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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura: Informativa e de reconhecimento; Interpretativa. A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se preparando para a leitura interpretativa. Durante a interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; tente ligar uma palavra à idéiacentral de cada parágrafo. A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Marque palavras com NÃO, EXCETO, RESPECTIVAMENTE, etc, pois fazem diferença na escolha adequada. Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. Leia a frase anterior e posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor.

ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E IDÉIA CENTRAL
Um texto para ser compreendido deve apresentar idéias seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela idéia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão do texto. Podemos desenvolver um parágrafo de várias formas: Declaração inicial; Definição; Divisão; Alusão histórica. Serve para dividir o texto em pontos menores, tendo em vista os diversos enfoques. Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico frasal, ou seja, a idéia central extraída de maneira clara e resumida. Atentando-se para a idéia principal de cada parágrafo, asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do texto.

OS TIPOS DE TEXTO
Basicamente existem três tipos de texto: Texto narrativo; Texto descritivo; Texto dissertativo. Cada um desses textos possui características próprias de construção.

DESCRIÇÃO
Descrever é explicar com palavras o que se viu e se observou. A descrição é estática, sem movimento, desprovida de ação. Na descrição o ser, o objeto ou ambiente são importantes, ocupando lugar de destaque na frase o substantivo e o adjetivo.

enquanto a segunda é estática e sem movimento. Era notório o sofrimento daquele pobre objeto. Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos: O quê? . acontecimentos. Quem? – personagem principal e o anti-herói. É contar. Exemplo: João estava tão gordo que as pernas da cadeira estavam bambas do peso que carregava.Fato narrado. Os pássaros felizes cantarolavam pelo ar. A caracterização é indispensável. À esquerda fica a reitoria e alguns pontos comerciais. chamamos de descrição denotativa. respondendo os seus elementos a uma série de perguntas: Quem participa nos acontecimentos? (personagens).O emissor capta e transmite a realidade através de seus sentidos. fazendo uso de recursos lingüísticos. Os verbos são predominantes num texto narrativo. brilhava incansável. NARRAÇÃO Narrar é falar sobre os fatos. Há duas descrições: Descrição denotativa Descrição conotativa. por isso existe uma grande quantidade de adjetivos no texto. Hoje o sol amanheceu sorridente. À direita o término da construção de um novo centro tecnológico. tal que o receptor a identifique. único de acordo com a definição do dicionário. A narração difere da descrição. no céu alegre. DESCRIÇÃO DENOTATIVA Quando a linguagem representativa do objeto é objetiva. . Consiste na elaboração de um texto inserindo episódios. O indispensável da ficção é a narrativa. Isso provavelmente facilitará o transporte desse cultivo a um grande centro de distribuição de alimentos a CEAGEPE. Na descrição denotativa as palavras são utilizadas no seu sentido real. leve e repleto de nuvens brancas. Exemplo: Saímos do campus universitário às 14 horas com destino ao agreste pernambucano. Seguiremos pela BR-232 onde encontraremos várias formas de relevo e vegetação. O que acontece? (enredo). direta sem metáforas ou outras figuras literárias. DESCRIÇÃO CONOTATIVA Em tal descrição as palavras são tomadas em sentido figurado. A primeira é totalmente dinâmica. Onde e como acontece? (ambiente e situação dos fatos). ricas em polivalência. No início da viagem observamos uma típica agricultura de subsistência bem à margem da BR-232.

com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca. com gola vermelha e botões de metal. botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul. Por isso. . O estádio quase veio abaixo de tanta alegria da torcida. A narrativa se vale de tal recurso.a conseqüência dos fatos. Os minutos finais eram decisivos. (Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo) A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos discurso. efetivando o ponto de vista ou foco narrativo. Quando? – o tempo dos acontecimentos. Exemplo: Parei para conversar com o meu compadre que há muito não falava. O goleiro não teve chance. motivo do fato. No texto narrativo. quando de repente o juiz apitou uma penalidade máxima. Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento. já que ele era considerado o melhor batedor do time. Há tanto tempo sem nos falarmos e justamente num momento tão triste nos encontramos. O técnico chamou Neco para bater o pênalti. trazia bombachas claras. um núcleo do enredo. Deve haver um centro de conflito. Exemplo: O jogo estava empatado e os torcedores pulavam e torciam sem parar. Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. o fato é o ponto central da ação. É o foco narrativo de 3ª pessoa.Compadre minha senhora morreu há pouco tempo. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa. estou tão triste. Por isso: . Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta. montava num alazão. ambos precisavam da vitória. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens. Terá sido o destino? Já o narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. Por quê? – a razão. Um dia chegou a cavalo. sendo o verbo o elemento principal. Eu notei uma tristeza no seu olhar e perguntei: . vindo ninguém sabia de onde. Neco dirigiu-se até a marca do pênalti e bateu com grande perfeição.Como? – o modo que os fatos aconteceram.Compadre por que tanta tristeza? Ele me respondeu: . A seguir um exemplo de texto narrativo: Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara na vida de Santa Fé.

Discurso indireto. mas Fabiano franziu a testa. TECNICAS DE INTERPRETAÇÃO I Conseguir tirar do texto. que lembrança! Olhou a mulher. DISCURSO DIRETO É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa. DISCURSO INDIRETO LIVRE É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria. entre outros.Emprego de verbos do tipo: afirmar. responder. quando ele escreveu. achando a frase extravagante. perguntar. servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas. Aves matarem bois e cavalos. etc. o Um grande erro de nossos dias é: . Podemos enumerar algumas características do discurso direto: . . 2. 1. negar. Discurso indireto livre. Exemplo: O juiz disse que o réu era inocente.Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo o juiz finalmente apontou para o centro do campo e encerrou a partida. DISCURSO INDIRETO É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras. No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que. (Graciliano Ramos). julgou que ela estivesse tresvariando”. se.O réu é inocente. desconfiado. travessão e vírgula. aquilo que escutou ou leu de outra pessoa. FORMAS DE DISCURSO Discurso direto. O missão mais importante do Interprete é: o o 3.Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos. Exemplo: Sinhá Vitória falou assim. a intensão de que o autor tinha. como. Exemplo: O juiz disse: .

Propósito é: O alvo da mensagem.Central do T . 10. 5.Ideia C . você precisa conhecer o ICT da passagem. Colocar no texto a nossa ideia. o o o o Propósito do Texto Uma vez que você tem o ICT.Propósito da P . Pra saber isto. 9. o o o o 13. sem se preocupar em ver.Propósito da passagem bíblica? 14.o o o 4. É o Resumo que engloba toda a mensagem da Passagem escrito numa só frase. Você sabe o que é um PPB? 11. É propósito de que foi escrito a mensagem o o o o o Objetivo: Qual é o objetivo do ICT. ICT (flexa) Propósito (alvo) A flexa (ICT) é a mensagem que ele usou para atingir este alvo. . Pra você dizer. você pode fazer um teste em você mesmo fazendo a seguinte Pergunta: Qual é o ICT desta passagem? Como encontrar o ICT em um texto bíblico? Pergunta (Questão) + Resposta (Afirmação) = ICT (Ideia Central do Texto) 8. que você tem um bom entendimento de certa passagem. P . 6. só vai te restar determinar o propósito. qual é a ideia do autor no texto Você sabe o que é um ICT ? I .Passagem B . O alvo é o propósito. Ideia Central do Texto é: O resumo do significado da passagem. Este passo a respeito do propósito.Ideia Central do texto com o PPB. 15.Bíblica 12.Texto o o o o 7.

Exemplo Louvai ao Senhor todas as nações. louvai-o todos os povos.o vamos estar estudando na outra semana. Para se descobrir isto. Para que. Quem. o o o o 19. e a sua Fidelidade dura para sempre. Como. . o o o o o o 20. devem louva-lo? 21. Onde Quando. Porque a sua benignidade é grande para conosco. 16. louvai-o todos os povos. Pergunta (questão) Qual é o assunto ou tema principal de que o autor está a tratar através de escrever esta passagem? É a indentificação do assunto central da passagem escrita. itilizamos fazer Perguntas ao texto. Usar as seguintes palavras em sua pergunta: Porque. Porque a sua benignidade é grande para conosco. o o o o o o Exemplo Louvai ao Senhor todas as nações. Pergunta (Questão) + Resposta (Afirmação) = ICT (Ideia Central do Texto) ICT 17. o Exemplo o Louvai ao Senhor todas as nações. o o o o o o o o 18. Que. e a sua Fidelidade dura para sempre. etc.

27. devem louva-lo? Pergunta (questão) 24. Afirmação (resposta) 25. o o o o o As três áreas afetadas pelo propósito são: * âmbito cognitivo (uso da men t e). Pergunta (questão) Porque todos os povos devem louva-lo? Louvai ao Senhor todas as nações. Será que o tal escrito requer alguma coisa que está ligado com a mente? * âmbito afetivo. só vai te restar determinar o propósito. e a sua Fidelidade dura para sempre. Propósito do Texto Uma vez que você tem o ICT. Porque a sua benignidade é grande para conosco. o o o 29. o O ICT de Salmos 117. O que o texto fala a respeito da pergunta. Porque a sua benignidade é grande para conosco.o o o o louvai-o todos os povos. louvai-o todos os povos. e a sua Fidelidade dura para sempre. = ICT (Ideia Central do Texto) Mais qual é a Ideia Central do texto? 26. Pergunta (questão) Porque todos os povos devem louva-lo? Louvai ao Senhor todas as nações.1-2 é: A ideia Central do Texto é que todos devem louva-lo. valores) . Porque a sua benignidade é grande para conosco. TECNICAS DE INTERPRETAÇÃO II 28. fica fácil a resposta 23. devem louva-lo? Pergunta (questão) 22. Porque a sua benignidade é grande para conosco. e a sua Fidelidade dura para sempre. e a sua Fidelidade dura para sempre. (emoções. ou como o próprio texto responde a pergunta? Quando se tem a pergunta. louvai-o todos os povos. o Afirmação (resposta) o o o o o o É a resposta a pergunta. e a sua Fidelidade dura para sempre. Pergunta (Questão) Porque todos os povos devem louva-lo? + Resposta (Afirmação) Porque a sua benignidade é grande para conosco.

Se você crer. encontra um bilhete do seu patrão. encontra um bilhete do seu patrão. Qual é o área afetada? Congnitivo (Mente) 36. Mas. só se você ir enconta-lo. encontra um bilhete do seu patrão. 37. dizendo que você tem uma proposta. Será que tal escrito me influência emocionalmente? * âmbito físico-Motor ( ações – o que se faz) Será que tal escrito requer de mim uma ação? o o o o 31. o Exemplo o 34. você será salvo. o o o o Exemplo Você chega no seu trabalho e. você será salvo. o Exemplo da última semana. Qual é o área afetada? Afetiva (emoções) Congnitivo (Mente) Físico-Motor (ação) 32. o Exemplo o Se você crer. Mas. Qual é o área afetada? Físico-Motor (ação) 33. Exemplo Você chega no seu trabalho e. só se você ir enconta-lo. Propósito (alvo) A flexa (ICT) é a mensagem que ele usou para atingir este alvo. . Mas. O alvo é o propósito. só se você ir enconta-lo. o Exemplo o o o Você chega no seu trabalho e. dizendo que você tem uma proposta.o o o o 30. você será salvo. o o Exemplo Se você crer. dizendo que você tem uma proposta. Qual é o área afetada? Afetiva (sentimentos) Congnitivo (Mente) Físico-Motor (ação) 35.

aceitando-o e negando-o ao mesmo tempo. pas siva. louvai-o todos os povos. significa conviver com ele. ou seja. reflexiva. uma complementando a outra. e a sua Fidelidade dura para sempre. louvai-o Porque todos os povos devem louva-lo? Pergunta (questão) Afirmação (resposta) Porque a sua benignidade é grande para conosco. estabelecendo um diálogo atra . Porque a sua benignidade é grande para conosco. Severino.1. Novo Manual Nova Cultural. precisamos perceber uma distinção essencial entre duas "imagens" de leitura: a leitura como atividade mecânica. louvai-o todos os povos. Para conseguirmos desenvolver a nossa potencialidade como leitores. há não só uma apreensão do lido como tam bém uma integração entre o lido e o vivido. ou melhor. São Paulo: Nova Cultural. portanto.2 Ação-sentimento Sentimento (gratidão) ELEMENTOS DE TEXTUALIDADE NOÇÕES METODOLÓGICAS DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Referência: AMARAL. Se ler a forma de viver. Porque a sua benignidade é grande para conosco. isto é. p. e a sua Fidelidade dura para sempre. e a sua Fidelidade dura para sempre. e a sua Fidelidade dura para sempre. a sua incorporação ao nosso mundo. 303-319. À pergunta por que ler vamos associar. Louvai ao Senhor todas as nações. o como fazê-lo é uma forma de dar sentido à vida. o O ICT de Salmos 117. PATROCÍNIO. consumista e a leitura como atividade ativa. e a sua Fidelidade dura para sempre. se leitura do mundo e leitura da palavra estão umbilicalmente ligadas. temos a im pressão de que lemos quando na verdade o que fazemos é apenas acumular dados.o o o o o o Salmo 117 Louvai ao Senhor todas as nações. o Qual é o propósito do Salmo 117. 40. Na primeira. a partir de agora. um novo elemento: trata-se do como ler. Emília. Louvai ao Senhor todas as nações.1. informações. 1991. ANTÔNIO. o Qual é o propósito do Salmo 117. devem louva-lo? Pergunta (questão) 39. Louvai ao Senhor todas as nações. aceitando-o ou negando-o. 38.1-2 é: A ideia Central do Texto é que todos devem louva-lo. Incorporar o texto significa digeri-lo. o o o Exemplo Louvai ao Senhor todas as nações. Porque a sua benignidade é grande para conosco. que logo desaparecem de nossa mente. Porque a sua benignidade é grande para conosco. Mauro Ferreira do. e a sua Fidelidade dura para sempre. crítica. louvai-o todos os povos. ao invés de aceitá-los prontos. Na segunda. louvai-o todos os povos. Apreender. Porque a sua benignidade é grande para conosco. de procurar os sentidos.2 42. assimilar o conteúdo de um texto implica. 41.

Os exercícios de interpretação podem ser propostos a partir de textos de qualquer tipo: ensaístico. de reconhecimento de suas idéias centrais. estamos nos alienando do ato de ler. um bom nível qualitativo. Tudo isso indica que ler é um processo e que ter acesso à leitura é se dispor a vivenciar esse processo. construções Os amores na mente as flores no chão. somos todos iguais braços dados ou não. campo. dos modos pelos quais tais idéias são demonstradas pelo autor etc. de percepção do que é essencial e do que é secundário no texto lido. Ler com clareza. decisivo. Essas mensagens precisam ser entendidas lucidamente. Trata-se. esses textos apresentam idéias. nas ruas. de uma prova mais dependente da leitura e compreen são do texto do que de conhecimentos prévios de História. voltando a ler. cada um por si e Deus contra todos. Compreender bem o que se pede significa conhecer. mas também da realidade. embora eles evidentemente sejam necessários.1 LEITURA DE ENUNCIADOS Como já foi dito. relendo. Ao mesmo tempo. precisamos conviver com os enun ciados. 1. descobrindo e estabelecendo relações entre elas. Geralmente a opção se dá no sentido de textos dissertativos escritos em prosa. às conclusões. as maneiras de colocar as questões. dos problemas cuja solução devemos encontrar. não podemos obter um bom nível quantitativo de leitura sem conseguirmos. filosófico. a nosso ver.2 IDENTIFICAR / COMPARAR / EXPLICAR a) Caminhando e cantando e seguindo a canção. a vida é um jogo. poético etc. conforme veremos. apaixonados em nossa relação com o texto. primeiro. a nossa análise. então. 1. exatamente porque. 1968) b) Eu aprendi. Por estas razões. jornalístico. aprendendo e ensinando uma nova lição. Um passo inicial. não só dos textos. esta é a finalidade dos exercícios de interpretação: desenvolver nossa capacidade de leitura. Como você sabe. vamos nos construindo como leitor. nas escolas. Você vai morrer e não vai pro céu. a linguagem através da qual os textos nos são apresentados e propostos para fazermos a nossa interpretação. Um exemplo disso é a prova de História da UNICAMP para o ano de 1988. compreendendo o que se está lendo. ao invés de dispersos. Quando lemos desta maneira estamos realmente construindo significados. a leitura clara e correta dos enunciados das Questões é o primeiro passo para respondê-las. mas. que interpretamos e analisamos os conteúdos das questões propria mente ditas. (Geraldo Vandré. gostando de ler. ao mesmo tempo. reconhecendo as idéias. a vida é cruel.vés do qual o leitor se constitui como sujeito do ato da leitura: um ato que pode assim ser criador e não meramente reprodutor. literário. a certeza na frente e a história na mão. ter familiaridade com uma determinada linguagem. Homem primata . Vamos estudá-Ia. desenvolvem um pensamento. não podemos ser bons leitores sem nos termos transformados em leitores dinâmicos. uma prova que pode nos servir como modelo da relação íntima entre leitura de enunciados e uma postura corre ta para resolver as questões às quais os enunciados se referem. indife rentes. Pra não dizer que não falei de Flores. Lendo. ao passo que quando lemos da primeira forma mencionada estamos realizando uma anti-Ieitura. principalmente. organizam argumentos. sabendo que poderemos utilizar o que aprendermos através dela em outros tipos de prova. escolhendo os textos fundamentais de nossas vidas e. Isto porque este ato pressupõe um exercício de seleção. inclusive aquelas que se compõem de testes de múltipla escolha. É bom aprender. também. cuja condição primordial é a própria prática de ler. elas iluminam e encaminham o raciocínio que deve levar às respostas. expressam premissas (causas) e conclusões (conseqüências).

ou seja. já encaminhou sua resposta. nas ruas. analítico desses elementos. Poderemos brincar. Individualismo: Eu aprendi. b) Comparando as duas canções. Falta então. um reconhecimento das principais características das conjunturas às quais as canções se referem. Primeiro. a vida é um jogo. e poderemos cada um tirar jacarandás ou outro qualquer pau sem darmos parte para isso. eu me perdi. exprimem com portamentos e atitudes de amplos setores jovens diante de dois momentos diferentes da vida po lítica brasileira. identificando e explicando os seus significados em relação a comportamentos e perspectivas da juventude em cada um desses momentos. Elementos característicos da década de 80. idealista (Caminhando e cantando / e seguindo a canção / Somos todos iguais. é preciso organizar estes dados e utilizá-los para comparar a década de 60 e a de 80. a) Identifique. Reconhecidos alguns elementos de ambas as décadas presentes nas letras. a vida é cruel Irracionalismo: Homem primata Contradição: Capitalismo selvagem Fragmentação: Eu me perdi. do ponto de vista expresso nas canções. folgar e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.capitalismo selvagem. a partir de elementos das canções e de seus próprios conhecimentos sobre o assunto. Homem primata. eu me perdi. De acordo com o enunciado. Agora. cabe-lhe relacioná-las do ponto de vista da juventude. Insegurança: cada um por si e Deus contra todos Desânimo: Você vai morrer e não vai pro céu Descrença: É bom aprender. Em outras palavras. a saber: Os atuais feitores não os queremos. argumentativo. sem que para isto peçamos licença. quando você identificou ou reconheceu e anotou alguns traços referentes às décadas em questão. na selva de pedra. as principais características das duas conjunturas às quais as canções estão relacionadas. Resistência à repressão e consciência de que o homem faz a sua história. Perda de identidade: Eu me perdi. Eu me perdi. Na verdade. analisá-los. construções / os amores na mente / as flores no chão). / aprendendo e ensinando uma nova lição). sendo o sujeito das transformações sociais (a certeza na frente / e a história na mão. as canções apresentadas exprimem comportamentos e atitu des de amplos setores jovens diante de dois momentos da vida política brasileira. eu me perdi. na selva de pedra. a análise: a fundamentação necessária para você construir reflexões que mostrem não só uma organização dos elementos que identificou como também um aproveitamento reflexivo. faça eleição de outros com a nossa aprovação. a questão pede uma identificação. ou seja. referência ao golpe militar de 1964 (braços dados ou não / nas escolas. Identificar ou reconhecer significa apontar elementos. Poderemos plantar nosso arroz onde quisermos. isto é.) Repressão às liberdades civis. Na questão apresentada pede-se os elementos característicos das décadas de 60 e 80. campo. (Titãs.3 PARAFRASEAR / REESCREVER Meu senhor. você deve passar à segunda parte da questão onde se pede que compare. identifique e explique os principais significados que elas exprimem em relação a comportamentos e perspectivas da juventude em cada um destes momentos. Vejamos alguns elementos da primeira canção (década de 60): Postura revolucionária. para posteriormente explicá-los. se meu senhor também quiser a nossa paz há de ser nesta conformidade. a explicação. nós queremos a paz e não queremos guerra. se quiser estar pelo que nós quisermos. que descubra relações de semelhança e/ou diferenças entre épocas. presentes nas letras. 1. 1986) As canções acima. presentes na segunda canção. muito cantadas pela juventude de suas respectivas épocas. baseado nas letras de ambas e nos conhe cimentos que você tem sobre o assunto. . e em qualquer brejo.

mas entra também um raciocínio de causalidade. opina-se a respeito do lido. em Ilhéus. A segunda pergunta parte de uma suposição. da des crição que o historiador Jacques Le Golff faz de um Atlas de 1574. já mais devagar. com um mínimo de clareza. Em seguida. liberdade de expressões de prazer: "brincar" folgar . reproduzir sucintamente. Aqui. o enunciado pede uma interpretação. e com o texto em si. enquanto quando se interpreta. 1. vários métodos para fazer resumo: Sugerimos que você faça uma primeira leitura. para entrar em contato com o conjunto do tex to. alguma expressão. que expressem as idéias mais impor tantes. procura-se reproduzir o conteúdo do texto.) personifica a Ásia das especiarias. cantar . Lendo tal descrição e relacionando-a com o momento histórico a que se refere o século XVI podemos interpretar as "imagens" dos continentes como as "imagens" do mundo mer cantilista. a África tem o aspecto de uma negra pobremente vestida (. 1. faça uma segunda leitura.4 INTERPRETAR O historiador Jacques Le Goff assim descreve um Atlas de 1574: Em posição proeminente encontramos a Europa (. do ponto de vista da cultura européia. entretanto. Com estes dados. por volta de 1789. Procure fazer. Veja se você consegue.5 RESUMO Resumir é identificar as idéias centrais e secundárias de um texto. do outro lado. Vai percebendo o raciocínio que está sendo desenvolvido. Você vai lendo e vai procurando entender cada parte do texto. do contexto. Sublinhe os momentos que pareçam mais significativos. para a estrutura de um engenho do século XVIII. onde e quando os escravos desejassem. faça uma terceira leitura: havendo problema com algum trecho. liberdade para plantio de arroz e para extração de madeira. dado pelo enunciado. Esta. Quando se comenta.) com a cabeça de um homem sentado na mão (. a) Para voltar ao Engenho. procure compreendê-la a partir do conjunto. torna-se necessário reescrever ou parafrasear (reproduzir com sua palavras) o texto.através da qual você deve imaginar as prováveis conseqüências. entram os seus conhecimentos específicos de história do Brasil. uma hipótese se aceitas as condições dos escravos . demissão dos feitores do engenho e eleição de novos com aprovação dos escravos.) A América reconhece-se na mulher impudicamente nua (.) Está retratada com vestes de soberana.) À esquerda uma princesa oriental ornada de jóias (. a partir de um determinado contexto. para você mesmo. um resumo do que foi lido. Ou então anote à margem do texto o que você for considerando mais relevante. Repare que interpretar se parece com comentar: em ambos os casos. Ao lado está uma cabeça feminina que se ergue sobre um pedestal. e segura um globo imperial (. Para conhecer genericamente o texto como um todo. sendo a pri meira textual e a segunda extra-textual. É apresentar a síntese do texto que corresponde à compreensão do que foi lido.) a indicar que se alimenta de carne humana (. daquilo que poderíamos chamar de sua "democratização". do ponto de vista da cultura européia. Existem vários caminhos. Para sentir as primeiras impressões. procura-se entendê-lo resumindo-o. faz-se considerações pessoais mesmo que direcionadas. a Oceania. as idéias cen trais do texto. Se houver necessidade.O texto acima é de autoria de um grupo de escravos que se revoltou e fugiu do Engenho de Santana. você deve responder duas perguntas. parafraseando-o ou associando-o ao contexto dado pelo enunciado. é necessário discutir o que foi lido. dependente de conhecimento de história. do homem perante o domínio da Igreja. as imagens dos continentes que compõem o Atlas. Interprete. justamente privada de corpo porque o continente austral era então quase completamente terra incógnita . com as suas próprias palavras. Vai procurando compreender as rela ções entre as partes. Aí. quais as exigências que os escravos fizeram? b) Se aceitas as suas condições. Observe mais . mais atenta. enumerando as exigências dos escravos. com co roa e cetro. em frente. isto é. Para responder a primeira. mais analítica. mas também do mundo renascentista de valorização .) na ignorância de qualquer forma de organização civil e política. como ficaria afetada a organização social escravista de Enge nho de Santana? Observe que o enunciado desta questão apresenta um texto e informa sobre sua autoria e data.

los. pontos de partida bem anteriores ao pensamento expresso. nem por incapacidade de distinguir as próprias idéias das idéias apresentadas por um texto lido. Quando a prova é de questões discursivas. a extra polação acontece pela preocupação de se descobrir pressupostos das idéias do texto. Um leitor desatento ou/e ansioso provavelmente escolherá essa alternati va. maior capacidade de compreensão objetiva dos textos. como o próprio nome indica. Reconhecer estes erros. que são basicamente três: extrapolação. Você perceberá que algumas questões incidem sobre o conjunto do texto: estas podem ser respondidas diretamente. 1.6. por relações analógicas: uma idéia lembra outra semelhante e viajamos para fora do texto. ao invés de sairmos do contexto. Mas há outras questões que incidem sobre trechos. isolando-o do contexto.6. Ao extrapolar. aban donando o texto que era nosso objeto de interpretação. pela preocupação de se tirar conclu sões decorrentes das idéias do texto. . reconhecendo seus elementos e suas relações. um aspecto do texto. fazemos o inverso: abordamos apenas uma parte. Geralmente. o esquecimento de uma idéia. redução e contradição. 1. erro oposto à extrapolação é o que chamamos de redução ou particularização indevida. para serem respondidas. ou. antes. mas já pertencentes a outros contextos. a um aspecto menos relevante do conjunto. perdendo de vista os elementos e as relações principais. ao invés de acrescentarmos outros elementos. é preciso muita atenção quanto ao enunciado. fracionando indevidamente esse aspecto.2 Redução Outro erro clássico em exercícios de entendimento de texto. exigem uma volta ao texto. viajamos além de suas margens.6. um detalhe. o mais grave de todos. serão realizados por um projeto intencional. Essa clareza é necessária e é criadora: significa. temos mais liberdade para encaminhar nossas respostas. Neste caso. assim como em nossa capacidade de perceber e com preender conjuntos de qualquer tipo. para que você responda realmente o que está sendo pedido e não incorra nos erros clássicos de entendimento de texto. acontece quando saímos do contexto. A extrapolação é muitas vezes um exer cício de criatividade inadequada porque nos leva a perder o contexto que está em questão. leia as perguntas propostas. Como esse erro tende a ser mais facilmente reconhecido por apresentar idéias opostas às idéias expressas pelos textos os testes de interpretação muitas vezes são organizados com uma espécie de armadilha: uma alter nativa apresenta muitas palavras do texto. Outras vezes. Por algum motivo uma leitura desatenta. dissociando-o do contexto. ou então que se torna falso porque passa a ser descontextualizado. criamos a partir do que foi lido. ou seja. vamos além dos limites do texto. para que nossas respostas sejam claras e coerentes. uma liberdade maior de imaginação e de raciocínio. evocamos outros elementos.atentamente o início e o fim de cada parágrafo e do texto como um todo: geralmente. conhecer o processo lógico que ocorre em cada um deles. apresenta até expressões inteiras do texto. quando acrescentamos idéias que não estão presentes no texto. adequadas aos textos. A redução consiste em privilegiarmos um elemento (ou uma relação) que é verdadeiro mas não é suficiente diante do conjunto.3 Contradição O último erro clássico nas interpretações de texto. é o da contradição. por opção. 1. sobre passagens específicas do texto: estas. Prendemo-nos. Reconhecer os processos de redução representa também um salto de qualidade em nossa capacidade de ler e entender textos. Reconhecer os momentos de extrapolação sejam analógicos ou lógicos significa conquis tar maior lucidez. ainda. inclusive. quebramos este conjunto. assim.6 ERROS CLÁSSICOS DE ENTENDIMENTO DE TEXTO Após a leitura do texto. a perda de uma passagem no desenvolvimen to do texto etc. Nesse caso. mas com um sentido contrário. Por ser a que apresenta mais literalmente. do contexto que está em questão. expositivas. a outros campos de discussão. chegamos a uma conclusão contrária ao texto. a não percepção e algumas relações. 1. e não mais por incapacidade de reconhecer os limites de um texto colocado em questão. ou.1 Extrapolação O erro de extrapolação. é de importância vital para superá. a incompreensão de um raciocínio. as idéias são apresentadas sinteticamente na introdução e na conclusão dos textos. porque os vôos para fora dos textos tornam-se conscientes. mais "ao pé da letra elementos presentes no texto. por ser a mais "parecida" com o texto. deflagramos nossa imaginação e nossa memória. o processo de extrapolação se realiza por associações evocativas. fazemos outras associações.

O texto afirma que a experiência do mistério é um elemento importante para a arte. a vida presente. O presente é tão grande. como o resumo e a pa ráfrase são utilizados durante o processo interpretativo. O texto apresenta. O texto afirma que a nossa compreensão dos fenômenos é ainda multo elementar. Procure fazer um pequeno resumo do texto. a de entrar em contato. O tempo é a minha matéria. Não direi os suspiros ao anoitecer. A caracterização dessa vivência: saber e sentir que existe algo belo e racional que compreendemos apenas rudimentarmente. Leia atentamente o texto que se segue. morto e tem os olhos extintos. algo que compreenderemos apenas em forma muito rudimentar é esta a experiência que constitui a atitude genuinamente religiosa. não para a ciência. não nos afastemos. mas nutrem grandes esperanças. considero a enorme realidade. Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. Texto 2 Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. (Carlos Drummond de Andrade Sentimento do mundo) Veja alguns erros que podem ocorrer na análise deste poema.4 Exercícios / exemplos Vamos ver alguns exemplos de erro extrapolação. Estão taciturnos. Texto 1 O que podemos experimentar de mais belo é o mistério. aquele que não se detém a admirar as coisas. Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. também. verifique se você cometeu algum erro de extrapolação. contradição . Faça a primeira leitura. CONTRADIÇÃO: O texto afirma que quem experimenta o mistério está com os olhos fechados e não consegue compreender a natureza. esse já está. captando as idéias centrais. Aquele que for alheio a essa emoção. Neste sen tido. O sentido em que o autor se considera uma pessoa religiosa (e unicamente neste sentido). Saber que existe algo insondável. O texto afirma que todo cientista precisa ser artista e religioso. Estou preso à vida e olho meus companheiros. EXTRAPOLAÇÃO: . faça a segunda leitura. Ao aprender a reconhecer os erros. a partir de tex tos em prosa e em poesia. sentindo-se cheio de surpresa. A emoção do mistério como raiz da ciência e da arte. para poder compreender a natureza. sentir a presença de algo profundamente racional e radiante mente belo. e unicamente neste sentido pertenço aos homens profundamente religiosos. vamos de mãos dadas. Também não cantarei o mundo futuro. redução ou con tradição.1. Ele é a fonte de toda a arte e ciência verdadeira. Entre eles. por assim dizer. Não serei o cantor de uma mulher. Em seguida. redução. o tempo presente. Não nos afastemos muito. Perceba. REDUÇÃO: O texto afirma que o terror fez nascer à religião. várias idéias básicas: A beleza da experiência do mistério. O homem incapaz de sentir essa emoção está com os olhos mortos.6. e sobre o mistério da criação do universo. depois. (Albert Einstein Como vejo o mundo) Seguem-se alguns exemplos de erros no entendimento do texto. e. os homens presentes. a paisagem vista da janela. EXTRAPOLAÇÃO: O texto fala sobre a importância de Deus e da religião. Muitos destes exemplos são colhidos em experiências de aula de inter pretação. na verdade. O que fez nascer a religião foi essa vivência do misterioso embora mesclado de terror. de uma história. você vai desenvolvendo uma clareza maior para sua prática de interpretar mais lucidamente os textos.

A atividade humana ameaça causar graves danos aos recifes antes que se possa investigar a plenitude de seu valor científico. e contei a ele que lá em cima. é um excelente substituto dos ossos humanos em cirurgias de reconstrução da perna e do maxilar. Procure ler com atenção os textos e as questões propostas que selecionamos. ele me disse um boa noite e um muito obrigado ao senhor tão sinceros. Que presente de rei teria sido oferecido ao motorista? Assinale a alternativa correta. e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram. juntos. Como as florestas tropicais. tão veementes. Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana. com os companheiros. o estar preso à vida. a vida presente. colchões de sonho. tem mesmo luar lá em cima? Confirmei: sim. A ( ) um valor absurdo como pagamento pelo serviço. vistas de cima. acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra pura. a negação de várias atitudes que o tirariam de viver a realidade presente (as várias fugas: o amor romântico. Mas que coisa. podemos afirmar que: A ( ) Os recifes de coral são parte das florestas tropicais. que não são correspondidos. B ( ) usado o táxi numa noite de muita chuva. a reafirmação.O texto afirma a desilusão do autor com os amores românticos. e que levam à autodestruição. Os médicos descobriram que o coral de águas quentes. C ( ) mantido conversa amigável com ele. B ( ) Os recifes de coral alimentam e abrigam toda espécie de vida marinha. REDUÇÃO: O texto afirma que o autor não pretende viver em uma ilha. do presente: o tempo.) A partir das informações contidas no texto. a religião alienante).Os recifes de coral. C ( ) O homem é o responsável pela formação desses sistemas naturais marinhos. E. a solidão.Leia o texto a seguir: A outra noite Rubem Braga Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite. II . na realidade presente. no fim do texto. Mas. o sentimentalismo. as maiores formações criadas por organismos vivos em nosso planeta. Depois continuou guiando mais lentamente. quando saltei e paguei a corrida. além das nuvens. o chamado para se viver o presente. sim senhor. o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim: O senhor vai desculpar. Observe como o poema de Drummond apresenta muitas idéias relevantes: a negação de ser um poeta do passado (mundo caduco) e do futuro. o suicídio. como se eu lhe tivesse feito um presente de rei. Construindo o espaço do homem. convenientemente processado. vamos fazer alguns exercícios que exemplificam o que se tem pedido em provas de comunicação e expressão. uma paisagem irreal. D ( ) O valor científico dos recifes de coral não é totalmente conhecido. uma noite de vento sul e chuva. CONTRADIÇÃO: O texto afirma que o autor sente-se preso à vida presente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa. perfeita e linda. estava um luar lindo. de lua cheia. Depois que o meu amigo desceu do carro. eu estava aqui a ouvir a sua conversa. são os mais ricos dos sistemas naturais marinhos. Quando vinha para casa de táxi. os recifes de coral servem de refúgio e oferecem alimento para cerca de uma quarta parte de todas as espécies marinhas. as drogas. enluaradas. Situados principalmente em águas tropicais. D ( ) informado a existência do luar além das nuvens. alvas. . tanto lá como aqui. Ora. I . (Igor Moreira. os recifes de coral figuram entre os hábitats mais variados e que correm maior perigo. a pas sada e à futura. por exemplo. na área de interpreta ção de textos. EXERCÍCIOS Agora que já estudamos os três principais tipos de erro.

(Igor Moreira. O objetivo principal de tal iniciativa é compreender melhor o funcionamento da vida. mostravam o tempo das coletas e o ritmo da vida. B ( ) O ser humano tem uma estrutura única independente de etnia e as diferenças raciais provêm da necessidade de adaptação às condições geográficas. O mal assoma na mente humana quando as regras se tornam maiores do que a necessidade real de praticá-las.97 Concurso Público Técnico do Tesouro Nacional) A ( ) O Projeto Genoma Humano tem como objetivo primordial reconhecer as diferenças entre as várias raças do mundo. representando o vale de um rio.Leia com atenção o texto a seguir e assinale com um X a alternativa incorreta: Cientistas de diversos países decidiram abraçar. A placa. O que percebemos como diferenças raciais são apenas adaptações biológicas às condições geográficas. que cabe na palma da mão. aqui na terra é estreito o caminho do sucesso. C ( ) O código genético determina as características de cada ser humano. indicavam roteiros. visível apenas aos humanos que tenham purificado as suas mentes. que muito mais se aproxima do infinito do que das regras que. próxima à antiga Babilônia. Antes de saber escrever. e no signo de Capricórnio é Lua Nova. É mais uma construção social e cultural. (ISTO É 25. Construindo o espaço do homem.) O texto nos permite afirmar que: A ( ) O mapa mais antigo que se conhece representa uma cidade iraquiana.). a forma mais eficaz de curar as doenças que nos ameaçam. em território que hoje pertence ao Iraque. conseqüentemente. A estreiteza do caminho do sucesso radica na dificuldade de se superarem as regras obsoletas. Originalmente o ser humano é um só. da Lua e das estrelas no céu. desde seu início ele não parou de produzir novidades científicas. . E ( ) O racismo não tem fundamento científico: é um fenômeno que se forma apoiado em estruturas sociais e culturais. O que outrora foi bem não significa que deva continuar a sê-lo. A pesquisa contribuiu também para derrubar velhas teorias sobre a superioridade racial e está provando que o racismo não tem nenhuma base científica.III . 2.500 anos de idade. C ( ) Só os povos que conheciam a escrita eram capazes de confeccionar mapas. de forma ignorante. foi descoberta nas escavações das ruínas da cidade de Ga-Sur. IV . D ( ) As amostras para a pesquisa do Projeto Genoma Humano estão sendo colhidas em diversas partes do mundo. B ( ) O homem primitivo já representava o espaço em que vivia antes de saber escrever. e conhecer esse código levará os cientistas a controlarem doenças. Enquanto isso. um projeto ambicioso: identificar todo o código genético contido nas células humanas (cerca de três bilhões de caracteres). Os homens primitivos desenhavam mapas nas paredes das cavernas. Tratava-se de uma placa de barro cozido.500 antes de Cristo. Como é esse código que define como somos. o trabalho com amostras genéticas colhidas em várias partes do mundo está ajudando também a entender as diferenças entre etnias humanas. Purificar não é outra coisa que eliminar as limitações.A história dos mapas é muito antiga. Chamado de Projeto Genoma Humano. Nada de mau nas regras em si. desde a cor dos cabelos até o tamanho dos pés. Insistir em se pensar desgraçado e o último dos humanos é também uma limitação. em 1990. V . O mapa mais antigo que se conhece foi construído por volta do ano 2. Apegar-se demais a uma particular visão de mundo é uma limitação. e. a humanidade tenta estabelecer. Todas as limitações não têm outra função a não ser a de obscurecer o princípio de vida.01.Leia com atenção o texto a seguir e assinale com um X a alternativa correta: O caminho do sucesso é estreito No céu de janeiro o Sol se relaciona de forma tensa com Saturno. o homem já fazia desenhos para representar o espaço em que vivia. Criticar nos semelhantes os erros que o crítico pratica constantemente é uma limitação. com montanhas de um e de outro lado (. A mais importante delas é a confirmação de que o homem surgiu realmente na África e se espalhou pelo resto do planeta. aproximadamente. D ( ) O mapa mais antigo que se conhece tem. criavam calendários representando o caminho do Sol.

Por fantasmas. o emprego e o desemprego. Oscar. de toda uma civilização antes fundada sob um conceito que já não existe: o do trabalho. conclui.O trabalho morreu. da mundialização. no livro O Horror Econômico (lançado agora no Brasil). e) O capital já não exige o trabalho dos homens para produzir lucro. De acordo com o texto pode-se afirmar que: A ( ) a conjunção astral faz com que o caminho do sucesso seja estreito. arcaico . e) a crise econômica do mundo é uma fase histórica transitória. Não há crise. defuntos e morte estão sendo utilizadas em sentido conotativo. ultrapassado. d) o universo tecnológico substitui o trabalhador no modelo econômico mundial da atualidade. (Folha de São Paulo Mais. um parasita. c) A visão de Viviane Forrester é otimista em relação ao futuro do trabalho humano na sociedade capitalista moderna. que já não é aquele em que o conjunto dos homens era indispensável para produzir lucro. 71. igualmente defuntos. E ( ) a estreiteza do sucesso está na desobediência às regras. Folha de São Paulo. só nos falta a coragem para enterrá-lo.97) 1 Assinale o item que não está de acordo com o texto. Sete fantasmas. sete crimes Dos vivos golpeando a vida Que nunca mais renascerá. comenta. concebido como o conjunto de emprego mais assalariados. as palavras morreu. No mesmo túmulo. da globalização. do liberalismo absoluto. b) trabalho e emprego são apenas aparentemente semelhantes. Com essa visão apocalíptica. no texto. A morte foi causada pelo distanciamento desastroso entre o território do trabalho e o da economia. 2 O texto apresenta a idéia de que: a) trabalho e emprego são conceitos idênticos. da virtualidade o trabalho. C ( ) ser puro é ter valores éticos bem determinados. que o grau de pobreza que o planeta atinge não é resultado de uma crise econômica. b) A palavra obsoleto (linha 7) significa. 17 de janeiro de 1999 Concurso Público TRF da 2ª Região). a ensaísta francesa Viviane Forrester. há de entender-se: a) entes sobrenaturais que aparecem aos vivos b) imagens dos que já não existem c) imagens da culpa que iremos carregar d) imagens que assombram e causam medo e) frutos da imaginação doentia do homem 2. é preciso acomodar seu sósia e seu irmão gêmeo. túmulo. (Carlos Drummond de Andrade) 1. Sete Quedas por nós passaram E não soubemos amá-las E todas sete foram mortas E todas sete somem no ar. c) o trabalho é também o resultado da ação de máquinas.(QUIROGA. A afirmação . das tecnologias revolucionárias o trabalhador é supérfluo e está condenado a passar da exclusão social à eliminação total. Trata-se da mutação vertical. a) No primeiro parágrafo.! 15. pois privilegia o trabalho e o emprego. da automação. nosso mais sagrado tabu . profunda. No atual modelo econômico que se instala no mundo sob o signo da cibernética. No mundo atual das multinacionais. o que há é uma mutação mas não apenas a mutação horizontal de uma sociedade. D ( ) o valor das regras é relativo. deformado sob a forma perversa de emprego . diz ela. B ( ) só os puros de coração conseguem ver o caminho do sucesso. é conceito obsoleto.6.As questões de números 1 a 4 são sugeridas pelo texto abaixo transcrito. VI . antigo. A mudança se dá na natureza mesmo no capital: que já não é aquele que expunha as garantias do capitalismo de ordem imobiliária. d) a civilização está sofrendo uma mutação profunda. no texto. VII .

Sete Quedas por nós passaram E não soubemos amá-las faz-nos entender que: a) os brasileiros não costumam amar a natureza b) Sete Quedas pertencem agora ao passado c) enquanto era possível. sete crimes I Dos vivos golpeando a vida I Que nunca mais renascerá . Na passagem E todas sete foram mortas. decisão impensada dos vivos c) à impossibilidade de substituir. percebe-se que sua mágoa se dirige principalmente: a) à insensata violação do princípio de continuidade natural da vida pelos representantes vivos de uma espécie b) ao fim das Sete Quedas. no futuro. E todas sete somem no ar". o espetáculo de beleza da vida presente d) à perda cada vez maior dos bens naturais pelos brasileiros e) aos verdadeiros crimes que o homem comete em nome do progresso 4. e) só agora nos damos conta do valor daquilo que perdemos 3. Quando o poeta diz ". o uso de todas sete se justifica: a) como referência ao número das quedas existentes no rio Paraná b) para representar todo o conjunto das quedas que desaparece c) para destacar o valor individual de cada uma das quedas d) para confirmar que a perda foi parcial Comentários . nós não passávamos por Sete Quedas d) todos antigamente podiam apreciar o espetáculo. agora não.

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