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Caderno do Aluno By:Patrick - Geografia- 1°Bimestre

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Gabarito – Caderno do Aluno

Geografia

8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 RELAÇÕES ENTRE ESPAÇO GEOGRÁFICO E GLOBALIZAÇÃO

Página 3

O texto permite uma reflexão sobre o significado das relações que se desenvolvem em escala mundial. Refere-se a uma longa história de trocas culturais entre diversos grupos sociais e nações. Considerando que as trocas atuais são muito mais volumosas e aceleradas, até onde terão chegado as influências entre os povos? Isso não dará condições para perceber que, na atualidade, a escala mundial está bem mais plena de relações? Será que estamos nos transformando em “cidadãos do mundo”, bem mais do que apenas cidadãos nacionais? Nesse sentido, sugerimos que você repasse com os alunos o significado dos seguintes termos presentes no texto. • Oriente Próximo: refere-se à região do Oriente Médio. O termo Oriente Próximo é utilizado quando se tem como referência a Europa. • Europa setentrional: o mesmo que norte da Europa. • Fiados: qualquer filamento ou fibra têxtil que se reduziu a fio. • Mocassins: tipo de calçado criado pelos indígenas norte-americanos, feito de couro cru, que envolvia o pé, sem sola dura nem salto. Na atualidade, corresponde ao tipo de sapato de couro, baixo e confortável. • Gauleses: povo celta conquistado pelos romanos e que habitava a Gália, antiga região que correspondente hoje ao território da França. • Masoquista: diz-se de pessoa que busca o sofrimento. No texto, o autor emprega ironicamente o termo referindo-se ao sofrimento resultante do ato de se barbear. • Sumerianos: povo originário da Suméria, uma das mais antigas civilizações da Mesopotâmia (Ásia). • Semitas: grupo étnico e linguístico que compreende os hebreus, os assírios, os aramaicos, os fenícios e os árabes.
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• Narrativas: no texto corresponde à exposição de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos mais ou menos encadeada, reais ou imaginários, por meio de palavras ou de imagens. • Divindade hebraica: deus hebreu. • Indo-europeia: ramo linguístico correspondente à maioria das línguas ocidentais.

Página 4

Considerando os diferentes ramos de atividades econômicas, espera-se que os alunos coletem materiais representativos de empresas transnacionais, ou mesmo consigam perceber o aumento da participação de produtos importados no cotidiano das famílias brasileiras. Tais alterações são representativas das mudanças ocorridas na economia brasileira após a abertura econômica ocorrida em meados de 1990, durante o governo Collor. Antes desse período, a industrialização brasileira fundamentava-se no modelo de substituição de importações. A redução das alíquotas de importação ocorrida com a abertura econômica imprimiu profundas alterações no modelo industrial brasileiro, responsável por consolidar a presença de capitais transnacionais em setores anteriormente protegidos. Em geral, os bens não duráveis (como os ramos alimentício, de higiene e limpeza, têxtil e calçadista) eram representativos do capital industrial de base nacional. Atualmente, esses setores passaram a pertencer a conglomerados transnacionais que adquiriram o controle de inúmeras marcas nacionais, consolidando sua presença na economia brasileira do século XXI. Evidentemente ainda perduram alguns grupos nacionais; porém, cada vez mais, imprimem menor peso no mercado nacional. Quanto às empresas produtoras de bens duráveis, estas historicamente pertencem a grupos transnacionais, em função dos altos investimentos para a sua instalação e produção, como ocorre nos setores de eletrodomésticos e automóveis.

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Páginas 5-6

A elaboração do mapa terá como base a síntese dos dados coletados pelos alunos. Em sua elaboração, sugerimos que você ressalte aos alunos a importância da construção da legenda, assim como os acompanhe na definição da largura das setas, pois a densidade delas representará a diferença de fluxos de uma região para outra do mundo.

Páginas 7-9

1. A figura representa o “encolhimento” do mapa do mundo em virtude do avanço nas tecnologias de transporte, o que permite percorrer a mesma distância em muito menos tempo. Desde 1500, com os barcos a vela, até 1960, com os jatos de passageiros. Por meio da metáfora do “encolhimento”, pode-se compreender a relativização das distâncias, que não são impedimentos para os contatos, desde que se tenham os meios técnicos para isso. a) Espera-se que os alunos identifiquem que o formato em funil representa o encurtamento das distâncias em função das sucessivas alterações nos meios de transporte ocorridas no decorrer da história. b) Espera-se que os alunos extraiam da figura os dados correspondentes ao encurtamento das distâncias derivadas das alterações ocorridas no sistema de transportes ao longo da história humana. Como demonstra a figura, entre os séculos XVI e XIX, as carruagens e as embarcações a vela deslocavam-se a 16 km/h. Já com as locomotivas e as embarcações a vapor, transportes popularizados nos séculos XIX e XX, o deslocamento passou a ser bem maior chegando, respectivamente, a 100 km/h e 57 km/h. Com a introdução dos aviões a propulsão e dos aviões a jato, popularizados na segunda metade do século XX, as velocidades tornaram-se muito acentuadas (480 a 640 km/h e 800 a 1 100 km/h, respectivamente), diminuindo o tempo de deslocamento de um lugar a outro do planeta. c) Espera-se que os alunos identifiquem que, com a inserção de novos meios de transporte, houve encurtamento do tempo. Nesse sentido, o espaço ganha novas dimensões, pois pessoas e mercadorias chegam em menor tempo aos seus destinos, modificando as relações sociais e econômicas entre os povos. Espera-se também que

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eles identifiquem novas formas de encurtamento das distâncias, tais como a popularização da aviação comercial e o surgimento do trem-bala, podendo até mesmo destacar a velocidade da transmissão de informações por meio de cabos de fibra óptica, TV a cabo e internet. d) Espera-se que os alunos destaquem a evolução do sistema de transportes, responsável pelo encurtamento das distâncias e pela aproximação dos mercados. 2. a) Espera-se que os alunos extraiam do mapa os seguintes dados: o maior número de comunidades quilombolas concentra-se nos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, da Bahia, do Maranhão e do Pará. b) Como grande parte dessas comunidades encontra-se isolada, pois resultam das antigas áreas de abrigo de escravos, espera-se que os alunos identifiquem dificuldades relativas à circulação de produtos e serviços característicos de áreas mais urbanizadas e, portanto, disponibilizados pelas redes globalizadas. Podemos também enfatizar o fato de que a internet se tornou um meio adequado para a difusão dos direitos dessas comunidades, principalmente no que concerne ao direito à terra e ao reconhecimento da identidade particular desses grupos. Há inúmeros sites de divulgação, como o da Comunidade Pró-Índio de São Paulo.

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A tabela demonstra a desigualdade entre os continentes em relação à difusão da internet, demonstrada pelo número de internautas no mundo. A disparidade entre os países e regiões representativas do mundo desenvolvido (Europa, Canadá e EUA e Ásia/Pacífico) e o restante do mundo (países emergentes e subdesenvolvidos) é muito grande, notadamente na África e no Oriente Médio. Portanto, a frase afirma apenas a existência de uma possibilidade tecnológica, sem considerar que o acesso aos sistemas técnicos é desigual, não atingindo a todos igualmente. A tabela, portanto, evidencia que, de fato, a globalização é seletiva.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 DIFERENÇAS REGIONAIS NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO

Páginas 12-15

1. O texto conduz o leitor a uma análise geral dos efeitos da globalização em diferentes níveis e setores da vida em sociedade. Sugere-se, portanto, que os alunos considerem desde situações locais, como a questão das demissões em alguma empresa importante na cidade ou na região; um setor produtivo que empregue muitas pessoas e dependa das exportações para garantir empregos e salários, mas também situações que estejam na mídia e que podem ser utilizadas como contexto para exemplificar os efeitos da globalização em diferentes escalas. Além disso, é importante que você pondere com os alunos, na discussão desse texto, que a formação dos blocos econômicos supranacionais (União Europeia, por exemplo) obedece à lógica do capitalismo, baseado no princípio neoliberal de redução de custos, aumento da produtividade e maximização dos lucros. Portanto, a globalização da economia, apoiada na eficiência cada vez maior dos sistemas produtivos e dos meios de transporte e de comunicação, contribui para a ampliação dos mercados e o encurtamento das distâncias, tornando esse processo uma tendência inevitável em escala planetária. a) A globalização, ao facilitar a expansão das empresas transnacionais e ampliar o comércio mundial, auxilia no aumento do poder dessas empresas sobre as ofertas de emprego e a fixação dos salários, por exemplo. b) Espera-se que os alunos, a partir da leitura e da análise do texto, façam uma reflexão sobre as consequências da globalização na dinâmica econômica e, especificamente, no mercado de trabalho. A tendência é que os alunos concordem com a afirmação do autor, mas podem surgir opiniões diferentes. O importante é que você estimule a argumentação dos alunos para justificarem suas posições. 2. O texto apresenta um tema já estudado pelos alunos na 6a série/7o ano: a regionalização brasileira. Portanto, os alunos já deverão estar familiarizados com os termos regionalização, região e problemática regional. Agora, na 8a série/9o ano,
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busca-se aprofundar o tema estabelecendo relações entre as diferentes escalas do espaço mundial. Na discussão, pode-se ressaltar a importância do meio na formação do espaço, assim como a influência exercida pelos sistemas técnicos na divisão territorial do trabalho. Alguns exemplos: a cultura do habitante da Amazônia é muito influenciada pelas águas e pela floresta; os sistemas coloniais influenciam na divisão do trabalho entre metrópoles e colônias.

Páginas 15-16

1. Espera-se que os alunos indiquem formas de acesso a notícias e aos fatos facilitadas pela diversidade dos meios de comunicação e informação, como o uso da internet, o acesso à TV a cabo, o uso de caixas eletrônicos, a rapidez na emissão de documentos (Poupatempo) etc. Além disso, é possível constatar a grande expansão do comércio de bens duráveis e não duráveis vendidos em lojas popularizadas como “lojas de 1,99”. 2. a) Espera-se que os alunos identifiquem um exemplo contundente da globalização dos mercados no trecho em que o autor descreve em que condições as hortaliças africanas podem ser adquiridas, transportadas e vendidas no dia seguinte no mercado londrino. b) O autor destaca que as encomendas realizadas pelos europeus só são possíveis pela facilidade de bons acessos telefônicos. c) Espera-se que os alunos percebam que a realidade brasileira é diferente da observada no continente africano. Apesar de o Brasil apresentar níveis diferenciados de desenvolvimento regional, o setor de telecomunicações estende-se por quase todo o território nacional. Portanto, no caso brasileiro, o acesso a esses benefícios torna-se irregular em função da distribuição irregular da renda, e não em decorrência de investimentos na infraestrutura das telecomunicações brasileiras. Isso posto, vale discutir com os alunos que a situação africana abarca as duas vertentes desse problema, pois o continente apresenta baixos investimentos em infraestrutura de comunicações, assim como apresenta os piores índices de renda na escala mundial.

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Página 17

O objetivo é que os alunos desenvolvam e justifiquem as seguintes ideias: dependência tecnológica, financeira, política, cultural etc. e suas consequências, como o aumento das disparidades, fosso quase intransponível sem investimento nem desenvolvimento de tecnologias próprias.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 AS POSSIBILIDADES DE REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

Páginas 18-19

1. a) Esse mapa-múndi já contém uma primeira regionalização natural do mundo: a divisão por continentes (Américas, Europa, Ásia, África e Oceania), baseada em fatores naturais, pois apresenta a divisão entre terras emersas (continentais e ilhas) e os oceanos e mares. b) A resposta dependerá dos produtos encontrados pelos alunos, mas o sentido dos fluxos deve auxiliar a identificação de uma forma de regionalização que considere países e regiões de economia mais dinâmica em relação ao mercado brasileiro. Dessa forma, espera-se que a maioria dos produtos seja de empresas transnacionais, tendo suas sedes em países ricos. Provavelmente, serão lembrados os Estados Unidos, o Canadá, o Japão e a Europa em geral, ou mais particularmente os países da Europa Ocidental. 2. Você poderá conversar com os alunos sobre a importância dos países que formam os blocos econômicos apresentados no mapa e que possuem comércio com o Brasil. No caso do Mercosul, em virtude do provável mas ainda indefinido ingresso da Venezuela no bloco sul-americano, sugerimos que seja realizada uma pesquisa quando do momento de sua aula. Para que o país seja aceito como membro permanente do Mercosul, seu nome deverá ser ratificado por todos os paísesmembros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Já houve aprovação dos congressos uruguaio e argentino, estando em processo de votação no Brasil e no Paraguai. Em outubro de 2009, o senado brasileiro aprovou o ingresso do país, o que precisará ainda ser ratificado pela Câmara para posterior aprovação do presidente da República. O Paraguai aguarda a posição brasileira para se definir. a) Espera-se que os alunos identifiquem e discutam as semelhanças entre os agrupamentos, já que o mundo contemporâneo é muito influenciado por
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países/regiões/blocos com economia mais dinâmica, como os da União Europeia e os do Nafta, representados no mapa. b) O bloco americano, tendo o dólar como referência monetária, está sob a liderança dos Estados Unidos. É fundamental ressaltar que esse país exerce incontestável influência regional, mas, acima de tudo, sua influência se dá na escala global. O segundo bloco é o europeu, cuja referência monetária é o euro, sob comando dos países que compõem a União Europeia e com significativa influência no norte da África e parte do Oriente Médio. Esse bloco também exerce poderosa influência na escala global e tem sido citado como o responsável pelo abalo da posição do dólar como moeda hegemônica global. Finalmente, temos o bloco da Ásia ou do Pacífico. A referência monetária ainda é o iene (japonês) e a área de projeção econômica compreende o chamado Cinturão do Pacífico, a China, a Austrália e a Nova Zelândia. Sem esquecer que, nesse bloco, a influência dos Estados Unidos é, também, muito significativa. c) A China, com seu dinamismo econômico, destaca-se no bloco do Pacífico, colocando em xeque a liderança do Japão na região. Mas não somente entre os blocos o poder das influências se altera. Entre blocos ou entre regiões, novos laços se estabelecem. O Brasil, por exemplo, tem procurado, estrategicamente, incrementar o intercâmbio comercial com a China, fazendo acordos comerciais, para assim, diminuir sua dependência (e a do restante da América do Sul) dos EUA. O Brasil já é o principal parceiro comercial da China na América Latina. Empresas brasileiras têm ampliado seus negócios naquele país, exportando, por exemplo, as turbinas geradoras para a hidrelétrica de Três Gargantas. A cooperação estende-se para o setor aeroespacial, com o desenvolvimento conjunto de satélites para meteorologia e telecomunicações. Pode-se destacar o papel de alguns países no âmbito das influências econômicas globais, principalmente após o período de crise econômica verificado no mundo em 2009. Nesse sentido, ressalta-se a influência de um grupo de países conhecidos por BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), formado por economias emergentes e que tem se destacado no cenário econômico mundial.

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Páginas 20-22

1. Sistema Bipolar Países líderes Países aliados
Estados Unidos União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Países capitalistas como Reino Unido, França, Alemanha Ocidental ou República Federativa da Alemanha (RFA), Canadá, Austrália e outros ligados aos EUA por acordos como a Otan. Países socialistas localizados no Leste Europeu: Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Polônia, Alemanha Oriental ou República Democrática da Alemanha (RDA) e outros ligados à URSS por acordo militar como o Pacto de Varsóvia.

2. Maiores polos de comércio mundial Áreas de maior fragilidade nas trocas mundiais
A União Europeia, o bloco dos países asiáticos e da Oceania, os países que compõem a América do Norte. A África, o Oriente Médio, a CEI e a América Latina.

3. O primeiro mapa representa a divisão bipolar do mundo entre capitalismo, sob a hegemonia dos Estados Unidos, e socialismo, sob a liderança da extinta URSS, além das regiões periféricas dominadas por esses países polarizadores. Essa divisão, típica do período da Guerra Fria, foi superada com o fim da URSS e pelo domínio do capitalismo, ainda sob a forte liderança dos EUA. Nessa nova configuração, surgem novos centros econômicos no mundo que polarizam suas regiões, ampliando as relações de influência regional e global, como mostra o segundo mapa. 4. Alternativa b. A organização dos países em blocos econômicos regionais não corresponde a todas as dinâmicas importantes que ocorrem na ordem mundial contemporânea que se organiza de modo multipolar. Um país como a China, com imensa população e produção e enorme potencial de crescimento, conta sozinho como uma força importante nessa nova ordem mundial.

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Páginas 22-23

No texto dos alunos, espera-se que sejam contemplados os seguintes aspectos: • A indicação de que os EUA, o Canadá, os países da Europa Ocidental, o Japão e a Austrália são representativos dos países centrais, enquanto os países africanos, parte dos asiáticos e dos latino-americanos representam os países periféricos. • A condição marginal na participação de troca mundial de mercadorias de certas áreas do planeta (América do Sul e Central, África e partes da Ásia) corresponde a uma indicação, entre outras possíveis, da condição de subdesenvolvimento (ou de atraso econômico) de alguns países, o que corresponde a uma possível visão de divisão do mundo entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Essa condição à margem dos grandes fluxos comerciais do mundo não significa que os países da “periferia” não se relacionam com os do “centro”. As relações existem, porém elas são marcadas por várias desigualdades e desvantagens econômicas nas transações e no poder de decisão. Espera-se, também, que a análise permita aos alunos questionarem se ainda é possível enxergar nesse mundo multipolar um centro e uma periferia. Dessa forma, eles podem concluir que a fragilidade e a condição periférica na ordem mundial contemporânea ainda permanecem em inúmeras áreas do mundo. Não é importante que eles concluam algo correto, o que importa neste momento é que eles percebam e compreendam a existência de desigualdades.

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Páginas 23-24

1 M U

L

T

4

6 P I P O L A R I D A D E Í 2 U R S S 7 E E S U 9 3 B I P O L A R I D A D O O Ó B L R 8 A 10 P A Í S E S C E N T R A I S A P F 5 B E R T C A

11 M E R C O S U 12 L I M E N E

Páginas 24-25

1. Alternativa d. Diferentemente do senso comum, que costuma afirmar sobre uma situação de integração geral no mundo, de eliminação das desigualdades, de ampliação do desenvolvimento, o processo de globalização ainda não traz esses indícios. Ao contrário, são novas as desigualdades. 2. Alternativa d. De fato, não é mais adequado olhar o mundo a partir de dois polos bem marcados pelo socialismo e pelo capitalismo – uma ordem bipolar –, pois parece mais real admitir um mundo multipolar, cujas expressões mais importantes são a formação de blocos econômicos e o poderio de certas nações.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 OS PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS SUPRANACIONAIS

Páginas 26-27

1. O texto apresenta uma síntese histórica da União Europeia, desde a sua formação até a atualidade. Peça aos alunos que verifiquem no mapa da página 28 a localização desses países, levando em consideração a data de ingresso de cada membro na organização. Espera-se que eles identifiquem não apenas o assunto, mas percebam que o texto apresenta um panorama histórico desde a fundação da União Europeia em 1957, considerando o período pós-guerra e a necessidade de reorganização das economias mundiais. 2. A necessidade de reorganização no período pós-II Guerra Mundial. 3. Esses países eram socialistas e só começaram a se aproximar da economia capitalista da Europa Ocidental depois da crise do bloco socialista e o fim da Guerra Fria, o que possibilitou a transição para o capitalismo e a busca de fortalecimento regional. Esse processo resultou na assinatura do Tratado de Nice, em 2001, e o efetivo ingresso na União Europeia.

Páginas 28-30

1. O mapa permite que os alunos destaquem todos os dados solicitados, desenvolvendo, dessa forma, uma habilidade importante que é a de transposição de linguagens. Nesse sentido, a atividade permite que os alunos leiam e extraiam informações do mapa para organizá-las de outra forma, ou seja, em formato de tabela.

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União Europeia Ano de ingresso
1957 1957 1957 (1957) [1990]

País
Bélgica Holanda Luxemburgo Alemanha (Ocidental) [após unificação da Alemanha]

Adota o euro?
sim sim sim sim

1957 1957 1973 1973 1973 1981 1986 1986 1995 1995 1995 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2007 2007

França Itália Reino Unido Irlanda Dinamarca Grécia Espanha Portugal Finlândia Áustria Suécia Estônia Lituânia Letônia Polônia República Tcheca Eslováquia Hungria Chipre Malta Eslovênia Bulgária Romênia

sim sim não sim não sim sim sim sim sim não não sim sim sim sim sim não sim sim sim não não

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2. Aqui novamente os alunos poderão completar a atividade com o que foi discutido em sala. Espera-se que eles citem os principais tratados e acordos fundamentais para a constituição da União Europeia, bem como a ampliação no número de paísesmembros. Por exemplo: • Tratado de Haia (1947): Bélgica, Luxemburgo e Holanda (BENELUX); • Tratado de Paris (1948): uniram-se aos países anteriores a Alemanha Ocidental, a França e a Itália (Ceca); esses países deram origem ao Mercado Comum Europeu (1957). O importante nesta proposta é que os alunos busquem reorganizar as informações do texto, destacando os elementos mais importantes.

Páginas 31-37

Observação! Professor, na organização das atividades do Caderno do Aluno, optou-se por explorar o texto referente ao Mercosul antes da atividade relativa à Alca, uma vez que esta supõe dos alunos certos conhecimentos a respeito do Mercosul. 1. a) Eliminação das tarifas alfandegárias de centenas de produtos, criando uma zona de livre-comércio para a atuação das empresas; livre circulação de mercadorias e dólares entre os países integrantes; restrições ao livre trânsito de trabalhadores entre os países, impedidos de migrar em busca de melhores condições de vida. b) O Canadá tem a vantagem de ampliar seu mercado escoando sua produção para mais de 430 milhões de habitantes, mas pode, com isso, aumentar ainda mais sua dependência dos Estados Unidos. O México também usufrui da ampliação do mercado consumidor. Porém, seus sérios problemas sociais e sua fragilidade econômica o deixam numa situação mais fragilizada perante os demais integrantes do Nafta. Ainda se destaca como fornecedor de mão de obra barata para empresas transnacionais dos Estados Unidos. Estes, por sua vez, levam vantagem com o Nafta, pois ampliaram seu mercado consumidor e tiveram acesso à abundante mão de obra barata mexicana. Entretanto, precisam resolver o problema social dos milhões de imigrantes ilegais que vivem no país, principalmente mexicanos.

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2. Espera-se que os alunos percebam que o Mercosul só passou a existir após a união de seus maiores membros, ou seja, Brasil e Argentina. O bloco nasceu da aproximação geopolítica entre o Brasil e a Argentina e dos acordos prévios de integração econômica bilateral firmados entre os dois países. A precondição para a cooperação diplomática e econômica foi a redemocratização política: em meados da década de 1980, ambos transitaram de ditaduras militares para regimes civis baseados em eleições livres. Após as mudanças políticas ocorridas nos dois países e a intensificação do processo de globalização, o empenho em transformar o rompimento dessa situação em fronteiras comerciais abertas tem como ponto de partida o fato de a América do Sul constituir uma unidade física contínua, propiciadora de oportunidades de cooperação. 3. a) A resposta encontra-se logo no início do texto: ao analisar os resultados da balança comercial dos Estados Unidos nos últimos anos, ganha sentido o interesse norteamericano em compor uma área de livre-comércio com toda a América, pois apresenta superávits de exportação somente em comparação com a América Latina. Em relação a todos os outros continentes, a balança comercial norte-americana é deficitária. b) Os países latino-americanos têm, em geral, receio de uma integração continental, porque os interesses norte-americanos não são convergentes em relação às reais necessidades dos povos latino-americanos. Isso se comprova nas diversas formas de intervenção norte-americana em países da América Latina. 4. Espera-se que os alunos identifiquem nos textos motivações do governo brasileiro em fortalecer o seu papel comercial na América do Sul. Nesse sentido, em relação à concretização da Alca, a maior resistência vem do governo brasileiro que não tem medido esforços para, de certo modo, retardar sua efetivação. A posição brasileira é em defesa do Mercosul, atualmente o quarto maior bloco de mercado do mundo, com um PIB conjunto que já supera 1 trilhão de dólares, e tem efetuado parcerias de livre mercado com vizinhos, ampliando o seu poder na região.

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Página 37

Nos textos acerca dos blocos econômicos, há inúmeros dados e informações para auxiliar na elaboração desta carta. Sugere-se também que os alunos sejam instruídos a utilizar todos os procedimentos e normas adequados à elaboração de uma carta. Nesse sentido, sugerimos que a atividade seja realizada em parceria com o professor de Língua Portuguesa, que se encarregaria de desenvolver tais procedimentos, inclusive considerando o trabalho como atividade interdisciplinar.

Páginas 37-38

Alternativa c, conforme os números 1 a 4 inseridos ao lado de cada um desses blocos econômicos.

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