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materiais manipuláveis

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MATERIAIS MANIPULÁVEIS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Gilberto Januario1 – CEPPE/UnG gilbertojanuario@yahoo.

com.br RESUMO A Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende a um público que, geralmente, retoma seus estudos após longo período. Por isso, recorrer a recursos diferenciados pode ser uma boa possibilidade para motivá-los. Com esse pressuposto, apliquei regência utilizando material didático para trabalhar polinômios, pois, conforme Turrioni (2004, p. 78), os Materiais Manipuláveis, geralmente usados em escola de Educação Infantil, podem constituir um excelente recurso “para auxiliar ao aluno na construção de seus conhecimentos”. Lorenzato (2006, p. 21) defende que o Material Concreto “pode ser um excelente catalizador para o aluno construir o seu saber matemático”; Passos (2006, p. 78) considera que os Materiais Concretos “devem servir como mediadores para facilitar a relação professor/aluno/conhecimento no momento em que um saber está sendo construído”. Este trabalho visa relatar uma experiência com alunos do Ensino Médio, da EJA. Palavras-chave: materiais manipuláveis; educação de jovens e adultos; educação.

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Licenciado em Matemática pela Universidade Guarulhos – UnG (2006). Pós-Graduando (Especialização) em Educação Matemática na Universidade Guarulhos – UnG.

pois no semestre anterior. 2 . decidi formar-me em Matemática. – giz. com isso.L. Metodologia do Ensino de Matemática e Laboratório de Ensino de Matemática I. voltei minhas atenções e dediquei-me ao estudo das disciplinas de formação de professor2. no período noturno. a fim de motivá-los ao estudo da Matemática. por ter percebido que uma das causas do desinteresse no estudo e. sem explicar os “porquês” a quem quer aprender com significado. Didática da Matemática. ao ver meus colegas com diversas dificuldades e a ausência de recursos para auxiliá-los. e em duas segundas séries. Tendências em Educação Matemática. que me inquieta. talvez por causa da monotonia G. em relação à Matemática. surgiu quando cursava a sexta série. quando iniciei meu estágio. II e III. A turma da primeira série apresentava dificuldades em compreender as operações com as letras. sobre Arranjos e Combinações.S. indo ao encontro de minhas inquietações. era a rotina da sala de aula. sobre Funções polinomiais do 1º Grau. entrei em contato com recursos para auxiliar o tratamento dos porquês matemáticos. verifiquei que não tinham o significado de seu uso. pude verificar que alguns se sentiam desmotivados. em uma primeira série do Ensino Médio.2 JUSTIFICANDO A PROPOSTA Sem a curiosidade que me move. não aprendo nem ensino. e observava aulas. Por isso. Minha preocupação ao preparar as aulas era de levar aos alunos algo diferente. quando estagiei na mesma escola. que me insere na busca. A partir de então. Interdisciplinaridade e Projetos. Cumpria o Estágio Supervisionado II às sextas-feiras. Segundo Lorenzato (2003). a escola favorece a construção de uma falsa concepção de Matemática. nem mostrando para que serve o que está sendo estudado. particularmente. foi exigido que cumpríssemos algumas horas em regência. No primeiro semestre de minha graduação. ministrando um conteúdo excessivamente aritmetizado. Paulo Freire Quando cursava a disciplina Estágio Supervisionado II. saliva. no quinto semestre da graduação. por meio da disciplina Didática da Matemática. e. lousa. em Matemática. ansiava pela oportunidade de trabalhar com os alunos algo diferente. Essa preocupação com a desmotivação dos alunos. Isso me incomodou e comecei a pensar em uma forma de ajudá-los.

especificamente Polinômios. era visível a dificuldade que a professora enfrentava em sala para atender a todos os alunos. representando o x2.]”. após várias repetências..3 Na ocasião. 41-110). A MATEMÁTICA E A EJA A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é constituída por um grupo de alunos que está acima da idade escolar. identifiquei os dois casos. fiz uma pesquisa. x x y x y y y Figura 1: peças para trabalhar expressões algébricas O conjunto dessas peças é uma variação do Algebloc. em meu material de estudo dos semestres anteriores. OS ALUNOS. decidi aplicar minha regência utilizando-o. que foi bastante significante para mim e para meus colegas. Nas três turmas em que estagiei. Por isso. pretendem avançar à conclusão. “se presta enormemente para realizar a fixação da parte de Álgebra [. representando o produto xy. e encontrei. os que haviam parado. a fim de contribuir para que os alunos compreendessem as quatro operações fundamentais com expressões algébricas.. nas anotações de Metodologia do Ensino de Matemática. rejeitando a Matemática. “material manipulável para trabalhar expressões algébricas”. segundo Bezerra (1962. não recordavam e não entendiam o conteúdo. duas retangulares de dimensões x e y. representando o y2. Esse material é constituído por quatro peças: uma quadrada de lado x. outros.].. . Os repetentes acompanhavam o conteúdo proposto. muitos desses alunos pararam por um longo período e voltam à escola para concluir os estudos. Acreditando na potencialidade desse recurso. e uma quadrada menor de lado y. quando trabalhamos esse conteúdo na Universidade. p. os produtos notáveis e a fatoração [. idealizado por Van Lierde e que. com esse material podemos ensinar as operações algébricas. principalmente no Ensino Médio..

de tal forma que pudessem ter um aprendizado significativo das operações básicas com Polinômios. encontramos Locke (1632-1704). LORENZATO. a crença nas potencialidades desses recursos surge. para outras. 2004d. outros mestres passaram a utilizar tal recurso. Lorenzato (2003) revela que a Matemática sempre esteve envolta em crenças e preconceitos. 2003) Por outro lado. no decorrer das décadas seguintes. objetiva. 2004c. costureiras. Algumas senhoras eram donas de casa. diaristas. outras. busquei atrair a atenção desses educandos por meio da manipulação de material didático. seja como vítima. Assim. algumas vezes as turmas preferiam conversar ou fazer atividades de outras disciplinas. O MATERIAL MANIPULÁVEL Tem-se discutido muito sobre a instrumentação para o ensino de matemática nos diversos níveis de ensino. Muitos a consideram a matéria mais difícil para ser aprendida. chegando à escola cansados e. Porém. outros julgam-na necessária somente para algumas profissões Diante desse quadro. Aparentemente para marco inicial. Lorenzato (2006) indica Comenius (1592-1670) como o primeiro a utilizar e defender a manipulação de objetos pedagógicos.4 Os alunos eram todos maiores de idade e muitos trabalhavam durante o dia. 2004a. que os fizessem refletir que a Matemática não é nenhum “bicho papão”. Rousseau (1712-1778). com o movimento Escolanovista. completa. “sem cabeça” para estudar. (GENTILE. Há quem já teve contato com a tecnologia – os jovens principalmente – e os que nunca lidaram com computador. iniciado nos anos 1920. que ela está ao nosso redor e há maneiras menos complicadas de aprender. por mais que a professora tentasse motivá-los. Pestalozzi (1746-1827). ela é constituída apenas de números e contas. procurando fazer as aulas mais motivadoras. imutável e detentora de total neutralidade. Encontram-se pessoas que sempre viveram na cidade e as que têm origem no campo. 2006. As classes de EJA são bastante heterogêneas. Para algumas pessoas. No Brasil. 2006). 2004b. Froebel (1782-1852). Claparède (1873-1940) e Montessori (1870-1952) (FERRARI. provavelmente. muitas vezes. avôs e avós ao lado de quem ainda não constituiu família. quando alguns professores . outras. ou ainda pediam para sair mais cedo. seja como vilã. a Matemática é precisa.

5 começaram a discutir a situação da Educação no Brasil. p. é que desde a infância. durante a aprendizagem. Considerations for teaching using manipulative materials. encontramos em Lorenzato. Reys3 (apud Serrazina e Matos. materiais didáticos: o quadro-negro. 8) é todo e qualquer acessório usado pelo professor para realizar a aprendizagem. conseqüentemente. para Bezerra (1962. 18) utiliza o termo Material Didático quando se refere aos materiais concretos. D´Ambrosio e Kishimoto. o qual tinha uma ideologia de Escola Progressista (CURY. aprendizagem sem significados. p. 3 REYS. Robert E. O que se pode verificar. 193) define materiais manipuláveis como ‘objectos ou coisas que o aluno é capaz de sentir. o giz. p. gerando muitas vezes ensino e. manipulando objetos e fazendo associações. tocar. manipular e movimentar. professores e alunos distanciam-se dos recursos manipuláveis. utilizam-se objetos para representar alguns cálculos. uma vez que nessas ocasiões o aluno pode manipular objetos. Recentemente. entre outros. In Arithmetic Teacher. instrumentos. Gaertner. o apagador. Pires. defesa e apoio a essa metodologia por facilitar a compreensão. conforme ocorre nas escolas de Educação Infantil. Borin. 1996. dentre eles: Afrânio Peixoto. indo ao encontro à descoberta de propriedades e levantar hipóteses do conteúdo trabalhado. Grando. Porém. quando o país passou do sistema escravocrata ao trabalho livre e ocorreu a instalação do regime republicano” apoiado por médicos. considerando “qualquer instrumento útil ao processo de ensinoaprendizagem”. em que crianças aprendem de forma lúdica. os livros. mediante análise de algumas publicações. os aparelhos e todo meio áudio-visual usado pelo professor ou pelo aluno. 1971. pois não há uma associação entre a teoria e a prática. Podem ser objectos reais que têm aplicação no dia-a-dia ou podem ser objectos que são usados para representar uma idéia’. Anísio Teixeira. . bacharéis e principalmente educadores. Sircilli (web) revela que “o movimento escolanovista foi sustentado nas idéias de modernização iniciadas já no século XIX. Lorenzato (2006. com o decorrer do tempo. São pois. Euclides Roxo e Everardo Backheuser que viam em John Dewey (1859-1952) seu maior representante. web).

. utiliza-se ludu: jogo. zombaria. porém. materiais didáticos. forneçam uma oportunidade para atingir certos objetivos’. É nesse momento que a criança percebe a forma. defini-los. alguns usam a expressão instrumentos de aprendizagem. 78). o Material Manipulável pode tornar-se um grande parceiro do professor. outros preferem objetos de aprendizagem. Facilita a observação e a análise. que significa gracejo. Dentre os diversos Materiais Manipuláveis. p. 21) afirma que o Material Concreto (MC) “pode ser um excelente catalizador para o aluno construir o seu saber matemático”. desenvolve o raciocínio lógico.6 Muitos autores e educadores utilizam termos diferentes quando falam de materiais concretos. O 34º Livro do Ano do National Council of Teacher of Mathematic descreve materiais manipulativos como ‘aqueles objetos concretos que quando manipulados ou operados pelo aluno e pelo professor. divertimento. é fundamental e é excelente para auxiliar ao aluno na construção de seus conhecimentos”. artefatos didáticos. brinquedo. p. Turrioni (2004. etc. Ele deverá ter uma postura de mediador entre a teoria/MC/realidade. passatempo. crítico e científico. 78) defende que se utilizado corretamente em sala de aula. auxiliando no ensino e contribuindo para que o aluno tenha uma aprendizagem significativa. então. Ao citar o uso do Material Dourado e referindo-se aos MC. p. pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções. os MC “devem servir como mediadores para facilitar a relação professor/aluno/conhecimento no momento em que um saber está sendo construído”. a constituição e os tipos de peça do material”. materiais manipuláveis. 46) esclarece que aparentemente as expressões Materiais Manipulativos e Materiais Concretos podem significar coisas diferentes. 19) enfatiza que “o primeiro contato do aluno com o material deve ser de forma lúdica para que ele possa explorá-lo livremente. p. Torna-se necessário. encontramos o jogo – do latim locu. Lorenzato (2006. Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas. mesmo porque ele “exerce um papel importante na aprendizagem. 2004. com intenção e objetivo. dependendo da forma que os conteúdos são conduzidos pelo professor. p. Cardoso (2002. Berman (apud Freitas. A respeito dessas diferentes significações. Para Passos (2006.

Na resolução da situação 2. 1998. fiz uma breve revisão e trabalhamos alguns exemplos com situações que envolviam os Números Naturais. enquanto conhecimentos prévios. y2 ou xy. o que respondeu que não. Na situação 1. utilizado para indicar expressões negativas. Em seguida. expliquei o porquê de minha presença e o que faríamos juntos. ela foi a primeira a empolgar-se e colocou-se a minha disposição. pois não havia números para o cálculo. percebi que esses alunos tiveram um contato não significativo com a álgebra. . Alguns solicitavam minha presença por várias vezes. Isso levou-os a iniciarem a resolução.7 Propiciam a simulação de situações-problema que exigem soluções vivas e imediatas. outros chamavamme pouco e alguns faziam as atividades sem me procurar. porém não conseguiam escrever. (PCN. entreguei a cada aluno uma Ficha de Trabalho (vide anexo) e um kit com as peças para trabalhar as expressões algébricas. Diante da resposta negativa da turma. que confeccionei com papel cartão. comecei a circular pelas carteiras. os alunos entendiam que determinada peça representava uma quantidade negativa. A maioria da classe perguntava-me como solucionar as atividades sugeridas. Na situação 3. colocando o sinal após a expressão. p. a grande maioria apresentou dificuldade com o sinal menos (–). Isso prendeu a atenção dos alunos. entregando a sala em minhas mãos. A partir da situação 2. alguns apresentavam dificuldades para representar as expressões. encaminhando-os a descobrirem o significado das peças quadrado maior. pois ainda não tinham entendido o que significavam x2. Depois de planejada as seqüências de aulas. 47) A EXPERIÊNCIA Antes de planejar as aulas que daria a título de Regência. Expliquei que. o que me causou grande surpresa. a partir daquele momento. esclarecendo dúvidas e auxiliando-os. interroguei a professora se ela já havia utilizado algum tipo de material como recurso de ensino. propus um problema que envolvia o cálculo da área e do perímetro de um terreno. Na primeira aula. Interroguei a classe quanto ao cálculo de área e de perímetro. e que eles resolvessem as situações propostas associando letras aos números. Com isso. expliquei que as medidas dos lados de cada peça tinham um valor qualquer. Então. retângulo e quadrado menor. o que estimula o planejamento das ações. representado pelas letras. trabalharíamos com letras para representarmos as medidas dos lados de cada peça.

nesses momentos de interferência. quando . em que havia as expressões para que representassem com as peças e registrassem o resultado. como um salva-vidas da aprendizagem. Ficou evidente a motivação que os alunos sentiram ao manipularem as peças. procurando fazer um estudo do artefato didático e propor atividades que atendam as necessidades dos alunos e que estes explorem suas potencialidades (Macedo. Isso ficou nítido para mim em dois momentos. um aluno não tinha feito nenhuma das atividades propostas. Petty e Passos. acredito que tais recursos não podem ser apenas um experimento. Os Materiais Manipuláveis. Outra dificuldade surgiu na resolução das situações 6 e 7: alguns alunos não conseguiam desenhar as peças no papel quadriculado. Dessa atividade em diante. planejadas. foi de intervir e auxiliar os alunos. (Moura. mas que sejam ações pensadas. estudadas e inseridas com seriedade e com intencionalidade. ou seja. respeitando a proporção e a estética necessária para perceber a relação expressão-desenho. Porém. No final do primeiro encontro. Quando ele observou que os colegas estavam empolgados com a novidade. faz-se necessário a elaboração de um projeto. Para que os Materiais Manipuláveis não sejam apenas um passatempo ou que caracterize atividade vazia. especificamente jogos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Utilizar Materiais Manipuláveis não é sinônimo de sucesso e de aprendizagem significativa. Minha preocupação. referimo-nos a uma ação pedagógica que traga contribuições para que o educando encontre possibilidades de atingir um objetivo determinado. surgem em sala de aula. uma aprendizagem com significado. pediu-me orientações e passou resolver a Ficha de Trabalho. sugeria para que observassem bem as peças que estavam manipulando e que cada um determinasse medidas para os lados das peças. Momentos depois. uma tentativa de acerto. da área quadriculada. 1991). 2000). iam entendendo o significado algébrico de cada expressão. pude verificar que as dúvidas foram diminuindo e eles.8 O kit com as peças só foi usado pelos alunos a partir da situação 4. ao utilizar esse recurso. Nessas ocasiões. pois essa atividade tirou-os da rotina da sala de aula. quando se fala de intervenção em educação. mesmo porque seu uso está associado à concepção que o professor tem a seu respeito e de que forma ele utiliza em sala de aula. aos poucos. Nesse sentido. vi alunos utilizando a régua e grande parte usava a divisão dos quadradinhos. muitas vezes.

não paravam. que para atingir o objetivo esperado ao aplicarmos uma atividade diferenciada. Assim. "Não se pode falar de educação sem amor". de tal forma que nossos alunos percebam em nossos olhos a euforia e a crença em sua potencialidade. • motivação – diante da dificuldade em alguma situação. Manoel Jairo. 1962. falou que só estava vindo assistir às aulas de sexta-feira por causa das “pecinhas”. outros usavam lápis de cor. senhor. é necessário que acreditemos no material que vamos utilizar. registrando-as de maneira diferenciada. envolveremos esses educandos na aventura do aprender. Diretoria do Ensino Secundário / Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário / MEC. comemorando com os colegas mais íntimos e próximos. . tentavam solucionar as atividades por meio da manipulação ou da representação geométrica e quando. e pude comprovar. • responsabilidade – respeitaram o material entregue e conservaram em bom estado. como exemplo. Observei que os Materiais Manipuláveis propiciam aos alunos: • interação e socialização na sala de aula – esclareciam algumas dúvidas com seus colegas. aparentemente uns 40 anos. conseguiam o resultado correto. com certeza. conferindo o número de peças e guardando após cada encontro. Para finalizar. O material didático no ensino da matemática. • autonomia e segurança – resolviam as situações propostas e criavam. Rio de Janeiro. Outro fato que me deixou bastante emocionado foi quando um dos alunos.9 finalizava cada situação. sentavam juntos. pintavam as figuras geométricas e desenhavam as peças. ficavam eufóricos e alegres. • criatividade – alguns apenas representavam as expressões utilizando o lápis. outras situações. borracha. régua). sem medo de errar e sem a preocupação de acertar sempre. referindo-se a nova metodologia de aula. chamava-me e eu percebi que ele era um dos alunos que aprendeu facilmente. eu tenho a convicção. Paulo Freire REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEZERRA. após tentar por mais de uma vez. canetinhas. trocavam material (lápis.

Sérgio (org.abril. 1. Parâmetros Curriculares Nacionais.).com. Vitória. Disponível em <http://revistaescola. acesso em 27/jul/2007.abril. Ministério da Educação. Blumenau/SC: Universidade Regional de Blumenau. Ministério da Educação.br >. 2002.br>. LORENZATO.com. Dissertação de Mestrado. Campinas: Autores Associados.com. Disponível em <http://www. Disponível em <http://revistaescola. (Coleção Cadernos de EJA). Disponível em <http://novaescola. Revista Nova Escola. Pestalozzi: o teórico que incorporou o afeto à pedagogia. acesso em 10/Jan/2008. CARDOSO. Carlos Roberto Jamil. Disponível em <http://revistaescola. 2003.org. ed. Revista Nova Escola. In: LORENZATO. Laboratório de ensino de matemática e materiais didáticos manipuláveis.br>. 2003. v. São Paulo: Abril.com. acesso em 30/jul/2007. Acesso em 25/04/2007. 2004. Revista Nova Escola.eja. 2006. 177. _______________________ O pai da didática moderna. acesso em 27/jul/2007. . Revista Nova Escola. p. Alfabetização e Diversidade. FERRARI.com. Blumenau. Brasília: 1998. ed. acesso em 27/jul/2007. _______________________ Jean-Jacques Rousseau: o filósofo da liberdade como valor supremo. Sergio Apparecido. ed. acesso em 10/Jan/2008. 2004d. São Paulo: Abril. Porque odeio a Matemática. Revista Nova Escola. Um ambiente para operações virtuais com o material dourado.abril. Educação de Jovens e Adultos. São Paulo: CAEM / IME-USP. 17-17.br >. São Paulo: Abril.abril. 2004c. BRASIL. Disponível em <http://novaescola. Brasília: 2007. 171. Revista Nova Escola. Disponível em <http://revistaescola. FREITAS. 170.com. 167. In: XI Conferência Interamericana de Educação Matemática. São Paulo: Abril. 96p. SECAD – Secretaria de Educação Continuada. São Paulo: Abril.com. ed. ed. São Paulo: Abril. 2006.abril. ed. 174. Resumos da XI CIEM. Caderno metodológico para o professor. Rony Cláudio de Oliveira. p. acesso em 27/jul/2007. ed.br >. UFES. Sérgio Apparecido.abril. 190. CURY. _______________________ Édouard Claparède: um pioneiro da psicologia das crianças. 2003. Do iluminismo de Rosseau aos dias atuais. Paola.10 BRASIL.br >. J. ________________________ Friedrich Froebel: o educador das crianças pequenas.br >. 2004a.br>. Disponível em <http://novaescola. Marcio. 2004b. Virgínia Cárdia. 5a. Revista Nova Escola. O Laboratório de ensino de matemática na formação de professores. LORENZATO. 189. GENTILE. Materiais didáticos para as quatro operações.H.abril.

). SERRAZINA. José Manuel. Lino de. PASSOS. PETTY. Didáctica da Matemática. Universidade Aberta. p. O Laboratório de ensino de matemática na formação de professores. Dissertação de Mestrado. O laboratório de educação matemática na formação inicial de professores. MOURA. 1a. Ana Maria Silveira. Disponível em <http://sites. 10. In: O jogo e a construção do conhecimento na pré-escola. Rio Claro. Norimar Christe. n. ed. Maria de Lurdes. Arthur Ramos e Anísio Teixeira na década de 1930. Campinas: Autores Associados. Ana Lúcia Sicoli e PASSOS. Porto Alegre: Artmed. Manoel Oriosvaldo de. Unesp. MATOS. Acesso 25/04/2007. Aprender com jogos e situações-problema. 2006. 1996.ffclrp. Lisboa.usp. Materiais manipuláveis como recursos didáticos na formação de professores de matemática.htm>. 175. SIRCILLI. Sérgio (org. 2004. 2000. São Paulo. . TURRIONI.11 MACEDO. In: LORENZATO.br/paideia/artigos/31/05. Fabíola. O jogo e a construção do conhecimento matemático. Carmen Lucia Brancaglion. 1991.

figuras brancas representam valores positivos. medida de X medida de Y 4 Referências utilizadas: MATSUBARA.FICHA DE TRABALHO4 1) Eu tinha um terreno quadrado de x metros de lado. ONAGA. Iracema. IBEEP: 1998. Dica 1: Dica 2: figuras pretas representam valores negativos. Representando esse fato no desenho teremos: y x x x a) Qual o perímetro inicial? b) Qual a área inicial? c) Qual o perímetro acrescentado? d) Qual a área acrescentada? x e) Qual expressão representa o perímetro total? f) Qual expressão representa a área total? g) De que outra maneira pode ser representada a área total? 2) Representar algebricamente. . MORI. Saraiva: 2004. Big Mat – 7ª sére. Comprei mais y metros de fundos. ZANIRATTO. Roberto. Matemática: idéias e desafios – 7ª série. Ariovaldo Antônio. Dulce Satiko.

concluir algebricamente. em seguida. a) 3x2 – x2 = b) (2x2 + 2xy – 2y2) + (–x2 + 2xy + 2y2) = .13 3) Representar geometricamente as expressões. a) –2x2 b) 3y2 c) x2 + 2xy – 5y2 d) 3x2 – 2xy + y2 4) Calcular. utilizando as peças e.

14 c) (x2 – xy – 2y2) – (–x2 + 2xy + 2y2) = d) (x2 – 3xy + 2y2) – (–x2 – xy – y2) = e) (x2 + 2xy – 5y2) + (2xy + y2) = 5) Calcular a área de cada polígono e do polígono maior. a) (x + 2y)(3x + 2y) = . x x y y y Y x y y y 6) Resolver. representando geometricamente e concluir algebricamente.

representando geometricamente e concluir algebricamente. 2008. In: Primeiro Encontro Alagoano de Educação Matemática. Gilberto.. Anais. a) (x2 + 4xy + 3y2) : (x + y) = b) (2x2 + 5xy + 2y2) : (x + 2y) = Este trabalho está em: JANUARIO. Materiais Manipuláveis: uma experiência com alunos da Educação de Jovens e Adultos.. .15 7) Resolver. Arapiraca: SBEM – SBEM-AL. I EALEM: Didática da Matemática: uma questão de paradigma.

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