ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL (1.1.5)

NOTA: Usar as fontes: a Lei; Jurisprudência; Costume; Doutrinas; Normas e outras necessárias à administração pública.

I - ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO BRASIL

1 . ENTIDADES COMPONENTES
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, são entidades autônomas.

Cabe a União exercer a soberania do Estado Brasileiro perante o contexto internacional; exercer os poderes que garanta: a soberania e defesa nacional; a cidadania; os direitos individuais; a boa relação internacional; o bem-estar sócioeconômico do povo; administrar e legislar, entre outras atividades. Cabe a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios competências como: conservar o patrimônio público; proteger os bens históricos, as paisagens naturais e sítios arqueológicos, o meio ambiente e da poluição; a saúde e assistência pública; e sociedade em geral. Cabe a União, aos Estados, e ao Distrito Federal (art. 24 da CF/88) legislar e normatizar sobre matérias específicas, como: direito tributário, financeiro, econômico, orçamentário, trabalhista etc.

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. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES DA UNIÃO

Os poderes da união, são independentes e harmônicos entre si, composto do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Poder Executivo.

• • •

PODER LEGISLATIVO: exercido pelo Congresso Nacional que por sua vez é composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. PODER JUDICIÁRIO: aplica a Lei, exercido pelos diversos órgãos : ST F, STJ, TRF, TRT e outros. PODER EXECUTIVO: exercido pelo Presidente da República, e tem a colaboração e auxilio dos Ministros de Estado. Compete ao Presidente da República entre as suas atividades remeter ao Congresso Nacional o Plano Plurianual (PPA), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e as Propostas de Orçamento, como também, prestar contas, ao Congresso Nacional referentes ao exercício anterior.

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. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL
• Pelo Congresso Nacional, mediante Controle Externo e controle Interno de cada Poder, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal Pelo Poder Legislativo mediante constituição de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) , e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Pelo Poder Executivo o controle interno é feito pelo Sistema de Controle Interno com apoio dos demais Sistemas de Atividades Auxiliares existentes.

• •

sob um regime de Direito público – portanto consagrador de prerrogativas de supremacia e de restrições especiais – Instituído pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no sistema normativo. A Administração Pública Federal compreende a Administração Direta e a Administração Indireta. .2 Modos ou naturezas de serviços pelo Estado: • os serviços de natureza essencial. com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas. assim por lei considerados. De Celso Antônio Bandeira de Mello: Serviço Público é toda a atividade de oferecimento de utilidade ou de comodidade material fruivel diretamente pelos administrados. Podemos dizer que Serviço Público é aquele que a Administração Pública presta à comunidade porque reconhece a sua essencialidade para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniência do estado. sob regime jurídico total ou parcialmente público.649/98. De Cretella jr. De Di Pietro: Toda atividade material que a Lei atribui ao Estado para que exerça diretamente ou por meio de seus delegados. de modo permanente. e sob as condições impostas unilateralmente pela própria Administração. contínuo e geral. são impedidos de serem transferidos. para satisfação das necessidades públicas mediante procedimento típico do Direito Público. conhecidos por serviços públicos no sentido estrito.1 Conceitos : a) De Hely Lopes Meireles: b) c) d) e) Serviço Público é todo aquele que é prestado pela Administração ou seus delegados sob normas e controles estatais. 5 .: Serviço Público é toda atividade que o Estado exerce. SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL 5. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL Tem passado por transformações e reformas na sua máquina administrativa preservando o Decreto-Lei nº 200/67. 5. a satisfação de necessidades essenciais ou secundárias da sociedade. e as atividades meio e fim na Lei nº 9. prestado pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes. . De Diogo de Figueiredo Moreira Neto: Serviço Público é uma atividade de Administração que tem por fim assegurar.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • 4 Pela Procuradoria Geral da República que também exerce o papel de controlador. direta ou indiretamente.

transportes coletivos etc). podem ser: a) administrativos b) industriais. só podem ser realizados por órgãos ou entidades estatais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • os serviços de natureza secundária são relevantes à sociedade. defesa nacional etc) serviços de utilidade pública: a Administração Pública presta diretamente ou admite ser prestado por terceiros (permissão. sem qualquer delegação a particulares voltada à conveniência social (saneamento básico. 6. segurança pública. gás.Quanto ao número de pessoas destinatárias do serviço público: a) serviços gerais ou “uti universi” e b) serviços individuais ou “uit singuli” ou específicos. permissão ou autorização. têm: a) Sob a ótica da sua necessidade (essencialidade) ao público destinatário. permite serem repassados a terceiros. concessão ou autorização) correndo por conta e risco dos seus executores (telefone. d) considerando-se pelos seus destinatários do serviço: . estações experimentais etc) Serviços Industriais : rentáveis para quem os realiza (órgãos administrativos. permissionários ou autorizados).2.Segundo as doutrinas.3. são remunerados (autarquias. não são essenciais. iluminação pública etc). 7 . são de utilidade pública. chamado de tarifa ou preço público. 6 . via pagamento pelo consumo ou utilidade. há duas formas de modalidades : • serviços públicos • serviços de utilidade pública a) Sob a ótica de seus fins (adequação) ou de sua vinculação à essência do Estado. COMENTÁRIOS SOBRE ESSAS MODALIDADES: a) considerando-se pela sua essencialidade do serviço: • • serviços públicos: prestado pela Administração Pública (privativo do Poder Público) à comunidade de forma direta e não pode ser delegada a particulares (prestação da saúde pública.1. e sociedades de economia mista) ou através de concessão.fundações governamentais. da segurança pública. b) considerando-se pela sua adequação do serviço: Serviços Próprios do Estado : relacionado diretamente com as atribuições do Poder Público. Considerados impróprios pelo Estado (art. energia elétrica. concessionários.173 CF). c) considerando-se pela sua finalidade do serviço: • • • Serviços Administrativos : visam as suas necessidades internas ou preparando outros que serão prestados ao público (imprensa oficial. temos: • serviços próprios do Estado • serviços impróprios do Estado 6.Quanto à própria natureza (finalidade). • Serviços Impróprios do Estado : não afetam diretamente às necessidades da coletividade ou comunidade. ESPÉCIES OU CLASSIFICAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS 6.

e não por taxas ou preço público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • • Serviços Gerais ou “Uti Universi” : visa atender a coletividade como um todo (polícia. calçamento de ruas etc). 10 . e não por taxas ou preço público. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: E MODOS • Da competência da prestação COMPETÊNCIA. o da cortesia – pelo bom tratamento para com a coletividade. seja ela. 6º . 9 . fornecimento de água. indivisível. é obrigatório e mantido por impostos. ao serviço público concedido. estatal. FORMA . art. mantido por impostos. ORIENTAÇÃO OU REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE DO SERVIÇO PÚBLICO Cabe ao Poder Público da Administração Pública a responsabilidade pela regulamentação e o controle. Serviços Individuais ou “Uti Singulli” : prestados para determinado usuário particular e mensurável a cada destinatário (telefonia. o da modicidade . domiciliares (rede de esgoto)). o da generalidade . e em segundo o de produzir renda para aquele que o explora.37º & 6 do CF/88).Código do Consumidor. ou permitido ou autorizado. Permissão e ou Autorização (art. 6º.exige atualização do serviço. autárquica. ou por: Concessão . tem por objetivo principal de servir a coletividade social (a sociedade pública). cujos requisitos estão sustentados em cinco princípios administrativos: • • • • • o da permanência ou de continuidade . NOTA: Sem um destes requisitos em um serviço público ou de utilidade pública. energia elétrica. ou retomar a sua prestação. e. bombeiros. 8 . o da eficiência . paraestatal. Nota: Observar que os serviços públicos ou de utilidade pública de qualquer natureza. Serviços de Execução Indireta : aqueles que os responsáveis por presta-los aos usuários transferem a terceiros a incumbência de realizá-los. mas não delegando. FORMAS : MEIOS E REQUISITOS Modernamente. &1º da Lei nº 8987/95. empresa privada e ou particular.impõe serviço igual para todos. o sistema se reporta ao art. mesmo nos casos de haver delegação de poderes a terceiros.Esta lei prevê a preservação dos direitos próprios de todo e qualquer consumidor com base na Lei nº 8079/90. regularizando o seu funcionamento.impõe continuidade no serviço.exige tarifas razoáveis. e que toda a sociedade seja beneficiada com um serviço de qualidade pelo Estado. e) outras modalidades de serviços públicos: • • • Serviços de Execução Direta : realizados pela própria pessoa (não por terceiros) responsável pela prestação do serviço ao público. é dever da Administração intervir para restabelecer. Serviços Delegados a Particulares : realizados e delegados pelos órgãos da Administração direta ou indireta.

facilitando a sua realização. e os distribui entre vários órgãos da mesma entidade. Administração Pública Municipal – zelar pelos interesses da população local dentro dos imites territoriais do município.tem por finalidade atender aos interesses da população ali residente. 175 da CF/88. não possui patrimônio. No nosso sistema governamental. a entidades da Administração Direta ou Indireta (quando determinadas às Autarquias). acompanhamento pelos usuários. ou seja. promovem a organização administrativa nesses três níveis governamentais. Administração Pública Estadual – promove todas as iniciativas para satisfazer os interesses da população de seu limite territorial geográfico como estado – membro. através da Administração Direta ou Indireta. tem por finalidade o dever de administrar os interesses. onde a União. conclusão. permite a prestação direta ser feita pelo Poder Público. os Estados Membros e os Municípios. e de ser responsável pelo recebimento de representações diplomáticas ao Brasil quando em visita. democrático. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA BRASILEIRA . sob governo Republicano Presidencialista.ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA No Brasil. c) Serviços Descontinuados: aqueles que a Administração executa de forma centralizada. em regime de concessão ou permissão. cabendo a União. estão inseridos na estrutura de uma pessoa jurídica. 11 . 37 da CF/88. • a) Serviços Centralizados : aqueles que o Poder Público presta por meios de seus órgãos. em seu nome e de sua responsabilidade (pelos próprios órgãos do Poder Público). São centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais. o Distrito Federal e aos Municípios a prestação de serviços públicos. o Estado tem uma de forma de governo federativo. Permissão e Autorização) – Transitório Das formas de prestação Dos modos ou meios A prestação ou execução do serviço público ou serviço de utilidade pública. Administração Pública do Distrito Federal – representada pelo Distrito Federal. NOTA: Art.Estabelece o art. 175 da CF/88. expressas no art. na .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os serviços públicos são de competência privativa do Estado. são autônomos. b) Serviços Descentralizados: aqueles que o Poder Público transfere ou repassa sua titularidade ou sua execução por outorga ou por delegação. pode ser de forma DIRETA ou INDIRETA. que cabe ao Poder Público. através de seus agentes. Nota: OUTORGA: DELEGAÇÃO: • titularidade e execução – Definitivo execução (Concessão. os Estados. a) ADMINISTRAÇÃO DIRETA Constitui-se dos órgãos integrantes da estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. há quatro espécies de Administração Pública: • • • • Administração Pública Federal – representada pela União. e a prestação indireta ser executada pelas delegatárias.

como: as Autarquias. e. b) Sistemas do Poder Público: sistemas de suporte às atividades fins do Poder Executivo Federal: Sistema de Controle Interno . processual.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA esfera federal estão submetidos à supervisão ministerial (ao Ministro de Estado).SICON • • .SISG • Sistema de Pessoal Civil . para a consecução de uma mesma finalidade.SIPEC • Sistema de Organização e Modernização Administrativa . 12 . sujeitos ao controle pelo Estado. que integram a Administração por relação de vinculação e cooperação. Fundações Públicas. b) ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Constituída de entidades com personalidade jurídica e compreende as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Suas características: personalidade jurídica.SOMAD Sistema de Contabilidade Federal . criação autorizada por Lei. DA ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL a) SISTEMA : A Administração Pública Federal (APF) tem vários sistemas de suporte para o andamento e funcionamento das atividades fins dos órgãos e entidades. e Sociedade de Economia Mista. tem auto-gestão financeira etc. para defesa de suas prerrogativas funcionais. capacidade de auto-administração ou autonomia própria. patrimônio próprio.SPO • Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do setor Público – SISP • Sistema de Serviços Gerais . e. alguns têm capacidade jurídica.SCI Sistema de Planejamento e Orçamento . não tem liberdade para modificação ou fixação de seus próprios fins.

da Constituição. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. CF/88. sob a forma de sociedade anônima.empresa pública . e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção. § 1º As entidades compreendidas na administração indireta vinculam-se ao ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade.a administração direta. os princípios expressos que regem a Administração Pública são os dispostos no artigo 37.A administração federal compreende: I . a) subordinação aos mecanismos e normas de fiscalização. podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. com patrimônio próprio e capital exclusivo da União. b) inclusão de seus cargos. 3º . Estabelece Diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras Providências. somente de forma subsidiária.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O decreto 200/67 é ato normativo infraconstitucional e anterior à CF/88. § 2º As fundações instituídas em virtude de lei federal ou de cujos recursos participe a União integram também a Administração Federal indireta. Art. de 10 de dezembro de 1970. sem fins lucrativos. Assim. 4º . para executar atividades típicas da administração pública. a maioria acionária caberá apenas à União.299/86. com autonomia administrativa. com o auxílio dos órgãos que compõem a administração federal. para seu melhor funcionamento.a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. aplicar os princípios do decreto-lei.No caso do inciso III. as atribuições e o funcionamento dos órgãos da administração federal. que requeiram. d) fundações públicas.O Poder Executivo enquadrará as entidades da administração indireta existentes nas categorias constantes deste artigo. II . que compreende as seguintes categorias de entidades. incisos II e IV. à União ou a entidade da administração indireta.O Presidente da República e os Ministros de Estado exercem as atribuições de sua competência constitucional.autarquia .O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República auxiliado pelos Ministros de Estado. 2º .a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. inclusive. Nota: Acrescido pelo Decreto-Lei nº 2. "caput". o Poder Executivo regulará a estruturação.fundação pública . Acima do decreto há que se considerar esses princípios constitucionais e. que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos ministérios. b) empresas públicas. DECRETO-LEI Nº 200. TÍTULO I . funções e respectivos titulares no Plano de Classificação de Cargos instituído pela Lei nº 5. IV . considera-se: I . c) sociedades de economia mista. CF. DE 25 DE FEFEREIRO DE 1967 Dispõe sobre a Organização da Administração Federal. para os efeitos de de: Acrescido pelo Decreto-Lei nº 2. de forma que somente foi recepcionado pela Carta de 1988 naquilo que com ela se revele compatível.645. quando a atividade for submetida a regime de monopólio estatal.a administração indireta. Impessoalidade. § 3º Excetuam-se do disposto na alínea b do parágrafo anterior as fundações universitárias e as destinadas à pesquisa. criado por lei. podendo haver outros veiculados por lei infraconstitucional. cujas ações com direito a voto pertençam. criada por lei para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa. em caráter permanente. Art. Delegação de competência e Controle) que devem ser interpretados em conformidade com os princípios da Legalidade. controle e gestão financeira. Descentralização. Coordenação.Para os fins desta lei. que são. "caput".sociedade de economia mista . § 1º . Art.a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. legal e regulamentar. 5º . dotadas de personalidade jurídica própria: a) autarquias. criada por lei para a exploração de atividade econômica. III .299/86. muito menos genéricos do que os do artigo 37. como os constantes no decreto 200/67 (Planejamento. gestão administrativa e financeira descentralizada. com personalidade jurídica. criada em virtude de autorização legislativa. ao ensino e às atividades culturais.o serviço autônomo. Publicidade e Eficiência. II . empregos. 46. patrimônio e receita próprios. em sua maioria. 1º . . Art. § 2º . Moralidade.Da Administração Federal Art.Respeitada a competência constitucional do Poder Legislativo estabelecida no art.

36). CAPÍTULO I .Ressalvados os casos de manifesta impraticabilidade ou inconveniência. e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa. mediante contratos ou concessões.A administração casuística.Da Delegação de Competência .As entidades de que trata o inciso IV deste artigo adquirem personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.Da Descentralização Art. assim entendida a decisão de casos individuais. a administração procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas. § 1º . atribuição de incumbência coordenadora a um dos Ministros de Estado (art. § 5º . a coordenação será assegurada através de reuniões do Ministério.No nível superior da administração federal. coordenação. programas e princípios. mediante contrato. § 1º . Idêntico procedimento será adotado nos demais níveis da administração federal. distinguindo-se claramente o nível de direção do de execução.Os órgãos que operam na mesma área geográfica serão submetidos à coordenação com o objetivo de assegurar a programação e execução integrada dos serviços federais. desde que exista. Parágrafo único. mediante a atuação das chefias individuais. especialmente. inclusive no que respeita aos aspectos administrativos pertinentes.Da Coordenação Art. iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução. serão objeto de permanente coordenação. b) programas gerais. III .Do Planejamento Art. aos órgãos estaduais ou municipais incumbidos de serviços correspondentes. e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos básicos: a) plano geral de governo. 8º . 6º . 31). de duração plurianual.A descentralização será posta em prática em três planos principais: a) dentro dos quadros da administração federal. CAPÍTULO II . para evitar dispersão de esforços e de investimentos na mesma área geográfica. § 2º . supervisão e controle. IV . II . no todo ou em parte. funcionamento das secretarias-gerais (art.Em cada órgão da administração federal. c) orçamento-programa anual.coordenação. para que possam concentrar-se nas atividades de planejamento. a execução de programas federais de caráter nitidamente local deverá ser delegada. V .Os órgãos federais responsáveis pelos programas conservarão a autoridade normativa e exercerão controle e fiscalização indispensáveis sobre a execução local. norteando-se segundo planos e programas elaborados na forma do Título III.Dos Princípios Fundamentais Art. CAPÍTULO III . 9º . na área. parágrafo 1º) e coordenação central dos sistemas de atividades auxiliares (art. os assuntos deverão ter sido previamente coordenados com todos os setores neles interessados.A execução das atividades da administração federal deverá ser amplamente descentralizada. Quando ficar demonstrada a inviabilidade de celebração de convênio (alínea "b" do parágrafo 1º do art.Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento. reuniões de Ministros de Estado responsáveis por áreas afins.As atividades da administração federal e. antes da submissão dos assuntos à decisão da autoridade competente. 10 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA § 3º .Compete à estrutura central de direção o estabelecimento das normas. c) da administração federal para a órbita privada. CAPÍTULO IV . mediante convênio. os órgãos federais buscarão com eles coordenar-se. § 4º . § 3º . critérios. setoriais e regionais. supervisão.controle. § 2º . 7º . que estão em contacto com os fatos e com o público. § 6º . a realização sistemática de reuniões com a participação das chefias subordinadas e a instituição e funcionamento de comissões de coordenação em cada nível administrativo. recorrendo. d) programação financeira de desembolso. § 8º .Quando submetidos ao Presidente da República. 10) com os órgãos estaduais e municipais que exerçam atividades idênticas. em qualquer caso. ao nível de execução. sempre que possível. aos ditames do interesse público e às conveniências da segurança nacional.planejamento. em princípio. através de consultas e entendimentos. especialmente aos serviços de natureza local.A coordenação será exercida em todos os níveis da administração.descentralização. de modo a sempre compreenderem soluções integradas e que se harmonizem com a política geral e setorial do Governo.delegação de competência. coordenação e controle. § 3º . 23. § 7º . não se lhes aplicando as demais disposições do Código Civil concernentes às fundações.A aplicação desse critério está condicionada. a execução dos planos e programas de governo. compete. Art. TÍTULO II . b) da administração federal para a das unidades federadas. quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio. condicionando-se a liberação dos recursos ao fiel cumprimento dos programas e convênios. que os serviços responsáveis pela execução são obrigados a respeitar na solução dos casos individuais e no desempenho de suas atribuições. os serviços que compõem a estrutura central de direção devem permanecer liberados das rotinas de execução e das tarefas de mera formalização de atos administrativos.A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional. à execução indireta.As atividades da administração federal obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: I .

Haverá. Art. Art. perante o Presidente da República. Art. Parágrafo único. em coerência com a destinação constitucional precípua das Forças Armadas. O ato de delegação indicará com precisão a autoridade delegante. compreendendo particularmente: a) o controle. observar-se-á a finalidade precípua que deve regê-la. Art. os sistemas de administração financeira. Art. por força de suas atribuições em nome e sob a direção do ministro. como objetivo colocar a administração dentro dos princípios gerais estabelecidos nesta lei. coordenação e controle financeiro. 12 . contabilidade e auditoria. Parágrafo único. está sujeito à supervisão do Ministro de Estado competente. da observância das normas gerais que regulam o exercício das atividades auxiliares. em geral.Em cada ano será elaborado um orçamento-programa. § 2º . c) o controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos bens da União pelos órgãos próprios do sistema de contabilidade e auditoria. coordenação. 17 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. a supervisão ministerial terá. II . 18 .O trabalho administrativo será racionalizado mediante simplificação de processos e supressão de controles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco. direta ou indireta. o qual poderá exercer funções delegadas pelo Ministro de Estado. situando-as na proximidade dos fatos. Art. Na elaboração do orçamento-programa serão considerados. conforme se dispuser em regulamento. . setoriais e regionais. pela supervisão dos órgãos da administração federal enquadrados em sua área de competência.Para ajustar o ritmo de execução do orçamento-programa ao fluxo provável de recursos o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral e o Ministério da Fazenda elaborarão. TÍTULO III . superintendendo o exercício dessas funções no âmbito do ministério e cooperando com a secretaria-geral.1 (uma) inspetoria-geral de finanças. Chefe da Secretaria de Planejamento. os recursos extra-orçamentários vinculados à execução do programa do Governo. sob a responsabilidade dos respectivos ministros que são os seus comandantes superiores. Art. na forma de Título III.Com relação à administração militar.A secretaria-geral atua como órgão setorial de planejamento e orçamento. também. inspeção e controle financeiro.O Ministro de Estado exercerá a supervisão de que trata este título com apoio nos órgãos centrais. Parágrafo único.Toda atividade deverá ajustar-se à programação governamental e ao orçamento-programa e os compromissos financeiros só poderão ser assumidos em consonância com a programação financeira de desembolso. 23 .O Ministro de Estado é responsável. § 3º .Além das funções previstas neste título.A delegação de competência será utilizada como instrumento de descentralização administrativa. a programação financeira de desembolso. TÍTULO IV . desdobrando-se em: I . que estão submetidos à supervisão direta do Presidente da República. coordenação e controle das atividades dos órgãos subordinados ou vinculados ao ministério. revisão e consolidação dos programas setoriais e regionais e na elaboração da programação geral do Governo. orientação. 13 . 22 têm a incumbência de assessorar diretamente o Ministro de Estado e. e ao Ministro de Estado.A ação administrativa do Poder Executivo obedecerá a programas gerais. e a Inspetoria-Geral de Finanças. § 1º . 11 . No caso dos ministros militares.O controle das atividades da administração federal deverá exercer-se em todos os níveis e em todos os órgãos. elaborados através dos órgãos de planejamento. que constitui a atividade-fim dos respectivos ministérios. pela chefia competente. às autoridades da administração federal delegar competência para a prática de atos administrativos. os seguintes órgãos centrais: I . b) o controle.Do Planejamento.A aprovação dos planos e programas gerais. orçamento. CAPÍTULO V . no acompanhamento da execução do programa e do orçamento. de modo a assegurar a liberação automática e oportuna dos recursos necessários à execução dos programas anuais de trabalho. que pormenorizará a etapa do programa plurianual a ser realizada no exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa anual. do Ministério da Fazenda. Parágrafo único. sob a orientação e a coordenação superiores do Presidente da República. 20 . § 2º . 21 . § 3º . pessoas ou problemas a atender. § 1º .Do Controle Art. tendo em vista a destinação constitucional das Forças Armadas. integra. auxiliar diretamente o Presidente da República na coordenação.Todo e qualquer órgão da administração federal.órgãos centrais de direção superior. nos termos desta lei. as de órgão central do sistema de administração financeira.Cabe a cada Ministro de Estado orientar e dirigir a elaboração do programa setorial e regional correspondente a seu ministério. a Secretaria-Geral do Ministério do Planejamento e Coordenação Geral exercerá as atribuições de órgão central dos sistemas de planejamento e orçamento. 15 . contabilidade e auditoria.É facultado ao Presidente da República. do Orçamento-Programa e da Programação Financeira Art. aos Ministros de Estado e.1 (uma) secretaria-geral. como órgão setorial. setoriais e regionais é da competência do Presidente da República.A inspetoria-geral de finanças. 19 . 22 . realizar estudos para formulação de diretrizes e desempenhar funções de planejamento.Os órgãos a que se refere o item I do art. e será dirigida por 1 (um) secretário-geral. com o objetivo de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões. 32. em conjunto. excetuados unicamente os órgãos mencionados no art. pelos órgãos próprios de cada sistema. além dos recursos consignados no orçamento da União. a autoridade delegada e as atribuições objeto de delegação. na estrutura de cada ministério civil.órgãos centrais de planejamento. de duração plurianual. 14 . A supervisão ministerial exercer-se-á através da orientação. Art. II .Da Supervisão Ministerial Art. que será dirigida por um inspetor-geral. da execução dos programas e da observância das normas que governam a atividade específica do órgão controlado. 16 . Art.

24 .evidenciar os resultados positivos ou negativos de seus trabalhos. VII . encarregando-se do preparo e despacho do expediente pessoal do ministro. diretamente ou através dos representantes ministeriais nas assembléias e órgãos de administração ou controle.No que se refere à administração indireta. relatórios e balanços. e) aprovação de contas. A supervisão exercer-se-á mediante adoção das seguintes medidas.a harmonia com a política e a programação do Governo no setor de atuação da entidade. a supervisão ministerial visará a assegurar.gabinete. se for o caso. § 2º . sujeitos à orientação normativa.divisão de segurança e informações. valores e bens públicos. 25 .transmitir ao Tribunal de Contas.Os serviços incumbidos do exercício das atividades de que trata este artigo consideram-se integrados no sistema respectivo e ficam. ajustar-se ao plano geral do Governo. Art.a eficiência administrativa. c) recebimento sistemático de relatórios. por intermédio do Ministro de Estado. informes relativos à administração financeira e patrimonial dos órgãos do ministério. Art. V .proteger a administração dos órgãos supervisionados contra interferências e pressões ilegítimas. e incumbe-se das relações públicas. II . na área de competência do Ministro de Estado: I . além de outras atividades auxiliares comuns a todos os órgãos da administração que. indicando suas causas e justificando as medidas postas em prática ou cuja adoção se impuser.a autonomia administrativa. § 4º . sob a supervisão ministerial.fornecer ao órgão próprio do Ministério da Fazenda os elementos necessários à prestação de contas do exercício financeiro. § 2º .fortalecer o sistema do mérito.prestar a qualquer momento. III . balanços e informações que permitam ao ministro acompanhar as atividades da entidade e a execução do orçamento-programa e da programação financeira aprovados pelo Governo. .prestar contas da sua gestão.fazer observar os princípios fundamentais enunciados no Título II. § 1º .A divisão de segurança e informações colabora com a Secretaria-Geral do Conselho de Segurança Nacional e com o Serviço Nacional de Informações. Art. b) designação. o Poder Executivo outorgará aos órgãos da administração federal a autoridade executiva necessária ao eficiente desempenho de sua responsabilidade legal ou regulamentar. além de outras estabelecidas em regulamento: a) indicação ou nomeação pelo ministro ou.A entidade da administração indireta deverá estar habilitada a: I . II . III .promover a execução dos programas do Governo. essencialmente: I . § 1º . no caso de autarquia.Os órgãos centrais de direção superior (art. IV . Art. em níveis compatíveis com os critérios de operação econômica. pela forma e nos prazos estipulados em cada caso.O chefe do órgão central do sistema é responsável pelo fiel cumprimento das leis e regulamentos pertinentes e pelo funcionamento eficiente e coordenado do sistema. 22. divulgação e relações públicas. II . d) aprovação anual da proposta de orçamento-programa e da programação financeira da entidade. VI .Dos Sistemas de Atividades Auxiliares Art. XI . organizados em base departamental. estatística.Em cada ministério civil. IX . dos representantes do Governo Federal nas assembléias gerais e órgãos de administração ou controle da entidade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. f) fixação. Parágrafo único. necessitem de coordenação central.Assegurada a supervisão ministerial. sem prejuízo da fiscalização deste. administração financeira.coordenar as atividades dos órgãos supervisionados e harmonizar sua atuação com a dos demais ministérios. i) intervenção. além dos órgãos centrais de que trata o art. e serviços gerais. 29 . eleição dos dirigentes da entidade. o serviço de consulta jurídica continua afeto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e aos seus órgãos integrantes. h) realização de auditoria e avaliação periódica de rendimento e produtividade. II . boletins. nomeado em comissão.O gabinete assiste o Ministro de Estado em sua representação política e social.Serão organizadas sob a forma de sistema as atividades de pessoal. no interesse do serviço público. preferentemente. g) fixação de critérios para gastos de publicidade. conforme sua natureza jurídica. das despesas de pessoal e de administração. 28 . III . pelo critério de confiança e livre escolha. contabilidade e auditoria. o Ministro de Estado disporá da assistência direta e imediata de: I . X . item II) executam funções de administração das atividades específicas e auxiliares do ministério e serão. exceto no Ministério da Fazenda. pelo ministro. conseqüentemente. observados os princípios estabelecidos nesta lei. VIII .avaliar o comportamento administrativo dos órgãos supervisionados e diligenciar no sentido de que estejam confiados a dirigentes capacitados. cabendo a função de Consultor Jurídico do Ministro de Estado ao ProcuradorGeral. por motivo de interesse público. operacional e financeira da entidade. Art.acompanhar os custos globais dos programas setoriais do Governo a fim de alcançar uma prestação econômica de serviços. cabendo a essas entidades.No Ministério da Fazenda. Parágrafo único.A supervisão ministerial tem por principal objetivo. IV . a critério do Poder Executivo. sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados. III . 22.consultor jurídico. Assegurar-se-ão às empresas públicas e às sociedades de economia mista condições de funcionamento idênticas às do setor privado. 26 .O consultor jurídico incumbe-se do assessoramento jurídico do Ministro de Estado. 27 . à supervisão técnica e à fiscalização específica do órgão central do sistema. balancetes.assegurar a observância da legislação federal. § 3º . entre bacharéis em direito. orçamento. 30 . as informações solicitadas pelo Congresso Nacional.fiscalizar a aplicação e utilização de dinheiros. TÍTULO V .a realização dos objetivos fixados nos atos de constituição da entidade.

de 29/09/1969). A importância do Decreto Lei 200/67.Alto Comando das Fôrças Armadas. coordenação e controle. Parágrafo único. Ao Gabinete Civil incumbe: I .Assistir. foi desenvolvida por etapas conforme os novos princípios e diretrizes estabelecidos. direta e imediatamente. como órgãos de assessoramento imediato do Presidente da República: I .Zelar pela segurança do Presidente da República e dos Palácios Presidenciais. O Decreto-Lei 200 de 25. VI . O Chefe do Gabinete Militar exerce as funções de Secretário-Geral do Conselho de Segurança Nacional. atividades-meios de atividades-fins.É dever dos responsáveis pelos diversos órgãos competentes dos sistemas atuar de modo a imprimir o máximo rendimento e a reduzir os custos operacionais da administração. fossem distinguidas com clareza dos atos de execução. Ao Gabinete Militar incumbe: I . em decorrência da burocracia inútil e custosa. Também dela fazem parte. distinguindo atividades de direção das de execução. 32. Art. V . serviços que centralizam atividades de direção. A estruturação ou reestruturação administrativa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA § 3º .pela demora na tramitação dos processos e atraso nas decisões governamentais.Da Presidência da República Art. .Acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional e coordenar a colaboração dos Ministérios e demais órgãos da administração. . Art.Consultoria Geral da República. .por serviços ineficientes e morosos. . III .Promover a divulgação de atos e atividades governamentais. nos assuntos referentes à administração civil. em especial. (Revogado pelo Decreto-Lei nº 900. III . O Decreto não propõe uma estrutura administrativa mas fixa diretrizes e princípios com objetivo de proporcionar funcionalidade e dinamismo à Administração Federal. 30 e a subordinação dos respectivos órgãos centrais serão estabelecidas em decreto.02. Dessa forma a direção concentra suas ações no planejamento. 31 . no que respeita aos projetos de lei submetidos à sanção presidencial. revisar o funcionamento dos órgãos. Na área federal e por conseqüência nas outras esferas da administração pública. II . TÍTULO VI .Assistir.por falta de racionalização dos trabalhos. a estrutura organizacional se caracterizava: . o Presidente da República no desempenho de suas atribuições e.por excessiva concentração de atribuições nos órgãos de cúpula. nos assuntos referentes à Segurança Nacional e à Administração Militar. cujas atribuições e composição serão definidas em decreto. devem estar liberados das rotinas de execução e de tarefas formalizadoras de atos meramente administrativas. direta e imediatamente.Serviço Nacional de Informações. Art. . IV . A Presidência da República é constituída essencialmente pelo Gabinete Civil e pelo Gabinete Militar.Departamento Administrativo do Pessoal Civil. Implica em definir competências. estabelece outras providências necessárias à implantação da reforma. 34.Estado-Maior das Fôrças Armadas.descontração administrativa.Conselho de Segurança Nacional. II .67 é um ato do Governo Militar no período de exceção.pela subordinação das atividades-fins às atividades-meios.A estruturação dos sistemas de que trata o art. 33. Essa reorganização foi procedida por decreto. o Presidente da República no desempenho de suas atribuições e. Parágrafo único. Foi sábia a providência adotada por aquele Governo.Junto ao órgão central de cada sistema poderá funcionar uma comissão de coordenação. Este foi o diagnóstico obtido pelos estudiosos da administração chamados a resolver o problema e estabeleceram como meta: . Assim foram adotadas diretrizes determinando que as funções de direção. supervisão. em especial. II . § 4º . Nesse quadro era difícil estabelecer limites de responsabilidade dos agentes. Estados e Municípios.

Medida Provisória 813. todos são unânimes quanto à sua contribuição para o aperfeiçoamento e simplificação da Administração Pública.11. Embora sofra críticas. institui o Programa Federal de Desregulamentação. e a sua aplicação logo se estendeu aos Estados e Municípios. de 01. cujo objetivo é fortalecer a iniciativa privada. de 19. dos quais citamos aqueles que surgiram após a Constituição Federal de 1988. reduzir a interferência do Estado na vida e atividades dos indivíduos. estabelece o Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP. contribuir para a eficiência e menor custo dos serviços prestados pela Administração Pública.03. estabelece normas sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios. Seguiram-se outros instrumentos legais que vêm proporcionando atualização do Dec-Lei 200/67. estabelece modificações na estrutura da Administração Federal .90. sistemática e norma jurídica incorreta.92. relativamente à conceituação. Lei 8490. seja pela modernidade dos princípios e diretrizes adotados.01. Decreto 99179. estabelece o Sistema de Organização e Modernização Administrativa SOMAD Decreto 1046. de janeiro de 1994. de 15. Este Decreto representou passo decisivo no aperfeiçoamento da Administração Pública. principalmente dos autores de Direito Administrativo. de janeiro de 1994. proporcionar que os contribuintes sejam melhor atendidos.95. e é denominado “Estatuto da Reforma Administrativa”. pelas técnicas administrativas adotadas de acordo com a doutrina contemporânea. .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Foi com o evento do Dec-Lei 200/67 que surgiu a classificação da Administração Pública Direta e Indireta. Decreto 1039.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .