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TEORIA DO CRIME

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TEORIA DO CRIME - há dois conceitos: 1.

Conceito Material - é toda ação ou omissão humana, consciente e voluntária, pta a colocar em perigo valores fundamentais para a preservação da coletividade, seus valores fundamentais e a coexistência pacífica entre seus membros. 2. Conceito Formal - facilita o estudo do crime e propicia correta aplicação da lei penal. É todo fato típ ico e ilícito.

09.03.99
- CRIME = FATO TÍPICO + ILÍCITO - Fato típico - composto por 4 elementos: 1. CONDUTA yTeoria Naturalista ou Causal - no tipo penal encontra -se apenas o que é objetivo, sendo a culpabilidade aspecto subjetivo. Haverá fato típico s empre que a conduta humana altere algo na natureza, independente de sua intenção. Constata -se a relação de causalidade entre o fato e o delito, sem analisar a intenção do agente. yTeoria Finalista - é impossível tipificar uma conduta, sem indagar a intenç ão do agente ao praticá-la. A vontade é a força que propulsiona a conduta, de forma que sem vontade, não podemos falar em conduta. Esta vontade não é cega, sendo sempre dirigida a determinado fim (a vontade é o motor, e a finalidade a direção para onde irá o ato). Pode ser por dolo, produção de um resultado querido e visado. Pode ser também por culpa, vontade e finalidade impulsionam a conduta, porém ela tem um resultado adverso do desejado (na culpa, a vontade também se encontra na base). Dolo e culpa inte gram o fato típico, tendo a vontade finalística na sua base. A Teoria Finalista da Ação, preconizada por Hans Welzel, pressupõe que o dolo e a culpa integram a conduta, e consequentemente, o fato típico. A vontade dirigida a uma finalidade, encontra -se na base de toda e qualquer conduta, não sendo correto afirmar que o fato típico é uma simples causação de resultado. Há sempre dolo ou culpa em um delito (art. 18 do CP). Conduta é toda ação ou omissão humana, consciente e voluntária, voltada a uma finalidade. Caso falte algum destes requisitos, não há crime. Vamos dissecar esta definição: ação ou omissão - enquanto a conduta estiver apenas na mente, não há nada (não existe nada). O pensamento não interessa à lei. O que passa a produzir efeitos no mundo jurídico é a exteriorização da vontade, por meio de uma ação ou omissão. Ação é o comportamento positivo (é o fazer). Omissão é a ausência de qualquer comportamento, aquilo que deveria se fazer (é o não fazer). humana - sempre derivada de seres humanos. vontade - sem vontade não há conduta. Não caracteriza a vontade a coação moral irresistível, que é ameaça grave, onde o agente não pode oferecer resistência (ela não elimina o delito). O único caso que exclui o fato típico é a coação física. Caso fortuito e força maior - exclui a vontade, logo a conduta é o fato típico. - Diferença entre ato e ação ação - é o ato ou a seqüência de atos comandados pela vontade humana, visando a produção de um resultado típico. ato - é um componente da ação. Pode ser um ou vários. Ação unissubsistente - composta por um único ato. Ação plurissubsistente - composta por vários atos.

Para sabermos a quantidade de ações, devemos prestar atenção na vontade do agente. Progressão criminosa - várias ações que levam ao resultado. Crimes omissivos - abstenção de movimento. É o não fazer. Há 2 espécies: a. crimes omissivos puros ou próprios - são aqueles em que o sujeito não tem o dever jurídico de impedir o resultado, portanto nada lhe impõe o dever de agir para evitar o resultado. Responderá por sua mera omissão , e não pelo crime que deixou de evitar. Sobre o assunto há duas correntes, embora já pacificadas pelo Código Penal, vamos estudá-las: Teoria Naturalista ou naturalística - a omissão não pode ser definida como não fazer. Pode ser definida como um fazer, logo quem se omite faz alguma coisa, passando a ter influência no processo causal, e quem se omite dá causa ao resultado. Há nexo de causalidade entre a omissão e o resultado. Dependo do dolo ou culpa do omitente. Teoria Normativa da omissão - é a adotada pelo CP - é um nada, e o nada não causa coisa alguma. b. O omitente não responde pelo resultado, pois não deu causa à morte. Responderá sim, pela omissão de socorro prevista no CP. c. Embora não ter dado causa ao resultado, a lei determina que em algumas situações responda pelo resultado: são os casos em que a norma lhe impõe o dever jurídico de agir. Devemos consultar a norma para sabermos quando há este dever jurídico. Estes crimes são os chamados omissivos impróprios (impuros, espúrios, promíscuos ou comissivos por omissão). São estas a hipóteses de dever jurídico de agir: ydever legal - quando a lei impuser a obrigação de cuidado, proteção, vigilância. Ex.: bombeiro, pai etc. ydever de garantidor - a pessoa não tem obrigação legal (por lei), mas por qualquer outra forma assume tal dever. Ex.: babá. ydever por ingerência da norma - a pessoa não tem assumido o dever de agir por qualquer meio (nem legal, nem por outra forma), mas por seu comportamento anterior, que cria situação de perigo, coloca -se dentro da situação de dever de socorrer a vítima. Ex.: jogar pessoa que não saiba nadar dentro de uma piscina. Conceitos finais da conduta ysujeito ativo - é aquele que realiza a ação típica. ysujeito passivo - é a pessoa física ou jurídica que suporta a ação delituosa, ou seja, o sujeito passivo direto. Temos ainda a figura do sujeito passivo indireto, que será sempre o Estado. yobjeto jurídico - é o bem jurídico tutelado pela lei pe nal. É o que a lei protege. yobjeto material - é a pessoa ou coisa sob a qual recai a conduta (é o objeto direto da oração - regra). yprejudicados - são os terceiros que suportam as conseqüências do crime. Ex.: familiares. ycrime vago - é aquele em que o sujeito passivo é indeterminado. Responsabilidade penal da PJ - grande parte da doutrina se opõe à responsabilidade da PJ.

é um liame. é porque é a sua causa. 3. Ex.são aqueles que só se consumam com a produção do resultado naturalístico.contra a ordem econômica e financeira. em 3 espécies: 1. Concausa .é qualquer acontecimento.para a maioria da doutrina não há. onde causa é toda e qualquer circunstância que de algum modo contribua para a eclosão do resultado. no entanto é irrelevante para seu aperfeiçoamento.a intenção é intimidar a vítima.é a modificação no mundo concreto provocada pela conduta. 225. parágrafo 3º da CF prevê a responsabilidade penal da PJ em crimes . parágrafo 3º da CF prevê responsabilidade penal da PJ com relação aos crimes ambientais.podemos faze-lo de acordo com o resultado naturalístico. Critério de eliminação hipotética . O CPB adoto u a teoria da ³conditio sine qua non´. violação de domicílio etc. ou teoria da equivalência dos antecedentes .é a conseqüência da conduta. pois todo crime ofende -a. yresultado . bastando a simples conduta para a sua consumação.são aquelas que se encontram dentro da linha de desdobramento causal da conduta. Ex. Espécies de causa .são aqueles que até admitem o resultado naturalístico. que atua lado a lado com a conduta. Ex. e só estará completo o crime se preenchido este elemento. detectáveis pelas leis da causa e do efeito. havendo inclusive legislação específica. Classificação .: crime de desobediência. NEXO CAUSAL . se será pago o resgate não tem relevância para a consumação do delito. contribuindo para a produção do resultado. 2. e consuma -se independente de ter conseguido tal fato.: crime de ameaça . 173.é a violação da ordem jurídica.se subdividem-se em: ycausas dependentes . no mundo em que vivemos. Nem todos os fatos típicos possuem o resultado naturalístico como seu elemento. crimes materiais . 2. A vontade do agente vai além do tipo legal. A conduta permanece atada ao resultado. Possuem os 4 elementos do fato típico. mantendo o elo de ligação. não alterando o mundo concreto. crimes formais . yO art.são aqueles em que o resultado material é impossível. fatos corriqueiros que acontecem todos os dias. porém podemos identificá-los: yevento .podemos detectar a ligação. O tipo penal coloca o resultado naturalístico como seu elemento. Não tem relação jurídica. um elo de ligação físico natural entre: conduta e resultado .não há necessidade de distinção entre causa e concausa. caso desapareça a conduta típica. yO art. 3. crimes de mera conduta . É conseqüência previsível e esperada da conduta. Diferença entre evento e resultado . RESULTADO NATURALÍSTICO . Alteração no estado das coisas. É simples constatação de ordem fenomênica. aplicando esta regra: elimine hipoteticamente uma conduta da cadeia de causalidade. Resultado jurídico . Essa é um tipo de causa. pois o crime se consuma antes e independentemente de sua produção.: extorsão mediante seqüestro ± consuma-se quando é feito o seqüestro. havendo apenas 2 elementos nestes crimes: conduta e tipicidade. São os chamados tipos incongruentes.

ainda assim resultaria na morte da vítima. não havendo qualquer relação entre causa e resultado. mas ainda sem surtir qualquer efeito o veneno. Não se encontram nas linhas de d esdobramento causal da conduta.durante o jantar. causa relativamente independentes: yproduzem por si só o resultado. onde a vítima leva tiro e morre. preexistentes . que foi a verdadeira causa da morte. e produzem . a vítima morreria com o tiro levado. comendo a comida envenenada. de modo que se a excluíssemos. b. yhá em todas as hipóteses a ruptura do nexo de causalidade entre a conduta e o resultado. As causas independentes subdividem-se em: a. Responde aqui essa pessoa por tentativa de homicídio.pessoa corta braço de hemofílico. 2. o lustre da sala desprende do teto e mata a vítima. pois sem o corte não teria a vítima morrido. há um assalto. superveniente . Há nexo de causalidade entre a conduta e o resultado. e caso fosse excluído. concomitantes . Também há a ruptura do nexo de causalidade. yse não souber. pois era previsível ± lesão corporal doloso seguido de morte culposa (preterdosolo). Rompe -se aqui o nexo causal entre conduta e resultado.lesão corporal dolosa. mas deveria pois haviam meios e fatos para tal.depois de ingerir a comida. Não são conseqüência previsível e esperada da conduta. causa absolutamente independente concomitante . Para imputarmos um delito ao agente devemos analisar o seguinte: yse souber que a vítima era portadora da patologia . causa absolutamente independente superveniente .homicídio doloso. havendo relação de causalidade entre a conduta e o resultado. yse não sabia e não tinha como saber . ypossuem origem totalmente diversa da conduta. ainda assim teríamos o resultado. respondendo aqui também o agente por tentativa de homicídio. pois independentemente da comida estar envenenada e come-la. porém essa morre pois foi envenenada no almoço por outra pessoa.quando anteriores à conduta. 3. devemos utilizar o critério da eliminação hipotética. Também há a ruptura do nexo de causalidade. causas absolutamente independentes: yproduzem por si só o resultado. absolutamente independente e anterior ao ato praticado pelo agente.quando atuam ao mesmo tempo em que a conduta é praticada.resultados por si próprias. É algo totalmente inusitado e para sabermos qual sua relação com o resultado.atuam após a conduta. Classificam-se em: 1. EXEMPLOS: causa relativamente independente preexistente . Responde aqui o agente por tentativa de homicídio.são aquelas que se separam da conduta. EXEMPLOS: causa absolutamente independente p reexistente . ycausas independentes .uma pessoa tenta matar outra por envenenamento no jantar. de modo que instala -se a patologia na vítima e ela morre por hemorragia aguda provocada pelo corte. yoriginam-se da conduta.

Podemos então distinguir dois grupos de situações rela cionadas ao nexo causal: rompe-se o nexo causal e o agente responde apenas pela intenção nos casos de: ycausas absolutamente independentes preexistentes.causa relativamente independente concomitante . sendo causa da morte os ferimentos oriundos do acidente automobilístico. 13. Quando houver a expressão: ³que por si só produziu o resultado´ com referência aos casos acima citados. e respondendo o agente pel o resultado. É o enquadramento da conduta no tipo penal. por determinação legal do art. com finalidade de matar a vítima .apenas roubo. Porém aqui o legislador. pois caso não tivesse tomado o tiro. De vemos mais uma vez fazer a análise do caso: yse percebeu que estava passando mal e continuou em sua ameaça.04. yse não houve dolo nem culpa do agente . ycausas absolutamente independentes supervenie ntes. não sabendo da condição de cardíaco da vítima. mas tão somente por sua intenção. não rompendo o nexo causal. e sim roubo combinado com homicídio doloso. não estaria na ambulância. causa relativamente independente superveniente . pelo artigo 13.um agente pratica um assalto. mas ambulância capota no caminho do hospital. por questões de política criminal manda desprezar o nexo causal existente. TIPICIDADE .99 4. 13. então será causa relativamente independente superveniente.roubo combinado com homicídio culposo. yse a morte decorreu de culpa do agente. ainda assim há o nexo de causalidade entre conduta e resultado. não rompe-se o nexo causal e o agente responde pelo resultado nos casos de: ycausas relativamente independentes preexistentes. parágrafo 1º do CP.a jurisprudência tem entendido que é causa dependente . parágrafo 1º do CP (exceção). não previsto pelo agente. ycausas relativamente independentes supervenientes. pois não tinha esta intenção . ***CONCURSO MP*** Infecções hospitalares. ycausas absolutamente independentes concomitantes. não respondendo o agente pelo resultado.não configura latrocínio. ycausas relativamente independentes concomitantes.de nada adianta haver uma conduta sem previsão legal. complicações cirúrgicas e broncopneumonia hospitalar .vítima que leva um tiro. e essa vem a morrer por um mal súbito e inesperado. e não o tiro. .

12 da Lei 6368/76. 219 . As elementares podem ser: a. Elementos objetivos ou descritivos . Ex. Os núcleos do tipo (ou verbos) são sempre elementos objetivos. sem o qual esta desaparece ou se transforma em outra. que representam tipos penais diferentes dos previstos no ³caput´. não havendo diferença de entendimento. deixou de ser crime. Elementos subjetivos .homicídio tem apenas um. que é a propriedade básica sem o qual não há a substância.elementar é a palavra que vem de elemento.é o fim especial do agente.não consta em todos os tipos penais. e a atipicidade relativa . Quando a retirada da elementar provocar a atipicidade absoluta. Ex. mas outros exigem esta finalidade de forma específica para a configuração do tipo pen al. o tipos penais dividem -se em 2 hipóteses: ytipos fundamentais ou elementares . já sabemos qual seu significado. São chamados tipos normais ou tipicidade normal.: matar alguém . mas sim constantes de incisos do artigo. agindo como se fossem desdobramentos desses. Se o tipo penal só tiver elementos objetivos ou descritivos. Em alguns casos as elementares não estão nos ³caput´. Diante disso.rapto para fim libidinoso .há o elemento objetivo (raptar) e o fim especial ou específico (para fim libidinoso). que são conhecidos como tipos fundamentais.algumas elementares encontram-se em incisos. c. Elementos normativos . Quando a retirada da elementar provocar a alteração de uma figura típica para outra. Ex. Ao observar a descrição do artigo. sendo chamadas de figuras equiparadas . para a extração de seu significado. As elementares habitam sempre o caput dos tipos penais.estão no caput dos artigos os componentes essenciais. sem qualquer análise de valores. Nem todos os tipos exigem que haja um fim especial do agente. exigido pelo tipo penal. Há algo mais que a simples conjugação do núcleo do tipo. podemos observar que: Regra . todos os intérpretes terão a mesma idéia sobre o fato descrito .: art.Tipo penal . Pode ter um ou mais elementos objetivos. b. que são as figuras equiparadas. Exceção . mas onde existem criam certos .é um modelo criado pelo lei no qual a conduta está descrita detalhadamente como crime.é aquele que existe concretamente no mundo. É todo componente essencial da figura típica.: art.

. I do CP.é dado que influi apenas na pena. tem por função influir na aplicação da pena ou sanção penal. O agente. Demanda interpretação do tipo penal. há o dolo. elemento normativo extrajurídico ou moral . tradições etc. São as causa de aumento de pena. pois exigem um determinado juízo de valores. 219 raptar mulher honesta . Ex. Circu nstância é dado acessório que. costumes. conforme artigo 18. Somente com o fato de o agente prever a possibilidade do resultado. Teoria da representação . e estão constante nos parágrafos. Teoria da vontade . antevendo a possibilidade de ocorrer o resultado. privilégios e qualificadoras.há três teorias de dolo: 1. ou seja.Espécies de dolo dolo normativo e dolo natural: .dolo é a vontade. não se importa com isso. costumes.: art. salvo as figuras equiparadas. Há o dolo sempre que o agente quiser o resultado. pois contém elementos normativos. pois lá são fixados novos limites de penas.o dolo não é somente querer. e sua retirada não modifica o tipo penal. Quando o agente quer o resultado.também chamada de teoria da previsão.: furto praticado no repouso noturno .problemas de interpretação.99 .04. Teoria do assentimento . e caso seja retirado não altera o delito. É mera previsão. Parte da doutrina denomina as qualificadoras de tipos derivados autônomos ou independentes . aquilo que está ao redor do tipo. aceitando o risco de sua ocorrência. Ocorre quando o agente prevê a possibilidade de ocorrer o resultado. Há duas espécies de elementos normativos: elemento normativo jurídico . prevê a possibilidade de produzi -lo. 3.Tipos que definem os crimes dolosos .o que vem a ser mulher honesta? Dependo do local.seu significado exigem uma interpretação não jurídica (exames de ordem social. ou mesmo não querendo. Dolo aqui é a consciência e a vontade de realizar os elementos do tipo legal. Ex. morais etc). 20. agregado à figura típica. S ão os chamados tipos anormais ou tipicidade anormal. 2. ytipos derivados ou circunstanciais . O Código Penal Brasileiro filiou -se a duas teorias: a da vontade e do assentimento .exige interpretação jurídica do tipo penal.vem do latim ³circum stare´. sendo furto da mesma forma.

Ex. dolo direto e dolo indireto : ydireto .é o fim especial exigido pelo tipo penal. dolo eventual .integra o fato típico. 132 CP. a vontade e a consciência da ilicitude. mas não usá -lo. Ex. Quando o tipo penal não tiver elemento subjetivo. É a teoria finalista . ***CONCURSO MP*** Qual a diferença entre elemento subjetivo do tipo e e lemento subjetivo do injusto? elemento subjetivo do tipo . ilícito. yindireto . não pertencendo ao fato típico.é a teoria clássica naturalista ou causal.: art. elemento subjetivo do injusto . yespecífico . sem fim específico. O tipo penal exige um fim especial para que se aperfeiçoe o delito. 16 da Lei 6368/76 núcleo: guardar substância entorpecente finalidade: para consumo próprio. Aqui temos duas espécies: a. para depois avaliar-se se o que ele queria era algo lícito ou não.ynormativo .é a vontade de se comportar inadequadamente. sem qualquer fim especial. ydano . dolo de perigo e dolo de dano: yperigo . mas aceita o risco de faze-lo. mesmo assim ele estará agindo contrário à lei.o agente não quer produzir o resultado. não sendo a ac olhida em nosso CP. ynatural . dolo alternativo .pode o agente ter equipamento.é a vontade de expor um bem a um perigo. O dolo integra a culpabilidade.é a simples vontade de realizar o núcleo do tipo. A consciência da ilicitude passa a ser elemento autônomo da culpabilidade.: art. Constata se primeiro se o agente quis o re sultado. É a vontade de realizar comportamento injusto. É algo que exige um julgamento de valores. Ex. se satisfazendo com qualquer um deles.o agente quer um ou outro resultado alternativamente. possuindo como elementos da culpabilidade a consciência. . tendo como elementos apenas a consciência e a vontade. 13 da Lei 6368/76 . dolo genérico e dolo específico: ygenérico .não quer diretamente o resultado.o agente quer diretamente o resultado.é a vontade de produzir uma lesão efetiva. É o dolo acolhido em nosso CP. Ele não quer diretamente um determinado resultado.é a vontade de realizar o núcleo do tipo com um fim especial. Sempre que houver um fim específico entre a ação e o resultado. b.: art. É o dolo da teoria da vontade. sabendo que é ilícito. sabendo que o ato é ilícito e me smo assim agindo conforme.

Graus de culpa .Espécies de culpa - . levíssima.99 . Ocorreu um erro sobre o nexo causal entre a conduta e o resultado.Excepcionalidade do crime culposo . pois é impossível prever na lei todas as modalidades de culpa. 3. o crime culposo não admite participação . com uma pedra amarrada ao pé. A culpa não é descrita na lei. uma vez que nesta hipótese ela est á excluída. não há crime culposo. de forma a admitir apenas a co-autoria. não praticando o verbo da conduta principal prevista na norma.ou erro sobre o nexo causal. embora conseguido de maneira diversa da que imaginou. Responde pelo resultado a título d e dolo.dolo geral ou erro sucessivo ou ³aberratio causae´ . .Tipos que definem os crimes culposos Tipo aberto .04.os tipos que definem os crimes culposos. A lei deve prever expressamente que o delito pode ser punido a título de culpa. O dolo abrange toda a situação. desova o cadáver em uma represa. pratica ato que julga não mais surtir efeito.Compensação de culpas . Ex. comparando com a conduta do homo medius. onde desta forma não há que se falar em culpa do autor. . grave. e neste instante produz o resultado consumativo. caso contrário é incabível. A adequação típica é feita mediante um juízo de valores sobre a conduta. havendo punição somente a título de dolo. sendo: 1. em regra são abertos. na suposição de já ter consumado o crime. 2. Ocorre quando o agente. Somente pode -se admitir a culpa exclusiva da vítima. e a pena será aplicada de acordo com sua valoração. Logo.não há em direito penal a compensação de culpas entre a conduta do agente e da vítima.se a lei foi omissa. mas sem praticá-la diretamente.consiste em concorrer para a prática da conduta principal. apenas a prevê. O agente produziu o efeito desejado. 27. Não se descreve as condutas.: João após envenenar Zé. O juiz aplica uma valoração da conduta do agente. .de acordo com a intensidade do descuido do agente. pois não existe o tipo principal previsto na lei. yparticipação . . leve. porém a vítima ainda esta viva e sua real causa da morte foi o afogamento. A culpa é elemento normativo da conduta. não dizendo essa em que consiste a conduta culposa.

havendo nexo normativo. nexo causal entre ambos. inconsciente ou sem previsão .quando o agente indiretamente prod uz um resultado culposo. O agente não toma o cuidado necessário antes de agir. 2. que são as modalidades de culpa.Elementos do fato típico culposo 1. resultado involuntário. É quebrado de 3 maneiras. com relação ao padrão médio de comportamento humano. previsibilidade objetiva .a. havendo nexo causal. b. A diferença é que no dolo eventual o agente não se importa com a ocorrência do resultado e na culpa conscien te o agente se importa com a produção do resultado. 6. indireta ou mediata . ynegligência . . 3. Se a causa que produziu o resultado é relativamente independente. yimperícia . não que aqui o nexo causal e o agente não responde pelo resultado. É a culpa de quem se omite. achando que não poderá ocorrer. Não confundir imperícia com erro médico. ocorre na ação.é a omissão de cuidado antes de agir.só existe culpa quando o evento for previsível.é aquela em que o agente prevê o resultado. conduta voluntária. quebra do dever objetivo de cuidado .é imposta a todas as pessoas. A culpa ocorre antes da ação. ausência de previsão . Aqui deve ser causa dependente. É a culpa de quem age. O erro médico pode decorrer também de negligência ou imprudência.05.Modalidades de culpa yimprudência .este elemento não está presente apenas na culpa consciente. c. 04.é agir sem cuidado. 7. Tanto aqui quanto no dolo eventual o agente prevê o resultado. ficando constatada a culpa para com o segundo resultado. não aceitando sua ocorrência.o agente não prevê o resultado que é previsível. paralelamen te).99 . 4.é a demonstração de falta de habilidade no exercício de uma profissão ou atividade que exige habilitação especial. A culpa se desenvolve simultaneamente à ação (ao mesmo tempo. dentro dos padrões de comportamento mediano do ser humano. tipicidade 5. consciente ou com previsão . podendo ocorrer em qualquer campo que exija habilitação especial do agente. . Geralmente após uma negligência sempre ocorre uma imprudência.

4. não havendo fato típico. Ex.: latrocínio. devido a culpa existente. Consumação .todos os elementos do tipo penal são realizados. 2.é aquele em que o legislador. se o resultado agravante foi pretendido pelo agente. com todos os seus elementos (crime consumado).Crimes qualificados pelo resultado . É o crime preterdoloso ou preterintencional. admitindo ou não a tentativa.começa o ataque ao bem jurídico.consiste na prática de todos os atos anteriores necessários ao início da execução.é aquele no qual foram realizados todos os elementos do tipo penal. Há 3 espécies de crimes qualificados pelo resultado: 1. lesão corporal + de natureza grave. As fases deste caminho são: 1. Tem importância como regra na aplicação da pena. 3. roubo seguido de morte (culposa). Exaurimento . Não admite tentativa. como também pode se encontrar em outras fases. que é o percurso do crime até chegar ao momento consumativo.pensa. É percorrido todo o iter criminis . É um irrelevante penal. Admite a tentativa . ainda não havendo fato típico.é o momento em que agrava a sanção penal pelo resultado ocasionado. Os elementos do tipo legal começam a ser realizados. nos crimes que prevêem conseqüência mais grave pelo exaurimento. 3.: omissão de socorro dolosa em atropelamento culposo. Preparação .ex. após descrever um crime completo. mas há apenas um delito: fato antecedente . 5.não é mais relevante ao fato típico.: corrup ção passiva aumenta de 1/3 a pena . idealiza a prática do crime.quando o tipo penal se aperfeiçoou. fato conseqüente . Cogitação . ***CONCURSO MP*** Latrocínio pode ou não ser preterdoloso..: lesão corporal dolosa seguida de morte (culposa). dolo no antecedente e culpa no conseqüente . É uma agressão ou uma destinação posterior à consumação. pois depende do resultado pretendido pelo agente.Crime consumado . Podemos detectar aqui 2 momentos. feita contra o bem jurídico. culpa no antecedente e dolo no conseqüente . Ex. Não admite a tentativa . podendo ser na 1º fase de fixação.ex. estando completo o crime. Execução . . por ter conduta punida a título de culpa. 2. dolo no antecedente e dolo no conseqüente . acrescenta -lhe um resultado.o segundo momento intensifica desnecessariamente o resultado do delito. cuja função é de agravar a sanção penal.

yos crimes culposos (nunca). ***CONCURSO MP*** Corrupção passiva .05.99 ***CONCURSO MP*** Qual a linha tênue que divide a preparação da execução? Há vários critérios. O ato pode ser inequívoco.casa haja o exaurimento.é a não consumação de um crime. não produz o resultado desejado por circunstâncias alheias à sua vontade.quando a vítima não é atingida. ytentativa imperfeita ou inacabada . não sofrendo ferimentos. necessitando somente o recebimento ou solicitação de vantagem indevida para a consumação.consiste no agente solicitar ou receber a vantagem indevida com fim de deixar de praticar ato de ofício ou praticá -lo indevidamente. 2. por entendimento jurisprudencial . não é ato idôneo. início de execução. ycontravenções penais. após encerrar a atividade executória .a execução é interrompida por circunstâncias alheias à vontade do agente. DICA olhar sempre para o verbo descrito no tipo penal: se o agente não começou a pratica-lo. .Tentativa . yato inequívoco .quando a vítima sofre ferimentos. . interferência de circunstâncias alheias à vonta de do agente. por circunstâncias alheias à vontade do agente. yato idôneo .é delito autônomo e não exaurimento. cuja execução foi iniciada. Espécies de tentativa ytentativa perfeita ou acabada . não consumação do crime. ytentativa branca .é o CRIME FALHO . A prática ou ausência do ato não interessa. ***CONCURSO MP*** Ocultação de cadáver .ocorre quando o agente. Infrações que não admitem tentativa yos crimes perterdolosos. Requisitos da tentativa 1.é aquele apto a produzir o resultado consumativo. 07. ytentativa cruenta .é o que indubitavelmente se volta à produção do resultado. mas o mais correto é o de que se dá pela prática do 1º ato idôneo e inequívoco à consumação do crime. 3. mas muitas vezes ele ainda não é idôneo à execução do delito.

devido a interferência da von tade do próprio agente. 122 do CP (induzimento. Requisitos da tentativa abandonada ou qualificada yinício de execução. O critério para redução é a proximidade do momento consumativo: quanto mais próximo o agente chegar da consumação do delito. yinterferência da vontade do próprio agente. enquanto que na tentativa imperfeita ou inacabada a execução é interrompida por motivos alheios à vontade do agente. ***CONCURSO MP*** Crimes culposos e preterdolosos não admitem tentativa abandonada ou qualificada.99 Espécies de tentativa abandonada ou qualificada .são 2: ydesistência voluntária . sendo isso previsto no próprio tipo legal. É impossível nos . pa ssando a ser um hábito e consumando-se neste momento.o agente esgota a atividade executória. porém acaba impedindo a produção do resultado por sua própria vontade . yarrependimento eficaz . A desistência voluntária está para a tentativa abandonada. executando o crime até seu fim.aplica-se a pena como se fosse consumado o delito. ycrimes omissivos próprios. reduzindo-a em seguida de 1/3 a 2/3. ycrimes de atentado . sendo admitida somente nos crimes plurissubsistentes.05.: delitos em que a lei só pune se houver resultado naturalístico. etc.é a não consumação de um crime. Ex. O que as difere é que na desistência voluntária a execução é interrompida pela própria vontade do agente. ycrimes habituais .consumado. menor será a sua redução. assim como a tentativa imperfeita e stá para a tentativa. caso contrário não é crimes habitual e será crime tentado. cuja execução foi iniciada. . uma vez que este queria o resultado mas mudou de idéia e evitou -o.é a interrupção voluntária da execução de um crime. evitando-se a produção do resultado pelo próprio agente. instigação ou auxílio ao suicídio). É impossível nos crimes unissubsistentes (que se perfazem com um único ato).são os crimes que punem a tentativa como se fosse crime 11. Aplicação da pena .Tentativa abandonada ou qualificada .pois só existe quando houver a reiteração da conduta. ynão consumação do crime. como o art.

II. ***CONCURSO MP*** A jurisprudência tem entendido que é possível o arrependimento posterior em crimes culposos. não respondendo o agente por crime tentado em nenhum dos dois casos. podendo ser aplicada a diminuição de pena em crimes culposo s com violência 2.Diferenças entre arrependimento eficaz e arrependimento posterior. . Aqui pode ser feito um acordo com a vítima.será uma atenuante genérica caso haja após o oferecimento da denúncia ou queixa. yarrependimento eficaz 1.: homicídio culposo por atropelamento. fixar um valor que julgue ser o suficiente par a reparação total do dano.Requisitos do arrependimento posterior 1. Se o agente desiste ou se arrepende por sugestão de terceiros. pode ocorrer em todos os crimes. III. A diferença é que no crime falho o resultado é impedido por motivos alheios à vontade do agente. menos nos fo rmais e os de mera conduta. Caso se opere por sugestão ou . que deve ser total . assim como a tentativa perfeita ou acabada ou crime falho está para a tentativa. 4. .não é exigida.a lei só se refere aos delitos dolosos. tanto que a impede.05. ainda assim caracteriza-se a tentativa abandonada ou qualificada. . O arrependimento eficaz está para a tentativa qualificada ou abandonada. por ato voluntário do agente . mas somente pelos atos que foram executados até aquele momento. Caso o arrependimento seja ineficaz. yarrependimento posterior I.99 3.não necessariamente espontâneo. e caso não aceite.crimes formais e de mera conduta. 3. dependendo do tipo penal. até o recebimento da denúncia ou da queixa .há a exclusão da tentativa.Espontaneidade . que ocorre com a reparaçã o do dano após a produção do resultado. ocorre após a consumação. ocorre antes da consumação. . é causa de diminuição da pena. não produzirá nenhum efeito. Ex. enquanto que no arrependimento eficaz o próprio agente evita a produção do resultado agindo de alguma forma. só ocorre nos crimes sem violência ou grave ameaça contra a pessoa. caso contrário não terá direito ao benefício. 2. crime cometido sem violência ou grave ameaça dolosos contra a pessoa . é causa de exclusão da tentativa.Efeitos da tentativa abandonada ou qualificada . pode o juiz. reparação do dano ou restituição da coisa. dentro de um juízo de razoabilidade. 18.

até o recebimento da denúncia ou queixa.o pagamento do cheque é causa extintiva da punibilidade. . É causa obrigatória de diminuição de pena. . impropriedade absoluta do objeto . 4. que pela ineficácia absoluta do meio empregado.que levam ao crime impossível. crimes de menor potencial ofensivo. . quase crime ou tentativa inadequada. peculato culposo . rés furtiva sem valor econômico. Ex.Causas . lesão leve.: compra de talco no lugar de cocaína. É o delito putativo por erro de tipo. Quanto mais rápida e espontânea for a reparação. cheque sem fundos . mas não o fazia.é a redução da pena de 1/3 a 2/3 . 3.se pagar a dívida até o oferecimento da denúncia ou queixa extingue-se a punibilidade. por ato voluntário do agente. 74.a composição civil do dano extingue a punibilidade.Conseqüências do arrependimento posterior .é a total incapacidade do objeto material para receber a ação delituosa. . Ex. até o oferecimento da denúncia ou queixa . nas ações privadas ou públicas condicionadas a representação do ofendido .o servidor se apropria de bem ou dinheiro público por engano. maior será a redução. onde o sujeito imagina estar praticando um crime. 2. . sendo 2: 1. A diminuição é fixada com base na presteza e espontaneidade na reparação do mal causado. mas nada pratica. É um delito putativo ou imaginário. parágrafo único da Lei 9099/95 . até o trânsito em julgado da sentença (exceção).: lesão corporal cu lposa por meio de veículo automotor. crimes contra a ordem tributária . etc. não havendo o crime.Efeitos . yobjeto material . A reparação do dano ou restituição da coisa extingue a punibilidade.conselhos de 3º. .também chamado de tentativa inidônea.casos em que a reparação do dano extingue a punibilidade. ainda assim concede-se o benefício.é a reparação total do dano nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. O agente queria e pensava estar praticando o delito. não sendo necessária a concessão do benefício: 1.Exceções . Arrependimento posterior .é a atipicidade. O agente pensa que pratica um crime.é pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta. É aquele cuja consumação é absolutamente impossível. quer pela impropriedade absoluta do objeto. mas é um irrelevante penal.art.Súmula 554 do STF.Crime impossível .

para que sejam consideradas infrações penais.Teoria adotada no crime impossível . pois necessitamos saber quando um agente está praticando um fato ilícito dentro de uma situação de exclusão da ilicitude. Não é qualquer conduta que o autoriza. flagrante preparado.é a Teoria Objetiva Temperada. yé necessária uma conduta lesiva Estado de necessidade é uma conduta lesiva praticada pelo agente para afastar uma situação de perigo.depende do crime: yhomicídio . bem como não é qualquer situação. O 3º provocador prepara uma cilada. onde 1 será sacrificado em detrimento do outro. . delito putativo por obra do agente provocador. O tipo contém um caráter indiciário da ilicitude. yroubo .Ilicitude . crime de experiência . . pois serve para intimida r a vítima que não tem conhecimento se é ou não de verdade a arma que está sendo utilizada para intimida -la. Há uma situação colocando em perigo 2 bens jurídicos.05. O meio empregado é ineficaz.assenta-se o conceito sobre 2 aspectos: yé necessária uma situação de perigo .não é objeto apto a produzir o resultado.: falsificação grosseira de documento.o tipo penal tem a missão de selecionar. 25. etc. não devendo ser punida esta conduta como se ilícita fosse. Todo fato típico. porém caso a ineficácia ou impropriedade sejam relativas.perigo atual é aquele que está se apresentando no exato . ***CONCURSO MP*** Arma de brinquedo .2. ***CONCURSO MP*** Delito de ensaio. Na ilicitude estuda -se acima de tudo as excludentes de ilicitude. incita o agente a praticar o delito e em seguida o prende em flagrante delito. ineficácia absoluta do meio empregado . as que sejam reprováveis. sendo fato atípico.o instrumento ou meio empregado pelo agente jamais poderá levar à produção do resultado. haverá a punição a título de tentativa. onde o objetivamente o crime impossível não colocou em risco o bem jurídico.é idôneo.é impossível pela ab soluta ineficácia do meio empregado. sendo impossível. Requisitos do estado de necessidade a. conforme a Súmula 145 do STF.Causas de exclusão da ilicitude 1. Estado de necessidade . São atitudes reprovadas pela sociedade.99 . Ex. entre as condutas humanas. a situação de perigo deve ser atual . em princípio também é ilícito (é a regra).

o perigo deve ameaçar um direito própr io ou de terceiro . ficando afastada tal hipótese. Francisco de Assis Toledo . não sendo adequado falar -se em perigo iminente. pois esse é . Francisco de Assis Toledo . destacamos 2 posições: yProf. inexistência de dever legal de enfrentar o perigo . Damásio . b.seja doloso ou culposa a conduta. não há que se falar em estado de necessidade. e caso quisesse se referir ao perigo iminente. mas uma situação que exponha 2 bens jurídicos. não poderá alegar o estado de necessidade. É necessário que o bem seja de um direito e conte com proteção legal. yProf. Para defender direito de 3º não é necessária prévia autorização desse. devendo a lei ser mais restritiva nesta hipótese. Caso o direito não o tenha. yProf. o terá feito expressamente. O agente não precisa esperar o perigo que se aproxima se transformar em atual para defender -se.pode ser o estado de necessidade próprio (quando o agente defende um bem dele mesmo) ou o estado de necessidade de terceiro ( quando o agente defende um bem de terceira pessoa. No estado de necessidade ocorre o afastamento de um perigo. O perigo já traduz um caráter de iminência. já se pressupõe uma situação de iminência de dano. Quando se fala em perigo atual. Quanto ao termo ³perigo atual´. aceitando aqui o perigo atual e o perigo iminente.momento em que está se praticando a conduta pelo agente. a situação de perigo não pode ter sido criada voluntariamente pelo agente sobre a expressão ³criada voluntariamente´ temos 2 posições: yProf. Na legítima defesa o indivíduo está repelindo uma agressão. Damásio . Somente quem deu causa de forma dolosa ao perigo. por analogia ³in bonam partem´.sustenta que seja dolosamente. sendo nece ssário uma interpretação mais restrita. Caso seja culposo poderá invoca-lo.é permitido apenas em situação de perigo. (não predomina esta posição). a. Não há ataque injusto ou agressão. não poderá o agente servir-se da excludente de ilicitude. como na legítima defesa.no dispositivo do estado de necessidade a lei fala somente em perigo atual. independentemente de ser atual.a lei não falou em dever jurídico. a. sacrificando um bem em detrimento de outro.

contra agressão acobertada por causa de exclusão de ilicitude.sacrifica-se o bem de quem criou o perigo. . não cabe em: . é que se admite o sacrifício. yrazoabilidade . ou seja. Não existe legítima defesa contra animal. agressão . 01. pois o animal é a arma e o homem é o agente. Não existe legítima defesa real contra legítima defesa real.aqui tem o mesmo sentido. Quem tem o dever legal não pode invocar o ³comodus discessus´. Haverá crime e o agente responderá por ele.é todo ataque humano (praticado por pessoa humana). Também não pode ser alegada contra fenômeno da natureza. caso o sacrifício não seja razoável. onde o inevitável é mais brando. de acordo com o senso comum. É necessário um efetivo ataqu e praticado por pessoa humana.06. aqui sim há que se falar em legítima defesa. A lei apenas autoriza ao juiz a redução de pena de 1/3 a 2/3.sacrifica-se o bem de 3 o inocente. estado de necessidade agressivo . de salvar o bem sem praticar condutas lesivas. A agressão não pode estar acobertada por causa de exclusão de ilicitude . o estado de necessidade é sempre causa de exclusão da ilicitude. ou seja. e a ciência de que esteja acobertado pela excludente de ilicitude. Legítima defesa . Só mesmo quando não for possível outro meio de salvar o bem jurídico.mais amplo. b. Ou o sacrifício é razoável. ilícita ou injusta . Hipóteses de não cabimento da legítima defesa . De acordo com esta teoria.99 2.o CP adotou a Teoria Unitária do estado de necessidade. Quando o animal for utilizado por pessoa humana para a agressão.deve ter o agente consciência da situação de perigo. ou não é razoável e não se caracteriza o estado de necessidade. Quando for inevitável.Requisitos da conduta lesiva yinevitabilidade . podendo optar pela situação mais cômoda e sacrificar um bem em favor de outro.é o que se identifica mais com o estado de necessidade. ***CONCURSO MP*** Diferença entre estado de necessidade defensivo e agressivo: estado de necessidade defensivo . não podendo optar pela saída mais cômoda. yconsciência da situação .requisitos: a. Significa a obrig ação de correr riscos. Caso não tenha o dever legal.não cabe contra qualquer outra excludente de ilicitude. pode -se invocar o ³comodus discessus´.

c. Segundo enten dimento jurisprudencial: a moderação não pode ser medida com transferidor milimétrico. o agente dá uma paulada naquele evitando sua morte. sendo apenas uma intensificação: é . ycabe LD real contra agressão culposa .atual é a que está ocorrendo. parte -se para a configuração do excesso. atual ou iminente . e iminente é a que está prestes a acontecer. no momento em que sofre a agressão (somente aqueles que estão à sua disposição no momento do fato lesivo). Ex. meios necessários . e. ylegítima defesa real contra exercício regular do direito real.há hipóteses em que a legítima defesa pode ser alegada. Caindo por terra o meio necessário e a moderação. moderação .há casos em que a agressão efetuado contra terceiro recai sobre o próprio terceiro. ylegítima defesa real contra estrito cumprimento do dever legal real.são os meios vulnerantes colocados à disposição do agente.ylegítima defesa contra legítima defesa. Não existe contra agressão passada (caso de vingança) ou contra agressão futura. que é uma intensificação desnecessária em uma ação justificada. porém de difícil configuração na prática.LD subjetiva é o excesso. mas que a agressão seja injusta. f. nas seguintes hipóteses: ycabe LD real contra LD putativa. Admite-se a legítima defesa . que não deriva de dolo nem de culpa .responde a título de dolo. ycabe LD real contra agressão de inimputável. ycabe LD real contra LD subjetiva . pois quem deu causa à agressão não pod e argüir a LD contra repulsa à sua agressão. mas por culpa (é de difícil configuração). Pode ser que o excesso não seja doloso nem culposo.não importa a intenção do agente.é o emprego dos meios necessários dentro dos limites suficientes para conter a agressão. O excesso pode ser: doloso . ycabe LD putativa contra LD real. ylegítima defesa real contra estado de necessidade rea l.: para evitar o suicídio de alguém.não cabe. ycabe LD putativa contra LD putativa.quando a intensificação não se dá por dolo. contra si ou contra terceiro . d. culposo . Na teoria há a possibilidade de fazer uma defesa em sentido contrário.

No entanto somente atuam no momento em que a agressão vem a acontecer. tela elétrica com aviso. .99 3. Em ambos os casos responderá pelo excesso (dependendo da corrente que se filie).o CC inclusive permite o desforço sobre esbulho de propriedade (minoritária). Ex.06.: tela elétrica sem aviso. Não basta estar no campo autorizado pela lei. c. Exercício regular de direito . ou dentro de uma linha de desdobramento tolerável. Há 2 posições sobre ofendículos: yé exercício regular de direito . d. Há posição que sustenta que ao invés de ser exercício regular de direito. b. Ex.pois os aparatos são previamente instalados. Caso seja feito por pessoa que não é médica . antes mesmo da agressão ocorrer. Ocorrerá entretanto hipóteses que mesmo o agente atuando nesta esfera estará cometendo ilícito. incisões. em caráter de emergência. É fato típico . ao invés de visíveis. Caso haja abusos. violência desportiva .difere-se dos ofendículos no tocante em que aqui os aparatos são ocultos . cão bravo com placa. etc. ofendículos . arma engatilhada na porta.: caco de vidro em muro. ocorre o exercício regular de direito.majoritária . etc. facilmente pe rceptíveis. 08. o fato é atípico. pois para a existência do fato típico é preciso o dano social (a relevância social da conduta). é estado de necessidade .consiste no desempenho de uma prerrogativa dentro da esfera conferida pelo ordenamento legal.são aparatos visíveis. extração de órgão. destinados à defesa da propriedade ou de qualquer outro bem jurídico. yé legítima defesa preordenada . quando estiver agindo com espírito emulativo (é o intuito de prejudicar 3 o e não de exercer um direito). etc. Caso não tenha relação com o esporte será um ilícito. mas também ter a intenção de exercer um direito. porém dentro do exercício regular de direito. caracterizar-se-á o exercício irregular de direito ou falta de moderação na legítima defesa preordenada .se a violência se contêm dentro dos limites aceitáveis do esporte. defesa mecânica predisposta . ao invés de prejudicar 3o.a legítima defesa subjetiva ou excesso exculpante (exclui a culpa lato sensu). Atua principalmente nas seguintes hipóteses: a. intervenções médico -cirúrgicas .amputações. ponta de lança em portão.

Nunca poderá advir de um comando específico (pessoal). 4. O cumprimento deve ser estrito. toda vez que a conduta estiver compreendida no costu me local estará excluída a ilicitude .: uso de algemas. Estrito cumprimento do dever legal . apenas excepcionalmente. as 2 correntes acima se repetem.além das 4 hipóteses previstas em lei. Porém enquanto nos ofendículos a regra é que excluem a ilicitude. . não podendo ultrapassar os limites legais. .exige que o dever emane ou da lei ou de ato normativo de caráter genérico . na defesa mecânica predisposta a regra é que não exclui a ilicitude.Causas supralegais de exclusão da ilicitude . que deve ser feito quando necessário para conter o delinqüente ou suspeito. cumprimento irregular do dever legal. Ex. sujeito a processo por abuso de autoridade).Sobre sua natureza jurídica. não podendo ser empregada com finalidade infamante (emprego abusivo.

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