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APOSTILA DE QUÍMICA GERAL LABORATÓRIO atualizada

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE DEPARTAMENTO DE EGENHARIA DE PRODUÇÃO

APOSTILA DE QUIMICA GERAL LABORATÓRIO

Profº Dr. Gilson Lima

Caruaru 2011

APRESENTAÇÃO

Sendo a Química um ramo importante da ciência, seus postulados e teorias são embasados através das observações experimentais. Assim no caso da disciplina de Química Geral, teremos as aulas práticas como ferramentas de facilitação do entendimento de algumas questões básicas do conteúdo. Esta apostila visa subsidiar a aprendizagem dos alunos do 1º período de Engª de Produção nas práticas de laboratório da disciplina de Química Geral. Esperamos que todos os alunos aproveitem o conteúdo dessa apostila que foi elaborado a partir de referências bibliográficas sobre o tema, citando evidentemente todos os autores consultados.

NOÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO
Sendo a Química uma Ciência Experimental, são necessários conhecimentos práticos, pois é a partir deles que conseguimos compreender suas Leis e Teorias. A freqüência ao laboratório de Química Geral é de grande importância, particularmente no ensino técnico, uma vez que, além de experiências que permitem a melhor compreensão do que está sendo estudado teoricamente, nele é realizado o aprendizado de técnicas básicas, tão necessárias e usadas ao longo de toda a vida profissional do técnico. Esta apostila é destinada aos alunos do 1º período e tem por objetivo auxiliar de forma segura os primeiros contatos dos estudantes com os trabalhos de laboratório. Infelizmente, a ocorrência de acidentes em laboratório não é tão rara como possa parecer; sendo assim, com a finalidade de diminuir a freqüência e a gravidade desses eventos, torna-se absolutamente imprescindível que durante os trabalhos realizados em laboratório se observe uma série de normas de segurança:  Siga as instruções específicas do professor. Ao efetuar as experiências, siga rigorosamente seus roteiros, lendo-os com bastante atenção, identificando o material que será utilizado.  Acidentes de qualquer natureza devem ser comunicados imediatamente ao professor  Localize o extintor de incêndio e familiarize-se com o seu uso.  Certifique-se do bom funcionamento dos chuveiros de emergência.  As tubulações de laboratório possuem cor específica, segundo normas de segurança. No caso do nossolaboratório são encontradas as seguintes cores: verde = água; amarela = gás não liqüefeito; cinza =eletricidade.  Coloque todo o material escolar (mochilas, pastas, cadernos, etc.) no local próprio. Não utilize a bancada como mesa.  Não fume no laboratório.  Não coma dentro do laboratório.  Durante as aulas práticas é obrigatório o uso de calça comprida e sapato fechado. No caso de cabelos compridos, estes deverão estar presos.  Durante a permanência no laboratório, evite passar os dedos na boca, nariz, olhos e ouvidos. Seja particularmente cuidadoso quando manusear substâncias corrosivas como ácidos e bases. Lave sempre asmãos após manusear reagente (tenha sempre uma toalha pequena ou um perfex no bolso de seu guardapó).  Não trabalhe com material imperfeito, principalmente o vidro que contenha rachaduras, pontas ou arestas cortantes.  Leia com atenção o rótulo de qualquer frasco de reagente antes de usá-lo, certificando-se de seu uso.  Segure o frasco de reagente com o rótulo voltado para a palma de sua mão, evitando desta forma, danos ao rótulo.

 Sobras de reagentes não devem ser devolvidas ao frasco original. ao terminar seu uso. evitando assim possíveis contaminações.  Quando for utilizar o gás. os vapores que se desprendem do frasco.  Durante os trabalhos em grupo apenas um aluno deverá se deslocar para pegar materiais e reagentes. principalmente se contiverem substâncias voláteis.  Sempre que trabalhar com água e ácidos concentrados.  Não deixe frascos de reagentes destampados. evitando vazamentos. Desloque com a mão. lentamente. lave imediatamente o local. o que alertará aos demais sobre o perigo de queimaduras. umedeça-os convenientemente e enrole a peça numa toalha para proteger as mãos. abra a torneira somente após acender o palito de fósforo (nunca um isqueiro!) e.  Se qualquer produto químico for derramado sobre a bancada.  Ao aquecer tubos de ensaio não volte a extremidade aberta para si ou para uma pessoa próxima. Traga sempre uma caixa de fósforos para as aulas práticas.  Não aspire gases ou vapores sem antes se certificar de que não são tóxicos.  Todas as experiências que envolvam produtos corrosivos ou vapores tóxicos devem ser realizadas na capela (dispositivo provido de exaustão).  Não aqueça reagentes em sistemas fechados.  Dedique especial atenção a qualquer operação que necessite aquecimento prolongado ou que desenvolva grande quantidade de energia. Tenha o cuidado de não trocar as tampas dos frascos. .  Ao introduzir tubos de vidro em rolhas. para sua direção. feche com cuidado a torneira. Algum reagente pode ter caído sobre a mesma. use sempre a capela.  Os reagentes de uso coletivo deverão ser mantidos em seus devidos lugares. não deixe o bico de gás aceso com chama forte sobre a bancada.  Evite debruçar-se sobre a bancada. não coloque o frasco sob o nariz. Conserve.  Coloque-o sempre sobre uma tela de amianto.  Quando for testar um produto químico pelo odor.  Não deixe produtos inflamáveis perto do fogo. adicionando. sem que fosse percebido.  Para evitar acidentes. devido à energia liberada no processo). sempre limpa a bancada e a aparelhagem que utilizar. portanto.  Não deixe vidro quente onde possam pegá-lo inadvertidamente (o vidro quente parece com o vidro frio!). o que pode ocasionar acidentes. o ácido sobre a água e NUNCA o contrário (poderá haver projeção.

verifique se não há torneiras (água ou gás) abertas e limpe todo o material utilizado. OBSERVAÇÃO: Todos os materiais e reagentes de laboratório são de alto custo.  Durante a realização das experiências. a primeira providência é lavar o local abundantemente com água o maior tempo possível. onde deverão estar registrados todos os dados da prática. bem como a bancada. Higiene também é uma questão de segurança. Habitue-se a utilizar sempre a lata de lixo. procurar um dos professores para esclarecer as possíveis causas do erro e se há realmente necessidade de proceder a nova experiência. Ana Paula Fontan .com/doc/2975073/Apostila-QuimicaCEFET-1P-ExperimentalProfª. além de fazer observações com maior exatidão. evitando desperdícios. Antes.scribd. Não jogue nenhum material sólido nas pias e nos ralos.  Ao se retirar do laboratório. de fazê-lo. Texto extraído de http://www. Não adicione nenhuma substância no local afetado apenas água.  A princípio. dirija sua atenção única e exclusivamente ao trabalho que está executando.  Tenha um caderno de laboratório.  Mantenha o laboratório sempre limpo. porém. Esta atitude permitirá que. sejam evitados acidentes no laboratório. o estudante deverá repetir a experiência caso a mesma não apresente o resultado esperado ou satisfatório. ATENÇÃO Em caso de acidentes envolvendo ácidos ou bases. cuide bem do seu material e utilize somente quantidades necessárias dos reagentes. portanto.

BALÃO DE FUNDO CHATO Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções.VIDRARIAS E OUTROS EQUIPAMENTOS DE LABORATÓRIO DE QUÍMICA Um dos grandes desafios dos alunos e profissionais que atuam em laboratório é saber corretamente o nome das vidrarias e equipamentos. acoplado a um rotaevaporador. ou mesmo. BALÃO VOLUMÉTRICO Possui volume definido e é utilizado para o preparo de soluções com precisão em laboratório . Assim apresentamos abaixo os principais materiais: ALMOFARIZ COM PISTILO Usado na trituração e pulverização de sólidos em pequena escala. Antes de tudo. revelam que o conhecimento desses materiais é primordial para garantir uma melhor eficiência do trabalho no interior do ambiente do laboratório. Pode ser aquecido sobre o tripé com tela de amianto. BALÃO DE FUNDO REDONDO Utilizado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a vácuo. fazer reações com desprendimento de gases. gostaria de ressaltar que as boas práticas de laboratório e as questões de segurança envolvidas.

Serve para fazer reações entre soluções.BECKER É de uso geral em laboratório. Pode ser feito de ferro. Podem ser utilizadas em estufas desde que se respeite o limite de no máx. por isto pode ser levado diretamente ao bico de bunsen. e com grande intensidade de calor (acima de 500°C). CÁPSULA DE PORCELANA Peça de porcelana usada para evaporar líquidos das soluções e na secagem de substâncias. CADINHO Peça geralmente de porcelana cuja utilidade é aquecer substâncias a seco. podendo fundi-las. dissolver substâncias sólidas. BURETA COM TORNEIRA DE VIDRO OU TEFLON Aparelho utilizado em análises volumétricas não tão precisas. chumbo. Pode ser aquecido sobre a tela de amianto. 500°C . efetuar reações de precipitação e aquecer líquidos. Apresenta tubo de parede uniforme para assegurar a tolerância estipulada com exatidão e gravação permanente em linhas bem delineadas afim de facilitar a leitura de volume escoado. platina e porcelana.

aquecimento de líquidos e para dissolver substâncias e proceder reações entre soluções. ERLENMEYER Utilizado em titulações. mas há também o de bolas e serpentina. Pode ser usado com a função de filtro em conjunto com o Kitassato. FUNIL DE SEPARAÇÃO . sem que haja risco de perda do material agitado. tem como finalidade condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos. FUNIL DE BUCHNER Utilizado em filtrações a vácuo. devido ao seu afunilamento. Seu diferencial em relação ao béquer é que este permite agitação manual.CONDENSADOR Utilizado na destilação. DESSECADOR Usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo índice de umidade. como o da figura ao lado. Os mais comuns são os de Liebig.

pois possui grande precisão de medida. Mede volumes variáveis.Utilizado na separação de líquidos não miscíveis e na extração líquido/líquido. Medem um único volume. o que caracteriza sua precisão. Não pode ser aquecida e não apresenta precisão na medida. não podendo ser aquecida. KITASSATO Utilizado em conjunto com o funil de Büchner em filtrações a vácuo. . PIPETA GRADUADA Utilizada para medir pequenos volumes. PIPETA VOLUMÉTRICA Usada para medir e transferir volume de líquidos.

Não pode ser aquecida. Pode ser aquecido com movimentos circulares e com cuidado diretamente sob a chama do bico de bunsen. é usada em análises e evaporações em pequena escala. VIDRO DE RELÓGIO Peça de Vidro de forma côncava.PROVETA OU CILINDRO GRADUADO Serve para medir e transferir volumes variáveis de líquidos em grandes quantidades se necessário. principalmente em testes de reação em geral. além de auxiliar na pesagem de substâncias não voláteis e não higroscópicas. Pode ser encontrada em volumes de 25 até 1000mL. ANEL OU ARGOLA Usado como suporte do funil na filtração. TUBO DE ENSAIO Empregado para fazer reações em pequena escala. BALANÇA DIGITAL Usada para a medida de massa de sólidos e líquidos não voláteis com precisão de até quatro casa decimais. BICO DE BUNSEN . Não pode ser aquecida diretamente.

PISSETA OU FRASCO LAVADOR Usada para lavagens de materiais ou recipientes através de jatos de água. PINÇA METÁLICA (TENAZ) Usada para manipular objetos aquecidos. Mas contemporaneamente tem sido substituído pelas mantas e chapas de aquecimento. ESTANTE PARA TUBO DE ENSAIO É usada para suporte dos tubos de ensaio.É a fonte de aquecimento mais utilizada em laboratório. álcool ou outros solventes. . erlenmeyers etc. PINÇA DE MADEIRA Usada para prender o tubo de ensaio durante o aquecimento. GARRA DE CONDENSADOR Usada para prender o condensador à haste do suporte ou outras peças como balões. Deve-se evitar seu uso quando utilizamos substâncias inflamáveis dentro do recipiente que se quer aquecer.

É utilizado em conjunto com a tela de amianto. Serve também para sustentar peças em geral.hpg. .ig.com. Bureta. TELA DE AMIANTO Suporte para as peças a serem aquecidas. Suporte para Condensador. TRIPÉ Sustentáculo para efetuar aquecimentos de soluções em vidrarias diversas de laboratório. Sistemas de Destilação etc. br acessado em 08/03/2010.SUPORTE UNIVERSAL Utilizado em operações como: Filtração.mundodoquimico. Fonte: www. Atualmente está sendo proibida sua comercialização. por ser o amianto cancerígeno. A função do amianto é distribuir uniformemente o calor recebido pelo bico de bunsen.

sem deixar gotículas presas. deixando escoar a água. com álcool ou acetona. Secagem rápida – pode ser obtida. após enxaguar o material.LIMPEZA E SECAGEM DE MATERIAL DE VIDRO Limpeza Recomenda-se limpar o material com solução de detergente. Caso seja necessária uma limpeza mais rigorosa. existem soluções especiais para esse objetivo No caso da Química Geral. Verifica-se a limpeza. pode-se utilizar: Secagem comum – por evaporação à temperatura ambiente. a lavagem com detergente é suficiente. . enxaguá-lo várias vezes com água de torneira e depois com jatos de água deionizada (utilizar o pissete). a superfície está limpa. para que os resultados das medidas possam ser os mais confiáveis. se a película líquida inicialmente formada nas paredes escorre uniformemente. Secagem Para secagem do material. Estufa – aquecimento em estufa em temperatura um pouco superior a 100 ºC. Os materiais volumétricos devem estar perfeitamente limpos. Secagem em corrente de ar – ar aspirado por meio de uma bomba de vácuo ou trompa d’água. isto é.

massa molecular..A. assim como a concentração da solução (relação soluto /solvente). deve-se enxaguá-las repetidas vezes com pequenas porções do líquido que será usado para enchê-las (este processo recebe o nome de rinsagem). Caso não se disponha de tempo para secar buretas ou pipetas. como por exemplo. venenoso. irritante. . os rótulos contêm informações a respeito da fórmula da substância. No caso dos reagentes vindos de fábrica. não se pode secar material volumétrico (buretas e pipetas). o que comprometerá a calibração feita em sua confecção. (pró – análise) quando possuem um alto grau de pureza. Estes reagentes são normalmente chamados de P.A. No caso de soluções preparadas a partir de reagentes P. a troca de reagentes em um experimento. pois o mesmo nunca deve ser aquecido. além de símbolos que indicam se o reagente é inflamável. densidade. sua pureza. etc. os frascos deverão conter o nome e a fórmula do reagente. LEITURA DE RÓTULOS Um hábito que deve ser adquirido em trabalhos de laboratório é a leitura do rótulo do reagente que se irá manusear. Este hábito evitará acidentes e o uso indevido dos mesmos.No caso da estufa.

Após o escoamento. 2. O escoamento da pipeta deve ser efetuado com o aluno controlando a vazão com o dedo. estando a ponta inferior da pipeta encostada na parede do recipiente. . Você se valerá deste aprendizado para realziar com maior êxito a experiência 1. afasta-se a extremidade da pipeta da parede do recipiente com cuidado. limpa-se a parte externa da extremidade livre com papel absorvente. acerta-se o menisco com cuidado e verte-se a água contida na pipeta no recipiente desejado. durante todas as experiências. buretas e balões volumétricos. Uma boa aferição levará a uma confiabilidade nos resultados. controlando-se a vazão com o dedo indicador. provetas. A quantidade de líquido restante da ponta da pipeta não deve ser soprada para o interior do recipiente. Aferindo o menisco É de fundamental importância saber aferir o menisco.1O Prática de Laboratório Curso: Engenharia de Produção Prof. Observação: o aluno será avaliado quanto ao interesse e postura. O tempo de escoamento mínimo deverá ser de 30 segundos.2 Experimento 1: Aferição e teste de precisão e exatidão de várias vidrarias de laboratório 1. pois você usará essa técnica sempre que for medir volumes em pipetas. Técnica de pipetagem A pipeta previamente limpa é cheia por capilaridade ou sucção com auxílio de pipetador com água destilada até acima do menisco.3.: Gilson Lima Disciplina: Química Geral 1 Período: 1º Semestre: 2010.

béquer. D. E – A terceira parte deste experimento consiste na comparação da precisão e exatidão das medidas de massa de cinco rolhas distintas. numa bureta de 50 mL e numa proveta de 50mL. possibilitando então a aferição das vidrarias. pipeta volumétrica e proveta. A partir deste número de gotas.Com uma pipeta de Pasteur adicione ou retire o volume de água necessário para a vidraria marcar exatamente 50 mL. Pese agora as cinco rolhas juntas nestas mesmas balanças. pipeta graduada.1 Procedimento Experimental A primeira parte do experimento consiste em medir o volume em varias vidrarias desenvolvidas para tal fim. num béquer de 100 mL.Utilize a pipeta graduada de 5mL e meça um volume de água destilada de exatamente 5mL. Observe as utilidades de cada medida realizada. Testando a precisão e exatidão de várias vidrarias 3. 1. Conte o número de gotas de água adicionadas ou retiradas.Na segunda parte do experimento o volume médio de uma gota de água destilada será calculado a partir da massa e da densidade da água. os 50 mL de água destilada medidos pela pipeta volumétrica serão considerados exatos. Isto é. C. tare novamente a balança analítica e adicione cerca de vinte gotas de água a partir da pipeta graduada. a pipeta volumétrica será tomada como padrão. Estas vidrarias são: balão volumétrico. Introduza um pequeno béquer (5mL) ou vidro de relógio numa balança analítica e tare-a.3. Sendo assim: A – Introduza 50 mL de água destilada medidos pela pipeta volumétrica: num balão volumétrico de 50 mL.3. adicione cerca de vinte gotas de água destilada nestes recipientes (béquer ou vidro de relógio) e meça sua massa. A partir desta massa e do número de gotas será calculado o volume de cada gota. Com a mesma pipeta de Pasteur utilizada na primeira parte. Escolha agora uma das rolhas e pese-a cinco vezes em cada uma das balanças analítica e semi-analítica.2 Resultados Apresente os resultados obtidos na forma de tabelas. Observação: Não se esqueça de fazer as anotações em seu caderno de laboratório de cada uma das medidas realizadas neste experimento. Anote os valores da massa de água e do volume correspondente a estas vinte gotas. mas que apresentam precisão e exatidão distintas. Após secar o béquer ou vidro de relógio utilizado anteriormente. será calculado o volume de água adicionado ou retirado. bureta. Pese estas cinco rolhas separadamente nas balanças analítica e semi-analítica. Para aferir a exatidão destas vidrarias. B. . sempre tarando-as antes de cada leitura.

1. Por quê? d) Por que as vidrarias volumétricas não são recomendadas para serem secas em estufa? . Da mesma maneira. Compare a massa das balanças analítica e semianalítica. Compare-a com o valor médio da gota d’água obtido através da pipeta de Pasteur. b) Qual vidraria você usaria para medir 50 mL de uma solução de ácido sulfúrico para ser titulado com uma solução conhecida de hidróxido de sódio? Por quê? c) Qual vidraria você utilizaria para medir um volume de 60 mL de anidrido acético para ser adicionado numa reação de síntese orgânica. calcule o volume médio de uma gota d’água.4. Observe as regras para retenção de algarismos significativos.3.3 Tratamento de dados Assumindo que a densidade da água destilada é 1. Calcule para cada uma destas balanças suas precisões levando-se em conta as cinco medidas realizadas com a mesma rolha.3. A partir deste volume calculado estime a exatidão das vidrarias volumétricas.1. Discussão e conclusão Discuta sobre a exatidão e precisão das vidrarias utilizadas. calcule o volume médio de uma gota de água destilada vinda da pipeta graduada. Comente sobre as possíveis fontes de erros significativos para este experimento.3.5 Questões a) São os volumes das gotas de água destilada provenientes da pipeta de Pasteur e da pipeta volumétrica iguais ou diferentes? Justifique. 1. Compare a exatidão da balança semi-analítica tomando a balança analítica como padrão.00 g/mL.

a coleta de maiores quantidades (10 mg – 20 g) de componentes numa mistura. distribuindo-os entre duas fases imiscíveis: uma móvel e outra estacionária. Uma – a cromatografia analítica – que usa quantidade muito pequenas (< 1 mg) para analisar uma mistura de substâncias. A fase móvel é geralmente um solvente ou uma mistura de solventes. . No laboratório. tanto no laboratório como em escala industrial. Existem hoje em dia muitos métodos de cromatografia.UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I 2ª Prática: CROMATOGRAFIA 1. em geral sílica gel ou alumina. mesmo. enquanto a fase estacionária é o suporte sólido. A cromatografia é um método extremamente útil e comum para separar substâncias de misturas. e a outra – a cromatografia preparativa – que tem como fim a separação e. INTRODUÇÃO Cromatografia é um método para separar dois (ou mais) componentes de uma solução. A fase móvel pode ser líquida ou gasosa e a fase estacionária pode ser também um líquido absorvido num sólido. alguns muito sofisticados. podemos fazer uma distinção sucinta entre dois tipos de cromatografia.

Com lápis (grafite) faça uma linha reta ± 1. Quando a solução dos componentes da mistura passa ao longo da fase estacionária (suporte sólido) estes componentes têm atrações (ou interações) diferentes com a fase estacionária.O fenômeno da separação pode ser entendido se considerarmos que substâncias diferentes têm características diferentes. Aplique um pouco da solução na linha de lápis no papel de filtro. Pegue uma pipeta Pasteur e introduza a ponta dentro da solução de CuSO4. Repita este processo com cada uma das soluções que você recebeu. Tenha cuidado para que a solução difunda o menos possível no papel. passando-os ao longo de uma faixa de filtro. É justamente este fato que permite utilizar a cromatografia como um método de separação.5 cm de uma das extremidades do papel. 1. FeCl3 e NiCl2 também uma solução desconhecida contendo um.3PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Você receberá soluções aquosas de cada um dos sais CuSO4. ao longo da fase estacionária que é polar. tais como ponto de fusão. aplicando-as uniformemente na linha de lápis. Se quiser pode usar duas faixas de papel. Nesta prática. índice de refração e “polaridade” – o que é mais importante na cromatografia. e usando como fase líquida uma mistura de acetona e ácido clorídrico.2PREPARAÇÃO Antes de vir ao laboratório você deve se familiarizar com os conceitos envolvidos na técnica de cromatografia. Basta agora lembrar que um composto muito polar terá uma interação maior com um suporte sólido também polar do que um composto relativamente não polar. Deste modo um composto polar passará com uma velocidade menor que um composto não polar. ponto de ebulição. Corte um papel de filtro numa faixa de tamanho aproximadamente 11 cm. . dois ou todos os três sais mencionados. produzindo assim uma mancha bem definida. Os íons têm atrações diferentes à celulose. conseqüentemente passando pelo papel com velocidades diferentes. Isto é devido às forças eletrostáticas entre o pólo parcial negativo do composto e o pólo parcial positivo do suporte. como também com a química dos íons que serão investigados. aproximadamente 1 cm de um lado do papel. assim coletando um pouco do líquido. portanto os componentes passarão pelo sólido com velocidades diferentes. ou vice-versa. vamos analisar qualitativamente uma mistura de íons de níquel (II) e cobre (II). 1. e. Toque a ponta no lado do vidro para remover qualquer gota que possa estar pendurada na pipeta.

Seque bem as manchas. . este vai subir pelo papel por ação capilar. É importante assegurar que o papel de filtro revestindo a parede esteja realmente saturado com a solução contida no béquer. e que contém uma mistura de acetona e ácido clorídrico 3. Caso contrário.0 M na proporção de 8:2. o líquido corre o perigo de subir irregularmente pelo papel devido à sua evaporação numa atmosfera totalmente saturada. Cole o papel numa placa de Petri e coloque a placa em cima de um béquer. mas é importante que as manchas dos sais se encontrem em cima do menisco do líquido. A faixa deve pendurar dentro da solução contida no béquer. Isto é importante para manter uma atmosfera saturada dentro do béquer. Você observará que no momento em que o papel entra no líquido. usando o ventilador ou colocando a faixa de papel um pouco na estufa. cuja parede deve ser revestida com papel de filtro. como ilustra a figura abaixo.

misturas de acetona/ácido clorídrico 3M de 5/5 e 6/4. O valor de Rf é característico para cada composto. teremos que revelar os íons. vamos prosseguir da seguinte maneira: Pegue o papel e segure-o em cima de uma placa de Petri contendo uma solução de amônia. Repita o mesmo procedimento utilizando como solvente. prossiga agora para medir a distância atravessada pelo solvente. e assim pode ser usado como método de identificação de substâncias. A amônia formará um complexo visível com um dos íons. Um tipo de íon já é visível a olho nu. • . porém não molhando o papel.Quando a frente do líquido tiver atravessado o papel. para determinar o valor de “Rf” do composto. os íons metálicos terão sido transportados também. Para isto. num determinado suporte e com um determinado solvente. Tendo identificado a localização do composto. Para visualizar os outro. Agora precisamos saber por qual distância.

e que tipo de complexo é formado pela reação de amônia com o íon metálico? c) Dê os valores de Rf para cada um dos íons em cada sistema de solvente.1. estabeleça qual destes dois solventes é mais responsável pelo transporte dos íons no papel. Utilizando a mudança de Rf com as proporções relativas de acetona e ácido clorídrico. d) Por que é importante aplicar cada amostra numa menor mancha possível? . Tente dar uma explicação baseado nos argumentos delineados na introdução deste texto.4 QUESTÕES a) Qual o íon é visível a olho nu? b) A amônia revela que íon? Qual é a coloração observada neste teste.

R.. e Rocha Filho. R. Apesar de terem sido recolhidos separadamente. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I . apesar de ter sido purificado.. e. indica que contém um pouco do outro isômero B. N.C. R. ainda continha um pouco do isômero B após algum tempo? Referências Bibliograficas 1 – Silva. São Paulo. Introdução a Química Experimental.e) Dois isômeros orgânicos A e B podem ser separados cromatograficamente. após algum tempo. Bocchi. o isômero A. Mc Graw-Hill1990.2) O que poderia ter acontecido para que o isômero A.1) Como é que seria possível determinar que o isômero A contém um pouco do isômero B? e.

Em seguida vamos derivatizar e extrair o ácido benzóico e finalmente separar os dois últimos componentes por destilação simples. Seja na preparação de amostras para analise. ou no isolamento de uma substancia obtida sinteticamente que deve ser separada dos produtos secundários e reagentes de partida não transformados. o primeiro componente será separado por filtração. ou prático. usando para isto a pipeta de Pasteur e prenda-o cuidadosamente nas paredes do funil com a ponta da pipeta. no isolamento de um produto natural.2 – Procedimento Experimental Para separar a mistura. não enchendo mais que 3/4 do volume do cone de papel.3ª Prática: Separação de uma mistura 3. lave a areia do erlenmeyer com uma proporção de 10 mL de acetato de . Nem sempre é possível. no entanto. ele deverá ser levado novamente à sua forma original através de uma reação de neutralização. ácido benzóico. se encontra na sua forma de um derivado em solução aquosa. separado por precipitação. Três dos quatro componentes são desta forma isolados na sua forma original e pura. Umedeça o papel filtro com acetato de etila. separar algumas substâncias na sua fase original e é preciso então fazer uma derivação. Esse processo normalmente só é desejável se a forma derivada puder ser reconvertida com facilidade à forma original. Em seguida. e em seguida purificado por uma recristalização. O ácido benzóico. óleo mineral e acetato de etila. Deixe o sólido sedimentar no fundo do erlenmeyer e decante o líquido através do funil de filtração com auxílio de um bastão de vidro. a) Separação do Componente Sólido Dobre o papel filtro (conforme mostrado pelo instrutor) e coloque-o no funil. ou transformação da substância para a forma que possa ser separada. Coloque o funil na boca de um funil de separação que deve estar num anel de ferro e com a torneira fechada. A escolha da técnica de separação utilizada dependerá da natureza da mistura e das substâncias presentes. vamos separar os componentes de uma mistura de areia. e das quantidades relativas dos componentes. 3.1 – Introdução A necessidade de separação de componentes de uma mistura surge freqüentemente no trabalho do químico. Na prática de hoje.

utilizando uma delas para prender com firmeza a tampa. Filtre o sólido formado sem decantar o líquido e utilize três poções de cerca de 15mL de água para lavá-lo e arrastar todo o sólido do béquer. preparada previamente pelo instrutor (22mL de HCl concentrado diluído em 60mL de água) ao extrato aquoso contido no erlenmeyer. através do filtro. lave-os e seque-os. e abra-o sobre o vidro de relógio para secagem da areia. Apóie novamente o funil no suporte e espere a separação das fases. retire o papel de filtro do funil. Com o auxílio de um funil de vidro coloque aproximadamente 30mL desta solução no funil de separação contendo o filtrado do procedimento anterior. os últimos traços do sólido podem ser removidos do erlenmeyer com auxílio de um bastão policial. pese a areia numa balança de precisão de centésimos de miligrama. Depois de seca. Tampe o funil. Repita esta operação utilizando mais duas porções de 30mL da solução de NaOH e recolhendo a fase aquosa no mesmo erlenmeyer utilizado anteriormente. lavagem e secagem deverá ser determinado por você antes de vir ao laboratório. Transfira a fase que ficou no funil de separação para um balão de fundo redondo previamente pesado e reserve-a. Quando a solução atingir a temperatura ambiente coloque-a no refrigerador ou banho de gelo por 10 a 20 minutos. c) Separação do Óleo mineral e Acetato de Etila . Repita esta operação mais 2 ou 3 vezes. agora arrastando na lavagem todo solido para o funil de filtração. Adicione 82mL da solução de HCl. Cuidadosamente. filtração. Inverta o funil e agite-o vigorosamente 1 ou 2 vezes. Repita a operação mais duas vezes. aquecendo numa chapa elétrica. abra a torneira e feche-a em seguida. e repita o processo de decantação do solvente. b) Separação do Ácido Benzóico Prepare uma solução de 8g de NaOH em 90mL de água destilada. Filtre os cristais formados.etila. Transfira o sólido do erlenmeyer e dissolva-o em 45mL de água destilada. Despreze o filtrado. Se necessário. Coloque então um erlenmeyer embaixo do funil e recolha a fase inferior regulando o fluxo quando estiver perto do limite das fases para evitar que a fase superior passe também para o erlenmeyer (observe a demonstração do instrutor). Mantendo o funil invertido e numa posição tal que a saída não esteja dirigida a você ou outra pessoa (observe a demonstração de instrutor). e segure-o com as duas mãos. O procedimento para a execução destas três etapas. Quando a dissolução estiver completa deixe o erlenmeyer esfriar em repouso sobre a bancada.

Fig. considerando as características físicas dos dois componentes (afinal. e por que a torneira deve ser aberta após cada agitação? 3) Por que escolhemos a destilação para separar os dois últimos componentes? Discuta a eficiência desta técnica. neste caso específico. é lavada com acetato de etila? 2) Por que é necessário agitar bem o funil de separação no processo de extração do ácido benzóico. Determine o volume de acetato de etila e o peso do óleo mineral.Observe o sistema de destilação já montado. o que é “óleo mineral”?) UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA . na primeira etapa da separação. Ligue a manta aquecedora controlando o aquecimento a um nível suficiente para que ocorra a destilação a uma velocidade constante de 2 a 3 gotas de destilado por segundo. 3 Esquema de sistema de destilação simples 3.3 – Questões 1) Por que a areia. Quando o componente volátil não mais estiver destilando interrompa o processo. Verifique se a água está circulando e regule o fluxo de maneira a manter um resfriamento adequado sem desperdiçar água.

Isto significa que. com conservação dos elementos químicos iniciais.1) NaCl (aq) + AgNO3(aq) → a. cuja fórmula química é C8H18. que é uma reação química. composto formado por carbono e hidrogênio. numa reação química. Observe o que acontece em cada caso. havendo conservação dos elementos iniciais e por isso conservação de massa. a. há apenas rearranjo das ligações entre elementos. Um deles é o octano. A queima do gás do fogão com o oxigênio do ar para produzir o calor que utilizamos para cozinhar os alimentos. Quando a gasolina reage com o oxigênio do ar produz dióxido de carbono (CO2). As reações químicas fazem parte do nosso dia-a-dia. A gasolina utilizada nos veículos é uma mistura de vários compostos.DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I 4ª Prática: Reações Químicas de Precipitação e Formação de Gases 1) Introdução Uma reação química é uma transformação de determinados compostos químicos chamados reagentes em outros compostos químicos chamados produtos. 2) Procedimento Experimental a) Faça os testes a seguir colocando em um tubo de ensaio 1 mL de cada solução informada. A energia necessária ao movimento de automóveis requer a queima de combustíveis.2) ZnSO4 (aq) + AgNO3(aq) → . água (H2O) e a energia que é utilizada para fazer com que o carro entre em movimento.

5) ZnSO4 (aq) + Fe → a.a.6) HCl (aq) + Fe → a.12) KMnO4 (aq) + KI (aq) +H2SO4 → a.11) KMnO4 (aq) + FeSO4 (aq) → a.7) FeSO4 + BaCl2(aq) → a.4) CuSO4(aq) + Fe → a.13) KMnO4 (aq) + NaOH (aq) → .9) KI (aq) + BaCl2(aq) → a.8) CuSO4 (aq) + BaCl2(aq) → a.3) KI (aq) + AgNO3 (aq) → a.10) NaOH + FeSO4 (aq) → a.

b) Após realizar os testes que podem ser usados para identificar a presença de um metal em solução. 1) Quais das reações acima são de oxi-redução? 2) Os íons prata podem ser precipitados por todos os ânions estudados nesta prática? 3) Escreva todas as equações balanceadas dos experimentos realizados. seu grupo terá que analisar uma amostra desconhecida. Questionário. Faça testes com esta amostra para descobrir se existem íons Ag+. Fe2+ e Ba2+ na solução problema. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA .

devendo haver pelo menos 4 gramas de ácido acético por 100 ml de vinagre.Objetivo Fazer uma investigação qualitativa de alguns estados de equilíbrio. até neutralizar todo o ácido. só que no equilíbrio para cada reação ocorrendo existe a reação inversa ocorrendo a mesma velocidade. vamos expressá-la em termos de ácido acético.DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I 5ª Prática: Equilíbrio Químico Ácido-Base 1 .Introdução Todos os processos químicos em sistemas fechados tendem a um estado de equilíbrio. Para saber se a nossa amostra está de acordo com a lei. quando então parece que as coisas param de acontecer. esse conceito será utilizado em uma reação de neutralização para determinar a acidez de uma amostra de vinagre. Em termos macroscópicos. Na verdade. Já sabemos o que há na amostra de vinagre comercial é essencialmente uma solução aquosa de ácido acético. para saber quanto ácido ela contém. Averiguar o pH de ácidos e bases fracos e fortes em concentrações diferentes. Determinar o teor de ácido numa amostra de vinagre por titulação com base. de modo que estaremos de fato determinando a acidez total. Na verdade elas continuam acontecendo. como o equilíbrio de ácidos e bases. isto é. Além disso. No entanto. Sua composição é regulamentada pelo Governo Federal. pequenas quantidades de outros ácidos também estão presentes e serão neutralizados. dando ênfase ao efeito de perturbações externas. vamos fazê-la reagir com NaOH. serão preparadas soluções de ácidos e bases fortes e fracos em concentrações distintas para analisar o grau de ionização destas espécies. 2 . obtida a partir da fermentação de carboidratos. É isso que dá uma aparência estática ao sistema Nesta experiência. é possível perceber mudanças no sistema até que um equilíbrio seja atingido. o que corresponde a supor que a única neutralização é: CH3COOH(aq) + NaOH(aq) →CH3COONa(aq) + H2O(l) .

Agora meça o pH de cada um com o pHmetro. . acrescentando aproximadamente 50 ml de água destilada. d) Curva de titulação ácido-base Este procedimento será realizado através de titulação de ácido acético contido no vinagre por NaOH.0 M. c) Perturbando o equilíbrio de soluções alcalinas Em um béquer de 100 ml coloque 50 ml de NH4OH 1.3 . Construa um gráfico de pH versus volume de base adicionado. desprezando-o em seguida.1M e 0. Lave uma pipeta volumétrica de 5 ml com um pouco de vinagre. Perturbe o equilíbrio colocando gotas de NaOH 1. reverta o efeito adicionando mais ácido. Perturbe o equilíbrio colocando gotas de HCl 1. meça o pH das soluções obtidas. em outro béquer 50 ml de NaOH 1. Houve diferença nos valores de pH? Qual delas apresenta pH maior?Explique. b) Perturbando o equilíbrio de soluções ácidas Em um béquer de 100 ml coloque 50 ml de HCl 1.0M.0M.0 M. medidos em uma proveta. A reação indicada é: CH3COOH(aq) + NaOH (aq) →CH3COONa(aq) + H2O(l) Coloque cerca de 30 ml de vinagre em um béquer limpo e seco.0 M em cada caso. reverta o efeito adicionando mais ácido. Observe o pH. Meça 5 ml de vinagre com a pipeta volumétrica e transfira-a para um becker de 250 ml. Em seguida. Qual delas apresenta pH maior?Explique. Prepare 100 ml de solução de HCl e CH3COOH 0.0M.Procedimento Experimental a) Medindo pH de soluções ácidas e alcalinas Prepare 100 ml de solução de NH4OH e NaOH 0.2M a partir de uma solução de 1. Em seguida meça o pH das soluções obtidas. Agora meça o pH de cada um com o pHmetro. em outro béquer 50 ml de CH3COOH 1. Adicione uma gota de fenolftaleína.1M.1M e 0. Adicione duas gotas de fenolftaleína e titule com a solução de NaOH 0.2M a partir de uma solução de 1.0M em cada caso. Adicione uma gota de fenolftaleína. Coloque o eletrodo de um pHmetro calibrado para acompanhar as variações de pH.0M. Observe o pH.

sendo nB o nº de moles de NaOH empregados na titulação. Realize mais duas titulações e tome como resultado final a média das duas concentrações de ácido mais próximas.0 a 7.0 a 9. a concentração do vinagre será nB/5ml. 3) Sua amostra de vinagre está dentro da lei ou não? 4) O intervalo de pH para a viragem a fenolftaleína é de 8. 4 – Questões 1) Quais as reações químicas envolvidas nos experimentos? 2) Escreva as constantes de equilíbrio das reações.Como a estequiometria é de um para um.6? 6) “Uma gota a mais de hidróxido de sódio tornará a solução consideravelmente básica”. Que peculiaridade tem as curvas de titulação para tornar verdadeira essa afirmação? UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA . que vira na faixa de 6. Este indicador é adequado para esta reação?Por quê? 5) E se em vez da fenolftaleína usássemos como indicador o azul de bromotimol.8.

endotérmicas.0 M. determinar os calores de reações e verificar a lei de Hess. As medidas de entalpias de reação são geralmente executadas através do emprego de calorímetros. Essa afirmação. Muitas reações ocorrem com liberação de calor para o ambiente. designada por ΔH. sendo denominadas exotérmicas. muitas das quais impossíveis de serem realizadas. aparece sob a forma de calor ou de trabalho. a variação de entalpia. a qual deve ser igual à da . retiram calor do ambiente com conseqüente abaixamento de temperatura. Meça com uma proveta 50 mL da solução de ácido clorídrico 1. que constitui a lei de Hess. Em um béquer de 250 mL coloque uma barrinha magnética de agitação e em seguida verta a solução de ácido clorídrico. ou seja.ΣHreag. 3 – Procedimentos Experimentais A) Determinação da capacidade calorífica do calorímetro. A utilização inversa das informações sobre as energias de ligação. permite por outro lado a previsão de calores de reações. especialmente sobre as energias de ligação.DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL I 6ª Prática: Calorimetria 1 – Objetivo Determinar a capacidade calorífica do calorímetro. cada estado apresenta o seu valor correspondente de entalpia. a variação de entalpia deverá ser sempre a mesma. 2 – Introdução Nas reações químicas. Quando a reação é conduzida sob pressão constante. Meça a temperatura da solução de ácido clorídrico.Feche o calorímetro e introduza o termômetro até a posição adequada. a qual deve ter sido determinada previamente (seu bulbo não deve tocar na barrinha). e fornecem muitas informações de natureza química. Independente dos caminhos percorridos pelos reagentes até à formação dos produtos. Coloque-o no calorímetro. Outras. grande parte das energias envolvidas nas interações de natureza elétrica ou magnética. é dada simplesmente pela diferença entre as entalpias dos produtos e a dos reagentes: ΔH = ΣHprod . provém do fato de que a entalpia é uma função de estado. Ponha o calorímetro sobre o agitador magnético e o ligue com uma velocidade tal que a agitação seja suave.

Meça 50 mL da solução de hidróxido de sódio 1.0 M e a verta sobre a solução de ácido clorídrico.mol-1 q reação = q solução + q calorímetr q reação q solução =nágua .2) Reação entre hidróxido de sódio (sólido) e ácido clorídrico. Anote a temperatura máxima alcançada. 50 mL de água destilada.∆ =d . Anote esta temperatura. Com os resultados constataremos a lei de Hess. b. Repita as mesmas operações do item anterior utilizando 50 mL de solução de ácido clorídrico 0. b. Verificação da lei de Hess. H+(aq) + OH-(aq) --> H2O(l) ΔH neutralização =-13.1) Dissolução de hidróxido de sódio em água.v.00 g de hidróxido de sódio num béquer (a pesagem do hidróxido de sódio deve ser efetuada o mais rápido possível devido à sua grande higroscopicidade).3) Reação entre hidróxido de sódio e ácido clorídrico. b. Coloque o hidróxido de sódio no calorímetro e agite. Anote a temperatura máxima alcançada. coloque-a no calorímetro.∆ neutraliza H o ção nágua =nácido =nbase =m.∆ T C = c a p a c i d_ac d el o r í f_i d a_ c a lo r ím e t r a co o C= q reação − q solução ∆T B) Determinação de calores de reações. Feche rapidamente o calorímetro e acompanhe a elevação da temperatura.7Kcal.solução de hidróxido de sódio: ambas as soluções devem estar em equilíbrio térmico com o ambiente.c. Em uma balança analítica.25 M no lugar de 100 mL de água. Anote a temperatura máxima alcançada.∆ T T d =d sid d en a e v =vo m lu e c =ca r _ esp lo ecífico q c a l o r í mo e=t rC.c. Calcule a capacidade calorífica do calorímetro através do balanço energético da reação de neutralização do ácido clorídrico pelo hidróxido de sódio. pese ao redor de 2. . agitando com cuidado até atingir a temperatura constante. Meça. Determinaremos o calor de neutralização de um ácido por uma base (esta no estado sólido e em solução) e o calor de dissolução da base. com uma proveta.

.... com uma proveta... agite rapidamente e anote a temperatura máxima alcançada..5 M.97 0..∆H 3 NaOH ( s ) + H + ( aq ) + Cl − ( aq ) ↔ H 2 O(l ) + Na + ( aq ) + Cl − ( aq ) .04 1....∆H 1  Na + ( aq ) + OH − ( aq ) + H + ( aq ) + Cl − ( aq ) ↔ H 2 O(l ) + Na + ( aq ) + Cl − ( aq ) . Cálculos: 2O NaOH ( s ) H→ Na + ( aq ) + OH − ( aq ) ..00 NaOH 0.... 50 mL de solução de ácido clorídrico 0... coloque no calorímetro e anote a temperatura da solução..v.∆ T T q calorímetr ro = C...∆T Note que os valores de ΔH podem ser calculados através da expressão: ∆H = q reação n NaOH Para os valores de ΔH observe. As informações sobre densidade e calor específico das soluções são dadas a seguir.91 0.00 NaCl 1.∆H 2 De acordo com a lei de Hess: ∆H 3 = ∆H 1 + ∆H 2 Calcule o calor das reações por meio da expressão: q reação = q solução + q calorímetr q solução o = m..5M.5 0.. meça.93 0. Meça 50 mL de solução de hidróxido de sódio 0.96 .. ΔH<0 (libera calor) e ΔH>0 (absorve calor)....98 0.02 1.c∆ = d ..Com uma proveta.02 Calor específico (cal/g °C) 0. anote s temperatura da solução.5 1.08 1. que deve ser aproximadamente a mesma do ácido (é tolerável uma diferença de até 0..01 1.04 1.25 2. Solução Concentração molar (M)Densidade (g/mL) 1. Adicione a solução de hidróxido de sódio à solução ácida contida no calorímetro..2ºC).94 0..00 0.c.

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