Você está na página 1de 4

Artigo Original • Original Article Crianças necessitam de jejum antes de US abdominal?

Crianças necessitam de jejum antes de ultrassonografia


abdominal?*
Do children need fasting before abdominal ultrasonography?

Luiza Alina Almeida Araújo Rabelo1, Ilka Rocha Florêncio2, Iggor Medeiros Pirauá2, Silvio
Cavalcanti de Albuquerque1, João Vicente Ribeiro Neto1, Eduardo Just da Costa e Silva3

Resumo OBJETIVO: Comparar a qualidade de imagens ultrassonográficas do abdome de crianças, obtidas com e sem
a instituição de jejum prévio. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de estudo prospectivo, incluindo crianças
com até 12 anos de idade. Os pacientes foram examinados sequencialmente por dois utrassonografistas e
as imagens foram classificadas em escores: 1 (não visualizado ou parcialmente visualizado, inadequada para
diagnóstico); 2 (suficientes para diagnóstico); 3 (excelentes). As imagens foram ainda classificadas como
“diagnósticas” ou “não diagnósticas”. RESULTADOS: Foram examinados 77 pacientes, sendo 47 meninos
e 30 meninas, com idades entre 0 e 12 anos (mediana de 1 ano). Jejum se mostrou vantajoso de forma
estatisticamente significativa apenas na avaliação da vesícula biliar, por apenas um dos avaliadores (p =
0,032). Depois de agrupadas em “diagnóstica” ou “não diagnóstica”, nenhuma diferença foi observada entre
os grupos. CONCLUSÃO: A instituição de jejum não afetou de forma significativa a qualidade das imagens
de ultrassonografias abdominais obtidas em crianças.
Unitermos: Ultrassonografia; Crianças; Abdominal; Jejum.

Abstract OBJECTIVE: The present study is aimed at comparing the quality of sonographic abdominal images obtained
in fasting and non fasting children. MATERIALS AND METHODS: This is a prospective study including children
aged up to 12 years sequentially evaluated by two sonographers. The images were classified according to
a score as follows: 1 (non-visualized or partially visualized, inappropriate for diagnosis); 2 (sufficient for
diagnosis); or 3 (excellent). Images were also classified into “diagnostic” or “non diagnostic”. RESULTS:
Seventy-seven patients (47 boys and 30 girls) with ages ranging between 0 and 12 years (median = 1 year)
were evaluated. Fasting proved a statistically significant advantage only for evaluating the gallbladder by
only one of the observers (p = 0.032). Once the images were classified into either “diagnostic” or “non
diagnostic” no difference was observed between the two groups. CONCLUSION: The authors conclude that
fasting did not affect significantly the quality of abdominal sonographic images in children.
Keywords: Ultrasonography; Children; Abdominal; Fasting.
Rabelo LAAA, Florêncio IR, Pirauá IM, Albuquerque SC, Ribeiro Neto JV, Costa e Silva EJ. Crianças necessitam de jejum
antes de ultrassonografia abdominal? Radiol Bras. 2009;42(6):349–352.

INTRODUÇÃO riedade de afecções(1–4). Muitas vezes, é o mente recomendadas para crianças(9,13).


único método de imagem empregado(1,5). Entretanto, esta prática pode ser muito des-
A ultrassonografia é um dos métodos Suas vantagens incluem a portabilidade, o confortável e pouco tolerada por muitos
de imagem mais utilizados na avaliação de baixo custo, a acurácia e a ausência de ra- pacientes. Crianças com fome podem ficar
doenças abdominais da criança, sendo útil diação ionizante(6). bastante irritadas, comprometendo a qua-
na detecção e caracterização de grande va- Entretanto, muitos fatores podem afetar lidade do exame e causando preocupação
a qualidade das imagens ultrassonográfi- aos pais. Além do mais, crianças pequenas
* Trabalho realizado no Instituto de Medicina Integral Profes- cas. Gás intestinal é considerado um fator podem até desenvolver episódios de hipo-
sor Fernando Figueira, Recife, PE, Brasil. limitante na avaliação do pâncreas, da ve- glicemia após curtos períodos de jejum. Os
1. Médicos Radiologistas do Instituto de Medicina Integral
Professor Fernando Figueira, Recife, PE, Brasil. sícula biliar e do trato gastrintestinal(7). benefícios do jejum na qualidade do exame
2. Acadêmicos de Medicina da Faculdade Pernambucana de A distensão adequada da vesícula biliar ultrassonográfico têm sido questionados
Saúde (FPS), Recife, PE, Brasil.
e pouco gás no tubo digestivo são conside- por alguns autores(7,8). No entender dos
3. Mestre, Doutorando em Saúde da Criança e do Adolescente
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Radiologista do rados condições ótimas para a formação de autores, não há estudos abordando este tó-
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, Do-
cente do Laboratório de Anatomia por Imagem da Faculdade
imagens adequadas(8). pico especificamente em crianças.
Pernambucana de Saúde (FPS), Recife, PE, Brasil. Muitos autores sugerem que o exame Nosso objetivo é comparar a qualidade
Endereço para correspondência: Dr. Eduardo Just. Instituto de
Medicina Integral Professor Fernando Figueira – Radiologia. Rua
seja feito após jejum, na expectativa de re- das imagens obtidas no exame ultrassono-
dos Coelhos, 300, Boa Vista. Recife, PE, Brasil, 50070-550. duzir o conteúdo gastrintestinal e promover gráfico abdominal de crianças submetidas
E-mail: eduardojust@oi.com.br
Recebido para publicação em 21/6/2009. Aceito, após revi-
distensão adequada da vesícula biliar(7,9–12). a jejum prévio com a de crianças alimen-
são, em 15/10/2009. Quatro a seis horas de jejum são rotineira- tadas imediatamente antes do exame.

Radiol Bras. 2009 Nov/Dez;42(6):349–352 349


0100-3984 © Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Rabelo LAAA et al.

MATERIAIS E MÉTODOS anatomia ultrassonográfica), de acordo RESULTADOS


com método descrito em estudo prévio(8).
Este estudo foi previamente aprovado No total, 77 pacientes foram seleciona-
pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Ins- Análise estatística dos para o estudo, com idades variando
tituição. Termo de consentimento livre e A significância estatística das diferen- entre uma semana e 12 anos (média de 2,7
informado foi obtido de todos os respon- ças entre os grupos foi calculada pelo teste anos), sendo 47 (61%) meninos e 30 (39%)
sáveis pelas crianças. Trata-se de estudo de Mann-Whitney. Imagens classificadas meninas.
prospectivo incluindo crianças com até 12 como escore 3 ou 2 foram agrupadas e de- Jejum se mostrou vantajoso apenas na
anos de idade com queixas clínicas não re- nominadas “diagnósticas”, sendo as de- avaliação da vesícula biliar pelo radiolo-
lacionadas ao abdome. mais (escore 1) denominadas “não diagnós- gista 2 ( p = 0,032), sendo que esta vanta-
Foi utilizada uma amostragem por con- ticas”. A significância estatística das dife- gem não foi notada pelo radiologista 1.
veniência. Esta forma de seleção foi esco- renças obtidas com esta nova classificação Quando agrupadas em “diagnósticas” e
lhida por permitir a inclusão de pacientes foi obtida pelo método do qui-quadrado. “não diagnósticas”, nenhuma diferença foi
presentes no hospital nos momentos em A concordância interobservadores foi observada entre os dois grupos (Tabela 1).
que os dois radiologistas participantes do investigada pelo coeficiente de kappa(10). A idade não mostrou relação estatistica-
estudo se encontravam em atividade no Esta medida foi obtida apenas para avaliar mente significante com os escores obtidos
hospital, permitindo comparações entre grosseiramente o método empregado na em pacientes com ou sem jejum.
exames realizados nas mesmas condições. classificação das qualidades de imagem, A concordância interobservadores, em
Pela natureza do estudo, com a inclusão de não tendo relação direta com o objetivo relação à classificação das imagens entre
crianças sem queixas abdominais, a amos- proposto para o trabalho. Foi adotado ní- “diagnóstica” e “não diagnóstica”, é apre-
tragem selecionada desta forma não pos- vel de significância de 95%. sentada na Tabela 2.
suía nenhuma característica especial que
possa ter contribuído para viés de seleção. Tabela 1 Relação entre estado alimentar e qualidade das imagens ultrassonográficas, definidas como
Todas as crianças estudadas se encontra- “diagnóstica” e “não diagnóstica”.
vam internadas, sendo possível controlar Jejum
de forma precisa os horários das refeições. Radiologista Órgão Qualidade do exame Sim Não p*
Uma lista de todos os pacientes internados
sem queixas abdominais ou histórico pré- Fígado Diagnóstica 38 39
Não diagnóstica 0 0
vio de cirurgia abdominal foi obtida. Baço Diagnóstica 38 39
Os pacientes foram divididos em dois Não diagnóstica 0 0
grupos: o grupo 1 consistiu de crianças em Vesícula biliar Diagnóstica 37 34 0,10*
jejum; os pacientes do grupo 2 foram exa- Não diagnóstica 1 5
minados 60 minutos após sua refeição ha- 1 Rins Diagnóstica 38 39
Não diagnóstica 0 0
bitual do horário do almoço. Pâncreas Diagnóstica 35 36 0,34*
Os exames foram realizados de forma Não diagnóstica 2 4
sequencial por dois médicos ultrassonogra- Retroperitônio Diagnóstica 26 31 0,26
fistas, ambos com prática diária de ultras- Não diagnóstica 12 8
sonografia pediátrica, sendo um de seis e Intestinos Diagnóstica 30 36 0,09
Não diagnóstica 8 3
o outro de três anos. Foi utilizada técnica Mesentério Diagnóstica 31 36 0,14*
padrão, com os pacientes deitados, sendo Não diagnóstica 7 3
todos os exames realizados em um apare- Fígado Diagnóstica 38 39
lho Sonosite Titan (Sonosite Inc.; Bothell, Não diagnóstica 0 0
EUA), usando-se transdutores linear (L25; Baço Diagnóstica 39 38
5–10 MHz) e convexo (C11; 5–8 MHz). Os Não diagnóstica 0 0
ultrassonografistas desconheciam o grupo Vesícula biliar Diagnóstica 37 33 0,1*
Não diagnóstica 1 6
do paciente e não foram autorizados a fa- 2 Rins Diagnóstica 38 38
zer perguntas aos acompanhantes. Foram Não diagnóstica 0 0
obtidas imagens de fígado, vesícula biliar, Pâncreas Diagnóstica 36 35 0,67*
baço, rins, pâncreas, retroperitônio, mesen- Não diagnóstica 2 4
tério (vasos, gordura e linfonodos) e intes- Retroperitônio Diagnóstica 26 31 0,26
Não diagnóstica 12 8
tinos, sendo classificada, cada uma, nos se- Intestinos Diagnóstica 30 36 0,09
guintes escores: 1 (não visualizado ou par- Não diagnóstica 8 3
cialmente visualizado, inadequada para Mesentério Diagnóstica 31 36 0,19*
diagnóstico), 2 (suficientes para diagnós- Não diagnóstica 7 3
tico) ou 3 (excelentes, adequadas a aulas de * Valor exato de Fisher.

350 Radiol Bras. 2009 Nov/Dez;42(6):349–352


Crianças necessitam de jejum antes de US abdominal?

Tabela 2 Concordância interobservadores em re- biliar foi o único órgão no qual a avaliação escores não reflete a real acurácia do exame.
lação ao órgão após classificação das imagens teve escore superior, mas este fato só foi Idealmente, seria necessário avaliar o de-
como “diagnóstica” e “não diagnóstica”.
observado por um radiologista. Ainda as- sempenho dos exames na detecção de doen-
Órgão Kappa (IC 95%) sim, quando as imagens foram classifica- ças específicas, como linfonodomegalias
Fígado 1,0* das como “diagnósticas” ou “não diagnós- retroperitoneais, colelitíase e espessamento
Baço 1,0* ticas’, nenhuma diferença foi detectada. de alças intestinais. Situações clinicamente
Rins 1,0* Estudos neste tópico abordando especi- importantes, como detecção e estadiamento
Vesícula biliar 0,51 (0,32–0,71) ficamente crianças não são disponíveis, de neoplasias e avaliação de doenças infla-
Pâncreas 0,27 (0,05–0,5) mas nossos resultados são similares aos matórias intestinais, são necessárias. Uma
Retroperitônio 0,46 (0,23–0,68) observados em adultos. Windler et al. ve- situação na qual o jejum poderia ser útil é
Mesentério 1,0 (0,77–1,22) rificaram que a razão peso/altura dos pa- a avaliação da icterícia colestática neona-
Intestinos 0,17 (–0,05–0,39) cientes foi o determinante mais importante tal, já que a avaliação da vesícula biliar é
da qualidade dos exames ultrassonográfi- necessária. Uma refeição prévia pode difi-
IC, intervalo de confiança; * Proporção de concordân-
cia.
cos abdominais no seu estudo(7). Eles veri- cultar o estudo deste órgão, já que causa
ficaram, ainda, que a prática de jejum con- contratilidade vesical(12). Outra limitação é
tribuiu para melhores imagens apenas no a ausência de dados de índice de massa
DISCUSSÃO trato biliar. Além do mais, imagens do rim corporal ou peso, que presumivelmente
direito tiveram escores superiores em pa- poderiam interferir nos resultados. Além do
A prescrição de qualquer tipo de preparo cientes não submetidos a jejum, achado mais, o sistema de escores adotado é sub-
antes de um exame de imagem tem como não verificado nos nossos resultados. A jetivo, o que pode comprometer a reprodu-
objetivos tornar o procedimento mais se- inclusão de adultos no estudo acima citado tibilidade do estudo.
guro (como é o caso de prescrição de pre- pode justificar esta pequena discrepância Embora este estudo não tenha sido de-
paro antialérgico antes da realização de de resultados. Imagens ultrassonográficas senhado para avaliar a qualidade de siste-
exames que envolvem injeção de contras- abdominais de crianças são usualmente mas de escores ultrassonográficos, a con-
tes iodados) ou melhorar a qualidade das melhores, em razão das pequenas dimen- cordância interobservadores obtida indica
imagens obtidas, propiciando maior segu- sões do abdome pediátrico. Sinan et al. não a necessidade do desenvolvimento de ou-
rança e eficácia diagnóstica(14). Entretanto, verificaram diferenças nos escores entre tros sistemas de avaliação de qualidade de
qualquer prescrição, seja de medicamentos adultos submetidos a jejum prévio e indi- imagens ultrassonográficas. O sistema
ou simplesmente de jejum, deve ser funda- víduos alimentados previamente(8). O nú- empregado, entretanto, tem sido utilizado
mentada em estudos que mostrem um be- mero de imagens “diagnósticas” neste es- em vários estudos com objetivos simila-
nefício real de sua prática. tudo foi, entretanto, menor do que o nosso, res(7,8,17,18). Não há estudos disponíveis so-
A prescrição de jejum é comum em mui- aspecto que pode, igualmente, ser atribuído bre a concordância interobservadores de
tos procedimentos hospitalares, incluindo à inclusão de adultos. qualquer sistema de escores. Estudos neste
ultrassonografias. O momento de se iniciar A prática do jejum pode ser muito pro- sentido são necessários, bem como o de-
o jejum é sempre baseado na hora esperada blemática em alguns indivíduos. Se ima- senvolvimento de sistemas mais bem defi-
para a realização do exame, embora tal cro- gens de boa qualidade puderem ser obtidas nidos de avaliar qualidade de imagens ul-
nograma nem sempre possa ser cumprido. em pacientes não submetidos a jejum, esta trassonográficas.
Em hospitais de grande porte, exames de prática não deve ser adotada. Em setores de
imagem são realizados em elevado número ultrassonografia de grandes hospitais, com CONCLUSÃO
de pacientes, contribuindo para a ocorrên- grande número de pacientes provenientes
cia de salas de espera lotadas e demora em da emergência e outros exames “extras” Concluímos que a prática de jejum não
atendimentos. A presença de um setor de (pacientes internados em intercorrências), foi fundamental para a obtenção de ima-
emergência costuma aumentar muito a so- o tempo de espera dos pacientes previa- gens ultrassonográficas abdominais de
licitação de exames de imagem, destacan- mente marcados pode ser muito longo e su- qualidade nas crianças estudadas. Estudos
do-se a vasta aplicação da ultrassonografia perior ao previsto, já que o número de exa- avaliando outras variáveis, como idade e
em emergências abdominais(15,16). Este fe- mes não previamente agendados pode ser índice de massa corporal, são necessários,
nômeno contribui para maior demora em grande. A fome pode ser muito perturba- bem como avaliando situações clínicas
atendimentos de pacientes marcados, já dora para crianças, podendo levar a hipo- comuns. Métodos melhores de avaliação de
que normalmente os pacientes provenien- glicemia e desidratação. O choro e irritabi- qualidade de imagens ultrassonográficas
tes da emergência são atendidos nos inter- lidade podem mesmo prejudicar o exame. abdominais são necessários.
valos entre os agendados previamente. Muitos pacientes podem até se recusar a
REFERÊNCIAS
Nossos resultados mostram que jejum esperar, desistindo do exame, o que pode
1. Strouse PJ. Sonographic evaluation of the child
prévio a ultrassonografias abdominais em ocasionar retardos diagnósticos. with lower abdominal or pelvic pain. Radiol Clin
crianças não contribui para a obtenção de Este estudo teve várias limitações. Ava- North Am. 2006;44:911–23.
imagens de melhor qualidade. A vesícula liar imagens ultrassonográficas por meio de 2. Levy JA, Noble VE. Bedside ultrasound in

Radiol Bras. 2009 Nov/Dez;42(6):349–352 351


Rabelo LAAA et al.

pediatric emergency medicine. Pediatrics. 2008; 8. Sinan T, Leven H, Sheikh M. Is fasting a neces- 13. Siegel MJ. Fígado. In: Siegel MJ, editor. Ultra-
121:e1404–12. sary preparation for abdominal ultrasound? BMC sonografia pediátrica. 3a ed. Rio de Janeiro: Gua-
3. Haber HP. Cystic fibrosis in children and young Med Imaging. 2003;3:1. nabara Koogan; 2003. p. 189–244.
adults: findings on routine abdominal sonography. 9. Devos AS, Meradji M, Blickman JG. The small 14. Trindade R, Sumi DV, Kravetz WL, et al. Avalia-
AJR Am J Roentgenol. 2007;189:89–99. bowel. In: Devos AS, Blickman JG, editors. Ra- ção do conhecimento de médicos não-radiologis-
4. Rocha SMS, Ferrer APS, Oliveira IRS, et al. De- diological imaging of the digestive tract in infants tas sobre reações adversas aos contrastes iodados.
terminação do tamanho do fígado de crianças and children. Berlin: Springer; 2008. p. 167–91. Radiol Bras. 2007;40:321–8.
normais, entre 0 e 7 anos, por ultrassonografia. 10. Sommer G, Filly RA, Laing FC. Use of sime- 15. Cavalcanti AF, Menezes MR. Radiologia de emer-
Radiol Bras. 2009;42:7–13. thicone as a patient preparation for abdominal gência: perspectivas. Radiol Bras. 2001;34:v–vi.
5. Eppich WJ, Zonfrillo MR. Emergency department sonography. Radiology. 1977;125:219–21. 16. Vabo KA, Torres Neto G, Santos AASMD, et al.
evaluation and management of blunt abdominal 11. Scortegagna Junior E, Leão ARS, Santos JEM, et Achados ultra-sonográficos abdominais em pa-
trauma in children. Curr Opin Pediatr. 2007;19: al. Avaliação da concordância entre ressonância cientes com dengue. Radiol Bras. 2004;37:159–
265–9. magnética e ultra-sonografia na classificação de 62.
6. Costa JD, Leão ARS, Santos JEM, et al. Quanti- fibrose periportal em esquistossomóticos, se- 17. Elam EA, Hunter TB, Hunt KR, et al. The lack of
ficação do fluxo portal em indivíduos sadios: gundo a classificação de Niamey. Radiol Bras. sonographic image degradation after barium up-
comparação entre ressonância magnética e ultra- 2007;40:303–8. per gastrointestinal examination. AJR Am J
som Doppler. Radiol Bras. 2008;41:219–24. 12. Teixeira MS, Coelho CAR, Teixeira AS. Avalia- Roentgenol. 1989;153:993–4.
7. Windler EE, Lempp FL. US of the upper abdo- ção da contratilidade da vesícula biliar com leite 18. Friedman DL, Hunter TB, Elam EA, et al. Sono-
men: factors influencing image quality. Radiol- materno e leite de vaca em lactentes. Radiol Bras. graphic image degradation after barium enema.
ogy. 1985;157:513–5. 2004;37:163–6. Invest Radiol. 1993;28:295–6.

352 Radiol Bras. 2009 Nov/Dez;42(6):349–352