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ESTADO DE SANTA CATARINA


POLÍCIA MILITAR
DIRETORIA DE INSTRUÇÃO E ENSINO

LEGISLAÇÃO

INSTITUCIONAL

Elaboração: Cap PM Carlsbad Von


Knoblauch

CFSD 2011

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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MENSAGEM DO COORDENADOR DA DISCIPLINA

Prezados(as) alunos(as),

A disciplina de Legislação Institucional deve servir de base para todas as


demais que serão lecionadas no Curso de Formação de Soldados.

Aqui, os Senhores aprenderão a vivenciar o dia-a-dia da “caserna”, com as


normas básicas de continência, deferências e serviços internos. Nestes últimos,
irão proteger o quartel, mesmo com o risco da própria vida. Passar por
dificuldades em serviços primários como: plantão, sentinela, ronda, operações
policiais, eventos esportivos, etc, mas, dificuldades estas, que servirão para
engrandecimento profissional, para a valorização de cada segundo de suas
preciosas vidas.

Em pouco tempo perceberão que ingressaram numa Corporação grandiosa,


com mais de onze mil integrantes e uma história que vai se aproximando cada
vez mais dos duzentos anos de existência. Estão abraçando muito mais que
uma simples profissão: uma carreira, uma vocação.

Importante ressaltar que muitas vezes não receberão o tratamento devido,


serão mal compreendidos, e nem sempre bem vindos, mas a recompensa
poderá vir na resolução de problemas da sociedade, na retirada de mais um
infrator das ruas, na prevenção do crime e quem sabe em atos heróicos que
poderão ocasionar inclusive, suas promoções.

Aproveitem cada momento na escola, e mais especificamente, nesta disciplina,


é aqui o local para fazer perguntas, principalmente aquelas que vocês não
venham a encontrar respostas nas demais.

Sucesso!

Capitão PM Carlsbad Von Knoblauch


Coordenador Estadual da disciplina de Legislação Institucional
vonknoblauch@hotmail.com ou 925836@pm.sc.gov.br - (48) 9117.0371

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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SUMÁRIO

1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO....................................................................................................4
SINOPSE HISTÓRICA DA POLÍCIA NO BRASIL.............................................................................4
HISTÓRIA DA PMSC...................................................................................................................4
ALGUMAS DATAS IMPORTANTES PARA A POLÍCIA MILITAR.......................................................5
2. RISg......................................................................................................................................10
3. R-Cont...................................................................................................................................21
4. R D P M S C...........................................................................................................................45
5. REGULAMENTO P A D.........................................................................................................70
6. E S T A T U T O......................................................................................................................91
7. PLANO DE CARREIRA DAS PRAÇAS......................................................................................133
8. LEI COMPLEMENTAR N. 318 de 17 janeiro de 2006.............................................................133
Das Disposições Preliminares...............................................................................................133
Dos Critérios de Promoção...................................................................................................135
Das Condições Básicas.........................................................................................................136
Do Processamento das Promoções.......................................................................................136
Da Comissão de Promoções de Praças.................................................................................136
Das Disposições Finais.........................................................................................................137
Das Disposições Gerais........................................................................................................140
Dos Conceitos e Definições..................................................................................................140
Da avaliação, da Arregimentação e do Quadro de Acesso....................................................141
Do Início da Carreira e dos Cursos de Formação..................................................................142
Das promoções.....................................................................................................................142
Dos Recursos........................................................................................................................143
Das disposições Finais e Transitórias....................................................................................143

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HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

SINOPSE HISTÓRICA DA POLÍCIA NO BRASIL

A história da Polícia no Brasil remonta ao século XIX, mais precisamente


ao ano de 1808, com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, fugindo
da invasão de Napoleão a Portugal. Ao chegar ao Brasil, D. João VI traz junto
consigo a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, considerada como sendo o
embrião da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, iniciando assim a história
das Polícias no País. Na época da declaração da Independência, em 1822, a
segurança da população se confundia com a própria segurança da nação. Não
se tinha nesta época a noção que temos hoje a respeito de segurança pública,
nem tampouco organizações que se dedicassem exclusivamente a este mister.
A própria legislação era omissa quanto a este assunto. A Constituição do
Império, de 1824, por exemplo, nada referenciava a respeito de segurança
pública.
Então a primeira polícia constituída no Brasil foi a do Rio de Janeiro,
posteriormente difundiu-se para as províncias.
HISTÓRIA DA PMSC

A Polícia Militar de Santa Catarina foi criada no dia 05 de maio de 1835,


quando o Brasil tinha apenas 13 anos de idade como nação independente e a
população de Desterro - hoje Florianópolis - em sua maioria ainda andava
descalça ou no máximo usava tamancos.
A Força Policial, como se chamava então, nascia numa província muito
atrasada em relação a outras do país e teve, desde o início, uma importância
maior, afinal, a costa catarinense - principalmente a Ilha de Santa Catarina -
era considerada ponto estratégico militar para todas as nações que tinham
interesses dirigidos para a América do Sul.
Essa era, portanto, a situação da Vila de Nossa Senhora do Desterro,
quando Feliciano Nunes Pires, presidente da província, criou a Força Policial,
em maio de 1835.
A Corporação enfrentou sérias dificuldades já durante os seus primeiros
anos.

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Além do pequeno efetivo e da falta de verbas, era obrigada a defender as


pequenas comunidades mais próximas dos constantes ataques de índios.
A eclosão da Revolução Farroupilha, em Laguna e Lages, exigiu o
aumento do contingente, diante da possibilidade muito séria de também a
Capital ser invadida pelas tropas gaúchas dos Farrapos. Era o episódio heróico
de Anita e Giuseppe Garibaldi visto pelo outro lado - o monarquista.
Em 1860, os relatórios chamavam a atenção para a inexistência de um
Quartel para a Força Pública, que tinha a sua apertada sede numa das salas
térreas do Palácio do Governo, na praça principal do povoado.
Cinco anos depois, o Brasil estava no auge da Guerra contra o Paraguai e
- como aconteceu em todas as províncias - a de Santa Catarina também
forneceu homens para lutar ao lado dos exércitos Argentino e Uruguaio.
Corria o ano de 1888, quando a Força Policial se viu obrigada a mudar a
sua sede. O local escolhido foi o chamado Mato Grosso, no prédio onde
funcionou o Liceu Normal Literário e onde está até hoje. Isso, apesar dos gritos
da imprensa e dos deputados províncias, pelo fato da Força Policial estar
deixando o centro do povoado e mudando-se para os arrabaldes.
Ao longo de todo esse tempo, a Polícia Militar atravessou vários períodos
marcantes, desde a Proclamação da República. Durante as revoluções de 1924
e 1930 - numa tentativa de dificultar a invasão da Ilha pelas tropas lideradas
por Getúlio Vargas - tirou todas as tábuas do piso da Ponte Hercílio Luz, que
liga a ilha ao continente.
A Polícia Militar de Santa Catarina é considerada uma corporação modelo,
modernizando-se nas ações de prevenção, segurança e proteção à comunidade
catarinense.
À violência do mundo moderno, contrapõe com a implantação de uma
filosofia envolvente, onde a cidadania é o lema, e a qualidade de vida do povo
catarinense a grande meta.

ALGUMAS DATAS IMPORTANTES PARA A POLÍCIA MILITAR

1835 – Data da fundação, pelo Comendador Feliciano Nunes Pires, em 05


de maio.
Em 12 do mesmo mês, aprovação do Regulamento, em que se definiam
seus direitos e deveres.

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1840 – Foi aprovada uma Lei que delegou o comando da Força Pública
para Oficiais da Corporação. Anteriormente, de acordo com a legislação, só
podia ser confiado a Oficiais do Exército.
1848 – Revogada a Lei anterior, voltando o Comando Geral a ser
exercido exclusivamente por Oficiais do Exército.
1865 – Doze voluntários da Força Policial foram incorporados aos
batalhões do Exército para combaterem na Guerra do Paraguai.
1872 – Recebeu a Força Policial um rude golpe com a aprovação da Lei
que determinava que quando houvesse falta de Oficiais do Exército, quer
efetivos , honorários ou reformados, ou da Guarda Nacional, o comando geral
fosse confiado a qualquer outro cidadão que reunisse os requisitos necessários,
o que equivale dizer, entregue a um elemento civil, com injusta preterição
dos Oficiais, que nas fileiras não mediam esforços em servir a Província. A
Instrução Militar passa receber atenção, ficando o Comandante da Força
Policial a de designar um dia por semana para instrução.
1874 – Foi mandado reconstruir o Quartel da Força policial, que vinha
funcionando em condições precárias, providenciada a aquisição de novo
armamento e equipamento, com auxílio do Império, através do Ministério da
Guerra. Foi nomeada, pelo presidente Interino da Província, uma comissão para
apresentar um Plano de reforma da Força Policial e modelando a instrução pelo
Depósito de Instrução do Exército.
1892 – No dia 21 de setembro, sob a batuta do mestre civil contratado,
João A. Penedo, surgiu a banda de Música, que até hoje é orgulho de todos os
milicianos e faz parte da vida dos catarinenses.
1894 – A 1° de junho, foi baixado Decreto que dava nova redação à
organização da Força Policial, que passaria a denominar-se “Corpo de
Segurança”. Neste mesmo ano, com as Tropas Federais, parte para as
fronteiras com Rio grande do Sul, onde enfrentou com bravura as forças
rebeldes daquela província, que pretendiam invadir nosso território.
1912 – Data em que findou a Campanha do Contestado, com a queda
do último reduto dos Fanáticos, em 2 de Abril.
1916 – Em 30 de setembro, pela Lei n° 1.137, o Corpo de Segurança
passou a denominar-se Força Pública do Estado.
1917 – Estabelecido um acordo entre a União e o Estado, e sancionada a
lei n° 1.150, de 17 de setembro, dando nova organização à Força policial, que
passou a ser Auxiliar do Exército, como reserva de primeira linha.
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1921 – Foi criada a 1ª Cia PM, em Herval do Oeste, no dia 19 de


novembro.
1924 – Ocorreu, no Estado de São Paulo, movimentado revolucionário,
tendo dele participado a nossa Força Pública, com passagem brilhante.
1926 – Pela primeira vez são realizados exames de recrutas na
Corporação. Em 26 de setembro foi criada uma seção de Bombeiros na Capital,
origem do Corpo de Bombeiros da PMSC.
1927 – Foi organizada a Enfermaria Regimental da Polícia Militar.
1928 – Criado o Serviço de Rádio Telegrafia.
1930 – Deflagrou outro movimento revolucionário, desta feita oriundo do
Rio Grande do Sul, do qual participou a nossa Força Pública.
Nessa ocasião, em virtude de ter o comando da Força se recusado a
apoiar os revolucionários, assumiu o comando da mesma o Coronel Amadeu
Massot, reformado da Brigada militar do Rio Grande do Sul, que , como
castigo , diminuiu o efetivo e demitiu vários Oficiais sem qualquer processo.
1937 – Foi inaugurado o gabinete tipográfico , a atual gráfica da
Corporação.
1939 – Alterada a denominação de Força Pública , para Força Policial.
1940 – Aprovada a Organização Judiciária para a Força policial (Dec-Lei
n° 431).
1952 – Criado o 3° Batalhão de Polícia Militar, 05 de maio inicialmente
como companhia.
1958 – Criada a 5ª Cia PM, em Tubarão.
1959 – Em 26 de Agosto foi criado o 1° BPM, na cidade de Itajaí.
Criado o gabinete Psicotécnico da Polícia Militar, o qual introduziu os
exames psicológicos na seleção de pessoal.
1960 – Foi criado a companhia de Porto União (1ª/3° BPM).
1961 – Foi criado o 2° BPM – Chapecó.
1962 – A 5 de maio surge o Esquadrão de Rádio patrulha, tornando mais
eficiente o policiamento ostensivo.
1964 – Inaugurado o Hospital da Polícia Militar, denominado Cel PM Lara
Ribas.
1965 – Criada a estação de Bombeiro do Estreito.
Criado o Centro de Instrução Policial Militar (CIPM), em 12 de dezembro,
que reuniu os Cursos de Formação Técnico-Profissional.
1968 – Em 26 de janeiro, foi criada a 2ª Cia PM, em Joinville.
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Em 13 de agosto, foi criada a Estação de Bombeiros de Blumenau.


1969 – Em 29 de fevereiro, foi criado o 4° BPM, em Florianópolis.
Em 02 de Julho, o Decreto Lei n° 667 reorganiza as Polícias Militares e os
Corpos de Bombeiros Militares, definindo competências e determinando a
exclusividade das Policias militares na execução do Policiamento Ostensivo,
fardado, ressalvadas as missões peculiares da Forças Armadas.
Em 29 de dezembro, foi criada a 2ª Cia PM, no município de São Miguel
do Oeste.
1970 – Foi criada a estação de Bombeiros de Criciúma. Em 14 de
outubro foi criado a 4ª Cia PM de Lages.
1971 – Foi criado o Corpo de Bombeiros de Tubarão.
1973 – É criada a estação do Corpo de Bombeiros de Rio do Sul.
1977 – Em 12 de maio foi criada a Polícia Rodoviária Estadual, com
efetivo de um Pelotão.
1979 – Em 31 de maio foi criada a Academia de Polícia Militar, a
companhia de Policiamento de Guarda. Em 8 de maio foi criada a Companhia
de Comando e Serviços do Comando Geral.
1981 – Em 15 de Janeiro foi implantado na Cidade de Tubarão o 5° BPM.
Em 7 de outubro foi criado o Comando do Policiamento do Interior. Foi criado
no dia 30 de dezembro na Capital do Estado, no setor continental, o 7° BPM.
1982 – Instituído o prêmio “Amigo da Polícia Militar”. Em 15 de agosto
foi implantada, em Florianópolis, a Companhia de Polícia Rodoviária Estadual.
1983 - No dia 13 de junho, foi implantado a 4ª Companhia do 5° BPM, na
cidade de Laguna. Em 10 de fevereiro criado na PMSC o pelotão de Polícia
Militar Feminina, nesta data, o ingresso de efetivos do sexo feminino na
corporação. Em 04 de maio, uma decisão do Conselho Federal de Educação
torna o Curso de Formação de Oficiais da PMSC, equivalente aos cursos de
nível universitário realizados no país. Em 30 de maio foi implantado o Comando
do Corpo de Bombeiro.
1984 – Em 14 de março aconteceu a implantação do Colégio Policial
Militar, destinado a alunos do 1° e 2° graus.
1985 – Comemorações alusiva ao Sesquicentenário da PMSC. Em 3 de
maio criada a Seção de Combate a Incêndio de Dionísio Cerqueira.
1987 – Em 6 de março foi implantado na Cidade de Blumenau, o 10°
BPM. Em 12 de março foram inauguradas no bairro Estreito em Florianópolis,
as novas instalações do 1° Grupamento de Incêndio de Corpo de Bombeiros.
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1988 – Em 13 de julho foi ativado, em Florianópolis, o Comando do


Policiamento da Capital (CPC), ao qual ficaram subordinadas as unidades
operacionais da Capital e o COPOM.
1989 – Em 18 de abril foi ativada em Florianópolis a Creche da PMSC. Em
11 de Julho, através de Lei Estadual, foi criado o Fundo de Reequipamento da
PMSC (FURPOM).
1992 – Criado o grupo de radiopatrulhamento aéreo (GRAER).
2002 – Em 12 de julho formou-se na Academia de Polícia Militar da
Trindade a primeira turma, composta de 30 cadetes, de bacharéis em
segurança pública, curso de graduação pioneiro no Brasil.
2004 – Separação definitiva do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de
Santa Catarina, passando cada corporação a ter os seus comandantes
independentes entre si, “subordinados” ao Secretário de Segurança Pública.
2009 – Passa a ser exigido nível superior para ingresso na PMSC.

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RISG

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais - R-1 (RISG) Brasília - DF, 19


de dezembro de 2003. PORTARIA Nº 816, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2003.
Aprova o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (R-1). O COMANDANTE
DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o
Art. 1º do Decreto de 24 de maio de 1994, combinado com o Art. 19 da Lei
Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999,e de acordo com o que propõe o
Estado-Maior do Exército, resolve:
Art. 1º Aprovar o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (R-1), que com
esta baixa.
Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogar as Portarias do Comandante do Exército nº 366, de 30 de julho
de 2002, e nº 103, de 18 de março de 2003.
TÍTULO I DAS GENERALIDADES CAPÍTULO I DA FINALIDADE E DA APLICAÇÃO
Art. 1º O Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (RISG) prescreve tudo
quanto se relaciona com a vida interna e com os serviços gerais das unidades
consideradas corpos de tropa, estabelecendo normas relativas às atribuições,
às responsabilidades e ao exercício dos cargos e das funções de seus
integrantes. [...]
Art. 11. Grande comando é a denominação genérica de qualquer comando da F
Ter, privativo de oficial-general, podendo ser comando militar de área, região
militar, divisão de exército, brigada, artilharia divisionária, grupamento de
engenharia, grupamento logístico e comando de aviação do exército.
§ 1º As regiões militares são grandes comandos territoriais, constituídos de um
comando e de organizações militares de natureza variável. [...]
Art. 14. Unidade é a OM da F Ter cujo comando, chefia ou direção é privativo
de oficial superior, exceto as subunidades independentes, podendo ser
regimento, batalhão, grupo, esquadrão de aviação, parque, base ou depósito.
Parágrafo único. Os comandos de fronteira são organizações militares,
comandadas por oficial superior, que reúnem elementos de comando,
unidades, subunidades e pelotões. [...]
Art. 16. As subunidades da F Ter são denominadas companhia, esquadrão,
bateria ou esquadrilha de aviação, consideradas, para todos os efeitos, corpos
de tropa, podendo ser incorporadas ou independentes.
[...] TÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES CAPÍTULO I NAS UNIDADES Seção I Do
Comandante
Art. 18. O comando é função do grau hierárquico, da qualificação e das
habilitações, constituindo uma prerrogativa impessoal com atribuições e
deveres.
Art. 19. Os dispositivos deste Regulamento, relativos ao Cmt U, aplicam-se,
também, ao Ch ou ao Dir.
Art. 20. O Cmt U exerce sua ação de comando em todos os setores da unidade,
usando-a com a iniciativa necessária e sob sua inteira responsabilidade.
Parágrafo único. A ação de comando de que trata o caput deste artigo é
caracterizada, principalmente, pelos atos de planejar, orientar, coordenar,
acompanhar, controlar, fiscalizar e apurar responsabilidades. [...]
Seção II Do Subcomandante
Art. 22. O SCmt U é o principal auxiliar e substituto imediato do Cmt U, seu
intermediário na expedição de todas as ordens relativas à disciplina, à
instrução e aos serviços gerais, cuja execução cumpre-lhe fiscalizar.
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[...] Seção IV Do S1
Art. 26. O S1 é o chefe da 1ª seção do EM/U, responsável pelos encargos
relativos à coordenação e ao controle das atividades relacionadas com pessoal,
BI, justiça e disciplina, protocolo e arquivo da correspondência interna e
pagamento do pessoal da unidade [...]
Art. 27. Nas SU independentes, quando não existir cargo específico, a função
de S1 pode ser exercida cumulativamente pelo SCmt U.
Seção V Do S2
Art. 28. O S2 é o chefe da 2ª seção do EM/U, responsável pelas atividades
relativas à Inteligência e à Contra-Inteligência. [...]
Seção VI Do S3
Art. 30. O S3 é o chefe da 3ª seção do EM/U, responsável pelas atividades
relativas à instrução e às operações. [...]
Seção VII Do S4
Art. 32. O S4 é o chefe da 4ª seção do EM/U, podendo também acumular os
encargos de Fisc Adm; como auxiliar imediato do Cmt U na administração da
unidade, é o principal responsável pela perfeita observância de todas as
disposições regulamentares relativas à administração [...]
Seção III Do Sargenteante e dos Sargentos
Art. 118. Os sargentos são auxiliares do Cmt SU e dos oficiais da SU em
educação, instrução, disciplina e administração e lhes incumbe, ainda,
assegurar a observância ininterrupta das ordens vigentes, angariando a
confiança dos seus chefes e a estima e o respeito dos seus subordinados. [...]
Seção VIII Dos Cabos e Soldados
Art. 131. Aos cabos incumbe:
I - auxiliar na instrução do elemento de tropa que lhes incumbir ou lhes for
confiado;
II - participar ao seu Cmt direto as ocorrências que se verificarem com o
pessoal a seu cargo;
III - comandar o elemento de tropa que regularmente lhes incumbir ou que
lhes seja confiado;
IV - manter-se em condições de substituir, eventualmente, os 3º Sgt, na
instrução e nos serviços;
e V - cumprir, rigorosamente, as normas de prevenção de acidentes na
instrução e atividades de risco.
Art. 132. O soldado é o elemento essencial de execução e a ele, como a todos
os militares, cabe os deveres de:
I - pautar a conduta pela fiel observância das ordens e disposições
regulamentares;
II - mostrar-se digno da farda que veste;
e III - revelar como atributos primordiais de sua nobre missão:
a) o respeito e a obediência aos seus chefes;
b) o culto à fraternal camaradagem para com os companheiros;
c) a destreza na utilização do armamento que lhe for destinado e o cuidado
com o material que lhe seja entregue;
d) o asseio corporal e o dos uniformes;
e) a dedicação pelo serviço e o amor à unidade;
e f) a consciente submissão às regras disciplinares.
Art. 133. Ao soldado cumpre, particularmente:
I - esforçar-se por aprender tudo o que lhe for ensinado pelos seus instrutores;
II - evitar divergências com camaradas ou civis e abster-se de prática de vícios
ou atividades que prejudicam a saúde e aviltam o moral;

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III - manter relações sociais somente com pessoas cujas qualidades morais as
recomendem;
IV - portar-se com a máxima compostura e zelar pela correta apresentação de
seus uniformes, em qualquer circunstância;
V - compenetrar-se da responsabilidade que lhe cabe sobre o material de que
é detentor, abstendo-se de desencaminhar ou extraviar, propositadamente ou
por negligência, peças de fardamento, armamento, equipamento ou outros
objetos pertencentes à União;
VI - participar, imediatamente, ao seu chefe direto o extravio ou estrago
eventual de qualquer material a seu cargo;
VII - apresentar-se ao Cb Dia, quando sentir-se doente;
VIII - ser pontual na instrução e no serviço, participando ao seu chefe, sem
perda de tempo e pelo meio mais rápido ao seu alcance, quando, por motivo
de doença ou de força maior, encontrar-se impedido de cumprir esse dever;
e IX - cumprir, rigorosamente, as normas de prevenção de acidentes na
instrução e nas atividades de risco.
[...] TÍTULO IV DOS SERVIÇOS GERAIS CAPÍTULO I DO BOLETIM INTERNO
Art. 173. O BI é o documento em que o Cmt U publica todas suas ordens, as
ordens das autoridades superiores e os fatos que devam ser do conhecimento
de toda a unidade.
§ 1º O BI é dividido em quatro partes:
I - 1ª – Serviços Diários;
II - 2ª – Instrução;
III - 3ª – Assuntos Gerais e Administrativos;
e IV - 4ª – Justiça e Disciplina.
§ 2º O BI é publicado diariamente ou não, conforme as necessidades e o vulto
das matérias a divulgar.
§ 3º Os assuntos classificados como sigilosos são publicados em boletim
reservado, organizado pelo S2, de forma semelhante à do boletim ostensivo.
§ 4º Nos sábados, domingos e feriados, havendo expediente na unidade,
também pode ser publicado o BI.
§ 5º Cópias autenticadas de BI, ou de partes deste, bem como cópias
autênticas, somente podem ser emitidas pelo ajudante-secretário, e conforme
determinação do Cmt U.
Art. 174. O BI contém, especialmente:
I - a discriminação do serviço a ser executado pela unidade;
II - as ordens e decisões do Cmt U, mesmo que já tenham sido executadas;
III - as determinações das autoridades superiores, mesmo que já cumpridas,
com a citação do documento da referência;
IV - as alterações ocorridas com o pessoal e o material da unidade;
V - as ordens e disposições gerais que interessam à unidade e referência
sucinta a novos manuais de instrução, regulamentos ou instruções, com
indicação do órgão oficial em que tiverem sido publicados;
VI - referências a oficiais e praças falecidos que, pelo seu passado e conduta,
mereçam ser apontados como exemplo;
VII - a apreciação do Cmt U ou da autoridade superior sobre a instrução da
unidade e referência a documentos de instrução recebidos ou expedidos;
VIII - os fatos extraordinários que interessam à unidade;
e IX - os assuntos que devam ser publicados por força de regulamentos e
outras disposições em vigor. Parágrafo único. Não são publicados em BI:
I - os assuntos que tenham sido transmitidos à unidade em caráter sigiloso ou
quaisquer referências a esses mesmos assuntos;

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e II - as ocorrências ou os assuntos não relacionados com o serviço do


Exército, salvo se tiverem dado lugar à expedição de alguma ordem ou
estiverem ligados a comemoração de caráter cívico. [...]
Seção III Do Expediente
Art. 184. O expediente é a fase da jornada destinada à preparação e execução
dos trabalhos normais da administração da unidade e ao funcionamento das
repartições e das dependências internas. Parágrafo único. Os serviços de
escala e outros de natureza permanente independem do horário do expediente
da unidade, assim como todos os trabalhos e serviços em situações anormais.
[...]
Capítulo III DAS ESCALAS DE SERVIÇO
Art. 187. A escala de serviço é a relação do pessoal ou das frações de tropa
que concorrem na execução de determinado serviço, tendo por finalidade
principal a distribuição eqüitativa de todos os serviços de uma OM.
§ 1º Em cada unidade ou SU, as escalas respectivas são reunidas em um só
documento, devendo cada uma delas conter os esclarecimentos necessários
relativos à sua finalidade.
§ 2º Todas as escalas são rigorosamente escrituradas e mantidas em dia pelas
autoridades responsáveis, sendo nelas convenientemente registrados os
serviços escalados e executados, bem como as alterações verificadas por
ordem ou motivo superior. [...]
Capítulo IV DO SERVIÇO INTERNO
Art. 192. O serviço interno abrange todos os trabalhos necessários ao
funcionamento da unidade e compreende o serviço permanente e o serviço de
escala.
§ 1º O serviço interno permanente é executado segundo determinações dos
Cmt SU e chefes das repartições e das dependências internas, de acordo com
os preceitos e as disposições deste e de outros regulamentos.
§ 2º O serviço interno de escala compreende:
I - Of Dia à unidade e seu Adj (ou Fisc Dia, Aux e Adj);
II - Med Dia (a critério do Cmt U);
III - guarda do quartel;
IV - Sgt Dia SU;
V - guarda das SU (alojamentos, garagens, cavalariças, canis, quando for o
caso);
VI - serviço-de-dia ao rancho (Sgt Dia, cozinheiro, cassineiro etc);
VII - serviço-de-dia às enfermarias;
VIII - telefonista-de-dia;
IX - ordens;
e X - serviços extraordinários (patrulhas, reforços, faxinas etc).
§ 3º O serviço de escala interno tem a duração de vinte e quatro horas, de
Parada a Parada, salvo o de faxina que será contado por jornada completa, do
início até o término do expediente. [...]
Seção I Do Oficial-de-Dia
Art. 197. O Of Dia é, fora do expediente, o representante do Cmt U e tem
como principais atribuições, além das previstas em outros regulamentos, as
seguintes:
I - assegurar, durante o seu serviço, o exato cumprimento de ordens da
unidade e das disposições regulamentares relativas ao serviço diário;
II - estar inteiramente familiarizado com os planos de segurança do
aquartelamento, de combate a incêndio, de chamada e os sinais de alarme
correspondentes, para fins de execução ou treinamento; [...]
Seção IV Do Adjunto
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Art. 205. O Sgt Adj é o auxiliar imediato do Of Dia, incumbindo-lhe:


I - apresentar-se ao Of Dia após receber o serviço, executar e fazer executar
todas as suas determinações;
II - transmitir as ordens que dele receber e inteirá-lo da execução;
III - secundá-lo, por iniciativa própria, na fiscalização da execução das ordens
em vigor relativas ao serviço;
[...] Seção V Do Sargento-de-Dia à Subunidade
Art. 207. O Sgt Dia SU é o auxiliar do Of Dia no que se referir ao serviço em
sua SU e, de conformidade com as determinações desse oficial, incumbe-lhe:
I - apresentar-se ao Cmt SU, ao Of Dia e ao Adj, ao entrar e sair de serviço e
após a leitura do BI;
II - informar ao Of Dia a existência de ordens especiais relativas à sua SU que
interessem ao serviço;
III - solicitar do Of Dia, na ausência do Cmt SU, qualquer providência de
caráter urgente; [...]
Seção VI Da Guarda do Quartel
Art. 210. A guarda do quartel é normalmente comandada por um 2º ou 3º Sgt
e constituída dos cabos e soldados necessários ao serviço de sentinelas.
[...] Art. 211. A guarda do quartel tem por principais finalidades:
I - manter a segurança do quartel;
II - manter os presos e detidos nos locais determinados, não permitindo que os
primeiros saiam das prisões, nem os últimos do quartel, salvo mediante ordem
de autoridade competente;
III - impedir a saída de praças que não estejam convenientemente fardadas,
somente permitindo a sua saída em trajes civis quando portadoras de
competente autorização e, neste caso, convenientemente trajadas;
IV - somente permitir a saída de praças, durante o expediente e nas situações
extraordinárias, mediante ordem ou licença especial e apenas pelos locais
estabelecidos;
V - não permitir a entrada de bebidas alcoólicas, inflamáveis, explosivos e
outros artigos proibidos pelo Cmt U, exceto os que constituírem suprimento
para a unidade;
VI - não permitir aglomerações nas proximidades das prisões nem nas
imediações do corpo da guarda e dos postos de serviço;
VII - impedir a saída de animais, viaturas ou material sem ordem da
autoridade competente, bem como exigir o cumprimento das prescrições
relativas à saída de viaturas;
VIII - impedir a entrada de força não pertencente à unidade, sem
conhecimento e ordem do Of Dia, devendo, à noite, reconhecer à distância
aquela que se aproximar do quartel;
IX - impedir que os presos se comuniquem com outras praças da unidade ou
pessoas estranhas, sem autorização do Of Dia;
X - dar conhecimento imediato ao Of Dia sobre a entrada, no aquartelamento,
de oficial estranho à unidade;
XI - levar à presença do Adj as praças de outras OM que pretendam entrar no
quartel;
XII - impedir a entrada de civis estranhos ao serviço da unidade sem prévio
conhecimento e autorização do Of Dia;
XIII - apenas permitir a entrada de civis, empregados na unidade, mediante a
apresentação do cartão de identidade em vigor, fornecido pelo SCmt U;
XIV - só permitir a entrada de qualquer viatura à noite, depois de reconhecida
à distância, quando necessário;

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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XV - fornecer escolta para os presos que devam ser acompanhados no interior


do quartel;
XVI - relacionar as praças da unidade que se recolherem ao quartel depois de
fechado o portão principal;
XVII - permitir a saída das praças, após a revista do recolher, somente das que
estejam autorizadas pelo Of Dia;
e XVIII - prestar as continências regulamentares. Parágrafo único. Na execução
dos serviços que lhes cabem, as guardas são regidas pelas disposições
regulamentares vigentes relativas ao assunto e instruções especiais do Cmt U.
Art. 212. No corpo da guarda é proibida a permanência de civis ou de praças
estranhas à guarda do quartel.
[...] Seção IX Dos Soldados da Guarda e das Sentinelas
Art. 219. Os soldados da guarda destinam-se ao serviço de sentinela,
incumbindo-lhes a observância de todas as ordens relativas ao serviço.
Art. 220. A sentinela é, por todos os títulos, respeitável e inviolável, sendo, por
lei, punido com severidade quem atentar contra a sua autoridade;
por isso e pela responsabilidade que lhe incumbe, o soldado investido de tão
nobre função portar-se-á com zelo, serenidade e energia, próprios à autoridade
que lhe foi atribuída.
Art. 221. Incumbe, particularmente, à sentinela:
I - estar alerta e vigilante, em condições de bem cumprir a sua missão;
II - não abandonar sua arma e mantê-la pronta para ser empregada,
alimentada, fechada e travada, e de acordo com as ordens particulares que
tenha recebido;
III - não conversar nem fumar durante a permanência no posto de sentinela;
IV - evitar explicações e esclarecimentos a pessoas estranhas ao serviço,
chamando, para isso, o Cb Gd, quando se tornar necessário;
V - não admitir qualquer pessoa estranha ou em atitude suspeita nas
proximidades de seu posto;
VI - não consentir que praças ou civis saiam do quartel portando quaisquer
embrulhos, sem permissão do Cb Gd ou do Cmt Gd;
VII - guardar sigilo sobre as ordens particulares recebidas;
VIII - fazer parar qualquer pessoa, força ou viatura que pretenda entrar no
quartel, especialmente à noite, e chamar o militar encarregado da necessária
identificação;
IX - prestar as continências regulamentares;
X - encaminhar ao Cb Gd os civis que desejarem entrar no quartel;
e XI - dar sinal de alarme:
a) toda vez que notar reunião de elementos suspeitos na circunvizinhança do
seu posto;
b) quando qualquer elemento insistir em penetrar no quartel antes de ser
identificado;
c) na tentativa de arrombamento de prisão ou fuga de presos;
d) na ameaça de desrespeito à sua autoridade e às ordens relativas ao seu
posto;
e) ao verificar qualquer anormalidade de caráter alarmante;
ou f) por ordem do Cb Gd, do Cmt Gd ou do Of Dia.
§ 1º Em situação que exija maior segurança da sentinela para o cabal
desempenho de sua missão, incumbe-lhe, especialmente à noite, e de
conformidade com as instruções e ordens particulares recebidas, além das
prescrições normais estabelecidas, as seguintes:
I - fazer passar ao largo de seu posto os transeuntes e veículos;
II - dar sinal de aproximação de qualquer força, logo que a perceba;
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e III - fazer parar, a uma distância que permita o reconhecimento, pessoas,


viaturas ou força que pretendam entrar no quartel.
§ 2º Para o cumprimento das disposições constantes do § 1º deste artigo, a
sentinela deve adotar os seguintes procedimentos:
I - no caso do inciso I do § 1º deste artigo:
a) comandar “Passe ao largo”;
b) se não for imediatamente obedecido, abrigar-se, repetir o comando, dar o
sinal de chamada ou de alarme e preparar-se para agir pela força;
c) se ainda o segundo comando não for cumprido, intimar pela terceira vez, e
tratando-se de indivíduo isolado, mantê-lo imobilizado à distância, apontando-
lhe sua arma carregada e com a baioneta armada, até que ele seja detido
pelos elementos da guarda que tiverem acorrido ao sinal de alarme;
d) em caso de não obediência à terceira vez, fazer um disparo para o ar e
somente reagir pelo fogo se houver, pelo indivíduo isolado, manifesta tentativa
de agressão à sua pessoa ou à integridade das instalações;
e) tratando-se de grupo ou de veículos, fazer um primeiro disparo para o ar e,
em seguida, caso não seja ainda obedecida, atirar no grupo ou nos veículos;
e f) no caso de ameaça clara de agressão, a sentinela fica dispensada das
prescrições citadas nas alíneas deste inciso;
II - na situação do inciso III do § 1º deste artigo:
a) perguntar à distância conveniente “Quem vem lá?”, se a resposta for
“amigo”, “de paz”, “oficial” ou “ronda”, deixá-lo prosseguir se pessoalmente o
reconhecer como tal;
b) em contrário ou na falta de resposta, comandar “Faça alto!” e providenciar
para o reconhecimento pelo Cb Gd;
e c) não sendo obedecida no comando “Faça alto!”, proceder como dispõe a
alínea “e” do inciso I deste parágrafo.
§ 3º Em situações excepcionais, o Cmt U pode dar ordens mais rigorosas às
sentinelas, particularmente quanto à segurança desses homens;
estas ordens devem ser transmitidas por escrito ao Of Dia.
§ 4º Nos quartéis situados em zonas urbanas e de trânsito, o Cmt U deve
estabelecer, em esboço permanentemente afixado no corpo da guarda, os
limites em que devam ser tomadas as medidas citadas nos parágrafos deste
artigo.
Art. 222. A sentinela do portão principal denomina-se “sentinela das armas” e
as demais, “sentinelas cobertas”.
§ 1º A sentinela das armas mantém-se durante o dia parada no seu posto e,
normalmente, na posição regulamentar de “descansar”, tomando a posição de
“sentido” no caso de interpelação por qualquer pessoa, militar ou civil e, nos
demais casos, como previsto no R-2.
§ 2º Depois de fechado o portão principal, a sentinela das armas posiciona-se
no interior do aquartelamento, movimentando-se para vigiar de forma mais
eficaz a parte daquele portão e arredores, fazendo-o com a arma cruzada.
§ 3º A sentinela coberta:
I - mantém-se com a arma em bandoleira ou cruzada, tomando a posição de
“sentido” no caso de interpelação por qualquer pessoa, civil ou militar, e
também como forma de saudação militar;
e II - pode deslocar-se nas imediações de seu posto, se não houver prejuízo
para a segurança.
Art. 223. As sentinelas podem abrigar-se em postos em que haja guarita,
ficando, porém, em condições de bem cumprir suas atribuições.

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Art. 224. As sentinelas se comunicam com o corpo da guarda por meio de


sinais, de campainha ou de viva voz e, conforme o caso, podem dispor de
telefones ou outros meios de comunicação apropriados.
§ 1º Os sinais referidos neste artigo podem ser “de chamada” ou de “alarme”.
§ 2º No caso de sinal de viva voz, o de alarme será o brado de “Às armas!”.
Art. 225. O serviço em cada posto de sentinela é dado por três homens ou mais
durante as vinte e quatro horas, dividido em quartos, de modo que um mesmo
homem não permaneça de sentinela mais de duas horas consecutivas.
§ 1º As sentinelas não devem ocupar o mesmo posto durante o serviço,
conforme prescrição contida no inciso VI do
Art. 197 deste Regulamento.
§ 2º Em caso de necessidade, por motivos diversos, particularmente por razões
de segurança, a sentinela deve ser dupla e, neste caso, um dos homens
mantém-se no posto e o outro assegura permanente cobertura ao primeiro e
ligação com os demais elementos da guarda.
[...] Seção XIII Do Cabo-de-Dia
Art. 236. O Cb Dia é o principal responsável pela ordem e exatidão do serviço
de guarda à SU.
[...] Capítulo VI DAS FORMATURAS
Art. 257. Formatura é toda reunião do pessoal em forma, armado ou
desarmado, e pode ser:
I - geral ou parcial, da unidade ou de SU;
e II - ordinária ou extraordinária. [...]
Seção II Da Parada Diária
Art. 262. A Parada diária interna é uma formatura destinada à revista do
pessoal para o serviço diário, que é contado de Parada a Parada.
§ 1º Realiza-se a pé, à hora e em local determinados pelo Cmt U.
§ 2º Nela tomam parte, além da banda de música ou da fanfarra ou da banda
de corneteiros ou clarins e tambores, todas as praças que tenham de entrar de
serviço (com os uniformes, equipamentos e armamentos adequados ao
respectivo serviço), exceto as escaladas para os serviços de faxina e de guarda
às cavalariças que, à hora da Parada, seguem diretamente dos alojamentos
para os respectivos destinos.
§ 3º Todos os oficiais que tenham de entrar de serviço formam na Parada, após
as formalidades do inciso IV do
[...]
Seção I Da Revista de Pessoal
Art. 268. Ordinariamente, são passadas as seguintes revistas de pessoal, às
horas determinadas pelo Cmt U:
I - revista da manhã:
a) destinada a constatar a presença do pessoal no quartel, é feita em todos os
dias úteis, normalmente antes do início do expediente;
b) é passada em formatura geral (oficiais e praças) e no uniforme da primeira
instrução do dia;
a chamada, porém, é feita em cada pelotão ou seção pelo respectivo
comandante, sendo as faltas apuradas nas SU;
e c) após a chamada, quando for o caso, as SU deslocam-se para o local da
formatura geral da unidade, de onde, posteriormente, seguem para os locais
de instrução ou de trabalho;
II - revista do recolher:
a) destina-se a constatar a presença das praças relacionadas no pernoite e é
passada diariamente;

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b) a chamada e a identificação dos militares presentes são realizadas pelo Sgt


Dia, em forma no alojamento da SU, na presença do Of Dia ou do seu Adj;
c) as praças conservam-se em forma até o toque de “fora de forma” que o Of
Dia mandará tocar depois de passada a revista em todas as SU;
d) quando houver na unidade mais de duas SU, o Of Dia encarrega o Adj da
revista em algumas delas, a seu critério, assistindo às demais, a fim de não
retardar exageradamente o toque de “fora de forma”;
e e) após a revista do recolher, as praças relacionadas no pernoite não podem
sair do quartel; [...]
Seção I Do Comandante da Guarnição
Art. 307. Ao Cmt Gu Mil incumbe:
I - exercer ação disciplinar sobre os militares da Gu, na forma prevista nos
regulamentos e na legislação vigentes;
II - organizar e escalar os serviços indispensáveis à Gu, procurando conciliar os
interesses desses serviços com os da instrução e dos serviços internos das OM
integrantes;
III - comunicar à autoridade superior, às OM da Gu e às autoridades a que
estas estiverem diretamente subordinadas, sua investidura no respectivo
comando, logo que o tenha assumido;
IV - distribuir os PNR que estejam a cargo da Gu entre os militares, segundo a
sua destinação, e administrá-los, consoante a regulamentação existente;
e V - estabelecer normas que regulem, no âmbito da Gu, o uso do traje civil
pelas praças.
§ 1º O Cmt Gu não tem interferência na vida interna das OM que não lhe são
diretamente subordinadas.
§ 2º Em assuntos de GLO, o Cmt Gu Mil tem sua ação condicionada às
diretrizes ou instruções do escalão superior.
Art. 308. O Cmt Gu Mil pode designar, na sua Gu Mil, se necessário e
conveniente, o oficial mais antigo de cada Serviço como chefe do respectivo
Serviço da Gu. Parágrafo único. A organização e o funcionamento desses
Serviços regem-se pelos regulamentos que lhes são peculiares,
complementados, quando necessário, por instruções especiais baixadas pela
RM respectiva ou por ODS.
Art. 309. A obediência devida por um Cmt OM ao comandante da respectiva Gu
Mil não o isenta da obediência que deva ter a outras autoridades, das quais
dependa normalmente;
entretanto, sempre que ordens dessas autoridades interessarem ao serviço da
Gu, os Cmt OM devem dar ciência ao Cmt Gu Mil.
Art. 310. As ordens relativas ao serviço da Gu Mil devem constar em BI da OM
cujo Cmt se achar no comando da Gu, sendo remetidas aos elementos
interessados.
§ 1º Em princípio, o Cmt Gu não tem auxiliares especiais para o desempenho
dessa função – seus auxiliares serão os da sua própria OM.
§ 2º Quando o Cmt Gu Mil tiver sido nomeado especialmente para o cargo, ser-
lhe-ão atribuídos os meios indispensáveis ao exercício do comando.
§ 3º No caso do § 2º deste artigo, a Gu Mil tem BI próprio, como previsto neste
Regulamento.
§ 4º Todos os documentos relativos ao comando da Gu constituem um arquivo
especial, que fica a cargo do Cmt em exercício.
Art. 311. O Cmt Gu Mil fiscaliza pessoalmente, ou por intermédio de um
representante, a execução dos serviços de Gu.
§ 1º O oficial designado para fiscalização dos serviços deve ser mais antigo que
os encarregados dos serviços de Gu.
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§ 2º A fiscalização de que trata o presente artigo não exime os Cmt OM de se


interessarem pela parte do serviço de Gu atribuída aos seus elementos;
não lhes é permitido, porém, modificar as normas do serviço estabelecidas
pelo Cmt Gu Mil.
§ 3º A juízo do Cmt Gu Mil, pode ser estabelecido o serviço de Supe Dia Gu, a
cuja escala concorrem oficiais superiores e capitães, excluídos os Cmt OM, os
oficiais que desempenhem as funções de Fisc Adm, os oficiais do Serviço de
Saúde e outros a critério do Cmt Gu.
[...]
Capítulo IV DAS FESTAS NACIONAIS E MILITARES
[...]
Art. 339. Os feriados nacionais, as datas festivas e comemorativas a que se
referem os arts. 337 e 338 deste Regulamento são os seguintes:
Importante:
31 de janeiro – Data de promoção PMSC
05 de maio (1835) – Data de criação da PMSC – Força Policial – Data de
promoção PMSC
11 de agosto (1738) – Criada a capitania de SC – Data de promoção
PMSC
25 de novembro – Dia de Santa Catarina de Alexandria – Data de
promoção PMSC
I - feriados nacionais:
a) 1º de janeiro – Dia da Fraternidade Universal;
b) 21 de abril – Dia da Inconfidência Mineira;
c) 1º de maio – Dia do Trabalho;
d) 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil;
e) 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil;
f) 2 de novembro – Dia de Finados;
g) 15 de novembro – Dia da Proclamação da República;
h) 25 de dezembro – Natal;
e i) data móvel – Paixão de Cristo;
[...]
CAPÍTULO IX DAS SITUAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS DA TROPA
Art. 463. As situações extraordinárias da tropa são as decorrentes de ordens de
sobreaviso, de prontidão e de marcha.
Seção I Do Sobreaviso
Art. 464. A ordem de sobreaviso determina a situação na qual a unidade fica
prevenida da possibilidade de ser chamada para o desempenho de qualquer
missão extraordinária.
Art. 465. Da ordem de sobreaviso resultam as seguintes medidas:
I - todas as providências de ordem preventiva, relativas ao pessoal e ao
material, e impostas pelas circunstâncias decorrentes da situação da tropa, são
tomadas pelos diversos comandos e chefias de serviços, logo que a unidade
receba a ordem de sobreaviso;
II - permanecem no quartel um terço dos oficiais da unidade e, pelo menos,
um oficial por SU;
III - também permanecem no quartel a metade dos subtenentes e sargentos
da unidade e, pelo menos, um sargento por pelotão ou seção;
IV - os demais oficiais, subtenentes e sargentos permanecem no quartel ou em
suas residências, mas, neste caso, em estreita ligação com a unidade e em
condições de poderem recolher-se imediatamente ao quartel, em caso de
ordem ou qualquer eventualidade;
V - todos os cabos e soldados permanecem no quartel;
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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VI - pode ser permitido aos cabos e soldados, a juízo do Cmt U, sair à rua por
tempo fixado, em pequenas turmas por SU, desde que fiquem em condições de
regressar ao quartel dentro de uma hora;
VII - a instrução da unidade não é perturbada, restringindo o Cmt U, quando
necessário, a zona externa do quartel onde ela pode realizar-se;
e VIII - se a ordem de sobreaviso não atingir a totalidade da unidade, as
presentes disposições, inclusive as relativas a pessoal, abrangem apenas os
oficiais e praças da fração de tropa que tiver sido designada.
Seção II Da Prontidão
Art. 466. A ordem de prontidão importa em ficar a unidade preparada para sair
do quartel tão logo receba ordem, para desempenhar qualquer missão dentro
da respectiva Gu ou à distância tal que permita sejam atendidas suas
necessidades com os recursos da própria unidade.
Art. 467. Da ordem de prontidão resultam as seguintes medidas:
I - avisados os militares, estes ficam responsáveis pelo comparecimento ao
quartel no mais curto prazo possível;
II - todos os militares permanecem uniformizados, equipados e armados;
III - os oficiais permanecem no quartel, ficando, permanentemente, um oficial
em cada SU;
IV - as praças permanecem em suas SU;
V - a munição é distribuída aos Cmt SU;
VI - a instrução é ministrada no âmbito do quartel;
VII - ficam suspensas, automaticamente, todas as dispensas do serviço
concedidas aos militares da unidade que se encontrem na Gu, sendo-lhes
expedidas ordens a respeito;
VIII - se a ordem de prontidão não atingir a totalidade da unidade, as
providências, inclusive as relativas ao pessoal, abrangem apenas os militares
da fração que a receber;
IX - todas as ordens e toques gerais constituem atribuição exclusiva do Cmt U;
X - os elementos de tropa ou de serviço, em todos os escalões, ficam sob as
ordens dos respectivos Cmt ou chefes, como em campanha;
e XI - a fração que se achar de prontidão e deixar o quartel para apresentar-se
a outra autoridade, sob cujas ordens deva ficar, passa a depender diretamente
dessa autoridade que providenciará o estacionamento da tropa e seu
aprovisionamento, caso já não o tenha sido pela autoridade competente.
Parágrafo único. Nos casos em que for determinada “prontidão rigorosa”, todos
os oficiais permanecem em suas SU, a instrução é ministrada no âmbito destas
e são intensificadas todas as medidas impostas pela situação.
[...]

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R-CONT

DECRETO Nº 6.806, DE 25 DE MARÇO DE 2009


R-CONT

Delega competência ao Ministro de Estado da Defesa para aprovar o


Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar
das Forças Armadas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,


inciso VI, alínea “a”, e parágrafo único, da Constituição, e tendo em vista o
disposto no art. 12 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, DECRETA:
Art. 1o É delegada competência ao Ministro de Estado da Defesa, vedada a
subdelegação, para aprovar o Regulamento de Continências, Honras, Sinais de
Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas.
Art. 2o O Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e
Cerimonial Militar das Forças Armadas, cujas prescrições serão aplicáveis às
situações diárias da vida castrense, estando o militar de serviço ou não, em
área militar ou em sociedade, nas cerimônias e solenidades de natureza militar
ou cívica, terá por finalidade:
I - estabelecer as honras, as continências e os sinais de respeito que os
militares prestam a determinados símbolos nacionais e às autoridades civis e
militares;
II - regular as normas de apresentação e de procedimento dos militares, bem
como as formas de tratamento e a precedência; e III - fixar as honras que
constituem o Cerimonial Militar no que for comum às Forças Armadas.
Art. 3o O Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e
Cerimonial Militar das Forças Armadas observará os seguintes preceitos:
I - terão continências:
a) a Bandeira Nacional:
1. Ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica;
2. Por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporação nas
formaturas;
3. Quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
4. Quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda
ou por organização civil em cerimônia cívica; e
5. Quando, no período compreendido entre oito horas e o pôr-do-sol, um militar
entra a bordo de navio de guerra ou dele sai ou quando, na situação de
“embarcado”, avista-a ao entrar a bordo pela primeira vez ou ao sair pela
última vez;
b) o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
c) o Presidente da República;
d) o Vice-Presidente da República;
e) os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo
Tribunal Federal;
f) o Ministro de Estado da Defesa;
g) os demais Ministros de Estado quando em visita de caráter oficial;
h) os Governadores de Estado, de Territórios Federais e do Distrito Federal nos
respectivos territórios ou, quando reconhecidos ou identificados, em qualquer
parte do País em visita de caráter oficial;

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i) os Ministros do Superior Tribunal Militar quando reconhecidos ou


identificados;
j) os militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; nesse último
caso, quando for obrigatório o seu reconhecimento em função do cargo que
exerce ou, para os demais militares, quando reconhecidos ou identificados;
l) os militares da reserva ou reformados quando reconhecidos ou identificados;
m) a tropa quando formada;
n) as Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nos casos das alíneas “a”
e “b” deste inciso;
o) as autoridades civis estrangeiras correspondentes às constantes das alíneas
“c” a “h” deste inciso quando em visita de caráter oficial;
p) os militares das Forças Armadas estrangeiras quando uniformizados e, se
em trajes civis, quando reconhecidos ou identificados; e q) os integrantes das
Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, corporações
consideradas forças auxiliares e reserva do Exército;
II - terão continência da tropa os símbolos e as autoridades relacionadas nas
alíneas “a” a “j”, “m” a “o” e “q” do inciso I deste artigo e, ainda:
a) os militares da reserva ou reformados quando uniformizados; e b) os
militares das Forças Armadas estrangeiras quando uniformizados;
III - terão direito a honras militares:
a) o Presidente da República;
b) o Vice-Presidente da República;
c) o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal quando incorporados;
d) o Ministro de Estado da Defesa;
e) os demais Ministros de Estado quando em visita de caráter oficial a
organização militar;
f) os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;
g) o Superior Tribunal Militar quando incorporado;
h) os militares das Forças Armadas;
i) os Governadores dos Estados, dos Territórios Federais e do Distrito Federal
quando em visita de caráter oficial a organização militar;
j) os Chefes de Missão Diplomática;
l) os Ministros Plenipotenciários de Nações Estrangeiras e os Enviados
Especiais; e m) outras autoridades, desde que expressa e excepcionalmente
determinado pelo Presidente da República, pelo Ministro de Estado da Defesa
ou pelo Comandante da Força Singular que prestará a homenagem; e IV - às
autoridades estrangeiras, civis e militares, serão prestadas as continências
conferidas às autoridades brasileiras equivalentes.
Art. 4o As bandeiras-insígnias ou os distintivos de Presidente da República, de
Vice-Presidente da República e de Ministro de Estado da Defesa serão
instituídos em ato do Presidente da República.
Parágrafo único. As bandeiras-insígnias ou os distintivos de Comandante da
Marinha, do Exército, da Aeronáutica e de Chefe do Estado-Maior de Defesa
serão instituídos em ato do Ministro de Estado da Defesa.
Art. 5o O Ministro de Estado da Defesa proporá, no prazo de trinta dias a contar
da data da publicação deste Decreto, ato de aprovação da bandeira-insígnia
correspondente ao seu cargo.
Art. 6o O cerimonial específico de cada Força Singular será aprovado por ato
do Ministro de Estado da Defesa ou, por subdelegação deste, do respectivo
Comandante.
Art. 7o O Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e
Cerimonial Militar das Forças Armadas deverá ser aprovado pelo Ministro de

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Estado da Defesa no prazo de sessenta dias a contar da data de publicação


deste Decreto.
Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9o Ficam revogados, no prazo de sessenta dias a contar da data de
publicação deste Decreto, os Decretos nos:
I - 2.243, de 3 de junho de 1997; e II - 4.447, de 29 de outubro de 2002.
Brasília, 25 de março de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Nelson Jobim Este texto não substitui o publicado
no DOU de 26.3.2009

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GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA NORMATIVA No- 660/MD, DE 19 DE MAIO DE 2009
Aprova o Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e
Cerimonial Militar das Forças Armadas.
O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso da atribuição que lhe confere o
inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e considerando a
competência delegada pelo Decreto no 6.806, de 25 de março de 2009,
resolve:
Art. 1º Aprovar o Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e
Cerimonial Militar das Forças Armadas, na forma dos Anexos I e II a esta
Portaria Normativa.
Art. 2º Esta Portaria Normativa entra em vigor no dia 25 de maio de 2009.
NELSON A. JOBIM
ANEXO I
REGULAMENTO DE CONTINÊNCIAS, HONRAS, SINAIS DE RESPEITO E
CERIMONIAL MILITAR DAS FORÇAS ARMADAS TÍTULO I
DA FINALIDADE Art. 1º Este Regulamento tem por finalidade:
I - estabelecer as honras, as continências e os sinais de respeito que os
militares prestam a determinados símbolos nacionais e às autoridades civis e
militares;
Il - regular as normas de apresentação e de procedimento dos militares, bem
como as formas de tratamento e a precedência;
III - fixar as honras que constituem o Cerimonial Militar no que for comum às
Forças Armadas.
Parágrafo único. As prescrições deste Regulamento aplicam-se às situações
diárias da vida castrense, estando o militar de serviço ou não, em área militar
ou em sociedade, nas cerimônias e solenidades de natureza militar ou cívica.
TÍTULO II
DOS SINAIS DE RESPEITO E DA CONTINÊNCIA CAPITULO I
GENERALIDADES Art. 2º Todo militar, em decorrência de sua condição,
obrigações, deveres, direitos e prerrogativas, estabelecidos em toda a
legislação militar, deve tratar sempre:
I - com respeito e consideração os seus superiores hierárquicos, como tributo à
autoridade de que se acham investidos por lei;
II - com afeição e camaradagem os seus pares;
III - com bondade, dignidade e urbanidade os seus subordinados.
§ 1º Todas as formas de saudação militar, os sinais de respeito e a correção de
atitudes caracterizam, em todas as circunstâncias de tempo e lugar, o espírito
de disciplina e de apreço existentes entre os integrantes das Forças Armadas.
§ 2º As demonstrações de respeito, cordialidade e consideração, devidas entre
os membros das Forças Armadas, também o são aos integrantes das Polícias
Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares e aos Militares das Nações
Estrangeiras.
Art. 3º O militar manifesta respeito e apreço aos seus superiores, pares e
subordinados:
I - pela continência;
II - dirigindo-se a eles ou atendendo-os, de modo disciplinado;
III - observando a precedência hierárquica; e IV - por outras demonstrações de
deferência.
§ 1º Os sinais regulamentares de respeito e de apreço entre os militares
constituem reflexos adquiridos mediante cuidadosa instrução e continuada
exigência.
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§ 2º A espontaneidade e a correção dos sinais de respeito são índices seguros


do grau de disciplina das corporações militares e da educação moral e
profissional dos seus componentes.
§ 3º Os sinais de respeito e apreço são obrigatórios em todas as situações,
inclusive nos exercícios no terreno e em campanha.
CAPÍTULO II
DOS SINAIS DE RESPEITO
Art. 4º Quando dois militares se deslocam juntos, o de menor antigüidade dá a
direita ao superior.
Parágrafo único. Se o deslocamento se fizer em via que tenha lado interno e
lado externo, o de menor antigüidade dá o lado interno ao superior.
Art. 5º Quando os militares se deslocam em grupo, o mais antigo fica no
centro, distribuindo-se os demais, segundo suas precedências, alternadamente
à direita e à esquerda do mais antigo.
Art. 6º Quando encontrar um superior num local de circulação, o militar saúda-
o e cede-lhe o melhor lugar.
§ 1º Se o local de circulação for estreito e o militar for praça, franqueia a
passagem ao superior, faz alto e permanece de frente para ele.
§ 2º Na entrada de uma porta, o militar franqueia-a ao superior; se estiver
fechada, abre-a, dando passagem ao superior e torna a fechá-la depois.
Art. 7º Em local público onde não estiver sendo realizada solenidade cívico-
militar, bem como em reuniões sociais, o militar cumprimenta, tão logo lhe seja
possível, seus superiores hierárquicos.
Parágrafo único. Havendo dificuldade para aproximar-se dos superiores
hierárquicos, o cumprimento deve ser feito mediante um movimento de
cabeça.
Art. 8º Para falar a um superior, o militar emprega sempre o tratamento
"Senhor" ou "Senhora".
§ 1º Para falar, formalmente, ao Ministro de Estado da Defesa, o tratamento é
"Vossa Excelência" ou "Senhor Ministro"; nas relações correntes de serviço, no
entanto, é admitido o tratamento de "Ministro" ou "Senhor".
§ 2º Para falar, formalmente, a um oficial-general, o tratamento é "Vossa
Excelência", "Senhor Almirante", "Senhor General" ou "Senhor Brigadeiro",
conforme o caso; nas relações correntes de serviço, no entanto, é admitido o
tratamento de "Almirante", "General" ou "Brigadeiro", conforme o caso, ou
ainda, de "Senhor".
§ 3º Para falar, formalmente, ao Comandante, Diretor ou Chefe de Organização
Militar, o tratamento é "Senhor Comandante", "Senhor Diretor", "Senhor
Chefe", conforme o caso; nas relações correntes de serviço, é admitido o
tratamento de "Comandante", "Diretor" ou "Chefe".
§ 4º No mesmo posto ou graduação, poderá ser empregado o tratamento
"você", respeitadas as tradições e peculiaridades de cada Força Armada.
Art. 9º Para falar a um mais moderno, o superior emprega o tratamento "você".
Art. 10. Todo militar, quando for chamado por um superior, deve atendê-lo o
mais rápido possível, apressando o passo quando em deslocamento.
Art. 11. Nos refeitórios, os oficiais observam, em princípio, as seguintes
prescrições:
I - aguardam, para se sentarem à mesa, a chegada do Comandante, Diretor ou
Chefe, ou da mais alta autoridade prevista para a refeição;
II - caso a referida autoridade não possa comparecer à hora marcada para o
início da refeição, esta é iniciada sem a sua presença; à sua chegada, a
refeição não é interrompida, levantando-se apenas os oficiais que tenham
assento à mesa daquela autoridade;
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III - ao terminar a refeição, cada oficial levanta-se e pede permissão ao mais


antigo para retirar-se do recinto, podendo ser delegada ao mais antigo de cada
mesa a autorização para concedê-la;
IV - o oficial que se atrasar para a refeição deve apresentar-se à maior
autoridade presente e pedir permissão para sentar-se; e
V - caso a maior autoridade presente se retire antes que os demais oficiais
tenham terminado a refeição, apenas se levantam os que tenham assento à
sua mesa.
§ 1º Os refeitórios de grande freqüência e os utilizados por oficiais de diversas
Organizações Militares podem ser regidos por disposições específicas.
§ 2º Nos refeitórios de suboficiais, subtenentes e sargentos deve ser observado
procedimento análogo ao dos oficiais.
Art. 12. Nos ranchos de praças, ao neles entrar o Comandante, Diretor ou
Chefe da Organização Militar ou outra autoridade superior, a praça de serviço,
o militar mais antigo presente ou o que primeiro avistar aquela autoridade
comanda: "Rancho, Atenção!" e anuncia a função de quem chega; as praças,
sem se levantarem e sem interromperem a refeição, suspendem toda a
conversação, até que seja dado o comando de "À vontade".
Art. 13. Sempre que um militar precisar sentar-se ao lado de um superior, deve
solicitar-lhe a permissão.
CAPÍTULO III
DA CONTINÊNCIA
Art. 14. A continência é a saudação prestada pelo militar e pode ser individual
ou da tropa.
§ 1º A continência é impessoal; visa à autoridade e não à pessoa.
§ 2º A continência parte sempre do militar de menor precedência hierárquica;
em igualdade de posto ou graduação, quando ocorrer dúvida sobre qual seja o
de menor precedência, deve ser executada simultaneamente.
§ 3º Todo militar deve, obrigatoriamente, retribuir a continência que lhe é
prestada; se uniformizado, presta a continência individual; se em trajes civis,
responde-a com um movimento de cabeça, com um cumprimento verbal ou
descobrindo-se, caso esteja de chapéu.
Art. 15. Têm direito à continência:
I - a Bandeira Nacional:
a) ao ser hasteada ou arriada diariamente, em cerimônia militar ou cívica;
b) por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporarão, nas
formaturas;
c) quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
d) quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda
ou por organização civil, em cerimônia cívica;
e) quando, no período compreendido entre oito horas e o pôr-do-sol, um militar
entra a bordo de um navio de guerra ou dele sai, ou, quando na situação de
"embarcado", avista-a ao entrar a bordo pela primeira vez, ou ao sair pela
última vez;
II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
III - o Presidente da República;
IV - o Vice-Presidente da República;
V - os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo
Tribunal Federal;
VI - o Ministro de Estado da Defesa;
VII - os demais Ministros de Estado, quando em visita de caráter oficial;

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VIII - os Governadores de Estado, de Territórios Federais e do Distrito Federal,


nos respectivos territórios, ou, quando reconhecidos ou identificados, em
qualquer parte do País em visita de caráter oficial;
IX - o Ministro-Presidente e os Ministros Militares do Superior Tribunal Militar,
quando reconhecidos ou identificados;
X - os militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; neste
último caso, quando for obrigatório o seu reconhecimento em função do cargo
que exerce ou, para os demais militares, quando reconhecidos ou identificados;
XI - os militares da reserva ou reformados, quando reconhecidos ou
identificados;
XII - a tropa quando formada;
XIII - as Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nos casos dos incisos I e
II deste artigo;
XIV - as autoridades civis estrangeiras, correspondentes às constantes dos
incisos III a VIII deste artigo, quando em visita de caráter oficial;
XV - os militares das Forças Armadas estrangeiras, quando uniformizados e, se
em trajes civis, quando reconhecidos ou identificados;
XVI - os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares,
Corporações consideradas forças auxiliares e reserva do Exército.
Art. 16. O aperto de mão é uma forma de cumprimento que o superior pode
conceder ao mais moderno.
Parágrafo único. O militar não deve tomar a iniciativa de estender a mão para
cumprimentar o superior, mas, se este o fizer, não pode se recusar ao
cumprimento.
Art. 17. O militar deve responder com saudação análoga quando, ao
cumprimentar o superior, este, além de retribuir a continência, fizer uma
saudação verbal.
Seção I
Do Procedimento Normal
Art. 18. A continência individual é a forma de saudação que o militar isolado,
quando uniformizado, com ou sem cobertura, deve aos símbolos, às
autoridades e à tropa formada, conforme estabelecido no art. 15 deste
Regulamento.
§ 1º A continência individual é, ainda, a forma pela qual os militares se saúdam
mutuamente, ou pela qual o superior responde à saudação de um mais
moderno.
§ 2º A continência individual é devida a qualquer hora do dia ou da noite, só
podendo ser dispensada nas situações especiais conforme regulamento de
cada Força Armada.
§ 3º Quando em trajes civis, o militar assume as seguintes atitudes:
I - nas cerimônias de hasteamento ou arriação da Bandeira, nas ocasiões em
que esta se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução
do Hino Nacional, o militar deve tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio,
com a cabeça descoberta;
II - nas demais situações, se estiver de cobertura, descobre-se e assume
atitude respeitosa; e
III - ao encontrar um superior fora de Organização Militar, o subordinado faz a
saudação com um cumprimento verbal, de acordo com as convenções sociais.
Art. 19. A atitude, o gesto e a duração são elementos essenciais da continência
individual, variáveis conforme a situação dos executantes:
I - atitude: postura marcial e comportamento respeitoso e adequado às
circunstâncias e ao ambiente;

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II - gesto: conjunto de movimento do corpo, braços e mãos, com ou sem armas;


e III - duração: o tempo durante o qual o militar assume a atitude e executa o
gesto referido no inciso II deste artigo.
Art. 20. O militar, desarmado, ou armado de revólver ou pistola, de sabre-
baioneta ou espada embainhada, faz a continência individual de acordo com as
seguintes regras:
I - mais moderno parado e superior deslocando-se:
a) posição de sentido, frente voltada para a direção perpendicular à do
deslocamento do superior;
b) com cobertura: em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado da
cobertura, tocando com a falangeta do indicador a borda da pala, um pouco
adiante do botão da jugular, ou lugar correspondente, se a cobertura não tiver
pala ou jugular; a mão no prolongamento do antebraço, com a palma voltada
para o rosto e com os dedos unidos e distendidos; o braço sensivelmente
horizontal, formando um ângulo de 45º com a linha dos ombros; olhar franco e
naturalmente voltado para o superior e, para desfazer a continência, baixa a
mão em movimento enérgico, voltando à posição de sentido;
c) sem cobertura: em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado direito
da fronte, procedendo similarmente ao descrito na alínea "b" deste inciso, no
que couber; e d) a continência: é feita quando o superior atinge a distância de
três passos do mais moderno e desfeita quando o superior ultrapassa o mais
moderno de um passo;
II - mais moderno deslocando-se e superior parado, ou deslocando-se em
sentido contrário:
a) se está se deslocando em passo normal, o mais moderno mantém o passo e
a direção do deslocamento; se em acelerado ou correndo, toma o passo
normal, não cessa o movimento normal do braço esquerdo; a continência é
feita a três passos do superior, como descrito nas alíneas "b" e "c" do inciso I
deste artigo, encarando-o com movimento vivo de cabeça; ao passar por este,
o mais moderno volta a olhar em frente e desfaz a continência;
III - mais moderno e superior deslocando-se em direções convergentes:
a) o mais moderno dá precedência de passagem ao superior e faz a
continência como descrito nas alíneas "b" e "c" do inciso I deste artigo, sem
tomar a posição de sentido;
IV - mais moderno, deslocando-se, alcança e ultrapassa o superior que se
desloca no mesmo sentido:
a) o mais moderno, ao chegar ao lado do superior, faz-lhe a continência como
descrito nas alíneas "b" e "c" do inciso I deste artigo, e o encara com vivo
movimento de cabeça; após três passos, volta a olhar em frente e desfaz a
continência;
V - mais moderno deslocando-se, é alcançado e ultrapassado por superior que
se desloca no mesmo sentido:
a) o mais moderno, ao ser alcançado pelo superior, faz-lhe a continência, como
nas alíneas "b" e "c" do inciso I deste artigo, desfazendo-a depois que o
superior tiver se afastado um passo;
VI - em igualdade de posto ou graduação, a continência é feita no momento em
que os militares passam um pelo outro ou se defrontam.
Art. 21. O militar armado de espada desembainhada faz a continência
individual tomando a posição de sentido e, em seguida, perfilando a espada.
Parágrafo único. Na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas
nos incisos I a VIII e XII do art. 15 deste Regulamento e a oficiais-generais,
abate a espada.

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Art. 22. O militar, quando tiver as duas mãos ocupadas, faz a continência
individual tomando a posição de sentido, frente voltada para a direção
perpendicular à do deslocamento do superior.
§ 1º Quando apenas uma das mãos estiver ocupada, a mão direita deve estar
livre para executar a continência.
§ 2º O militar em deslocamento, quando não puder prestar continência por
estar com as mãos ocupadas, faz vivo movimento de cabeça.
Art. 23. O militar, isolado, armado de metralhadora de mão, fuzil ou arma
semelhante faz continência da seguinte forma:
I - quando estiver se deslocando:
a) leva a arma à posição de "Ombro Arma", à passagem do superior
hierárquico;
b) à passagem de tropa formada, faz alto, volta-se para a tropa e leva a arma à
posição de "Ombro Arma"; e c) com a arma a tiracolo ou em bandoleira, toma a
posição de sentido, com sua frente voltada para a direção perpendicular à do
deslocamento do superior.
II - quando estiver parado:
a) na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas nos incisos I a
VIII do art. 15 deste Regulamento e a oficiais generais, faz "Apresentar Arma";
b) para os demais militares, faz "Ombro Arma";
c) à passagem da tropa formada, leva a arma à posição de "Ombro Arma"; e
d) com a arma a tiracolo ou em bandoleira, toma apenas a posição de sentido.
Art. 24. Todo militar faz alto para a continência à Bandeira Nacional, ao Hino
Nacional e ao Presidente da República.
§ 1º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia religiosa, o militar
participante da cerimônia não faz a continência individual, permanecendo em
atitude de respeito.
§ 2º Quando o Hino Nacional for cantado, a tropa ou militar presente não faz a
continência, nem durante a sua introdução, permanecendo na posição de
"Sentido" até o final de sua execução.
Art. 25. Ao fazer a continência ao Hino Nacional, o militar volta-se para a
direção de onde vem a música, conservando-se nessa atitude enquanto durar
sua execução.
§ 1º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia à
Bandeira ou ao Presidente da República, o militar volta-se para a Bandeira ou
para o Presidente da República.
§ 2º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia militar ou cívica,
realizada em ambiente fechado, o militar volta-se para o principal local da
cerimônia e faz a continência como estipulado no inciso I do art. 20 ou nos arts.
21, 22 ou 23 desta deste Regulamento, conforme o caso.
Art. 26. Ao fazer a continência para a Bandeira Nacional integrante de tropa
formada e parada, todo militar que se desloca, faz alto, vira-se para ela e faz a
continência individual, retomando, em seguida, o seu deslocamento; a
autoridade passando em revista à tropa observa o mesmo procedimento.
Art. 27. Na sede do Ministério da Defesa e nas Organizações Militares, a praça
faz alto para a continência às autoridades enumeradas nos incisos III a IX,
inclusive, do art. 15 deste Regulamento e a oficial-general.
Art. 28. O Comandante, Chefe ou Diretor de Organização Militar tem,
diariamente, direito à continência prevista no art. 27 deste Regulamento, na
primeira vez que for encontrado pelas suas praças subordinadas, no interior de
sua organização.

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Art. 29. Os militares em serviço policial ou de segurança poderão ser


dispensados dos procedimentos sobre continência individual constantes deste
Regulamento.
Seção II
Do Procedimento em Outras Situações Art. 30. O militar em um veículo, exceto
bicicleta, motocicleta ou similar, procede da seguinte forma:
I - com o veículo parado, tanto o condutor como o passageiro fazem a
continência individual sem se levantarem; e II - com o veículo em movimento,
somente o passageiro faz a continência individual.
§ 1º Por ocasião da cerimônia da Bandeira ou da execução do Hino Nacional, se
no interior de uma Organização Militar, tanto o condutor como o passageiro
saltam do veículo e fazem a continência individual; se em via pública,
procedem do mesmo modo, sempre que viável.
§ 2º Nos deslocamentos de elementos transportados por viaturas, só o
Comandante e o Chefe de cada viatura fazem a continência individual. Os
militares transportados tomam postura correta e imóvel enquanto durar a
continência do Chefe da viatura.
Art. 31. O militar isolado presta continência à tropa da seguinte forma:
I - tropa em deslocamento e militar parado:
a) militar a pé: qualquer que seja seu posto ou graduação, volta-se para a
tropa, toma posição de "Sentido" e permanece nessa atitude durante a
passagem da tropa, fazendo a continência individual para a Bandeira Nacional
e, se for mais antigo do que o Comandante da tropa, corresponde à
continência que lhe é prestada; caso contrário, faz a continência individual ao
Comandante da tropa e a todos os militares em comando de frações
constituídas que lhe sejam hierarquicamente iguais ou superiores; e
b) militar em viatura estacionada: desembarca e procede de acordo com o
estipulado na alínea "a" do inciso I do art. 31 deste Regulamento;
II - tropa em deslocamento e militar em movimento, a pé ou em veículo:
a) o militar, sendo superior hierárquico ao Comandante da tropa, para, volta-se
para esta e responde à continência que lhe é prestada; caso contrário, para,
volta-se para aquela e faz a continência individual ao Comandante da tropa e a
todos os militares em comando de frações constituídas que lhe sejam
hierarquicamente iguais ou superiores; para o cumprimento à Bandeira
Nacional, o militar a pé para e faz a continência individual; se no interior de
veículo, faz a continência individual sem desembarcar;
III - tropa em forma e parada, e militar em movimento:
a) procede como descrito no inciso II deste artigo, parando apenas para a
cumprimento à Bandeira Nacional.
Art. 32. Ao entrar em uma Organização Militar, o oficial, em princípio, deve ser
conduzido ao seu Comandante, Chefe ou Diretor, ou, conforme as
peculiaridades e os procedimentos específicos de cada Força Armada, à
autoridade militar da Organização para isso designada, a fim de participar os
motivos de sua ida àquele estabelecimento e, terminada a missão ou o fim que
ali o levou, deve, antes de se retirar, despedir-se daquela autoridade.
§ 1º Nos estabelecimentos ou repartições militares onde essa apresentação
não seja possível, deve o militar apresentar-se ou dirigir-se ao de maior posto
ou graduação presente, ao qual participará o motivo de sua presença.
§ 2º Quando o visitante for do mesmo posto ou de posto superior ao do
Comandante, Diretor ou Chefe, é conduzido ao Gabinete ou Câmara deste, que
o recebe e o ouve sobre o motivo de sua presença.
§ 3º A praça, em situação idêntica, apresenta-se ao Oficial-de-Dia ou de
Serviço, ou a quem lhe corresponder, tanto na chegada quanto na saída.
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§ 4º O disposto neste artigo e seus parágrafos não se aplica às organizações


médico-militares, exceto se o militar estiver em visita de serviço.
Art. 33. Procedimento do militar em outras situações:
I - o mais moderno, quando a cavalo, se o superior estiver a pé, deve passar
por este ao passo; se ambos estiverem a cavalo, não pode cruzar com aquele
em andadura superior; marchando no mesmo sentido, ultrapassa o superior
depois de lhe pedir autorização; em todos os casos, a continência é feita como
descrito no inciso II do art.
20 deste Regulamento;
II - o militar a cavalo apeia para falar com o superior a pé, salvo se este estiver
em nível mais elevado (palanque, arquibancada, picadeiro, ou similar) ou
ordem em contrário;
III - se o militar está em bicicleta ou motocicleta, deve passar pelo superior em
marcha moderada, concentrando a atenção na condução do veículo;
IV - o portador de uma mensagem, qualquer que seja o meio de transporte
empregado, não modifica a sua velocidade de marcha ao cruzar ou passar por
um superior e informa em voz alta: "serviço urgente";
V - a pé, conduzindo ou segurando cavalo, o militar faz a continência como
descrito no art. 22 deste Regulamento;
VI - quando um militar entra em um recinto público, percorre com o olhar o
local para verificar se há algum superior presente; se houver, o militar faz-lhe a
continência, do lugar em que está;
VII - quando um militar entra em um recinto público, os militares mais
modernos que aí estão levantam-se ao avistá-lo e fazem-lhe a continência;
VIII - quando militares se encontrarem em reuniões sociais, festas militares,
competições desportivas ou em viagens, devem apresentar-se mutuamente,
declinando posto e nome, partindo essa apresentação daquele de menor
hierarquia;
IX - seja qual for o caráter - oficial ou particular da solenidade ou reunião, deve
o militar, obrigatoriamente, apresentar-se ao superior de maior hierarquia
presente, e ao de maior posto entre os oficiais presentes de sua Organização
Militar; e
X - quando dois ou mais militares, em grupo, encontram-se com outros
militares, todos fazem a continência individual como se estivessem isolados.
Art. 34. Todo militar é obrigado a reconhecer o Presidente e o Vice-Presidente
da República, o Ministro de Estado da Defesa, o Comandante da sua Força, os
Comandantes, os Chefes ou os Diretores da cadeia de comando e os oficiais de
sua Organização Militar.
§ 1º Os oficiais são obrigados a reconhecer também os Comandantes das
demais Forças, assim como o Chefe do Estado-Maior de sua respectiva Força.
§ 2º Todo militar deve saber identificar as insígnias dos postos e graduações
das Forças Armadas.
Art. 35. O militar fardado descobre-se ao entrar em um recinto coberto.
§ 1º O militar fardado descobre-se, ainda, nas reuniões sociais, nos funerais,
nos cultos religiosos e ao entrar em templos ou participar de atos em que este
procedimento seja pertinente, sendo-lhe dispensada, nestes casos, a
obrigatoriedade da prestação da continência.
§ 2º O estabelecido no caput deste artigo não se aplica aos militares armados
de metralhadora de mão, fuzil ou arma semelhante ou aos militares em serviço
de policiamento, escolta ou guarda.
Art. 36. Para saudar os civis de suas relações, o militar fardado não se
descobre, cumprimentando-os pela continência, pelo aperto de mão ou com
aceno de cabeça.
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Parágrafo único. Estando fardado, o militar do sexo masculino que se dirigir a


uma senhora para cumprimentá-la, descobre-se, colocando a cobertura sob o
braço esquerdo; se estiver desarmado e de luvas, descalça a luva da mão
direita e aguarda que a senhora lhe estenda a mão.
Art. 37. O militar armado de espada, durante solenidade militar, não descalça
as luvas, salvo ordem em contrário.
Art. 38. Nos refeitórios das Organizações Militares, a maior autoridade presente
ocupa o lugar de honra.
Art. 39. Nos banquetes, o lugar de honra situa-se, geralmente, no centro, do
lado maior da mesa principal.
§ 1º A ocupação dos lugares nos banquetes é feita de acordo com a Ordem
Geral de Precedência.
§ 2º A autoridade que oferece banquete deve sentar-se na posição de maior
precedência depois do lugar ocupado pelo homenageado; os outros lugares
são ocupados pelos demais participantes, segundo esquema que lhes é
previamente dado a conhecer.
§ 3º Em banquetes onde haja mesa plena, o homenageante deve sentar-se em
frente ao homenageado.
Art. 40. Em embarcação, viatura ou aeronave militar, o mais antigo é o último a
embarcar e o primeiro a desembarcar.
§ 1º Em se tratando de transporte de pessoal, a licença para início do
deslocamento é prerrogativa do mais antigo presente.
§ 2º Tais disposições não se aplicam a situações operacionais, quando devem
ser obedecidos os Planos e Ordens a elas ligados.
CAPÍTULO IV
DA APRESENTAÇÃO
Art. 41. O militar, para se apresentar a um superior, aproxima-se deste até a
distância do aperto de mão; toma a posição de "Sentido", faz a continência
individual como descrita neste Regulamento e diz, em voz claramente audível,
seu grau hierárquico, nome de guerra e Organização Militar a que pertence, ou
função que exerce, se estiver no interior da sua Organização Militar; desfaz a
continência e diz o motivo da apresentação, permanecendo na posição de
"Sentido" até que lhe seja autorizado tomar a posição de "Descansar" ou de "À
Vontade".
§ 1º Se o superior estiver em seu Gabinete de trabalho ou outro local coberto, o
militar sem arma ou armado de revólver, pistola ou espada embainhada tira a
cobertura com a mão direita; em se tratando de boné ou capacete, coloca-o
debaixo do braço esquerdo com o interior voltado para o corpo e a jugular para
a frente; se de boina ou gorro com pala, empunha-o com a mão esquerda, de
tal modo que sua copa fique para fora e a sua parte anterior voltada para a
frente e, em seguida, faz a continência individual e procede à apresentação.
§ 2º Caso esteja armado de espada desembainhada, fuzil ou metralhadora de
mão, o militar faz alto à distância de dois passos do superior e executa o
"Perfilar Espada" ou "Ombro Arma", conforme o caso, permanecendo nessa
posição mesmo depois de correspondida a saudação; se o superior for oficial-
general ou autoridade superior, o militar executa o manejo de "Apresentar
Arma", passando, em seguida, à posição de "Perfilar Espada" ou "Ombro
Arma", conforme o caso, logo depois de correspondida a saudação.
§ 3º Em locais cobertos, o militar armado nas condições previstas no § 2º deste
artigo, para se apresentar ao superior, apenas toma a posição de "Sentido".
Art. 42. Para se retirar da presença de um superior, o militar faz-lhe a
continência individual, idêntica à da apresentação, e pede permissão para se

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retirar; concedida a permissão, o oficial retira-se normalmente, e a praça,


depois de fazer "Meia Volta", rompe a marcha com o pé esquerdo.
CAPITULO V
DA CONTINÊNCIA DA TROPA Seção I
Generalidades
Art. 43. Têm direito à continência da tropa os símbolos e as autoridades
relacionadas nos incisos I a X e XII a XVI do art. 15 deste Regulamento.
§ 1º Os oficiais da reserva ou reformados e os militares estrangeiros só têm
direito à continência da tropa quando uniformizados.
§ 2º Às autoridades estrangeiras, civis e militares, são prestadas as
continências conferidas às autoridades brasileiras equivalentes.
Art. 44. Para efeito de continência, considera-se tropa a reunião de dois ou
mais militares devidamente comandados.
Art. 45. Aos Ministros de Estado, aos Governadores de Estado e do Distrito
Federal, ao Ministro-Presidente e aos Ministros militares do Superior Tribunal
Militar, são prestadas as continências previstas para Almirante-de-Esquadra,
General-de-Exército ou Tenente-Brigadeiro.
Parágrafo único. O Ministro de Estado da Defesa e os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica ocupam lugar de destaque nas
solenidades cívico-militares, observada, no que couber, a Ordem Geral de
Precedência.
Art. 46. Aos Governadores de Territórios Federais são prestadas as
continências previstas para Contra-Almirante, General-de-Brigada ou
Brigadeiro.
Art. 47. O Oficial que exerce função do posto superior ao seu tem direito à
continência desse posto apenas na Organização Militar onde a exerce e nas
que lhe são subordinadas.
Art. 48. Nos exercícios de marcha, inclusive nos altos, a tropa não presta
continência; nos exercícios de estacionamento, procede de acordo com o
estipulado nas Seções II e III deste Capítulo.
Art. 49. A partir do escalão subunidade, inclusive, toda tropa armada que não
conduzir Bandeira, ao regressar ao Quartel, de volta de exercício externo de
duração igual ou superior a 8 (oito) horas e após as marchas, presta
continência ao terreno antes de sair de forma.
§ 1º A voz de comando para essa continência é "Em continência ao terreno -
Apresentar Arma!".
§ 2º Os militares que não integrem a formatura fazem a continência individual.
§ 3º Por ocasião da Parada Diária, a tropa e os militares presentes que não
integrem a formatura prestam a "Continência ao Terreno", na forma estipulada
pelos §§ 1º e 2º deste artigo.
§ 4º Estas disposições poderão ser ajustadas às peculiaridades de cada Força
Armada.
Art. 50. A continência de uma tropa para outra está relacionada à situação de
conduzirem ou não a Bandeira Nacional ou ao grau hierárquico dos respectivos
Comandantes.
Parágrafo único. Na continência, toma-se como ponto de referência, para início
da saudação, a Bandeira Nacional ou a testa da formatura, caso a tropa não
conduza Bandeira.
Art. 51. No período compreendido entre o arriar da Bandeira e o toque de
alvorada no dia seguinte, a tropa apenas presta continência à Bandeira
Nacional, ao Hino Nacional, ao Presidente da República, às bandeiras e hinos
de outras nações e a outra tropa.

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Parágrafo único. Excetuam-se as guardas de honra, que prestam continência à


autoridade a que a homenagem se destina.
Seção II
Da Continência da Tropa a Pé Firme
Art. 52. À passagem de outra tropa, a tropa em forma e parada volta-se para
ela e toma a posição de sentido.
Parágrafo único. Se a tropa que passa conduz a Bandeira Nacional, ou se seu
Comandante for de posto ou graduação superior ao do Comandante da tropa
em forma e parada, esta lhe presta a continência indicada no art. 53 deste
Regulamento; quando os Comandantes forem do mesmo posto ou graduação e
se a tropa que passa não conduz Bandeira Nacional, apenas os Comandantes
fazem a continência.
Art. 53. Uma tropa a pé firme presta continência aos símbolos, às autoridades
e a outra tropa formada, nas condições mencionadas no art. 15 deste
Regulamento, executando os seguintes comandos:
I - na continência a oficial subalterno e intermediário:
a) "Sentido!";
II - na continência a oficial-superior:
a) "Sentido! Ombro Arma!";
III - na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas nos incisos I a
VIII do art. 15 deste Regulamento, a Oficiais-Generais ou autoridades
equivalentes: "Sentido! Ombro Arma! Apresentar Arma! Olhar à Direita
(Esquerda)!".
§ 1º Para oficial-general estrangeiro, só é prestada a continência em caso de
visita oficial.
§ 2º No caso de tropa desarmada, ao comando de "Apresentar Arma!" todos os
seus integrantes fazem continência individual e a desfazem ao Comando de
"Descansar Arma!".
§ 3º Os Comandos são dados a toque de corneta ou clarim nos escalões
unidade e superiores, e à viva voz, no escalão subunidades;os comandantes de
pelotão (seção) ou de elementos inferiores só comandam a continência quando
sua tropa não estiver enquadrada em subunidades; nas formações emassadas,
não são dados comandos nos escalões inferiores a unidade.
§ 4º Em formação não emassada, os comandos a toque de corneta ou clarim
são dados sem a nota de execução, sendo desde logo executados pelo
Comandante e pelo porta-símbolo da Unidade; a banda é comandada à viva
voz pelo respectivo mestre; o estado maior, pelo oficial mais antigo; a Guarda-
Bandeira, pelo oficial Porta-Bandeira.
§ 5º Os comandos são dados de forma a serem executados quando a
autoridade ou a Bandeira atingir a distância de dez passos da tropa que presta
a continência.
§ 6º A continência é desfeita aos comandos de "Olhar em Frente!", "Ombro
Arma!" e "Descansar!", conforme o caso, dados pelos mesmos militares que
comandaram sua execução e logo que a autoridade ou a Bandeira tenha
ultrapassado de cinco passos a tropa que presta a continência.
§ 7º As Bandas de Música ou de Corneteiros ou Clarins e Tambores
permanecem em silêncio, a menos que se trate de honras militares.prestadas
pela tropa, ou de cerimônia militar de que a tropa participe.
Art. 54. A tropa mecanizada, motorizada ou blindada presta continência da
seguinte forma:
I - estando o pessoal embarcado, o comandante e os oficiais que exercem
comando até o escalão pelotão, inclusive, levantam-se e fazem a continência;
se não for possível tomarem a posição em pé no veículo, fazem a continência
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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na posição em que se encontram; os demais oficiais fazem, sentados, a


continência individual, e as praças conservam-se sentadas, olhando à frente,
sem prestar continência; e
II - estando o pessoal desembarcado, procede da mesma maneira como na
tropa a pé firme, formando à frente das viaturas.
Parágrafo único. Quando o pessoal estiver embarcado e os motores das
viaturas desligados, o comandante desembarca para prestar a continência; os
demais militares procedem como no inciso I deste artigo.
Art. 55. À autoridade estrangeira, civil ou militar, que passar revista à tropa
postada em sua honra, são prestados esclarecimentos relativos ao modo de
proceder.
Seção III
Da Continência da Tropa em deslocamento Art. 56. A tropa em deslocamento
faz continência à Bandeira Nacional, às Bandeiras das Nações Estrangeiras, às
autoridades relacionadas nos incisos III a IX e XIII a XV do art. 15 deste
Regulamento, e a outra tropa formada, executando os seguintes comandos:
I - "Sentido! - Em Continência à Direita (Esquerda)!", repetido por todas as
unidades, nos escalões batalhão e superiores;
II - os comandantes de subunidades, ao atingirem a distância de vinte passos
da autoridade ou da Bandeira, dão a voz de: "Companhia Sentido! Em
Continência à Direita (Esquerda)!"; e
III - os Comandantes de pelotão (seção), à distância de dez passos da
autoridade ou da Bandeira, dão a voz de: "Pelotão (Seção) Sentido! Olhar à
Direita (Esquerda)!"; logo que a testa do pelotão (seção) tenha ultrapassado de
dez passos a autoridade ou a Bandeira, seu Comandante, independente de
ordem superior, comanda "Pelotão (seção) Olhar em Frente!".
§ 1º Nas formações emassadas de batalhão e de companhia, só é dado o
comando de execução da continência - "Batalhão (Companhia) Sentido! - Olhar
à Direita (Esquerda)!", por toque de corneta ou à viva voz dos respectivos
comandantes.
§ 2º Durante a execução da continência, são observadas as seguintes
determinações:
I - a Bandeira não é desfraldada, exceto para outra Bandeira; a Guarda-
Bandeira não olha para a direita (esquerda);
II - o estandarte não é abatido, exceto para a Bandeira Nacional, o Hino
Nacional ou o Presidente da República;
III - os oficiais de espada desembainhada, no comando de pelotão (seção),
perfilam espada e não olham para a direita (esquerda);
IV - os oficiais sem espada ou com ela embainhada fazem a continência
individual sem olhar para a direita (esquerda), exceto o Comandante da fração;
V - o Porta-Bandeira, quando em viatura, levanta-se, e a Guarda permanece
sentada;
VI - os oficiais em viaturas, inclusive comandantes de unidades e subunidades,
fazem a continência sentados sem olhar para a direita (esquerda); e
VII - os músicos, corneteiros e tamboreiros, condutores, porta-símbolos e porta-
flâmulas, os homens da coluna da direita (esquerda) e os da fileira da frente,
não olham para a direita (esquerda), e, se sentados não se levantam.
Art. 57. Na continência a outra tropa, procede-se da seguinte forma:
I - se as duas tropas não conduzem a Bandeira Nacional, a continência é
iniciada pela tropa cujo Comandante for de menor hierarquia; caso sejam de
igual hierarquia, a continência deverá ser feita por ambas as tropas;
II - se apenas uma tropa conduz a Bandeira Nacional, a continência é prestada
à Bandeira, independente da hierarquia dos Comandantes das tropas; e
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III - se as duas tropas conduzem a Bandeira Nacional, a continência é prestada


por ambas, independente da hierarquia de seus comandantes.
Art. 58. A tropa em deslocamento faz alto para a continência ao Hino Nacional
e aos Hinos das Nações Estrangeiras, quando executados em solenidade militar
ou cívica.
Art. 59. A tropa em deslocamento no passo acelerado ou sem cadência faz
continência às autoridades relacionadas nos incisos III a IX e XIII a XV do art. 15
deste Regulamento, e a outra tropa formada, ao comando de "Batalhão
(Companhia, Pelotão, Seção) Atenção!", dado pelos respectivos comandantes.
Parágrafo único. Para a continência à Bandeira Nacional e às Bandeiras das
Nações Estrangeiras, a tropa em deslocamento no passo acelerado ou sem
cadência retoma o passo ordinário e procede como descrito no art. 55 deste
Regulamento.
Seção IV
Da Continência da Tropa em Desfile Art. 60. Desfile é a passagem da tropa
diante da Bandeira Nacional ou da maior autoridade presente a uma cerimônia
a fim de lhe prestar homenagem.
Art. 61. A tropa em desfile faz continência à Bandeira ou à maior autoridade
presente à cerimônia, obedecendo às seguintes determinações:
I - a trinta passos, aquém do homenageado, é dado o toque de "Sentido! - Em
Continência à Direita (Esquerda)!", sendo repetido até o escalão batalhão,
inclusive (esse toque serve apenas para alertar a tropa); II - a vinte passos,
aquém do homenageado:
a) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, levantam-se;
b) os comandantes de subunidades comandam à viva voz: - "Companhia -
Sentido! - Em Continência à Direita (Esquerda)!"; e
c) os oficiais com espada desembainhada perfilam espada, sem olhar para a
direita (esquerda);
III - a dez passos, aquém do homenageado: a) os Comandantes de pelotão
(seção) comandam: "Pelotão (seção) - Sentido! - Olhar à Direita (Esquerda)!";
b) a Bandeira é desfraldada e o estandarte é abatido;
c) os comandantes de unidade e subunidade, em viatura, fazem a continência
individual e olham para a Bandeira ou encaram a autoridade;
d) os comandantes de unidade e subunidade abatem espada e olham para a
Bandeira ou encaram a autoridade; quando estiverem sem espada ou com ela
embainhada, fazem a continência individual e olham a Bandeira ou encaram a
autoridade; os demais oficiais com espada desembainhada perfilam espada;
e) os oficiais sem espada ou com ela embainhada ou portando outra arma
fazem a continência individual e não encaram a autoridade; e
f) os componentes da Guarda-Bandeira, músicos, corneteiros e tamboreiros,
condutores e porta-símbolos não fazem continência nem olham para o lado;
IV - a dez passos, depois do homenageado:
a) os mesmos militares que comandaram "Olhar à Direita (Esquerda)!"
comandam: "Pelotão (seção) - olhar em Frente!";
b) a Bandeira e o estandarte voltam à posição de "Ombro Arma";
c) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, desfazem a
continência individual;
d) os comandantes de unidade e subunidade perfilam espada; e
e) os oficiais sem espada, com ela embainhada ou portando outra arma,
desfazem a continência;
V - a quinze passos depois do homenageado, independente de qualquer
comando:
a) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, sentam-se; e
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37

b) os oficiais a pé, com espada desembainhada, trazem a espada à posição de


marcha.
§ 1º Os comandos mencionados nos incisos II, III e IV deste artigo são dados à
viva voz ou por apito.
§ 2º Quando a tropa desfilar em linha de companhia, ou formação emassada de
batalhão, o primeiro comando de "Sentido! Em Continência à Direita
(Esquerda)!" é dado vinte passos aquém do homenageado pelo comandante
superior, e o comando de "Olhar à Direita (Esquerda)!" pelo comandante de
batalhão, a dez passos aquém do homenageado.
§ 3º Quando a tropa desfilar em linha de pelotões ou formação emassada de
companhia, o comando de "Olhar à Direita (Esquerda)!" é dado pelo
comandante de subunidade dez passos aquém do homenageado.
§ 4º Nas formações emassadas de batalhão ou companhia, o comando de
"Olhar em Frente!" é dado pelos mesmos comandantes que comandaram
"Olhar à Direita (Esquerda)!", quando a cauda de sua tropa ultrapassar de dez
passos o homenageado.
Art. 62. A tropa a pé desfila em "Ombro Arma", com a arma cruzada ou em
bandoleira; nos dois primeiros casos, de baioneta armada.
Art. 63. A autoridade em homenagem à qual é realizado o desfile responde às
continências prestadas pelos oficiais da tropa que desfila; os demais oficiais
que assistem ao desfile fazem continência apenas à passagem da Bandeira.
Seção V
Do Procedimento da Tropa em Situações Diversas
Art. 64. Nenhuma tropa deve iniciar marcha, embarcar, desembarcar, montar,
apear, tomar a posição à vontade ou sair de forma sem licença do mais antigo
presente.
Art. 65. Se uma tropa em marcha cruzar com outra, a que for comandada pelo
mais antigo passa em primeiro lugar.
Art. 66. Se uma tropa em marcha alcançar outra que se desloca no mesmo
sentido, pode passar-lhe à frente, em princípio pela esquerda, mediante licença
ou aviso do mais antigo que a comanda.
Art. 67. Quando uma tropa não estiver em formatura e se encontrar em
instrução, serviço de faxina ou faina, as continências de tropa são
dispensáveis, cabendo, entretanto, ao seu comandante, instrutor ou
encarregado, prestar a continência a todo o superior que se dirija ao local onde
se encontra essa tropa, dando-lhe as informações que se fizerem necessárias.
Parágrafo único. No caso do superior dirigir-se pessoalmente a um dos
integrantes dessa tropa, este lhe presta a continência regulamentar.
Art. 68. Quando uma tropa estiver reunida para instrução, conferência,
preleção ou atividade semelhante, e chegar o seu comandante ou outra
autoridade de posto superior ao mais antigo presente, este comanda
"Companhia (Escola, Turma, etc.) - Sentido! - Comandante da Companhia (ou
função de quem chega)!" e, a esse Comando, levantam-se todos
energicamente e tomam a posição ordenada; correspondido o sinal de respeito
pelo superior, volta a tropa à posição anterior, ao comando de "Companhia
(Escola, Turma, etc.) - À vontade!"; o procedimento é idêntico quando se retirar
o comandante ou a autoridade em causa.
§ 1º Nas reuniões de oficiais, o procedimento é o mesmo, usando-se os
comandos: "Atenção! Comandante de Batalhão (ou Exmo. Sr. Almirante,
General, Brigadeiro Comandante de ...)!" e "À vontade!", dados pelos instrutor
ou oficial mais antigo presente.
§ 2º Nas Organizações Militares de ensino, os alunos de quaisquer postos ou
graduações aguardam nas salas de aula, anfiteatros ou laboratórios a chegada
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dos respectivos professores ou instrutores e as instruções internas


estabelecem, em minúcias, o procedimento a ser seguido.
Art. 69. Quando um oficial entra em um alojamento ou vestiário ocupado por
tropa, o militar de serviço ou o que primeiro avistar aquela autoridade
comanda "Alojamento (Vestiário) - Atenção! Comandante da Companhia (ou
função de quem chega)!" e as praças, sem interromperem suas atividades, no
mesmo local em que se encontram, suspendem toda a conversação e assim se
conservam até ser comandado "À vontade!".
Seção VI
Da Continência da Guarda
Art. 70. A guarda formada presta continência:
I - aos símbolos, às autoridades e à tropa formada, referidos nos incisos I a X,
XII e XIII do art. 15 deste Regulamento;
II - aos Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-
Brigadeiros, nas sedes dos Comandos da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica, respectivamente;
III - aos oficiais-generais, nas sedes de Comando, Chefia ou Direção privativos
dos postos de oficial-general;
IV - aos oficiais-generais, aos oficiais superiores e ao comandante, chefe ou
diretor, qualquer que seja o seu posto, nas Organizações Militares;
V - aos oficiais-generais e aos oficiais superiores das Forças Armadas das
Nações Estrangeiras, quando uniformizados, nas condições estabelecidas nos
incisos I a IV deste artigo; e
VI - à guarda que venha rendê-la.
§ 1º As normas para a prestação de continência, pela guarda formada, a
oficiais de qualquer posto, serão reguladas pelo Cerimonial de cada Força.
§ 2º A continência é prestada por ocasião da entrada e saída da autoridade.
Art. 71. Para a continência à Bandeira Nacional e ao Presidente da República, a
guarda forma na parte externa do edifício, à esquerda da sentinela do portão
das armas (sentinela da entrada principal), caso o local permita, o corneteiro
da guarda ou de serviço dá o sinal correspondente ("Bandeira" ou "Presidente
da República"), e o Comandante da guarda procede como estabelecido no
inciso III do art. 53 deste Regulamento.
Art. 72. A guarda forma para prestar continência a tropa de efetivo igual ou
superior a subunidade, sem Bandeira, que saia ou regresse ao quartel.
Art. 73. Quando em uma Organização Militar entra ou sai seu comandante,
chefe ou diretor, acompanhado de oficiais, a continência da guarda formada é
prestada apenas ao oficial de maior posto, ou ao comandante, se de posto
igual ou superior ao dos que o acompanham.
Parágrafo único. A autoridade a quem é prestada a continência destaca-se das
demais para corresponder à continência da guarda; os acompanhantes fazem a
continência individual, voltados para aquela autoridade.
Art. 74. Quando a continência da guarda é acompanhada do Hino Nacional ou
da marcha batida, os militares presentes voltam à frente para a autoridade, ou
à Bandeira, a que se presta a continência, fazendo a continência individual no
início do Hino Nacional ou marcha batida e desfazendo-a ao término.
Art. 75. Uma vez presente, em uma Organização Militar, autoridade cuja
insígnia esteja hasteada no mastro principal, apenas o comandante, diretor ou
chefe da organização e os que forem hierarquicamente superiores à referida
autoridade têm direito à continência da guarda formada.
Seção VII
Da Continência da Sentinela
Art. 76. A sentinela de posto fixo, armada, presta continência:
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I - apresentando arma, aos símbolos e autoridades referidos no art. 15 deste


Regulamento;
II - tomando a posição de sentido, aos graduados e praças especiais das Forças
Armadas nacionais e estrangeiras; e
III - tomando a posição de sentido e, em seguida, fazendo "Ombro Arma", à
tropa não comandada por oficial.
§ 1º O militar que recebe uma continência de uma sentinela faz a continência
individual para respondê-la.
§ 2º A sentinela móvel presta continência aos símbolos, autoridades e militares
constantes do art. 15 deste Regulamento, tomando apenas a posição de
"Sentido".
Art. 77. Os marinheiros e soldados, quando passarem por uma sentinela, fazem
a continência individual, à qual a sentinela responde tomando a posição de
"Sentido".
Art. 78. No período compreendido entre o arriar da Bandeira Nacional e o toque
de alvorada do dia seguinte, a sentinela só apresenta armas à Bandeira
Nacional, ao Hino Nacional, ao Presidente da República, às bandeiras e hinos
de outras nações e a tropa formada, quando comandada por oficial.
Parágrafo único. No mesmo período, a sentinela toma a posição de "Sentido" à
passagem de um superior pelo seu posto ou para corresponder à saudação
militar de marinheiros e soldados.
Art. 79. Para prestar continência a uma tropa comandada por oficial, a
sentinela toma a posição de "Sentido", executando o "Apresentar Arma"
quando a testa da tropa estiver a dez passos, assim permanecendo até a
passagem do Comandante e da Bandeira; a seguir faz "Ombro Arma" até o
escoamento completo da tropa, quando volta às posições de "Descansar Arma"
e "Descansar".
[...]
CAPÍTULO VI
DOS HINOS
Art. 87. O Hino Nacional é executado por banda de música militar nas
seguintes ocasiões:
I - nas continências à Bandeira Nacional e ao Presidente da República;
II - nas continências ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal,
quando incorporados;
III - nos dias que o Governo considerar de Festa Nacional;
IV - nas cerimônias em que se tenha de executar Hino de Nação Estrangeira,
devendo este, por cortesia, anteceder o Hino Nacional; e
V - nas solenidades, sempre que cabível, de acordo com o cerimonial de cada
Força Armada.
§ 1º É vedado substituir a partitura do Hino Nacional por qualquer arranjo
instrumental.
§ 2º A execução do Hino Nacional não pode ser interrompida.
§ 3º Na continência prestada ao Presidente da República na qualidade de
Comandante Supremo das Forças Armadas, por ocasião de visita a
Organização Militar, quando for dispensada a Guarda de Honra, ou nas honras
de chegada ou saída em viagem oficial ou de serviço, executam-se apenas a
introdução e os acordes finais do Hino Nacional, de acordo com partitura
específica.
Art. 88. Havendo Guarda de Honra no recinto onde se procede uma solenidade,
a execução do Hino Nacional cabe à banda de música dessa guarda, mesmo
que esteja presente outra de maior conjunto.

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Art. 89. Quando em uma solenidade houver mais de uma banda, cabe a
execução do Hino Nacional à que estiver mais próxima do local onde chega a
autoridade.
Art. 90. O Hino Nacional pode ser cantado em solenidades oficiais.
§ 1º Neste caso, cantam-se sempre as duas partes do poema, sendo que a
banda de música deverá repetir a introdução do Hino após o canto da primeira
parte.
§ 2º É vedado substituir a partitura para canto do Hino Nacional por qualquer
arranjo vocal, exceto o de Alberto Nepomuceno.
§ 3º Nas solenidades em que seja previsto o canto do Hino Nacional após o
hasteamento da Bandeira Nacional, esta poderá ser hasteada ao toque de
Marcha Batida.
Art. 91. No dia 7 de setembro, por ocasião da alvorada e nas retretas, as
bandas de música militares executam o Hino da Independência; no dia 15 de
novembro, o Hino da Proclamação da República e no dia 19 de novembro, o
Hino à Bandeira.
Parágrafo único. Por ocasião das solenidades de culto à Bandeira, canta-se o
Hino à Bandeira.
CAPÍTULO VII
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 92. A presença de determinadas autoridades civis e militares em uma
Organização Militar é indicada por suas bandeiras-insígnias ou seus distintivos
hasteados em mastro próprio, na área da organização.
§ 1º As bandeiras-insígnias ou distintivos de Presidente da República, de Vice-
Presidente da República e de Ministro de Estado da Defesa são instituídas em
atos do Presidente da República.
§ 2º As bandeiras-insígnias ou distintivos de Comandante da Marinha, do
Exército, da Aeronáutica e do Chefe do Estado-Maior de Defesa são instituídos
em atos do Ministro de Estado da Defesa.
§ 3º Nas Organizações Militares que possuem estandarte, este é conduzido nas
condições estabelecidas para a Bandeira Nacional, sempre a sua esquerda, de
acordo com o cerimonial específico de cada Força Armada.
Art. 93. A bandeira-insígnia ou distintivo é hasteado quando a autoridade entra
na Organização Militar, e arriado logo após a sua saída.
§ 1º O ato de hastear ou arriar a bandeira-insígnia ou o distintivo é executado
sem cerimônia militar por militar para isso designado.
§ 2º Por ocasião da solenidade de hasteamento ou de arriação da Bandeira
Nacional, a bandeira-insígnia ou distintivo deve ser arriado, devendo ser
hasteado novamente após o término daquelas solenidades.
Art. 94. No mastro em que estiver hasteada a Bandeira Nacional, nenhuma
bandeira-insígnia ou distintivo deve ser posicionado acima dela, mesmo que
nas adriças da verga de sinais.
Parágrafo único. Excetuam-se do disposto neste artigo os navios e os
estabelecimentos da Marinha do Brasil que possuem mastro com carangueja,
cujo penol, por ser local de destaque e de honra, é privativo da Bandeira
Nacional.
Art. 95. A disposição das bandeiras-insígnias ou distintivos referentes a
autoridades presentes a uma Organização Militar será regulamentada em
cerimonial específico do Ministério da Defesa e de cada Força Armada.
Art. 96. Se várias Organizações Militares tiverem sede em um mesmo edifício,
no mastro desse edifício só é hasteada a bandeira-insígnia ou distintivo da
mais alta autoridade presente.

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Art. 97. Todas as Organizações Militares devem ter, disponíveis para uso, as
bandeiras-insígnias do Presidente da República, do Vice-Presidente da
República, do Ministro de Estado da Defesa, do Comandante da respectiva
Força e das autoridades da cadeia de comando a que estiverem subordinadas.
Art. 98. O Ministro de Estado da Defesa e o oficial com direito a bandeira-
insígnia ou distintivo, este quando uniformizado e nos termos da
regulamentação específica de cada Força Armada, podem fazer uso, na viatura
oficial que os transporta, de uma miniatura da respectiva bandeira-insígnia ou
distintivo, presa em haste apropriada fixada no pára-lama dianteiro direito.
[...]
Seção II
Das Honras Fúnebres
[...]
Das Guardas Fúnebres
Art. 130. Guarda Fúnebre é a tropa armada especialmente postada para render
honras aos despojos mortais de militares da ativa e de altas autoridades civis.
Parágrafo único. A Guarda Fúnebre toma apenas a posição de "Sentido" para a
continência às autoridades de posto superior ao do seu comandante.
Art. 131. A Guarda Fúnebre posta-se no trajeto a ser percorrido pelo féretro, de
preferência na vizinhança da casa mortuária ou da necrópole, com a sua direita
voltada para o lado de onde virá o cortejo e em local que, prestando-se à
formatura e à execução das salvas, não interrompa o trânsito público.
Art. 132. A Guarda Fúnebre, quando tiver a sua direita alcançada pelo féretro,
dá três descargas, executando em seguida "Apresentar Arma"; durante a
continência, os corneteiros ou clarins e tambores tocam uma composição
grave ou, se houver banda de música, esta executa uma marcha fúnebre.
§ 1º Se o efetivo da Guarda Fúnebre for de um batalhão ou equivalente, as
descargas de fuzil são dadas somente pela subunidade da direita, para isso
designada.
§ 2º Se o efetivo da Guarda Fúnebre for igual ou superior a uma companhia ou
equivalente, conduz Bandeira Nacional e tem banda de música ou clarins.
Art. 133. A Guarda Fúnebre é assim constituída:
I - para o Presidente de República:
a) por toda a tropa disponível das Forças Armadas, que forma em alas, exceto
a destinada a fazer as descargas fúnebres; e
b) a Guarda da Câmara Ardente é formada por Aspirantes da Marinha e
Cadetes do Exército e da Aeronáutica, os quais constituem, para cada Escola,
um posto de sentinela dupla junto à urna funerária;
II - para o Ministro de Estado da Defesa:
a) por um destacamento composto de um ou mais batalhões ou equivalentes
de cada Força Armada, cabendo o comando à Força a que pertence o Chefe do
Estado-Maior de Defesa; e
b) a Guarda da Câmara Ardente é formada por Aspirantes da Marinha e
Cadetes do Exército e da Aeronáutica;
III - para os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica:
a) por um destacamento composto de um ou mais batalhões ou equivalentes
de cada Força Armada, cabendo o comando à Força a que pertencia o falecido;
e
b) a Guarda da Câmara Ardente é formada por Aspirantes ou Cadetes
pertencentes à Força Singular da qual fazia parte o extinto;
IV - para os oficiais-generais: por tropa com o efetivo de um batalhão de
infantaria, ou equivalente, de sua Força;

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V - para os oficiais superiores: por tropa com o efetivo de duas companhias de


infantaria, ou equivalente, de sua Força;
VI - para os oficiais intermediários: por tropa com o efetivo de companhia de
infantaria, ou equivalente, de sua Força;
VII - para oficiais subalternos: por tropa com o efetivo de um pelotão de
fuzileiros, ou equivalente, de sua Força;
VIII - para Aspirantes, Cadetes e alunos do Colégio Naval e Escolas
Preparatórias ou equivalentes: por tropa com o efetivo de dois grupos de
combate, ou equivalente, da respectiva Força;
IX - para Subtenentes, Suboficiais e Sargentos: por tropa com o efetivo de um
grupo de combate, ou equivalente, da respectiva Força; e
X - para Cabos, Marinheiros e Soldados: por tropa com o efetivo de uma
esquadra de fuzileiros de grupo de combate, ou equivalente, da respectiva
Força.
[...]
CAPÍTULO III
DA BANDEIRA NACIONAL
Seção I
Generalidades
Art. 152. A Bandeira Nacional pode ser hasteada e arriada a qualquer hora do
dia ou da noite.
§ 1º Normalmente, em Organização Militar, faz-se o hasteamento no mastro
principal às oito horas e a arriação às dezoito horas ou ao pôr-do-sol.
§ 2º No dia 19 de novembro, como parte dos eventos comemorativos do Dia da
Bandeira, a Bandeira Nacional será hasteada em ato solene às doze horas, de
acordo com o cerimonial do Ministério da Defesa ou com os cerimoniais
específicos de cada Força Armada, conforme o caso.
§ 3º Nas Organizações Militares que não mantenham serviço ininterrupto, a
Bandeira Nacional será arriada conforme o estabelecido no § 1º deste artigo,
ou ao se encerrar o expediente, o que primeiro ocorrer.
§ 4º Quando permanecer hasteada durante a noite, a Bandeira Nacional deve
ser iluminada.
Art. 153. Nos dias de Luto Nacional e no dia de Finados, a Bandeira é mantida a
meio mastro.
§ 1º Por ocasião do hasteamento, a Bandeira vai até o topo do mastro,
descendo em seguida até a posição a meio mastro; por ocasião da arriação, a
Bandeira sobe ao topo do mastro, sendo em seguida arriada.
§ 2º Nesses dias, os símbolos e insígnias de Comando permanecem também a
meio mastro, de acordo com o cerimonial do Ministério da Defesa ou com o
cerimonial específico de cada Força Armada, conforme o caso.
Art. 154. Nos dias de Luto Nacional e no dia de Finados, as bandas de música
permanecem em silêncio.
Art. 155. O sinal de luto das Bandeiras transportadas por tropa consiste em um
laço de crepe negro colocado na lança.
Art. 156. As Forças Armadas devem regular, no âmbito de seus Comandos, as
cerimônias diárias de hasteamento e arriação da Bandeira Nacional.
Art. 157. Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente,
a Bandeira Nacional é a primeira a atingir o topo e a última a dele descer,
sendo posicionada na parte central do dispositivo.
Seção II
[...]
Do Hasteamento em Datas Comemorativas

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43

Art. 166. A Bandeira Nacional é hasteada nas Organizações Militares, com


maior gala, de acordo com o cerimonial específico de cada Força Armada, nos
seguintes dias:
I - grandes datas:
a) 7 de setembro: Dia da Independência do Brasil; e
b) 15 de novembro: Dia da Proclamação da República;
II - feriados:
a) 1º de janeiro: Dia da Fraternidade Universal;
b) 21 de abril: Inconfidência Mineira;
c) 1º de maio: Dia do Trabalhador;
d) 12 de outubro: Dia da Padroeira do Brasil; e
e) 25 de dezembro: Dia de Natal;
III - datas festivas:
a) 21 de fevereiro: Comemoração da Tomada de Monte Castelo;
b) 19 de abril: Dia do Exército Brasileiro;
c) 22 de abril: Dia da Aviação de Caça;
d) 08 de maio: Dia da Vitória na 2a Guerra Mundial;
e) 11 de junho: Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo - Data Magna da
Marinha;
f) 25 de agosto: Dia do Soldado;
g) 23 de outubro: Dia do Aviador;
h) 19 de novembro: Dia da Bandeira Nacional;
i) 13 de dezembro: Dia do Marinheiro;
j) 16 de dezembro: Dia do Reservista;
k) Dia do Aniversário da Organização Militar.
Parágrafo único. No âmbito de cada Força Armada, por ato do respectivo
Comandante, podem ser fixadas datas comemorativas para ressaltar as
efemérides relativas às suas tradições peculiares.
[...]
Da Apresentação da Bandeira Nacional aos Recrutas
Art. 170. Logo que os recrutas ficarem em condições de tomar parte, em uma
formatura, o Comandante da Organização Militar apresenta-lhes a Bandeira
Nacional, com toda solenidade.
Art. 171. A solenidade de Apresentação da Bandeira Nacional aos seus recrutas
deve observar as seguintes determinações:
I - a tropa forma, armada, sem Bandeira, sob o comando do Comandante da
Organização Militar;
II - a Bandeira, conduzida desfraldada, com sua Guarda, aproxima-se e ocupa
lugar de destaque defronte da tropa;
III - o Comandante da Organização Militar, ou quem for por ele designado,
deixa a formatura, cumprimenta a Bandeira Nacional perante a tropa, procede
a seguir a uma alocução aos recrutas, apresentando-lhes a Bandeira Nacional;
IV - nessa alocução devem ser abordados os seguintes pontos:
a) o que representa a Bandeira Nacional;
b) os deveres do soldado para com ela;
c) o valor dos militares brasileiros no passado, que nunca a deixaram cair em
poder do inimigo;
d) a unidade da Pátria; e
e) o espírito de sacrifício;
V - após a alocução, a tropa presta a continência à Bandeira Nacional; e
VI - a cerimônia termina com o desfile da tropa em continência à Bandeira
Nacional.
Seção VI
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44

Da Apresentação do Estandarte Histórico aos Recrutas


Art. 172. Em data anterior a da apresentação da Bandeira Nacional, deverá ser
apresentado aos recrutas, se possível na data do aniversário da Organização
Militar, o Estandarte Histórico.
Art. 173. A cerimônia de apresentação do Estandarte Histórico aos recrutas
deve obedecer às seguintes determinações:
I - a tropa forma desarmada;
II - o Estandarte Histórico, conduzido sem guarda, aproxima-se e ocupa um
lugar de destaque defronte à tropa;
III - o Comandante da Organização Militar faz uma alocução de apresentação
do Estandarte Histórico, abordando:
a) o que representa o Estandarte da Organização Militar;
b) o motivo histórico da concessão, inclusive os feitos da Organização Militar de
origem e sua atuação em campanha, se for o caso; e
c) a identificação das peças heráldicas que compõe o Estandarte Histórico;
IV - após a alocução do Comandante, a Organização Militar cantará a canção
da Unidade; e V - neste dia, o Estandarte Histórico deverá permanecer em local
apropriado para ser visto por toda a tropa, por tempo a ser determinado pelo
Comandante da Organização Militar.
[...]
Art. 201. Os casos omissos serão solucionados pelo Ministro de Estado da
Defesa, assessorado pelo Chefe do Estado-Maior de Defesa.
ANEXO II
DOBRADURAS DA BANDEIRA NACIONAL
(art. 126 § 2º deste Regu DOU 95 de 21 de maio de 2009 seção 1 pag 11

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RDPMSC

DECRETO 12.112 - de 16 de setembro de 1980


Aprova o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Santa Catarina
(RDPMSC).
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, usando da competência
privativa que lhe confere o artigo 93, item III, da Constituição do Estado e
tendo em vista o disposto no artigo 18, do Decreto-Lei nº 667, de 02 de julho
de 1969,

DECRETA:

Art. 1º - Fica aprovado o REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLÍCIA MILITAR DE


SANTA CATARINA (RDPMSC) , que com este baixa.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.
Florianópolis, 16 de setembro de 1980

JORGE KONDER BORNHAUSEN

(Transcrito do DOE nº 11.562, de 17 de setembro de 1980)

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REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA


(RDPMSC)

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO I
GENERALIDADES
Art. 1º - O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de Santa
Catarina tem por finalidade especificar e classificar as transgressões
disciplinares, estabelecer normas relativas à amplitude e a aplicação das
punições disciplinares, a classificação do comportamento policial-militar das
praças e a interposição de recursos contra a aplicação das punições.
Parágrafo único - São também tratadas, em parte, neste Regulamento, as
recompensas especificadas no Estatuto dos Policiais-Militares.
Art. 2º - A camaradagem torna-se indispensável à formação e ao convívio da
família policial-militar, cumprindo existir as melhores relações sociais entre os
policiais-militares.
Parágrafo único - Incumbe aos superiores incentivar e manter a harmonia e a
amizade entre seus subordinados.
Art. 3º - A civilidade é parte da Educação Policial Militar e como tal de interesse
vital para a disciplina consciente. Importa ao superior tratar os subordinados,
em geral, e os recrutas em particular, com urbanidade e justiça, interessando-
se pelos seus problemas. Em contrapartida, o subordinado é obrigado a todas
as provas de respeito e deferência para com seus superiores, de conformidade
com os regulamentos policiais-militares.
Parágrafo único - As demonstrações de camaradagem, cortesia e consideração,
obrigatórias entre os policiais-militares, devem ser dispensadas aos militares
das Forças Armadas e aos policiais-militares de outras Corporações.
Art. 4º - Para efeito deste Regulamento, todas as Organizações Policiais-
Militares, tais como: Quartel do Comando Geral, Comandos de Policiamento,
Diretorias, Estabelecimentos, Repartições, Escolas, Campos de Instrução,
Centros de Formação e Aperfeiçoamento, Unidades Operacionais e outras,
inclusive as de Bombeiros, serão denominadas de "OPM".
Parágrafo único - Para efeito deste Regulamento, os Comandantes, Diretores
ou Chefes de OPM serão denominados "Comandantes".

CAPÍTULO II
PRINCÍPIOS GERAIS DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
Art. 5º - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes,
dentro da estrutura das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, por postos e
graduações.
Parágrafo único - A ordenação dos postos e graduações na Polícia Militar se faz
conforme preceitua o Estatuto dos Policiais-Militares.

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47

Art. 6º - A disciplina policial-militar é a rigorosa observância e o acatamento


integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes do organismo policial-militar.
§ 1º - São manifestações essenciais de disciplina:
1) a correção de atitudes;
2) a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos;
3) a dedicação integral ao serviço;
4) a colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência da instituição;
5) a consciência das responsabilidades;
6) a rigorosa observância das prescrições regulamentares.
§ 2º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos
permanentemente pelos policiais-militares na ativa e na inatividade.
Art. 7º - As ordens devem ser prontamente obedecidas.
§ 1º - Cabe ao policial-militar a inteira responsabilidade pelas ordens que der e
pelas conseqüências que delas advierem.
§ 2º - Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os
esclarecimentos necessários ao seu total entendimento e compreensão.
§ 3º - Quando a ordem importa em responsabilidade criminal para o
executante, poderá o mesmo solicitar sua confirmação por escrito, cumprido à
autoridade que a emitiu, atender à solicitação.
§ 4º - Cabe ao executante que exorbitar no cumprimento de ordem recebida a
responsabilidade pelos excessos e abusos que cometer.

CAPÍTULO III
ESFERA DA AÇÃO DO REGULAMENTO DISCIPLINAR E COMPETÊNCIA
PARA A SUA APLICAÇÃO
Art. 8º - Estão sujeitos a este Regulamento, os policiais-militares na ativa e os
na inatividade.
§ 1º - O disposto neste Regulamento aplica-se no que couber aos Capelães
Policiais-Militares.
§ 2º - Os alunos de órgãos específicos de formação de policiais-militares
também estão sujeitos aos regulamentos, normas e prescrições das OPM em
que estejam matriculados.
§ 3º - As disposições deste Regulamento aplicam-se aos policiais-militares na
inatividade quando, ainda no meio civil, se conduzam, inclusive por
manifestações através da imprensa, de modo a prejudicar os princípios da
hierarquia, da disciplina, do respeito e do decoro policial-militar.
Art. 9º - A competência para aplicar as prescrições contidas neste regulamento
é conferida ao cargo e não ao grau hierárquico, sendo competentes para
aplicá-las:
(Alterado pelo Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89)

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48

1) O Governador do Estado, a todos os integrantes da Polícia Militar;


2) O Comandante Geral, a todos os integrantes da Polícia Militar;
3) O Chefe da Casa Militar, aos que estiverem sob a sua chefia;
4) O Chefe do Estado-Maior da PM, o Subchefe do Estado-Maior da PM, os
Comandantes de Policiamento Regionais, os Diretores, o Ajudante-Geral, O
Comandante do Centro de Ensino, O Chefe da Assessoria Militar da Secretaria
de Segurança Pública, o Chefe da Assessoria Parlamentar e o Chefe da
Assessoria Judiciária, aos que servirem sob suas ordens;
5) Os Comandantes de Unidade Operacional PM ou de Bombeiro, a nível de
Batalhão, os comandantes ou chefes de Órgãos de Apoio da Polícia Militar e o
Comandante do Batalhão de Comando e Serviço, aos que servirem sob suas
ordens;
6) Os comandantes das Subunidades Operacionais PM ou de Bombeiros, a nível
de Companhia, aos que servirem sob suas ordens;
7) Os comandantes de Pelotão ou Seção de Combate a Incêndio destacados,
aos que servirem sob suas ordens.
Parágrafo único - A competência conferida aos chefes de órgãos de apoio e
Assessores limitar-se-á as ocorrências relacionadas as atividades inerentes ao
serviço e suas repartições.
Art. 10 - Todo Policial-Militar que tiver conhecimento de um fato contrário à
disciplina deverá participar ao seu chefe imediato, por escrito ou verbalmente.
Neste último caso, deve confirmar a participação, por escrito, no prazo máximo
de 48 horas.
§ 1º - A parte deve ser clara, concisa e precisa; deve conter os dados capazes
de identificar as pessoas ou coisas envolvidas, o local, a data e hora da
ocorrência e caracterizar as circunstâncias que a envolveram, sem tecer
comentários ou opiniões pessoais.
§ 2º - Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Corporação, a
ocorrência exigir uma pronta intervenção, mesmo sem possuir ascendência
funcional sobre o transgressor, a autoridade policial-militar de maior
antigüidade que presenciar ou tiver conhecimento do fato deverá tomar
imediatas e enérgicas providências, inclusive prendê-lo "em nome da
autoridade competente", dando ciência a esta, pelo meio mais rápido, da
ocorrência e das providências em seu nome tomadas.
§ 3º - Nos casos de participação de ocorrências com policial-militar de OPM
diversa daquela a que pertence o signatário da parte, deve este, direta ou
indiretamente, ser notificado da solução dada, no prazo máximo de oito dias
úteis. Expirando este prazo, deve o signatário da parte informar a ocorrência
referida à autoridade a que estiver subordinado.
§ 4º - A autoridade, a que a parte disciplinar é dirigida, deve dar a solução no
prazo máximo de oito dias úteis, ouvindo, sempre que possível, o transgressor
e, se julgar necessário as pessoas envolvidas, obedecidas as demais
prescrições regulamentares. Na impossibilidade de solucioná-la neste prazo, o
seu motivo deverá ser necessariamente publicado em boletim e neste caso, o
prazo poderá ser prorrogado até 30 dias.

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§ 5º - A autoridade que receber a parte, não sendo competente para solucioná-


la, deve encaminhá-la a seu superior imediato.
Art. 11 - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo policiais-militares de
mais de uma OPM, caberá ao Comandante imediatamente superior da linha de
subordinação apurar (ou determinar a apuração) dos fatos, procedendo a
seguir de conformidade com o Art. 10 e seus parágrafos, do presente
Regulamento, com os que não sirvam sob a sua linha de subordinação
funcional.
Parágrafo único - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo militares (FA) e
policiais-militares, a autoridade policial-militar competente deverá tomar as
medidas disciplinares referentes aos elementos a ela subordinados,
informando o escalão superior sobre a ocorrência, as medidas tomadas e o que
foi por ela apurado, dando ciência também do fato ao Comandante Militar
interessado.

CAPÍTULO IV
ESPECIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES

Art. 12 - Transgressão disciplinar é qualquer violação dos princípios da Ética,


dos deveres e das obrigações policiais-militares na sua manifestação
elementar e simples e qualquer omissão ou ação contrária aos preceitos
estatuídos em leis, regulamentos, normas ou disposições, desde que não
constituam crime.
Art. 13 - São transgressões disciplinares:
1) todas as ações ou omissões contrárias à disciplina policial-militar
especificadas no Anexo I do presente Regulamento;
2) todas as ações, omissões ou atos, não especificados na relação de
transgressões do Anexo I citado, que afetem a honra pessoal, o pundonor
policial-militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e outras
prescrições contidas no Estatuto dos Policiais-Militares, leis e regulamentos,
bem como aquelas praticadas contra regras e ordens de serviços estabelecidas
por autoridades competentes.
CAPÍTULO V
JULGAMENTO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 14 - O julgamento das transgressões deve ser precedido de um exame e
de uma análise que considerem:
1) Os antecedentes do transgressor;
2) as causas que a determinaram;
3) a natureza dos fatos ou os atos que a envolveram;
4) as conseqüências que dela possam advir.
Art. 15 - No julgamento das transgressões podem ser levantadas causas que
justifiquem a falta ou circunstâncias que a atenuem e/ou a agravem.
Art. 16 - São causas de justificação:

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1) ter sido cometida a transgressão na prática de ação meritória, no interesse


do serviço ou da ordem pública;
2) ter sido cometida a transgressão em legítima defesa, própria ou de outrem;
3) ter sido cometida a transgressão em obediência à ordem superior;
4) ter sido cometida a transgressão pelo uso imperativo de meios violentos a
fim de compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever, no caso
de perigo, necessidade urgente, calamidade pública, manutenção da ordem e
da disciplina;
5) ter havido motivo de força maior, plenamente comprovado e justificado;
6) nos casos de ignorância, plenamente comprovada, desde que não atente
contra os sentimentos normais de patriotismo, humanidade e probidade.
Parágrafo único - Não haverá punição quando for reconhecida qualquer causa
de justificação.
Art. 17 - São circunstâncias atenuantes:
1) bom comportamento;
2) relevância de serviços prestados;
3) ter sido cometida a transgressão para evitar mal maior;
4) ter sido cometida a transgressão em defesa própria, de seus direitos ou de
outrem, desde que não constitua causa de justificação;
5) falta de prática do serviço.
Art. 18 - São circunstâncias agravantes:
1) mau comportamento;
2) prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões;
3) reincidência da transgressão mesmo punida verbalmente;
4) conluio de duas ou mais pessoas;
5) ser praticada a transgressão durante a execução do serviço;
6) ser cometida a falta em presença de subordinado;
7) ter abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica;
8) ser praticada a transgressão com premeditação;
9) ter sido praticada a transgressão em presença de tropa;
10) ter sido praticada a transgressão em presença de público.

CAPÍTULO VI
CLASSIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 19 - A transgressão da disciplina deve ser classificada, desde que não haja
causas de justificação, em:
1) Leve;
2) Média;
3) Grave.

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Parágrafo único - A classificação da transgressão compete a quem couber


aplicar a punição, respeitadas as considerações estabelecidas no Art. 14.
Art. 20 - A transgressão da disciplina deve ser classificada como "grave"
quando, não chegando a constituir crime, constitua a mesma ato que afete o
sentimento do dever, a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da
classe.
TÍTULO II
PUNIÇÕES DISCIPLINARES
CAPÍTULO VII
GRADAÇÃO E EXECUÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 21 - A punição disciplinar objetiva o fortalecimento da disciplina.
Parágrafo único - A punição deve ter em vista o beneficio educativo ao punido
e à coletividade a que ele pertence.
Art. 22 - As punições disciplinares a que estão sujeitos os policiais-militares,
segundo a classificação resultante do julgamento da transgressão, são as
seguintes, em ordem de gravidade crescente:
1) advertência;
2) repreensão;
3) detenção;
4) prisão e prisão em separado;
5) licenciamento e exclusão a bem da disciplina.
Parágrafo único - As punições disciplinares de detenção e prisão não podem
ultrapassar de trinta dias.
Art. 23 - Advertência - É a forma mais branda de punir. Consiste numa
admoestação feita verbalmente ao transgressor, podendo ser em caráter
particular ou ostensivamente.
§1º - Quando ostensivamente poderá ser na presença de superiores, no círculo
de seus pares ou na presença de toda ou parte da OPM.
§2º - A advertência, por ser verbal, não deve constar das alterações do punido,
devendo entretanto, ser registrada em sua ficha disciplinar.
Art. 24 - Repreensão - É uma censura enérgica ao transgressor, publicada em
boletim e que não priva o punido da liberdade.
Art. 25 - Detenção - Consiste no cerceamento da liberdade do punido, o qual
deve permanecer no local que lhe for determinado, normalmente o quartel,
sem que fique, no entanto, confinado.
§1º - O detido comparece a todos os atos de instrução e serviços.
§2º - Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o
oficial ou aspirante-a-oficial pode ficar detido em sua residência.
Art. 26 - Prisão - Consiste no confinamento do punido em local próprio e
designado para tal.
§1º - Os policiais-militares dos diferentes círculos de oficiais e praças
estabelecidos no Estatuto dos Policiais-Militares não poderão ficar presos no
mesmo compartimento.

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§ 2º - São lugares de prisão:


- Para oficial e Asp. Of. - determinado pelo Cmt no aquartelamento;
- Para Sub Ten e Sgt - compartimento denominado "Prisão de Sub Ten e Sgt";
- Para as demais praças - compartimento fechado denominado "Xadrez".
§3º - Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o
oficial ou aspirante-a-oficial pode ter sua residência como local de
cumprimento da prisão, quando esta não for superior a 48 horas.
§4º - Quando a OPM não dispuser de instalações apropriadas, cabe à
autoridade que aplicou a punição, solicitar ao escalão superior local para servir
de prisão em outra OPM.
§5º - Os presos disciplinares devem ficar separados dos presos à disposição da
justiça.
§6º - Compete à autoridade que aplicar a primeira punição de prisão à praça,
ajuizar da conveniência e necessidade de não confinar o punido, tendo em
vista os altos interesses da ação educativa da coletividade e a elevação do
moral da tropa. Neste Caso, esta circunstância será fundamentalmente
publicada em Boletim da OPM e o punido terá o quartel por menagem.
Art. 27 - A prisão deve ser cumprida sem prejuízo da instrução e dos serviços
internos. Quando o for com prejuízo, esta condição deve ser declarada em
Boletim.
Parágrafo único - O punido fará suas refeições no refeitório da OPM, a não ser
que o Comandante determine o contrário.
Art. 28 - Em casos especiais, a punição de prisão, para praças de graduação
inferior a Subtenente, pode ser agravada para "prisão em separado", devendo
o punido permanecer isolado, fazendo suas refeições no local da prisão. Esse
agravamento não pode exceder à metade da punição aplicada.
Parágrafo único - A prisão em separado deve constituir a parte inicial do
cumprimento da punição.
Art. 29 - Licenciamento e exclusão a bem da disciplina consistem no
afastamento, ex officio, do policial-militar das fileiras da Corporação, conforme
prescrito no Estatuto dos Policiais Militares.
§ 1º - O licenciamento a bem da disciplina deve ser aplicado à praça sem
estabilidade assegurada, mediante à simples análise de suas alterações, por
iniciativa do Comandante, ou por ordem das autoridades relacionadas nos
itens: 1), 2), 3), 4) e 5) do Art. 9º, quando:
1) a transgressão afeta o sentimento do dever, a honra pessoal, o pundonor
militar e o decoro, e como repressão imediata, assim se torne absolutamente
necessária à disciplina;
2) no comportamento MAU, se verificada a impossibilidade de melhoria de
comportamento, como está prescrito neste Regulamento;
3) houver sido condenado por crime militar ou houver praticado crime comum,
apurado em inquérito, excluídos, em ambos os casos, os crimes culposos.

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§2º - A exclusão a bem da disciplina deve ser aplicada ex officio ao aspirante-a-


oficial e à praça com estabilidade assegurada de acordo com o prescrito no
Estatuto dos Policiais-Militares.
CAPÍTULO VIII
NORMAS PARA APLICAÇÃO E CUMPRIMENTO DAS PUNIÇÕES
Art. 30 - A aplicação da punição compreende uma nota de punição, a qual
contém uma descrição sumária, clara e precisa dos fatos e circunstâncias que
determinaram a transgressão (Anexo II) e a conseqüente publicação em
Boletim Interno da OPM.
§1º - Enquadramento - É a caracterização da transgressão acrescida de outros
detalhes relacionados com o comportamento do transgressor, cumprimento da
punição ou justificação. No enquadramento são necessariamente mencionados:
1) a transgressão cometida, em termos precisos e sintéticos e a especificação
em que a mesma incida pelos números constantes do Anexo I ou pelo item 2)
do Art. 13. Não devem ser emitidos comentários deprimentes e/ou ofensivos,
sendo porém permitidos os ensinamentos decorrentes, desde que não
contenham alusões pessoais;
2) os itens, artigos e parágrafos das circunstâncias atenuantes e/ou
agravantes, ou causas de justificação;
3) a classificação da transgressão;
4) a punição imposta;
5) o local de cumprimento da punição, se for o caso;
6) a classificação do comportamento militar em que a praça punida permaneça
ou ingresse;
7) a data do início do cumprimento da punição, se o punido tiver sido recolhido
de acordo com o parágrafo 2º do Artigo 10;
8) a determinação para posterior cumprimento, se o punido estiver baixado,
afastado do serviço ou à disposição de outra autoridade.
§2º - Publicação em Boletim - É o ato administrativo que formaliza a aplicação
da punição ou a sua justificação.
§3º - Quando ocorrer causa de justificação, no enquadramento e na publicação
em Boletim, menciona-se a justificação da falta, em lugar da punição imposta.
§4º - Quando a autoridade que aplica a punição não dispuser de Boletim para a
sua aplicação, esta deve ser feita, mediante solicitação escrita, no da
autoridade imediatamente superior.
Art. 31 - A aplicação da punição imposta deve ser feita com Justiça, serenidade
e imparcialidade, para que o punido fique consciente e convicto de que a
mesma se inspira no cumprimento exclusivo de um dever.
Art. 32 - A publicação da punição imposta a oficial ou aspirante-a-oficial, em
princípio, deve ser feita em Boletim Reservado, podendo ser em Boletim
Ostensivo, se as circunstâncias ou a natureza da transgressão, assim o
recomendarem.
Art. 33 - A aplicação da punição deve obedecer às seguintes normas:

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1) a punição deve ser proporcional à gravidade da transgressão dentro dos


seguintes limites:
a) de advertência até 10 dias de detenção, inclusive, para a transgressão leve;
b) de detenção até 10 dias de prisão, inclusive, para a transgressão media;
c) de prisão à punição prevista no Art. 29 deste Regulamento, para a
transgressão grave.
2) a punição não pode atingir até o máximo previsto no item anterior, quando
ocorrem apenas circunstâncias atenuantes;
3) a punição deve ser dosada quando ocorrem circunstâncias atenuantes e
agravantes;
4) por uma única transgressão não deve ser aplicada mais de uma punição;
5) a punição disciplinar, no entanto, não exime o punido da responsabilidade
civil que lhe couber.
6) na ocorrência de mais de uma transgressão, sem conexão entre si, a cada
uma deve ser imposta a punição correspondente. Em caso contrário, as de
menor gravidade serão consideradas como circunstâncias agravantes da
transgressão principal.
§1º - No concurso de crime e transgressão disciplinar, quando forem da mesma
natureza, deve prevalecer a aplicação da pena relativa ao crime, se como tal
houver capitulação.
§2º - A transgressão disciplinar será apreciada para efeito de punição, quando
da absolvição ou da rejeição da denúncia.
Art. 34 - A aplicação da primeira punição classificada como "prisão" é da
competência do Comandante, conforme definido no parágrafo único do Art. 4º
deste Regulamento.
Art. 35 - Nenhum policial-militar deve ser interrogado ou punido em estado de
embriaguez ou sob a ação de psicotrópicos, mas ficará desde logo preso ou
detido.
Art. 36 - O início do cumprimento da punição disciplinar deve ocorrer com a
distribuição do Boletim da OPM que publica a aplicação da punição, exceto nos
casos previstos no §2º do Art. 10 ou quando houver :
1) presunção ou indício de crime;
2) embriaguez;
3) ação de psicotrópicos;
4) necessidade de averiguações;
5) necessidade de incomunicabilidade.
§1º - O tempo de detenção ou prisão, antes da respectiva publicação em BI,
não deve ultrapassar de 72 horas.
§2º - A contagem do tempo de cumprimento da punição vai do momento em
que o punido for recolhido até aquele em que for posto em liberdade.

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55

Art. 37 - A autoridade que necessitar punir seu subordinado, à disposição ou


serviço de outra autoridade, deve a ela requisitar a apresentação do punido
para a aplicação da punição.
Parágrafo único - Quando o local determinado para o cumprimento da punição
não for a sua OPM, pode solicitar aquela autoridade que determine o
recolhimento do punido diretamente ao local designado.
Art. 38 - O cumprimento da punição disciplinar, por policial-militar afastado do
serviço, deve ocorrer após a sua apresentação, pronto na OPM, salvo nos casos
de preservação da disciplina e do decoro da Corporação.
Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89
(Altera o parágrafo único do Art. 38)
Art. 38 - ...
Parágrafo único - A interrupção da licença prêmio, de licença para tratar de
interesse particular ou da licença para tratamento de saúde de pessoa da
família, para cumprimento de punição disciplinar, somente ocorrerá quando
autorizada pelas autoridades referidas nos itens 1 e 2 do artigo 9º deste
Regulamento.
Art. 39 - As punições disciplinares, de que trata este Regulamento, devem ser
aplicadas de acordo com as prescrições no mesmo estabelecidas. A punição
máxima que cada autoridade referida no Art. 9º pode aplicar, acha-se
especificada no Quadro de Punição máxima (Anexo III).
§1º - Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes, ambas com
ação disciplinar sobre o transgressor, conhecerem da transgressão, a de nível
mais elevado competirá punir, salvo se entender que a punição está dentro dos
limites de competência da de menor nível, caso em que esta comunicará ao
superior a sanção disciplinar que aplicou.
§2º - Quando uma autoridade, ao julgar uma transgressão, concluir que a
punição a aplicar está além do limite máximo que lhe é autorizado, cabe a
mesma solicitar à autoridade superior, com ação disciplinar sobre o
transgressor, a aplicação da punição devida.
Art. 40 - A interrupção da contagem de tempo da punição, nos casos de baixa a
hospital ou enfermaria e outros, vai do momento em que o punido for retirado
do local de cumprimento da punição até o seu retorno.
Parágrafo único - O afastamento e o retorno do punido ao local de
cumprimento da punição devem ser publicados em Boletim.

CAPÍTULO I
MODIFICAÇÃO NA APLICAÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 41 - A modificação da aplicação de punição pode ser realizada pela
autoridade que a aplicou ou por outra, superior e competente, quando tiver
conhecimento de fatos que recomendem tal procedimento.
Parágrafo único - As modificações da aplicação de punição são:
1) anulação;
2) revelação;
3) atenuação;
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56

4) agravação.
Art. 42 - A anulação da punição consiste em tornar sem efeito a aplicação da
mesma.
§1º - Deve ser concedida quando for comprovado ter ocorrido injustiça ou
ilegalidade na sua aplicação.
§2º - Far-se-á em obediência aos prazos seguintes:
Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89
(Altera o nº 1 do § 2º do Art. 42)
1) em qualquer tempo e em qualquer circunstância, pelas autoridades
especificadas nos itens 1 e 2 do artigo 9º deste Regulamento.
2) no prazo de 60 dias, pelas demais autoridades.
§3º - A anulação sendo concedida ainda durante o cumprimento de punição,
importa em ser o punido posto em liberdade imediatamente.
Art. 43 - A anulação de punição deve eliminar toda e qualquer anotação e/ou
registro nas alterações do militar relativos à sua aplicação.
Art. 44 - A autoridade que tome conhecimento de comprovada ilegalidade ou
injustiça na aplicação de punição e não tenha competência para anulá-la ou
não disponha dos prazos referidos no §2º do Art. 42, deve propor a sua
anulação à autoridade competente, fundamentadamente.
Art. 45 - A revelação da punição consiste na suspensão de cumprimento da
punição imposta.
Parágrafo único - A revelação da punição pode ser concedida:
1) quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a
aplicação da mesma, independente do tempo de punição a cumprir;
2) por motivo de passagem de comando, data de aniversário da PM, ou data
nacional, quando já tiver sido cumprida pelo menos metade da punição.
Art. 46 - A atenuação de punição consiste na transformação da punição
proposta ou aplicada em uma menos rigorosa, se assim o exigir o interesse da
disciplina e da ação educativa do punido.
Art. 47 - A agravação de punição consiste na transformação da punição
proposta ou aplicada em uma mais rigorosa se assim o exigir o interesse da
disciplina e da ação educativa do punido.
§ 1º - A "prisão em separado" é considerada como uma das formas de
agravação da punição.
§ 2º - O tempo de detenção que tenha sido cumprido antes da publicação da
agravação para prisão, será computado como se o tivesse sido nesta ultima
punição.
Art. 48 - São competentes para anular, relevar, atenuar e agravar as punições
impostas por si ou por seus subordinados, as autoridades discriminadas no Art.
9º, devendo esta decisão ser justificada em Boletim.

TÍTULO III
COMPORTAMENTO POLICIAL-MILITAR

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CAPÍTULO X
CLASSIFICAÇÃO, RECLASSIFICAÇÃO E MELHORIA DO COMPORTAMENTO
Art. 49 - O comportamento policial-militar das praças espelha o seu
procedimento civil e policial-militar sob o ponto de vista disciplinar.
§ 1º - A classificação, a reclassificação e a melhoria de comportamento são da
competência do Comandante-Geral e dos Comandantes de OPM, obedecido o
disposto neste Capítulo e necessariamente publicadas em Boletim.
§ 2º - Ao ser incluída na Polícia Militar, a praça será classificada no
comportamento "Bom".
Art. 50 - O comportamento policial-militar das praças deve ser classificado em:
1) Excepcional - quando no período de oito (8) anos de efetivo serviço não
tenha sofrido qualquer punição disciplinar;
2) Ótimo - quando no período de quatro (4) anos de efetivo serviço, tenha sido
punida com até uma detenção;
3) Bom - quando no período de dois (2) anos de efetivo serviço tenha sido
punida com até duas prisões;
4) Insuficiente - quando no período de um (1) ano de efetivo serviço tenha sido
punida com até duas prisões;
5) Mau - quando no período de um (1) ano de efetivo serviço tenha sido punida
com mais de duas prisões.
Art. 51 - A reclassificação é a melhoria do comportamento das praças deve ser
feita automaticamente, de acordo com os prazos e critérios estabelecidos no
Art. 50, a partir da data em que encerrar o cumprimento da punição Decreto nº
4.944, de 11 Jun 90 (Altera o Art. 52, Caput).
Art. 52 - É classificado no comportamento "mau", qualquer que seja o
comportamento anterior, a praça condenada por crime de qualquer natureza,
após o trânsito em julgado, ainda que beneficiada por "sursis", bem como a
que for punida com mais de 20 (vinte) dias de prisão, agravada para prisão em
separado ou sem fazer serviço.
Parágrafo único - Em caso de condenação com o benefício de sursis, a pena
principal é que determina a punição para efeito da contagem de tempo.
(Alterado pelo Decreto nº 3.913, de 04 de Outubro de 1989)
Art. 53 - Para efeito de classificação, reclassificação e melhoria de
comportamento, tão somente de que trata este Capítulo:
1) duas repreensões equivalem a uma detenção;
2) quatro repreensões equivalem a uma prisão;
3) duas detenções equivalem a uma prisão.

TÍTULO IV
DIREITOS E RECOMPENSAS
CAPÍTULO XI
APRESENTAÇÃO DE RECURSOS

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Art. 54 - Interpor recursos disciplinares é o direito concedido a policial-militar


que se julgue, ou julgue subordinado seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado
por superior hierárquico, na esfera disciplinar.
Parágrafo único - São recursos disciplinares:
1) o pedido de reconsideração de ato;
2) a queixa;
3) a representação.
Art. 55 - A reconsideração de ato - É o recurso interposto mediante
requerimento, por meio do qual o policial-militar, que se julgue ou julgue
subordinado seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado, solicita à autoridade
que praticou o ato, que reexamine sua decisão e reconsidere seu ato.
§ 1º - O pedido de reconsideração de ato deve ser encaminhado através da
autoridade a quem o requerente estiver diretamente subordinado.
§ 2º - O pedido de reconsideração de ato deve ser apresentado no prazo
máximo de dois dias úteis, a contar da data em que o policial-militar tomar
oficialmente conhecimento dos fatos que o motivaram.
§ 3º - A autoridade, a quem é dirigido o pedido de reconsideração de ato, deve
dar despacho ao mesmo no prazo máximo de quatro dias úteis.
Art. 56 - Queixa - É o recurso disciplinar, normalmente redigido sob forma de
ofício ou parte, interposto pelo policial-militar que se julgue injustiçado, dirigido
diretamente ao superior imediato da autoridade contra quem é apresentada a
queixa.
§ 1º - A apresentação da queixa, só é cabível após o pedido de reconsideração
de ato ter sido solucionado e publicado em Boletim da OPM onde serve o
queixoso.
§ 2º - A apresentação da queixa deve ser feita dentro de um prazo de cinco
dias úteis, a contar da publicação em Boletim da solução de que trata o
parágrafo anterior.
§ 3º - O queixoso deve informar, por escrito, à autoridade de quem vai se
queixar, do objeto do recurso disciplinar que irá apresentar.
§ 4º - O queixoso deve ser afastado da subordinação direta da autoridade
contra quem formulou o recurso, até que o mesmo seja julgado. Deve, no
entanto, permanecer na localidade onde serve, salvo a existência de fatos que
contra-indiquem a sua permanência na mesma.
Art. 57 - Representação - É o recurso disciplinar, normalmente redigido sob
forma de oficio ou parte, interposto por autoridade que julgue subordinado seu
estar sendo vítima de injustiça ou prejudicado em seus direitos, por ato de
autoridade superior.
Parágrafo único - A apresentação deste recurso disciplinar deve seguir os
mesmos procedimentos prescritos no Art. 56 e seus parágrafos.
Art. 58 - A apresentação do recurso disciplinar mencionado no parágrafo único
do Art. 54 deve ser feita individualmente; tratar de caso específico; cingir-se
aos fatos que o motivaram; fundamentar-se em novos argumentos, provas ou
documentos comprobatórios e elucidativos e não apresentar comentários.

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§ 1º - O prazo para a apresentação de recurso disciplinar pelo policial-militar


que se encontra cumprindo punição disciplinar, executando serviço ou ordem
que impeça a apresentação do mesmo, começa a ser contado após cessada as
situações citadas.
§ 2º - O recurso disciplinar que contrarie o prescrito neste Capítulo é
considerado prejudicado pela autoridade a quem foi destinado, cabendo a esta
mandar arquivá-lo e publicar sua decisão em Boletim, fundamentadamente.
§ 3º - A tramitação de recurso deve ter tratamento de urgência em todos os
escalões.

CAPÍTULO XII
CANCELAMENTO DE PUNIÇÃO
Art. 59 - Cancelamento de punição é o direito concedido ao policial-militar de
ter cancelada a averbação de punições e outras notas a elas relacionadas, em
suas alterações.
Art. 60 - O cancelamento de punição pode ser conferido ao policial-militar que
o requerer dentro das seguintes condições:
1) não ser a transgressão, objeto da punição, atentatória ao sentimento do
dever, à honra pessoal, ao pundonor policial-militar ou ao decoro da classe;
2) ter bons serviços prestados, comprovados pela análise de suas alterações;
3) ter conceito favorável de seu Comandante;
4) ter completado, sem qualquer punição:
(Alterado pelo Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89)
a) 4 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for prisão;
b) 3 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for detenção;
c) 2 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for repreensão.
Art. 61 - A entrada de requerimento solicitando cancelamento de punição, bem
como a solução dada ao mesmo, devem constar em Boletim.
Parágrafo único - A solução do requerimento de cancelamento de punição é da
competência do Comandante-Geral.
Art. 62 - O Comandante-Geral pode cancelar uma ou todas as punições de
policial-militar que tenha prestado comprovadamente relevantes serviços,
independentemente das condições enunciadas no Artigo 60 do presente
Regulamento e do requerimento do interessado.
Parágrafo único - As punições escolares, que não sejam de ordem moral,
poderão ser canceladas, por ocasião de conclusão do curso, a critério do
Comandante da OPM de ensino, independentemente de requerimento ou
tempo de serviço sem punição.
Art. 63 - Todas as anotações relacionadas com as punições canceladas devem
ser tingidas, de maneira que não seja possível a sua leitura. Na margem onde
for feito o cancelamento, deve ser anotado o número do Boletim do Comando
Geral ou do Cmt da OPM de ensino, no caso do parágrafo único do Art. 62,
sendo esta anotação rubricada pela autoridade competente para assinar as
folhas de alterações.

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60

CAPÍTULO XIII
DAS RECOMPENSAS
Art. 64 - Recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços
prestados por policiais-militares.
Art. 65 - Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais, são
recompensas policiais-militares:
1) o elogio;
2) as dispensas do serviço;
3) a dispensa da revista do recolher e do pernoite, nos centros de formação,
para alunos dos cursos de formação.
Art. 66 - O elogio pode ser individual ou coletivo.
§ 1º - O elogio individual, que coloca em relevo as qualidades morais e
profissionais, somente poderá ser formulado a policial-militar que se hajam
destacado do resto da coletividade no desempenho de ato de serviço ou ação
meritória. Os aspectos principais que devem ser abordados são os referentes
ao caráter, à coragem e desprendimento, `a inteligência, às condutas civil e
policial-militar, `as culturas profissional e geral, à capacidade como
comandante e como administrador e à capacidade física.
§ 2º - Só serão registrados nos assentamentos dos policiais militares os elogios
individuais obtidos no desempenho de funções próprias à Policial Militar e
concedidos por autoridades com atribuição para fazê-lo.
§ 3º - O elogio coletivo visa a reconhecer e a ressaltar um grupo de policiais-
militares ou fração de tropa ao cumprir destacadamente uma determinada
missão.
§ 4º - Quando a autoridade que elogiar não dispuser de Boletim para a
publicação, esta deve ser feita, mediante solicitação escrita, no da autoridade
imediatamente superior.
Art. 67 - As dispensas do serviço, como recompensa, podem ser:
1) dispensa total do serviço, que isenta de todos os trabalhos da OPM, inclusive
os de instrução;
2) dispensa parcial do serviço, quando isenta de alguns trabalhos, que devem
ser especificados a concessão.
§ 1º - A dispensa total do serviço para ser gozada fora da sede, fica
subordinada às mesmas regras da concessão de férias.
§ 2º - A dispensa total de serviço é regulada por dia de 24 horas, contados de
boletim a boletim. A sua publicação deve ser feita no mínimo, 24 horas antes
do seu início, salvo motivo de força maior.
Art. 68 - A dispensa total de serviço, como recompensa, no decorrer de um ano
civil, poderá ser concedida pelas autoridades constantes do Artigo 9º, nos
seguintes limites:
Alterado pelo Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89)
1) as referidas nos itens 1 e 2: até 30 dias consecutivos;
2) as referidas no item 3: até 10 dias;

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3) as referidas no item 4: até 8 dias;


4) as referidas no item 5: até 6 dias;
5) as referidas nos itens 6 e 7: até 4 dias.
Art. 69 - As dispensas da revista do recolher e de pernoitar no quartel, podem
ser incluídas em uma mesma concessão. Não justificam a ausência do serviço
para o qual o aluno está ou for escalado e nem da instrução a que deva
comparecer.
Art. 70 - São competentes para conceder as recompensas de que trata este
Capítulo, as autoridades especificadas no artigo 9º deste Regulamento.
Art. 71 - São competentes para anular, restringir ou ampliar as recompensas
concedidas por si ou por seus subordinados as autoridades especificadas no
artigo 9º, devendo essa decisão ser justificada em boletim.

TÍTULO V
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 72 - Os julgamentos a que forem submetidos os policiais militares, perante
Conselho de Justificação ou Conselho de Disciplina, serão conduzidos segundo
normas próprias ao funcionamento dos referidos Conselhos.
Parágrafo único - As causas determinantes que levam o policial-militar a ser
submetido a um destes Conselhos, ex officio ou a pedido, e as condições para
sua instauração, funcionamento, e providências decorrentes, estão
estabelecidas na legislação que dispõe sobre os citados Conselhos e dá outras
providências.
Art. 73 - O Comandante Geral baixará instruções complementares necessárias
às interpretação, orientação e aplicação deste Regulamento, às circunstâncias
e casos não previstos no mesmo.

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62

ANEXO I
RELAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES
1) Faltar à verdade;
2) Utilizar-se do anonimato;
3) Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizade entre
camaradas;
4) Freqüentar ou fazer parte de sindicatos, associações profissionais com
caráter de sindicatos ou similares;
5) Deixar de punir transgressor da disciplina;
6) Não levar falta ou irregularidade que presenciar, ou de que tiver ciência e
não lhe couber reprimir, ao conhecimento de autoridade competente, no mais
curto prazo;
7) Deixar de cumprir ou fazer cumprir normas regulamentares na esfera de
suas atribuições;
8) Deixar de comunicar a tempo, ao superior imediato, ocorrência no âmbito de
suas atribuições quando se julgar suspeito ou impedido de providenciar a
respeito;
9) Deixar de comunicar ao superior imediato ou na ausência deste, a qualquer
autoridade superior, toda informação que tiver sobre iminente perturbação da
ordem pública ou grave alteração do serviço, logo que disto tenha
conhecimento;
10) Deixar de informar processo que lhe for encaminhado, exceto nos casos de
suspeição, ou impedimento ou absoluta falta de elementos, hipótese em que
estas circunstâncias serão fundamentadas;
11) Deixar de encaminhar à autoridade competente, na linha de subordinação
e no mais curto prazo, recurso ou documento que receber, desde que
elaborado de acordo com os preceitos regulamentares, se não estiver na sua
alçada dar solução;
12) Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem judicial ou policial de
que esteja investido ou que deva promover;
13) Apresentar parte ou recurso sem seguir as normas e preceitos
regulamentares ou em termos desrespeitosos ou com argumentos falsos ou de
má-fé, ou mesmo sem justa causa ou razão;
14) Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos;
15) Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem recebida tão logo
seja possível;
16) Retardar a execução de qualquer ordem;
17) Aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem de
autoridade competente, ou para retardar a sua execução;
18) Não cumprir ordem recebida;
19) Simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer dever
policial-militar;
20) Trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção, qualquer serviço
ou instrução;
21) Deixar de participar a tempo, à autoridade imediatamente superior,
impossibilidade de comparecer à OPM, ou a qualquer ato de serviço;
22) Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar
parte ou assistir;
23) Permutar serviço sem permissão de autoridade competente;
24) Comparecer o policial-militar a qualquer solenidade, festividade ou reunião
social com uniforme diferente do marcado;

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25) Abandonar serviço para o qual tenha sido designado;


26) Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição
legal ou ordem;
27) Deixar de apresentar-se, nos prazos regulamentares, à OPM para que
tenha sido transferido ou classificado e às autoridades competentes, nos casos
de comissão ou serviço extraordinário para os quais tenha sido designado;
28) Não se apresentar no fim de qualquer afastamento do serviço ou, ainda,
logo que souber que o mesmo foi interrompido;
29) Representar a OPM e mesmo a Corporação, em qualquer ato, sem estar
devidamente autorizado;
30) Tomar compromisso pela OPM que comanda ou que serve, sem estar
autorizado;
31) Contrair dívidas ou assumir compromisso superior `as suas possibilidades,
comprometendo o bom nome da classe;
32) Esquivar-se a satisfazer compromissos de ordem moral ou pecuniária que
houver assumido;
33) Não atender a observação de autoridade competente, para satisfazer
débito já reclamado;
34) Não atender à obrigação de dar assistência à sua família ou dependentes
legalmente constituídos;
35) Fazer diretamente, ou por intermédio de outrem, transações pecuniárias
envolvendo assunto de serviço, bens da Administração Pública ou material
proibido, quando isso não configurar crime;
36) Realizar ou propor transações pecuniárias envolvendo superior, igual ou
subordinado. Não são considerados transações pecuniárias os empréstimos em
dinheiro sem auferir lucro;
37) Deixar de providenciar a tempo, na esfera de suas atribuições, por
negligência ou incúria, medidas contra qualquer irregularidade que venha a
tomar conhecimento;
38) Recorrer ao Judiciário sem antes esgotar todos os recursos administrativos;
39) Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob Jurisdição policial-militar,
material viatura ou animal, ou mesmo deles servir-se, sem ordem do
responsável ou proprietário;
40) Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por negligência ou
desobediência a regras ou normas de serviço, material da Fazenda Nacional,
Estadual ou Municipal que esteja ou não sob sua responsabilidade direta;
41) Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo, em qualquer
circunstância;
42) Portar-se sem compostura em lugar público;
43) Freqüentar lugares incompatíveis com seu nível social e o decoro da
classe;
44) Permanecer a praça em dependência da OPM, desde que seja estranho ao
serviço, ou sem consentimento ou ordem de autoridade competente;
45) Portar a praça arma regulamentar sem estar de serviço ou sem ordem para
tal;
46) Portar a praça arma não regulamentar sem permissão por escrito de
autoridade competente;
47) Disparar arma por imprudência ou negligência;
48) Içar ou arriar Bandeira ou Insígnia, sem ordem para tal;
49) Dar toque ou fazer sinais, sem ordem para tal;
50) Conversar ou fazer ruídos em ocasiões, lugares ou horas impróprias;

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51) Espalhar boatos ou notícias tendenciosas;


52) Provocar ou fazer-se causa voluntariamente, de alarma injustificável;
53) Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisões;
54) Maltratar presos sob sua guarda;
55) Deixar alguém conversar ou entender-se com preso incomunicável, sem
autorização de autoridade competente;
56) Conversar com sentinela ou preso incomunicável;
57) Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos ou objetos não
permitidos;
58) Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela da hora ou plantão da hora, ou
ainda consentir na formação ou permanência de grupo ou de pessoas junto a
seu posto de serviço;
59) Fumar em lugar ou ocasiões onde isso seja vedado ou quando se dirigir a
superior;
60) Tomar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos, em área
policial-militar ou sob jurisdição policial-militar;
61) Tomar parte, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar, em
discussões a respeito de política ou religião ou mesmo provocá-la;
62) Manifestar-se, publicamente, a respeito de assuntos políticos ou tomar
parte, fardado, em manifestações da mesma natureza;
63) Deixar o superior de determinar a saída imediata, de solenidade policial-
militar ou civil, de subordinado que a ela compareça em uniforme diferente do
marcado;
64) Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com o uniforme
alterado;
65) Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar, bem como,
indevidamente, distintivo ou condecoração;
66) Andar o policial-militar a pé ou em coletivos públicos com uniforme
inadequado contrariando o RUPM ou normas a respeito;
67) Usar trajes civil, o cabo ou soldado, quando isso contrariar ordem de
autoridade competente;
68) Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial cuja divulgação
possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do serviço;
69) Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos policiais-militares a
quem não deva ter conhecimento e não tenha atribuições para neles intervir;
70) Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou
assuntos policiais-militares que possam concorrer para o desprestígio da
Corporação ou firam a disciplina ou a segurança;
71) Entrar ou sair de qualquer OPM, o cabo ou soldado, com objetos ou
embrulhos, sem autorização do comandante da guarda ou autorização similar;
72) Deixar o oficial ou Aspirante-a-Oficial, ao entrar em OPM onde não sirva, de
dar ciência da sua presença ao oficial-de-dia, e, em seguida de procurar o
comandante ou o mais graduado dos oficiais presentes para cumprimentá-lo;
73) Deixar o subtenente, sargento, cabo ou soldado, ao entrar em OPM onde
não sirva, de apresentar-se ao oficial-de-dia ou seu substituto legal;
74) Deixar o comandante da guarda ou agente de segurança correspondente,
de cumprir as prescrições regulamentares com respeito à entrada ou
permanência na OPM de civis, militares ou policiais-militares estranhos à
mesma;

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65

75) Penetrar o policial-militar sem permissão ou ordem, em aposentos


destinados a superior ou onde esse se ache, bem como em qualquer lugar
onde a entrada seja vedada;
76) Penetrar ou tentar penetrar o policial-militar em alojamento de outra
subunidade, depois da revista do recolher, salvo os oficiais ou sargentos, que,
pelas suas funções, sejam a isto obrigados;
77) Tentar ou sair de OPM com força armada, sem prévio conhecimento ou
ordem da autoridade competente;
78) Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora das horas de
expediente, desde que não seja o respectivo chefe ou sem sua ordem escrita
com a expressa declaração de motivo, salvo situações de emergência;
79) Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial, judicial
ou administrativa;
80) Deixar de portar, o policial-militar, o seu documento de identidade, estando
ou não fardado ou de exibi-lo quando solicitado;
81) Maltratar ou não ter o devido cuidado no trato com animais;
82) Desrespeitar em público as convenções sociais;
83) Desconsiderar ou desrespeitar a autoridade civil;
84) Desrespeitar corporação Judiciária, ou qualquer de seus membros, bem
como criticar, em público ou pela imprensa, seus atos ou decisões;
85) Não se apresentar a superior hierárquico ou de sua presença retirar-se,
sem obediência as normas regulamentares;
86) Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a superior,
ressalvadas as exceções previstas no Regulamento de Continência, Honras e
Sinais de Respeito das Forças Armadas;
87) Sentar-se a praça, em público, a mesa em que estiver oficial ou vice-versa,
salvo em solenidades, festividades, ou reuniões sociais;
88) Deixar deliberadamente de corresponder a cumprimento de subordinado;
89) Deixar o subordinado, quer uniformizado, quer em traje civil, de
cumprimentar superior, uniformizado ou não, neste caso desde que o conheça,
ou prestar-lhe as homenagens e sinais regulamentares de consideração e
respeito;
90) Deixar ou negar-se a receber vencimentos, alimentação, fardamento,
equipamento ou material que lhe seja destinado ou deva ficar em seu poder ou
sob sua responsabilidade;
91) Deixar o policial-militar, presente a solenidades internas ou externas onde
se encontrarem superiores hierárquicos, de saudá-los de acordo com as
normas regulamentares;
92) Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial, tão logo seus afazeres o permitam,
de apresentar-se ao de maior posto e ao substituto legal imediato, da OPM
onde serve, para cumprimentá-los, salvo ordem ou instrução a respeito;
93) Deixar o Subtenente ou Sargento, tão logo seus afazeres o permitam, de
apresentar-se ao seu comandante ou chefe imediato;
94) Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior;
95) Censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo;
96) Procurar desacreditar seu igual ou subordinado;
97) Ofender, provocar ou desafiar superior;
98) Ofender, provocar ou desafiar seu igual ou subordinado;
99) Ofender a moral por atos, gestos ou palavras;
100) Travar discussão, rixa ou luta corporal com seu igual ou subordinado;

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66

101) Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação


sobre assuntos políticos, militares, ou policiais-militares, excetuando-se os de
natureza exclusivamente técnica, quando devidamente autorizados;
102) Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva,
seja de caráter reivindicatório, seja de crítica ou de apoio a ato de superior,
com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã camaradagem e com
conhecimento do homenageado;
103) Aceitar o policial-militar qualquer manifestação coletiva de seus
subordinados, salvo a exceção do número anterior;
104) Autorizar, promover ou assinar petições coletivas dirigidas a qualquer
autoridade civil ou policial-militar;
105) Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade, sobre assuntos da
alçada do Comando-Geral da PM, salvo em grau de recurso na forma prevista
neste Regulamento;
106) Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar, ou sob
jurisdição policial-militar, publicações estampas ou jornais que atentem contra
a disciplina ou a moral;
107) Ter em seu poder ou introduzir, em área policial militar, ou sob jurisdição
policial-militar, inflamável ou explosivo, sem permissão da autoridade
competente;
108) Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar, tóxicos
ou entorpecentes, a não ser mediante prescrição de autoridade competente;
109) Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar, ou sob jurisdição
policial-militar, bebidas alcoólicas, salvo quando devidamente autorizado;
110) Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem a uso tóxicos, entorpecentes
ou produtos psicotrópicos;
111) Embriagar-se ou induzir outro à embriaguez, embora tal estado não tenha
sido constatado por médico;
112) Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar ordem de autoridade
competente;
113) Usar, quando uniformizado, barba, cabelos, bigodes ou costeletas
excessivamente compridos ou exagerados, contrariando disposições a
respeito;
114) Utilizar ou autorizar a utilização de subordinados para serviços não
previstos em regulamento;
115) Dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexeqüível,
que possa acarretar ao subordinado responsabilidade, ainda que não chegue a
ser cumprida;
116) Prestar informações a superior induzindo-o a erro, deliberada ou
intencionalmente;
117) Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer documento, dados
indispensáveis ao esclarecimento dos fatos;
118) Violar ou deixar de preservar local de crime;
119) Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem ordem da
autoridade competente;
120) Participar o policial-militar da ativa, de firma comercial, de empresa
industrial de qualquer natureza, ou nelas exercer função ou emprego
remunerado;
121) Permanecer, o oficial ou aspirante-a-oficial, em trajes civis no interior do
Quartel, em horas de expediente, sem estar para isso autorizado;

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67

122) Entrar ou permanecer a praça em trajes civis no interior do Quartel, sem


estar para isso autorizada.

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A N E X O II
MODELO DE NOTA DE PUNIÇÃO

O Sd PM 1.0, Mat ,F , da 1a/4º BPM, por ter chegado atrasado à formatura do


dia 15 do corrente (nº 22 do Anexo I, com a agravante do nº 8 do Art. 18, tudo
do RDPMSC, transgressão leve), fica repreendido; ingressa no "Comportamento
Insuficiente".

O Cb PM 2.0, Mat , F de tal, do 1º SGI, por ter simulado doença para não
atender ocorrência de incêndio no dia 20 do corrente (Nº 19 do Anexo I, com as
agravantes dos nas 5 e 8 do Art. 18 e a atenuante do nº 1 do Art. 17, tudo do
RDPMSC, transgressão média) fica detido por 8 dias; permanece no
"comportamento Bom".

O Sd PM 1.4 Mat , F de tal, do 1º BPM, por ter faltado à verdade na Sindicância


feita pelo Cap. F no dia do corrente (nº 1 do Anexo I, com agravante do nº 8 do
Art. 18 e a atenuante do nº 1 do Art. 17, tudo do RDPMSC, transgressão grave),
fica preso por 6 dias; ingressa no "Comportamento Insuficiente".

O Cb PM 1.0 Mat , F de tal, do 3º BPM, por ter se embriagado no interior do


Quartel, no dia do mês (nº 111 do Anexo I, com as agravantes do nº 8 do Art.
18, tudo do RDPMSC, transgressão grave), fica preso por 15 dias, sendo os
quatro primeiros em prisão em separado; ingressa no "comportamento Mau".
Esta punição e a contar do dia , data em que o Cabo foi recolhido à prisão.

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A N E X O III

Alterado pelo Decreto nº 3.913, de 4 Out. 89

Quadro de punição máxima referida ao art. 39, que pode aplicar a autoridade
competente, aplicados os estabelecidos no Capítulo VII, deste regulamento:

Posto e Autoridades Definidas no Art 9º, itens


Graduação 1) e 2) 3) e 4) 5) 6) 7)
Oficiais da Ativa 30 30 dias 8 dias 4 dias Repreensão
dias Prisão Prisão Prisão
Oficiais e Praças de x x x x
na Inatividade Prisão
Aspirantes a 30 dias 10 dias 8 dias 8 dias
Oficial e Sub Ten de Prisão Prisão Prisão Detenção
da Ativa(1)
Sargentos, * 30 dias de Prisão 15 4 dias de
Cabos e * Licenciamento a dias Prisão
Soldados da bem da disciplina de
Ativa (1) para os que não tem Prisão x
Alunos da estabilidade x
Academia de assegurada nos casos x
Polícia Militar (2) previstos no Parag 1º
do Art.29.
Alunos de
órgãos
Formação
Aperfeiçoamento
de Praças (2)

Observações:
(1) - Sujeitos à exclusão a bem da disciplina - aplicável no caso previsto no § 2º
do Art. 29 e de acordo com o Art. 72.
(2) - Sujeitos ao previsto no § 2º do Art. 8º.
.

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70

REGULAMENTO P A D

PORTARIA N° 009/PMSC/2001

Aprova o Regulamento de Processo Administrativo Disciplinar (PAD)


na Polícia Militar de Santa Catarina e dá outras providências.

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, no uso de


suas atribuições previstas nos artigos 3º e 115 da Lei 9.831, de 17 de fevereiro
de 1995 e artigo 5º da Lei 6.217, de 10 de fevereiro de 1983, c/c artigo 73º do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, aprovado pelo Decreto 12.112, de
16 de setembro de 1980.

RESOLVE:

Art. 1º Fica aprovado o Regulamento de Processo Administrativo Disciplinar


(PAD) na Polícia Militar de Santa Catarina.
Art. 2º Esta Portaria entre em vigor na data da sua publicação.
Florianópolis, 30 de março de 2001.

WALMOR BACKES
Coronel PM Comandante-Geral da PMSC

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REGULAMENTO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD) NA


POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA
(RPAD)

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO I
DO REGULAMENTO DO PROCESSO DISCIPLINAR (PAD) NA POLÍCIA
MILITAR DE SANTA CATARINA E DE SUA APLICAÇÃO
Art. 1° O processo administrativo disciplinar na Polícia Militar de Santa Catarina
reger-se-á pelas normas contidas neste Regulamento, salvo legislação especial
que lhe for estritamente aplicável.
Parágrafo único. Os processos administrativos disciplinares relativos ao
Conselho de Disciplina e ao Conselho de Justificação fundamentar-se-ão na
legislação específica que os instituiu.

Art. 2° Aplicam-se, subsidiariamente, as disposições do Código de Processo


Penal Militar, no que não forem incompatíveis com este Regulamento.

Art. 3° As normas deste Regulamento aplicar-se-ão a partir de sua vigência,


inclusive nos processos pendentes, sem prejuízo da validade dos atos
realizados, bem como aos fatos ocorridos antes da publicação deste
Regulamento, cuja apuração ainda não foi iniciada.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA PROCESSUAL DISCIPLINAR
E DA COMPETÊNCIA DELEGATÓRIA
[...]
CAPÍTULO III
DA DENÚNCIA DE INFRAÇÕES DISCIPLINARES
Art. 7° As denúncias sobre infrações disciplinares serão objeto de apuração,
desde que contenham a identificação do denunciante, em atenção ao que
preceitua o art. 5°, incisos IV e LVI, da Constituição Federal.
(CF: "Art. 5º...IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;")
§ 1° Todo policial-militar que tomar conhecimento de infração disciplinar
praticada por integrante da Corporação, se não for competente para
determinar a instauração de processo administrativo disciplinar, comunicará à
autoridade que o seja.
§ 2° As comunicações de irregularidades feitas por policiais-militares
obedecerão as normas de correspondência, com tramitação regular através
dos canais de comando.
§ 3° O documento da denúncia que não contenha identificação do denunciante
será arquivado, por vício quanto à forma.
§ 4° Quando o fato narrado não configurar, em tese, transgressão disciplinar ou
ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.
CAPÍTULO IV
DA SINDICÂNCIA
Art. 8° A autoridade competente para aplicar sanção disciplinar, nos termos do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, não havendo elementos suficientes
para instauração de processo administrativo disciplinar, por falta de indícios da
autoria ou não estar demonstrado o fato, poderá determinar, preliminarmente,
a instauração de sindicância, designando autoridade sindicante.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
72

Art. 9° Da sindicância poderá resultar:


I - arquivamento dos autos;
II - adoção de medidas administrativas, de caráter não disciplinar, devidamente
fundamentadas;
III - instauração de processo administrativo disciplinar (PAD).
§ 1º Se no relatório a autoridade sindicante entender cabível penalidade
disciplinar, encaminhará os autos à autoridade delegante, opinando pela
abertura de processo administrativo disciplinar, ou se ela própria for
autoridade delegante determinará tal procedimento, em obediência ao
princípio do inciso LIV, do art. 5°, da Constituição Federal.
(CF: "Art. 5º...LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem
o devido processo legal;")
§ 2º No caso do parágrafo anterior, cópia da sindicância será anexada à
portaria, ofício, ou outro documento de delegação de competência.
§ 3º Sendo a própria autoridade delegante a processante, cópia da sindicância
irá integrar o libelo acusatório administrativo.
TÍTULO II
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Art. 10. O processo administrativo disciplinar na Polícia Militar de Santa
Catarina poderá ter rito sumário e/ou sumaríssimo.
§ 1º O rito sumário será instaurado para apuração de possíveis infrações
disciplinares que, em tese, são consideradas de natureza grave, ou sanções
que possam ensejar o licenciamento a bem da disciplina, seguindo orientação
constante no roteiro previsto no anexo I.
§ 2º O rito sumaríssimo será instaurado para apuração de possíveis infrações
disciplinares que, em tese, são consideradas de natureza leve ou média,
seguindo orientação constante no roteiro previsto no anexo II.
(OBS: "Art. 33 A aplicação da punição deve obedecer às seguintes normas: 1) a
punição deve ser proporcional à gravidade da transgressão dentro dos
seguintes limites:
a) de advertência até 10 dias de detenção, inclusive, PARA A TRANSGRESSÃO
LEVE;
b) de detenção até 10 dias de prisão, inclusive, PARA A TRANSGRESSÃO
MEDIA;
c) de prisão à punição prevista no Art. 29 deste Regulamento PARA A
TRANSGRESSÃO GRAVE." - RDPMSC)
CAPÍTULO I
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR COM RITO SUMÁRIO
Art. 11. O processo administrativo disciplinar é a apuração sumária de fato,
que, nos termos legais, configure transgressão disciplinar e de sua autoria,
tendo caráter instrutório, cuja finalidade é fornecer elementos necessários à
decisão final pela autoridade competente pelo julgamento do processo.
Parágrafo único. O processo administrativo disciplinar destina-se a apurar a
responsabilidade de policial-militar por transgressão praticada no exercício de
suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo ou função
em que se encontre investido.

Art. 12. O prazo para conclusão do processo administrativo disciplinar, no rito


sumário, será de 30 (trinta) dias úteis, contados a partir do primeiro dia útil
após o recebimento da delegação pela autoridade processante. Ou se não
houver delegação, a contar do termo de abertura (Anexo III, modelo nº 2, deste
Regulamento).
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
73

§ 1° Esse prazo poderá ser prorrogado, a critério da autoridade delegante e por


prazo certo, quando não estejam concluídos exames ou perícias já iniciados, ou
haja necessidade de diligência, indispensável à elucidação do fato.
[...]
Art. 16. O processo administrativo disciplinar terá como autoridade
processante policial-militar de nível superior ao acusado, sempre que possível
oficial, designado mediante delegação para fins especificados, ou poderá ser a
própria autoridade delegante.
§ 1° Em casos excepcionais, poderá ser designada autoridade processante do
mesmo posto ou graduação que o acusado, desde que mais antiga.
§ 2° Se, no decorrer do processo, a autoridade processante averiguar a
existência de infração disciplinar diversa daquela que lhe foi determinado
apurar, imputável ao acusado, deverá informar, obrigatoriamente, este fato à
autoridade delegante, que poderá tomar uma das seguintes providências:
I - aditar a portaria, ofício, ou outro documento de delegação de competência
inicial, atribuindo competência à autoridade processante para investigar
igualmente esta outra infração disciplinar imputada ao acusado;
II - editar nova portaria, ofício, ou outro documento de delegação de
competência, designando outra autoridade processante para apurar esta outra
infração disciplinar imputada ao acusado.
III - expedir novo libelo acusatório, se for a própria autoridade delegante.
[...]

Art. 20. Compete à autoridade processante colher todas as provas que sirvam
para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias, adotando, se necessário,
as seguintes providências:
I - ouvir denunciantes, ofendidos, testemunhas e acusados;
II - proceder a reconhecimento de pessoas ou coisas;
III - proceder a acareações;
IV - determinar a realização de exames e perícias;
V - proceder a buscas e apreensões, mediante ordem judicial; e
VI - determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada,
destruída ou danificada, ou da qual houve a indébita apropriação; e,
VII - outras providências que julgar necessárias.
[...]

Art. 22. Não poderá participar como autoridade processante policial-militar


que:
I - for amigo íntimo ou inimigo do acusado;
II - for cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consangüíneo ou afim,
em linha reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive;
III - tiver denunciado a irregularidade;
[...]
SEÇÃO II
DO DEFENSOR
Art. 24. No rito sumário, ao acusado será nomeado defensor, salvo se não
quiser, ou já o tiver constituído.
(Rito sumaríssimo, ver Art. 62,§ 3º, deste Regulamento)
§ 1° Se o acusado não o tiver constituído, ser-lhe-á nomeado defensor pela
autoridade processante tão logo decorrido o prazo de 05 dias úteis da defesa
prévia, sendo-lhe cientificado por escrito.

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74

§ 2º Caso o acusado requeira, o defensor será nomeado a partir da citação


para confecção da defesa escrita e acompanhamento dos demais atos do
processo administrativo disciplinar.
§ 3º Fica ressalvado ao acusado o seu direito de, a todo tempo, nomear outro
defensor de sua confiança.
§ 4° O defensor nomeado pela autoridade processante será policial-militar,
preferencialmente, de posto ou graduação superior ao acusado, ou mais antigo
que este, se do mesmo posto ou graduação.
§ 5° Se o acusado manifestar de seu interesse, por escrito, poderá promover
a sua própria defesa (por si), dispensando-se neste caso a nomeação de
defensor pela autoridade processante.
§ 6º O defensor do acusado será intimado para todos os atos do processo.
§ 7° A falta de comparecimento do defensor, ainda que motivada, não
determinará o adiamento de ato algum do processo, devendo a autoridade
processante nomear substituto, ainda que provisoriamente, ou só para efeito
daquele ato.
§ 8° A constituição de defensor independerá de procuração, desde que o
acusado o indique à autoridade processante em qualquer momento do
processo, a partir da sua citação.
[...]
Art. 27. Em caso de falta grave, que possa ensejar o licenciamento a bem da
disciplina, o processo administrativo disciplinar deverá, preferencialmente,
concluir todas as suas fases, ainda que tenha ocorrido a confissão do acusado.
Parágrafo único. Procedimento análogo será adotado em relação ao processo
administrativo disciplinar instaurado para apurar a conduta do policial-militar
que estiver no comportamento "mau" e se verificar a impossibilidade de
melhoria de comportamento, ante o descaso do mesmo, que não demonstra
interesse em se corrigir para melhorar o respectivo comportamento, sendo
desaconselhável a sua permanência nas fileiras da Corporação, a bem da
disciplina.
[...]

Art. 30. O libelo acusatório conterá:


I - o nome da autoridade processante;
II - o nome do acusado;
III - a exposição, deduzida por artigos, das transgressões disciplinares
imputadas ao acusado;
IV - o rol de testemunhas, se houver; e
V - a assinatura da autoridade processante.

Art. 31. A autoridade processante mandará citar o acusado para apresentar a


sua defesa prévia e se ver processar até julgamento final, bem como para,
querendo, acompanhar os demais atos do processo.
§ 1° O mandado de citação será acompanhado, obrigatoriamente, com a cópia
do libelo acusatório administrativo e demais documentos que motivaram a
instauração do processo administrativo disciplinar, a fim de que o acusado
saiba efetivamente do que está sendo imputado.
§ 2° A citação far-se-á por qualquer meio idôneo de comunicação adotado na
Polícia Militar, com o recebimento de contrafé.
§ 3° A citação conterá cópia do libelo acusatório, o prazo para apresentação da
defesa escrita e advertência de que na sua falta, considerar-se-ão verdadeiras
as alegações contidas no libelo acusatório.

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§ 4º No caso do parágrafo anterior, passado o prazo de defesa, sem a


apresentação de defesa escrita do acusado ou do seu defensor constituído, o
acusado será declarado revel, adotando-se o disposto nos Arts. 26 e 27, deste
Regulamento, nomeando-se, se for o caso, defensor pela autoridade
processante.
§ 5º Da declaração de revelia será intimado o acusado ou seu defensor,
mediante recebimento de contrafé.
(Art. 51, deste Regulamento)
§ 6° O comparecimento espontâneo do acusado suprirá a falta ou nulidade da
citação.
§ 7° A citação do policial-militar em atividade far-se-á mediante comunicação
ao comandante, chefe ou diretor da organização policial militar a que pertencer
o acusado, a fim de que o citando se apresente para ouvir a leitura do
mandado e receber a contrafé.
§ 8° Caso o acusado se encontre em local ignorado, deverá ser citado por
edital, com prazo de 10 (dez) dias.
§ 9° O edital será publicado no Boletim Interno da organização policial militar a
que pertencer o acusado e afixado em mural, em local público, na entrada
desta.
§ 10 O processo seguirá, automaticamente, à revelia do acusado se, citado
inicialmente de forma regular (por mandado ou por edital), não for mais
encontrado ou ocultar-se (Art. 27, deste Regulamento).
§ 11 Se o acusado estiver preso, será requisitada a sua apresentação perante a
autoridade processante em dia e hora designados.

SUBSEÇÃO II
DA DEFESA PRÉVIA
Art. 32. Citado do libelo acusatório administrativo e demais documentos do
processo administrativo disciplinar, o acusado terá prazo de 5 (cinco) dias úteis
para apresentar defesa escrita, por si próprio ou por seu defensor,
assegurando-se-lhe vistas do processo na repartição da Organização Policial
Militar.
§ 1° A recusa do acusado em apor o ciente na cópia da citação será certificada
pelo secretário ou pessoa encarregada de efetuar a citação.
§ 2° Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para defesa contar-se-á da data
da juntada da certidão nos autos.

Art. 33. No prazo da defesa prévia, o acusado poderá apresentar defesa


escrita, arrolar testemunhas, juntar documentos e requerer as diligências que
julgue necessárias para o esclarecimento dos fatos e sua defesa.

Art. 34. A defesa prévia, que será escrita, deverá conter toda matéria de
defesa, reputando-se verdadeiros os fatos constantes do libelo acusatório não
contestados pelo acusado.
[...]

Art. 47. Concluída a inquirição das testemunhas, a autoridade processante


promoverá o interrogatório do acusado.
§ 1° O interrogatório será feito, obrigatoriamente, pela autoridade processante,
não sendo permitida a intervenção de qualquer outra pessoa.
§ 2° Findo o interrogatório, poderá o defensor levantar questões de ordem, que
a autoridade processante fará consignar no auto, se assim lhe for requerido.

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76

§ 3° Se houver mais de um acusado, será cada um deles interrogado


separadamente, de modo que um não possa ouvir o depoimento do outro.
§ 4° A critério da autoridade processante, consignar-se-ão as perguntas que o
acusado deixar de responder e as razões que invocar para não fazê-lo.

Art. 48. O acusado deve ser intimado para o interrogatório, bem como para
qualquer ato que necessite de sua presença.
§ 1° Se o acusado não atender a intimação, a autoridade processante poderá
mandar conduzi-lo a sua presença, ou realizar o ato necessário, desde que o
acusado tenha sido intimado.
(Comentário: A Constituição Federal garante aos acusados em geral o silêncio
quanto aos fatos que lhe sejam imputados (Art. 5º LXIII), contudo não retira a
obrigatoriedade de comparecer, sob pena de responder na esfera
administrativa (item 18, do Anexo I, do RDPMSC: "Não cumprir ordem
recebida") e penal militar (Art. 163, do Código Penal Militar: "Recusar obedecer
a ordem do superior sobre assunto ou matéria de serviço, ou relativamente a
dever imposto em lei, regulamento ou instrução:
Pena - detenção, de um a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave.)
§ 2° Antes de iniciar o interrogatório, a autoridade processante observará ao
acusado que, embora não esteja obrigado a responder as perguntas que lhe
forem formuladas, este constitui um meio de defesa.
§ 3° O interrogatório é ato pessoal, não podendo o defensor do acusado intervir
ou influir, de qualquer modo, nas perguntas e nas respostas.
§ 4° A todo tempo poderá ser procedido novo interrogatório.

Art. 49. No caso de mais de um acusado, sempre que houver divergências em


declarações sobre fatos ou circunstâncias relevantes entre seus depoimentos,
será admitida a acareação entre eles.

Art. 50. É assegurado ao acusado, o direito de acompanhar o processo


pessoalmente ou por intermédio de defensor, arrolar e reinquirir testemunhas,
produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova
pericial, nos termos deste Regulamento.
[...]
SUBSEÇÃO IV
DAS ALEGAÇÕES FINAIS
Art. 54. Terminada a instrução, a autoridade processante promoverá a
intimação do acusado e/ou de seu defensor para vistas ao processo e
apresentação da defesa escrita, em alegações finais, no prazo de 5 (cinco) dias
úteis.
[...]
SEÇÃO IV
DO JULGAMENTO
Art. 57. O processo será julgado, em princípio, pela autoridade competente ou
que delegou sua competência processual à autoridade processante.
§ 1° Não poderá funcionar como autoridade julgadora, ainda que competente
para punir o infrator, aquela que :
I - for amigo íntimo ou inimigo do acusado;
II - for cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consangüíneo ou afim,
em linha reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive;
III - tiver denunciado a irregularidade; e
IV - tenha funcionado no processo como autoridade processante, salvo o
Comandante-Geral;
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77

§ 2° Se a penalidade aplicável exceder a alçada da autoridade que determinou


a instauração do processo, este será remetido à autoridade competente, que
decidirá no prazo previsto no Art. 59, deste Regulamento.
§ 3° Havendo mais de um acusado e diversidade de sanções, o julgamento
caberá à autoridade competente para a imposição da pena a todos os
acusados.
[...]

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78

ANEXO I

ROTEIRO DO PROCESSO DISCIPLINAR COM RITO SUMÁRIO


(Para apuração de transgressão de natureza grave ou sanção que possa
ensejar o licenciamento a bem da disciplina – Parágrafo único, do Art. 25, deste
Regulamento)

FASES PROVIDÊNCIAS
1. Instauração 1. Elaboração da portaria, ofício, ou documento
(Arts. 28 a 31) de delegação da autoridade delegante;
2. Autuação da portaria, ofício, ou documento
de delegação pela autoridade processante, com
a documentação que a acompanha;
3. Confecção do libelo acusatório;
4. Citação do acusado, contendo cópia anexa do
libelo acusatório, advertindo-o para
apresentação de defesa prévia, por escrito, no
prazo de 5 (cinco) dias úteis, sob pena de serem
considerados como verdadeiros os fatos
imputados e revelia.
4. Defesa Prévia Apresentação da defesa escrita pelo acusado ou
(Arts. 32 a 34) seu defensor.
5. Instrução 1. Tomada de depoimentos (testemunhas de
(Arts. 35 a 53) acusação e de defesa, se houver);
2. Interrogatório do acusado;
3. Realização de perícias e diligências, se
necessário;
4. Realização de acareações, se necessário;
5. Juntada de documentos.
6. Alegações finais 1. Intimação do acusado e/ou seu defensor para
(Arts. 54) a vistas ao processo e a apresentação de
defesa, por escrito, no prazo de 5 (cinco) dias
úteis;
2. Recebimento e análise da defesa.
7. Relatório 1. Elaboração do relatório do processo, com a
(Arts. 55 e 56) conclusão da autoridade processante;
2. Remessa dos autos à autoridade delegante.
8. Julgamento 1. Análise dos autos pela autoridade
(Arts. 57 a 61) competente;
2. Decisão da autoridade competente;
3. Publicação da decisão em Boletim Interno;
4. Intimação do acusado e seu defensor para
tomarem ciência da decisão proferida;
5. Trânsito em julgado da decisão
administrativa, se não houver recurso
tempestivo.

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79

ANEXO II

ROTEIRO DO PROCESSO DISCIPLINAR COM RITO SUMARÍSSIMO


(Para apuração de transgressão natureza leve ou média - Art. 63, deste
Regulamento)

FASES PROVIDÊNCIAS
1. Instauração 1. Elaboração da portaria, ofício ou documento
(Arts. 62 a 64) de delegação da autoridade delegante;
2. Autuação da portaria da autoridade
processante, com a documentação que a
acompanha;
2. Investigação Diligências e busca de informações, se
sumária e informal necessário.
(Arts. 62 e 64)
3. Libelo Acusatório Confecção do libelo acusatório e juntada de
Administrativo documentos concernentes.
(Arts. 62 a 64)
4. Defesa 1. Citação do acusado, com cópia do libelo
(Arts. 62 a 64) acusatório, informando o prazo para a
apresentação da defesa, por escrito, no prazo
de 5 (cinco) dias úteis;
2. Recebimento e análise da defesa;
3. Realização de diligências, se requeridas pela
defesa, a critério da autoridade processante
para elucidação do fato;
4. Relatório sucinto da autoridade processante;
5. Remessa à autoridade delegante.
5. Decisão da 1. Análise dos autos pela autoridade
autoridade competente;
delegante 2. Decisão da autoridade competente;
(Arts. 62 e 64) 3. Publicação da decisão em Boletim Interno;
4. Intimação do acusado e/ou seu defensor
para tomarem ciência da decisão proferida;
5. Trânsito em julgado da decisão
administrativa, se não houver recurso.

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80

[...]ANEXO IV (ATENÇÃO: PARA O LIBELO UTILIZAR NUMERAÇÃO ENTRE


PARENTESES, DO ANEXO I DO RDPMSC)

ORIENTAÇÕES QUANTO A PADRONIZAÇÃO DAS SANÇÕES


ADMINISTRATIVAS DISCIPLINARES
001) (001 – RDPMSC) Faltar à verdade.
Detenção - 48 h

002) (002 – RDPMSC) Utilizar-se do anonimato.


Detenção - 48 h

003) (003 – RDPMSC) Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar


inimizade entre camaradas.
Detenção - 48 h

004) (004 – RDPMSC) Freqüentar ou fazer parte de sindicatos, associações


profissionais com caráter de sindicatos ou similares.
Prisão - 48 h

005) (005 – RDPMSC) Deixar de punir transgressor da disciplina.


Detenção - 48 h

006) (006 – RDPMSC) Não levar a falta ou irregularidade que presenciar, ou de


que tiver ciência e não lhe couber reprimir, ao conhecimento de autoridade
competente, no mais curto prazo.
Detenção - 48 h

007) (007 – RDPMSC) Deixar de cumprir ou fazer cumprir normas


regulamentares na esfera de suas atribuições.
Repreensão

008) (008 – RDPMSC) Deixar de comunicar a tempo, ao superior imediato,


ocorrência no âmbito de suas atribuições quando se julgar suspeito ou
impedido de providenciar a respeito.
Detenção - 48 h

009) (009 – RDPMSC) Deixar de comunicar ao superior imediato ou na ausência


deste, a qualquer autoridade superior, toda informação que tiver sobre
iminente perturbação da ordem pública ou grave alteração do serviço, logo que
disto tenha conhecimento.
Detenção - 48 h

010) (010 – RDPMSC) Deixar de informar processo que lhe for encaminhado,
exceto nos casos de suspeição ou impedimento ou absoluta falta de
elementos, hipótese em que estas circunstâncias serão fundamentadas.
Detenção - 48 h

011) (011 – RDPMSC) Deixar de apresentar à autoridade competente, na linha


de subordinação e no mais curto prazo, recurso ou documento que receber,
desde que elaborado de acordo com os preceitos regulamentares.
Detenção - 48 h

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


81

012) (012 – RDPMSC) Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem


judicial ou policial de que esteja investido ou que deva promover.
Detenção - 48 h

013) (013 – RDPMSC) Apresentar parte ou recurso sem seguir as normas e


preceitos regulamentares ou em termos desrespeitosos ou com argumentos
falsos ou de má fé, ou mesmo sem justa causa ou razão.
Prisão - 48 h

014) (014 – RDPMSC) Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos.


Detenção - 48 h

015) (015 – RDPMSC) Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem


recebida, tão logo seja possível.
Repreensão

016) (016 – RDPMSC) Retardar a execução de qualquer ordem.


Repreensão

017) (017 – RDPMSC) Aconselhar ou recomendar para não ser cumprida


qualquer ordem de autoridade competente, ou para retardar a execução.
Detenção - 48 h

018) (018 – RDPMSC) Não cumprir ordem recebida.


Detenção - 48 h

019) (019 – RDPMSC) Simular doença para se esquivar ao cumprimento de


qualquer dever policial-militar.
Detenção - 08 Dias

020) (020 – RDPMSC) Trabalhar mal intencionalmente ou por falta de atenção,


em qualquer serviço ou instrução.
Detenção - 48 h

021) (021 – RDPMSC) Deixar de participar a tempo, à autoridade


imediatamente superior, impossibilidade de comparecer à OPM, ou a qualquer
ato de serviço.
Detenção - 48 h

022) (022 – RDPMSC) Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em


que deva tomar parte ou assistir.
Faltar ( Detenção - 04 Dias ) Chegar Atrasado ( Repreensão )

023) (023 – RDPMSC) Permutar o serviço sem permissão de autoridade


competente.
Detenção - 48 h

024) (024 – RDPMSC) Comparecer o policial-militar a qualquer solenidade,


festividade ou reunião social com uniforme diferente do marcado.
Repreensão

025) (025 – RDPMSC) Abandonar o serviço para o qual tenha sido designado.
Prisão - 48 h
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82

026) (026 – RDPMSC) Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força
de disposição legal ou ordem.
Detenção - 48 h

027) (027 – RDPMSC) Deixar de apresentar-se, nos prazos regulamentares, à


OPM para que tenha sido transferido ou classificado e às autoridades
competentes nos casos de omissão ou serviço extraordinário para os quais
tenha sido designado.
Detenção - 72 h

028) (028 – RDPMSC) Não se apresentar no fim de qualquer afastamento do


serviço, ou ainda, logo que souber que o mesmo foi interrompido.
Repreensão

029) (029 – RDPMSC) Representar a OPM e mesmo a Corporação, em qualquer


ato, sem estar devidamente autorizado.
Detenção - 48 h

030) (030 – RDPMSC) Tomar compromisso pela OPM que comanda ou que
serve sem estar autorizado.
Detenção - 48 h

031) (031 – RDPMSC) Contrair dívidas ou assumir compromisso superior às


suas possibilidades, comprometendo o bom nome da classe.
Detenção - 72 h

032) (032 – RDPMSC) Esquivar-se a satisfazer compromissos de ordem moral


ou pecuniária que houver assumido.
Detenção - 72 h

033) (033 – RDPMSC) Não atender a observação de autoridade competente


para satisfazer débito já reclamado.
Detenção - 04 Dias

034) (034 – RDPMSC) Não atender a obrigação de dar assistência à sua família
ou dependentes legalmente constituídos.
Detenção - 72 h

035) (035 – RDPMSC) Fazer diretamente, ou por intermédio de outrem,


transações pecuniárias envolvendo assunto de serviço, bens da Administração
Pública ou material proibido, quando isso não configurar crime.
Prisão - 48 h

036) (036 – RDPMSC) Realizar ou propor transações pecuniárias envolvendo


superior, igual ou subordinado. Não são considerados transações pecuniárias
os empréstimos em dinheiro sem auferir lucro.
Prisão - 48 h

037) (037 – RDPMSC) Deixar de providenciar a tempo, na esfera de suas


atribuições, por negligência ou incúria, medidas contra qualquer irregularidade
que venha a tomar conhecimento.
Detenção - 48 h
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
83

038) RDPMSC – Não previsto no RPAD.

038) (039 – RDPMSC) Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob jurisdição
policial-militar, material, viatura ou animal, ou mesmo deles servir-se sem
ordem do responsável ou proprietário.
Prisão - 04 Dias

039) (040 – RDPMSC) Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por


negligência ou desobediência a regras ou normas de serviço, material da
Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal que esteja ou não sob sua
responsabilidade direta.
Detenção - 04 Dias

040) (041 – RDPMSC) Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo em
qualquer circunstância.
Repreensão

041) (042 – RDPMSC) Portar-se sem compostura em lugar público.


Detenção - 48 h

042) (043 – RDPMSC) Freqüentar lugares incompatíveis com o seu nível social
e o decoro da classe.
Detenção - 48 h

043) (044 – RDPMSC) Permanecer a Praça em dependência da OPM, desde que


seja estranha ao serviço, ou sem consentimento ou ordem de autoridade
competente.
Repreensão

044) (045 – RDPMSC) Portar a Praça arma regulamentar sem estar de serviço
ou sem ordem para tal.
Detenção - 48 h

045) (046 – RDPMSC) Portar a Praça arma não regulamentar sem permissão
por escrito de autoridade competente.
Detenção - 48 h

046) (047 – RDPMSC) Disparar arma por imprudência ou negligência.


Detenção - 48 h

047) (048 – RDPMSC) Içar ou arriar Bandeira ou Insígnia, sem ordem para tal.
Repreensão

048) (049 – RDPMSC) Dar toque ou fazer sinais, sem ordem para tal.
Repreensão

049) (050 – RDPMSC) Conversar ou fazer ruídos em ocasiões, lugares ou horas


impróprias.
Repreensão

050) (051 – RDPMSC) Espalhar boatos ou notícias tendenciosas.


Detenção - 48 h
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
84

051) (052 – RDPMSC) Provocar ou fazer-se causa voluntariamente, de alarma


injustificável.
Detenção - 48 h

052) (053 – RDPMSC) Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisões.


Prisão - 48 h

053) (054 – RDPMSC) Maltratar preso sob sua guarda.


Prisão - 48 h

054) (055 – RDPMSC) Deixar alguém conversar ou entender-se com preso


incomunicável, sem autorização da autoridade competente.
Detenção - 48 h

055) (056 – RDPMSC) Conversar com sentinela ou preso incomunicável.


Detenção - 48 h

056) (057 – RDPMSC) Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos
ou objetos não permitidos.
Detenção - 48 h

057) (058 – RDPMSC) Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela da hora ou


plantão da hora, ou ainda consentir na formação ou permanência de grupo ou
de pessoas junto a seu posto de serviço.
Repreensão

058) (059 – RDPMSC) Fumar em lugar ou ocasiões onde isso seja vedado ou
quando se dirigir a superior.
Repreensão

059) (060 – RDPMSC) Tomar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os


permitidos em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar.
Prisão - 48 h

060) (061 – RDPMSC) Tomar parte em área policial-militar ou sob jurisdição


policial-militar, em discussões a respeito de política ou religião ou mesmo
provocá-las.
Detenção - 48 h

061) (062 – RDPMSC) Manisfestar-se, publicamente, a respeito de assuntos


políticos ou tomar parte, fardado, em manifestações da mesma natureza.
Prisão - 04 Dias

062) (063 – RDPMSC) Deixar o superior de determinar a saída imediata, de


solenidade policial-militar ou civil, de subordinado que a ela compareça em
uniforme diferente do marcado.
Repreensão

063) (064 – RDPMSC) Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com


o uniforme alterado.
Repreensão
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
85

064) (065 – RDPMSC) Sobrepor ao uniforme, insígnia ou medalha não


regulamentar, bem como usar indevidamente, distintivo ou condecoração.
Repreensão

065) (066 – RDPMSC) Andar o policial-militar a pé ou em coletivos públicos com


uniforme inadequado contrariando o Regulamento de Uniformes da PMSC, ou
normas a respeito.
Repreensão

066) (067 – RDPMSC) Usar traje civil quando isso contrariar ordem de
autoridade competente.
Repreensão

067) (068 – RDPMSC) Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial


cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do serviço.
Repreensão

068) (069 – RDPMSC) Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos


policiais-militares a quem não deva ter conhecimento e não tenha atribuições
para neles intervir,
Prisão - 48 h

069) (070 – RDPMSC) Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos,
documentos ou assuntos policiais-militares que possam concorrer para o
desprestígio da Corporação ou firam a disciplina ou a segurança.
Prisão - 72 h

070) (071 – RDPMSC) Entrar ou sair de qualquer OPM com objetos ou


embrulhos pertencentes ao Estado, sem a autorização da autoridade
competente.
Repreensão

071) (072 – RDPMSC) Deixar o Oficial ou Aspirante-a-Oficial, ao entrar em OPM


onde não sirva, de dar ciência de sua presença ao Oficial-de-Dia, e, em seguida
de procurar o Comandante ou o mais graduado dos Oficiais presentes para
cumprimentá-lo.
Repreensão

072) (073 – RDPMSC) Deixar o SubTenente, Sargento, Cabo ou Soldado, ao


entrar em OPM onde não sirva, de apresentar-se ao Oficial-de-Dia ou seu
substituto legal.
Repreensão

073) (074 – RDPMSC) Deixar o Comandante da Guarda ou Agente de


Segurança correspondente de cumprir às prescrições regulamentares com
respeito à entrada ou permanência na OPM de civis, militares ou policiais-
militares estranhos à mesma.
Detenção - 48 h

074) (075 – RDPMSC) Penetrar o policial-militar sem permissão ou ordem, em


aposentos destinados a superior ou onde esse se ache, bem como em qualquer
lugar onde a entrada seja vedada.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
86

Repreensão

075) (076 – RDPMSC) Penetrar ou tentar penetrar o policial-militar em


alojamento de outra Subunidade, depois da revista do recolher, salvo os
Oficiais ou Sargentos, que, pelas suas funções, sejam isto obrigados.
Repreensão

076) (077 – RDPMSC) Tentar ou sair de OPM com força armada, sem prévio
conhecimento ou ordem da autoridade competente.
Repreensão

077) (078 – RDPMSC) Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora
das horas de expediente, desde que não seja o respectivo Chefe ou sem a sua
ordem escrita com expressa declaração de motivos, salvo situações de
emergência.
Detenção - 48 h

078) (079 – RDPMSC) Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem


policial, judicial ou administrativa.
Detenção - 48 h

079) (080 – RDPMSC) Deixar de portar, o policial-militar, o seu documento de


identidade estando ou não fardado ou de exibi-lo quando solicitado.
Repreensão

080) (081 – RDPMSC) Maltratar ou não ter devido cuidado no trato com
animais.
Repreensão

081) (082 – RDPMSC) Desrespeitar em público as convenções sociais.


Detenção - 72 h

082) (083 – RDPMSC) Desconsiderar ou desrespeitar autoridade civil.


Detenção - 72 h

083) (084 – RDPMSC) Desconsiderar Corporação Judiciária, ou qualquer de seus


membros, bem como criticar, em público ou pela imprensa, seus atos e
decisões.
Detenção - 72 h

084) (085 – RDPMSC) Não se apresentar a Superior Hierárquico ou de sua


presença retirar-se, sem obediência às normas regulamentares.
Repreensão

085) (086 – RDPMSC) Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a
Superior, ressalvadas as exceções previstas no Regulamento de Continências,
Honras e Sinais de Respeito das Forças Armadas.
Repreensão

087) RDPMSC – Não previsto no RPAD.

086) (088 – RDPMSC) Deixar deliberadamente de corresponder a cumprimento


de Subordinado.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
87

Repreensão

087) (089 – RDPMSC) Deixar o subordinado, quer uniformizado, que em traje


civil, de cumprimentar superior, uniformizado ou não, neste caso desde que o
conheça, ou prestar-lhe as homenagens e sinais regulamentares de
consideração e respeito.
Repreensão

088) (090 – RDPMSC) Deixar ou negar-se a receber vencimento, alimentação,


fardamento, equipamento ou material que lhe será destinado ou deva ficar em
seu poder ou sob sua responsabilidade.
Prisão - 48 h

089) (091 – RDPMSC) Deixar o policial-militar, presente a solenidades internas


ou externas onde se encontrarem superiores hierárquicos, de saudá-los de
acordo com as normas regulamentares.
Detenção - 48 h

090) (092 – RDPMSC) Deixar o Oficial ou Aspirante-a-Oficial, tão logo seus


afazeres o permitam, de apresentar-se ao de maior posto e ao substituto legal
imediato, da OPM onde serve, para cumprimentá-los, salvo ordem ou instrução
a respeito.
Detenção - 48 h

091) (093 – RDPMSC) Deixar o SubTenente ou Sargento, tão logo seus afazeres
o permitam, de apresentar-se ao seu Comandante ou Chefe imediato.
Detenção - 48 h

092) (094 – RDPMSC) Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira


desatenciosa a superior.
Detenção - 72 h

093) (095 – RDPMSC) Censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo.


Detenção - 72 h

094) (096 – RDPMSC) Procurar desacreditar seu igual ou subordinado.


Detenção - 48 h

095) (097 – RDPMSC) Ofender, provocar ou desafiar superior.


Prisão - 08 Dias

096) (098 – RDPMSC) Ofender, provocar ou desafiar seu igual ou subordinado.


Prisão - 04 Dias

097) (099 – RDPMSC) Ofender a moral por atos, gestos ou palavras.


Detenção - 72 h

098) (100 – RDPMSC) Travar discussão, rixa ou luta corporal com seu igual ou
subordinado.
Prisão - 04 Dias

099) (101 – RDPMSC) Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de


comunicação, sobre assuntos políticos, militares ou policiais-militares,
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
88

excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, quando devidamente


autorizados.
Prisão - 72 h

100) (102 – RDPMSC) Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer


manifestação coletiva, seja de caráter reinvidicatório, seja de crítica ou de
apoio a ato de superior, com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã
camaradagem e com conhecimento do homenageado.
Prisão - 04 Dias

101) (103 – RDPMSC) Aceitar o policial-militar qualquer manifestação coletiva


de seus subordinados, salvo a exceção do número anterior.
Prisão - 04 Dias

102) (104 – RDPMSC) Autorizar, promover ou assinar petições coletivas


dirigidas a qualquer autoridade civil ou policial-militar.
Detenção - 48 h

103) (105 – RDPMSC) Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade,


sobre assuntos da alçada do Comando-Geral da PM, salvo em grau de recurso
na forma prevista neste Regulamento.
Prisão - 04 Dias

104) (106 – RDPMSC) Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área


policial-militar, ou sob jurisdição policial-militar, publicações, estampas ou
jornais que atentem contra a disciplina ou a moral.
Prisão - 04 Dias

105) (107 – RDPMSC) Ter em seu poder, ou introduzir, em área policial-militar,


ou sob jurisdição policial-militar, inflamável ou explosivo, sem permissão da
autoridade competente.
Detenção - 48 h

106) (108 – RDPMSC) Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área


policial-militar, tóxicos ou entorpecentes, a não ser mediante prescrição de
autoridade competente.
Prisão - 30 Dias Ver Art 9º RDPMSC

107) (109 – RDPMSC) Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar,


ou sob jurisdição policial-militar, bebidas alcoólicas, salvo quando devidamente
autorizado.
Prisão - 04 Dias

108) (110 – RDPMSC) Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem a uso de
tóxicos, entorpecentes ou produtos psicotrópicos.
Prisão - 15 Dias

109) (111 – RDPMSC) Embriagar-se ou induzir outro à embriaguez, embora tal


estado não tenha sido constatado por médico.
Prisão - 48 h

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110) (112 – RDPMSC) Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar


ordem de autoridade competente.
Repreensão

111) (113 – RDPMSC) Usar, quando uniformizado, barba, cabelos, bigodes ou


costeletas excessivamente compridos ou exagerados, contrariando disposições
a respeito.
Repreensão

112) (114 – RDPMSC) Utilizar ou autorizar a utilização de subordinados para


serviços não previstos em regulamento.
Detenção - 24 h

113) (115 – RDPMSC) Dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou


claramente inexeqüível, que possa acarretar ao subordinado responsabilidade,
ainda que não chegue a ser cumprida.
Detenção - 48 h

114) (116 – RDPMSC) Prestar informações a superior induzindo-o a erro,


deliberada ou intencionalmente.
Detenção - 04 Dias

115) (117 – RDPMSC) Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer


documento, dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos.
Detenção - 48 h

116) (118 – RDPMSC) Violar ou deixar de preservar local de crime.


Detenção - 48 h

117) (119 – RDPMSC) Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência


sem ordem da autoridade competente.
Prisão - 04 Dias

118) (120 – RDPMSC) Participar o policial-militar da ativa, de firma comercial,


de empresa industrial de qualquer natureza, ou nelas exercer função ou
emprego remunerado.
Detenção - 48 h

119) (121 – RDPMSC) Permanecer, o Oficial ou Aspirante-a-Oficial, em trajes


civis no interior do Quartel, em horas de expediente, sem estar para isso
autorizado.
Repreensão

120) (122 – RDPMSC) Entrar ou permanecer em trajes civis no interior do


Quartel sem estar para isso autorizado.
Detenção - 48 h
OBSERVAÇÕES
1. Sempre que possível, o transgressor for reincidente, a punição será
agravada.
Exemplo: de Repreensão, para 48 h de Detenção; de 48 h de Detenção, para
04 dias de Detenção; de 04 dias de Detenção, para 08 dias de Detenção, e
assim, sucessivamente.
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90

2. Observar-se-á o Art 7º do RDPMSC, referente às atenuantes, quando tratar-


se da primeira punição sofrida pelo transgressor, de Ótimo Comportamento,
desde que não seja computada como transgressão de natureza grave.

3. Observar-se-á o Art 9º do RDPMSC, no tocante à competência para aplicação


das punições.

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ESTATUTO

ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES DE SANTA CATARINA


LEI Nº 6.218, DE 10 DE FEVEREIRO DE 1983

Dispõe sobre o Estatuto dos Policiais militares do Estado de Santa


Catarina, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,


Faço saber a todos os habitantes deste Estado, que a Assembléia Legislativa
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO I
Do ingresso, Hierarquia, Disciplina, Cargo e Função Policial Militar
CAPÍTULO I
Das Disposições Introdutórias
Art. 1º - O presente Estatuto, regula as obrigações, os deveres, os direitos, as
prerrogativas e as situações dos Policiais militares do Estado de Santa
Catarina.

Art. 2º - A Polícia Militar, subordinada operacionalmente ao Secretário de


Segurança e Informações – Atualmente Secretaria de Segurança Pública e
Defesa do Cidadão (2011) – e uma instituição permanente, organizada com
base na hierarquia e disciplina, destinada a manutenção da ordem pública, na
área do Estado, sendo considerada força auxiliar Reserva do Exército.

Art. 3º - Os integrantes da Polícia Militar do Estado em razão da destinação


constitucional da Corporação e em decorrência das Leis vigentes, constituem
uma categoria especial de servidores públicos estaduais e são denominados
Policiais militares.
§ 1º - Os Policiais militares encontram-se em uma das seguintes situações:

I - NA ATIVA
a) Os Policiais militares de carreira;
b) Os incluídos na Polícia Militar voluntariamente, durante os prazos a que
obrigarem a servir;
c) Os componentes da reserva remunerada, quando convocados;
d) Os alunos de órgãos de formação de Policiais militares.

II - NA INATIVIDADE
a) Na reserva remunerada, quando pertencentes a reserva da Corporação e
percebem remuneração do Estado, porém sujeitos, ainda, a prestação de
serviço na ativa, mediante convocação;
b) Reformado, quando tendo passado por uma das situações anteriores, estão
dispensados, definitivamente da prestação de serviço na ativa, mas continuam
a perceber remuneração do Estado.
§ 2º - Os Policiais militares da carreira são os que, no desempenho voluntário e
permanente do serviço Policial Militar, tem vitaliciedade assegurada ou
presumida.

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Art. 4º - O serviço Policial Militar consiste no exercício de atividades inerentes a


Polícia Militar e compreende todos os encargos previstos na legislação
específica, relacionados com a manutenção da ordem pública.

Art. 5º - A carreira Policial Militar e caracterizada por atividade continuada e


inteiramente devotada as finalidades da Polícia Militar, denominada atividade
Policial Militar.
Parágrafo Único - A carreira Policial Militar e privativa do pessoal da ativa, tem
início com o ingresso na Polícia Militar e obedece a seqüência de graus
hierárquicos.

Art. 6º - A carreira de Oficial da Polícia Militar e privativa de brasileiro nato.

Art. 7º - São equivalentes as expressões "na ativa", "em atividade", "em


serviço ativo", conferidas aos Policiais militares no desempenho de cargo,
comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade Policial Militar,
nas organizações Policiais militares bem como em outros órgãos do Estado,
quando previstos em lei ou regulamento.

Art. 8º - A condição jurídica dos Policiais militares e definida pelos dispositivos


constitucionais que lhes outorgam direitos e prerrogativas e lhes impõem
deveres e obrigações.

Art. 9º - O disposto neste Estatuto aplica-se, no que couber, aos Policiais


militares da reserva remunerada e aos Capelães Policiais militares.

CAPÍTULO II
Do Ingresso na Polícia Militar
Art. 10 - O ingresso na Polícia Militar, ressalvado o previsto no Art. 6º, e
facultado a todos os brasileiros, sem distinção de raça ou de crença religiosa,
mediante inclusão, matrícula ou nomeação, cumprida as condições previstas
em Lei, complementadas por regulamentos, normas e instruções.

Art. 11 - Para o ingresso na Polícia Militar e matrícula nos estabelecimentos de


ensino Policial Militar destinados a formação de oficiais e graduados, além das
condições relativas a nacionalidade, idade, aptidão intelectual e psicológica,
capacidade física e idoneidade moral, e necessário que o candidato não
exerça, e nem tenha exercido atividade prejudiciais ou perigosas a Segurança
Nacional.

Art. 12 - O ingresso nos Quadros de Oficiais, em que é exigido o diploma de


estabelecimento de ensino superior reconhecido pelo Governo Federal, far-se-á
através de concurso público, de acordo com o disposto nos Art. 10 e 11 desta
Lei, reservando-se aos integrantes dos quadros efetivos da Corporação, 30%
(trinta por cento) das vagas existentes.

REVOGADO TACITAMENTE PELA LEI COMPLEMENTAR 318 DE 17 DE JANEIRO


DE 2006 (Lei de promoção de praças)
“ Art..13 - O ingresso na Polícia Militar no quadro das praças dar-se-á na
graduação de soldado PM 3ª. classe.
§ 1º - A promoção a Soldado PM 2ª. classe dar-se-á após a aprovação no Curso
de Formação de Soldado ou Curso de Adaptação Policial Militar, e haver
completado 01 (um) ano de efetivo serviço.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
93

§ 2º - A promoção a Soldado PM 1ª. classe dar-se-á após 08 (oito) anos de


efetivo serviço, devendo o Soldado de 2ª. classe estar, no mínimo no
comportamento "Bom".

LEI COMPLEMENTAR Nº 454, de 05 de agosto de 2009 (Lei de valorização


profissional do policial militar), que assim estabelece:
Art. 1º Para o ingresso na carreira militar estadual serão obedecidos, dentre
outros critérios estabelecidos em lei ou regulamento, os seguintes limites
mínimos de escolaridade:
I - para Oficiais do Quadro de Oficiais Policiais Militares, Bacharel em Direito;
II - para Oficiais do Quadro de Oficiais Bombeiros Militares, Bacharelado ou
Licenciatura Plena em qualquer área de conhecimento; e
III - para Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, Bacharelado
e/ou Licenciatura Plena obtida em curso universitário de graduação superior,
em qualquer área de conhecimento, reconhecido pelo Ministério da Educação -
MEC.

CAPÍTULO III
Da Hierarquia e da Disciplina
Art. 14 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. A
autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico.
§ 1º - A hierarquia Policial Militar é a ordenação de autoridade em níveis
diferentes dentro da estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por postos
ou graduações; e dentro de um mesmo posto ou graduação, se faz pela
antigüidade. O respeito a hierarquia é consubstanciado no espírito de
acatamento a seqüência de autoridade.
§ 2º - Disciplina e a rigorosa observância e o acatamento integral das Leis,
regulamentos, normas e Disposições que fundamentam o organismo Policial
Militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônio traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes desse organismo.
§ 3º - A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos em todas as
circunstâncias, entre Policiais militares da ativa, da reserva e reformados.

Art. 15 - Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os Policiais


militares da mesma categoria e tem a finalidade de desenvolver o espírito de
camaradagem em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do respeito
mútuo.

Art. 16 - Os círculos hierárquicos a escala hierárquica da Polícia Militar são


fixados de conformidade com os anexos I e II.
§ 1º - Posto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do
Estado e confirmado em Carta Patente.
§ 2º - Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pelo Comandante-
Geral da Polícia Militar.
§ 3º - O Aspirante-a-Oficial PM e o Aluno-Oficial PM são denominados praças
especiais.
§ 4º - Os graus hierárquicos inicial e final dos diversos quadros são fixados
separadamente, para cada caso, dentro da Lei de Fixação de Efetivos.
§ 5º - Sempre que o Policial Militar da reserva remunerada ou reformado fizer
uso do posto ou graduação, deverá fazê-lo mencionando essa situação.

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


94

Art. 17 - A precedência entre os Policiais militares da ativa, do mesmo grau


hierárquico, é assegurada pela antigüidade do posto ou graduação, salvo nos
casos de precedência funcional estabelecida em lei ou regulamento.
§ 1º - A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data de
assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão,
salvo quando estiver, taxativamente, fixado outra data.
§ 2º- No caso de ser igual a antigüidade referida no parágrafo anterior são
estabelecidos os seguintes critérios:
a) Entre Policiais militares do mesmo quadro pela posição nas respectivas
escalas numéricas o registros de que trata o Art. 19 desta Lei.
b) Nos demais casos, pela antigüidade do posto ou graduação anterior.
Persistindo o empate, recorrer-se-á, sucessivamente, aos graus hierárquicos
anteriores, a data de inclusão e a data de nascimento para definir a
precedência, e, neste último caso, o mais velho será considerado mais antigo.
c) Entre os alunos de mesmo órgão de formação Policiais militares, de acordo
com o regulamento do respectivo órgão, senão estiverem enquadrados nas
letras "a" e "b" deste parágrafo.
§ 3º.- Em igualdade de posto ou graduação, os Policiais militares da ativa tem
precedência sobre os da inatividade.
§ 4º - Em igualdade de posto ou graduação a precedência entre os Policiais
militares de carreira na ativa e os de reserva remunerada que estiverem
convocados é definida pelo tempo de serviço no posto ou graduação.

Art. 18 - A precedência entre as praças especiais e demais praças é assim


regulada.
I - O Aspirante-a-Oficial PM é hierarquicamente superior as demais praças;
II - O Aluno Oficial PM é hierarquicamente superior ao subtenente PM;
III - O Aluno do Curso de Formação de Sargentos e equiparado a cabo PM para
efeito de precedência.
Parágrafo único - O Aluno do Curso de Formação de Sargentos durante
exercícios de estágios operacionais terá precedência sobre os Cabos da Polícia
Militar.

Art. 19 - A Polícia Militar manterá um registro de todos os dados referentes ao


pessoal da ativa e da reserva remunerada, dentro das respectivas escalas
numéricas, segundo as instruções baixadas pelo Cmt-Geral da Corporação.

Art. 20 - O Aluno-Oficial após concluir o Curso de Formação de Oficial PM e


declarado Aspirante-a-Oficial PM, pelo Cmt-Geral da Polícia Militar.

CAPÍTULO IV
Do Cargo e da Função Policial Militar
Art. 21 - Cargo Policial Militar é aquele que só pode ser exercido por Policial
Militar em serviço ativo.
§ 1º - O cargo Policial Militar a que se refere este artigo e o que se encontra
especificado nos Quadros de Organização ou previsto, caracterizado ou
definido como tal em outras Disposições legais.
§ 2º - A cada cargo Policial Militar corresponde um conjunto de atribuições,
deveres e responsabilidades que se constituem em obrigações do respectivo
titular.
§ 3º - As obrigações inerentes ao cargo Policial Militar devem ser compatíveis
com o correspondente grau hierárquico e definida em legislação ou
regulamento peculiares.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
95

Art. 22 - Os cargos Policiais militares são providos com pessoal que satisfaça
aos requisitos de grau hierárquico de qualificação exigidos para o seu
desempenho.
Parágrafo único - O provimento de cargo Policial Militar se faz por ato de
nomeação, de designação ou determinação expressa da autoridade
competente.

Art. 23 - O cargo Policial Militar é considerado vago a partir de sua criação e até
que um Policial Militar nele tome posse ou desde o momento em que o Policial
Militar exonerado, ou que tenha recebido determinação expressa de autoridade
competente o deixe e até que outro Policial Militar tome posse de acordo com
as normas de provimento previstas no parágrafo único do Art. 22.
Parágrafo Único - Consideram-se também vagos os cargos Policiais militares
cujos ocupantes tenham:
I - falecido;
II - sido considerados extraviados;
III - sido considerados desertores.

Art. 24 - Função Policial Militar e o exercício das obrigações inerentes ao cargo


Policial Militar .

Art. 25 - Dentro de uma mesma organização Policial Militar , a seqüência de


substituições para assumir cargo ou responder por funções, bem como as
normas, atribuições e responsabilidades relativas, são estabelecidas na
legislação peculiar, respeitadas a precedência e a qualificação exigidas para o
cargo ou para o exercício da Função.

Art. 26 - O Policial Militar ocupante do cargo provido em caráter interino ou


efetivo, de acordo com o parágrafo único do Art. 22, fará jus aos direitos
correspondentes ao cargo, conforme previsto em Lei.

Art. 27 - As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração ou


natureza não são catalogadas como posições titulares em quadro de efetivo,
quadro de organização ou dispositivo legal são cumpridos como encargo,
incumbência, comissão, serviço ou atividade Policial Militar ou de natureza
Policial Militar , por decreto do Chefe do Poder Executivo por prazo nunca
superior a 6 meses.
Parágrafo Único - Aplica-se, no que couber, ao encargo, incumbência,
comissão, serviço ou atividade Policial Militar ou de natureza Policial Militar o
disposto neste capítulo para cargo Policial Militar .

TÍTULO II
Das obrigações e dos Deveres Policiais militares
CAPÍTULO I
Das obrigações Policiais militares
SEÇÃO I
Do Valor Policial Militar
Art. 28 - São manifestações essenciais do valor Policial Militar:
I - o sentimento de servir a comunidade, traduzido pela vontade inabalável de
cumprir o dever Policial Militar e pelo integral devotamento a manutenção da
ordem pública mesmo com o risco da própria vida;
II - O civismo e o culto das tradições históricas;
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
96

III - A fé na elevada missão da Policial Militar ;


IV - O espírito de corpo, orgulho do Policial Militar pela organização onde serve;
V - O amor a profissão Policial Militar e o entusiasmo com o que e exercida;
VI - O aprimoramento técnico-profissional.

SEÇÃO II
Da Ética Policial Militar
Art. 29 - O sentimento do dever, o pundonor Policial Militar e o decoro da classe
impõe a cada um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e
profissional irrepreensível, com a observância dos seguintes preceitos de ética
Policial Militar :
I - Amor a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade
pessoal;
II Exercer, com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem
em decorrência do cargo;
III - Respeitar a dignidade de pessoa humana;
IV - Cumprir e fazer cumprir as Leis, os regulamentos, as instruções e as ordens
das autoridades competentes;
V - Ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos
subordinados;
VI - Zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e físico, bem como pelos dos
subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;
VII - Empregar as suas energias em beneficio do serviço;
VIII - Praticar a camaradagem e desenvolver permanentemente, o espírito de
cooperação;
IX - Ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e
falada;
X - Abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa de
qualquer natureza;
XI - Acatar as autoridades civis;
XII - Cumprir seus deveres de cidadão;
XIII - Proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular;
XIV - Observar as normas da boa educação;
XV - Garantir assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como chefe
de família modelar;
XVI - Conduzir-se, mesmo fora do serviço ou na inatividade, de modo que não
sejam prejudicados os princípios da disciplina, do respeito e o decoro Policial
Militar ;
XVII - Abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades
pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar negócios particulares ou de
terceiros;
XVIII - Abster-se o Policial Militar na inatividade do uso das designações
hierárquicas quando:
a) em atividade político-partidárias;
b) em atividade comerciais;
c) em atividade industriais;
d) discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos
políticos ou Policiais militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente
técnica, se devidamente autorizado;
e) no exercício de cargo ou Função de natureza civil mesmo que seja da
Administração Pública.
XIX - Zelar pelo bom nome da Polícia Militar e de cada um de seus integrantes,
obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos de ética Policial Militar .
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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Art. 30 - Ao Policial Militar da ativa, ressalvado o disposto no § 2º, e vedado


comerciar e tomar parte na administração ou gerência de sociedade e dela ser
sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, de sociedade anônima
ou por quotas de responsabilidade limitada.
§ 1º - Os Policiais militares na reserva remunerada, quando convocados, ficam
proibidos de tratar, nas organizações Policiais militares e nas repartições
publicas civis, de interesse de organizações ou empresas privadas de qualquer
natureza.
§ 2º - Os Policiais militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de
seus bens, desde que não infrinjam o disposto no presente artigo.
§ 3º - No intuito de desenvolver a prática profissional dos integrantes do
Quadro de Saúde lhes e permitido o exercício de atividades técnico-profissional
no meio civil, desde que tal prática não prejudique o serviço e não infrinja o
disposto neste artigo.

Art. 31 - O Comandante-Geral da Polícia Militar poderá determinar aos Policiais


militares da ativa que, no interesse da salvaguarda da dignidade dos mesmos
informem sobre a origem e natureza de seus bens, sempre que houver razões
que recomendem tal medida.

CAPÍTULO II
Dos Deveres Policiais militares
Art. 32 - Os deveres Policiais militares emanam de um conjunto de vínculos
racionais e morais, que ligam o Policial Militar ao Estado e ao serviço,
compreendendo, essencialmente:
I - Dedicação integral ao serviço Policial Militar e fidelidade a instituição a que
pertence, mesmo com o sacrifício da própria vida;
II - Culto aos símbolos nacionais;
III - Probidade e lealdade em todas as circunstâncias;
IV - Disciplina e respeito a hierarquia;
V - Rigoroso cumprimento das obrigações e ordens;
VI - obrigações de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.

SEÇÃO I
Do Compromisso Policial Militar
Art. 33 - Todo cidadão, após ingressar na Polícia Militar mediante inclusão,
matrícula ou nomeação, prestará compromisso de honra, no qual afirmará a
sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres Policiais militares e
manifestará sua firme disposição de bem cumpri-los.

Art. 34 - O compromisso a que se refere o artigo anterior terá caráter solene e


será prestado na presença da tropa tão logo o Policial Militar tenha adquirido
um grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres
como integrantes da Polícia Militar, nos seguintes termos: "Ao ingressar na
Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, prometo regular a minha conduta
pelos preceitos de moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a
que estiver subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço Policial Militar, a
manutenção da ordem pública e a Segurança da comunidade, mesmo com o
risco da própria vida".
§ 1º - O compromisso do Aspirante-a-Oficial PM, prestado em solenidade
Policial Militar especialmente programada, obedecerá aos seguintes dizeres:
"Ao ser declarado Aspirante-a-Oficial da Polícia Militar, assumo o compromisso
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
98

de cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado


e de dedicar-me inteiramente ao serviço Policial Militar , a manutenção da
ordem pública e a Segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria
vida".
§ 2º - Ao ser promovido ao primeiro posto, o Oficial PM, em solenidade
especialmente programada prestara compromisso nos seguintes termos:
"Perante a Bandeira do Brasil e pela minha honra prometo cumprir os deveres
de Oficial da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina e dedicar-me
inteiramente ao seu serviço".
§ 3º - Ao ser promovido a 3º Sargento, a praça em solenidade especialmente
programada, prestara compromisso nos seguintes termos:
"Perante a Bandeira do Brasil e pela minha honra prometo cumprir os deveres
de Sargento da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina e dedicar-me
inteiramente ao seu serviço".

SEÇÃO II
Do Comando e da Subordinação
Art. 35 - Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidades de que
o Policial Militar é investido legalmente, quando conduz homens ou dirige uma
Organização Policial Militar .
§ 1º - O Comando é vinculado ao grau hierárquico e constitui uma prerrogativa
impessoal em cujo exercício o Policial Militar se define e se caracteriza como
Chefe.
§ 2º - Aplica-se a Direção e a Chefia de Organização Policial Militar , no que
couber, o estabelecido para comando.

Art. 36 - A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do


Policial Militar e decorre, exclusivamente, da estrutura hierárquica da Polícia
Militar.

Art. 37 - O Oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício do


comando, da chefia e de direção das organizações Policiais militares.

Art. 38 - Os Subtenentes e Sargentos auxiliam e complementam as atividades


dos Oficiais quer no adestramento e no emprego dos meios quer na instrução e
na administração Policial Militar , bem como são, ainda, empregados na
execução de serviços de Policiamento ostensivo peculiares a Polícia Militar.
Parágrafo único - No exercício das atividades mencionadas no caput deste
artigo e no comando de elementos subordinados, os Subtenentes e Sargentos
deverão impor-se pela lealdade, exemplo e capacidade profissional e técnico,
incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens,
regras do serviço e normas operativas pelas praças que lhes estiverem
diretamente subordinadas, bem como pela manutenção da coesão e do moral,
em todas as circunstâncias.

Art. 39 - Os Cabos e Soldados são essencialmente elementos de execução.

Art. 40 - As praças especiais caberá rigorosa observância das prescrições dos


regulamentos que lhes são pertinentes, exigindo-se-lhes inteira dedicação ao
estudo e ao aprendizado técnico-profissional.

Art. 41 - Cabe ao Policial Militar a responsabilidade integral pelas decisões que


tomar, pelas ordens que emitir e pelos atos que praticar.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
99

Parágrafo único - No cumprimento de ordem recebida o executante responde


pelas omissões, excessos e erros que cometer.

CAPÍTULO III
Da Violação das obrigações e dos Deveres
Art. 42 - A violação das obrigações e dos deveres Policiais militares constituíra
crime, contravenção ou transgressão disciplinar, conforme dispuserem a
legislação ou a regulamentação peculiar.
§ 1º - A violação dos preceitos da ética Policial Militar é tão grave quanto mais
elevado for o grau hierárquico de quem a cometer.
§ 2º - No concurso de crime militar e de contravenção ou de transgressão
disciplinar, quando forem da mesma natureza, será aplicada somente a pena
relativa ao crime.

Art. 43 - A inobservância dos deveres especificados nas leis e regulamentos ou


a falta de execução no cumprimento dos mesmos, acarreta para o Policial
Militar responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal, consoante a
legislação específica e a peculiar.
Parágrafo único - A apuração da responsabilidade funcional, pecuniária,
disciplinar ou penal poderá concluir pela incompatibilidade do Policial Militar
com o cargo ou pela incapacidade para o exercício das funções Policiais
militares a ele inerentes.

Art. 44 - O Policial Militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com o
cargo ou demonstrar incapacidade no exercício das funções Policiais militares a
ele inerentes, será afastado do cargo.
§ 1º - São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou
impedimento do exercício das funções:
I - O Governador do Estado;
II - O Comandante-Geral da Polícia Militar.
§ 2º - O Policial Militar afastado do cargo nas condições mencionadas neste
Artigo, ficará privado do exercício de qualquer Função Policial Militar até a
solução final do processo ou das providências legais que couberem no caso.

Art. 45 - São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de


superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político.

SEÇÃO I
Dos Crimes Militares
Art. 46 - Os Policiais militares, nos crimes militares definidos em Lei, serão
processados e julgados pela Justiça Militar Estadual, constituída em primeira
instância pelos conselhos de Justiça e, em segunda, pelo próprio Tribunal de
Justiça do Estado.
Parágrafo único -Aplicam-se aos Policiais militares, no que couber, as
Disposições estabelecidas no Código Penal Militar.

SEÇÃO II
Das Transgressões Disciplinares
Art. 47 - O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar especificará e classificará
as transgressões disciplinares e estabelecerá as normas relativas a aplicação
das penas disciplinares, a classificação do comportamento Policial Militar e a
interposição de recursos contra as penas disciplinares.

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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§ 1º - As penas disciplinares de detenção ou prisão não podem ultrapassar a 30


(trinta) dias.
§ 2º - Aos Alunos de Curso ou Estágios aplicam-se também, as Disposições
disciplinares previstas nos órgãos de ensino onde estiverem matriculados.

SEÇÃO III
Dos Conselhos de Justificação e Disciplina
Vide: Lei 5.209, de 08 de abril de 1976 (Lei do conselho de disciplina)
Vide: LEI Nº 5.277, de 25 de novembro de 1976 (Lei do conselho de
justificação)
Art. 48 - O Oficial, presumivelmente incapaz de permanecer como Policial
Militar da ativa será submetido a Conselho de Justificação, na forma da
legislação peculiar.
§ 1º - O Oficial, ao ser submetido a Conselho de Justificação, poderá ser
afastado do exercício de suas funções automaticamente ou a critério do Cmt-
Geral da Polícia Militar, conforme estabelecido em Lei peculiar.
§ 2º - Compete ao Tribunal de Justiça do Estado julgar os processos do
Conselho de Justificação, na forma estabelecida em Lei peculiar.
§ 3º - Os Oficiais reformados e da reserva remunerada, também, podem ser
submetidos a Conselho de Justificação.

Art. 49 - O Aspirante-a-Oficial PM, bem como as praças com estabilidade


assegurada, presumivelmente incapazes de permanecerem como Policiais
militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina, na forma da
legislação peculiar.
§ 1º - O Aspirante-a-Oficial e as praças com estabilidade assegurada, ao serem
submetidos a Conselho de Disciplina, serão afastados das atividades que
estiverem exercendo.
§ 2º - Compete ao Comandante-Geral da Polícia Militar julgar, em ultima
instancia, os processos oriundos dos Conselhos de Disciplina.
§ 3º - praças reformadas e da reserva remunerada também podem ser
submetidas a Conselho de Disciplina.

TÍTULO III
Dos Direitos e das Prerrogativas dos Policiais militares
CAPÍTULO I
Dos Direitos
Art. 50 - São direitos dos Policiais militares:
I - A garantia da patente, em toda a sua plenitude, com as vantagens,
prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando Oficial, nos termos da
Constituição Estadual.
(Nova redação dada pela Lei Complementar Nº 378, de 23 de abril de
2007)
II - a percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico superior
ou melhoria da mesma, quando, ao ser transferido para a inatividade contar
com mais de 30 (trinta) anos de serviço se homem e 25 (vinte e cinco) anos se
mulher; (NR)
III - a remuneração com base no soldo integral do posto ou graduação quando,
não contado 30 (trinta) anos de serviço se homem e 25 (vinte e cinco) anos se
mulher, for transferido para a reserva remunerada, ex officio por ter atingido a
idade limite de permanência em atividade no posto ou graduação; (NR)
IV - Nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação
peculiar:
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
101

a) A estabilidade, quando praça, com 10 (dez) ou mais anos de tempo de


efetivo serviço;
b) O uso das designações hierárquicas;
c) A ocupação de cargo correspondente a posto ou a graduação;
d) A percepção da remuneração;
e) A Constituição de pensão Policial Militar ;
f) A promoção;
g) A transferência para a reserva remunerada a pedido ou a reforma;
h) As férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças;
i) A demissão e o licenciamento voluntários;
j) O porte de arma, quando Oficial em serviço ativo ou na inatividade salvo
aqueles em inatividade por alienação mental ou condenação por crime contra a
Segurança Nacional ou por atividade que desaconselhe aquele porte;
l) O porte de arma, pelas praças, com as restrições impostas pela Polícia
Militar;
m) A assistência jurídica quando a infração penal praticada for em decorrência
de ato de serviço;
n) O auxílio funeral para si e seus dependentes, constituindo-se no conjunto de
medidas tomadas pelo Estado, quando solicitado, desde o óbito até o
sepultamento condigno;
o) A moradia para o Policial Militar em atividade, compreendendo:
1) Alojamento em organização Policial em atividade, quando aquartelado;
2) Habitação para si e seus dependentes em imóveis sobre a responsabilidade
do Estado, de acordo com a disponibilidade existente.
p) O transporte, assim entendido como os meios fornecidos ao Policial Militar
para seu deslocamento por interesse do serviço. Quando o deslocamento
implicar em mudança de sede ou de moradia, compreende, também, as
passagens para seus dependentes e a transladação das respectivas bagagens
de residência a residência;
q) Assistência social e médica hospitalar para si e seus dependentes, nas
condições estabelecidas pelo Poder Executivo;
r) Outros direitos previstos em legislação específica e peculiar.
(Nova redação dada pela Lei Complementar Nº 378, de 23 de abril de
2007)
§ 1º A percepção de remuneração ou melhoria da mesma, de que trata o
inciso II do art. 50, obedecerá ao seguinte:
I - o oficial que contar com 30 (trinta) anos de serviço se homem e 25 (vinte e
cinco) anos se mulher, ao ingressar na inatividade, terá seus proventos
calculados sobre o soldo correspondente ao posto imediato, se existir na
Polícia Militar posto imediato ao seu, mesmo de outro quadro; (NR)
II - o oficial ocupante do último posto da hierarquia da Corporação terá seus
proventos calculados tomando-se por base o soldo de seu próprio posto,
acrescidos de 20% (vinte por cento), desde que conte mais de 30 (trinta) anos
de serviço se homem e 25 (vinte e cinco) anos se mulher; (NR)
III - os subtenentes, integrantes do Quadro dos Servidores Militares do Estado,
inativos ou quando transferidos para a inatividade, farão jus a proventos
integrais, iguais aos vencimentos correspondentes ao Posto de 2º Tenente PM,
desde que contem 30 (trinta) anos de serviço se homem e 25 (vinte e cinco)
anos se mulher; (NR)
IV - as demais praças que contem 30 (trinta) anos de serviço se homem e 25
(vinte e cinco) anos se mulher, ao serem transferidos para a inatividade terão
os proventos calculados sobre o soldo correspondente à graduação
imediatamente superior; (NR)
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
102

§ 2º - São considerados dependentes do Policial Militar :


I - A esposa;
II - O filho menor de 21 (vinte e um) anos, ou inválido ou interdito;
III - A filha solteira, desde que não receba remuneração;
IV - O filho estudante, menor de 24 (vinte e quatro) anos, desde que não
receba remuneração;
V - A mãe viúva, desde que não receba remuneração;
VI - O enteado, o filho adotivo e o tutelado, nas mesmas condições dos itens II,
III e IV;
VII - A viúva do Policial Militar , enquanto permanecer neste Estado, e os
demais dependentes mencionados nos itens II, III, IV, V e VI, deste parágrafo,
desde que vivam sob a responsabilidade da viúva;
VIII - A ex-esposa, com direito a pensão alimentícia estabelecida por sentença
transitada em julgado, enquanto não contrair novo matrimônio;
§ 3º - São ainda considerados dependentes do Policial Militar, desde que vivam
sob sua dependência econômica, sob o mesmo teto e quando expressamente
declarados na organização Policial Militar competente:
I - A filha, a enteada e a tutelada, quer viúvas, separadas judicialmente ou
divorciadas, desde que não recebam remuneração;
II - A mãe solteira, a madrasta viúva, a sogra viúva ou solteira, bem como
separadas judicialmente ou divorciadas, desde que, em qualquer dessas
situações, não recebam remuneração;
III - Os avós e os pais, quando inválidos ou interditos, e respectivos cônjuges,
estes desde que não recebam remuneração;
IV - O pai maior de 60 (sessenta) anos e seu respectivo cônjuge, desde que
ambos não recebam remuneração;
V - O irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores, ou inválidos ou
interditos sem outro arrimo;
VI - A Irmã, a cunhada e a sobrinha solteira, viúvas, separadas judicialmente ou
divorciadas, desde que não recebam remuneração;
VII - O neto, órfão, menor inválido ou interdito;
VIII - A pessoa que viva no mínimo há 5 (cinco) anos sob a sua exclusiva
dependência econômica comprovada mediante justificativa judicial;
IX - A companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 5 (cinco)
anos, comprovada por justificação judicial;
X - O menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade, mediante
autorização judicial.
§ 4º - Para efeito do disposto nos § § 2º e 3º, deste artigo, não serão
considerados como remuneração os rendimentos não provenientes do trabalho
assalariado, ainda que recebidos dos cofres públicos, ou a remuneração que,
mesmo resultante de relação de trabalho, não enseje ao dependente do Policial
Militar qualquer direito a assistência providenciária Oficial.

Art. 51 - O Policial Militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer


ato administrativo ou disciplinar, de superior hierárquico, poderá recorrer ou
interpor pedido de reconsideração, queixa ou representação, segundo a
legislação vigente na Corporação.
§ 1º - O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:
I - Em 15 (quinze) dias corridos, a contar da data do recebimento da
comunicação Oficial, quanto a ato que decorra da composição de Quadro de
Acesso;
II - Em 120 (cento e vinte) dias corridos nos demais casos.

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


103

§ 2º - O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem ser


feitos coletivamente.
§ 3º - O Policial Militar só poderá recorrer ao judiciário após esgotados todos os
recursos administrativos e deverá participar esta iniciativa, antecipadamente,
à autoridade a qual estiver subordinado.

Art. 52 - Os Policiais militares são alistáveis como eleitores, desde que Oficiais,
Aspirantes-a-Oficial, Subtenentes, Sargentos ou alunos de cursos de nível
superior para formação de Oficiais.
Parágrafo único - Os Policiais militares alistáveis são ilegíveis, atendidas as
seguintes condições.
I - O Policial Militar que tiver menos de 5 (cinco) anos de efetivo serviço será,
ao se candidatar a cargo eletivo, excluído ativo, mediante demissão ou
licenciamento "ex-offício".
II - O Policial Militar em atividade com 5 (cinco) ou mais anos de efetivo serviço,
ao se candidatar a cargo letivo será afastado, temporariamente do serviço
ativo e agregado, considerado em licença para tratar de interesse particular.
Se eleito, será no ato da diplomação, transferido para a reserva remunerada
percebendo a remuneração a que fizer jus em Função de seu tempo de serviço.

SEÇÃO I
Da Remuneração
Vide: LEI Nº 5.645 DE 30 DE NOVEMBRO DE 1979 (Lei de remuneração
original)
Vide: LEI COMPLEMENTAR Nº 254, de 15 de dezembro de 2003(Lei de
remuneração e outras providências)
Vide: LEI COMPLEMENTAR Nº 451, de 05 de agosto de 2009 (Lei dos
abonos)
Vide: LEI COMPLEMENTAR Nº 454, de 05 de agosto de 2009 (Lei de
valorização profissional para policiais militares)
Vide: LEI Nº 14.825, de 05 de agosto de 2009 (Lei de indenizações)
Vide: LEI Nº 14.825, de 05 de agosto de 2009 (Lei de gratificação de
representação militar estadual)
Art. 53 - A remuneração dos Policiais militares compreende vencimentos ou
proventos, indenizações e outros direitos é devida em bases estabelecidas em
lei específica.
"§ 1º - Os Policiais militares perceberão salário-família de conformidade com a
legislação específica. (Complementação dada pelo Art. 8º da Lei Comp. nº 093,
06 Ago 93, DOE 14.753,17 Ago 93)
"Art. 8º O valor do salário-família, devido aos servidores públicos estaduais,
civis e militares, será calculado com base no valor de vencimento
correspondente ao nível 1, referência "A", da Tabela de Unidade de
Vencimento, constante do Anexo III, da Lei Complementar nº 81, de 10 de
março de 1993, acrescida da Gratificação de Atividade no Serviço Público."
§ 2º - O adicional por tempo de serviço será concedido a base de 6% (seis por
cento) do soldo, por triênio de serviço público."
(Sem eficácia, conforme prevê o Art. 14 da Lei Comp. nº 093, 06 Ago 93)
"Art. 14. O disposto no art. 5º, da Lei Complementar nº 36, de 18 de abril de
1991, se aplica aos servidores públicos militares".

(Lei Comp. nº 36, 18 Abr 91, assim dispõe o Art. 5º e seu Parágrafo)
"Art. 5º Para efeito de concessão de adicional por tempo de serviço, somente
poderá ser computado aquele prestado a administração direta, autárquica e
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
104

fundacional dos Três Poderes do Estado e decorrente do exercício de mandato


eletivo.
Parágrafo único. O adicional por tempo de serviço será concedido na base de
3% (três por cento) por triênio de efetivo exercício até o limite máximo de 36%
(trinta e seis por cento), resguardo, sempre, o direito adquirido."

Art. 54 - O auxílio invalidez, atendidas as condições estipuladas na Lei de


Remuneração dos Policiais militares, será concedido ao Policial Militar que
quando em serviço ativo tenha sido ou venha a ser reformado por
incapacidade definitiva ou considerado inválido, isto é, impossibilitado total ou
permanentemente para qualquer trabalho, não podendo prover os meios de
subsistência.
Parágrafo único - O Policial Militar fará jus, ainda, a outros direitos pecuniários
em casos especiais, fixados em legislação peculiar.
Vide: LEI Nº 14.825, de 05 de agosto de 2009 (Lei de indenizações)

Art. 55 - O soldo é irredutível e não está sujeito a penhora, seqüestro ou


arresto, exceto nos casos previstos em Lei.

Art. 56 - O valor do soldo é igual para o Policial da ativa, da reserva


remunerada ou reformados, de um mesmo grau hierárquico, ressalvado o
disposto no inciso II do Artigo 50.

(Nova redação dada pela Lei Complementar Nº 378, de 23 de abril de


2007)
Art. 57. Por ocasião de sua passagem para a inatividade, o Policial Militar terá
direito a tantas quotas de soldo quantas forem os anos de serviço,
computáveis para a inatividade, até o máximo de 30 (trinta) anos se homem e
25 (vinte e cinco) anos se mulher, ressalvado o disposto no inciso III do art. 50.
(NR)
Parágrafo único. Para efeito de contagem destas quotas, a fração de tempo
igual ou superior a 180 (cento e oitenta) dias será considerada um ano. (NR)

Art. 58 - Conforme dispositivo da Constituição Federal, a proibição de acumular


proventos de inatividade, não se aplica aos Policiais militares da reserva
remunerada e aos reformados quanto ao exercício do mandato eletivo, quanto
de Função de magistério ou de cargo em comissão ou quanto ao contrato para
prestação de serviços técnicos ou especializados.

Art. 59 - Os proventos de inatividade serão revistos sempre que se


modificarem os vencimentos dos Policiais militares em serviço ativo e na
mesma proporção. Parágrafo único - Ressalvados os casos previstos em Lei, os
proventos da inatividade não poderão exceder a remuneração recebida pelo
Policial Militar da ativa no posto ou graduação correspondentes aos dos seus
proventos.

Art. 60 - Por morte o Policial Militar deixará aos seus beneficiários legais
pensão estabelecida pelo Instituto de Previdência do Estado (IPESC), bem como
salário-família de conformidade com a legislação específica.
§ 1º - Ocorrendo o falecimento do Policial Militar quando em serviço ou em
conseqüência de acidentes no cumprimento do dever ou em razão de doença
profissional comprovado mediante inquérito sanitário de origem, o beneficiário
perceberá remuneração correspondente a de Policial Militar , em atividade, no
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
105

posto ou graduação em que se encontrava o falecido, ressalvando o


estabelecido no Parágrafo 2º deste Artigo, sem prejuízo de futuros
reajustamentos na forma da Lei.
§ 2º - No caso do Policial Militar ser promovido "post-mortem" em conseqüência
de falecimento em serviço na manutenção da ordem pública o benefício será
pago ao nível de vencimentos da graduação ou posto a que tiver sido
promovido.
Vide: LEI Nº 14.825, de 05 de agosto de 2009 (Lei de indenizações)

SEÇÃO II
Da Promoção
Art. 61 - O acesso na hierarquia Policial Militar e seletivo, gradual de
conformidade com o disposto na legislação regulamentação de promoção de
Oficiais e Praças de modo a obter-se um fluxo regular e equilibrado de carreira
para os Policiais militares a que esses dispositivos se referem.
§ 1º - O planejamento da carreira dos oficiais e das praças a que se refere este
artigo, e atribuição do Comando-Geral da Polícia Militar.
§ 2º - A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a
seleção dos Policiais militares para o exercício de funções pertinentes ao grau
hierárquico superior.

(ARTIGO 62 COM A NOVA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 13.357, de 02 de junho


de 2005
Inciso VI e §§ 8º, 9º, 10, 11, 12 e 13 do art. 62 revogados pela LEI
COMPLEMENTAR Nº 417, de 30 de julho de 2008.)
Art. 62. As promoções dos militares estaduais serão efetuadas pelos seguintes
critérios:
I - merecimento;
II - antigüidade;
III - bravura;
IV - post mortem;
V - merecimento intelectual; e
VI - por tempo máximo de permanência no posto ou na graduação.
§ 1º Promoção por merecimento é aquela que se baseia no conjunto de
atributos e qualidades que distinguem e realçam o valor do militar entre seus
pares, avaliados no decurso da carreira e no desempenho de cargos,
comissões e funções exercidas, em particular no posto ou graduação que
ocupa, ao ser relacionado e indicado para a promoção.
§ 2º Promoção por antigüidade é aquela que se baseia na precedência
hierárquica de um militar sobre os demais de igual posto ou graduação, dentro
de um mesmo quadro ou qualificação.
§ 3º Promoção por bravura é aquela que resulta de ato ou atos não comuns de
coragem e audácia, que ultrapassando aos limites normais do cumprimento do
dever, representam feitos indispensáveis ou úteis ao serviço operacional pelos
resultados alcançados ou pelo exemplo positivo deles emanados, independerá
da existência de vaga e poderá ocorrer post mortem.
§ 4º As promoções por merecimento e antigüidade poderão ocorrer post
mortem, desde que o militar falecido já tivesse sido incluso nos Quadros de
Acesso e com indicação definitiva para promoção, não efetivada por motivo do
óbito.
§ 5º Poderá ocorrer, também, promoção post mortem, em reconhecimento e
homenagem ao militar que tiver falecido em decorrência de ferimento que
tenha a sua causa e efeito relacionada com o exercício da atividade
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
106

operacional, não caracterizada com ato de bravura, comprovado o fato


motivador através de sindicância, inquérito policial militar ou por documento
sanitário de origem.
§ 6º Não poderá haver promoção cumulativa em decorrência do mesmo fato
ou a promoção prevista no parágrafo anterior quando o militar já tiver sido
reformado com os benefícios previstos em lei.
§ 7º Promoção por merecimento intelectual é aquela que ocorre após a
conclusão de curso de formação ou concurso e baseia-se no conceito numérico
final, observada a ordem decrescente e o número de vagas.
§ 8º A promoção por tempo máximo de permanência no posto ou graduação
terá como base o dobro do tempo do interstício estabelecido em lei,
independentemente da existência de vaga, devendo satisfazer todos os
requisitos previstos na legislação, desde que exista, no quadro de carreira, a
previsão de posto ou graduação superior a do pretendente.
§ 9º O critério estabelecido no inciso VI deste artigo e no parágrafo anterior
não será aplicado para a promoção ao posto de coronel.
§ 10. A promoção por tempo máximo de permanência no posto ou graduação
somente será aplicada depois de esgotadas as promoções por merecimento e
antigüidade, seguindo rigorosamente a ordem de antigüidade do pretendente
e terá como limite máximo a metade dos postos e graduações pretendidos,
fixados em lei, ficando o promovido na condição de excedente no respectivo
quadro.
§ 11. As promoções decorrentes de vagas remanescentes pelo critério de
merecimento serão preenchidas somente por este critério, concorrendo,
respeitados os requisitos legais, em igualdade de condições e sem nenhuma
restrição, todos os policiais militares excedentes ou não, desde que cumpridos
os demais pré-requisitos previstos na legislação.
§ 12. Se o limite máximo previsto no § 10 resultar número fracionário, será
arredondado para maior.
§ 13. A limitação prevista no § 10 deste artigo aplica-se apenas ao Quadro de
Oficiais Policiais Militares Combatentes, Quadro de Praças Policiais Militares
Combatentes, Quadro de Oficiais Bombeiros Militares e ao Quadro de Praças
Bombeiros Militares, ficando os demais quadros sem limitação de excedentes,
em conseqüência do critério de promoção instituído por esta Lei.
§ 14. Em casos extraordinários e independentemente de vaga, poderá haver
promoção em ressarcimento de preterição e será efetuada segundo os
princípios de antigüidade ou merecimento, recebendo o militar o número que
lhe competir na escala hierárquica de seu respectivo quadro, como se
houvesse sido promovido na época devida pelo princípio que ora é feita a sua
promoção, sem que haja modificação nos atos anteriores.”

Art. 63 - Não haverá promoção do Policial Militar por ocasião de sua


transferência para a reserva remunerada ou de sua forma.

Art. 64 - O Policial Militar da ativa nomeado para qualquer cargo civil


temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta, ficará agregado ao
respectivo quadro, enquanto permanecer em exercício, e somente poderá ser
promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para
aquela promoção e transferência para a inatividade.

SEÇÃO III
Das Férias e Outros Afastamentos Temporários do Serviço

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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Art. 65 - Férias e o afastamento total do serviço, concedido anualmente aos


Policiais militares para o descanso, a partir do ultimo mês do ano a que se
refere e durante todo o ano seguinte.
§ 1º - Compete ao Comandante-Geral da Polícia Militar regulamentar a
concessão das férias anuais.
§ 2º - A concessão de férias não e prejudicada pelo gozo anterior de licença
para tratamento de saúde, por punição anterior decorrente de transgressão
disciplinar, pelo Estado de guerra ou para que sejam cumpridos atos de
serviço, bem como não anula o direito aquelas licenças.
§ 3º - Somente em caso de interesse da Segurança Nacional e manutenção da
ordem, de extrema necessidade do serviço ou de transferência para a
inatividade, ou ainda, para cumprimento de punição decorrente de
contravenção ou de transgressão disciplinar de natureza grave ou em caso de
baixa em hospital, os Policiais militares terão interrompido ou deixarão de
gozar na época prevista, o período de férias a que tiverem direito, registrando-
se então o fato em seus assentamentos.
§ 4º - Na impossibilidade absoluta do gozo de férias, ou no caso de sua
interrupção por motivos imperiosos, o período não gozado será computado em
dobro, somente para fins de transferência do Policial Militar para a inatividade,
e, nesta situação, para todos os efeitos legais.

Art. 66 - Os Policiais militares tem direito ainda, aos seguintes períodos de


afastamento total do serviço, por motivo de:
I - Núpcias: 8 (oito) dias;
II - Luto: 8 (oito) dias;
Vide, RISG 2003:
Art. 21. Ao Cmt U, além de outros encargos relativos à instrução, à disciplina, à
administração e às relações com outras OM, prescritos por outros
regulamentos ou por ordens superiores, incumbem as seguintes atribuições e
deveres:
[...]
XV - conceder dispensa do serviço aos militares, nas condições estabelecidas
na legislação vigente:
[...]
d) oito dias por motivo de luto, por falecimento de cônjuge,
companheiro(a), pais, sogros, padrastos, filhos, enteados, menor sob
sua guarda ou tutela, curatelado e irmãos.
III - Instalação: até 10 (dez) dias;
IV - Trânsito: até 30 (trinta) dias.
Vide: LEI COMPLEMENTAR Nº 475, de 22 de dezembro de 2009
(Licença maternidade militar = 180 dias e licença paternidade militar
= 15 dias)
Parágrafo único - O afastamento do serviço por motivo de núpcias ou luto será
concedido, no primeiro caso quando solicitado por antecipação a data do
evento e, no segundo, tão logo a autoridade a qual estiver subordinado o
Policial Militar tenha conhecimento do óbito.

Art. 67 - As férias e os afastamentos mencionados no artigo anterior, são


concedidos com a remuneração prevista na legislação peculiar e computados
como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais.

SEÇÃO IV
Das Licenças
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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Art. 68 - Licença é a autorização para o afastamento temporário do serviço


concedida ao Policial Militar , obedecidas as Disposições legais regulamentares.
§ 1º - A licença pode ser:
I - Especial;
II - Para tratar de interesse particulares;
III - Para tratar de saúde de pessoa da família;
IV - Para tratamento de saúde própria .
§ 2º - A remuneração do Policial Militar quando no gozo de qualquer das
licenças constantes no parágrafo anterior, será regulada em legislação
peculiar.

"Art. 69 - Após cada qüinqüênio de serviço público, fará jus a licença especial,
pelo período de três meses, sem que impliquem em qualquer restrição a sua
carreira." (Caput do Art. 69, Complementado pelo § 1º do Art. 2º LC nº 36/91)
"§ 1º - Para efeito de concessão de licença-prêmio, somente será computado o
tempo de serviço prestado ao Estado na administração direta, autárquica e
fundacional."
"§ 1º - É facultada ao Policial Militar converter em dinheiro até 1/3 (um terço)
da licença especial, assim como gozá-la em parcelas mensais." (Alterado pelo
Art. 2º da LC nº 36/91)
"Art. 2º - É vedado aos servidores civis e militares da administração direta,
autárquica e fundacional do Estado a conversão em dinheiro, parcial ou total,
da licença-prêmio concedida e não gozada, bem como o seu cômputo em
dobro para efeito de aposentadoria." (Alterado pelo Art. 9º da LC nº 52, 29 Mai
92)
"Art. 9º Aos Servidores Militares que optarem pela permanência no trabalho
durante o período de gozo de licença especial será concedida uma indenização
mensal correspondente a 100% (cem por cento) do respectivo soldo, até o
limite de 01(um) período, por ano. (Este Art, complementado pelo Art. 9º da LC
nº 93, 06 Ago 93)
"Art. 9º As gratificações previstas nos arts 9º e 10, da Lei Complementar nº 52,
de 29 de maio de 1992; art. 15, incisos I e IV, da Lei Complementar nº 55, de
29 de maio de 1992; e arts 28 e 29, da Lei nº 1.139, de 28 de outubro de 1992,
terão por base de calculo o valor de vencimento, para o servidor civil, e soldo,
para o servidor militar, acrescido da Gratificação de Atividade no Serviço
Público."
§ 2º - O período de licença especial não interrompe a contagem de tempo de
efetivo serviço.

§ 3º - Os períodos de licença especial não gozadas pelo Policial Militar são


computados em dobro para fins exclusivos da contagem de tempo para
inatividade, e nesta situação, para todos os efeitos legais. (Alterado pelo Art.
2º da LC nº 36/91)
"Art. 2º - É vedado aos servidores civis e militares da administração licença-
prêmio concedida e não gozada, bem como o seu cômputo em dobro para
efeito de aposentadoria."
§ 4º - A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de qualquer
licença para tratamento de saúde e para que sejam cumpridos atos de serviço,
bem como não anula o direito aquelas licenças
"§ 5º - Uma vez concedida a licença especial, de forma integral, o Policial
Militar será exonerado do cargo, ou dispensado das funções que estiver
exercendo, e ficará a disposição do órgão de pessoal da Polícia Militar quando
Oficial, e, nos demais casos, adido a OPM e OBM onde servir."
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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Importante, vide, LEI COMPLEMENTAR Nº 316, de 28 de dezembro de


2005:
Estabelece critérios para o usufruto de licença-prêmio e de licença especial e
dá outras providências.
[...]
Art. 1º O servidor público estadual somente poderá acumular duas licenças-
prêmio, previstas no art. 78 da Lei nº 6.745, de 28 de dezembro de 1985, no
art. 135 da Lei nº 6.843, de 28 de julho de 1986, no art. 118 da Lei nº 6.844,
de 29 de julho de 1986, e no art. 195 da Lei Complementar nº 197, de 13 de
julho de 2000, ou duas licenças especiais no art. 69 da Lei nº 6.218, de 10 de
fevereiro de 1983.
Art. 2º Havendo o acúmulo previsto no art. 1º desta Lei Complementar, o
servidor terá, obrigatoriamente, de iniciar o usufruto de uma das licenças
antes de completar novo período aquisitivo, sob pena de prescrição do direito
de usufruir da licença anteriormente concedida.
Art. 3º É vedada a suspensão do gozo de licença-prêmio ou licença especial,
salvo por determinação da autoridade superior, quando houver imperiosa
necessidade do serviço.
Art. 4º As licenças-prêmio ou as licenças especiais referidas no art. 1º desta Lei
Complementar, correspondentes a períodos aquisitivos completados após a
vigência desta Lei Complementar, deverão ser usufruídas integralmente antes
da concessão da aposentadoria voluntária do servidor, sob pena de prescrição.
§ 1º As licenças-prêmio ou licenças especiais já acumuladas antes da vigência
desta Lei Complementar, deverão ser usufruídas de acordo com a
conveniência e o interesse público, até que restem apenas duas permitidas.
§ 2º O usufruto das licenças-prêmio ou licenças especiais já acumuladas,
obedecidos os critérios estabelecidos no § 1º deste artigo, deverá ocorrer no
prazo de até seis anos após a vigência desta Lei Complementar.
Art. 5º O disposto no caput do art. 4º desta Lei Complementar aplica-se apenas
às licenças-prêmio ou às licenças especiais cujo período aquisitivo tenha se
completado após o início da vigência desta Lei Complementar.
[...]
Florianópolis, 28 de dezembro de 2005

Art. 70 - A licença especial para tratar de interesse particulares poderá ser


concedida somente ao Policial Militar que contar com mais de 10(dez) anos de
efetivo serviço.
Parágrafo único - A licença será sempre concedida com prejuízo da
remuneração e da contagem de tempo de serviço e pelo prazo mínimo de 06
(seis) meses. (Alterado pelo 3º do Art. 2º da LC nº 36/91)
" § 3º - Aos Chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao
Presidente do Tribunal de Contas do Estado e ao Procurador Geral da Justiça é
facultado conceder a seus servidores licença sem remuneração, para tratar de
assuntos de interesses particulares, pelo prazo de até 6 (seis) anos."

Art. 71 - O Policial Militar decorrido o prazo mínimo previsto no parágrafo


anterior, poderá desistir da licença para tratar de interesses particulares.

Art. 72 - A interrupção da licença especial e da licença para tratar de interesses


particulares poderá ocorrer:
I - Em casos de mobilização e Estado de guerra;
II - Em caso de decretação de Estado de emergência ou Estado de sítio;

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III - Para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade


individual;
IV - Para cumprimento de punição disciplinar a critério do Comandante-Geral
da Polícia Militar;
V - Em caso de pronúncia em processo criminal indiciado em inquérito Policial
Militar , a juízo da autoridade que efetivou a denúncia, a pronúncia ou
indiciado.
(Novo dispositivo para Licença-prêmio)
(Parágrafo único do Art. 2º- Lei Complementar nº 36/91)
"Parágrafo único - Durante a licença de que trata o "Caput" deste artigo, o
servidor fica obrigado a contribuir para o Instituto de Previdência do Estado e
para o fundo de aposentadoria ou qualquer outro órgão que vier a substituí-los.

Art. 73 - As licenças tratadas na presente serão reguladas pelo Comando Geral


da Corporação.
Vide, Nota Circular nº 012/DP/DP-1/2010:
Senhores Comandantes de OPM, Diretores e Chefes,
Informo que doravante a concessão da Licença para tratar de interesses
particulares - LTIP aos policiais militares, se dará, exclusivamente, com base na
Lei nº 6.218/83 - Estatuto dos Policiais Militares, a saber:Assim, o PM
interessado deverá observar os seguintes critérios:
[...]
1. contar com mais de 10 (dez) anos de efetivo serviço;
2. durante esse afastamento não perceberá remuneração;
3. deverá contribuir para o IPREV;
4. não contará tempo de serviço durante o afastamento (posteriormente
deverá obter a certidão de tempo de contribuição junto ao IPREV p/ averbar na
DP/DP-1);
5. deverá permanecer afastado, obrigatoriamente, pelo prazo mínimo de
06 (seis) meses, sendo que posteriormente poderá desistir da licença; e
6. o prazo máximo no gozo da LTIP é de até 02 (dois) anos, sendo que
depois de ultrapassado esse período, contínuo, o policial militar deverá se
apresentar imediatamente ao término da licença à sua OPM de origem. Em
sendo a LTIP não contínua (prazo inferior a 02 anos - preenchido o requisito
mínimo de 06 meses) o interessado deverá requerer sua desistência, para
retornar à atividade.
Florianópolis/SC, 13 de janeiro de 2010.
ELIÉSIO RODRIGUES
Comandante-Geral da PMSC
CAPÍTULO II
Das Prerrogativas
Art. 74 - As prerrogativas dos Policiais militares são constituídas pelas honras,
dignidades e distinções devidas aos graus hierárquicos e cargos.
Parágrafo único - São prerrogativas dos Policiais militares:
I - Uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas Policiais militares
da Polícia Militar, correspondentes ao posto ou graduação;
II - Honras, tratamento e sinais de respeitos que lhes sejam assegurados em
leis e regulamentos;
III - Cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização
Policial Militar cujo Comandante, Chefe ou Diretor tenha precedência
hierárquica sobre o preso ou detido;
IV - Julgamento em foro especial, nos crimes militares.

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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Art. 75 - Somente em caso de flagrante delito o Policial Militar poderá ser preso
por autoridade Policial, ficando esta obrigada a entregá-lo imediatamente a
autoridade Policial Militar mais próximo, só podendo retê-lo na delegacia ou
posto Policial durante o tempo necessário à lavratura do flagrante.
§ 1º - Cabe ao Comandante-Geral da Polícia Militar a iniciativa de
responsabilizar a autoridade Policial que não cumprir o disposto neste artigo e
que maltratar ou consentir que seja maltratado qualquer preso Policial Militar
ou não lhe der o tratamento devido ao seu posto ou graduação.
§ 2º - Durante o processo e julgamento no foro civil, se houver perigo de vida
para qualquer preso Policial Militar , a autoridade Policial Militar competente,
mediante requisição da autoridade judiciária mandará guarda os pretórios ou
tribunais por força Policial Militar .

Art. 76 - Os Policiais militares da ativa, no exercício de funções Policiais


militares são dispensados do serviço de júri na justiça civil e de serviço na
justiça eleitoral.

SEÇÃO ÚNICA
Do Uso dos Uniformes da Polícia Militar
Art. 77 - Os Uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e
emblemas, são privativos dos Policiais militares e representam o símbolo da
autoridade Policial Militar com as prerrogativas que lhes são inerentes.
Parágrafo único - constituem crimes previstos na legislação específica o
desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e emblemas Policiais militares,
bem como seu uso por quem a ele não tiver direito.

Art. 78 - O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem
como os modelos, descrições, composição, peças acessórias e outras
Disposições são estabelecidos na regulamentação específica da Polícia Militar.
§ 1º - E proibido ao Policial Militar o uso dos uniformes:
I - Em reuniões ou em qualquer manifestação de caráter político-partidário;
II - Na inatividade, salvo para comparecer a solenidade militar e, quando
autorizado, a cerimônias-cívicas comemorativas de datas nacionais ou atos
sociais solenes de caráter particular;
III - No estrangeiro, quando em atividades não relacionada com a missão do
Policial Militar , salvo quando expressamente determinado ou autorizado.
§ 2º - Os Policiais militares na inatividade, cuja conduta possa ser considerada
como ofensiva a dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de
usar uniformes, por decisão do Comandante Geral da Polícia Militar.

Art. 79 - O Policial Militar fardado tem as obrigações correspondentes ao


uniforme que use e aos distintivos, emblemas ou as insígnias que ostente.

Art. 80 - É vedado a qualquer elemento civil ou organizações civis usar


uniformes ou ostentar distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser
confundidos com os adotados na Polícia Militar.
Parágrafo único - São responsáveis pela infração das Disposições deste artigo
os diretores ou chefes de repartições, organizações de qualquer natureza,
firma ou empregadores, empresas e institutos ou departamentos que tenham
adotado ou consentido sejam usados uniformes ou ostentados distintivos,
insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados na Polícia
Militar.

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


112

TÍTULO IV
Das Disposições Diversas
CAPÍTULO I
Das Situações Especiais
SEÇÃO I
Da Agregação
Art. 81 - A agregação e a situação na qual o Polícial militar da ativa deixa de
ocupar vaga na escala hierárquica de seu Quadro de Qualificação nela
permanecendo sem número.

Art. 82 - O Policial Militar será agregado e considerado para todos os efeitos


legais como se em serviço ativo, quando:
(Inciso V e §§ 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10 e 11 do art. 82 revogados pela LEI
COMPLEMENTAR Nº 417, de 30 de julho de 2008).
"I - for designado ou nomeado para exercer Função não enquadrada nos
artigos 92, 93 e 94 deste Lei."
II - Houver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos a disposição exclusiva de
outra Corporação para ocupar cargo Policial Militar ou de natureza Policial
Militar ;
III - Aguardar a transferência "ex-offício" para a reserva remunerada, por ter
sido enquadrado em quaisquer dos requisitos que a motivarem;
IV - O órgão competente para formalizar respectivo processo tiver
conhecimento Oficial do pedido de transferencia do Polícial militar para a
reserva remunerada.
V - possuir, no mínimo, 30 (trinta) anos de efetivo serviço e ocupar o último
posto da carreira dos Oficiais
(Nova Redação pela LEI COMPLEMENTAR Nº 370, de 10 de janeiro de
2007)
§ 1º - A agregação do Policial Militar , no caso do inciso I e contada a partir da
data de assunção do novo cargo ou Função, ate o regresso a Polícia Militar ou a
transferência "ex-offício" para a reserva remunerada
§ 2º - A agregação do Policial Militar , no caso do inciso II, é contada a partir do
primeiro dia após ultrapassado o prazo de 6 (seis) meses referido a data de
assunção do novo cargo.
§ 3º - A agregação do Policial Militar , no caso do inciso III, e contada a partir
da data indicada no ato que torna público o respectivo evento.
§ 4º - A agregação do Policial Militar , no caso do inciso IV, é contada no ato
que torna público a comunicação Oficial, até a transferência para a reserva
remunerada.
§ 5º A agregação do militar estadual prevista no inciso "V" deste artigo não
será aplicada aos comandantes-gerais, subcomandantes-gerais, chefes do
Estado-Maior e Chefe da Casa Militar, enquanto estiverem no exercício das
funções;
§ 6º A agregação prevista no inciso V deste artigo será de, no máximo, 50%
(cinqüenta por cento) do total das vagas previstas para o referido posto e será
implementada da seguinte forma:
a) 15% (quinze por cento) no dia 1º de janeiro de 2007;
b) 35% (trinta e cinco por cento), integrais ou parceladamente, por meio de
decreto do Chefe do Poder Executivo, observados os princípios da
oportunidade e do interesse público e consoante permitir a arrecadação do
Estado, observada a Lei de Responsabilidade Fiscal.
§ 7º Se o limite máximo previsto no § 6º deste artigo resultar em número
fracionário será arredondado para maior.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
113

§ 8º A agregação do militar estadual prevista no inciso V deste artigo ocorrerá


em ordem decrescente de antigüidade e iniciará sempre pelo oficial mais
antigo no posto.
§ 9º A agregação do militar estadual prevista no inciso V deste artigo será
contada:
a) a partir de 1º de janeiro de 2007, para as primeiras agregações;
b) a partir da transferência para a reserva de um dos oficiais agregados;
c) a partir da reversão de um dos oficiais agregados com base no inciso V para
assumir função prevista no § 5º deste artigo; e
d) a partir da data em que um dos oficiais agregados com base no inciso V
deste artigo continuar nesta condição, contudo, motivado por outro fato
gerador.
§ 10. As vagas decorrentes da agregação dos militares estaduais previstas no
inciso V deste artigo serão preenchidas por meio de promoção, devendo ser
observada a forma estabelecida na Lei nº 6.215, de 10 de fevereiro de 1983,
que dispõe sobre a Promoção dos Oficiais Militares do Estado, em especial as
disposições prescritas nos arts. 10 e 19.
§ 11. A agregação prevista no inciso V deste artigo somente poderá ocorrer
quando o qüociente do efetivo total existente pelo número de oficiais do último
posto, da respectiva corporação militar, for igual ou superior a quinhentos.”
(NR)
(Nova Redação pela LEI COMPLEMENTAR Nº 370, de 10 de janeiro de
2007)

Art. 83 - O Policial Militar será agregado quando for afastado,


temporariamente, do serviço ativo por motivo de:
I - Ter sido julgado incapaz temporariamente, após 1 (um) ano contínuo em
licença para tratamento de saúde.
II - Haver ultrapassado 1 (um) ano contínuo em licença para tratamento de
saúde próprio.
III - Haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratar de
interesse particular.
IV - Haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratamento
de saúde de pessoa da família.
V - Ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de
reforma.
VI - Ter sido considerado oficialmente extraviado.
VII - Haver sido esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção no
Código Penal Militar, se Oficial ou Praça com estabilidade assegurada.
VIII - Como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter sido
capturado, e reincluido a fim de se ver processar.
IX - Se ver processar, após ficar exclusivamente a disposição da Justiça
Comum.
X - Ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a 6 (seis) meses,
em sentença transitada em julgado, enquanto durar a execução, excluído o
período de sua suspensão condicional, se concedida esta, ou até ser declarado
indigno de pertencer a Polícia Militar ou com ela incompatível
XI - ter sido condenado a pena de suspensão do exercício do posto, graduação,
cargo ou Função, prevista no Código Penal Militar.
XII - ter passado a disposição de qualquer Secretaria do Estado, de órgão do
Governo Federal, Estadual ou Municipal, para exercer Função de natureza civil.
XIII - ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário, não
eletivo, inclusive da administração indireta e fundações instituídas pelo Estado.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
114

XIV - ter-se candidatado a cargo eletivo desde que conte 5 (cinco) ou mais
anos de serviço.
§ 1º - A agregação do Policial Militar , nos casos dos incisos I, II, III e IV, é
contada a partir do primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto durar o
evento.
§ 2º - A agregação do Policial Militar nos casos dos incisos V, VI, VII, VIII, IX, X e
XI é contada a partir da data indicada no ato que tornar público o respectivo
evento.
§ 3º - A agregação do Policial Militar nos casos dos incisos XII e XIII é contada a
partir da data de assunção do novo cargo ou Função ate o regresso a Polícia
Militar ou transferência "ex-offício" para a reserva remunerada.
§ 4º - A agregação do Policial Militar no caso do inciso XIV é contada a partir da
data do registro como candidato, até sua diplomação ou regresso a Polícia
Militar, se não houver sido eleito.
§ 5º - Aplicam-se aos Policiais militares agregados na forma dos incisos do
presente artigo, as restrições legais impostas ao pessoal das Forças Armadas
quando nas mesmas situações.
§ 6º - O Policial Militar agregado em virtude de ter sido nomeado ou designado
para exercer cargo ou Função de Policial Militar ou de interesse ou de natureza
Policial Militar , mesmo considerada de relevância fora do âmbito da
Corporação, somente poderá permanecer nesta situação por período de no
máximo, 4 (quatro) anos, contínuos ou não.
§ 7º - Ao término de cada período de 4 (quatro) anos, contínuos ou não, de que
trata o parágrafo anterior o Policial Militar deverá ser exonerado ou dispensado
do cargo ou Função e retornara a Corporação, devendo aguardar, no mínimo,
para efeito de novo afastamento, a fim de exercer cargo ou Função Policial
Militar ou de interesse ou de natureza Policial Militar , o prazo de 2 (dois) anos.
§ 8º - O Policial Militar agregado por ter passado a exercer cargo ou emprego
público civil temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta ou
fundações instituídas pelo Estado, ou ter passado a disposição de qualquer
Secretaria de Estado, de órgãos do Governo Federal Estadual ou Municipal,
para exercer Função de natureza civil, será transferido "ex-offício" para a
reserva remunerada, ao ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento, contínuos ou
não.
§ 9º - A bem do interesse da Segurança Nacional a disposição contida no § 6º
deste artigo, poderá deixar de ser aplicada aos Policiais militares que se
encontrarem nas situações enumeradas nos incisos III e V do Art. 93, deste
Estatuto.

Art. 84 - O Policial Militar agregado fica sujeito a obrigações disciplinares


concernentes as suas relações com outros Policiais militares, militares e
autoridades civis, salvo quando titular de cargo que lhe de precedência
funcional sobre outros Policiais militares ou militares mais graduados ou mais
antigos.

Art. 85 - O Policial Militar agregado fica adido, para efeito de alterações e


remuneração a organização da Polícia Militar que lhe for designado,
continuando a figurar no respectivo registro, sem número, no lugar que ate
então ocupava com a abreviatura "Ag" e anotações esclarecedoras de sua
situação.

Art. 86 - A agregação se faz por ato do Governador do Estado, para os Oficiais,


e pelo Comandante-Geral da Polícia Militar para as Praças.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
115

SEÇÃO II
Reversão
Art. 87 - Reversão é o ato pelo qual o Policial Militar agregado retorna ao
respectivo Quadro de Qualificação, tão logo cesse o motivo que determinou a
sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe competir na respectiva
escala numérica, na primeira vaga que ocorrer.
Parágrafo único - Em qualquer tempo poderá ser determinado a reversão do
Policial Militar agregado nos casos previstos nos incisos IX, XII e XIII do artigo
83.

Art. 88 - A reversão será efetuada mediante ato do Governador do Estado ou


do Comandante-Geral da Polícia Militar, quando se tratar, respectivamente, de
Oficiais e de Praças.

SEÇÃO III
Do Excedente
Art. 89 - Excedente é a situação transitória a que, automaticamente, passa o
Policial Militar quando:
I - Cessando o motivo que determinou a sua agregação, reverte ao respectivo
Quadro ou Qualificação, estando com seu efetivo completo;
II - Aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver sido
transferido para Quadro ou Qualificação com seu efetivo completo;
(NOVA REDAÇÃO DADA AO ÍTEM III DO ART 89 LEI COMPLEMENTAR Nº 417,
de 30 de julho de 2008)
III - é promovido por bravura ou promovido por tempo máximo de permanência
no posto ou graduação, sem haver vaga, passando a ocupar a primeira vaga
aberta decorrente do critério de promoção por antigüidade e, enquanto estiver
excedente, poderá exercer função do posto da graduação anterior;
III - é promovido por bravura, sem haver vaga, passando a ocupar a primeira
vaga aberta;” (NR)
IV - É promovido indevidamente;
V - Sendo o mais moderno na respectiva escala hierárquica, ultrapassa o
efetivo de seu Quadro ou Qualificação, em virtude de promoção de outro
Policial Militar em ressarcimento de preterição;
VI - Cessado o motivo que determinou sua reforma por incapacidade definitiva,
retorna ao respectivo Quadro ou Qualificação com seu efetivo completo.
§ 1º - O Policial Militar cuja situação é de excedente, salvo o indevidamente
promovido, ocupa a mesma posição relativa em antigüidade que lhe cabe na
escala hierárquica, com a abreviatura "Excd", e receberá o número que lhe
competir em conseqüência da primeira vaga que se verificar.
§ 2º - O Policial Militar cuja situação seja de excedente, é considerado como em
efetivo serviço para todos os efeitos e concorre, respeitados os requisitos
legais, em igualdade de condições e sem nenhuma restrição a qualquer cargo
Policial Militar , bem como a promoção.
§ 3º - O Policial Militar promovido indevidamente só contará antigüidade e
receberá o número que lhe competir na escala hierárquica quando a vaga que
deverá preencher corresponder ao princípio pelo qual deveria ter sido
promovido, desde que satisfaça aos requisitos para promoção.

SEÇÃO IV
A Disposição

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


116

Art. 90 - À disposição é a situação em que se encontra o Policial Militar a


serviço do órgão ou autoridade a que não esteja diretamente subordinado
§ 1º - O Policial Militar não será agregado quando for colocado a disposição de
um órgão ou autoridade, ainda que fora do âmbito da Polícia Militar, para
cumprir missão eventual, de interesse Policial Militar presumivelmente de curta
duração, não podendo exceder o prazo de 6 (seis) meses, contínuos ou não.
§ 2º - Vencendo o prazo de que trata o parágrafo anterior, o Policial Militar
agregará ou retornará à Polícia Militar, quando, então, só poderá passar,
novamente, a situação de "a disposição", decorrido o prazo de 6 (seis) meses.
§ 3º - O ato administrativo que colocar o Policial Militar a disposição de órgão
ou autoridade, fora do âmbito da Polícia Militar, deverá definir se irá exercer
Função de Policial Militar , de natureza Policial Militar , ou de natureza civil.
§ 4º - A passagem do Policial Militar a situação de "a disposição" não abre vaga
para fins de promoção ou movimentação.
§ 5º - A passagem de Policial Militar a disposição de órgão ou autoridade fora
do âmbito da Polícia Militar, se faz por ato do Governador do Estado para os
Oficiais e pelo Comandante-Geral da Polícia Militar para as praças.

SEÇÃO V
Do Exercício de Funções
Art. 91 - A Função Policial Militar é a atividade exercida por Policial Militar a
serviço da Polícia Militar ou do Exército, neste caso quando relacionada com o
caráter das Forças Auxiliares de Reserva da Força Terrestre.

Art. 92 - Função de natureza Policial Militar ou de interesse Policial Militar e a


atividade exercida por Policial Militar, não enquadrada no artigo anterior, mas
que, por sua finalidade e peculiaridade, está intimamente ligada as missões da
Polícia Militar.

Art. 93 - São consideradas no exercício de Função Policial Militar os Policiais


militares da ativa que desempenham um dos cargos a seguir especificados:
I - Os estabelecidos no âmbito da Polícia Militar;
II - Os estabelecidos no âmbito da organização Militar, da organização Policial
Militar , a qual foi posto a disposição;
III - Os de Instrutor da Escola Nacional de Informações;
IV - Os de Instrutor de estabelecimento de ensino das Forças Armadas ou de
outras Organizações Policiais militares, no país ou no exterior;
V - Os do setor de operações dos órgãos de Informações federais;
Parágrafo Único - O Policial Militar que for designado para freqüentar curso em
qualquer dos estabelecimentos de ensino relacionados nos incisos III e IV deste
artigo, será também considerado no exercício de Função Policial Militar .

Art. 94 - São consideradas no exercício de Função de natureza Policial Militar


ou de interesse Policial Militar , os Policiais militares da ativa que
desempenham um dos cargos a seguir especificados:
I - Os fixados no Quadro de organização relativa ao pessoal PM, do Gabinete
Militar do Governador do Estado;
II - Os fixados no Quadro de organização relativo ao pessoal PM, da Vice-
Governadoria do Estado, quando for o caso
"III - os fixados no Tribunal de Justiça, na Assembléia Legislativa e em
Secretaria de Estado, a nível de Assessoria Policial Militar ;"
IV - Os fixados no Quadro de organização relativo as praças PM da Auditoria de
Justiça Militar do Estado, quando for o caso.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
117

(Acrescentado inciso V ao Art.94 pela Lei nº 7.160/87)


"V - os fixados em outros órgãos públicos, cuja Função for declarada, pelo
Governador do Estado, de natureza ou de interesse Policial Militar ."
(Complementação pelo Dec. nº 285, 09 Jul 91)
"Art. 1º - Ficam declaradas de interesse Policial Militar as funções exercidas por
Policiais militares da ativa em órgãos da Secretaria de Estado da Segurança
pública."
Parágrafo único. O período passado pelo Policial Militar, a qualquer tempo, no
exercício de função de natureza Policial Militar ou de interesse Policial Militar
de que trata o presente artigo, será contado, em todos os casos, como tempo
de arregimentação.” (NR)
LEI COMPLEMENTAR Nº 384, de 05 de junho de 2007

Art. 95 - O Policial Militar no desempenho de cargo não catalogado nos artigos


93 e 94 deste Estatuto é considerado no exercício de Função de natureza civil.

SEÇÃO VI
Do Ausente e do Desertor
Art. 96 - É considerado ausente o Policial Militar que por mais de 24 (vinte e
quatro) horas consecutivas:
I - Deixar de comparecer a sua organização Policial Militar , quando deveria
fazê-lo, sem comunicar qualquer motivo de impedimento;
II - Ausentar-se, sem licença, da organização Policial Militar onde serve ou local
onde deve permanecer.
Parágrafo único - Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão observadas
as formalidades previstas na legislação específica.

Art. 97 - O Policial Militar é considerado desertor nos casos previstos na


Legislação Penal Militar.

SEÇÃO VII
Do Desaparecimento e do Extravio
Art. 98 - É considerado desaparecido, o Policial Militar que no desempenho de
qualquer serviço, em viagem, em operações Policiais militares ou em caso de
calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8 (oito) dias.
Parágrafo único - A situação de desaparecido só será considerada quando não
houver indício de deserção.
Art. 99 - O Policial Militar que na forma do artigo anterior, permanecer
desaparecido por mais de 30 (trinta) dias, será oficialmente considerado
extraviado.

CAPÍTULO II
Da Exclusão do Serviço Ativo
Art. 100 - A exclusão do serviço ativo da Polícia Militar e o conseqüente
desligamento da organização a que estiver vinculado o Policial Militar , decorre
dos seguintes motivos:
I - Transferência para a reserva remunerada;
II - Reforma;
III - Demissão;
IV - Perda do posto e patente;
V - Licenciamento;
VI - Exclusão a bem da disciplina;
VII - Deserção;
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
118

VIII - Falecimento;
IX - Extravio;
X - Anulação de inclusão.
Parágrafo único - O desligamento do serviço ativo será processado após a
expedição do ato do Governador do Estado e da autoridade a qual tenham sido
delegados poderes para isso.

Art. 101 - A transferência para a reserva remunerada ou a reforma não isenta o


Policial Militar da indenização dos prejuízos causados a Fazenda Estadual ou a
terceiros, nem do pagamento das pensões decorrentes de sentença judicial.

Art. 102 - O Policial Militar da ativa enquadrado em um dos itens I e V do Artigo


100, ou demissionário a pedido continuará no exercício de suas funções
Policiais militares até ser desligado da organização Policial Militar em que
serve.
§ 1º - O desligamento do Policial Militar da Organização em que serve deverá
ser feito após a publicação do ato no Diário Oficial ou em Boletim da
Corporação, não podendo esse prazo exceder a 45 (quarenta e cinco) dias da
data da primeira publicação Oficial.
§ 2º - Ultrapassado o prazo a que se refere o parágrafo anterior, o Policial
Militar será considerado desligado da Organização a que estiver vinculado,
deixando de contar tempo de serviço para fins de transferência para a
inatividade.

SEÇÃO I
Da Transferência para Reserva Remunerada
Art. 103 - A transferência do Policial Militar para a reserva remunerada se
efetua:
I - A pedido;
II - "Ex-offício.

(Nova redação dada pela Lei Complementar Nº 378, de 23 de abril de


2007)
Art. 104. A transferência para a reserva remunerada, a pedido, será concedida
ao Policial Militar que contar com, no mínimo, 30 (trinta) anos de serviço se
homem e 25 (vinte e cinco) anos de serviço se mulher.” (NR)
§ 1º - No caso do Policial Militar haver realizado qualquer Curso ou Estágio de
duração superior a 06 (seis) meses por conta do Estado, no exterior, sem haver
decorrido 03 (três) anos de seu término, a transferência para a reserva
remunerada, a pedido, só será concedida mediante indenização de todas as
despesas correspondentes a realização do referido Curso ou Estágio, inclusive
as diferenças de vencimentos.
"§ 2º - Não será concedido transferência para a reserva remunerada, a pedido,
ao Policial Militar que estiver impedido na forma do disposto no Código de
Processo Penal Militar."
I - Estiver respondendo a inquérito ou processo em qualquer jurisdição;
II - Estiver cumprindo pena de qualquer natureza.

Art. 105. A transferência ex officio para a reserva remunerada verificar-se-á


sempre que o Policial Militar incidir em um dos seguintes casos:
I - atingir as seguintes idades-limite:
a) no Quadro de Oficiais Policiais-Militares (QOPM)
POSTO IDADE
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
119

Coronel.......................................... 59 anos
Tenente-Coronel............................. 57 anos
Major.............................................. 57 anos
Capitão PM e Oficiais Subalternos.. 55 anos

b) no Quadro de Oficiais de Saúde (QOS)


POSTO IDADE
Tenente-Coronel........................... 58 anos
Major............................................. 57 anos
Capitão......................................... 56 anos
1º Tenente.................................... 55 anos
2º Tenente.................................... 55 anos

c) no Quadro de Oficiais Especialistas (QOE e QOA)


POSTO IDADE
Capitão........................................ 58 anos
1º Tenente................................... 58 anos
2º Tenente................................... 58 anos

d) das Praças
GRADUAÇÃO IDADE
Subtenente.................................. 59 anos
1º Sargento.................................. 57 anos
2º Sargento.................................. 57 anos
3º Sargento.................................. 57 anos
Cabo............................................ 57 anos
Soldado....................................... 57 anos

(nova redação dada pela LEI Nº 13.569, de 23 de novembro de 2005)


II - ultrapassar, o Oficial Superior, 6 (seis) anos de permanência no último
posto previsto na hierarquia do seu quadro, exceto enquanto ocupar o cargo
de Comandante-Geral da Corporação, quando poderá permanecer até o limite
previsto no inciso I do presente artigo, desde que conte ou venha a contar com
30 (trinta) anos de efetivo serviço;” (NR)
LEI COMPLEMENTAR Nº 385, de 05 de junho de 2007
III - Ultrapassar o Oficial Intermediário 06 (seis) anos no último posto previsto
na hierarquia do seu Quadro, desde que conte ou venha a contar 30 (trinta) ou
mais anos de serviço;
IV - For o Oficial considerado não habilitado para o acesso em caráter definitivo
no momento em que virá ser objeto de apreciação para ingresso em quadro de
acesso;
V - Ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em Licença para tratamento de Saúde
de pessoa da família;
VI - Ultrapassar 2 (dois) anos contínuos ou não em Licença para tratar de
interesse particulares; (Revogado pelo Art. 3º, Lei Comp.nº 74,07 Jan 93)
VII - Ser empossado em cargo público permanente, estranho a sua carreira,
cujas funções sejam do magistério; (Revogado pelo Art. 3º, Lei Comp.nº 74,07
Jan 93)
VIII - Ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento, contínuos ou não, agregado em
virtude de ter sido empossado em cargo público civil temporário, não eletivo,
inclusive da administração indireta;
IX - Ser diplomado em cargo na forma da alínea II do parágrafo único do artigo
52.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
120

§ 1º - Para os Oficiais do QOPM egressos do extinto Quadro de Oficiais


Intendentes prevalecem como idade-limite para permanência na ativa as
estabelecidas, para cada posto, no Quadro de origem.
§ 2º - A transferência para a reserva remunerada processar-se-à na medida em
que o Policial Militar for enquadrado em um dos itens deste artigo.
(Nova redação do § 3º do Art. 105)
" § 3º - REVOGADO
( § 3º, Art.105/Revogado pela Lei Comp.nº 074,07/01/94)
(Nova redação do § 4º do Art. 105)
" § 4º REVOGADO
( § 4º, Art.105/Revogado pela Lei Comp.nº 074,07/01/94)
I - Pela Autoridade Federal competente, mediante requisição do Governador
do Estado, quando o cargo for da alçada Federal;
II - Pelo Governador do Estado ou mediante sua autorização, nos demais casos.
(Nova redação do § 5ºdada pela Lei nº 7.074/87)
" § 5º - Enquanto permanecer no cargo de que trata o item VIII, observar-se-à o
seguinte:"
Obs.: permanece os incisos dado pela Lei 6.218/83)
I - Será assegurado a opção entre a remuneração do cargo e a do posto ou
graduação;
II - Somente poderá ser promovido por antigüidade;
III - O tempo de serviço é contado apenas para promoção e transferência para
a inatividade.

Art. 106 - A transferência do Policial Militar para a reserva remunerada poderá


ser suspensa na vigência do Estado de Guerra, Estado de Sítio, em Estado de
Emergência ou em caso de mobilização.

Art. 107 - O Oficial da reserva remunerada poderá ser convocado para o


serviço ativo, por ato do Governo do Estado para compor Conselho de
Justificação, Conselho Especial de Justiça, para ser encarregado de inquérito
Policial Militar ou incumbido de outros procedimentos administrativos na falta
de Oficial da ativa em situação hierárquica compatível com a do Oficial
envolvido.
§ 1º - O Oficial convocado nos termos deste artigo terá os direitos e deveres
iguais aos da ativa, exceto a promoção que não ocorrerá, e contará como
acréscimo este tempo de serviço.
§ 2º - A convocação que trata este artigo terá a duração necessária ao
cumprimento da atividade que a ela deu origem, não devendo ser superior ao
prazo de 12 (doze) meses sendo procedida de inspeção de saúde.

SEÇÃO II
Da Reforma
Art. 108 - A passagem do Policial Militar a situação de inatividade mediante
reforma, se efetua "ex-offício".

Art. 109 - O Policial Militar será reformado quando:


I - Atingir as seguintes idades limites de permanência na reserva remunerada:
a) Para Oficial Superior: 64 anos,
b) Para Capitão e Oficial Subalterno: 60 anos;
c) Para Praças: 56 anos.
II - For julgado incapaz definitivamente para o serviço ativo da Polícia Militar;

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


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III - Estiver agregado por mais de 02 (dois) anos consecutivos ou não, por ter
sido julgado incapaz temporariamente, mediante homologação de Junta de
Saúde, ainda que se trate de moléstia curável;
IV.- .For condenado a pena de reforma previsto no Código Penal Militar, por
sentença transitória em julgado;
V - Sendo Oficial e tiver determinado o Tribunal de Justiça do Estado em
julgamento por ele efetuado em conseqüência de decisão do Conselho de
Justificação;
VI - Sendo Aspirante-a-Oficial ou Praça com estabilidade assegurada, e tiver
determinado o Comandante-Geral da Polícia Militar, após o julgamento por ele
efetuado, em conseqüência da decisão do Conselho de Disciplina.
Parágrafo Único - O Policial Militar reformado na forma dos itens V e VI só
poderá readquirir a sua situação anterior respectivamente, por outra sentença
de órgão judiciário competente ou por decisão do Cmt-Geral da Polícia Militar.

Art. 110 - Os Policiais militares da reserva remunerada que atingirem a idade


limite de permanência nessa situação, serão reformados compulsoriamente.
Parágrafo Único - A situação de inatividade do Policial Militar da reserva
remunerada quando reformado por limite de idade, não sofre solução de
continuidade, exceto quando as condições de convocação.

Art. 111 - A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseqüência de:


I - Ferimento recebido em operação Policial Militar na manutenção da ordem
pública;
II - Enfermidade contraída em operação Policial Militar na manutenção da
ordem ou enfermidade cuja causa eficiente decorra dessa situação;
III - Acidente em serviço
IV - Doença, moléstia ou enfermidade adquirida com relação de causa e efeito
as condições inerentes ao serviço comprovado através de atestado ou
inquérito sanitário de origem;
"V - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra,
paralisia irreversível, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo,
espondiloartrose anquilosaste, nefropatia grave, estados avançados da doença
de paget (oesteide deformante) e síndroma da imunodeficiência adquirida
(SIDA/AIDS) e outras moléstias graves ou incuráveis com base nas conclusões
da medicina especializada;"
"VI - acidente ou doença, sem relação de causa ou efeito com o serviço."
§ 1º - Os casos de que tratam os itens I, II, III e IV deste Artigo serão provados
por atestados ou inquérito sanitário de origem, sendo os termos do acidente,
de baixa ou hospitalização, bem como as papeletas de tratamento nas
enfermarias e hospitais e os registros de baixas, utilizando-os como meios de
subsidiários para esclarecer a situação.
§ 2º - Nos casos de tuberculoses, as juntas de saúde fundamentarão seus
julgamentos em observações clínicas acompanhadas de repetidos exames
subsidiários, de modo a comprovar, com Segurança, a atividade da doença,
após acompanhar sua evolução ate 3 (três) períodos de 6 (seis) meses de
tratamento clínico-cirúrgico metódico, atualizado e, sempre que necessário,
nosocomial, salvo quando se tratar de formas "grandemente avançadas" no
conceito clínico sem qualquer possibilidade de regressão completa, as quais
terão parecer definitivo de incapacidade definitiva.
§ 3º - O parecer definitivo a adotar nos casos de tuberculose, para os
portadores de lesões aparentemente inativas, ficará condicionado a um

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


122

período de consolidação extranosocomial, nunca inferior a 6 (seis) meses,


contados a partir da época da cura.
§ 4º - considera-se alienação mental, todo caso de distúrbio mental ou neuro-
mental grave persistência, no qual esgotados os meios habituais de
tratamento, permaneça alteração completa ou considerável na personalidade
destruindo a autodeterminação do pragmatismo e tornando o indivíduo, total e
permanentemente, impossibilitado para qualquer trabalho, não podendo
prover os meios de subsistência.
§ 5º - Ficam excluídas do conceito de alienação mental as epilepsias
neurológicas, assim julgadas pelas Juntas de Saúde.
§ 6º - Considera-se paralisia todo o caso de neuropatia grave e definitiva, que
afete a motilidade, sensibilidade, troficidade e demais funções nervosas, no
qual, esgotados os meios habituais de tratamento, permaneçam distúrbios
graves extensos e definitivos, que tornem o indivíduo, total e
permanentemente, impossibilitado para qualquer trabalho.
§ 7º - São também equiparadas as paralisias, os casos de afecções ósteo-
músculo articulares graves e crônicos (reumatismo graves e crônicos ou
progressivos e doenças similares), nos quais esgotados os meios habituais de
tratamento, permaneçam distúrbios extensos e definitivos, quer ósteo
músculo-articulares, residuais, quer secundários das funções nervosas,
motilidade, troficidade ou demais funções que tornem o indivíduo, total e
permanentemente, impossibilitado para qualquer trabalho.
§ 8º - São equiparados a cegueira não só os casos de afecção crônica,
progressivas e incuráveis, que conduzirão a cegueira total, como a percepção
de vultos, não suscetíveis de correção por lentes, nem removíveis por
tratamento médico cirúrgico.

Art. 112 - O Policial Militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes nos itens I, II; III; IV e V do Artigo anterior, será reformado
com qualquer tempo de serviço.

“Art. 113. O militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos


motivos constantes nos itens I e II do art. 111, será reformado com proventos
calculados com base nos vencimentos correspondentes ao grau hierárquico
imediato ao que possuía na ativa. (NR)
§ 1º - Caso ocupe o último posto terá o seu soldo acrescido de 20% (vinte por
cento).
§ 2º - Aplica-se o disposto neste Artigo aos casos previstos nos itens III, IV e V
do Artigo 111, quando, verificada a incapacidade definitiva, for o Policial Militar
considerado inválido, isto e, impossibilitado total e permanentemente para
qualquer trabalho.
§ 3º O militar da ativa julgado incapaz somente para o serviço militar por um
dos motivos constantes nos itens III, IV e V do art. 111, será reformado com
proventos calculados com base nos vencimentos correspondentes ao grau
hierárquico que possuía na ativa. (NR)
(LEI COMPLEMENTAR Nº 364, de 21 de novembro de 2006)
Art. 2º O militar já reformado em virtude de ter sido julgado incapaz por um
dos motivos a que se refere o caput ou o § 2º do art. 113 terá os proventos
recalculados para adequação às disposições desta Lei Complementar.
§ 4º - Considera-se, para efeitos deste Artigo grau hierarquicamente imediato:
I - O de 1' Tenente, para Aspirante-a-Oficial e Subtenentes;
II - O de 2º Tenente, para 1º Sargentos, 2º Sargentos e 3º Sargentos;
III - O de 3º Sargento, para Cabos e Soldados.
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123

§ 5º - Quando a praça fizer jus no direito previsto no item do artigo 50 e


conjuntamente a um dos benefícios a que se refere o "caput" do § 4º deste
artigo, aplicar-se-á somente o disposto no § 4º deste artigo.
§ 6º - Aos benefícios previstos neste Artigo e seus parágrafos poderão ser
acrescidos outros relativos a remuneração estabelecidos em Lei peculiar,
desde que o Policial Militar ao ser reformado já satisfaça as condições por elas
exigidas.
Lei nº 6.491, de 11 Dez 84, (publicado DOE nº 12.607, 12/12/84)
(Estende os benefícios do Art. 113, § 2º da Lei nº 6.218/83)
"Art. 1º - Os benefícios previstos no artigo 113, § 2º, da Lei nº 6.218, de 10 de
fevereiro de 1983, ficam estendidos aos Policiais militares, reformados na
vigência das Leis nºs 346/49, 663/52, 1.057/54, 4.375/69 e 5.522/79.
Parágrafo único - As Disposições do "Caput" deste artigo não se aplica ao
Policial Militar que, estando na situação de inatividade, adquira uma doença
prevista no item V, do artigo 111, da Lei nº 6.218/83, a não ser que a relação
de causa e efeito a moléstia e o exercício de suas funções, enquanto esteve no
serviço ativo, fique comprovada através de laudo expedido por Junta Medica
Policial Militar."
Art. 114 - O Policial Militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos
motivos constantes do item VI Art. 111 será reformado.
I - Com remuneração proporcional ao tempo de serviço, desde que, com
qualquer tempo de serviço, seja considerado incapaz somente para atividade
Policial Militar .
II - Com remuneração calculada com base no soldo integral considerado
inválido, isto é, impossibilitado total e permanentemente para qualquer
trabalho.

"Art. 115 - O Policial Militar reformado por incapacidade definitiva que for
julgado apto em inspeção de saúde por junta superior, em grau de recurso ou
revisão, poderá retornar ao serviço ativo ou ser transferido para reserva
remunerada por suspensão de reforma."
§ 1º - O retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido na situação de
reformado não ultrapassar a 2 (dois) anos e na forma do disposto no § 1º do
artigo 89.
" § 2º - A transferência para a reserva remunerada, observando o limite de
idade para permanência nessa situação e o tempo de serviço registrado até a
data da reforma, ocorrerá quando o tempo DECORRIDO COMO REFORMADO
ULTRAPASSAR 02(DOIS) ANOS."
" § 3º - Por decisão judicial ou por determinação do Comandante-Geral da
Corporação, o Policial Militar reformado poderá da mesma forma, ser
submetido a inspeção por junta superior a fim de reavaliar o respectivo quadro
clínico, definindo-se pela manutenção ou não do enquadramento original da
reforma, do retorno ao serviço ativo ou pela transferência para a reserva
remunerada."

Art. 116 - O Policial Militar reformado por alienação mental, enquanto não
ocorrer a designação judicial do curador, terá sua remuneração paga aos seus
beneficiários, desde que tenham sob sua guarda a responsabilidade e lhe
dispensem tratamento humano e condigno.
§ 1º - A interdição judicial do Policial Militar reformado por alienação mental
deverá ser providenciada junto ao Ministério público, por iniciativa de
beneficiários, parente ou responsáveis, até 60 (sessenta) dias a contar da data
do ato de reforma.
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124

§ 2º - A interdição judicial do Policial Militar e seu internamento em instituição


apropriada, Policial Militar ou não, deverão ser providenciados pela Corporação
quando:
I - Não houver beneficiários, parentes ou responsáveis;
II - Não forem satisfeitas as condições de tratamento exigidas neste artigo.
§ 3º - Os processos e os atos do registro de interdição do Policial Militar terão
andamento sumário e serão instruídos com laudo proferido por junta de Saúde,
isentos de custas.

Art. 117 - Para fins do previsto na presente Seção, as praças especiais,


constantes dos anexos a que se refere o artigo 16, são consideradas:
I - 2º Tenente: Os Aspirantes-a-Oficial;
II - Aspirante-a-Oficial PM: Os Alunos Oficial PM;
III - 3º Sargento: Os alunos do curso de Formação de Sargento PM/BM;
IV - Cabo: Os alunos do curso de Formação de Cabos e Soldados PM.

SEÇÃO III
Demissão, da Perda do Posto e da Patente e da Declaração de
indignidade ou incompatibilidade com o Oficialato
Art. 118 - A demissão na Polícia Militar, aplicada exclusivamente aos Oficiais,
se efetua:
I - A pedido;
II - "Ex-Offício".

Art. 119 - A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do


interessado:
I - Sem indenização aos cofres públicos quando contar mais de 05 (cinco) anos
de oficialato na Corporação;
II - Com indenização das despesas feitas pelo Estado com sua preparação e
formação, quando contar menos de 05 (cinco) anos de oficialato na
Corporação.
§ 1º - No caso do Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de duração igual ou
superior a 06 (seis) meses e inferior ou igual a 18 (dezoito) meses, por conta
do Estado e não tendo decorrido mais de 03 (três) anos do seu término, a
demissão só poderá ser concedida mediante indenização de todas as despesas
correspondentes ao referido curso ou estágio, acrescidas, se for o caso, das
previstas no item II deste Artigo.
§ 2º- No caso do Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de duração superior
a 18 (dezoito) meses, por conta do Estado, aplicar-se-á o disposto no parágrafo
anterior, se ainda não houver decorrido mais de 05 (cinco) anos de seu
término.
§ 3º- O Oficial demissionário a pedido não terá direito a qualquer remuneração
sendo a sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar.
§ 4º - O direito a demissão a pedido pode ser suspenso na vigência do Estado
de Guerra, Estado de Emergência, Estado de Sítio, Calamidade pública,
perturbação da ordem interna ou em caso de mobilização.

Art. 120 - O Oficial da ativa empossado em cargo público permanente,


estranho a sua carreira e cuja Função não seja o magistério será demitido "ex-
offício" e relacionado na reserva no posto que possuía na ativa, não podendo
acumular qualquer provento de inatividade com a remuneração do cargo ou
emprego público permanente.

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125

Art. 121 - O Oficial que houver perdido o posto e a patente será demitido "ex-
offício" sem direito a qualquer remuneração ou indenização, e terá sua
situação definida pela Lei do Serviço Militar.

Art. 122 - O Oficial perderá o posto e a patente se for declarado indigno do


oficialato ou com ele incompatível por decisão do Tribunal ou Justiça do Estado,
em decorrência do julgamento a que for submetido.
Parágrafo Único - O Oficial declarado indigno do oficialato, ou com ele
incompatível, condenado a perda do posto e patente, só poderá readquirir sua
situação Policial Militar anterior por outra sentença do Tribunal mencionado
neste artigo e nas condições nela estabelecidas.

Art. 123 - Fica sujeito a declaração de indignidade ou de incompatibilidade para


o oficialato, o Oficial que:
I - For condenado por Tribunal Civil ou Militar a pena restritiva de liberdade
individual superior a 2 (dois) anos em decorrência de sentença condenatória
passado em julgado;
II - For condenado por sentença passado em julgado por crimes para os quais o
Código Penal Militar comina essas penas acessórias e por crimes previstos na
legislação concernente a Segurança Nacional;
III - Incidir nos casos previstos em Lei específico que motivam o julgamento por
Conselho de Justificação a ser considerado culpado;
IV - houver perdido a nacionalidade.

SEÇÃO IV
Do Licenciamento
Art. 124 - O licenciamento do serviço ativo, aplicado somente as praças se
efetua:
I - a pedido;
II - "ex-offício.
" § 1º - O licenciamento a pedido poderá ser concedido a praça em qualquer
dos períodos em que estiver servindo."
" § 2º - No caso da praça ter feito qualquer curso ou estágio de especialização,
aperfeiçoamento ou reciclagem, por conta do Estado, e não tendo decorrido
mais de 03 (três) anos do seu término, o licenciamento a pedido só será
concedido mediante indenização prévia, regulada pelo Comandante-Geral, de
todas as despesas correspondentes ao curso ou estágio realizado."
§ 3º - O licenciamento "ex-offício" será feito na forma da legislação vigente:
I - Por conclusão do tempo de serviço;
"II - por inadaptabilidade funcional, durante o período de formação quando
revelar inaptidão para a carreira Policial Militar em razão de conduta
incompatível, que não implique no licenciamento previsto no inciso IV deste
parágrafo ou por falta de interesse e aproveitamento mínimo previsto para as
matérias curriculares, respeitada a regulamentação específica."
"III - por conveniência do serviço a praça sem estabilidade que, após o período
de formação, não demonstrar interesse, habilidade profissional ou
comportamento compatível com a atividade Policial Militar que,
necessariamente, não implique em sanções de caráter disciplinar."
IV - A bem da disciplina.
§ 4º - O Policial Militar licenciado não tem direito a qualquer remuneração e
terá sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar;
§ 5º - O licenciamento "ex-offício" a bem da disciplina receberá o Certificado de
Isenção previsto na Lei de Serviço Militar.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
126

Art. 125 - O Aspirante-a-Oficial e as demais praças empossadas em cargos


públicos permanentes, estranho a sua carreira, e cuja Função não seja de
magistério, serão imediatamente licenciado "ex-offício" sem remuneração, e
terão sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar.

Art. 126 - O licenciamento poderá ser suspenso na vigência do Estado de


Guerra, Estado de Emergência, calamidade pública, perturbação da ordem
interna, Estado de sítio ou em caso de mobilização.

SEÇÃO V
Da Exclusão das Praças a Bem da Disciplina
Art. 127 - A exclusão a bem da disciplina será aplicada "ex-offício" ao
Aspirante-a-Oficial ou as Praças com estabilidade assegurada, nos seguintes
casos:
I - Quando houver pronunciamento do Conselho Permanente de Justiça, por
haverem sido condenados por sentença passado em julgado, COM PENA
RESTRITA DE LIBERDADE INDIVIDUAL SUPERIOR A 02(DOIS) ANOS ou, nos
crimes previstos na legislação especial, concernente a Segurança Nacional,
com pena de qualquer tempo e duração;
II - Quando houver pronunciamento do Conselho Permanente de Justiça, por
haverem perdido a nacionalidade;
III - Quando forem julgados pelo Conselho de Disciplina e considerados
culpados.
Parágrafo Único - O Aspirante-a-Oficial ou a praça com estabilidade assegurada
que houver sido excluído a bem da disciplina só poderá readquirir a situação
Policial Militar anterior:
I - Por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas condições nela
estabelecidas, se a exclusão for conseqüência de sentença daquele Conselho
II - Por decisão do Comandante-Geral da Polícia Militar, se a exclusão for
conseqüência de ter sido julgado culpado em Conselho de Disciplina.

Art. 128 - É da competência do Comandante-Geral da Polícia Militar o ato de


exclusão a bem da disciplina do Aspirante-a-Oficial, bem como das praças com
estabilidade assegurada.

Art. 129 - A exclusão da praça a bem da disciplina acarreta a perda de seu


grau hierárquico e não a isenta das indenizações pelos prejuízos causados a
Fazenda Estadual ou a terceiros, nem das pensões decorrentes de sentença
judicial.
Parágrafo Único - A praça excluída a bem da disciplina não terá direito a
qualquer remuneração ou indenização e sua situação será definida pela Lei de
Serviço Militar.

SEÇÃO VI
Da Deserção
Art. 130 - A deserção do Policial Militar acarreta interrupção do serviço Policial
Militar com a conseqüente demissão "ex-offício", para o Oficial ou exclusão
ativo para a praça.
§ 1º - A demissão do Oficial processar-se-á após 1 (um) ano de agregação, se
não houver captura ou apresentação voluntária antes desse prazo.
§ 2º - A praça sem estabilidade assegurada será automaticamente excluída
após oficialmente declarada desertora.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
127

§ 3º - O Policial Militar desertor, que for capturado ou que se apresentar


voluntariamente depois de haver sido demitido ou excluído, se apto em
inspeção de saúde, será reincluido no serviço ativo e a seguir agregado para se
ver processar, conforme legislação específica.
§ 4º - A reinclusão em definitivo do Policial Militar , de que trata o parágrafo
anterior dependerá de sentença do Conselho de Justiça.

SEÇÃO VII
Do Falecimento e do Extravio
Art. 131 - O falecimento do Policial Militar da ativa acarreta interrupção do
serviço Policial Militar com o conseqüente desligamento ou exclusão do serviço
ativo, a partir da data da ocorrência do óbito.

Art. 132 - O extravio do Policial Militar da ativa acarreta interrupção do serviço


Policial Militar com o conseqüente afastamento temporário do serviço ativo, a
partir da data em que oficialmente for considerado extraviado.
§ 1º - O desligamento do serviço ativo será feito 06 (seis) meses após a
agregação por motivo de extravio.
§ 2º - Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade pública ou
outros acidentes oficialmente reconhecidos o extravio ou desaparecimento do
Policial Militar da ativa será considerado como falecimento, para fins deste
Estatuto, tão logo sejam esgotados os prazos máximos de possível
sobrevivência ou quando se derem por encerradas as providencias de
salvamento.

Art. 133 - O reaparecimento do Policial Militar extraviado ou desaparecido, já


desligado do serviço ativo, resulta em sua reinclusão e nova agregação
enquanto se apurar as causas que deram origem ao seu afastamento.
Parágrafo Único - O Policial Militar reaparecido será submetido a Conselho de
Justificação ou Conselho de Disciplina, por decisão do Comandante-Geral da
Polícia Militar, se assim for julgado necessário.

CAPÍTULO III
Da Reintegração
Art. 134 - A reintegração ocorrerá de decisão administrativa ou judiciária
passada em julgamento e determinará o ressarcimento de prejuízos
decorrentes do afastamento.
§ 1º - O Policial Militar condenado a reclusão, detenção, prisão, reforma,
exclusão ou expulsão por decisão judiciária ou por ato do Comando da
Corporação só poderá readquirir a situação Policial Militar anterior:
I - por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas condições nela
estabelecidas, se a pena aplicada for conseqüência de sentença daquele
Conselho;
II - por decisão do Comandante-Geral da Polícia Militar, se a punição aplicada
for conseqüência de ter sido julgado culpado em Conselho de Justificação ou
Disciplina.
§ 2º - O Policial Militar reintegrado será submetido a inspeção de saúde na
Corporação e, verificada a incapacidade física para o serviço, será reformado
no posto ou graduação em que tiver de ser reintegrado, com proventos
proporcionais ao seu tempo de serviço, ressalvados os casos legais.

CAPÍTULO IV
Da Reinclusão
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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Art. 135 - Reinclusão e o ato pelo qual o Policial Militar demitido a pedido,
demitido "ex-offício", licenciado a pedido ou licenciado "ex-offício", na forma do
artigo 119 e parágrafo, artigo 120, artigo 124, parágrafo 1º e 2º e artigo 124 §
3º, inciso I, respectivamente, do presente Estatuto, reingresso no serviço ativo
sem direito ressarcimento de prejuízo.
§ 1º - O Policial Militar poderá ser reincluido desde que atenda a todas as
condições abaixo:
a) A existência de vaga no quadro ou qualificação;
b) Ter sido licenciado, se Praça, no mínimo no comportamento "Bom";
c) Atender todas as exigências estabelecidas para o ingresso na Corporação;
d) Haver interesse para a Polícia Militar, a critério do Comandante-Geral.
§ 2º - O Oficial reincluido receberá no almanaque o número que lhe
corresponder, após o último de seu posto e quadro.
§ 3º - A Praça reincluída reingressará na Polícia Militar, para prestar serviço no
primeiro período citado no inciso I do parágrafo único do Artigo 149 desta Lei,
iniciando, então, a contagem de tempo para a estabilidade, sendo-lhe contável,
todavia, o tempo de serviço prestado anteriormente, para outros efeitos.

Art. 136 - Não poderão ser reincluídos as Praças expulsas ou excluídas com
base em regulamento disciplinar, inquérito, sindicância ou Conselho de
Disciplina.

"Art. 137 - Será facultada a reinclusão, uma única vez, a ex-Policiais militares
que tiverem até 35 (trinta e cinco) anos de idade, cujo afastamento não tenha
ultrapassado a 03 (três) anos, contados da data do licenciamento, e, desde
que, o tempo computável para efeito de inatividade, na forma da legislação em
vigor, faculte a sua transferência para reserva remunerada, antes de ser
atingidos pela idade limite de permanência no serviço ativo."

Art. 138 - O Policial Militar reincluido submeter-se-á ao Curso de Adaptação ou


de Formação de acordo com as normas baixadas pelo Comando Geral.

Art. 139 - A Praça será reincluída na mesma graduação que tenha sido
excluído, obedecendo as normas baixadas pelo Comando Geral, sendo a
Diretoria de Pessoal o órgão hábil para o processamento das reinclusões na
Polícia Militar.

CAPÍTULO V
Do Tempo de Serviço e da Prorrogação
SEÇÃO I
Do Tempo de Serviço
Art. 140 - Os Policiais militares começam a contar tempo de serviço na Polícia
Militar a partir da data de sua inclusão, matrícula em órgão de formação de
Policiais militares ou nomeação para posto ou graduação.
§ 1º - Considera-se como data de ingresso, para fins deste artigo:
I - A data do ato em que o Policial Militar é incluído em uma organização Policial
Militar ;
II - A data de matrícula em órgão de formação de Policiais militares;
III - A data de apresentação pronto para o serviço no caso de nomeação.
§ 2º - O Policial Militar reincluído recomeça a contar tempo de serviço na data
de reinclusão.
3º - Quando, por motivo de força maior, oficialmente reconhecido (inundação,
naufrágio, incêndio, sinistro aéreo e outras calamidades), faltarem dados para
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
129

a contagem de tempo de serviço, caberá ao Comandante-Geral da Polícia


Militar arbitrar o tempo a ser computado, para cada caso particular, de acordo
com os elementos disponíveis.

Art. 141 - Na apuração do tempo de serviço do Policial Militar será feita a


distinção entre:
I - Anos de serviço;
II - Tempo de efetivo serviço.

Art. 142 - Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia a dia,
entre a data do ingresso e data limite estabelecida para a contagem ou data do
desligamento do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcela.
§ 1º - Será também computado como de efetivo serviço o tempo passado dia a
dia pelo Policial Militar da reserva remunerada, convocado para o exercício de
funções Policiais militares, na forma do artigo 98.
§ 2º - Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além dos afastamentos
previstos no Artigo 67, os períodos em que o Policial Militar estiver afastado do
exercício de suas funções em gozo de licença especial.
§ 3º - Ao tempo de serviço do que trata este Artigo, apurado e totalizado em
dia, será aplicado o divisor 365 (trezentos e sessenta e cinco) para a
correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço.

Art. 143 - "Anos de Serviço" é a expressão que designa o tempo de efetivo


serviço a que se refere o Artigo 142 e seus parágrafos, com os seguintes
acréscimo:
I - Tempo de serviço público federal, estadual e municipal e suas respectivas
autarquias, para-estatal ou como extranumerário, prestado pelo Policial Militar
anteriormente a sua inclusão, matrícula, nomeação, reintegração ou reinclusão
na Polícia Militar;
II - Tempo relativo a cada licença especial não gozada, contado em dobro;
III - Tempo relativo as férias não gozadas por imperiosa necessidade, contada
em dobro;
IV - 01(UM) ANO PARA CINCO (CINCO) ANOS DE TEMPO DE EFETIVO serviço
prestado pelo Oficial do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS), que possuir Curso
Universitário até que esse acréscimo complete o total de anos de duração
normal do referido Curso, sem superposição a qualquer tempo de Serviço
Militar ou público, eventualmente prestado durante a realização do Curso;
V - Tempo de efetivo serviço passado pelo Policial Militar nas guarnições
especiais e contado na forma a ser estabelecida em regulamento, assegurados
porém, os direitos e vantagem dos Policiais militares amparados pela
legislação vigente na época.
(Inciso V, complementado pelo Decreto nº 19.406, 19 Mai 83) DOE de 20 MAI
83/BCG Nº 045/83.
(Dec 19.406, de 19 Mai 83, revogado pelo Dec 612 de 29 Dez 95)
"Art. 3º - Será contado em dobro, para os efeitos do item V, do artigo 143, da
Lei nº 6.218, de 10 de fevereiro de 1983, o tempo de serviço prestado em
Guarnições Especiais.
Parágrafo único. O tempo averbado não poderá exceder ao máximo de dois
anos, ininterruptos ou não."
§ 1º - O acréscimo previsto no item I deste Artigo será computado
integralmente, a partir da data da averbação, para efeito de percepção de
gratificação por tempo de serviço, contagem de tempo para a passagem do

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


130

Policial Militar para a inatividade e, nessa situação, para percepção de


adicional de inatividade.
§ 2º - Os acréscimos a que se referem os itens II, III e IV serão computados
somente no momento da passagem do Policial Militar para a inatividade e,
nesta situação para todos os efeitos legais, inclusive quanto a percepção
definitiva da gratificação de tempo de serviço e do adicional de inatividade.
§ 3º - O acréscimos a que se refere o item V deste Artigo será computado
somente no momento da passagem do Policial Militar a situação de inatividade
e para esse fim.
§ 4º - Não é computado para nenhum efeito o tempo:
I - Que ultrapassar de 01(um) ano contínuo ou não a licença para tratamento
de saúde de pessoa da família;
II - Passado em licença para tratar de interesse particular;
III - Passado como desertor;
IV - Decorrido em cumprimento de pena de suspensão de exercício do posto,
graduação, cargo ou Função por sentença passado em julgado;
V - Decorrido em cumprimento de pena de suspensão de liberdade, por
sentença passado em julgado, desde que não tenha sido concedida suspensão
condicional da pena, quando então o tempo que exercer o período da pena
será computado para todos os efeitos, caso as condições estipuladas na
sentença não o impeçam.

Art. 144 - O tempo em que o Policial Militar vier passar afastado do exercício de
suas funções, em conseqüência de ferimentos recebidos em acidentes quando
em serviço da manutenção da ordem pública ou moléstia adquirida no
exercício de qualquer Função Policial Militar será computado como se em
exercício estivesse.

Art. 145 - O tempo de serviço passado pelo Policial Militar no exercício de


atividades decorrentes ou dependentes de operação de guerra será regulado
em legislação específica.

Art. 146 - O tempo de serviço dos Policiais militares beneficiados por anistia
será contado de acordo com o estabelecido no ato legal que o conceder.

Art. 147 - A data limite estabelecida para final da contagem dos anos de
serviço, para fins de passagem para a inatividade, será do desligamento em
conseqüência da exclusão do serviço ativo.
Parágrafo Único - A data limite não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco)
dias, dos quais o máximo de 15 (quinze) dias no órgão encarregado de efetivar
a transferência para a reserva remunerada ou reforma ou forma, a contar da
publicação do ato em Diário Oficial ou Boletim da Corporação.

Art. 148 - Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada
qualquer supervisão dos tempos de serviço público Federal, Estadual ou
Municipal ou em órgão de administração indireta, entre si, nem com os
acréscimos de tempo, para os possuidores de curso universitário, nem com
tempo de serviço computável após a inclusão na Polícia Militar, matrícula em
órgão de formação de Policial Militar ou nomeação para o posto ou graduação
na Corporação.

SEÇÃO II
Da Prorrogação
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
131

Art. 149 - As praças que concluírem o tempo de serviço a que se obrigarem a


servir, desde que requeiram, poderá ser concedida a prorrogação deste tempo,
uma ou mais vezes, como engajadas ou reengajadas.
Parágrafo Único - Os períodos de tempo de serviço das praças são assim
classificados:
I - 1º período, o de ingresso por 03(três) anos;
II - 2º período, o do engajamento por 03(três) anos;
III - 3º período, o do reengajamento por 04 (quatro) anos.

Art. 150 - O período de prorrogação deverá ser encaminhado no mínimo com


30 (trinta) dias de antecedência do término do período anterior.

Art. 151 - A Praça com estabilidade assegurada servirá independentemente de


outras formalidades, sujeita todavia aos seguintes controles sanitários:
I - Inspeção de saúde a completar cada 03(três) anos;
II - Inspeção de saúde "ex-offício", a critério da administração.
Parágrafo Único - Fica dispensada da inspeção prevista no item I deste Artigo,
a praça que haja, dentro do período, sido submetida a inspeção para efeito de
curso, concurso ou promoção iniciando-se a contagem do novo período após a
publicação do resultado da inspeção a qual foi submetida.

CAPÍTULO VI
Do Casamento
Art. 152 - O Policial Militar da ativa poderá contrair matrimonio desde que
observada a legislação civil específica.
§ 1º - É vedado o casamento ao Aluno-Oficial e demais Praças enquanto
estiverem sujeitos aos regulamentos dos órgãos de formação de Oficiais, de
Graduados ou de Praças cujos requisitos para admissão exijam a condição de
solteiro, ressalvados os casos excepcionais, a critério do Cmt-Geral da
Corporação.
§ 2º - O casamento com mulher estrangeira somente poderá ser realizado após
autorização do Cmt-Geral da Corporação.

Art. 153 - O Aluno-Oficial e demais Praças que contraírem matrimônio em


desacordo com o § 1º do Artigo anterior serão excluídos sem qualquer direito a
remuneração ou indenização.

CAPÍTULO VII
Das Recompensas e das Dispensas do Serviço
Art. 154 - As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços
prestados pelos Policiais militares.
§ 1º - São recompensas Policiais militares:
I - Prêmios de honra ao mérito;
II- Condecorações por serviços prestados;
III - Elogios, louvores e referências elogiosas;
IV - Dispensa do serviço.
§ 2º - As recompensas serão concedidas de acordo com as normas
estabelecidas nas leis e nos regulamentos da Polícia Militar.

Art. 155 - As dispensas do serviço são autorizações concedidas aos Policiais


militares para afastamento total do serviço em caráter temporário.

Art. 156 - As dispensas do serviço podem ser concedidas aos Policiais militares:
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
132

I - Como recompensa;
II - Para desconto em férias;
III - Em decorrência de prescrição médica.
Parágrafo Único - As dispensas do serviço serão concedidas com remuneração
integral e computadas como de efetivo serviço.

TÍTULO V
Do Trancamento Definitivo da matrícula de Aluno-Oficial
Art. 157 - O Aluno do Curso de Formação de Oficiais que tiver trancada
definitivamente sua matrícula no EsFO poderá, se o requerer e for do interesse
da Corporação, nela permanecer nas seguintes graduações:
I - Cabo PM, se houver concluído com aproveitamento o 1º ano do Curso de
Formação de Oficiais;
II - 3º Sgt PM, se houver concluído com aproveitamento o 2º ano do Curso de
Formação de Oficiais.

TÍTULO VI
Das Disposições finais e Transitórias
Art. 158 -É vedado o uso, por parte da organização civil, de designações que
possam sugerir sua vinculação à Polícia Militar.
Parágrafo Único - Excetuam-se das prescrições deste Artigo as associações
clubes, e outros que congregam membros da Polícia Militar e que se destinem,
exclusivamente, a promover intercâmbio social e assistência entre os Policiais
militares e suas famílias, entre esses e a sociedade civil local.

Art. 159 - Os benefícios previstos no art. 115 são extensivos aos Policiais
militares reformados, por motivos idênticos, em datas anteriores da presente
Lei.

Art. 160 - Os resultados obtidos nos concursos realizados na Corporação terão


validade por 2 (dois) anos a contar da data da publicação das mesmas no
Boletim do Cmdo Geral, exceção feita aos obtidos nos concursos para ingresso
nos Cursos de Formação, que terão validade apenas para o ano estabelecido
no respectivo edital.

Art. 161 - Serão adotados na Polícia Militar, em matéria não regulada na


legislação estadual, as leis, decretos, regulamentos e normas em vigor no
Exército Brasileiro, no que lhe for pertinente.
Vide: R-Cont, RISG, etc.

Art. 162 - Aplica-se a letra b do item I do Art. 105, aos Oficiais intendentes
remanescentes do quadro em extinção.

Art. 163 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 164 - Fica revogada a Lei nº 5.522, de 28 de fevereiro de 1979.


Florianópolis, 10 de fevereiro de 1983
HENRIQUE HELION VELHO DE CORDOVA
(Transcrito do DOE nº 12.153, de 11 Fev 83)

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133

PLANO DE CARREIRA DAS PRAÇAS

LEI COMPLEMENTAR N. 318 DE 17 JANEIRO DE 2006.

Dispõe sobre a carreira e a promoção das praças militares do Estado de Santa


Catarina e estabelece outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,


Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia
Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

Das Disposições Preliminares


Art. 1º As promoções das praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros
Militar de Santa Catarina serão regidas de acordo com as normas estabelecidas
nesta Lei Complementar.
§ 1º A progressão na carreira no quadro das praças se dará sucessivamente de
acordo com o disposto no Anexo Único desta Lei Complementar.
§ 2º Enquadra-se como Praça da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar
o Soldado de 3ª, 2ª e 1ª Classe, o Cabo, o Sargento de 3ª, 2ª e 1ª Classe e o
Subtenente.

Art. 2º O ingresso no quadro de praças militares se dará através de concurso


público, de provas ou de provas e títulos, para preenchimento das vagas
previstas nas leis de fixação de efetivo das instituições militares estaduais.
§ 1º Para o ingresso no quadro de praças militares será exigido no mínimo a
comprovação da conclusão do ensino médio. Revogado pela LC 454/09 (Art.
16) – (DO. 18.662 de 08/09)
§ 2º Após classificado no concurso público e matriculado no Curso de Formação
de Soldado - CFSd -, o candidato selecionado será incluído na graduação de
Soldado de 3ª Classe, na condição de Não-Qualificado - NQ -, sendo
denominado Aluno-Soldado durante o período de formação.
§ 3º O Aluno-Soldado que não concluir o curso de formação com
aproveitamento intelectual mínimo exigido dentro das normas de ensino, nas
respectivas corporações, será reprovado e licenciado ex officio das fileiras da
Corporação.

(Art. 3º com nova redação dada pela LEI COMPLEMENTAR Nº 417, de 30 de


julho de 2008)
Art. 3º O Soldado de 1ª Classe e o Cabo somente serão promovidos à
graduação de Cabo e de 3º Sargento, respectivamente, após aprovação no
Curso de Formação de Cabo - CFC - e no Curso de Formação de Sargento - CFS.
§ 1º Além de atender a outros critérios estabelecidos na presente Lei
Complementar, será exigido a conclusão do ensino médio para ser matriculado
nos Cursos de Formação de Cabo e de Sargento.
§ 2º O Aluno-Cabo e o Aluno-Sargento reprovado pela segunda vez pelo critério
de aferição intelectual exigido pelas normas de ensino, nas respectivas
corporações, somente terá direito a concorrer à rematrícula após decorridos
três anos de encerramento do último curso que o reprovou, retornando à sua
condição anterior.
§ 3º O acesso às vagas aos Cursos de Formação de Cabo e de Sargento se dará
na proporção de uma por antigüidade e três por merecimento, observada a
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
134

antigüidade na respectiva graduação, no limite de três militares estaduais para


cada vaga oferecida.
§ 4º Para a realização dos Cursos de Formação de Cabo e de Sargento, sempre
que o número de vagas oferecidas não se completar em primeira chamada,
far-se-ão chamadas sucessivas para o preenchimento das vagas
remanescentes, com base nos mesmos critérios adotados para efetuar a
primeira, buscando o aproveitamento total das vagas oferecidas, conforme
disposto no regulamento desta Lei Complementar.
§ 5º Os militares estaduais promovidos por ato de bravura freqüentarão o
primeiro curso de formação ou aperfeiçoamento disponibilizado pela
Corporação, que corresponda ao grau hierárquico ascendido,
independentemente do previsto no § 1º deste artigo, nos termos da
regulamentação desta Lei Complementar.
§ 6º Na situação de que trata o parágrafo anterior, são requisitos para a
promoção ao próximo grau hierárquico:
I - para Cabo e 3º Sargento:
a) aprovação no curso de formação correspondente ao grau hierárquico
ascendido; e
b) conclusão do ensino médio;

II - para 1º Sargento:
a) aprovação no curso de aperfeiçoamento.
§ 7º A participação dos militares estaduais nos Cursos de Formação de Cabo e
de Sargento e de Aperfeiçoamento, em conformidade com o disposto no § 5º
deste artigo, não importará na ocupação de vagas oferecidas nos respectivos
cursos.
§ 8º Fica facultado aos militares estaduais promovidos pelo Quadro Especial
de Cabos e Terceiros Sargentos - QEPPM, de que trata a Lei nº 6.153, de 21 de
setembro de 1982 e pelo Quadro de Praças Bombeiros Militar Complementar -
QPBMC, de que trata a Lei Complementar nº 259, de 19 de janeiro de 2004,
observado o critério de antigüidade na respectiva graduação, o correspondente
ingresso no Quadro de Praças Policiais Militares - QPPM e no Quadro de Praças
Bombeiros Militar - QPBM, desde que atendam aos seguintes requisitos:
I - o cumprimento ao disposto no § 1º deste artigo; e
II - a aprovação no curso de formação que corresponda ao grau hierárquico
ascendido.
§ 9º O exercício da faculdade disposta no parágrafo anterior importará,
obrigatoriamente, na transferência automática da respectiva vaga prevista no
Quadro Especial de Cabos e Terceiros Sargentos - QEPPM e no Quadro de
Praças Bombeiros Militar Complementar - QPBMC, respectivamente, para o
Quadro de Praças Policiais Militares - QPPM e para o Quadro de Praças
Bombeiros Militar - QPBM.
§ 10. Deverá ser acrescido o quantitativo de 10% (dez por cento) de vagas,
sobre as vagas de cada um dos Cursos de Formação de Cabo e de Sargento
oferecidos pela Instituição Militar, porcentagem esta que será destinada,
exclusivamente, aos militares estaduais do Quadro Especial de Cabos e
Terceiros Sargentos - QEPPM e do Quadro de Praças Bombeiros Militar
Complementar - QPBMC, respectivamente, em observância ao previsto no § 8º
deste artigo.” (NR)

(Arts. 4º e 5º revogados pela LEI COMPLEMENTAR Nº 417, de 30 de julho de


2008)

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


135

Art. 4º As praças que completarem trinta anos de tempo total de serviço


passarão à situação de excedentes ao quadro, até o limite de dez por cento do
número de vagas previstas para o grau hierárquico em que se encontram.
§ 1º A praça nesta situação concorrerá à promoção como se no quadro
estivesse.
§ 2º Sempre que houver no mínimo trinta vagas em aberto na graduação de
Cabo ou 3º Sargento, será realizado o curso de formação correspondente.
Dos Critérios de Promoção
Art. 5º Os 3º, 2º e 1º Sargentos que completarem o dobro do interstício
previsto para a graduação serão promovidos à graduação superior, respeitado
o previsto no inciso V do art. 7º desta Lei Complementar, permanecendo
excedentes ao quadro, até o limite de cinqüenta por cento do número de
vagas previstas para o grau hierárquico que passarem a ocupar, iniciando a
contagem de tempo de serviço para a próxima promoção na data desta
promoção, atendidos os demais requisitos para o ingresso no quadro de
acesso.

Art. 6º O Soldado de 3ª Classe, o Cabo e o 3º Sargento serão relacionados,


obrigatoriamente, em almanaque anual, por ordem de graduação e
antigüidade, em ordem decrescente da classificação final obtida em curso de
formação.
§ 1º A antigüidade para as demais graduações será contada a partir da data da
última promoção, prevalecendo, em caso de igualdade, a antigüidade da
graduação anterior.
§ 2º O acesso na colocação do almanaque é automático, em conseqüência de
promoções, exclusões ou impedimentos verificados nas respectivas
graduações.

Art. 7º As promoções serão efetuadas, observando-se o número de vagas, da


seguinte forma:
I - graduação de Soldado de 3ª Classe, qualificado por mérito intelectual após
conclusão e aprovação no CFSd;
II - graduação de Soldado de 2ª Classe, após ter completado um ano de efetivo
serviço na graduação anterior, após qualificado com a aprovação no CFSd, e
estar no mínimo no comportamento bom;
III - graduação de Soldado de 1ª Classe, após ter completado quatro anos de
efetivo serviço na graduação anterior e estar no mínimo no comportamento
bom;
IV - graduação de Cabo, após ter completado dois anos na graduação anterior,
atendendo o previsto no art. 3º desta Lei Complementar; e
V - graduações de 2º Sargento, 1º Sargento e Subtenente, uma por antigüidade
e três por merecimento.

Art. 8º Para promoção por merecimento ou antigüidade é indispensável que a


praça tenha sido incluída na relação do respectivo quadro de acesso.
Parágrafo único. Para a promoção a 2º Sargento, a 1º Sargento e a Subtenente,
pelo critério de merecimento, é necessário que a praça tenha atingido, por
ordem de antigüidade no almanaque, o limite do primeiro terço na respectiva
graduação.

Art. 9º Os critérios de aferição para a promoção por merecimento serão


regulamentados por Decreto do Chefe do Poder Executivo.

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136

Das Condições Básicas


Art. 10. Por qualquer dos critérios, ressalvados os casos previstos em lei, a
promoção a 2º Sargento, 1º Sargento e Subtenente, somente poderá ser
processada quando o candidato satisfizer os seguintes requisitos:
I - estar classificado pelo menos no comportamento bom;
II - ter sido submetido à inspeção de saúde;
III - ter realizado teste de aptidão física;
IV - ter, no mínimo, o seguinte interstício:
a) 3º Sargento - quatro anos;
b) 2º Sargento - três anos; e
c) 1º Sargento - três anos; e
V - ter no mínimo a metade do interstício previsto para sua graduação em
serviço arregimentado.
§ 1º A inspeção de saúde e avaliação física terão validade de um ano.
§ 2º Na falta absoluta de candidatos que satisfaçam a exigência estabelecida
no inciso IV deste artigo, o Comandante-Geral poderá reduzir pela metade o
interstício.
§ 3º A freqüência e aprovação no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos -
CAS - é requisito para a promoção a 1º Sargento, além dos demais
estabelecidos neste artigo.

Do Processamento das Promoções


Art. 11. Em cada relação de acesso, seja por antigüidade ou merecimento,
deverá constar o número de candidatos habilitados à promoção, na ordem de
acesso, com a soma geral dos pontos obtidos.

Art. 12. A antigüidade e interstício dos sargentos, para efeito de promoção, são
contados da data em que foram promovidos à graduação que ocupam,
obedecidas a colocação no almanaque e processados os seguintes descontos:
I - tempo de exercício em qualquer função pública não privativa de militar ou
que não seja relativo aos Militares Estaduais;
II - tempo de licença para tratar de interesse particular;
III - tempo de cumprimento de pena privativa de liberdade por sentença
transitada em julgado;
IV - tempo de privação do exercício da função, em face de sentença judicial
transitada em julgado; e
V - tempo de prisão disciplinar com prejuízo do serviço.

Art. 13. A promoção por antigüidade ou merecimento, em cada grau


hierárquico, compete às praças que tenham atingido os primeiros lugares na
relação de acesso respectivo, dentro do quantitativo de vagas, satisfeitas as
condições do art. 10 desta Lei Complementar.

Art. 14. Os programas e diretrizes para os cursos de formação serão


organizados pelos órgãos de ensino de cada Instituição Militar e baixados,
mediante portaria, pelos respectivos Comandantes-Gerais.

Da Comissão de Promoções de Praças


Art. 15. O órgão encarregado de processar as promoções é a Comissão de
Promoção de Praças - CPP.

Art. 16. A Comissão de Promoção de Praças - CPP - será composta, no mínimo,


da seguinte forma:
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
137

I - Subcomandante-Geral, como Presidente;


II - dois oficiais superiores;
III - um oficial intermediário;
IV - um oficial subalterno; e
V - um oficial subalterno em serviço na Diretoria de Pessoal, como Secretário.
§ 1º Os membros da Comissão de Promoção de Praças - CPP - serão designados
pelo Comandante-Geral por um período não inferior a dois anos, dentre os
oficiais lotados na Capital.
§ 2º Ficam impedidos de funcionar nos processos de promoção os membros da
Comissão de Promoção de Praças - CPP - que tenham relação com a parte
interessada nos graus de cônjuges, ascendentes, descendentes e colaterais,
até o terceiro grau, por consangüinidade ou afinidade, devendo ser substituído
no respectivo processo.

Art. 17. Compete à Comissão de Promoção de Praças - CPP:


I - organizar as relações de acesso para promoção pelo princípio de
merecimento e antigüidade, de acordo com as normas consignadas nesta Lei
Complementar; e
II - estudar e emitir parecer sobre os processos relativos às promoções por ato
de bravura, ressarcimento de preterição e post-mortem.
Parágrafo único. As decisões da comissão serão tomadas de maneira
colegiada, não tendo direito a voto o oficial Secretário.

Art. 18. Ao Presidente da Comissão de Promoção de Praças - CPP -, compete:


I - fixar as datas das reuniões ordinárias e convocar as extraordinárias; e
II - designar os relatores de processos, excluído o Secretário.

Art. 19. Aos membros da Comissão de Promoção de Praças - CPP - compete


tomar parte nas sessões e relatar os processos distribuídos.

Art. 20. Ao Secretário da Comissão de Promoção de Praças - CPP -, compete:


I - secretariar as sessões, lavrando atas de todos os trabalhos realizados;
II - organizar a distribuição dos processos;
III - despachar com o Presidente;
IV - preparar toda a documentação e correspondência necessária à Comissão,
submetendo-as a despacho do Presidente ou à assinatura dos membros,
conforme o caso;
V - tomar as medidas necessárias para o preparo e estudo das promoções; e
VI - organizar e manter em dia o fichário e o arquivo da Comissão.

Das Disposições Finais


Art. 21. Para ingresso nas Instituições Militares do Estado, na graduação de
Soldado, o candidato deverá estar em dia com as obrigações militares e
demais disposições a respeito do serviço militar obrigatório.

Art. 22. O Soldado de 1ª Classe, durante o Curso de Formação de Cabo - CFC -,


passa a designar-se “Aluno-Cabo - Al Cb”, e o Cabo em Curso de Formação de
Sargento - CFS - “Aluno-Sargento - Al Sgt”.
Parágrafo único. O Aluno-Cabo e o Aluno-Sargento terão precedência
hierárquica, respectivamente, sobre os Soldados de 1ª Classe e Cabos.

Art. 23. Aos Alunos em Curso de Formação não se aplica a Lei Complementar
nº 137, de 22 de junho de 1995, para os serviços internos.
Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch
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LC 333/06 (2º) – (DO. 17.835 de 02/03/06)


“O art. 24 da Lei Complementar nº 318, de 17 de janeiro de 2006, passa a
vigorar com a seguinte redação:
Art. 24. O Subtenente, integrante do Quadro de Servidores Militares do Estado,
após completar 6 (seis) anos de permanência na graduação e contar, no
mínimo, com 30 (trinta) anos de serviço, será transferido para a inatividade ex
officio, a contar da primeira data vencível de promoções de Praças, garantidos
todos os direitos e vantagens previstos em lei.
Parágrafo único. As vagas remanescentes da aplicação do caput deste artigo
serão preenchidas na mesma data.(NR)”

Art. 25. As praças militares estaduais da ativa poderão prestar concurso


público para ingresso no curso de formação de oficiais das respectivas
corporações, independente de idade, devendo permanecer na condição de
oficial pelo prazo mínimo de cinco anos.
Parágrafo único. As praças militares estaduais da ativa que já prestaram
concurso público para ingresso no curso de formação de oficiais das
respectivas corporações, obedecerão o disposto no caput deste artigo.” (NR)

LCP 360/06 (Art. 1º) – (DO. 17.881 de 12/05/06)

Art. 26. A Lei Complementar nº 259, de 19 de janeiro de 2004, no que se refere


ao Quadro Complementar de Praças Bombeiros Militar, e a Lei nº 6.153, de 21
de setembro de 1982, com suas alterações posteriores, no que se refere ao
Quadro Especial de Cabos e Terceiros-Sargentos da Polícia Militar, e a Lei nº
13.330, de 16 de fevereiro de 2005, não se aplicarão aos militares estaduais
que ingressarem nas respectivas corporações após a publicação da presente
Lei Complementar.

Art. 27. O Chefe do Poder Executivo regulamentará a presente Lei


Complementar, no que couber, no prazo de cento e vinte dias, ouvido o órgão
Sistêmico de Gestão de Recursos Humanos.

Art. 28. As despesas decorrentes da execução desta Lei Complementar


correrão à conta das dotações do Orçamento Geral do Estado.

Art. 29. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 30. Fica revogada a Lei nº 1.508, de 29 de agosto de 1956, e demais


disposições em contrário.

Florianópolis,

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA


Governador do Estado
ANEXO ÚNICO
GRADUAÇÃO HIERÁRQUICA DAS PRAÇAS
EM ORDEM DECRESCENTE
SUBTENENTE - Sub Ten
1º SARGENTO - 1º Sgt
2º SARGENTO - 2º Sgt
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139

3º SARGENTO - 3º Sgt
CABO - Cb
SOLDADO DE 1ª CLASSE - Sd-1
SOLDADO DE 2ª CLASSE - Sd-2
SOLDADO DE 3ª CLASSE - Sd-3

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


140

DECRETO No 4.633, de 11 de agosto de 2006


Regulamenta a Lei Complementar nº 318, de 17 de janeiro de
2006, que define a Carreira e a Promoção das Praças Militares do
Estado de Santa Catarina.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, usando da
competência privativa que lhe confere o art. 71, incisos I e III, da Constituição
do Estado, e com base nos arts. 9º e 27 da Lei Complementar nº 318, de 17 de
janeiro de 2006,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Este Decreto estabelece normas e procedimentos para a
aplicação da Lei nº 318, de 17 de janeiro de 2006, que trata da carreira e
promoção das praças militares estaduais.
Art. 2º O acesso na hierarquia militar, fundamentado principalmente no valor
moral e profissional, é seletivo, gradual e sucessivo e será feito mediante
promoções, de conformidade com a legislação pertinente e com os critérios
e as condições estabelecidas por este Decreto, de modo a obter-se um fluxo
regular e equilibrado de carreira para todas as praças.
Art. 3º A promoção é efetivada mediante ato do Comandante-Geral
da Polícia Militar e do Comandante-Geral Corpo de Bombeiros Militar
respectivamente.
Art. 4o A antigüidade das praças nas graduações iniciais resulta da
ordem de classificação em curso de formação.
Parágrafo único. As graduações a que se refere o “caput” deste
artigo é a de Soldado de 3ª classe, de Cabo e de 3o Sargento.
CAPÍTULO II
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Art. 5o Para os efeitos deste Decreto são estabelecidos os seguintes
conceitos e definições:
I - efetivo previsto: efetivo máximo de praças, fixado em lei, para
cada quadro das praças das instituições militares;
II - efetivo existente: quantidade de praças existentes em atividade
em cada quadro em uma determinada data;
III - escala hierárquica: seqüência de graus hierárquicos das praças,
considerando desde soldado de 3ª classe a subtenente, conforme previsto no
Anexo Único da Lei Complementar nº 318, de 17 de janeiro de 2006, em ordem
decrescente de antigüidade;
IV – almanaque: documento que contém a escala hierárquica
constituída pelas praças da ativa de uma determinada graduação de um
quadro, as quais ocupam vagas na escala hierárquica, posicionadas em ordem
decrescente de antigüidade e numeradas de um até o limite estabelecido pelo
efetivo distribuído para a respectiva graduação;
V - quadro de acesso: é a relação das praças habilitadas dentro do
limite quantitativo e em condições de serem promovidas pelos critérios de
merecimento, antigüidade e por tempo máximo de permanência na graduação;
VI – interstício: é a condição de acesso representada pelo tempo
mínimo de permanência da praça em efetivo serviço em cada uma das
graduações conforme dispõe a lei;
VII – antigüidade: é a precedência que uma praça possui sobre
outra praça da mesma graduação, levando em conta a data da promoção, e
nas graduações iniciais dar-se-á pela média final dos cursos realizados

Legislação Institucional – Apostila confeccionada por Cap PM Von Knoblauch


141

previstos em um mesmo edital, sendo que em caso de empate, terá


precedência, para fins deste regulamento, a praça que possuir nesta ordem:
a) mais tempo na graduação atual;
b) mais tempo na graduação anterior;
c) mais anos de efetivo serviço; e
d) de maior idade por data de nascimento.
VIII – arregimentação: serviço prestado em quartel de instituição
militar do Estado de Santa Catarina.
CAPÍTULO III
DA AVALIAÇÃO, DA ARREGIMENTAÇÃO E DO QUADRO DE ACESSO
Art. 6º Cada praça será avaliada semestralmente pelo oficial
comandante, chefe ou diretor que emitirá conceito em Ficha de Avaliação
conforme modelo do Anexo III deste Decreto.
§ 1º Quando da transferência da praça, deverá ser emitido ficha de
avaliação referente ao período do semestre que o militar esteve sob seu
comando, chefia ou direção, devendo ser entregue no destino quando da
apresentação da praça.
§ 2º A Ficha de Avaliação possui caráter reservado, podendo dela
tomar conhecimento apenas o avaliado, quando formalmente requerido.
Art. 7º Todas as praças possuirão Ficha Individual de Pontuação,
conforme modelo do Anexo II, deste Decreto, a qual será atualizada a cada
promoção, desde que a referida praça se encontre no limite quantitativo
estabelecido em lei.
Art. 8º Entende-se por curso de interesse militar, para fins de
contagem de pontos em Ficha Individual, aqueles realizados em instituição
militar ou de segurança pública, desde que homologado pelo órgão de ensino
da respectiva organização a que pertença o militar.
Parágrafo único. Além da homologação de que trata o “caput”
deste artigo cabe ao órgão responsável pelo ensino e instrução das instituições
militares do Estado o controle e inserção nos assentamentos dos militares dos
dados para posterior cálculo dos pontos individuais.
Art. 9º Será computado como serviço arregimentado, para fins de
ingresso no quadro de acesso, o tempo exercido em quartel militar, na
Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão e na
Secretaria Executiva da Casa Militar do Governo do Estado.
Parágrafo único. Considera-se quartel militar, para efeitos deste
Regulamento, as seguintes instalações das organizações militares estaduais:
I – comandos-gerais;
II - órgãos de direção;
III - órgãos de apoio; e
IV - órgãos de coordenação e execução.
Art. 10. O quadro de acesso por merecimento será organizado
segundo a Ficha Individual de Pontuação constante do Anexo II, sendo
publicado em boletim interno e/ou meios eletrônicos de cada Instituição, de
modo que, em tempo hábil, a praça interessada tome pleno conhecimento.
Art. 11. Para efeito deste regulamento a praça afastada deixará de
fazer parte do almanaque, voltando a integrá-lo quando do seu retorno,
passando a ocupar a colocação correspondente na data de sua reversão,
descontado o período em que esteve afastado, quando:
I – exercer qualquer função pública não privativa de militar ou que
não seja relativa aos militares estaduais;
II – estiver em gozo de licença para tratar de interesse particular;

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142

III – estiver no cumprimento de pena privativa de liberdade por


sentença transitada em julgado;
IV – estiver em privação do exercício da função, em face de
sentença judicial transitada em julgado; e
V – estiver em prisão disciplinar com prejuízo do serviço.
CAPÍTULO IV
DO INÍCIO DA CARREIRA E DOS CURSOS DE FORMAÇÃO
Art. 12. Nos concursos para o ingresso na carreira das praças além
das provas poderão ser considerados títulos que o pretendente possui,
havendo para os referidos títulos a seguinte pontuação:
I – diploma de ensino superior: 0,2 (zero vírgula dois) pontos;
II – certificado de reservista do serviço militar de 1ª categoria: 0,15
(zero vírgula quinze) pontos;
III – certificado de reservista de instituições militares de outra
unidade da federação, desde que tenha sido licenciado no mínimo no
comportamento bom: 0,15 (zero vírgula quinze) pontos.
Parágrafo único. A pontuação prevista neste artigo será acrescida à
atingida na prova do pretendente, resultando na pontuação final que dará sua
classificação no certame em que estiver concorrendo.
Art. 13. Para os Cursos de Formação de Sargentos e Cabos será
obedecido o que determina o § 2º do art 4º da Lei Complementar nº 318, de 17
de janeiro de 2006, observando-se ainda o seguinte:
I – a capacidade de formação que as instituições militares do
Estado possuem;
II – a capacidade orçamentária e financeira do Estado; e
III – os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Parágrafo único. Cabe aos respectivos comandantes-gerais, através
de seus órgãos de ensino, elaborar e divulgar cronograma anual de cursos de
sargentos e cabos, observando as vagas existentes.
CAPÍTULO V
DAS PROMOÇÕES
Art. 14. O processamento das promoções obedecerá, normalmente,
a seguinte seqüência a ser observada pela Comissão de Promoção de Praças
através da sua secretaria:
I – a fixação da datas limites para remessa da documentação ou
inserção no sistema informatizado de recursos humanos referentes as praças a
serem apreciadas para posterior ingresso nos quadros de acesso;
II – a fixação dos limites quantitativos para o ingresso das praças nos
quadros de acesso por antigüidade, merecimento e tempo máximo de
permanência na graduação;
III – inspeção de saúde das praças incluídas nos limites acima e
subseqüente realização do Teste de Aptidão Física;
IV – verificação junto aos assentamentos das praças do
preenchimento dos requisitos referentes ao interstício e a arregimentação
além de outros exigidos por lei;
V – cômputo dos pontos obtidos nas fichas de avaliação;
VI – cômputo das vagas a preencher;
VII – organização dos quadros de acesso;
VIII – publicação dos quadros de acesso;
IX – reunião da Comissão de Promoção de Praças;
X – remessa das relações ao respectivo comandante-geral; e
XI – atos de promoções.

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143

Parágrafo único. O processamento das promoções obedecerá ao


calendário constante do Anexo I, em que também se especificam atribuições e
responsabilidades.
CAPÍTULO VI
DOS RECURSOS
Art. 15. O recurso referente à composição de quadro de acesso de
promoção será dirigido ao comandante-geral da respectiva instituição e
encaminhado, para fins de estudo e parecer, diretamente à Secretaria da
Comissão de Promoção de Praças, devendo o comandante, chefe ou diretor da
praça recorrente dar ciência imediata do encaminhamento.
Parágrafo único. Nas informações prestadas pelo comandante,
chefe ou diretor ao requerimento do recorrente, deverá constar a data do
recebimento do documento.
Art. 16. O recurso interposto, após recebido pela Comissão da
respectiva Instituição, deverá ser apreciado em tempo hábil de modo que não
haja prejuízo ao recorrente, sendo tudo publicado em boletim interno.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 17. Cabe ao órgão de pessoal das instituições militares do
Estado o controle dos assentamentos dos militares referentes aos dados da
Ficha de Pontuação (Anexo II) inseridos no Sistema Integrado de Recursos
Humanos.
Art. 18. Ao subtenente ouvinte junto à Comissão de Promoção de
Praças de cada instituição militar compete participar e auxiliar o secretário
durante as reuniões, sem direito a voto.
Art. 19. O prazo de 5 (cinco) anos estabelecido no art. 25 da Lei
Complementar nº 318, de 17 de janeiro de 2006, deve ser cumprido em
situação de atividade.
Art. 20. A praça promovida por ato de bravura freqüentará o
primeiro curso de formação ou de aperfeiçoamento, conforme o caso,
disponibilizado pela Corporação, correspondente ao grau hierárquico ascendido
que exija esse curso, na condição de aluno-ouvinte, devendo ser considerado
apto mediante normatização do órgão de ensino.
Parágrafo único. Para fins de promoção constará na Ficha de
Pontuação a média final de conclusão obtida no último curso de formação.
Art. 21. Os comandantes-gerais, mediante prévia deliberação das
comissões de promoção, poderão baixar resoluções no sentido de garantir a
eficiência e eficácia da regulamentação baixada por este Decreto.
Art. 22. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Florianópolis, 11 de agosto de 2006.
EDUARDO PINHO MOREIRA
Governador do Estado

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ANEXO I
CALENDÁRIO
AUTORIDAD PROMOÇÃ
PROMOÇÃ PROMOÇÃO
E PROMOÇÃO O
PROVIDÊNCIAS O 25
RESPONSÁV 31 JANEIRO 11
05 MAIO NOVEMBRO
EL AGOSTO
Chamada para a
composição do
CPP Até 15 Dez Até 19 Mar Até 25 Jun Até 09 Out
Quadro de
Acesso
Inserção no SIRH Semestral
Semestral Semestral Semestral
da Ficha de Até 10 Jan
OPM/OBM Até 10 Jan Até 10 Jan Até 10 Jan
Avaliação e 10 de
e 10 de Jul e 10 Jul e 10 Julho
Semestral Jul
Inserção no SIRH
das Atas de
OPM/OBM Até 04 Jan Até 08 Abr Até 15 Jul Até 29 Out
Inspeção de
Saúde e TAF
Cômputo das
vagas a CPP Até 04 Jan Até 08 Abr Até 15 Jul Até 29 Out
preencher
Elaboração dos
QAA, QAM e QAT
De 04 a 14 De 08 a 18 De 15 a 25 De 29 Out
para apreciação CPP
Jan Abr Jul a 08 Nov
em reunião da
CPP
Presidente
Reunião da CPP Até 15 Jan Até 19 Abr Até 26 Jul Até 09 Nov
da CPP
Divulgação ou
publicação dos
QA das
CPP Até 16 Jan Até 20Abr Até 27 Jul Até 10 Nov
respectivas
Instituição
Militar
Remessa ao
respectivo
Comandante-
CPP Até 16 Jan Até 20 Abr Até 27 Jul Até 10 Nov
Geral das
propostas de
promoção
Comandante
-Geral de
Promoção cada 31 Jan 05 Mai 11 Ago 25 Nov
Instituição
Militar

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ANEXO II
FICHA DE PONTUAÇÃO – MERECIMENTO

Nome: Matrícula:
_________________________________________ ___________________________________________
____ ________
Graduação: Lotação:
_________________________________________ _________________________________________

N
ITEM AVALIADO CLASSIFICAÇÃO PONTUAÇÃO
º
1,00 ponto para cada ano ou
Efetivo serviço (1)
fração superior a 6 meses
1,00 ponto para cada ano ou
Graduação de sargento
fração superior a 6 meses
2,00 ponto para cada ano ou
1 TEMPO DE SERVIÇO Acima de 30 anos de TTS
fração superior a 6 meses
1,00 ponto para cada ano ou
Graduação atual
fração superior a 6 meses
0,50 pontos para cada ano ou
Em quartel PM/BM (2)
fração superior a 6 meses
Formação média final
2 CURSO
Aperfeiçoamento média final
Excepcional 3,00 pontos
COMPORTAMENTO
3 Ótimo 2,00 pontos
MILITAR
Bom 1,00 ponto
Doutorado 2,50 pontos
CURSOS CIVIS (3) Mestrado 2,00 pontos
4 (pontuação não Especialização 1,50 pontos
cumulativa) Graduação 1,00 ponto
Sequencial Específico 0,50 ponto
NIVEL V 2,50 pontos
CURSOS MILITARES NIVEL IV 2,00 pontos
(3)
5 NIVEL III 1,50 ponto
(pontuação não
NIVEL II 1,00 ponto
cumulativa)
NIVEL I 0,50 ponto
ESTÁGIOS E Definidos pelo Órgão de
6 0,25 ponto
TREINAMENTOS (4) Ensino
7 MÉRITO PESSOAL Mérito por Tempo de
1,00 ponto
medalhas e outras Serviço - 30 anos
condecorações Mérito por Tempo de
1,00 ponto
(pontuação Serviço - 20 anos
cumulativa) Mérito por Tempo de
1,00 ponto
Serviço - 10 anos
Condecoração de Mérito 0,50 ponto
Intelectual

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Condecoração de
Excepcional Mérito e 0,50 ponto
Bravura
Brasão de Mérito Pessoal -
0,10 ponto
1º Categoria
Brasão de Mérito Pessoal -
0,10 ponto
2º Categoria
Brasão de Mérito Pessoal -
0,10 ponto
3º Categoria
Prêmio policial destaque
0,10 ponto
(PMSC)
FICHA DE Conceito Final do Anexo III
8 de 1,00 a 4,00 pontos
AVALIAÇÃO (5)
9 TAF (6) Apto 1,00 ponto

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147

(Continuação do Anexo II)


1. A pontuação referente ao Tempo de Efetivo Serviço somente será
computada para composição dos quadros de acesso aos cursos de formação de
cabos e sargentos.
2. O tempo de serviço em quartel PM/BM será computado a contar da vigência
deste regulamento, somando-se o tempo anteriormente adquirido.
3. Na hipótese do militar haver concluído com aproveitamento mais de um
curso civil ou militar de mesmo nível, para efeito de preenchimento da Ficha de
Promoção, será considerado apenas um deles, bem como, se concluído cursos
de nível diferente, será computado o de maior valor.
4. Estágio ou treinamento com no mínimo 40 horas/aula. Na hipótese do militar
haver concluído com aproveitamento mais de um estágio ou treinamento, para
efeito de preenchimento da Ficha de Promoção, serão computados os pontos
correspondentes à realização de cada curso, até o limite máximo de 0,50 ponto
ao ano.
5. Média dos conceitos semestrais emitidos na graduação.
6. Pontuação específica para cada promoção.
Obs: para efeito de preenchimento do item "6", serão considerados os cursos,
estágios e treinamentos militares com aproveitamentos destinados à
habilitação para cargos e funções de interesse das corporações, cujo exercício
exija conhecimentos e práticas especiais, devidamente reconhecidos e
homologados pelo órgão de ensino da respectiva corporação militar, em cinco
níveis:
I – de 40 a 80 horas/aula;
II – de 81 a 120 horas/aula;
III – de 121 a 160 horas/aula;
IV – de 161 a 320 horas/aula; e
V – acima de 320 horas/aula).

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148

ANEXO III
FICHA DE AVALIAÇÃO SEMESTRAL DO MILITAR ESTADUAL
Nome do Avaliado: Função:
OPM/OBM: Graduação: Matrícula: Data da
Avaliação:
Nome do Oficial Avaliador: Posto: Semestre / Ano:
Analise cada uma das características abaixo e assinale com um “X”
somente UM dos conceitos:
CONCEITOS
2 - ATINGE PARCIALMENTE O
1 - ABAIXO DO ESPERADO
ESPERADO 1 2 3 4
3 - ATINGE O ESPERADO 4 - ACIMA DO ESPERADO
DIMENSÃO INSTITUCIONAL – características que agregam valor e contribuem
para o desenvolvimento da Instituição.
1 - ENGAJAMENTO INSTITUCIONAL - responsabilidade e cuidado
no tratamento do patrimônio da Corporação e comprometimento
com programas Institucionais.
2 - ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS - concentra-se nos
resultados assumindo compromissos com as metas, contribuindo
com idéias e sugestões para obtenção satisfatória dos mesmos.
3 - CAPACIDADE DE ANÁLISE/SOLUÇÃO DE PROBLEMAS -
capacidade para julgar e emitir recomendações adequadas sobre
assuntos relativos à sua área de atuação, após criteriosa análise da
situação.
4 - SEGURANÇA NO SERVIÇO - conhece as normas de segurança
individual e coletiva e faz uso adequado dos equipamentos de
proteção.
DIMENSÃO FUNCIONAL – características que geram impacto nos processos e
formas de trabalho.
5 - QUALIDADE E PRODUTIVIDADE - realiza suas atividades de
forma completa, precisa e criteriosa, atendendo aos padrões de
qualidade esperados.
6 - HABILIDADE TÉCNICA - nível de conhecimento sobre os
procedimentos, normas e padrões internos necessários para exercer
suas atividades.
7 - ENERGIA E DISPOSIÇÃO PARA O SERVIÇO - demonstra
interesse, entusiasmo e determinação na execução de suas
atividades. É pró-ativo.
8 - PONTUALIDADE / ASSIDUIDADE - cumpre a jornada de
trabalho pré-estabelecida tanto no aspecto horário como em
freqüência.
9 – TRABALHO EM EQUIPE - habilidade de interagir com os
demais membros da equipe e saber ouvir posições contrárias. Busca
alternativas e contribui para a atuação positiva dos demais. Está
sempre pronto a cooperar.
DIMENSÃO INDIVIDUAL – características que aparecem nas atitudes,
comportamentos e são um diferencial do funcionário.
10 - ATUALIZAÇÃO - é preocupado com seu desenvolvimento
profissional. Toma para si a responsabilidade de manter-se
atualizado. Procura prover os meios de preencher as lacunas de
competências técnico-funcionais, solicitando, quando necessário,
apoio institucional.
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11 - ORIENTAÇÃO PARA O CIDADÃO - estabelece contatos


pessoais de forma assertiva, buscando atender às expectativas e
necessidades dos usuários internos e externos.
12 - FLEXIBILIDADE / ADAPTABILIDADE - reage bem a
mudanças. Tem facilidade para utilizar novos métodos,
procedimentos e ferramentas, adaptando-se rapidamente às
necessidades e mudanças na rotina de seu trabalho.
13 - RELACIONAMENTO INTERPESSOAL - habilidade no
relacionamento com seus pares, superiores e subordinados.
14 - ADMINISTRAÇÃO DE CONDIÇÕES DE TRABALHO -
habilidade em administrar prazos e solicitações apresentando
resultados satisfatórios mesmo diante de demandas excessivas.
Capacidade de trabalhar sob pressão.
15 - EQUILÍBRIO EMOCIONAL - habilidade para lidar com
situações críticas, mantendo a serenidade e tomando decisões no
sentido de reduzir conflitos.
16 - ASSEIO E APRESENTAÇÃO PESSOAL - demonstra cuidados
com sua apresentação pessoal, bem como com o fardamento,
caracterizando assim a valorização da imagem da corporação.
Total de Pontos
Conceito Final (total de pontos divididos pela quantidade de itens
avaliados)
Obs: Se o Conceito Final for inferior a 2 (dois)deverá ser justificado.

Ass. Oficial Avaliador: Local e Data:

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