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Contratos especiais de trabalho

Empregado(a) Doméstico(a)
Considera-se empregado(a) doméstico(a) aquele(a) maior de 18 anos que
presta serviços de natureza contínua (freqüente, constante) e de finalidade
não-lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas. Assim, o
traço diferenciador do emprego doméstico é o caráter não-econômico da
atividade exercida no âmbito residencial do(a) empregador(a). Nesses termos,
integram a categoria os(as) seguintes trabalhadores(as): cozinheiro(a),
governanta, babá, lavadeira, faxineiro(a), vigia, motorista particular,
jardineiro(a), acompanhante de idosos(as), entre outras. O(a) caseiro(a)
também é considerado(a) empregado(a) doméstico(a), quando o sítio ou local
onde exerce a sua atividade não possui finalidade lucrativa.
A Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº
71.885, de 9 de março de 1973, dispõe sobre a profissão do(a) empregado(a)
doméstico(a), conceituando e atribuindo- lhe direitos. A Constituição Federal de
1988, por sua vez, concedeu outros direitos sociais aos(as) empregados(as)
domésticos(as), tais como: salário- mínimo; irredutibilidade salarial; repouso
semanal remunerado; gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos,
1/3 a mais do que o salário normal; licença à gestante, sem prejuízo do
emprego e do salário, com duração de 120 dias; licença-paternidade; aviso-
prévio; aposentadoria e integração à Previdência Social.

Contrato de trabalho para atletas


A doutrina é pacifica no entendimento em que a clausula penal desportiva,
prevista no artigo 28 da lei 9615/98 aplica-se somente ao atleta, que terá
que pagar o valor da clausula penal ao clube na hipótese de querer
rescindir o contrato de trabalho antecipadamente. Tal conclusão está
amparada no próprio § 5º do artigo 28 que prevê: ''§ 5º Quando se tratar
de transferência internacional, a clausula penal não será objeto de
qualquer limitação, desde que esteja expressa no respectivo contrato de
trabalho desportivo. '' Resta claro que tal dispositivo só se aplica ao
atleta que rompe o contrato para transferir-se, e não o clube. Já o artigo
33 da lei 9615/98 estipula: '' art.33. Cabe a entidade nacional de
administração do desporto que registrar o contrato de trabalho
profissional fornecer a condição de jogo para as entidades de prática
desportiva, mediante a prova de notificação do pedido de rescisão
unilateral firmado pelo atleta ou documento do empregador no mesmo
sentido, desde que acompanhado da prova de pagamento da clausula penal
nos
termos do artigo 28 desta lei. '' Neste sentido, assim opina o prof.
Domingos Sávio Zainaghi: '' A clausula penal aplica-se somente ao atleta,
isto é, se a rescisão for de iniciativa do empregador, não terá que pagar
ele o valor da clausula penal. ''
Trabalho da mulher
A Constituição federal traz a base dos direitos da mulher trabalhadora. Pela lei
maior á mulher são concedidos os seguintes direitos sociais: licença a
gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias;
proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos,
nos termos da lei e proibição de diferença de salário.
Á mulher é permitido cumprir trabalho em jornada extraordinária, devendo
receber adicional de 50%. É igualmente permitido á mulher o trabalho em
atividades insalubres e perigosas.
È proibido á mulher o deslocamento de peso, quando utilizada apenas energia
muscular, sendo superior a 20 quilos em se tratando de serviço continuo; e 25
quilos quando tratar se de serviço ocasional (art.390, da CLT).
Tratando se de transação mecânica esta proibição desaparece (parágrafo
único do art.390, da CLT).
Quanto à proteção á maternidade, a constituição federal determina que a
empregada não poderá ser despedida desde a confirmação da gravidez e até
cinco meses apos o parto.
No caso de aborto não criminoso a mulher terá direito a um repouso
remunerado duas semanas.

CONTRATO DE TRABALHO DO BANCÁRIO


A disciplina do trabalho do bancário se nos encontra artes. 224 a 226 da CLT,
aos quais se acrescenta uma série de conquistas de origem coletiva que foram,
historicamente, se agregando ao contrato de emprego.
Jornada de trabalho

A jornada normal do bancário é de seis horas, de segunda a sexta-feira,


totalizando trinta horas semanais. Excetuam-se os ocupantes de cargo de
confiança que recebam gratificação não inferior a um terço do salário do cargo
efetivo. O caixa, independentemente do recebimento de gratificação, está
sujeito à jornada reduzida.

Admite-se a prorrogação excepcional para até oito horas diárias, com o


pagamento das horas suplementares como extraordinárias. A pré-contratação
de horas extras é reputada ilegal, remunerando apenas a jornada normal.

O intervalo é o previsto no art. 71 da CLT, de quinze minutos para os que


trabalharem em jornada de seis horas e entre uma e duas horas para os
demais.

Contrato para digitador

Art. 72. Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração


ou cálculo), a cada período de noventa minutos de trabalho consecutivo
corresponderá um repouso de dez minutos não deduzidos da duração normal
do trabalho.
O intervalo nas atividades contínuas de digitação não é deduzido da jornada de
trabalho, devendo, portanto, ser remunerado (tempo à disposição do
empregador, a teor do art. 4º da CLT). A propósito, a jurisprudência do
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região:
EMENTA: Digitadora - intervalo de 10 minutos a cada 50 trabalhados - Exige a
lei que o empregado para ser classificado como digitador, com direito aos
referidos intervalos, exerça a digitação de forma contínua, ininterrupta e não
como no caso dos autos, em que a recorrente utilizava o micro computador
como instrumento de trabalho, não permanecendo durante toda a jornada na
inserção de dados.
EMENTA: Digitador. Enquadramento. Digitador é profissional especializado,
conhecedor de técnicas específicas. Só pode entender-se como tal aquele que
é contratado exclusivamente para digitação, no contexto de serviços técnicos e
específicos de processamento de dados. Não é digitador, portanto, o
empregado que apenas se utiliza do computador para redigir documentos ou
para elaborar cálculos, ainda que em parcela significativa da jornada, pois o
serviço, nesse caso, não é um fim em si mesmo, mas atividade-meio, uma
etapa de um processo que visa outro resultado.
O não reconhecimento ao intervalo de 10 minutos a cada 90 trabalhados, ao
empregado que lida com digitação e cumpre paralelamente outras funções, não
implica em dissonância com o Enunciado nº 346 do C. TST, que equipara o
digitador ao mecanográfico e determina a aplicação da regra contida no artigo
72 da CLT. Esta norma só é aplicável, portanto, se for efetivamente
comprovada à atividade permanente de digitação, de molde a fazer jus ao
citado intervalo.

EMENTA: I. Digitador. Duração da jornada. A jornada do digitador é a comum


de oito horas diárias e quarenta e quanto semanais. De peculiar há só a
previsão de pequenos descansos de dez minutos a cada 90 de trabalho
consecutivo (art. 72 da CLT), aplicável originariamente aos mecanográficos e
estendi, por analogia das funções, aos digitadores. É certo que a letra c do item
6.4 da NR-17 preconiza que o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados
não deve exceder o limite máximo de 5 horas, podendo o restante de a jornada
ser empregado em outras atividades que não exijam movimentos repetitivos ou
esforço visual. Mas, até pela expressa menção ao restante da jornada, não se
pode inferir que a norma tenha instituído horário especial para os digitadores,
com direito ao pagamento de extras pelas excedentes.

Contrato de Trabalho para jornalista

Art. 302 - Os dispositivos da presente Seção se aplicam aos que nas empresas
jornalísticas prestem serviços como jornalistas, revisores, fotógrafos, ou na
ilustração, com as exceções nela previstas.
§ 1º - Entende-se como jornalista o trabalhador intelectual cuja função se
estende desde a busca de informações até a redação de notícias e artigos e a
organização, orientação e direção desse trabalho.
§ 2º - Consideram-se empresas jornalísticas, para os fins desta Seção, aquelas
que têm a seu cargo a edição de jornais, revistas, boletins e periódicos, ou a
distribuição de noticiário, e, ainda, a radiodifusão em suas seções destinadas à
transmissão de notícias e comentários.
A jornada de trabalho diferenciada para os jornalistas profissionais foi fixada
originalmente pelo Decreto-lei nº 5.452/43 (Consolidação das Leis do Trabalho
- CLT), que cuidou do assunto em seu artigo 303:

"Seção XI
Dos Jornalistas Profissionais
Art. 302...
Art. 303. “A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta
seção não deverá exceder a cinco horas, tanto de dia como à noite.”

, legislação especial voltou ao tema, remarcando a jornada nos mesmos


termos. Assim, o caput do artigo 9º do Decreto-lei nº 972/69, cuja redação foi
repetida pelo artigo 15 do Decreto-lei nº 83.284/79, estabelece que a jornada
normal dos jornalistas seja de cinco horas:

"Art. 15. O salário de jornalista não poderá ser ajustado nos contratos
individuais de trabalho, para a jornada normal de cinco horas, em base inferior
à do salário estipulado, para a respectiva função em acordo ou convenção
coletiva de trabalho, ou sentença normativa da Justiça do Trabalho.

Trabalho do Menor

A constituição federal proíbe o trabalhador do menor de 14 anos de idade.


Vedam também o trabalhador a menores de dezoito anos á noite ou em
atividades perigosas ou insalubres (art.7°inc.XXXIII). A jornada de trabalho de
trabalho do menor poderá ser de oito horas , ficando vedada a hora extra ,
exceto duas horas a mais , sem acréscimo salarial, desde que respeitada a
duração semanal de 44 horas ; e até o Maximo de 12 horas de trabalho num
dia, em excepcional no caso de força maior e que sua presença imprescindível,
com remuneração das horas excedentes com 50% a mais ao da hora normal
(art.413 da CLT).Quando o menor tiver dois empregos as horas de trabalho em
cada um serão totalizadas. O menor que possua Carteira de trabalho pode
celebrar Contrato de Trabalho sem a assistência paterna. Poderá a vigência de
o contrato assinar os recibos de pagamentos; não poderá, todavia, dar quitação
das verbas rescisórias quando da extinção do pacto laboral, havendo á
necessária participação do seu representante legal. Temos, hoje em dia, além
das normas previstas na CLT, o estatuto da criança e do adolescente (Lei
n°8.069/90), que traz um capitulo sobre destes menores (arts. 60 a 69).