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Introdução ao Método Bobath

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Introdução ao Método Bobath Autor: Blair José Rosa Filho INTRODUÇÃO Apresentaremos através desta incursão, O método Bobath

que é aplicado no tratamento precoce de bebes abaixo de um ano de idade, antes que se estabeleçam as desordens da postura e dos movimentos, que em muitos casos podem ser evitadas. O Dr. Karel descreve, em seus livros, os padrões da criança normal e da com paralisia cerebral, e da ênfase ao desenvolvimento das atividades tônicas reflexas. O tratamento pela fisioterapia inclui movimentos ativos e passivos, mas só os ativos podem dar as sensações essenciais para a aprendizagem dos movimentos voluntários. O objetivo é explicar a como essa técnica de Bobath é extremamente importante para o desenvolvimento motor da criança, pois tais informações são indispensáveis no curso de Fisioterapia. Com base na bibliografia de Bobath, podemos observar uma vi são holística do ser humano, assim podendo haver uma grande interação paciente - terapeuta.

I - A TÉCNICA DE BOBATH (Neurodevelopmental Technique) A senhora Bobath descobriu a técnica há 30 anos Esta permite inibir os esquemas de movimento patológico e influenciar o tônus muscular. Como este método só dava um resultado passageiro, ela continuou suas pesquisas e observou que podia obter um aumento do tônus muscular combinando a técnica de inibição e a técnica de facilitação. Bobath excita assim, as reações de estiramento e obtém o controle da cabeça, a rotação da cabeça e do tronco e reação de equilíbrio. O paciente é deslocado e mantido por pontos precisos de modo a reagir ativamente pelas reações desejadas. Graças a estas técnicas, o paciente poderá adquirir experiência sensório motora normal dos movimentos de base. Esta técnica é empregada em crianças com paralisia cerebral e outros problemas neurológicos de origem central como: traumatismos cranianos e hemiplegia. Assim, pode-se definir o Bobath como uma técnica de reabilitação neuromuscular que utiliza os reflexos e os estímulos sensitivos para inibir ou provocar uma resposta motora, sempre respeitando os princípios da normalização do tônus e da experimentação de um movimento ou de um controle estático normal. O objetivo de Bobath, é diminuir a espasticidade e a introdução dos movimentos automáticos e voluntários a fim de preparar para os movimentos funcionais. Os pontos chaves de Bobath correspondem às partes do corpo, geralmente as partes proximais, onde o tônus anormal pode ser inibido e os movimentos mais normais facilitados. O Bobath trabalha com a facilitação do movimento, ou seja, solicita-se ajustamentos automáticos da postura, a fim de produzir uma atividade através de reações automáticas de proteção, endireitamento e equilíbrio. Então a faci1itação baseia-se nas reações de

Os membros inferiores são mais móveis e mostram flexão e extensão alternadas (pontapés alternados). Os braços encontram-se bem fixados ao tronco. As mãos ficam bem fechadas e o polegar em adução os dedos não apresentam reflexo de preensão e sim uma reação tônica de seus flexores (uma resposta proprioceptiva ao estiramento dos músculos). tanto na posição supina quanto na prona. Se a criança ainda for muito pequena. tendo movimentos mais primários que anormais. Quando o bebê faz uma rotação ativa de sua cabeça também irá ocorrer uma rotação da coluna e se essa rotação da cabeça for bastante forte. podemos auxilia-la a estabelecer os esquemas mais fundamentais de um modo quase normal seguido tão de perto quanto possível às etapas do desenvolvimento motor da criança normal.1) Período Neonatal O bebê.essa e a primeira fase do reflexo de Moro). . O tratamento deve ser o mais precoce possível.endireitamento (que são as reações estático cinéticas que estão em atividade desde o nascimento e se desenvolvem em uma ordem cronológica) e nas reações de equilíbrio (que são os movimentos que produzem adaptação postural possíveis). II. que é de distribuição simétrica. Os braços e as mãos mostram resistência a extensão passiva. se estendem reflexamente no reflexo de Moro (consiste de uma ampla abdução dos braços. Os princípios de Bobath são: * O método objetiva o padrão muscular mais próximo do normal. prona. apresenta uma postura simétrica de flexão em todas as posições (supina. Os membros resistem à extensão passiva. Esses reflexos são diferentes dos reflexos de flexão e extensão cruzadas. em suspensão vertical. *Abordagem de posturas de inibição reflexa. O bebê tem um controle fraco devido sua reação labiríntica de retificação (que age sobre a cabeça) também se apresenta de forma fraca. *Tratamento individualizado. ou ventral). *Suprimir os padrões anormais antes que os padrões alterados possam ser introduzidos. porém. extensão dos cotovelos e punhos. *Paciente deve ser visto sob um aspecto global. seja no nível automático. em atitude de flexão. e extensão com abdução dos polegares e demais dedos . o bebê vai virar para o lado da rotação (o tronco seguindo a cabeça). Isto ocorre devido uma hipertonia flexora fisiológica dos músculos do tronco e dos membros. seja em um nível voluntário. *Paciente recebe o máximo de informações proprioceptivas e esteroceptivas. Dentre as reações de retificação somente esta presente à reação cervical de retificação. em repouso. O controle da cabeça é pouco.DESENVOLVIMENTO MOTOR NORMAL DA CRIANÇA 2.

o bebê começará a andar com passos bem coordenados e ritmados. após um aumento no desenvolvimento do tônus extensor. A pele da região lombar é picada com um alfinete do tronco em direção ao lado estimulado. d) Reação de Colocação das Pernas . As reações de equilíbrio estão ausentes. que são necessários para sentar. etc. estabelecendo noção de esquema corporal.Na posição prona. c) Reação de Galant . é testado com o bebê na posição prona ou em suspensão ventral. . Essa resposta é muito imprevisível e variável. o bebê rolara para o lado mais baixo sem nenhuma reação adaptativa. ativando com isso a regulação do to nus. O bebê flexionará a perna e colocara o pé acima da superfície da mesa. Isso pode ser comprovado colocando-se o bebê na posição supina ou prona em uma mesa. As pernas se estenderão e ele se endireitara para assumir a posição de pé. seguida pela extensão das pernas assim que a sola do pé tocar a superfície. Esse reflexo desaparece normalmente durante o segundo mês.coloca-se o bebê de pé sobre uma mesa e o examinador suporta o tronco do bebê com suas mãos. pode significar demora no desenvolvimento da estabilização simétrica do tronco e dos movimentos independentes da cabeça. assumindo uma postura. elaborando estratégia para a1cançar objetos. embora consiga virá-la para os lados. Quando estiver esticado e se inclinar ligeiramente para frente.ou reflexo de encurvamento do tronco. ficar de pé e andar. A criança vai vencer a gravidade de acordo com seu estado emocional e sua motivação. e quando ele é conservado por um longo tempo. e vai recebendo informações que vão estimular a parte visual (por meio dos objetos ao seu redor) e assim estimulando as funções necessárias para seu desenvolvimento. O seu desenvolvimento vai progredindo à medida que ela começa a explorar o meio ambiente. tônus normal. não sendo suficientemente forte para interferir nas atividades gerais do bebê. As reações óticas de retificação ainda não estão presentes. memória. A gravidade vai agir sobre o labirinto fazendo com que o corpo reaja contra a gravidade. o visual e o proprioceptivo. velocidade de movimento. Um importante aspecto do comportamento motor de um bebê normal é a sua variabilidade. As atitudes tônicas cervicais assimétricas mais definidas aparecem pela quarta ou quinta semana. Os sistemas responsáveis pela movimentação normal dos bebês são: sistema vestibular. O bebê apresenta outras reações automáticas que são: a) Reflexo de Apoio .é obtido quando se coloca o bebê em pé sobre uma mesa. Ele se endireitara gradualmente. variação de movimentos. ele só consegue levantar a cabeça por alguns momentos. b) Reflexo da Marcha .é obtida levantando-se o bebê na posição ereta e delicadamente levando a parte anterior da perna ou o dorso do pé ao contato da borda da mesa. O reflexo tônico cervical assimétrico não é encontrado no recém-nascido. e se esta for inclinada para um lado. cognição. graus de liberdade de movimento.

a lesão interfere na seqüência do desenvolvimento da criança. *o tipo de distúrbio da inervação recíproca. devem ser considera dois nos casos de paralisia cerebral. Inicialmente. *distribuição do quadro e o padrão predominante de postura e de movimento. um estudo dos padrões é de grande importância para se adquirir pistas valiosas com respeito ao diagnóstico precoce. . nas posições supina ou prona respectivamente. juntos determinarão o quadro individual. Na maioria dos casos deste tipo. o tônus postural. O bebê com paralisia cerebral não desenvolve o tônus postural contra a gravidade como acontece com uma criança normal.FATORES NA AVALIAÇÃO DA PARALISIA CEREBRAL De acordo com Milani Comparetti. em associação com o tônus postural anormal. a menos que o caso seja muito grave. desenvolve quadro de extensão total deitada na posição supina e de flexão total deitada na posição prona. Os sintomas do retardo motor são seguidos. cedo ou tarde. Se e uma criança quadriplégica e seu corpo esta todo envolvido. ou como aumento intermitente do tônus postural em resposta a estimulação. Estes fatores.DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PARALISIA CEREBRAL Na paralisia cerebral. Estes fatores são: *o tipo e a força do to nus muscular anormal. A hipertonia se desenvolvera seja na forma de espasticidade ou de rigidez (hipertonia espástica ou hipertonia plástica). as atividades extensoras e flexoras tornam-se mais fortes. a hipotonia é um sintoma transitório. ele desenvolve assim. quando a criança começa a reagir aos estímulos externos. mas não normalmente. pelo menos. IV . Com o gradual aparecimento da atividade tônica reflexa. que de fato. porem desenvolve atividade reflexa postural anormal. Seu reconhecimento precoce se da por meio de estímulos externos. faz com que seu corpo siga em direção da gravidade. que é característica do grupo atetóide da paralisia cerebral. A hipotonia de origem central e geralmente vista em bebes que ainda não se moveram e não esta' ainda respondendo aos estímulos do ambiente. e passa a ser manuseada e movida de um lado para o outro. pelo aparecimento de padrões anormais de postura e movimento.III. reflexos e manuseios. seguido cedo ou tarde por um tipo flutuante de tônus postural característico do grupo atetóide. a hipertonia extensora e flexora se apresenta quando a criança é manuseada. Certas dificuldades podem surgir no reconhecimento precoce do tipo hipotônico da paralisia cerebral (criança frouxa). A evolução e a extensão com que este quadro se desenvolve do tipo e da severidade do caso e do quanto o corpo esta envolvido. Três fatores. pode ela com o tempo. Mais tarde. ou por uma hipertonia espástica ou plástica.

com uma descarga total sincronizada. Este termo é inadequado. pode ser de algum valor no diagnóstico e na classificação de casos. liberados do controle inibitório dos altos centros. Infelizmente ainda não há uma explicação para estes diferentes tipos de anormalidade de tônus muscular vistos na paralisia cerebral. A amplitude desta flutuação vai variar. A liberação de um mecanismo facilitatório dentro do tronco encefálico. . A rigidez na paralisia cerebral.Os estudos de Milani enfatizam os padrões de postura e movimento. as qualidades anormais de tônus postural não estão muito nítidas. Mais difícil é a explicação da rigidez. A avaliação do tipo e da forca da resposta miotática ao estiramento. talvez melhor chamada de hipertonia plástica. Este tipo de hipotonia é um grau severo de espasticidade. Este se torna hiperexcitável e reage ao máximo a um estriamento adequado. O resultado é uma fase sincronizada excitatória seguida de uma fase sincronizada de inibição pósexcitatória. tanto na flexão como na extensão. Isto é examinado pela movimentação passiva dos segmentos de um membro e testando-se a resistência que os músculos oferecem ao estiramento passivo. é caracterizada pela resistência que um músculo oferece ao estiramento passivo em toda amplitude. e isto não é surpreendente porque os seus conceitos são baseados no estudo das crianças com paralisia cerebral. Já para a avaliação e reavaliação dos pacientes ou para planejar o tratamento pode-se mencionar Os seguintes itens: *Hipertonia e hipotonia como fenômeno muscular são muito variáveis e isto vai alterar o quadro geral e a excitabilidade da criança e com a força e rapidez do estiramento muscular. *Um tipo de tônus muscular anormal nas partes afetadas pode mudar com o tempo. isto é. que é considerada como resultado do sistema gama ou do alfa .. É suficientemente conhecida a natureza da espasticidade. Isto porque o tipo de hipertonia em paralisia cerebral é diferente da rigidez da doença de Parkinson. a hipotonia. retorna outra de excitação pós-inibitória. e o principal problema de tratamento é o de reconstruir padrões seguindo a seqüência do desenvolvimento ao invés de inibir os padrões anormais de postura e movimento junto com a facilitação de padrões motores normais. 4. aumenta a sensibilidade do sistema gama. Este fenômeno pode ser causado parcialmente pela co-contração. é geralmente um fenômeno transitório em paralisia cerebral ocorrendo na primeira infância e seguido por um tipo espástico ou plástico de hipertonia ou pelo tônus do grupo atetóide. Estas observações explicam o fenômeno observado pelo músculo espástico.1) Tônus Muscular Anormal Todos os casos de paralisia cerebral tem em comum um tônus muscular anormal. *Diferentes tipos de anormalidades do tônus muscular podem ser observados na mesma criança em diferentes partes do corpo. Depois de passar esta fase. A flacidez do tônus muscular. O tratamento nos bens jovens pode impedir o desenvolvimento do quadro completo da anormalidade. Nestes pacientes com paralisia. e a inibição de padrões anormais tem uma importância menor. É ainda impossível explicar a natureza flutuante do tônus muscular encontrado no grupo atetóide de paralisia cerebral.

que envolvam mudanças da posição do corpo. O tônus muscular depende de um arco de reflexo proprioceptivo intacto. São as reações posturais que regulam o grau de distribuição do tônus muscular. Os órgãos terminais proprioceptivos estão no próprio músculo e são estimulados por movimento do corpo. na manutenção da postura e da execução dos movimentos normais. V . Esta abordagem despreza o fato de que a espasticidade não reside em um ou dois grupos musculares de um membro. ortopedia e cirurgia. 4. em qualquer parte do corpo. Cervicais. Um mecanismo reflexo postural normal vai servir para dois aspectos: *A manutenção de nosso equilíbrio em todas as posições e durante todas as atividades. Na fisioterapia. vai mudar as alterações de posição da cabeça no espaço ou na posição da cabeça e pescoço em relação ao tronco.*A força e a distribuição da hipertonia.2) Distúrbio da Inervação Recíproca O conhecimento da inervação recíproca pode ser de grande valor para diferenciar os vários tipos de paralisia cerebral e oferece idéias para o tratamento da paralisia cerebral. Na verdade. A postura e o movimento interagem de tal maneira que não podem ser separados. A inervação recíproca também foi considerada importante para a regulação do tônus da postura. São exceções as reações óticas de retificação e as reações corporais de retificação agindo no corpo e na cabeça. A este fenômeno chama-se de inibição recíproca.REFLEXOS TÔNICOS Os reflexos tônicos importantes na paralisia são os seguintes: *Reflexo *Reflexos Tônico Tônicos Labiríntico. estes últimos resultantes da estimulação tátil do corpo. *A fixação de partes do corpo no apojo e orientação de partes que se movem.3) Padrões Predominantes de Postura e Movimento A regulação do tônus muscular pelo corpo para a manutenção da postura e do movimento constitui função do sistema proprioceptivo. como resultado da atividade tônica reflexa. 4. que pode ser classificada como um fenômeno do SNC. mas é coordenada em padrões que envolvem todos os músculos das partes afetadas do corpo todo. A maioria destas reações é elicitada pela estimu1ação dos órgãos sensonais terminais nos músculos e articulações. As alterações posturais são partes e parcelas de cada movimento. tem-se levado a ênfase para os músculos e as articulações de um membro em particular e para os efeitos das mudanças posturais locais. os movimentos em si devem ser encarados somente como mudança de postura. .

Ele é produzido por um duplo estímulo: o tátil que e pelo toque do antepé no chão e o proprioceptivo. .4) Reações Associadas Estes são também chamados de movimentação associada e podem ser vistas nas pessoas normais quando fazem exercícios árduos como quando levantam grande peso. 5. devido a atividade reflexa tônica. Na criança com paralisia cerebral ele causa um máximo de tônus extensor na posição supina e um mínimo de hipertonia extensora com um aumento de tônus flexor na posição prona. haverá aumento da hipertonia extensora dos braços e flexora das pernas. já quando flexiona a cabeça produz-se o efeito oposto.5) Reação Positiva de Suporte Esta é a modificação tônica do impulso espinhal extensor. a criança e mais ou menos fixada em algumas posturas típicas devidas aos severos graus de co-contração das partes envolvidas. aumenta a hipertonia extensora no lado para qual a face está virada e aumenta hipertonia flexora no lado oposto. 5.1) Reflexo Tônico Labiríntico Associadas. especialmente em torno das articulações proximais. VI.1) A Criança Espástica A criança espástica mostra hipertonia de um caráter permanente que pose ser espástica ou plástica. fazendo de um membro um pilar para o suporte de peso. Se a espasticidade é grave.2) Reflexo Tônico Cervical Assimétrico Esta e uma resposta proprioceptiva que origina-se nos músculos do pescoço e talvez nos receptores sensoriais dos ligamentos e da articulação da coluna cervical.TIPOS DE PARALISIA CEREBRAL 6. 5. No caso de virar a cabeça para um lado. O grau de espasticidade varia com a condição geral da criança. pela pressão resultante do estiramento do músculo intrínseco do pé. isto é. Nas crianças com paralisia haverá aumento de espasticidade em todas as partes do corpo. Quando se realiza este movimento.3) Reflexo Tônico Cervical Simétrico Esta também e uma resposta proprioceptiva dos músculos do pescoço por um movimento ativo ou passivo de levantar ou flexionar a cabeça. A espasticidade é de distribuição e alterações típicas de um modo desprezível.*Reações *Reações Positivas e Negativa de Suporte. Este reflexo é evocado pelas mudanças na posição da cabeça no espaço. 5. provavelmente pela estimulação dos órgãos otolíticos dos labirintos. sua excitabilidade e a força do estímulo a que ela está sujeita a qualquer momento. 5.

5) A Criança Atetóide Todo paciente atetóide mostra um tônus muscular instável e flutuante. Esta condição é de distribuição bem simétrica. mas a amplitude das flutuações pode variar nos casos individuais. Ele não passa pelos estágios de desenvolvimento simétrico do bebê normal. e a fala e articulação não são afetadas. O controle da cabeça e geralmente bom.6. a distribuição é muito assimétrica. Há insuficiente fixação postural devida a falta de co-contração. Estas crianças têm o tônus postural de sustentação deficiente e não podem. que orientam e suportam Os segmentos em movimento. o controle da cabeça geralmente é mau.com/artfisio17. que começa em torno das dezesseis semanas.4) Hemiplegia Espástica O diagnóstico precoce da hemiplegia espástica usualmente não e difícil por causa da assimetria dos padrões posturais e de movimentos que cedo aparecem. o corpo todo está afetado. Se os braços estão apenas levemente envolvidos. e a fala e a articulação são mais ou menos envolvidas. estas crianças são usualmente classificadas como paraplégicas. contrações simultâneas de agonistas e antagonistas. havendo uma interação entre paciente e terapeuta. isto e. manter uma posição estável. um lado sendo mais envolvido que outro e os membros superiores sendo mais afetados. Ele assim não usa ambas as mãos na linha mediana.2) Diplegia Espástica ou Paraplegia Na criança diplégica as extremidades inferiores são mais gravemente atingidas que as superiores. não alcança nem agarra com a mão afetada e não se suporta sobre o membro hemiplégico. estes casos são referidos como dupla hemiplegia. Sendo as partes superiores mais afetadas. objetivando-se um aprimoramento da qualidade de vida. A partir de uma compreensão do movimento normal incluindo a percepção usa-se a facilitação de movimentos e posturas seletivas. Ele não chuta com a perna afetada.profala. A mão afetada está bem fechada e o bebê não abre. CONCLUSÃO O método Bobath demonstra que muitas posturas desordenadas e movimentos típicos da paralisia cerebral são o resultado de reações posturais não controladas que persistem até idades em que elas já são consideradas anormais. Estas técnicas são uma abordagem resolvendo problemas holisticamente e que avalia e trata adultos e crianças com disfunções neuronais.3) Quadriplegia Espástica Neste tipo de paralisia cerebral. Referencia bibliográfica: http://www. 6.htm . Por estas razões. 6. 6.

traumatismo craniano. como já dissemos. Sendo o Conceito Neuroevolutivo baseado no movimento normal.Bobath é uma abordagem terapêutica que prioriza a solução de problemas. porém. quando trabalhavam com pacientes adultos hemiplégicos e mais tarde usaram e aperfeiçoaram com crianças portadoras de Paralisia Cerebral. mas sua filosofia permanece a mesma. brincadeiras que deverão ser usadas em casa. Os familiares ou pessoas que cuidam do paciente são incluídos na sessão de terapia onde lhes são ensinadas técnicas de posicionamento. ele é flexível e pode ser aplicado em vários tipos de doenças. O paciente e sua família são tratados e/ou considerados como uma unidade. foram adicionados na definição original do Conceito. como biomecânicos e cinesiológicos. distrofia muscular. Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais. O conhecimento mais profundo da integração da função biomecânica das articulações com o movimento motor grosseiro também se tornou muito importante. ou seja. vários outros fatores. O Conceito Neuroevolutivo – Bobath foi desenvolvido por Karel e Bertha Bobath em 1943.O Conceito Neuroevolutivo . já que a ciência mudou em várias áreas. Pode ser usado em crianças com meningomielocele. Teoria e Princípios do Conceito Neuroevolutivo. novas pesquisas levaram a mudar o nosso entendimento do funcionamento e da integração do SNC. pois cada um tem objetivos variados. O uso das técnicas de tratamento talvez sejam diferentes entre as diversas especialidades. . O conhecimento dos componentes do movimento normal. Toda equipe de profissionais deve ser incluída e devem trabalhar juntos com objetivo de dar suporte para a família e tratar adequadamente o paciente. O diagnóstico mais comum é a paralisia cerebral em crianças e os hemiplégicos adultos. Argentina e Venezuela) e também em alguns países da África. transferências. Desde que começou a ser mais usado. USA. uma abordagem terapêutica usada para a solução de problemas de pacientes com distúrbio do movimento e da função. O conceito Neuroevolutivo é largamente usado e respeitado na Europa. Cada função desejada deve ser desmembrada e analisada cuidadosamente para conseguir um maior benefício do tratamento do paciente. hipotonia. devem ser enfatizados e considerados em cada sessão de terapia. pode ser usado em qualquer paciente com disfunção motora. ou como a criança realiza as etapas do desenvolvimento motor grosseiro.Bobath. é atualmente considerada uma parte importante da sessão de tratamento. O conceito Neuroevolutivo é. mas a base teórica e o conhecimento da técnica é a mesma. O que mudou foi sua teoria. América do sul (principalmente no Brasil. O conhecimento da Filosofia. O conceito Neuroevolutivo é usado por Fisioterapeutas. O tratamento baseado no conceito Neuroevolutivo passou por várias mudanças desde seu início.

não são tão importantes como as técnicas de manuseios. bancos. e em outras doenças ou trauma que produzem alterações do tônus muscular. bolas.br/materias_especiais/especial-1 . traumatismo craniano. distúrbio ou atraso do movimento. Referencia bibliografica http://www.apaesalvador.prematuros de alto risco ou adulto com hemiplegia. porém. esclerose múltipla. O conceito Neuroevolutivo usa equipamentos como rolos.org.

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