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Os anabolizantes

Como o próprio nome diz, são substâncias que provocam o anabolismo, ou


seja, o ganho de massa muscular através da retenção de íons e água, e
através do uso contínuo ao longo do tempo apresentam os efeitos colaterais do
tipo virilização, com o desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos em
seus usuários.

São eles: o crescimento de barba, acne, calvície, hipertrofia do clitóris (em


mulheres, obviamente), engrossamento da voz e certa agressividade.

Outros efeitos

Efeito muito corriqueiro do uso de esteróides anabolizantes é o aumento da


pressão arterial. Também ocorrem alterações deletérias no colesterol, e
aumento do risco de doenças cardiovasculares (arritmias, insuficiência
cardíaca congestiva, e até morte súbita por parada cardíaca).

Outro efeito comum dos esteróides é a ginecomastia, ou seja,


desenvolvimento dos mamilos no homem. Muitas vezes é de tratamento
cirúrgico. Se utilizados em adolescentes, podem provocar também a parada do
crescimento, visto que promovem o fechamento da placa fisária, espécie de
cartilagem situada nos ossos, através da qual estes crescem.

Vou ficar brocha?

Independentemente dos efeitos virilizantes, o uso crônico de substâncias


derivadas do hormônio masculino, salvo em portadores de deficiência desse
hormônio, levam de alguma forma à impotência e infertilidade pela diminuição
dos hormônios hipofisários FSH e LH (que no homem estimulam o testículo à
produção de testosterona), com conseqüente atrofia testicular, por vezes
irreversível.

Este mecanismo chama-se feedback negativo, e é como o organismo controla


a produção de testosterona. Níveis altos desta inibem a hipófise, e cai a
produção de FSH e LH, assim indiretamente diminuindo a produção de
testosterona, causando a auto-regulação. A entrada do análogo da
testosterona desregula tal feedback, e o testículo pára de receber estímulo,
causando os efeitos colaterais.
Sobeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Além disso, pode provocar o câncer de próstata, de fígado e ósseo; a rigidez


muscular que normalmente provoca fraturas espontâneas; as lesões
articulares, musculares e de tendão, pois estes não se adaptam rapidamente à
força muscular adquirida.

Essas conseqüências passam a aparecer com maior freqüência, visto que, o


uso do hormônio masculino, para se obter os resultados almejados deve ser
utilizado em ciclos crônicos e contínuos, pois seus efeitos são efêmeros e
fugazes.

Outro hormônio utilizado como anabolizante é o GH (Hormônio do


crescimento), que, em pessoas sem deficiência deste, pode levar ao aumento
da glicose, ocasionando a diabetes mellitus secundária, crescimento de partes
moles e ósseas (mandíbula, pés, mãos, etc.), hipertensão arterial e problemas
cardíacos, muitas vezes irreversíveis devido ao aumento do coração.
"Cresce o número de pessoas que adere ao uso de esteróides anabolizantes para moldar o
corpo e ganhar força, resistência e velocidade. Sem qualquer controle, o medicamento, apesar
de ser proibido, é oferecido principalmente em academias de ginástica. Os danos causados por
seu uso, entretanto, podem ser irreversíveis. O problema já está sendo visto como um caso de
saúde pública".

Introdução

A busca de corpos esculpidos à base de remédio está levando jovens de aparência saudável a
um vício muitas vezes sem volta. O motivo é o uso dos chamados esteróides anabolizantes.
Apesar de não haver estatísticas, sabe-se que vem crescendo o número de consumidores da
droga. E não são apenas os atletas em busca de mais força, velocidade, e resistência dos
músculos os únicos a usá-lo. Homens, jovens e mulheres que querem apenas ganhar massa
corporal em pouco tempo também se deixam seduzir pelos efeitos da droga. O abuso desse
medicamento não é novidade. O maior problema, atualmente, segundo especialistas, é a
adesão às drogas nas academias convencionais.

"Muitas vezes, é o próprio instrutor quem chega para o aluno e diz que seu desenvolvimento
chegou ao limite. Aí vem a sedução pelos anabolizantes", explica Fernando Vítor Lima,
professor da Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Treinamento Esportivo. Nas
lojas de suplementos nutricionais, a situação não é diferente: "O charlatanismo é muito grande
nesse meio. As pessoas receitam o produto como se soubessem tudo sobre ele. Quem
compra, na verdade está pagando pelo sonho de um corpo perfeito, na verdade, de uma ilusão,
porque os problemas ocasionados são muitos", orienta.

Nos Estados Unidos, os anabolizantes já são considerados uma droga proibida, que só pode
ser vendida com receita médica. Na Suécia, existem serviços que encaminham os usuários
para tratamento, como se ele fosse um viciado em droga. No Brasil, segundo o professor,
apesar da proibição de venda, a Vigilância Sanitária é falha e os esteróides continuam sendo
consumidos em larga escala.

O uso indiscriminado desses esteróides teve início em 1930, com alguns fisiculturistas e atletas
que buscavam desenvolvimento muscular rápido e melhora de performance. Com o passar dos
anos, o uso se estendeu para esportistas amadores, frequentadores de academias e
adolescentes.

O que são Esteróides Anabolizantes

Os anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos e


promovem, portanto, um aumento da massa muscular (efeito anabolizante) e o
desenvolvimento de caracteres masculinizantes. A massa corporal aumenta porque eles
aumentam a capacidade do corpo de absorver proteína, além de reter líquido provocando o
inchaço dos músculos.

Geralmente, os anabolizantes, ou "bombas", como também são chamados, são tomados


oralmente em cápsulas/tabletes, ou injetados no músculo. Muitas vezes, as drogas são usadas
em associação de até três tipos diferentes e em doses 100 vezes maiores que as preconizadas
por tratamento médico. Anadrol, Oxadrin e Durabolin são alguns exemplos de esteróides.

Embora muita gente não saiba, o anabolizante tem uso na medicina, para casos de
osteoporose, deficiência de crescimento, problemas hormonais masculinos, como o
hipogonadismo. Entretanto, só é ministrado em doses terapêuticas e necessitam sempre de
prescrição médica para serem adquiridos. "Os médicos receitam doses de, no máximo, 15 mg
enquanto que os fisiculturistas chegam a tomar até 300 mg", diz Fernando.
Consequências do uso de Anabolizantes

O efeito de um corpo saudável com os anabolizantes é apenas aparente. Está provado que seu
uso só gera danos à saúde. Os efeitos colaterais das superdosagens são muitos. A pessoa
pode desenvolver problemas no fígado, inclusive câncer, redução da função sexual, derrame
cerebral, alterações de comportamento com aumento da agressividade e nervosismo,
aparecimento de acne. Ao todo, 69 efeitos colaterais já foram documentados.

Em garotos e homens existe a diminuição da produção de esperma, retração dos testículos,


impotência sexual, dificuldade ou dor ao urinar, calvície, desenvolvimento irreversível de
mamas.

Em adolescentes de ambos os sexos, também pode ocorrer parada prematura do crescimento,


tornado-os mais baixos que outros, não usuários de anabolizantes.
A parada brusca do uso de anabolizantes também pode produzir sintomas como depressão,
fadiga, insônia, diminuição da libido, dores de cabeça, dores musculares e desejo de tomar
mais anabolizantes.

O uso compartilhado de esteróides por seringas e agulhas não esterilizadas é comum e pode
expor o indivíduo a doenças como Aids, hepatites B e C e endocardite bacteriana.

Caminho sem Volta

Segundo o professor Fernando, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso
das "bombas" são reversíveis. "Os casos têm que ser analisados de forma isolada porque cada
organismo reage de um jeito ao uso do esteróide. Em muitos casos, o nível de
comprometimento das funções é tão grande que não há opção de cura. Várias pessoas já
morreram por causa do uso indiscriminado dos anabolizantes", adverte.

Por tantos riscos e inconvenientes, o uso indiscriminado de anabolizantes deve ser


desencorajado, banido do meio esportivo. Para Fernando, a grande arma capaz de resolver
esse problema são as campanhas educativas. " O uso de esteróides já se tornou um caso de
saúde pública. O governo tem que tomar providências", completa.

Esteroide anabolizante

O Anadrol 50mg (também conhecido como oximetolona ou Hemogenin) é um exemplo


de esteróide anabolizante.
Estrutura química do hormônio anabólico natural, a testosterona: 17b-hidróxi-4-
androsten-3-um.

Os esteróides androgênicos anabólicos (EAA ou AAS - do inglês Anabolic


Androgenic Steroids), também conhecidos simplesmente como anabolizantes, são uma
classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento
celular e a sua divisão, resultando no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos,
especialmente o muscular e ósseo. São substâncias geralmente derivadas do hormônio
sexual masculino, a testosterona, e podem ser administradas principalmente por via oral
ou injetável. Atualmente não são utilizados somente por atletas profissionais, mas
também por pessoas que desejam uma melhor aparência estética, inclusive adolescentes.
Os diferentes esteróides androgênicos anabólicos têm combinações variadas de
propriedades androgênicas e anabólicas. Anabolismo é o processo metabólico que
constrói moléculas maiores a partir de outras menores.

Os esteróides anabólicos foram descobertos nos anos 1930 e têm sido usados desde
então para inúmeros procedimentos médicos incluindo a estimulação do crescimento
ósseo, apetite, puberdade e crescimento muscular. Podem também ser usados no
tratamento de pacientes submetidos a grandes cirurgias ou que tenham sofrido acidentes
sérios, situações que em geral acarretam um colapso de proteínas no corpo. O uso mais
comum de esteróides anabólicos é para condições crônicas debilitantes, como o câncer e
a AIDS. Os esteróides anabólicos podem produzir inúmeros efeitos fisiológicos
incluindo efeitos de virilização, maior síntese protéica, massa muscular, força, apetite e
crescimento ósseo. Os esteróides anabolizantes também têm sido associados a diversos
efeitos colaterais quando forem administrados em doses excessivas, e esses efeitos
incluem a elevação do colesterol (aumenta os níveis de LDL e diminui os de HDL),
acne, pressão sanguínea elevada, hepatotoxicidade, e alterações na morfologia do
ventrículo esquerdo do coração.

Hoje os esteróides anabólicos são controversos por serem muito difundidos em diversos
esportes e possuírem efeitos colaterais. Enquanto há diversos problemas de saúde
associados com o uso excessivo de esteróides anabólicos, também há uma volumosa
quantidade de propaganda, "ciência-lixo" e concepções errôneas da população sobre seu
uso. Os esteróides anabólicos são controlados em alguns países incluindo os Estados
Unidos, Canadá e Reino Unido. Estes países possuem leis que controlam seu uso e
distribuição.

Óleos para crescimento localizado

Uma atitude que vem espantando médicos e especialistas sobre o assunto é a aplicação
localizada de óleos em pequenos grupos musculares. É normal que a maioria dos atletas
possuam algum grupo muscular que não acompanhe o ritmo de crescimento dos outros
músculos, sendo assim na metade dos anos 1990 Chris Clark anunciou uma invenção
que revolucionaria o mundo da musculação.

Sua invenção realmente se tornou a solução para alguns, mas também se tornou um
pesadelo para outros. O chamado Synthol é basicamente um óleo que causa uma
inflamacão no músculo onde é aplicado. Mas não há nenhum processo anabólico
envolvido, nenhum aumento de força ou energia. Quando se faz uso dessa prática o óleo
que entra no músculo causa um grande estrago já que no momento em que entra em
contato com as fibras musculares, estas são destruidas e o organismo tem como defesa
cercar esse óleo com tecido adiposo. O óleo fica estagnado no local, formando um
"tumor" no local. [2] No Brasil o Synthol não chegou a ser comercializado, mas foi
substituído pelos conhecidos Potenay, ADE, Ganekyl, óleo mineral, Androgenol entre
outros. As aplicações desses óleos até não são tão graves, mas o exagero começou a
tomar conta dos usuários desses produtos. As aplicações que antes eram feitas
raramente para "corrigir" o tamanho de um determinado músculo se tornaram
freqüentes, criando aberrações conhecidas no mundo inteiro como Gregg Valentino, que
antigiu o maior perímetro de bíceps, mas também seu corpo se tornou motivo de
chacota no mundo inteiro.

Esse exagero chegou ao Brasil e é constantemente relatado por jornais no país inteiro,
como no ano de 2007 quando um jovem aplicou 300ml de óleo de cozinha em cada
perna. Sua perna não resistiu às constantes inflamações, o músculo necrosou e a pele se
desfez, o que fez com que sua perna ficasse em carne viva. Outra história famosa na
internet é a de dois jovens que aplicaram em cada um de seus braços, 160ml e 200ml de
óleo mineral, respectivamente. O primeiro jovem citado, que tinha um perímetro de
29 cm de perímetro de braço, acordou no outro dia com uma febre altíssima e seu braço
havia aumentado 7 cm. O jovem precisou ficar internado pois entrou em coma, mas
conseguiu sobreviver. Seu amigo não teve a mesma sorte: no outro dia após as
aplicações ele havia amanhecido morto.

Esse tipo de prática faz com que a imprensa generalize os casos tratando estes como
esteróides anabolizantes. O que não é verdade, esses óleos são frutos de um ato não
pensado, o que revelam as fotos sobre os usuários:

• [3]

O uso de óleos domésticos possui grandes chances de causar necrose em seu músculo
tendo como solução a amputação do membro.

Mecanismo bioquímico

Os efeitos fisiológicos dos andrógenos como a testosterona e a dihidrotestosterona são


vastos e vão desde o desenvolvimento fetal para a manutenção de músculos e massa
óssea até a vida adulta incluindo o estimulo de estirões de crescimento na puberdade,
indução de crescimento de cabelo, produção de óleo pelas glândulas sebáceas e
sexualidade (especialmente no desenvolvimento fetal).

Os esteróides anabolizantes são androgênicos e consequentemente produzem efeitos


androgênicos no corpo. Os andrógenos estimulam a miogênese, que é a formação de
tecido muscular. Também são conhecidos por causar hipertrofia dos dois tipos (I e II) de
fibras musculares, embora o mecanismo de como isso acontece ainda não seja
totalmente compreendido e existem poucos mecanismos aceitos através dos quais isso
pode ocorrer. É amplamente entendido que doses suprafisiológicas de testosterona em
homens não-hipogonadais aumenta a densidade do nitrogênio e aumenta a massa magra
(muscular) ao mesmo tempo que diminui a gordura, particularmente a abdominal. O
aumento na massa muscular é predominantemente da musculatura esquelética e é
causado por um aumento na síntese de proteínas musculares ou possivelmente uma
diminuição na quebra de proteínas musculares.[1] Existem hipóteses[2] de que andrógenos
regulam a composição do corpo ao promover o compromisso de células mesenquimais
pluripotentes em linhagens miogênicas e inibindo sua diferenciação em linhagens
adipogênicas. Entretanto os andrógenos podem também cumprir um papel
anticatabólico ao inibir a atrofia dos músculos esqueléticos através da ação
antiglicocorticóide independente do receptor de andrógeno.[3]

Os mecanismos de ação diferem dependendo do esteróide anabólico específico.


Diferentes tipos de esteróides anabólicos se ligam ao receptor de andrógeno em
diferentes graus, dependendo de sua fórmula química. Esteróides anabólicos como a
metandrostenolona não reagem fortemente com o receptor de andrógeno, usando a
síntese protéica ou glicogenólise para sua ação, enquanto esteróides como a
oxandrolona reagem fortemente com o receptor de andrógeno.

Existem três vias comuns para a administração dos esteróides anabólicos: oral (pílulas),
injetável e transdérmico. A administração oral, apesar de ser talvez a mais conveniente,
sofre do fato de que os esteróides orais necessitam ser quimicamente modificados, e seu
metabolismo na forma ativa pode forçar o fígado. Os esteróides injetáveis são
tipicamente administrados intramuscularmente, para evitar variações bruscas no nível
sanguíneo. Finalmente, as administrações transdérmicas via creme, gel ou atadura
transdérmica têm se tornado populares nos anos recentes.

Efeitos anabólicos e de virilização

Os esteróides androgênicos anabólicos produzem tanto efeitos anabólicos e de


virilização (também conhecidos como efeitos androgênicos).

A maioria dos esteróides anabólicos funciona de duas maneiras simultâneas. Primeiro,


eles funcionam ao se ligar ao receptor andrógeno e aumentando a síntese protéica.
Segundo, eles também reduzem o tempo de recuperação ao bloquear os efeitos no
tecido muscular do hormônio do stress, o cortisol. Como resultado, o catabolismo da
massa muscular corpórea é significativamente reduzido.

Exemplos dos efeitos anabólicos:

• Aumento da síntese protéica a partir de aminoácidos.


• Aumento da massa e força muscular[4][5][6]
• Aumento do apetite
• Aumento da remodelagem e crescimento ósseos
• Estimulação da medula óssea, aumentando a produção de células vermelhas do
sangue.
Exemplos dos efeitos de virilização/andrógenos:

• Crescimento do clitóris (hipertrofia clitoriana) em mulheres e do pênis em


meninos (o pênis adulto não cresce indefinidamente mesmo quando exposto a
altas doses de andrógenos)
• Aumento dos pêlos sensíveis aos andrógenos (pêlos púbicos, da barba, do peito,
e dos membros)
• Aumento do tamanho das cordas vocais, tornando a voz mais grave
• Aumento da libido
• Supressão dos hormônios sexuais endógenos
• Espermatogênese prejudicada

Efeitos colaterais possivelmente não desejados

Muitos andrógenos são capazes de serem metabolizados em compostos que podem


interagir com outros receptores de hormônios esteróides como os receptores de
estrógeno, progesterona e glicocorticóides, produzindo (geralmente) efeitos adicionais
não desejados:

• Possível pressão sanguínea elevada


• Níveis de colesterol –Alguns esteróides podem causar um aumento nos níveis de
LDL e diminuição nos de HDL.[7] Isso pode aumentar o risco de ocorrer uma
doença cardiovascular[8] ou doença da artéria coronária[9] em homens com alto
risto de colesterol ruim.
• Acne– Devido à estimulação das glândulas sebáceas[10][11]
• Conversão para DHT (Dihidrotestosterona). Isso pode acelerar ou causar
calvície precoce e câncer de próstata.
• Alteração da morfologia do ventrículo esquerdo – os AAS podem induzir a um
alargamento e engrossamento desfavorável do ventrículo esquerdo, que perde
suas propriedades de diástole quando sua massa cresce.[12] Entretanto a relação
negativa entre a morfologia do ventrículo esquerdo e o déficit das funções
cardíacas têm sido discutida.[13]
• Hepatoxicidade – Causado particularmente por componentes de esteróides
anabólicos orais que são 17-alfa-alquilados para que não sejam destruídos pelo
sistema digestivo.
• Crescimento excessivo da gengiva[14]

Efeitos colaterais em homens

• Ginecomastia – Desenvolvimento das mamas nos homens. Geralmente isso


ocorre devido a altos níveis de estrogênio circulante. Esses níveis também são
resultado da taxa aumentada de conversão de testoterona em estrogênio via
enzima aromatase.
• Função sexual reduzida e infertilidade temporária[15][16][17]
• Atrofia testicular – Efeito colateral temporário que é devido ao déficit nos níveis
de testosterona natural que leva à inibição da espermatogênese. Como a maioria
da massa do testículo tem com função o desenvolvimento do espermatozóide, o
tamanho dos testículos geralmente retorna ao tamanho natural quando a
espermatogênese recomeça, algumas semanas após o uso do esteróide anabólico
ser cessado.[18]
Efeitos colaterais em mulheres

• Pêlos do corpo crescem


• Voz fica mais grave
• Aumento do tamanho do clitóris (hipertrofia clitoriana)
• Diminuição temporária nos ciclos menstruais

Efeitos colaterais em adolescentes

• Crescimento comprometido – O abuso de agentes pode prematuramente parar o


crescimento do comprimento dos ossos (fusão prematura da epífise devido aos
altos índices de metabólitos do estrogênio)
• Maturação óssea acelerada
• Aumento na freqüência e duração das ereções
• Desenvolvimento sexual precoce e desenvolvimento extremo das características
sexuais secundárias (hipervirilização)
• Crescimento do falo (hipergonadismo ou megalofalia)
• Aumento dos pêlos púbicos e do corpo
• Ligeiro crescimento de barba

Há muito tempo tem sido buscado um esteróide anabólico ideal (um hormônio somente
com efeitos anabólicos, sem efeitos virilizantes). Muitos esteróides anabólicos sintéticos
têm sido desenvolvidos na tentativa de encontrar moléculas que produzam uma alta taxa
anabólica ao invés de efeitos virilizantes. Infelizmente, os esteróides mais efetivos
conhecidos para aumento de massa corporal também têm os efeitos androgênicos mais
fortes.

Uso médico

Os esteróides anabólicos foram testados por médicos para muitas finalidades desde a
descoberta da testosterona sintética dos 1930s aos 1950s, algumas com sucesso. Um dos
usos iniciais de esteróides foi para o tratamento de cansaço crônico, como o dos
prisioneiros nos campos de concentração nazistas e prisioneiros de guerra. Durante a
Segunda Guerra Mundial, pesquisas foram realizadas pelos cientistas alemães para a
síntese de outros esteróides anabólicos, e foram feitos experimentos em prisioneiros
humanos e nos próprios soldados alemães, esperando aumentar as tendências de
agressividade de suas tropas. O médico de Adolf Hitler revelou que Hitler recebeu
injeções de derivados de testosterona para tentar tratar várias de suas doenças.[19]
Depotestosterona, uma forma sintética de testosterona produzida para fins médicos.

• Estimulação da medula óssea: Durante décadas, os esteróides anabólicos foram


importantes para a terapia de anemias hipoplásicas não causadas por deficiência
nutritivas, especialmente a anemia aplásica. Os esteróides anabólicos vêm sendo
lentamente substituídos por hormônios sintéticos (como a epoetina alfa) que
estimulam seletivamente o crescimento de precursores das células do sangue.
• Estimulação do crescimento: Os esteróides anabólicos foram receitados em larga
escala por endocrinologistas pediátricos para crianças com deficiência no
crescimento dos anos 1960s até os 1980s. A disponibilidade de hormônio do
crescimento sintético e a estigmatização social crescente sobre o uso de
esteróides anabólicos levou à descontinuação deste uso.
• Estimulação do apetite e preservação e aumento de massa muscular: Esteróides
anabólicos tem sido dados para pessoas com condições crônicas desgastantes
como câncer e AIDS.[20][21]
• Indução da puberdade masculina: Andrógenos são receitados para muitos
garotos com atraso da puberdade. Atualmente a testosterona é praticamente o
único andrógeno usado para esse fim, mas esteróides anabólicos sintéticos foram
usados anteriormente nos anos 1980s.
• O enantato de testosterona pode mostrar-se um método útil, seguro, reversível e
efetivo para contracepção hormonal masculina num futuro próximo.[17][22]
• Usado para problemas relacionados com a idade em idosos. Os esteróides
anabólicos têm se mostrado como auxiliares em muitos problemas da velhice.[23]
• Usado em terapia de reposição hormonal para homens com baixos níveis de
testosterona. (veja hipogonadismo)
• Usado para dismorfia de gênero: ao passo que as características secundárias
masculinas (puberdade) se iniciam em pacientes diagnosticados como feminino-
para-masculino. Os derivados mais utilizados da testosterona são o Sustanon e o
Enantato de Testosterona que tornam a voz mais grave, aumentam as massas
muscular e óssea, os pêlos faciais, os níveis de células vermelhas do sangue e o
clitóris.
Uso e abuso

Os esteróides anabólicos têm sido usados por homens e mulheres em muitos tipos
diferentes de esportes (cricket, atletismo, levantamento de peso, fisiculturismo,
arremesso de peso, ciclismo, beisebol, luta, artes marciais, boxe, futebol, natação etc.)
para atingir um nível competitivo ou para ajudar na recuperação de lesões. O uso de
esteróides para se obter vantagens competitivas é proibido pelas leis dos corpos
governamentais de vários esportes.

Os esteróides anabólicos têm sido prevalentes também entre os adolescentes,


especialmente aqueles que praticam esportes. Foi sugerido[24] que a prevalência de uso
entre os estudantes das Universidades americanas pode chegar a 2,7%. Os estudantes
homens usaram mais do que as mulheres e aqueles que participavam de esportes, em
média, usaram com mais freqüência do que aqueles que não praticavam.

É extremamente difícil determinar a percentagem da população que tem utilizado


recentemente esteróides anabólicos, mas esse número parece ser muito baixo. Os
usuários de esteróides tendem a ser homens entre 15 e 25 anos e fisiculturistas não-
competitivos e não-atletas que usam por razões cosméticas.[25]

Minimização dos efeitos colaterais

Tipicamente os fisiculturistas, atletas e esportistas que usam anabolizantes tentam


minimizar seus efeitos colaterais negativos. Por exemplos, alguns aumentam a
quantidade de exercícios cardiovasculares para ajudar a evitar os efeitos da hipertrofia
do ventrículo esquerdo[26].

Alguns andrógenos vão se aromatizar e se converter em estrógeno, potencialmente


causando alguma combinação dos efeitos colaterais citados acima. Durante o ciclo do
esteróide, os usuários tendem a tomar um inibidor da enzima aromatase e/ou um
Modulador Seletivo do Receptor de Estrógeno (MSRE); estas drogas afetam a
aromatização e a ligação ao receptor de estrogênio, respectivamente. O MSRE
tamoxifeno é de particular interesse, já que ele previne a ligação ao receptor de
estrogênio no peito, reduzindo o risco de ocorrer a ginecomastia.[27]

Além disso, a 'terapia pós-ciclo' (TPC) é prescrita, a fim de combater a supressão


natural da testosterona e recuperar a função do HPTA (eixo hipotalâmico-pituitário-
gonadal). A TPC tipicamente consiste em uma combinação das seguintes drogas,
dependendo do protocolo que é utilizado:

• Um Modulador Seletivo do Receptor de Estrógeno (MSRE), como o citrato de


clomifeno e/ou citrato de tamoxifeno (esta é a droga primária da TPC).
• Um inibidor da enzima aromatase conhecido como anastrozole.
• Gonadotrofina coriônica humana, hCG (tem se tornado menos comum, já que
hoje este hormônio é mais utilizado durante o ciclo, ao invés de depois).

O objetivo do TPC é devolver o balanço hormonal endógeno original ao corpo no


menor espaço de tempo possível.
Os usuários geneticamente propensos à perda prematura de cabelo, que o uso de
esteróides pode torná-la mais acentuada, têm utilizado a droga finasterida por períodos
prolongados de tempo. A finasterida reduz a conversão de testosterona em DHT, esta
última tendo um potencial muito maior de causa alopécia (ausência de pêlos). A
finasterida não tem utilidade nos casos em que o esteróide não é convertido em um
derivado mais androgênico.[28]

Como alguns anabolizantes podem ser tóxicos para o fígado ou podem causar aumentos
na pressão sanguínea ou colesterol, muitos usuários consideram ideal fazer freqüentes
testes sanguíneos e de pressão sanguínea para ter certeza de que seus níveis de pressão e
colesterol ainda estão nos níveis normais. Como os anabolizantes podem aumentar o
colesterol, eles podem, conseqüentemente, aumentar o risco de um ataque cardíaco em
seus usuários.[7] Logo, geralmente é considerada obrigatória para todos os usuários a
realização testes sanguíneos enquanto estiverem utilizando os anabolizantes.

Lendas urbanas e concepções errôneas

Os esteróides anabólicos, como outras drogas, têm estado no centro de muita


controvérsia e por causa disso existem muitos mitos populares sobre os seus efeitos
obtidos e colaterais. Como muitas drogas da cultura popular, as concepções errôneas
sobre os esteróides anabólicos provavelmente surgiram da falta de conhecimento sobre
os reais efeitos colaterais destas drogas. Por exemplo, uma dessas lendas diz que os
esteróides anabólicos podem fazer com que o pênis diminua de tamanho. É muito
provável que essa falsa afirmação tenha surgido do efeito colateral que realmente ocorre
conhecido como atrofia testicular, no qual o uso de esteróides anabolizantes causa a
redução da secreção do hormônio luteinizante e hormônio estimulante folicular da
porção anterior da hipófise, logo reduzindo o tamanho do testículo. Esse efeito colateral
é temporário e os testículos voltam ao tamanho normal logo que a administração
exógena do andrógeno for suspensa.[18]

Outra idéia muito difundida é a de que os esteróides anabolizantes são altamente


perigosos e as taxas de mortalidade entre usuários são altas. A verdade é que os
esteróides anabólicos são usados amplamente na área médica sem nenhum sérios risco
para a saúde dos usuários[29][30][31], e nenhuma evidência científica mostrou problemas de
saúde a longo prazo com o uso correto de esteróides anabolizantes. Enquanto o risco de
morte está presente em muitas drogas, o risco de morte prematura devido ao uso de
esteróides anabolizantes é extremamente baixo.[32] É possível que esse mito tenha ganho
popularidade nos Estados Unidos a partir da afirmação de que o jogador de futebol
americano Lyle Alzado morreu de câncer no cérebro por ter usado esteróides
anabolizantes. O próprio jogador chegou a afirmar que seu câncer tinha sido causado
graças aos esteróides anabolizantes. Entretanto, não há evidência médica provando que
os esteróides anabolizantes podem causar câncer no cérebro e os próprio médicos que
trataram Alzado afirmaram que o uso de esteróides anabolizantes nada teve a ver com
sua morte.[33]

Outros mitos afirmam que o uso de anabolizantes pode levar adolescentes a cometer
suicídio. Já que se sabe os baixos níveis de testosterona são causadores da depressão, e
que um final de ciclo de anabolizantes resulta em baixos níveis de testosterona, essa
afirmativa é altamente questionável. Nos Estados Unidos o uso estimado de esteróides
anabolizantes entre estudantes de High School foi de 2,8% em 1999. Por outro lado, no
ano de 2000 nos Estados Unidos, o suicídio foi a terceira causa que mais levou à morte
entre jovens entre 15 e 24 anos.[34] Com a existências destas altas taxas de suicídio entre
os adolescentes, concluir que os esteróides anabolizantes são responsáveis pelo suicídio
que os tomaram antes de cometerem suicídio é uma afirmação precipitada. Além disso,
embora os fisiculturistas adolescentes têm usado anabolizantes desde o início dos anos
1960s, apenas alguns casos sugerindo a ligação entre o uso e o suicídio foram descritos
na literatura médica.[35]

Uma das idéias errôneas sobre o uso de anabolizantes é sobre o efeito sobre o
temperamento agressivo que surgiria nos usuários. Existem poucas ou nenhuma
evidência para provar que essa condição realmente existe. A maioria dos estudos
envolvendo comportamentos agressivos e o uso de anabolizantes não mostram efeitos
psicológicos como conseqüência, implicando que esse comportamento agressivo não é
um efeito dos esteróides, ou que os efeitos na agressividade são muitos pequenos para
serem mensurados. Muitos cientistas e médicos concluíram que os esteróides
anabolizantes não têm efeitos de aumento de comportamento agressivo.[36][37][38][39][40]

O ator, ex-fisiculturista e governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, também é


alvo de outra lenda sobre os efeitos dos anabolizantes. Arnold Schwarzenegger admitiu
que usou esteróides anabolizantes durante sua carreira de fisiculturista por muitos anos,
[41]
e em 1997 fez uma cirurgia para corrigir um defeito relacionado ao seu coração.
Algumas pessoas afirmaram que esse defeito foi causado pelo uso dos anabolizantes.
Entretanto, Arnold Schwarzenegger nasceu com um problema genético congênito no
qual seu coração tinha uma valva aortica bicúspide; em outras palavras, enquanto nos
corações normais a valva aórtica tem três cúspides, a valva aórtica do ator tinha, de
nascença, apenas duas, o que poderia causar problemas futuros em sua vida.[42]

Tráfico ilegal de esteróides anabolizantes

Como os anabolizantes são geralmente consumidos em países diferentes dos quais eles
são produzidos, eles devem ser contrabandeados através das fronteiras internacionais.
Como a maioria das operações de tráfico, uma operação sofisticada do crime organizado
está envolvida, freqüentemente em conjunto com outros tipos de contrabando (incluindo
outras drogas ilegais). Ao contrário dos traficantes de drogas recreacionais psicoativas
como maconha e heroínas, não há muitos casos retratados de traficantes de
anabolizantes sendo presos. A maioria destes consegue obter a droga através do
mercado negro,[43][44] e mais especificamente, farmacêuticos, veterinários, e médicos.

Os anabolizantes comprados do mercado negro podem ser falsificados ou originalmente


produzidos para uso veterinário. O que por si só não vem a ser perigoso, exceto pelo
fato de que esses medicamentos são produzidos e manuseados em ambientes menos
estéreis, já que o seu destino seria os animais.[45][46]

Produção

Os anabolizantes precisam de processos farmacêuticos sofisticados e equipamentos


avançados para serem produzidos. Por esse motivo, são fabricados por companhias
farmacêuticas legítimas ou laboratórios "underground" (ilegais) com uma grande infra-
estrutura. Os mesmos problemas comuns que estão presentes no tráfico ilegal de drogas
(como as substituições químicas, cortes e diluição) também afetam os esteróides
anabolizantes, e esses processos podem tornar sua qualidade questionável ou perigosa
para o consumidor final.

Nos anos 1990s a maioria das fabricantes americanas como Ciba, Searle e Syntex
pararam de produzir e de divulgar os esteróides anabólicos dentro dos Estados Unidos.
Entretanto, em muitas outras regiões, particularmente a Europa Oriental, eles ainda são
produzidos em grande quantidade. Os anabolizantes europeus são a origem de muitos
dos esteróides vendidos ilegalmente na América do Norte. No entanto, os esteróides
anabólicos ainda estão sendo amplamente utilizados para fins veterinários, e muitos dos
anabolizantes ilegais são fabricados, de fato, para fins veterinários.

Distribuição

Nos Estados Unidos e Canadá, os anabolizantes são comprados assim como qualquer
outra droga ilegal através de "traficantes" que conseguem obter as drogas de diversas
fontes, embora a maioria dos usuários preferiria comprar legalmente as drogas mas não
podem pois as leis restritivas são contra a posse de esteróides. Anabolizantes
falsificados são uma solução comum para a falta de disponibilidade legal nos Estados
Unidos e Canadá, embora o mercado negro de importação continua no México,
Tailândia e outros países onde os esteróides são mais facilmente disponíveis e, em
muitos países, legalizado. Muitas pessoas produzem anabolizantes falsos e os colocam à
venda na internet, o que causa uma ampla variedade de problemas de saúde.

A maioria dos esteróides anabólicos são vendidos hoje em academias, competições e


através dos correios. A maior parte destas substâncias nos Estados Unidos é
contrabando. Além disso, um grande número de produtos falsificados são vendidos
como esteróides anabolizantes, particularmente por websites de farmácias de fachada.
Além do uso recreativo dos anabolizantes, os usuários do Reino Unido têm consumido
drogas ilícitas também, como a maconha e cocaína.[43][47][48]

História

Comentários de atletas profissionais da Grécia antiga sugerem que foi utilizada uma
ampla variedade de substâncias esteróides naturais com o objetivo de promover
crescimento androgênico e anabólico. Estes foram de extratos dos testículos até
materiais de plantas. Remédios tradicionais em geral, tanto no Ocidente como na
medicina Asiática contemporânea, contém várias substâncias que devem promover a
virilidade e vários aspectos masculinos, mesmo que não totalmente com relação ao
aumento dos músculos e da habilidade atlética tanto quanto performance sexual. Na
medicina Chinesa tradicional, substâncias como chifre de alce, osso de tigre, bexiga e
bílis de urso, ginseng e outras raízes e muito mais eram primariamente consumidos para
ressaltar o organismo masculino. A ciência não recomenda estes métodos.

Acredita-se que os esteróides anabolizantes farmacêuticos modernos tenham sido


descobertos inadvertidamente por cientistas alemães no começo da Década de 1930,
mas quando foi descoberto ele não foi considerado significante o bastante para
promover estudos posteriores. A primeira referência conhecida a esteróides
anabolizantes nos EUA foi em uma carta ao editor da revista Strenght and Health em
1938. Na década de 1950, o interesse científico por eles foi aumentado, e
Metandrostenolona (Dianabol) foi aprovada para uso nos Estados Unidos pela
Administração de comida e drogas americana (FDA) em 1958 após vários testes com
bons resultados foram conduzidos em outros países.

Ao longo dos anos 50, 60, 70 e até 80 havia a dúvida se os Esteróides Anabolizantes
realmente tinham um efeito. Em um estudo no ano de 1972,[49] uma parte dos
participantes foi informada que eles receberiam injeções de esteróides anabólicos
diariamente, mas ao invés disso lhes foi administrado placebo. A melhora de
performance deles foi similar à dos participantes que tomaram compostos anabólicos de
verdade. Este estudo teve muitas falhas incluindo controles inconsistentes e doses
insignificantes. De acordo com Geraline Lin, um pesquisador do Instituto Nacional do
Abuso de Drogas americano, até a época de publicação de livros em 1996, os resultados
deste estudo ainda não haviam sido contestados e postos a teste, durante 18 anos.[50]

No estudo de 1996 mencionado anteriormente que foi fundado pelo NIH americano ele
examinou o efeito de altas doses de testosterona enanthate (600 mg/semana
intramuscular por 10 semanas). Os resultados mostraram um claro aumento na massa
muscular e diminuição da gordura corporal naqueles que tomaram testosterona ao invés
de placebo. Nenhuma reação adversa foi percebida.[51]

O Congresso dos Estados Unidos, através da Lei de Controle de Esteróides


Anabolizantes de 1990, colocou os anabolizantes na Lista III da Lei de Substâncias
Controladas desse país (sigla em inglês CSA). A CSA define os esteróides
anabolizantes como qualquer droga ou substância hormonal quimicamente e
farmacologicamente relacionada à testosterona (que não seja estrógeno, progestina e
corticosteróides) que promove o crescimento muscular.

No início dos anos 1990s, após a restrição de uso dos esteróides anabolizantes nos
Estados Unidos, diversas companhias farmacêuticas pararam de produzir ou
comercializar os produtos nesse país, incluindo a Ciba, Searle, Syntex e outras.

Em adição, um mercado inteiro para drogas falsificadas emergiu. Como nunca visto nos
últimos 30 anos, os computadores, a Internet e os scanners tornaram fácil a falsificação
e distribuição de produtos como se fossem legítimos, usando rótulos idênticos aos
originais. O mercado foi inundado de produtos que continham de tudo, desde óleo
vegetal até substâncias tóxicas. Usuários ingênuos injetavam essas drogas em si
mesmos, e alguns deles morreram de causas como envenenamento e abscessos
subcutâneos.

Em 20 de janeiro de 2005, a Lei de Controle de Esteróides Anabolizantes de 2004 dos


EUA entrou em efeito, como emenda à Lei de Substâncias Controladas desse país,
colocando os anabolizantes e pró-hormônios em uma lista de substâncias controladas,
tornando a posse dessas drogas sem prescrição um crime federal.[52]

Movimento para a descriminalização

Os esteróides anabolizantes são substâncias controladas nos Estados Unidos e são


estritamente reguladas em outros países - Talvez seja importante salientar que os
esteróides anabolizantes estão prontamente disponíveis sem prescrição médica em
alguns países como México, Alemanha e Tailândia. Entretanto, desde que o congresso
dos Estados Unidos aplicou em 1990 o Ato de Controle dos Esteróides Anabolizantes,
surgiu um pequeno movimento muito crítico contrário às leis sobre os esteróides
anabolizantes. Em 21 de Junho de 2005, o programa americano de televisão Real Sports
apresentou um quadro discutindo a legalidade e proibição dos esteróides anabólicos nos
Estados Unidos.[53] Foi então apresentado Gary I. Wadler, M.D., presidente da Agência
Anti-Doping dos Estados Unidos, que é um forte ativista antiesteróides. Quando foi
pressionado a apresentar as evidências científicas de que os anabolizantes são
"altamente fatais", como ele mesmo afirmou, Wadler admitiu que não havia evidências.
O apresentador do programa, Bryant Gumbel, concluiu que a grande preocupação com
os perigos dos anabolizantes na mídia foi 'muita fumaça e nenhum fogo'. O programa
mostrou também John Romano, um ativista pró-esteróides que edita o 'Fator Romano',
uma coluna de movimento pró-esteróides na revista americana de fisiculturismo
Muscular Development.[54]

Em Julho de 2005, o procurador Philip Sweitzer enviou um documento público para o


governo e senado americanos. Nele ele criticou os deputados por restringirem o uso de
anabolizantes, assim como criticou a "desconsideração à realidade científica por um
efeito simbólico". Ele também pediu a consideração da descriminalização dos esteróides
anabólicos nos Estados Unidos e pediu uma nova direção política.[55] Desde os anos
1980s, a posição do governo americano é a de que o risco do uso de esteróides é muito
alto para permitir a sua descriminalização e regulamentação