LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

JUROS
no Direito brasileiro

Atualizado com a Emenda Constitucional n. 40, de 29.05.2003, e com o Código Civil de 2002

JUROS no Direito brasileiro LUIZ ANTONIO SCAVONE JUNIOR

© desta edição: 2003

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Impresso no Brasil ISBN 85-203-2391-X

( 07 - 2003 )

10.............2 Os juros e o direito romano .........................3 Argentina ......... ESCORÇO HISTÓRICO .............................................4............................. 2.......... 2.............4...... 7 15 17 29 35 37 40 40 45 48 50 50 54 55 59 62 65 67 68 69 70 70 71 71 72 1........ 2... 1................................3 Natureza jurídica ............................................ 2.........................1 Os juros a partir da Idade Média e sua evolução ante o direito canônico 29 .....................................4.....................2 Anatocismo ....................................................................................4...............................4.............5 Espanha ................................... 2................4................................................ 2..................... ABREVIATURAS . INTRODUÇÃO ...................10.......6 Portugal .................. 2...............................10.............................................1 Limites das taxas de juros ....................................4 França ........................................4 Direito comparado ............................................... 2..............................................4 Juros moratórios .................. 2..................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO – ROBERTO SENISE LISBOA .............. 2... 2...................................... 2........4............. 2.....................................2 Inglaterra .. 1...3 A evolução da questão dos juros no direito brasileiro ........ 1..............................4.....7 Itália ..............4...........................4........................... 2.......................................8 Suíça .........................................................................4.10 Conclusões extraídas do direito estrangeiro ...... 2..........1 Conceito ......1 Estados Unidos .....................9 Alemanha ..................3 Juros compensatórios e necessidade de pacto expresso ..................................................... 2......................4.......................................................................... 2................................. LINEAMENTOS DOS JUROS ...............................4.......................... 2...................................4....... 2................................................10.........................................................................2 Finalidades (remuneração do capital e neutralização do risco) .........

....4......4...................5 Juros moratórios nas obrigações decorrentes de ato ilícito ........................14 Outros casos – Falência......... CLASSIFICAÇÃO .....................................4..........2 Juros convencionais ..2.2 Proposta de classificação dos juros .................................. 131 3................................4.................13 Juros moratórios devidos pelo Estado ...................2..11 Juros moratórios nas moras ex persona especiais .. 3..3..........16 Cumulação de juros moratórios com juros compensatórios ............................................................... 126 3............4............8 Juros moratórios nas obrigações convertidas em perdas e danos – Inadimplemento absoluto ............4........1..1 Mora .... 147 ....................... 120 3........ 129 3...............3 Juros convencionais moratórios ..2............................1 A questão metodológica .........................4........4.......1 Juros convencionais compensatórios ................................................................2.......4........... 144 3............................... 105 3.....3..............................2.2......12 Juros moratórios nos títulos de crédito ....2 Juros legais moratórios ..............4...1 Juros compensatórios ........ 3.... 3............. 3..................................2... 3.3 Distinção ....4.....4.......... 73 73 74 76 76 80 81 83 83 84 85 94 95 97 3. 3. 3........................4.......................................................4........ 130 3...........4....1 Juros legais ...5 Juros quanto à capitalização .....................4 Início da contagem dos juros moratórios ..... 3...........6 Juros moratórios nas obrigações negativas ........2.........4.1.. concordata e administração de portos ..................................3 Obrigação natural de juros compensatórios ................10 JUROS 3.. 118 3...............................4.....4.................... 143 3..2 Juros moratórios ....................2.............. 127 3.. 142 3...........................................2.........2.2........ 107 3......4........................ 116 3.2 Juros legais compensatórios ........... 3....4.........4......... 3..............3 Juros quanto à origem ..........................3............................. 108 3. 3........... 135 3....2........15 Desnecessidade de pedido expresso de juros moratórios .......9 Juros moratórios na mora do credor .............................................. 3..1.... 3..4 Juros quanto ao fundamento .10 Juros moratórios e mora simultânea ...........................................7 Juros moratórios nas dívidas de dinheiro .....................................2...............2.....................2.......

...............1..........................2 Os juros capitalizados nos débitos trabalhistas ..........2............................1 A taxa de juros nominal e efetiva como indicativo de juros capitalizados de forma composta .2 A tabela price e o anatocismo frente à ciência matemática .....3 5.......................................... 4............2 5. 4...3 A ilegalidade da tabela price tendo em vista o critério do art.1......... 6........ 4.1 A liberação das taxas de juros para as instituições financeiras ...... 4.................... 3........1... 205 6............5..................5 Exemplo prático de aplicação ilegal da tabela price .........º do Decreto 22........5.......................SUMÁRIO 11 147 149 150 150 154 155 156 158 159 3.............................................................2........... 3...........1.... 4...................5......... SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO ..........3 Exceções que possibilitam a aplicação de juros compostos ...5.......... 4......1 Tabela price .1.....................626/33 .............. 3...2 Sistema de amortização constante (SAC) .........................1 Juros simples e compostos ....5..................................3..5....................................... Limites decorrentes de leis especiais e conclusões .................. 3......................................................... OS JUROS E AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS ........º do Decreto 22... 4..................... 205 6.........1 Os juros capitalizados de forma composta e as obrigações decorrentes de atos ilícitos .......5...........1............. 3.............1...... 195 197 198 202 6....2 Tese da competência constitucional exclusiva do Congresso Nacional para legislar sobre matéria financeira ......3.. 4............................1 Anatocismo ................. 195 5................ 4...626/33 .............1.........3.....2....................... A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS ...... 160 4....................................... 221 ... 3.....2 O alcance do art.... Os juros convencionais moratórios .........6 A tabela price diante do Código de Defesa do Consumidor . Os juros convencionais compensatórios ............1 Os fundamentos da tabela price ............5. 3.. 4............1 5...4 O limite dos juros no direito brasileiro ....1 A Constituição Federal de 1988 e a limitação das taxas de juros .......4 Argumentos a favor da legalidade da tabela price .... 160 163 164 171 177 181 183 190 191 5...626/33 ........1 Legalidade do sistema de amortização constante ................5.3 Os juros capitalizados de forma composta em normas especiais . 213 6.. 3..........1..2 A proibição legal dos juros capitalizados de forma composta inserta no Decreto 22...

.................... 247 6..................................... 246 6.. 261 8...... 230 6................1..............................1................................ 257 8........2........3 Medida Provisória 1.2 Os juros no Sistema Financeiro Imobiliário ...... 251 7............4................................................3 Tese da necessidade de demonstração da taxa liberada – Tendência jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça quanto à limitação das taxas de juros ... USURA .......1 Conceito e natureza jurídica ...................................3 Juros moratórios nas cédulas de crédito .....2 Instituições financeiras e os juros capitalizados de forma composta 227 6..................................... 245 6....3.....4.......... 268 ....................................................4..... 246 6........... 265 8...2 Penhor de direitos .7 Cessão ..... 247 6................... industrial.....................4.............1 Usura pecuniária e usura real .................... 239 6.....4...... 251 7.....1 Usura real – lesão – em razão das instituições financeiras ....... 236 6...1...............3 Penhor e tradição do bem ....12 JUROS 6.4.....1 Características da Cédula de Crédito Bancário ......1....... 254 8....1 Garantias ............1. 245 6............. 246 6..........2..............3.........1...................... 257 8.......4 Cédula de Crédito Bancário .......1....1...............820 – Repressão à usura ....... 239 6................ 262 8.................................3................................................ SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO EM RAZÃO DOS JUROS COMPOSTOS .......................................4............1............................1 Usura pecuniária ...........2 Usura pecuniária .........4.3 Cédulas e notas de crédito rural....... 248 7...................2 Objeto ..............................1 A etimologia de “juros onzenários” ....................................................................2.. 262 8............6 Deteriorações ...................................1 O limite da taxa de juros nas cédulas e notas de crédito ....... 254 7...................2 A capitalização dos juros na Cédula de Crédito Bancário .............................. 245 6......... comercial e à exportação 235 6.. 251 7................963-17 e a questão da liberação do anatocismo para as instituições financeiras ..1 A Medida Provisória 1....1.................4 Seguro ....... 225 6........1........................................................ 267 8..2 A capitalização de juros nas cédulas e notas de crédito ...............................................2 A usura e as taxas de juros ...........................1 Sistema Financeiro Imobiliário – Considerações gerais ...4........................3................. 237 6........................5 Registro .............

286 9..6 Vendas a prazo e usura disfarçada no preço .....................................................................2............. 280 9.... 323 CONCLUSÃO ...................................3 Garantia dissimulada nos negócios usurários ...........................................................................3 Comissão de permanência .......................2 Natureza jurídica da taxa Selic ..........4.................5 Títulos de crédito e usura ... 286 9....... 285 9.....4 Inversão do ônus da prova ............................ 280 9............................................................................1......... 318 9......2 Uso da TR nos contratos celebrados no âmbito do SFH após a Lei 8.................................................................. 300 9...................1 Periodicidade de correção monetária ......... 291 9.......................2......................1 Ilícitos contratuais ..... 271 8........................2 Usura real (lesão) .2........................................... 270 8.........1........................................................ 310 9..................3......4 Outros mecanismos que não representam correção monetária 322 9.....3..........................3..........................................................5 Exclusão de incidência da norma .................... 310 9.................................................... 272 8..............................4...................4...5 O uso indevido de taxa de juro como correção monetária cumulada com taxa de juro ....... 325 BIBLIOGRAFIA ....2 Débitos decorrentes de decisão judicial ...................................3..3 Títulos de crédito ....................................3.......SUMÁRIO 13 8. CORREÇÃO MONETÁRIA – DIFERENÇA ESPECÍFICA DE JURO 278 9.....4 A usura e o Código de Defesa do Consumidor ...........................3.......... 289 9.........1 Fixação da taxa Selic e os juros decorrentes de crédito tributário ............................. 345 . 293 9....... 275 9.............4......................3............2 Legislação vigente acerca de correção monetária .......................... 292 9........... 274 8.........1 Âmbito de abrangência da TR ..........................4 Ato ilícito ..........177/91 .............2 Vedação da utilização de moeda estrangeira para correção monetária .4......................3 Termo inicial da correção monetária ....4............. 271 8.....4.........................................4.......1 Taxa Referencial de Juros – TR ..................................................1 Conceito ..... 290 9...................................................2 Taxa Selic ................ 303 9............4 Taxas de juros – Indevida utilização como mecanismo de correção monetária ..........................4..3...... 316 9............ 278 9............. 268 8......................2.........................

................................................. 354 4...................................170-36................... 355 APÊNDICE .................183-56.................... 363 5....................... 369 6............................................ 360 4................................... 357 2.................................................160-25........................... Dissertações e teses ............ 359 3......... 351 3... Livros .14 JUROS 1........... Medida Provisória 2. Medida Provisória 2.... Periódicos................................... de 23 de agosto de 2001 ....... de 23 de agosto de 2001 ..................................... Medida Provisória 2. Emenda Constitucional n. 40....... 370 ... 354 5. 345 2....................... Internet ............................... Medida Provisória 2.............. Artigos ............................... textos e compilações ......................... Súmulas do STJ ................. de 24 de agosto de 2001 ...... 357 1....... de 23 de agosto de 2001 ..............172-32.................................................... de 29 de maio de 2003 .............................................................................

ORTN OSB p. RT RTFR – Revista dos Tribunais – Revista do Tribunal Federal de Recursos . Citadas – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – Fator de recuperação do capital – Fator de valor atual – Números – Obra – Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional – Ordem de São Bento – Página – Revista de Direito Administrativo – Recibo de depósito bancário – Recurso especial RJTJESP – Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. CDB Cetip Cit.C. RDA RDB REsp – Associação dos Advogados de São Paulo – Antes de Cristo – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Ação Direta de Inconstitucionalidade – Associação Nacional dos Bancos de Investimento e Desenvolvimento – Artigo – Artigos – Certificado de depósito bancário – Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados – Citada. Editora Lex. ADCT ADIn Andib art. Copom FRC FVA ns.ABREVIATURAS AASP a. Ob. arts.

1). fixar juros ao empréstimo de dinheiro ou outras coisas fungíveis.2 Os juros convencionais moratórios – 5. do Código Civil de 1916. aplicava-se a taxa legal de juros. 5. No âmbito do Código Civil de 2002. Com efeito.063 do Código Civil de 1916.3. Nem sempre foi assim. ou seja. conforme tratamos no capítulo 3 (3. na ausência de estipulação entre as partes. 1. embora houvesse previsão de incidência de juros. Somente nos casos em que. mesmo que as partes sequer tivessem convencionado sua incidência. inexistisse pactuação da taxa a ser aplicada.1 O limite dos juros no direito brasileiro Ao revés do que ocorre. nos termos dos art.064. 1. Quanto aos juros moratórios. nos seguintes termos: “é permitido. na exata medida da disposição insculpida no seu art. 1. Esses juros podem fixar-se abaixo ou acima da taxa legal (art. com ou sem capitalização”.1 obrigatoriamente previstos no contrato. no direito estrangeiro. mas só por cláusula expressa. de acordo com os arts.3 Os juros convencionais compensatórios – 5.5 A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS SUMÁRIO: 5.062 e 1. o Código Civil de 1916 determinou a liberdade de fixação das taxas de juros compensatórios decorrentes de mútuo feneratício. no Brasil existem normas que limitam as taxas de juros que podem ser convencionadas nos contratos (juros convencionais).262. a taxa legal era de 6% ao ano. . 1. de 6% ao ano.062).4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões.1 O limite dos juros no direito brasileiro – 5. foi estabelecida uma taxa (1) O mútuo de dinheiro no qual se estipula a cobrança de juros compensatórios é denominado mútuo feneratício. impregnado por exacerbado liberalismo e individualismo. em regra. como vimos.

diga-se de passagem. 5. cumulado com o art. § 1. 5. de caráter geral. que regula e limita os juros nos contratos. sem contar a Consolidação das Leis do Trabalho. o Código Civil de 2002. aqueles devidos em razão da mora e da convenção entre as partes.°.º do art. pela mora dos juros contratados. as partes devem se submeter à taxa de 1% ao mês para os juros moratórios. 5. Em outras palavras. . a boa-fé. limita os juros moratórios a 1% ao mês no seu art. até que ponto as partes podem. além da Lei de Usura.626/33. 1. ou seja.° do Decreto 22.626/33 e art. na medida da interpretação do seu art.º. a probidade e a transparência como princípios contratuais expressos (arts. também denominado Lei de Usura. Essa é a mesma conclusão que se extrai do Código Civil de 2002. Como esse decreto. 192 da CF de 1988. como pode parecer diante de uma primeira e desatenta leitura do seu art. o Código Civil de 2002 resgatou toda a inspiração social que pautou diplomas legais da mesma época. É cediço que lei geral posterior não revoga e tampouco altera lei especial anterior.A LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS 197 Posta assim a questão. o Código Civil de 2002 está longe de liberar as taxas de juros convencionais moratórios. O limite imposto aos juros convencionais moratórios decorre dos arts.° do Decreto 22. ou seja. 406. convém verificar as limitações incidentes à contratação da taxa de juros. Nesse sentido. como temos insistido.º e 5. tirante as hipóteses de juros legais. convencionando ou não. por exemplo. estão limitados à taxa 12% ao ano. como. Nesse caso. o Decreto-lei 58/37. certo é que as partes não poderão convencionar livremente esses juros.2 Os juros convencionais moratórios Os juros convencionais moratórios. não revoga ou altera o Decreto 22. ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano do § 3. resta evidente que as partes não podem convencionar juros superiores sob pena de nulidade do excesso. este último determinando que é admitido. encontramos no atual Código Civil a função social. “que estes sejam elevados de 1% e não mais”. aplicável quando não houver convenção dessa espécie ou quando a lei determinar sua aplicação. que veio proteger o promitente comprador. 406 do Código Civil de 2002 tenha definido apenas a taxa legal de juros moratórios. mediante manifestação volitiva elevar as taxas legais de juros. 421 e 422). Aliás. Sendo assim. Portanto. 161. do Código Tributário Nacional.626/33. 406. ainda que o art.

como o mútuo feneratício. a teor de art. (8) .626/33. dependendo sua prática de autorização governamental. o empréstimo de dinheiro com o pagamento de juros compensatórios.º do Decreto 22. a taxa legal de juros moratórios e. 406 c/c o art. em suma. as partes estão limitadas a convencioná-los à taxa de 1% ao mês. art. da Lei 4.595/64. Sendo assim. taxa de juros legais compensatórios. no contrato de mútuo para fins econômicos. Decreto 22. art. do Código Tributário Nacional).Inaplicabilidade dos juros permitidos às instituições financeiras. por exemplo.º. I – O factoring distancia-se de instituição financeira justamente porque seus negócios não se abrigam no direito de regresso e nem na garantia representada pelo aval ou endosso. Como a Lei de Usura. portanto. art.º). 591.º. É que as empresas que operam com o factoring não se incluem no âmbito do sistema financeiro nacional. § 1. limita o pacto de juros. Os juros moratórios e compensatórios podem ser legais. sem que Factoring – Atividade não abrangida pelo Sistema Financeiro Nacional . a taxa máxima de juros compensatórios que poderá ser pactuada nesses outros contratos no âmbito do Código Civil de 2002 é de 2% ao mês. limita os juros convencionais compensatórios ao dobro da taxa legal para todos os contratos. 5. 406. Com efeito. Código Tributário Nacional. são operações típicas. com exceção do contrato de mútuo que está subsumido ao art. art. nos financiamentos imobiliários. e Decreto 22. a teor do que dispõe o art.626/338 (Código Civil de 2002.º. para os juros moratórios. cuja taxa é de 12% ao ano no Código Civil de 2002: arts. Esse limite não se aplica ao contrato de mútuo. combinados com os art. § 1. as partes poderão prever taxa de juros compensatórios de 2% ao mês (Código Civil de 2002. Em consonância com o acatado. III – Recurso não conhecido. II – O empréstimo e o desconto de títulos. 161. por analogia. além dos financiamentos de bens móveis em geral. 591 do Código Civil de 2002. a taxa não poderá exceder a taxa fixada no art. Relator: Ministro Waldemar Zveiter”. ou seja. o Código Civil de 2002 limitou a taxa de juros no contrato de mútuo para fins econômicos a 1% ao mês. 406.626/33. Essa taxa de juros de 1% ao mês passa a ser. do Código Tributário Nacional. 161. 406 e 591. 1. com exceção daqueles regulados pelo Sistema Financeiro da Habitação que se submetem a limites especiais. em razão da limitação especial exsurgente do art. privativas das instituições financeiras. § 1. Daí que nesse tipo de contrato não se aplicam os juros permitidos as instituições financeiras. 17. ou seja. 161.200 JUROS Sendo assim.

da Lei 8.08. a par dos limites gerais impostos pela Lei de Usura e pelo Código Civil de 2002 para os juros convencionais moratórios e compensatórios.º do art. de repetição de indébito ou até consignatória. entre outras. dispõe que a nulidade parcial de um ato não o prejudicará na parte válida.4 Limites decorrentes de leis especiais e conclusões Ainda que a Emenda Constitucional 40/2003 tenha suprimido o limite de 12% ao ano imposto pelo § 3. a teor do que dispõe o art. se esta for separável. decorrentes de legislação extravagante.172-32.° e 3. III e IV. deve ensejar a devolução dobrada. 2.531 do Código Civil de 1916”.13 vez que é nula a parte da cláusula que estabelece juros excessivos. 42 e 51.12 a responsabilidade em regra é objetiva.º.626/33. de acordo com os arts.04. Todavia. mister se faz um consumidor e um fornecedor. mas de boa-fé.078/ 90. de tal sorte que a simples cobrança negligente. 153 do Código Civil de 1916). 6. 192 da CF. Portanto.1999 (n. 11 e 13 do Decreto 22.202 JUROS De outro lado. De qualquer forma.º. da Súmula do Supremo Tribunal Federal. certo é que. Tratando-se de relação de consumo. o art. De acordo com essa orientação. No âmbito da responsabilidade contratual não há qualquer distinção entre culpa leve ou grave. de 05. 4. 5. . 184 do Código Civil de 2002 (art. 42 e 51 do Código de Defesa do Consumidor.º. a orientação merece reparo. acorde com o critério objetivo adotado pelos arts. XV. segundo o verbete 159. não se aplica a regra da devolução em dobro no caso da cobrança excessiva de boa-fé. existem outros limites que devem ser respeitados.820. Súmula 159 do STF. mesmo que de boa-fé. dando ensejo a ação declaratória. 1. em virtude do disposto nos arts.2001) nas relações civis. a quantia deverá ser restituída em dobro. não dá lugar às sanções do art. (12) (13) Para que se configure relação de consumo. de 23. 1.078/90. “Cobrança excessiva. Nesse caso a devolução se faz pelo excesso acrescido de correção monetária e juros legais. além dos arts. 2.º da Medida Provisória 1. Entretanto. o contratante lesado poderá ver-se ressarcido de valor equivalente ao dobro do que eventualmente tenha pago em excesso. 42 do Código de Defesa do Consumidor e o art. a mens legis foi coibir práticas gravemente culposas ou dolosas.° da Lei 8. 1.

626/33. § 1. . arts. art.º). ou seja. 161. art.204 JUROS d) juros convencionais compensatórios nos contratos de mútuo: 1% ao mês (Código Civil de 2002. Código Civil de 2002. e Código Tributário Nacional. 406 e 591).º. o dobro da taxa legal de juros (Decreto 22. 1. 406. art. e) juros convencionais compensatórios nos demais contratos: 2% ao mês. e.

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II. São Paulo. Compilação. Rio de Janeiro: Record. Souza Diniz. 72. Código Napoleão ou código civil dos franceses. Tudor Economic Documents. aprovado pelo Decreto-lei 47. Revista de Direito Administrativo (RDA). 692. textos e compilações Código Civil alemão. 108.].].. 1960. n.jus. Rulling Case Law. Legislação Informatizada Saraiva (CD ROM Jurídico). 278. 1961. São Paulo: RT. de 25 de novembro de 1966.com. São Paulo: Lex. 69 e 97. E. Rio de Janeiro: Record. 486. São Paulo: Atlas. ed. [s. Rio de Janeiro: Record. Vol. Trad. Juis. Trad. ns.]. 1961. 91. 21. Estados Unidos da América: [s. Concordado por Hugo M. 347. Estados Unidos da América: Michael and Wechsler. 1995. 1997. 147. 698. Inglaterra. Jurisprudência Informatizada Saraiva n.e. 5. Código Civil italiano. Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras. 27. 13. LIS. 153.2000. R.d. Manual de controle operacional de sociedades de arrendamento mercantil.]. ns. 1998. Revista Trimestral de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ). Acesso em: 18. Tawney. Power. 649. ed. Londres: Longmans. [s. São Paulo: RT. Souza Diniz. Vol. Há anatocismo na tabela price? Disponível em: <http:// www. Rio de Janeiro: Record. Vol. Vol.br>. São Paulo: Saraiva: 1999. United States Supreme Court Digest. 143. Columbia University. 1924. Estados Unidos da América. 2.d. Pinto Bouquet.d. 54. [s. Souza Diniz.L. 545. 77. 121. Revista dos Tribunais (RT). 686. Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RJTJES). Buenos Aires: Editorial “Repertorio Jurídico Mor” S. [s.]. Souza Diniz.344. ns. Saraiva: junho/julho de 2000. Vol. . 107. ns. Green and Company. Periódicos. Trad. Estados Unidos da América: American Law Institute. 17 (CD ROM Jurídico). 1962. 592. 2. Código federal suiço das obrigações. 607. Revista do Tribunal Federal de Recursos (RTFR). Trad. Criminal law and its administration. II.d.06.R. Código Civil de la Republica Argentina (con las notas de Vélez Sársfield). H. Stephen’s commentaries on the laws of England. 116.BIBLIOGRAFIA 355 Oziel Chaves. Restatement of the law (22 vols). Código Civil português. Coimbra: Almedina.

que não poderá exceder à incidente sobre a conta única. no uso da atribuição que lhe confere o art.963-17.º O Ministro de Estado da Fazenda. § 1. inclusive fundos por elas administrados. Dispõe sobre a administração dos recursos de caixa do Tesouro Nacional. § 2. adota a seguinte Medida Provisória.APÊNDICE 1. os recursos poderão. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. 1. os recursos dos fundos. Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional. . Parágrafo único. ou na Caixa Econômica Federal.A. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional. na data do vencimento respectivo ou no dia imediatamente posterior ao do pagamento dos rendimentos. das autarquias e das fundações públicas federais não poderão ser aplicados no mercado financeiro. excepcionalmente. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 62 da Constituição.º Os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. 2. Art. em casos excepcionais.º Os recursos que se encontrarem aplicados no mercado financeiro em 31 de dezembro de 1998 deverão ser transferidos para a conta única do Tesouro Nacional no dia 4 de janeiro de 1999 ou.º de janeiro de 1999.1. § 3. com força de lei: Art. de 30 de março de 2000.170-36.º Às entidades a que se refere o art. no caso de aplicação que exija o cumprimento de prazo para resgate ou para obtenção de rendimentos.º. consolida e atualiza a legislação pertinente ao assunto e dá outras providências. observado o disposto no parágrafo único do art. a critério do Ministro de Estado da Fazenda. 1o que possuem. em 15 de dezembro de 1998. ser depositados no Banco do Brasil S. autorização legislativa para realizar aplicações financeiras de suas disponibilidades é assegurada a remuneração de suas aplicações.º A partir de 1. MEDIDA PROVISÓRIA 2. na forma regulamentada pelo Poder Executivo. poderá autorizar as entidades a que se refere o caput deste artigo a efetuar aplicações no mercado financeiro.

Parágrafo único. ajustando-os ao valor corrente. considerar-se-ão a vontade das partes. ordenar a restituição. as circunstâncias da celebração do contrato. na hipótese de já terem sido cumpridas. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. nas hipóteses que prevê. com o pretexto de conferir ou transmitir direitos. II – nos negócios jurídicos não disciplinados pelas legislações comercial e de defesa do consumidor. . 1. na hipótese de cumprimento da obrigação. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. sempre que demonstrada pelo prejudicado. Para a configuração do lucro ou vantagem excessivos. de 5 de abril de 1999. ou. o ônus da prova nas ações intentadas para sua declaração.820. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. estipulados em situação de vulnerabilidade da parte. em dobro. que continuam regidas pelas normas legais e regulamentares que lhes são aplicáveis.APÊNDICE 359 2. direta ou indiretamente. de capitais e de valores mobiliários. as práticas de mercado e as taxas de juros legalmente permitidas. a verossimilhança da alegação. bem como às operações realizadas nos mercados financeiro. em dobro. 2. 4. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. no uso da atribuição que lhe confere o art. caso em que deverá o juiz. se requerido. assim consideradas as que estabeleçam: I – nos contratos civis de mútuo. Art.º São igualmente nulas de pleno direito as disposições contratuais que. são celebradas para garantir. adota a seguinte Medida Provisória. se requerido. ordenar a restituição. da quantia paga em excesso. da quantia recebida em excesso. restabelecer o equilíbrio da relação contratual. Art.172-32. Art. 3. lucros ou vantagens patrimoniais excessivos.º Nas ações que visem à declaração de nulidade de estipulações com amparo no disposto nesta Medida Provisória. caso em que deverá o juiz.º São nulas de pleno direito as estipulações usurárias. ajustá-las à medida legal ou. 62 da Constituição. Estabelece a nulidade das disposições contratuais que menciona e inverte. contratos civis de mútuo com estipulações usurárias. com força de lei: Art.º As disposições desta Medida Provisória não se aplicam: I – às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. o seu conteúdo e natureza. MEDIDA PROVISÓRIA 2. taxas de juros superiores às legalmente permitidas. ou pelas circunstâncias do caso. a origem das correspondentes obrigações. incumbirá ao credor ou beneficiário do negócio o ônus de provar a regularidade jurídica das correspondentes obrigações.

Art.” (..º da República. 15-A.º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. por interesse social.. 27. para o processo de desapropriação de imóvel rural. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .º de janeiro de cada ano. a partir de maio de 2000.º deste artigo se aplica: I – ao procedimento contraditório especial.º A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado. não podendo os honorários ultrapassar R$ 151. 24 de agosto de 2001.183-55.) § 1.º O disposto no § 1. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. 100 da Constituição.º. Brasília.º da Independência e 113. e somente serão devidos à razão de até seis por cento ao ano.º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. Nas ações a que se refere o art. 9. 8. § 4. com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do respectivo período.. em especial aqueles destinados à proteção ambiental.000.. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. para fins de reforma agrária.º O valor a que se refere o § 1. que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença. 15-B.” “Art. 180. observado o disposto no § 4.º será atualizado. (.” “Art. (. nos termos do art.362 JUROS § 3. II – às ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação. os juros moratórios destinamse a recompor a perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada na decisão final de mérito.º Nas ações referidas no § 3. de 27 de julho de 2001. 20 do Código de Processo Civil. no dia 1.. § 4.. de rito sumário.) Art.) § 3. a partir de 1o de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito.º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2.º do art.00 (cento e cinqüenta e um mil reais).

160-25. MEDIDA PROVISÓRIA 2.º A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida.º. em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada. 1. 3. A garantia constituída será especificada na Cédula de Crédito Bancário. capitalizados ou não. os critérios de sua incidência e. por pessoa física ou jurídica.º A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido. no uso da atribuição que lhe confere o art. Parágrafo único.º A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro. § 2. representando promessa de pagamento em dinheiro. 2. seja pela soma nela indicada. Art. com força de lei: Capítulo I DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Art.º Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados: I – os juros sobre a dívida. real ou fidejussória. com ou sem garantia. bem como as hipóteses de vencimento antecipado da dívida. § 1. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida em moeda estrangeira. II – os critérios de atualização monetária ou de variação cambial como permitido em lei. ou nos extratos da contacorrente. cedularmente constituída. bem como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior. adota a seguinte Medida Provisória. observadas as disposições do Capítulo II desta Medida Provisória e. 62 da Constituição. Dispõe sobre a Cédula de Crédito Bancário. Art.925. certa. § 1. de qualquer modalidade. elaborados conforme previsto no § 2. III – os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas e penalidades contratuais. se for o caso. líquida e exigível. . decorrente de operação de crédito. desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros. DE 23 DE AGOSTO DE 2001 Originária: Medida Provisória 1. as da legislação comum ou especial aplicável. no que não forem com estas conflitantes. de 14 de outubro de 1999. seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo.º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional.APÊNDICE 363 4. a periodicidade de sua capitalização.

º A garantia da obrigação abrangerá. § 3. benfeitorias de qualquer espécie. ao qual se aplicarão.APÊNDICE 365 VI – a assinatura do emitente e. fungível ou infungível. assinadas pelo emitente e pelo terceiro garantidor. consumível ou não. disponível e alienável. frutos e qualquer bem vinculado ao bem principal por acessão física. se for o caso. 5. no que couberem.º A Cédula de Crédito Bancário será emitida por escrito. devendo constar nas demais vias a expressão “não negociável”. ou por seus respectivos mandatários. intelectual. Art. na Cédula.º Somente a via do credor será negociável. mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equiparada. ou de seus respectivos mandatários. Capítulo II DAS GARANTIAS CEDULARMENTE CONSTITUÍDAS Art. Parágrafo único. Parágrafo único. passando esse documento a integrar a Cédula para todos os fins.º A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real. 7. 9. devendo cada parte receber uma via.º A constituição da garantia poderá ser feita na própria Cédula de Crédito Bancário ou em documento separado. neste caso fazendo-se. Art. § 2. O penhor de direitos constitui-se pela mera notificação ao devedor do direito apenhado.º A constituição de garantia da obrigação representada pela Cédula de Crédito Bancário é disciplinada por esta Medida Provisória. caso em que o endossatário. presente ou futuro. . 8. industrial ou natural. Art.º O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua fácil identificação. poderá exercer todos os direitos por ela conferidos. inclusive cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula. móvel ou imóvel. Art. que integrará a Cédula de Crédito Bancário para todos os fins. com os requisitos previstos no caput deste artigo. em tantas vias quantas forem as partes que nela intervierem. do terceiro garantidor da obrigação. § 4. datado. se houver. neste último caso constituída por bem patrimonial de qualquer espécie.º A Cédula de Crédito Bancário pode ser aditada. 6. material ou imaterial. § 1. A descrição e individualização do bem constitutivo da garantia poderá ser substituída pela remissão a documento ou certidão expedida por entidade competente. retificada e ratificada mediante documento escrito. além do bem principal constitutivo da garantia.º A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto. todos os seus acessórios. sendo aplicáveis as disposições da legislação comum ou especial que não forem com ela conflitantes. cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal. as normas do direito cambiário. valorizações a qualquer título. menção a tal circunstância.

no que não contrariar o disposto nesta Medida Provisória.º do Decreto 21. no prazo máximo de dois dias. ou. 5. a legislação cambial. somente se aperfeiçoando com o recebimento. a critério do Banco Central do Brasil. § 4. Os títulos de crédito e direitos creditórios. que tenham sido objeto de desconto. observandose os requisitos. salvo convenção em contrário. observando-se as normas e instruções baixadas pelo Conselho Monetário Nacional. § 5.º do art. Brasília. os critérios e as formas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. de 9 de junho de 1932. devendo proceder. como comissária del credere. desde que inscritos em termo de tradição eletrônico constante do Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário.º da República. dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes. § 2. representados sob a forma escritural ou física.º do Decreto 21. ou.160-24. poderão. 22. inscritos nos termos de tradição. poderão ser admitidos a redesconto junto ao Banco Central do Brasil. 23 de agosto de 2001.368 JUROS da pelo seu titular ou mandatário com poderes especiais e averbada junto à instituição financeira emitente. 180. § 1.º A inscrição produzirá os mesmos efeitos jurídicos do endosso. 20. que os guardará e conservará em depósito.º Os títulos de crédito e documentos representativos de direitos creditórios. não sendo eletrônico o termo de tradição. 21. para fins de redesconto.º Entendem-se inscritos nos termos de tradição referidos no § 1. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. de 2 de julho de 2001.499. permanecer na posse direta da instituição financeira beneficiária do redesconto. de 10 de outubro de 1932. 1. Art. § 3. no termo de tradição previsto no § 1. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . pela instituição financeira proponente do redesconto. 23.º os títulos de crédito e direitos creditórios neles relacionados e descritos. após a assinatura das partes. Art. Capítulo IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. de mensagem de aceitação do Banco Central do Brasil. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória 2.º As despesas e os encargos decorrentes da transferência e averbação do certificado serão suportados pelo endossatário ou cessionário.928.º da Independência e 113. à sua cobrança judicial ou extrajudicial. ainda. seus avalistas e terceiros garantidores. com a redação dada pelo art.º Os títulos de crédito e os direitos creditórios de que trata o caput considerarse-ão transferidos. à propriedade do Banco Central do Brasil. Art.

os juros compostos somente são devidos por aquele que praticou o crime. devidamente corrigidas. corrigido monetariamente. são cumuláveis juros compensatórios e moratórios. os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e. Súmula 131 — Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios. Súmula 54 — Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. a partir da efetiva ocupação do imóvel. Súmula 93 — A legislação sobre cédulas de crédito rural. Súmula 204 — Os juros de mora nas ações relativas a benefícios previdenciários incidem a partir da citação válida. na desapropriação direta. são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. Súmula 102 — A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios. em caso de responsabilidade extracontratual. contam-se desde o trânsito em julgado da sentença. Súmula 70 — Os juros moratórios. são devidos correção monetária. nas ações expropriatórias. SÚMULAS DO STJ Súmula 12 — Em desapropriação. Súmula 29 — No pagamento em juízo para elidir falência.APÊNDICE 369 5. incidem a partir da imissão na posse. na desapropriação indireta. não constitui anatocismo vedado em lei. Súmula 186 — Nas indenizações por ato ilícito. juros e honorários de advogado. Súmula 188 — Os juros moratórios. na desapropriação direta ou indireta. na desapropriação indireta. na repetição do indébito. comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros. Súmula 176 — É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor a taxa de juros divulgada pela Anbid/Cetip. Súmula 56 — Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios pela limitação de uso da propriedade. calculados sobre o valor da indenização. Súmula 69 — Na desapropriação direta. Súmula 114 — Os juros compensatórios. incidem a partir da ocupação. . corrigido monetariamente. Súmula 113 — Os juros compensatórios. calculados sobre o valor da indenização.

163 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.” Art. Até que sejam fixadas as condições do art. O sistema financeiro nacional.]” Art.] “V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta. 163 e o art..º O inciso V do art..] “[. “VIII – (Revogado).” “I – (Revogado). “§ 2. são vedados: .º (Revogado). 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 52 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal... e o caput do art. [. “a) (Revogada).370 JUROS 6. “II – (Revogado). “b) (Revogada).º do art. “§ 1.º (Revogado). 3. “III – (Revogado). 1.. “§ 3. em todas as partes que o compõem. “VI – (Revogado). 52. será regulado por leis complementares que disporão. “[. 192. inclusive.º O caput do art.. estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade. 192 da Constituição Federal. 60 da Constituição Federal. “VII – (Revogado). abrangendo as cooperativas de crédito. 192 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.º O art. 40. DE 29 DE MAIO DE 2003 Altera o inciso V do art. 163. EMENDA CONSTITUCIONAL N. sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. “V – (Revogado). 2.º (Revogado). promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. “IV – (Revogado). 192. nos termos do § 3.

4. 1. Mesa da Câmara dos Deputados: Deputado JOÃO PAULO CUNHA. 1.º Secretário – Deputado Nilton Capixaba. .º Secretário – Senador Heráclito Fortes. 1.º Secretário – Senador Alberto Silva. 3. 2. 4.º Secretário – Deputado Severino Cavalcanti. 4. 1.]” Art. Presidente – Senador Paulo Paim.º Secretário – Senador Sérgio Zambiasi. Presidente – Deputado Inocêncio de Oliveira.º Vice-Presidente – Senador Eduardo Siqueira Campos.º Vice-Presidente – Deputado Geddel Vieira Lima. 2. 2..º Vice-Presidente – Deputado Luiz Piauhylino.º Vice-Presidente – Senador Romeu Tuma..º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.APÊNDICE 371 “[. em 29 de maio de 2003. 2.º Secretário – Deputado Ciro Nogueira.º Secretário.º Secretário. Brasília. 3. Mesa do Senado Federal: Senador JOSÉ SARNEY.

391.oficinadasletras.911/0001-85 .Revisão e diagramação eletrônica Oficina das Letras Apoio Editorial S/C Ltda. www.com.br CNPJ 03.

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