P. 1
RESUMO DE DIREITO FINANCEIRO 2011 unifil

RESUMO DE DIREITO FINANCEIRO 2011 unifil

|Views: 8.566|Likes:
Publicado porguimaresgs

More info:

Published by: guimaresgs on Apr 13, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/23/2013

pdf

text

original

CENTRO UNIVERSITÁRIO FILADÉLFIA – UNIFIL DIREITO TRIBUTÁRIO

*Antonio Carlos Lovato RESUMO: FINANÇAS PÚBLICAS, ORÇAMENTO E NORMA GERAIS. 1.-Normas de Direito Financeiro Conceito de Normas

Em primeiro lugar faz-se necessário esclarecer que norma não se confunde com texto normativo, o texto é o veículo condutor da norma. Norma é o conteúdo do texto, extraído após um laborioso trabalho de interpretação e integração para construir o seu sentido ou significado e o alcance.
Regras e Princípios

A norma é o gênero, regras e princípios são espécies de normas. Tanto a regra como princípios tem a mesma força coercitiva, não há hierarquia entre as duas espécies pelo simples fato de um ser princípio e a outra ser regra. Por essa forma de analisar, um princípio é tão imperativo como a norma, e vice e versa. Assim, violar um princípio e tão ou mais grave do que violar uma regra. Poderá haver hierarquia dependendo do escalonamento dentro do sistema normativo, por essa óptica um princípio constitucional será superior a uma regra contida em normas abaixo da constituição, não por ser princípio, mas sim por ser um princípio constitucional. Da mesma forma uma regra constitucional será superior ao princípio sedimentado abaixo da constituição. Mas não haverá hierarquia entre princípios constitucionais. Como não haverá hierarquia entre regras constitucionais. A doutrina, procura explicar a distinção entre regras e princípios de várias formas. Embora existam várias formas mais complexas e mais completas para distinção entre essas duas espécies de normas, adota-se aqui uma forma simples que consiste na carga de concretude ou abstração de como cada modalidade norma se apresenta no sistema. As regras contêm um detalhamento textual mais amplo que acaba limitando um seu sentido ou significado, não é que a interpretação será textual, mas o próprio texto contém elementos que direcionam o trabalho interpretativo. Exemplo: Quando a Constituição diz no art. 62, que a Medida Provisória
1

não basta executar a atividade pública. Exemplo claro de um princípio. os princípios. Mas existem princípios específicos do Direito Financeiro sedimentados nos Arts. o que não significa que comportarão uma interpretação subjetiva. A eficiência diz respeito aos resultados. 165 e 167 da Constituição Federal: Princípio da Legalidade. Principais Normas Aplicáveis ao Direito Financeiro Os principais princípios estão sedimentados no art. Exclusividade. O princípio da legalidade diz respeito à subordinação da administração pública às normas legais e constitucionais.não poderá veicular matéria de Lei Complementar ou Matéria Orçamentária. por caracterizam por uma abstração. Impessoalidade. Moralidade. Anualidade. não detalha os critérios de forma explícita. o orçamento deve ser aprovado em um ano para entrar em vigência no ano seguinte. Eficiência. Uma advertência deve ser feita: Não se pode confundir princípio da anualidade 2 . Vedação da transposição. esta tem de ser executada para atender os interesses da sociedade de forma efetiva. 37 da Constituição Federal: Legalidade. Aplica-se ao orçamento executável. será objeto de valoração de forma a contemplar a aplicação de outros princípios jurídicos e permitir uma investigação mais ampla permitindo em alguns casos a incursão em outras áreas científicas. mas o interprete deverá extrair os critérios à luz da própria Constituição identificando as diretrizes constitucionais aplicáveis a cada caso concreto que.. entre as quais a Atividade Financeira do Estado. Unicidade. Para dar cumprimento ao princípio da moralidade pública. mas de toda atividade exercida pela Administração Pública. no entanto. por isso a interpretação será restritiva. porém. 163. A Constituição Federal em vários artigos estabelece que todos são iguais perante a lei. Isto é. Pelo princípio da publicidade deve-se pugnar pela transparência da atividade financeira do Estado. Publicidade. não basta atender à lei. é o princípio da igualdade ou isonomia. Por esse aspecto não significa que a interpretação da norma será literal. que não são princípios específicos do Direito Financeiro. não comportará uma elasticidade na interpretação. uma vez que o orçamento plurianual (metas-estratégico) será para 04 anos e as diretrizes orçamentárias (prioridades) para um (01) ano ou 02(dois). por sua vez comportará uma valoração específica para aquele caso. Pela anualidade. porém. Universalidade. o que resulta no princípio da estrita legalidade. trata-se de uma regra. através da hermenêutica. Por outro lado. Não-afetação. deve atender à finalidade pública. A impessoalidade prega que a atividade financeira não poderá discriminar ou privilegiar qualquer pessoa ou entidade.

num ano para entrar em vigência no ano seguinte. por exemplo. as contribuições de melhoria. Da mesma maneira orçamento deverá prever a despesa que a criação de um novo cargo público gerará. com exceção das receitas destinadas a uma finalidade específica conforme determina a própria Constituição Federal. mas não de forma individualizada. é a aprovação do tributo ou a criação de cargos. Pelo princípio da exclusividade. Enfim. Em matéria de afetação vale lembrar as determinações contidas nos arts. bem como as receitas resultando de convênio para repasse de verbas para uma atividade específica. como um único documento. Matéria alheia ao orçamento. III. 198 e 212 da Constituição Federal que determinam um limite mínimo de gastos com saúde e educação.-Normas Gerais de Direito Financeiro Conceito de Normas Gerais Normas gerais são normas que estabelecem critérios ou parâmetros uniformes para todas as Entidades que compõem a Federação. poderá fazer parte da lei orçamentária.320/64. as taxas. 2. “b”. por exemplo. O orçamento deverá prever a receita decorrente de tributos. a lei orçamentária não poderá conter matéria alheia ao orçamento. O Princípio que veda a transposição impede que os recursos destinados a uma despesa sejam carreados para outra atividade sem autorização legislativa. que é um princípio de direito tributário e determina que um tributo somente possa ser instituído ou aumentado. da Constituição Federal. As principais regras estão sedimentadas nas Leis Complementares nº 101/2000 alteração pela Lei Complementar nº 131/2009 e na Lei nº 4. de investimentos e da seguridade social. não uma vinculação entre uma despesa específica com uma receita específica. O princípio da universalidade estabelece que o orçamento determina a inclusão no orçamento de todas as despesas e receitas para o período de um ano. as contribuições sociais e o empréstimo compulsório. mas a criação do cargo deverá ser efetuado através de uma lei específica. isto é. 165 da CF) com o princípio da anterioridade previsto no art. mesmo a tradicional forma de homenagear pessoas ilustres dando seu nome às ruas. mas a instituição do tributo deverá ser efetuada através de uma lei específica. São normas necessárias para evitar conflitos de competência ou para evitar 3 . embora composto de várias peças. o orçamento deve compor os orçamento fiscal. entende-se o orçamento. Pelo princípio da não-afetação ou não vinculação. Pela unicidade ou unidade.que é um princípio de direito financeiro (art. 150. vale dizer. o orçamento deverá de um lado compor as despesas e de outro as receitas.

Por outro lado. Quando de se fala em vinculação está se referindo a vinculação específica. § 9º). são normas destinadas a toda a sociedade. urbanístico. ambiental e penitenciário. 24 da Constituição Federal. são normas de caráter nacional e não simplesmente federal. a própria Constituição em alguns aspectos determina que algumas normas gerais sejam veiculadas por Leis Complementares. exige-se apenas lei federal. como é o caso das leis que regulam o direito civil. mas em alguns aspectos. a exemplo do que ocorre com o direito tributário. não são leis de caráter nacional. Vale dizer. destinando-se às pessoas e às instituições públicas e privadas. forma de atuação. financeiro. como é o caso do direito financeiro (arts. Alguns diplomas legislativos. Mas.que as Entidades disciplinem de maneira diversa um mesmo instituto. não tem esse conceito. Essa aparente confusão decorre da competência legislativa do Congresso Nacional que é Legislador da União Federal quando edita leis federais e é também Legislador da Nação quando edita leis nacionais e normas constitucionais. porque todas as normas vinculação a sociedade como um todo. a norma de caráter nacional tem também essa característica de vincular especificamente todas as Entidades da Federação.. um parâmetro para enquadramento. 163 e 165. penal. conforme o disposto no art. mas a Constituição não determina que as normas gerais sobre licitação sejam veiculadas através de lei complementar. O conceito de norma geral é aplicável exclusivamente às matérias que envolvem as Unidades da Federação. As normas de caráter federal vinculam apenas a União Federal. embora tenham vigência em todo território nacional. vinculam de maneira específica as Unidades Federativas. Características das Normas Gerais São norma destinada a todas as Entidades da Federação.Crédito Público Conceito 4 . além disso. Nesse aspecto. processo civil e processo penal. na maioria das vezes quando há competência concorrência entre as unidades que compõem a Federação. 3. Finalidade das Normas Gerais A necessidade de normas gerais se faz presente. Portanto. um direito ou uma restrição jurídica. podem-se tomar como exemplo as Normas Constitucionais.

terá que pagar um custo maior. o montante de gastos para realização da atividade e as receitas necessários para cobrir as despesas. mediante autorização legislativa. a partir das normas 5 . O que distingue o orçamento público dos demais orçamentos no âmbito privado.Orçamento Público Conceito de Orçamento No aspecto geral orçamento consiste de um plano de gestão contendo o montante de gastos e de receitas.Crédito público está relacionado à credibilidade que o Estado tem diante da comunidade interna e a internacional. 4. Portanto. no setor público é obrigatório. pois uma boa credibilidade influenciará na diminuição das despesas públicas enquanto que uma má credibilidade influenciará no aumento das despesas. no setor privado o orçamento embora recomendável seja facultativo. pois a boa ou má credibilidade influenciará na forma de obtenção de recursos por via de empréstimos internos ou internacionais. principalmente internacionais e. como para o empreendimento de uma viagem de negócio ou de laser. gerando mais despesas públicas. diz respeito à obrigatoriedade. até de uma grande empresa.. para o período de um ano. Importância para o Direito Financeiro É imprescindível um eficiente controle das atividades que resultem numa boa credibilidade. consiste de um plano de governo contendo a relação das atividades a ser desenvolvidas. assim. Trata-se de uma diretriz a ser seguida para agir dentro das possibilidades fáticas e econômicas. bem como na alienação de títulos públicos e na entrada de dividas através investimentos internacionais. orçamento é um plano para viabilização de qualquer atividade seja ela pequena. Essa credibilidade decorre de uma boa gestão pública em relação ao controle dos gastos e da aplicação dos recursos públicos que atendam aos interesses públicos. por sua vez. em primeiro lugar. Nesse sentido pode-se ser considerado orçamento desde um simples plano para gestão das atividades domésticas. Como também um eficiente controle do endividamento e do pagamento das dívidas públicas. Orçamento público. envolve também um controle da circulação da moeda com interferência do Banco Central para controle da inflação e das taxas de juros. O ordenamento jurídico. média ou grande. Pelo contrário um Estado que não apresentar uma boa credibilidade não terá facilidade em obter empréstimos públicos ou investimentos.

163 a 167 e nas Leis Complementares nº 101/2000 e 131/2009. Não havendo questões formais. mediante justificativa.contidas na Constituição Federal. arts. por isso. pois caracterizaria. A lei de diretrizes orçamentária trata-se de um conjunto de prioridades extraídas do orçamento plurianual para compor o orçamento anual e seguir para execução. Após a apresentação das emendas o orçamento será votado em plenário. será analisado pela comissão de finanças e orçamento. combinado com as normas contidas na Lei Complementar nº 101/2000 e na Lei 4. que embora seja uma lei ordinária tem força de lei complementar. O orçamento plurianual se caracteriza por ser um conjunto de metas. volta o executivo poderá vetá-las totalmente ou em parte. por via oblíqua.320/64. No Poder Legislativo. aprovado.320/64. Principais Normas aplicáveis ao Orçamento As principais normas aplicáveis ao orçamento estão sedimentadas na Constituição Federal. a qual dará parecer prévio sob os aspectos formais do projeto. um projeto alternativo. 6 . Assim. 163 da Constituição Federal. volta ao executivo para sanção. arts. o que é vedado pela Constituição Federal. passa-se a coletar emendar dos parlamentares que não poderão apresentar emendas que desfigurem o orçamento. Em havendo emendas. bem como na Lei Ordinária nº 4. se contiver erros insanáveis a comissão remete os projetos para executivo fazer as adequações necessárias. Elaboração Orçamentária Segundo o art. Modalidades Embora o orçamento executável seja o orçamento anual. política e econômica da Entidade. com emendas ou sem emendas. o poder executivo elabora o projeto dos orçamentos nas três modalidades e encaminha ao Poder Legislativo para aprovação. é tido como um orçamento estratégico. a competência para elaborar o projeto de lei orçamentária é o Poder Executivo. existem outras duas modalidades de orçamento o orçamento plurianual que é para um período de 04 anos e a lei de diretrizes orçamentária que é para um período de um (01) ano ou de dois (02) dependendo das normas específicas de cada entidade. A comissão se encarregará de selecionar as emendas e repelir as impertinentes ou contrárias ao ordenamento jurídico. que consiste no ato de ratificação do texto aprovado pelo legislativo. 163 a 167. pois é o administrador que conhece a realidade social.

O empenho consiste de um ato de controle para verificação no orçamento. através do denominado controle interno. Lembrando que os pagamentos de despesas advindas por ordem judicial através de precatório seguirão as ordens cronológicas dos precatórios contendo duas listas uma de créditos alimentícios e a outra geral. Execução Orçamentária Executar um orçamento nada mais é do que realizar as atividades previstas no orçamento. se consistirem de despesas novas. No caso de compra de produtos e de prestação de serviços. a ordenação e o pagamento. E poderá ser efetuado por Entidades desvinculadas da administração pública. a disponibilização de recursos. depois o empenho com a emissão da nota de empenho. O pagamento encerra a fase da execução orçamentária. a liquidação. é através do empenho que a administração pública determina o seguimento das contratações em conformidade com o demonstrativo de desembolso financeiro. como as relativas aos gastos de pessoal e material de insumo. para isso precisará de 2/3 dos membros do legislativo. Controle do Orçamento O controle orçamentário pode ser feito pela própria administração pública. sendo que o mesmo entendimento pode ser aplicado ao orçamento plurianual. este documento tem como objetivo estabelecer um controle do fluxo de caixa. pois são despesas rotineiras. há necessidade de licitação e contrato administrativo. O órgão que tem por função precípua exercer o controle e fiscalização 7 . No entanto. considerado controle externo. corta-se o empenho para evitar contrações que não possam ser cumpridas. utilizando-se de auditorias e controladorias. Muito pouco se pode fazer em relação às despesas correntes.Havendo veto o executivo deverá encaminhas as emendas para o legislativo verificar da possibilidade de derrubar o veto. publica-a e ser houver alteração para derrubada do veto faz uma nova publicação com as adequações necessárias. lembrando que é para um período de 04 quatro anos e para as diretrizes orçamentárias que é para um período de 01 ou 02 anos. dependerá do cumprimento de outras normas. O procedimento aqui discorrido está relacionado ao orçamento anual. Se não houver recursos. Se a despesa nova referir-se a gastos com pessoal dependerão de teste seletivo se for para contratação de temporário em regime de urgência e concurso público para os cargos efetivos. O executivo não precisará aguarda a discussão sobre o veto para efetivar a publicação da lei orçamentária.

Os Tribunais de Contas estão localizados nas capitais dos Estados e do Distrito Federal os quais tem competência para apreciação das contas dos Estados. não impõe sanções políticas ou criminais. a qual vetou a criação de outros tribunais de contas municipais. nada foge ao controle do Poder Judiciário. autarquias e fundações. desvinculados do Poder Executivo e do Poder Legislativo e também exercem o controle. promovem o aperfeiçoamento dos agentes públicos encarregados da gestão financeira. Os dois únicos Municípios que possuem Tribunais de contas Municipais são os Municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro. porém.orçamentária é o Poder Legislativo mediante auxílio técnico dos Tribunais de Contas. do Distrito Federal. através de Entidades organizadas ou de Partidos Políticos ou até mesmo pelo próprio cidadão. • São anotações de aulas. 8 . bem como dos Municípios. fazem diligências. referendados pela Constituição de 1988. Curso de Direito Financeiro e Tributário de Ricardo Lobo Torres. sem dispensar a leitura das obras indicadas principalmente: Manual de Direito Financeiro e Tributário de Eduardo Marcial Ferreira Jardim. seja em ações ingressadas contra o administrador público. Curso de Direito Orçamentário de Dejalma de Campos. O Tribunal de Contas Federal está localizado na Capital federal e tem por competência analisar as contas públicas da União Federal. A sociedade. Os Tribunais de Contas auxiliam o Poder Legislativo. e também analisam as contas dos Municípios em relação à gestão dos recursos para uma finalidade específica recebidos mediante convênio com a União Federal. restrições à atividade e a repasses voluntários. elaboradas como material de apoio. pois em decorrência do princípio constitucional da inafastabilidade. exerce controle na medida em que podem propor representações e ações judiciais. Por último há de ser destacado que o Poder Judiciário dá a palavra final em matéria de controle. sem cunho científico e que não foram submetidas à revisão ortográfica e de normas técnicas. seja pelo próprio administrador. dos órgãos Estaduais e Entidades Estaduais como Autarquias e Fundações. dos seus órgãos. mas são órgãos administrativos autônomos. seus órgãos. podendo impor sanções administrativa como pena de multa. que tem o Poder de fiscalizar e propor ações judiciais contra os administradores que não cumprem as normas. Os tribunais de Contas ao aplicaram sanções de multas emitem títulos executivos os quais serão o suporte para execução no Poder Judiciário Outro importante órgão de controle externo é o Ministério Público. Autarquias e Fundações. porém.

Vedações: Não poderão constar do projeto da LOA:  crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. mobiliária ou contratual e as receitas que as atenderão. destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. remissões e subsídios.  dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no Plano Plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão. II. III .  Reserva de contingência definida com base na receita corrente líquida. bem como das medidas de compensação e renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado.  O refinanciamento da dívida.  Todas as despesas relativas à dívida pública.O projeto da LOA deve ser elaborado em conformidade com o PPA com a LDO e com a LRF e conter:  Em anexo.Itens que compõem o limite da despesa com pessoal: 9 . demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do Anexo de Metas Fiscais  Demonstrativo do efeito sobre receitas e despesas decorrente de isenções.  A atualização monetária da dívida mobiliária até o limite da variação do índice de preços previsto na LDO.RESUMO DAS PRINCIPAIS RESTRIÇÕES CONTIDAS NA LEI DE RESPONSABILIDADES FISCAL A SEREM OBSERVADAS NA LOA I. anistias.

Percentuais: União Federal: 50%: Legislativo 2. auxílio-funeral – outras transferências a pessoas. vale e auxílio-transporte. ajuda de custo. licença-prêmio indenizada. obrigações patronais.  mão-de-obra terceirizada.* com base nos 11 meses anteriores.9%. Judiciário 6%. tais como: férias indenizadas. valores pagos. despesas de exercícios anteriores (DEA). Executivo. contribuição ao Pasep. encargos sociais. decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração.6%.5 %. salário-família. Executivo 40. despesas com diárias. Executivo 49%. incentivo à demissão voluntária. pessoal ativo. referente aos fatos ocorridos no período em análise. indenização por demissão de servidores ou empregados. pensionistaa. multa de 40% do FGTS. inativos: valores pagos com recursos provenientes da arrecadação de contribuições de segurados ou outro fundo vinculado. Ministério Público 0. inativos.          Estão excluídas dos limites da despesa com pessoal:     vale e auxílio-refeição. em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente. subsídios. Judiciário 6 %. 10 . compensação financeira. Estados e DF: 60%: Legislativo 3 %.      IV . Ministério Público 2 %.

sobre receitas de impostos (arts. 158 e 159 CF) com fundamento no art. providências adotadas no âmbito de fiscalização das receitas. providências adotadas no combate à sonegação. acima de 500 mil hab. incluindo os subsídios de vereadores. merenda escolar VII – Elementos das respectivas Prestações de Contas: desempenho da arrecadação em relação à previsão. 156. 100 a 300 mil hab. saneamento básico realizado com recursos provenientes de taxas ou tarifas e do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. VI . 77.  7 % sobre receitas tributárias Município popul.  Não são consideradas despesas com saúde:  pagamento de aposentadorias e pensões.  70 % limite de gasto da receita com folha de pagamento. 300 a 500 mil hab. III.  6 % sobre receitas tributárias Município popul.Municípios: 60% .6% Legislativo V . do ADCT.  demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições. preservação e correção do meio ambiente. realizadas por órgãos de meio ambiente dos entes federativos e por entidades não governamentais. limpeza urbana e remoção de resíduos sólidos (lixo).  5 % sobre receitas tributárias Município popul. assistência à saúde que não atenda ao princípio da universalidade.Percentuais de gastos com saúde:  15% .Limites específicos com Legislativo Municipal:  8 % sobre receitas tributárias Município popul.     11 . até 100 mil hab.sendo 54% Executivo . § 1º. ações de recuperação de créditos nas instância administrativas e judicial.

 cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais. Ed. São Paulo.  providências tomadas para recondução dos montantes das dívidas consolidadas e mobiliária aos respectivos limites. SILVA. Valmir Leôncio. tendo em vista as restrições constitucionais e as da LRF.  medidas adotadas para o retorno da despesas total com pessoal ao respectivo limite. 2008.Elementos que serão ficados pela Fiscalização a ser exercida pelo Poder Legislativo:  atingimento das metas estabelecidas pela LDO.  destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos. Moacir da. quando houver.  limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar. Atlas.VIII. Autores: SILVA. Francisco Antônio de. 12 . AMORIM. FONTE: Lei de Responsabilidade Fiscal para os Municípios.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->