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O presente trabalho fala -nos do primeiro Estado Bantu, "‘ 


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  Neste
trabalho vamos falar do Estado de Zimbabwe desde a sua formação, a até a sua
decadência.

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O estado de Zimbabwe surgiu entre 1250 -1450 e localizava-se entre o Zambeze e o


Limpopo junto ao rio Mutirikwe perto da fronteira com Moçambique.

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Tomou esse nome porque, na cidade capital e noutros centros de poder , a aristocracia fez
rodear as suas habitações de amuralhados de pedra conhecidos por madzimbabwe
(singular Zimbabwe).

Esses amuralhados eram uma ostensiva demonstração de poder. Separavam os estratos


dominantes social e visualmente.

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A capital conhecida por G rande Zimbabwe entre os estudiosos concentrou -se grande parte
do poder político e económico.

Havia ai vários recintos circundados por pedra, na planície e na colina e igualmente uma
grande µcidade de caniço¶ vestígios arqueológicos cobrem hoje uma importante superfície.

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Alem do Grande Zimbabwe, são conhecidos vários µcentros regionais¶ com habitações,
igualmente circundados por muros de pedra, como o manykeni que se localizava no actual
distrito de Vilanculos, Inhambane.

Situado a 50km da Baía de Vilanculos e a 450 do Grande Zimbabwe, manykeni insere -se,
pela arquitectura, matérias arqueológicos e datações absolutas, no período aqui
considerado. Tendo sido e scavado durante 5 (cinco) campanhas, entre 1975 e 1980,
constituiu o primeiro Museu Arqueológico de Moçambique. As investigações mostraram que
foi continuamente habitado entre 1170 /80 e 1610/70, sendo o período de ocupação dividido
em várias fases. A construção do amuralhado data provalvelmente do século XIII,
contemporânea com o Grande Zimbabwe.

Entre os séculos XVI e XVII, a zona de manykeni fazia parte do território de sedanda, o qual
segundo a tradição oral, fora uma parte do estado dos Muenemutapa.

Manykeni constituía, provavelmente, a sede de uma dinastia e um entrep osto comercial.


Podia controlar a Baía de Vilanculos e assegurar um rápido escoamento de mercadorias.

Os testemunhos arqueológicos mostram que entre os produtos importados se contavam


inúmeras missangas de vidro colorido, porcelanas, louça vidrada e finas de vidros. De
possível manufactura local,foram recolhidos braceletes de cobre e de ferro, colares de
conchas marinha, enxadas, pregos, machados, um elegante gongo, contrapesos de rocas
feitos de barro para a fiação do a algodão e consideráveis quantidades de olaria. Todos
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esses produtos assemelham-se aos restantes centros regionais e ao do próprio Grande


Zimbabwe.

São raros os testemunhos de produtos para exportação. Foram apenas encontradas dua
pequenas esferas fundidas e missangas de ouro, indubitavelment e originária de centros
auríferos do planalto Zimbabweano.

Pela análise arqueológicas da distribuição espacial das unidades de habitação no exterior e


no interior do amuralhado de manykeni constatou -se a existência de diferentes padrões de
consumo. Assim, verifica-se uma relativa concentração de bens de prestígios (gongo -
instrumento muitas vezes ligado ao poder real na África Central) dentro do perímetro do
amuralhados reservado à classe dominante. A análise dos tipos de olaria, de fabrico
regional, permite igualmente inferir sobre a diferenciação social.

O abandono (ou a marginalização) de manykeni, nos séculos XVI -XVII, deverá estar
relacionado com a fragmentação do Zimbabwe nos estados butua e Muenemutapa a partir
do século XV- orientado para o comércio do vale do Zambeze depois de 1450, bem como
com a implantação da autoridade político -militar portuguesa em sofala (1505) e nas Ilhas
de Moçambique (1507).

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Só quando os primeiros comerciantes Árabes chegaram à costa Africana de S ofala


,trazendo tecidos, pérolas e outros produtos, os chamados ½½bens de prestígios ¾¾, é que o
ouro adquiriu maior valor devido a intensa procura.

As primeira trocas comercias realizaram -se provavelmente, entre os séculos IX-X. Al-
Masudi, viajante Árabe, referiu-se a Sofala no século X. As vias comé rcias utilizadas entre
os séculos XI e XV seriam provavelmente o rio Save, navegável durante o período das
chuvas, e a via terrestre q ue ligava o porto de Quelimane a Sena e Tete, ambos na
margem do Zambeze.

Com o desenvolvimento da produção criou -se grupos sociais com diferentes funções :
Agricultores, Artesanato e Pastores. O comércio a longa distância permitiu o
enriquecimento dos chefes das comunidades onde a exploração mineira e ra intensa. Foi,
pois, o ouro e o comércio que permitiram o enriquecimento de certos chefes e,
consequentemente, o desenvolvimento do seu poder político.

O comércio não originou o Estado de Zimbabwe, mas ele desempenhou um papel


importante ao criar condiç ões para o alargamento do padrão de consumo e incentivar as
ambições territoriais dos chefes. A necessidade de quantidades cada vez mais elevadas de
ouro, para responder à grande procura, contribuiu para a procura inevitável de soluções que
não eram possíveis dentro dos limites dos pequenos territórios linhageiros ou clânicos . As
anexações e as alianças políticas entre comunidades foram provavelmente decisivas no
processo de delimitação de fronteiras do Estado do Zimbabwe.

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A razão do abandono desta ½½cidade¾¾ praticamente sem deixar outros vestígios ainda não é
conhecida, uma vez que não existem registos escritos, mas pensa -se estar relacionada com
a invasão da região pelos muenemutapa, que deram origem a um império,estabelecendo a
sua capital cerca de 500km do Grande Zimbabwe, próximo do rio Zambeze.

Os povos shonas parecem ter -se fixado nesta região durante o século V. Apartir dessa
altura começaram a construir edifícios amuralhados que,na língua Chishona s e chamam
madzimbabwe, isto é casa s de pedra.

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Após termos feito este trabalho sob o tema Grande Zimbabwe concluímos que o império
durou 200 anos desde a sua formação até a sua decadência.

O Estado de Zimbabwe não é produto da actividade mercantil, porque as formações sociais


moçambicanas pré-mercantis, apesar do peso considerável dos laços de parentesco,
funcionavam como estruturas bem hierarquizadas e com uma complexidade que já
apontava para formas características de um estado ainda na fase embrionária .