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Susete Albino | Manuel Castro | Revisão Científica: Rui Vaz


Professor de Português requisitado pelo Instituto Camões, I. P., na Direcção
de Serviços de Coordenação do Ensino do Português no Estrangeiro

Nível
B1

Português
LÍNGUA NÃO MATERNA
De acordo com o QECR (Quadro Europeu Comum de
Referência para as Línguas) e com o QuaREPE (Quadro
de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro).

Guia do
Professor
• Sugestões de abordagem
• Propostas de trabalho
• Transcrições dos textos orais
• Soluções dos exercícios
P
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Falas Português? | Guia do Professor

Nota prévia
A divulgação da língua e cultura portuguesas, assim como a integração do português como
língua não materna em currículos estrangeiros e nacionais, são fortes apostas da política cultural
do Governo português, nomeadamente junto dos luso-descendentes e dos imigrantes.
O manual Falas Português? Nível B1 vai ao encontro destes objectivos, destinando-se a
todos os jovens que, em Portugal ou no estrangeiro, desenvolvem a sua aprendizagem do por-
tuguês como língua não materna. Todos os conteúdos do projecto Falas Português? estão de
acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) e com o Quadro
de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE).
Aos professores, alunos e pais são colocados, hoje em dia, enormes desafios no que res-
peita ao processo de ensino-aprendizagem de português como língua não materna. Efectiva-
mente, face à grande heterogeneidade quer de contextos onde o ensino da língua surge, quer
dos níveis de domínio da língua por parte de alunos e professores, é importante desenvolver
materiais originais, variados e motivadores que, numa perspectiva plurilingue e pluricultural,
contribuam para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
O manual Falas Português? Nível B1 é composto por 11 capítulos, organizados em torno de
diferentes temas, que apresentam histórias e múltiplos exercícios. Inclui também páginas relati-
vas a aspectos culturais e notas gramaticais. Além do Guia do Professor, que oferece explica-
ções e sugestões de exploração dos diferentes temas abordados, o manual é complementado
por um CD áudio que engloba diálogos e exercícios orais.
Na página da Internet www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1 são disponibilizados, em for-
mato digital, materiais de apoio ao manual, como o PDF do Guia do Professor e faixas áudio
suplementares.
Acreditamos que este projecto responde eficazmente às necessidades sentidas por todos
os intervenientes no processo, facilitando a aprendizagem do português nos diversos países do
mundo e contribui para a integração rápida e eficaz dos alunos estrangeiros que se encontram a
estudar em Portugal.

2009 DEP. LEGAL 291465/09 ISBN 978-972-0-94016-2


Este livro foi produzido na unidade industrial do Bloco Gráfico, Lda., cujo
Sistema de Gestão Ambiental está certificado pela APCER, com o n.° 2006/AMB.258
Produção de livros escolares e não escolares e outros materiais impressos.

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Guia do Professor

Manual Falas Português? – B1


“El libro de texto o manual es un instrumento útil, sobre todo si está bien
elegido, es un apoyo que da seguridad a los alumnos y es una ayuda
inestimable para los professores, especialmente cuando se tiene menos
experiencia, pero ningún libro de texto se adapta totalmente a todos los grupos
de clase posibles y aun en el caso de que se trabaje con el que cumple
con todos los criterios, siempre será necessario adaptarlo, completarlo,
actualizarlo y escapar de él siempre que algo interessante entre en la classe.” 1
Sonsoles Fernández

Falas Português? – B1 é um novo manual de PLNM. É um instrumento pedagógico inovador


e promotor de uma abordagem comunicativa em que o aluno se encontra no centro do pro-
cesso de ensino/aprendizagem. O aluno, sujeito falante, aparece como actor social que deve
realizar um conjunto de tarefas que passam pela mobilização das suas competências gerais e
linguísticas, adequadas à situação de comunicação.
O ensino/aprendizagem de uma Língua Não Materna (LNM) prende-se com três objectivos:
um objectivo linguístico (aprender a comunicar oralmente e por escrito na LNM);
um objectivo cultural (promover a ou as culturas dos países onde ela é falada);
um objectivo intelectual (reflectir sobre a língua, sobre os seus conteúdos e sobre a
aprendizagem).
Ora, tendo em conta que ensinar uma língua implica transmitir uma cultura, aprender uma
Língua Não Materna implica apreender uma cultura outra que a nossa. Esta aprendizagem “(…)
alarga a experiência no domínio linguístico permitindo comparações entre línguas. Para além
disso, ela permite apreender uma outra cultura, incluindo factores humanos e sociais. Ao longo
do seu percurso, o aluno pode ser incitado a examinar o que conhece a partir de um ponto de
vista distinto, sobretudo no que diz respeito ao comportamento humano; assim os seus hori-
zontes serão alargados e os sentimentos de insularidade poderão dissipar-se.” 2
O universo cultural do aprendente cruza-se com a cultura segunda, criando entre ambos um
espaço comum onde o diálogo é permanente.
Enquanto referência central dos alunos no contexto educativo, o professor deve ajudá-los a
consciencializar-se de que já possuem conhecimentos sobre a língua e sobre a cultura de aprendi-
zagem e que, apesar de não corresponderem àquelas com as quais se identificam, se encontram
com elas relacionados. Tal consciencialização faz com que, consequentemente, estes se conhe-
çam melhor a si próprios, apreendam melhor o mundo envolvente e desenvolvam relações com
os outros. Sem esquecer que, ao compreender e aceitar as diversas culturas e civilizações, pro-
movem a tolerância e o enriquecimento mútuo.

1 FERNÁNDEZ, Sonsoles, Propuesta curricular y Marco común europeo de referencia – desarrollo por tareas, Madrid:
Editorial Edinumen, 2003, p. 206.
2 In H.M.I (Her Majesty’s Inspectorate), Curriculum 11-16, London: H.M.S.O., 1985, apud BYRAM, M., Culture et éducation
en langue étrangère, Paris: Collection LAL, Hatier-Didier, 1992, p. 26, (trad. dos autores).

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Falas Português? | Guia do Professor

Língua e a Cultura revelam-se, por conseguinte, inseparáveis. Logo, quando os alunos “(…)
aprendem algo sobre a linguagem, eles aprendem algo sobre a cultura, e quando aprendem a utilizar
uma nova língua, eles aprendem a comunicar com indivíduos participantes de uma outra cultura.” 3
No contexto educativo, segundo Geneviève Zarate: “(…) o professor de línguas ocupa, de
modo mais ou menos consciente, uma posição estratégica em todo o sistema educativo, uma
vez que ele constrói este espaço intrínseco entre o semelhante e o diferente, o interior e o exte-
rior, o longínquo e o próximo.” 4
Portanto, a tomada de consciência das diferenças culturais e a necessidade de uma comuni-
cação intercultural devem não só ser valorizadas, como também tornarem-se domínios prioritá-
rios para um melhor funcionamento do ensino e das relações interpessoais.
Falas Português? – B1, inscreve-se, portanto, no espaço de ensino/aprendizagem criado pelo
Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) e pelo Quadro de Referência para
o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE), ao promover actividades comunicativas que visam
levar um público juvenil a atingir perfis linguísticos específicos e competências diversificadas do
nível de proficiência B1.

Princípios metodológicos de Falas Português? – Nível B1


Ao adoptar os descritores do QECR e do QuaREPE para especificar as actividades comunica-
tivas, o presente manual assume como objectivo a aquisição das competências gerais e especí-
ficas que caracterizam o nível de proficiência linguística B1, proporcionando uma aprendizagem
estruturada e progressiva, integradora de saberes que se articulem e promotora de situações
activas de ensino/aprendizagem diversificadas e significativas.
O aluno é considerado como um sujeito falante de outra língua e como possuidor de uma
identidade cultural. Por conseguinte, Falas Português? – B1 apresenta-se como um manual
aberto às experiências do aprendente e à sua cultura, permitindo o diálogo intercultural e multi-
cultural permanente.
Falas Português? – B1 atribui um lugar especial à expressão e interacção orais, pois consi-
dera que esta competência é a base de toda a aprendizagem de uma Língua Não Materna.
Paralelamente, as actividades de recepção oral, de leitura e de produção escrita, consideradas
fundamentais ao desenvolvimento da autonomia dos alunos, ocupam, também elas, um espaço
significativo, inter-relacionando-se e complementando-se.
As diferentes propostas comunicativas de trabalho são acompanhadas por actividades que
visam a apropriação de conteúdos gramaticais e culturais.
As primeiras, partem de situações comunicativas contextualizadas, passam pela reflexão
sobre o seu uso e terminam com a sua explicitação.
As segundas, surgem na sequência das situações apresentadas e pretendem dar a conhecer
e a descobrir aspectos históricos e culturais portugueses.
De modo a registar a evolução dos alunos nas diferentes competências, sugere-se a utilização do
Portefólio Europeu de Línguas, adequado ao seu grupo etário. Com a ajuda do professor, os alu-
nos deverão, progressivamente, utilizá-lo para controlar o seu processo de aprendizagem, fomen-
tando, assim, aprendizagens autónomas e aquisição de competências no campo da auto-avaliação.
3 BYRAM, M., Culture et éducation en langue étrangère, Paris: Collection LAL, Hatier-Didier, 1992, p. 42, (trad. dos autores).
4 ZARATE, G., Représentations de l’étranger et didactique des langues, Paris: Collection CREDIF – essais, Didier, 2004, p. 11,
(trad. dos autores).

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Sugere-se ao professor que incentive a criação de um glossário individual do aluno, com


suporte num pequeno caderno ou em suporte digital, que permita a organização de uma rede con-
ceptual de estruturas lexicais, estruturando a aquisição de novo vocabulário por parte do aluno ao
longo do ano.
Tendo em vista valorizar e encontrar sentidos para as produções textuais e trabalhos de pesquisa
dos alunos, recomenda-se vivamente a criação, logo no início do ano lectivo, de um blogue de
turma (www.blogger.com ou www.wordpress.com). Este deverá tornar-se o espaço por excelência
onde convergem estas produções, aumentado a visibilidade dos trabalhos dos alunos, a proximidade
com as suas famílias e a valorização das aprendizagens realizadas.

Objectivos de Falas Português? – Nível B1


Os objectivos do manual Falas Português? – B1 encontram-se directamente relacionados
com os descritores que caracterizam este nível de proficiência, em que o aluno/aprendente é,
entre outros, capaz de:
apurar a informação específica/parcelar e detectar o objectivo comunicacional nuclear de
discursos orais em registo áudio ou vídeo;
aperfeiçoar a fluência oral através da participação em pequenas dramatizações ou diálogos
encenados;
contar e recontar histórias a partir de input oral ou escrito;
descrever, interpretando, imagens;
apresentar uma informação estruturada a partir de notas;
apresentar e argumentar opiniões próprias;
dominar estratégias subjacentes a uma discussão formal/regulada;
detectar as principais linhas temáticas a partir da leitura de textos escritos variados;
reconhecer os diferentes registos de língua;
detectar as diferentes funções dos conectores do discurso;
diferenciar os modos de relato do discurso;
conhecer os valores mais prototípicos das preposições simples mais frequentes;
identificar os pronomes clíticos;
reconhecer as principais funções dos tempos e modos verbais;
dominar os principais processos de composição discursiva;
dominar os procedimentos de reelaboração textual sobre um mesmo tema a partir de dois
pontos de vista distintos;
produzir diferentes sequências textuais tendo em conta as especificidades inerentes ao
processo de escrita.

De acordo com o QECR, a aquisição de uma língua assenta, essencialmente, nas suas componen-
tes linguística, sociolinguística e pragmática, movendo, cada uma delas, saberes, saber-fazer e habili-
dades que lhes são específicas e determinantes ao longo de todo o processo de aprendizagem.

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À componente linguística diz respeito o conjunto dos conteúdos específicos da língua (léxico,
sintaxe, fonética…) e a respectiva organização cognitiva.
A componente sociolinguística reenvia ao conhecimento dos diversos aspectos culturais e,
consequentemente, às normas sociais da utilização de uma língua. No nível intermédio, o
aluno/aprendente já possui os instrumentos linguísticos e socioculturais necessários, apesar de
restritos, para gerir, convenientemente, as relações sociais na língua de aprendizagem.
A componente pragmática diz respeito à mobilização dos recursos linguísticos e à mestria do
discurso, necessários e adequados às situações comunicativas, permitindo a actualização da
componente sociolinguística. No nível B1, o aluno/aprendente já organiza e estrutura o seu dis-
curso em função da situação comunicativa.
Em suma, o falante que se encontra neste nível de proficiência linguística já apreendeu os
conhecimentos e as estruturas linguísticas, socioculturais e pragmáticas necessárias ao desen-
volvimento de um discurso lógico e coerente na língua de aprendizagem.
Relativamente aos objectivos linguísticos (sintaxe, morfologia, fonologia, léxico…), estes
encontram-se directamente relacionados com os anteriores, uma vez que, sem eles, as situa-
ções comunicativas enunciadas nos descritores do QECR não se concretizam.

Organização das unidades


As 11 unidades que constituem o manual Falas Português? – B1, apesar de algumas varia-
ções, apresentam uma estrutura semelhante e visam:
a contextualização da unidade (diálogo inicial) – audição de um texto e avaliação da respec-
tiva compreensão oral;
a apropriação de conteúdos de funcionamento da língua a partir de situações comunicati-
vas contextualizadas e de uma reflexão sobre o seu uso;
a introdução de novos conteúdos linguísticos – texto autêntico e respectiva exploração
(oral e/ou escrita);
a explicitação de aspectos fonéticos e ortográficos da língua portuguesa, facilitadores da
expressão oral, da leitura e da produção escrita;
a interacção oral na língua de aprendizagem recorrendo aos conteúdos abordados, de
modo actualizar os conhecimentos e a utilizá-los em situações comunicativas específicas;
a abordagem e exploração de conteúdos históricos e culturais promotores do desenvolvi-
mento da competência sociolinguística e pragmática;
a produção de diferentes sequências textuais tendo em conta as especificidades ineren-
tes ao processo de escrita;
a sistematização dos conteúdos abordados, como forma de explicitar e reflectir sobre os
conteúdos abordados;
o trabalho a pares e a partilha de conhecimentos;
a realização de trabalhos de pesquisa promotores do alargamento dos conhecimentos his-
tóricos e socioculturais;
a utilização de recursos variados como modo de apropriação de conteúdos;
o desenvolvimento da autonomia dos alunos;
a auto-avaliação enquanto forma de verificação da aquisição de conteúdos e de co-respon-
sibilização dos alunos pelo seu trabalho e pelas suas aprendizagens.
Na unidade 0 é efectuada uma revisão do nível A2.
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UNIDADE 0 – Olá!

Contexto
Um grupo heterogéneo de 10 jovens (Guo, Hassan, Hugo, Lara, Laurent, Luís, Margarida,
Marion, Rinat, Veríssimo), que aprende português em França, vem visitar Portugal com a pro-
fessora, Luísa, a fim de descobrir e conhecer melhor o país, a sua história e a sua cultura.
Viajaram de avião desde Paris, cidade onde residem, e acabam de aterrar em Lisboa, no
aeroporto da Portela.
Nesta unidade, a Lara, personagem central do grupo, e protagonista do manual, apresenta-se
e apresenta os amigos, colegas e respectivas famílias.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Falar dos outros e de si.
LEITURA: Textos de apresentação/rotina e textos narrativos.
COMPREENSÃO DO ORAL: Diálogos e descrições.
PRODUÇÃO ESCRITA: Texto de apresentação.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Apresentar-se / Apresentar alguém. Gramatical: – Marcadores de


– Dar e pedir informações de carácter – Presente do Indicativo. saudação,
pessoal, profissional e ocupação dos apresentação e
– Advérbios de quantidade e grau.
tempos livres. despedida.
– Adjectivos.
– Caracterizar física e psicologicamente.
Lexical:
– Perguntar e expressar gostos e prefe-
rências. – Nacionalidades.
– Falar do dia-a-dia. – Identificação pessoal.
– Características físicas e psicológicas.
– Rotina diária.

Dimensão cultural
Identificar património emblemático da cidade de Lisboa: O Aqueduto das Águas Livres.
Pesquisar dados sobre o património cultural da capital portuguesa: Lisboa.
Conhecer música portuguesa: O Inventor, Heróis do Mar.

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Actividades
Observa, escuta e lê. (pág. 5 – faixa 1)
Esta introdução contextualiza a trama narrativa que servirá de fio condutor ao manual: a via-
gem a Portugal de um grupo de jovens residente em Paris com a sua professora de português,
para uma visita-descoberta do país, da sua história e da sua cultura.
O professor pode utilizar um mapa para relembrar a localização geográfica de Portugal (Europa,
países vizinhos, costa marítima…), símbolos nacionais, etc. Sugere-se, igualmente, o levantamento
de conhecimentos sobre o país (história, cultura, sociedade…), sobre a língua portuguesa e sobre
as representações sociais dos alunos acerca dos portugueses.

Observa, escuta e identifica. (pág. 6 – faixa 2)


A audição do diálogo deverá ser feita, em simultâneo, com a visualização da imagem do
manual que o acompanha. Esta permitirá aos alunos identificar os diferentes membros do
grupo, associando a personagem ao seu nome.
Após duas audições, podem ser colocadas questões de compreensão oral, como:
– Onde se encontra o grupo de jovens?
– Quais foram os dois elementos arquitecturais que chamaram a atenção da Lara, do Hugo e
do Laurent?
– A Margarida está distraída, o que é que ela está a fazer?

áudio pág. 6 – faixa 2


Narrador: O grupo acabou de chegar ao aeroporto da Portela, em Lisboa.
Lara: O avião passou mesmo por cima da cidade! Espectacular!
Hugo: E a estátua, hem?!
Professora Luísa: Meninos! Venham cá! Quero confirmar que estamos todos!
Laurent: Ena! Parecia que o avião ia tocar na ponte!
Professora Luísa: Lara.
Lara: Presente.
Professora Luísa: Luís.
Luís: Presente.
Professora Luísa: Laurent.
Laurent: Ah! Estou aqui.
Professora Luísa: Veríssimo.
Veríssimo: Presente.
Professora Luísa: Marion.
Marion: Aqui.

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Guia do Professor

Professora Luísa: Hugo.


Hugo: Eu!
Marion: Impressionante! O avião passou mesmo por cima da cidade!
Professora Luísa: Hassan.
Hassan: Estou aqui, professora!
Professora Luísa: Guo.
Guo: Aqui!
Professora Luísa: Rinat.
Rinat: Sim.
Professora Luísa: Margarida. Margarida! Onde está a Margarida?
Luís: Está ali, professora. Está a ver as malas a passar no tapete.
Professora Luísa: Onde? Vai chamá-la, por favor. (pausa) Bem!… Estamos todos.
Podemos ir. Ah! É verdade, antes que me esqueça… Bem-vindos
a Lisboa! Bem-vindos a Portugal!

Escuta, lê e preenche. (pág. 7 – faixa 3)


Após duas audições da apresentação, na primeira pessoa, da protagonista da narrativa do
manual, sugere-se ao professor a verificação da sua compreensão, colocando, oralmente, as
seguintes questões:
Qual é o apelido da Lara?
Quantos anos tem?
Qual é a data do seu aniversário?
Quanto mede a Lara?
Quanto é que ela pesa?
Onde nasceu?
Qual é a sua nacionalidade?
Onde mora?
Como se chamam os seus pais e qual é a sua nacionalidade?
Quantos irmãos tem a Lara e como se chamam?
Quem são os seus melhores amigos?
Quais são os seus passatempos favoritos?

A esta actividade oral poderá seguir-se a leitura da apresentação da Lara pelos alunos e o
preenchimento da sua Ficha de Identificação.
Quando concluída e corrigida, o professor poderá utilizar as questões acima referidas para as
colocar aos alunos, sobre si próprios, consolidando, assim, as funções comunicativas enuncia-
das e trabalhadas nos níveis A1/A2.

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Conhece melhor os amigos da Lara. (págs. 8-9)


A leitura das quatro apresentações dos melhores amigos da Lara poderá ser seguida por
questões de compreensão oral semelhantes às anteriormente enunciadas e completada com o
exercício “Verdadeiro ou Falso”.
Respostas: 1 – Falso. 2 – Verdadeiro. 3 – Falso. 4 – Verdadeiro. 5 – Falso. O professor pode
solicitar aos alunos a correcção das respostas falsas.

Lê e apresenta oralmente. (pág. 9)


Com este exercício pretende-se que os alunos apliquem, oralmente, as estruturas morfos-
sintácticas trabalhadas nos exercícios e nos dois níveis anteriores, estimulando, em confiança,
a produção oral em língua portuguesa. O professor poderá solicitar aos alunos a sua apresenta-
ção pessoal seguindo este modelo.

Escuta, lê e responde. (pág. 10 – faixa 4)


Após a audição e a leitura da descrição física e psicológica da Lara e da sua família e de uma
breve apresentação da sua rotina diária, os alunos deverão verificar a compreensão oral de algu-
mas destas informações.
Respostas: 1. Faladora e bem disposta. 2. Pouco sorridente e calma. 3. 8:30. 4. Desastrado
e desarrumado. 5. Curiosa e sensível. 6. Vai para o quarto.
Sugere-se ao professor que coloque oralmente outras questões que considere pertinentes
para a exploração do conteúdo textual.

Vamos jogar! (pág. 11)


De forma lúdica, os alunos treinam a expressão e compreensão orais, formulando questões
para adivinhar quem o colega escolheu. O professor deve corrigir a formulação das perguntas.
Em alternativa, a actividade poderá ser realizada pelos alunos em pares.

Repara! (pág. 12)


A explicitação dos advérbios de quantidade e grau deverá ser feita a partir da sua contextualiza-
ção com base nos textos da página anterior e poderá ser seguida de novos exemplos, expressos
oralmente ou por escrito pelos alunos.

Lê e escreve. (pág. 12)


A produção escrita surge como uma actividade de consolidação dos conteúdos revistos ao
longo da unidade e permite aferir o nível de proficiência linguística nesta competência.

Recorda e preenche. (págs. 13-14)


Com o preenchimento destes quadros (individualmente, em pares ou em grande grupo), o aluno
sistematiza os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abordados e revistos
ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir sobre as aprendizagens efectuadas.

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Guia do Professor

Lê e descobre. (pág. 14)


Partindo de um texto sobre o Aqueduto das Águas Livres, o aluno descobre um dos monu-
mentos mais imponentes e emblemáticos da cidade de Lisboa. Este texto poderá servir de
ponto de partida para novas pesquisas e para outras abordagens de conteúdos culturais, históri-
cos e sociais, por exemplo, a situação política e social do século XVIII, outras obras de D. João V,
como o Palácio de Mafra, ou o estilo barroco.
Este documento está disponível em suporte áudio na página da internet www.escolavir-
tual.pt/falasportuguesb1.

Parte à descoberta... (pág. 15)


Com esta actividade de pesquisa pretende-se desenvolver a autonomia dos alunos, a utiliza-
ção das novas tecnologias, a pesquisa, selecção e tratamento de informação e o alargamento
dos conhecimentos arquitectónicos, históricos e culturais.
As pesquisas poderão ser realizadas na biblioteca da escola (em enciclopédias, CD-ROM, etc.)
ou na internet.
Como muitos alunos poderão nunca ter estado em Lisboa, sugere-se a visualização da cidade
através do GoogleEarth, para localização dos monumentos referidos, habitualmente visíveis
durante a aterragem de avião no aeroporto da cidade. Os alunos poderão pesquisar, em alterna-
tiva, outras localizações da cidade para que esta exploração lhes tenha despertado o interesse.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 16)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 16 – faixa 5)


A canção O Inventor, dos Heróis do Mar, pode servir para aferir o nível de proficiência dos
alunos na competência oral (compreensão e expressão), os conhecimentos culturais e as repre-
sentações sociais sobre Portugal.
Após duas audições, o professor pode pedir aos alunos para identificarem as referências da
canção:
“O inventor de Portugal era português” – D. Afonso Henriques;
“O marinheiro que foi à Índia era português” – Vasco da Gama;
“O aviador que foi ao Brasil” – Gago Coutinho;

podendo, a seguir, solicitar construções semelhantes (exemplo: o melhor jogador do mundo


em 2008 era português). Os colegas deverão adivinhar de quem se trata.
Esta actividade permitirá desenvolver uma representação positiva de personalidades portu-
guesas ilustres.

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UNIDADE 1 – Onde fica?

Contexto
1.° diálogo: O grupo encontra-se em frente ao aeroporto, na paragem do autocarro que os
levará até à Baixa Lisboeta, perto do hotel.
Ao longo do trajecto observam e comentam o que vêem e o que lhes desperta interesse. O
grupo sai na Praça do Rossio.
2.° diálogo: O grupo está na Praça do Rossio. Como a professora desconhece onde fica o
hotel onde vão ficar hospedados, pergunta pelo caminho a um transeunte.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Dar e pedir informações acerca de localizações/direcções.
LEITURA: Mapa da cidade e textos literários e narrativos/ informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e itinerários.
PRODUÇÃO ESCRITA: Itinerário.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Falar e descrever pessoas Gramatical: – Marcadores de


ou acontecimentos do passado. – Pretérito Perfeito simples do Indicativo. relações sociais.
– Pedir e dar indicações e orientações – Preposições e locuções prepositivas
de localização/ direcção. de lugar.
– Esquemas interaccionais: estabelecer
Lexical:
comunicação.
– Marcadores temporais de passado.

Dimensão cultural
Organizar um dossiê sobre o património cultural de Lisboa.
Identificar personalidades da cultura portuguesa.
Reconhecer marcas culturais: Martinho da Arcada.
Contactar com autores da literatura portuguesa: Fernando Pessoa.

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Guia do Professor

Actividades
Escuta e assinala a resposta certa. (pág. 17 – faixa 6)

áudio pág. 17 – faixa 6


Narrador: O grupo apanha o aerobus para ir para o hotel.
Professora Luísa: Meninos! Sentem-se lá ao fundo! Eu compro os bilhetes! Bom dia! Queria dez
bilhetes, por favor.
Motorista: Bom dia! São 30 euros.
Professora Luísa: Aqui tem.
Motorista: Obrigado.
Professora Luísa: Pode dizer-me se este autocarro passa pela Praça D. Pedro IV, por favor?
Motorista: Sim. Há uma paragem mesmo no Rossio.
Professora Luísa: Obrigada e boa tarde.
Motorista: De nada. Boa tarde.
Professora Luísa: O autocarro deixa-nos mesmo na Praça D. Pedro IV, perto do hotel.
Lara: A Praça chama-se D. Pedro IV ou Rossio, professora?
Professora Luísa: Actualmente, a Praça chama-se Praça D. Pedro IV. No entanto, continua a ser
mais conhecida pelo seu antigo nome, Rossio.
Laurent: E porquê Rossio?
Professora Luísa: Foi dado o nome de Rossio a esta Praça, por ser o principal ponto de encontro
dos habitantes da cidade, desde o século XIII.
Laurent: É muito grande?
Professora Luísa: Bastante. Mas quando lá chegarmos, vão ver! É muito bonita!
Narrador: Após algum tempo, o autocarro chega à rotunda do Marquês de Pombal.
Margarida: É a estátua do Marquês de Pombal! Está com um leão?!
Rinat: Marquês de Pombal?! Quem é?
Margarida: Não sabes quem foi o Marquês de Pombal?
Rinat: Já ouvi o nome, mas não me lembro quem foi…
Professora Luísa: Não se lembram quem foi o Marquês de Pombal!? Então, hoje à noite já tenho
um pequeno trabalho de pesquisa para vocês!
Agora já estamos a chegar… Vou perguntar ao motorista onde fica a rua do hotel.
Grupo: OK!
Professora Luísa: Por favor, podia dizer-me onde fica o hotel Moinho de Vento? Sei apenas que
fica na Rua Nova do Almada.
Motorista: Lamento, não a posso ajudar, não conheço muito bem esta zona.
Professora Luísa: Não faz mal, obrigada.
Motorista: Adeus e tenha uma boa tarde.
Professora Luísa: Preparem-se. Vamos sair.

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Falas Português? | Guia do Professor

Antes da audição do diálogo, o professor pode explorar a imagem, fazendo o levantamento


de hipóteses da situação e dos conhecimentos dos alunos relativamente ao local onde o grupo
se encontra.
Após duas audições, os alunos realizam o exercício de compreensão oral, assinalando com X
as respostas correctas.
Respostas: 1. O grupo apanha o aerobus. 2. O grupo vai descer do autocarro na Praça de
D. Pedro IV. 3. A Praça de D. Pedro IV é mais conhecida por Rossio. 4. A Praça de D. Pedro IV é
o ponto de encontro dos lisboetas, desde o século XIII. 5. O Marquês de Pombal está com um
leão. 6. O aerobus passa pela Rotunda do Marquês de Pombal.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (pág. 18)
Antes de introduzir o Pretérito Perfeito simples do Indicativo, o aluno deverá identificar o
tempo verbal e reflectir sobre o seu uso. Para tal, o professor pode colocar, oralmente, as
seguintes questões:
Será que a personagem de quem se fala faz parte do presente, do passado ou do futuro?
De acordo com as falas das personagens, qual é a palavra que nos permite chegar a essa
conclusão?

Lê, pesquisa e escreve. (pág. 19)


Com este exercício, pretende-se que os alunos realizem uma pequena pesquisa sobre a
vida, a personalidade e o papel político e social do Marquês de Pombal. O professor deverá cer-
tificar-se de que as informações recolhidas foram tratadas de modo a evitar a simples cópia
(recomenda-se o recurso à topicalização e/ou à paráfrase).
No texto biográfico redigido deverão aparecer formas verbais no Pretérito Perfeito simples
do Indicativo, permitindo verificar a sua apreensão.
A partir dos quadros “Repara”, o professor poderá pedir aos alunos a construção de outras
frases no Pretérito Perfeito simples do Indicativo.

Lê e completa. (pág. 20)


A presente actividade de preenchimento de espaços permite verificar a aquisição do tempo
verbal em estudo.
Respostas: viajaram / chegaram / recuperaram / foram / esperaram / chegou / fizeram /
entraram / compraram / sentaram-se / passaram / saíram / perguntou / foi / ficou.
O professor deverá chamar a atenção para a particularidade do verbo “sair” (acentuação).

Escuta e preenche os espaços com a informação adequada. (pág. 20 – faixa 7)

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Guia do Professor

áudio pág. 20 – faixa 7


Narrador: O grupo está em frente à estátua de D. Pedro IV.

Professora Luísa: Meninos! Esperem um pouco em frente à estátua. Vou perguntar àquele
senhor onde fica a rua do hotel.
Grupo: OK!
Professora Luísa: Bom dia! Por favor, podia dizer-me onde fica o hotel Moinho de Vento. Sei
apenas que fica na Rua Nova do Almada.
Transeunte 1: Olhe! Posso dizer-lhe onde fica a rua, mas quanto ao hotel terá de perguntar
quando lá chegar, porque é uma rua com muitos hotéis. Segue em frente por
esta rua, a Rua do Ouro. À sua direita vai encontrar o Elevador de Santa Justa.
Depois do elevador, vira na terceira à sua direita, na Rua de São Nicolau.
Depois, se não me engano, é logo a segunda perpendicular, perto do Largo da
Boa Hora. Quando lá chegar, o melhor é perguntar a alguém.
Professora Luísa: Muito obrigada.
Transeunte 1: De nada.
Professora Luísa: Bem! Podemos ir!
Hassan: Já sabe o caminho para o hotel?
Professora Luísa: Já! Vamos sempre em frente até encontramos a Rua de São Nicolau. Podemos ir?
Grupo: Sim!
Professora Luísa: Olhem aqui… à vossa direita.
Hassan: O que é isto?
Professora Luísa: Parem todos! Aqui é o Elevador de Santa Justa.
Marion: Que alto!
Professora Luísa: Pois é!
Hassan: Sabes porque é que está aqui, Marion?
Marion: Não! Professora, para que está aqui um elevador?
Professora Luísa: Vamos andando. Eu conto-vos a história do Elevador de Santa Justa quando
chegarmos ao hotel.
Grupo: Está bem!
Professora Luísa: Estejam atentos! Vamos virar na terceira à direita!
Lara: Aquela é a Rua de São Nicolau!
Professora Luísa: Óptimo. Agora é a segunda perpendicular.
Professora Luísa: Por favor, sabe onde fica o hotel Moinho de Vento?
Transeunte 2: É já ali. À sua esquerda, onde está a dizer hotel.
Professora Luísa: Muito obrigada. Não estava a ver!
Transeunte 2: De nada.
Professora Luísa: Vamos? Já estamos quase a chegar.
Lara: Uf! Ainda bem! Já estou cansada.

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Falas Português? | Guia do Professor

Antes da realização do exercício de preenchimento de espaços, o professor poderá verificar


a compreensão oral, colocando questões sobre o texto escutado.
Respostas: estátua / caminho / ajuda / senhor / de Vento / Nova do Almada / em frente / do
Ouro / Santa Justa / terceira / Nicolau / esquerda.

Lê os excertos do diálogo que acabaste de escutar e pensa. (pág. 21)


Após ter sido efectuada uma reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) sobre as
diferentes formas de tratamento e ter sido explicitado o seu uso, o professor pode propor à
turma uma actividade oral, pedindo aos alunos que imaginem como explicariam para que serve
um objecto (carro, colher, etc.) a diferentes pessoas (a um amigo, ao director da escola, etc.).
Poderá, desta forma, estabelecer uma relação explícita com os diferentes registos de língua.

Escuta novamente o texto e assinala no mapa o percurso que o grupo deverá efectuar.
(pág. 22)
Esta actividade permite verificar a compreensão oral do diálogo, mas também a apreensão
das preposições e locuções prepositivas de lugar.
O professor poderá utilizar o mapa para explorar outros percursos e pedir aos alunos para
simularem pedidos de informações acerca de um determinado percurso. Ambas as actividades
podem ser utilizadas para desenvolver a competência oral (compreensão/expressão/interacção)
e a competência escrita.

Escuta, lê e assinala. (pág. 23 – faixa 8)


Com este exercício, o professor verifica a compreensão e a aquisição das estruturas comuni-
cativas. Além disso, o aluno localiza alguns dos centros de interesse históricos e culturais da
cidade de Lisboa.

Sabias que… (pág. 24)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/falasportuguesb1, os alunos descobrem um dos mais emblemáticos espaços culturais
de referência – o Martinho da Arcada – e são incitados à leitura e à descoberta de autores e de
obras literárias portuguesas – Fernando Pessoa.
O professor poderá pedir aos alunos para realizarem uma pesquisa sobre os outros espaços
marcados pela passagem do autor, os seus heterónimos, a sua obra, o período literário da
época, etc. Poderá, igualmente, ler alguns dos seus textos com os alunos, trabalhar o texto
descritivo a partir de uma imagem de Fernando Pessoa (retrato)…
Sítios interessantes: http://multipessoa.net/
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

Vamos jogar! (págs. 25-26)


Ambas as actividades têm como objectivo trabalhar oralmente as funções comunicativas
abordadas nesta unidade e desenvolver a interacção entre os alunos.
O quadro “Não te esqueças que…” deverá ser utilizado como instrumento de apoio à sua
concretização.
O professor poderá, igualmente, trabalhar a competência escrita, propondo uma actividade
semelhante.

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Guia do Professor

Lê e responde por escrito. (pág. 26)


A produção escrita surge como uma actividade de consolidação de conteúdos e permite ava-
liar a sua aquisição.

Recorda e preenche. (pág. 27)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo) o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos)
abordados e revistos ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir sobre as aprendi-
zagens efectuadas.

Lê e descobre. (pág. 28)


Partindo de um texto autêntico, disponível em registo áudio na página www.escolavirtual.pt/
falasportuguesb1, os alunos descobrem uma das construções mais curiosas da Baixa de Lisboa.
Esta deverá servir de ponto de partida para novas pesquisas e outras descobertas.
Esta actividade de pesquisa pode permitir aos alunos a criação de um mural, na sala, com os
seus trabalhos. Em alternativa, estes poderão ser publicados no blogue da turma.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 30)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 30 – faixa 9)


Após a sua audição, leitura e exploração, a canção Música da passadeira pode servir de ponto
de partida para sensibilização dos alunos acerca da segurança rodoviária e pedonal. Sugere-se a
exploração do Portal de Educação e Segurança Rodoviária “Zona S” (www.zona-s.pt).

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Falas Português? | Guia do Professor

UNIDADE 2 – Que bom!

Contexto
1.° diálogo: O grupo encontra-se na recepção do hotel. A professora confirma a reserva e
distribui os quartos.
2.° diálogo: A professora Luísa e os seus alunos estão num restaurante na Baixa lisboeta,
onde vão almoçar, antes de continuar a sua visita por Alfama e pelo Castelo de São Jorge.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Dar/Pedir informações acerca de objectos e da sua localização e
contar algo no passado.
LEITURA: Receita e textos narrativos/informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e descrições /localizações de objectos.
PRODUÇÃO ESCRITA: Receita e mensagem electrónica.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Descrever espaços e objectos Gramatical: – Regras de


(como são, para que servem…). – Preposições e locuções prepositivas cortesia.
– Situar objectos no espaço. de lugar.
– Dar conselhos ou sugestões. – Modo Imperativo.
– Pedir algo / Responder / Agradecer – Pretérito Imperfeito do Indicativo.
com cortesia.
Lexical:
– Recontar acontecimentos passados.
– Objectos domésticos.
– Divisões administrativas.
– Alimentação.
Ortográfica:
– Ortografia do som [s].

Dimensão cultural
Identificar património emblemático da cidade de Lisboa: Alfama e Castelo de São Jorge.
Reconhecer marcas culturais: gastronomia tradicional portuguesa.
Conhecer música portuguesa: O Fado de Lisboa.

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Guia do Professor

Actividades
Escuta e assinala a resposta certa. (pág. 31 – faixa 10)

áudio pág. 31 – faixa 10


Narrador: O grupo está na recepção do hotel Moinho de Vento.
Professora Luísa: Olá, bom dia! Telefonei ontem a confirmar a nossa chegada. Aqui está a confir-
mação da reserva.
Empregado: Bom dia, bem-vindos ao hotel Moinho de Vento. Já estávamos à vossa espera.
Aqui tem as chaves dos vossos quartos. Vão ficar todos no 2.º andar. São quar-
tos duplos e triplos, pode distribuí-los como quiser.
Professora Luísa: Muito obrigada! Meninos! Venham cá. Sentem-se todos aqui. Vamos fazer a
distribuição dos quartos, antes de subirmos.
Lara: Eu fico com a Marion!
Professora Luísa: Muito bem! Aqui têm o quarto 202. O Hugo e o Luís ficam com o 204, ao lado do
quarto da Lara. O Veríssimo, o Laurent e o Hassan têm o 203 e a Margarida e a
Guo ficam no 205. Estão todos?
Todos: Sim.
Professora Luísa: E eu fico no 207. É ao fundo do corredor. Se precisarem de alguma coisa podem
bater a qualquer hora. Acho que já podemos ir.
Hassan: Os quartos têm TV, não têm? Quero ver o episódio da minha série favorita, logo
à noite.
Professora Luísa: Acho que sim, mas não sei se há canais franceses.
Lara: Eu vi que lá em baixo há internet, ao pé da recepção.
Professora Luísa: Vou deixá-los descansar um pouco. Quando estiver na hora do almoço, passo
pelos quartos. Até logo.

Após terem escutado o diálogo (duas vezes), os alunos realizam o exercício de compreensão
oral. Esta compreensão pode ser completada por outras questões.
Quando é que a professora realizou a confirmação da data de chegada do grupo ao hotel?
Em que quarto ficam o Veríssimo, o Laurent e o Hassan?
O que é que a professora aconselha os alunos a fazer após a distribuição dos quartos?

Observa e responde. (pág. 32)


A partir da observação atenta da imagem e dos elementos que a compõem, os alunos reali-
zam a descrição, por escrito, do quarto. Esta actividade permite ao professor avaliar os conheci-
mentos lexicais dos alunos e, se necessário, relembrar alguns conceitos.
O quadro “Não te esqueças…” deverá ser utilizado como instrumento de apoio à produção
escrita (texto descritivo).

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Falas Português? | Guia do Professor

Lê e encontra. (págs. 33-34)


A associação de um objecto à sua definição e a sopa de letras pretendem ser actividades
lúdicas de verificação de conhecimentos lexicais relativos a objectos que se podem encontrar
num compartimento específico (o quarto) e de aquisição de estruturas morfossintácticas que
permitem descrevê-los.
Respostas: Armário / Cama / Mesa / Quadro / Cadeira / Carpete / Alcatifa / Estante / Candeeiro
/ Televisão / Aparelhagem / Mesa-de-cabeceira.

Vamos jogar! (pág. 35)


As três actividades de expressão oral têm como objectivo consolidar os conteúdos linguísti-
cos apreendidos (objectos, descrição, localização espacial…) e desenvolver a competência
comunicativa dos alunos.
O quadro “Não te esqueças…” deverá servir como instrumento de apoio à expressão/inte-
racção orais.

Escuta, lê e reconstitui. (pág. 36 – faixa 11)

áudio pág. 36 – faixa 11


Narrador: O grupo encontra-se no restaurante.
Empregado: Boa tarde. Já escolheram?
Professora Luísa: Boa tarde! Queríamos cinco bitoques e cinco doses de pataniscas de bacalhau.
Empregado: As doses são bastante grandes, não preferem antes meias-doses?
Professora Luísa: Sim, é melhor. Em Portugal come-se muito bem.
Lara: Podemos pedir salada, professora?
Professora Luísa: Claro que sim! A salada faz parte de uma alimentação equilibrada! Há salada
mista?
Empregado: Há, sim senhora. Leva alface, tomate, cenoura, pepino e cebola.
Professora Luísa: Podia trazer salada mista para todos? Mas sem temperar, cada um tempera
depois ao seu gosto.
Luís: Estou esfomeado!
Empregado: E para beber?
Professora Luísa: Água.
Grupo: Preferíamos sumo!
Professora Luísa: Os refrigerantes têm muito açúcar! Nada de sumos! Tem garrafas de água
grandes?
Empregado: Temos, sim, minha senhora, de litro e meio.
Professora Luísa: Podia trazer-nos três garrafas de água de litro e meio, por favor?
Grupo: Sim! Que remédio!

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Guia do Professor

Empregado: Desejam mais alguma coisa?


Professora Luísa: Não, muito obrigada.
Empregado: Muito obrigado. Vai já sair, são os pratos do dia. Com licença.
Lara: Professora, hoje à tarde, a seguir ao almoço, o que é que vamos ver?
Professora Luísa: Quando almoçarmos, vamos visitar Alfama…
Luís: A comida já está a chegar. Foi rápido!
Professora Luísa: Então, no final da refeição falo-vos um pouquinho de Alfama e dos locais que
vamos visitar durante os próximos dias. Usem os talheres. Não quero ver nin-
guém a comer só com o garfo!

Após duas audições do diálogo no restaurante, a reconstituição do mesmo e a respectiva lei-


tura, o professor poderá completar as actividades de compreensão colocando questões que
considere pertinentes.
O presente texto poderá servir, igualmente, para verificar os conhecimentos e as representa-
ções dos alunos acerca dos costumes alimentares dos portugueses. Este poderá, ainda, servir
de ponto de partida para uma conversa sobre os hábitos alimentares de cada um (recorrendo,
sempre que possível, ao Imperativo).

Lê e corrige. (pág. 37)


Nesta actividade de leitura e correcção, os alunos deverão confrontar as informações pre-
sentes nas duas tipologias textuais, de modo a identificar e corrigir aquelas que diferem.
Esta tem como objectivo trabalhar a compreensão leitora e a identificação de informações
específicas.

Pesquisa e completa. (pág. 38)


Com este exercício, pretende-se que os alunos realizem uma pequena pesquisa sobre as
várias regiões do território português, ficando assim a conhecer cada uma delas.
A regionalização é um assunto polémico em Portugal, tendo vindo a ser sucessivamente
adiada desde 1974. No manual, optou-se por referir as 8 regiões administrativas definidas pela
lei n.º 19/98, além das duas regiões autónomas. Desde 2003, coexiste a referência às 5 regiões
NUTS – Nomenclaturas de Unidades Territoriais para fins Estatísticos, definidas pelo Eurostat e
adoptadas pelo Sistema Estatístico Nacional (mais informações em http://www.shapesofportu-
gal.com/sop/divisoes/).
O professor pode, a partir deste exercício, pedir aos alunos que, individualmente ou em
pares, escolham uma das regiões e façam uma breve pesquisa acerca desta, partilhando as
suas descobertas, em seguida, com o resto do grupo. Sugere-se ainda a exploração do Mapa
Etnomusical do Centro Virtual Camões (http://cvc.instituto-camoes.pt).

Escuta e reorganiza. (pág. 39 – faixa 12)


Após a audição da receita, o aluno deverá reorganizar a sua elaboração. Assim, para além de
ficar a conhecer um prato típico português, o aluno trabalha a competência oral (compreensão).

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Falas Português? | Guia do Professor

O professor pode utilizar a actividade como ponto de partida para questionar os alunos sobre
os seus conhecimentos relativamente à cozinha portuguesa, trabalhando, consequentemente,
conteúdos culturais de forma interactiva. Com esta, poderão, igualmente, ser relembradas as
estruturas lexicais relativas aos alimentos.

Lê, pesquisa e descobre. (pág. 40)


Dando seguimento ao exercício anterior, este visa a realização de uma pequena pesquisa
sobre um prato tradicional português e outro pertencente à cultura do aluno. Assim, para além
de trabalhar a competência escrita (receita), os alunos estabelecem uma ponte entre a cultura
da língua de aprendizagem e a sua própria cultura.
O professor e os seus alunos poderão escolher uma receita de cada e solicitar que os dois
pratos façam parte da ementa semanal da cantina da escola.
Uma pesquisa no sítio da internet YouTube (www.youtube.com) por “receitas rtp” permitirá
encontrar excertos de programas da RTP em que os alunos poderão assistir à confecção de
pratos tradicionais por cozinheiros portugueses conceituados.

Sabias que… (págs. 40-41)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/falasportuguesb1, os alunos descobrem um dos bairros mais emblemáticos da cidade
de Lisboa. O professor poderá completar esta informação com outros textos sobre a zona ou
com a realização de uma pequena pesquisa de imagens e/ou de informações sobre Alfama.
Poderão ser abordados os aspectos tradicionais e culturais da zona e as suas características
específicas (ruas estreitas, situação geográfica, monumentos…), bem como a comemoração do
feriado municipal de Lisboa, o Santo António (13 de Junho).

Como se diz, como se escreve! (pág. 42)


Esta actividade de fonética sobre a realização do som consonântico [s], visa o reconheci-
mento da sua realização, permitindo aos alunos familiarizar-se com a ortografia dos mesmos e
compreender que um mesmo som pode escrever-se de várias formas. O professor deverá ler
as palavras isoladamente, adequando o ritmo às necessidades dos alunos.

Lê e escreve. (pág. 43)


A produção escrita surge como uma actividade de consolidação dos conteúdos sintácticos e
lexicais apreendidos nesta unidade, permitindo uma avaliação formativa. O professor deverá ter
em atenção o uso correcto do passado, em particular do Imperfeito, que o aluno tem no quadro
de apoio “Repara” da página anterior.

Recorda e preenche. (págs. 44-45)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo), o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos)
abordados e trabalhados ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir sobre as
aprendizagens efectuadas.

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Guia do Professor

Lê e descobre. (pág. 45)


Partindo de um texto autêntico, disponível em registo áudio na página www.escolavirtual.pt/
falasportuguesb1, o aluno descobre um dos monumentos mais imponentes e emblemáticos da
cidade de Lisboa – o Castelo de São Jorge. A sua apresentação permite-lhe viajar no tempo e
pela história de Portugal. Por conseguinte, este deverá servir de ponto de partida para novas
pesquisas e para outras abordagens de conteúdos culturais, históricos e sociais.
O professor poderá ainda evocar o terramoto de 1755, que destruiu parte do monumento, e
relembrar a cidade antiga através do painel de azulejos que retrata Lisboa antes de 1755 e que
se encontra exposto no Museu do Azulejo (na internet em http://www.mnazulejo-ipmuseus.pt/).

Parte à descoberta... (pág. 46)


Com esta actividade de pesquisa e de desenvolvimento da autonomia dos alunos, pretende-se
que estes utilizem as novas tecnologias e seleccionem e tratem a informação, alargando os seus
conhecimentos arquitectónicos, históricos e culturais acerca de Alfama e do Castelo de São Jorge.
Uma pesquisa no sítio da internet Flickr (www.flickr.com) ajudará os alunos a encontrar foto-
grafias destes locais e a construir um álbum pessoal.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 46)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 46 – faixa 13)


O Fado da Procura, de Ana Moura, além de permitir transmitir um pouco de “cor local” de
Alfama, pode servir para explorar a compreensão oral.
O professor poderá, igualmente, pedir aos alunos para identificarem, no mapa de Lisboa ou
recorrendo à internet, os diferentes locais mencionados e as suas características.
Ana Moura é uma jovem fadista, que, inclusivamente, cantou no último concerto dos Rolling
Stones em Lisboa – os alunos poderão pesquisar sobre outras jovens fadistas portuguesas
(Mariza, Mísia, Joana Amendoeira, Cristina Branco, etc.).

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Falas Português? | Guia do Professor

UNIDADE 3 – Boa!

Contexto
1.° diálogo: O grupo foi visitar a zona de Belém. Desceu do eléctrico perto do Palácio Presi-
dencial, onde estava a decorrer a Rendição Solene da Guarda Nacional Republicana.
2.° diálogo: Após terem tomado o pequeno-almoço e provado os deliciosos pastéis de
Belém, o grupo dirige-se para o Mosteiro dos Jerónimos.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Expressar sentimentos e emoções.
LEITURA: Nota biográfica e textos narrativos/ informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e expressões idiomáticas.
PRODUÇÃO ESCRITA: Biografia e itinerário.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Pedir algo com cortesia. Gramatical: – Expressões


– Agradecer e responder com cortesia. – Interjeições. idiomáticas.
– Falar no futuro. – Futuro do Indicativo.
Prosódia:
– Entoação.

Dimensão cultural
Reconhecer marcas culturais: Pastéis de Belém; estilo Manuelino
Identificar património da cidade de Lisboa: Centro Cultural de Belém.
Identificar Portugal como uma República e uma Democracia.
Identificar o Presidente da República.

Actividades
Escuta e diz se é verdadeiro ou falso, corrigindo as afirmações incorrectas.
(pág. 47 – faixa 14)

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Guia do Professor

áudio pág. 47 – faixa 14


Narrador: O grupo está em Belém, perto do Palácio Presidencial.

Veríssimo: O que é que se passa ali? O que é que a polícia está a fazer a cavalo?
Luís: Hi! Olha! Que é aquilo?
Professora Luísa: Antes de vos responder a essa pergunta, gostava de saber se alguém conhece
aquele palácio.
Laurent: Ah! É a casa do Presidente da República, não?
Lara: Não se diz casa! É o Palácio de Belém, Laurent! O Palácio Presidencial!
Luís: Boa! Sabes sempre tudo! Também sabes o que se está a passar? Porque é que a
polícia está a marchar e porque estão a tocar esta música?
Lara: Não, não sei! Como vês não sei tudo! E só sei que é Palácio da Presidência da Repú-
blica porque ontem, antes de me deitar, procurei no guia de Lisboa informações
sobre Belém!
Professora Luísa: Bem! Meninos! Então! Ainda bem que alguém procurou saber mais coisas sobre
aquilo que vamos ver hoje!
Veríssimo: Então é aqui que mora o Presidente Lula da Silva?
Veríssimo: Que foi?! Porque é que se estão todos a rir? Não é aqui que vive o Presidente da
República?
Rinat: Não é isso! Enganaste-te! Lula da Silva é o Presidente do Brasil, o actual Presidente
da República Portuguesa chama-se Aníbal Cavaco Silva!
Veríssimo: Ups! Esta foi má! Desculpem! E já agora, peço desculpa ao Presidente também!
Professora Luísa: Basta! Vamos lá pôr ordem nas coisas! Primeiro, este é de facto o Palácio de Belém.
E o Palácio de Belém é a sede da Presidência da República Portuguesa. No entanto,
o Presidente pode optar por residir aqui ou não. No caso do nosso actual Presidente,
Aníbal Cavaco Silva, este escolheu continuar a viver no seu apartamento de Lisboa.
Hassan: Hã? Com este Palácio maravilhoso!
Professora Luísa: São opções! O Presidente está aqui durante o dia, mas quando termina o trabalho
regressa a sua casa. À casa que tinha antes de ser eleito Presidente!
Veríssimo: É ele que manda em Portugal?
Professora Luísa: Não, em Portugal o Presidente tem poder representativo, quem tem o poder execu-
tivo é o Primeiro-Ministro, que é o chefe do Governo.
Guo: E estes polícias, quem são?
Margarida: E o que estão a fazer?
Professora Luísa: Estamos no terceiro fim-de-semana do mês.
Grupo: E?
Professora Luísa: No terceiro domingo de cada mês, às 11 horas, tem lugar a Rendição Solene ou Ren-
der da Guarda, realizado pela guarda de honra do Palácio Nacional de Belém, a
cargo do Esquadrão Presidencial do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional
Republicana (GNR).

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Falas Português? | Guia do Professor

Guo: Rendição! O que é isso?


Professora Luísa: Hum! Durante um mês a segurança e a vigilância do Palácio está entregue a um
grupo de guardas. Quando esse mês termina vem outro grupo substituí-lo. Essa subs-
tituição é a rendição.
Grupo: Ah!
Professora Luísa: Agora que já assistiram à cerimónia, podemos continuar! Vamos tomar o pequeno-
-almoço. Vamos comer os famosos pastéis de Belém!
Grupo: Boa!

Após a audição do diálogo, segue-se o exercício de compreensão oral. Neste, para além dos
alunos terem de identificar as afirmações verdadeiras e falsas, devem apreender a informação
correcta de modo a que, no final, as 8 afirmações contenham, apenas, informações verdadeiras
em relação ao conteúdo do texto.
Se o professor achar pertinente, para uma maior exploração do diálogo e da compreensão
oral, poderá colocar outras questões.
Respostas: 1. Verdadeiro. 2. Falso: A Lara e o Laurent conhecem o Palácio Presidencial. 3.
Falso: O actual Presidente da República chama-se Aníbal Cavaco Silva. 4. Falso: O Presidente
da República pode optar por não residir no Palácio Presidencial. 5. Verdadeiro. 6. Falso: A Rendi-
ção Solene ou Render da Guarda, realizado pela guarda de honra do Palácio Nacional de Belém,
acontece no terceiro fim-de-semana de cada mês. 7. Verdadeiro. 8. Falso: Depois de assistir à
cerimónia, o grupo vai tomar o pequeno-almoço.
Sugere-se que as informações culturais presentes no texto estabeleçam uma ligação directa
com as dos alunos. Assim, o professor poder-lhes-á colocar as seguintes questões:
Como se chama o Presidente da República do vosso país?
Onde é que ele vive? / Qual o nome do Palácio Presidencial?
Será que também existe uma guarda solene?

Poderá, ainda, questionar os alunos sobre a figura de Lula da Silva e sobre os conhecimen-
tos e representações que estes possuem sobre o Brasil.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (pág. 48)
Após ter sido efectuada uma reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) sobre as inter-
jeições e ter sido explicitada a sua importância e as circunstâncias do seu uso, o professor
poderá, recorrendo a situações simples do quotidiano, pedir aos alunos para expressarem um
sentimento/emoção adequado a cada uma delas.

Escuta e preenche. (pág. 49)


Partindo de duas ou mais audições da faixa 14, os alunos deverão identificar e reescrever as
interjeições presentes no diálogo, e o sentimento expresso por cada uma delas. Trata-se de

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Guia do Professor

uma tarefa que permite verificar não só a compreensão oral como também a capacidade de
associar uma interjeição ao respectivo sentimento. É também uma oportunidade para reforçar a
importância da entoação, enquanto modificador de sentido.
Respostas: “Hi!” – Surpresa; “Boa!” – Aplauso; “Bem!” – Impaciência; “Ups!” – Surpresa/Arre-
pendimento; “Basta!” – Suspensão; “Hã?” – Surpresa/Interrogação; “Ah!” – Surpresa e “Boa!” –
Aplauso.

Vamos jogar! (págs. 49-50)


A presente actividade visa desenvolver a interacção oral, recorrendo aos conteúdos recente-
mente apreendidos. O professor deverá reforçar junto dos alunos a importância da entoação e
da linguagem não-verbal para a criação do significado.
O quadro “Repara” surge, aqui, para explicitar a passagem da expressão dos sentimentos/emo-
ções da oralidade para a escrita, sublinhando assim as diferenças entre aquilo que se diz e aquilo
que se escreve.

Sabias que… (pág. 50)


Partindo de um texto autêntico, os alunos descobrem as funções do Presidente da Repú-
blica e do Primeiro-Ministro e o que distingue um cargo do outro. De modo a verificar a com-
preensão do texto, são propostas duas questões, que podem ser completadas com outras.
O professor poderá sugerir aos alunos a consulta do Twitter da Presidência da República,
em http://twitter.com/presidencia, ou, ainda, estabelecer a ponte com os conhecimentos dos
alunos sobre o Governo dos seus países de proveniência ou residência.

Lê e escreve. (pág. 51)


Esta actividade aborda as competências da oralidade e da escrita e tem como finalidade a
redacção de uma nota biográfica curta. Com esta audição, leitura e produção escrita, os alunos
não só produzem uma sequência textual específica (nota biográfica), como também ficam a
conhecer o Presidente da República de Portugal.
A turma poderá, em seguida, seleccionar um dos textos e divulgá-lo no seio da comunidade
escolar através da colocação da biografia no sítio da escola na internet ou no blogue da turma
ou através de um cartaz num local público da escola.

Lê a frase dita pela Margarida e pensa. (pág. 52)


Após uma reflexão sobre o conteúdo semântico da expressão idiomática proferida pela Mar-
garida, explicita-se a função e o uso das presentes estruturas frásicas.
O professor poderá estabelecer uma ponte com expressões idiomáticas existentes na(s) Lín-
gua(s) Materna(s) dos alunos, sublinhando a sua importância cultural.

Lê e tenta explicar. (pág. 52)


Este exercício pretende, através da reflexão, que os alunos apreendam o conteúdo semân-
tico de algumas expressões idiomáticas de uso frequente.
Respostas: 1 – Uma decepção. 2 – Fala muito. 3 – Fantasiar. 4 – Dizer a verdade inadvertida-
mente. 5 – Diz tudo o que pensa.

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Falas Português? | Guia do Professor

Vamos jogar! (pág. 53)


Com esta actividade, realizada individualmente ou em pares, os alunos deverão reflectir e
partilhar os seus conhecimentos relativamente a expressões idiomáticas pertencentes à cultura
da língua de aprendizagem e à sua própria língua.
O professor poderá relembrar expressões idiomáticas próximas ou semelhantes nas duas
línguas para introduzir o tema, ou propor uma actividade de tradução literal / tradução por sen-
tido das expressões propostas pelos alunos.

Lê e descobre. (pág. 53)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/ falasportuguesb1, o aluno descobre uma das iguarias mais procuradas e conhecidas
de Lisboa. Esta poderá servir de ponto de partida para novas pesquisas.
De modo a verificar a compreensão do texto, o professor poderá colocar questões, como:
Quando surgiu, em Belém, uma refinação de cana-de-açúcar?
Qual foi uma das consequências da Revolução Liberal de 1820?
Como surge a primeira loja de pastéis de Belém?
Como era, na altura, assegurada a ligação entre Lisboa e Belém?
Quem detém o segredo da receita dos famosos pastéis de Belém?

Escuta e assinala a afirmação correcta. (pág. 54 – faixa 15)

áudio pág. 54 – faixa 15


Narrador: Depois de ter tomado o pequeno-almoço, o grupo continua a sua visita por Belém.
Luís: Hum! Acho que podia comer pastéis de Belém todos os dias! Que delícia!
Margarida: Qualquer um de nós!
Lara: Uau! Finalmente o Mosteiro dos Jerónimos!
Margarida: Onde?
Lara: Aqui! À tua frente! Acho que ainda vens a sonhar com os pastéis de Belém!
Margarida: E achas que é para menos?!
Professora Luísa: Bem! Meus queridos, aqui estamos nós diante de uma das obras arquitectóni-
cas mas bonitas do nosso país! O que acham?
Laurent: É mais do que lindo, professora! É maravilhoso!
Lara: Simplesmente espectacular!
Professora Luísa: Ainda bem que concordam comigo! Bem! Vamos lá então saber mais sobre esta
obra de arte… Vamos seguir o guião pedagógico para ficarmos a conhecer
tudo sobre o Mosteiro dos Jerónimos e sobre a Torre de Belém, onde iremos
depois!
Lara: Já está!
Professora Luísa: Peguem num lápis, para irmos preenchendo o guião à medida que formos visi-
tando o Mosteiro. Estão prontos?

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Guia do Professor

Rinat: Espere, professora! O Hassan ainda não está preparado!


Hassan: (…) Podemos começar.
Professora Luísa: Muito bem, estejam com atenção! Se não perceberem alguma coisa, peçam-
me para parar e explicar melhor. Vamos começar por ouvir o que o monge tem
para nos dizer.
Hugo: Professora, o que é um monge?
Professora Luísa: É um homem que dedica a sua vida a Deus e ocupa o seu tempo a rezar, traba-
lhar e ajudar os outros. Os monges vivem em comunidade numa casa chamada
mosteiro e vestem um fato próprio chamado hábito.
Hugo: Já percebi! Pode continuar…
Professora Luísa: Então, vá… Agora estejam atentos.
Monge: Em 1496, o rei D. Manuel I pediu autorização à Santa Sé, para construir um
grande Mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Os trabalhos
começaram em 1501; um século depois as obras estavam concluídas. As
razões da construção do Mosteiro dos Jerónimos prendem-se com a vontade
do monarca reunir em panteão o ramo dinástico Avis-Beja. D. Manuel I e os
seus descendentes foram sepultados em túmulos de mármore colocados na
capela-mor da igreja e capelas laterais.
A dedicação do Mosteiro à Virgem de Belém foi outro factor que pesou na
decisão régia.
O Mosteiro dos Jerónimos, como é vulgarmente conhecido, veio substituir a
igreja outrora existente no mesmo local, cuja invocação era a Santa Maria de
Belém e onde os freires da Ordem de Cristo prestavam assistência aos
mareantes em trânsito.
No século XIX, o Mosteiro assistiu a intervenções arquitectónicas pontuais,
que embora não alterando a sua estrutura primitiva vieram dar-lhe a forma que
lhe conhecemos hoje.
O Mosteiro dos Jerónimos é habitualmente apontado como a “jóia” do estilo
manuelino. Este estilo exclusivamente português, integra elementos arquitectó-
nicos do gótico final e do renascimento, associando-lhe uma simbologia régia,
cristológica e naturalista, que o torna único e digno de admiração.
Foi declarado Monumento Nacional em 1907.
Hoje é revisto por cada um de nós não apenas como uma notável peça de
arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.

Antes da audição do diálogo, o professor pode explorar a imagem, fazendo o levantamento


de hipóteses da situação e dos conhecimentos dos alunos relativamente ao local onde o grupo
se encontra.
Após duas audições, os alunos realizam o exercício de compreensão oral, assinalando com X
as respostas correctas.
Respostas: 1. O grupo está a sair dos Pastéis de Belém. 2. O Mosteiro dos Jerónimos foi
construído por D. Manuel I. 3. O Mosteiro dos Jerónimos é, habitualmente, apontado como a
jóia do estilo manuelino. 4. A Margarida ainda está a pensar nos pastéis de Belém. 5. A constru-
ção do Mosteiro começou em 1501. 6. O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento
Nacional em 1907.

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Falas Português? | Guia do Professor

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (pág. 55)
Antes de introduzir, explicitamente, o Futuro simples do Indicativo, o aluno deverá identificar o
tempo verbal e reflectir sobre o seu uso. Para tal, deverá responder às duas questões que lhe são
colocadas.

Lê, identifica e escreve. (págs. 56-57)


Com este exercício, pretende-se que os alunos identifiquem, no mapa, os diferentes monu-
mentos e que escolham cinco. Complementarmente, poderão pesquisar no sítio de partilha de
fotografias Picasa (http://picasaweb.google.com). Em seguida, deverão escrever um pequeno
roteiro com base na informação encontrada. Nesse roteiro deverão aparecer formas verbais no
Futuro simples do Indicativo, permitindo, assim, verificar a sua apreensão.
Os quadros “Repara” deverão servir de apoio à escrita. A partir destes, o professor poderá
igualmente pedir aos alunos a construção de outras frases no Futuro simples do Indicativo.

Sabias que... (págs. 58-59)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/ falasportuguesb1, os alunos descobrem um dos mais modernos espaços culturais de
referência da capital portuguesa e do país – o Centro Cultural de Belém.
Para além de poder realizar uma actividade de compreensão oral e estabelecer uma ponte
com os espaços semelhantes existentes no país dos alunos, o professor poderá pedir-lhes para
realizar uma pesquisa sobre as diferentes actividades culturais disponibilizadas pelo CCB, con-
sultando o respectivo sítio: www.ccb.pt/.
Actualmente, o CCB aloja o Museu Colecção Berardo, um dos museus mais visitados de Por-
tugal, que apresenta um importante acervo de arte moderna e contemporânea (http://www.berar-
docollection.com/).

Recorda e preenche. (pág. 59)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande grupo)
o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abordados ao
longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir e explicitar as aprendizagens efectuadas.

Lê e descobre. (pág. 60)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/ falasportuguesb1, o aluno descobre um dos monumentos e um dos estilos arquitectó-
nicos mais imponentes e emblemáticos de Portugal. Este poderá servir de ponto de partida para
novas pesquisas e para outras abordagens de conteúdos culturais, históricos e arquitectónicos.
A partir deste texto, o professor poderá, por exemplo, abordar o estilo manuelino, os Descobri-
mentos portugueses e a situação política e social do século XVI, dependendo do perfil da turma.

Parte à descoberta... (pág. 61)


Com esta actividade de pesquisa, pretende-se desenvolver a competência escrita, a autonomia
dos alunos, a utilização das novas tecnologias, a pesquisa, selecção e tratamento de informação e
o alargamento dos seus conhecimentos arquitectónicos, históricos e culturais.

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Guia do Professor

Sugere-se que os alunos realizem apresentações electrónicas, que poderão ser depois disponi-
bilizadas no sítio da escola na internet.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 62)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 62 – faixa 16)


A canção O Conquistador para além de poder servir de actividade de compreensão e expressão
orais, pode ser utilizada pelo professor para avaliar os conhecimentos sobre os Descobrimentos
portugueses.

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UNIDADE 4 – Será que…

Contexto
O grupo está no salão do hotel e prepara-se para ir visitar a vila de Sintra. Como o céu está
escuro e o grupo receia que chova, a professora decide consultar as previsões meteorológicas.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Conversar no balcão de uma estação de comboios.
LEITURA: Boletim meteorológico, horários e textos narrativos/ informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e boletim meteorológico.
PRODUÇÃO ESCRITA: Texto descritivo.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Falar sobre o estado do tempo. Gramatical: – Regras


– Expressar dúvida. – Será que… de delicadeza.
– Esquemas interaccionais: comprar um – Pronomes pessoais átonos acusativos.
bilhete e pedir informações numa
Lexical:
estação de comboios.
– Estado do tempo.
– Divisões territoriais.
– Transportes.
Fonológica:
– Consoantes mudas.

Dimensão cultural
Identificar património emblemático: Sintra.
Conhecer marcas culturais: transportes.
Identificar os tipos de divisão territorial.
Organizar um dossiê sobre o património cultural de Sintra.

Actividades
Escuta e responde. (pág. 63 – faixa 17)

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Guia do Professor

áudio pág. 63 – faixa 17


Narrador: O grupo está no salão do hotel.
Professora Luísa: Escutem todos… Vamos subir aos quartos e prepararmo-nos para irmos a Sintra.
Rinat: O céu está a ficar escuro. Será que vai chover?
Professora: Não sei… Deixem-me ver no jornal de hoje… Onde está o jornal? Hassan, vai à
recepção e pede o jornal de hoje, por favor.
Hassan: Está bem… Bom dia! Têm o jornal de hoje, por favor?
Empregado: Olá, bom dia! Queres o jornal é? Leva o Correio da Manhã, pois acabei de ver o
mapa com as previsões do tempo. Então quais são os planos para hoje?
Hassan: Obrigado! Vamos visitar Sintra.
Empregado: Ai vão!? Sintra é uma vila muito bonita! Leva também os horários dos comboios
da Linha de Sintra. De comboio é um saltinho! Aqui está.
Hassan: Muito obrigado!
Aqui está o jornal. O empregado também me deu os horários dos comboios da
Linha de Sintra. Diz que é um saltinho.
Professora Luísa: Obrigada!
Rinat: Professora… Não precisa do jornal. Escute, escute… Estão a fazer as previ-
sões do tempo para hoje na rádio.
Informação radiofónica: No continente, céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito
nublado por neblina ou nevoeiro nos vales, terras baixas e no nordeste transmontano, até ao final da
manhã. Hoje a previsão de uma pequena subida da temperatura máxima. Madeira e Açores com
muitas nuvens e aguaceiros. Máximas de 13° para Lisboa, 15 para o Porto, 16 para Coimbra, 17 para
Faro e 19 para o Funchal e Ponta Delgada.
Lara: Pode resumir, por favor?
Margarida: Pelo que percebi… Hoje não vai chover, mas também não vai estar calor!
Professora Luísa: Exacto. Então, subam aos vossos quartos e vistam algo mais quente. Encon-
tramo-nos daqui a 10 minutos, na recepção, pode ser?
Grupo: Sim.
Hassan: Sempre vamos de comboio?
Professora Luísa: Sim. Vamos apanhá-lo à estação do Rossio.
Hassan: Fixe! Adoro andar de comboio.

Após duas audições do diálogo, e antes de os alunos responderem por escrito às perguntas
colocadas, o professor poderá trabalhar a compreensão oral com questões como:
Onde é que o grupo vai neste dia?
Qual é a preocupação da Rinat?
Para se certificar das previsões meteorológicas, o que é que a professora Luísa decide fazer?
Qual o título do jornal que o empregado da recepção entrega ao Hassan?
Qual o meio de transporte que o grupo vai utilizar para ir a Sintra?
Qual é a previsão meteorológica para o dia?
Onde é que o grupo vai apanhar o comboio?

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Falas Português? | Guia do Professor

Respostas: 1. A professora Luísa pede para ver a previsão do estado do tempo para se certificar
de que não vai chover. 2. O Hassan vai pedir o jornal ao empregado da recepção. 3. O empregado
entrega o Correio da Manhã ao Hassan. 4. A previsão meteorológica para aquele dia é de céu
pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado por neblina ou nevoeiro nos vales, terras
baixas e no Nordeste Transmontano, até ao final da manhã. 5. O meio de transporte que o grupo
vai utilizar é o comboio. 6. O grupo vai apanhar o comboio, para ir para Sintra, à estação do Rossio.
O professor poderá, ainda, questionar os alunos quanto o estado do tempo actual, aferindo
assim os conhecimentos linguísticos sobre esta temática.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (pág. 64)
A leitura do presente excerto pretende levar os alunos a reflectir sobre a estrutura sintáctica
das frases, de modo a identificar a expressão da dúvida – Será que…

Recorda e preenche. (pág. 64)


Após a reflexão sobre a estrutura Será que… e a explicitação do seu uso, os alunos deverão
realizar o presente exercício reutilizando-a. A actividade consiste em substituir Achas que… /
Acham que… por Será que…
Respostas: 1. Será que é o jornal de hoje? 2. Será que vai estar bom tempo? 3. Será que ela
também queria ir? 4. Será que ele sabe ler o boletim meteorológico? 5. Será que o comboio até
Sintra é directo?

Escuta, observa o mapa e indica. (págs. 65-66)


Partindo de duas novas audições do diálogo inicial da presente unidade (faixa 17), os alunos
deverão completar o mapa com as informações meteorológicas relativas às temperaturas em
diversas cidades. Com esta actividade os alunos trabalham a compreensão oral e situam várias
cidades de Portugal continental e insular.
Uma vez concluída, os alunos deverão retirar do mapa informações específicas sobre o estado
do tempo previsto para outros pontos do país, explorando, assim, o mapa e os conteúdos lexicais.
Respostas:

Cidade Temperatura mínima Temperatura máxima Estado do vento


Braga 12 14 moderado
Guarda 8 9 moderado
Bragança 9 10 moderado
Leiria 13 15 moderado
Beja 11 15 moderado
Setúbal 13 16 moderado
Faial 14 18 fraco
Flores 14 19 fraco
1. Funchal; 2. Penhas Douradas; 3. Madeira e Açores; 4. Açores.

A esta actividade segue-se a redacção de um pequeno texto informativo (boletim meteoroló-


gico), no qual os alunos deverão fazer a previsão do estado do tempo para Ponta Delgada. De
modo a desbloquear a escrita, o professor deverá passar novamente o diálogo.

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Guia do Professor

Lê os excertos do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras desta-


cadas, e pensa. (págs. 67-68)
Antes de introduzir, explicitamente, os pronomes pessoais átonos acusativos, tradicional-
mente designados por pronomes pessoais de complemento directo, os alunos deverão identi-
ficá-los e reflectir sobre o seu uso respondendo às duas questões que lhe são colocadas.
A aquisição do conteúdo gramatical é consolidada com a realização de um exercício que con-
siste na substituição do complemento directo pelo respectivo pronome pessoal átono acusativo.
Em função do perfil da turma, o professor poderá treinar a identificação do complemento directo.
Recomenda-se a consulta do Dicionário Terminológico na internet, em http://dt.dgidc.min-edu.pt/,
para apoio desta actividade.

Lê, analisa e responde. (pág. 69)


A partir da leitura e análise de um texto de literatura funcional (horário de comboios), os alunos
deverão retirar informações específicas para poder realizar, com sucesso, a actividade proposta.
Respostas: 1. Podemos apanhar 6 comboios. 2. Às 11:01, às 11:21, às 11:41, às 12:01, às
12:21 e às 13:21. 3. Chega às 12:00. 4.a. O das 11:41, que chega a Sintra às 12:20. 4.b. Parte
do Rossio às 11:41 e chega a Sintra às 12:20. 4.c. É de 39 minutos.
O professor poderá aprofundar esta leitura, colocando questões semelhantes em relação a
outras estações e/ou trajectos.

Lê e completa. (pág. 70)


De modo a trabalhar a competência comunicativa relativa a “comprar um bilhete e pedir
informações numa estação de comboio”, os alunos deverão preencher os espaços com as
estruturas lexicais propostas.
Respostas: bilhetes / destino / ida / ida e volta / parte / 11:41 / estação / 12:20 / sentido /
linha 2.

Como se diz, como se escreve! (pág. 71 – faixa 18)


Esta actividade de fonética sobre as consoantes mudas visa o reconhecimento de palavras em que
estas surgem, permitindo aos alunos familiarizar-se com a ortografia e com a pronúncia das mesmas.
Respostas: pacto, característica, subtil, facto, aptidão, opção, optar, subtileza.

Vamos jogar! (pág. 71)


Com a presente actividade, realizada em pares, os alunos deverão simular situações de com-
pra de bilhetes de comboio numa estação e de pedido de informações relativamente a trajectos
e horários. Esta compreensão e interacção oral permitir-lhes-á reutilizar os conteúdos lexicais e
as funções comunicativas abordadas.

Sabias que… (págs. 72-73)


O presente texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escolavir-
tual.pt/falasportuguesb1, tem como objectivo dar a conhecer aos alunos aspectos do dia-a-dia
dos portugueses: o uso dos transportes.
Antes de responderem às questões propostas, o professor poderá verificar a compreensão
do texto, colocando questões oralmente.

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Falas Português? | Guia do Professor

Lê, identifica e liga. (pág. 73)


Os conceitos de aldeia, vila e cidade apresentam por vezes alguma complexidade. Com esta
breve abordagem a cada um deles, pretende-se dar a conhecer os critérios que as definem, subli-
nhando a existência de excepções. O exercício evidencia essas excepções e permite explicitá-las e
descobri-las. O professor pode sugerir a pesquisa na internet, em http://maps.google.com, dos
locais mencionados, bem como recorrer aos conhecimentos dos alunos acerca de localidades cujo
nome pode levar a equívocos.
Respostas: Aldeia: Aldeia de Valbom, Aldeia de Juzo. Cidade: Vila Real, Amadora, Cascais.
Vila: Vila da Ponte, Sintra.

Recorda e preenche. (pág. 74)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo) o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos)
abordados e revistos ao longo da unidade, reflectindo sobre as aprendizagens efectuadas.

Lê e descobre. (pág. 75)


Partindo de um texto autêntico, disponível também em registo áudio na página www.escola-
virtual.pt/falasportuguesb1, o aluno descobre um dos monumentos mais antigos e emblemáticos
da magnífica vila de Sintra – o Castelo dos Mouros. A sua apresentação permite-lhe viajar no
tempo e pela História de Portugal. Por conseguinte, este poderá ser o ponto de partida para novas
pesquisas e para outras abordagens de conteúdos culturais, históricos e sociais.
O professor poderá ainda evocar, entre outras, a ocupação de Portugal pelos Mouros, a
reconquista dos territórios e as marcas arquitectónicas e linguísticas deixadas por estes povos.

Parte à descoberta... (pág. 76)


Com esta actividade de pesquisa e de desenvolvimento da autonomia dos alunos, pretende-se
que estes utilizem as novas tecnologias e seleccionem e tratem a informação, alargando os conhe-
cimentos arquitectónicos, históricos e culturais acerca dos principais monumentos de Sintra. A
pesquisa e selecção de fotografias poderão ser realizadas no Flickr (www.flickr.com), devendo o
trabalho dos alunos incidir principalmente na descrição interpretativa das fotografias seleccionadas.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 76)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta e canta. (pág. 76 – faixa 19)


Aquarela, de Toquinho, com letra do poeta brasileiro Vinicius de Moraes, pode servir para
explorar a compreensão oral, mas também para estabelecer a ponte com o Brasil.
Assim, o professor poderá, por exemplo, pedir aos alunos para: identificarem, num planisfério, a
situação geográfica do país em relação a Portugal e a outros países; verificarem a existência de dife-
renças de pronúncia nas duas normas linguísticas e pesquisarem acerca de personagens brasileiras
que apreciem e queiram dar a conhecer aos colegas (actores, cantores, jogadores, escritores, etc.).

áudio pág. 76 – faixa 19


Parte da letra do excerto da canção que consta do CD áudio não pôde ser inserida nem no manual
nem aqui no Guia do Professor. Sugere-se a pesquisa da letra na internet.

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Guia do Professor

UNIDADE 5 – No mundo da Ciência…

Contexto
1.° diálogo: O grupo encontra-se na gare do Oriente, pronto para regressar ao hotel. Os ami-
gos trocam impressões sobre o que viram durante a sua visita ao Parque das Nações.
2.º diálogo: Diálogo entre vários elementos do grupo acerca do estado de saúde do Veríssimo.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Dar e pedir informações sobre estados físicos.
LEITURA: Entrevista, biografia e textos narrativos/ informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e entrevista.
PRODUÇÃO ESCRITA: Relato de ocorrências.

Competências

Pragmática Linguística Sociolinguística

– Expressar pontos de vista, gostos e Gramatical: – Regras


preferências. – Grau dos adjectivos. de delicadeza.
– Fundamentar uma opinião. – Estruturas de subordinação.
– Expressar sensações físicas de dor e
Lexical:
mal-estar.
– Higiene e saúde.
– Corpo humano.
Fonológica:
– Divisão e classificação silábica.

Dimensão cultural
Descobrir espaços culturais de referência: Parque das Nações.
Contactar com a literatura portuguesa: Luís Vaz de Camões.
Pesquisar sobre personalidades dos Descobrimentos.
Conhecer música portuguesa: Canção do Mar, Dulce Pontes.

Actividades
Escuta e diz se é verdadeiro ou falso, corrigindo as afirmações incorrectas. (pág. 77 – faixa 20)

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Falas Português? | Guia do Professor

áudio pág. 77 – faixa 20


Narrador: O grupo encontra-se na Gare do Oriente.
Professora Luísa: Então, gostaram? Sabiam que tudo isto foi construído de propósito para a expo-
sição universal que se realizou em Portugal, em 1998? O tema foi Os oceanos,
um património para o futuro. E aproveitou-se também para comemorar, na
altura, os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia.
Todos: Sim! Adorámos!
Luís: Professora! Fiquei a saber que não sou assim tão mau a matemática. Mas con-
tinuo a preferir as letras aos números.
Professora Luísa: Ainda bem.
Marion: Foi um dos dias mais giros que tive até hoje.
Hassan: Eu também gostei. Foi o máximo! Foi mesmo óptimo.
Luís: Professora! O Oceanário foi a coisa mais gira que vi até hoje! A sério! E o Pavi-
lhão dos Conhecimentos também foi impressionante.
Professora Luísa: Ainda bem! Então o que preferiste, Guo, as três exposições ou o Oceanário?
Guo: Sem dúvida, o que eu mais gostei foi do Exploratorium, porque fizemos muitas
experiências relacionadas com o nosso dia-a-dia. Foi muito giro!
Lara: Eu também gostei muito do Exploratorium. Aquilo da bola de sabão gigante.
Uau! Nunca tinha feito uma experiência tão interessante.
Luís: Tens razão, mas os biólogos do Oceanário eram mais simpáticos.
Rinat: Também acho. Ainda por cima, eu adoro animais. Então e o Eusébio e a Amália,
as duas lontras? Ah! E os pinguins…
Laurent: Sim, eram engraçados, mas também é verdade que foi tudo a correr.
Professora Luísa: Como?!
Laurent: Não houve tempo suficiente. Estavam sempre a dizer-nos: Meninos! Vamos
embora! O tempo acabou! Que chatice! Queria ver e experimentar muitas mais
coisas.
Rinat: Ele tem razão, professora!
Margarida: Concordo com o Laurent, tivemos pouco tempo.
Professora Luísa: Então Lara, o que se passa?
Lara: Nada, só tenho pena que o Veríssimo tenha perdido isto tudo.
Marion: Oxalá ele recupere depressa, isto sem ele não é a mesma coisa.
Professora Luísa: Ele só tem uma constipação, mas foi melhor ficar a descansar.
Margarida: Estou um pouco preocupada. Estava tão em baixo. Até acho que tinha dificul-
dades em respirar!
Professora Luísa: Medi-lhe a temperatura e só tinha um pouquinho de febre. Não se preocupem,
preparei-lhe um copo de mel com limão; com isso irá sentir-se bastante melhor.
Sabiam que faz bem às constipações?
Lara: Sabia, sim! A minha mãe faz sempre isso quando um de nós se constipa.
Professora Luísa: De qualquer maneira, antes de sairmos telefonei ao médico. Ele vem fazer uma
consulta ao domicílio, neste caso ao quarto de hotel. Depois é só ir à farmácia
com a receita e comprar os medicamentos. Fiquem todos descansados. Ama-
nhã já estará melhor.

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Guia do Professor

À audição do diálogo, segue-se o exercício de compreensão oral. Neste, para além dos alunos
terem de identificar as afirmações verdadeiras e falsas, devem corrigir a informação incorrecta.
Se o professor achar pertinente, para uma maior exploração do diálogo e da compreensão oral,
poderá colocar outras questões.
Respostas: 1. Falso: O Laurent gostou de visitar o Oceanário, tal como todo o grupo. 2.
Falso: Para o Luís, o Oceanário foi a coisa mais gira que viu até hoje. 3. Verdadeiro. 4. Verda-
deiro. 5. Verdadeiro. 6. Falso: Apenas o Veríssimo.
Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-
das, e pensa. (pág. 78)
Este exercício de reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) serve para introduzir o
grau comparativo e as circunstâncias do seu emprego.
O professor poderá pedir aos alunos que expressem uma opinião acerca de alguma coisa ou
de alguém usando construções semelhantes às observadas e discutidas.
Lê e escreve. (pág. 79)
Esta é uma actividade de expressão escrita que visa trabalhar os conteúdos gramaticais que
estão a ser estudados. Neste caso o professor pode pedir ao aluno que escreva um pequeno
texto crítico comparando os dois restaurantes ou, em alternativa, que escreva um texto crítico
para cada um dos lugares, falando dos aspectos positivos e negativos.
Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-
das, e pensa. (pág. 80)
Este é um exercício de reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) que serve para
introduzir o uso das conjunções subordinadas concessivas e causais.
O professor poderá explorar ainda mais esta actividade ao introduzir, por exemplo, um tema
adequado ao perfil da turma e organizar um debate, devendo os alunos recorrer às construções
frásicas da caixa “Repara” para estruturar o seu discurso.
Vamos jogar! (pág. 81)
A presente actividade sistematiza os conteúdos recentemente apreendidos, no que con-
cerne à expressão de uma opinião, utilizando frases compostas. Para a realização dos dois
desafios propostos, os alunos devem utilizar as frases obtidas na primeira parte do exercício.
Sabias que... (pág. 82)
Nesta actividade é trabalhada a compreensão do texto. Os alunos depois de ler o texto deve-
rão ser capazes de falar, resumidamente, acerca da Expo 98. O professor pode explorar a refe-
rência a Vasco da Gama e aos Descobrimentos ou utilizar o registo áudio disponível na página
www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1.
Lê e completa. (pág. 83)
Partindo de um texto biográfico, o aluno conhece uma das figuras mais importantes da litera-
tura portuguesa e a sua apresentação permite-lhe descobrir os momentos marcantes da vida
deste poeta. O professor poderá ler aos alunos alguns poemas de Camões, seleccionados de
acordo com o perfil da turma.
Esta actividade servirá de ponto de partida para um trabalho sobre outras figuras que marcaram a
época dos Descobrimentos. Sugere-se a audição/leitura da colecção do Expresso “A Aventura dos
Descobrimentos”, na internet no sítio do Centro Virtual Camões (http://cvc.instituto-camoes.pt).
Respostas: Lisboa / Coimbra / Ceuta / Dama da Corte / Funcionário da Corte / Os Lusíadas /
Provedor-mor / Naufragou / Regressou.

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Falas Português? | Guia do Professor

Lê e assinala a resposta certa. (pág. 84)


Depois da audição da segunda parte do diálogo, segue-se um exercício de compreensão oral.
Os exercícios focalizam-se em conceitos relacionados com a saúde. O professor poderá aprofun-
dar esta actividade solicitando aos alunos que enumerem os sintomas relativos a outras doenças.
Respostas: 1. Dor de cabeça e febre. 2. Nos assoar muitas vezes. 3. Um termómetro. 4. Uma
receita. 5. Às urgências.

Vamos jogar! (pág. 85)


Na presente actividade, o aluno trabalha sobre o campo lexical de “saúde”. O professor
poderá, de seguida, criar com os alunos um mapa conceptual (www.mindomo.com) para orga-
nizar o vocabulário em hipónimos e hiperónimos, por exemplo.

Como se diz como se escreve! (pág. 85)


Esta actividade permite aos alunos familiarizarem-se com a divisão silábica e permitirá, mais
tarde, trabalhar a acentuação, quer fonética quer gráfica, das palavras.

Observa e conversa. (pág. 86)


Este exercício permite ao aluno desenvolver a expressão e a interacção orais, partindo da
interpretação de imagens e da construção de um discurso articulado.

Lê e responde por escrito. (pág. 87)


Estas actividades de escrita não só permitem ao professor trabalhar os conteúdos abordados ao
longo da unidade como também consolidar o uso dos tempos do passado bem como a expressão
do futuro. O professor pode ainda explorar o material autêntico disponibilizado (receita médica).

Sabias que... (pág. 88 – faixa 21) / Lê e descobre. (pág. 91)


Partindo de textos informativos autênticos, os alunos descobrem alguns dos edifícios mais
emblemáticos do Parque das Nações – o Oceanário e o Pavilhão de Portugal (em www.escola-
virtual.pt/falasportuguesb1 encontra um outro texto, em registo áudio, sobre o Oceanário).

Recorda e preenche. (pág. 90)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande grupo)
o aluno sistematiza os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abordados
ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir e explicitar as aprendizagens efectuadas.

Parte à descoberta... (pág. 92)


Com esta actividade de pesquisa, pretende-se desenvolver a competência escrita, a autonomia
dos alunos, a utilização das novas tecnologias, a pesquisa, selecção e tratamento de informação e
o alargamento dos conhecimentos. Ao utilizar, para este trabalho, um tema da área curricular das
Ciências Naturais, promove-se a utilização da língua como construção de conhecimento e veículo
de acesso aos saberes escolares.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 92)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos.

Escuta e canta. (pág. 92 – faixa 22)


A Canção Do Mar poderá servir de actividade de compreensão e expressão orais. O profes-
sor pode ainda solicitar aos alunos que recolham e tragam para a aula canções relacionadas
com a temática do mar, explorando esta área vocabular a partir das letras das músicas.

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Guia do Professor

UNIDADE 6 – Conta a lenda…

Contexto
O grupo encontra-se junto ao templo de Diana, em Évora, no Alentejo. A professora Luísa
prepara-se para dar a conhecer aos alunos a História da cidade e a sua importância no passado.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Falar de interesses pessoais.
LEITURA: Textos narrativos/ descritivos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e opiniões.
PRODUÇÃO ESCRITA: Final alternativo para uma história.

Competências
Pragmática Linguística Sociolinguística

– Expor e fundamentar uma ideia/um Gramatical: – Regras


ponto de vista. – Pretérito Perfeito composto do Indicativo e de delicadeza.
Futuro Perfeito composto do Indicativo.
– Particípio Passado.
– Conectores discursivos.
Fonológica:
– Sílabas átonas e tónicas.

Dimensão cultural
Identificar monumentos da cidade de Évora.
Contactar com a literatura portuguesa: Lendas e Levantado do Chão, de José Saramago.
Desenvolver a consciência intercultural.

Actividades
Escuta e assinala com uma cruz (X) as afirmações verdadeiras e falsas. Corrige as falsas.
(pág. 93 – faixa 23)

áudio pág. 93 – faixa 23


Narrador: O grupo encontra-se junto ao templo de Diana.
Laurent: Évora fica no Alentejo ou no Algarve?
Professora Luísa: Alentejo…

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Falas Português? | Guia do Professor

Hassan: É uma cidade magnífica! Conheço imensas coisas acerca da História de Évora
e estou entusiasmadíssimo por poder finalmente visitá-la…
Lara: Vejam só! O senhor Hassan…
Hassan: Algum problema? Só tu é que podes ser curiosa?
Lara: Claro que não! Gostei muito do “entusiasmadíssimo”…
Hassan: Fica sabendo que eu tenho visto muitos documentários do canal National Geo-
graphic sobre os locais classificados pela UNESCO como Património Comum
da Humanidade…
Rinat: Não sabia que Évora também era Património Comum da Humanidade!
Hassan: Mas é! Desde 1986…
Guo: Bem! Quando regressarmos a França, teremos visitado as maiores maravilhas
de Portugal!
Professora Luísa: Portugal é um país com muito para ver… Mas uma semana não chega para
tudo…
Margarida: Que monumento é este?
Hugo: Eu sei! O Templo de Diana! Ouçam o que diz o meu guia turístico: Évora foi
habitada no tempo dos romanos, tendo sido chamada Liberalitas Julia, e deste
período restam inúmeros vestígios dos quais se destaca o templo romano
conhecido por ”Templo de Diana”. – é este que ainda aqui está! E já agora,
ficam a saber mais umas coisas: Durante as invasões bárbaras, Évora esteve
sobre domínio visigodo. Em 715 d. C. a cidade foi conquistada pelos mouros.
Évora foi tomada aos mouros por Geraldo Sem Pavor, em 1166, e tornou-se,
durante a Idade Média, uma das mais prósperas cidades do reino, principal-
mente durante a dinastia de Avis (1385-1580). Em 1551 foi fundada pelos Jesuí-
tas a universidade e por cá passaram grandes mestres do saber da época,
como, por exemplo, Clenardo e Molina. Em 1759 foi encerrada por ordem do
Marques de Pombal, aquando da expulsão dos Jesuítas (a universidade voltou
a ser reaberta apenas em 1973). O século XVIII marcou o início do declínio da
cidade de Évora. A testemunhar a dinâmica histórica e cultural das várias épo-
cas ficaram os muitos e belos monumentos realizados por diferentes artistas,
que hoje podem ser admirados em todo o seu esplendor.”
Professora Luísa: Muito bem, Hugo! Então agora é a minha vez. Aproximem-se, vou mostrar-nos
um pequeno vídeo no meu computador portátil. Querem?
Todos: Claro que sim!
Professora Luísa: Então juntem-se mais, para todos poderem ver:

“E agora… Mais a sul… muito mais a sul… Vejamos… o que se pode visitar em Évora.
Ora ouve… Évora ganhou fama sob os romanos e floresceu na Idade Média como centro
de aprendizagem de Artes. Poderá admirar a Praça do Giraldo com a fonte de 1571, o
templo romano construído no século II ou III d. C. O Convento dos Loys, do século XV, é
agora uma luxuosa pousada onde se pode dormir nas celas e jantar nos claustros. A Sé,
que demorou 50 anos a ser construída, mais parece uma fortaleza. A Igreja da Misericór-
dia, do século XVIII, e a Igreja de Nossa Senhora da Graça, do século XVI; a Igreja de São
Francisco, do século XV, com a Capela dos Ossos, do século XVII, e a universidade.”

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Guia do Professor

Antes da audição do diálogo, o professor pode explorar a imagem, fazendo o levantamento


de hipóteses da situação e das representações dos alunos relativamente ao local onde o grupo
se encontra.
Após duas audições, os alunos realizam o exercício de compreensão oral, assinalando se as
afirmações são verdadeiras ou falsas e corrigindo as respostas erradas.
Respostas: 1. Verdadeiro. 2. Falso: Por visitar Évora. 3. Falso: Desde 1986. 4. Falso: O
Hugo. 5. Falso: Era chamada Liberalitas Julia. 6. Falso: pelos Romanos. 7. Verdadeiro. 8. Verda-
deiro. 9. Falsa: dormir nas celas e jantar nos claustros. 10. Verdadeiro.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (págs. 94-96)
O aluno deverá identificar os tempos compostos e reflectir sobre o seu uso e formação,
recorrendo a exemplos.
A explicitação inicia-se com um quadro “Repara” sobre os tempos compostos. Segue-se
outro quadro e um exercício que visam relembrar o Particípio Passado e a sua formação.
Respostas: atendido / expresso / ganho / gasto / junto / limpo / morto / escutado / preso /
surpreendido.
Depois desta primeira abordagem, surgem então o Pretérito Perfeito composto do Indicativo
e o Futuro composto do Indicativo. O exercício a realizar pretende verificar a sua compreensão
e apreensão.
Respostas: 1. tem visto; 2. terá viajado; 3. tem aprendido; 4. tem dito; 5. terá dito; 6. tenho
tido; 7. terão conhecido; 8. terá preparado.

Lê e escreve. (pág. 97)


Com a presente actividade pretende-se que, tal como o Hassan, os alunos escrevam sobre algo
que apreciam particularmente e que expressem de forma coerente os motivos desse interesse.
O quadro “Repara” sobre os marcadores discursivos deverá servir de apoio à escrita e à
explicação e justificação da opção apresentada, caso o professor pretenda uma apresentação
oral do trabalho.

Parte à descoberta... (pág. 97)


O exercício de pesquisa e de escrita proposto pretende proporcionar aos alunos a oportuni-
dade de dar a conhecer o seu país e a sua cidade, favorecendo, assim, uma comunicação inter-
cultural.
O professor poderá propor a realização de cartazes sobre o(s) país(es) dos alunos e expô-los
na sala de aula ou num local público da escola. De modo a reforçar o sentido comunicativo dos
trabalhos realizados e divulgar as diferentes comunidades, a exposição poderá ser visitada pela
comunidade escolar.

Sabias que... (págs. 98-99 – faixa 24)


A cidade de Évora encerra uma lenda curiosa. O presente texto autêntico, disponível parcial-
mente no CD e na íntegra em registo áudio na página www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1,
tem como objectivo dar a conhecê-la.

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Falas Português? | Guia do Professor

De modo a verificar a sua compreensão e a proporcionar a expressão oral, o professor


poderá colocar, antes da leitura do texto, questões como:
Antes de ser uma cidade portuguesa, a quem pertencia a cidade de Évora?
Quem era o rei de Portugal, na altura?
A que actividades se dedicou Geraldo Geraldes, durante muitos anos?
Que outro nome era dado a Geraldo Geraldes?
Qual o nome dado à Praça mais emblemática da cidade de Évora?

Uma vez concluída a actividade, os alunos deverão ler o texto e responder, por escrito, às
questões.
Respostas: 1. Yeborath. 2. Estava bem localizada… Era o local ideal para avançar para outras
conquistas e outras terras. 3. Era um homem nobre, que vivia à margem da lei. 4. Geraldo
Geraldes disfarçou-se de trovador e aproximou-se de Évora. Andou pela cidade e assim con-
seguiu traçar o seu plano de ataque. 5. O facto de, no momento do ataque, a cidade estar
adormecida. 6. D. Afonso Henriques recompensou-o dando-lhe uma espada e a chave da
cidade de Évora.

Lê, comenta e discute. (pág. 100)


Com a presente actividade pretende-se favorecer a interacção oral e proporcionar uma refle-
xão sobre a lenda da cidade de Évora. A expressão da opinião é precedida por uma actividade
em que os alunos devem organizar os argumentos que justificam a posição tomada.

Lê o excerto da lenda que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destacadas,


e pensa. (págs. 100-102)
Os conectores discursivos apresentam-se como elementos-chave na redacção de um texto
coeso e coerente. A partir de um excerto da lenda de Geraldo Geraldes, os alunos deverão
identificá-los e reflectir sobre o seu uso e sobre a sua importância.
Esta reflexão é completada pela sua explicitação gramatical e por dois exercícios (identifica-
ção dos tipos de ligação e redacção de outro final para a história). Estes visam permitir a sua
compreensão e apreensão. Recomenda-se a consulta do Dicionário Terminológico na internet
(http://dt.dgidc.min-edu.pt).
Respostas: 1. Aditivo. 2. Aditivo. 3. Conclusivo. 4. Contrastivo. 5. Aditivo.

Como se diz, como se escreve! (pág. 103 – faixa 25)


A presente actividade de prosódia tem como objectivo permitir aos alunos reconhecer a
sílaba tónica numa palavra e classificá-la como aguda, grave ou esdrúxula.
O professor poderá, ainda, realizar um pequeno jogo em que os alunos devem apresentar
uma ou duas palavras e os colegas têm de as classificar quanto ao número de sílabas e quanto
à acentuação. Quem apresenta as palavras deve corrigir os colegas.

Recorda e preenche. (pág. 104)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande grupo)
o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abordados ao
longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir e explicitar as aprendizagens efectuadas.

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Guia do Professor

Escuta, lê e descobre. (pág. 105 – faixa 26)


Partindo de um texto autêntico, os alunos descobrem e são incitados à leitura e à desco-
berta do Prémio Nobel da Literatura – José Saramago. A acção do romance Levantado do Chão
decorre no Alentejo.
O professor poderá pedir aos alunos para realizarem uma pesquisa completa sobre o autor e
a sua obra. Poderá, igualmente, ler e analisar excertos dos seus textos com os alunos.
Além do blogue pessoal de Saramago, em http://caderno.josesaramago.org, recomendam-se
os seguintes sítios na internet : http://www.caleida.pt/saramago/
http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/j.saramago.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago
http://blog.josesaramago.org

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 106)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta e canta. (pág. 106 – faixa 27)


A canção Évora foi conquistada remete para os feitos heróicos de Geraldo Geraldes e pode
servir de actividade de compreensão e expressão orais. Dependendo do perfil da turma, o pro-
fessor poderá, por exemplo, introduzir também cantares típicos alentejanos.

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UNIDADE 7 – Ainda me lembro…

Contexto
O grupo está a chegar a Coimbra, de comboio, e os amigos falam sobre o que já conhecem
desta cidade e o que irão visitar.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Recontar/Relembrar algo e expor uma hipótese.
LEITURA: Textos narrativos/ descritivos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e textos narrativos.
PRODUÇÃO ESCRITA: Texto narrativo curto.

Competências
Pragmática Linguística Sociolinguística

– Recontar/Relembrar Gramatical: – Expressões


acontecimentos passados. – Pretérito Perfeito e Imperfeito do Indicativo. idiomáticas.
– Dar/Responder a ordens. – Pronomes pessoais átonos dativos.
– Proibir/Responder a proibições.
Lexical:
– Formular hipóteses.
– Topónimos.
– Nomes gentílicos.
Fonética:
– Vogais /a/, /e/ e /o/.

Dimensão cultural
Identificar construções emblemáticas da cidade de Coimbra.
Identificar personalidades da cultura portuguesa: D. Pedro e D. Inês de Castro.
Organizar um dossiê sobre Coimbra.
Localizar, em mapas, os principais rios portugueses.

Actividades
Escuta e diz se é verdadeiro ou falso, corrigindo as afirmações incorrectas. (pág. 107 – faixa 28)

áudio pág. 107 – faixa 28


Narrador: O grupo vai a caminho de Coimbra
Lara: Professora, ainda falta muito para chegar a Coimbra?

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Guia do Professor

Professora Luísa: Ainda falta um pouco… Cerca de meia hora. Já estamos em Pombal. Porquê?
Já estão cansados?
Luís: Um bocadinho…
Rinat: Eu estou é ansiosa!
Professora Luísa: Luís, tu é que já estiveste nesta cidade quando eras criança. Lembras-te de
alguma coisa que queiras contar?
Luís: Sim… Já cá estive antes. Fiquei num hotel muito grande com os meus pais. Fui
ao Portugal dos Pequenitos, onde brinquei muito e onde estava muita gente
Laurent: Portugal dos Pequenitos?
Luís: É um grande parque com casas pequenas e todas diferentes, onde se pode
brincar…
Professora Luísa: Pois… É um pouco mais do que isso. No fundo, este parque permite às crianças
conhecerem melhor Portugal, a portugalidade e a presença portuguesa no mundo.
Marion: Isso quer dizer que podemos descobrir muitas coisas!
Professora Luísa: É isso. Por exemplo, poderás saber como correu a viagem dos navegantes por-
tugueses ao Brasil.
Hassan: Que espectáculo!
Professora Luísa: Espectáculo seria se algum de vocês me soubesse dizer o nome do rio que
atravessa Coimbra!
Lara: Eu sei.
Guo: A sério? Não me admira… sabes sempre tudo!
Lara: Eu sei… porque da última vez que vim a Portugal com os meus pais estive em
Coimbra.
Professora Luísa: Ah sim! E então?
Lara: É o rio Mondego. E agora até já deve estar pronto o Parque Verde. É um imenso
espaço verde com bares, restaurantes e um pavilhão para exposições.
Professora Luísa: Boa! É isso mesmo… Bem! Estamo-nos a aproximar do nosso destino… Talvez
fosse bom falarmos um pouco de Coimbra antes disso, não?
Veríssimo: Eu só queria saber de onde vem o nome desta cidade!
Professora Luísa: Tenho um pequeno vídeo sobre isso. Querem vê-lo?
Todos: Sim!
Professora Luísa: Então vá… Aproximem-se do portátil… Estão todos? Aqui vai…
“O nome da cidade de Coimbra provém da palavra latina ‘Coniumbriga’, que
depois originou ‘Conímbriga’ ou ‘Conimbrica’”.
Veríssimo: Ena! Só nomes esquisitos! Não havia nomes mais difíceis?!
Professora Luísa: Ainda não acabou… Mas mostro-vos o resto mais tarde, estamos a chegar.
Sabem como se chamam os habitantes de Coimbra?
Rinat: São coimbrões.
Professora Luísa: Nada disso… Os habitantes de Coimbra são os conimbricenses…
Todos: Coitados!

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Falas Português? | Guia do Professor

Após a audição do diálogo, os alunos deverão realizar o exercício de compreensão oral, iden-
tificando seis afirmações como verdadeiras ou falsas e corrigindo as falsas.
Respostas: 1. Falso: O grupo está a chegar a Coimbra. 2. Falso: Só a Lara e o Luís. 3. Falso:
permite conhecer também a presença portuguesa no mundo. 4. Verdadeiro. 5. Falso: Conium-
briga. 6. Falso: conimbricenses.
O professor poderá ainda desenvolver a compreensão e expressão orais, colocando outras
questões sobre o texto.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (págs. 108-109)
Após ter sido efectuada uma reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) sobre o tempo
verbal utilizado e ter sido explicitado o seu uso, os alunos deverão preencher os espaços com as for-
mas verbais adequadas como exercício de consolidação. O quadro “Repara” deverá servir de apoio.
Respostas: 1. Quando era pequena, visitei o Portugal dos Pequenitos. 2. Ontem fui a Sintra.
3. Antigamente, fazia as coisas mais rápido. 4. Já alguma vez estiveste aqui? 5. Antes também
estudava árabe.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar e responde. (pág. 110)


Este é um exercício de consolidação de conhecimentos.
Respostas: Saímos de Lisboa hoje de manhã. Estava bastante frio. Chegámos à Estação de
Santa Apolónia por volta das 07h00m. Comprámos os bilhetes para o Intercidades em direcção
a Coimbra. O comboio partiu às 07h30m. Parou na Gare do Oriente, em Vila Franca de Xira, em
Santarém, no Entroncamento e em Pombal. Chegou a Coimbra B às 11h34m. Durante o tra-
jecto nós vimos paisagens muito bonitas… Recordo-me que num pasto muito grande havia um
rebanho enorme. As cabras andavam a pastar sob o olhar atento de um jovem pastor. Enfim,
fizemos uma viagem agradável…

Lê e escreve. (págs. 110-111)


As pequenas notícias que os alunos escreverem poderão ser organizadas num pequeno jor-
nal ou apresentadas oralmente como se fossem um telejornal.
No que respeita a estrutura da notícia, deverá ser apenas trabalhado o lead (a história contada
pela professora está também em formato áudio em www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1).

Observa a imagem onde a Rinat recorda uma situação passada e descreve o que poderá
ter acontecido. (pág. 111)
Esta actividade pode ser iniciada oralmente, explorando a interpretação da imagem. O aluno
consolida a utilização dos tempos verbais correctos para reportar factos passados, desenvol-
vendo, a expressão escrita.

Descobre, pesquisa e completa. (págs. 112-113)


Com estas três actividades de pesquisa, pretende-se desenvolver a autonomia dos alunos, a
utilização das novas tecnologias, a pesquisa, selecção e tratamento de informação e o alarga-
mento dos conhecimentos históricos e culturais, nomeadamente através de conhecimentos
sobre a toponímia, um importante meio para conhecer as culturas que se cruzaram em Portu-
gal, dos nomes gentílicos e dos principais rios portugueses.
Respostas: 1. Liberalitas Iulia; Lisboa; Alavarium; Braga; Portus Cale; Faro; Pax Iulia; Viseu.
2. Eborense; Lisboa; Aveirense; Braga; Portuense; Faro; Bejense; Viseu. 3. Minho; Tejo; Gua-
diana; Douro; Sado.

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Guia do Professor

Como se diz, como se escreve! (pág. 113)


Esta actividade de fonética sobre a realização dos sons vocálicos /a/, /e/ e /o/ visa o reconhe-
cimento da sua realização, permitindo aos alunos compreender que um mesmo grafema pode
ter sons diferentes.

Escuta, lê e assinala a resposta certa. (págs. 114-115 – faixa 29)

áudio pág. 114 – faixa 29


Estamos na Quinta das Lágrimas. Estão a ver aqui umas janelas e um pórtico a querer parecer que é
gótico… Não é. Aquilo foi feito no século XIX para recordar o drama de Inês de Castro. Aquela a quem
Camões chamou a “mísera e mesquinha que depois de morta foi rainha”. Inês de Castro era uma dama
galega de uma grande família da Galiza. Era bisneta de um rei, o rei Sancho IV, um grande rei. Era uma
figura da primeira nobreza, muito bonita, e chamavam-lhe a “colo de garça”. Ora colo queria dizer pes-
coço. A garça, como sabem, tem um pescoço muito alto. Isto representa que devia de ser uma mulher
de grande elegância. Veio para Portugal em 1345, quando o nosso príncipe herdeiro casou com a prin-
cesa espanhola Dona Constança e a princesa como de costume trouxe um séquito de jovens consigo.
Uma delas era a Inês de Castro. Parece, também é verdade, que o nosso príncipe D. Pedro casa com a
Dona Constança, mas deitou logo os olhos para aquela lindíssima rapariga que vinha com ela, a Inês. O
príncipe teve, de Dona Constança, filhos. Um deles o Dom Fernando que veio a reinar em Portugal.
Teve outros… mas entretanto a rainha morreu de parto do último filho. E o rei ficou viúvo. E aí liga-se
abertamente à Dona Inês de Castro. Estiveram aqui nestes bancos junto desta ponte. Tiveram três
filhos e isto é que é surpreendente em 1355, exactamente no dia 7 de Janeiro, o rei D. Afonso IV manda
os homens encarregados de fazer justiça, e aqui no paço onde ela vivia… ela foi degolada.
Por que é que o rei de Portugal, D. Afonso IV, manda cortar o pescoço à doce companheira do seu
filho?
Dizem-se muitas coisas e há fundamentalmente quatro hipóteses…

Partindo de um som autêntico, os alunos conhecem a história dramática de Pedro e Inês e


descobrem um espaço de referência da cidade de Coimbra – a Quinta das Lágrimas.
Respostas: 1. Século XIV. 2. Uma dama galega que acompanhava sempre D. Constança.
3. Assumiu logo a sua relação com Inês. 4. Filho de D. Afonso IV.

Escreve, escuta e confronta… (pág. 115 – faixa 30)

áudio pág. 115 – faixa 30


Porque é que o Rei de Portugal, D. Afonso IV, manda cortar o pescoço à doce companheira do seu
filho? Dizem-se muitas coisas e há fundamentalmente quatro hipóteses. O rei mandou matar Inês,
porque aquela ligação do príncipe com aquela mulher, sem estar casado, era contra os bons costu-
mes. A segunda razão é que os fidalgos portugueses sentiam uma grande rivalidade com o crescente
poder que estavam a ter os Castros em Portugal. Outra coisa que se diz é que o velho rei D. Afonso IV
queria proteger a vida do neto, D. Fernando, filho de D. Pedro e da rainha Constança, era peque-
nino… É possível, mas também não temos nenhum documento que nos diga que isto era assim. Uma
outra razão, essa já tem alguma verosimilhança, é de que nessa altura há, em Castela, uma sangrenta
guerra civil, conduzida pela Nobreza, porque eles não queriam aquele rei, queriam substituí-lo pelo
nosso D. Pedro, porque também era neto do grande Sancho IV. E é verdade que, no ano anterior à
morte de Inês de Castro, em 1354, o nosso Infante pôs-se à frente dos nobres revoltados, disputando

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Falas Português? | Guia do Professor

a coroa de Castela. O nosso D. Afonso IV defendeu sempre a neutralidade portuguesa na guerra civil
castelhana. Ora quem servia de ponto de contacto do nosso D. Pedro com os rebeldes era precisa-
mente Inês de Castro. Seria por isso que o rei mandou matar Inês de Castro, para defender a paz por-
tuguesa. Fosse como fosse, é certo isto: o rei D. Afonso IV reuniu os seus conselheiros mais impor-
tantes e foram todos de opinião que era preciso sacrificar a vida daquela jovem mulher.

Através desta actividade, os alunos utilizam as funções comunicativas trabalhadas. O profes-


sor poderá incentivá-los a representar estes diálogos em pares.
Depois de realizado o exercício anterior, o professor deverá passar novamente o registo
áudio com as quatro hipóteses que terão levado à morte de Inês. Os alunos poderão, desta
forma, comparar com as suas hipóteses.
Esta segunda actividade, que consiste em recordar outras histórias de amor com fim trágico
(Orfeu e Eurydice, Tristão e Isolda, Abelardo e Heloísa ou Romeu e Julieta), pode ser utilizada
para desenvolver a competência oral (compreensão/expressão/interacção) ou, se o professor
assim o entender, a competência escrita.
Lê o excerto da história de Dona Inês de Castro, tendo em atenção as palavras destaca-
das, e pensa. (págs. 116-117)
Após ter sido efectuada uma reflexão individual sobre o pronome pessoal átono dativo, apre-
sentado em contexto, e ter sido explicitado o seu uso, o aluno pode consolidar este conheci-
mento através de um exercício de aplicação. Sugere-se ao professor a consulta do Dicionário
Terminológico para consulta na internet em http://dt.dgidc.min-edu.pt.
Resposta: O Veríssimo deu-lhe um abraço. / A professora Luísa telefonou-lhes. / O colega da
Lara deu-te um abraço de contentamento. / Os amigos da Lara compraram-lhes presentes. / Logo à
noite a Lara vai falar-lhe. / Quando chegámos a Lisboa perguntámos-lhe pelo hotel. / Comprou-me
pastéis de nata. / Oferecemos-lhe flores. / Na estação, pedimos-lhe informações. / Pedi-lhe as horas.
Recorda e preenche. (pág. 118)
Com o preenchimento dos quadros (individualmente, em pares ou em grande grupo), o aluno
recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abordados e revistos
ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir sobre as aprendizagens efectuadas.
Lê e descobre. / Parte à descoberta… (págs. 119-120)
Partindo de um texto autêntico, disponível também em suporte áudio em www.escolavir-
tual.pt/falasportuguesb1, o aluno descobre algumas informações sobre Conímbriga. Esta
deverá servir de ponto de partida para pesquisar sobre outros vestígios romanos, cujos traba-
lhos poderão ser publicados no blogue da turma.
Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 120)
O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.
Escuta, lê e canta. (pág. 120 – faixa 31)
Esta canção poderá servir de actividade de compreensão e expressão orais. A história completa,
com mais canções, encontra-se na internet no Centro Virtual Camões (http://cvc/instituto-
camoes.pt/aprender-portugues/ouvir/era-uma-vez-um-rei.html). Se o professor achar adequado ao
perfil da sua turma, poderá introduzir sons relacionados com o fado de Coimbra, contrastando-o
com o fado de Lisboa (ver unidade 2).

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Guia do Professor

UNIDADE 8 – Era bom que…

Contexto
O grupo chega ao Porto, onde se vai dar conta de aspectos sociolinguísticos e culturais
característicos desta cidade.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Entrevistar e ser entrevistado.
LEITURA: Entrevista e textos informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e entrevistas.
PRODUÇÃO ESCRITA: Entrevista.

Competências
Pragmática Linguística Sociolinguística

– Expressar desejos, dúvidas Gramatical: – Dialectos


e incertezas. – Modo Conjuntivo: Presente, Imperfeito e sotaques
– Descrever objectos: Serve para… e Futuro. de origem
regional.
– Formular uma hipótese. – Modo Infinitivo.
Fonológica:
– Acentuação gráfica.

Dimensão cultural
Conhecer e pesquisar sobre personalidades portuguesas da cidade do Porto.
Conhecer música portuguesa: Pedro Abrunhosa e Rui Veloso.
Relacionar datas com factos históricos.

Actividades
Escuta e assinala a resposta certa. (pág. 121 – faixa 32)

áudio pág. 121 – faixa 32


Narrador: O grupo está na Ribeira, no Porto.
Luís: Logo à noite aproveito para telefonar aos meus primos.
Professora Luísa: Tens família no Porto, Luís?

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Falas Português? | Guia do Professor

Luís: Tenho, professora. Vivem em Matosinhos e, embora já não os veja há muito


tempo, vão ficar muito contentes.
Professora Luísa: Se tivermos tempo, prometo-te que te levo lá. Mas temos muita coisa para ver,
além da Ribeira.
Laurent: A única coisa que eu conheço do Porto é o vinho e o Estádio do Dragão.
Lara: A Sé, a Torre dos Clérigos...
Professora Luísa: E vamos experimentar o novo Metro. Depois de tanto tempo e tantas obras,
finalmente o Porto tem um Metro.
Lara: O Metro passa à Casa da Música? Gostava que fôssemos conhecer este edifí-
cio, já vi tantas fotografias...
Professora Luísa: Não sei, temos de ver no mapa; espero que passe!
Luís: E vamos a Barcelos comprar um galo?
Professora Luísa: Ora, pode-se comprar um galo de Barcelos em qualquer lado. Muito bem, já
ficámos a saber alguns dos lugares que iremos visitar. Mas sabem porque cha-
mam à cidade do Porto a cidade invicta e por que chamam tripeiros aos seus
habitantes?
Todos: Não!
Professora Luísa: Então daqui a pouco vão saber isso e muito mais… Mas primeiro apetece-me
tomar um cimbalino.
Laurent: Um quê?!
Professora Luísa: Um café, é como se diz no Porto. Lembram-se que em Lisboa se dizia “bica”?
Há muitas palavras e expressões típicas do Porto que também vão descobrir
nesta visita...

Após a audição do diálogo, os alunos deverão realizar o exercício de compreensão oral, iden-
tificando a afirmação correcta.
Respostas: 1. Poderá visitar os primos. 2. Um cimbalino. 3. Demorou muito tempo a ser
construído. 4. O vinho e o estádio do Dragão.
O professor poderá ainda desenvolver a compreensão e expressão orais, colocando outras
questões sobre o texto.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (págs. 122-125)
A leitura do excerto do diálogo pretende fazer com que o aluno reflicta sobre modo conjuntivo
e sobre o seu uso.
No final (págs. 123 e 124) são propostos vários exercícios de aplicação, que treinam e consoli-
dam estes conhecimentos.
Respostas: Embora o tempo esteja bom, esta noite fico em casa ao quentinho. / Espero
que, da próxima vez, antes de saíres de casa, vistas um casaco e calces umas luvas. / Se fores
a Monsaraz, conhecerás uma aldeia maravilhosa. / Quando tiveres fome, pára para comer num
restaurante típico. / Embora conheça bem o Bom Jesus, em Braga, quero lá ir novamente.

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Guia do Professor

A actividade oral final, baseada em sugestões, poderá ser orientada pelo professor para as
vivências e preferências dos alunos, no sentido de reforçar a utilização do conjuntivo para
expressão possibilidades e hipóteses.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em atenção as palavras destaca-


das, e pensa. (págs. 125-126)
A leitura do excerto do diálogo pretende fazer com que o aluno reflicta sobre o Infinitivo e
sobre o seu uso. Na página 126 é proposto um exercício de aplicação.
Respostas: Vou para a escola para estudar, aprender, … / As pessoas vêem o telejornal para
se informarem. / Os turistas gostam de ir ao Porto para passearem. / As pessoas no Inverno
vão para a Serra da Estrela para verem neve. / As pessoas vão de férias para descansarem. / As
pessoas vão ao banco para levantarem dinheiro.

Vamos jogar! (pág. 126)


Esta actividade baseia-se num antigo programa televisivo, muito popular em França, e que
serve, neste caso, para trabalhar os conteúdos abordados (e a expressão oral) de forma lúdica.

Ouve, lê e responde. (págs. 127-128 – faixas 33-34)


Partindo de dois textos autênticos, os alunos descobrem algumas curiosidades sobre a
cidade do Porto, como a origem do seu nome e a razão pela qual de os portuenses são apelida-
dos de “tripeiros”.
O professor poderá aproveitar o segundo texto para aprofundar o contexto histórico da crise
de 1383-1385, que culminou com a aclamação do Mestre de Avis como Regedor e Defensor do
Reino ou a conquista de Ceuta como primeiro passo da expansão portuguesa.
Respostas: 1. O Porto apoiou desde a primeira hora o movimento liberal, no século XIX. 2.
Porto é uma simplificação da palavra Portucale.

Sabias que… (págs. 128-129 – faixa 35)


Neste exercício os alunos são convidados a reconhecer, pelos registos sonoros, quais os que
são típicos do Porto (e da região Norte) e aqueles que pertencem à norma-padrão. É uma oportu-
nidade para o professor introduzir a questão das variedades geográficas do português europeu.
Respostas: Registo 1: Norma-padrão. Registo 2: Porto. Registo 3: Norma-padrão. Registo 4:
Porto.

Escuta e descobre. (pág. 129 – faixa 36)


Com este exercício, os alunos descobrirão algumas expressões populares muito específicas da
cidade do Porto. Sugere-se começar a actividade pela audição da faixa 36, que explica a origem da
expressão “Vai no Batalha”. Este episódio do programa Cuidado com a Língua, aliás, poderá ser
visionado pelos alunos no sítio da RTP ou no Centro Virtual Camões, em http://cvc.instituto-
camoes.pt/aprender-portugues/a-falar/cuidado-com-a-lingua.
Respostas: “Dói-me o garfeiro todo” – doem-me os dentes; ”Estar de beiços” – estar
amuado; “Foi fazer tijolos” – morreu; ”Tomar um cimbalino” – beber um café; ”Mandar uma
traulitada directa à caixa dos fusíveis” – dar um murro a alguém; ”Vai à postura” – ir à praça de
táxis; ”Narizinho de cheiro” – alguém que se ofende facilmente; “Secou-se-lhe o céu da boca”
– morreu; ”Vai no Batalha” – isso é filme, mentira.

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Falas Português? | Guia do Professor

Como se diz, como se escreve! (pág. 130)


Este exercício permite ao aluno descobrir e elaborar as regras que regem o uso do acento
agudo. O professor poderá, com um exercício do mesmo tipo, levar os alunos a elaborar as
regras de acentuação relativas ao acento grave.

Recorda e preenche. (pág. 131)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo) o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos)
abordados e revistos ao longo da unidade, reflectindo sobre as suas aprendizagens.

Lê e descobre. (pág. 132)


Partindo de um texto autêntico, o aluno descobre uma das figuras mais conhecidas e mais
polémicas da música portuguesa. A sua apresentação servirá de ponto de partida para um tra-
balho de pesquisa em grupo ou individual sobre uma outra personalidade da cidade do Porto.
O professor poderá levar ainda alguns temas do cantor para a sala de aula e trabalhar a com-
preensão oral, dando, ao mesmo tempo, a conhecer alguns dos seus temas.

Parte à descoberta... (pág. 133)


Com esta actividade de pesquisa e de desenvolvimento da autonomia dos alunos, pretende-se
que estes utilizem as novas tecnologias e seleccionem e tratem a informação, alargando os
conhecimentos sobre as principais individualidades do Porto e da sociedade portuguesa.
Após a sua redacção e correcção, estas entrevistas poderão ser dramatizadas pelos alunos.
Sugere-se o registo vídeo e posterior visionamento destas dramatizações, com feedback do pro-
fessor sobre o desempenho comunicativo dos alunos.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 134)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 134 – faixa 37)


Além de poder servir para explorar a compreensão oral, a canção Porto Sentido permite
introduzir outro cantor popular do Porto, Rui Veloso.

áudio pág. 134 – faixa 37


[parte da letra do excerto da canção que consta do CD áudio e que não foi inserida no manual]
Ver-te assim abandonada,
nesse timbre pardacento,
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento.
E é sempre a primeira vez,
em cada regresso a casa,
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa.

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Guia do Professor

UNIDADE 9 – Ele disse que…

Contexto
O grupo explora a cidade do Porto, travando conhecimento com alguns dos aspectos culturais
mais relevantes desta cidade, e prepara a sua visita a Guimarães.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Falar ao telefone.
LEITURA: Textos narrativos/informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Diálogos e textos narrativos/ informativos.
PRODUÇÃO ESCRITA: Reportar um texto e escrever um itinerário.

Competências
Pragmática Linguística Sociolinguística

– Esquemas interaccionais: participar Gramatical: – Regras


numa conversa telefónica. – Pretérito Mais-que-Perfeito composto de delicadeza.
– Jogar um jogo cultural em equipa. do Indicativo. – Diferenças de
– Modos de relato do discurso: directo e registo.
indirecto.
– Voz activa e voz passiva.
Fonética:
– Os diferentes sons do /x/.

Dimensão cultural
Identificar património da cidade do Porto: Casa da Música.
Reconhecer marcas culturais: francesinha e vinho do Porto.
Relacionar datas com factos.
Organizar um dossiê sobre o património cultural de Braga.

Actividades
Escuta e assinala a resposta certa. (pág. 135 – faixa 38)

áudio pág. 135 – faixa 38


Narrador: O grupo está na Avenida dos Aliados, no Porto.
Lara: Professora, qual é o programa para hoje?

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Falas Português? | Guia do Professor

Professora Luísa: Ora muito bem, hoje, logo pela manhã, vamos visitar as caves do vinho do
Porto, que ficam na outra margem do rio, em Gaia.
Luís: Professora, o meu pai disse que o Porto era considerado património mundial, é
verdade?
Professora Luísa: Sim, é verdade.
Luís: O meu pai também me falou das pontes que fazem a ligação entre as cidades
de Gaia e do Porto. Disse-me que as três pontes se chamavam Dom Luís, Dona
Maria e da Arrábida. Como se chama esta que estamos a ver?
Professora Luísa: Esta que estão a ver é a ponte Dom Luís. As caves ficam do outro lado. O teu
pai já não vem ao Porto há algum tempo, pois não? Agora já há mais pontes.
Por exemplo, foi recentemente construída uma à qual se deu o nome de ponte
do Freixo.
Lara: Professora, os comboios deixaram de circular na ponte Dona Maria, não foi? O
meu pai contou-me que tinha sido por uma questão de segurança. É que eu
ainda me lembro que, quando vinha cá passar férias a Portugal, a passar pela
ponte, o comboio ia muito devagarinho.
Professora Luísa: Pois! Essa ponte foi desactivada, ao que parece por uma questão de segu-
rança. Aliás, contava-se que, sempre que passava o comboio, deixava cair um
parafuso. Entretanto, a ponte Dona Maria foi substituída pela ponte de São
João, em 1991.
Hassan: Tantas pontes!
Professora Luísa: A seguir às caves vamos almoçar. Vamos comer uma francesinha, talvez o
prato mais famoso da cidade invicta!
Margarida: Já tinha ouvido falar nas francesinhas. Vou finalmente experimentar. Que bom!
Professora Luísa: Depois do almoço daremos um saltinho a Guimarães para ver o castelo. O que
acham do programa?
Todos: Fixe!

Após a audição do diálogo, os alunos deverão realizar o exercício de compreensão oral, iden-
tificando as afirmações verdadeiras.
Respostas: 1. Mais do que quatro pontes. 2. Visita frequentemente o Porto. 3. Por uma ques-
tão de segurança. 4. Ponte de S. João. 5. As caves e o Castelo de Guimarães. 6. Na margem
direita do Douro.
O professor poderá ainda desenvolver a compreensão e expressão orais, colocando outras
questões sobre o texto.

Lê o excerto do diálogo que acabaste de escutar, tendo em conta as palavras destacadas,


e pensa. (págs. 136-137)
Após ter sido efectuada uma reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) sobre o
tempo verbal utilizado e ter sido explicitado o seu uso, os alunos deverão preencher os espaços
com as formas verbais adequadas. O quadro “Repara” deverá servir de apoio.
Respostas: 1. tinha provado / tinha gostado; 2. tínhamos prometido; 3. tinha partido.

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Guia do Professor

Repara… (págs. 137-138)


Com este exercício, os alunos treinam o reconhecimento das alterações das formas verbais
na passagem do discurso directo ao indirecto.
Respostas: 1. Visitávamos as caves. 2. Tinha estado no Porto há uns anos. 3. Podíamos entrar.
4. Telefonasse aos meus pais. 5. Quisesse. 6. Detestava aquela comida.
No exercício seguinte, sugere-se ao professor uma abordagem em duas fases; primeiro
começar por pedir aos alunos que escrevam no seu caderno o diálogo que o Luís poderia ter
tido com a mãe e, só depois, pedir que escrevam no manual o diálogo no discurso indirecto.

Repara… (pág. 139)


Além das situações de interacção verbal (ao telefone) propostas, o professor poderá introduzir
outras, que possam ir ao encontro dos interesses e das vivências dos seus alunos. A informação
da caixa “Repara” deverá servir de apoio à estruturação do discurso.

Lê e escreve o diálogo correspondente. (pág. 140)


Neste exercício, para além da consolidação dos conhecimentos adquiridos, o aluno deverá ter
em atenção outro tipo de alterações que acontecem na passagem do discurso directo para o dis-
curso indirecto, nomeadamente ao nível dos pronomes ou determinantes e dos advérbios ou
expressões de lugar e de tempo. Os alunos deverão primeiro passar o texto, disponível em registo
áudio em www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1, para o discurso directo, reflectindo sobre a
necessidade de proceder às alterações indicadas, além dos tempos verbais, que já conhecem.
Resposta:
Luís – Professora, onde é produzido o vinho do Porto?
Professora – Este vinho é produzido na região vinícola do Alto Douro. Esta região é a mais
antiga região demarcada do mundo. Ontem visitámos as caves para onde, antigamente, o
vinho era trazido. Ali é armazenado muito vinho. Hoje, se tivermos um pouco de sorte, vere-
mos as pequenas embarcações – os barcos rabelos – que o trazem pelo rio Douro. Amanhã
voltaremos aqui, porque podemos comprar lembranças. Para a semana, em França, toda a
vossa família poderá matar saudades de Portugal.

Lê, descobre e partilha. (pág. 141)


O texto do folheto informativo, disponível também em registo áudio em www.escolavirtual.pt/
falasportuguesb1, que é proposto para audição e leitura, deve servir de base para um trabalho
que se pode desenvolver em várias fases: compreensão oral, leitura para informação e estudo,
sistematização da informação, apresentação oral.

Sabias que… (pág. 142)


Através deste texto informativo, os alunos ficam a conhecer um edifício que, apesar de
recente, já se tornou um ícone da cidade do Porto – a Casa da Música.

Escuta, lê e responde. (pág. 143 – faixa 39)


Partindo de um som autêntico, os alunos ficam a conhecer uma das especialidades gastro-
nómicas da cidade do Porto, a francesinha.

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Falas Português? | Guia do Professor

Respostas: 1. Póvoa do Varzim ou Vila do Conde. 2. O molho. 3. É impossível dizer, mas


Capa Negra ou Bufete Fase são dois dos melhores sítios. 4. Ao balcão, de pé. 5. Porque dão
um sabor adocicado, que não é o ideal. 6. “Comedimento”, portanto alguma moderação, evi-
tando um molho demasiado picante.

Escuta e reporta. (pág. 144 – faixa 40)


Através deste som autêntico, o aluno contacta com alguns factos históricos relativos à cidade
de Guimarães, intimamente associados à fundação de Portugal. Apesar de a actividade proposta
se centrar na compreensão oral e selecção de informação, o professor pode enquadrar o traba-
lho dos alunos numa actividade mais ampla sobre este período da História de Portugal.

áudio pág. 144 – faixa 40


Senhores telespectadores, o nosso programa de hoje é na cidade de Guimarães.
Guimarães é uma das cidades mais bonitas da península: a paisagem, os monumentos, estas ruas
medievais, a gente – uma gente fidalga, acolhedora, simpática – uma comida sempre muito bem
feita. Podem crer, é uma festa vir a Guimarães.
Guimarães orgulha-se de ter sido o berço da Nação Portuguesa. Aqui nasceu Portugal e podiam
acrescentar: no dia 24 de Junho de 1128. É claro que a pessoa que vem de fora e não nasceu aqui
olha para aquelas palavras e, inicialmente, sente algum embaraço. Então foi mesmo aqui que nasceu
Portugal? Foi realmente em Guimarães que se deu o facto fundamental que deu origem à indepen-
dência de Portugal, foi aqui que se travou o combate de S. Mamede, a partir do qual o jovem príncipe
D. Afonso Henriques se intitulou governador do Condado Portucalense, condado que depois, e por um
processo lento e muito hábil, se vai transformando num reino independente. Portanto, aquela frase
tem inteira razão de ser, nenhuma outra cidade portuguesa tem tanto direito a declarar-se matriz,
ponto de origem da grande Nação que Portugal depois foi, como esta cidade de Guimarães.
A primeira coisa que é preciso saber, para estarmos plenamente conscientes disso, é que as fontes
históricas, quer dizer, os documentos da época, pouco ajudam. O que é costume dizer é o seguinte:
até 1127, o jovem D. Afonso Henriques (eu digo jovem, porque ele nessa altura tinha 16, 17 ou 18 anos,
não tinha mais) anda junto da mãe, a mãe é a condessa-rainha D. Teresa, que é a senhora do Con-
dado Portucalense, e, em muitos documentos, ele assina juntamente com a mãe como confirmante;
era costume nos documentos, além da rainha, as grandes figuras que a acompanhavam assinarem
também como confirmantes, e aparece até 1127 o nome de D. Afonso Henriques junto de sua mãe.
A partir de 1127 esse bom entendimento deixou de se verificar. Também há muitas notícias que levam
os historiadores a dizer que, em 1127, D. Afonso Henriques estava aqui, em Guimarães, e que esta
cidade foi atacada pelo exército do rei de Leão, que era D. Afonso VII, era primo direito do nosso
D. Afonso Henriques. A cidade resistiu, mas depois as coisas compuseram-se de uma maneira muito
poética, muito bonita: é o aio de D. Afonso Henriques, o fiel Egas Moniz, que, quando se vê que eles
não podem vencer o cerco, vai ter com o rei que cercava a cidade e diz: “Bom, eu prometo que o
D. Afonso Henriques se submete”. O rei de Leão e Castela aceita a palavra do aio e vai-se embora.
Também é verdade que no ano seguinte, em 1128, as tropas da Condessa D. Teresa, que são as tro-
pas do Condado, apoiada por tropas galegas do conde Fernando de Trava, tentam outra vez atacar
Guimarães e que D. Afonso Henriques, à frente das tropas que aqui reuniu, lhes vai dar combate em
S. Mamede e as vence.

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Guia do Professor

Lê o excerto do diálogo, tendo em atenção as palavras destacadas, e pensa. (pág. 144)


O professor pode iniciar esta actividade com uma nova passagem da faixa 38.
A voz passiva é apresentada em contexto, reforçando a compreensão de um dos seus principais
usos em português.

Vamos jogar! (pág. 145)


Para a criação de mais cartões de perguntas, os alunos poderão recorrer a informações pre-
sentes no manual nas unidades anteriores, bem como aos seus conhecimentos sobre a cultura
portuguesa. O formato do jogo propriamente dito poderá ser ajustado para ir ao encontro das
preferências actuais dos alunos; formatos de concursos televisivos, em que um aluno assuma
o papel de apresentador, por exemplo, proporcionarão situações divertidas de comunicação
para os alunos, principalmente se for feito um registo vídeo, para o professor fornecer poste-
riormente feedback do desempenho linguístico e comunicativo dos alunos.

Como se diz, como se escreve! (pág. 146)


Esta actividade sobre a grafia da letra “x” visa a verificação experimental dos vários sons
possíveis, permitindo aos alunos familiarizar-se com a sua ortografia. Sugere-se que, após a
criação de um corpus com várias palavras para cada som, o professor ajude os alunos a chegar
à elaboração de regras.

Recorda e preenche. (pág. 146)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo) o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos)
abordados e revistos ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir sobre as aprendi-
zagens efectuadas.

Lê e descobre. (pág. 147)


Partindo de um texto autêntico, o aluno descobre algumas informações sobre a cidade de
Braga. Esta deverá servir de ponto de partida para a elaboração de um roteiro turístico, que
poderá ser publicado no blogue da turma. O professor pode sugerir aos alunos um trabalho em
grupo, acrescentando outras cidades do Norte do país.

Lê, pesquisa e apresenta. (pág. 147)


Nesta actividade, o aluno deverá ser capaz, autonomamente, de pesquisar informação e
construir um dossiê sobre uma cidade portuguesa à sua escolha, do norte do país. Os trabalhos
poderão ser publicados no blogue da turma ou num local público da escola.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 148)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 148 – faixa 41)


Além de poder servir para explorar a compreensão oral, a canção Pronúncia do Norte tematiza
algumas características desta região, permitindo dar a conhecer outro cantor popular do Porto –
Rui Reininho.

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Falas Português? | Guia do Professor

UNIDADE 10 – Nos trilhos da História

Contexto
A viagem a Portugal está a chegar ao fim. O grupo aproveita o último dia para terminar a sua
visita à cidade do Porto, antes de regressar a Paris. O Veríssimo viajará para Cabo Verde, o que
introduz a questão dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Objectivos
INTERACÇÃO ORAL: Questionar/ Responder sobre recordações.
LEITURA: Textos narrativos/ informativos.
COMPREENSÃO ORAL: Compreender descrições.
PRODUÇÃO ESCRITA: Texto biográfico e texto de opinião.

Competências
Pragmática Linguística Sociolinguística

– Exprimir e descobrir atitudes Gramatical: – Regras


e recordações. – Preposições. de delicadeza.

Lexical:
– Países lusófonos.
– Feriados nacionais.

Dimensão cultural
Identificar o espaço lusófono (CPLP).
Conhecer acontecimentos históricos: 25 de Abril de 1974.
Conhecer música portuguesa: José Afonso, Grândola, Vila Morena.

Actividades
Escuta e diz se é verdadeiro ou falso, corrigindo as afirmações incorrectas.
(pág. 149 – faixa 42)

áudio pág. 149 – faixa 42


Narrador: O grupo está em frente à Sé Catedral, no Porto.
Lara: Custa-me a acreditar que a nossa viagem está a chegar ao fim…
Hugo: Não é só a ti! Acho que sofremos todos do mesmo mal…
Laurent: É sempre assim… As coisas de que gostamos acabam sempre rápido!

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Guia do Professor

Guo: O Veríssimo é quem tem mais sorte… Fica mais dois dias e depois vai passar o
Natal a Cabo Verde.
Veríssimo: Pois é!... Estou ansioso por regressar ao meu país por algum tempo… Ver as
pessoas que lá deixei… Ver os meus avós, os meus tios…
Guo: Com quem vais para Cabo Verde?
Veríssimo: Tenho um tio aqui no Porto. Logo à tarde ele vem-me buscar. Depois vou com
ele para Lisboa e, de lá, embarcamos para Santiago.
Rinat: Santiago ou Cabo Verde? Já não estou a perceber!
Lara: Sabias que Cabo Verde é um arquipélago composto por dez ilhas?
Rinat: Não. Pensava que Cabo Verde era um país africano que ficava perto da Repú-
blica Democrática do Congo.
Luís: Isso é Angola…
Professora Luísa: Bem! Estou a ver que a conversa está animada! Estão a “viajar” pelos países
lusófonos, é?
Margarida: Não! Estávamos a falar de Cabo Verde… A Rinat é que estava a confundir o
país do Veríssimo com Angola.
Professora Luísa: Ai! Então Rinat?
Rinat: Peço desculpa… Acontece, não?
Luís: Olha! Para que é que estão a montar aquele palco? Será que vai haver festa?
Professora Luísa: Ora… Deixem lá ver… Que dia é hoje?
Veríssimo: Domingo, 24 de Abril..
Professora Luísa: Nem acredito! Esquecemo-nos do aniversário da Lara! Lara… Onde está a Lara?
Hassan: Lara… A professora está a chamar-te…
Professora Luísa: Desculpa, Lara… Não nos lembrámos dos teus anos! Parabéns!
Todos: Parabéns, Lara!
Professora Luísa: Temos de festejar. Vamos almoçar a um sítio especial… Sou eu quem convida…
Todos: Fixe!
Professora Luísa: Então agora pensem lá… Se são hoje os anos da Lara e se ela faz anos no dia
24 de Abril… Amanhã será…
Guo: Dia 25 de Abril!
Lara: É feriado nacional… É o dia em que se comemora a Revolução dos Cravos.
Professora Luísa: Exactamente, Lara! Muito bem!
Margarida: Porquê? O que foi que aconteceu?
Professora Luísa: Ai, essa História de Portugal, meninos! Quando formos para o hotel e antes de
organizarmos tudo para partir, tenho uma história para vos contar…
Rinat: A que horas parte o avião?
Professora Luísa: Temos de estar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro às 19:00.
Lara: Ainda temos algum tempo!
Professora Luísa: Vamos então entrar e visitar a Sé Catedral…

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Falas Português? | Guia do Professor

Após a audição do diálogo, os alunos deverão realizar o exercício de compreensão oral, iden-
tificando seis afirmações como verdadeiras ou falsas e corrigindo as falsas.
Respostas: 1. Verdadeiro. 2. Falso: O grupo não regressa todo junto a Paris, uma vez que o
Veríssimo ainda vai para Lisboa e depois para Cabo Verde. 3. Falso: O Veríssimo parte com o tio
para a Ilha de Santiago, em Cabo Verde. 4. Falso: Nem todos os membros do grupo sabem que
Cabo Verde é um arquipélago com dez ilhas. 5. Falso: Apenas a Professora Luísa e a Lara têm
conhecimento do acontecimento histórico que está por detrás do feriado do 25 de Abril. 6. Falso:
O grupo tem de estar no aeroporto Francisco Sá Carneiro às 19:00.
O professor poderá ainda desenvolver a compreensão e expressão orais, colocando outras
questões sobre o texto.

Lê os excertos do diálogo, tendo em atenção as palavras destacadas, e pensa. (págs. 150-151)


Após ter sido efectuada uma reflexão (individual, em pares ou em grande grupo) sobre as
preposições e ter sido explicitado o seu uso e as suas funções, os alunos deverão completar as
frases propostas com as preposições adequadas.
Respostas: 1. Após / para; 2. em; 3. No; 4. com / sobre / de / sobre; 5. de / para; 6. do / de;
7. Após / para; 8. para / no / do; 9. Sob / da / pelos; 10. Após / para / para / em.
Uma vez concluído o exercício de preenchimento de espaços, os alunos deverão escrever
seis frases com uma ou mais preposições de modo a aplicá-las. Os quadros “Repara” relativos
às formas contraídas e aos verbos com regência de preposições deverão servir-lhes de material
de apoio.

Vamos jogar! (pág. 152)


Composto por duas actividades (interacção oral e pesquisa/escrita), o presente exercício per-
mite fazer o levantamento dos conhecimentos dos alunos relativamente ao mundo lusófono.
Respostas: Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e
Príncipe e Timor-Leste.
Em função dos conhecimentos demonstrados, o professor poderá desenvolver a interacção
oral, colocando questões específicas acerca de cada um dos países. A este levantamento e partilha
de informações, seguir-se-á, então, uma actividade de pesquisa, em pares, sobre um deles.

Pesquisa, organiza e escreve. (págs. 153-154)


Com o preenchimento dos Bilhetes de Identidade dos países de língua oficial portuguesa
pretende-se que os alunos conheçam melhor cada um deles, pesquisando e apreendendo infor-
mações geográficas, demográficas, políticas e culturais específicas.
O professor deverá limitar a pesquisa, seleccionando sítios da internet e limitando o con-
teúdo das informações.

Sabias que… (págs. 154-155)


Os países de língua oficial portuguesa uniram-se e constituíram uma comunidade promotora
de uma cooperação político-diplomática, económica, empresarial, linguística e humanitária.
O presente texto autêntico (com supressões), disponível também em registo áudio em
www.escolavirtual.pt/falasportuguesb1, evoca a sua criação e a sua importância. O professor
poderá colocar, oralmente, outras questões de modo a desenvolver a expressão oral. Os alunos

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Guia do Professor

poderão, igualmente, consultar o sítio oficial da CPLP e descobrir informações complementares


acerca da comunidade, dos países que a compõem e da língua portuguesa.
Sítio: www.cplp.org
Respostas: 1. Em Novembro de 1989. 2. Timor-Leste. 3. 20 de Maio de 2002.

Lê e assinala a resposta certa. (págs. 156-157)


Com o presente texto, disponível também em registo áudio em www.escolavirtual.pt/falas-
portuguesb1, pretende-se que os alunos se consciencializem da importância da Revolução dos
Cravos: o que mudou desde então…
A compreensão e expressão orais podem ser trabalhadas antes da resolução da compreen-
são da leitura.
Respostas: 1. ninguém podia dizer o que queria; 2. presos; 3. algumas das suas colónias
africanas; 4. os jovens de 18 anos tinham de ir para a guerra.
O professor poderá utilizar o texto para evocar elementos, personagens e símbolos que mar-
caram a Revolução (Convento do Carmo, General Spínola, Marcelo Caetano, Forças Armadas,
Capitães de Abril, Cravos…).

Ouve e discute. (pág. 157 – faixa 43)


Com base no texto anterior, os alunos ficam a conhecer algumas informações básicas sobre
o 25 de Abril. Uma vez que este assunto toca pessoalmente uma geração mais velha, é uma
oportunidade para incentivar os alunos a pesquisarem interagindo directamente com os seus
familiares ou pessoas de mais idade, de forma a recolher recordações na 1.ª pessoa. As infor-
mações recolhidas deverão ser apresentadas ao resto da turma, devendo o aluno recorrer a
competências já adquiridas, como o discurso indirecto, por exemplo.

Descobre, pesquisa e completa. (pág. 157)


Através desta actividade, os alunos poderão encontrar não só alguns feriados relevantes
para Portugal, e o seu significado, como também dos outros países da CPLP, alargando a sua
consciência da dimensão global da língua portuguesa.
O professor poderá também direccionar a pesquisa dos alunos, propondo uma lista de sítios
relevantes a consultar. As informações encontradas deverão ser ordenadas cronologicamente
antes da produção textual.
Alguns sítios na Internet que podem servir de ponto de partida:
Centro de Documentação 25 de Abril – http://www1.ci.uc.pt/cd25a/
Associação 25 de Abril – http://www.25abril.org/
Antena 1 (especial 25 de Abril): http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/25-abril/?k=Antena-1-Especial-
25-de-Abril.rtp&post=1612

Pesquisa, organiza e escreve. (pág. 158)


Relacionada com a actividade anterior, os alunos deverão organizar a informação recolhida
de forma cronológica, antes de passar à produção escrita. Os textos poderão ser partilhados no
blogue da turma.

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Falas Português? | Guia do Professor

Recorda e preenche. (pág. 158)


Com o preenchimento dos presentes quadros (individualmente, em pares ou em grande
grupo) o aluno recapitula os conteúdos linguísticos (morfossintácticos, lexicais e sintácticos) abor-
dados ao longo da unidade. Trata-se de uma forma de reflectir e explicitar as suas aprendizagens.

Auto-avalia os teus conhecimentos. (pág. 159)


O presente quadro sintetiza os conteúdos linguísticos e comunicativos abordados na unidade,
fomentando a reflexão e a co-responsabilização dos alunos pelas aprendizagens efectuadas.

Escuta, lê e canta. (pág. 159 – faixa 44)


A canção Grândola, Vila Morena, para além de poder servir de actividade de compreensão e
expressão orais, pode ser utilizada pelo professor para evocar a importância de José Afonso e das
suas canções para os oponentes à ditadura. Em http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/25-abril/?k=Can-
coes-de-Abril.rtp&post=1533, o professor encontrará mais canções, que poderá utilizar em aula.

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