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Fraturas_do_ossos_da_mão

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FRATURAS OSSOS DA MÃO

Tratamento Cirúrgico: • Fraturas com desvio • Fraturas Instáveis Tratamento Conservador

Prof. Dr. Gabriel Paulo Skroch

SUMÁRIO
I – Introdução II – Objetivos III – Princípios de tratamento IV – Imaginologia V – Escolha do tratamento e Biomecânica VI – Indicações relativas VII – Fios de Kirschner / Placa e parafusos VIII – Fratura dos Metacarpeanos IX – Fratura das Falanges X - Complicações

• A mão funciona como um instrumento de defesa, (fraturas de falanges e metacarpos são frequentes) • Objetivos do tratamento dessas fraturas: 1. recuperação funcional 2. retorno para o exercício das atividades prévias
Recuperação funcional precoce depende: 1.estabilidade (não rigidez) 2.redução anatômica • 3. A imobilização em posição funcional (punho: 15-20 E, MCF: >70 F, IFP: 0-10 F) – Posição Intrínseco Plus 1. neutraliza as forças musculares deformantes 2. mantém tensão máxima dos ligamentos colaterais (não contratura articular)

PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO
• • • • restabelecimento da Anatomia, estabilidade, mobilidade ativa precoce mínimo dano adicional às partes moles durante o procedimento cirúrgico

IMAGINOLOGIA • RX em duas incidências são suficientes para avaliação da maioria das fraturas da mão • As fraturas de MTC precisam da incidência Oblíqua (também útil para a avaliação das fraturas articulares) • Avaliação correta da angulação da fratura é avaliada pelo RX em Perfil (incidência Oblíqua pode criar falsa impressão de menor desvio angular) • TAC pode ser indicada nos casos de fraturas com cominuição intra-articular .

Fraturas irredutíveis (incruenta): R. é usada nas fraturas irredutíveis (pela interposição de partes moles ou fragmentos ósseos) • Importante: reabilitação precoce e intensiva Fraturas da mão – tratamento cirúrgico . ( para permitir a consolidação e reabilitação simultâneas) Fraturas redutíveis mas instáveis (mínima lesão de partes moles) são passíveis de fixação percutânea com fios de Kirschner • R.A.I.F. pela lesão periosteal e pelas forças musculares deformantes.I.A.ESCOLHA DO TRATAMENTO E BIOMECÂNICA • Fraturas desviadas : pelo traço da fratura.F.

múltiplas fraturas da mão. em pacientes politraumatizados .I.F. Cominuição.Indicações relativas para a Redução Aberta e Fixação Interna (R.A.): • • • • • • fraturas expostas. traumas associados na mesma extremidade. fraturas peri e intra-articular.

Fios de Kirschner • É o material mais utilizado para fixação das fraturas da mão • Pode ser utilizado percutâneo ou redução aberta • Não produzem compressão da fratura • É um material barato e facilmente disponível • Pequeno trauma adicional de partes moles • Podem ser usados exclusivamente ou conjuntamente com outros materiais (confecção de banda de tensão) .

Fios de Kirschner • Manutenção dos fios até que seja evidenciado a formação de calo no foco da fratura (ou até o período tolerado pelo pacient) • A preferência para as fraturas da mão é para o uso de fios de 1.0mm de diâmetro.5 mm. nas fraturas de MTC são usados fios de 1. • Pode ocorrer perda da redução quando os fios são retirados precocemente o que pode levar a pseudoartrose (principalmente em fraturas cominutivas) .

Placa e Parafuso • É um material de aplicação mais sofisticado e de valor maior. • São necessários experiência e treinamento específico para o seu uso. permitindo início precoce da reabilitação funcional) . • Apresenta maiores dificuldades técnicas e menor margem de erro. • Apresenta a vantagem de estabilidade absoluta da fratura (evita desvios rotacionais e encurtamento.

Placa e Parafuso • Apresentam indicação para uso principalmente nas fraturas com grave cominuição e com perda óssea • Necessário bastante cautela principalmente em fraturas de falange onde há grande chance de restrição da função pela dissecção extensa • Promovem a realização de compressão do foco de fratura .

Fixador Externo • Vantagens: estabilidade e não exposição do foco de fratura • Indicado nas fraturas com grave cominuição intraarticular. tratamento inicial ou definitivo de fraturas expostas graves • Idealmente são fixados no mínimo 2 pinos em cada lado da fratura • Permite compressão e distração do foco de fratura .

Enxerto Ósseo • Indicações para uso: a) casos de defeito cortical no local de inserção de mini-placa. rádio distal. a) Cominuição. b) casos de pseudoartrose atrófica • Geralmente retirado enxerto da ulna ipsilateral. ilíaco ou de BANCO .

Fraturas de Metacarpos • O desbalanço entre a musculatura interóssea e os flexores dos dedos leva a angulação dorsal da maioria das fraturas de metacarpos • Angulação dorsal de até 10° geralmente não levam a restrição funcional • Os ligamentos intermetacarpais previnem encurtamentos maiores que 3-4 mm .

Fraturas de Metacarpeanos • O 2° e 5° MTC são mais propensos a encurtamento pela presença de somente um ligamento intermetacarpal • Geralmente perde-se 7° de extensão para cada 2 mm de encurtamento • Angulações maiores que 30° e encurtamento maior que 4 mm levam a restrição funcional importante .

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Espirais .Fraturas de Metacarpeanos • 5° de desvio rotacional corresponde a 1.Oblíqua .Transversa .5 cm de sobreposição durante flexão do dedo • Classificação: .Cominutivas .

ou fixação com placa/parafusos (4 corticais em cada lado da fratura) . o tratamento cirúrgico pode ser feito por Fios de Kirschner percutâneo ou intramedular.Fraturas de Metacarpeanos • FRATURAS TRANSVERSAS • Geralmente passível de tratamento conservador • Nos casos de dificuldade para redução.

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Fraturas de Metacarpeanos FRATURA OBLÍQUA CURTA • Tratamento semelhante às fraturas transversas • Pode ser tratada com mini-parafusos de compressão interfragmentária .

Fraturas de Metacarpeanos FRATURA OBLÍQUA LONGA • Fixação percutânea com fios de Kirschner • Redução aberta => fixação com Fios de Kirschner ou mini-parafusos • Parafusos tem a vantagem de permitir a neutralização e a compressão da fratura conforme o modo de inserção .

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Fraturas de Metacarpeanos • FRATURAS COMINUTIVAS • Mini-placas são indicadas para fraturas instáveis e cominutivas dos MTC e nos casos de perda óssea • Múltiplas fraturas podem ser submetidas a fixação percutânea ou redução aberta e fixação interna .

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porém o mal alinhamento nessa topografia está associado a graves desvios rotacionais dos dedos e com perda de função • São fraturas que passam desapercebidas com freqüência no atendimento inicial .Fraturas de Metacarpeanos • FRATURAS DA BASE DOS MTC • Geralmente são fraturas estáveis.

diafisárias • Pode ser fixada com placas mini-condilares (região metáfiso-diafisária) • Fios de Kirschner ou placa/parafuso nas fraturas com traço articular • Cuidado extremo para manutenção do suprimento sanguíneo durante fixação interna de fraturas articulares .Fraturas de Metacarpeanos FRATURAS DA BASE DOS MTC • Tratamento semelhante às fx.

Fraturas das Falanges • Fraturas diafisárias da falange proximal geralmente apresentam angulação palmar • Fragmento proximal fletido pela ação dos interósseos • Fragmento distal estendido por ação da bandeleta central • Discrepância tendão/falange (1mm) => perda de 12° de extensão IFP .

Fraturas das Falanges • Maioria das fraturas não-desviadas de falange são passíveis de tratamento conservador pela estabilidade provida pelo periósteo e partes moles • Imobilização em posição funcional => aparelho extensor atua como banda de tensão produzindo compressão da fratura durante a flexão .

inseridos de forma percutânea ou aberta .Fraturas das Falanges • Fraturas transversas e oblíquas curtas com desvio podem ser estáveis após redução incruenta principalmente quando imobilizadas em posição funcional • Aceitável ate 25° de angulação palmar • Fraturas instáveis podem ser tratadas com fio de Kirschner intramedular ou cruzados.

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expostas.Fraturas das Falanges • Uso de mini-placa em fraturas irredutíveis. múltiplas fraturas e perda óssea • Placa mini-condilar minimiza injúria da bandeleta central diminuindo a chance de deformidade em botoeira da IFP .

Fraturas das Falanges • Fraturas Oblíquas longas com desvio são consideradas instáveis • Fixação percutânea com fios de Kirschner transversos ou oblíquos apresenta boa fixação e bons resultados • Parafusos podem ser utilizados. fraturas da pelve ou coluna associadas e traumas da mesma extremidade .múltiplas. produzindo maior estabilidade e pouco dano adicional e partes moles • Redução aberta e fixação interna indicada em fraturas expostas.

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com mini –parafuso. . cirúrgico (redução fechada e fixação percutânea com Fios de Kirschner) c) Redução aberta + Fixação Interna (casos irredutíveis.Fraturas das Falanges • Fraturas articulares. unicondilares e sem desvio da FP e FD e fraturas unicondilares (menos que 25% da superfície articular): a) passíveis de tratamento conservador com mobilização precoce b) Tto.

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Fraturas das Falanges • Lesões irreparáveis podem ser tratadas com artroplastia primária ou tardia ou artrodese • Ambos produzem alívio da dor e mantém alinhamento e estabilidade articular • Disponível implante bicondilar de silicone constrito e não-constrito para artroplastia • Artrodese reservada para casos de destruição articular não passíveis de artroplastia .

doenças sistêmicas e atraso no tratamento maior que 24 horas . extensa lesão de partes moles.11% • Fatores associados são contaminação grosseira.Fraturas Expostas • Infecção é rara provavelmente pelo alto aporte sanguíneo da mão • Incidência de 5% .

vasculares e nervosas de pequeno porte • Perda óssea (ferida pouco extensa ou lesões por armas de fogo de baixa energia): podem ser estabilizadas e feito enxerto ósseo primário .Fraturas Expostas • Tratamento inicial: limpeza e debridamento • Reparo primário: lesões tendinosas.

Fraturas Expostas • Perda óssea com extensa lesão de partes moles devem ser tratadas inicialmente com estabilização ( FK. fixador externo) • Fixação definitiva e enxerto ósseo realizado após 3 dias ou mais tardiamente até que haja boas condições de partes moles .

Complicações • Rigidez por aderência tendinosa • Contraturas articulares • Rigidez está associado com a complexidade da fratura. lesão extensa de partes moles. imobilização prolongada e dissecção extensa para tratamento cirúrgico .

podendo ser indicada artroplastia ou artrodese • Pseudoartrose sintomática apresenta indicação de cirurgia geralmente com enxerto ósseo e fixação com mini-placa com reabilitação intensiva • Osteotomia indicada nos casos de consolidação viciosa geralmente com necessidade de enxerto ósseo .Complicações • Dor crônica é rara mesmo com sinais de artrose.

produzam irritação da pele.Complicações • Placa/parafuso são retirados: quando estão proeminentes. soltura ou quebra do material • Implantes podem ser removidos: quando é realizado outra cirurgia. como tenolise ou capsulotomia .

FRATURAS DA MÃO • Tratamento cirúrgico das fraturas mais comuns da mão : desviadas e instáveis • Freeland & Geissler. 2001 . JBJS Am 83.

MD J Bone Joint Surg Am 2001 83: 928-945. MD and Arnold-Peter C. Providence.edu Arnold-Peter C.E. RI 02905-3211. #200. Freeland: afreeland@orthopedics. American Academy of Orthopaedic Surgeons Alan E.edu E-mail address for W. E-mail addresYCs for A. 2 Dudley Street. MD William B.edu .umsmed. William B. 2500 North State Street. An Instructional Course Lecture. Geissler. Weiss. MD Department of Orthopaedic Surgery and Rehabilitation.Operative Treatment of Common Displaced and Unstable Fractures of the Hand Alan E. Freeland. MD.umsmed. MS 39216. Weiss. E-mail address: arnoldpeter_weiss@brown. Freeland. Jackson. Geissler.B. Geissler: wgeissler@orthopedics. University of Mississippi Medical Center. MD University Orthopedics.

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