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Crescimento e Desenvolvimento Craniofacial

Conceitos Básicos

 Crescimento

 “… é o resultado de processos biológicos através dos quais a matéria viva


normalmente se torna maior.”

 “… pode resultar em aumento ou diminuição de tamanho, mudanças na forma


ou proporção, complexidade, textura etc.”

 “…é mudança em quantidade.”

Desenvolvimento = Crescimento (mudança em quantidade) + Diferenciação (mudança em


qualidade) + Deslocamento (mudança em posição)

 Deposição/Aposição óssea
 Área de adição de novo tecido ósseo e de direção de crescimento
 Reabsorção óssea
 Área de remoção de tecido ósseo, lado oposto ao de deposição
 Flutuação (drift)
 Processo de deposição e reabsorção

Campos de crescimento
 Cobrem irregularmente superfícies interna (endosteal) e externa (periosteal) de todos
os ossos
 Campo periosteal de deposição = campo endosteal oposto de reabsorção
 Campo periosteal de reabsorção = campo endosteal oposto de deposição

Campos de reabsorção
Campos de aposição

Atividades diversificadas e taxas de crescimento resultam no crescimento diferencial


produzindo ossos de formas irregulares. As formas irregulares são resposta a funções
variadas impostas aos ossos pela matriz dos tecidos moles.

Inserções musculares
Articulações suturais
Inserção dentária
Outros

“O projeto para a estrutura, a construção e o crescimento de um osso se baseia nos músculos,


língua, lábios, bochechas, tegumento, mucosa, nervos, vasos sanguíneos, vias aéreas..., enfim,
tudo que produza sinais de informação que determine o desenvolvimento do osso.”

Sítios de crescimento
 Campos de crescimento com significado ou papel especial no crescimento de alguns
ossos
 Côndilo
 Tuberosidade maxilar
 Sincondroses da base do crânio
 Suturas e processos alveolares

Não respondem por todo o crescimento nem pela maior parte do mesmo
Todas as demais superfícies participam ativamente!!!

Mecanismos de Crescimento Ósseo


Em todo crescimento ósseo temos aposição e reabsorção em diferentes campos de
crescimento promovendo remodelação óssea, ou seja, alterações no tamanho e na forma.

Remodelação
 Infância e Adolescência
 Formação de osso altamente vascularizado
 Altas taxas de aposição
 Intensa remodelação
 Maturidade
 Gradual substituição por ossos de crescimento mais lento
 Menos vascularizados
 Baixa remodelação

 Regida pelo crescimento e função dos tecidos moles e suas funções servem para:
 Aumentar progressivamente o osso como um todo
 Recolocar cada parte do osso permitindo seu crescimento global
 Moldar o osso para acomodar suas várias funções de acordo com as ações
fisiológicas
 Fazer ajustes estruturais para todas as partes se adaptarem as condições
intrínsecas e extrínsecas

Movimentos do Crescimento
 02 tipos
 Deslizamento cortical
 Movimento de crescimento de uma parte aumentada do osso por ação
da remodelação e de seus tecidos Osteogênicos
 Movimento em direção à superfície de aposição
 Deslocamento
 Movimento do osso inteiro à medida que se remodela
 Deslocamento
 Primário (translação)
 Associado ao aumento do próprio osso
 Secundário
 Associado ao aumento de outros ossos

Formação Óssea – Osteogênese


 Osteogênese ocorre de 02 maneiras básicas dependendo do local:

 Formação óssea endocondral


 Cartilagem
 Formação óssea intramembranosa
 Tecido conjuntivo membranoso
 Formação óssea endocondral
 Tecido mesenquimatoso
 Cartilagem
 Osso

 Formação óssea intramembranosa


 Células mesenquimais indiferenciadas do tecido conjuntivo membranoso
 Osteoblastos
 Osso

Formação Óssea Endocondral


Hipertrofia das céls. cartilaginosas
Calcificação e degeneração de suas matrizes
Desintegração da cartilagem
Substituição da cartilagem por tecido osteogênico

O osso endocondral não é formado diretamente da cartilagem; ele a invade, tomando seu
lugar

Importância da cartilagem
 Cartilagem possui 03 funções básicas no crescimento

1. Flexibilidade
2. Tolerância a pressão em locais específicos onde há compressão (ex.: cartilagem
articular)
3. “Cartilagem de crescimento” em conjunto com ossos em crescimento (ex.:
sincondroses na base do crânio, cartilagem condilar, lâmina epifisária)

Cartilagem X Osso
 Cartilagem cresce tanto aposicionalmente (atividade da membrana condrogênica)
quanto intersticialmente (divisão dos condrócitos e adições na matriz intercelular)

 O crescimento intersticial do osso de origem não endocondral é impossível em


virtude de sua matriz calcificada não permitindo difusão celular de oxigênio e
nutrientes

 A formação óssea endocondral produz continuamente osso em regiões especiais


submetidas a níveis de compressão relativamente altos

 O “crescimento cartilaginoso” ocorre onde é necessário crescimento linear em direção


à pressão, permitindo ao osso alongar-se em direção à área da força. Isto porque não
há vasos passíveis de obstrução. No lado oposto uma quantidade igual de cartilagem é
substituída por osso
 O osso, ao contrário da cartilagem, é adaptável à tensão e não cresce diretamente em
áreas de altas pressões. Seu crescimento depende uma membrana sensitiva e
vascularizada

Formação óssea intramembranosa


É o modo de crescimento predominante no crânio!
Ocorre em área de tensão
 Hipóteses do Crescimento Craniofacial
 “Teoria” Genética
 Hipótese de Sicher (dominância sutural)
 Hipótese de Scott (septo nasal)
 Hipótese de Moss (matriz funcional)
 Hipótese de Petrovic (servossistema)

 “Teoria” Genética: estabelece que os genes determinem tudo.


 Era mais uma suposição do que uma prova

 Hipótese de Sicher (dominância sutural)


 Deduziu que as suturas são responsáveis pela maioria do crescimento
 Acreditava que havia rígido controle genético intrínseco
 Hipótese de Scott (septo nasal)
 Enfatizou que o crescimento da cartilagem do septo nasal controla o
crescimento da maxila
 Estando sob controle genético intrínseco

 Hipótese de Moss (matriz funcional)


 Cada componente da matriz funcional desempenha uma função necessária
(respiração, mastigação, fala), enquanto os tecidos esqueléticos apóiam e
protegem as matrizes funcionais associadas
 Influencia na aposição e reabsorção e, portanto controla a remodelação

Hipótese da Matriz Funcional


1981:
 “... afirma explicitamente que a origem, o crescimento e a manutenção de todo
o tecido esquelético e órgão são sempre secundários, compensatórios e
obrigatoriamente responsáveis pela operação dos principais eventos e
processos que ocorrem nos tecidos não esqueléticos e órgãos especificamente
relacionados com espaços funcionais (matrizes funcionais)”

 Hipótese de Petrovic (servossistema)

 O crescimento de várias regiões craniofaciais é determinado pela interação de


uma série de mudanças causais e mecanismos de feedback

 Detectou uma predeterminação não-genética no comprimento final da


mandíbula, onde a direção e a magnitude da variação do crescimento condilar
são percebidas como respostas quantitativas ao aumento da maxila
Fatores controladores do crescimento craniofacial
 Fatores Naturais
 Genética
 “Função”
 Crescimento Corporal Geral
 Neurotrofismo – controle nervoso

 Fatores Desorganizadores
 Forças Ortodônticas
 Cirurgia
 Má-nutrição
 Disfunções
 Anomalias Craniofaciais

Desenvolvimento regional do crânio


 Regiões:

 Abóbada craniana
 Base craniana
 Complexo nasomaxilar
 Mandíbula

Abóbada Craniana
 Formação:
 Formada por diversos ossos achatados
 Funções:
 Proteção do cérebro
 Crescimento:
 Determinado pelo crescimento do cérebro
 Utiliza o sistema de suturas, não havendo mudanças extensivas por
remodelação
 É em grande parte completado na infância ð abóbada craniana é uma das
primeiras regiões do esqueleto craniofacial a atingir o tamanho total
 Relacionamento entre os ossos:
 Ossos da calota unidos pelas suturas
 Interligação com o complexo nasomaxilar por um sistema de junções suturais

 Mecanismos compensatórios
 Sistema sutural altamente adaptativo para algumas patologias
 Na presença de estenoses são quase perdidas todas as possibilidades
compensatórias
 Ao nascimento estão separados por tecido conjuntivo frouxo
 Formação óssea intramembranosa pela bordas das fontanelas sem precursores
cartilaginosos
 Após o nascimento os espaços são fechados com rapidez
 Os ossos continuam separados por fina linha de periósteo sutural, fusionando na vida
adulta
 Maior crescimento:
 Suturas

 Menor crescimento:
 Remodelação das superfícies interna e externa dos ossos permitindo contorno
da abóbada durante o crescimento

Base Craniana
 Formação:
 Formada por 3 ossos: basio-occipital, esfenóide e etmóide

 Funções:
 Suporte e proteção do cérebro e coluna vertebral
 Articulação do crânio com a coluna vertebral, mandíbula e região maxilar
 Crescimento:
 Equilíbrio entre crescimento sutural e alongamento das sincondroses
 O alongamento do complexo esfeno-occipital desloca toda a face média
anterior
 Mecanismos compensatórios:

 Geralmente considerada a mais estável de todas as partes do esqueleto


craniofacial
 Menos afetada por funções neuromusculares e tratamento ortodôntico
 “O que acontece na base do crânio afeta, e muito, a estrutura, dimensão, ângulos e
posicionamento das várias partes da face.”

O crânio é a base sobre a qual a face se desenvolve


 São inicialmente cartilagens e transformados em osso por ossificação endocondral
 Os sítios de crescimento são as sincondroses
 Unidades de crescimento essencialmente autônomas com desenvolvimento conjunto
com o cérebro, mas de alguma forma independente
 Também ocorre remodelação nas superfícies

Complexo Nasomaxilar
 Formação:
 Frontal, Zigomático, Processo palatino, Processo alveolar

 Funções:
 Participa da mastigação, fala, expressões, respiração, etc.

 Crescimento:
 Mecanismos de crescimento são: as suturas, o septo nasal, as superfícies
periosteais e endosteais, e o processo alveolar
 Mecanismo endocondral para o crescimento ósseo não é intenso na parte
média da face
 Desenvolve-se por ossificação intramembranosa
 Aposição nas suturas que articulam a maxila ao crânio e base craniana
 Remodelação superficial (muito significativa e importante)
 Crescimento (translação) para baixo e para frente em relação á base craniana
 As suturas se mantêm com a mesma espessura
 Os processos da maxila se tornam mais longos

 O crescimento e remodelação da maior parte do complexo facial mediano


acompanham o deslocamento anterior da maxila, através do processo ósseo
intramembranoso
 Altura maxilar aumenta devido ao crescimento sutural em direção aos ossos
frontal e zigomático e ao crescimento aposicional no processo alveolar
 O soalho nasal é simultaneamente abaixado pela absorção, enquanto ocorre
aposição no palato duro

 No desenvolvimento da largura maxilar, o crescimento na sutura mediana é


mais importante do que a remodelação aposicional
 O aumento do comprimento na maxila ocorre por aposição da tuberosidade
maxilar e pelo crescimento sutural em direção ao osso palatino;
 O aumento do processo alveolar está estreitamente relacionado com a irrupção
dos dentes

Remodelação da maxila
 Remodelação da superfície Frontal (reabsorção)
 Abobada palatina é movida Para baixo e para frente
 Osso removido do lado nasal e adicionado no lado bucal
 Movimento adicional para baixo e para frente

Mandíbula
 Formação:
 Por apenas 1 osso
 Funções:
 Participa da mastigação, fala, expressões, respiração.
 Crescimento:
 É determinado por fatores externos à mandíbula (músculos, crescimento
maxilar, etc.).
 Crescimento endocondral em cada extremidade e crescimento
intramembranoso (maior porcentagem) no meio

 CÔNDILO
 É um importante sítio de crescimento
 Seu crescimento endocondral é responsável pela produção óssea em pequena
magnitude
 Aumenta harmonicamente com disco e fossa glenóide
 A função articular determina o seu crescimento
 O crescimento endocondral é necessário porque o côndilo cresce em direção a
pressão da articulação, situação que o crescimento ósseo intramembranoso não
poderia tolerar
 RAMO
 Aposição na parte posterior do ramo
 Reabsorção na parte anterior do ramo
 Deslocamento para baixo e para frente em relação à maxila
 Crescimento em comprimento do corpo e em altura do ramo
 Mento é o sítio mais inativo de crescimento
 Ao nascimento o ramo está localizado aonde o 1º molar decíduo irá erupcionar
 Com a remodelação:
 Cria-se espaço para 2º molar decíduo
 Em seguida para 1º e 2º molares permanentes
 Parada no crescimento
 Normalmente antes de se criar espaço para 3º molares

 O surto mais importante no crescimento mandibular é o que está relacionado à


puberdade. Quase todos os surtos puberais ocorrem após a ossificação do sesamóide e
antes da menarca

 As variações na morfologia e no tamanho mandibular contribuem mais


significativamente para a maioria das maloclusões do que as variações maxilares

 Mecanismos compensatórios:
 Maior nas inserções musculares e processo alveolar
 Observados nos extremos dos tipos faciais
 Observados nas diferentes maloclusões
 Cl II e III e assimetrias faciais

Forma do processo coronóide


Quantidade e formação do processo alveolar

Processo alveolar
 Membrana periodontal converte a pressão exercida por um dente durante a mastigação
em tensão sobre as fibras colágenas.
 Membrana periodontal proporciona a flutuação mesial, distal, vertical, além da
erupção, oclusão e rotação dos dentes.
 Face de pressão = reabsorção óssea.
 Face de tensão = deposição óssea.
 Quando o crescimento cessa a membrana funciona como ligamento.

Crescimento e Desenvolvimento físico X Craniofacial


Crescimento e Desenvolvimento físico
 Crescimento
 Intimamente relacionado à altura, peso, velocidade de crescimento e puberdade
 Desenvolvimento
 Progressão da maturidade
Nem todos os indivíduos com uma determinada idade cronológica estão em um mesmo
estágio de desenvolvimento biológico
Diferentes Idades de desenvolvimento

Idades de desenvolvimento
 Idade esquelética ou óssea
 Calcificação carpal
 Idade dentária
 Calcificação erupção e formação da raiz dentária
 Idade cronológica
 Número de anos ou meses a partir do nascimento
 Idade mental
 Maturidade intelectual

Facilita a comparação entre indivíduos

Idade dentária
 Avaliação:
 1. Erupção
 2. Quantidade de reabsorção radicular do decíduo
 3. Quantidade de desenvolvimento do permanente

 Idade dentária de 6 anos


 Início da erupção dos molares permanentes
 Idade dentária de 7 anos
 Erupção de incisivos centrais superiores, laterais inferiores
 Formação radicular de incisivos laterais superiores avançada faltando 1 ano
para erupcionar
 Caninos permanentes e pré-molares e estágio de coroa completa
 Idade dentária de 8 anos
 Irrompimento dos incisivos laterais superiores
Intervalo de 2 a 3 anos para erupção de outro dente permanente

 Idade dentária de 9 anos


 Caninos, 1os e 2os molares decíduos presentes
 1/3 de raiz formada de canino e 1º pré-molar
 2º pré-molar inferior iniciando sua formação radicular
 Idade dentária de 10 anos
 Maior quantidade de reabsorção de caninos e molares decíduos
 Metade das raízes de caninos e pré-molares inferiores está formada
 Formação radicular completa de incisivos inferiores
Um sinal de que o dente está prestes a irromper é a presença de ¾ de raiz formada

2 a 3 anos são necessários para que as raízes completem sua formação após o dente entrar em
oclusão

 Idade dentária de 11 anos


 Raízes de todos os incisivos e 1os molares permanentes completamente
formadas
 Erupção de caninos inferiores e 1os pré-molares (quase simultaneamente)
 Dentes decíduos presentes:
 Caninos superiores e 2os molares
 Idade dentária de 12 anos
 Erupção de caninos superiores e 2os pré-molares
 Idade dentária de 13, 14 e 15 anos
 Formação radicular completa de dos permanentes

Os dentes erupcionam com considerável variação em relação à idade cronológica

Crescimento e Desenvolvimento físico X Dismorfismo sexual


 Significante
 Meninas parecem crescer mais precocemente que meninos
 Meninas e meninos apresentam diferentes momentos para o surto de crescimento

Mudanças nas proporções do corpo durante o Crescimento e Desenvolvimento

2º Mês de vida embrionária


 Cabeça representa quase 50% do comprimento total do corpo
 Crânio mais largo que a face representando mais da metade do total da cabeça
 Membros rudimentares e tronco subdesenvolvido

Nascimento
 Troncos e membros cresceram mais rápido
 Cabeça representa 25% de todo o corpo
 Padrão de crescimento segue esse curso, com uma redução progressiva do tamanho
relativo da cabeça
 Pernas representam 1/3 do comprimento total do corpo

Infância
 Primeiro “surto” de crescimento para meninos e meninas aos 3 anos de idade
 Pequeno surto
 Segundo surto de crescimento em momentos diferentes para meninos e meninas
 Meninas por volta dos 6 a 7 anos
 Meninos por volta dos 7 a 9 anos
 Próximo aos 7 anos o crescimento neural é completo
 Cérebro e calota craniana estão tão largos quanto serão para sempre

Características craniofaciais na infância


A face da criança não é a miniatura da face do adulto
Criança
 Face mais larga
 Face média pequena
 Mandíbula pequena em tamanho e proporção
 Mandíbula larga e curta em forma de V
 Regiões goniacas no interior do osso zigomático
Adulto
 Face mais estreita
 Face média mais expandida
 Mandíbula em forma de U
 Regiões goniacas na altura ou externamente posicionados em relação ao osso
zigomático

Puberdade
 Combinação de mudanças fisiológicas e morfológicas que ocorrem numa criança,
durante o período de maturação dos órgãos genitais.
 Indicadores somáticos:
 Surto de crescimento
 Desenvolvimento das características sexuais secundárias
 Mudança na composição do corpo (músculo, gordura)
 Aumento da capacidade circulatória e respiratória
 Surto de crescimento puberal
 Terceiro e mais importante surto de crescimento em momentos diferentes para
meninos e meninas
 Meninas por volta dos 11 a 12 anos
 Meninos por volta dos 12 a 15 anos
 Fase de intenso crescimento físico que acompanha a maturação sexual e alcance da
capacidade reprodutiva
 Maior desenvolvimento e maturação craniofacial

Surto puberal X erupção dentária


 Surto puberal de erupção dentária acompanha o surto puberal de crescimento dos
maxilares
 Cessado o crescimento puberal, é atingida a fase final de erupção
 Equilíbrio oclusal adulto

Surto de crescimento puberal


 Duração de 2 anos com o pico 1 ano após o início do surto
 Época de maior desenvolvimento e maturação das dimensões craniofaciais
 Épocas diferentes para indivíduos diferentes principalmente em populações
heterogêneas
 Intervalo ideal para intervir ortodonticamente, principalmente em casos de grande
discrepância esquelética
 Pode ser detectado através dos eventos de ossificação dos ossos da mão e punho

Determinação da maturidade esquelética


 O desenvolvimento esquelético é um dos melhores instrumentos para quantificar a
maturidade.
 Centros de ossificação do esqueleto passam por mudanças de tamanho e forma
relativamente fixos e identificáveis em radiografias.
 Existem indicadores de maturidade específicos nas radiografias.
 Região mais determinada é a de mão e o punho

Radiografia de mão e punho


 Faz parte dos exames complementares utilizados para o diagnóstico e planejamento do
tratamento ortodôntico
 Interpretação dos dados radiográficos referente à ossificação das peças
esqueléticas da mão e do punho
 Possibilita a estimativa de quando o paciente atingirá o pico de crescimento puberal
 Importante ao ortodontista para que possa direcionar ou eliminar travamentos que
estejam impedindo o correto crescimento craniofacial

Estágios epifisários
 Diferentes graus de ossificação da cartilagem de crescimento localizada entre epífise e
diáfise
 Maneira pela qual a epífise inicia e aumenta sua ossificação até que se una à diáfise
nos ossos longos
 Inicia nas falanges distais
 Passa para proximais
 Termina nas médias
 Radiograficamente:
 Em ossos jovens as epífises não são visualizadas
 Passa por um pequeno ponto de ossificação (A)
 Aumenta em lateralidade até chegar à largura da diáfise (B)
 Epífise emite prolongamentos laterais (C)
 Porção central da cartilagem é substituída pela fusão óssea (união inicial) (D)
 Fusão total de epífise com diáfise sendo observada apenas uma linha de união (E)
 Fusão total (F)

Estágios epifisários X Surto de crescimento puberal


 1 - FD= Epífises das falanges distais com a mesma largura das diáfises
 Faltam 2 anos para o início do surto
 2- FP= Epífises das falanges proximais com a mesma largura das diáfises
 Falta aproximadamente 1 ano para o surto
 3- FM= Epífises das falanges medianas com a mesma largura das diáfises
 Faltam aproximadamente 4 a 6 meses para o surto
 4- G1=Início do aparecimento do gancho radiopaco no osso ganchoso
 Início do crescimento do surto
Momento ideal para início do tratamento ortodôntico, principalmente maloclusões
esqueléticas
 5- Psi = Visualização do osso pisiforme
 Indicador do início da adolescência
 De difícil visualização, pois sua visualização pode se confundir com o osso
piramidal
 6- R = Epífise do rádio com a mesma largura da diáfise
 G1, Psi e R precedem o pico de velocidade de crescimento na maioria dos
indivíduos
 8-S= Visualização do osso sesamóide
 Localizado entre distal do metacarpo 1 e a epífise da falange proximal do
polegar
 Ossificação iniciada 6 meses o início do surto de crescimento
 Ossificação finalizada quando ocorre a união de epífise e diáfise da falange
proximal do polegar
 9- G2= Gancho radiopaco nitidamente visível no corpo do osso ganchoso
 Faltam aproximadamente 3 meses para o pico de velocidade de crescimento
puberal
 10- EP cap= capeamento epifisário nas falanges proximais
 11- FM cap= capeamento epifisário nas falanges medianas
 Correspondem ao pico de velocidade de crescimento e indicam que já se
passou 1 ano dentro do surto
 Aparelhos extrabucais já atingiram seus objetivos, sendo a época ideal para
bandagem total do aparelho corretivo

 Curva padrão de velocidade de crescimento estatural e estágios de ossificação da mão


e punho

Adulto
 Pernas representam metade de todo o corpo
 Mais crescimento nos membros inferiores que superiores durante a vida pós-natal
 Desaceleração do crescimento craniofacial – após a puberdade

“Gradiente cefalocaudal” do crescimento


Padrão normal de crescimento

Variáveis que afetam o crescimento físico


Fatores Hereditários ou Locais
 Hereditariedade
 Nutrição
 Enfermidades
 Etnia
 Clima e efeito sazonal
 Fatores sócio-econômicos
 Exercício
 Perturbações psicológicas

 Etnia
 A maioria relacionada a fatores climáticos, nutricionais e sócio-econômicos.
 Negros norte-americanos estão à frente dos brancos na maturidade esqueletal
no nascimento e nos dois primeiros anos de vida
 Avançado comportamento motor
 Habilidade precoce para engatinhar e sentar
 Clima e efeito sazonal
 Pouco efeito sobre a velocidade de crescimento
 Fatores sócio-econômicos
 Incluem outras variáveis
 Crianças em Condição sócio-econômica mais favorável
 Tendem a ser maiores
 Apresentam diferentes tipos de crescimento
 Mostram variações na regulação do crescimento
 Exercício
 Crianças que participam de exercício árduo e regularmente não mostram
crescimento mais favorável
 Perturbações psicológicas
 Situações estafantes inibem o hormônio do crescimento em crianças
 Suprimida a tensão emocional, o hormônio volta a ser produzido e o
crescimento é retomado
 Situações menos extremas produzem variações menores

Métodos de estudo do crescimento ósseo

 Coloração vital
 Detecta, durante um longo período, o padrão de deposição óssea pós-natal,
locais de crescimento, a direção, a quantidade, a época e duração do
crescimento
 Não demonstra evidência direta de reabsorção
 Implantes
 Servem como marcas de referência para análises cefalométricas seriadas
 Informa quantidade e local de crescimento
 Anatomia comparada
 Comparação com espécies fósseis e atuais

 Craniometria
 Medições em crânios secos

 Antropometria
 Medições em seres vivos

 Cefalometria
 Medições através de radiografias

Craniometria
 Vantagem:

 Realiza medidas em crânios secos

 Desvantagens:
 Permite somente estudos transversais
 O mesmo indivíduo só pode ser medido em determinado período de sua vida.
Não é possível acompanhar o crescimento
Antropometria
 Vantagens:

 Permite estudos longitudinais


 O mesmo endivido pode ser medido em diferentes épocas
 Permite acompanhar o crescimento

 Desvantagem:

 Variações no tegumento de diferentes indivíduos ou de um mesmo indivíduo


em diferentes épocas
Cefalometria
 Vantagens:

 Usada para estudos de crescimento e avaliação clínica do paciente


 Combina vantagens da craniometria e da antropometria
 Permite acompanhamentos e estudos longitudinais

 Desvantagens:

 Apresentação bidimensional de estruturas tridimensionais


 Nem todas as medidas são possíveis