LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

JUROS
no Direito brasileiro

Atualizado com a Emenda Constitucional n. 40, de 29.05.2003, e com o Código Civil de 2002

JUROS no Direito brasileiro LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

© desta edição: 2003

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Impresso no Brasil ISBN 85-203-2391-X

( 07 - 2003 )

.............................................2 Finalidades (remuneração do capital e neutralização do risco) ............................................................. 1........3 A evolução da questão dos juros no direito brasileiro .................................................................................................4.....10...............................................................................................................................4 Direito comparado ....................... 2...................................... 2.............2 Inglaterra ..... 2......9 Alemanha ................3 Juros compensatórios e necessidade de pacto expresso ............................ 2....6 Portugal .......... 2...............4................................................................................................................................................................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO – ROBERTO SENISE LISBOA ............ 2........4....1 Estados Unidos .............................1 Os juros a partir da Idade Média e sua evolução ante o direito canônico 29 ...........4............................................ 1.........10 Conclusões extraídas do direito estrangeiro ................................4...................................... 2..... 7 15 17 29 35 37 40 40 45 48 50 50 54 55 59 62 65 67 68 69 70 70 71 71 72 1.......................... 1....10............................ LINEAMENTOS DOS JUROS .... 2........................4..........4 França ......................................... ABREVIATURAS ............10............................3 Argentina ........................................10...............................1 Limites das taxas de juros ................................................................... ESCORÇO HISTÓRICO ........5 Espanha ...............................................1 Conceito .4..........................7 Itália ........... 2.....................................................4... INTRODUÇÃO ........................................... 2.................................................... 2.................................4.4.............................4...............................................3 Natureza jurídica ..................2 Anatocismo ....................4 Juros moratórios . 2..4... 2.... 2.. 2................ 2.....................4.. 2..............2 Os juros e o direito romano .......................... 2....................... 2....4..........8 Suíça ....

......2.................................4.................................. 3.......15 Desnecessidade de pedido expresso de juros moratórios ......................................4.......... 126 3.... 107 3....13 Juros moratórios devidos pelo Estado ..3... 147 .............. 142 3...2..10 Juros moratórios e mora simultânea ................. 3.......................2..............................5 Juros moratórios nas obrigações decorrentes de ato ilícito ..............3.................. 116 3..... concordata e administração de portos ............2 Juros convencionais .....................2 Juros moratórios ......4....................4.......................................................4...1.. 120 3....4 Juros quanto ao fundamento ..................... 3..............................................3..............1..........................8 Juros moratórios nas obrigações convertidas em perdas e danos – Inadimplemento absoluto .............................................4......2 Juros legais compensatórios ..........................1 Juros convencionais compensatórios .... 3......................4.............. 73 73 74 76 76 80 81 83 83 84 85 94 95 97 3............................ 3......2.. 108 3....4..11 Juros moratórios nas moras ex persona especiais ....1 Mora .1 Juros legais ......................2........16 Cumulação de juros moratórios com juros compensatórios .....3 Obrigação natural de juros compensatórios .. 129 3......10 JUROS 3...................... 127 3......... 3....................................4..... CLASSIFICAÇÃO ....2............2..................2..1 Juros compensatórios ..4.. 105 3...................2............................ 135 3................................4... 130 3...............................2......... 3...............4....2.....1 A questão metodológica ......... 3......... 3..................4...4.....2...4............... 3......3 Juros quanto à origem ..9 Juros moratórios na mora do credor ...4........................... 3...............1...........4........................4.......... 143 3..6 Juros moratórios nas obrigações negativas .................................................................................... 3. 3..................... 131 3............................... 144 3......5 Juros quanto à capitalização ....................4..........................3 Distinção ....4.....4 Início da contagem dos juros moratórios ..2 Proposta de classificação dos juros .......2...7 Juros moratórios nas dívidas de dinheiro ..2...4.........14 Outros casos – Falência.......12 Juros moratórios nos títulos de crédito ....2......................3 Juros convencionais moratórios ........................ 118 3........2........2 Juros legais moratórios .........

2 Tese da competência constitucional exclusiva do Congresso Nacional para legislar sobre matéria financeira ........5.............2 A proibição legal dos juros capitalizados de forma composta inserta no Decreto 22........... 3.............................. 3......3 Exceções que possibilitam a aplicação de juros compostos . 4..... 6.. 3......... 4.... 195 197 198 202 6.................... 4.......1.......626/33 ...1 Anatocismo ............2 O alcance do art..............1 A Constituição Federal de 1988 e a limitação das taxas de juros ..............1 Os juros capitalizados de forma composta e as obrigações decorrentes de atos ilícitos ......1.........626/33 ................................. 4...... A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS .........2............. 160 163 164 171 177 181 183 190 191 5................. 205 6.....6 A tabela price diante do Código de Defesa do Consumidor ............ 3...........5.................................... 160 4............................1.1........5........................2 Sistema de amortização constante (SAC) ......................5.................. 4. 3.......3 5............SUMÁRIO 11 147 149 150 150 154 155 156 158 159 3................ 4.... 3.........................4 O limite dos juros no direito brasileiro ........... Os juros convencionais compensatórios ............ Limites decorrentes de leis especiais e conclusões ...............................1 A liberação das taxas de juros para as instituições financeiras ... 4......... 4.5..............1..4 Argumentos a favor da legalidade da tabela price .1.....2 5..1 Juros simples e compostos .3 A ilegalidade da tabela price tendo em vista o critério do art.....................................1 Legalidade do sistema de amortização constante .......................................... 195 5. 205 6. Os juros convencionais moratórios ..............626/33 .............º do Decreto 22.......5......... 3..............5......2 A tabela price e o anatocismo frente à ciência matemática ...............................1...................1 5..............3 Os juros capitalizados de forma composta em normas especiais ....................1. 3..............3.................. SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO .........2....2..... 213 6....1 Tabela price ...1 Os fundamentos da tabela price ..........5 Exemplo prático de aplicação ilegal da tabela price .........................º do Decreto 22.............3........ 4............2 Os juros capitalizados nos débitos trabalhistas ...........5...............1 A taxa de juros nominal e efetiva como indicativo de juros capitalizados de forma composta .. 4.1............. 221 ......................... OS JUROS E AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS .3.....5..........

......... 225 6........ 239 6................... 251 7... 254 8.................. 257 8..................................................1........3........1......2 A capitalização de juros nas cédulas e notas de crédito .............2....7 Cessão ........................4..........4...........................1 O limite da taxa de juros nas cédulas e notas de crédito .............. 246 6..........2 Instituições financeiras e os juros capitalizados de forma composta 227 6......1 A Medida Provisória 1........1...................4 Cédula de Crédito Bancário .................1.963-17 e a questão da liberação do anatocismo para as instituições financeiras .................................. 251 7................................... USURA ............................................1 Usura real – lesão – em razão das instituições financeiras ..........4...3 Cédulas e notas de crédito rural.......... 261 8.............. 237 6..............1 Usura pecuniária e usura real ..................3 Medida Provisória 1. 246 6.........................1 Usura pecuniária .12 JUROS 6......................................... 268 .....2 A capitalização dos juros na Cédula de Crédito Bancário ......1 A etimologia de “juros onzenários” ................ 245 6...2 Objeto ......1.........................4............................. 248 7.................1 Sistema Financeiro Imobiliário – Considerações gerais .....6 Deteriorações ..........4............................2 A usura e as taxas de juros ..............................4.................................4.............1 Garantias ................ 254 7.........2........3..............3 Juros moratórios nas cédulas de crédito ............ 245 6......3........1...............2 Os juros no Sistema Financeiro Imobiliário ...................820 – Repressão à usura ............1 Características da Cédula de Crédito Bancário ......4.....................1............3.... 239 6.................2 Usura pecuniária ........ 246 6............... 247 6.............1...... industrial.1 Conceito e natureza jurídica ................................................... 247 6.. 230 6................................5 Registro .................. 245 6.. comercial e à exportação 235 6.1.....1.. 251 7................................................................................................... 257 8...........................2............................ 262 8............4.... 267 8........4 Seguro . 236 6....... 265 8............................3 Penhor e tradição do bem .....................................3 Tese da necessidade de demonstração da taxa liberada – Tendência jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça quanto à limitação das taxas de juros ..... 262 8..... SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO EM RAZÃO DOS JUROS COMPOSTOS ..1.........2 Penhor de direitos ..........

.......4 Ato ilícito ................ 285 9...............3...................... 323 CONCLUSÃO .......4 Outros mecanismos que não representam correção monetária 322 9.. 271 8. 318 9......1 Taxa Referencial de Juros – TR ......................3 Termo inicial da correção monetária ..2....1 Periodicidade de correção monetária .....................................................................................4.......................... 274 8.....................2......... 325 BIBLIOGRAFIA ........3...........................................................3................................................5 Títulos de crédito e usura .....................................2 Uso da TR nos contratos celebrados no âmbito do SFH após a Lei 8.........3..............177/91 .. 303 9.......................................................2 Taxa Selic ...................4 Taxas de juros – Indevida utilização como mecanismo de correção monetária .........................SUMÁRIO 13 8............ 268 8.................4..... 275 9........... 280 9................. 293 9..........................2 Natureza jurídica da taxa Selic .............. 290 9............2 Débitos decorrentes de decisão judicial .........................3....3.............3 Títulos de crédito .....................1 Conceito ......4...................................4.5 Exclusão de incidência da norma ...... 270 8.......... 291 9.................... CORREÇÃO MONETÁRIA – DIFERENÇA ESPECÍFICA DE JURO 278 9................4...... 310 9.................... 345 .........................2........................... 300 9..... 272 8.....................1..............1........3 Garantia dissimulada nos negócios usurários ...................................2 Usura real (lesão) ........... 292 9................................. 278 9.....3....1 Ilícitos contratuais ...................2...................1 Âmbito de abrangência da TR ..2 Vedação da utilização de moeda estrangeira para correção monetária ...................................................4...........6 Vendas a prazo e usura disfarçada no preço ......................... 271 8.............................4... 310 9.............................................................4....1 Fixação da taxa Selic e os juros decorrentes de crédito tributário ...............4 A usura e o Código de Defesa do Consumidor . 316 9...................4................................................................5 O uso indevido de taxa de juro como correção monetária cumulada com taxa de juro ................................................................................... 286 9........................................................4 Inversão do ônus da prova ......................... 286 9.. 289 9....................3........................ 280 9.....2 Legislação vigente acerca de correção monetária .....3 Comissão de permanência ..

........................ de 29 de maio de 2003 ......... 370 ......... 345 2.... 355 APÊNDICE . Dissertações e teses ............................................................................................................. Periódicos. Medida Provisória 2.................... Súmulas do STJ ...................................... 360 4.... 351 3..................................... 354 4.............. Emenda Constitucional n....................................... 357 2................. de 24 de agosto de 2001 ......... Livros ..............................183-56..................................................... 357 1.......................... 363 5......170-36... Internet ............................... de 23 de agosto de 2001 ...........160-25...................... 354 5........14 JUROS 1...... Medida Provisória 2.................... 40........................... de 23 de agosto de 2001 ........... 369 6................................................................................. de 23 de agosto de 2001 ............. textos e compilações ... Artigos .. Medida Provisória 2.... 359 3.................172-32................................. Medida Provisória 2......

RDA RDB REsp – Associação dos Advogados de São Paulo – Antes de Cristo – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Ação Direta de Inconstitucionalidade – Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento – Artigo – Artigos – Certificado de depósito bancário – Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados – Citada. CDB Cetip Cit. Ob. arts. ORTN OSB p.C. Citadas – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – Fator de recuperação do capital – Fator de valor atual – Números – Obra – Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional – Ordem de São Bento – Página – Revista de Direito Administrativo – Recibo de depósito bancário – Recurso especial RJTJESP – Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Copom FRC FVA ns.ABREVIATURAS AASP a. ADCT ADIn Andib art. RT RTFR – Revista dos Tribunais – Revista do Tribunal Federal de Recursos . Editora Lex.

foi estabelecida uma taxa (1) O mútuo de dinheiro no qual se estipula a cobrança de juros compensatórios é denominado mútuo feneratício. mesmo que as partes sequer tivessem convencionado sua incidência. impregnado por exacerbado liberalismo e individualismo. . 1.1 O limite dos juros no direito brasileiro Ao revés do que ocorre. aplicava-se a taxa legal de juros.063 do Código Civil de 1916.1 O limite dos juros no direito brasileiro – 5. ou seja. conforme tratamos no capítulo 3 (3. 1.062). do Código Civil de 1916. nos termos dos art. o Código Civil de 1916 determinou a liberdade de fixação das taxas de juros compensatórios decorrentes de mútuo feneratício.062 e 1.262. No âmbito do Código Civil de 2002. no direito estrangeiro. embora houvesse previsão de incidência de juros. mas só por cláusula expressa. 5. nos seguintes termos: “é permitido. de 6% ao ano.3 Os juros convencionais compensatórios – 5.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões. como vimos. Somente nos casos em que.5 A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS SUMÁRIO: 5. Quanto aos juros moratórios. com ou sem capitalização”. em regra.2 Os juros convencionais moratórios – 5.3. Nem sempre foi assim. na exata medida da disposição insculpida no seu art.064. de acordo com os arts. fixar juros ao empréstimo de dinheiro ou outras coisas fungíveis. no Brasil existem normas que limitam as taxas de juros que podem ser convencionadas nos contratos (juros convencionais). Esses juros podem fixar-se abaixo ou acima da taxa legal (art.1 obrigatoriamente previstos no contrato. 1. Com efeito. a taxa legal era de 6% ao ano. na ausência de estipulação entre as partes. inexistisse pactuação da taxa a ser aplicada.1). 1.

aqueles devidos em razão da mora e da convenção entre as partes. como pode parecer diante de uma primeira e desatenta leitura do seu art. convém verificar as limitações incidentes à contratação da taxa de juros. ou seja. 5. Portanto. na medida da interpretação do seu art. Em outras palavras. 161. o Código Civil de 2002. pela mora dos juros contratados. as partes devem se submeter à taxa de 1% ao mês para os juros moratórios. também denominado Lei de Usura. a probidade e a transparência como princípios contratuais expressos (arts.° do Decreto 22. o Decreto-lei 58/37. diga-se de passagem.° do Decreto 22. ou seja.A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS 197 Posta assim a questão. § 1. sem contar a Consolidação das Leis do Trabalho. Aliás. limita os juros moratórios a 1% ao mês no seu art. . 421 e 422). 406. Nesse sentido. cumulado com o art. que regula e limita os juros nos contratos. Como esse decreto. o Código Civil de 2002 resgatou toda a inspiração social que pautou diplomas legais da mesma época. a boa-fé. mediante manifestação volitiva elevar as taxas legais de juros. O limite imposto aos juros convencionais moratórios decorre dos arts. ainda que o art. certo é que as partes não poderão convencionar livremente esses juros. estão limitados à taxa 12% ao ano.º. como temos insistido. convencionando ou não. de caráter geral. 1.º e 5. que veio proteger o promitente comprador.626/33 e art. 406. do Código Tributário Nacional. até que ponto as partes podem. resta evidente que as partes não podem convencionar juros superiores sob pena de nulidade do excesso. Essa é a mesma conclusão que se extrai do Código Civil de 2002. este último determinando que é admitido. “que estes sejam elevados de 1% e não mais”. não revoga ou altera o Decreto 22. 192 da CF de 1988.°. É cediço que lei geral posterior não revoga e tampouco altera lei especial anterior. tirante as hipóteses de juros legais. 5.626/33.626/33. aplicável quando não houver convenção dessa espécie ou quando a lei determinar sua aplicação. Sendo assim.2 Os juros convencionais moratórios Os juros convencionais moratórios. encontramos no atual Código Civil a função social. o Código Civil de 2002 está longe de liberar as taxas de juros convencionais moratórios. Nesse caso. como. além da Lei de Usura. 5.º do art. por exemplo. ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano do § 3. 406 do Código Civil de 2002 tenha definido apenas a taxa legal de juros moratórios.

nos financiamentos imobiliários.200 JUROS Sendo assim. (8) . e Decreto 22. privativas das instituições financeiras. 591 do Código Civil de 2002.º). a taxa legal de juros moratórios e. 406. 591. portanto. taxa de juros legais compensatórios. limita o pacto de juros. Daí que nesse tipo de contrato não se aplicam os juros permitidos as instituições financeiras. Relator: Ministro Waldemar Zveiter”. 161. art.626/33. Decreto 22.º. Com efeito. a taxa não poderá exceder a taxa fixada no art. É que as empresas que operam com o factoring não se incluem no âmbito do sistema financeiro nacional. a teor do que dispõe o art. 5. Código Tributário Nacional. I – O factoring distancia-se de instituição financeira justamente porque seus negócios não se abrigam no direito de regresso e nem na garantia representada pelo aval ou endosso. por analogia.º do Decreto 22. art. em suma. como o mútuo feneratício.º. do Código Tributário Nacional). II – O empréstimo e o desconto de títulos. em razão da limitação especial exsurgente do art. 406. para os juros moratórios. a teor de art. no contrato de mútuo para fins econômicos. ou seja. art. sem que Factoring – Atividade não abrangida pelo Sistema Financeiro Nacional . limita os juros convencionais compensatórios ao dobro da taxa legal para todos os contratos. Essa taxa de juros de 1% ao mês passa a ser. o empréstimo de dinheiro com o pagamento de juros compensatórios. Os juros moratórios e compensatórios podem ser legais. 161. 406 e 591. o Código Civil de 2002 limitou a taxa de juros no contrato de mútuo para fins econômicos a 1% ao mês.º. III – Recurso não conhecido.595/64.626/338 (Código Civil de 2002. Em consonância com o acatado. do Código Tributário Nacional. as partes poderão prever taxa de juros compensatórios de 2% ao mês (Código Civil de 2002. 406 c/c o art. dependendo sua prática de autorização governamental. cuja taxa é de 12% ao ano no Código Civil de 2002: arts. art. por exemplo.Inaplicabilidade dos juros permitidos às instituições financeiras. são operações típicas. § 1. Esse limite não se aplica ao contrato de mútuo. da Lei 4. com exceção do contrato de mútuo que está subsumido ao art. 1. combinados com os art. § 1. além dos financiamentos de bens móveis em geral.626/33. 161. as partes estão limitadas a convencioná-los à taxa de 1% ao mês. Sendo assim. 17. com exceção daqueles regulados pelo Sistema Financeiro da Habitação que se submetem a limites especiais. § 1. Como a Lei de Usura. ou seja. a taxa máxima de juros compensatórios que poderá ser pactuada nesses outros contratos no âmbito do Código Civil de 2002 é de 2% ao mês.

2.04. acorde com o critério objetivo adotado pelos arts. a par dos limites gerais impostos pela Lei de Usura e pelo Código Civil de 2002 para os juros convencionais moratórios e compensatórios. 2. de 05. 184 do Código Civil de 2002 (art. III e IV. 1. 42 do Código de Defesa do Consumidor e o art. deve ensejar a devolução dobrada. Entretanto. existem outros limites que devem ser respeitados. da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Tratando-se de relação de consumo.12 a responsabilidade em regra é objetiva. entre outras. dispõe que a nulidade parcial de um ato não o prejudicará na parte válida.078/90.172-32.820. além dos arts. 4. Nesse caso a devolução se faz pelo excesso acrescido de correção monetária e juros legais. 1. De acordo com essa orientação.º. De qualquer forma. 42 e 51 do Código de Defesa do Consumidor. 5.° da Lei 8. 192 da CF. de tal sorte que a simples cobrança negligente. mister se faz um consumidor e um fornecedor. o contratante lesado poderá ver-se ressarcido de valor equivalente ao dobro do que eventualmente tenha pago em excesso. de 23. em virtude do disposto nos arts. 42 e 51.º. a mens legis foi coibir práticas gravemente culposas ou dolosas. 1.2001) nas relações civis. se esta for separável. segundo o verbete 159. não se aplica a regra da devolução em dobro no caso da cobrança excessiva de boa-fé. Súmula 159 do STF. 153 do Código Civil de 1916). 11 e 13 do Decreto 22.202 JUROS De outro lado. não dá lugar às sanções do art.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões Ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano imposto pelo § 3. a teor do que dispõe o art. XV. dando ensejo a ação declaratória. certo é que. (12) (13) Para que se configure relação de consumo. decorrentes de legislação extravagante. o art.º da Medida Provisória 1. de acordo com os arts.13 vez que é nula a parte da cláusula que estabelece juros excessivos. 6. a quantia deverá ser restituída em dobro. Todavia.078/ 90. .531 do Código Civil de 1916”. Portanto. de repetição de indébito ou até consignatória.º.° e 3. No âmbito da responsabilidade contratual não há qualquer distinção entre culpa leve ou grave. “Cobrança excessiva.08. mas de boa-fé. da Lei 8.626/33.1999 (n.º do art. a orientação merece reparo. mesmo que de boa-fé.

arts. e Código Tributário Nacional. 406 e 591). . ou seja. art. art. 406. e.204 JUROS d) juros convencionais compensatórios nos contratos de mútuo: 1% ao mês (Código Civil de 2002. 161.º). 1.º. e) juros convencionais compensatórios nos demais contratos: 2% ao mês. § 1.626/33. o dobro da taxa legal de juros (Decreto 22. art. Código Civil de 2002.

A luta contra a usura. 2. Da inexecução das obrigações e suas conseqüências.BIBLIOGRAFIA 1. São Paulo: Saraiva. ARRUDA ALVIM. Código do consumidor comentado. Rui. Liquidação das obrigações. Araken de. MARINS. São Paulo: Saraiva. 1995. ed.]. 1917. Vol. 1933. BARASSI. São Paulo: Melhoramentos. Eduardo. BARIANO. 1998. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Saraiva. Coimbra: Almedina. Direito Romano. BEVILÁQUA. ed. Agostinho. Origem dos direitos dos povos. 3. Carlos Ferreira de. 1991.]: Graal. 1991.l. ALVIM.e. 1980. 2 ed. N. ALVES. Rio de Janeiro: Francisco Alves. São Paulo: RT. Álvaro Villaça. 1978. 1981. 1. Os contratos de adesão e o controle de cláusulas abusivas. Enciclopédia Saraiva do direito. ASSIS. . AZEVEDO. BITTAR FILHO. Comentários ao Código de Proteção do Consumidor. São Paulo: Saraiva. A aplicação imediata do § 3. Fernando (coordenador). ALVIM. De monte impietatis. Carlos Alberto. James. Curso de direito civil: teoria geral das obrigações. AMARAL JUNIOR. São Paulo: Saraiva. ARRUDA ALVIM. Manual do processo de execução. In: GASPARIAN. São Paulo: RT. La teoria generale delle Obbligazioni. 192 da Constituição Federal. Jayme de. Código civil dos Estados Unidos do Brasil comentado. José Carlos Moreira.º do art. 1982. ———. 1948. Enciclopédia Saraiva do direito. Thereza. [s. Alberto do. Livros ALMEIDA. 2. São Paulo: RT. ALTAVILA. ALMEIDA. 1990. Cremona: [s. Vol. 1987. José de Oliveira. Lodovico. 1496. ed. Os direitos dos consumidores. Milão: Giuffrè. Roberto Fernandes de. Clóvis. BARBOSA. 1977. São Paulo: Saraiva. Comentários à constituição federal. 53. ASCENSÃO. 1977.

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2. em casos excepcionais. que não poderá exceder à incidente sobre a conta única. em 15 de dezembro de 1998. Art. no caso de aplicação que exija o cumprimento de prazo para resgate ou para obtenção de rendimentos.963-17. inclusive fundos por elas administrados.APÊNDICE 1. ser depositados no Banco do Brasil S.º. no uso da atribuição que lhe confere o art.º Os recursos que se encontrarem aplicados no mercado financeiro em 31 de dezembro de 1998 deverão ser transferidos para a conta única do Tesouro Nacional no dia 4 de janeiro de 1999 ou. observado o disposto no parágrafo único do art. § 2.º A partir de 1. poderá autorizar as entidades a que se refere o caput deste artigo a efetuar aplicações no mercado financeiro. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. Parágrafo único. de 30 de março de 2000. 1o que possuem. das autarquias e das fundações públicas federais não poderão ser aplicados no mercado financeiro. Dispõe sobre a administração dos recursos de caixa do Tesouro Nacional.170-36. os recursos dos fundos.º de janeiro de 1999. na forma regulamentada pelo Poder Executivo. na data do vencimento respectivo ou no dia imediatamente posterior ao do pagamento dos rendimentos. 1. 62 da Constituição.1.º Os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. autorização legislativa para realizar aplicações financeiras de suas disponibilidades é assegurada a remuneração de suas aplicações. consolida e atualiza a legislação pertinente ao assunto e dá outras providências. adota a seguinte Medida Provisória. .º Às entidades a que se refere o art. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional. Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.A. MEDIDA PROVISÓRIA 2.º O Ministro de Estado da Fazenda. ou na Caixa Econômica Federal. § 1. § 3. excepcionalmente. os recursos poderão. com força de lei: Art. a critério do Ministro de Estado da Fazenda.

APÊNDICE 359 2. direta ou indiretamente. o ônus da prova nas ações intentadas para sua declaração. a verossimilhança da alegação. na hipótese de já terem sido cumpridas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. da quantia paga em excesso. em dobro. ordenar a restituição. restabelecer o equilíbrio da relação contratual. ajustando-os ao valor corrente. Estabelece a nulidade das disposições contratuais que menciona e inverte. a origem das correspondentes obrigações. ordenar a restituição. o seu conteúdo e natureza. no uso da atribuição que lhe confere o art. sempre que demonstrada pelo prejudicado. que continuam regidas pelas normas legais e regulamentares que lhes são aplicáveis. contratos civis de mútuo com estipulações usurárias. 2. em dobro. ou pelas circunstâncias do caso. . MEDIDA PROVISÓRIA 2. Art.820.º São nulas de pleno direito as estipulações usurárias. Parágrafo único. 1. ou. de 5 de abril de 1999. da quantia recebida em excesso. 4. adota a seguinte Medida Provisória. com o pretexto de conferir ou transmitir direitos. na hipótese de cumprimento da obrigação. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. incumbirá ao credor ou beneficiário do negócio o ônus de provar a regularidade jurídica das correspondentes obrigações.º São igualmente nulas de pleno direito as disposições contratuais que.º Nas ações que visem à declaração de nulidade de estipulações com amparo no disposto nesta Medida Provisória. bem como às operações realizadas nos mercados financeiro.172-32. Art. taxas de juros superiores às legalmente permitidas. estipulados em situação de vulnerabilidade da parte. assim consideradas as que estabeleçam: I – nos contratos civis de mútuo. caso em que deverá o juiz. Para a configuração do lucro ou vantagem excessivos. considerar-se-ão a vontade das partes. 3. as circunstâncias da celebração do contrato. se requerido. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. nas hipóteses que prevê. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. lucros ou vantagens patrimoniais excessivos.º As disposições desta Medida Provisória não se aplicam: I – às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. se requerido. II – nos negócios jurídicos não disciplinados pelas legislações comercial e de defesa do consumidor. com força de lei: Art. de capitais e de valores mobiliários. ajustá-las à medida legal ou. as práticas de mercado e as taxas de juros legalmente permitidas. são celebradas para garantir. 62 da Constituição. Art. caso em que deverá o juiz.

º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2. Art. a partir de maio de 2000. que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença.º do art. para o processo de desapropriação de imóvel rural.º O disposto no § 1. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação.) Art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .00 (cento e cinqüenta e um mil reais). 100 da Constituição.º A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado.” “Art.” (.. Nas ações a que se refere o art. não podendo os honorários ultrapassar R$ 151.. no dia 1.362 JUROS § 3. 20 do Código de Processo Civil. os juros moratórios destinamse a recompor a perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada na decisão final de mérito. com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do respectivo período. a partir de 1o de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito.. de rito sumário. nos termos do art. (. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. 24 de agosto de 2001.” “Art.º Nas ações referidas no § 3. 9.º. em especial aqueles destinados à proteção ambiental.º de janeiro de cada ano. por interesse social.º da Independência e 113. (. II – às ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta.º deste artigo se aplica: I – ao procedimento contraditório especial. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. § 4.) § 1. § 4. Brasília. 8.º O valor a que se refere o § 1. 15-A. de 27 de julho de 2001.º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.183-55.º será atualizado. 180.000.) § 3.. e somente serão devidos à razão de até seis por cento ao ano. para fins de reforma agrária.º da República.. 15-B. observado o disposto no § 4..º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. 27.

DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional. seja pela soma nela indicada. Dispõe sobre a Cédula de Crédito Bancário. real ou fidejussória. 1. § 1.º A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro.º Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: I – os juros sobre a dívida. MEDIDA PROVISÓRIA 2.º A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida. cedularmente constituída. bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida. Art. de 14 de outubro de 1999. § 1. se for o caso.APÊNDICE 363 4. bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. A garantia constituída será especificada na Cédula de Crédito Bancário. Parágrafo único. ou nos extratos da contacorrente. no que não forem com estas conflitantes. adota a seguinte Medida Provisória.160-25. II – os critérios de atualização monetária ou de variação cambial como permitido em lei. desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros. observadas as disposições do Capítulo II desta Medida Provisória e. elaborados conforme previsto no § 2. por pessoa física ou jurídica. com ou sem garantia. 2. líquida e exigível. no uso da atribuição que lhe confere o art. Art. certa. III – os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratuais. representando promessa de pagamento em dinheiro. § 2. sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior. 62 da Constituição. capitalizados ou não. os critérios de sua incidência e. seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo. . 3.º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida em moeda estrangeira. decorrente de operação de crédito.º. as da legislação comum ou especial aplicável. a periodicidade de sua capitalização.925.º A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido. em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada. de qualquer modalidade. com força de lei: Capítulo I DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Art.

se for o caso. Art. O penhor de direitos constitui-se pela mera notificação ao devedor do direito apenhado. Art. material ou imaterial. disponível e alienável. 6. frutos e qualquer bem vinculado ao bem principal por acessão física. ao qual se aplicarão. industrial ou natural.º A Cédula de Crédito Bancário pode ser aditada. Art. retificada e ratificada mediante documento escrito. § 4. benfeitorias de qualquer espécie.APÊNDICE 365 VI – a assinatura do emitente e. neste último caso constituída por bem patrimonial de qualquer espécie. além do bem principal constitutivo da garantia. . consumível ou não.º A constituição de garantia da obrigação representada pela Cédula de Crédito Bancário é disciplinada por esta Medida Provisória. Parágrafo único. do terceiro garantidor da obrigação.º O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua fácil identificação. presente ou futuro.º A Cédula de Crédito Bancário será emitida por escrito. mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada. sendo aplicáveis as disposições da legislação comum ou especial que não forem com ela conflitantes. § 3. no que couberem. devendo cada parte receber uma via. móvel ou imóvel. passando esse documento a integrar a Cédula para todos os fins. 9. neste caso fazendo-se. 5. todos os seus acessórios. inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. datado. Parágrafo único.º A garantia da obrigação abrangerá. fungível ou infungível. Art. as normas do direito cambiário. ou por seus respectivos mandatários. § 1. ou de seus respectivos mandatários. se houver. cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal. A descrição e individualização do bem constitutivo da garantia poderá ser substituída pela remissão a documento ou certidão expedida por entidade competente. valorizações a qualquer título. com os requisitos previstos no caput deste artigo. 8. poderá exercer todos os direitos por ela conferidos. devendo constar nas demais vias a expressão “não negociável”. caso em que o endossatário.º Somente a via do credor será negociável. intelectual. que integrará a Cédula de Crédito Bancário para todos os fins.º A constituição da garantia poderá ser feita na própria Cédula de Crédito Bancário ou em documento separado.º A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real. assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor. na Cédula. Capítulo II DAS GARANTIAS CEDULARMENTE CONSTITUÍDAS Art. § 2. menção a tal circunstância.º A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto. 7. em tantas vias quantas forem as partes que nela intervierem.

permanecer na posse direta da instituição financeira beneficiária do redesconto. seus avalistas e terceiros garantidores.499.º da República.160-24. 23 de agosto de 2001. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . Capítulo IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.º da Independência e 113. com a redação dada pelo art.º Os títulos de crédito e os direitos creditórios de que trata o caput considerarse-ão transferidos. de mensagem de aceitação do Banco Central do Brasil. que os guardará e conservará em depósito. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2. no termo de tradição previsto no § 1.º Entendem-se inscritos nos termos de tradição referidos no § 1. salvo convenção em contrário. § 2.928.º os títulos de crédito e direitos creditórios neles relacionados e descritos. como comissária del credere. Art. 180. 22. à propriedade do Banco Central do Brasil. de 10 de outubro de 1932. Art. poderão ser admitidos a redesconto junto ao Banco Central do Brasil.º Os títulos de crédito e documentos representativos de direitos creditórios. representados sob a forma escritural ou física. no prazo máximo de dois dias. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. poderão. a legislação cambial. observandose os requisitos. ainda.º do Decreto 21. pela instituição financeira proponente do redesconto. não sendo eletrônico o termo de tradição. devendo proceder. desde que inscritos em termo de tradição eletrônico constante do Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN. ou.º As despesas e os encargos decorrentes da transferência e averbação do certificado serão suportados pelo endossatário ou cessionário. Os títulos de crédito e direitos creditórios. 1.º A inscrição produzirá os mesmos efeitos jurídicos do endosso. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário. de 9 de junho de 1932. 20. os critérios e as formas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Brasília.368 JUROS da pelo seu titular ou mandatário com poderes especiais e averbada junto à instituição financeira emitente. à sua cobrança judicial ou extrajudicial. no que não contrariar o disposto nesta Medida Provisória. ou. observando-se as normas e instruções baixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Art. para fins de redesconto. 21. somente se aperfeiçoando com o recebimento. inscritos nos termos de tradição. § 3. que tenham sido objeto de desconto. a critério do Banco Central do Brasil. § 5. § 1.º do art. após a assinatura das partes. 23. 5. de 2 de julho de 2001. dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes. § 4.º do Decreto 21.

Súmula 69 — Na desapropriação direta. são cumuláveis juros compensatórios e moratórios. na desapropriação direta ou indireta. na repetição do indébito. na desapropriação indireta. calculados sobre o valor da indenização. não constitui anatocismo vedado em lei. incidem a partir da ocupação. Súmula 29 — No pagamento em juízo para elidir falência. SÚMULAS DO STJ Súmula 12 — Em desapropriação. Súmula 131 — Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios. contam-se desde o trânsito em julgado da sentença. . nas ações expropriatórias. corrigido monetariamente. Súmula 113 — Os juros compensatórios. calculados sobre o valor da indenização. Súmula 102 — A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios. na desapropriação indireta. corrigido monetariamente. Súmula 114 — Os juros compensatórios. incidem a partir da imissão na posse. são devidos correção monetária. são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. devidamente corrigidas. Súmula 176 — É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor a taxa de juros divulgada pela Anbid/Cetip. em caso de responsabilidade extracontratual.APÊNDICE 369 5. comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros. a partir da efetiva ocupação do imóvel. juros e honorários de advogado. Súmula 54 — Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. Súmula 188 — Os juros moratórios. na desapropriação direta. Súmula 56 — Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela limitação de uso da propriedade. Súmula 70 — Os juros moratórios. os juros compostos somente são devidos por aquele que praticou o crime. Súmula 186 — Nas indenizações por ato ilícito. Súmula 204 — Os juros de mora nas ações relativas a benefícios previdenciários incidem a partir da citação válida. Súmula 93 — A legislação sobre cédulas de crédito rural. os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e.

º O art.º O inciso V do art. “IV – (Revogado). “II – (Revogado). O sistema financeiro nacional. 163 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. DE 29 DE MAIO DE 2003 Altera o inciso V do art.370 JUROS 6. 3. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 192 da Constituição Federal... “a) (Revogada). “b) (Revogada). 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. “§ 3.º O caput do art. promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1. “§ 2. [... “VIII – (Revogado).” Art.] “V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta.] “[.. 2. 52. “VI – (Revogado). 163 e o art. 163.º (Revogado). “VII – (Revogado). estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade. abrangendo as cooperativas de crédito.º do art.]” Art. será regulado por leis complementares que disporão.º (Revogado). EMENDA CONSTITUCIONAL N.º (Revogado). “[. 60 da Constituição Federal. nos termos do § 3. “III – (Revogado). 192 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. “V – (Revogado). em todas as partes que o compõem. “§ 1. 40.. Até que sejam fixadas as condições do art. 192. 192. são vedados: . 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. e o caput do art.” “I – (Revogado). inclusive.

º Secretário. 1. 1. Mesa da Câmara dos Deputados: Deputado JOÃO PAULO CUNHA.]” Art. 2.º Secretário – Deputado Ciro Nogueira.APÊNDICE 371 “[. Presidente – Senador Paulo Paim. 1. 4. 2.º Secretário – Senador Alberto Silva.º Secretário – Senador Heráclito Fortes.º Vice-Presidente – Senador Eduardo Siqueira Campos.º Secretário – Senador Sérgio Zambiasi. 4.º Vice-Presidente – Deputado Geddel Vieira Lima. Mesa do Senado Federal: Senador JOSÉ SARNEY. 4. Brasília.. 3. em 29 de maio de 2003. 1. Presidente – Deputado Inocêncio de Oliveira..º Vice-Presidente – Senador Romeu Tuma.º Secretário – Deputado Nilton Capixaba.º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.º Secretário – Deputado Severino Cavalcanti. 2. 2.º Vice-Presidente – Deputado Luiz Piauhylino.º Secretário. . 3.

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