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Noções de Gestão Pública

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Noções de Gestão Pública

Planejamento estratégico no Judiciário Brasileiro: Resolução nº 70/2009 do Conselho Nacional de Justiça.
CNJ = Conselho Nacional de Justiça - Criado em dezembro/2004 e instalado em junho/2005 para obedecer art.103-B da Constituição Federal. - Sede em Brasília/DF e atuação em todo o território nacional. - Objetivo: auxiliar o Poder Judiciário a zelar por sua autonomia, definir planejamentos, metas, receber reclamações contra seus membros, julgar processos administrativos. Conceitos importantes: controle e transparência administrativa e processual mediante ações de planejamento, coordenação, controle administrativo e aperfeiçoamento no serviço público da prestação da Justiça. - Equipe: 15 conselheiros que são aprovados pelo Senado e então nomeados pelo Presidente da República). Possuem mandato de dois anos, admitida uma recondução. Integram: a) Presidente do Supremo Tribunal Federal; b) Um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que será o Corregedor Nacional de Justiça; c) Um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho; d) Um Desembargador de Tribunal de Justiça; e) Um Juiz Estadual; f) Um Juiz do Tribunal Regional Federal; g) Um Juiz Federal; h) Um Juiz de Tribunal Regional do Trabalho; i) Um Juiz do trabalho; j) Um Membro do Ministério Público da União; k) Um Membro do Ministério Público Estadual; l) Dois advogados; m) Dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Competências do CNJ
‡ Na Política Judiciária: zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, expedindo atos normativos e recomendações;

‡

Na Gestão: definir o planejamento estratégico, os planos de metas e os programas de avaliação institucional do Poder Judiciário;

‡

Na prestação de Serviços ao Cidadão: receber reclamações, petições eletrônicas e representações contra membros ou órgãos do Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializado;

‡

Na Moralidade: julgar processos disciplinares, assegurada ampla defesa, podendo determinar a Remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço, e aplicar outras sanções administrativas;

‡

Na Eficiência dos Serviços Judiciais: elaborar e publicar semestralmente relatório estatístico sobre movimentação processual e outros indicadores pertinentes à atividade jurisdicional em todo o País.

CNJ
Meta prioritária
Realização de levantamentos em nível nacional dos órgãos do Judiciário e dos serviços judiciários auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados.

Programa ³Justiça Aberta´
Consiste em elaborar uma completa ³radiografia´ dos órgãos do Judiciário. Conceitos importantes: constante acompanhamento dos resultados, ajuste de estratégias para responder às mudanças necessárias, promover a correção das inconsistências.

Diretrizes ‡ Planejamento estratégico e proposição de políticas judiciárias. pacificação e responsabilidade social. Descrição: Contribuir para a efetividade da prestação jurisdicional para obter o reconhecimento da Sociedade. ‡ Ampliação do acesso à justiça. . Eficiência e Efetividade. Visão = Ser um instrumento efetivo de desenvolvimento do Poder Judiciário. ‡ Modernização tecnológica do Judicário. Descrição: Coordenar a gestão do Poder Judiciário.CNJ Missão = Contribuir para que a prestação jurisdicional seja realizada com Moralidade. visando a melhoria da prestação jurisdicional. em benefício da sociedade. ‡ Garantia de efetivo respeito às liberdades públicas e execuções penais. atuando em parceria com suas unidades para que alcancem seus objetivos estratégicos.

a atribuição de coordenar o planejamento e a gestão estratégica do Poder Judiciário. a fim de aperfeiçoar e modernizar os serviços judiciais. CONSIDERANDO que os Presidentes dos tribunais brasileiros. Dispõe sobre o Planejamento e a Gestão Estratégica no âmbito do Poder Judiciário e dá outras Providências. e CONSIDERANDO competir ao Conselho Nacional de Justiça. no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais. realizado em 16 de fevereiro de 2009.RESOLUÇÃO Nº 70. deliberaram pela elaboração de Planejamento Estratégico Nacional. reunidos no I Encontro Nacional do Judiciário. a exigir a implementação de diretrizes nacionais para nortear a atuação institucional de todos os seus órgãos. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. . DE 18 DE MARÇO DE 2009. consolidado no Plano Estratégico apresentado e validado no II Encontro Nacional do Judiciário. CONSIDERANDO o trabalho realizado nos 12 (doze) Encontros Regionais. CONSIDERANDO a unicidade do Poder Judiciário. na cidade de Belo Horizonte ± MG. como órgão de controle da atuação administrativa e financeira dos tribunais.

a criação de Núcleo de Estatística e Gestão Estratégica. sintetizado nos seguintes componentes: I . CONSIDERANDO determinar a Resolução CNJ n. R E S O L V E: CAPÍTULO I . . no II Encontro Nacional do Judiciário. Fortalecer o Estado Democrático e fomentar a construção de uma sociedade livre. justa e solidária. de 18 de dezembro de 2007. por meio de uma efetiva prestação jurisdicional. de 10 Metas Nacionais de Nivelamento para o ano de 2009. unidade administrativa competente para elaborar. CONSIDERANDO a aprovação. implementar e gerir o planejamento estratégico de cada órgão da Justiça.º 49.Missão: realizar justiça. 1° Fica instituído o Planejamento Estratégico do Poder Judiciário. CONSIDERANDO a necessidade de se conferir maior continuidade administrativa aos tribunais.RESOLUÇÃO Nº 70. independentemente das alternâncias de seus gestores. consolidado no Plano Estratégico Nacional consoante do Anexo I desta Resolução. DE 18 DE MARÇO DE 2009.DO PLANEJAMENTO E DA GESTÃO ESTRATÉGICA DISPOSIÇÕES GERAIS Art.

c) celeridade. garantindo o exercício pleno dos direitos de Cidadania. b) acessibilidade.Atributos de Valor Judiciário para a Sociedade: a) credibilidade.Visão: ser reconhecido pela Sociedade como instrumento efetivo de justiça. responsável. II . d) ética. que busca o ideal democrático e promove a paz social. f) modernidade. e) imparcialidade. efetivo e justo. g) probidade: h) responsabilidade Social e Ambiental. imparcial.RESOLUÇÃO Nº 70. . III . Ter credibilidade e ser reconhecido como um Poder célere. acessível. equidade e paz social. i) transparência. DE 18 DE MARÇO DE 2009.

Redução do custo do processo judicial e administrativo. IV . Garantir a agilidade nos trâmites judiciais e administrativos. e da melhor alocação dos recursos humanos necessários à prestação jurisdicional. Buscar a excelência na gestão de custos operacionais. Linhas de Atuação: Economicidade. Desburocratização. Objetivo 2. distribuídos em 8 (oito) temas: a) Eficiência Operacional: Objetivo 1. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Otimização e simplificação de rotinas.15 (quinze) objetivos estratégicos. . Tecnologia (modernização). Linhas de Atuação: Taxa de congestionamento. Descrição do Objetivo: Garantir a agilidade na tramitação dos processos judiciais e administrativos a fim de assegurar a razoável duração do processo.RESOLUÇÃO Nº 70. Alocação e realocação de pessoas. Gestão ambiental. Descrição do Objetivo: Garantir a economicidade dos recursos por meio da racionalização na aquisição e utilização de todos os materiais. bens e serviços (responsabilidade ambiental).

Linhas de Atuação: Modernização dos mecanismos de cumprimento/execução do julgado. Descrição do Objetivo: Promover o acesso ao Poder Judiciário. a fim de garantir que os direitos reconhecidos alcancem resultados concretos. Promover meios que garantam acessibilidade real (democratização do acesso). Linhas de Atuação: Reduzir a distância física aos órgãos jurisdicionais (capilaridade).RESOLUÇÃO Nº 70. b) Acesso ao Sistema de Justiça: Objetivo 3. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Facilitar o acesso à Justiça. com o objetivo de democratizar a relação da população com os órgãos judiciais e garantir equidade no atendimento à sociedade. Descrição do Objetivo: o cumprimento das decisões emanadas do Poder Judiciário. Controle da prisão provisória e da execução das penas. . Promover a efetividade no cumprimento das decisões. Objetivo 4.

Reinserção social de egressos. Descrição do Objetivo: Promover o desenvolvimento e a inclusão social. Garantir o alinhamento estratégico em todas as unidades do Judiciário. c) Responsabilidade Social: Objetivo 5. deveres e valores do cidadão. respeitando as particularidades locais e visando a resultados de curto. DE 18 DE MARÇO DE 2009. por meio de ações que contribuam para o fortalecimento da educação e da consciência dos direitos. Promover a cidadania. Linhas de Atuação: Desdobramento da estratégia. d) Alinhamento e Integração: Objetivo 6. Gestão democrática e participativa. médio e longo prazos (continuidade). . deveres e valores. Linhas de Atuação: Inclusão social e desenvolvimento. Conscientização de direitos. Continuidade administrativa. Descrição do Objetivo: Garantir que as unidades do Judiciário tenham seu planejamento estratégico e sua gestão alinhados à estratégia do Poder Judiciário Nacional. Infância e Juventude.RESOLUÇÃO Nº 70.

Compartilhar unidades judiciárias e administrativas. estruturas e soluções jurídicas e administrativas. Fortalecer e harmonizar as relações entre os Poderes. d) Alinhamento e Integração: Objetivo 7. setores e instituições. Linhas de Atuação: Prevenção de litígios judiciais. Fomentar a interação e a troca de experiências entre Tribunais nos planos nacional e Internacional. acessibilidade e responsabilidade social). Descrição do Objetivo:Buscar a unicidade e a integração da Justiça por meio da troca de experiências entre Tribunais. unidades. Defensorias) e entidades públicas e privadas para viabilizar o alcance dos seus objetivos (eficiência. estruturas e soluções de TI. Ministério Público. Parcerias/Convênios. práticas.RESOLUÇÃO Nº 70. Solução coletiva de demandas. Descrição do Objetivo: Fortalecer a integração do Judiciário com os Poderes Executivo e Legislativo e desenvolver parcerias com os órgãos do sistema da justiça (OAB. . Linhas de Atuação: Compartilhar conhecimentos em práticas e soluções jurídicas e Administrativas. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Comunicação eletrônica. e) Atuação Institucional: Objetivo 8. compartilhando conhecimento.

Descrição do Objetivo: Aprimorar a comunicação com o público externo. informações sobre o papel. Linhas de Atuação: Unidades do Judiciário. Linhas de Atuação: Papel e iniciativas do Judiciário. transparência) no âmbito do Poder Judiciário. Descrição do Objetivo: Valorizar e difundir práticas que fomentem e conservem valores éticos e morais (imparcialidade. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Organizações ligadas à atividade judiciária. Disseminar valores éticos e morais por meio de atuação institucional efetiva. nas organizações ligadas à atividade judiciária e nas instituições de ensino. e) Atuação Institucional: Objetivo 9. Informações processuais e administrativas. com transparência. os dados orçamentários e de desempenho operacional.RESOLUÇÃO Nº 70. os atos judiciais e administrativos. probidade. Aproximação com os meios de Comunicação. com linguagem clara e acessível. . as ações e as iniciativas do Poder Judiciário. Aprimorar a comunicação com públicos externos. Objetivo 10. o andamento processual. disponibilizando. Transparência e linguagem clara. Universidades (estudantes de Direito).

Clima organizacional. Cultura orientada a resultados. Descrição do Objetivo: Elevar o nível de comprometimento. motivação e identidade institucional dos Magistrados e Servidores para viabilizar a execução da estratégia. Gestão administrativa. habilidades e atitudes dos magistrados e servidores. Qualidade de vida. Reconhecimento da criatividade e proatividade. . Gestão de projetos. f) Gestão de Pessoas: Objetivo 11. Objetivo 12. Motivar e comprometer magistrados e servidores com a execução da Estratégia. Estatística. Sistemas de TI. Linhas de Atuação: Gestão e execução da estratégia. Descrição do Objetivo: Garantir que os magistrados e servidores possuam conhecimentos. Linhas de Atuação: Comunicação interna. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Desenvolver conhecimentos. habilidades e atitudes essenciais para o alcance dos objetivos estratégicos.RESOLUÇÃO Nº 70. Conhecimentos jurídicos.

equipamentos de informática) que permitam o bom desempenho das unidades do Judiciário. de acordo com os cronogramas estabelecidos para cada iniciativa. Linhas de Atuação: Suporte à Estratégia. garantindo aos magistrados e servidores condições de trabalho com saúde e segurança. Segurança física institucional. Objetivo 14. g) Infraestrutura e Tecnologia: Objetivo 13. . Garantir a disponibilização dos recursos orçamentários necessários para a execução dos projetos estratégicos.RESOLUÇÃO Nº 70. Descrição do Objetivo: Prover os recursos materiais e tecnológicos (instalações. DE 18 DE MARÇO DE 2009. além da proteção e manutenção dos bens materiais e dos sistemas. Descrição do Objetivo: Estruturar a tecnologia da informação e o seu gerenciamento de forma a garantir o desenvolvimento. mobiliários. Segurança das pessoas. Linhas de Atuação: Orçamento para a Execução da Estratégia. Assegurar recursos orçamentários necessários à execução da estratégia. aperfeiçoamento e a disponibilidade dos sistemas essenciais à execução da Estratégia. Linhas de Atuação: Infra-estrutura. Garantir a infraestrutura apropriada às atividades administrativas e judiciais. Garantir a disponibilidade de sistemas essenciais de tecnologia de informação. Descrição do Objetivo:Promover ações orçamentárias visando assegurar recursos que viabilizem as ações e metas necessárias à execução da Estratégia. h) Orçamento: Objetivo 15. Segurança da Informação.

II . .metas de curto. § 2º Os Tribunais que já disponham de planejamento estratégicos deverão adequá-los ao Plano Estratégico Nacional.projetos e ações julgados suficientes e necessários para o atingimento das metas fixadas. indicados pelas respectivas entidades de classe. médio e longo prazos. bem como os aprovarão nos seus órgãos plenários ou especiais até 31 de dezembro de 2009. III .pelo menos um indicador de resultado para cada objetivo estratégico. § 1º Os planejamentos estratégicos de que trata o caput conterão: I .DO PRAZO E DA FORMA DE IMPLANTAÇÃO Art. na elaboração e na execução de suas propostas orçamentárias e planejamentos estratégicos. CAPÍTULO II . associadas aos indicadores de resultado. 2º O Conselho Nacional de Justiça e os tribunais indicados nos incisos II a VII do art. de forma a garantir os recursos necessários à sua execução.RESOLUÇÃO Nº 70. DE 18 DE MARÇO DE 2009. § 3º As propostas orçamentárias dos tribunais devem ser alinhadas aos seus respectivos planejamentos estratégicos. § 4º Os tribunais garantirão a participação efetiva de serventuários e de magistrados de primeiro e segundo graus. 92 da Constituição Federal elaborarão os seus respectivos planejamentos estratégicos. com abrangência mínima de 5 (cinco) anos. observadas as disposições e requisitos do caput e do §1º deste artigo. alinhados ao Plano Estratégico Nacional.

3º O Núcleo de Gestão Estratégica dos tribunais ou unidade análoga coordenará ou assessorará a elaboração. DE 18 DE MARÇO DE 2009. otimização de processos de trabalho e acompanhamento de dados estatísticos para gestão da informação. como também atuará nas áreas de gerenciamento de projetos. inclusive nas suas propostas orçamentárias. sugestão de estruturação das atividades dos Núcleos de Gestão Estratégica. § 5º O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos tribunais superiores. § 2º O Conselho Nacional de Justiça encaminhará aos tribunais. § 6º O Conselho Nacional de Justiça adotará as providências necessárias para fornecer auxílio técnico científico aos tribunais na elaboração e na gestão da estratégia. implementação e gestão do planejamento estratégico. § 1º Os tribunais deverão priorizar. Art. sem prejuízo da participação efetiva de ministros e serventuários na elaboração e na execução de suas estratégias. por intermédio do Departamento de Gestão Estratégica. .RESOLUÇÃO Nº 70. a estruturação de Núcleos de Gestão Estratégica ou unidade análoga.

com o intuito de promover a divulgação e o compartilhamento de projetos e ações desenvolvidas pelos tribunais.RESOLUÇÃO Nº 70. § 1º Os projetos e ações do Banco de Boas Práticas de Gestão do Poder Judiciário serão subdivididos de acordo com os temas da Estratégia Nacional.DO BANCO E DE BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DO PODER JUDICIÁRIO Art. 5º Os tribunais promoverão Reuniões de Análise da Estratégia .RAE trimestrais para acompanhamento dos resultados das metas fixadas. § 2º Os projetos e práticas a serem incluídos no Banco de Boas Práticas de Gestão do Poder Judiciário devem ser encaminhados ao Departamento de Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça. CAPÍTULO III . . 4º O Conselho Nacional de Justiça manterá disponível no seu Portal na Rede Mundial de Computadores (internet) o Banco de Boas Práticas de Gestão do Poder Judiciário. oportunidade em que poderão promover ajustes e outras medidas necessárias à melhoria do desempenho. CAPÍTULO IV . DE 18 DE MARÇO DE 2009. órgão responsável pela sua gestão. a fim de facilitar a identificação pelos tribunais interessados na sua utilização. a ser continuamente atualizado.DO ACOMPANHAMENTO DOS RESULTADOS Art.

. METAS E PROJETOS NACIONAIS Art.RESOLUÇÃO Nº 70. comuns a todos os tribunais. 6º Sem prejuízo do planejamento estratégico dos órgãos do Poder Judiciário. com aprovação no Tribunal Pleno ou Órgão Especial. Parágrafo Único. Implantar sistema de gestão eletrônica da execução penal e mecanismo de acompanhamento eletrônico das prisões provisórias. Informatizar todas as unidades judiciárias e interligá-las ao respectivo tribunal e à rede mundial de computadores. Metas: 1. Identificar e julgar todos os processos judiciais distribuídos (em 1º. 4. metas. 2º grau ou tribunais superiores) até 31/12/2005. 5. o Conselho Nacional de Justiça coordenará a instituição de indicadores de resultados. 2. Desenvolver e/ou alinhar planejamento estratégico plurianual (mínimo de 05 anos) aos objetivos estratégicos do Poder Judiciário. As metas nacionais de nivelamento para o ano de 2009 estão descritas no Anexo II desta Resolução. CAPÍTULO V .DOS INDICADORES. projetos e ações de âmbito nacional. 3. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Informatizar e automatizar a distribuição de todos os processos e recursos.

Cadastrar todos os magistrados nos sistemas eletrônicos de acesso a informações sobre pessoas e bens e de comunicação de ordens judiciais (Bacenjud.RESOLUÇÃO Nº 70. DE 18 DE MARÇO DE 2009. Metas (continuação): 6. Infojud. Capacitar o administrador de cada unidade judiciária em gestão de pessoas e de processos de trabalho. Implantar núcleo de controle interno. respeitado o segredo de justiça. Renajud). 9. Tornar acessíveis as informações processuais nos portais da rede mundial de computadores. com Andamento atualizado e conteúdo das decisões de todos os processos. Implantar o processo eletrônico em parcela de suas unidades judiciárias. para imediata implantação de métodos de gerenciamento de rotinas. 10. 7. 8. .

divulgar o desempenho dos tribunais no cumprimento das ações. projetos e metas prioritárias estabelecidas. § 3º (1) As deliberações dos Encontros Anuais. observadas as candidaturas dos tribunais interessados. como também das associações nacionais de magistrados. § 5º (1) A organização dos Encontros Anuais dar-se-á em parceria entre o Conselho Nacional de Justiça e os tribunais-sede. 6º-A (1) O Conselho Nacional de Justiça coordenará a realização de Encontros Anuais do Poder Judiciário. preferencialmente no mês de fevereiro. § 1º (1) Os Encontros Anuais do Poder Judiciário contarão com a participação dos presidentes e corregedores dos tribunais e dos conselhos. Art. projetos e metas nacionais no ano findo. com os seguintes objetivos. II .avaliar a Estratégia Nacional. § 2º (1) O Encontro Anual poderá ser precedido de reuniões preparatórias com representantes dos tribunais e com as associações nacionais de magistrados. privilegiando-se a alternância entre as unidades federativas. mormente as ações. entre outros: I . projetos e metas nacionais prioritárias. . facultado o convite a outras entidades e autoridades.definir as novas ações.RESOLUÇÃO Nº 70. serão comunicadas ao Plenário do CNJ e publicadas como Anexo desta Resolução. § 4º (1) Caberá ao Conselho Nacional de Justiça a escolha da sede do Encontro Anual. III . DE 18 DE MARÇO DE 2009.

CAPÍTULO VI . Art.RESOLUÇÃO Nº 70. A Presidência do Conselho Nacional de Justiça instituirá e regulamentará Comitê Gestor Nacional para auxiliar as atividades de planejamento e gestão estratégica do Poder Judiciário. DE 18 DE MARÇO DE 2009. assessorados pelo Departamento de Gestão Estratégica. 7º Compete à Presidência do Conselho Nacional de Justiça. a ser coordenado pelo Presidente da Comissão de Estatística e Gestão Estratégica. coordenar as atividades de planejamento e gestão estratégica do Poder Judiciário. Parágrafo Único. em conjunto com a Comissão de Estatística e Gestão Estratégica. . 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.

assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei. possuindo um aspecto dinâmico. sem preocupação com planos governamentais de desenvolvimento. a execução das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica ou geral do país. Presente O orçamento é utilizado como instrumento de planejamento da ação governamental. Propicia a intervenção estatal na vida da sociedade de forma acentuada através do planejamento das ações do Estado. tratando-se assim de mera peça contábil . por certo período de tempo (cronograma). que possuía caráter eminentemente estático. Orçamento Público é o instrumento pelo qual o Poder Executivo prevê e o Poder Legislativo autoriza.financeira. ao contrário do orçamento tradicional já superado.Orçamento Público .Conceito Passado O orçamento é compreendido como uma peça que contém apenas a previsão das receitas e a fixação das despesas para determinado período. .

‡ É uma lei especial: Possui processo legislativo diferenciado e trata de matéria específica. em vários casos ela não obriga o Poder Público. Lei de Diretrizes Orçamentárias .LDO. que pode.PPA. Dizemos assim que o orçamento é uma lei formal. ‡ É uma lei ordinária: Todas as leis orçamentárias são leis ordinárias (Plano Plurianual . conforme vimos acima. ‡ É uma lei temporária: A lei orçamentária tem vigência limitada (um ano). por exemplo. .LOA). Lei de Orçamentos Anuais . Os créditos suplementares e especiais também são aprovados como leis ordinárias.Orçamento Público .Conceito Características para a lei orçamentária: ‡ É uma lei formal: Formalmente o orçamento é uma lei. pois diversas vezes deixa de possuir uma característica essencial das leis: a coercibilidade. mas. deixar de realizar uma despesa autorizada pelo legislativo.

aprova e submete novamente ao Chefe do Executivo para sanção.Conceito Essa lei é de iniciativa exclusiva do Chefe do Executivo. através da simples não liberação de verbas às unidades orçamentárias. que o discute. Mas também costuma ocorrer "informalmente". Esse projeto de lei é submetido ao Poder Legislativo. Se a receita do ano for superior à estimada (estima-se através do produto da arrecadação dos tributos de competência do ente em questão). que harmoniza as pretensões orçamentárias vindas dessas várias fontes. modifica. . sendo obrigado a cortar despesas. construindo uma única proposta de lei. o governo fica impossibilitado de executar o orçamento em sua totalidade. como toda lei. o governo encaminha à casa legislativa um projeto de lei pedindo autorização para incorporar e executar o excesso de arrecadação (créditos adicionais).Orçamento Público . Isso pode ser formalizado em ato administrativo do Chefe do Executivo ou autoridade por este delegada. Se as despesas superarem as receitas.

sem se questionar sobre objetivos e metas. o orçamento de desempenho ainda se encontra desvinculado de uma planejamento central das ações do governo. sem nenhuma espécie de planejamento das ações do governo. Neste tipo de orçamento não havia preocupação com a realização dos programas de trabalho do governo. o gestor começa a se preocupar com o resultado dos gastos e não apenas com o gasto em si. preocupando-se apenas com as necessidades dos órgão públicos para realização das suas tarefas. um documento de previsão de receita e de autorização de despesas. preocupa-se agora em saber ³as coisas que o governo faz e não as coisas que o governo compra´. Apesar de ser um passo importante. ou seja. Neste tipo de orçamento. 2.Orçamento Público .Conceito Classificação e Tipos de Orçamentos: 1. . Orçamento de desempenho ou por realizações: Uma evolução do orçamento clássico foi o chamado orçamento de desempenho ou por realizações. Era peça meramente contábil ± financeira. Orçamento clássico ou tradicional: O orçamento tradicional ou clássico era aquele onde constavam apenas a fixação da despesa e a previsão da receita.

haverá um questionamento acerca das reais necessidades de cada área. sem utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo. não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação. a totalidade de seus gastos. na fase de elaboração da proposta orçamentária.Programa: O orçamento . além do estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados. na fase de elaboração da sua proposta orçamentária. Neste tipo de abordagem. Orçamento. através da identificação dos seus programas de trabalho. projetos e atividades. consiste basicamente em uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais.Orçamento Público . Pode ser entendido como um plano de trabalho. Os órgão governamentais deverão justificar anualmente. um instrumento de planejamento da ação do governo.programa foi introduzido no Brasil através da Lei 4320/64 e do decreto ± lei 200/67. bem como a previsão dos custos relacionados. 4.Conceito Classificação e Tipos de Orçamentos: 3. Orçamento de base zero ou por estratégia: Técnica utilizada para a confecção do orçamento ± programa. .

existe o orçamento da União. fundos. .Princípio da Anualidade: O orçamento é previsão. no Brasil. resume-se ao período de tempo de um ano para a execução do Orçamento. órgãos e entidades da administração direta e indireta.Princípios Orçamentários . Como tal.Princípio da Universalidade: O orçamento deve conter todas as receitas e despesas dos poderes. . supõe periodicidade. fundamentado em uma única política orçamentária e estruturado uniformemente.Princípio da Unidade: Cada esfera de governo deve possuir apenas um orçamento. . Assim. o de cada Estado e o de cada Município. programação de atividades a serem realizadas no futuro. que.

Princípio da Legalidade: As leis orçamentárias são de iniciativa privativa do Presidente da República. por meio de lei (em sentido formal). operações.Princípio da Programação: Está ligado ao plano de ação governamental. sendo consideradas matérias alheias ao Direito Financeiro (alterações no Código Civil.Princípio da Exclusividade: A lei orçamentária não deve conter dispositivo estranho. . por exemplo). . regionais e setoriais de desenvolvimento. aberturas de crédito e tudo mais que houver por disciplinar a matéria orçamentária. .Princípios Orçamentários . estendendo-se a necessidade de veiculação de tais regras. a todos os demais planos. na medida em que vincula as normas orçamentárias à consecução dos programas nacionais. ilegal ou imoral à fixação de despesa e à previsão da receita.

das empresas estatais. Os ingressos extra-orçamentários são aqueles pertencentes a terceiros. Os ingressos orçamentários são aqueles pertencentes ao ente público arrecadados exclusivamente para aplicação em programas e ações governamentais. a remuneração dos investimentos do Estado e os juros das dívidas fiscais. Existem casos especiais. arrecadados pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução. . consignações em folha de pagamento. Estes ingressos são denominados recursos de terceiros. Tais receitas não constituem renda para o Estado. estados e municípios). fianças. Contudo tais receitas somam-se às disponibilidades financeiras do Estado.Receitas e Despesas Extraorçamentárias Receitas Públicas Recursos previstos em legislação e arrecadados pelo poder público com a finalidade de realizar gastos que atenda as necessidades ou demandas da sociedade. As receitas orçamentárias são aquelas previstas no orçamento dos entes públicos (União. salários não reclamados). A receita pública engloba a receita tributária. uma vez que este é apenas depositário de tais valores. Receitas Extraorçamentárias São aquelas que não constam do orçamento e corresponde as entradas de recursos pelo o qual o Estado tem a obrigação de fazer a devolução. onde a receita extra-orçamentária pode converter-se em receita orçamentária. (Ex: cauções. São todo e qualquer recurso obtido pelo Estado para atender os gastos públicos indispensáveis às necessidades da população.

Despesas Extraorçamentárias É a despesa que não consta na lei orçamentária anual. . É a despesa que está incluída na lei orçamentária anual. ou seja. Exceção são as chamadas despesas extra-orçamentárias. Constituem despesa extra-orçamentária os pagamentos que não dependem de autorização legislativa.Receitas e Despesas Extraorçamentárias Despesas Públicas É o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade. compreendendo as diversas saídas de numerários. resgate de operações crédito por antecipação de receita e saídas de recursos transitórios. decorrentes do pagamento ou recolhimento de depósitos. não integram o orçamento público. Se resumem a devolução de valores arrecadados sob título de receitas extra-orçamentárias. especiais e extraordinários) abertos durante o exercício financeiro. e ainda as provenientes dos créditos adicionais (suplementares. através do ato admnistrativo chamado orçamento público. As despesas públicas devem ser autorizadas pelo Poder Legislativo. pagamentos de restos a pagar.

O ordenamento das ações do Governo sob a forma de programas visa dar maior visibilidade aos resultados e benefícios gerados para a sociedade. Ultrapassa a fronteira do orçamento como simples documento financeiro. pode-se dizer que o orçamento passa a ser um instrumento de operacionalização das ações do governo. durante um período determinado de tempo. quantificados no tempo por metas. garantindo objetividade e transparência à aplicação dos recursos públicos.Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. A concepção do orçamento-programa está ligada à idéia de planejamento. estão associados os produtos (bens ou serviços) resultantes da execução destas. . O orçamento deve considerar os objetivos que o Governo pretende alcançar. Às ações que compõem o programa. viabilizando seus projetos/atividades/operações especiais em consonância com os planos e diretrizes formuladas no planejamento. aumentando sua dimensão. Sendo assim.

como instrumentos de integração dos esforços governamentais no sentido da concretização dos objetivos. equipamentos.Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. material.medidas de desempenho com a finalidade de medir realizações (produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas. . .) necessários para obtenção dos resultados.os objetivos e propósitos.os custos dos programas medidos através de identificação dos meios e insumos (pessoal. serviços etc. Elementos essenciais: .os programas. perseguidos pela instituição e cuja consecução são utilizados os recursos orçamentários. . .

PROGRAMA AÇÃO PROJETO ATIVIDADE OPERAÇÃO ESPECIAL META FÍSICA .Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos.

Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. o que confere a esses instrumentos uma integração desde a origem. O programa. como instrumento de realização dos programas. como único módulo integrador e as ações. assim. O programa é o módulo comum integrador entre o plano e o orçamento. visando a solução de um problema ou o atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. possibilitando se. . É o instrumento de organização que articula um conjunto de ações que concorrem para um objetivo comum preestabelecido. Em termos de estruturação. Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do Plano Plurianual. a avaliação objetiva da atuação do Governo. mensurado por indicadores instituídos no plano. Programa Conjunto articulado de ações. expresso pela evolução de indicadores no período de execução do programa. estruturas e pessoas motivadas ao alcance de um objetivo comum (solução de um problema ou atendimento de demanda da sociedade). o plano termina no programa e o orçamento começa no programa.

. especificando os respectivos valores e metas e as unidades orçamentárias responsáveis pela realização da ação. dará origem à meta. A cada projeto ou atividade só poderá estar associado um produto. que. Programa A organização das ações do Governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na administração pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios gerados para a sociedade. A partir do programa são identificadas as ações sob a forma de atividades. indicador que quantifica a situação que o programa tenha por fim modificar e os produtos (bens e serviços) necessários para atingir o objetivo. projetos ou operações especiais.Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. Cada programa contém objetivo. quantificado por sua unidade de medida. bem como elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos.

as atividades e as operações especiais. As operações especiais poderão fazer parte dos programas quando efetivamente contribuírem para a consecução de seus objetivos. das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação do Governo. . envolvendo um conjunto de operações. Ação Os programas são compostos de ações. O enquadramento de uma ação em um dos três itens depende do efeito gerado pela sua implementação. Projeto Instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa. Exemplo: ³Implantação da rede nacional de bancos de leite humano´. gênero de que são espécies os projetos. limitadas no tempo.Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos.

expansão ou aperfeiçoamento das ações de Governo. São despesas passíveis de operação especial: amortização e encargos. Operação Especial São despesas que não contribuem para a manutenção. fundos de participação. das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta em bens ou serviços. contribuição a organismos nacionais e internacionais.Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. ressarcimentos. . indenizações. transferências a qualquer título. aquisição de títulos. participações acionárias. pagamento de inativos. envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente. operações de financiamento (empréstimos). Atividade É o instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. Exemplo: ³Fiscalização e Monitoramento das Operadoras de Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde´. pagamento de sentenças judiciais. compensações financeiras.

Orçamento-Programa: Conceitos e Objetivos. por ação num determinado período e instituída para cada ano. Exemplo: No caso da vacinação de crianças. de forma regionalizada (se for o caso). Vale ressaltar que o critério para regionalização de metas é o da localização dos beneficiados pela ação. ainda que a campanha seja de âmbito nacional e a despesa paga de forma centralizada. O mesmo ocorre com a distribuição de livros didáticos. . Meta física Meta física é a quantidade de produto a ser ofertado. a meta será regionalizada pela quantidade de crianças a serem vacinadas ou de vacinas empregadas em cada Estado.

Investimentos que ultrapassem um exercício financeiro não poderão ser iniciados sem prévia inclusão no PPA.Plano Plurianual (PPA): Plano de longo prazo. .Orçamento na Constituição Federal A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o plano plurianual. estaduais e municipais). sob pena de crime de responsabilidade. Sistema de Planejamento Integrado = Processo de Planejamento-Orçamento PPA + LDO + LOA . as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual. ordena as ações do governo que levem a atingir as metas e objetivos fixados para o período de quatro anos (governo federal. Compreende 3 exercícios do atual mandatário e o primeiro exercício do próximo eleito.

. . objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.de forma regionalizada: o planejamento da aplicação de recursos públicos para diminuir as desigualdades entre as regiões brasileiras.metas: quantificação. dos objetivos. as diretrizes. de forma regionalizada.Orçamento na Constituição Federal De acordo com o que dispõe o artigo 165.as diretrizes: princípios que nortearão a captação e o gasto público com vistas a alcançar os objetivos. . física ou financeira. § 1º. da Constituição Federal. a lei que instituir o plano plurianual estabelecerá. . objetivos: discriminação dos resultados que se quer alcançar com a execução de ações governamentais.

tais como despesas de manutenção. para discussão e aprovação no Congresso Nacional.as relativas aos programas de duração continuada: despesa vinculadas a programas com duração superior a um exercício financeiro. o planejamento e a execução de obras.Orçamento na Constituição Federal . a compra de instalações. . equipamentos. Abrangem. material permanente.as despesas de capital: despesas realizadas com o propósito de formar e/ou adquirir um bem de capital. deve ser feito até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial (31/8) e devolvido para sanção presidencial até o encerramento da sessão legislativa (22/12). . . O prazo de encaminhamento do projeto do PPA pelo Executivo.outras delas decorrentes: despesas que ocorrem em decorrência das despesas de capital. entre outras ações.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): Norteia a elaboração do orçamento de forma a adequar às diretrizes e objetivos estabelecidos no PPA.LOA. ‡ orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual . ‡ estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. restrito ao ano a que se refere. ‡ alteração da legislação tributária. através do PPA. Funções básicas: ‡ estabelecer as metas e prioridades da Administração Pública federal para o exercício financeiro seguinte. Define as metas em termos de programas. A LDO estabelece parâmetros para a aplicação do recurso orçamentário anual.Orçamento na Constituição Federal . .

metas: quantificação.para o exercício financeiro subseqüente: o exercício financeiro compreende 1º de janeiro a 31 de dezembro. equipamentos.Orçamento na Constituição Federal .as despesas de capital: despesas realizadas com o propósito de formar e/ou adquirir um bem de capital. o planejamento e a execução de obras.prioridades: são os programas e ações constantes do Anexo I da LDO. Abrangem. . em limite à programação da despesa. dos objetivos. . material permanente. não se constituindo. física ou financeira. os quais terão precedência na alocação dos recursos no projeto e na Lei Orçamentária Anual e na sua execução. todavia. . a compra de instalações. . entre outras ações.

critérios e forma de limitação de empenho. . O encaminhamento do projeto de lei de diretrizes orçamentárias . para discussão e aprovação pelo Congresso Nacional. e .PLDO pelo Presidente da República. disporá também sobre: .Orçamento na Constituição Federal Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal ± LRF. .demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas.equilíbrio entre receitas e despesas. .normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos. deve ser feito até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15/4) e devolvido para sanção presidencial até o encerramento do primeiro período legislativo (17/7).

informando as providências a serem tomadas. caso se concretizem. relativas a receitas. . para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. resultados nominal e primário e montante da dívida pública. onde estabelece metas anuais. onde consta a avaliação dos passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. despesas. b) Anexo de Riscos Fiscais. em valores correntes e constantes.Orçamento na Constituição Federal Anexos: a) Anexo de Metas Fiscais.

até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro (31/08) e devolvido para sanção presidencial até o encerramento da sessão legislativa (22/12). O projeto de lei orçamentária deverá ser enviado pelo chefe do Poder Executivo. fundos e fundações mantidas pelo poder público.Lei de Orçamentos Anuais (LOA): Estabelece o Orçamento Geral da União (OGU). .Orçamento na Constituição Federal . ao Congresso Nacional. Discrimina os recursos orçamentários e financeiros para o atingimento das metas e prioridades estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e compreenderá: a) Orçamento Fiscal: refere-se aos três poderes e órgãos de administração direta e indireta. A LOA deve ser compatível com o PPA (porque foi a definição do planejamento) e com a LDO (porque são as diretrizes e orientações para elaboração da LOA). b) Orçamento de Investimento das Empresas Estatais Federais: empresas em que o Estado detenha a maioria do capital social com direito a voto. o orçamento propriamente dito. c) Orçamento da Seguridade Social: entidades a ela vinculadas.

de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada uma e à exigência da situação. . . e capacidades que não se assemelham às nossas. . opiniões. . agem e reagem diferentemente de nós.Competência Interpessoal . possuem necessidades e expectativas diversas no que diz respeito aos resultados da interação.é capacidade de observar a reação de nossos interlocutores e utiliza-la como feedback para verificar se a mensagem foi fielmente transmitida e captada.é exercício constante de expansão da auto-consciência e da consciência do outro.é a aceitação da existência de rede de relações e conflitos.é aprimoramento permanente de nossa capacidade de transmitir de forma eficaz e adequada nossas idéias. sentimentos. .é capacidade de interagir de forma construtiva com as pessoas. . .é saber lidar com conflitos e gerir o relacionamento com seres que pensam. é sensibilidade apurada. que prepara para a socialização.é a habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais.

em sua distribuição ao consumidor final. transporte interno e acondicionamento (armazenagem). Seu enfoque fundamental é determinar o quê. pelo menor custo. em sua armazenagem como produto acabado e. Administrar materiais é ter os materiais necessários.Administração de Recursos Materiais Administração de Recursos Materiais Engloba a seqüência de operações que tem início na identificação do fornecedor. . em seu transporte durante o processo produtivo. quanto e como adquirir ao menor custo . na compra do bem ou serviço. na quantidade necessária e qualidade requerida. em seu recebimento.desde o momento de sua concepção até seu consumo final . local e tempo certos.para repor o estoque. à disposição dos órgãos de produção (produtos) ou elaboração/implantação (serviços). finalmente.

Administração de Recursos Materiais Subsistemas Típicos: . já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo do produto. O estoque é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupações e desníveis. . negociação e contratação de compras de material através do processo de licitação. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido. cadastramento e catalogação de material. É da responsabilidade de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição nas quantidades certas. . o controle e o ressuprimento de material.Controle de Estoque: responsável pela gestão econômica dos estoques. através do planejamento e da programação de material. mas precisa também realizar a compra em preço mais favorável possível. nos períodos desejados.Aquisição / Compra de Material: responsável pela gestão. compreendendo a análise. Os estoques podem ser de: matéria-prima. . codificação. O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. produtos em fabricação e produtos acabados.Classificação de Material: responsável pela identificação (especificação). Compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo. classificação. a previsão.

recepção e expedição de material. O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque. segundo determinadas normas e métodos de armazenamento. . com exceção dos produtos em processo. .Administração de Recursos Materiais Subsistemas Típicos: . fornecimento.Movimentação de Material: encarregado do controle e normalização das transações de recebimento. podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.Armazenagem / Almoxarifado: responsável pela gestão física dos estoques. transferências de materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material.Inspeção de Recebimento: responsável pela verificação física e documental do recebimento de material. embalagem. É o local onde ficam armazenados os produtos. preservação. devoluções. para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores . pesquisa de mercado e compras.Cadastro: encarregado do cadastramento de fornecedores. . compreendendo as atividades de guarda.

.Administração de Recursos Materiais Subsistemas Específicos: . e/ou onde também são contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta. A colocação do produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica é de responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição.Padronização e Normalização: subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades existentes de determinado tipo de material. movimentação e distribuição de material. . . É nesse setor que se executa a Administração da frota de veículos da empresa.Inspeção de Suprimentos: subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização. propondo medidas de redução de estoques.Transporte de Material: subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela execução do transporte. analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções. por meio de unificação e especificação dos mesmos.

aumentando o retorno sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro. certamente um dos mais importantes.este é o objetivo mais óbvio e. Os custos de produção.dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de Controle de Estoques. d) Continuidade de Fornecimento . Reduzir o preço de compra implica em aumentar os lucros.implica em melhor utilização do capital. Armazenamento e Compras.Administração de Recursos Materiais Principais Objetivos: a) Preço Baixo . se mantida a mesma qualidade. expedição e transportes são afetados diretamente por este item. e) Consistência de Qualidade . . b) Alto Giro de Estoques . c) Baixo Custo de Aquisição e Posse .é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos fornecedores. Em algumas empresas a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Materiais.a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos.

na sobrevivência e nos lucros da empresa. de forma indireta. . mesmo resultado com menor despesa .a posição de uma empresa no mundo dos negócios é.são considerados como o objetivo primário. em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores. g) Relações Favoráveis com Fornecedores . pois contribuem para o papel da Administração de Material. h) Aperfeiçoamento de Pessoal .toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu Pessoal.em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro final. i) Bons Registros .Administração de Recursos Materiais Principais Objetivos: f) Despesas com Pessoal .obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou.

.Pontos de Estocagem .Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: . . rolo. vidro. ). ..designa qualquer material.. .Estoque Ativo ou Normal . bloco.Artigo ou Item . folha.. galão.é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade. .identifica a medida.não sofre flutuações. . litro. matéria-prima ou produto acabado que faça parte do estoque.Estoque .Unidade .locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao controle da administração. características de apresentação física (caixa. metro. é estático. sem causar interrupções às unidades funcionais da organização.Estoque Morto ou Inativo .conjunto de mercadorias. peso e custo em conseqüência de entradas e saídas. materiais ou artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os usuários. peça. . tipo de acondicionamento. quilograma. resma. volume.

sem condições de uso.Estoque de Recuperação . . . Constitui um Estoque Morto.quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque.quantidade de determinado item. podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados. Obsoletos ou Inservíveis .é a quantidade de um determinado item existente em estoque. após a obtenção de sua condições normais. comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em almoxarifado. . obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. novos ou recuperados.Estoque de Excedentes.Estoque Empenhado ou Reservado .Estoque Teórico . .. com utilização certa.Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: .constitui as quantidades de itens em estoque. salvados ( retirados de uso através de desmontagens) etc. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica. . mas passíveis de aproveitamento após recuperação. aguardando o fornecimento. livre para uso.é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida.Estoque Disponível .

A continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza. . .Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança. . .Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: .Estoque Médio.Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera.Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança. Normalmente é igual a metade do Estoque Mínimo. Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item.Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência (falta) provocada por consumo anormal ou atraso de entrega. . .Ponto de Pedido.

é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado Período.Coleta ou Cotação de Preços . . .é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada.documento emitido pela unidade de Compras. desde o momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada.Requisição ou Pedido de Compra .tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria.Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: .Quantidade a Pedir . .Tempo de Reposição.tempo decorrido desde a emissão do documento de compra ( requisição ) até o recebimento da mercadoria. .Prazo de Entrega . Ressuprimento . solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. .é o tempo que um documento leva. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que identifiquem individualmente cada item.documento interno que desencadeia o processo de compra. .Freqüência . .Tempo de Tramitação Interna .

.é o custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra.documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável. que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento).existe em função das variações de quantidade e de despesas operacionais.Contato. prazo de entrega. . Ordem ou Autorização de Fornecimento . condições de pagamento etc).Custo de Manutenção de Estoque. .Custo Fixo . Posse ou Armazenagem .documento formal.documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço.Custo Variável . despesas administrativas. . ).são os custos decorrentes da existência do item ou artigo no estoque. . de manutenção etc. firmado entre comprador e fornecedor.Mapa Comparativo de Preços . Varia em função do número de vezes ou da quantidade Comprada.Proposta de Fornecimento . .Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: .

.é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição. . .Custo Ideal .Administração de Recursos Materiais Principais Terminologias: .Custo de Obtenção de Estoque.Custo Total . do Pedido ou Aquisição .é constituído pela somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra.é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas.

da Constituição Federal. para aquisição de bens e serviços comuns. que será regida por esta Lei. 37. para os fins e efeitos deste artigo. Para aquisição de bens e serviços comuns. e dá outras providências. modalidade de licitação denominada pregão. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. no âmbito da União. DE 17 DE JULHO DE 2002 Institui. 1º. Consideram-se bens e serviços comuns. Estados. Distrito Federal e Municípios.520. nos termos do art. aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital. por meio de especificações usuais no mercado. . Parágrafo único. inciso XXI. poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão.LEI Nº 10.

utilizando-se de recursos de tecnologia da informação.520. nos termos de regulamentação específica. (VETADO). § 1º. As bolsas a que se referem o § 2º deverão estar organizadas sob a forma de sociedades civis sem fins lucrativos e com a participação plural de corretoras que operem sistemas eletrônicos unificados de pregões. Distrito Federal e Municípios. a participação de bolsas de mercadorias no apoio técnico e operacional aos órgãos e entidades promotores da modalidade de pregão. Será facultado. 2º. nos termos de regulamentos próprios da União.LEI Nº 10. . § 3º. Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da informação. § 2º. Estados. DE 17 DE JULHO DE 2002 Art.

as sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato.a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame. DE 17 DE JULHO DE 2002 Art. irrelevantes ou desnecessárias. A fase preparatória do pregão observará o seguinte: I .a definição do objeto deverá ser precisa. suficiente e clara. as exigências de habilitação. por excessivas.520. vedadas especificações que. 3º. bem como o orçamento. III . inclusive com fixação dos prazos para fornecimento. os critérios de aceitação das propostas. II .LEI Nº 10. e . dos bens ou serviços a serem licitados. limitem a competição.dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados. elaborado pelo órgão ou entidade promotora da licitação.

preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do evento. as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas por militares. o recebimento das propostas e lances. A equipe de apoio deverá ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da administração. dentre outras. bem como a habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor.LEI Nº 10. dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação. a análise de sua aceitabilidade e sua classificação. DE 17 DE JULHO DE 2002 IV . § 1º. § 2º. .520.a autoridade competente designará. No âmbito do Ministério da Defesa. o pregoeiro e respectiva equipe de apoio. cuja atribuição inclui.

LEI Nº 10.520. em jornal de circulação local. dias e horários em que poderá ser lida ou obtida a íntegra do edital. de 16 de dezembro de 1998. nos termos do regulamento de que trata o art. . DE 17 DE JULHO DE 2002 Art. as normas que disciplinarem o procedimento e a minuta do contrato. III . em jornal de grande circulação. 3º. não existindo. 4º. a indicação do local. 2º.a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou. quando for o caso. e facultativamente.755. por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação. II .do edital constarão todos os elementos definidos na forma do inciso I do art.do aviso constarão a definição do objeto da licitação. IV . A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as seguintes regras: I .cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à disposição de qualquer pessoa para consulta e divulgadas na forma da Lei nº 9.

será realizada sessão pública para recebimento das propostas.aberta a sessão. DE 17 DE JULHO DE 2002 V .520. identificar-se e. quaisquer que sejam os preços oferecidos. até o máximo de 3 (três).não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior.no curso da sessão. oferecer novos lances verbais e sucessivos. VII . comprovar a existência dos necessários poderes para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame. VIII . procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório. poderão os autores das melhores propostas. . IX . os interessados ou seus representantes. apresentarão declaração dando ciência de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos. ou seu representante. contado a partir da publicação do aviso. não será inferior a 8 (oito) dias úteis.o prazo fixado para a apresentação das propostas.LEI Nº 10. devendo o interessado. se for o caso. o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos. até a proclamação do vencedor. hora e local designados.no dia. VI .

observados os prazos máximos para fornecimento. e as Fazendas Estaduais e Municipais. para verificação do atendimento das condições fixadas no edital.FGTS. as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital. caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade.LEI Nº 10. XII . a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . DE 17 DE JULHO DE 2002 X .520.para julgamento e classificação das propostas. assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes. quanto ao objeto e valor. será adotado o critério de menor preço. XI . o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta. com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira.examinada a proposta classificada em primeiro lugar. quando for o caso. XIII .encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas. .a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional. Distrito Federal ou Municípios.os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores ± Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados. XIV .

o pregoeiro poderá negociar diretamente com o proponente para que seja obtido preço melhor. sendo o respectivo licitante declarado vencedor.LEI Nº 10. XVIII . quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso. DE 17 DE JULHO DE 2002 XV . ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contrarazões em igual número de dias. na ordem de classificação. XIX . . que começarão a correr do término do prazo do recorrente.520. XVII . XVI . e assim sucessivamente. o pregoeiro examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes.verificado o atendimento das exigências fixadas no edital. o licitante será declarado vencedor. até a apuração de uma que atenda ao edital.declarado o vencedor.o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento. qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer.nas situações previstas nos incisos XI e XVI. sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos.se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias.

se o licitante vencedor. . DE 17 DE JULHO DE 2002 XX .a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor. convocado dentro do prazo de validade da sua proposta.homologada a licitação pela autoridade competente. aplicar-se-á o disposto no inciso XVI. e XXIII .decididos os recursos. a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao licitante vencedor.520.LEI Nº 10. não celebrar o contrato. XXI . o adjudicatário será convocado para assinar o contrato no prazo definido em edital. XXII .

DE 17 DE JULHO DE 2002 Art. É vedada a exigência de: I . como condição para participação no certame. salvo os referentes a fornecimento do edital.aquisição do edital pelos licitantes.garantia de proposta. quando for o caso.520. que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica. Art.pagamento de taxas e emolumentos. e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação. 5º. se outro não estiver fixado no edital. e III . 6º. O prazo de validade das propostas será de 60 (sessenta) dias. . II .LEI Nº 10.

comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal. Distrito Federal ou Municípios e. ou nos sistemas de cadastramento de fornecedores a que se refere o inciso XIV do art. não mantiver a proposta. será descredenciado no Sicaf. Quem. deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame. não celebrar o contrato. ficará impedido de licitar e contratar com a União.520. pelo prazo de até 5 (cinco) anos.LEI Nº 10. 8º. DE 17 DE JULHO DE 2002 Art. 4º desta Lei. ensejar o retardamento da execução de seu objeto. Os atos essenciais do pregão. Estados. 7º. inclusive os decorrentes de meios eletrônicos. com vistas à aferição de sua regularidade pelos agentes de controle. convocado dentro do prazo de validade da sua proposta. serão documentados no processo respectivo. falhar ou fraudar na execução do contrato. . 2º. sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais. nos termos do regulamento previsto no art. Art.

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Art. 9º. Aplicam-se subsidiariamente, para a modalidade de pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

Art. 10. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 2.182-18, de 23 de agosto de 2001.

Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme regulamento específico.

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Art. 12. A Lei nº 10.191, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: ³Art. 2-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, nas licitações de registro de preços destinadas à aquisição de bens e serviços comuns da área da saúde, a modalidade do pregão, inclusive por meio eletrônico, observando-se o seguinte: I - são considerados bens e serviços comuns da área da saúde, aqueles necessários ao atendimento dos órgãos que integram o Sistema Único de Saúde, cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos no edital, por meio de especificações usuais do mercado. II - quando o quantitativo total estimado para a contratação ou fornecimento não puder ser atendido pelo licitante vencedor, admitir-se-á a convocação de tantos licitantes quantos forem necessários para o atingimento da totalidade do quantitativo, respeitada a ordem de classificação, desde que os referidos licitantes aceitem praticar o mesmo preço da proposta vencedora. III - na impossibilidade do atendimento ao disposto no inciso II, excepcionalmente, poderão ser registrados outros preços diferentes da proposta vencedora, desde que se trate de objetos de qualidade ou desempenho superior, devidamente justificada e comprovada a vantagem, e que as ofertas sejam em valor inferior ao limite máximo admitido.´ Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 17 de julho de 2002; 181º da Independência e 114º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

LEI Nº 10.520, DE 17 DE JULHO DE 2002

Mensagem do Veto: Senhor Presidente do Senado Federal, Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1º do art. 66 da Constituição Federal, decidi vetar parcialmente o Projeto de Lei de Conversão nº 19, de 2002 (MP nº 2.182-18/01), que "Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências". O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão propõe veto ao seguinte dispositivo: Caput do art. 2º ³Art. 2º. Pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, conforme disposto em regulamento, qualquer que seja o valor estimado da contratação, na qual a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública, vedada sua utilização na contratação de serviços de transporte de valores e de segurança privada e bancária.´

LEI Nº 10.520, DE 17 DE JULHO DE 2002
Razões do Veto: ³A redação adotada implicará na proibição da contratação de serviços de vigilância por meio do pregão, com impacto indesejável sobre os custos e a agilidade de procedimentos que estão atualmente em plena disseminação. Com efeito, a utilização do pregão na contratação desses serviços é praticada com sucesso desde sua criação, por Medida Provisória, em agosto de 2000. Ressalte-se que os serviços de vigilância são item de expressiva importância nas despesas de custeio da Administração Federal, o que impõe a busca de procedimentos que intensifiquem a competição e possibilitem a redução de custos. No âmbito da administração direta, autárquica e fundacional, avultam a R$295,95 milhões anualmente, conforme dados de 2001. Não existe impedimento de ordem técnica à aplicação do pregão, uma vez que há larga experiência de normatização e fixação de padrões de especificação do serviço e de acompanhamento do seu desempenho. A Administração Federal tem regulamentação específica a respeito, por meio da Instrução Normativa MARE nº 18/97, que orienta as licitações de serviços de vigilância. O Decreto nº 3.555/00, que regulamentou o pregão, incluiu no rol dos bens e serviços comuns, os serviços de vigilância ostensiva.

já tem sido adotada para a contratação de vigilância.520. Senhor Presidente. DE 17 DE JULHO DE 2002 Razões do Veto (continuação): Dessa forma.´ Estas. registrando-se até esta data a realização de 4 certames. o pregão tem sido opção adotada cada vez mais pelos gestores de compras.LEI Nº 10.´ Brasília. Ministério dos Transportes e Instituto Nacional do Seguro Social ± INSS. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ± IBGE. pela AdvocaciaGeral da União ± AGU. representando valores de R$37. Estes dados são consistente evidência da conveniência e viabilidade de aplicação da nova modalidade de licitação aos serviços de vigilância. 17 de julho de 2002. Mesmo a forma mais avançada do pregão eletrônico.86 milhões. . as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. Já foram realizados 103 pregões para contratação de serviços de vigilância em 30 órgãos. as razões que me levaram a vetar o dispositivo acima mencionado do projeto em causa. que pressupõe o encaminhamento de planilhas e de documentação por meio eletrônico.

Ciclo PDCA O ciclo PDCA foi desenvolvido por Walter A. Método é uma palavra que vem do grego. É a junção de META e HODOS. Shewart na década de 20 (Ciclo de Shewart). O PDCA é o caminho para atingir as metas. podendo ser usado de forma contínua para o gerenciamento das atividades de uma organização. HODOS quer dizer caminho. por ter sido amplamente difundido por este autor (Japão. em 1950. pós 2ª Guerra). portanto método quer dizer ³caminho para a meta´. . É um método gerencial de tomada de decisões para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência da organização. É uma técnica simples que visa controle dos processos. mas foi reconhecido como Ciclo de Deming. O PDCA é um método de gestão de processos.

Ciclo PDCA Planejar (PLAN): ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Ter claros os objetivos da organização Realizar o diagnóstico Identificar o problema e suas causas Identificar a causa prioritária Elaborar o plano para a solução da causa prioritária Definir as metas a serem alcançadas Definir o método para alcançar as metas propostas Conseguir uma forma adequada de executá-las e considerando-se as restrições existentes .

Ciclo PDCA Executar (DO): ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Gerenciar a mudança para a execução do plano Informar e mobilizar os profissionais para a mudança Capacitar os profissionais Estabelecer normas e rotinas Disponibilizar os recursos necessários para a execução do plano Executar as ações exatamente como foi previsto na etapa de planejamento .

prevenindo eventuais desvios .Ciclo PDCA Verificar. se a meta foi alcançada. ou seja. dentro do ‡ método definido ‡ ‡ Identificar os desvios na meta ou no método Ações de acompanhamento e de análise de tendências durante a execução. checar (CHECK): Verificar se o executado está conforme o planejado. que visam conduzir as atividades na forma estabelecida pelo planejamento.

é necessário definir e implementar soluções que eliminem as ‡ suas causas ‡ Caso não sejam identificados desvios.Ciclo PDCA Agir (ACTION): Caso sejam identificados desvios. além de medidas para a melhoria contínua . identificando quais os desvios são passíveis de ocorrer no futuro. é possível realizar um trabalho preventivo.

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