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Projeto Político Pedagógico

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Projeto Político Pedagógico

Desafios e Perspectivas
José Cerchi Fusari
jcfusari@usp.br

Selma Garrido Pimenta
sgpiment@usp.br

GEPEFE ± FE Universidade de São Paulo

Nenhum projeto pedagógico avançará na direção proposta se os professores forem vistos apenas como executores.
Sandra AZZI, (1999)

Por que POLÍTICO?
‡ O termo político refere-se ao compromisso social da escola frente à pólis, ao conjunto de seus cidadãos, que receberão direta ou indiretamente os efeitos da formação que se pratica na escola.

Pressupostos
1. EDUCAÇÃO como PRÁTICA SOCIAL. 2. A ESCOLA como INSTITUIÇÃO EDUCATIVA tem por FINALIDADES: a) Formação humana dos alunos: construção da subjetividade (individual) e inserção social; b) Democratização social, econômica, política, tecnológica, cultural;

DESAFIO HOJE
‡ FORMAR com o exercício da CRÍTICA para a TRANSFORMAÇÃO das CONDIÇÕES SOCIAIS VIGENTES, com vistas a superar as DESIGUALDADES e gerar a emancipação SOCIAL E HUMANA.

COMO ?
‡ MEDIAÇÃO REFLEXIVA ENTRE AS CULTURAS PRESENTES NA ESCOLA (dos alunos, professores e equipe; da instituição; das famílias) e AS CULTURAS QUE CIRCULAM NA SOCIEDADE (da informação, do trabalho, do emprego, das classes sociais, das mídias, etc.)

PROFESSORES
‡ PROFISSIONAIS FORMADOS para REALIZAR essa MEDIAÇÃO ATRAVÉS de seu TRABALHO ESPECÍFICO que é O ENSINO.

CONCEITO DE ENSINO
‡ FENÔMENO COMPLEXO: enquanto prática social realizada por seres humanos e entre eles, o ensino é modificado pela ação e relação dos sujeitos (professores e alunos) situados em contextos (institucionais, culturais, espaciais, temporais, sociais), e, por sua vez, modifica os sujeitos envolvidos nesse processo.

E o PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COLETIVO?
‡ É POLÍTICO PEDAGÓGICO porque explicita essas intencionalidades nas ações necessárias para sejam conseguidas. ‡ É COLETIVO porque a escola é ESPAÇO de trabalho de um coletivo, com INTENCIONALIDADES COMUNS e com FINALIDADES COMPLEXAS.

PREMISSAS
1. Discutir o PPP significa professores e coordenadores juntos re-visitar crítica e criativamente o planejamento do ensino e os resultados nas aprendizagens. NÃO se PARTE do ZERO!

PREMISSAS
2. Realizar uma REFLEXÃO radical,

rigorosa e de conjunto, a partir das necessidades da escola, com compromisso de se aperfeiçoar de modo permanente o processo de ensino e aprendizagem.

REFLEXÃO
‡ Radical: ir às raízes dos problemas; ‡ Rigorosa: com método e referenciais teóricos
de análise;

‡ De conjunto: analisando os determinantes
micro e macro;

‡ Com compromisso: indicando claramente as
ações necessárias para superação.

Concepção de projeto políticopedagógico
‡ UTOPIA, é o AINDA NÃO...é o que nos move para VIR a SER. ‡ E´CONSENSO construído no coletivo. ‡ É POSSIBILIDADE de todos (e de cada um) de se situar e ancorar as atividades didáticas, pedagógicas e administrativas.

Concepção de Projeto Político Pedagógico
‡ É REGISTRO e DOCUMENTAÇÃO que organiza organicamente a escola (sua história, seu passado, seu presente e seu futuro). ‡ É INSTRUMENTO de trabalho pelo qual a escola EDUCA o educando, EDUCA o educador e a própria comunidade.

DESAFIOS
‡ Quais desafios envolvem hoje a concepção e o desenvolvimento do PPP, nas escolas brasileiras em geral? ‡ Quais relações se pode estabelecer entre: função social da escola pública; currículo formal; projeto político-pedagógico e o planejamento de aulas propriamente ditas?

Desafio Maior
‡ Buscar uma articulação entre Projeto de VIDA dos Educadores, Projeto Político Pedagógico da Escola e Projeto de Sociedade. ‡ Qual o SENTIDO que tem em MINHA VIDA ser professor?

Operacionalizando o PPP
REFLEXÃO COLETIVA começando por: a) identificar as necessidades: educacionais ± da importância da escola na sociedade hoje; dos jovens: o que se espera dos jovens? Que jovens formar? Com quais características e competências? (desenvolvimento pessoal e da cidadania dos alunos, desenvolvimento cultural, da personalidade social, comunicacional, emocional).

Operacionalizando o PPP
b) E o currículo, o que é mesmo currículo? (Formas de dispor os conhecimentos e as atividades à serviço da formação dos alunos). Quais são as lógicas (as velhas e as novas) de organização curricular? E a questão do trabalho coletivo? E da interdisciplinaridade ? E da pesquisa na prática para que a escola se constitua em espaço de formação contínua dos professores, para que estes reflitam, discutam e criem novas práticas?

Operacionalizando o PPP
c) Realizar Diagnósticos Para ter uma `fotografia`de como a escola se encontra; um retrato que permita uma análise, organização e interpretação dos dados disponíveis. Completar dados para se fazer um balanço de seus resultados frente às finalidades da escola na sociedade hoje: Qual a identidade que a escola tem hoje? o que precisa mudar e porque.

Operacionalizando o PPP
‡ Questões decorrentes: quais NECESSIDADES são mais imediatas? Como vamos nos organizar para atendê-las? Por etapas: definir metas prioritárias para o um ano, dois meses, etc.. (A escola se constrói, se identifica pela ação de seus sujeitos).

Operacionalizando o PPP
‡ Identificar necessidades requer não uma simples adequação a elas, mas interpretá-las, lê-las para verificar seus vínculos com as finalidades mais amplas. Por exemplo: que necessidades os alunos expressam e como nós as lemos. Como articular essas necessidades que expressam com as finalidades desta escola (e da escola em geral).Trata-se de partir do existente para levá-los adiante. Como identificar essas necessidades?

Operacionalizando o PPP
A Organização ADMINISTRATIVA e PEDAGÓGICA devem dar suporte e condições para a proposição e vivência de um PPP EMANCIPATÓRIO que altere o atual quadro da escola que aí está. Exemplos: ‡ prover formação em serviço a partir das necessidades da escola, definidas coletivamente, com o protagonismo dos sujeitos envolvidos;

Operacionalizando o PPP
‡ estabelecer um currículo interdisciplinar, de modo a assegurar conteúdos orgânicos; ‡ assegurar horários para reuniões pedagógicas, com espaço para discussão sobre questões do ensino, para a troca de experiências, para o estudo de temas que favoreçam a melhoria da qualidade das aprendizagens necessárias.

Operacionalizando o PPP
‡ acompanhar o rendimento dos alunos e prover formas de suprir possíveis requisitos, sem rebaixar o nível do ensino ‡ compor turmas, turnos e horários adequados e com critérios pedagógicos que favoreçam a aprendizagem

Operacionalizando o PPP
Talvez as maiores dificuldades se encontram no nível operacional porque requer recursos: tempo, trabalho coletivo, conhecimentos, competências pedagógicas, dinheiro, condições de trabalho, etc..

Operacionalizando o PPP
Enfim, estou falando num trabalho de MOBILIZAÇÃO da escola. Não se pode fazer projeto pedagógico SOZINHO e SEM condições; a menos que se queira fazê-lo apenas burocraticamente, apresentar um papel escrito para alguém, maquiar necessidades só para dizer que cumpriu a lei.

Bibliografia: para saber mais...
‡ AZZI, Sandra. (1999). Trabalho docente: autonomia didática e construção do saber pedagógico. In: PIMENTA, S.G.(org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo. Cortez. ‡ BOUTINET, Jean Pierre. (1996). Antropologia do projeto. Lisboa: Instituto Piaget ‡ CANDAU. Vera Maria. (2009). Didática: questões contemporâneas. Rio de Janeiro: Forma e Ação. ‡ CORTELLA, Mário Sérgio. (2008). A escola e o conhecimento ± fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez Editora. ‡ FREIRE, Paulo. (1999). Pedagogia da autonomia ± saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.

Bibliografia: para saber mais...
‡ GANDIN, Danilo. (1991). A prática do planejamento participativo na educação. Porto Alegre: UFRGS (Petrópolis, RJ: Vozes, 1995). ‡ GHEDIN, Evandro. (2006). Currículo ± Projetos e Avaliação da aprendizagem. Manaus: Editora Travessia / SEDUC. ‡ MACHADO, Nilson José. (2000). Educação: Projetos e valores. São Paulo: Escrituras Editora. ‡ MOREIRA, Antonio Flavio e SILVA, Tomás Tadeu (orgs). (1995). Currículo, Cultura e Sociedade. São Paulo: Cortez Editora.

Bibliografia: para saber mais...
‡ PIMENTA, Selma G. e GHEDIN, Evandro (orgs). (2002). Professores reflexivos no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez Editora. ‡ PIMENTA, Selma G. De Professores, Pesquisa e Didática cap. 4. Projeto Pedagógico e Identidade da Escola (2002). Campinas. Papirus. ‡ RIOS, Terezinha A. (2008). Ética e Competência. São Paulo: Cortez Editora. ‡ RIOS, Terezinha A. (2008). Compreender e Ensinar ± por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez Editora

Bibliografia: para saber mais...
‡ VASCONCELLOS, Celso dos S. (2008). Planejamento ± Projeto de Ensino ± Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Libertad Editora. ‡ VEIGA, Ilma P. A. (org). (1995). Projeto PolíticoPedagógico na Escola. Campinas: Papirus. ‡ VEIGA, Ilma P. A. (2008). Aula: gênese, dimensões, princípios e prática. Campinas: Papirus.

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