Tema: Intolerância em Xeque Título: Quando crianças, exploramos o mundo ao redor com perspicácia e avidez.

Mas, não raro, novidades causam espanto. Podemos reagir à elas com raiva, medo, agitação... nossas reações são mais conscientes e seletivas conforme a idade avança - e o que parecia uma simples opinião, pode tornar-se motivo de um caos social. O preconceito é uma questão de conveniência: É conveniente não comer uma fruta de que não gostamos, assim como nos afastar do que não nos agrada. Homoafetividade, etnia, cultura... adaptar-se a essas e as mais variadas diversidades é uma maneira de nos generalizar. Isso fere a individualidade do ser humano que preza ser único. Gostar e não gostar de algo nos identifica de alguma forma, mesmo sendo uma afirmação íntima, que nos conforta diante das mudanças constantes da vida (família, trabalho, sociedade e outras mais). Tolerar, porém, é sinônimo de maturidade: aceitar o novo é como encontrar mais uma peça do infinito quebra-cabeça da consciência humana. Temer o desconhecido é natural - não enfrentá-lo, todavia, é limitar-se. O indivíduo que não reflete, apenas reage, não compreende que as diferenças movem o mundo: nas relações econômicas, diplomáticas e interpessoais, nos avanços tecnológicos e filosóficos... tudo depende da troca de informações. A responsabilidade de interpretar proveitosamente as novidades é característico de maturidade adquirida. A criança reage sem refletir, mas o adulto pode se esforçar por transitar à uma esfera de novas idéias: o respeito mútuo.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful