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Apostila Home Studio - Como montar um estúdio de gravação em casa - by Done

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Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio A Popularização dos Home Studios

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Um velho sonho de todos os músicos já é rotina para uma boa parcela deles. Ter em casa um estúdio de gravação, onde se possam gravar os próprios trabalhos, seja como fonte de renda, ou pelo menos para registrar as idéias quando elas ainda estão frescas, recémsaídas da inspiração. O antigo sonho de compositores, cantores e instrumentistas se converteu em um mercado que movimenta milhões de dólares por todos os continentes. Muitos músicos, pelo mundo afora, têm seu próprio estúdio, geralmente instalado em um quarto ou sala, em casa. Alguns são bastante sofisticados, com gravação de áudio digital em 24 pistas ou mais, mesas de som automáticas e muito poderosas, vários samplers, sintetizadores, supercomputadores, tratamento acústico, enfim, recursos compatíveis com os estúdios comerciais de médio ou até grande porte. Outros (a maioria) são bem mais simples, sem tratamento acústico, com menos equipamentos, mas com alto poder de fogo, de qualquer forma. No Brasil dos últimos anos, com a liberalização alfandegária para a importação de equipamentos eletrônicos, o mercado cresceu rapidamente. As lojas de instrumentos se modernizaram e aumentaram em quantidade e qualidade. A figura do “muambeiro” de instrumentos musicais, outrora o braço direito de todo músico profissional, vem, passo a passo, dando lugar a uma estabilização do setor. O músico brasileiro se torna consumidor, com direito a garantia e assistência técnica para seus instrumentos de trabalho, em vez do antigo e triste papel de receptador de material contrabandeado. Por sua vez, a indústria nacional começa a despertar para as novas tecnologias e custos, frente à feroz concorrência dos produtos importados. A gigantesca multiplicação do número de estúdios caseiros decorreu de alguns inventos, que surgiram com a tecnologia digital, no início dos anos 80. Esses inventos evoluíram de modelos que vinham sendo desenvolvidos nas duas décadas anteriores. O mais conhecido é o protocolo MIDI, a interface que comunica sintetizadores a computadores. A MIDI (ou ‘o’ MIDI, como dizem) foi definida em 1983 pelos principais fabricantes de instrumentos musicais do mundo. Ela evoluiu de sistemas de triggers e outros sincronizadores, que cada fábrica desenvolvia para seus instrumentos e seqüenciadores analógicos, sem muita compatibilidade entre equipamentos de fábricas diferentes. Em 83, a indústria resolveu criar um protocolo unificado, e aberto a inovações futuras. Surgia a Musical Instrument Digital Interface, ou MIDI. Mais adiante, com o grande número de usuários e produtores de MIDI files, os arquivos no padrão MIDI para computadores já não eram mais de interesse exclusivo dos músicos. Os jogos de computador, por exemplo, lançam mão desses recursos, e se dirigem a um público muito maior. Foi definido então o padrão General MIDI, um conjunto definido e limitado de timbres e outros recursos para compatibilizar diferentes equipamentos em aplicações voltadas para o mercado da informática. As placas de som e a multimídia

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio
tiveram aí um terreno fértil para se

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desenvolverem.

Outro grande responsável pela explosão dos home studios foi o chamado porta-estúdio, o gravador cassete de quatro (ou mais) pistas, que foi aposentando os gravadores de rolo de quatro, oito ou 16 pistas. Hoje, o porta-estúdio está sendo aos poucos substituído pela gravação digital em hard disk ou em fita de vídeo. O custo relativamente baixo e a facilidade de manuseio desta tecnologia foram os responsáveis pelo súbito aumento do número de produtores independentes. De lá pra cá, máquinas, ferramentas e software para se gravar música em casa são lançados freneticamente em um mercado que não pára de se expandir. Nos anos 90, os seqüenciadores por computador e a gravação de áudio pelo processo digital em oito ou 16 pistas são as tecnologias que mais se popularizam. A Internet, a rede mundial de computadores, é uma grande parceira desses estúdios, na medida em que fornece programas, upgrades (atualizações), gravações de músicas, arquivos MIDI, partituras e informação musical de graça, sem que o músico precise sequer sair de casa. O outro lado da moeda é a expansão do próprio mercado de trabalho do músico. Por todo canto, florescem novas produtoras de multimídia, de vídeo e animação, agências de publicidade, rádios comunitárias e outras empresas que são clientes naturais das pequenas e médias produtoras de som, caso de muitos home studios com objetivos comerciais. Aqui, o estúdio caseiro fornece meio de trabalho para um ou mais músicos, cantores, compositores e arranjadores. Por seu baixo custo operacional, o home studio chega a competir com as grandes produtoras, oferecendo produtos de alta qualidade aos clientes mais exigentes. Mesmo as emissoras de TV têm preferido contratar produtores que disponham de estúdio próprio. Para se montar e operar um home studio são necessários alguns requisitos básicos. O primeiro que vem à mente, naturalmente, é o capital necessário; o segundo é o equipamento a comprar. No entanto, um requisito fundamental muitas vezes é esquecido nessa hora: planejamento. Sem ele, possivelmente o capital será mal empregado ou o projeto não sairá do mundo das idéias. Planejar os objetivos, o mercado potencial, as condições de trabalho, o equipamento e os recursos humanos, tudo de acordo com o capital disponível, deve vir antes da aquisição de qualquer máquina, para que o sonho não se torne um pesadelo. A consulta permanente ás fontes de informação (revistas, manuais, lojas, especialistas, amigos com experiência, sites na Internet) é outro requisito importante.

O Planejamento faz a Diferença
Para se montar um home studio é preciso equilibrar uma série de fatores. De acordo com os objetivos, capital, espaço, clientela ou necessidades pessoais, surgem inúmeras opções de equipamento e de projetos de tratamento acústico para quem vai “se equipar”.

amplificador e caixas acústicas (às vezes a solução inicial é o aparelho de som doméstico. Por exemplo. o uso de microfones caros e muito sensíveis num quarto de alvenaria sem qualquer tratamento acústico pode trazer resultados decepcionantes. em fita de vídeo (Alesis ADAT-XT ou Tascam DA-88) ou em hard disk. trazendo contudo muitos recursos de edição. engenheiro de som. Akai). com modelos e preços compatíveis. via computador (Session 8. devem-se ponderar todas as necessidades e possibilidades. Este pode ser um programa de computador. se músico. reverberador.1. Antes de comprar. Studio Vision) ou hardware (Roland. L. se for de boa qualidade). uma mesa de pelo menos 16 canais com conectores Canon (Mackie. através de programas como Cakewalk Pro-Audio ou Cubase Audio e placas de som Turtle Beach ou Roland. O sistema pode ser sincronizado ao gravador multipista para expansão de canais através de uma interface para computador (MQX 32-M) ou em hardware. um ou dois microfones Shure ou AKG. busca-se o melhor dos dois mundos. e a sua experiência com o material. cantor ou instrumentista. com equilíbrio de investimentos entre eles. ou um hardware sequencer da Roland. deck cassete. como uma obra de isolamento acústico que não isola. Intermediário: conta com um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. cinema. Cooper. serão necessárias uma boa mesa de som e monitoração. como o Cakewalk ou o Cubase.. O estúdio MIDI deste nível pode ter um sintetizador multitimbral da Roland ou da Korg com seqüenciador próprio (workstation) ou externo. uma mesa de som de oito ou mais canais (Mackie). ou produzir fitas demo de um compositor. neste nível. vídeo. além de um bom computador. Primeiro vêm os objetivos do empreendimento. E-Mu). A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. O computador para gravar o áudio em substituição ao porta-estudio. e aí fazer uma lista de todos os itens. Um estúdio caseiro de gravação pode atender o mercado fonográfico. da MidiMan ou da J. terá bons microfones. viável até mesmo em velhos 386 com 4 Mega de RAM rodando Windows 3. para que se determinem equipamentos e obras acústicas compatíveis entre si. publicidade. processadores e um sistema de gravação multipista.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 3 Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento. Cada combinação dessas variáveis implica num set-up diferente. O segundo item é o capital disponível. Ele deve ser levado em conta para se definir o nível ou o padrão geral do estúdio. Também conta o perfil de quem vai operar o estúdio. Session 16. Tascam ou Yamaha. Os arquivos de som podem ser mil vezes maiores que os arquivos MIDI. como os modelos da Fostex. . um sampler (Roland. Yamaha ou Brother. ou a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos. Se se pretende operar simultaneamente nas áreas de áudio e MIDI. são módulos de som (sintetizadores e baterias eletrônicas) e controladores MIDI. para gravação e mixagem de grupos vocais e/ou instrumentais. demanda uma configuração mais avançada que para aplicações MIDI (gravação de instrumentos eletrônicos). Yamaha. Nos dois casos. Distinguem-se três níveis típicos de home studios: Básico: pode dispor de um porta-estúdio (gravador) cassete de quatro pistas. Outros investimentos. Um estúdio voltado para produção de trilhas instrumentais com sintetizadores deverá ter bons teclados e módulos de som MIDI. produtor etc. TV. enquanto outro estúdio. um Pentium ou MacIntosh com interface MIDI/Sync.

Tascam. O sistema MIDI se expande com uma interface de oito portas (8 Port. Aural Exciter etc.) para o Pentium ou o Mac. pesando as reais necessidades de acordo com suas condições e metas. e ela é que determina a qualidade do seu som. microfones para vozes e instrumentos (AKG C-3000 e Shure SM-57). automação e patch bay. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e demos de boa qualidade. mais cuidado se deve ter com tratamento e isolamento. SM-94. Ensoniq TS-12. teclado controlador Roland ou Kurzweil. ou só num computador com placa de som. direct boxes (Furhman. O item central de qualquer estúdio costuma ser negligenciado por aqueles que estão iniciando no universo da gravação de áudio. Se for um estúdio pequeno ou médio. multi-efeitos. equalizador. reverberadores Lexicon e Yamaha. num único cômodo da casa. processadores (equalizadores. Sennheiser MD 421U. sintetizadores Korg Trinity. Yamaha. Quanto mais alto o nível. DAT ou Mini-Disk. AKG C-414. Countryman) para conectar as fontes sonoras à mesa. Vocalist. Shure SM-57. Emulator). distribuidores para uns 10 headphones. Avançado: apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. Um arquiteto com experiência em estúdios do porte do seu evita decepções com projetos improvisados que pioram a sonoridade de sua sala. É impossível se operar um estúdio sem a mesa. ou como um verdadeiro bicho-de-sete-cabeças por outros. reverberadores (Lexicon. Vale a pena começar com um estúdio mais simples. Reserve um espaço para a técnica e outro para os músicos. Roland JV-1080. Soundcraft. samplers (Roland. Mesmo os mini-estúdios baseados num único sintetizador workstation. console ou mixer. compressores (Dbx. noise gate. Audio Technica 4049. adiciona uma mesa de gravação (Mackie. e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. DA-88) ou computador (MacIntosh com Pro Tools). visto como luxo por alguns que começam a adquirir seus equipamentos. dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem. Studio 5 etc. Akai. Na terceira variável. Eletro Voice RE 20) e cabos de qualidade. Um projeto de isolamento e tratamento acústico viabiliza a gravação e a mixagem. compressores Dbx. Alesis). Yamaha) com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito subgrupos. um sistema de gravação digital (24 pistas) em fita de vídeo (ADAT.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 4 Tascam). Alesis). vários microfones (Neumann U87. amplificador e monitores de estúdio Yamaha. um planejamento de obras de tratamento acústico é vital para o seu perfeito desempenho. As Mesas de Som Mesa. perfeitamente isolados. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. . O mais importante é se fazer um projeto com coerência. Alesis ou JBL. o espaço disponível. dependem do mixer virtual instalado neles. pode-se até gravar com headphones.).

Além desses. todas as fontes devem ser transmitidas à mesa de som através de cabos. pode ser desde um simples par de controles de tonalidade (grave. balanceados. Canais. high) até um equalizador paramétrico de várias faixas de freqüência. por exemplo). como Mackie. Soundcraft. recursos auxiliares. Conexões. que em diversos casos é suficiente. versatilidade e custo. timbre (equalização). As impedâncias dos sinais de entrada são geralmente equilibradas pelos controles de ganho (gain ou trim). controles solo e mute são exclusivos de mesas de médio e grande porte. além das saídas auxiliares para processamento e efeitos. e a se mixar (canais de gravação. depende do número de fontes sonoras (microfones. pan e efeitos (ou auxiliar). 12. É útil nivelarem-se os canais pelos controles de ganho. low. Cada canal de entrada possui controles de nível (volume). ou com diferentes inputs para diferentes impedâncias (microfone/linha. Os sinais sonoros entram na mesa através dos canais de entrada (inputs). um potenciômetro linear. O fader.5 KHz) e altas (High: 10 ou 12 KHz). instrumentos eletrônicos seqüenciados). 16. temos os inputs auxiliares. instrumentos elétricos e eletrônicos) a se gravar simultaneamente. na maioria das mesas. equalizador. Mini-Disk ou HD.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 5 O porte da mesa é proporcional ao do estúdio e os fatores principais para se escolher um bom equipamento são a adequação às necessidades. O mercado conta hoje com as mais conceituadas marcas mundiais. Prefira os plugs do formato XLR ou Canon. Yamaha. para otimizar os recursos de gravação e mixagem. mic/line. Behringer. Em um sistema de gravação com mais de uma fonte sonora (instrumento ou voz). O endereçamento para subgrupos de canais (bus ou submasters). O equalizador (EQ). em pares de outputs para monitoração e mixagem. Nunca use duas entradas de um mesmo canal. vêm com um pequeno mixer acoplado. O processamento do sinal sonoro se dá através do fader. As maiores têm uma ou duas faixas de paramétricos nos médios. qualidade do som. Os canais de saída são os masters estéreo (direito e esquerdo). Os conectores. oito. mais agudo e grave. outras usam plugs RCA. posição estereofônica (pan). 24. a um gravador ou um amplificador. Soundtracs etc. mais as saídas individuais ou de subgrupos de canais para gravação. ou como canais extras para mixagem de teclados ou outros sinais ‘flat’ (não processados pela mesa). são do tipo “banana”. Alguns gravadores multipista. que define o timbre de cada canal. pelos canais de saída (outputs). e efeitos ou auxiliares. são processados um a um e finalmente misturados e enviados. as mesas apresentam controles de freqüências baixas (Low: 80 ou 100 Hz). O número de inputs. controla o nível de entrada (volume) da fonte sonora ligada àquele canal. e agudo. Mais comumente. Os conectores “banana” podem ser balanceados (com redução do ruído nas gravações) ou não balanceados. Controles. cassete. 32 ou mais. deixando inicialmente os faders em 50%. médias (Mid: 1 ou 2. como o reverber. facilidade de manuseio. geralmente para entrada de efeitos externos. .

podem ser controladas por um computador. Instrumentos estéreo. podem ser preparados no computador e repetidos infinitas vezes durante o processo. pelas saídas auxiliares da mesa. como teclados. neste caso. o que permite o uso de um único fader ou um par estéreo para toda a seção ou a bateria. O controle da estereofonia. tipo 8 bus. Mesas digitais transmitem e recebem o sinal dos gravadores por fibra ótica. Controles auxiliares ou de efeitos determinam quanto sinal de um canal será enviado até um processador de som. isto é. Este será o seu som. Os subgrupos ou submasters. devidamente misturados. são enviados por um output auxiliar (mono ou stereo) até o processador. mais á esquerda ou á direita. e os outros controles afetam igualmente os dois lados. posiciona o sinal de um canal de entrada nos canais stereo de saída. tal como um reverberador ou delay (eco). é feito com os faders. Diversos procedimentos de mixagem. usa-se normalmente o pan. Neste caso. com multiprocessadores de efeitos internos. mas principalmente a qualidade do som. difíceis de se realizarem simultaneamente. devem ter os pan ajustados. funcionam como canais coletivos que gerenciam outros canais. um todo para a esquerda e o outro todo para a direita. Algumas mesas vêm com automação interna. e os controles de retorno dos auxiliares. As mesas com automação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 6 O pan pot. encontrados nas mesas de médio e grande porte. e gravar tudo em uma ou duas pistas. Vários controles da mesa são automatizados. Por exemplo. em geral via MIDI. o número de canais. pode-se equalizá-los em separado e depois endereçá-los para um mesmo submaster. de forma que um mesmo processador possa ser usado por vários canais em intensidades diferentes. pelas saídas dos submasters. que endereçam os dois sinais para esquerda e direita. Automação. que utilizem dois canais da mesa. Masters. por não haver regras pré-estabelecidas sobre qual a melhor forma de se . mantendo o som definitivamente no campo digital. aumentando-se ou abaixando-se cada um para modificar a posição ‘espacial’. Os sinais de diversos canais. Algumas mesas dispõem de canais estéreo. Escolha a mesa de seu estúdio de acordo com as necessidades e características do mesmo. independente do computador. instrumentos acústicos e elétricos é a tarefa mais delicada de um estúdio. a quantidade de “mandadas” e retornos auxiliares. pan e outros. Ainda mais. O recurso chamado “recall” permite recuperar as posições dos controles de uma mixagem feita antes. e todo o processamento on board. ou mestres. A Captação do Som Gravar vozes. como os faders. retornando á mesa por um input auxiliar (mono ou stereo) e misturados aos sons originais (‘secos’). são um ou dois faders que controlam o nível geral dos canais masters de saída. Observe os equalizadores. controle do panorama estéreo. se as peças de uma bateria ou de uma seção de instrumentos estão entrando por vários canais.

é ideal o uso de Direct Boxes. mais ou menos na altura dos olhos. Vejamos aqui algumas técnicas e os microfones mais usados para a captação de vozes e dos instrumentos mais comuns: Voz. 58) pode ser uma boa solução. Estes precisam ser alimentados por corrente elétrica. Violão. diante da cápsula e a moderada distância. Neste artigo. é necessário conhecer alguns recursos técnicos. A mesa deve ter inputs do formato XLR ou Canon para uma melhor qualidade do som. O microfone deve ficar sempre no pedestal. Se o seu home studio opera somente via MIDI. e os microfones a condensador. vamos conhecer os procedimentos usuais de captação e os microfones mais usados pelos estúdios mundo afora. e ainda em forma de 8. Para gravar instrumentos em linha numa mesa com entradas Canon. Os hiper-cardióides têm essa área de captação ainda mais estreita. a uns 5. Temos aqui várias opções de captação. desses que se usam nos palcos. Quanto à área de atuação. Porém. é uma boa solução para o home studio. O AKG C3000. podem-se usar plugs banana estéreo (com 3 vias) para fazer a conexão. ainda não é o momento apropriado para se fazer uma coleção de microfones para todas as finalidades. Outra boa solução para o pequeno estúdio com isolamento acústico é o modelo AKG C3000. Se ela só possui entradas com plugs do tipo “banana”. Usando-se um microfone dinâmico (no pequeno estúdio). de menor custo. como os Shure SM57 e SM58 (ou Beta 57. casadores de impedância que mandam o sinal para a mesa por cabos Canon. Os microfones para gravação se dividem em dinâmicos. geralmente entre 20 e 70 cm. Geralmente. que são mais resistentes a ruídos de manuseio e têm uma resposta mais dura. sendo chamados de unidirecionais. A distância varia de acordo com a potência vocal do cantor. Neste caso. que os alimenta com uma corrente de 48 V através do próprio cabo de áudio. verifique no manual se essas entradas são balanceadas. Dinâmicos e unidirecionais (cardióides). captando áreas mais largas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 7 captar o som de um instrumento. bem mais sensíveis. Há ainda os omni-direcionais ou multi-direcionais. Os microfones a condensador são os mais apropriados. não há muito com que se preocupar. o uso de microfones dinâmicos. a mesa de som tem uma chave de “phantom power”. para diversas finalidades. 10 cm. Se o seu home studio é básico. pois os instrumentos eletrônicos são conectados diretamente à mesa de som pelos cabos de áudio. os cardióides captam melhor o som numa área em forma de coração. HD ou MD) e tem o objetivo de gravar vozes e instrumentos. se o estúdio dispõe de um gravador multipista (em fita. com um porta-estúdio cassete de 4 pistas e sem tratamento acústico. Há vários tipos de microfones. isto é. esses modelos compensam a falta de tratamento acústico do pequeno estúdio. Os mais usados são o Neumann U87 e AKG C-414. se teclados e baterias eletrônicas são suas únicas fontes sonoras. Neste caso. a condensador. com suspensão própria e uma tela para filtrar o som da voz e barrar a emissão mais forte do ar. Já os microfones são plugados diretamente à mesa. O violão com cordas de nylon será . deve-se posicioná-lo a 45 graus da boca do cantor. que causa o indesejável “puf” na gravação. Note que esses plugs estéreo serão usados como “mono” (a terceira via é usada como terra).

Há modelos analógicos. Os Gravadores Multipista Há poucas décadas. Baixo elétrico. a uns 10 cm. busca-se reproduzi-lo nos monitores do estúdio através dos equalizadores da mesa. de fita de vídeo. Apesar da polêmica entre som direto e microfonado. AKG D112 ou Eletro Voice RE 20. segue os padrões da guitarra. em geral dinâmicos para as peles e condenser para os pratos. Usam-se vários microfones diferentes. dentro do bumbo. elétricas e eletrônicas na primeira fase de uma gravação. para gravação analógica ou digital. como o Shure SM 81. AKG D112. Os pratos podem ser captados por dois microfones overall do tipo lapiseira. O ideal é se gravar em várias pistas para então dosar o nível dos sons. Se houvesse um erro por parte de qualquer um deles. ou de várias formas combinadas. usando Shure SM 57. e os digitais. Para a caixa. o que permite uma experimentação maior. O custo/hora do home studio costuma ser bem menor que nos estúdios de maior porte. nos violões eletrificados. Sennheiser MD 421. Contratempo. O violão com cordas de aço. captando o alto-falante do amplificador a uns 20 cm. O lançamento dos gravadores multipista permitiu uma grande evolução nas técnicas de gravação. o mais comum é o Shure SM57. via amplificador. Não deixe para recuperar a qualidade na mixagem. pode ser captado por um microfone que realce as altas freqüências (agudos). O ideal é experimentar até se alcançar a sonoridade desejada. multipista e estéreo. se usar captação ativa. Pode ser gravado diretamente na mesa. Shure SM 94. Os estúdios dispõem hoje de dois tipos de gravadores. Para o bumbo. já que o que realmente importa é o resultado. Tom tons e surdo. todo o trabalho era refeito. Após se definir o timbre no amplificador da guitarra. é majoritária a gravação da guitarra através de microfones dinâmicos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 8 captado por um microfone a condensador. Cada tipo apresenta diversos formatos. Em linha. As cordas têm que estar novas. O amplificador deve estar em outra sala. isolado da técnica. As melhores soluções são encontradas na hora de gravar. microfonado. plugando-se o violão em um segundo canal da mesa. com direct box. Microfonado. o primeiro para a gravação em si e o segundo para a mixagem. voltado para a pele superior. combinar o som do microfone com o som direto. disco . O gravador multitrack. o instrumento regulado e. Usa-se também a gravação em linha através de um pré-amplificador. registra os sinais sonoros de fontes acústicas. bateria nova. como os citados para voz. atuando em conjunto com outros instrumentos de harmonia. Nunca é demais experimentar opções de captação. multipista ou multicanais. a uns 20 ou 30 cm da boca do instrumento. gravando-se músicos e cantores todos ao mesmo tempo. como o Shure SM-57. Bateria. a gravação de um disco era feita diretamente para a fita master. como na caixa. o som é mais nítido. Guitarra. A boa execução vocal ou instrumental é o fator mais importante para uma gravação de qualidade. Usa-se ainda. como o AKG C-391 ou o Shure SM-81. Eletro-Voice RE 20 ou Sennheiser 421. de fita magnética cassete ou de rolo.

O gravador multipista. ambos para o MacIntosh. que correspondem aos canais esquerdo e direito de cada lado ("A" ou "B") da fita. Gravadores analógicos. pista ou trilha ("track") é a faixa de uma fita onde um sinal é gravado.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 9 rígido ou Mini-Disk. que enderecemos vários canais de uma mesa direto para uma única pista do gravador. ou 24 pistas. Canais de entrada e de monitoração em uma gravação exigem atenção. Utilizam fitas de 1/4. mesas. estão entre as causas da súbita popularização dos estúdios pessoais em quase todo o planeta. utilizando hard disks de mais de um gigabyte de memória. têm seus setores de "gravação" igualmente denominados "pistas" . expansíveis até 128. o Cubase Audio e o Logic Audio (para as 2 plataformas). 16. seja de áudio em uma mesa de som. cada uma delas sendo gravada ou reproduzida independentemente. Cada pista tem seu sinal enviado a um diferente canal da mesa de som. o deck cassete stereo tem quatro pistas de gravação. a fita cassete estéreo é gravada em duas pistas (direita e esquerda) no lado A e mais duas no lado B. 6 ou 8 pistas. Enquanto a fita permite o livre trânsito do material gravado entre vários estúdios. Cabe aqui uma distinção: canal ("channel") é a rota de um sinal de entrada ou saída. Nada impede. os dois canais stereo daquele lado. e custam em torno de 500 dólares. Não há lado "A" ou "B".O mesmo ocorre com gravadores de HD. pois. Fostex e Yamaha. inspirados nos gravadores. Comparado a um cassete multipista. o Studio Vision. onde só então o sinal é posicionado no campo auditivo stereo (direito/esquerdo) via controle de pan. Gravadores digitais utilizam fitas de vídeo em 8 pistas. em geral. 8. Os gravadores de rolo são o padrão original da gravação multipista. por seu turno. Os seqüenciadores. através de vários canais da mesa. Os mais usados são o ProTools. e o Session 8 (Digidesign) para o PC (Windows). Diferenças entre estéreo e multipista. Gravadores cassete de 4. Yamaha e Sony) ou disco rígido (HD). Os gravadores multipista têm canais de entrada (inputs) correspondentes às pistas de gravação e canais . com quantidade variada de pistas de gravação ("tracks"). Recentemente. 1/2. Os programas de computador (para Mac e PC) controlam sistemas de quatro ou oito pistas. mas um único lado com 4 ou 8 pistas. em hardware (Roland. MIDI e seqüenciadores. numa única pista. das marcas Fostex e Tascam eram muito encontrados em home studios até o lançamento dos gravadores digitais em fita de vídeo. seja de informações MIDI sendo transmitidas ou recebidas por um instrumento ou computador. a gravação em HD ou MD ganha poderosos recursos de edição.). O cabeçote atua sobre duas pistas. Pistas e canais são termos usados de forma genérica e confusa para gravadores. Por exemplo. os seqüenciadores MIDI vêm implementando a gravação de áudio em HD através das placas ou interfaces de som. os porta-estúdios. como o Alesis ADAT-XT (fita S-VHS) e os Tascam DA-88 e DA-38 (fita Hi-8). o Sonic Solutions . utiliza todas as pistas de uma só vez. que gravemos várias fontes. Os rolos de 8 pistas com fita de 1/4. O gravador multipista difere do estéreo nos modos de gravação e reprodução. ou seja. 1 ou 2 polegadas. da Digidesign (que inclui os periféricos‚ como interface de áudio etc. Vêm com uma pequena mesa de som e um filtro de ruídos. gravam-se ou reproduzem-se as duas pistas do outro lado. da Tascam. Mini-Disk (MD) em 4 pistas (Tascam. Os mais comuns são o Cakewalk Pro Audio (PC). em 4. Virando-se a fita. E-Mu) ou via computador. o Digital Performer (Mac).

de áudio e MIDI. Para isso. Com um programa como esses. gravava-se toda a orquestra ou banda reunida. Para termos maior liberdade na mixagem. principalmente da guitarra. entraram em cena os gravadores em fita de vídeo. em que se opta por gravar o sinal já processado. instrumento elétrico ou acústico) ou um canal MIDI de instrumentos eletrônicos. gravação e mixagem eram uma coisa só. trabalham sincronizados e unidos. ocorriam no mesmo momento. usando qualquer placa de som. com suas peculiaridades. pode-se gravar. com o advento do áudio digital. Havendo algum erro por parte de um dos músicos. ambos da Digidesign. para Windows. Ou seja. para ser monitorado e processado num segundo canal. Os dois sistemas de gravação. o usuário dispõe de um estúdio de gravação com muitos recursos de edição. A nova tendência é o áudio gravado diretamente para o disco rígido de um computador. No princípio. o procedimento usual é gravar o sinal seco. principalmente nos home studios: os programas que conjugam gravadores de som e seqüenciadores MIDI. da cabeça reprodutora. uma nova opção ganha cada vez mais força. veio a gravação estéreo. como o Digital Performer. Há exceções. na coluna apropriada do programa. e daí em 4. e o mais popular de todos. um canal de áudio (voz. para otimizar a relação sinal/ruído. e o envia para o cabeçote de gravação. tudo precisava ser regravado. O input recebe o sinal. e gravadores digitais de rolo. de modo que os VUs ou os LEDs de ambos atinjam o pico entre zero e +3 dB (decibéis). monofonicamente (em um único canal). o nível de gravação não pode ultrapassar zero dB. Gravação de Áudio no Computador Muito têm evoluído os sistemas de gravação de áudio. No Cakewalk. de volta à mesa de som. dbx ou Dolby. proveniente da fonte sonora através da mesa de som. em cada track. como o Pro Tools. em um PC multimídia. não tratado acusticamente nem equalizado (timbre "flat"). e o Session 8. o Cakewalk Pro Audio (Windows). Os gravadores em HD e MD. esse processamento não interfere na gravação flat. para o Mac. O output envia o sinal. nivelando-se os canais de entrada da mesa e do gravador. Monitorando-se a "volta" (o canal da mesa onde se liga o output do gravador) com o processamento desejado na hora de gravar. nos gravadores analógicos de rolo. serão matéria de um outro artigo. ambos para Mac e Windows. por exemplo. como se . o Cubase Audio. Nos últimos anos. em geral com 8 pistas. junto a um poderoso seqüenciador de teclados MIDI. A escolha de um gravador multipista leva em conta a qualidade do som mais a vocação e o orçamento do estúdio.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 10 de saída (outputs) para monitoração e mixagem. Através de uma interface (placa) de som e um programa. Nos gravadores analógicos. o micro passa a ser o próprio estúdio de gravação. Nos gravadores digitais. Surgiu aí a técnica do playback. basta selecionar a fonte sonora (MIDI ou áudio) com o mouse. 16 e 24 pistas. o Logic Audio. a gravação em separado das partes de um arranjo. devemos usar sempre o filtro de ruídos. desnecessários nos modelos digitais. com 8 pistas. Depois. Primeiro surgiram programas dedicados exclusivamente à gravação de áudio no hard disk. 8. devendo ser refeito na mixagem e sempre que se desejar. Mais recentemente. Filtros. o Studio Vision (Mac). como o ADAT.

tornando desnecessário o registro de seu áudio em um gravador multipista. ou 8. 4. os teclados se reúnem ao áudio gravado (voz. como sintetizadores. liga-se a saída Line Out da placa às entradas da mesa. consumindo um grande espaço em disco. por exemplo. são dois sistemas independentes: um seqüencia (registra e ordena) informações sobre a performance do músico nos teclados e baterias eletrônicas. da Digidesign. O uso do seqüenciador sincronizado ao gravador multipista expande em muito os recursos e os canais do estúdio. esta revolução significa que. sendo gravados. Os teclados. basta instalar um programa como o Cakewalk Pro Audio para ter um porta-estúdio digital e um seqüenciador MIDI sem custos adicionais. Na ausência da mesa.. acrescentar ou retirar notas etc. edição de partituras etc. por exemplo. A fonte sonora é conectada à mesa de som. não pelo programa. Através da placa e do programa. Embora contem hoje com recursos de gravação de áudio. Para se gravar o áudio. O estúdio avançado usa a mesma versão do software. Através das conexões MIDI. somente na mixagem. O estúdio de nível intermediário pode usar uma placa de som Turtle Beach ou Roland. como equalizadores e reverberadores. controlam os sintetizadores. o outro é um gravador de som multipista que usa o HD como meio. sejam recursos do programa ou da placa de som. ao invés de uma fita. Assim. mudar timbres. seqüenciador e gravador. ainda em 1a geração. e até processadores de efeitos. A quantização corrige automaticamente imprecisões no ritmo tocado pelo músico. O número de canais e pistas de gravação. O seqüenciador executa ‘ao vivo’ os instrumentos eletrônicos. até processadores e efeitos sonoros on board. dispondo-se de um PC com uma placa Soundblaster. O seqüenciador é a função original desses programas. O programa permite que se editem todas as partes da música com enorme liberdade. porque os dois sistemas. todos eram sequencers nas suas primeiras versões. os sons são registrados no HD. trabalham sincronizados. que vão desde o recurso de cortar. e endereçada até a placa. Para se reproduzir o áudio. seja este pequeno ou grande. usa-se a entrada Line In da placa de som. e depende de hardware externo. Cada pista de áudio possui várias ferramentas de edição.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 11 fossem uma única tecnologia. são literalmente tocados por ele. convertendo os sinais de áudio em dados digitais. como repetir trechos. com baixo consumo de memória. 2. baterias eletrônicas. com uma placa Audiomedia III. samplers. que “aprende a música” quando o instrumentista a executa ou a escreve com o mouse. mais rápido que o IDE. No entanto. Conexões e recursos de edição de áudio. Toda a . andamentos. por um cabo de áudio. copiar e colar trechos gravados. Para o home studio de nível básico. que aceitam maior número de pistas de áudio e conferem melhor qualidade sonora. como o Cakewalk Pro Audio. presentes nos instrumentos e na maioria das placas de som. Ë possível. geralmente usada para sonorizar jogos. tons. Vantagens do seqüenciador com áudio incorporado. samplers e bateria eletrônica. dispensam o gravador multipista externo. Essas novas versões dos programas. instrumentos acústicos e elétricos) na mesa de som. mesas e gravadores automáticos. ligadas à saída Speaker. Recursos do seqüenciador MIDI. pode-se ligar um microfone na entrada Mic da placa de som. copiar a voz do refrão de uma música e fazer repetir o trecho em outras partes dessa música. e um hard disk SCSI. ou se monitora diretamente nas caixas de som do kit multimídia. é limitado apenas pela placa de som.

inexistentes nos gravadores de fita. como volume. Define Instruments. onde se associará cada canal MIDI do lado esquerdo com o instrumento preferido do lado direito. Instalado o hardware e o software. como também Settings: Audio. a gravação é feita simplesmente acionando-se o ícone com o . vermelhos. Operar o Cakewalk é muito fácil: do lado esquerdo da tela. embora não ofereça grande qualidade de som. como a RAP-10. e as placas de som preferidas pelos home studios são as da Roland. A placa MIDI mais usada é a MQX-32(M) da Opcode. Um desses programas vem se tornando um verdadeiro padrão nos estúdios: o Cakewalk Pro Audio. A Soundblaster controla os dois sistemas. Midiados os instrumentos e plugadas as entradas e saídas de som (de preferência através de uma mesa). sendo ilimitados no programa. o canal de áudio ou MIDI e outros parâmetros. a configuração do programa e do computador. Algumas placas controlam áudio e MIDI simultaneamente. O Cakewalk Pro Audio Embora seja fácil sincronizar qualquer gravador multipista com um seqüenciador. Import. A versão 6. o programa (para Windows) conta com inúmeros e poderosos recursos.ins e o nome do seu instrumento. um retângulo de comprimento proporcional à sua duração. antes de se voltar à janela principal. venha clicando OK ou Close até voltar à janela Assign Instruments. com os presets de fábrica. src. deve-se abrir o menu Settings: MIDI Devices. da Digidesign. temos 256 tracks em linhas horizontais. já que sua edição terá importantes diferenças. de acordo com a natureza da gravação. O número de canais de áudio e de portas MIDI depende de cada placa. patches de sintetizadores etc. requer o uso de mais de uma placa. primeiro. clicando nas colunas correspondentes. sendo bem mais cara. podem-se digitar os seus patches. como o ADAT. Além disso. Através de seu instrumento controlador MIDI. neste caso. Em cada track. o que facilita muito a escolha dos timbres. uma nova tendência vem se irradiando com muita intensidade: os programas de computador que conjugam seqüenciamento MIDI com gravação e edição de áudio digital. Também se pode habilitar o programa para mudar os patches (timbres) de cada sintetizador do seu estúdio pelos seus nomes. cada take gravado tem a forma de um clip. Não encontrando seu teclado na lista. e assinalar as interfaces de entrada e saída de dados. Fácil de operar. Encontre essas listas com um duplo clique do mouse na coluna Patch da janela principal. pode-se tocar qualquer outro instrumento MIDI. pan. Clique depois em Assign Instruments. No lado direito. A Audiomedia III. o que. como a Tahiti e a nova Multisound Fiji. que podem servir para gravação de áudio ou MIDI.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 12 gravação e o seqüenciamento são feitos no computador. as placas ou interfaces devem atender às duas necessidades. Visto que se está trabalhando com dois sistemas diferentes ao mesmo tempo (áudio e MIDI). é muito elogiada. a gravação de áudio conta com os recursos de edição já citados. e da Turtle Beach. outras não.0 está em fase de lançamento. Isto é possível porque o Cakewalk dispõe de uma extensa lista de teclados e outros instrumentos MIDI. Depois. selecionase a fonte sonora. Vejamos. facilitando sua identificação.. Os clips MIDI são rosa e os de áudio.

Selecione na Track seguinte o próximo instrumento. como quantização. Só deve ser gravado o áudio de vozes. você também pode modificar o tom das MIDI tracks. já que o Cakewalk sincroniza automaticamente as tracks MIDI com as de áudio. pronto para edição. o timbre em Patch etc. A música toca em qualquer outro andamento. como note on e off. Isto porque você pode corrigir sua performance com vários recursos automáticos. trechos musicais e outros eventos MIDI com um clique do mouse. clicando diretamente na caixa de Tempo (onde está escrito 100. assinalar nas colunas Source e Port qual a função desejada e sua interface correspondente. com os comandos Copy e Paste. O menu Edit tem poderosos recursos de edição de áudio e MIDI. O botão REWIND (<<) volta a música ao início. ou arrastando-o com a tecla Control pressionada. crie uma MIDI track com a harmonia (timbre de piano. em outro canal MIDI. por exemplo. surge um novo clip no lado direito da tela. Com os recursos de edição dos seqüenciadores de computador. ele se torna preto. e então o botão PLAY a executa. No seqüenciador. violão) ou a bateria. como também acrescentar. A Edição no Cakewalk Pro Audio A produção musical ao alcance de todos. o que torna contraproducente a gravação do som dos instrumentos eletrônicos. mas seqüenciando comandos. Quantização. Pode-se também dividir um clip com o comando Split. a partir de agora. Aliás.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 13 botão REC. cópia de trechos etc. Use o metrônomo. Esses comandos são acessados clicando-se o clip com o botão direito do mouse. se quiser. a partir de uma resolução medida em pulsos por semínima. Pode-se arrastá-lo com o mouse para outro momento da música (no sentido horizontal). sem alterar o tom. Os recursos de edição de áudio não ficam atrás: EQ. para depois poder editar o que foi executado. alteração dinâmica (velocity) etc. Por outro lado. Esses comandos servem tanto para se gravar áudio quanto MIDI. transposição. Piano-roll. Você reconhecerá os clips marcados pela cor preta. fade. Clicando-o. na coluna Key. Lista de Eventos e Staff são algumas novas palavras que farão parte de seu vocabulário.00). primeiro. reverse (que toca um clip de trás para a frente) etc. o áudio digital consome centenas de vezes mais memória que os eventos MIDI. Escolha um andamento confortável e. modifique-o. nunca dos instrumentos MIDI.. Observe que. que só serão ouvidos se o teclado estiver amplificado. se desejar. Lembre-se sempre que o seqüenciador MIDI não está ‘gravando’ o som do teclado. O Cakewalk permite que se marque um retângulo com vários clips para edição. copiá-lo quantas vezes se quiser. você torna a sua execução totalmente profissional. A quantização (Edit: Quantize). instrumentos acústicos e elétricos etc. qualquer que seja o seu nível como instrumentista. permite ajustar o ritmo de um trecho executado. cada vez que você conclui a gravação de um take. e vá registrando o arranjo. marcado. . depois de gravado. retirar e modificar notas. mas é importante. antes da gravação de cada track. não é necessário se gravar o áudio do teclado. instrumento por instrumento. Além disso. para outra track (na vertical).

a 6. Essas mensagens aparecem na tela com algum aspecto gráfico. outros comandos). . pedal sustain. Acrescente. portamento e todos aqueles disponíveis nos seus instrumentos. Se o ritmo executado não foi preciso. Determine também se quer afetar o início ou a duração das notas. indicando o tipo de evento (notas. Os controladores e controles em tempo real. semicolcheia etc. ouça o resultado. pitch (altura. Scale Velocities. Controllers. visíveis nos Westerns. pedal de expressão. é o nome dado à edição da partitura convencional. Com o mouse. "afinação"). retire e modifique notas com o mouse. por exemplo. com o tempo na horizontal e a escala musical (as alturas das notas) na vertical. Vamos. não. na lista de eventos cada mensagem MIDI é uma linha com números que a representam. Quantização. Depois. podem ser editados com o mouse nesta tela. são aplicáveis também aqui.0. Além de serem executáveis nos instrumentos eletrônicos. velocity (intensidade do toque). usando lápis e borracha. um trecho selecionado é transposto para o intervalo que se quer. as mensagens MIDI podem ser editadas. o Piano-roll é a tela de edição mais completa. que inclui notas no pentagrama. Às vezes. Fique atento: se escolher a resolução errada ou tocar muito fora do tempo. diretamente na partitura. então. números ou outras formas.) que foi tocado. XIX. e a posição se refere à altura e ao tempo. pan. Tem a forma de um gráfico cartesiano "x-y". O menu Edit Scale Velocities modifica a expressão (mais forte ou mais piano) de um trecho marcado mantendo-se a expressão original do restante da música. Piano-roll. Os mesmos recursos do Windows. facilmente se modifica sua duração. como volume. Edição gráfica. Podem-se copiar e colar trechos inteiros. Event List. Como nos seqüenciadores em hardware. Alguns "Instrumentos" soam melhor quantizados. As notas que estavam adiantadas ou atrasadas agora soarão exatamente no tempo. Cada nota é um traço horizontal. convém tocar de novo. sejam notas em uma partitura. a intensidade etc. No menu Edit Transpose. bem como se pode retirar uma nota "esbarrada" ou acrescentar outras. copiar e colar etc. cujo comprimento representa sua duração. o tempo. a quantização poderá mover algumas notas inadequadamente. Na versão atualmente em lançamento. basta selecionar o trecho com o mouse e acionar o menu Edit Quantize. No Cakewalk. Transposição. encontrados na maioria dos programas. Clique OK.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 14 Todo seqüenciador registra o que o músico executa em seu instrumento eletrônico como mensagens MIDI. como bateria e baixo. montando-se a música parte por parte. Ouça o trecho. tanto quanto as palavras em um editor de texto. Escolha a resolução equivalente ao menor valor rítmico (colcheia. como selecionar um trecho arrastando o mouse sobre ele (highlight). outros. Podem-se editar as mensagens mudandose os números. letras de músicas e sinais de expressão. Derivado dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda do séc. como cordas e solos. pitch wheel. conhecer os principais recursos de edição do Cakewalk. A decisão depende de cada linguagem musical. permanecendo o resto no tom original. As telas a seguir são rapidamente acionadas com o botão direito do mouse sobre a track (pista) a editar: Staff. recortar. esta tela faz parte do Piano-roll.

O áudio gravado no Cakewalk é editável em vários parâmetros: equalizador gráfico e paramétrico. Hoje. e preços atraentes. passou de 60-70 dB para 80100 dB. qual placa? O que ela precisa ter? Quantas entradas e saídas? I/O digitais. os conversores AD/DA (analógico/digital e digital/analógico) de entrada e saída evoluíram de 16 bits para 18 e 20 bits. Um botão de volume em cada um desses trechos (ou clips) modifica o nível de saída do som de cada parte. Audio. simplificando a monitoração e a mixagem. A relação sinal ruído. e seus conectores se limitavam a miniplugs estéreo (1/8" ou P2). Os estúdios dispõem de interfaces de áudio internas e externas com alta qualidade de som. usada em áudio profissional. Todas as boas placas utilizam sampling rates de 44. sons de sintetizador. O recurso de full duplex permite gravação e audição simultâneas. . chorus.. Algumas interfaces têm DSP (processamento interno) de 24 bits. Eram baratas. passo a passo. a mesma resolução de amostragem dos CDs. só esperando ser configurado para gravação de áudio. Placas de Som Seu computador está novinho. No menu View Faders. como interface MIDI. as chamadas placas de som. Cada trecho pode ser cortado com uma "tesoura" e editado em separado. delay e conversão de áudio monofônico em MIDI. e gravada como áudio. como reverb. Entre os principais responsáveis pela qualidade do som digital. A multimídia. flanger. um mixer ou mesa de som controla tanto os sintetizadores MIDI quanto mesas de som automáticas. onde os modelos evoluem muito rapidamente em recursos e qualidade de som. O número de canais de áudio e a qualidade do som gravado nesses programas dependem das interfaces. ou analógicos? MIDI? Sync? Pode-se gravar áudio de qualidade com placas multimídia? As primeiras interfaces de áudio tinham um som muito ruim. A nova versão do programa. seja convertida em MIDI e executada com qualquer timbre de um sintetizador. expandindo a dinâmica do som.. Você até já instalou um programa de gravação. Pode-se gravar com essas placas. agora só falta a placa de som. tem placas baratas com múltiplas funções. em lançamento. reverse (toca o trecho de trás para a frente). acrescenta recursos como reverber. em poucos anos. compressor etc. Mas. delay. facilitando ainda mais o uso do programa por aqueles que não dominam a técnica do teclado. ou Pitch Detection. inúmeros recursos de processamento digital de sinal (DSP). permitindo-se controlar volume. para o mercado de consumo. com alto ruído. como a popular SoundBlaster. controlador de CD ROM e de joystick para jogos etc.1 KHz. mas não possuem recursos de sincronização (sync time code) para gravadores multipista externos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 15 Faders. uma verdadeira revolução acontece nesse mercado. e de 48 KHz. embora seu som lembre o de um rádio AM. Este fascinante recurso permite que uma melodia cantada ou tocada. EQ. com 32 MB de RAM e um HD grande e rápido. Várias delas têm ainda outras taxas de amostragem. fade in e fade out etc. As placas para multimídia congregam um grande número de funções. pan e outros parâmetros para mixagem.

os sistemas integrados. 1/8" (P2) ou RCA. o assunto de nosso próxim artigo. Os inputs e outputs analógicos podem ser do formato XLR (Canon). Algumas placas vêm com interface MIDI. como MIDI. interfaces externas e programas num só produto. como o Pro Tools. conectadas a algumas dessas placas. sincronização a outros equipamentos. Os formatos de I/O digitais estéreo mais comuns são o S/PDIF (encontrado na maioria dos aparelhos de som digitais. 1/4" (banana) balanceados ou não. para citar os mais usados. com cabos e conectores coaxiais (RCA) ou óticos (TOS link). Os preços em dólares se devem à dificuldade de compararmos todos os preços em reais. o Session 8 ou o Yamaha CBX-D5. para suprir estas necessidades. A transferência digital do sinal de um equipamento para outro preserva a qualidade original da gravação. sync ou mais canais de áudio. pode-se usar mais de uma placa. As interfaces externas. como DATs e CDs). e o AES/EBU (para áudio profissional). os recursos das placas multimídia. dependendo de suas necessidades. tanto analógicos quanto digitais.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 16 As entradas e saídas de áudio aparecem em diversos formatos. como a SoundBlaster AWE 64. o Session. pacotes com placa/interface/software. nem as placas para multimídia. o Cubase Audio. Os formatos ADAT e TDIF (Tascam DA-88) permitem conexão digital multicanal com os respectivos gravadores de fita. em geral. evitam o ruído gerado por componentes do computador. No quadro (Anexo). e suas possibilidades de utilização no estúdio. Não são citados. Outra boa opção. entre outros. capacidade de expansão de entradas e saídas e um gerador de sons. também. Na ausência de certos recursos. por limitação de espaço. embora ambos também sejam utilizados para gravação de áudio em HD. o Saw Plus ou o Sound Forge. são os sistemas integrados (kits) com placas. sem passar pelos conversores AD/DA ou por cabos de áudio analógico. Veremos. . Você pode gravar o áudio em seu HD através de uma ou mais dessas placas. além de permitirem maior variedade e quantidade de ins e outs. recursos que interessarão aos usuários. geralmente mais cara. com conectores XLR. são comparados vários recursos das placas mais conhecidas do mercado. efeitos digitais. o Logic Audio. pois nem todos trabalham em conjunto ou utilizam todos os recursos. com um programa gravador de áudio multipista ou estéreo. É importante verificar a compatibilidade entre a placa e o programa. como o Cakewalk Pro Audio.

00 .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas de Som – Comparativo (Anexo I) Marca/Modelo ADB Multi!Wav 18 Antex StudioCard Pro PC PC/Mac Configuração Recomendada 486 ISA 16 bits Pentium 16 MB.16MB.00 * * * * * * * Kurzweil 349.00 4 I/O * Sim 1 Out MIDI 1 In MTC tempo real Efeitos Digidesign AudioMedia III Mac PC PowerMac/ Pentium. PCI 2 Ins / 2 Outs RCA 998.025 S/PDIF a 48 KHz Sim Não Não EQ 795.00 S/PDIF AVM PC Apex Efeitos EQ em CreamWare PC Master Port ISA 16 bits 486/66 16 MB 2 Ins / 2 Outs S/PDIF 11. LTC/VI TC PC Efeitos Opcionais Synth 1595. PCI Ins/Outs Analógicos I/O Digital 24 bits Até 96 Sim KHz S/PDIF AES/EBU AES/EBU 6.00 1 In Sim 1 Out MIDI.25 a 50 KHz 17 Sample Full Rates Duplex MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Outs DAC 18 bits 4 Ins / 4 Outs XLR Não Via S/PDIF DSP24bits 699.

PCI 2 Ins / RCA AD/DA 18 bits 8 Ins / 10 VMR 799.00 . 4 MB. PC ISA 16 bits Não. só via CardDplus Mac PC PowerMac/ Pentium.00 Mac PC PowerMac/ Pentium.00 486.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 18 Marca/Modelo Digital Labs CardDplus Digital Labs Digital CardD Emagic Audiowerk8 Event Electronics Layla Event Electronics Gina Only Audio Audio PC/Mac Configuração Recomendada 486.16MB. 44. PCI 2 Ins / 8 Outs 1/4". Only 48 KHz CardD 32. PCI Balanceados 1/4" 20 bits 999. Ins/Outs Analógicos I/O Digital Não.16MB.025 a Sim MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Ins / 2 Outs RCA PC ISA 16 bits Não Não - 795. só via Sample Full Rates Duplex 11. 4 MB.00 Mac PC PowerMac/ Pentium.1 S/PDIF e 48 KHz 8 Outs S/PDIF 50 KHz Outs 24 bits Qualqu S/PDIF er Sim 1 In 1 Out 1 Thru 38.5 a Sim Não MTC via S/PDIF SMPTE / MTC DSP24bits MIDI Interface externa DSP24bits Interface externa Sim Não Não 495.16MB. AD/DA de 20 bits 24 bits S/PDIF 11 a 48 KHz Sim Não Não 499.00 Dig.

PCI RCA.00 PC 486 ISA 16 bits Pentium.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 19 Marca/Modelo Event Electronics Darla Frontier Designs WaveCenter Gadget Labs Wave/4 Korg PC/Mac Configuração Recomendada Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 8 Outs I/O Digital Sample Full Rates Duplex 11 a MIDI Sync Extras Preço (US$) Mac PC PowerMac/ Pentium. ISA 16 bits PowerMac Não 8 ADAT 39 a I/O S/PDIF 51 KHz 22. PCI Não S/PDIF * * Não * * 499.00 * DSP24bits 825.00 PC 4 Ins / 4 Outs 1/8" 2 Ins / 2 Outs 1/4" Mac 1212 I/O Lucid Technology PCI24 Lucid Technology NB24 Mac Mac PC 8 MB. 8 MB.00 PowerMac NuBus Não S/PDIF * * Não * DSP24bits 399.00 .16MB. PCI Sim 48 KHz Não - 1250.00 PowerMac/ Pentium.1 e 1 In Sim 3 Outs 1 In Sim 1 Out WordCl ck ADAT MIDI 499. AD/DA de 20 bits Não 48 KHz Sim Não Não DSP24bits 349.05 a Não 48 KHz S/PDIF ADAT ótica AES/EBU 44.

Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8". Mic In I/O Digital Não Sample Full Rates Duplex * Sim MIDI 1 In 1 Out Sync Extras Preço (US$) 249. ISA 16 bits Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 2 Outs 1/8".00 PC S/PDIF opcional Sim MIDI Synth Kurzweil 429. Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8".Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 20 Marca/Modelo MIDIMAN DMAN Turtle Beach MultiSound Fiji Turtle Beach MultiSound Pinnacle PC/Mac Configuração Recomendada 486. 8 MB. ISA 16 bits 486.00 (*) dados não disponíveis . 8 MB.95 PC MIDI - PC 486. 8 MB. ISA 16 bits S/PDIF opcional 5a 48 KHz 5a 48 KHz Sim 1 In 1 Out 1 In 1 Out MIDI 20bits AD/DA 299.

Isto se deve à economia de custos proporcionada pela escolha de conversores AD/DA de baixa qualidade. ligue primeiro o microfone ou instrumento na mesa. interfaces externas com conectores. edição. que conta com o possível para realizar suas gravações. joystick. como o Cakewalk Pro Audio. recursos de edição e processamento etc. . Caso não possua a mesa. Liderados pelo famoso kit Pro Tools III. os sistemas de gravação. ou compatível. além do menor preço. para estúdios de nível intermediário. mixagem e muito mais. Não se deve subestimar nem superestimar o poder das placas multimídia. compressor. várias taxas de amostragem (sampling rates). gravam/reproduzem áudio. Para monitorar. foram objeto de nossa última edição. e no altíssimo consumo de memória do computador. do mais básico ao mais sofisticado. tipos de sync time code. Essa grande variedade de modelos de interfaces de áudio traz uma enorme gama de opções: conectores analógicos e digitais de diversos formatos. apresentam qualidade sonora inferior à das placas para estúdios. processamento acústico (reverber. As desvantagens surgem na dificuldade de transferência do material gravado (backup). e envie o sinal dela para a entrada de linha (line in) da placa de som. ainda hoje o padrão mundial de gravação. AWE 64. o estado-da-arte são os sistemas integrados para gravação em hard disk. O áudio é gravado no HD de seu computador através de uma placa de som como a SoundBlaster 16. ligue o microfone direto à entrada mic in da placa. são baratíssimas (SoundBlaster 16: R$89.). ligue a saída de linha (line out) da placa a 2 entradas da mesa. Típicos de estúdios de nível profissional. As placas de som. número de pistas de gravação. controle o nível de sinal de entrada/saída via software e ouça o resultado nas caixinhas do kit multimídia ou outro par de caixas plugado à saída speaker out da placa. e o software que gerencia a gravação. O estúdio básico. e o mercado oferece interfaces de áudio para todos os gostos (e gastos). Os estúdios entry level podem praticar até mesmo com as baratíssimas e versáteis placas para multimídia. menos de R$300). AWE 32 ou 64. fortes concorrentes dos gravadores analógicos de rolo em 2 polegadas. gravando o áudio e seqüenciando pistas MIDI de teclados. em várias pistas de áudio. No terreno do áudio digital. Se seu estúdio tem uma mesa de som. mas. tudo controlado pelo programa. mixagem e masterização de áudio em hard disk são. A maior vantagem sobre as placas de som é a interface externa. ótima. verdadeiras usinas de ruído. compostos de placas. e têm um pequeno sintetizador MIDI) e práticas. Você contará com recursos de edição. extremamente versáteis (controlam CD. entre outros fatores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 21 Sistemas de Gravação de Áudio em HD. MIDI. que mantém conectores e conversores de áudio suficientemente distantes dos componentes elétricos do computador. De um lado. com uma versão com áudio de qualquer software seqüenciador. conversores etc. além da última palavra da tecnologia musical. os recursos de edição e processamento do material gravado. uma consulta a um profissional mais experiente evita despesas inúteis com recursos que não serão usados e otimiza as escolhas. Placas Multimídia Home studios existem em diferentes níveis.. esses sistemas têm como principal vantagem. em contrapartida. pode fazer de seu kit multimídia um verdadeiro "porta-estúdio". Às vezes. apesar da maciça propaganda..

para garantir a comparação entre os produtos. a preço de 150 reais. A tabela anexa apresenta. taxando produtos que não possuem similar nacional. pode-se encontrar os sistemas que satisfaçam às mais variadas exigências. como o DA-88 e o ADAT. O uso de gravadores digitais de fita. tanto para transferência de sinal analógico ou digital. um disco removível de um Gigabyte. determina a escolha da interface que disponha dos recursos necessários. Cada estúdio tem suas peculiaridades. Escolha o seu de acordo com as suas reais necessidades. As diferenças se devem principalmente aos custos de transporte e aos altos impostos. e. A dificuldade de se encontrar a maioria desses produtos no mercado brasileiro nos levou à escolha pelos preços dos EUA. . para se fazer backup dos arquivos de áudio do HD para a fita digital. tem-se boa expansão do número de pistas de gravação e dos canais de saída. os 2 preços.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 22 Vários sistemas permitem gravação em um Jaz Drive. O custo oriundo do tempo despendido em copiar e deletar esses arquivos do HD justifica a opção da gravação em um Jaz Drive. quanto para se sincronizar os 2 sistemas durante essa transferência. já que o áudio profissional gasta cerca de 5 Mb por minuto por canal. o do mercado americano e brasileiro. quando disponíveis. Usando-se os 2 sistemas durante a mixagem na mesa de som. com tantas opções. Procure contar com a opinião e orientação de quem já tem experiência com alguns desses kits de áudio.

word. LTC.1 e 48 KHz NuBus: MTC. ADAT 882: */1250. MIDI.882-S) 882-S: 4 XLR+ 882 e 882-S: S/PDIF coax 10 1/4"/8 1/4" MTC./* CreamWare tripleDAT S/PDIF coax./9300. ADAT Pro Tools 16 Mb Project Digidesign Pro Tools III PowerMac 16 Mb 44. 1998. .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas Multimídia – Comparativo (Anexo II) Marca/ Modelo Config.1 e 48 KHz 16Mb (mais interfaces HD SCSI 888. 882-S: */* 888: 8/8 XLR Digidesign PowerMac 8/8 882: 8/8 1/4" 882-S: 4 XLR+ 10 1/4"/8 1/4" 8-48/ 16-48 888: 8/8 XLR 882: 8/8 ¼" Conforme a interface Conforme a interface 44. ADAT PCI: 7995. word. 44./3000.1 e 48 KHz MTC.882. MIDI. MIDI./8250. MIDI. 2495.. LTC. 8 AES/EBU 44./ót. AES/EBU 32. Digidesign Session 8 486 DX2/66 8/8 888: 8/8 XLR 882: 8/8 1/4" 888:S/PDIF coax. LTC.1./* word./2300. 48 KHz MTC. Mínima Pentium 90 16Mb 4/8-25 virtuais) (256 2/ 2 RCA Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 23 Sync Preço (US$) EUA/BR 1798. 6995.. LTC (c/AES) Kit: 1995. 888: */3500. word.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 24 Marca/ Modelo DoReMi Labs Dawn-II Korg 1212 I/O Config. AES/EBU 11.4. S. BB. Mínima PowerMac 16 Mb PowerMac 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 32. 44./* 44. S/PDIF Pentium 150. ADAT 11./* 5000. 44. ADAT 48KHz 1250./* ADAT canais) 11600. 44.1 e 48 KHz Sync MTC. 16 Mb 4-8/4-8 * coax.1.025. RS-422. 22. 22.1 KHz MIDI 1695./ót.1 e word. 16. 48 KHz BB . 29. ADAT canais) 32./* c/breakout:1995. word.. 22./* (4 Merging Pyramix V.025./* Digital Wings 16 Mb.05. 2/128 2/1 (P2 stereo) breakout:4/4XLR 2/2 1/4"stereo Breakout: S/PDIF. word. word.1. 11. BB LTC.05. MTC. AES/EBU 8. LTC. 2999./* (c/PC) (8 Pentium Metalithic 90. RS-422.05. MMC/MTC. 24./* 2-12/16-30 2/2 1/4" S/PDIF. for Audio Win 95 MicroSound Crystal 2400 Pentium 90. 48 KHz LTC. 44. Preço (US$) EUA/BR 8/8 8/8 XLR 4 AES/EBU 14445.025. MIDI. 16 Mb 4-8/64 stereo 1/1 1/4" stereo S/PDIF. 7000.

16. 48 KHz RS-422 3250. 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates Sync Preço (US$) EUA/BR MicroSound MicroSound 4/64 stereo 4/4 XLR S/PDIF. LTC.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 25 Marca/ Modelo Config. MTC. 4895/* SonicSolutions SonicStudio 16*24 Soundscape SSHDR1 PowerMac. word. RS. 32. 32. 11. ADAT MMC.9.1. 22. 44. MTC. BB MMC. MIDI./* 422./* Spectral Prisma 486/66 2-8/12 (96 virtuais) 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz MMC. RS.45. BB 37.3390. BB. Mínima Pentium 90. word. 24. word. RS. 44. MIDI. 2/8 2/4 RCA S/PDIF In/2 Outs 1 22./* 422. 12. 9.1./* 422. 20.1.05. LTC.8. 48 KHz MTC. BB. 10.-3890. MTC.025. ADAT Spectral AudioEngine 486/66 2-16/16 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz .7999.4540. AES/EBU 8. 18. 48KHz LTC.-6810. MTC. LTC. LTC.05. 24 Mb 486/50 8 Mb 16/24 8/8 XLR Opcionais 44.

44. Mínima PowerMac. 22. Y2 MMC.1. 44. SDIF. 44. 32.05./* software (*) dados não disponíveis . LTC. 32.05. 48 KHz Depende do 1995. AES/EBU 1In/2Outs 44.05. LTC 7995. Y2. MTC.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 26 Marca/ Modelo Config.1. 48 KHz 22. Sample Rates 32. word.1. 10000./* 10995. BB 2/10 2/4 XLR 2 outs RCA S/PDIF. 16 Mb Pentium 75 8 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital S/PDIF./* c/PC Depende do 2/4 software 4/4 1/4" Depende do 995./* software Depende do 2/4 software 2/4 XLR S/PDIF. AES/EBU 1In/2Outs S/PDIF out MTC.1. 48 KHz 22. 48 KHz Sync Preço (US$) EUA/BR Studer Editech Dyaxis II Studio A & V Sadie Yamaha CBX-D3 Yamaha CBX-D5 4-16/8-32 4/4 XLR AES/EBU. 32./* RS-422.

Também chamado “MIDI sync”. não esqueça de tirar o “escravo” do modo sync. e só serão gravados na fita mixada. como “Start/Stop/Continue” e “Song Position Pointer” (que indica o ponto exato da música) são enviados pela conexão MIDI Out do seqüenciador “mestre” (master) para o MIDI In do “escravo” (slave). o FSK e o SMPTE/MTC. Assim. Os teclados não ocupam canais dessa fita. no mestre. Assim. não são possíveis alterações nesses parâmetros (andamento e duração).). FSK. fica pronto para trabalhar em conjunto com o “mestre”. soar parecido com uma gravadora profissional? Onde está o segredo que permite a gravação e mixagem de dezenas de canais com alta qualidade de som num equipamento tão simples? A chave do mistério se chama SYNC. como também “Stop”. p/ ex. Quando terminar. Isto quer dizer que os instrumentos eletrônicos MIDI (sintetizadores. Dessa forma. economizando canais: o seqüenciador trabalhará sincronizado ao gravador multipista (porta-estúdio. todos ligados à mesa de som. não precisamos gravar os teclados seqüenciados na fita. O “escravo”. Comandos MIDI. Serve para se copiar uma seqüência de um hardware para outro (de um teclado workstation para o Cakewalk. tocados diretamente pelo seqüenciador. a não ser que se refaça todo o processo desde a gravação do sync na fita. apesar de geralmente o FSK só sincronizar corretamente os aparelhos quando a música é executada desde o . baterias etc. ADAT etc. de acordo com o andamento de uma música seqüenciada. Sincroniza um seqüenciador MIDI a um gravador multipista. samplers. ele permite que o gravador (mestre) acione o seqüenciador (escravo) de acordo com o(s) andamento(s) da música previamente determinado(s). com precisão de 24 pulsos por semínima. por exemplo. Cada um é usado entre diferentes meios de gravação/seqüenciamento. em seguida é dado o comando “Play” ou “Record”. atua entre 2 seqüenciadores MIDI. na fita multipista só são gravados instrumentos acústicos/elétricos e vozes. nome dado aos vários recursos de sincronização entre os equipamentos do estúdio. em compasso de espera. O som desses instrumentos será mixado ao som das pistas de áudio gravadas. evitando-se as reduções e outros procedimentos que degradam a qualidade do som. Os formatos mais típicos de sync são o MIDI Clock. com um gravador cassete de 4 pistas. Primeiro se ajusta o “escravo” para receber MIDI clock. O FSK age como um metrônomo: gerado pelo seqüenciador e gravado na fita.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Sync Time Code . que são conversores MIDI/FSK e FSK/MIDI. Este é ajustado para transmitir os mesmos comandos. ou para se executar um seqüenciador e uma bateria eletrônica ao mesmo tempo.) estarão funcionando ao vivo no momento da mixagem. bem como o ponto inicial e final. consumindo-se poucos canais. no andamento deste. Através dos formatos de sync time code fazemos os diversos meios de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI trabalharem em conjunto. MIDI Clock. Frequency Shift Key é um sinal que muda de tom rápida e constantemente. Quando se der o comando “Play” ou “Record”. inclusive regravando as pistas de áudio. É útil quando o estúdio não dispõe de um computador. Vários seqüenciadores em hardware e baterias eletrônicas têm entradas e saídas “tape” ou “sync”. ambos atuarão juntos.). um computador comum e um sintetizador.O Pulo do Gato 27 Como pode um estúdio caseiro.

Derivado de padrões de sincronização de vídeo. enquanto as pistas de áudio. Aos teclados. criando sua trilha em tempo real. A chave sync desliga o filtro na última pista de gravação. mixados ao vivo (e. Poupando uma pista de áudio e o tempo de gravar o time code na fita. Sincronizados. O contador de tempo do software seqüenciador faz o cálculo. sem passar pela mesa etc. que indicam o tempo decorrido da fita. o MTC é enviado ao computador por um cabo MIDI. O seqüenciador entra em funcionamento. Conecte o seqüenciador ou interface diretamente ao gravador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 28 início (nada confortável quando se precisa regravar várias vezes um vocal no meio da música). relacionando o tempo cronológico do SMPTE aos compassos e tempos da música. Funciona como um relógio: o SMPTE contém informações de tempo cronológico: horas. e checar seu sincronismo com as imagens imediatamente. pois ela multiplica várias vezes os recursos. só com vozes e instrumentos tradicionais. Não há problemas em se mudar o andamento nem a duração da música. Podemos considerar a sincronização como o verdadeiro “pulo-do-gato” do home studio.. Por exemplo. através de um cabo de áudio e plugs banana ou RCA. estamos no compasso 60. ganham em nitidez e presença. é permitido mudar seu timbre. desde já sincronizadas. Qualquer que seja o ponto onde a fita comece a tocar. aos 2 minutos. SMPTE/MTC. e gravado numa pista da fita de áudio ou de vídeo. É gerado pela interface MIDI/sync do computador. Quando o gravador multipista ou o videocassete (mestre) é acionado (“Play”). É porque eles trabalham usando filtros de ruído dbx ou Dolby. minutos. gravador multipista e seqüenciador MIDI trabalham lado a lado. gravados ainda em 1a geração). além de permitir a edição dos eventos MIDI e do áudio em HD. tonalidade. até o momento da mixagem final. segundos e frames (quadros por segundo). o MTC. O sinal de áudio do sync time code é sempre um sinal de altas freqüências. é um sinal analógico de áudio (SMPTE) que também pode ser convertido em sinal MIDI (MIDI Time Code – MTC). do mais simples ao mais sofisticado. conectado do MIDI Out do gravador ao MIDI In da interface. permitindo gravar o time code sem o filtro. envia este mesmo sinal de volta à entrada de sync da interface do computador (escravo). Alguns gravadores e conversores transformam o sinal do SMPTE ou de seus próprios contadores de tempo em mensagens MIDI. que prejudicam o sincronismo. no andamento de 120 bpm e em 4/4. portanto. em um segundo o seqüenciador estará tocando. como a Opcode MQX-32(M). . após gravado o time code na fita. ao contrário das demais pistas. o tempo total da fita). já que as 2 operações tomam o mesmo tempo. os canais e a qualidade do som de qualquer estúdio. Para sonorizar um vídeo. o sync permite que o compositor toque os teclados enquanto assiste às imagens. não devendo jamais passar por filtros de nenhuma espécie. cada um com suas pistas. perfeitamente sincronizado. Pode-se gravá-lo logo ao adquirir a fita (os usuários do ADAT costumam ‘syncar’ a fita durante sua formatação. gerado automaticamente. Vários porta-estúdios têm uma chave e conectores “sync”. expressão etc.

em disco rígido ou mini-disk. mas sempre se gravam os instrumentos em diversas pistas ou ‘tracks’. o submaster controla o nível geral. Porém. Para isso. e dali para o gravador estéreo. como também gravar só um ou vários instrumentos (ou vozes) em cada pista.). necessitamos de um mixer (mesa de som). que gravam em cassete.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Técnicas de Gravação de Áudio I O Endereçamento do Sinal 29 Hoje. Podemos endereçar o sinal da mesa até o gravador pela saída direta (“direct out”) desse canal. Na mixagem. Pode-se gravar em várias pistas simultaneamente. um de entrada. endereçando-se os sinais internamente. vamos nos ater ao endereçamento do sinal de áudio. “real”. Ele agrupa esses canais e os envia de uma só vez. o sinal irá para os dois submasters. por exemplo. diretamente ou por microfone. para enviar o sinal do canal 7 para o submaster “1-2”. por uma única saída. para gravar percussão. Os procedimentos descritos a seguir são as técnicas mais usuais. os estúdios têm muitas opções de equipamentos para gravação de áudio. todas essas pistas são mixadas para um gravador estéreo. este assunto será dividido em várias edições. irá só para o submaster 2. através dos botões “L-R”. Os porta-estúdios. Há vários submasters. embora continuem a precisar do mixer externo. Em cada canal da mesa. como. há um botão para cada par (“1-2”. onde entra o áudio já gravado. Assim. Enquanto cada canal controla o seu próprio volume. até uma entrada do gravador (input). Nesta. para vários procedimentos. pelas saídas master estéreo. Para se monitorar o gravador. “3-4” etc. para se gravar vários sinais (vários canais. e outro de retorno. Isto significa que são usados. O som gravado retorna à mesa. para ser monitorado e mixado. vêm com a mesa acoplada. esses canais de retorno são endereçados à seção master da mesa. cada um ligado a uma dessas entradas. ele é conectado a um canal da mesa. portanto) em uma mesma pista. por onde entra o sinal do instrumento para gravação. Sistemas de gravação em computador têm uma “mesa virtual” para controlar e mixar os sinais. Tudo depende dos recursos do equipamento e das características de cada trabalho. . Por exemplo. na mesa. podemos endereçar vários canais para um par de submasters e criar um efeito estéreo. o sinal irá somente para o submaster 1. Devido ao espaço. por exemplo. como. como já vimos. ou enviar um único canal para uma pista do gravador. como também para o amplificador. Virando todo para a direita. dois canais da mesa para cada instrumento. para monitoração. As mesas de som servem tanto para endereçar os instrumentos para o gravador quanto para se ouvir os sons gravados. Uma gravação pode ser feita em fita analógica ou digital. MD ou HD. aperta-se no canal 7 o botão “1-2”. para gravar voz ou guitarra. Se virarmos o pan do canal todo para a esquerda. utiliza-se o “submaster”. ao todo.. um controle separado para cada pista do gravador. liga-se cada pista dele (output) em um canal da mesa. Para se gravar um instrumento em uma pista. O endereçamento é feito a um par estéreo de submasters. Depois de tudo gravado. assim. de cada canal de saída (output) do gravador para os canais da mesa. ou em uma de cada vez. Temos. No centro.

equalizadores etc. mas ele é ouvido com os efeitos. usam-se variados processadores de sinal. ligamos a chave na posição “R” (Right. Conhecer os tipos de processadores. que quer dizer Left. não tratado) na fita e ouvi-lo com os efeitos. fosse uma bossa nova. Grava-se o som seco. e os outros canais serão ignorados. durante a gravação dos outros sons. Para gravar nas pistas pares (2 ou 4). mas ele não é gravado. Em busca de qualidade. . nitidez. os sons recebem um tratamento todo especial.e outro para a monitoração (audição) e posterior mixagem do som gravado. O som de uma voz ou instrumento pode ser gravado já processado. esquerda. Na mixagem.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 30 As diferenças entre porta-estúdios e sistemas com gravador e mesa separados. Na monitoração. Assim. Por exemplo. Dessa maneira. ele é plugado no canal 1 e liga-se a chave de gravação na posição “1”. e ele ser processado somente para a monitoração. o operador se concentrará no processamento definitivo de cada sinal.que vem do microfone ou instrumento e vai para a fita (ou HD etc. o operador se preocupa apenas com a captação do som. os porta-estúdios têm em cada canal uma chave “line/tape”. A segunda é a maneira de se fazer o endereçamento do sinal. Há dois modos: o individual e o coletivo. Ou pode-se gravá-lo seco. não poderia corrigir o problema. Por isso. a voz gravada dentro do estúdio não deve conter as reflexões sonoras (reverberação) da sala de gravação. por exemplo. que retorna à mesa. peso e coerência com o estilo. dos canais que não queremos. no canal de retorno. que nos permite usar o mesmo canal. Caso contrário. típico de grandes clubes e estádios. porém seco. liga-se a chave na posição “L”. Exemplo: o cantor ouve sua voz reverberada no fone de ouvido. Como o canal de entrada fica antes do gravador e o canal de monitoração fica depois. tanto para entrada (“line”) quanto para monitoração do som gravado (“tape”). presença. Desta forma. dos canais que queremos gravar. a não ser gravando novamente. Processamento “fantasma”. e para a mixagem. quando se regrava em outra fita estéreo tudo o que foi gravado na fita multipista. para gravarmos vários instrumentos na pista 1. de acordo com a necessidade. e para a esquerda. Artificialmente. No modo coletivo. ou um heavy metal. direita) e viramos o pan para a direita. No individual. quanto ao endereçamento do sinal na gravação. somente o instrumento que está ligado no canal 1 será gravado na pista 1. basta deixar o som entrar flat (seco. viramos o pan para a direita. aplica-se a reverberação. são duas. mas o reverber não está sendo gravado. Os canais que não quisermos gravar. toda música gravada nesse estúdio teria o mesmo tipo de reverberação. o tratamento acústico das salas abafa as reflexões o suficiente para deixar o som natural. na primeira fase da gravação. com reverberação e equalização. A primeira é óbvia: não há cabos. Se ele gravasse o som com excesso de efeitos.) . ouve-se o efeito “fantasma”. (Fig. seus usos e as formas de conectá-los aos demais equipamentos é fundamental para se gravar bem. O som vai seco para a fita e é tratado na volta. a transmissão é interna. só a voz. quando os sons recebem o tratamento definitivo. Isto é possível porque dois canais da mesa são usados para cada som gravado: um para a entrada (input) do sinal . Nos estúdios. para gravar um instrumento na pista 1. 1) As ligações são: microfone > canal de entrada da mesa > saída submaster > input do gravador e output do gravador > canal de monitoração da mesa (ou “volta do gravador”). Ligamos cada instrumento em um canal e viramos o pan de cada canal a gravar para a esquerda. que combina com pequenos ambientes.

(Fig. podem ser usados por vários canais ao mesmo tempo. Conexões. Os efeitos (“FX”). em cada canal.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 31 Para se gravar o som já processado. uma para saída da mesa e outra para entrada (retorno). como o reverber. EQ etc. Os processadores individuais são plugados na mesa ao “insert” do canal. Quando se prefere deixar o processamento para a mixagem. o chorus e outros. com as outras duas pontas (banana mono) do cabo entrando e saindo do processador. pelo seu uso individual ou coletivo e pela maneira de serem plugados à mesa. com dois cabos de ¼”. A mandada pode ser mono ou estéreo. dosam-se as intensidades do efeito para cada canal. se necessário. 2) As ligações são: Aux Send (“mandada do efeito”) da mesa > input do efeito e output do efeito > Aux Return (“volta do efeito”) da mesa. usando-se um ou dois cabos de ¼”. O “insert” é um conector do canal da mesa que usa um único plug (banana estéreo) para o sinal sair. A intensidade de saída do efeito fica no máximo. Processadores se dividem em dois grupos. A guitarra e o baixo elétrico costumam ser gravados com os timbres já equalizados. usam-se os efeitos. pode-se deixar o som flat ou processá-lo novamente. antes do gravador. Outras formas de se conectarem processadores individuais. num botão do tipo “input level”. Nos controles auxiliares dos canais da mesa. outros podem ser melhor tratados na mixagem. O outro grupo é o dos processadores individuais. O som vem da saída direta (“direct out”) do canal ou do submaster da mesa. como um mesmo reverber. e que são usados cada um por um único canal. A volta costuma ser estéreo. Certos instrumentos devem ser gravados já processados em definitivo. não se controlando a intensidade. Os cabos de “insert” não são facilmente encontrados no mercado. também conhecidas como “mandadas” e “voltas” dos efeitos. podendo ser modificado na mixagem). No canal de monitoração (“volta”) da mesa. Quando se quer gravar o som já processado. A ponta do cabo que tem o plug estéreo não é para som estéreo: as duas vias de sinal são usadas. Estas ligações trazem os mesmo resultados que o uso dos inserts. do canal de entrada da mesa. Efeitos e processadores individuais são conectados à mesa de formas totalmente diferentes. embora ainda se possam ajustá-los de novo na mixagem. quando não há inserts na mesa: entre a saída da mesa e a entrada do gravador (grava-se o som processado). o processamento é gravado na pista do gravador. que tem um cabo em “Y”. usa-se o “insert” do canal de monitoração. ou entre a saída do gravador e a entrada da mesa (o processamento é apenas monitorado. É o caso dos equalizadores. Os efeitos são conectados às saídas (“aux send”) e entradas (“aux return”) auxiliares da mesa. Assim. usa-se o “insert” do canal de entrada. 3) O som do canal sai e volta pelo mesmo plug do “insert”. controla-se a intensidade do efeito para aquele canal. noise gates e compressores. você terá de fazê-los. passa pelo processador e vai para o gravador. que pode ser regulado mais forte no canal da voz e mais discreto no violão. Certos . Já o nível de entrada no efeito é controlado no próprio efeito. ou banana. que modificam inteiramente um sinal. passa pelo processador e vai para o canal de monitoração da mesa. em diferentes intensidades. (Fig. o delay ou eco. e é controlada por um botão do tipo “aux return” na seção master da mesa. Na mesa. grava-se o som flat e ele sai do gravador. Ou então. ser processado e voltar pelo mesmo lugar. junto com o sinal da voz ou instrumento.

pela imensa versatilidade. dando-lhes novo colorido. o chorus. mesmo na mixagem. isto é. como se fosse uma pedaleira de guitarra. Os processadores com MIDI podem ter seus controles modificados em temo real na mixagem. com os efeitos em série e controles de todos eles. Afinal. e processadores de sinal. sempre ouvindo o resultado. Os Processadores de Efeitos O famoso som de estúdio. Há muitos tipos de efeitos. o excesso de efeitos pode ser fatal para uma gravação. São vários aparelhos que modificam os sons originais dos instrumentos. Quando tudo estiver bom. filtros de ruído. Os teclados muitas vezes também são gravados e mixados sem nenhum processamento adicional. Esses processadores são de uso coletivo. os efeitos em rack dão mais estabilidade e. ouça de novo sua mixagem. como o distorcedor. Ao gravar e mixar. ambientando-o ou adaptando o som para ser gravado em um determinado meio. em geral. agilidade ao trabalho de processamento de sinais e efeitos. Já a reverberação e o eco podem ser equilibrados na mixagem. com bons microfones. Alguns têm o processamento totalmente independente à esquerda e à direita (em paralelo). Enquanto os plug ins são um novo front na revolução do áudio gravado. deixar-se o timbre da voz intocado. É comum. Efeitos. um som muito seco ou sem brilho parecerá artificial. se conectados pelas mandadas estéreo de efeitos da mesa. imagine o ambiente desejado para os sons e regule os efeitos para criar esse ambiente. Tire cópias: é o seu produto final. Os processadores podem se apresentar em forma de "rack". o reverber é . o "flanger" e outros mais específicos. o que faz com que aquela voz pequenina soe tão exuberante na gravação? Usam-se nos estúdios muitos tipos de processadores. Ou. Depois. que seu próprio estúdio proporciona. pelo mesmo seqüenciador onde se ‘gravam’ os sintetizadores. Deles. Aproveite a disponibilidade de tempo. sem usar equalizadores. os “plug ins”. dedicados (um só tipo de efeito) ou multi-efeitos Os multiprocessadores vêm com vários recursos diferentes. Mexa nos processadores e nas mandadas auxiliares quanto for preciso. para se ambientar os diversos instrumentos e vozes. todos na mesma hora. como os distorcedores. podem aparecer como recursos adicionais. Em cada canal se controla a intensidade de cada efeito ligado à mesa. geralmente. as "workstations". se bem escolhidos e dosados. Há processadores de efeitos. para experimentar. Grava-se. que abordaremos aqui. Da mesma forma. o delay. Ouça outras músicas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 32 efeitos da guitarra são gravados junto com ela. para programas de gravação em HD. Podem vir como recursos próprios de mesas de som e de certos teclados. Os mais usados em home studios são o reverberador ou reverber. o flanger e outros. Às vezes. a voz ou instrumento com eco ou reverber “fantasma”. Escolhe-se um canal MIDI só para ele e opera-se pelas funções “control change” e “patch change”. de que falaremos na próxima edição. o "chorus". ainda. apenas no canal de monitoração. grave esta mixagem na fita estéreo. o compressor. Todos os formatos são úteis e podem soar muito bem. de vários CDs. Não exagere ao usar processadores.

Alguns reverberadores mais simples e baratos. O som viaja a 340 metros por segundo. e depois ouvimos as reflexões se cruzando pelas paredes. diante de um paredão ou uma montanha. direto da fonte. passando pela intensidade do efeito. . e outro para o eco vir até você. podemos experimentar o efeito do eco. ouvimos as primeiras reflexões (“early reflections”). com modelos dos mais simples aos mais complexos. as ondas sonoras se refletem com características variadas. Um instante (mili-segundos) depois. estádios. “gates’ etc. Os estúdios têm suas salas de gravação revestidas de materiais absorventes para “secar” o som. todos os sons gravados teriam a mesma reverberação. gravadas no mesmo ambiente. Isto nos permite gravar o som seco e aplicar a reverberação artificialmente.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 33 um item obrigatório no estúdio. “plates” (antigos reverberadores de metal). Do contrário. o pre-delay. Quando estamos num lugar amplo. Delay significa atraso. Quando emitimos um som dentro de uma sala.. com paredes. Os parâmetros de um reverberador variam desde o tipo e tamanho de salas. É o estágio do reverber conhecido como “pre delay”. o que é suficiente para bem sonorizar o home studio de nível básico. que é o atraso do efeito sobre o som seco. O eco é o reflexo do som. Dentro de uma sala. primeiro ouvimos o som seco. Um segundo para a sua voz chegar na montanha. valorizando. trazem apenas um seletor de “salas” e controle de intensidade. catedrais. acrescenta vida e profundidade. Ele reproduz uma ou várias cópias digitais do som com atrasos pré-determinados. Se você estivesse a 340 metros da montanha e pudesse gritar alto o suficiente. múltiplas reflexões do som causam a reverberação. até o timbre (graves e agudos) da reverberação. por permitir a correta ambientação de vozes e instrumentos. você ouviria o eco exatos dois segundos após o grito. Ao som seco e impessoal de estúdio. criando um “eco”. Ao atingir uma superfície reflexiva. Delay e Eco. O recurso mais usado para criar este efeito é o digital delay. até o som perder força e cessar. O reverberador reproduz os ambientes acústicos. o tempo de decaimento (decay). como uma imagem no espelho. quartos. e todas as músicas ficariam com o mesmo “clima”. reverbera (ecoa) num ângulo simétrico. dando profundidade e definindo os diversos sons. e outros. O som se propaga em todas as direções. de acordo com os timbres dos instrumentos e vozes e com as peculiaridades de cada música. piso e teto mais ou menos reflexivos. porém com qualidade profissional. O eco é um efeito usado para dar maior profundidade a instrumentos solistas. As marcas mais usadas são Lexicon. após bater numa superfície reflexiva. Exatamente como a imagem de um espelho. a onda sonora que volta ao ouvido do emissor. Yamaha e Alesis. usado para definir o ataque do som e dar maior nitidez. De acordo com os materiais usados e o tamanho das salas.

O threshold determina um volume de som (em dB) a partir do qual o compressor atua. que tinham falantes rotatórios motorizados. ou com picos excessivos ou. Ao diminuir o volume dos picos da gravação. torna o sinal muito “achatado” e artificial. a diferença entre o threshold e o volume do pico será reduzida à . que funciona de outro jeito. de tão baixos. o tempo ou o ritmo das repetições. ratio.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 34 Seus controles mais comuns são “level”. Os Processadores de Sinal Um processador de sinal afeta por completo o som de um canal. O excesso. O flanger. attack. a velocidade (rate) da oscilação. Compressor. sugere um efeito como o de um coro. não na mesa. A compressão só atua no trecho do volume que se situa entre a linha do threshold e o volume real do pico. Abaixo deste nível. Além disso. Se a taxa de compressão for de 2:1 (dois pra um). ele é feito para ser usado por um único canal. “delay time”. Os principais parâmetros são threshold. que acrescentam efeitos aos sons em variáveis proporções e que podem ser usados por vários canais. de acordo com uma certa taxa de compressão (ratio). ele permite que se aumente o volume do canal. Cada tipo de gravador tem uma diferente sensibilidade para a dinâmica. Pelas diferenças com os processadores de efeitos. dando a sensação de se aumentar o volume dos vales e diminuir o dos picos. o som sofre uma atenuação. derivado das caixas Leslie. Também há o phaser. os pontos mais suaves. Quanto maior a diferença entre picos e vales. Pode-se regular a intensidade. que dosa o volume do eco. O chorus faz oscilar a freqüência (afinação) de um sample (amostra sonora digital) em torno da freqüência do som original. O delay digital substituiu as antigas câmaras de eco (que consistiam numa fita magnética girando em torno de cabeçotes de gravação com distâncias variáveis) por "samples" (amostras do som gravados digitalmente). o distanciamento do "pitch" (afinação) original. em geral referentes ao uso em estéreo. com diferentes delays à esquerda e à direita. e muitos outros efeitos. É necessário ao estúdio para fixar a profundidade de solos instrumentais e algumas vozes. uma pista que parecia bem gravada quanto à dinâmica. ao contrário. Os dois primeiros ajustam o nível dos picos e a taxa de compressão. Acima da fronteira do threshold. equilibrando a dinâmica. só faz sentido conectá-lo à mesa de modo que o sinal do canal passe inteiramente através do processador. “intensity”. o som sai como entra. O controle é todo feito no processador. A soma dos dois sons. os processadores de sinal são conectados à mesa através dos inserts. o rotary. com trechos inaudíveis. maior é a curva dinâmica. por outro lado. soa cheia de “altos e baixos” na mixagem. Muitas vezes. release e output gain. e não dos canais auxiliares. Assim. reduzindo a distância entre picos e vales. que determina o número de repetições e outros. o original e a amostra com afinação oscilante. O compressor atenua a curva dinâmica. Chamamos de curva dinâmica de uma gravação à diferença entre os picos (pontos de mais alto volume) e os vales. porém mais dramático. tem efeito semelhante.

que são totalmente cortados. Se gravamos um bumbo e uma caixa em duas pistas. em seus melhores momentos. e depois reproduzindo essas freqüências proporcionalmente mais baixo. passa-baixa (low-pass filter. que pode ser gráfico. há uma dinâmica. com dois microfones. só que atenuada por uma taxa de compressão. Cada um tem controles de cutoff. se alternam. não há dinâmica. em geral. Sempre que você gravar uma fita com um desses filtros. comuns nos pequenos estúdios. Existe uma variedade de filtros no mercado. Os controles de attack e release permitem que o compressor atue de forma mais rápida ou lenta. O noise gate tem um threshold que funciona ao contrário do threshold do compressor: a atuação é sobre os sons com volumes abaixo da linha de threshold. ou LPF). realçando mais ou menos os sons. quase nunca tocam ao mesmo tempo. Com dois compressores. mesmo que isso implique num som artificial. corta-banda. Os Equalizadores Para obtermos resultados satisfatórios numa gravação ou mixagem. Tudo depende do estilo e da linguagem musical. é preciso que o timbre das fontes sonoras seja muito bem ajustado. Nestes trechos. tanto na entrada do efeito quanto na saída. . nem o ruído. Ou ainda. ele é simplesmente cortado. ou HPF). Se a ratio for de 4:1 o pico será atenuado para a quarta parte do volume que excede a linha de threshold. Cortam ruídos das fitas analógicas. Mas o bumbo e a caixa. Os noise gates podem ter outros controles. para não cortar o som fora de hora. Noise gate. paramétrico. soar conforme o desejo dos artistas e produtores. Só não haverá picos de volume acima do threshold se a ratio for de infinito pra um. e este efeito é conhecido como limiter. e nada será cortado pelo gate. O output gain. mas os ruídos são reproduzidos muito abaixo do resto. cortam os ruídos durante os momentos de silêncio. ou simples controles de tonalidades graves e agudas. Ajustam-se os timbres com o equalizador (EQ). Quanto o som “vazado” toca abaixo do volume do threshold do noise gate. serve para compensar o volume de saída que tenha sido alterado pela compressão. determinando as freqüências a partir das quais os sons serão cortados. e o som do bumbo também vazará para o canal da caixa. o som estará acima do nível de threshold. O instrumento deve soar como soa ao vivo. e seus thresholds ajustados para um nível abaixo do sinal “real” e acima do sinal “vazado”. mas não durante os trechos tocados ou cantados. o som da caixa vazará para o canal do bumbo. como os filtros passa-alta (high-pass filter. os dois canais soam limpos de vazamentos. semi-paramétrico. ganho de saída.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 35 metade. passa-banda. um em cada canal. ponto de corte. Usados em canais com vozes e instrumentos gravados com ruídos de fundo. Os sons são novamente nivelados. gravando bem mais alto as freqüências das mesmas faixa do ruído de fundo. como da velocidade de atuação. Isto significa que há volumes superiores à linha do threshold. que cortam freqüências específicas. Filtros. Os filtros de ruído mais conhecidos para gravadores analógicos são os Dolby e Dbx. Assim. obrigatoriamente reproduza-a também com o filtro.

Na superposição de ondas sonoras. Nesse gráfico. e a do segundo som. estão com intensidades diferentes de uma voz para a outra. de acordo com as amplitudes de todas as ondas superpostas. E é isso mesmo o som. moldando o timbre do instrumento. O ouvido humano interpreta como som as vibrações do ar emitidas entre as freqüências de 16 ciclos por segundo (16 Hertz ou 16 Hz) até cerca de 20 mil ciclos (20 KHz. como se fossem duas diferentes mixagens dos harmônicos sobre a fundamental. O resultado são dois timbres diferentes.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 36 Ondas sonoras. Ela se distancia mais do centro. Durante um ciclo da onda. soa com diferentes timbres. porque ela tem uma intensidade muito maior que as outras. que pode ser produzida artificialmente para experimentos. ausência de energia sonora. Mas são as outras parciais (chamadas sons harmônicos) que dão a principal característica do som. simétricos. O som tem quatro parâmetros principais: altura. que são os mesmos. dois movimentos iguais se somam. Ouvimos a nota principal. Uma onda tem ciclos. As alturas são as afinações (pitch) dos sons e notas musicais. No gráfico da curva da onda sonora. freqüências e timbre. como do. como um morro e um vale ao mesmo tempo. chamada fundamental. Ele é composto de parciais. A onda sonora pura. A intensidade é o volume do som. mi. vibra com mais energia. re. se anulam. A forma da onda é derivada da superposição das parciais do som. a linha reta ao centro indica silêncio. a faixa de freqüências onde o instrumento atua. Um som estridente tem os harmônicos de altas freqüências com mais intensidade que um som mais abafado. aumentando a amplitude da onda resultante. em geral. Diz-se que são freqüências altas. tirando amplitude (volume) do som. intensidade. . Os harmônicos presentes numa voz e na outra. O equalizador atua tanto sobre a intensidade das fundamentais quanto dos harmônicos. com a mesma altura e intensidade. sem harmônicos. É a onda senóide ou senoidal. Um som da natureza nunca é totalmente puro. É como se uma nota musical nunca fosse uma só nota. A onda sonora do primeiro é mais pontuda. É a forma da onda que define o timbre. cantada por duas pessoas. mais ciclos de onda vibram por segundo. Cada harmônico é também uma onda senóide. que se dividem em morros e vales. de acordo com as freqüências que se operam. fundamental e seus harmônicos resultam numa outra forma de onda. ou 20 K). medidas em ciclos por segundo (Hz). Quanto mais “aguda’ (alta) uma nota. alternando-se e variando seu comportamento ao longo do tempo. a amplitude pode variar. Uma mesma nota. é totalmente arredondada. A faixa de freqüências varia de acordo com a extensão ou a escala do instrumento e a riqueza do seu timbre. o timbre. mas sempre fosse um acorde com muitos sons. enquanto as “graves” são as baixas freqüências. maior a amplitude da onda. sons que se agregam ao som principal. timbre e duração. mais arredondada. Superpostos. determinando a forma da onda. Cada instrumento ou voz musical tem seu próprio espectro de freqüências. quanto maior a intensidade do som. Dois movimentos opostos.

para manipular uma a uma. Todos os outros parâmetros podem variar ao longo do tempo. Depois. ou quantas freqüências vizinhas. Equalizador paramétrico e semi-paramétrico. Os controles de graves (Low). outro controla a largura da banda e um terceiro reforça ou atenua o nível dessa faixa de freqüências. comuns em mesas de som de médio e grande porte. ou estará criando sonoridades que não existem na gravação real. a largura da banda. O equalizador gráfico tem uma quantidade variável de faixas (bandas) de freqüências. mas com precisão. para só afetar as freqüências que realmente precisam de equalização. médios (Medium) e agudos (High). Um botão determina a freqüência central. médios e agudos. graves. Os equalizadores paramétricos apresentam menores quantidades de faixas (em geral de uma a quatro bandas). atuam sobre faixas ou bandas de freqüências pré-determinadas. Pode-se aumentar ou abaixar a intensidade de cada faixa. na mixagem. O usuário tem à disposição aquele leque de freqüências. as larguras de banda. No centro. Qualquer que seja o seu EQ. Temos. podem ser usados para processar um canal. mas são os que têm mais controles. Em cada faixa. e a amplitude dessa banda. Seu nome vem de seu aspecto. para timbrar os canais masters estéreo na mixagem ou mesmo para compensar deficiências acústicas da sala de operação (técnica). a gravação soará irreal. também são determinadas pelo fabricante. presentes nos amplificadores e mesas simples. o som passa como entrou.5 KHz e 12 KHz. Com moderação. de 4 até 20. mas tem maior número de faixas de freqüências. só há controle de intensidade. Os mais antigos têm as freqüências centrais pré-ajustadas em 100 Hz. É útil quando se quer mexer em algumas bandas. formando uma curva. nunca exagere o seu uso. Só apresentam controles para selecionar a freqüência central e o que reforça ou atenua o nível. Os EQs gráficos de 20 bandas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 37 A duração é o quarto parâmetro do som. . Controles de tonalidade. cada uma reforçada ou atenuada por um controle de nível. Os equalizadores semi-paramétricos. A largura de banda é determinada pelo fabricante. nos estúdios. sendo então plugado ao amplificador dos monitores. 2. com vários sliders (potenciômetros lineares) lado a lado. Útil quando várias freqüências precisam ser manipuladas ao mesmo tempo. As mesas mais novas vêm com freqüências centrais em 80 Hz. 2 ou 3 faixas de freqüências com freqüência central e largura de banda pré-ajustadas. não dispõem do controle de largura da faixa. 1 KHz e 10 KHz. Assim como as freqüências centrais de cada banda. Equalizador gráfico. O usuário escolhe exatamente a freqüência central que deseja manipular em cada banda. o EQ é um grande aliado do estúdio. então. Funciona do mesmo modo que os controles de tonalidade. aumentando ou atenuando as intensidades dessas faixas. ou as freqüências vizinhas.

com o som ainda inalterado pela gravação. ao custo de um estúdio caseiro. é registrado numa diferente pista (track) da fita. por uma razão muito simples: seqüenciados. como obter um som à altura de competir com os estúdios grandes? Só com o pequeno gravador multipista. 16 ou 24 pistas. que permitem que notas erradas ou imprecisas sejam corrigidas com grande rapidez. ou até do baterista. E som de sintetizadores e samplers. tocados na hora pelo seqüenciador. ele não grava voz. de uma gravadora ou particular. Só mexe com música instrumental. Vamos citar também os programas que fazem os dois papéis. gravando um instrumento ou voz em cada pista separada. este estúdio tem uma excelente qualidade sônica. num home studio. Gravando em programas de computador. Afinal. acessível e que sempre traz resultados profissionais. Veremos agoara os seus três tipos de conexões. gravando o áudio e seqüenciando os sintetizadores. ela passa a ser o grande trunfo do pequeno estúdio na competição com as grandes salas de gravação. O ideal seria unirmos os recursos dos dois estúdios: MIDI. Então. nem instrumentos acústicos ou elétricos. e depois vai juntando todos os sons do arranjo. Mas o principal front dessa tecnologia é mesmo o estúdio de gravação. que pode ter 8. samplers e baterias eletrônicas. Um grande estúdio. É graças à interface MIDI que podemos expandir os canais do estúdio sem um aumento proporcional nos custos. Depois. seqüenciadores têm infinitos recursos de edição. por ser uma tecnologia barata. estúdios MIDI e o estúdio híbrido. mesmo de produtoras e certas gravadoras. costuma ter um ou dois gravadores de 24 pistas. Além disto. com gravadores de 4 ou 8 pistas. Mas. na hora. Porém. executando a mesma música nos seus instrumentos. E é exatamente isto o que vamos fazer. para que os instrumentos eletrônicos atuem em quantidade. O seqüenciador MIDI age como um robô ou uma mão invisível que toca os sintetizadores. Os estúdios tradicionais gravam o áudio em fitas multipista. que estão a cada dia mais fantásticos e baratos. Ele “aprende” a música quando você a toca. o estúdio MIDI com um gravador multipista sincronizado. garantindo a qualidade do som. em vez de gravar vários sons juntos. geralmente. Cada instrumento ou voz. . E. e eletrônica. como resolver a questão? Se um estúdio trabalha exclusivamente com seqüenciamento MIDI de teclados e instrumentos eletrônicos. tudo no computador. e um gravador multipista só para gravarmos vozes e instrumentos elétricos e acústicos. Estúdios que gravam áudio. num gravador DAT ou outro. pior ainda. todos os instrumentos estão tocando ao vivo. timbre por timbre. de MIDI e de sincronização. com placas de som de 2 ou 4 canais. som em primeira geração. para usarmos partes seqüenciadas de bateria e teclados no palco. Este é o estúdio híbrido. Sincronizando os dois sistemas. podemos cuidar muito melhor de cada som na mixagem. e não gravados. não dá. temos um home studio com poder de fogo maior do que o de muitos estúdios comerciais.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Áudio & MIDI: O Melhor dos Dois Mundos 38 Muito se fala sobre o uso dos recursos da interface MIDI como um reforço no trabalho do tecladista. aumentando ainda mais a qualidade do trabalho musical. essas pistas têm seus sons mixados na mesa e gravados em definitivo no formato estéreo. de áudio. Como se diz. sendo barato. com a qualidade sonora preservada. caríssimos (entre 25 mil e 50 mil dólares. cada).

seqüenciados. O outro cabo retorna do OUTPUT do canal do gravador para o SYNC IN da placa do . É o sistema MIDI. os comandos retornam. temos as conexões de MIDI. Na ilustração. O áudio a ser gravado na fita entra primeiro num canal da mesa por microfone ou linha. Ele se liga ao estúdio de áudio conectando-se as saídas de som de todos os sintetizadores aos canais da mesa de som. voltando a um outro canal da mesa (ou o MIX-B). em geral RCA ou banana. Um sai do computador (placa com MIDI e SYNC) pelo SYNC OUT. sai pelo OUTPUT do gravador. e entre si. para gravação direta numa pista do gravador. Os comandos MIDI primeiro são enviados da saída OUT do controlador para a entrada IN da placa. Dali. e do THRU deste para o IN do terceiro. áudio e sync. Os sintetizadores (o teclado controlador e os módulos) são midiados ao computador. para serem executados nos instrumentos. para ser mixado aos teclados e aos outros canais do gravador. Os cabos para sincronização são dois. via placa MIDI. sendo então enviado por um submaster (saída de um grupo de canais) ou pelo DIRECT OUT (saída individual de um canal) até a entrada (INPUT) de um canal do gravador multipista. para o IN do segundo. deste.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 39 Conexões. através da saída THRU. formando uma rede. do OUT da placa para o IN do primeiro sintetizador.

Os estúdios têm diferentes necessidades e condições. já que ele mora distante de uma assistência técnica. MD. Fita ou Disco? Qual é o melhor meio para gravarmos o áudio? Eis uma questão complexa e delicada. HD e cassete. quando o gravador tem uma saída MIDI OUT para sincronização com o computador. E cada caso requer uma solução. usando um único programa para fazer os dois trabalhos. transitam por vários estúdios. gravando em um e mixando em outro. Há produtos caros e baratos. mas uma coisa é certa: acrescentando um sistema MIDI ao estúdio. Nas próximas edições. Uma nova tendência é totalmente voltada para o computador. E fitas de gravadores comuns. então precisará fazer backup (cópia) do áudio. Outros leitores escrevem querendo saber de porta-estúdios em MD. os samplers. mesmo assim. A escolha do formato. Os programas com MIDI e áudio. Usará um computador possante. Bom exemplo é o do leitor João Bonon Netto. Há ainda os que se mantêm fiéis à fita de rolo. Gravam as pistas de áudio lado a lado com as pistas MIDI seqüenciadas. tanto em hardware como em software. grande parte do trabalho é transferida para lá. Com uma fita temos mais agilidade para gravar. HD do computador etc. Podem servir para gravar discos ou demos de grupos e artistas. Ou pode ser um estúdio pessoal. E. A escolha do formato ideal (fita. HD e Zip disk) e algumas . alguns impraticáveis fora de um computador. Gostou do Alesis ADAT. analisaremos os prós e contras de cada opção na constituição de um estúdio híbrido. como do ADAT. O som gravado em fita ou disco e suas vantagens e desvantagens na captação. No HD há incríveis recursos de edição dos sons. permitindo a sincronização do gravador multipista com o seqüenciador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 40 computador.) para gravarmos o áudio em nossos estúdios depende de vários fatores. Sistemas e custos. talvez um ADAT para as cópias. que faz trilhas ou registra os próprios trabalhos. na mixagem final. Entre R$300 e R$3.000 temos os porta-estúdios (cassete. o Digital Performer e o Cubase VST são exemplos de workstations (estações de trabalho) que atuam ao mesmo tempo como seqüenciadores e gravadores de áudio multipista. que precisa comprar um gravador de 8 pistas. continuaremos respondendo suas cartas e e-mail com dúvidas e sugestões. poupando as pistas de áudio e garantindo som em primeira geração. a edição dos eventos MIDI e os procedimentos na mixagem “syncada” serão assunto desta série de artigos. Zip Disk. permitindo que os sons cheguem à mesa já processados e mixados. com uns 64 Mb de memória. contêm bons processadores de sinal e de efeitos e um mixer. Mas você não vai tirar o seu HD para remixar o material fora de casa. com qualidade máxima. O Cakewalk Pro Audio. Além disto. de um músico. o sample playback e a qualidade do som. Enquanto isso. ADAT ou hard disk. para os teclados e baterias eletrônicas. mas teme que o equipamento tenha problemas de desalinhamento de cabeça. monitoração e no processamento do sinal. Outra opção é o seqüenciamento através de MIDI Time Code (MTC). a bateria gravada versus bateria programada. Ele gostaria de saber qual a melhor opção. a gravação do áudio e o seqüenciamento MIDI. o Logic Audio. sincronizando automaticamente as duas coisas. Cada caso é um caso.

Prós & Contras Fita (analógica ou digital) Prós • • • Contras Disco (HD. o melhor sistema será o que melhor se adaptar às suas necessidades e possibilidades. Os sistemas mais profissionais em HD para Macintosh ou mesmo em rack e gravadores de rolo custam entre R$5. os sons são fáceis de monitorar. custam em torno de R$1. Zip ou Jaz Disks) Prós Edição total do áudio Freqüentes atualizações Uso dos processadores de som do software e do estúdio Masterização de CDs Contras • • • • Gravação mais lenta Difícil trânsito entre estúdios Monitoração limitada aos recursos da interface Dependente do "humor" do computador Agilidade na • gravação Trânsito entre estúdios • Fácil de monitorar • Recursos de edição • limitados ou • inexistentes Rápida obsolescência • Suporte técnico escasso • Todos os sistemas permitem a sincronização com um seqüenciador MIDI.000 e R$5. O ideal é ter os dois (computador e fita). Ondas sonoras são as oscilações do ar. memória. HD e Zip). Gravando pela placa de som. Entre R$2. são comandos musicais para acionar sintetizadores. se optar pela gravação em software. MIDI. A razão. Alguns confundem MIDI com som digital. . modelos similares da Tascam e boas interfaces para o PC. O que está em questão aqui. ambos para a mixagem estéreo. aqui.000. que vão variando ao longo do tempo de acordo com as características dos sons. Assim.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 41 interfaces de áudio para o PC. há o ADAT.000. Vejamos aqui alguns princípios das duas tecnologias: Som analógico. A vanguarda tecnológica apregoa as virtudes do som digital e de seus recursos. enquanto os mais conservadores alegam que nada substitui o som da fita analógica. O DAT e o MiniDisk. MD. e cria uma corrente elétrica que varia de forma análoga (semelhante) a elas. Um microfone as reconhece. porque alguns timbres perdem colorido quando digitalizados. antes de as monitorarmos pela mesa. pelos canais da mesa. Som Analógico e Digital Muito se discute sobre a proliferação de sistemas de gravação profissional verificada na década de 90. hard disk e outros. o número de canais de gravação/reprodução costuma ser limitado por ela e/ou pela velocidade do HD. Em suma. Com as fitas em geral e os porta-estúdios digitais (MD. Leve em conta os custos com o computador. Captação e monitoração do áudio. por uma membrana. os sintetizadores continuam soando ao vivo durante a mixagem. durante a gravação de novas pistas. é o áudio analógico e o áudio digital. o primeiro bem superior ao segundo. pode estar com os dois lados.000 e R$50. poupando pistas de gravação e trazendo mais flexibilidade à produção. temos que processá-las e mixá-las no computador. Escolha de acordo com o seu coração. de que não trataremos nesta edição.000. Trabalhando com muitas pistas.

tornam-se totalmente desnecessários os filtros de ruído de fita. O cabeçote recebe o sinal elétrico e vai magnetizando a fita enquanto ela passa. analógico. Pode-se alegar que o som. Assim. medindo a variação da amplitude em milhares de pontos por segundo. Não é o caso do ruído original da fita. de acordo com o maior ou menor magnetismo. Para tocar a fita. o formato (ou os inúmeros formatos!) tem mostrado que veio para ficar.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 42 Essa corrente é o sinal elétrico. cedo ou tarde o áudio é convertido em bytes. na fabricação. como os grandes estúdios que trabalham com máquinas de rolo de 2 polegadas em 24 pistas. Cada vez mais apurado e com mais recursos. o gravador digital fornece um som mais limpo e cristalino. Seja em forma de CD ou digitalizado numa emissora de TV ou de rádio. este reconhece o magnetismo das partículas a cada instante. mas ele entra primeiro num conversor analógico-digital (AD). mesmo virgem. Tudo no Computador ? Nesta nova era das gravações multipista no PC. será mesmo digital. o cabeçote lê a fita ou o disco e envia esses dados a um conversor digital-analógico (DA) que liga os pontos e transforma de novo essas informações em sinal elétrico. Esse sinal passa pela mesa e outros circuitos e entra num gravador. O mesmo se aplica às mesas e outros aparelhos digitais. As partículas metálicas que cobrem a fita vão mudando de posição. que segue pelos circuitos até ser transformado novamente em som mecânico (vibrações do ar) pelo alto-falante. O posicionamento das partículas. O conversor “redesenha” a onda sonora. com modelos se substituindo freneticamente. o conversor de saída (DA) só transforma em sinal elétrico os dados que tiverem sido digitalizados. avançou-se para 18 e 20 bit. A primeira grande diferença é que no áudio digital não há ruído da fita. Ignorando o ruído. nunca é perfeito. Alegam que o gravador de rolo armazena certos timbres com melhor resultado. O áudio digital já transita em 24 bit de um aparelho para outro e há aparelhos de 32 bit. no fim do processo. com as interfaces de áudio explodindo em recursos e seus preços descendo a ladeira. Para reproduzir o som. É notável que o som digital está em franca evolução. se queixam da falta de “calor” do áudio digital. Mas existem aparelhos e programas de computador com recursos para acrescentar características da gravação analógica aos sons digitais. de acordo com a voltagem do sinal de entrada. Essa imensa lista de volumes é gravada na fita ou num disco magnético ou ótico como bytes de computador (dígitos). cabe uma pergunta: ainda precisamos de todos aqueles equipamentos em nossos estúdios? Ou chegou a hora de aposentar a . recriando o sinal elétrico. Som digital. do áudio. Num gravador digital. As razões da polêmica. ocorre o inverso: quando ela passa diante do cabeçote. Algumas gravadoras internacionais chegam a recusar gravações em DAT. ADAT e outros modelos digitais. Uma fita analógica. O gravador digital recebe o mesmo sinal elétrico. Por outro lado. tem um ruído de fundo. Do áudio em 16 bit. como os Dolby e DBX. permitindo uma dinâmica dos sons cada vez maior. como o som da guitarra. usuários de gravadores analógicos.

Entradas para microfones.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio parafernália? 43 Muita gente pergunta se ainda é necessário adquirir uma mesa. O processamento em tempo real traz outras questões para a maioria dos sistemas: como entrar com um sinal comprimido no computador? E como usar reverberação “fantasma” para gravar uma voz seca. processadores e módulos de som quando seus programas e interfaces dispõem dos mesmos recursos. Os computadores domésticos. As interfaces e os programas atuais permitem a mixagem interna. o que nos impõe o uso de uma mesa ou de pré-amplificadores para os microfones. esperança. mas usam conectores de ¼” (banana). de fato. transformando o PC num poderoso sampler. mas para isso precisamos gravar o áudio dos teclados em novas pistas. para estúdios de maior porte. Apesar das enormes inovações. Também ainda são raros os recursos para a edição de novos timbres. isto é. A mixagem é um outro problema. Com tantas opções de interfaces e programas. Algumas contêm timbres de alta qualidade. Aproveitamos assim os recursos do estúdio para todas as fontes sonoras. inferiores ao padrão XLR (Canon) usado nos estúdios. Mesmo assim. Os sintetizadores têm recursos que ainda não foram contemplados pelas placas multimídia. porém dando conforto ao cantor na hora de gravar? São necessidades típicas dos estúdios. Se as placas multimídia contêm um sintetizador multitimbral. mas ainda é difícil encontrar um que funcione com esses recursos o tempo todo. Nesse caso. sem dar sustos periódicos em seu dono. Por outro lado. sem que o áudio “saia” do computador. por que haveríamos de comprar outros sintetizadores? E se os programas de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI têm um mixer virtual. esta vive sua fase de transição. às vezes essas pistas só rodam num determinado sistema. já gravam áudio profissional em vários canais. E experimentar vários efeitos girando botões continua a ser muito mais prático que determinar valores dos parâmetros com o mouse e esperar o processamento para só então conferir o resultado. vêm surgindo novos programas que permitem tocar e seqüenciar amostras do áudio gravado via MIDI. Backup. mas. Seus clientes pretendem guardar as pistas de áudio para remixar em outro estúdio. Este só é encontrado em sistemas muito caros. não podemos mixar tudo no micro e dispensar a mesa de som? Como toda revolução. nem tudo mudou e ninguém sabe ao certo aonde vamos parar. você terá que . para mixar em outros sistemas. que somente uma interface com um processador de sinal em separado (DSP) pode satisfazer. seus usuários recorrem a diferentes soluções para suas questões. mas também de instabilidade. mas não em quantidades comparáveis aos teclados e módulos atuais. É um período de novidades. Você pode arquivá-las em um CD-ROM. É comum misturarmos na mesa os sons dos sintetizadores MIDI seqüenciados com os das pistas gravadas. a velocidade dos processadores atuais nem sempre é suficiente para realizar todas as tarefas ao mesmo tempo. Muitas placas e interfaces de áudio só têm entradas em nível de linha. Algumas interfaces já dispõem dessas entradas pré-amplificadas.

ainda por alguns anos. as pistas de gravação. Isto economiza enorme espaço do HD e os recursos das placas de som. Toda essa expansão do conceito de “canais” dos estúdios se deve à combinação dos recursos de gravação com o seqüenciamento MIDI. Mas ainda não chegamos ao ponto de dispensar os outros equipamentos do estúdio. quantos canais tem esse estúdio? A resposta é: depende de muitos fatores. em princípio. pelos conectores. uma mídia ágil e barata. na mesa de som. As interfaces de áudio.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 44 converter cada pista em um arquivo . mas mixamos todos eles. que está sincronizado como “escravo” ao gravador multipista. sua placa de som ou gravador multipista. ou placas de som. de MIDI e de Multimídia Os estúdios. Com isto não gravamos os sons eletrônicos junto com a voz e outros instrumentos. Os seja. Temos mais que isso. Então. se aplica aos programas híbridos em voga. Placas de som. o “mestre”. Pelo menos. já mixados dentro do sintetizador. Ou a bateria pode mandar seu som pra mesa em um par estéreo de canais. Teclados são tocados “ao vivo” pelo seqüenciador. Muitas funções do estúdio já podem ser transferidas para o computador. São as maiores responsáveis pela qualidade do som gravado no computador . em que os teclados só são mesmo gravados na mixagem final. quantos canais de mixagem tem a mesa e outros. chegam à mesa. o que leva muitos clientes a solicitarem um backup em fita. neste exemplo. como o Cakewalk e o Cubase. “Ver” um gráfico de áudio ajuda em muito o trabalho de produção. já que cada canal MIDI aciona um sintetizador estéreo ou mono. ao todo. se diferenciam pela qualidade dos conversores AD/DA. Era o tempo dos gravadores de rolo de oito. combinando recursos de gravação de áudio com o seqüenciamento MIDI de sintetizadores. Não podemos mais definir num número a dimensão de um estúdio. quantos sintetizadores. Sincronizando um seqüenciador MIDI à gravação das pistas de áudio temos. ou até misturada aos demais sons de um sintetizador multitimbral. dos maiores aos home studios. os sons eletrônicos em geral. Continuamos a usar a mesa. poupando as pistas do gravador. Algumas têm o desempenho muito melhorado com a edição não-linear. Conclusões. Este mesmo conceito. os processadores e módulos de som. precisamos de dois tipos de interface: de áudio e MIDI. por causa da sincronização. eram em geral classificados pelo número de “canais”. temos oito canais de áudio para gravar. como quantos canais tem sua interface MIDI. Para que tudo funcione. Gravadores como o ADAT ainda são o padrão mais freqüente. Se. e até mesmo gravadores de fita. há alguns anos. ou um sampler ou uma bateria eletrônica com os tambores e pratos saindo cada um por um canal de áudio. como a Gina ou a Audiomedia. esses canais da bateria e dos sintetizadores são finalmente mixados às pistas de áudio. do sync time code. 16 e 24 pistas. Eles são ao mesmo tempo seqüenciador e gravador. copiar e colar trechos do áudio são muito facilitados com o uso do computador. em dois canais. a soma dos canais MIDI e de áudio.wav. facilmente perdem a conta dos canais que têm. certo? Errado. Os estúdios de hoje. Recursos como recortar. mas especificar os detalhes. pela compatibilidade com os programas.

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e pelo número de canais simultâneos de entrada/saída de

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áudio.

Com as interfaces ou placas MIDI, como a MQX-32(M) e a MIDI Time Piece, conectamos maior ou menor número de sintetizadores e sincronizamos o seqüenciador com um gravador multipista externo, juntando assim os dois sistemas. As placas de multimídia, como a SoundBlaster ou a Fiji, fazem um pouco de tudo, mas raramente sincronizam o micro com um gravador externo. Neste caso, o áudio é gravado no HD do micro, junto com as levíssimas pistas MIDI, e tudo é sincronizado internamente. Elas têm conexões de áudio e MIDI, além do sintetizador multitimbral interno, convidando a usar seus próprios timbres e a fazer todo o trabalho no computador. Mas ainda são limitadas em cada aspecto, desde o número de canais MIDI e de áudio até a qualidade de conectores e conversores de som. O bom é usar cada interface Separadas, de áudio e de MIDI, mais simples com uma placa verdadeiras placas de som e de acordo com suas necessidades, item por item. mas trabalhando em conjunto, ou ter um sistema bem de multimídia, resumindo as principais funções das de MIDI. Este é um proveitoso tubo de ensaio.

Bateria acústica X eletrônica
Sempre vem à tona a polêmica que contrapõe instrumentos acústicos aos sons eletrônicos que os imitam. Nosso tema opõe o mais tradicional de todos às mais recentes conquistas da história da música: as percussões acústicas e eletrônicas. Será que vale a pena substituir peles e pratos por amostras digitalizadas? A programação de padrões rítmicos consegue substituir a execução do baterista? Quais os investimentos para gravar bateria no estúdio? Vamos analisar aqui os prós e contras dos dois sistemas e verificar a praticidade de uni-los, aproveitando o que cada um tem de melhor. Para gravar uma bateria tomamos cuidados especiais. Não registramos um som, e sim o de vários instrumentos. Tambores e pratos, captados por microfones específicos, podem e devem ser armazenados em diferentes pistas. Temos assim mais recursos para a mixagem final destes com os demais sons do arranjo. Se for gravada em estéreo, em apenas duas pistas, a bateria não tem como ser equalizada na finalização do trabalho. Seus vários microfones, nos canais da mesa, podem ser endereçados para duas ou várias pistas do gravador. Esses recursos são, contudo, os maiores investimentos do estúdio. Chegam a multiplicar os custos em várias vezes. A bateria, um instrumento caro, precisa de um kit de microfones especiais, cabos e pedestais, além de cerca de 8 pistas no gravador ou 8 entradas na interface de som do computador. A mesa de som e a cabine acústica completam os principais itens da lista, que ainda incluem compressores, gates e outros. Nada disso evita o vazamento dos sons pelos microfones. O resultado depende do talento de cada produtor. É óbvio que a maioria dos home studios começa usando os recursos eletrônicos. Muitos deles obtêm ótimos resultados. Disseminado na música pop a partir dos anos 80, o uso do sampler, com loops seqüenciados e timbres originais ou muito bem copiados de

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instrumentos acústicos, é hoje predominante em vários gêneros musicais, do rap americano ao nosso pagode. E a bateria eletrônica nada mais é que um seqüenciador de amostras sampleadas. Em certos estilos de execução mais livre, como o jazz, a bateria programada é menos conveniente. Em outros, seu uso é a regra. Em muitos gêneros, uma boa e detalhista programação de timbres bem escolhidos pode convencer até profissionais mais experientes. Mal feita, ridiculariza uma produção. Uma bateria eletrônica, no senso estrito, é um aparelho com um seqüenciador MIDI e botões ou pads que ativam sons digitalizados de percussões. Num sentido amplo, todos os instrumentos MIDI do estúdio que tenham sons percussivos são tocados pelo teclado (ou outro controlador) e programados num seqüenciador, de computador ou não. Podemos programar os ritmos na tela do computador, com muitos recursos, ou na própria bateria eletrônica. Em vez de gravarmos o áudio desses sons percussivos, poupamos as pistas de gravação sincronizando o seqüenciador ou a bateria eletrônica ao gravador multipista, fazendo com que atuem sempre juntos. Na mixagem, reunimos na mesa as pistas gravadas de vozes e instrumentos com o som direto dos instrumentos MIDI. O baterista pode programar seus ritmos usando pads, espécie de “tambores” eletrônicos, e triggers, pequenos microfones de contato que convertem qualquer fonte de som em controladores MIDI. Com eles, pode lançar mão de sua técnica instrumental para programar seqüências com mais conforto, sem ter que se adaptar, por exemplo, a um teclado. O músico toca até mesmo em uma bateria de estudo trigada ao sistema MIDI. Alguns estúdios chegam a combinar o uso simultâneo dos processos de gravação acústica e de seqüenciamento MIDI da bateria. Gravando os componentes que têm som mais rico em detalhes, como caixa e pratos, enquanto seqüenciam outros tambores “trigados”, aproveitam o melhor dos dois mundos com contenção de despesas.

O Sampler e os Sons “Acústicos”
Popularizados no meio musical a partir do início dos anos 80, os samplers, hoje obrigatórios em todos os estúdios profissionais, despertaram a princípio o desdém de muitos compositores, arranjadores e instrumentistas. Gravar sons dos instrumentos tradicionais para depois serem tocados por teclados eletrônicos chegou a parecer antimusical para cultores de diversos gêneros. Na verdade, ainda há quem discuta a importância do sampler. Enquanto isso, o mais versátil instrumento já inventado vem promovendo, não uma, mas várias revoluções nesta fase tão turbulenta da história da música. Capaz de reproduzir qualquer som com absoluta fidelidade e respeitando a dinâmica dos instrumentos em suas sutilezas, o sampler pode ser tocado por um instrumento controlador MIDI ou ainda por um seqüenciador. Você pode tanto imitar o som de seu instrumento acústico sampleando nota por nota quanto criar um loop ou ostinato repetindo um trecho quantas vezes quiser. Diversos gêneros musicais, como o rap e o techno se desenvolveram a partir desses loops eletrônicos. A música eletroacústica, importante tendência erudita, como também diversos jazzistas, reconheceram e adotaram o instrumento, explorando sua infinita riqueza timbrística e expressiva e elevando-o à categoria que merece.

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O sampler não é um mero imitador de instrumentos. Com ele, você pode criar as mais originais sonoridades, já que o som digitalizado (gravado) por ele pode ser editado como fazemos num sintetizador. A diferença é que o sintetizador edita sons gerados internamente e o sampler o faz com sons que gravamos. Não por acaso, a maioria dos sintetizadores do mercado usa como matéria prima amostras sonoras sampleadas. Conhecida como sample playback, essa síntese permite o acesso de uma maior quantidade de músicos e home studios ao vasto universo de sonoridades digitais. Com um sintetizador sample player, dispomos de um grande número de sons de instrumentos “reais” que foram gravados pelo fabricante, mas não podemos samplear novos sons. O sampler, um pouco mais caro que os sintetizadores, permite ao arranjador a escolha de qualquer som para seu trabalho. Os samplers vêm geralmente em rack ou teclado, podendo conter drive de disquete, HD, CD-ROM, Zip Drive, memória, igualzinho a um computador. Agora vêm surgindo os softwares que transformam seu próprio PC num sampler. Os sons utilizados podem ser obtidos por você, gravando-os no HD de seu sampler, ou através de amostras obtidas no mercado. Diversos fabricantes de CDs de áudio com loops para serem sampleados e de CD-ROM com amostras prontas nos diversos formatos (Akai, E-Mu, Roland, Wav. e outros) oferecem milhares de sons e loops para usuários de todos os gostos. É escolher o som e tocar. Os detalhes expressivos da maioria dos instrumentos acústicos e elétricos garantem vida eterna para eles. Ninguém em sã consciência pretende substituí-los. Os bons instrumentistas sempre serão requisitados nas gravações e performances. As conquistas obtidas com a entrada do sampler no mercado são as novas formas de expressão musical, o salto na qualidade do som gravado e uma maior democratização da produção musical, já que mais produtoras e home studios vêm tendo acesso a todo tipo de timbre, o que barateia o custo dos projetos. No home studio, o uso do sampler acarreta menor consumo de pistas de gravação de áudio, já que ele permanece tocado pelo seqüenciador MIDI até o momento da mixagem, sincronizado ao gravador de áudio, e causa um enorme salto na qualidade do som. Modelos profissionais em torno de 2000 dólares, como o Akai S2000, E-Mu ESI-4000, Roland S-760 e Yamaha A3000, viabilizam sua aquisição, com todo o brilho dos produtos mais caros e sofisticados. Poupe as pistas do gravador exclusivamente para as vozes e os instrumentistas mais competentes. O resto vai por MIDI, com o maior som.

A edição dos eventos MIDI
É impressionante como o tempo passa. A coluna Home Studio está completando dois anos na Backstage. Nesses 24 meses, que esperamos que se estendam por 24 anos, procuramos divulgar o emaranhado de tecnologias em que se transformaram os sistemas de gravação. A resposta dos leitores tem sido fundamental para nortear este trabalho, com suas pertinentes dúvidas e utilíssimas sugestões. Vamos em frente. Vamos entrar no penúltimo ano do milênio. E é incrível como, na era dos upgrades e

Tudo é simples. como uma nota. Marcamos um trecho arrastando o cursor do mouse sobre um grupo de eventos. depois de gravado. rec. usamos basicamente três telas. A briga recomeçou. Um instrumento pode ter seu timbre modificado depois de gravado. atrasada. e também alterar trechos que marcamos com o mouse. quantizar (tornar os ritmos precisos). Com uma evolução frenética e incessante. vemos as pistas de gravação e suas características. solo. a interface MIDI. cortamos notas erradas. É o gráfico mais completo e preciso. É onde fazemos variar timbres e outros parâmetros mais gerais. mesmo com seus 8 bits. mudar durações e alturas são alguns dos comandos do menu de edição. como canal MIDI. mudamos a afinação. Afinal. com as telas de edição gráfica. e podemos variar o andamento sem mudar o tom. embora para muitos ainda seja uma grande novidade. deixando espaço livre para os recursos que foram surgindo. colar. Copiar. Na partitura. É verdade! Nesta década e meia o padrão se manteve inalterado. Como o seqüenciador registra simples comandos musicais ao longo do tempo. que já passou dos 15 anos. a duração. Podemos alterar todos eles a todo instante. Com o mouse desenhamos variações de volume e pan. Vemos a música enquanto a ouvimos. editando glissandos. com as mesmas características desde o seu lançamento. andamento. contadores e marcadores de tempo. as telas da partitura (staff) e do piano-roll permitem uma visualização infinitamente melhor. até hoje parece milagre. A mais antiga (e a mais complicada de operar!) é a lista de eventos: cada linha (como numa folha de caderno) contém todas as informações de um evento. editamos parâmetros das . e não o som. Uma edição minuciosa permite grande aperfeiçoamento da performance original. Para ajustar cada evento. mais play. volume. compasso. Já não tendo muito para onde correr na disputada concorrência. o momento do ataque ou a intensidade de cada nota. Uma nota ocupa duas linhas. Abaixo ou acima. um controle ou uma troca de timbres. O comprimento do traço é a duração da nota e sua altura na tela é a própria altura musical ou o pitch. onde versões de programas ficam obsoletas em três meses. editar tudo o que tocamos num instrumento eletrônico. mute. outra tela mostra variações nos controles MIDI na mesma hora em que vemos as notas no piano-roll.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 48 updates. A MIDI não precisou ser atualizada. ou ficariam muito parecidos. apesar da leitura mais direta (para os que a lêem). Na tela principal de cada programa. incluíram a gravação de áudio multipista. seja no pentagrama ou num gráfico onde as notas são traços. programa (timbre) do instrumento. os melhores modelos acabaram tendo que abrir uma nova frente. cortar. por ter previsto a capacidade de evolução dos instrumentos eletrônicos. E é. agora no terreno do áudio. continua com cara de criança. Para mexermos nas notas e controles. stop. Não importa se você é um virtuose no seu instrumento ou se não domina a técnica: o mouse e as telas de edição são grandes ferramentas para todo arranjador. O seqüenciador em software foi o maior beneficiário da interface MIDI. Cada nota é adiantada. note on e note off. excluída ou incluída com poucos cliques no mouse. Herdeiro dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda. pedais de sustain e muitos outros recursos. é fácil editar todos eles. o piano-roll é uma maneira mais cartesiana de lermos a partitura.

assumindo a maioria de suas funções. Ali mesmo acionamos com o botão direito um menu e o item “Audio”. após a mixagem. Além de copiar. mixamos o material usando uma mesa “real” ou o console virtual do Cakewalk. A edição do áudio digital A gravação e a edição das pistas de áudio e MIDI. As pistas de áudio gravadas no Cakewalk podem ser editadas nele próprio ou no Sound Forge. Mas um computador médio para os padrões atuais. os porta-estúdios digitais contêm diversas ferramentas de edição. Basta clicar no menu “Tools” e em “Sound Forge”. recortar e colar trechos. Apesar de ser um programa independente. E com recursos avançados. para edição de áudio estéreo ou mono. O áudio estéreo é enviado para 2 pistas do próprio programa. Marcamos o trecho de áudio clicando o botão esquerdo do mouse sobre ele. mas com a forma deles serem tocados. não estamos mexendo diretamente com os sons. clicamos em “Save” e retornamos ao Cakewalk clicando na barra de tarefas do Windows. Além destes. com masterização em CD. Todos os recursos de processamento encontrados num estúdio estão integrados aos diversos programas de edição. Com uma moderna interface de áudio e programas como o Cakewalk e o Sound Forge temos como processar multipistas e som estéreo com qualidade profissional. o botão direito abre outro menu com os recursos de edição. uma edição mais elaborada de alguma pista ou trecho se faz necessária. depois convertidas num arquivo wave através do comando “Export Audio” do menu “Tools”. embora por muito tempo ainda. somando muitos recursos indispensáveis que só estariam presentes num ou noutro. Essas partituras também são editadas para impressão. ele processa as pistas do outro programa e as devolve prontas para mixar. ou pré-masterização. já estão à disposição de estúdios médios e pequenos. um gravador de CD e um HD grande e rápido e o micro se torna o centro do estúdio. simples como um video-game. para a edição final. Com muito mais recursos de edição. assim como a finalização do trabalho. Adicione memória de 64 MB. Este arquivo wave é agora aberto no Sound Forge. O que simplifica tudo. Afinal. como um Pentium I ou II. tem uma incomparável gama de recursos. vá parecer milagre. O Cakewalk permite editarmos esse material no Sound Forge. contamos com vários plug-ins. para muita gente. programas acessórios com efeitos e mais alguns recursos. Depois de editar cada uma no Sound Forge. a mixagem com automação e multiefeitos em tempo real. De fato. compassos. . É quase como se fosse um só programa. Salvo o material. O material editado substitui o original. A partir da tela de áudio. Muitas vezes. Depois de gravar e editar tudo. que o programa abre com o trecho original do Cakewalk. após confirmarmos isso numa janela. pode ser transformado numa estação de trabalho bem mais poderosa. o Sound Forge interage eficazmente com o Cakewalk. o Cakewalk encerra aqui sua atuação. temos gráficos (curvas) de andamentos. A edição dos eventos MIDI. tonalidades e outros. comparáveis às workstations profissionais.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 49 notas e alguns outros.

Otimize o volume com a função “Normalize”. clique em “Get”. as pistas de áudio e MIDI são automaticamente sincronizadas pelo programa. filtros diversos. Aguarde e confira. Cada uma através de uma interface apropriada. quando os seqüenciadores se tornaram também gravadores de áudio. são úteis não apenas porque permitem rápidas e radicais modificações no material gravado durante a produção. noise gate). traduzidos em indesejáveis “clicks”. ainda no tempo em que só havia fitas analógicas. remoção de “clicks”. distorção. Algumas só numa ou noutra etapa. outras são usados mais freqüentemente. onde se juntam aos sons das pistas gravadas. mas enviados diretamente das suas saídas de áudio para a mesa de mixagem. o conceito permanece. No Sound Forge há todo tipo de processadores de efeitos (reverber. restauração de vinil e muito mais. Salve seus arquivos wave pré-masterizados e grave o CD usando o programa que vem com o gravador ou o plug-in “CD Architect”. dinâmicos (compressor ou Dynamics/Graphics. Mais que tudo. como o FSK. corte os trechos em silêncio do início e do fim de cada música. Reduz sensivelmente ruídos e vazamentos. a visualização através do gráfico facilita muito o ajuste dos parâmetros. Na compressão e no uso do noise gate. saindo do gravador ou da placa de som. envelopes de volume e afinação. Os efeitos em geral são ótimos. para coletar uma amostra. Seu home studio virou uma pequena mas sofisticada gravadora. podemos seqüenciar comandos MIDI ou gravar sons acústicos e elétricos. é só enviar seu som direto pra mesa. O som é ‘visto’ no gráfico. analisadores de espectro. Mixagem sincronizada de áudio e MIDI Desde que surgiram os seqüenciadores MIDI. conversores. Habilite a função “Undo” (refazer) para poder experimentar os recursos sem perder o original. o SMPTE/MTC e o MIDI clock. A chamada edição não-linear não depende da execução da música. marcamos facilmente um trecho de qualquer duração. flanger. Agora é só fazer a capa e as cópias. Esses processos. wah-wah). As pistas acústicas também vão pra mesa. delay. mas às vezes altera alguns timbres. abra a tela do Noise Reduction. Tire ruídos de fundo com o plug-in “Noise Reduction” (comprado em separado): após marcar um pequeno trecho só de ruído. Não é preciso gravarmos o áudio de um teclado ou módulo que permanecerá no estúdio: se ele pode ser “tocado” pelo seqüenciador sempre que dispararmos o gravador. E o áudio é modificado no HD.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 50 Edição. graças à economia que proporcionam: os sons dos instrumentos eletrônicos não são gravados. Num programa com os recursos do Sound Forge. habilite “Apply to all” e dê OK. além de ser ‘ouvido’. mute. fade in/out. Use os comandos “Fade in” e “Fade out” sobre pequeninos trechos para o som entrar e sair sem sobressaltos. chorus. Nas suas pistas. Na pré-masterização. Essas ferramentas do Sound Forge podem ser usadas na edição das pistas do Cakewalk e na finalização em estéreo. . ou editamos toda a pista. usamos os processos de sincronização entre eles e os gravadores multipista. Hoje. servem para expandir a quantidade de pistas do estúdio. arrastando o mouse sobre ele. equalizadores (gráfico e paramétrico). Planeje sempre a seqüência correta dos recursos que vai usar em cada etapa.

portanto: MIDI out do instrumento controlador para MIDI in do seqüenciador ou da interface MIDI. Agora envie para a mesa o som da pista de áudio com o baixo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Na mesa é que misturamos todo o 51 material. com o som estéreo já saindo pronto do instrumento para o DAT ou placa de som. O programa pode ter uma outra mesa. um reforço nos graves do contrabaixo -. Quando só gravamos pistas de áudio o programa pode mixar tudo pela sua mesa virtual. num canal independente do teclado. o mesmo tratamento. Essas conexões se aplicam às mesas analógicas e digitais. Com a mixagem das pistas de áudio gravadas e dos sintetizadores “ao vivo”. saídas de áudio da placa de som ou do gravador mais as saídas do sintetizador para os canais de entrada da mesa. As conexões de sync podem ser. tanto os sintetizadores e samplers quanto os canais de saída do gravador ou da placa de som terão. E o conceito do número de canais do estúdio fica ultrapassado: estamos atingindo a era dos infinitos canais. flexibilidade na experimentação dos timbres eletrônicos (que podem ser modificados depois de seqüenciados) e economia de espaço no HD ou nas . MIDI out da interface ou do seqüenciador para MIDI in do sintetizador. podemos acrescentar efeitos. a mesa externa é necessária para reunir os sintetizadores ao áudio gravado. sync out da placa MIDI para a entrada do último canal do gravador de fita e a saída deste canal para sync in da placa MIDI. Lembre-se: os teclados e módulos MIDI ficam mesmo fora do computador. As conexões são. que devem ser em número suficiente. O som das pistas de áudio sai do computador. usando MMC. mas quando sincronizamos essas pistas a outras de MIDI. Saídas de áudio estéreo da mesa (master) para entradas do gravador estéreo ou placa de som. Se gravamos o áudio multipista no micro e depois mixamos tudo masterizando em estéreo no próprio micro. Seja numa mesa analógica ou numa digital. Por outro lado. Saídas de áudio da mesa (submasters ou direct outs) para entradas de áudio do gravador ou da placa de som. Se o seu sintetizador multitimbral só contém um par de saídas estéreo e você precisa dar um tratamento especial a um dos sons através da mesa – por exemplo. É claro que há exceções. no caso do SMPTE. equalização e controlar o volume e pan manualmente ou automaticamente. mas a mesa externa é necessária para conectarmos os sintetizadores. virtual. podemos mixar tudo internamente pelo seqüenciador.grave este som numa pista de áudio à parte e depois desabilite (mute) a pista MIDI original. MIDI out do gravador digital para MIDI in da placa MIDI ou seqüenciador. Por isso precisamos mixar tudo externamente. numa produção só com sons seqüenciados de um sintetizador. é mixado numa mesa externa e retorna em estéreo para o micro. pode ocorrer um aparente paradoxo. essa economia pode representar até cem por cento do que seria consumido. Plugados aos canais de entrada da mesa. sem afetar os outros sons do teclado. MIDI out da placa MIDI para MIDI in do gravador digital. ganhamos em número de canais. que auxilia no processo de automação da mixagem. e acrescente os graves no equalizador do canal apropriado. Em certas produções. A grande vantagem de mantermos os sons eletrônicos como pistas MIDI durante todo o processo de gravação é que não gastamos espaço do HD ou da fita com esses sons. a partir de então. no caso do MTC ou MIDI clock.

de novos e antigos fabricantes. ou RCA. como vimos no artigo anterior. se seu computador está sobrecarregado com muitas pistas gravadas para processar. Embora alguns modelos. de poucas centenas de dólares. a Ensoniq PARIS e a E-Mu APS. o Cubase e o Logic. caso das placas de multimídia. mas. Esta nova categoria de placas profissionais abaixo de mil dólares traz ainda uma vantagem sobre as antigas e caras concorrentes. Elas são perfeitamente compatíveis com as placas de áudio. Novas placas e interfaces externas. A maioria dos novos modelos é compatível com os programas de gravação e edição de áudio mais usados. A mesa externa traz agilidade à mixagem e acrescenta os recursos dos processadores "físicos" de sinal aos recursos dos programas. precisamos de uma mesa com canais em quantidade suficiente para mixar todos esses sons. As novas placas de som Até cerca de um ano atrás. como a Layla. . a MOTU 2408. E todas elas custam algumas centenas de dólares. Fábricas como a Opcode. conectam e convertem múltiplos canais analógicos e digitais com qualidade profissional de som e facilidade de operação e instalação. além das conexões digitais). compartilhados pelos diversos programas. provavelmente você precisará usar uma interface em separado para ligar seus sintetizadores. a Creamware TripleDAT. para processar os canais gravados no micro. Em contrapartida. esta barreira foi vencida. É aconselhável o uso de uma placa multi-portas (vários MIDI ins e outs). Com conectores profissionais ou semiprofissionais ("banana" de ¼" balanceado ou não. pouco mais que uma plaquinha multimídia ou um porta-estúdio cassete. que fornecem efeitos e outras ferramentas de edição. o Sound Forge. Ou seja. além de monitoração e mixagem numa mesa de som externa. Agora. algumas dessas baratas interfaces superam em muito suas antigas e caras concorrentes. elas livram o pequeno estúdio do pesadelo que era enviar todos os sons por um único e estreito cabo estéreo com conector de 1/8" (de fone de ouvido). Também é possível mixar os sons internamente no computador. como o Cakewalk. todas permitem gravação simultânea de múltiplas pistas de áudio através de suas entradas. uma gravação multipista no computador exigia pesados investimentos em interfaces profissionais de áudio. a Soundscape HDR1 ou a Yamaha CBX-D5 chegavam ao mercado por milhares de dólares. MOTU e MidiMan têm modelos baratos. Gina e Darla. é muito interessante o uso de uma mesa de som externa. você ainda pode usar seu velho reverber ou compressor através da mesa. Estamos falando de interfaces como as Event Electronics Layla. onde unimos os sons dos sintetizadores seqüenciados às pistas gravadas. Com processamento interno e conexões digitais de 24 bits e conversores AD/DA de 20 bits. pelas suas diversas saídas de som.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 52 pistas de áudio (o áudio profissional consome pelo menos 5 MB por minuto. Modelos como a Digidesign Session 8. A mais usada é a barata (menos de 300 dólares) e já tradicional Opcode MQX-32(M). especialmente se você vai sincronizar um gravador externo ou se tem vários sintetizadores. Com algumas diferenças. contra alguns bytes de uma pista MIDI). como também com os plug-ins DirectX. contenham conexões MIDI. O pequeno estúdio agora perdeu a conta dos canais que tem.

sua nova placa oferece vários canais de entrada e saída. contém os três. Sincronizamos gravadores e seqüenciadores. onde desenvolvemos os arranjos e que permitem a troca dos timbres eletrônicos mesmo depois de gravados. são a mais completa tradução dessa tecnologia ainda revolucionária. registrado num diferente setor do disco. como um robô ou uma mão invisível. A velocidade de gravação e leitura do hard disk é que define quantas pistas podem ser gravadas e reproduzidas simultaneamente. Na edição de partituras. vamos conhecer melhor esses recursos. podemos tocar em vez de escrever. Só não grava som. Partituras que se escrevem automaticamente. A partir deste artigo. ele "toca" os sintetizadores. mas você pode gravar um número bem maior de pistas no programa. efeitos e timbre no próprio programa. Na verdade. podemos modificar a cada instante o canal da placa que será usado por cada pista. A cabeça de leitura e de gravação tem que saltar pelo HD para dar conta simultaneamente de todos esses pesados arquivos de som. será capaz de gravar/reproduzir mais pistas que este. Um HD Ultra Wide SCSI. Sonorizamos programas multimídia e sites da Internet. Acionado o PLAY. quanto mais rápido for seu hard disk. os arquivos MIDI são muito mais leves do que o áudio gravado no computador. como um ADAT. Das saídas da mesa (subgrupos ou saídas diretas) para as entradas da placa e das saídas da placa para os canais de entrada da mesa. Se gravamos mais pistas que a quantidade de canais da placa. Os sons desses instrumentos continuam sendo gerados por eles. Com essas novas interfaces e as versões atuais dos programas. Assim. agrupamos algumas delas pelo mesmo canal. o número de pistas gravadas não dependem mais delas. através dos cabos MIDI. Novos e infinitos timbres para os arranjos. todos plugados à mesa de som. só estamos registrando comandos musicais. Pelos cabos MIDI só transitam mensagens. Isto ocorre porque cada take de áudio gravado é um diferente arquivo. expandindo o estúdio. o seqüenciador "aprende" a tocar a música. Afinal. Registrando esses dados e o momento em que cada ação se dá. Por isso. misturamos seus timbres em novas sonoridades. precisa de uma placa . No programa de gravação. Ligando dois ou mais sintetizadores. Às vezes. em forma de dados digitais. um único teclado. mesmo quando gravamos um arranjo MIDI num seqüenciador. com muito mais ferramentas de edição. podemos fazer muitas coisas. A adição de um sistema MIDI ao estúdio faz essas e outras. Automatizamos mesas de mixagem. Mas um seqüenciador em software.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 53 Conecte sua mesa à placa de som do mesmo modo como a ligaria a um gravador de fita. Com MIDI. que dizem aos equipamentos quais notas. apelidado de workstation. pedais ou botões são acionados pelo músico. O estúdio MIDI básico tem um seqüenciador. dosando níveis de volume. Mas os seqüenciadores. aqueles sons não estão no hard disk. um instrumento controlador e um gerador de som. bem mais rápido que um do tipo IDE. mas saindo "ao vivo" dos próprios instrumentos. e quando. O Sistema MIDI O milagre da multiplicação dos canais de gravação. As pistas que saem sozinhas por um canal podem ser processadas inteiramente pela mesa e seus periféricos. poupando a memória do computador. ao tocarmos um instrumento.

São acionados pelo controlador e pelo seqüenciador através dos canais MIDI. mais 16 canais independentes. Cada nova porta. cada parte num diferente canal. Tocamos num teclado. ‘gravamos’ (seqüenciamos) a música pista por pista. Pelo cabo MIDI as mensagens transitam codificadas em 16 canais independentes. ajuste cada um para operar num diferente canal e temos uma orquestra de sintetizadores. Para termos mais de 16 canais. violão. conectamos o MIDI thru do primeiro ao MIDI in do segundo. bateria. violino. por dois cabos. Com duas portas enviamos mensagens. e Standard MIDI Files (SMF). Podem ter forma de teclados. Para ligar os outros geradores de som. canal por canal. aquele onde o músico executa a sua performance. uma lista unificada de 128 timbres. Certos sintetizadores e as placas ou interfaces MIDI profissionais para computadores são multiportas. O controlador pode ser mudo. Agora.mid. Os instrumentos controladores MIDI e a operação dos diferentes módulos geradores de sons são o assunto do mês que vem. Daí pra frente. guitarra. como o piano e o baixo. Ligamos o MIDI out (saída) do controlador ao MIDI in (entrada) do seqüenciador ou da placa MIDI. Os geradores de som são sintetizadores. para tocar sons de outros aparelhos. Até lá.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 54 ou interface MIDI instalada no computador para conectar os instrumentos. baixo. Veremos como compensar os atrasos gerados pela guitarra MIDI e outras dicas de operação. Eles suprem as necessidades de todo tipo de instrumentista. São totalmente compatíveis com os diversos sistemas. O seqüenciador toca 16 sintetizadores numa cadeia ou rede em que cada um soa como uma diferente parte do arranjo. Essa música soa através dos sintetizadores. Num computador. E o MIDI out do seqüenciador ao MIDI in do primeiro sintetizador. o que é uma grande economia. Um sintetizador MIDI de teclado. um abraço. num total de 32 canais. Enviem correspondência para a Backstage. funciona ao mesmo tempo com . samplers e demais instrumentos MIDI. Tocando no controlador. indicando a seção Home Studio. usando um canal para cada instrumento. ele aciona os geradores de som e alimenta o seqüenciador com as partes do arranjo. por exemplo. usamos várias portas MIDI. samplers ou simples arquivos de sons pré-programados. sax ou outro controlador MIDI. Os instrumentos ditos multitimbrais são capazes de operar em muitos canais ao mesmo tempo. ligue o MIDI thru de cada gerador ao MIDI in do seguinte. Instrumentos Controladores MIDI "Não uso seqüenciador porque não toco teclado!" Esta é uma frase muito repetida pelos músicos que não conhecem os controladores alternativos. arquivos MIDI salvos por qualquer seqüenciador usando a extensão . Cada porta tem um conector e 16 canais. ou pode gerar sons próprios. Seja qual for o seu. módulos. Os programas multimídia e as home pages usam sempre os padrões General MIDI (GM). O MIDI thru é uma saída usada para retransmitir a outro instrumento as mensagens que entram pelo MIDI in. Controlador é o instrumento MIDI em que realmente tocamos. conectamos a saída MIDI out do instrumento à entrada MIDI in da interface. placas multimídia ou pedaleiras. uma a uma.

um Fa é mesmo um Fa ou é um Mi que foi esticado pelo pitch bender? O conversor.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 55 as funções de controlador e módulo de som. o músico pode compensar esses atrasos de duas formas: quantizando ou adiantando o trecho. e a guitarra. Para adaptar melhor a técnica instrumental de cada um à transmissão de dados musicais via MIDI. marque o trecho no seqüenciador e acione o comando <Quantize>. violoncelos. procurando manter também um teclado. vibrafones etc. violões. marque o trecho e arraste-o com o mouse um pouco para a esquerda. já que cada tecla tem um contato eletrônico. Facilmente desligamos a função Local (LOCAL OFF) no teclado e conectamos dois cabos MIDI entre ele e o computador: out para in e in para out. deve ser encarado como se fossem duas partes distintas do estúdio: o controlador e o módulo. O teclado agora só emitirá sons quando assim determinarmos no seqüenciador. devido à dificuldade de reconhecer a afinação da nota executada. realizar certos encadeamentos harmônicos e outras facilidades típicas desse tipo de intrumento. instrumentos de sopro. As duas operações são muito fáceis. sim. Yamaha e Zeta produzem diversos modelos. em forma de guitarras. O teclado e o mouse não são os únicos meios de registrarmos a música num seqüenciador. e pior com outros. Esse teclado pode ser mudo ou conter os sons que serão seqüenciados. escolhendo a resolução correspondente à menor figura rítmica utilizada. sem que seu próprio som atrapalhe a execução. antes de fazer a conversão do som para uma nota MIDI. violinos. não tem a exatidão de uma tecla. As guitarras MIDI podem causar um certo atraso na transmissão dos dados. Sem isso. Para quantizar. um abraço. . Fábricas como Roland. porque é comum que a corda fique ligeiramente esticada quando é tocada. como de qualquer instrumentista de cordas. existem inúmeros tipos de controladores alternativos. muitas vezes. violas. Só que o dedo do guitarrista. Até lá. Este conversor tem que aguardar que se complete um ciclo da onda sonora da corda da guitarra. por exemplo. mesmo que não toque teclado. O músico deve escolher aquele controlador que melhor se adapta à sua técnica instrumental. para só então convertê-la numa nota MIDI e transmiti-la a um sintetizador ou outro aparelho. Mês que vem. Para antecipá-lo. para programar as baterias e percussões. que primeiro reconhece a freqüência fundamental de cada nota tocada. ele fica mudo. Além do controlador de sua preferência. Ao seqüenciar cada parte do arranjo numa guitarra controladora. tocados através dele e do controlador alternativo. indicando a seção Home Studio. Cada tipo de controlador tem suas próprias características. veremos a operação dos diferentes módulos geradores de sons. convém ao músico dispor de um. É melhor tocarmos bateria eletrônica por meio de pads do que nas cordas de uma guitarra MIDI (embora seja possível). Cada controlador combina melhor com certos timbres. baterias de muitos formatos. dá certo. Para executar bem as duas funções. para identificar a nota tocada. Enviem correspondência para a Backstage. precisa tomar decisões como esta. a guitarra usa um conversor. Esta configuração permite que usemos o teclado para controlar (tocar) o som de outro instrumento. mas os pads não nos permitem tocar violino. Então. Enquanto um teclado transmite a nota imediatamente ao tocarmos. Na maioria das vezes.

pode ainda divulgá-lo e distribuí-lo diretamente ao público. a indústria fonográfica está tentando. vem desmascarando a duvidosa ética da indústria a respeito do MP3." do jornal O Globo. o MP3 é ideal para a transmissão de som pela Internet. pôr uma tampa no verdadeiro caldeirão de música líquida que. Só quem tem o direito de julgar o seu talento é você mesmo e o seu público. que luta pela liberdade de expressão na Web. defendendo o seu monopólio. mas a maioria silenciosa já se prepara para reagir à altura. Sempre parasítica. que têm tentado todas as formas de banir o MP3. prometi abordar os módulos MIDI. Lutam ferozmente para garantir a própria sobrevivência. o roubo do vinho pelos engarrafadores. desesperadamente. Com a Internet. Os contratos estabelecem. e mudar rápido. apareceu na Internet.O arquivo de som MP3 se torna símbolo da liberdade de expressão. a maioria dos criadores aceita. passivamente. Como essas entidades gigantescas controlam a única mídia disponível para uma ampla distribuição desses mesmos trabalhos. letrista do Grateful Dead e professor de Direito em Harvard. na mídia impressa e até nos parlamentos do Primeiro Mundo. conservando . a editora do caderno "Informática etc. quantos milhares (milhões?) ficaram de fora. como pagamento pelas suas obras. esta indústria (. O MP3  ou os formatos que o sucederem  é a grande revolução democrática no universo ditatorial da indústria do disco.. Mês passado. Em 28 de junho. de repente. certo? Errado. publicou uma carta-manifesto de John Perry Barlow. Cora Rónai. e vários artistas de renome. Abro aspas para ele: "Graças à efervescente popularidade do formato MP3. muitos até desistindo da profissão? Sem o respaldo da indústria. mas um assunto muito urgente impôs um adiamento. Seu poder de fogo é grande. Ao longo de todo o século XX este julgamento coube aos executivos de algumas gravadoras multinacionais. um home studio. as grandes gravadoras. além de gravar e finalizar um trabalho musical. Cada artista é sua própria gravadora e distribuidora. é preciso que um diretor artístico aprove o seu trabalho e autorize o seu lançamento em disco. O que está em jogo aqui não é a pirataria.. Com qualidade próxima ao CD. Para um artista ou uma banda tentar o sucesso. Para algumas centenas de artistas de sucesso no show business brasileiro.) vem se aproveitando do natural desejo dos músicos de serem ouvidos para impor-lhes contratos que os separam da propriedade intelectual dos seus trabalhos. Mas são justamente esses intermediários. Há semanas. alegando estímulo à pirataria. Como toda revolução. 12 vezes menor que os arquivos WAV. O MP3 tem suscitado um feroz debate na Internet. mas a previsível redução da influência dessas empresas sobre o mercado. vêm brandindo a bandeira da luta contra a pirataria. sem intermediários. "Pois isso está para mudar. Com ele. Trata-se de uma jogada de marketing que tenta desmoralizar (para poder proibir) os arquivos de som com fácil trânsito na Grande Rede. além de diretor da Electronic Frontier Foundation  EFF  . pouco mais de 5% do valor gerado pelas vendas. equivocados ou pensando mais em seu quinhão do que na liberdade de expressão. a maioria se desestimula e o público nem chega a conhecer seus trabalhos. Os músicos podem interagir diretamente com os fãs.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 56 Piratas à Vista! . esta também tem sua reação: a indústria. usando um home studio e uma conexão à Internet. há uma ligação direta entre os artistas e o público.

Depois.) Pior: as empresas tentaram impedir. em quase toda esta Edição Especial da Backstage.wav>. judicialmente. para desfazer essa impressão. sem intermediários. ganhando a vida com um volume de vendas que as grandes gravadoras considerariam pequeno demais para valer a pena. Depois. usando um programa encoder (conversor).. Por isso.sonicfoundry. Mande o som para a mesa e dali para a placa de som. de resto. podendo ainda estar num CD ou mesmo num disco de vinil. transforme o arquivo WAV em MP3. gravar. Há mais informações em <www. nossas gravações serão apresentadas e vendidas diretamente dos produtores aos milhões de consumidores. "Acontece que ninguém pode ser dono da liberdade de expressão. as gravadoras conseguiram passar pelo Congresso dos EUA diversos projetos de lei grotescos. Deixe pelo menos um segundo de silêncio no início. Finalmente. Para impedir este holocausto artístico. até mesmo a divulgação de arquivos de MP3 de domínio público. CD player ou toca-discos nas entradas da placa de som.eff. "Algo realmente importante está acontecendo. copie-a para lá.org/cafe/>." Bem. Sua música foi mixada para uma fita ou para dentro do computador. para que todos o conheçam. Parece complicado? Vejamos cada passo da operação. grave. copie-a para o seu computador. público e provedores de mídias virtuais contra as indústrias de gravação e divulgação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 57 o copyright dos seus trabalhos e. A mesa de som é útil para ajudar a nivelar os volumes. criminalizando o que elas determinam ser violações de direitos autorais. edite a música. crie. da Sonic Foundry (www. a EFF deu a largada num movimento chamado CAFE (sigla. com a fácil circulação de sons pela Grande Rede. hospede seu arquivo num web site e divulgue-o nas ferramentas de busca da Internet. depois disso. E está mesmo. Caso ela ainda não esteja em seu HD. em inglês. Agora. num arquivo <. Basta plugar as saídas estéreo do gravador.wav>. Usando um programa de gravação. Mas precisamos da ajuda de todos para que continue assim. . mas ainda há certas vantagens em se estar com a razão. como o Sound Forge. vamos direto aos próximos passos.. mixar e finalizar músicas são assuntos que já estamos debatendo há anos nesta coluna e. só me resta perguntar às gravadoras: quem é o pirata. como sempre. Criar. (. eventualmente. Então. É fácil e pode ser grátis! Primeiro. basta gravar e depois salvar o novo arquivo no formato <. mixe e finalize a sua música. adequando-a às limitações do novo formato. para organizar artistas. A EFF tem tido um sucesso fantástico no processo de impedir que diversas nações e Estados calem o ciberespaço com mordaças legislativas.com). Cara-Pálida? Como publicar sua música na Internet Só faltavam estes dois detalhes para cada Home Studio vir a ser a própria gravadora do músico: a divulgação e a distribuição. "No ano passado. Eles podem ser maiores do que nós. para posterior redução de ruídos. para consórcio para a liberdade de expressão audiovisual). a menos que a expressão em questão seja de sua própria lavra. se ainda não o tiver feito.

Salve novamente o arquivo <. com manual de instruções. levando os picos a -0. usando um player como o WinAmp (www.winamp. Publique o site com os arquivos no seu próprio provedor. Um bom e claro livrinho é o "Aprenda a fazer sua home page". que é gratuito mas leva algumas semanas.com>. usando os recursos do próprio Sound Forge ou de um programinha como o WinDAC32 (www. marque o trecho inicial de silêncio e use um plug-in como o Noise Reduction. e o registro é automático e imediato. Procure no Cadê? (www. Uma vez no ar. Foundry. com outro nome. após a comprovação do depósito bancário.br).com>. Eles também permitem criar páginas online. Converta seu arquivo editado para o formato <. aumente o volume com o recurso Normalize e. a custos relativamente baixos. de colocar as músicas em sites dedicados à divulgação de novos artistas e bandas. Nele você encontra informações sobre como solicitar o registro.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 58 A edição. <www. Aguarde uns minutos e confira o resultado.mp3>. Escolha a passagem mais significativa. Além dos amigos do chat.seunome.1 kHz/16 bit.ftpx.com).fapesp. Envie os arquivos para a rede através do programa FTP Explorer (www. <www. Não esqueça de indicar o seu e-mail na home page.xoom. <www.altavista. É por ali que seus fãs vão entrar em contato com você.audioactive. Depois. Nessa fase.br) na FAPESP (www. é bom que seu endereço seja visto nos portais. tiramos os ruídos de fundo. use também o compressor.de) ou o Audioactive Production Studio (www. se ele disponibilizar hospedagem.com>. seu site precisa de divulgação.br). também da S. Há ainda a opção. 22. ajustamos o volume e cortamos o início e o fim da música. você pode optar por enviar arquivos MP3 online (por e-mail ou com sofisticadas ferramentas de comércio eletrônico) ou mandar os CDs pelos Correios (o CD por SEDEX). equivale à pré-masterização de um CD. Se der. deixando no ouvinte um gostinho de "quero mais". se possível.05 kHz/8 bit e várias outras. adicionando os arquivos MP3 saídos do forno.geocities. Estes são alguns sites que hospedam home pages gratuitamente: <www. Para criar um web site você precisará conhecer um pouquinho da linguagem HTML.5 dB. maior e mais lento o arquivo que vai navegar pelo mundo. Caso pretenda começar a vender as cópias de suas músicas. para reaproveitar mais tarde o arquivo original. mas corte-a iniciando com um fade in e terminando em fade out. as ferramentas de busca da Rede. O principal portal brasileiro é o Cadê?. peça ajuda a um amigo ou ao seu provedor Internet para confeccionar seu web site. À medida em que a Internet se acelera.com. Se preferir fazer um site mais profissional. O gigantesco portal americano AltaVista (www. aqui.org. você ficará cada vez mais surpreso com o alcance e o retorno desta empreitada! . só que em inglês. Quanto melhor o som.angelfire.com). contrate um bom provedor brasileiro para hospedá-lo e registre seu próprio domínio (tipo www.com).com>.tripod. Para reduzir ruídos de fundo. de Marcos Cabral Resende (Ediouro). você vai preferir mostrar gratuitamente apenas trechos de suas músicas. marcando os trechos e executando os respectivos comandos no programa de edição.cade. Há diversas opções de qualidade sonora: 44.com. mas há muitas páginas brasileiras que ensinam a linguagem gratuitamente.com) é gratuito.windac. Provavelmente. mais simples.wav>.

produzidos por diferentes fábricas. Desenvolvido pela própria Sonic Foundry. compressores. 3). portanto.cakewalk. Clique na tecla <Rec>. primeiro vamos normalizar os seus picos. no menu <Tools>. Podemos começar a edição. Clicando na "tecla" <Record> abrimos a janela que configura a gravação (Fig.5.. Em <Mode> escolha se cada take será gravado numa janela independente ou não. equalizadores. Se a gravação contém um ruído de fundo constante. ele ainda edita as pistas registradas em um software de gravação multipista como o Cakewalk Pro Audio <www. multimídia.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Gravação e Edição no PC 59 Masterizar um CD. Agora vamos salvar o arquivo em <File> <Save as. os home studios realizam esses mesmos trabalhos em seus PCs. dando-lhe um nome como "Som1.>. os plug-ins. ruído puro) arrastando o mouse sobre ele. é o mais usado e um dos mais completos editores de áudio para Windows.> definimos se o arquivo será mono ou estéreo. Gravando. este plug-in é aberto no próprio Sound Forge.wav". monitorando-o nos LEDs e controlando o volume pela saída da mesa.. podemos reduzir bastante o seu nível através do programa Noise Reduction.50 dB e escolhemos o modo <Peak level>.1 kHz.5 dB. para que não tenhamos surpresas como distorções em certos aparelhos de som. Reduzindo ruídos. O Sound Forge <www. grave de novo mais baixo. Habilite <DC adjust>.com>. A partir deste artigo. Além de finalizar arquivos de som para CDs de áudio. editores de CD. Primeiro marcamos o trecho inicial (1 a 2 segundos) de silêncio (na verdade. 1). 8 ou 16 bit e sua taxa de amostragem. Em <Process> <Normalize> (Fig. clicamos em <Noise Reduction> (Fig. Vamos gravar. Normalizando. Música para CD é sempre estéreo. clique em <Stop> (mesmo botão) e em <Close> para fechar a janela. Ative <Monitor> e mande o som para a entrada da placa. verifique o tempo de gravação disponível em seu hard disk e mãos à obra. Outras aplicações usam outros formatos. Internet e outras aplicações..sonicfoundry. filtros. Arquivos estéreo ou mono podem ser gravados diretamente no Sound Forge. comprimir a dinâmica e cortar o início e o final. Nossas principais tarefas são nivelar o som. vamos aprender a dominar as principais técnicas da edição do áudio digital. Em seguida.. usar em cada pista os recursos de gravação. Para que o material fique no máximo volume possível (0 dB). mixagem e processamento de efeitos em tempo real do Cakewalk e os recursos de edição não-linear do Sound Forge. vamos limitar estes picos a –0. Com as novas interfaces e placas de áudio de 20 e 24 bit com qualidade sonora profissional e custo relativamente baixo. conversores e outros -. atualmente na versão 4. Em <New. Podemos. Atua por uma análise dinâmica das freqüências do ruído. É compatível com plug-ins Direct X. Ao terminar. usando programas como o Sound Forge (Sonic Foundry) e o WaveLab (Steinberg) incrementados por fantásticos programas acessórios. como o chiado de um disco de vinil ou fita cassete ou ruídos gerados pelo equipamento. O comando <Get> mostra o gráfico . Contudo. reduzir ruídos. restaurar antigas gravações e editar pistas de áudio no computador já não são mais tarefas exclusivas de grandes estúdios de última geração. o que significa que pode ser acrescido de inúmeros recursos – efeitos. aguarde dois segundos para começar o som (vamos precisar desse trecho de silêncio mais tarde) e observe o movimento dos LEDs. 44.com>. 16 bit. 2) ajustamos o limite dos picos em –0. Se acender a luz vermelha com a palavra "Clip".

ligue o <Preview> e vá movendo o <Threshold> enquanto ouve a música até achar a atenuação ideal dos picos de volume.5 dB. Aliás. mas. podemos ouvir o que vai realmente ser retirado. Depois. em busca de distorções no áudio. desfaça <Edit> <Undo> e refaça a operação.5 dB.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 60 com as freqüências do ruído. onde G é o ganho. Ouça sempre o material do início ao fim após comprimir. Para quem quer uma boa compressão sem ter que fazer contas. marque outro trechinho e clique em <Process> <Fade> <Out>. ele se abre no Sound Forge pelo menu <DirectX>. Ajuste os controles de <Threshold> (limiar da compressão). Comece experimentando com o Threshold em –10 dB. o ajuste de Ratio em 4:1 e o ganho em 7. Cortando. Antes de dar OK. marque um trecho bem curto (centésimos de segundo) do início e acione <Process> <Fade> <In>. salve a todo instante durante a edição. Faça o mesmo no final. Para não começar a música com um estalinho. da Waves (Fig. Durante a operação. Se não for suficiente. Ouça como ficou. portanto devemos atuar com os ouvidos bem atentos. os timbres do material gravado soam um tanto deformados. clicando em <Keep residue> e <Preview>. Ouça todo o material antes de dar <OK>. relativamente baratas e com vários canais de entrada e saída. A segurança de nosso trabalho tem vários inimigos: os conflitos do computador. Ao final. aplique a seguinte fórmula: G = -T/R. Ajuste apenas o <Out Ceiling> (nível máximo) em –0. o que fazer com todos esses canais? . Para saber o ganho de saída. Agora só falta salvar. mas de reduzir o ruído. as companhias de energia elétrica. <Apply to all> garante a redução em todo o arquivo. Quando reduzimos o ruído em mais que 10 dB. Dinâmica são as variações de volume ao longo do material gravado. Seu arquivo está editado. Cada mídia de gravação aceita uma diferente dinâmica. tente outras regulagens. mas lembrando sempre de não ultrapassar o limite de zero dB (ou –0. Há modelos fantásticos de interfaces de áudio. T é o valor do threshold (em dB) e R é a ratio.. Ok.5 dB. num mercado que não pára de se expandir. Endereçamento dos canais de áudio Com uma interface de som e um programa de gravação multipista. Por exemplo. clicando em <Effects> <Dynamics> <Graphic> (Fig. Não se trata de eliminar. Para que a sua música fique bem audível é provável que você tenha que comprimí-la um pouco. instalada a interface. podemos transformar um PC num poderoso e completo sistema de gravação. Nas setinhas à esquerda do botão <Get> escolhemos um nível maior ou menor de redução. Marque o trecho inicial de silêncio e aperte a tecla <Delete> no teclado do micro. Você pode usar o compressor do Sound Forge. desabilite o <Keep residue>. ative <Real-time>. Comprimindo a dinâmica. 4). Agora. só falta cortar as pontas e salvar o arquivo. <Ratio> (taxa de compressão) e <Output gain> (ganho de saída) como num compressor tradicional em rack. sons de baixa intensidade num CD podem sumir numa fita cassete. Sim.5). Instalado no micro. uma excelente opção é o plug-in L1 Ultramaximizer. já que estamos no domínio digital.. como sugerimos).

Aproveitamos para plugar também os teclados MIDI na mesa. sai por um subgrupo ou direct out. A maior diferença é o peso de umas e de outras. poupamos o HD e a memória. Depois. Mesmo que seja o sintetizador de uma placa de multimídia. E. As pistas de áudio podem consumir milhares ou milhões de vezes mais memória do computador que as pistas MIDI. apenas os microfones e demais instrumentos. captada pelo microfone. não ‘sai de dentro’ do computador. uma voz. Programas como Cubase VST (Steinberg). as saídas diretas dos próprios canais de entrada ou mesmo.. ligamos as fontes sonoras nos canais de entrada da mesa. conectamos as saídas da placa de som aos canais de retorno de gravação (Mix-B) da mesa. Assim. O que amplia a confusão é que tanto as pistas de áudio quanto as de MIDI podem ser produzidas por um mesmo programa. que podem ser os subgrupos. Logic (Emagic) e o popular Cakewalk Pro Audio são o que há de melhor nesta área. tecnicamente. para que sejam monitorados e mixados. Os sons MIDI. instrumentos elétricos e eletrônicos são conectados às diversas entradas.. mandamos todos os sons. onde serão mixados. O áudio gravado no hard disk. o computador está recebendo os sons que vêm da mesa. agora como um arquivo estéreo (wave). a partir de trezentos dólares e em todas as faixas de preço. Os objetivos são os mesmos: economia e liberdade de edição. em vez de pouparmos pistas da fita. é gerado ‘dentro’ do computador. que são dispositivos externos. Como vimos. juntamente com os teclados MIDI. vejamos como mandar os sons dela para a placa (interface) e como mandar de volta os sons do computador para a mesa. este sim. não dá mesmo pra plugar a guitarra ou um bom microfone na entrada “mic” da placa de multimídia. para a mesa (externa). na ausência destes. para todo tipo de necessidade e orçamento. além do mais. sintetizadores ou baterias eletrônicas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 61 Na maioria dos sistemas de gravação em PC encontrados atualmente nos estúdios. A outra ponta dos cabos entra nos inputs da placa de som. A mesa é um item central e indispensável em todo sistema de gravação. não são gerados pelo computador. Primeiro. usamos um misto de gravador multipista de som e seqüenciador MIDI de sintetizadores. entra no canal da mesa. seu som. Eles saem dos sintetizadores. entra na placa de som do computador. Existem modelos compactos de primeira linha. embora seqüenciados através do programa. Decidido o uso da mesa de som. Microfones. mas sim da própria placa. Refazendo os caminhos do som. dos teclados e da placa de som. os masters. pelas entradas da interface. ligamos essas saídas aos canais de entrada. Agora. por exemplo. os instrumentos MIDI não serão enviados a essas saídas. Só que aqui. Só que as fontes sonoras são endereçadas às saídas da mesa. Em vez disso. Na ausência destes. enquanto que esses retornos de gravação são enviados à seção máster da mesa. O que causa a confusão é que as placas de multimídia usam a mesma saída (line out ou mesmo speaker out) para o áudio gravado no HD e o seu próprio sintetizador MIDI. enviamos esses sons aos canais de saída. razão pela qual evitamos gravar o áudio de samplers. . lado a lado com as fontes sonoras. Só então retornam ao computador. Esta maneira de trabalhar é bem semelhante à já tradicional técnica do sync time code sincronizando um gravador de fita e um seqüenciador MIDI.

Há várias maneiras de alterar os valores dessas colunas. No exemplo. Esses valores. para escolher o subgrupo de número ímpar. também optamos entre um canal ímpar ou par da placa de som. temos uma tabela que lembra o programa MS-Excel. os diversos sons mixados em estéreo vão para dois lugares: o amplificador dos monitores e de volta para o computador. variam de zero a 127. Até aí. O que falta é o software reconhecer essas entradas e saídas da placa de som. posicionando o <Pan> daquela pista todo para a esquerda <0> ou todo para a direita <127>. que também são pares estéreo. usamos só uma entrada e só uma saída.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 62 é gravada no hard disk pelo programa. o pan . no Cakewalk. abrindo assim a janela <Track Properties>. Podemos agrupar os sons de várias pistas num par estéreo de canais de saída da placa. Dali. escolhemos a entrada esquerda (left) ou direita (right) que recebe o som daquele subgrupo da mesa. Ou vários canais por um par estéreo de subgrupos ou um canal por um subgrupo. na mandada da mesa para a placa. usamos todas as entradas e saídas analógicas das placas Gina e Layla (que aqui são usadas juntas. uma herança do seqüenciador MIDI. Valores menores que 64 posicionam o som mais à esquerda e maiores que 64. Na mesa. se não vamos utiliza-las. O pan 64 é o centro. um para cada lado. os sons vão pelos subgrupos. mantemos na mesa a estereofonia definida no programa. Escolhemos a entrada e a saída da interface que queremos usar para gravar e monitorar cada pista. como se fossem uma só) e desligamos as entradas e saídas S/PDIF. giramos o pan do canal todo para a esquerda. Habilite apenas aquelas que estarão conectadas à mesa ou a outros dispositivos. sai pela placa de som e retorna à mesa para mixagem. na janela <Drivers>. “Port” e “Pan”. Assim. puxando-as pelo seu título. Repare que as conexões são tratadas como pares estéreo de canais. através das colunas “Source”. Em resumo. damos dois cliques na coluna desejada. nenhuma diferença entre estas conexões e as de um gravador multipista tradicional de rolo ou um ADAT. Com o mouse. No Cakewalk. É ali que configuramos nossas entradas e saídas. o Cakewalk Pro Audio. enviando um som pelos subgrupos. com sua versão 9 atualmente em lançamento. Para a entrada e saída de pistas mono. mais à direita. para deixar as mais usadas à esquerda. ou todo para a direita. No lado esquerdo da tela principal (“Track”). Convém arrumar a ordem das colunas. que só atribui essa escala de valores aos controles de volume e de pan. as do Voice Modem e as do driver de jogos. No mais popular dos programas gravadores. Na saída do computador. como as de vozes e instrumentos. Esse par de saídas chega a um par de canais da mesa. Basta escolher a mesma saída em todas as pistas e definir o volume e o pan de cada uma. Clicamos para marcar as entradas e saídas que queremos usar e desmarcar as que não queremos. para a masterização do CD. Isto facilita o endereçamento de pistas estéreo. quando então vai para o master. em cada pista de gravação (linha horizontal da tabela). que devem ter seus controles de pan virados totalmente. somando seus canais. os canais de som são configurados pelo menu <Tools> <Audio options>. acessando o de número par. Neste caso. com o mouse.

Por fim. Infelizmente. Gravando no computador. Na mesa. vá ao menu <Tools>. o Cool Edit ou o Samplitude e todos aqueles fantásticos processadores estão disponíveis em todos eles! São os plug-ins Direct-X. Agora é a vez dos processadores de áudio. Será que eles imaginam que alguém possa não querer ouvir o playback enquanto grava novas pistas? Quem souber por que a Cake Plug-ins de áudio Direct-X Cada vez mais componentes do estúdio se mudam para dentro do computador. melhorar os timbres e ajustar os níveis dos sons. cujos botões pan estão um para cada lado. Muitos acabam improvisando soluções baseadas no uso de um único processador. Se tivermos necessidade de trabalhar com dois ou mais . filtros e redutores de ruídos dos mais variados estilos e para as mais diversas aplicações estão ao alcance de um clique do mouse. o Logic. Quando gravamos num estúdio convencional. Que tal instalar um programa que contenha um rack de efeitos completo. entram por dois canais.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 63 do canal vai todo para a esquerda ou todo para a direita. ao mesmo tempo. precisamos de vários reverberadores e compressores. para situar os diversos instrumentos e vozes em diferentes planos dentro da imagem estéreo. <Audio Options>. o Sound Forge. Mas este milagre da multiplicação dos processadores é só o começo desta nova revolução. um gate reverber para a caixa e uma sala menor para o violão com o mesmo reverberador. para usar em qualquer programa de gravação ou de edição? Você abre o Cakewalk. ou mesmo o processamento em tempo real. em fita. entre outros. Uma boa mixagem depende não só da qualidade. o Cubase. uma vez instalados na máquina. A diferença é que podemos usar cada tipo de processador para diversas pistas gravadas. compatíveis com todos esse programas e com vários outros. surgem como novos recursos nos menus de todos os programas de áudio. Quanto mais avançado o computador. São os plug-ins. dependemos dos processadores para acrescentar efeitos. Na mandada da placa de volta para a mesa. Direct-X é uma tecnologia da Microsoft que permite que diversos programas do Windows aceitem os mesmos plug-ins. rodando os botões e tudo o mais. os programas acessórios que. Efeitos. em regulagens variadas. maior a quantidade de efeitos simultâneos. Por exemplo. compressores. Chegando à mesa. <Advanced> e ligue a opção <Enable Simultaneous Record/Playback>. seu custo só permite que os home studios os colecionem pequenas quantidades. Escolhemos no programa a entrada correspondente da placa de som. mas também da quantidade desses aparelhos. Já um grupo de pistas saindo por um par de canais da placa tem seus valores de pan ajustados no programa. usar uma sala grande para a voz. equalizadores. uma pista cujo som vai sozinho para um canal da mesa tem o pan ajustado no programa todo para um lado só. o Vegas. geralmente um reverber ou um multiefeitos. Por exemplo. uma dica: se depois de tudo isto você não conseguir ouvir o playback do violão enquanto grava a voz. exatamente como no estúdio “físico”. posicionamos o pan à vontade. usamos programas que permitem a edição desses efeitos.

• • • DSP-FX. muitos deles com bem mais recursos (e melhor som!) que os racks de efeitos dos estúdios. São muitos os pacotes de plug-ins no mercado. Sonic Foundry são algumas boas marcas de plug-ins Direct-X de sucesso. com orçamentos milionários. efeitos. recursos com tamanha qualidade nesta quantidade só eram vistos em estúdios de grande porte.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 64 programas diferentes durante uma produção. Waves. Dentre os mais badalados no momento. são várias coleções de recursos oferecidas por cada marca. Em geral. que contém: Renaissance Compressor (compressão clássica) Renaissance EQ (baseado em equalizadores analógicos) MaxxBass (adiciona harmônicos para definir melhor o som do baixo) Deesser (isola e atenua a sibilância provocada pela letra “S” nas pistas de voz) SPL De-Esser Reduz a sibilância na fala ou no canto sem alterar o caráter original da voz. filtros. contendo 12 efeitos em tempo real: AcousticVerb StudioVerb Optimizer Aural Activator Pitch Shifter MultiTap Delay Tape Flanger Chorus . Expandindo incrivelmente as opções do produtor na execução das tarefas. Opcode. Cakewalk. qualquer que seja o programa de gravação utilizado. analisadores de espectro. Até pouco tempo atrás. contendo: TrueVerb (reverberador) Q10 (equalizador) C1 Ccompressor C1 Gate S1 Stereo Imager (expansor da imagem estéreo) L1 UltraMaximizer (limitador de picos para masterização) Waves Native Power Pack Volume 2. os mesmos processadores de sinal podem ser usados aqui e ali. DSP-FX. essa compatibilidade nos permite escolher os modelos preferidos. equalizadores. Hyperprism. acrescentando uma infinidade de efeitos aos programas “anfitriões”. enhancers e vários outros. destacam-se: • Waves Native Power Pack Volume 1. invertendo a fase das freqüências da letra “S”. E que modelos! Grandes fábricas têm posto no mercado coleções incríveis de processadores dinâmicos.

Hyperprism Bass Maximizer • • • • . para restauração) Vinyl Restoration (reduz o rumble e os cliques de um disco de vinil) • • Sonic Foundry XFX 1: Reverb Time Compress/Expand Multi-Tap Delay Chorus Pitch Shift Delay/Echo Sonic Foundry XFX 2: Noise Gate Graphic Dynamics (compressor gráfico) Multi-Band Dynamics Paragraphic EQ (paramétrico com gráfico das bandas de freqüências) Parametric EQ Graphic EQ Sonic Foundry XFX 3: Amplitude Modulation Flange/Wah-wha/Phaser Distortion Gapper/Snipper Smooth/Enhance Vibrato Cakewalk Audio FX 1: Um conjunto de processadores dinâmicos: compressor. Permite especificar a escala musical e ajustar a taxa da correção da afinação. Contém gráficos para visualizar a compressão enquanto ouvimos o resultado. limiter. Sonic Foundry Noise Reduction Contém três plug-ins: Noise Reduction (reduz ruídos de fundo a partir da análise de suas freqüências) Click Removal (remove estalos de um disco de vinil.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Parametric EQ AutoPanner Tremolo Stereo Widener • 65 Antares Autotune Correção de afinação em tempo real. Detecta o pitch de uma voz ou instrumento em tempo real e o corrige se necessário. expander. gate.

“redesenhando” a onda sonora digital. para acrescentar o efeito desejado. Esses trechos de silêncio/ruído são a matéria prima com que o NR vai trabalhar. Graças à edição não-linear. Em seguida. E o faz em alguns segundos! Para ajuda-lo a restaurar discos antigos. Instale-os e esbalde-se. entre os melhores. plug-in da Sonic Foundry. Marque o trecho inicial ou final de sua gravação. filtros) é feito em tempo real. Este é exatamente o caso do Noise Reduction. Como funciona o Noise Reduction? Ao gravarmos qualquer coisa. por exemplo. Em vez de processar o som enquanto ele toca. ruídos de fundo) no início e no final do material. Uma das mais importantes foi o advento da edição não-linear. 66 Redução de Ruídos A transição da gravação em fita para o computador trouxe muitas mudanças. pode fazer sumir um ruído incômodo sem alterar o timbre da voz. marcando só o comecinho ou o finalzinho (até 2 segundos). como os estalos do vinil. todo o processamento (efeitos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Harmonic Exciter Tube/Tape Saturation (som de válvula ou de fita) Phaser Flanger Chorus Vibrato Tremolo Filtros de freqüências Pitch Changer Bem. quando o micro assume os papéis simultâneos de gravador e processador. como um chiado de uma fita cassete ou o barulho de um ar condicionado esquecido ligado. ou seu espectro de freqüências. estes são apenas alguns plug-ins. Bem regulado. Não deixe que o trecho marcado alcance o áudio. um programa “tem tempo” suficiente para analisar um trecho do material gravado e definir os melhores ajustes para o processamento. entre outras novidades. reduzir drasticamente os ruídos de fundo sem quase alterar o material gravado. No computador. a edição não-linear atua no arquivo desse som. também podemos processar o som em tempo real. O Noise Reduction. ou outro programa de edição. consegue fazer sumir um ruído contínuo de uma gravação. E ainda traz consigo um removedor de cliques e um restaurador de discos de vinil. Na gravação em fita. Este fica para um outro artigo. Uma vez salvo esse arquivo. suprime essas intensidades dessas freqüências de todo o material gravado no arquivo ou de um trecho. gravamos um pouco de silêncio (ou melhor. Ele primeiro analisa o timbre e a intensidade do ruído. o Noise Reduction vem acompanhado do Click Removal. arrastando o mouse sobre ele no Sound Forge. que permite. praticamente sem mexer na música ou na locução. A música vai tocando e o processador vai trabalhando ao mesmo tempo. . compressão. o efeito processado é definitivo. de um instrumento (como o ruído de um amplificador de guitarra) ou da música mixada. acrescentando efeitos ou mudando um timbre. ou então usamos a edição não-linear. que faz exatamente isto: remove os cliques.

o mais popular programa de gravação multipista acaba mesmo entupindo nossa unidade de disco com arquivos tão grandes quanto inúteis. Eliminando arquivos inúteis do Cakewalk Ano novo. esses arquivos são muito difíceis de se identificar. Com um gravador de CD (CD-R ou CD-RW) podemos manter o HD (a fita dos dias de hoje) organizado e com muito espaço disponível para novas gravações e edições. vida nova. O problema começa quando o Cakewalk não apaga automaticamente os arquivos deletados por nós. a redução opera verdadeiros milagres em nossas gravações e restaurações. HD limpo como novo. Exagerado. Manter o HD limpo melhora a performance geral do computador. Se quiser reduzir o nível desse ruído em todo o arquivo. habilite a função <Apply to all>.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 67 Acione o NR através do menu <Tools> do Sound Forge ou do menu <DirectX> deste ou de outros programas. O nível do ruído cai consideravelmente. Já pensou na sensação de ter que convidar seu cliente para que grave de novo toda aquela maratona de músicas do futuro CD porque seus takes simplesmente sumiram? E que tal a sensação de seu cliente? Nada de pânico: o próprio programa. em todo o arquivo. . um trecho de um projeto (uma música) pode ser copiado e usado em outro projeto sem ocupar mais espaço em disco. Para completar. bem usado. mas de reduzi-lo. aguarde o fim do processamento e ouça. ele vai roubar essas freqüências da gravação. mas bem equilibrada. sem chegar a afetar a qualidade geral dos sons do arquivo. Para “poupar” espaço no hard disk. o Noise Reduction pode decepcionar. A versão nativa é mais fácil de operar que a versão DirectX. em vez de se tornar um arquivo várias vezes maior. clicando em <Selection>. Uma redução em torno de 10 dB costuma ser eficaz. Se exagerarmos em sua utilização. O NR abaixa os volumes de centenas de freqüências. indique o início e o fim do trecho onde quer que o NR atue. A arte consiste em dosar quanto dá para abaixar o ruído em função de quanto dá para alterar a sonoridade do material gravado. clicando nele em seguida. Digite a quantidade de freqüências medidas ao lado do botão <Fit>. Quem grava no Cakewalk Pro Áudio sabe o que isso significa. tudo bem. E se complica quando usamos seu dispositivo de limpeza do lixo e ele simplesmente se (nos) engana. Entenda que não se trata de eliminar o ruído. Como estamos tratando com timbres. traz as soluções. Até aí. já que talvez estejam sendo usados em outra parte da música ou em outra música. Hora de tirar todo o lixo do disco rígido. use as setinhas verticais ao lado do botão <Get> para incrementar ou atenuar a redução. É assim que ele reduz o ruído. maior a deformação do som gravado. para reduzir um número maior ou menor de freqüências. Aberto o plug-in. permitindo gravações e mixagens estáveis. Ou ainda. Senão. Este é o seu ruído de fundo. A seguir. esquecendo de apagar uma parte do lixo ou apagando junto com ele arquivos válidos. clique no botão <Get> e observe o espectro de freqüências que se forma. clique em <OK>. Por que o Cakewalk acumula lixo no hard disk? A intenção até que é boa: qualquer trecho gravado e posto para repetir em loop é um mesmo arquivo de som acionado seguidas vezes. quanto maior a redução. Para ajustar o NR.

é esquecer de usar um no-break. Este material já está preservado no interior do arquivo . Este é um arquivo-pacote.wrk que contêm áudio. trabalhamos salvando o projeto como Normal (. esvaziaremos alguns gigabytes do disco. já que os arquivos . os arquivos Bundle podem ser copiados para um CD-R. afinal. mas nenhuma pista de áudio será ouvida. Se houver pistas MIDI seqüenciadas. que são. apagando a totalidade dos arquivos . nesta hora. que ele chama de clip. chamado Normal ou .wrk para um zip disk. que compacta o áudio de todos os arquivos .wrk) e. que grava um backup automático dos takes de áudio em forma de arquivos .bun. já que o backup que faremos será do arquivo . andamento etc.wrk.bun). Apagamos todos os arquivos wa~. apaga-los todos do HD e então fazer a faxina completa. Se a luz pifasse. clicando em <Delete> ou <Delete All>.wa~ referentes aos trechos de áudio que foram deletados ou que pertenciam a arquivos . apenas coordena a execução desses arquivos . Se copiarmos este arquivo .wrk dessas gravações e também apagar todo o conteúdo da pasta <Wavedata>. todos os takes gravados e salvos como arquivos . O take (aquilo que acontece entre os comandos Rec e Stop) é salvo como um arquivo de áudio. com a extensão .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 68 Cada take gravado no Cakewalk. já que todos se tornaram inúteis. O arquivo geral do projeto. Feito isto. poderíamos perder todos os dados do disco. Os procedimentos citados acima são um meio seguro de protegermos nossas sessões de gravação de enganos causados pela complicada operação de limpeza de disco que o Cakewalk oferece. Só que não é bem assim. Demorando alguns minutos para salvar e depois abrir e pesando muitos megabytes.wa~. por exemplo. Após salvarmos os arquivos Bundle. Se fizermos o mesmo com todos os arquivos . Esta opção é ativada no menu <Tools> <Áudio Options> <Advanced>. em um diretório chamado <Wavedata>. Com isto. as próprias pistas de áudio.wa~ (os takes gravados) e os empacota junto com os demais dados.wa~.bun. podemos deletar todos os arquivos . No menu <Tools>.wrk que já foram apagados. Para transferirmos um projeto com áudio gravado de uma máquina para outra. podemos apagar também todo o conteúdo da pasta <Take Vault>.wa~. O nome de cada arquivo wa~ é sempre uma sopa de letras e números. o áudio não estará presente. Só não podemos. podemos copiá-los para CD-ROM e também apagalos do HD. O disco agora merece ser desfragmentado para recuperar todo o seu espaço livre. isto é. e apaga-los um a um ou todos de uma vez. Podemos ouvir esses arquivos nessa mesma tela. ao final de cada sessão. . Quando quisermos trabalhar num desses arquivos Bundle. tais como pistas MIDI. e o abrirmos em outro computador. estas atuarão normalmente. não faz parte do arquivo que estamos salvando volta e meia. isto é. Depois.wav. sem possibilidade de identificação por um humano normal ou paranormal. O programa informa ali que esta é a única maneira segura de apagarmos os arquivos inúteis. podemos abri-los a partir do CD-ROM. é só mandar o Windows desfragmentar o hard disk. Se nos habituamos a sempre salvar gravações de áudio no formato Bundle. o comando <Clean Audio Disk> abre uma janela onde podemos solicitar uma busca de todos os arquivos órfãos. arquivos . clicando em <Play>. salvando como Bundle (. podemos transferi-los para um CD-R.wa~ não foram copiados para o disquete. que é uma mídia barata e confiável. caso estejamos usando a opção <Take Vault>.wa~ do diretório <Wavedata> usando o próprio Windows Explorer.

Uma produção. do violão e da guitarra. Agora. Junto a eles. baixo. Podemos também gravar o som de um violão-guia ou seqüenciar um piano-guia. uma placa MIDI. milhares de estúdios caseiros chegam a resultados competitivos. E como vamos realizar a façanha de produzir a tal canção do exemplo com um estúdio que mais parece um brinquedo? Com uma mesinha de boa marca (12 ou mais canais). porém toda essa versatilidade nos impõe um novo planejamento da produção. com espaço de sobra para gravar novos projetos. é só vestir a canção com os instrumentos e as vozes do arranjo. indiscutivelmente mais sofisticada. o produtor. Indispensável. para a prensagem dos discos numa fábrica. Seriam usadas algumas dúzias de microfones através de uma mesa de centenas de milhares de dólares e tudo seria armazenado em um ou dois gravadores de rolo de 24 pistas. bateria. um bom sintetizador multitimbral e um ou dois microfones. vocais de apoio. conhecer os detalhes de sua execução. Gravamos primeiro um esqueleto. que pode ser a sua. Vamos. bateria e outros com a gravação do áudio das vozes. enquanto rodamos um loop (ou pattern). guitarras e percussão. vamos programar a bateria no seqüenciador do PC. guitarras. Seu custo pode chegar a menos de um por cento do investimento em um estúdio de áudio de grande porte. Mais tarde. piano. o estúdio híbrido é usado pelos mais iniciantes e os mais profissionais. quase como novo. que é um compasso de bateria que fica se repetindo. o arranjador. Combinando o seqüenciamento dos teclados MIDI soando como as cordas. para definir a harmonia. também. Para isto. o operador e os assistentes. um computador atual. a minha ou de qualquer um que conheça bem a letra e a melodia da canção. violão. uma placa de som para gravação de duas ou quatro entradas e oito saídas. esta fita seria copiada no processo industrial. Num estúdio de grande porte seriam acomodados os músicos da orquestra (20 a 30). definir os passos de nosso projeto para. Podemos ainda “tocar” com o mouse na tela de edição piano-roll. passo-a-passo Gravar um projeto no computador traz uma infinidade de vantagens em relação às velhas fitas. percussão e uma orquestra de cordas ao fundo. A partir deste monstrengo é que vamos começar a registrar os instrumentos e vozes a sério. Com um poder de fogo comparável.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 69 Finda a operação. fáceis de . mas com a forma e o andamento definidos. então. Usemos como exemplo uma canção pop com voz. Este material então seria mixado em estéreo e gravado num rolo de meia polegada. Vamos gravar o som das vozes. tocamos num teclado ou outro instrumento controlador MIDI. é uma voz guia. mas esta liberdade não pode se traduzir em mera improvisação. No processo tradicional de gravação. Hoje esta é apenas uma opção. estamos com um HD limpo. isto seria uma produção de bom tamanho. piano. os músicos da banda e os cantores. Combinando pistas de áudio e MIDI podemos dispor de todos os instrumentos e vozes de que precisamos para nossas músicas. Já temos um roteiro sonoro completo. usando os sons de bateria do sintetizador. Primeiro. nos próximos artigos. quase uma caricatura da música.

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captar e difíceis de seqüenciar. O baixo pode ser gravado ou seqüenciado. E vamos seqüenciar a bateria, o piano e a orquestra de cordas, que são instrumentos de captação complexa, cara e que, bem seqüenciados, podem soar muito bem em vários estilos musicais. Feito o planejamento e o esqueleto inicial, o ideal é começarmos programando a bateria. Assim, demarcamos as partes da música. Depois, acrescentamos os instrumentos de harmonia funcional, como piano, violão e guitarra. O baixo, neste caso, pode ser feito após a gravação de outro instrumento harmônico. Seqüenciar um baixo eletrônico ou gravar o áudio do baixo elétrico depende do estilo e da conveniência. Em seguida, gravamos a voz principal, os vocais de apoio e, por fim, os solos e efeitos de acabamento. É natural que, num ambiente com toda essa liberdade, o arranjador experimente à vontade novas idéias para o arranjo. Qualquer pista gravada que não agrade pode ser rapidamente apagada com a tecla delete. As pistas-guia gravadas preliminarmente com a harmonia e a voz vão sendo apagadas à medida que gravamos as versões definitivas desses instrumentos e vozes. A seguir, editamos todo esse material, tanto as pistas de áudio quanto aquelas com a programação MIDI. Assim, otimizamos as performances instrumentais e vocais, dando um grande realce às interpretações. Trabalhando geralmente num só programa, o produtor tem ali todos os recursos de gravação e processamento do áudio, bem como de seqüenciamento e edição dos eventos MIDI. A mixagem, em pleno ano dois mil, ainda é melhor realizada numa mesa externa ao computador do que dentro dele. Especialmente pelo fato de que não temos o áudio gravado dos teclados MIDI: eles tocam ao vivo junto com a gravação, sequüenciador e gravador perfeitamente sincronizados num único programa. Trazemos à mesa as saídas da placa de som e do sintetizador. Na mesa, fazemos a mixagem, que vai ser gravada em estéreo no próprio PC. Passamos à etapa de pré-masterização, com o acabamento final do material estéreo, e gravamos o(s) CD(s) no próprio computador. Com a Internet, podemos ainda divulgar e distribuir o disco. E tiramos quantas cópias quisermos: não dá para piratearmos nossa própria música. Todas essas etapas da produção musical no PC, da gravação e seqüenciamento de cada pista, passando pela edição, processamento, mixagem, pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. Até lá!

Preliminares de uma produção
A mais bela das músicas precisa passar por um período em que mais parece um Frankenstein ou uma caricatura de si mesma. Como em toda arte, é preciso fazer um esboço do que pretendemos criar e registrar. No artigo anterior, vimos a necessidade de traçar um roteiro sonoro antes de começar a gravar as pistas de áudio e MIDI de nosso

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projeto. Vejamos aqui como gravar as pistas-guia, que servirão como referência rítmica, harmônica e melódica de toda a produção. No processo tradicional de gravação, ou gravaríamos de uma vez toda a base instrumental ou começaríamos pela “cozinha”, a gravação da bateria e do baixo. Acontece que gravar uma bateria acústica costuma sair mais caro que todo o resto do investimento num home studio. Mesmo com alto investimento em equipamentos, quem grava uma bateria com pouca experiência freqüentemente tem dificuldades na captação. Os problemas mais comuns são timbres pouco definidos e vazamentos de som, que tornam difícil a etapa da mixagem. Com exceção dos estúdios caseiros mais avançados e dos que pertencem a bateristas, a maioria usa sons eletrônicos seqüenciados (“bateria eletrônica”) em vez de gravar uma bateria acústica. Muitas vezes, eles obtêm excelentes resultados, desde que sejam usados bons timbres e a bateria seja programada com criatividade e conhecimento de causa. O uso de bateria programada permite gravarmos os demais sons na ordem mais conveniente. Não existindo necessidade de gravar baixo e harmonia junto com a bateria, podemos gravar as pistas na ordem que quisermos. Começamos, então, com um loop (trecho repetido em ostinato) com a levada básica da música, suficiente para definirmos o ritmo, a harmonia e a forma da canção. Muitas vezes, basta seqüenciar um compasso com bumbo, caixa e contratempo (hi hat ou “chimbal”), que será repetido ao longo da música através de comandos tão simples como “copiar” e “colar”. Podemos usar os sons de um sampler, um sintetizador ou uma bateria eletrônica, tocando em qualquer tipo de controlador MIDI, como guitarra, sopro, teclado ou uma bateria trigada, com sensores e conversores. Em nosso exemplo, estamos usando um teclado sintetizador que contém sons de bateria. Ele é ligado à placa MIDI do computador por dois cabos MIDI. Ligue a saída (out) do teclado na entrada (in) da placa e a saída da placa na entrada do teclado. Trabalhe com o teclado ajustado em MIDI Local off. Usamos um programa que contém seqüenciador MIDI e gravador multipista de áudio. O Cakewalk é o exemplo mais comum. Primeiro, defina o andamento ou tempo da música. No Cakewalk, clique em <Insert Tempo> e digite um valor. Na janela <track> escolha um canal MIDI para a bateria, digitando o seu número (geralmente é usado o canal 10) na coluna <Chn> (Channel, canal) da pista ou track 1. Escolha o seu kit de timbres de bateria (seus tambores e pratos) na coluna <patch>. Em seguida, pratique o ritmo do bumbo e da caixa tocando no seu teclado. É comum o bumbo ser acionado pela tecla C1 (do 1) e a caixa pela D1 (ré 1) ou E1 (mi 1). O aro da caixa geralmente é posto no C#1. É no mínimo curioso, mas a Roland chama a nota do 1 de “C2” e o Cakewalk de “C3”! A primeira tecla de um teclado de cinco oitavas é o C1. C3 é o do central, que o Cakewalk chama de C5. Seqüenciando um loop. Clique no botão <Record> ou na tecla de atalho <R>, ouça o metrônomo e comece a tocar o bumbo e a caixa. Bem ensaiado, basta um compasso. Depois, aperte a barra de espaço para parar. A barra serve para as funções <Play> e <Stop>.

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Marque o trecho clicando nele com o mouse. Para que fique ritmicamente preciso, temos que quantizá-lo. Quantizar é baixar a resolução rítmica para mover as notas MIDI no tempo com o objetivo de acertar o ritmo. A resolução escolhida é a menor figura (colcheia, semicolcheia) do trecho. Clique em <Edit>, <Quantize> e escolha a resolução. Agora ouça novamente o trecho. Se estiver errado, primeiro desfaça a operação (<Edit> <Undo>) e a refaça usando outra resolução. Se não tiver jeito, aperte a tecla <Delete> e comece novamente a gravar. Depois, enquanto ouve o bumbo e a caixa já gravados, pratique o ritmo do contratempo. Quase sempre são usadas as teclas F#1 (fechado), G#1 (pedal) e A#1 (aberto). Na pista 2 do Cakewalk indique apenas o canal 10 na coluna <Chn>. Com o mesmo canal, seu teclado vai acionar o mesmo kit de bateria da outra pista. Volte a música ao início (botão <Rewind> ou tecla <W>) e acione <Record> ou <R>. Toque o contratempo junto com o bumbo e a caixa e depois mande parar com a barra de espaço. Marque e quantize como já descrito. Quando estiver bom, marque o compasso inteiro que contém o loop arrastando o mouse sobre a faixa cinza no alto da janela <Track>, a que tem os números dos compassos. Certifique-se de marcar o compasso inteiro, e não somente o loop, caso contrário as cópias se emendarão, causando “quebras” no ritmo. Clique nos números das pistas 1 e 2 arrastando o mouse sobre a primeira coluna da janela <Track> e o trecho recém gravado estará marcado. Clique sobre este trecho com o botão direito ou use as teclas <Control> + <C> para copiar. Agora, clique com o botão direito (ou <Control> + <V>) no próximo compasso da mesma pista para colar. Digite um número para a quantidade de repetições. Por exemplo, um valor igual à quantidade de compassos da música. Ok. Temos o rascunho da bateria para servir de guia. Esta será a referência rítmica para podermos aplicar os instrumentos com a harmonia. Seqüenciando uma harmonia-guia. O ritmo seqüenciado, mesmo que provisoriamente, serve de base para a inserção de um instrumento harmônico. Este, por sua vez, será a referência para os demais, inclusive o baixo, a voz-guia e para a marcação das partes da música, que facilitará a nossa navegação pelo programa, como veremos adiante. Escolha um outro canal MIDI (por exemplo, o canal 1) para a próxima pista e um timbre de instrumento harmônico, como piano, órgão, guitarra ou violão. Para isso, use as colunas <Chn> e <Patch> da nova pista a gravar. Ponha para gravar a música do início e, enquanto ouve a bateria, toque a harmonia no teclado. Você pode gravar a música do início ao fim ou por partes. Pode também quantizar este novo instrumento e marcar as partes da música. Inserindo marcadores. Abra a janela dos marcadores clicando em <View> e <Markers>. Adicione o nome da cada parte após clicar no compasso onde ela se inicia na janela <Track>. Na janela <Markers>, clique no botão mais à esquerda e digite o nome da parte (por exemplo, “Intro”, “A”, “B”, “Refrão” etc.). Este nome também ficará escrito sobre o número do compasso em que cada parte começa. Com as partes definidas, é fácil copiá-las para outros momentos da música. Novamente, arraste o mouse na barra cinza com os compassos (ou simplesmente clique sobre o nome da parte na janela <Markers>), clique no(s) número(s) da(s) pista(s) a copiar e confira se

copie-o e. ao lado do LED. Aliás. Gravando a voz-guia. acione <Arm> na pista da voz e grave-a do mesmo modo que antes. espere o desenho do áudio (as ondas sonoras) se completar na tela e salve o arquivo. da gravação e seqüenciamento de cada pista. volte a música ao início. No item <Source> escolhemos a entrada da placa de som e no item <Port> a sua saída. processamento. é semelhante à que fizemos com os eventos MIDI. Mas este é o assunto dos próximos artigos. o Frankenstein está vivo. pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. salve sempre o arquivo. Ela pode ser tocada no teclado. clicando no disquete ou digitando <Control> <S>. registrar a pista com a harmonia-guia usando a gravação linear (do início ao fim) ou montando-a com o recurso de copiar e colar. “Passe o som” da voz cantando a melodia enquanto observa o LED. cole-o. Podemos. Ajustado o volume. Para que os instrumentos sejam bem aplicados. Bem. Ao terminar. Até lá! . mixagem. pela mesa de som) através do LED que aparece no canal da voz. depois de clicar no primeiro compasso da primeira pista onde vamos colar o novo trecho. na mesa virtual da janela <Console view>. Para isto. Se for preciso. Tudo o que seqüenciamos até agora servirá apenas como referência para começarmos a gravar o material que realmente será aproveitado no produto final. A operação de copiar e colar. mas fica ainda mais útil gravarmos uma voz-guia. Volte e ouça. assim. aqui. É um esqueleto. grave a voz-guia por partes. Falta transforma-lo em arte. nos valemos dos marcadores. Monitoramos o nível do sinal de um microfone pré-amplificado (em geral. um monstrengo necessário para desenvolvermos nosso arranjo da melhor maneira possível. Controle o volume pela saída da mesa “física” ou pela entrada da mesa virtual. gravando as pistas que vão valer. para impedir excesso ou escassez de nível. Todas essas etapas da produção musical no PC. passando pela edição.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 73 o trecho ficou marcado com a cor preta. acione <Stop>. precisamos agora de mais uma referência: a melodia. Agora. Clicando duas vezes na coluna <Source> abrimos a janela <Track Properties>.

Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento. Existem estúdios de todos os tamanhos. As lojas de música e de informática oferecem diferentes tecnologias.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio EQUIPAMENTO$ PARA TODOS OS ORÇAMENTO$ 74 O músico brasileiro. todas apresentadas como sendo a última palavra. e aí fazer uma lista de todos os itens. com modelos e preços compatíveis. Alguns estúdios que só produzem música eletrônica têm no sistema MIDI o seu ponto forte. devemos colocar na balança todas as necessidades e possibilidades. Muito mais importantes que o uso de máquinas e programas de última geração são o talento e a experiência de quem os opera. Neste artigo. tem hoje muitas opções para montar o seu estúdio caseiro de gravação. Cada um tem seus recursos. Em todos esses níveis. estaremos mostrando as diversas tendências. sua vocação. buscando ajudá-lo a escolher os equipamentos e programas do seu estúdio de gravação. Montar um home studio implica em equilibrar uma série de fatores. ainda restam muitas opções de cada item. com uma infinidade de configurações. capital. classificamos os home studios em três níveis: básico. Para facilitar as coisas. o que geralmente (mas nem sempre) influencia a qualidade do som. Esses estúdios podem gravar somente áudio. E depois de escolhido o meio de gravação. Unidos. Áudio gravado em fita analógica ou digital? MIDI? Gravação no computador? Em meio a tantas variáveis. enquanto um outro. espaço. especialmente nos grandes centros urbanos. Antes de comprar. surgem inúmeras opções para quem vai "se equipar". é capaz de fazer uma mega-estação de trabalho soar como uma lata. clientela ou necessidades pessoais. como a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos. mas é bastante comum a presença de um sistema MIDI. O que varia de um nível para outro é a complexidade e a versatilidade desses recursos. com a curiosidade permanente de buscar novas soluções. Agora. até chegar o momento de apertar as teclas PLAY e REC. De acordo com os objetivos. os recursos de gravação de áudio e de seqüenciamento MIDI expandem em muito as possibilidades de qualquer sala de gravação ou produção. nem sempre é fácil escolher o melhor caminho. intermediário e avançado. Um produtor talentoso. seu mercado. opera com os seguintes itens: Áudio: • • • • • • • Microfones Mesa de som Monitores Gravador multipista Gravador estéreo Processadores de efeitos (reverber e outros) Processadores de dinâmica (compressores e outros) . mais burocrático. de qualquer nível. Todo estúdio. pode tirar o maior som de um pequeno estúdio. com sintetizadores seqüenciados. o custo de uma escolha equivocada se multiplicou. mantemos os mesmos conceitos quanto aos recursos utilizados para gravação e mixagem. com a instabilidade do real frente ao dólar.

para vozes e instrumentos. O gravador estéreo pode ser um deck cassete ou um MiniDisk. O estúdio intermediário usa um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. Eventualmente. Um ou dois reverberadores ou multiefeitos (alguns porta-estúdios e programas de gravação já vêm com um bom kit de efeitos incluído) e os cabos apropriados completam a seção de áudio. em que consistem esses três níveis. noise gate. O estúdio MIDI deste nível usa um seqüenciador (no PC ou em hardware) e um sintetizador multitimbral. Basta sincronizá-lo ao gravador multipista. compressores. Os outros itens de áudio são: microfones a condensador e dinâmicos. ou pode gravar em HD com um porta-estúdio digital. um programa de gravação multipista e um HD de tamanho razoável. Podemos compreender a utilização de todos esses itens levando em conta os 3 níveis em que classificamos os home studios. Vamos definir. programa seqüenciador (muitas vezes. 12 ou 16 canais. amplificador e monitores de referência. interface MIDI/Sync multiportas para ligar os teclados ao computador e para sincronizar o computador ao gravador multipista. que pode conter o seqüenciador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • • 75 Processadores de timbre (equalizadores) Cabos de diversos formatos MIDI: • • • • Seqüenciador Instrumento controlador (teclado ou outro) Módulos geradores de som (sintetizadores e samplers) Cabos MIDI Diversos desses componentes de áudio e MIDI podem se apresentar como reais ("físicos") ou virtuais. Neste caso. o teclado (workstation) agrega sozinho todos os itens do sistema MIDI. primeiro. Se o áudio é gravado fora do computador. alguns estúdios começam usando o sintetizador da placa multimídia. reverberadores. em fita (1 ou 2 ADATs) ou em hard disk. pode começar usando um ou dois microfones dinâmicos com pedestais. Este estúdio custa cerca de 4 mil dólares e você pode ir adquirindo os equipamentos aos poucos. que sejam as melhores possíveis). . um DAT e/ou gravador de CD. com um software de gravação e uma interface de áudio ou placa de som multicanais de 20 bits. qualquer micro pode ser usado como seqüenciador MIDI. O gravador multipista pode ser um portaestúdio (gravador de 4 ou 8 pistas com mixer) em cassete. sem requisitos mínimos de configuração. O sistema MIDI inclui: controlador. uma mesa de 16 ou 24 canais com conectores XLR. com uma placa de som. é o mesmo programa que grava as pistas de áudio). A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. MD ou HD. Este pode ser um rack ou um teclado. pode ser via computador. dispensando o computador. Um projeto de isolamento e tratamento acústico melhora a gravação e a mixagem. Neste caso. módulos de som multitimbrais (sintetizadores. iniciante. trazendo contudo muitos recursos de edição. samplers). ou um sistema de gravação no PC. em forma de programas de computador. amplificador e caixas acústicas (no início. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e têm um custo em torno dos 10 mil dólares. Se for só de áudio ou só MIDI. O home studio básico. equalizador. pode custar cerca da metade. uma mesa de som de 8. usando os que já possui.

o omnidirecional atua em todas as direções. Para voz. Daí para cima. Compare os sons obtidos em diversas posições. permite uma experimentação maior. O estúdio pessoal. Os microfones dinâmicos. processamento. armazenamento. enhancers e outros. para evitar vazamentos de som. se possível com vários microfones. apropriados para os sons percussivos e potentes. instrumentos controladores. O tratamento acústico deve ser realizado por um especialista. sem o custo/hora do estúdio alugado. desviando-o de ruídos gerados pela pressão do deslocamento do ar. se sua mesa tiver esses conectores. e grave a melhor opção. com cerca de 45º de inclinação. Qualquer canal de . podem ser adotados pelo estúdio básico para uso geral. onde será armazenado em uma pista. diversos processadores (racks e plug-ins). multiefeitos. Vamos compreender cada fase e os recursos utilizados. Senão. Armazenamento. e dali é enviado por um canal de saída até um gravador (ou placa de som/programa de gravação). sintetizadores e samplers profissionais com vasta coleção de sons. com acústica tratada. A captação dos sons é uma das etapas mais delicadas. apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. mixagem e masterização. Os microfones dinâmicos captam tambores. o microfone deve estar a poucos centímetros da boca do cantor. dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. Os maiores estúdios brasileiros chegam a custar mais de 10 milhões de dólares! Caminhos do som. diversos microfones a condensador e dinâmicos para vozes e instrumentos e cabos de qualidade. noise gates. compressores. saímos da categoria de home studios. utiliza. Microfonar um cantor ou um instrumento é uma arte. pelo menos: uma mesa de gravação digital ou analógica com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito submasters. usamos microfones a condensador. O sistema MIDI acrescenta: uma interface de oito portas e sincronização com vídeo para o Pentium ou o Mac. alimentados pelo phantom power da mesa. O cardióide capta numa só direção. Nos estúdios intermediário e avançado. pratos. o figura-de-8 é bidirecional. Numa gravação o áudio passa por 5 etapas: captação. captando sons pela frente e por trás. Os dinâmicos ficam a poucos centímetros da fonte. Sonho realizado por aqueles que podem desembolsar entre 25 e 100 mil dólares para montá-lo. Este estúdio é o sonho de consumo de todo músico e todo produtor. Os equipamentos usados em cada fase estão sempre conectados à mesa de som. percussões leves. reverberadores. Verifique a polaridade (área de captação) do microfone. Aponte cada microfone para a fonte do som. para um canal de entrada da mesa. segredo de um bom som. Cada som captado vai. o coração do sistema. um sistema de gravação digital (24 pistas ou mais) em fita (3 ADATs) e/ou hard disk de computador. cordas em geral e madeiras (sopros). como equalizadores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 76 O home studio avançado. enquanto os condenser podem ser colocados mais de longe. trombone) e alto-falantes de guitarra. para captar vozes. já que sua resposta mais dura disfarça um pouco a ausência do isolamento acústico. distribuidores para uns 10 headphones. patch bay. O ambiente também determina a sonoridade captada. automação. através do microfone. use plugues banana balanceados. Use cabos XLR (Canon). metais (trompete. Experimente tocar e cantar em vários pontos de sua sala até encontrar o melhor som. da qual depende a sonoridade final da gravação.

Na verdade. evitando altos e baixos de volume e ajudando a fixar a posição de cada instrumento ou voz. compressores e equalizadores. Com o equalizador. A saída do processador é conectada ao retorno auxiliar. Mas a tendência predominante tem sido a gravação por software. que gravam mais pistas por serem mais rápidos que os HDs do tipo IDE. Por isso. o mesmo processador pode ser usado por vários canais em diversas intensidades. junto com uma placa de som multicanais. DA88) ou disco. têm caído bastante de preço. Uma cópia do som de cada canal é enviada através da mandada. eco. Para ouvi-las (monitorar e mixar). Como pode um mesmo processador de efeitos afetar diferentemente vários sons ao mesmo tempo? Entendendo o caminho do sinal sonoro. Por exemplo. mais tarde. as saídas do gravador ou placa de som são enviadas até outros canais de entrada da mesa (aqui chamados ‘canais de retorno do gravador’). deixando-o mais seco. Processamento.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 77 entrada pode ser endereçado por qualquer saída para uma pista. Os efeitos (reverber. dois canais de entrada na mesa: um (ou mais) de entrada do(s) microfone(s) ou instrumento(s) e outro de retorno da gravação. vemos que não é mágica. a quantidade de canais da mesa deve ser o dobro do número de pistas de gravação. definindo a sua profundidade no campo auditivo. sendo que os sons gravados juntos não poderão mais ser tratados em separado até o final do trabalho. cada um com uma diferente finalidade. o mesmo canal que vai ser mixado aos outros. por exemplo. Se for sua opção. Ou seja. use hard disks SCSI. para monitoração. Um programa de gravação multipista em HD. cada um controlando um diferente aparelho. precisamos de. abrimos muito o botão no canal da voz e pouco no canal do violão. Zip Disk ou MD) ou em software. O compressor reduz a variação da dinâmica de cada som. Na hora de gravar cada pista. a saída auxiliar terá muito mais som de voz que de violão. É até simples: a mesa tem uma saída (ou várias) chamada auxiliar send ou "mandada de efeitos" e uma entrada auxiliar (ou várias) denominada auxiliar return ou retorno dos efeitos. os mais usados. controlamos a intensidade do efeito pelo seu próprio botão auxiliar. chorus e outros) são conectados aos canais auxiliares da mesa e servem simultaneamente a todos os canais. para estúdios básicos. ajustamos cada timbre. mas os três citados. com o mesmo reverberador podemos aplicar muito efeito na voz e pouco no violão. Conectamos a saída auxiliar na entrada do processador de efeitos. pelo menos. Se. A placa de som é conectada à mesa da mesma forma que os gravadores em hardware. intermediários e avançados. O som é modificado por diversos tipos de aparelhos. de dinâmica e de timbre. Esta pode conter um ou vários sons. transforma seu computador num poderoso gravador e editor de áudio. Geralmente há vários auxiliares nos canais. como reverberadores. O gravador multipista pode ser analógico ou digital. há inúmeros outros processadores. Analógicos são os gravadores de fita de rolo ou cassete. As interfaces de 8 canais. definindo melhor a sua coloração. A escolha do formato depende do estilo e do orçamento de cada um. Em disco temos gravadores em hardware (usando HD. Podemos gravar os sons simultânea ou separadamente nas pistas. mesmo que nos canais os dois sons estejam com o mesmo volume. Daí a necessidade de várias pistas. dosada pela posição do botão auxiliar. O reverber cria ambientes acústicos apropriados a cada som. O resultado é que . Em cada canal da mesa. como os porta-estúdios de 4 ou 8 pistas. Os gravadores digitais podem ser de fita de vídeo (ADAT. enviando o som já processado de volta à mesa. representam as três diferentes famílias de processadores: de efeitos.

Ao ser conectado ao insert do canal. quando registramos o sinal sonoro já tratado. mas os programas de edição de áudio são imbatíveis nesta última etapa do trabalho. Não se trata aqui de acrescentar um efeito ao som. presente em cada canal. Durante todas as etapas. Usamos a mesa para mixar e processar os sons e enviá-los para o gravador estéreo. por exemplo. Ouvimos a voz com muito efeito e o violão quase seco. na mixagem nivelamos os instrumentos e vozes de acordo com o arranjo musical. usando um único processador. posicionando-os no campo auditivo estéreo e realçando timbres e efeitos. É preciso definir a ordem das músicas. como um CD. Daí. Podemos usar os mesmos processadores adotados para a gravação. um MiniDisk ou até uma fita cassete. Após gravarmos todos os sons nas diversas pistas. Na pré-masterização cuidamos para que as várias músicas mixadas soem com unidade quando reunidas num disco. corta o som original. Masterizar significa simplesmente armazenar o produto final (som estéreo) num determinado meio de gravação. Por isso. A saída master estéreo da mesa é conectada ao amplificador que alimenta os monitores. Contudo. Esta é uma conexão de entrada e saída. comprimi-las. usamos os inserts. quando aplicamos efeitos. enquanto os outros dois se ligam à entrada e à saída do processador. O processamento pode ocorrer no momento da gravação. Os processadores de dinâmica e os equalizadores são conectados à mesa de outra maneira. em vez dos canais auxiliares. O plugue estéreo entra no insert de um canal. evitando excessos irreversíveis. em vez de ser somado a um efeito. afetando o áudio gravado no hard disk. cortar seu início e final e. bifurcado em "Y". Mal . Por isso. O insert usa um cabo especial.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 78 ouvimos três sons: voz. com seus inúmeros recursos de edição. violão e reverberação de voz (muita) e violão (pouca). Esses processadores podem também se apresentar como programas de computador. Masterização. com um conector estéreo numa ponta e dois mono nas outras. mas de modificar sua natureza. temos que misturá-los numa gravação estéreo com a sonoridade definitiva. Muitos desprezam este item fundamental que orienta o produtor nas suas ações. As saídas do gravador multipista ou placa de som são enviadas aos canais de entrada da mesa. Com um gravador de CDs. Enquanto na gravação nos preocupamos com a qualidade da captação e do armazenamento. cada som tem que ser substituído pelo som processado. eventualmente. o conector estéreo plugado à mesa usa suas duas vias em mão dupla: entrada e saída. além de ser processado individualmente. Na realidade. uma fita DAT. as músicas já ficam prontas dentro do computador para serem reunidas como produto final. Mixagem. A vantagem do segundo caso é que podemos comparar todos os sons ao processá-los. é só mandar o CD para ser copiado numa fábrica. As saídas estéreo da mesa são conectadas ao gravador estéreo. precisamos ouvir o que está sendo gravado. Esses aparelhos atuam sobre um canal de cada vez e podem acrescentar ou subtrair detalhes do som. nosso ouvido não separa os sons secos de seus efeitos. Como um equalizador reduzindo os agudos de um instrumento. tirar ruídos. compressão e equalização aos sons gravados. ou na mixagem. Monitoração. envia esse som ao processador e devolve o som processado ao mesmo canal. o tempo entre elas.

dependendo só de suas necessidades e possibilidades. Os diversos itens devem ser compatíveis entre si. Conclusões. Quando microfonados. Eles serão mixados normalmente às demais pistas. As saídas de áudio dos instrumentos ficam conectadas aos canais da mesa. cantores e instrumentistas se ouvem através de fones de ouvido. por exemplo. e todas são boas. além de expandir seus canais. Mesmo nos programas que conjugam gravação de áudio e MIDI não é necessário gravar os sons dos teclados. uma boa gravação pode ser desperdiçada. onde se juntam aos sons das pistas gravadas na monitoração e na mixagem. O sistema MIDI acrescenta versatilidade ao estúdio. basta que a mesa tenha canais suficientes para conectar os teclados. soando irreconhecível em outros equipamentos. . Poupamos pistas e espaço em disco mantendo os instrumentos eletrônicos seqüenciados. Seus sons vão direto para os canais da mesa. enquanto o seqüenciador se mantém sincronizado ao gravador multipista. analisando o que é preciso adquirir a partir de suas condições e objetivos. São muitas opções em cada item do estúdio. Com um seqüenciador (de preferência em software) sincronizado ao gravador multipista. Fora isso. O estúdio cresce muito em recursos quando conjugado a um sistema MIDI. Procure usar amplificadores e monitores de referência. os instrumentos eletrônicos não precisam ser gravados nas pistas de áudio. MIDI. De nada adianta. Vale começar com um estúdio mais simples e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. O que importa é fazer um projeto coerente.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 79 monitorada. através do cabo MIDI. O estúdio ganha vários novos canais. Muitos instrumentos podem ser substituídos por sons eletrônicos. especiais para gravação e mixagem. também ligados às saídas da mesa. investir num super gravador e economizar escolhendo uma mesa de poucos recursos. Depois. o seqüenciador "toca" os sintetizadores e samplers ao vivo. já que estão ligados à mesa lado a lado com as pistas gravadas. sem precisar regravar esses instrumentos. Mesmo que seu gravador não tenha muitas pistas. a edição dos eventos MIDI dos sintetizadores seqüenciados permite experimentarmos inúmeras sonoridades a qualquer momento. O instrumento controlador MIDI (teclado ou outro) envia tudo o que tocamos até o seqüenciador em forma de dados. enviando para eles os mesmos dados.

o seqüenciador MIDI registra toda a performance musical nos instrumentos eletrônicos.captação e armazenamento. na gravação e na mixagem do áudio. O músico não deve se movimentar ao tocar ou cantar.através dos seus canais de entrada. Ajustamos o nível de cada etapa dos caminhos do som. levamos o nível ao limite. já que faria variar a distância do microfone com seus movimentos. Não importa mais se ele cabe dentro de um quarto ou se ocupa todo um prédio comercial.a boca do cantor ou do violão. nivelamos as fontes entre si .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio SOM & MENSAGEM Gravação. É um recurso barato e muito eficaz. se mostramos as conexões entre a mesa e um gravador multipista. Vamos discutir aqui as principais técnicas usadas na captação. Todos eles são enviados por um mesmo canal submaster de saída até a pista . Controlamos o nível de saída da mesa pelo canal submaster que está conectado à entrada do gravador multipista. Experimentamos a melhor posição ouvindo atentamente diversas opções. especialmente as passagens mais fortes e as mais suaves. Cada fonte sonora deve ficar no local de melhor sonoridade dentro da sala. por exemplo. Da mesma forma. Com equipamentos cada vez melhores. conheceremos técnicas de seqüenciamento dos sintetizadores MIDI e sua mixagem com as pistas de áudio. Como há várias tecnologias para as mesmas funções. alterando o volume do som captado. com o fader em zero dB ou na posição central. Muitas vezes o áudio bem captado dispensa o uso do equalizador.já como uma mixagem definitiva . Ao mesmo tempo. as conexões de um seqüenciador são idênticas às de uma placa ou interface MIDI para computadores. Neste caso. Quando enviamos os sons de várias fontes para uma mesma pista de gravação. o submaster é que controla o nível de gravação. não fazemos distinção entre elas ao discutir conceitos comuns a todas. a cada gravação. ajustamos o ganho (trim) do canal de entrada da mesa de forma que. Uma das principais responsáveis por esse nivelamento é a combinação da gravação de áudio com o seqüenciamento dos sintetizadores MIDI. Sincronizado ao gravador de som. conferimos ao mesmo tempo o seu LED e o LED do canal de entrada do gravador. entradas e saídas MIDI. Então. que potencializa qualquer sistema de gravação e pode integrar um estúdio de qualquer nível básico. economizando muitas pistas de gravação. Pedindo ao músico que toque exatamente o que vai gravar. o LED do canal chegue ao seu limite nas passagens mais fortes da música. pois o timbre "já vem pronto". ao movimentarmos o seu fader. Quando o gravador não tem controle de entrada. O microfone adequado é posicionado no pedestal a alguns centímetros da saída de som . seqüenciamento e mixagem de áudio e MIDI 80 Um estúdio é um estúdio. o home studio já é sinônimo de estúdio. observando o movimento do LED. Começamos pela captação de vozes e instrumentos acústicos e elétricos. intermediário ou avançado. isto também se aplica a uma placa ou interface de áudio. Entradas e saídas de áudio. Da mesma forma. Áudio . sem deixar distorcer. menores e mais baratos.

Para ouvirmos (monitorarmos) as pistas gravadas. também chamados "tape returns" ou "Mix-B". . o que existe é o submaster 3-4. desperdiçamos a metade do sinal que entra no submaster 4 e pode ser enviada para a pista 4. sem prejuízo para o armazenamento inicial dos sons. 3-4. a de número 3). Assim. Como o submaster é um par estéreo de canais. Quando enviamos os sons dos canais da mesa para o gravador multipista através dos submasters. O som chega igualmente nas pistas 3 e 4. cada submaster manda o som para a respectiva pista de gravação. Evitamos o desperdício. essa mixagem é feita pela distância de cada fonte em relação ao microfone. é preferível gravar cada fonte numa pista exclusiva. 5-6. zero dB). que o despacha para o gravador. ao girarmos o botão pan do canal de entrada todo para a esquerda. usamos as mesmas conexões de retorno. ele deve ser primeiro enviado ao submaster 3. enviamos o sinal de cada fonte (cada canal de entrada) por um diferente submaster. como também para mixá-las depois. o 4) e é gravado na pista correspondente sem perdas. cada qual com seu volume. mas somente a mixagem final. Se usamos um só microfone (ou um par estéreo) para captar vários sons. ao receber o sinal todo pela esquerda ele manda todo o som pela saída ímpar (no caso. Se o pan estiver para a direita. usamos a saída direta de cada canal. o nível geral (a soma) deles é que deve ficar no limite operacional do gravador (em geral. cada uma conectada a uma entrada do gravador. Podemos experimentar posicionar os instrumentos ou cantores monitorando-os provisoriamente através de um fone de ouvido. gravando assim os sons em várias pistas. Se a mesa dispõe de vários canais submasters. Mas quando podemos gravar cada qual numa diferente pista. Se o gravamos só na 3. caso esteja sozinho na pista do gravador. 7-8. eles não influenciam o som da gravação multipista. Se for preciso. Estes podem ser os canais comuns ou canais exclusivos para monitoração. Quando dispomos de muitas pistas de gravação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 81 de gravação. como vimos. é nos canais de retorno que definiremos a posição espacial (pan) definitiva de cada uma. Podemos posicioná-los à vontade e mudar esses ajustes a todo momento. Mesmo aquele instrumento que vai soar bem baixinho é gravado primeiro no máximo volume. até encontrar a mistura ideal. temos como nivelá-los em definitivo na mixagem e minimizamos o nível dos ruídos. Neste caso. devemos registrar todos esses sons no máximo volume permitido. Quando gravamos vários sons numa mesma pista. Como esses canais tocam o que vem do gravador. Senão. por exemplo. mandando todo o sinal só para a pista desejada. é bom notar que eles se organizam em pares estéreo: 1-2. Plugados nos canais de entrada do gravador. Como essas pistas são mono e seus sons retornam à mesa para monitoração e mixagem. o som sai pelo submaster de número par (aqui. já que os canais de entrada estão sendo misturados. formando o campo auditivo estéreo na fase de mixagem. gravamos várias vezes o mesmo trecho com diferentes posições das fontes sonoras. Esta maneira de enviar o sinal em nada significa que o som final ficará todo para um lado só. As saídas do gravador são ligadas a outros canais de entrada da mesa. o que permite nivelarmos os sons numa outra etapa do trabalho. Se enviamos o som de um canal da mesa para ser gravado na pista 3. só o submaster é que fica no limite de volume. Só que geralmente não há submaster 3.

podemos editar todos os comandos. tocados ao vivo pelo seqüenciador. São conectados aos canais de entrada ou de retorno da mesa. o seqüenciador grava mensagens. Para seqüenciar. em várias linguagens musicais. De cara. O seqüenciador MIDI grava o nosso toque. Seqüenciamento de sintetizadores MIDI. O gravador armazena áudio. toca esses mesmos comandos nos instrumentos eletrônicos. embora entrando ao vivo. o seqüenciador consome pouquíssima memória. de acordo com os limites do equipamento. temos uma excelente economia: como não grava o som. depois de escolher o canal MIDI e o programa (patch) com o timbre apropriado do sintetizador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 82 Essa prática de gravar cada som isolado numa pista exclusiva é muito salutar. Em outras situações. um seqüenciador e um ou mais geradores de som. Registrados os sons um a um. por exemplo) podemos substituir ou inventar instrumentos. mas mensagens que acionam o som de um sintetizador.. Rec.). Qualquer computador com uma interface MIDI é apto para seqüenciar. corrigindo erros de performance sem precisar regravar. misturamos gravação coletiva e pistas adicionadas depois. Se o fazemos na hora de gravar. mandando tanto o que estamos tocando naquele instante quanto o material que já foi registrado nas outras pistas. Alguns programas até acumulam as duas funções. temos que realizar ao mesmo tempo várias etapas do trabalho: captação. O seqüenciador aciona os sons dos instrumentos geradores quando conectamos sua saída MIDI out à entrada MIDI in do primeiro gerador. timbres. conectamos a saída MIDI out do instrumento controlador à entrada MIDI in do seqüenciador ou interface MIDI. têm sua qualidade de som preservada. Havendo mais de um sintetizador. Uma amostra é como uma nota de um determinado instrumento. Contudo. Podemos gravar essas amostras num sampler ou usar amostras prontas contidas num sintetizador ou bateria eletrônica. compressão. Tocando num instrumento controlador (teclado ou guitarra MIDI. como comandos ou mensagens musicais. Esta saída do seqüenciador ou da placa MIDI funciona como out e thru ao mesmo tempo. podemos processá-los e mixá-los depois. como se fosse um músico ou uma orquestra invisível. pistas e tal. como se fossem as pistas gravadas. o seqüenciador MIDI tem a aparência de um gravador multipista: comandos de transporte (Play. Podemos até mesmo tocar um som e depois ouvir as mesmas notas com outro. como sintetizadores. Seqüenciamos cada pista tocando no controlador. Os sons de muitos instrumentos podem ser substituídos por amostras digitalizadas (samples). E tudo isso sem usar nenhuma pista de áudio! O sistema MIDI compreende um instrumento controlador. ligamos a saída MIDI thru do primeiro à entrada MIDI in do segundo e . em primeira geração. nada substitui o calor da interpretação coletiva ao vivo. em vez de gravar o som. É mais fácil dosarmos reverberações. armazenamento. profundidades e posição espacial dos sons quando já estão todos gravados. Depois. processamento e mixagem. A decisão caberá sempre ao nosso ouvido.. pois permite um tratamento definitivo após a gravação. Os instrumentos eletrônicos. Além disso. Com os canais MIDI e um ou mais sintetizadores multitimbrais fazemos o arranjo com quantos "instrumentos" quisermos. gravando pistas de áudio pela placa de som e pistas de sintetizadores pela placa MIDI. Em software.

Assim. que corresponde à menor figura rítmica (semínima. Para isso. Mesmo que não sejam definitivas. elas ajudam a construir as outras pistas de áudio e MIDI. correspondente à resolução escolhida. alterar todos esses ajustes a qualquer momento. gravar devagar e mixar mais rápido (no mesmo tom ou em qualquer outro) ou gravar num só andamento e criar um rallentando depois. sincronizando-as interna e automaticamente. junto com as pistas de áudio do gravador. Saltam aos olhos os recursos de edição gráfica da tela conhecida como piano-roll. .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 83 assim por diante. O seqüenciador tem incontáveis recursos de edição das mensagens MIDI geradas pelo controlador e executadas nos geradores de som. seja usando um gravador e um seqüenciador através de SMPTE time code ou MTC. contudo. depende da correta configuração do projeto. É costume trabalharmos com os dois sistemas . O seqüenciador aciona os diversos canais ao mesmo tempo. o andamento e acionar o metrônomo do seqüenciador. como a quantização e a própria localização dos diversos trechos e mensagens. Corretamente utilizada. Vale a pena começar o trabalho seqüenciando pistas de ritmo e harmonia. de uma maneira ou de outra. devendo no entanto ser evitada em solos. esticar. Definimos o som de cada nota no sintetizador. cada canal MIDI aciona um diferente timbre de sintetizador ou um diferente aparelho. O sistema MIDI trabalha com canais. escolhemos uma determinada resolução. a quantização confere mais peso às bases rítmicas e harmônicas. Qualquer mudança de andamento ou divisão deve ser indicada no seqüenciador. fornecendo ritmo. Antes de começarmos a seqüenciar precisamos escolher o compasso. Toda a edição posterior do material. Os timbres percussivos. Quando desejamos uma precisão rítmica que não conseguimos executar no instrumento controlador. em compassos. seja com um programa que efetue as duas funções. tanto o controlador quanto o seqüenciador acionam todos os geradores de som. encolher. andamento e harmonia. arranjos de cordas e outros sons em que a imprecisão rítmica é que define o sentimento. conectamos todos eles aos canais de entrada da mesa.áudio e MIDI . Aqui. usamos a quantização.sincronizados. já que eles estarão seqüenciados e sincronizados às pistas de áudio. Assim. quando gravarmos vozes ou outros instrumentos. o material que gravamos é sempre organizado segundo o tempo musical. sendo cada tambor ou prato acionado por uma diferente nota MIDI. Podemos. como bateria. onde podemos acrescentar. suprimir. com simples cliques e arrastes do mouse. Assim. de modo semelhante às pistas de áudio. sampler ou bateria eletrônica. Desta forma. Para podermos ouvir e mixar os instrumentos MIDI. colcheia) do trecho. como a bateria. Por exemplo. atrasar ou adiantar as notas e desenhar variações dos controles dos sintetizadores ao longo do tempo. não há por que gravar o som dos sintetizadores. podem estar num mesmo canal. o intérprete estará sempre escutando essas pistas. baixo e piano. no decorrer do trabalho. como nos trechos de bateria e baixo de música pop ou rock. formando uma cadeia OUT ® IN ® THRU ® IN ® THRU ® IN. Todas as notas do trecho serão deslocadas no tempo em direção a uma "grade" de subdivisões rítmicas.

tiramos ruídos e realizamos algumas outras funções. Assim. em vez de nos ocuparmos com repetidas rotinas de comandos.). dosamos a intensidade do efeito girando o respectivo botão Aux. um ou mais reverberadores. para definir profundidade e ambiência. visando ambientar todas as partes do arranjo no espaço psicoacústico apropriado. sobra mais tempo para a ouvirmos. acionar o Rec. mas a mesa "física" permanece como o coração do estúdio. aqui como um arquivo de som estéreo. também podemos aplicar efeitos. pan. 2 etc. Para isso. perdeu o sentido a gravação em fita ou hard disk do áudio gerado pelos instrumentos eletrônicos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 84 Desde a entrada em cena do seqüenciador. para ajustar os timbres. o som vai pro Input do efeito. Com um bom programa de masterização e uma boa interface de áudio. do Output do efeito. de ordenar as músicas como elas se sucederão no CD. esperar alguns minutos e curtir o seu CD totalmente feito em casa! . Processamento e mixagem. dando acabamento ao produto final. No computador. equilibramos as diversas músicas de um mesmo CD. compressão e fazemos ajustes para realçar os timbres e tirar ruídos. Dosamos volumes. cada compressor recebe no input o sinal que vem do insert e o devolve processado do output para o mesmo insert. esse som. volta pro Aux Return da mesa. De uso individual. podendo ainda comprimi-las para otimizar seus volumes. é hora de ouvi-los juntos. a mesa virtual do programa seqüenciador/gravador. Dela saem os dois canais com o produto final em estéreo. podemos ligar mais de um processador de efeitos. Os compressores e outros processadores dinâmicos são conectados pelos inserts dos canais da mesa. Do Aux Send da mesa. Ao final da mixagem. que é a gravação estéreo em CD ou qualquer outro meio. e alguns compressores para "segurar" a variação dinâmica. como auxílio. os volumes de cada instrumento ou voz ao longo da música. além. Com vários auxiliares na mesa (Aux 1. reverber. Uma mesa automática ou a mesa virtual do software facilitam os ajustes feitos durante a música. é claro. A ela retornam os sons gravados nas pistas de áudio e as saídas dos sintetizadores seqüenciados. Evite exagerar a reverberação. em intensidades diferenciadas. Após gravarmos e seqüenciarmos todos os instrumentos e vozes. agora processado. é só colocar um CD virgem no gravador de CDs do próprio computador. Agora. Eles permanecem seqüenciados até terem os seus sons mixados junto às pistas de áudio gravadas. masterizamos a música em um gravador estéreo ou no computador. das pistas gravadas e dos sintetizadores seqüenciados. Em cada canal. Nesta fase. chamada de pré-masterização. ou seja. Os efeitos podem assim ser usados ao mesmo tempo por vários canais. Os processadores que mais usamos são os equalizadores dos canais da mesa. Ligamos as saídas do gravador ou placa de som e também dos sintetizadores aos canais de entrada da mesa. Reunimos na mesa todos os sons. usamos um cabo em "Y": Insert ® Input e Output ® Insert. ajustando os controles da mesa até encontrarmos a sonoridade ideal para registrar o produto final. comprimir dinâmicas e equalizar timbres através dos programas de gravação e plug-ins de efeitos. Os reverberadores e efeitos em geral se conectam à mesa pelos canais auxiliares. Podemos usar. cortamos as músicas.

deve ser armazenado no pico de volume. O timbre da guitarra é melhor captado ao microfonarmos um amplificador. se gravado sozinho na pista. e mandar o som estéreo mixado para um DAT por um cabo S/PDIF. • • • • • • . Ao ajustar processadores dinâmicos. Cada pista deve ser gravada no limite. composto dela própria. seja analógica ou digital. porque elas não serão possíveis. caixa da bateria etc. você precisa de uma mesa digital. o fato é que nem sempre dá para percebermos a diferença entre o estúdio digital e o híbrido. Por exemplo. você pode e deve começar conectando seus equipamentos digitais através de cabos analógicos. entrada do gravador) ao limite máximo de operação. se os vazamentos dos sons entre os canais são inevitáveis. Não sonhe com correções na mixagem. leve cada LED (entrada e saída da mesa. Você pode gravar som num estúdio analógico. instrumentos harmônicos. para gravação multipista. Guarde sempre o melhor modelo para a voz ou o instrumento solista. Mesmo um instrumento que vai ser mixado baixo. dispensando o microfone. mas os home studios digitais tendem mais ao uso do S/PDIF. mais a pedaleira e o amplificador. Som estéreo profissional usa AES/EBU. leve-os em conta ao posicionar os microfones e monitorar a gravação. As conexões entre ela e os gravadores ou a interface de áudio devem ser do mesmo protocolo. Conectores multicanais geralmente são do tipo ADAT ou TOSLINK (Alesis) ou então TDIF (Tascam). Isto enche o sistema com som. Gravando vários instrumentos acústicos. não importando se o nível for atingido por um instrumento gravado sozinho ou pela soma de sons gravados juntos. Encare a guitarra como se fosse um instrumento acústico. ouça sempre a música do início ao fim. Com bons conversores AD/DA nos gravadores ou interfaces e uma mesa de som cristalino. Já o baixo elétrico ganha peso quando conectado à mesa em linha.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Tirando Leite das Pedras ÁUDIO • 85 Grave sempre no nível máximo tolerado por seu sistema. Use ambientes diferentes ao reverberar vozes. como os compressores. a mesa digital pode se conectar a uma interface de áudio por cabos óticos do formato ADAT (8 canais em cada cabo). Aproveite os efeitos dos sintetizadores e também dos programas para poupar seus processadores ‘físicos’. minimizando os ruídos. Esses formatos não são compatíveis entre si. de preferência a válvula. Use um microfone dinâmico a alguns centímetros do meio do raio do cone de um dos alto-falantes. além dos gravadores. Plugada direto na mesa. Sem deixar distorcer o som. a guitarra soa menos natural. digital ou híbrido. Se optar pelo digital. Enquanto você não obtiver total estabilidade e perfeita sincronização na transferência digital do áudio. Este pode ainda ser ótico ou coaxial (RCA).

O fator "humano" está presente através da variação de dinâmica ("velocity") de um toque ou nota pra outro. É como se fosse a fita do ADAT. regrave quantas vezes forem necessárias. Não é o fato do seu "baterista virtual" errar os tempos que vai torná-lo mais humano. reserve tempo e orçamento e adquira um sampler. você exigiria absoluta precisão rítmica de seus músicos. O ADAT ainda é o mais popular gravador multipista. preparese para fazer manutenção preventiva periódica. Use os drivers mais atuais para os periféricos do seu computador. de preferência protegido por um no break. depois de copiá-los para um CD-ROM. mas evite mexer nos tempos dos sons gravados. Procure investir em material de boa qualidade. se fossem de áudio gravado. solos. Nos loops. Apague antes os arquivos de áudio que não estão em uso. como também para copiar e colar trechos MIDI. Dá um pouquinho de trabalho para aprender a operar. Grave boas performances vocais e instrumentais. Planeje sempre a totalidade dos itens antes de sair comprando. o áudio no HD pode ser corrompido ou apagado erroneamente. mas sua sonoridade é definitiva. para evitar dissabores e prejuízos. Desfragmente freqüentemente o HD onde você grava o áudio. Quem usa o popular Cakewalk Pro Audio deve gravar primeiro o arquivo no HD no formato "bundle" (pacote) ou <. • • • • • . De nada adianta ter sempre equipamentos e programas atualizados e não ter tempo para gravar porque você está ocupado lendo manuais o tempo todo. • • MISCELÂNEA • Quantizar e mudar o tempo dos trechos de áudio é sempre temerário. faça backup das gravações multipista em CDROM. "camas" (pads). cordas e sopros tendem a soar melhor sem quantização. com produtos compatíveis entre si. Entretanto. A quantização também ajuda a resolver o problema dos ‘atrasos’ gerados por controladores MIDI alternativos. Use a Internet como sua principal fonte de informação e de atualização do sistema. Se você grava áudio no computador. como a guitarra.bun> e só depois passá-lo para o CD-ROM. Assim como as fitas se deterioram. Se pretende usá-lo. processe esses sons com efeitos e compressão.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio MIDI • 86 Quantize aquelas pistas MIDI que. temos muito menos trabalho quando esses trechos estão quantizados. para não ter a mesma despesa duas vezes. O bom sistema é aquele que você sabe usar. ou ainda que façamos acréscimos posteriores às gravações. que permite que o material seja remixado em outro estúdio. Para ter timbres diversos sempre de alta qualidade. É o caso da bateria e do baixo na música pop. Quantize só as pistas MIDI.

Cuide bem de cada som em cada etapa do processo. Arranjo bom. Ao criar um arranjo procure usar o seu ouvido interno para prever a mixagem dos timbres. mixagem fácil. • . e terá maior conforto para mixá-los.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • 87 Evite trabalhar com programas e sistemas operacionais muito novos e ainda não totalmente compatibilizados.

Inglês. Atenuar os graves = Diminuir os graves Inglês. Entrada Auxiliar Entrada comum em mesas de som onde normalmente são ligados Tape deck. Caixa Em iluminação significa estruturas armadas de alumínio. Recurso comum em mesas de som digitais para estúdios. Dispositivo encontrado em alguns processadores digitais. Inglês. Francês. Abreviação de AMPÉRE Inglês. Energia elétrica de corrente alternada. Pequena CAIXINHA que transforma o sinal de instrumento em sinal de microfone (Alta impedância para Baixa impedância). Baterista Musico que toca bateria. Inglês. Unidade de medida de uma corrente elétrica. instrumentos digitais e teclados. Estes são os vários elementos para mudanças e ajustes de parâmetros em efeitos digitais. É modular ou seja . Inglês. Electret Microphone Inglês. Afinador Afinador de instrumentos que usa a escala musical chamada cromática. Balanço Equilíbrio entre dois canais ( L e R ) ou mais (como 5. Inglês. Engenheiro Elétrico Responsável pelo dimensionamento elétrico em shows ou eventos no exterior. É Direct Box utilizada para ligar instrumentos direto na mesa de som. Abreviação de Equalização Também pode significar equalizador ( aparelho) EQ . Agudos Significa freqüências altas. Inglês. Inglês. Bateria Instrumento musical responsável pero ritmo e andamento das músicas Drum Drummer Inglês. Tipo de mixagem de dois ou mais canais onde o primeiro vai diminuindo e o segundo vai aumentando gradativamente. Sigla As letras A. Inglês. manipulado. Inglês. Diminuir o volume de um sinal de áudio. Inglês. Inglês. Ataque Ponto ou instante onde o som começa e aumenta o volume. Inglês.1) deixando-os no mesmo volume.000 Hz (hertz) Tudo que se refere a SOM captado. Inglês. Inglês. Conhecidas como labirinto.24. Marca Registrada pela Alesis. Cabo do Baixo Cabo que liga o contra baixo ao amplificador ou Direct Box. Correia do Contra Baixo Correia que mantém o contra baixo suspenso junto ao corpo do músico. Protocolo de associação internacional de engenheiros de áudio para para a comunicação de canais digitais usando conectores XLR. Inglês. Inglês. Inglês.C. Contra baixo Instrumento musical Inglês. Placas Pequenas peças de madeiras usadas na parte interna de caixas acústicas. Compreendidas entre 20 Hz a 20. Mesa de Som Um tipo de corrente elétrica Gíria./Indica que um aparelho possui um conversor interno que faz a mudança de /sistemas analógicos para digitais. Permite ao engenheiro deixar pré-gravado os parâmetros da mesa vão aumentar ou diminuir automaticamente. Base Termo usado em gravação. O Análogo que é mais inconstante e o sistema digital a base de números (bits) é mais preciso. A altura de uma onda de áudio ( senóide ou waveform ) acima ou abaixo da linha ZERO. Bumbo da Bateria Inglês. Uma abreviação do termo Corrente Alternada. S & R são as primeiras letras de:/n Attack. Inglês. sentidas pelo ouvido humano. Partitura Musical Componente de um alto falante que produz a movimentação do ar. agudas. Também usados em apresentação de orquestras ao vivo.32 etc. Abreviação de ANALÓGICO para DIGITAL. Inglês. Excitar ou Amplificar 1) Aumentar ganho de sinal. Estojo Embalagem especial para acondicionamento e proteção de equipamentos. Chimbau de Bateria Inglês. Separação Entre Canais Especifica em decibéis a separação entre os canais do estéreo (direito e esquerdo) Inglês. Aparelho eletrônico que aumenta o nível de sinais elétricos e multiplicando o volume de um sinal de áudio. Inglês. Inglês. transmitido ou amplificado por meio eletrônico . Microfone de eletreto Ou microfone de condensador Electrical Engineer Inglês. D. Graves Define BAIXAS freqüências menores de 250 hz Inglês. Inglês. CD Player e sinais de áudio de telões. alumínio ou fibra de carbono. pode-se ligar vários aparelhos juntos para conseguir um número maior de canais 8. Abreviação de Amplificador Em alguns manuais é abreviação de Ampére. Corrente alternada é um tipo de corrente elétrica Inglês. Corda ou encordoamentos para Contra baixo Inglês. Conhecido também como plugue P-10 ou "de guitarra". 2) Final da música onde não tem mais a voz cantor (a) 3) pode significar também o play back antes de mixar ou musica sem a voz. Fazer Hora Equivale a gíria "Rodar a Lâmpada" Inglês. Inglês. Amplificador de Contra Baixo Inglês. Gíria. Lançado no inicio de 1993 tornou-se quase um padrão. Dispositivo muito comum também em equipamentos domésticos.16. Automação Inglês. Cabo de força ou extensão de força. AC Power AC Power Cable AD ADAT ADSR AES/EBU AFC Amp Ampére Amplificador Amplitude Atenuação Attack Attenuation Áudio Freqüência Áudio Automação Automation Aux In Aux Out Aux Send Baffles 2 Baffles Balance Banana Band Track Bass 2 Bass Amp Bass Cables Bass Drum Pedal Bass Drum Bass Straps Bass Strings Bass Boost Box 2 Box Brilho Capsule Case Channel Separation Channel Chromatic Tuner Concertino Manuscript Cone Console Corrente Alternada Cozinhar o Galo Crossfader Cymbals DDL Significado Inglês. Ex. Saída Auxiliar Em mesas de som serve para conectar efeitos digitais ou enviar sinal de monitor para o palco. Inglês. Canal Inglês. Pedal do Bumbo da Bateria Também chamado de Kick Drums ou simplesmente pedal. Abreviação da Siglas Audio Engineering Society e European Broadcasting Union. São fabricados em madeira. Gíria. Apelido do plugue telefônico de 1/4 de polegada. 1) Base musical onde será introduzida a voz.É usado em pro e home-studios. Podem ser refletivos ou absorventes impedindo que som entre ou saia de certo espaço. Mandada ou Saída Auxiliar Inglês. Inglês.GLOSSÁRIO Termo A A. Caixa Definição popular de Caixas Acústicas ou de Direct Box. Inglês. Atenuação Diminuir Freqüências sonoras percebida. Cápsula Define a cápsula de microfone. Automatic Frequency Control Controle automático de freqüências. Painéis Sonoros Painéis (tipo biombo) usados em estúdios para corrigir a acústica de uma sala. Decay. Sustain e Release. Abreviação de Digital Delay Inglês. 2) Aumentar o ganho de freqüências especificas como um equalizador. Mais brilho = Mais agudo) Inglês. (ex. Grava em fitas de vídeo Super VHS (S-Vhs).

R = V // I /n Low Batery Indicator Inglês. Sistema ou caixa acústica que emite todas as freqüências ao mesmo tempo. Inglês. Inglês.000. microfone ou aparelho atua ou trabalha melhor. Abreviação de 1. Inglês. Inglês. etc. Low Batery Low Frequency Low Machine Head Main Power Make Off Medusa MEG Mexedor de pitocos Mic Snake Cables Mic Microphone Stand Mix 2 Mix Mixer Monophonic 2 Monophonic MTC Multitrack Record Multitrack Record Multitrack Inglês. Correia de guitarra Inglês. Pedestal de microfone Inglês. Inglês. Aumentar o volume Inglês. Inglês. Inglês. Bumbo da bateria. Ponta do multi-cabo Apelido dado a ponta do multi-cabo ou sub-snake onde ficam os plugues XLR ou P-10. A freqüência de uma onda é medida em hertz (hz) Ex: 100 hz significa 100 vibrações (ciclos) por segundo. Tecladista Inglês. Ex : Um sistema de caixas sem crossover Inglês. Inglês. Faixa de Freqüências Região de freqüências em que um falante. Filtro Um dispositivo que remove freqüências de uma região pré determinada. Cordas de guitarra.Termo Fade In Fade Out Fade Fader Feed Feedback 2 Feedback Fidelity Filter Filtrar Final Mix Flat Floor Tons Fold Back Folding Amp Stand Foot Drum Foot Pedal Foot Switch Freqüência Frequency Range Frequency Full Ranger GND Graphic EQ Ground GTR Guitar Cables Guitar Picks Guitar Straps Guitar Strings Headphone House Mix In put In Keyboard Keyboardist Kick Drum Kick Knobs Left Channel Left Lei de Omh Significado Inglês. Uma mudança gradual de um nível para outro. Cabo de guitarra Inglês Palhetas Pequenas peças triangulares de plástico. Surdo da Bateria Inglês. Equalizador Gráfico. Bumbo de bateria Inglês. Número de vibrações (ciclos) de uma onda sonora por um segundo. Inglês. Terra Fio terra ou aterramento. Inglês. metal. Bateria ou pilha fraca Inglês. Abreviação de guitarra Inglês. Botão. Teclado Inglês.Também conhecido como profundidade ou "regeneration" (realimentação) Inglês. Inglês. Remover ou atenuar uma região de freqüências. baixos etc. Ex. Multi-cabo Multi-cabo para canais de microfones .000 Gíria. Cada banda de um equalizador é um filtro. Inglês. Fone de ouvido Inglês. Referência mitologia a deusa grega "Medusa" que era uma mulher com cabelos de cobras. Abreviação de GROUND. Inglês. Abreviação de microfones Inglês. Inglês.etc. guitarras. Inglês. Inglês. Uma voz Teclados do final da década de 70 que reproduziam uma voz (nota) de cada vez. Abaixar o volume Inglês. Sinal Padrão Enviar um sinal auditivo padrão para teste. Inglês. Misturador Pode significar pequenas mesas de som Inglês. Abreviação de In Put Entrada Inglês. suporte para amplificadores de guitarra. Inglês. Pedal de volume Inglês. Inglês. Ex: Mini Moog Inglês. Inglês. Nos EUA e Japão o termo mais usado é Talk Back. Técnico operador de mesa de som em algumas regiões do nordeste. Indicador de bateria fraca Normalmente é um Led (lusinha) que acende para indicar que a bateria esta fraca. Usadas para tocar violões. Inglês. Gravador Multicanal Também conhecido como Gravador multipistas. Baixa Abreviação de Low frequency Inglês. e resistência em circuitos elétricos. Monofônico Ou simplesmente MONO. São botões simples pode ser de plastico. Freqüência Inglês. O termo mais usado é Kick drum Inglês. Central de energia Transformador central de onde sairão todos os pontos de energia elétrica para os sistemas de som. Entrada Inglês. Misturar ou somar Parâmetro encontrado em alguns Efeitos Digitais ( tipo delay ) que controla a quantidade de efeito a ser adicionado ao som original. Pedal com chave Pode ser um pedal liga e desliga ou de pedal de contato usado em "sustain" de teclados e amplificadores de instrumentos. Inglês. Inglês. Mixagem final Quando todos os canais de uma gravação são reduzidos a uma mixagem de apenas dois canais. Reto Em áudio significa deixar todos parâmetro dos botões de volumes ou cortes em ZERO. Baixas Freqüências Graves Inglês. Esquerdo Formula matemática que explica a relação de voltagem. Realimentação Microfonia. Em processadores de efeitos é o parâmetro que controla a quantidade de repetições que acontecerão depois do som original . Gíria américa Afinador de guitarra. Por exemplo V = I x R . Termo Europeu Significa mandar um sinal da mesa de som para os monitores de palco. luz. Inglês. Inglês. Aumentar ou abaixar o volume. Sistema que reproduz apenas um canal. Desligar Gíria. Chute Abreviação de Kick drum. Bumbo Outro nome do Bumbo da bateria. Inglês. I = V // R . Inglês. Fio terra ou aterramento. Canal esquerdo Inglês. Inglês. Faixa Completa. Multicanal Também chamado de multipistas . Misturar Inglês. Fidelidade Qualidade de uma gravação ou reprodução sonora. corrente. Botão de volume Botão ou chave deslizante usada para controlar o volume de um canal de mesa ou de outro aparelho qualquer. Área da Mesa Local onde fica instalada a mesa de som e periféricos. Inglês. Abreviação de MIDI Time Code Sinal de sincronismo MIDI baseado no sinal SMPTE.

mixers.violões. Inglês. Inglês. Inglês. corrente. guitarra. Saída Inglês. Caixas de P A Inglês. Significa que bateria ou outro instrumento usa sensores para disparar um modulo de sampler . Inglês. Tempo para a repetição. processadores. P A Speakers Inglês. Inglês. Gíria. Replacement Inglês. Cordas Encordoamento feitos em aço ou nylon para guitarras. Silenciar Pequeno circuito eletrônico que diminui os ruídos de interferências em receptores de microfone sem fio (UHF ou VHF). Cabos de Caixas Speakers Stands Inglês. Abreviação de REAL TIME ANALYZER Analisador em tempo real Inglês. aceso etc. Energia Ligada. Power On Inglês. Em alguns casos significa eliminadores de pilhas ou baterias. Os estúdios cobram por hora de gravação então alguns "mais espertos" Rodar a Lâmpada demoram a iniciar as gravações para aumentar o numero de horas a serem pagas. Gíria. Inglês. Mudo Chave que corta o sinal (liga/desliga). Oscilador Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio constante. No caso do áudio refere-se ao sistema de caixas de som direcionado ao público ou apenas P. Em algumas mesas de som o MUTE pode ser programado para ligar ou desligar um ou vários canais simultaneamente em momentos pré determinados. Saída Abreviação de Out put. Bastante usada para calibrar equipamentos. Sistema de monitores de palco. O seja o sinal original puro. Desligado Inglês. Direcionado ao público. Pode ser acionado diretamente ou programado via MIDI Inglês. Lei de Ohm Formula matemática que explica a relação de voltagem. Stage Mix Inglês. Abreviação de PUBLIC ADDRESS Som direcionado ao público. Percussionista Inglês. Extensão de força Extensão de energia elétrica com varias tomadas. Transformador Apelido do transformador de força ou Main Power.Termo Mute Off Ohm Ohm's Law Omnidirectional Microphone On Operating Range Operating Temperature Oscilador Oscillator Out Put Out Significado Inglês. Exemplo Ac 110v ou 220v. DI etc Peak Inglês. Tem esse nome porque se parecem com os Peixeiro caminhões de venda de peixe encontrados nas feiras livres de São Paulo Percussionist Inglês. Suporte ou estantes para caixas acústicas Conhecidas popularmente como tri-pé ou "pé de galinha" SPL Inglês. Fazer Hora Termo muito usado em estúdios de gravações. Mas é usado PA apenas para as grandes platéias. Squelch Existem modelos automáticos digitais e alguns com ajuste manual . Ligado Funcionando . Falante de Grave Sistema de caixas ou falantes que reproduzem freqüências muito baixas. Inglês. Amplificadores. milésimos de segundos ou em metros. sax. Os mais comuns são usados em baterias. . Phono Plug Inglês. Inglês. Canal direito Rigth Channel Rigth Inglês. RTA Inglês. Conhecido popularmente como plugue RCA. técnico Técnico de som que opera e monta sistemas de P A Pad Inglês. Pode ser medido em segundos. Microfone Onidirecional Inglês. Power 2 Inglês Abreviação de Power Amp. Temperatura de Funcionamento Especifica temperatura adequada ao funcionamento do aparelho. Caixa da bateria. baixos etc. Inglês. Régua de AC Gíria.Exemplo "de -10 até +50 graus. Em alguns aparelhos como câmeras de vídeo significa regravar o áudio da fita Inglês. pianos. Speakers Cables Inglês. Power Requirements Dc 9v. Inglês. Usando triggers. Energia Requisitada Determina as necessidades de energia para o bom funcionamento de um aparelho. Inglês. Fontes de energia Transformadores de energia AC para DC. Apelido dado aos estúdios móveis (caminhões) que fazem gravações de shows ao vivo.Efeito conhecido Overdub como "som sobre som". Unidade Simples Apenas uma unidade Inglês. Conector RCA Tipo de conector padrão em áudio e home vídeo. Ou seja graves abaixo de 125hz. Gravar em cima parâmetro usado em processadores de efeitos que grava um novo efeito sobre um já gravado . Correias Neste caso correia de instrumentos baixo.Conhecido também como "phono plug" Recording Engineer Inglês. Esse termo no Brasil define todos sistemas de som. Multi-cabo Pequeno multi-cabo secundário usado para fazer as ligações de baterias e outros instrumentos distribuídos pelo palco trazendo até o multi-cabo principal Inglês. Parâmetro usado em processadores de efeitos que controla o espaço de tempo entre uma repetição e outra. 52v etc Power Supply Inglês. Conhecido também como speed Gíria. Mesa monitora Mesa de som responsável pela mixagem do som dos monitores ou ear phones do palco Stage Monitors Inglês. Inglês. Pico Volume mais alto de um sinal de áudio. Engenheiro de gravação engenheiro responsável pelas gravações em estúdios. Inglês. Strap Botton Straps Strings 2 Strings Sub Snake Sub Woofer Time Delay Trafo Trigado Trigger Inglês Botão da Correia Pequeno pino cromado com parafuso existente em instrumentos como violões e guitarras onde é presa a correia. Tweeters Inglês.etc Inglês. Energia Ou eletricidade Public Address Inglês. Abreviação de "Pre Fade Listen" Dispositivo usado em mesas de som onde o técnico operador pode ouvir o sinal que entra em um PFL canal selecionado antes de passar pela equalização.Azeiro Gíria. Disparadores Pequenos dispositivos eletrônicos de contato sensíveis a vibrações. Área de Operação Este parâmetro determina a área de alcance de um transmissor ou receptor. Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio com sinal constante. Unidade de medida da resistência elétrica. Cordas Define uma orquestra de cordas ou um naipe de violinos. Neste caso servem para disparar samplers em módulos de baterias eletrônicas. Power Inglês. Acima da capacidade Quando um sinal de áudio ultrapassa a capacidade eletrônica de um circuito eletrônico causando a saturação Overload e distorção. Parafusos Screws Single Unit Inglês. Inglês. Reparo de Tweeters Domo para reparos de Tweeters. Sistema para pequenos lugares chama-se " Sound Reinforcement " P. e resistência em circuitos elétricos. Plugue RCA Conector padrão em sistemas hi-fi e vídeo desenvolvido pela RCA . Direito lado direito Gíria. Abreviação de Sound Pressure Level Nível de pressão sonora.A RCA connectors Inglês. Multi-cabo Snake Cable Snare Inglês. Pequeno circuito ou resistências que atenua o sinal de entrada em mesas de som .

Abreviação de válvula eletrônica U. Também chamado de plugue Canon ( Canon é uma das marcas. Sonofletor de graves Sonofletor próprio para reproduzir baixas freqüências (graves) . Wireless Tubaphones Woofer Write Protect XLR Y-cable split Inglês. Equalizador Paramétrico a Válvula Tube Inglês. Microfone sem fio Microphone Inglês. É tocado com baquetas de bolinhas de borracha na ponta. ( Display ) Wireless Inglês. transmissores de guitarra etc./Veja também " White noise generator" Windows Inglês. Abreviação de Unidade Móvel Veiculo com equipamento montado usados em gravações de externas para TV ou shows Vacuun Tube Inglês. Válvula eletrônica White Noise Inglês. Inglês. Proteção contra escrita ou regravação. fones de ouvido. Tube Parametric EQ Inglês. Janela Representa a área de trabalho nos softwares e pode representar também o visor de cristal liquido no aparelhos. Em processadores digitais significa que os parâmetros não podem ser alterados. SEM FIO Denomina que o aparelho é sem fio. Pode ser microfones. Gerador de Ruído Branco E um circuito eletrônico que produz o " ruído Branco" que é usado para calibrar sistemas de áudio Generator Inglês. É usado em conjunto com analisador de White Noise espectro para Análise de sistemas de som. Conector de três pinos padrão AES/EBU usado em microfones e seus cabos. Instrumento de percussão constituído de tubos metálicos.M. Normalmente reproduz na faixa de 80 a 600hz Inglês. Uma das variações da Marimba.) Conector indicado para cabos e ligações balanceadas de 600 ohm. Instrumento musical.Significado Inglês. Cabo y Termo . Gíria. Inglês. Ruído Branco Sinal de áudio que contém todas as freqüências do espectro auditivo.

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