpo 2. http://sme.dcm. Se F21 é a força aplicada no corpo 2 pelo corpo 1. Chama-se sistema a um conjunto de dois ou mais corpos. Corpo 1 Sistema r F12 r F21 Corpo 2 MUITA ATENÇÃO: as forças F21 e F12 têm pontos de aplicação diferentes.htm 52 . Forças aplicadas por corpos externos ao sistema denominam-se forças externas Fisica IA. mas de sentido contrário.fct. Carlos Dias 04-05.unl.Terceira Lei de Newton Para cada força de acção existe uma força de reacção igual e oposta.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Diagrama do corpo livre Consiste em isolar no espaço o corpo que nos interessa. pela sucessiva aplicação da Terceira Lei de Newton.fct. Diagrama do corpo livre do livro Vamos isolar o livro assente sobre a mesa… r r Flm = N Força aplicada pela mesa sobre o livro Situação inicial livro mesa r P Força gravítica aplicada pela Terra sobre o livro r Fml Força aplicada pelo livro sobre a mesa Terra Qual a resultante das forças aplicadas ao livro? r r N+P Terra r −P Força gravítica aplicada pelo livro sobre a Terra Fisica IA. Carlos Dias 04-05.dcm.unl. substituindo por forças as interacções e ligações com os outros corpos.htm 53 . http://sme.

acima da superfície terrestre cai em direcção à Terra com a aceleração da gravidade.unl. orientada no sentido do centro da Terra e vale mg. Qual o valor desta força? r r F = ma ∑ r ˆ P = −mg u y y ˆ − g uy r P A Força Gravitacional aplicada pela Terra sobre o corpo está. aplicada no centro de massa do corpo. Porquê? R: Porque de acordo com a Segunda Lei de Newton existe uma força que puxa o corpo para baixo.htm 54 . Carlos Dias 04-05. http://sme. Fisica IA.fct.dcm.Força Gravitacional Um corpo abandonado de uma altura h.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

E se aceleração do elevador fôr para baixo e com o mesmo valor? 3. http://sme.htm 55 .Peso aparente de um corpo 1.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Em que condições é que existirá imponderabilidade? r Pap r Fg Fisica IA.dcm. Qual o peso de uma pessoa dentro de um elevador que tem uma aceleração para cima de 2 m/s2? 2.fct. Carlos Dias 04-05.

fct.dcm. r r p = mv Qual a direcção e sentido da quantidade de movimento? E as suas unidades? A segunda Lei de Newton é na verdade escrita da seguinte forma: r dv d (mv ) F = ma = m = ∑ dt dt r r dp ∑ F = dt Fisica IA. http://sme.htm 56 .unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Carlos Dias 04-05.Quantidade de movimento linear Definição: A quantidade de movimento linear é uma grandeza vectorial dada por.

unl. r r p = po = cte Fisica IA.htm 57 .dcm.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct.Conservação da quantidade de movimento Resolvendo em ordem à quantidade de movimento obtemos. http://sme. r r dp ∑ F = dt r p t r r (∑ F )dt = ∫ pdt ∫ 0 r po variação da quantidade de movimento r r p − po 1 3 2 r = ∫ (∑ F )dt impulsão t 04 1 24 3 Se a resultante das forças aplicadas no corpo fôr nula então a quantidade de movimento conserva-se. Carlos Dias 04-05.

0 x10-4 kg está suspensa por um fio.htm 58 .dcm. Determine (a) o módulo daquele empurrão e. (b) Mostre que se a força for aplicada no sentido contrario mas no bloco menor a força entre os dois blocos é 2. (a) Se m1= 2. 31P.8 s. http://sme. Uma brisa sopra ininterruptamente na direcção horizontal empurrando a esfera de tal forma que o fio faz um ângulo constante de 37º com a vertical. determine o módulo da força entre os dois blocos. Uma esfera de massa 3. Carlos Dias 04-05. 29P. (c) Explique a diferença r F m1 m2 Fisica IA.2 N.fct. Uma força horizontal é aplicada ao bloco maior. m2= 1. como se mostra na figura.3 kg. Um trenó foguete experimental pode ser acelerado a uma taxa constante partindo do repouso até atingir 1600 km/h em 1.unl. Dois blocos estão em contacto sobre uma mesa sem atrito.1 N e portanto diferente do calculado na alínea anterior. Qual é o módulo da força resultante necessária se o trenó possuir uma massa de 500 kg. (b) a tracção no fio.2 kg e F=3.Força e Movimento I 19E.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

Um bloco de massa m1= 3.0 kg.0 kg.fct.5 m/s2. Na figura. suspenso verticalmente (ver figura). três blocos estão ligados e são puxados para a direita sobre uma mesa horizontal sem atrito por uma força com um módulo de T3=65. A massa do pára-quedas é de 5.htm 59 .30 kg. Quais são (a) o módulo da aceleração de cada bloco e (b) a direcção e sentido da aceleração do bloco suspenso? (c) Qual é a tracção no fio? m1 T1 m3 T2 m3 T3 Fisica IA. m3= 31.dcm. sobre um plano inclinado de 30.unl. calcule (a) a aceleração do sistema e as tracções (b) T1 e (c) T2 nos fios de ligação entre os blocos. http://sme. (a) Qual é a força para cima que o ar exerce sobre o pára-quedas aberto? (b) Qual a força para baixo que a pessoa exerce sobre o páraquedas? 36P. m2= 24. Se m1= 12. 43P.Força e Movimento I 35P.0 kg.70 kg.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.0 kg.0 N. Uma pessoa de 80 kg salta de pára-quedas e sentindo uma aceleração de 2.0º está ligado por um fio que passa por uma roldana sem massa e sem atrito a um segundo bloco de massa m1= 2. Carlos Dias 04-05.

Carlos Dias 04-05. Qual o módulo da menor aceleração que o macaco deve ter para que consiga levantar o caixote do chão? (b) Se depois do caixote ter sido levantado. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. A corda tem presa do outro lado num caixote de 15 kg no chão.Força e Movimento I 47P. (a) Se a tracção no fio é de 89 N. o macaco parar de subir quais serão a aceleração e (c) a tracção na corda? 56P. Uma lâmpada está suspensa na vertical por um fio num elevador que desce e desacelera a 2.htm 60 .4 m/s2. qual é a massa da lâmpada? (b) Qual será a tracção no fio quando o elevador subir com uma aceleração para cima de 2.unl.dcm.fct. Um macaco de 10 kg sobe por uma corda sem massa pendurada num galho de árvore.4 m/s2? Fisica IA.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. em módulo. Diagrama do corpo livre r ˆ N = N uy r r F = ma ∑ em y : N − P = 0 ⇒ N = mg em x : T − f s = ma Em y: não existe aceleração e como o corpo em y está inicialmente em repouso vai continuar em repouso. sempre menor que T? Fisica IA. Em x: Para que o corpo se movimente é necessário que a tensão do fio T seja maior que a força de atrito.dcm.fct. y x r ˆ fs = − fs ux r ˆ P = −P u y r ˆ T = T ux fs é a força de atrito e é sempre contrária ao movimento Porque é que a força de atrito é. Carlos Dias 04-05.htm 61 .Atrito sólido-sólido Fio que puxa 2ª Lei de Newton Atrito depende da natureza das superfícies e da força de ligação que comprime uma superficie contra a outra. http://sme.unl.

09 1.htm .0 0. http://sme.e. fs = T T fs fs f s .max = µ s N Então a partir do instante em que T>µsN o corpo iniciará o seu movimento. limpas Aço sobre aço. Carlos Dias 04-05.Propriedades do Atrito Estático As equações do movimento são: em y : N − P = 0 ⇒ N = mg em x : T − f s = ma Enquanto o corpo estiver em repouso é porque a força de atrito equilibra a força T aplicada no corpo pelo fio.2 Fisica IA.dcm.8 0.unl.max = µ s N Força de atrito em função da Tensão aplicada pelo fio fk = µk N T Tabela de coeficientes de atrito estático e cinético Superficies Madeira sobre Madeira Vidro sobre Vidro Aço sobre aço.0 0. lubrificadas Borracha sobre betão Teflon sobre Teflon A força de atrito estático pode ter qualquer valor até a um máximo que depende das superficíes e da força normal dado por: f s .9-1. i.fct.6 0.6 0.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.25-0.05 0.04 µk 0.5 0.4 0. sup. µs 0.04 62 0.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 63 . em y : N − P = 0 ⇒ N = mg em x : T − f k = ma ⇒ a = T − µ k N T − µ k mg = m m A força de atrito cinético mantém-se presente enquanto o corpo se estiver em movimento. Fisica IA. http://sme. Carlos Dias 04-05.Atrito cinético Depois do corpo iniciar o seu movimento a força de atrito diminui para um valor menor denominado o atrito cinético.dcm. Diagrama do corpo livre r ˆ N = N uy fs f s .unl.fct.max = µ s N fk = µk N T y Força de atrito em função da Tensão aplicada pelo fio x r ˆ f s = −µk N u x r ˆ P = −P u y r ˆ T = T ux As equações do movimento do bloco deslizando nestas condições são.

no interior de um fluido.fct. http://sme.engineeringtoolbox.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 64 . r FD ˆ FD = − 1 Cd ρAv 2 ut 2 r P r v FD é a força de resistência do ar Cd é o coeficiente de arrasto (drag coefficient).com/21_627. Carlos Dias 04-05.unl.Atrito sólido-fluido http://www. sente uma força de resistência FD oposta ao movimento.dcm. ρ é a massa específica do fluido (exemplo: ar) A é a área da secção transversal efectiva v é a velocidade relativa entre o sólido e o fluido Quais as unidades de Cd? Fisica IA. com uma velocidade v suficientemente rápida.htm Um sólido que se desloque.

Carlos Dias 04-05.0 1.1 0.unl.Coeficiente de arrasto e a forma dos objectos OBJECTO Corpo aerodinâmico Carro desportivo Esfera Carro (típico) Station Wagon Cilindro Ciclista Camião Motorciclista CD 0.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.3 0.0.7-1.fct.3 0.1.8 .htm 65 .6 0.9 0.5 0. http://sme.2 .47 0.8 Fisica IA.

Qual a unidade da viscosidade? r P A força de resistência do ar quando o escoamento é laminar é do tipo viscoso.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. A viscosidade da glicerina depende da temperatura sendo 1. http://sme.49 Pa⋅sec a 20ºC.e. No trabalho prático o escoamento do liquido em torno do sólido (esfera) é laminar (i. sem remoinhos) dando lugar a uma dependência linear da força de atrito com a velocidade do corpo.htm 66 . r r FD = −(6πR )ηv r FD r v Sendo η a viscosidade do meio. e 0. Quando a velocidade aumenta acima de um certo limite a força de resistência é essencialmente aplicada na massa de ar para que este saia do caminho.95 Pa⋅sec a 25ºC. Fisica IA.fct. Carlos Dias 04-05.unl.Coeficiente de arrasto e a Lei de Stokes.dcm.

5 mm. Força de impulsão hidrostática. D 3. Suponha que Cd=0.dcm. e vai diminuindo á medida que aumenta a velocidade. vterm = 2mg Cd ρA Velocidade terminal Faça o cálculo da velocidade terminal de um pingo de chuva de raio 1.8 m/s2. Força de resistência do ar.6 e que a massa específica do ar é 1. P 2. Força da gravidade. tem aplicadas três forças (ver figura): 1.Velocidade terminal na queda livre dos graves Um corpo que cai no ar.2 kg/m3 Fisica IA. I (vamos considerá-la desprezável) r r Pela Segunda Lei de Newton.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct. ∑ F = ma r r r P + D = ma no eixo y : mg − 1 Cd ρAv 2 = ma 2 ∴a = g − 1 2 Cd ρAv m 2 r D r I ≈0 y r P A aceleração no inicio da queda é 9.unl. http://sme.htm 67 . A aceleração será nula quando. Carlos Dias 04-05.

orientada para dentro do círculo) e que verifica: r r F =mac ∑ r mv 2 ˆ Fc = − ur r ˆ ur r mv 2 ˆ Fc = − ur r Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. a Resultante das Forças aplicadas nesse corpo terá necessariamente que ser uma força centrípeta com a mesma direcção da aceleração. http://sme.unl. (i.fct. Carlos Dias 04-05.htm 68 .Força centrípeta Um corpo em movimento circular uniforme tem uma aceleração centrípeta: v2 r ˆ ac = − ur r Pela Segunda Lei de Newton.e.dcm.

Forças de Inércia
A Segunda Lei de Newton pode escrever-se da seguinte forma:
r r F − ma = 0 ∑

Se fizermos uma substituição de variáveis,

r r Fi = − ma ⇒

r r ∑ F + Fi = 0

Transformamos uma equação do movimento numa equação de equilíbrio de forças. Chama-se a Fi força de inércia. Esta força tem a mesma direcão da aceleração mas sentido contrário sendo o seu módulo igual a ma.

Aplicação ao movimento circular,
r r ∑ F + Fci = 0 r mv 2 r ˆ sendo Fci = −mac = ur r

A resultante das forças aplicadas e a força centrifuga de inércia estão em equilíbrio

Fisica IA, Carlos Dias 04-05, http://sme.dcm.fct.unl.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm

69

Referências inerciais

Uma pessoa, sobre a Terra, lança uma bola na direcção Norte-Sul. Essa pessoa vê um desvio da bola para oeste mas não sabe a razão da variação do vector-velocidade. Neste caso não é válida a Primeira Lei de Newton

Um referencial inercial é um referencial onde é válida a primeira lei de Newton. Em contraste nos referenciais não-inerciais a primeira Lei de Newton não é válida pois possuem uma aceleração não nula. A Terra, em rigor, não é um referencial inercial embora, para pequenos movimentos, possamos assumir que é um referencial inercial. Qual a aceleração de um corpo em repouso sobre a Terra a 45º de latitude?

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Força e Movimento I
1E. Uma cómoda com uma massa de 45 kg, incluindo aí gavetas e roupas, está apoiada sobre o chão. (a) Se o coeficiente de atrito estático entre a cómoda e o chão for de 0,45 qual será a intensidade da força horizontal mínima que uma pessoa deve aplicar para fazer com que a cómoda se comece a mover. (b) Se as gavetas e roupas, que juntas possuem uma massa de 17 kg, forem removidas antes de a cómoda ser empurrada, qual será a nova intensidade mínima? (200 N; 120 N) 2E. O coeficiente de atrito estático entre o Teflon e os ovos mexidos é de aproximadamente 0,04. Qual o menor ângulo, medido em relação à horizontal, que fará os ovos deslizarem no fundo de uma frigideira revestida com Teflon. 6E. Uma casa é construída no alto de um morro que apresenta um talude próximo de 45 º. Um estudo de engenharia indica que o ângulo do talude deveria ser reduzido, pois as camadas superiores do solo do talude poderiam escorregar sobre as camadas inferiores. Se o coeficiente de atrito estático entre as duas camadas é de 0,50, qual o menor ângulo φ que o talude deveria ser reduzido, para evitar o deslizamento?

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0 N e (c) 15 N. Fisica IA.htm 72 .fct. O coeficiente de atrito estático entre os seus sapatos e a pedra é 1. (a) Desenhe um diagrama de corpo livre para a alpinista.50 e µk=0.unl. (b) Qual a força com que ela empurra a pedra? (c) Que fracção do seu peso é suportada pela força de atrito nos seus sapatos? 20P. Se o bloco está inicialmente em repouso.34. (b) 8.0 N. como mostrado na figura. Ela reduziu a força com que empurrava a pedra até que suas costas e seus sapatos estivessem na eminência de deslizar. actua sobre um bloco de 45 N. Carlos Dias 04-05. Problemas.2 e entre as suas costas e a pedra é de 0. determine o módulo. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. 8E.dcm.Força e Movimento I. Na figura uma alpinista de 49 kg está a escalar uma chaminé entre duas paredes de rocha.80. Uma força P paralela à superfície inclinada de 15º para cima da horizontal. Os coeficientes de atrito entre o bloco e a superfície são µs=0. a direcção e o sentido da força de atrito que actua sobre o bloco para as seguintes intensidades da força P: (a) 5.

Forças e Movimento. Problemas.
22P. Na figura dois blocos estão ligados por um fio que passa por uma polia. A massa do bloco A é de 10 kg e o coeficiente de atrito cinético entre A e a rampa é de 0,20. O ângulo de inclinação da rampa é de 30º. O bloco A desliza para baixo com velocidade constante. Qual a massa do bloco B? 25P. Os dois blocos (com m=16 kg e M=88 kg) mostrados na figura não estão presos um ao outro. O coeficiente de atrito estático entre os blocos é de ms=0,38, mas a superfície em baixo do bloco maior é lisa e sem atrito. Qual a menor intensidade da força horizontal F necessária para evitar que os blocos escorreguem entre si? (490N)

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Forças e Movimento. Problemas.
37E. Suponha que o coeficiente de atrito estático entre os pneus de um carro de corrida de Fórmula 1 seja de 0,6 durante um Grande Prémio de Automobilismo. Que velocidade deixará o carro na eminência de derrapar ao efectuar uma curva horizontal de raio 30,5 m de raio? (cerca de 48 km/h) 42P. Um ciclista desloca-se num circulo de raio 25,0 m a uma velocidade constante de 9,00 m/s. O conjunto bicicleta-ciclista possui uma massa total de 85,0 kg. Calcule a intensidade (a) da força de atrito que a pista exerce sobre a bicicleta, (b) da força resultante que a pista exerce sobre a bicicleta. 43P. Um estudante pesando 667 N passeia numa roda-gigante que gira a uma velocidade constante ( o estudante está sentado com as costas erectas). No ponto mais elevado, a intensidade da força normal N que o assento exerce sobre o estudante é de 556 N. (a) O estudante sente-se mais leve ou mais pesado nessa posição? (b) Qual a intensidade de N no ponto mais baixo? (c) Qual a intensidade N se a velocidade com que a roda gira for duplicada? (leve; 778 N)

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Forças e Movimento. Problemas.
41P. Um disco de hóquei no gelo de massa m desliza sobre uma mesa sem atrito, enquanto permanece ligado a um cilindro em repouso de massa M, pendurado por um fio que passa por um buraco feito na mesa. Que velocidade do disco mantém o cilindro em repouso? Mgr m 47P. Como é mostrado na figura, uma bola de 1,34 kg está ligada, por dois fios de massa desprezável, a uma haste que gira em torno de um eixo vertical. Os fios estão ligados à haste e estão esticados. A tracção no fio de cima é de 35 N. (a) Desenhe o diagrama de corpo livre para a bola. (b) Qual a tracção no fio de baixo? (c) Qual a força resultante sobre a bola e (d) Qual a velocidade. (8,74 N; 37,9 N; na direcção radial para dentro; 6.45 m/s)

Fig. 47P Fig. 41P

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o trabalho pode variar de observador para observador inercial. Por isso.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. r r r F1 F2 F2 θ 1 r r W1 = F1 s cos(θ ) r F1 r F4 r F3 r s r F4 r F3 θ1 é o ângulo entre a força F1 e o vector-deslocamento s O Trabalho Total é a soma dos trabalhos individuais efectuados por cada uma das forças Wt = ∑Wi Unidades: As unidades de trabalho são N. o percurso s não é invariante.htm 76 . Trabalho efectuado por uma Força. http://sme.unl.Trabalho e Energia.m =Joule.fct. O trabalho é um escalar ou um vector? NOTA: Embora a força seja invariante para todos os referenciais de inércia. Fisica IA. Carlos Dias 04-05.dcm. Definição: O trabalho W1 realizado pela força F1 é.

2.htm 77 .fct. a b α l θ h = l sin(α ) = l cos(θ ) r P Fisica IA.Exemplos de trabalhos efectuados por Forças constantes 1. Trabalho realizado pela Força Normal ao plano r N WN = N cos(90) s = 0 s r N O trabalho realizado pelas forças perpendiculares ao deslocamento é nulo. Carlos Dias 04-05.unl. 3. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Trabalho realizado pela Força Gravítica r WP = P l cos(θ ) = mgl sin (α ) = mgh O trabalho realizado pelo peso não depende do ângulo do plano inclinado mas apenas do desnível entre as posições inicial e final.dcm. Trabalho realizado pela Força de Atrito Cinético WFa = Fa cos(180) s = − Fa s r Fa s r Fa O trabalho realizado pela força de atrito é negativa.

Se o percurso em causa fôr infinitesimal. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.fct.unl. r F θ r F r dr r dr = ds r r r dW = F cos(θ ) ds = F ⋅ dr Fisica IA.dcm.Definição de trabalho infinitésimal Quando a força varia no percurso considerado a definição de trabalho continua válida mas agora apenas para um percurso infinitésimal. Carlos Dias 04-05.htm 78 .

e. i.Forças em Molas 0 x1 0 0 x2 Fm1 Fm2 A mola aplica no objecto uma força Fm no sentido contrário da sua extensão x. http://sme.htm 79 . Carlos Dias 04-05. Fisica IA.dcm.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fm = −kx Fm x Onde x é o deslocamento da extremidade da mola relativamente ao seu ponto de equilibrio e k é a constante da mola cujas unidades são N/m e mede a sua rigidez. Quanto mais se desloca do equilíbrio maior é a força aplicada pela mola.fct. de forma a repor o seu comprimento inicial.unl.

kx 2 W =− 2 Fisica IA. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. quando este se desloca de xi para xf? r dW = Fm cos(180) dx 0 xi dx x f ∫ dW = ∫ kx(− 1) dx xi xf Fm W =− kx 2 f 2 + kxi2 2 Se a posição inicial for xi=0 (i.fct.unl.e. Carlos Dias 04-05. o trabalho realizado pela mola para elongar até x será. sem extensão inicial).Trabalho efectuado pela força de uma mola Qual o trabalho realizado pela força da mola sobre o objecto.dcm.htm 80 .

Energia cinética De acordo com a segunda Lei de Newton.. r r dv ∑ F = m dt Se o problema tiver uma dimensão: Integrando entre dois instantes t2 e t1..fct.unl.dcm..pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Fisica IA. = Ec 2 − Ec1 v2 dv dt (∑ F ) dx = m dv dx dt (∑ F ) dx = m dv dx dt dt dt (∑ F ) dx = mv dv dt dt ∑F = m Chamamos energia cinética a: mv 2 Ec = 2 m d v2 (∑ F ) dx = dt 2 dt  mv 2  (∑ F ) dx = d    2    ( ) NOTA: Pode-se provar que esta equação é válida também para o movimento a três dimensões. http://sme.htm 81 . x2  mv 2  ∫ (F1 + F2 + F3 + ... = 2 2 W1 + W2 + W3 + .. Carlos Dias 04-05.) dx = ∫ d  2     x1 v1  2 2 mv2 mv1 − W1 + W2 + W3 + .

htm 82 .Teorema do Trabalho-Energia: consequências W1 + W2 + W3 = ∆Ec WR = ∆Ec 1. Este é o teorema do trabalho-energia e também é válido a três dimensões. 2. O trabalho da força resultante é igual ao somatório dos trabalhos efectuados por cada uma das forças aplicadas. Fisica IA.fct.dcm. Carlos Dias 04-05. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. é igual á variação da energia cinética da partícula. A soma do trabalhos efectuados pelas forças aplicadas.unl.

fct.unl.h? Fisica IA.htm 83 .Potência A potência é o trabalho realizado por unidade de tempo: P = A potência instantânea é dada por: P = ∆W ∆t dW dt A potência de uma força F cujo ponto de aplicação se movimenta com velocidade v é dada por: r r r dW F ⋅ dr r dr r r P= = = F ⋅ = F ⋅v dt dt dt r r P = F v cos(θ ) Unidades A unidade SI de potência é o Watt = 1 J/s Existem outras unidades de potência regularmente utilizadas como o cavalo-vapor. A quantos Joules correspondem 1 kW.dcm. Carlos Dias 04-05.h que corresponde á energia produzida/consumida durante uma hora á taxa de 1 kW. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. 1 Cv (hp) = 746 W É costume definir uma unidade de trabalho/energia denominada kW.

(a) Qual é o trabalho resultante que as três forças realizam sobre o baú? (b) A energia cinética aumenta ou diminui? 17P. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.5 N/cm. F2=9.htm .dcm. Os módulos das forças são F1=5.00 N e F3=3. Um bloco de 250 g é solto sobre uma mola vertical sem deformação que possui uma constante da mola k = 2.00 N.unl. Qual o trabalho realizado sobre a astronauta? (a) Pela força do helicóptero e (b) pela força gravitacional que age sobre ela? Quais são: (c) a energia cinética e (d) a velocidade da astronauta imediatamente antes de ela alcançar o helicóptero? 22P. Carlos Dias 04-05. Problemas. 11P. qual o trabalho realizado sobre o bloco (a) pela força gravitacional que age sobre ele e (b) pela força da mola? (c) Qual velocidade da bloco imediatamente antes de acertar a mola? (Suponha que o atrito seja desprezável) (d) Se a velocidade no impacto for duplicada qual será a compressão máxima da mola? 84 r F1 r F2 60° r F3 Fisica IA. Um helicóptero eleva uma astronauta de 72 kg verticalmente.00 N. A aceleração da astronauta é g/10. por meio de um cabo. O bloco passa a ficar preso à mola comprimindo-a 12 cm antes de parar por um instante.fct.Trabalho e Energia. Durante o deslocamento. 15m a partir do oceano. A Figura mostra três forças aplicadas a um baú que se move 3.0 m para a esquerda sobre um piso sem atrito. Enquanto a mola estiver a ser comprimida.

http://sme.0 x 103 kg e sobe 210 m em 23 s com velocidade constante.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.0 N actua sobre um corpo de 15 kg inicialmente em repouso. 30E. e (d) a potência instantânea devida à força actuante no final do terceiro segundo.htm 85 .dcm. Problemas.unl.b e c) no primeiro.Trabalho e Energia. Carlos Dias 04-05. Uma força de 5. Calcule o trabalho realizado pela força (a. A cabine carregada de um elevador possui uma massa de 3. no segundo e no terceiro segundos. Qual será a taxa média de trabalho realizado pela força do cabo do elevador sobre a cabine? 33P.fct. Fisica IA.

Carlos Dias 04-05.dcm. Se o corpo voltar à posição inicial qual será o trabalho total? Fisica IA. y yi yf W = mg yi − y f ( ) O trabalho só depende das posições inicial e final.htm 86 . É independente da inclinação do plano inclinado e só depende do desnível entre as posições inicial e final. http://sme.unl.fct.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.Forças conservativas e Energia Potencial Trabalho realizado pela força da gravidade O trabalho realizado pelo peso é mgh como já vimos.

htm 87 . http://sme. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. Se o corpo voltar à posição inicial qual será o trabalho total? Fisica IA.Trabalho realizado por uma mola O trabalho efectuado por uma mola sobre um corpo.dcm. quando esta se elonga de xi para xf.fct. 2 kxi2 kx f W = − 2 2 xi xf O trabalho só depende das posições inicial e final.unl. é dado por.

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. A que será igual o trabalho total realizado pela força de atrito cinético? r s r Fac r Fac Fisica IA. http://sme. Carlos Dias 04-05.fct.unl. W = − Fac s Mesmo que o corpo volte á posição inicial.dcm. o trabalho total não será nulo.htm 88 .Trabalho realizado pela força de atrito cinético É sempre negativo.

Carlos Dias 04-05. z 2 ) r U (r1 ) ≡ U ( x1 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. ser expresso pela variação no valor de uma função U(r). y2 . 2. O trabalho realizado por uma força conservativa depende apenas das posições inicial e final e é independente do caminho utilizado.unl. A esta função chama-se a energia potencial. y1 . 3. http://sme.Forças Conservativas Exemplos de forças conservativas A força da gravidade e a força da mola são forças conservativas A força de atrito é uma força não-conservativa. z1 ) Fisica IA.htm 89 .dcm. O trabalho de uma força conservativa pode. r U (r2 ) ≡ U ( x2 . que depende apenas da posição da partícula. Propriedades das forças conservativas 1.fct. Num ciclo o trabalho de uma força conservativa é nulo.

Energia Potencial Por conveniência é costume definir-se essa função da seguinte forma: W = U1 − U 2 = −(U 2 − U1 ) = −∆U U2 U1 i. Carlos Dias 04-05. É portanto uma função pontual que depende apenas dos pontos inicial e final e não do que se passa entre esses dois pontos. Se a energia potencial diminui o trabalho realizado pela força é positivo Fisica IA.unl. http://sme.e.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.fct. o trabalho realizado por uma força conservativa é o simétrico da variação da energia potencial.htm 90 .

pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm. deduzir a energia potencial que faz com que a respectiva variação seja igual ao trabalho realizado? 1 1 Wg = mghi − mgh f Wm = kxi2 − kx 2 f 2 2 h hi hf Energia potencial gravítica U g = mgh Energia potencial da mola 1 U m = kx 2 2 xi xf Verifique também que a derivada da energia potencial numa determinada direcção dá a componente da força nessa direcção.fct.htm 91 . i. http://sme.unl.Energias Potenciais W = −∆U = U1 − U 2 TAREFA: Tendo uma equação para o trabalho de uma força.e. r r ∂U ˆ ˆ ur = Fr ur dU = − F ⋅ dr ⇒ − ∂r Fisica IA. Carlos Dias 04-05.

( ) Expandindo e agrupando.dcm. http://sme.Conservação de energia ∆Ec = Wg + Wm + W3 + W4 + W5 Teorema do trabalho-energia.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. das forças não-conservativas fôr nulo então a energia mecânica conserva-se.unl. que um dos trabalhos é realizado pela força da gravidade e o outro pela força de uma mola. Concluimos então que a variação da energia mecânica é igual ao trabalho das forças não conservativas.. Usando a definição de energia potencial obtemos.fct. W g = − ∆U g   ⇒ ∆Ec = − ∆U g + (− ∆U m ) + Wnc Wm = −∆U m  O trabalho Wnc é o somatório dos trabalhos excluindo os trabalhos das forças gravítica e da mola. Carlos Dias 04-05.htm 92 . Considerou-se por hipótese. (Ec 2 + U g 2 + U m2 ) − (Ec1 + U g1 + U m1 ) = Wnc Emec = Ec + U g + U m Á soma das energias cinética e potenciais denominamos energia mecânica. i. ∆Emec = 0 Fisica IA.e. ∆Emec = Wnc Se o trabalho Wnc.

medida a partir do ponto em que a mola é solta? Fisica IA.c) Qual então as velocidades: no ponto mais baixo e no ponto do lado direito à mesma altura do ponto inicial? (d) Se a massa da bola duplicasse as suas respostas às alíneas anteriores aumentavam. Problemas. Um camião desgovernado. Conservação de energia.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. em particular.Energia potencial. (a) Qual o comprimento mínimo L que deve possuir a rampa para que o camião pare ao longo dela? (b) Esse comprimento varia com a massa do camião? (c) E com a sua velocidade? (d) Esta rampa. move-se ladeira abaixo a 130 km/h. 11. Carlos Dias 04-05.0 cm e é então solta. (a) Qual a constante da mola? (b) A pedra é empurrada para baixo mais 30.fct. A massa do camião é de 5000 kg. serviria o propósito para que foi construída? 16.unl. (a) Que velocidade inicial mínima deve ser dada á bola para que ela alcance a máxima posição vertical? (b. Qual a energia potencial elástica da mola comprimida imediatamente antes de a pedra ser solta? (c) Qual a variação da energia potencial gravitacional do sistema pedra-Terra quando a pedra se move do ponto em que foi solta até à altura máxima? (d) Qual será essa altura máxima.dcm. diminuíam ou permaneceriam constantes? 13.0 cm pela pedra. cujo freio não funciona. A mola está comprimida de 10. A figura mostra uma pedra de 8. http://sme.htm 93 .00 kg em repouso em cima de uma mola. imediatamente antes de o motorista desviá-lo em direcção a uma rampa de emergência sem atrito e com inclinação para cima de 15º.

20. Não há atrito nas partes curvas mas.fct. Aonde a partícula irá parar? A ho Fisica IA.htm L 94 . de modo que ele esteja na iminência de perder contacto com a pista no ponto mais alto do loop? Faça um gráfico da intensidade da força normal sobre o bloco no ponto mais alto do loop em função da altura inicial na faixa de h=0 até h=6R. ao comprimir a mola de 5.dcm. Na Figura D. Conservação de energia. 21. A partícula é solta do ponto A.2. Carlos Dias 04-05. o coeficiente de atrito cinético é 0. o bloco deve ser solto do repouso. Uma partícula pode deslizar ao longo de uma pista com as extremidades elevadas e uma parte central plana de comprimento L como se mostra na figura.Energia potencial. solta-se um bloco de 12 kg a partir do repouso numa rampa de 30º sem atrito.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. O bloco pára por um instante. Na figura. na parte plana. quais são (a) a componente horizontal e (b) a componente vertical da força resultante que age sobre o bloco no ponto Q? (c) De que altura h. Problemas.unl. a uma altura ho=L/2.0 cm por uma força de 270 N. (a) Que distância percorre o bloco ao longo da rampa até parar? (b) Qual a velocidade do bloco no exacto momento em que toca a mola? 63P. http://sme.5 cm. Abaixo do bloco está uma mola que pode ser comprimida 2.

fct. isto é a distância para a qual a força de interacção não é nem repulsiva nem atractiva. actuar sobre a pedra do inicio ao fim do seu voo (a) Mostre que a altura máxima alcançada pela pedra será.dcm. Conservação de energia. Se uma força constante f. Problemas.htm 95 . (b) Se a distância entre os dois átomos for maior que Ro a força de interacção é repulsiva ou atractiva? 61P. Carlos Dias 04-05. 2 vo h= 2 g (1 + f w) (b) Mostre que a velocidade da pedra imediatamente antes do impacto contra o solo será.Energia potencial.unl. Esta energia potencial está associada à força que mantém os dois átomos juntos. 12 w− f  v = vo   w+ f    Fisica IA. devida á força de arrasto do ar. http://sme. A B U = 12 − 6 r r onde r é a separação entre os dois átomos da molécula e A e B são constantes positivas. na direcção vertical. Uma pedra com peso igual w é lançada no ar para cima.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. 37P. a partir do nível do solo com velocidade inicial vo. (a) Encontre a separação de equilíbrio Ro. A energia potencial de uma molécula diatómica (um sistema de dois átomos como o H2 ou o O2) é dada por.

1 -0. Carlos Dias 04-05.8 Fisica IA.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.dcm.8 2 distância 2.4 1.fct.4 0.6 1.3 Energia potencial 0.2 U= A r12 − B r6 0.2 1. http://sme.Energia potencial entre dois átomos 0.unl.1 0 -0.5 0.4 2.2 2.2 1 1.htm 96 .6 2.

Problemas. (a) Será que a liana se rompe? (b) Caso não se rompa.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1. A mola A é mais rígida do que a mola B. Qual das molas realizará mais trabalho se as molas forem comprimidas (a) da mesma distância? (b) pela mesma força aplicada? 54. de quanto deverá Rhoda comprimir a mola para que o seu tiro seja certeiro? Fisica IA.30? 26.0 kg começa a subir um plano inclinado de 30º com uma energia cinética de 128 J. Duas crianças jogam tentando atingir uma caixa no chão com um berlinde lançado por uma mola assente sobre uma mesa. Ele desce 3. qual será o ângulo com a vertical no instante da ruptura? 27. que pesa 688 N.fct.unl. Até que distância ele conseguirá deslizar para cima do plano inclinado se o coeficiente de atrito cinético entre o fardo e o plano inclinado for de 0. A caixa está a uma distância de 2. A liana rompe-se quando a força que actua sobre ela excede 950 N. Sabendo que.htm 97 . isto é kA>kB.10 cm o berlinde ficou a 0. qual a maior força que actua sobre a liana durante o balanço? (c) Caso se rompa.dcm. http://sme. quando Bobby comprimiu a mola de 1. Conservação de energia.20 m da extremidade da mesa medida na horizontal. 10. Um fardo de 4.27 cm da caixa. Carlos Dias 04-05. salta de um penhasco balançando-se na extremidade de uma liana de 18 m de comprimento.Energia potencial. Tarzan.2 m do alto do penhasco até ao ponto mais baixo em que larga a liana.

dcm.fct. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.unl.htm . http://sme.Quantidade de Movimento Angular Uma partícula que se move relativamente a um sistema de eixos tem. Quantidade de Movimento Linear r r p = mv z r v r r Tem também relativamente á origem do sistema de eixos uma Quantidade de Movimento Angular r r r r r l = r × p = r × mv y x O vector Quantidade de Movimento Angular é perpendicular ao plano formado pelos vectores posição e velocidade e o seu módulo é dado por: r⊥ l = r sen(φ ) mv = r⊥ p φ r r r v Vista de topo em relação ao plano formado pelos vectores posição e velocidade 98 Fisica IA.

r r dp ∑ Fi = dt { r Fres i. Fisica IA. A resultante das forças aplicadas é igual á taxa de variação da quantidade de movimento linear.dcm. Corolário: Se o torque resultante for nulo a variação também é nula.htm φ r⊥ τ = r sen(φ ) F = r⊥ F 99 . Podemos mostrar que em relação á quantidade de movimento angular. http://sme.unl. Para uma partícula a resultante dos torques é igual á taxa de variação da quantidade de movimento angular. Se a resultante das forças for nula a variação também é nula. r Torque da força i r r r r dl τ i = r × Fi τi = ∑ dt { r τ res z r r r r F2 F1 r r F3 F4 y r F x i.e. Carlos Dias 04-05.e.fct.A Segunda Lei de Newton na forma Angular Para uma partícula sabemos que.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

Movimentos Linear (1D) e de Rotação (analogias) Linear Posição Velocidade Aceleração x v a Angular θ ω α Movimento velocidade constante Velocidade Posição v = cte x = xo + vt Movimento aceleração constante ω = cte θ = θ o + ωt α = cte Aceleração Velocidade Posição a = cte v = vo + at x = xo + vot + at 2 2 ω = ωo + αt θ = θ o + ω ot + αt 2 2 100 Fisica ID. http://sme.htm .dcm.fct. Carlos Dias 04-05.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.unl.

Você quer atirar uma flecha de 20 cm paralela a este eixo que atravesse a roda sem acertar nenhum dos raios.unl. entre o eixo e a borda da roda? Se for qual o melhor lugar? 9E. http://sme. A roda da figura tem oito raios igualmente espaçados e um diâmetro de 60 cm.5 ciclos/s.fct. Suponha que a flecha e os raios sejam bem finos. O prato de um gira-discos girando a 33 1/3 rpm desacelera e pára 30 s depois de o motor ser desligado. Carlos Dias 04-05.Rotação 2E. Ela está montada num eixo mecânico fixo e está girando a 2. (a) Determine a sua aceleração angular (constante) em rotações por minuto quadrado.dcm. 6P. e (c) do ponteiro das horas de um relógio analógico. Qual a velocidade angular (a) do ponteiro dos segundos. (a) Qual a velocidade mínima que a flecha deve ter? (b) Será importante saber o lugar para onde você mira. Responda em radianos por segundo. (b) do ponteiro dos minutos. (b) Quantas voltas ele completa neste tempo? Fisica IA.htm 101 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

6 rad/s2. 18P. Uma semente de melancia está sobre o prato a 6. Carlos Dias 04-05. Num certo intervalo de 4.0 rad/s2.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.25 s. http://sme. Aumenta-se a velocidade angular do volante A a partir do repouso a uma taxa constante de 1.0 s? (b) Supondo que a roda parte do repouso há quanto tempo ela estava em movimento no inicio do intervalo de 4.unl. Uma roda girando em torno de um eixo fixo que passa pelo seu centro possui uma aceleração constante de 4.fct. Um prato de um gira-discos gira a uma velocidade de 33 1/3 rpm. Calcule o coeficiente de atrito estático mínimo necessário para que a semente não deslize durante o período de aceleração.0 cm do eixo de rotação.0 s a roda descreve um ângulo de 80 rad.0s? Fisica IA. (b) Qual o valor mínimo do coeficiente de atrito estático entre a semente e o prato a fim de que a semente não deslize? (c) Suponha que o prato atinge a sua velocidade angular partindo do repouso e sofrendo uma aceleração angular constante durante 0.dcm.htm 102 . Determine o tempo para que o volante C alcance uma rotação de 100 rpm supondo que a correia não deslize. (a) Qual a velocidade angular da roda no inicio do intervalo de 4.Rotação 29P Na figura o volante de raio rA=10 cm está acoplado por uma correia B a um volante C de raio rC=25 cm. 32P. (a) Calcule a aceleração da semente supondo que ela não desliza.

G= 6.67 x 10-11 N.m2/kg2 r Mm ˆ Fg = −G 2 ur r Terra ˆ ur Lua ML= 7. http://sme.pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.htm 103 .98x1024 kg RT= 6.dcm. Carlos Dias 04-05. em função da massa e do raio da Terra? Qual o período de revolução de um satélite geostacionário? A que distância da Terra se situa a órbita geostacionária? Fisica IA.unl.fct.82x108 m Qual a relação entre o peso e a força de atracção gravitacional? Qual o valor da aceleração da gravidade g. Determine as suas unidades.37x106 m Distância Terra-Lua: 3.36x1022 kg RL= 1.74x106 m MT= 5.Gravitação Força gravitacional de interacção G é a constante de gravitação.

a variação da energia potencial quando nos elevamos de h é. Ug Ec Emec U g = −G Mm r r U g = −G Mm r Mostre que. Carlos Dias 04-05.fct. http://sme. mgh. á superfície terrestre.Energia potencial gravitacional A energia potencial de gravitação é. (ver definição de força conservativa) Fg = − ∂U g ∂r Fisica IA.dcm. aproximadamente.unl. Qual a energia cinética necessária a um projéctil para sair do campo gravitacional terrestre? Mostre que.htm 104 .pt/u/dias/docencia/FISI/fisica1.

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