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ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA O PLANEJAMENTO ARQUITETÔNICO DAS UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA´s) E SALAS DE ESTABILIZAÇÃO (SE)

1. INTRODUÇÃO

A construção do Sistema Único de Saúde (SUS) se realiza dia a dia e, encontra evidências que vêm desafiando profissionais e gestores. Muitos são os desafios, sendo a Urgência, dentre as áreas da saúde, uma das mais críticas, devido às filas de espera e ao retardo no atendimento a pacientes graves. Este fato se deve tanto ao aumento da demanda, por alterações do perfil epidemiológico da população, quanto à ineficácia do atual sistema assistencial.

Com a intenção de trabalhar com o conceito de atendimento integral aos usuários do SUS, uma das diretrizes traçadas pela Política Nacional de Atenção às Urgências é a descentralização do atendimento de urgências de baixa e média complexidade, diminuindo a sobrecarga dos hospitais de maior porte. Para tal o Ministério da Saúde, implantará e qualificará e implantará as Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências ou Unidades de Pronto Atendimento - UPA, segundo as orientações emanadas pela Portaria 2.922/GM, de 03 de dezembro de 2008, que estabelece diretrizes para o fortalecimento e implementação do componente de “organização de redes locorregionais de atenção integral às urgências” da Política Nacional de Atenção às Urgências.

2. OBJETIVO GERAL

Fornecer subsídios para a elaboração de projetos arquitetônicos das Unidades de Pronto Atendimento. Após a conclusão dos trabalhos do grupo técnico designado, será publicado um Caderno contendo as diretrizes técnicas dos serviços das Urgências.

3.

CONTEXTUALIZAÇÃO

A dificuldade na atenção às Urgências se inicia na atenção básica, onde ocorre insuficiente suporte às agudizações dos pacientes com doenças crônicas, bem como falta de capacitação dos profissionais para o atendimento a essas urgências. Outro fator de agravamento das dificuldades do setor é a estruturação física e tecnológica dos serviços de urgência, com inadequado planejamento da distribuição desses serviços, assim como a precária manutenção dos mesmos.

Para enfrentar esse cenário foi publicada a Portaria GM/MS nº 1.863/2003, que institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, com as diretrizes para a organização do referido sistema.

Após a avaliação diagnóstica da rede existente e do perfil epidemiológico da população, devem ser delimitadas políticas locorregionais de enfrentamento aos problemas encontrados. Estas devem reunir atividades de promoção à saúde, organização de redes assistenciais que envolvem a atenção básica e especializada, a atenção às urgências com a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192, organização das Unidades de Pronto Atendimento e qualificação das portas de entrada de urgências nos hospitais. Para tanto, devem ser observadas as exigências da Portaria GM/MS nº 2.048/2002.

3.1 Conceito e Contextualização das Salas de Estabilização - SE

As SE são salas em unidades/serviços da rede de atenção a saúde, que ocupam posição estratégica em relação à rede de suporte ao SAMU e/ou à Cadeia de Manutenção da Vida. Destinam-se a configurar pontos de apoio ao atendimento, transporte e/ou transferência de pacientes críticos/graves nas localidades onde o SAMU tem caráter regional ou em locais/municípios onde haja grande extensão entre os pontos de atenção locorregionais.

3.2

Conceito e Contextualização das UPA´s

De acordo com a Portaria GM/MS nº 2.048/2002, as UPA´s são definidas como unidades não hospitalares que devem funcionar nas 24 horas do dia e devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência de média complexidade. Estas Unidades devem possuir retaguarda de maior complexidade previamente pactuada, com fluxo e mecanismos de transferência claros, mediados pela Central de Regulação, a fim de garantir o encaminhamento dos casos que extrapolem sua complexidade.

Outras funções referem-se à garantia de transporte para os casos mais graves, por meio do SAMU-192, onde ele existir ou outra forma de transporte que venha a ser pactuada. Deve contar com pactuação adequada para exames diagnósticos e atendimento especializado. Outro ponto fundamental é a existência de contrarreferência com a rede básica e o Programa Saúde da Família, permitindo o adequado seguimento dos pacientes e sua inserção, não apenas na atividade curativa, como também em atividades de promoção à saúde.

Como forma de racionalização de recursos e, quando tecnicamente justificável, as Bases Descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 poderão estar anexas às UPA´s, desde que as mesmas possuam o dimensionamento mínimo previsto na Portaria nº 2.657/2004.

Como as UPA´s são serviços assistenciais de saúde, todos os ambientes necessários ao seu funcionamento devem respeitar as normas preconizadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, RDC ANVISA nº 50/2002 e, uma vez que, são obras financiadas pelos órgãos públicos, também devem respeitar as orientações contidas nas normas de financiamento destes órgãos. Os Códigos de Edificações e Leis de Uso do Solo de cada município devem ser respectivamente respeitados na elaboração de cada Unidade.

No desenvolvimento dos projetos arquitetônicos deve ser ainda atendidos os condicionantes para acessibilidade em edifícios de caráter público, definidos na NBR

9050/2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), bem como a legislação estadual aplicável.

3.3 Pré-Requisitos de projetos para implantação das UPA’s:

A Portaria GM/MS nº 2.922, de 03 de dezembro de 2008, estabelece os seguintes pré-requisitos para implantação de UPA’s:

a) ter SAMU-192 implantado e habilitado nestes Municípios/regiões;

1. Nos casos de locais em que não haja SAMU 192 implantado e habilitado, a solicitação para implantação/adequação de Unidades de Pronto Atendimento e Salas de Estabilização pode ser encaminhada, desde que o projeto do SAMU 192 da região seja encaminhado previamente ou concomitantemente a este; 2.A aprovação dos projetos de implantação/adequação de Unidades de Pronto

Atendimento e Salas de Estabilização fica vinculada à aprovação prévia do projeto SAMU 192;

b) ter quantitativo populacional compatível com a cobertura determinada para cada um

dos portes de UPA e SE, conforme quadro do § 2º do artigo 9º da presente Portaria;

c) estar em processo de adesão ao Pacto Pela Saúde e de estruturação do Colegiado de

Gestão Regional; d) garantir retaguarda hospitalar através de pactuação assinada entre as unidades beneficiadas pelo projeto;

e) elaborar projetos contendo:

1. A designação de Coordenação para a Rede de Urgência implantada;

2. A criação e implantação dos Comitês Gestores de Urgências ou Câmaras Técnicas

de Urgência nos âmbitos Estadual, Regional e Municipal, de acordo com a Portaria

GM/MS nº 1.864, de 2003 e a Portaria GM/MS nº 399, de 2006;

3. As ações contidas nos Planos de Atenção Integral às Urgências, em conformidade

com os Planos Diretores de Regionalização -PDR, conforme determinam o Pacto pela

Saúde e a Portaria GM/MS nº 1.864, de 2003, prevendo a inserção das unidades/serviços a serem construídas ou reformadas nesses planos;

4. A representação gráfica do fluxo entre as Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família e as UPA, tanto para referência como para contra-referência de pacientes;

5. O termo de compromisso e pactuação de retaguarda assinado pelos diretores dos

hospitais de referência às UPA e demais unidades beneficiadas pelo projeto com Salas de Estabilização, comprometendo-se com o adequado acolhimento e atendimento dos casos encaminhados pelas Centrais Reguladoras dos SAMU de cada localidade e em articulação com os Complexos Reguladores já instalados;

6. As ações para organizar a Rede Regionalizada de Atenção e de expansão de

cobertura da estratégia da Saúde da Família.

7. Uma declaração assinada que deverá ser aditivada oportunamente ao Termo de

Compromisso de Gestão relativos às imediatas:

7.1. Implantação do Acolhimento com Classificação de Risco;

7.2. Constituição de equipe horizontal de gestão da UPA, com, no mínimo, médicos e enfermeiros; e

8. O Termo de Compromisso de expansão da cobertura da Estratégia de Saúde da

Família atingindo no mínimo 50% na área de abrangência de cada UPA, no prazo máximo de 2 anos a contar da data em que for firmado este termo.

4. PLANEJAMENTO FÍSICO DA UNIDADE

A partir da terminologia de projetos físicos já em uso (RDC ANVISA nº 50/2002) para conceituar os ambientes e setores, foram detalhadas abaixo as atribuições destas Unidades de Saúde:

4.1 Listagens de atividades

Atribuição: Atenção às Urgências Atividades:

Acolher os pacientes e seus familiares sempre que busquem socorro na UPA;

Realizar classificação de risco e garantir atendimento ordenado de acordo com o grau de sofrimento do paciente ou a gravidade do caso;

Realizar consulta médica em regime de pronto atendimento aos casos de menor gravidade;

Realizar o primeiro atendimento e estabilização dos pacientes graves para que possam ser transferidos a serviços de maior porte;

Realizar atendimentos e procedimentos médicos e de enfermagem adequados aos casos críticos ou de maior gravidade;

Prestar apoio diagnóstico (realização de Raios-X, exames laboratoriais, eletrocardiograma) e terapêutico nas 24 horas do dia;

Manter em observação, por período de até 24 horas, os pacientes que necessitem desse tempo para elucidação diagnóstica e/ou estabilização clínica;

Encaminhar para internação os pacientes que não tiverem suas queixas resolvidas nas 24 horas de observação acima mencionadas;

Solicitar retaguarda técnica ao SAMU 192, sempre que a gravidade/complexidade dos casos ultrapassarem a capacidade instalada da Unidade;

Garantir apoio técnico e logístico para o bom funcionamento da unidade.

O dimensionamento e a organização assistencial dessas unidades devem, no mínimo, ter uma equipe de saúde composta por médico e enfermeiro nas 24 horas para atendimento contínuo de clínica médica e clínica pediátrica. Nos casos em que a estrutura locorregional exigir, considerando-se as características epidemiológicas, os indicadores de saúde como morbidade e mortalidade e as características da rede assistencial, poderá ser ampliada a equipe de saúde, contemplando as áreas de clínica cirúrgica, ortopedia e odontologia de urgência. Essa orientação foi embasada no Quadro 1, referente à Portaria GM/MS nº 2.922 /2008.

Com base na referencia a Portaria GM/MS nº 2.922, de 02 de dezembro de 2008 que implementa os parâmetros de referencia da relação entre a população da região e os números de atendimentos, leitos e pacientes em observação; definiu-se o numero de leitos de observação do quadro 1 para o dimensionamento das áreas físicas por ambiente.

Quadro 01

 
   

População

Número de

Número

Número

Número de

UNIDADE

da Região

atendimentos

mínimo de

mínimo de

leitos de

de

médicos em

médicos

leitos de

cobertura

24horas

por plantão

observação

observação

SE

Menor que

Demanda

 

1 médico

Nenhum ou menos que 5 leitos

 
 

50.000

generalista

habitantes

 

habilitado

 

_

em

   

urgências

     

2

médicos,

   

50.000

sendo um

50 a 150

UPA I

a

100.000

pediatra e

5

– 8 leitos

6 leitos

habitantes

pacientes

um clínico

 

geral

     

4

médicos,

   

distribuídos

100.001

151

a 300

entre

UPA II

a

200.000

 

9

– 12 leitos

12

leitos

habitantes

pacientes

pediatras e

   

clínicos

gerais

     

6

médicos,

   

distribuídos

200.001 a

301

a 450

entre

13 – 20

UPA III

300.000

 

18

leitos

Habitantes

pacientes

pediatras e

leitos

 

clínicos

gerais

Para cada UPA devem ser previstos os seguintes setores:

Pronto Atendimento

Atendimento de Urgência

Apoio Diagnóstico e Procedimento Terapêutico

Observação

Apoio Técnico e Logístico

Apoio administrativo

4.2 Setorizações e Fluxos

Segundo a Portaria GM/MS nº 2.048/2002, os setores de apoio diagnóstico e de procedimentos devem estar localizados em posições intermediárias entre os setores de pronto atendimento e de urgência, com fácil acesso e ao mesmo tempo independente para cada um deles. Quanto aos setores de apoio logístico e administração, devem estar localizados de forma a não obstruir o fluxo entre as áreas de atendimento.

4.2.1 Proposta de Setorizações e Fluxos das UPA´s

Como podemos perceber pelas setorizações a seguir apresentadas, é possível uma grande diversidade de soluções nas elaborações dos projetos arquitetônicos. Ressalta-se que cada Estado ou Município pode apresentar seu projeto de implementação de UPA, desde que estes apresentem soluções arquitetônicas que atendam aos requisitos técnicos mínimos estabelecidos.

ATENDIMENTO TERAPÊUTICO ATENDIMENTO URGÊNCIA OBSERVAÇÃO PRONTO ATENDIMENTO DESEMBARQUE DE ACESSO DIAGNÓSTICO
ATENDIMENTO TERAPÊUTICO
ATENDIMENTO
URGÊNCIA
OBSERVAÇÃO
PRONTO ATENDIMENTO
DESEMBARQUE DE
ACESSO
DIAGNÓSTICO
AMBULÂNCIAS
PRINCIPAL
APOIO LOGISTICO
APOIO ADMINISTRATIVO
ACESSO

FUNCIONÁRIOS

E SERVIÇOS

Fig. 01 - Setorização proposta para UPA

Considerando as diferentes necessidades e percepções dos pacientes, dos acompanhantes e profissionais que integram este serviço, as UPA´s devem possuir três a quatro acessos externos, de acordo com seus portes, sendo:

Um acesso para pacientes que chegam deambulando, com entrada pela Recepção e Sala de Espera. Na seqüência, o paciente será encaminhado para Sala de Classificação de Risco e, posteriormente, encaminhado para área do setor de atendimento adequado à suas necessidades;

Um acesso para pacientes que chegam de ambulância;

Um acesso para os trabalhadores; e

Um acesso para saída de cadáveres, obrigatório apenas nas unidades de porte II e III. A guarda temporária de cadáveres deve estar localizada próxima a essa saída.

Cada setor desta Unidade será detalhado a seguir, com os ambientes necessários para o desenvolvimento de suas atividades.

4.3 Dimensionamentos das Unidades

Com os setores definidos, elaboramos o dimensionamento básico das unidades, que será detalhado nas tabelas abaixo. A programação funcional, onde será particularizada a função de cada ambiente destas unidades, será posteriormente descrita no Caderno de Orientações Técnicas.

Área Física por ambiente

ÁREA FÍSICA POR AMBIENTE (m²) SALA DE ESTABILIZAÇÃO

ÁREA FÍSICA

SE

METRAGEM

UNITÁRIA

QUANTIDADE

METRAGEM TOTAL

Sala de Estabilização

-

Sala de Urgência - 1 leito

20,00

1

20,00

Sub Total

20,00

25% para circulações e paredes

5,00

TOTAL

25,00

ÁREA FÍSICA POR AMBIENTE (m²) UPA PORTE I

UPA I

ÁREA FÍSICA

METRAGEM

UNITÁRIA

Mínima

QUANTIDADE

METRAGEM TOTAL

Pronto Atendimento

Área de Recepção e Espera p/ público - 20 pessoas

1,20

20 pessoas

24,00

Sanitários de pacientes

3,80

2(Masc. e Fem.)

7,60

Sanitário para portadores de necessidades especiais

3,80

1

3,80

Sala de Classificação de Risco

9,00

1

9,00

Sala de Atendimento Social

9,00

1

9,00

Sala de Exames

10,00

2

20,00

Depósito de Material de Limpeza (com tanque e armário)

2,20

1

2,20

10

Atendimento de Urgência

   

-

Área Externa para Desembarque de Ambulância (Coberta)

21,00

1

21,00

Sala de Urgência (para 02 leitos)

20,00

1

40,00

Área para guarda de macas e cadeira de rodas

4,30

1

4,30

Depósito de Material de Limpeza (com tanque e armário)

2,20

1

2,20

Apoio Diagnóstico e Terapêutico

   

-

Sala de ECG (eletrocardiografia)

9,00

1

9,00

Sala de Sutura/Curativos

10,80

1

10,80

Sala de Gesso/ Imobilização de Fraturas

10,80

1

10,00

Sala de inalação (para 06 pacientes)

1,80

1

10,80

Sala de Aplicação de Medicamentos/Reidratação (para 04 pacientes, em poltronas)

5,00

1

20,00

Sala de exame de Raio X (c/ comando interno)

23,00

1

23,00

Câmara Escura

4,00

1

4,00

Vestiário de pacientes

2,70

1

2,70

Arquivo de Chapas

2,00

1

2,00

Sala de Coleta de Amostras para Laboratório

7,90

1

7,90

     

-

Observação

   

-

Posto de Enfermagem e Prescrição Médica

9,90

1

9,90

Sala de Observação (para 06 leitos)

8,50

1

51,00

Quarto Individual c/ banheiro

14,00

1

14,00

Banheiro para pacientes

4,80

2(Masc. e Fem.)

9,60

Banheiro p/ paciente infantil *

   

-

Apoio Técnico/ logístico

   

-

Área de Dispensação de Medicamentos (farmácia satélite)

 

1

4,00

Área para armazenagem e controle de materiais e equipamentos (CAF)

 

1

10,00

Centro de Material e Esterilização - Simplificado

     

Sala de lavagem e descontaminação de materiais

 

1

4,80

Sala de esterilização/ estocagem de materiais esterilizados

 

1

5,40

Copa de pacientes: Recepção, armazenagem e distribuição

 

1

9,00

Copa de funcionários

 

1

9,00

Sala de Armazenagem de Roupa Limpa (rouparia geral)

 

1

4,30

Sala de guarda de roupa suja

   

4,30

Sala de utilidades (com pia de despejo)

 

1

6,00

Almoxarifado**

 

1

4,30

Sala de equipamento de geração de energia elétrica alternativa. (gerador)

 

1

23,80

Área para central de gases (externa)

 

1

8,60

11

Guarda temporária de cadáveres (2 cadáveres)

 

1

14,00

Embarque funerário (área externa coberta para embarque)

21,00

1

21,00

Quarto de Plantão para funcionários

10,00

2(Masc. e Fem.)

20,00

Sala de estar para funcionários (p/ 08 pessoas)

1,30

1

10,40

Vestiário Central para funcionários

12,00

2(Masc. e Fem.)

24,00

Sanitários para funcionários e acompanhantes

3,20

2(Masc. e Fem.)

6,40

Sala de Armazenamento Temporário de Resíduos

 

1

5,40

Abrigo externo de resíduos***

 

1

 

Apoio Administrativo

   

-

Sala da Direção

12,00

1

12,00

Sala Administrativa/controle funcionários/protocolo

5,50

3

16,50

Arquivo Médico

9,00

1

9,00

Posto Policial

4,30

1

4,30

Sub Total

   

560,00

25% para circulações e paredes

   

140,00

Garagem de ambulância ****

     

Estacionamento*****

     

TOTAL

   

700,00

Área mínima para a UPA Porte I, estimada em 700,00 m²

Observações:

*

Opcional – A quantidade de leitos deste porte é pequena, não sendo assim obrigatório

o

banho infantil.

** Almoxarifado: Área de guarda e distribuição de equipamentos, mobiliário e utensílios. *** A metragem dependerá do PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) da unidade e das normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza urbana. ****Garagem: Vagas para ambulâncias. (O quantitativo dependerá da capacidade da UPA) ***** Estacionamento: Conforme código de obras local.

12

ÁREA FÍSICA POR AMBIENTE (m²) PORTE II

   

ÁREA FÍSICA

UPA II

METRAGEM

 

METRAGEM

UNITÁRIA

QUANTIDADE

TOTAL

Mínima

Pronto Atendimento

     

Área de Recepção e Espera p/ público - 20 pessoas

1,20

40 pessoas

48,00

Sanitários de pacientes

 

3(Mas, Fe, Inf.)

13,60

Sanitário para portadores de necessidades especiais

3,80

1

3,80

Sala de Classificação de Risco

9,00

1

9,00

Sala de Atendimento Social

9,00

1

9,00

Sala de Exames

10,00

4

40,00

Depósito de Material de Limpeza (com tanque e armário)

2,20

1

2,20

Atendimento de Urgência

   

-

Área Externa para Desembarque de Ambulância (Coberta)

21,00

1

21,00

13

Sala de Urgência – (para 03 leitos)

20,00

3

60,00

Área para guarda de macas e cadeira de rodas

4,30

1

4,30

Depósito de Material de Limpeza (com tanque e armário)

2,20

1

2,20

     

-

Apoio Diagnóstico e Terapêutico

   

-

Sala de ECG(eletrocardiografia)

9,00

1

9,00

Sala de Sutura e Curativo

10,80

1

10,80

Sala de inalação (para 08 pacientes)

1,80

1

14,40

Sala de Aplicação de Medicamentos/reidratação (para 06 pacientes, em poltronas)

5,00

1

30,00

Sala de Gesso/ Imobilização de Fraturas

10,00

1

10,00

Sala de Exame de Raio X (c/ comando interno)

23,00

1

23,00

Câmara Escura

4,00

1

4,00

Vestiário paciente

2,70

1

2,70

Arquivo de Chapas

2,00

1

2,00

Sala de Coleta de Amostras para Laboratório

7,90

1

7,90

Observação

   

-

Posto de Enfermagem e Prescrição Médica

9,90

1

9,90

Sala de Observação (para 12 leitos)

8,50

1

102,00

Quarto individual com banheiro

14,00

2

28,00

Banheiro para pacientes

4,80

3(Mas, Fe, Inf.)

14,40

Banheiro p/ paciente infantil *

   

-

     

-

Apoio Técnico/ logístico

   

-

Área de Dispensação de Medicamentos (farmácia satélite)

 

1

4,00

Área para armazenagem e controle de materiais e Equipamentos (CAF)

 

1

15,00

Centro de Material e Esterilização - Simplificado

     

Sala de lavagem e descontaminação dos materiais

 

1

8,00

Sala de esterilização/ estocagem de materiais esterilizados

 

1

5,40

Copa de pacientes: Recepção, armazenagem e distribuição para pacientes

 

1

14,00

Copa de funcionários

 

1

14,00

Almoxarifado**

 

1

10,00

Sala de Armazenagem de Roupa Limpa (rouparia geral)

 

1

4,30

Sala de utilidade com pia de despejo e guarda temporária

 

1

6,00

Sala de guarda de roupa suja

   

4,30

Sala de equipamento de geração de energia elétrica (gerador)

 

1

23,80

Área para central de gases (externa)

 

1

8,60

Guarda temporária de cadáveres

 

1

14,00

Embarque funerário (área externa coberta para embarque)

 

1

21,00

Quarto de Plantão para funcionários

20,00

2(Masc. e Fem.)

40,00

Sala de estar para funcionários (p/ 08 pessoas)

 

1

10,40

Vestiário Central para funcionários

15,00

2(Masc. e Fem.)

30,00

Sanitários para funcionários e acompanhantes

3,20

2(Masc. e Fem.)

6,40

Depósito de Materiais de Limpeza/ com armário

2,20

1

2,20

Sala de Armazenamento Temporário de Resíduo

 

1

5,40

Abrigo externo de Resíduos***

 

1

 

14

Apoio Administrativo

   

-

Sala de Direção

12,00

1

12,00

Sala de Reuniões (para 08 pessoas)

2,00

1

16,00

Sala Administrativa/controle funcionários/protocolo

20,00

1

20,00

Arquivo Médico

12,00

1

12,00

Posto Policial

4,30

1

4,30

Sub Total

   

788,00

25% para circulações e paredes

   

197,00

Garagem de ambulância ****

     

Estacionamento*****

     

TOTAL

   

985,00

Considerado como dimensão mínima para a UPA porte II - 1.000,00 m²

Observações:

** Almoxarifado: Área de guarda e distribuição de equipamentos, mobiliário e utensílios. *** A metragem dependerá do PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) da unidade e das normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza urbana. ****Garagem: Vagas para ambulâncias. (O quantitativo dependerá da capacidade da UPA) ***** Estacionamento: Conforme código de obras local.

ÁREA FÍSICA POR AMBIENTE (M²) PORTE III

UPA III

ÁREA FÍSICA

METRAGEM

UNITÁRIA

Mínima

QUANTIDADE

METRAGEM

TOTAL

Pronto Atendimento

Área de Recepção e espera p/ público

1,20

60 pessoas

72,00

Sanitários de pacientes

3(Mas, Fe, Inf.)

17,00

Sanitário para portador de necessidades especiais

3,80

1

3,80

Sala de Atendimento Social

9,00

1

9,00

Sala de Classificação de Risco

9,00

2

18,00

Salas de Exames

10,00

6

60,00

Salas de Exames diferenciada - Odontológia

10,00

1

10,00

Depósito de Material de Limpeza (com tanque e armário)

2,20

1

2,20

Atendimento de Urgência

-

Área Externa para Desembarque de Ambulância (Coberta)

21,00

2

42,00

15

Sala de Higienização

8,00

1

8,00

Sala de Urgência (para 04 leitos)

20,00

4

80,00

Área para guarda de macas e cadeira de rodas

4,30

1

6,00

Depósito de Material de Limpeza (com tanque armário)

2,20

1

2,20

     

-

Apoio Diagnóstico e Terapêutico

     

Sala de ECG (Eletrocardiografia)

10,80

1

9,00

Sala de Sutura/Curativos

10,80

1

10,80

Sala de Gesso/ Imobilização de Fraturas

10,00

1

10,00

Sala de Inalação (para 10 pacientes)

1,80

1

18,00

Sala de aplicação medicamentos/reidratação (para 08 pacientes, em poltrona)

5,00

1

40,00

Sala de Exame de Raio X (c/ comando interno)

 

1

23,00

Câmara Escura

4,00

1

4,00

Vestiário de pacientes

2,70

1

2,70

Arquivo de Chapas

2,00

1

2,00

Sala de Coleta de Amostras para Laboratório

7,90

1

7,90

     

-

Observação

     

Posto de Enfermagem e Prescrição Médica

15,00

1

12,00

Sala de Observação (para 18 leitos)

8,50

1

153,00

Banheiro para pacientes

7,20

3(Mas, Fe, Inf.)

21,60

Quarto individual com banheiro

14,00

2

28,00

Banheiro p/ paciente infantil *

   

-

Apoio Técnico/ logístico

   

-

Área de Dispensação de Medicamentos (farmácia satélite)

 

1

4,00

Área para armazenagem e controle (CAF)

 

1

20,00

Centro de Material e Esterilização - Simplificado

     

Sala de lavagem e descontaminação dos materiais

 

1

8,00

Sala de esterilização/ estocagem de materiais

 

1

12,00

Copa de pacientes: Recepção, armazenagem e distribuição

 

1

16,00

Copa de funcionários

 

1

14,00

Almoxarifado**

 

1

12,00

Sala de Armazenagem de Roupa Limpa (rouparia geral)

4,30

1

4,30

Sala de utilidade com pia de despejo e guarda temporária

6,00

2

12,00

Sala de guarda de roupa suja

     

Sala de equipamento de geração de energia elétrica

 

1

23,80

Área para central de gases (externa)

 

1

8,60

Guarda temporária de cadáveres

 

1

14,00

Embarque funerário (área externa coberta para embarques)

 

1

21,00

Quarto de Plantão para funcionários

30,00

2(Masc. Fem.)

60,00

Sala de estar para funcionários

 

1

10,40

Vestiário Central para funcionários

17,30

2(Masc. Fem.)

34,60

Sanitários para funcionários e acompanhantes

 

2(Masc. Fem.)

6,40

Depósito de Materiais de Limpeza/ com armário

2,20

2

4,40

Sala de Armazenamento Temporário de Resíduos

5,40

1

5,40

Abrigo externo de Resíduos***

 

1

 

16

Apoio Administrativo

   

-

Sala de Direção

12,00

1

12,00

Sala de Reuniões (para 10 pessoas).

2,00

1

16,00

Sala Administrativa/controle funcionários/protocolo

   

30,00

Arquivo Médico

 

1

14,00

Posto Policial

4,30

1

4,30

Sub Total

   

1.037,20

25% para circulações e paredes

   

259,30

Garagem de ambulância ****

     

Estacionamento*****

     

TOTAL

   

1.296,50

Considerado como dimensão mínima para a UPA porte III - 1.300,00 m²

Observações:

** Almoxarifado: Área de guarda e distribuição de equipamentos, mobiliário e utensílios. *** A metragem dependerá do PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) da unidade e das normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza urbana. ****Garagem: Vagas para ambulâncias. (O quantitativo dependerá da capacidade da UPA) ***** Estacionamento: Conforme código de obras local.

Bloco de Pronto Atendimento

Poderá ser incluída neste setor, além dos ambientes descritos na tabela (porte I,II

e III), a depender da necessidade regional, ambientes para atendimento de odontologia,

de ortopedia/obstetrícia e de psicologia.

Atendimento de Urgência:

A Sala de Urgência deve ter fácil acesso. Deve ser equipada com os materiais e

equipamentos necessários para o atendimento de urgência clínica e/ou cirúrgica de

adultos e crianças. Os medicamentos utilizados na primeira abordagem do paciente

grave devem estar disponíveis na própria sala.

Apoio Diagnóstico e Procedimento Terapêutico:

A Portaria GM/MS nº 2.048/2004 não prevê profissional radiologista, portanto, a

sala de interpretação e laudos será opcional, caso exista este profissional.

17

Nas unidades onde haja acesso garantido aos exames laboratoriais, dentro de intervalo de tempo tecnicamente aceitável e de acordo com parâmetros construídos pelas equipes locorregionais com laboratórios fora da unidade, as UPA´s podem possuir, apenas, uma Sala de Coleta. Nesta orientação, todas as unidades foram consideradas apenas com Salas de Coleta.

Observação: Salas de Observação serão dimensionadas por Porte, conforme Quadro 1 anterior.

Apoio Técnico e Logístico:

Nesta orientação, considera-se que os serviços de esterilização, lavanderia, farmácia, cozinha e nutrição estão localizados em outro local ou estabelecimento. Assim, nestas unidades haverá apenas ambientes de apoio:

Sala de Utilidades: receberá o material sujo, realizará uma pré-lavagem e

o encaminhará para o Centro de Material e Esterilização.

Salas de guarda de roupa suja: recebe a roupa suja para encaminhamento

a Lavanderia contratada.

Sala de armazenamento de roupa limpa: armazena a roupa limpa

retornada da lavanderia contratada.

Copa: prepara lanches e refeições para os funcionários, além do

recebimento e organização das dietas dos pacientes em observação.

Refeitório: espaço para alimentação dos funcionários com mesa de

refeição dimensionada de acordo com o número de funcionários da UPA. Este ambiente deve ter acesso fácil e restrito aos funcionários e obedecer aos padrões de ventilação e conforto ambiental.

Farmácia Satélite ou dispensação de medicamentos: deve contemplar os

medicamentos usados na primeira abordagem dos pacientes graves, sintomáticos e outros medicamentos necessários à manutenção de tratamento das patologias crônicas mais frequentes, uma vez que alguns pacientes podem permanecer nestas unidades por um período de até 24 horas ou, excepcionalmente, por mais tempo se houver dificuldade para internação hospitalar.

Deve ser elaborado um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de

Saúde - PGRSS obedecendo a critérios técnicos, legislação ambiental, normas de coleta

e transporte dos serviços locais de limpeza urbana e outras orientações contidas na

Resolução da ANVISA, RDC nº 306/2004. O depósito de material de limpeza deve, obrigatoriamente, possuir tanque de lavagem e, sugere-se prever espaço com armário para guarda dos materiais e utensílios de limpeza. Não foi considerada a área de estacionamento geral, pois este dimensionamento

é competência da legislação local, de acordo com a necessidade e o código de obras local.

dos

foram

equipamentos utilizados e normas de concessionária local.

Algumas

áreas

externas

não

dimensionadas,

pois

dependem

4.4 Solicitações básicas para entrega do Projeto Arquitetônico

I. Um jogo de plantas com desenho dentro do padrão NBR-6492 da ABNT, com plantas baixas, cortes e fachadas em escalas não menores que 1/100. Denominações dos ambientes, dimensões (lineares e áreas) dos compartimentos, locação de louças sanitárias e bancadas, locação dos equipamentos de infra-estrutura, indicações de cortes, elevações, ampliações e detalhes, sempre com especificação clara dos respectivos materiais de execução e acabamento por ambiente. Em caso de reforma o projeto deverá conter legenda demolir/construir/existente, além de planta baixa de toda a área existente. Em casos de plantas monocromáticas, a representação com diferenciação de texturas nas áreas a serem demolidas, construídas e mantidas.

II. Recomendamos ao profissional responsável pelo desenvolvimento e autoria do projeto, consultar as “Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde”, que podem ser encontradas no seguinte endereço eletrônico:

III. O endereço completo da unidade e a cópia do registro cartorial do terreno.

IV. Memorial Descritivo com os serviços executados e a executar, sendo necessário relacionar os processos construtivos, especificação dos materiais e equipamentos empregados na execução da obra. A elaboração deste é de responsabilidade do autor do projeto (arquiteto ou engenheiro).

V.

Parecer Técnico da Vigilância Sanitária Municipal ou Estadual de acordo com Resolução RDC/ANVISA nº 189, de 18 de julho de 2003.

4.5 Orientações para Elaboração do Manual de Uso do Edifício

Ao implantar um edifício de saúde voltado ao Atendimento de Urgências e Emergências são necessárias ações que vão além da execução da edificação, em obediência às Normas Técnicas exigidas na legislação.

O Memorial Descritivo, texto no qual o profissional coloca e defende sua proposta enquanto conceito arquitetônico, é um documento onde a apresentação do edifício acontece, mas na maioria das vezes as questões práticas de uso dos ambientes e todo o pensamento de origem do projeto ficam restritos apenas a um número reduzido de idealizadores. Para disseminar este conceito a todos que fazem parte da estrutura de funcionamento da unidade, se faz necessário estreitar a relação entre o Departamento de Recursos Humanos e Equipe de Projeto, pois ao proporcionar este diálogo, certamente, fará presente o correto entendimento de uso do edifício.

Treinamentos adequados a todos os funcionários deverão ser uma prática contínua em cada unidade para a sedimentação deste entendimento. Como resultado deste diálogo cada unidade deverá criar seu próprio caderno com orientações para a utilização do espaço físico que será denominado “Manual de Uso para o Edifício de Saúde”.

5.

CONCLUSÃO

Destacamos a importância de um bom planejamento para traçar a meta que se pretende atingir com o sistema de saúde. Com um diagnóstico da rede locorregional e

análise dos serviços que a compõem, pode-se verificar a necessidade de construção de

novas unidades de pronto atendimento ou adequação de unidades já existentes. Além

disso, é de grande importância conhecer os perfis epidemiológicos e de

morbimortalidade da população para traçar as necessidades específicas de cada unidade.

É fundamental reafirmar que as UPA´s não devem ser utilizadas como

alternativa assistencial à atenção primária nos locais onde a mesma não estiver bem

estruturada. Elas devem se somar à atenção primária a fim de favorecer a regionalização

e interiorização do acesso aos cuidados urgentes.

Esta orientação ao relatar necessidades e atribuições das UPA´s, realizou um

planejamento arquitetônico. Devido a grande diversidade do Brasil, cada estado deverá

organizar sua rede para que estas unidades sejam estruturadas e integradas ao sistema de

saúde.

6.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Anvisa. Normas para projetos físicos de estabelecimentos de saúde. Brasília, ANVISA, 2004

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. Brasília, Portaria GM 1.863, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde. 3º. Edição ampliada. Brasília, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Série Pactos pela Saúde. Volume 3. Brasília, 2006.

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