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aquicultura meio ambiente e legislação

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Sections

  • PREFÁCIO
  • APRESENTAÇÃO
  • INTRODUÇÃO
  • DEFINIÇÕES DE IMPACTO AMBIENTAL
  • Tipologia dos Impactos Ambientais
  • IMPACTOS AMBIENTAIS NA AQÜICULTURA
  • IMPACTO AMBIENTAL NA AQÜICULTURA POR SISTEMA DE CRIAÇÃO
  • IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS PRODUZIDOS PELA AQÜICULTURA
  • Impacto da Aqüicultura nos Recursos Hídricos
  • IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A AQÜICULTURA
  • AQÜICULTURA SUSTENTÁVEL
  • LEGISLAÇÃO DE AQÜICULTURA E PESCA
  • LEGISLAÇÃO DE GESTÃO DO RECURSO ÁGUA (Correlata à atividade aqüícola)
  • CONCLUSÕES
  • BIBLIOGRAFIA
  • TABELAS
  • ANEXOS DE LEGISLAÇÃO
  • AQÜICULTURA E RECURSOS HÍDRICOS (ADENDO)

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

Segunda Edição Atualizada - 2007

GLAUCIO GONÇALVES TIAGO

São Paulo
2007

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

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AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO
Segunda Edição Atualizada - 2007

E-book
ISBN n° 978-85-906936-1-1

Todos os direitos reservados ao autor. Proibida a reprodução sem a devida autorização Registrado na Biblioteca Nacional/Agência Brasileira do International Standard Book Number

Glaucio Gonçalves Tiago

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

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GLAUCIO GONÇALVES TIAGO

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO
Segunda Edição Atualizada - 2007

GLAUCIO GONÇALVES TIAGO Editor

Glaucio Gonçalves Tiago

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

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___________________________________________________________________________ Tiago, Glaucio Gonçalves Aqüicultura, Meio Ambiente e Legislação – Segunda Edição Atualizada - 2007 / Glaucio Gonçalves Tiago. – São Paulo: Glaucio Gonçalves Tiago (Editor), 2007. 201 p. : Digital. ISBN 978-85-906936-1-1 Inclui Bibliografia 1. Aqüicultura – Sustentabilidade Ambiental – Legislação Ambiental 2. Meio Ambiente – Direito - Gestão Ambiental. I Glaucio Gonçalves Tiago CDD – 600 _____________________________________________________________________________

Coordenação Editorial, preparação de originais e editoração eletrônica Glaucio Gonçalves Tiago Revisão do Texto Márcia Navarro Cipolli Assessoria Jurídica Dra. Mirene Prieto Afonso _____________________

2ª edição: janeiro de 2007 © Glaucio Gonçalves Tiago

Rua. Professor Lourival Gomes Machado, 285, Santana . 02021-050 . São Paulo/SP . Brasil Fone/Fax. 0 xx 55 11 6973-0193
http://www.almalivre.org glaucio@uol.com.br

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À Mirene a ao João Pedro À todos aqueles que, por exclusão social e educacional, não têm como auxiliar e compreender ações que melhorem o meio ambiente. Às expressões vivas da natureza.

Agradeço especialmente à: Idalina Gonçalves Tiago e Armando Alexandre Tiago; Prof. Dr. Claudio Gonçalves Tiago; PqC. Dra. Heloisa Maria Godinho; Profa. Dra. Sônia Maria Flores Gianesella; Profa. Dra. Yara Schaeffer-Novelli; Msc. Marcia Navarro Cipolli; PqC. MSc. Alexandre Assis Bastos. Pelo apoio à construção deste trabalho.

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AQÜICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

PREFÁCIO........................................................................................................................... 7 APRESENTAÇÃO...............................................................................................................8 INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 9 DEFINIÇÕES DE IMPACTO AMBIENTAL ................................................................18
Tipologia dos Impactos Ambientais................................................................................................. 20

IMPACTOS AMBIENTAIS NA AQÜICULTURA .......................................................22
IMPACTO AMBIENTAL NA AQÜICULTURA POR SISTEMA DE CRIAÇÃO.......................24 IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS PRODUZIDOS PELA AQÜICULTURA 29 Impacto da Aqüicultura nos Recursos Hídricos............................................................................... 33

IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A AQÜICULTURA............................................ 37 AQÜICULTURA SUSTENTÁVEL................................................................................. 44 A ABORDAGEM DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA LEGISLAÇÃO RELATIVA À AQÜICULTURA E AOS RECURSOS HÍDRICOS BRASILEIROS.......................50
LEGISLAÇÃO DE AQÜICULTURA E PESCA............................................................................ 52 LEGISLAÇÃO DE GESTÃO DO RECURSO ÁGUA (Correlata à atividade aqüícola)................70

INTER-RELAÇÃO ENTRE VALORES TÉCNICO-CIENTÍFICOS DAS CIÊNCIAS NATURAIS E AS NORMAS JURÍDICAS NA AQÜICULTURA..............................110 CONCLUSÕES ............................................................................................................... 127 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................. 129 TABELAS......................................................................................................................... 139 ANEXOS DE LEGISLAÇÃO......................................................................................... 159 AQÜICULTURA E RECURSOS HÍDRICOS (ADENDO)......................................... 178

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PREFÁCIO O compartilhamento de recursos naturais pelas atividades humanas é um processo inevitável que tende a levar à sua degradação. Dentre estes recursos, a água é dos mais fundamentais à sobrevivência do homem e à manutenção dos ecossistemas naturais. O presente livro de Glaucio Gonçalves Tiago apresenta ao leitor, através de uma ótica interdisciplinar, as relações existentes entre os indicadores de impacto ambiental mais eficientemente desenvolvidos pela ciência até o momento, para uma atividade que utiliza intensivamente o recurso água, a aqüicultura, e o modo pelo qual este conhecimento alimenta duas distintas abordagens teóricas do Direito que constroem as normas jurídicas brasileiras. Analise, de forma intensiva e ponderada, qual dessas perspectivas é capaz de oferecer uma melhor solução para uma atividade pluridimensional como a aqüicultura, objetivando sua sustentabilidade. O livro oferece, também, um anexo de grande utilidade aos interessados no assunto e uma coletânea das principais normas brasileiras voltadas à aqüicultura.

Dra. SÔNIA M. FLORES GIANESELLA Universidade de São Paulo

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APRESENTAÇÃO É com grande satisfação que faço a apresentação deste livro, cujo autor, colega e amigo, sempre esteve preocupado com os assuntos ligados ao meio ambiente. Sendo biólogo e bacharel em Direito, tem o preparo suficiente para abordar os temas apresentados nesta obra, tentando dar os subsídios necessários para o desenvolvimento da aqüicultura e da gesta ambiental. As populações humanas estão crescendo a uma taxa alarmante, de modo que existe grande pressão para desenvolver a produção de recursos pesqueiros. Na década de 1990 houve grande expansão da aqüicultura e, principalmente no Brasil, apareceram vários empresários rurais com grande interesse nesta atividade como sistema de produção pesqueira, demonstrado pelo surgimento de vários pesque-pague. Este livro permite, como o próprio autor relata, “uma reflexão sobre a questão do gerenciamento ambiental de atividades aqüícolas procurando verificar a inter-relação entre indicadores de impacto ambiental e normas jurídicas na gestão ambiental da aqüicultura”. Esta obra terá grande contribuição ao pesquisador interessado no assunto, pois contém importantes informações sobre impactos ambientais e socioeconômicos na aqüicultura e apresenta, também, uma retrospectiva sobre legislação brasileira pertinente. O pesquisador encontrará, ainda, excelentes citações bibliográficas para auxiliá-lo em investigações sobre Aqüicultura, Meio Ambiente e Legislação.

Dra. HELOISA MARIA GODINHO Instituto de Pesca – APTA/SAA/SP

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os recursos vivos aquáticos sempre fascinaram a humanidade no que diz respeito a sua exploração. 1999) (Tabelas III. V e XII). ainda.53 no período.690 toneladas métricas Glaucio Gonçalves Tiago . correspondentes a uma razão de crescimento de 2. sendo até os dias atuais. dentre os múltiplos recursos que a natureza oferece. equivalente a uma razão de crescimento de 2.000. na América Latina e no Oriente Médio. No Brasil. como já expusera Roule (1914) no seu “Traité Raisonné de la Pisciculture et des Pêches”. Segundo Huet (1970). Atualmente. a produção mundial de organismos aquáticos originados através de técnicas de aqüicultura cresceu de 13.739.548. em conseqüência da demanda alimentar causada pelo grande aumento demográfico e. a prática da aqüicultura é muito antiga.249 toneladas métricas em 1996.000. e depois de séculos. a produção anual total da aqüicultura passou de 30.00 em 1996. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 9 AQÜICULTURA. segundo estimativas da Food and Agriculture Organization of the United Nations/FAO.24 no período (FAO. A partir do século XV desenvolveu-se a aqüicultura na Europa Central e Ocidental.116. perfazendo um montante comercializado de U$ 20. ainda. A criação destes organismos se destaca historicamente.480. Atualmente as atividades aqüícolas apresentam escala planetária e muitas técnicas de criação de organismos aquáticos já são amplamente dominadas.092. Assim.00 em 1987 e U$ 46.433. por fim. desenvolvida sob normas jurídicas elaboradas e consolidadas de maneira que assegurem a melhor gestão ambiental dos recursos naturais e aqüícolas. Pinturas egípcias mostram cenas de pesca e piscicultura. Entretanto a gestão ambiental destes empreendimentos pode ser.915 toneladas métricas em 1994 para 77. nos países da Região Indo-Pacífica (primeiramente a China). na América do Norte. também. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO INTRODUÇÃO O homem utiliza a natureza.AQUICULTURA.431 toneladas métricas em 1987 para 34. New. 1999. historicamente. na África Central e. apresentou-se crescente expansão da aqüicultura. os romanos criavam organismos aquáticos em viveiros. experimentados novos e antigos métodos de criação pelos povos ao redor do planeta. de características hídricas propícias.

apresenta uma razão de crescimento de 3.908.271. crescendo de U$ 59.343. Este crescimento da atividade aqüícola. 1995). Neste sentido. muitas vezes sujeitos a alta concentração de poluentes. Essa nova posição é fruto de uma série de fatores que possibilitaram sua real implantação. aos espaços e ambientes essenciais ao desenvolvimento da aqüicultura.911 para 528. para o mesmo período.000.936.000.00 para U$ 1. crescendo de 13. evidencia a necessidade de reflexão sobre os impactos ambientais gerados e sofridos pelas atuais práticas de aqüicultura existentes no planeta bem como sobre o conjunto da legislação que disciplina estas atividades no Brasil.9 no volume produzido pela aqüicultura brasileira no período de 1987 a 1996. nos valores negociados no mesmo período. New (1999) (Tabela XII). segundo dados de FAO (1996).000.00 em 1996 (Tabela XII). com certeza. de maneira desordenada e nos mais variados corpos d’água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 10 em 1996 (FAO. são utilizadas pela aqüicultura mundial 102 espécies de peixes. o crescimento do número de empreendimentos de aqüicultura no Brasil. Neste contexto. potencializado pelo excesso de normas legais sobrepostas em relação ao uso de recursos naturais (FUNDAP.140 toneladas métricas em 1987.599 toneladas métricas. viabilizando diferentes processos de produção que permitem o escoamento da produção. Dentre as práticas zootécnicas em atividade no Brasil. e uma razão de crescimento de 3. uma razão de crescimento total da aqüicultura na América do Sul de 5. Este autor apresenta ainda. crescendo de U$ 633. baseado em dados da FAO.AQUICULTURA.. acarreta um descontrole ocasionado pela falta de políticas e instrumentos de gestão ambiental e de produção sustentada.00 em 1987 para U$ 226.1. para 51. além de comprovar antigas predições. bem como nas zonas marítimas costeiras.000. 1989) e.251. e uma razão de crescimento de 3. Glaucio Gonçalves Tiago . 2007) (Tabela X). a aqüicultura teve um grande desenvolvimento. Pode-se citar como um deles o desenvolvimento de tecnologia compatível com uma criação racional. assumindo características de atividade econômica.8 nos valores negociados pela aqüicultura brasileira no período de 1987 a 1996.00 (Tabela XII). Ainda. tanto em larga como em pequena escala (MARTIN et al. com aumento da oferta de produtos e ganhos de produtividade a partir dos anos 80. crescendo de 103. 21 de crustáceos e 41 de moluscos (Tabela XIV).1 no volume produzido entre 1987 e 1996.281 toneladas métricas em 1996. também.

procedimentos que se utilizem desses recursos devem ser aplicados com estrito controle. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 11 A aqüicultura tende. estes poluentes são gerados em áreas densamente povoadas. Segundo Huet: Os organismos aquáticos possuem inúmeras vantagens para o estabelecimento de seu cultivo através de técnicas de aqüicultura. poluentes como os metabólitos animais. Estas propriedades.AQUICULTURA. quando não sujeitos ao devido controle. não somente à multiplicação quantitativa. De maneira geral. Entretanto. Glaucio Gonçalves Tiago . o calor gerado por estações de energia e as águas oriundas de refrigeração industrial. ao repovoamento de corpos d’água. mas também. Outros poluentes. portanto. sendo estes destinados principalmente à alimentação humana. Vários tipos específicos de poluentes aquáticos têm sido prejudiciais ou mesmo letais aos organismos aquáticos ou seus consumidores. assim. industrializadas. estes perigosos poluentes são disseminados pelos corpos aquáticos podendo afetar regiões de aqüicultura (BARDACH et al. não dispendem energia na termorregulação corporal. Destas áreas. tais como pesticidas. podem tornar-se vantajosos à aqüicultura. inclusive. Outra vantagem é que os peixes e os invertebrados. mas também ao melhoramento qualitativo de seus produtos. por determinarem uma maior plasticidade nestes animais do que nos vertebrados superiores. Estas duas características tornam mais difícil a prevenção e o controle das contaminações nos corpos aquáticos (1970). 1972). sendo animais de sangue frio. direcionando maior proporção de energia para crescimento do que os animais terrestres. economia de energia para suportarem seu próprio peso e. podem aumentar o potencial de razão de crescimento. A principal desvantagem desta atividade é a de que o meio aquático apresenta as propriedades gerais dos líquidos e a água possui a propriedade específica de solvente universal. Uma grande vantagem é a proximidade entre a densidade dos peixes e dos crustáceos nadadores com a densidade da água que eles habitam. metais pesados e vários outros compostos químicos. ou onde grandes quantidades de compostos químicos são empregadas na agricultura. Porém. proporcionando. são prejudiciais aos organismos aquáticos..

e principalmente pelo seu desenvolvimento. criação de animais terrestres ou desenvolvimento industrial. A questão ambiental e os padrões técnico-científicos exercem importante papel no desenvolvimento da aqüicultura. poluições ou interferências em níveis de biodiversidade. enquanto as pressões sobre o meio ambiente continuarem dentro de limites sustentáveis perceptíveis. mas.AQUICULTURA. desenvolvimento de infra-estrutura. afetam o meio ambiente de uma ou outra maneira. mesmo que. a contribuição da aqüicultura é indubitavelmente pequena. pelo consumo de recusrsos naturais. problemas maiores não serão reconhecidos Reconhecendo-se a aqüicultura como potencial causadora de impactos ambientais. 1996). como a agricultura. como qualquer outra atividade humana. Esse autor considera. Com o crescimento da produção aqüícola. Distúrbios no equilíbrio natural decorrentes destas atividades são fenômenos conhecidos. estar diretamente ligado a um recurso de múltiplos usos e essencial à qualidade de vida. atenção especial deve ser dada à gestão ambiental dessa atividade. de maneira semelhante. que devem ser entendidas e compatibilizadas anteriormente à realização desta predição. o sucesso da agricultura e da criação de animais terrestres. muitas pessoas assumem que a produção aqüícola é capaz de alcançar. que é a água. existem diferenças importantes entre os cultivos terrestres e os aquáticos. Entretanto. elas sejam claramente inaplicáveis ao meio aquático (1992). Todas as formas de produção de alimentos. entretanto. restrições arbitrárias foram impostas para tentar conter esses efeitos através da extensão de regulamentos relativos a agricultura. a formulação de políticas ambientais tornou-se uma grande área de pesquisa (BAILLY & PAQUOTTE. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 12 Segundo Pillay: Nas práticas atuais da aqüicultura. Em decorrência das similaridades entre os sistemas de produção da agricultura tradicional e os sistemas de produção da aqüicultura. atualmente acelerado. ainda. indústria. Glaucio Gonçalves Tiago . em nível mundial. que no contexto global dos impactos ambientais das interferências e atividades humanas. habitação.

Nesse contexto. substâncias radioativas. também. Muitos desses produtos são tóxicos e se inserem na cadeia alimentar marinha. prevê-se a proteção e a administração dos recursos de água doce. é ressaltada a necessidade de proteção e recuperação dos recursos hídricos. por evidenciar-se a degradação do meio ambiente marinho pelas atividades antrópicas terrestres. fiscalizem os grandes projetos de desenvolvimento que possam afetar os suprimentos de água. 1993). e utilizem tecnologia de economia e controle de qualidade da água para a produção de alimentos. lixo. aqüicultura. através da possibilidade de repovoamento com espécies marinhas ameaçadas de extinção e do direcionamento da atividade antrópica pesqueira. cita que os efeitos negativos potenciais da aqüicultura são: 1) enriquecimento orgânico do substrato e alteração da macrofauna. racionalizem o uso de pesticidas e fertilizantes. indústria e em outros setores produtivos. desde criações de gado até as de organismos aquáticos. Neste contexto. e à necessidade de elaboração e implantação de políticas para um desenvolvimento sustentável. ou como corpo receptor dos despejos de suas atividades (SÃO PAULO. 3) efeitos nas comunidades de peixes nativos circundantes. 2) enriquecimento de nutrientes e eutrofização. hidrocarbonetos (ONU. compostos orgânicos sintéticos. superficiais ou subterrâneos. comprometendo o desenvolvimento da aqüicultura marinha como atividade produtora de alimentos e medida mitigadora da problemática ambiental pesqueira. administrativa e política de setores que utilizam a água diretamente como insumo. 4) utilização de produtos químicos. envolvendo a integração técnica. objetivando à melhor gestão ambiental através de ações que: melhorem o tratamento de esgoto e lixo industrial. feita sobre recursos naturais sobre-explorados. para consumo humano. possibilitem o uso de água tratada ou de qualidade controlada. através do lançamentos nos rios de: efluentes urbanos. a salvaguarda dos recursos oceânicos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 13 Face à crescente atividade antrópica das sociedades modernas sobre o meio ambiente e seus recursos. É prevista. 1992a e 1992b). plástico. 5) introdução de espécies exóticas e Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. produtos químicos agrícolas. na agricultura. para atividades de criação de organismos aquáticos. Segundo Weston: “Com o crescimento da indústria aqüícola tem-se de reconhecer que a aqüicultura pode alterar substancialmente as comunidades naturais”.

entretanto e afortunadamente muitos dos efeitos potencialmente adversos da aqüicultura podem ser mitigados ou eliminados através de cuidados na localização e operação das aqüiculturas (1991). existem pequenas pressões sociais e econômicas para o tratamento dos resíduos as quais influênciam a decisão de instalação de sistemas de tratamento em algumas aqüiculturas. além da consciência de sua dimensão ambiental e a necessidade de garantir que seus segmentos tanto respeitem o meio ambiente como sejam protegidos de danos ambientais (Proença. assim. na ausência de controles legais. que os resíduos das aqüiculturas são ricos em nutrientes e podem ser utilizados em integração com outros sistemas de produção de aqüicultura e agricultura. que nas criações tradicionais de organismos aquáticos a qualidade da água lançada de volta ao ambiente é. ainda. e. 1995). a aqüicultura envolve a consideração dos usos múltiplos (alternativos e competitivos) dos recursos dos quais depende. muitas vezes. (1991) destacam. Contrariamente à pesca extrativa. está se tornando imperativos a consideração de que a aqüicultura altera a estrutura e o funcionamento das comunidades naturais. melhor que a da água que é captada do recurso natural. passando pelas várias técnicas de produção e manejo. e em muitas partes do mundo estes sistemas estão sendo introduzidos. entretanto. Esta situação. embora ainda com pouca consistência em relação aos níveis demandados e aos tipos de legislações aplicadas. Com a expansão da atividade aqüícola e dos avanços tecnológicos que permitiram um crescimento de produção por unidade de área. A aqüicultura como qualquer outra indústria gera resíduos que possuem um efeito significante nos ambientes físico. A começar pelo meio onde é praticada. e chegando aos seus fins. químico e biológico. muitos sistemas tradicionais de piscicultura funcionam como eficientes métodos de reciclagem de efluentes domésticos e agrícolas. Assim¸ a aqüicultura como atividade produtiva revela intrincadas relações com várias atividades humanas e com a gestão ambiental de recursos naturais. Pillay (1992) pondera.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 14 cruzamento entre populações cultivadas e nativas. Beveridge et al. no ambiente aquático. entretanto. Beveridge et al. está mudando. (1991) consideram que. contribuindo para a diminuição da poluição ambiental. que variam da produção alimentar ao controle ambiental Glaucio Gonçalves Tiago .

aos anseios e necessidades técnicas e legais dos produtores. A necessidade de mudanças conceituais e estruturais já tem sido identificada (BRASIL. face ao grande crescimento da população mundial verificado nas últimas décadas. tendo em vista que as ações hoje implementadas não vêm apresentando respostas satisfatórias ou compatíveis com o potencial da aqüicultura no Brasil. a educação.AQUICULTURA. O estágio atual de crescimento acelerado da aqüicultura em nível mundial deve promover o redirecionamento institucional dessa atividade para um futuro com alta eficiência de produção. a indústria. Inúmeros conflitos relativos ao ordenamento da aqüicultura. o comércio. aos interesses difusos e coletivos da população em relação à manutenção de um meio ambiente equilibrado e saudável e a uma melhor qualidade de vida têm sido verificados. o melhoramento da capacidade gerencial institucional da aqüicultura passa pela adequação e estabelecimento de legislação sobre esta atividade produtiva e aquelas com as quais tem interface. No Brasil. a gestão ambiental de recursos hídricos. de forma a fazer com Glaucio Gonçalves Tiago . dentre outros. bem como da falta de coordenação e sincronia entre os órgãos que administram e legislam esta atividade produtiva. a importância desta atividade tem gerado inúmeras inquietudes relativas ao seu crescimento desordenado (GESPE. a conservação e restauração do meio ambiente. Proença (1995) já enfatizava que. a ciência. No Brasil. ambientalmente saudável e compatibilizado com as necessidades de fornecimento de proteínas. também. a exemplo do que ocorre nos demais ramos da zootecnia. Neste contexto evidencia-se a pertinência do direcionamento de esforços que visem ao inter-relacionamento de aspectos técnicos que auxiliem a compreensão e o ordenamento da aqüicultura brasileira. a aqüicultura revela inter-relações com atividades como a agricultura. e a devida influência destes indicadores na adoção de medidas legais para as várias modalidades de aqüicultura nos variados ambientes onde se desenvolvem. a aqüicultura requer um conjunto de normas e instrumentos legais que promovam seu desenvolvimento racional e compatível com as demais demandas da sociedade e com o uso sustentável dos recursos naturais. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 15 da água e ao repovoamento de corpos aquáticos com espécies de organismos ameaçados de extinção. 1997) e aos possíveis riscos para si e para o meio ambiente. o direito. às necessidades dos consumidores de produtos da aqüicultura. como conseqüência da ausência de padronização de indicadores ambientais. 1996). mas.

Em perspectiva eminentemente interdisciplinar. em certas situações. pode vir a ser agente de mudança mental e social. compatibilizando-se o uso dos recursos naturais com as demandas da sociedade. dada a complexidade social das atividades humanas. 3º Ed. a inter-relação entre estes indicadores e as normas jurídicas na gestão ambiental da aqüicultura. suas características. etc. segundo Marshall: Seja qual for a perspectiva adotada acerca da norma jurídica. Neste sentido. Ressalte-se que o que variará será o seu conteúdo e não a própria norma. (1997a.AQUICULTURA.). disponíveis na literatura mundial sobre aqüicultura sustentavel. 6º Ed. Sua essência é ética e sua fonte o próprio homem (1994). brasileira) e da “Teoria da Norma Jurídica” de Tércio Sampaio Ferraz Jr. Assim. etc. as normas jurídicas possuem como essência.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 16 que o setor se desenvolva harmonicamente. sob as perspectivas da “Teoria Pura do Direito” proposta por Hans Kelsen (1998.. econômicas. Mas não menos notável é a questão enfatizada por Souto (1997) de que a normatividade codificada. planos.. verificar. contribuindo. Glaucio Gonçalves Tiago . que a envolvem. um objeto ideal que variará e se comporá de acordo com a cultura histórica de cada sociedade. em muitas situações observa-se que a legalidade estatal não consegue acompanhar as relações sociais em sua acentuada dinamicidade. conjuntamente com as principais normas jurídicas da gestão ambiental da aqüicultura. institucionais. este trabalho objetiva inventariar e analisar os principais indicadores de impacto ambiental na aqüicultura. para uma melhor reflexão sobre a gestão ambiental desta atividade.. suas teorias. contidas na legislação brasileira de pesca e aqüicultura (desde o início do período republicano brasileiro) e na legislação brasileira de recursos hídricos correlata à atividade aqüícola. para. neste sentido.. acima de tudo. sociais. através de uma análise crítica integrada. evoluindo com ela e tendente a expressar as conotações políticas.

em sua “Teoria Pura do Direito”. na qual as normas de Direito. ressaltamos que. oriundas de uma "Norma Fundamental". separados por décadas. mas sim como uma perspectiva que garanta a possibilidade de confronto entre diferentes posições. entendendo o Direito não como uma concepção monádica. por sua vez. apresenta uma teoria monádica de norma jurídica. Glaucio Gonçalves Tiago . publicada originalmente em 1978. Hans Kelsen. apresentam um caráter linear e extremamente formalista. apresenta uma teoria pragmática que possui como base o principio da interação. Ferraz Jr. inclusive naquelas em que o dogma se sustenta.AQUICULTURA. assumindo assim um caráter não-linear e pluridimensional. em sua “Teoria da Norma Jurídica”. uma teoria do Direito positivo publicada originalmente em 1934. não obrigatoriamente vinculado à realidade social. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 17 Em tempo. os dois juristas considerados neste trabalho apresentam diferentes pontos de vista em relação à norma jurídica.

que resulta de uma dada atividade. do solo e nos modos de vida ou na saúde de segmentos da população humana. condições ou processos no ambiente natural.AQUICULTURA. ou que modifiquem. 4) Federal Environmental Assessment Review Office/FEARO (1979) Impacto ambiental são processos que perturbam. de forma significativa. descaracterizam. destroem características. expomos algumas definições de impacto ambiental encontradas na bibliografia disponível sobre meio ambiente: 1) Sachs (1972) Alteração na qualidade ambiental resultante da modificação de processos naturais ou sociais provocada por uma ação humana. comparada com a situação que ocorreria se essa atividade não tivesse sido iniciada. históricos. biológico. cultural e sócio-econômico que possa ser atribuída a atividades humanas relativas às alternativas em estudo para satisfazer as necessidades de um projeto. 5) Wathern (1984) A mudança em um parâmetro ambiental. químico. num determinado período e numa determinada área. opções ambientais. Glaucio Gonçalves Tiago . ou que causam modificações nos usos instalados. 2) Munn (1975) Mudança na saúde e bem-estar humanos (inclusive a saúde de ecossistemas dos quais depende a sobrevivência do homem) que resulta de efeito ambiental e está ligada à diferença na qualidade ambiental com e sem ação humana. 3) Canter (1977) Qualquer alteração no sistema ambiental físico. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 18 DEFINIÇÕES DE IMPACTO AMBIENTAL Para uma contextualização inicial. tradicionais.

Do ponto de vista analítico. de 23 de janeiro de 1986: Qualquer alteração das propriedades físicas. social ou econômico. resultante de uma atividade econômica. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais e da qualidade ambiental. .as atividades sociais e econômicas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 19 6) Horberry (1984).a saúde. Glaucio Gonçalves Tiago .a qualidade dos recursos ambientais.AQUICULTURA. que produz alterações bruscas em todo o meio ambiente ou apenas em alguns de seus componentes. a segurança e o bem estar da população.em um ou mais de seus componentes provocada por uma ação humana. 10) Moreira (1992) Qualquer alteração no meio ambiente . causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que diretamente ou indiretamente afetem: I II III IV . químicas e biológicas do meio ambiente. 8) Resolução CONAMA 001/86. natural ou antrópica. De acordo com o tipo de alteração. sócio-econômico e humano. o impacto ambiental pode ser considerado como a diferença entre as condições ambientais que existiriam com a implantação de um projeto proposto e as condições ambientais que existiriam sem essa ação.as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. . 7) Dieffy (1985) apud Moreira (1992) Impacto ambiental pode ser visto como parte de uma relação de causa e efeito. pode ser ecológico. 9) ACIESP (1987) Toda ação ou atividade. . apud Moreira (1992) Estimativa e julgamento do significado e do valor de um efeito ambiental para os receptores natural.

resultante de uma simples relação de causa e efeito (e. Ressaltamos ainda que a grande variação de conceitos. Abordaremos ainda esta questão na discussão deste trabalho. segundo alguns autores que versam sobre sociologia ambiental por nós consultados.quando a ação resulta em um dano à qualidade de um fator ou parâmetro ambiental (e.resultante de uma relação secundária em relação à ação. Tipologia dos Impactos Ambientais No que diz respeito à tipologia de impactos ambientais.quando a ação resulta na melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambiental (e. dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida.. ficando claro a dificuldade de se definir um fenômeno com abordagem eminentemente sócio-cultural e cientificamente interdisciplinar. 4) Impacto indireto .AQUICULTURA.. formação de chuvas ácidas).g.º 1078 de 25 de junho de 1987 determina os seguintes tipos de impacto ambiental: 1) Impacto positivo ou benéfico . ou quando é parte de uma cadeia de reações (e.. Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 20 11) Antunes (1998) O impacto ambiental é o resultado da intervenção humana sobre o meio ambiente. lançamento de esgotos não tratados num lago). 3) Impacto direto .g. Nota-se no anteriormente exposto uma grande variação de conceitos e abordagens nas definições de impactos ambientais encontradas na bibliografia sobre meio ambiente consultada. perda de diversidade biológica pela derrubada de uma floresta). Tommasi (1994) expõe ainda que a deliberação CECA/RJ n. está possivelmente vinculada às diferenças de percepção do meio ambiente pelos vários atores envolvidos nas questões ambientais. bem como à multi e interdisciplinariedade dos conhecimentos relativos a estas questões.g. 2) Impacto negativo ou adverso ..g. deslocamento de uma população residente em palafitas para uma nova área adequadamente localizada e urbanizada). Pode ser positivo ou negativo.

6) Impacto regional . cessada a ação. os efeitos não cessam de se manifestar num horizonte temporal conhecido (e. bem como seus possíveis efeitos cumulativos. 11) Impacto permanente . mortandade de peixes devido ao lançamento de produtos tóxicos). abertura de uma rodovia).. efeitos de um derrame de petróleo sobre um costão rochoso exposto e bem batido pelas ondas).g.quando o impacto se manifesta certo tempo após a ação (e. bioacumulação de contaminantes na cadeia alimentar).g.g. retorna às suas condições originais (e. mineração). qualquer que seja sua extensão. 8) Impacto imediato . derrubada de um manguezal).. 10) Impacto temporário . acrescenta-se ainda que: 1) Impactos extensivos são aqueles caracterizados pela impossibilidade (ou grande dificuldade) de delimitar sua área de abrangência.quando o impacto se faz sentir além das imediações do sítio onde se dá a ação (e... 9) Impacto a médio ou longo prazo . Com Rodrigues (1988).g.g.quando o efeito se manifesta em intervalos de tempo determinados (e.. poluição do ar pela queima de pneus).quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações (e. implantação de projetos de irrigação em áreas de seca).quando o efeito surge no instante em que se dá a ação (e.. anoxia devido à estratificação da coluna d’água no verão e reaeração devido a mistura vertical no inverno.g.g.quando.quando o fator ou parâmetro ambiental afetado.. 7) Impacto estratégico ...AQUICULTURA. 2) Impactos intensivos são aqueles que abrangem uma área bem delimitável.g. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 21 5) Impacto local . progressivos e crônicos. 12) Impacto cíclico .g. num corpo hídrico costeiro que recebe esgotos municipais). 13) Impacto reversível . Glaucio Gonçalves Tiago .quando o componente ambiental afetado tem relevante interesse coletivo ou nacional (e.quando seus efeitos têm duração determinada (e. uma vez executada a ação.

a qualidade da água lançada pelas criações não é muito diferente da água captada. Em sistemas extensivos de criação. especialmente quando o tempo de retenção da água é longo. comparativamente aos de outras atividades de cultivo. contribuindo para o decréscimo da poluição ambiental (1992). pois a observação de conseqüências é. Nos tipos de criação que se têm praticado. Em conseqüência disto. Pillay considera que: Em decorrência das exigências de qualidade de água e de outros padrões ambientais nas criações de organismos aquáticos. assim. Os dados disponíveis têm demonstrado que os efeitos da poluição da aqüicultura são. não apresentam nenhuma norma mais rígida para definição de padrões de qualidade de efluentes oriundos de aqüiculturas dulcícolas (1979). expomos a seguir as informações obtidas. agências de controle ambiental como a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA/EUA). portanto. resultante do efeito cumulativo de vários fatores no meio ambiente. muitos sistemas tradicionais de criações de peixes têm funcionado como eficientes sistemas de reciclagem de resíduos domésticos e agrícolas e. em muitos casos. a qualidade de água lançada ao meio ambiente pelas criações é freqüentemente melhor do que a água captada do meio ambiente pelas criações e.AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago . aqüicultores raramente reconhecem a possibilidade de a aqüicultura ser considerada como poluidora do ambiente. Segundo Stickney: É extremamente difícil determinar o impacto da aqüicultura no meio ambiente de maneira isolada. pequenos e altamente localizados. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 22 IMPACTOS AMBIENTAIS NA AQÜICULTURA Através do levantamento de dados relativos a impactos e indicadores de impactos ambientais efetuado na literatura disponível sobre aqüicultura sustentável.

daninhas para as áreas úmidas costeiras. nos EUA. até que se identifiquem. incluindo-se a expansão das já existentes. que agências de controle ambiental na Europa. já regulam a instalação e operação destas aqüiculturas. prevenindo a degradação ambiental . ainda. as medidas tendentes a estabelecer um sistema sustentável de aqüicultura. portanto. aprovou a “Resolução VII. Glaucio Gonçalves Tiago . em relação às aqüiculturas marinhas. e. junto com estudos apropriados. no Japão e em muitos outros países. mediante avaliações de impacto ambiental e social. que esteja em harmonia com o meio ambiente e com as comunidades locais. estabelecida em 1983 pela Organização das Nações Unidas. Finalmente.21 para Áreas Úmidas Intertidais”. assim. também conhecida como Comissão Brundtland.AQUICULTURA. considerando os conflitos do uso múltiplo do solo e da água em áreas costeiras. determinando que: Deve ser suspensa a promoção e a criação de novas infra-estruturas para atividades de aqüicultura que não sejam sustentáveis e. tem advogado que a aqüicultura é uma das medidas que pode ajudar a aferir a implantação do desenvolvimento sustentável (1997b). ponderamos que a “Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional” (concluída em 1971 e reconhecida pelo Brasil em 1993). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 23 Pillay (1992) pondera. na sua "7º Reunião das Partes Contratantes" realizada em 1999. que: A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (World Commission on Environment and Development/WCED). Bardach diz-nos.

sistemas intensivos são altamente dependentes de adição de alimentos.).Ambiente projetado especificamente para aqüicultura..Sistemas em que os organismos criados em açudes. Tanques-rede e Cercados em águas públicas . . Bardach esclarece. Efluentes podem impactar as águas receptoras.Apresentam pouca probabilidade de produção de impactos.Principais impactos são a matéria fecal produzida e a parcela de alimentos não ingerido pelos organismos cultivados. Sistemas Recirculatórios . A qualidade dos efluentes é usualmente pior do que da água recebida na captação. Sistemas que usam derivações de águas lóticas . possíveis conseqüências ao ambiente. apresentam as seguintes considerações sobre os impactos ambientais na maioria dos sistemas de aqüicultura.Grandes volumes de água são requeridos para atingir e manter os níveis de água requeridos. Quadro 1 .. e. baías.Requerem constante derivação de grandes quantidades de água superficial. . A qualidade de água é mantida por processos naturais. devido à transferência de espécies exóticas são possíveis em todos os sistemas descritos. tanques ou "raceways" são mantidos com um fluxo constante de água derivada de um ambiente aquático lótico. O efluente retorna ao sistema lótico. em relação aos dados a seguir apresentados.A água retirada deste sistema fechado é filtrada e relançada ao sistema. Impactos estéticos negativos podem ser considerados em áreas altamente populosas.AQUICULTURA. que: Sistemas extensivos não necessitam da adição de alimento e fertilizante. aumentos de Glaucio Gonçalves Tiago . 1991) Natureza do Sistema Considerações sobre os Impactos Ambientais Tanques . . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 24 IMPACTO AMBIENTAL NA AQÜICULTURA POR SISTEMA DE CRIAÇÃO Brune & Tomasso (1991b). sobre a qualidade da água e do bentos local. sistemas semi-intensivos necessitam de alguma adição de alimento e fertilizante. fiordes. Oxigenação e nitrificação ocorrem principalmente por processos lênticos naturais.Criação de organismos vivos através de tanques-rede e cercados em grandes corpos de água (lagos. etc. .Considerações sobre impactos ambientais em sistemas de aqüicultura (BRUNE & TOMASSO.

produção exportável. continua Glaucio Gonçalves Tiago . . Tanques-rede e cercados em águas eutróficas e/ou sobre o fundo . aumento nutricional. conflitos sociais de uso.Possibilidade de ocupar recifes virgens. competição de mercado especialmente para exportação. . conflitos sociais de uso. Assim. por sistema de aqüicultura: Quadro 2 . berbigões) 3. Criação de moluscos bivalves (ostras. aumento nutricional direto. .Lucro financeiro. marés vermelhas. mexilhões. vieiras. geração de empregos. geração de empregos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 25 produção pesqueira não foram incluídos devido à falta de exemplos oriundos de países em desenvolvimento (1977b). competição de mercado.Destruição de ecossistemas (especialmente manguezais). perdas devido a tempestades. perda de sustentabilidade com aumento de crescimento populacional. dificuldade de gerenciamento. 4. Criação de algas macrófitas . consumo de madeira. Tanques de aquicultura em áreas costeiras: tainhas. camarões. diminuição de sementes. perdas devido a tempestades. perda de competitividade devido à intensificação dos sistemas de criação. produção exportável (camarões).Lucro financeiro. .AQUICULTURA.Lucro financeiro.Riscos à saúde pública e resistência ao consumo (doenças viróticas e microbianas. tilápias . 1997) Sistema Impacto ambiental negativo Aqüicultura Extensiva 1. aumento nutricional direto. geração de empregos. Impacto ambiental positivo 2. riscos à navegação. conflitos sociais de uso. geração de empregos.Exclusão de pescarias tradicionais. produção exportável. "milkfish". poluição industrial).Impactos ambientais por sistema de aqüicultura (BARDACH.Lucro financeiro. apresenta os seguintes impactos ambientais positivos e negativos das aqüiculturas de países em desenvolvimento. conflitos sociais de uso. .

Lucro financeiro..Acumulação de sedimento anóxico embaixo dos tanques-rede devido a fezes e restos de alimento. etc. Tanques de aqüicultura de águas doce e estuarina (camarões e pitus.Lucro financeiro.Água estuarina: salinização e/ou acidificação do solo e/ou aqüíferos. estuarina e marinha (especialmente peixes ósseos carnívoros .Riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos. conflitos sociais de uso. mas também onívoros como a carpa comum) .Lucro financeiro. muitos problemas locacionais específicos. carpas. estuarina e marinha (camarões e pitus). 4. competição de mercado. Aqüicultura intensiva 1. competição de mercado. resistência ao consumo. Glaucio Gonçalves Tiago . consumo de madeira. etc. produção exportável (carnívoros possuem alto preço). . tainhas. bagres. Piscicultura utilizando efluentes de outras atividades . . silos. Outros ("raceways".garoupas. tanques.Lucro financeiro. peixes. outras combinações) 3. 3. acumulação de pesticidas em peixes.. produção exportável (camarões). "milkfish". pargos.Drenagem/efluente com alta Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e sólidos em suspensão. tilápias) . enguias.Riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos. geração de empregos.Ambas: competição de mercado (especialmente para exportação). produção exportável . geração de empregos.AQUICULTURA. .. especialmente carnívoros (bagres. consumo de madeira e de outros materiais. pargos. reciclagem de resíduos agrícolas e outros.) . tilápias) . pecuária e aqüicultura. Tanques-rede e cercados.Água doce: riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos. . uso de pouca mão-de-obra. dificuldade de gerenciamento.Preços acessíveis para alimentação e fertilização dos tanques. bagres. . riscos à navegação.Lucro financeiro. . uso de pouca mão-de-obra.Lucro financeiro. geração de empregos. transformação de reservatórios de detritos em unidades produtivas e depuradoras. acumulação de substâncias tóxicas de rações para o gado (metais pesados) no sedimento dos tanques. Tanques de aqüicultura de águas doce. Tanques-rede e cercados em corpos de águas doce.Lucro financeiro. aumento nutricional direto. frutipiscicultura.. conflitos sociais de uso.. aumento nutricional direto. gado com avipiscicultura. competição pelo uso dos insumos de alimentação como excreção do gado e cereais. 2. conflitos sociais de uso.Drenagem/efluente com alta Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e sólidos em suspensão.Exclusão de pescarias tradicionais. . . resistência ao consumo de produtos criados com alimentação oriunda de excreções animais. “milkfish”.. . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 26 continuação Aqüicultura Semi-intensiva 1. etc.) 2. produção exportável. garoupas. . especialmente para exportação. aumento nutricional direto. . geração de empregos. conflitos sociais de uso. especialmente para exportação.. especialmente em águas eutróficas ou ricas em bentos (carpas. . geração de empregos. aumento nutricional. Aqüicultura e agricultura integradas (rizipiscicultura. interações sinergéticas entre agricultura.

recreação.. Conversão de áreas agrícolas em tanques para aqüicultura Redução da oportunidade de produção agrícola Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra Escassez de alimentos essenciais Crescimento da oferta de produtos aqüícolas 3. Uso de descarga de efluentes Redução de produção aqüícola a jusante Auto-poluição Poluição de água Riscos à saúde pública Alteração da biodiversidade Introdução de doenças Conflitos com aqüicultores de pequena escala Distribuição desigual de renda Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra 5. etc.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 27 Shang & Tisdell (1997) apresentam. paisagem. de maneira genérica. os seguintes possíveis impactos ambientais e sócio-econômicos gerados pelo desenvolvimento de atividades aqüícolas: Quadro 3 .Impactos ambientais e sócio-econômicos na aqüicultura (SHANG &TISDELL. Conversão de mangues em tanques para aqüicultura Impactos possíveis Redução de produtos do mangue Redução na produção pesqueira Erosão da costa Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra Crescimento da oferta de produtos aqüícolas 2. Uso de água de superfície e subterrânea Redução na irrigação de plantações recalque do solo Intrusão de água salgada em corpos aquáticos e em áreas agrícolas Salinização de aqüíferos de água doce 4. antibióticos e hormônios 6. continua Glaucio Gonçalves Tiago . 1997) Atividades 1. Uso de produtos químicos.AQUICULTURA. Aqüicultura em tanques-rede e cercados Redução de pressão sobre áreas terrestres e água Redução da produção pesqueira na mesma área devido a poluição Conflitos relativos a pesca. Aqüicultura intensiva em larga escala 8. navegação. Introdução de espécies exóticas 7.

.. Aumento de lucros em moedas estrangeiras Conflitos com outras atividades econômicas Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. Aumento da produção geral da aqüicultura Aumento do número de empregos nas áreas de produção. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO continuação 28 9. Maricultura Preservação de estoques naturais Redução de pressão sobre áreas terrestres e água Crescimento de produção de espécies marinhas Preservação de estoques naturais Aumento de exportações Aumento do número de empregos Mais produtos produtos aqüícolas e queda de preços destes 11. processamento. Aqüicultura de peixes ornamentais 12. mercado. etc. Demanda por alimento e fertilizante Competição resultando em alta de preços destes insumos para outras atividades Crescimento destes insumos de empregos nas empresas produtoras 10.

1982 Warren-Hansen. excreções e produtos químicos e terapêuticos. identificam-se três principais fontes: restos de alimento. Em estudo sobre a geração de resíduos na produção de animais aquáticos. 1982 Warren-Hansen. apresentando os seguintes resultados: Quadro 4 . 1983 Nota-se com os dados anteriormente expostos que a produção de resíduos através de restos de alimento nas criações é consideravelmente maior em tanques-rede do que em tanques em terra firme. 1982 Braaten et al.20 Referência Warren-Hansen. Sistema Tanque Tanque Tanque Tanque-rede de água doce Tanque-rede marinho Tanque-rede marinho (*) Não mencionado Espécie Truta arco-íris Truta arco-íris Truta arco-íris Salmão Atlântico Salmão Atlântico Salmão Atlântico Tipo de Alimento Restos de peixes "pellets" úmidos "pellets" secos "pellets" úmidos e secos "pellets" úmidos e secos "pellets" secos Método de Alimentação Manual Automático Automático * * * % de perda 10 .AQUICULTURA... MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 29 IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS PRODUZIDOS PELA AQÜICULTURA Considerando-se os resíduos produzidos pelas atividades de aqüicultura. (1991) examinaram métodos de cultura e espécies cultivadas.Estimativas de perda de alimentos em criações intensivas de salmonídeos (BEVERIDGE et al.. Glaucio Gonçalves Tiago .10 1 -5 30 20 15 .30 5 . Beveridge et al. 1983 Gowen & Bradbury. 1982 Penczak et al. 1991). com especial atenção à importância ambiental.

2 mg N kg-1h-1 110-581 mg N kg-1dia-1 1. 1991).7-9.8 mg N kg-1 h-1 Referências Kautsky & Wallentinus (1980) N NH3 17-27 µg N g-1dia-1 6-40 µg NH3 g-1dia-1 Dall & Smith (1986) " Peixes Salmo gairdneri NH3 NH3 Uréia Total NH3 NH3 NH3 Uréia NH3 NH3 NH3 NH3 NH3 NH3 20-78. Kaushik (1980) " " Paulson (1980) Brett & Zala (1975) Knights (1985) " Gallager & Mathews (1987) Ramnarine et al.6 mg NH3-N kg-1h-1 8. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 30 Quadro 5 -Taxas de excreção de nitrogênio.4 mg N kg-1h-1 25. amônia e uréia por espécie aquática cultivada (BEVERIDGE et al.2-35 mg N kg-1h-1 5-50 mg N kg-1h-1 0-25 mg N kg-1h-1 7-17 mg N kg-1h-1 12.2-70 mg N kg-1h-1 Glaucio Gonçalves Tiago .07-3. (1987) Salvelinus fontinalis Oncorhynchus nerka Anguilla anguilla Anguilla rostrata Gadus morhua Cyprinus carpio Oreochromis mossambicus Oreochromis niloticus Sparus aurata 511-958 mg N kg dia 3.AQUICULTURA.) Porter et al.72 mg N kg-1h-1 1. comn.3-41.2-3. (1987) Kaushik (1980) Musisi (1984) McKinney (pers.5 g N kg food-1dia-1 433-895 mg NH3 kg-1dia-1 73-474 mg uréia kg dia -1 -1 -1 -1 Meade (1985). Espécies Moluscos Mytilus edulis Crustáceos Penaeus esculentus Composto N total Produção 0.

g. Amplamente utilizados em larviculturas de carpa e tilápia. CO2) DESINFETANTES (e.g. absorvedores de UV) COMENTÁRIOS Amplamente utilizados. um pequeno número de estudos voltados à quantificação de produtos químicos utilizados na aqüicultura (1991). Presentes em plásticos e isopor. neguvon ®. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 31 Quadro 6 . compostos de iodo. Beveridge et al. o uso destes pigmentos está sendo revisto.g. tributyltin.g. rotenona) ANTI-INCRUSTANTES (e. que: O uso de produtos químicos varia muito em função da espécie cultivada. ácidos) -Herbicidas e algicidas (e. Embora esses produtos sejam amplamente utilizados. furazolidona) VACINAS HORMÔNIOS (e. Muito comercializados e disponíveis para doenças de salmonídeos. HCG) PIGMENTOS (e. hipoclorito) QUÍMICOS PARA TRATAMENTO DE ÁGUA -Oxidantes (e. formalina. verde de malaquita) -Antimicrobianos (e.AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago . exitetraciclina. Na Europa. ainda.g. benzocaína. Usado em carcinicultura. dipterex) -Controle de predadores (e.g. Amplamente utilizado. torta de sementes de chá. sulfato de cobre) -Pesticidas (e. ainda. Não muito utilizado. estabilizantes. existe. LHRH.g. cobre) ADITIVOS PLÁSTICOS (e. permanganato de potássio) -Reguladores de pH (e. da intensidade de cultivo e da localização da aqüicultura.g. Usado em tanques-rede e cercados.g.g.1991) TIPO TERAPÊUTICOS -Parasiticidas (e. MS222. sendo que muitos são controlados por legislação.g. pigmentos. Usado ocasionalmente na captação de água. metiltestosterona. consideram.g. Usado em aqüicultura tropical. Amplamente utilizados em pequenas quantidades Amplamente utilizados.g.Produtos químicos e terapêuticos usados na aqüicultura (BEVERIDGE et al. carotenóides sintéticos) ANESTÉSICOS (e. limão.

e.0 mg l-1 de nitrogênio oxidado e 0.4 3. afirmam que: Os efluentes da aqüicultura tendem a apresentar baixas concentrações de resíduos quando comparados com efluentes de outras atividades. demanda bioquímica de oxigênio (DBO).4 16.1 1.2 2. Estudos efetuados nas aqüiculturas européias demonstram que estes efluentes apresentam cerca de 9 mg l-1 de sólidos em suspensão. 1.AQUICULTURA.a Aumento de macrófitas Aumento da turbidez da água Odores anormais Peixe com gosto ruim Água não potável Restrições no uso da água potável Mortandade de peixes Mudanças na fauna bêntica Poluição em armadilhas de pesca Deterioração de pescas Total Nº de ocorrências 22 15 11 9 8 5 4 3 2 2 2 2 1 1 1 1 1 90 % 24. produzindo-se.1 100 A maioria dos empreendimentos utiliza grande quantidade de água.6 4. amônia (NH3).9 5. assim..2 10. menos de 1. sendo que os parâmetros tipicamente medidos em relação aos efluentes oriundos da atividade aqüícola incluem sólidos em suspensão (SS).3 2. 1997) Efeitos Eutrofização Aumento de compostos fosfóricos Crescimento de populações bacterianas Queda na quantidade de oxigênio Florações de algas Deposição de detritos de fungos e de sólidos Aumento de clorofila . os tipos de efeitos dos efluentes oriundos de pisciculturas e o número de suas ocorrências: Quadro 7 . Níveis de bactéria e de produtos químicos ou terapêuticos nos efluentes não são rotineiramente mensurados. 4 mg l-1 5-dias DBO. Glaucio Gonçalves Tiago .7 12.2 2. Beveridge et al.Tipos de efeitos dos efluentes oriundos de pisciculturas e o número de suas ocorrências na Finlândia (BARDACH. demanda química de oxigênio (DQO).0 8.1 1. fósforo (P) e oxigênio dissolvido (OD).1 1. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 32 Bardach (1997c) apresenta estudo de caso desenvolvido nas águas da Finlândia por Roshental (1985). entretanto.0 mg l-1 de amônia (NH3). baseado em trabalho de Sumari (1982). efluentes em grande volume.1 1.1 mg l-1 de fósforo fosfatado (1991). 18 mg l-1 de DQO.2 2.2 1.

00 105. apresentam as necessidades de água por produção (toneladas métricas) de várias espécies e sistemas utilizados na aqüicultura.267 3. Quadro 8 . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 33 Impacto da Aqüicultura nos Recursos Hídricos A água é essencial para todas as formas de aqüicultura.880 375. através de compilação dos trabalhos referenciados no quadro a seguir.682 Crustáceos 117. (1991) apresentam a produção aqüícola mundial (toneladas métricas) por tipo de recurso hídrico no ano de1986.820.250.200 266.572 Os mesmos autores.00 29. 1991) Volume de água Lagos de água doce Rios e Canais Água subterrânea Lagos salinos e Mares internos Umidade do solo Atmosfera Calotas polares.Produção aqüícola mundial em toneladas métricas por tipo de recurso hídrico.199.00 1.00 Produção aqüícola de 1986 em toneladas métricas Peixes 4.000.193 Algas 2.25 8. no ano de 1986 (PHILLIPS et al.AQUICULTURA.00 65.626.00 13.320. o crescimento da demanda de água gerado pelo crescimento da indústria aqüícola está resultando em um aumento de competição pelos limitados recursos hídricos. Phillips et al. Glaucio Gonçalves Tiago . Neste sentido.452 Moluscos 9.200.00 1. geleiras e neve Mares e Oceanos (1012 m3) 125.

000 55. tilápia. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 34 Quadro 9 .260.000-21.470 14.500-2.000 15.000 6.4 21.6-27.000 11. tainha e carpa prateada em sistema extensivo de tanques (Israel) Carpa comum.000 Sarig (1988) 9 5. (1988) Salser et al.000 Sarig (1988) Kawamoto (1957).2-11 12.000-5. (1987) 17. (1991) apresentam quadro de comparação de necessidades de água entre sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária. apud Hepher (1985) Boyd (1982) Beleau (1985) Alabaster (1982) Bardach et al.05-0.Relação entre produção aqüícola em toneladas métricas e água requerida por espécies cultivadas e sistemas de produção (PHILLIPS et al.125 Solbe (1982) Present study Wickins (1986) e Chien et al.000-43. (1978) Phillips et al. (1972) 40-200 4. tilápia. tainha e carpa prateada em sistema semi-intensivo de tanques (Israel) Carpa comum e tilápia em sistemas intensivos de tanques (Israel) Carpa comum em sistema intensivo de tanques de derivação (Japão) Bagre (Ictalurus punctatus) em sistema intensivo de tanques (USA) Bagre (Ictalurus punctatus) em sistema intensivo de tanques de derivação (USA) Aqüiculturas européias variadas Truta arco-íris (Salmo gairdneri) em sistema intensivo de tanques de derivação (USA) Salmonídeos em sistema de tanques-rede e de tanques (Inglaterra) Salmonídeos em sistema de tanques-rede (Escócia) Camarões peneídeos em sistema semiintensivo de tanques (Taiwan) Camarões peneídeos em sistema intensivo de tanques (Taiwan) Camarões peneídeos em sistema intensivo de tanque de derivação (México) Produção (TM/ha/ano) 100-200 0.250 740.443 3 150 2.000 Referências Muir (1981) Muir & Beveridge (1987) Edwards et al. Glaucio Gonçalves Tiago . (1988) Wickins (1986) e Chien et al.500-29.4 11.544.AQUICULTURA.029 210.768-5.000 Hepher (1985) 3 12.8 Água requerida (m3/TM) 50-200 3.000 Sarig (1988) 20 1.8 252. 1991) Espécie e Sistema Bagre Africano (Clarias batrachus) em sistema intensivo de tanques (Tailândia) Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema extensivo de tanques Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema de fluxo mínimo de água e alimentados com detritos (Tailândia) Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema intensivo de tanques com aeração mecânica (Tailândia) Carpa comum.000 1.3 6.000 2.430 29.

6-810 8-250 90-450 42 54 11. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 35 modificado de estudos originalmente desenvolvidos por Schwab et al.000/TM Valor da água (US $/ m3) 12-16 0.000/m3 300/TM 500/m3 200/TM 1.018 0.000/TM 6.000-55.Água requerida por sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária com os respectivos valores de produto e de água (PHILLIPS et al.000-12.6-23 0.1-1.006-0. Água requerida Produto Álcool Papel Petróleo Aço Algodão Criação de gado Criação de porco Aqüicultura Tanques de camarão Salmonídeos Tanques de bagres / Channel Catfish Tanques de bagres Clarias (m3/TM e m3/m3) 125-170 9-450 21. 1991). Quadro 10 .000 252.8-25 2.000/TM 1.7-33 0.000/TM 2.650-4. remoção de sólidos e oxigenação (1982). que podem ir de uma simples aeração nos tanques até a reciclagem de água acompanhada de filtragem biológica.000 6. Glaucio Gonçalves Tiago .25 5-20 Segundo Muir: A densidade de estocagem em sistemas intensivos de aqüicultura pode ser incrementada através de sistemas de tratamento de água.AQUICULTURA.000/ TM 2.000/TM 1. (1971) e Muir & Beveridge (1987).1 0.2-11 48 37 0.650/TM 1.470 50-200 Valor nominal do produto (US $) 2.

Glaucio Gonçalves Tiago .000 2. Quadro 11 . com diversos graus de reciclagem de água. Phillips et al.000 40. (1991) apresentam valores de necessidade de água para sistemas intensivos de produção de salmonídeos.AQUICULTURA.Relação entre consumo de água e porcentagem de reciclagem de água em sistemas intensivos de produção de salmonídeos (PHILLIPS et al. tais dados devem ser utilizados para o planejamento e regulamentação da atividade aqüícola.000 10.000 Conforme as várias informações por nós coletadas e aqui apresentadas. 1991) % de reciclagem de água 0 80 90 95 99 Água requerida (m3/TM) 200. verificou-se a existência de grande quantidade de dados disponíveis na literatura mundial sobre aqüicultura sustentável.000 20. Neste sentido. que podem fornecer parâmetros confiáveis para a consolidação de padrões de indicadores de impactos ambientais gerados por atividades de aqüicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 36 Como sistemas intensivos de aquicultura contribuem com a melhoria e a economia dos recursos hídricos.

especialmente no que diz respeito à temperatura e salinidade (1992). pois os níveis de oxigênio dissolvido desejados encontram-se acima de 5 mg/l. as duas variáveis ambientais determinantes e dominantes de cada nicho ambiental de peixes.AQUICULTURA. o nível de oxigênio dissolvido requerido não pode situar-se abaixo de 5 mg/l por muito tempo. Em relação aos níveis de oxigênio dissolvido. Criações de enguias. Glaucio Gonçalves Tiago . os níveis mínimos de tolerância de qualidade de água dependem muito. sendo encontrada através de trabalhos científicos que estabelecem e analisam padrões ótimos de produtividade para organismos e sistemas utilizados na atividade. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 37 IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A AQÜICULTURA A questão dos impactos ambientais sobre a aqüicultura é tratada ainda de forma incipiente na bibliografia específica sobre aqüicultura. carpas e tilápias podem tolerar baixos níveis de oxigênio dissolvido. das espécies cultivadas. em seu livro “Aqüicultura e Meio Ambiente”. também. Pillay. juntos. Pillay afirma que: Nas criações de salmonídeos e de crustáceos de águas quentes. é relevante considerar a informação disponível sobre os níveis mínimos de qualidade de água necessários para a manutenção da aqüicultura. sendo estes nichos ativamente mantidos ou eliminados através de processos de comportamento de regulação ambiental e de aclimatação fisiológica. pondera que: Embora se trate mais dos impactos que a aqüicultura infere ao meio ambiente. variando entre 3 e 4 mg/l (1992). mas seu crescimento é afetado negativamente por uma exposição prolongada a estes níveis. Boyd (1981) considera que peixes de águas quentes podem sobreviver com níveis de oxigênio dissolvido abaixo de 1 mg/l. Entratanto Neill & Bryan (1991) consideram que os limites de oxigênio e temperatura que controlam o metabolismo de peixes são. Nesse sentido.

77 ml/h/kg 5. mostra que a taxa de ingestão de água por peixes teleósteos em ambientes marinhos varia de 0.00 ml/h/kg 234.Taxa de ingestão de água por peixes teleósteos em ambientes marinhos (STICKNEY. mas níveis baixos de salinidade.3 a 1. bem como não toleram grandes mudanças nos níveis corpóreos de pH e amônia (Randall.0-9. Muitas espécies de peixes de água doce não toleram níveis moderados de salinidade. podem melhorar a performance de crescimento destes peixes (STICKNEY. sendo os pontos de tolerância de pH máximos para a sobrevivência dos peixes Glaucio Gonçalves Tiago . Peixes. em geral. não toleram níveis de pH da água fora da amplitude 5.5% do peso corpóreo por hora (1991). Conte (1969) em revisão de literatura.AQUICULTURA. entre 2 e 4 º/oo. que: A prática da aqüicultura de peixes em águas estuarinas e marinhas exige grande atenção aos níveis de salinidade apropriados a este tipo de produção.0. Boyd (1981) determina que os níveis de pH desejáveis para a criação de peixes de águas quentes estejam situados entre 6. ainda. 1991).0 ao amanhecer. Espécie Enguia americana (Anguilla rostrata) Truta arco-íris (Salmo gairdneri) Linguado (Paralichthys lethotigma) Tilápia (Tilápia mossambica) Taxa de ingestão 2. Stickney relata. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 38 O custo energético para manutenção do balanço interno de sal pode ser um fator limitante para o crescimento quando a energia dos nutrientes é utilizada para a osmoregulação.00 ml/h/kg A acumulação de amônia e dióxido de carbono e as mudanças associadas de pH na água constituem sério problema na aqüicultura. Algumas taxas de ingestão relatadas nesta revisão literária são as seguintes: Quadro 12 . 1991). 1991). especialmente em sistemas intensivos de produção com recirculação de água. Nesse sentido.37 ml/h/kg 10.5 e 9.

Adicionalmente. apresentam. A amônia não ionizada (NH3) é tóxica para peixes. conforme apresentados adiante. os níveis de toxicidade aguda para amônia não ionizada situam-se usualmente entre 0. 1981). através da compilação de vários trabalhos científicos. para o ponto ácido de morte. Amônia não ionizada torna-se mais tóxica quando associada a baixa concentração de oxigênio dissolvido no ambiente aquático. evidenciando a existência de alguma variação na suscetibilidade de peixes aos efeitos tóxicos agudos da amônia. mas isto possui pouca importância em tanques de criação. e por espécie de peixe. a amônia é freqüentemente lançada aos corpos aquáticos por atividades industriais. pois a toxicidade decresce com o aumento da concentração de dióxido de carbono (PILLAY. Russo & Thurston (1991). enquanto o íon amônia (NH4+) não é tóxico (BOYD.6 e 2. Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. a amplitude de valores de toxicidade aguda.0 mg NH3/l. Embora a amônia seja tóxica para os peixes. para o ponto alcalino de morte.0.0. urbanas e agrícolas. De acordo com a European Inland Fisheries Commission/EIFAC (1973). 1992). ela é um composto comum em muitos corpos aquáticos por ser um produto de ocorrência natural proveniente da degradação metabólica. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 39 estão situados em 4. e em 11. representativa para amônia (NH3) não-ionizada em valores de 96 horas de exposição a concentração letal média (96-h LC50).

20 2. 1991).40 0.16-1. aclimatação prévia e exposição intermitente.00 Na estatística disponível. existem também diferenças de suscetibilidade relativas aos diferentes estágios de vida de peixes de uma mesma espécie. bagres e algumas outras espécies de pequeno porte são mais tolerantes. Glaucio Gonçalves Tiago . (1979) Thurston et al. temperatura.80 "Bluegill" (Lepomis macrochirus) 0.AQUICULTURA.47 0. salinidade e composição iônica.55-3. 1991). Adicionalmente às diferenças de suscetibilidade entre espécies de peixes. e presença de outros tóxicos (RUSSO & THURSTON. (1987) Emery & Welch (1969) Roseboom & Richey (1977) "Largemouth bass" (Micropterus salmonides) "Smallmouth bass" (Micropterus dolomieui) Carpa comum (Cyprinus carpio) "Red Shiner" (Notropis lutrensis) "Fathead minnow" (Pimephales promelas) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) 0.50-3.80 2. ainda.40 0. enquanto os centrarquídeos.70 0.50-0. oxigênio dissolvido. os salmonídeos aparecem como os mais sensíveis a exposição aguda de amônia. (1985) Hasan & Macintosh (1986) Hazel et al. ressaltando-se. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 40 Quadro 13 .14-0. Espécies Salmão rosa (Oncorhynchus gorbusha) "Mountain whitefish" (Prosopium williamsoni Truta marrom (Salmo truta) Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) 96-h LC50 (mg/l NH3) 0. (1980) Calamari et al.80-3.69-1. (1981) Thurston & Russo (1983) Rosebomm & Richey (1977) Broderius et al. (1983) Colt & Tchobanoglous (1976) Roseboom & Richey (1977) Arthur et al.20 0.08-0.90-1.75-3.10 0.Valores de toxicidade aguda representativa para amônia (NH3) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON. que muitos outros fatores podem afetar a toxicidade da amônia.10 Referência Rice & Bailey (1980) Thurston & Meyn (1984) Thurston & Meyn (1984) Broderius & Smith (1979) DeGraeve et al. como: pH do ambiente.

entretanto. e não propriamente por sua toxicidade (RUSSO & THURSTON. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 41 Os nitritos. onde os níveis de concentração de amônia são altos.AQUICULTURA. Russo & Thurston (op. que estão geralmente presentes na maioria das águas oligotróficas superficiais. também tóxicos aos peixes. por espécie de peixe. são relativamente não-tóxicos aos peixes e onde aparecem em altas concentrações podem ocasionar problemas. não são comuns em concentrações tóxicas nos corpos aquáticos naturais. cit. os níveis de nitrito têm grande probabilidade de alcançar valores tóxicos. por contribuir com a eutrofização do ambiente. nos sistemas de aqüicultura. 1991). como entre peixes de mesma família: Glaucio Gonçalves Tiago . Já os nitratos. ressaltando que os dados apresentados revelam variação muito grande na amplitude dos resultados não só entre famílias diferentes de peixes. as seguintes amplitudes de valores de toxicidade aguda representativa para nitrito (NO2-N).) apresentam. em valores de 48 ou 96 horas de exposição a concentração letal média (48 ou 96-h LC50).

1991) Espécie Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) Truta "cutthroat" (Salmo clarki) Salmão "chinook" (Oncorhynchus tshawytscha) Carpa comum (Cyprinus carpio) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) 48 ou 96-h LC50 (mg/l NO2-N) 0. Glaucio Gonçalves Tiago . (1974) Brown & MacLeay (1975) Thurston et al. os salmonídeos aparentam ser o grupo de peixes mais suscetível à toxicidade do nitrito (1991).56 0.48-0.00 140.00 Russo & Thurston afirmam ainda que: As grandes amplitudes de sensibilidade apresentadas podem ser atribuídas à diferenças na química da água dos testes de bioensaio e às diferenças fisiológicas das espécies estudadas.00-32. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 42 Quadro 14 .00 52.00 160. (1987) Russo & Thurston.88 2. (1978) Westin (1974) Hasan & Macintosh (1986) Konikoff (1975) Colt & Tchobanoglous (1976) Palachek & Tomasso (1984) Hilmy et al.00 43.10-13. Conforme os dados apresentados.Valores de toxicidade aguda representativa para nitrito (NO2-N) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON.00 160.00 2.19-0.AQUICULTURA.00 Referência Russo et al.00 80. (1977) Palachek & Tomasso (1984) Tomasso (1986) Tomasso (1986) Palachek & Tomasso (1984) Tomasso (1986) Tomasso (1986) Tomasso & Carmichael(1986) "Labyrinth catfish" (Clarias lazera) "Fathead minnow" (Pimephales promelas) Peixe dourado (Carassius auratus) "Bluegill" (Lepomis macrochirus) "Largemouth bass" (Micropterus salmonides) "Smallmouth bass" (Micropterus dolomieui) "Green sunfish" (Lepomis cyanellus) "Guadalupe bass" (Micropterus treculi) 28.60 7.30-3.39 0.00 190.

e os níveis máximos sugeridos para exposições prolongadas em corpos de água doce é 0.00-2000.00 1400.00 1260.1 mg/l. não existem muitos trabalhos de sua toxicidade na literatura mundial. Glaucio Gonçalves Tiago . Considerando-se as diferenças encontradas nestes dados como impecílios à construção de uma legislação que permita uma gestão ambiental responsável da aqüicultura. Espécie "Guppy" (Poecilia reticulata) "Guadalupe bass" (Micropterus treculi) Salmão "chinook" (Oncorhynchus tshawytscha) Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) "Bluegill" (Lepomis macrochirus) 96-h LC50 (mg/l NO3-N) 180.00 420.00 1310. para nitrato (NO 3).00-200. enquanto que. as seguintes amplitudes de valores de toxicidade aguda representativa para nitrato (NO3-N).AQUICULTURA. maiores estudos sobre estes impactos e padronizações de métodos de análise são necessários. Quadro 15 . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 43 Pillay (1992) considera que a informação disponível sobre os limites seguros de nitritos (NO2) é muito limitada.Valores de toxicidade aguda representativa para nitrato (NO3-N) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON. Ressaltando que o nitrato é relativamente não tóxico a peixes e que portanto. 1991).00 Referência Rubin & Elmaraghy (1977) Tomasso & Carmichael (1986) Westin (1974) Westin (1974) Colt & Tchobanoglous (1976) Trama (1954) Os dados acima expostos demonstram a aparente incoerência entre os resultados obtidos através de variadas condições experimentais e analíticas. através de compilacões por espécie de peixe. Russo & Thurston (1991) apresentam. em valores de 96 horas de exposição a concentração letal média (48 ou 96-h LC50).00 1360. os níveis sugeridos encontram-se abaixo de 100 mg/l.

sendo que. 4) Pillay (1992) A definição de desenvolvimento sustentado proposta pela FAO (1990) parece ser facilmente aplicável. economicamente viável e aceitável socialmente. floresta e pesca) conserva solo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 44 AQÜICULTURA SUSTENTÁVEL Dada a multiplicidade de definições e abordagens do que podemos entender como “desenvolvimento sustentável”.FAO (1991) Desenvolvimento sustentado é o gerenciamento e a conservação da base de recursos naturais. a prosperidade dos indivíduos humanos. água.WCED (1987) Desenvolvimento sustentado é o desenvolvimento que supre as necessidades do presente sem o comprometimento da capacidade das futuras gerações em suprir suas próprias necessidades. primeiramente. os efeitos das atividades humanas mantenham-se dentro de limites que não importem em riscos de destruição da diversidade. da complexidade e das funções dos sistemas de suporte ecológico da vida. 3) Costanza (1991) Sistemas sustentáveis são aqueles que garantem: a continuação da vida humana indefinidamente. para uma melhor contextualização interpretativa. Este desenvolvimento sustentado (em agricultura. sendo não degradante do meio ambiente. 2) Food and Agriculture Organization of the United Nations . ao mesmo tempo. tecnicamente apropriada. apresentamos algumas definições de desenvolvimento sustentado encontradas na literatura atual sobre meio ambiente: 1) World Commission of Environment and Development . ao desenvolvimento sustentável da aqüicultura. também. Glaucio Gonçalves Tiago . e a orientação da mudança tecnológica e institucional na maneira como assegurar a presente e contínua satisfação das necessidades humanas para a presente e as futuras gerações. recursos vegetais e animais.AQUICULTURA. e o desenvolvimento das culturas humanas.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 45 5) Tundisi (1997) O conceito de desenvolvimento sustentado implica em que a exploração dos recursos naturais deve ser feita em condições tais. _______________________________________________________ No que diz respeito à bibliografia disponível sobre aqüicultura sustentável: I) Lynam & Herdt consideram que: “Sustentabilidade” é um conceito usual no desenvolvimendo de planejamentos. sem dúvida. “sustentabilidade” é um conceito indefinido. e até certo ponto. deveres e obrigações dos governos. O crescimento tecnológico deve levar em conta. Ambientalistas definem. como sistemas sustentáveis de agricultura e aqüicultura. que as futuras gerações possam utilizar esses recursos e beneficiar-se de um processo contínuo e equilibrado. por sua Glaucio Gonçalves Tiago . procurar uma conciliação permanente entre as duas tendências: o crescimento quantitativo e o crescimento qualitativo. aqueles que sempre produzam mudanças não negativas nos estoques de recursos naturais e na qualidade ambiental. Economistas. e deve-se. o componente ambiental. Além disso. a reciclagem de materiais e o deslocamento das prioridades de um crescimento quantitativo para um crescimento qualitativo tem um papel importante. Entretanto.AQUICULTURA. a mitigação da pobreza e o bem estar sócioeconômico das gerações futuras e atuais. no qual a redução das desigualdades econômicas e sociais. 6) Brasil / MMA (1997b) As diretrizes para o desenvolvimento da aqüicultura responsável que se encontram em FAO (1994) têm como objetivo facilitar a identificação das responsabilidades. sejam metas fundamentais. a diminuição da pobreza. apresentando diferentes significados sob óticas distintas. insistentemente. e são essenciais para apoiar e garantir a contribuição sustentável desta atividade para a segurança alimentar. a preservação e restauração dos ecossistemas naturais. das autoridade e das pessoas envolvidas com a atividade de aqüicultura.

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vez, definem, como sistemas sustentáveis de agricultura e aqüicultura, aqueles que produzam tendências não negativas no fator total de produtividade social (definida como o valor total da produção do sistema durante um ciclo produtivo, dividido pelo valor total de todos os custos necessários à produção durante este ciclo) (1989). II) Leung & El-Gayar afirmam que: Parece-nos óbvio que a sustentabilidade na produção de alimentos aquáticos pode ser descrita usando ambos os princípios ecológicos e econômicos e possivelmente conceitos sociais. Embora uma definição única integrando a interdependência das questões ecológicas, econômicas e sociais seja difícil de ser alcançada, existe uma acordância na qual, para um sistema de produção aquático ser sustentável, ele deve ter a oportunidade de se implantar, produzir e ser renovado sem impactos ambientais negativos. Em outras palavras, sustentabilidade é uma meta através da qual um sistema aquático possa produzir, de maneira continuada, pelas gerações vindouras. Uma aqüicultura sustentável deve ser economicamente viável, ecologicamente (ambientalmente) saudável e socialmente (politicamente) aceitável. Um empreendimento aqüícola ambientalmente saudável, que falhar em proporcionar um padrão aceitável de vida para o produtor, não terá longa duração, assim como, similarmente, um empreendimento aqüícola que tiver alta produção através de grande exploração e degradação ambiental estará destinado a falir rapidamente. Nesse sentido, é claro que um empreendimento aqüícola sustentável deve buscar suas metas econômicas, ambientais e sociais de maneira simultânea (1997).

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III) Corbin & Young consideram que: As metas de desenvolvimento sustentável da expansão aqüícola providenciam um entendimento de como as aqüiculturas existentes no mundo devem se comportar e como as novas atividades aqüícolas devem ser planejadas e gerenciadas. Uma aqüicultura sustentável deve possuir como metas, portanto: a) Conservar os recursos naturais e a biodiversidade; b) Buscar a menor degradação ambiental; c) Utilizar técnicas e tecnologias apropriadas à sua localização e situação; d) Gerar lucro ou benefícios econômicos; e) Causar a menor degradação social e conflitos; f) Contribuir com as necessidades das comunidades (1997). IV) Insull & Shehadeh consideram que: Para assegurar sustentabilidade e incrementar a contribuição da aqüicultura à segurança alimentar, deve existir políticas que assegurem o desenvolvimento sustentável da atividade aqüícola através de: a) Proteção do meio ambiente e da biodiversidade; b) Produção economicamente viável; c)Utilização e gerenciamento responsável de recursos; d) Eqüidade na distribuição dos benefícios desenvolvidos. Sendo estas políticas endereçadas às seguintes macro-áreas políticas: a) Gerenciamento integrado de recursos; b) Meio ambiente; c) Suporte institucional; d) Desenvolvimento de recursos humanos (1996).

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V) Em trabalho sobre os desafios da aqüicultura sustentável, Pillay diz que: O mais importante desafio da aqüicultura, atualmente, é a necessidade de assegurar sustentabilidade em uma base duradoura. Igualmente importante, também, é a aqüicultura ser percebida como sustentável, e, isto, vinculado ao fato de que a aqüicultura tem de ser, ao menos, economicamente lucrativa, se não, a aqüicultura comercial não se desenvolverá. Entretanto acontece sempre que o aqüicultor ou o empreendedor negligencia os benefícios de longo prazo de suas atividades aqüícolas, as conseqüências de suas demandas sobre os recursos naturais e os efeitos sociais de suas ações. Após a “Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento de 1992 / Rio-92”, desenvolvimento sustentável tornou-se um termo essencial, apesar de as maneiras de se alcançar isto não se encontrarem bem definidas ou adequadamente entendidas (1996). VI) Em artigo sobre a sustentabilidade da aqüicultura e as questões ambientais, Boyd afirma que: Sustentabilidade é uma palavra inútil dentro do contexto ambiental, porque ninguém sabe exatamente o que ela significa. Devemos trabalhar arduamente para substituir o termo sustentabilidade pelo termo gerenciamento ambiental. O que precisamos para a aqüicultura é consolidar sistemas de gerenciamento ambiental, para prevenir ou reduzir seus impactos ambientais negativos (1999). VII) Hopkins alerta que: As práticas de aqüicultura variam amplamente entre espécies e áreas. O gerenciamento e os impactos de criações intertidais de ostras , e. g., são completamente diferentes em relação às criações de peixes em tanques de

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terra. Indubitavelmente, alguns tipos de aqüicultura são mais sustentáveis do que outros. Assim, reitera-se com a opinião de Insull & Shehadeh (1996) que: O sistema para o desenvolvimento sustentável da aqüicultura (e, sem dúvida, de todas as atividades de desenvolmimento) devem observar e incluir os seguintes princípios: - Manutenção dos sistemas ecológicos; - Aumento do bem estar social e econômico; - Eqüidade inter-geracional; - Eqüidade intra-geracional; - Adoção da abordagem precaucional (1996). No contexto atual verificamos, através das várias abordagens anteriormente expostas, que ainda é necessária a promoção de ampla discussão do que deve ser um empreendimento aqüícola ambientalmente sustentável, iniciando-se talvez pelo estabelecimento de fórum multi e interdisciplinar, específico e permanente, para discussão da sustentabilidade aqüícola adequada a cada tipo de situação possível e que auxilie abordagens legislativas heterológicas, participativas e pluridimensionais, que acompanhem a dinamicidade da obtenção de dados (inclusive os científicos) relativos a esta atividade.

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869 (revogado). quais sejam. de 28 de fevereiro de 1967 (Dispõe sobre a Proteção e Estímulos à Pesca e dá outras providências). foram considerados os conjuntos de legislação de aqüicultura e pesca das décadas de vinte e trinta. de 12 de maio de 2004 (Dispõe sobre Operacionalização do Registro Geral de Pesca) (ANEXO 1). de 09 de dezembro de 1998 (Regulamenta a Cessão de Águas Públicas para Exploração de Aqüicultura. para a análise da abordagem dos impactos ambientais na legislação brasileira e em função da evolução desta legislação.672 (revogado). de 25 de outubro de 1923 (Aprova e manda executar o Regulamento da Pesca). e o Decreto 2. a Portaria IBAMA nº 95-N (revogada). o Decreto n. o Decreto Nº 4.895. e dá outras providências) (ANEXO 3).° 794 (revogado). A legislação positivada de aqüicultura e pesca durante o recente período de 1997 e 1999. Instrução Normativa / SEAP nº 03. e a legislação positivada da aqüicultura e pesca em 2006. já revogados.AQUICULTURA. de 31 de maio de 2004 (Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. a Portaria IBAMA Nº 136 / 1998 (Estabelece Normas para o Registro de Aqüicultor no âmbito do IBAMA). e o Instrução Normativa Interministerial Nº 06. de 30 de agosto de 1993 (Estabelece Normas para o Registro de Aqüicultor). quais sejam. Glaucio Gonçalves Tiago .° 23.° 221. de 25 de novembro de 2003 (Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. e já revogada. quais sejam. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 50 A ABORDAGEM DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA LEGISLAÇÃO RELATIVA À AQÜICULTURA E AOS RECURSOS HÍDRICOS BRASILEIROS Conforme nossos procedimentos. e dá outras providências) (ANEXO 2). e o Decreto n.184 (revogado). e dá outras providências). o Decreto-Lei n. de 19 de outubro de 1938 (Aprova e baixa o Código de Pesca). de 02 de janeiro de 1934 (Aprova o Código de Caça e Pesca). o Decreto n° 16.

° 357.643.AQUICULTURA. de 08 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e Cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 51 Em relação às normas jurídicas da gestão do recurso água. por diploma.° 24. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. Apresentamos a seguir. foram analisados os seguintes diplomas legais vigentes: Decreto n. Glaucio Gonçalves Tiago . comentários sobre os dispositivos legais pertinentes de cada diploma. e a Resolução CONAMA n. e dá outras providências). que possuam maior correlação com a atividade aqüícola. Lei 9. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas). também. os dispositivos legais que abordam os aspectos da gestão ambiental da aquicultura contida no nosso universo amostral referente a legislações bem como.433. conforme a escrituração jurídica original. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

Arthur da Silva Bernardes) / Revogado Regulamento da Pesca. os levarão immediatamente ao conhecimento da autoridade naval competente. conforme o transcrito a seguir: Decreto 16. as solicitarão da Diretoria da Pesca. Título I Da pesca Capítulo IV Dos direitos e deveres dos pescadores . a que se refere o Decreto 16... coletivamente ou por seus representantes. de 25 de outubro de 1923 (Aprova e manda executar o Regulamento da Pesca . fundamentando a representação. Quando se fizer necessário tomar medidas de proteção ou outras para conservação ou polícia da pesca. 21.AQUICULTURA. . . através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos.. Art. os pescadores. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 52 LEGISLAÇÃO DE AQÜICULTURA E PESCA Em 1923. 27..184 (Revogado) já previa no seu corpo a possibilidade embrionária de uma atuação participativa dos pescadores na gestão ambiental e abordava aspectos da conservação de recursos naturais. Os pescadores que tiverem conhecimento de infracções à polícia da pesca e de qualquer procedimentos à conservação das espécies de seres marinhos. o Decreto 16..184 de25 de outubro de 1923.. Art.184. Glaucio Gonçalves Tiago .

sobre os bancos e nas proximidades. 81. É expressamente prohibida a pesca nos parques particulares de ostreicultura. 76. conforme o transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . determinava a estimulação das atividades aqüícolas interiores. 74. 80. É permitido collocar fachinas e outros apparelhos collectores de ostras pequenas. 79. Art. para recolher as que dalli se destacam. É prohibida a pesca com rêdes de arrasto. varreduras de porão. cinzas de fornalha e quaesquer outros detrictos. É proibida a exploração direta dos campos naturaes de ostras. Art. 78 É prohibido largar ancora sobre os bancos de ostras devidamente demarcados e. Art. Descoberta uma nova jazida. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 53 Título II Pescas Especiaes Capítulo I Da colheita dos molluscos Art. ________________________________________________ Em 1934. É prohibido extrahir para alimentação molluscos adherentes às carenas das embarcações e ás estacas forradas de metal. Art. desde que não embaracem a navegação. o Decreto Nº 23. 77. lastros de navios. o pescador que a houver feito levará o facto ao conhecimento da autoridade marítima do local mais próximo. Os capatazes verificarão as demarcações das ostreiras e si estão devidamente determinados os seus limites extremos pelos interessados. Art. bem assim. Art.AQUICULTURA. através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos. lançar sobre os mesmos immundices. afim de serem levadas a viveiros especiaes. não só sobre os bancos naturaes de ostras como também a menos de 500 metros dos locaes em que estejam dispostas fachinas ou outros engenhos collectores.672 (Revogado) abordava aspectos da conservação de recursos naturais. por intermédio de estudos para repovoamento de corpos de águas interiores e de espécies exóticas. Art. 75. Esta só poderá ser permitida por meio de collectores.

67.672. Capítulo VII Art. deverá ser communicada. É permitido colocar faxina e outros apparelhos collectores de ostras nos bancos naturaes e suas proximidades para collecta de material destinado á propagação desses moluscos em outros lugares. Ao Serviço de Caça e Pesca compete a fiscalização sanitária dos campos naturaes de ostras e mexilhões e dos parques artificiaes. Parágrapho único . 68. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 54 Decreto Nº 23.Getúlio Vargas) / Revogado Código de Caça e Pesca Título I Pesca Capítulo III Deveres do Pescador . em época conveniente. 66... Os ostreicultores e mitilicultores poderão. O Serviço de Caça e Pesca permittirá o estabelecimento de parques para a criacão de ostras e mexilhões. no prazo de 10 dias.. obedecidas as prescripções emanadas do Serviço de Caça e Pesca. descriminando-se sua situação e dimensões. colher os productos dos parques de sua propriedade. 64. Art. em lugares convenientes. A descoberta de uma jazida de moluscos. desde que os mesmos não embaracem a navegação. Constituem deveres do pescador: f) . de 02 de janeiro de 1934 (Aprova o Código de Caça e Pesca que com este baixa . Glaucio Gonçalves Tiago . Art.AQUICULTURA. o Serviço de Caça e Pesca suspenderá a colheita do molusco pelo tempo que julgar conveniente. Art. .. 69. ao Serviço de Caça e Pesca.. Art. zelar por todos os meios e modos pela defesa e conservação da fauna e flora aquáticas.. 23.Verificada qualquer anormalidade no estado sanitário de um campo ostreícola. Art.

Os parques naturaes de ostras existentes nas condições deste artigo não podem ser explorados para o consumo público. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 55 Art. Capítulo XI Da Pesca Interior Art. 74. . 71. Art. 110. Art. É prohibido colher para alimentação moluscos adherentes aos corpos capazes de lhes transmitir qualidades toxicas. A acclimação de espécies exóticas ou das procedentes de outras regiões do paiz só poderá ser feita com prévio conhecimento ou instrucções emanadas do Serviço de Caça e Pesca. e) divulgar entre os industriaes instrucções concernentes ao melhor aproveitamento do producto e sua consequente valorização comercial. ficará a cargo do Serviço de Caça e Pesca.. 109. competirá: a) realizar estudos referentes á biologia dos peixes. tanques ou açudes. Art. 75. propagação e defesa da criação. Art.. alevinos ou adultos de espécie adaptáveis ás condições da região. Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. É proibido estabelecer parques ostreícolas nas proximidades de esgotos e despejos de fábricas. 70. d) observar quaes as espécies que mereçam ser industrializadas e realizar os estudos referentes aos processos mais aconselháveis à sua conservação e aproveitamento industrial. 111. 112. Art. b) fornecer aos interessados que se queiram dedicar á piscicultura todos os elementos e informações necessárias. facilitando o fornecimento de ovos e alevinos necessários. fornecendo ovos. c) cuidar do povoamento ou repovoamento dos cursos de água. As estações experimentaes de biologia e de piscicultura do Serviço de Caça e Pesca. rios e outros cursos interiores. O Serviço de Caça e Pesca promoverá o repovoamento dos lagos.. Parágrapho único . Art. segundo as condições regionaes. .. em qualquer região do paiz. A installação de estações experimentaes de biologia ou de piscicultura. que a respeito fará os estudos necessários. A cultura das ostras em parques artificiaes convenientemente installados poderá ser permitida pelo Serviço de Caça e Pesca. É prohibido fundear embarcações ou lançar detrictos de qualquer natureza sobre os bancos de moluscos devidamente demarcados.

Este Decreto introduziu o registro de piscicultores. 113.. e) damnos causados aos viveiros ou tanques de criação de qualquer natureza. por intermédio de estudos para repovoamento de corpos de água interiores e de espécies exóticas. A divulgação dos resultados dos estudos realizados nas estações de biologia ou de piscicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 56 Art. 14.AQUICULTURA. 184. Glaucio Gonçalves Tiago . . Constituem crimes contra as leis de pesca e da caça: . 794 de 19 de outubro de 1938 (Aprova e baixa o Código de Pesca Getúlio Vargas) / Revogado Código de Pesca a que se refere o Decreto-Lei N. Constituem deveres do pescador: d) zelar pela defesa e conservação da fauna e da flora. e determinava a autorização prévia para o comércio internacional de espécies cultivadas e a estimulação das atividades aqüícolas interiores. Art. demonstrando a preocupação das autoridades da época com a gestão da atividade aqüícola. Art. 794 (Revogado) abordava aspectos da conservação de recursos naturais através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos....pena: prisão de seis mezes a um anno ou multa de duzentos mil réis a um conto de réis ________________________________________________ Em 1938. assim como a contribuição dos serviços discriminados no artigo anterior ficam sujeitas á previa approvação e autorização do Serviço de Caça e Pesca. bem como aos parques de reserva e refugio . o Decreto N. 794 de 19 de outubro de 1938 Capítulo III Dos deveres do pescador . com enfoque ao apoio técnico da atividade aqüícola e conforme o transcrito a seguir: Decreto N...

Ao Serviço de Caça e Pesca compete a fiscalização sanitária dos campos naturais e parques artificiais de moluscos. A importação. Glaucio Gonçalves Tiago . sem prévia autorização do Serviço de Caça e Pesca. O Serviço de Caça e Pesca regulamentará a época e condições de exploração dos bancos e parques de cultura de moluscos. 47. no prazo de 60 dias. A descoberta de um campo natural de moluscos ou esponjas deverá ser comunicada. O Serviço de Caça e Pesca regulamentará o estabelecimento de parques para a cultura de ostras e mexilhões. só será permitida com autorização do Serviço de Caça e Pesca. 48.. Art. Art.. 61. Quem desejar instalar parques de cultura de moluscos ou crustáceos deverá submeter ao Serviço de Caça e Pesca o respectivo plano. Crustáceos. . Art. Art. ao Serviço de Caça e Pesca. 64. municipais e particulares.AQUICULTURA. Art. Art. Art. O Serviço de Caça e Pesca manterá um registro de piscicultores. cujas condições de inscrição serão reguladas por instruções organizadas pelo mesmo serviço. 50.. de peixes vivos ou ovos. estaduais. 45. Capítulo VII Dos Moluscos. É proibido fundear embarcações ou lançar detritos de qualquer natureza sobre os bancos de moluscos devidamente demarcados. Esponjas e Algas Art. O Serviço de Caça e Pesca poderá suspender a exploração em qualquer parque ou banco quando as condições tal justifiquem. 49. Capítulo X Da piscicultura e comércio de peixes vivos Art. 46. 43. por particulares. 63. descriminando-se sua situação e dimensões. O Serviço de Caça e Pesca regulamentará as estações de piscicultura federais. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 57 . Art. É proibida a condução ou remessa para o exterior de peixes vivos ou ovos. 44. Art.. 62. É permitido colocar aparelhos coletores de ostras nos bancos naturais e suas proximidades para coleta de material destinado à cultura desses moluscos em parques artificiais.

________________________________________________ Em 1993. Capítulo XI Do repovoamento e defesa das águas interiores Art. 68.AQUICULTURA. ribeirões ou córregos devem ter. As represas dos rios. 65. c) cuidar do povoamento ou repovoamento dos cursos d'água. b) fornecer aos interessados que se queiram dedicar á piscicultura todos os elementos e informações necessárias. obras que permitam a conservação da fauna fluvial. alevinos ou adultos de espécies adaptáveis ás condições da região. Art. fornecendo ovos. e) divulgar entre os industriais instruções concernentes ao melhor aproveitamento do produto e à sua consequente valorização comercial. 67. seja facilitando a passagem dos peixes. A criação e cultura de anfíbios comestíveis ou de adorno obedecerão à mesma regulamentação do art. a Portaria IBAMA nº 95-N (Revogada). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 58 Art. concomitantemente. d) observar quais as espécies que mereçam ser industrializadas e realizar os estudos referentes aos processos mais aconselháveis à sua conservação e aproveitamento industrial. determinou a exigência de Licença Ambiental expedida por órgão competente para a atividade aqüícola. conforme transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . isentando. propagação e defesa da fauna segundo as condições regionais. seja instalando estações de piscicultura. tanques ou açudes. regulamentando o registro de aqüicultor. como complemento obrigatório. O Serviço de Caça e Pesca instalará estações experimentais de biologia. tendo por fim: a) realizar estudos referentes à biologia. a exigência de Licença Ambiental para várias modalidades de cultivo. 62.

c) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas e sistema extensivo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 59 Portaria IBAMA nº 95-N. Glaucio Gonçalves Tiago . expedida pelo órgão competente. Parágrafo Único . com área de espelho d'água total igual ou inferior a 1 (um) hectare. 4º. 2) viveiros de barragens. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 10 (dez) hectares. entende-se por bases fixas as seguintes instalações de cultivo: 1) viveiros de derivação. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 5 (cinco) hectares. 4) lagos. Art. b) criadores de rã touro-gigante (Rana catesbiana). O pedido de registro de Aqüicultor deverá ser encaminhado ao IBAMA. mediante requerimento do interessado ou seu representante legal.. em modelo próprio adotado por este Instituto.AQUICULTURA. g) criadores de camarões de água doce em bases fixas. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 3 (três) hectares. h) criadores de camarões marinhos em bases fixas. d) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas e sistema semiextensivo. e) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas. f) criadores de peixes ornamentais. lagoas ou açudes que tenham toda a sua área utilizada para a aqüicultura. Art. 3) tanques revestidos em alvenaria. Simão Marrul Filho-Presidente do IBAMA) / Revogada . Ficam isentos da apresentação de Licença Ambiental para fins de obtenção de registro de aqüicultor junto ao IBAMA os projetos de aqüicultura que não tenham finalidade comercial ou que estejam enquadrados nas seguintes categorias: a) criadores de trutas e salmões em bases fixas com área de espelho d'água total igual ou inferior a 500 (quinhentos) metros quadrados. em sistema extensivo ou semi-extensivo. 3º. em qualquer sistema. com atendimento das seguintes condições: d) apresentação de cópia da Licença Ambiental. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 2 (dois) hectares. concreto ou similar.. de 30 de agosto de 1993 (Estabelece normas para o registro de aqüicultor.Para efeito desta Portaria.

Art.. larvas.. o Decreto Nº 2. Fernando Henrique Cardoso) / Revogado Art 1º. dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal para manifestação conclusiva. ________________________________________________ Em 1998. c) sementes de moluscos bivalves. pós-larvas. ou alevinos de peixes não ornamentais. Não será autorizada a exploração da aqüicultura em área de preservação permanente definida na forma da legislação em vigor. Art. . conforme o transcrito a seguir: Decreto Nº 2.869. 4º se dediquem também à produção de: a) ovos. 15. da Fazenda e do Meio Ambiente.. será permitida somente a utilização de espécies autóctones de bacia em que esteja localizado o empreendimento ou de espécies exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático. da Fazenda e do Meio Ambiente. e dá outras providências. através de permissão do Ministério de Agricultura e Abastecimento e após consulta aos Ministérios da Marinha. b) pós-larvas de crustáceos.. Na exploração da aqüicultura em águas doces. embora enquadrados em quaisquer das categorias relacionadas no ART. . Glaucio Gonçalves Tiago . O Ministério da Agricultura e do Abastecimento encaminhará os projetos a que trata o artigo anterior. no prazo de até trinta dias. Estão sujeitos à apresentação de Licença Ambiental os aqüicultores que. de 09 de dezembro de 1998 (Regulamenta a Cessão de Águas Públicas para Exploração de Aqüicultura. 5º. Parágrafo único. proibindo a atividade aqüícola em áreas de preservação permanente e a utilização de espécies alóctones que já não estejam estabelecidas na bacia hidrográfica. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 60 Art.869 (Revogado) determinou regras para a instalação de aqüiculturas e para a criação de parques aqüícolas em águas públicas da União.AQUICULTURA. a respeito dos aspectos insertos nas suas competências. aos Ministérios da Marinha. 12.

. em conjunto.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 61 . . determinando ainda a proibição expressa da introdução de espécies exóticas sem autorização prévia e da poluição de corpos aquáticos conforme o transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . 20. diretrizes. as normas complementares de regulamentação deste Decreto no prazo de sessenta dias. deverá ficar resguardada a plena operação do respectivo reservatório e a preservação ambiental.AQUICULTURA. com enfoque ao apoio técnico da atividade aqüícola. Art. que definirá seus limites. da Marinha. dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal. . baixarão. da Marinha. Na exploração da aqüicultura em reservatórios hidroelétricos. A criação de parques e suas respectivas áreas aqüícolas se dará por ato normativo conjunto dos Ministérios da Agricultura e do Abastecimento. normas de utilização e estabelecerá sua capacidade de suporte. Art. dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal. diminuindo a quantidade de dispositivos legais específicos voltados diretamente à gestão ambiental da atividade aqüícola. da Fazenda e do Meio Ambiente. 24. ampliou a idéia do registro de piscicultores para registro de aqüicultores e determinou a criação de Estações de Biologia e Aqüicultura federais. estaduais e municipais. a contar da data de sua publicação. 26. Art.. da Fazenda e do Meio Ambiente. o Decreto-Lei nº 221. ________________________________________________ Em 1967.. Os Ministérios da Agricultura e do Abastecimento...

AQUICULTURA.. 50. 34 . e dará assistência técnica às particulares. Art. bem como a introdução de espécies nativas ou exóticas. estaduais e municipais...Hugo Castelo Branco) Capítulo IV Das permissões. Art. Título VI Da aquicultura e seu comércio Art..É proibida a importação ou a exportação de quaisquer espécies aquáticas. . Art. . proibições e concessões Título I Das Normas gerais . O Poder Público incentivará a criação de Estações de Biologia e Aquicultura federais.. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . Será mantido registro de aqüicultores amadores e profissionais. em qualquer estágio de evolução. sem autorização da SUDEPE. 37. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 62 Decreto-Lei nº 221. quando não as tornarem poluídas.. 51. Os efluentes das redes de esgotos e os resíduos líquidos ou sólidos das indústrias somente poderão ser lançados às águas. de 28 de fevereiro de 1967 (Dispõe sobre a Proteção e Estímulos à Pesca e dá outras providências .

Portaria IBAMA Nº 136.Animais abatidos oriundos de projetos de aqüicultura ou pesque-pague deverão.A efetivação do registro dar-se-á com a emissão pelo IBAMA do "Certificado de Registro". b. 9º .. de 14 de outubro de 1998 (Estabelece normas para registro de Aqüicultor e Pesque-pague no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . em modelo próprio. Art. .Tratar-se de espécie nativa e os indivíduos encontram-se com tamanhos inferiores aos mínimos estabelecidos na Legislação vigente para a pesca extrativa da espécie.Tratar-se de espécie nativa que se encontra em período de defeso na pesca extrativa. 8º .IBAMA. a Portaria IBAMA N° 136..Na fiscalização de seus empreendimentos. 4º desta Portaria. ser acompanhados de documento (modelo anexo) emitido na origem.. Art. em caráter administrativo regulamentador. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . quando: a. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 63 Em 1998. o qual só terá validade após o recolhimento da importância correspondente ao valor do registro prevista na legislação em vigor. Art. em seu transporte e comercialização.. o aqüicultor e o proprietário de pesque-pague deverão apresentar os respectivos Certificados de Registro nos termo do estabelecido no Art. estabelece procedimentos onerosos para o registro de aqüiculturas e pesque-pagues no âmbito do IBAMA. Locais e épocas de coleta – Eduardo de Souza Martins) . 4º .AQUICULTURA.

Orçamento e Gestão e da ANA. da Autoridade Marítima. Decreto Nº 4. Art. 4o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República delimitará a localização dos parques aqüícolas e áreas de preferência com prévia anuência do Ministério do Meio Ambiente. observando-se critérios de ordenamento.. A autorização de que trata o caput será concedida a pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem na categoria de aqüicultor.ao aumento da produção brasileira de pescados. 1o Os espaços físicos em corpos d’água da União poderão ter seus usos autorizados para fins da prática de aqüicultura. e IV . de 25 de novembro de 2003 (Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. § 1o A falta de definição e delimitação de parques e áreas aqüícolas não constituirá motivo para o indeferimento liminar do pedido de autorização de uso de águas públicas da União. na forma prevista na legislação em vigor. Parágrafo único.. no âmbito de suas respectivas competências. II . e dá outras providências – Luíz Inácio Lula da Silva) Art.à inclusão social. que analisará o pleito e emitirá a respectiva outorga preventiva.ao desenvolvimento sustentável. do Ministério do Planejamento.AQUICULTURA. .895. § 3o A outorga preventiva de que trata o § 2 o será convertida automaticamente pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos ao interessado que receber o Glaucio Gonçalves Tiago . com vistas: I .à segurança alimentar. com enfoque de comando e controle detalhadamente voltados a gestão ambiental dos ecossistemas afetados e dos empreendimentos aqüícolas. o Decreto n° 4895 (ANEXO 2) estabeleceu critérios sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 64 Em 2003. III . § 2o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca solicitará reserva de disponibilidade hídrica à ANA para cessão de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União. localização e preferência.

áreas aqüícolas e de preferência. Art.quando extraídas em ambiente natural e autorizados na forma estabelecida na legislação pertinente. na forma da legislação em vigor. Art. § 3o O aqüicultor é responsável pela comprovação da origem das formas jovens introduzidas nos cultivos. § 2o A hipótese prevista no inciso III somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves. .AQUICULTURA. deverá observar. cujos usos forem autorizados. Art. O uso de formas jovens na aqüicultura somente será permitido: I . conforme previsto em ato normativo específico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . III .quando obtidas por meio de fixação natural em coletores artificiais. 9o A aqüicultura em unidade de conservação ou em seu entorno obedecerá aos critérios. Art. Para introdução de novas espécies ou translocação.. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . Parágrafo único. a legislação de controle sanitário vigente. 10. II .. métodos e manejo adequados para garantir a preservação do ecossistema ou seu uso sustentável. será observada a legislação pertinente. § 1o A hipótese prevista no inciso II somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves e algas macrófitas. será permitida a utilização de espécies autóctones ou de espécies alóctones e exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático.IBAMA. O cultivo de moluscos bivalves nas áreas. 11. 8o Na exploração da aqüicultura em águas continentais e marinhas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 65 deferimento da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca para emissão da cessão de espaços físicos para a implantação de parques.quando advierem de laboratórios registrados junto à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. na forma estabelecida na legislação pertinente. onde se localizará o empreendimento. ainda.

projeto detalhado da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada. em caráter administrativo regulamentador.. V . Glaucio Gonçalves Tiago . O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQUICULTURA E PESCA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. CAPÍTULO II Seção VII Do Registro de Aqüicultor Art. estabeleceu procedimentos administrativos onerosos para o registro de aqüiculturas no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca/ SEAP. cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. II . 21. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado.quando pessoa física.quando pessoa jurídica. com especificações que permitam a identificação das características técnicas do empreendimento. cópia do documento de identificação pessoal do interessado ou de seu representante legal. de 28 de maio de 2003 e tendo em vista o Decreto-Lei nº 221. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 66 Em 2004. 23 da Lei nº 10.. no uso da atribuição que lhe confere o art.683. Para obtenção do registro de Aqüicultor deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I .formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. Instrução Normativa Nº 03. a Instrução Normativa N°03 (ANEXO 1).AQUICULTURA. RESOLVE Art. de 12 de maio de 2004 (Dispõe sobre operacionalização do Registro Geral da Pesca – José Fritsch). conforme modelo adotado pela SEAP/PR.003095/2003-44. de 28 de fevereiro de 1967. 1º Estabelecer normas e procedimentos para operacionalização do Registro Geral da Pesca – RGP. no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência República – SEAP/PR . III . e o que consta do Processo nº 21000.

895. Roberto de Guimarães Carvalho. ainda. Para projetos de aqüicultura em águas públicas de domínio da União. e dá outras providências – Jose Fritsch. e Marcos Luiz Barroso Barros). Guido Mantega. de 2003. de 2003. Instrução Normativa Interministerial Nº 06. 2o Os interessados na prática da aqüicultura em corpos d'água de domínio da União.AQUICULTURA. 1 A autorização de uso do espaço físico em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. Marina Silva. ________________________________________________ Em 2004. na forma prevista em legislação. é intransferível. Jerson Kelman. de que trata o Decreto no 4. o interessado deverá apresentar. a cópia do documento de Autorização de Uso de Espaços Físicos de Corpos d’água. relacionados no art. não sendo permitido ao titular o parcelamento ou o arrendamento da referida área. de 31 de maio de 2004 (Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura.SEAP/PR. CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. por intermédio do Escritório Estadual na Unidade da Federação onde estiver localizado o projeto. deverão encaminhar. ficando dispensado os casos previstos na legislação especifica. detalhando ainda mais o enfoque de comando e controle detalhadamente voltados a gestão ambiental dos ecossistemas afetados e dos empreendimentos aqüícolas por força do Decreto n° 4895. 3o do Decreto no 4. estabeleceu normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. e VII .comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Aqüicultor prevista em lei. Art. Parágrafo único. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 67 VI – cópia da licença ambiental expedida pelo órgão ambiental competente. a Instrução Normativa Interministerial n° 06 (ANEXO 3). bem como do projeto especifico elaborado por profissionais cadastrados no Cadastro Técnico Federal do o Glaucio Gonçalves Tiago .895. quatro vias do requerimento para a autorização de uso dos espaços físicos à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca .

895. para análise e manifestação conclusiva. incisos III e IV. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 68 IBAMA. constantes dos Anexos I e II a esta Instrução Normativa. previstas no art. 4 Para a instalação dos projetos em áreas aqüícolas. do licenciamento ambiental. a SEAP/PR o submeterá à ANA. do Decreto 4. fora dos parques aqüícolas. ou entidade por ele delegada. inciso II. . do Decreto no 4. no âmbito de sua competência. II e V a esta Instrução Normativa. 3o A SEAP/PR promoverá a delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência. de 2003. de 26 de novembro de 2003. de 2003. 2o. §4o Caberá ao IBAMA. quando couber.nos procedimentos de licenciamento ambiental. estabelecendo em ato normativo próprio a delegação de competência e observando: I . e o art. 2o. na forma dos Anexos a esta Instrução Normativa.. poderá ser solicitado estudo ambiental o Glaucio Gonçalves Tiago . §1o A delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência citados no caput dependerá da outorga preventiva a ser emitida pela ANA. utilizando as informações técnicas disponíveis nas instituições envolvidas. constantes dos Anexos I. CAPÍTULO II Dos Parques Aqüícolas e Faixas ou Áreas de Preferência Art. ao IBAMA e à Autoridade Marítima com jurisdição sobre a área onde se pretende instalar o empreendimento. e demais instrumentos legais vigentes. da manifestação da Autoridade Marítima. 5o. da anuência da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – SPU/MP e do cumprimento das exigências para a apresentação de projeto. de acordo com a atividade a ser desenvolvida. de que tratam o art. deverão ser cumpridas as exigências para a apresentação do projeto. em função do potencial de impacto ambiental do empreendimento.895. CAPÍTULO III Das Áreas Aqüícolas Art. inciso I. analisar o projeto no âmbito de sua competência e emitir as devidas licenças ambientais. observando a Instrução Normativa Interministerial no 08. §1o Verificada a adequação técnica do projeto..AQUICULTURA.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 69 complementar. . para instituições nacionais de comprovado reconhecimento científico. visando garantir que os conhecimentos apurados serão de domínio público. bem assim outras que julgar pertinentes. II e III a esta Instrução Normativa. Glaucio Gonçalves Tiago . §3o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais ou anuais de avaliação e o relatório final da pesquisa à SEAP/PR e ao IBAMA. no prazo de trinta dias. entende-se por Unidades de Pesquisa aquelas destinadas ao desenvolvimento. §5o A implantação de Unidades de Pesquisa em aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecido em ato normativo da SEAP/PR. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas. do término da pesquisa. e .AQUICULTURA.. quando couber. com maior nível de detalhamento contendo as informações do Anexo VI a esta Instrução Normativa.. além de quaisquer resíduos resultantes da utilização do espaço físico. à pesquisa. 5o Para efeito desta Instrução Normativa. com a anuência do IBAMA. em conjunto com o IBAMA.. a anuência da Autoridade Marítima e a permissão da SPU/MP. §4o É obrigatória a retirada de todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. científicas e ambientais na forma dos Anexos I. CAPÍTULO IV Das Unidades de Pesquisa Art. §1o A autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União para implantação de Unidades de Pesquisa será aprovada pela SEAP/PR.. observada a respectiva outorga da ANA. à avaliação e à adequação tecnológica voltadas para as atividades aqüícolas.

. a inspeção e autorização administrativa das águas. na hipótese de derivações insignificantes. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas . sem a existência de concessão administrativa... que será dispensada. não se verificando esta.643. para os efeitos do parágrafo único do artigo 48.. todavia. Art. 43.643 determina a exigência de concessão administrativa para aplicações de produção e de saneamento. b)sobre as condições da navegação que sirva efetivamente ao comércio.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 70 LEGISLAÇÃO DE GESTÃO DO RECURSO ÁGUA (Correlata à atividade aqüícola) Em 1934.. o Decreto Nº 24. no caso de utilidade pública e. As águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações da agricultura. Glaucio Gonçalves Tiago . 51. de modo a se conciliarem quanto possível os usos a que as águas se prestam. da indústria e da higiene.AQUICULTURA. Art.Getulio Vargas) CÓDIGO DE ÁGUAS LIVRO II Aproveitamento das Águas TÍTULO II Aproveitamento de águas públicas Capítulo IV Derivação . a proibição da poluição dos corpos aquáticos e a devida responsabilização dos agentes poluidores conforme o transcrito a seguir: Decreto Nº 24. Em regulamento administrativo se disporá: a) sobre as condições de derivação. . de autorização administrativa..

as águas poderão ser inquinadas. TÍTULO IV Águas subterrâneas Capítulo Único Art. mas os agricultores ou industriais deverão providenciar para que elas se purifiquem. TÍTULO VI Águas nocivas Capítulo Único Art. 109. a elas preexistentes. para uso ordinário. 98.. se houver. Art. as corporações ou os particulares que pelo favor concedido no caso do artigo antecedente. 112. com prejuízo de terceiros.AQUICULTURA. Art. no interesse da saúde e da segurança pública. e mediante expressa autorização administrativa. Se os interesses relevantes da agricultura ou da indústria o exigirem. Art. 113. . não forem dessecados pelos seus proprietários. os Estados. a água do poço ou nascente alheia. quando. sê-lo-ão pela administração. Os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores. que. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 71 TÍTULO III Aproveitamento das águas comuns e das particulares Capítulo I Disposições preliminares Art. os Municípios.. Ficam debaixo da inspeção e autorização administrativa : a) as águas comuns e as particulares. Glaucio Gonçalves Tiago . 110. 111. b) as águas comuns.. Art. conforme a maior ou menor relevância do caso. declarada a sua insalubridade. responderão pelas perdas e danos que causarem e pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos. São expressamente proibidas construções capazes de poluir ou inutilizar. além da responsabilidade criminal. no interesse dos direitos de terceiros ou da qualidade. ou sigam o seu esgoto natural. por qualquer processo. . curso ou altura das águas públicas. 68.. forem lesados. Os agricultores ou industriais deverão indenizar a União. Os terrenos pantanosos. A ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome.

e não do que este venha a adquirir por efeito de tais trabalhos. regulamentando-o com o enfoque de gestão ambiental participativa através de Comitês de Bacia Hidrográfica. 114. Art. Esta poderá realizar os trabalhos por si ou por concessionários. e) A outorga de direitos de uso de recursos hídricos.433.AQUICULTURA. ________________________________________________ Em 1997. g) O estabelecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. determina: a) O reconhecimento e estabelecimento do valor (inclusive monetário) da água. usuários e sociedade civil organizada. 115. c) A consolidação da Bacia Hidrográfica como unidade de gestão ambiental. a Lei nº 9. f) A cobrança do uso dos recursos hídricos sujeitos a outorga. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 72 Art. h) Os tipos de infrações das normas de utilização dos recursos hídricos. dar-se-á desapropriação. com enfoque ambiental. e. 116. Art. pelo pagamento de uma taxa de melhoria sobre o acréscimo do valor dos terrenos saneados. d) A gestão ambiental participativa do uso da água entre governo. indenizado o mesmo na correspondência do valor atual do terreno. Ao proprietário assiste a obrigação de indenizar os trabalhos feitos. conforme transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . ou por outra forma que for determinada pela administração pública. b) As prioridades para o uso da água. Se o proprietário não entrar em acordo para a realização dos trabalhos nos termos dos dois artigos anteriores. instituindo a Política Nacional de Recursos Hídricos.

incluindo o transporte aquaviário.a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público.a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas.a bacia hidrográfica e a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. dos usuários e das comunidades. 21 da Constituição Federal. VI . IV . cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. que modificou a Lei nº 7. III . com vistas ao desenvolvimento sustentável. 2º São objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos: I .assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água.a utilização racional e integrada dos recursos hídricos. Art.433. IX . de 8 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. 1º da Lei nº 8.990. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 73 Lei nº 9.a água é um recurso natural limitado. regulamenta o inciso XIX do art.001.em situações de escassez. III .a água é um bem de domínio público. Capítulo II Dos Objetivos Art. de 13 de março de 1990.a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I .AQUICULTURA. II . II . o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais. de 28 de dezembro de 1989 . e altera o art.Fernando Henrique Cardoso) TÍTULO I Da Política Nacional de Recursos Hídricos Capítulo I Dos Fundamentos Art. dotado de valor econômico. 3º Constituem diretrizes gerais de ação para implementação da Política Nacional de Recurso Hídricos: Glaucio Gonçalves Tiago .

segundo os usos preponderantes da água. VI .assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas. visa a: I . econômicas.a articulação da gestão de recursos hídricos com a do uso do solo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 74 I . sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade.a articulação do planejamento de recursos hídricos com o dos setores usuários e com os planejamentos regional.a gestão sistemática dos recursos hídricos. .a cobrança pelo uso de recursos hídricos. 5º São instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos: I .diminuir os custos de combate à poluição das águas. IV .o enquadramento dos corpos de água em classes. V . 4º A União articular-se-á com os Estados tendo em vista o gerenciamento dos recursos hídricos de interesse comum.a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos.a adequação da gestão de recursos hídricos às diversidades físicas.. bióticas.a compensação a municípios. VI . estadual e nacional.os Planos de Recursos Hídricos. Art.o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. II . V . II . demográficas. III . sociais e culturais das diversas regiões do País. Segundo os Usos Preponderantes da água Art. 10. Capítulo IV Dos Instrumentos Art. IV .a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental.. Glaucio Gonçalves Tiago . segundo os usos preponderantes da água. 9º O enquadramento dos corpos de água em classes. mediante ações preventivas permanentes.AQUICULTURA. As classes de corpos de água serão estabelecidas pela legislação ambiental. II .a integração da gestão das bacias hidrográficas com a dos sistemas estuarinos e zonas costeiras. SEÇÃO II Do Enquadramento dos Corpos de Água em Classes. Art. III .

Estão sujeitos a outorga pelo Poder Público os direitos dos seguintes usos de recursos hídricos: I .outros usos que alterem o regime. Glaucio Gonçalves Tiago . a quantidade ou a qualidade da água existente em um corpo de água.AQUICULTURA. biológicas e de toxidade do afluente. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Serão cobrados os usos de recursos hídricos sujeitos a outorga. inclusive abastecimento público. 12 desta Lei. II . .. nos termos do art. Na fixação dos valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos devem ser observados. O regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos tem como objetivos assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água. III . tratados ou não. 20. com o fim de sua diluição.nas derivações.lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos.. ou insumo de processo produtivo. o volume retirado e seu regime de variação. transporte ou disposição final. 29. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 75 SEÇÃO III Da Outorga de Direitos de Uso de Recursos Hídricos Art. . IV . 21. compete ao Poder Executivo Federal: II . captações e extrações de água. Art. Art. Capítulo VI Da Ação do Poder Público Art.. e regulamentar e fiscalizar os usos. Art. 11. na sua esfera de competência.. V . dentre outros: I .aproveitamento dos potenciais hidrelétricos.outorgar os direitos de uso de recursos hídricos. II . 12. o volume lançado e seu regime de variação e as características físico-químicas.nos lançamentos de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos. V .promover a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental.extração de água de aqüífero subterrâneo para consumo final ou insumo de processo produtivo.derivação ou captação de parcela da água existente em um corpo de água para consumo final.

promover a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. IV . Fica criado o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: I . com os seguintes objetivos: I .outorgar os direitos de uso de recursos hídricos e regulamentar e fiscalizar os seus usos.os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. III .planejar. regular e controlar o uso. TÍTULO II Do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Capítulo I Dos Objetivos e da Composição Art. Art. a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. 34. 31. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 76 Art. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. II .arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos hídricos.representantes dos Ministérios e Secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou no uso de recursos hídricos. ocupação e conservação do solo e de meio ambiente com as políticas federal e estaduais de recursos hídricos. III . II .implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. V .o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 30. os Poderes Executivos do Distrito Federal e dos municípios promoverão a integração das políticas locais de saneamento básico.AQUICULTURA.coordenar a gestão integrada das águas. 33. cabe aos Poderes Executivos Estaduais e do Distrito Federal.os Comitês de Bacia Hidrográfica.as Agências de Água. de uso. 32. Art. Capítulo II Do Conselho Nacional de Recursos Hídricos Art.promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é composto por: I . estaduais e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos.os órgãos dos poderes públicos federal. V . na sua esfera de competência: I . Glaucio Gonçalves Tiago . IV . IV .

de acordo com os domínios destes.representantes dos usuários dos recursos hídricos.. Parágrafo único. Compete aos Comitês de Bacia Hidrográfica. ou de tributário desse tributário.estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados.representantes das organizações civis de recursos hídricos.acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. IX . Capítulo III Dos Comitês de Bacia Hidrográfica Art.aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. Os Comitês de Bacia Hidrográfica terão como área de atuação: I .grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas. V . ou III . A instituição de Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio da União será efetivada por ato do Presidente da República. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 77 II . os conflitos relacionados aos recursos hídricos. Glaucio Gonçalves Tiago . Art.AQUICULTURA.a totalidade de uma bacia hidrográfica. em primeira instância administrativa.estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo. III . 37.arbitrar.promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes. de interesse comum ou coletivo.sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia. Parágrafo único. captações e lançamentos de pouca expressão.. IV . para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. 38.propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações. IV .representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. III . II . no âmbito de sua área de atuação: I . . O número de representantes do Poder Executivo Federal não poderá ceder à metade mais um do total dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. derivações. II . VI .

Capítulo VI Das Organizações Civis de Recursos Hídricos Art. no todo ou em parte. 47.. limitada a representação dos poderes executivos da União. Art.AQUICULTURA.dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem. II .FUNAI. III . de acordo com sua esfera de competência.da União. § 4º A participação da União nos Comitês de Bacia Hidrográfica com área de atuação restrita a bacias de rios sob domínio estadual. II . II .das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. IV . bem como os critérios para sua indicação. para os efeitos desta Lei. em sua área de atuação. São consideradas. serão estabelecidos nos regimentos dos comitês. Glaucio Gonçalves Tiago . eleitos dentre seus membros. Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso ao Conselho Nacional ou aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. ainda que parcialmente. dar-se-á na forma estabelecida nos respectivos regimentos. Distrito Federal e Municípios à metade do total de membros.consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas.da Fundação Nacional do Índio . 39.associações regionais. locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos.dos Municípios situados. Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão dirigidos por um Presidente e um Secretário. Estados. como parte da representação da União.das comunidades indígenas ali residentes ou com interesses na bacia. Art.. § 2º Nos Comitês de Bacia Hidrográfica de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços de gestão compartilhada. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 78 Parágrafo único. organizações civis de recursos hídricos: I . Os Comitês de Bacia Hidrográfica são compostos por representantes: I . em suas respectivas áreas de atuação. a representação da União deverá incluir um representante do Ministério das Relações Exteriores. 40. . V . § 3º Nos Comitês de Bacia Hidrográfica de bacias cujos territórios abranjam terras indígenas devem ser incluídos representantes: I .dos usuários das águas de sua área de atuação. § 1º O número de representantes de cada setor mencionado neste artigo.

VI . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 79 III .utilizar-se dos recursos hídricos ou executar obras ou serviços relacionados com os mesmos em desacordo com as condições estabelecidas na outorga. TÍTULO III Das Infrações e Penalidades Art. sem a respectiva outorga de direito de uso. sem autorização dos órgãos ou entidades competentes. as organizações civis de recursos hídricos devem ser legalmente constituídas. V .outras organizações reconhecidas pelo Conselho Nacional ou pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. V . compreendendo instruções e procedimentos fixados pelos órgãos ou entidades competentes.organizações técnicas e de ensino e pesquisa com interesse na área de recursos hídricos. 48.iniciar a implantação ou implantar empreendimento relacionado com a derivação ou a utilização de recursos hídricos.infringir normas estabelecidas no regulamento desta Lei e nos regulamentos administrativos. superficiais ou subterrâneos. IV .organizações não-governamentais com objetivos de defesa de interesses difusos e coletivos da sociedade. IV . VII . ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . quantidade ou qualidade dos mesmos. que implique alterações no regime. Art.obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades competentes no exercício de suas funções.AQUICULTURA. 49.fraudar as medições dos volumes de água utilizados ou declarar valores diferentes dos medidos.perfurar poços para extração de água subterrânea ou operá-los sem a devida autorização.derivar ou utilizar recursos hídricos para qualquer finalidade. II . Constitui infração das normas de utilização de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos: I . VIII . Para integrar o Sistema Nacional de Recursos Hídricos.

para o cumprimento desta Resolução e para a aplicação das penalidades administrativas previstas em legislações específicas. b) As condições e padrões de qualidade das águas.AQUICULTURA. Resolução CONAMA No 357. i) A competência dos órgãos setoriais regionais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos. determina: a) A classificação dos corpos de água. sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. de 17 de março de 2005 XXXX. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 80 Em 2004. e estabelecendo as definições necessárias à compreensão desta regulamentação. h) Os prazos para a adequação de empreendimentos e demais atividades poluidoras que efetuem lançamento de efluentes aos corpos aquáticos às condições e padrões previstos nesta Resolução. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. f) Os métodos de coleta e análise de água. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. e. salinas e salobras na aqüicultura. 1o Esta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais.). c) Os indicadores de impactos ambientais específicos para os diversos usos de águas doces. e) O controle da poluição dos corpos aquáticos de forma detalhada. g) As diretrizes ambientais para o enquadramento. a Resolução CONAMA Nº 357. d) As condições e padrões de lançamento de efluentes. Glaucio Gonçalves Tiago . *Revogou a Resolução CONAMA Nº 20. e dá outras providências – Marina Silva. de 18 de junho de 1986 Art. salinas e salobras. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. classificando as águas doces. conforme o transcrito a seguir.

Parágrafo único.5 e inferior a 30 .aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida. b) à proteção das comunidades aquáticas. III . com movimento lento ou estagnado. em condições naturais. c) à recreação de contato primário. IV . Seção I Das Águas Doces Art. em treze classes de qualidade. VI .AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 81 CAPÍTULO I DAS DEFINIÇÕES Art. b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. com desinfecção. e. ocorre total ou parcialmente em meio aquático.3o As águas doces. c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.. 2o Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I . 4 As águas doces são classificadas em: I . esqui aquático e mergulho. tais como natação. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente.águas salobras: águas com salinidade superior a 0. conforme Resolução CONAMA no 274. atendidos outros requisitos pertinentes. o Glaucio Gonçalves Tiago .águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0. . salobras e salinas do Território Nacional são classificadas.ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes. III . de 2000.. após tratamento convencional.classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano.ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada.5 .classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano. segundo a qualidade requerida para os seus usos preponderantes. desde que este não prejudique a qualidade da água. CAPÍTULO II DA CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS DE ÁGUA Art. II .águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 . V .

com os quais o público possa vir a ter contato direto.classe especial: águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.. e b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. b) à proteção das comunidades aquáticas.classe 1: águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário. e e) à aqüicultura e à atividade de pesca. b) à proteção das comunidades aquáticas. campos de esporte e lazer. d) ao abastecimento para consumo humano após tratamento convencional ou avançado. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 82 d) à irrigação de hortaliças. . e e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. jardins.classe 1: águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário. II .. plantas frutíferas e de parques.classe especial: águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.AQUICULTURA. o Glaucio Gonçalves Tiago . com os quais o público possa vir a ter contato direto. b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. Seção II Das Águas Salinas Art. II . 5o As águas salinas são assim classificadas: I . 6 As águas salobras são assim classificadas: I . conforme Resolução CONAMA n o 274. e à irrigação de parques. Seção III Das Águas Salobras Art. de 2000. jardins. e. e c) à aqüicultura e à atividade de pesca. c) à aqüicultura e à atividade de pesca. campos de esporte e lazer. de 2000. conforme Resolução CONAMA n o 274.

. § 5 o Na hipótese dos estudos referidos no parágrafo anterior tornarem-se necessários em decorrência da atuação de empreendedores identificados. Parágrafo único. utilizando-se organismos e/ou comunidades aquáticas.AQUICULTURA. quando apropriado. toxicológicos. especificadas ou não nesta Resolução. os valores dos grupos químicos de nitrogênio e fósforo serão os estabelecidos nas classes correspondentes de água doce. ressalvado o disposto no § 3o do art. onde a salinidade não se dê por influência direta marinha. § 4 o As possíveis interações entre as substâncias e a presença de contaminantes não listados nesta Resolução. não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos letais ou alteração de comportamento. 8 o O conjunto de parâmetros de qualidade de água selecionado para subsidiar a proposta de enquadramento deverá ser monitorado periodicamente pelo Poder Público. § 6o Para corpos de água salobras continentais. podendo ser Glaucio Gonçalves Tiago . § 3o A qualidade dos ambientes aquáticos poderá ser avaliada por indicadores biológicos. CAPÍTULO III DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE QUALIDADE DAS ÁGUAS Seção I Das Disposições Gerais Art. 9 o A análise e avaliação dos valores dos parâmetros de qualidade de água de que trata esta Resolução serão realizadas pelo Poder Público. § 1 o Também deverão ser monitorados os parâmetros para os quais haja suspeita da sua presença ou não conformidade. deverão ser investigadas utilizando-se ensaios ecotoxicológicos. as despesas da investigação correrão as suas expensas. desta Resolução. 7o Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe. 34. § 2 o Os resultados do monitoramento deverão ser analisados estatisticamente e as incertezas de medição consideradas. Eventuais interações entre substâncias. Art. ou outros métodos cientificamente reconhecidos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 83 . Art. bem como de restringir os usos preponderantes previstos.. passíveis de causar danos aos seres vivos. reprodução ou fisiologia da vida.

O Poder Público poderá. § 1 o Os limites de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). para os quais deverão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. a qualquer momento. § 3 o Para águas doces de classes 1 e 2. com exceção da zona de mistura. estabelecidos para as águas doces de classes 2 e 3. § 1 o Os laboratórios dos órgãos competentes deverão estruturar-se para atenderem ao disposto nesta Resolução. Os valores máximos estabelecidos para os parâmetros relacionados em cada uma das classes de enquadramento deverão ser obedecidos nas condições de vazão de referência. ou torná-los mais restritivos. que deverá adotar os procedimentos de controle de qualidade analítica necessários ao atendimento das condições exigíveis. conveniado ou contratado. § 2 o Nos casos onde a metodologia analítica disponível for insuficiente para quantificar as concentrações dessas substâncias nas águas. Art. tendo em vista as condições locais. Glaucio Gonçalves Tiago . ou quando estudos ambientais específicos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 84 utilizado laboratório próprio.18 mg/L para ambientes lóticos. 10. caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo receptor demonstre que as concentrações mínimas de oxigênio dissolvido (OD) previstas não serão desobedecidas. poderão ser elevados. nas condições estabelecidas pelo órgão ambiental competente. 11. os sedimentos e/ou biota aquática poderão ser investigados quanto à presença eventual dessas substâncias. ou outros corpos de água em que não seja aplicável a vazão de referência. que considerem também a poluição difusa. nas condições de vazão de referência.27 mg/L para ambientes lênticos e 2. na vazão de referência. § 4 o O disposto nos §§ 2o e 3o não se aplica às baías de águas salinas ou salobras. mediante fundamentação técnica. comprovem que esses novos limites não acarretarão prejuízos para os usos previstos no enquadramento do corpo de água. quando o nitrogênio for fator limitante para eutrofização.AQUICULTURA. o valor de nitrogênio total (após oxidação) não deverá ultrapassar 1. nas condições de vazão de referência. Art. § 2o Os valores máximos admissíveis dos parâmetros relativos às formas químicas de nitrogênio e fósforo. acrescentar outras condições e padrões de qualidade. para um determinado corpo de água. poderão ser alterados em decorrência de condições naturais.

Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. Para os demais usos. Art. ou. h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2. não inferior a 6 mg/L O2. l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L. 12. Seção II Das Águas Doces Art.Padrões de qualidade de água: Glaucio Gonçalves Tiago . e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes.AQUICULTURA. de pelo menos 6 amostras.0. A E. com freqüência bimestral. 14.0 a 9. e m) pH: 6. de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. em qualquer amostra. na sua ausência. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. b) materiais flutuantes. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do corpo de água. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes. previstos na Resolução CONAMA no 274. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I . de caráter excepcional e temporário. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais. f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. coletadas durante o período de um ano. i) OD.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. II . de 2000. quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 85 Art. 13. j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT).

CLASSE 1 .4 mg/L F 0. com tempo de residência entre 2 e 40 dias.5 mg/L B 0.005mg/L Sb 0.01 mg/L Cl 0.7 mg/L Ba 0.01mg/L Pb 0.3 mg/L Fe 1.05 mg/L Co 0.009 mg/L Cu 0.000 cel/mL ou 2 mm3/L 500 mg/L VALOR MÁXIMO 0.001 mg/L Cd 0.01 mg/L As 0.04 mg/L Be 0.05 mg/L Cr 0.005 mg/L CN 250 mg/L Cl 0.ÁGUAS DOCES PADRÕES PARÂMETROS Clorofila a Densidade de cianobactérias Sólidos dissolvidos totais PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Antimônio Arsênio total Bário total Berílio total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto livre Cloreto total Cloro residual total (combinado + livre) Cobalto total Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total Fósforo total (ambiente lêntico) Fósforo total (ambiente intermediário.AQUICULTURA.1 mg/L Al 0.020 mg/L P 0. e tributários diretos de ambiente lêntico) VALOR MÁXIMO 10 µg/L 20. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 86 TABELA I .025 mg/L P Glaucio Gonçalves Tiago .

ÁGUAS DOCES Fósforo total (ambiente lótico e tributários de ambientes intermediários) Lítio total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total 0.5 2.18 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.5 < pH ≤ 8.02 mg/L U 0.01 mg/L Se 250 mg/L SO4 0.5 mg/L N.002 mg/L S 0.CLASSE 1 .01 mg/L Ag 0.025 mg/L Ni 10.AQUICULTURA.005 mg/L 0.0 mg/L N.0002 mg/L Hg 0.0 < pH ≤ 8.1 mg/L V 0.005 µg/L 2 µg/L 0.001 µg/L 0.0 mg/L N.0 mg/L N 1.05 µg/L Prata total Selênio total Sulfato total Sulfeto (H2S não dissociado) Urânio total Vanádio total Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Acrilamida Alacloro Aldrin + Dieldrin Atrazina Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Glaucio Gonçalves Tiago . para 8.7mg/L N. para 7.5 mg/L Li 0.0 1.0 mg/L N 3.1 mg/L P 2.5 0. para pH > 8.1 mg/L Mn 0.5 0.5 µg/L 20 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 87 TABELA I . para pH ≤ 7.

4-D Demeton (Demeton-O + Demeton-S) Dibenzo(a.01 mg/L 0.h)antraceno 1.003 mg/L C6H5OH 65 µg/L 0.1 µg/L 0.05 µg/L 0.002 µg/L 0.p'-DDT + p.4-Diclorofenol Diclorometano DDT (p. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 88 TABELA I .004 µg/L 0.02 µg/L 0.05 µg/L 0.1 µg/L 0.p'-DDD) Dodecacloro pentaciclodecano Endossulfan (a + + sulfato) Endrin Estireno Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-aminoantipirina) Glifosato Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno 0.005 µg/L 0.ÁGUAS DOCES Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Carbaril Clordano (cis + trans) 2-Clorofenol Criseno 2.05 µg/L 0.CLASSE 1 .02 mg/L 90.3 µg/L 0.05 µg/L 4.04 µg/L 0.056 µg/L 0.0 µg/L 0.01 µg/L 0.AQUICULTURA.0 µg/L 0.1-Dicloroeteno 2.02 mg/L 0.2-Dicloroetano 1.001 µg/L 0.0065 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .003 mg/L 0.05 µg/L 0.p'-DDE + p.

4-TCB) Tricloroeteno 2.3-cd)pireno Lindano (g-HCH) Malation Metolacloro Metoxicloro Paration PCBs .5-T Tetracloreto de carbono Tetracloroeteno Tolueno Toxafeno 2.2.0 µg/L 0.03 µg/L 0.03 mg/L 0.063 µg/L TBT 0.4. além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.Bifenilas policloradas Pentaclorofenol Simazina Substâncias tensoativas que reagem com o azul de metileno 2.01 µg/L 10.01 mg/L 0.2.ÁGUAS DOCES Indeno(1.CLASSE 1 . aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: Glaucio Gonçalves Tiago .5-TP Tributilestanho Triclorobenzeno (1.02 µg/L 0.01 mg/L 2.0 µg/L 0.002 mg/L 0.AQUICULTURA.5 mg/L LAS 2.05 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 89 TABELA I . para fins de consumo intensivo.001 µg/L 0.4.2.04 µg/L 0.1 µg/L 10 µg/L 0.009 mg/L 2.0 µg/L 0.Nas águas doces onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.4.02 mg/L 0.0 µg/L 0.3TCB + 1.2 µg/L 300 µg/L III .6-Triclorofenol Trifluralina Xileno 0.

Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 previstos no artigo anterior.0002 µg/L 0.h)antraceno 3.14 µg/L As VALOR MÁXIMO 0.00028 µg/L 2.018 µg/L 0.018 µg/L 0.018 µg/L 0.018 µg/L 0.4 µg/L Art 15.3-cd)pireno PCBs .4.6-triclorofenol VALOR MÁXIMO 0.6 µg/L 3.0 µg/L 1.3 µg/L 0.018 µg/L 0.AQUICULTURA.2.018 µg/L 0.CLASSE 1 .000064 µg/L 3. à exceção do seguinte: Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 90 TABELA II .3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1.00029 µg/L 0.028 µg/L 0.Bifenilas policloradas Pentaclorofenol Tetracloreto de carbono Tetracloroeteno Toxafeno 2.ÁGUAS DOCES PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Criseno Dibenzo(a.018 µg/L 0.000039 µg/L 0.

b) materiais flutuantes. ou. e) não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação. Art. V . As águas doces de classe 3 observarão as seguintes condições e padrões: I . de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. em qualquer amostra. e. e. e tributários diretos de ambiente lêntico.030 mg/L. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes.AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago .coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274. IV . A E. VI .050 mg/L. não inferior a 5 mg/L O2. em ambientes intermediários.fósforo total: a) até 0. II .clorofila a: até 30 g/L. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. III . c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 91 I . sedimentação e filtração convencionais. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. VIII .não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação. VII .OD. IX . coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. b) até 0. em ambientes lênticos. com freqüência bimestral. de 2000. não deverá ser excedido um limite de 1.turbidez: até 100 UNT.DBO 5 dias a 20°C até 5 mg/L O2.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos.densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3/L. com tempo de residência entre 2 e 40 dias. 16. Para os demais usos. sedimentação e filtração convencionais. na sua ausência. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano.cor verdadeira: até 75 mg Pt/L.

i) DBO 5 dias a 20°C até 10 mg/L O2. de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. na sua ausência.000 cel/ml. ou. não deverá ser excedido um limite de 4000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.. b) materiais flutuantes virtualmente ausentes.0. e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes.0 a 9. II . Para os demais usos. com periodicidade bimestral. com freqüência bimestral. Glaucio Gonçalves Tiago . coletadas durante o período de um ano. não inferior a 4 mg/L O2. por instituições nacionais ou internacionais renomadas.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 92 f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. n) pH: 6. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. ou 5mm3/L. Seção III Das Águas Salinas Art. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato secundário não deverá ser excedido um limite de 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. em qualquer amostra. m) cor verdadeira: até 75 mg Pt/L. e. Para dessedentação de animais criados confinados não deverá ser excedido o limite de 1000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. com freqüência bimestral.. j) OD. 18. A E.AQUICULTURA. coletadas durante o período de um ano.Padrões de qualidade de água: . d) substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes. l) turbidez até 100 UNT. h) cianobactérias para dessedentação de animais: os valores de densidade de cianobactérias não deverão exceder 50. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. As águas salinas de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I .

3 µg/L Be 5.2 unidade.CLASSE 1 . e j) pH: 6.AQUICULTURA.5 a 8. com periodicidade bimestral. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 93 f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes.000 coliformes termolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. h) carbono orgânico total até 3 mg/L. i) OD. A E. g) coliformes termolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274.5 mg/L Al 0. não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0.005 mg/L Cd 0. não inferior a 6 mg/L O2.01 mg/L Pb 0. Para o cultivo de moluscos bivalves destinados à alimentação humana.0 mg/L Ba 5.Padrões de qualidade de água: TABELA IV . de um mínimo de 15 amostras coletadas no mesmo local.01 mg/L As 1. Esses índices deverão ser mantidos em monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras.0 mg/L B 0. não deverá exceder 43 por 100 mililitros. de 2000. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. como C. II .001 mg/L CN Glaucio Gonçalves Tiago . e o percentil 90% não deverá ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros. Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1. em qualquer amostra.ÁGUAS SALINAS PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Arsênio total Bário total Berílio total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto livre VALOR MÁXIMO 1. a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes.5.

3 mg/L Fe 1.1 mg/L Mn 0.AQUICULTURA.05 mg/L Cr 0.002 mg/L S 0.40 mg/L N 0.0002 mg/L Hg 0.01 mg/L Se 0.1 mg/L Tl 0.01 mg/L Cl 0.40 mg/L N 0.4 mg/L F 0.0019 µg/L 700 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 94 TABELA IV .CLASSE 1 .09 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.031 mg/L P 0.32 µg/L 0.005 mg/L Ag 0.062 mg/L P 0.025 mg/L Ni 0.5 mg/L U 0.07 mg/L N 0.ÁGUAS SALINAS Cloro residual total (combinado + livre) Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total Fósforo Total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo ácido hidrolisável total e fósforo reativo total) Prata total Selênio total Sulfetos (H2S não dissociado) Tálio total Urânio Total Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Aldrin + Dieldrin Benzeno Carbaril Clordano (cis + trans) 0.004 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .005 mg/L Cu 0.

AQUICULTURA.03 µg/L 0.p'-DDE + p.0 µg/L 0.1 µg/L 0.0 µg/L 0.001 µg/L 0.4.4-D DDT (p.p'-DDT+ p.0 µg/L 215 µg/L 0.004 µg/L 0.001 µg/L 0.p'-DDD) Demeton (DemetonO + Demeton-S) Dodecacloro pentaciclodecano Endossulfan (a + + sulfato) Endrin Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Lindano (g-HCH) Malation Metoxicloro Monoclorobenzeno Pentaclorofenol PCBs .ÁGUAS SALINAS 2. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 95 TABELA IV .9 µg/L 0.4.2 mg/L LAS 10.01 µg/L TBT Glaucio Gonçalves Tiago .004 µg/L 25 µg/L 60 µg/L C6H5OH 0.5-T Tolueno Toxafeno 2.1 µg/L 0.CLASSE 1 .5-TP Tributilestanho 30.01 µg/L 0.Bifenilas Policloradas Substâncias tensoativas que reagem com o azul de metileno 2.001 µg/L 0.0002 µg/L 10.01 µg/L 0.03 µg/L 25 µg/L 7.

2.018 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago . aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: TABELA V .018 µg/L 0.2. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 96 TABELA IV .14 µg/L As VALOR MÁXIMO 51 µg/L 0.AQUICULTURA.018 µg/L 0.CLASSE 1 .018 µg/L 150 µg/L 290 µg/L 0.Nas águas salinas onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.4TCB) Tricloroeteno 80 µg/L 30.CLASSE 1 .0 µg/L III .ÁGUAS SALINAS PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno 2-Clorofenol 2.ÁGUAS SALINAS Triclorobenzeno (1.0002 µg/L 0. para fins de consumo intensivo.3-TCB + 1. além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.4-Diclorofenol Criseno VALOR MÁXIMO 0.018 µg/L 0.

5 a 8.h)antraceno 1.00029 µg/L 0.3 µg/L 2.6-Triclorofenol .018 µg/L 0.1-Dicloroeteno 3.4.0 µg/L 3. odor e turbidez: virtualmente ausentes. por instituições nacionais ou internacionais renomadas..028 µg/L 0. em qualquer amostra.2-Dicloroetano 1.000064 µg/L 3.3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1.Bifenilas Policloradas Pentaclorofenol Tetracloroeteno 2. g) substâncias que produzem cor. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. e) óleos e graxas: virtualmente ausentes.3-cd)pireno PCBs . ou. c) OD. d) pH: 6. Seção IV Das Águas Salobras Art.5. 21. f) materiais flutuantes: virtualmente ausentes. As águas salobras de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I .018 µg/L 37 µg/L 3 µg/L 0. b) carbono orgânico total: até 3 mg/L.CLASSE 1 . de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente.. Para o cultivo de 0. de 2000. na sua ausência. e i) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. h) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. como C.4 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .000039 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 97 TABELA V .AQUICULTURA. não inferior a 5 mg/ L O2.ÁGUAS SALINAS Dibenzo(a.2.

001 mg/L CN 0. não deverá exceder 43 por 100 mililitros. e o percentil 90% não deverá ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros.005 mg/L Cu 0.01 mg/L Cl 0. com freqüência bimestral. de um mínimo de 15 amostras coletadas no mesmo local.01 mg/L As 5.05 mg/L Cr 0.4 mg/L F Glaucio Gonçalves Tiago .3 µg/L Be 0. jardins.01 mg/L Pb 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 98 moluscos bivalves destinados à alimentação humana. não deverá ser excedido o valor de 200 coliformes termotolerantes por 100mL. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. campos de esporte e lazer. com os quais o público possa vir a ter contato direto. II .005 mg/L Cd 0.Padrões de qualidade de água: TABELA VII .1 mg/L Al 0.3 mg/L Fe 1. Para a irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano.ÁGUAS SALOBRAS PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Arsênio total Berílio total Boro Cádmio total Chumbo total Cianeto livre Cloro residual total (combinado + livre) Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total VALOR MÁXIMO 0. Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1. A E. Esses índices deverão ser mantidos em monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras. bem como para a irrigação de parques.5 mg/L B 0.CLASSE 1 .AQUICULTURA. a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes.

0002 mg/L Hg 0.09 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.1 µg/L 0.005 mg/L Ag 0.004 µg/L 0.AQUICULTURA.124 mg/L P 0.1 mg/L Mn 0.062 mg/L P 0.p'DDE + p.01 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .0019 µg/L 700 µg/L 0.p'DDD) Demeton (DemetonO + Demeton-S) Dodecacloro pentaciclodecano Endrin Endossulfan (a + + 0.025 mg/L Ni 0.32 µg/L 0.p'DDT+ p. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 99 TABELA VII .01 mg/L Se 0.002 mg/L S 0.40 mg/L N 0.CLASSE 1 .001 µg/L 0.4-D DDT (p.40 mg/L N 0.004 µg/L 10.0 µg/L 0.07 mg/L N 0.001 µg/L 0.ÁGUAS SALOBRAS Fósforo total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo ácido hidrolisável total e fósforo reativo total) Prata total Selênio total Sulfetos (como H2S não dissociado) Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Aldrin + dieldrin Benzeno Carbaril Clordano (cis + trans) 2.

0 µg/L 0.2 mg/L LAS 10.ÁGUAS SALOBRAS sulfato) Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Lindano (g-HCH) Malation Metoxicloro Monoclorobenzeno Paration Pentaclorofenol PCBs .1 µg/L 0.5-T Tolueno Toxafeno 2.Nas águas salobras onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.01 µg/L 0. além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.0 µg/L 215 µg/L 0.Bifenilas Policloradas Substâncias tensoativas que reagem com azul de metileno 2.4.AQUICULTURA.004 µg/L 0.04 µg/L 7.0 µg/L III .4.0 µg/L 0. aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: Glaucio Gonçalves Tiago .010 µg/L TBT 80.CLASSE 1 .4TCB) 25.0002 µg/L 10.03 µg/L 25 µg/L 0.9 µg/L 0.2. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 100 TABELA VII .003 mg/L C6H5OH 0.03 µg/L 0.3-TCB + 1. para fins de consumo intensivo.2.5-TP Tributilestanho Triclorobenzeno (1.001 µg/L 0.

Bifenilas Policloradas Tetracloroeteno Tricloroeteno 2.4.CLASSE 1 .028 µg/L 0.000064 µg/L 3.3 µg/L 30 µg/L 2.3-cd)pireno Pentaclorofenol PCBs .2-Dicloroetano 3.018 µg/L 150 µg/L 0.0 µg/L 0.6-Triclorofenol .4 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .ÁGUAS SALOBRAS PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno 2-Clorofenol Criseno Dibenzo(a. VALOR MÁXIMO 0.018 µg/L 0.1-Dicloroeteno 1.018 µg/L 3.00029 µg/L 0.AQUICULTURA.14 µg/L As VALOR MÁXIMO 51 µg/L 0.h)antraceno 2.018 µg/L 290 µg/L 3.0 µg/L 37.000039 µg/L 0.0002 µg/L 0.018 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 101 TABELA VIII .2.018 µg/L 0.3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1.0 µg/L 0..018 µg/L 0..4-Diclorofenol 1.

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CAPÍTULO IV DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE LANÇAMENTO DE EFLUENTES Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento: I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e II - exigir a melhor tecnologia disponível para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica. Art. 25. É vedado o lançamento e a autorização de lançamento de efluentes em desacordo com as condições e padrões estabelecidos nesta Resolução. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, excepcionalmente, autorizar o lançamento de efluente acima das condições e padrões estabelecidos no art. 34, desta Resolução, desde que observados os seguintes requisitos: I - comprovação de relevante interesse público, devidamente motivado; II - atendimento ao enquadramento e às metas intermediárias e finais, progressivas e obrigatórias; III - realização de Estudo de Impacto Ambiental-EIA, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento; IV - estabelecimento de tratamento e exigências para este lançamento; e V - fixação de prazo máximo para o lançamento excepcional. Art. 26. Os órgãos ambientais federal, estaduais e municipais, no âmbito de sua competência, deverão, por meio de norma específica ou no licenciamento da atividade ou empreendimento, estabelecer a carga poluidora máxima para o lançamento de substâncias passíveis de estarem presentes ou serem formadas nos processos produtivos, listadas ou não no art. 34, desta Resolução, de modo a não comprometer as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, estabelecidas pelo enquadramento para o corpo de água.

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§ 1 o No caso de empreendimento de significativo impacto, o órgão ambiental competente exigirá, nos processos de licenciamento ou de sua renovação, a apresentação de estudo de capacidade de suporte de carga do corpo de água receptor. § 2 o O estudo de capacidade de suporte deve considerar, no mínimo, a diferença entre os padrões estabelecidos pela classe e as concentrações existentes no trecho desde a montante, estimando a concentração após a zona de mistura. § 3 o Sob pena de nulidade da licença expedida, o empreendedor, no processo de licenciamento, informará ao órgão ambiental as substâncias, entre aquelas previstas nesta Resolução para padrões de qualidade de água, que poderão estar contidas no seu efluente. § 4o O disposto no § 1o aplica-se também às substâncias não contempladas nesta Resolução, exceto se o empreendedor não tinha condições de saber de sua existência nos seus efluentes. Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes-POPs mencionados na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no 204, de 7 de maio de 2004. Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanos deverá ser utilizada a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completa eliminação. Art. 28. Os efluentes não poderão conferir ao corpo de água características em desacordo com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento. § 1o As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros. § 2 o Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de qualidade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver enquadrado. § 3 o Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obedecidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado. Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição ou contaminação das águas. Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor

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qualidade, tais como as águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação. Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lançamentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente. Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras fontes poluentes, mesmo que tratados. § 1 o Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultaneamente: I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes; II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água, estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e III - atender a outras exigências aplicáveis. § 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes observará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final. Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá autorizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabelecidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água. Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento. Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: § 1 o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente. § 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente.

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§ 3 o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores. § 4o Condições de lançamento de efluentes: I - pH entre 5 a 9; II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura; III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente; V - óleos e graxas: 1 - óleos minerais: até 20mg/L; 2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e VI - ausência de materiais flutuantes. § 5o Padrões de lançamento de efluentes:

TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total Bário total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto total Cobre dissolvido Cromo total Estanho total Ferro dissolvido VALOR MÁXIMO 0,5 mg/L As 5,0 mg/L Ba 5,0 mg/L B 0,2 mg/L Cd 0,5 mg/L Pb 0,2 mg/L CN 1,0 mg/L Cu 0,5 mg/L Cr 4,0 mg/L Sn 15,0 mg/L Fe

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de caráter excepcional e temporário. estabelecer restrições e medidas adicionais.inviabilizar o abastecimento das populações.0 mg/L S 5.0 mg/L 1.01 mg/L Hg 2.0 mg/L Art.5 mg/L C6H5OH 1.0 mg/L Mn 0.0 mg/L 1. o órgão ambiental competente poderá.0 mg/L N 0.LANÇAMENTO DE EFLUENTES Fluoreto total Manganês dissolvido Mercúrio total Níquel total Nitrogênio amoniacal total Prata total Selênio total Sulfeto Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Clorofórmio Dicloroeteno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Tetracloreto de Carbono Tricloroeteno 10. do § 1o do art. os efluentes provenientes de serviços de saúde e estabelecimentos nos Glaucio Gonçalves Tiago .0 mg/L F 1. desta Resolução.acarretar efeitos tóxicos agudos em organismos aquáticos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 106 TABELA X .0 mg/L 0. Além dos requisitos previstos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. 36. quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência.0 mg/L Ni 20. 24.1 mg/L Ag 0. dentre outras conseqüências: I . aos lançamentos de efluentes que possam.0 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 1. ou II .30 mg/L Se 1.AQUICULTURA. 35. Sem prejuízo do disposto no inciso I. Art.

as condições de consumo.. § 6 o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento. ouvido o órgão gestor de recursos hídricos. de melhoria da qualidade da água para efetivação dos respectivos enquadramentos. o órgão ambiental competente definirá. intermediárias e final. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 107 quais haja despejos infectados com microorganismos patogênicos. § 5 o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa. termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição. tais como a outorga e cobrança pelo uso da água. intermediárias e final. Para o lançamento de efluentes tratados no leito seco de corpos de água intermitentes.. o enquadramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão. excetuados nos parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais. Glaucio Gonçalves Tiago . ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência. ou referentes à gestão ambiental. § 2o Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja em desacordo com os usos preponderantes pretendidos. CAPÍTULO V DIRETRIZES AMBIENTAIS PARA O ENQUADRAMENTO Art. deverão ser atingidas em regime de vazão de referência. como o licenciamento. § 1o O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água. § 3o As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos. Art. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Recursos HídricosCNRH e Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.AQUICULTURA. 38. deverão ser estabelecidas metas obrigatórias. as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras. para os quais deverão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 4 o As metas progressivas obrigatórias. só poderão ser lançados após tratamento especial. obrigatoriamente. atuais ou pretendidos. deverão basear-se nas metas progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico. 37. condições especiais .

§ 2 o O prazo previsto no caput deste artigo poderá. 42. Os empreendimentos e demais atividades poluidoras que. enviando-se cópia ao Ministério Público. tiverem Licença de Instalação ou de Operação. expedida e não impugnada. desta Resolução. ser prorrogado por até dois anos. Glaucio Gonçalves Tiago . ao qual se dará publicidade. 39. excepcional e tecnicamente motivado. condições de funcionamento e demais características para as quais foram aprovadas. § 4o O descarte contínuo de água de processo ou de produção em plataformas marítimas de petróleo será objeto de resolução específica. a contar da data de publicação desta Resolução. ter prazo de até três anos. poderão a critério do órgão ambiental competente. exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores. até que se cumpram as disposições desta Resolução. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 108 CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. § 1 o O empreendedor apresentará ao órgão ambiental competente o cronograma das medidas necessárias ao cumprimento do disposto no caput deste artigo. deverão ser observadas. por meio de Termo de Ajustamento de Conduta. as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. 34. na data da publicação desta Resolução. as salinas e salobras classe 1.AQUICULTURA. para se adequarem às condições e padrões novos ou mais rigorosos previstos nesta Resolução. Art. 41. Art. Art. 40. sem prejuízo do disposto nesta Resolução. as águas doces serão consideradas classe 2. quando necessário. § 3o As instalações de tratamento existentes deverão ser mantidas em operação com a capacidade. Art. Cabe aos órgãos ambientais competentes. 43. ressalvado o padrão de lançamento de óleos e graxas a ser o definido nos termos do art. a ser publicada no prazo máximo de um ano. até a edição de resolução específica. definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos. No caso de abastecimento para consumo humano. contados a partir de sua vigência. o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente.

o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. de 18 de junho de 1986. declaração de carga poluidora. complementará. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá. dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.AQUICULTURA. acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apresentação da declaração mencionada no caput deste artigo. a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas. no âmbito de suas respectivas competências. 44. até o dia 31 de março de cada ano. bem como quando pertinente. Art. entre outras. às sanções previstas na Lei no 9. de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. 47. 45. inclusive. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. O CONAMA. subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado. a caracterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes. Equiparam-se a perito. baseada em amostragem representativa dos mesmos. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente. Art. MARINA SILVA Presidente do CONAMA Glaucio Gonçalves Tiago . referente ao ano civil anterior. Revoga-se a Resolução CONAMA no 020. Art. onde couber. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. entre outros dados. Art. 49. § 1 o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos. 50. fiscalizarão o cumprimento desta Resolução. Art. no prazo máximo de um ano. condições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. 48. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 109 Art.605. Art. 46.

por sua obrigatória inter-relação como receptora potencial de resíduos de outras atividades humanas por vias hídricas (principalmente). Entretanto. a aqüicultura torna-se merecedora de especial atenção por. por enquanto e comparativamente. Entretanto esse tipo de cultivo não tem se desenvolvido devido às preferências de consumo e às circunstâncias sócioeconômicas não favoráveis em muitas regiões tropicais que apresentam o melhor potencial para a aqüicultura (1996). não será mantida. possibilitando uma melhor percepção e discussão de padrões técnico-científicos que auxiliem a produção de medidas legais eficazes na gestão da aqüicultura e dos recursos hídricos. e. como a carpa e a tilápia são as que apresentam maior potencial para a aqüicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 110 INTER-RELAÇÃO ENTRE VALORES TÉCNICO-CIENTÍFICOS DAS CIÊNCIAS NATURAIS E AS NORMAS JURÍDICAS NA AQÜICULTURA A rápida expansão da aqüicultura durante as décadas de 70. uma atividade de grande potencial ambientalmente impactante. baseado na criação de espécies finas de peixes carnívoros e de crustáceos. Pillay (1992) pondera que a aqüicultura não é considerada. Espécies de cadeia alimentar curta. dentre outras possibilidades de gestão ambiental integrada. as várias definições de impacto ambiental encontradas na literatura mundial possuem. 80 e 90 provavelmente. por outro lado. por um lado. e um crescente número de problemas começa a surgir. Conforme o demonstrado nos dados apresentados. vincula as atividades aqüícolas a um melhor gerenciamento ambiental de produção de seus resíduos e consumo de recursos hídricos.AQUICULTURA. ainda. um Glaucio Gonçalves Tiago . é imprescindível à produção e à sanidade aqüícola e. tem sido limitado pelo suprimento de alimentos que estas espécies exigem. poder transformar-se em um sistema de verificação e controle de impactos ambientais oriundos de outras atividades que. Segundo Welcomme: O até agora. conceitualmente. limitando a continuidade desse crescimento nas taxas atuais. rápido crescimento econômico do setor.

de tal forma. Tommasi considera que: A percepção do ambiente por uma comunidade é freqüentemente diferente daquela das autoridades locais ou nacionais. As pessoas usam dados oriundos de estudos ou observações científicas na avaliação de questões ambientais. isso. pois nem sempre o grau de importância atribuído a um impacto pela comunidade será o mesmo. Desta Glaucio Gonçalves Tiago . reflete que: A maior parte das informações que escutamos e lemos sobre meio ambiente representam opiniões. Da mesma maneira. Boyd. mas suas conclusões são freqüentemente opiniões. face a um dado projeto. em trabalho sobre a sustentabilidade da aqüicultura e as questões ambientais.AQUICULTURA. Há. Neste sentido. conforme o ponto de vista. Por isso. Ainda. Trepl (1994). ainda. parece-nos importante que. que pessoas com sentimentos arraigados freqüentemente anulam a objetividade (requerida pelos processos científicos) para chegarem rapidamente às conclusões. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 111 grande grau de imprecisão possivelmente vinculado às diferenças de percepção do meio ambiente pelos vários atores envolvidos nas questões ambientais bem como à multi e interdisciplinariedade dos conhecimentos relativos a estas questões. tanto dos técnicos que realizarão os estudos. como daqueles que o julgarão (1994). as discussões e as tentativas de conceituação relativas a um desenvolvimento de atividades humanas sob bases sustentáveis enfrentam uma multiplicidade de definições relativa às mesmas diferenças de percepção do meio ambiente verificadas no caso das definições de impacto ambiental. de modo sempre diferente. a entidade de controle ambiental envolvida realize um inquérito entre a população da região onde se pretende que o mesmo seja implantado. pois é o observador que traça seus limites e. no trabalho “O que pode significar Impacto Ambiental ?” diz que: Os ecossistemas ou comunidades de seres vivos não passam de abstrações dos cientistas. a fim de verificar quais aspectos são considerados relevantes. grande diversidade na maneira como as pessoas percebem o meio ambiente e o uso correto de recursos naturais e de ecossistemas.

potencialmente. As limitações do pensamento de “natureza”. mas do qual a humanidade é também um componente. “Natureza”. Cadwell já alertava na década de 70 que: Através dos conflitos do futuro-orientado de nossa sociedade tecnocientífica. O conceito que prevalece desde a idade média. estilo de vida e aspectos econômicos são fatores que freqüentemente também interferem em questões ambientais. mas sim faz parte de uma composição da imensidão de infinitas interligações dentro de uma hierárquica ordem de escassos tipos de existência. nem é vista como separada disto. e externo a nós. somente no meio ambiente natural como totalmente estranho e independente dos processos humanos. em termos cosmológicos. Além do mais. como a totalidade da existência. tão explosivas quanto discordâncias sobre questões Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 112 maneira. o pensamento ecológico é fragmentado e tratado de maneira contraditória. nós pensamos. concebe a natureza como a Grande Cadeia da Existência. então. estão presentes na visão. espirituais (1999). Soper diz que: Quando atentamos para a conceitualização de natureza. Natureza é. as questões ambientais são voláteis. quando nós consideramos a maneira pela qual discordâncias sobre questões ambientais são. baseado na psico-teologia e nos princípios neoplatônicos de plenitude. onde a humanidade não é oposta a isto. aquilo onde nós não estamos e aquilo onde nós estamos implícitos. pois são afetadas por opiniões e fortes sentimentos. é concebida. neste senso. como aquilo que é independente de nós. primariamente. no qual o homem não aprendeu a perceber o mundo como um complexo de sistemas dinâmicos inter-relacionados (1972). Assim. Conseqüentemente.AQUICULTURA. As diferenças de percepção do meio ambiente pelos seres humanos bem como temas correlatos à ilusão cognitiva do pensamento humano têm sido reportados na literatura atual sobre meio ambiente.

Entretanto. ético. biológico. isto não implica necessariamente que a existência humana participa da natureza que nós atribuímos à animalidade ou da finalidade de continuidade da existência em relação ao mundo natural. percebendo. por exemplo. isto é dito pelo fato que somos possuídos pela natureza e devemos nos comportar de maneira relativamente natural. é verdadeira a idéia de que o conceito de natureza humana é muito utilizado para enfatizar nossa diferença em relação às demais espécies naturais. a natureza como um modelo que precisamente renega o que é verdadeiramente inerente a nós mesmos. a existência humana é vista pela razão da natureza racional e moral.AQUICULTURA. mais aprecia a natureza e menos a civilização. nós precisamente designamos estes modelos para marcar o que é concebido na natureza como modelo de animalidade. também. Para nós. dentre outros (1995). quando falamos sobre natureza humana. neste sentido. Seus sucessos dependem da eficácia de atos intencionais de agentes humanos. assim. e. Movimentos de motivação romântica embasados na percepção das áreas selvagens. quando. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 113 nós usamos este termo como referência para nós mesmos. político. Em sentido contrário. Quanto mais a sociedade se desenvolve economicamente. muita atenção tem sido dada à reavaliação da natureza no curso do desenvolvimento econômico. e é contrário à idéia do comportamento natural animal destas outras espécies. A história das maneiras pelas quais a idéia ou modelo de natureza se demonstra através de nossas próprias concepções humanas é extraordinariamente complexa e permite uma variedade de abordagens que passam pelas mais diferentes análises sob os pontos de vista sociológico. cultural. e através do início do Glaucio Gonçalves Tiago . e. as quais não são verificadas nas espécies naturais. Certamente. isto é dito. Redclif & Woodgate dizem que: As Estratégias para obtenção do desenvolvimento sustentado estão situadas em contextos estruturais de economias e sociedades. pelos quais interesses de grupo e individuais freqüentemente divergem. histórico e filosófico.

mas sim a expulsão dos humanos do Jardim do Éden. das áreas selvagens e das paisagens naturais e estão intimamente relacionadas com o sentimento de perda que acompanha a civilização industrial moderna. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 114 desaparecimentos destas áreas. estes autores. Descobertas científicas. afirma que: Por mais que a sociedade urbano-industrial e o avanço das ciências tenham dessacralizado o mundo e enfraquecido os mitos. é uma conclusão tirada de um conjunto limitado de dados. ainda se desenvolvendo. Uma verdade científica. Gómez-Pompa & Kaus acrescentam que: A validade das convicções ambientais amplamente aceitas deve ser questionada . Redclif & Woodgate (1994) consideram ainda que o discurso acerca de meio ambiente e desenvolvimento não é um neutro discurso convergente. Assim. expondo a distinção das perspectivas históricas da dominação e domesticação das áreas naturais e do Movimento Romântico na Europa e EUA durante os dois últimos séculos. consideram que a visão de perda das áreas selvagens não representa a criação do Jardim do Éden. têm propulsionado uma nova visão do valor da natureza (1994). sobre o aquecimento global. mas um reflexo de divergentes experiências históricas e de diferentes interpretações destas experiências. baseados em suas próprias Glaucio Gonçalves Tiago . são aceitas como se fossem verdade absoluta. transformando-se num objeto de reverência do homem urbano. neste sentido. sobre o assunto. Diegues.AQUICULTURA. Estas contradições acerca do nosso gerenciamento e uso da natureza são evidentes na nossa visão de perda do campo. É uma explicação do que os cientistas conhecem até o momento. ressalta a idéia de que as mitologias têm vida longa e podem renascer à sombra da racionalidade (1996). a imagem de parque nacional e outras áreas protegidas como um paraíso em que a natureza virgem se expressa em toda a sua beleza.desde a nossa crença na natureza virgem das florestas tropicais até nossos novos pensamentos. muitas vezes. porém.

Do lado utilitário. Ambas as crenças. e pela relativa variabilidade de conceitos de impactos Glaucio Gonçalves Tiago . Rouanet (1990). principalmente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 115 qualificações e na interpretação das informações disponíveis. pela multiplicidade de temas que aborda. geradas por uma crença de que medidas mitigantes podem interromper ou reverter a espoliação ambiental e sua degradação. ao se reservarem extensões de terra tidas como virgens. pondera ainda que: “A história da epistemologia é ao mesmo tempo a história das várias tentativas de refletir o tema da ilusão cognitiva e o tema correlato das estratégias para evitar essa ilusão”. Do lado preservacionista. da forma que consideramos correta e a percepção de pureza que possuímos acerca do estado original de regiões não habitadas. que podem surgir de uma integração de percepções alternativas do meio ambiente e de informações científicas atuais (1992). E.AQUICULTURA. relacionadas com o meio ambiente natural: a suposta capacidade científica e o conhecimento de que dispomos para controlar e fazer o manejo da natureza. conduziram a doutrinas não realistas e contraditórias em nossas políticas de manejo dos recursos naturais. ainda: Necessitamos desafiar algumas de nossas crenças mais fundamentais e contraditórias. A questão da sustentabilidade ambiental da aqüicultura. Nenhuma dessas crenças leva em consideração as possibilidades de manejo dos recursos naturais. essas políticas são permeadas pela aceitação de práticas destrutivas. Pode ser substituída por uma outra verdade à luz de novas informações que não cabem no velho paradigma (1992). ao uso de recursos naturais e à destinação sócio-econômica de suas atividades. em relação. políticas convencionais de manejo dos recursos também incluem práticas baseadas na crença de que. em trabalho versado sobre o tema do cativeiro da razão humana. combinadas com o conceito de equilíbrio da natureza. automaticamente se preservará sua integridade biológica.

em questões de conservação ambiental e em gerenciamento social e econômico de sistemas de produção. tendo nascido após a Segunda Guerra Mundial. Ou que o desenvolvimento tecnológico poderia superálos. seja qual for o setor. Muir afirma que A noção de sustentabilidade e de termos associados. particularmente nestas noções. são. ainda. Neste final de século. e supuseram que aquela velha questão dos limites naturais tinha sido superada. na discussão do Primeiro Mundo a respeito do Terceiro Mundo. Aos poucos as sociedades que avançaram mais no modelo industrial e graças à produção em massa. tal como se deu no padrão industrial. sendo aplicados de maneira crescente na aqüicultura. dificuldade de precisão conceitual. Assim. e as elites lidam com esta noção há pouco tempo. deve-se antes perguntar quais são as razões que levaram a este qualitativo. está mostrando os seus limites. onde a riqueza de capital pode ser gerada através do uso da riqueza natural (1996). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 116 ambientais relativos ao seu desenvolvimento. No entanto. como “desenvolvimento sustentável”. encontra. de uma maneira ou de outra. Veiga pondera. Conceitos de desenvolvimento sustentado existem. mas não houve alteração substancial nas sociedades que estão lidando com esse conceito. conseguiram um aumento brutal de produtividade.AQUICULTURA. amplamente utilizados na discussão de desenvolvimento econômico. e assim: É preciso qualificar o desenvolvimento. há uma motivação muito séria para que a humanidade troque o nome daquilo que é o seu modelo anterior. uma ampla e pública consciência dos conflitos entre as percepções da necessidade de conservação e proteção ambiental e do desenvolvimento agrícola e industrial e crescimento econômico. antes de afirmar que é sustentável. portanto. e muitos. especialmente aqueles que possuem correlação direta com recursos naturais. que o conceito de desenvolvimento é recente. Hoje estamos falando muito em desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento. atualmente. também. Quando se fala de desenvolvimento sustentável. as Glaucio Gonçalves Tiago . Entretanto existem.

Acho que é isso que leva a essa aceitação tão generalizada e. também haverá descuido governamental em relação à questão do uso destes recursos para a atividade aqüícola. a estrutura política e regulamentadora e os programas públicos de suporte que implementam esforços para o desenvolvimento aqüícola constituem a visão nacional geral para expansão da aqüicultura. de certa forma. para um crescimento produtivo. muito provavelmente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 117 pessoas estão se dando conta disto. tão rápida da noção de desenvolvimento sustentável (1995). A captura de peixes continua a declinar conjuntamente com um aumento de demanda por produtos aquáticos. é importante notar que países “desenvolvidos” e “em desenvolvimento” possuem visões diferentes sobre as atividades aqüícolas e as expectativas de contribuição social relativas a estas atividades. Isto influencia. Experiências recentes indicam que o crescimento desordenado da aqüicultura pode causar sérios danos ao meio ambiente e. também. Dentre estes recursos incluem-se áreas costeiras. Para Corbin & Young (1997). Os padrões de desenvolvimento mundial percebidos nestes anos recentes tornam claro que. águas subterrâneas. rios. econômicos e culturais. será necessária uma grande destinação de recursos naturais para uso da aqüicultura.AQUICULTURA. nota-se uma diferença de temas ou problemas. Mas o fato de estarem muito presentes fez emergir . e vários governos nacionais têm dirigido sua atenção para a aqüicultura como produtora de alimentos e de negócios. impactos sociais. essa ênfase na necessidade de outro conceito. já que novas tecnologias e espécies encontram-se disponíveis. de maneira consistente. Historicamente. por causa dos limites naturais. e que levasse mais em conta a necessidade de um convívio de certos limites impostos pela natureza. lagos e hábitats marinhos costeiros. e. Corbin & Young (1997) afirmam que a aqüicultura está amadurecendo como ciência e negócio. principalmente na década de 70. para o século 21 é previsto grande crescimento e diversificação. entre países Glaucio Gonçalves Tiago . Assim. não desejáveis e desconhecidos. Não se quer dizer com isso que o modelo da produção em massa entrou em crise nos anos 70. Assim. mudanças ambientais em países em desenvolvimento e modifica os enfoques de gerenciamento de recursos aquáticos em países desenvolvidos. menos produtivista. sobre comunidades.

g. conforme o quadro a seguir. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 118 desenvolvidos e países em desenvolvimento.AQUICULTURA. Quadro 16 . os dados apresentados neste nosso trabalho demonstram a existência de grande quantidade de informação disponível na literatura mundial que.Temas ou problemas referentes a atuação governamental relativa à aqüicultura em países desenvolvidos e em desenvolvimento (Corbin & Young. 1997) Categoria Biofísica Eliminação de manguezais Eliminação de áreas úmidas Degradação da qualidade da água e do substrato Extinção de águas subterrâneas e salinização do solo “Blooms” de algas tóxicas Contaminação por doenças oriundas das aqüiculturas Redução da capturas de espécies nativas Diluição genética dos estoques nativos continuação Tema ou Problema Países desenvolvidos X X X X X X Países em desenvolvimento X X X X X X X X continua Introdução de espécies exóticas Uso de antibióticos Impactos na vida natural Econômica Conflitos pelo uso múltiplo de recursos Deslocamento de atividades tradicionais de subsistência e de ganho Insumos para a aqüicultura (e. mesmo não plenamente Glaucio Gonçalves Tiago . endereçado à atuação governamental. ingredientes alimentares) Modelos de desenvolvimento empresarial inapropriados Exportação de produção Sócio-cultural Competição por recursos financeiros Poluição visual Aceite de novas tecnologias Alteração nos padrões familiares de trabalho Aumento de desemprego e de subemprego Degradação nutricional humana Tabus culturais e religiosos X X X X X - X X X X X X X X X X X X X Do ponto de vista dos indicadores de impacto ambiental previstos para a aqüicultura.

dentre outras. Van Houtte (1996) comenta que em muitos países os processos para o licenciamento de atividades aqüícolas são usualmente complexos e envolvem muitas e diferentes instituições. orientado para a consideração multi e interdisciplinar de fatores e elementos que a constituem. de sanidade animal. a aqüicultura baseada em peixes exóticos representa 96. De maneira genérica. Neste sentido. incentivadores ou desincentivadores. que não há. Assim. Neste sentido. sendo que. Um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos.AQUICULTURA. segundo New (1999). Nota-se também. A centralização desses processos. uma vez que muito da atividade aqüícola interfere em matérias que se situam no centro da maioria dos sistemas legais. que auxiliem Glaucio Gonçalves Tiago . leis sanitárias. enquanto as criações de crustáceos representaram 4. as criações de moluscos 5. integrados a um processo de assessoramento. Este fato é surpreendente. pode indubitavelmente ajudar a reduzir as complexidades burocráticas.70 %). de água. Edeson (1996) pondera que. algas.39 %).461 TM (8. com vistas a um desenvolvimento consciente e cuidadoso desta cadeia produtiva em relação ao meio ambiente. Assim como. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 119 concordantes ou devidamente avalizados pelos componentes de uma cadeia produtiva de aqüicultura. na América do Sul. do ponto de vista ambiental. assim como reduzir custos para aqüicultores e governo.820 TM (11. e outras criações (peixes de água salgada e estuarina. por exemplo. o que pode ser explicado pela grande importância produtiva das espécies exóticas criadas no Brasil. a FAO (1996) demonstra que. no ano de 1996. no Brasil. embora a aqüicultura venha sendo praticada já há muitos séculos. leis de exportação e importação. de meio ambiente. através dos resultados obtidos. podem ser utilizados. de conservação de recursos naturais. como subsídio para a discussão e o gerenciamento das atividades aqüícolas. dentre outros) 200 TM (0. No que diz respeito à legislação regulamentadora da aqüicultura. na literatura mundial sobre aqüicultura. para o estabelecimento de um regime legal regulamentador da atividade aqüicola. leis tributárias.35 %). de caça e pesca. surpreendentemente o regime legal que a governa só tem merecido atenção detalhada recentemente. uma abordagem de indicadores de impactos ambientais específicos para cultivos de espécies nativas do Brasil. é o fato de que faltam instrumentos específicos. de maneira geral.2 % da produção anual total de peixes.56%). a aqüicultura é afetada por leis de saúde pública. a aqüicultura é diretamente afetada por leis de solo. as criações de salmonídeos e outros peixes de água doce atingiram 40.800 toneladas métricas/TM (79.

os países devem ter a expectativa de possuírem políticas com as quais se otimize a contribuição do setor aqüícola para o bem estar econômico e social (incluídos os valores nutricionais e ambientais). sinônimo da procura pela melhor contribuição de longo prazo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 120 e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental. Resoluções e Deliberações) para a regulamentação da atividade aqüícola brasileira. de 28 de fevereiro de 1967) e na legislação revogada da década de 1990. Paises Baixos) entre instituições governamentais e organizações industriais. A razão de aplicação destes acordos e compromissos é que um controle efetivo e integrado da poluição não tem como ser alcançado sem uma participação próxima e ativa do setor produtivo. encontra-se uma abordagem de aspectos ambientais bastante presente na legislação: Decreto Nº 24. Dinamarca) ou “compromissos” (e. que podem ser. No que diz respeito ao conjunto de legislação voltado à água e ao gerenciamento de recursos hídricos analisados. Este objetivo é. presente na legislação revogada das décadas de 1920 e 1930. Insull & Shehadeh (1996) afirmam ainda que. por este setor. entretanto. de 8 de Glaucio Gonçalves Tiago . de 10 de julho de 1934. como suplemento aos regimes legais existentes para a aqüicultura e para auxiliar e alcançar um gerenciamento sustentável dos recursos naturais em conformidade com planos de proteção ambiental.. Novas ferramentas ambientais têm sido e estão sendo criadas e testadas em muitos países do hemisfério oeste. o direcionamento das intervenções políticas governamentais (onde existem políticas) para dar suporte à aqüicultura varia de acordo com as necessidades individuais e as condições específicas de cada país. em nível nacional. que a abordagem de aspectos ambientais relativos à aqüicultura. Lei nº 9.643. No conjunto da legislação brasileira analisada neste trabalho. também. certamente.g.. foi relegada na legislação da década de 1960 (Decreto-Lei nº 221. verifica-se. No que diz respeito à legislação voltada ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. de suprimento alimentar. Portarias. Alguns deles são os “acordos voluntários” ou “ecocontratos” (e.AQUICULTURA. voltando a ser melhor abordada na legislação positivada sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura da década de 2000. aplicados à atividade aqüícola. primeiramente. verifica-se a larga utilização de atos administrativos normativos regulamentadores (Decretos.g. De maneira geral.433.

simplesmente a existência de uma norma jurídica anterior que a valide. mesmo o Decreto Nº 24. necessariamente. uma plena discussão social por serem atos de vontade de autoridades do poder Executivo. 1998). como fundamentos de validade da norma jurídica. no qual se baseia a maior parte das legislações brasileiras circunscritas no universo amostral deste trabalho. Resoluções. de 17 de março de 2005) e inserção de participação social para definição e gestão dos usos de recursos hídricos (Lei nº 9. de 10 de julho de 1934. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 121 janeiro de 1997. sejam agregados às normas jurídicas através do uso de atos administrativos normativos regulamentadores (Decretos. apresenta muitos dispositivos legais que abordam aspectos ambientais correlatos à atividade aqüícola e que se encontram explicitados nos dados obtidos no presente estudo. e. Estes diplomas legais apresentam determinação de padrões ambientais precisos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas (Resolução CONAMA n. Glaucio Gonçalves Tiago . Entretanto. além de não contemplarem. Portarias.. de 8 de janeiro de 1997). de postura extremamente positivista e formalista. de 17 de março de 2005.643. que tais atos. e Resolução CONAMA n.° 357. não poucas vezes causam conflitos entre si. mas com diferentes determinações legais. em detalhado ordenamento lógico. 1986. g. que contemple um desenvolvimento desta atividade sob bases ambiental e socialmente toleráveis. com certeza não auxilia abordagens multi e interdisciplinares necessárias ao estabelecimento de um regime legal da atividade aqüícola. a teoria de Kelsen. entretanto.° 357. este conjunto de legislação não é diretamente recebido. Nota-se também que. O ponto de vista jurídico-normativo proposto por Hans Kelsen (1979.AQUICULTURA. Deliberações). baseado em princípios ambientais. possibilita que valores técnico-científicos essenciais ao crescimento econômico-produtivo da aqüicultura brasileira. como.433. que cuida básica e principalmente da propriedade e do aproveitamento da água. utilizado ou vinculado ao conjunto de legislação voltado ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. Deve-se ressaltar. Assim. Resoluções de competência estadual que versam sobre temas já disciplinados por Portarias de competência federal. mesmo existindo padrões ambientais definidos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas no conjunto de legislação e voltados à água e ao gerenciamento de recursos hídricos. embora apresentando.

nem do conteúdo que possam ter. como a sociologia. o pensamento de Kelsen seria marcado pela tentativa de conferir à ciência jurídica um método e um objeto próprios. Para outros. por nexos puramente lógicos. a norma fundamental. principalmente. Reale (1996) diz ainda. a liberação da Ciência Jurídica deveria desembocar em critérios de livre valoração. que o grande objetivo da obra de Hans Kelsen foi discutir e propor os princípios e métodos da teoria jurídica. inicialmente. Ressalte-se. mas tão somente de sua situação no interior do sistema. e assim sucessivamente. ainda. por si só. não faltando os que recomendavam uma volta aos parâmetros do direito natural. na necessidade de todo o sistema jurídico ser vinculado a uma norma superior e suprema. Para alguns. ligando-se uma norma à superior. que a utilização de atos administrativos normativos regulamentadores fortalece. 1997b). a qual. na verdade. até se alcançar a "norma fundamental" recebida como pressuposto da ordem Glaucio Gonçalves Tiago . estabelece a unicidade de todo o sistema jurídico. e suas preocupações neste sentido inseriam-se no contexto específico dos debates metodológicos oriundos do final do século XIX e que repercutiam intensamente no começo do século XX. que previamente outorgue à norma jurídica validade e vigência. o caminho dessa metodologia indicava um acoplamento com outras ciências humanas. e até com princípios das ciências naturais.. A presença avassaladora do positivismo jurídico de várias tendências. postura esta que se baseia. experiência que só é propriamente jurídica enquanto referida a normas de Direito. ilegitimando qualquer outro tipo de possibilidade normativa desvinculado (não linear) de uma norma superior. a psicologia. que: Como neokantiano. cuja validez não resulta de sua correspondência aos fatos. Nesta discussão. punha em questão a própria autonomia da ciência jurídica. afeta negativamente a inserção de uma ampla discussão da gestão ambiental da atividade aqüícola e ressalta um caráter monádico de postura kelseniana. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 122 Destaque-se. Hans Kelsen concebera. em tempo. as normas como esquema de interpretação da experiência social possível. capazes de superar as confusões metodológicas e de dar ao jurista uma autonomia científica (FERRAZ JR.AQUICULTURA. somada à reação dos teóricos da livre interpretação do direito. por sua vez. um caráter homológico e linear do discurso jurídico que.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 123 jurídica positiva. que Kelsen reduz a noção de validade à de vigência formal. bem como uma melhor possibilidade de participação social efetiva na tomada de decisões sobre o estabelecimento e funcionamento de aqüiculturas. Kelsen parece insistir. que considera "validade" o modo de existência específico das normas. que a posição reducionista é insustentável. mas não fundamento de existência. O fundamento da validade da norma está sempre em outra norma. quando estuda a relação entre validade e efetividade. sem o perceber claramente. Destaco na teoria proposta por Ferraz Jr. assim. A perspectiva comunicativa acerca da norma jurídica apresentada por Ferraz Jr. Mas a qualidade válida da norma não depende deste ato de autoridade. e baseada na percepção da interatividade das várias partes que se situam nos contextos sociais e jurídicos. a possibilidade da existência de várias normas-origem dentro de um mesmo ordenamento jurídico. o que possibilita uma melhor inserção de valores oriundos da discussão técnica e social relativa à gestão ambiental da atividade aqüícola. possibilitando. A norma só é válida. dentro de uma ótica pragmática. (1997a). Neste sentido. que possam basear-se em diferentes sistemas de discussão e de organização da cadeia produtiva da aqüicultura e captar as mudanças de padrões técnico-científicos no dinamismo da atividade. Ferraz Jr. Na verdade. ou fonte comum da validade de todas as normas pertencentes a um mesmo ordenamento.AQUICULTURA. considera que: O exemplo mais comum (sobretudo entre os publicistas) de análise da validade encontra-se em Kelsen. Alguns autores costumam dizer. acrescentando. se promulgada por um ato legítimo de autoridade. que é apenas sua condição. assim. o que o leva até a hipótese complicada da norma fundamental. parece possibilitar o estabelecimento de um regime legal da atividade aqüícola que melhor contemple um desenvolvimento desta atividade sob bases ambiental e socialmente toleráveis. O próprio Kelsen parece dar-se conta do problema. não tendo sido revogada. porém. estruturações variadas de cadeias normativas válidas. que validade para ele é Glaucio Gonçalves Tiago .

mantenha sua capacidade de terminar conflitos. e se a norma mesma. pondo-lhes um fim. dizendo. mas mesmo assim o conceito de efetividade continua a ter por matéria um fato real e não uma relação entre fatos lingüísticos. quando fala da norma fundamental. unitária e hierárquica. donde há insuficiência da identificação da validade com efetividade no todo do sistema (1997a). É verdade que Kelsen procura dar à efetividade um sentido até certo ponto formal. mas uma qualidade semântica. a relação de autoridade. Elas permitem determinar. a meta-complementaridade. reconhecendo.AQUICULTURA. E afirma: Para Kelsen. significa que os indivíduos devem comportar-se como a norma estipula. pelo seu conteúdo imediato. ao contrário. quando fala em "efetividade no sentido jurídico". MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 124 uma qualidade puramente sintática quando se trata de normas derivadas. só é válida se eficaz. algumas regras que estabelecem hierarquia estão "espalhadas" pelo sistema. expressa o que os indivíduos devem fazer. que o "sistema" normativo admite a presença de várias cadeias com diversas "normas-origem". Neste sentido. em cada caso. se uma norma é válida (obrigatória). como todo (referência à unidade proporcionada pela norma fundamental). até mesmo entre si incompatíveis (FERRAZ JR. caímos numa Glaucio Gonçalves Tiago . 1997a). por exemplo. mas que o sistema. fazendo com que o sistema normativo.. que uma norma só é válida no sistema. que culmina numa única norma fundamental. distinguindo entre a mera correspondência entre a norma e o comportamento exigido (sentido não-jurídico) e a aplicação efetiva da norma quando da ocorrência do comportamento delituoso (sentido jurídico). Conclui ainda que: Não constituindo um corpo. como um todo. é preciso romper com o pressuposto de que o ordenamento jurídico constitui um sistema enquanto ordem linear.

Nestes termos. Mas mostram. a noção de obrigação jurídica não se reduz (como para Kelsen. uma dimensão pragmática (imposição de relação complementar). Como reflexão à utilização de teses aplicadas à formulação e estabelecimento de normas jurídicas essencialmente formalistas. segundo a qual "os indivíduos devem fazer o que devem fazer !". Assim. uma das grandes dificuldades que os poderes públicos encontraram para impedir a poluição dos rios pelas indústrias está na deficiência dos dispositivos legais criados especificamente com essa finalidade. de qualquer modo. como o que evita. o sujeito normativo não é puramente o sujeito passivo de um monólogo. mas se refere concomitantemente ao estabelecimento da relação metacomplementar que não é produzida pela sanção. e muito provavelmente insustentáveis quando pragmaticamente aplicadas à realidade sócio-cultural de populações e setores produtivos. é possível reconhecer. que o caminho positivista nos conduz a um momento de "irracionalidade" (“sensu” positivista da palavra) no sentido de fazer a imperatividade das normas repousar não num "conhecimento".AQUICULTURA. nem num reconhecimento. ao contrário do que ocorre para Kelsen (para quem as situações subjetivas são apenas relações entre normas) do ângulo pragmático elas são também comportamentos discursivos fundamentantes dos sujeitos. enquanto o comportamento que evita a sanção) à posição do sujeito perante a ameaça de sanção. que nos fala em dever jurídico. além de uma dimensão sintática (conexão entre normas) e de uma dimensão semântica (relação entre comportamentos exigidos e sancionados com a realidade). 1997a). Esta redundância esconde uma forma de jusnaturalismo. mas também um sujeito reativo do diálogo.). neste sentido. Por exemplo.. (op. Branco pondera que: No Brasil. cit. que a noção de obrigação tem. sendo que uma lei não deve ser demasiado rígida para não se tornar inaplicável (1970). que podem ser mais ou menos persuasivos. Glaucio Gonçalves Tiago . mas num ato de crença (FERRAZ JR. Kelsen. De acordo com Ferraz Jr. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 125 curiosa redundância. As explicações de Kelsen pecam por obscuras. neste sentido. define o delito como o comportamento que provoca a sanção e o cumprimento do dever.

em esforços que assegurem sustentabilidade ao uso de recursos. os juízes dos procedimentos escolhidos. como os últimos usuários de vários recursos marinhos e terrestres. incluindo práticas de pesca e de aqüicultura. se não levarem em conta as populações envolvidas pela atividade. O artigo 9º (e 6º) do “Código de Conduta Para a Pesca Responsável” da FAO (1995) endossa fortemente este princípio. As reflexões contidas neste trabalho evidenciam a atual necessidade do estabelecimento de mecanismos que possibilitem o mútuo reconhecimento e o interrelacionamento das variadas interfaces sócio-ambientais que representam a aqüicultura.AQUICULTURA. precisam ser envolvidos diretamente. pescadores e povos das florestas. Tendo em vista a necessidade de regulamentação da aqüicultura. para que seja possível a construção e consolidação de uma gestão ambiental aqüícola efetiva e duradoura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 126 Van Houtte deixa claro que: A FAO reconhece que fazendeiros. as quais serão. também. os legisladores devem desenhar e adotar leis talhadas pelas circunstâncias específicas de cada país (1996). Todas as iniciativas tomadas sob os dispostivos deste Código raramente surtirão efeito. Glaucio Gonçalves Tiago . ou através de organizações.

que os indicadores de impactos Glaucio Gonçalves Tiago . que podem auxiliar diretamente na organização e gestão ambiental da aqüicultura brasileira. não pudemos perceber a existência de consenso teórico sobre definições precisas de “impacto ambiental”.AQUICULTURA. utilizado. “desenvolvimento sustentado” e “sustentabilidade”. não exigindo reflexão participativa por serem. que. No que diz respeito à legislação analisada. Nesse sentido. com inserção de participação social para definição do uso de recursos hídricos. principalmente. Já. mesmo existindo padrões ambientais definidos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas no conjunto de legislação voltado à água e ao gerenciamento de recursos hídricos. entre os autores que abordam esses temas. Notamos ainda que. mesmo que de maneira genérica. em razão da grande diferença de repertório temático e de configuração estrutural entre o conjunto de legislação de pesca e aquicultura e o conjunto de legislação de gestão do recurso água analisados. O conjunto de legislação brasileira positivada voltada à água e ao gerenciamento de recursos hídricos apresenta abordagem de aspectos ambientais relacionados diretamente à aqüicultura. sendo ignorados os indicadores de impacto ambiental relacionados à aqüicultura. abordam os aspectos ambientais da aqüicultura de forma tímida (incipiente) e descoordenada. concluímos. a legislação brasileira positivada de pesca e aqüicultura é estruturada através de atos normativos administrativos. ou vinculado ao conjunto da legislação voltado ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. inclusive com determinação de padrões ambientais precisos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 127 CONCLUSÕES Através do desenvolvimento deste trabalho. no qual buscamos a interdisciplinariedade necessária ao tema proposto. percebemos que o conjunto de legislação brasileira revogada de pesca e aqüicultura abordava os indicadores de impacto ambiental relacionados à aqüicultura e à participação social. concluímos que a literatura mundial contempla grande quantidade de informações sobre indicadores de impacto ambiental. Entretanto. ainda. este conjunto de legislação não é diretamente recebido. emanados de autoridades do poder executivo.

Glaucio Gonçalves Tiago . e inter-relação entre conjuntos de legislação originariamente distintos. como impacto ambiental. através de processos participativos como os que se desenvolvem em câmaras setoriais.AQUICULTURA. a abordagem proposta por Ferraz Jr. por seu rigor e formalismo baseado em uma ordem jurídica homológica originada linearmente de uma só norma. discussões que abordem conceitos ambientais. discussões pluridimensionais. comitês de bacias hidrográficas e outras formas de organização social. possibilita a inserção da discussão ambiental sob forma pluridimensional e heterológica na gestão de atividades que necessitem de critérios técnico-científicos e de ampla participação social. discussões de dados técnicocientíficos. pela inter e multidisciplinariedade das questões ambientais e pela grande imprecisão que se encontra nas tentativas de definição de conceitos fundamentais. A abordagem positivista adotada por Hans Kelsen não auxilia. Assim. que. evidenciamos como necessário o estabelecimento de um novo sistema de formulação e formalização de normas legais. Já. possibilite maior rapidez e solidez nas tomadas de decisão em relação à gestão ambiental da aqüicultura brasileira. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 128 ambientais não são de fato considerados pela legislação brasileira de pesca e de aqüicultura. desenvolvimento sustentado e sustentabilidade.

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2 Glaucio Gonçalves Tiago .5 93.9 32.2 85.0 91.0 84.6 12.4 93.9 37.0 95.6 87.7 84.0 90.4 127.8 33.7 22.2 34.9 100.9 132.2 101.8 130.2 39.2 99.6 118.5 26.5 35.2 86.4 92.AQUICULTURA.7 21.8 133.3 16.5 31. Destinação e Suprimento per capita 1998 1999 2000 2001 2002 20031 (Milhões de toneladas) PRODUÇÃO PESQUEIRA MUNDIAL CONTINENTAL Captura Aqüicultura Sub Total / Continental MARINHA Captura Aqüicultura Sub Total / Marinha Total capturado Total aqüicultivado Total Mundial de Pescado 79.2 13.1 18.7 98.8 14.3 98.0 8.2 8.5 15.7 30.5 20.2 15.7 8.0 81.6 9.3 41.2 28. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 140 TABELA I Produção Pesqueira Mundial.5 131.6 8.0 25.2 8.3 30.7 23.

8 6.1 16.0 15.7 32.fao.2 6.8 96. 2007. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 141 DESTINAÇÃO Consumo Humano Usos não alimentícios 93. Glaucio Gonçalves Tiago .6 SUPRIMENTO per capita População (bilhões) Suprimento de pescado per capita (kg) Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.3 Fonte: FAO .3 16. 95.6 24.2 5.AQUICULTURA.4 31.9 6.2 99.1 Estimativa preliminar.1 100.2 103.htm>.1 15.0 29.2 6. Acesso em 19 jan.8 34.9 6.9 15.2 16.5 31.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).org/docrep/007/y5600e/y5600e04. Disponível em:<http://www. .

AQUICULTURA.5 10.7 67.8 76.5 7.5 72.5 13.0 Glaucio Gonçalves Tiago .8 78.6 13.5 73.7 75.5 5.0 88.0 76. Destinação e Suprimento per capita: Excluindo China 1998 1999 2000 2001 2002 20031 (Milhões de toneladas) PRODUÇÃO CONTINENTAL Captura Aqüicultura Sub Total / Continental MARINHA Captura Aqüicultura Sub Total / Marinha Total capturado Total aqüicultivado Total Mundial de Pescado 64.5 10.4 9.3 11.8 5.0 12.2 70.8 5.0 5.6 6.6 12.1 12.0 4.5 6.0 86.2 72.2 6.7 88.3 4.1 6.8 80.4 6.7 4.3 11.9 89.1 70. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 142 TABELA II Produção Pesqueira Mundial.9 76.7 87.1 74.1 5.2 6.1 70.9 13.5 6.5 14.4 69.2 76.5 6.1 75.1 6.4 69.

AQUICULTURA.7 13.8 19.fao.1 Estimativa preliminar. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 143 DESTINAÇÃO Consumo Humano Usos não alimentícios 62. 62. Glaucio Gonçalves Tiago .7 65.9 13.9 SUPRIMENTO per capita População (bilhões) Suprimento de pescado per capita (kg) Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.2 66.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.7 13. . Disponível em:<http://www. 2007.9 24.2 4.2 4. Acesso em 19 jan.3 Fonte: FAO .World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).htm>.0 13.7 25.3 17.3 4.3 63.5 65.2 5.6 22.7 4.0 13.5 23.8 13.4 5.

582 10.215.335 4.161 13.583 41.384.546.750.157.050.317 1995 30.118 10.112.808.275 1997 36.762 8.594.492 26.104.148 18.433 6.606.836 1996 34.310.250 20.414 45.750.230 21.604 20.586 11.026 18.467 17.168 50.893 41.743 12.879 7.319.872 8.090 26.774.189.547 43.480.369.310.897.431.935 17.079 12.547.078 23.187 18.831 24.530.553 20.639 6.749.060.617.893 35.330 16.666.259 6.548.280.869 28.315 9.773.156. 1999).161 9.998 11.777.054.860.110.368 8.833.015 15.544.863.618.829. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 144 TABELA III PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR AMBIENTE Aqüicultura Total de Org.174 10.958 23.116.990.597.739.641 21.518 4.418 13.773 23.740 10.AQUICULTURA.606.201.269 25.276.112 11. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).881 Fonte: FAO (1998.373.025 25.619.170.190 15.431 20.640 24.776 1994 27.092 15.108.398 39.227 18.384.512.249 46.700.616.787.511 11.121 1988 15.642 13.170.522 18.509.950. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .431.860.108.935 17.111 7.635.789.096 17.548.900.760.270 10.796. Aquáticos Águas Continentais Águas Marítimas Peixes e Moluscos Águas Continentais Águas Marítimas Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.694.018.492 18.979 20.980 20.416.468.

510 2000 45.765.555.298. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).887.444.fao.620. Disponível em http://www.183.068.org/figis/servlet/static?dom=root&xml=tseries/index.218 2002 51.486.129 29.156.060.xml.874.028 26.339 31.462.476 49.140 18.167 2004 59.246 22.283 34.819.142.444 70.AQUICULTURA.687.768 30.041 58.702 26.137 27.788. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 145 TABELA IV PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR AMBIENTE Aqüicultura Total de Org.127 2001 48.802.781 24.417.882 61.425 32.196.458 2003 55. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .161 35.103.445. 2007.659.940 23.536 26.013 65.158.911.310 31.083.109 28.971.773 56.408.212. Aquáticos Águas Continentais Águas Marítimas Q* V* Q* V* Q* V* 1998 39.005 25.745 33.295 25. Acesso em 19 jan.703 34.048 Fonte: FAO 2007 Fisheries Global Information System.567 23.689.909 21.947.483.302.657.473 27.813.212.629 20.

998 2.271 31.320.386 19.507 1.161 105.930 1995 30.480 319.354.092 120.775 156.637 Fonte: FAO (1998.628.348.448 16.374 13.015 27.370 42.177 1994 27.251 11.678 528.096 121.743 95.824 510.859 647.071.259 424.709 603.283.806 206.879 70.422 1.480.404 67.300 103.200.754 71.493.207 2.477 715.325.969 99.720 660.836 377.855 1988 15.548.683 674.231 38.881 197.449 36.781.088.770.547 43.369.433 58.722 292. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .615 133.911 633.826 3.781 490.945.890 1997 36.487.168 50.262 3.485.572 1.533 315.308 102.739.523 341.877 79.760. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).917 49.AQUICULTURA.720 3.589 128.514 2.396 3.533.136 756.829.567 102.554.664 397.533 642.863 278.967 1.612 92.054.389 41.655.150. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 146 TABELA V PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR CONTINENTE Aqüicultura Total de Org.585 1.967 348.993 1.640 24.404.023 32.500 1. Aquáticos AFRICA AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL ÁSIA EUROPA OCEANIA ÄREA DA Ex URSS Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.618.893 41.275 1.966 34.310.552.249 46.936.758 1.284.012 226.261 602.080.050. 1999).800.256 221.855.404.651.431 20.068 575.431.193 24.366 29.905 321.599 1.206 1.322 1.513 1996 34.286 163.339 217.048.242 1.891 103.803 269.589.360.314 109.714.116.

171 54.532 139.998 973.977.376 855.018 2.277.102.382.927.773 56.135 2. Aquáticos AFRICA AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL ÁSIA EUROPA OCEANIA Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1998 39.097.246 414.372 56.871 2.204.583. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).332 920.473 570. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 147 TABELA VI PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR CONTINENTE Aqüicultura Total de Org.992 2.909 408.837. 1999).142 44.087 3.050 53.224 Fonte: FAO (1998.567 463.877.176 1.585 783.994.045.036 516.302.825 4.515 453.687.689.675.222 46.974 144.332 743.772 199.203. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .636.140 191.717 2001 48.427.249 35.523 131.528.423.802 5.113 893.178 1.083.468 136.102.528 1.137.420.150.133.367.882 61.194 1.971.374 2003 55.530 41.893 47.273 447.464 1.056.871.036 2.103.306 831.033 3.183 887.873 2000 45.444 70.453 834.041 58.642 134.604.476 49.408.611 2.384.150 4.562 4.673 676.184 2002 51.732 1.119 41.448.298.737 381.513 345.238.683 5.655.183 4.136 329.399 126.064 967.947.285 3.563.014 1.075 50.150 2004 59.120 1.221 47.247.384.507.754 1.542 1.986 711.404 654.013 65.458 50.555.609 4.218 955.112 2.183.006.708.657.295 531.821.AQUICULTURA.125.

439 17.421 3 Japão 781.276.726 4 Indonésia 597.422 1.262.928 342.861 321.401. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 148 TABELA VII PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR PRODUTORES PRINCIPAIS Total Peixes e moluscos 1 China 10.639 1994 1995 1996 Q* V* Q* V* Q* V* 20.341 346.021 12.271 1.342.410 1.559 582.047.283 6.589 1.026.040 240.221.685 663.858 14 Chile 117.768.630 464.088 806.527.167 226.130 2.851.960 453.891.944 672.AQUICULTURA.618 Fonte: FAO (1997b.886.224 413. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .836.079 24.833 286.418 26.583 41.083 561.177.938 2.686 1.546.656 393.612.217 1.737 217.604 10 Noruega 218.959 1.398 39.866 6.587 701.570 17.124 4.082.471 1.384.665 820.165 287.060.138.963 11 França 280.155 617.543 1.660 829.102 1994 1995 1996 Q* V* Q* V* Q* V* 342.276 1.082 848.678 1.399 285.197 12 Taiwan 281.099 9 Filipinas 380.531 282.354 3.979.473 10.195.257.480 1.453.903 787.826.006 390.331 1.655 262.877.300 729.863.097 2.867 639. 1998).020. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).431 1.528 5 Tailândia 6 USA 7 Bangladesh 269.796 2.037.801 1.506 595.475 12.612 368.714.661 2 Índia 1.560 479.371.364 358.506 280.451 OUTROS PAISES 1.919.027 4.725 736.823.646.608.097 509.189 324.792.015 8 Coréia/Rep 514.894.003 685.423 13 Espanha 180.522 1.379 277.754 35.224.078.206 390.326 233.424 157.813 1.180 611.774.137 6.785 602.990.

AQUICULTURA.4 Glaucio Gonçalves Tiago .0 0.9 553.6 456.942.580.3 2.1 738.4 -6.5 497.2 18.3 6.4 786.5 6.6 644.1 828.8 4.2 9.8 657.6 510.7 1.2 391.7 4.2 788.767.2 491.5 762. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 149 TABELA VIII Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Quantidade e em Porcentagem de Crescimento Produtores 2000 2002 APR (Milhares de toneladas) (Milhares de toneladas) (Porcentagem de crescimento) Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Quantidade China India Indonesia Japão Bangladesh Tailandia Noruega Chile Vietnam Estados Unidos 24.3 6.7 914.191.2 7.9 545.7 518.0 27.

6 74.4 5.2 10. Glaucio Gonçalves Tiago .9 16.9 127.4 16. 2007.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.8 50. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 150 Dez principais produtores / Subtotal Resto do mundo Total 31. Acesso em 19 jan.1 18. Disponível em:<http://www.6 6.5 391.0 16.1 176.htm>.1 4.3 121.fao.4 4.6 32.9 Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Porcentagem de Crescimento Irã Ilhas Faraó Laos Brasil Chile Russia México Taiwan Canadá Myanmar 40.496.9 243.6 42.AQUICULTURA.177.0 19.1 18.3 37.1 53.550.2 545.8 4.798.6 98. APR significa a razão média de crescimento anual para o período 2000-02 Fonte: FAO .9 16.9 76.248.7 330.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).3 73.5 35.9 59.2 172.2 39.7 101.318.3 35.7 246.6 25.7 Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.

8 5.4 7. Disponível em:<http://www.1 5. 2007.9 6.4 6.5 8. Glaucio Gonçalves Tiago . Acesso em 19 jan.5 5.6 6.3 4.0 5.9 Fonte: FAO .1 9.3 10.3 9.5 14.8 10.3 12.1 23.0 13.9 24.8 5.0 7.7 10.6 7.9 6.8 7. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 151 TABELA IX Produção Aqüícola Mundial: Razão Media de Crescimento Anual por Diferentes Grupos Animais Período Crustáceos Moluscos Peixes de Peixes Água Doce Diádromos Peixes Total Geral Marinhos (Porcentagem de crescimento) 1970–2002 1970–1980 1980–1990 1990–2000 2000–2002 18.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).9 11.AQUICULTURA.6 9.htm>.fao.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.1 7.5 9.

873 8.724 60.903 37.582 29.266 171.719 21.739 46.652 89.165 30.474 9.887 10 70 20 F 106 21 145 19 134 4.885 F 479.896 583.497 189.734 616 1.092 387 1. Aquáticos Argentina Bolívia Brasil Chile Colômbia Equador Paraguai Peru Uruguai Venezuela 1994 / Q* V* 1995 / Q* V* 1996 / Q* V* 1997 / Q* V* 763 4.915 F 183.187 87.862 647.747 134.140 7.AQUICULTURA.950 29.931 49.220 1.920 137.630 105.597 161. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).935 Fonte: FAO (2007).379 F 829.900 107.893 1.869 77.520 43.759 25.334 8.737 1. V (valor econômico em milhares de US dólares)/ F = Estimado Glaucio Gonçalves Tiago .427 959.071 36.043 633.894 100 F 144 F 190 F 300 F 350 F 560 F 350 F 623 F 5.004 5. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 152 TABELA X PRODUÇÃO DA AQÜICULTURA / AMERICA DO SUL Total Org.690 F 323.941 5.793 678.783 380 1.771 44.674 375.113 319.115 298.362 23.660 7.710 134.153 18.332 8.775 7.497 617 1.202 206.966 536.096 106.

036 61.303 1.785 2.044 418 242.579 F 292.262 22.AQUICULTURA.152 1.266.340 8.754.349 11.445 F 55.628 425.895 269. V (valor econômico em milhares de US dólares)/ F = Estimado Glaucio Gonçalves Tiago .163 1.200 F 1.573 F 65.640 45.457 7.800 F 1.640 842 979.580 F 60.258 F 130.020 55.485 2.210 65.699 1.612 57.647 7.905 617.180 F 57.821 58.614 71.523 37.399 13.396 320 203.710 672 750.786 257.072 277.951 405 172.638 F 291.647 50.241 631.825 16.300 F 1.160 F 246.693 2.000 F 1.784 10.634 1.848 9.505 52.886 85 798 17 156 17 93 24 159 21 115 13.058 1.077 F 103 F 218 F 570 F 1.837 61.450 1.590 916 879. Aquáticos Argentina Bolívia Brasil Chile Colômbia Equador Paragua i Peru Uruguai Venezuela 2000 / Q* V* 2001 / Q* V* 2002 / Q* V* 2003 / Q* V* 2004 / Q* V* 1.229 684.413 19.199 3.395 1. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).882 694.677 1.660 F 242. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 153 TABELA XI PRODUÇÃO DA AQÜICULTURA / AMERICA DO SUL Total Org.201 60.225 375 277.814.311 321.567 52.681 F 63.555 Fonte: FAO (2007).169.100 F 22.452 450 269.157 603.084 965.227 F 306.950 F 6.768 80.277 7.627 18.428 F 267.688.

140 59.94 5.548.981.599 1.271 51.480.80 Fonte: New (1999) * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).469.11 3. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .908 Razão de crescimento 2.936.106.251 13.739.24 1.1996 Aqüicultura Global Total Global (sem China) América do Sul Brasil Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.133 528.AQUICULTURA.343 1996 34.431 20.092 10.328 13. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 154 TABELA XII CRESCIMENTO DA AQÜICULTURA NO PERÍODO 1987 .53 2.11 3.433 7.90 3.281 226.911 633.249 46.394.729 25.47 1.865 103.116.

444 70.932 30.885 2004 59. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 155 TABELA XIII CRESCIMENTO DA AQÜICULTURA NO PERÍODO 1994 .16 Fonte: FAO.18 1.473 18.699 965.897 341.563.34 3.054.298 1.45 8.628 Razão de crescimento 2.137.074.389. 2007.288.70 1.893 41.743 10.167 1.72 7.40 3.915 134.221 34.320. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).2004 Aqüicultura Global Total Global (sem China) América do Sul Brasil Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1994 27. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .825 4.408.121 24.71 1.668.310.AQUICULTURA.302.171 269.

AQUICULTURA.5 18. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 156 TABELA XIV QUANTIDADE DE ESPÉCIES UTILIZADAS NA AQÜICULTURA MUNDIAL Grupo Animal N° de Espécies utilizadas na aqüicultura mundial N° e % de espécies responsáveis por 95% da produção aqüícola mundial n.7 28.9 Peixes Crustáceos Moluscos Total Fonte: FAO (1996) 102 21 41 164 17 6 8 31 Glaucio Gonçalves Tiago .º % 16.6 19.

7 2.739.953 1.154.370.317.389 1.633.394 2.568 41.9 14.702 3.274. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 157 TABELA XV Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Quantidade e Porcentagem de Crescimento Grupo de Espécies 2000 (Toneladas) 2002 Participação relativa a 2002 APR (Porcentagem de crescimento) Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Quantidade Carpas e outros ciprinídeos Ostras Moluscos Marinhos (miscelânea 1) Berbigões (Clams.0 6. Cockles.327 1. Eperlanos Tilápias e outros ciclídeos Mexilhões Moluscos Marinhos (miscelânea 2) Camarões e Pitus Vieiras.147 4.505.997.3 3.8 9.348.470 16.9 3.8 3.692.1 3.149 1.9 10.199 2.444.799.804 1.226.646 3.734 1. Pectens 15.6 3.4 3.430.1 Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA.774 1.6 4.5 3.380 3.545. Trutas.1 7.3 14.9 8.383 1.813 1.292.864.143.7 -8.476 1.2 3.591.4 8.820 1.451. Arkshells) Salmões.441 1.

235 10.9 17.702 3. Espadartes Crustáceos de água doce Caranguejos.6 23.7 14. Halibuts Atuns.633.302 52.htm>.430.131 13. arkshells) 169 8. Aranhas do Mar Moluscos de água doce Peixes de água doce (miscelânea) Berbigões (Clams.6 21.199 2. Glaucio Gonçalves Tiago .701 34. Merlúcios.202 26.441 1.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).458 140.309 6.820 192. APR significa a razão média de crescimento anual para o período 2000-2002 Fonte: FAO . Agulhões.909 9.864. Bonitos. Disponível em:<http://www.1 Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.4 32.220 2.377 38.6 14.445 15. Haddocks Peixes Demersais (miscelânea) Crustáceos Marinhos (miscelânea) Linguados.414 3.983 194.fao.AQUICULTURA.739.445 591. cockles. 2007.447 411. Acesso em 19 jan. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 158 Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Porcentagem de Crescimento Bacalhaus.0 19.3 14.7 21.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 159 ANEXOS DE LEGISLAÇÃO Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA.

II – Aprendiz de Pesca. 3º O RGP contemplará as seguintes categorias de registro: I . e o que consta do Processo nº 21000. II – Aprendiz de Pesca: pessoa física maior de quatorze e menor de dezoito anos. no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência República – SEAP/PR. que exerce a atividade pesqueira de forma desembarcada ou embarcada como tripulante em embarcação de pesca. DE 12 DE MAIO DE 2004. ser inscritas no RGP. e b) Pescador Profissional na Pesca Industrial. IV . conforme previsto em legislação. de 28 de maio de 2003 e tendo em vista o Decreto-Lei nº 221. exerce atividade relacionadas com a captura.683.Armador de Pesca. com meios de produção próprios. R E S O L V E: Art. Glaucio Gonçalves Tiago . Parágrafo único. também. de 28 de fevereiro de 1967.003095/2003-44. na forma do disposto na presente Instrução Normativa. com vínculo empregatício. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. entende-se por: I . conforme disposto na presente Instrução Normativa ou previsto em legislação. exerce sua atividade de forma autônoma. Parágrafo único.Pescador Profissional: pessoa física maior de dezoito anos e em pleno exercício de sua capacidade civil. e VII . 4º Para os fins da presente Instrução Normativa. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 160 ANEXO 1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03. no uso da atribuição que lhe confere o art. O registro de que trata o caput poderá ser precedido de permissões de pesca e autorizações. 2º As pessoas físicas ou jurídicas só poderão exercer atividade de pesca e aqüicultura com fins comerciais. 1º Estabelecer normas e procedimentos para operacionalização do Registro Geral da Pesca – RGP. As pessoas físicas estrangeiras portadoras de autorização para o exercício de atividade profissional no país deverão. e b) Pescador Profissional na Pesca Industrial: aquele que.Embarcação Pesqueira. VI -Aqüicultor. se previamente inscritas no RGP.Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos. III .Pescador Profissional. devendo ser classificado como: a) Pescador Profissional na Pesca Artesanal.AQUICULTURA. sem vínculo empregatício. coleta ou extração de recursos pesqueiros em embarcações pesqueiras de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas inscritas no RGP na categoria correspondente. individualmente ou em regime de economia familiar ou. Art. ainda. Dispõe sobre operacionalização do Registro Geral da Pesca O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQUICULTURA E PESCA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. que faz da pesca sua profissão ou meio principal de vida podendo atuar no setor pesqueiro artesanal ou industrial: a) Pescador Profissional na Pesca Artesanal: aquele que. Art. V -Indústria Pesqueira. 23 da Lei nº 10. com auxilio eventual de outros parceiros.

náuplios. sementes. com fins comerciais. permissão ou registro requerido. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 161 III . este poderá receber e protocolar a documentação pertinente e encaminhar ao Escritório Estadual da Unidade da Federação de origem do interessado. 6º Para obtenção do registro de Pescador Profissional deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. V – cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP. CAPÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS PARA O REQUERIMENTO DE AUTORIZAÇÕES. V . conforme modelo adotado pela SEAP/PR.Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos: a pessoa jurídica que. quando prevista em lei. criação ou manutenção em cativeiro. cuja arqueação bruta totalize ou ultrapasse 10 toneladas. exerce atividade de captura. deverá ser apresentado pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. III – duas fotos 3 x 4.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Pescador Profissional. Seção I Do Registro de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca Art.Embarcação Pesqueira: a embarcação de pesca que se destina exclusiva e permanentemente à captura. Art. larvas. VI – Aqüicultor: pessoa física ou jurídica que se dedica ao cultivo. VI – duas fotos 3 x 4. na forma desta Instrução Normativa e demais procedimentos adotados por esta Secretaria. bem como na atividade de pesque-pague. extração. Parágrafo único. III – cópia do comprovante de residência do interessado. coleta. Para efeito do disposto no inciso VI do caput. limítrofes ou próximos de um determinado Escritório Estadual. II – cópia do passaporte. VII – comprovação da data da inscrição inicial no RGP como Pescador Profissional em órgão competente à época. beneficiamento. pós-larvas. sem produção própria. extração ou processamento e conservação de seres animais e vegetais que tenham na água seu meio natural ou mais freqüente habitat. alevinos ou mudas de algas marinhas. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. ou industrialização de seres animais ou vegetais que tenham na água seu meio natural ou mais freqüente habitat. em seu nome ou sob a sua responsabilidade. direta ou indiretamente. ovos. e VIII . girinos. ocorre total ou parcialmente em meio aquático. e VII .Armador de Pesca: a pessoa física ou jurídica que. PERMISSÕES E REGISTROS Art. permissões e registros mencionados nesta Instrução Normativa serão requeridos junto aos Escritórios Estaduais da SEAP/PR. na Unidade da Federação em que o interessado esteja domiciliado. Quando o interessado residir em municípios localizados em outra Unidade da Federação. especificamente das folhas onde consta o visto temporário e data de entrada no país. Glaucio Gonçalves Tiago . II – cópia do documento de identificação pessoal. quando for o caso. IV – cópia do documento de inscrição no CPF.Indústria Pesqueira: pessoa jurídica que. atua no comércio de organismos animais e vegetais vivos oriundos da pesca extrativa ou da aqüicultura. de organismos cujo ciclo de vida. processamento. destinados à ornamentação ou exposição. apresta para sua utilização uma ou mais embarcações pesqueiras. 5º As autorizações. incluindo a produção de imagos. excetuam-se do referido conceito os grupos ou espécies tratados em legislação ambiental específica. IV . conservação. 7º Para obtenção do registro de Pescador Profissional estrangeiro. Parágrafo único. com visto temporário no Brasil.AQUICULTURA. coleta. quando não se tratar do registro inicial. em condições naturais. para fins de efetivação da autorização.

28. A Carteira de Pescador Profissional será emitida com a mesma validade da autorização. beneficiamento. devidamente identificada. Parágrafo único. sem prejuízo do disposto no art. III – cópia do documento de identificação pessoal. cópia de documento que comprove a existência jurídica da empresa. quando prevista em lei. quando prevista em lei. devidamente identificada. 10. e V . expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.cópia de Certificado de Armador. armador ou arrendatário operar com embarcação de pesca. processamento de pescados. pelo qual é facultado ao interessado construir. bem como na Permissão de Pesca deverão estar especificados todos os métodos de pesca. ainda. Ficam dispensadas da Permissão Prévia de Pesca e da Permissão de Pesca. II . Para os efeitos deste artigo entende-se como: I – método de pesca: processo pelo qual as atividades de captura.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. as embarcações que operam exclusivamente nas atividades de conservação. II – Permissão de Pesca: é o ato administrativo discricionário e precário condicionado ao interesse público pelo qual é facultado ao proprietário.quando pessoa física. e VI . Para fins da presente Instrução Normativa entende-se por: I – Permissão Prévia de Pesca: é o ato administrativo discricionário e precário. III . Parágrafo único. nas atividades de captura. as artes ou petrechos de pesca utilizados podendo ser: Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 162 IV – cópia da Autorização de Trabalho que permite o exercício da atividade profissional no país.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Armador de Pesca.quando pessoa jurídica. Art. e VI . conforme o caso. importar. V . coleta ou extração. cópia de documento de identidade ou qualificação pessoal. todas as espécies a capturar. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. conforme modelo adotado pela SEAP/PR.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Pescador Profissional.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Aprendiz de Pesca. IV – duas fotos 3 x 4. quando for o caso. sem prejuízo do registro. Na Permissão Prévia de Pesca. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado.AQUICULTURA. 8º Para obtenção do registro de Aprendiz de Pesca deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. a devida autorização do juiz competente. condicionado ao interesse público. O Aprendiz de Pesca que exerce a atividade pesqueira de forma embarcada deverá apresentar. Art. prevista em lei. adquirir ou converter embarcação de pesca. extração ou coleta de recursos pesqueiros. bem como a respectiva zona de operação. quando o somatório da arqueação bruta das embarcações totalize ou ultrapasse cem toneladas. extração ou coleta se realizam considerando os equipamentos. sem prejuízo da obrigatoriedade de obtenção das licenças de construção ou importação junto aos órgãos competentes. Seção III Das Permissões de Pesca e do Registro de Embarcação Pesqueira Subseção I Das Permissões de Pesca Art. II – autorização de um dos pais ou representante legal. desde que não participem da atividade de captura. mencionada no inciso IV do caput. V – comprovante de matrícula em Instituição de ensino regular. Parágrafo único. Parágrafo único. expedido pelo órgão competente da Autoridade Marítima. 9º Para obtenção do registro de Armador de Pesca deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I . 11. Seção II Do Registro de Armador de Pesca Art.

quando pessoa física. Art. fixa ou a deriva. 15. não será concedida Permissão de Pesca para embarcação pesqueira que não seja integrante da respectiva frota controlada. com identificação e assinatura do responsável pelo projeto. É vedada uma mesma embarcação obter mais de uma Permissão de Pesca para explotação de recursos pesqueiros com esforço de pesca limitado ou sob controle. seção 1. III . sem anuência da SEAP/PR. com o auxílio de embarcação. e III – zona de operação: área de ocorrência da espécie a ser permissionada para o exercício da pesca. Art. onde são fixados anzóis. cópia de documento de identidade ou qualificação pessoal. seja de superfície. Para obtenção da Permissão Prévia de Pesca deverão ser informadas pelo interessado as características básicas da embarcação pesqueira a construir. também. na forma disposta no art. a Permissão Prévia de Pesca fica cancelada automaticamente. e h) outros: qualquer outro método não mencionado nas alíneas anteriores. cuja Permissão de Glaucio Gonçalves Tiago . e VII . devendo ser especificado pelo interessado. alteração ou substituição da embarcação. com recolhimento manual ou mecânico. c) pesca de espinhel ou “long-line”: a que se realiza com o emprego de linha mestra da qual saem linhas secundárias. A Permissão Prévia de Pesca terá validade de dois anos. conforme definido nas respectivas permissões de pesca. § 2º No caso de importação ou nacionalização de embarcação pesqueira. as exigências dispostas em norma específica. § 2º Findo o prazo de vigência e não sendo prorrogada. quando for o caso. 14. arrendamento. 16. contados a partir da data de sua expedição. § 1º A planta baixa ou arranjo geral do convés exigida no inciso VI poderá ser substituída por um “croqui”. com ou sem o auxilio de caniço ou vara. transferência. quando prevista em lei. b) pesca de linha: a que se realiza com o emprego de linha simples ou múltipla com anzóis ou garatéias. f) pesca de cerco: a que se realiza com o emprego de rede de cercar. Nas áreas de ocorrência de espécies com esforço de pesca limitado. V – memorial descritivo contendo as características básic as da embarcação. Art.quando pessoa jurídica. ou converter apresentando os seguintes documentos: I – formulário de requerimento de Permissão Prévia de Pesca devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Permissão Prévia de Pesca. com identificação e assinatura do responsável pelo projeto.06 II – espécie: grupo de indivíduos objeto das atividades de captura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 163 a) pesca de arrasto: a que se realiza com o emprego de rede de arrasto tracionada por embarcação pesqueira. adquirir. 13. Art. quando for o caso. 12.AQUICULTURA. e) pesca de armadilha: a que se realiza com o emprego de petrechos do tipo “armadilhas”. 12. Art. importar. II . IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. para fins de inscrição da embarcação pesqueira permissionada no Registro Geral da Pesca. o interessado deverá atender. § 1º O prazo de validade da Permissão Prévia de Pesca poderá ser prorrogado. de meia água ou de fundo. A Permissão Prévia de Pesca e a Permissão de Pesca são vinculadas à embarcação na forma concedida e ficarão automaticamente sem efeito no caso de venda. extração ou coleta. quando se tratar de embarcação até doze metros de comprimento. até por igual período. d) pesca de rede-de-espera: a que se realiza com o emprego de rede-de-emalhar não tracionada. pág. VI – planta baixa ou arranjo geral do convés contendo legenda e as características básicas da embarcação. considerando-se justificativa a ser apresentada pelo interessado até trinta dias antes do final do prazo de vigência estabelecido no caput. *Retificação publicada no Diário Oficial da União de 16 de junho de 2004. cópia de documento que comprove a existência jurídica da empresa. g) pesca de tarrafa ou rede de caída: a que se realiza com o emprego de rede circular lançada manualmente.

Para obtenção do registro de Embarcação Pesqueira brasileira deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. além de suas características físicas. 19. Subseção II Do Registro de Embarcações Pesqueiras Art.AQUICULTURA. 17. Art. II . na forma estabelecida no art. inclusive no que se refere à embarcação. VI – certidão negativa de débitos do arrendatário expedida pelo IBAMA. emitido pela instituição competente da Autoridade Marítima. prevista em lei. cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. cópia do contrato de arrendamento. Parágrafo único. obrigatoriamente. VI – original da Permissão Prévia de Pesca outorgada à embarcação ou o original do Certificado de Registro anteriormente concedido. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. Quando do encerramento. em regime de arrendamento. 33. métodos ou petrechos considerados seletivos. II – quando pessoa física. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. emitido ou ratificado pela instituição competente da Autoridade Marítima. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. e VII – comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da embarcação e do interessado na categoria de Indústria Pesqueira. III . o requerente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 164 Pesca indique ou permita a utilização de métodos ou petrechos utilizados por estas frotas ou que possam capturar tais espécies. Parágrafo único. 20. expedida pelo IBAMA. Para obtenção do registro de Embarcação Pesqueira estrangeira. e V – documento que comprove a propriedade da embarcação. Parágrafo único. IV – comprovante de residência ou domicilio do interessado.quando pessoa jurídica. contendo suas características físicas básicas. e VIII – comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da Embarcação Pesqueira prevista em lei. das atividades de captura. IV – atestado de Inscrição Temporária de Embarcação Estrangeira. cópia do documento de identificação pessoal do interessado. a critério da SEAP/PR. com identificação do proprietário e do arrendatário. comunicar o fato ao Escritório Estadual requerendo o cancelamento do registro e da Permissão de Pesca da respectiva embarcação.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. Glaucio Gonçalves Tiago . III – cópia de comprovante do domicílio do interessado. Art. deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. Para obtenção do registro de Indústria Pesqueira deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I .cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. extração ou coleta de recursos pesqueiros de uma Embarcação Pesqueira estrangeira. 18. VII – certidão negativa de débitos do interessado. III – comprovante do domicílio do interessado. No caso de Embarcação Pesqueira brasileira arrendada. V – cópia da Autorização de Arrendamento emitida pela SEAP/PR. as modalidades. Seção VI Do Registro de Indústria Pesqueira Art. o seu arrendatário deverá. no Brasil. além do previsto nos incisos de I a VIII. II – cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. deverá apresentar. bem como os dados relativos à sua posse e propriedade. Ficam dispensadas desta restrição. O registro de Embarcação Pesqueira é o ato administrativo que contém os elementos inerentes à Permissão de Pesca outorgada à embarcação.

quando pessoa física. e VI . VI – cópia da licença ambiental expedida pelo órgão ambiental competente. Parágrafo único.quando pessoa jurídica. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. o requerente deverá apresentar. a pessoa jurídica requerente será enquadrada na categoria de Indústria Pesqueira. 21. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. também.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Aqüicultor prevista em lei.cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. cópia do documento de identificação pessoal do interessado ou de seu representante legal. III . Seção VIII Do Registro de Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos Art. quando se tratar de empresa que atue na captura. Para obtenção do registro da Empresa que Comercia de Organismos Aquáticos Vivos deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I . na forma prevista em lei. V . Art. na forma prevista em legislação. com especificações que permitam a identificação das características do empreendimento. cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. equipamentos e processo produtivo. Glaucio Gonçalves Tiago . e VII . cópia da licença ou autorização de exploração expedida pelo órgão ambiental competente. a cópia do documento de Autorização de Uso de Espaços Físicos de Corpos d’água. § 1º Quando o objeto da solicitação de registro configurar pedido de autorização para utilização dos estoques naturais de invertebrados aquáticos. ou certidão de tramitação do processo de registro por ela fornecida. III – cópia de comprovante de domicílio do interessado. VII – listagem nominal das embarcações de sua propriedade. Para obtenção do registro de Aqüicultor deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I .formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. ficando dispensadas as que atuam apenas na modalidade de captura.cópia do Certificado de Registro emitido pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. II . Pecuária e do Abastecimento. com especificações que permitam a identificação das características técnicas do empreendimento. Para projetos de aqüicultura em águas públicas de domínio da União.projeto detalhado da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada. V . IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado. Seção VII Do Registro de Aqüicultor Art. e VIII .comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro prevista em lei. ou Serviço de Inspeção Municipal.cópia da licença ambiental expedida pelo órgão competente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 165 IV . ainda. ficando dispensado os casos previstos na legislação especifica.AQUICULTURA. ou do Serviço de Inspeção Estadual. bem como algas marinhas. ficando dispensada a empresa que atue apenas na modalidade de captura. o interessado deverá apresentar. O pagamento do valor da taxa do registro de Aqüicultor será calculado com base no somatório das áreas de todas as unidades de aqüicultura de propriedade do requerente.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da Industria Pesqueira prevista em lei. § 2º Nos casos previstos no § 1º. IV – informações da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada. II . 23.memorial descritivo das instalações. V – informações sobre a origem dos organismos a sere m comercializados. VI . 22.

a Carteira de Pescador Profissional perderá sua validade e terá que ser devidamente substituída. fará publicar no Diário Oficial da União a relação das embarcações pesqueiras inscritas. Art. O proprietário ou arrendatário da embarcação pesqueira deverá indicar. Permissão de Pesca e Registros e a conseqüente inscrição no RGP serão precedidas de avaliação e análise técnica pelos setores competentes da SEAP/PR. conforme modelo adotado por esta Secretaria. A renovação do Certificado de Registro de Embarcação Pesqueira estrangeira. condicionado à comprovação de pagamento de taxa. a primeira revalidação deverá ser efetivada ao final do período de um ano. conforme procedimentos do sistema de processamento de dados adotado pela SEAP/PR. Os Certificados de Registro das categorias dispostas nos incisos III a VII do art. da SEAP/PR. quando prevista em lei. de forma visível. arquivamento do processo. com apostilamento no verso por meio da expressão “Visto Bienal” do Escritório Estadual da SEAP/PR. do Certificado de Permissão Prévia. § 1º Os requerimentos de Permissão Prévia de Pesca. para apreciação quanto a sua viabilidade. 27. conforme modelo adotado por esta Secretaria. prevista em lei. § 4º A SEAP/PR. As Carteiras. § 3º Ficam dispensados de remessa à DICAP. conforme modelos adotados por esta Secretaria. Glaucio Gonçalves Tiago . condicionado à comprovação de pagamento da devida taxa anual de registro. se for o caso. 24. os pedidos que tratem de renovação ou alteração de registro. no Registro Geral da Pesca. Art. com base em critérios técnicos e científicos disponíveis na bibliografia existente e em conformidade com legislação especifica. O deferimento dos pedidos de Permissão Prévia de Pesca. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 166 CAPÍTULO III DO DEFERIMENTO E EFETIVAÇÃO DAS PERMISSÕES E REGISTROS Art. A Carteira de Pescador Profissional e a Carteira de Aprendiz de Pesca deverão ser revalidadas a cada dois anos. e os Certificados de Registro das categorias especificadas nos incisos III a VII do art. com apostilamento no verso da Carteira por meio da expressão “Visto Anual”. § 2º Aplica-se. também. fica condicionada a apresentação pelo requerente da cópia de Autorização de Arrendamento ou de sua Prorrogação. 3º deverão ser renovados anualmente. mediante apostilamento no verso do respectivo Certificado. conforme procedimento administrativo da unidade competente. permissão ou registro para o exercício da atividade pesqueira neles especificados. § 2º Após o vencimento da segunda revalidação. 28. ou das Carteiras de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca. com respectivo “Visto Anual”. no casco de sua embarcação o respectivo número de inscrição no RGP. Art. por meio de “Visto Anual” do Escritório Estadual da SEAP/PR responsável pela emissão. quando prevista em lei. Permissão de Pesca e Registros de embarcações pesqueiras integrantes de frotas com esforço de pesca sob controle deverão ser encaminhados pelos respectivos Escritórios Estaduais à Diretoria de Ordenamento. CAPÍTULO IV DA REVALIDAÇÃO E DA RENOVAÇÃO Art. mediante comprovação do pagamento de taxa correspondente à sua expedição. 3º se dará com a emissão pelo respectivo Escritório Estadual da SEAP/PR. A efetivação da Permissão Prévia de Pesca e do Registro das categorias mencionadas no art. de Pescador Profissional e Aprendiz de Pesca. independentemente da modalidade de pesca ou espécie a capturar. quando se tratar de Permissão de Pesca ou Registro de embarcações pesqueiras com comprimento total superior a dezesseis metros. devolvendo-os à origem para emissão da permissão de pesca requerida e respectivo certificado de registro ou. respeitados os critérios ou padrões dispostos na legislação da Autoridade Marítima. por meio do respectivo “Visto Bienal” mencionado no caput. 29. 26. § 1º Quando se tratar de registro inicial na categoria de Pescador Profissional.AQUICULTURA. 3º servirão de instrumento comprobatório da autorização. Os certificados de que trata o caput serão numerados seqüencialmente. contado a partir da data de expedição da respectiva Carteira. ou norma especifica complementar. 25. se mantida a Permissão de Pesca originalmente concedida. do Certificado de Registro. o disposto no § 1º. Controle e Estatística da Aqüicultura e Pesca DICAP. Art. Parágrafo único. Parágrafo único. pelos Escritórios Estaduais.

No caso de perda ou extravio do Certificado de Permissão Prévia. na Unidade da Federação onde se localiza o empreendimento. CAPÍTULO V DAS ALTERAÇÕES E DO CANCELAMENTO Art. ainda.CTPS. pelo Escritório Estadual da SEAP/PR. ou declaração do proprietário de que faz uso da embarcação de pesca. 30.a pedido do interessado. cadastrada ou registrada no órgão competente. bem como do Registro concedido. bem como pagamento da respectiva taxa de emissão. 33. por meio de requerimento instruído com a respectiva documentação comprobatória. na Unidade da Federação que o emitiu. Glaucio Gonçalves Tiago . e b) apresentação do “Mapa Anual de Produção Pesqueira”. para cada embarcação. no caso da Carteira de Pescador Profissional. 31. inclusive quando se tratar de pedido de cancelamento. Art..AQUICULTURA. para fins de atualização do registro originalmente concedido. poderá ser emitida a segunda via do respectivo documento. deverá ser comunicada pelo interessado. 32. d) quando não filiado: o “Atesto” de dois pescadores já inscritos no RGP da SEAP/PR. II – se Pescador Profissional na Pesca Industrial: a) apresentação de cópia da Carteira de Trabalho da Previdência Social . apresentar cópia do Certificado de Registro da embarcação utilizada na pesca. A revalidação ou renovação dos Certificados de Registros e das Carteiras de Pescador Profissional ou Aprendiz de Pesca. e) cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP. mediante apresentação do requerimento e comprovação do pagamento prévio de quaisquer débitos porventura existentes com a SEAP/PR. e f) quando pescador profissional embarcado. atestando que o pescador profissional faz da pesca sua profissão ou meio principal de vida. Parágrafo único. Art. carteiras e permissões de que trata esta Instrução Normativa deverão ser cancelados nos seguintes casos: I . quando prevista em lei. bem como de emissão de novo Certificado de Registro ou de Certificado de Permissão Prévia de Pesca. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. concedidos nos termos desta Instrução Normativa. O requerimento decorrente de incorporação de nova unidade de aqüicultura deverá ser encaminhado ao Escritório Estadual da SEAP/PR. especificamente das folhas onde comprova o vínculo emp regatício como Pescador Profissional ou o respectivo contrato de trabalho. c) quando filiado: declaração da entidade representativa da categoria. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 167 Art. b) comprovação de inscrição na Previdência Social. b) comprovação de inscrição na Previdência Social como segurado especial ou autônomo ou comprovação da aposentadoria nessas categorias. devem ser requeridas até trinta dias antes da data de seu vencimento. Os registros. Na revalidação da Carteira de Pescador Profissional e na renovação do Certificado de Registro de Armador de Pesca. as seguintes condições: I – se Pescador Profissional na Pesca Artesanal: a) apresentação de “Relatório de Desempenho Anual de Atividade”. 34. para fins de averiguação. ao Escritório Estadual da SEAP/PR. III – se Armador de Pesca: a) apresentação da relação nominal das embarcações pesqueiras que possui ou que estejam sob sua responsabilidade. do Certificado de Registro. deverão ser observadas. no prazo máximo de sessenta dias contados após sua ocorrência. se esta for de terceiros. das Carteiras de Pescador Profissional ou de Aprendiz de Pesca. mediante solicitação e justificativa do interessado. Qualquer modificação ou alteração das condições ou dados constantes das Permissões de Pesca. atualização do registro originalmente concedido ou emissão de novo Certificado de Registro. se de sua propriedade. e c) cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP. II – quando não comprovado o exercício da atividade de pesca como profissão ou meio principal de vida. Art. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. mantido o prazo de validade original.

AQUICULTURA. bem como decidir sobre os casos considerados omissos. de 29 de outubro de 1999. 40.18 do Decreto nº 4. de 9 de fevereiro de 1999. 39. Certificado de Permissão Prévia ou Carteira de Pescador Profissional ou de Aprendiz de Pesca. a Instrução Normativa nº 5. Art. Parágrafo único. 38. de 27 de março de 2002. conforme o caso. 36. todas do Ministério da Agricultura. de 18 de janeiro de 2001. 37. º 9. de 28 de fevereiro de 1967 e no art. de 23 de novembro de 1988. A solicitação de documentação complementar prevista no inciso I fica condicionada a aprovação prévia da DICAP. Os Certificados de Registros e as Carteiras de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca. Esta Instrução Normativa entra em vigor após decorridos quarenta e cinco dias de sua publicação oficial. 41. Aos infratores das normas disciplinadas pela presente Instrução Normativa serão aplicadas. § 2º Todas as formas de cancelamento constantes neste artigo implicarão.solicitação de documentação complementar. de 19 de agosto de 2003 e em legislação complementar. emitidos pelos órgãos anteriormente responsáveis pelo RGP. sem prejuízo das penas previstas em lei. da SEAP/PR. Art. do Escritório Estadual da SEAP/PR que emitiu o respectivo registro. e II – realização de vistorias ou auditorias técnicas.679. Art. a qualquer tempo. Os Escritórios Estaduais da SEAP/PR poderão averiguar. quando infringir qualquer dispositivo constante da presente Instrução Normativa. na forma prevista em legislação. § 1º A efetivação do cancelamento se dará por ato administrativo. 35. As cópias dos documentos exigidos na presente Instrução Normativa terão que ser autenticadas.810.a pedido do órgão fiscalizador competente. Art. º 221. Pecuária e Abastecimento. por solicitação do interessado. de 12 de fevereiro de 1998.605. e IV . a Instrução Normativa nº 14. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. contado a partir da data de publicação desta Instrução Normativa. JOSE FRITSCH Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 168 III – de ofício. quando estiverem dentro do prazo de validade. podendo ser realizadas pelos servidores dos respectivos Escritórios Estaduais da SEAP/PR mediante apresentação dos originais. as informações constantes do respectivo registro. mediante: I . na Lei n. Ficam revogadas a Instrução Normativa nº 2. Art. e a Instrução Normativa nº 33. no Decreto-Lei n. conforme a categoria. na devolução à SEAP/PR do Certificado de Registro. no prazo máximo de um ano. ficando isentos do pagamento de taxas de expedição ou registro. º 7. deverão ser substituídos. a ser formalizado junto ao interessado. Art. as penalidades previstas na Lei n. Caberá a Subsecretaria de Desenvolvimento da Aqüicultura e Pesca da SEAP/PR o estabelecimento de procedimentos administrativos complementares relativos às concessões de permissões e registros de que trata esta Instrução Normativa.

que não confere direito de uso de recursos hídricos e se destina a reservar a vazão. entende-se por: I .ao aumento da produção brasileira de pescados.outorga de direito de uso de recursos hídricos: ato administrativo mediante o qual a ANA concede ao outorgado o direito de uso de recurso hídrico. Glaucio Gonçalves Tiago . da Lei n o 9. a plataforma continental e os álveos das águas públicas da União. DECRETA: Art.espécies estabelecidas: aquelas que já constituíram populações em reprodução. delimitado.AQUICULTURA.670. II . II . VIII . Parágrafo único. ocorre total ou parcialmente em meio aquático. em condições naturais. III . girinos.725. com vistas: I . destinado a projetos de aqüicultura. de 17 de julho de 2000. da Lei no 9. na forma estabelecida neste Decreto. localização e preferência. da Constituição. individuais ou coletivos. no uso da atribuição que lhe confere o art. mar territorial e zona econômica exclusiva.636. larvas.formas jovens: sementes de moluscos bivalves. que compreende um conjunto de áreas aqüícolas afins. e tendo em vista as disposições da Lei n o 6. possibilitando aos investidores o planejamento para os usos requeridos. 2o Para os fins deste Decreto. V . Art. delimitado. imagos. Parágrafo único. pós-larvas. na forma prevista na legislação em vigor.à segurança alimentar. e do Decreto no 4. VII .faixas ou áreas de preferência: aquelas cujo uso será conferido prioritariamente a determinadas populações. aparecendo na pesca extrativa. náuplios ou mudas de algas marinhas destinados ao cultivo. da Lei no 9. Excetuam-se do conceito previsto no inciso I os grupos ou espécies tratados em legislação específica. consideram-se da União os seguintes bens: I . de 25 de novembro de 2003 Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. nos termos e nas condições expressas no respectivo ato.ANA. por prazo determinado.outorga preventiva de uso de recursos hídricos: ato administrativo emitido pela Agência Nacional de Águas . do Decreto no 3.área aqüícola: espaço físico contínuo em meio aquático. alevinos. inciso IV. de 10 de janeiro de 2001.984. observando-se critérios de ordenamento. ovos. e IV .parque aqüícola: espaço físico contínuo em meio aquático. 6o da Lei no 9. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 169 ANEXO 2 DECRETO Nº 4. e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. de 8 de janeiro de 1997. passível de outorga. VI . em cujos espaços físicos intermediários podem ser desenvolvidas outras atividades compatíveis com a prática da aqüicultura.águas interiores.938.ao desenvolvimento sustentável.aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida. conforme previsão do art. 84. IV . A autorização de que trata o caput será concedida a pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem na categoria de aqüicultor. 1o Os espaços físicos em corpos d’água da União poderão ter seus usos autorizados para fins da prática de aqüicultura. Art.895.433. de 15 de maio de 1998. de 31 de agosto de 1981. III .984. de 17 de julho de 2000. de 10 de abril de 2003. 3o Para fins da prática da aqüicultura de que trata este Decreto.à inclusão social.

II . Art. Art. Orçamento e Gestão e da ANA. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. onde se localizará o empreendimento. será observada a legislação pertinente. 5o A autorização de uso referida neste Decreto nos espaços físicos decorrentes de áreas de preferência ou de fronteira. 19 deste Decreto. será concedida a pessoas físicas ou jurídicas. para a realização de pesquisa e unidade demonstrativa em aqüicultura . desde que estritamente indispensáveis. Parágrafo único. Os critérios e procedimentos para a autorização de uso de que trata o caput serão estabelecidos em conformidade com o art. 7o A edificação de instalações complementares ou adicionais sobre o meio aquático ou na área terrestre contígua sob domínio da União. II .AQUICULTURA. áreas aqüícolas e de preferência. reservatórios e canais. Art. de quaisquer equipamentos. do Ministério do Planejamento. Art. com base em critérios estabelecidos em ato normativo de que trata o art. atendidas por programas de inclusão social. Parágrafo único. Para introdução de novas espécies ou translocação. observado o seguinte: I . a autorização de uso será concedida de acordo com o disposto na legislação vigente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 170 II .DNOCS ou da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF e de companhias hidroelétricas.lagos. Art. conforme previsto em ato normativo específico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . assim como a permanência no local. inclusive aqueles sob administração do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas . a prioridade será atribuída a integrantes de populações tradicionais.quando advierem de laboratórios registrados junto à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água. açudes. 8o Na exploração da aqüicultura em águas continentais e marinhas. Glaucio Gonçalves Tiago . § 1o A hipótese prevista no inciso II somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves e algas macrófitas. 4o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República delimitará a localização dos parques aqüícolas e áreas de preferência com prévia anuência do Ministério do Meio Ambiente.quando obtidas por meio de fixação natural em coletores artificiais. na forma da legislação em vigor.depósitos decorrentes de obras da União. na forma estabelecida na legislação pertinente.na faixa de fronteira. 6o A União poderá conceder às instituições nacionais. de seu domínio. com comprovado reconhecimento científico ou técnico. e III . rios e quaisquer correntes de águas em terrenos de domínio da União. § 3o A outorga preventiva de que trata o § 2o será convertida automaticamente pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos ao interessado que receber o deferimento da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca para emissão da cessão de espaços físicos para a implantação de parques. l9 deste Decreto.quando extraídas em ambiente natural e autorizados na forma estabelecida na legislação pertinente. § 1o A falta de definição e delimitação de parques e áreas aqüícolas não constituirá motivo para o indeferimento liminar do pedido de autorização de uso de águas públicas da União. sirvam de limites com outros países. só será permitida quando previamente caracterizadas no memorial descritivo do projeto e devidamente autorizada pelos órgãos competentes. será permitida a utilização de espécies autóctones ou de espécies alóctones e exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático. O uso de formas jovens na aqüicultura somente será permitido: I . III . ou que banhem mais de uma Unidade da Federação. inclusive em áreas e parques aqüícolas já delimitados. 9o A aqüicultura em unidade de conservação ou em seu entorno obedecerá aos critérios.nas faixas ou áreas de preferência. § 2o A hipótese prevista no inciso III somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves. métodos e manejo adequados para garantir a preservação do ecossistema ou seu uso sustentável. no âmbito de suas respectivas competências. § 2o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca solicitará reserva de disponibilidade hídrica à ANA para cessão de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União. Art. da Autoridade Marítima. Art. 10. que analisará o pleito e emitirá a respectiva outorga preventiva.IBAMA.

A autorização de uso de áreas aqüícolas de que trata este Decreto será efetivada no âmbito do Ministério do Planejamento. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. manutenção e retirada dos equipamentos. Art. 14.U.AQUICULTURA. pelo IBAMA. 16. cujos usos forem autorizados. podendo ser prorrogada a critério da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Art. os seguintes prazos: I . § 1o Os critérios de julgamento do processo seletivo público. no âmbito de suas competências.ações sociais direcionadas a ampliação da oferta de alimentação. O uso indevido dos espaços físicos de que trata este Decreto ensejará o cancelamento da autorização de uso. será de inteira responsabilidade do outorgado. bem como para o início de implantação do respectivo projeto. após aprovação final do projeto técnico pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. deverá observar.três anos para a conclusão da implantação do empreendimento projetado. pela Autoridade Marítima. referido no caput deste artigo. editarão as normas complementares no prazo de noventa dias. O instrumento de autorização de uso de que trata este Decreto deverá prever. O pedido de autorização. que obedecerá aos parâmetros estabelecidos pela Autoridade Marítima. 19. Art. o Ministério do Planejamento. incumbindo-lhe a implantação. O cultivo de moluscos bivalves nas áreas. instruído na forma disposta em norma específica. 1o deste Decreto. Parágrafo único. deverão considerar parâmetros objetivos que levem ao alcance das finalidades previstas nos incisos I a IV do art.869. dentre outros: I . avaliação e pesquisa. Art. II . contado da data de publicação deste Decreto. Orçamento e Gestão. Art. 15. em função da natureza e do porte do empreendimento. e III . deverão requerer sua regularização no prazo de seis meses. 12. Orçamento e Gestão.empreendimento viável e sustentável ao longo dos anos. no mínimo. Parágrafo único. será analisado pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. a autorização de uso será onerosa e seus custos deverão ser fixados mediante a instauração de processo público seletivo. III . contado da publicação deste Decreto. Fica revogado o Decreto nº 2. 17. de 26. bem como de empresas e entidades administradoras dos respectivos açudes.O. Art. 20. Os prazos serão fixados pelo poder público outorgante. sem direito a indenização. A sinalização náutica.seis meses para conclusão de todo o sistema de sinalização náutica prevista para a área cedida. 11.criação de novos empregos. reservatórios e canais às áreas cedidas. a administração declarará vencedora a empresa que oferecer maiores indicadores dos seguintes resultados socais.2003 Glaucio Gonçalves Tiago . § 2o Para fins de classificação no processo seletivo público. 18. garantirá o livre acesso de representantes ou mandatários dos órgãos públicos. o IBAMA e a Autoridade Marítima. Os proprietários de empreendimentos aqüícolas atualmente instalados em espaços físicos de corpos d’água da União. Art. 182o da Independência e 115o da República.até vinte anos para o uso do bem objeto da autorização. a legislação de controle sanitário vigente. para fins de fiscalização. Art. inclusive de reservatórios de companhias hidroelétricas. Verificada a existência de competição entre empresas do setor. 21. Art.11. sem o devido termo de outorga. e IV . Art. 25 de novembro de 2003. de 09 de dezembro de 1998 Brasília. Art. A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. a ANA. de forma articulada ou em conjunto. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Dirceu de Oliveira e Silva Este texto não substitui o publicado no D. O outorgado de espaço físico de que trata este Decreto. o Ministério do Meio Ambiente. 13. pela ANA e pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 171 § 3o O aqüicultor é responsável pela comprovação da origem das formas jovens introduzidas nos cultivos. II .incremento da produção pesqueira. ainda.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 172 ANEXO 3 INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº 06. no uso das atribuições que lhes confere o art. DO PLANEJAMENTO. parágrafo único. inciso I. o COMANDANTE DA MARINHA. de 2003. incisos III e IV. utilizando as informações técnicas disponíveis nas instituições envolvidas. relacionados no art.895. não sendo permitido ao titular o parcelamento ou o arrendamento da referida área. da Constituição Federal. de acordo com a atividade a ser desenvolvida.AQUICULTURA. e o art. O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQÜICULTURA E PESCA e os MINISTROS DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE. o DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS e o PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS . bem como do projeto especifico elaborado por profissionais cadastrados no Cadastro Técnico Federal do IBAMA. do Decreto no 4.895. resolvem: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. bem como o fornecimento de informações adicionais que eventualmente sejam necessárias às análises desenvolvidas pelos órgãos citados nesta Instrução Normativa. 5o. de que tratam o art. é intransferível. Glaucio Gonçalves Tiago . 2o. de 2003. §2o Caberá ao Escritório Estadual da SEAP/PR conferir. quatro vias do requerimento para a autorização de uso dos espaços físicos à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca . e dá outras providências.IBAMA. na forma dos Anexos a esta Instrução Normativa. §4o Caberá ao interessado o pagamento de todas as despesas decorrentes do processo de aprovação do projeto.SEAP/PR. ORÇAMENTO E GESTÃO. 3o do Decreto no 4. requisitar os que faltarem e emitir o Registro do Aqüicultor após a aprovação final do projeto. 2o Os interessados na prática da aqüicultura em corpos d'água de domínio da União. no uso de suas atribuições. §3o A interlocução entre o empreendedor e os órgãos envolvidos nesta Instrução Normativa será realizada por intermédio da SEAP/PR.895. as informações e documentos solicitados nesta Instrução Normativa. 87. de 2003. deverão encaminhar. inciso II. de que trata o Decreto no 4. §1o Cada pedido de uso de espaço físico deverá contemplar apenas uma área aqüícola. no ato do protocolo dos pedidos de uso dos espaços físicos. por intermédio do Escritório Estadual na Unidade da Federação onde estiver localizado o projeto. e tendo em vista o disposto no Decreto no 4. de 31 de maio de 2004 Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura.895. 3o A SEAP/PR promoverá a delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência. CAPÍTULO II Dos Parques Aqüícolas e Faixas ou Áreas de Preferência Art. 1o A autorização de uso do espaço físico em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. Art. de 25 de novembro de 2003.

em conjunto com o IBAMA. fora dos parques aqüícolas. entende-se por Unidades de Pesquisa aquelas destinadas ao desenvolvimento. poderá ser solicitado estudo ambiental complementar. observando a Instrução Normativa Interministerial no 08. 2 o. estabelecendo em ato normativo próprio a delegação de competência e observando: I . sobre e às margens das águas sob jurisdição brasileira. §1o Verificada a adequação técnica do projeto. constantes dos Anexos I e II a esta Instrução Normativa. 4o Para a instalação dos projetos em áreas aqüícolas. as faixas ou áreas de preferência deverão ter área suficiente para atender ao número de pessoas que forem objeto da solicitação. constantes dos Anexos I. no licenciamento ambiental e na autorização de uso dos espaços físicos em águas de domínio da União. da manifestação da Autoridade Marítima. no âmbito de sua competência. II e V a esta Instrução Normativa. §3o A outorga preventiva será automaticamente convertida pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos após a aprovação do projeto pela SEAP/PR. ao IBAMA e à Autoridade Marítima com jurisdição sobre a área onde se pretende instalar o empreendimento. quando couber. §3o Caberá à SEAP/PR. §2o Quando solicitadas para programas de inclusão social ou de segurança alimentar de órgãos da Administração Pública ou de entidades sem fins lucrativos que tenham como objetivo ações de assistência social a populações tradicionais. do Decreto 4. da anuência da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – SPU/MP e do cumprimento das exigências para a apresentação de projeto. emitir outorga preventiva para fins de reserva de disponibilidade hídrica que possibilite aos investidores o planejamento do uso requerido.AQUICULTURA. devendo contemplar o monitoramento e o controle ambiental. conforme previsão do art. §1o A autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União para implantação de Unidades de Pesquisa será aprovada pela SEAP/PR. CAPÍTULO IV Das Unidades de Pesquisa Art. delimitar as áreas aqüícolas. e II . emitida pela SPU/MP. quando couber. ou à entidade por ela delegada. de 26 de novembro de 2003. CAPÍTULO III Das Áreas Aqüícolas Art. e demais instrumentos legais vigentes. para análise e manifestação conclusiva. em função do potencial de impacto ambiental do empreendimento.895. ou entidade por ele delegada. suas subdivisões e espaços intermediários dentro dos parques aqüícolas. conforme a Norma da Autoridade Marítima que trata dos procedimentos para a realização de obras sob. previstas no art. para Glaucio Gonçalves Tiago . a SEAP/PR o submeterá à ANA. obedecendo aos critérios definidos na outorga de direito de uso de recursos hídricos emitida pela ANA.que as licenças ambientais poderão ser emitidas isoladas ou sucessivamente. do licenciamento ambiental. §5o Caberá à Capitania dos Portos encaminhar à SEAP/PR o parecer conclusivo emitido pelo representante da Autoridade Marítima para a segurança do tráfego aquaviário. analisar o projeto no âmbito de sua competência e emitir as devidas licenças ambientais. à pesquisa. com maior nível de detalhamento contendo as informações do Anexo VI a esta Instrução Normativa. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 173 §1o A delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência citados no caput dependerá da outorga preventiva a ser emitida pela ANA. §2o Caberá à ANA. quando solicitada pela SEAP/PR. 6o da Lei no 9. deverão ser cumpridas as exigências para a apresentação do projeto. bem assim outras que julgar pertinentes. §4o Caberá ao IBAMA. de 2003. de 17 de julho de 2000.nos procedimentos de licenciamento ambiental. inciso II. à avaliação e à adequação tecnológica voltadas para as atividades aqüícolas. §4o A administração dos parques aqüícolas e das faixas ou áreas de preferência será de responsabilidade da SEAP/PR ou de entidade por ela delegada. 5o Para efeito desta Instrução Normativa.984.

para fins de realização de pesquisa científica em aqüicultura. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas e ambientais na forma dos Anexos I.empreendimento viável e sustentável ao longo dos anos. detalhando o cumprimento das metas estabelecidas no projeto técnico. do término da pesquisa. científicas e ambientais na forma dos Anexos I.895. deverão considerar parâmetros objetivos que levem ao alcance das finalidades previstas nos incisos I a IV do art. dentre outros: I . CAPÍTULO VI Da Competição Onerosa Art. no prazo de trinta dias. observada a respectiva outorga da ANA. §1o A implantação de Unidades Demonstrativas será aprovada pela SEAP/PR. visando garantir que os conhecimentos apurados serão de domínio público. de 2003. quando couber.AQUICULTURA. observada a respectiva outorga da ANA. 6o Para efeito desta Instrução Normativa entende-se por Unidade Demonstrativa a estrutura de cultivo destinada ao treinamento. quando não por ela executada. quando couber. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas. para instituições nacionais com comprovado reconhecimento científico ou técnico. §5o A implantação de Unidades de Pesquisa em aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecido em ato normativo da SEAP/PR. a instituição deverá apresentar à SEAP/PR projeto científico detalhado justificando o pleito com a devida caracterização da área onde será implantada a unidade. §6o Observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa. com a anuência do IBAMA. CAPÍTULO V Das Unidades Demonstrativas Art. II e III a esta Instrução Normativa. bem como dos estoques de organismos sob cultivo. do Decreto no 4. §2o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais de avaliação e o relatório final à SEAP/PR. §6o O prazo máximo de autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União. §4o O produto auferido da Unidade Demonstrativa deverá ser doado e destinado a instituições sociais ou a programa de segurança alimentar. §5o A implantação de unidade demonstrativa de aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecidos em ato normativo da SEAP/PR com a anuência das demais instituições envolvidas. capacitação e transferência de tecnologias em aqüicultura. a administração declarará vencedor o empreendedor que oferecer maiores indicadores dos seguintes resultados sociais. de forma direta. §2o Para fins de classificação no processo seletivo público. §3o É obrigatória a retirada. §7o O prazo máximo de autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União para a implantação de Unidade Demonstrativa em aqüicultura é de até três anos. no prazo de trinta dias. §4o É obrigatória a retirada de todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. §3o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais ou anuais de avaliação e o relatório final da pesquisa à SEAP/PR e ao IBAMA. a SEAP/PR poderá instalar. de todos os materiais e equipamentos ao término da demonstração. e a anuência da Autoridade Marítima e da SPU/MP. a autorização de uso será onerosa e seus custos deverão ser fixados mediante a abertura de processo seletivo público. é de até três anos. além de quaisquer resíduos resultantes da utilização do espaço físico. II e IV a esta Instrução Normativa. Glaucio Gonçalves Tiago . a anuência da Autoridade Marítima e a permissão da SPU/MP. §2o Para receber a autorização a que se refere §1o. Unidades Demonstrativas. 7o Verificada a existência de competição entre os interessados. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 174 instituições nacionais de comprovado reconhecimento científico. §1o Os critérios de julgamento do processo seletivo público. 1o. juntados os currículos dos pesquisadores envolvidos e documento de responsabilidade técnica.

a autorização de uso do espaço físico estará sujeita a processo seletivo público. Art. por escrito. Parágrafo único. Glaucio Gonçalves Tiago . 9o Expedido o ato de autorização de uso pela SPU/MP. 11. §3o O projeto técnico não aprovado será restituído pela SEAP/PR ao proponente por meio de expediente contendo a devida justificativa. terá prazo de validade estabelecido pelo poder público outorgante. cônjuge ou convivente. §1o Após a aprovação do projeto técnico pela SEAP/PR.AQUICULTURA. a SEAP/PR informará a decisão ao interessado por intermédio do Escritório no Estado onde está prevista a implantação do projeto e por meio do seu endereço eletrônico. esta o encaminhará à SPU/MP para a autorização de uso do espaço físico em corpo d’água de domínio da União. §2o Para autorização de uso do espaço físico em corpo d’água de domínio da União. que comunicará o fato às demais entidades ou órgãos envolvidos no processo de autorização.895. do Decreto no 4. CAPÍTULO VII Das Autorizações de Uso dos Espaços Físicos em Corpos D'água de Domínio da União Art. deverão ser retirados pelo autorizado no prazo de trinta dias. CAPÍTULO VIII Da Renovação da Autorização de Uso Art. contado a partir da data da comunicação à SEAP/PR. de 2003. O autorizado poderá requerer a renovação da autorização de uso. Em caso de falecimento do autorizado e havendo interesse de continuidade da atividade pelo ascendente. 8o Os pedidos de autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União serão instruídos e analisados na forma prevista no art. conforme o disposto no art. descendente. contados a partir da data do falecimento do autorizado.895. É vedada a renovação das autorizações de uso das Unidades de Pesquisa e das Unidades Demonstrativas de que tratam os Capítulos IV e V desta Instrução Normativa. com antecedência de um ano do término da autorização em vigor.895. o autorizado deverá informar esta decisão. além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico em corpos d’água. Em caso de desistência. inciso III. no prazo de trinta dias. CAPÍTULO X Do Falecimento do Autorizado Art. Parágrafo único. Todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. 10. Caberá à SEAP/PR informar às instituições governamentais envolvidas no processo de autorização de uso de áreas aqüícolas os atos autorizativos ou denegatórios para que cada instituição possa tomar as providências de sua alçada.ações sociais direcionadas a ampliação da oferta de alimentação.incremento da produção pesqueira. de 2003. de 2003. à SEAP/PR. a SPU/MP deverá observar os prazos previstos no art. 13. §2o A partir da segunda renovação. e IV .criação de novos empregos. Art. parágrafo único. §1o O requerente da nova autorização deverá apresentá-la à SEAP/PR no prazo máximo de sessenta dias. §1o Renovada a autorização de uso. do Decreto n o 4. desde que a solicitação seja protocolada nos escritórios estaduais da SEAP/PR. 12. com a devida anuência das demais entidades envolvidas. este deverá requerer nova autorização para a manutenção do projeto para o período remanescente da autorização. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 175 II . III . 13. 15. CAPÍTULO IX Da Desistência Art. 15 do Decreto no 4.

do infrator. CAPÍTULO XII Do Sistema de Informação das Autorizações de Uso das Águas de Domínio da União – SINAU Art. sem aviso prévio ao autorizado.referenciar geograficamente as faixas ou áreas de preferência. Por infração de qualquer disposição legal ou regulamentar. administrativas e penais previstas em lei. contado a partir da data de recebimento da notificação. III . na remoção dos materiais e equipamentos. bem como dos estoques de organismos sob cultivo. pelo órgão competente de acordo com a natureza da infração. no descumprimento de um ou mais requisitos que levaram à aprovação final do projeto técnico. §2o Em caso de cancelamento da autorização.subsidiar o ordenamento das atividades aqüícolas em águas de domínio da União. a SEAP/PR solicitara à SPU/MP o cancelamento da autorização de uso.SINAU. administrativa ou judicialmente. e III . deverão ser retirados pelo proprietário no prazo de trinta dias.notificação ao autorizado para que cumpra o estabelecido no prazo de quinze dias. §3o O descumprimento do estabelecido no parágrafo anterior implicará. contado a partir do recebimento da notificação de cancelamento da autorização. a qualquer tempo. §5o Em caso de reincidência. CAPÍTULO XI Das Infrações e Penalidades Art. a critério da autoridade competente.criar e manter o banco de dados das autorizações de uso. e IV . os parques e áreas aqüícolas e as unidades demonstrativas e de pesquisa. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 176 §2o Expirado o prazo estabelecido no §1o. além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico autorizado. dando a estes o destino estabelecido na legislação pertinente. vinculado à SEAP/PR. II . de um ou mais requisitos que levaram à aprovação final do projeto técnico. o infrator. II . Verificado o descumprimento. todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. 14. Art. informando sobre o efetivo cancelamento da autorização de uso pela SPU/MP. com as seguintes finalidades: I . §4o Todos os custos decorrentes das operações descritas no §3o serão cobrados. a qualquer tempo. após a quantificação e cadastramento. ficando este impedido de obter novas autorizações. ou pelo não atendimento das solicitações feitas. 14. em faltas da mesma natureza. as instituições governamentais relacionadas nesta Instrução Normativa deverão adotar os procedimentos administrativos e de fiscalização cabíveis.AQUICULTURA.comunicação ao autorizado e às demais entidades relacionadas nesta Instrução Normativa. Glaucio Gonçalves Tiago . ficando o mesmo impedido de obter novas autorizações.cadastrar e controlar os projetos aqüícolas. ficará sujeito às penalidades cabíveis e a SEAP/PR solicitará à SPU/MP o cancelamento da autorização de uso sem aviso prévio ao autorizado. §1o Recebida a comunicação de que trata o art. sem aviso prévio. para fins de cumprimento do estabelecido no projeto aprovado. 16. a área poderá ser requerida na forma estabelecida nesta Instrução Normativa. a SEAP/PR adotará seqüencialmente os seguintes procedimentos administrativos: I .solicitação à SPU/MP para cancelamento da autorização de uso do espaço físico em caso de persistência da infração. 15. bem como comunicar à SEAP/PR eventuais irregularidades no uso do espaço físico em corpos d’água de domínio da União. Fica instituído o Sistema de Informação das Autorizações de Uso das Águas de Domínio da União para fins de Aqüicultura . §6o As providências descritas no parágrafo primeiro não impedem a aplicação das sanções cíveis.

sujeitará o infrator às cominações legais previstas para os casos de esbulho de áreas públicas de uso comum e às sansões penais. 18. 21. e sem a observância do disposto nesta Instrução Normativa e no Decreto no 4. Art. 20. JOSÉ FRITSCH MARINA SILVA GUIDO MANTEGA ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO JERSON KELMAN MARCUS LUIZ BARROSO BARROS Glaucio Gonçalves Tiago . Ao final do prazo estabelecido no ato autorizativo. Art. de 2003. Fica revogada a Instrução Normativa Interministerial no 9. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. o proprietário deverá retirar. de 11 de abril de 2001.895. A ocupação de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União sem autorização. além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico em corpos d’água da União. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 177 CAPÍTULO XIII Das Disposições Finais Art. Art. A autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União não exime o autorizado do cumprimento da legislação em vigor. Art. 19.AQUICULTURA. no prazo de trinta dias. 17.

Instituto de Pesca da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios . Sônia Maria Flores GIANESELLA 2 1 Pesquisador Científico . que já tem sido ampliado em seu repertório legal e temático. Verifica-se a existência de divergências semânticas e técnicas. handling techniques. gestão ambiental. e-mail: glaucio@aquicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 178 AQÜICULTURA E RECURSOS HÍDRICOS (ADENDO) O Uso da água pela aqüicultura: estratégias e ferramentas de implementação de gestão [The use of water by aquaculture: strategies and tools for management implementation] Glaucio Gonçalves TIAGO 1 . também deve contemplar características pluridimensionais e participativas.(11) 3871-7568.(11) 3091-6607.Instituto Oceanográfico e PROCAM/USP. São analisadas especificamente algumas estratégias e instrumentos relativos à política de uso e consumo da água. that indicate strain about the subject of aquaculture consumptivity. 2 Professora Dra. água.br. qualitativa e ecologicamente funcional. that has been enlarged in its legal and thematic repertoire. fax.br. Consequently. recurso hídrico. including its quality. tel. prevendo concomitantemente sua manutenção quantitativa. a codificação de regulamentos voltados ao uso da água. objetivando a aplicação eficaz da norma jurídica e a utilização racional e cuidadosa desse recurso. Abstract This study analyzes conceptualy the question of water use by aquaculture based on the assumption of environmental management models directed to this activity and to the in force legal structure. Glaucio Gonçalves Tiago . also must to comprise pluridimiensional and participative characteritics aiming the optimization of the legal enforcement and the rational and carefull use of this resource. e-mail: soniag@ceres. inner and outer to the productive sector. Francisco Matarazzo.SAA/SP. CEP 05001-900. tel. some strategies and tools referring to the policy of use and consumption of water.The existence of semantic and technical divergences. is verified. Av. Cidade Universitária. (11) 3871-7518. que indicam uma distensão sobre a questão da consuntividade da aqüicultura.usp. Resumo Neste estudo se analisa conceitualmente a questão do uso da água pela aqüicultura com base na assunção de modelos de gestão ambiental voltados a essa atividade e no arcabouço legal vigente. 455. 191. internas e externas ao setor produtivo. São Paulo/SP.io. fax. Palavras-chave: aquicultura. Praça do Oceanográfico. paticipative management and legislation aiming the maintenance the quality and quantity of water available to the society are analysed.AQUICULTURA. técnicas de manejo. Specifically. quantity and functional maintenance. . (11) 3091-6551. CEP 05508-900. Água Branca. instrumentos de gestão e legislação. Conseqüentemente. the codification of rules focusing the water use. São Paulo/SP.

A aqüicultura.000/m3 300/TM 500/m3 200/TM 1. que tem tido grande desenvolvimento nas últimas décadas.006-0. environmental management. entretanto.470 3 3 3 Valor nominal do produto (US $) 2.000 252. Em análise da evolução do uso nos últimos 100 anos. aproximadamente 20% da água são destinados a indústria.AQUICULTURA. social e econômica.000/TM 1. Dados comparativos de uso e/ou consumo de água pela aqüicultura demonstram os grandes volumes necessário às práticas aqüícolas (Quadro 1) e remetem à proposição de uma maior e melhor discussão dos tipos de ações de comando e controle necessários à gestão ambiental da aqüicultura. podendo contribuir com o declínio da qualidade ambiental. water.6-23 0.650/TM Valor da água (US $/ m3) 12-16 0. Segundo os dados apresentados por este autor.6-810 8-250 90-450 42 54 11.000-12.2-11 48 37 0.000/TM 2. Introdução A água é um recurso natural renovável.1-1. BEVERIDGE & CLARK. e menos de 10%.Água requerida por sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária com os respectivos valores de produto e de água (PHILLIPS.018 0.25 Glaucio Gonçalves Tiago . hydrological resource.1 0.8-25 2.000 6. Quadro 1 . cerca de 70% da água hoje disponíveis são destinados ao aproveitamento agrícola".000-55.000/ TM 2. é uma atividade altamente consumidora de água e mais uma a competir com outras atividades humanas por este recurso. 1991). Água requerida Produto Álcool Papel Petróleo Aço Algodão Criação de gado Criação de porco Aqüicultura Tanques de camarão Salmonídeos Tanques de bagres / channel catfish m3: metro cúbico e TM: tonelada métrica (m /TM e m /m ) 125-170 9-450 21.650-4. mas com reservas limitadas. O desenvolvimento deste tipo de atividade produtiva. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 179 Key words: aquaculture. TELLES (2002) afirma que "na média mundial. apresenta riscos de deteriorar a qualidade e quantidade da água. É imprescindível à civilização humana.000/TM 6.000/TM 1.7-33 0. para abastecimento da população (higiene e consumo direto). mas tem sido utilizada de forma inadequada e sua demanda crescente fará com que se torne em breve um recurso esgotável em quantidade e qualidade.

Na verdade. pondera que: "A piscicultura tem sido considerada como atividade não consuntiva. foram analisadas criticamente estratégias e instrumentos de implementação institucional de gestão ambiental encontrados nas organizações aqüícolas voltadas ao recurso água. Resultados e Discussão No sentido de direcionar a análise proposta. é imperioso encontrar meios de diminuir ou Glaucio Gonçalves Tiago . e.g. se introduzimos a questão da qualidade no conceito de consuntivo. distanciando-as. e esta característica de não consuntivade poderia mudar enfoques e estratégias relativos à gestão do recurso hídrico voltado às criações aquáticas. muitas delas de caráter predatório. Metodologia A partir das bases conceituais voltadas à gestão ambiental da água pela aqüicultura. sob perspectivas metodológicas e marcos conceituais interdisciplinares propostos por LEFF (2000) . das atividades industriais. a reflexão sobre atividades antrópicas que utilizem recursos naturais de domínio coletivo leva-nos a posturas como as apresentadas em PHILIPPI Jr. (2000): “A necessidade de se estabelecer novos métodos para o conhecimento das questões ambientais faz com que sejam fixadas as bases que deverão provocar mudanças e transformações nas pesquisas científicas e tecnológicas. e do levantamento e coleta de dados sobre o uso da água pela aqüicultura. (2000). De qualquer maneira. Entretanto. SILVA (2000) e PHILIPPI Jr. posto que o efluente não pode ser utilizado diretamente para abastecimento (no caso de águas continentais) e pode gerar problemas ambientais (marés vermelhas tóxicas. entre outros) no caso de águas marinhas".AQUICULTURA. CHRISTOFIDIS (2002). a questão prioritária diz respeito à definição do tipo de uso e consumo da água. na atual literatura mundial e nas normas jurídicas brasileiras da gestão do recurso água. que possuem maior correlação com a atividade aqüícola. mas sim usa a água. em análise da característica de consumo de água pela atividade aqüícola. científicas e representativas da aqüicultura brasileira têm advogado que a aqüicultura não consome. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 180 Correntes técnicas. estando a natureza profundamente marcada por ações humanas. então a aquicultura pode passar a ser consuntiva..

O. Outros fatores. Fatores como área. possivelmente calcados em medições de demanda bioquímica de oxigênio (D. consome menos água do que. . Em razão dos grandes volumes do recurso hídrico exigidos pela aqüicultura. A opção de mecanismos de gestão ambiental do recurso hídrico para a aqüicultura deve eleger qual aspecto do uso da água deva ser considerado como padrão de controle.) e de níveis de nitrogênio (N) e fósforo (P).Uso e consumo de água pela aqüicultura: qualidade X quantidade. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 181 minimizar os impactos negativos interferindo especialmente em muitos processos industriais que ainda desprezam as conseqüências nefastas de suas linhas de produção para o meio ambiente”.AQUICULTURA. incentivadora e promotora de uma melhor gestão dos sistemas de recursos hídricos a ela vinculados. mas. BEVERIDGE & CLARK (1991) consideram que o maior impacto da utilização da água pela aqüicultura é o impacto sobre a qualidade da água.. Por exemplo. conforme pode ser verificado nas várias resoluções de outorga de uso de água já concedidas pela Agência Nacional de Águas/ANA (2003). atividades de agricultura irrigada. como forma de induzir à verificação o consumo real de recursos hídricos pela aqüicultura. em detrimento de aspectos que envolvem basicamente o uso de grandes volumes d’água PHILLIPS. 2002).. como área do Glaucio Gonçalves Tiago . estima-se que cerca de 80% da água utilizada para consumo humano/industrial e 30% da derivada para irrigação retornam. e. A aqüicultura usa grande quantidade de água. A outorga e a cobrança pelo uso do recurso hídrico pela aqüicultura tornam-se mais pertinentes quando evidenciam aspectos de qualidade de água captada e lançada à fonte hídrica. na água captada e naquela devolvida à sua fonte ou curso original. volume de evaporação e permeabilidade do solo podem ser agregados a esta discussão. Ainda que a aqüicultura não possa ser fidedignamente equiparada ao tipo de atividade industrial citada por PHILIPPI Jr.B. torna-se imperioso discutir as relações de uso e/ou consumo de água sob a ótica da gestão do recurso hídrico instrumentalizado por controles quantitativos ou qualitativos. alimentando os cursos d’água ou aqüíferos subterrâneos (CHRISTOFIDIS. devemos ressaltar a necessidade do pensamento e da prática de uma ciência ambiental interdisciplinar para o desenvolvimento de uma aqüicultura sustentável.g. Um modelo objetivo e consistente de outorga e cobrança pelo uso de água para a aqüicultura remete a métodos voltados aos diferenciais de qualidade. em termos absolutos.

No caso da legislação específica do desenvolvimento produtivo e ambiental da aqüicultura. deve-se observar a capacidade associativa de produtores com vistas à adequação de regras formais e informais que otimizem formas de gestão ambiental participativa de baixo custo transacional. serão sempre baseados em processos interacionais e decisórios de ações coletivas. além de melhor contemplar aspectos técnicos voltados à economicidade da natureza. agregando valores a seus produtos finais e possibilitando.AQUICULTURA. uma vez que características particulares de organizações inter e intra setores produtivos tendem a ser relevadas na decisão de índices de valores de cobrança pelo uso de recursos. é necessária a estrita observação da adequação de teorias de norma jurídica. que permitam ou auxiliem a produção legislativa de dispositivos legais incentivadores e promotores da gestão ambiental participativa. projeto escolhido ou técnicas de manejo. e do menor custo de aplicação legal e da fiscalização das atividades. em relação ao meio ambiente e à sociedade. . especificamente destinadas à produção de documentos técnicos voltados ao desenvolvimento sustentável. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 182 espelho d’água. ao Glaucio Gonçalves Tiago . contemporaneamente. e. bens e serviços. A adoção de práticas responsáveis de administração e manejo de recursos aqüícolas deve sempre ser considerada na busca por instrumentos de gestão do recurso hídrico adequado para a aqüicultura. A partir da assunção de modelos de gestão ambiental para aqüicultura. g. Destaque-se que. Eqüidade no tratamento dos vários usuários de recursos hídricos deve ser equacionada e aplicada através de instrumentos de gestão como a outorga e a cobrança pelo uso do recurso. e. podem ser melhor posicionadas no seu mercado de atuação. baseados em ações individuais e/ou coletivas dos conjuntos de produtores e respectivas unidades produtivas. no que diz respeito à utilização de água. maior amplitude de ações de marketing institucional. podem interferir em um maior consumo real de água e podem também ser levados em conta nos modelos de outorga e cobrança pelo uso de recursos hídricos para as atividades de aqüicultura. no sentido da maior garantia das práticas ambientais e socialmente saudáveis.. pelo setor produtivo.Instrumentos de gestão do recurso hídrico para a aqüicultura. Instrumentos de gestão que considerem aspectos contidos em códigos de conduta técnica e empresarial responsáveis. empresas com preocupação na economia do uso de recursos naturais (escassos ou não) e em questões de responsabilidade social.

abastecimento doméstico. uma vez que atividades. Práticas internacionais em cobrança pelo uso da água já existem e produzem resultados variáveis de acordo com os objetivos declarados e o universo institucional existente nos países de implantação desse sistema (Quadro 2). Glaucio Gonçalves Tiago . apresentam características de uso e consumo de água diferentes daquelas apresentadas pela agricultura irrigada. produção industrial. não totalmente aceitas por organizações que se percebem fora de enquadramentos e padrões determinados para a execução das exigências e cobranças. devem levar em conta a quantidade e a qualidade da água. a aceitação de sua implementação pelas comunidades das bacias hidrográfica”. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 183 mesmo tempo. mas sim. entretanto. Considerando que a cobrança pelo uso da água não deve ser vista como instrumento de gestão isolado e capaz de resolver todas as questões relacionadas com o planejamento e gestão de recursos hídricos. tal como a aqüicultura. BARTH (2000) ressalta que: “não é a definição do modelo econômicofinanceiro da cobrança o maior desafio.AQUICULTURA. geração de energia. Tais instrumentos. dentre outras atividades.

País França Tipo de Cobrança QT e QL Aplicação da Renda Financiamento de obras de saneamento para as bacias Financiamento de obras de saneamento nos municípios Financiamento de obras de saneamento nos municípios Regulamentação e Gerenciamento Comitês/Agência de bacias Critério de Resultados Cobrança Preços públicos e Consolidação da bacia padrões como a unidade principal ambientais de gerenciamento e geração / distribuição de receita Preços públicos e Níveis de cobrança altos padrões e crescentes forçaram ambientais práticas de controle e geraram elevadas receitas Preços públicos e Isenções de cobrança padrões para atendimento a ambientais padrões mais restritivos aumentou o controle de poluição mas reduziu a receita Padrões Aumento da receita. BALTAR. 1999.. locais ou de bacias Danos ambientais A complexidade dos critérios de cobrança e a frágil capacidade institucional dificultam a implementação Associações de usuários de água criadas e enormes aumentos de preços implementados África do Sul QT EUA QT Financiamento de gerenciamento de recursos hídricos. 2000. gerenciamento de bacias e cobrança _________ que reflete a escassez relativa da água Agências federais. 1998). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 184 Quadro 2 . desenvolvimento e uso de sistemas hidráulicos. locais ou de bacias Subsídios para irrigação ________ QT = cobrança por quantidade. ambientais porém frágil capacidade institucional para implementação Holanda QT e QL Governos estadual e federal Governos estadual e federal Alemanha QL México QL Colômbia QT e QL Coletada pelo Tesouro Nacional e parcialmente adicionada ao orçamento das agências de gerenciamento de água Finaciamento das agências de gerenciamento de água _______ Governo federal Governos estadual e federal Danos ambientais Índia QT e QL Governos estadual e federal Agências federais.Características principais das Experiências Internacionais em Cobrança pelo Uso da Água Bruta (AZEVEDO. e alcance de alocação eqüitativa e eficiente de água Financiamento das agências de gerenciamento de água Infra-estrutura. baseado em Asad et al. e Seroa da Motta. & FREITAS.AQUICULTURA. QL = cobrança por qualidade Glaucio Gonçalves Tiago .

com dispositivos legais explicitamente direcionadores à gestão participativa do recurso e à cobrança pelo uso da água. devem verificar a possibilidade de certificar a água recebida pela aqüicultura. pela característica eminentemente estatal. comumente encontradas em sistemas jurídicos sintáticos. Conforme estudos conceituais por nós desenvolvidos. criada pela Lei 9984. Em conjunto com a Agência Nacional de Águas/ANA. de 08 de janeiro de 1997. regulamentação da aqüicultura brasileira carece. devem ser evitados. comumente encontrados em sistemas jurídicos semânticos. de 17 de julho de 2000. 2002). tem-se enfatizado que um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos é o fato de que faltam instrumentos específicos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 185 . métodos legislativos que contribuam para o aumento do repertório discursal ou legal e que utilizem transmissão de performances seletivas entre atores sociais. Apesar de vários esforços. de instituições que produzam normas socialmente participativas e setorialmente aceitas. que auxiliem e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental (TIAGO. de maneira geral. inovou ao prever a gestão descentralizada e integrada das águas através da criação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos/CNRH e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. Assim. obstam e/ou contingenciam a consolidação da proteção do meio ambiente.Recursos hídricos e a aqüicultura brasileira: aspectos institucionais e contingenciais Historicamente. prejudicando a correta gestão do recurso hídrico. tendam a consolidar a proteção do meio ambiente. a importância da criação e adoção de estruturas legais e institucionais que minimizem o potencial de conflitos. Destaca-se neste sentido. a aqüicultura apresenta características específicas de uso e consumo do recurso. uma vez que. No que diz respeito ao licenciamento ambiental da aqüicultura. não sendo baseadas em atos normativos regulamentadores. estes instrumentos legais de política e gestão ambiental. lineares e homológicos. a Lei 9433. a legislação brasileira de recursos hídricos apresenta a perspectiva ambiental de gestão. heterológicos e participativos. tais atos. que. devem ser eleitos para a melhor adequação do Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. que institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. ainda. calcada apenas na autoridade do poder executivo. Sob nossa ótica. incentivadores ou desincentivadores. métodos legislativos em que os discursos tendem a ser desqualificados por uso de reputação e de exclusão de discursos contrários ao dogma. socialmente participativos. pluridimensionais. No Brasil.

Opções de estratégias de proteção aos recursos hídricos que tendam a menor interferência no aumento da composição de custos dos produtos aqüícolas e maior participação intra-setorial. Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. ser eficazes no tratamento dos efluentes das aqüiculturas. . para que possibilitem mudanças nas políticas institucionais e na legislação aqüícola e de recursos hídricos. podem obter maior aplicabilidade e justificar a aplicação eficaz dos instrumentos legais pelas instituições responsáveis na fiscalização das medidas tomadas e nos resultados alcançados pelas organizações que devam praticá-las. Tais estratégias e ações devem ser amplamente discutidas com a sociedade e com os setores envolvidos. desde que paritariamente constituídos pelos atores deste tipo de arena. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 186 conjunto de legislação voltada à manutenção quantitativa. em especial. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos (TIAGO. neste último caso. de água doce. a reciclagem do recurso hídrico mostra-se como uma solução técnica melhor incorporada a uma tendência orientada à nulidade de impactos ambientais sobre os recursos hídricos. principalmente em criações extensivas. Entretanto. enquanto métodos de controle estrito da qualidade de água poderiam ser aplicados às criações extensivas e semi-intensivas. Pelos condicionantes técnicos de produção. proteção de poluição e reciclagem de recursos hídricos. métodos com menor aporte tecnológico podem.Estratégias de gestão ambiental para a proteção de recursos hídricos utilizados pela aqüicultura brasileira: perspectivas e possibilidades A gestão ambiental de aqüiculturas deve estabelecer estratégias e ações para implementação de políticas que visem direcionar a atividade produtiva para a aplicação de tecnologias que prevejam utilização racional. Obviamente. 2002). Os “loci” da reflexão sobre as atitudes relativas à gestão ambiental dos recursos hídricos regionais e microrregionais devem ser os Comitês de Bacias Hidrográficas. com vista à melhor gestão deste recurso vital. os métodos e técnicas de reciclagem de água apresentam-se como extremamente desejáveis para sistemas intensivos de criações aquáticas (Quadro 3).

parece-nos que os controles e cobranças voltados à manutenção da qualidade da água devam ser reforçados.AQUICULTURA. infelizmente. impostos por regras mais rígidas em relação ao controle da qualidade de água.000 2. a aqüicultura pode colaborar com sistemas de controle de qualidade de água. pela necessidade de monitoramento constante deste recurso. a questão dos recursos hídricos é interdisciplinar por natureza. uma necessidade de certificação da qualidade da água destinada às criações aquáticas. e para a sociedade e o ambiente “não interessam as querelas corporativistas das disciplinas e dos profissionais”. Entretanto. 1991) % de reciclagem de água 0 80 90 95 99 Água requerida (m3/TM) 200.000 . ainda é muito limitada”. ao contrário de outras atividades. Esta característica pode ensejar também. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 187 Quadro 3 .000 40. o que. Por sua característica zootécnica.Conclusões Atualmente. TUCCI (2000) acredita que dentro da atualidade dos problemas da sociedade.000 20. sendo uma competidora importante na disputa pela água disponível para a população e para as outras atividades produtivas. o repertório de estratégias e ações voltadas à implementação de políticas que visam ao uso responsável dos recursos hídricos tem aumentado. pois.Relação entre consumo/uso de água e porcentagem de reciclagem de água em sistemas intensivos de produção de salmonídeos (PHILLIPS. 1993). com certeza. conforme disposições contidas na Agenda 21 (ONU. WELLCOME (1996) explicita que os limites impostos à aqüicultura pela demanda de recursos hídricos implicarão em uma adequação do número de empreendimentos aqüícolas por bacias hidrográficas e/ou corpos d’água e em um aumento dos custos marginais de produção. que. A aqüicultura é uma atividade produtiva humana que utiliza de maneira intensiva os recursos hídricos.000 10. com vistas ao sucesso de sua capacidade produtora de alimentos para os humanos. BEVERIDGE & CLARK. “para buscar soluções adequadas e produtivas é necessário transitar e interagir nas diferentes disciplinas sem preconceitos e com linguagem comum. como aquelas industriais. seria ilegítimo qualificar uma determinada Glaucio Gonçalves Tiago . e questões globais e setoriais têm sido melhor identificadas. demandará ainda um amplo esforço institucional na discussão destes tipos de medidas técnicas e legais. Neste sentido e segundo a ótica econômica de BUCHANAM (1991).

asp 2000 A experiência [capturado em 28 de março de 2003] AZEVEDO. M. Qualificação e Editoração LTDA. construído e submetido a testes empíricos. que favoreçam suas relações políticoeconômicas. sem demonstrar que um regime alternativo pode gerar distribuições ou alocações que solucionem tais problemas. jurídicos ou não. A. ser gerados através de processos heterológicos e participativos. T. 2000 A Cobrança como Suporte Financeiro à Política Estadual de Recursos Hídricos. e o que esta distinção de consuntividade implica na sua contribuição para a melhor gestão ambiental dos recursos hídricos. G. p.AQUICULTURA. São Paulo: Instituto de Glaucio Gonçalves Tiago . de. São Paulo: Instituto de Qualificação e Editoração LTDA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 188 estrutura econômica como sendo injusta. C. A M.br/GestaoRecHidricos/Outorga/outorgadeuso2. Ontologicamente. em concomitância com outros setores dependentes do aporte e apropriação comunal de recursos hídricos. deve ser ampliada a discussão sobre a utilização da água pela aqüicultura. L. incertezas e assimetrias. que indicam uma distensão sobre a questão “se a aqüicultura usa ou consome o recurso hídrico”. não eqüitativa ou ineficiente. 135-152. F. BARTH.ana. P.gov. sob nosso ponto de vista.27. M. pois existem divergências semânticas e técnicas. uma melhor transmissão de performances seletivas entre as organizações e/ou instituições aqüícolas (e demais grupos de interesse). Referências Bibliográficas ANA (Agência Nacional de Águas) 2003 Outorga de Uso de Recursos Hídricos (online). possibilitando. A Cobrança pelo uso da água. 19 . A. Disponível: http://www. In: THAME. p. Internacional. BALTAR. internas e externas ao setor produtivo. C. os instrumentos. FREITAS. mecanismos de atuação e as regras formais e informais necessários à mudança institucional dos sistemas de gestão dos recursos hídricos brasileiros deverão. T. Embora muito ainda precise ser modelado.. em que a ação individual possa ser decodificada e transformada em ações coletivas que possibilitem a aplicação eficaz de regras que diminuam custos de transação. assim. A Cobrança pelo Uso da Água. In: THAME.

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M. 2000 Desafios em Recursos Hídricos. BEVERIDGE. B. C. F. A. WELCOMME. In: BAIRD. R. J.. GIANESELLA. (Editors) Aquaculture and Water Resource Management.O Uso da Água Pela Aqüicultura: Estratégias e Ferramentas de Implementação de Gestão.. F. p. M. Glaucio Gonçalves Tiago . In: PHILIPPI Jr. 254-265.. 1996 Aquaculture and World Aquatic Resources.AQUICULTURA. _______________________________________________________ Artigo Científico publicado originalmente no Boletim do Instituto de Pesca: TIAGO. KELLY. L. . M.. C. London: Blackwell Science Ltd. 1-8 pp. TUCCI. S. G. E. NAVEGANTES.. São Paulo: Signus Editora.. E. J. A. L. D. HOGAN. M.Boletim do Instituto de Pesca V 29 n (1). G. 2003. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 190 TUCCI. 01-18.... São Paulo. J. C. M. MUIR. Interdisciplinariedade em Ciências Ambientais. SP . p. D.

que assegurem uma gestão adequada da água pelas sociedades humanas. A legislação brasileira de uso da água é constituída principalmente pelos seguintes diplomas legais: Decreto n.: glaucio@aquicultura. Apesar dos aspectos positivos apresentados pela legislação dos recursos hídricos brasileiros. a geração de energias. ainda é necessário a proposição e a formulação de mecanismos e instrumentos sociais e tecnológicos. por suas características vitais e funcionais e em virtude do agravamento relativo a sua escassez. Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros Dentre todos os finitos recursos naturais a água. as criações terrestres e aquáticas. dentre outras atividades possíveis. já é bastante discutido o caráter pluridimensional que envolve a questão do uso dos recursos hídricos voltados à atividades como o abastecimento humano doméstico.br. Entretanto e logicamente. tem merecido especial atenção de todas as áreas do conhecimento humano. Atualmente. muito trabalho ainda há de ser dispendido na resolução de problemas institucionais fundamentais. historicamente.SP E-mail. a agricultura.643. mas.° 24. como por exemplo o conflito e o confronto entre competências legislativas e autoridades do Poder Executivo. No Brasil a legislação circunscrita ao universo regulatório e gerencial dos recursos hídricos apresenta. caráter multidimensional com direcionamento explícito à gestão participativa deste recurso. a perspectiva participativa desta legislação aparece de forma mais incipiente em estratégias e instrumentos de gestão. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas). em um esforço extremo para a solução dos crescentes problemas relacionados à gestão responsável e cuidadosa deste recurso que assegure o suficiente abastecimento de água para todas as atividades humanas. Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 191 Instrumentos de Gestão Ambiental e Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros Glaucio Gonçalves Tiago Instituto de Pesca / APTA-SAA. a indústria. quanto mais afastada dos dias atuais.

Diplomas legais de aspecto geral oriundos do ramo do Direito Ambiental devem também ser observados conjuntamente à legislação brasileira de uso da água. e. Lei 9.605 (Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente).984. Lei 9. de 08 de janeiro de 1997 (Disciplina o Licenciamento Ambiental). de 31 de agosto de 1981 (Institui a Política Nacional do Meio Ambiente). b) seis anos para conclusão da implantação do empreendimento projetado. Outorga de Direito de Uso e Cobrança pelo uso da água Segundo Gisler et al. de 30 de dezembro de 1991 (Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos) já previa a cobrança do uso da água e possibilitou o início da Glaucio Gonçalves Tiago .Avaliação da disponibilidade hídrica em termos quantitativos e qualitativos no local do empreendimento. (2002). de 06 de dezembro de 2001. e Lei nº 9. a Lei nº 7. a partir da remessa à ANA do pedido de outorga de direito de uso da água. como por exemplo: Lei nº 6. No estado de São Paulo. e pode ser encontrada em http://www. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. de 22 de março de 1996).br .avaliação do impacto do novo uso no recurso hídrico. para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos).gov. segundo a Lei nº 9. o procedimento técnico para análise do pedido segue as seguintes etapas: 1. e Decreto nº 2.cnrh.842.433.984/00 é de até: a) dois anos. Para uma melhor percepção da questão. e dá outras providências – Marina Silva). 2.Avaliação da compatibilidade entre a demanda apresentada pelo usuário e os usos para os quais se destinam. Os limites de prazo.663. de 17 de julho de2000 (Cria a Agência Nacional de Águas . é interessante acompanhar a primeira experiência brasileira de cobrança pelo uso da água que ora acontece na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (criada pelo Decreto Federal nº 1. de 03 de junho de 1998 (Regulamenta o Conselho Nacional de Recursos Hídricos).elaboração de recomendações para o uso a serem expressas na outorga.938. Resolução CONAMA nº 237. dentre outras legislações correlatas à atividades produtivas específicas. 4. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 192 Resolução CONAMA Nº 357. para início da implantação do empreendimento objeto de outorga.612.ANA. de 08 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e Cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos). 3. regulamentada pela Resolução CEIVAP nº08.AQUICULTURA. e c) trinta e cinco anos para a vigência da outorga de direito de uso. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

ana. contemporaneamente. A partir da assunção de modelos de gestão ambiental para atividades produtivas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 193 criação e instalação dos Comites de Bacia Hidrográficas correspondentes às 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do estado. deve sempre ser realçada na busca por instrumentos de gestão dos recursos hídricos adequados para a aqüicultura. é necessário a estrita observação da adequação teórico jurídica normativa que permita ou auxilie a produção legislativa de dispositivos incentivadores e promotores da gestão ambiental participativa. Glaucio Gonçalves Tiago . A implementação dos mecanismos desta cobrança. deve ser observada a capacidade associativa de produtores com vistas a adequação de regras formais e informais que otimizem formas de gestão ambiental participativa de baixo custo transacional. serão sempre baseados em processos interacionais e decisórios de ações coletivas especificamente destinadas a produção de documentos técnicos voltados ao desenvolvimento sustentável. Instrumentos de Gestão do Recurso Hídrico: Reflexões.gov. principalmente.br e http://www.AQUICULTURA.cnrh-srh. A discussão legislativa tem se estendido desde o ano de 2000.gov. Destaque-se que. indústria. em função de discordâncias geradas através de pleitos efetuados por setores da agricultura. depende ainda da aprovação do PL 676/2000 pela Assembléia Estadual paulista. e consumidores domésticos. para a remessa e sanção do chefe do poder executivo. o que. No caso da legislação específica ao desenvolvimento produtivo. no sentido da maior garantia das práticas ambiental e socialmente saudáveis pelo setor produtivo. e do menor custo de aplicação legal e da fiscalização de atividades. visando benefícios relativos ao estabelecimento de teto financeiro para cobrança. empresas com preocupação na economia do uso de recursos naturais (escassos ou não) e em questões de responsabilidade social.br . resulta em uma economia de processos decisórios e possibilita saltos qualitativos benéficos às práticas de gestão. A adoção de práticas responsáveis de administração e manejo de recursos oriundos de criações. Maiores informações sobre o pedido de outorga de direito de uso podem ser obtidos virtualmente através de http://www. Instrumentos de gestão que considerem aspectos contidos em códigos de conduta técnica e empresarial responsáveis em relação ao meio ambiente e a sociedade. com certeza. além de melhor contemplar aspectos técnicos voltados à economicidade da natureza. no que diz respeito à utilização de água baseados em ações individuais e/ou coletivas dos conjuntos de produtores e respectivas unidades produtivas. carências e isenções.

433. apresentam características de uso e consumo de água diferentes daquelas apresentadas pela agricultura irrigada. de 08 de janeiro de 1997. inovou ao prever a gestão descentralizada e integrada das águas através da criação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos/CNRH e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. e em um aumento dos custos marginais de produção. Recursos Hídricos e a Aqüicultura Brasileira: aspectos institucionais e contingenciais. Barth (2000) ressalta que: “não é a definição do modelo econômico-financeiro da cobrança o maior desafio. g. a legislação brasileira de recursos hídricos apresenta a perspectiva ambiental de gestão. de 17 de julho de2000. impostos por regras mais rígidas em relação ao controle da qualidade de água.. entretanto.AQUICULTURA. Considerando que a cobrança pelo uso da água não deve ser vista como um instrumento de gestão isolado e capaz de resolver todas as questões relacionada com o planejamento e gestão de recursos hídricos. a Lei 9. g. estes instrumentos legais Glaucio Gonçalves Tiago . Tais instrumentos. Em conjunto com a Agência Nacional de Águas/ANA. agregando valores a seus produtos finais e possibilitando. uma vez que atividades como.984. e. No Brasil. e.. criada pela Lei 9. Eqüidade no tratamento dos vários usuários de recursos hídricos deve ser equacionada e aplicada através de instrumentos de gestão como a outorga e cobrança do uso do recurso. a aceitação de sua implementação pelas comunidades das bacias hidrográfica”. bens e serviços. produção industrial. uma vez que características particulares de organizações inter e intra setores produtivos tendem a ser relevadas na decisão de índices de valores de cobrança de uso de recursos. abastecimento doméstico. Wellcome (1996) explicita que os limites impostos à aqüicultura pela demanda de recursos hídricos implicará em uma adequação do número de empreendimentos aqüícolas por bacias hidrográficas e/ou corpos de água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 194 podem ser melhor posicionadas no seu mercado de atuação. mas sim. que institui a Política Nacional dos Recursos hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. maior amplitude de ações de marketing institucional. Historicamente. tendem a não serem totalmente aceitas por organizações que se percebam fora de enquadramentos e padrões determinados para a execução das exigências e cobranças. a aqüicultura. devem levar em conta a quantidade e a qualidade da água. com dispositivos legais explicitamente direcionadores à gestão participativa do recurso e a cobrança pelo uso da água. dentre outras atividades. e ao mesmo tempo. geração de energia.

conseguirá promover a instalação de sistemas integrados de gestão de bens coletivos (como os recursos naturais) eficazes.AQUICULTURA. métodos legislativos que contribuam com um aumento de repertório discursal ou legal e com utilização de transmissão de performances seletivas entre atores sociais. lineares e homológicos. no sentido da eqüalização de diferenças materiais e intelectuais que permita a perspectiva da organização dos conflitos acarretados por uso e direito de uso de recursos naturais comunais. No Brasil. uma vez que de maneira geral. que auxiliem e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental Conforme estudos conceituais desenvolvidos por Tiago (2002). a aqüicultura apresenta características específicas de uso e consumo. Tiago (2002) evidencia que um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos. obsta e/ou contigencia a melhor produção de normas socialmente participativas e setorialmente aceitas para a consolidação de uma proteção do meio ambiente através da melhor gestão do recurso hídrico pelas atividades aqüícolas. Considerações Finais Políticas. devem ser eleitos para a melhor adequação do conjunto de legislação voltada a regulamentação da gestão ambiental da aqüicultura. comumente encontradas em sistemas jurídicos sintáticos. pela característica eminentemente estatal calcada na autoridade do poder executivo. o que. No que diz respeito ao licenciamento ambiental da aqüicultura. a regulamentação da aqüicultura carece de instituições que produzam normas não baseadas em atos normativos regulamentadores. comumente encontrados em sistemas jurídicos semânticos. Assim. é o fato de que faltam instrumentos específicos. nenhuma sociedade que não seja minimamente organizada e justa. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos. incentivadores ou desincentivadores. com vistas à manutenção quantitativa. métodos legislativos onde os discursos tendem a ser desqualificados por uso de reputação e de exclusão de discursos contrários ao dogma. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 195 de política e gestão ambiental socialmente participativos para a gestão dos recursos hídricos brasileiros. tendem a ser agravados. não são capazes de resolver todas as questões relacionadas com a gestão responsável dos recursos hídricos. pluridimensionais heterológicos e participativos. que. Mesmo com grande esforço de todos os equipamentos sociais. com o passar do tempo. Muito esforço deve ainda ser direcionado para a organização das sociedades humanas. e que Glaucio Gonçalves Tiago . programas e instrumentos de gestão isolados. devem ser evitados. devem verificar a possibilidade de certificar a água recebida pela aqüicultura.

P. A C. T. Nosso trabalho é árduo e deve ser direcionado a uma compreensão de todos os aspectos globais da interdisciplinar problemática ambiental. Barth. 2000 A Cobrança pelo uso da água. L. produzirá respostas cooperativas positivas pelas organizações dos setores produtivos brasileiros no que diz respeito ao uso compartilhado da água. e socialmente justas. J. para que consigamos gerar a substância social capaz de nos equipar para ações de gestão integradas. a codificação de regulamentos voltados ao uso da água deve apresentar características semânticas e heterológicas que indiquem um maior esforço regulador na transmissão de performances seletivas favoráveis ao uso racional e cuidadoso da água. C A de 2002 Políticas e Diretrizes da Agência Nacional de Águas para A Aqüicultura. In: Thame. M. Sugai. Estado. São Paulo. 2000 A experiência Internacional. Com o aumento já observado no seu repertório legal e temático. São Paulo. V. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos. 135-152. G.. pp. M. Gisler. ONU (Organização das Nações Unidas) 1993 Agenda 21 (resumo em português). No plano da organização e das articulações inter e intrasetoriais das atividades de produção animal brasileira e das ações organizacionais reais. nos processos de instalação das Agências de Bacia que deterão o poder executivo de recebimento e redistribuição dos montantes auferidos pela cobrança do uso da água e de outros possíveis benefícios ou investimentos governamentais e/ou privados. & Cyrino. 2000 A Cobrança pelo Uso da Água. São Paulo. 59-61. C.27. E. pp. Glaucio Gonçalves Tiago . Tal direcionamento. a manutenção quantitativa. A M. São Paulo. E. Bibliografia Azevedo. Baltar. T. M. principalmente.. R. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 196 permitam a organização e a solução de conflitos. e Figueiredo. Instituto de Qualificação e Editoração LTDA. 46p. A C. é importante a forte atuação das unidades de produção junto aos seus Comitês de Bacia Hidrográfica para cooparticiparem no controle e na aplicação das melhores ações de gestão dos recursos hídricos locais e. pp. com certeza. com performances seletivas favoráveis à melhor gestão dos recursos hídricos nacionais e da produção animal.AQUICULTURA. In: Urbinati. e Freitas.. prevendo concomitantemente. de. F. T. P. C. von B. dos finitos recursos naturais. São Paulo (Estado)/Secretaria do Meio Ambiente. 2000 A Cobrança como Suporte Finaceiro à Política Estadual de Recursos Hídricos. 19 . 2002 Anais do XII Simpósio Brasileiro de Aqüicultura. In: Thamne. Goiânia.

L. pp. 383p. E. R. In: Brune.. C.AQUICULTURA.. Annablume. Hogan. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 197 Philippi Jr. Tucci. J. C. Navegantes. J. e Navegantes. F. (Editors) 1996 Aquaculture and Water Resource Management. 254-265. Editora 2000 Interdisciplinariedade em Ciências _______________________________________________________ Artigo originalmente publicado nos Anais do Simpósio sobre Manejo e Nutrição de Aves e Suínos e Tecnologia da Produção de Rações: TIAGO. L. Signus Editora. Glaucio Gonçalves Tiago . J. Tiago. Blackwell Science Ltd. J. E. G. 51-58. 01-18. Goiânia. In: Philippi Jr. M.“Instrumentos de Gestão Ambiental e Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros. Welcomme. 2002. 568-591. . C. D. São Paulo. 2000 Desafios em Recursos Hídricos. SÃO PAULO (Estado).. M. G.. In: : Philippi Jr. R. Meio Ambiente e Legislação. D. Phillips. Secretaria do Meio Ambiente. R. & Clark. Beveridge. M. pp. São Paulo. Tiago. M.. E. A . A 2000 A Interdisciplinariedade como Atributo da C & T. E. G. M. 2000 Interdisciplinariedade em Ciências Ambientais. Kelly. C. J. A . 09-17. The World Aquaculture Society. Tucci. D. A . C. M. pp. 1996 Aquaculture and World Aquatic Resources. Baton Rouge.. Secretaria do Meio Ambiente 1997 Agenda 21: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. J. M. Ambientais. In: Baird. & Cyrino. Muir. 2002 Inter-relação entre Valores Técnico-Científicos das Ciências Naturais e as Normas Jurídicas na Aqüicultura e nos Recursos Hídricos In: Urbinati. São Paulo. (Editors) 1991 Aquaculture and Water Quality. B. pp. R. Beveridge. G. & Tomasso. 2002 Anais do XII Simpósio Brasileiro de Aqüicultura... C. M. Hogan D. London. E. pp... P. 2002 Aqüicultura. 162p. G. 1991 Impact of Aquaculture on Water Resources.. Tucci. São Paulo. Signus Editora. J. E. pp. 3-15. M. SÃO PAULO (Estado). G. Anais do Simpósio sobre Manejo e Nutrição de Aves e Suínos e Tecnologia da Produção de Rações.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 198 Glaucio Gonçalves Tiago Autor dedicado às complexas questões contemporâneas da sociedade de consumo. No campo da ciência e da construção do saber atua. Possui titulação acadêmica formal como: . e do seu poder de interferir nos espaços sócio-ambientais. Glaucio Gonçalves Tiago . .Especialista em Ciência Pesqueira pelo Kanagawa International Fisheries Training Centre da Japan International Cooperation Agency (JICA) / Japão. através da responsabilidade das ações individuais e do respeito às variedades culturais humanas.Bacharel em Ciências Biológicas. como: . . de maneira formal e alternativa.Bacharel em Ciências Jurídicas. ações voltadas à construção do pensamento filosófico-científico interdisciplinar e a promoção da liberdade humana. desempenha.AQUICULTURA. institucionalmente.Pesquisador Científico do Instituto de Pesca da APTA-Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.Doutor (PhD) em Ciência Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo – PROCAM/USP. .Mestre (MSc) em Ciência Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo – PROCAM/USP. .

Autor dos Livros Científicos: "Meio Ambiente.AQUICULTURA.html). com trabalhos desenvolvidos nas áreas de Licenciamento Ambiental.almalivre.br/df/geral3/glaucio2. -Autor de vários Capítulos de Livro e Trabalhos Científicos nacionais e internacionais na área de Meio Ambiente e Ciência Pesqueira e Aqüícola.. -Voluntário independente.fflch. e “Governança e Sustentabilidade Ambiental: A Aqüicultura na Região Metropolitana de São Paulo”.almalivre. Legislação e Aqüicultura". -Autor do “Ideário para a Sobrevivência Social Humana” (Disponível em http://www. -Idealizador e Fundador do “Movimento Cultural Alma Livre – Free Soul” (http://www. -Autor do trabalho “Mitos das Águas: A cultura haliêutica e seus poderosos significantes ancestrais” (Disponível em http://www. dedicado a apresentar palestras sobre Meio Ambiente para estudantes de escolas públicas.usp. Legislação e Aqüicultura – Segunda Edição atualizada – 2007". "Meio Ambiente.Consultor Técnico-Científico de organizações empresariais e governamentais. Recursos Hídricos. Aquicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 199 . Pesca.org).org). Biologia Marinha. Glaucio Gonçalves Tiago . No campo da atuação social é: -Membro do Rotary Club de São Paulo. . Meio Ambiente e Legislação Ambiental.

como: -Consultor Independente em: motociclismo..AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago .org). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 200 Motociclista com experiência de 30 anos atua. -Membro do Grupo Internacional de Motociclistas do Rotary Internacional: “International Fellowship of Motorcyling Rotarians/IFMR”. -Membro do Harley Owners Group/HOG. -Autor do ensaio “História da Motocicleta” (Disponível em http://www.almalivre. -Membro do BMW Rio Motoclube. e história motociclística. Nacional e Internacional. -Membro do Grupo de Motociclismo do “Movimento Cultural Alma Livre – Free Soul”. mercado de motocicletas. ainda. -Membro do PHD-BR.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO Segunda Edição Atualizada . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 201 AQUICULTURA. Proibida a reprodução sem a devida autorização Prestigie os autores editores e acelere a construção do saber Glaucio Gonçalves Tiago .2007 E-book Registrado na Biblioteca Nacional/Agência Brasileira do International Standard Book Number Sob o n° ISBN 978-85-906936-1-1 Todos os direitos reservados ao autor.AQUICULTURA.

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