LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

JUROS
no Direito brasileiro

Atualizado com a Emenda Constitucional n. 40, de 29.05.2003, e com o Código Civil de 2002

JUROS no Direito brasileiro LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

© desta edição: 2003

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Impresso no Brasil ISBN 85-203-2391-X

( 07 - 2003 )

............ ABREVIATURAS .............. 2.......10....3 Juros compensatórios e necessidade de pacto expresso .........................................10 Conclusões extraídas do direito estrangeiro ............ 7 15 17 29 35 37 40 40 45 48 50 50 54 55 59 62 65 67 68 69 70 70 71 71 72 1............................................ 2............................... 1....4............................................2 Anatocismo ...........................................2 Os juros e o direito romano .............................................................................5 Espanha ................................................ 2...................... 2.............................................. 2.............8 Suíça .................................. 2.............4 Juros moratórios ..................................................1 Os juros a partir da Idade Média e sua evolução ante o direito canônico 29 .....2 Finalidades (remuneração do capital e neutralização do risco) ...................10................................. 2................................9 Alemanha ...................................7 Itália .................................................................4................................. 2.................................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO – ROBERTO SENISE LISBOA ............................................... 2......4 França .............2 Inglaterra ............ 2...............3 A evolução da questão dos juros no direito brasileiro ........10...................... 2............. ESCORÇO HISTÓRICO ....................4....... 1.................................. LINEAMENTOS DOS JUROS .................................... 2.......... 2...........1 Limites das taxas de juros .....4................................3 Natureza jurídica ...................................... 2.....................4............................ 2................................6 Portugal ........10........................................................4...............4......4..... INTRODUÇÃO ......................4 Direito comparado ...3 Argentina ...................................4.................. 2.................................................................................. 2....................4.4................. 1.......4... 2.................................1 Conceito .........................................................................4...................................... 2.....4...................1 Estados Unidos ..................

.........5 Juros quanto à capitalização .................. 73 73 74 76 76 80 81 83 83 84 85 94 95 97 3..........1.............. 3............ 118 3............13 Juros moratórios devidos pelo Estado .... 135 3.................... 3..9 Juros moratórios na mora do credor ............ 144 3............11 Juros moratórios nas moras ex persona especiais ........ concordata e administração de portos .... 130 3...2.........................................................................4........................................4.......................4............................... 3.8 Juros moratórios nas obrigações convertidas em perdas e danos – Inadimplemento absoluto .10 JUROS 3....4 Juros quanto ao fundamento ..........................2. 3............12 Juros moratórios nos títulos de crédito ..............4... 3..1 Juros legais ...................................4..............................1 Juros compensatórios ..........3 Juros convencionais moratórios ........ 3...... 116 3..................2........................................................... 120 3....... 3....................4..................... 127 3... CLASSIFICAÇÃO .3 Obrigação natural de juros compensatórios ..................4...............3 Juros quanto à origem ......................... 3.......... 3.1 A questão metodológica ....................2.4..1........1 Juros convencionais compensatórios ................................. 143 3...........................2.......... 126 3.................................. 129 3..2......2...4.............2......1.4 Início da contagem dos juros moratórios ............3.......... 147 ..........4....16 Cumulação de juros moratórios com juros compensatórios ..4......... 3........14 Outros casos – Falência....6 Juros moratórios nas obrigações negativas .... 3.............4....7 Juros moratórios nas dívidas de dinheiro .................2............ 131 3...............2 Juros legais moratórios ..4..2....4.4...................................2..4..............10 Juros moratórios e mora simultânea .................15 Desnecessidade de pedido expresso de juros moratórios ........... 107 3.........................4......................................3 Distinção ..............2.2.................................................................... 105 3.3............................ 142 3......4......2 Juros moratórios .....4.......2 Juros convencionais ..4...........................3.......2..........2 Proposta de classificação dos juros .....2 Juros legais compensatórios ......... 3........ 108 3.4...............2...............1 Mora ........2....5 Juros moratórios nas obrigações decorrentes de ato ilícito ................................................................ 3....................

.... Os juros convencionais compensatórios ............ SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO ........ A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS .................................. 4..................1.......2 5......626/33 ...........................................................1....... 3. 4....626/33 ...........4 Argumentos a favor da legalidade da tabela price .....6 A tabela price diante do Código de Defesa do Consumidor ..5.4 O limite dos juros no direito brasileiro ............ 160 4.. 4........1 Juros simples e compostos .1....3 5.1...1........ 4..3 Os juros capitalizados de forma composta em normas especiais .1 Tabela price .......3.................5.. Os juros convencionais moratórios ..5...... OS JUROS E AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS .............. 3.................. 195 197 198 202 6........ 195 5........1 A liberação das taxas de juros para as instituições financeiras ..................................... 205 6............... 221 ........2........3.........3 Exceções que possibilitam a aplicação de juros compostos .......º do Decreto 22..................... Limites decorrentes de leis especiais e conclusões .......................................................... 205 6.................... 213 6.................... 4..5...1 Os juros capitalizados de forma composta e as obrigações decorrentes de atos ilícitos ........ 4..................1 5..................................................... 4..... 3.....1 Anatocismo .....1 Legalidade do sistema de amortização constante ..3 A ilegalidade da tabela price tendo em vista o critério do art.......................... 4.................º do Decreto 22.3.....................2 Tese da competência constitucional exclusiva do Congresso Nacional para legislar sobre matéria financeira ..2........5. 160 163 164 171 177 181 183 190 191 5....1....2 Sistema de amortização constante (SAC) .. 3........................ 4................. 3............ 3......................1.....5 Exemplo prático de aplicação ilegal da tabela price ........2.... 3............5.2 A tabela price e o anatocismo frente à ciência matemática ...1 Os fundamentos da tabela price ......5.1 A taxa de juros nominal e efetiva como indicativo de juros capitalizados de forma composta ..................1 A Constituição Federal de 1988 e a limitação das taxas de juros ... 6..................................5..2 O alcance do art.5....................... 3..........................2 Os juros capitalizados nos débitos trabalhistas ....1..........1.........2 A proibição legal dos juros capitalizados de forma composta inserta no Decreto 22....................626/33 ....... 4..............SUMÁRIO 11 147 149 150 150 154 155 156 158 159 3.......................................

.................4............................... 245 6.3.......... 251 7.....................2 Instituições financeiras e os juros capitalizados de forma composta 227 6.... 261 8................2 Os juros no Sistema Financeiro Imobiliário ........ 246 6..........4................................................................................. 236 6.............7 Cessão ....... 251 7........2..................................................................................................................1 Conceito e natureza jurídica ........... SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO EM RAZÃO DOS JUROS COMPOSTOS ...............................................1...........................3 Juros moratórios nas cédulas de crédito .............. industrial. 239 6..........................................2 Usura pecuniária ......................1 A Medida Provisória 1.....2 Objeto ......................3 Penhor e tradição do bem ...................... 247 6.....4..........1....1...... 246 6...........5 Registro ....1.........4.. 251 7.......1 A etimologia de “juros onzenários” ...2.....1 O limite da taxa de juros nas cédulas e notas de crédito .......................4...............1 Usura real – lesão – em razão das instituições financeiras ....................................4.... 237 6......2 A capitalização dos juros na Cédula de Crédito Bancário .......................... 257 8...............................6 Deteriorações ................ 265 8....... 246 6....1..........4........... 247 6.....2 Penhor de direitos .......1 Usura pecuniária ..........................1........................................ USURA .............. 254 8.......................2 A usura e as taxas de juros .... 262 8......4...............3.....................12 JUROS 6............... 268 ... 248 7................3...2..1 Garantias ...................... 257 8..... 230 6..... 254 7..................4 Cédula de Crédito Bancário .................................1 Sistema Financeiro Imobiliário – Considerações gerais .....1 Características da Cédula de Crédito Bancário .. 239 6..........963-17 e a questão da liberação do anatocismo para as instituições financeiras .........3 Medida Provisória 1..1 Usura pecuniária e usura real ......3........... 225 6.....4........... 245 6...4 Seguro ................. 245 6. comercial e à exportação 235 6.............................. 267 8.....1...............3 Tese da necessidade de demonstração da taxa liberada – Tendência jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça quanto à limitação das taxas de juros ..1...1...............3 Cédulas e notas de crédito rural.............1................................................1........... 262 8.820 – Repressão à usura ...................................................2 A capitalização de juros nas cédulas e notas de crédito .......

.....4........ 310 9...............................................4 A usura e o Código de Defesa do Consumidor ...... 292 9....... 318 9..... 280 9........................ 275 9...................4...4 Outros mecanismos que não representam correção monetária 322 9........................................................3.... 310 9...........1 Periodicidade de correção monetária ....... 280 9....................................................... 271 8...... 300 9........................3......... 289 9............................. 345 ..1 Ilícitos contratuais ...................3.............................1 Taxa Referencial de Juros – TR ..................................................................................2...........2...2...........................................1 Âmbito de abrangência da TR .. 278 9....3 Termo inicial da correção monetária .....................2 Vedação da utilização de moeda estrangeira para correção monetária ..............................................5 O uso indevido de taxa de juro como correção monetária cumulada com taxa de juro .................................................3..................................... 323 CONCLUSÃO ............................. 285 9....4 Inversão do ônus da prova ..4 Taxas de juros – Indevida utilização como mecanismo de correção monetária ....1 Conceito .....2.................177/91 ........1............2 Taxa Selic ........................................... 272 8.............. 303 9........................ 271 8......5 Exclusão de incidência da norma .................4..............3.............4..............................................................................3 Garantia dissimulada nos negócios usurários ................................ 290 9..................................................SUMÁRIO 13 8. 316 9.........1 Fixação da taxa Selic e os juros decorrentes de crédito tributário ...............2 Legislação vigente acerca de correção monetária .................. 293 9...6 Vendas a prazo e usura disfarçada no preço ....... CORREÇÃO MONETÁRIA – DIFERENÇA ESPECÍFICA DE JURO 278 9... 325 BIBLIOGRAFIA ..........................................3 Títulos de crédito ............................ 286 9.2 Usura real (lesão) ...2 Uso da TR nos contratos celebrados no âmbito do SFH após a Lei 8.......3. 270 8..................... 268 8.5 Títulos de crédito e usura ....... 291 9...........2 Débitos decorrentes de decisão judicial .......4 Ato ilícito ..................................4..3.................................4................2 Natureza jurídica da taxa Selic ..................................................4........................................................ 286 9......................... 274 8............3 Comissão de permanência ...........................1..................4......3.....4.....................................

........... de 24 de agosto de 2001 ..................... 370 .................................... 357 1............................... 354 5.................. 351 3...... 345 2........... Dissertações e teses ............................................................................ de 23 de agosto de 2001 ..... Livros .........................................14 JUROS 1....... Medida Provisória 2.172-32... de 23 de agosto de 2001 .......................................................... Medida Provisória 2....................................... Emenda Constitucional n....... textos e compilações ....183-56...170-36. Internet ................ Medida Provisória 2............ 357 2....... de 23 de agosto de 2001 ........... 359 3............................................................................... 360 4...........................160-25.... 363 5................ 355 APÊNDICE ........................... de 29 de maio de 2003 ...... 369 6...... Periódicos................................................................... 354 4....... 40.......... Medida Provisória 2..................................................... Artigos .... Súmulas do STJ .................

CDB Cetip Cit. RDA RDB REsp – Associação dos Advogados de São Paulo – Antes de Cristo – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Ação Direta de Inconstitucionalidade – Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento – Artigo – Artigos – Certificado de depósito bancário – Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados – Citada. Citadas – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – Fator de recuperação do capital – Fator de valor atual – Números – Obra – Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional – Ordem de São Bento – Página – Revista de Direito Administrativo – Recibo de depósito bancário – Recurso especial RJTJESP – Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.ABREVIATURAS AASP a. RT RTFR – Revista dos Tribunais – Revista do Tribunal Federal de Recursos . Copom FRC FVA ns. Editora Lex. Ob. ADCT ADIn Andib art.C. ORTN OSB p. arts.

nos seguintes termos: “é permitido.064.1).063 do Código Civil de 1916.5 A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS SUMÁRIO: 5.3 Os juros convencionais compensatórios – 5.1 obrigatoriamente previstos no contrato.062). como vimos. em regra. . com ou sem capitalização”. aplicava-se a taxa legal de juros. 1. 1. Somente nos casos em que.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões.2 Os juros convencionais moratórios – 5. No âmbito do Código Civil de 2002. mesmo que as partes sequer tivessem convencionado sua incidência. o Código Civil de 1916 determinou a liberdade de fixação das taxas de juros compensatórios decorrentes de mútuo feneratício. ou seja. 1. 5. foi estabelecida uma taxa (1) O mútuo de dinheiro no qual se estipula a cobrança de juros compensatórios é denominado mútuo feneratício. no direito estrangeiro.1 O limite dos juros no direito brasileiro Ao revés do que ocorre. mas só por cláusula expressa. na exata medida da disposição insculpida no seu art. conforme tratamos no capítulo 3 (3. Nem sempre foi assim. de acordo com os arts.062 e 1. do Código Civil de 1916. fixar juros ao empréstimo de dinheiro ou outras coisas fungíveis.262. inexistisse pactuação da taxa a ser aplicada.1 O limite dos juros no direito brasileiro – 5. de 6% ao ano. na ausência de estipulação entre as partes. Quanto aos juros moratórios. Esses juros podem fixar-se abaixo ou acima da taxa legal (art. impregnado por exacerbado liberalismo e individualismo.3. Com efeito. nos termos dos art. a taxa legal era de 6% ao ano. embora houvesse previsão de incidência de juros. no Brasil existem normas que limitam as taxas de juros que podem ser convencionadas nos contratos (juros convencionais). 1.

Essa é a mesma conclusão que se extrai do Código Civil de 2002. sem contar a Consolidação das Leis do Trabalho. Aliás. “que estes sejam elevados de 1% e não mais”. pela mora dos juros contratados.626/33. mediante manifestação volitiva elevar as taxas legais de juros. 406.° do Decreto 22. a boa-fé. resta evidente que as partes não podem convencionar juros superiores sob pena de nulidade do excesso.°. 161. também denominado Lei de Usura.º do art. ainda que o art. 406. este último determinando que é admitido. que regula e limita os juros nos contratos. certo é que as partes não poderão convencionar livremente esses juros. limita os juros moratórios a 1% ao mês no seu art. estão limitados à taxa 12% ao ano. O limite imposto aos juros convencionais moratórios decorre dos arts. o Código Civil de 2002 resgatou toda a inspiração social que pautou diplomas legais da mesma época. 406 do Código Civil de 2002 tenha definido apenas a taxa legal de juros moratórios. aplicável quando não houver convenção dessa espécie ou quando a lei determinar sua aplicação.A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS 197 Posta assim a questão. ou seja. por exemplo. 421 e 422).º. É cediço que lei geral posterior não revoga e tampouco altera lei especial anterior. a probidade e a transparência como princípios contratuais expressos (arts. § 1. na medida da interpretação do seu art. não revoga ou altera o Decreto 22. Como esse decreto. como temos insistido. ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano do § 3. 5. ou seja. o Código Civil de 2002.626/33. cumulado com o art. 192 da CF de 1988. de caráter geral. Em outras palavras.° do Decreto 22. convencionando ou não.º e 5.626/33 e art. tirante as hipóteses de juros legais. do Código Tributário Nacional. 5. encontramos no atual Código Civil a função social. Nesse caso. Portanto. o Decreto-lei 58/37. como pode parecer diante de uma primeira e desatenta leitura do seu art. diga-se de passagem. o Código Civil de 2002 está longe de liberar as taxas de juros convencionais moratórios.2 Os juros convencionais moratórios Os juros convencionais moratórios. que veio proteger o promitente comprador. até que ponto as partes podem. como. as partes devem se submeter à taxa de 1% ao mês para os juros moratórios. Nesse sentido. convém verificar as limitações incidentes à contratação da taxa de juros. além da Lei de Usura. . 1. aqueles devidos em razão da mora e da convenção entre as partes. 5. Sendo assim.

em razão da limitação especial exsurgente do art. § 1. II – O empréstimo e o desconto de títulos. cuja taxa é de 12% ao ano no Código Civil de 2002: arts. 161. a teor do que dispõe o art. 406. Decreto 22. Daí que nesse tipo de contrato não se aplicam os juros permitidos as instituições financeiras.º). 161. privativas das instituições financeiras. como o mútuo feneratício.º. a taxa legal de juros moratórios e. no contrato de mútuo para fins econômicos. por analogia. a taxa máxima de juros compensatórios que poderá ser pactuada nesses outros contratos no âmbito do Código Civil de 2002 é de 2% ao mês. do Código Tributário Nacional. e Decreto 22.626/33. Relator: Ministro Waldemar Zveiter”. ou seja. art. com exceção daqueles regulados pelo Sistema Financeiro da Habitação que se submetem a limites especiais. o Código Civil de 2002 limitou a taxa de juros no contrato de mútuo para fins econômicos a 1% ao mês.200 JUROS Sendo assim. 406 c/c o art. 591 do Código Civil de 2002. para os juros moratórios. 406.Inaplicabilidade dos juros permitidos às instituições financeiras. 591. limita os juros convencionais compensatórios ao dobro da taxa legal para todos os contratos. portanto. além dos financiamentos de bens móveis em geral. Código Tributário Nacional. 5. 161. Sendo assim. 406 e 591. ou seja. dependendo sua prática de autorização governamental. por exemplo. taxa de juros legais compensatórios. 1. as partes poderão prever taxa de juros compensatórios de 2% ao mês (Código Civil de 2002. limita o pacto de juros.º. (8) .626/33. as partes estão limitadas a convencioná-los à taxa de 1% ao mês. Essa taxa de juros de 1% ao mês passa a ser. a teor de art. em suma. sem que Factoring – Atividade não abrangida pelo Sistema Financeiro Nacional . Com efeito.595/64. § 1.º do Decreto 22. art. com exceção do contrato de mútuo que está subsumido ao art. combinados com os art. 17. art. o empréstimo de dinheiro com o pagamento de juros compensatórios. nos financiamentos imobiliários. Esse limite não se aplica ao contrato de mútuo. Como a Lei de Usura. são operações típicas. § 1.º. III – Recurso não conhecido. a taxa não poderá exceder a taxa fixada no art. I – O factoring distancia-se de instituição financeira justamente porque seus negócios não se abrigam no direito de regresso e nem na garantia representada pelo aval ou endosso. Em consonância com o acatado. É que as empresas que operam com o factoring não se incluem no âmbito do sistema financeiro nacional. art. Os juros moratórios e compensatórios podem ser legais.626/338 (Código Civil de 2002. da Lei 4. do Código Tributário Nacional).

Súmula 159 do STF. segundo o verbete 159. Todavia. de tal sorte que a simples cobrança negligente. 42 e 51 do Código de Defesa do Consumidor. mas de boa-fé.172-32.04. deve ensejar a devolução dobrada. de 23. o art. de 05.08. . De qualquer forma.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões Ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano imposto pelo § 3. dispõe que a nulidade parcial de um ato não o prejudicará na parte válida. além dos arts.078/90. 1.º. 2. 5. a quantia deverá ser restituída em dobro.820. certo é que. “Cobrança excessiva. mesmo que de boa-fé. de acordo com os arts.º. De acordo com essa orientação. (12) (13) Para que se configure relação de consumo. 1. dando ensejo a ação declaratória. 4. 2. decorrentes de legislação extravagante. 11 e 13 do Decreto 22.1999 (n. da Súmula do Supremo Tribunal Federal. a mens legis foi coibir práticas gravemente culposas ou dolosas. entre outras. III e IV. 42 e 51. a par dos limites gerais impostos pela Lei de Usura e pelo Código Civil de 2002 para os juros convencionais moratórios e compensatórios.626/33. existem outros limites que devem ser respeitados. 6. de repetição de indébito ou até consignatória. o contratante lesado poderá ver-se ressarcido de valor equivalente ao dobro do que eventualmente tenha pago em excesso. se esta for separável. a teor do que dispõe o art.12 a responsabilidade em regra é objetiva.º. Entretanto. 1.2001) nas relações civis. 153 do Código Civil de 1916). No âmbito da responsabilidade contratual não há qualquer distinção entre culpa leve ou grave. Portanto.º da Medida Provisória 1.078/ 90. a orientação merece reparo. Nesse caso a devolução se faz pelo excesso acrescido de correção monetária e juros legais. 184 do Código Civil de 2002 (art. acorde com o critério objetivo adotado pelos arts. 192 da CF.202 JUROS De outro lado. em virtude do disposto nos arts. 42 do Código de Defesa do Consumidor e o art.º do art. XV. da Lei 8.° da Lei 8.13 vez que é nula a parte da cláusula que estabelece juros excessivos.° e 3.531 do Código Civil de 1916”. não dá lugar às sanções do art. mister se faz um consumidor e um fornecedor. Tratando-se de relação de consumo. não se aplica a regra da devolução em dobro no caso da cobrança excessiva de boa-fé.

§ 1. Código Civil de 2002. 161.204 JUROS d) juros convencionais compensatórios nos contratos de mútuo: 1% ao mês (Código Civil de 2002.626/33. art. e) juros convencionais compensatórios nos demais contratos: 2% ao mês. e Código Tributário Nacional. 406.º). art. e. art. 1. 406 e 591). o dobro da taxa legal de juros (Decreto 22. arts. .º. ou seja.

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Dispõe sobre a administração dos recursos de caixa do Tesouro Nacional.º Os recursos que se encontrarem aplicados no mercado financeiro em 31 de dezembro de 1998 deverão ser transferidos para a conta única do Tesouro Nacional no dia 4 de janeiro de 1999 ou.º. autorização legislativa para realizar aplicações financeiras de suas disponibilidades é assegurada a remuneração de suas aplicações. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. em 15 de dezembro de 1998. inclusive fundos por elas administrados. 1. § 1. que não poderá exceder à incidente sobre a conta única. Art. das autarquias e das fundações públicas federais não poderão ser aplicados no mercado financeiro. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. com força de lei: Art. no uso da atribuição que lhe confere o art. Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional.º O Ministro de Estado da Fazenda.º Os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. Parágrafo único. 62 da Constituição. MEDIDA PROVISÓRIA 2. de 30 de março de 2000. poderá autorizar as entidades a que se refere o caput deste artigo a efetuar aplicações no mercado financeiro. excepcionalmente. . ser depositados no Banco do Brasil S.A.º Às entidades a que se refere o art. a critério do Ministro de Estado da Fazenda. os recursos dos fundos.º A partir de 1.APÊNDICE 1.1. § 2. observado o disposto no parágrafo único do art. 2. no caso de aplicação que exija o cumprimento de prazo para resgate ou para obtenção de rendimentos. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional.º de janeiro de 1999.170-36. os recursos poderão. em casos excepcionais.963-17. na data do vencimento respectivo ou no dia imediatamente posterior ao do pagamento dos rendimentos. adota a seguinte Medida Provisória. § 3. 1o que possuem. ou na Caixa Econômica Federal. na forma regulamentada pelo Poder Executivo. consolida e atualiza a legislação pertinente ao assunto e dá outras providências.

na hipótese de já terem sido cumpridas. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. em dobro. assim consideradas as que estabeleçam: I – nos contratos civis de mútuo. Art.º Nas ações que visem à declaração de nulidade de estipulações com amparo no disposto nesta Medida Provisória. ou. direta ou indiretamente. em dobro. caso em que deverá o juiz. incumbirá ao credor ou beneficiário do negócio o ônus de provar a regularidade jurídica das correspondentes obrigações. sempre que demonstrada pelo prejudicado. taxas de juros superiores às legalmente permitidas. Parágrafo único. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. as práticas de mercado e as taxas de juros legalmente permitidas. adota a seguinte Medida Provisória. na hipótese de cumprimento da obrigação. ou pelas circunstâncias do caso. 3. o ônus da prova nas ações intentadas para sua declaração. restabelecer o equilíbrio da relação contratual. 4. Para a configuração do lucro ou vantagem excessivos. que continuam regidas pelas normas legais e regulamentares que lhes são aplicáveis.º As disposições desta Medida Provisória não se aplicam: I – às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. são celebradas para garantir.172-32. as circunstâncias da celebração do contrato. se requerido.º São igualmente nulas de pleno direito as disposições contratuais que. com força de lei: Art. Estabelece a nulidade das disposições contratuais que menciona e inverte. 1. lucros ou vantagens patrimoniais excessivos. no uso da atribuição que lhe confere o art. a verossimilhança da alegação. 2. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. ordenar a restituição. nas hipóteses que prevê.º São nulas de pleno direito as estipulações usurárias. . se requerido. Art. contratos civis de mútuo com estipulações usurárias. da quantia paga em excesso. considerar-se-ão a vontade das partes. bem como às operações realizadas nos mercados financeiro. de capitais e de valores mobiliários. 62 da Constituição.820. estipulados em situação de vulnerabilidade da parte. a origem das correspondentes obrigações. II – nos negócios jurídicos não disciplinados pelas legislações comercial e de defesa do consumidor. Art. com o pretexto de conferir ou transmitir direitos. o seu conteúdo e natureza. caso em que deverá o juiz. MEDIDA PROVISÓRIA 2.APÊNDICE 359 2. da quantia recebida em excesso. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. ajustando-os ao valor corrente. ajustá-las à medida legal ou. ordenar a restituição. de 5 de abril de 1999.

9.” (.º.00 (cento e cinqüenta e um mil reais). § 4. de 27 de julho de 2001. a partir de 1o de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito. com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do respectivo período.º O valor a que se refere o § 1.183-55. em especial aqueles destinados à proteção ambiental. (. para fins de reforma agrária. 15-A. Nas ações a que se refere o art.. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .) Art.º deste artigo se aplica: I – ao procedimento contraditório especial. § 4.º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. (. de rito sumário.º Nas ações referidas no § 3. observado o disposto no § 4. 24 de agosto de 2001. a partir de maio de 2000. para o processo de desapropriação de imóvel rural. por interesse social.º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. 20 do Código de Processo Civil.º de janeiro de cada ano. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público.. Brasília.º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. 180..000. os juros moratórios destinamse a recompor a perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada na decisão final de mérito.) § 1.) § 3.. que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença. nos termos do art..” “Art.” “Art.. 15-B. 8.º O disposto no § 1.º será atualizado.º A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado. 100 da Constituição. no dia 1.º da República. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação. 27.º da Independência e 113. e somente serão devidos à razão de até seis por cento ao ano.º do art. II – às ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. Art. não podendo os honorários ultrapassar R$ 151.362 JUROS § 3.

decorrente de operação de crédito. MEDIDA PROVISÓRIA 2.925.º A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida. os critérios de sua incidência e.APÊNDICE 363 4.º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida em moeda estrangeira.º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional. representando promessa de pagamento em dinheiro. seja pela soma nela indicada. observadas as disposições do Capítulo II desta Medida Provisória e. . com força de lei: Capítulo I DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Art. sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior. bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. Art. Parágrafo único. por pessoa física ou jurídica.º A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro. de 14 de outubro de 1999. no uso da atribuição que lhe confere o art. em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada. ou nos extratos da contacorrente. se for o caso. as da legislação comum ou especial aplicável.º. no que não forem com estas conflitantes. bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida. Dispõe sobre a Cédula de Crédito Bancário. de qualquer modalidade. 3.º Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: I – os juros sobre a dívida. real ou fidejussória. cedularmente constituída. líquida e exigível. A garantia constituída será especificada na Cédula de Crédito Bancário. II – os critérios de atualização monetária ou de variação cambial como permitido em lei. Art. 2. com ou sem garantia. certa. a periodicidade de sua capitalização. adota a seguinte Medida Provisória.º A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido. desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros. § 1. § 1. § 2. 62 da Constituição. elaborados conforme previsto no § 2. seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo. 1. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. III – os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratuais.160-25. capitalizados ou não.

consumível ou não.º A constituição da garantia poderá ser feita na própria Cédula de Crédito Bancário ou em documento separado. menção a tal circunstância. poderá exercer todos os direitos por ela conferidos. mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada. Art. móvel ou imóvel. Art. material ou imaterial. Art. Parágrafo único. do terceiro garantidor da obrigação. cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal. sendo aplicáveis as disposições da legislação comum ou especial que não forem com ela conflitantes.º O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua fácil identificação.º A Cédula de Crédito Bancário pode ser aditada. frutos e qualquer bem vinculado ao bem principal por acessão física. § 4. datado. neste caso fazendo-se. ou por seus respectivos mandatários. passando esse documento a integrar a Cédula para todos os fins. as normas do direito cambiário. que integrará a Cédula de Crédito Bancário para todos os fins. com os requisitos previstos no caput deste artigo.º A garantia da obrigação abrangerá. retificada e ratificada mediante documento escrito. . caso em que o endossatário. Art. todos os seus acessórios. Parágrafo único. 8. 5. A descrição e individualização do bem constitutivo da garantia poderá ser substituída pela remissão a documento ou certidão expedida por entidade competente. disponível e alienável.º A constituição de garantia da obrigação representada pela Cédula de Crédito Bancário é disciplinada por esta Medida Provisória. em tantas vias quantas forem as partes que nela intervierem. se for o caso. ao qual se aplicarão. O penhor de direitos constitui-se pela mera notificação ao devedor do direito apenhado. benfeitorias de qualquer espécie. na Cédula.º A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real. 7. assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor.º A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto. inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. se houver. § 3. § 2.º Somente a via do credor será negociável. devendo constar nas demais vias a expressão “não negociável”.APÊNDICE 365 VI – a assinatura do emitente e. 6. presente ou futuro. 9. § 1. industrial ou natural. valorizações a qualquer título. neste último caso constituída por bem patrimonial de qualquer espécie. ou de seus respectivos mandatários. Capítulo II DAS GARANTIAS CEDULARMENTE CONSTITUÍDAS Art. fungível ou infungível.º A Cédula de Crédito Bancário será emitida por escrito. no que couberem. intelectual. devendo cada parte receber uma via. além do bem principal constitutivo da garantia.

23 de agosto de 2001. no termo de tradição previsto no § 1.º do Decreto 21.º Os títulos de crédito e documentos representativos de direitos creditórios. ou. como comissária del credere. Capítulo IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. com a redação dada pelo art.º da República. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2.º Entendem-se inscritos nos termos de tradição referidos no § 1. desde que inscritos em termo de tradição eletrônico constante do Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN. que os guardará e conservará em depósito. à sua cobrança judicial ou extrajudicial. no prazo máximo de dois dias. pela instituição financeira proponente do redesconto. representados sob a forma escritural ou física. no que não contrariar o disposto nesta Medida Provisória. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . § 4.º do art. poderão ser admitidos a redesconto junto ao Banco Central do Brasil. § 2. que tenham sido objeto de desconto. inscritos nos termos de tradição.º A inscrição produzirá os mesmos efeitos jurídicos do endosso. 5. ou.º Os títulos de crédito e os direitos creditórios de que trata o caput considerarse-ão transferidos. § 5.368 JUROS da pelo seu titular ou mandatário com poderes especiais e averbada junto à instituição financeira emitente. salvo convenção em contrário. 22.928. de 10 de outubro de 1932. Art. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário. os critérios e as formas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Brasília.160-24. para fins de redesconto. permanecer na posse direta da instituição financeira beneficiária do redesconto. Art. observando-se as normas e instruções baixadas pelo Conselho Monetário Nacional. dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes. não sendo eletrônico o termo de tradição. a critério do Banco Central do Brasil. Os títulos de crédito e direitos creditórios.º do Decreto 21. seus avalistas e terceiros garantidores. ainda.º os títulos de crédito e direitos creditórios neles relacionados e descritos.499.º da Independência e 113. de 2 de julho de 2001. poderão. de 9 de junho de 1932. após a assinatura das partes. a legislação cambial. à propriedade do Banco Central do Brasil. § 1. observandose os requisitos. somente se aperfeiçoando com o recebimento. Art. 21. 20. devendo proceder. § 3. 180. de mensagem de aceitação do Banco Central do Brasil. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. 23.º As despesas e os encargos decorrentes da transferência e averbação do certificado serão suportados pelo endossatário ou cessionário. 1.

Súmula 113 — Os juros compensatórios. comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros. Súmula 186 — Nas indenizações por ato ilícito. na desapropriação indireta. a partir da efetiva ocupação do imóvel. Súmula 54 — Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. os juros compostos somente são devidos por aquele que praticou o crime. na desapropriação indireta. Súmula 69 — Na desapropriação direta. Súmula 70 — Os juros moratórios. são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. corrigido monetariamente. nas ações expropriatórias. Súmula 56 — Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela limitação de uso da propriedade. em caso de responsabilidade extracontratual. Súmula 93 — A legislação sobre cédulas de crédito rural. SÚMULAS DO STJ Súmula 12 — Em desapropriação. Súmula 29 — No pagamento em juízo para elidir falência. Súmula 176 — É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor a taxa de juros divulgada pela Anbid/Cetip.APÊNDICE 369 5. . contam-se desde o trânsito em julgado da sentença. juros e honorários de advogado. na desapropriação direta ou indireta. calculados sobre o valor da indenização. devidamente corrigidas. na desapropriação direta. Súmula 204 — Os juros de mora nas ações relativas a benefícios previdenciários incidem a partir da citação válida. corrigido monetariamente. Súmula 131 — Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios. não constitui anatocismo vedado em lei. são cumuláveis juros compensatórios e moratórios. na repetição do indébito. Súmula 114 — Os juros compensatórios. Súmula 188 — Os juros moratórios. incidem a partir da imissão na posse. os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e. calculados sobre o valor da indenização. Súmula 102 — A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios. são devidos correção monetária. incidem a partir da ocupação.

1. 192 da Constituição Federal.º (Revogado). abrangendo as cooperativas de crédito.]” Art.] “V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta. “IV – (Revogado).. 3. “b) (Revogada). 192. 40. “a) (Revogada). 60 da Constituição Federal. inclusive. EMENDA CONSTITUCIONAL N. “V – (Revogado). “§ 2. são vedados: .º O inciso V do art.º (Revogado). [. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 192. 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.. sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. 52. Até que sejam fixadas as condições do art.” Art.” “I – (Revogado)..º O caput do art. “§ 3. 2.. “VI – (Revogado). “III – (Revogado). e o caput do art.º do art.º (Revogado). 163. nos termos do § 3.º O art. DE 29 DE MAIO DE 2003 Altera o inciso V do art. será regulado por leis complementares que disporão. “VII – (Revogado). “§ 1. em todas as partes que o compõem. 192 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.. 163 e o art. “II – (Revogado).370 JUROS 6.. 163 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. “[.] “[. promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. O sistema financeiro nacional. estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade. 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. “VIII – (Revogado).

1. Brasília.º Vice-Presidente – Deputado Geddel Vieira Lima. 1. Mesa da Câmara dos Deputados: Deputado JOÃO PAULO CUNHA.º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. 1. 2.º Vice-Presidente – Deputado Luiz Piauhylino. 3. Presidente – Senador Paulo Paim.º Secretário.º Secretário – Senador Alberto Silva. .APÊNDICE 371 “[. 2. em 29 de maio de 2003..]” Art.º Secretário – Senador Sérgio Zambiasi. 2.º Vice-Presidente – Senador Eduardo Siqueira Campos.. Presidente – Deputado Inocêncio de Oliveira. 2.º Secretário – Deputado Ciro Nogueira.º Secretário – Deputado Nilton Capixaba.º Secretário – Deputado Severino Cavalcanti. 4. 1. 4. 3.º Secretário.º Secretário – Senador Heráclito Fortes. 4.º Vice-Presidente – Senador Romeu Tuma. Mesa do Senado Federal: Senador JOSÉ SARNEY.

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