P. 1
juros no direito brasileiro

juros no direito brasileiro

|Views: 545|Likes:
Publicado poradvcesar

More info:

Published by: advcesar on Apr 14, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

09/30/2013

pdf

text

original

LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

JUROS
no Direito brasileiro

Atualizado com a Emenda Constitucional n. 40, de 29.05.2003, e com o Código Civil de 2002

JUROS no Direito brasileiro LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

© desta edição: 2003

EDITORA REVISTA DOS TRIBUNAIS LTDA.
Diretor Responsável: CARLOS HENRIQUE DE CARVALHO FILHO

Visite o nosso site www.rt.com.br CENTRO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR: Tel. 0800-11-2433 e-mail do atendimento ao consumidor: sac@rt.com.br
Rua do Bosque, 820 • Barra Funda Tel. (0xx11) 3613-8400 • Fax (0xx11) 3613-8450 CEP 01136-000 – São Paulo, SP, Brasil
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos, videográficos. Vedada a memorização e/ou a recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte desta obra em qualquer sistema de processamento de dados. Essas proibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à sua editoração. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos do Código Penal) com pena de prisão e multa, busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei 9.610, de 19.02.1998, Lei dos Direitos Autorais).

Impresso no Brasil ISBN 85-203-2391-X

( 07 - 2003 )

.......................... 2..............................2 Anatocismo .......4............................. 2...............3 Juros compensatórios e necessidade de pacto expresso .................................................................................................4...................3 A evolução da questão dos juros no direito brasileiro .................................1 Conceito ...........................10.........................2 Os juros e o direito romano ..................................................10 Conclusões extraídas do direito estrangeiro ......3 Natureza jurídica ...................... 7 15 17 29 35 37 40 40 45 48 50 50 54 55 59 62 65 67 68 69 70 70 71 71 72 1............... 2..................................................................4..................................................10.....................4 Direito comparado ....................10.............. 1.. INTRODUÇÃO .......SUMÁRIO APRESENTAÇÃO – ROBERTO SENISE LISBOA ....... 2.............................. 2.................................. 2....................................6 Portugal ............................................................................................................ 1....................................4............1 Os juros a partir da Idade Média e sua evolução ante o direito canônico 29 .4 França ......... 1......... 2......5 Espanha .... 2...........................................7 Itália .1 Estados Unidos ........................ 2................. 2...2 Inglaterra ..2 Finalidades (remuneração do capital e neutralização do risco) ............................................................................................................................................4..................... ABREVIATURAS .............................. 2........................ 2............. 2.....4.................................................... 2.............. 2.............................4......... LINEAMENTOS DOS JUROS .....................................8 Suíça .............................9 Alemanha .............4............................................. ESCORÇO HISTÓRICO ...4....10....4..................................................................... 2.........4.................................. 2.............4............3 Argentina .4............................4 Juros moratórios .......1 Limites das taxas de juros ............ 2...........4. 2............................................................................

...8 Juros moratórios nas obrigações convertidas em perdas e danos – Inadimplemento absoluto ..3... 3.. 3.4...2 Proposta de classificação dos juros ........12 Juros moratórios nos títulos de crédito .......................................................4...1 Juros convencionais compensatórios .............3 Distinção ....... 108 3...............4........ 3.................4.......................3 Obrigação natural de juros compensatórios ...............2 Juros moratórios .................................. 107 3..................... 3...................................5 Juros moratórios nas obrigações decorrentes de ato ilícito .2...............2....2...........3 Juros convencionais moratórios .............4..2........... 147 ................4............4.......3... 3............2.4..4 Início da contagem dos juros moratórios .. concordata e administração de portos ...2 Juros legais moratórios ................... 105 3..........1 Juros legais .... 118 3...............2 Juros legais compensatórios ............4. 116 3.......... 129 3...................4........... 131 3. 3.................... 3..4.............2.1..............................4.................6 Juros moratórios nas obrigações negativas .. 3.................1 Mora ............................... CLASSIFICAÇÃO ...........................10 JUROS 3...........3 Juros quanto à origem ...15 Desnecessidade de pedido expresso de juros moratórios .........4............ 126 3.2 Juros convencionais ......2.....9 Juros moratórios na mora do credor ...................................4... 144 3.... 120 3....................4................1......2.. 3...2.2...4...............................1 A questão metodológica ................. 127 3.........4...... 3.....................................................16 Cumulação de juros moratórios com juros compensatórios ......7 Juros moratórios nas dívidas de dinheiro .......1........................ 3.. 3.......................13 Juros moratórios devidos pelo Estado ...3...................4.............................1 Juros compensatórios ..........2.............10 Juros moratórios e mora simultânea ...................................... 3..............................2.........11 Juros moratórios nas moras ex persona especiais ....... 143 3................. 135 3..................4..4 Juros quanto ao fundamento .................................................................4....2..2.......... 142 3..... 130 3................ 73 73 74 76 76 80 81 83 83 84 85 94 95 97 3.....................................2..............................................................14 Outros casos – Falência......................................2.......................5 Juros quanto à capitalização .........4.

..... 4..... 3..................1 Tabela price . 3.... 4.................1 Legalidade do sistema de amortização constante ............................... 3............1 A Constituição Federal de 1988 e a limitação das taxas de juros .......... 3....5............. 4.. SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO .... 195 5..................2 O alcance do art. 3....................º do Decreto 22...3................. 3..1.....2 Sistema de amortização constante (SAC) ....1....626/33 ....... 4...2 A proibição legal dos juros capitalizados de forma composta inserta no Decreto 22..............1 A liberação das taxas de juros para as instituições financeiras .1....1....3 Os juros capitalizados de forma composta em normas especiais ...... 4.......... 213 6......... OS JUROS E AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS . 6.... 205 6........1 Os juros capitalizados de forma composta e as obrigações decorrentes de atos ilícitos ...5....6 A tabela price diante do Código de Defesa do Consumidor .º do Decreto 22......1...............2..............................2 A tabela price e o anatocismo frente à ciência matemática ....... 221 ......................1.......................................................3 Exceções que possibilitam a aplicação de juros compostos ...............................................1.........2 5...................... A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS ...5 Exemplo prático de aplicação ilegal da tabela price .....................1 Os fundamentos da tabela price ................ 4............................3 A ilegalidade da tabela price tendo em vista o critério do art.. 160 163 164 171 177 181 183 190 191 5.......5. Os juros convencionais compensatórios ..... 195 197 198 202 6.....4 Argumentos a favor da legalidade da tabela price ........................5.............1....1..........................1 5..........3.. 4. Limites decorrentes de leis especiais e conclusões ......................................................................5...2 Os juros capitalizados nos débitos trabalhistas ....... Os juros convencionais moratórios ........... 160 4..5..............1 Juros simples e compostos .....3........ 4..5.................. 3..626/33 .......................2..................5.....................................4 O limite dos juros no direito brasileiro ...1 Anatocismo ..................... 4........5. 3........... 4.2 Tese da competência constitucional exclusiva do Congresso Nacional para legislar sobre matéria financeira .....3 5......626/33 ...........1 A taxa de juros nominal e efetiva como indicativo de juros capitalizados de forma composta ..........................SUMÁRIO 11 147 149 150 150 154 155 156 158 159 3... 205 6....2......................................

.....2 Objeto ...4...4 Seguro .... 245 6. 251 7.. 261 8........................... 246 6.....................................1 Garantias .............1....... industrial...............................4...............1.........4...................3...................................1............ 262 8.............. 257 8.................1 Usura pecuniária ....................1 O limite da taxa de juros nas cédulas e notas de crédito ...2 A usura e as taxas de juros ......... 267 8..................................... 268 ....2 A capitalização dos juros na Cédula de Crédito Bancário .............. comercial e à exportação 235 6..................... 245 6................ 257 8............. 247 6.. 265 8..............................1..2....2 Usura pecuniária ................................................................3 Penhor e tradição do bem ..................................................820 – Repressão à usura ..........1 Usura real – lesão – em razão das instituições financeiras .............. 239 6...........................................1..3 Tese da necessidade de demonstração da taxa liberada – Tendência jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça quanto à limitação das taxas de juros ..............................................4.........1.............. 254 7..............3 Juros moratórios nas cédulas de crédito ........3 Medida Provisória 1.......................3 Cédulas e notas de crédito rural...........................3............. 248 7.... 237 6.......4.. 247 6......7 Cessão ...............2........................... 245 6............................................ USURA ........1..........4......2.. 251 7...963-17 e a questão da liberação do anatocismo para as instituições financeiras ...................1 Conceito e natureza jurídica ..........................2 Instituições financeiras e os juros capitalizados de forma composta 227 6..........2 Penhor de direitos .... 236 6........ 230 6.....................1 Sistema Financeiro Imobiliário – Considerações gerais ... 251 7..........1 A Medida Provisória 1............... SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO EM RAZÃO DOS JUROS COMPOSTOS ......1..4............. 246 6..5 Registro ..........1... 262 8............................1 Usura pecuniária e usura real ...1 Características da Cédula de Crédito Bancário ...3..........2 Os juros no Sistema Financeiro Imobiliário ........2 A capitalização de juros nas cédulas e notas de crédito . 239 6................................................... 246 6................................................................4 Cédula de Crédito Bancário .............1......... 254 8..................6 Deteriorações ................1.........................4.....1 A etimologia de “juros onzenários” ...................................... 225 6..4......3.......12 JUROS 6................

.....1 Ilícitos contratuais ..........3..........5 O uso indevido de taxa de juro como correção monetária cumulada com taxa de juro .............................................................................................3.......2 Uso da TR nos contratos celebrados no âmbito do SFH após a Lei 8.................4 Inversão do ônus da prova ....2....... 345 ........................ CORREÇÃO MONETÁRIA – DIFERENÇA ESPECÍFICA DE JURO 278 9..................3..1 Fixação da taxa Selic e os juros decorrentes de crédito tributário .......1 Âmbito de abrangência da TR ................................1 Taxa Referencial de Juros – TR ....................................................................3....................4...........2.............................. 274 8.....................3 Comissão de permanência ..... 280 9........................................4.................................................................2 Débitos decorrentes de decisão judicial ....................................1 Conceito .................................... 323 CONCLUSÃO ..1...................... 318 9....... 268 8.3 Garantia dissimulada nos negócios usurários ..... 286 9........................... 278 9.............3 Termo inicial da correção monetária ..................................................................................................................... 300 9..3...........................177/91 ...... 270 8............. 325 BIBLIOGRAFIA .............................5 Títulos de crédito e usura ...........................................4 Taxas de juros – Indevida utilização como mecanismo de correção monetária ...................................... 271 8..........................SUMÁRIO 13 8......4..................4 Outros mecanismos que não representam correção monetária 322 9........................................... 293 9......3. 310 9................1........5 Exclusão de incidência da norma .................................. 291 9... 285 9...4 A usura e o Código de Defesa do Consumidor ...................4.............4........ 271 8................................4.....3............... 316 9... 289 9...1 Periodicidade de correção monetária .......... 310 9..... 275 9...........3 Títulos de crédito ................2 Vedação da utilização de moeda estrangeira para correção monetária .........................2 Natureza jurídica da taxa Selic ......6 Vendas a prazo e usura disfarçada no preço ..................................2 Usura real (lesão) ......................4........................................................... 286 9.... 290 9.2 Taxa Selic .............. 280 9....... 303 9...........2 Legislação vigente acerca de correção monetária ......... 292 9........4 Ato ilícito ................2....................3...................2..4............................ 272 8.......................................4...

......................... Medida Provisória 2..170-36. de 29 de maio de 2003 .............................................. de 23 de agosto de 2001 ....................... 360 4... Medida Provisória 2..183-56.. 369 6...........172-32.... Medida Provisória 2.............................. Emenda Constitucional n............... 351 3..................................14 JUROS 1.......................... 355 APÊNDICE ........... 359 3............................................................................... textos e compilações .............. Livros ..... Súmulas do STJ ....................... 357 1..... 357 2................... 370 ............................................................................ 363 5........ de 24 de agosto de 2001 ................. Medida Provisória 2........ de 23 de agosto de 2001 .160-25...................................................................... de 23 de agosto de 2001 ................. Internet ...................... Periódicos...... 345 2............. Artigos ........................... 354 5...... Dissertações e teses ....... 354 4................................................................ 40..........................

ABREVIATURAS AASP a. Editora Lex.C. CDB Cetip Cit. RDA RDB REsp – Associação dos Advogados de São Paulo – Antes de Cristo – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Ação Direta de Inconstitucionalidade – Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento – Artigo – Artigos – Certificado de depósito bancário – Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados – Citada. Citadas – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – Fator de recuperação do capital – Fator de valor atual – Números – Obra – Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional – Ordem de São Bento – Página – Revista de Direito Administrativo – Recibo de depósito bancário – Recurso especial RJTJESP – Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. ORTN OSB p. RT RTFR – Revista dos Tribunais – Revista do Tribunal Federal de Recursos . arts. Copom FRC FVA ns. Ob. ADCT ADIn Andib art.

1.2 Os juros convencionais moratórios – 5. Nem sempre foi assim. o Código Civil de 1916 determinou a liberdade de fixação das taxas de juros compensatórios decorrentes de mútuo feneratício.3. No âmbito do Código Civil de 2002. . impregnado por exacerbado liberalismo e individualismo. no direito estrangeiro. em regra.062). Esses juros podem fixar-se abaixo ou acima da taxa legal (art. inexistisse pactuação da taxa a ser aplicada. como vimos. embora houvesse previsão de incidência de juros. mas só por cláusula expressa. de acordo com os arts. Somente nos casos em que. na ausência de estipulação entre as partes. na exata medida da disposição insculpida no seu art. fixar juros ao empréstimo de dinheiro ou outras coisas fungíveis. foi estabelecida uma taxa (1) O mútuo de dinheiro no qual se estipula a cobrança de juros compensatórios é denominado mútuo feneratício. 1. ou seja. nos termos dos art. de 6% ao ano. Quanto aos juros moratórios.063 do Código Civil de 1916. aplicava-se a taxa legal de juros.262.1 obrigatoriamente previstos no contrato. a taxa legal era de 6% ao ano. do Código Civil de 1916.5 A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS SUMÁRIO: 5. com ou sem capitalização”. nos seguintes termos: “é permitido.062 e 1.1).064. 1. Com efeito. 1.1 O limite dos juros no direito brasileiro – 5.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões. 5. no Brasil existem normas que limitam as taxas de juros que podem ser convencionadas nos contratos (juros convencionais).3 Os juros convencionais compensatórios – 5.1 O limite dos juros no direito brasileiro Ao revés do que ocorre. conforme tratamos no capítulo 3 (3. mesmo que as partes sequer tivessem convencionado sua incidência.

como pode parecer diante de uma primeira e desatenta leitura do seu art. 5.º. 161. Em outras palavras. aqueles devidos em razão da mora e da convenção entre as partes. convencionando ou não.626/33 e art. ou seja. O limite imposto aos juros convencionais moratórios decorre dos arts. como temos insistido. do Código Tributário Nacional.626/33. Sendo assim. o Código Civil de 2002 está longe de liberar as taxas de juros convencionais moratórios. na medida da interpretação do seu art. cumulado com o art. o Decreto-lei 58/37.º e 5. a boa-fé. diga-se de passagem. Essa é a mesma conclusão que se extrai do Código Civil de 2002. até que ponto as partes podem. encontramos no atual Código Civil a função social. a probidade e a transparência como princípios contratuais expressos (arts. . Nesse caso.º do art. de caráter geral.2 Os juros convencionais moratórios Os juros convencionais moratórios. 406. 5. “que estes sejam elevados de 1% e não mais”. além da Lei de Usura.A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS 197 Posta assim a questão. 406. aplicável quando não houver convenção dessa espécie ou quando a lei determinar sua aplicação. as partes devem se submeter à taxa de 1% ao mês para os juros moratórios. Aliás. o Código Civil de 2002. resta evidente que as partes não podem convencionar juros superiores sob pena de nulidade do excesso. ainda que o art. ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano do § 3. mediante manifestação volitiva elevar as taxas legais de juros. Portanto.°. por exemplo. pela mora dos juros contratados. este último determinando que é admitido. tirante as hipóteses de juros legais. que veio proteger o promitente comprador. certo é que as partes não poderão convencionar livremente esses juros. como. Nesse sentido. 192 da CF de 1988. Como esse decreto. limita os juros moratórios a 1% ao mês no seu art. 406 do Código Civil de 2002 tenha definido apenas a taxa legal de juros moratórios. estão limitados à taxa 12% ao ano. § 1.° do Decreto 22. É cediço que lei geral posterior não revoga e tampouco altera lei especial anterior. o Código Civil de 2002 resgatou toda a inspiração social que pautou diplomas legais da mesma época. convém verificar as limitações incidentes à contratação da taxa de juros. não revoga ou altera o Decreto 22.626/33.° do Decreto 22. ou seja. 5. que regula e limita os juros nos contratos. também denominado Lei de Usura. sem contar a Consolidação das Leis do Trabalho. 1. 421 e 422).

cuja taxa é de 12% ao ano no Código Civil de 2002: arts. 406. por analogia. ou seja. a taxa máxima de juros compensatórios que poderá ser pactuada nesses outros contratos no âmbito do Código Civil de 2002 é de 2% ao mês. II – O empréstimo e o desconto de títulos. 17. privativas das instituições financeiras.626/33.595/64. do Código Tributário Nacional). da Lei 4. art. o empréstimo de dinheiro com o pagamento de juros compensatórios. 161. em suma. para os juros moratórios. I – O factoring distancia-se de instituição financeira justamente porque seus negócios não se abrigam no direito de regresso e nem na garantia representada pelo aval ou endosso. sem que Factoring – Atividade não abrangida pelo Sistema Financeiro Nacional . a taxa não poderá exceder a taxa fixada no art.626/33. limita o pacto de juros. nos financiamentos imobiliários. limita os juros convencionais compensatórios ao dobro da taxa legal para todos os contratos. 591 do Código Civil de 2002. art.626/338 (Código Civil de 2002. Decreto 22. art. 1. Daí que nesse tipo de contrato não se aplicam os juros permitidos as instituições financeiras. como o mútuo feneratício. o Código Civil de 2002 limitou a taxa de juros no contrato de mútuo para fins econômicos a 1% ao mês. Com efeito. III – Recurso não conhecido. as partes estão limitadas a convencioná-los à taxa de 1% ao mês. 161.º). a teor do que dispõe o art. as partes poderão prever taxa de juros compensatórios de 2% ao mês (Código Civil de 2002. Como a Lei de Usura.º. 161. 591.Inaplicabilidade dos juros permitidos às instituições financeiras. portanto. § 1.º. Em consonância com o acatado. a taxa legal de juros moratórios e. e Decreto 22. 406 c/c o art. por exemplo. com exceção daqueles regulados pelo Sistema Financeiro da Habitação que se submetem a limites especiais. 406 e 591.º. § 1.200 JUROS Sendo assim. são operações típicas. (8) . Relator: Ministro Waldemar Zveiter”. É que as empresas que operam com o factoring não se incluem no âmbito do sistema financeiro nacional. além dos financiamentos de bens móveis em geral. art. dependendo sua prática de autorização governamental. do Código Tributário Nacional. taxa de juros legais compensatórios. no contrato de mútuo para fins econômicos. Essa taxa de juros de 1% ao mês passa a ser. Sendo assim. 406. Os juros moratórios e compensatórios podem ser legais.º do Decreto 22. 5. Esse limite não se aplica ao contrato de mútuo. a teor de art. combinados com os art. ou seja. Código Tributário Nacional. em razão da limitação especial exsurgente do art. § 1. com exceção do contrato de mútuo que está subsumido ao art.

202 JUROS De outro lado.078/90. dando ensejo a ação declaratória. a orientação merece reparo.º. o art. 4. a quantia deverá ser restituída em dobro. mas de boa-fé. de 23. da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 1. 42 e 51 do Código de Defesa do Consumidor. Portanto. decorrentes de legislação extravagante. Súmula 159 do STF. existem outros limites que devem ser respeitados.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões Ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano imposto pelo § 3.626/33. certo é que. 2. 192 da CF. 184 do Código Civil de 2002 (art.° da Lei 8. mister se faz um consumidor e um fornecedor. 1. acorde com o critério objetivo adotado pelos arts.820.° e 3. a par dos limites gerais impostos pela Lei de Usura e pelo Código Civil de 2002 para os juros convencionais moratórios e compensatórios. 2.13 vez que é nula a parte da cláusula que estabelece juros excessivos. XV. (12) (13) Para que se configure relação de consumo.078/ 90. Tratando-se de relação de consumo. 6. 5. além dos arts. segundo o verbete 159.04.531 do Código Civil de 1916”.08.º da Medida Provisória 1. De qualquer forma. 42 do Código de Defesa do Consumidor e o art.º. 42 e 51. mesmo que de boa-fé. não dá lugar às sanções do art.172-32. 11 e 13 do Decreto 22. . de tal sorte que a simples cobrança negligente. dispõe que a nulidade parcial de um ato não o prejudicará na parte válida. Todavia. Entretanto. 1. em virtude do disposto nos arts. a mens legis foi coibir práticas gravemente culposas ou dolosas. No âmbito da responsabilidade contratual não há qualquer distinção entre culpa leve ou grave. da Lei 8. não se aplica a regra da devolução em dobro no caso da cobrança excessiva de boa-fé. de acordo com os arts. De acordo com essa orientação. III e IV. entre outras. a teor do que dispõe o art. de 05.º do art. deve ensejar a devolução dobrada.2001) nas relações civis. o contratante lesado poderá ver-se ressarcido de valor equivalente ao dobro do que eventualmente tenha pago em excesso.1999 (n. “Cobrança excessiva. 153 do Código Civil de 1916). se esta for separável. Nesse caso a devolução se faz pelo excesso acrescido de correção monetária e juros legais.º. de repetição de indébito ou até consignatória.12 a responsabilidade em regra é objetiva.

e. e Código Tributário Nacional. 406 e 591). o dobro da taxa legal de juros (Decreto 22. 161.º).º. 406.626/33. art. art. § 1.204 JUROS d) juros convencionais compensatórios nos contratos de mútuo: 1% ao mês (Código Civil de 2002. Código Civil de 2002. art. arts. e) juros convencionais compensatórios nos demais contratos: 2% ao mês. . ou seja. 1.

ed. ALVIM. In: GASPARIAN. 1933. Comentários ao Código de Proteção do Consumidor. Liquidação das obrigações. 1496. Roberto Fernandes de. Rio de Janeiro: Forense. Vol. Enciclopédia Saraiva do direito. São Paulo: RT. BARIANO. AMARAL JUNIOR. ALVES. Curso de direito civil: teoria geral das obrigações. Vol. AZEVEDO. 1990. São Paulo: Melhoramentos. La teoria generale delle Obbligazioni. Agostinho. De monte impietatis. 1917. Jayme de. Eduardo. São Paulo: Saraiva. 1995. Lodovico. 3.]. Enciclopédia Saraiva do direito. 1978. São Paulo: Saraiva. 2. BARBOSA. Alberto do. A aplicação imediata do § 3. Carlos Alberto. N.l. Fernando (coordenador). . 1981. Código civil dos Estados Unidos do Brasil comentado. Araken de. 1991. Os direitos dos consumidores. Direito Romano. Da inexecução das obrigações e suas conseqüências. Manual do processo de execução. 1977. Álvaro Villaça. Clóvis. BITTAR FILHO. São Paulo: Saraiva. ARRUDA ALVIM. Os contratos de adesão e o controle de cláusulas abusivas. Rui. 1977.BIBLIOGRAFIA 1. São Paulo: Saraiva. Milão: Giuffrè. Cremona: [s. São Paulo: RT. 2 ed. MARINS. José Carlos Moreira. Comentários à constituição federal. A luta contra a usura. Livros ALMEIDA. 1998. ASCENSÃO. BEVILÁQUA.º do art. Origem dos direitos dos povos. Código do consumidor comentado. 1991. Thereza. James. ALMEIDA. BARASSI. São Paulo: Saraiva. José de Oliveira. 192 da Constituição Federal. 1. ALVIM. São Paulo: RT. 53. [s. 1980. ———. ed.]: Graal. ARRUDA ALVIM. 1987. Carlos Ferreira de. ALTAVILA. Coimbra: Almedina. ASSIS. 2. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1948. 1982. ed.e. São Paulo: Saraiva.

l. Vol. ed. Louis. A luta contra a usura. L. São Paulo: RT. Teoria delle obbligazioni nel diritto moderno italiano.348 JUROS FRANCISCO. Código Tributário Nacional comentado. 1997. ed. 6. 2. ed. Obrigações. Rio de Janeiro: Forense. 1990. Manual de derecho commercial. Orlando. JOSSERAND. Manual elementar de direito civil. teoria general de las obligaciones. 1999. 2000. 1958. Buenos Aires: Bosch. São Paulo: RT 1997. Leo. GARRONE. trad. GIORGI. The price system & resource allocation. ed. Traité Théorique et pratique de droit civile. atual. Matemática financeira. 20. ed. Tutela antecipada no processo civil brasileiro. Paris: LGDJ. ed. Giorgio. Rio de Janeiro: Jacinto Ribeiro dos Santos. de Maria Tereza de Oliveira Audi. Ramón. 1983. SAMMARTINO. GASPARIAN. Rio de Janeiro: Zahar. 2. Estados Unidos da América: The Dryden Press. ———. GOYET. 6. Paris: LGDJ. . A prova no direito processual civil. Paris: Sirey. Précis de droit pénal spécial. LISBOA. Vol. Mario E. Edmond. Baudry. GOMES. ———. São Paulo: Juarez de Oliveira. FREITAS. 1891. Contratos difusos e coletivos. Parte geral. 1916. Rio de Janeiro: Forense. VI. LACERDA DE ALMEIDA. por Marcel Rousselet e Maurice Platin. ed. 1. Buenos Aires: Abeledo-Perrot. 3. ed. 10. Karl. HERRERA BRAVO. João Batista. Vol. São Paulo: Saraiva. Castro. problemática jurídica de los intereses en derecho romano. 1999. História da riqueza do homem. São Paulo: Saraiva. Tomo II. LEFTWICH. Jaen: Universidad de Jaen. 2. LARENZ. 1994. [s. vol. GONÇALVES. Hans. Derecho civil. São Paulo: Companhia Nacional. I. 1999. 14. Roberto Senise. KELSEN. ———. Formação econômica do Brasil. 1995. 1950. São Paulo: Atlas. 5. Direito das obrigações. Contratos. 1976.]: Graal. São Paulo: Martins Fontes. 1929. Francisque. BARDE. Fernando. 1949. 1976. Traité de logique. Vladimir Passos de. II. Parte geral. Florença: Fratelli Cammelli. Vol. 1999. ed. José Alberto. Obrigações. 1907. 22. 1996. Richard H. 2. LACANTINERIE. I. Walter de. Francisco de Paula. Madri: Ed. HUBERMAN. Carlos Roberto. Celso. GOBLOT. FURTADO. São Paulo: Pioneira. ed. ed. São Paulo: RT. 1987. 1985. 2001. “Usurae”. Derecho de obligaciones. ed. LOPES. Revista de Derecho Privado. Teoria pura do direito.

12. p. p.2000. n. Arnoldo. RT 635. Belo Horizonte. 63-71. São Paulo. 77. Impropriedade da TR e TRD como indexadores tributáveis trabalhistas falimentares etc. SCHÜTZER.br>.-mar. n. p. mar.estadao. uma primeira visão panorâmica. n.-jun. 1965. 3. ROCHA. Revista de Direito Público. p. Luiz Antonio. set.com. Antônio Ferreira Alvares da.05. p.2000. SILVA. Dissertações e teses PEREIRA.bcb. Juros: tabelamento geral. Banco Central do Brasil. n. Antônio Cláudio de Lima.br>. Disponível em: <http://www. São Paulo. Os Contratos Imobiliários e a previsão de aplicação da Tabela Price – Anatocismo. Tese de Doutorado. n.2001. 1994. 36-52. Acesso em: 02. Internet Agência Estado/Broadcast. 176p. Econômico e Financeiro. Disponível em: <http://www. abr. Industrial. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Taxas de juros: valor nominal e valor real. 238-241. abr. jan. Francisco Cláudio de Almeida.06. 114. Revista de Direito do Consumidor.fed. 73-81. Erasmo de Camargo. 49-50. WALD. p. São Paulo: RT. Federal Reserve. p. 325p. Plano básico de amortização pelo sistema francês e respectivo fator de conversão.354 JUROS RIZZARDO.-dez. ROCHA. Arnaldo. São Paulo: Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de São Paulo. 1997. Mário Geraldo.2001.12. VIEIRA. Os juros compensatórios no mútuo bancário. Os juros na nova Constituição. RT 630. 1998. João Luiz Coelho da. Ministério do Planejamento. SCAVONE JUNIOR. maio 1991. 43-46.com>. Revista de Direito Bancário do Mercado de Capitais e da Arbitragem. 1979. 2. Causas de revisão judicial dos contratos.gov. A Patologia do direito bancário: causas e soluções. n. Revista de Direito Mercantil. São Paulo. 7. Keyler Carvalho. 4. 1999. São Paulo. 1988. maio-ago. 36-41.planejamento. São Paulo.br>. 156-160. 1998. Juros no mútuo bancário. Acesso em: 31. . Disponível em: <http://www. p. São Paulo: RT.gov. p. RT 667. n. Disponível em: <http://www. 28. Revista Jurídica Mineira. Os juros no direito brasileiro. jan. 1988. Acesso em: 22. Acesso em: 22. SILVA. 2000.-abr. 129-145. Dissertação de Mestrado. out.jun. Luis Renato Ferreira da. 106. amplo e irrestrito. SANTOS. 294-302. Revista de Direito Bancário e do Mercado de Capitais. São Paulo: RT.

com. H. Power. 545. Estados Unidos da América: [s. Acesso em: 18. 278. Vol. Saraiva: junho/julho de 2000. Londres: Longmans.]. 72. 21. Estados Unidos da América: Michael and Wechsler.]. 1962.].br>. Manual de controle operacional de sociedades de arrendamento mercantil. [s. Periódicos. 54.. 607. 1960. ns. Jurisprudência Informatizada Saraiva n. Há anatocismo na tabela price? Disponível em: <http:// www. 13. [s.jus.344. 686.d. Restatement of the law (22 vols). Tawney. Souza Diniz. Código federal suiço das obrigações.e. Trad.]. Rulling Case Law. n.R. ns. Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RJTJES). 121. ed. Revista dos Tribunais (RT). Código Civil italiano. 486. ns. 153. Código Napoleão ou código civil dos franceses.BIBLIOGRAFIA 355 Oziel Chaves. 116. São Paulo: Saraiva: 1999.d. 108. 77. São Paulo: Lex. Tudor Economic Documents. Estados Unidos da América: American Law Institute. Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras. textos e compilações Código Civil alemão. São Paulo: Atlas. 143. [s. Green and Company. 592. 698. Código Civil português. de 25 de novembro de 1966. Trad.2000. II. R. 347. ed.06. 147. aprovado pelo Decreto-lei 47.L. 107. II. Juis. Souza Diniz. United States Supreme Court Digest. ns. Trad. 5. Rio de Janeiro: Record. Souza Diniz. Vol.d.d. E. Revista Trimestral de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ). São Paulo: RT. Buenos Aires: Editorial “Repertorio Jurídico Mor” S. Legislação Informatizada Saraiva (CD ROM Jurídico). 1997. 692. Rio de Janeiro: Record. 27. 91. 2. São Paulo: RT. Código Civil de la Republica Argentina (con las notas de Vélez Sársfield). São Paulo. Souza Diniz. 17 (CD ROM Jurídico). Criminal law and its administration. 1995. Compilação. Coimbra: Almedina. Vol.]. Inglaterra. Revista de Direito Administrativo (RDA). [s. 1961. Revista do Tribunal Federal de Recursos (RTFR). 649. LIS. Vol. Estados Unidos da América. Vol. Columbia University. . 69 e 97. Concordado por Hugo M. Trad. Pinto Bouquet. 1961. 1924. Stephen’s commentaries on the laws of England. 1998. Rio de Janeiro: Record. 2. Rio de Janeiro: Record.

º. de 30 de março de 2000. § 2. 1.º Às entidades a que se refere o art. na data do vencimento respectivo ou no dia imediatamente posterior ao do pagamento dos rendimentos.º de janeiro de 1999. na forma regulamentada pelo Poder Executivo. no caso de aplicação que exija o cumprimento de prazo para resgate ou para obtenção de rendimentos. poderá autorizar as entidades a que se refere o caput deste artigo a efetuar aplicações no mercado financeiro. em 15 de dezembro de 1998. adota a seguinte Medida Provisória.º O Ministro de Estado da Fazenda. Dispõe sobre a administração dos recursos de caixa do Tesouro Nacional.1. . Art. a critério do Ministro de Estado da Fazenda. 62 da Constituição. § 3.963-17. que não poderá exceder à incidente sobre a conta única.APÊNDICE 1. os recursos poderão.º Os recursos que se encontrarem aplicados no mercado financeiro em 31 de dezembro de 1998 deverão ser transferidos para a conta única do Tesouro Nacional no dia 4 de janeiro de 1999 ou. autorização legislativa para realizar aplicações financeiras de suas disponibilidades é assegurada a remuneração de suas aplicações.º A partir de 1.A. Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional. com força de lei: Art. 1o que possuem. MEDIDA PROVISÓRIA 2. os recursos dos fundos. inclusive fundos por elas administrados. observado o disposto no parágrafo único do art. excepcionalmente. consolida e atualiza a legislação pertinente ao assunto e dá outras providências.170-36. ou na Caixa Econômica Federal. no uso da atribuição que lhe confere o art.º Os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional. § 1. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. ser depositados no Banco do Brasil S. Parágrafo único. 2. das autarquias e das fundações públicas federais não poderão ser aplicados no mercado financeiro. em casos excepcionais. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1.

º Nas ações que visem à declaração de nulidade de estipulações com amparo no disposto nesta Medida Provisória. o seu conteúdo e natureza. taxas de juros superiores às legalmente permitidas. 62 da Constituição. direta ou indiretamente. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. sempre que demonstrada pelo prejudicado. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. caso em que deverá o juiz. nas hipóteses que prevê. . de 5 de abril de 1999. 4.º São igualmente nulas de pleno direito as disposições contratuais que. ajustá-las à medida legal ou. no uso da atribuição que lhe confere o art. adota a seguinte Medida Provisória. assim consideradas as que estabeleçam: I – nos contratos civis de mútuo. Art. em dobro.º São nulas de pleno direito as estipulações usurárias. em dobro. da quantia paga em excesso. Para a configuração do lucro ou vantagem excessivos. Art.172-32. se requerido. bem como às operações realizadas nos mercados financeiro. com força de lei: Art. estipulados em situação de vulnerabilidade da parte. lucros ou vantagens patrimoniais excessivos. ajustando-os ao valor corrente. Parágrafo único. de capitais e de valores mobiliários. as práticas de mercado e as taxas de juros legalmente permitidas. ordenar a restituição. ordenar a restituição. MEDIDA PROVISÓRIA 2. o ônus da prova nas ações intentadas para sua declaração. na hipótese de cumprimento da obrigação.APÊNDICE 359 2. a verossimilhança da alegação. são celebradas para garantir. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. incumbirá ao credor ou beneficiário do negócio o ônus de provar a regularidade jurídica das correspondentes obrigações. na hipótese de já terem sido cumpridas. contratos civis de mútuo com estipulações usurárias. 3. a origem das correspondentes obrigações. da quantia recebida em excesso. 1. ou. restabelecer o equilíbrio da relação contratual. as circunstâncias da celebração do contrato. considerar-se-ão a vontade das partes. com o pretexto de conferir ou transmitir direitos. Art. Estabelece a nulidade das disposições contratuais que menciona e inverte. ou pelas circunstâncias do caso.820. 2. II – nos negócios jurídicos não disciplinados pelas legislações comercial e de defesa do consumidor.º As disposições desta Medida Provisória não se aplicam: I – às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. que continuam regidas pelas normas legais e regulamentares que lhes são aplicáveis. se requerido. caso em que deverá o juiz.

” “Art.. 24 de agosto de 2001. Brasília. que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença.º O valor a que se refere o § 1. 8. a partir de maio de 2000. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .) § 3. 15-B. para o processo de desapropriação de imóvel rural. em especial aqueles destinados à proteção ambiental. 100 da Constituição.” “Art.º O disposto no § 1.º de janeiro de cada ano. no dia 1. com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do respectivo período.º A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado.º da República. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação.. 9.º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. 180. Art. II – às ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta.362 JUROS § 3. (..º do art. de rito sumário. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. (.º. de 27 de julho de 2001.” (.. a partir de 1o de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito. Nas ações a que se refere o art. § 4.º será atualizado.º Nas ações referidas no § 3. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público.00 (cento e cinqüenta e um mil reais). por interesse social.) § 1. 27. e somente serão devidos à razão de até seis por cento ao ano.º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2. nos termos do art.) Art. 15-A. observado o disposto no § 4..º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. os juros moratórios destinamse a recompor a perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada na decisão final de mérito. § 4.000..º deste artigo se aplica: I – ao procedimento contraditório especial.183-55. para fins de reforma agrária. 20 do Código de Processo Civil.º da Independência e 113. não podendo os honorários ultrapassar R$ 151.

º A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida. representando promessa de pagamento em dinheiro. II – os critérios de atualização monetária ou de variação cambial como permitido em lei. a periodicidade de sua capitalização. sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior. Art. decorrente de operação de crédito.º. desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros. 2. § 2. observadas as disposições do Capítulo II desta Medida Provisória e. bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. real ou fidejussória. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. § 1. seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo. Art.º A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido. 1. por pessoa física ou jurídica. A garantia constituída será especificada na Cédula de Crédito Bancário. Dispõe sobre a Cédula de Crédito Bancário. elaborados conforme previsto no § 2. capitalizados ou não. cedularmente constituída.º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional.925. com ou sem garantia. seja pela soma nela indicada. MEDIDA PROVISÓRIA 2. no que não forem com estas conflitantes. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. se for o caso. III – os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratuais.APÊNDICE 363 4. de qualquer modalidade. adota a seguinte Medida Provisória. no uso da atribuição que lhe confere o art. . § 1. 3. líquida e exigível. os critérios de sua incidência e. 62 da Constituição.º Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: I – os juros sobre a dívida. em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada. ou nos extratos da contacorrente.160-25. Parágrafo único. as da legislação comum ou especial aplicável. de 14 de outubro de 1999. certa.º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida em moeda estrangeira.º A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro. com força de lei: Capítulo I DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Art. bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida.

fungível ou infungível. presente ou futuro. 8.º A constituição de garantia da obrigação representada pela Cédula de Crédito Bancário é disciplinada por esta Medida Provisória. consumível ou não. no que couberem. com os requisitos previstos no caput deste artigo. O penhor de direitos constitui-se pela mera notificação ao devedor do direito apenhado. se houver. sendo aplicáveis as disposições da legislação comum ou especial que não forem com ela conflitantes. § 4.º A constituição da garantia poderá ser feita na própria Cédula de Crédito Bancário ou em documento separado. as normas do direito cambiário. Art. mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada. devendo cada parte receber uma via. disponível e alienável. Art. cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal.º O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua fácil identificação. valorizações a qualquer título. que integrará a Cédula de Crédito Bancário para todos os fins. Art. 5. § 3. neste último caso constituída por bem patrimonial de qualquer espécie. menção a tal circunstância. ou por seus respectivos mandatários. assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor. 7.APÊNDICE 365 VI – a assinatura do emitente e.º A Cédula de Crédito Bancário pode ser aditada. ou de seus respectivos mandatários. inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. do terceiro garantidor da obrigação. § 2.º A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real. devendo constar nas demais vias a expressão “não negociável”. § 1.º Somente a via do credor será negociável. passando esse documento a integrar a Cédula para todos os fins. na Cédula. além do bem principal constitutivo da garantia. . material ou imaterial. em tantas vias quantas forem as partes que nela intervierem. poderá exercer todos os direitos por ela conferidos. neste caso fazendo-se. A descrição e individualização do bem constitutivo da garantia poderá ser substituída pela remissão a documento ou certidão expedida por entidade competente. retificada e ratificada mediante documento escrito. Art. industrial ou natural.º A Cédula de Crédito Bancário será emitida por escrito. 9. caso em que o endossatário.º A garantia da obrigação abrangerá.º A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto. benfeitorias de qualquer espécie. Capítulo II DAS GARANTIAS CEDULARMENTE CONSTITUÍDAS Art. 6. todos os seus acessórios. móvel ou imóvel. ao qual se aplicarão. datado. Parágrafo único. intelectual. Parágrafo único. se for o caso. frutos e qualquer bem vinculado ao bem principal por acessão física.

ainda. os critérios e as formas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes. no prazo máximo de dois dias. observando-se as normas e instruções baixadas pelo Conselho Monetário Nacional.º do Decreto 21. § 3. devendo proceder.º As despesas e os encargos decorrentes da transferência e averbação do certificado serão suportados pelo endossatário ou cessionário. § 5. § 4. somente se aperfeiçoando com o recebimento.º do Decreto 21. 180. após a assinatura das partes. permanecer na posse direta da instituição financeira beneficiária do redesconto. seus avalistas e terceiros garantidores.º A inscrição produzirá os mesmos efeitos jurídicos do endosso. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . Art. § 2. § 1. de 9 de junho de 1932. poderão.º do art. 20. representados sob a forma escritural ou física. que os guardará e conservará em depósito. à sua cobrança judicial ou extrajudicial. 22. inscritos nos termos de tradição. 1. para fins de redesconto.º Os títulos de crédito e os direitos creditórios de que trata o caput considerarse-ão transferidos. à propriedade do Banco Central do Brasil. no termo de tradição previsto no § 1.º Entendem-se inscritos nos termos de tradição referidos no § 1. no que não contrariar o disposto nesta Medida Provisória. com a redação dada pelo art. Capítulo IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Art.499.º Os títulos de crédito e documentos representativos de direitos creditórios.928. a critério do Banco Central do Brasil. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário. 23.º os títulos de crédito e direitos creditórios neles relacionados e descritos.368 JUROS da pelo seu titular ou mandatário com poderes especiais e averbada junto à instituição financeira emitente.º da Independência e 113. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2. de 10 de outubro de 1932. observandose os requisitos. de mensagem de aceitação do Banco Central do Brasil. não sendo eletrônico o termo de tradição. a legislação cambial.º da República. como comissária del credere. pela instituição financeira proponente do redesconto. que tenham sido objeto de desconto.160-24. de 2 de julho de 2001. Brasília. 21. Os títulos de crédito e direitos creditórios. ou. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. Art. salvo convenção em contrário. 23 de agosto de 2001. desde que inscritos em termo de tradição eletrônico constante do Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN. poderão ser admitidos a redesconto junto ao Banco Central do Brasil. ou. 5.

incidem a partir da ocupação. na repetição do indébito. Súmula 70 — Os juros moratórios. na desapropriação direta ou indireta.APÊNDICE 369 5. a partir da efetiva ocupação do imóvel. corrigido monetariamente. nas ações expropriatórias. comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros. na desapropriação indireta. Súmula 29 — No pagamento em juízo para elidir falência. incidem a partir da imissão na posse. os juros compostos somente são devidos por aquele que praticou o crime. na desapropriação indireta. Súmula 204 — Os juros de mora nas ações relativas a benefícios previdenciários incidem a partir da citação válida. não constitui anatocismo vedado em lei. são cumuláveis juros compensatórios e moratórios. calculados sobre o valor da indenização. na desapropriação direta. corrigido monetariamente. os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e. em caso de responsabilidade extracontratual. Súmula 113 — Os juros compensatórios. Súmula 131 — Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios. calculados sobre o valor da indenização. Súmula 186 — Nas indenizações por ato ilícito. Súmula 69 — Na desapropriação direta. Súmula 176 — É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor a taxa de juros divulgada pela Anbid/Cetip. Súmula 188 — Os juros moratórios. Súmula 54 — Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. Súmula 102 — A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios. Súmula 114 — Os juros compensatórios. devidamente corrigidas. são devidos correção monetária. contam-se desde o trânsito em julgado da sentença. . SÚMULAS DO STJ Súmula 12 — Em desapropriação. são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. juros e honorários de advogado. Súmula 93 — A legislação sobre cédulas de crédito rural. Súmula 56 — Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela limitação de uso da propriedade.

1. sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. “§ 3. “VIII – (Revogado). As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Até que sejam fixadas as condições do art. “b) (Revogada). “VII – (Revogado).º O art...” Art. “IV – (Revogado). 52.370 JUROS 6.º (Revogado). abrangendo as cooperativas de crédito.º do art. “a) (Revogada). 2. “II – (Revogado). “III – (Revogado). 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 192. 163 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 163 e o art. 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 192 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 163. 192 da Constituição Federal.º (Revogado).. estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade. O sistema financeiro nacional. DE 29 DE MAIO DE 2003 Altera o inciso V do art.º (Revogado). “§ 2..º O caput do art.]” Art.. 60 da Constituição Federal. “V – (Revogado). [. promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. “§ 1. são vedados: . inclusive. e o caput do art. “[.] “V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta.] “[.. 3. será regulado por leis complementares que disporão. em todas as partes que o compõem. 40. “VI – (Revogado).º O inciso V do art. EMENDA CONSTITUCIONAL N. nos termos do § 3. 192.” “I – (Revogado).

º Secretário. .º Secretário – Deputado Severino Cavalcanti.º Secretário – Deputado Nilton Capixaba.º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. 1.. Presidente – Senador Paulo Paim. 2. Brasília. Mesa da Câmara dos Deputados: Deputado JOÃO PAULO CUNHA.º Secretário – Deputado Ciro Nogueira. 4.º Vice-Presidente – Deputado Luiz Piauhylino. em 29 de maio de 2003. 3. 2.º Secretário – Senador Sérgio Zambiasi. 2..º Secretário. 1.º Secretário – Senador Heráclito Fortes. 1.º Vice-Presidente – Deputado Geddel Vieira Lima.APÊNDICE 371 “[. 2.º Vice-Presidente – Senador Romeu Tuma.º Secretário – Senador Alberto Silva. 4. 1. Presidente – Deputado Inocêncio de Oliveira. 3.º Vice-Presidente – Senador Eduardo Siqueira Campos.]” Art. Mesa do Senado Federal: Senador JOSÉ SARNEY. 4.

391.oficinadasletras. www.911/0001-85 .com.Revisão e diagramação eletrônica Oficina das Letras Apoio Editorial S/C Ltda.br CNPJ 03.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->